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Hoje vamos falar de uma das histórias mais obscuras e brutais da Ditadura Militar brasileira: um campo de concentração criado especificamente para indígenas, em que prisioneiros de mais de 20 etnias foram submetidos a torturas, trabalho forçado e tentativa de genocídio cultural. O Reformatório Krenak funcionou em pleno território do povo Krenak, em Minas Gerais, e representa uma página que a maioria dos brasileiros desconhece sobre os crimes da ditadura. Patrocinadores: drinko e lista secreta
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Neste episódio, Ygor Martins corre nas matas e Thiago Tartaro é hipnotizado por todos os Curupiras que já deixaram seus rastros invertidos na arena do Bumbódromo.É mais um Megazord de Lendas!Roteiro: Thiago TartaroGravação: Ygor Martins e Thiago TartaroEdição: Tio HélioApoie-nos em apoia.se/papodetoadaTorne-se membro de nosso canal no Youtube e tenha acesso antecipado aos episódios inéditos.OBS:O Megazord é um quadro que busca compilar e analisar todas as vezes que um momento de item 17 ou item 04 já apareceu na arena, em um determinado recorte de tempo.Fontes de pesquisa:BURTON, Adrian. Who's afraid of the Curupira? In: Frontiers in Ecology and the Environment. V 16. Junho de 2018. CASCUDO, Luis da Camara. Dicionario do Folclore Brasileiro. São Paulo. Global. 2012.NETO, Eraldo Medeiros Costa. Curupira e Caipora: o papel dos seres elementais como guardiões da natureza. In: Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi de Ciências Humanas. 18 (1). 2023.SANTOS, Antonio Rogerio dos e outr. Os Apurinã, Tenetehara, Kambeba, Huni Kui, Maragua, Tikuna e Krenak gritam: cuidado, o curupira vai te pegar! In: Revista Tabuleiro de Letras. V 16 N 1. Jan-Jun 2022. Araújo, G. dos S. (2023). Curupira: configuración del mito en las narraciones orales de los pueblos de la selva. Muiraquitã: Revista De Letras E Humanidades.
As 200 nations from around the globe meet on the edge of the Amazon rainforest to hammer out cooperative goals on climate change, Indigenous people are making their presence known. They are included in discussions but have no negotiation power outside of the official representation from the countries they reside in. Many Indigenous attendees have organized marches, experienced civil disobedience, and even clashed with security officials in order to have their voices heard. Notably absent from this year's talks is any senior Trump administration delegation. We'll hear Indigenous perspectives about their role at COP30. We'll also hear from Cree journalist Brandi Morin, who spent months reporting on conflicts between Indigenous communities in Ecuador and Canadian mining companies. Currently, Ecuador's president is working on reforming the country's constitution to open up more natural resources for extraction. GUESTS Taily Terena (Terena), Indigenous climate and land activist Andrea Carmen (Yaqui), executive director of the International Indian Treaty Council Edson Krenak (Krenak), Brazil program manager for Cultural Survival Brandi Morin (Cree, Iroquois, and French), journalist
Die brasilianische Militärdiktatur endete 1985, doch ihre Aufarbeitung verläuft schleppend. Besonders Indigene wie die Krenak litten unter Gewalt und Vertreibung. Nun fordern sie ihr Land zurück – erste Gerichtsurteile geben ihnen Recht. Azade Pesmen, Anne Herrberg, Katrin Materna www.deutschlandfunkkultur.de, Weltzeit
During the Brazilian military dictatorship, the Krenak indigenous people were banned from speaking their language, imprisoned in reformatories and forcibly displaced from their land. In 2024, the State asked them for forgiveness. Can it be granted? Journalist Pūlama Kaufman travels to the remote city of Resplendor in the south-east of Brazil to meet up with Brazilian environmental journalist, Cristina Serra. Together, they are welcomed into the Krenak Indigenous territory where they speak with Karnak elders, philosophers and community leaders. The Documentary uncovers the many layers to what Brazilian Civil Prosecutor Edmundo Dias calls an intentional, “genocide” of the Krenak, lead by Brazilian federal agencies. For decades, very little was known about what the Krenak suffered during the dictatorship, but now they are speaking out. And in 2024, the Amnesty Commission made its first ever apology to an Indigenous group when the president of the Commission got down on her knees in front of the Krenak.
O podcast de hoje reúne trechos de uma conversa recente com Ailton Krenak, escritor, líder indígena e ambientalista. Ele falou sobre seus livros e as temáticas que eles abordam.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O BdF Entrevista desta segunda-feira (23) recebe o escritor Ailton Krenak para um papo sobre avanço da destruição ambiental, o impacto do desmonte feito por Bolsonaro no Estado brasileiro e seu primeiro ano como imortal da Academia Brasileira de Letras.
O escritor Ailton Krenak chega em Brasília na quarta-feira (11) para um encontro com leitores na Caixa Cultural. A jornalista Nita Queiroz tem os detalhes.
Em mais um episódio da série "Por que ler...", Arthur Marchetto e Cecília Garcia Marcon recebem o professor, pesquisador e escritor Bruno Anselmi Matangrano para discutir o pensamento de Ailton Krenak.Os três conversam sobre seu pensamento filosófico, as contribuições e otimismos nas discussões sobre o capitalismo, colapso climático e o possível fim de um mundo.Além disso, é possível descobrir algumas coisas sobre suas particularidades de escrita e descobrir outros livros que aprofundam os pensamentos e imaginários de varias tradições indígenas.---LinksApoie o 30:MINSiga a gente nas redesJá apoia? Acesse suas recompensasConfira todos os títulos do clube!---Bruno Anselmi Matangrano - Academia.eduBruno Anselmi Matangrano - Research GateFantástico brasileiro: O insólito literário do romantismo ao fantasismo, de Bruno Anselmi Matangrano e Eneias TavaresContos para uma noite fria, de Bruno Anselmi MatangranoOs ebálidas de pseudo-outis, de Bruno Anselmi Matangrano---Livros citados no episódioA vida não é útil, de Ailton KrenakIdeias para adiar o fim do mundo, de Ailton KrenakFuturo ancestral, de Ailton KrenakO amanhã não está à venda, de Ailton KrenakCada remada uma história, de Tiago Hakiy, Daniel Munduruku, Cristino Wapichana, Roni Wasiry e Mauricio NegroOriginárias: uma antologia feminina de literatura indígena, organizado por Trudruá Drorrico e Maurício NegroNós: uma antologia de literatura indígena, organizado por Maurício NegroKuján e os meninos sabidos, de Ailton Krenak e Rita CarelliUm rio um pássaro, de Ailton KrenakEncontros: Ailton Krenak, organizado por Sergio CohnTerrapreta, de Rita CarelliA morte e o meteoro, de Joca Reiners Terron---Outras citaçõesRoda Viva com Ailton KrenakPlaylist Conversas na rede com Ailton Krenak
Mi huesped en este episodio es Claude Guislain, un antropólogo peruano que pasa la mayor parte de su tiempo con pueblos indígenas en Perú, Colombia y Brasil. Con su primera investigación sobre el uso de la ayahuasca y el chamanismo por parte de los occidentales en Iquitos (2005-2007), inició el viaje que lo llevó a dedicar su vida a tender un puente entre la sabiduría indígena y el mundo moderno. A lo largo de más de quince años dedicados casi exclusivamente a apoyar tanto a curanderos indígenas como a pacientes y exploradores occidentales, ha estado al servicio de los procesos de curación de cientos de personas. Ha estado trabajando y formándose con los Shipibo desde 2013, ayudando a la familia López a construir su propio centro. Fue facilitador y asesor en relaciones indígenas en el Templo del Camino de la Luz (2015-2023). Trabaja y aprende con un mamo Arhuaco desde 2012, con un Jaguar del yurupari del Tubú desde 2016 y con el pueblo Yawanawa de Brasil desde 2018.Hoy es asesor y miembro del Comité Técnico del Fondo de Conservación de Medicinas Indígenas y colabora también con ICEERS, y otras organizaciones, inspirándolas y ayudándolas a tejer sus esfuerzos y dones con los procesos indígenas de base.Notas del Episodio* La historia y esperanza de Claude* La idealizacion de los pueblos indigenas* El renacimiento psicodelico* Curacion y cantos* Contradicciones en el turismo psicodelico* La deforestacion, la demanda y la continuidad del conocimiento* Conservacion biocultural* ICEERS & MSCTareaClaude Guislain - Facebook - InstagramIndigenous Medicine Conservation FundInternational Center for Ethnobotanical Education, Research and ServiceTranscripcion en Espanol (English Below)Chris: Bienvenido Claude, al podcast El Fin del Turismo.Claude: Chris. Muchas gracias.Chris: Me gustaría saber si podrías explicar un poco de dónde te encuentras hoy y cómo el mundo aparece para ti?Claude: Buena pregunta. Estoy, ahora mismo estoy en Rio de Janeiro, donde vivo. Soy peruano y también estudié antropología y dedico mucho mi tiempo a los pueblos indígenas, sobre todo en Brasil, en Colombia y en Perú y he estado trabajando en las Amazonas durante muchos años. Y como veo el mundo hoy, desde aquí, pues con mucha preocupación, evidentemente, pero también por lo que hago con alguna esperanza, Chris: Yeah y pues en esa cuestión de lo que haces y de lo que hemos hablado antes, parece que es un gran camino, un camino de ya [00:01:00] décadas y décadas. Y me gustaría, si podemos viendo un un poco más de ese camino. Podrías comentar un poco de cómo llegaste en este gran momento sea por tus viajes, a otros países, a otros mundos, a otros maestros y maestras. Claude: Sí, claro, a ver cómo te explico. Llevo unos 20 años trabajando con lo indigena en general, pero sobre todo con el tema de espiritualidad, plantas maestras como la ayahuasca y esas cosas, y llegue ahí como, creo que, como la mayoría de personas que hoy en día llegan ahí a la selva, o a buscar estas medicinas como se les llaman, que es una, una cierta o una profunda insatisfacción por nuestra propia cultura, por la respuesta que nuestra propia sociedad [00:02:00] nos puede dar existenciales, diría yo. Es como siempre hay una pregunta que uno se dice, "No tiene que haber algo más. No puede ser eso solamente." Esa propuesta, digamos de occidente, no puede ser solamente eso, debe haber algo más, verdad? Entonces eso me embarcó a mí en una búsqueda desde, no sé cuando tenía por ahí unos veinti, veinti y pocos años.Que me llevó a experimentar estas medicinas como la ayahuasca, el San Pedro, los hongos, no por una cosa lúdica, ni ni evasiva, sino por el contrario, con una curiosidad por otras formas de saber y conocer, . Entonces yo me acerqué a estas medicinas, con curiosidad de entender cómo los pueblos indígenas saben lo que saben. Cuál es el origen de su [00:03:00] conocimimomento verdad?Entonces, estudié antropología. Me alejé de la academia rápidamente porque, me pareció mucho más interesante lo que me enseñaban los abuelos que para la antropología eran mis informantes, verdad? Era como, tenía que a mi informante tal, el informante tal. Y me di cuenta que no, que no eran mis informantes, sino que eran maestros y aprendía mucho más con ellos que lo que me enseñaba los libros, o las clases, o los seminarios, verdad?Entonces decidí mas dedicarme a seguirlos a ellos y a seguir aprendiendo con ellos, y ver de qué manera los podía ayudar a ellos. Estos abuelos, estos sabios indígenas. Y eso me llevó a un camino maravilloso de que hoy en día le llamo "la gente puente," no? O sea, gente que estamos en ese lugar de interface, entre el conocimimomento, la sabiduría que nos queda de los pueblos [00:04:00] indígenas y el mundo occidental, el mundo moderno. Y en ese nuevo tipo de encuentro que está surgiendo hace una década o tal vez dos décadas. Es este nuevo tipo de encuentro de nuestros mundos, verdad? Que hasta hoy era, siempre había sido extremadamente problemático, sino asesino, verdad? La manera con nuestro mundo occidental se encontraba con los mundos indígenas era pues y destructor. Hoy en día nos encontramos en una manera diferente, en el que muchos jóvenes y adultos y gente del norte global llegan en busca de conocimiento, de sabiduría, de cura, de sanación, de alternativas, buscando respuestas que nuestra propia civilización no nos puede dar. Habiendo un hambre, una sed de sentido por algo mayor, pues mucha gente empieza a ir allá con otros ojos, con un [00:05:00] respeto que no creo que había existido antes. Y eso trae cosas positivas y cosas negativas, evidentemente.Parece ser que estamos mal. Hay una gran maldición, que, como todo lo que toca, occidente eventualmente se vuelve en un gran desastre. parece como un súper bonito, súper maravilloso, ilusorio, nos enamora, nos seduce, pero después al poco tiempo nos vamos dando cuenta de las de las terribles consecuencias que traemos, verdad?Pero algo, no sé, algo también está cambiando, algo está mudando. Hay como una cierta madurez de ambos lados, tanto de los del lado indígena como del lado no indígena para encontrarnos desde un lugar en donde podemos celebrar nuestras diferencias y entender que esas diferencias son material para la construcción de un tiempo nuevo, verdad?Entonces esa es la parte que traigo un poco de esperanza. Chris: Ya, qué bonito. Gracias, Claude . o sea, yo siento [00:06:00] mucho de la esperanza, pero también de la desesperación por alguien que ha visitado a varios pueblos indígenas en las Amazonas hace como 15 años de más ya, en ese tiempo esas medicinas fueron llegando poco a poco a la mentalidad colectiva del occidente. Y pues me ha ayudado un montón, no solo por cuestiones espirituales, pero también por reparar el daño que hice a mi cuerpo, por ejemplo, pero también metiendome en esos círculos, en las Amazonas, por ejemplo, pero también mi tierra nativa Toronto, Canadá y otras partes Oaxaca, México. hemos visto poco a poco la descuidado de la sabiduría indígena, las culturas indígenas, las medicinas, y más que nada, las contradicciones que [00:07:00] aparece dentro de el renacimiento" psicodélico. Entonces, ya tienes mucho tiempo en esos no solo respecto a la medicina, pero también en las culturas indígenas en las Amazonas. Me gustaría preguntarte que has visto allá en el sentido de contradicciones, sobre el turismo sobre la medicina, puede ser el lado del extranjero viniendo para sanarse, o igual los locales o indígenas aprovechando al momento.Claude: Contradicciones tienen todas las culturas, tienen contradicciones. Y la contradicción principal es entre lo que se dice, no? Lo que se profesa y lo que uno ve en la práctica no? Es como si tú vas a la iglesia y escuchas al pastor hablando de cómo debe ser un buen cristiano.Y después te paseas por yo que sé por Chicago o por ciudad de México, y ves lo que [00:08:00] son los cristianos y dices wow hay una enorme contradicción, verdad? Es terrible la contradicción Cuando hablamos de los pueblos indígenas y de los conocimientos, de los pueblos indígenas, la sabiduría indígena, parece ser que hablamos desde un lugar de idealización no?Y a mí no me gustaría, caer en eso de idealizar sino tratar de ser muy concreto. Una cosa es la realidad, que es realmente terrible. Vivimos en un momento que es la cúspide, es la continuación de un proceso de colonialismo, de exterminación que no fue algo que sucedió con la llegada de los españoles, y los portugueses y el tiempo de la conquista. Y no fue algo que pasó.Es algo que sigue pasando,. Es algo que [00:09:00] sigue pasando. Como decía el gran Aílton Krenak, un gran líder indígena de aquí de Brasil, y un intelectual, miembro de la academia brasilera de las letras, recientemente. Decía lo que ustedes no entienden es que su mundo sigue en guerra con nuestro mundo. El decía eso. Él lo dice, o sea, ustedes no entienden que el mundo occidental, el mundo moderno continúa en guerra y de, y haciendo todos los esfuerzos para que las culturas indígenas desaparezcan.O sea, en la práctica, eso es lo que estamos haciendo. Entonces, cuando yo hablo de esperanza, hablo porque hay algo que está surgiendo, que es nuevo, pero realmente es muy pequeño. Y como dices tú, cuando, o sea, la expansión