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O relatório encomendado pelo governo sobre a sustentabilidade da Segurança Social aponta para um défice contínuo e apresenta soluções para o problema. Uma conversa com a jornalista Alexandra Machado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sua casa pode estar cheia de 'vilões' que atrapalham seu acesso à internet. Algumas dessas interferências são previsíveis, como paredes grossas. Outras são bem mais inusitadas.
Sua casa pode estar cheia de 'vilões' que atrapalham seu acesso à internet. Algumas dessas interferências são previsíveis, como paredes grossas. Outras são bem mais inusitadas.
Marziyeh Neyri foi enforcada a semana passada no Irão. Esta jovem mulher de 23 anos foi vítima de agressões sexuais, várias vezes, por parte do marido e dois sócios de uma empresa imobiliária. Na última vez, quando tinha 18 anos, defendeu-se dos três agressores com uma faca e acabou por matar o marido. A família do morto exigiu “olho por olho” e o tribunal condenou-a à morte. Neste episódio, com a ajuda da jornalista Ana França, olhamos para o Irão e para a aplicação da Qisas, uma lei baseada no Alcorão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ainda assim, comercialização está atrasada no Brasil, com produtores reticentes em avançar com os negócios, aguardando por patamares melhores. Em Chicago, 5ª feira fecha em queda.
Trump assina memorando que permite que empresas americanas façam operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais. As companhias vão poder vigiar ou até destruir sistemas e redes usados pelos grupos criminosos. E ainda:- O serviço de imigração, o ICE, planeja gastar até 20 milhões de dólares para comprar luvas capazes de dar choques elétricos. Segundo o governo, os dispositivos têm o objetivo de desescalar confrontos com indivíduos- Irã anuncia que deve se tornar em breve membro do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics. Teerã já vinha sinalizando que queria se tornar acionista do banco, mas esse movimento foi reforçado pelas sanções americanas ao país- Putin diz que vai retaliar caso a União Europeia comece a apreender navios comerciais russos. O vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitry Medvedev, afirmou que a Rússia teria o direito de atacar praticamente qualquer navio europeu caso a União Europeia siga em frente com os planos- Na Índia, manifestantes tomaram as ruas para exigir uma investigação federal sobre supostas irregularidades em concursos públicos- Líbano se torna o primeiro país do Oriente Médio a abolir formalmente a pena de morte. O Parlamento libanês determinou que todas as sentenças de morte deveriam sersubstituídas por prisão perpétua- 44 pessoas morreram em naufrágio de uma balsa no Zimbábue. Segundo autoridades, a embarcação tinha capacidade para 90 pessoas, mas transportava mais de 120passageiros- Últimas atualizações contabilizam mais de 240 mortos e 2.500 feridas depois do terremoto que atingiu a Colômbia na última segunda-feira Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com
Vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública pede que as pessoas não olhem diretamente para o eclipse. João Paulo Magalhães diz a que sintomas a população deve estar atenta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Do subsolo a céu aberto, a extração do “minério da vez”, que ocorre no Vale do Jequitinhonha, deve seguir legislação ambiental e evitar riscos de tragédias já vividas
Coronel José do Carmo destaca que a integração de norte-coreanos liberta tropas russas. Sublinha que Moscovo tem vantagem negocial e que o Irão é uma ditadura militar liderada por fanáticos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A chegada de anúncios ao ChatGPT abre uma nova frente para o mercado de publicidade digital e pode mudar não apenas onde as marcas anunciam, mas a forma como elas tentam entender o consumidor. Em entrevista ao Podcast Canaltech, Bruno Belardo, VP regional de Growth para a América Latina da Adlook, explica que a principal mudança está na quantidade de contexto disponível durante uma conversa com uma inteligência artificial. Até agora, boa parte da publicidade digital tentou descobrir quem é o usuário a partir de informações como interesses, comportamento e histórico de navegação. Com a IA generativa, a lógica pode mudar: mais importante do que saber quem é a pessoa será entender o que ela quer naquele momento. Uma pessoa pode gostar de carros há anos, por exemplo, mas estar procurando especificamente um financiamento, um seguro ou uma revisão. Para Belardo, compreender essa intenção pode permitir anúncios muito mais relevantes. Isso também traz um desafio importante: confiança. Se o usuário não conseguir distinguir uma resposta da inteligência artificial de um conteúdo patrocinado, a própria credibilidade da plataforma pode ser colocada em risco. Por isso, a expectativa é de que publicidade e respostas continuem claramente separadas. Durante a conversa, Belardo também discute se anunciar dentro de ferramentas de IA pode custar mais, como equilibrar monetização e experiência do usuário e por que os anúncios podem se tornar menos numerosos, mas muito mais contextualizados. E a transformação pode ir ainda além. Na visão do executivo, em alguns anos talvez nem estejamos mais discutindo “anúncios no ChatGPT”. Com o avanço dos agentes de IA, sistemas poderão conversar diretamente com agentes de bancos, companhias aéreas, supermercados e outras empresas para buscar produtos, comparar alternativas e até ajudar a realizar compras. Nesse cenário, as marcas deixam de disputar apenas a atenção das pessoas e passam a disputar também a recomendação dos agentes de inteligência artificial. Você também vai conferir: Apple tenta evitar novos aumentos no preço do iPhone, Disney+ ganha IA para ajudar você a escolher o que assistir e criadores brasileiros podem deixar de ganhar dinheiro no X. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Nathan Vieira, Viviane França e André Magalhães. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natália Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em entrevista à CBN Vitória, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio (Sindicomerciários) no Espírito Santo, Rodrigo Rocha, entende que o fechamento dos supermercados aos domingos, conquistado em Convenção Coletivca do Trabalho, além de assegurar um dia para descanso e convivência familiar, ajudou o setor a preencher postos que permaneciam em aberto.
Episódio do dia 11/08/2026, com o tema "Filhos de incrédulos podem ser salvos?" Apresentação: Itamir Neves, André Castilho e Renata Burjato. Pergunta do dia: POIS DEUS ACEITA O HOMEM QUE NÃO É CRISTÃO POR ELE ESTAR UNIDO COM A SUA ESPOSA CRISTÃ; E ACEITA A MULHER QUE NÃO É CRISTÃ POR ELA ESTAR UNIDA COM O SEU MARIDO CRISTÃO. SE NÃO FOSSE ASSIM, OS FILHOS DELES NÃO PERTENCERIAM A DEUS. MAS, SENDO ASSIM, ELES PERTENCEM. JÁ OUVI EM ESTUDOS QUE AS CRIANÇAS DOS INCRÉDULOS NÃO SÃO SALVAS. POIS CITAM ESSA PASSAGEM. E DIZEM QUE AS CRIANÇAS DESSES, NÃO SERIAM SALVAS, EXCETO SE SEUS PAIS FOSSEM CRISTÃOS, ISSO PROCEDE? Redes Sociais Instagram: @rtmbrasil@itabeti@acastilhortm Site: www.rtmbrasil.org.br WhatsApp da RTM - (11) 97418-1456See omnystudio.com/listener for privacy information.
No Espírito Santo, os supermercados permanecem fechados aos domingos até, pelo menos, o dia 31 de outubro de 2026, pelo que traz a atual Convenção Coletiva de Trabalho. A regra atual, em vigor desde 1º de março, vale até esta data, quando o setor patronal e o sindicato reavaliarão a medida para definir se ela continua ou se o expediente dominical será retomado. A aproximação do fim do acordo traz a discussão, então, entre empresários e trabalhadores sobre manter ou rever esse fechamento.Na avaliação do superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, o cenário ainda é indefinido, mas existe uma parte do setor que pode defender a abertura novamente aos domingos. "Todos os dois cenários são possíveis, estamos avaliando todos os pontos", explica.
Neste episódio do AGROTalk, Nadiara Pereira conversa com Thales Facanali e Julia Veiga sobre os impactos de um El Niño de forte intensidade na safra 2026/27 e como as tecnologias biológicas podem ajudar o produtor a enfrentar um cenário climático mais desafiador.Com previsão de chuvas mais intensas no Sul e maior irregularidade das precipitações, risco de veranicos e temperaturas elevadas no Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o planejamento será fundamental para proteger o potencial produtivo das lavouras.Ao longo do episódio, entenda como os biológicos podem contribuir para o desenvolvimento das raízes, melhor aproveitamento e retenção de água, redução dos impactos do estresse hídrico e térmico e manejo de doenças em ambientes de excesso de umidade. A conversa também aborda os desafios para soja e milho, o possível encurtamento da janela da segunda safra e a importância do manejo preventivo para preservar produtividade e rentabilidade.Este episódio do AGROTalk é patrocinado pela Biotrop, empresa especializada em soluções biológicas para a agricultura.#agrotalk #agroclima #elnino #safra2026 #safra2027
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Mais do que presentes ou grandes celebrações, são os momentos compartilhados entre pais e filhos que podem deixar marcas duradouras. Conversas, brincadeiras, abraços, demonstrações de carinho e a presença no dia a dia ajudam a construir vínculos, fortalecer a autoestima e desenvolver segurança emocional. Essas experiências podem se transformar em memórias afetivas que acompanham a pessoa mesmo na vida adulta e influenciam a maneira como ela se relaciona consigo mesma e com os outros. Sobre o assunto, o âncora Jota Batista conversa com a psicóloga, professora doutora aposentada da UFRJ e autora do livro Memórias Afetivas, Dina Frutuoso, no Canal Saúde desta segunda (10)
Você é do time que acha que jogos podem envelhecer mal, ou que depende do olhar do jogador? Venha descobrir nossa opinião nesse episódio mais que especial com a participação dos queridos do podcast Galinha Viajante. - Para que esse projeto continue existindo e crescendo cada vez mais, considere virar um de nossos apoiadores em https://apoia.se/supersoda. Escolha um valor que caiba em seu orçamento e ganhe recompensas bem legais!
Como podem ser as três camisas do Flamengo para 2027? A partir das informações divulgadas sobre o próximo template internacional da Adidas e das descrições dos futuros mantos, foram produzidas projeções para visualizar os possíveis uniformes rubro-negros.A camisa principal teria cinco faixas vermelhas e cinco pretas, mangas vermelhas, acabamentos pretos e CRF, estrela e Adidas em branco.O uniforme branco pode trazer uma novidade importante: CRF retrô e Adidas Trefoil em vermelho, além de listras cinza nos ombros e detalhes rubro-negros na gola e nas mangas.Já a terceira camisa seria a mais ousada: preta, inspirada em Jorge Ben e na Tropicália, com elementos rosa, azul e amarelo.Também mostramos as características do novo padrão da Adidas para 2027/28, os recortes laterais, as mudanças no corte das peças e as diferenças entre projeção, vazamento e modelo oficial.Importante: as imagens apresentadas são projeções construídas a partir das informações disponíveis e não representam fotografias dos uniformes definitivos.QUER FALAR E INTERAGIR CONOSCO?: CONTATO I contato@serflamengo.com.br SITE I serflamengo.com.brTWITTER I @BlogSerFlamengoINSTAGRAM I @BlogSerFlamengo#Flamengo #NotíciasDoFlamengo #adidas
Miguel Poiares Maduro, antigo presidente do comité de governação da FIFA, diz que há federações contra Infantino, mas se o presidente sobreviver aos escândalos, poderá agir contra quem não o apoiar.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Episódio do dia 07/08/2026, com o tema "Crianças podem ir para o inferno?" Apresentação: Itamir Neves, André Castilho e Renata Burjato. Pergunta do dia: È DIFÍCIL É ACEITAR QUE CRIANÇAS TAMBÉM PODEM IR PARA O INFERNO Redes Sociais Instagram: @rtmbrasil@itabeti@acastilhortm Site: www.rtmbrasil.org.br WhatsApp da RTM - (11) 97418-1456See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta quinta-feira, o governo da República Democrática do Congo elevou o número de mortes pelo Ébola para 1.801 e os casos confirmados para 3.973, quase três meses depois do surto detectado no leste do país. Segundo o Ministério da Saúde congolês, a taxa de letalidade está actualmente nos 45,3% e, até ao momento, cinco províncias foram afectadas: Ituri – que é o epicentro do surto –, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé (leste), além de Tshopo (centro-norte). O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a epidemia está a propagar-se mais depressa do que os esforços para a combater e que o número de novos casos está a duplicar em alguns dos focos mais afectados. Para fazermos um ponto da situação, convidámos Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. RFI: Esta epidemia de Ébola foi declarada a 15 de Maio, há quase três meses. Está a demorar demasiado tempo a ser controlada? Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa: “Se olharmos para os outros surtos grandes também não foram controlados rapidamente. O surto da África Ocidental durou quase dois anos até ser controlado e o surto um bocadinho a sul da zona onde está este, de 2018 a 2020, demorou também quase três anos. Portanto, não é diferente do que era os outros.” Falou da epidemia da África Ocidental, do final de 2013 até 2016, que foi a maior alguma vez detectada. Vamos continuar a assistir à propagação do Ébola durante mais de um ano? Ou seja, pode realmente prolongar-se no tempo? “Pode prolongar-se no tempo. Depende muito da capacidade de resposta e a capacidade de resposta tem muito a ver com a situação local. O Congo oriental está em guerra civil há praticamente 50, 60 anos, portanto, uma boa área do território não é controlada pelo governo central, são grupos armados - uns apoiados pelo Ruanda, outros apoiados pelo Uganda - que controlam o território e isto torna muito complicado o combate. Aliás, a população, que tem sido o joguete e a grande vítima desta instabilidade, está muito desconfiada das chamadas autoridades, entre aspas, ou seja, de grupos armados que aparecem a dizer somos nós que mandamos. Inclusive já houve neste surto, talvez há um mês e meio, duas ambulâncias que foram incendiadas pela população local, o que mostra o grau de desconfiança.” Na província de Ituri, o epicentro do surto, há famílias a relatarem que muitos profissionais de saúde na linha da frente entraram em greve, o que agrava o acesso aos cuidados de saúde que já estão comprometidos por causa do conflito. Como é que se pode combater o Ébola nestas condições? “A seguir ao incêndio, que incluiu vários mortos no pessoal de saúde - mortes violentas, não por ébola - houve um movimento de uma parte dos profissionais de saúde a dizer que não iam para o terreno a não ser que fossem garantidas condições de segurança mínimas. Se isto se pode chamar uma greve? Nós, quando pensamos em greve, é por melhores salários ou por outra coisa assim. Aqui não. Era para poder ir trabalhar sem levar um tiro.” Essas condições não podem ser asseguradas num sítio que é um epicentro também de conflito... “O azar do Congo, na minha opinião, é que é demasiado rico. Se abrir o seu telemóvel, tem lá algumas pecinhas feitas daquilo que se chamam metais raros. São importados do Congo. É isso que financia os grupos armados porque fazer uma rebelião é caro. Comprar armas é caro. O dinheiro vem da venda desses produtos.” O país vizinho, Uganda, onde a doença também se espalhou, declarou-se “livre de ébola” a 28 de Julho, após 20 casos confirmados, incluindo 15 considerados importados da RDC. Como é que o Uganda consegue declarar-se livre de Ébola e a RDC continuar a ter uma epidemia a propagar-se mais rapidamente do que a resposta? “Todos os casos que houve no Uganda foram casos directamente infectados no Congo ou familiares próximos de pessoas que tinham vindo do Congo e que também estavam doentes. Portanto, não houve transmissão local dispersa. Para além disso, o Uganda está em paz, tem um sistema de saúde que funciona minimamente, tem universidades a funcionar, tem hospitais a funcionar e conseguiram impor o controlo de fronteiras. Por muito injusto que seja, conseguiram completamente impermeabilizar a fronteira. Não queriam saber se as pessoas estavam infectadas ou não. Se vinham do Congo, não entravam, ponto. É injusto, mas é eficaz para evitar a transmissão.” Este é o 17.º surto conhecido de Ébola a afectar a RDC e apresenta o crescimento mais rápido de infecções em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, de acordo com a OMS. É mesmo assim? “Não é bem assim. Na fase inicial dos surtos há sempre um crescimento exponencial que depois começa a ser curvado, quer pela resposta das autoridades de saúde, quer pelo medo porque não há nada para fazer as pessoas protegerem-se do que verem os vizinhos a morrer. Enquanto nos primeiros casos, na primeira parte do surto, as pessoas acham que aquilo é um boato, a partir de certa altura começam a dizer que ‘isto é grave e está mesmo a matar e gente tem que fazer o que eles dizem, temos que não estar em contacto próximo com pessoas desconhecidas ou com doentes, temos que falar com as autoridades', etc. Isso tem um impacto local e o vírus é relativamente pouco transmissível, só se transmite por contacto directo, não é pelo ar. Contactos próximos durante uma epidemia de Ébola passam a ser perigosos, mas até isso ser consciencializado pelas populações demora algum tempo.” Mas o vírus só se transmite por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, não é? “Contactos directos com pessoas ou com os fluidos das pessoas, portanto, fezes, vómitos, expectoração, etc. Não vai pelo ar, tem de haver contacto. Mas, nesta zona, quem é que tem dinheiro para comprar luvas de borracha?” Os países à volta impermeabilizaram-se não existe vacina ou tratamento específico autorizado para esta estirpe Bundibugyo. Como é que as pessoas se protegem? “É complicado. De qualquer forma, não é só os países que impermeabilizaram, o resto do Congo também impermeabilizou porque, de facto, já havia uma fronteira informal entre as zonas controladas pelo Governo e as zonas controladas por grupos rebeldes e o que o governo fez foi impermeabilizar essas fronteiras. Portanto, é tudo o mesmo país, mas ninguém passa para evitar que o surto passe para o resto do Congo. Isso aparentemente está a funcionar, é feito por militares, não é preciso grande sofisticação pois quando se tem uma arma apontada, as pessoas obedecem e, portanto, conseguiram mais ou menos impermeabilizar. Claro que a fronteira é muito grande, a densidade populacional da zona oriental é relativamente alta e não se pode controlar bem fronteiras que passam por meio de florestas cerradas e coisas assim. Apesar de tudo, a República Democrática do Congo fez a primeira coisa que era a mais importante que é isolar o surto, portanto, ficou naquela zona do Congo e não se está a espalhar para o Congo.” E não está a regionalizar-se então? “E também não está a regionalizar-se. Estando impermeabilizada aquela zona do Congo, países a Ocidente como Angola, por exemplo, que tem uma extensa fronteira com o Congo, estão seguros. Os países da zona oriental, eles próprios impermeabilizaram. O Uganda, o Ruanda, o Burundi também o fizeram, eles conseguiram impermeabilizar e, portanto, aquilo está impermeabilizado a toda a roda, de certa maneira.” Nesse caso, quais é que são as perspectivas para os próximos tempos? “Está a ser testada uma vacina produzida em Oxford, com a colaboração da AstraZeneca, que foram eles também que lançaram a primeira vacina ocidental contra o Covid-19. Estão a fazer uma vacina contra o Bundibugyo e têm uma unidade grande, um dos melhores centros de vacinas da Europa e lançaram a vacina que já está a ser testada.” Quando é que poderia ser aplicada? “Está a ser testada. Testar não é no laboratório, é testar no campo, no terreno. Não se sabe se a vacina vai ser eficaz, mas sabe-se que ela é relativamente inofensiva, que não tem efeitos colaterais graves, que não é perigosa. Portanto, as pessoas que tiverem a sorte de serem sorteadas para fazerem a vacina poderão estar protegidas. Se a vacina funcionar - e eu diria que não há grande motivo para pensar que não vai funcionar - estão razoavelmente protegidas. Agora, a capacidade de produção, neste momento, não chega para vacinar toda a gente, nem de perto nem de longe. Tanto mais que até estar provado que a vacina é eficaz, para a AstraZeneca é uma aposta no vazio. Podem gastar dezenas de milhões de euros e depois aquilo provar-se que não funciona e o dinheiro foi pelo ralo abaixo. Portanto, eles também são cautelosos a nível do investimento que estão a fazer. Também estão a ser testados vários medicamentos. Dois medicamentos que provaram ser bons contra a estirpe do ébola Zaire, o Remdesivir, que é um cocktail de anticorpos. Estão a ver se também funciona ou não para esta estirpe Bundibugyo. Para além disso, há um outro grupo que está a fazer um cocktail de anticorpos. Porque o facto de haver muitos doentes significa que já há sobreviventes convalescentes. Nem toda a gente morre felizmente. Dá para estudar o sangue deles, ver que anticorpos é que eles produziram para se protegerem e tentar fabricar esses anticorpos. Isso está a ser feito, já está na fase de testes de campo, há um cocktail de anticorpos que começou há uma semana a ser testado no terreno. Claro que uma terapêutica de anticorpos é sempre uma terapêutica difícil de fazer, a produção é cara e lenta, não vai ser a bala mágica. O Remdesivir também não foi bala mágica para o Ébola Zaire, mas pode ser que seja para o bundibugyo. Vamos ver. Ou também pode ser muito fraquinho ou pode ser um falhanço completo. Daqui a um mês digo-lhe. É óbvio que as autoridades de saúde tentam dramatizar, até porque é uma forma de garantir financiamento, lembrar aos americanos que isto pode chegar aos Estados Unidos é uma maneira de os americanos abrirem o cordão à bolsa. Claro que os europeus já estão a abrir, nomeadamente a Inglaterra, a Bélgica, a França que são os três países que neste momento estão a investir mais e que estão a dar um apoio maior. Portugal também está. A gente esquece-se sempre de Portugal, mas Portugal também está.”
Convidámos o Professor David Rodrigues, investigador na área da Educação Especial e Inclusiva, para uma conversa sobre o que significa verdadeiramente incluir. Falámos sobre as diferenças entre inclusão e integração, o papel das famílias e dos professores, os principais obstáculos nas escolas e o que ainda precisa de mudar para garantir que nenhuma criança fica para trás.
Bom dia Tech! Tudo bem? Meu nome é Arthur Givigir e hoje é terça-feira, dia 4 de agosto de 2026 e trago para você as principais notícias de tecnologia, vamos lá?No episódio de hoje, referências encontradas no iOS 27 indicam que a Apple pode lançar ainda este ano uma primeira versão dos AirPods com câmeras e recursos de Inteligência Visual. Também falo sobre o vazamento completo da linha Google Pixel 11, os planos da Apple para transformar seus futuros óculos inteligentes em um dispositivo de saúde, a nova estratégia do Xbox para voltar a crescer, o Google usando IA para corrigir mais de mil falhas do Chrome e a Claro encerrando a integração da Alexa em seus aparelhos de TV.Quer patrocinar ou fazer uma parceria com o Bom dia Tech? Mande um e-mail para contato@bomdia.teche vamos conversar!ApoioAmazon - As ofertas do 8.8 já começaram!Notícias00:00: ☀️ Bom dia Tech!00:32: Apple pode lançar AirPods com câmeras ainda este ano02:28: Apple quer transformar seus óculos inteligentes em dispositivo de saúde03:52: Vazamento revela especificações e preços da linha Google Pixel 1106:22: Xbox quer voltar a crescer até junho de 202708:06: Google usa IA para corrigir mais de mil falhas do Chrome09:03: Claro vai desativar Alexa nos aparelhos da Claro TV+10:04: Inté a próxima!Produtos do EpisódioSamsung Galaxy FoldsNintendo Switch OLEDBundle Nintendo Switch OLED com Mario Kart 8PlayStation 5 SlimPlayStation DualSenseApple iPhone 16 (128 GB)Echo Show 5 (3ª geração)Echo Show 8 (3ª geração)Kindle ScribeComprando por esses links, o Bom dia Tech recebe uma pequena comissão e você ajuda no crescimento do podcast.Redes sociais:InstagramThreadsMastodonCapa:Capa: Gerada por IA
As imagens de milhares de pessoas a chegarem a Ceuta podem contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza”, considera a investigadora Maria Ferreira. A professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa sublinha que o que aconteceu no enclave espanhol no norte de África alimenta “a representação discursiva muito utilizada pelos partidos de direita radical da grande invasão” e alerta que essa narrativa já entrou na agenda política dos partidos moderados que vão “cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios”. “O que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”, diz Maria Ferreira, mas, até agora, o que esta crise revelou é essa falta de solidariedade. A chegada a Ceuta, na semana passada, de milhares de migrantes desencadeou uma crise diplomática entre Espanha e os parceiros europeus mais críticos em relação à política de migração do Governo do socialista Pedro Sánchez. O líder espanhol lamentou a falta de solidariedade dos parceiros europeus, lembrou que Espanha controlou a sua fronteira em 48 horas e que repatriou a quase totalidade dos migrantes. Mesmo assim, 22 Estados-membros pediram uma reunião de emergência de ministros do Interior, esta terça-feira, em que participam também governantes dos países que não pertencem ao bloco da UE mas que integram o espaço Schengen, como a Suíça, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein. A liderar esse movimento esteve a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que foi rápida a suspender o tratado de Schengen por causa de Ceuta, tendo no horizonte a campanha eleitoral italiana de 2027. De recordar que, segundo a Frontex, entre 2021 e 2026, a Espanha registou metade das entradas irregulares de migrantes do que Itália, mesmo sendo o único Estado-membro com uma fronteira terrestre com África. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, que alerta que esta situação pode contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza” e sublinha que “o que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”. O problema é que esta crise parece revelar precisamente essa falta de solidariedade, três anos depois de a União Europeia ter ajudado Itália durante a crise migratória de Lampedusa. RFI: O que se espera da reunião desta terça-feira? Maria Ferreira, Investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “O que seria desejável era que hoje se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros, nomeadamente os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen. No passado, essa solidariedade permitiu, de alguma forma, que se ultrapassassem as anteriores crises migratórias que foram fustigando as fronteiras externas do espaço Schengen. O que se está a passar neste momento é que Ceuta e Melilla estão a surgir como as cadeias mais fracas da vasta rede que é formada pela fronteira externa do espaço Schengen. E como as questões migratórias estão na agenda não só dos partidos populistas de direita radical, mas também na agenda dos partidos do centro, quer de centro-esquerda quer de centro-direita, os Estados, perante aquelas imagens que percorreram os media e as redes sociais, sentem necessidade de dar resposta perante as suas próprias populações e não parecerem vulneráveis àquele tipo de, digamos assim, violação das fronteiras externas do espaço Schengen.” Está a haver, de certa forma, uma instrumentalização da situação em Ceuta por parte dos governos populistas do resto da Europa? “Não só por parte dos governos populistas. Há que notar que é verdade que as questões migratórias e as questões do asilo - que são coisas distintas, muito embora os partidos populistas de direita radical tendam a não distinguir estes dois factores - são um importantíssimo elemento da agenda política dos partidos radicais de direita populistas, mas há um efeito de contágio para as agendas mesmo dos partidos mais moderados de centro-direita e de centro-esquerda e dos governos mais moderados de centro-esquerda e centro-direita, que muitas vezes estão em coligação com partidos de direita radical ou que, de alguma forma, têm uma posição muito frágil e dependem dos partidos de direita radical - como por exemplo, acontece com a AD e o Chega [Portugal]. Por isso há aqui um efeito de contágio entre os partidos de direita e os próprios partidos que normalmente eram moderados e que tinham uma posição de maior equilíbrio em relação às migrações, mas que hoje têm que responder perante as suas populações e têm que responder perante o medo crescente da população europeia em relação àquilo a que se chama ‘a grande substituição' e aos fluxos que vêm de outros continentes, de outras culturas, e acabam por cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios que é uma representação discursiva, mas que acabou por ser confirmada por aquelas imagens que nos chegaram nos últimos dias de Ceuta e que vêm, de alguma forma, corroborar a imagem tradicional que é muito utilizada pelos partidos de direita radical da ‘grande invasão', da onda que vem do mar, da onda que vem de uma cultura diferente do Islão e que - dizem - nos vem de alguma forma assaltar e pôr em causa o nosso estilo de vida.” A reunião de hoje, que decorre por videoconferência, surge depois de uma carta assinada por 22 Estados-membros do bloco europeu, não subscrita por Portugal. Esses países lamentaram o que chamaram de “imigração descontrolada”, que constituiria uma “ameaça para a Europa”. Também chegaram a propor a exclusão de Espanha do espaço Schengen, a zona de livre circulação na Europa. É possível excluir a Espanha do espaço Schengen? Ceuta e Melilla pertencem ao espaço Schengen? “Ceuta e Melilla têm um estatuto específico dentro do espaço Schengen porque não é possível haver livre circulação entre os territórios de Ceuta e Melilla e o território continental espanhol. Não é possível à União Europeia excluir um Estado do espaço Schengen. Já foi feita uma proposta pela Comissão Europeia de ser a Comissão Europeia a decidir quando e em que circunstâncias se pode suspender do espaço Schengen. Essa proposta foi vetada, curiosamente, pelos parlamentos nacionais da União Europeia que invocaram o princípio da subsidiariedade e não deixaram que o poder de suspender um Estado do espaço Schengen coubesse à Comissão Europeia. Portanto, esse poder permanece nas mãos dos Estados e só um Estado pode decidir se uma determinada circunstância é grave o suficiente para que esse Estado tome a decisão de suspender o espaço Schengen e reinstaurar o controlo externo das fronteiras. No caso de Ceuta e Melilla, o governo espanhol não precisa de tomar essa decisão porque têm um estatuto especial dentro do espaço Schengen e isso é confirmado por documentos da própria União Europeia. A Espanha não precisa de suspender a livre circulação no espaço Schengen porque não há a possibilidade de haver livre circulação entre esses dois enclaves e o território continental espanhol. Ou seja, há verificação de documentos de identificação entre esses dois territórios que são autónomos e o território continental espanhol, exactamente porque se considera que Ceuta e Melilla são, digamos assim, os elos mais fracos de uma cadeia muito vasta que são as fronteiras externas do espaço Schengen. E como a robustez dessa cadeia depende da robustez dos elos mais fracos, a Ceuta e Melilla foi-lhes concedido este estatuto especial e não há possibilidade de se entrar no espaço continental espanhol e logo no espaço Schengen através de Ceuta e Melilla. E é por isso que a reacção italiana ou a reacção finlandesa ou mesma a reacção francesa noutro grau não têm grande sentido porque não é possível aos migrantes, como aliás se viu, entrarem no território continental espanhol via Ceuta ou via Melilla e depois passarem a circular livremente no espaço Schengen de forma regular. Não quer dizer que isso não aconteça de forma ilegal ou irregular, mas de forma regular isso não pode acontecer até porque nem Itália nem a Finlândia fazem fronteira directa com a Espanha, só França e Portugal é que estariam nessa situação. Por isso, a reacção, sobretudo italiana, quer de outros Estados europeus, não faz sentido no quadro das próprias leis do regime de Schengen.” Alguns analistas sugeriram que Marrocos poderia ter permitido a travessia dos migrantes para exercer pressão diplomática sobre Espanha, que recentemente melhorou as suas relações com a Argélia. As autoridades espanholas, por sua vez, responsabilizaram redes criminosas de difundir boatos sobre a questão do Tribunal Supremo Espanhol sobre a imigração. Qual é que é concretamente a política migratória espanhola? Pedro Sánchez tem uma visão diferente do resto dos europeus, uma visão mais aberta para acolher os migrantes? “Tem uma visão que é, ao mesmo tempo, mais humanista porque trata os migrantes como seres humanos, o que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos populistas de direita radical - e chamo a atenção que hoje saiu a notícia de que o governo espanhol está já atento ao facto de grande parte destes imigrantes serem menores não acompanhados e terem que ser, por exemplo, reintegrados em centros de acolhimento - mas também tem uma perspectiva particularmente pragmática porque com o envelhecimento demográfico nós sabemos que a Europa e a União Europeia precisa de mão-de-obra. E se nós ouvirmos os testemunhos destes jovens que fizeram a travessia, muitas vezes eles dizem: ‘Nós temos skills, nós temos profissões, nós temos coisas para dar aos europeus, nós podemos trabalhar'. A Europa precisa dessa mão-de-obra laboral, algo que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos de extrema-direita que rejeitam este tipo de fluxos migratórios, sabendo, por