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Convidado
Maria de Medeiros sopra o desassossego num dos palcos do Festival OFF Avignon

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 10:23


A peça “L'Intranquillité” leva para um dos palcos do Festival OFF Avignon uma das obras mais singulares da literatura portuguesa, o “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa. O espectáculo é um mergulho onírico nas dúvidas e inquietações que habitam a condição humana e um convite para explorar os nossos mundos interiores. Além dos dois actores em palco, há uma voz que nos transporta para o lugar do desassossego de Pessoa: a voz da actriz portuguesa Maria de Medeiros, com quem conversámos sobre a peça. O desassossego é uma forma de olhar o mundo e as palavras de Fernando Pessoa continuam a ecoar com o tempo presente e a inspirar os artistas. É o caso do encenador Jean-Paul Sermadiras que criou a peça “L'Intranquillité”, uma viagem poética ao universo do “Livro do Desassossego”, guiada pelo diálogo entre dois intérpretes em palco e a voz de Maria de Medeiros. Em cena, há pó de estrelas como pano de fundo e espalhado pelo chão, uma caixa, dois dandies bem vestidos, lampiões, champanhe e um grande amor pelas palavras. A peça está no Théâtre Le Petit Chien, no Festival Off Avignon, até 25 de Julho, mas foi em Paris que conversámos com a actriz e realizadora portuguesa porque a sua participação na peça é feita apenas através da sua voz. Uma voz que é o sopro que desperta as personagens que ela descreve como “vagabundos cósmicos que se encontram para dizer os textos do ‘Livro do Desassossego'”. Maria de Medeiros conta-nos que Fernando Pessoa sempre a habitou e que é um autor ao qual ela volta “com muito afecto, com muito amor, com muito júbilo também”. Este ano, ela volta não só a Fernando Pessoa como a Avignon, ainda que não esteja fisicamente presente. Em 1988, na estreia do teatro português no coração do Festival, conhecido como o IN, Maria de Medeiros e Luís Miguel Cintra apresentaram “A Morte do Príncipe”, a partir do texto de Fernando Pessoa, que depois foi adaptado a filme, um dos primeiros que ela realizou. Em 2025, com o encenador Robert Wilson, outro nome histórico de Avignon, ela também interpretou e cantou textos de Pessoa e dos seus heterónimos em “Since I've been me” que estreou no Théâtre de La Ville de Paris e, em Junho último, a peça regressou ao mesmo palco. Agora, é a sua voz gravada que desperta as reflexões dos dois actores em palco em “L'Intranquillité”. Para Maria de Medeiros, o desassossego ecoa - e de que maneira - com o grande tema de Avignon este ano: o questionamento. Para ela, “tudo é desassossego neste momento” e “não há criatividade sem desassossego e sem questionamento”, sobretudo numa época em que vê “expandir um vírus terrível de literalidade, de binarismo, de discursos feitos de mentiras forjadas, mas categóricas”.  Só com o desassossego se pode tentar “um bocadinho de poesia”, confidencia-nos, sublinhando que, afinal,“a obra de Pessoa é como se tivesse sido escrita hoje”. Fernando Pessoa "é sempre um autor ao qual eu volto com muito afecto, com muito amor, com muito júbilo" RFI: Como é que nos pode descrever esta adaptação do “Livro do Desassossego”? Maria de Medeiros, Actriz: “De alguma forma, eu acho que ele fez uma leitura quase beckettiana do Pessoa porque as personagens são como vagabundos cósmicos que se encontram para dizer os textos do ‘Livro do Desassossego'. E está muito certo porque, no fundo, tanto na peça do Bob Wilson, como na do Jean-Paul Sermadiras, o que ressalta é um certo lado lúdico do Pessoa e como ele, de alguma forma, organiza dramaturgias ao redor. Tem os seus heterónimos, que são praticamente como amigos imaginários de uma criança, e ele está constantemente a organizar dramaturgias interiores. Há um lado teatral e de personagens que vão mudando porque ele fala muito da máscara, mas justamente o vagabundo permite esse assumir de várias máscaras. Essa vagabundagem interior tem muito a ver com a essência da escrita do Pessoa.” Enquanto actriz, há uma proximidade entre o seu trabalho e a ideia dos heterónimos? É como um jogo de espelhos? Como é trabalhar Fernando Pessoa? “Para mim, é também uma espécie de poção mágica do Obélix porque tenho a sensação de, como muitos portugueses, ter nascido na linguagem e nos textos do Pessoa. É sempre um autor ao qual eu volto com