Podcast appearances and mentions of Fernando Pessoa

Portuguese poet, writer, literary critic, translator, publisher and philosopher

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Fernando Pessoa

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Latest podcast episodes about Fernando Pessoa

30:MIN - Literatura - Ano 7
#14: A Feira do Livro, International Booker Prize e Novos Prêmios da ABL

30:MIN - Literatura - Ano 7

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 23:28


15 minutos a cada 15 dias.No episódio de hoje, Edmara Galvão fala sobre a vencedora do International Booker Prize, sobre a programação da Feira do Livro, sobre as novas categorias de premiação da Academia Brasileira de Letras e de uma editora dedicada à publicação de quadrinhos indígenas.O episódio também traz uma Resenha Relâmpago da ouvinte Camila Nakamura sobre "A história de sua vida e outros contos", de Ted Chiang.Também teremos um longo bloco sobre todos os recebidos por aqui e que se acumularam. Tenham fé!---Links citadosEditora de quadrinhos nasce para valorizar narrativas autorais indígenasMariana Filgueiras: as Quirinas do Brasil - Livro Gratuito---RecebidosNo Baile do Juízo Final, de Susy FreitasCláudia Vera Feliz Natal, de Mariana Salomão CarraraTerra de empusas: uma história de horror no sanatório, de Olga Tokarczuk (tradução de Luiz Henrique Budant)Vocês brilham no escuro, de Liliana Colanzi (tradução de Bruno Cobalchini Mattos)O verão em que mamãe teve olhos verdes, de Tatiana Tibuleac (tradução de Fernando Klabin)O obsceno pássaro da noite, de José Donoso (tradução de Heloisa Jahn)Quirinas: a trabalhadora doméstica como protagonista na literatura brasileira contemporânea, de Mariana FilgueirasO dia das trífides, de John Wyndham (tradução de Bráulio Tavares)Contos completos, de Arthur C. Clarke (tradução de Aline Storto Pereira)O cálice contaminado, de Flavia de Lavor (tradução de Flavia de Lavor)A incrível viagem de Valentina, de Guilherme Kroll e Veridiana ScarpelliAté que a morte se disfarce: o silêncio sempre esconde mais do que revela, de Danilo Quartiero FilhoPássaro de fogo: o talismã de Yelnya, de Marcel BennetO cuidado dos sonhos: Histórias de folias e sombras, de Guilherme BoldrinContra a transparência: um ensaio, de Hamilton dos SantosEntre fogo e sangue, de Christopher Buehlman (tradução de Cássia Sgarabotto)Como os animais nos curam, de Jay Griffiths (tradução de Daniel Turela)Poesia 1902-1917, de Fernando Pessoa (compilação por Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas e Madalena Dine)O elemento, de Fido Nesti

Renascença - Ensaio Geral
Serralves em festa e Salazar no grande écran

Renascença - Ensaio Geral

Play Episode Listen Later May 23, 2026 24:56


Na edição desta semana do programa Ensaio Geral, espreitamos como vai ser o Serralves em Festa no Porto, vamos ao MAAT ver a exposição de Manuel João Vieira, antecipamos a estreia do filme “Pai Nosso”, de José Filipe Costa, sobre Salazar, abrimos um livro de Pedro Eiras sobre Fernando Pessoa e escutamos histórias de emigrantes portugueses em França no espetáculo “Souvenir”, de Tiago Cadete. Também ligamos ao Brasil para conversar com o músico Zeca Veloso e escutamos as sugestões de Guilherme d'Oliveira Martins, do Centro Nacional de Cultura (CNC).

The Big Self Podcast
Get Over Yourself and Learn as You Go

The Big Self Podcast

Play Episode Listen Later May 7, 2026 42:20


Episode 2 of The Difficulty.The hardest thing about indie publishing isn't writing the book. It's giving up the fantasy that the book will market itself.In this one I get honest about the ego defenses we run as creators when it's time to put work into the marketplace — the survivorship bias of the "no marketing" success stories, the isolation that breeds false certainty, the asymmetric gap between making (which feels like magic) and marketing (which feels like math).Some of what comes up:— Howard Finster on his farm. Emily Dickinson and her response to Thomas Higginson. Fernando Pessoa's 200 heteronyms in a Lisbon trunk.— The German musician who poured everything into one album, got profoundly little response, and stopped.— My own Iris Blackwood cover that got 14 thumbs up and 38 thumbs down on NetGalley — and what to do with that.— "We haven't failed. We just haven't found our audience yet."The challenge at the end: pick one marketing lane, commit to it for 30–60 days, and report back.If the show is doing something for you, the easiest way to support it is to share this episode with one person you think it'd land for. Or restack the post. Or both.Episode mentions:— The Difficulty Field Guide (free PDF — eight difficulties every working writer faces): https://crossroadspublishing.group/assets/pdfs/The_Difficulty_Field_Guide.pdf— Iris Blackwood and the Curse of Hemlock Island, just out at IF/THEN Books — extras page (Decision Tree map + reading guide): https://crossroadspublishing.group/if-then-books/hemlock-island/New episodes Mondays (the why) and Thursdays (the how).The difficulty in life is the choice. Get full access to The Descent at chadprevost.substack.com/subscribe

Leitura de Ouvido
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) - Ode Triunfal (poesia)

Leitura de Ouvido

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 37:23


“Ode triunfal”, de Álvaro de Campos [1890(1915-1935), heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935) foi publicada originalmente em 1915. O poema apareceu na primeira edição da influente revista modernista portuguesa Orpheu, tendo sido redigido em Londres em junho de 1914. É uma obra central do sensacionismo e futurismo português. O sensacionismo é uma vanguarda artística e literária criada por Pessoa que define a sensação como a única realidade. Busca “sentir tudo de todas as maneiras”: olfato, paladar, audição, tato e visão são intelectualizados e fundem-se com o pensamento e a emoção na criação literária.  Os versos, como Ode, cantam algo de elevado; e o Triunfal, comprova o quão sensacional ele considera, a celebração da modernidade. A temática é a exaltação da vida moderna e os versos são livres, contudo, formalmente, o texto se faz de onomatopeias exageradas e estilo caótico. Isso corrobora com a histeria de sensações. Há a estética da força, em oposição à estética da beleza, de Aristóteles. O texto é duro, seco, traz um alerta moderno, diante do "masoquismo através do maquinismo”. Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: ⁠https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/⁠✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:

Crónicas Lunares
Luís Vaz de Camões - Os Lusíadas (Análisis integral)

Crónicas Lunares

Play Episode Listen Later Apr 20, 2026 29:13


Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões es una obra fundacionalque captura la grandeza y las contradicciones del Renacimiento portugués, tejiendo un tapiz épico donde la historia, la mitología y la filosofía se entrelazan. Como celebración del viaje de Vasco da Gama y del imperio lusitano,el poema exalta el heroísmo y la fe, pero también cuestiona la ambición y la decadencia con una voz melancólica que resuena en la modernidad. Desde un enfoque académico, es un texto clave para estudiar la épica renacentista, el humanismo y los discursos coloniales, mientras que para el lector contemporáneo ofrece una aventura poética llena de tormentas, dioses y visiones cósmicas. Sumérgete en este clásico, donde el mar susurra las glorias y las sombras de unpueblo, y descubre por qué Camões sigue siendo el alma de Portugal, cuya lengua lleva su nombre.Homero - Odisea: https://youtu.be/jFkEx2s1sWQJohann Wofgang von #Goethe - Fausto: https://youtu.be/7j4K1QRL5wIHermane #Melville - Moby Dick: https://youtu.be/b6goNrfDCKELibro del desasosiego - Fernando Pessoa: https://youtu.be/BaxgD4YftsYEl crimen del padre Amaro - José María Eco de Queirós: https://youtu.be/D1W9VPMklO4"Crónicas Lunares di Sun" es un podcast cultural presentado por Irving Sun, que abarca una variedad de temas, desde la literatura y análisis de libros hasta discusiones sobre actualidad y personajes históricos. Se difunde en múltiples plataformas como Ivoox, Apple Podcast, Spotify y YouTube, donde también ofrece contenido en video, incluyendo reflexiones sobre temas como la meditación y la filosofía teosófica. Los episodios exploran textos y conceptos complejos, buscando fomentar la reflexión y el autoconocimiento entre su audiencia, los "Lunares", quienes pueden interactuar y apoyar el programa a través de comentarios, redes sociales y donaciones. AVISO LEGAL: Los cuentos, poemas, fragmentos de novelas, ensayos y todo contenido literario que aparece en Crónicas Lunares di Sun podrían estar protegidos por derecho de autor (copyright). Si por alguna razón los propietarios no están conformes con el uso de ellos por favor escribirnos al correo electrónico cronicaslunares.sun@hotmail.com y nos encargaremos de borrarlo inmediatamente. Si te gusta lo que escuchas y deseas apoyarnos puedes dejar tu donación en PayPal, ahí nos encuentras como @IrvingSun  https://paypal.me/IrvingSun?country.x=MX&locale.x=es_XC  Síguenos en:  Telegram: Crónicas Lunares di Sun  ⁠Crónicas Lunares di Sun - YouTube⁠ ⁠https://t.me/joinchat/QFjDxu9fqR8uf3eR⁠  ⁠https://www.facebook.com/cronicalunar/?modal=admin_todo_tour⁠  ⁠Crónicas Lunares (@cronicaslunares.sun) • Fotos y videos de Instagram⁠  ⁠https://twitter.com/isun_g1⁠  ⁠https://www.google.com/podcasts?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy9lODVmOWY0L3BvZGNhc3QvcnNz⁠  ⁠https://open.spotify.com/show/4x2gFdKw3FeoaAORteQomp⁠  https://mx.ivoox.com/es/s_p2_759303_1.html⁠ https://tunein.com/user/gnivrinavi/favorites⁠ ORTOLARRY:  - NORTE 9 #175 ESQ. OTE 164. COLONIA MOCTEZUMA SEGUNDA SECCION. CDMX - NORTE 17# 211-A COLONIA MOCTEZUMA SEGUNDA SECCION C.P 15530 ALCALDIA VENUSTIANO  Teléfonos: 5557860648, 5524158512. Whatsapp: 5561075125 

De Nieuwe Contrabas Podcast
214 - De Nieuwe Contrabas podcast – Benali, Van den Broeck, Pessoa & nog meer

De Nieuwe Contrabas Podcast

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 47:58


Eivolle aflevering! Hans en Chrétien bespreken onder meer de overstap van Thomas Möhlmann naar Querido, het verkoopsucces van Anna Enquist en de obligate klaagliederen van Abdelkader Benali. Verder verstrekken ze wat tips aan de concullega's die De Twintigers heten. Het te bespreken boek is ditmaal het experimentele Je zit op een stoel van Bob van den Broeck. Tot slot tipt Hans een nieuwe, pas verschenen Faust, in de geheel eigen versie van het Portugese dichtwonder Fernando Pessoa. Luister, like en abonneer.

Papo Zen
Você não superou — você só reprimiu

Papo Zen

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 13:02


Você diz que superou. Mas certas situações ainda te atravessam como se fosse a primeira vez. Então… será que passou mesmo?  Neste episódio, a partir da psicanálise de Sigmund Freud e Jacques Lacan, falamos sobre o recalque — um mecanismo que não apaga o passado, mas o empurra para um lugar onde ele continua agindo sem que você perceba. Ansiedade, repetições, relações que seguem o mesmo padrão… nada disso é tão por acaso quanto parece. Com a ajuda de Fernando Pessoa, refletimos sobre como aquilo que você chama de passado ainda está operando no presente. Se algo insiste em se repetir, talvez a questão não seja o que aconteceu, mas o que, em você, ainda mantém isso em funcionamento.

