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RdMCast
(teaser) Cabana RdM #109 - Undertone

RdMCast

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 2:00


Um podcast recebe áudios suspeitos. O que fazer? No caso de Evy e Justin, eles decidem tocar para seus ouvintes, sem se preocupar com qualquer possível consequência.Undertone é um filme que trabalha muito com a questão do som, não somente os áudios perturbadores que constroem a atmosfera de horror, mas também a edição de som, que transforma qualquer movimento em um grande barulho.Como o filme conversa diretamente com a gente, resolvemos trazer ele aqui para debater. É realmente um filme bom, ou o hype foi longe demais? O Cabana RdM começa agora.O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabriel Braga, Gabi Larocca e Thiago Natário.ARTE DA VITRINE: Estúdio GrimESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram @estudiogrimcontato@estudiogrim.com.brPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoSEJA UM(A) APOIADOR(A)Apoie o RdM a produzir mais conteúdo e ganhe recompensas exclusivas!Acesse: https://apoia.se/rdmConheça a Sala dos Apoiadores: https://republicadomedo.com.br/sala-dos-apoiadores/CITADOS NO PROGRAMAUndertone (2026)Tem algo para nos contar? Envie um e-mail!contato@republicadomedo.com.brTwitter: @RdMCastInstagram: Republica do Medo

Ciência
Matéria escura: Portugal trabalha sobre projecto internacional

Ciência

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 9:37


Várias observações do Universo indicam que a matéria escura é um ingrediente fundamental do cosmos: é cerca de cinco vezes mais abundante do que a matéria normal e contribui para manter as galáxias coesas. Apesar disso, a sua detecção directa é um grande desafio, uma vez que as partículas que a constituem não emitem nem interagem com a luz. A RFI falou com a doutora Isabel Lopes, responsável do grupo Matéria Escura na Universidade de Coimbra. E se alguém lhe dissesse que tudo aquilo que conseguimos ver no Universo representa apenas cerca de 5% do que existe? Os outros 95% seriam, pois, matéria escura. A experiência LUX-ZEPLIN é uma colaboração internacional com 250 cientistas e engenheiros de 37 instituições dos Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Suíça, Austrália e Coreia do Sul. A doutora Isabel Lopes é responsável do grupo Matéria Escura do LIP, o Laboratório de instrumentação e física experimental de partículas, da Universidade de Coimbra. Ela começa por explicar o âmbito da experiência LUX-ZEPLIN. Essa experiência tenta detectar as partículas, hipotéticas porque não sabemos se elas sequer existem, que constituirão a matéria escura. A matéria normal, nós sabemos que é feita de partículas, então nós pomos a hipótese de que a matéria escura também seja feita de partículas. Só que não podem ser estas partículas que nós conhecemos. As propriedades da matéria escura não são de molde a serem compatíveis com as propriedades das partículas que nós conhecemos. De modo que são partículas desconhecidas. E então a experiência LUX-ZEPLIN tem um enorme detector numa antiga mina de ouro, a 1,7 quilómetros de profundidade, a ver se consegue detectar partículas dessa matéria escura que venham da periferia da nossa galáxia. Porque é que o detector está enterrado tão fundo? Estas partículas da matéria escura, nós sabemos que têm pouca probabilidade de interagir com a matéria normal, portanto, com o detector. Ao mesmo tempo, por exemplo, aqui à superfície da Terra, temos imensas outras partículas que vêm da atmosfera, que vêm dos materiais, até nós próprios irradiamos partículas. E, portanto, seria impossível distinguir, no meio de tanta partícula a interagir no detector, aquelas que nós procuramos, que são muito raras. Por isso, vamos lá para baixo, e assim, no nosso detector só vamos ver os sinais das partículas de matéria escura, quando eles aparecerem claro. Para tentar ver estes sinais, utilizam o xénon líquido. O que é e porque é importante nessa pesquisa? Pois são dez toneladas de xénon líquido e como a probabilidade destas partículas interagirem é muito pequena, nós temos que aumentar a massa das nossas partículas normais. São os átomos de xénon líquido, compostos por electrões, protões e neutrões. Por isso temos que ter muitos desses átomos. O xénon é bom porque ele tem um gás inerte, não é perigoso. Portanto daí a escolha do xénon. E é líquido porque sendo líquido é muito mais denso que sendo gás. Densidade significa que temos mais partículas por unidade de volume. E, portanto, conseguimos maior probabilidade de observar as tais partículas da matéria escura. Se uma partícula de matéria escura atravessar o detector, o que acontece exactamente? Vemos um sinal eléctrico, não no xénon directamente. No xénon directamente, essa partícula vai alterar os átomos, vai produzir luz. E essa luz que é uma luz no ultravioleta, vai ser detectada por uns sensores que nós temos no detector, no pote, digamos assim, cheio de xénon líquido. Temos um conjunto de sensores de luz no topo e na base. E então esta luz é detectada por esses sensores. Esses sensores convertem a luz num sinal eléctrico e o que nós vimos é nos computadores um sinal eléctrico. Depois há todo o trabalho de ver se o sinal eléctrico observado é compatível com que nós esperamos da partícula da matéria escura. E aí entra a física. Se o encontrassem matéria escura, o que mudaria na física? Isso me ajudaria imenso, porque é um mistério enorme. Termos provas de que exista matéria escura, que não só existe como é 90% de toda a massa do universo. Nós temos aqui na nossa galáxia toda um halo de matéria escura à volta da parte luminosa e que não sabemos o que é. E, portanto, além disso, seriam partículas novas, totalmente desconhecidas. Iremos ter que estudar todas estas partículas e ver se compreendemos o comportamento dessas massas. Era realmente uma revolução. Ao contrário, se o LUX-REPLIN terminar sem encontrar matéria escura, significa que não existe ou que temos de a procurar de outra forma? Já está a ser desenhado um detector ainda maior, também de xénon líquido, muito parecido com LUX-ZEPLIN, porque o tamanho importa muito. Portanto já está a ser desenhado esse detector que se chama XLZD. Essa é a fase seguinte. Prevê-se que esteja pronto para 2030, 2031 e depois, se esse não der, então temos que procurar outras maneiras. Nesses projetos, qual é o papel de Portugal? Há só uma instituição em Portugal a participar que é o LIP. E então nós fomos responsáveis e mantemos a manutenção. Fomos nós que desenhámos e construímos, digamos, o cérebro da experiência que se chama o sistema de controlo, que é o sistema, como o nome indica, que controla as várias partes do detector e toma a acção quando ela é necessária. Por exemplo, estas dez toneladas de xénon estão sempre a circular, não estão quietinhas no detector. Isso obriga a que abram e fechem as torneiras e sejam lidos muitos sensores. Esta experiência tem 10.000 sensores, para além dos sensores de luz, têm 10.000 sensores de pressão, temperatura porque o cheiro só é liquido a -100 graus. Também fizemos um sistema todo software para ir analisando os dados da experiência, ou seja, os sinais dos sensores de luz para ver se está tudo a correr bem. Isso é bastante complexo porque nós temos que ter a certeza que o detector está estável a um nível muito elevado. A precisão tem que ser muito grande. E agora somos responsáveis por analisar os dados à procura do tal sinal da matéria escura. Temos uma parte dessa tarefa. Portanto, temos várias valências. É um grupo que não é muito grande. Tem 12 pessoas, entre investigadores e estudantes. Fizeram uma operação de 417 dias entre 2023 e 2025, na qual não encontraram matéria escura, mas aprenderam muito. Considera que é um sucesso? Ah sim é um sucesso. Ela foi um sucesso. Nós já temos resultados posteriores a estes, mas estes foram um sucesso porque não só mostraram que era possível operar um detector tão grande. E, por outro lado, ficámos a saber um pouco mais da matéria escura, quanto, por exemplo, a sua potencial massa. Era Isabel Lopes, investigadora e responsável do grupo Matéria Escura do LIP da Universidade de Coimbra, que nos acompanhou neste magazine de Ciência.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Psicanálise em Humanês - com Lucas Nápoli

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 24:37


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#DNACAST
O Trabalho Devolve - 18 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 2:38


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Indeportes Antioquia - Radio
La Voz del Deporte Antioqueño de Indeportes Antioquia - sábado 18 de julio de 2026

Indeportes Antioquia - Radio

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 29:55


Emisión del sábado 18 de julio de 2026 de "La Voz del Deporte Antioqueño" de Indeportes Antioquia. Episodio 724.Temática:1: Indeportes Antioquia, por intermedio de la Subgerencia de Fomento y Desarrollo Deportivo inicio las fases subregionales de los Juegos Intercolegiados “Generación de Campeones”.2: Durante esta semana, del 14 al 18 de julio tres zonales de la edición 46 de los Juegos Intercolegiados “Generación de Campeones”.3: En el municipio de Amalfi, la ciudad señora del Nordeste, se realizan los Juegos Intercolegiados de las subregiones Nordeste y Magdalena Medio de Antioquia.4: Desde el municipio de Ciudad Bolívar nos informan del desarrollo de los Juegos Intercolegiados “Generación de Campeones” del Suroeste antioqueño.5: En la subregión de Urabá 2.500 deportistas se presentan en nueve deportes, en el municipio de Carepa en los Juegos Intercolegiados de Urabá. Presencia de las 10 poblaciones de la zona.6: La próxima semana, desde el lunes 20 de julio en Babosa y desde el martes 21 de julio en La Ceja del Tambo, Juegos Intercolegiados del Valle de Aburrá y del Oriente antioqueño.

DICAS DE NEGÓCIOS E CARREIRA
A armadilha mental do "Eu mereço"

DICAS DE NEGÓCIOS E CARREIRA

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 6:48


Trânsito, contas, cobranças... Tem dia que parece que estamos vivendo dentro de uma panela de pressão, não é? E é justamente aí que o perigo mora. Por que será que a nossa mente nos empurra para gastos impulsivos ou decisões erradas logo nos dias em que estamos mais exaustos?Neste episódio, vamos descomplicar a psicologia por trás do "Eu mereço". Baseado no meu artigo https://tinyurl.com/EUMERECOLINKEDIN , este bate-papo joga luz sobre o "cansaço decisório" , o verdadeiro culpado por sugar toda a nossa força de vontade ao longo do dia.O que você vai ouvir hoje:Por que o seu cérebro reage a um e-mail chato como se estivesse fugindo de um predador?O segredo para desarmar o impulso de compra usando uma palavra simples.Como parar de usar o consumo como anestesia para o estresse do trabalho.Coloque os fones e venha entender como assumir o controle das suas decisões.#Mentalidade #Autoconhecimento #EquilibrioEmocional #FinancasPessoais #EuMereco

Flow Games
GTA 6 DEVERIA CUSTAR 200 DÓLARES??? E jogador BRASILEIRO PROCESSA XBOX e VENCE - #FGN #236

Flow Games

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 109:40


Semana não anda fácil pra quem curte os jogos. Tem analista de mercado dizendo aí que GTA 6 a 80 dólares tá é barato. E você não vai acreditar nos motivos pelos quais ele defende que o título da Rockstar precisava sair por mais que o dobro disso. Vai vendo. Também tivemos o sucesso de Assassin's Creed Black Flag Resynced com a Ubisoft dando presentinhos para os jogadores, mais da crise de memória RAM e jogador processando a XBOX e vencendo! Vem que o Flow Games News de hoje tá