de la ayahuasca, del San Pedro, de lo del peyote y de una cierto [00:10:00] respeto y un cierto entendimiento sobre la importancia de los conocimientos indígenas, todavia realmente e no entendemos eso, no entendemos. Y cuando hablamos desde el norte global, y lo que se llama esta el renacimiento psicodélico, cuando hablan de los pueblos indígenas, hay una idealización, sobre todo, es solamente parte de un discurso que es un poco "woke." Es un poco para hacer bonito tu discurso, pero en la práctica no se ve, no, no, no ocupa un lugar importante. Ya está diseñado el camino por donde va esta revolución psicodélica, es extraer los principios activos de las plantas, hacer medicamentos, de hacer una pastilla que va a ayudar a la gente a mantenerse en mejor forma dentro de la locura que propone occidente.Cómo le damos a la gente [00:11:00] herramientas para que se adapten y para que resistan, es el absurdo al que los estamos sometiendo, eso es realmente. O sea necesitamos ya drogas como "Brave New World", no como "soma". Te sientes deprimido? Tómate tus pastillas. Estás cuestionando mucho las cosas, tomate esto para que puedas seguir funcionando y operando y produciendo, verdad?Pero hay una cosa muy, muy clara para mí, es que aún no hemos logrado entender la magnitud de los conocimientos indígenas. Y digo conocimientos, y no creencias porque en general, cuando hablamos de los pueblos indígenas, lo que sabe un chamán, como le dicen, un curandero, o lo que hablan ellos alrededor de su espiritualidad, la gente piensa, "ah, son sus creencias." Y en el mejor de los casos, dice "ay qué bonito, hay [00:12:00] que respetarlo, hay que cuidar sus derechos, y tienen derechos culturales y tienen todo el derecho a creer en lo que creen." Pero cuando decimos creencias, también es una incomprensión porque de creencia tiene muy poco en realidad.Cuando uno estudia más, y cuando uno profundiza sobre lo que sabe hacer un curandero, un ayahuasquero, Shipibo, Ashaninka, Huni Kuin, Karipuna, Noke Koi Kofan, lo que ellos saben, no tiene nada que ver con las creencias. No tiene nada que ver con la adoración religiosa de ciertas deidades. Nada que ver. Estamos hablando de conocimiento profundamente práctico, verdad?Es una acumulación de conocimientos durante generaciones y generaciones por estudiosos de la selva, que se organiza este [00:13:00] conocimiento. Socialmente y además que se transmite con un método. Hay un método muy estricto, muy específico de transmisión de estos conocimientos y de estas maneras de conocer, entonces te acabo de dar una definición no de una religión. Te acabo de dar una definición de ciencia.Entonces, lo que no hemos llegado a entender hasta ahora es que lo poquito que ha sobrevivido hasta hoy de esos conocimientos se asemeja mucho más a una ciencia que a una religión. Es mucho más un conocimiento práctico que una creencia religiosa, verdad? Y en ese sentido, es de suma importancia. Y entonces, cuando tenemos más y más personas tienen esta experiencia, qué es lo que pasa?Mucha gente viene a la selva en Iquitos, he trabajado muchos años, durante años he sido como el centro principal donde he recibido mucha gente para [00:14:00] tomar ayahuasca y esas cosas, y viene gente a sanarse de cosas que en sus países, pues no, nadie los puede sanar de depresiones, de traumas, cosas físicas también, pero sobre todo cosas psicológicas, verdad? Y después vuelven y dice "oh, yo tomé ayahuasca y me curé." "Cómo te curaste?" "Ah, fui, tomé ayahuasca," pero nadie dice estuve tomando con un viejo que todas las noches me cantaba durante media hora. Y después venía en la mañana y me preguntaba cómo era mis sueños. Y después venía con otros remedios y me daba y me hacía unos baños. Y cuando me hacía esos baños me cantaba de nuevo. Y después me daba esto, y me daba esta medicina y me cantaba, y cuando él me cantaba, me hacía ver este tipo de... Nadie habla de eso. La gente dice "yo tomé ayahuasca y el ayahuasca me curó", pero el viejito que estaba cantando solamente parece un accesorio de un viejito cantando.Pero no es así.La mayoría de la gente dice, "Wow, cómo te curaste de eso? Qué pasó? Qué hiciste?"Ah ya tomé ayahuasca. El ayahuasca me curó." Verdad? Realmente yo he escuchado muy poca gente decir "el abuelito, la abuelita, me dio ayahuasca, pero me cantó durante horas, me dio baños, me preguntó mis sueños, adaptó todas las plantas y el tratamiento que iba haciendo según mis sueños, según lo que iba viendo. Cuando me cantaba, me guiaba para ver cosas, o no ver cosas." Parece ser que el abuelito que cantaba fuese un accesorio, decoración. Y no realmente, no le damos crédito al trabajo profundo que ellos hacen, y el conocimiento que ponen en practica. Y no es extraño porque es muy difícil de entender, cómo una persona cantando, me va, me va a curar con un canto, verdad? No, como para nosotros, es muy difícil, no tiene sentido. [00:01:00] Tiene que ser la substancia que tomaste y que se metió en tu cerebro y hizo alguna cosas de conexiones neurológicas. Yo que sé. No puede ser esa cosa, porque para nosotros, ya sería el pensamiento mágico, verdad?Pero como te digo, eso que nosotros llamamos pensamiento mágico para ellos no es un pensamiento mágico. Es un conocimiento muy concreto que se aprende que tiene métodos de aprendizaje. Son conocimientos y habilidades, y capacidades que se adquieren con métodos de transmisión, verdad? Y hasta ahora no hemos logrado darle realmente el lugar que le corresponde a eso.Por el contrario, estamos impactando en eso de maneras muy profundas, y hay una contradicción fundamental que yo veo en lo, en para volver un poco a la pregunta que me haces. En todo este turismo que ha llegado, y [00:02:00] esta fascinación, este interés. Cuáles son los impactos que esto ha tenido en las comunidades indígenas en el mundo indígena, verdad?Entonces yo creo que hay dos cosas que parecen ser un poco contradictorias. Por un lado, hay una gran bendición. Hace 20 años, tú no veías gente de nuestra edad, jóvenes interesados en sentarse con los abuelos y aprender realmente, y ser continuadores de esas tradiciones y cultivadores de ese tipo de conocimientos.La mayoría de gente de nuestra edad, un poco más viejos, hasta la edad de nuestro, gente que tiene hoy día 50, 55 años, 60 años, no querían hacer, no. Querían ser profesores interculturales bilingües, querían ser [00:03:00] profesionales, pertenecer al mundo de los blancos, verdad? Entonces, los viejos, eran de un tiempo pasado que estaba destinado a extinguirse.Entonces, con la llegada de los occidentales y con este interés por esas cosas, ha habido cierto renacimiento y sobre todo, un verdadero interés de la juventud por aprender estas cosas como una alternativa profesional, digamos. Digamos, oye, para qué voy a ser abogado? Si yo, si mira todos los gringos que están viniendo, yo puedo ser esto y me va a ir mejor, verdad?Entonces, por un lado, hay esa parte que, hoy en día vemos, por ejemplo, en los Shipibo, muchísima gente que está aprendiendo, verdad? Muchos jóvenes están interesados, no solamente en los Shipibo, pero sino, pero en muchos lugares en Brasil, en Colombia, en Ecuador, yo veo, veo eso, una juventud que está poco a poco interesándose más y [00:04:00] volviendo a sus propias raíces.Es como, como decir, todo desde que eres niño, siempre te dicen, "los antiguos ser una porquería ya ese mundo acabó, lo único que cuenta es la modernidad y integrarse a la vida urbana, a la vida oficial de esta civilización, ir a la iglesia, tener una carrera, y ser alguien en la vida," verdad?Y entonces era como, y los estados con políticas de esa naturaleza, los gobiernos, los estados de nuestros países, era, pues la cuestión indígena era cómo civilizamos a los indios. Civilizar al indio no es otra cosa que hacerlo olvidar de sus sistemas, de sus culturas, pero como una parte así de como digo, "woke," no como, "ay, que lindo los indios que mantengan sus danzas, que mantengan su folclore, que mantengan [00:05:00] sus ropitas y que mantengan su ciertas cosas que es como bonito, que ellos mantengan como algo pintoresco y algo folclórico," pero sin entender realmente la profundidad. Pero hoy en día, yo creo que en gran medida, gracias a esto, no solamente, es una cosa más compleja evidentemente, pero, la juventud, viendo que hay esta llegada de blancos, de extranjeros, de gringos, no? Interesadisimos por los conocimientos de los abuelos, por la medicina. Y que van y están ahí, dicen "uy acá tiene que haber algo interesante, yo también quiero aprender." Si a los gringos les gusta esto, es porque algo bueno debe haber entiendes? Llegamos a ese punto en que estaba destinado a desaparecer, pero de una a otra manera, hay un renacimiento, verdad? Al mismo tiempo, [00:06:00] en la transmisión de estos conocimientos, como te decía sumamente complejos, sumamente estricta, estrictos métodos de transmisión, pues se ha tenido que simplificar porque los jóvenes no están aptos ya, habiendo ido a la escuela, teniendo un pie en la ciudad. No, no es tan aptos ni tienen el interés, ni las condiciones, ni las aptitudes para realmente entrar en esos procesos como lo podían haber hecho los abuelos, que hoy en día tienen 70, 80 años, verdad, que fueron realmente los últimos. A menos que uno se vaya muy lejos en la selva donde lugares que no tienen mucho contacto, que ellos todavía deben de mantener algunas cosas, pero ellos están alejados también de estos circuitos, Pero entonces, sí, hay una gran simplificación de estos sistemas. Entonces se pierden muchas cosas. Para bien o para mal, no? Mucha gente dice, bueno, por lo menos se está perdiendo toda esta parte de la brujería y [00:07:00] los ataques chamánicos y toda esa cosa, pero a lo cual se le da mucha, mucha importancia que tampoco logramos entender, porque nosotros lo vemos con esa visión judeo cristiana, esa distinción maniquea del bien y del mal, que en los mundos indígenas no es que no exista, sino que es totalmente diferente, no?. Y eso forma parte de esas diferencias que son importantes de entender y de respetar, verdad? Entonces, toda esta parte que nosotros vemos como brujería, como diabólico y tal, tienen su función dentro de un sistema, y que no, tratar de hacerlo desaparecer es hacer desaparecer el sistema mismo, verdad?Porque no lo entendemos. Es lo mismo que pasa, es lo que ha pasado siempre, algo que nos escandaliza, entonces lo queremos cambiar, pero nos escandaliza desde nuestra propia visión del mundo y no estamos entendiéndolo desde la visión de [00:08:00] ellos. No quiere decir que todo se puede relativizar, verdad? Hay cosas que son, pues muy difíciles, no, y muy delicadas, pero en en reglas general, cuando hay algo que nos escandaliza, lo queremos cambiar, sin realmente profundizar en un entendimiento de la función de esas cosas, pues estamos siguiendo los mismos patrones que los curas que llegaban hace 400 años, 500 años. Que decían ah, esto es diabólico. Tenemos que extirpar estas cosas, no? Entonces seguimos haciendo eso. Entonces, por un lado, vemos que hay un renacimiento del interés de la juventud y una reconexión con su propia identidad al mismo tiempo que hay una simplificación algo peligrosa de estos sistemas, quiere decir que los jóvenes que de aquí a poco van a ser los abuelos no saben la [00:09:00] mitad de lo que sabían sus abuelos. Saben lo mínimo indispensable que sirve para darle al gringo lo que requiere, lo que necesita, lo que está buscando, lo suficiente para hacer negocio en realidad y eso no es para culparlos a ellos, sino que es parte del sistema en el que estamos navegando, porque todo funciona así. Para qué te vas a profundizar tanto si con este mínimo ya te alcanza? Sobre todo cuando vemos que muchos gringos, muchos extranjeros van toman ayahuasca unas cuantas veces o hacen alguna dieta, y después se llevan ayahuasca a sus países, se ponen las plumas, agarran su guitarrita, y empiezan a cantar estas cosas como decoración alrededor de esta experiencia y hacen mucho dinero. Y así se ha ido expandiendo la ayahuasca por el mundo, verdad? Y eso cumple su función también. No es para juzgarlo, pero [00:10:00] también hay, es de una superficialidad, muchas veces, hiriente, cuando tú ves lo que sabe un abuelo y lo que ha tenido que pasar las dificultades, las pruebas y las responsabilidades que tiene un curandero amazónico para su comunidad, y los sistemas de rendición de cuentas que son los que más o menos lo mantienen a raya, que uno no puede hacer lo que le da la gana con ese poder, sino que hay un sistema de control, cuando esto sale y se va afuera en estos círculos, medios new age, medios hippie, medio neochamánico, pues toda esa cuestión se pierde y se empiezan a inventar un montón de cosas, y sobre todo, un discurso que es bastante problemático. Entonces surge esta idea que la ayahuasca es la panacea universal, y "la madrecita ayahuasca" me [00:11:00] dijo, y, "esto es lo que va a salvar el mundo." Entonces más personas tenemos que buscar la forma que más y más personas tengan esta experiencia para salvar el mundo verdad? Y la verdad que yo creo que eso no es así. Si fuera así, si fuera por la cantidad de ayahuasca que se toma en el mundo, pues el mundo ya habría cambiado, porque realmente se toma mucha ayahuasca. Cuando yo, el principio de los años 2000 en Europa, era muy raro escuchar de eso no? Hoy en día, en cualquier país europeo, todos los fines de semana tú puedes encontrar una ceremonia de ayahuasca, en todas partes. Eso se ha expandido. Se ha normalizado. Ya es mainstream, ya se volvió mainstream. Pero qué se ha vuelto mainstream? Nuestra propia interpretación, que es bastante problemática sobre esto y no se le ha dado el lugar que le [00:12:00] corresponde a los guardianes de esos conocimientos. Entonces eso es lo que yo tengo para criticar en todo este tema de la revolución psicodélica, que hablamos de psicodélico psicodélico, psicodélico, como la panacea, lo que puede salvar el mundo, pero cuánta experiencia tiene nuestra sociedad con los psicodélicos?Dos generaciones? Máximo? Desde Hoffman, y esa, ya de la generación Beat, de los 50. Vale?, un poco eso. Y entonces, hoy día, tú tienes psychodelic studies en las universidades y formación de terapias con psicodélicos que los enseñan en institutos, de estudios bastante importantes. Y uno se pregunta, pero qué estudia?Qué les enseñan? Qué podemos haber acumulado como conocimiento en esas dos generaciones, siendo que durante más o menos 40 años, esto ha sido o 50 o 60 años. Esto ha sido prohibido. Era [00:13:00] ilegal. Hoy en día se está más o menos legalizando, entonces se puede estudiar más abiertamente, se puede investigar, se puede aprender, se puede experimentar mucho más, pero durante muchos años, era ilegal, era underground, subterráneo, verdad? Entonces, qué es lo que hemos podido acumular como el conocimiento? Es mínimo, es muy superficial, sobre todo si lo comparas con lo que saben allá en la selva, los indígenas en México, los Wixarika allá donde, por donde tu estás, los mazatecos y toda esa gente que tiene conocimiento de los hongos.Eso es una acumulación, de conocimiento extraordinaria. Lo que pasa es que, como son indios, no les damos el lugar. Qué me va, si tú tienes un doctorado en cualquier universidad del mundo y te sienta junto con indios, adentro de uno tiene esa terrible arrogancia que tenemos [00:14:00] los occidentales de decir, si yo soy un doctor, qué me va a enseñar un indio?Entiendes? Y eso, eso demuestra que aún por más que tratamos de idealizar y por más que hay un gran respeto, y algo que esté cambiando, todavía seguimos regidos por un profundo racismo. Un profundo complejo de superioridad, que creo yo, que está la base de los grandes problemas que tenemos hoy en día como humanidad es realmente la arrogancia y el complejo de superioridad que tenemos como miembros de esta civilización, que es extraordinaria, pero también es la que nos está llevando el hecatombe verdad? Es la que está destruyendo el mundo.Entonces, hay verdades muy incómodas que no queremos ver pero es la verdad, a pesar de toda la grandeza