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A Taynara e a Tamires nasceram prematuras e por uma negligência médica, a Tamires acabou ficando cega. Elas foram criadas de forma igual, Taynara só percebeu que a irmã era diferente quando ficou mais velha. As duas nunca deixaram a deficiência atrapalhar as conquistas e enfrentaram tudo de cabeça erguida. Durante a vida, elas descobriram que todo suporte já estava ali, sua família, amigos e uma rede de apoio de pessoas que passam pela mesma situação. Tamires cursou pedagogia, mas se encontrou no esporte e hoje é atleta paralímpica de goalball pela Seleção Brasileira Juvenil. E Taynara se tornou enfermeira e atua para evitar falhas que podem marca uma vida inteira.
É um mito urbano ou é verdade? É dos carecas que elas gostam mais ou os carecas são, pelo contrário, uma verdadeira lástima? Uma viagem hoje à volta da expressão popular.
Apesar de acharem que tínhamos “um atraso não de décadas, mas de séculos”, as “Mulheres Viajantes no País de Salazar” fizeram todas fizeram a apologia do Regime, refere a autora Sónia SerranoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Em Campo e Batom, vamos falar sobre o poder da farmácia viva, a sabedoria ancestral do campo e como transformar esse conhecimento em empreendimento e geração de renda
Existem pessoas que inspiram não pelo discurso, mas pelo jeito de agir. Elas não precisam falar muito sobre valores, porque o comportamento diário já comunica tudo. Neste episódio do Papo Reto, eu trago uma reflexão sobre o poder do exemplo silencioso e por que atitudes coerentes impactam muito mais do que qualquer fala bonita.Durante a reflexão, falo sobre a diferença entre quem fala bem e quem faz bem, sobre como o nosso comportamento ensina o tempo todo mesmo quando não percebemos e por que as pessoas aprendem muito mais observando do que ouvindo. Também conecto esse tema com liderança, mostrando como o exemplo de quem está em posições de referência se multiplica e molda culturas inteiras.Esse papo é um convite para olhar com mais atenção para as pequenas atitudes do dia a dia, aquelas que acontecem quando não tem plateia, aplauso ou recompensa. Porque no fim das contas, o discurso pode impressionar, mas é o comportamento que constrói confiança, credibilidade e transformação real.Mentoria Luan Mateus https://mentoria.papodeux.com.brNews do Papo https://papodeux.substack.comInstagram http://instagram.com/papodeux/YouTube https://www.youtube.com/@papodeux
Faça parte do BLICK - Grupo de Supervisão Psicanalítica - https://lucasnapolipsicanalista.kpages.online/blickTorne-se um profissional mais seguro e preparado estudando os principais temas e conceitos da Psicanálise de forma leve, simples e didática. Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, a minha escola de formação teórica em Psicanálise: https://confrariaanalitica.com .Lucas Nápoli é psicólogo, psicanalista, professor, escritor e palestrante. Tem os títulos de Doutor em Psicologia Clínica pela PUC-RJ e Mestre em Saúde Coletiva pela UFRJ.➤ Adquira o pacote com os 3 e-books - https://bit.ly/packebookslucasnapoli➤ Adquira o meu ebook "Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental" - http://bit.ly/ebookentenda➤ Adquira a versão física do livro “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental” - https://lucasnapolipsicanalista.kpages.online/livro-fisico-entenda-se-2d20dc88-3c99-494b-bd41-3c376cae3108➤ Adquira o meu ebook "Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática" - http://bit.ly/ebookhumanes➤ Adquira o meu ebook "O que um psicanalista faz?" - http://bit.ly/ebooklucasnapoliSiga-me nas redes sociais:Instagram: http://instagram.com/lucasnapolipsicanalistaFacebook: http://facebook.com/lucasnapolipsicanalistaTelegram: http://t.me/lucasnapoliSite: http://lucasnapoli.com
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Um grave acidente envolvendo uma van e uma carreta deixou cinco mortos e outras onze pessoas feridas em Planaltina, no Distrito Federal. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a van não tinha autorização para transportar passageiros. De acordo com a Polícia Civil, após perder o controle, a van atingiu a parte traseira da carreta, na BR-020. Devido à gravidade do acidente, foram enviadas ao local doze viaturas para prestar socorro às vítimas. Elas foram levadas para hospitais de Formosa (GO) e de Brasília. O motorista da carreta não teve ferimentos. Em depoimento à Polícia Civil, o motorista disse que dirigia há mais de doze horas. E ainda: Menina de 9 anos é resgatada após se afogar em cachoeira em Pirenópolis (GO).
As fundadoras da Pantys, marca pioneira em roupa íntima absorvente, contam como transformaram um problema real em uma nova categoria de produto no Brasil. Em entrevista para Mariana Amaro, em mais um episódio Do Zero ao Topo, Emilly Ewell e Maria Eduarda Camargo falaram sobre a pesquisa inicial, do primeiro estoque esgotado em semanas e como construíram a marca com capital próprio quando ninguém acreditava validando um mercado rodeado de tabu. Hoje, a Pantys produz, por mês, cerca de 80 mil peças e expande o portfólio para saúde, moda e bem-estar.
No episódio desta semana do Quebrando o Controle, vamos conversar sobre o papel das Game Jams na formação e qualificação de novos profissionais da indústria de jogos. Essas competições criativas têm se tornado um dos principais caminhos para quem deseja aprender na prática, desenvolver habilidades e se conectar com o mercado.Recebemos convidados que participaram da Game Jam+ 2025/26 e o campeão da edição anterior, trazendo experiências reais sobre desafios, aprendizados e oportunidades que surgem dentro desse ambiente acelerado de criação.
No episódio de hoje, recebemos Daniel Antunes e AndréFroedo, que uniram experiência em posicionamento + saúde e já somam múltiplos 7 dígitos faturados no digital. Eles vieram até Balneário pra contar como transformaramconhecimento em um negócio que só cresce e por que o mercado está mudando rápido: as pessoas não querem mais produto genérico. Elas querem algo personalizado (e pagam mais por isso).Neste papo, eles abrem os bastidores da operação, falamsobre sociedade no digital e mostram como tomam decisões pra validar, escalar e manter performance no longo prazo.O que você vai aprender:● Como usar uma narrativa convincente para vender seus produtos● As estratégias que mais funcionam no mercado de emagrecimento hoje● Como validar e escalar ofertas com previsibilidade e consistência● Por que personalização virou um diferencial competitivo no mercado Dê o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insightque você tirou do episódio.Aprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Em março de 2025, pais de crianças com síndrome de Down ajuizaram uma ação no Supremo Tribunal Federal contra duas leis do estado do Paraná.Eles diziam que as leis estaduais criavam um ambiente segregado na educação das pessoas com deficiência, que isso batia de frente com o que está escrito na Constituição. E que iam na contramão do que estava sendo feito no restante do mundo em termos de educação de pessoas com deficiência.No alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down estava uma das entidades mais conhecidas e respeitadas quando se fala em pessoas com deficiência. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).A associação foi beneficiada pelas leis do Paraná, que davam a ela e a instituições semelhantes o mesmo status de escola, e facilitava a transferência de recursos federais. No embate entre segregação e inclusão gerado pela ADI 7796, as Apaes se posicionaram pela segregação. Elas inclusive atuaram em prol de um decreto do governo Bolsonaro que possibilitaria replicar, no restante do país, o modelo do Paraná.O episódio 153 de Escafandro mergulha fundo nesse embate jurídico e tenta entender que interesses estão por trás das leis paranaenses que vão contra o consenso mundial quando se fala em educação de pessoas com deficiência.Mergulhe mais fundoA nova velha Política Nacional de Educação Especial de 2020: distorcer para retrocederEpisódios relacionados#68: Lindinês e a década das cotas#94: O professor, a fanfarra e o pé de mangaEntrevistados do episódioMeire CavalcanteJornalista, pedagoga, mestra e doutora em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Caio SilvaAdvogado, professor, membro do comitê jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) e coordenador da diretoria da pessoa com deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.Liana Lopes BassiDoutora em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Presidente da Federação Paranaense das Associações de Síndrome de Down (FEPASD).Jarbas Feldner de BarrosProfessor e presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).Flávio ArnsSenador da República. Ex-secretário de educação do estado do Paraná.Cléo BohnPresidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).Ficha técnicaProdução, reportagem e edição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
Você não tem azar no amor.Você tem padrão.Neste episódio, eu explico por que tantas pessoas se apaixonam repetidamente por quem machuca, abandona ou não se compromete. A partir da psicanálise, da neurociência e da filosofia existencial, analisamos a compulsão à repetição descrita por Freud e como o inconsciente busca familiaridade — não felicidade.Muitas escolhas amorosas não são conscientes. Elas são tentativas silenciosas de resolver feridas antigas, buscar reconhecimento ou confirmar crenças internas como “não sou suficiente” ou “sempre serei rejeitado”. O cérebro prefere o conhecido ao saudável, mesmo que isso signifique dor.Falamos sobre carência emocional, identidade inconsciente, padrão afetivo, maturidade e por que romper ciclos exige mais coragem do que continuar reclamando deles.Se você sente que sempre escolhe a pessoa errada, este episódio não vai culpar o outro.Vai fazer uma pergunta mais profunda:Qual ferida sua está escolhendo por você?