Artes
Katia Guerreiro: "Quero dar asas à minha criatividade, porque preciso muito dela para ser feliz"

Artes

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 28:58


No final da semana passada, a cantora de fado Katia Guerreiro deu um concerto caritativo em Massy, na região parisiense, a favor da luta contra o cancro pediátrico. A artista que celebrou há alguns meses 25 anos de uma carreira que para muitos segue o caminho trilhado por Amália Rodrigues, falou com a RFI algumas horas antes deste concerto. Nesta conversa, a fadista evoca as suas andanças pelo mundo e algumas das suas colaborações marcantes, nomeadamente a que teve com o músico e produtor José Mário Branco, falecido em 2019, ou ainda com o escritor António Lobo Antunes que nos deixou há poucos dias. Katia Guerreiro aborda igualmente o seu olhar sobre o fado depois de 25 anos nos palcos e fala da necessidade que tem, por vezes, de cantar algo diferente, como aconteceu por exemplo no seu mais recente álbum, "Mistura", lançado em 2024. A artista evoca também a sua acção como comissária de "Ponta Delgada - capital portuguesa da Cultura 2026". Um activismo que encara como uma "retribuição" por tudo o que tem recebido dos Açores, onde cresceu. Uma conversa que é também um reencontro, passados mais de vinte anos sobre um primeiro contacto, quando então estava no começo do seu percurso no fado. RFI: No ano passado, comemoraste 25 anos de carreira. Isto passou num instante. Katia Guerreiro: Foi a correr. Nós estávamos a fazer contas. Já não nos víamos há 20 anos, não é? E de repente, olha-se para trás e. E faz-se aqui uma retrospectiva, é um momento retrospectiva e que tem de ser mesmo celebrado. Porque efectivamente, acho que tenho motivos de orgulho grandes por andar aqui há 25 anos. Tudo aquilo que eu já construí, que já dei, mas é também uma responsabilidade acrescida, porque daqui para diante terei de continuar dentro desta minha linha de coerência e de consistência naquilo que faço, porque acho que é isso que o público continua a esperar de mim. São 25 anos muito, muito felizes. E eu comecei a comemorar no dia 18 de Junho no CCB (Centro Cultural de Belém em Lisboa), porque foi essa a data que encontrámos disponível para fazer este concerto naquela sala de que eu gosto muito. Mas efectivamente, foi no dia 6 de Outubro a data oficial de comemoração. Mas continuo a prolongar isto porque me sabe muito bem. Neste ano em particular, que estou muito dedicada a uma outra causa que é a capital portuguesa da Cultura em Ponta Delgada, poder continuar a levar a palco um repertório que construí ao longo destes 25 anos. E o meu plano para este ano é cada concerto ser diferente, construir concertos diferentes cada vez que subir ao palco. E revisitar o repertório que eu deixei de cantar. Porque os repertórios vão-se renovando e vamos deixando alguns temas para trás. Mas já tinha saudades de cantar alguns e então vou sempre recuperando alguma coisa em cada concerto e construindo espectáculos diferentes, o que me dá particular gozo não ter de fazer sempre a mesma coisa. Nunca fiz, mas agora de uma forma mais consciente. RFI: Olhando para trás, como é que vês a tua evolução? O que é que talvez mudou na tua forma de encarar o fado, de encarar o canto? Katia Guerreiro: Eu acho que vou tendo uma cada vez maior maturidade na forma como canto e acho que isso se nota na minha voz. Quando vou revisitar os temas antigos, eu percebo que a minha maturidade na voz vai crescendo. Mas procuro sempre que as palavras sejam cantadas com muita verdade. Mas a minha verdade hoje não é a mesma verdade de há 20 anos atrás ou há 25 anos. Portanto, há sempre aqui camadas que se vão acrescentando de histórias de vida que vão fazendo com que haja mais coisas por detrás das palavras que eu canto e, portanto, uma maior intensidade, mas também uma maior maturidade emocional ao lidar com elas. RFI: Foram muitas viagens, muitas voltas, muitas voltas ao mundo e muitas voltas também interiores. Como é que estas viagens influenciaram o teu trabalho? Katia Guerreiro: Influenciam muito, porque quanto mais eu conheço o mundo, mais me fascino com ele. Também tenho algumas desilusões perante tudo aquilo que nós vamos assistindo, que é a realidade das guerras. Isto perturba-nos a todos. Mas estas viagens que vou fazendo e -repara- quando eu toco neste tema, a mim custa-me horrores. Eu fui cantar a Moscovo pouco tempo antes da guerra, com a Ucrânia rebentar. E a mim dá-me particular pena que o mundo não veja que já chega de ganância. Todos têm a sua quota-parte no mundo e não faz sentido nenhum que continuem a lutar por quererem ter mais. Isso é ganância. Fui a Israel antes de rebentar a guerra com a Palestina. Estive na Palestina. Custa horrores imaginar que aquela gente está a sofrer e que se está a perder vidas todos os dias. Essa é a parte triste da vida, nós conhecermos o mundo e percebemos que o mundo está a ser destruído pela ganância humana. Mas ao mesmo tempo, lá está, mais uma vez, o exemplo de Israel e Palestina. Eu andei a circular livremente no país. Estive na Palestina e estive em Israel e as pessoas são todas iguais. Não há diferença dentro do ser humano, por muito que haja uma cultura diferente e uma forma de viver diferente. A verdade é que as pessoas são todas iguais e isso é o que me encanta no mundo. Perceber que por muito que nós encontremos diferenças na língua, na postura social, na cultura, na religião, a verdade é que depois, por dentro, somos todos iguais. Isso é tão bonito de receber e de partilhar. RFI: Tens trabalhado com grandes nomes, grandes nomes da música, grandes nomes também da literatura, grandes nomes como José Mário Branco. Como é que foi? Katia Guerreiro: Foi das experiências mais ricas que eu tive na minha vida. Em primeiro lugar, porque efectivamente, por preconceito meu ou receio eventualmente, achei que o Zé Mário nunca aceitaria trabalhar comigo, porque nós não nos conhecíamos, não tínhamos nenhuma ligação, não havia nenhuma relação. Mas a verdade é que o Zé Mário era um homem muito grande, de espírito, de alma. E é. O Zé Mário acolheu o meu pedido de trabalhar com ele. E na verdade, se no início havia uma relação estritamente profissional, no fim chegámos ao ponto de termos uma relação quase familiar, de muito carinho, de muito respeito. E o Zé Mário no fim, dizer-me que ganhou uma filha e dois netos, isso foi muito, muito gratificante. Chegar a esse lugar de conquista, não foi uma conquista, porque eu não trabalhei para ela. Foi muito natural, tal como ele é. Mas poder ter o privilégio de trabalhar com um homem maior, como era o José Mário Branco, que me transmitiu tanto conhecimento, tanta sabedoria, tanta maturidade, foi de facto muito enriquecedor e transformou-me profundamente. RFI: E como é que foi com António Lobo Antunes que nos deixou recentemente? Katia Guerreiro: Essa foi uma grande pena que tive também com esta perda, o António Lobo Antunes. A história com ele é muito engraçada. Em 2022, eu estava já a preparar o meu novo álbum e foi o João Mário Veiga que me mostrou um livrinho pequenino de poemas que ele tinha lançado como oferta de um dos romances que ele lançou, não me lembro qual. Tinha poemas absolutamente extraordinários. Tinha coisas muito cantáveis, porque eram formas poéticas muito usadas no fado, mas ele não escreveu para fado. Mas aquilo era tudo muito apetecível. E apeteceu-me imenso cantar aquilo. Mas eu, como sempre, tenho sempre o cuidado de sempre que há um autor vivo -já não posso pedir autorização ao Fernando Pessoa, nem ao Camões- mas quando há um autor vivo, eu tenho o cuidado de abordar o autor e de pedir autorização, porque acho que isso é o mínimo de respeito e educação. E andei atrás do António Lobo Antunes a tentar chegar até ele e tive meses nessa tentativa. Tive vários amigos que o conheciam, que lhe escreveram cartas, que lhe telefonaram. E a determinada altura, há uma carta que chega a bom porto e eu estava a gravar um documentário para o Japão -foram a Portugal gravar um documentário comigo- e estava no camarim a arranjar-me antes de ir gravar. E recebo um telefonema que começa assim "Boa tarde Katia Guerreiro. Daqui é António Lobo Antunes". E a minha resposta foi imediatamente "António!!!!!!". Parecia uma criança! Parecia que estava a ver o Mickey Mouse! Estivemos a conversar algum tempo e foi deliciosa aquela conversa. E a determinada altura eu disse-lhe "António, já sabe que eu quero cantar uns poemas seus, identifiquei este e este e este. Apetecia-me cantar tudo, mas tenho estes preparados. O António autoriza-me?". E ele diz "A menina pode cantar tudo!". E portanto, a partir daí, o António caiu nas boas graças e conhecemo-nos depois pessoalmente, muito pouco tempo depois, porque o Júlio Pomar lançou um livro que tinha o prefácio escrito pelo António Lobo Antunes. O livro ia ser apresentado pelo António Lobo Antunes e então conheci-o nesse dia de apresentação e cantei os poemas do António nessa noite. E pronto, fiquei assim com um carinho muito especial pelo António. Voltei a gravar poemas dele e continuo a cantar António Lobo Antunes sempre e com muito orgulho. E agora canto ainda com mais privilégio na alma. Era de facto um ser superior, com uma visão muito interessante da vida e do mundo, com um realismo muito profundo. E eu vou manter esta alegria de poder ter tido contacto com o António. Foi mesmo uma grande honra. RFI: Nas entrevistas que vais dando, falas muito de "fugir" ou não ao fado. Volta e meia também foges um pouco. Como é que encaras essa "fuga"? Katia Guerreiro: Não é bem fugir. Quando eu faço coisas diferentes, é dar um bocadinho azo à minha liberdade criativa. Eu sou fadista de corpo e alma. Mas eu sofro inspirações várias. Eu não oiço só fado. Eu não cresci, sequer a ouvir fado. Portanto, eu tenho outras referências musicais e elas também me inspiram, também me alimentam. E é uma sensação de respirar fundo e poder fazer diferente. Eu, no fundo, sou um espírito livre e vou fazendo aquilo que me apetece. Não vou só à procura de respeitar os cânones ou de ser uma artista metida dentro de uma caixa. Eu tenho as minhas asas soltas e vou voando em vários territórios musicais. E eu gosto muito disso. Dá-me muito prazer e enriquece-me também. Este ano, tenho feito precisamente aquilo que eu me predispus a fazer, que é não ter planos nenhuns e portanto, vou gravando aquilo que me apetece. Apresentam-me canções, apresentam-me temas que não têm nada a ver com fado e se me apetece gravá-los, eu gravo. Tenho tido esta liberdade criativa e artística. Acho que não tenho nada a provar a ninguém. Sou muito fadista e isso vê-se muito bem em cima das tábuas de um palco. RFI: Tens cantado músicas com o espírito do fado, mas que não são propriamente fados. Introduziste também o piano. Isto é uma novidade. Como é que isto surgiu? Katia Guerreiro: Foi surgindo exactamente pelos cruzamentos artísticos que nós vamos tendo. De repente, tenho o Toli César Machado, dos GNR, que me oferece um tema, o "Capitães da Areia" com letra do Helder Moutinho. Eles oferecem-me esta música e aquela música remete-me efectivamente para um ambiente intimista, acompanhado por um piano. Eu não conseguia ouvir guitarra portuguesa naquela história que cantei e, portanto, ainda mais conhecendo o João Bernardo, que é um pianista extraordinário, o meu conterrâneo açoriano. Apeteceu-me muito criar esta linguagem, com aquele tema, com aquela história que é tão bonita. Uma história de amor lindíssima. E apeteceu-me criar isto. Entretanto, aconteceu com outros temas que foram aparecendo. O Carlos Leitão oferece me o "É tão longe a minha casa", que é uma declaração de amor também à minha terra. E aí criou-se um ambiente muito misto, onde estão as violas da terra dos Açores. Fui voltar às minhas origens. Aparece o piano também aqui a fazer um contorno às violas da terra. Mas também tenho os meus músicos de fado a tocar, portanto, misturei aqui os diversos ambientes que me trouxeram todo o universo musical em que eu vou andando. Agora, mais recentemente, lancei o "Gracias a la Vida", porque acabo de celebrar 50 anos de vida. E eu tinha este tema há muitos anos. Cantei há muitos anos, num jantar oficial oferecido à Presidente Bachelet, em Lisboa. Quis oferecer-lhe esse mimo e fiquei, desde essa altura com vontade de gravar isto. Já lá vão 18 anos por aí. Fiquei com vontade de gravar este tema, não sabia quando. E fui guardando. E depois, entretanto, fui fazer uma turnê na América Latina. Cantei o "Gracias a la Vida" e foi um sucesso nos espectáculos que o público me pedia para gravar. Ainda assim, fui adiando, adiando. Até que agora, estava chegar aos meus 50 anos, há uns meses atrás e pensei "Sim, vou gravar o "Graças a la vida"". E então fui buscar não só o piano como a guitarra portuguesa, o contrabaixo, a viola. Mas depois trago um elemento da América Latina para compor este ambiente de uma canção que é da grande Violeta Parra. Lancei-o no Dia Internacional da Mulher, como uma homenagem a uma mulher muito inspiradora como a Violeta Parra, com um espírito muito livre. E sim, acho que é o momento de dar graças à vida por existir. RFI: Falaste do regresso às raízes, aos Açores. Participas este ano em 'Ponta Delgada, capital portuguesa da Cultura 2026'. Como é que é? Katia Guerreiro: É um grande desafio, mas uma enorme honra ter esta missão entre mãos. Há quem ache que eu sou embaixadora e que dou a cara pela capital portuguesa da Cultura. É um bocadinho mais do que isso. Sou mesmo programadora de todo o evento que decorre durante todo este ano de 2026, em Ponta Delgada, e que abraça todas as áreas da cultura ou pelo menos quase todas, porque a cultura é um conceito muito lato. Temos eventos na área das artes visuais, da arquitectura, da gastronomia, que é tão forte, tão importante, é uma identidade cultural muito forte nos Açores. A religiosidade também é uma das áreas que nós abraçamos. A antropologia e a etnografia porque, efectivamente há um lado de tradições muito importante. Mas depois a música, a dança, o teatro, as artes inclusivas. E temos ainda um programa muito importante na área do serviço educativo, que é de oferecer projectos culturais às crianças, às novas gerações, mas não só desde a primeira infância até aos mais velhos. Passamos pela universidade, temos projectos culturais em protocolo com a Universidade dos Açores e também para os seniores, e estamos a desenvolver projectos muito importantes que vão ficar para o futuro, porque é mais isso que me importa. No fundo, quando eu recebo este convite, eu não consegui voltar-lhe as costas, mesmo isso implicando eu reduzir alguma actividade artística minha. Porque é a minha terra. Tenho um grande amor pela minha terra e senti que era o momento de eu retribuir à minha terra tudo aquilo que ela me deu e me dá enquanto construção da minha identidade individual. É aquilo que eu me propus fazer. Foi levar toda a minha experiência, toda a minha visão do que eu tenho recebido pelo mundo fora, daquilo que a cultura pode oferecer e pode contribuir para um melhor desenvolvimento humano. E sim, eu acredito que a educação e a cultura são dois dos pilares fundamentais para o desenvolvimento humano. E neste momento, acho que acho que todos nós temos consciência da crise que existe, com uma certa aculturação das novas gerações que acabam por conduzir a seres humanos com menos sentido crítico, menos pensamento próprio, menos capacidade de decisão. Com a minha equipa -tenho uma equipa maravilhosa que constituí- tenho desenvolvido um trabalho que procura precisamente ir à raiz do problema, tentando deixar sementes para que as crianças, os jovens, tenham uma perspectiva de futuro diferente. Não nos esqueçamos que estamos a falar de um território ultraperiférico, muito isolado no meio do Atlântico, que tem menos acessibilidade a tudo aquilo que acontece no continente. E aquilo que nós nos propomos fazer é não só valorizar e projectar aquilo que se produz culturalmente no território que é muito rico, mas também promover no território projectos que dificilmente conseguem chegar, porque os custos para conseguir chegar, fazer levar projectos de grande envergadura ao território são muito, muito elevados. São quatro vezes superiores a fazer qualquer coisa no território continental. São as viagens, são os alojamentos, são as refeições. Tudo isto custa quatro vezes mais. E, portanto, este é o ano em que nós temos de aproveitar para oferecer à comunidade nos Açores uma programação diferenciadora e estamos muito orgulhosos pelo trabalho que estamos a desenvolver. O público está a aderir. Estão a querer acompanhar toda a nossa programação e mais do que isso, é chegar ao fim e dizerem "a vossa programação está a ser de excelência. Obrigada por isto". E portanto, ficamos mesmo muito felizes. O convite é: visitem Ponta Delgada, porque há muita oferta cultural a par da maravilha que é aquele lugar mágico em natureza e natureza humana também. RFI: Isto é o começo de um novo percurso. Katia Guerreiro: Não sei, não me parece. Eu acho que esta é uma experiência muito rica, muito enriquecedora. E acontece precisamente por eu querer, no fundo, contribuir para a minha terra, poder com tudo aquilo que eu tenho vivido, aprendido e crescido, poder contribuir, oferecer, devolver à minha terra um pouco daquilo que eu tenho ganho na vida. Não me parece que esse seja o percurso que eu vá seguir. Eu gosto muito do palco. Eu gosto muito de cantar e estar hoje aqui a cantar na ópera de Massy é de facto muito libertador, porque hoje tenho a possibilidade de libertar-me da responsabilidade de todo este trabalho, que é um trabalho minucioso, quase um trabalho de filigrana, que envolve muitas questões, nomeadamente contratação pública, temas com os quais eu nunca achei que ia ter de lidar na minha vida. Mas pronto, também estou a crescer com isto. Estou a aprender muita coisa, está a ser muito bonito. E mais do que tudo, é cruzar-me com pessoas maravilhosas. Tenho tido contacto com projectos culturais absolutamente incríveis. Acho que estou a crescer muito. Estou a ficar mais crescida ainda. RFI: Apesar de não haver planos. Há um plano relativamente, por exemplo, a essas gravações que vais fazendo. Há algo novo, que está a crescer, que está a nascer? Katia Guerreiro: Eu acho que sim. Este ano em que eu estou a seguir o não ter planos acaba por me ir ajudando a construir alguma coisa que é um caminho um bocadinho errático ou desconhecido. Agora apetece-me fazer isto. É o que eu vou fazer. Eu acabo de gravar o "Graças a la Vida" e cruzo-me com um fado tradicional que eu nunca tinha ouvido, porque são centenas de melodias tradicionais e já estou com vontade de explorá-lo e de encontrar palavras para ele e quiçá possa vir a ser o próximo tema que eu vou gravar. Mas é isto que eu estou a fazer e se calhar chego ao fim e gravo mais algumas coisas e posso lançar um álbum que é o resultado de tudo isto. Vamos ver se é coerente, se faz sentido. Mas eu acho que eu, estando neste momento com esta missão, quero dar asas de facto à minha criatividade, porque preciso muito dela para me alimentar e para ser feliz. Mas eu creio que também estou aos poucos a criar dentro de mim um plano para que depois eu volte à minha actividade regular artística. Eu não quero sair dos palcos, eu não quero desaparecer. Quero mesmo muito que as pessoas confiem que eu estou a fazer este caminho com um propósito. Ele está-se a definir. RFI: Quais são os próximos encontros no palco nestas próximas semanas, nestes próximos meses? Katia Guerreiro: Bom, agora estou aqui e estou muito feliz com o espectáculo que vou apresentar, mas tenho agora o que está previsto. Vou fazer uma turnê nas ilhas dos Açores. Não tem nada a ver com a programação da 'capital portuguesa da Cultura'. Foi um convite que me foi feito e vou cantar em sete ilhas dos Açores, o que é lindo, porque vou fazê-lo na minha terra. Aliás, vou cantar em ilhas onde nunca cantei e essa é uma turnê que me vai obrigar a estar de férias da capital, mais ou menos de férias porque nunca consigo estar de férias totalmente. Mas vou fazer essa turnê. Tenho várias coisas planeadas. Tenho também um concerto no Porto que me tem dado algum trabalho também, porque é algo complexo, mas depois disso tenho concertos pelo país. Vou a Roma também, vou voltar à Roma e vou seguindo!

