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Expresso - Expresso da Manhã
Quando o problema de elas não engravidarem está neles: o que se passa com os espermatozoides? 

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Aug 17, 2026 17:05


Os espermatozoides já não são o que eram. O esperma está em crise e há cada vez mais homens inférteis. As causas deles representam metade dos casos de casais que não conseguem ter filhos, mas o foco continua nas mulheres. Para saber o que se passa, conversamos com a jornalista Joana Ascensão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Ser mulher no Afeganistão é sobreviver e resistir “na sombra”

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 15, 2026 9:02


Foi há cinco anos, a 15 de Agosto de 2021, que os talibãs voltaram ao poder no Afeganistão. Os direitos das mulheres foram completamente suprimidos, mas há quem continue a resistir, como médicas e enfermeiras que trabalham na sombra, às escondidas, e que foram retratadas pela jornalista Mélanie Nunes no documentário “Afghanistan - Les soignantes de l'ombre". Neste programa, falámos com a repórter. Os talibãs e os seus apoiantes celebram, este sábado, o quinto aniversário do seu regresso ao poder no Afeganistão, onde a população, particularmente as mulheres, é sujeita a "restrições sufocantes", diz a própria ONU. A 15 de Agosto de 2021, os talibãs entraram em Cabul sem resistência, vinte anos depois de terem sido expulsos pelos norte-americanos. Milhares de afegãos tentaram desesperadamente fugir pelo aeroporto da capital, chegando mesmo a agarrar-se aos aviões durante a descolagem. A 30 de Agosto de 2021, o último soldado norte-americano deixou o Afeganistão, pondo fim à mais longa intervenção militar dos Estados Unidos, iniciada em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Hoje, quase 14 milhões de afegãos enfrentam fome aguda, segundo a ONU. O Afeganistão tornou-se também "uma prisão para a informação", denunciou a organização Repórteres Sem Fronteiras. Neste cenário, são as raparigas e as mulheres que sofrem as piores restrições. O Afeganistão é o único país do mundo que as proíbe formalmente de frequentar o ensino secundário ou superior, de acordo com a UNESCO e a UNICEF. Ainda antes da chegada dos talibãs, apenas 15% das mulheres tinham acesso ao ensino secundário e, em Março de 2022, o acesso à educação foi limitado a meninas com menos de 12 anos. Em Maio do mesmo ano, o véu integral tornou-se obrigatório nos espaços públicos e, em Novembro, as mulheres foram proibidas de frequentar parques, jardins públicos, ginásios e casas de banho públicas. Em Abril de 2023, as mulheres foram excluídas de organizações internacionais que operavam no Afeganistão, independentemente da sua nacionalidade. Seguiu-se, em Julho de 2023, o encerramento dos salões de beleza, os últimos refúgios sociais para mulheres. Em Agosto de 2024, uma lei "para a prevenção do vício e a promoção da virtude" proibiu as mulheres de cantar, recitar poesia e ler textos em público. Em Março de 2025, a ONU contabilizou 126 decretos dirigidos especificamente às mulheres e concluiu que existia um “apartheid de género” no Afeganistão. Perante este desaparecimento forçado da mulheres das instituições públicas, das escolas e dos locais de trabalho, ainda há quem resista e lute. A jornalista Mélanie Nunes foi à procura delas e deu-lhes voz no documentário "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre" ["Afeganistão: as cuidadoras da sombra"], realizado para o canal televisivo franco-alemão Arte e que pode também ser visto online. Mélanie Nunes já tinha estado no Afeganistão há oito anos e, em Maio, regressou a Cabul para falar com as mulheres que tinha conhecido em 2018. Entre elas, médicas, parteiras, enfermeiras e psicólogas que continuam a exercer apesar das proibições, restrições e medo. Eis a última geração de mulheres a trabalhar na saúde no Afeganistão. No futuro, quem vai cuidar das afegãs num país em que as mulheres só podem ser consultadas por mulheres? Oiça a conversa com Mélanie Nunes neste programa.   “Cada dia é uma resistência” para as profissionais de saúde no Afeganistão RFI: Como é que nos poderia apresentar o documentário? Mélanie Nunes, Jornalista e autora de "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre": “O tema é sobre mulheres que cuidam de outras mulheres no Afeganistão, em Cabul. Eu fui lá no mês de Maio para poder encontrar estas mulheres que trabalham com muita resistência para continuarem a cuidar das mulheres no Afeganistão - porque só as mulheres podem cuidar das mulheres no Afeganistão, é uma regra dos talibãs. Era muito importante, para mim, ver também este vínculo entre o mundo exterior, entre as mulheres e estas médicas.” Como é que são as condições destas mulheres? Elas ainda podem exercer medicina?  “Elas podem exercer, mas é muito complicado. Depende das províncias, porque há províncias onde não é possível fazer o seu trabalho. Em Cabul é possível, mas com muitas regras. Elas não podem ir e vir como elas querem, têm que tomar, por exemplo, um autocarro privado para ir ao hospital. Às vezes, há controlos dos talibãs e pode ser muito perigoso ir trabalhar. Cada dia é uma resistência, uma coragem para ir até aos hospitais.” Desde que os talibãs chegaram ao poder, há precisamente cinco anos, as raparigas deixaram de poder ir à escola, nomeadamente aquelas que estavam quase a acabar a medicina. De repente, elas não puderam acabar o curso? “Sim, é exactamente isso porque há várias mulheres que tentaram fazer o curso de medicina e, no fim, não foi possível acabar. Hoje em dia não é possível para as estudantes fazerem o curso de medicina. Elas não podem fazer o seu trabalho, ter o diploma. Então, hoje em dia elas não podem trabalhar e a única forma para elas continuarem é tentar ter cursos de maneira informal.” Informal ou clandestina? “É, clandestina, ou seja, outra médica faz o curso para as estudantes que não têm o diploma.” E se elas forem apanhadas, arriscam o quê? “Em vários sítios no Afeganistão há regras, mas há muitas coisas que passam por cima da regra. Os talibãs têm a obrigação de trabalhar e cuidar das mulheres para elas terem meninos, mas não deixam as mulheres irem à escola. É uma contradição, mas também há uma tolerância, mais ou menos, para as mulheres que tentam aprender assim de maneira muito informal. Mas elas não vão ter um diploma, no final. Elas são benévolas, na verdade.” Se as mulheres que estudam medicina ou que trabalham no sector da saúde, em geral, não podem continuar os estudos, quem é que vai tomar conta das mulheres grávidas?  Estamos a condenar as futuras gerações de afegãs e afegãos? “Sim, exactamente. É essa a questão. Não há possibilidades para elas, não sabemos quem vai cuidar dessas mulheres. É a contradição dos talibãs. Não há lá ninguém para cuidar dessas mulheres. Há muitas mulheres que, hoje em dia, morrem nos partos. Quando elas têm meninos e quando correm para a maternidade, se as mulheres desaparecem, não há lá ninguém para cuidar delas. Há quase 3.000 centros de saúde que fecharam. Estas mulheres não têm médicos, não têm outra opção.” E têm os bebés em casa? “Sim, exacto, e há mais riscos. As mulheres podem morrer e morrem.” E os bebés também... “Exacto, exacto. Há muitos riscos. O Afeganistão é um dos países onde as mulheres mais morrem quando têm bebés.” As mulheres que conheceu, com quem conviveu enquanto fez o documentário, como é que elas estão psicologicamente? “Há muita tristeza. Cada uma tem um problema psicológico porque elas estão numa espécie de prisão, elas não podem sair dali. Então, não há mais opção ou possibilidades para elas ficarem numa melhor saúde mental. Há outras mulheres que tentam ajudá-las, mas é muito complicado. Eu vi muitas mulheres que queriam só desaparecer. Foi muito triste ver isso e ver a brutalidade do regime.” Mesmo assim, elas tiveram a coragem de serem filmadas e de mostrarem o rosto. “Sim, porque, para elas, era muito importante que uma televisão francesa, da Europa, pudesse fazer esta reportagem para falar da condição das mulheres, para ter uma mensagem muito forte para o mundo inteiro, para dizer que as mulheres afegãs têm que estar nos meios de comunicação, na televisão, na rádio. Têm que ter voz porque no seu próprio país não há mais opção para elas, não há uma possibilidade de terem uma vida melhor. Então, a única coisa que elas podem fazer é falar. Falar para o mundo inteiro.” E arriscam-se a represálias pelo facto de estarem a falar sobre isso, não é? “Sim, claro. O risco é muito grande. Elas podem ficar em prisão durante muito tempo por falar porque é quase… não é proibido, mas pode ser. Então, foi muito importante, para mim, falar com elas das condições da reportagem, das entrevistas, para que elas soubessem o risco que havia.” A dada altura, no documentário alguém diz: “Somos como velas quase consumidas, só resta uma pequena chama, somos a parte da vela que ainda arde, mas quanto tempo ainda?” “Exacto. Acho que também é uma forma de resistência, elas sabem que isto não pode continuar muito mais tempo e as mulheres que trabalham hoje em dia podem ser a últimas. O futuro no Afeganistão é muito negro, não há mais opção para elas, não há mais luz.” Mesmo assim elas continuam a resistir. “Exacto e é muito importante falar das suas condições de vida, de trabalho, para que as pessoas no mundo inteiro saibam o que é que passa no Afeganistão. Também para que os políticos possam fazer alguma coisa por elas e elas tenham um país de acolhimento, como a França, por exemplo.”

Cultura
Maior exposição de grafite e arte urbana do mundo apresenta em Paris 50 anos de contracultura

Cultura

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 5:36


Nascido nos vagões do metrô nova-iorquino e durante décadas associado à ilegalidade, o grafite ocupa hoje museus, galerias e grandes exposições internacionais sem abandonar o debate sobre suas origens. Em cartaz até 23 de agosto na Grande Halle de La Villette, em Paris, Beyond the Streets reúne mais de cem artistas e cinco décadas de produção para mostrar como uma prática marginal transformou a arte contemporânea, influenciou a música, a moda, o design e a cultura visual em escala global.   Márcia Bechara, da RFI em Paris De um lado, vagões de metrô cobertos por assinaturas feitas às pressas durante a madrugada. De outro, instalações monumentais, obras preservadas em coleções e artistas expostos em instituições culturais de prestígio. Poucas formas de expressão percorreram um caminho tão improvável quanto o grafite. É justamente essa transformação que a exposição Beyond the Streets propõe investigar na Grande Halle de La Villette, onde mais de cem artistas ocupam 3.600 metros quadrados com obras, fotografias, documentos raros, esculturas e ambientes imersivos dedicados à história das culturas urbanas. Apresentada anteriormente em Los Angeles, Nova York, Londres e Xangai, a mostra chega pela primeira vez à capital francesa sob a curadoria de Roger Gastman, um dos principais historiadores do grafite nos Estados Unidos. A edição parisiense foi concebida como uma homenagem à relação singular da cidade com a arte urbana, sem perder de vista a ambição de traçar uma narrativa internacional desse movimento que atravessou fronteiras e influenciou diferentes campos da produção cultural. Para Gastman, Paris nunca foi apenas mais uma parada na circulação internacional da exposição.“Queríamos vir para Paris desde a primeira edição da mostra, em Los Angeles. É uma cidade central para a história da arte urbana e para a história da arte na Europa de forma geral.” Leia tambémStreet art conquista museus e galerias pelo mundo, mas ainda é alvo de "políticas de apagamento" O curador afirma que a presença da mostra na França faz parte de um projeto antigo. Segundo ele, apenas faltavam o local e as condições adequadas para concretizar a edição parisiense. “Paris não é uma reflexão posterior. Paris é uma cidade importante e continua sendo uma cidade importante. Estamos felizes em vir para cá e contar muitas histórias de Paris misturadas às histórias globais que Beyond the Streets se tornou conhecida por apresentar.” A exposição procura demonstrar que a história da intervenção urbana na França antecede em muito o surgimento do grafite contemporâneo associado aos metrôs de Nova York. Ao comentar a cena francesa, Gastman recorda o trabalho do fotógrafo Brassaï, que documentou inscrições anônimas encontradas nos muros de Paris entre as décadas de 1930 e 1940. As imagens realizadas pelo artista franco-húngaro deram origem, em 1956, a uma exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), frequentemente apontada como uma das primeiras iniciativas institucionais a olhar para o grafite como objeto de interesse artístico. “A cena francesa do grafite e da arte urbana é muito ativa, e sempre foi", afirma. Para ele, a própria paisagem subterrânea da cidade ajuda a compreender essa continuidade histórica. “As catacumbas têm uma história extremamente rica de inscrições nas paredes. São um marco da cidade e uma espécie de cápsula do tempo dos artistas em geral, não apenas do grafite e da arte urbana. Dos cartazes dos protestos ao grafite tradicional, tudo isso está aqui. Em Paris, não é preciso procurar muito. Essas histórias estão aqui e continuam aqui para ser celebradas", reflete. A edição da exposição apresentada em La Villette incorpora esse contexto local. Além de destacar artistas franceses contemporâneos, o percurso estabelece conexões entre a tradição urbana parisiense, a cultura hip-hop e os desdobramentos internacionais do grafite ao longo dos últimos 50 anos. Leia tambémArte urbana brasileira leva cores e raízes ao festival Latinograff em Toulouse Vandalismo? Apesar da crescente presença do grafite em museus e galerias, a discussão sobre a natureza dessa prática continua aberta. A tensão entre reconhecimento institucional e transgressão permanece no centro do debate. Gastman não procura suavizar essa contradição. Ao contrário de parte do discurso que busca separar o grafite de suas origens, o curador insiste que a dimensão ilegal constitui um elemento fundamental da cultura que a exposição aborda. “O grafite, em sua definição verdadeira, sempre será ilegal e sempre irritará algumas pessoas. O grafite, em sua essência, é vandalismo. E o que mostramos em Beyond the Streets certamente celebra o vandalismo.” A afirmação pode soar provocadora em uma grande instituição cultural, mas ajuda a entender a lógica da mostra. Em vez de reproduzir a experiência da rua dentro do museu, o projeto procura evidenciar os caminhos percorridos por artistas que partiram da ocupação ilegal do espaço urbano e desenvolveram trajetórias reconhecidas no circuito artístico. “A primeira palavra do título é ‘beyond'. Estamos mostrando como muitos desses artistas pegaram a energia e o aprendizado adquiridos nas ruas para se tornarem grandes artistas.” Segundo ele, a pergunta sobre a legitimidade do grafite continua sendo formulada, mas a própria evolução do movimento oferece uma resposta. “As pessoas ainda perguntam por que isso está em um museu. O tempo continua respondendo a essa pergunta. E o tempo está mostrando que isso funciona e que isso é real.” Mais do que uma exposição sobre grafite A ambição de Beyond the Streets é mais ampla do que a de apresentar obras em paredes. O percurso procura reconstruir um ecossistema cultural que engloba música, fotografia, design, moda, skate, ativismo político e cultura hip-hop. Entre os participantes estão pioneiros do grafite nova-iorquino, nomes decisivos para a documentação do movimento e artistas que posteriormente alcançaram projeção internacional. O conjunto reúne figuras como TAKI 183, FUTURA 2000, Lady Pink, Crash, Zephyr, Martha Cooper, Henry Chalfant, Keith Haring, JR, Invader, JonOne, Shepard Fairey, André Saraiva, Vhils e Damien Hirst. A mostra também incorpora personagens ligados a outros territórios da cultura urbana, caso dos Beastie Boys, Fab 5 Freddy, Maripol e Jean-Charles de Castelbajac, reforçando a ideia de que o grafite exerceu influência muito além dos muros das cidades. Ao destacar alguns dos núcleos da edição parisiense, Gastman menciona uma grande instalação dedicada aos Beastie Boys, construída a partir de letras manuscritas e instrumentos da banda, uma intervenção de grande formato assinada por Shepard Fairey, uma loja de discos integrada ao percurso, ambientes imersivos, um panorama da cultura hip-hop francesa e obras criadas especialmente para a etapa parisiense. “É uma exposição diferente de qualquer coisa que as pessoas já experimentaram.” Mas é a reação do público que mais chama a atenção do curador. “Uma das minhas coisas favoritas é o público que está vindo à exposição. É um público muito diverso. Muitas famílias, muitas gerações diferentes.” Segundo ele, a recepção demonstra que o grafite deixou de interessar apenas aos iniciados. “As pessoas não saem daqui me dizendo: obrigado, foi uma grande exposição de grafite. Elas dizem: obrigado, foi uma fantástica exposição sobre cultura”, sublinha Gastman.  Grafite, pichação e street art brasileira Questionado sobre a cena brasileira, Gastman aponta que o Brasil desenvolveu uma linguagem própria dentro da história global do grafite, distante de simples reproduções dos modelos surgidos nos Estados Unidos ou na Europa. “A história da streetart no Brasil é diferente de qualquer cidade ou país que eu já tenha explorado ou estudado. É um estilo completamente original”, diz o curador. A análise inclui tanto o universo da pixação quanto a produção muralista que ajudou a projetar internacionalmente artistas brasileiros nas últimas décadas. E embora reconheça a crescente notoriedade internacional dessa produção, o curador avalia que boa parte dessa história ainda carece de documentação adequada. “Ela ainda é muito nova, muito pouco documentada. É uma história extremamente rica e importante, que espero continuar vendo ser contada.” Fã de longa data d'Os Gêmeos, com quem colaborou em projetos anteriores, Gastman revela que a participação de artistas brasileiros chegou a ser considerada para a edição parisiense. A ideia acabou esbarrando em limitações práticas. Segundo ele, a montagem da mostra foi realizada em apenas três meses e meio, prazo considerado excepcionalmente curto para um projeto da dimensão de Beyond the Streets. E as dificuldades logísticas para o transporte internacional de obras influenciaram a decisão. “Analisamos incluir alguns artistas brasileiros, mas o cronograma não funcionou. E a questão do transporte tornava isso pouco realista.” Apesar disso, ele afirma que uma futura edição da mostra em território brasileiro não está descartada. “Nós conversamos sobre isso. Já estudamos essa possibilidade.” Por enquanto, a etapa parisiense oferece até o dia 23 de agosto um retrato abrangente de uma cultura que nasceu à margem das instituições e hoje ocupa uma posição central no imaginário visual contemporâneo, procurando mostrar como essa linguagem alterou a maneira de olhar para a cidade e, aos poucos, redefiniu o próprio conceito de arte pública.

De Repente Cringe
#104 De Repente Muito Perfeccionistas

De Repente Cringe

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 45:48


A Insider já virou presença garantida por aqui, e Luisa e Nanna têm suas peças favoritas para acompanhar a rotina com conforto e praticidade. Use o cupom CRINGE para garantir um desconto especial no site: https://creators.insiderstore.com.br/LUNo vídeo de hoje do De Repente Cringe, Luisa e Nanna conversam sobre perfeccionismo e sobre como a sensação de que precisamos fazer tudo certo parece ter se tornado cada vez mais presente. Afinal, quando ser bom deixou de ser suficiente?Elas discutem a diferença entre ambição e perfeccionismo, o medo de errar, a preocupação constante com a opinião dos outros e a pressão para ter sucesso em todas as áreas da vida. Trabalho, estudos, aparência, relacionamentos, dinheiro, casa, saúde emocional: parece que não basta mais ir bem em uma coisa, é preciso acertar em todas.De Repente Geek: A OdisseiaSegunda Temporada de ParadiseAgradecimento especial ao nosso produtor de vídeo João (@goncalves.joao_).Instagram: @derepentecringepodEscute também nas plataformas YouTube e Apple Podcasts.

Mondolivro
Mondolivro - Lya Luft e Nélida Piñon no Mondolivro Podcast

Mondolivro

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 15:43


No podcast especial de hoje, confira uma conversa de Afonso Borges com as escritoras Lya Luft e Nélida Piñon. Elas participaram de uma mesa da quarta edição do Fliaraxá, em 2015, que teve como tema “Imagina o Livro, Imagina a Cidade”. Ouça!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Growth Diaries
Como Vencer a Comparação nas Redes Sociais (A Resposta Está nos Seus Valores)

Growth Diaries

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 7:19


Hoje, quero falar sobre algo que tenho observado no marketing digital e nas redes sociais. Há uma tensão constante, uma sensação de comparação e uma corrida pela ostentação que está desgastando a todos. Mas a culpa não é da plataforma.Growth Diaries is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber.As redes sociais são apenas um espelhoA primeira premissa que precisamos aceitar é dura, mas libertadora: as redes sociais, sejam Instagram, TikTok ou quaisquer outras, não têm responsabilidade por nos sentirmos comparados ou por vermos um desfile de conquistas. Elas não são a causa, são o sintoma. As plataformas são apenas um “simulacro da vida real”, um reflexo digital das nossas próprias tendências humanas.O que vemos online — a necessidade de mostrar apenas as vitórias e esconder as dificuldades — é um comportamento que já existe fora das telas. A tecnologia apenas amplificou isso.A Biologia da ComparaçãoPor que é tão difícil para nós mostrarmos vulnerabilidade? A resposta está na nossa psicologia mais primitiva. Inconscientemente, nosso “cérebro reptiliano” associa fragilidade a perigo. Desde os tempos dos homens das cavernas, um membro frágil do grupo era um risco para a sobrevivência da tribo: incapaz de caçar, proteger ou garantir a segurança de todos.Carregamos essa aversão à vulnerabilidade até hoje. Por isso, as pessoas exibem apenas o que querem mostrar: conquistas, viagens, sucessos. Elas não mostram as derrotas, os momentos difíceis ou as fragilidades, pois, instintivamente, temem perder o respeito e o “valor” perante o grupo.O Antídoto: Seus Valores São Sua BússolaSe a comparação é um instinto, como podemos lidar com ela? A resposta está em olhar para dentro e entender o que realmente valorizamos. A vida não é igual para todo mundo, e o segredo está em reconhecer que construímos e valorizamos coisas diferentes.Nossos valores são o que nos diferencia como seres humanos. Quando temos clareza sobre o que é importante para nós — e não para o que a multidão aplaude —, a necessidade de comparação diminui. É nesse alinhamento com nossos próprios valores que encontramos a verdadeira sensação de felicidade e de estarmos vivos.Para quem se sente perdido, sem saber para onde o vento sopra, o primeiro passo é este: descubra o que você valoriza. Essa é a única métrica que importa.Obrigado pela leitura.Leituras SugeridasRobert Greene - 48 Leis do PoderRobert Greene - 33 Estratégias de GuerraRobert Greene - A Arte da SeduçãoOuça o último episódio publicado To hear more, visit victormignone.substack.com

Saúde
Cientista francês testa nanopartículas para melhorar ação da imunoterapia contra o câncer

Saúde

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 5:26


Como melhorar a eficácia da imunoterapia contra o câncer? Esse é o desafio do pesquisador francês Alexandre Detappe, diretor do Laboratório de Nanomedicina do Instituto Gustave Roussy, o maior centro de combate ao câncer da Europa, localizado em Villejuif, nos arredores de Paris. Em seu estudo, ele busca desenvolver nanopartículas capazes de ajudar o sistema imunológico a combater a doença. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris Após alguns anos nos Estados Unidos, onde passou por instituições como o Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, Alexandre Detappe desenvolveu um projeto com uma equipe do MIT (Massachusetts Institute of Technology) que utiliza nanopartículas para transportar medicamentos. A equipe incorporava anticorpos e proteínas à superfície dos materiais para que reconhecessem as células tumorais. Na França, o alvo das pesquisas do cientista passou a ser as células do sistema imunológico. Esta é a base do seu atual projeto, o Nano-BITE, que acaba de receber financiamento do ERC (Conselho Europeu de Pesquisa), principal agência da União Europeia de fomento à pesquisa científica de excelência. O cientista francês obteve uma bolsa de € 150 mil (cerca de R$ 884 mil) destinada a pesquisadores que buscam aplicações práticas para suas descobertas. O foco inicial dos estudos é a atividade celular de um subtipo de câncer de mama conhecido como HER-2 positivo. Este tipo de doença é caracterizado por uma quantidade excessiva da proteína HER2 e considerado mais agressivo. “A ideia é ativar o sistema imunológico adicionando certos anticorpos à superfície das nanopartículas. Nesse caso, elas funcionam como um meio de transporte, onde podemos colocar imunoterapias ou moléculas que vão estimular o sistema imunológico”, explica. Imunoterapia ainda é limitada A eficácia da imunoterapia ainda permanece limitada em muitos tumores sólidos. As duas principais dificuldades são atrair uma quantidade suficiente de células imunitárias para o local do tumor e fazer com que elas permaneçam ativas por longos períodos, o que exige uma carga maior de medicamentos e aumenta o risco de efeitos colaterais. Nesse contexto, as nanopartículas funcionam como uma espécie de cavalo de Troia mais sofisticado, levando as moléculas terapêuticas de forma mais eficaz e estratégica, eliminando esses dois obstáculos. “Fizemos nossas primeiras provas de conceito e validamos a hipótese de que, dependendo do tipo de nanopartícula utilizado, haverá uma determinada influência na resposta imune. A seleção foi feita após a análise de muitas nanopartículas, entre elas uma à base de PLGA, que é um pequeno polímero. Foi assim que surgiu o projeto Nano-BITE.” As nanopartículas medem entre 60 e 100 nanômetros e são formadas por gordura, colesterol e cadeias de polímeros sintéticos utilizados em diversos produtos, como xampus, por exemplo. Elas são cerca de 10 mil vezes menores que um fio de cabelo. A título de comparação, os anticorpos incorporados à sua superfície têm cerca de 10 nanômetros. “É como uma emulsão com gotículas finas, estabilizada por um polímero chamado PLGA. A ideia é criar esferas minúsculas, com esses anticorpos na superfície, adicionando o princípio ativo, ou seja, a molécula terapêutica que nos interessa”, explica Detappe. O PLGA, sigla para poliácido láctico-co-glicólico, é um polímero biodegradável e biocompatível utilizado em medicina e farmacologia. 'Ponte' entre células A grande questão agora, diz o cientista francês, é confirmar a possibilidade de inserir essa nanopartícula na interface entre a célula tumoral e a imunológica. Sua função seria criar uma ponte de reconhecimento entre as duas células, ativando ao mesmo tempo a resposta imunitária que combaterá o tumor. “O interesse deste projeto de prova de conceito no Gustave Roussy é o acesso a amostras de pacientes e a toda a estrutura clínica que o centro oferece para acelerar nossas pesquisas. A ideia é desenvolver nanopartículas de acordo com as necessidades de cada caso, dependendo do tumor ou da célula que será alvo do medicamento.” De acordo com o cientista, é possível fabricar rapidamente uma nanopartícula personalizada na plataforma criada pelo laboratório do instituto francês, tecnologia que poderá futuramente ser aplicada a outros tipos de câncer. Após a validação da prova de conceito, o objetivo de Alexandre é buscar novos financiamentos europeus para realizar testes clínicos e viabilizar o uso desse meio de transporte biológico inovador como aliada das imunoterapias contra tumores malignos, em um futuro possivelmente próximo, “A transição do meio acadêmico para o setor produtivo pode ser muito rápida. É apenas uma questão de captação de recursos e financiamento, como quase sempre ocorre. A ideia é que, ao longo dos próximos 18 meses, consigamos validar o máximo possível do ponto de vista acadêmico e pré-clínico”, observa. “O processo já existe. Depois, será necessário captar recursos e convencer um médico pesquisador a levar o projeto para os ensaios clínicos. O tempo dos ensaios clínicos em si não pode ser encurtado, porque envolve o recrutamento de pacientes. A fase 1 pode durar de um a dois anos, seguida pelas fases 2 e 3. Devemos prever entre sete e dez anos até uma eventual aprovação para uso no mercado. No entanto, o acesso ao primeiro paciente, se tudo correr bem, poderá ocorrer dentro de dois a três anos”, aposta.

20 Minutos com Breno Altman
Feminismo pode ser conservador? - Glenda Varotto - Programa 20 Minutos

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 135:16


Feminismo pode ser conservador? | Glenda Varotto | Programa 20 Minutos

Amorosidade Estrela da Manhã
O SACRIFÍCIO: ENTENDER QUE AS COISAS NÃO TÊM QUE SER COMO VOCÊ QUER. E QUE NÃO ADIANTA ESPERNEAR, NEM FALAR, NEM GRITAR. ELAS NÃO VÃO SER. A VIDA NÃO VAI SE DOBRAR. O QUE VOCÊ PODE, ENTÃO? CALAR E ...

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 1:23


FHOXCast
Momento R.U.M.O.: Ser diferente não basta: sua marca é lembrada pelo motivo certo?

FHOXCast

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 7:51


Como a familiaridade, as associações e o espaço mental influenciam a escolha de um fotógrafo.Todo fotógrafo escuta que precisa se diferenciar. A recomendação aparece em cursos, palestras e conteúdos de marketing: encontre um estilo próprio, crie uma identidade única, faça algo que ninguém mais faz.O problema é que uma marca pode ser diferente, tecnicamente competente e visualmente interessante, mas ainda assim não ocupar um espaço relevante na memória do cliente.Essa é uma das ideias presentes em The Power of Instinct, de Leslie Zane. A autora defende que as escolhas não acontecem apenas por comparação racional entre preço, qualidade e benefícios. Elas também são influenciadas por associações construídas ao longo do tempo.Para quem vive da fotografia, isso muda bastante a conversa sobre posicionamento.Leia aqui: https://www.enfbyleosaldanha.com/post/momento-r-u-m-o-ser-diferente-n%C3%A3o-basta-sua-marca-%C3%A9-lembrada-pelo-motivo-certoNova série em vídeo e áudio Momento Rumo. Patrocínio: Alboom.com.br e Fotto.com.br

Viaje na CBN - Edson Ruy
Mulheres viajam sozinhas cada vez mais; conheça o perfil do turismo!

Viaje na CBN - Edson Ruy

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 9:28


Nesta edição do “Viaje na CBN”, o comentarista Edson Ruy traz como destaque a notícia deque quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas, segundo dados do Ministério do Turismo. Elas estão em busca principalmente de momentos de lazer, desejo por independência e autoconhecimento. As informações foram divulgadas no "Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas", lançado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Unesco. A tendência de viagens solo é observada principalmente entre mulheres com mais de 35 anos. O cenário mostra que 34,6% das viajantes solo têm entre 35 e 44 anos; 22,1% têm entre 45 e 54 anos; 21,7% entre 25 e 34 anos; e 13,4% entre 55 e 64 anos.

MDA - Mundo dos Animes
MDA #250 - MDA NO ISEKAI (Especial RPG): O Castelo Infinito [PARTE 3]

MDA - Mundo dos Animes

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 183:43


Prepare seu navio pirata ou sua nuvem voadora, pois desta vez no ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Mundo dos Animes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ by Logitech, Raul⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, Bruno⁠, Vulpixs, Valente, Lucas e Carlos viajarão para outro mundo na terceira parte do nosso especial RPG, MDA NO ISEKAI: O Castelo Infinito.PARA MELHOR EXPERIÊNCIA OUÇA COM FONES DE OUVIDO!SEJA NOSSO APOIADOR E AJUDE O PODCAST A CONTINUAR EXISTINDO: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Catarse⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠APOIA.se⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoios: Logitech e AsmodeeTempo de duração: 184 minutosMestre: ⁠⁠Rodrigo Ansem⁠⁠Jogadores: ⁠Raul⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, ⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Bruno⁠⁠⁠, ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Vulpixs⁠, ⁠Carlos⁠, ⁠Lucas ⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Valente⁠Participação especial: ⁠⁠⁠Carolzita⁠⁠⁠ (⁠⁠⁠Papo Nerd com Elas⁠⁠⁠), ⁠Pedro Lobato⁠ (⁠Animes Overdrive⁠), ⁠Janaina Rosa⁠.Roteiro:  Rodrigo AnsemEdição: Vulpixs e Raul LimaTrilha Sonora: Bruno e VulpixsMande um e-mail para nossa Caixa Postal comentando sobre o episódio: podcast@mundodosanimes.comRedes Sociais:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Facebook⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Twitter⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Discord

Guilherme Gimenez
DEVOCIONAL DA MANHÃ DO DIA 05/08/2026 — QUANDO A QUEDA NÃO PRECISA SER O FIM

Guilherme Gimenez

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 3:12


DEVOCIONAL DA MANHÃ DO DIA 05/08/2026 — QUANDO A QUEDA NÃO PRECISA SER O FIMTexto bíblico base: Provérbios 24.16Uma queda pode machucar, mas acreditar que você nunca mais vai se levantar pode destruir. Muitas pessoas não sofrem apenas por terem caído, mas por terem aceitado a mentira de que a queda definiu toda a sua história. Elas olham para um fracasso, uma decisão errada, uma promessa quebrada ou uma fase de fraqueza e concluem que não há mais futuro espiritual para elas.Provérbios 24.16 afirma que o justo cai e se levanta de novo. Isso nos ensina algo essencial: a Bíblia não descreve o justo como alguém que nunca tropeça, nunca luta, nunca chora ou nunca falha. A diferença está em não transformar a queda em moradia. O justo não é sustentado por uma perfeição própria, mas pela graça de Deus que o chama ao arrependimento e o levanta para continuar caminhando.Há uma imagem falsa da vida espiritual que precisa ser abandonada. Pessoas de fé também enfrentam crises, quedas, dúvidas, cansaço e recomeços. O problema não é reconhecer a queda; o problema é se entregar a ela como se fosse o destino final. O fracasso pode fazer parte de um capítulo, mas não precisa ser o título da sua vida. Deus ainda pode escrever restauração onde você pensou que só haveria vergonha.Hoje, levante-se com humildade. Não com arrogância, como se nada tivesse acontecido. Não com desespero, como se tudo estivesse perdido. Levante-se com arrependimento, fé e dependência da graça de Deus. A queda não precisa ser o fim quando Deus ainda está chamando você para continuar.

#RhemaCast
Quando Iniciar o Processo de Alfabetizar

#RhemaCast

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 5:16


A atenção e a memória são funções neurocognitivas essenciais para o processo de aprendizagem. Elas permitem selecionar informações, manter o foco, consolidar conhecimentos e recuperar conteúdos sempre que necessário.Neste episódio, você vai compreender como essas habilidades funcionam, conhecer os diferentes tipos de memória e descobrir atividades que favorecem o desenvolvimento da atenção e do desempenho escolar.Um conteúdo indispensável para educadores e profissionais que desejam fortalecer as bases da aprendizagem por meio de estratégias fundamentadas na neuroeducação.

Tudo de Propósito
Trabalho com Propósito | #41 | Você quer um trabalho fácil?

Tudo de Propósito

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 25:04


Você teria coragem de chegar para alguém e falar que o seu trabalho é leve, fácil e divertido?Neste episódio, Kellen Rodrigues e Sabrina Nask conversam sobre por que a gente associa tanto o próprio valor ao quanto as coisas são difíceis, e como essa crença transforma o trabalho num lugar de sacrifício mesmo quando não precisa ser. Elas exploram o quanto a gente sabota a própria leveza com medo de não parecer suficientemente capaz, esforçado ou merecedor de reconhecimento.Descubra como mudar o significado que você dá ao trabalho pode ser o primeiro passo para sair do ciclo do sacrifício e entenda por que a sua vida ficar mais fácil não diminui a sua importância, pelo contrário.Dê o play e permita-se considerar que sim, o trabalho pode ser leve, e que você merece viver isso sem culpa. ✨Quer acompanhar mais de perto? Siga a gente no Instagram @‌vozdoser ❤️Conheça a nossa entrega: acesse http://www.vozdoser.com.br para descobrir nossos cursos, imersões, treinamentos e atendimentos

Rádio Senado Entrevista
Liga do Bem promove campanha de arrecadação durante o Agosto Lilás

Rádio Senado Entrevista

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 8:29


Agosto Lilás, campanha nacional para acabar com a violência contra a mulher, tem destaque para o aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. A Liga do Bem , uma rede solidária do Senado Federal, está envolvida na campanha Tudo para Elas . Conversamos a coordenadora da Liga do Bem, Patrícia Seixas, sobre essa iniciativa. Ela destaca quais doações são prioritárias, a importância do engajamento dos servidores do Senado em projetos sociais e explica como o cidadão pode colaborar nas campanhas da Liga do Bem.

Assunto Nosso
Quem tem raízes não teme o vento

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 3:12


A vida ensina algumas lições que a gente só entende com o tempo.Quando somos jovens, queremos ter razão. Com o passar dos anos, descobrimos que vale muito mais a pena ter paz.Nem toda palavra merece resposta. Nem toda crítica merece defesa. Há pessoas que vivem esperando a nossa reação. E, muitas vezes, a maior resposta é continuar fazendo o que é certo.O tempo é um juiz que não tem pressa, mas raramente erra. Ele revela quem apenas representava um papel e quem, de fato, tinha firmeza de caráter.Quem troca seus valores por uma vantagem pode até ganhar o dia. Mas perde um pouco de si.Gosto de fazer um paralelo com a natureza: quem tem raízes suporta ventos.Pense numa árvore. Ninguém vê as raízes. Elas ficam escondidas. Mesmo assim, são elas que a mantêm de pé quando o vento aperta.Com as pessoas acontece a mesma coisa. O que nos mantém de pé não é o que os outros enxergam. É aquilo que cultivamos dentro de nós.Tenha um bom dia. E que hoje você não precise provar nada a ninguém. Apenas faça o que é certo.

Arauto Repórter UNISC
Quem tem raízes não teme o vento

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 3:12


A vida ensina algumas lições que a gente só entende com o tempo.Quando somos jovens, queremos ter razão. Com o passar dos anos, descobrimos que vale muito mais a pena ter paz.Nem toda palavra merece resposta. Nem toda crítica merece defesa. Há pessoas que vivem esperando a nossa reação. E, muitas vezes, a maior resposta é continuar fazendo o que é certo.O tempo é um juiz que não tem pressa, mas raramente erra. Ele revela quem apenas representava um papel e quem, de fato, tinha firmeza de caráter.Quem troca seus valores por uma vantagem pode até ganhar o dia. Mas perde um pouco de si.Gosto de fazer um paralelo com a natureza: quem tem raízes suporta ventos.Pense numa árvore. Ninguém vê as raízes. Elas ficam escondidas. Mesmo assim, são elas que a mantêm de pé quando o vento aperta.Com as pessoas acontece a mesma coisa. O que nos mantém de pé não é o que os outros enxergam. É aquilo que cultivamos dentro de nós.Tenha um bom dia. E que hoje você não precise provar nada a ninguém. Apenas faça o que é certo.

Guilherme Gimenez
DEVOCIONAL DA MANHÃ DO DIA 03/08/2026 — AINDA DÁ PRA RECOMEÇAR

Guilherme Gimenez

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 4:25


DEVOCIONAL DA MANHÃ DO DIA 03/08/2026 — AINDA DÁ PRA RECOMEÇARTexto bíblico base: Miquéias 7.8A sua queda pode ter sido real, mas ela não precisa ser final. Essa é uma verdade necessária para quem começa o dia carregando culpa, vergonha ou a sensação de que sua história ficou presa ao pior momento. Há quedas que machucam o corpo, mas há quedas que parecem atingir a alma. Elas nos fazem pensar que não existe mais caminho, que Deus não vai mais nos ouvir, que a vida espiritual perdeu a força e que o futuro foi fechado por causa de uma decisão errada.Miquéias 7.8 nos apresenta uma declaração de fé em meio à escuridão. O texto não nega a queda. Também não ignora as trevas. Mas afirma que, mesmo depois de cair, ainda existe a possibilidade de levantar, porque o Senhor continua sendo luz. Isso é importante: a esperança bíblica não é construída sobre a negação da realidade, mas sobre a confiança no caráter de Deus. A queda pode ser séria, mas Deus é maior. A escuridão pode ser profunda, mas o Senhor ainda ilumina o caminho.Muitas vezes o inimigo tenta transformar tropeços em sentenças definitivas. Ele sussurra que acabou, que não há perdão, que não há restauração, que não vale a pena tentar de novo. Mas a graça de Deus nos chama para outro lugar. Recomeçar com Deus não é fingir que nada aconteceu. É reconhecer o erro, voltar-se ao Senhor e crer que Ele ainda pode levantar quem caiu. Com Deus, a queda pode ser real, mas nunca precisa ser final.Hoje, apresente ao Senhor o lugar da sua queda. Pare de conversar apenas com a culpa e comece a conversar com Deus. Diga a Ele onde você se perdeu, onde se feriu, onde falhou e onde precisa ser levantado. O mesmo Deus que ilumina as trevas também firma os passos de quem deseja voltar ao caminho.

Consultório do Rádio Livre
Fibras alimentares na manutenção da saúde

Consultório do Rádio Livre

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 45:53


Consultório do Rádio Livre: Nesta edição do programa, o apresentador Tony Araújo, junto de dois especialistas, fala sobre os benefícios das fibras alimentares para a saúde. Você sabia que ela pode atuar em várias partes do corpo e prevenir doenças? Na entrevista, a nutricionista e especialista em nutrição funcional e fitoterapia integrativa, Dra. Jaqueline Gusmão, destaca que as fibras (presentes no feijão, frutas e verduras, legumes) servem como uma espécie de adubo para o corpo. Elas ajudam a aumentar as bactérias benéficas no intestino, que deixam o jardim saudável. Já o médico gastroenterologista e PHD em medicina, Dr. Severino Santos, explica que as fibras ajudam a prevenir a diabetes tipo dois, pressão alta, colesterol alterado, doenças cardiovasculares, câncer de intestinos (além de outros cânceres), fora outros problemas no intestino.

CEI DE CABO FRIO
O precedente da FÉ

CEI DE CABO FRIO

Play Episode Listen Later Aug 2, 2026 43:22


Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Números, capítulo 27, versículos 1 ao 8, nos traz uma reflexão sobre a fé.Em Números 27 encontramos uma das histórias mais marcantes sobre fé, coragem e justiça. As filhas de Zelofeade — Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza — enfrentaram uma situação que parecia definitiva. Seu pai havia morrido no deserto sem deixar filhos homens e, pela tradição da época, a herança da família seria perdida. Mas elas decidiram não aceitar o silêncio como resposta. Em vez de desistirem, foram até Moisés, o sacerdote Eleazar, os líderes e toda a congregação para apresentar sua causa.Elas não estavam movidas por rebeldia, mas por fé. Creram que o Deus que havia prometido uma terra ao Seu povo também era um Deus de justiça e não permitiria que o nome de seu pai desaparecesse de Israel.A resposta de Deus foi surpreendente. O Senhor disse a Moisés:"As filhas de Zelofeade falam o que é justo." (Nm 27:7)Então Deus estabeleceu uma nova lei para Israel. A fé de cinco mulheres criou um precedente que beneficiaria muitas outras gerações.1. A fé não se conforma com a perda da promessaAs filhas de Zelofeade poderiam simplesmente aceitar que não receberiam herança. Porém, elas entenderam que a promessa de Deus era maior do que uma tradição humana.Muitas vezes, também enfrentamos situações em que parece que certas portas nunca se abrirão. A fé, porém, nos leva a buscar a vontade de Deus, mesmo quando ninguém antes percorreu aquele caminho.A verdadeira fé não aceita viver aquém daquilo que Deus prometeu.2. A fé tem coragem para se posicionarElas saíram do anonimato e se colocaram diante das maiores autoridades da nação.A fé não é apenas acreditar no coração; ela também nos impulsiona a agir.Há milagres que só acontecem quando damos um passo de coragem.Enquanto muitos esperam que as circunstâncias mudem, a fé nos leva a apresentar nossa causa diante do Senhor.3. A fé pode estabelecer novos precedentesDeus não apenas resolveu o problema delas; Deus mudou uma legislação inteira.Quando alguém anda em fé, sua vitória raramente beneficia apenas a si mesmo.Existem pessoas que serão alcançadas pela sua fidelidade.Seu testemunho poderá abrir portas para filhos, familiares, amigos e até pessoas que você nunca conhecerá.A sua obediência hoje pode se tornar o precedente da bênção de amanhã.4. Deus honra quem busca justiça segundo Sua vontadeÉ interessante notar que Deus não respondeu apenas por compaixão, mas declarou que elas estavam certas.Quando nossa causa está alinhada com os princípios de Deus, podemos nos aproximar dEle com confiança.A fé não exige privilégios; ela busca aquilo que está de acordo com a vontade do Senhor.Talvez exista alguma área da sua vida em que tudo pareça dizer "não". Talvez ninguém da sua família tenha vivido aquilo que Deus colocou em seu coração. Talvez a tradição, as circunstâncias ou até a história pareçam impedir o cumprimento da promessa.Mas Números 27 nos ensina que Deus continua escrevendo novos capítulos para aqueles que confiam nEle.Não permita que o passado determine os limites do seu futuro. A fé abre caminhos onde antes não existiam caminhos.Conclusão: O precedente da fé nasce quando alguém decide confiar em Deus acima das circunstâncias.As filhas de Zelofeade nos ensinam que:A fé não aceita perder a promessa.A fé se posiciona com coragem.A fé muda histórias.A fé abre caminho para outras pessoas.Talvez Deus queira usar sua perseverança para estabelecer um novo precedente em sua casa, em seu ministério e em sua geração. Aquilo que hoje parece impossível pode se tornar, pela ação de Deus, um testemunho de que vale a pena confiar nAquele que faz justiça aos que O buscam."As filhas de Zelofeade falam o que é justo." (Números 27:7)Que também se possa dizer da nossa vida: "Sua fé abriu um caminho que antes não existia."Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!

Peças Raras - 24 h em sintonia com você
#435 Ignácio de Loyola Brandão: do menino que vendia palavras ao nonagenário que não vive sem elas

Peças Raras - 24 h em sintonia com você

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 6:05


Aos 90 anos, Ignácio de Loyola Brandão ganha uma justa homenagem com a estreia do documentário Não Sei Viver sem Palavras, dirigido por seu filho, André Brandão. Para celebrar a trajetória de um dos maiores escritores brasileiros, o Podcast Peças Raras resgata um trecho de entrevista exclusiva concedida a Marcelo Abud, em dezembro de 2013.Nesta conversa, Loyola relembra uma história que virou livro, mas aconteceu de verdade. Ainda criança, incentivado por uma professora e fascinado pelos dicionários da biblioteca do pai, ele descobre o poder das palavras. Logo percebe que os colegas precisavam de ajuda para fazer as tarefas da escola e encontra uma solução inusitada: passa a "vender" significados das palavras em troca de picolés, balas e bolinhas de gude.Esse episódio curioso acaba inspirando O Menino que Vendia Palavras, obra premiada que conquistou o Jabuti e se tornou um dos livros infantis mais importantes de sua carreira.Entre lembranças divertidas e reflexões sobre o papel transformador da educação, Ignácio de Loyola Brandão revela como uma professora pode mudar um destino e como a paixão pelas palavras atravessa toda a sua vida, levando-o a conquistar alguns dos maiores prêmios da literatura brasileira.Uma homenagem ao escritor que nunca soube viver sem palavras e uma oportunidade de revisitar uma entrevista rara, repleta de histórias, memória e inspiração.

Presente Diário
Alegre apesar de...

Presente Diário

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 4:03


Devocional do dia 01/08/2026 com o tema: Alegre apesar de... Tiago, líder da igreja de Jerusalém, escreveu aos judeus dispersos pelo mundo que corriam risco de vida, perdendo seus bens, sua liberdade, seus amigos. Sua carta encorajou aqueles cristãos e vale também para nós. Mas será que o chamado para encarar a provação com alegria não seria um exagero? É importante lembrar que ser provado não é falta de fé ou imaturidade espiritual. Deus quer nos aprovar e esculpir em nós o caráter de Cristo e, para isso, recorre às mais diversas provas, das mais leves às mais pesadas. Elas não são produto do acaso, mas têm origem na soberana providência e permissão divina. Mesmo quando os ataques são malignos, Deus transforma essas situações em bênção (Rm 8.28). LEITURA BÍBLICA: Deuteronômio 8.2-3 Considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações (Tg 1.2).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Carlos Damasceno
#231 - Como Derrubar Muralhas

Carlos Damasceno

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 39:55


Existe uma promessa do outro lado da sua muralha.Todos nós enfrentamos obstáculos que parecem intransponíveis.Problemas que resistem ao tempo.Sonhos que parecem distantes.Situações que desafiam a nossa fé.Mas a história de Jericó nos revela uma verdade poderosa:As maiores conquistas da nossa vida não começam quando a muralha cai. Elas começam quando decidimos obedecer a Deus, mesmo quando Sua estratégia parece não fazer sentido.Nesta primeira mensagem da série Conquista, ministrada na Quinta Power, o Bp. Carlos Damascenomostra que Deus continua derrubando muralhas e conduzindo pessoas a viverem aquilo que parecia impossível.Porque antes de conquistar cidades, Deus conquista corações.E aquilo que parece resistência hoje pode se tornar o maior testemunho da sua história.Nesta mensagem você aprenderá:✅ Toda conquista começa com uma promessa, não com uma batalha.✅ A obediência sempre vem antes do milagre.✅ Quem permanece firme vê muralhas caindo.✅ Toda grande conquista revela a glória de Deus.Talvez você esteja caminhando há dias, meses ou até anos sem enxergar mudança.Mas a Palavra nos ensina que Deus trabalha nos processos.Continue caminhando. A muralha não permanecerá em pé para sempre.Assista até o final e permita que esta Palavra fortaleça a sua fé para continuar avançando.

Carlos Damasceno
#233 - A Vitória Prometida

Carlos Damasceno

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 44:10


Você já teve a sensação de que Deus se esqueceu da promessa que fez?Talvez o tempo tenha passado.As circunstâncias tenham mudado.E a esperança tenha começado a enfraquecer.Mas a Palavra nos mostra que as promessas de Deus não têm prazo de validade. Elas têm tempo de cumprimento.Nesta terceira mensagem da série Conquista, o Bp. Carlos Damasceno nos conduz à história de Calebe para revelar que Deus nunca chega atrasado. Enquanto esperamos pelo cumprimento da promessa, Ele está preparando o nosso coração para viver aquilo que prometeu.Baseada em Josué 14, esta mensagem nos lembra que promessas não morrem com o tempo. Elas amadurecem, assim como aqueles que irão recebê-las.Nesta palavra você aprenderá que:✅ Sua conquista será do tamanho daquilo que você decide lembrar.✅ A esperança precisa permanecer viva, mesmo durante a espera.✅ Grandes conquistas exigem disposição para continuar avançando.✅ A visão determina o tamanho do futuro que você será capaz de viver.✅ Todo grande desafio pode se tornar o cenário da sua maior vitória.Talvez você esteja esperando há anos por uma resposta.Mas Deus continua sendo fiel.O tempo não anulou aquilo que Ele prometeu.Pelo contrário.Ele está preparando você para viver uma conquista maior do que imaginava.Assista até o final e fortaleça sua fé para continuar caminhando até viver tudo aquilo que Deus declarou sobre a sua vida.

Papo Legal JT-MG
Boletim NJ #18 - Auto-organização de cuidadoras em grupo de WhatsApp leva Justiça a negar vínculo de emprego

Papo Legal JT-MG

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 0:41


Cuidadora não consegue vínculo de emprego após Justiça entender que grupo de WhatsApp organizava os plantões. Uma cuidadora de idosos de Contagem foi à Justiça pedindo o reconhecimento de um emprego, mas o caso teve outro resultado. Ela trabalhou por cerca de oito meses cuidando de um idoso, junto com outras profissionais, em sistema de revezamento. A cuidadora disse que era controlada pelos familiares do paciente e pediu direitos trabalhistas. Mas, na avaliação da 5ª Vara do Trabalho de Contagem, ficou comprovado que as próprias cuidadoras organizavam a rotina de trabalho. Elas usavam um grupo de WhatsApp para trocar plantões, chamar substitutas e combinar os pagamentos. O juiz Vinícius Mendes Campos de Carvalho entendeu que os familiares apenas acompanhavam os cuidados, mas não davam ordens nem controlavam a escala. Por isso, a Justiça entendeu que não havia relação de emprego e negou o pedido de vínculo empregatício.

Papo Preto
Tipo Jornal #2 | Trabalho, fé e despejo

Papo Preto

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 29:30


Enquanto o Congresso garante a própria folga, famílias da Favela do Moinho convivem com demolições, escuridão e medo.No Tipo Jornal #2, trabalho de mulheres negras, fé, futebol e direito à cidade revelam quem continua pagando a conta dos absurdos nacionais.Aymê Brito abre o episódio a partir da morte de Berenice Ramos de Aguiar para perguntar: quanto valem a vida e o trabalho de uma mulher negra no Brasil?No resumão da quinzena, passamos pela Copa do Mundo, pela bolha de calor em pleno inverno, pelo vazamento de vapores tóxicos em Manaus, pelo mascote milionário de São Paulo, pelo recesso do Congresso e por outras contradições de um país que sempre encontra tempo e dinheiro — só não para todo mundo.No Saia Rodada, Iyalorisa Omilade e Andressa Oliveira, do Comitê de Evangélicas da Marcha das Mulheres Negras, colocam diferentes experiências religiosas em diálogo. A conversa atravessa racismo religioso, liberdade de fé, responsabilidade histórica das igrejas cristãs e a disputa política pelo eleitorado religioso.No Vira Casaca, Mariane Barbosa mostra por que talvez o Brasil já seja o país do futebol feminino, embora ainda não trate suas jogadoras como se soubesse disso.Na Favela do Moinho, Pedro Borges acompanha o que restou do território e ouve Dona Maria de Fátima e Alexsandra Aparecida. Elas relatam falta de luz, demolições constantes, riscos provocados pelos escombros, insegurança e a luta por uma moradia digna no centro de São Paulo.Mateus Fernandes (@omateuso) também participa do episódio com uma reflexão sobre a pausa do Congresso e a habilidade dos parlamentares de garantir a própria folga enquanto quem trabalha seis dias para descansar um continua esperando.Fortaleça a Alma PretaAssine nossa newsletter:https://almapreta.com.br/newsletter/Apoie o jornalismo negro, independente e periférico:https://www.catarse.com.br/financie_alma_preta/subscribe/plansO Tipo Jornal é a revista quinzenal da Alma Preta que tenta organizar os absurdos do Brasil antes que apareçam mais três. A cada 15 dias, Aymê Brito mistura notícias, dados, investigação, cultura e esporte sob uma perspectiva negra e periférica, com análise crítica, humor e o deboche necessário.Site: http://almapreta.com.br/Instagram e Facebook: @almapretajornalismoX/Twitter: @alma_pretaFicha técnicaApresentação: Aymê BritoVira Casaca: Mariane BarbosaRoteiro: Lucas VelosoInvestigação e edição-chefe: Pedro BorgesDireção geral e direção de conteúdo: Carol MorenoGestão multimídia: Vinicius MartinsDireção de fotografia e edição: Patrick Silva e Guilherme FrancoMontagem e finalização: Glauber CruzDesign: Daniel PereiraGestão: Victor Oliveira e Amanda OliveiraCoordenação administrativa: Bianca Arcanjo, Carla Pacheco e Regina SilvaCuidado do espaço: Joanita XavierDiretoria: Elaine Silva, Pedro Borges, Solon Neto e Vinicius Martins

Para que o amor dê certo
HONRAR NÃO É SUPORTAR!

Para que o amor dê certo

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 14:40


Muitas pessoas confundem essas duas coisas.Elas acreditam que, Bert Hellinger dizia que ninguém deve ser excluído do sistema familiar, então precisam manter contato com qualquer familiar, independentemente do que essa relação produz.Essa conclusão não decorre necessariamente da obra de Hellinger; ela é uma interpretação distorcida que mistura pertencimento com acesso irrestrito. Vem comigo....

BetaCast
CHUVAS, TEMPESTADES... E JESUS | Culto

BetaCast

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 40:51


Você provavelmente viu nas últimas semanas, alguma notícia sobre eventos climáticos ou possíveis catástrofes que viriam nos próximos dias.Fenômenos como o El Niño, o risco de chuvas torrenciais, acendem novamente um sentimento coletivo de medo. Medo é um sentimento extremamente limitante quando não tratado da forma correta.Não temos como impedir as chuvas e tempestades na vida. Elas eventualmente virão. O que podemos fazer é trazer Jesus pra viver isso conosco. É sobre isso que iremos conversar!

Outra Visão
Especial de 6 Anos | Os convidados contam como foi participar do Podcast Outra Visão

Outra Visão

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 25:00


Todos os anos existe um episódio que eu sempre adoro produzir.Um episódio que já virou tradição aqui no canal e que, para mim, é um dos momentos mais especiais de todo o calendário do podcast.Julho é o mês em que o Outra Visão celebra mais um aniversário. E, neste ano, comemoramos seis anos de um projeto que nasceu em 2020 com a vontade de ouvir pessoas, registrar histórias, memórias e criar conversas que seguem ativas mesmo depois do encerramento de cada entrevista.Ao longo desse último ano passaram por aqui convidados das mais diferentes áreas. Conversamos sobre aviação, natação, viagens, turismo, empreendedorismo, comunicação, cultura, tecnologia e tantas outras histórias que nos fizeram aprender, refletir e enxergar o mundo sob novas perspectivas.Cada entrevista trouxe uma nova visão. E cada entrevistado deixou uma marca na história deste projeto.O mais interessante é que essas conversas não terminam quando a gravação acaba. Elas continuam nas mensagens que recebo, nos comentários de quem acompanha o podcast, nas pessoas que descobrem episódios antigos pelo YouTube, pelo Spotify ou pelo nosso site oficial. É assim que o canal Outra Visão vai crescendo: com uma boa história de cada vez.E este episódio é exatamente para ouvir as pessoas que aceitaram o meu convite para compartilhar suas histórias ao longo deste último ano.Nas últimas semanas entrei em contato com todos os entrevistados que participaram do programa entre julho de 2025 e julho de 2026 e fiz um pedido muito simples: que gravasse um depoimento contando como foi a experiência de participar do Outra Visão.É muito legal receber os depoimentos dos convidados. É emocionante.Recebi mensagens super legais e carinhosas, que me fizeram reviver momentos marcantes desta temporada.Esse retorno tem um valor enorme para mim. Mais do que celebrar os seis anos do podcast Outra Visão, esses depoimentos representam a confiança que cada entrevistado depositou no meu trabalho e mostram que uma boa conversa continua fazendo sentido, mesmo depois que a entrevista termina.Muito obrigado a todos os convidados que participaram desta temporada e também a você, que acompanha, compartilha, comenta e faz parte desta história.OUTRA VISÃOSe você está chegando agora, aproveito para fazer um convite. No canal do YouTube você encontra todas as entrevistas organizadas em playlists por temas, facilitando a busca pelos assuntos que mais despertam o seu interesse. No Spotify está disponível e é perfeito para acompanhar durante uma viagem, uma caminhada ou no dia a dia. E no site oficial do podcast está reunido todo o acervo desses seis anos de produção, com informações, texto, fotos, vídeos e detalhes de cada episódio.Se você acredita na importância de um jornalismo independente, baseado em boas conversas e na valorização das histórias das pessoas, também pode apoiar este trabalho por meio do Apoia-se. Veja o link Apoia-se - https://apoia.se/outra_visaoToda ajuda contribui para manter este projeto vivo e em constante evolução.FINALAgora chegou a hora de ouvir quem realmente faz o podcast Outra Visão acontecer, as verdadeiras estrelas deste programa, os convidados. Vamos assistir ao Especial de Aniversário de 6 anos do podcast Outra Visão? Divirta-se!

Meio Ambiente
Comissão Europeia quer dobrar eletrificação até 2040, mas flexibilização do mercado de carbono decepciona

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 6:33


Os choques de petróleo e gás gerados pelas guerras em curso deram a sacudida que faltava para a Europa mexer na sua matriz energética. A Comissão Europeia anunciou um plano para dobrar até 2040 a produção de eletricidade no bloco, estagnada em apenas 23% do consumo de energia final, ainda amplamente dominado pelas fontes fósseis. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O grande desafio será baixar e estabilizar o preço da eletricidade, três vezes mais taxada do que o gás, o que a torna mais cara. Para isso, serão necessárias novas fontes de financiamento para os investimentos nas infraestruturas dos sistemas energéticos europeus, historicamente focados no petróleo, no gás e no carvão. “Isso é realmente o cerne da coisa”, frisa Nicolas Berghmans, diretor do programa de Novas Políticas Industriais do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (Iddri), em Paris. “Quando olhamos para o resto do mundo, a China, a Coreia e o Japão já atingiram taxas de 30% e seguem aumentando rapidamente a dinâmica de apoio à eletricidade no seu mix. Isso mostra que é perfeitamente possível caminhar nessa direção e que é rentável, mas requer alguns ajustes.” Mudança vem pelo bolso Apesar de o bloco europeu ter metas ambiciosas de descarbonização, a maioria das economias ainda tem uma forte dependência das importações de combustíveis fósseis. O novo Plano de Ação para a Eletrificação é uma reação a essa vulnerabilidade. Desde o bloqueio de Ormuz, no Irã, a conta da energia subiu € 50 bilhões na União Europeia, com impacto para a estabilidade econômica dos Estados e seus cidadãos. Neste contexto, o estímulo à eletrificação se tornou uma prioridade para Bruxelas, principalmente para os setores altamente consumidores de energia, como transportes, construção civil e indústria. O objetivo é conseguir cortar em 70% o uso de gás no bloco – substituindo, por exemplo, caldeiras de aquecimento dos prédios ou fornos industriais por modelos elétricos. “Uma das soluções é eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis e transferir para eles parte da carga tributária que existe na eletricidade. Isso desestimularia o uso dos fósseis e garantiria que o impacto de curto prazo nas finanças públicas não seja tão severo, uma vez que se os preços da eletricidade caírem, a arrecadação hoje atrelada a ela também vai diminuir”, observa Berghmans. Ao comentar a incompatibilidade entre o regime fiscal em vigor para a energia com as metas ambientais da UE, o comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, comparou os subsídios às fontes fósseis a “dar açúcar para pacientes diabéticos”. Ele defendeu que os incentivos – que chegaram a 97 bilhões de euros em 2024 – precisam acabar “o mais rapidamente possível”. A Comissão Europeia aponta para a meta de 46% de eletricidade no bloco até o fim da próxima década, mas caberá aos Estados-membros decidirem, nos próximos meses, se aceitam o desafio. Países com maior dependência das fontes fósseis, como Polônia, República Tcheca e Itália, tendem a pressionar por metas mais baixas ou contrapartidas, nas discussões que se sucederão no Parlamento e no Conselho Europeu, ao longo dos dois próximos semestres. Flexibilização do mercado de carbono Antecipando esse cenário, no mesmo dia da apresentação do plano, a Comissão também propôs um relaxamento das regras do mercado de carbono europeu. Os prazos de gratuidade e cotas mais baratas de emissões para diversos setores industriais altamente poluentes serão prorrogados, de 2034 para 2038. Em outras palavras, as empresas terão mais tempo para se descarbonizar. Aurélie Brunstein, analista de indústrias pesadas na organização Réseau Action Climat, ficou decepcionada. Ela acha que a decisão poderá comprometer as metas europeias de 90% de redução das emissões até 2040. “Constatamos que a Comissão Europeia escolheu privilegiar a competitividade industrial em detrimento do clima – e num momento em que acabamos de passar por uma terceira onda de calor. Quando vemos a que ponto ela relaxa a incitação para as indústrias se descarbonizarem, nos questionamos como os Estados farão para atingir os objetivos que foram fixados pela própria União Europeia”, questiona. “O risco é que a pressão que foi colocada sobre as indústrias seja transferida para outros setores, como o transporte, a agricultura, a construção civil e os sistemas de aquecimento”, lamenta Brunstein. Entenda o projeto de mudança Outro aspecto que gerou críticas de organizações ambientalistas é que as companhias poderão adquirir créditos de carbono internacionais a partir de 2036, por meio do financiamento de projetos de descarbonização fora da União Europeia, e esses créditos poderão ser contabilizados na redução de suas emissões. Há mais de 20 anos, o bloco implementou um mercado de cotas de emissões (ETS, na sigla em inglês) para enfrentar a mudança climática. Na prática, as indústrias que mais consomem energia e as companhias de luz devem comprar "permissões para poluir", segundo o princípio de "quem polui, paga", para compensar suas emissões de CO2. O preço da tonelada varia atualmente em torno de € 80. O total de cotas disponíveis no mercado vem sendo reduzido ao longo do tempo para estimular que as indústrias emitam menos. Cotas gratuitas também foram implementadas como incentivo. Elas deveriam ser extintas em 2034, mas agora a Comissão propõe prolongá-las e reduzir o ritmo de eliminação de todas as cotas disponíveis no mercado. “O preço do CO2 precisa ser baixo o suficiente para que as empresas europeias sejam minimamente competitivas e capazes de manter a produção. Mas, ao mesmo tempo, deve ser alto o bastante para impulsionar a descarbonização e permitir que os planos de investimento considerem um preço mínimo por tonelada de CO2 para fecharem o financiamento e a rentabilidade que esperam ter”, salienta Nicolas Leclerc, cofundador do Omnegy, consultoria especializada em descarbonização. Ele avalia que, num contexto em que a indústria europeia se encontra esmagada pela concorrência asiática e por regras ambientais rigorosas, a flexibilização representa um alívio. “Chegou-se a um compromisso, e que vai na direção certa, afinal, não queremos que as empresas europeias fechem e os produtos passem a ser fabricados no exterior, em condições ambientais piores”, ressalta, frisando que as receitas geradas pelo mercado de carbono poderão financiar projetos de descarbonização.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

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Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | RENOVE AS SUAS FORÇAS

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 2:53


LEITURA BÍBLICA DO DIA: ISAÍAS 40:27-31 PLANO DE LEITURA ANUAL: SALMOS 20–22; ATOS 21:1-17  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Um par de águias construiu um ninho gigante em uma árvore a alguns quilômetros de minha casa. Em pouco tempo, as enormes aves tiveram seus filhotes. Elas cuidaram juntas dos filhotes até que uma foi tragicamente atropelada e morta por um carro. Durante vários dias, a águia sobrevivente voou para cima e para baixo sobre um rio próximo, como se estivesse procurando o seu par. Finalmente, a águia retornou ao ninho e assumiu total responsabilidade de criar a prole. Em qualquer situação, a parentalidade individual pode ser desafiadora. A alegria que uma criança traz, combinada com a possível pressão financeira e emocional, pode gerar ampla gama de experiências. Mas há esperança para quem desempenha este papel importante e aos que tentam gerir uma situação difícil. Deus está conosco quando nos sentimos exaustos e desanimados. Por Ele ser onipotente, todo-poderoso e não mudar, Sua força nunca se extinguirá. Podemos confiar no que a Bíblia diz: “os que confiam no Senhor renovam suas forças” (ISAÍAS 40:31). Enfrentar os nossos próprios limites não determinará o que nos acontecerá porque podemos depender de Deus para nos revigorar de modo sobrenatural. Esperar nele nos permite caminhar sem desfalecer, e voar “alto, como águias” (v.31).  Por: JENNIFER BENSON SCHULDT 

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 17 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 6:03


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Os Pingos nos Is
Governo Lula adia reação a Trump / Investigação de Lulinha é travada

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 119:24


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (17):Em uma análise contundente, André Marsiglia revelou os bastidores do embate silencioso entre o STF e o governo de Donald Trump. Ao comentar a nota do ministro Edson Fachin sobre as supostas "ordens secretas" da corte, Marsiglia trouxe um testemunho real: como primeiro advogado a atuar no inquérito das fake news, ele denunciou que até hoje não teve acesso a boa parte dos documentos. A escalada da tensão entre Washington e Brasília ganhou novos capítulos com a reação do presidente do STF, Edson Fachin, ao governo americano. O escritório do representante comercial dos Estados Unidos (USTR) apontou que o Brasil emitiu "ordens secretas" para que plataformas digitais americanas retirassem conteúdos do ar, fator político apontado como estopim por trás do recente tarifaço econômico imposto contra o país. O governo Lula recuou da ideia de retaliar imediatamente os Estados Unidos após a imposição do "tarifaço" comercial. Embora o presidente Lula tenha falado em "guerra de narrativas" com Donald Trump, o Ministério da Fazenda confirmou que a aplicação da lei de reciprocidade foi adiada para evitar uma inflação generalizada e demissões em setores que dependem de insumos americanos, como o de máquinas e calçados. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, descartou publicamente qualquer medida de retaliação imediata contra os Estados Unidos após a imposição do tarifaço de 25%. Em uma clara mudança de tom do governo, a equipe econômica afirmou que a palavra "retaliação" está fora do escopo e que qualquer princípio de reciprocidade será avaliado com cautela para proteger a economia interna, evidenciando o recuo de Brasília na disputa contra Donald Trump. Durante transmissão ao vivo ao lado de Daniela Marques, o senador Flávio Bolsonaro apresentou o plano "Brasil por Elas", focado em propostas voltadas para o eleitorado feminino. O pacote inclui promessas de internet e aparelhos celulares sem custo, inteligência artificial e vouchers para creches. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, fez um forte alerta sobre o cenário político nacional. Segundo ela, a oposição está unida com o propósito claro de vencer a esquerda no próximo pleito, afirmando que, caso o atual projeto político continue, o país sofrerá um "atraso gigantesco". A Polícia Federal indiciou 48 pessoas no primeiro inquérito sobre os desvios no INSS, motivando a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a pressionar pelo arquivamento do caso contra ele. No entanto, a PF informou ao ministro do STF, André Mendonça, que o filho do presidente está no "final da fila" das apurações e que o cruzamento de dados sobre sua suposta sociedade oculta com o empresário Antônio Camino Antunes só deve acontecer no ano que vem — coincidentemente, após o término das eleições. O ministro Dias Toffoli é considerado hoje por seus colegas como um magistrado isolado na engrenagem do STF, reflexo do impacto das investigações envolvendo o banco Master. Diante desse distanciamento, o governo Lula enxerga uma brecha para tentar uma reaproximação estratégica, de olho no papel que o ministro desempenha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de apontar que houve descumprimento de restrições após a divulgação de uma carta política enviada ao senador Flávio Bolsonaro, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou ao ministro Alexandre de Moraes que o episódio não justifica o retorno ao regime fechado. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

De Repente Cringe
#102 De Repente Cansadas de Consumir

De Repente Cringe

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 46:53


Assim como a Luisa e a Nanna, aposte no conforto da Insider. Use o cupom CRINGE para garantir um desconto especial, que ainda pode ser acumulado com outras ofertas do site: https://creators.insiderstore.com.br/LUNo vídeo de hoje do De Repente Cringe, Luisa e Nanna conversam sobre um sentimento que parece cada vez mais comum: o cansaço de comprar. Com tantas opções, anúncios e comparações a um clique de distância, será que consumir ficou mais fácil ou muito mais complicado? Elas também refletem sobre como a geração Z está mudando a forma de consumir e por que experiências, viagens e produtos digitais têm ganhado espaço em vez do acúmulo de bens.Agradecimento especial ao nosso produtor de vídeo João (@goncalves.joao_).Instagram: @derepentecringepodEscute também nas plataformas YouTube e Apple Podcasts.

The Agora
Party time: Greek politics in flux ahead of next elections

The Agora

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 49:04


Greece's political landscape is shifting at remarkable speed. Alexis Tsipras's new party, ELAS, has upended the opposition, destabilised SYRIZA, rattled PASOK, and pushed New Democracy into full campaign mode. With voters frustrated, trust low, and new actors entering the scene, the run‑up to the next elections is proving unusually volatile.In this episode, Nick Malkoutzis is joined by MacroPolis co‑founder Yiannis Mouzakis and features editor Georgia Nakou to unpack the major developments:– New Democracy's stability‑focused messaging and internal anxieties– ELAS's rapid rise and organisational build‑out– SYRIZA's existential crisis– PASOK's strategic confusion– The rise - and subsequent slide - of Maria Karystianou's ElpidaAs Greece heads toward elections, which are expected later this year or next spring, the political system is entering a new phase of flux. Yiannis and Georgia help us make sense of what's driving this moment and what we should expect next. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Geekonomics
BET's: muito além do dinheiro!

Geekonomics

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 53:29


Os economistas acham que as pessoas apostam para ficar ricas. Que bobagem. Se elas quisessem apenas dinheiro, guardariam. Elas apostam pelo entretenimento do... e se?Nesse episódio, aprofundo e me arrisco a avaliar o fenômeno das Bet's por uma outra ótica que não apenas aquela atrelada ao ganho financeiro. Para mim, é bem mais complexa a questão, sendo muito mais sobre tédio, adrenalina, vaidade e ilusão de competências do que sobre ficar rico apostando ou jogando no tigrinho.#economia #bet #economiacomportamental

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | NOSSA ARMADURA EM CRISTO

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 3:13


Leitura Bíblica Do Dia: 2 CORÍNTIOS 10:3-6 Plano De Leitura Anual: JÓ 32–33; ATOS 14 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Certo jovem compartilhou sua história de abuso e vício. Embora já fosse cristão, ele era atormentado por um problema maior do que si mesmo por ter sido exposto à pornografia e abuso sexual quando criança. Desesperado, buscou por ajuda. Por crermos em Cristo, travamos uma guerra contra as forças invisíveis do mal (2 CORÍNTIOS 10:3-6). Mas recebemos armas para travar as nossas batalhas espirituais. Elas não são as armas do mundo, entretanto. Pelo contrário, recebemos “armas poderosas de Deus […] para derrubar as fortalezas” (v.4). O que isso significa? “Fortalezas” são lugares bem construídos e seguros. Nossas armas dadas por Deus incluem “armas da justiça, com a mão direita para atacar e com a mão esquerda para defender” (6:7). A carta aos Efésios amplia a lista de coisas que ajudam a nos proteger: a Bíblia, a fé, a salvação, a oração e o apoio de outros cristãos (6:13-18). Quando somos confrontados com forças maiores e mais fortes do que nós, apropriarmo-nos dessas armas pode fazer a diferença entre resistir ou tropeçar. Deus também usa conselheiros e outros profissionais para ajudar aqueles que lutam com forças grandes demais para enfrentarmos sozinhos. A boa notícia é que em Jesus, e por meio dele, não precisamos nos render frente às dificuldades. Temos a arma dura de Deus!  Por: ARTHUR JACKSON 

Estadão Notícias
Carlos Andreazza: ‘Michelle puxa fila e aposta na derrota de Flávio Bolsonaro' | Estadão Analisa

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 70:40


No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 01, Carlos Andreazza fala sobre a crise no clã Bolsonaro entre o filho 01 do ex-presidente e a ex-primeira-dama. Duas ex-ministras do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF), além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, vão esvaziar o encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com mulheres nesta quarta-feira, 1, em Brasília. Elas não devem comparecer ao evento, e nos bastidores manifestaram incômodo com o silêncio do presidenciável do PL em relação aos ataques machistas feitos por seu conselheiro político, Paulo Figueiredo. O blogueiro disse na terça-feira, 29, que “mulheres votam mal para caralho”. O ex-presidente Jair Bolsonaro definiu sua esposa como “Incontrolável”, a aliados, em mais de uma ocasião. Muito antes do vídeo em que a ex-primeira-dama acusou o senador Flávio Bolsonaro, seu enteado, de humilhá-la ao telefone, o ex-presidente já havia afirmado a dirigentes do PL que ela jamais poderia ser candidata à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ainda anunciou que vai deixar a presidência do PL Mulher, setorial do partido voltado para o público feminino. Ela diz que vai se dedicar aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e vem na esteira da crise provocada entre ela e o enteado Flávio Bolsonaro. A senadora Damares Alves tenta apaziguar os ânimos no núcleo de poder bolsonarista. Foi a primeira a saber, por exemplo, que a ex-primeira-dama deixaria o comando do PL Mulher, mas, ao lado da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, conseguiu convencê-la a não se desfiliar do partido. Mesmo assim, ela ainda ameaça não concorrer ao Senado. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.

Brasil Paralelo | Podcast
COMO A ORDEM DA CASA MUDA SUA VIDA | Conversa Paralela com Andrea e Esther Biselli

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 113:12


Neste episódio do Conversa Paralela, Lara Brenner e Arthur Morisson recebem Andreia Biselli e Ester Biselli (sogra e nora) para um bate-papo profundo sobre a gestão do lar, a formação dos filhos e o fortalecimento do casamento. Muito além de dicas de organização e limpeza, a conversa aborda como a ordem material reflete e sustenta a ordem interior. Descubra a diferença entre ser "dona de casa" e "dona da casa", como gerir o seu lar com maestria, delegar tarefas com eficiência e manter a harmonia conjugal em meio ao caos do dia a dia. Elas também compartilham estratégias sobre como lidar com a influência das telas e do mundo externo na educação das crianças e explicam na prática o verdadeiro significado da frase "reinar é servir".

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | HOMEM HUMILDE

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 4:18


Leitura Bíblica Do Dia: EFÉSIOS 1:15-23 Plano De Leitura Anual: JÓ 3–4; ATOS 7:44-60  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Eles não achavam que Jorge, um agricultor, seria grande coisa. No entanto, apesar da sua visão fraca e outras limitações físicas, ele dedicava-se a orar pelas pessoas de sua aldeia, nas muitas noites em que a sua dor o mantinha acordado. Em sua caminhada de oração, ia de casa em casa, nomeando pessoas individualmente, até mesmo as que não conhecia. Elas gostavam de seu modo gentil e buscavam sua sabedoria e conselhos. Se Jorge não pudesse ajudá-los na prática, eles ainda se sentiam abençoados ao partirem, pois tinham sido alvos do seu amor. Quando Jorge faleceu, seu funeral foi o maior de todos na comunidade, apesar de ele não ter família na região. Suas orações produziram frutos além do que ele poderia imaginar. Esse homem humilde seguiu o exemplo de Paulo, que amava aqueles a quem servia e orava por eles enquanto estava confinado. Provavelmente, ele estava preso em Roma quando escreveu aos que estavam em Éfeso, rogando que Deus lhes concedesse “sabedoria espiritual e entendimento” e que o coração deles fosse “iluminado” (EFÉSIOS 1:17-18). Sua expectativa era de que conhecessem Jesus e vivessem com amor e união pelo poder do Espírito. Jorge e o apóstolo Paulo dedicaram-se a Deus, levando a Deus em oração aqueles que amavam e a quem serviam. Que possa mos considerar o exemplos deles na maneira como amamos e servimos aos outros hoje.   Por: AMY BOUCHER PYE

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 20 de Junho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 2:44


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

PODDELAS
TATA ESTANIECKI E DANI CHOMA - PODDELAS PODCAST #557

PODDELAS

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 30:13


Neste episódio especial do PodDelas, Tata e Dani Choma apresentam o podcast a bordo do Disney Wish, um dos navios da Disney Cruise Line, em um mundo onde os sonhos e os desejos se tornam realidade e essa experiência vai muito além de um cruzeiro.Nessa conversa, elas compartilham tudo o que viveram a bordo: encontros com personagens, espetáculos estilo Broadway, restaurantes temáticos, momentos de relaxamento, aventuras em alto-mar e experiências que transformaram essa viagem em lembranças inesquecíveis. Elas descobriram que cada viagem com a Disney Cruise Line combina a magia das histórias Disney com diversão em família, escapadas imaginativas e o serviço Disney incomparável. É uma experiência pensada para todas as idades, onde cada dia traz novas surpresas, emoções e recordações para contar. Porque no final das contas, viajar não é apenas conhecer lugares, é colecionar memórias que ficam para sempre.Aqui, a magia encontra o mar! Quer saber mais sobre a Disney Cruise Line? Acesse www.DisneyCruiseLine.com e comece a planejar suas férias mágicas.

Marta Maria
1 Samuel 17–18; 24–26; 2 Samuel 5–7 | Estudo Vem e Segue-Me, Velho Testamento, 2026

Marta Maria

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 63:55


Com Sérgio Carboni Conteúdo citado no episódio:"A fé necessária à vida e salvação se acha centralizada em Cristo. Não existe salvação apenas no princípio geral da fé por si só, nessa força que impele à ação, e que faz com que o fazendeiro plante a sua semente com a invisível esperança de que ela produzirá frutos. Mas há fé para a salvação, quando Cristo é o ponto focal em que a invisível esperança se acha centralizada. Conseqüentemente, o Profeta explicou que "três coisas são necessárias para que qualquer ser racional e inteligente possa exercer fé em Deus para a vida e salvação". Elas consistem em: 1. "A idéia de que Ele realmente existe"; 2. "Uma noção correta de Seu caráter, perfeições e atributos "; e 3. "O real conhecimento de que o curso de vida que se está seguindo está de acordo com a vontade de Deus." "(Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine, p. 262.)Discurso do Élder Bednar "E para Eles, não há tropeço." https://www.churchofjesuschrist.org/study/general-conference/2006/10/and-nothing-shall-offend-them?lang=porEstudo do Velho Testamento com o apoio do manual Vem, e Segue-Me (um recurso preparado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).Nossos episódios trazem reflexões e insights sobre alguns dos tópicos designados para a semana, buscando tornar seu estudo mais claro, edificante e conectado às escrituras. Junte-se a nós nesta jornada de aprendizado e inspiração enquanto exploramos o significado das revelações para os nossos dias.Seja você um membro novo, experiente ou alguém curioso sobre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, este é um espaço para aprender, compartilhar e crescer espiritualmente.Acompanhe-nos nesta jornada de aprendizado e fortalecimento da fé, enquanto buscamos viver mais plenamente os ensinamentos de Cristo!

Café Brasil Podcast
Café Com Leite Especial - A copa do Mundo

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 17:36


Por que a Copa do Mundo faz tanta gente rir, chorar, torcer e sonhar? Neste episódio do Café Com Leite, Bárbara e Babica embarcam numa viagem pela história do maior campeonato de futebol do planeta. Elas descobrem quem foi Jules Rimet, por que o Brasil é tão importante para a Copa, como o futebol já ajudou a aproximar pessoas até em tempos de guerra e por que milhões de pessoas se emocionam quando a bola começa a rolar. Uma conversa divertida sobre esporte, amizade, união e pertencimento.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Pânico
Bruna Pinheiro e Jéssica de Paula | As amigas do Vini Jr.

Pânico

Play Episode Listen Later May 25, 2026 125:13


O tribunal da internet pegou fogo e as piracicabanas mais comentadas do Brasil vieram ao Pânico contar a real! Recebemos nesta segunda-feira (25) a empresária e sedutora do João Kléber, Bruna Pinheiro (a Miss Catar), e a modelo fotográfica e influencer, Jéssica de Paula, apontadas como pivôs da separação de Vini Jr e Virginia. Elas abriram o jogo sobre a noite em Madri e provaram que a internet criou uma fanfic que nunca existiu. Assista agora ou vai ter que passar no Teste de Fidelidade com o elenco do programa!

Bom dia, Obvious
A menina que aprendeu a não incomodar, com Luisa Steiger

Bom dia, Obvious

Play Episode Listen Later May 17, 2026 53:14


Os sintomas também podem ser uma forma de pedir ajuda.Neste episódio de Bom Dia, Obvious, Marcela Ceribelli recebe a psicóloga Luísa Steiger para uma conversa sobre emoções, infância e as relações que moldam a forma como sentimos e nos conectamos com o mundo.Elas falam sobre vulnerabilidade, família, papéis de gênero e a importância de aprender a nomear emoções em uma cultura que muitas vezes transforma afeto em silêncio.⁠Para receber em primeira mão a pré-venda do Clube do Livro clique aquiNos acompanhe também: Marcela Ceribelli no Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@marcelaceribelli⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TikTok da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Chapadinhas de Endorfina: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@chapadinhasdeendorfina⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Ouça também, outros podcasts da Obvious:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Chapadinhas de Endorfina.doc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Academia do Prazer⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Livros da Marcela Ceribelli:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Sintomas — e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Aurora: O despertar da mulher exausta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUIInstagram de Luisa Steiger: AQUILEIA: A quarta reação: Como a necessidade de agradar nasce do trauma e nos desconecta de quem somos. CLIQUE AQUI e use o cupom OBVIOUS20 para comprar com 20% de desconto. Válido até 31/maio Livros citados:Livros de Rosa Monteiro: AQUI Livro Girlhood: No corpo de uma mulher, de Melissa Febos: AQUI   

Bom dia, Obvious
Como voltar a confiar no próprio corpo, com Raquel Castanharo

Bom dia, Obvious

Play Episode Listen Later May 10, 2026 55:59


Existe uma diferença entre cuidar do corpo e fazer dele uma máquina de performance. Neste episódio de Bom Dia, Obvious, Marcela Ceribelli recebe a fisioterapeuta, corredora e escritora Raquel Castanharo para uma conversa sobre corrida, saúde e as belezas que nosso corpo é capaz de fazer. Elas falam sobre pressão estética, autoestima, câncer de mama e a necessidade de respeitar os próprios limites em uma cultura obcecada por resultados. ⁠⁠Para receber em primeira mão a pré-venda do Clube do Livro clique aquiNos acompanhe também: Marcela Ceribelli no Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@marcelaceribelli⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TikTok da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Chapadinhas de Endorfina: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@chapadinhasdeendorfina⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Ouça também, outros podcasts da Obvious:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Chapadinhas de Endorfina.doc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Academia do Prazer⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Livros da Marcela Ceribelli:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Sintomas — e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Aurora: O despertar da mulher exausta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUIInstagram de Raquel Castanharo: AQUI Livro de Raquel Castanharo: AQUI Referências e citações:Taylor Swift : All Too Well: AQUI Taylor Swift: Shake It Off : AQUI Taylor Swift: Evermore: AQUI Documentário: The Eras Tour: AQUI  Dra Carolina Ambrogini no Instagram AQUI

Star Trek Universe Podcast
Star Trek 3x02 - "Elaan of Troyius" Review

Star Trek Universe Podcast

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 51:41 Transcription Available


The Dohlman of Elas is problematic as hell, maman! But that don't stop us from enjoying KIrk as her tear-stained white knight! Well, maybe it stops us a little.