muito afecto, com muito amor, com muito júbilo também. Então, fiquei muito feliz, de alguma forma nesse espectáculo que é tão masculino, de ter trazido uma voz: a minha voz.” Fale-nos dessa voz. Como é que foi a criação, a composição e porquê musicar Pessoa? “Na verdade, eu achei muito bem essa proposta. Depois, foi muito interessante porque a Pascale Salkin fez a música e foi uma fantástica coincidência porque nós contracenámos num dos primeiros filmes que eu fiz em França, acho que foi o primeiro filme que fiz em França, o ‘J'ai faim, j'ai froid', uma curta-metragem da Chantal Akerman, integrada numa longa-metragem que se chama ‘Paris vu par'. Somos duas miúdas muito parecidas com o que éramos, eu tinha 19 anos, andava um bocadinho também vagabundeando pela cidade de Paris. E eu nunca mais tinha encontrado a Pascale e é justamente neste projecto tão lindo sobre o ‘Livro do Desassossego' em que ela fez a música e fez a música com muita sensibilidade. Então, foi muito bom reencontrá-la e fazer esse trabalho.” Como foi a escolha dos textos? “Já me foram propostos porque os textos fazem parte da dramaturgia da peça e estão lá em eco com os textos que os actores dizem em cena.” Este ano, no Festival de Avignon, no IN, a linha de força é o questionamento. O desassossego parece ecoar com estes questionamentos que o Tiago Rodrigues quer trazer ao festival. Como é que o desassossego alimenta também essa liberdade criativa dos artistas? “Sim, sim, eu acho que não há criatividade sem desassossego e sem questionamento, sobretudo numa época em que vivemos como um expandir de um vírus terrível, de literalidade, de binarismo, de discursos feitos de mentiras forjadas, mas categóricas. E esse desassossego é que nos permite sair do discurso categórico e criar alguma coisa e, sobretudo, fazer um bocadinho de poesia.” Neste mundo com tanta falta de poesia, há algum desassossego neste momento que a inquiete mais? “Tudo é desassossego neste momento. O avanço da estupidez, do não questionamento, do autoritarismo, de um monte de ideias retrógradas, tudo isso é motivo para estarmos muito desassossegados.” O “Livro do  Desassossego” é uma obra que continua a inspirar artistas, encenadores, actores. O que é que este livro e esta obra têm de tão transversal ao tempo e à sociedade? “Realmente, quando voltamos à obra do Pessoa é como se tivesse sido escrita hoje. Há uma actualidade absoluta e uma universalidade também porque é muito bonito para nós, portugueses, ver também como estes textos tão importantes se deixam traduzir sem perder nada da sua força, do seu encanto, da pertinência. É muito bom também ver os franceses apoderarem-se desses textos que são extremamente generosos. Talvez por serem também tão universais e tão actuais.” No Théâtre de La Ville, em Paris, este ano voltou a estar em palco com a peça de Robert Wilson “Since I've Been Me” que já tinha estreado no ano passado também sobre Fernando Pessoa. Qual é a  relação que tem com Fernando Pessoa e é uma relação que está muito presente? “Sim e há muitos anos porque, realmente, um dos meus primeiros filmes como realizadora foi ‘A Morte do Príncipe' de Pessoa, que é uma peça que é formada por fragmentos dramáticos de Pessoa. Quando esses textos foram revelados pela Teresa Rita Lopes, o Luís Miguel Cintra fez uma montagem magnífica que apresentámos no Festival de Avignon há muitos anos, no final dos anos 80. E depois estivemos também no Théâtre de la Bastille. Essa encenação era do Luís Miguel Cintra, mas depois o Joaquim Pinto, que era um produtor muito activo na época, arranjou financiamento para se fazer o filme e eu fui a realizadora desse filme. Esse filme acabou de ser restaurado pela Cinemateca Portuguesa e ficou uma maravilha o restauro.  Somos o Luís Miguel Cintra e eu a contracenarmos sobre esses textos magníficos de ‘A Morte do Príncipe'. Então, pronto, lá bem no início já estava o Pessoa para mim.” E continua. “E continua.” O facto de ser portuguesa e de continuar a ser convidada por encenadores de várias nacionalidades para interpretar as palavras de Pessoa reveste algum significado especial? “Eu tenho muito orgulho em representar Pessoa, em representar a literatura portuguesa, a poesia portuguesa sempre. Adoro voltar a reviver e a dar voz a esses textos, não só Pessoa, mas também Sophia de Mello Breyner e tantos outros autores portugueses. Eu faço-o com muito gosto e com muito orgulho.”

