Podcasts about ELAS

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Marta Maria
1 Samuel 17–18; 24–26; 2 Samuel 5–7 | Estudo Vem e Segue-Me, Velho Testamento, 2026

Marta Maria

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 63:55


Com Sérgio Carboni Conteúdo citado no episódio:"A fé necessária à vida e salvação se acha centralizada em Cristo. Não existe salvação apenas no princípio geral da fé por si só, nessa força que impele à ação, e que faz com que o fazendeiro plante a sua semente com a invisível esperança de que ela produzirá frutos. Mas há fé para a salvação, quando Cristo é o ponto focal em que a invisível esperança se acha centralizada. Conseqüentemente, o Profeta explicou que "três coisas são necessárias para que qualquer ser racional e inteligente possa exercer fé em Deus para a vida e salvação". Elas consistem em: 1. "A idéia de que Ele realmente existe"; 2. "Uma noção correta de Seu caráter, perfeições e atributos "; e 3. "O real conhecimento de que o curso de vida que se está seguindo está de acordo com a vontade de Deus." "(Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine, p. 262.)Discurso do Élder Bednar "E para Eles, não há tropeço." https://www.churchofjesuschrist.org/study/general-conference/2006/10/and-nothing-shall-offend-them?lang=porEstudo do Velho Testamento com o apoio do manual Vem, e Segue-Me (um recurso preparado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).Nossos episódios trazem reflexões e insights sobre alguns dos tópicos designados para a semana, buscando tornar seu estudo mais claro, edificante e conectado às escrituras. Junte-se a nós nesta jornada de aprendizado e inspiração enquanto exploramos o significado das revelações para os nossos dias.Seja você um membro novo, experiente ou alguém curioso sobre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, este é um espaço para aprender, compartilhar e crescer espiritualmente.Acompanhe-nos nesta jornada de aprendizado e fortalecimento da fé, enquanto buscamos viver mais plenamente os ensinamentos de Cristo!

Tudo de Propósito
Pausa com Propósito | #69 | Um tempo para mim.

Tudo de Propósito

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 23:36


Você já percebeu como a mente focada em resultados transforma qualquer pessoa ao seu redor em um potencial concorrente?Neste episódio, Sofia Melo conduz Iza Weiss em uma meditação profunda. Elas exploram como a dinâmica de comparação e competição drena nossa energia, bloqueia nossa criatividade e nos afasta do desejo de colaboração e união.Descubra como silenciar a disputa mental para aprender com o outro e entenda por que se unir é o caminho para recuperar a alegria de jogar junto.Dê o play e experimente esse momento de pausa para descansar de todas as cobranças. ✨-Quer acompanhar mais de perto? Siga a gente no Instagram @‌vozdoser ❤️-Conheça a nossa entrega: acesse http://www.vozdoser.com.br para descobrir nossos cursos, imersões, treinamentos e atendimentos

Economia
Quanto vale o 'sim'? Pedidos de casamento em Paris viram nicho lucrativo do turismo

Economia

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 5:54


Quanto vale aquele “sim” eternizado na memória – e nas redes sociais? Em Paris, os pedidos de casamento excepcionais se consolidaram como um nicho lucrativo do setor de turismo e eventos. Um pedido diante da emblemática Torre Eiffel, com arranjos de rosas e tapete vermelho, sai a partir de € 600, mas as cifras podem rapidamente ultrapassar os seis dígitos. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Um dos momentos mais procurados do ano é o Dia dos Namorados. Patrícia Lima organiza eventos na cidade desde 2011 e, depois da famosa série Emily in Paris, viu a demanda por pedidos de casamento subir a cada ano, impulsionada pelo efeito nas redes sociais. Hoje, 30% dos contratos que ela fecha são de casais em busca de um “sim” especial em Paris. “Como tudo é personalizado, o valor tem a ver com os pedidos que o cliente faz. Se quer acrescentar balões em forma de coração, quantidade, tamanho. Se quer acrescentar um champanhe de uma marca especial, afinal tem garrafa que custa € 450”, explica. Patrícia afirma ser a única a oferecer um cenário em português, o que lhe permite atrair a clientela lusófona. O goiano Ronivaldo da Costa Meireles decidiu contratar o serviço depois de perceber os olhos brilhando da namorada na primeira vez que o casal foi a Paris e presenciou pedidos românticos nas margens do rio Sena. “Acho que é o sonho de toda mulher e ela merecia passar por essa experiência”, comentou, instantes depois de se ajoelhar diante de Pâmela Costa dos Santos, 29 anos. “Eu não estava suspeitando de nada. Foi uma surpresa muito emocionante”, disse ela, há oito anos em um relacionamento com o agora noivo. Violinista, carruagem e castelo O momento em si costuma ser curto, de apenas alguns minutos. Mas, nos bastidores, a preparação é complexa: decoração com flores, fotógrafo, violinista, carruagem e até o anel de noivado podem fazer parte do pacote, sem falar das autorizações exigidas pela prefeitura de Paris, conforme o local escolhido, e que encarecem o serviço. No setor do luxo, o céu é o limite, podendo atingir dezenas de milhares de euros se o “quer casar comigo?” for pronunciado em um iate no Sena, em uma suíte 5 estrelas com vista privilegiada da Cidade Luz ou até em um castelo. A agência Kiss Me in Paris se especializou nesse nicho, em pleno crescimento, e já realizou mais de 1,2 mil pedidos de casamento. “Estamos atraindo clientes cada vez mais exigentes do mundo todo, e as pessoas gastam muito mais dinheiro. Eu diria que a média fica entre US$ 5 mil e US$ 15 mil, mas tem gente que gasta bem mais”, revela o CEO Cengiz Ozelsel. Só para privatizar um castelo, o valor já sobe para US$ 4 mil. “Eles podem querer o transporte de helicóptero, para ter uma chegada com toda a pompa. Eles querem artistas, ou um dia inteiro repleto de experiências divertidas, que atinjam o ápice no momento do pedido de casamento”, relata, sem esquecer do “primeiro jantar romântico e a primeira noite em um hotel como recém-noivos”. A maioria dos clientes de Ozelsel vem de países anglo-saxões, e principalmente da costa leste dos Estados Unidos. Na América Latina, os mexicanos são os que mais investem em um pedido de casamento “cinematográfico”, conta o empresário, que também já atendeu influenciadores brasileiros. “Os mexicanos visam grande”, resume. “Um dos maiores eventos que fizemos foi um barco enorme, que ancoramos do outro lado da Torre Eiffel. Toda a família do México veio e se escondeu embaixo do barco, e a noiva não fazia ideia de nada. Nunca vou me esquecer.” Concorrência de amadores O sucesso do setor motiva a concorrência, inclusive de amadores. Pacotes pela metade do preço são oferecidos nas redes sociais, porém o risco é acabar em decepção. “Sempre existiu, mas tem se intensificado: pessoas que não são registradas, não têm empresa, e muitas vezes até sem capacitação para isso”, aponta Patrícia Lima. “Elas não pagam impostos, não pagam contador nem aluguel, então obviamente os custos delas serão totalmente diferentes dos de uma empresa.” A utilização das margens do Sena, por exemplo, é regulamentada pela prefeitura. A gestora do local exige o pagamento de uma taxa e de um seguro para cada participante do evento, inclusive os organizadores. Os infratores podem ser multados e o evento ser desmontado às vésperas do momento tão sonhado pelo casal. Leia também‘Parece a Disney': moradores do bairro Montmartre estão preocupados com excesso de turistas em Paris

Convidado
O que representa uma retoma de ataques entre Israel e o Irão?

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 13:40


Israel e Irão retomaram, por algumas horas, os ataques directos pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo assinado há dois meses. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, ambas as partes informaram que suspenderam as operações, depois de Donald Trump ter exortado as partes a fazerem-no. É que a retoma dos ataques pode comprometer as negociações entre Estados Unidos e o Irão e mostram “posições cada vez mais divergentes” entre os Estados Unidos e Israel, explica a investigadora Maria Ferreira. A nossa convidada de hoje não antevê o fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo porque, para já, Israel e Irão não têm vantagens em negociar e apenas Donald Trump está a jogar “a sua própria sobrevivência política interna” e “não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel”. Esta segunda-feira, Israel confirmou ter atacado um complexo petroquímico e alvos militares no Irão, enquanto Teerão disse ter retaliado, atacando uma instalação petroquímica israelita e duas bases aéreas em Israel. As forças israelitas também anunciaram o lançamento pelos hutis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi interceptado. O fogo cruzado recomeçou na noite de domingo com um ataque iraniano contra território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel ao Líbano horas antes. Estes ataques diminuem ainda mais a perspectiva de um possível acordo para pôr fim à guerra que começou a 28 de Fevereiro com ataques aéreos israelitas e americanos ao Irão.  Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, o exército iraniano disse ter terminado a vaga de ataques e ameaçou retomar se Israel continuar a bombardear o Líbano. Por seu lado, a Reuters avança que Israel também decidiu parar esta série de ataques contra o Irão. Um pouco antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou o Irão e Israel a cessarem as ofensivas. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora portuguesa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. RFI: O que representa esta retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão? Maria Ferreira, Investigadora: “Penso que representa o facto de os Estados Unidos e Israel, que desenvolveram em conjunto esta ofensiva, terem objectivos de política externa para o conflito completamente diferentes. Desde o primeiro dia de ofensiva que Israel disse explicitamente que a sua questão com o Irão era uma questão existencial, portanto, Israel compreende o Irão como uma ameaça existencial, enquanto para os Estados Unidos a questão seria relativa ao enriquecimento de urânio, à eventual posse de armas nucleares, que é algo que pode ser gerido através de uma negociação diplomática, tal como aconteceu durante a administração de Barack Obama. Para Israel, a questão não é o enriquecimento de urânio, não é a eventual posse de armas nucleares por parte do Irão. Israel representa o Irão como uma ameaça existencial e, portanto, uma ameaça existencial só é dirimida através da eliminação do regime iraniano. Mas essa eliminação do regime iraniano só pode acontecer através de uma incursão terrestre que é muito difícil de ser executada. Temos dois aliados com objectivos distintos numa guerra e o Irão está a tentar, através de uma resiliência militar e civil notável, aproveitar as diferenças de objectivos que existem entre os Estados Unidos e Israel.” Donald Trump disse “Quem decide sou eu, não ele” em referência a Benjamin Netanyahu e já não esconde o desacordo, tendo-se mostrado muito insatisfeito com a ofensiva israelita no Líbano. Que leitura faz desta declaração de Trump em relação a Netanyahu? É só mais uma declaração ou tem peso? “Tem muito peso, sobretudo quando nós lemos estas declarações à luz da divulgação de um relatório recentemente da própria ‘intelligence' norte-americana que denuncia actividades de espionagem da 'intelligence' israelita sobre os próprios Estados Unidos. Portanto, a ‘intelligence' israelita estaria a tentar penetrar nos mecanismos de decisão norte-americanos, tentando averiguar quais serão os próximos passos da administração Trump para a questão no Irão. Estas actividades de ‘intelligence' subversivas não fazem parte de nenhum acordo de troca de informações, estamos a falar de actividades subversivas de captura de informação secreta que estariam, segundo este relatório, a preocupar seriamente o Pentágono. Isto denuncia uma cisão eventual, não só em relação aos objectivos que os dois Estados têm para o conflito, mas denuncia a existência de uma fractura entre as ‘intelligences' e os aparelhos militares dos dois Estados.” Esta fractura também é uma fractura política? Como é que esta cisão se pode materializar no terreno? “É profundamente política. Ainda ontem Donald Trump deu a entender que a linguagem da guerra no Médio Oriente é distinta da linguagem da guerra no Ocidente, quando argumentou que aquilo que nós, no Ocidente, entendemos por cessar-fogo é diferente do que Israel e Irão entendem por cessar-fogo. É claro que este argumento é uma tentativa de mascarar, no fundo, a incapacidade norte-americana de controlar o seu principal aliado no Médio Oriente, que é Israel, e mesmo de revitalizar aquela que era uma das grandes conquistas de anos e que são os acordos de Abraão. Note-se que Donald Trump admitiu que não tinha conhecimento sequer dos ataques a Beirute. Esta cisão vai ter consequências políticas porque, enquanto os Estados Unidos estão a tentar gerir o conflito através de vias diplomáticas - porque não têm mais opções militares para apresentar em relação à questão do Irão, já que puseram de lado a possibilidade de uma incursão militar terrestre - Israel persiste na sua tentativa de conquistar território. Quem conhece a geografia do Médio Oriente sabe a importância que o Líbano tem para a percepção da ameaça em Israel e, portanto, para o regime de Netanyahu o controlo dos 'proxies' do Irão é muito importante. Para o Irão, o controlo dos seus 'proxies', que são braços armados fora do seu próprio território, também é muito importante. Aquilo que nós temos aqui são três ‘players', dois dos quais estão em posições cada vez mais divergentes, o que está claramente a complicar a solução para o conflito. Solução essa que Donald Trump está a desejar que aconteça para a sua própria sobrevivência política interna. Nós sabemos aquilo que aconteceu na semana passada no Congresso, quando os próprios senadores republicanos já mostram grandes dissensões em relação à presença militar dos Estados Unidos no Irão.” Até que ponto é que a retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão vai afectar as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão? Elas estão definitivamente comprometidas? “Eu penso que sim, porque enquanto os Estados Unidos não conseguirem retomar o seu controlo sobre as actividades de Israel - e isso não parece fácil, dado que neste momento existe até uma própria desconfiança sobre eventuais actividades subversivas de Israel em território norte- americano - enquanto isso não acontecer, nós não teremos condições para haver uma negociação séria porque não há vontade de Israel de encetar uma negociação com o Irão. E o Irão também ainda não está num ponto de tal fragilidade que precise necessariamente de entrar em negociações, quer com os Estados Unidos, quer com Israel porque o Irão percebeu que controla algo fundamental, que é a percepção da ameaça sobre o estreito de Ormuz e sobre a percepção da ameaça sobre o eventual desenvolvimento de uma crise económica com base no controlo do estreito de Ormuz. Isso dá-lhe uma vantagem estratégica e faz com que esta vontade negocial destas duas partes, Israel e Irão, seja praticamente inexistente. Nenhum deles tem, neste momento, interesse em negociar. Quem tem mais interesse em negociar? Quem está a entrar naquilo a que se chama um ‘break-even point' são os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não têm controlo sobre os objectivos estratégicos de Israel, nem em relação ao Irão, nem em relação aos 'proxies' do Irão. E neste sentido, neste jogo, nem Israel nem o Irão têm neste momento qualquer tipo de incentivo externo para bloquearem o conflito ou para pararem as hostilidades, enveredarem por um verdadeiro cessar-fogo e começarem a negociar. E se não há vontade de negociar, se não há propensão para a negociação, é difícil que haja um acordo negocial sério ou duradouro.” Como é que vê o envolvimento dos hutis do Iémen nesta nova escalada? “Como disse há pouco, os os 'proxies' do Irão são fundamentais no seu esforço de guerra no contexto do Médio Oriente. E, portanto, quer o Hamas, quer o Hezbollah, quer os hutis, são formas de o Irão perpetuar a guerra na sua geografia próxima e de enfrentar os seus inimigos através de braços armados. Também perante a relativa aliança dos Estados Unidos com os restantes países do mundo árabe, é uma forma de demonstrar que o Irão, no seu esforço de guerra, não está isolado perante a força da superpotência que são os Estados Unidos e da grande potência regional que é Israel. É preciso olharmos para a geografia do Médio Oriente, para a sua geografia política, quer para a sua geografia religiosa, quer para a sua geografia energética, e perceber que, se os Estados Unidos foram ao longo de décadas construindo uma rede de alianças muito com base em incentivos económicos com o Qatar, a Arábia Saudita, o Irão também ao longo dos últimos 50 anos, foi construindo um regime de alianças com forças subversivas, com actores erráticos que agora utiliza no seu esforço de guerra. Portanto, é compreensível que estas forças, ainda que esporadicamente, venham ao encontro das necessidades de guerra definidas pelo próprio regime iraniano.” Nesse sentido, como é que vê os próximos tempos? O que será necessário para restaurar um cessar-fogo credível? “Eu penso que países como a Jordânia, a Arábia Saudita têm neste quadro um papel fundamental porque são países cuja economia depende absolutamente daquilo a que se chama a paz comercial ou a paz pelo comércio, dos fluxos de energia regulares, os fluxos de pessoas, nomeadamente fluxos turísticos, do comércio. A estes países do Médio Oriente este conflito não é de todo interessante e têm aqui uma palavra fundamental. Eu penso que isso foi bem lido por Donald Trump quando, no seu primeiro mandato, desenvolveu a lógica que está por trás dos acordos de Abraão. Estes países têm um papel fundamental na estabilização do Médio Oriente e mais do que o Paquistão, que se assumiu já como um potencial mediador, é a estes países que os Estados Unidos devem recorrer no sentido de criar uma base política estratégica pacífica no Médio Oriente.” Isso demoraria algum tempo, mas tendo em conta que temos as eleições intercalares em Novembro nos Estados Unidos, a curto prazo vamos ter o fim do conflito? “Penso que não. A não ser que algo mudasse em Israel que levasse a uma mudança fundamental de orientação estratégica, mas isso não está a acontecer. Aliás, o regime de direita radical de Netanyahu está a agir como os regimes populistas de direita extremista normalmente agem, ou seja, com um grande potencial para a expansão geográfica, com uma grande propensão para a escalada de conflitos, uma total desvinculação de instituições internacionais e uma muito fraca necessidade de contribuírem para bens públicos globais. Estes quatro traços de política externa são em parte partilhados pelos Estados Unidos. Simplesmente nos Estados Unidos, neste momento, Donald Trump não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel, nomeadamente no que toca à propensão para a escalada do conflito com o Irão. E é isso que, a meu ver, está a complicar e a complexificar qualquer tipo de processo negocial em relação à guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.”

