City in Southeast, Brazil
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Guest: John Metzger (LinkedIn), Founder of Asset Assurance Monitoring (Website)."I don't know how, but I recognized it was one of my children. My friend rescued Nicolas, and I thought: Oh my God, at least I managed to catch one."These were the words of a father fleeing the 2015 Bento Rodrigues (Mariana) dam disaster in Brazil (O Globo, 08/11/2015). Five days later, his daughter Emanuele was found dead. The collapse killed 19 people and sent a torrent of toxic mine waste 670km down the Doce River to the Atlantic Ocean. It was Brazil's worst environmental disaster.Four years later, just 70km west, it happened again. The 2019 Brumadinho dam collapse killed 272 people—including an entire family of five and an unborn child—becoming Brazil's worst industrial disaster. Both mines were owned by corporate giant Vale.When raw ore is extracted, the toxic, liquid byproduct is stored behind massive earthen structures called tailings dams. Globally, there are an estimated 29,000 to 35,000 active, inactive, or abandoned tailings storage facilities (TSFs) holding 223 billion tonnes of waste (World Mine Tailings Failures). Active sites account for 85% of all failures. The risk is ongoing: as of late 2025, Brazil alone has 916 dams, with 74 at high risk of collapse and 91 on alert, concentrated heavily in the mining hub of Minas Gerais.When these structures are poorly designed or neglected, they fail. When they fail, the wall of mud obliterates everything in its path.Our guest today, John Metzger, is an expert on the advanced monitoring systems designed to prevent these catastrophes. Having led an incredible, multi-country career, John joins us to explain how real-time data, geotechnical instrumentation, and rigorous telemetry save lives.There were fatal systemic flaws of recent disasters—including why Brumadinho's emergency warning alarms failed to sound, echoing previous conversations on the show with Floodmapp's Juliette Murphy on the desperate need for strict flood-alarm regulations (YouTube Link). Also corporate failures: reports that Vale knew of automated sensor malfunctions two days before the Brumadinho collapse (Mining.com Report) and allegations that safety inspectors felt corporate pressure to sign off on unstable structures.Despite these failures, there are rays of hope. First, the recent establishment of the UN-backed Global Tailings Management Institute (GTMI), a new international watchdog tasked with ending corporate negligence in tailings management. Second, I want to honor the legacy of Lindsay Newland Bowker, the actuary behind the vital World Mine Tailings Failures database, who passed away in May 2026. To ensure her work is not lost to time, I have an upcoming conversation with Ankur Shah of PlanetSapling to discuss the future of open-source risk mapping.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (27) é o presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Pablo Cesário. À jornalista Vanessa Lima, ele fala sobre o potencial brasileiro na exploração de minerais críticos e terras raras, os desafios tecnológicos do setor e a disputa global envolvendo países como China e Estados Unidos.Durante a entrevista, Cesário explicou a diferença entre minerais estratégicos, minerais críticos e terras raras. Segundo ele, os minerais estratégicos são importantes para a economia, enquanto os críticos, além disso, dependem de importação e representam preocupação para a segurança nacional. Já as terras raras são 17 elementos químicos fundamentais para tecnologias ligadas à transição energética, como baterias, circuitos eletrônicos e geração de energia renovável.O presidente do Ibram afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar protagonista mundial nesse mercado. Mesmo com apenas 27% do território nacional mapeado na escala necessária para mineração, o país já possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo. Ele destacou, porém, que o grande desafio está no processamento e no refino das terras raras, etapa que exige tecnologia complexa e investimentos de longo prazo.Cesário também defendeu uma postura de “independência estratégica” do Brasil diante da disputa global por minerais críticos. Segundo ele, o país tem condições de dialogar tanto com Estados Unidos quanto com China e outros parceiros internacionais, aproveitando a posição de fornecedor confiável. O entrevistado afirmou ainda que o Congresso precisa avançar rapidamente na aprovação do projeto de lei que cria regras para minerais estratégicos e prevê incentivos à industrialização do setor.“Acho que o grande desafio agora é aprovar a lei que já está no Congresso. Ela tem algumas melhorias importantes que precisam ser feitas, mas a gente tem que rapidamente correr para o próximo desafio tecnológico, que é como a gente cria a capacidade industrial e tecnológica de fazer o refino, o processamento e a produção de óxidos do melhor nível de pureza e separar esses instrumentos”, destacou.Ao comentar os impactos econômicos da mineração, Pablo Cesário afirmou que o setor representa cerca de 5% do PIB brasileiro, faturou mais de R$ 400 bilhões em 2025 e recolheu cerca de R$ 103 bilhões em impostos e taxas no último ano. Ele destacou que a mineração pode gerar desenvolvimento social, desde que os recursos sejam investidos em educação, saúde e infraestrutura pelas administrações locais.No fim da entrevista, o presidente do Ibram falou sobre sustentabilidade e segurança na mineração após as tragédias de Mariana e Brumadinho. Segundo ele, o setor mantém uma “obsessão por segurança” para evitar novos desastres: “Esse é um trauma que eu espero que nunca seja superado, porque precisa ser uma memória dura para que isso nunca mais aconteça”. Cesário também alertou para o avanço do garimpo ilegal de ouro e defendeu a criação de mecanismos de rastreabilidade para impedir a lavagem de dinheiro e a atuação do crime organizado no mercado ilegal do minério. “A gente quer garantir que haja uma rastreabilidade que toda a cadeia seja controlada, não apenas de como a gente comercializa, mas inclusive de onde ele vem”, pontuou.
2019 überrollt nach einem Dammbruch eine Schlammlawine die Gegend um den brasilianischen Ort Brumadinho. 270 Menschen sterben, Böden und Gewässer werden verseucht. Dabei war der Damm erst kurz zuvor als sicher zertifiziert worden - von einer brasilianischen Tochterfirma des TÜV Süd. Nils Naber von der Recherchekooperation NDR, WDR und Süddeutsche Zeitung rekonstruiert in dieser 11KM-Folge, wie es zu der Katastrophe kam, welche Rolle das deutsche Prüfunternehmen dabei gespielt hat und warum die juristische Aufarbeitung so lange dauert. Hier geht's zum Panorama-Film “Staudammbruch: Welche Schuld trifft den TÜV Süd?” von Nils Naber, Martin Kaul und Stella Peters: https://www.ndr.de/fernsehen/sendungen/panorama/archiv/2026/-,panorama-590.html Hier geht's zu "Politikum – der Meinungspodcast”, unserem Podcast-Tipp: https://1.ard.de/politikum-der-meinungspodcast Diese und viele weitere Folgen von 11KM findet ihr überall da, wo es Podcasts gibt, auch hier in ARD Sounds: https://www.ardsounds.de/sendung/11km-der-tagesschau-podcast/urn:ard:show:4549910994dc2464/ An dieser Folge waren beteiligt: Folgenautor Sebastian Schwarzenböck Mitarbeit: Claudia Schaffer, Lukas Waschbüsch Host: Nadja Mitzkat Produktion: Lorenz Kersten, Konrad Winkler, Jonas Teichmann und Christine Dreyer Planung: Laura Stuhlmacher, Nicole Dienemann und Hardy Funk Distribution: Kerstin Ammermann Redaktionsleitung: Yasemin Yüksel und Fumiko Lipp 11KM: der tagesschau-Podcast wird produziert von BR24 und NDR Info. Die redaktionelle Verantwortung für diese Episode liegt beim NDR.
Neste fim de semana, Casa Branca, distrito de Brumadinho, recebe Festival de Queijos, Massas e Vinhos. Saiba os detalhes do evento no episódio de hoje, com Isabela Lapa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
BRUMANDINHO 272 - Série especial em 3 episódios que apresenta como a Justiça do Trabalho atuou de forma humanizada e sensível, unindo técnica e empatia para assegurar que o direito se transformasse também em cuidado. Uma reflexão sobre a importância de uma Justiça que enxerga as pessoas por trás dos processos, e que faz da empatia um valor essencial em sua missão, transformando dor em ação e o direito em cuidado. Diante desta tragédia sem precedentes no país, a Justiça do Trabalho assumiu um papel essencial: ouvir, acolher e agir.
BRUMANDINHO 272 - Série especial em 3 episódios que apresenta como a Justiça do Trabalho atuou de forma humanizada e sensível, unindo técnica e empatia para assegurar que o direito se transformasse também em cuidado. Uma reflexão sobre a importância de uma Justiça que enxerga as pessoas por trás dos processos, e que faz da empatia um valor essencial em sua missão, transformando dor em ação e o direito em cuidado. Diante desta tragédia sem precedentes no país, a Justiça do Trabalho assumiu um papel essencial: ouvir, acolher e agir.
BRUMANDINHO 272 - Série especial em 3 episódios que apresenta como a Justiça do Trabalho atuou de forma humanizada e sensível, unindo técnica e empatia para assegurar que o direito se transformasse também em cuidado. Uma reflexão sobre a importância de uma Justiça que enxerga as pessoas por trás dos processos, e que faz da empatia um valor essencial em sua missão, transformando dor em ação e o direito em cuidado. Diante desta tragédia sem precedentes no país, a Justiça do Trabalho assumiu um papel essencial: ouvir, acolher e agir.
Vor acht Jahren hat der TÜV SÜD, ein internationaler Milliardenkonzern, in Brasilien einen Staudamm für stabil erklärt - wenige Monate später brach der Damm. 270 Menschen starben. Doch die juristische Aufarbeitung des Falls in Deutschland läuft sehr schleppend, zeigen Recherchen von NDR, WDR und "Süddeutscher Zeitung". Die Vorwürfe drohen zu verjähren.
No episódio que inaugura a 10ª temporada do Vozes do Planeta, Paulina Chamorro recebe o jornalista Claudio Angelo para revisitar os acontecimentos que marcaram a última década. E o episódio ainda marca o retorno de Claudio como colunista do Planetinha.
Para comemorar os 20 anos, Inhotim inaugura três novas exposições. Saiba mais no episódio de hoje, com Isabela Lapa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Daniela Arbex é uma jornalista renomada por seus trabalhos cobrindo grandes tragédias da história brasileira, como o caso do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, os incêndios da Boate Kiss e do Ninho do Urubu e o rompimento da barragem de Brumadinho. Em entrevista exclusiva para o Oxigênio, Arbex conta sobre seu processo de escrita, dos cuidados que tem ao tratar de temas tão sensíveis e de como podemos desenvolver outros olhares para produções jornalísticas. _____________________________________________________________________ ROTEIRO DANIELA: Eu acho que é sempre um chamamento para mim, tem que ser assim, porque é muito difícil você ficar tanto tempo dedicado a temas tão densos, se aquilo não fizer sentido para você ou você não tiver um comprometimento com aquela história. Então eu acho que para mim, inicialmente, o mais importante é que o que eu vá fazer, tenha relevância social e pública, isso é fundamental, porque existem grandes histórias, mas eu acho que esse caráter, esse viés da da de uma prestação de serviço é importante, e eu acho que os temas eles acabam nascendo para mim. MAYRA: Já imaginou como é escrever sobre temas como um holocausto num hospital psiquíatrico, o deslizamento de uma barragem de minério ou um incêndio que deixou centenas de pessoas mortas? A gente entrevistou a Daniela Arbex, autora de Holocausto Brasileiro, Arrastados e Todo dia a mesma noite, e ela contou um pouco sobre seu processo de escrita, falou do comprometimento necessário pra cobrir tragédias nacionais e das diferenças que sente entre a literatura e o jornalismo cotidiano. DANIELA: Mas eu vivi uma um tempo de ouro do jornalismo nesse sentido, em que a gente acreditava que o que a gente fazia ia mudar as coisas e que realmente a gente conseguia efetivamente mudar. Então eu tenho matérias no jornal das quais eu me orgulho muito. E é claro que o livro ele te dá uma visibilidade maior, um tempo maior que você consiga se aprofundar naquele tema, a ponto daquele livro virar uma referência para uma determinada área do conhecimento. Mas eu também fazia isso no jornalismo. MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. [VINHETA] MAYRA: Vamos do começo… DANIELA: Então, eu sou Daniela Arbex, jornalista, escritora e documentarista. Eu trabalhei 23 anos no jornal diário no interior de Minas Gerais, chamado Tribuna de Minas e atualmente eu trabalho com a literatura. MAYRA: Você provavelmente já ouviu falar na Daniela. Talvez já tenha lido alguma obra dela MAYRA: Se não leu, eu recomendo! MAYRA: A Daniela tem hoje seis livros publicados, o primeiro, Holocausto Brasileiro, foi e ainda é um grande sucesso de vendas no Brasil. Ele conta a história do Hospital Colônia de Barbacena, onde aconteceram mais de 60 mil mortes entre 1930 e 1980. A maioria dos livros tratam de episódios dolorosos da história brasileira, como o incêndio na Boate Kiss, em 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 242 pessoas mortas e mais de 600 feridas. Ou o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em 2019, que levou 272 pessoas, além de deixar outras centenas desabrigadas e causar um impacto imensurável no Córrego do Feijão. Já sua obra mais recente conta sobre o incêndio que matou 10 meninos no alojamento do Flamengo, no Rio, também em 2019. E isso não é coincidência. DANIELA: Eu falo que a literatura me ajudou a descobrir um dos papéis mais importantes do jornalismo que é a construção da memória coletiva do Brasil. MAYRA: Essa memória coletiva é um eterno lembrete. Eventos assim precisam ser constantemente lembrados e relembrados para tentarmos evitar que eles se repitam. Mas, como você bem pode imaginar, escrever sobre temas assim não é nenhuma tarefa fácil, envolve muito tempo se debruçando sobre dados, falando com pessoas que foram vítimas ou perderam entes queridos nas tragédias. Sem falar no peso da responsabilidade de retratar essas histórias. DANIELA: Eu falo muito uma frase que virou um pouco de chavão, mas é muito real, que nem sempre a jornalista que escolhe as histórias que ele vai contar. Eu me sinto escolhida pelas histórias, porque são temas que me atravessaram e que se apresentaram para mim. Por isso que eu falo que um livro, ele tem que nascer para você. MAYRA: Pra escrever sobre temas tão densos, a gente precisa encontrar uma conexão com a história. Às vezes, a gente escolhe uma pauta, às vezes, ela se impõe de alguma maneira. De qualquer forma, pra Daniela, é função do jornalista mostrar a relevância daquele assunto. DANIELA: Eu sempre defendi as histórias que eu queria contar, sempre. Seja no jornal, seja na na literatura. Por exemplo, falar de população carcerária, nossa, era quase um assunto tabu no jornal Não, por quê? Porque o nosso leitor é um leitor de classe média que não queria nem saber o que estava acontecendo dentro das cadeias brasileiras, entendeu? Então, assim, ah não não rende, não vende, mas é necessário. MAYRA: A gente não tá querendo dizer aqui que isso é fácil. Ainda mais no dia a dia do jornal, que pode ter um ritmo de trabalho bem corrido. DANIELA: Porque você tem um ritmo industrial ali para cumprir. E o jornal tem que tá na banca no dia seguinte, não tem essa: “Ah, esse tema não mexe tanto comigo quanto, né?” MAYRA: Mas também é importante lembrar que a gente tem brechas. E aprender a usar essas brechas. DANIELA: Então eu fazia, mas eu entendi muito cedo que se eu apresentasse as pautas que eu gostaria de cobrir, eu teria mais chance de estar fazendo coberturas que me interessassem mais e que eu achasse mais relevante. E aí eu comecei então a apresentar temas e apresentar pautas e aí não dá não dá tempo para os meus editores me pautarem. Porque eu já chegava com a pauta, com a ideia pronta e assim, e não não podia ser só uma ideia. Tinha que ser uma ideia com uma produção já feita, que se sustentasse, porque tinha que dali tinha que sair uma manchete do jornal. Então eu fazia o dever de casa. MAYRA: Claro que as realidades de cada jornal é muito diferente, mas a Daniela disse que sempre teve muita sorte na profissão. DANIELA: Eu vou te dizer que eu tive a felicidade e eu sei que isso é muito raro de fazer muito mais coisas que eu gostaria do que de fazer alguma coisa que eu não gostasse ou que que não tivesse é dentro da minha zona de interesse, entendeu? MAYRA: Na conversa que a gente teve, deu pra perceber que ela tem muito orgulho dos anos que passou trabalhando na Tribuna de Minas, com o jornalismo diário. DANIELA: Eu trabalhava em pautas locais que eu