exemplo, que em Portugal, no sector da construção, há uma grande necessidade de mão-de-obra. Agora, não podemos pôr só o foco de análise nos governos europeus. O governo de Marrocos tem aqui um papel fundamental porque, de alguma forma, fechou os olhos a este fluxo massivo para Ceuta, porque tem problemas internos de desemprego, de instabilidade social que nós, quando olhamos para a questão migratória no sul da Europa, tendemos a esquecer. Portanto, não podemos olhar só para as políticas migratórias italiana, francesa, portuguesa e neste caso, espanhola. Também temos que olhar para os vectores que vêm do sul, ou seja, para os problemas que os países como Marrocos ou como a Argélia têm. E não estou só a falar de problemas de política internacional que têm a ver, por exemplo, com os acordos entre Espanha e Argélia que teriam beliscado a relação com Marrocos. Estou a falar de problemas de segurança humana, de escassez de recursos para manter a população. E é claro que essa pressão sentida por Marrocos faz com que estes países facilitem o trânsito, sobretudo de jovens que não conseguem empregar e que não conseguem integrar nas suas sociedades, para os países europeus. Temos que ter aqui uma análise, penso eu, mais abrangente. Olhar não só para as nossas necessidades enquanto país de acolhimento, mas também para as necessidades dos países que são a origem dos fluxos migratórios e é aquilo que a União Europeia tem estado a fazer nos últimos anos, e tentar eliminar as raízes dos fluxos migratórios, sobretudo ilegais, nos países de origem. E não nos esqueçamos que daqui a quatro anos e meio, Marrocos vai também organizar com Portugal e Espanha, o Campeonato do Mundo de Futebol e, portanto, vão aqui existir dinâmicas de fluxos migratórios possivelmente mais intensas e esta questão vai ser recorrente, mesmo que Espanha agora consiga reenviar para Marrocos como está a fazer com grande parte destes fluxos migratórios, esta questão será sempre recorrente. Como nós vimos, basta uma notícia começar a correr nas redes sociais de que haverá uma maior facilitação por parte de Espanha, uma perspectiva mais favorável em relação aos fluxos migratórios, para esta questão poder ser recorrente e poder ocorrer mais vezes.” O que aconteceu em Ceuta, com estes milhares de pessoas a tentarem entrar a nado, pode fechar ainda mais as portas da Europa? “Vem, no fundo, normalizar a ideia da ‘Europa Fortaleza', a Europa que mesmo estando com uma situação de inverno demográfico, não está disponível para aceitar fluxos migratórios que venham de países pobres e, sobretudo, fluxos migratórios que venham de países com práticas religiosas e práticas culturais muito distintas das nossas. Aqui a questão é que os partidos populistas de extrema-direita conseguiram normalizar a ideia de que os fluxos migratórios que vêm, por exemplo, do Norte de da África ou que vêm do Médio Oriente, mas sobretudo do Norte de África, são fluxos migratórios cujo objectivo é substituir a população nativa europeia, que - dizem - têm uma religião diferente porque têm práticas culturais diferentes, por isso são um perigo para a nossa sobrevivência enquanto cultura. Esta é uma ideia que não circula só nos partidos de direita radical, é uma ideia que foi internalizada pelos partidos de centro-direita e de centro-esquerda, sobretudo centro-direita, e que se está a tornar recorrente, não só a nível dos Estados como também ao nível da União Europeia. Repare que a Comissão, nas suas políticas de integração de migrantes, aconselha aos Estados que façam uma triagem da população migrante que quer efectivamente integrar nos seus Estados. Ou seja, a própria Comissão Europeia sinaliza aos Estados que prefere a integração, por exemplo, de migrantes altamente qualificados vindos de Estados que não coloquem uma ameaça existencial à sobrevivência daquilo que se considera ser a cultura europeia. Isto é um anátema porque a cultura europeia sempre foi mestiça, sempre foi feita de trocas, de interculturalidade, mas isto é obliviado por esta ideia da ‘grande invasão'. Ainda ontem eu ouvia comentários de analistas insuspeitos do centro a dizer que há uma vontade dos líderes religiosos islâmicos de colonizar a Europa. Isto não é dito por líderes de partidos de extrema-direita, é dito por analistas de política internacional, insuspeitos, de centro. Portanto, é uma ideia de que ‘a grande invasão' está em marcha e que, a longo prazo, o objectivo é voltar a colonizar certas áreas da Europa, por exemplo, a Península Ibérica, que já foi uma área islâmica.” Há um pacto de migrações e asilo da União Europeia. O que é que diz este pacto e as políticas migratórias de cada Estado-Membro são diferentes? “As políticas migratórias de cada Estado-Membro são muito diferentes porque na União Europeia está proibida a harmonização de políticas de integração. A União Europeia só tem políticas migratórias no que toca ao controlo das fronteiras externas, nomeadamente das fronteiras de Schengen. A União Europeia, porque não tem competências no campo das leis da nacionalidade, não pode interferir nas regras que cada Estado define para a integração de migrantes e está muito bem definido no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia que a União Europeia não pode harmonizar nenhum tipo de regulamento que tenha a ver com integração de migrantes. O que significa que os Estados têm uma grande margem de manobra para definir as suas políticas migratórias internas porque a União Europeia só intervém na gestão das fronteiras externas e faz - isso é muito visível no tratado sobre o funcionamento da União Europeia, nas regras do espaço, liberdade, segurança e justiça - faz uma divisão muito vincada entre os cidadãos europeus e aquilo a que se chama os nacionais de países terceiros. Portanto, os Estados-Membros sentem-se com margem de manobra - e vão sentir que esta regra da não harmonização das políticas de integração vai prevalecer no futuro – sentem-se como margem de manobra para poderem definir as suas políticas migratórias. A União Europeia, no fundo, tem muito poucas competências para além da gestão do controlo do espaço Schengen no campo da migração e do asilo. Tem algumas competências no campo do acolhimento dos migrantes, mas o verdadeiro cerne das competências de migração e de integração - aqui as políticas de integração são fundamentais - está nas mãos dos Estados.”
Paulo Lopes Marcelo (PSD) e Pedro Vaz (PS) em consenso: redes socais devem ser responsabilizadas pela divulgação de conteúdos falsos. Guerra híbrida à vista? É preciso resposta aos desafios digitais.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O crédito anunciado chegará ao produtor no tempo certo? A visão da AgroEasy.