que hemos logrado con este, con los conocimientos de nuestra ciencia, es también nuestra misma ciencia la que está destruyendo [00:15:00] el mundo, nuestra manera de entender y de conocer el mundo. Entonces ahora, poco a poco, nos estamos dando cuenta que necesitamos de la participación de estos otros pueblos que tienen otras maneras de ver, de entender, de estar en el mundo, y de conocer, de aprender otras maneras, no? Entonces sucede una cosa muy bonita y extraordinaria cuando juntamos personas que piensan diferente y realmente ya no es una discusión sobre cuál es mejor, cuál sistema es mejor, si mi ciencia o tu ciencia o no, sino que es como complementamos nuestros tipos de conocimiento, verdad? Lo que decíamos también, o sea, a partir de nuestras diferencias, con nuestras diferencias como material, que es lo que podemos tejer juntos, que no se ha hecho nunca, verdad? Entonces, eso es lo que está surgiendo también, pero en un contexto muy [00:16:00] problemático en lo que surgen los intereses económicos, financieros, grandes farmacéutica, grandes capitales que quieren invertir en estas cosas y no se les da el lugar a los grandes detentores de estos conocimientos. Y sobretodo no se les da lugar en el diálogo, ni en la creación de acuerdos, sino que no se le da una participación financiera de lo que se puede recaudar como beneficios a partir de sus conocimientos, verdad? Entonces seguimos reproduciendo ese sistema colonial, ese sistema de explotación del otro y de la tierra, de la naturaleza en beneficio del capital, en beneficio para generar, ingresos económicos, no? Entonces estamos en eso es, es altamente complejo. [00:17:00] Hay cosas buenas y hay cosas negativas. Hay un impacto muy grande también en la Amazonía con toda la llegada de toda esta gente, pero impactos positivos. Yo, yo he encontrado muchos líderes, en Amazonía que me dicen "gracias a ustedes que vienen acá. Nosotros estamos volviendo a nuestras raíces", "Si no fuera por ustedes, ya estaríamos perdidos." Entonces hay algo que está sucediendo, que es algo muy positivo, pero también, como venimos con esos programas, no logramos darle la profundidad que podríamos estar alcanzando. Y que nuevamente, creo yo, que lo que está la base es nuestro terrible complejo de superioridad, que creemos que todos lo sabemos y que, pues somos mejores y que, qué nos va a enseñar, me entiendes? Aunque algo esté cambiando, aunque haya un poco de esperanza, todavía hay mucho camino por delante, [00:18:00] no?Chris: Mm. gracias Claude poder sacar algunos de esos hilos del nudo enorme en que vivimos. Pues sí, yo siento que, una de las cosas menos escuchados en nuestros tiempos de gente que tiene comentarios, opiniones, lo que sea, es, pues "no sé la verdad, no sé" . O sea, hay una una falta enorme de humildad.Creo que de la gente que critica la revolución o renacimiento psicodélico, o la gente que celebra no? O sea, hay una gran falta de humildad igual de tiempo profundo o de conocimiento histórico podemos decir, y como mencionaste, la cuestión de los abuelos y las relaciones que la gente tiene, o sea, las Amazonas y los pueblos indígenas ya por miles y miles de [00:19:00] años con sus lugares.Y como poco a poco se profundizaron su propio lugar dentro de los otros seres en su ecología, en su ecosistema, sus ecosistemas, y que, ese idea de que alguien puede irse a un lugar así. tomar la medicina como es una pastilla nada más volverse o simplemente quedarse y decir que "ah me curó" o algo Pues eso, eso me suena como bastante fascinante, no? Y porque, para mí al final también tiene que ver con la relacion con los ancianos o sabios de un lugar o sea, el maestro mío me dijo una vez que son los jóvenes que hacen ancianos, que hacen sabios que hacen como elders no? No son los viejos.O sea, los viejos son el vehículo para la función de esa sabiduría. Pero son los jóvenes que tienen que preguntar y [00:20:00] eso. Parece que está muy, muy perdido en el mundo occidental. O sea más bien la gente urbana, la gente del norte, la gran mayoría son migrantes o familias de inmigrantes.Entonces, yo siento que la relación que tenemos con la medicina, que es solo medicina, es una pastilla o aunque sí, es un ser que no, como dijiste, como no tenemos a veces la capacidad de entender, el lugar del abuelo, abuela humana en esa relación, pues hay muchas, muchas direcciones que podemos ir en ese sentido, pero también lo que he visto, lo que he escuchado, he leído un poco es sobre la deforestación de las medicinas, las plantas sagradas, y que la gente va [00:21:00] domesticando poco a poco las plantas y que las plantas domesticadas no tienen la misma fuerza, en parte porque están cosechadas o cosechados más y más joven, más y más antes de su maduración, y que eso también quizás tiene algo que ver con nuestra contexto del occidente como la necesidad o rapidez o velocidad en que necesitamos conseguir y consumir la medicina y ser curado, etcétera. Entonces entiendo que también has estado trabajando por algunas organizaciones que trabajan específicamente en la conservación de las medicinas, y también, otras que trabajan en la educación e investigaciones sobre lo etnobotánico. Entonces, me gustaría preguntarte sobre y ICEERS y MSCF tiene [00:22:00] un, una perspectiva fija o quizás como desde tu perspectiva, cómo vamos en ese camino?Claude: Mira, esa es una problemática, que corresponde a ese mismo sistema, no? O sea, en otras palabras, por ejemplo, cuando surgió este fondo, esta fundación, que es el fondo para la conservación de las medicinas indígenas o INC por sus en inglés. La primera inquietud que surgió, o sea el primer impulso y el primer, el primer capital semilla para para lanzar esto era exactamente esa idea no? Estas medicinas se están expandiendo, más y más personas lo van a necesitar, lo van a usar. Entonces va a haber un impacto en la sostenibilidad de estas plantas.Se va a poner en riesgo su continuidad, verdad? Cuando a mí me propusieron a [00:23:00] trabajar en esto y ayudar a la creación de este fondo, y me lo pusieron en esos términos, mi respuesta fue negativa. Yo dije no tengo el menor interés en trabajar en eso. Porque, o sea, en otras palabras, es ¿Cómo hacemos para garantizar la demanda?Cómo hacemos para para que tengamos suficiente, vamos a hacer plantaciones de peyote y plantaciones de ayahuasca para que no se acabe, para que alcance para todas las personas en el mundo que lo van a necesitar. Y yo dije no tengo el menor interés en hacer eso. Además, no creo que ese sea el real problema.Dije ahora si se tratase de la conservación de los conocimientos, estamos hablando de otra cosa. Eso es lo realmente precioso que debemos poner todo nuestros esfuerzos [00:24:00] para que exista una continuidad, para que no desaparezca como está desapareciendo, desaparece. Cada vez que se muere un abuelo y se han muerto muchos últimamente, sobre todo con el COVID, se han muerto muchos abuelos, pues se pierde, se pierde, o sea, es una tragedia para la humanidad entera, que se muera un abuelo que no tuvo la posibilidad de transmitirle a uno, a dos, a tres de sus hijos, a sus nietos, ese conocimiento, que no haya nadie que vaya a saber lo que sabe él, pues es una tragedia para todos nosotros.Entonces, cuando estamos pensando en cómo vamos a hacer? Se va a acabar la ayahuasca, o hay plantaciones, si no es lo mismo, es una inquietud válida, evidentemente, dentro nuestra lógica. Pero olvidamos que lo principal es la conservación de estos conocimientos. Entonces, tanto [00:25:00] MSC como ICEERS se está enfocando cada vez más en un trabajo profundo de desarrollar relaciones, cultivar relaciones con estos abuelos detentores de conocimientos, con estas comunidades que aún practican, mantiene sus sistemas, verdad? Y trabajando con ellos, digamos para ellos, para con programas, y con proyectos, y procesos que son diseñados por ellos, guiados por ellos, y nosotros solamente nos dedicamos a dar, un apoyo técnico y financiero, no? Para garantizar esto, entonces, al hacer esto, al dedicarlos más a la conservación de estos conocimientos, nos damos cuenta que la cultura no puede sobrevivir sin el [00:26:00] territorio.El conocimiento de los abuelos no tiene sentido sin un territorio, verdad? Y cuando hablamos de la conservación de la Amazonía, tampoco podemos entender la conservación de los ecosistemas sin la conservación de las culturas que han vivido ahí durante miles de años. O sea, todo va de la par, todo va de la mano, no?Entonces con una visión mucho más holistica, digamos más amplia. Pues entendemos eso, que cuidando de la cultura y poniendo todos los esfuerzos necesarios para la continuidad de esas culturas también estamos cuidando a la Amazonía, cuidando la biodiversidad, cuidando el agua, cuidando las medicinas, cuidando todo.Entiendes? Ya existen en Brasil enormes plantaciones de ayahuasca, de chacruna. Encuentras plantaciones en diferentes partes del mundo, [00:27:00] en Hawaii, y en Costa Rica, y en diferentes lugares. Ya la gente ha ido a sembrar hace años. Entonces, hay, no, eso no va a faltar. Lo que sí no vanos faltar, nos estamos quedando huérfanos de esos conocimientos.Y eso sí que es una gran pérdida porque yo tengo la certeza, la convicción que en esos, en esos conocimientos están las llaves, las respuestas que nos pueden ayudar a resolver los grandes desafíos que tiene la humanidad hoy en día. Desde nuestra ciencia no vamos a resolver, estamos, estamos en una crisis civilizatoria, estamos en una crisis global, y lo único que nos dicen los científicos es que tenemos que reducir las emisiones de gases de efecto invernadero.Y ahí van 20 años o más tratando de hacer eso, y no lo consiguen. No [00:28:00] solamente es insuficiente pensarlo de esa manera tan reduccionista, sino que, igualmente están acatandose a una sola cosa y no lo consiguen, no hemos logrado nada, no? Lo que realmente necesitamos es un cambio de sentido, un cambio entender una profundidad mucho mayor de cuál es nuestra relación como especie con este planeta.Y para eso necesitamos los entendimientos de lo más extraordinario que ha guardado la humanidad hasta hoy, no solamente de la civilización occidental, sino de todos, no? Entonces, cada vez que se pierde una lengua, cada vez que se muere un abuelo sabedor es una tragedia para toda la humanidad.Entonces, está muy bien que utilicemos estas medicinas, está muy bien que se esté expandiendo estas prácticas, pero esto sirve, [00:29:00] como un proceso inicial, como abrir una ventana hacia un mundo de posibilidades. Entonces, a mí me gusta que haya gente dando ayahuasca en Estados Unidos, en Europa.Me gusta porque mucha gente tiene la experiencia y dice "wow, en verdad si hay algo más. En verdad, aquí hay todo un mundo que yo no tenía idea que existía y que podría leer millones de cosas, y puedo creer o no creer, pero teniendo la experiencia, ya no necesito creer. Yo sé que hay algo. Sé que la naturaleza está viva. Sé que la naturaleza habla, sé que hay manera de comunicarse con la sutileza del funcionamiento de este planeta, de las aguas, de los ríos, de los vientos de las montañas. Todo es un sistema que está vivo, y hay manera de comunicarse con eso y mantenerse en una profunda relación, simbiótica, de profundo respeto y de amor con todo esto no? Entonces, es [00:30:00] importante que muchas personas tengan ese tipo de experiencia, pero después qué? Después de esa experiencia qué? Volvemos a nuestra vida normal, a nuestro trabajo de siempre, a la dificultad de nuestras relaciones cotidianas y el drama de la imposibilidad de mantener una conexión profunda con el tejido de la vida.Todo de nuestra civilización está hecho para mantenernos desconectados de la vida, del funcionamiento de la vida en este planeta, verdad? Entonces, hacia eso es lo que tenemos que apuntar, porque el problema no son las emisiones de gases de efecto invernadero, el problema es nuestra relación con el mundo.No es las historias que nos hacen creer que el mundo es una fuente de recursos para extraer, transformar y generar riqueza. Esa historia es profundamente [00:31:00] problemática. Y cuando conversamos con los sabios, con los abuelos, con los indígenas, escuchamos esas historias. Nos damos cuenta. Wow. Estas historias necesitan ser escuchadas.Estas historias necesitan, necesitan ser contadas en diferentes espacios. Y estos abuelos, estos sabios necesitan ocupar el lugar que les corresponde en la mesa de negociaciones de la humanidad. No se trata de conservar esto como algo folclórico, como un derecho de estos pobrecitos pueblos que tienen el derecho de vivir, como siempre vivieron, como quieran vivir. No, se trata de nuestra sobrevivencia.Entonces, hacia eso, creo yo, que debemos estar apuntando y sobre todo el tema de la revolución del renacimiento psicodélico yo creo que es una punta de lanza. Es una primera entrada en el que vamos poco a poco, demostrando que no se trata [00:32:00] solamente de convencer así retóricamente, sino que hay que demostrar, con hechos, la pertinencia, la utilidad de estos conocimientos para hoy para el mundo de hoy, verdad?Entonces, el tema de la salud y el tema de la salud mental es como es una problemática gigantesca, no? Enorme, hiper compleja. Es la primera cosa que, más y más científicos y gente que decide se está dando cuenta. "Uy, aquí esta gente sabe algo que nosotros no sabemos y tiene una manera de saber y entender el funcionamiento de la mente y el espíritu humano que nosotros no tenemos idea y que realmente funciona."Entonces eso es como una primera parte, como una punta de lanza. Estamos entrando en un lugar para poder demostrar al mundo. "Oye, lo que saben estos [00:33:00] pueblos es importante no solamente para ellos, no solamente para la continuidad de sus culturas, de sus tradiciones, no solamente para la salvaguarda de la selva Amazónica sino para toda la humanidad." Verdad? Y es muy triste ver en nuestros países, en Colombia. Bueno, Colombia hay otro nivel de entendimiento mucho más maduro, sobre lo indígena. Creo que están mucho más avanzados en ese sentido, pero en Brasil, en Perú, en Ecuador, en México, no le estamos dando la importancia que merece a esta problemática, o sea al rescate de lo poco que ha sobrevivido esos conocimientos extraordinarios que se mantienen en las selvas, en los desiertos, en las montañas, que se han ido guardando en secreto hasta hoy, o sea es heroico que haya [00:34:00] sobrevivido hasta hoy. Y hoy en día nos estamos dando cuenta de la pertinencia y la importancia de todo eso.Entonces, cuando hablamos de conservación, estamos hablando de conservación biocultural. Entender que no se puede preservar una cultura sin preservar la totalidad de su territorio, sin derechos de esos pueblos sobre sus territorios, y no se puede preservar los ecosistemas y los derechos si no se hace todos los esfuerzos para preservar esas culturas que han vivido en profundo respeto, en simbiosis con esos ecosistemas.Y tenemos muchísimo que aprender. Todo este tema de la cooperación internacional, de las ayudas de las ONGs, de los proyectos de los pueblos indígenas es de un paternalismo triste y absurdo que en el fondo dice "ay pobrecitos los indios vamos a ayudarlos", vamos a ayudarlos a qué? Vamos a ayudarlos a que sean más como nosotros.Eso es lo que estamos haciendo, creyendo que [00:35:00] somos lo mejor. Pero entonces más y más estamos entendiendo que es es mucho más lo que nosotros podemos aprender de ellos, que ellos transformarse en nosotros. Tenemos que re indigenizarnos, sabes?. Tenemos que volver a ciertas raíces que nos permitan una profunda conexión con la vida, con la naturaleza, con todos los seres que viven en nuestro territorio.Y eso es lo que en la misma naturaleza, la misma tierra nos está indicando, nos está llamando. O sea, si siguen así de desconectados, los vamos a exterminar. Tienen que re conectarse con eso, entonces ahí yo creo que hay una, algo nuevo que está surgiendo, que es maravilloso, verdad? Y espero yo que eso llegue a más y más personas.Estamos trabajando duro para eso la [00:36:00] verdad. Chris: Mm, pues