O Macaco Elétrico
Brasil está desmontando a regra da Internet

O Macaco Elétrico

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 9:10


Elvis Cezar - Brasil Que Faz
Brasil que Faz - Lucas Leite

Elvis Cezar - Brasil Que Faz

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 28:14


O Brasil Que Faz apresenta uma história incrível de empreendedorismo, comunicação e conexão com as pessoas.Uma conversa inspiradora sobre como construir autoridade, gerar confiança e transformar experiências de vida em oportunidades de negócio.“As pessoas não querem apenas saber que o seu produto é o melhor. Elas querem conhecer a sua história, seus valores e a jornada por trás do que você faz.”Com muita alegria, recebemos Lucas Leite, empreendedor do agro, para um bate-papo sobre marketing, posicionamento, vendas e os desafios de empreender em um dos setores mais importantes do país.

Jovem Pan Maringá
STF aciona AGU em defesa de Moraes nos EUA; entenda

Jovem Pan Maringá

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 65:17


O presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin, determinou que a Advocacia-Geral da União, a AGU, adote as medidas necessárias para garantir a defesa do Brasil na ação movida contra o ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos. A decisão foi tomada após a Justiça norte-americana autorizar a notificação formal de Moraes por e-mail, etapa que permite o avanço da tramitação do processo.Segundo Fachin, a participação da AGU é necessária porque os atos questionados foram praticados por Alexandre de Moraes no exercício de sua função como ministro do Supremo. Para o presidente da Corte, o caso envolve diretamente a jurisdição e a soberania do Estado brasileiro, justificando a atuação do governo federal na defesa institucional.A ação foi apresentada pelo grupo Trump Media e pela plataforma de vídeos Rumble. As empresas tentam impedir a aplicação de ordens de restrição e bloqueio determinadas por Moraes. Elas alegam que as decisões configuram censura e violam garantias previstas na Constituição dos Estados Unidos, especialmente em relação a contas de usuários alinhados à direita que atuam em território norte-americano.Uma das autoras da ação, a plataforma Rumble está com os serviços suspensos no Brasil desde fevereiro de 2025. A medida foi adotada em meio a disputas judiciais sobre regras de moderação de conteúdo e após o descumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal.

Café Brasil Podcast
Café Com Leite Especial - A copa do Mundo

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 17:36


Por que a Copa do Mundo faz tanta gente rir, chorar, torcer e sonhar? Neste episódio do Café Com Leite, Bárbara e Babica embarcam numa viagem pela história do maior campeonato de futebol do planeta. Elas descobrem quem foi Jules Rimet, por que o Brasil é tão importante para a Copa, como o futebol já ajudou a aproximar pessoas até em tempos de guerra e por que milhões de pessoas se emocionam quando a bola começa a rolar. Uma conversa divertida sobre esporte, amizade, união e pertencimento.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Reumatominas
Episódio 75: Reumatologia pediátrica: história, avanços e desafios

Reumatominas

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 34:05


Já está no ar o novo episódio do podcast ReumatoMinas!Na edição “Reumatologia pediátrica: história, avanços e desafios”, as reumatologistas pediátricas Rejane Damasceno e Anna Carolina Tavares discutem a nobre missão de cuidar das crianças e adolescentes com doenças reumáticas.Elas abordam aspectos que marcam profundamente a vida desses pacientes, como dor e limitação em uma fase muito precoce da vida, além dos desafios de adesão ao tratamento e dos sentimentos de culpa e ansiedade vividos pelas famílias. O episódio também discute temas sensíveis da adolescência, como uso de álcool, drogas e o impacto das redes sociais.As profissionais trazem ainda reflexões importantes sobre as dificuldades de acesso a profissionais especializados em reumatologia pediátrica.Assistam no Spotify, YouTube (canal: Sociedade Mineira de Reumatologia) e no site (reumatominas.com.br).

Leonardo Kurcis
O QUE FAZER PARA MELHORAR A PRÓXIMA ENCARNAÇÃO

Leonardo Kurcis

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 17:12


Para melhorar a próxima encarnação basta fazer da atual a melhor possível. Para isso é necessário reconhecer que asatuais dificuldades decorrente objetivos que pretende alcançar e do resultado de suas ações, palavras e pensamentos da atual e de encarnações anteriores. Elas não são castigos de Deus e sim aprendizados e oportunidades derestabelecer a harmonia da vida.

Porque Sim Não é Resposta
Dia da Criança: elas deixam uma lista de reclamações

Porque Sim Não é Resposta

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 14:12


De norte a sul do país, projeto Escola Amiga da Criança reúne listas de reclamações e sugestões. De ideias para a escola a desabafos sobre o receio do futuro, as crianças conseguem sempre surpreenderSee omnystudio.com/listener for privacy information.

CEI DE CABO FRIO
A GALERIA das ASAS - Pr. GIL Pimentel

CEI DE CABO FRIO

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 40:44


Nesta mensagem, o Pr. Gil Pimentel, com o texto em Marcos, capítulo 16, versículos 5 ao 10, nos traz uma reflexão sobre nesta vida todos iremos errar e pecar, e a ressurreição que nos alcança, nos dando asas.Quando pensamos em uma galeria, imaginamos um lugar onde obras preciosas são expostas para serem admiradas. Em Marcos 16:5-10 encontramos uma verdadeira galeria das asas, onde vemos pessoas que, pela graça de Deus, receberam "asas" para se levantar depois da dor, do fracasso e da desesperança.Na manhã da ressurreição, as mulheres foram ao sepulcro carregando lágrimas, dúvidas e saudades. Elas esperavam encontrar um corpo, mas encontraram uma mensagem de vida. O túmulo estava vazio. Jesus havia ressuscitado!Nesta galeria espiritual, podemos contemplar algumas "asas" que Deus deseja dar aos seus filhos.1. As asas da esperançaAs mulheres chegaram ao sepulcro esperando o pior, mas Deus já havia preparado o melhor.Muitas vezes também caminhamos carregando preocupações, acreditando que determinadas situações não têm mais solução. Porém, a ressurreição nos lembra que Deus continua escrevendo a história quando pensamos que ela terminou.A esperança cristã nasce exatamente onde os recursos humanos acabam.Deus é especialista em transformar túmulos em testemunhos.2. As asas do recomeçoO anjo trouxe uma mensagem especial: "Dizei aos discípulos e a Pedro..."Pedro havia negado Jesus três vezes. Ele carregava a culpa de seu fracasso. No entanto, ao mencionar seu nome individualmente, Deus estava mostrando que ainda havia lugar para ele.As asas do recomeço são dadas àqueles que pensam que perderam sua oportunidade.Quando Deus chama Pedro pelo nome, Ele está dizendo:"Seu erro não é maior do que a Minha graça."3. As asas da missãoAs mulheres não deveriam permanecer apenas contemplando o túmulo vazio. Elas receberam uma tarefa: "Ide e anunciai."Quem experimenta o poder da ressurreição não pode guardar essa notícia apenas para si.Deus nos dá asas para sair da paralisia e voar na direção do propósito.O Evangelho nunca foi uma mensagem para ser armazenada, mas para ser compartilhada.4. As asas da transformaçãoMarcos destaca que Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, aquela que havia sido liberta de sete demônios.Que contraste extraordinário!A mulher que um dia foi marcada por sua escravidão espiritual agora se torna a primeira testemunha da ressurreição.Isso nos ensina que Deus não define as pessoas pelo seu passado, mas pelo que Sua graça pode fazer nelas.As asas da transformação nos levam para além das marcas que carregamos.Conclusão: A galeria das asas em Marcos 16 não apresenta pessoas perfeitas. Ela apresenta mulheres assustadas, um discípulo fracassado e uma mulher que tinha um passado difícil.Mas todos eles foram alcançados pela ressurreição.Hoje, Deus continua expondo em Sua galeria homens e mulheres que receberam:As asas da esperança para vencer o desânimo;As asas do recomeço para superar os fracassos;As asas da missão para viver o propósito;As asas da transformação para testemunhar a graça.O túmulo vazio continua anunciando a mesma verdade: quem encontra o Cristo ressuscitado recebe asas para voar acima das circunstâncias e viver uma nova história.Porque a ressurreição não apenas muda o destino eterno; ela muda a maneira como vivemos hoje.Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!

