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Convidada: Poliana Casemiro, repórter de ciência e saúde do g1 e mestre em divulgação científica pela Unicamp. Os vídeos de um paciente com lesão medular que voltou a andar trouxeram esperança para muita gente. Ele foi um dos oito pacientes testados em uma pesquisa sobre o uso da polilaminina para reverter quadros de paralisia. A perspectiva promissora em relação à substância disparou uma corrida judicial: mais de 50 pessoas entraram na Justiça para receber o medicamento antes mesmo de ser aprovado pela Anvisa. A pesquisa, conduzida pela doutora Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ, já realizou testes em animais e neste pequeno grupo de pacientes. Mas a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ainda tem um longo caminho pela frente. Até aqui, a Anvisa autorizou apenas o início da fase 1 dos testes – etapa para garantir a segurança sobre o uso da substância. A polilaminina precisa passar ainda pelas fases 2 e 3. Na última semana, a repórter de ciência e saúde do g1 Poliana Casemiro publicou uma reportagem na qual entrevista a cientista. Elas conversaram sobre pontos de atenção no estudo: Tatiana admitiu erros, mas reforçou a eficácia da substância. Poliana Casemiro, que é também mestre em divulgação científica pela Unicamp, é a convidada de Natuza Nery neste episódio. A jornalista explica o que é a polilaminina e o que os resultados divulgados até agora indicam. Ela também descreve os próximos passos do estudo clínico e diz por que o método científico, muitas vezes, exige tanto tempo de pesquisa.
No programa de hoje, uma aluna disse que teve um relacionamento que iniciou e, na verdade, ela não estava preparada. Com isso, ela cometeu muitos erros por causa de seu próprio temperamento e não soube tratar a pessoa da forma que merecia. Contudo, ela só percebeu isso após o término. Atualmente, ela está arrependida e insegura. Paralelamente a isso, ela tem tentado se preparar para ser a pessoa certa. Contudo, ela tem uma dúvida: como se livrar desse sentimento de culpa?Os professores Renato e Cristiane Cardoso orientaram a aluna e, sobretudo, explicaram o que significa ter um namoro blindado.É possível?Em seguida, outra aluna, Maria de Lourdes, de 64 anos, perguntou se é possível viver sozinha. Ela compartilhou que foi casada por dez anos, mas se divorciou. Logo depois, teve outro relacionamento estável por 20 anos, mas que também acabou. Depois, iniciou outro relacionamento, que durou três anos, mas não deu certo. Atualmente, ela está sozinha. Tem dois filhos casados e cuida da mãe, de 94 anos de idade.Maria disse que, quando ouve alguns aconselhamentos do casal, se sente triste e se questiona por estar sozinha. A aluna confessou que não tem energia emocional para estar em outro relacionamento. Ela trabalha fora, tem boas amizades e cuida do corpo. Ela perguntou se há uma obrigação de estar com um companheiro ou se pode ser feliz sozinha.Foi contaminadoAdemais, os professores leram um comentário nas redes sociais de Antônio, que disse que a primeira lição que recebeu em relação às mulheres foi: nunca confie em uma mulher. Elas são os seres mais hipócritas que existem; transem, mas não se apeguem. Na oportunidade, Renato e Cristiane comentaram sobre isso.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
QUANDO DÁ VONTADE DE DESISTIRSérie de Mensagens: EU JÁ PASSEI POR ISSO – Mensagem 02Faça algumas das seguintes perguntas no início da lição:• Como está sendo sua semana?• Você foi a alguma celebração no domingo?• Quais dos pontos da mensagem falaram mais contigo?• Você gostaria de compartilhar alguma bênção ou algo marcante nesta semana?• Você tomou alguma resolução depois da mensagem? Conseguiu colocar em prática?14 Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, 15 pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. 16 Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. (Hebreus 4:14-16 (NVI)Todos nós, em algum momento, já sentimos vontade de desistir. E hoje, esta segunda mensagem é para quem sente vontade de desistir.Talvez seja: um casamento que parece não ter solução; um sonho que parece impossível; um ministério que não avança; um filho que está longe de Deus; um vício que você tentou vencer várias vezes; ou simplesmente a vida que ficou pesada demais, e agora parece que não sobrou mais força!Mas a boa notícia é: Jesus sabe exatamente como isso é!1. TEMOS VONTADE DE DESISTIR PORQUE NOSSA PERSPECTIVA É LIMITADA.O povo só conseguia ver três coisas: fome, cerco, morte.Mas Deus deu uma palavra através de Eliseu! Era impossível, o oficial duvidou.A lógica humana diz: acabou. Mas Deus estava dizendo: a história ainda não terminou.Enquanto a cidade estava em desespero... Nada parecia mudar: nem sinal, nem melhora, nem esperança. Mas, naquela mesma noite, Deus fez algo invisível.Eles pensaram que um grande exército vinha contra eles. Entraram em pânico e fugiram. Sem batalha, sem estratégia, sem intervenção humana.Deus venceu a guerra sozinho. Enquanto o povo chorava dentro da cidade, Deus já estava trabalhando fora dela.3. PARA NÃO DESISTIR, SILENCIE AS VOZES ERRADAS.Quando Deus liberou a promessa de abundância, alguém respondeu com incredulidade.“Mesmo que Deus abrisse o céu isso não aconteceria.”(2 Reis 7:2b)Sempre que Deus libera uma promessa, uma voz de incredulidade aparece.Às vezes ela vem de fora. Às vezes ela nasce dentro da nossa própria mente. Pensamentos como: “não vai dar certo”, “já tentei demais”, “não adianta continuar.”“Amanhã, a estas horas, na porta de Samaria, uma medida de farinha será vendida por um siclo...”(2 Reis 7:1))Pergunte:Sua visão tem permitido visualizar o que Deus já começou a fazer?2. TEMOS VONTADE DE DESISTIR PORQUE O PROGRESSO NEM SEMPRE ÉVISÍVEL.“O Senhor fez o exército sírio ouvir ruído de carros, cavalos e um grande exército.” (2 Reis 7:6)Pergunte:Como você tem lidado com o agir invisível de Deus?LIÇÃO DE CÉLULA - PÁGINA 2 A batalha da perseverança não começa nas circunstâncias. Ela começa na narrativa quedomina a sua mente.4. NÃO DESISTA ATÉ TER TERMINADO!Quatro leprosos estavam sentados do lado de fora da cidade. Eles disseram:“Se ficarmos aqui morreremos.” (2 Reis 7:4)Eles tinham três opções: ficar parados, voltar para a cidade, avançar em direção ao inimigo. Eles decidiram avançar. Quando chegaram ao acampamento, não havia ninguém. O exército tinha fugido. O milagre muitas vezes começa quando alguém decide dar mais um passo. Muitas pessoas não desistem porque perderam a força. Elas desistem porque perderam a visão.Pergunte:Quais vozes você tem dado ouvidos?Pergunte:Você já teve a experiência de desistir, mas com a sensação de que poderia concluir com sucesso?
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (9) acompanhe a aula sobre o “PT no combate à violência contra meninas e mulheres” com Mazé Morais, secretária nacional de mulheres do Partido dos Trabalhadores.
Em mensagem, secretário-geral ressalta que as mulheres desfrutam de apenas 64% dos direitos se comparadas aos homens; em mais de 40 países, estupros praticados pelos maridos não são configurados como crimes; Guterres pede que justiça para meninas e mulheres seja realidade de todas.
No especial de Dia Internacional da Mulher, o Máquinas na Pan reúne grandes jornalistas automotivas para responder a uma pergunta que vale bilhões para a indústria: o que as mulheres querem dos carros? Rafaela Borges, Ludmila Duarte, Paula Gama, Camila Camanzi, Lúcia Camargo, Isadora Carvalho, Sheila Canto e Carol Vila Nova revelam suas escolhas e contam o que realmente pesa na hora de escolher um automóvel.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (6) acompanhe a aula sobre o “8M: Mobilização nacional das mulheres ” com Mazé Morais, secretária nacional de mulheres do Partido dos Trabalhadores.