muchísimas gracias por esos trabajos Claude. Y por tener la capacidad de afilar el cuchillo, en estos tiempos y en nuestra conversación, para sacar la grasa, digamos, como digamos. Yo siento que es, es un trabajo muy fuerte, no? O sea, para mí, eso es el fin de turismo, la capacidad de parar, de ver al mundo como algo que existe sólo por tus gustos. Algo que existe en un sentido temporal, es decir desechable. Pero eso va a durar como un montón de trabajo en el sentido de recordar, de recordar que en algún momento sus antepasados, los urbanos, los del norte, etcétera, fueron indígenas. Pero qué pasó? Qué ha pasado? Qué rompió [00:37:00] esa relación con la tierra? Y eso, eso es un trabajo muy, muy fuerte y obviamente generacional y intergeneracional, entonces. Pues hay mucho más que podemos hablar y ojalá que tenemos la oportunidad en algún momento, pero quería agradecerte por la parte de mí, por la parte del podcast y los escuchantes. Y al final quería preguntarte, y para nuestros oyentes, si hay una manera de seguir a tu trabajo o contactarte, si estás dispuesto a eso, cómo se pueden conocer lo de ICEERS y MSC? Claude: Bueno, tienes, el trabajo de MSC es muy importante. Y pues, si necesitamos a más gente que se sume, que done. Necesitamos canalizar muchos [00:38:00] recursos para poder hacer estas cosas bien, verdad? Con pocos recursos estamos haciendo cosas increíbles, pero ya estamos viendo que, ya llegamos a niveles en los que podemos administrar mucho mayores recursos. Entonces, si la gente se siente inspirada y pueden entrar a la página web de MSC o ICEERS, y MSC fund FND, ver lo que estamos haciendo, los diferentes proyectos que tenemos ahí y se sientan inspirados para donar o conseguir recursos, pues, genial. ICEERS también hace un trabajo extraordinario en la creación de conocimientos, artículos científicos y defensa legal también de estos detentores, de estas medicinas. Trabajo con incidencia política con gente que decide en el mundo. [00:39:00] Entonces estamos luchando ahí por los derechos de los pueblos indígenas, por el derecho del uso de estas medicinas que en muchos lugares son ilegales, y también sobre todo, decir a la gente que más que ir a la selva, o tomar ayahuasca cerca de sus lugares, muchas veces ahí cerca también tienen una reserva, algunos abuelos, pueblos indígenas que están cerca de ustedes, no? En sus países, cerca de sus ciudades. Y pues es tiempo de reconectar, y es muy difícil, pero la verdad que vale la pena, ir, ver lo que necesitan, cómo podemos ayudar, cómo podemos colaborar, simplemente con esa presencia, con otro tipo de encuentro, y cultivar esas relaciones de amistad, es algo, es algo muy importante que podemos hacer hoy en día, y que, [00:40:00] pues la tierra nos está pidiendo a gritos que nos re conectemos. Y ahí están los abuelos, todavía hay abuelos que, como dices tú, solamente esperan que vengan los jóvenes a preguntar no? Y muchas veces cuando no son los propios jóvenes de sus comunidades, pues están muy felices cuando viene gente de afuera de otros lugares, con esas preguntas, porque los ayaban a practicar, los ayudan a compartir, pero también inspiran a los jóvenes de su comunidad a sentarse con los abuelos.Creo que es un tiempo en el que es muy importante volver a sentarse con los abuelos, y los abuelos están ahí y están necesitando mucho de nosotros. Entonces, hagámoslo.Chris: Oye, gracias, hermano. Voy a asegurar que esos enlaces están en la página de El Fin del Turismo cuando lance el episodio. Y [00:41:00] pues, desde el norte hacia el sur te mando un gran abrazo. Y gracias por tu tiempo hoy, por tu trabajo y por tus compromisos Claude. Claude: Un placer, Chris, gracias a ti. Gracias por lo que estás haciendo. Saludos.English TranscriptionChris: [00:00:00] Welcome Claude, to the podcast The End of Tourism.Claude: Chris. Thank you very much.Chris: I was wondering if you could explain a little bit about where you are today and how the world appears to you?Claude: Good question. I am, right now I am in Rio de Janeiro, where I live. I am Peruvian and I also studied anthropology and I dedicate a lot of my time to indigenous peoples, especially in Brazil, Colombia and Peru and I have been working in the Amazon for many years. And as I see the world today, from here, well, with a lot of concern, obviously, but also because of what I do with some hope,Chris: Yeah, and in that matter of what you do and what we talked about before, it seems like it's a great path, a path of [00:01:00] decades and decades. And I would like, if we could see a little more of that path. Could you comment a little on how you got to this great moment, be it through your travels, to other countries, to other worlds, to other teachers.Claude: Yes, of course, let me explain. I've been working with indigenous people in general for about 20 years, but especially with the topic of spirituality, master plants like ayahuasca and those things, and I got there like, I think, like most people who go to the jungle today, or to look for these medicines, as they are called, which is a certain or deep dissatisfaction with our own culture, with the existential response that our own society [00:02:00] can give us, I would say.It's like there's always a question that one asks oneself, "Doesn't there have to be something more? It can't just be that." That proposal, let's say from the West, can't just be that, there has to be something more, right? So that led me on a search since, I don't know when I was around twenty, twenty-something years old.What led me to experiment with these medicines like ayahuasca, San Pedro, mushrooms, not for a playful or evasive reason, but on the contrary, with a curiosity for other ways of knowing and understanding. So I approached these medicines, with curiosity to understand how indigenous peoples know what they know. What is the origin of their [00:03:00] knowledge at the moment, right?So, I studied anthropology. I quickly moved away from academia because I found it much more interesting what my grandparents taught me, who for anthropology were my informants, right? It was like, I had to have my informant, this informant. And I realized that no, they were not my informants, but they were teachers and I learned much more from them than what I was taught in books, or in classes, or in seminars, right?So I decided to dedicate myself more to following them and to continue learning with them, and to see how I could help them. These grandparents, these wise indigenous people. And that led me to a wonderful path that today I call "the bridge people," right? In other words, people who are in that place of interface, between the knowledge, the wisdom that remains to us from the indigenous peoples [00:04:00] and the Western world, the modern world.And in this new type of encounter that has been emerging for a decade or maybe two decades. It is this new type of encounter of our worlds, right? That until today was, had always been extremely problematic, if not murderous, right? The way our Western world met the indigenous worlds was destructive. Today we find ourselves in a different way, in which many young people and adults and people from the global north come in search of knowledge, wisdom, cure, healing, alternatives, looking for answers that our own civilization cannot give us. There is a hunger, a thirst for meaning for something greater, so many people begin to go there with different eyes, with a [00:05:00] respect that I don't think had existed before. And that brings positive things and negative things, obviously.It seems that we are wrong. There is a great curse, that, like everything that the West touches, it eventually turns into a great disaster. It seems like something super nice, super wonderful, illusory, it makes us fall in love, it seduces us, but after a short time we begin to realize the terrible consequences that we bring, right?But something, I don't know, something is also changing, something is shifting. There is a certain maturity on both sides, both on the indigenous side and on the non-indigenous side, to meet from a place where we can celebrate our differences and understand that those differences are material for the construction of a new time , right?So that's the part that brings me a little bit of hope.Chris: Yeah, that's nice. Thank you, Claude. I mean, I feel [00:06:00] a lot of hope, but also despair for someone who has visited several indigenous peoples in the Amazon for about 15 years now, during which time these medicines were gradually reaching the collective mentality of the West.And it has helped me a lot, not only for spiritual reasons, but also for repairing the damage I did to my body, for example, but also getting into those circles, in the Amazon, for example, but also my native land Toronto, Canada and other parts Oaxaca, Mexico. We have seen little by little the neglect of indigenous wisdom, indigenous cultures, medicines, and more than anything, the contradictions that [00:07:00] appear within the "psychedelic renaissance." So, you have been in those for a long time, not only regarding medicine, but also in indigenous cultures in the Amazon. I would like to ask you what you have seen there in the sense of contradictions, about tourism regarding medicine, it can be the side of foreigners coming to heal themselves, or maybe the locals or indigenous people taking advantage of the moment.Claude: All cultures have contradictions. And the main contradiction is between what is said, right? What is professed and what one sees in practice, right? It's like going to church and listening to the pastor talking about what a good Christian should be like.And then you walk around, I don't know, Chicago or Mexico City, and you see what [00:08:00] Christians are like and you say, wow, there's a huge contradiction, right? The contradiction is terrible. When we talk about indigenous peoples and knowledge, indigenous peoples, indigenous wisdom, it seems like we're speaking from a place of idealization, right?And I would not like to fall into that idealization but rather try to be very concrete. One thing is reality, which is truly terrible. We live in a time that is the peak, it is the continuation of a process of colonialism, of extermination that was not something that happened with the arrival of the Spanish, and the Portuguese and the time of the conquest. And it was not something that happened.It's something that keeps happening, . It's something that [00:09:00] It keeps happening. As the great Aílton Krenak, a great indigenous leader from here in Brazil, and an intellectual , member of the Brazilian Academy of Letters, recently said, what you don't understand is that your world is still at war with our world.He said that . He says that, in other words, you don't understand that the Western world, the modern world, continues at war and making every effort to make indigenous cultures disappear.I mean, in practice, that's what we're doing. So, when I talk about hope, I'm talking about it because there's something that's emerging, that's new, but it's really very small. And as you say, when, I mean, the expansion of ayahuasca, of San Pedro, of peyote and of a certain [00:10:00] Respect and a certain understanding of the importance of indigenous knowledge , we still don't really understand that, we don't understand. And when we talk from the global north, and what is called the psychedelic renaissance, when they talk about indigenous peoples, there is an idealization, above all, it is only part of a discourse that is a bit " woke. "It's a bit of a way of making your speech pretty, but in practice it's not visible, no, no, it doesn't occupy an important place. The path that this psychedelic revolution is going to follow is already designed, it is to extract the active principles from plants, to make medicines, to make a pill that will help people stay in better shape within the madness that the West proposes.How we give to people [00:11:00] tools to adapt and to resist , that's the absurdity we're subjecting them to , that 's really it. I mean, we need drugs like Brave New World now , not Soma. Are you feeling depressed? Take your pills . You're questioning things too much , take this so you can keep functioning and operating and producing, right?But one thing is very, very clear to me, and that is that we have not yet managed to understand the magnitude of indigenous knowledge. And I say knowledge, not beliefs, because in general, when we talk about indigenous peoples, what a shaman, as they call him, a healer, knows, or what they talk about regarding their spirituality, people think, "ah, those are their beliefs." And in the best of cases, they say, "oh, how nice, we have to respect it, we have to take care of their rights, and they have cultural rights and they have every right to believe in what they believe." But when we say beliefs, it is also a misunderstanding because it has very little of belief in reality.When one studies more, and when one goes deeper into what a healer, an ayahuasca, Shipibo, Ashaninka, Huni Kuin, Karipuna, Noke Koi Kofan, knows how to do, what they know, it has nothing to do with beliefs. It has nothing to do with the religious worship of certain deities. Nothing to do with it. We are talking about deeply practical knowledge, right?It is an accumulation of knowledge over generations and generations by scholars of the jungle, who organize this [00:13:00] knowledge. Socially and also transmitted with a method. There is a very strict, very specific method of transmitting this knowledge and these ways of knowing, so I just gave you a definition not of a religion. I just gave you a definition of science.So what we haven't really understood until now is that the little bit of that knowledge that has survived to this day is much more like a science than a religion. It's much more practical knowledge than a religious belief, right? And in that sense, it's of the utmost importance. And so, when we have more and more people having this experience, what happens?Many people come to the jungle in Iquitos, I have worked for many years, for years I have been like the main center where I have received many people to [00:14:00] take ayahuasca and those things, and people come to heal themselves of things that in their countries, well, no, no one can heal them of depression, trauma, physical things too, but above all psychological things, right?And then they come back and say, "Oh, I took ayahuasca and I was cured." "How did you get cured?" "Oh, I went, I took ayahuasca," but nobody says, "I was drinking with an old man who sang to me every night for half an hour. And then he would come in the morning and ask me what my dreams were like. And then he would come with other medicines and he would give me baths. And when he would give me baths, he would sing to me again. And then he would give me this, and he would give me this medicine and sing to me, and when he would sing to me, he would make me see this kind of... Nobody talks about it. People say, "I took ayahuasca and the ayahuasca cured me," but the old man who was singing just seems like an accessory to an old man singing.But that is not the case.Claude: [00:00:00] Most people say, "Wow, how did you heal from that? What happened? What did you do?"Ah, I already took ayahuasca. Ayahuasca cured me."True? I've actually heard very few people say, "Grandpa, Grandma gave me ayahuasca, but he sang to me for hours, gave me baths, asked me about my dreams, adapted all the plants and the treatment he was doing to my dreams, to what he was seeing. When he sang to me, he guided me to see things, or not see things."It seems as if the old man who sang was an accessory, a decoration. And no, really, we don't give credit to the deep work they do, and the knowledge they put into practice. And it's not strange because it's very difficult to understand how a person singing is going to heal me with a song, right?No, for us, it's very difficult, it doesn't make sense. [00:01:00] It has to be the substance