Bom dia! Vamos para mais uma #MensagemDoDia (https://open.spotify.com/show/29PiZmu44AHH8f93syYSqH)A escritura de hoje está em Rute 4:14–15, NVI:"...As mulheres disseram a Noemi: 'Louvado seja o Senhor, que hoje não a deixou sem um resgatador! Que o seu nome se torne famoso em todo o Israel! Ele renovará a sua vida e a sustentará na sua velhice...'"Fique Perto das Pessoas CertasNoemi passou por uma sucessão de perdas terríveis: primeiro o marido, depois seus dois filhos. Ela ficou tão desanimada que não achava que conseguiria continuar. Ela, que antes era cheia de alegria e doçura, tornou-se amarga.Noemi chegou ao ponto de pedir para mudar seu nome para Mara, que significa "amarga". Ela estava dizendo: "Podem me chamar de Amargurada".Mas sabe o que é fantástico? As amigas dela se recusaram. Elas continuaram a chamá-la de Noemi, que significa "minha alegria". Noemi tentava permanecer na derrota, mas suas amigas diziam: "Não, você está caminhando para a vitória". E, eventualmente, ela chegou lá.Se você passou por decepções ou perdas, você precisa de pessoas ao seu redor que te lembrem de quem você realmente é. Você não precisa de gente que se amargure junto com você ou que concorde com a sua derrota.Fique perto de pessoas que te chamem de abençoado e vitorioso. Tenha por perto aqueles que te lembram que os seus melhores dias ainda estão por vir e que aquilo que foi feito para te prejudicar, Deus usará em seu benefício.Vamos fazer uma oraçãoPai, obrigado porque o Senhor é capaz de pegar as situações mais injustas da minha vida e transformá-las em algo positivo.Obrigado pelas pessoas que o Senhor colocou no meu caminho para me chamarem de vitorioso e abençoado. Ajuda-me a cultivar amizades que me lembrem do meu valor e do propósito que o Senhor tem para mim.Em nome de Jesus, Amém.
Ao contribuírem para a perda da biodiversidade do planeta, empresas mundo afora estão cavando a própria cova – e não fazem nada, ou muito pouco, para reverter os riscos que pesam sobre elas mesmas. Um relatório publicado nesta segunda-feira (9) apresenta as conclusões de três anos de pesquisas sobre uma relação que é, ao mesmo tempo, de dependência e de destruição. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O estudo da respeitada Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), conhecido como “o IPCC da biodiversidade”, alerta que todos os negócios dependem da natureza. Entretanto, as atividades econômicas resultaram na redução de 40% dos estoques do capital natural a partir de 1992, aponta o texto. “O crescimento da economia global ocorreu à custa de uma imensa perda de biodiversidade, que agora representa um risco sistêmico crítico e generalizado para a economia, a estabilidade financeira e o bem-estar humano”, afirma o documento, elaborado por especialistas de 75 países, incluindo consultas a comunidades indígenas e tradicionais. O texto adverte empresas, corporações e o setor financeiro que o modo sobre o qual estruturam as suas atividades – majoritariamente predatórias – impulsiona o declínio da natureza e “nem sempre é compatível com um futuro sustentável”. “O fundamental é que os especialistas detalharam a exposição das empresas à perda de biodiversidade, como elas podem medir o seu impacto e as suas dependências, e assim entender os riscos. É a primeira vez que atingimos esse nível de detalhamento, com esta quantidade de especialistas e com a presença de 150 governos”, resumiu Matt Jones, um dos três copresidentes do trabalho, apresentado na conclusão da 12ª sessão plenária do IPBES, em Manchester (Inglaterra). “Com uma clareza inédita, o relatório ajuda as empresas a entenderem o que elas precisam fazer agora.” Dependência direta ou indireta – mas todas dependem Essa dependência pode ser óbvia, como na agricultura ou na mineração, ou nem tão clara à primeira vista, como nas tecnologias digitais. “Pode ser de uma maneira muito direta, como no caso do agronegócio, que depende diretamente dos solos, de polinização, de água etc., mas também cadeias indiretas. Uma empresa que está desenvolvendo inteligência artificial depende de recursos que estão na nuvem e necessariamente precisa de uma série de componentes primários que vêm da natureza, depende de água para resfriar os seus servidores” explicou à RFI Rafael Loyola, coordenador de um dos capítulos do relatório e diretor da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável. “Quando as empresas começarem a entender que o risco de perda de biodiversidade e de degradação da natureza é um risco material, a mentalidade começa a mudar e as empresas vão começar a internalizar esses custos.” Conforme o estudo, em 2023, os fluxos globais de financiamento público e privado com impactos negativos diretos sobre a natureza chegaram a US$ 7,3 trilhões. Desse valor, um terço foram gastos públicos em subsídios que são prejudiciais ao meio ambiente. No caso do Brasil, Loyola ressalta que os incentivos à agricultura de baixo carbono representam uma minoria do pacote total de recursos disponibilizados para o setor. “A gente está falando em cortar subsídios que geram impacto ou pelo menos reorientá-los, para que não sejam, em sua maioria, atividades impactantes. Estamos falando eventualmente de taxas e benefícios fiscais para as atividades positivas”, exemplificou. “O governo tem um papel estruturante, que é importante para o mercado.” Desconhecimento afeta a proteção A mensuração dos danos é insuficiente, contribuindo para que os danos à natureza sejam minimizados tanto em termos políticas públicas, quanto na alocação de investimentos por bancos e o setor financeiro. Menos de 1% das empresas reporta seus impactos sobre a biodiversidade, nota o estudo. “Elas vão ter que avaliar isso na cadeia de valor que têm e comparar opções entre os seus fornecedores, por exemplo. E obviamente, em um nível mais alto das empresas, olhar para a sua estratégia e ver se ela gera valor porque está alinhada à natureza, e não porque está degradando a natureza. Assim eles poderão redirecionar os seus investimentos”, complementa o especialista brasileiro. Em 2023, apenas US$ 220 bilhões foram direcionados para atividades que contribuem para a conservação e restauração da biodiversidade – ou seja, 3% do valor mobilizado em atividades prejudiciais à natureza. Muitas dos negócios que apostam na conservação de espécies não têm conseguido gerar receitas suficientes para prosperarem, indica o texto. Recomendações O estudo traz uma lista de 100 recomendações para agentes públicos, privados e da sociedade civil promoverem uma “mudança transformadora”, ressaltando que um dos problemas é a falta de informação sobre as oportunidades que o caminho da preservação representa. Medidas como aumentar a eficiência, reduzir o desperdício e as emissões de CO2 beneficiam a biodiversidade. Um maior engajamento junto às comunidades locais, detentoras de conhecimentos tradicionais sobre a natureza, também está entre as recomendações. “Com uma relação respeitosa e apropriada com povos indígenas e comunidades locais, as empresas podem tomar decisões melhores. Existem muitos conhecimentos e dados existentes e as empresas não utilizam como poderiam”, apontou Matt Jones. Para Rafael Loyola, o Brasil é um modelo de como é possível adaptar planos de negócios para torná-los sustentáveis e positivos para a natureza, com as cadeias do açaí e da castanha, na Amazônia. Falta, entretanto, dar escala a essas iniciativas. “No centro do problema, existe a necessidade de mudança de mentalidade, de se entender que a natureza é um ativo para as empresas e a sociedade, e não um problema. Só que hoje temos um conjunto de condições que fazem com que seja mais lucrativo e mais fácil desenvolver um negócio que tem impacto sobre a natureza do que um que a restaure, a recupere”, disse Loyola. “Tem um papel central do Banco Central e dos bancos de desenvolvimento de, na hora de alocar o investimento, fazer uma diligência muito bem feita e fazer um monitoramento do que está sendo reportado, para que seja possível verificar que o que está sendo dito de fato acontece.”
“Conexões certas aceleram destinos” Aprendemos que:– Relacionamentos certos começam com decisões de permanência – Relacionamentos saudáveis te posicionam no lugar certo– Lealdade abre portas que o talento não abre – Alianças verdadeiras possuem legadoAlgumas decisões não mudam apenas o seu presente. Elas reescrevem o futuro de quem vem depois. Continuamos a campanha: 12 Quintas para 12 Meses de Sucesso.
Tema: Decisões Guiadas Pela Paz de CristoVersículo:“E acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz que Deus os chamou, a fim de formarem um só corpo.”Colossenses 3:14–15Reflexão:O que tem guiado as suas decisões?Elas têm sido baseadas na paz que Cristo lhe dá?Texto:O apóstolo Paulo nos ensina que quando o amor de Cristo governa o nosso coração, a paz do Senhor passa a dirigir as nossas decisões. Isso significa que nossas escolhas não devem ser guiadas pela perturbação, pelo medo ou pela ansiedade, mas pela certeza de que Deus está no controle.Muitas vezes adiamos decisões por excesso de preocupação, tentando entender todas as consequências antes de agir. No entanto, quando a paz de Cristo habita em nós, temos a confiança de que, independentemente do resultado, Deus fará cooperar todas as coisas para o nosso bem, como está escrito em Romanos 8:28.Decidir com base na paz que vem do Senhor é escolher descansar, confiar e caminhar sabendo que Ele dirige cada passo. Onde há a paz de Cristo, não há confusão, mas direção.Pensamento do dia:As decisões que tenho tomado estão baseadas na paz que Cristo me dá?Oração:Soberano Deus e eterno Pai, colocamos diante de Ti a nossa vida e todas as decisões que precisamos tomar. Muitas vezes a preocupação tenta roubar a nossa paz, mas confiamos que o Teu Espírito Santo nos direciona. Que a paz do Senhor, que excede todo entendimento, governe o nosso coração e nos conduza em cada escolha. Em nome de Jesus, Pai, nós oramos e Te agradecemos. Amém.Por Ubiratan Paggio#PazDeCristo #DecisõesComFé #ConfiançaEmDeus #AmorQueUne@ubiratanpaggio @ubiratan.paggio
Neste episódio do Escadão, a gente fala de diversidade nas organizações sem maquiagem e sem frase pronta de RH. A pergunta central é simples, mas incômoda: por que a diversidade aparece nos discursos, mas o poder continua concentrado nos mesmos lugares?Ao longo do episódio, eu discuto como o discurso inclusivo virou uma espécie de consenso bonito, aceito por todos, justamente porque raramente mexe na estrutura. A diversidade entra, mas entra condicionada. Entra desde que não questione hierarquias, não altere decisões estratégicas e não dispute os espaços reais de poder.A conversa passa pelas teorias clássicas sobre diversidade, identidade social e gestão organizacional, reconhecendo seus avanços, mas também apontando seus limites. Elas ajudam a entender comportamentos, conflitos e resultados, mas muitas vezes evitam a pergunta mais importante: quem definiu as regras do jogo e quem sempre começou em desvantagem?O episódio também traz exemplos concretos do mundo do trabalho, mostrando como inclusão muitas vezes vira performance institucional, métrica de relatório ou estratégia de imagem. Quando a diversidade só vale se gerar lucro, ela deixa de ser direito e vira condição.No fundo, este episódio é um convite a mudar o foco do indivíduo para a estrutura. Não se trata de adaptação pessoal, mas de desigualdade histórica. Não é sobre esforço isolado, é sobre quem sobe, quem fica parado e quem nunca teve acesso aos degraus.
CAROLINA DIECKMMANN é atriz e IAFA BRITZ é produtora e roteirista. Elas vão bater um papo sobre entretenimento, cinema e o filme (Des)Controle, que estreia em breve. Já o Vilela só perde o controle quando o tema é chocolate.
Na Marquês de Sapucaí, onde a criatividade decide títulos e a memória constrói legados, as mulheres ainda são exceção no comando dos desfiles. Entre ausências históricas, trajetórias pioneiras e uma única carnavalesca em atividade nas divisões de elite, o Carnaval revela quem cria, quem permanece e quem ainda luta por espaço.Reportagem: Maria Clara Anselmo.Edição: Gustavo Silveira.
A dimensão de alguns desastres naturais dos últimos anos não se deve só às alterações climáticas e não chega combatê-las limitando as emissões de CO2. Há também que aprender a viver num país diferenteSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Mãe pode tudo?Até estar na linha de frente?Neste novo quadro da Onda, ouvimos mulheres que ocupam profissões historicamente masculinas e que também são mães.Elas são delegada, repórter no Brasil e em zonas de conflito, petroleira embarcada, caminhoneira.Aqui, falam sobre o desejo de ser mãe, o machismo, a volta ao trabalho após a maternidade e as transformações profundas que o encontro com o filho provoca.Que essas histórias nos inspirem a sonhar alto.E, sobretudo, a não ceder sobre o próprio desejo.Qual é o impacto da maternidade quando se trabalha na linha de frente?Denise é correspondente internacional e cobriu a guerra em Israel.Hoje aos 43 anos, ela está grávida do primeiro filho.Ela fala aqui da importância do trabalho na sua vida, da adrenalina das zonas de conflito e de como, agora distante da guerra, seu olhar se volta para uma nova aventura: a maternidade.
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Para saber mais, acesse o site terapiadoamor.tvDesconfia do namorado e quer acesso ao celular deleEm seguida, eles responderam a pergunta da aluna Geisy, de 23 anos. Ela contou que há um ano e três meses namora com um homem de 40 anos. Eles quase não brigam e ela afirma que o casal se dão bem. Mas há algo que a incomoda muito em relação à privacidade. O namorado não deixa ela mexer no celular dele, mas também não insiste.No entanto, Geisy já flagrou algumas mensagens e também percebeu que quando estão juntos, o namorado evita mexer no celular ou tenta esconder a tela. Ela nunca teve prova de nenhuma traição, mas queria que ele fosse honesto, pois desconfia, sim, que já foi traída.Geisy perguntou como pode ter acesso ao celular do namorado sem que ele fique ciente da desconfiança dela. Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso responderam a pergunta de uma "amiga", que entrou em contato pelo WhatsApp do 'Escola do Amor Responde'. O número de telefone você pode encontrar acessando o site: escoladoamorresponde.comMarido a bloqueou e está muito diferenteA "amiga" contou que o marido a bloqueou na rede social e não a deixa ter acesso ao WhatsApp dele. Ele diz que a ama, mas ela não confia nisso, pois ultimamente o marido tem se mostrado muito diferente e, às vezes, ela também nota uma indiferença nas atitudes dele. "Amiga" pediu ajuda porque não sabe mais o que fazer com este relacionamento.Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna."Os Desafios das Mulheres Fortes"Em seguida, Renato e Cristiane destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Portanto, os professores convidaram a todos para participar desta palestra especial. Um encontro para entender, alinhar e resolver os problemas interiores. Para saber mais, acesse o site terapiadoamor.tvBem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (28) acompanhe a segunda parte da aula sobre "Equidade de gênero e remuneração no Serviço Público” com Graça Rocha, sindicalista.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (27) acompanhe a aula sobre "Equidade de gênero e remuneração no Serviço Público” com Graça Rocha, sindicalista
Mãe pode tudo? Até estar na linha de frente?Neste novo quadro da Onda, ouvimos mulheres que ocupam profissões historicamente masculinas e que também são mães.Elas são delegada, repórter no Brasil e em zonas de conflito, petroleira embarcada, caminhoneira.Aqui, falam sobre o desejo de ser mãe, o machismo, a volta ao trabalho após a maternidade e as transformações profundas que o encontro com o filho provoca.Que essas histórias nos inspirem a sonhar alto. E, sobretudo, a não ceder sobre o próprio desejo.Imagine ter quatro filhos, o mais novo com apenas dois anos, e ainda assim descobrir uma paixão pelo caminhão e pela estrada.Fernanda encontrou força e liberdade ao atravessar o Brasil sozinha em seu caminhão rosa.Aqui, ela fala sobre os riscos do trabalho, seus casamentos, o medo que já não a acompanha mais e a fé no amor.Aviso: este episódio contém relatos de violência contra mulher.
No podcast do PublishNews desta semana discutimos a importância dos clubes de leitura como uma ferramenta de transformação social e de remição de pena. O mecanismo permite que, para cada livro lido e comprovado por meio de um relatório, o custodiado reduza quatro dias de sua sentença, com um limite de até 12 obras (ou 48 dias remidos) por ano.Rafaella Machado (Editora Executiva da Galera Record e Verus Editora) e Janine Durand (Educadora, defensora de direitos e do diálogo; Clubes de Leitura, Remição em Rede e outros Afetos) compartilham suas experiências em projetos que promovem a leitura em penitenciárias e instituições para adolescentes. Elas destacam como a literatura pode impactar a vida dos participantes, fomentar a criatividade e oferecer novas perspectivas. A conversa também aborda a seleção de livros, a censura enfrentada e a importância das resenhas e produções criativas, fundamentais para validar a leitura e efetivar o benefício.INDICAÇÕES:Pyongyang: Uma Viagem à Coreia do Norte - Guy Delisle - (Zarabatana Books) (https://www.zarabatana.com.br/puongyang) A gente mira no amor e acerta na solidão - Ana Suy (Paidós) (https://www.planetadelivros.com.br/livro-a-gente-mira-no-amor-e-acerta-na-solidao-edicao-especial-limitada/418609)Água doce - Akwaeke Emezi - Tradução de Carolina Kuhn Facchin (Kapulana) https://www.kapulana.com.br/produto/agua-doce/O cortiço - Aluísio Azevedo (Antofágica) https://www.antofagica.com.br/produto/cortico-nano/Este podcast é um oferecimento da MVB América Latina! Onde a inovação e tecnologia impulsionam o mercado do livro. Com a Pubnet, você ganha eficiência, agilidade e segurança em cada pedido.E quando o assunto é metadados… metadados é com Metabooks! Porque, no fim das contas, o propósito da MVB é um só: levar os livros até os leitores! https://pt.mvb-online.com/Já ouviu falar em POD, impressão sob demanda? Nossos parceiros da UmLivro são referência dessa tecnologia no Brasil, que permite vender primeiro e imprimir depois; reduzindo custos com estoque, armazenamento e distribuição. Com o POD da UmLivro, você disponibiliza 100% do seu catálogo sem perder nenhuma venda. http://umlivro.com.br A Câmara Brasileira do Livro representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor e atua para promover o acesso ao livro e a democratização da leitura no Brasil. É a Agência Brasileira do ISBN e possui uma plataforma digital que oferece serviços como: ISBN, Código de Barras, Ficha Catalográfica, Registro de Direito Autoral e Carta de Exclusividade. https://cbl.org.br
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Portanto, os professores convidaram a todos para participar desta palestra especial. Um encontro para entender, alinhar e resolver os problemas interiores.Aluna está frustrada com o casamentoEm seguida, eles responderam a pergunta de uma aluna frustrada com o casamento.Ela contou que tem 22 anos e é casada com o seu primeiro namorado. Estão juntos há 7 anos, sendo 4 anos de casamento e com uma filha de 3 anos. A aluna disse que chegou a um ponto de muito cansaço emocional, depois de tantas tentativas, e relatou o motivo. O marido tem 26 anos. Ele chega do trabalho, come e depois só fica direto no celular, jogando até dormir. Não conversa e não demonstra interesse em falar sobre o casal ou o futuro da filha. Ele também mal dá atenção à filha. A vida íntima do casal praticamente não existe. Além disso, enfrentam problemas financeiros. Ele já chegou a sujar o nome dela no passado. Recentemente, a aluna descobriu um empréstimo feito em seu nome e sem o consentimento dela. Ele se irrita quando ela quer conversar. Diz que vai mudar, melhora por alguns dias e logo tudo volta a ser como antes.Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (26) acompanhe a aula sobre "As Políticas Públicas para Diversidade no Brasil” com Janaína Oliveira, secretária nacional LGBTQIAPN+ do Partido dos Trabalhadores.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (23) acompanhe a aula sobre "O Plano Nacional de Educação” com Selma Rocha, diretora de Articulação no Ministério da Educação.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quinta-feira (22) acompanhe a aula sobre "A importância dos núcleos de base na organização do PT” com Selma Rocha, diretora de Articulação no Ministério da Educação.
Falo sobre as chamadas "Emendas PIX", uma invenção do Congresso em 2019 que tem permitido esvaziar parte do Orçamento com transferências para Estados/Prefeituras sem o devido controle (nem prévio e nem posterior). Falo da ação que tramita atualmente no STF que denuncia esses problemas.
As geleiras guardam a memória da evolução do clima no planeta – mas estão ameaçadas pelo aquecimento global. Na Antártida, pesquisadores de 13 países – inclusive do Brasil – começaram a abastecer o primeiro acervo glacial do mundo, para garantir a preservação desse patrimônio natural para as futuras gerações. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As amostras que inauguraram o Santuário da Memória do Gelo (Ice Memory Sanctuary), instalado na base científica franco-italiana Concordia, foram retiradas dos Alpes. O primeiro cilindro, de 128 metros, saiu do Mont Blanc, na França, e o segundo, de 99 metros, foi extraído do Grand Combin, na Suíça. A prioridade é resguardar vestígios das geleiras que provavelmente não resistirão até o fim deste século, destruídas pelo aumento da temperatura média da Terra. "Os cilindros de gelo retirados de geleiras ameaçadas de desaparecer serão conservadas na Concordia pelas próximas décadas e séculos à frente, para estarem disponíveis para as futuras gerações de cientistas, quando essas geleiras, infelizmente, terão derretido”, indica o biologista Jérôme Fort, vice-presidente da Fundação Ice Memory e diretor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), da França. "Elas serão um rastro da história do nosso planeta: são arquivos extraordinários não só da história do clima, como da vida na Terra.” 'Balão' gigante formou a caverna de gelo O transporte da Europa até o polo sul foi quase uma operação de guerra: os cilindros precisaram ser mantidos a -20 °C durante todo o trajeto, que durou 50 dias. A chegada ocorreu no último dia 14. O santuário das geleiras, a 3,2 mil metros de altitude, é um projeto ambicioso, iniciado em 2015. O local foi construído todo em gelo, praticamente sem necessidade de outras infraestruturas, à exceção de uma espécie de balão gigante que serviu de fôrma para a caverna, agora transformada em “biblioteca do gelo”. A estrutura tem 35 metros de comprimento e fica a 9 metros abaixo da superfície. A temperatura constante de -54 °C no local permitirá preservar os cilindros por pelo menos 24 anos. Depois, a pressão do gelo tende a começar a deformar a caverna, e será preciso construir uma nova. Geleiras da América do Sul estão entre as mais ameaçadas Entre os pesquisadores que participam do projeto, tem um brasileiro: Jefferson Simões, diretor do Centro Polar e Climático do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Membro da Academia Brasileira de Ciências e com 29 viagens à Antártida no currículo, Simões é o primeiro glaciólogo do país. "O que nós estamos vendo, ao longo das últimas quatro décadas, é o derretimento principalmente das geleiras não polares. São as que estão nos trópicos, nas regiões temperadas, a exemplo dos Andes, dos Alpes, das Montanhas Rochosas e do Himalaia”, afirma. As da Venezuela já não existem mais, e outras desaparecerão em poucos anos, como as das montanhas Rwenzori, na África Central. "As geleiras, como um todo, guardam um registro muito importante. Elas são formadas pela acumulação, ao longo de milhares de anos, de cristais de neve, que, ao precipitarem-se e se acumularem, com o passar do tempo, carregam todas as características da atmosfera no momento em que se formaram”, sublinha Simões. Importância para a compreensão do aquecimento global O glaciólogo destaca a contribuição das geleiras para a paleoclimatologia, o estudo do passado do clima e de suas variações. Esses registros foram fundamentais para a descoberta e comprovação do aquecimento global. A análise das bolhas de ar retidas no gelo, ao longo de 800 mil anos, levou os cientistas a identificarem o acúmulo anormal de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) na atmosfera – os principais gases de efeito estufa. "Foi ali que nós demos as evidências de que esses gases atingiram, nos séculos 20 e 21, uma concentração nunca antes vista”, ressalta. Simões é o representante brasileiro no Comitê Científico de Pesquisa Antártica do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU), onde é um dos coordenadores de projetos de “perfuração de gelo não polar”. Ele participou das operações de captura de uma amostra na geleira Illimani, na Bolívia, que está sendo transportada para o Ice Memory Sanctuary. No futuro, a meta é coletar cilindros de outras partes dos Andes, como da calota de gelo Quelccaya, no Peru. "Nos trópicos, no Peru e na Bolívia, elas estão derretendo mais rapidamente e guardam registros, por exemplo, da história da química da atmosfera da Amazônia. Essa é uma das áreas pelas quais nós temos muito interesse, para reconstruir a história não só das queimadas e das mudanças do ciclo hidrológico, como também a história das culturas pré-colombianas”, salienta o pesquisador. Acervo com 20 amostras Além da amostra de Illimani, devem chegar nos próximos meses ao Ice Memory cilindros já recolhidos em Svalbard, no mar da Groenlândia, no Cáucaso e nas montanhas de Pamir, no Tajiquistão. No total, 20 amostras farão parte do acervo. Segundo projeções dos cientistas, metade das geleiras do mundo terá desaparecido até 2100. "Desde 1975, as geleiras perderam mais de 9 trilhões de toneladas de gelo, o equivalente a um bloco do tamanho da Alemanha, com 25 metros de espessura", observou Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, na inauguração do projeto. O Ice Memory custou € 10 milhões nesses primeiros 10 anos, a maior parte financiados por fundos públicos de instituições científicas, e cerca de um terço por organizações filantrópicas. * Colaborou Géraud Bosman-Delzons, da RFI
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (21) acompanhe a aula sobre "Enfrentamento ao Machismo na Política" com Rose Rodrigues, Secretária Agrária Nacional do Partido dos Trabalhadores.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (20) acompanhe a aula sobre "Movimento Estudantil e a Educação Pública" com Júlia Kopf, liderança estudantil.
Mãe pode tudo? Até estar na linha de frente?Neste novo quadro da Onda, ouvimos mulheres que ocupam profissões historicamente masculinas e que também são mães.Elas são delegada, repórter no Brasil e em zonas de conflito, petroleira embarcada, caminhoneira.Aqui, falam sobre o desejo de ser mãe, o machismo, a volta ao trabalho após a maternidade e as transformações profundas que o encontro com o filho provoca.Que essas histórias nos inspirem a sonhar alto. E, sobretudo, a não ceder sobre o próprio desejo. Alguns minutos depois de ter sido assaltada em pleno serviço, Fabiola entrou ao vivo na TV para relatar a agressão.Repórter policial, ela cruza São Paulo diariamente cobrindo crimes, casos de crianças desaparecidas e feminicídios: uma média de três feminicídios por semana.Aqui, Fabiola fala sobre a vida corrida, o abraço que oferece às mulheres enlutadas e o desafio de ser mãe de duas meninas em uma sociedade onde a violência contra as mulheres é tão comum.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (19) acompanhe a aula sobre "Comunicação Feminista e Disputa de Narrativa" com Iana Aguiar, psicóloga e comunicóloga.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (16) acompanhe a aula sobre "Mulheres e a Economia Solidária" com Anne Sena, economista.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quinta-feira (15) acompanhe a aula sobre "Mães atípicas e as relações de trabalho" com Amanda Atiladê, articuladora social.
No segundo episódio da série “Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro”, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini contam como é o delicado processo de restauro de obras de arte danificadas. É um trabalho minucioso que envolve vários experimentos, alguns deles realizados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), usando as linhas de luz do acelerador de partícula Sirius. Eles também te contam como o restauro das obras danificadas nos ataques golpistas é um sinal de fortalecimento dos símbolos da democracia brasileira. _____________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.2 Mãos à Obra Presidente Lula: Hoje, é dia de dizermos em alto e bom som, ainda estamos aqui, ao contrário do que planejávamos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Muito obrigado, companheiros. Aurélio: Este é o segundo episódio da série sobre a restauração das obras vandalizadas no 8 de janeiro de 2023. Se você ainda não escutou o episódio anterior, dá uma olhadinha nele e aí volta pra cá, porque hoje nós vamos nos aprofundar em toda a ciência do restauro de uma obra rara e também pensar sobre o atual cenário da democracia brasileira. Marcos: Eu sou o Marcos Ferreira, um dos apresentadores dessa série. Aurélio: E eu sou o Aurélio Pena, e você está ouvindo o Podcast Oxigênio. Aurélio: Uma das obras mais famosas entre as restaurações é o mural Mulatas à Mesa, de Di Cavalcanti, parte do acervo do Palácio da Alvorada. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976. O artista modernista produziu principalmente pinturas, desenhos, murais e caricaturas. Suas reconhecidas cores vibrantes e temas tipicamente brasileiros o tornaram um dos grandes nomes da pintura e do modernismo do Brasil. Marcos: A obra, produzida em 1962, mostra uma cena na qual predominam figuras femininas, as chamadas mulatas, retratadas com curvas voluptuosas, pele morena e uma postura que mistura sensualidade e introspecção. Elas aparecem em um ambiente descontraído, cercadas por elementos tropicais, como frutas e flores, que evocam a exuberância e o calor do Brasil. A pintura é de grande importância porque reflete a valorização da cultura e da identidade nacional, exaltando a miscigenação como um elemento central do Brasil. Di Cavalcanti buscou celebrar a mulher brasileira, representando não apenas a sua beleza, mas também como um símbolo da força e do espírito nacional. Foi essa obra que levou sete facadas. Aurélio: A cultura japonesa tem um tipo de arte chamado Kintsugi. Nela as rachaduras e avarias de um objeto são mantidas e valorizadas, normalmente com ouro. Essas imperfeições contam a história desses objetos. Marcos: Uma lógica parecida com a do Kintsugi foi utilizada na restauração da Mulatas à Mesa, como nos contou a coordenadora do projeto de restauro, a professora Andréia Bachettini, que você também ouviu no primeiro episódio desta série. Andréia Bachettini: Quando eu desembrulhei ela lá no início, em setembro de 23, eu fiquei muito impactada assim com a brutalidade que ela foi agredida. E o processo de restauração foi muito pensado assim, como que a gente vai não tirar o valor dessa obra, mas também a gente não podia esconder essas marcas que ela sofreu, essas sete perfurações que ela sofreu. Então a gente optou por remover esse reentelamento, o reentelamento, para os leigos, é colar uma tela para dar sustentabilidade à tela original. Então ela já tinha essa tela, ela tem a tela original, e colada a ela um outro linho que era um tecido bem resistente. Esses dois tecidos foram rasgados, inclusive a sustentação dela é feita com um bastidor em madeira que também foi quebrado, os montantes, as travas desse bastidor foram quebradas. Então a gente teve que fazer uma substituição de travas do bastidor, e aí optamos então por fazer um reentelamento com o tecido de poliéster de vela de barco, de vela, que é transparente assim, e não esconderia então as cicatrizes por trás da obra. Pela frente ela ficou imperceptível, a gente fez a restauração com a técnica de pontilhismo, que são sobreposição de pontinhos na cor, dando a ilusão de ótica da cor na superfície. Então ela fica imperceptível pela frente, mas pelo verso as marcas dessa restauração estão evidenciadas. Aurélio: Ao destacar a figura da mulata, que frequentemente é marginalizada na sociedade brasileira, a obra também provoca reflexões sobre questões sociais, como a posição da mulher negra e mestiça no Brasil. Assim, vai além da mera representação de uma imagem, tornando-se um manifesto visual da busca por uma identidade cultural, nacional e autêntica no contexto modernista. Marcos: O restauro de uma obra é extremamente sofisticado, e envolve profissionais de áreas das quais normalmente nem imaginamos. Um exemplo disso é que parte do projeto exigiu um estudo das tintas e vernizes utilizadas nos quadros danificados, feita por cientistas de materiais. Andréia Bachettini: Falando um pouquinho do ofício, hoje a conservação e restauração não é só um artesanato, só o fazer, a habilidade manual. Claro que existe a necessidade de ter habilidade manual para interferir em uma obra, mas por trás de tudo isso, tem muita ciência, muito estudo. A gente tem que conhecer os materiais que foram feitos nessas obras. É um trabalho multidisciplinar, envolve profissionais da química, da biologia, da arquitetura, da física, da história da arte, da conservação e restauração, da museologia. Pensar como essa obra vai ficar exposta depois. Então são muitos profissionais envolvidos na restauração hoje. Aurélio: Compreender com precisão a composição dessas tintas é uma etapa importante, pois permite aos restauradores recriar os materiais que serão utilizados para recuperar as obras, garantindo que elas fiquem quase como se fossem tocadas. Essa tarefa não é simples, já que muitas vezes as tintas usadas no passado são bem diferentes das que nós temos hoje. Além disso, é comum que artistas misturem diversos meios e pigmentos para conseguir os efeitos desejados. Em alguns casos, faziam as próprias tintas, sem deixar registro sobre esse processo. Marcos: Para entender um pouco mais sobre como o estudo dos vernizes e tintas foi feito, conversamos com dois professores da Universidade Federal de Pelotas, o Bruno Nuremberg e o Mateus Ferrer, que atuaram nas análises químicas das obras danificadas pelos golpistas. Aurélio: Bruno, você pode contar um pouquinho pra gente como se deu esse estudo? Bruno Nuremberg: Em janeiro de 2024, a gente já estava montando o laboratório lá em Brasília para realizar esse projeto de restauro. Claro que a base dele é a parte do restauro dessas obras, mas ele também contou com várias ações pontuais, dentre elas a que eu e o Mateus a gente está desenvolvendo até agora, que seria o quê? Seria a pesquisa dos materiais presentes nesses bens culturais para fazer toda uma parte de documentação, um estudo dos materiais utilizados pelo artista, tentar descobrir novas informações. Aurélio: E por que é feito um estudo dos materiais presentes nas obras? Bruno Nuremberg: Então a gente pode utilizar essas técnicas na parte do pré-restauro. Por exemplo, eu tenho um quadro e nesse quadro eu preciso remover o verniz dele porque ele passou por um processo de oxidação. Marcos: A oxidação que o professor Bruno mencionou é uma reação química que acontece com o oxigênio do ar e que acaba desgastando um material. Bruno Nuremberg: Então se eu tiver conhecimento do material que compõe esse meu verniz, ou seja, do aglutinante, do polímero, eu vou conseguir estar direcionando um solvente muito mais adequado para ser aplicado nesse processo de remoção desse verniz. Outro ponto muito importante é que conhecendo esses materiais a gente também consegue direcionar mais corretamente, digamos assim, quais materiais devem ser utilizados no processo de restauração, no processo de intervenção. Então todo material que eu vou aplicar numa obra de arte, ele não pode ser exatamente da mesma composição. Ele tem que ter a mesma característica estética, mas a parte química dele tem que ser diferente. Por que isso? Porque daqui a 15, 20 anos um novo restaurador vai trabalhar em cima dessa tela e ele tem que distinguir os materiais que foram aplicados ali naquela intervenção. Eles têm que ser quimicamente diferentes. Então no futuro, daqui a 50, 100 anos, quando essa obra precisar passar por um processo de limpeza ou de reintegração pictórica, que seria o processo de repintar perdas, as pessoas já vão ter essas informações ali, quais materiais foram utilizados, vão ter, enfim, tudo caracterizado quimicamente, dados robustos e confiáveis do que aquela obra presença de materialidade. Então se eu tenho, por exemplo, uma pintura a óleo e eu vou fazer uma reintegração com óleo, se eu precisar retirar no futuro essa intervenção que eu fiz, eu vou estar causando um dano na pintura original que também era a base de óleo Marcos: E Bruno, quais são os desafios na caracterização dos componentes químicos dessas obras de arte? Bruno Nuremberg: Quando a gente se depara com esse tipo de amostra, a gente encontra desafios que, digamos assim, na pesquisa tradicional de engenharia de materiais, da química, a gente não tem. O número de amostras que a gente pode coletar de uma obra de arte, ele não é ilimitado. Então a gente tem que ter uma série de autorizações, a gente tem que ver, tem vários critérios que a gente tem que seguir para poder realizar essas amostragens. As amostras que a gente coleta tem em torno de um milímetro quadrado, digamos assim. Então são amostras super pequenas. Então a gente tem numa pintura, por exemplo, tu vai encontrar aglutinantes de vernizes, tu vai encontrar cargas, tu vai encontrar aditivos, tu vai encontrar pigmentos, tu vai encontrar dois, três tipos de aglutinantes. Então essa sopa química dentro desse universo microscópico é o que a gente tem que realizar de caracterização. Aurélio: Esse tal aglutinante de verniz que o Bruno mencionou é também conhecido como ligante. Ele é o componente essencial que atua como base da formulação e é responsável por unir todos os outros ingredientes, como pigmentos e aditivos das tintas, e por formar uma película na superfície da obra que protege ela. Marcos: Nós conversamos também com o professor Mateus Ferrer, que também é da UFPel, que trabalhou junto com o Bruno no estudo desses materiais das obras raras. Ele nos contou um pouquinho de como isso foi feito. Mateus Ferrer: Primeiro que ali não são somente pinturas, não são somente telas. Nós temos diversos tipos de obras, inclusive materiais cerâmicos, telas de várias épocas, pintores diferentes, com técnicas e materiais diferentes. Então isso gera uma complexidade e a gente nota uma complexidade até mesmo na literatura. Marcos: Para determinar com alta precisão os constituintes de amostras muito pequenas das telas, os professores Bruno e Mateus utilizaram diversas técnicas avançadas de análise. Algumas foram realizadas na própria universidade, enquanto outras foram feitas em instalações abertas para toda a comunidade científica, no CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que fica em Campinas/SP. Uma delas é a técnica de espectroscopia de infravermelho, que permite identificar e medir quais substâncias estão presentes nas obras do acervo nacional. Mateus Ferrer: Então a gente tem o que a gente encontra na literatura, de forma muito vaga, e tem o nosso conhecimento do nosso grupo, que de fato a gente está explorando, buscando novas técnicas, buscando ferramentas, buscando laboratórios parceiros, buscando projetos como o caso do Sirius, que esse foi o primeiro projeto e não será o único, haverão outros projetos que a gente precisa de super laboratórios e equipamentos que a gente não tem na nossa estrutura. Aurélio: Isso só é possível porque existe uma interação entre o infravermelho e as substâncias estudadas, mais especificamente, quando as moléculas das tintas ou dos vernizes conseguem interagir com a luz infravermelha. O nome disso é atividade do infravermelho. Dessa maneira, parte dessa luz interage com a amostra, podendo ser absorvida por ela, sendo isso detectado e medido pelo equipamento. Marcos: É interessante destacar que a infraestrutura de estudos com o infravermelho beneficia toda a comunidade científica brasileira, estando disponível na linha de luz Imbuia, uma das linhas de luz do Sirius, um acelerador de partículas de última geração e o mais famoso equipamento do CNPEM. A nossa Imbuia é a única linha de luz infravermelha em um equipamento desse tipo no mundo todo, mostrando para a comunidade científica internacional que o Brasil é, sim, líder em ciência de ponta. Bruno Nuremberg: A gente consegue obter informações a respeito dos pigmentos pela espectroscopia Raman, a espectroscopia infravermelho, para a gente identificar especialmente a parte orgânica, então quais são os polímeros que compõem essa tinta, quais são os polímeros que compõem os vernizes, e a parte de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de fluorescência para fazer a identificação de elementos, elementos químicos. Então, essas três técnicas aplicadas, a gente geralmente consegue informações bem completas, essas informações se complementam para a gente montar o quebra-cabeça de cada uma dessas micro amostras. Aurélio: A espectroscopia Raman é uma técnica de análise que utiliza a interação da luz com a amostra para obter informações sobre a sua estrutura molecular e a composição química. Marcos: Já a microscopia eletrônica de varredura, mencionada pelo Bruno, é uma técnica para gerar imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Isso acontece ao se varrer cada ponto da superfície da amostra com um feixe de elétrons bem pequeno e focado. Bruno Nuremberg: O projeto que foi submetido lá foi para utilizar o micro-FTIR, na linha Imbuia-micro. O nosso objetivo lá, então, era fazer o mapeamento químico da fração orgânica da obra do Di Cavalcanti, intitulada Mulatas à Mesa. Então, o nosso objetivo, na verdade, era identificar quais compostos orgânicos estavam presentes dentro de cada uma das camadinhas que compõem a nossa tela. A gente teve, além da utilização do equipamento, toda uma parte de preparo de amostras que foi bem complexa. Aurélio: O professor Mateus também explicou que, para conseguir analisar essas amostras, que em geral são bem complexas, foi muito importante a ajuda da equipe científica do CNPEM, para que algumas dificuldades fossem superadas. Mateus Ferrer: Além do pessoal da Imbuia, incluindo o cientista de linha, que foi o Bruno, o pessoal da LCRIO (Laboratório de Preparações Criogênicas), a gente teve muita dificuldade ali com essas obras. Cada uma tinha um tipo de densidade, um tipo de dureza, e junto também com a pesquisadora Juliana, do nosso grupo também, que se dedicou bastante nos cortes ali. Eu acredito que esse foi um dos grandes desafios, que a gente tinha pouquíssima amostra, quase a gente não enxergava as amostras, então a gente tinha que preparar essas amostras e para depois fazer o infravermelho com diversas formas que a gente usou ali. Mas eu acho que o grande diferencial que a gente teve ali foi realmente o mapeamento, o infravermelho acoplado com o mapeamento, que a gente conseguia encontrar as composições e as regiões daquele determinado material que a gente enxergava. Então a gente conseguia ver as camadas, mais a quantidade de materiais ali que faziam parte daquelas amostras. Marcos: Professor Mateus, conta para a gente como o estudo químico dos materiais usados nas obras de arte pode também resultar em novos conhecimentos artísticos e históricos. Mateus Ferrer: Quando a gente começa a entrar nesse mundo de entender o material, a gente começa a ver e comprovar de fato que a arte é um reflexo da história. Lógico que a gente tem obras também nacionais e de artistas de fora do Brasil, mas a gente começa a entender um pouquinho da história da forma como nunca ninguém viu. Eu sei que tem pessoas que criticam quando a gente quer olhar a obra de uma forma mais lógica, de uma forma científica, mas a gente começa também a pegar uma essência que não está diretamente impressa ali na obra. A gente começa a entender qual o material que aquela pessoa utilizava, a gente começa a ver discrepâncias, por exemplo, uma pessoa de classe média acima usava e uma pessoa de classe inferior usava. Então, a gente começa a entender a história e também extrair algum tipo de sentimento ali entendendo o material que foi utilizado naquela obra. São pistas para a gente, para que a gente possa entender naquela época qual era o tipo de pigmento, qual era o tipo de resina, no caso pega uma composição da tinta no geral ali ou no verniz que se utilizava, por que tal pintor utilizava materiais totalmente diferentes do que era dessa época. É dessa época mesmo? Então são questões aí que a gente, são pistas, é um processo investigativo realmente que a gente tem que ir aí se apoiando também na história. Presidente Lula: Se essas obras de arte estão aqui de volta é porque a democracia venceu, caso contrário estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar. Estamos aqui porque é preciso lembrar para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça. Aurélio: Em janeiro de 2025, em um evento comemorativo da finalização do processo de restauro das obras em Brasília, o presidente Lula discursou sobre a importância do reestabelecimento do acervo nacional e também da nossa democracia. Marcos: A fala de Lula sobre a finalização do projeto é um exemplo claro de como a manutenção da cultura e história de um país é também o restauro da democracia brasileira. Não é possível uma democracia saudável existir sem um patrimônio material, mantido em bom estado e celebrado nos espaços públicos, acessíveis para todas as gerações, por meio dos aparelhos de cultura. Aurélio: Sobre isso, o professor Mateus comenta sobre a falta de incentivos para áreas como as artes, os estudos museológicos, a manutenção e o restauro dos nossos acervos históricos. Mateus Ferrer: É muito difícil a gente pensar em incentivos na parte de restauro e proteção quando a gente vê que a gente não dá valor às nossas obras. Então como é que a gente está pensando em incentivos, em proteger algo que a gente não valoriza? Então a gente precisa pensar realmente de incentivos na arte como um todo, dos nossos artistas, das obras que a gente tem, dos legados já que foram deixados aí e lógico isso vai vir também um incentivo na proteção desse patrimônio material que é tão precioso e tão fantástico e diversificado aqui no nosso país. Aurélio: Agora que já temos as obras restauradas e os golpistas que as danificaram vêm sendo julgados e