Arauto Repórter UNISC
Vendas: a profissão que constrói pessoas

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 2:56


Quando uma criança diz que quer ser médica, as pessoas aplaudem. Quando diz que quer ser engenheira, também. Se sonha em ser advogada, recebe incentivo.Mas repare numa coisa: quase ninguém cresce sonhando em ser vendedor.A maioria chega às vendas por acaso. Porque precisava pagar uma conta, buscava uma oportunidade ou precisava recomeçar a vida.E é aí que acontece uma das coisas mais bonitas.A profissão que quase ninguém escolhe acaba escolhendo algumas pessoas. E, quando escolhe, transforma.O vendedor aprende a ouvir sem interromper. Aprende a lidar com a rejeição sem perder a educação. Aprende a controlar as emoções quando a vontade era explodir. Aprende a seguir em frente depois de dias difíceis. Aprende a conversar com ricos e pobres, tímidos e extrovertidos, inseguros e arrogantes.Poucas profissões apresentam tantos retratos diferentes da natureza humana.Depois de alguns anos, acontece algo curioso. A pessoa entrou nas vendas para ganhar dinheiro, mas já não é a mesma que entrou. Porque as vendas ensinaram coragem, comunicação, maturidade, inteligência emocional e, acima de tudo, ensinaram a enxergar pessoas.Tem gente que encontrou uma profissão. E tem gente que encontrou uma versão de si mesma que jamais conheceria em outro lugar.Por isso, acredito que algumas pessoas trabalham com vendas. Outras são construídas por elas.Talvez seja esse o motivo de tantos vendedores terem tanto orgulho da profissão. Porque ela não mudou apenas a conta bancária. Mudou a pessoa que todos os dias olha para o espelho.Se você conhece alguém que vive de vendas, compartilhe esta mensagem. Talvez ela descreva uma história que essa pessoa nunca conseguiu colocar em palavras.Autora: Carol Iasmin

Convidado
Presidenciais em STP: "Há uma polarização geral que deixa em aberto o resultado"

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 9:47


Em São Tomé e Príncipe, mais de 142 mil eleitores são chamados às urnas, este domingo, 19 de Julho, para escolher o próximo Presidente da República. Há quatro candidatos a concorrer ao escrutínio: Carlos Vila Nova (recandidato ao cargo) e ainda Eugénio Tiny, Nito D'Abreu e Miques João. A RFI fez um balanço da campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe com o analista político são-tomense, Abílio Neto, radicado em Portugal, a quem começámos por perguntar qual dos candidatos chega ao fim da campanha eleitoral em melhor posição e porquê. RFI: Qual dos candidatos chega ao fim da campanha em melhor posição e porquê? Abílio Neto: Essa é uma pergunta muito complicada porque tem duas respostas. A primeira resposta é que, relativamente a quem poderá vir a ser o vencedor, eu tenho dúvidas de que possam existir certezas nessa altura. É evidente que o incumbente parte sempre como favorito. Entretanto, nós sabemos também que, de uma forma global, na política, hoje, os incumbentes, por via do desgaste, por via de uma série de situações específicas do momento que nós vivemos, os incumbentes têm estado a perder sucessivamente eleições. Não sei se São Tomé e Príncipe confirmará essa tendência global, mas desconfio profundamente que sim, que possa também fazer parte dessa tendência global. Mas também existe aqui uma outra situação, que é uma situação específica de São Tomé e Príncipe. Neste momento, vemos, mais do que nunca, uma espécie de polarização geral e generalizada, que deixa em aberto o resultado final. Portanto, entre os dois grandes favoritos, Miques João e o actual Presidente Vilanova, um deles vencerá as eleições. Eu não tenho a certeza de que existam, nesta altura, dados que nos possam indicar, com certeza e com rigor, os favoritos inquestionáveis. Agora, há aqui uma outra questão, que é saber quem pode vencer as eleições não ganhando as eleições. RFI: Há algum que se destaca nesse sentido? Abílio Neto: Há, sim senhora. Eu acho que o advogado Miques João, personagem um pouco complicada e complexa no nosso ambiente político, demasiado activista, demasiado interventor, demasiado polémico, demasiado, diria eu, até ziguezagueante, mas que, neste final de campanha, tem dado notas de alguma ponderação, de alguma compreensão do sistema e até de alguma moderação no discurso. Isso parece-me que é uma boa notícia porque começava-se a cair numa espécie de descrédito generalizado, em que se olhava para as candidaturas praticamente como uma espécie de acto de voluntarismo pessoal e individual, sem que houvesse substância que sustentasse esse ímpeto para se ser candidato. Agora começamos a perceber que todos eles, todos os quatro, têm qualidades para poderem ser presidentes de São Tomé e Príncipe, alguns com mais qualidades, outros com menos. RFI: Considera que durante a campanha foi dada mais visibilidade a Carlos Vila Nova do que a outros candidatos? Pergunto-lhe que hipóteses tiveram os outros candidatos para também se fazerem ouvir e falar com os eleitores? Abílio Neto: Em termos institucionais, o que tem que ver com o previsto na legislação eleitoral e também na Constituição de São Tomé e Príncipe, há uma certa ideia de igualdade de oportunidades políticas para todos os candidatos ou para todas as candidaturas. Isso parece que está mais ou menos a cumprir-se. Toda a gente tem acesso à comunicação social pública. Houve um debate entre os quatro. Houve entrevistas individualizadas com os candidatos na televisão de São Tomé e Príncipe. Houve, e tem estado a haver também na RTP África, entrevistas curtas, mas muito interessantes, com os quatro candidatos. A esse nível, não há grande questão. O problema está no financiamento das campanhas. Há, de facto, duas campanhas que se destacam, destacando-se ainda mais a campanha do actual Presidente da República. Eu acho que está a ser exagerada toda a capacidade financeira que tem para fazer campanha. Isso até começa a ser asfixiante para os próprios são-tomenses, que não querem e já nem sequer têm paciência para ver tanta ostentação de capacidade financeira por parte de uns candidatos, relativamente a outros candidatos. Em segundo, também vem o Nito Viegas d'Abreu, que é um candidato que vem de uma parte considerável da ADI, apoiado pelo Patrice Trovoada, o seu líder, que também mostra pujança financeira, comparando naturalmente com os outros dois candidatos, que têm muito menos recursos para o efeito. RFI: Na sua opinião, qual foi o tema que mais marcou a campanha? Temos conseguido falar com várias pessoas que se mostram revoltadas com a falta de combustível, a inflação, os apagões recorrentes, o mau estado das estradas. Para si, qual foi o tema mais marcante desta campanha? Abílio Neto: Bem, há aqui duas situações. A primeira, de uma forma geral, a campanha foi pouco rica do ponto de vista dos conteúdos políticos que definissem com clareza o que pensam os candidatos sobre uma série de assuntos que são assuntos de competência presidencial. Está na nossa Constituição as competências do Presidente da República num semi-presidencialismo de pendor parlamentar, como é o nosso, e gostaria de ouvir os candidatos a serem muito mais claros numa série de situações, que são situações limite e constam da nossa Constituição e que levantam e têm levantado muitos problemas. Sobretudo porque eu acho que é assim, e tem sido essa a nossa história democrática, tendo a Presidência um pouco como o foco da instabilidade política e governativa no país. Mais a Presidência do que o Parlamento e até do próprio Executivo. Sendo assim, sendo a Presidência o foco das crises políticas no país, o foco principal, eu gostaria de ouvir muito mais coisas dos candidatos sobre como eliminar esse foco. É evidente que existe essa coisa em São Tomé e Príncipe de não se conseguir distinguir a Presidência do Presidente, o que torna naturalmente o exercício do cargo muito mais personalizado e individualizado do que propriamente institucional. E daí a crise profunda da nossa democracia a partir da Presidência. Bem, isso é um caso. É o meu olhar. Agora, a questão é outra. O Presidente Vila Nova, que é o incumbente, fez um exercício terrível de recuo no nosso ambiente institucional e, sobretudo, no Constitucional. Ele demitiu um governo e promoveu um governo de iniciativa presidencial. Isso não existe na nossa Constituição, não existe na nossa legislação e nem sequer existe na lógica da ciência política que sustenta a nossa Constituição. RFI: Esse episódio de que está a falar gerou uma forte disputa política no país. Será que, depois desse período conturbado, estas eleições poderão representar um momento de estabilização, na sua opinião? Abílio Neto: Pode ser, e era aqui que eu queria chegar quando chamei esse momento, que foi um momento importantíssimo, na minha perspetiva porque é o momento em que o Presidente, ao contrário daquilo que o semi-presidencialismo aconselha, o Presidente junta-se ao executivo porque o executivo é um executivo dele. Foi ele que, para lá da Constituição e para lá daquilo que a Constituição lhe diz para fazer, ele cria um governo que é um governo seu. Portanto, aqui está o segundo ponto: se o governo não consegue ser performante, o Presidente é o principal responsável por aquilo que acontece no executivo. Não há outra forma de olhar. E é assim que a cidadania, que o povo, está a olhar para estas eleições e a olhar para o incumbente. Está também a avaliar o governo de iniciativa presidencial que ele propôs e impôs ao país. E o que é que esse governo tem de relevante? Tem de relevante que ele é muito impopular, e é muito impopular exactamente pelo quadro económico e social que a Stefanie Palma acabou de contextualizar e que é o real... A crise energética, a crise de acesso à água, uma série de crises que afectam o quotidiano da vida das pessoas e, naturalmente, também o encarecimento geral do poder de compra. Isso é evidente para todos. Portanto, quando as pessoas olham para o atraso no pagamento dos ordenados, etc., etc., e das reformas, enfim, uma série de problemas que o governo teve, que não tem necessariamente que ser responsabilidade do governo, podem ser responsabilidades até importadas e algumas delas efectivamente são importadas pela circunstância internacional que nós conhecemos. Mas muitas delas têm a ver com a atitude do governo e essa ligação intrínseca entre o Presidente e o actual governo. Qualquer são-tomense que vive no país ou fora do país e que olhe para a nossa política percebe exactamente isso que eu acabei de dizer aqui. RFI: Há muitas questões, de facto, em aberto. Pergunto-lhe agora até que ponto é que estas eleições presidenciais podem e vão influenciar as legislativas marcadas para o próximo mês de Setembro? Abílio Neto: Vão influenciar muito e, na minha perspectiva, vão influenciar muito porque todo o quadro político-partidário está fraccionado, está debilitado. Os partidos tradicionais estão todos eles a viver à base de conflictualidade intensa entre facções. O que é que isso quer dizer? Quer dizer que existe aqui uma possibilidade, uma abertura para serem partidos regeneradores, partidos que não tenham ligação ao sistema, que não têm ligação a agentes do sistema, que tenham toda uma linguagem e todo um discurso que ultrapasse, diria eu, os vícios do sistema. Para mim, essa é que é a perspectiva interessante: tentar perceber se, na sociedade civil são-tomense, se a cidadania são-tomense está capaz de propor alternativas, muito mais do que olhar para o quadro tradicional dos partidos políticos, onde não se vê que venha nada de novo nem nada de especialmente interessante.

