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Nesta edição do "Viaje na CBN", com o comentarista Edson Ruy, o assunto em destaque são viagens bate-volta e acolhedoras. Com base na 14ª edição do Traveller Review Awards, a Booking, empresa de reserva de acomodação, aluguel de carros e outros serviços de viagem, reuniu cinco destinos acolhedores no Brasil ideais para uma viagem de bate-volta ou para passar um fim de semana.
O Festival de cinema de Cannes decorre até dia 23 no sul de França. Em competição nas curtas metragens da selecção oficial está o filme português "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Uma obra de Daniel Soares, realizador que já tinha sido distinguido em 2024 com uma menção especial para a outra curta com "Mau por um momento". Desta feita Daniel Soares põe em cena um corpo que flutua no rio, perante a impassividade das pessoas, distraídas com os seus afazeres. O cineasta começa por se declarar supreso com o facto de ter sido seleccionado uma segunda vez para a mais prestigiosa das mostras deste certame. Para já, ficámos muito surpreendidos. Matematicamente falando, é muito complicado ter um filme seleccionado. Há dois anos acho que eram 4 700 filmes ou o quê que foram submetidos ! E os escolhidos este ano acho que são 3000 e tal e 10 escolhidos ! Então ou seja matematicamente é muito complicado e consegui-lo uma segunda vez é muito difícil. Então não estava com muita expectativa em relação a isso, voltar a ser seleccionado. Portanto, se calhar desta vez foi... A primeira vez é claro que é muito especial, mas da segunda vez já é "Espera aí ser selecionado uma vez, dá-te aquela sensação de "ok, consegui enganá-los, enganaram-se, sei lá !" E a segunda vez... pronto, se calhar há aqui qualquer coisa em que eu posso confiar mais na minha intuição quando escrevo especialmente. Porém, se teve essa sensação de ter enganado alguém, acabou por sair de lá com uma distinção. Eles acabaram por lhe enviar uma mensagem, algo contrária de alguma fé, pelo menos no seu cinema. Então, mas agora que está seleccionado uma segunda vez, já teve a curiosidade de ver com quem é que vai estar a competir aqui nesta seleção das curtas metragens da competição oficial? Sim, desta vez. Pessoalmente, eu não conheço ninguém. Da última vez eu conhecia. Tinha um amigo que tinha sido seleccionado, desta vez pessoalmente, não conheço ninguém, mas já vi o filme do realizador do Vietname, uma longa metragem de que eu gostei muito na altura. Lembro-me de ver e vai estar com uma curta. "O sonho é um caracol", não é? Exacto. "Le rêve est un escargot", na tradução francesa do título original vietnamita. Ao fim e ao cabo Cannes, agora já conhece. Já podemos fazer um rescaldo. Como foi para si? Gostou de lá ter ido? Está entusiasmado por voltar? O que é que pretende fazer nesta edição? Sim, estou entusiasmado. Gostei muito da primeira experiência. Se calhar agora, se puder, gostaria de ver mais filmes do que da última vez. Da última vez não consegui ver muitos filmes, mas isso talvez será assim uma coisa que eu tentarei fazer. É assim, há muitas reuniões também, não é que, que acontecem? Pois claro. Há todo um espectáculo que se calhar não é muito a minha cena, mas ao mesmo tempo é importante para dar visibilidade ao filme e aos próximos filmes e construir dessa forma, sei lá, um percurso que me permita continuar a fazer filmes, o que é sempre difícil. Por tudo isso. Pois é, isso é um lugar onde durante duas semanas o pessoal se encontra e celebra o cinema como em nenhum outro lugar, acaba por ser muito especial. Vamos falar do seu filme "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Se calhar, antes de entrarmos na história, no argumento, falemos um pouco do elenco. Você foi buscar, por exemplo, valores consagrados do cinema português. Penso em Teresa Madruga, que já colaborou com pessoas como Manoel de Oliveira, Miguel Gomes, que são consagrados em Cannes. E depois há valores menos conhecidos. Por exemplo, os dois rapazes que dão corpo ao grupo de imigrantes e de estafetas que vão tomar banho no rio. Como é que foi pegar neste leque heterogéneo de pessoas para filmar esta obra? Isto é um filme de elenco. E a ideia foi sempre essa. Foi misturar actores incríveis, como a Teresa, como o João Vicente e misturá-los com pessoas menos conhecidas. Para mim, estes dois estafetas não faria qualquer sentido que fossem actores profissionais, caras conhecidas, não é? Acho que isso muitas vezes te tira de um filme, de uma experiência ou te lembra que estás a ver um filme. Então a ideia foi essa, foi misturar e encontrar as pessoas que fossem as mais indicadas para aqueles papéis. E às vezes são, como no caso da Teresa, actrizes com uma grande história e outras vezes são pessoas que nunca estiveram à frente de uma câmara. E eu gosto desse... É o caso do Dilip, é o caso do Amarjeet ? É o caso deles. Como é que os conheceu? Como é que chegou até eles? Fizemos um casting de rua. Encontrámo-los em grupos de estafetas, onde eles se encontram muitas vezes em Lisboa há vários pontos onde eles se encontram, se juntam e aí foi sobretudo a Romina e o Tomás que lideraram esse processo. E foi assim que fomos encontrando essas várias pessoas. Alguns deles estavam interessados em fazer parte de um filme, outras nem tanto. Então, aí já houve assim uma primeira filtragem e depois foram chamados. Fizemos casting. Eu acho que com os dois escolhidos, O Dilip e o Armajeet fizemos três vezes casting para ter a certeza. E eu acho que eles saíram super bem. Tinha algum receio, sim, mas. Mas não correu tudo muito bem. Já nos filmes anteriores você tinha filmes que podiam passar ou pelo menos ser interpretados como um retrato de alguma denúncia, de algum cinismo da nossa sociedade. Fosse, por