No episódio #290, Thamirys Schneider e Amanda Dadda quebram o tabu de que o vinho rosé é uma bebida simples ou exclusivamente feminina. Elas mergulham nos métodos de produção, da delicadeza da maceração curta à estrutura do Saignée, e explicam o porquê de a mistura de tintos e brancos ter caído em desuso, sendo até proibido em alguns países. Descubra diferentes estilos, como os leves e elegantes rosés de Provence, aos intensos rosés espanhóis e modernos e diversificados rosés do Novo Mundo. Dê o play e entenda porque o rosé é um coringa! Rótulos Sugeridos: Kaipú Las Perdices Rosé Esteban Rosado Partridge Malbec Rosé
Neste episódio de abertura da temporada de 2026, o Chutando a Escada mergulha nas profundezas da identidade americana. Em um ano marcado pelos 250 anos da Independência dos Estados Unidos, a editora-chefe do OPEU, Tatiana Teixeira, recebe a professora Camila Vidal (UFSC) para uma análise que vai muito além das celebrações oficiais. Elas discutem como os mitos fundadores, o conceito de Destino Manifesto e o excepcionalismo americano foram construídos e disputados ao longo dos séculos. Mais do que uma revisão histórica, o episódio revela uma ideia de democracia distorcida, servindo de base para o unilateralismo agressivo e a distopia política que vemos hoje sob o trumpismo. Aperte o play! Clique aqui e conheça o OPEU. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira e Camila Vidal. Dedicatória especial: Henrique Harudi Marques Toriha. Capa do episódio: Capitólio sob nova perspectiva Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: RAPHAEL, Ray. Founding Myths: stories that hide our patriotic past. New York: The New Press, 2004. HORNE, Gerald. The Counter-Revolution of 1776: slave resistance and the origins of the United States of America. New York: New York University Press, 2014. Capítulos: 00:00 – Abertura: Temporada 2026, mudança para a Alemanha e novas parcerias. 08:30 – Giro de Conjuntura: Maduro, Irã, Groenlândia e Trump 2.0. 15:00 – Introdução: Os 250 anos da Independência e a disputa de narrativas. 25:00 – Mitos Fundadores e a construção do Excepcionalismo. 42:00 – Destino Manifesto e a “exportação” da democracia americana. 55:00 – Trumpismo: O unilateralismo agressivo como herança histórica. 01:10:00 – Conclusão: Quem os EUA podem ser daqui para frente? The post EUA 250 anos: Mitos Fundadores e Distopia appeared first on Chutando a Escada.
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No TV Elas Por Elas Formação desta quinta-feira (5), você assiste a aula "Mulheres negras eleitas" com a deputada federal Dandara Tonantzin (PT/MG).
Respondi perguntas da caixinha como: Me preocupo com a exposição das crianças? Eu vacino minhas filhas? Elas tem acesso a telas? e mais outras listadas aqui embaixo.☀️ Meu curso O Essencial da Maternidade: https://morganasecco.com.br/essencialPERGUNTAS:00:26 Se pudesse comer só uma comida pelo resto da vida, qual seria?01:03 As meninas tem autonomia pra vestir o que elas quiserem no dia a dia?01:56 Onde costuma comprar as roupas das crianças? Loja física ou virtual?03:32 As meninas assistem tv? A partir de que idade começaram?05:12 Alice e Julia não pedem outra irmãzinha?06:33 Você acredita em educação parental evolutiva? Você ouviria a alma das suas filhas?06:51 Como são as meninas na hora de escovar os dentes? 09:01 Como dizer “não” ao invés de dizer “não temos dinheiro”?11:58 O Schiller sempre foi proativo nas atividade de casa? Ou vocês tiveram que estabelecer uma conversa pra função de cada um?16:05 Qual característica da personalidade delas que é mais cópia e cola sua?17:48 Vocês pretendem colocar a Ju na aula de música?20:03 Já ouviu falar sobre as substâncias das vacinas? Alumínio e outras coisas…20:20 O seu curso ajuda até na gestação?24:12 Como vocês fez para conseguir não dar mamadeira pra elas?25:15 A terapia te ajudou a lidar com a pressão envolvida em trabalhar com redes sociais?26:18 Vocês fazem terapia de casal? Se sim, recomendam?26:42 Um conselho sem filtros pra quem não sabe se quer ter filhos aos 35 anos26:56 Morgana, o que te irrita em relação a alguma situação ou modo dos ingleses?27:22 O que vocês gostam de jantar?29:04 Lugares do mundo que querem conhecer31:55 Você acha que quando a Julia aprender inglês, as meninas vão preferir falar inglês em casa também?32:27 Você se preocupa com as possibilidade de super exposição das meninas?34:59 Meu sonho é ser mãe, mas tenho medo de não realizar outros sonhos após me tornarVídeo publicado no meu canal do Youtube em 04.03.2026Curso O Essencial da Maternidade: tudo que você precisa saber desde a gestação ate os 6 primeiros anos da criança: https://morganasecco.com.br/essencialRede SociaisYoutube: https://www.youtube.com/@MorganaSeccoInstagram: https://www.instagram.com/morganasecco/Facebook: https://www.facebook.com/morganaseccoTiktok: https://www.tiktok.com/@morganaseccoTwitter: https://twitter.com/morganaseccoThreads: https://www.threads.net/@morganaseccoCanal do Schiller (Finanças):https://www.youtube.com/@LuizSchillerNewsletter GRATUITA: https://morganasecco.com.br/newsletterPara pesquisar atrações e atividades para ir em família baixe o app GRATUITO: https://apps.apple.com/no/app/minimap-app/id6446462630
Novo episódio do Conexão ADunicamp debate maternagem e direitos no mundo do trabalho.Entre jornadas duplas, direitos negados e silêncios históricos, maternar segue sendo uma experiência atravessada por desigualdades estruturais. Para muitas mulheres e pessoas trabalhadoras, o cuidado ainda significa sobrecarga, invisibilização e precarização.É nesse contexto que o novo episódio do videocast Conexão ADunicamp mergulha no processo de construção da cartilha “Maternagem e o Mundo do Trabalho: conheça seus direitos”. O material nasce do encontro entre universidade, movimento sindical, advocacia trabalhista e mulheres dos movimentos sociais de Campinas, uma iniciativa construída a muitas mãos, em que cada relato carrega memória, denúncia e horizonte de transformação.Coordenada pela ADunicamp, a cartilha estará disponível em breve nos formatos impresso e digital. A iniciativa reafirma o compromisso da entidade com a defesa dos direitos trabalhistas e com o fortalecimento do debate público sobre o cuidado como dimensão estruturante da sociedade.Nesta edição, conversamos com a professora Maria José Mesquita, docente do Instituto de Geociências (IG/Unicamp), diretora de Comunicação da ADunicamp, e com Luciana Barreto, advogada do escritório LBS Advogadas e Advogados (assessoria jurídica da entidade) e uma das autoras do material. Elas compartilham como a cartilha foi gestada, das rodas de escuta à elaboração jurídica, do acolhimento das experiências à construção de uma linguagem acessível, crítica e politizada.O lançamento da cartilha “Maternagem e o Mundo do Trabalho: conheça seus direitos” acontecerá no dia 20 de março, em dois momentos:às 9h, na Casa Laudelina de Campos Mello Organização da Mulher Negra, espaço histórico de organização e luta das mulheres negras, com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes;às 18h, no auditório da ADunicamp, com debate e participação das pessoas que construíram esse processo coletivo.Em breve divulgaremos mais informações sobre o lançamento!CRÉDITOSRoteiro e apresentação: Cristina Segatto e Paulo San MartinEdição: Paula Vianna e Flávia CatussoVinheta: Magrão PercussionistaProdução e Coordenação: Fernando PivaRealização: ADunicampAcesse nosso sitewww.adunicamp.org.brSiga nossas redes sociais!instagram.com/adunicampfacebook.com/adunicamptwitter.com/adunicamp / @adunicamp-secaosindical3742 Inscreva-se, curta e compartilhe!ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp)Av. Érico Veríssimo, 1479 – Cidade Universitária, Campinas/SPTelefones: (19) 3521 2470 / (19) 3521 2471E-mail: imprensa@adunicamp.org.br
Quais os papeis e desafios femininos no ambiente de trabalho? Como essa jornada pode e deve ser compartilhada? Será que há avanços com as redes de apoio? Revisitamos episódios em que algumas lideranças falaram sobre esses desafios e como conciliam suas jornadas no dia a dia. Confira como elas podem e, muitas vezes, renunciam a eventos e tempo escasso com a família. Coragem, aprendizados diários, falsa ilusão da perfeição e como elas se permitem definir novos rumos fazem parte desses papos. Quer conferir mais? Vem! A apresentação desta edição é da líder de Diversidade, Equidade e Inclusão do Bradesco, Julia Castilho. O conteúdo a seguir exposto pela empresa convidada não representa, necessariamente, a opinião e as práticas utilizadas pelo Bradesco. #mulheres #elasnomundocorporativo #women #liderançafeminina #inclusao #liderança See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bom dia! Vamos para mais uma #MensagemDoDia (https://open.spotify.com/show/29PiZmu44AHH8f93syYSqH)A escritura de hoje está em Jó 23:8–10, NKJV: "Olho para a frente, mas não o vejo... mas Ele conhece o caminho por onde eu sigo; quando Ele me tiver provado, sairei como o ouro."Aprendi algo vital: o nosso caráter é muito mais importante do que o nosso talento. Podemos ter todo o talento do mundo, mas sem um caráter sólido e aprovado, não iremos muito longe.É fácil confiar em Deus nos tempos bons. Mas a pergunta real é: você consegue confiar Nele com aquelas frustrações secretas que parecem não mudar nunca? Você orou, acreditou, mas Deus ainda não removeu o problema.A questão aqui não é apenas se você consegue confiar em Deus, mas, o mais importante: Deus pode confiar em você?Muitas pessoas permitem que as frustrações as tornem amargas. Elas perdem a paixão, deixam de se esforçar e desistem. Você vai passar nesse teste? Vai permanecer em fé mesmo quando não conseguir enxergar o que Deus está fazendo nos bastidores?Continue fazendo a coisa certa. Continue sendo bom para as pessoas, dando o seu melhor e mantendo um espírito de excelência. Pode parecer que nada está acontecendo do lado de fora, mas se você mantiver a atitude correta, algo poderoso está acontecendo do lado de dentro. Deus está mudando você. Se você continuar confiando, você vai subir mais alto, superar cada obstáculo e se tornar tudo o que foi criado para ser.Vamos fazer uma oração"Pai, obrigado porque, mesmo quando eu não consigo ver o que o Senhor está fazendo, eu ainda tenho todos os motivos para confiar em Ti. Obrigado porque os tempos de prova vão passar e eu sairei deles como o ouro. Eu creio que o Senhor está me transformando na pessoa que planejou que eu fosse. Em nome de Jesus, Amém."Ouro Provado no FogoUma Oração para Hoje
Por que Deus demora tanto para responder? Descubra o que Ele está fazendo enquanto você espera e como transformar a espera em maturidade, não em ansiedade.─────────────────────────────────⏰ POR QUE DEUS DEMORA TANTO?─────────────────────────────────"Ainda não chegou a minha hora." — Jesus em João 2:4A espera é um dos sentimentos mais desconfortáveis da vida. Mas existe uma espera AINDA MAIS DIFÍCIL: esperar em Deus.Você já orou. Já jejuou. Já fez tudo que podia. E Deus parece... em silêncio.Nesta mensagem transformadora com base científica e bíblica, descubra o que Deus está fazendo AGORA enquanto você espera.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (27) acompanhe a aula sobre “Mulheres no sistema prisional” com Carol Barreto, doutora em Direito.