VHS
326 - O Convento

VHS

Play Episode Listen Later Mar 19, 2025


Após inúmeros e-mails de protesto e ameaças de bomba, finalmente nos debruçamos sobre uma obra do lendário cineasta português Manoel de Oliveira. Entramos por isso n'O Convento de 1995 para perceber o que tem de especial a carreira do realizador e para ver duas mega estrelas (Malkovitch e Deneuve) a filmar em Portugal.Hugo Gomes (crítico de cinema) junta-se a nós para apresentar a gala Prémios Curtas deste ano e para homenagear o ilustre ator Luís Miguel Cintra.

Piado do Pardal
Episódio 70 - Exophobia: Uma Review Sem Spoilers

Piado do Pardal

Play Episode Listen Later Jul 24, 2024 5:55


Exophobia é um videojogo "made in" Portugal e, por esse motivo, este episódio do Piado do Pardal é uma curta análise sobre este "boomer shooter". Editado pelos PM Studios, o jogo desenvolvido por José Castanheira (Estúdios Zarc Attack) com a banda sonora de Pedro Costa e o sound design é de Miguel Cintra. Este episódio foi possível graças a um review code, providenciado pelo desenvolvedor. Muito obrigado! - Exophobia já está disponível nas consolas Playstation, Xbox, Nintendo Switch e PC Acompanhem o trabalho de José Castanheira no Twitter/X - Sigam o Piado do Pardal no ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e no ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Twitter⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ Contacto: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠piadodopardal@gmail.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ Acompanhem os conteúdos do Oito Bits em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://oitobits.org⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

TSF - Postal do Dia - Podcast
Luís Miguel Cintra usava sempre o mesmo casaco quando ia ver as estreias de Jorge Silva Melo

TSF - Postal do Dia - Podcast

Play Episode Listen Later Mar 28, 2023


Edição de 28 de Março 2023

quando sempre mesmo melo estreias jorge silva jorge silva melo miguel cintra
TSF - Postal do Dia - Podcast
Luís Miguel Cintra está vivo e continua a ser um monstro

TSF - Postal do Dia - Podcast

Play Episode Listen Later Aug 9, 2022


Edição de 09 de Agosto 2022

Coffee Break
95: Até já Jorge Silva Melo (1948-2022)

Coffee Break

Play Episode Listen Later Mar 22, 2022 11:10


Jorge Silva Melo, actor, encenador, realizador, dramaturgo, crítico, tradutor, nasceu em 1948 em Lisboa. Fundou o Teatro da Cornucópia em 1972 com Luís Miguel Cintra, que integrou até 1979. Em 1995 fundou os Artistas Unidos, companhia que dirigiu e na qual se centrou a sua atividade como encenador. No que ao Coffeepaste diz respeito, escreveu cinco crónicas durante 2020, centradas nas dificuldades que o Teatro atravessava em tempos de pandemia. Jorge Silva Melo morreu no passado dia 14 de março, aos 73 anos. Hoje, em jeito de homenagem, republicamos a última entrevista que nos deu, em julho de 2021. Na altura, preparava-se para estrear a peça “Morte de um caixeiro viajante”, de Arthur Miller. A conversa continua muito relevante, pelo que Silva Melo nos transmite, mas também porque este espectáculo estará em cena na Sala Garrett do Teatro Nacional D Maria II de 26 de maio a 5 de junho. Espero sinceramente que gostes desta conversa. Até já Jorge.RecursosArtistas UnidosMr Bird  (autor da música)Nicolás Fabian (autor do design)Subscreve no SpotifySubscreve na Apple PodcastsSubscreve no Google PodcastsSe quiseres apoiar o Coffeepaste, para continuarmos a fazer mais e melhor por ti e pela comunidade, vê como aqui.

Perguntar Não Ofende
O Poema Ensina a Cair – Luís Miguel Cintra

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Oct 3, 2021


Luís Miguel Cintra nasceu em Madrid, em 1949. Foi um dos melhores alunos do Liceu Camões, onde partilhou sala de aula com António Guterres. Marcaram-no alguns professores desse período como Mário Dionísio, Vergílio Ferreira ou Bénard da Costa, mas também o contacto próximo com figuras importantes da cultura que eram visita de casa: Jorge de […]

E se fossem 40 livros de poesia...
Episódio 35 Lado B - excesso cinematográfico contra o método ou lendo Manoel Ricardo de Lima

E se fossem 40 livros de poesia...

Play Episode Listen Later Dec 8, 2020 9:06


LADO B: ensaio-poema sobre “O método da exaustão”, do Manoel Ricardo de Lima. Registro de canto de um carcará. Citação de “Carcará”, na voz de Maria Bethânia. Citação de “Tu estás aqui”, de Ruy Belo, na voz de Luís Miguel Cintra. Citação de um verso de “Poema”, de Joaquim Cardozo, no texto. Voz: Piero Eyben. Sonoplastia, mixagem e trilha-sonora: Camille Ruiz

Rádio Etiópia
JUST A SONG BEFORE I GO

Rádio Etiópia

Play Episode Listen Later May 24, 2020 79:54


JUST.A.SONG.BEFORE.I.GO................................................... By Anatoly Brooks 01. Air – Angel palace (0.00:06) 02. Gastão Cruz – Espectros (Voice: Luís Miguel Cintra) (0.02:22) 03. Arve Henriksen – Opening image (0.10:12) 04. Sven Helbig – Frost (ost) (0.13:54) 05. All India Radio – Submerge (0.17:36) 06. Ben Frost – After death , nothing is (0.19:50) 07. Dakota Suite – One day without harming you (Machinefabriek remix) (0.25:16) 08. Ruy Belo – Um dia não muito longe não muito perto (Voice: Luís Miguel Cintra) (0.26:45) 09. Smith & Burrows – Wonderful life (0.28:05) 10. Arve Henriksen – Lament (0.32:22) 11. Jóhann Jóhannsson – Inside the pods (0.35:55) 12. Dakota Suite – Legend of the skies (0.37:30) 13. Jay-Jay Johanson – Only for you (0.39:11) 14. Ben Frost – Stocks and stones (0.42:28) 15. Fabrizio Paterlini – Midsummer tiny song (0.46:29) 16. Gastão Cruz – Que farei no outono (Voice: Luís Miguel Cintra) (0.47.12) 17. Gem Club – Lands (0.49:52) 18. Fabrizio Paterlini – Forever blue (March Rosetta re-imagined verion) (0.54:40) 19. My Brightest Diamond – The sea (1.00:06) 20. Bohren Und Der Club Of Gore – Maximum black (1.03:56) 21. Gastão Cruz – Um corpo (Voice: Luís Miguel Cintra) (1.06:26) 22. Evan Abeele – Grief lessons (1.11:14) 23. Amit Erez – Pretty things (1.14:34) 24. Greg Haines – Better (1.17:39) Total time: 1.19:54 A photo by Yuri B. Sultry voice of Radio Etiopia – Ana Ribeiro www.radioetiopia.com Phase 108.1: http://www.phase108.net/Show.aspx?podcastId=13

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Rádio Etiópia
SLOW MOVEMENT SAND

Rádio Etiópia

Play Episode Listen Later Mar 29, 2020 79:47


...............SLOW.MOVEMENT.SAND......................................... By Anatoly Brooks 01. Efterklang – Mimeo 02. Mono – Since i’ve been waiting for yo 03. Roger & Brian Eno – Slow movement sand 04. Silence – Pioneers of nothing 05. Bohren & Der Club Of Gore – Sag mir, wie lang 06. Gastão Cruz – O tempo único (feat.Luís Miguel Cintra) 07. Elements Of Something Really Beautiful – 21 08. The Helio Sequence – December 09. A Whisper In The Noise – The sounding line 10. Olan Mill – Eye’s closed 11. Harold Budd – Three-fingered Jack 12. Pedro Tamen – Só me espera … (feat. Luís Lucas) 13. Hans-Joachim Roedelius & Tim Story – Inlandish 14. Aesthesys – Elegy 15. Barbara Morgenstern – Kookoo 16. Get Well Soon – We are safe inside while they burn down our house 17. Fabrizio Paterlini – Week #3 18. Philip Larkin – Best society (feat. Tom O'Bedlam) 19. Joy Wants Eternity – In camera 20. Elisa Luu – Popolar hit 21. Patrick Watson – Quiet crowd 22. Federico Durant – Los alerces del pátio 23. Frou Frou – The dumbing down of love 24. Imogen Heap – Half life 25. Message To Bears – Nowhere Total time – 1.19:46 A photo by A. Brooks Sultry voice of Radio Etiopia – Ana Ribeiro www.radioetiopia.com Phase 108.1: http://www.phase108.net/Show.aspx?podcastId=13 https://radiolisboa.pt/ *Força man!

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Rádio Etiópia

............Pó............................................................... By Anatoly Brooks http://www.filefactory.com/file/42gzmi0scfuj/p%C3%93.mp3 01. Oskar Schuster – Isobel (0.00:05) 02. Hammock – Without form and void (0.02:18) 03. Birds Of Passage – Another thousand eyes (0.10:07) 04. Beth Gibbons – Lento-Cantabile-semplice (Henryk Górecki) (0.14:14) 05. Francesco Tristano – Andover (0.29:21) 06. Akira Rabelais – 1382 wyclif gen. Ii (0.31:19) 07. Hammock – Silencia (0.35:12) 08. Dustin O’Halloran – 196 hz (pt. 5) (0.40:00) 09. Oskar Schuster – Elixia (0.45:06) 10. Library Tapes – Drugs (0. 47:34) 11. Ólafur Arnalds – Ágúst (0.49:27) 12. Get Well Soon – Nightmare variations (live at Pakbühne Geyserhaus, Leipzig) (0.54:29) 13. Ludovoco Einaudi – 7 days walking/day 1 – the path of the fóssil (0.58:11) 14. Peter Cavallo – Tread softly because you tread on my dream (1.06:14) 15. The Echelon Effect – Fall 7 times, stand up 8 (1.12:18) Sermão de Quarta-Feira de Cinza (1672), parts 1, 2, 3, 4, 5 and 7, by Priest António Vieyra, recorded at São Roque’s Church (voice: Luís Miguel Cintra) (0.03:33) Total time – 1.20:21 A photo by Anatoly Brooks Sultry voice of Radio Etiopia – Ana Ribeiro www.radioetiopia.com Phase 108.1: http://www.phase108.net/Show.aspx?podcastId=13 https://radiolisboa.pt/

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TSF - Fila J - Podcast
"Canja de Galinha, com miúdos", são peças de Camilo Castelo Branco encenadas por Luís Miguel Cintra

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Play Episode Listen Later Dec 18, 2019


Edição de 18 de Dezembro 2019

Rádio Etiópia

.............CALM......................................................... By Anatoly Brooks http://www.filefactory.com/file/415ifoeyp0mt/Calm5.mp3 01. Avishai Cohen – Calm (0.00:02) 02. Silence – The organization of madness (0.03:10) 03. Makiko Hirohashi – Hypnosis (0.05:42) 04. Petra Haden – Silence (à cappella) (0.09:28) 05. Jan Garbarek & The Hilliard Ensemble – Parce mihi domine (0.15:04) 06. Carlos Bica & Azul – Durme (0.21:29) 07. Mário Laginha Trio – Estudo nº6, op. 10 (0.27:00) 08. Cinematic Orchestra – Lilac wine (feat. Heidi Vogel) (0.34:25) 09. Peter Cavallo – The waiting (0.38:09) 10. Silence – Heart of darkness (0.41:35) 11. Piano Suites For Ella – Penny & Adrian (0.45:35) 12. Esbjörn Svensson Trio – Believe beleft below (0.47:22) 13. Yuki Murata – Me and G (0.52:06) 14. Ruy Belo – Tu estás aqui (Luís Miguel Cintra’s voice) (0.53:01) 15. Misha Mishenko – Decadance (0.57:17) 16. Tom Waits – Kentucky avenue (1.02:20) 17. Dustin O’Halloran – Opus 43 (1.06:54) 18. Goodbye Ivan – Untitled # 11 (1.13:03) 19. Exit North – Lessons in doubt (1.15:37) 20. Goodbye Ivan – Rêverie (1.19:25) Total time – 1.22:35 A photo by A. Brooks Sultry voice of Radio Etiopia – Ana Ribeiro www.radioetiopia.com Phase 108.1: http://www.phase108.net/Show.aspx?podcastId=13 https://radiolisboa.pt/