exemplo, em relação à especulação imobiliária em torno da capital portuguesa. Aqui, nomeadamente, as pessoas estão demasiado preocupadas e não vêem sequer um cadáver que, de facto, está a flutuar no rio. É um pouco isso ? Você pretendia, de facto, pôr o dedo na ferida, não é? Em relação à forma como a nossa sociedade vive, como está estruturada ? É assim, eu não acho que é cinismo. Eu acho que é, pelo contrário, se calhar. Ou seja, se calhar a ideia inicial tenha algo irónico, não é, isso sim. Agora o cinismo, acho que não. Porque se fosse cinismo, se calhar não faria um filme. Eu acho que é mais um olhar humano, só que pronto... Os personagens no filme estão assim, todos em piloto automático. Todos nas suas bolhas, sem com os seus problemas do dia a dia, sem conseguirem ver o corpo. Só que para mim era super importante de mostrar todas as classes sociais, mostrar todas as idades. Não acho que seja cinismo, porque eu acabei de encontrar um pouco de mim em todos esses personagens. Ou seja, não é de cima para baixo. Pelo contrário, eu estou aí também. Ou seja, eu também sofro desses problemas contemporâneos. A dependência em relação aos ecrãs, às redes sociais, por exemplo. Por exemplo. Sim, sobretudo isso. Mas não só. Muitas vezes, esta questão de não conseguir estar presente no momento e muitas vezes. Ou seja, de estar com as minhas filhas e estar preocupado com outras coisas e não conseguir estar ali, não é? Ou seja, fisicamente sim, mas com a cabeça sempre a pensar no futuro, já ou no passado. Também esta ideia da fragmentação de como consumimos filmes ou conteúdos, tudo cada vez mais rápido, o YouTube, Instagram, TikTok, tudo cada vez mais acelerado. E como muitas vezes os telefones já são donos de nós, do nosso foco, da nossa atenção. Esta era do "Short attention span" [Atenção de curta duração], esta coisa que é muito violenta, que aos poucos nos foi conquistando e que agora chegamos a um ponto que é para aí onde é que vamos a partir daqui, não é? Então não é um cinismo, porque existe uma esperança para mim neste filme. A esperança são as crianças ? E do amor pela vida. Não é que as crianças seja isso. É uma leitura do filme, que é esta coisa das crianças serem a solução ou, para um futuro melhor. Eles vão fazer melhor do que nós. Não sei o quê. Só que muitas vezes esquecemos que as gerações anteriores fizeram isso connosco, não é? Então, nós somos a geração do futuro, da esperança, da geração anterior. Então, acho que é muito fácil falar isso, achar que a próxima geração. Mas como ? Se nos vêem a viver desta forma, como é que eles vão de repente dar uma volta de 180 graus ? Eu acho que é mais na nossa geração ainda. Nós é que temos que encontrar uma forma de lidar com isso, de viver de uma forma diferente. Talvez seja quase uma ideia utópica, ou seja. Mas talvez não também, porque também não é assim tão utópico, não é? De tentar sair desse mundo digital e viver no mundo real. E finalmente, que cinéfilo é o Daniel Soares? Mais que não seja em relação à sua trajectória que passa por Portugal, mas também, e em larga escala, pela Alemanha. Que tipo de filmes é que retém a sua atenção e que foram construindo o responsável de cinema que hoje é e que deve ter sido? Um cinéfilo de longa data, presumo ? Por acaso, não por acaso, nunca cresci muito com cinema. Nunca tive ninguém que me mostrou filmes. Comecei a ver cinema, sei lá, uns sete ou oito anos atrás. Na verdade, até porque os filmes que eu via quando era criança não me revia neles. Sempre achei muito ter esta noção de estar a ver um filme e pronto. Mas sei lá, os primeiros filmes que eu comecei a ver que na verdade não têm muito a ver com os meus filmes que eu faço hoje em dia, mas foram os filmes do Kiarostami, que era o cinema que se calhar se aproxima um pouco mais... Abbas Kiarostami do Irão. Sim, mas por exemplo, o Michelangelo Franmartino. Eu lembro-me de ver o "Quatro volte" e achar que, sei lá. Primeiro ficaste super inspirado e ao mesmo tempo sentir que isto seria um tipo de filme que eu conseguisse fazer, mesmo sendo super complicado, obviamente. Eu lembro também Lisandro Alonso, primeiros filmes. Lembro me também do "Toni Erdmann", da Maren Ade. E aí já se aproxima, de certa forma, daquilo que eu faço, no sentido de já ser mais contemporâneo. Ter já esta comédia negra, se quiser falar assim, dessa forma. Ou seja, aí já se vai aproximando, se calhar, daquilo que eu tentaria fazer. Ou os filmes do [Michael] Haneke. Aí sim, também já. Se calhar já entra um bocado essa parte. Mais como estava a dizer, cínica, não é? Mas eu acho que apesar de tudo mesmo o Haneke, o que faz aquele tipo de filmes porque deve, imagino amar a vida, não é? Ou seja, para quê se não fazer um filme desses? Chegou ao cinema tarde, mas tem dado nas vistas. E agora o facto de já ter sido distinguido em cana e de voltar a Cannes. A ideia para si agora seria de facto perseverar, Manter-se neste meio. Viver deste cinema que faz? Sim, esse é o objectivo. Estou agora a preparar uma longa que vamos filmar no próximo Verão. Não este ano. O ano que vem. E é isso. Sim, idealmente continuar a fazer filmes. Será em Portugal a rodagem ? Sim, será em Portugal
Foi o último filme proibido pela censura em Portugal e o primeiro a ser exibido depois do 25 de Abril. Arriscando-se a nunca estrear, esta primeira longa-metragem de Fernando Matos Silva acabaria por se tornar num reflexo profético de uma época onde tudo estava prestes a mudar.No elenco está Maria do Céu Guerra, atriz bem conhecida pelos portugueses, que será este ano homenageada no Prémios Curtas. Voltamos a ser media partners do evento e conversamos por isso com Hugo Gomes, membro do júri.
Provas curtas tem suas peculiaridades para poder extrair o máximo do corpo treinado.