Dias Úteis
sem título, de Ricardo Reis (repost)

Dias Úteis

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 1:09


Episódio 019 de Dias Úteis, um podcast que oferece poesia pela manhã, de segunda a sexta-feira. O poema de hoje é de Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa). A leitura é de Luís Santos, cenógrafo e professor na Universidade de Évora e na Escola Artística António Arroio. Tema musical original de Marco Figueiredo, com voz de José Carlos Tinoco. Saiba mais sobre os nossos projectos em www.assdeideias.pt.

Lecturas desde Santa María de los Buenos Ayres.
Fernando Pessoa (25) (1888 - 1935 Portugal)

Lecturas desde Santa María de los Buenos Ayres.

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 21:32


Regresamos al genio portugués: Pessoa.

Ciencia en Bicicleta
Martha Nussbaum conversa con Carlos Vásquez Tamayo (INGLÉS)

Ciencia en Bicicleta

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 53:24


En esta entrevista, calificada por la misma Martha Nussbaum como una de las más conmovedoras que le han hecho, la filósofa estadounidense conversa con el filósofo y escritor Carlos Vásquez Tamayo sobre la vulnerabilidad, la tragedia griega y el lugar de las artes en la vida democrática. Un encuentro organizado por el Parque Explora y la @udea. Nussbaum ha dedicado décadas a demostrar que las emociones no son fuerzas irracionales sino formas de conocimiento. “Mi trabajo es sobre la relación entre las emociones y la justicia social, porque sin comprender cómo sienten las personas, no podemos hacer buenas leyes ni buenas instituciones”, ha dicho sobre el eje de su pensamiento. Su propuesta del Enfoque de las Capacidades —desarrollada junto al economista Amartya Sen— cambió la manera en que organismos como el Banco Mundial miden el desarrollo: no solo por el crecimiento económico, sino por las oportunidades reales que tienen las personas para llevar una vida digna, con salud, educación, participación política y tiempo para el juego y la amistad. Martha C. Nussbaum es filósofa y escritora. Es profesora de Derecho y Ética en la Universidad de Chicago, con cátedra conjunta en la Facultad de Derecho y el Departamento de Filosofía. Entre sus más de 20 libros publicados se cuentan La fragilidad del bien, El cultivo de la humanidad, Sin fines de lucro y Crear capacidades. Ha recibido el Premio Príncipe de Asturias de Ciencias Sociales (2012), el Premio Kyoto en Artes y Filosofía (2016), el Premio Berggruen (2018) y el Premio Holberg (2021). Carlos Vásquez Tamayo es poeta, ensayista, traductor y PhD en Filosofía. Ha publicado, entre otros, los libros de poesía Anónimos, El jardín de la sonámbula, El oscuro alimento, Agua tu sed y Desnúdame de mí. Algunos de sus ensayos son La nada luminosa - Fernando Pessoa, un poeta de la naturaleza, Eclipse de sol sobre Bataille y El arte jovial: la duplicidad apolíneo-dionisíaca en el nacimiento de la tragedia de Nietzsche.

