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Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros.
Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros.
Neste episódio falamos um pouco sobre o momento atual do clube, a saída de Mourinho e a chegada de Marco Silva.Com João Nuno e Sérgio Engrácia.
Eu perdi o encontro do controle na época, e meu computador, eu tinha o controle que eu peguei de graça na Epic, mas meu computador não rodava, e nem sei se hoje roda ainda, eu troquei de computador, mas eu não sei se ele é suficiente. Enfim, vamos ver. Acabei de checar aqui, o Alan Wake 2 não tem nem para Switch 1, nem para Switch 2, ou seja, não tem.Então não vou jogar tão cedo assim.Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina AndreoliDois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros.
Eu gostei bastante. Eu acho que o João Varela já proclamou publicamente, em outros momentos, que ele prefere o Breath of the Wild, e eu não preciso ficar fazendo rinha de jogo, né, a gente não precisa ficar escolhendo um só, mas eu acho que assim, se for pra levar um só pra uma ilha deserta, pra ficar jogando pra sempre, eu levo o Tears of the Kingdom, sabe? Não só porque ele é mais jogo, no sentido de ter mais mapa, mais mecânicas e mais possibilidades, como eu acho que ele tem uma história mais legal, aliás, foi o primeiro Zelda que eu joguei que eu falei no Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina AndreoliDois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Agora eu comecei a falar de Death Stranding 2 porque... uma porque eu tô jogando ele, porque eu gosto e porque tu falou do Zelda e esses dias me caiu uma ficha que o Sam, que é o protagonista de Death Stranding, ele é um pouco Link, no sentido de ter uma personalidade praticamente oca. Eu tenho quase, quase certeza que o Kojima queria fazer desse jogo um jogo de protagonista mudo, típicos dos JRPGs.Só que iria ficar muito estranho, né? E também iria ficar no Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina AndreoliDois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros
O âncora Jota Batista e a colunista de política da Folha de Pernambuco, Betânia Santana, receberam, nesta terça-feira (26), no Folha Política, o presidente nacional do PSB, João Campos, ex-prefeito do Recife.
Linha aberta para falar sobre o adeus de Otamendi, a época 25/26 e sobre a questão so treinador.Com João Nuno e Sérgio Engrácia.
E aí, para registro também, o próximo jogo do mês é o Thank Goodness You're Here, um jogo de falar inglês esquisito, um jogo muito bonitinho, muito engraçado, porém, já aviso, que ele vai trazer um debate que parecia esquecido aqui no grupo, que é, o jogo tem banana ou não tem banana? O jogo, ele te coloca um direcionamento ou ele te larga e fala, faz aí o que você quiser, porém, faz aí o que eu quero? Vamos ver.E ainda no registro de andamento, não terminei até hoje o Zelda Tik Tok, estou jogando ele há quase um ano, tenho mais de 200 horas dessa bagaça, e eu não consigo ir para frente na história, eu falo o que vou no Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina AndreoliDois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Interrompemos o especial de carnaval para falar de videogame. Então, Kiki, eu vi que Despelote está na sua conta de Switch, tentei baixar, talvez venha jogar nele, mas com Despelote eu estou indo devagar, devagarinho, como diria Martinho da Vila, porque a minha digníssima Cecília gostou do jogo, ou melhor, ela gostou da nossa reunião de Dark Souls, do Ludens, ouviu atentamente ao Jolda, o show que João R nos proporciona sempre, ouviu a minha introdução e ouviu o Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina AndreoliDois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros.