Podcasts FolhaPE
Subsíndicos: um papel que merecia maior reconhecimento

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 13:23


Como os Subsíndicos são vistos hoje pela lei? ⁠Na convenção vem as atribuições deles? ⁠É em qualquer afastamento o síndico que ele assume? ⁠E ele vira síndico? ⁠Tem limite de tempo? ⁠Ele recebe a remuneração, caso exista? ⁠Existe responsabilidade civil e criminal que nem o síndico? ⁠Ele é eleito por chapa, que nem as eleições? Para responder essas e outas questões sobre subsíndicos, o âncora Jota Batista conversa com o advogado especialista em Direito Condominial, Yuri Oliveira.

Assunto Nosso
Vendas: a profissão que constrói pessoas

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 2:56


Quando uma criança diz que quer ser médica, as pessoas aplaudem. Quando diz que quer ser engenheira, também. Se sonha em ser advogada, recebe incentivo.Mas repare numa coisa: quase ninguém cresce sonhando em ser vendedor.A maioria chega às vendas por acaso. Porque precisava pagar uma conta, buscava uma oportunidade ou precisava recomeçar a vida.E é aí que acontece uma das coisas mais bonitas.A profissão que quase ninguém escolhe acaba escolhendo algumas pessoas. E, quando escolhe, transforma.O vendedor aprende a ouvir sem interromper. Aprende a lidar com a rejeição sem perder a educação. Aprende a controlar as emoções quando a vontade era explodir. Aprende a seguir em frente depois de dias difíceis. Aprende a conversar com ricos e pobres, tímidos e extrovertidos, inseguros e arrogantes.Poucas profissões apresentam tantos retratos diferentes da natureza humana.Depois de alguns anos, acontece algo curioso. A pessoa entrou nas vendas para ganhar dinheiro, mas já não é a mesma que entrou. Porque as vendas ensinaram coragem, comunicação, maturidade, inteligência emocional e, acima de tudo, ensinaram a enxergar pessoas.Tem gente que encontrou uma profissão. E tem gente que encontrou uma versão de si mesma que jamais conheceria em outro lugar.Por isso, acredito que algumas pessoas trabalham com vendas. Outras são construídas por elas.Talvez seja esse o motivo de tantos vendedores terem tanto orgulho da profissão. Porque ela não mudou apenas a conta bancária. Mudou a pessoa que todos os dias olha para o espelho.Se você conhece alguém que vive de vendas, compartilhe esta mensagem. Talvez ela descreva uma história que essa pessoa nunca conseguiu colocar em palavras.Autora: Carol Iasmin

Um Eventual Ocultismo
Apenas Uma Mordiscada - A Maldição da Múmia

Um Eventual Ocultismo

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 21:32


Tem uns unboxings que não compensam...Mandem e-mails com comentários para: umeventualocultismo@gmail.comParticipantes: Pedro Santos e Vítor BatistaMúsica: Pharaoh Ramses II (Derek Fiechter's Music)

Dois Empregos
Fut da Firma #07 - Os Craques Brasileiros Se Perdem na Vida?

Dois Empregos

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 44:27


Com a Copa, a produtividade foi embora? ⚽

Podcast Rebelião Saudável
Jardel Bartolini: De Cetogênica para Carnívora

Podcast Rebelião Saudável

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 73:16


Nessa live conversei com o nutricionista Jardel Bartolini (@jardelbartolini)Jardel é Nutricionista, empresário e mentor, construiu sua trajetória profissional fundamentado na busca incessante por conhecimento e na análise crítica dos paradigmas que cercam a nutrição e a saúde metabólica. É especialista em emagrecimento através de estratégias alimentares restritas em carboidratos, se dedica ao estudo aprofundado da fisiologia, endocrinologia metabólica e comportamento alimentar. Tem uma postura questionadora, defende que a evolução do conhecimento exige a constante revisão de conceitos e a disposição para desafiar consensos quando estes não encontram respaldo na prática e na biologia humana. Seu trabalho tem como objetivo ajudar pessoas a recuperar a saúde, restaurar o equilíbrio metabólico e alcançar resultados sustentáveis por meio de uma compreensão mais profunda do funcionamento do organismo.No Clube de Leitura, exploramos juntos obras que desafiam o senso comum — livros que unem ciência, filosofia e ancestralidade — sempre com uma visão crítica e prática para transformar o conhecimento em ação. Entre para o Clube e participe das discussões ao vivo, receba roteiros, resumos e mergulhe em cada capítulo com profundidade.▶️ Saiba Mais: https://henriqueautran.com.br/clube-de-leitura/ Conheça o Substack Nutrição Ancestral. É um espaço autoral de aprofundamento científico, com análises técnicas baseadas em literatura acadêmica sobre evolução, fisiologia e metabolismo, conectando biologia evolutiva e evidência para quem quer entender o corpo além de modismos. ▶️ Assine: https://nutricaoancestral.substack.com No instagram você encontrará conteúdo diário sobre nutrição ancestral, metabolismo, evolução humana, saúde, longevidade e pensamento crítico. Além dos vídeos, você encontrará reflexões, bastidores, estudos científicos comentados e conteúdos exclusivos para ajudar você a entender melhor seu corpo e tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde.▶️ Siga no Instagram: https://instagram.com/henriqueautranNo canal YouTube você encontra vídeos, entrevistas, análises científicas, aulas e reflexões sobre nutrição ancestral, metabolismo, evolução humana, saúde, longevidade e pensamento crítico. Se você busca informações baseadas em ciência, mas explicadas de forma clara e acessível, inscreva-se no canal e acompanhe os novos conteúdos.▶️ Inscreva-se: https://youtube.com/c/henriqueautran

Joguei no Grupo
#155 - Sou Chato Para... com Matheus e Guigo – Joguei no Grupo

Joguei no Grupo

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 80:23


Todo mundo é chato para alguma coisa. Tem quem só durma de um jeito, quem não suporte áudio em 2x...Neste episódio, Matheus e Guigo entram no grupo para compartilhar as chatices mais aleatórias, defender manias injustificáveis e descobrir que, no fim das contas, ninguém é tão único quanto imagina.Music from #InAudio: https://inaudio.org/ Fashion Saxophone Rnb Beat by Infraction [No Copyright Music] / Stand Up.CURTE O JOGUEI? MESMO?Apoie NA ORELO! ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://orelo.cc/jogueinogrupo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠OU APOIA-SE:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/jogueinogrupopodcast⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠Envie seu e-mail para:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ jogueinogrupo@gmail.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga o Joguei no Grupo: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.instagram.com/jogueinogrupo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga a Jenny Prioli: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.instagram.com/jennyprioli⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga o Controle Y: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠w⁠ww.instagram.com/controle_y⁠

Flow Games
QUAL MELHOR JOGO DE 2026 (GOTY ATÉ AGORA) - #flowgames #196

Flow Games

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 144:02


Chegamos no meio do ano e no Flow Games Podcast de hoje vamos discutir quais os jogos que têm as maiores chances de levar o tão disputado troféu de jogo do ano, vulgo GOTY. Os favoritos já estão decididos? Tem algum jogo correndo por fora? A voz do povo vai fazer valer a premiação?E qual o SEU GOTY de 2026 até agora?

Pautas Femininas
Desafios da jornada 6x1 para as mulheres - 1ª parte - O impacto da escala 6x1 na vida das mulheres

Pautas Femininas

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 15:15


A proposta de redução da jornada 6x1 voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional. Mas, para milhões de mulheres, esse debate vai muito além das relações de trabalho. Ele também envolve a divisão das responsabilidades de cuidado, o trabalho doméstico e o direito ao descanso. No Pautas Femininas desta semana, representantes do governo, do setor produtivo, de trabalhadores e parlamentares apresentam os principais argumentos favoráveis e contrários à mudança. A edição também mostra como os impactos podem ser diferentes para homens e mulheres. Na entrevista desta semana, a secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, explica por que a discussão sobre a jornada de trabalho também passa pela valorização do trabalho de cuidado, pelo fortalecimento das políticas de cuidado e por uma distribuição mais equilibrada dessas responsabilidades.

Convidado
São Tomé e Príncipe: mudança de nome e de bandeira defende Eugénio Tiny

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 7:11


O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial.  Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo.   Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total !   Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões !   Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?!   E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de  São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe,  e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto.  Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado:  para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.

Um Milkshake Chamado Wanda
CONFISSÕES DE ZECA CAMARGO E SARAH OLIVEIRA

Um Milkshake Chamado Wanda

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 91:50


Zeca Camargo e Sarah Oliveira voltam ao Wanda numa edição riquíssima! Tem bastidores de entrevistas, Zeca conta como foi ver Madonna ao vivo pela primeira vez, falamos ainda sobre a carreira da Rainha do Pop e Confessions II e ainda destacamos lançamentos de 2026 que chamaram a atenção até agora==============FAÇA PARTE DO CLUBINHO WANDA!Episódios extras toda segunda e sexta a partir de R$10!Apoiase: https://apoia.se/podcastwandaOrelo: https://orelo.cc/wandahttps://linktr.ee/podcastwandaEpisódio apresentado por:@phelipecruz@eusousamir@saraholiveira@zecacamargomundoProdução:Julia Gomes (julia@papelpop.com / @g0mesjulia)Edição / Captação:Felipe Dantas (dantas@papelpop.com / @apenasdantas)Toda quarta-feira, 20h, ao vivo no Youtube e em todas as plataformas de streaming.

Viva + Feliz Podcast Terapêutico
#282 Merecimento - Série A Raíz Invisível

Viva + Feliz Podcast Terapêutico

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 26:01


Você diz que merece. Mas será que você vibra no merecimento? Existe uma diferença enorme entre conseguir as coisas boas da vida e conseguir permanecer com elas. O dinheiro que entra e escorre, o amor que chega e é afastado, o descanso que vem acompanhado de culpa. Isso não é azar. Tem raiz.Neste episódio da série A RAIZ INVISÍVEL, você vai entender por que algumas pessoas destroem exatamente aquilo que mais desejam, de onde vem a crença de que é preciso sofrer ou se esforçar muito para merecer, e por que repetir frases de merecimento não muda nada enquanto o seu corpo continua devolvendo tudo de bom que chega.Você vai descobrir o que é o teto invisível da felicidade, como a lealdade à história da sua família pode estar limitando a sua prosperidade, e vai sair deste episódio com quatro passos práticos para abrir as mãos e finalmente receber.Encaminha para uma mulher que conquista muito e aproveita pouco. Ela precisa ouvir isso hoje.