Emílias Podcast
Robótica na Pesquisa e na Educação, com Ana Patrícia Magalhães (UNEB)

Emílias Podcast

Play Episode Listen Later May 29, 2026 36:39


Neste episódio, Ana Patrícia Magalhães, professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), é entrevistada por Adolfo Neto e Carolina Bruno. Ela fala sobre sua pesquisa e seus projetos de educação com robótica, robótica de serviço, o uso de LLMs em suas investigações e também sobre competições na área.Sobre Ana Patrícia Magalhães:E-mail: apmagalhaes@uneb.brCurrículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9035802389892301 ACSO (Centro de Pesquisa em Arquitetura de Computadores, Sistemas Inteligentes e Robótica): https://acso.uneb.br/acso/ Elas nas Exatas UNEBSite Oficial: https://www.elasnasexatas.uneb.br/Instagram: https://www.instagram.com/elasnasexatas_uneb/YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCV59bR0dFGJqrcxKA-r5RKQIndicaçõesFerramentas e CompetiçõesSonic Pi: https://sonic-pi.net/Robocup: https://robotica.robocup.org.br/Cultura Pop e VídeosOs Jetsons: https://www.imdb.com/title/tt0055683/ Rosey the Robot: https://www.imdb.com/title/tt0773919/ Vídeos da Rosey:https://www.youtube.com/watch?v=iKKOV4yGI_M https://www.youtube.com/watch?v=-rVeOh1I-uY What most schools don't teach - Legendado PT-BR: https://www.youtube.com/watch?v=iKKOV4yGI_M Episódio 138Edição: João dos AnjosSite do Emílias: https://utfpr.curitiba.br/emilias/ 

Podcast Notícias - Agência Radioweb
Mulheres e meninas são expostas em “deep fakes” erotizadas

Podcast Notícias - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later May 28, 2026 2:51


Mulheres e meninas estão cada vez mais expostas por meio de nudes e vídeos erotizados produzidos com ferramentas de Inteligência Artificial.

Tudo de Propósito
Trabalho com Propósito | #38 | Função x Servir

Tudo de Propósito

Play Episode Listen Later May 27, 2026 34:44


Você já percebeu como falar de trabalho parece vir acompanhado de um cansaço antes mesmo de começar?Neste episódio, Erika Ikuno e Iza Weiss mergulham na diferença entre se perder em funções e servir ao propósito. Elas exploram como a cobrança por performance, a troca constante de crachás e a sensação de que o trabalho é um sacrifício podem nos desconectar do que realmente importa.Descubra como entrar em contato com aquilo que você já entrega naturalmente e que não depende do seu cargo, do seu checklist ou da sua função. Entenda por que o cansaço muitas vezes não está no que você faz, mas no lugar de onde você faz.Dê o play e transforme a sua relação com o trabalho, lembrando que você não é uma função, mas quem empreende o seu propósito em tudo o que faz. ✨

Assunto Nosso
O jogo é decidido em poucos toques

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later May 26, 2026 5:25


Você já parou para pensar que, em uma partida de futebol de 90 minutos, muitos jogadores tocam na bola por apenas dois ou três minutos no total… e, mesmo assim, a carreira deles acaba sendo definida justamente pelo que fazem nesses poucos instantes?Esse pensamento desperta uma reflexão na gente. Porque faz perceber uma coisa: as decisões que definem o destino da nossa vida também são poucas. Muito poucas.No fundo, não é sobre estar com a bola o tempo todo. É sobre estar preparado quando ela chegar até você.Durante os 90 minutos, o jogador continua se movendo. Continua criando espaço. Continua se posicionando para receber o passe. E os grandes jogadores entendem algo poderoso: o passe pode até ser imprevisível… mas a preparação para recebê-lo é totalmente intencional.E tem algo ainda mais profundo nisso tudo: nem todo toque na bola é para fazer gol. Alguns servem para aliviar a pressão. Outros, para manter o ritmo do time. E há toques que existem apenas para criar uma oportunidade para outra pessoa.Isso é maturidade.Porque as pessoas sem entendimento querem transformar cada toque em um lance de destaque. Mas quem compreende o jogo sabe que existe um tempo para aparecer… e um tempo para construir.Agora vem a parte mais forte dessa analogia: o jogador nunca sabe quando a bola vai chegar. Mesmo assim, ele se comporta como se ela pudesse chegar a qualquer momento.Durante toda a partida, ele continua disponível. Continua atento. Continua preparado.E talvez essa seja uma das formas mais inteligentes de viver.Acordar todos os dias disposto a seguir evoluindo, aprendendo, refinando suas habilidades… porque uma conversa, uma oportunidade, uma apresentação ou uma decisão corajosa podem mudar completamente o rumo do jogo.E talvez por isso tanta gente nunca tenha entendido o Messi caminhando em campo durante boa parte da partida. Enquanto muitos viam alguém “apagado”, ele estava observando. Estudando. Se preparando para o momento certo.Porque pessoas comuns são viciadas em movimento. Já pessoas excepcionais são viciadas em timing.Na hora certa.Elas não desperdiçam energia o tempo inteiro. Mas permanecem ali… afiando as flechas.E agora você entende por que existem jogadores chamados de decisivos. Como Romário. Porque, às vezes, um único toque muda toda a história de uma partida.E na vida… também é assim.Uma única decisão pode mudar tudo.

Arauto Repórter UNISC
O jogo é decidido em poucos toques

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later May 26, 2026 5:25


Você já parou para pensar que, em uma partida de futebol de 90 minutos, muitos jogadores tocam na bola por apenas dois ou três minutos no total… e, mesmo assim, a carreira deles acaba sendo definida justamente pelo que fazem nesses poucos instantes?Esse pensamento desperta uma reflexão na gente. Porque faz perceber uma coisa: as decisões que definem o destino da nossa vida também são poucas. Muito poucas.No fundo, não é sobre estar com a bola o tempo todo. É sobre estar preparado quando ela chegar até você.Durante os 90 minutos, o jogador continua se movendo. Continua criando espaço. Continua se posicionando para receber o passe. E os grandes jogadores entendem algo poderoso: o passe pode até ser imprevisível… mas a preparação para recebê-lo é totalmente intencional.E tem algo ainda mais profundo nisso tudo: nem todo toque na bola é para fazer gol. Alguns servem para aliviar a pressão. Outros, para manter o ritmo do time. E há toques que existem apenas para criar uma oportunidade para outra pessoa.Isso é maturidade.Porque as pessoas sem entendimento querem transformar cada toque em um lance de destaque. Mas quem compreende o jogo sabe que existe um tempo para aparecer… e um tempo para construir.Agora vem a parte mais forte dessa analogia: o jogador nunca sabe quando a bola vai chegar. Mesmo assim, ele se comporta como se ela pudesse chegar a qualquer momento.Durante toda a partida, ele continua disponível. Continua atento. Continua preparado.E talvez essa seja uma das formas mais inteligentes de viver.Acordar todos os dias disposto a seguir evoluindo, aprendendo, refinando suas habilidades… porque uma conversa, uma oportunidade, uma apresentação ou uma decisão corajosa podem mudar completamente o rumo do jogo.E talvez por isso tanta gente nunca tenha entendido o Messi caminhando em campo durante boa parte da partida. Enquanto muitos viam alguém “apagado”, ele estava observando. Estudando. Se preparando para o momento certo.Porque pessoas comuns são viciadas em movimento. Já pessoas excepcionais são viciadas em timing.Na hora certa.Elas não desperdiçam energia o tempo inteiro. Mas permanecem ali… afiando as flechas.E agora você entende por que existem jogadores chamados de decisivos. Como Romário. Porque, às vezes, um único toque muda toda a história de uma partida.E na vida… também é assim.Uma única decisão pode mudar tudo.

Convidado
“Há uma falta de esperança total”: o outro lado da retoma do gás em Cabo Delgado

Convidado

Play Episode Listen Later May 26, 2026 8:10


A retoma do projecto de gás natural liderado pela empresa francesa TotalEnergies, em Cabo Delgado, Moçambique, continua a ser apresentada como sinal de estabilização da província devastada pela violência armada. Todavia, para Kete Fumo, coordenadora nacional da campanha “Say No To Gas” da ong Justiça Ambiental, a realidade no terreno está longe dessa narrativa. “Não me parece, porque se assim fosse, não haveria necessidade de termos escolta militar no percurso entre Pemba e Palma”, garante Kete Fumo acaba de regressar de Cabo Delgado. “Não teríamos os reports (relatórios) de ataques ao longo da via”, acrescenta. Kete Fumo, coordenadora nacional da campanha “Say No To Gas” da ong moçambicana Justiça Ambiental, que falou em Paris nas instalações da parceira francesa CCFD-Terre Solidaire, recorda o ataque de 21 de Fevereiro ocorrido na estrada entre Pemba e Palma, sublinhando que continuam a existir incidentes em distritos como Macomia: “Dizermos que a segurança está restabelecida não corresponde à realidade, porque continuamos a registar o aumento do número de mortos”. Segundo Kete Fumo, a sensação de segurança promovida pelas autoridades e pelas empresas concentra-se sobretudo em torno das infra-estruturas dos projectos de gás. A presença militar ruandesa no terreno “está mais à volta do projecto [da TotalEnergies], protegendo mais as infra-estruturas do projecto e as pessoas que lá trabalham”, explica. Nas comunidades, acrescenta, permanece sobretudo a presença das forças moçambicanas e dos postos de controlo militares. No terreno, as consequências sociais dos megaprojectos continuam a marcar profundamente a vida das populações reassentadas. Kete Fumo refere o caso das 643 famílias deslocadas para a vila de Catunda, muitas das quais continuam sem acesso adequado a terras agrícolas ou ao mar. “Estas famílias nem todas receberam terra de substituição para as suas machambas, para a produção da sua comida, e o acesso ao mar continua a ser bastante deficitário”. Além disso, as áreas atribuídas estão fortemente militarizadas: “Eles não sentem uma verdadeira liberdade de desenvolver as suas actividades naquela área.” A situação agrava-se, segundo a activista, pela ausência de compensações claras e pela insegurança em torno da posse das casas entregues às famílias reassentadas. “Isto mostra a falta de confiança que as comunidades têm com o próprio projecto”, afirma. “Elas dizem: ‘Será que esta casa é mesmo nossa?'” Kete Fumo relata ainda conflitos relacionados com as parcelas para agricultura de subsistência atribuídas às famílias deslocadas. Em alguns casos, os antigos proprietários recusam-se a permitir o uso das terras por alegarem nunca ter recebido compensações adequadas. Também a nível ambiental os impactos já são visíveis, sustenta a coordenadora nacional da campanha “Say No To Gas” da ong moçambicana Justiça Ambiental. “O que nós podemos ver é o alto nível de destruição de zonas de floresta”, diz, referindo a abertura de estradas, novas áreas agrícolas e infra-estruturas ligadas aos projectos de gás. No mar, aponta para o aumento da circulação de navios e para os riscos associados à descarga de águas de lastro e a eventuais derrames de combustível. “As comunidades já têm reclamado do desaparecimento de algumas espécies locais que costumavam ter acesso e que diminuíram bastante.” Kete Fumo alerta ainda para os impactos climáticos cumulativos dos vários projectos previstos para a região: “O estudo de impacto ambiental que foi realizado não considera os impactos cumulativos de cada um dos projectos”, critica. “Ao combinarmos os impactos de cada um destes projectos, é só imaginar o nível de emissões que vamos ter num país que é extremamente vulnerável.” De regresso de Cabo Delgado, Kete Fumo dá conta do sentimento de abandono das comunidades e diz ter encontrado uma população sem expectativas: “Há uma falta de esperança total (...) As pessoas perderam a esperança de que alguma coisa possa ser feita”. Segundo explica, muitas famílias viram desaparecer os meios de subsistência sem que as promessas iniciais fossem cumpridas: “Antes tinha uma machamba para produzir a sua comidinha, tinha o mar para tirar o peixe, mas agora não tem nem isso.” E acrescenta que a sensação de injustiça aumenta à medida que os trabalhos avançam: “As pessoas vêem que as actividades da Total avançam a cada dia, sendo que as suas vidas ficaram paradas no mesmo ponto ou pior.” Para a coordenadora da campanha “Say No To Gas”, tanto as empresas como o Estado moçambicano têm responsabilidades no processo: “Eles trabalham em parceria”. Apesar das denúncias feitas por organizações da sociedade civil às autoridades locais e nacionais, Kete Fumo diz não ver respostas concretas: “As próprias comunidades sentem que o governo está mais a proteger o projecto do que os interesses das comunidades. (...) Daí esta falta de confiança e de esperança sobre algum tipo de desenvolvimento que as possa beneficiar”.