Desta vez no Papo Nerd com Elas, Carol, Cakes, Chibi e Nivea falam de Frieren e as lições que a elfa pode nos dar. AJUDE O NOSSO PROJETO A CONTINUAR EXISTINDO: CatarseTempo de duração: 61 minutosArte da Vitrine: Lucas MáximoEdição: Raul Lima / Lucas MáximoVISITE O NOVO SITE DO MUNDO DOS ANIMESMande um e-mail para nossa Caixa Postal comentando sobre o episódio: podcast@mundodosanimes.comRedes Sociais:FacebookxInstagram
No TV Elas por Elas Formação deste sábado, 28 de fevereiro, confira o resumo sobre “Mulheres e as Estruturas do Poder”. Contamos com as participações de:Pérola Sampaio, advogada e ativistaOzinete Santana, militante cultural e políticaCarol Barreto, doutora em Direito
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (27) acompanhe a aula sobre “Mulheres no sistema prisional” com Carol Barreto, doutora em Direito.
Thais Araujo aprendeu cedo a desconfiar de si. Dentro da igreja, tudo que ela sentia parecia ter nome de pecado, e o amor, quando apontava para outra mulher, virava motivo de medo. Ela tentou por anos caber no que esperavam dela, seguia padrões, orava mais e jejuava.Foi nessa mesma época que Mayara entrou na vida da Thais. As duas se conheceram na igreja, no grupo musical. Thais com o trombone, Mayara com o violino. Um olhar bastou para nascer aquela vontade de conversar todo dia, como se o mundo ficasse mais leve na presença da outra. Por anos, elas juraram que seriam só amigas. Até o beijo acontecer. E, com o beijo, veio a culpa, a sensação de erro, o impulso de se esconder.Elas ficavam em segredo, até Thais não aguentar mais. Na cabeça dela, Mayara virou um “bloqueio” espiritual, algo a ser cortado para que a vida voltasse ao rumo que lhe prometeram. Thais mudou de igreja tentando fugir da própria verdade. Mas o problema não era Mayara.Quando ofereceram a ela a ideia da “cura gay”, Thais embarcou na falácia. Aos poucos, ela foi perdendo o gosto pelas coisas, a vontade de existir. O gatilho era o fato dela não poder ser quem era.Após algumas crises seríssimas, Thais conseguiu ajuda psicológica e começou a se escolher. Acabou saindo da igreja porque não se sentia acolhida quando mais precisou. Ela melhorou aos poucos, aprendeu que podia viver sem se esconder e amar quem quer que fosse.Com o tempo, até dentro de casa as coisas mudaram. Um dia, a mãe mandou uma mensagem convidando-a para um churrasco e pedindo que levasse a pessoa que amava. Thais quase não acreditou, a mãe era muito religiosa e tinha o mesmo pensamento das pessoas da igreja. Com essa atitude da mãe, ela guardou essa atitude como quem guarda um milagre concreto: pessoas podem mudar. 10 anos depois do rompimento com Mayara, Thais, que nunca a esqueceu, decidiu entrar em contato com aquele amor do passado. As duas se reencontraram mais maduras, prontas para um amor inteiro. Thais não quis deixar a vida passar de novo e perguntou se podiam namorar. Mayara disse sim e, dessa vez, ninguém precisou se esconder.
Neste episódio, Mayra Trinca fala sobre duas pesquisas que, ao seu modo, usam o som para estudar maneiras de enfrentamento à crise climática. Na conversa, Susana Dias, pesquisadora do Labjor e Natália Aranha, doutoranda em Ecologia pela Unicamp contam como os sons dos sapos fizeram parte das mesas de trabalho desenvolvidas pelo grupo de pesquisa para divulgação sobre esses anfíbios. Participa também Lucas Forti, professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte. Ele conta como tem sido a experiência do projeto Escutadô, que estuda a qualidade do ambiente da caatinga através da paisagem sonora. ____________________________________________________________ ROTEIRO [música] Lucas: É incrível a capacidade que o som tem de despertar a memória afetiva. Mayra: Você aí, que é ouvinte de podcast, provavelmente vai concordar com isso. O som consegue meio que transportar a gente de volta pros lugares que a gente associa a ele. Se você já foi pra praia, com certeza tem essa sensação quando ouve um bom take do barulho das ondas quebrando na areia. [som de ondas] Mayra: O som pra mim tem um característica curiosa, na maior parte do tempo, ele passa… despercebido. Ou pelo menos a gente acha isso, né? Porque o silêncio de verdade pode ser bem desconfortável. Quem aí nunca colocou um barulhinho de fundo pra estudar ou trabalhar? Mayra: Mas quando a gente bota reparo, ele tem um força muito grande. De nos engajar, de nos emocionar. [música de violino] Mayra: Também tem a capacidade de incomodar bastante… [sons de construção] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e você provavelmente já me conhece aqui do Oxigênio. Mayra: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre som. Mais especificamente, sobre projetos de pesquisa e comunicação que usam o som pra entender e pra falar sobre mudanças climáticas e seus impactos no meio ambiente. [música de fundo] Natália: E as paisagens sonoras não são apenas um conjunto de sons bonitos. Elas são a própria expressão da vida de um lugar. Então, quando a gente preserva uma paisagem sonora, estamos preservando a diversidade das espécies que vocalizam naquele lugar, os modos de vida e as relações que estão interagindo. E muitas vezes essas relações dependem desses sons, que só existem porque esses sons existem. Então, a bioacústica acaba mostrando como os sons, os sapos também os mostram, como que esses cantos carregam histórias, ritmos, horários, temperaturas, interações que não aparecem ali somente olhando o ambiente. [Vinheta] João Bovolon: Seria triste se músicos só tocassem para músicos. Pintores só expusessem para pintores. E a filosofia só se destinasse a filósofos. Por sorte, a capacidade de ser afetado por um som, uma imagem, uma ideia, não é exclusividade de especialistas. MAYRA: Essa frase é de Silvio Ferraz, autor do Livro das Sonoridades. O trecho abre o texto do artigo “A bioacústica dos sapos e os estudos multiespécies: experimentos comunicacionais em mesas de trabalho” da Natália. Natália: Olá, meu nome é Natália Aranha. Eu sou bióloga e mestra pelo Labjor, em Divulgação Científica e Cultural. Durante o meu mestrado, eu trabalhei com os anfíbios, realizando movimentos com mesas de trabalhos e com o público de diferentes faixas etárias. Atualmente, eu sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelo Instituto de Biologia da Unicamp. MAYRA: A Natália fez o mestrado aqui no Labjor na mesma época que eu. Enquanto eu estudava podcasts, ela tava pesquisando sobre divulgação científica de um grupo de animais muitas vezes menosprezado. [coaxares] Susana: Os sapos, por exemplo, não participam da vida da maioria de nós. Eles estão desaparecidos dos ecossistemas. Eles estão em poucos lugares que restaram para eles. Os brejos são ecossistemas muito frágeis. São os lugares onde eles vivem. Poucos de nós se dedicam a pensar, a se relacionar, a apreciar, a cuidar dessa relação com os sapos. Mayra: Essa que você ouviu agora foi a Susana, orientadora do trabalho da Natália. Susana: Meu nome é Susana Dias, eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o Labjor, professora da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor/IEL/Unicamp. E trabalho com comunicação, artes, ciências, desenvolvendo várias metodologias de experimentação coletiva com as pessoas. Mayra: Mas, o interesse da Natália pelos sapos não começou no mestrado. Ela já era apaixonada pela herpetologia antes disso. [som de ícone] Mayra: Herpetologia é a área da biologia que estuda répteis e anfíbios. E eu posso dizer que entendo a Natália. Pra quem não sabe, eu também sou bióloga. E durante a faculdade cheguei a fazer um estágio na mesma área, porque também era um tema que me interessava muito. Mayra: Só que eu trabalhei mais com répteis, que são as cobras e os lagartos. E eu acabei desistindo da área em pouco tempo, apesar de ainda achar esses bichinhos muito legais. Já a Natália descobriu o amor pelos sapos num congresso de herpetologia que foi durante a graduação e, diferente de mim, ela segue trabalhando com eles até hoje. Natália: E eu me apaixonei. Eu digo que me apaixonei a partir da abertura do congresso, porque foi uma experiência muito legal que fizeram a partir dos sons, a partir de fotos e vídeos de vários pesquisadores realizando trabalhos de campo com esses animais. E, a partir desse momento, eu falei que era isso que eu queria fazer na minha vida. Mayra: Ah, e é importante dizer, que antes mesmo disso tudo, a Natália já tinha um interesse artístico por esses animais. Natália: E, como eu amo desenvolver pinturas realistas, esses animais são maravilhosos, quando você pensa nas cores, nos detalhes, nas texturas que eles trazem. Mayra: Porque foi dessa experiência que surgiu a ideia de trabalhar com divulgação científica, que acabou