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WGospel.com
Quero manter o foco, Pai!

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 1:46


Oro Por Você 03222 – 20 de julho de 2026 Pai, muitas são as desgraças que ocorrem na vida: tentações, acusações, vergonha. Não permita que eu desanime diante de nada disso. Pelo contrário, que o exemplo de Jesus me oriente a manter o foco naquilo que mais importa, a vida eterna. Com isso confio que conseguirei passar por todas as dificuldades. Por favor, me ajude a ter a Cristo sempre no centro de minha vida. Desejo tê-Lo como tema principal de tudo o que fizer, e, assim, compartilhar desse amor tão maravilhoso com aqueles que me cercam. Toma todas as minhas preocupações, medos e pecados, agora. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Frei Gilson Podcast - Oficial
Quero a misericórdia e não o sacrifício | (Mateus 12, 1-8) #2774 | Meditação da Palavra

Frei Gilson Podcast - Oficial

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 6:57


Passagens Complementares:Salmo 50

Para começar o dia
Quero Misericórdia e não sacrifício

Para começar o dia

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 10:06


6a feira. 15a semana do tempo comum

Rádio Comercial - O Homem que Mordeu o Cão, Temporada 3

O Vasco Palmeirim e a Vera Fernandes são recordistas mundiais!

PodCâmbio
(Entrevista) NOVOS IMPOSTOS sobre Câmbio, lucros no exterior, saída fiscal e agro!

PodCâmbio

Play Episode Listen Later Jul 4, 2026 16:37


Exclusivo! Gustavo entrevista Dra. Gabriela Colombelli Perosso, advogada especialista em Direito Tributário! Mais impostos sobre o Câmbio em 2027? Cuidados ao enviar lucro da sua empresa para o exterior — a Reforma Tributária muda ainda mais o jogo. E mais: Como o AGRO e outras empresas de lucro real e presumido podem otimizar os gastos com impostos?

Convidado
Da Praia às estrelas Michelin: o percurso de Cláudio Semedo Borges

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 9:58


No coração de Paris, no Hotel Príncipe de Gales, a cozinha é liderada por um cabo-verdiano que fez da alta gastronomia francesa a sua casa. Chama-se Cláudio Semedo Borges, nasceu na cidade da Praia e construiu um percurso que o levou das ilhas de Cabo Verde aos mais prestigiados hotéis da capital francesa. Entre memórias de infância, ambição e criatividade, o chef revela como as suas raízes continuam presentes, ainda que discretamente, nos pratos que cria. Encontramos o chef cabo-verdiano à conversa com os últimos clientes. Acabam de terminar a refeição e despedem-se com elogios a um "menu delicioso". Cláudio Semedo Borges recebe-nos de sorriso rasgado e com uma energia contagiante que abre caminho à descoberta de um dos hotéis "mais bonitos de Paris". É ali que dá forma a uma cozinha que define como "refinada", sem nunca perder de vista as suas origens. "É uma cozinha que tem gosto, muitos sabores", explica. Cresceu habituado a pratos intensos e cheios de personalidade, uma marca da cozinha cabo-verdiana que procura manter, mesmo trabalhando num restaurante assumidamente francês. "Os meus pratos, no dia-a-dia, não têm muitos elementos cabo-verdianos, porque estamos num restaurante 100% francês", conta. Ainda assim, de vez em quando, deixa escapar pequenos detalhes da sua identidade. A manga verde e os torresmos surgem, discretamente, em algumas criações, despertando a curiosidade dos clientes. "Eles ficam sempre surpreendidos. Há sempre uma pergunta no fim da refeição: 'Havia aqui qualquer coisa diferente... mas o que era?'. Quando digo qual é o ingrediente, ficam fascinados." A ligação a Cabo Verde vai muito além dos ingredientes. Está nas memórias de infância, na liberdade com que cresceu e na forma como encara a criatividade. "Saía de casa de manhã e só voltava à noite. Comia em casa dos vizinhos, brincava na rua, toda a gente se conhecia. Essa liberdade faz falta aqui na Europa." Essa sensação de liberdade continua a influenciar a forma como cozinha : "quando faço um prato nunca penso que está terminado. Acho sempre que posso fazer mais. Estou sempre aberto ao inesperado."   Antes da cozinha, porém, havia outro sonho. Durante vários anos, Cláudio acreditou que o seu futuro passaria pelos relvados. "Desde que saí de Cabo Verde vivi para o futebol. Joguei em Portugal, fui selecionado para a seleção portuguesa e acreditava mesmo que podia ser jogador profissional." A mudança para França, aos 19 anos, alterou completamente o rumo da sua vida. A cozinha surgiu primeiro por necessidade, tornando-se mais tarde numa paixão. "Em casa, com uma mãe solteira e quatro rapazes, todos tínhamos de ajudar. Cozinhava para aliviar o peso da minha mãe. Não há nada mais gratificante do que ouvir a minha mãe dizer: 'Filho, está muito bom.' Hoje, quando um cliente me diz que adorou a refeição, sinto exactamente a mesma emoção." Sem meios para frequentar uma escola privada de gastronomia, iniciou a formação numa escola pública francesa. Depois vieram as primeiras oportunidades profissionais e, pouco a pouco, o contacto com a alta cozinha. Passou por cozinhas de referência em Paris, trabalhou em restaurantes distinguidos pelo Guia Michelin e integrou equipas de hotéis de luxo, como o Ritz e o Península, antes de assumir a cozinha do Hotel Príncipe de Gales. "Quando cheguei às cozinhas de três estrelas Michelin percebi o verdadeiro significado da excelência. Ali nada é ignorado. Tudo tem um detalhe." Apesar do ambiente exigente da alta gastronomia, Cláudio procura liderar de forma diferente. " Trabalho é muito stressante, mas acredito que a melhor forma de aprender é com um sorriso. Talvez seja a morabeza cabo-verdiana." Em 2025 decidiu colocar-se novamente à prova ao participar no programa Top Chef em França. Cláudio refere que experiência abriu-lhe novas portas e reforçou o reconhecimento do seu trabalho. "Sempre gostei de competição. Talvez venha do futebol. Queria perceber até onde podia ir, testar a minha criatividade. A experiência abriu-me muitas portas".   Hoje, depois de alcançar objetivos que um dia lhe pareceram distantes, os sonhos mudaram de direção. "O meu sonho já não é tanto para mim. Quero despertar nas pessoas a vontade de conhecer Cabo Verde, interessarem-se pela nossa cozinha e inspirar outros a cozinhar com um sorriso." No futuro, admite que gostaria de abrir um restaurante com assinatura própria, sublinhando o desejo de ter um espaço onde possa dizer "esta é a minha cozinha, este é o meu modo de vida." No final da conversa, o chef regressa simbolicamente à infância através de um prato de verão. A protagonista é a manga verde, um sabor que o transporta para os dias em que saía da escola, na Praia, e apanhava as primeiras mangas ainda verdes das árvores. "Era um sabor ácido, mas ficou para sempre na minha memória." É precisamente essa memória que transforma num prato fresco de caranguejo, manga verde, manjericão, citrinos e ervas aromáticas. Uma criação onde a sofisticação da cozinha francesa encontra, de forma subtil, as recordações de Cabo Verde. É, talvez, a melhor definição da cozinha de Cláudio Semedo Borges: uma viagem entre dois mundos, servida com técnica, emoção e identidade.