Pânico
Bruna Pinheiro e Jéssica de Paula | As amigas do Vini Jr.

Pânico

Play Episode Listen Later May 25, 2026 125:13


O tribunal da internet pegou fogo e as piracicabanas mais comentadas do Brasil vieram ao Pânico contar a real! Recebemos nesta segunda-feira (25) a empresária e sedutora do João Kléber, Bruna Pinheiro (a Miss Catar), e a modelo fotográfica e influencer, Jéssica de Paula, apontadas como pivôs da separação de Vini Jr e Virginia. Elas abriram o jogo sobre a noite em Madri e provaram que a internet criou uma fanfic que nunca existiu. Assista agora ou vai ter que passar no Teste de Fidelidade com o elenco do programa!

ECOTRIM CAST | AUTOCONHECIMENTO & ESPIRITUALIDADE
VOCÊ HERDOU A TRISTEZA DA SUA FAMÍLIA

ECOTRIM CAST | AUTOCONHECIMENTO & ESPIRITUALIDADE

Play Episode Listen Later May 25, 2026 42:39


Neste episódio do Ecotrimcast, Marcello Cotrim revela como muitas pessoas carregam uma tristeza que não nasceu nelas, mas foi herdada emocionalmente do ambiente familiar.Você vai entender:• O que é a tristeza herdada• A diferença entre tristeza saudável e tristeza doentia• Como o ambiente familiar molda sua relação com a vida• O luto invisível vivido por muitas famílias• Como pais frustrados transferem escassez emocional aos filhos• Por que você sente uma melancolia constante sem motivo aparente• O impacto dos sonhos reprimidos na infância• Como romper o padrão familiar de sofrimentoA verdade é profunda:Muitas pessoas não estão deprimidas apenas por acontecimentos atuais.Elas cresceram aprendendo que viver era desistir.⸻Quer começar? Comece pelo CHAMADO DA ALMAhttps://www.lojamotivacional.com.br/produto/curso-on-line-o-chamado-da-alma/Meditações Guiadas:https://www.lojamotivacional.com.br/categoria-produto/cds-digitais/

Afrodite Podcast
O Código das Russas: como elas são tratadas como prioridade (e como aplicar isso na sua vida)

Afrodite Podcast

Play Episode Listen Later May 22, 2026 7:04


Hoje vamos falar sobre um tema que desperta fascínio: por que mulheres russas parecem ser tratadas como prioridade nos relacionamentos?Neste episódio, exploramos os fatores culturais, comportamentais e emocionais que moldam essa dinâmica — e, mais importante, como você pode aplicar esses princípios na sua própria vida, sem perder sua essência.Falamos sobre posicionamento, feminilidade, seletividade e valor pessoal — tanto para mulheres solteiras quanto para aquelas que já estão em um relacionamento.Este não é um episódio sobre imitação. É sobre consciência.Fontes e inspirações:Why Women Have SexThe Evolution of DesireEstudos em psicologia evolutiva sobre seleção de parceirosAnálises culturais sobre papéis de gênero no Leste EuropeuCom amor, Vi

WGospel.com
Os construtores de pontes

WGospel.com

Play Episode Listen Later May 20, 2026 5:51


TEMPO DE REFLETIR 01770 – 20 de maio de 2026 Efésios 2:13 e 14 – Vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade. As pontes são símbolos de aproximação, diálogo, convivência e reconciliação. Elas unem pessoas, povoados, cidades e países. Parece que somos mais especialistas em construir muros em lugar de pontes. Tanto que o maior muro feito pelo homem é visível da Lua: a Grande Muralha da China. Existe também preconceito e discriminação: construímos muros invisíveis entre vizinhos, denominações, grupos étnicos e países. Cristo passou a maior parte do tempo derrubando muros. Paulo diz que Jesus veio para derrubar o muro de separação: “O objetivo dEle era criar em Si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo […]. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto” (Ef 2:15-17). A figura que Paulo usa aqui é muito clara. Ele se valeu do templo com suas seções. A separação era: gentios, mulheres, israelitas, levitas, sacerdotes e sumo sacerdotes. Paulo disse: “Jesus é a ponte: o muro desapareceu. Jesus é nossa paz.” A graça de Deus não quer deixar ninguém de fora. Infelizmente, excluímos as pessoas por medo, orgulho ou ignorância. Nós as classificamos assim: quem está dentro e quem está fora. Os líderes religiosos da época de Jesus consideravam virtude não se relacionar com quem não vivia à altura dos seus padrões. Jesus, por outro lado, foi o maior construtor de pontes que o mundo já viu. Somos convidados a ser construtores de pontes. “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo” (1Pe 2:5). Quando Pedro diz que devemos assumir nossa missão, ele usa uma palavra que resume nossa identidade como povo de Deus, a palavra “sacerdócio”. Um comentarista bíblico salienta algo interessante sobre o significado da palavra “sacerdote”, em latim. A palavra latina para sacerdote é pontifex, ou seja, construtor de pontes. Pedro diz: “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas […] para serem sacerdócio santo.” Juntos vamos construir pontes! Esta é nossa identidade: somos construtores de pontes. Pontes de esperança, de justiça e de graça. Devemos construir pontes para outras pessoas se aproximarem de Deus. Pontes de aproximação para conhecerem o evangelho de Cristo. Ponte de aproximação para que entrem no reino do Céu. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Grande Deus e Pai: me ajude a ser a ponte entre aqueles que ainda não Te conhecem. Que através da minha vida, do meu exemplo, eu possa ajudar outros a se aproximarem de Ti. Por favor. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Assunto Nosso
Quando a alma chora

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later May 20, 2026 2:09


As lágrimas, por si só, não doem. O que machuca de verdade é aquilo que faz elas caírem. Cada lágrima carrega um sentimento guardado, uma dor silenciosa, uma saudade, uma frustração ou até uma felicidade tão grande que transborda pelos olhos. Muitas vezes, chorar é a forma que o coração encontra para aliviar o peso que estava preso por dentro.As lágrimas são um desabafo da alma. Elas não resolvem tudo, mas ajudam a aliviar, a respirar melhor e a seguir em frente. Não existe vergonha em chorar, porque sentir faz parte de ser humano. Às vezes, quem parece forte também está enfrentando batalhas difíceis em silêncio.Por isso, deveríamos olhar mais para o outro com empatia, paciência e gentileza. Nem sempre conseguimos mudar os problemas de alguém, mas palavras sinceras, acolhimento e cuidado podem tornar a dor mais leve e trazer um pouco de conforto ao coração.

Arauto Repórter UNISC
Quando a alma chora

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later May 20, 2026 2:09


As lágrimas, por si só, não doem. O que machuca de verdade é aquilo que faz elas caírem. Cada lágrima carrega um sentimento guardado, uma dor silenciosa, uma saudade, uma frustração ou até uma felicidade tão grande que transborda pelos olhos. Muitas vezes, chorar é a forma que o coração encontra para aliviar o peso que estava preso por dentro.As lágrimas são um desabafo da alma. Elas não resolvem tudo, mas ajudam a aliviar, a respirar melhor e a seguir em frente. Não existe vergonha em chorar, porque sentir faz parte de ser humano. Às vezes, quem parece forte também está enfrentando batalhas difíceis em silêncio.Por isso, deveríamos olhar mais para o outro com empatia, paciência e gentileza. Nem sempre conseguimos mudar os problemas de alguém, mas palavras sinceras, acolhimento e cuidado podem tornar a dor mais leve e trazer um pouco de conforto ao coração.

Dia a dia com a Palavra
Quanto pesam as suas palavras?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later May 20, 2026 1:29


A mesma palavra, quando dita por pessoas diferentes, toma um peso diferente. Por exemplo: se uma criança chora e resmunga por algo que precisa ser feito, a gente é mais compreensível. Mas e se um adulto se portar da mesma forma? O peso da cobrança com certeza será maior.Veja o que diz o Salmo 73 nos versos 13 e 14: "Com certeza foi inútil conservar puro o meu coração e lavar as minhas mãos na inocência. Pois o dia inteiro sou afligido e cada manhã sou castigado."Essas palavras foram ditas por Asafe. Ele era um líder em sua comunidade, um músico de renome. Asafe não estava apenas chateado. Suas palavras são de profunda decepção. É como se nada que ele tivesse vivido com Deus tivesse valido a pena. "Foi inútil" - Ele disse!Asafe não fala com a mente, mas com o coração. Sua expectativa de vida com Deus tinha outros objetivos. Ele era humano e falou como tal, isso é mais do que compreensível. Contudo, as palavras não voltam atrás e por isso, algumas delas não deveriam ser ditas.Como as palavras pesam, algumas delas podem pesar tanto para alguns ouvintes que podem, inclusive, matar.O tempo vivido exige cada vez mais maturidade. Então, não deixe de falar com o coração, mas tome cuidado com suas palavras. Elas podem ser tão duras e pesadas que quem escuta, pode não suportar.

Mulheres de Produto
#178: A arte de conduzir reuniões: como transformar reuniões em ferramenta de visibilidade, influência e execução

Mulheres de Produto

Play Episode Listen Later May 20, 2026 38:45


Você também sente que o trabalho “de verdade” começa quando as calls acabam?No episódio 179 do Mulheres de Produto, vamos falar sobre um dos temas mais presentes — e menos discutidos — da rotina em produto: reuniões.Porque no trabalho remoto e híbrido, as reuniões deixaram de ser só alinhamento. Elas viraram espaço de decisão, influência, visibilidade e posicionamento profissional.Neste episódio, conversamos sobre:Como transformar reuniões em alavancas para sua carreiraOs diferentes tipos de reunião — e como se preparar para cada umaComo demonstrar senioridade através da preparaçãoO impacto da clareza, contexto e presença nas callsE por que sair de uma reunião sem próximos passos claros custa caroSe você vive pulando de call em call e quer aprender a usar esse espaço de forma mais estratégica, esse episódio é para você.Ouça, compartilhe e nos fale como você encara suas reuniões diárias?Apresentação: Alyssandra Ruggiero e Suelen RamosEdição: Isabella Yoshimura

Talentos para o Sucesso
240 - Seu time não está cansado, está sufocado.

Talentos para o Sucesso

Play Episode Listen Later May 20, 2026 19:55


Você sente que está tentando de tudo para motivar sua equipe… mas, no fundo, parece que ninguém mais tem brilho nos olhos?Neste episódio do Talentos para o Sucesso, Rodrígo Ferreira mergulha em uma das maiores dores da liderança moderna: equipes emocionalmente exaustas, desconectadas e funcionando apenas no “modo sobrevivência”.Mas aqui vai a provocação central deste episódio:

Tudo de Propósito
Praticando o Propósito | #52 | Experimenta primeiro.

Tudo de Propósito

Play Episode Listen Later May 20, 2026 22:04


Você já sentiu que sua importância está diretamente ligada ao que você faz ou ao papel que você exerce?Neste episódio, Kellen Rodrigues e Carol Lopes convidam você a experimentar na prática como se libertar da identificação com as funções que você desempenha. Elas exploram como muitas vezes acreditamos que só nós podemos fazer algo de um determinado jeito, e como essa defesa de função acaba gerando cansaço, cobrança e limite nos relacionamentos.Descubra como se perguntar sobre a real motivação por trás das suas ações e entenda por que experimentar pensar diferente pode ser o primeiro passo para uma vida mais leve e mais conectada com o que realmente importa.Dê o play e permita-se experimentar primeiro, lembrando que sua importância não está no que você faz, mas em quem você é. ✨

WGospel.com
Versatilidade ou conformismo?