levando a Natália até a Susana. Mas como ela também tinha interesse de pesquisa com esses animais, ela acabou participando dos dois grupos ao longo do mestrado: o de divulgação e o de herpetologia, com o pessoal da biologia. Susana: Foi muito legal justamente pela possibilidade da Natália habitar esse laboratório durante um tempo, acompanhar o trabalho desses herpetólogos e a gente poder conversar junto com o grupo de pesquisa, que é o Multitão, aqui do Labjor da Unicamp, que é o nosso grupo, sobre possibilidades de conexão com as artes, e também com a antropologia, com a filosofia. A gente começou a tecer esses emaranhados lentamente, devagarzinho. Mayra: Quando a Natália chegou no mestrado, ela tinha uma visão muito comum da divulgação científica, que é a ideia de que os divulgadores ou os cientistas vão ensinar coisas que as pessoas não sabem. Mayra: É uma visão muito parecida com a que a gente ainda tem de escola mesmo, de que tem um grupo de pessoas que sabem mais e que vão passar esse conhecimento pra quem sabe menos. Natália: E daí a Susana nos mostrou que não era somente fazer uma divulgação sobre esses animais, mas mostrar a importância das atividades que acabam gerando afeto. Tentar desenvolver, fazer com que as pessoas criem movimentos afetivos com esses seres. Mayra: Se você tá no grupo de pessoas que tem uma certa aversão a esses animais, pode achar isso bem esquisito. Mas criar essas relações com espécies diferentes da nossa não significa necessariamente achar todas lindas e fofinhas. É aprender a reconhecer a importância que todas elas têm nesse emaranhado de relações que forma a vida na Terra. Mayra: Pra isso, a Natália e a Susana se apoiaram em uma série de conceitos. Um deles, que tem sido bem importante nas pesquisas do grupo da Susana, é o de espécies companheiras, da filósofa Donna Haraway. Natália: Descreve esses seres com os quais vivemos, com os quais aprendemos e com os quais transformam como seres em que a gente não habita ou fala sobre, mas a gente habita e escreve com eles. Eles nos mostram que todos nós fazemos parte de uma rede de interações e que nenhum ser nesse mundo faz algo ou vive só. Então, os sapos, para mim, são essas espécies companheiras. Mas não porque eles falam na nossa língua, mas porque nós escutamos seus cantos e somos levados a repensar a nossa própria forma de estar no mundo. Mayra: Uma coisa interessante que elas me explicaram sobre esse conceito, é que ele é muito mais amplo do que parece. Então, por exemplo, bactérias e vírus, com quem a gente divide nosso corpo e nosso mundo sem nem perceber são espécies companheiras. Ou, as plantas e os animais, que a gente usa pra se alimentar, também são espécies companheiras Susana: E uma das características do modo de viver dos últimos anos, dos últimos 50 anos dos humanos, são modos de vida pouco ricos de relações, com poucas relações com os outros seres mais que humanos. E a gente precisa ampliar isso. Trazer os sapos é muito rico porque justamente abre uma perspectiva para seres que estão esquecidos, que pertencem a um conjunto de relações de muito poucas pessoas. Mayra: Parte do problema tem a ver com o fato de que as espécies estão sumindo mesmo. As mudanças climáticas, o desmatamento e a urbanização vão afastando as espécies nativas das cidades, por exemplo, que passam a ser povoadas por muitos indivíduos de algumas poucas espécies. Pensa como as cidades estão cheias de cães e gatos, mas também de pombas, pardais, baratas. Ou em áreas de agropecuária, dominadas pelo gado, a soja e o capim onde antes tinha uma floresta super diversa. Susana: Eu acho que um aspecto fundamental para a gente entender esse processo das mudanças climáticas é olhar para as homogeneizações. Então, como o planeta está ficando mais homogêneo em termos de sons, de imagens, de cores, de modos de vida, de texturas. Uma das coisas que a gente está perdendo é a multiplicidade. A gente está perdendo a diversidade. Mayra: Pensa bem, quando foi a última vez que você interagiu com um sapo? (Herpetólogos de plantão, vocês não valem). Provavelmente, suas memórias com esses animais envolvem pouco contato direto e você deve lembrar mais deles justamente pelo… som que eles fazem. [coaxares, música] Lucas: Eu comecei a pensar na acústica como uma ferramenta de entender a saúde do ambiente, e queria aplicar isso para recifes de coral, enfim, a costa brasileira é super rica. Mayra: Calma, a gente já volta pra eu te explicar como a Natália e a Susana relacionaram ciências e artes na divulgação sobre os sapos. Antes, eu quero te contar um pouco sobre outro projeto que tem tudo a ver com o tema. Deixa o Lucas se apresentar. Lucas: Pronto, eu me chamo Lucas, eu sou biólogo de formação, mas tive uma vertente acadêmica na minha profissão, em que eu me dediquei sempre a questões relacionadas à ecologia, então fiz um mestrado, doutorado na área de ecologia. Mayra: Sim, o Lucas, assim como eu, a Natália e mesmo a Susana, também fez biologia. Lucas: Os biólogos sempre se encontram em algum lugar. Mayra: A gente ainda vai dominar o mundo…[risadas] Mayra: Tá, mas voltando aqui. O Lucas esteve nos últimos anos trabalhando no Nordeste. Eu conversei com ele durante um estágio de professor visitante aqui na Unicamp. Lucas: Então estou passando um estágio de volta aqui às minhas raízes, que eu sou daqui do interior de São Paulo, então vim passar frio um pouquinho de volta aqui em Campinas. Mayra: Essa entrevista rolou já tem um tempinho, em agosto de 2025. E realmente tava fazendo um friozinho naquela semana. Mayra: Eu fui conversar com o Lucas sobre um projeto que ele faz parte junto com o Observatório do Semiárido, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no Rio Grande do Norte. Mayra: A ideia dessa pesquisa é criar um banco de dados sonoros e construir um algoritmo. Lucas: testar algoritmos, né, conseguir ter uma ferramenta na mão que possa ajudar a gente a detectar níveis de degradação no Semiárido com base em informação acústica. Mayra: Esse projeto é o Escutadô. Lucas: O projeto Escutadô, ele nasceu… assim, tem a história longa e a história curta. Mayra: Óbvio que eu escolhi a longa. E ela começa escuta só, com os anfíbios. Mayra: Coincidência? Lucas: Não, não tem coincidência nenhuma. Lucas: Mas eu comecei sim estudando o comportamento de anfíbios, e uma característica muito peculiar dos anfíbios é a vocalização, né? Então, os anfíbios me levaram para a acústica, e aí a acústica entrou na minha vida também para tornar as abordagens da minha carreira, de como eu vou entender os fenômenos através desse ponto de vista sonoro, né? Mayra: Isso é uma coisa muito comum na biologia. Tem muitos animais que são complicados de enxergar, porque são noturnos, muito pequenos ou vivem em lugares de difícil acesso. Então uma estratégia muito usada é registrar os sons desses animais. Vale pra anfíbios, pra pássaros, pra baleias e por aí vai. [sons de fundo de mar] Mayra: Inclusive, lembra, a ideia original do projeto do Lucas era usar a bioacústica, essa área da biologia que estuda os sons, pra investigar recifes de corais. Ele tava contando que elaborou essa primeira proposta de pesquisa pra um edital. Lucas: Aí a gente não venceu essa chamada, mas a gente reuniu uma galera com colaboração, escrevemos um projeto super lindo, e aí por alguma razão lá não foi contemplado o financiamento. Mayra: Isso também é algo muito comum na biologia. E em várias outras áreas de pesquisa. Mas, vida que segue, novas oportunidades apareceram. Lucas: O projeto Escutadô começou no mar, mas a gente conseguiu ter sucesso com a ideia mesmo, a hora que eu cheguei em Mossoró, como professor visitante na Universidade Federal Rural do Semiárido, abriu um edital da FINEP, voltado para a cadeias produtivas, bioeconomia, e a gente identificou que a gente poderia utilizar essa ideia, né, e aplicar essa ideia, mas aí eu já propus que a gente fosse atuar no ecossistema terrestre. Mayra: FINEP é a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Lucas quis alterar a proposta inicial, primeiro, porque fazia mais sentido dentro do contexto que ele tava trabalhando. E, depois, porque a região tem uma forte dependência do ecossistema da caatinga pro sustento da população e pra preservação do seu modo de vida, a tal bioeconomia que ele citou. Mayra: Além disso, Lucas: a caatinga é o bioma que certamente tá sentindo mais os extremos, né, das mudanças climáticas, então isso trouxe uma contextualização muito interessante para o projeto, especialmente porque casava com a questão da bioeconomia, né, então a gente tentou embarcar nessa linha e transformamos essa tecnologia para pensar como ela poderia detectar níveis de degradação para a região do Semiárido, né, e aí deu certo. Mayra: Funciona mais ou menos assim, a equipe de pesquisa instalou uma série de gravadores espalhados, mais de 60 pontos no estado do Rio Grande do Norte e alguns pontos na Paraíba e no Ceará. Lucas: Então, quando a gente instala o gravador no ambiente, ele grava três minutos, dorme sete, grava três minutos, dorme sete e fica assim rodando, a gente tem duas rodadas de amostragem, uma que é feita durante a estação seca e outra que é feita durante a estação chuvosa, então o gravador fica em cada ponto por 20 dias e nesses 20 dias ele fica continuamente gravando três minutos e dormindo sete. Mayra: Essas gravações viram uma grande biblioteca sonora. O próximo passo é reconhecer quais sons representam áreas mais conservadas… [captação de área preservada] Mayra: E quais gravações foram feitas em áreas mais degradadas, principalmente com mais alterações antrópicas no ambiente. [captação de área antropizada] Mayra: Pra gente, até que é fácil reconhecer a diferença entre os sons. Agora, como a gente transforma isso, por exemplo, num aplicativo, capaz de identificar o nível de degradação do ambiente usando só o som daquele lugar? Lucas: Pois é, agora você tocou no ponto que eu acho que é o maior desafio do projeto e também o que torna o projeto, assim, inovador. A gente já tem hoje mais ou menos 16 mil horas de gravação, então a gente não tem como não usar uma ferramenta de aprendizado de máquina para ajudar no processamento desses dados. Mayra: A essa altura, você já deve saber o básico de como funcionam as inteligências artificiais. Elas comparam bases de dados gigantescas pra achar padrões. Mas, isso funciona bem pra texto ou pra imagens. Lucas: E a gente introduziu um conceito de aprendizado de escuta de máquina, ou seja, a gente não vai trabalhar sobre o ponto de vista da imagem, vai trabalhar sobre o ponto de vista da escuta, opa, pera aí, mas como é que a gente faz isso? Mayra: O Lucas explicou que o que eles tiveram que fazer foi, de certa forma, realmente transformar esses sons em imagens. Pra isso, eles usam os espectrogramas, que são aquelas representações visuais do som, eu vou deixar um exemplo lá no site e no nosso Instagram, depois você pode procurar pra ver. Mayra: Essa etapa do projeto, o treinamento da IA, tá sendo feita em parceria com o BIOS, o Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial aqui da Unicamp. A gente já falou um pouco desse projeto no episódio 201 – Um bate-papo sobre café. Se você ainda não ouviu, tem mais essa lição de casa pra quando acabar esse episódio, vale a pena, porque tá bem legal. [divulgação podcast SabIA!] [música] Mayra: Os sons captados pelo Escutadô, projeto que o Lucas faz parte, ou as gravações dos anfíbios que a gente tava falando com a Natália, nunca são sons isolados. Mayra: Esse conjunto de sons de um ambiente forma o que a gente chama de paisagem sonora. Lucas: Esses sons podem ter origens geofísicas, então o som do vento, o som da chuva, o som dos fluxos de corrente, riachos, cachoeiras, você tem os sons da própria biodiversidade, né, que é baseado nos sistemas de comunicação acústica da fauna, por exemplo, quando as aves produzem as vocalizações, os anfíbios, os insetos, os mamíferos, você tem todo ali um contexto de produção de sinais acústicos que representam assinaturas da presença da biodiversidade no ambiente. E você ainda tem a assinatura da presença das tecnofonias ou antropofonias, né, que são os sons que são produzidos pelos seres humanos, né, seja os sons das rodovias, das construções, das obras, das edificações, ou seja, que tem toda uma contextualização. Mayra: A ideia de usar o som, ou a paisagem sonora, pra entender a saúde de um ambiente, não é nada nova. Um dos livros mais importantes, praticamente fundador do movimento ambientalista nos Estados Unidos, é o Primavera Silenciosa, da Rachel Carson, e ele foi publicado em 1962. Lucas: Então ela já estava alertando para a sociedade acadêmica, especialmente, que o uso de pesticidas, né, as mudanças que o ser humano está promovendo na paisagem estão causando extinções sonoras, né, porque está alterando a composição das espécies na natureza, então a gente está embarcando um pouco nessa ideia que influenciou o que hoje a gente chama de soundscape ecology, que é a ecologia da paisagem sonora, ou ecologia da paisagem acústica. Natália: As pessoas automaticamente imaginam que o silêncio seja algo bom. Mas, esse silêncio é um sinal de alerta, porque ele mostra que as espécies estão desaparecendo e como os seus ciclos e modos de interação estão mudando. E que o habitat, o lugar, já não está dando mais condições impostas pelo clima. Eu acredito que os sons funcionam como uma espécie de termômetro da vida. Quando eles diminuem, é porque a diversidade está ali diminuindo. Mayra: A gente vai ver que a Natália usou noções de paisagem sonora pra criar atividades imersivas de divulgação, onde as pessoas puderam experimentar com diferentes sons e ver como era possível criar novas relações com os sapos a partir deles. Mayra: No caso do Lucas, a paisagem sonora funciona bem como a Natália descreveu, é um termômetro que mede a qualidade de um ambiente da Caatinga. Talvez você imagine esse bioma como um lugar silencioso, um tanto desértico, mas isso tem mais a ver com a imagem comumente divulgada de que é uma região de escassez. Lucas: Do ponto de vista das pessoas interpretarem ela como um ambiente pobre, enquanto ela é muito rica, em termos de biodiversidade, em termos de recursos naturais, em termos de recursos culturais, ou seja, a cultura das populações que vivem lá é extremamente rica. Mayra: Pra complicar ainda mais a situação, a Caatinga está na área mais seca do nosso país. Lucas: Ou seja, a questão da escassez hídrica é extremamente importante. E torna ela, do ponto de vista das mudanças climáticas, ainda mais importante. Mayra: A importância de se falar de grupos menosprezados também aparece na pesquisa da Natália com os sapos. Vamos concordar que eles não tão exatamente dentro do que a gente chama de fofofauna, dos animais queridinhos pela maioria das pessoas, mas não por isso projetos de conservação são menos importantes. Pelo contrário. Mayra: Pra dar uma ideia, na semana que eu escrevia esse roteiro, estava circulando nas redes sociais um estudo que mostrou que, em cinquenta anos, as mudanças climáticas podem ser responsáveis pelo desaparecimento completo dos anfíbios na Mata Atlântica. Mayra: Daí a importância de envolver cada vez mais pessoas em ações de preservação e enfrentamento às mudanças climáticas. Susana: Que a gente pudesse trazer uma paisagem sonora da qual os humanos fazem parte e fazem parte não apenas produzindo problemas, produzindo destruição, mas produzindo interações, interações ecológicas. [música] Mayra: Voltamos então à pesquisa da Natália. Mayra: Ela usou uma metodologia de trabalho que tem sido muito utilizada pela Susana e seu grupo de pesquisa, que são as mesas de trabalho. Susana: E elas foram surgindo como uma maneira de fazer com que a revista ClimaCom, que é uma revista que está tentando ensaiar modos de pensar, de criar, de existir diante das catástrofes, a revista pudesse ter uma existência que não fosse só online, que fosse também nas ruas, nas praças, nas salas de aula, nos outros espaços, que ela tivesse uma existência fora das telas. E que, com isso, a gente se desafiasse não apenas a levar para fora das telas e para as outras pessoas algo que foi produzido na universidade, mas que a gente pudesse aprender com as outras pessoas. Mayra: A ideia das mesas é reunir pessoas diversas, de dentro e de fora da universidade, pra criarem juntas a partir de um tema. Susana: Então, quando chegou a proposta dos anfíbios, a gente resolveu criar uma mesa de trabalho com os sapos. E essa mesa de trabalho envolvia diversas atividades que aconteciam simultaneamente. Essas atividades envolviam desde fotografia, pintura, desenho, colagem, grafismo indígena, até estudo dos sons. Mayra: A Susana estava explicando que durante essas mesas, elas conseguem fazer com que as pessoas interajam com os sapos de uma forma diferente, mais criativa. Criativa aqui tanto no sentido de imaginar, quanto de criar e experimentar mesmo. Susana: A gente propôs a criação de um caderno de estudo dos sons junto com as pessoas. A gente disponibilizou vários materiais diferentes para que as pessoas pudessem experimentar as sonoridades. Disponibilizamos um conjunto de cantos da fonoteca aqui da Unicamp, de cantos dos sapos, para as pessoas escutarem. E pedimos que elas experimentassem com aqueles objetos, aqueles materiais, recriar esses sons dos sapos. E que elas pudessem depois transpor para um caderno essa experiência de estudo desses sons, de como esses sons se expressavam. Mayra: Esse é um exemplo de como a gente pode aproximar as pessoas do trabalho dos cientistas sem que isso coloque a pesquisa feita nas universidades como algo superior ou mais importante do que outros conhecimentos. Escuta só a experiência da Natália: Natália: Através de diferentes materiais, de diferentes meios, é possível criar um movimento afetivo que vai além daquele movimento do emissor-receptor que traz uma ideia mais generalista, mais direta, de que você só fala e não escuta. Então, uma das coisas que mais marcou o meu trabalho nessa trajetória foi a escuta. Onde a gente não apenas falava com os anfíbios, mas também a gente escutava as histórias que as pessoas traziam, os ensinamentos de outros povos, de outras culturas. Então, essa relação entre arte e ciências possibilitou todo esse movimento que foi muito enriquecedor (6:14) Susana: As mesas de trabalho foram um lugar também onde as pessoas acessaram um pouco do trabalho dos herpetólogos. Entraram em relação com a maneira como os herpetólogos estudam os sapos. Interessa para eles se o som do sapo é mais amadeirado, é mais vítreo, é mais metálico. O tipo de som, se ele tem uma pulsação diferente da outra, um ritmo diferente do outro. Eles fazem várias análises desses sons, estudam esses sons em muitos detalhes. Mayra: Trazer essa possibilidade de experimentação é um dos principais objetivos das ações e das pesquisas realizadas pelo grupo da Susana aqui no Labjor. E o encontro com as práticas artísticas tem sido um meio de trabalhar essas experimentações. [música de fundo] Susana: Eu acho que a gente tem pensado muito ciências e artes no plural, com minúsculas, justamente para trazer uma potência de multiplicidade, de possibilidades não só de pesquisa e produção artística, mas de pensamento, modos diferentes de viver no mundo e de praticar a possibilidade de pensar, de criar, de se relacionar com os outros seres. Mayra: Mas, segundo a Susana, tem um desafio grande nesse tipo de trabalho… Susana: Porque é muito comum as pessoas, sobretudo os cientistas, acharem que as artes são uma embalagem bonita para as ciências. Então, o que as artes vão fazer vai ser criar uma maneira das pessoas se seduzirem por um conteúdo científico, de se tornar mais belo, mais bonito. A gente não pensa que esse encontro entre artes e ciências pode tornar as ciências mais perturbadoras, pode questionar o que é ciência, pode gerar coisas que não são nem arte nem ciência, que a gente ainda não conhece, que são inesperadas, que são produções novas. Mayra: Quando a Natália fala da possibilidade de criar relações afetivas com os sapos, ela não quer dizer apenas relações carinhosas, mas também de sensibilidade, de se deixar afetar, no sentido de se permitir viver aquela experiência. De entrar em contato com essas espécies companheiras e, realmente, sair desses encontros diferente do que a gente entrou. Susana: Então, a gente está tentando pensar atividades de divulgação científica e cultural que são modos de criar alianças com esses seres. São modos de prestar atenção nesses seres, de levar a sério suas possibilidades de existir, suas maneiras de comunicar, suas maneiras de produzir conhecimento. É uma ideia de que esses seres também produzem modos de ser e pensar. Também produzem ontopistemologias que a gente precisa aprender a se tornar digno de entrar em relação. Mayra: Em tempos de crise climática, isso se torna especialmente importante. Quando a gente fala de comunicação de risco, sempre existe a preocupação de falar com as pessoas de uma forma que a informação não seja paralisante, mas que crie mobilizações. Mayra: Eu aposto que você, assim como eu, de vez em quando se sente bem impotente quando pensa na catástrofe ambiental em curso. A gente se sente pequeno diante do problema. Só que é necessário fazer alguma coisa diferente do que a gente tem feito ou veremos cada vez mais eventos naturais extremos que têm destruído tantas formas de vida. [encerra música] Susana: Acho que a gente tem pensado nesses encontros justamente como aquilo que pode tirar a gente da zona do conforto e pode gerar uma divulgação científica e cultural nesses encontros entre artes e ciências, que experimentem algo que não seja massificado, algo que escape às abordagens mais capitalizadas da comunicação e mais massificadas, e que possam gerar outras sensibilidades nas pessoas, possam engajá-las na criação de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é, que está por vir. Mayra: A única forma de fazer isso é efetivamente trazendo as pessoas para participar dos projetos, aliando conhecimentos locais e tradicionais com as pesquisas acadêmicas. Isso cria um senso de pertencimento que fortalece os resultados dessas pesquisas. Mayra: O projeto Escutadô, que o Lucas faz parte, também trabalha com essa perspectiva de engajamento. Lucas: A gente usa uma abordagem chamada ciência cidadã, onde a gente se conecta com o público, e os locais onde a gente vai fazer as amostragens são propriedades rurais de colaboradores ou de voluntários do projeto. Então, a gente tem toda essa troca de experiências, de informação com esse público que vive o dia a dia ali no semiárido, ali na Caatinga. Tudo isso enriquece muito a nossa visão sobre o projeto, inclusive as decisões que a gente pode ter em relação a como que essa tecnologia vai ser empregada ou como que ela deveria ser empregada. Mayra: Lembra que o projeto foi financiado a partir de um edital que considerava a bioeconomia? Então, pro Lucas, a pesquisa só se torna inovadora e significativa de verdade se tiver efeitos práticos pra população que ajudou a construir esse conhecimento. Lucas: Senão é só uma ideia bacana, né? Ela precisa se transformar em inovação. Então, a gente tem toda essa preocupação de criar essa ferramenta e de que essa ferramenta seja realmente interessante para mudar a forma com que a gente vai entender ou tomar as decisões de forma mais eficiente, né? E que isso se torne um recurso que seja possível, né? Para que as pessoas utilizem. Mayra: A ideia do projeto é que, a partir de um aplicativo com aquele algoritmo treinado, as pessoas consigam por exemplo avaliar as condições ambientais da região em que vivem. Ou que esses dados possam ser usados pra ajudar a identificar áreas prioritárias de conservação e com isso, contribua diretamente pra qualidade do cuidado com a Caatinga. [música] Mayra: As mudanças climáticas estão aí faz tempo, infelizmente. Mas seus efeitos têm se tornado mais perceptíveis a cada ano. É urgente pensarmos em outras formas de estarmos no mundo, diminuindo os impactos ambientais, antes que esse planeta se torne inabitável, porque, como a gente também tem falado aqui no Oxigênio, não é tão simples assim achar outro planeta pra morar. Susana: Então, acho que isso tem sido fundamental para a gente criar uma comunicação científica em tempos de mudanças climáticas, que não apenas fica na denúncia dos problemas, mas que apresenta possibilidades de invenção de outros modos de habitar essa terra ferida, essa terra em ruínas. [encerra música] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e produzi e editei esse episódio. A revisão é da Lívia Mendes. A trilha sonora tem inserções do Freesound e de captações do projeto Escutadô e do João Bovolon, que também leu o trecho do Livro das Sonoridades. Mayra: Esse episódio é parte de uma bolsa Mídia Ciência e também conta com o apoio da FAPESP. Mayra: O Oxigênio é coordenado pela Simone Pallone e tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Estamos nas suas plataformas de áudio preferidas e nas redes sociais como Oxigênio Podcast. Te espero no próximo episódio! [Vinheta encerramento]
A Taynara e a Tamires nasceram prematuras e por uma negligência médica, a Tamires acabou ficando cega. Elas foram criadas de forma igual, Taynara só percebeu que a irmã era diferente quando ficou mais velha. As duas nunca deixaram a deficiência atrapalhar as conquistas e enfrentaram tudo de cabeça erguida. Durante a vida, elas descobriram que todo suporte já estava ali, sua família, amigos e uma rede de apoio de pessoas que passam pela mesma situação. Tamires cursou pedagogia, mas se encontrou no esporte e hoje é atleta paralímpica de goalball pela Seleção Brasileira Juvenil. E Taynara se tornou enfermeira e atua para evitar falhas que podem marca uma vida inteira.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (25) acompanhe a segunda parte da aula sobre “Mulheres e Cultura Periférica" com com Ozinete Santana, militante cultural e política.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (24) acompanhe a segunda parte da aula sobre “Mulheres e Cultura Periférica" com com Ozinete Santana, militante cultural e política.
No TV Elas Por Elas Formação desta segunda-feira (23), você confere a aula com o tema "Mulheres Negras na luta por Justiça Social", com Pérola Sampaio, advogada e ativista.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Um grave acidente envolvendo uma van e uma carreta deixou cinco mortos e outras onze pessoas feridas em Planaltina, no Distrito Federal. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a van não tinha autorização para transportar passageiros. De acordo com a Polícia Civil, após perder o controle, a van atingiu a parte traseira da carreta, na BR-020. Devido à gravidade do acidente, foram enviadas ao local doze viaturas para prestar socorro às vítimas. Elas foram levadas para hospitais de Formosa (GO) e de Brasília. O motorista da carreta não teve ferimentos. Em depoimento à Polícia Civil, o motorista disse que dirigia há mais de doze horas. E ainda: Menina de 9 anos é resgatada após se afogar em cachoeira em Pirenópolis (GO).
As fundadoras da Pantys, marca pioneira em roupa íntima absorvente, contam como transformaram um problema real em uma nova categoria de produto no Brasil. Em entrevista para Mariana Amaro, em mais um episódio Do Zero ao Topo, Emilly Ewell e Maria Eduarda Camargo falaram sobre a pesquisa inicial, do primeiro estoque esgotado em semanas e como construíram a marca com capital próprio quando ninguém acreditava validando um mercado rodeado de tabu. Hoje, a Pantys produz, por mês, cerca de 80 mil peças e expande o portfólio para saúde, moda e bem-estar.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quinta-feira (12) acompanhe a segunda parte da aula sobre “Como a cultura organiza as mulheres periféricas" com Sandra Sena, historiadora.
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
No episódio de hoje, recebemos Daniel Antunes e AndréFroedo, que uniram experiência em posicionamento + saúde e já somam múltiplos 7 dígitos faturados no digital. Eles vieram até Balneário pra contar como transformaramconhecimento em um negócio que só cresce e por que o mercado está mudando rápido: as pessoas não querem mais produto genérico. Elas querem algo personalizado (e pagam mais por isso).Neste papo, eles abrem os bastidores da operação, falamsobre sociedade no digital e mostram como tomam decisões pra validar, escalar e manter performance no longo prazo.O que você vai aprender:● Como usar uma narrativa convincente para vender seus produtos● As estratégias que mais funcionam no mercado de emagrecimento hoje● Como validar e escalar ofertas com previsibilidade e consistência● Por que personalização virou um diferencial competitivo no mercado Dê o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insightque você tirou do episódio.Aprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify
Em março de 2025, pais de crianças com síndrome de Down ajuizaram uma ação no Supremo Tribunal Federal contra duas leis do estado do Paraná.Eles diziam que as leis estaduais criavam um ambiente segregado na educação das pessoas com deficiência, que isso batia de frente com o que está escrito na Constituição. E que iam na contramão do que estava sendo feito no restante do mundo em termos de educação de pessoas com deficiência.No alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down estava uma das entidades mais conhecidas e respeitadas quando se fala em pessoas com deficiência. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).A associação foi beneficiada pelas leis do Paraná, que davam a ela e a instituições semelhantes o mesmo status de escola, e facilitava a transferência de recursos federais. No embate entre segregação e inclusão gerado pela ADI 7796, as Apaes se posicionaram pela segregação. Elas inclusive atuaram em prol de um decreto do governo Bolsonaro que possibilitaria replicar, no restante do país, o modelo do Paraná.O episódio 153 de Escafandro mergulha fundo nesse embate jurídico e tenta entender que interesses estão por trás das leis paranaenses que vão contra o consenso mundial quando se fala em educação de pessoas com deficiência.Mergulhe mais fundoA nova velha Política Nacional de Educação Especial de 2020: distorcer para retrocederEpisódios relacionados#68: Lindinês e a década das cotas#94: O professor, a fanfarra e o pé de mangaEntrevistados do episódioMeire CavalcanteJornalista, pedagoga, mestra e doutora em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Caio SilvaAdvogado, professor, membro do comitê jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) e coordenador da diretoria da pessoa com deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.Liana Lopes BassiDoutora em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Presidente da Federação Paranaense das Associações de Síndrome de Down (FEPASD).Jarbas Feldner de BarrosProfessor e presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).Flávio ArnsSenador da República. Ex-secretário de educação do estado do Paraná.Cléo BohnPresidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).Ficha técnicaProdução, reportagem e edição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (11) acompanhe a segunda parte da aula sobre “As mulheres petistas no combate ao feminicídio" com Mazé Morais, secretária nacional de mulheres do PT.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (10) acompanhe a segunda parte da aula sobre "As mulheres negras do Brasil no processo eleitoral" com Sissa Carvalho, cientista social.
Ao contribuírem para a perda da biodiversidade do planeta, empresas mundo afora estão cavando a própria cova – e não fazem nada, ou muito pouco, para reverter os riscos que pesam sobre elas mesmas. Um relatório publicado nesta segunda-feira (9) apresenta as conclusões de três anos de pesquisas sobre uma relação que é, ao mesmo tempo, de dependência e de destruição. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O estudo da respeitada Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), conhecido como “o IPCC da biodiversidade”, alerta que todos os negócios dependem da natureza. Entretanto, as atividades econômicas resultaram na redução de 40% dos estoques do capital natural a partir de 1992, aponta o texto. “O crescimento da economia global ocorreu à custa de uma imensa perda de biodiversidade, que agora representa um risco sistêmico crítico e generalizado para a economia, a estabilidade financeira e o bem-estar humano”, afirma o documento, elaborado por especialistas de 75 países, incluindo consultas a comunidades indígenas e tradicionais. O texto adverte empresas, corporações e o setor financeiro que o modo sobre o qual estruturam as suas atividades – majoritariamente predatórias – impulsiona o declínio da natureza e “nem sempre é compatível com um futuro sustentável”. “O fundamental é que os especialistas detalharam a exposição das empresas à perda de biodiversidade, como elas podem medir o seu impacto e as suas dependências, e assim entender os riscos. É a primeira vez que atingimos esse nível de detalhamento, com esta quantidade de especialistas e com a presença de 150 governos”, resumiu Matt Jones, um dos três copresidentes do trabalho, apresentado na conclusão da 12ª sessão plenária do IPBES, em Manchester (Inglaterra). “Com uma clareza inédita, o relatório ajuda as empresas a entenderem o que elas precisam fazer agora.” Dependência direta ou indireta – mas todas dependem Essa dependência pode ser óbvia, como na agricultura ou na mineração, ou nem tão clara à primeira vista, como nas tecnologias digitais. “Pode ser de uma maneira muito direta, como no caso do agronegócio, que depende diretamente dos solos, de polinização, de água etc., mas também cadeias indiretas. Uma empresa que está desenvolvendo inteligência artificial depende de recursos que estão na nuvem e necessariamente precisa de uma série de componentes primários que vêm da natureza, depende de água para resfriar os seus servidores” explicou à RFI Rafael Loyola, coordenador de um dos capítulos do relatório e diretor da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável. “Quando as empresas começarem a entender que o risco de perda de biodiversidade e de degradação da natureza é um risco material, a mentalidade começa a mudar e as empresas vão começar a internalizar esses custos.” Conforme o estudo, em 2023, os fluxos globais de financiamento público e privado com impactos negativos diretos sobre a natureza chegaram a US$ 7,3 trilhões. Desse valor, um terço foram gastos públicos em subsídios que são prejudiciais ao meio ambiente. No caso do Brasil, Loyola ressalta que os incentivos à agricultura de baixo carbono representam uma minoria do pacote total de recursos disponibilizados para o setor. “A gente está falando em cortar subsídios que geram impacto ou pelo menos reorientá-los, para que não sejam, em sua maioria, atividades impactantes. Estamos falando eventualmente de taxas e benefícios fiscais para as atividades positivas”, exemplificou. “O governo tem um papel estruturante, que é importante para o