Em cada dia, Luís Caetano propõe um poema na voz de quem o escreveu.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No Mercado do Filme do Festival de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, a sessão dedicada ao cinema brasileiro é sempre um dos momentos mais aguardados pelos realizadores que chegam à França para apresentar seus trabalhos. Para muitos, é a primeira vez em que seus filmes encontram uma plateia estrangeira. Adriana Moysés, enviada especial a Clermont-Ferrand Quatro curtas paulistas selecionados pela associação Kinoforum, em parceria com a Spcine, foram exibidos na confortável sala George Conchon, um dos espaços mobilizados durante o festival. O programa abriu com "Xicas", de Asaph Luccas, que recebeu os aplausos mais calorosos da manhã. Na sequência vieram "Madrugada no Edifício Terezinha", de Cesar Cabral e Renato José Duque; "Sandra", estreia na direção da atriz Camila Márdila; e, encerrando o bloco, "Replikka", de Heloisa Passos e Piratá Waurá. Como é tradição do festival, a sessão não se limitou à exibição dos filmes. Depois das projeções, o público participou de uma conversa aberta com os realizadores, que detalharam processos de criação e escolhas estéticas. O destaque inicial ficou com "Xicas", curta que marcou a segunda participação de Asaph Luccas no festival francês e seu quarto trabalho na direção. A recepção calorosa refletiu o interesse do público pelo modo como o filme aborda identidades travestis sob uma perspectiva afetiva e política. A narrativa se desenvolve durante os preparativos do carnaval, e a realizadora, que até agora só havia assinado ficções, explicou o que exigiu o registro documental. “O nosso filme é costurado através da história de Chica Manicongo, que foi a primeira travesti não indígena do Brasil, trazida escravizada do Congo. Essa história se mescla muito com a nossa história de Brasil, com a nossa história de identidade de gênero. (...) Temos mulheres trans na política, mulheres trans médicas, mulheres trans que trabalham com prostituição. Foi muito importante mostrar como nós somos múltiplas.” Asaph Luccas espera que "Xicas" represente um voto de futuro para as identidades trans, para que elas estejam presentes em todas as esferas, no Brasil e no mundo, num momento em que disputam espaços políticos. “É um filme muito querido para mim e muito importante para todas as travestis que participam dele. Eu realmente acredito que o cinema serve como essa ferramenta para transformação social e para trazer luz para histórias marginalizadas e muitas vezes invisíveis.” Entre estética e experimentação O segundo filme da sessão foi "Madrugada no Edifício Terezinha", dirigido por Cesar Cabral em parceria com Renato José Duque. O curta chamou a atenção do público pela mistura entre animação stop motion e elementos filmados, criando uma estética híbrida incomum para o gênero terror. O diretor explicou como essa abordagem nasceu e como buscou provocar tensão visual combinando o real e o animado. “A ideia foi misturar imagens reais com animação. (...) O filme tem um boneco caminhando, mas o olho dele foi filmado com um ator e o encaixe desse olho feito em pós-produção. O olho transmite uma emoção muito forte. Trazer esses elementos do real num boneco foi o que eu busquei para criar essa tensão.” A animação despertou curiosidade no público presente, e Cesar Cabral falou sobre as expectativas de circulação do curta, que chegou a Clermont-Ferrand recém-finalizado. “O filme está estreando aqui no mercado. Sempre existe um interesse muito grande, até porque o gênero terror cresce no mundo. Trazer algo que tem um diferencial, que é a animação junto com esse universo, está sendo bem positivo. Ele acabou de ficar pronto, a gente terminou há duas semanas para apresentar aqui em Clermont, que era uma oportunidade muito importante. Agora seguimos na carreira dos festivais.” O terceiro filme da sessão brasileira de curtas foi "Sandra", estreia de Camila Márdila como diretora e roteirista. Conhecida pelo trabalho como atriz, ela conta que a vontade de estar atrás das câmeras vinha de muito antes, influenciada tanto pelo teatro quanto pela experiência em diferentes áreas do audiovisual. Ela explica como decidiu dar esse passo e o que significou dirigir seu primeiro filme. “Eu sempre tive esse desejo. Pela minha formação no teatro, onde trabalho há muitos anos coletivamente, e também pela faculdade de comunicação social, onde transitei por várias áreas do audiovisual. Eu já estava há um tempo querendo elaborar um roteiro para exercitar essa direção, estar por trás das câmeras. Não tinha vontade de atuar no meu primeiro filme. Queria participar de todos os processos e entender desafios, especialmente na pós-produção, que era novidade para mim. Foi um processo muito prazeroso.” Sem se deter nos bastidores da produção, Camila volta o olhar para a continuidade do trabalho: ela já prepara um novo curta, concebido para ser realizado com equipe reduzida e um ritmo de filmagem compatível com o formato, dando sequência ao impulso criativo que nasceu com “Sandra”. Memória, identidade e resistência O último filme apresentado na sessão brasileira foi “Replikka”, dirigido por Heloisa Passos e Piratá Waurá. O curta acompanha a jornada do povo Wauja pela preservação de seu principal patrimônio cultural: a gruta sagrada do Kamukuwaká, que ficou fora da área de demarcação do território indígena do Xingu e foi vandalizada em 2018. Considerada o “livro do conhecimento” para os povos do Alto Xingu, a parede da gruta era talhada com inscrições ancestrais que há séculos transmitiam ensinamentos fundamentais às novas gerações. Fotógrafa, cineasta e documentarista com 35 anos de carreira, Heloisa contou à RFI como surgiu o convite para realizar o documentário em parceria com Piratá Waurá. “Nós dois fomos convidados a formar um coletivo de pessoas indígenas e não indígenas para realizar a filmagem da chegada da réplica [da gruta] na aldeia Ulupuwene. Com essas imagens, a gente decidiu transformá-las em um curta-metragem e, aí, convidamos novos parceiros: o Oswaldo Santana, o ‘Oswaldinho', que se tornou roteirista junto comigo e com o Piratá. Também tivemos o apoio de dois produtores importantes: o produtor americano Mark Slagle e a Yula Rocha, da People's Palace Projects.” Apresentar o documentário na língua Wauja foi uma escolha central, tanto artística quanto política, e parte da própria luta do povo retratado. “Eu acho que a língua é uma luta, é também uma forma de resistência. Nós estamos falando do Aruaki, a língua do povo Wauja. […] Então, preservar a língua deles – esse filme é deles para o mundo, eu sou só uma ponte – era fundamental. Para nós, para mim e para o Piratá, era essencial que o filme fosse falado na língua Wauja, porque isso também é uma luta de resistência.” A sessão terminou reafirmando, na sala Conchon, a força da cultura brasileira, sua diversidade e a criatividade de seus cineastas.