WGospel.com

Play Episode Listen Later May 19, 2026 5:16


TEMPO DE REFLETIR 01769 – 19 de maio de 2026 Romanos 12:2 – E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente. A rainha Vitória, da Inglaterra, tinha várias filhas. E elas eram como as garotas de hoje: iam à escola, observavam as últimas modas e queriam se vestir como as outras moças. E um dia elas chegaram ao palácio falando alto à sua mãe, dizendo que queriam roupas assim e assim e o chapéu daquele outro jeito. Mas a mãe as atalhou dizendo: “Vocês são filhas da rainha. E as filhas da rainha não seguem a moda. Elas ditam a moda!” Esse é um bom exemplo para nós, como cristãos. Vivemos em sociedade, mas não pertencemos à sociedade. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Devemos estabelecer padrões de comportamento em vez de nos escravizarmos às imposições da sociedade. É verdade que somos minoria, mas lembremo-nos de que é necessária apenas uma pitada de sal para salgar o alimento todo. Quando Israel entrou em contato com as nações pagãs, gradativamente se adaptou aos seus costumes. Em vez de influenciá-las, foi influenciado por elas. O resultado foi desastroso, tanto para sua vida espiritual como para a prosperidade temporal. O mesmo ocorreu com as igrejas da Ásia. O mundanismo que as contaminou provocou-lhes a ruína. Sardes tinha nome de que vive, mas estava morta. Laodicéia era morna. Alguns cristãos imaginam que terão mais influência sobre o mundo se descerem ao seu nível. É um grande engano. Se queremos ensinar as crianças a escrever corretamente, não podemos dar-lhes livros cheios de incorreções ortográficas e gramaticais. O mundo nunca se tornou melhor através de ideais inferiores. Os deuses do paganismo não elevaram a humanidade. De igual modo, não é o cristão “meia-tigela” que influenciará positivamente aqueles que o cercam, mas o que possui ideais elevados e que, com a ajuda divina, vive à altura de sua profissão de fé. Paulo, como grande evangelizador que era, diz que procedeu “para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus”, e que se fez “fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos” (1Co 9:20, 22). Isso não significa que ele era uma espécie de camaleão, que muda de cor conforme o ambiente, mas que tinha versatilidade para adaptar tanto sua mensagem como seu comportamento às várias classes de pessoas, quando isso não envolvia condescendência com os princípios. Amigo ouvinte, versatilidade, sim. Conformismo, não. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Por favor, Pai, como Paulo, eu não quero me conformar com este século, mas ser transformado pela renovação da minha mente. Por favor, faça isso na minha vida e na vida de cada um de meus ouvintes. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Bom dia, Obvious
A menina que aprendeu a não incomodar, com Luisa Steiger

Bom dia, Obvious

Play Episode Listen Later May 17, 2026 53:14


Os sintomas também podem ser uma forma de pedir ajuda.Neste episódio de Bom Dia, Obvious, Marcela Ceribelli recebe a psicóloga Luísa Steiger para uma conversa sobre emoções, infância e as relações que moldam a forma como sentimos e nos conectamos com o mundo.Elas falam sobre vulnerabilidade, família, papéis de gênero e a importância de aprender a nomear emoções em uma cultura que muitas vezes transforma afeto em silêncio.⁠Para receber em primeira mão a pré-venda do Clube do Livro clique aquiNos acompanhe também: Marcela Ceribelli no Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@marcelaceribelli⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TikTok da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Chapadinhas de Endorfina: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@chapadinhasdeendorfina⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Ouça também, outros podcasts da Obvious:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Chapadinhas de Endorfina.doc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Academia do Prazer⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Livros da Marcela Ceribelli:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Sintomas — e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Aurora: O despertar da mulher exausta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUIInstagram de Luisa Steiger: AQUILEIA: A quarta reação: Como a necessidade de agradar nasce do trauma e nos desconecta de quem somos. CLIQUE AQUI e use o cupom OBVIOUS20 para comprar com 20% de desconto. Válido até 31/maio Livros citados:Livros de Rosa Monteiro: AQUI Livro Girlhood: No corpo de uma mulher, de Melissa Febos: AQUI   

Quebrando o Controle

O que muda na cabeça do jogador?O jogo pode até começar na tela, mas a maior batalha muitas vezes acontece na mente.

Assunto Nosso
Aprenda a perder

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later May 15, 2026 3:47


Eu sei que isso vai doer. Perder é uma das coisas mais difíceis da vida. A gente não acostuma, mas a gente aprende. Lembro-me bem de quando minha mãe dizia “aprende a perder, meu filho”. Eu queria a diversão da brincadeira, mas não aceitava pagar o preço da derrota. Lá se vão anos e o processo de aprendizado continua. E para toda decisão da minha vida, uma perda ou várias, principalmente se a decisão envolve mudar.Pode ser mudar de emprego, de casa, de bairro, país ou de visual. Não importa a mudança, a única garantia que você tem é que vai perder alguma coisa. As pessoas do trabalho que se tornaram amigas. Os vizinhos que te mandam bolinho de chuva nos dias frios. Os dias quentes e ensolarados deste país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Parece triste enxergar a mudança assim, mas é melhor. Porque quando não encaramos a realidade das perdas, nos amedrontamos e não saímos do lugar. E é por isso que muitas vezes você diz “quero mudar” e continua no mesmo lugar.Reconhecer que haverá perdas é o começo da própria mudança. Visualizar as possíveis perdas de forma consciente diminui ou elimina o apego, aquele que gera o medo e consequentemente a inércia. Um excelente exercício para este momento é projetar os cenários. Imaginar como será o futuro sem aquilo que você vai perder e sem aquilo que você pode ganhar com a mudança. De qual deles você gosta menos. Pense também no que você ganha se você mantém tudo como está e no que você ganha se promove as mudanças que deseja. O que te parece melhor?Apaixonamo-nos por uma ideia nova, por um novo caminho ou uma nova vida. No entanto, não queremos abrir mão de nada para tornar o novo uma realidade. Mudança nunca vem sem perda. Elas andam juntas, abrindo espaço para o que virá. O ditado popular afirma “diga-me com quem tu andas e te direi quem és”. Para as transformações desejadas em nossas vidas, carreiras e projetos podemos facilmente adaptá-lo para: diga-me o que tu mudas e eu te direi o que perdes.Aprende a perder, meu filho, diria minha mãe. Para jogar o jogo e ter a oportunidade de ganhar algo novo é preciso se abrir para a inevitabilidade de perder.

Oxigênio
#219 – Sinais de vida (passada) em Marte?

Oxigênio

Play Episode Listen Later May 14, 2026 38:08


O jipe Perseverance encontra possíveis bioassinaturas na superfície de uma rocha e dá mais um motivo para que a missão de retorno de amostras de Marte não seja cancelada. As análises sobre a habitabilidade marciana é uma vertente dos estudos na área, que buscam responder: quais são as condições encontradas no planeta hoje e como ele já deve ter sido no passado? O episódio faz parte de um conjunto de reportagens sobre A busca por vida extraterrestre e se essa estaria esquentando. A série é desenvolvida por Danilo Albergaria, bolsista do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. Este episódio contou com a participação de Gabriel Gonçalves Silva (pós-doutorando na UNISINOS), Fernanda Jamel (doutoranda – USP e MIT), Roberta Vincenzi (pós-doutoranda no IO-USP) e Isabella Gaião (doutoranda – USP). [Introdução] Danilo: No primeiro episódio da série que trata da astrobiologia, aqui no podcast Oxigênio, a gente falou da alegação de detecção de uma possível bioassinatura num planeta fora do sistema solar. Uma bioassinatura é um sinal produzido por seres vivos – um possível vestígio de atividade biológica. Mas essa notícia de um potencial sinal de vida num exoplaneta não foi a única ocasião em que uma possível bioassinatura em um ambiente extraterrestre gerou manchetes no ano passado. Em setembro de 2025, a NASA anunciou um resultado que foi descrito pela agência aeroespacial americana como: “pode bem ser o sinal mais claro de vida que já encontramos em Marte”. A novidade foi um estudo publicado na revista Nature que apontou a existência de uma “potencial bioassinatura” numa rocha marciana – sim, uma pedra em Marte, coletada e analisada pelo jipe Perseverance, da NASA. A rocha marciana tem algumas características que aqui na Terra são encontradas em rochas que exibem rastros deixados por micróbios. Mas ainda não dá para saber se essas características encontradas na pedra marciana tiveram origem em atividade biológica ou se foram formadas por processos naturais sem o envolvimento de seres vivos. Os equipamentos do jipe, por melhores que sejam, não conseguem produzir resultados claros o suficiente para que os cientistas tirem essa dúvida. Para distinguir se os sinais encontrados são biogênicos (ou seja, foram originados por atividade biológica) ou se são abióticos (ou seja, sem o envolvimento de seres vivos), é preciso trazer as amostras para a Terra.  Eu sou Danilo Albergaria, jornalista e historiador pesquisando a comunicação da astrobiologia, essa área que estuda a origem, a evolução e a distribuição da vida no universo. Neste episódio, vou conversar com quatro cientistas associados ao Laboratório de Astrobiologia da Universidade de São Paulo para entender um pouco melhor de quê se trata essa possível bioassinatura e o que sabemos sobre se Marte pode ou não pode oferecer condições para a existência de vida, ou se já pode em algum momento do passado distante.  [Vinheta] Danilo: Vamos começar pelo que a gente sabe sobre esses resultados anunciados com grande entusiasmo pela NASA no ano passado. O jipe Perseverance está em Marte desde 2021 explorando a região de uma cratera chamada Jezero. A gente sabe que Marte teve água líquida em sua superfície há mais de 3,5 bilhões de anos, e essa cratera já foi um lago nesse passado remoto. Só para vocês terem uma ideia dessa região marciana, para atravessar essa cratera, de borda a borda, é preciso percorrer 45 quilômetros, pouco mais do que a distância entre Campinas e Jundiaí ou de Jundiaí a São Paulo. Em uma parte da borda da cratera existem marcas características de um delta de um rio que desaguava ali. Foi nas margens do leito desse rio, medindo 400 metros de margem a margem, que o jipe encontrou algumas rochas interessantes em julho de 2024. Em uma delas, o Perseverance identificou compostos orgânicos, moléculas compostas de carbono, e o mais importante: marcas que foram apelidadas de “pintas de leopardo”, que são manchas mais claras do que o restante da rocha, circundadas por linhas bem mais escuras. A rocha é formada principalmente de argila e lodo, materiais que costumam preservar rastros de vida microbiana, e fazem da rocha algo tipicamente encontrado no fundo de rios. Essas marcas, as “pintas de leopardo”, são compostas de fosfato de ferro e sulfeto de ferro. Aqui na Terra, esses compostos são associados a rastros químicos causados por reações produzidas por microrganismos em rochas. Essas foram as pistas analisadas para ver se as manchas poderiam ter sido geradas por micróbios há bilhões de anos. O Gabriel Gonçalves Silva é pós-doutorando na UNISINOS, químico associado ao Laboratório de Astrobiologia da USP, e estuda geobiologia. Eu pedi para ele me explicar por que esses sinais foram considerados possíveis vestígios de vida microbiana passada em Marte neste último estudo feito pelos pesquisadores da NASA. Gabriel: Eles analisaram uma amostra que se chama de mudstone, que seria algo como uma rocha formada de uma antiga lama. Marte é muito rico em ferro e foi observado principalmente nessa rocha pequenos pontinhos que eles observaram com mais detalhes e nele foi encontrado o ferro que a gente chama de ferro mais reduzido, que é o ferro 2+, que é interessante porque contrapõe ao ferro que a gente encontra mais em Marte, que é o ferro 3+, que é aquele que tem a cor de ferrugem. E não só essas manchinhas apresentavam principalmente um mineral, que é a vivianita, que é um fosfato de ferro II e a greigita, que é um sulfeto de ferro II. O ferro II na Terra, por exemplo, pode ser formado por processos na ausência de vida ou na presença de microrganismos. Eles conseguiram observar que não havia nessas rochas nenhum indício de grandes mudanças de pH nem de temperatura, mas junto da vivianita e da greigita tinha matéria orgânica. Na Terra, a gente sabe que a matéria orgânica pode acoplar reações onde a oxidação da matéria orgânica resulta na redução do ferro e aí, pela presença de sulfeto e do fosfato, a formação desses minerais. Porém, eles observaram que, por mais que a vivianita possa se formar em condições de temperatura, pressão e pH próximos do que nós consideramos normais, geralmente a formação de sulfeto de ferro dependeria de uma temperatura mais alta, então não só a oxidação da matéria orgânica, levando à redução do ferro, necessitaria de outros elementos para a formação desse mineral, desse sulfeto de ferro II. E graças a observações da composição ali da rocha, ausência de fosfato de alumínio, ausência de outros componentes, eles perceberam que não houve nem aquecimento, nem uma mudança drástica de pH durante esse processo de formação desses minerais. Isso faz com que a causa mais provável para a formação desses minerais, pelo menos se a gente pensasse na Terra, seria a ação da vida como nós conhecemos. Danilo: Vamos entender um pouco mais da química envolvida na produção das “pintas de leopardo”. Algumas bactérias formam minerais usando e transformando compostos químicos, como diferentes tipos de óxidos de ferro, formados por ligações entre ferro e oxigênio. O chamado ferro II (um íon de ferro) é muito importante para atividade biológica porque se liga facilmente ao oxigênio – por exemplo, ele é fundamental para o transporte do oxigênio no nosso sangue por meio da hemoglobina. A Fernanda Jamel, doutoranda no AstroLab da USP e que fez parte de suas pesquisas atuais no MIT (o Massachusetts Institute of Technology, nos EUA), explica a química da formação dos minerais encontrados na rocha marciana como possível explicação biológica, comparando com o que acontece na Terra. Fernanda: Aqui a gente tem formação de vivianita com bactérias que usam o ferro III, o óxido de ferro III, e transforma em ferro II. Por isso que a gente fala que é a redução de ferro. Então, quando as bactérias fazem isso, ela libera o ferro II no ambiente ao redor e aquilo ali vai formando camadas, vai se ligando com o que tem ali, e vai formando camadas que vão se mineralizando. A greigita também, da mesma forma, só que seria bactérias redutoras de sulfato, elas usam o sulfato como receptor de elétrons, o SO4, e elas produzem H2S, que é sulfeto de hidrogênio. E aí esse sulfeto reage com o ferro II disponível no sedimento. Depois vão formando essa combinação de sulfeto de ferro que vai se formando em greigita também dessa mesma forma, no sentido de que isso vai se expandindo: vem de um núcleo e vai se expandindo ao redor.” “É difícil dizer que existe um padrão exatamente igual a esse que a gente encontrou em Marte, mas esses nódulos que se formaram são condizentes com formações que a gente encontra aqui.” Danilo: Além dos compostos orgânicos, os instrumentos do Perseverance também identificaram, na região em que a rocha foi encontrada, alguns compostos químicos ricos em enxofre, ferro oxidado ou ferrugem, e fósforo. Se micróbios existiram ali, esses compostos podem ter fornecido fontes de energia para o metabolismo desses microrganismos, reforçando a hipótese de origem biológica para os vestígios. Porém, o fato de que esses vestígios podem ter sido formados por vida microbiana não quer dizer que dê para descartar outros processos que não envolvam seres vivos – também chamados de processos abióticos. Os próprios autores do artigo que avalia a possível origem biológica das “pintas de leopardo” propõem alguns processos abióticos como explicações alternativas. Até agora, as alternativas abióticas, sem o envolvimento da vida, não parecem muito promissoras para explicar as marcas nas rochas, mas ainda não dá para descartá-las. Talvez estejam faltando algumas peças do quebra-cabeças para uma explicação abiótica convincente. O Gabriel de novo vai nos ajudar a entender isso. Gabriel:  Eles tentaram investigar o máximo possível de reações na ausência de vida, e nenhuma que nós conhecemos hoje poderia sustentar esse tipo de reação. Isso não quer dizer que a vida é sempre necessária para que essas reações aconteçam. A gente pode estar ignorando alguma coisa. Pode não estar percebendo alguma coisa. Podem existir reações que a gente não estudou hoje e que poderia estar fomentando essa formação desses minerais na ausência de vida, ou até mesmo as grandes escalas – a gente está falando aí de bilhões de anos – poderiam permitir que houvesse a formação desses minerais na ausência de vida. Mas de tudo que a gente conhece hoje, essa condição de formação de fosfato de ferro II, formação de sulfeto de ferro II acoplado à presença de matéria orgânica, como nós conhecemos, seria mais bem explicado pela ação da vida. Então eles fizeram um estudo muito minucioso de várias hipóteses. E a que melhor responde hoje é a ação da vida, em contrapartida a reações abióticas, sem a presença de vida.  Danilo: É justamente pela possibilidade de que as “pintas de leopardo” tenham sido formadas por mecanismos abióticos, sem o envolvimento de seres vivos, que os sinais são classificados de “potenciais bioassinaturas”. Ou seja, podem ter sido, como podem não ter sido causados por seres vivos. Para que uma potencial bioassinatura seja considerada um sinal de vida inequívoco, é preciso estabelecer com segurança a sua origem biológica e descartar os mecanismos plausíveis que não envolvam processos biológicos em sua formação – ou seja, é preciso eliminar essas hipóteses abióticas alternativas. É uma barra bem alta, difícil de ser alcançada. Para complicar, os instrumentos a bordo do Perseverance são versões miniaturizadas, simplificadas, de ferramentas que se usa em laboratórios terrestres para buscar bioassinaturas de vida do passado remoto da Terra, como o espectroscópio Raman. Gabriel: Para quem tem um olho um pouco mais treinado nessas questões científicas, quando a gente observa, por exemplo, no próprio artigo, os espectros Raman que foram publicados, a gente leva um pouco de susto, porque a gente vê que são dados muito ruidosos, que isso tem a ver com a forma com que a amostra é tratada lá no espaço. O laser não é tão preciso. O aumento não é tão grande. Você tem a grande influência da iluminação natural. Isso faz com que o espectro fique extremamente ruidoso e dificulta a análise daquilo que se espera estar sendo estudado. Se esse material pudesse ser trazido para a Terra num ambiente muito mais controlado, a gente poderia trabalhar com lasers com focos muito menores, ou seja, na escala de micrômetros, com uma precisão muito grande do que está sendo selecionado para ser estudado. E aí a gente tem alternativas: trocar lasers, trocar aparatos para garantir que o ruído seja minimizado e outros efeitos que atrapalham possam ser minimizados. [música]  Danilo: Da forma como eu e o Gabriel falamos, pode parecer que o Perseverance é um aparelho meio limitado, mas a verdade é que o jipe é uma grande realização da engenharia. O Gabriel me explicou que os engenheiros e cientistas da NASA bolaram soluções muito criativas para poder, por exemplo, em um único espectro separar a fluorescência de raio-X, que permite saber a composição elementar do material analisado, da difração de raio-X, que dá uma informação da estrutura cristalográfica dos minerais – ou seja, permite ver a organização interna dos átomos nas amostras. Apesar da criatividade, esses mini-aparelhos que o jipe carrega nem de longe se comparam com os dos laboratórios aqui na Terra. Por exemplo, o espectroscópio Raman que o Gabriel mencionou e que tem lá no AstroLab, ocupa boa parte de uma sala ao lado do laboratório, enquanto que as dimensões do SHERLOC, o instrumento que inclui o Raman no Perseverance, tem 26cm de comprimento por 20cm de largura (isso porque o SHERLOC carrega ainda outros instrumentos, como a câmera WATSON… sim, os cientistas são bons em dar nomes para os aparelhos… Elementar). Se der para trazer essas amostras para o nosso planeta, daria para trabalhar com radiação síncrotron, por exemplo, que consegue focar e fazer esse tipo de análise em escalas nanométricas. E também fazer a observação de microscopia eletrônica, onde a gente vai ver a estrutura daquela amostra com aumentos entre mil e dez mil vezes. Por isso, o jipe vem colhendo amostras que poderão, no futuro, ser trazidas para cá e analisadas em laboratório. É a única maneira de eliminar algumas incertezas e filtrar as hipóteses da origem das possíveis bioassinaturas. A missão de retorno dessas amostras estava em desenvolvimento pela NASA, mas extrapolou as estimativas de custo iniciais, chegando a 11 bilhões de dólares, e agora está cancelada devido aos cortes profundos no orçamento da NASA propostos pelo governo de Donald Trump. Mas um detalhe mostra que o caro, em ciência, é quase sempre barato quando comparado com gastos militares. Os 11 bilhões previstos para o desenvolvimento de toda a missão de retorno de amostra são os mesmos 11 bilhões que os Estados Unidos gastaram só nos primeiros seis dias de ataques ao Irã entre fevereiro e março deste ano.  [música] Danilo: Com os cortes no orçamento, a situação atual da NASA é complicada, para dizer o mínimo, por isso ainda não dá para saber quando e se vamos um dia analisar as tais “pintas de leopardo” em laboratório e distinguir se elas são biogênicas ou se foram formadas por processos abióticos. Mas dá para saber muita coisa sobre as condições que Marte oferece – e não oferece – para a existência da vida, além das condições que o planeta enferrujado já deve ter oferecido a possíveis seres vivos num passado muito distante. A Isabella Gaião e a Roberta Vincenzi, pesquisadoras associadas ao Laboratório de Astrobiologia da USP, vão me ajudar a entender melhor se Marte é ou já foi habitável um dia. Elas estudam um mesmo microrganismo, a bactéria Staphylococcus nepalensis. O micróbio é adaptado a ambientes hipersalinos, repletos de sal, como as lagoas de Araruama, no estado do Rio de Janeiro, onde elas encontraram essa espécie de bactéria em meio a outros microrganismos que sobrevivem a concentrações de sal nocivas à maior parte dos seres vivos. A superfície de Marte está cheia de sais que são nocivos à vida, como sulfato de magnésio e o perclorato de magnésio. Esses sais são muito mais nocivos do que o cloreto de sódio que predomina nos oceanos terrestres. A Roberta explicou porque esses sais são tão prejudiciais à vida. Roberta: Os principais danos dos percloratos, na verdade, são dois. Eles são muito oxidantes, mas hoje, e essa era uma das principais preocupações na época da descoberta desses sais lá, mas hoje, do que a gente entende, aparentemente, se você pega a parte termodinâmica do negócio, não é tão relevante o fato de eles serem oxidantes, mas eles são extremamente caotrópicos. E esse vai ser um conceito bastante importante para a gente entender os problemas da vida nessas soluções, porque um agente caotrópico é aquele agente que tem o potencial de desestabilizar macromoléculas. Macromoléculas são basicamente tudo que a vida precisa para existir, como proteínas, lipídios, material genético. Então, se você tem agentes caotrópicos em uma solução, essas moléculas que precisam se manter em determinada forma vão ter dificuldade de permanecer assim. E a gente sabe que a forma dessas macromoléculas hoje estão intimamente ligadas à função que elas exercem. Então, quando a gente tem esses agentes caotrópicos, é basicamente uma função de desestabilizar a vida como a gente conhece ali. E esses sais são extremamente caotrópicos. Danilo: A Isabella também me ajudou a entender como a caotropicidade desses sais pode desestruturar o arranjo de grandes moléculas orgânicas, como as proteínas. Isabella: Basicamente um agente caotrópico é qualquer coisa química que desestruture macromoléculas. Aí o que seriam macromoléculas? Qualquer molécula importante para a vida. Então a vida é baseada em células. Células têm principalmente proteínas, que é o arranjado de várias moléculas orgânicas ali e que elas se rearranjam de uma forma 3D. Então, a forma 3D de uma proteína é muito importante para ela executar a função. E função de proteína é tudo. Tudo que envolve uma célula funcionar, você precisa de uma proteína ali trabalhando para ela funcionar. E para essa proteína funcionar, ela tem que estar na forminha dela 3D, ela não pode ser uma linha, ela tem que ter três dimensões. E agentes caotrópicos vão quebrar esse 3D. E se você quebra esse 3D e ela fica, por exemplo, linear, uma proteína, aí ela não tem mais função. Se ela não tem função, a célula não funciona. Se uma célula não funciona, a vida por si não funciona.  Danilo: Como a Roberta já tinha mencionado, os percloratos da superfície marciana desestruturam a química da vida não só por serem caotrópicos, mas também por serem oxidantes. Roberta: Porque quando a gente fala que um composto ele é muito oxidante ou muito oxidativo, significa que ele reage muito fácil com outras coisas ao redor. Então, aquela estrutura que a Isabela falou, que precisa ser mantida, dessas proteínas, para que elas funcionem, quando você tem algo que é muito reativo ao redor… Isso também, ela vai reagir com esse agente oxidativo, que no caso é esse sal, e quando ela reage assim, todas as outras ligações que ela tem para manter essa estrutura específica, para ela funcionar, podem se desorganizar também, e isso vai prejudicar a função, seja das proteínas, como também dos lipídios, por exemplo, que são aquelas gorduras que constroem a membrana biológica das células, que é muito importante para manter um ambiente interno, mas também os próprios materiais genéticos, o DNA e o RNA, que são essenciais pra manter e passar a informação da vida como a gente a conhece. Danilo: a bactéria que a Roberta e a Isabella estudam gosta de alta concentração de sal. É, por isso, considerada um extremófilo, uma espécie adaptada a condições extremas em que a maioria dos seres vivos terrestres não teria condição de sobreviver. Extremófilos que se dão bem com alta concentração de sal são chamados de halófilos. Os halófilos são importantes para entender a possibilidade da existência de vida hoje em Marte. Caso a vida tenha um dia existido no planeta vermelho, ela poderia, talvez, ter se adaptado para sobreviver em bolsões de água debaixo da superfície, algo que provavelmente existe segundo os modelos mais aceitos da estrutura de Marte. Isabella: Mas existem locais na Terra em que de alguma forma a água evaporou demais e concentrou muito sal, então a gente tem um aumento dessa concentração comparado com o mar. E existem principalmente microrganismos nesses ambientes que se adaptaram e desenvolveram para esse tipo de ambiente. Então eles têm uma resposta ao sal, NaCl, cloreto de sódio, diferente dos que vivem no mar, por exemplo. Então eles resistem a concentrações maiores. Roberta: E isso seria interessante porque, como a gente falou, qualquer tipo de água líquida presente em Marte seria o que a gente chamaria de uma salmoura. Então, teria uma concentração alta de sal dissolvida nesses ambientes. Portanto, qualquer tipo de vida presente ali deveria ser capaz de lidar com isso, ou seja, a gente poderia chamar de halófilo. Danilo: esses bolsões subterrâneos de água têm a vantagem de estarem protegidos da alta radiação ultravioleta que castiga a superfície marciana. O nó é que deve haver outras barreiras para a sobrevivência de microrganismos nesses bolsões. A Roberta começa explicando isso e a Isabella depois completa a explicação. Roberta: Porque é possível. Se a gente tem água líquida, as reações são possíveis. Mas a gente vai ter diversas outras características. …desses ambientes que continuam sendo problemáticos. Um deles é, por exemplo, a própria disponibilidade de água que você vai ter numa solução aquosa com muita concentração de sal. Quando você tem uma solução com muita concentração de sal, as moléculas de água estão ligadas ao íon. Então, ela não está disponível para reação. Apesar da água estar líquida, você tem muito mais dificuldade de a reação acontecer. E a gente precisa de reação para que a vida aconteça. Isabella: Ela acabou de introduzir um termo extremamente importante, que ela só não deu o nome, mas é extremamente importante para esse tipo de pesquisa, que é a atividade da água. É o quanto de água está disponível para a vida reagir, para as reações acontecerem e a vida conseguir acontecer. Hoje, é meio arbitrário, esse número vai de zero a um, é um número, enfim, mas a gente sabe que a vida consegue sobreviver até 0,6 de atividade da água. Abaixo disso, não. E aí, quanto maior a atividade da água, ou seja, mais próximo de um, mais água disponível tem. Quanto menor, mais água está retida. Ela está ali, mas ela está se fazendo ligação com outro grupo químico, no caso, o que ela falou, são os sais. Então, os sais estão ligando com aquela água, ela não está disponível para a reação. Então, quanto mais sal, mais você tem a diminuição da atividade da água e menor chance de ter água disponível ali para a vida poder fazer reações químicas. Danilo: Então, no índice de 0 a 1 de atividade da água, a vida consegue existir se este índice estiver acima de 0.6, aproximadamente. O índice estimado de atividade da água nos aquíferos subterrâneos em Marte é 0.57 – ou seja, a bola bate na trave, mas não entra. [música de transição] Danilo: A atividade da água no passado remoto de Marte era, provavelmente, muito acima do mínimo requerido para a existência de vida. Se a superfície de Marte parece hoje inabitável, há mais de 3,5 bilhões de anos o planeta pode ter oferecido condições mais amenas à vida, especialmente a microbiana. O Gabriel publicou recentemente, como primeiro autor e junto com outra pesquisadora do AstroLab – a Ana Paula Schiavo, uma especialista em microrganismos halófilos – um estudo na conceituada revista internacional Astrobiology. Eles exploraram como o lago que existia na cratera Jezero há mais de 3,5 bilhões de anos pode ter sido habitável, pois deve ter sido rico em um íon de ferro capaz de proteger microrganismos da radiação ultravioleta. Ele mesmo explicou esse trabalho interessantíssimo para este podcast. Gabriel: Cada vez mais a gente descobre que Marte é muito mais heterogêneo do que a gente pensa como uma coisa uniforme. Existiam lagos onde você tinha pH muito baixo, que a gente tem uma ideia disso, principalmente por esses depósitos, como sulfatos de magnésio ou sulfatos de ferro, como mineral jarosita, detectado por satélites que orbitam Marte. A presença de jarosita demonstra que essa água, em algum momento, era extremamente abundante de ferro III e extremamente ácida, condições onde a gente possui vida aqui na Terra. Então a gente queria demonstrar que Marte tinha semelhanças com a Terra mas tinha algumas características também que eram um pouco diferentes. E poxa, Marte também estava recebendo uma grande quantidade de radiação do Sol, e eu falo principalmente da radiação ultravioleta, que é aquela que a camada de ozônio protege hoje em dia. Mas ainda assim, a gente tem um pouco de ultravioleta que chega por isso que a gente precisa passar protetor solar. E a gente pensou no ferro como também um protetor solar. Já havia estudos que demonstravam que o próprio solo marciano, por ser muito rico em ferro (por isso, aquela cor de ferrugem) ele já é capaz de proteger fisicamente organismos que eventualmente poderiam estar presentes ali no planeta. A gente queria poder quantificar essa proteção, principalmente nesses lagos.  Danilo: Usando algumas leis químicas que já são bem conhecidas, os pesquisadores do AstroLab desenvolveram um modelo matemático para tentar estimar qual seria o efeito protetivo do ferro em solução nos lagos que existiam no passado remoto de Marte. Pela composição das rochas encontradas no que era o fundo, o assoalho desses lagos, já sabia que eles poderiam ser ricos em ferro. Os pesquisadores do AstroLab fizeram experimentos em laboratório testando o quanto microrganismos poderiam sobreviver com diferentes taxas de radiação ultravioleta e soluções com mais e menos íons de ferro. Eles compararam os resultados dos experimentos com o modelo matemático e viram que o modelo era capaz de prever com uma boa precisão qual seria o efeito protetivo do ferro contra o ultravioleta.  Gabriel: E aí, com isso, a gente pôde modelar como esses lagos poderiam proteger a vida, pelo menos a vida como nós a conhecemos. Aí, claro, a gente tem que assumir várias questões. Por exemplo, a gente não sabe quais eram as concentrações de ferro nesse ambiente. Se existia vida ou não, qual seria a resistência dessa vida naturalmente ao ultravioleta, mas usando exemplos da Terra, a gente conseguiu demonstrar que lagos com pouco ferro, em algumas profundidades relativamente rasas na casa de alguns centímetros, até alguns poucos metros, esse ferro já seria capaz de proteger a vida como nós conhecemos. Então esses lagos marcianos poderiam estar protegidos dessa ação do ultravioleta do Sol. Mesmo não tendo uma camada de proteção de camada de ozônio, ainda assim a vida como nós conhecemos poderia se desenvolver nesse tipo de ambiente que a gente sabe que existiu no passado marciano. Danilo: Se o ouvinte quiser saber um pouco mais sobre esse estudo, pode dar uma olhada na matéria que eu publiquei na Folha de S. Paulo no final do ano passado, com o título “Novo modelo simula condições de habitabilidade de antigos lagos de Marte”. Vamos deixar o link da matéria e do artigo do Gabriel na descrição do episódio. [música de transição] Danilo: A gente viu que a superfície de Marte é inóspita para a vida como a gente a conhece, mas resta alguma esperança de que os aquíferos subterrâneos marcianos sejam habitáveis. Agora, para encontrar água embaixo da superfície, em grande quantidade e com potencial para ser habitável, a gente vai ter que ir para bem mais longe, lá na vizinhança dos planetas gigantes gasosos. No próximo episódio o assunto vai ser as luas de Júpiter e Saturno que têm grandes oceanos debaixo de uma espessa camada de gelo. Essas luas geladas têm se tornado o assunto mais quente da astrobiologia quando se trata da procura por condições e ingredientes para a vida no sistema solar. O roteiro, pesquisa, produção e narração foram feitos por mim, Danilo Albergaria; a revisão do roteiro foi feita pela Simone Pallone. Os entrevistados foram o Gabriel Gonçalves Silva, a Fernanda Jamel, a Roberta Vincenzi e a Isabella Gaião. A edição do episódio foi da Carolaine Cabral. As músicas são do Blue Dot Sessions,  são Creative Commons. E esse podcast foi produzido com o apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, com o projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no universo, o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP.

Bom dia, Obvious
Como voltar a confiar no próprio corpo, com Raquel Castanharo

Bom dia, Obvious

Play Episode Listen Later May 10, 2026 55:59


Existe uma diferença entre cuidar do corpo e fazer dele uma máquina de performance. Neste episódio de Bom Dia, Obvious, Marcela Ceribelli recebe a fisioterapeuta, corredora e escritora Raquel Castanharo para uma conversa sobre corrida, saúde e as belezas que nosso corpo é capaz de fazer. Elas falam sobre pressão estética, autoestima, câncer de mama e a necessidade de respeitar os próprios limites em uma cultura obcecada por resultados. ⁠⁠Para receber em primeira mão a pré-venda do Clube do Livro clique aquiNos acompanhe também: Marcela Ceribelli no Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@marcelaceribelli⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TikTok da Obvious: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@obvious.cc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Chapadinhas de Endorfina: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@chapadinhasdeendorfina⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Ouça também, outros podcasts da Obvious:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Chapadinhas de Endorfina.doc⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Podcast Academia do Prazer⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Livros da Marcela Ceribelli:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Sintomas — e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Aurora: O despertar da mulher exausta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠: AQUIInstagram de Raquel Castanharo: AQUI Livro de Raquel Castanharo: AQUI Referências e citações:Taylor Swift : All Too Well: AQUI Taylor Swift: Shake It Off : AQUI Taylor Swift: Evermore: AQUI Documentário: The Eras Tour: AQUI  Dra Carolina Ambrogini no Instagram AQUI

Hora da Venenosa
O reencontro mais esperado!

Hora da Venenosa

Play Episode Listen Later May 8, 2026 24:07


Elas voltaram! As venenosas mais famosas do Brasil, Fabíola Reipert e Keila Jimenez, se reencontram no Podcast das Venenosas para despejar, toda semana, fofocas quentíssimas, bastidores bombásticos e comentários afiados — sempre com aquela pitada de veneno que só elas sabem dar.

Desculpa Alguma Coisa
Cecilia Malan fala da relação com a família, divórcio, carreira no jornalismo e novo livro

Desculpa Alguma Coisa

Play Episode Listen Later May 6, 2026 53:39


No episódio de hoje do Desculpa Alguma Coisa, Tati Bernardi recebe a jornalista e escritora Cecília Malan. Ela falou do seu livro “Eu e Elas”, da boa relação com a família e da entrevista emocionante com Gisèle Pelicot. Filha do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, a jornalista conta como foi ingressar na profissão e o apoio que recebeu da família após o fim do seu casamento com um francês. Ela também fala do seu livro inspirado na foto com a filha nos estúdios Globo, em Londres, que viralizou nas redes sociais e a necessidade de dar voz às mulheres que, assim como ela, são mãe e às vezes não têm com quem deixar os filhos para sair e trabalhar. #tatibernardi #DesculpaAlgumaCoisa #ProgramasCanalUOL #t2e98

Foodness Talks
Pré NRA - O que ver na maior feira de foodservice do mundo - Jessica Montes #295

Foodness Talks

Play Episode Listen Later May 6, 2026 48:32


Tendências não surgem do nada. Elas começam em mercados mais maduros, ganham consistência, provam resultado e depois se espalham. O intervalo entre o que acontece lá fora e o que chega aqui é uma janela. E quem sabe usá-la sai na frente.No episódio #295, a gente fala sobre como viajar é investimento pra construir repertório, como a cobertura da NRA, a maior feira de foodservice do mundo, em Chicago, com a Jessica Montes, Head de Marketing da Seara Food Solutions, pra traduzir o que está acontecendo de mais relevante no mundo e o que, de fato, faz sentido pro nosso mercado.A gente fala sobre como ler tendências com método e não só com curiosidade, sobre o que observar numa feira pra além dos produtos e lançamentos, sobre como encurtar o caminho entre o que acontece lá fora e as decisões do seu negócio aqui.Porque no fim do dia, não é sobre o que é novo. É sobre o que funcionae como aplicar isso na sua operação.Esse episódio é um oferecimento da @‌searafoodsolutions, @goomer_br e @‌risposrabr

Notícia no Seu Tempo
Criança de 5 anos que sempre usa tela aprende menos, aponta a OCDE

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later May 6, 2026 7:50


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (06/05/2026): Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com 25 mil crianças de cinco anos de idade em nove países, incluindo o Brasil, apontou desenvolvimento prejudicado pela exposição diária a dispositivos digitais. A avaliação mediu vocabulário, resolução de pequenos problemas matemáticos e habilidades socioemocionais. No Brasil, o trabalho envolveu crianças de São Paulo, Ceará e Pará. Elas tiveram desempenho semelhante à média dos outros países em literacia (interesse por livros, vocabulário, capacidade de compreender e produzir narrativas, reconhecimento de letras e palavras). Já em noções de Matemática, o resultado ficou abaixo da média. Metrópole: Governo federal aumenta classificação indicativa do YouTube para 16 anos Internacional: Após trocas de acusações, EUA e Irã reivindicam controle sobre Ormuz Economia: Fertilizantes, petróleo e El Niño devem inflacionar a comida Política: Chapa ao Senado terá Eduardo Bolsonaro como suplente em SP Cultura: Cine Copan terá reforma para voltar a ser cinemaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Gama Revista
Iberê Thenório, no Manual do Mundo: como gostar de ciências