that you took that got into your brain and made some neurological connections. I don't know. It can't be that thing, because for us, it would be magical thinking, right?But as I say, what we call magical thinking is not magical thinking for them. It is a very concrete knowledge that is learned and has learning methods. It is knowledge and skills and abilities that are acquired through transmission methods, right? And up to now we have not really managed to give it the place it deserves.On the contrary, we are impacting this in very profound ways, and there is a fundamental contradiction that I see in this, in going back to the question you asked me. In all this tourism that has arrived, and [00:02:00] this fascination, this interest. What are the impacts that this has had on indigenous communities in the indigenous world, right?So I think there are two things that seem to be a bit contradictory. On the one hand, there is a great blessing. Twenty years ago, you didn't see people our age, young people interested in sitting with their grandparents and really learning, and continuing those traditions and cultivating that kind of knowledge.Most people our age, a little older, up to our age, people who are 50, 55, 60 years old today, didn't want to do anything, no. They wanted to be bilingual intercultural teachers, they wanted to be [00:03:00] professionals, to belong to the white world, right? So, the old people were from a bygone era that was destined to become extinct.So, with the arrival of the Westerners and with this interest in these things, there has been a certain renaissance and above all, a real interest among the youth to learn these things as a professional alternative, let's say. Let's say, hey, why should I be a lawyer? If I, if you look at all the gringos that are coming, I can be this and I'll do better, right?So, on the one hand, there is this part that, today we see, for example, in the Shipibo, a lot of people who are learning, right? Many young people are interested, not only in the Shipibo, but in many places in Brazil, in Colombia, in Ecuador, I see, I see that, a youth that is little by little becoming more interested and [00:04:00] returning to their own roots.It's like, how to say, since you're a kid, they always tell you, "The ancients were crap, that world is over, the only thing that matters is modernity and integrating into urban life, into the official life of this civilization, going to church, having a career, and being someone in life," right?And then it was like, and the states with policies of that nature, the governments, the states of our countries, it was, well, the indigenous question was how do we civilize the Indians. Civilizing the Indian is nothing other than making them forget their systems, their cultures, but as a part of how I say, " woke, " not like," Oh, how nice the Indians are that they keep their dances, that they keep their folklore, that they keep [00:05:00] their clothes and that they keep certain things that are kind of nice, that they keep as something picturesque and somewhat folkloric, " but without really understanding the depth.But today, I think that to a large extent, thanks to this, not only is it a more complex thing, obviously, but, the youth, seeing that there is this arrival of whites , of foreigners, of gringos, right? Very interested in the knowledge of their grandparents, in medicine. And they go and are there, they say " oh, there must be something interesting here, I also want to learn. " If gringos like this, it's because there must be something good, you know? We got to that point where it was meant to disappear, but one way or another, there's a rebirth, right? At the same time, [00:06:00] In the transmission of this knowledge, as I was saying, it is extremely complex, extremely strict, strict methods of transmission, so it has had to be simplified because young people are no longer capable, having gone to school, having one foot in the city. No, they are not as capable, nor do they have the interest, nor the conditions, nor the aptitudes to really enter into these processes as the grandparents could have done, who today are 70, 80 years old, right , who were really the last . Unless you go very far into the jungle where there are places where there is not much contact, they still have to maintain some things, but they are also far from these circuits,But then, yes, there is a great simplification of these systems. So many things are lost. For better or worse, right? Many people say, well, at least this whole part of witchcraft and [00:07:00] shamanic attacks and all that stuff is being lost, but to which a lot, a lot of importance is given that we also fail to understand, because we see it with that Judeo-Christian vision, that Manichean distinction of good and evil, which in the indigenous worlds does not just not exist, but is totally different, right? And that is part of those differences that are important to understand and respect, right? So, all this part that we see as witchcraft, as diabolical and such, has its function within a system, and that no, trying to make it disappear is to make the system itself disappear, right?Because we don't understand it. It's the same thing that happens, it's what has always happened, something that scandalizes us, so we want to change it, but it scandalizes us from our own worldview and we are not understanding it from the vision of [00:08:00] They do not. It does not mean that everything can be put into perspective, right? There are things that are very difficult, no, and very delicate, but in general, when there is something that scandalizes us, we want to change it, without really going into an understanding of the function of those things, because we are following the same patterns as the priests who arrived 400, 500 years ago. They said, "Oh, this is diabolical. We have to eradicate these things, right?" So we continue doing that. So, on the one hand, we see that there is a rebirth of interest among the youth and a reconnection with their own identity, while at the same time there is a somewhat dangerous simplification of these systems, meaning that the young people who will soon be grandparents do not know half of what their grandparents knew. They know the bare minimum that is needed to give the gringo what he requires, what he needs, what he is looking for, enough to actually do business, and that is not to blame them, but it is part of the system in which we are navigating, because everything works like that.Why are you going to go so deep if this minimum is enough? Especially when we see that many gringos, many foreigners, take ayahuasca a few times or go on a diet, and then they take ayahuasca back to their countries, put on the feathers, grab their little guitar, and start singing these things as decoration around this experience and make a lot of money.And so ayahuasca has been expanding throughout the world, right? And that serves its purpose too. Not to judge, but [00:10:00] there is also, it is a superficiality, many times, hurtful, when you see what a grandfather knows and what he has had to go through, the difficulties, the tests and the responsibilities that an
O Collège de France, uma das instituições de ensino superior e pesquisa científica mais prestigiosas da França, recebeu nesta terça-feira (29) o único imortal indígena da Academia Brasileira de Letras, o escritor Ailton Krenak. O filósofo emocionou a plateia de acadêmicos com uma visão singular sobre a crise climática e a destruição dos recursos naturais do planeta – e criticou a realização da próxima Conferência do Clima da ONU na Amazônia, em novembro (COP30). O escritor alertou que, diante das evidências científicas sobre o impacto das ações humanas sobre o clima, como o uso combustíveis fósseis, a humanidade “está experimentando a imensa perda da qualidade da experiência de estar vivo”. Segundo ele, “não estamos só ameaçados pelo clima, mas pela imobilidade”.Depois do evento, a jornalistas, Krenak foi mais direto sobre os projetos do governo brasileiro de abrir novas frentes de petróleo na foz do rio Amazonas. "É uma espécie de divórcio da realidade o governo brasileiro, ou qualquer outro governo regional, insistir na exploração de fósseis, de petróleo”, afirmou.O filósofo lembrou que, na última Conferência do Clima, no Azerbaijão, o presidente do país anfitrião considerou que o gás e o petróleo são “um presente de Deus”. "Enquanto a gente viver essa ideia simplória e oportunista de recursos naturais que Deus deu, nós vamos entrar pelo cano”, disse Krenak.O escritor lamentou que os acordos relacionados à proteção do meio ambiente "estejam todos derretendo”, e criticou a decisão do Brasil e a ONU de fazer a próxima COP em uma cidade amazônica."Eu acho que a COP30 vai ser um ônus. Ela vai exigir muito investimento, vai gastar muita coisa para promover uma conferência que podia acontecer online. Não precisava ser na Amazônia”, alegou. "Como é que vai você dizer que uma conferência vai ser boa se o legado imediato que ela deixa é a perda da qualidade de vida dos habitantes e da liberdade desses habitantes de se organizarem?”, avaliou, antes de afirmar que, com a ausência dos Estados Unidos na mesa de negociações, a conferência "vai ser um grande evento de empresários". "Corporações e empresários vão ganhar muito com a COP30, e populações locais vão perder tudo”, comentou.Cogitar 'outros mundos'Na sua palestra, Krenak incitou os presentes a "cogitarem outros mundos, além dessa experiência quase terminal que nós passamos a experimentar no século 21". Segundo ele, “estamos provocando o colapso do mundo que nós habitamos, o seu empobrecimento, e não estamos sendo capazes de cogitar outros”.Nestes outros mundos, que o escritor reporta da floresta, o modo de vida e os hábitos de consumo dos centros urbanos não são mais o foco. "Nós somos a presença mais efêmera da Terra, e estamos causando um dano irreparável a outras formas de vida, como se nós tivéssemos a Terra à nossa disposição”, constatou.Para atender à cada vez mais consumo e ocupação de espaços “vazios” do planeta, a humanidade passou a “comer a Terra”, disse Krenak, parafraseando seu colega yanomami Davi Kopenawa."Se nós olharmos para o desaparecimento de rios, de florestas, nós vamos ver que a escala é suficientemente grande para incomodar e nos por diante da pergunta de quanto nós ainda podemos comer da Terra”, insistiu.'Florestania' e 'floricidade'O filósofo brasileiro, nascido em Minas Gerais e eleito imortal em 2023, trouxe ao público seus conceitos de "florestania" (da junção de “floresta” com "cidadania") e "floricidade" ("floresta" e “cidade”). Em plena capital francesa, erguida sobre pedras e concreto e que hoje briga para devolver os espaços verdes aos seus moradores, as palavras de Krenak inspiram."Na maioria das cidades, jazem os rios debaixo das calçadas e estruturas que vão erigindo essa paisagem tão atraente que são as cidades. Como pensar uma floricidade? Como pensar num lugar onde um rio e uma floresta possam conviver com essa nossa disposição para nos socializarmos e reunirmos em espaços tão acolhedores e seguros que são as cidades?”, indagou.
durée : 00:58:38 - De cause à effets, le magazine de l'environnement - par : Aurélie Luneau - Dans le cadre de la venue exceptionnelle à Paris d'Ailton Krenak, écrivain, premier indigène élu à l'Académie brésilienne des Lettres, retour sur l'homme, son parcours et son œuvre. - réalisation : Alexandra Malka - invités : Ailton Krenak Engagé pour les droits des peuples autochtones et pour la cause environnementale, porte-voix de l'Amazonie brésilienne, écrivain, poète, activiste, élu à l'Académie des Lettres du Brésil
Marcela Ceribelli recebe Renato Noguera no programa Bom Dia, Obvious para falar sobre ser feliz - passando pela relação com a natureza, pela gramática emocional, por diferentes perspectivas, pelo equilíbrio da vida profissional e pessoal, pelo que nosso corpo fala, e, claro, pelas nossas relações. O episódio é a convite do Grupo Heineken, que acredita que a felicidade deve fazer parte do dia a dia dentro das empresas. Por isso, criou a Diretoria da Felicidade, uma iniciativa pioneira de psicologia positiva no ambiente de trabalho. Afinal, o bem-estar não deveria ser limitado a alguns espaços ou a algumas horas do dia. Bem-estar é pra ser vivido. Aprecie com moderaçãoReferências:“Romeu e Julieta”, William Shakespeare - https://a.co/d/fv9kZgu“Orunmilá”, Rogério Athayde - https://a.co/d/8APQ9U3“Ética a Nicômaco”, Aristóteles - https://a.co/d/j3SkH3T“Ética”, Spinoza - https://a.co/d/j5WahBA“A terra dá, a terra quer”, Antônio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo) - https://a.co/d/39fXXJO“A vida não é útil”, Aílton Krenak - https://a.co/d/4Wi9Ka1“Ubuntu todos os dias”, Mogobe Ramose - https://a.co/d/04S61mA“Crítica da razão pura”, Immanuel Kant - https://a.co/d/75u6uPiCurso na Casa do Saber - https://curadoria.casadosaber.com.br/professores/renato-noguera Nos acompanhe também:Instagram da Obvious: https://www.instagram.com/obvious.cc/ TikTok da Obvious: https://www.tiktok.com/@obvious.cc Chapadinhas de Endorfina: https://www.instagram.com/chapadinhasdeendorfina/ Marcela Ceribelli no Instagram: https://instagram.com/marcelaceribelli/Renato Noguera no Instagram: https://www.instagram.com/noguera_oficial/ Styling:Vestido: @ANIMALEJaqueta: @osklenColares: @elisa.parpinelliBrinco: @renatanobrejoiasAnéis: @andressadelamutaSapato: @carranooficial
Capitalismo e bem viver não andam juntos. Na verdade, nem se aproximam, explica o pensador Ailton Krenak, membro da Academia Brasileira de Letras, o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na instituição.Conceito cunhado por povos indígenas da região andina, na América Latina, Sumak Kawsay foi primeiramente traduzido ao espanhol como buen vivir, e posteriormente, chegou ao Brasil como bem viver. Segundo Krenak, "é uma troca entre o território, a paisagem, o lugar onde nós vivemos e o nosso corpo"."Bem viver não é estar vivo ou estar bem. É a reciprocidade do modo de vida dos humanos com a natureza, com o lugar onde nós vivemos", explica em entrevista ao programa Bem Viver desta segunda-feira (10).O escritor afirma com desilusão que não vê no Brasil "experiências onde as práticas que instituem o bem viver são seguidas e respeitadas".Ficha técnica:10-02-25- PROGRAMA BEM VIVERVeículo – Rádio Brasil de FatoTempo: 01:00:07Apresentação: Lucas SalumRoteiro: Daniel LamirEdição e Produção: Douglas Matos e Daniel LamirTrabalhos técnicos: Lua Gatinoni, Adilson Oliveira e Andre ParocheCoordenação de Áudio e Vídeo: Monyse RavenaDireção de programas de Áudio: Camila SalmazioDireção Executiva: Nina FidelesApoio: Equipe de Jornalismo do Brasil de FatoFoto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
On this edition of Art in Action we hear perspectives from contemporary Brazilian artist Dudu Tsuda. Dudu speaks about recent projects that are influenced by intersecting layers of reflection, reading and cultural practice. Specifically this interview highlights reflections on relationship to land, sparked by a series of recent industrial and water based industrial accidents in northern Brazil, like the Mariana disaster, which impacted Indigenous territories particularly. Dudu speaks about the impact of the writings of both Indigenous Brazilian thinker Aílton Krenak and Japanese writer Shoko Yoneyama. Learn more about Dudu's practice here: https://www.instagram.com/dudutsuda The accompanying image info: Série A Vida é uma Utopia, Robalo em prato inflamado, 2019 – Dudu Tsuda. Thank you to Paula Dykstra for helping to arrange this interview. Stefan Christoff produces this monthly artist interview series, Art in Action, that broadcasts monthly on Radio AlHara in regular programming on the first Friday of each month at 4:30pm in Bethlehem, Palestine and 9:30am eastern time. This series also airs on the third Friday of each month at 11am on CKUT in Montreal (ckut.ca) and on the second Thursday of each month on CJLO 1690 AM at 8am also in Montreal.