Reportagem
Primeira livraria 100% brasileira de Paris reúne livros, discos e atividades sobre a cultura do país

Reportagem

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 7:59


Livros, discos de vinil, obras de artistas brasileiros e um café para quem deseja mergulhar na cultura do país. Foi com essa proposta que o paulista Anderson Vital abriu a Sabiá Arte e Cultura, a primeira livraria 100% brasileira de Paris. Instalado no bairro do Marais, o espaço combina literatura, música, artes visuais e eventos culturais para apresentar ao público francês e internacional uma visão "mais aprofundada" do Brasil, com destaque para as culturas afro-brasileira e indígena. Luiza Ramos, da RFI em Paris Embora Paris abrigue desde 1986 a tradicional Livraria Portuguesa e Brasileira, a Sabiá Arte e Cultura é o primeiro espaço dedicado exclusivamente à produção cultural do Brasil. O local de 14m² possui uma área externa calma e agradável, onde o empreendedor paulista compartilha vários elementos que lembram o Brasil sem parecer burlesco. Anderson Vital realiza um sonho cultivado desde a adolescência. Nascido na zona leste de São Paulo, ele vive na França há seis anos, onde trabalha como iluminador de espetáculos teatrais. O projeto da Sabiá nasceu da combinação entre a paixão pelos livros e a saudade do Brasil. "Eu comecei a sentir falta da minha cultura brasileira, porque fiquei trabalhando muito tempo com os franceses", conta. "Também trabalhei num sebo na adolescência e sou apaixonado por livro, literatura". Para concretizar a ideia, Vital contou com um programa da Prefeitura de Paris voltado para a ocupação comercial de espaços da cidade. Após apresentar um projeto cultural e passar por entrevistas, recebeu a autorização para ocupar uma pequena loja no Village Saint-Paul, n° 25, Rue Saint-Paul, no coração do bairro do Marais. Uma extensão da própria casa "Eu gosto de falar que a loja Sabiá Arte e Cultura é um pouco minha sala de casa, porque está cheia de livros, cheia de discos e obras de arte", diz. O espaço reúne, além dos clássicos, obras oriundas da parceria de Anderson com seis artistas brasileiros, além de trabalhos de uma fotógrafa. A proposta é servir de vitrine para criadores brasileiros e criar conexões com a comunidade artística do país que vive na França. A seleção de títulos, discos e artistas é feita pelo próprio fundador. E a curadoria segue uma linha bem definida. "Eu quero trazer mais a nossa cultura afro-brasileira, nossa cultura indígena, a nossa floresta, a nossa cultura popular, que é muito rica", explica. "Quero mais profundidade. Quero mostrar para os franceses e para o público internacional a nossa cultura social, a nossa antropologia brasileira". Franceses e turistas descobrem o Brasil  Apesar de ter aberto as portas há apenas algumas semanas, a Sabiá já atrai um público bastante diverso. A localização, em uma área turística de Paris, favorece a chegada de visitantes de várias nacionalidades. "Tem russo, americano, canadense, chinês e tem o público francês também", afirma. Segundo ele, os franceses têm demonstrado um interesse especial pela cultura brasileira.  Nawell, um turista canadense que passeava com a esposa em Paris, encontrou a Sabiá por acaso e se interessou ainda mais pela cultura brasileira.  "É muito legal, muito legal! Eu conheço muito pouco da cultura e música brasileira, mas eu acho bem legal este espaço. É bem bonito e bastante tranquilo. Eu tenho um amigo que foi ao Brasil e disse que foi fantástico para férias. Eu nunca fui ao Brasil, mas está na minha lista. Este espaço é genial!", diz. Para Anderson, um dos aspectos mais gratificantes é apresentar artistas e autores brasileiros a pessoas que, muitas vezes, têm pouco contato com a produção cultural do país. "Às vezes o pessoal não conhece muito, mas eu ofereço essa oportunidade de descobrir. Mostro os livros, mostro os discos, faço escutar também", descreve. De sebo paulistano a livraria em Paris A relação de Anderson com os livros começou cedo. Aos 14 anos, ele conseguiu o primeiro emprego em um sebo de São Paulo, experiência que considera decisiva para o surgimento da Sabiá. Durante quatro anos, trabalhou ao lado do proprietário do estabelecimento, aprendendo não apenas a comprar e vender livros, mas também a restaurar obras antigas. "Foi o meu grande lugar", recorda. "Tinha pessoas que chegavam para falar só de cinema e ficavam horas conversando comigo. Outras traziam livros e diziam: 'Você tem que ler isso'. Era um grande aprendizado." Leia tambémCultura como motor de transformação: França e Brasil discutem caminhos para um desenvolvimento sustentável Cartola lidera as vendas de discos Entre as preciosidades disponíveis na loja estão edições dedicadas a artistas como Carybé, Miguel Rio Branco e Sebastião Salgado, além de uma seleção de discos de música brasileira garimpada pessoalmente por Anderson em feiras de vinil em São Paulo: "Eu acordava às quatro da manhã para ir à feira de discos e tentar encontrar boas peças", conta. Nas prateleiras, há nomes como Tom Zé, Jards Macalé, Caetano Veloso, Antônio Carlos Jobim, Heitor Villa-Lobos e Cartola. O sambista carioca, aliás, tornou-se uma surpresa para o livreiro. "O Cartola é o nosso campeão de vendas aqui. Todo mundo adora o Cartola", diz.  Programação e eventos A ambição de Anderson nunca foi limitar a Sabiá ao universo dos livros. Desde a inauguração, o espaço recebeu o lançamento de uma obra da escritora Dora Fund, uma leitura de poemas de Walt Whitman conduzida por Ed Flanders, vocalista da banda Vanguart, e atividades ligadas à Festa da Música, celebrada anualmente na França. Os próximos planos incluem o lançamento de um álbum de um músico brasileiro radicado na França e a organização de um festival de cinema brasileiro." Nossa busca e nossa curadoria vão nesse caminho: teatro, cinema, música, literatura brasileira". Enquanto amplia a programação, Anderson segue fiel ao objetivo que motivou a criação da Sabiá: compartilhar com franceses, turistas e brasileiros um retrato mais amplo da riqueza cultural do país. "Eu acho que minha missão é compartilhar com o público a minha paixão, o nosso Brasil e tudo que a gente tem de bom."