Artes
“A Mulher Desarvorada” quebra silêncios sobre maternidade e condição feminina em Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 19:10


“A Mulher Desarvorada” é um monólogo inspirado no livro “A Mulher Desiludida”, de Simone de Beauvoir, e está em cena no festival Off Avignon até 25 de Julho, com o título francês “La Femme Déracinée”. Em palco, Tati Pasquali, a actriz do espectáculo que também assina a dramaturgia, fala sobre a violência do parto e do pós-parto, a sobrecarga mental e física da maternidade, a persistente desigualdade homem-mulher, a devoção feminina transgeracional à família e o abandono, entre muitas outras coisas. “Quando é a mulher que cuida de tudo, quem é que cuida dela quando tudo desaba?”, questiona Tati Pasquali na entrevista que deu à RFI, em Avignon. “A Mulher Desarvorada” é a história de uma mulher que abdicou de si própria para se dedicar à família. Conta a violência do parto, a depressão pós-parto, a transformação do corpo feminino, o desdém do olhar masculino sobre esse mesmo corpo, a sobrecarga da maternidade, a solidão, a traição e o abandono. “É a história dessa mulher que abriu mão da sua profissão e tornou a família e o lar na sua profissão, no seu único lugar no mundo, e o que acontece com ela quando isso desaparece. É muito focado na importância da independência financeira feminina como forma de liberdade e é um dos temas que a Simone [de Beauvoir] batia muito o martelo em cima. É sobre esse papel que a mulher ainda ocupa em 2026, de ter a maior parte dos cuidados maternos, os cuidados com a família, cuidado com a casa. Quando é a mulher que cuida de tudo, quem é que cuida dela quando tudo desaba, quando tudo se vai embora? Essa mulher vê-se obrigada a cuidar de si sozinha. Tem uma frase no espectáculo que é: ‘Quando se viveu durante tanto tempo em função dos outros, é um pouco difícil se converter a viver para si'. Eu acho que fala sobre muitas coisas, sobre maternidade, sobre sobrecarga materna, sobrecarga mental, sobrecarga física, mas também fala um pouco dessa falta de olhar para si mesma que as mulheres têm quando ocupam demais esse lugar do cuidado com o outro e com a casa”, conta Tati Pasquali. A ideia de escrever este texto nasceu durante a pandemia de Covid-19, com o confinamento, quando ficou “durante dois anos presa em casa com um bebé”, cruzando depressão pós-parto com a depressão da pandemia. Perante a sensação de se sentir intelectualmente e criativamente “desperdiçada”, a actriz brasileira foi à procura de um tema para criar algo e reencontrou-se com “A Mulher Desiludida”, da filósofa francesa Simone de Beauvoir, reconhecendo-se “num lugar de cuidado com a família, com a casa”, de questionamento por ter deixado de lado a sua independência financeira e a sua profissão. “Peguei só em inspirações do livro e transformei em uma coisa muito mais pessoal. Eu acho que o espectáculo ganhou muito e desarvorada é uma palavra que ela fala no texto. Ela fala: ‘Eu estava tão desarvorada que eu precisava fazer alguma coisa.' Desarvorada é essa mulher que perde as folhas, é uma árvore que perde a vida. E também tem a ligação com a árvore genealógica que eu faço com a minha mãe, com a minha avó, com a avó paterna, avó materna, tem essa coisa de árvore das mulheres, dessa árvore genealógica e desse lugar de quando você perde as folhas, quando você perde a força, o que te alimenta?”, descreve a actriz e autora de “A Mulher Desarvorada”. “A Mulher Desarvorada” tem encenação de Claúdia Semedo e está no no Festival Off, em Avignon, no Théâtre de La Porte Saint Michel, até 25 de Julho. Participar no festival “é um super risco financeiro”, admite Tati Pasquali que considera que este “não é um festival democrático” porque “não é qualquer companhia, não é qualquer artista que consegue vir” devido aos elevados custos que implica, desde logo “a hospedagem que fica caríssima e o aluguer do teatro também caríssimo”. A peça só consegue estar em Avignon graças a apoios e a um crowdfunding e, ainda assim, “é preciso captar mais dinheiro e a gente está vendendo paninhos, livrinhos e é importante vender ingressos para tentar captar”. Apesar do risco financeiro, “a experiência é incrível”, com “pessoas de todos os lugares do mundo” e “é um currículo incrível para o espectáculo”. Oiça a entrevista neste programa.

Viracasacas Podcast
#492 "Pra quem torcemos" - com Tanguy Baghdadi

Viracasacas Podcast

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 85:10


Saudações pessoas…haja coração!É Copa do Mundo e a discussão hoje é sobre como as questões das paixões e dos rasgos políticos entram em campo por vezes perturbando e mesmo distorcendo a análise e a entrega desvairada ao esporte – ao contrário inclusive de uma tentativa, por alguns, de despolitizá-lo sempre que ele começa a fazer barulho.Que amores, desamores, preferências, ranços e simpatias movem a nossa ‘escolha' de torcida? Tem lado e jeito certo? Tem vilões, heróis e times “do bem” e “do mal”, mesmo, ou isso é uma invencionice que despotencializa a própria cara da politização da coisa? Para ajudar a trafegar nessa ‘ola‘ de questões, ninguém melhor que o professor, podcaster, colunista, palestrante – e “homem de três Seleções” – Tanguy Baghdadi.

Donas da P@#$% Toda
#330 - Amizades no divã, com Carolina Santos

Donas da P@#$% Toda

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 59:10


Na mesma medida em que as amizades passam a ter mais espaço nas nossas vidas (ainda bem!) elas também ganham outras camadas: elas passam a exigir mais cuidado, mais conversa, mais maturidade e mais disposição para lidar com conflitos. Tudo para que a gente não repita com ela os mesmos dilemas das nossas outras relações. Mas como fazer isso? Como pensar nossas relações com as nossas amigas a partir de outros viéses, que não sejam os mesmos que aplicamos nas relações conjugais e familiares? No episódio da semana, conversamos sobre isso com a psicóloga e psicanalista Carolina Santos. ------------------PITAYA: O CLUBE DE CALCINHAS QUE AMAMOS AMAR⁠⁠⁠assinepitaya.com.br⁠⁠Cupom: DONAS15------------------UM AIRBNB EM GRAMADO PRA CHAMAR DE NOSSO ⁠⁠⁠https://www.airbnb.com.br/rooms/33580406?unique_share_id=891d6240-97dc-4f1f-ad72-5138ea8cf351&viralityEntryPoint=1&s=76Chama a Dâmaris no chat e conta que é nossa apoiadora, tá? Tem condição especial! :)------------------PRODUTOS DO DONAS DA P* TODA!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.enxamecolaborativo.com.br/brands/Donas-da-P-Toda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠APOIE O PODCAST!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.apoia.se/donasdaptoda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠-----O ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Donas da P* Toda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ é um podcast independente. Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra (@larissavguerra) e Marina Melz (@marinamelz). Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf (@brunostolf) Todas as informações em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.donasdaptoda.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@donasdaptoda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠.

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 13 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 5:52


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

IGLESIA CRISTIANA EVANGÉLICA DE CIUDAD REAL
¿Recuerdas las obras de Dios? - Habacuc 3:3-15 - Santiago Alves

IGLESIA CRISTIANA EVANGÉLICA DE CIUDAD REAL

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 55:21


En Habacuc 3:3-15, el profeta evoca la majestuosa intervención de Dios en la historia de Israel. La teofanía descrita —Dios viniendo de Temán, el resplandor como la luz, los rayos en sus manos, la pestilencia y la fiebre que marchan delante, la tierra que se estremece, las montañas que se deshacen, el sol y la luna que se detienen— es un recordatorio de que el mismo Dios que libró a su pueblo en el pasado sigue siendo el Señor soberano del presente. Habacuc no olvida: «En medio de los años hazla conocer». Este recuerdo no es un ejercicio nostálgico, sino un ancla para la fe en medio del caos. Recordar las obras de Dios es la clave para confiar en su fidelidad cuando el horizonte se oscurece. La fe se fortalece cuando miramos atrás y vemos la mano de Dios en nuestra historia. Banda sonora: Drop the Tapes - Biblioteca de audio de YouTube Donaciones local: https://iglesiadeciudadreal.es/donaciones Web: http://iglesiadeciudadreal.es/ Podcast: http://www.ivoox.com/podcast-iglesia-. YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCPq8l9Q7KcX7j6iOGDPP_zg x (antes Twitter): https://x.com/home?lang=es Instagram: https://www.instagram.com/ Facebook: https://www.facebook.com/IglesiaCristianaEvangelicaDeCiudadReal Nota informativa: En todos nuestros videos se pueden traducir los SUBTÍTULOS a cualquier idioma. Ir a configuración y elegir idioma de subtitulo 12/07/2026 - PREDICACIÓN DE LA TARDE - SERIE: HABACUC Habacuc 3 Reina-Valera 1960 Oración de Habacuc 3 Oración del profeta Habacuc, sobre Sigionot. 2 Oh Jehová, he oído tu palabra, y temí. Oh Jehová, aviva tu obra en medio de los tiempos, En medio de los tiempos hazla conocer; En la ira acuérdate de la misericordia. 3 Dios vendrá de Temán, Y el Santo desde el monte de Parán. Selah Su gloria cubrió los cielos, Y la tierra se llenó de su alabanza. 4 Y el resplandor fue como la luz; Rayos brillantes salían de su mano, Y allí estaba escondido su poder. 5 Delante de su rostro iba mortandad, Y a sus pies salían carbones encendidos. 6 Se levantó, y midió la tierra; Miró, e hizo temblar las gentes; Los montes antiguos fueron desmenuzados, Los collados antiguos se humillaron. Sus caminos son eternos. 7 He visto las tiendas de Cusán en aflicción; Las tiendas de la tierra de Madián temblaron. 8 ¿Te airaste, oh Jehová, contra los ríos? ¿Contra los ríos te airaste? ¿Fue tu ira contra el mar Cuando montaste en tus caballos, Y en tus carros de victoria? 9 Se descubrió enteramente tu arco; Los juramentos a las tribus fueron palabra segura. Selah Hendiste la tierra con ríos. 10 Te vieron y tuvieron temor los montes; Pasó la inundación de las aguas; El abismo dio su voz, A lo alto alzó sus manos. 11 El sol y la luna se pararon en su lugar; A la luz de tus saetas anduvieron, Y al resplandor de tu fulgente lanza. 12 Con ira hollaste la tierra, Con furor trillaste las naciones. 13 Saliste para socorrer a tu pueblo, Para socorrer a tu ungido. Traspasaste la cabeza de la casa del impío, Descubriendo el cimiento hasta la roca. Selah 14 Horadaste con sus propios dardos las cabezas de sus guerreros, Que como tempestad acometieron para dispersarme, Cuyo regocijo era como para devorar al pobre encubiertamente. 15 Caminaste en el mar con tus caballos, Sobre la mole de las grandes aguas. 16 Oí, y se conmovieron mis entrañas; A la voz temblaron mis labios; Pudrición entró en mis huesos, y dentro de mí me estremecí; Si bien estaré quieto en el día de la angustia, Cuando suba al pueblo el que lo invadirá con sus tropas. 17 Aunque la higuera no florezca, Ni en las vides haya frutos, Aunque falte el producto del olivo, Y los labrados no den mantenimiento, Y las ovejas sean quitadas de la majada, Y no haya vacas en los corrales; 18 Con todo, yo me alegraré en Jehová, Y me gozaré en el Dios de mi salvación. 19 Jehová el Señor es mi fortaleza, El cual hace mis pies como de ciervas, Y en mis alturas me hace andar. Al jefe de los cantores, sobre mis instrumentos de cuerdas. © Sociedad Bíblica de España

Futebol no Mundo
Futebol No Mundo na Copa #606: Resumão das quartas, o que esperar das semifinais e muito mais!

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 67:04


No Futebol No Mundo deste domingo (12) vamos falar sobre a definição das semifinais da Copa do Mundo. Tem favoritos? Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 11 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 4:19


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 10 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 3:09


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Expresso - Expresso da Manhã
Valter Hugo Mãe: “A ignorância saiu do armário, o passo seguinte é a maldade perder a vergonha”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 15:31


Tem 30 anos de carreira, é um dos escritores portugueses mais prestigiados, de hoje e de sempre. Valter Hugo Mãe está a apresentar pelo país o seu mais recente livro: “O século dos Imbecis” é a fábula de uma vila, uma casa e um homem que bastam para falar de um século inteiro. Neste Expresso da Manhã, ouvimos o autor, que marca a atualidade em duas penadas: a da muito rica literatura portuguesa e a da vida pública e política, a nossa e a do mundo. Este episódio tem moderação de David Dinis e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oxigênio
#222 – A autoria indígena da colonização às livrarias

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 33:06


A literatura indígena no Brasil passou por diversas fases e batalhou contra o apagamento em todas elas. Dos primeiros encontros com os jesuítas, que tentaram impor as regras de gramática e de assentamentos importadas da Europa, ao crescimento das publicações editorais de autoria indígena que vemos hoje. Nesse episódio, Mayra Trinca e Lívia Mendes contam mais dessa história a partir de entrevistas com a pesquisadora Carolina Rodrigues, da Unicamp, e com a escritora Trudruá Dorrico. Você vai conhecer mais sobre as primeiras gramáticas, a importância da oralidade para a literatura indígena e a relação disso tudo com a política (no passado e no presente). ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO TRUDRUÁ: Cara, o Brasil é tão indígena e ele nem se dá conta assim, sabe? Do quanto ele é indígena. MAYRA: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre a importância da escrita pra história do movimento indígena no Brasil.  TRUDRUÁ: Eu entendo assim que a presença indígena nesses espaços literários, é o que faz a nossa literatura ser interessante hoje. Faz deslocar um pouco os homens brancos, jornalistas do Rio – São Paulo, assim, numa produção completamente egocêntrica. LÍVIA: E sobre como isso ganha ainda mais relevância diante de um histórico de apagamentos.  CAROLINA: Que algo escrito nem sempre é um texto. Quem lê nem sempre é um leitor. E quem escreve nem sempre é um autor. MAYRA: Isso porque o ato de escrever foi, e talvez ainda seja, uma das ferramentas mais usadas pra hierarquização social. E aí, ao longo da história, isso deixou marcas que revelam muito do que a gente pensa e entende como autoria de povos indígenas no Brasil.  TRUDRUÁ: A autoria coletiva indígena, ela sempre existiu. O problema é que ela foi descaracterizada por conta da história de apropriação dos povos indígenas ao Estado-nação Brasil. LÍVIA: Pra entender essas questões, conversamos com a escritora e pesquisadora Trudruá Dorrico, do povo Macuxi, e com a linguista Carolina Rodríguez.  MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já me conhece aqui do Oxigênio.  LÍVIA: E eu sou a Lívia Mendes, linguista e especialista em jornalismo científico, e também já apareci algumas vezes por aqui. [VINHETA] CAROLINA: Eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos, o Labeurb, que pertence ao Núcleo de Criatividade da Unicamp e sou também professora no departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, também da Unicamp. É, a minha formação inicial é em letras, mas eu me especializei em linguística. Fiz o doutorado, pós-doutorado, especificamente nas áreas de análise do discurso, história das ideias linguísticas e saber urbano e linguagem. LÍVIA: Essa que você ouviu é a Carolina. Nos últimos anos,  ela têm se dedicado a pesquisar a língua Guarani e as relações dessa língua com a atuação dos jesuítas na região que era a província do Paraguai.  CAROLINA: Que não deve ser confundida com a província civil do Paraguai, né? Porque a província jesuítica ocupava todo o sul do Brasil, Argentina, parte da Bolívia, enfim. MAYRA: O Guarani era a língua falada pelos povos indígenas da região e que teve seus primeiros registros escritos feitos por esses jesuítas.  CAROLINA: O espaço em que surge a escrita em Guarani vai determinar, a finalidade com que é introduzida a escrita nessa língua, vai determinar a relação entre escrita e oralidade, né? Vai determinar o que que é um texto, o que que é ler, o que é escrever em Guarani. LÍVIA: Os jesuítas chegaram na região por volta de 1580 e se instalaram ali, fundando a tal província. Esses missionários, tinham como tarefa estudar a língua local. CAROLINA: A finalidade principal, né, desse trabalho linguístico era se comunicar com os indígenas no dia a dia, aprender a língua, né? Que os missionários estrangeiros pudessem aprender a língua para se comunicar com os indígenas e para catequizar. A questão principal não é o cultivo da língua como bem cultural. Isso pode até ter um resquício, mas não é esse o objetivo principal. MAYRA: Essa lógica por trás do estudo do Guarani fez com que a escrita e a gramática utilizada para essa língua fosse bem diferente de outras línguas. Enquanto as línguas europeias tiveram sua escrita elaborada e rebuscada como uma forma de enriquecimento cultural, a escrita das línguas indígenas era muito mais pragmática, usada apenas como instrumento para ensinar outros jesuítas.  LÍVIA: Ainda assim, a Carolina conta que as primeiras gramáticas, as primeiras organizações e regras linguísticas do mundo surgiram todas meio que juntas.  CAROLINA: É interessante isso porque muitas vezes a gente pensa que “ah, as gramáticas europeias foram feitas primeiro e as línguas ameríndias, por exemplo, depois e não. Então, a diferença entre uma gramática, a primeira gramática em francês, do francês, tem dois, três, quatro anos de diferença com a primeira gramática do Nahuatl, no México, por exemplo. [começa trilha] LÍVIA: Só que nesse momento, na Europa, durante o Renascimento, as gramáticas estavam surgindo pra organizar e padronizar as línguas que representariam os Estados-nação, como o francês, o português e o espanhol. Era preciso reduzir as variações dos dialetos, fixar regras linguísticas, para dar uma ideia de unidade praquele território. MAYRA: Gramatizar uma língua, assim como escrever essa língua , é importante para consolidar regras gramaticais e fazer com que ela mude mais devagar. Por isso as gramáticas surgem com a formação dos Estados, porque conforme as nações hegemônicas iam colonizando diversas partes do mundo, levavam também consigo o processo de gramatização das outras línguas. CAROLINA: Então, essa associação, né, língua cidade através da ideia do movimento, da fixação, eles tinham que fixar a língua pela escrita e fixar os indígenas em povoados, não é? Para que, como dizia o Manuel da Nóbrega, o padre jesuíta, era preciso fazer com que ficassem quietos, né? E não se movessem o tempo todo. Ele reclamava que o trabalho da catequese era jogado fora, porque eles se mudam o tempo todo. LÍVIA: De novo a gente percebe aí a linguagem sendo usada como uma forma de dominação desses povos. O estudo da língua Guarani não estava a serviço dos povos indígenas e sim dos colonizadores. Mesmo que eles começassem a dominar a escrita de sua língua, isso não significava que eles iriam conseguir realmente se apropriar política e culturalmente dessa ferramenta.  CAROLINA: A cultura é imposta como modelo, ao mesmo tempo que se impede o acesso integral a esse modelo. Porque senão a desculpa para subordinação desaparece, não é? [sobe som e encerra música] MAYRA: E a Carolina encontrou, em alguns textos da época, exemplos que mostram isso muito bem. Ela me deu o exemplo de vários textos religiosos, que eram escritos em Guarani, mas que não eram lidos pelos indígenas.  CAROLINA: Porque esses textos traduzidos em Guarani, é, se destinavam aos missionários, não eram dados para a leitura dos indígenas, que eram mantidos a maior, maiormente não alfabetizados, não é? Era porque os missionários soubessem, é, aprendessem e pudessem transmitir oralmente aos indígenas. Então, na verdade, o destinatário do conteúdo do texto, né? Da mensagem religiosa, era o indígena, que não era o leitor do texto, né? Então era não era um público leitor, era um público ouvinte, era um auditório, porque quem lia era o missionário. LÍVIA: Ela também identificou o mesmo deslocamento da função do autor desse texto. Um dos exemplos mais didáticos é de um indígena chamado Nicolas Yapuguay, que publicou dois volumes de sermões bíblicos escritos em Guarani, só que sob direção de um missionário.  CAROLINA: Então, o que significa sob a direção? Significa que a responsabilidade é do missionário. Bom, aí já temos uma dica, não é? Mas o prefácio é fantástico. Eu acho que Foucault leu esse prefácio para definir a função autor, né? Porque quem faz o prefácio ao livro é Paulo Restivo, o missionário. Até aí tudo bem, a gente pode fazer o prefácio de outro livro, né? Mas o que é interessante é que todos os “eus”, as primeiras pessoas, é o missionário que assume. Então, assim, ele chama o leitor de meu leitor, as doutrinas que eu te ofereço.  MAYRA: Isso mostra pra gente que apresentar o Nicolas Yapuguay como autor era quase como um disfarce, um fingimento. Que ele estava ali pra que os missionários pudessem dizer que havia uma participação indígena, mas que não tinha liberdade de decidir o que ou como escrever.  [começa trilha] TRUDRUÁ: Nesse processo de de entender um pouco a escrita e os povos indígenas, eu queria dizer assim que a escrita, essa escrita assim, ai, de escrever o nome, de escrever um poema, de escrever um livro ou de aprender a escrever alguma coisa que é importante assim no dia a dia, não é dessa escrita que nós estamos falando, quando a gente fala assim, ai, dos povos indígenas conseguirem escrever e serem uma sociedade desenvolvida. A gente está falando de um sistema de escrita que cria documentos, que cria cartórios, que cria notários, que cria é, que cria uma legislação para validar, por exemplo, um processo de expropriação territorial. [sobe som e encerra música]  LÍVIA: Essa que você acabou de ouvir é a Trudruá Dorrico.  TRUDRUÁ: Eu sou indígena Macuxi. O povo Macuxi tá no estado de Roraima. Eu sou escritora, essa é uma parte que eu atuo, no âmbito da literatura e eu também sou pesquisadora de literatura indígena e essa é a segunda parte assim da minha atuação no âmbito da pesquisa. MAYRA: Eu conheci o trabalho da Trudruá num grupo de leitura que eu faço parte. A gente leu “Originárias: Uma antologia feminina de literatura indígena”, que é uma coletânea organizada por ela, mas com histórias de diversas autoras de diferentes povos. Ela faz parte de um movimento contemporâneo de autores indígenas, como Daniel Munduruku, Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Geni Nuñez e por aí vai.  LÍVIA: A literatura indígena passou por diferentes fases no Brasil. Ela começou muito antes da chegada dos jesuítas, com a cultura oral, ainda sem registros escritos. Essa primeira fase, estruturada na oralidade, ainda  é muito pouco aceita como literatura. Vamos falar disso um pouco mais pra frente, continua por aqui pra entender.  MAYRA: Então, os registros dos jesuítas formam uma segunda fase, com os primeiros textos escritos, como a gente viu, mas não exatamente respeitando a cultura indígena.  LÍVIA: Depois, a gente teve, durante o modernismo, lá da semana de 22, autores como Mário de Andrade, autor de Macunaíma, por exemplo, se apropriaram de histórias indígenas naquela onda da antropofagia e ficaram famosos por isso.  TRUDRUÁ: O José de Alencar, Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade fizeram carreira sobre com o nacionalismo indígena. Então, é uma terceira fase que a gente fala assim: “É, mas agora a gente vai escrever. A gente vai fazer nossas histórias, a nossa literatura com esta identidade, porque esta identidade é um território que o Brasil precisa reconhecer, que tudo o que diz respeito a nós tem valor e tem alguém ali para reivindicar dizendo assim: “Ó, você não vai falar de nós de qualquer jeito, como se a gente fosse nada ou como vocês estavam acostumados a tratar a gente”. Eu acho que é por isso que talvez esse identitarismo ameace, né? Porque essa pessoa não tá pronta ainda, ela tá muito mais na defesa de: “Ai, nossa, vai me podar, de pesquisar, vai me podar, de escrever, vai me podar, de publicar, vou ser malvista”. Vai mesmo. Vai, vou te dizer com certeza que vai. MAYRA: A Trudruá tá falando aqui de pessoas que falam sobre os povos indígenas ou sobre elementos da cultura indígena como se fossem donas desse saber, ignorando o movimento e a história desses povos. Como livros ou mesmo pesquisas acadêmicas que se apropriam desse conhecimento sem dar os créditos, as referências ou mesmo sem ter representantes indígenas fazendo parte do trabalho.  LÍVIA: Isso porque, como a Trudruá contou na entrevista, esses escritores e pesquisadores sempre viram as práticas indígenas como “sem dono”. O motivo está no fato de que a maioria dos povos indígenas não tinham e ainda, em algumas regiões, continuam não tendo acesso ao domínio da escrita de suas línguas maternas. Por esse motivo não era considerada  a participação do próprio indígena nessas produções. TRUDRUÁ: Eu acho que esse argumento, ele foi utilizado assim por muitos anos, por por décadas, né? Pelos indigenistas e também pelos professores que é que sempre pesquisaram povos indígenas e se tornaram porta-voz desses povos indígenas. E eu acredito assim que é boa fé, o fato é que isso virou uma tradição e essa tradição acabou colocando, né, esses pesquisadores que muito colaboraram, muito ajudaram, não tô nem julgando isso, mas colocou eles assim como paladinos, né? Colocou como representantes de povos indígenas, como uma voz, é, de autoridade, uma voz de tradução entre dois mundos. Traduziu o mundo branco para os indígenas e traduziu o mundo dos indígenas para os brancos. Então, essas pessoas eram as autoridades. MAYRA: É uma ideia que tá muito ligada a noção de que povos que usam a escrita são, de alguma forma, superiores do que sociedades que chamamos àgrafas, ou seja, que transmitem seus conhecimentos exclusivamente por meio da tradição oral, sem ter desenvolvido um sistema próprio de escrita. Eu vou trazer a Carolina aqui de volta pra ajudar a gente a entender isso.  CAROLINA: Olha só, de novo, porque os europeus então gramatizaram as línguas do mundo, instrumentaram as línguas do mundo a partir do modelo que eles tinham usado da gramática grecolatina e também transformaram os espaços do planeta, os territórios a partir do modelo urbano europeu. Então, veja como os processos de gramatização massiva também coincidem com o processo de urbanização, isto é, de transformação das línguas e dos territórios do planeta, né, em direção ao modelo da escrita e da gramática da cidade europeia, não é? LÍVIA: É como se, porque a história da europa seguiu esse caminho, passando da tradição oral pra tradição escrita, do nomadismo para as cidades, todas as sociedades do mundo tivessem que fazer o mesmo percurso.  CAROLINA: Então, esse modelo da escrita, esse modelo da cidade, nesse discurso historiográfico, né? Vai estabelecer uma relação entre espaço e tempo, né? Por quê? Porque as sociedades, cujas formas de vida não produziram esse modelo específico de espaço que é a cidade, né? São jogadas situadas para trás no tempo, são pré-históricas, estão atrasadas, não chegaram lá. Então, há uma temporalidade que vai ser acionada a partir do modelo de espaço, que é produzido a partir de suas tecnologias, entre as quais a escrita, não é? MAYRA: Só que essa é uma visão bem distorcida de como as coisas funcionam. Não é porque a escrita foi necessária pra organização de um modo de vida que ela é essencial em todas as configurações sociais.  LÍVIA: E tem uma questão muito importante aqui. É que essa leitura de mundo não vem sem propósito, “sem querer”. Ela foi moldada pra justificar uma ideia de superioridade.  