O Festival de Clermont-Ferrand, vitrine mundial da produção de curtas-metragens, entra na sua reta final com a divulgação dos primeiros prêmios concedidos por parceiros do evento. Entre os títulos já anunciados, o curta “O Rio de Janeiro Continua Lindo”, do cineasta suíço-brasileiro Felipe Casanova, foi escolhido como melhor documentário pelo júri da plataforma Tënk. O filme se organiza em torno da carta de uma mãe ao filho morto, ambientada durante o Carnaval carioca, e entrelaça luto, violência policial de Estado e celebração popular. Adriana Moysés, enviada especial a Clermont-Ferrand Nas seleções oficiais do festival, “O Rio de Janeiro Continua Lindo” concorre na mostra Labo, dedicada às obras mais inovadoras. Outros três curtas brasileiros estão na disputa: “Frutafizz”, de Kauan Okuma Bueno, selecionado para a competição internacional; “Mira”, de Daniella Saba, e “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli, ambos na mostra de filmes com produção francesa. Os vencedores serão anunciados neste sábado (7). Casanova mudou-se para a Suíça com a família quando tinha 9 anos e estudou cinema na Bélgica. Ele contou à RFI que o filme nasceu de uma intuição inicial e de uma decisão simples: filmar o Carnaval carioca em Super 8. “Para ser sincero, eu não sabia que ia ser um filme sobre violência policial. É o primeiro filme que eu faço no Brasil. Eu tinha vontade de ir com a câmera e filmar e decidi que ia ser durante o Carnaval.” O ponto de partida dramático – a carta de uma mãe para um filho ausente – já estava nos esboços iniciais. “Eu tinha uma intuição de um filme-carta, de uma mãe que trabalha durante o Carnaval e escreve para o filho que talvez esteja festejando num bloco que a gente nunca vê. Já tinha essa ideia de ausência. Eu sabia que ia ser uma coisa social, mas não fazia ideia que ia ser sobre violência policial.” Do filme-carta ao impacto da história de Bruna A virada surgiu quando o diretor encontrou as ambulantes Ilma e Bruna. “A Bruna me contou a história dela, falando que perdeu o filho assassinado em 2018 pela Polícia Militar. Fiquei muito tocado e chocado. Eu sabia que isso acontecia sempre, mas nunca tinha conversado com uma mãe que perdeu o filho assim”, relata o cineasta. Bruna mostrou ao diretor as cartas que escrevia ao filho, assim como de outras mães, e a roupa que usou no desfile da Portela em 2024, que convidou 16 mães que perderam seus filhos para “a violência de Estado”. Filmado em Super 8 e construído como documentário, o curta articula presente e passado ao trabalhar com imagens de arquivo da ditadura militar. Para Casanova, essa ponte histórica é central: “É uma situação que é de hoje, mas também é de ontem, de 20, 30, 100 anos atrás. Uma mãe preta que perde seu filho é uma coisa que está presente há muito tempo.” O uso do arquivo, explica, dá forma a uma “carta atemporal” e convoca “os fantasmas da nossa sociedade”: “Essa violência policial de hoje acho que é uma herança que vem da ditadura militar.” O Carnaval aparece como contraponto simbólico. “O Carnaval também tem todas essas camadas da história brasileira – da colonização, do tempo dos escravos –, ele carrega tudo isso. O samba vem da tristeza”, lembra o diretor, citando Vinícius de Moraes. “Um bom samba é uma forma de oração. Acho que o samba traz essa energia, essa luta. Vamos transformar isso em outra coisa, e o filme carrega essa identidade.” “Frutafizz” na competição internacional Em seu primeiro curta-metragem profissional, “Frutafizz”, Kauan Okuma Bueno narra a viagem de dois colegas pelo interior de São Paulo, explorando memória e pertencimento. Selecionado para a competição internacional de Clermont-Ferrand após vencer o Kikito de melhor curta em Gramado, o filme chega ao público francês carregado da emoção do diretor. “Me sinto muito lisonjeado, não só na parte de distribuição, mas desde sempre – como foi feito esse projeto. Significa para mim trazer um recorte da cultura brasileira para pessoas que não têm tanto acesso ou que não consomem tanto do Brasil.” Kauan destaca o caráter coletivo da obra. “É um filme que foi se moldando com o processo, a partir da memória de todo mundo que estava ali – amigos, veteranos, professores. Gosto de parafrasear o Adirley Queiroz: ‘Da nossa memória, fabulamos nós mesmos'. O filme abraça muito essa ideia.” O título surge de um refrigerante da infância do protagonista. “Ele não sabe dizer o gosto porque o gosto não importa de fato. O que importa é o que aquilo representa. Nós somos feitos de histórias incompletas e a gente tenta preencher isso com sentimento e valor.” Anthony França Brown, roteirista do curta, reforça o caráter plural da criação: “Hoje em dia, para você fazer um filme, tem que estar envolvido em todas as áreas. São recortes de memórias e experiências de várias pessoas que fazem parte desse coletivo que foi o roteiro.”
Começa nesta sexta-feira (30) a 48ª edição do Festival Internacional de Curtas‑Metragens de Clermont‑Ferrand. Até 7 de fevereiro, a cidade francesa cercada por vulcões extintos e marcada pela arquitetura de pedra negra volta a receber milhares de profissionais do audiovisual para aquele que é considerado o maior festival de curtas do mundo. Adriana Moysés, enviada especial a Clermont-Ferrand À medida que as salas ganham filas e as ruas se enchem de credenciais coloridas, Clermont-Ferrand assume outra identidade: a de ponto de encontro global de cineastas, programadores e curiosos pelo formato do curta-metragem. Neste ano, a presença brasileira se espalha pela programação. Quatro curtas competem nas seleções oficiais, enquanto outros dez integram duas sessões no Mercado de Filmes. A participação é fruto de uma articulação entre a Associação Cultural Kinoforum, a Spcine, a Embratur – que estreia na mostra – e o Instituto Guimarães Rosa, representado pela embaixada do Brasil em Paris. O Brasil nas telas de Clermont-Ferrand Anne Fryszman, coordenadora de promoção da Kinoforum, descreve o entusiasmo com a recepção internacional às produções brasileiras e antecipa a presença dos realizadores nas sessões: “Esse ano temos quatro filmes brasileiros em competição, sendo um em competição internacional, 'Frutafizz', outro na competição Labo, 'O Rio de Janeiro Continua Lindo', e dois filmes brasileiros na competição nacional, porque são coproduções França-Brasil, mas são bem brasileiros, com histórias brasileiras, de diretores brasileiros e acontecem no Brasil. É o 'Samba Infinito' e 'Mira'. Já pela programação oficial, estamos muito empolgados, muito felizes, sendo que os quatro diretores vão estar presentes.” Na competição nacional francesa (51 filmes), Leonardo Martinelli apresenta “Samba Infinito”, ficção em que um gari, apesar do luto pela perda da irmã, trabalha durante o carnaval carioca; depois da estreia na Semana da Crítica de Cannes em 2025, o curta conquistou três Kikitos em Gramado. Daniella Saba concorre na mesma mostra com “Mira”, ficção sobre uma adolescente que sonha em ser caminhoneira. Na competição internacional (64 filmes), Kauan Okuma Bueno exibe “Frutafizz”, que acompanha dois colegas de trabalho em viagem pelo interior paulista e desembarca em Clermont‑Ferrand após vencer o prêmio de melhor curta em Gramado. Já na seleção Labo, dedicada às obras mais ousadas e inovadoras (24 curtas em disputa, metade deles documentários), Felipe Casanova apresenta “O Rio de Janeiro Continua Lindo”, híbrido de documentário e carta fílmica construído a partir da voz de uma mãe que perdeu o filho durante o carnaval. Presença ampliada no Mercado de Filmes Além das competições, o Brasil terá duas sessões dedicadas aos seus filmes no Mercado de Filmes. Anne destaca essa ampliação: “São filmes que a gente selecionou, a gente abriu as inscrições em outubro para filmes muito recentes ou em curso de finalização, filmes paulistanos, e fizemos uma seleção. E essa sessão Brazil Shorts from São Paulo é uma sessão com o apoio da Spcine. Mas temos também uma sessão com o apoio da Embratur. São filmes que foram realizados dentro do projeto do edital Brasil com S. São cinco filmes sobre a Amazônia”, conta. O edital da agência brasileira do turismo é uma maneira de incentivar a produção de filmes que mostrem o Brasil. “Eu sou de Clermont e sei que o público daqui espera essas histórias, esses filmes com muita ansiedade. Eles gostam mesmo”, diz a coordenadora de promoção da Kinoforum. A morte de Zita Carvalhosa, em julho de 2025, comoveu o audiovisual brasileiro e também a organização do festival francês. Diretora do Kinoforum e figura fundamental na defesa e difusão do curta-metragem no Brasil e no exterior, Zita foi lembrada como “catalisadora de talentos” por colegas e instituições do setor. Agora, quem assume a coordenação-geral da Kinoforum no festival é Vânia Silva, que chega à Clermont pela primeira vez nesta função. “Embora essa seja a primeira vez que eu vá ao Festival de Clermont, eu estou na Kinoforum há 20 anos. Então, o bacana é ver que cada vez mais os curtas têm ganhado espaço no festival, que é uma iniciativa que a Zita Carvalhosa, alguns anos atrás, vislumbrou de abertura desse espaço para as produções brasileiras. E isso vem crescendo ainda mais. Acho isso muito rico neste momento que o cinema brasileiro está em pauta”, destaca Vânia. Segundo maior festival de cinema da França, atrás apenas de Cannes, Clermont‑Ferrand recebe em média cerca de nove mil inscrições de curtas por ano. Em 2025, atraiu 173 mil visitantes e mais de quatro mil profissionais – números que os organizadores esperam ultrapassar em 2026.