O Antagonista
“Durante 16 anos, apanhei; agora quero mostrar o meu lado”, diz José Roberto Arruda é um ex-governador do Distrito Federal

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 19:20


Ex-governador do DF tenta voltar a disputar uma eleição pelo PSD em busca de uma volta por cima após condenações.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto   de Brasília.     Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.     Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.    Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube.  https://www.youtube.com/@OAntagonista  Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #JoseRobertoArruda #PoliticaDF #EntrevistaExclusiva #Desabafo #BastidoresDaPolitica #Noticias #PodcastDePolitica #EmAlta #Viral #YoutubeBrasil #AudioCast #DistritoFederal #Revelacoes #HistoriaPolitica #DebatePolitico #Atualidades #PoliticaNacional #CanaisDeAudio #Podcasting #NoticiasDoDia

Enfoque internacional
¿Quién ha ganado la guerra: Irán o Estados Unidos?

Enfoque internacional

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 2:35


Irán y Estados Unidos han firmado un acuerdo marco para firmar la paz. Ahora viene un plazo de 60 días para hacer efectivos los compromisos, que todavía están un tanto desdibujados en los discursos de unos y otros. Los analistas insisten en que estamos todavía ante una foto provisional, aunque Irán ha resistido al ataque de dos potencias nucleares, Estados Unidos e Israel. En el aspecto económico, Washington podría beneficiarse de la energía iraní. Todo es todavía muy provisional y no a estas alturas no se puede hablar de vencedores ni vencidos, como resume Jordi Quero, profesor de Relaciones Internacionales de la Universitat Pompeu de Barcelona. “Lo más importante es que es un acuerdo provisional”, una idea que conviene subrayar porque evita leer el resultado como una paz cerrada, explica el experto. Quero explica que es muy complicado decir que Estados Unidos ha ganado la guerra, cuando los objetivos no estaban claros desde el principio. “¿Ha matado a Jamenei? Sí. ¿Ha derrocado al régimen? No”, afirma. Según explica, todo queda pendiente de una negociación de 60 días en los que, si no hay entendimiento, “ninguno de los puntos acordados hasta ahora tendrá vigencia”, señala. A la gran pregunta sobre quién sale ganando, hay más dudas que certezas, sobre todo porque sobre el programa nuclear iraní hay discrepancias mayores. Washington asegura que los inspectores podrán acceder a las plantas nucleares y Teherán lo niega. “Es difícil llegar a una conclusión firme de si alguien ha ganado o no”. Aun así, el balance que deja es poco favorable a Washington, porque “es muy difícil señalar nada en lo que Estados Unidos haya conseguido que no tuviera antes de la llegada a la presidencia de Donald Trump”, refiriéndose al acuerdo que se había alcanzado con Barack Obama en la presidencia y que Donald Trump hizo estallar por los aires en su primer mandato. "La situación final de Estados Unidos no parece mejor" Incluso, si se materializan el levantamiento de las sanciones y medidas económicas, “la situación final de Estados Unidos no parece mejor que la inicial”, concluye. El hecho de que Irán se haya sentado a negociar directamente con Estados Unidos ya es una victoria, considera Raffaele Mauriello, analista político y profesor en la Universidad Allameh Tabataba'i de Teherán. Según su análisis, Irán no solo ha resistido la presión militar, sino que además ha salido reforzado en la mesa de negociación. “Ha sobrevivido a una guerra contra dos potencias nucleares, Estados Unidos e Israel”, subraya, antes de añadir que el país “está imponiendo sus condiciones” y que, “entre comillas, ha ganado la guerra”. "El tema más importante es la economía" El núcleo del acuerdo, sin embargo, no sería solo militar o diplomático, sino económico. “El tema más importante, en realidad, es la economía”, explica, al recordar que Irán es un país de gran tamaño, con recursos energéticos clave y un potencial de mercado que Washington no querría dejar fuera. “Irán tiene un gran potencial económico”, insiste. En ese contexto, el programa nuclear sigue siendo parte de la ecuación, pero no el único elemento. La lectura del experto es que Teherán busca reactivar su economía sin renunciar a su posición de fuerza, mientras Estados Unidos intenta capitalizar un pacto que, por ahora, no parece alterar el balance general. “Irán ha sobrevivido como país con su soberanía intacta”, dice Mauriello.  A la pregunta sobre si Israel está decepcionado con Estados Unidos por la negociación, el experto es contundente: “Es más Trump que está decepcionado con Netanyahu”, afirma el analista, para quien el giro de Washington refleja también un cambio de paradigma en la relación con el Gobierno israelí. Los expertos piden cautela. Estamos ante una base y se mantienen divergencias sobre, por ejemplo, la supervisión del programa nuclear iraní. Los principales compromisos alcanzados son el cese de las hostilidades, la suspensión de las sanciones contra Irán, la apertura del estrecho de Ormuz, les negociaciones sobre el programa nuclear y la reconstrucción y el desarrollo económico.

Caixa de Música
ALICE NÉS: “Eu quero mostrar que o Senhor Jesus tem um cuidado diferente”

Caixa de Música

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 9:57


O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: ⁠https://www.instagram.com/caixademusica/⁠Facebook:⁠ https://www.facebook.com/CaixadeMusica/⁠X: ⁠https://x.com/caixademusic

Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio
23 de Junho de 2026 - Eu sei bem o que quero viver … fé, valores e a coragem de seguir o caminho!

Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 56:19


Conversas Sinceras sobre Viver e Morrer
#7: COMO EU QUERO MEUS RITUAIS?