mercado.” Desconhecimento afeta a proteção A mensuração dos danos é insuficiente, contribuindo para que os danos à natureza sejam minimizados tanto em termos políticas públicas, quanto na alocação de investimentos por bancos e o setor financeiro. Menos de 1% das empresas reporta seus impactos sobre a biodiversidade, nota o estudo. “Elas vão ter que avaliar isso na cadeia de valor que têm e comparar opções entre os seus fornecedores, por exemplo. E obviamente, em um nível mais alto das empresas, olhar para a sua estratégia e ver se ela gera valor porque está alinhada à natureza, e não porque está degradando a natureza. Assim eles poderão redirecionar os seus investimentos”, complementa o especialista brasileiro. Em 2023, apenas US$ 220 bilhões foram direcionados para atividades que contribuem para a conservação e restauração da biodiversidade – ou seja, 3% do valor mobilizado em atividades prejudiciais à natureza. Muitas dos negócios que apostam na conservação de espécies não têm conseguido gerar receitas suficientes para prosperarem, indica o texto. Recomendações O estudo traz uma lista de 100 recomendações para agentes públicos, privados e da sociedade civil promoverem uma “mudança transformadora”, ressaltando que um dos problemas é a falta de informação sobre as oportunidades que o caminho da preservação representa. Medidas como aumentar a eficiência, reduzir o desperdício e as emissões de CO2 beneficiam a biodiversidade. Um maior engajamento junto às comunidades locais, detentoras de conhecimentos tradicionais sobre a natureza, também está entre as recomendações. “Com uma relação respeitosa e apropriada com povos indígenas e comunidades locais, as empresas podem tomar decisões melhores. Existem muitos conhecimentos e dados existentes e as empresas não utilizam como poderiam”, apontou Matt Jones. Para Rafael Loyola, o Brasil é um modelo de como é possível adaptar planos de negócios para torná-los sustentáveis e positivos para a natureza, com as cadeias do açaí e da castanha, na Amazônia. Falta, entretanto, dar escala a essas iniciativas. “No centro do problema, existe a necessidade de mudança de mentalidade, de se entender que a natureza é um ativo para as empresas e a sociedade, e não um problema. Só que hoje temos um conjunto de condições que fazem com que seja mais lucrativo e mais fácil desenvolver um negócio que tem impacto sobre a natureza do que um que a restaure, a recupere”, disse Loyola. “Tem um papel central do Banco Central e dos bancos de desenvolvimento de, na hora de alocar o investimento, fazer uma diligência muito bem feita e fazer um monitoramento do que está sendo reportado, para que seja possível verificar que o que está sendo dito de fato acontece.”
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (9) acompanhe a aula sobre "As mulheres negras do Brasil no processo eleitoral" com Sissa Carvalho, cientista social.
CAROLINA DIECKMMANN é atriz e IAFA BRITZ é produtora e roteirista. Elas vão bater um papo sobre entretenimento, cinema e o filme (Des)Controle, que estreia em breve. Já o Vilela só perde o controle quando o tema é chocolate.
Hoje é sábado! Temos um resumo especial dos pontos mais importantes da semana em que foi discutido o tema “Quem sustenta o Brasil: mulheres, energia e luta trabalhista na Amazônia”.Contamos com as participações de:Darlene Testa, Assessora SindicalVitória Gomes, Secretária Estadual do PT AmazonasIêda Leal, Sindicalista e Pedagoga
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (6) acompanhe a aula sobre "A importância da mulher na pauta trabalhista" com Iêda Leal, sindicalista e pedagoga.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quinta-feira (5) acompanhe a aula sobre "Os Desafios da Juventude de Esquerda na Amazônia" com Vitória Gomes, secretária estadual de juventude do Amazonas.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (03) acompanhe uma aula sobre "As Mulheres no Setor Energético Brasileiro” com Darlene Testa, Assessora Sindical.
Mãe pode tudo?Até estar na linha de frente?Neste novo quadro da Onda, ouvimos mulheres que ocupam profissões historicamente masculinas e que também são mães.Elas são delegada, repórter no Brasil e em zonas de conflito, petroleira embarcada, caminhoneira.Aqui, falam sobre o desejo de ser mãe, o machismo, a volta ao trabalho após a maternidade e as transformações profundas que o encontro com o filho provoca.Que essas histórias nos inspirem a sonhar alto.E, sobretudo, a não ceder sobre o próprio desejo.Qual é o impacto da maternidade quando se trabalha na linha de frente?Denise é correspondente internacional e cobriu a guerra em Israel.Hoje aos 43 anos, ela está grávida do primeiro filho.Ela fala aqui da importância do trabalho na sua vida, da adrenalina das zonas de conflito e de como, agora distante da guerra, seu olhar se volta para uma nova aventura: a maternidade.
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Para saber mais, acesse o site terapiadoamor.tvDesconfia do namorado e quer acesso ao celular deleEm seguida, eles responderam a pergunta da aluna Geisy, de 23 anos. Ela contou que há um ano e três meses namora com um homem de 40 anos. Eles quase não brigam e ela afirma que o casal se dão bem. Mas há algo que a incomoda muito em relação à privacidade. O namorado não deixa ela mexer no celular dele, mas também não insiste.No entanto, Geisy já flagrou algumas mensagens e também percebeu que quando estão juntos, o namorado evita mexer no celular ou tenta esconder a tela. Ela nunca teve prova de nenhuma traição, mas queria que ele fosse honesto, pois desconfia, sim, que já foi traída.Geisy perguntou como pode ter acesso ao celular do namorado sem que ele fique ciente da desconfiança dela. Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso responderam a pergunta de uma "amiga", que entrou em contato pelo WhatsApp do 'Escola do Amor Responde'. O número de telefone você pode encontrar acessando o site: escoladoamorresponde.comMarido a bloqueou e está muito diferenteA "amiga" contou que o marido a bloqueou na rede social e não a deixa ter acesso ao WhatsApp dele. Ele diz que a ama, mas ela não confia nisso, pois ultimamente o marido tem se mostrado muito diferente e, às vezes, ela também nota uma indiferença nas atitudes dele. "Amiga" pediu ajuda porque não sabe mais o que fazer com este relacionamento.Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna."Os Desafios das Mulheres Fortes"Em seguida, Renato e Cristiane destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Portanto, os professores convidaram a todos para participar desta palestra especial. Um encontro para entender, alinhar e resolver os problemas interiores. Para saber mais, acesse o site terapiadoamor.tvBem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (28) acompanhe a segunda parte da aula sobre "Equidade de gênero e remuneração no Serviço Público” com Graça Rocha, sindicalista.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (27) acompanhe a aula sobre "Equidade de gênero e remuneração no Serviço Público” com Graça Rocha, sindicalista
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Portanto, os professores convidaram a todos para participar desta palestra especial. Um encontro para entender, alinhar e resolver os problemas interiores.Aluna está frustrada com o casamentoEm seguida, eles responderam a pergunta de uma aluna frustrada com o casamento.Ela contou que tem 22 anos e é casada com o seu primeiro namorado. Estão juntos há 7 anos, sendo 4 anos de casamento e com uma filha de 3 anos. A aluna disse que chegou a um ponto de muito cansaço emocional, depois de tantas tentativas, e relatou o motivo. O marido tem 26 anos. Ele chega do trabalho, come e depois só fica direto no celular, jogando até dormir. Não conversa e não demonstra interesse em falar sobre o casal ou o futuro da filha. Ele também mal dá atenção à filha. A vida íntima do casal praticamente não existe. Além disso, enfrentam problemas financeiros. Ele já chegou a sujar o nome dela no passado. Recentemente, a aluna descobriu um empréstimo feito em seu nome e sem o consentimento dela. Ele se irrita quando ela quer conversar. Diz que vai mudar, melhora por alguns dias e logo tudo volta a ser como antes.Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (26) acompanhe a aula sobre "As Políticas Públicas para Diversidade no Brasil” com Janaína Oliveira, secretária nacional LGBTQIAPN+ do Partido dos Trabalhadores.
Esse medo, muitas vezes, nasce do excesso de vozes que você escuta.Quando se ouve demais, surge a síndrome do medo de errar.A pessoa passa a se sentir incapaz, insegura e sempre despreparada para sair da teoria e ir para a prática.Mas a verdade é simples, ninguém nasce sabendo.Aprendemos fazendo, errando e acertando.Esse é o segredo das pessoas bem-sucedidas.Elas não esperam se sentir prontas, elas começam.Saber leva ao fazer, e fazer leva ao saber.Não tenha medo de errar.Tenha medo de ficar parado.Escreva nos comentários: EU VOU AGIR.