punidos, o que o futuro promete? A democracia voltou à sua normalidade ou ainda se encontra ameaçada? Jornalista 1: Um protesto pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista em São Paulo. Jornalista 2: O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete governadores participaram da manifestação. Bolsonaro: O movimento aqui hoje é pela anistia, pela liberdade das pessoas de bem que nunca pegaram arma na sua vida, tanto é aquele dos condenados que estão respondendo o processo, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. Música (Marcelo Crivella): A anistia chegou, é a justiça mais ampla. Aurélio: Fizemos essa pergunta para o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leiner, que você já deve ter ouvido no episódio anterior. Piero Leiner: Diante desse cenário, os problemas para a democracia foram tão profundos no Brasil e tão pouco solucionados que a gente só está vivendo, assim como aquele corredor que começa tropeçando e não consegue reestabelecer o equilíbrio. A restituição do nosso processo democrático está demorando demais para acontecer, porque a máquina está ocupada em lidar com esse excesso de ruído que essas coisas todas vinculadas ao Bolsonaro e ao bolsonarismo criaram durante esses últimos anos. O bolsonarismo radicaliza cada vez mais para a extrema direita e agora com o Trump, então, isso vai escalar muito mais e o Lula acaba indo também no vácuo disso para o campo do centro-centro-direita, o que é um problema. Agora, o que vai ser nos próximos dois anos? Bom, eu acho que isso ainda está incerto, não dá para saber exatamente o que vai rolar, mas tem pesquisas mostrando um Lula muito pouco competitivo hoje já. Marcos: O professor Piero também nos contou sobre como Bolsonaro, de certa maneira, sempre buscou se vender como antissistêmico, por mais que antes da presidência, ele e a sua família já estivessem no sistema político brasileiro há décadas. Piero Leiner: Eu acho que muita gente está com uma espécie de ideia fixa na ideia de uma espécie de utopia regressiva, de que a gente vive numa sociedade extremamente desorganizada e que é uma sociedade cujos pilares são estabelecidos por uns poucos agentes que controlam a ordem das coisas a partir de uma espécie de sala secreta. É um pouco uma espécie de visão conspiratória tá? Que começa daquela percepção muito comum, muito do senso comum, de que os políticos são uma casta que só trabalha em benefício próprio, que conseguem produzir um sistema que beneficia a eles e que a sociedade é alguma coisa completamente separada ou apartada desse sistema. E a partir de um determinado momento, as pessoas passaram a botar na cabeça a ideia de que precisaria vir uma espécie de agente antissistêmico ou antissistema para fazer uma reviravolta na vida social. Quando, na verdade, isso é um engodo, uma mega farsa. Como é possível um cara ser liberal e antissistêmico ao mesmo tempo? Então, essa rebelião brasileira é uma rebelião profundamente auto-enganada, porque eles procuram justamente os agentes da ordem e da ordem que cria a própria desordem para fazer o seu movimento de rebelião. Ou seja, já é uma rebelião que nasce equivocada do começo. Me parece que tem como grande tarefa esvaziar aí sim o potencial de transformador que poderia estar ancorado a um campo popular de esquerda, etc., e tal. Marcos: Chegamos ao final do nosso episódio. Se você gostou, não se esqueça de deixar cinco estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes e também compartilhe o Oxigênio com os seus amigos em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas disponíveis na internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, o Labjor da Unicamp, em especial a coordenadora do Oxigênio, a professora Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até mais! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: professores da Universidade Federal de Pelotas: Andréa Lacerda Bachettini, Bruno Noremberg, Mateus Ferrer e, Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Músicas: Youtube Audio Library (sem atribuição necessária) e “A Anistia Chegou” de Marcelo Crivella. Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
Esse medo, muitas vezes, nasce do excesso de vozes que você escuta.Quando se ouve demais, surge a síndrome do medo de errar.A pessoa passa a se sentir incapaz, insegura e sempre despreparada para sair da teoria e ir para a prática.Mas a verdade é simples, ninguém nasce sabendo.Aprendemos fazendo, errando e acertando.Esse é o segredo das pessoas bem-sucedidas.Elas não esperam se sentir prontas, elas começam.Saber leva ao fazer, e fazer leva ao saber.Não tenha medo de errar.Tenha medo de ficar parado.Escreva nos comentários: EU VOU AGIR.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (14) acompanhe a aula sobre "Mulheres, trabalho e renda" com Adriana Marcolino, socióloga.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (12) acompanhe a aula sobre "Sindicalismo e a luta pela vida das mulheres" com Tereza Souza, liderança sindical.
Mãe pode tudo? Até estar na linha de frente?Neste novo quadro da Onda, ouvimos mulheres que ocupam profissões historicamente masculinas e que também são mães.Elas são delegada, repórter no Brasil e em zonas de conflito, petroleira embarcada, caminhoneira.Aqui, falam sobre o desejo de ser mãe, o machismo, a volta ao trabalho após a maternidade e as transformações profundas que o encontro com o filho provoca.Que essas histórias nos inspirem a sonhar alto. E, sobretudo, a não ceder sobre o próprio desejo.Mãe solo de duas crianças, Rayssa é petroleira. Vive entre dois mundos: passa 15 dias no mar, numa plataforma, e 15 dias em terra, em casa.Ela conta aqui a independência que conquistou, a vida na corda, os desafios do machismo e o amor que encontrou recentemente.E talvez essa seja a maior lição da Rayssa: que o amor não impeça de trabalhar e que trabalhar não impeça de amar.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (12) acompanhe a aula sobre "Mulheres e Luta por Direitos Trabalhistas" com Elida Miranda, liderança sindical.
A inteligência artificial já está substituindo as mulheres? Um pulo nas narrativas cinematográficas para tentar entender por que mulheres artificiais são tão sedutoras para os homens. Com participação da antropóloga, pesquisadora e crítica de cinema Isabel Wittmann.Apoie este podcast: alinevalek.com.br/apoieAssine nossa newsletter: alinevalek.substack.comFale comigo: escreva@alinevalek.com.brClube de Leitura Bobagens ImperdíveisConheça a programação e participe: https://alinevalek.com.br/clubedeleitura/Links relacionadosAcompanhe a Isabel Wittmann: https://www.instagram.com/iwittmannConheça o projeto Feito por Elas: https://www.instagram.com/feitoporelas_Tese da Isabel: “Feminilidades maquínicas: gênero, sexualidade e corpo de mulheres artificiais no cinema fantástico” https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-16012024-134412/publico/2023_IsabelWittmann_VCorr.pdfLivro “A Eva Futura", de Auguste Villiers de L'Isle-Adam, publicado em 1886: https://amzn.to/4bpl2DxLivro “Manifesto Ciborgue", de Donna Haraway, de 1985: https://amzn.to/49x6PlyFilme “Her", de Spike Jonze (2013): https://www.youtube.com/watch?v=dJTU48_yghsFilme “Metropolis”, de Fritz Lang (1927): https://www.youtube.com/watch?v=jE1quAeo3PgSobre a fuga de Fritz Lang da Alemanha nazista: https://daily.jstor.org/how-fritz-langs-flight-from-nazi-germany-shaped-hollywood/Robôs japoneses criados com pele viva: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cprqj71387qoPor que vozes de computador são majoritariamente femininas? https://edition.cnn.com/2011/10/21/tech/innovation/female-computer-voicesEpisódios relacionadosEsse antigo medo de robôs: https://open.spotify.com/episode/6RU8aq3386bW9VuxOjNs5F?si=cf9a2e2e78914c28Trilha sonora: “Fall on source", mobygratis; “Mission to mars”, Audio Hertz; “Spying in the 60's”, Sir Cubworth; “The Sax of ancient terror", Jimena Contreras; “Subterranean Howl”, ELPHNT; “Spookster", Wayne Jones
*Obs.: O Spotify apagou a versão original do programa por conta do uso de 5 segundos de música. Esta é uma atualização, sem esses 5 segundos. Obrigado a quem comentou na postagem anterior ;)*James Cameron chega a seu terceiro longa na franquia Avatar e paramos para discutir o novo filme e também sobre a importância de saber quando parar. Alexandre Luiz, Davi Garcia e Filipe Pereira comentam Avatar - Fogo e Cinzas, destacando os pontos positivos, os negativos e discutindo sobre como a franquia se encaixa na filmografia de seu cineasta! Então, aperte o play e participe desta discussão!Depois de ouvir, mande opiniões, críticas e sugestões pra gente! Elas são sempre bem-vindas!