Gama Revista

Play Episode Listen Later May 3, 2026 38:50


Num momento em que se discute o potencial viciante da reprodução automática do YouTube e seus riscos de exposição a discursos extremistas, um criador de conteúdo parece ter a total aprovação de mães, pais e cuidadores: o jornalista Iberê Thenório, criador do canal Manual do Mundo, no Youtube, junto à esposa Mariana Fulfaro, terapeuta ocupacional que hoje ocupa a direção-executiva da produtora de vídeos.Desde 2008, Thenório transformou o que começou com vídeos caseiros que mostravam o funcionamento de objetos comuns numa das maiores produtoras de entretenimento educativo do país com o foco centrado em ciências e engenharia. São mais de 20 milhões de seguidores nas suas redes e mais de 4 bilhões de visualizações no canal do YouTube. Além dos vídeos, o Manual do Mundo também tem 17 livros publicados e uma marca de 1 milhão de unidades vendidas, além de produtos licenciados.“A partir de uma certa idade, as pessoas começam a ter um pouco de resistência às exatas, às ciências da natureza. E aquilo começa a fazer parte da identidade da pessoa, não gosta de matemática, não gosta de física, não gosta de química. A nossa missão aqui é desviar desse filtro que essas pessoas criam”, fala sobre ao Podcast da Semana sobre educação e telas.Na entrevista a Gama, Thenório conta sobre como é educar pelo Youtube e sobre o fato de os meninos serem a maioria do seu público. “A gente vive em uma sociedade que cria uma resistência [sobre ciências e exatas] nas meninas. Elas são desde cedo estimuladas a seguir carreiras da área da saúde, de humanas, e acabam sendo direcionadas para aquilo. Uma menina com dez anos já acha que engenharia não é para menina.”No episódio, o jornalista dá dicas de como assistir ao YouTube de forma mais saudável, fala sobre como escolhe os assuntos a serem destrinchados e explica porque é tão obcecado por bolas perfeitas.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

451 MHz
#194 Querido diário - Adriana Lisboa e Júlia de Carvalho Hansen

451 MHz

Play Episode Listen Later May 1, 2026 60:01


O diário é um gênero literário? Este episódio traz uma conversa das poetas Adriana Lisboa e Júlia de Carvalho Hansen sobre como o registro de acontecimentos do cotidiano permeia a escrita de suas últimas coletâneas de poemas, Antes de Dar Nomes ao Mundo (Relicário), de Lisboa, e Ano Passado (Nós), de Hansen. Elas falam da mistura de elementos biográficos e ficção, das rupturas com o tempo cronológico e da influência dos pais, presentes nos livros. A conversa foi mediada pela crítica Luciana Araujo Marques e aconteceu durante A Feira do Livro 2025, meses antes da morte do professor de literatura João Adolfo Hansen, pai de Júlia, em fevereiro deste ano. Apoio: Lei Rouanet Assine a Quatro Cinco Um por R$ 10/mês: https://bit.ly/Assine451 Seja um Ouvinte Entusiasta e apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451

Star Trek Universe Podcast
Star Trek 3x02 - "Elaan of Troyius" Review

Star Trek Universe Podcast

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 51:41 Transcription Available


The Dohlman of Elas is problematic as hell, maman! But that don't stop us from enjoying KIrk as her tear-stained white knight! Well, maybe it stops us a little.

Contra-Corrente
Primeiras-damas e rainhas: o poder passa por elas

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 7:10


Margarida Freitas surgiu radiante ao lado de Letizia e mostrou como estávamos desabituados desta figura. Qual tem sido o papel destas mulheres a quem o casamento deu uma visibilidade que não tinham?See omnystudio.com/listener for privacy information.

DioCast - The Open Way of Thinking
Se todo mundo usa extensões… por que o GNOME ignora elas?

DioCast - The Open Way of Thinking

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 104:49


No novo episódio do Diocast, analisamos o GNOME 50 e discutimos mudanças que vão além do que aparece na interface. Falamos sobre o forte avanço em acessibilidade, o fim do suporte ao X11 e como a transição para Wayland vem sendo conduzida de forma gradual.Também exploramos o papel do ecossistema moderno do Linux, com tecnologias como Flatpaks e PipeWire trabalhando em conjunto com o GNOME para criar uma experiência mais segura e consistente. Ao mesmo tempo, levantamos uma questão que muitos usuários já se fizeram: por que extensões tão populares ainda não fazem parte do sistema por padrão?O episódio traz reflexões sobre decisões de design, evolução contínua e os desafios de equilibrar simplicidade, flexibilidade e estabilidade em um desktop amplamente utilizado.Se você quer entender o que realmente está por trás do GNOME 50 e para onde o projeto está caminhando, essa conversa é um ótimo ponto de partida.---https://diolinux.com.br/podcast/sera-que-o-gnome-50-ignora-extensoes.html

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 05/04/2026 | Irã rejeita ultimato de Trump / Tensão aumenta no Oriente Médio

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Apr 5, 2026 182:19


Confira os destaques do Jornal da Manhã desse domingo (05): O comando militar do Irã rejeitou o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a reabertura do estreito de Ormuz. Teerã classificou a ameaça como “desequilibrada e estúpida” em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. Os Estados Unidos resgataram o segundo tripulante do caça F-15 abatido no Irã. O presidente Donald Trump (Republicano) afirmou que o militar foi localizado após uma operação de busca e resgate em território inimigo. Em entrevista à Jovem Pan, o professor de relações internacionais Gunther Rudzit analisa o conflito entre Estados Unidos e Irã e afirma que, neste momento, Teerã tem vantagem estratégica ao pressionar economicamente Washington com o fechamento do estreito de Ormuz. Durante a vigília pascal no Vaticano, o papa Leão XIV criticou a paralisa diante dos conflitos no mundo e pediu que os fiéis trabalhem pela paz. A cerimônia é uma das celebrações mais importantes da Igreja Católica e marca a ressurreição de Jesus Cristo. Na mensagem de Páscoa deste domingo (05), o papa Leão XIV pediu que líderes mundiais abandonem planos de poder e trabalhem pelo fim dos conflitos. O pontífice criticou a violência e alertou para o risco de o mundo se acostumar com as guerras. Após o fim da janela partidária, PL e PT aparecem com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados. Especialistas avaliam que o cenário reforça a polarização política nas eleições de 2026. Após troca de críticas entre Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu união entre lideranças da direita. O pré-candidato afirmou que disputas internas enfraquecem o grupo. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio (Republicano), anunciou a prisão de duas mulheres apontadas como sobrinhas do general iraniano Qassem Soleimani. Elas tiveram o green card revogado e aguardam deportação, mas a família do militar nega qualquer parentesco. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Nelson Roman, presidente da ABEMI, analisa os impactos da alta da gasolina na indústria brasileira. Ele também comenta como o PL 6139 pode fortalecer a engenharia nacional e reduzir a vulnerabilidade do setor energético. Dez governadores e dez prefeitos de capitais deixaram os cargos dentro do prazo de desincompatibilização para disputar as eleições. Entre eles estão nomes que devem concorrer à Presidência da República e ao Senado. Fiéis participam das celebrações de Páscoa na Catedral da Sé, no centro de São Paulo. A data marca a ressurreição de Jesus Cristo e é considerada uma das mais importantes do calendário cristão. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Inteligência Ltda.
1802 - A REALIDADE CRUEL DO FEMINICÍDIO: MÁRCIA TIBURI E SÂMIA BOMFIM

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 146:47


SÂMIA BOMFIM é deputada federal e MÁRCIA TIBURI é filósofa, escritora e professora. Elas vão bater um papo sobre o aumento de ocorrências de feminicídio no Brasil e o que é necessário ser feito para combater esse crime hediondo.

Chutando a Escada
Ecologia da mente e extrema-direita

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 70:01


O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.

O Assunto
A polilaminina e o caminho da ciência

O Assunto

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 23:48


Convidada: Poliana Casemiro, repórter de ciência e saúde do g1 e mestre em divulgação científica pela Unicamp. Os vídeos de um paciente com lesão medular que voltou a andar trouxeram esperança para muita gente. Ele foi um dos oito pacientes testados em uma pesquisa sobre o uso da polilaminina para reverter quadros de paralisia. A perspectiva promissora em relação à substância disparou uma corrida judicial: mais de 50 pessoas entraram na Justiça para receber o medicamento antes mesmo de ser aprovado pela Anvisa. A pesquisa, conduzida pela doutora Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ, já realizou testes em animais e neste pequeno grupo de pacientes. Mas a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ainda tem um longo caminho pela frente. Até aqui, a Anvisa autorizou apenas o início da fase 1 dos testes – etapa para garantir a segurança sobre o uso da substância. A polilaminina precisa passar ainda pelas fases 2 e 3. Na última semana, a repórter de ciência e saúde do g1 Poliana Casemiro publicou uma reportagem na qual entrevista a cientista. Elas conversaram sobre pontos de atenção no estudo: Tatiana admitiu erros, mas reforçou a eficácia da substância. Poliana Casemiro, que é também mestre em divulgação científica pela Unicamp, é a convidada de Natuza Nery neste episódio. A jornalista explica o que é a polilaminina e o que os resultados divulgados até agora indicam. Ela também descreve os próximos passos do estudo clínico e diz por que o método científico, muitas vezes, exige tanto tempo de pesquisa.

Podcast : Escola do Amor Responde
3287# Escola do Amor Responde (no ar 11.03.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 22:33


No programa de hoje, uma aluna disse que teve um relacionamento que iniciou e, na verdade, ela não estava preparada. Com isso, ela cometeu muitos erros por causa de seu próprio temperamento e não soube tratar a pessoa da forma que merecia. Contudo, ela só percebeu isso após o término. Atualmente, ela está arrependida e insegura. Paralelamente a isso, ela tem tentado se preparar para ser a pessoa certa. Contudo, ela tem uma dúvida: como se livrar desse sentimento de culpa?Os professores Renato e Cristiane Cardoso orientaram a aluna e, sobretudo, explicaram o que significa ter um namoro blindado.É possível?Em seguida, outra aluna, Maria de Lourdes, de 64 anos, perguntou se é possível viver sozinha. Ela compartilhou que foi casada por dez anos, mas se divorciou. Logo depois, teve outro relacionamento estável por 20 anos, mas que também acabou. Depois, iniciou outro relacionamento, que durou três anos, mas não deu certo. Atualmente, ela está sozinha. Tem dois filhos casados e cuida da mãe, de 94 anos de idade.Maria disse que, quando ouve alguns aconselhamentos do casal, se sente triste e se questiona por estar sozinha. A aluna confessou que não tem energia emocional para estar em outro relacionamento. Ela trabalha fora, tem boas amizades e cuida do corpo. Ela perguntou se há uma obrigação de estar com um companheiro ou se pode ser feliz sozinha.Foi contaminadoAdemais, os professores leram um comentário nas redes sociais de Antônio, que disse que a primeira lição que recebeu em relação às mulheres foi: nunca confie em uma mulher. Elas são os seres mais hipócritas que existem; transem, mas não se apeguem. Na oportunidade, Renato e Cristiane comentaram sobre isso.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Chutando a Escada
EUA 250 anos: Mitos Fundadores e Distopia

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 73:27


Neste episódio de abertura da temporada de 2026, o Chutando a Escada mergulha nas profundezas da identidade americana. Em um ano marcado pelos 250 anos da Independência dos Estados Unidos, a editora-chefe do OPEU, Tatiana Teixeira, recebe a professora Camila Vidal (UFSC) para uma análise que vai muito além das celebrações oficiais. Elas discutem como os mitos fundadores, o conceito de Destino Manifesto e o excepcionalismo americano foram construídos e disputados ao longo dos séculos. Mais do que uma revisão histórica, o episódio revela uma ideia de democracia distorcida, servindo de base para o unilateralismo agressivo e a distopia política que vemos hoje sob o trumpismo. Aperte o play! Clique aqui e conheça o OPEU. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira e Camila Vidal. Dedicatória especial: Henrique Harudi Marques Toriha. Capa do episódio: Capitólio sob nova perspectiva Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: RAPHAEL, Ray. Founding Myths: stories that hide our patriotic past. New York: The New Press, 2004. HORNE, Gerald. The Counter-Revolution of 1776: slave resistance and the origins of the United States of America. New York: New York University Press, 2014. Capítulos: 00:00 – Abertura: Temporada 2026, mudança para a Alemanha e novas parcerias. 08:30 – Giro de Conjuntura: Maduro, Irã, Groenlândia e Trump 2.0. 15:00 – Introdução: Os 250 anos da Independência e a disputa de narrativas. 25:00 – Mitos Fundadores e a construção do Excepcionalismo. 42:00 – Destino Manifesto e a “exportação” da democracia americana. 55:00 – Trumpismo: O unilateralismo agressivo como herança histórica. 01:10:00 – Conclusão: Quem os EUA podem ser daqui para frente? The post EUA 250 anos: Mitos Fundadores e Distopia appeared first on Chutando a Escada.

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 269: People's Reactions

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 48:32


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