CAROLINA: Você estar numa sociedade de escrita e não dominar a escrita é uma grande desvantagem. Né? Não ser alfabetizado numa cidade é uma grande desvantagem. A questão é quais são as explicações, né? E como isso acaba sendo ontologizado. É uma característica ontológica dessas sociedades ou desse sujeito, não é? Então, de fato, o que há, é, é o que eu chamei de uma memória da língua marcada pela escrita e uma memória do espaço marcada pelo urbano. Eu explico, né? O que que é memória no sentido discursivo, da análise do discurso. Memória não é lembrança, é o contrário, digamos, ou pelo menos esse tipo de memória discursiva. É aquilo que já foi dito, esquecido e passou a ser do senso comum e faz sentido nas próprias palavras, não é? Então, a gente tem essa memória da escrita, memória da escrita, o que que é? Você imagina a língua, você imagina através da escrita alfabética, não é? Você vê um espaço que não tem cidade, parece um espaço vazio e não tá vazio, né? Por exemplo, uma floresta, o espaço de populações indígenas, não é? MAYRA: É como se houvesse, ainda que de forma inconsciente, uma associação automática entre cidade e progresso, linguagem e “inteligência”. É como dizer que uma pessoa analfabeta não sabe ler porque não quer, ou porque não tem capacidade, e, assim, excluir completamente o papel do Estado, da escola e de outras pessoas no processo de transmitir essa habilidade. A Carolina deu um outro exemplo muito bom de como isso foi manipulado pra fazer povos indígenas parecerem menos capazes do que as pessoas brancas.  CAROLINA: A educação literária, artística, da escultura, da pintura e da música são considerados como o modelo, né, de educação aos indígenas. Mas aí você vai nos povoados e mostram, essa daqui é escultura feita por um indígena, essa aqui para um europeu. E de acordo com esse modelo a feita por um indígena aparece uma caricatura muito simplificada, né? É, então como se apresenta isso, né? Olha, os jesuítas até ensinaram, mas até aí eles conseguiram chegar, mas então esse resultado aquém, de acordo com certo modelo, se apresenta como uma incapacidade lógica, natural dos indígenas. Eles não conseguem se apropriar desse modelo, então tem que se manter como subalternos, né? O que não se diz é que aos indígenas não se ensinava as técnicas de preparatórios para fazer uma escultura que se ensinava aos escultores europeus nas escolas de artesãos europeus. Simplesmente se dava o pedaço de madeira para os artistas e falaram: “Olha, copia aqui” LÍVIA: Se a gente parar pra reparar, a mesma lógica continua até hoje nos discursos meritocráticos, né? É uma ideia de que a habilidade de uma pessoa, seja ela indígena ou não, só depende do seu esforço individual. E assim oculta completamente o papel da sociedade de ensinar as bases necessárias pra isso.  MAYRA: E tem outro ponto interessante aí. Olha como a gente tem todo um referencial do que deveria ser uma sociedade, baseado quase que exclusivamente num único modelo: o europeu. A escultura, a música, o jeito de se vestir, tudo segue as regras estabelecidas na Europa. Só que na maioria das vezes, isso não é colocado em perspectiva, né? É naturalizado, colocado como um processo único pro mundo todo. CAROLINA: Como se isso fosse um, um, um processo inexorável, não é? LIVIA: Quando na verdade a gente devia tá olhando pra isso mais como possibilidades de modos de viver numa diversidade gigante de culturas. Só que é muito natural, por conta da nossa história, a gente achar que o que vem desse padrão europeu é sempre o melhor. CAROLINA: Uma coisa importante, isso não tem a ver com o que a gente acha de melhor ou pior. No sentido de que se você nasce e cresce numa numa sociedade urbana e da escrita, pode achar absurdo não escrever a língua ou não se fixar, mas esse é problema seu, vamos dizer assim, não é? Porque assim, você não é o centro. Não é? Então, não precisa gostar. [trilha sonora] LÍVIA: Até hoje, a escrita tem sido um reflexo disso. Ao longo da idade média, como a escrita tinha praticamente sido sequestrada pela Igreja na Europa, fazendo com que fosse quase exclusiva dos sacerdotes, ela se tornou um símbolo de conhecimento.  MAYRA: Como se um conhecimento só tivesse valor se estiver escrito, aquela ideia de que isso garante que ele será transmitido pro futuro. Isso também explica, voltando no que a gente tava falando antes, porque a primeira fase da literatura indígena, que tava na oralidade, não é considerada.  TRUDRUÁ: Tem muita produção indígena que é uma produção intelectual que esteve no âmbito do imaterial, porque os povos indígenas foram impedidos de desenvolver sua própria escrita e ao mesmo tempo foram impedidos de adotar a escrita alfabética, né? Esse foi um jogo sistemático do Estado para impedir a presença indígena na sociedade brasileira. LÍVIA: Ou então, de forma mais sutil ou até mais perversa, o que era feito era diminuir a identidade indígena de quem escrevia. Uma coisa de “se sabe escrever, então já não é mais indígena”. Um pensamento totalmente relacionado àquela ideia de progresso linear que a gente falou agora pouco, que considera os povos indígenas como se estivessem num estágio cultural anterior e inferior aos dos povos europeus.    TRUDRUÁ: Nesse caso, quando os povos indígenas e os sujeitos indígenas, eles começam a a escrever, a publicar, a romper essa tradição de que tudo que eles têm está na oralidade e quando está na oralidade não pertence a eles, é, eles, né, os primeiros escritores eles vem com essa tradição de dizer: é, não tem autoria porque vocês nunca deixaram, o país nunca deixou, nunca considerou, né, que um indígena que escrevesse, falasse língua portuguesa ou conhecesse os costumes da sociedade dominante pudesse ser considerado indígena. O que eu quero dizer com isso é não não não temos direito à nossa propriedade intelectual, material que tá na oralidade, eh porque eh ao escrever elas não somos mais tão indígenas. MAYRA: Aqui é importante a gente parar e explicar algo com mais calma, porque mesmo pra mim isso não tava bem claro quando comecei a conversar com a Trudruá pra esse episódio.  TRUDRUÁ: Quando você fala de oralidade, eu penso em um sistema, em um dispositivo de memória que é trabalhado assim pelos povos indígenas. Quando você fala de de fala de de voz alta, você tá falando desse oral. né, de uma fala oral. Então são um é sistema de conhecimento, um é prática. Então são diversos, né? TRUDRUÁ: Não podemos entender a oralidade como uma fala, como se ela não tivesse consciência, mas ela tem um sistema todo organizado, é de memória mesmo, assim, que vai de geração em geração e vai ensinando valores e e, e, né, tem uma ciência, né, que a compõe. LÍVIA: Ou seja, quando a gente tiver falando de oralidade aqui, estamos falando de um conjunto de práticas que faz parte de uma tradição de centenas de anos, que foram capazes de fazer permanecer o conhecimento, sem precisar de recursos escritos.  MAYRA: De certa forma, isso permeia o trabalho da Trudruá como escritora hoje. Eu ouvi uma entrevista dela falando sobre o último livro que publicou, o Tempo de Retomada, e como ela tinha o hábito de ler em voz alta pra mãe dela quando tava trabalhando no texto.  TRUDRUÁ: Quando eu penso texto escrito, eu me preocupo muito assim com, é, com uma sofisticação que elas são contadas nessa oralidade. E aí nessa, quando a minha mãe tenta me passar certos valores, eu fico assim impressionada, porque eu realmente me sinto indo para um outro tempo a partir da palavra, eu me sinto viajando assim num outro tempo. E era, e era essa ideia assim de talvez transportar as pessoas para esse tempo que eu nunca sei se eu vou conseguir, ou nunca sei se as pessoas vão se abrir para elas, mas é uma preocupação de que é, talvez o mesmo ritmo ou o mesmo balanço que que eu escuto e que eu sinto, né? MAYRA: Durante a entrevista, eu comentei com a Trudruá como eu tenho percebido um pouco um movimento na literatura de resgatar esse jeito de contar histórias. Como eu falei, eu participo de um clube de leitura e isso é algo que vira e mexe aparece por lá. De como é gostoso ler um livro que você tem a sensação de que a autora tá ali falando mesmo com você.  LIVIA: A Trudruá contou pra gente que, além do contato com as histórias contadas pela mãe, ela também teve, desde sempre, uma ligação muito forte com a literatura. E que os livros sempre tiveram um papel muito importante, não só de companhia, mas de vivência pra ela.  TRUDRUÁ: Eu cresci com a literatura e a literatura me fez viajar por tantos mundos, me faz sonhar, me faz chorar, me faz é, me faz sentir uma magia que de artista, então eu não poderia desejar outra coisa que não, né, viver com a palavra. E aí nesse sentido eu eu também entendo que dá para levar um pouco essa magia nessa escrita literária. E esse era o trabalho assim, de talvez transportar um pouco aquilo que eu sinto quando eu escuto essas histórias. E aí o trabalho, ler em voz alta é importante, assim como ler em silêncio também, mas como eu tenho essa preocupação que a minha comunidade leia, eu também fico pensando assim: “Ai, como que elas podem como que elas vão ler isso, a disposição das frases, desce isso para ir num ritmo tão longo, né? Esse trabalho escrito, prático, de como pode também emular uma certa um certo oral. MAYRA: Uma coisa importante, como dá pra perceber nas falas da Trudruá quando ela tá falando sobre o que espera dos livros dela, é que essa oralidade, tanto a tradição, quanto o hábito de ler em voz alta, tão muito relacionados com o coletivo. E aí entra outro ponto importante. Não é porque um conhecimento é coletivo, que ele é de todo mundo. TRUDRUÁ: Um segmento assim que fica muito evidente no Brasil é o núcleo de folcloristas, o núcleo de estudiosos assim brasileiros que que olham para esses conteúdos, olham para esses materiais, para essas narrativas e entendem ela como uma cultura popular. A cultura popular nesse sentido de que ela é de todo mundo, mas não tem uma autoria específica. E isso é muito conveniente quando você, né, é, consciente ou inconscientemente, você rouba, é, narrativas prontas, narrativas criativas, fantásticas de outros povos para dizer: “Ah, isso faz parte da cultura brasileira no singular” LÍVIA: A Trudruá deu exemplos como o guaraná, a mandioca ou uma série de medicamentos que foram descobertos e desenvolvidos por povos indígenas, mas que nunca foram reconhecidos como autores ou proprietários dessas técnicas.  MAYRA: E que depois, foram coisas incorporadas à cultura brasileira, como se todas as pessoas do país tivessem a mesma relação, a mesma história com esses elementos. E com isso, ignorando que os povos indígenas tiveram um papel fundamental nesse processo. LÍVIA: Lembra que a gente falou sobre como a primeira fase da literatura indígena, aquela da tradição oral, não é reconhecida? Isso porque quando a gente fala de oralidade, é difícil identificar um autor. E essa brecha foi usada pela sociedade brasileira como uma estratégia de incorporar essas histórias numa narrativa nacionalista.  MAYRA: Só que isso, ao invés de valorizar os conhecimentos tradicionais e a individualidade de cada povo, como costuma ser dito por aí, acaba, na verdade, apagando a participação e a autoria dessas pessoas na sua própria história.  [trilha sonora]  TRUDRUÁ: Mas sobre a identidade indígena, vai ser algo que eu nunca vou abrir mão. E eu digo como escritora e eu digo como indígena, porque assim, a história brasileira e a história literária brasileira, tudo que ela quis foi apagar a identidade indígena para se apropriar das nossas narrativas. Quando a gente se coloca com essa identidade, a gente demarca um território simbólico de dizer: “Isso aqui não tá livre. Isso aqui não é terra de ninguém. Isso aqui tem uma autoria coletiva. Tem uma propriedade material que pertence a nós. Não é seu. Não é seu, brasileiro.  LÍVIA: Por isso é tão importante hoje esse movimento de autores indígenas no Brasil. Ele ajuda a retomar uma série de histórias aos seus autores originais, dessa vez com os devidos créditos e com sua própria voz.  TRUDRUÁ: E a autora individual, é essa autoria, que tá no mercado editorial e que vem reforçando, que vem para reforçar os valores, né, dos povos, das comunidades, mas o fato de tá no mercado editorial e circular, ela alcança um outro uma outra visibilidade, inclusive lançando luz a essa autoria coletiva  MAYRA: E aí, obviamente, esse movimento acompanha o posicionamento político dos povos indígenas no Brasil.  TRUDRUÁ: Tem um filósofo, tem um teórico da literatura que se chama Emil’ Keme, ele é do povo Maia Quechua da Guatemala. E ele fala que não é possível separar a teoria literária indígena da política indígena, porque elas caminham juntos. Quando os indígenas eles pegam a escrita para publicar e etc, estudar mesmo, eles entendem a escrita como uma técnica, a língua como uma técnica que vai ser essa transportadora dos desejos da luta do movimento indígena. Então, a gente entende, alinhado a política indígena, a gente entende, uma teoria da literatura que vai seguir as mesmas políticas que os povos indígenas tão tentando em termos de autonomia. Então, a política indígena fala do direito ao nome. Todos os autores indígenas que eu conheço, ou eles adotaram o nome de povo, ou eles adotaram o nome da tradição. Mas se você olha em documentos, eh que não faz, sei lá, 10 anos que tem 20 anos que tem essa política, eles têm nomes brasileiros, nomes e sobrenomes brasileiros por conta da política de que proibia nomes indígenas. Então, isso acompanha também dentro da literatura a política indígena. LÍVIA: Com esse movimento, a gente também tá tendo a oportunidade de conhecer mais da tradição indígena e de ter acesso a cultura de tantos povos indígenas que existem no brasil, aprendendo inclusive as diferenças que existem entre eles.    TRUDRUÁ: Os escritores estão acompanhando as linhas de da política indígena, que é autonomia, soberania, autodeterminação. E é tão falso e isso de que a literatura indígena vai repetindo, vai falando das mesmas coisas, porque os temas indígenas, eles são tão abertos e são tão variados, assim, só fala isso quem nunca leu a literatura indígena. Porque, entrar no mundo da identidade indígena, ela é muito, assim, é um mundo muito amplo. A gente tá falando de uma identidade indígena, mas a gente tá falando de quase 400 povos indígenas, de quase 300 línguas faladas culturalmente, como elas são diversas entre si. Eu acho que quem fala isso nunca nem se aproximou da das culturas indígenas para entender um átimo dessa dimensão que é essa riqueza cultural. MAYRA: E também de pensar como a gente pode tentar se aproximar de outras formas de viver e entender o mundo. No grupo que eu faço parte, sempre que lemos alguma coisa de literatura indígena, a conversa rende muito nesse sentido, em pensar pequenas mudanças que a gente pode tentar trazer pra nossa realidade, inspiradas nessas outras culturas.  TRUDRUÁ: E aí uma das coisas que eu amo, amo na literatura indígena é que não tem nada do amor romântico, mas não tem mesmo assim, sabe? Amo, sabe essa ideia de ai nossa, as mulheres foram abandonadas pelos homens, é, e as mulheres o que que elas fizeram? Ah, elas foram procurar outros maridos. Tchau amor, tchau e benção assim, é completamente, assim vai completamente na contramão do que a gente foi ensinado. De ficar chorando, de ficar se lamentando. [sobe trilha]  LÍVIA: E falando em grupos de leitura, pra encerrar nosso episódio, a Trudruá pediu pra deixar um recadinho pra vocês.  TRUDRUÁ: Eu tenho uma página no Instagram que se chama Leia Mulheres Indígenas. E aí eu tô com uma proposta para 2026 de abrir um clube de leitura do Leia Mulheres Indígenas.  TRUDRUÁ: Como que você vai apreciar melhor essa leitura e essas produções se vocês não sabem, né? De onde que a gente parte, quais são os princípios, quais são os valores. E aí eu tô querendo muito abrir um clube de leitura para 2026, espero que dê certo. E é convidar todo mundo para, sei lá, tá com a gente, abrir o debate, ler, se se encantar ou se desencantar também, tá valendo, né? Tá tudo valendo. MAYRA: Fica aí o convite pra seguir a página e ler mais livros escritos por autoras indígenas. Eu sou a Mayra Trinca, produzi e escrevi esse roteiro, com pitacos e revisão da Lívia Mendes. A edição também é minha.  LÍVIA: Aproveita quando for seguir a Trudruá e procura a gente, somos Oxigênio Podcast em todas as redes sociais. A trilha sonora é do blue dot session e os créditos estão na descrição desse episódio. A vinheta é do Elias Mendez.  MAYRA: O Oxigênio tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e é coordenado pela Simone Pallone. Obrigada por ouvir, e até a próxima!  Trilhas:  Trailmaker by https://app.sessions.blue/browse?trackId=384027  Thunderpass by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385385  Posh and Vine by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385621 