Artist and curator Amilcar Packer unpacks ideas of decolonisation and anti-colonialism in education, thinking through the works of Ailton Krenak, a leading activist in the Brazilian indigenous movement. Born in Santiago de Chile, and based in São Paulo, Brazil since the 1980s, artist and curator Amilcar Packer locates his life and work ‘between' the Pacific and Atlantic. An organiser and participant in Episode 11: To End The World As We Know It, five days of revolutionary art, discussions and performances at Tramway in Glasgow, run by Edinburgh-based collective, Arika, he explains the personal connections between South America and Scotland. Amilcar shares the work of Ailton Krenak, a leading anti-colonial activist in the Brazilian indigenous movement, who joins the programme along with transnational thinkers like Denise Ferreira Da Silva, Geni Núñez, and Françoise Vergès. We discuss his practice in popular culture, including literature and radio, and environmental activism, ‘one of the knots in a net' of entangled liberation movements. Drawing on these contemporary thinkers, Amilcar talks about time as a colonial, imperial, and capitalist construct. We consider the temporal othering of indigenous and aboriginal identities in different contexts, from the reclamation of the Americas as Turtle Island, to Karrabing Film Collective from Arson Bay, Darwin, Australia, and their presentation of The Ancestral Present - connecting with Ailton's 2022 book, Ancestral Futures. Challenging the monoculture of Western/European thought - and simplistic understandings of religion and spirituality, sexuality, and gender, which often lack relevance or utility with respect to indigenous worldviews.- Amilcar instead talks about cosmology. We discuss the ‘human archive' of violence and brutality, and ongoing conflicts in Gaza, Palestine, and over the definition of land rights. Amilcar shares where assimilation, making indigenous people Brazilians, has been used to ensure indigenous people lose their relations with their land, which makes it easier to dispossess. We consider whether the decolonisation of institutions like museums or universities is possible, and consider a plurality of approaches to study, learning, and education. Referencing thinkers like Fred Moten, Stefano Harney, we discuss the importance of multiplicity - of constructing and realising other ways of being with the world and each other. Episode 11: To End the World As We Know It, presented by Arika, ran at Tramway in Glasgow and online through November 2024. The full programme, including the conversation with Ailton Krenak, is available online. Hear more about Françoise Vergès with Professor Paul Gilroy, recorded live in conversation at The Black Atlantic Symposium in Plymouth (2023): pod.link/1533637675/episode/90a9fc4efeef69e879b7b77e79659f3f For more about the temporal othering of indigenous and aboriginal identities, hear artist and curator Tony Albert in the EMPIRE LINES episode about Story, Place (2023) at Frieze London: pod.link/1533637675/episode/f1c35ebd23ea579c7741305bba2e6c4e PRODUCER: Jelena Sofronijevic. Follow EMPIRE LINES on Instagram: instagram.com/empirelinespodcast And Twitter: twitter.com/jelsofron/status/1306563558063271936 Support EMPIRE LINES on Patreon: patreon.com/empirelines
O Entrevista Coletiva deste sábado (19), às 18h50, recebe Ailton Krenak, escritor, líder indígena, pensador, defensor dos direitos dos povos originários da terra e um crítico às políticas ambientais que ameaçam o nosso planeta. Na tela da Band Minas e no Youtube, às 18h50. Contamos com sua presença e interação. Apresentação: Elisangela Colodeti
Com 20 anos de estrada, o cantor, compositor, produtor musical e multi-instrumentista Luciano Nakata Albuquerque, mais conhecido como Curumin, lançou esta semana seu quinto disco, intitulado Pedra de Selva. O álbum tem 17 faixas e conta com as participações de François Muleka, Funk Buia, Ava Rocha, Josyanne, Jéssica Caetano, Iara Rennó, Livia Nery, Rimon Guimarães, […] O post Novo disco de Curumim convida a rever a natureza unindo reflexões de Krenak e Salloma Salomão apareceu primeiro em Rádio Brasil de Fato.
Para o pensador e intelectual Ailton Krenak, o cenário “apocalíptico” que o país enfrenta nas últimas semanas por conta da nuvem de fumaça que cobre a maior parte do país é resultado de uma cultura propagada durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). “Não tem céu azul mais, acabou o céu azul, né? A gente […] O post Ailton Krenak: ‘Acabou o céu azul, a gente conseguiu cobrir o país com fuligem’ apareceu primeiro em Rádio Brasil de Fato.
Nesse episódio da Jornada do Jardineiro eu trago uma pergunta importante para refletirmos: é possível construir ética ecológica vivendo uma vida energeticamente deficitária? Vivemos um tempo em que a maioria que diz se importar com a natureza consegue no máximo praticar um ambientalismo de sacrifícios… Escovas de dente de bambu da Colgate (compradas nos supermercados), banhos de 4 minutos enquanto o agronegócio usa 80% da água do país, alimentação ‘orgânica', mas sem conhecer quem produz… Esse tipo de ‘esforço', como bem explica o Krenak, é uma busca egoista. Tem muito mais a ver com aplacar a culpa e sinalizar um “estou fazendo o que posso” do que com realmente agir onde podemos ser eficazes. Só no campo podemos empreender com ética ecológica criando excedentes energéticos. E você não precisa começar comprando uma propriedade para empreender dessa maneira. Nesse episódio da Jornada do Jardineiro eu converso sobre empreendimentos rurais que trazem excedentes para o solo, para as plantas, para os animais mantendo a dignidade e qualidade de vida das pessoas. Argumento que a viabilidade verdadeira (para a economia familiar e local) é uma função do aumento da biocapacidade, da melhora da saúde dos processos ecossistêmicos. A conversa é sobre empreendimentos que para além de cuidar da saúde da propriedade, criam vidas dignas, autônomas e soberanas para as pessoas que os protagonizam.
Seja bem-vindo! Nós somos o podcast Falar Português Brasileiro. Quero dar as boas-vindas a você que está chegando agora e para você que sempre escuta os episódios, mais uma vez: seja muito bem-vindo. Você ouviu nos episódios passados que todo dia um pouquinho está de volta? Não perca tempo! Venha Falar Português Brasileiro. Acesse o link da minha página e faça a sua inscrição! Combinado? Estamos começando livro novo no nosso Clube de Leitura – Ideias para adiar o fim do mundo – literatura indígena; Sim! Isso mesmo! É sobre isso este episódio! Você também pode adquirir o exemplar gratuito da revista FPB e o segundo exemplar por aproximadamente 2 dólares. Menos do que um cafezinho. Se pensarmos em conhecimento, o valor é irrisório. Veja essa palavra no dicionário. Seja um apoiador do podcast e também participe do Clube de Leitura! Este episódio é de apresentação da biografia de Ailton Krenak, ativista do movimento socioambiental e defensor dos direitos dos povos indígenas, participou da fundação da Aliança dos Povos da Floresta e da União das Nações Indígenas (UNI). Como uma liderança histórica no movimento indígena, exerceu um papel crucial na conquista dos Direitos Indígenas na Constituinte de 1988. É ambientalista, filósofo, poeta, escritor e também doutor honoris causa pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Farei a leitura na íntegra do artigo publicado na página Cartas indígenas ao Brasil .com.br. O link está aqui a descrição. Para ler o material: https://cartasindigenasaobrasil.com.br/biografia/ailton-krenak/ --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/falar-portuguesbrasileiro/support
DEEL 2 van de Happy Times Radioshow van twee uur! Het HTM twuurtje! We duiken elke week in een nieuw thema, deze week: koffie Hoe kan de koffieketen duurzamer? Dit is onze vegetarische hamvraag van de week die we bespreken met duurzame ondernemers Jop Bröcker, Jorge van Tribes Movement & Mark Slegers. Jop Bröcker (DEEL 1) Hij is de founder van Brute Bonen. In plaats van prachtige en gezonde hectare bos kappen, focust zijn bedrijf zich op het planten van koffieplanten in bossen. Zo draag je bij aan een betere wereld met het drinken van een kopje koffie. Komt alle koffie die we in de toekomst zullen drinken uit het bos? Jorge van Tribes Movement (DEEL 2) Deze duurzame strijder is werkzaam bij Tribes Movement. Dit is een bedrijf dat handgemaakte goederen verkoopt van inheemse volkeren, waaronder koffie. Ze werken samen met deze inheemse gemeenschappen, waaronder de Inga, Kamëntsá, Wayúu, Kogi, Arhuaco, Wiwa en Cancamo uit Colombia, evenals de Krenak en Pataxo uit Brazilië, voor hun rechten en om hun rijke culturele erfgoed te behouden. Mark Slegers (DEEL 2) Met koffie kun je veel meer dan alleen drinken. Dan hoef je aan Mark niet uit te leggen. Met zijn bedrijf Rotterzwam heeft hij een bekroond circulair concept voor hoogwaardig hergebruik van koffiedik en productie van oesterzwammen en snacks ontwikkeld. Zo draagt hij bij aan de circulaire economie door zo min mogelijk te verspillen.
DEEL 1 van de Happy Times Radioshow van twee uur, het HTM twuurtje! We duiken elke week in een nieuw thema, deze week: koffie ☕ Hoe kan de koffieketen duurzamer? Dit is onze vegetarische hamvraag van de week die we bespreken met duurzame ondernemers Jop Bröcker, Jorge van Tribes Movement & Mark Slegers. Jop Bröcker (DEEL 2) Hij is de founder van Brute Bonen. In plaats van prachtige en gezonde hectare bos kappen, focust zijn bedrijf zich op het planten van koffieplanten in bossen. Zo draag je bij aan een betere wereld met het drinken van een kopje koffie. Komt alle koffie die we in de toekomst zullen drinken uit het bos? Jorge van Tribes Movement (DEEL 2) Deze duurzame strijder is werkzaam bij Tribes Movement. Dit is een bedrijf dat handgemaakte goederen verkoopt van inheemse volkeren, waaronder koffie. Ze werken samen met deze inheemse gemeenschappen, waaronder de Inga, Kamëntsá, Wayúu, Kogi, Arhuaco, Wiwa en Cancamo uit Colombia, evenals de Krenak en Pataxo uit Brazilië, voor hun rechten en om hun rijke culturele erfgoed te behouden. Mark Slegers (DEEL 2) Met koffie kun je veel meer dan alleen drinken. Dan hoef je aan Mark niet uit te leggen. Met zijn bedrijf Rotterzwam heeft hij een bekroond circulair concept voor hoogwaardig hergebruik van koffiedik en productie van oesterzwammen en snacks ontwikkeld. Zo draagt hij bij aan de circulaire economie door zo min mogelijk te verspillen.
A erosão ecológica, a crise de indiferença e a robotização de todos afazeres da humanidade podem ser interrompidos se protegermos e recuperarmos nossas línguas maternas. Ailton Krenak vê esta como a única saída. “A língua mãe é como se a gente tivesse tentando lembrar quem nós ainda somos”, explica o intelectual, ativista, escritor e mais […] O post Krenak: vivemos a ‘monocultura de tudo, e estamos ficando humanos bem estragados” apareceu primeiro em Rádio Brasil de Fato.
Boa terça, angulers! Começamos o #230 com os ataques do dono do X, Elon Musk, ao Ministro Alexandre de Moraes. As promessas do bilionário de descumprir as determinações da Justiça Brasileira movimentou o final de semana e a extrema-direita. No segundo bloco, comentamos a posse do intelectual indígena Ailton Krenak na Academia Brasileira de Letras. No último bloco, nosso compilado de temas: atualização da “lista suja” do trabalho escravo no brasil, a falta de responsabilidade de tutores com seus animais domésticos, a morte e legado eternos de Ziraldo e a emoção da sangria do açude Gargalheiras, em Acari, Rio Grande de Norte. Sirva-se!
Desde a sessão inaugural da Academia Brasileira de Letras, apresentada por Machado de Assis em 20 de julho de 1897, mais de 250 escritores, poetas e intelectuais já ocuparam as 40 cadeiras mais célebres da cultura brasileira. Entre tantos gênios que se tornaram imortais, nenhum indígena até a última sexta-feira. Em uma cerimônia histórica, Aílton Krenak assumiu a cadeira número 5 da ABL – que já foi ocupada por Oswaldo Cruz e Rachel de Queiróz. “É uma esperança de que a nossa sociedade esteja melhorando a percepção sobre sua própria diversidade”, diz o novo imortal. Como liderança indígena, ele foi um dos protagonistas da luta dos povos tradicionais por direitos na Assembleia Constituinte. Como poeta e filósofo, Krenak assina mais de uma dezena de obras que versam sobre a relação da humanidade com os elementos da natureza, com a ancestralidade perdida e com a necessidade de – como diz em um de seus livros – buscar formas de adiar o fim do mundo: “Compreender o organismo da Terra, com sua magnifica potência de vida, é pacificar nossa fúria por consumo”.