No quadro PECUÁRIA LEITEIRA , a boa notícia é que os preços pagos ao produtor pararam de cair no mercado Spot.
A Eloy deulle por facer de corresponsal e foise a Maniños, Fene a cubrir o #Rlc Podcast festival 2025, celebrado no edificio da Asociación Cultural Recreativa e Deportiva O Pote (bo nome, por certo). O mellor, que puido desvirtualizar a xente maja do Podgalego. O peor, que foi tarde e opina sen saber, como facemos noutras ocasións, por outra parte. Nas súas propias palabras, tamén atoparedes ao Rama más punk, e Noé fala de contactos dunha vida anterior a ter un podcast. Música: "34 Ghosts I-IV", de Nine Inch Nails. CC BY-NC-SA. Nada Orixinal Curtas 003: Nada Orixinal desde O Pote © 2024 by Eloy Tembrás, Javier Ramalleira, Noé Ramalleira is licensed under CC BY-NC-SA 4.0 A páxina do festival https://festivaldepodcast.gal A maioría do resto dos podcasts podédelos atopar en podgalego https://podgalego.agora.gal (e senón, deberían!)
A Universidade do Distrito Federal apresenta um festival de cinema independente com exibição de curtas metragens locais. Você confere os detalhes com o jornalista Júlio Camargo.
O varejo supermercadista está mudando rápido, e para competir, tecnologia, inteligência de dados e experiência do cliente deixaram de ser diferenciais para se tornarem essenciais.Neste episódio especial do Papo Express, Wilson Souza, Head de Marketing da Bluesoft, reúne quatro conteúdos estratégicos de outubro para ajudar você a preparar sua operação para o presente e o futuro do varejo. São dicas diretas e aplicáveis, do chão de loja ao backoffice, para transformar desafios em oportunidades com a ajuda da tecnologia.Entre os destaques:Prevenção de Perdas Preditiva: O maior inimigo do seu lucro não são apenas os furtos, mas as quebras, vencidos e erros de estoque. Aprenda a sair da gestão reativa (remediar) para a preditiva (antecipar), usando um ecossistema integrado de ERP com IA, Video Analytics, RFID e BI para proteger sua margem.Acessibilidade como Estratégia: Atendimento preferencial é o básico exigido por lei, mas ir além é o grande diferencial. Entenda o potencial de um público de mais de 45 milhões de brasileiros com deficiência e uma população idosa que gasta, em média, R$ 900 por mês só com alimentação. A dica de ouro: treine sua equipe para fidelizar.Por que migrar para um ERP em Nuvem? Seu sistema ainda está preso a um computador na loja?. Mais de 70% das empresas brasileiras já migraram. Conheça os benefícios práticos: redução de custos (sem servidores locais), agilidade (controle na palma da mão) e segurança avançada.IA como Co-piloto de Gestão: A IA deixou de ser promessa e virou realidade. Veja como uma IA nativa do ERP, como o Bluesoft AI, funciona como um co-piloto especialista no seu negócio: ela sugere pedidos de compra, sinaliza risco de ruptura em tempo real e até responde perguntas sobre seus relatórios, tirando sua gestão do modo reativo para o preditivo.
Margem dos frigoríficos vem aumentando com valorização mais rápida da carne em relação ao boi gordo
Neste episódio especial do Papo Express, Wilson Souza, Head de Marketing da Bluesoft, compila quatro temas essenciais que estão moldando o presente e o futuro do varejo. Se você quer repensar sua operação, se conectar melhor com seus clientes e vender com mais inteligência, este é o guia definitivo que vai direto ao ponto.Entre os destaques:Margem de Lucro: Aprenda a calcular e a entender a importância da margem de lucro, um indicador essencial para saber se o seu negócio está realmente dando resultado ou apenas girando estoque. Saiba como usar essa métrica para definir preços e promoções com mais estratégia.A Nova Função da Loja Física: Descubra por que as lojas físicas não vão acabar, mas sim evoluir. Entenda seu novo papel estratégico como três grandes hubs: um hub logístico (para retiradas, trocas e entregas locais), um hub de mídia (com telas e ativações) e um hub de experiência e conexão emocional com a marca.O Movimento Slow Retail: Em um mundo acelerado, conheça a tendência que vai na contramão, transformando a loja física em um espaço de vivência e conexão, oferecendo aquilo que o e-commerce não consegue entregar: tempo de qualidade e uma experiência memorável.O Crescimento do Social Commerce: Veja como a fusão entre as redes sociais e o e-commerce está transformando o entretenimento em conversão. Entenda como os consumidores, especialmente os millennials e a Geração Z, já descobrem, avaliam e compram produtos diretamente no feed ou em uma live, sem sair da plataforma.