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Donas da P@#$% Toda

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 39:51


Algo dá errado no seu dia, você tem uma pequena discussão. Aquilo te chateia e de repente você se vê pensando em como poderia ter falado diferente, nas coisas que a outra pessoa falou, na tensão toda em si. E isso fica se repetindo, de novo e de novo, por horas, dias, a ponto de parecer que a sua cabeça entrou em parafuso.Não é à toa que essa repetição exagerada de pensamentos em torno de um mesmo tema tem o nome de ruminação. Assim como animais ruminantes engolem o alimento, depois o trazem de volta à boca para mastigá-lo novamente de forma lenta e exaustiva, a mente "ruminante" pega uma ideia, erro ou medo do passado e a mastiga psicologicamente repetidas vezes, sem chegar a uma conclusão ou alívio.E foi ruminando muito nossos pensamentos que a gente decidiu fazer essa conversa com a Dra. Maria Fernanda Calliani, que é Psiquiatra especialista em Transtornos do Impulso & Ansiedade, sobre ruminação. ------------------PITAYA: O CLUBE DE CALCINHAS QUE AMAMOS AMAR⁠⁠⁠assinepitaya.com.br⁠⁠Cupom: DONAS15------------------UM AIRBNB EM GRAMADO PRA CHAMAR DE NOSSO ⁠⁠⁠https://www.airbnb.com.br/rooms/33580406?unique_share_id=891d6240-97dc-4f1f-ad72-5138ea8cf351&viralityEntryPoint=1&s=76Chama a Dâmaris no chat e conta que é nossa apoiadora, tá? Tem condição especial! :)------------------PRODUTOS DO DONAS DA P* TODA!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.enxamecolaborativo.com.br/brands/Donas-da-P-Toda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠APOIE O PODCAST!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.apoia.se/donasdaptoda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠-----O ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Donas da P* Toda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ é um podcast independente. Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra (@larissavguerra) e Marina Melz (@marinamelz). Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf (@brunostolf) Todas as informações em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.donasdaptoda.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@donasdaptoda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #71: Karina Possa Abrahão