acabava pela repercussão que essas matérias tinham, elas acabavam tendo repercussão nacional. A gente conseguiu fazer isso várias vezes, vezes em que nós tivemos matérias que levaram advogados para cadeia e que nós tivemos matéria em que a gente tirou pessoas inocentes da cadeia e que tiveram repercussão nacional. MAYRA: E boa parte disso tem a ver com o olhar que a Daniela sempre teve pras histórias que tava contando. Assim como ela disse lá no começo, pra ela, a realização no trabalho sempre teve muito a ver com esse olhar mais cuidadoso com as histórias e, principalmente, com as pessoas envolvidas. Eu perguntei pra ela se, mesmo no ritmo meio caótico do jornalismo, era possível ter esse cuidado e dedicação com as pautas que ela consegue ter hoje com os livros. DANIELA: Dá para ter outro olhar mesmo no jornalismo diário. Eu falo muito sobre isso assim, que foi um casamento perfeito. Eu fui muito feliz no jornalismo diário, amava fazer o que eu fazia e eu não tinha muito tempo para pensar ou lamentar a falta de condição, a falta de espaço. Eu criava o espaço. Então assim, não foram muitas vezes, mas nós tivemos, por exemplo, matérias, séries que começaram com uma matéria de cinco páginas de jornal, que foi meu primeiro prêmio MS. A série Dossiê Santa Casa, a primeira matéria, nunca vamos esquecer, fevereiro de 2000, a gente ocupou cinco páginas do jornal, 10 horas da manhã, já não tinha mais nenhum jornal na banca, nenhum jornal na banca. É, eles já tinham se esgotado e foi assim um fenômeno. Então assim, claro, eu tive Quanto tempo eu tive para fazer? Eu tive três meses para fazer essa série, essa matéria, que começou com uma matéria e depois virou uma série de 50 matérias, né? É, mas dá para fazer. Dá para você virar também uma referência com esse tipo de trabalho. A gente conseguiu coisas incríveis com essa série. A gente conseguiu fazer um hospital, uma filantrópica que era muito importante para o sistema único de saúde não fechar, porque ela tava em vias de fechamento. MAYRA: E, apesar de hoje ela estar dedicada à literatura, inclusive com livro novo vindo aí, a Daniela disse que o tempo que passou trabalhando com o jornalismo diário foi fundamental pra aprender a contar essas histórias com outros olhares. DANIELA: Então o que você tem que que pensar é como eu vou contar essa história e através de quem eu vou contar essa história. [sobe trilha] DANIELA: Eu acho que o que eu procuro, ao contar essas histórias, é sempre buscar e preservar a humanidade dos sujeitos, sempre. MAYRA: Antes da nossa entrevista, eu assisti uma palestra que a Daniela apresentou pros alunos aqui do Labjor. E o que mais me chamou atenção das falas dela foi justamente a atenção que ela procura dar pras vítimas da história que ela tá contando. Os livros dela tem um pouco esse diferencial, um protagonismo pras pessoas que a gente não vê em qualquer lugar. Lembra que ela disse que as histórias meio que surgem pra ela? Esse surgir não é uma coisa meio mágica, de que de repente vem uma ideia genial. Tem a ver justamente de um olhar atento pras histórias que tão ali meio despercebidas. Ela deu o exemplo do livro Cova 312 e como a pauta apareceu pra ela através de uma matéria falando sobre a abertura de requerimentos de vítimas da ditadura diante do Governo de Minas. DANIELA: Por conta dessa matéria de jornal me interessei em contar as histórias de pessoas que foram torturadas no período e ao mergulhar nessas histórias, eu acabei entrando no coração de Linhares, que é a maior penitenciária, é uma das maiores penitenciárias políticas de Minas e descobrir que esse militante morreu lá dentro, foi o militante que integrou a primeira guerrilha contra a ditadura, que foi a guerrilha do Caparaó, mas o corpo dele tinha desaparecido. MAYRA: Ou a história do Arrastados, em que ela recebeu nas redes sociais um pedido de ajuda, da família de uma menina que estava desparecida depois do rompimento da barragem DANIELA: E eu fiquei muito mexida quando eu vi a foto da Isabela, que era de uma menina muito jovem vestida de noiva. E eu falei: “Nossa, se um dia eu contar essa história, a primeira família que eu vou procurar vai ser a família da Isabela” MAYRA: Esse é o diferencial do modo de contar da Daniela. Ela não começa pelo acontecimento, pelo aspecto mais amplo. Mas pelas pessoas. DANIELA: Então, todo mundo tem uma história para contar, de que maneira aquela pessoa que foi, que passou por uma tragédia, ela foi afetada por aquilo, mas quem é essa pessoa? Ela nasce no momento da tragédia, o nosso grande crime, entre aspas, tá, gente? Só pra gente entender. O nosso grande pecado enquanto jornalistas é reduzir aquela pessoa ao momento da tragédia. E ela é muito mais do que aquele momento. Ela já existia antes, ela tinha uma história, ela tinha sonhos. Então, quando você consegue enxergar esse sujeito e todas as complexidades da vida dele, eu acho que você consegue prestar um serviço de relevância e dar protagonismo para essas pessoas. Para mim eu quero gastar e usar meu tempo dando protagonismo para a vítima, que é tão silenciada, que já vive um apagamento social, que vive uma saga infinita para conseguir uma coisa que a gente ainda não conseguiu no Brasil, que é responsabilizar os autores de crimes. MAYRA: Nesse ponto a gente consegue entender bem a ideia de memória coletiva que a Daniela citou lá no começo. Ao aprofundar nas pautas por uma perspectiva mais humanizadora, a gente consegue criar vínculos mais fortes com essas histórias e isso ajuda a mantê-las vivas. Essa forma de retratar as pessoas também é muito importante quando a gente fala de grupos vulnerabilizados. DANIELA: Ninguém quer falar de adolescente em conflito com a lei, né? Ainda mais uma sociedade que é super menorista, né? Que vem, que tem um ranço do código de menores e tal. E eu me lembro que a gente fez uma matéria, porque eles estavam acautelados irregularmente na cadeia pública junto com adultos. Isso era um crime. Olha, você não queira saber a repercussão dessa matéria, que era uma matéria que ninguém queria fazer, ninguém queria falar, todo mundo passava pano para aquilo, fazia vista grossa e o próprio jornal não se interessou muito, mas quando a gente foi contar a história desses adolescentes e mostrar que antes deles serem autores, eles foram vítimas, a gente conseguiu pela primeira vez fazer com que a população olhasse para esses adolescentes sem ódio, sem desejar que eles morressem. E foi um trabalho incrível. A gente conseguiu criar um centro de acautelamento para adolescentes, né? Que era um espaço próprio para que eles pudessem cumprir é a medida de privação de liberdade. Então, eu acho que o jornalismo é isso. Eu acho que ele tem esse poder, sabe? Tanto na literatura, quanto no jornal, no podcast. Ele Ele tem o poder da palavra. A palavra, ela é muito potente. MAYRA: Só que pra fazer isso, é preciso um trabalho muuito meticuloso e cuidadoso de investigação. Ela falou sobre isso comentando do novo livro que vem por aí. DANIELA: Porque quando você reconstitui uma história de alguém, já tô eu dando spoiler aqui, você precisa, é, ter um nível de pesquisa que é o mesmo nível de pesquisa de uma uma grande denúncia, entendeu? Então, não existe algo que não vai ficar, é, é, que você não consiga colocar de pé ou que não tenha, é, profundidade suficiente para se tornar um grande livro. Isso é bobagem. É a sua pesquisa, a sua investigação, é o teu texto. É isso que vai transformar uma história que pode ser simples numa grande história. [sobe trilha] MAYRA: A gente quis saber como é esse processo de pesquisa e apuração pra Daniela. DANIELA: Eu começo, é, procurando e priorizando quem me responde, quem tá interessado em falar. MAYRA: Parece meio óbvio, né, mas a gente precisa lembrar que estamos falando de temas bem sensíveis e que muitas pessoas estão ainda sofrendo com tragédias que mudaram completamente suas vidas. Nem todo mundo se sente à vontade pra conversar sobre. DANIELA: Você tem inúmeras famílias envolvidas naquilo e aí você começa a procurar pessoas e você vai investir naquelas que te deram retorno, que querem falar e depois você vai investir o seu tempo naquelas que não querem falar, mas cujo testemunho é fundamental e você vai tentar falar com essas pessoas. É quase um novelo que você vai puxando o fio no começo tá totalmente enrolado, ele você não acha a ponta. Depois você acha a ponta e você começa delicadamente a desenrolar esse novelo porque é complexo. E aí você vai vendo o seguinte, o que que eu já tenho de informação e o que que eu não tenho que eu preciso ter, porque eu não posso ter furo nessa minha pesquisa. No caso do Flamengo, do Ninho do Urubu, eu falei com todas as famílias, as 10. Consegui falar com as 10, porque não fazia sentido com o número de vítimas muito menor do que Brumadinho, eu falar com nove famílias com cinco. Não era justo, não era ético. As 10 tinham que falar. E tinha uma especificamente que até o final me deu um trabalho uma canseira, não queria falar e com muita resistência e até que eu cheguei no limite do tempo e falei: “Olha, tipo 8 meses depois, procurando por eles”, falei: “Olha, eu preciso fechar minhas entrevistas e vai ser muito ruim contar a história de nove meninos, porque são 10, mas se vocês não falarem, eu vou contar de nove, infelizmente. MAYRA: E aí, não podemos negar, né, tá uma grande diferença no ritmo de trabalho. Lembra que a Daniela falou de uma grande reportagem pro jornal, que ela teve três meses pra escrever? Isso é um tempo gigante pro jornalismo diário. Já pros livros, ela consegue ter mais tempo pra fazer esse tipo de investigação. DANIELA: Então assim, eu fiz primeiro as famílias, depois eu fui fazer todo o trabalho de de ouvir o Ministério Público, depois eu fui fazer o trabalho de ouvir a Polícia Civil que tinha feito uma investigação inicial, para tentar entender qual era a linha de raciocínio que a Polícia Civil fez, depois a gente foi falar com o judiciário, depois a gente começou uma pesquisa que envolvia a prefeitura de Olha quantas camadas. Então, assim, na verdade, é tanta gente envolvida que você tem que tentar abraçar tudo. Às vezes, você não vai conseguir falar com todo mundo. Então, eu tentei, por exemplo, fazer entrevistas presenciais com a prefeitura eh do Rio, que tinha concedido eh eh tinha dado inúmeras oportunidades para o Flamengo, multou, multou, multou e não tomou uma medida mais eficiente. Chegou a interditar no papel o centro de treinamento, mas não na prática, o centro de treinamento continuou funcionando. Eu tinha que entender porque que eles foram tão omissos, né? A gente não conseguiu. A prefeitura não falou. E eu vou deixar de dizer que a prefeitura foi omissa, eu tinha documentos que mostravam isso. MAYRA: Mesmo com mais tempo, nunca dá pra cobrir tudo nos mínimos detalhes. Seja porque algumas partes envolvidas não querem participar, como a prefeitura do Rio, seja porque ainda há um limite de tempo ou de recursos. DANIELA: por exemplo, em Brumadinho, eu não tive braço para entrevistar a população ribeirinha que foi afetada pela contaminação do Rio Paraopeba, que era uma uma frente importante, mas você também precisa fazer algumas escolhas, porque senão você vai falar de tudo e não vai falar de nada. Você tem que falar de alguma coisa com profundidade. Então qual foi a minha escolha narrativa no caso de Brumadinho? Eu quero falar com qualidade, é, e com competência do resgate que foi feito, do trabalho do IML e aí eu me concentrei naquilo. MAYRA: Pode ter um limite de habilidade também, o jornalismo tem uma série de especializações e mesmo o trabalho de escrita de um livro às vezes precisa ser colaborativo. DANIELA: No, no Arrastados, por exemplo, eu tive que fazer um, um recorte econômico que era sobre as ações da Vale, quantas ações da Vale aumentaram naquele, no ano em que morreram 270, 272 pessoas e eu não tenho qualificação para isso, eu não entendo nada de ação e tal. A gente contratou alguém que sabia fazer isso e que fez com maestria, que é o Marcelo Soares. E tá tudo certo. Então, assim, a gente não tem que dar conta de tudo. A gente tem que ter um recorte possível para contar uma história. MAYRA: Essa fala da Daniela dá uma dimensão da quantidade de dados e informações que ela precisa lidar em cada livro. Ela contou que tem pilhas e pilhas de arquivos com as transcrições das entrevistas e toda a apuração de cada caso. E que ainda guarda tudo isso em casa. DANIELA: Eu acho que uma coisa que eu levei do jornalismo para literatura, que foi fundamental, foi a questão então da disciplina, no processo de escrita, de você ter que se organizar diante de múltiplas informações, assim, de que por onde eu vou começar. Então eu fazia já isso no jornalismo diário, claro, precariamente, porque eu não tinha muito tempo, mas de que que que eu vou abordar nessa matéria, na matéria principal, na minha retranca, é, o desdobramento, daí eu vou fazer o que nesse desdobramento? Então eu passei a fazer isso na literatura, um esqueleto, a partir de toda quando a minha apuração tá pronta, para eu, a partir desse esqueleto, pensar o que que eu quero contar nessa história, como é que eu vou abrir a minha história, nesse o primeiro capítulo eu vou trazer o quê, o segundo, o terceiro. Esse esqueleto é fundamental para você conseguir fazer um livro, porque fazer um livro não é sentar diante do computador e começar a escrever achando que você vai igual eh eh escritor americano em frente à praia, olhando pro mar e que aquilo vai brotar, não brota não. MAYRA: Foi graças a essa organização que ela conseguiu visualizar como ia contar a história de Arrastados, por exemplo. DANIELA: Depois que a minha apuração ficou pronta, eu percebi que eu tinha as 96 horas pós-rompimento quase que em tempo real. Então eu falei: “Eu vou contar a história por aqui”. MAYRA: Há uma certa discussão no mundo do jornalismo se o jornalismo literário é ou não jornalismo. Mas, ouvindo a Daniela, pra mim dá pra perceber que as práticas, os modos de fazer, são basicamente os mesmos. A gente pode mudar a forma de apresentar, tentar reconstruir a história de uma forma que a entrega dela pro público ganhe novos aspectos, mas ainda é um serviço de informar, e de informar bem. DANIELA: O que eu acho que eu não posso perder enquanto jornalista é o meu foco é no compromisso de entregar um conteúdo de qualidade. [sobe trilha] DANIELA: Expectativa zero quando eu lancei. Eu não conhecia o mercado editorial. Aliás, foi assim, é até uma ingenuidade da minha parte, sabe? Quando a gente lançou o Holocausto, porque eu não sabia nada do mercado e não tinha expectativa nenhuma. Eu simplesmente queria que esse livro fosse publicado, porque eu entendia que era um tema muito muito grandioso para ficar restrito a uma série de jornal. MAYRA: Eu quis saber, durante a entrevista, o que mudou na forma de escrever da Daniela quando ela passou do jornalismo diário para os livros. DANIELA: No jornal você precisa no lide, né, que para quem não sabe, a abertura da matéria, responder todas as perguntas numa única frase, né? Como, quando, onde, porquê e tal. É, e aí você tem que entregar tudo ali para que, que aquela pessoa se interesse em continuar lendo. No livro não, você não tem a obrigação de responder nada, muito pelo contrário, você pode começar colocando 1.000 dúvidas no leitor, ele te dá essa oportunidade, você tem tempo para trabalhar esse texto. É diferente, totalmente diferente um texto literário de um texto jornalístico. MAYRA: A Daniela contou que, conforme ela foi se aprofundando na escrita literária, ela começou a se preocupar mais com estratégias que fariam o leitor chegar até o final do livro. DANIELA: Então, você tem que apresentar alguma coisa que vá surpreender o leitor. O Cova 312, é minha preocupação, será que o leitor vai gostar? Era que ele virasse a página e aí isso é muito assustador, muito mesmo, porque você fica querendo repetir aqueles números que foram extraordinários. MAYRA: Especialmente porque o primeiro livro, o Holocausto Brasileiro, foi um grande sucesso de vendas e é até hoje uma das obras mais populares dela. DANIELA: E isso gerou muitas questões. Assim, uma cobrança imensa, tanto minha quanto do público, quanto da própria editora que me publicou pela primeira vez, de que o outro livro repetisse sucesso do Holocausto. Isso não aconteceu. E aí foi uma outra lição, do tipo, nem todo livro vai fazer o mesmo sucesso do Holocausto e tá tudo bem, porque o Holocausto é um ponto fora da curva. O Cova não foi esse sucesso imenso de vendas que foi o o Holocausto, mas ele ganhou o prêmio Jabuti. Ele é uma referência, ele mudou um capítulo da ditadura brasileira. Então, assim, do que que a gente tá falando? A gente tá falando de números de dinheiro, a gente tá falando de uma repercussão social, humana, de uma pesquisa, de uma documentação que virou pesquisa histórica, entendeu? MAYRA: Mais uma vez, a gente pode tocar aqui no ponto da memória. Ainda que um livro não bata um recorde de vendas, ele ainda tem uma função muito importante de abrigar uma informação do tempo. De manter ela ali, disponível e bem detalhada, pra quem precisar dela. DANIELA: Eu fiz um evento numa livraria aqui em Campinas e na plateia tava uma uma resgatista do Samu, uma médica. E ela disse assim: “todo mundo que é resgatista tinha que ler o Arrastados”. Então assim, é isso, é você fazer uma pesquisa que ela vire uma referência para uma área. MAYRA: A gente também precisa entender que cada livro é um livro, e tem muitos fatores que influenciam no sucesso. O momento político e econômico, a cultura da leitura, o tema do livro… DANIELA: Se ele vai acontecer, se ele vai explodir, se ele vai vender muito, se ele não vai, isso não não diz mais respeito a mim. Entendeu? Vai além do trabalho do autor, sabe? MAYRA: E mudar um pouco essa perspectiva também ajuda a ter um outro olhar pro texto, a entender que dá pra testar coisas diferentes com a escrita e aprimorar mesmo essa técnica. DANIELA: O que a literatura me deu foi, é, tempo para amadurecer esse texto, para criar eu não gosto dessa palavra técnica não, mas para encontrar meios e formas de fazer com que aquela história é que o leitor siga virando a página, porque se você entregar tudo no primeiro capítulo, essa pessoa não vai continuar lendo aquele livro, por melhor que seja o livro, então você tem que costurar as histórias. E isso é bem complexo e a literatura me deu tempo para aprender a fazer isso, né? DANIELA: Isso também é muito gostoso, porque escrever é sofrimento, né? Não tem jeito. É muito sofrimento, mas também ao mesmo tempo que é sofrimento é muito prazeroso. Quando você consegue fazer uma narrativa que faça com que a pessoa consiga visualizar o que ela tá lendo, imaginar o que ela tá lendo, cheirar o que ela tá lendo, é isso é realmente é muito poderoso. Então eu acho que a literatura me deu essa chance de aprender a fazer, e tô aprendendo até hoje, né? [sobe trilha] MAYRA: Esse episódio foi produzido por mim, Mayra Trinca, com ajuda do meu amigo Rafael Revadam, que também já fez parte da equipe aqui do Oxigênio. O roteiro e a edição, são meus. A vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez. A trilha sonora é do BlueDotSessions, e os créditos estão no roteiro do episódio. O Oxigênio é apoiado pela Secretária Executiva de Comunicação da Unicamp e coordenado pela Simone Pallone. MAYRA: Obrigada por ouvir e até o próximo episódio! [VINHETA FIM] Músicas: Lo Margin The Gran Dias
No episódio de hoje, Afonso Borges fala como literatura, arquitetura e memória se integram no livro “Brumadinho: Espaços e tempo da memória”, que será lançado neste sábado (11) em Belo Horizonte.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
No episódio de hoje, Isabela Lapa faz um convite a você. Conheça Brumadinho, uma cidade com uma cena gastronômica surpreendente e muitas atividades cercadas pela natureza.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura, canal do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Autor(a) do podcast: Maria Luiza de Paiva Cruz, bolsista PIC do grupo de pesquisa EPCC da FCRB.Podcast sobre o capítulo "A memória de um tempo presente: O Memorial de Brumadinho”, de autoria de Larissa Gama Louback. Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura, canal do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Coordenação do canal: Dra. Eula D.T.CabralAnálise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D.T.CabralConheça o nosso grupo de pesquisa:Site: https://epccbrasil.wixsite.com/epcc2Canal no Youtube: EPCC Brasil - https://www.youtube.com/channel/UC7niIPYHyPTpr24THJx-hiw/featuredPágina no Facebook: EPCC - Economia Política da Comunicação e da CulturaInstagram: @epcc.brasilE-mail: coloquio.epcc@gmail.com
No Conecta Mente de hoje, recebemos Léo Farah, Capitão da reserva do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e especialista em gestão de desastres. Comandante em operações históricas como Mariana e Brumadinho, Farah compartilha como a técnica e a coragem em cenários de caos podem ser aplicadas ao mundo dos negócios.Durante a conversa, mergulhamos na lógica da tomada de decisão sob pressão e como protocolos de segurança e comunicação clara são vitais para salvar tanto vidas quanto empresas.Instagram: @multiprosaTikTok: @multiprosaEmail: conectamente@cdlbh.com.br
Isabela Lapa fala sobre o Memorial Brumadinho, criado para preservar histórias e homenagear as vítimas da tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando o país lembra os 7 anos da tragédia de Brumadinho, dois novos incidentes em reservatórios de minas da Vale em Minas Gerais foram registrados nos últimos dias. No final de semana, o principal rio da cidade de Congonhas foi afetado pelo extravasamento de um reservatório. Menos de 24 horas depois, um novo transbordamento ocorreu em outra mina na mesma cidade.A Petrobras anunciou ontem uma redução de 5,2% no preço da gasolina vendida para as distribuidoras no país. A expectativa é que a redução ajude a aliviar a inflação em ano eleitoral, mas não há garantia de que o preço nas bombas também cairá.Saiba mais: https://linktr.ee/primeirocafenoar
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Moraes dá cinco dias para Papudinha relatar atividades de Bolsonaro. Governo prorroga prazo para pedir devolução de descontos indevidos no INSS. Bombeiros encerram buscas por vítimas sete anos após tragédia de Brumadinho. União Europeia investiga rede social X por uso de IA na criação de imagens de nudez.
Está no ar mais um Enfim, Sexta!, podcast do Brasil de Fato MG!Confira os destaques desta semana:Groenlândia e EUA: Trump voltou a falar em tomar posse do território estratégico ligado à Dinamarca. As tensões entre EUA e Europa tendem a se intensificar?Conselho de Paz: Trump anunciou a criação de um órgão que rivaliza diretamente com o Conselho de Segurança da ONU. Quais são os riscos dessa iniciativa para as relações multilaterais?Banco Master: qual o envolvimento do deputado mineiro Nikolas Ferreira no escândalo? A caminhada até Brasília é mobilização política ou cortina de fumaça diante das denúncias?7 anos do crime da Vale em Brumadinho: as instituições brasileiras foram capazes de fazer justiça? Oscar 2026: as indicações do filme O Agente Secreto colocam o cinema brasileiro no radar internacional. Quais são as expectativas para a premiação?Este é mais um Enfim, Sexta!, com Luiza Dulci (PT), vereadora de Belo Horizonte, e Luiz Paulo Siqueira, membro da direção do MAM.Confira!
Em 25 de janeiro de 2019, o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão matou 272 pessoas e destruiu a bacia do Rio Paraopeba. Passados sete anos, ninguém foi responsabilizado pelos homicídios ou crimes socioambientais. Neste marco, o Visões Populares Entrevista conversa com Maria Regina da Silva, mãe de Priscila Elen Silva, uma das vítimas do crime, e vice-presidenta da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho (Avabrum).“As pessoas que perderam uma casa constroem outra, mas eu não consigo ter Priscila de volta. Nada do que nós fizermos vai trazer nossos familiares de volta. Essa dor, que permanece em nós, se transformou em força de luta”, ressalta. Confira a entrevista na íntegra:
Vom 8. bis 10. Dezember war Dom Vicente Ferreira, Bischof von Livramento de Nossa Senhora im brasilianischen Bundesstaat Bahia, zu Gast im Bistum Eichstätt. Sein Besuch stand ganz im Zeichen der Adveniat-Weihnachtsaktion, die in diesem Jahr auf die dramatischen sozialen und ökologischen Entwicklungen im Amazonasgebiet aufmerksam macht. Dom Vicente hatte kurz zuvor an der Weltklimakonferenz COP30 in Belém teilgenommen und berichtet seit Jahren unermüdlich über die Folgen des Bergbaus, die Zerstörung indigener Territorien und die Bedrohung der Quilombo-Gemeinschaften in seiner Heimat. Bekannt wurde er durch sein Engagement nach dem verheerenden Dammbruch von Brumadinho 2019. Bernhard Löhlein hat mit ihm gesprochen
Como duas empresas australianas desconhecidas estão atropelando passos importantes em processos de licenciamento ambiental para lucrar bilhões com a mineração de terras raras no sul de Minas Gerais.Caldas e Poços de Caldas, duas cidades do sul de Minas, se tornaram centrais numa das maiores disputas geopolíticas da atualidade. Isso se deve à alta concentração de minerais de terras raras ali. Especialistas chamam a reserva de "unicórnio da mineração". Ela é tão grande que poderia suprir 20% da demanda mundial.Os minerais de terras raras hoje estão entre os recursos mais valiosos do mundo por serem essenciais na produção de imãs, componentes básicos de dois itens de extrema importância no mundo atual: motores elétricos - vitais na tentativa global de diminuir o uso de combustíveis fósseis - e armas de guerra.O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando trás só da China, que está numa guerra tarifária com os EUA. Nesse episódio nos fomos a Minas Gerais para acompanhar as movimentações de um grupo de moradores que resolveu se opor aos projetos de mineração nas cidades onde eles vivem.Mergulhe mais fundoDa objetividade do risco à subjetividade da sua percepção: dimensões do risco socioambiental no Jardim Kennedy em Poços de Caldas, MGEpisódios relacionados#13: Brumadinho em dois atos#108: Salve o planeta, pergunte-me como#147: Um data center incomoda muita genteEntrevistados do episódioDaniel TygelMestre em física, ex-vereador e candidato a prefeito de Caldas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).Nathália FranciscoArquiteta e urbanista. Pesquisadora do Núcleo de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).Mariano Laio de OliveiraChefe da Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos da Agencia Nacional de Mineração (ANM).Wagner FaninEletricista e técnico ambiental.Ademilson Kariri e Cariusa KiririLideranças do povo Kiriri em Caldas.Rogério CorreiaProfessor e deputado federal de Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores (PT-MG).Ficha técnicaEdição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse hoje, em entrevista à Rádio Eldorado, que o governo “avalia fortemente” ir à Justiça contra a decisão do Congresso de derrubar vetos do presidente Lula à Lei do Licenciamento Ambiental. “É como se a gente estivesse entrando em um completo caos ambiental”, afirmou. O ponto considerado mais crítico por ambientalistas e especialistas é o licenciamento autodeclaratório para empreendimentos de médio porte. Nesse processo, iniciativas com baixo ou médio potencial poluidor poderiam firmar uma Licença por Adesão e Compromisso (LAC), alegando o cumprimento da legislação para, desse modo, obter a autorização de funcionamento. Ao criticar a medida, Marina Silva se referiu às tragédias de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, causadas pelo rompimento de barragens de rejeitos de minérios. “Isso é muito complicado. Mesmo com a licença dos órgãos ambientais, nós ainda temos atrocidades que são cometidas como as de Mariana e Brumadinho. São muito graves os prejuízos. É possível uma licença por LAC, mas apenas para empreendimentos de baixo impacto ambiental”, ressaltou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Episode No. 732 features artist Igshaan Adams and curator and Jenkintown, Penn. school board-electee Laura Igoe. The Hill Art Foundation, New York is presenting "Igshaan Adams: I've been here all along, I've been waiting" through December 20, 2025. The exhibition features work from the last 15 years of Adams' practice, and emphasizes how his work engages and serves his community. Adams tapestries and sculptures build from weaving traditions to make the routine, even mundane the subject of rich, detailed artworks. On the occasion of the exhibition, the Hill Art Foundation has published this essay by Siddhartha Mitter. Adams grew up in a Muslim-Christian household in the segregated suburb of Bonteheuwel in apartheid-era South Africa, and employs Bonteheuwel residents and family members in his studio. His work has been the subject of solo shows at the Institute of Contemporary Art, Boston; the Art Institute of Chicago; Kunsthalle Zurich, the Aarhus Art Museum, Denmark; and the Hayward Gallery, London. His work is in the permanent collection of museums such as the Moderna Museet, Stockholm, the Tate Modern, London, and Inhotim, Brumadinho, Brazil. Igoe, the chief curator of the Michener Art Museum, Doylestown, Penn. was just elected to the Jenkintown, Penn. school board. Instagram: Igshaan Adams, Laura Igoe, Tyler Green.
In today's episode, we're joined by Darryn Quayle, Vice President, Global Mining Sector Leader at Worley, someone with deep experience across government, engineering, and sustainable mining development. Darryn recently returned from an intense and insightful visit to Brazil, as part of the Global Investor Commission on Mining 2030, where he and other industry leaders met with investors managing more than $130 trillion in assets, alongside government representatives and even President Lula himself. In this conversation, we'll unpack what happened during that visit, from the discussions in Brasilia and Belo Horizonte, to the moving experience of revisiting the Brumadinho disaster site nearly six years on. We'll also explore how Worley and the wider mining community are working to align investor expectations, sustainability goals, and real-world project delivery — shaping the partnerships and principles that could define the future of responsible mining. Darryn is also going to be attending the upcoming Resourcing Tomorrow event - the premier gathering for the world's mining leaders taking place in London from 2-4 December. What sets this event apart is its unmatched audience: C-level executives from the biggest mining companies worldwide, over 40 government ministers, leading mining technology providers, and many more mining professionals in the industry. Dig Deep The Mining Podcast is proud to partner with Resourcing Tomorrow. To register, go to https://hubs.ly/Q03JvH2K0 and use DIGDEEP10 for 10% off your pass. KEY TAKEAWAYS The meeting with President Lula and his cabinet emphasised the importance of aligning government initiatives with investor expectations and sustainability goals Revisiting the site of the Brumadinho disaster served as a poignant reminder of the catastrophic consequences of mining failures, reinforcing the need for fundamental change There is a strong emphasis on the need for the mining industry to adopt first-of-a-kind technologies that can reduce environmental impacts BEST MOMENTS "When we did the investor tailings safety initiative, there was a lack of understanding what a tailings dam was" "Returning to the site after six years was a very surreal experience... I knew that site back to front, particularly up to the latter stages of the geography of the area" "Success looks like reshaping that story... mining is absolutely capable of a fundamental paradigm shift." VALUABLE RESOURCES Mail: rob@mining-international.org LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/rob-tyson-3a26a68/ X: https://twitter.com/MiningRobTyson YouTube: https://www.youtube.com/c/DigDeepTheMiningPodcast Web: http://www.mining-international.org GUEST SOCIALS https://www.linkedin.com/in/darryn-quayle-88016810/ CONTACT METHOD rob@mining-international.org https://www.linkedin.com/in/rob-tyson-3a26a68/ Podcast Description Rob Tyson is an established recruiter in the mining and quarrying sector and decided to produce the “Dig Deep” The Mining Podcast to provide valuable and informative content around the mining industry. He has a passion and desire to promote the industry and the podcast aims to offer the mining community an insight into people's experiences and careers covering any mining discipline, giving the listeners helpful advice and guidance on industry topics. This Podcast has been brought to you by Disruptive Media. https://disruptivemedia.co.uk/
Rejeito, documentário brasileiro que vem sendo exibido no circuito de festivais desde 2023, chega aos cinemas no dia 30 de outubro de 2025. Dirigido por Pedro de Filippis, o longa acompanha personagens reais impactados diretamente pelo rompimento de barragens e mineração no Brasil, como no caso de Brumadinho.Fruto de quatro anos de produção, ao se debruçar em situações nas comunidades assoladas por barragens, o projeto, segundo os responsáveis, “constrói uma narrativa que joga luz sobre camadas históricas, com foco especial em Minas Gerais, estado marcado por sucessivos desastres e violações e que responde por aproximadamente 61% do minério de ferro bruto no Brasil, em torno de 320 milhões de toneladas”.Nesse episódio, Robledo Milani, Pedro de Filippis e Maria Teresa Corujo falam sobre Rejeito. Dê o play e divirta-se!
No Fica a Dica de hoje, Isabela Lapa indica a Vila Lea, um local em Brumadinho muito aconchegante, com opções de lazer e gastronomia que vão te surpreender.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio de hoje, Isabela Lapa te conta tudo sobre o Festival Uai Sô, que chega a Brumadinho no próximo fim de semana. See omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio de hoje, Isabela Lapa fala sobre a Zazu farm, um local em Brumadinho perfeito para diversos públicos. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidados: Maristela Basso, professora de Direito Internacional da USP, e Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da CBN. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino decidiu que leis de outros países só têm efeito no Brasil com aval do STF. A decisão do ministro foi tomada no âmbito de um debate jurídico ligado às tragédias de Mariana e Brumadinho — e nada tem a ver com a Lei Magnitsky, aplicada contra o também ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Mas, na prática, acaba blindando Moraes. Nesta terça-feira, o ministro esclareceu que o Brasil vai continuar respeitando decisões de Cortes Internacionais. Também nesta terça, as ações dos bancos em bolsas perderam valor, já que a decisão de Dino levantou dúvidas sobre os impactos para bancos e empresas que operam no Brasil e no exterior. Para explicar a decisão de Dino e seus impactos, Victor Boyadjian conversa com Maristela Basso, professora de Direito Internacional da USP. Ela responde quais os trâmites envolvidos para que uma decisão tomada em um país seja cumprida em território brasileiro. Ela, que trabalha com a execução de sentenças estrangeiras há mais de 40 anos, avalia a que tipo de imbróglio os bancos estão submetidos após a decisão do ministro Dino. Depois, Victor recebe Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da CBN. A jornalista avalia o atual momento da escalada da relação entre EUA e Brasil, e conta o que ouviu de agentes do mercado sobre a decisão de Dino. (ATUALIZAÇÃO: na manhã desta quarta-feira (20), o gabinete de Flávio Dino procurou a produção de O Assunto e esclareceu que, em sua decisão, o ministro não tira do STJ a competência de homologar decisões estrangeiras, ressaltando o seguinte trecho da decisão publicada na última segunda-feira (18): "IV) qualquer violação aos itens II e III constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro. Tal presunção só pode ser afastada, doravante, mediante deliberação expressa do STF, em sede de Reclamação Constitucional, ofertada por algum prejudicado, ou outra ação judicial cabível, ressalvada a competência disposta no art. 105, I, “i”, da CF.")
Para celebrar os 10 anos do Podcast Oxigênio, tivemos a ideia de fazer episódios em parceria com outros podcasts. Este projeto começou com a parceria que fizemos com o podcast Café Com Ciência e neste episódio será com o podcast Vozes Diamantinas, uma produção do curso de Jornalismo do Campus XXIII da UNEB em Seabra, do estado da Bahia, que visa divulgar os saberes e as práticas culturais da Chapada Diamantina. Ao longo de 2025, teremos muitas parcerias boas, as próximas serão com os podcasts Vida de Jornalista, Fronteiras da Ciência e Ecoa Maloca. Neste episódio especial vamos explorar como os hábitos alimentares brasileiros refletem nossa cultura, história, identidade e resistência. A alimentação será apresentada não apenas como fonte de nutrição, mas como prática cultural viva, carregada de significados, afetos e histórias. Você vai ouvir relatos afetivos com a comida, como da Elizete Pereira, moradora da comunidade quilombola do Tejuco, em Brumadinho, Minas Gerais e da Larah Camargo, que nasceu em São Paulo, mas carrega a cultura alimentar das suas raízes familiares da Bahia, região da Chapada Diamantina. E vai escutar, também, entrevistas com especialistas, professores universitários, secretário de agricultura da cidade de Novo Horizonte e coordenadora-geral e coautora dos processos pedagógicos do Instituto Comida e Cultura. Eles irão abordar a formação da culinária brasileira, a partir das influências indígenas, africanas e portuguesas; a gastronomia territorial como uma forma de resistência e cuidado com a terra, com destaque para o papel das mulheres nas comunidades tradicionais da região da Chapada Diamantina; e a importância da educação alimentar desde a infância, como uma forma de reconexão com a terra e valorização cultural. Neste episódio procuramos evocar a cozinha como espaço de encontro e resistência, reforçando a importância da recuperação de narrativas alimentares como forma de preservar a memória coletiva e a diversidade cultural brasileira. Roteiro [BG] Lidia: “A farinha é feita de uma planta Da família das euforbiáceas De nome manihot utilíssima Que um tio meu apelidou de macaxeira E foi aí que todo mundo achou melhor” (Farinha, Djavan) Lívia: Você já parou pra pensar que a mandioca é um dos alimentos mais representativos da culinária brasileira, é um dos mais versáteis também. Lucas: A diversidade já aparece desde o seu nome. Lívia: Aqui no sudeste nós chamamos de mandioca. Lucas: Já aqui no nordeste e em algumas regiões do norte de “macaxeira” ou “aipim”. Lívia: Mandioca, macaxeira, aipim, castelinha, uaipi, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre, diferentes nomes e diferentes preparos, pra um ingrediente coringa da alimentação na mesa de todas as regiões do país. Lucas: Nativa do Brasil, com a mandioca dá para fazer farinha, polvilho doce e azedo, fécula, goma, tucupi, tapioca e muito mais. Lívia: E, pra degustar esse alimento típico do nosso país, e que é cultivado pelos indígenas desde antes da colonização portuguesa, você não precisa lembrar que a mandioca faz parte da família botânica das euforbiáceas e que seu nome científico é “Manihot utilíssima”, como o Djavan cantou na música “Farinha”, que a gente ouviu os primeiros versos lá no começo. Lívia: Mas, caso tenha ficado a curiosidade, ela é “prima” da mamona, da seringueira, coroa-de-cristo - todas liberam aquela seiva leitosa de seus caules. Inclusive, a mandioca era classificada como ‘Manihot utilíssima', mas hoje, o nome científico adotado é ‘Manihot esculenta'. Lucas: Devidamente apresentada, nós destacamos sua importância como uma das grandes representantes do tanto de diversidade de plantas e alimentos que nós temos aqui no Brasil. Diferentes nomes, diferentes preparos e uma gama de possibilidades para uma alimentação saudável, popular e afetiva. [Vinheta] Lívia: Eu sou a Lívia Mendes, sou linguista e especialista em Jornalismo Científico pelo Labjor,
NESTA EDIÇÃO. Pano de fundo de tarifas dos EUA contra o Brasil envolve acesso a matérias-primas para transição energética. ANP abre consultas públicas sobre elevação do percentual da mistura de etanol anidro à gasolina e critérios para cálculo das tarifas de transporte de gás. Demora na definição do leilão de reserva de capacidade leva New Fortress Energy a transferir navio regaseificador para o Egito. Barragem em Brumadinho tem nível de emergência elevado; famílias do entorno são evacuadas. Com atraso na eletrificação de ônibus, São Paulo mira biometano como alternativa para redução das emissões no transporte público.
Thiago Aguiar disse que se a PL da Devastação estivesse em vigor, a Vale não teria sido responsabilizada pelos crimes de Mariana e Brumadinho
No Visões Populares desta semana, abordamos a conjuntura política no Congresso Nacional, a aprovação do chamado PL da devastação, a reação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil e a postura do governo federal nestes embates. Tratamos também do julgamento e punição da trama golpista que culminou nos atos de 8 de janeiro.Para falar sobre tudo isso, entrevistamos o deputado federal Rogério Correia (PT), que preside a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e a Comissão Externa de Barragens, que analisa os rompimentos de Brumadinho e Mariana. Professor de profissão, ele foi, ainda, vereador em Belo Horizonte e deputado estadual em Minas Gerais, por diversos mandatos.“72% dos deputados e deputadas, senadores e senadoras ou são grandes empresários ou grandes fazendeiros. Então é óbvio: eles estão ali como representantes de classe, ao contrário do que é a sociedade brasileira", explicou, durante o episódio, Rogério Correia. Confira a entrevista completa.
Falo sobre recente decisão que o STF deu no ARE. n. 1.352.872 em que criou um precedente no sentido de que as ações (e, logo, também as "execuções") relativas a danos ambientais são imprescritíveis.
5 anos de pandemia, Haddad, TCU, 6 anos de Brumadinho, TJ Pedante. The post II – 2025.17 – Haddad no Flow e o Exército no TCU appeared first on Central 3.
5 anos de pandemia, Haddad, TCU, 6 anos de Brumadinho, TJ Pedante. O post II – 2025.17 – Haddad no Flow e o Exército no TCU apareceu primeiro em Central 3.
Vítimas do rompimento da barragem podem ter metais pesados no organismo
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Um policial militar foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (6), na zona norte de SP. Câmeras de segurança flagraram o crime. A polícia ainda investiga o que provocou a execução. A suspeita é o que o atirador devia dinheiro ao PM. E ainda: Corpo de Bombeiros encontra mais uma vítima da tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais.
Carlos Hoyos, membro da Forbes Coaches Council, business advisor, senior global executive coach, CEO/Founder do Elite Leader Institute e host do Podcast Líder de Elite conversou com Flávia Soares, conselheira e especialista em ESG, sobre ESG na realidade prática das empresas. Este episódio é uma oportunidade imperdível para quem busca entender como as práticas de ESG são fundamentais não apenas para grandes corporações, mas também para pequenas e médias empresas. Prepare-se para insights valiosos e histórias que vão transformar sua percepção sobre liderança e sustentabilidade. Resumo ◾ Trajetória de vida moldada por simplicidade e disciplina. ◾ Impacto da segurança pública na vida e nos negócios. ◾ Importância da integração social e ambiental nas comunidades. ◾ ESG evoluiu para se tornar central nos negócios. ◾ Pequenas empresas também precisam de práticas ESG. ◾ Licença social é crucial para a operação das empresas. ◾ Mudança cultural é essencial para a implementação eficaz de ESG. ◾ Governança e sustentabilidade devem estar integradas em todos os níveis. ◾ Reflexão sobre práticas empresariais diárias é fundamental para o sucesso. Flávia Soares é Gerente de Fomento Econômico na Diretoria de Reparação de Brumadinho da Vale, com uma carreira destacada na área de ESG. Ela lidera projetos operacionais e corporativos, gerenciando equipes multidisciplinares e diversas. Especialista em desenvolvimento social e econômico, Flávia possui vasta experiência na resolução de conflitos com comunidades em setores como mineração, ferrovia e energia. Sua atuação abrange todas as regiões onde a Vale opera no Brasil, com destaque para MG, PA e MA, além de experiência internacional em Moçambique. Flávia é membro da Comissão ESG da Board Academy, certificada como Conselheira Consultiva e no programa Lean Governance. Foi fundadora e ex-CEO da Atmã Projetos Sociais, focada em mobilização e gestão de conflitos comunitários e investimento social privado. Também atuou como consultora ambiental, realizando estudos de impacto ambiental e social em comunidades afetadas por grandes obras, demonstrando sua habilidade em integrar aspectos sociais e ambientais em projetos de grande porte. #liderança #esg #podcast #conselho #board
270 Menschen starben, als vor fünf Jahren in Brasilien ein Damm aus Abraum eines Eisenbergwerks brach. Gerichte verhandeln den Fall derzeit. Geotechniker der ETH Zürich um Alexander Puzrin haben neue Erkenntnisse. Urban, Karlwww.deutschlandfunk.de, Forschung aktuell
A redução sistemática das indenizações das vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais faz Gabriel comentar hoje sobre a camada social e econômica que parece "too big to fail" (ou "to jail"), sobre valores de ações judiciais e sobre o Pinto. Sim. Taque play e verás.
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O Rio Grande do Sul ficou de fora da lista de Estados e municípios que receberão as primeiras doses da vacina contra a dengue no país. A estudante assassinada a tiros na última terça-feira foi velada nesta manhã na faculdade de Arquitetura da UFRGS. O deputado federal Alexandre Ramagem foi alvo nesta manhã de nova operação da Polícia Federal contra suposta espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência. O estado do Alabama deve realizar nesta quinta-feira a primeira execução com nitrogênio nos Estados Unidos, um novo método que as Nações Unidas equipararam à "tortura". O rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, que causou ao menos 270 mortes e gerou grande devastação ambiental completou cinco anos nesta quinta-feira.
Assine o Café Brasil em https://canalcafebrasil.com.br No programa de hoje temos Anderson Passos, que serviu no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais por 28 anos, onde foi docente, comandou o batalhão de Emergências Ambientais e Desastres, o Batalhão de Uberaba, e foi piloto instrutor de helicópteros de resgate. Anderson atuou em incêndios florestais e urbanos, desastres naturais, etc. Atualmente é secretário de Serviços Urbanos de Uberaba, mas, na época da tragédia, comandava o Corpo de Bombeiros da cidade e foi convidado para liderar as equipes de buscas e resgate das vítimas do desabamento da barreira de Brumadinho. Conversamos sobre a carreira de bombeiros e sobre uma das maiores tragédias já vividas no Brasil. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Assine o Café Brasil em https://canalcafebrasil.com.br No programa de hoje temos Anderson Passos, que serviu no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais por 28 anos, onde foi docente, comandou o batalhão de Emergências Ambientais e Desastres, o Batalhão de Uberaba, e foi piloto instrutor de helicópteros de resgate. Anderson atuou em incêndios florestais e urbanos, desastres naturais, etc. Atualmente é secretário de Serviços Urbanos de Uberaba, mas, na época da tragédia, comandava o Corpo de Bombeiros da cidade e foi convidado para liderar as equipes de buscas e resgate das vítimas do desabamento da barreira de Brumadinho. Conversamos sobre a carreira de bombeiros e sobre uma das maiores tragédias já vividas no Brasil. See omnystudio.com/listener for privacy information.
0:00 -- Intro.1:38-- About this podcast's sponsor: The American College of Governance Counsel.2:34 -- Start of interview.3:13 -- Mauro's "origin story." 4:11 -- About AMEC, and his time as CEO of the organization (2012-2017). Prior, he was Chairman of IBGC (2008-2010). "My first mission as CEO of AMEC was to become the first independent director at Petrobras" (which he served from 2013 to 2015).9:02 -- On the differences between shareholder engagement/activism in the U.S. and Brazil. 10:04 -- The corporate governance changes introduced by Novo Mercado (special listings segment created in Brazil in 2000).11:39 -- About the Petrobras corruption scandal ("Lava Jato" or "Car Wash"). He was the first independent director in Petrobras (2013) and they elected a second independent director in 2014. "1+1 in that situation equals 4." "The board simply did the Government's bidding." "But it's all gone now, there has been a huge backlash. There is no one in jail anymore." "Just like what happened in Italy with the Clean Hands Operation, there is a political wave of acquittals." "There was a class action settlement in the U.S. for $3.5 billion (2016) and PwC settled for $50 million (2018)."18:58 -- His joining the board of Vale (2021-2023), post Brumadinho dam disaster (2019). "I was elected to the board as part of an activist campaign, led by Capital Group." 23:28 -- On the SEC's action against Vale for greenwashing (settled in 2023 for $55.9 million). "Vale became a lightning rod and it is a rich company in a poor country and in a poor region of a poor country." "One executive of the company used the expression that was Vale is the peacock in the Favela." "[Vale] gets a lot of attention and focus and sometimes not fairly. It does some amazing things in terms of ESG." "Vale is actually an example that responsible mining is not only essential for the energy transition, but it actually can be good for the environment. But there's a lot of bad press around it."24:40 -- His take on ESG: "ESG should not be driven by rankings, reports and ratings. It must be driven by owners."28:50 -- On the ESG backlash. "Part of the problem has to do with the architecture of the institutional investors." "The productive way for investors to ensure that companies are doing the right thing is one-on-one engagements that cannot be done wholesale. It needs to be done in a more retail way. So this increases the value of specialized asset managers that have a smaller portfolio, that may or may not be called activists."32:11 -- On joining the board of Embraer. The impact of the Pandemic and 'work from home' in Brazil.34:55 -- On the evolving geopolitical landscape, China/US tensions and where Brazil stands in this picture. 39:17 -- On the role of independent directors, and evolution in Brazil in the last 20 years:"When you get into a situation like I was in Petrobras, you need to know where your red lines are and what to do when they're reached. You can fight and in some cases it may be the case that you need to leave and do a noisy withdrawal as I've done several times in my career so.""I fear that in many situations we have lots of companies reporting larger percentages of independent directors on their boards, but these are not really independent.""[You have to] be true to your values, know your red lines, but at the same time, try to work with people. And some things will not be the way you want. So a director who simply says no when the board goes in a way that he or she doesn't agree with is not going to be productive. So you have to, in Brazil we say we need to swallow some frogs every once in a while. You just have to watch out to make sure what are the sizes of frogs that you can swallow to make it for productive mandate on the board, but at the same time not compromising your values."43:44 -- On the question of single issue directors. "I think it's a big mistake for a number of reasons. First, because it's not enough space for all the issues to be on the boards. The other problem is that if you have a specialist on the board, say in cyber security, every time the issue of cyber security comes up, everybody will look at this guy and say, whatever he or she is telling us to do, you're outsourcing your fiduciary duty, which is terrible."45:45 -- "Brazil today has very different companies. This means that the governance structure for each one of them has to be different. And we have to understand, it's case by case, and we need to build the governance structures that are adequate to each company." "I think when we think about ESG, we're really talking about E&S, and people are forgetting the G. The G is what gets E&S done. E&S without the G is greenwashing."47:49 -- Book that has greatly influenced his life: Atlas Shrugged by Ayn Rand (2003)48:00 -- His mentors, and what he learned from them: André Jacurski and Paulo Guedes (founders of Banco Pactual).48:33 -- Quotes that he thinks of often or lives his life by: "We didn't come this far just to come this far"48:50 -- The living person he most admires: Bill Gates.Mauro Cunha is one of the top corporate governance voices in Latin America, currently serving as a director of Embraer, AES Brasil, Klabin and Hypera. He has also served on the boards of some of the most important companies in Brazil - including Vale, Petrobras, Eletrobras, among others. __This podcast is sponsored by the American College of Governance Counsel.__ You can follow Evan on social media at:Twitter: @evanepsteinLinkedIn: https://www.linkedin.com/in/epsteinevan/ Substack: https://evanepstein.substack.com/__You can join as a Patron of the Boardroom Governance Podcast at:Patreon: patreon.com/BoardroomGovernancePod__Music/Soundtrack (found via Free Music Archive): Seeing The Future by Dexter Britain is licensed under a Attribution-Noncommercial-Share Alike 3.0 United States License