Sem saber acessar serviços essenciais na internet, pessoas na terceira idade correm risco também de ficar fora do mercado de trabalho; aprendizagem entre gerações pode ajudar a diminuir a divisão digital.
A guerra da Ucrânia e o conflito no Golfo Pérsico podem estar deixando de ser crises separadas?Nesta live, analisarei o ataque ucraniano contra um navio iraniano no Mar Cáspio e as possíveis consequências dessa nova escalada. O episódio expõe uma ligação cada vez mais direta entre Moscou e Teerã, que já envolve fornecimento de drones, transferência de tecnologia militar, compartilhamento de inteligência e apoio operacional.Também examinaremos as acusações feitas por Volodymyr Zelensky sobre o monitoramento de bases norte-americanas por satélites russos antes de ataques iranianos e a declaração do governo do Irã de que a ação ucraniana não ficará sem resposta.Duas guerras formalmente distintas podem acabar se transformando em um único conflito, envolvendo um número cada vez maior de países? O que as guerras mundiais nos ensinam sobre os riscos de uma sucessão de ataques e retaliações escapar ao controle?Além desse assunto principal, comentarei os acontecimentos estratégicos e geopolíticos mais importantes das últimas semanas, seus antecedentes e suas possíveis consequências para o sistema internacional.Entre os temas da transmissão:• O ataque no Mar Cáspio e o risco de retaliação iraniana;• O aprofundamento da cooperação militar entre Rússia e Irã;• A possibilidade de interligação entre as guerras da Ucrânia e do Golfo Pérsico;• Os principais acontecimentos estratégicos e geopolíticos globais das últimas semanas;• Os cenários que poderão influenciar a segurança internacional nos próximos meses.Inscreva-se no canal, ative as notificações e participe da conversa pelo chat.
Região Oeste do Corn Belt é a que mais sente o tempo seco e o calor intenso. No entanto, impacto sobre o tamanho total da produção pode ser limitado. Potencial de preços é melhor para o ciclo 2026/27.
Fraudes em plataformas de apostas mais do que dobraram no Brasil em apenas um ano, mesmo após a regulamentação do setor. O país já ocupa a terceira posição entre os mercados de maior risco na América Latina, impulsionado por golpes que usam inteligência artificial, deepfakes e documentos falsificados. Neste episódio do Podcast Canaltech, Marcelo Fischer conversa com Kris Galloway, Evangelista de Produtos de iGaming da Sumsub, para entender por que essas fraudes cresceram tanto, como elas funcionam na prática e quais cuidados os usuários devem tomar para proteger seus dados e seu dinheiro. Você também vai conferir: YouTube tem aumento surreal de anúncios; “Nokia Lumia” pode voltar ao mercado de celulares; GTA 6 tem a maior pré-venda já registrada. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Marcelo Fischer, e contou com reportagens de Viviane França, Bruno Bertonzin e Diego Corumba. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natália Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bastonário da Ordem dos Advogados diz que é possível se pais conseguirem provar nexo causalidade. Mesmo assim, agora, afirma que o ideal é optar pela via administrativa através da revisão das provas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
NESTA EDIÇÃO. Congresso estende validade das medidas provisórias dos subsídios para os combustíveis. Novo primeiro-ministro do Reino Unido promete retorno das campanhas de perfuração no Mar do Norte. ISA Energia avança em projeto para ampliar o escoamento de energia renovável do Norte de Minas Gerais e do Nordeste para o Rio de Janeiro. *locução gerada por IA
Não deve ser apenas um chavão ou um golpe de marketing. Ter elementos diferentes da maioria nas equipas pode trazer grandes benefícios na hora de delinear estratégias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Incidente revela desespero da minoria étnica que foge da perseguição na nação asiática; cortes de ajuda internacional e redução do apoio a refugiados acolhidos em Bangladesh, o país vizinho, também estimulam travessias perigosas pelo mar.
Estudo de Teresa Luzembo na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP tem impacto direto em países tropicais, como em Angola
Os relógios inteligentes já fazem parte da rotina de milhões de pessoas. Mas uma nova categoria de dispositivos começa a ganhar espaço entre consumidores e fabricantes: os anéis inteligentes. Pequenos, discretos e equipados com sensores cada vez mais avançados, esses wearables prometem monitorar indicadores como frequência cardíaca, atividade física e qualidade do sono, oferecendo uma alternativa aos tradicionais smartwatches. Mas o que explica o crescimento desse mercado? Os anéis inteligentes vieram para substituir os relógios inteligentes ou as duas tecnologias devem coexistir? E como a inteligência artificial pode transformar a próxima geração desses dispositivos? No episódio de hoje do Podcast Canaltech, conversamos com Amanda é Gerente de Marketing e Produtos da Lity. sobre o presente e o futuro dos anéis inteligentes, os desafios da categoria e o impacto desses dispositivos na forma como monitoramos nossa saúde e bem-estar. Você também vai conferir: Apple acusa OpenAI de usar segredos comerciais para avançar em hardware de IA, TCL prepara celular que mistura smartphone, Kindle e segunda tela removível e Netflix pode lançar canais 24 horas e resgatar um modelo da TV por assinatura. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, João Melo e Jaqueline Sousa, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natália Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A dança das cadeiras na Fórmula 1 está aquecendo o mercado de pilotos. Rumores apontam que podem abrir vagas em diversas equipes, o que pode mudar completamente o Grid para 2027. Os Hosts Christina Fittipaldi, Nelsinho Piquet e Thiago Alves, avaliam as possibilidades e comentam quem acham que pode mudar de equipe e quem pode ficar sem vaga.A proxima etapa da Fórmula 1 será na Belgica no circuito de Spa. Tambem falamos de Moto Gp, Wec e trouxemos as boas histórias dos nossos hosts no momento PitstopE se você é mebro não esqueça do seu palpite no Bolão do Pelas Pistas.Mesmo se tornando membro hoje, você concorre a brindes mensais no nosso bolão.Aperta o Play, deixa o like e compartilhe com os amigos esse episódio recheado de informação.Patrocínio:Estrella Galicia A GRANDEZA DE SER QUEM VOCÊ Éhttps://estrellagalicia.com/br/ PITSTOP Faça seu pedido na loja, whats ou site! https://www.pitstop.com.br/PATROCINE O PELAS PISTASEntre em contato com nosso time comercial:pelaspistas@pod360.com.brSEJA MEMBRO DO CANAL NO YOUTUBE E GANHE BENEFÍCIOS / @pelaspistaspodcast NOSSAS REDES / pelaspistas360 / pelaspistas360 INSCREVA-SE NO CANAL E NÃO PERCA NENHUM EPISÓDIO!Apresentadores: Thiago Alves, Christian Fittipaldi e Nelsinho Piquet Direção Executiva: Marcos Chehab e Tiago Bianco Direção de Conteúdo: Felipe Lobão Produção: Kal ChimentiCaptação de áudio: Victor DantasEdição de áudio: Doriva Rozek Captação de vídeo e Redes sociais: Guilherme Diaz