Convidado
António Lobo Antunes: O escritor que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio”

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 12:45


António Lobo Antunes foi um escritor “radical”, revolucionário, que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio, uma língua sem equivalente". As palavras são de Dominique Nédellec, tradutor em França daquele que foi um dos maiores nomes da literatura portuguesa contemporânea e que morreu, esta quinta-feira, aos 83 anos. Ana Lima, editora e parceira da Livraria Portuguesa & Brasileira, em Paris, explica que António Lobo Antunes é “um dos autores portugueses mais conhecidos em França” e “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas”. A morte de António Lobo Antunes, esta quinta-feira, marca o desaparecimento de uma das figuras maiores da literatura portuguesa contemporânea. António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1 de Setembro de 1942, licenciou-se em Medicina em 1969 e especializou-se em Psiquiatria, mas optou pela escrita a tempo inteiro em 1985. Foi aos 37 anos que publicou o seu primeiro romance, “Memória de Elefante”, em 1979, ano em que também lançou “Os Cus de Judas” e iniciou a sua revolução na literatura portuguesa pós-25 de Abril. A guerra colonial atravessou toda a sua obra, a partir da sua passagem por Angola entre 1971 e 1973 ao serviço do Exército colonial como médico. A sua forma de escrever e de explorar a condição humana no que tem de mais “terrível, cómico, ridículo e comovente” percorreu, como “um rio, uma tempestade”, os seus mais de três dezenas de romances, no entender de Dominique Nédellec, tradutor de António Lobo Antunes em França nos últimos quase 15 anos. O tradutor acrescenta que ele foi um escritor “radical”, revolucionário, que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio, uma língua sem equivalente". “Ele frequentemente dizia que ninguém escrevia como ele, nem sequer ele próprio. Ele desmontou tudo, foi um golpe terrível no estilo normal, habitual, tradicional. Ele inventou um estilo próprio, conseguiu elaborar uma língua sem equivalente", resumiu. Lobo Antunes foi , sem dúvida, “um dos autores portugueses mais conhecidos em França”, sublinha Ana Lima, parceira da Livraria Portuguesa & Brasileira, em Paris, falando em “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas, as grandes e as independentes”, ao lado de nomes como Fernando Pessoa e José Saramago. A editora fala de um escritor de “um grande modernismo”, com “um tipo de escrita que é um fluxo de consciência permanente” e “sem compromisso”.   Dominique Nédellec: "Não é todos os dias que se tem a sensação de se traduzir um génio” RFI: O que representa António Lobo Antunes para a literatura portuguesa e mundial contemporânea? Dominique Nédellec, Tradutor de António Lobo Antunes: “O trunfo maior de Lobo Antunes foi este jeito de fazer uma revolução estilística. Ele frequentemente dizia que ninguém escrevia como ele, nem sequer ele próprio. Eu acho que ele desmontou tudo, foi um golpe terrível no estilo normal, habitual, tradicional,  e ele inventou um estilo próprio, uma língua super tensa, uma língua que parece ao mesmo tempo um rio, uma tempestade, que mistura as histórias, que mistura os planos temporários, em que os mortos têm a mesma importância que os vivos, em que os mortos estão sempre a chegar, a falar, a participar na vida dos vivos. Ele conseguiu elaborar uma língua sem equivalente, carregada de sentimentos e da experiência humana no que tem de terrível, de cómico, de ridículo, de comovente. Para mim, o Lobo Antunes é isto tudo.” Como foi traduzir toda esta “experiência humana” no que tem de mais complexo? “É uma experiência única também porque exige um mergulho total na obra dele para ouvir principalmente. São livros que devem ser lidos com o ouvido. É muito sensorial, chama a atenção de todos os sentidos. Então, tentar traduzir a riqueza do estilo dele exige muito tempo, paciência, perseverança também. O paradoxo é que traduzir exige uma lentidão imensa para agenciar todo aquele esquema muito complexo, mas o objectivo final é que a última leitura seja tão fácil e tão fluida e rápida como no original. No dia a dia, eu avanço passo a passo, muito lentamente e só fico contente quando, no final, na altura da última leitura, eu recupero aquela naturalidade, aquela fluidez da mistura que ele consegue e da pungência do estilo dele. É uma tarefa complicada, mas ao mesmo tempo muito gratificante porque não é todos os dias que se tem a sensação de se traduzir um génio.” Dos livros que traduziu de António Lobo Antunes ou da sua obra em geral, qual é aquele que mais o tocou pessoalmente? “Há um que realmente faz a súmula de tudo o que ele sabe fazer e dos temas de predileção do autor. Se calhar seria ‘Até que as Pedras se Tornem Mais Leves que a Água” porque está lá tudo ao mesmo tempo. Está lá ‘Os Cus de Judas' com o tema da guerra em Angola, o que foi obviamente fundamental para ele, mas é um livro que vai muito mais longe do que ‘Os Cus de Judas'. Tem uma mestria, um domínio total da técnica que ele elaborou ao longo dos anos. Então, para mim é uma soma, realmente é uma obra-prima total e para quem nunca leu o Lobo Antunes está lá tudo com uma virtuosidade ímpar.” António Lobo Antunes fala da guerra colonial e dos seus fantasmas de uma forma muito particular e, também, se calhar, revolucionária. Quer falar-nos sobre sobre esse tema e outros que atravessem a obra dele? “Bom, obviamente é central na vida dele e na obra dele. E, aliás, é possível reparar que são temas que voltaram sempre na cabeça dele e tem imagens ou episódios que se encontram logo em ‘Os Cus de Judas', mas que também se encontram contados nas cartas que enviou para a mulher durante a guerra e que voltam nos últimos livros. Ou seja, na vida toda houve episódios que nunca conseguiu eliminar, que ficaram lá para sempre gravados na cabeça dele, na vida dele, no corpo dele. Ele conseguiu fazer desta matéria-prima traumatizante o motivo de uma obra e através destes temas conseguiu dar uma dimensão diferente daquela tragédia. Este tema alimentou a obra dele, mas também queria salientar que é preciso não limitar a obra do Lobo Antunes à guerra e a Angola. Depois, cada vez mais, ficou longe dos primeiros volumes muito autobiográficos e cada vez mais aprofundou uma pesquisa estilística. Também queria que as pessoas entendessem que há humor, há muito humor na obra dele, humor negro, mas também humor burlesco, há coisas muito divertidas, sem cinismo, humor também leve. Há de tudo, obviamente e também é uma das marcas dele passar de uma coisa leve e engraçada e infantil, pueril até, a uma coisa gravíssima ou negra ou deprimente. É aquela fornalha toda sem equivalente.” Por que é que António Lobo Antunes não teve o Prémio Nobel da Literatura? “Eu acho que, se calhar, porque é demasiado fora das categorias normais, não é liso o suficiente se calhar. É demasiado abrupto, demasiado inclassificável, demasiado exigente com ele próprio. Ele nunca fez nada para facilitar o acesso dos leitores à obra dele. É demasiado radical, se calhar. Se calhar é esta a explicação. Nos últimos anos, foi sempre complicado perceber o raciocínio dos júris do Prémio Nobel, mas não temos de chorar por isso. Até seria uma marca de nobreza porque claro que ele merecia o prémio, mas será que o prémio merecia o Lobo Antunes? Não tenho a certeza porque ele estava acima disto tudo.” Falou na “sensação de traduzir um génio”. E a pessoa? Como é que era António Lobo Antunes? “Também foi uma surpresa para mim porque fui sempre avisado que ele era uma personagem complicada, abrupta, mas comigo foi sempre de uma grande ternura, uma grande generosidade. Acho que ele gostava do meu trabalho e ele repetiu isso várias vezes, em privado, mas também em público e foi sempre um incentivo e uma honra enormes. Eu lembro-me desta ternura, era capaz de dar uma piscadela, um abraço forte e são as imagens que vou lembrar.” Quais foram os livros de Lobo Antunes que traduziu em França? “Eu traduzo-o desde 2011, ou seja, quase 15 anos, e acabo de entregar a décima tradução de Lobo Antunes, que é o ‘Dicionário da linguagem das Flores'. Os nove anteriores fui eu que traduzi. Comecei com ‘O Meu Nome é Legião' e desde então fui eu a traduzi-lo.”   Ana Lima: António Lobo Antunes é “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas” RFI: O que representa António Lobo Antunes nas livrarias em França? Ana Lima, Parceira da Librairie Portugaise & Brésilienne: “António Lobo Antunes é, pelo menos em França, um dos autores mais conhecidos do século XX e início do século XXI e talvez o que conseguiu que a literatura portuguesa, com Fernando Pessoa e Saramago, tivesse uma presença em praticamente todas as livrarias francesas, as grandes e as independentes. É um dos autores mais conhecidos portugueses, mesmo se não foi necessariamente lido pelos que o conhecem, e os autores contemporâneos portugueses, também traduzidos em França actualmente, muitos também se reivindicam dele. Portanto, há um contínuo e há uma presença dele bastante importante.” Qual é o ADN que compõe a literatura de António Lobo Antunes que faz dele um dos grandes autores do século XX e XXI? “Antes de mais, foram umas temáticas muito importantes sobre a guerra colonial, sobre o Portugal pós-25 de Abril, sobre uma descrição da sociedade sempre sem compromisso, sempre com uma visão entre ironia e uma visão muito clara que era, às vezes, um bocado feroz e também um tipo de escrita que é um fluxo de consciência permanente, um texto sempre a fluir, que era uma maneira de escrever um bocado nova na literatura portuguesa, que teve um impacto muito grande, um grande modernismo.” Que livros de António Lobo Antunes recomenda? “Desde logo ‘Os Cus de Judas' que foi mesmo um marco na literatura portuguesa, o ‘Fado Alexandrino', ‘O Regresso das Caravelas', ‘A Morte de Carlos Gardel'. Quer dizer, há assim estes que eu pessoalmente gostei muito e que foram importantes para mim. Agora, ele produziu muito, muito. Aconselho a ler tudo, mas se se tiver que ler alguns é ‘Os Cus de Judas', ‘Fado Alexandrino', ‘O Regresso das Caravelas' e talvez ‘A Morte de Carlos Gardel'. Mas isso é a minha escolha.” Por que é que ele nunca chegou a ter o Prémio Nobel da Literatura? “Isso é uma história bastante complicada. O Saramago teve o Prémio Nobel, sabe-se que era um bocado uma competição no prémio entre os dois. O Saramago teve o prémio e foi o primeiro Prémio Nobel de Literatura em língua portuguesa e antes que se desse outro sabíamos que íamos esperar um bocadinho, portanto era uma questão de tempo, o que é uma injustiça porque de língua portuguesa há autores enormes, também brasileiros que não tiveram e que deveriam ter tido.”