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 95:02


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Biomédica, Mestra e Doutora em Psicobiologia, com pós-doutorado no NIH dos EUA, Karina Possa Abrahão. Só vem! >> OUÇA (95min 03s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Karina Possa Abrahão é formada em Biomedicina pela Universidade Federal de São Paulo (2005), possui mestrado (2008) e doutorado (2012) em Psicobiologia também UNIFESP. Entre 2010 e 2011, fez um doutorado sanduíche na Wake Forest University, EUA. Fez seu primeiro pós-doutoramento no Departamento de Farmacologia da USP e depois passou mais 5 anos como Pós-doutora no NIH (2013-2018), EUA. Essa formação propiciou uma vasta experiência no estudo de comportamentos impulsivos, formação de hábito e tomada de decisão, além do uso de animais transgênicos e técnicas de eletrofisiologia e fotometria para a compreenssão da função dos Núcleos da Base e dos efeitos neurobiológicos do álcool. Tem vasta experiência da área de Psicobiologia e Neurofisiologia. Atualmente é Professora Adjunta do Departamento de Fisiologia da UNIFESP e orienta pelo programa de pós-graduação em Psicobiologia da mesma instituição. Tem interesse na área de neurobiologia da tomada de decisão, sobretudo as escolhas arriscadas, e como o álcool pode afetar esses comportamentos. Utiliza técnicas de farmacologia, imunofluorescência, eletrofisiologia celular, optogenética, quimiogenética, fotometria e comportamento para desvendar a cascata de eventos neurais associadas às escolhas arriscadas. Sempre buscou integrar o desenvolvimento científico à comunicação científica, tendo fundado diferentes canais de divulgação como o Prisma Científico, o Eureka Brasil e, mais atualmente, o NeuroAthens. Site do laboratório: abrahaolab.com Bem recentemente, começou um trabalho dentro da FAPESP (FUndação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo), como assessora científica interna. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1245502652994136 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 06 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 1:37


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

BEN-YUR Podcast
c4bal, o ódio do rap e o beat da senhorita

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 103:26


Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.Foi meio isso com o C4BAL.A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.Talvez esse seja um desses.Enfim. Tá aí.E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 04 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 4, 2026 2:01


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Podcast Cinem(ação)
#652: Grandes cenas de abertura dos filmes

Podcast Cinem(ação)

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 94:01


Tem filme que demora para engrenar. E tem filme que, em poucos minutos, já te sequestra pela gola e não solta mais. É sobre esse tipo raro de abertura que este episódio conversa, daquelas que dizem tudo o que precisam dizer e ainda deixam um mistério no ar para fisgar a audiência.Neste papo, o time do Cinemação passeia por aberturas que viraram aula de cinema, de Matrix, com sua Trinity fugindo da polícia e sumindo no telefone como quem acabou de dobrar a realidade, até O Senhor dos Anéis, que condensa séculos de história em poucos minutos e ainda te entrega a grandiosidade épica sem perder o coração da fantasia. Tem também O Agente Secreto, Central do Brasil, Psicose, Tubarão, Jurassic Park, Star Wars, Pânico e, claro, a abertura insana de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, que parece um curta dentro do filme e já chega humilhando meio universo audiovisual por aí.Rafael Arinelli, Domenica Mendes e Rodrigo Basso entram nessa disputa deliciosa para discutir o que faz uma abertura ser memorável: atmosfera, tensão, impacto emocional, identidade cultural ou pura genialidade técnica.No fim das contas, a pergunta é simples. Quem não te prende no começo merece mesmo seu tempo?• 04m10: Pauta Principal• 1h14m29: Plano Detalhe• 1h27m29: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Spotify: https://cinemacao.short.gy/spotify• Apple Podcast: https://cinemacao.short.gy/apple• Android: https://cinemacao.short.gy/android• Deezer: https://cinemacao.short.gy/deezer• Amazon Music: https://cinemacao.short.gy/amazonAgradecimentos aos padrinhos:• André Marinho Moreira• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Alves Lima• Eloi Xavier• Guilherme S. Arinelli• Thiago Custodio Coquelet• Wilmar Arinelli Jr• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• X: https://cinemacao.short.gy/x-cinemacao• BlueSky: https://cinemacao.short.gy/bsky-cinemacao• Facebook: https://cinemacao.short.gy/face-cinemacao• Instagram: https://cinemacao.short.gy/insta-cinemacao• Tiktok: https://cinemacao.short.gy/tiktok-cinemacao• Youtube: https://cinemacao.short.gy/yt-cinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de R$30,00, você terá acesso a conteúdo exclusivo e muito mais! Não perca mais tempo, torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Do): Série: Paradise• (Do): Série: A Origem• (Basso): Filme: Homem-Aranha: Através do Aranhaverso• (Basso): Série: The Rookie• (Basso): Animação: Avatar: A Lenda de Aang• (Rafa): Série: Brasil 70Edição: ISSOaí

Hora da Venenosa
Amanda Kimberlly fala sobre ausência da filha com Neymar na Copa do Mundo

Hora da Venenosa

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 24:54


No Podcast das Venenosas desta sexta (3), Amanda Kimberlly revela que a filha Helena não foi à Copa do Mundo para ver Neymar porque não recebeu convite. Tem também o ex de Jojo Todynho curtindo áreas VIP ao lado da mãe de Vini Jr., Simone Mendes se divertindo com presentes inusitados e picantes dos fãs, e Maiara sendo barrada pelo próprio segurança durante um show. Neste episódio, Fabíola Reipert recebe a irmã Mabell Reipert para falar destas e outras notícias do mundo pantanoso dos famosos!

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 02 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 4:15


Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?

Podcast : Escola do Amor Responde
3366# Escola do Amor Responde (no ar 02.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 21:42


Logo no início do programa de hoje, um aluno compartilhou que a esposa saiu de casa há cerca de dez dias. Ele acredita que foi resultado da falta de diálogo entre eles. O aluno reconhece ser uma pessoa mais fechada, não costuma conversar muito, e ela sempre reclamou da falta de atenção e carinho. Desde que a companheira foi embora, ele tem pedido que ela volte para casa e lhe dê mais uma oportunidade.Ademais, o aluno já enviou algumas mensagens e pediu perdão, mas, até agora, ela permanece irredutível, dizendo que não quer voltar. Diante dessa situação, ele perguntou se deve continuar enviando mensagens de forma esporádica, insistir ou dar um tempo.Tem medo de perdê-loNa sequência, uma aluna casada há dois anos disse ser apaixonada pelo marido, e ele por ela. Os dois têm um bebê de quatro meses. Acontece que o problema é que a aluna é muito ciumenta e muito insegura, e isso tem minado o casamento deles. Ademais, ela confessou que o acha bonito demais e bom demais para ela. A aluna disse que não quer perdê-lo de jeito nenhum. Sempre que vê alguma foto de uma amiga dele ou qualquer outra situação, ela fica furiosa de ciúmes, por mais que ele não lhe esconda nada, e, por isso, eles têm brigas horríveis.Terapia do AmorPor fim, confira o que as pessoas têm a dizer sobre o que aprenderam durante as palestras da Terapia do Amor. Aliás, participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 01 de Julho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 6:35


Seja um franqueado The Best Açaí:

Palavra Amiga do Bispo Macedo
Revelação para quem crê: a Palavra da Cruz é o Poder de Deus... - Meditação Matinal 29/06/26

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 16:21


“E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus bens, e por nenhum pudera ser curada,Chegando por detrás dEle, tocou na orla do Seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue...E disse Jesus: Alguém Me tocou, porque bem conheci que de Mim saiu poder.Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante Ele, declarou-Lhe diante de todo o povo a causa por que Lhe havia tocado, e como logo sarara.E Ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” Lucas 8:46-48“Porque a Palavra da Cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o Poder de Deus.” I Coríntios 1:18

True Story
Gengis Khan, le plus grand conquérant de l'Histoire

True Story

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 15:10


[REDIFFUSION] Bienvenue dans Les Fabuleux Destins. Dans cet épisode, nous allons vous parler d'un conquérant extraordinaire au charisme et à la cruauté presque inégalables. Élevé dans la misère au milieu d'un pays divisé, il a su réunir tout son peuple et bâtir un empire gigantesque. Son nom : Temüjin, plus connu sous le nom de Gengis Khan. Des steppes sauvages de Mongolie jusqu'aux confins de l'Asie, découvrez son fabuleux destin.  Le plus grand conquérant de l'Histoire Automne, 1170. Dans le silence des steppes de Mongolie, une femme marche seule, avec ses 7 enfants. Son mari vient d'être empoisonné par une peuplade rivale. C'était un guerrier respecté, un chef de clan. Mais sa mort emporte tout son prestige avec lui. Et à présent, sa famille n'est plus rien aux yeux de leur tribu. Son fils le plus âgé, Temüjin, n'a encore que 9 ans. Il est trop jeune, trop faible pour prendre la place de son père. Ils ont donc été abandonnés au milieu des steppes. Sans yourte pour s'abriter, sans clan pour se défendre, et sans troupeau, le jeune Temüjin, sa mère, et ses frères et sœurs sont voués à une mort certaine… Quasi certaine… Car pendant sept ans, dans la misère d'une vie nomade et solitaire, la petite famille réussit à survivre. Dans les steppes sauvages de Mongolie, on vit ensemble ou on meurt seul. Et chaque année qu'il passe ici, à chasser à l'arc, à trembler de froid la nuit, à marcher des dizaines et des dizaines de kilomètres par jour, Temüjin sculpte son corps de jeune adulte et s'endurcit.  À 16 ans, sa taille est désormais plus élevée que la plupart des hommes. Et sous son large front, dans ses yeux de chat effilés comme des lames de rasoir, un feu brille continuellement : celui de la fierté, de l'ambition et de la vengeance. Mais ce qu'il ne sait pas encore, c'est que dans les années qui suivent, il ne sera pas seulement un puissant chef mongol… Il va devenir l'un des conquérants les plus redoutables de l'Histoire et bâtir le plus grand empire que l'humanité ait jamais connu.  Un podcast Bababam Originals Ecriture : Elie Olivennes Production : Bababam Voix : Andréa Brusque Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

#DNACAST
O Trabalho Devolve - 28 de Junho

#DNACAST

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 6:56


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