Verds en Comú Podem Sitges atribueix la sortida del govern municipal a l'incompliment de la paraula donada per part d'ERC i Sitges GI en el pacte de govern del 2023 que va fer possible la investidura d'Aurora Carbonell en el que s'establia un relleu de l'alcaldia en el darrer mandat. Carme Gasulla assegura que tant ERC com Sitges GI en el moment de treballar per aquest relleu han modificat condicions i posat impediments per a que es produís aquest relleu que li havia de suposar l'alcaldia als Comuns. Gasulla confirma que les discrepàncies comencen a partir del comunicat de Guanyem Sitges on s'anunciava que no donarien suport al relleu a l'alcaldia i manifesta que "les exigències, les resistències i les noves condicions plantejades pels nostres socis han acabat fent inviables les possibles vies d'acord". Gasulla assegura que no es van garantir les condicions per complir el pacte, que es va traslladar als comuns la responsabilitat per buscar els vots necessaris i que alhora no es van facilitar els compromisos que haurien permès aconseguir aquests suports. El deteriorament de les negociacions per Gasulla arriba en el moment en que segons els Comuns la formació de SitgesGI va proposar a un dels membres dels Comuns entrar a formar part del grup municipalista. L'entrada Carme Gasulla anuncia que Verds en Comú Podem marxa del govern per incompliment del pacte del 2023 per part d’ERC i SitgesGI: «el que no pot ser és exigir a una formació que construeixi una majoria i simultàniament impedir que es doni resposta a les condicions que poden fer possible aquesta majoria» ha aparegut primer a Radio Maricel.
Neste episódio do podcast do Fantástico, Renata Capucci conversa com neurocientista italiana Lisa Mosconi sobre o papel das oscilações hormonais da menopausa na saúde cognitiva feminina e sobre prevenção.
O Banco Central dos Estados Unidos está sob nova direção... e isso pode impactar o bolso do investidor brasileiro também.No posto mais alto do Federal Reserve, está Kevin Warsh, indicado de Donald Trump.Quando seu nome foi anunciado, o mercado se perguntou: será que seu mandato estaria ali para obedecer às ordens de Trump – que gosta de juros baixos?De qualquer forma, a primeira reunião do Fed “sob nova direção” trouxe discurso endurecido e o fim do famoso forward guidance. Parte do mercado já precifica alta nos juros americanos ainda esse ano.Nesse episódio do Empiricus PodCa$t, Paula Comassetto recebe Laís Costa e Matheus Spiess, analistas da Empiricus Research, para discutir:O que o novo Fed significa para a economia global;O que esperar dos juros nos EUA sem o forward guidance tradicional do Fed;Se Trump pode tentar interferir no processo do principal banco central do mundo;E o mais importante: o que tudo isso tem a ver com o investidor brasileiro.
De caráter multifatorial, as condenações são associadas às enfermidades, falhas nutricionais, ambientes de produção inadequados, deficiência no bem-estar animal e problemas no manejo pré-abate
Especialista comentou Relatório Global sobre a Situação do Câncer 2026, divulgado nesta quarta-feira pela agência de saúde da ONU; documento faz apelo aos países por intervenções coordenadas.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Uma pesquisa feita na capital paulista mostra que preços de medicamentos podem variar mais de 2.400% nas farmácias. A situação chama a atenção principalmente de quem utiliza remédios de forma contínua e precisa manter os gastos sob controle.
Agência da ONU calculou danos físicos diretos em habitações e infraestruturas após os sismos de 24 de junho; milhares de pessoas seguem vivendo foram de suas casas em abrigos improvisados e acampamentos de deslocados, com necessidades de água, saneamento, saúde e proteção.
Surto, que já matou 506, continua afetando nação africana; duas opções de tratamento estão sendo testadas no terreno desde o início do mês; 1,2 mil doses estão disponíveis e terapias adicionais podem ser incorporadas ao estudo à medida que novas evidências surgirem.
À frente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, Cnpem, José Roque ressalta importância de inovações que estão sendo desenvolvidas no Brasil; ele destacou busca por tecnologias de futuro que possam reduzir dependência de minerais críticos.
Alguns livros dessa coleção simplesmente não existiam em português. Até agora... Após quase 10 anos de história, a Brasil Paralelo lança seu primeiro produto físico de assinatura: o Clube do Livro BP. Uma jornada com 12 obras cuidadosamente selecionadas para você construir uma biblioteca de valor, com direção, curadoria e o padrão de qualidade que você já conhece. Por se tratar de um produto físico com produção limitada, o número de assinantes deste lote de lançamento é restrito. Não perca tempo e garanta seu lugar antes que as vagas encerrem.
Um caso recente envolvendo a Meta acendeu um alerta para empresas que estão acelerando a adoção de agentes de inteligência artificial em áreas como atendimento, suporte técnico e recuperação de acessos. Segundo investigações, hackers conseguiram assumir contas verificadas do Instagram ao explorar um sistema automatizado de suporte da companhia. Entre os alvos estavam perfis ligados à Casa Branca, à Força Espacial dos Estados Unidos e grandes marcas. Mas o que realmente aconteceu? O problema estava na inteligência artificial ou na forma como ela foi integrada aos processos da empresa? Para responder essas e outras perguntas, o Podcast Canaltech conversa com Rodolfo Almeida, COO da ViperX, startup de cibersegurança do Grupo Dfense. No episódio, o especialista explica como o ataque funcionou, por que os riscos da IA estão deixando de ser apenas informacionais para se tornarem operacionais e quais cuidados empresas devem adotar antes de conceder autonomia a agentes inteligentes. Você também vai conferir: Sony quer acabar de vez com as fotos estouradas no celular, Adobe quer deixar a IA cuidando da parte chata do trabalho criativo e operadora está pagando dívidas para convencer clientes a mudar de lado. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de João Melo, Viviane França e Bruno Bertonzin. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Livia Strazza e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.