CANTINA POÉTICA
poemas ao vento

CANTINA POÉTICA

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 0:57


Wacky Poem Life
Episode 167: Homo-Hetero-Homo-Hetero

Wacky Poem Life

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 37:44


Episode 167: Homo-Hetero-Homo-Hetero is not what you think. We discuss a poem by Portuguese poet Fernando Pessoa and discuss his heteronyms, which then led us into a discussion of homonyms, homographs, and other homos. Then, we were joined by one of the winners of the Rhyming & ROMPing on Route 66 poetry contest, Linda Rosenthal, who came in with her husband as they were traveling from Texas to their home in Michigan. It's a potpourri of poetic juice. You are welcome.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Lídia Jorge (parte 2): “Escrevo ficção na busca de uma verdade. Sozinha sei pouco, mas as personagens que crio ficam a saber muito mais do que eu”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 69:09


Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a escritora Lídia Jorge revela qual o seu caminho seguinte, o que lhe falta dizer por escrito e lê um excerto de um texto do escritor e amigo João de Melo para refletir sobre os enganos da fugacidade da fama. Apesar de se revelar grata pelos tantos prémios, afirma que os títulos só lhe tocam a sombra, porque o seu lugar e ofício é outro. A escritora chega mesmo a revelar ter sido convidada para se candidatar à Presidência da República, mas que não hesitou em recusar. E recorda o que mais a espantou nos ecos ao seu discurso do 10 de Junho. Lídia lembra ainda a sua infância em Boliqueime, no Algarve, quando era uma contadora de histórias a transformar os finais fatalistas dos livros em caminhos felizes. E conta o momento em que decidiu batizar todos os animais da quinta ou a altura em que se convenceu que Fernando Pessoa escrevera um poema dedicado a si, por incluir o seu nome. Perto do final, partilha algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto do seu livro “Misericórdia” e deixa a sugestão de um filme. Para depois referir em que ponto está o seu futuro romance. Boas escutas! Leitura: “A Nuvem no Olhar”, de João de Melo, pela D. Quixote Músicas: “A Bela Moleira”, de Schubert “With God On Our Side”, na versão de Johan Baez “Por nos darem tanto”, por Ana Bacalhau “Senhora da Noite”, Mísia Filme: “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner MouraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ciutat Maragda
Les veus de Pessoa, amb Richard Zenith i Gabriel Sampol

Ciutat Maragda

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 69:09


Un buen día para viajar
Emisión domingo 08 de febrero - parte 1

Un buen día para viajar

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 120:00


Si quedasteis con más ganas de radio, historia y viaje hoy domingo 8 de febrero hay otro capítulo de Un buen día para viajar en Rpa con grandes sabios y viajeros como Alberto Campa que nos traslada a la zona de Indonesia, el país de las islas, para irnos especialmente a una, pero muy conocida turísticamente, Bali!! Vamos a conocer sus secretos, sus monumentos, sus etnias, sus costumbres y su gastronomía todo aderezado por nuestro viajero empedernido…toca salir por España siguiendo la estela de los Paradores con Ignacio Bosch director del Parador de Cangas de Onís, que en esta ocasión nos lleva a la ciudad de las casas colgantes, la hermosa Cuenca, con mucha historia y arte en sus calles, y con un Parador que fue monasterio lleno de curiosidades históricas e incluso una tirolina extraordinaria!!!...el poeta, traductor, articulista Manuel Moya nos trae en Grandes Personajes de la Historia al gran poeta luso, seguramente el más conocido de la historia portuguesa, y uno de los grandes de la poesía mundial Fernando Pessoa, su vida fue muy viajera y con matices muy curiosos que os sorprenderán…y cerramos visitando el concejo de Langreo para conocer uno de sus grandes recursos de patrimonio industrial, el MUSI, el museo de la siderurgia, y conocer un pedazo muy importante de la historia industrial y social de Asturias en la cuenca del río Nalón, Vanessa Álvarez directora del museo, y Jorge Vallina en las relaciones comerciales del museo serán nuestros invitados…de nuevo dos horas de radio, historia, viajes, arte y cultura en Rpa!!

Lecturas desde Santa María de los Buenos Ayres.
Fernando Pessoa (24) (1888 - 1935 Portugal

Lecturas desde Santa María de los Buenos Ayres.

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 22:34


Regresamos al gran escritor portugués Fernandp Pessoa.

Audiobooks - Narval
[AudioLivro COMPLETO] Poesia completa de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa

Audiobooks - Narval

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 142:36


il posto delle parole
Claudio Trognoni "Aracne" António Franco Alexandre

il posto delle parole

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 20:01


Claudio Trognoni"Aracne"António Franco AlexandreEdizioni Ensemblewww.edizioniensemble.itFinalmente in Italia l'opera di António Franco Alexandre, uno dei maggiori poeti portoghesi contemporanei.Questo volume rappresenta la prima opera di António Franco Alexandre a essere tradotta e pubblicata in Italia. Il dato è sorprendente, se si pensa alla non trascurabile fortuna che la letteratura di un paese in fin dei conti periferico nel mercato editoriale mondiale come il Portogallo ha conosciuto presso il pubblico italiano, anche quello più ampio, e che in buona parte si deve al binomio Fernando Pessoa (visto principalmente attraverso la lente di Antonio Tabucchi) – José Saramago. Il dato assume ancor di più i contorni della singolarità se è vero che, assieme al XVI secolo, il XX secolo è unanimemente ritenuto il secolo d'oro della poesia portoghese, e che António Franco Alexandre è considerato da una consistente parte della critica patria come uno tra i maggiori poeti portoghesi viventi.António Franco Alexandre (Viseu, 1944) è una delle più importanti voci poetiche del Portogallo contemporaneo. Ha studiato matematica e filosofia in Francia e negli Stati Uniti. Rientrato in patria nel 1975 dopo la dittatura, è stato professore di filosofia presso la Facoltà di Lettere dell'Università di Lisbona. Rivelatosi come poeta negli anni '60, ha pubblicato tredici raccolte di versi, riunite oggi nel volume Poemas, recentemente pubblicato dalla casa editrice Assírio & Alvim. Le sue opere sono state tradotte in francese e in spagnolo.Claudio Trognoni  (Roma, 1985) insegna lingua e traduzione portoghese e ha tradotto in italiano opere di autori come Al Berto, Fernando Cabral Martins, Pedro Eiras e David Machado. Si occupa anche di narrativa del XX secolo, di traduttologia e dello studio delle politiche linguistiche nei paesi lusofoni. È membro del Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias dell'Università di Lisbona e collabora con il settore culturale dell'Ambasciata del Portogallo a Roma.Questo libro è stato pubblicato nell'ambito della Linha de apoio à tradução e edição (LATE), promossa dalla Direção Geral do Livro e dos Arquivos (DGLAB) e dal Camões, I.P.Si ringrazia per il contributo anche la Cattedra Agustina Bessa-Luís dell'Università di Roma Tor Vergata.Diventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/il-posto-delle-parole--1487855/support.IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarehttps://ilpostodelleparole.it/

Jorge Borges
Padre António Vieira: o imperador da língua portuguesa

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Jan 24, 2026 11:54


O Padre António Vieira figura como uma das personalidades mais complexas e fulgurantes da história luso-brasileira, um vulto cuja dimensão literária levou Fernando Pessoa a consagrá-lo com a imortal alcunha de “Imperador da Língua Portuguesa”. Nascido em Lisboa, em 1608, Vieira partiu para o Brasil aos seis anos de idade, ingressando na Companhia de Jesus aos quinze. A sua trajectória singular fundiu o rigor da formação jesuítica com uma agudeza de espírito que o tornou protagonista na cena política e religiosa do século XVII.

Leitura de Ouvido
O Pastor Amoroso - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

Leitura de Ouvido

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 28:51


“O pastor amoroso” é o conjunto de oito poemas de Alberto Caeiro (1889-1915), heterônimo alter ego de Fernando Pessoa (1888-1935), que vêm em seguida de "O Guardador de Rebanhos”. É como se fosse um desdobramento daquele narrador ainda menino que vivia no cimo do outeiro, posto com uma mudança de caráter, no efeito de demonstrar a transformação que o amor é capaz de causar. Pois se em O Guardador ele era devotado à natureza e canta as suas belezas, quando descobre o amor, sua forma de ver o mundo se altera: para desfrutar da natureza, espera pela pessoa amada. Nos poemas do episódio de hoje contemplamos a poética do amor. Ele começa afirmando exatamente esta oposição: “tu mudaste a natureza”; depois anseia por ela para “colher flores pelos campos”; reconhece “amei e não fui amado”; e que “amor é companhia, que é um pastor amoroso, que amar é pensar”; então se dá conta de que agora, “tenho interesse no que cheira: hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver”. Caeiro foi um dos mais importantes heterônimos de Fernando Antonio Nogueira Pessoa, o poeta “plural”, o mais universal poeta português. Cumpre notar que na data da criação (março de 1914), Pessoa remonta a 16 de abril de 1889, em Lisboa, para determinar o nascimento de Alberto Caeiro da Silva. O pastor amoroso é o segundo, dos três conjuntos de poesias attibuídas à Caeiro. Há ainda, Poemas Inconjuntos, para uma próxima produção. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:

Expresso - Expresso da Manhã
Lídia Jorge: “Vivemos um tempo do troglodita envolvido em peles de animal, mas com o domínio tecnológico”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 22:47


A escritora de ficção Lídia Jorge, que é também conselheira de Estado, venceu o prémio Fernando Pessoa 2025. É o tema de capa da revista do Expresso, numa entrevista realizada por Christiana Martins e Luciana Leiderfarb. Dessa entrevista partimos para uma conversa com as duas jornalistas, procurando conhecer melhor esta mulher que esteve para se chamar Maria Aliete.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Two Worlds, One Me

In this moving and memorable episode of Two Worlds, One Me, I sit down with British-Ghanaian artist Joshua Donkor, whose award-winning portraits explore diasporic identity, ancestral memory and the stories that shape who we are.Joshua's work is deeply personal, filled with image transfers, textures and fragments of family photographs, but it speaks to all of us who have ever wondered where we belong. We talk about growing up mixed-race in the UK, about finally visiting Ghana and meeting his grandmother, and dancing together when words weren't possible. We also explore his time living in Italy, how that experience helped him grow, and how painting became a way to both discover and document his identity.We reflect on the joy of family, the power of archiving our stories, and why memory, like colour and scent, can carry so much meaning.This episode is for anyone who has lived between cultures, carries more than one soul within them, or simply wants to understand the beauty and complexity of identity through the eyes of an artist.Featuring:The story behind Joshua's most powerful paintingsHis English mother's letters from GhanaWhat “home” means when you belong to more than one placeThe smell of groundnut soup and the colour of belongingAnd why dancing can sometimes say more than words ever could_______________________________Joshua's exhibition title was inspired by the poet Fernando Pessoa: "I have more souls than one..."  By the end of this episode, you might find yourself feeling the same.Music featured in this episode - Kofi Sammy - Akoko Batan (Ghana highlife), Joshua's uncleJoshua's website - https://www.joshuadonkorart.co.uk/Groundnut soup receipe - https://www.seriouseats.com/ghana-west-african-peanut-stew-chicken-groundnut-soup______________________________Got a story to share? Write to me: hello@twoworlds.oneme.cafeSubscribe, share and join us again soon for another episode of Two Worlds, One Me.Thanks for listening!Music thanks to John Bartmann

Les Nuits de France Culture
Une nuit portugaise 9/10 : Fernando Pessoa "celui qui n'était personne"

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 86:59


durée : 01:26:59 - Les Nuits de France Culture - par : Philippe Garbit - "Une vie, une oeuvre - Fernando Pessoa, celui qui n'était personne". Cette émission produite par Hubert Juin en 1987 proposait des entretiens avec Philippe Arbaizar, José Blanco, Fred Personne, Ana de Carvalho, Teresa-Rita Lopes et Michel Deguy. (1ère diffusion : 02/04/1987). - réalisation : Virginie Mourthé - invités : Michel Deguy Philosophe, poète et essayiste français.

Prova Oral
Fernando Alvim com Ricardo Belo de Morais

Prova Oral

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 55:34


Fernando Alvim mudou de estúdio, seguiu até à Rádio Movimento para descobrir um mundo dedicado a Fernando Pessoa.

Es la Mañana del Fin de Semana
Biografías: 90 años sin Fernando Pessoa

Es la Mañana del Fin de Semana

Play Episode Listen Later Nov 30, 2025 14:52


En Biografías hoy repasamos la vida y obra de Fernando Pessoa con su biógrafo Manuel Moya. ¡No te lo pierdas!

Es la Mañana del Fin de Semana
Es La Mañana de Fin de Semana: Fernando Pessoa, leer la cartilla, los animales prohibidos y celebrar el error

Es la Mañana del Fin de Semana

Play Episode Listen Later Nov 30, 2025 57:04


La vida de Fernando Pessoa, leer la cartilla con Jesús Alcoba, los animales en lista negra con Miguel del Pino y la Biblioteca de Elia.