Oferta mais enxuta no mercado interno tem garantido valorização da carne no atacado
Nesse podcast conversamos sobre o curta-metragem documental Ferro's Bar, dirigido por Nayla Guerra, Fernanda Elias, Aline Assis e Rita Quadros, do Coletivo Cine Sapatão, que aborda o levante ocorrido no estabelecimento de mesmo nome no centro de São Paulo em 19 de agosto de 1983, data que hoje celebra o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Por meio de depoimentos de frequentadoras e imagens de arquivo, o filme contextualiza os eventos, incluindo a criação do jornal Chanacomchana e a presença das militantes do Grupo Ação Lésbica Feminista, resgatando memórias de resistência durante a ditadura. O programa é apresentado por Isabel Wittmann, que entrevistou as diretoras Rita Quadros e Aline Assis. O filme está disponível em streaming na plataforma Filmicca. Feed | Bluesky| Instagram | Letterboxd | TelegramPesquisa, roteiro, apresentação, produção, edição e capa: Isabel Wittmann Vinheta: Felipe Ayres Locução da vinheta: Deborah Garcia (deh.gbf@gmail.com)Música de encerramento: Bad Ideas - Silent Film Dark de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons, Attribution, Origem, Artista.Apoie nosso financiamento coletivo: https://feitoporelas.com.br/apoie/ ou pix contato@feitoporelas.com.brLinks patrocinados (Como associadas da Amazon, recebemos por compras qualificadas):[LIVRO] Entre Apagamentos e Resistências: Curtas-metragens Feitos por Diretoras Brasileiras (1966-1985), de Nayla Guerra[LIVRO] Chanacomchana: e outras narrativas lesbianas em Pindorama, de Patrícia Lessa[LIVRO] Ditadura e homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade, por por James N. Green e Renan Quinalha (orgs.)
00:00 Introdução00:40 Seus amigos pobres querem que você continue pobre01:45 Família endividada é âncora 02:53 Esposa/marido pode ser seu maior risco patrimonial03:57 O governo adora a classe média04:58 Quem não aprende a investir será escravo de quem aprendeu05:48 Não confunda esforço com resultado: horas ≠ riqueza06:52 A corrida dos ratos é invisível — mas você corre nela todo dia07:52 Conclusão
Neste episódio do Em Ponto, Carlos Garcia e Gabriel Gavinelli analisam o futuro incerto do GP da Itália, que pode estar em risco mesmo sendo uma das etapas mais tradicionais do calendário da Fórmula 1. No segundo bloco, o destaque é Stefano Domenicali, CEO da categoria, que defendeu corridas mais curtas e apresentou novas ideias para atrair o público. O programa ainda repercute as declarações de Isack Hadjar sobre sua ligação com a Red Bull, a reunião que deve definir o futuro dos motores na F1 e a descoberta da McLaren sobre o real motivo do abandono que comprometeu sua corrida.
Segundo episodio da serie "curtas", na que sacamos episodio basado en notas de audio do noso grupo de whatsapp, e por tanto asíncronas. Tan rápidos nos fomos. Eloy ía de viaxe ao leste de Europa, que xa era un tema en sí, pero morreu o papa, e ocorreu o apagón. Falamos un pouco de todo, sen chegar a nada. Grabado entre finais de abril e principios de maio de 2025. (por certo, é Dimitar Manolov, pero sona mellor así) Música: "34 Ghosts I-IV", de Nine Inch Nails. CC BY-NC-SA. Nada Orixinal Curtas 002: Quen é Dimitar Manolo? © 2024 by Eloy Tembrás, Javier Ramalleira, Noé Ramalleira is licensed under CC BY-NC-SA 4.0 99pi, Between the Blocks https://99percentinvisible.org/episode/between-the-blocks/ The red line, Bulgaria: Russia's Backdoor into Europe? https://www.theredlinepodcast.com/post/episode-91-bulgaria-russias-backdoor-into-europe Fora de Mapa, Macedonia: https://open.spotify.com/episode/1Lavf8JI6rGnQU27jerN9F?si=2363660a2a9c4f2f Fora de Mapa, O intercambio de Poboación Grecia-Turquía https://open.spotify.com/episode/4Nd0cjiDlwUHQz3HBoKC6r?si=3lYvGp3sSJycemREpZ_t2w Fora de Mapa, A gran excursión: https://open.spotify.com/episode/1wggspSEhVDsq0MgljtLM2
Hoy desde el Festival Internacional de Cine Curtas Vila de Conde, en Portugal. Con su director, Miguel Dias. Y con Gala Hernández López, que ha participado en la Competición Internacional con su último trabajo: +10K.Escuchar audio
O que é cineclubismo?O cineclubismo é um movimento cultural que promove a exibição, discussão e reflexão sobre o cinema, criando espaços comunitários para apreciar filmes fora do circuito comercial, muitas vezes com foco em obras independentes, experimentais ou de cunho social. Mas… como esses espaços transformam a relação das pessoas com o cinema e suas comunidades?Para explorar esse e outros temas ligados ao cineclubismo, convidamos Igor Barradas, cineclubista, educador e cineasta, para um bate-papo inspirador sobre o assunto.Sobre o convidado:Igor Barradas, cria de Duque de Caxias (RJ), é cineclubista, educador e cineasta. Dirigiu seu primeiro curta em 2001 e, em 2002, fundou o Cineclube Mate Com Angu, iniciativa premiada pela UNESCO (Cultura Nota 10, 2005) e homenageada no 3º Iguacine (2008) e na Mostra "Brésil en Mouvements" em Paris (2010). Como educador audiovisual, ministrou dezenas de oficinas pelo Brasil. Como cineasta, participou de grandes festivais, como o Festival do Rio, o Internacional de Curtas de São Paulo, o CINE ESQUEMA NOVO (RS), Brasília e Goiânia. Atualmente, finaliza o curta Alvorada e o documentário Amuleto, sobre o filme Amuleto de Ogum, de Nelson Pereira dos Santos, gravado em Caxias.Veja também na versão em vídeo:https://youtube.com/live/Jnmi0abj3DQ
Poucas palavras e profundo significado é cristão. Muitas palavras e pouco significado é pagão.