Eu sou obrigado a fazer uma correção. Você disse que Dota veio do WoW, na verdade Dota veio de um mapa de Warcraft 3. Pois eu como era jogador de Warcraft 3, gosto de valorizar isso e tudo mais, e foi o Warcraft 3 com essa ideia de heróis no meio do exército, que inspirou ou possibilitou desenvolver esse estilo de mapa, que já existia no StarCraft. No StarCraft se não me falo, se chamava AEON, AEON of Strife, foi daí que surgiu o Dois Analógicos - Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina Andreoli Dois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
No episódio do quadro Carreiras IE, João Paulo Lucena conversa com Camila Defaveri sobre uma trajetória profissional marcada por reinvenção, coragem e propósito.Da advocacia trabalhista à magistratura, passando pelo serviço público, atuação em escritórios internacionais e no movimento sindical, Lucena compartilha os desafios de mudar de carreira, assumir novos papéis e desenvolver competências que vão muito além do conhecimento técnico. Ao longo da conversa, ele aborda temas como liderança, gestão, inteligência emocional, comunicação, burnout e a importância de encontrar sentido no trabalho.O episódio também revela um lado pouco conhecido do desembargador: sua paixão pela fotografia e pelo registro da cultura do Pampa gaúcho, mostrando como hobbies e interesses pessoais podem ser fundamentais para manter equilíbrio e saúde mental.Entre os principais aprendizados deste episódio:• Como funciona o ingresso na magistratura pelo Quinto Constitucional• Os desafios de transições profissionais e mudanças de rota• A importância da sensibilidade emocional e da comunicação• O papel da criatividade e dos interesses pessoais na construção de uma carreira sustentável• Conselhos para jovens profissionais e pessoas em transição de carreiraLivro indicado no episódio:
É difícil encontrar uma empresa que não declare pôr o cliente no centro – mas, como clientes, sabemos que raramente é o caso. Ainda bem que há pessoas empenhadas em que essa promessa comece de facto a ser cumprida. Neste episódio, João Filipe Torneiro, Diretor Executivo da DEC Portugal, ensina-nos o que realmente implica focarmo-nos na experiência do cliente: uma transformação que envolve processos, cultura, tecnologia e, sobretudo, as pessoas. Autor do livro Rota de Valor, o João Filipe combina uma formação em engenharia com uma carreira muito destacada em marketing e gestão, o que lhe dá uma perspetiva particularmente interessante sobre como ligar estratégia, execução e criação de valor real para o cliente. Nesta conversa, exploramos o que significa, na prática, trabalhar a experiência do cliente tanto em contextos B2C como B2B. Descobrimos onde falham muitas iniciativas que ficam pela superfície. E discutimos o papel da cultura, da comunicação e da tecnologia, incluindo a inteligência artificial, na construção de experiências que fazem a diferença. Ouça o episódio e descubra: Como distinguir as empresas que trabalham a experiência do cliente das que apenas falam nisso Como usar as métricas para passar das intenções aos resultados Como a experiência do colaborador determina a experiência do cliente O que é, de facto, a cultura de uma empresa – e qual é o seu impacto na experiência do cliente Como aplicar a lógica Account-Based Marketing à experiência do cliente em contextos de venda complexa Como garantir que iniciativas de melhoria da experiência não morrem antes de criar impacto real Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A experiência é o único elemento da proposta de valor que não se copiaJoão Torneiro defende que qualquer empresa – B2C ou B2B – assenta a sua proposta de valor em quatro elementos: marca, produto, serviço e experiência. Os três primeiros são cada vez mais difíceis de diferenciar: as marcas comunicam de forma semelhante, os produtos tornaram-se commodities, e os serviços básicos já são esperados. É na experiência – aquilo que as empresas efectivamente fazem, e não aquilo que prometem fazer – que ainda existe espaço para criar uma vantagem competitiva genuína e difícil de replicar. A cultura não está nos valores da parede. Está no que se faz às 17h de sexta-feira. Quando questionado sobre a diferença entre as empresas que afirmam ser "centradas no cliente" e as que realmente o são, a resposta de João é directa: a diferença está na cultura, e a cultura manifesta-se em comportamentos concretos. Para que exista cultura real, é preciso liderança com propósito, métricas que avaliem o desempenho em função da satisfação do cliente, e práticas de reconhecimento que reforcem os comportamentos certos. Sem experiência do colaborador, não existe experiência do cliente. Um dos pontos mais fortes da conversa é a ligação directa entre Employee Experience (EX) e Customer Experience (CX). João argumenta que não é possível criar uma experiência consistente para os clientes sem primeiro investir no compromisso dos colaboradores – não na "paixão" efémera que se promove em team buildings, mas no compromisso sustentado que resulta de KPIs claros, formação, meritocracia e práticas inclusivas reais.Sobre o convidado:Linkedin João Filipe TorneiroLinkedin DEC Recomendações Livros:Rota de Valor: O Poder da Centralidade no Cliente – João Filipe Torneiro Empresas e Instituições mencionadas:GalpNova SBE (Nova School of Business and Economics)Porto Business SchoolLondon Business SchoolKellogg School of Management Conceitos e metodologias referenciados:Account-Based Marketing (ABM)Net Promoter Score (NPS)Customer Lifetime Value (CLV)Employee Experience (EX) / Customer Experience (CX)
Olá, ouvinte da Rádio Analógica. Fique agora com uma canção do novo álbum Um Bonfire, Um Violão. Uma composição original de João Gilberto. D.S. Afinado, no Dois Analógicos - Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina Andreoli Dois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros.