Indigenous activist, Shirley Djukurnã Krenak, is a native woman from Brazil. Since she was 13 years old, she has responded to Mother Earth's call to be a representative of indigenous rights and, above all, to fight for the preservation of the environment and ancestral spirituality. Today, at the age of 40, Shirley dedicates herself in body and soul to the struggle of indigenous women, something inherited from her traditional name, Djukurnã: a woman always willing, because she is the bearer of the spirit that never grows old. This feature is published in 'The Loud Edition' of AwareNow Magazine: https://www.awarenowmagazine.com Featuring: Shirley Djukurnã Krenak Interviewed by: Allié McGuire Music by: Olivier Olsen Produced by: AwareNow Media --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/awarenow/support
Hoje, dia 7 de fevereiro, dia em que esse episódio vai ao ar, é celebrado o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas no Brasil. A data, criada em 2008, chama a atenção para a luta dos povos originários do Brasil. O que conecta os povos indígenas ao povo judeu, para além de uma história de apagamento e extermínio? E por que é importante que as pautas dos povos originários sejam abraçadas também pelos não-indígenas, para manter vivas essas populações e sua cultura? Hoje nossa convidada é a Shirley Krenak, ativista e escritora formada em Comunicação Social, pertencente ao povo Krenak e atualmente coordena o Instituto Shirley Krenak, que desenvolve diversas atividades nas áreas ambiental, educacional, social e cultural.
O assassinato de três médicos assusta um país inteiro. Os ortopedistas participariam de um congresso no Rio e foram vítimas de mais de 30 tiros, em meio minuto, num quiosque da praia da Barra. A principal linha de investigação é que um deles tenha sido confundido com um miliciano. Um quarto médico, também baleado, segue internado num hospital. Na Bahia, outra chacina deixou seis mortos em Jequié, a cidade mais violenta do país. Os chefes dos Três Poderes lembraram os 35 anos da promulgação da Constituição. O Planeta Terra tem o mês de setembro mais quente da história. A estiagem severa mudou a paisagem de um dos destinos turísticos mais procurados do norte do país. O ambientalista e filósofo Aílton Krenak fez história de novo e se tornou o primeiro indígena a ser eleito para a academia brasileira de letras. Com a vitória de virada sobre o Internacional, o Fluminense comemorou a vaga na final da Conmebol Libertadores.
O UOL Entrevista desta quarta-feira (30) recebe o escritor e líder indígena Ailton Krenak. A entrevista é conduzida pela apresentadora Fabíola Cidral e pelos colunistas do UOL Leonardo Sakamoto e Carlos Madeiro.
Boa terça, angulers! Para comemorar os QUATRO ANOS do nosso Angu de Grilo, uma conversa com o gigante Ailton Krenak, um dos maiores líderes indígenas do Brasil. O papo foi inspirador, leve, firme. Inesquecível! Falamos sobre a disputa pela cadeira na ABL, Março Temporal, seu discurso na Constituinte, as consequências do desastre de Mariana para o povo Krenak, a importância de ouvir e sentir a terra e muito mais. E vamos para mais quatro anos! Sirvam-se! Ailton Krenak é ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas. É representante da etnia Krenak e um dos maiores líderes indígenas do Brasil, com reconhecimento internacional. É autor de seis livros que já foram traduzidos e publicados em mais de dez países e candidato à cadeira cinco na Academia Brasileira de Letras. É comendador da Ordem de Mérito Cultural da Presidência da República e doutor honoris causa pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Edição e mixagem: Tico Pro - Indicações do #201: - Apoie o Angu no apoia.se/angudegrilo - Apoie o Angu na Orelo.cc/angudegrilo - “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak (livro) - Discurso de Ailton Krenak na Assembleia Constituinte, em 1987: https://youtu.be/kWMHiwdbM_Q?si=B1_3KcPfm3SkT9Xl
Olá, ouvintes do podcast Fronteiras No Tempo! Neste episódio nossos participantes irão conversar sobre um assunto que sempre acende muitos comentários na internet e na opinião pública: A Questão Indígena No Brasil, um tema contemporâneo e que chama a atenção tanto quanto rende uma série de desinformações na internet. Para tentar entender melhor esse tema, nosso apresentador Marcelo Beraba, o Estagiário Rodolfo e nossa convidada Beatriz Molina vão desde o início do período colonial até o Brasil da redemocratização para buscar respostas para perguntas como o Brasil trata e tratou seus indígenas ao longo de sua história? Qual papel o poder público desempenhou para o desenvolvimento da civilidade indígena? Quais são os efeitos da Lei de Estudo de História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira nas escolas? Se você também quer saber um pouco mais sobre esse tema, com certeza esse podcast é para você! Arte da Capa: Danilo Pastor INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Financiamento Coletivo Ajude nosso projeto! Você pode nos apoiar de diversas formas: PADRIM – só clicar e se cadastrar (bem rápido e prático) https://www.padrim.com.br/fronteirasnotempo PIC PAY [https://app.picpay.com/user/fronteirasnotempo]– Baixe o aplicativo do PicPay: iOS / Android PIX: [chave] fronteirasnotempo@gmail.com Selo saberes históricos Agora o Fronteiras no Tempo tem o selo saberes históricos. O que é este selo? “O Selo Saberes Históricos é um sinal de reconhecimento atribuído a:● Práticas de divulgação de saberes ou produções de conteúdo histórico ou historiográfico● Realizadas em redes sociais ou mídias digitais, voltadas para públicos mais amplos e diversificados● Comprometidas com valores científicos e éticos.”Saiba mais: https://www.forumsabereshistoricos.com/ Redes Sociais Twitter, Facebook, Youtube, Instagram Contato fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Citação ABNT Fronteiras no Tempo #75 Questão indígena na história do Brasil. Locução: Marcelo de Souza e Silva, Beatriz Molina, Rodolfo Grande Neto, Cesar Agenor F. da Silva e Willian Spengler [S.l.] Portal Deviante, 10/06/2023. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=58601&preview=true Expediente Produção Geral e Hosts: Beraba, Rodolfo Grande Neto, Beatriz Molina e C. A, Recordar é Viver: Willian Spengler. Arte do Episódio: Danilo Pastor, Edição: Waymov Material Complementar Comissão Pró-Índio de São Paulo KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo (Nova edição). Editora Companhia das letras, 2019. KRENAK, A. PAISAGENS, TERRITÓRIOS E PRESSÃO COLONIAL. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 9, n. 3, p. 327, 2015. DOI: 10.22456/1982-6524.61133. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/61133. KRENAK, AILTON. História indígena e o eterno retorno do encontro. In: LIMA, Pablo. Fontes e reflexões para o ensino de história indígena e afrobrasileira: uma contribuição da área de História do PIBID. Belo Horizonte: UFMG – Faculdade de Educação, 2012, p.114-131. Disponível em: https://x.gd/L9KBa CUNHA, M. C. D.. (2018). Índios na Constituição. Novos Estudos CEBRAP, 37(Novos estud. CEBRAP, 2018 37(3)). https://doi.org/10.25091/S01013300201800030002 CUNHA, Manuela Carneiro. “Política indigenista no século XIX” in Cunha, M. C. (org.) História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 MARIN, J. R.. (2022). A CRIAÇÃO DA PRELAZIA DE REGISTRO DO ARAGUAIA EM 1914: AS OFENSIVAS DA SANTA SÉ FRENTE AO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO ÍNDIO. Revista De História (são Paulo), (Rev. Hist. (São Paulo), 2022 (181)). https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2022.186308 SANTOS, F. L.. (2016). A civilização como missão: agentes civilizadores de índios na Bahia colonial no contexto da política pombalina. Tempo, 22(Tempo, 2016 22(41)). https://doi.org/10.20509/TEM-1980-542X2016v224107 SOARES, L. B.. (2020). A ausência eloquente: ciência política brasileira, povos indígenas e o debate acadêmico canadense contemporâneo. Revista Brasileira De Ciência Política, (Rev. Bras. Ciênc. Polít., 2020 (33)). https://doi.org/10.1590/0103-3352.2020.33.221084 Madrinhas e Padrinhos Alexsandro De Souza Junior, Aline Lima, Anderson Paz, André Luís Santos, Andre Trapani Costa Possignolo, Artur Henrique de Andrade Cornejo, Carolina Pereira Lyon, Ceará, David Viegas Casarin, Elisnei Menezes De Oliveira, Ettore Riter, Flavio Henrique Dias Saldanha, João Carlos Ariedi Filho, Klaus Henrique De Oliveira, Lucas Akel, Luciano Abdanur, Manuel Macias, Marcos Sorrilha, Iara Grisi, Nel Adame, Paulo Henrique de Nunzio, Rafael Machado Saldanha, Raphael Bruno Silva Oliveira, Renata Sanches, Rodrigo Olaio Pereira, Rodrigo Alfieiro Rocha, Thomas Beltrame, Tiago Nogueira, Victoria Cavalcante Muniz e Wagner de Andrade AlvesSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Assina a Crusoé e leia o artigo de Josias Teófilo: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/264/a-opera-feita-por-quem-odeia-opera/ Apresentado por Kiss Vasconcelos, o Meio-dia em Brasília traz as principais informações da manhã e os debates que vão agitar o dia na capital federal. Link do cupom de desconto na assinatura de o Antagonista+ e Crusoé: https://assine.oantagonista.com/?cupom=QUERO60OFF Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://oantagonista.uol.com.br/ https://crusoe.uol.com.br/ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista
Indigenous thinker and leader, Ailton Krenak, exposes the destructive tendencies of our ‘civilization' in Life is not Useful (Polity, 2023), which is translated by Jamille Pinheiro Dias & Alex Brostoff. The problematic symptoms of our modernity include rampant consumerism, environmental devastation, and a narrow and restricted understanding of humanity's place on this Earth. For many centuries, Brazil's Indigenous peoples have bravely faced threats of total annihilation and, in extremely adverse conditions, have reinvented their lives and communities. At a time when the COVID-19 pandemic has forced the rest of the world to reconsider its lifestyle, Ailton Krenak's clear and urgent thinking emerges with newfound impact and offers a vital perspective on the enormous challenges we face today: the ravages of the pandemic and the devastation caused by global warming, to name just two. Krenak questions the value of going back to normal when ‘normal' is a vision of humanity divorced from nature, actively destroying the planet and digging deep trenches of inequality between peoples and societies. The ‘civilized' world insists on giving life a purpose but life is not ‘useful' and ‘civilization' is not destiny. We must learn to embrace the joy of living life to its fullest, and inhabit the stillness that comes with not always being useful. In the wake of the pandemic, we have an opportunity to create deep and meaningful change in the way we live: this, more than ever, is a time to listen to voices that are one with the body of the Earth. Takeshi Morisato is philosopher and sometimes academic. He is the editor of the European Journal of Japanese Philosophy. He specializes in comparative and Japanese philosophy but he is also interested in making Japan and philosophy accessible to a wider audience. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/new-books-network
Indigenous thinker and leader, Ailton Krenak, exposes the destructive tendencies of our ‘civilization' in Life is not Useful (Polity, 2023), which is translated by Jamille Pinheiro Dias & Alex Brostoff. The problematic symptoms of our modernity include rampant consumerism, environmental devastation, and a narrow and restricted understanding of humanity's place on this Earth. For many centuries, Brazil's Indigenous peoples have bravely faced threats of total annihilation and, in extremely adverse conditions, have reinvented their lives and communities. At a time when the COVID-19 pandemic has forced the rest of the world to reconsider its lifestyle, Ailton Krenak's clear and urgent thinking emerges with newfound impact and offers a vital perspective on the enormous challenges we face today: the ravages of the pandemic and the devastation caused by global warming, to name just two. Krenak questions the value of going back to normal when ‘normal' is a vision of humanity divorced from nature, actively destroying the planet and digging deep trenches of inequality between peoples and societies. The ‘civilized' world insists on giving life a purpose but life is not ‘useful' and ‘civilization' is not destiny. We must learn to embrace the joy of living life to its fullest, and inhabit the stillness that comes with not always being useful. In the wake of the pandemic, we have an opportunity to create deep and meaningful change in the way we live: this, more than ever, is a time to listen to voices that are one with the body of the Earth. Takeshi Morisato is philosopher and sometimes academic. He is the editor of the European Journal of Japanese Philosophy. He specializes in comparative and Japanese philosophy but he is also interested in making Japan and philosophy accessible to a wider audience. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/latin-american-studies
Indigenous thinker and leader, Ailton Krenak, exposes the destructive tendencies of our ‘civilization' in Life is not Useful (Polity, 2023), which is translated by Jamille Pinheiro Dias & Alex Brostoff. The problematic symptoms of our modernity include rampant consumerism, environmental devastation, and a narrow and restricted understanding of humanity's place on this Earth. For many centuries, Brazil's Indigenous peoples have bravely faced threats of total annihilation and, in extremely adverse conditions, have reinvented their lives and communities. At a time when the COVID-19 pandemic has forced the rest of the world to reconsider its lifestyle, Ailton Krenak's clear and urgent thinking emerges with newfound impact and offers a vital perspective on the enormous challenges we face today: the ravages of the pandemic and the devastation caused by global warming, to name just two. Krenak questions the value of going back to normal when ‘normal' is a vision of humanity divorced from nature, actively destroying the planet and digging deep trenches of inequality between peoples and societies. The ‘civilized' world insists on giving life a purpose but life is not ‘useful' and ‘civilization' is not destiny. We must learn to embrace the joy of living life to its fullest, and inhabit the stillness that comes with not always being useful. In the wake of the pandemic, we have an opportunity to create deep and meaningful change in the way we live: this, more than ever, is a time to listen to voices that are one with the body of the Earth. Takeshi Morisato is philosopher and sometimes academic. He is the editor of the European Journal of Japanese Philosophy. He specializes in comparative and Japanese philosophy but he is also interested in making Japan and philosophy accessible to a wider audience. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/native-american-studies
Indigenous thinker and leader, Ailton Krenak, exposes the destructive tendencies of our ‘civilization' in Life is not Useful (Polity, 2023), which is translated by Jamille Pinheiro Dias & Alex Brostoff. The problematic symptoms of our modernity include rampant consumerism, environmental devastation, and a narrow and restricted understanding of humanity's place on this Earth. For many centuries, Brazil's Indigenous peoples have bravely faced threats of total annihilation and, in extremely adverse conditions, have reinvented their lives and communities. At a time when the COVID-19 pandemic has forced the rest of the world to reconsider its lifestyle, Ailton Krenak's clear and urgent thinking emerges with newfound impact and offers a vital perspective on the enormous challenges we face today: the ravages of the pandemic and the devastation caused by global warming, to name just two. Krenak questions the value of going back to normal when ‘normal' is a vision of humanity divorced from nature, actively destroying the planet and digging deep trenches of inequality between peoples and societies. The ‘civilized' world insists on giving life a purpose but life is not ‘useful' and ‘civilization' is not destiny. We must learn to embrace the joy of living life to its fullest, and inhabit the stillness that comes with not always being useful. In the wake of the pandemic, we have an opportunity to create deep and meaningful change in the way we live: this, more than ever, is a time to listen to voices that are one with the body of the Earth. Takeshi Morisato is philosopher and sometimes academic. He is the editor of the European Journal of Japanese Philosophy. He specializes in comparative and Japanese philosophy but he is also interested in making Japan and philosophy accessible to a wider audience. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/critical-theory
Indigenous thinker and leader, Ailton Krenak, exposes the destructive tendencies of our ‘civilization' in Life is not Useful (Polity, 2023), which is translated by Jamille Pinheiro Dias & Alex Brostoff. The problematic symptoms of our modernity include rampant consumerism, environmental devastation, and a narrow and restricted understanding of humanity's place on this Earth. For many centuries, Brazil's Indigenous peoples have bravely faced threats of total annihilation and, in extremely adverse conditions, have reinvented their lives and communities. At a time when the COVID-19 pandemic has forced the rest of the world to reconsider its lifestyle, Ailton Krenak's clear and urgent thinking emerges with newfound impact and offers a vital perspective on the enormous challenges we face today: the ravages of the pandemic and the devastation caused by global warming, to name just two. Krenak questions the value of going back to normal when ‘normal' is a vision of humanity divorced from nature, actively destroying the planet and digging deep trenches of inequality between peoples and societies. The ‘civilized' world insists on giving life a purpose but life is not ‘useful' and ‘civilization' is not destiny. We must learn to embrace the joy of living life to its fullest, and inhabit the stillness that comes with not always being useful. In the wake of the pandemic, we have an opportunity to create deep and meaningful change in the way we live: this, more than ever, is a time to listen to voices that are one with the body of the Earth. Takeshi Morisato is philosopher and sometimes academic. He is the editor of the European Journal of Japanese Philosophy. He specializes in comparative and Japanese philosophy but he is also interested in making Japan and philosophy accessible to a wider audience. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/environmental-studies
Em março, a Companhia das Letras, em parceria com o Sesc, marcou o lançamento do livro “FUTURO ANCESTRAL” com uma conversa especial entre o pensador e líder indígena Ailton Krenak e o artista e escritor Emicida, com mediação de Rita Carelli, organizadora da obra e escritora. No bate-papo, as ideias de Ailton Krenak se provam não apenas tão insurgentes e provocadoras quanto às presentes em “Ideias para adiar o fim do mundo”, “A vida não é útil” e “Futuro ancestral”, mas também urgentes frente a situação do mundo hoje: a terrível evolução de uma pandemia, a ascensão de governos de extrema-direita e os danos causados pelo aquecimento global. Confira agora à integra da conversa.