Hoy, segundo programa desde Oh Poetry! Fest 25 5.0. Empezamos con un encuentro de editoriales independientes: editores autores. Con Almudena Sánchez, directora del Festival. Ben Clark, de Isla Elefante. Ángelo Néstore, de Letraversal. Y Ángela Segovia, de La Uña Rota, Premio Nacional a la Mejor Labor Editorial Cultural 2025. Terminamos con Pablo de María, que nos avanza los contenidos de la 33 edición de Curtas Vila do Conde, que ha empezado este fin de semana.Escuchar audio
Com Margarida Gramaxo, Laetitia Dosch
Nesta edição do podcast cinematório café, você sabe tudo sobre os filmes exibidos no 29º Cine PE - Festival do Audiovisual. A Kel Gomes esteve na capital pernambucana pelo terceiro ano seguido e comenta todos os longas e curtas premiados, além de outros destaques da programação. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema O 29º Cine-PE aconteceu de 9 a 15 de junho de 2025, no Cinema do Teatro do Parque e no histórico Cine São Luiz. Visite o site oficial. Confira a minutagem em que os filmes do 29º Cine PE são comentados no podcast: 00:06:16 - Balanço geral da edição 00:16:54 - A Melhor Mãe do Mundo 00:28:21 - Senhoritas 00:33:24 - Nem Toda História de Amor Acaba em Morte 00:36:47 - Itatira 00:42:17 - O Ano em que o Frevo Não Foi Pra Rua 00:46:22 - Os Enforcados 00:52:42 - Curtas da Mostra Competitiva Nacional 01:10:38 - Curtas da Mostra Competitiva Pernambucana O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
No quadro “DEMANDA EM FOCO “ a força das exportações de carne bovina e perspectivas ainda melhores par o segundo semestre
It's crass. It's Vulgar. It's funny. Is it worth a watch? Eric has never seen Clerks, the Kevin Smith movie from 1914. Curtas, of course, has. What is the outcome? Also, a surprising firecracker of a cigar has not yet been reviewed on the channel! We have a special one for you today! GP Cigars Linkhttps://oakglentobacconist.com/?s=gp+cigars&post_type=productSign up for the OGT Cigar Society Subscriptionhttps://oakglentobacconist.com/product/ogt-monthly-subscription/
No quadro Manejo Eficiente como planejar a suplementação dos animais na transição para o período seco e a relação de troca milho X boi favorável para o pecuarista no quadro na Ponta do Lápis
Expectativa é para que preços da arroba sigam firmes ao longo de abril e também início de maio com demanda do dia das mães
Para a discussão do livro do Clube de Leitura 30:MIN de 2025, Arthur Marchetto, Cecilia Garcia Marcon e Vilto Reis se reúnem para falar de Falas Curtas, de Anne Carson (publicado pela ed. Relicário e traduzido por Laura Erber e Sergio Flaksman).O livro, que é uma coletânea curta de textos poéticos em prosa, suscitou uma série de debates entre os integrantes dos podcasts e dos ouvintes que participaram da leitura, falando sobre arte, interpretação, ensaio, linguagem e diversos outros assuntos.Então, aperta o play, e se prepare para o próximo livro: Aya de Youpogon, de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie---LinksApoie o 30:MINSiga a gente nas redesJá apoia? Acesse suas recompensasConfira todos os títulos do clube!
Entrevistas com Stéphane Brizé e Manuel Pureza
Mercado físico em MT e GO testam média de R$ 320/@, com possiblidade dos R$ 325,00 já na próxima semana. Para os animais de reposição, em especial os bezerros, firmeza ainda maior e preços também devendo subir.
Ah, você quer saber da vida dos outros em grande quantidade? Então toma esse pardieiro de histórias brevíssimas enviadas por ouvintes que não têm o dom do detalhamento narrativo. Nosso Festival de Curtas tá no ar! E NÃO ESQUECE DE NOS APOIAR FINANCEIRAMENTE PRA GENTE CONTINUAR TRAZENDO SAÚDE MENTAL EM FORMA DE FOFOCAS! E se quiser, tem ainda pelo orelo.cc/hojetem ou patreon.com/hojetem se você morar na gringa!
No quarto show da turnê do Boia por terras lusitanas, tivemos como convidados especialíssimos MP, vulgo Miguel Pedreira, o paralelo português de Bruno Bocayuva no quesito nomes, números e datas do surfe, e Tito Rosemberg, em áudio no Pra Lá de Marrakesh e ao vivo, comentando suas próprias palavras. O impacto econômico da WSL em Portugal, o Festival de Curtas da Lourinhã, a entrega de prêmios das ondas grandes na Nazaré, a nova edição da ressuscitada SURFER, gaita de foles, os segredos da Margem Sul do Tejo e muito mais em maís um episódio antológico do podcast mais delirante dos sete mares. O episódio começa com o velho canalha Serge Gainsbourg cantando Vielle Canalle, segue com Jamie Hinckson e uma versão jazz de Waiting In Vain e a novidade portuguesa A Garota Não, com Dilúvio e encerra com o encontro luso-tupiniquim de Sérgio Godinho e Caetano Veloso com uma versão de Lisboa Que Amanhece de fazer inveja a Burt Bacharach.
On Today's Menu: This morning, we announced our 2024 Croissant Crawl winner, 1228 Main, on ARC Morning Show Las Vegas with Chef Dustin Lewandowski Sam, John, & Evan Schrieber Strip is being sucked dry by Wall Street No hats, cargo shorts, or dogs bigger than Rocky in restaurants Napkins that aren't absorbent Sharing food… we're not against family-style meals, but meal-sharing is a hard no Fusion cooking Sam brings the repeat to the show Petition for John to bring back Curtas' Culinary Commandments Food News You Can Use: China Mama is opening a new location on Charleston Good Pie is opening a location in Henderson Bajamar Seafood + Tacos is also going to Henderson Norm's Diner opening on Charleston Jive Turkey is open! Julian Serrano is retiring Bazaar Meat By José Andrés is going to the Venetian… it's officially official Spongebob's 25th anniversary inspires burger spots around town to create their own Crabby Patty Recent Ventures: Chyna Club 1228 Main Las Vegas' cult followed egg sandwich Aroma Latin American Cocina Jive Turke Esther's Kitchen Cipriani Italian Restaurant Kabuto Edomae Sushi Spots Mentioned: Picasso Bazaar Mar – menu was bazaar… fitting Yukon Pizza Stay Tuned Burgers Sparrow + Wolf Trattoria NAKAMURA-YA Jamón Jamón Marche Bacchus Aromi Italian RestaurantFerraro's Ristorante ShangHai Taste Chinatown Din Tai Fung Rainbow Kitchen Mott 32 Las Vegas Xiao Long Dumplings Yun Noodle & Dumplings Izakaya Tora Middle Child Las Vegas IZAKAYA GO Cafe Breizh Questions, comments, hate mail? Email us at cheers@eattalkrepeat.com! Thanks for tuning into today's episode! If you enjoyed this episode, subscribe to the show, & make sure you leave us a 5-star review. Visit us at Eating Las Vegas & Eat. Talk. Repeat. Follow us on social: Twitter: @EatTalkRepeat, @EatingLasVegas, @WhatsRightSam, & @AshTheAttorney Instagram: @EatTalkRepeatLV, @JohnCurtas, @WhatsRightSam, & @AshTheAttorney
Com escalas de 3 a 5 dias e dificuldade para novas compras, frigoríficos já sinalizam férias coletivas
Diferencial do boi china está de volta com estados como PA e MT pagando ágio de R$15 a R$20 por arroba
Em SP já saem negócios a R$270 por arroba com escalas entre 5 e 7 dias
Ah, o mundo fascinante da internet. De repente, em questão de segundos, uma afirmação qualquer, seja ela vinda de quem for, é encarada como verdade absoluta. Uma dessas frases de impacto me chegou semana passada. Uma ardorosa fã da cantora Taylor Swift – aliás, existe admirador da cantora americana que não seja ardoroso? – comemorou o fato dela ter lançado uma música com mais de dez minutos de duração. “Só Taylor para ter essa ideia”, sapecou a tiete, como se tratasse de um feito inédito na história do showbiz. Sérgio Martins é jornalista e crítico musical. Semanalmente, às 3ª, ele apresentra a coluna Conversas Musicais na Eldorado e, a cada 15 dias, publica no Estadão See omnystudio.com/listener for privacy information.