João Sousa Cardoso, também conhecido como João de Sousa Cardoso, é artista, ensaísta, curador e professor universitário. O seu trabalho desenvolve-se na intersecção entre criação artística, pensamento crítico e investigação, articulando teatro, cinema, artes visuais e escrita.Viveu 5 anos em Paris entre 2005 e 2010, onde concluiu o doutoramento em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne) enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. É membro associado do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le Monde Lusophone, da Universidade de Paris Nanterre, onde leciona regularmente.Enquanto artista, tem desenvolvido um percurso marcado pela relação com a literatura e pela criação em teatro e filme, que cruzam ensaio, ficção e performance. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, no Teatro Nacional D. Maria II (2019), e A Ronda da Noite, a partir de Agustina Bessa-Luís, na Fundação Calouste Gulbenkian (2022). Em 2024, estreou o filme A Santa Joana dos Matadouros, a partir de Bertolt Brecht, na Cinemateca Portuguesa, expandindo a sua prática para o cinema e aprofundando a relação entre imagem, política e representação.Como ensaísta, publicou TEATRO EXPANDIDO! (2016), Sequências Narrativas Completas e A Espanha das Espanhas(2020), mantendo uma escrita próxima das suas práticas artísticas. Colabora regularmente com a revista Contemporânea e com o jornal Público.Na curadoria, tem desenvolvido projetos que cruzam arte, política e história, como o ciclo ABC da Guerra (Teatro Municipal São Luiz, 2025) e a exposição Nampula Macua Socialismo de Manuel Santos Maia (Galeria Quadrum, 2025), além de colaborações com instituições como Serralves, Batalha Centro de Cinema e Centro de Arte Oliva. Desde 2023, integra o Comité de Aquisições do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.É Professor Associado na Universidade Lusófona, em Lisboa, onde dirige, desde 2010, a Licenciatura em Comunicação Audiovisual e Multimédia. Foi Professor Convidado na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 2011 e 2020 e coordena o programa Great Artists on Campus na Universidade Lusófona em Lisboa desde Fevereiro de 2023 que tem, desde Fevereiro deste ano, uma extensão ao Porto numa parceria entre a Universidade e o Batalha Centro de Cinema.Links: https://cargocollective.com/joaosousacardoso www.teatrosaoluiz.pt/espetaculo/abc-da-guerra/ www.ulusofona.pt/evento/great-artists-on-campus-5 https://www.publico.pt/autor/joao-sousa-cardoso https://contemporanea.pt/edicoes/2025/entrevista-joao-sousa-cardosowww.youtube.com/watch?v=Kjp0-yeLBdA https://ajuntament.barcelona.cat/lavirreina/en/exhibitions/american-history/1005?t=3 Episódio gravado a 06.05.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados
Mas agora em termos de projeção de jogos, eu fiquei muito surpreso com o anúncio do Kiln, o jogo de cerâmica da Double Fine, que foi anunciado na Xbox Developer Direct, um evento que eu acho bem chato da Xbox, mas tá bom né, é o que tem. Foi um jogo surpresa, e bom, um jogo da Double Fine, depois do fracasso de vendas do Keeper, ufa né, que beleza, tá viva quem não morreu, que beleza, que alívio. E segundo, que esse jogo aparece na série documental da Double Fine, sobre o processo de criação do Psychonauts 2, que eu fiz referência aqui no Dois Analógicos - Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina Andreoli Dois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Teve o Nine Souls, e eu vou colocar justamente isso. O Nine Souls eu achei legal, gostei bastante. A proposta, o cenário, a história. Tem a luta com a Lady Ethereal, que é maravilhosa. A trilha sonora é fantástica e complementa muito bem. Então não tem como deixar batido essa experiência. Acho que foi um dos pontos altos meus do jogar desse ano. Mas eu não terminei. Eu cheguei no chefe final, e eu tenho uma coisa, e isso vai se repetir no Dois Analógicos - Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina Andreoli Dois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros.