Rádio Etiópia
AFTER LIGHT

Rádio Etiópia

Play Episode Listen Later Feb 2, 2018 79:29


.............AFTER.LIGHT................................................. By Anatoly Brooks 01. Sophie Hutchings – Dream gate (0.00:02) 02. Gastão Cruz – Nesse vulcão (voice: Luís Miguel Cintra) (0.02:23) 03. James Blake – Vincent (0.08:10) 04. Clayhill – Afterlight (0.13:35) 05. Marvin Pontiac – You’re going to miss me (0.17:40) 06. Gastão Cruz – Substância escura (voice: Luís Miguel Cintra) (0.18:27) 07. Thomas Feiner – Troth (0.19:33) 08. At Swim Two Birds – Wine destroys the memory (0.23:22) 09. The Apartments – Not every clown can be in the circus (0.28:00) 10. Bruno Sanfilippo – What i dreamed (0.32:21) 11. Scott Matthews – Myself again (0.37:26) 12. Sufjan Stevens – Call me by your name (0.42:24) 13. Sodastream – Tickets to the fight (0.46:27) 14. Avishai Cohen trio – Remembering (0.50:27) 15. Gravenhurst – Song to the siren (0.55:25) 16. Calexico – The guns of Brixton (0.59:03) 17. Bonnie Prince Billy – A king at night (1.02:52) 18. Grand Salvo – The lament of regretful ghost (1.07:12) 19. Martin Grech – Heiress (1.11:32) 20. Soap & Skin – Cynthia (1.13:49) 21. Max Richter – a woman alone (1.16:39) 22. Gastão Cruz – No mar (voice: Luís Miguel Cintra) (1.17:00) 23. Good Weather For An Air Strike – Ablation (1.18:15) Total time: 1.19:28 Sultry voice of Radio Etiopia – Ana Ribeiro A photo by Huib Limberg www.radioetiopia.com Phase 108.1: http://www.phase108.net/Show.aspx?podcastId=13 https://radiolisboa.pt/

TSF - Fila J - Podcast
Edição de 19 Janeiro 2018 - Um D. João Português com dramatúrgia e encenação de Luis Miguel Cintra no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães

TSF - Fila J - Podcast

Play Episode Listen Later Jan 18, 2018


Edição de 19 Janeiro 2018 - Um D. João Português com dramatúrgia e encenação de Luis Miguel Cintra no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães

Renascença - Ensaio Geral
Ensaio Geral - Luís Miguel Cintra encena uma ópera - 24/11/2017

Renascença - Ensaio Geral

Play Episode Listen Later Nov 24, 2017


rr geral pera ensaio rensacenca miguel cintra
TSF - Fila J - Podcast
Edição de 07 de Julho 2017 - D.João Português, uma encenação de Luis Miguel Cintra em Setúbal

TSF - Fila J - Podcast

Play Episode Listen Later Jul 6, 2017


Edição de 07 de Julho 2017 - D.João Português, uma encenação de Luis Miguel Cintra em Setúbal

Renascença - Ensaio Geral
Ensaio Geral - Entrevista a Luís Miguel Cintra - 23/12/16

Renascença - Ensaio Geral

Play Episode Listen Later Dec 23, 2016


entrevista rr geral ensaio rensacenca miguel cintra
Biblioteca de Bolso
Ep. 27 - Ricardo Pais

Biblioteca de Bolso

Play Episode Listen Later Jul 11, 2016 33:19


Esta semana continuamos no Festival Internacional de Teatro de Almada, onde conversamos com o grande homenageado da edição deste ano: Ricardo Pais. Encenador de vasto currículo, com mais de 50 espectáculos e criações cénicas, foi director do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e do Teatro Nacional de São João, no Porto, durante 13 anos, se somarmos os dois mandatos. No festival de Almada, sucederá a Luís Miguel Cintra e Peter Stein na iniciativa "O Sentido dos Mestres", uma espécie de masterclass que decorre nos dias 13, 14 e 15 de Julho, na Casa da Cerca, em Almada Velha, e que se intitula "Aprender a Esquecer - Três encontros terapêuticos para gente mais ou menos de teatro". Trouxe-nos: Mercador de Veneza - William Shakespeare (tradução do Daniel Jonas) Rebeldes - Sandor Marai A Margem da Alegria - Ruy Belo