Indigenous activists in Central and South America are literally putting their lives on the line trying to protect their land and culture. Places like Brazil, Honduras, Colombia, and parts of Mexico are rife with murders and disappearances of Indigenous people speaking up to save their land and people from large scale mining operations, logging, and other extractive industries. In many cases, those responsible are never brought to justice. We'll explore the factors that contribute to the threat to Indigenous people standing up against corporate development. GUESTS María Martin, award-winning multimedia journalist, founding executive director of Latino USA, and director of GraciasVida Center for Media Nati Garcia (Maya Mam), capacity building manager for Cultural Survival Edson Krenak (Krenak), Cultural Survival lead on Brazil Karla Mendes, investigative and feature reporter for Mongabay and a Rainforest Investigations Fellow with the Pulitzer Center
Neste episódio conversamos com a escritora Micheliny Verunschk sobre o seu último livro, O Som do Rugido da Onça, romance que venceu os Prêmios literários Jabuti e Oceanos em 2022. Micheliny compartilha conosco sobre como foi sua pesquisa prévia para a elaboração do livro, comenta sobre as escolhas na construção dos personagens e sobre as ditas "línguas subterrâneas" presentes em sua escrita. #dicadodia Chegou no Curta!On, o seu streaming de documentários, o filme "Ailton Krenak - O Sonho da Pedra". O documentário traça a trajetória de Krenak, líder indígena natural de Minas Gerais. Assista quando e onde quiser pela ClaroTv+ ou pelo site CurtaOn.com.br.
De acuerdo con la Organización de las Naciones Unidas (ONU), en la actualidad en el mundo se hablan cerca de 7 mil idiomas, y pese a que los Pueblos Indígenas constituyen menos del 6% de la población mundial ellos hablan mas de 4000 idiomas. Una de las alarmantes realidades es que algunos idiomas Indígenas estan en peligro de desaparecer, principalmente a raiz del racismo y discriminacion que los Pueblos Indígenas han recibido desde tiempos coloniales. Ante esta realidad son los propios Pueblos Indígenas quienes han trabajado por años para ravitlizar y consevar sus diomas, considerandolos parte escencial de sus vidas. ¿Cómo lo estan haciendo? ¿Cuáles han sido sus mejores estrategias, desafios y logros? Lideane, Profesora y segunda Casique de su pueblo, nos cuenta sobre como han ido rescatando el idioma Krenak y de como después de 30 años el idioma Krenak ya se ha empezado hablar en 7 pueblos de su región. Puede escuchar, descargar y compartir gratuitamente. Musicalización: Música de introducción: - “Burn Your Village to the Ground” de The Halluci Nation. Derechos de autor, propiedad de The Halluci Nation. Usada bajo su permiso. Música de fondo: - Canto tradicional del pueblo Kariri. Usado con autorización. Voces: - Ideane, Aldea Vanuire, Brasil - Edson Krenak, Cultural Survival, Brasil Producción: Rosario Sul González, Maya Kaqchikel, Cultural Survival, Guatemala. Imagen: Cultural Survival Esta es una producción de Radio de Derechos Indígenas. Nuestros programas son gratuitos para escuchar, descargar y difundir.
Ailton Krenak não acredita na concepção de que todas as pessoas são iguais e todos fazemos parte de uma humanidade abstrata. Para o intelectual, as múltiplas formas de violência que os povos originários enfrentam desde o início da colonização são uma prova de que o clube dos humanos com os mesmos direitos definitivamente não é para todos. Os yanomamis —que vivem hoje uma crise profunda depois de quatro anos de avanço do garimpo ilegal e de recusa do governo Bolsonaro em manter políticas de saúde e garantir a integridade da terra indígena— são vistos como parte de uma sub-humanidade, ele diz. O escritor, um dos mais importantes líderes indígenas da história do país e autor do best-seller "Ideias para Adiar o Fim do Mundo" e de "A Vida Não É Útil", lançou no fim de 2022 "Futuro Ancestral". O novo livro propõe que o futuro, visto como uma ilusão criada pelos brancos e ocidentais, depende hoje de uma reconexão com as memórias da Terra e com o legado dos nossos antepassados. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio damos continuidade aos relatos que evidenciam as barbaridades impostas aos povos originários do Brasil pelo regime militar que esfacelou nossa democracia e a dignidade de nosso povo durante 21 anos, dentre elas a implantação de campos de concentração para indígenas.Mostramos que uma das grandes ferramentas para o extermínio das populações indígenas no período aqui abordado atendia pelo nome de Plano de Integração Nacional idealizado pelos militares.http://www.comissaodaverdade.mg.gov.br/handle/123456789/2736https://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=4395&keyword=FUNAI&anchor=4396960&origem=busca&originURL=&pd=d327667f7437b827a22ece919d5eb427https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2021/10/02/lombroso-e-os-estigmas-da-tribohttps://www.brasildefatomg.com.br/2018/01/16/ditadura-militar-a-terrivel-violencia-contra-os-indios-em-mghttp://www.comissaodaverdade.mg.gov.br/handle/123456789/2736https://www.historiadaditadura.com.br/post/os-ind%C3%ADgenas-na-hist%C3%B3ria-contempor%C3%A2nea-quando-a-ditadura-brasileira-negava-o-direito-de-existir-aohttps://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/28/politica/1553792946_568502.htmlhttps://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-reformatorio-agricola-krenak-ditadura-militar.phtmlhttps://apublica.org/2013/06/ditadura-criou-cadeias-para-indios-trabalhos-forcados-torturas/https://reporterbrasil.org.br/2014/04/ditadura-criou-campos-de-concentracao-indigenas/https://vladimirherzog.org/minidocumentario-revela-que-ditadura-criou-campos-de-concentracao-indigenas/https://www.hypeness.com.br/2021/09/campo-de-concentracao-indigena-criado-pelo-governo-na-ditadura-militar-atentou-contra-direitos-humanos/https://www.balaiada.com/12891/https://cliohistoriaeliteratura.com/2021/04/09/reformatorio-krenak-campo-de-concentracao-indigena-na-ditadura-militar/https://www.youtube.com/watch?v=LEw7n-v6gZAhttps://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/09/15/justica-condena-uniao-funai-e-governo-de-mg-por-campo-de-concentracao-indigena-durante-ditadura-militar.ghtmlIndicação: Documentário "Reformatório Krenak" - https://www.youtube.com/watch?v=Qpx8nKVXOAo
Já comeu inajá? Uma frutinha que nasce no alto de uma palmeira, o jabuti já comeu e gosta muito! Curioso para saber como um jabuti come uma fruta no alto de uma palmeira, vem ouvir essa história que você vai descobrir.Yawareté Açu, o Jabuti e a Onça-PintadaUm reconto do povo pirá-tapuya waíkhana por Rosi Waikhon e Maurício Negroeditora Companhia das LetrinhasCompre o livro aqui: https://amzn.to/3OjgbVf A menina Yacy-May era tão especial que fez com que o sol se apaixonasse por ela, deixando a lua enciumada. O peixe-boi surgiu a partir da união de Guaporé, filho do grande chefe dos peixes, com Panãby'piã, filha do governante dos Maraguá, e sinalizou a paz entre os humanos e os peixes. A velha misteriosa Pelenosamo tem um dia a casa invadida por uma garota curiosa, que resolve investigar o que ela fazia com os galhos secos que sempre levava recolhia e não dividia com ninguém. Essas são algumas prévias das histórias reunidas nesta antologia, contadas ou recontadas por escritores das nações indígenas Mebengôkre Kayapó, Saterê-Mawé, Maraguá, Pirá-Tapuya Waíkhana, Balatiponé Umutina, Desana, Guarani Mbyá, Krenak e Kurâ Bakairi.Apoie o nosso podcast para continuarmos contando muitas histórias! Vá em https://apoia.se/contapramim para saber mais!Próximo livro que contaremos: Chapeuzinho AmareloComo apoiar o podcast: Você pode ajudar a financiar as próximas temporadas do Conta Pra Mim de várias formas!- divulgue o podcast para os seus amigos- deixe uma avaliação para nós, no Apple Podcasts- siga o nosso perfil no Instagram: https://www.instagram.com/contapramimpodcast- curta a nossa página do Facebook: https://facebook.com/contapramimpodcast- torne-se um apoiador do nosso podcast em https://apoia.se/contapramimNarração: Flávia Scherner (Fafá Conta) e Thiago Queiroz.Edição: Samuel Gambini.
Já comeu inajá? Uma frutinha que nasce no alto de uma palmeira, o jabuti já comeu e gosta muito! Curioso para saber como um jabuti come uma fruta no alto de uma palmeira, vem ouvir essa história que você vai descobrir. Yawareté Açu, o Jabuti e a Onça-Pintada Um reconto do povo pirá-tapuya waíkhana por Rosi Waikhon e Maurício Negro editora Companhia das Letrinhas Compre o livro aqui: https://amzn.to/3OjgbVf A menina Yacy-May era tão especial que fez com que o sol se apaixonasse por ela, deixando a lua enciumada. O peixe-boi surgiu a partir da união de Guaporé, filho do grande chefe dos peixes, com Panãby'piã, filha do governante dos Maraguá, e sinalizou a paz entre os humanos e os peixes. A velha misteriosa Pelenosamo tem um dia a casa invadida por uma garota curiosa, que resolve investigar o que ela fazia com os galhos secos que sempre levava recolhia e não dividia com ninguém. Essas são algumas prévias das histórias reunidas nesta antologia, contadas ou recontadas por escritores das nações indígenas Mebengôkre Kayapó, Saterê-Mawé, Maraguá, Pirá-Tapuya Waíkhana, Balatiponé Umutina, Desana, Guarani Mbyá, Krenak e Kurâ Bakairi. Apoie o nosso podcast para continuarmos contando muitas histórias! Vá em https://apoia.se/contapramim para saber mais! Próximo livro que contaremos: Chapeuzinho Amarelo Como apoiar o podcast: Você pode ajudar a financiar as próximas temporadas do Conta Pra Mim de várias formas! - divulgue o podcast para os seus amigos - deixe uma avaliação para nós, no Apple Podcasts - siga o nosso perfil no Instagram: https://www.instagram.com/contapramimpodcast - curta a nossa página do Facebook: https://facebook.com/contapramimpodcast - torne-se um apoiador do nosso podcast em https://apoia.se/contapramim Narração: Flávia Scherner (Fafá Conta) e Thiago Queiroz. Edição: Samuel Gambini.
AILTON KRENAK: DÁ PARA ADIAR O FIM DO MUNDO? - 20 Minutos EntrevistaNesta segunda-feira (13/06), o programa 20 MINUTOS ENTREVISTA recebe o líder indígena e escritor brasileiro da etnia crenaque Ailton Krenak, que debate se há uma possibilidade de adiar o fim do mundo. Será ao vivo, às 11h, nos canais de Opera Mundi.Ailton Alves Lacerda Krenak, mais conhecido como Ailton Krenak, é um líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta e escritor brasileiro da etnia Krenak. Krenak é comendador da Ordem de Mérito Cultural da Presidência da República, professor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e, recentemente, também ganhou o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasilia (UnB)Em 1985, fundou a organização Núcleo de Cultura Indígena, dando garanias de participação na Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição Brasileira de 1988. Foi durante a Constituinte que o escritor pintou o rosto com jenipapo para protestar contra os retrocessos na luta pelos direitos dos índios brasileiros. Desde então, apoiou e articulou com diversas outras entidades e movimentos.Krenak já publicou cinco livros: Ideias para adiar o fim do mundo, O amanhã não está à venda e A Vida Não é Útil, pela Companhia das Letras, Lugares de Origem e O sistema e o antissistema: Três ensaios, três mundos no mesmo mundo (2021).----Quer contribuir com Opera Mundi via PIX? Nossa chave é apoie@operamundi.com.br (Razão Social: Última Instância Editorial Ltda.). Desde já agradecemos!Assinatura solidária: http://www.operamundi.com.br/apoio★ Support this podcast ★
O escritor Ailton Krenak, figura determinante para as conquistas dos povos indígenas na Constituição de 1988, e autor de best sellers como “Ideias para adiar o fim do mundo” e “A vida não é útil", conversa sobre crise climática, pandemia e o futuro da humanidade.