O universo dos sons e os sons do universo explorados em viagens pelo espaço-tempo. Com João Morado
Eu vi alguns campeonatos de Counter-Strike. Estava acompanhando em alguns campeonatos o time da Fúria. E aí... Vi esse último Major e tal. Mas é isso, assim. Também não é nada muito... Não vejo todos os jogos. Aliás, nem vejo os jogos. Vejo os melhores Dois Analógicos - Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina AndreoliDois Analógicos - Listen on Spotify - Linktree
A natureza não dá satisfações. À sua semelhança, também a poesia faz o que precisa fazer, e ninguém deve esperar que se enrede em justificações. Por outro lado, a crítica é uma arte de se mostrar audaz nos motivos que articula, como um criminoso, que fosse dispensado de cumprir qualquer tipo de pena, considerando-se que as motivações eram de tal forma eloquentes que até esse sabujo do homem médio, no seu papel, reconhece que não teria feito outra coisa, se ao menos estivesse dotado de alguma força de carácter e de coragem. Mas, por estes dias, ninguém admite como qualquer proeza significativa deve estar animada de um ímpeto e intenção criminosos, de uma paixão capaz de arrastar com ela e revirar todos os pressupostos, como se a moral se aliviasse da regularidade dos antecedentes para dar origem a uma fronteira e uma via por dentro do impensável, pelo menos até ali. Mas se pensarmos na cultura, aquela de que dispomos ao nosso redor, os exemplos mais propalados, nenhum nos adianta de nada. E o que nos servem os jornais, além dessas estatísticas sanitárias, pois se entre toda aquela jactância há muito não damos por uma ganância da realidade, as estrondosas expectativas que admitem efeitos perversos, bruscos, a vantagem de uma fantasia desordeira, e nem ao menos a sóbria e vesperal magia hebdomadária? O próprio amanhã tornou-se-nos inalcançável. Sim, porque mesmo nas condições de miséria moral actuais, todos se põem a negociar um mínimo. “Sim, porque ainda estamos no crepúsculo moribundo do amanhã, ainda podemos vislumbrar a ideia do futuro”, assinala J.G. Ballard. “Mas os meus filhos, ou os adolescentes de hoje, não estão interessados no futuro. Todas as possibilidades das suas vidas estão contidas dentro de um conjunto diferente de perspectivas, uma vida interior. Se olharmos para os últimos dez anos, podemos ver um contínuo recuo para o interior. Eu cunhei a expressão 'espaço interior' há cerca de dez anos e, geralmente, as previsões dos escritores de ficção científica provam-se erradas com 100 por cento de consistência, mas neste caso eu estava certamente certo: o que se vê é a morte do espaço exterior, o fracasso da aterragem na lua em excitar a imaginação de alguém a um nível real, e a descoberta do espaço interior em termos de sexo, drogas, meditação, misticismo. Basta olhar para a carreira dos Beatles e vê-se este recuo do exterior por etapas constantes, através das drogas, depois da meditação, para um envolvimento mais ou menos completo com os seus próprios corpos. Lennon e Yoko parecem estar a redescobrir a existência táctil, a realidade orgânica dos seus próprios abraços, e isso é muito bonito, eu acho.” Afinal, também esta leitura e previsão acabou por envelhecer mal, azedou, foi para lá do ponto. O interior tornou-se uma espécie de fuga, um álibi, um furo por onde toda a realidade vai escoando. Acabamos por ser levados a reconhecer que não há fundo para a capacidade de cada um, pelas suas razões infindáveis, pela economia das suas forças e por gestão de riscos, tirar o corpo da situação, todos tiram o corpo, e, no final, a realidade vê-se inteiramente abandonada por esta espécie. Aquele cabrão do Pasolini é que se mostrou mais presciente do que todos eles, por nunca se ter fixado em géneros desses que se especializam, e topou-nos bem os vícios, este modo de viver às arrecuas: "Encontramos assim um momento imponderável da cultura, um vazio cultural, povoado por escritores, cada um dos quais mais não faz que seguir a história particular, como numa ilha linguística ou numa área conservadora. Não se trata da crise habitual, mas de um facto totalmente novo, que evidentemente se repercute nas estruturas da sociedade." Talvez devêssemos esquecer por uns anos a longa tradição, fundar um período de intervalo, não regar os vasos, deixar toda essa vegetação que nos cobre o juízo definhar, não agir de acordo com os pressupostos, atacar as convenções, assumir o lado deficiente, ficar reduzido aos modos mais directos, aos elementos de ligação, aos contactos em que elegemos este ou aquele, e não uma suposta audiência, não alimentando a conveniência dos públicos enfartados da arte e de todos os seus produtos. Poderíamos ficar-nos pelos gestos tão fáceis de serem omitidos, dos quais muitas vezes só resta um carimbo, um selo, um minúsculo sinal de sentido tão limitado. Poderíamos voltar às correspondências que exigem algum grau de cumplicidade, os postais, as missivas que tinham um destinatário mais ou menos seguro, remontar os rastros “desses escritos desajeitados em que, no fundo, não se diz outra coisa senão que se continua vivo e que esperamos voltar a ver‑nos em breve”, aventa Georges Perec… “parece-me que emerge algo que constitui o próprio tecido da nossa existência no que ela tem de mais quotidiano e próximo: uma história esquecida, tão pouco importante face aos nomes dos generais e das batalhas, mas que conta muito mais do que é feita a nossa vida do que aquilo que os historiadores, na maior parte das vezes, nos contam.” Afinal, uma ética dos afectos não se sustém sem a alternativa, sem aquele desprendimento, que começa por não se tomar como o centro seja do que for. Em vez de determinar a acção, um tipo aceita possuir “o encantamento de receber/ de secretamente sem fim/ receber o impalpável”. Deixamo-nos ficar por aí, entre os buracos, as zonas que não se resolvem, assistindo à invasão que é uma evasão, com Michaux, e, desse modo, pode-se chegar a ser “visionário por extensão/ por limpidez/ por acréscimo// As palavras relidas nas chamas/ e a religação distendem-se/ distendem-se/ vastas, sagradas, solenes/ em luzes violentas/ em surtos// Infinito/ Infinito que já não intimida (…) Amotinadoras impotências (…) O edifício dobra/ Eu tinha pernas noutros tempos/ A mão também se desprende”… E tudo isto para chegar à conclusão de que estamos desfeitos pelos elementos da rejeição, de já nada esperarmos uns dos outros, de não contar que venha ninguém que faça o que ainda não nos dispusemos a fazer por nós próprios… É difícil começar seja o que for no meio de tanta gente tão empenhada em reagir contra, nem sabe ao certo o quê, mas está contra o que quer que venha arranjar uma crise própria, e que a obrigue, por um momento que seja, a abandonar os seus monumentos, perdê-los de vista, bem como esse orgulho de pertença, as relações que a confirmam naquela sua frivolidade céptica, naquela sua petulância melancólica e geral indiferença, ou negligência. Ainda a altivez perante a decadência – tudo sinais do fim cuja proximidade parece tornar-nos incapazes de o reconhecer. E o pior é que se queriam reclamar da poesia desde logo esses que se encontravam sempre de ouvido cheio. Isto é o que se sabe destas duas décadas e trocos, deste quartel de uma época que se empurra com a barriga… Começam a falar de poesia e o que se ouve senão esse “carrilhão retrospectivo”? Neste episódio, e com tantos livros sobre a mesa, os esforços preparatórios e os subsequentes à antologia crítica que nos serviu de motivo, procuramos espalhar ainda mais migalhas, renunciando ao século no sentido que este leva, e ao modo como tantos se inclinam perigosamente sob as honras, sendo que a nós nos interessa resgatar o sentido negativo, ganhar a periferia do mundo civilizado, e pensar hipóteses de nos retirarmos, mesmo que por intervalos mais ou menos breves, dos seus mercados. Os rapazes vieram do Porto para falarmos da antologia, A Rosa Devorada pelos Espinhos, entre outras questões, outros modos de se usurpar o lugar perdido, encarar de frente tudo o que nos surge, esse tremor dentro dos elementos, apreciar o ouro da ininterrupção que se amontoa sem que os leitores se dêem conta. Acusam-nos de maldade, como é natural. De termos ido já muito para além da conta em termos de blasfémias. Talvez isto nos venha dessa arrogância de achar que a poesia exprime aquela ânsia de quem procura viver no mundo, “mas fora das concepções que dele existem” (Wallace Stevens).
ENTREVISTA REALIDADES DA SAFRA COM - João Vidotto - Ger. de Des. de Mercado e Produtos da Fortgreen no Brasil e Paraguai
Factos Curiosos e às vezes até interessantes sobre as marcas. Essas coisas que passam a vida a tentar seduzir-nos. Com João Soares Barros.
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O Futeboteco recebe hoje o jornalista JOÃO GONZALES, da ESPN, para o episódio 303 do Tomando Uma Com! APOIO BETNACIONALSe for maior de 18 anos aposte na BetNacional:https://betnacional.bet.br/REDES SOCIAIS:Instagram:https://www.instagram.com/futebotecotv/Twitter:https://twitter.com/FutebotecoTVFacebook:https://www.facebook.com/futebotecotvTikTok:https://www.tiktok.com/@futebotecotv?Kwai:https://www.kwai.com/@futebotecoTV------------------------------------------------------------APRESENTADORES:Rodolfo Gomeshttps://www.instagram.com/rodox_gomesFelipe Oliveirahttps://www.instagram.com/felipe_futebotecoPRODUÇÃO:João Rodrigueshttps://www.instagram.com/joaor_r
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