Conversas Sinceras sobre Viver e Morrer

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 39:22


Este é o link para você participar com a gente dessa jornada: https://materiais.infinito.etc.br/para-quando-eu-morrer ..Este é o 7º e penúltimo episódio da nossa série. Agora, a gente vai falar com mais detalhes sobre rituais de despedida. A importância, as possibilidades e algumas coisas que já estão sendo revistas para que essa experiência não seja pior do que já é. A ética, a estética e os significados que são atribuídos a cada parte desse processo podem ajudar a pessoa que perdeu alguém querido a ter um luto mais saudável....Pra quando eu morrer é uma temporada do podcast Conversas Sinceras - e também o início de um movimento. Pra que eu me organize e para que você se organize.Eu sou Tom Almeida, fundador do Movimento inFINITO, que promove conversas sinceras sobre viver e morrer. Nos oito capítulos dessa temporada eu vou tomar decisões “Pra quando eu morrer” e te convido a tomar as suas decisões também.Eu lido com a temática da morte há muitos anos. Mas se eu morresse hoje seria um vexame: não tomei praticamente nenhuma providência concreta pra minha partida.Às vezes a morte surge de repente; às vezes, em um processo anunciado como em um longo adoecimento, por exemplo. Ela pode até pegar a gente de surpresa, mas - spoiler - não pode ser evitada. Afinal, dizem por aí “a morte é a única certeza que temos”, né?A real é que não importa a sua idade: a morte e o luto mexem ou ainda vão mexer profundamente com você. Não é um processo fácil - e normalmente é muito mais desafiador porque a gente não se prepara minimamente pra lidar com isso.E eu decidi me resolver de uma vez por todas.Porque no dia em que eu morrer - que seja daqui muitos e muitos anos -, eu quero que a minha família tenha o menor número possível de preocupações. Eu quero livrar quem eu amo da parte burocrática, já vai ter sofrimento demais. Deixar tudo preparado é um ato de amor.Organizar tudo isso sozinho é difícil, e também pode ser bem chato, então, pra facilitar, eu e você vamos fazer isso juntos. O meu convite é para que você entre no nosso grupo de WhatsApp.Ali a gente vai trocar figurinhas, compartilhar experiências e traçar estratégias para deixar tudo certinho - se a morte vier em breve ou só daqui a 30, 40 ou 50 anos. Você vai sair desse processo sabendo o que é IDEAL e o que é o MÍNIMO pra que tudo fique mais ou menos organizado.Este é o link para você participar com a gente dessa jornada: https://materiais.infinito.etc.br/para-quando-eu-morrer Abraços,Tom..FICHA TÉCNICAIdealização e apresentação: Tom AlmeidaEstruturação de projeto: Flávio Vieira Roteiro: Tom Almeida e Juliana Dantas, que também fez a direção, a produção e a captação de áudioNeste episódio, também com entrevista de Larissa BarrosCriação de conceito visual: Marcela StreetDireção de arte e distribuição: Maju AlmeidaEnsaio fotográfico: Bruna AlbinoProdução: Gabriela FerigatoSupervisão de roteiro, edição e finalização: Rodrigo AlvesTrilha sonora: Maestro Billy e Blue Dot SessionsAgradecimentos: Joaquim Fiamoncini, Thiago Cunha e Larissa BarrosPatrocínio: Memorial Parque das Cerejeiras e Guarda Digital Apoio: Instituto Olga Rabinovich      

Vamos Falar de FUm
VFF1 Debrief: Bottas para que te quero

Vamos Falar de FUm

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 59:28


A análise da actualidade da F1 com Luis Tiago Martins, Alexandre Carneiro e David Antunes.   Onde falamos apaixonadamente de F1! Podcast: https://linktr.ee/VFF1 Patreon: https://www.patreon.com/vff1 Bola: https://www.abola.pt/search?q=Vamos%20Falar%20de%20FUm Twitter: https://twitter.com/VamosFalardeFum Instagram: https://www.instagram.com/vamosfalardefum Canal de WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaDuq7KId7nTEUhbWq3R Grupo de WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/J3HKVX5qXYBILlQCtdjTDo #F1

WGospel.com
Quero andar em Teu caminho, Pai!

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 1:47


Oro Por Você 03194 – 22 de junho de 2026 Deus querido, ensina-me a Tua Palavra. Dá-me a compreensão dos Teus caminhos de modo que eles se tornem parte de mim. Mantém-me no caminho reto para que minhas orações nunca sejam detestáveis a Ti. Toma conta das minhas preocupações e dos desafios do dia de hoje. Quero entregar a Ti, também, tudo o que fiz e tudo o que foi feito contra mim. Nem sempre sou capaz de resistir com minhas forças a certas tentações, mas sei que podes me livrar. Transforma-me em testemunho do Teu poder de cura e libertação. Me abrace, agora, por favor. Em nome de Jesus é que peço e agradeço, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Alta Definição
"Nada cai do céu. Quero que o meu filho dê valor às coisas, que tenha noção que tudo o que temos dá trabalho"

Alta Definição

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 50:14


Numa grande entrevista com Daniel Oliveira, Gonçalo Ramos, 25 anos, diz que só quer que o filho perceba que tudo o que a família tem dá trabalho. "Quero que ele disfrute da vida que lhe vamos poder dar, mas que também não se dislumbre, que tenha respeito por isso. Quero que olhe para nós e veja referências e exemplos". O avançado do Paris Saint-Germain é também um dos jogadores mais novos da seleção nacional. Fez sacríficios que poucos viram: "Fui obrigado a crescer rápido e muitas vezes sozinho", diz o jogador. Oiça aqui a entrevista completaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Subrumundo Terror
Subrumundo #349 - Túnel Negro

Subrumundo Terror

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 23:50


Você conhece bem seus colegas de trabalho?Quero ouvir suas sugestões:  subrumundo@gmail.comFacebook: Subrumundo terror.Instagram: @subrumundoQuer apoiar o projeto?⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/subrumundo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠patreon.com/subrumundo  www.catarse.me/subrumundoterrorMusic from:www.incompetech.comwww.youtube.com/myuujiDave GrusinRose's Ambiencehttps://www.youtube.com/@RosesAmbience

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Quero ficar Contigo, Pai!

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Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 1:44


Oro Por Você 03187 – 15 de junho de 2026 Deus Todo-Poderoso, reconheço que não posso fazer tudo o que me pedes a não ser que Teu Espírito me capacite. Dependo de Tua ajuda para chegar aonde preciso ir. Eu Te adoro como a luz da minha vida que ilumina meu caminho e guia todos os meus passos. Eu Te louvo como o Deus de todo o Universo para quem nada é difícil demais. Desejo permanecer em Tua presença e ter um relacionamento mais profundo e íntimo Contigo. Ensina-me o que preciso aprender para conhecer-Te melhor. Que a minha confiança seja constante e não apenas quando minhas orações são respondidas. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

WGospel.com
Quero ser um instrumento Teu, Pai!

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 1:40


Oro Por Você 03182 – 10 de junho de 2026 Ó, Senhor, exerce Tua vontade em minha vida para ser um instrumento apto a realizar a Tua obra e a falar de Teu grande amor às pessoas. Permite que minha vida reflita Tua santidade. Ajuda-me a viver de acordo com Teu propósito, e não de acordo com a minha vontade. Que eu mantenha firmemente a fé, não importa quais dificuldades apareçam no caminho. Remove de meu coração o egocentrismo, o orgulho, a vaidade. Que eu seja apenas um instrumento em Tuas mãos. Estas mesmas bênçãos eu as peço para meus familiares e amigos, os quais amo tanto. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Union Radio
Agenda Éxitos con Albani Lozada| Seguridad alimenatia con Osman Quero

Union Radio

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026


GP3S - Divórcio Consciente
Quero separar-me. E agora?

GP3S - Divórcio Consciente

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 49:59


Quando a possibilidade da separação começa a ganhar forma, surgem muitas perguntas, medos, dúvidas e uma sensação de nevoeiro que torna difícil perceber qual é o próximo passo a dar; por onde começar.Neste primeiro episódio da nova temporada do PodcastDivórcio Consciente, eu e a Marcela conversamos sobre os primeiros passos de um processo de separação e sobre como encontrar orientação num momento de profunda transformação familiar.Uma conversa sem falsas promessas de um caminho fácil ouindolor, mas com a garantia de maior consciência e intencionalidade. Ouve, partilha e contribui para uma cultura de relaçõessaudáveis, responsáveis e autênticas. Conteúdos abordados:. Porque é tão difícil saber por onde começar . Intencionalidade: a pergunta "Para quê?" . Aceitar a realidade como ela é . Pedir ajuda e ganhar clareza . Decisões informadas: o que é importante saber . Os filhos . Compaixão: cuidar de nós durante o processoOutros episódios relacionados:o divórcio começa no casamento – ep.192como comunicar a separação aos filhos – ep.193O episódio foi GRAVADO COM O SUPORTE DE LUZ E IMAGEM DE @doglifeproject e com MONTAGEM E SOM DE Rodrigo Pereira e está disponível no Spotify, Apple Podcasts, ⁠Youtube e nas outras plataformas de distribuição de Podcasts habituais. Podes adquirir o nosso livro através do nosso site ⁠https://www.gp3sdivorcioconsciente.com/livro⁠ou qualquer livraria física ou online Para mais informações sobre AS NOSSAS FORMAÇÕES segue o ⁠⁠link⁠⁠

WGospel.com
Tu sabes o melhor, Pai!

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 1:45


Oro Por Você 03180 – 08 de junho de 2026 Deus, eu te agradeço porque sempre ouves as minhas orações. Dá-me paciência para esperar que as respostas cheguem do Teu jeito e no Teu tempo perfeito. Dá-me a paz de aceitar a Tua resposta – ainda que ela seja um não. Ajuda-me a nunca pegar as questões em minhas mãos para tentar fazer com que aconteça algo que não seja da Tua vontade. Confio que Tu sabes o que é melhor para  mim em todos os momentos. Peço, também, que eu tenha um coração cheio de amor por Ti e por Teus caminhos. Não quero ser uma pessoa que Te mostre amor apenas com palavras. Quero que isso seja natural em minha vida. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

ibab - igreja batista de água branca
Quero que valorize o que você tem | Ed René Kivitz

ibab - igreja batista de água branca

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 40:16


Mensagem do dia 31 de Maio de 2026 por Ed René Kivitz Quero que valorize o que você tem Identidade Celebração Ibab AO VIVO 11h www.ibab.com.br Nos acompanhe nas redes sociais www.instagram.com/oficialibab www.facebook.com/oficialibab www.twitter.com/oficialibab

WGospel.com
Não quero ídolos, Pai!

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 1:40


Oro Por Você 03179 – 07 de junho de 2026 Querido Senhor, sou profundamente grato por não me julgares da maneira como as pessoas o fazem. Obrigado porque Tu olhas para o meu coração de modo a ver meus pensamentos, minhas atitudes e meu amor por Ti, e não para ver como sou bem-sucedido ou atraente. Remove todos os desejos pecaminosos e enche meu coração do Teu amor, da Tua paz e da Tua alegria. Peço também que meu tesouro sempre esteja em Ti e não nas minhas posses ou nas distrações deste mundo. Ajuda-me a nunca criar um ídolo. Tu És o meu maior desejo e Te coloco acima de tudo em minha vida. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Rádio PT
BOLETIM | Fim da 6x1: redução da jornada representará mais convívio familiar

Rádio PT

Play Episode Listen Later May 28, 2026 4:16


Mulheres serão as principais beneficiadas. Gabriela de Aguiar, 23 anos, espera ter mais tempo para cuidar da filha de 1 ano de idade e recorda a ausência do pai na infância que sempre trabalhou com jornada de apenas o domingo de folga. “Quero que a realidade da minha bebê seja diferente”, disse. Sonoras:

DIÁRIO DE BORDO
#1622 - Só quero uma panela nova e quem roubou minha coxinha?

DIÁRIO DE BORDO

Play Episode Listen Later May 27, 2026 28:33


vem pro nosso grupo do telegram:http://orelo.cc/diariodebordo

Conversas Sinceras sobre Viver e Morrer
#3: COMO EU QUERO MEUS CUIDADOS?