451 MHz
#174 Fernando Pessoa: todos os sonhos do mundo — 90 anos da morte do poeta

451 MHz

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 81:27


Há 90 anos, morria Fernando António Nogueira Pessoa (1888-1935), um dos maiores poetas do século 20. Mas o português não chegou a ver o próprio sucesso: a maior parte de sua obra foi publicada postumamente, após a descoberta, em seu apartamento, de uma arca com mais de 30 mil manuscritos. Papéis assinados não só por Pessoa, mas por dezenas de heterônimos, entre eles Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis. Este episódio especial, em formato narrativo, investiga a vida e o legado de Pessoa — um quebra-cabeça que continua entretendo estudiosos, artistas e leitores. Com apresentação de Paulo Werneck, o episódio tem participação de Jerónimo Pizarro, Ida Alves, Eucanaã Ferraz, Leonardo Gandolfi, Eduardo Giannetti e Maria de Medeiros, que ainda lê trechos no podcast. O episódio foi realizado com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e da Lei Rouanet - Incentivo a Projetos Culturais. Assine a Quatro Cinco Um por R$ 10/mês: https://bit.ly/Assine451  Seja um Ouvinte Entusiasta e apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451  

GE São Paulo
GE São Paulo #464 – Entrevista com Luis Fernando Pessoa

GE São Paulo

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 59:13


O termo FIDC (Fundo de investimento em Direitos Creditórios) tem se tornado popular nas entrevistas de dirigentes do São Paulo. Neste episódio, João Pedro Brandão e Marcelo Braga conversam com Luis Fernando Pessoa, tutor do curso de Gestão de Futebol da CBF Academy e especialista em Mercado de Capitais, para entender e aprofundar esse debate sobre o clube do Morumbis. Dá o play!

Taakeprat
Episode 283 - Skarlagensnatt i Berlin del 2

Taakeprat

Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 31:10


Denne delen av “Skarlagensnatt i Berlin» tar oss fra Crowleys iscenesatte selvmordsbrev ved Boca do Inferno i Portugal, via møte med Fernando Pessoa, til eksilet i Berlin der han krysset stier med både Einstein, Schrödinger og Huxley. Vi ser på hvordan Crowley knyttet den nye fysikken til sitt magiske verdensbilde, og hvordan han forsøkte å slå seg inn i Berlins kunstscene midt i en by som sto på kanten av politisk og kulturell transformasjon.https://www.youtube.com/playlist?list=PL7R_1UeHS7EVMdNCGTh68kmS2vqz8vnPmhttps://www.patreon.com/taakeprathttps://www.taakeprat.com Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

il posto delle parole
Francesco Zambon "L'altra metà del sogno mi appartiene. Il libro nero" Alicia Gallienne

il posto delle parole

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 28:12


Francesco Zambon"L'altra metà del sogno mi appartiene"Il libro neroAlicia GallienneMolesini Editore Veneziawww.molesinieditore.itUna ragazza travolta dall'amore, che dà del tu alla morteTraduzione di Francesco Zambon«Dura e segreta è la mia anima». La morte, l'amore, la vita: avrebbe potuto essere questo il motto di una ragazza che adorava la poesia di Éluard e Baudelaire. Tanto più che, a differenza della maggior parte dei poeti che con il pensiero della fine hanno soprattutto un legame intellettuale, Alicia Gallienne ha dato del tu alla morte negli anni dell'adolescenza, fino ad affrontarla, ventenne, all'alba del 24 dicembre 1990. Solo trent'anni dopo, le raccolte poetiche da lei lasciate in alcuni quaderni sono state pubblicate da Gallimard. I suoi versi, precisi e incandescenti, sono carne dolorante che dice di sì alla vita, sono l'eco commossa di un destino che non smette di ardere, sintesi sconcertante di tenebra e di folgore. Nel 2023 sono stati tradotti in questa collana i suoi primi due quaderni di poesie, Le dominanti e I notturni. Si pubblica qui il terzo quaderno – sotto tutti gli aspetti centrale – Il libro nero, quello che, come avverte la stessa Gallienne, «ha il colore del non detto»: libro in cui le esperienze affettive e amorose più intense e le riflessioni più intime raggiungono accenti di un'incandescenza simile a quella delle grandi mistiche. Opera in tre volumi: I. Le Dominanti. I Notturni; II. Il libro nero; III. L'infinito meno unoL'altra metà del sogno mi appartieneIl libro neroLa gente se ne vaCome un rosario che si sgranaRestiamo soliSconcertati e colpevoliArrivederci signoreHo fatto il salto dell'angeloE la mia memoria si è infrantaNulla serve a nullaFuggi in fretta musicistaAl quinto tempo ti uccidoSono solo un sognoChe insegue la sua immagineSono solo un sognoNon faccio altro che passareHo fatto il salto dell'angeloE il mondo è volato viaAlicia Gallienne (Parigi 1970 – ivi 1990) muore, ventenne, per una malattia incurabile. Tra il 1986 e il 1990, gli ultimi quattro anni della sua coraggiosa, straziante e appassionata esistenza, ha scritto centinaia di poesie. Grazie soprattutto a suo cugino, l'attore Guillaume Gallienne, i suoi versi sono stati «ritrovati» nel febbraio 2020, a tre decenni dalla morte, e pubblicati da Gallimard con il titolo L'autre moitié du songe m'appartient. Il libro ha avuto uno straordinario successo di critica e di pubblico. «Non m'importa quello che lascio, mi basta che la materia si ricordi di me, basta che le parole che vivono in me siano scritte da qualche parte e mi sopravvivano».Francesco Zambon (Venezia 1949) è professore emerito di Filologia romanza presso l'Università di Trento. Studioso di fama internazionale, ha indagato su numerosi aspetti della letteratura allegorica e religiosa del medioevo latino e romanzo (bestiari, mito del Graal, trovatori, eresia catara, letteratura mistica). Ha scritto inoltre su alcuni poeti italiani ed europei contemporanei. Con questa casa editrice ha pubblicato L'iride nel fango. L'anguilla di Eugenio Montale e curato la traduzione italiana e il commento di Messaggio di Fernando Pessoa e del primo volume di L'altra metà del sogno mi appartiene di Alicia Gallienne. Ha ricevuto il Premio Nazionale per la Traduzione 2023 del Ministero della Cultura.Diventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/il-posto-delle-parole--1487855/support.IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarehttps://ilpostodelleparole.it/

1 Kitap 1 Film Podcast
#S5E01 - Hissetmek: Ne Renktir?

1 Kitap 1 Film Podcast

Play Episode Listen Later Sep 18, 2025 26:30


Biz müsaadenizle geri dönüyoruz! Yaz arasının ardından yeni bir bölümle karşınızdayız ve bu ara bizi sık sık zorlayan bir "şey"e, hissetmeye dair konuşuyoruz - yahut hissedememeye. Fernando Pessoa'nın meşhur sorusu "hissetmek... ne renktir?" ile başlıyoruz ve hislerimize dair hislerimizi didikliyoruz, her zamanki gibi kitaplara ve filmlere başvurarak.Bölümde adı geçen tüm kitap ve filmlerin listesini ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@1kitap1film.us⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ instagram hesabımızda bulabileceğinizi hatırlatalım.Bu bölüme sponsor olarak bizi destekleyen ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠vitruta⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠'ya katkılarından ötürü çok teşekkür ederiz. ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠vitruta.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠'dan yapacağınız alışverişlerde, 1kitap1film kodu ile indirimsiz ürünlerde %15 indirim avantajından faydalanabilirsiniz. ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠vitruta.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠'dan yapacağınız alışverişlerde geçerli olacak 1kitap1film özel avantaj kodunu, ürünü sepete ekledikten sonra çıkan sayfadaki “hediye kartı veya indirim kodu” alanına ödeme işlemi öncesinde tanımlayabilirsiniz.Kapak görseli: Joan Miró, Birds (1938)Geri dönmüş olmak bize çok iyi geldi - umarız siz de bizi özlemişsinizdir!

Good Morning Portugal!
Drink The Legendary Brandy That Portuguese Poet Fernando Pessoa Drank #portugal #pessoa

Good Morning Portugal!

Play Episode Listen Later Sep 2, 2025 1:21 Transcription Available


Full show here - https://youtube.com/live/z1k46-L_JaE?feature=shareBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/the-good-morning-portugal-podcast-with-carl-munson--2903992/support.Let us help you find YOUR home in Portugal...Whether you are looking to BUY, RENT or SCOUT, reach out to Carl Munson and connect with the biggest and best network of professionals that have come together through Good Morning Portugal! over the last five years that have seen Portugal's meteoric rise in popularity.Simply contact Carl by phone/WhatsApp on (00 351) 913 590 303, email carl@carlmunson.com or enter your details

il posto delle parole
Fabrizio Boscaglia "Desmemoriado"

il posto delle parole

Play Episode Listen Later Sep 2, 2025 20:21


Fabrizio Boscaglia"Desmemoriado"Echi dello Smemorato di Collegno nella cultura luso-brasiliana Prefazione di Miguel Real Postfazione di Alessandro PertosaEdizione in lingua portoghese e italianahttps://www.amazon.es/dp/B0FBW3SH2L«La vicenda dello Smemorato - così come emerge da questo studio colto, appassionato e ramificato di Fabrizio Boscaglia, che ne esplora gli echi nella cultura luso-brasiliana - non si limita al campo della cronaca o della patologia, ma si dilata in quello del simbolico, dell'esistenziale, del poetico. L'uomo che nessuno seppe identificare con certezza, l'uomo che forse non fu capace di – o non volle – ricordare se stesso, si offre oggi a noi come specchio paradossale: non tanto perché privo di un'identità, ma perché al contrario e in modo clamoroso ne ha troppe.»  Alessandro Pertosa«A história do Desmemoriado – tal como emerge deste estudo culto, apaixonado e ramificado de Fabrizio Boscaglia, que explora os ecos dela na cultura luso-brasileira – não se limita ao campo da crónica ou da patologia, mas dilata-se no campo do simbólico, do existencial, do poético. O homem que ninguém conseguiu identificar com certeza, o homem que talvez não conseguisse – ou não quisesse – lembrar-se de si próprio, oferece-se-nos hoje como um espelho paradoxal: não tanto porque lhe falte uma identidade, mas porque, pelo contrário e de forma retumbante, tem demasiadas.» Alessandro PertosaChi è l'autore Fabrizio Boscaglia"Mi chiamo Fabrizio Boscaglia e sono nato a Torino nel 1981. Dal 2008 vivo a Lisbona, in Portogallo, dove lavoro come docente universitario, ricercatore, curatore e consulente culturale negli ambiti della Cultura Portoghese, degli Studi Religiosi e del Turismo Letterario. Mi occupo soprattutto di studiare le influenze islamiche nella cultura portoghese, di editare e interpretare parte dell'opera di Fernando Pessoa, e di divulgare aspetti della mistica islamica, anche detta Sufismo. Inoltre, scrivo e traduco poesia e curo il blog Saudade di Collegno."IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarewww.ilpostodelleparole.itDiventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/il-posto-delle-parole--1487855/support.