Terminamos nuestro viaje a la edición nº 32 de Curtas Vila do Conde, Festival Internacional de Cortometrajes de Portugal. Con la cineasta Laura Ferrés, objeto del foco New Voices y miembro del Jurado de la Sección Internacional y Nacional, y Ana Domínguez, creadora visual y codirectora del (S8) Mostra de Cinema Periférico de Coruña y miembro del Jurado de la Sección Experimental.Escuchar audio
Primera parte de nuestro viaje a Portugal, al 32º Curtas Vila do Conde, Festival Internacional de Cine. Con uno de sus directores y fundadores, Nuno Rodrigues. Y con Pablo de María, que nos presenta la sección Stereo, en la que se encuentran la música y el cine. Y la música de Lula Pena, HHY& The Macumbas y Rafael Toral, participantes en la misma.Escuchar audio
"Viva Maria" é um dos programas mais tradicionais da programação e está há mais de quatro décadas no ar
Conversa com Rúben Sevivas, Realizador e Director Artístico do Festival Entre Curtas, cuja primeira edição decorre de 15 a 18 de Maio em Chaves. Esta conversa ocorreu em directo através da nossa página no Instagram. #cinemaemportugal #entrecurtas #rúbensevivas #festivaldecinema #conversa #entrevista #directo #cinemaportuguês #chaves #podcast #festival Site: https://www.cinemaemportugal.pt/ Instagram: https://www.instagram.com/cinemaemportugal/ Email: cinemaemportugal@gmail.com
Por que muitos corredores não gostam e/ou fogem delas?
Fernando Muylaert é Ator, Apresentador, mestre de cerimônias e Reporter. Comandou o programa Vida Loca show por 5 anos no Multishow. Fez parte do elenco do Saturday Night Live no Brasil. Comandou 3 quadros no Programa da Eliana ( SBT ), além der ter trabalhado como repôrter ao lado de Otávio Mesquita ( Rede Tv ), Luciano Huck ( BAND ), Joyce Pascowich ( SBT ) entre outros. Formado pela Oficina de Atores Nilton Travesso, já atuou em diversos Curtas, Web Series e alguns comerciais.
Em novo episódio do Cinem(ação), resolvemos colocar na mesa duas notícias que acabaram atingindo o cinema nacional em cheio: a cota de telas e a escolha do filme brasileiro para ser indicado ao Oscar. As duas notícias provocaram discussões nas redes sociais. A cota de telas por exemplo dividiu o público entre aqueles que concordam com uma regulamentação que obriga as empresas exibidoras a incluírem em suas programações os filmes nacionais. Já a escolha de Retratos Fantasmas colocou em dúvida se este é o filme certo para a categoria de Melhor Filme Internacional, ou se seria melhor ter entrado em Melhor Documentário. Independente de lados ou polarizações, a cota de telas sofreu um revés recente, por ter sofrido uma alteração na calada da noite, onde foi retirado justamente o cinema da conversa. Por outro lado, o filme brasileiro ao Oscar, começa a traçar um caminho que possibilita sim que ele tente outras categorias na maior premiação do cinema do mundo. Enfim, assim como tantos assuntos, nada é tão simples quanto um comentário em 150 caracteres nas redes sociais. Por isso, Rafael Arinelli recebeu Marina Rodrigues (Simplificando Cinema), André Guerra (Sessão Restrita) e Daniel Cury (Substack) para conversar sobre a PL 3.696/2023, do senador Randolfe Rodrigues, que tinha uma proposta abrangente para a retomada da cota de telas nas salas de cinema. Também falam sobre o que é afinal a cota e como ela pode ajudar o mercado nacional. E por fim, discutem os caminhos de Retratos Fantasmas, filme de Kleber Mendonça Filho, que surge como um aspirante a quebrar um jejum que já dura muitos anos. Eae, vamos falar sobre política, Oscar, Brasil e muita vontade de ver as coisas melhorando? Só dar o play! 5m49: Pauta Principal 1h25m39: Plano Detalhe 1h38m45: Encerramento Ouça nosso Podcast também no: Feed: https://bit.ly/cinemacaofeed Apple Podcast: https://bit.ly/itunes-cinemacao Android: https://bit.ly/android-cinemacao Deezer: https://bit.ly/deezer-cinemacao Spotify: https://bit.ly/spotify-cinemacao Google Podcast: https://bit.ly/cinemacao-google Amazon Music: https://bit.ly/amazoncinemacao Agradecimentos aos patrões e padrinhos: • André Marinho• Anna Foltran• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Lima• Flavia Sanches• Gabriela Pastori• Guilherme S. Arinelli• Gustavo Reinecken• Katia Barga• Luiz Villela• William Saito Fale Conosco: • Email: contato@cinemacao.com• Facebook: https://bit.ly/facebookcinemacao• Twitter: https://bit.ly/twittercinemacao• Instagram: https://bit.ly/instagramcinemacao• Tiktok: https://bit.ly/tiktokcinemacao Apoie o Cinem(ação)! Assine o Cinem(ação) e passe a fazer parte de um grupo seleto de ouvintes que têm vários benefícios. Com um valor a partir de R$5,00, você já terá direito a benefícios e o melhor de tudo, depois de 1 ano de contribuição, você ganha um presente exclusivo! Acesse a página Contribua, escolha o plano que melhor lhe atende e venha ser um apoiador do nosso canal! Plano Detalhe: (Marina): Podcast: Simplificando Cinema (Dani): Série: Curtas do Folclore Africano (Dani): Peça: Eu de Você (Dani): Festa: Festa Literária e Cultural de Itu (André): Livro: Assassinos da Lua das Flores (André): Filme: Madame Satã (André): Filme: Tía Virginia (Rafa): Música: Tracy Chapman Apoia.se: https://apoia.se/cinemacao
A DC chega com seu 4º flop consecutivo nos cinemas e nós não perdemos a chance de dar nosso 2 centavos. Hoje você vai saber nossa opinião sincera sobre Besouro Azul, Cangaço Novo (Prime Video), Império da Pelúcia (Apple TV+), Curtas de Rick & Morty (hbo max) e também sobre o polêmico caso de Johnny Depp x Amber Heard (Netflix). Tudo isso no DerivadoCast que chegou para você!!! ***** 00:00 - Abertura 01:49 - Arouvengers 22:36 - Besouro Azul 45:03 - Cangaço Novo (Prime Video) 53:26 - Johnny Depp x Amber Heard (Netflix) 1:06:11 - Império da Pelúcia (Apple TV+) 1:11:33 - Curtas de Rick & Morty (hbo max)
8 Palavras Italianas Curtas Para Você Falar Como Um Nativo I Aprender Italiano by Pierluigi Rizzo