Conversas Sinceras sobre Viver e Morrer

Play Episode Listen Later May 26, 2026 44:26


Este é o link para você participar com a gente dessa jornada: https://materiais.infinito.etc.br/para-quando-eu-morrer ..Neste terceiro episódio eu vou descobrir sobre o que eu preciso pensar sobre meus cuidados de saúde caso eu não esteja podendo me comunicar. E eu vou dividir tudo contigo pra que você pense sobre os seus desejos. Existe um documento que serve pra gente deixar todas essas nossas vontades registradas desde já. É o chamado testamento vital.  ..  Conheça a nossa Casa Lavanda: é um espaço que oferece acolhimento, informação e conexão para pessoas que convivem com doenças graves - sejam elas pacientes ou familiares.Tudo de graça! Se você está atravessando a jornada de uma doença grave ou é cuidador de uma pessoa que recebeu um diagnóstico, é mais do que bem-vinda ou bem-vindo a participar: casa-lavanda.circle.so/  ...Pra quando eu morrer é uma temporada do podcast Conversas Sinceras - e também o início de um movimento. Pra que eu me organize e para que você se organize.Eu sou Tom Almeida, fundador do Movimento inFINITO, que promove conversas sinceras sobre viver e morrer. Nos oito capítulos dessa temporada eu vou tomar decisões “Pra quando eu morrer” e te convido a tomar as suas decisões também.Eu lido com a temática da morte há muitos anos. Mas se eu morresse hoje seria um vexame: não tomei praticamente nenhuma providência concreta pra minha partida.Às vezes a morte surge de repente; às vezes, em um processo anunciado como em um longo adoecimento, por exemplo. Ela pode até pegar a gente de surpresa, mas - spoiler - não pode ser evitada. Afinal, dizem por ai “a morte é a única certeza que temos”, né?A real é que não importa a sua idade: a morte e o luto mexem ou ainda vão mexer profundamente com você. Não é um processo fácil - e normalmente é muito mais desafiador porque a gente não se prepara minimamente pra lidar com isso.E eu decidi me resolver de uma vez por todas.Porque no dia em que eu morrer - que seja daqui muitos e muitos anos -, eu quero que a minha família tenha o menor número possível de preocupações. Eu quero livrar quem eu amo da parte burocrática, já vai ter sofrimento demais. Deixar tudo preparado é um ato de amor.Organizar tudo isso sozinho é difícil, e também pode ser bem chato, então, pra facilitar, eu e você vamos fazer isso juntos. O meu convite é para que você entre no nosso grupo de WhatsApp.Ali a gente vai trocar figurinhas, compartilhar experiências e traçar estratégias para deixar tudo certinho - se a morte vier em breve ou só daqui a 30, 40 ou 50 anos. Você vai sair desse processo sabendo o que é IDEAL e o que é o MÍNIMO pra que tudo fique mais ou menos organizado.Este é o link para você participar com a gente dessa jornada: https://materiais.infinito.etc.br/para-quando-eu-morrer Abraços,Tom..FICHA TÉCNICAIdealização e apresentação: Tom AlmeidaEstruturação de projeto: Flávio Vieira Roteiro: Tom Almeida e Juliana Dantas, que também fez a direção, a produção e a captação de áudioCriação de conceito visual: Marcela StreetDireção de arte e distribuição: Maju AlmeidaEnsaio fotográfico: Bruna AlbinoProdução: Gabriela FerigatoSupervisão de roteiro, edição e finalização: Rodrigo AlvesTrilha sonora: Maestro Billy e Blue Dot SessionsAgradecimentos: Joaquim Fiamoncini, Thiago Cunha e Larissa BarrosPatrocínio: Memorial Parque das Cerejeiras e Guarda Digital Apoio: Instituto Olga Rabinovich

FromThe108: White Sox for the Inebriated
FromThe108 - Sam Francisco Was A Sox Fan

FromThe108: White Sox for the Inebriated

Play Episode Listen Later May 22, 2026 114:04


What are you drinking? Banter Cubs vs Sox recap  - Trash Talk - Highlight - Lowlight The fans seem to be coming back, who are you excited or not excited to see back? The tarps off movement is flying across the MLB, are you in or is that for the bleachers? What do you need to see to think the Sox should be buyers at the deadline?  Or sellers? Kyle Teel had a setback, are you worried about him?  How do you deploy Quero and Romo until he's back? MySoxSummer demands apologies for coaches and front office.  Make your case for who needs an apology. Porn Star or San Franciso Giant Last Call Thank Yous and GFYs

WGospel.com
Quero servir

WGospel.com

Play Episode Listen Later May 21, 2026 1:47


Oro Por Você 03162 – 21 de maio de 2026 Deus, Tu sabes como os holofotes e a atenção das multidões são atraentes para nossa natureza humana decaída. Queremos fazer grandes coisas para o Senhor de acordo com nossos padrões. E aí, muitas vezes, caíamos no pecado da autossuficiência, do orgulho, achando que somos os melhores pois fazemos grandes coisas. Nos ajude, Pai, a fazer o trabalho de bastidores, silencioso, porém, eficiente por estar unido ao poder do Espírito Santo. Que a nossa vida, o nosso modo de proceder seja o maior e melhor sermão para aquele que não Te conhece. Nos ajuda para isso, por favor. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Falar Português Brasileiro
#224 - Pretérito Perfeito do indicativo

Falar Português Brasileiro

Play Episode Listen Later May 18, 2026 11:41


E aí, tudo bem por aqui?Profa Ju chegando. Sejam todos bem-vindos, Semanacomeçando e mais um episódio do nosso podcast Falar Português Brasileiro para você aprender mais um pouquinho de português, o podcast que te acompanha enquanto você caminha, lava a louça, dirige, passeia com o cachorro, organiza a casa ou simplesmente tira alguns minutos do dia para estudar português.Vamos continuar falando sobre os verbos? Contudo, diferente dos episódios anteriores, vou contar uma história. Não vamos começar falando das regras, vamos começar falando sobre uma sensação. Sabe aquele momento em que você percebe que algo já mudou, acabou… e não tem mais volta? Talvez tenha sido uma conversa. Talvez uma decisão. Talvez um dia comum… que terminou diferente.Esse momento tem um tempo verbal. E é sobre ele que a gente vai falar hoje.O pretérito perfeito do indicativo. Não vou falar como gramática, vou falar como vida, experiência. Quero que feche os olhos por um segundo ... bom, se puder, se não estiver dirigindo ou fazendo qualquer outra coisa que possa colocar em risco a sua vida. Fecha os olhos por um segundo… se puder

Union Radio
Lo que se sabe del fallecimiento de Carmen Teresa Navas madre de Víctor Hugo Quero | Román Lozinski

Union Radio

Play Episode Listen Later May 18, 2026 4:49


WGospel.com
A água parada e água viva

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Play Episode Listen Later May 18, 2026 5:07


TEMPO DE REFLETIR 01768 – 18 de maio de 2026 Jeremias 2:13 – Eles Me abandonaram, a Mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas. Ainda existem lugares distantes dos grandes centros em que podemos encontrar água cristalina que desce em pequenas cascatas que vêm das montanhas. Em contraste com a água corrente, temos as cisternas. Em caminhadas mato adentro, podemos encontrar poços ou cisternas abandonados. Cisternas com água estagnada, turva, com uns poucos peixinhos tentando sobreviver. Ao redor, musgo, rãs e tartaruguinhas. Nada atraente ou chamativo, mesmo sob o sol mais causticante possível. Água da fonte ou de cisterna? Com qual das duas você prefere satisfazer sua sede? Embora o povo de Israel tivesse à sua disposição água da fonte, insistia em fazer suas próprias cisternas em rocha calcária que, devido à porosidade, não armazenava água. Não é de admirar que Deus esteja chamando a atenção de Seu povo pelas escolhas que está fazendo, dizendo: “Não aceite imitações ridículas do verdadeiro.” Deus sabe quão sedentos estamos. É Ele que tem a água que nos pode satisfazer. Tudo aquilo que procuramos para satisfazer nossa necessidade fora de Deus é uma cisterna rachada; mesmo assim, alguns continuam correndo equivocadamente em direção a essas fontes. Dentre os muitos convites que Jesus pronunciou enquanto esteve na Terra, um dos mais bonitos foi feito numa ocasião festiva, no último dia da Festa dos Tabernáculos. As pessoas que vinham assistir a essa festa, além do magnetismo do encontro com os amigos, tinham também profundos anseios de uma vida melhor. Muitos acalentavam esperança de dias melhores. No fim da festa, sem ter recebido as bênçãos que tanto desejavam, para as pessoas as cerimônias se assemelhavam a cisternas rotas. Foi a elas que Cristo Se dirigiu, dizendo: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (Jo 7:37). Jesus está dizendo hoje: “Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede” (Jo 4:14). “O brado de Cristo ao coração sedento ecoa ainda, e apela para nós com poder ainda maior do que aos que O ouviram no templo, naquele último dia da festa. A fonte está aberta para todos. Aos cansados e exaustos, oferecem-se os refrigerantes goles da vida eterna” (O Desejado de Todas as Nações, p. 454). Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Senhor: mata a minha sede, Pai! Por favor. Quero beber cada dia da Tua Palavra; beber dos Teus ensinamentos, da vida que vem de Ti. Por favor. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

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Abro mão

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Play Episode Listen Later May 18, 2026 1:49


Oro Por Você 03159 – 18 de maio de 2026 Pai, entrego a Ti, hoje, todas as minhas esperanças e todos os meus sonhos. Se há algo que anseio e que não faz parte da minha vida, peço que retires o desejo, para que o que deve estar na minha vida seja liberado. Sei que é perigoso transformar meus sonhos em ídolos. Submeto a Ti tudo o que desejo, e declaro hoje que desejo mais de Ti. Quero que os desejos do meu coração estejam alinhados com os desejos do Teu coração. Embora seja difícil abrir mão dos anseios e sonhos que tenho para minha vida, coloco tudo aos Teus pés. Sei que sempre faz e farás o melhor. Confio da Tua vontade. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

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Vida em ordem

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Play Episode Listen Later May 17, 2026 1:49


Oro Por Você 03158 – 17 de maio de 2026 Senhor Deus, ajuda-me a pôr minha vida em ordem. Quero que sempre ocupes o primeiro lugar. Ajuda-me a tirar todo o lixo e inutilidades que tomam o meu tempo e a minha atenção. Ensina-me a amar-Te de todo o meu coração, de toda a minha mente e de toda a minha alma. Não quero ter outros deuses ou coisas tomando o lugar da Tua presença e da minha adoração. Ajuda-me também em meus relacionamentos com as pessoas próximas a mim, ensinando-me a amá-las como Tu amas. Mesmo que elas não me amem ou me compreendam. Por favor, encha a minha vida de amor. Por Ti e pelo próximo. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Ana Deus (parte 2): “A vaidade isola-nos e é ridícula. Já me escondi atrás da vaidade, na pose da artista. Não sou vaidosa, não quero falar do meu umbigo”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later May 16, 2026 60:33


Nesta segunda parte da conversa, a cantora Ana Deus revela o seu processo criativo na música e a parceria de há décadas com a escritora Regina Guimarães. Fala também do lado pernicioso da vaidade nos artistas, a sua relação amorosa de há 40 anos, os filhos emigrados, a inquietação com a IA, o gosto por fazer filmes em vídeo, como lida com a falha, e os seus pequenos grandes prazeres quotidianos. No final, ainda lê um poema de Alberto Pimenta, partilha uma boa notícia e algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Ana Deus (parte 1): “Já não quero saber da opinião dos outros. É normal, quando se cresce. E não amarguei. Correu quase tudo bem. A minha vida podia ter descambado muito”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later May 15, 2026 77:45


Nos anos 80 e 90, Ana Deus tornou-se conhecida como a voz feminina dos Ban, uma banda pop que marcou uma geração. “Eu era a punk numa banda de betos.” Depois, com a escritora Regina Guimarães, criou outra banda icónica, os “Três Tristes Tigres”. Uma formação que regressou com renovada garra com o álbum “Arca”. Um disco lúcido, com letras afiadas, que são a anatomia de um tempo, distinguido pelo Expresso como um dos melhores de 2025. Atualmente está a ensaiar com músicos reclusos na prisão de Custóias e está convicta que, de alguma forma, a música liberta. “A minha preocupação na música tem sido com o mais pequeno, o quase invisível, o que está na margem da atenção.” Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Subrumundo Terror
Subrumundo #348 - Minha Porta

Subrumundo Terror

Play Episode Listen Later May 15, 2026 21:27


Você consegue viver sabendo que existem coisas que você nunca vai poder viver?Quero ouvir suas sugestões:  subrumundo@gmail.comFacebook: Subrumundo terror.Instagram: @subrumundoQuer apoiar o projeto?⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/subrumundo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠patreon.com/subrumundo  www.catarse.me/subrumundoterrorMusic from:www.incompetech.comwww.youtube.com/myuujiDave GrusinRose's Ambiencehttps://www.youtube.com/@RosesAmbience

Noticias ONU
La ONU en Minutos 11 de mayo de 2026

Noticias ONU

Play Episode Listen Later May 11, 2026 6:13


Es urgente rebajar la tensión en el estrecho de Ormuz, afirma Guterres. Hantavirus: Continúa la evacuación de los pasajeros del crucero en Tenerife. La ONU alerta que la protección de los bosques sigue siendo insuficiente. Grupo de Trabajo pide a Venezuela una investigación sobre la desaparición forzada y muerte en custodia de Víctor Quero.

Union Radio
Habla el Foro Penal sobre el caso Victor Hugo Quero | Román Lozinski

Union Radio

Play Episode Listen Later May 11, 2026 0:26


Venezuela en Crisis - RadioTelevisionMarti.com
Legisladores de EEUU condenan muerte del preso político Víctor Quero Navas - mayo 09, 2026

Venezuela en Crisis - RadioTelevisionMarti.com

Play Episode Listen Later May 9, 2026 3:31


El caso de la muerte del preso político Víctor Quero Navas genera indignación internacional luego de que su madre, quien durante semanas exigió una fe de vida de su hijo, acudiera este viernes a la exhumación del cuerpo. Legisladores estadounidenses condenaron lo ocurrido.

Talitha Pereira
#210 - Eu Quero Viver Algo Novo - Talitha Pereira

Talitha Pereira

Play Episode Listen Later May 7, 2026 54:40


Nesta mensagem de encorajamento, a pastora Talitha confronta um lugar muito sutil do nosso coração: a tendência de viver olhando para o que Deus já fez e perder o que Ele está fazendo agora.

Nashville Sounds - Rounding Third
April 22 - Jeferson Quero

Nashville Sounds - Rounding Third

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 5:32


Sounds catcher Jeferson Quero joins Jeff Hem on the pregame show to talk about his big offensive game the day before in Charlotte, how he's feeling so far this season compared to last year, and what his recent major league debut meant to him and his family, especially following a couple of trying injury-shortened seasons

Budejo
#243. Na próxima encarnação quero vir pai de Billie Eilish

Budejo

Play Episode Listen Later Apr 19, 2026 42:01


Aproveitando que Luan acabou de se mudar pra morar com a esposa, ficamos budejando sobre sair da casa dos pais. O eterno dilema entre ter mais privacidade ou ter que arcar com todas as despesas de uma casa. Ainda sobrou tempo pra se perguntar como botar um menino no mundo em pleno 2026 e demos umas diquinhas do que andamos assistindo & lendo ultimamente. ==========CRÉDITOS:PARTICIPANTES: Luan Alencar, Pedro Philippe e Vamille Furtado EDIÇÃO: Luan AlencarTRILHA ORIGINAL: Victor Oliveira ==========APOIE O BUDEJO:Para nos ajudar a continuar produzindo conteúdos como estes, considere nos apoiar financeiramente pela ORELO, para ter acesso a recompensas exclusivas: https://orelo.cc/budejo/apoios. Você também pode nos enviar qualquer valor, junto com uma mensagem, para o PIX budejopodcast@gmail.com.

Effectively Wild: A FanGraphs Baseball Podcast
Effectively Wild Episode 2459: Pump the ABS Brakes

Effectively Wild: A FanGraphs Baseball Podcast

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 101:22


Ben Lindbergh and Meg Rowley banter about Mike Trout’s hot start, Dub Gleed’s (nick)name, the challenge system as a mainstream sensation, several tactical considerations, listener emails, premature conclusions, and pedantic points after a weekend’s worth of ABS action, Munetaka Murakami’s early slugging, a Brewers call-up and extension, NBC’s broadcast crews, and more, plus a few follow-ups. Audio intro: Philip Tapley and Michael Stokes, “Effectively Wild Theme” Audio outro: Guy Russo, “Effectively Wild Theme” Link to the other ABS Link to Gleed trade story Link to challenge system tweet 1 Link to challenge system tweet 2 Link to Ben on the challenge system Link to Sam on the challenge system Link to UmpScorecards data Link to Rosenthal on the challenge system Link to Passan on the challenge system Link to ABS system wiki Link to Petriello on 2025 ABS data Link to team ABS leaderboard Link to ABS dashboard Link to ABS player leaderboard Link to Crizer on the challenge system Link to debutant dingers query Link to 2026 debutant dingers Link to Murakami NPB analysis Link to Murakami fun fact Link to Reds Opening Days story Link to Shelton ejection clip Link to Bucknor story Link to Bucknor challenges Link to Bucknor scorecard Link to Bucknor story Link to Cora ejection Link to ABS and manager ejections info 1 Link to ABS and manager ejections info 2 Link to ABS and manager ejections info 3 Link to Quero call-up info Link to MLBTR on Pratt Link to FG Brewers list Link to Sam on check swings Link to AP on Benetti Link to MLBTR on Pratt Link to listener emails database Link to “burn the ships” wiki Link to article about Syracuse team Sponsor Us on Patreon Give a Gift Subscription Email Us: podcast@fangraphs.com Effectively Wild Subreddit Effectively Wild Wiki Apple Podcasts Feed Spotify Feed YouTube Playlist Facebook Group Bluesky Account Twitter Account Get Our Merch! var SERVER_DATA = Object.assign(SERVER_DATA || {}); Source

Fantasy Baseball from Prospect361.com
2311 - Waiver Wire - March 29, 2026

Fantasy Baseball from Prospect361.com

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 80:47 Transcription Available


Fantasy Baseball Live – March 29, 2026 @ 3 pm – I need to be done by 4:15 pm.Segment 1 – Review the games of the weekendOther notes:1.Cam Schlitter was dominate in his first outing – 5.1 IP, 1 hit, 0 ER, 8K/1BBa.I wasn't sure about him coming into the season, but WOW that was something.2.Several rookies have gotten off to strong startsa.Chase DeLauter – 4 for 9, 2K/0BB, 3 HR against the Mariners (against Gilbert and Kirby)b.JJ Wetherholt – 3 for 9, 1 HR, 1 SB, 1K/0BB, including a walk off hitc.Sal Stewart – 5 for 8, 1 HR, 1K/0BB3.Michael McGreevy fastball averaged 90.7 mph (T 92.2) with only 6 whiffs on 36 swings, but somehow no-hit the Rays for six innings. I'm not sure about this one. Thoughts?4.Andrew Vaughn becomes the fourth guy to fracture his hamate bone. Jeferson Quero gets the callup, they shift Bauers to first for Saturday's game and Lockridge fills in for Bauers, who was filling in for Chourio.a.Any interest in Quero. b.Odd, they didn't give Tyler Black a shot after a great spring.5.Christopher Morel has an oblique issue and the Marlins call on Deyvison De Los Santos to make his long awaited MLB debut?a.Any interest?Segment 2 – Tim's First Waiver Wire of the yearSegment 3 – Closer ReportClose