The History of Literature
717 Einstein and Kafka (with Ken Krimstein) | Dr Johnson Helps a Friend (and Changes the Course of Literary History) | My Last Book with Fernando Pessoa Expert Bartholomew Ryan

The History of Literature

Play Episode Listen Later Jul 17, 2025 56:41


It's an action-packed day at the History of Literature! First, Jacke recounts the story of Dr. Johnson racing to the aid of his friend, the playwright Oliver Goldsmith, whose landlady was threatening him with debtor's prison. Naturally, the great critic and dictionary author Johnson found a very literary way to help. Then Jacke is joined by author Ken Krimstein, whose graphic novel Einstein in Kafkaland: How Albert Fell Down the Rabbit Hole and Came Up with the Universe looks at the critical year that Albert Einstein spent in Kafka's Prague. How did these men - one a scientist, the other an artist - approach the world's biggest questions? And finally, Bartholomew Ryan, a scholar who's devoted his life to Fernando Pessoa, stops by to discuss his choice for the last book he will ever read. Will he choose something by Pessoa? Special Announcement: The History of Literature Podcast Tour is happening in May 2026! Act now to join Jacke and fellow literature fans on an eight-day journey through literary England in partnership with ⁠John Shors Travel⁠. Find out more by emailing jackewilsonauthor@gmail.com or masahiko@johnshorstravel.com, or by contacting us through our website ⁠historyofliterature.com⁠. Or visit the ⁠History of Literature Podcast Tour itinerary⁠ at ⁠John Shors Travel⁠. The music in this episode is by Gabriel Ruiz-Bernal. Learn more at ⁠gabrielruizbernal.com. Help support the show at ⁠patreon.com/literature ⁠or ⁠historyofliterature.com/donate ⁠. The History of Literature Podcast is a member of Lit Hub Radio and the Podglomerate Network. Learn more at ⁠thepodglomerate.com/historyofliterature. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Scicast
História do Teatro (SciCast #650)

Scicast

Play Episode Listen Later Jun 29, 2025 69:21


“A arte existe porque a vida não basta” A frase é do poeta Ferreira Gullar, adaptada de Fernando Pessoa. Mas o que sabemos mesmo é que a humanidade tem esse sentimento desde… “sempre”. Com quaaase certeza podemos dizer que sua origem remonta às nossas origens (enquanto seres humanos primitivos), quando, reunidos e iluminados pelo fogo, gesticulando, realizamos rituais (costumeiro ou cerimoniais) ligados ao cotidiano (nascimento, morte, caça...). O teatro reflete as experiências sociais e os modos de pensar dos seres humanos ao longo do tempo, portanto, vemos diversas maneiras de fazer teatral nos diversos períodos históricos e inúmeros pontos do planeta. Para esse cast, dada a complexidade e variedade do fazer teatral pelo mundo, vamos focar numa visão europeia de teatro. E, ainda mais, vamos restringir nossa conversa ao teatro europeu primitivo, antigo e medieval. (E, olha, podemos afirmar que já é “muito pano pra figurino”!). Mas, em SciCasts futuros podemos trazer outras abordagens sobre a história do Teatro, o que acham? Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://instagram.com/scicastpodcast Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Anderson Couto, Tágila Mendes, Allan Felipe , Fernando Maffia, Willian Spengler Citação ABNT: Scicast #650: História do Teatro. Locução: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Anderson Couto, Tágila Mendes, Allan Felipe , Fernando Maffia, Willian Spengler. [S.l.] Portal Deviante, 29/06/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-650 Imagem de capa: From the German 1891 encyclopedia Joseph Kürschner (editor): “Pierers Konversationslexikon”. Pierers Konversationslexikon. Siebente Auflage. Mit Universal-Sprachen-Lexikon nach Prof. Joseph Kürschners System. Union. (published by) Deutsche Verlagsgesellschaft in Stuttgart, 1891. herausgegeben von (edited by) Joseph Kürschner., Public domain, via Wikimedia Commons Para apoiar o Pirulla, use o Pix abaixo: pirula1408@gmail.com Em nome de Marcos Siqueira (primo do Pirulla) [caption id="attachment_65160" align="aligncenter" width="300"] QR code PIX[/caption] https://www.youtube.com/watch?v=BecoooBM7ME&t=2170s Site: https://www.pirulla.com.br/ Carta colaborativa: ciência pela integridade da informaçãoFormulário para indicação de apoioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcasts do Portal Deviante
História do Teatro (SciCast #650)

Podcasts do Portal Deviante

Play Episode Listen Later Jun 29, 2025 69:21


“A arte existe porque a vida não basta” A frase é do poeta Ferreira Gullar, adaptada de Fernando Pessoa. Mas o que sabemos mesmo é que a humanidade tem esse sentimento desde… “sempre”. Com quaaase certeza podemos dizer que sua origem remonta às nossas origens (enquanto seres humanos primitivos), quando, reunidos e iluminados pelo fogo, gesticulando, realizamos rituais (costumeiro ou cerimoniais) ligados ao cotidiano (nascimento, morte, caça...). O teatro reflete as experiências sociais e os modos de pensar dos seres humanos ao longo do tempo, portanto, vemos diversas maneiras de fazer teatral nos diversos períodos históricos e inúmeros pontos do planeta.  Para esse cast, dada a complexidade e variedade do fazer teatral pelo mundo, vamos focar numa visão europeia de teatro. E, ainda mais, vamos restringir nossa conversa ao teatro europeu primitivo, antigo e medieval. (E, olha, podemos afirmar que já é “muito pano pra figurino”!). Mas, em SciCasts futuros podemos trazer outras abordagens sobre a história do Teatro, o que acham?

La Historia en Ruta
La Historia en Ruta | EXTRA 03 Pessoa

La Historia en Ruta

Play Episode Listen Later Jun 23, 2025 6:34


Literatura, absenta y modernismo con dos de azúcar. En este Extra de LHER, David Botello (@DavidBotello4), Esther Sánchez (@estesan1969), Ainara Ariztoy y la actriz Ruth Núñez se sientan a tomar un café con Fernando Pessoa en A Brasileira, el café más literario de Lisboa. Y te cuentan cómo el poeta más esquivo del siglo XX montó un grupo de WhatsApp consigo mismo, escribió para el cajón y acabó convertido en estatua con silla libre para selfies. Si quieres acompañarlos, ¡súbete a la Historia!

La Historia en Ruta
La Historia en Ruta | EXTRA 03 Pessoa

La Historia en Ruta

Play Episode Listen Later Jun 23, 2025 6:34


Literatura, absenta y modernismo con dos de azúcar. En este Extra de LHER, David Botello (@DavidBotello4), Esther Sánchez (@estesan1969), Ainara Ariztoy y la actriz Ruth Núñez se sientan a tomar un café con Fernando Pessoa en A Brasileira, el café más literario de Lisboa. Y te cuentan cómo el poeta más esquivo del siglo XX montó un grupo de WhatsApp consigo mismo, escribió para el cajón y acabó convertido en estatua con silla libre para selfies. Si quieres acompañarlos, ¡súbete a la Historia!

Kapital
K184. Teodor de Mas. El arte de hacer dinero

Kapital

Play Episode Listen Later Jun 20, 2025 154:19


Este es el último episodio de la temporada. Toca terminar el libro. El podcast de Kapital no regresa hasta otoño pero Kapital Social, la comunidad privada con acceso a los artículos de Substack, sigue activo. Hay también programadas dos nuevas ediciones de El Proyecto K. Utilizando palabras del gran Javier González Recuenco, uno de mis episodios favoritos del presente curso: gracias por tu apoyo a este proyecto con alma.“Ser ahorrador no es ningún objetivo en sí mismo, es una defensa frente a las adversidades de la vida. El ahorro es protección para los días futuros. Empezar a ahorrar es como dejar de fumar. Cuesta ponerse a ello pero después os despertaréis por la mañana y respiraréis mejor, dejaréis de toser y estaréis tranquilos en aviones y cines, lo cual, traducido en ser ahorrador, significará despertaros tranquilamente sabiendo que tenéis el dinero trabajando para vosotros, que tenéis suficiente dinero para todo y que una buena parte de vuestros gastos diarios están sufragados por los rendimientos de vuestros ahorros, por vuestros ingresos pasivos. Se trata de vivir como si hoy fuera el último día de vuestra vida, pero sin olvidar que lo más probable es que no lo sea y la vida continúe sin más. La idea de ahorrar no es otra que considerar el dinero como una herramienta para ser libres e independientes”. Así empieza El arte de hacer dinero de Teodor, un tratado para nunca más temer al dinero.Kapital es posible gracias a sus colaboradores:⁠Indexa Capital⁠. Gestión pasiva en fondos indexados.No es fácil encontrar un lugar seguro para tu dinero. En un mercado lleno de productos tramposos, me gusta colaborar o poner el micro a los pocos gestores, pasivos o activos, con una propuesta honesta. La fortaleza de Indexa Capital, que entraría dentro de la gestión pasiva, es una cartera de bajo coste y diversificada. Dos de sus fundadores, Unai y François, han pasado por el podcast. Si te interesa, aquí tienes mi enlace de registro para ahorrarte la comisión sobre los primeros 15.000 euros. Son tiempos inciertos en los mercados y esto significa que debes buscar opciones serias para tu dinero. Indexa Capital es sin duda una de ellas.Patrocina Kapital. Toda la información en este link.Índice:1:30 ¿Necesito un presupuesto familiar?11:06 Álvaro Conesa nos señala el camino.24:44 Analfabetos financieros en LinkedIn.37:41 Intentar ganar dinero es más divertido que buscar partidas en las que recortar.52:31 Vete unos días de mochilero con la chica que acabas de conocer.56:39 Morir con 8 millones como Ronald Read.1:08:11 Kiyosaki no existe.1:26:02 Que puedas pagarlo no significa que puedas permitírtelo.1:38:12 Alejar los bancos de nuestras vidas.1:48:03 El fondo soberano noruego.2:00:44 Capitalizar a los hijos.2:06:01 Orígenes criptojudíos.2:18:56 Una frase genial (¡una más!) de Taleb: “Eres rico si y solo si el dinero que rechazas es más agradable que el dinero que aceptas”.Apuntes:El arte de hacer dinero. Teodor de Mas.Fer diners. Teodor de Mas.Be better. Tim Denning.School is not enough. Simon Sarris.La vía rápida del millonario. M.J. DeMarco.Padre rico, padre pobre. Robert Kiyosaki.Perfect days. Wim Wenders.Un paseo aleatorio por Wall Street. Burton Malkiel.El cisne negro. Nassim Nicholas Taleb.El banquero anarquista. Fernando Pessoa.Las posibilidades económicas de nuestros nietos. John Maynard Keynes.Morir con cero. Bill Perkins.España, capital París. Germà Bel.

The Nostalgia Test Podcast
151. The Goonies (1985) w/ Meghan P. Nolan

The Nostalgia Test Podcast

Play Episode Listen Later Jun 17, 2025 108:03


Dan, Manny, & Billy invite friend & fan of the pod Meghan P. Nolan to put the 1985 action/adventure comedy The Goonies to the ultimate test—THE NOSTALGIA TEST! “I had this epiphany while I was watching it this time where I was like, ‘Holy shit! Like Goonies are just like a bunch of nerds, they're all just sitting around playing D&D, Mikey is the dungeon master, and this is their quest.” -Meghan P. Nolan Around 2 years ago, Meghan sent us a suggestion to put The Goonies to the ultimate test and because Dan is super lazy it took him this long to get her on the pod. This episode is off the rails from the start filled with classic Nostalgia Test drops and a live Zoom audience of one, (haha! it's a start) Courtney from the Fiction Fixation Podcast who added some hilarious ideas while Billy dealt with his North Carolina internet service. The gang talks about “Goonies” comes from their town name The Goon Docks, what did the parents of these kids do to get all their houses foreclosed on, why was Troy and his flunkies hanging around a wishing well, are the Fratellis really Italian, and who was resetting One Eyed Willie's booby traps in the 1600s. They also analyze all the amazing characters, unpack the stereotypes, plot holes, and put Cindy Lauper's song to a quick Nostalgia Test. Most importantly, they talk about the real heroes of this movie Rosalita and Sloth. This episode is what The Nostalgia Test is all about, laughter, hot takes, and a bunch of hypothetical scenarios for what a Goonies sequel or TV series might look like. This is a must-listen for any fan of 80s classics. Email us (thenostalgiatest@gmail.com) your thoughts, opinions, and questions about this episode or anything else nostalgic on your mind and we'll read it for next time on the pod!   APPROXIMATE RUN OF SHOW: 00:00 Introduction to the Nostalgia Test Podcast 00:45 Welcoming the Hosts and Guest 01:15 Discussing The Goonies and Nostalgia 02:10 The Goonies' Cultural Impact 04:08 Analyzing Characters and Stereotypes 10:07 Plot Holes and Funny Observations 15:47 The Goonies' Opening Scene and PG Rating 26:51 Music and Product Placement in The Goonies 30:41 Kids' Reactions to The Goonies 31:36 Comparing The Goonies to Other 80s Movies 33:35 Modern Movie Music and Final Thoughts 36:06 Revisiting 'The Goonies': Childhood Memories and Cable TV 37:03 Tree Climbing Adventures and Childhood Mischief 38:24 The Goonies' Treasure Hunt Begins 39:03 Decoding the Pirate Map and Family Dynamics 40:27 The Goonies' Quest: Booby Traps and Town Secrets 42:19 Character Dynamics and 80s Stereotypes 50:14 The Fratelli Family: Villains or Victims? 52:21 Sloth: The Unlikely Hero 56:21 The Goonies' Final Adventure: Treasure and Triumph 01:10:35 Nostalgic Jail Cell Memories 01:11:02 The Idiot Mob in Astoria 01:11:42 Chunk's Hilarious Car Encounter 01:12:22 Goonies Theme Park and Escape Room Ideas 01:14:21 Mikey's Iconic Speech 01:16:02 Speculating on the Goonies Sequel 01:22:25 The Goonies' Legacy and Trivia 01:34:56 Final Thoughts and Nostalgia Test   Meghan P. Nolan, MFA, MA, PhD, is an Associate Professor of English and Chair of the Honors program at State University of New York, Rockland. She is a recipient of the SUNY Chancellor's Award for Excellence in Teaching. She is a multi-genre writer, who focuses on(Neo-)Victorian and Modern literature/ crime writing and fragmented perceptions of self-hood through academic works, fiction, non-fiction, and poetry. Her book The Crossroads of Crime Writing: Unseen Structures and Uncertain Spaces was published by Anthem Press (March 2024). She is the author of the poetry collection, Stratification (2008) and her poems have been in many literary journals over the years. Recently, her works have been on public display as a part of the “Writing on the Walls” exhibits at the Hudson Valley Museum of Contemporary Art (HVMOCA) and she regularly performs her poetry and monologues as a part of productions by both Studio Theater in Exile and Tutti Bravi respectively. Her works have appeared in Approaches to Teaching the Works of Fernando Pessoa (2025), Mean Streets (2021), Persona Studies (2021 and 2015), Transnational Crime Fiction: Mobility, Borders, and Detection (2020), Exquisite Corpse: Studio Art-Based Writing in the Academy (2019), The 100 Greatest Detectives (2018), and Thread (2017). For more info visit mpnolan.com.  Order Meghan's book The Crossroads of Crime Writing: Unseen Structures and Uncertain Spaces at Barnes & Nobel & Amazon   Book The Nostalgia Test Podcast Bring The Nostalgia Test Podcast's high energy fun and comedy on your podcast, to host your themed parties & special events!  The Nostalgia Test Podcast will create an unforgettable Nostalgic experience for any occasion because we are the party! We are the most dedicated guests! We bring it 100% of the time! Email us at thenostalgiatest@gmail.com or fill out the form at this link. LET'S GET NOSTALGIC!     Keep up with all things The Nostalgia Test Podcast on Instagram | Substack | Discord | TikTok | Bluesky | YouTube | Facebook   The intro and outro music ('Neon Attack 80s') is by Emanmusic. The Lithology Brewing ad music ("Red, White, Black, & Blue") is by PEG and the Rejected

Brooklyn Zen Center Audio Dharma Podcast
Fernando Pessoa’s Green Fields: Audio Dharma Talk by Ian Kidō Case (04/06/2025)

Brooklyn Zen Center Audio Dharma Podcast

Play Episode Listen Later May 14, 2025 29:32


"Fields are greener in their description than they are in their actual greenness." - Fernando Pessoa "Yes, we want to clarify the stories that are keeping us separate and maybe causing harm for ourselves and others. That doesn't mean that we don't need stories that support community that keep us in touch with ancestors that help us make meaning of the world. I think Pessoa is talking about the power of our descriptive faculty, our imagination to make meaning of greenfield that we experience. So I want to lift up both of those aspects of stories." "I started thinking about what is the power of community at this moment, when there are so many forces that are driving us to isolation and being siloed. I enter into a situation with my own description of "the field" in a community like this where we share an intention, and I can have that description of the field bounce up and open up to your descriptions of the field. Simultaneously in those moments, I am shown how I create my own world and I can feel like the suffering of my own grasping onto my idea of the field. There's also a relief and wonder in the realization that I'm involved intimately involved in the creation and expression of worlds. And then collectively, I can imagine there's a field of possibility that gets plugged into the context of a community like this. That feels really necessary and powerful at this moment." Texts referred to: Fernando Pessoa, The Book of Disquiet. Genjokoan text from Dogen Zenji Recorded at Millerton Zendo in Millerton NY on April 6, 2025. The BZC Podcast is offered free of charge and made possible by the donations we receive. You can donate to Brooklyn Zen Center at brooklynzen.org under ‘Giving.' Thank you for your generosity!

Más de uno
Hola, mayo

Más de uno

Play Episode Listen Later May 3, 2025 4:01


Es mayo. Joder el estrés. La única gran superproducción de BBC para la que tiene tiempo El Criticón de La Cultureta Gran Reserva tengo son todas esas Bodas, Bautizos y Comuniones que afloran por doquier. Siluetas que entran y salen de las iglesias, se tiran arroz, salmos, bendisiones, arrepentimientos, perdones misericordes y propósitos de enmienda. Siente que es el momento perfecto para conectar con su propia espiritualidad. Ha llegado el tiempo autoimpuesto de la introspección. De eso va la pieza de esta semana. Recomendación de la semana 1: ‘Tiempo de reír', canción estupenda de Pedro Guerra ft Andrés Calamaro. Recomendación de la semana 2: ‘El libro del desasosiego' de Fernando Pessoa. 

La Cultureta
Hola, mayo

La Cultureta

Play Episode Listen Later May 3, 2025 4:01


Es mayo. Joder el estrés. La única gran superproducción de BBC para la que tiene tiempo El Criticón de La Cultureta Gran Reserva tengo son todas esas Bodas, Bautizos y Comuniones que afloran por doquier. Siluetas que entran y salen de las iglesias, se tiran arroz, salmos, bendisiones, arrepentimientos, perdones misericordes y propósitos de enmienda. Siente que es el momento perfecto para conectar con su propia espiritualidad. Ha llegado el tiempo autoimpuesto de la introspección. De eso va la pieza de esta semana. Recomendación de la semana 1: ‘Tiempo de reír', canción estupenda de Pedro Guerra ft Andrés Calamaro. Recomendación de la semana 2: ‘El libro del desasosiego' de Fernando Pessoa. 

Hörspiel Pool
"Tape-Recordings eines metaphysischen Ingenieurs". Musikalisches Hörspiel nach Texten von Fernando Pessoa

Hörspiel Pool

Play Episode Listen Later Feb 20, 2025 68:02


Collage · Fernando Pessoa, Portugals bekanntester Schriftsteller und rätselhaftes Genie, hat zu Lebzeiten nur wenige Texte veröffentlicht. In seiner Truhe aber lagerten 24.000 Fragmente. Poetische Miniaturen, die Kai Grehn zu einem Hörspiel verdichtet hat, eingesprochen und musikalisch untermalt von Robert Gwisdek aka Käptn Peng und Shaban. | Von Fernando Pessoa und Kai Grehn | Mit Robert Gwisdek | Aus dem Portugiesischen: Inés Koebel | Konzept und Realisation: Kai Grehn | Komposition: Shaban | Special Guests: Claudia Graue, Käptn Peng | BR/RB 2019 | Podcast-Tipp: "Der Zauberberg" Thomas Manns Jahrhundertroman als 10-teiliges Hörspiel: https://1.ard.de/mann_derzauberberg

The History of Literature
678 Fernando Pessoa (with Bartholomew Ryan) | My Last Book with Robin Waterfield

The History of Literature

Play Episode Listen Later Feb 13, 2025 69:28


Jacke's been trying to come to grips with Portuguese modernist poet Fernando Pessoa ever since Harold Bloom named him one of the 26 most influential writers in the entire Western canon. But it's not easy! As a young man, Pessoa wanted to be, in his words, "plural like the universe," and he carried this out in his poetry: writing verse in the style of more than one hundred fictional alter-egos that he called heteronyms. In this episode, Pessoa expert Bartholomew Ryan, author of Fernando Pessoa: A Critical Life, joins Jacke for a discussion of Pessoa's profound, endlessly innovative ideas. PLUS renowned scholar Robin Waterfield (Aesop's Fables: A New Translation) joins Jacke for a discussion of the last book he will ever read. Additional listening: 643 Aesop and His Fables (with Robin Waterfield) 398 Fernando Pessoa 138 Why Poetry (with Matthew Zapruder) The music in this episode is by Gabriel Ruiz-Bernal. Learn more at gabrielruizbernal.com. Help support the show at patreon.com/literature or historyofliterature.com/donate. The History of Literature Podcast is a member of Lit Hub Radio and the Podglomerate Network. Learn more at thepodglomerate.com/historyofliterature. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Slate Culture
Has The Bear Jumped the Shark?

Slate Culture

Play Episode Listen Later Jul 10, 2024 59:16


On this week's show, June Thomas (co-host of Slate's Working podcast and the author of A Place of Our Own) sits in for Julia Turner. The panel first explores The Bear, now in its third season, and questions whether Christopher Storer's beast has become too self-aware. Then, they discuss Fancy Dance, a profoundly moving film by Native writer-director Erica Tremblay starring Lily Gladstone that's equal parts road movie, crime procedural, and family drama. Finally, the trio dives deep into their personal relationships with app culture, inspired by Mark Hill's essay for Slate, “I'm Tired of Using An App For Everything.”In the exclusive Slate Plus segment, the panel answers a listener question from James: “As you get older, how do you keep yourself open to new interests, experiences, and ideas? To put it negatively, how do you avoid becoming an old crank?”Email us at culturefest@slate.com. Endorsements:June: A particularly moving video that's making the rounds on social media, in which a large crowd of supporters gather at Carmarthen Railway in Wales to send off Plaid's Anne Davies and sing her the Welsh national anthem. Steve: "I Know It's Over" by The Smiths. Dana: Patti Smith reading Fernando Pessoa (or to be more precise, Álvaro de Campos) at the Casa Fernando Pessoa museum in Lisbon. Podcast production by Jared Downing. Production assistance by Kat Hong. HostsDana Stephens, June Thomas, Stephen Metcalf Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

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Culture Gabfest: Has The Bear Jumped the Shark?

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Play Episode Listen Later Jul 10, 2024 63:46


On this week's show, June Thomas (co-host of Slate's Working podcast and the author of A Place of Our Own) sits in for Julia Turner. The panel first explores The Bear, now in its third season, and questions whether Christopher Storer's beast has become too self-aware. Then, they discuss Fancy Dance, a profoundly moving film by Native writer-director Erica Tremblay starring Lily Gladstone that's equal parts road movie, crime procedural, and family drama. Finally, the trio dives deep into their personal relationships with app culture, inspired by Mark Hill's essay for Slate, “I'm Tired of Using An App For Everything.” In the exclusive Slate Plus segment, the panel answers a listener question from James: “As you get older, how do you keep yourself open to new interests, experiences, and ideas? To put it negatively, how do you avoid becoming an old crank?” Email us at culturefest@slate.com.  Endorsements: June: A particularly moving video that's making the rounds on social media, in which a large crowd of supporters gather at Carmarthen Railway in Wales to send off Plaid's Anne Davies and sing her the Welsh national anthem.  Steve: "I Know It's Over" by The Smiths.  Dana: Patti Smith reading Fernando Pessoa (or to be more precise, Álvaro de Campos) at the Casa Fernando Pessoa museum in Lisbon.  Podcast production by Jared Downing. Production assistance by Kat Hong.  Hosts Dana Stephens, June Thomas, Stephen Metcalf Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices