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This is a preview of the latest bonus episode available exclusively for subscribers at Patreon. Every episode is a different song. This is the song today:"Sonho Meu" (Dona Yvone Lara) performed by Maria Bethânea feat. Gal CostaThe song was first recorded by Maria Bethânia in her album "Álibi" released in 1978, featuring Gal Costa, and lyrics written by Dona Ivone Lara, the first woman to join the composers' crew of a samba school in Rio de Janeiro. "Sonho meu", with verses evoking freedom, hope, and nostalgia from better times, became a sort of political anthem for the return of political exiles during the Brazilian dictatorship. The song was a huge success, catapulting the album to sell more than 500,000 copies, making Bethânea the first female singer to reach this milestone in Brazil. It also opened doors for Dona Ivone Lara to finally retire from her career as a nurse and social worker, when she eventually released her debut solo album, also in 1978. Check the translation to "Sonho Meu" provided by Steve Smith from The Anvil blog, also known as Translationsmith.
No primeiro episódio do ano, o MIDCast Política faz uma grande revisão dos principais acontecimentos dos meses de janeiro e fevereiro de 2026, durante o nosso período de férias. Agora, sim, o ano finalmente começou! APOIE financeiramente a continuidade do MIDCast: ------------------ - Apoia.se : https://apoia.se/midcast - Chave PIX : podcastmid@gmail.com ------------------ # COMPRE produtos na lojinha do MIDCast: colab55.com/@midcast # CANAL do MIDCast Política no WhatsApp: bit.ly/midcast-zap # GRUPO dos ouvintes no Telegram: bit.ly/midcastgrupo # LISTA de paródias do MIDCast: bit.ly/parodiasmidcast PARTICIPANTES: ------------------ Anna Raissa - https://bsky.app/profile/annarraissa.bsky.social Diego Squinello - https://bsky.app/profile/diegosquinello.bsky.social Rodrigo Hipólito - https://bsky.app/profile/rodrigohipolito.bsky.social Thais Kisuki - https://bsky.app/profile/thaiskisuki.bsky.social Victor Sousa - https://bsky.app/profile/vgsousa.bsky.social COMENTADO NO EPISÓDIO ------------------ Vitória de José Antonio Kast no Chile Captura, vulgo sequestro, de Nicolás Maduro pelos EUA Lula veta integralmente o PL da Dosimetria O Agente Secreto vence Globo de Ouro Cunhado de Vorcaro está por trás de fundo que comprou participação da família Toffoli em resort Trump ameaça tarifaço contra países que forem contra a tomada da Groenlândia Raio atinge manifestação bolsonarista Tribunal de Justiça suspende lei que proíbe cotas raciais nas universidades de SC Caetano Veloso e Maria Bethânia ganham Grammy Cármen Lúcia relatora do Código de Conduta do STF PF prende ex-presidente do Rioprevidência Moraes e Toffoli reagem ao Código de Conduta Flávio Dino suspende “penduricalhos” Portugal rejeita a extrema-direita Motta encaminha PEC que acaba com a escala 6x1 para a CCJ Governo e MPF dizem que X não comprovou que agiu contra imagens eróticas do Grok Aparelhos de Vorcaro citam Toffoli, e PF leva material a Fachin PF faz buscas para apurar vazamento de dados da Receita de ministros do STF e parentes
Den nyeste fortolkning af klassikeren ‘Wuthering Heights’ kandiderer allerede til at blive årets mest omdiskuterede film. For mens både anmeldere og dedikerede Brontë-fans trækker filmen gennem mudderet, er der også mange, som overgiver sig til filmens svulstighed - og ikke mindst Jacob Elordi-faktoren. Den originale roman blev udgivet i 1847 af Emily Brontë, som døde året efter dens udgivelse. Hun efterlod sig ingen interviews, ingen litterære saloner og ingen PR-strategi. På den måde er hun litteraturhistoriens ultimative anti-brand. Helt omvendt forholder det sig med Emerald Fennell, instruktøren bag den biografaktuelle udgave af ‘Wuthering Heights’. For når Fennell bevæger sig ind i Brontës univers, er det næsten som at se en meget selvsikker gæst gå ind i et hjemsøgt hus og sige: “Jeg har lavet en moodboard. I denne uge taler vi om både romanen og filmen og diskuterer, hvad der sker, når en mytisk og tavs forfatter møder en instruktør med en tydelig, pompøs signatur. Og så spørger vi, om det overhovedet er nødvendigt at skulle vælge side mellem de to. PANEL Cecilie Lind, forfatter. Anbefaling: Se filmen ‘Ordet’ fra 1955. Bodil Skovgaard Nielsen, kulturskribent på Dagbladet Information. Anbefaling: Lyt til nummeret ‘Reconvexo’ af Maria Bethânia. Emma Rosenzweig, kunstner og forfatter. Anbefaling: Se filmen ’The Gold Diggers’ fra 1983. Vært: Lucia Odoom. Anbefaling: Læs ‘Glasessayet’ af Anne Carson og ’Til Havs’ af Dörte Hansen. REDAKTION Lucia Odoom og Jonas Bach-Madsen. See omnystudio.com/listener for privacy information.
"Ganhamos?" O momento em que Caetano Veloso e Maria Bethânia celebram Grammyf43fd31c-ef00-
Confira no Morning Show desta segunda-feira (02): Na volta dos trabalhos do Congresso, o repórter Igor Damasceno entrevista o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que reuniu 199 assinaturas para instaurar a CPI do Banco Master. Rollemberg classifica o caso como o "maior escândalo financeiro da história do Brasil". A segurança pública assumiu o topo das preocupações no Brasil. Segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (02) pelo Instituto Paraná Pesquisas, 22,2% da população avalia a violência como o maior problema do país. A saúde pública aparece em segundo lugar (20,1%), seguida pela inflação e preço dos produtos (15,9%). Uma missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida virou assunto nas redes sociais após uma declaração polêmica. Durante a celebração, o padre Ferdinando Mancilio criticou abertamente a caminhada até Brasília promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira. O vídeo do sermão viralizou rapidamente, dividindo opiniões sobre o posicionamento político dentro da igreja e a atitude do parlamentar. O modelo cívico-militar passou a vigorar nesta segunda-feira (02) em 100 escolas estaduais de São Paulo. A Secretaria da Educação confirmou que os monitores militares atuarão focados em disciplina, segurança e acolhimento, sem interferir no conteúdo pedagógico do Currículo Paulista. O Brasil marcou presença na maior premiação da música mundial. Caetano Veloso e Maria Bethânia conquistaram o Grammy 2026 na categoria de Melhor Álbum de Música Global com o disco "Caetano e Bethânia Ao Vivo". Mas a noite não foi só de festa: a cerimônia foi coroada por polêmicas políticas. Vencedores como Bad Bunny e Billie Eilish, além do apresentador Trevor Noah, usaram o palco para alfinetar o presidente Donald Trump e seu governo. O Morning Show recebe a psicóloga especialista em carreiras, Andréa Krug, para entender o aumento alarmante nos afastamentos do trabalho causados por transtornos mentais. Segundo a especialista, essa busca por autonomia está tornando as contratações formais cada vez mais difíceis. Confira! Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Hoje, ‘No Pé do Ouvido', com Caio Mello, você escuta essas e outras notícias: Orientações passadas por escrito indicam que o ministro buscava elementos que sustentassem a tese de que o BC agiu precipitadamente ao liquidar o banco. O gabinete de Toffoli nega irregularidade. Israel reabre ligação entre o Egito e Faixa de Gaza, mas proíbe atuação dos Médicos Sem Fronteiras no território palestino. Corinthians vence do Flamengo por 2 a 0 e é bicampeão da Supercopa do Brasil. Caetano Veloso e Maria Bethânia ganham o Grammy na categoria Música Global. E a Indonésia libera Grok após X prometer medidas para evitar geração de imagens falsas de nudez por IA.See omnystudio.com/listener for privacy information.
On this week's episode of Afrobeats Weekly, Tunde and his co-host, Showontstop make some predictions for the 2026 Grammy Awards. They review songs from New Music Friday. OUTLINE00:00 - Introduction02:14 - Catch up09:07 - Grammy PredictionsBest African Music Performance"Love" – Burna Boy"With You" – Davido ft. Omah Lay"Gimme Dat" – Ayra Starr ft. Wizkid"Push 2 Start" – Tyla (South Africa)"Hope & Love" – Eddy Kenzo & Mehran Matin (Uganda)Best Global Music AlbumSounds Of Kumbha — Siddhant BhatiaNo Sign of Weakness — Burna BoyÉclairer le monde – Light the World — Youssou N'DourMind Explosion (50th Anniversary Tour Live) — ShaktiChapter III: We Return to Light — Anoushka Shankar featuring Alam Khan & Sarathy KorwarCaetano e Bethânia Ao Vivo — Caetano Veloso and Maria Bethânia15:40 - New SongsAngels by Lekka Beats, Omah LA, OdumoduBadmington by CkayBirthday by Fredro, Burna, Steel BanglezSuper by Cupid SZNWhat You Need (Colors) by TemsNobody by Reekado Banks and LibiancaOyakilomhe by PrettyBoy DOSecond Hand by Don Toliver and RemaIt's all Ovah by Kemuel39:00 - The charts
Falar sobre manifestações artísticas e culturais e como muitas se formam a partir da realidade brasileira não é fácil. Seja na música, na escrita, na poesia ou em suas variáveis formas de expressão, a beleza da cultura e das tradições brasileiras são únicas. Apresentar essas diversidades é um dom, e por falarem dom, hoje no isso também é ciência, vamos falar da cantora e compositora Maria Bethânia, uma das responsáveis por retratar o cotidiano e a formação brasileira.Ficha TécnicaProdução: Isabela Vilela e Mileyde GomesEdição de Texto: Isabela VilelaEdição de áudio e sonoplastia: Aurélio Bernardi
La cantant gironina acaba de publicar amb el segell Greta Canyon "Back and forth", un disc carregat de sensibilitat i bellesa. La producci
Sarah Oliveira apresenta a segunda parte do especial sobre Maria Bethânia no ‘Minha Canção’. Para celebrar os 60 anos de carreira da abelha-rainha, serão dois episódios dedicados às músicas que fazem parte da memória coletiva do nosso país. O especial também conta com trechos da entrevista exclusiva que Bethânia concedeu à Sarah no lançamento do seu canal no YouTube (aliás, sigam a Bethânia por lá!).See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sarah Oliveira prepara um especial sobre Maria Bethânia no ‘Minha Canção’. Para celebrar os 60 anos de carreira da abelha-rainha, serão dois episódios dedicados às músicas que fazem parte da memória coletiva do nosso país. O especial também conta com trechos da entrevista exclusiva que Bethânia concedeu à Sarah no lançamento do seu canal no YouTube (aliás, sigam a Bethânia por lá!).See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: cidade do Paraná é devastada por tornado e 6 pessoas morrem. Comando Vermelho domina 76% dos municípios do Rio. Dinamarca impõe idade mínima de 15 anos para uso de redes sociais. AC/DC anuncia 2 shows extras em turnê no Brasil. Caetano Veloso e Maria Bethânia são indicados ao Grammy 2026. E redação do Enem aborda envelhecimento no Brasil. Para saber mais sobre as iniciativas do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), apresentadas na editoria Energia da Evolução, visite alemdasuperficie.orgSee omnystudio.com/listener for privacy information.
On this week's episode of Afrobeats Weekly, Tunde and his co-host, Showontstop, review Show Dem Camp's AFRIKA MAGIK album and 255's Triniy Album, as well as all the major songs that dropped on New Music Friday.OUTLINE 00:00 - Introduction08:20 - Burna Boy, Davido, Wizkid, Ayra Starr, and Omah Lay are all up for Grammy NominationsBest African Music Performance Grammy Nominees“Love” — Burna Boy“With You” — Davido featuring Omah Lay“Hope & Love” — Eddy Kenzo & Mehran Matin“Gimme Dat” — Ayra Starr featuring Wizkid“Push 2 Start” — TylaBest Global Music Album Grammy NomineesSounds Of Kumbha — Siddhant BhatiaNo Sign of Weakness — Burna BoyÉclairer le monde – Light the World — Youssou N'DourMind Explosion (50th Anniversary Tour Live) — ShaktiChapter III: We Return to Light — Anoushka Shankar featuring Alam Khan & Sarathy KorwarCaetano e Bethânia Ao Vivo — Caetano Veloso and Maria Bethânia13:00 - New AlbumAFRIKA MAGIK by SDCTrinity by 25528:00 - New SongsBelinda by L.A.X and OlamideB.O.M.B by AQEnjoyment by Pocolee, Mavo, and Diamond BoyBounce by FalzStill Young by Joshua BarakaAPPLE MUSIC PLAYLIST LINK HERESPOTIFY PLAYLIST LINK HERE 42:20 - The Chart45:25 - Sign out
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Na véspera da COP30, Lula propõe plano global e fundo para florestas. Ex-deputado Paulo Frateschi é morto a facadas pelo filho em SP. . PF abre inquérito e ex-ministros cobram ação direta de Lula no Rio de Janeiro. Tinder testa recurso de IA que analisa fotos do celular para sugerir matches. Primeiro trailer da cinebiografia Michael Jackson é divulgado. E Gilberto Gil e Maria Bethânia anunciam mais shows de suas turnês.See omnystudio.com/listener for privacy information.
La gran musa de la m
La banda de Brett Anderson ja porta cinc discos publicats des que va tornar, els mateixos que havia publicat en la seva primera etapa. "Antidepressants" suposa un retorn als or
Boa terça, angulers! #300 episódios de Angu de Grilo no ar! E em semana histórica na República. Abrimos o #300 comentando a primeira semana do julgamento no STF de Jair Bolsonaro e o núcleo crucial da trama golpista. No segundo bloco, a articulação pelo projeto de lei da anistia e as manifestações bolsonaristas do 7 de setembro. Por fim, a emoção de Flávia ao relatar o show de Maria Bethânia, em sua turnê comemorativa de 60 anos de carreira. É de uma beleza! Sirva-se! Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorneCortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza
durée : 00:59:25 - Petits rêves - par : Nathalie Piolé -
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Ismael Silva, Almirante e Velha Guarda da Portela, Pelado da Mangueira, Aracy de Almeida, Zeca Pagodinho, Elis Regina, Chico Buarque, Alcione, Gilberto Gil, Nara Leâo, Tom Jobim e Dorival Caymmi, Joâo Nogueira, Beth Carvalho, Ney Matogrosso y Maria Bethânia & Gal Costa.Escuchar audio
La journaliste Véronique Mortaigne publie Brésils, Éloge de la déraison, une traversée ébouriffante d'un pays et d'un peuple, habile à s'extraire du chaos. (Rediffusion) « Qu'est-ce que le Brésil ? ». Une amie me répond, sans hésitation : « La plage ». Elle n'a pas tort. Jamais ennuyeuse, la plage au Brésil est un lieu unique. Neuf mille deux cents kilomètres de rivages, du sable blanc, ocre, doré, des baies, des îles, des caps, des lagunes, des estuaires, des falaises, des mangroves, de la boue, des récifs, des piscines naturelles. Le Brésil a été béni des dieux. De plein de dieux, noirs, blonds, catholiques, le tout fusionné avec les orishas, les divinités vaudoues, et agrémenté de la cosmologie indigène. La multitude de saints, d'anges, d'entités cosmiques, nourrit un mysticisme ardent. Mais qu'est-ce qu'être Brésilien ? Un mélange de charme, de sensualité, de pouvoir d'attraction, de capacité à créer des situations bordéliques et enchantées. Cerner le caractère profond de ce peuple expérimental en perpétuel mouvement n'est pas une mince affaire. Antônio Carlos Jobim eut un jour cette formule : « Le Brésil n'est pas un pays pour débutants. Amateurs s'abstenir ». Dans ce récit guidé par le hasard, la quête du mystère, du secret et de la magie, Véronique Mortaigne nous invite à découvrir les expériences les plus folles et les plus improbables qu'elle a vécues (Joao Gilberto…), en profondeur, rencontrer un peuple habile à s'extraire du chaos. Plus qu'une déclaration d'amour, cette traversée ébouriffante à travers un Brésil multiple est un éloge de la déraison dans un monde qui étouffe. Véronique Mortaigne est journaliste, longtemps critique musicale au Monde, elle est l'auteure de plusieurs ouvrages (sur Césaria Evora, Manu Chao, Johnny Hallyday, Bernard Lavilliers, Anne Sylvestre) avec une passion particulière pour le Brésil où elle fut professeure de français à Recife (Nordeste brésilien). Playlist de Véronique Mortaigne - Maria Bethânia Ultimo Desejo, extrait de Maria Bethânia Canta Noël Rosa e outras raridades 1965 - Caetano Veloso Falso Leblon, extrait deZii e Zie 2009 - Luiz Gonzaga Vem Morena, extrait de Gonzagão olha pro céu 1949 - Beth Carvalho Vou festeja, extrait deFirme e forte no pagode 1978. X - Instagram (vmobr23) Équateurs. Pour aller plus loin, quelques liens : - Véronique Mortaigne dans Le Monde - Entretien avec le photographe Pierre Verger en 1992.
La journaliste Véronique Mortaigne publie Brésils, Éloge de la déraison, une traversée ébouriffante d'un pays et d'un peuple, habile à s'extraire du chaos. (Rediffusion) « Qu'est-ce que le Brésil ? ». Une amie me répond, sans hésitation : « La plage ». Elle n'a pas tort. Jamais ennuyeuse, la plage au Brésil est un lieu unique. Neuf mille deux cents kilomètres de rivages, du sable blanc, ocre, doré, des baies, des îles, des caps, des lagunes, des estuaires, des falaises, des mangroves, de la boue, des récifs, des piscines naturelles. Le Brésil a été béni des dieux. De plein de dieux, noirs, blonds, catholiques, le tout fusionné avec les orishas, les divinités vaudoues, et agrémenté de la cosmologie indigène. La multitude de saints, d'anges, d'entités cosmiques, nourrit un mysticisme ardent. Mais qu'est-ce qu'être Brésilien ? Un mélange de charme, de sensualité, de pouvoir d'attraction, de capacité à créer des situations bordéliques et enchantées. Cerner le caractère profond de ce peuple expérimental en perpétuel mouvement n'est pas une mince affaire. Antônio Carlos Jobim eut un jour cette formule : « Le Brésil n'est pas un pays pour débutants. Amateurs s'abstenir ». Dans ce récit guidé par le hasard, la quête du mystère, du secret et de la magie, Véronique Mortaigne nous invite à découvrir les expériences les plus folles et les plus improbables qu'elle a vécues (Joao Gilberto…), en profondeur, rencontrer un peuple habile à s'extraire du chaos. Plus qu'une déclaration d'amour, cette traversée ébouriffante à travers un Brésil multiple est un éloge de la déraison dans un monde qui étouffe. Véronique Mortaigne est journaliste, longtemps critique musicale au Monde, elle est l'auteure de plusieurs ouvrages (sur Césaria Evora, Manu Chao, Johnny Hallyday, Bernard Lavilliers, Anne Sylvestre) avec une passion particulière pour le Brésil où elle fut professeure de français à Recife (Nordeste brésilien). Playlist de Véronique Mortaigne - Maria Bethânia Ultimo Desejo, extrait de Maria Bethânia Canta Noël Rosa e outras raridades 1965 - Caetano Veloso Falso Leblon, extrait deZii e Zie 2009 - Luiz Gonzaga Vem Morena, extrait de Gonzagão olha pro céu 1949 - Beth Carvalho Vou festeja, extrait deFirme e forte no pagode 1978. X - Instagram (vmobr23) Équateurs. Pour aller plus loin, quelques liens : - Véronique Mortaigne dans Le Monde - Entretien avec le photographe Pierre Verger en 1992.
Canto de Ossanha — Toquinho — Os Primeiros AnosEste Seu Olhar / Cor3covado / Se Todos Fossem Iguais Á Você - Ao Vivo No Rio De Janeiro / 2001 — Toquinho — Um Barzinho Um Violão Sem Limite (Ao Vivo)Insensatez — Toquinho, Vinícius de Moraes — O Melhor da ParceriaTomara — Toquinho, Vinícius de Moraes, María Creuza La Fusa — (Disco no especificado)Tristeza — Toquinho, Vinícius de Moraes — O Poeta e o ViolãoLa voglia la pazzia — Ornella Vanoni, Toquinho, Vinícius de Moraes — La voglia la pazzia l'incoscienza l'allegriaAquarela — Toquinho — AquarelaTarde en Itapoã - Live — Vinícius de Moraes, María Bethânia, Toquinho — Vinicius de3 Moraes en Argentina (Edición 50 Aniversario)A Sombra de um Jatobá — Toquinho — A Sombra de um JatobáAo Que Vai Chegar — Toquinho — Toquinho Sem LimiteTestamento — Toquinho, Vinícius de Moraes — O Melhor da ParceriaA Tonga da Mironga Do Kabuletê — Vinícius de Moraes, Maria Bethânia, Toquinho — La Fusa (Mar del Plata)Samba De Orly (Samba De Fiumicino) — Toquinho, Chico Buarque — 10 Anos De Toquinho ViniciusSignorina — Toquinho — AcquarelloAquarela — Toquinho, Carlinhos Brown — Novas Cores Eternas CançõesA Bençao Bahia — Toquinho, Vinícius de Moraes Sua Bençao, Saravá — *(Disco no especificado)*Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Joâo Nogueira e Coro SACI, Gal Costa, Caetano Veloso, Elis Regina, Joâo Bosco, Guinga, Chico Buarque, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Márcio Faraco, Orquestra de Cordas Brasileiras, Doris Monteiro, Paulo Sérgio Santos, Vander Lee y Paulinho da Viola.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Bahiano, Paulo Moura, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Os Demônios da Garoa, Maria Bethânia, Anjos do Inferno, Cyro Monteiro, Ismael Silva, Linda Batista, Silvio Caldas, Dorival Caymmi, Mário Reis y Ataulfo Alves.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Alceu Valença, Maria Bethânia, Toquinho, Sandra de Sá & Tim Maia, Roupa Nova, Caubi Peixoto, Gal Costa, Paulo Flores, Uniâo Mundo, Dimba Diangola, Velha Guarda da Portela, Paulinho da Viola y Bahiano.Escuchar audio
La journaliste Véronique Mortaigne publie « Brésils, Éloge de la déraison », une traversée ébouriffante d'un pays et d'un peuple, habile à s'extraire du chaos. (Rediffusion) « Qu'est-ce que le Brésil ? ». Une amie me répond, sans hésitation : « La plage ». Elle n'a pas tort. Jamais ennuyeuse, la plage au Brésil est un lieu unique. Neuf mille deux cents kilomètres de rivages, du sable blanc, ocre, doré, des baies, des îles, des caps, des lagunes, des estuaires, des falaises, des mangroves, de la boue, des récifs, des piscines naturelles. Le Brésil a été béni des dieux. De plein de dieux, noirs, blonds, catholiques, le tout fusionné avec les orishas, les divinités vaudoues, et agrémenté de la cosmologie indigène. La multitude de saints, d'anges, d'entités cosmiques, nourrit un mysticisme ardent.« Mais qu'est-ce qu'être Brésilien ? Un mélange de charme, de sensualité, de pouvoir d'attraction, de capacité à créer des situations bordéliques et enchantées. Cerner le caractère profond de ce peuple expérimental en perpétuel mouvement n'est pas une mince affaire. Antônio Carlos Jobim eut un jour cette formule : « Le Brésil n'est pas un pays pour débutants. Amateurs s'abstenir. »Dans ce récit guidé par le hasard, la quête du mystère, du secret et de la magie, Véronique Mortaigne nous invite à découvrir les expériences les plus folles et les plus improbables qu'elle a vécues (Joao Gilberto…), en profondeur, rencontrer un peuple habile à s'extraire du chaos. Plus qu'une déclaration d'amour, cette traversée ébouriffante à travers un Brésil multiple est un éloge de la déraison dans un monde qui étouffe.Véronique Mortaigne est journaliste, longtemps critique musicale au Monde, elle est l'auteure de plusieurs ouvrages (sur Césaria Evora, Manu Chao, Johnny Hallyday, Bernard Lavilliers, Anne Sylvestre) avec une passion particulière pour le Brésil où elle fut professeure de français à Récife (Nordeste brésilien).Playlist de Véronique Mortaigne- Maria Bethânia Ultimo Desejo, extrait de Maria Bethânia Canta Noël Rosa e outras raridades 1965- Caetano Veloso Falso Leblon, extrait deZii e Zie 2009- Luiz Gonzaga Vem Morena, extrait de Gonzagão olha pro céu 1949- Beth Carvalho Vou festeja, extrait deFirme e forte no pagode 1978.X - Instagram (vmobr23) Équateurs. Pour aller plus loin, quelques liens :- Véronique Mortaigne dans Le Monde - Entretien avec le photographe Pierre Verger en 1992.
La journaliste Véronique Mortaigne publie « Brésils, Éloge de la déraison », une traversée ébouriffante d'un pays et d'un peuple, habile à s'extraire du chaos. (Rediffusion) « Qu'est-ce que le Brésil ? ». Une amie me répond, sans hésitation : « La plage ». Elle n'a pas tort. Jamais ennuyeuse, la plage au Brésil est un lieu unique. Neuf mille deux cents kilomètres de rivages, du sable blanc, ocre, doré, des baies, des îles, des caps, des lagunes, des estuaires, des falaises, des mangroves, de la boue, des récifs, des piscines naturelles. Le Brésil a été béni des dieux. De plein de dieux, noirs, blonds, catholiques, le tout fusionné avec les orishas, les divinités vaudoues, et agrémenté de la cosmologie indigène. La multitude de saints, d'anges, d'entités cosmiques, nourrit un mysticisme ardent.« Mais qu'est-ce qu'être Brésilien ? Un mélange de charme, de sensualité, de pouvoir d'attraction, de capacité à créer des situations bordéliques et enchantées. Cerner le caractère profond de ce peuple expérimental en perpétuel mouvement n'est pas une mince affaire. Antônio Carlos Jobim eut un jour cette formule : « Le Brésil n'est pas un pays pour débutants. Amateurs s'abstenir. »Dans ce récit guidé par le hasard, la quête du mystère, du secret et de la magie, Véronique Mortaigne nous invite à découvrir les expériences les plus folles et les plus improbables qu'elle a vécues (Joao Gilberto…), en profondeur, rencontrer un peuple habile à s'extraire du chaos. Plus qu'une déclaration d'amour, cette traversée ébouriffante à travers un Brésil multiple est un éloge de la déraison dans un monde qui étouffe.Véronique Mortaigne est journaliste, longtemps critique musicale au Monde, elle est l'auteure de plusieurs ouvrages (sur Césaria Evora, Manu Chao, Johnny Hallyday, Bernard Lavilliers, Anne Sylvestre) avec une passion particulière pour le Brésil où elle fut professeure de français à Récife (Nordeste brésilien).Playlist de Véronique Mortaigne- Maria Bethânia Ultimo Desejo, extrait de Maria Bethânia Canta Noël Rosa e outras raridades 1965- Caetano Veloso Falso Leblon, extrait deZii e Zie 2009- Luiz Gonzaga Vem Morena, extrait de Gonzagão olha pro céu 1949- Beth Carvalho Vou festeja, extrait deFirme e forte no pagode 1978.X - Instagram (vmobr23) Équateurs. Pour aller plus loin, quelques liens :- Véronique Mortaigne dans Le Monde - Entretien avec le photographe Pierre Verger en 1992.
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Joâo da Bahiana, Mário Reis, Aracy Cortes, Patrício Texeira, Almirante con Bando de Tangarás, Noel Rosa, Francisco Alves & Mário Reis, Ismael Silva, Lamartine Babo & Mário Reis, Os Cinco Crioulos, Lúcio Alves, Sílvio Caldas, Carmen Miranda, Carlos Cachaça y Maria Bethânia.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Paulinho da Viola, Alcione, Bezerra da Silva, Dudu Nobre, Cyro Monteiro, Linda Batista, Dorival Caymmi, Carlos Galhardo, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Joâo Bosco, Grupo Raça, Joâo Nogueira, Maria Bethânia, Zeca Pagodinho y Bahiano.Escuchar audio
Dica de Damares leva PF a carros de luxo do “Careca do INSS”. Michelle Bolsonaro manda PL demitir Fábio Wajngarten. Deputados italianos aprovam lei que restringe cidadania a estrangeiros e afeta brasileiros. Inglaterra amplia pressão sobre Israel e aplica sanções. Caetano Veloso e Maria Bethânia lançam álbum ao vivo com registro de turnê. Tinder lança canal exclusivo no Brasil para acolher mulheres vítimas de violência. E Festival The Town começa a pré-venda de ingressos para edição 2025. Essas e outras notícias, você escuta No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Martinho da Vila, Nelson Cavaquinho, Maria Creuza, Joâo Bosco, Mestre Marçal, Joâo Nogueira, Maria Bethânia, Carmen Miranda, Mário Reis, Orlando Silva, Isaura Garcia, Jacob do Bandolim, Linda Batista, Nelson Gonçalves, Os Originais do Samba y Martinho da Vila.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Viola de Doze, Beth Carvalho, Chocolate da Bahia, Maria Bethânia & Gal Costa, Barravento, Paulinho Nogueira, Rosinha de Valença, Manfredo Fest Trio, Luiz Chaves e seu Conjunto, Tenório Jr. e seu Conjunto, Walter Wanderley e Conjunto de Ritmos, Oscar Castro Neves y Toquinho.Escuchar audio
Torna la banda liderada pel bateria Anton Jarl i amb la veu imponent de Jonathan Herrero. "Plays for the brokenhearted"
A atriz e apresentadora fala sobre família, religião, casamento e conta pra qual de seus tantos amigos ligaria de uma ilha deserta Regina Casé bem que tentou não comemorar seu aniversário de 71 anos, celebrado no dia 25 de fevereiro. Mas o que seria um açaí com pôr do sol na varanda do Hotel Arpoador se transformou em um samba que só terminou às 11 horas da noite em respeito à lei do silêncio. "Eu não ia fazer nada, nada, nada mesmo. Mas é meio impossível, porque todo mundo fala: vou passar aí, vou te dar um beijo", contou em um papo com Paulo Lima. A atriz e apresentadora tem esse talento extraordinário pra reunir as pessoas mais interessantes à sua volta. E isso vale para seu círculo de amigos, que inclui personalidades ilustres como Caetano Veloso e Fernanda Torres, e também para os projetos que inventa na televisão, no teatro e no cinema. Inventar tanta coisa nova é uma vocação que ela herdou do pai e do avô, pioneiros no rádio e na televisão, mas também uma necessidade. “Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje me atrapalha. Mas, ao mesmo tempo, eu tive que ser tão autoral. Eu não ia ser a mocinha na novela, então inventei um mundo para mim. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto”, afirma. No teatro, ao lado de artistas como o diretor Hamilton Vaz Pereira e os atores Luiz Fernando Guimarães e Patrícia Travassos, ela inventou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que revolucionou a cena carioca nos anos 1970. Na televisão, fez programas como TV Pirata, Programa Legal e Brasil Legal. "Aquilo tudo não existia, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali”, conta. LEIA TAMBÉM: Em 1999, Regina Casé estampou as Páginas Negras da Trip De volta aos cinemas brasileiros no fim de março com Dona Lurdes: O Filme, produção inspirada em sua personagem na novela Amor de Mãe (2019), Regina bateu um papo com Paulo Lima no Trip FM. Na conversa, ela fala do orgulho de ter vindo de uma família que, com poucos recursos e sem faculdade, foi pioneira em profissões que ainda nem tinham nome, do título de “brega” que recebeu quando sua originalidade ainda não era compreendida pelas colunas sociais, de sua relação com a religião, da dificuldade de ficar sozinha – afinal, “a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito” –, do casamento de 28 anos com o cineasta Estêvão Ciavatta, das intempéries e milagres que experimentou e de tudo o que leva consigo. “Eu acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do Eu Tu Eles, que ficou com os três maridos”, afirma. “A vida vai passando e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins”. Uma das figuras mais admiradas e admiráveis do país, ela ainda revela para quem ligaria de uma ilha deserta e mostra o presente de aniversário que ganhou da amiga Fernanda Montenegro. Você pode conferir esse papo a seguir ou ouvir no Spotify do Trip FM. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d446165a3ce/header-regina-interna.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Trip. Além de atriz, você é apresentadora, humorista, escritora, pensadora, criadora, diretora… Acho que tem a ver com uma certa modernidade que você carrega, essa coisa de transitar por 57 planetas diferentes. Como é que você se apresentaria se tivesse que preencher aquelas fichas antigas de hotel? Regina Casé. Até hoje ponho atriz em qualquer coisa que tenho que preencher, porque acho a palavra bonita. E é como eu, vamos dizer, vim ao mundo. As outras coisas todas vieram depois. Mesmo quando eu estava há muito tempo sem atuar, eu era primeiramente uma atriz. E até hoje me sinto uma atriz que apresenta programas, uma atriz que dirige, uma atriz que escreve, mas uma atriz. Você falou numa entrevista que, se for ver, você continua fazendo o mesmo trabalho. De alguma maneira, o programa Brasil Legal, a Val de "Que Horas Ela Volta", o grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone" ou agora esse programa humorístico tem a mesma essência, um eixo que une tudo isso. Encontrei entrevistas e vídeos maravilhosos seus, um lá no Asdrúbal, todo mundo com cara de quem acabou de sair da praia, falando umas coisas muito descontraídas e até mais, digamos assim, sóbrias. E tem um Roda Viva seu incrível, de 1998. Eu morro de pena, porque também o teatro que a gente fazia, a linguagem que a gente usava no Asdrúbal, era tão nova que não conseguiu ser decodificada naquela época. Porque deveria estar sendo propagada pela internet, só que não havia internet. A gente não tem registros, não filmava, só fotografava. Comprava filme, máquina, pagava pro irmão do amigo fazer aquilo no quarto de serviço da casa dele, pequenininho, com uma luz vermelha. Só que ele não tinha grana, então comprava pouco fixador, pouco revelador, e dali a meses aquilo estava apagado. Então, os documentos que a gente tem no Asdrúbal são péssimos. Fico vendo as pouquíssimas coisas guardadas e que foram para o YouTube, como essa entrevista do Roda Viva. Acho que não passa quatro dias sem que alguém me mande um corte. "Ah, você viu isso? Adorei!". Ontem o DJ Zé Pedro me mandou um TED que eu fiz, talvez o primeiro. E eu pensei: "Puxa, eu falei isso, que ótimo, concordo com tudo". Quanta coisa já mudou no Brasil, isso é anterior a tudo, dois mil e pouquinho. E eu fiquei encantada com o Roda Viva, eu era tão novinha. Acho que não mudei nada. Quando penso em mim com cinco anos de idade, andando com a minha avó na rua, a maneira como eu olhava as pessoas, como eu olhava o mundo, é muito semelhante, se não igual, a hoje em dia. [VIDEO=https://www.youtube.com/embed/rLoqGPGmVdo; CREDITS=; LEGEND=Em 1998, aos 34 anos, Regina Casé foi entrevistada pelo programa Roda Viva, da TV Cultura; IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b0ede6d3/1057x749x960x540x52x40/screen-shot-2025-03-14-at-180926.png] O Boni, que foi entrevistado recentemente no Trip FM, fala sobre seu pai em seu último livro, “Lado B do Boni”, como uma das pessoas que compuseram o que ele é, uma figura que teve uma relevância muito grande, inclusive na TV Globo. Conta um pouco quem foi o seu pai, Regina. Acho que não há Wikipedia que possa resgatar o tamanho do meu pai e do meu avô. Meu avô é pioneiríssimo do rádio, teve um dos primeiros programas de rádio, se não o primeiro. Ele nasceu em Belo Jardim, uma cidadezinha do agreste pernambucano, do sertão mesmo. E era brabo, criativo demais, inteligente demais, e, talvez por isso tudo, impaciente demais, não aguentava esperar ninguém terminar uma frase. Ele veio daquele clássico, com uma mão na frente e outra atrás, sem nada, e trabalhou na estiva, dormiu na rua até começar a carregar rádios. Só que, nos anos 20, 30, rádios eram um armário de madeira bem grandão. Daí o cara viu que ele era esperto e botou ele para instalar os rádios na casa das pessoas. Quando meu avô descobriu que ninguém sabia sintonizar, que era difícil, ele aprendeu. E aí ele deixava os rádios em consignação, botava um paninho com um vasinho em cima, sintonizado, funcionando. Quando ele ia buscar uma semana depois, qualquer um comprava. Aí ele disparou como vendedor dos rádios desse cara que comprava na gringa e começou a ficar meio sócio do negócio. [QUOTE=1218] Mas a programação toda era gringa, em outras línguas. Ele ficava fascinado, mas não entendia nada do que estava rolando ali. Nessa ele descobriu que tinha que botar um conteúdo ali dentro, porque aquele da gringa não estava suprindo a necessidade. Olha como é parecido com a internet hoje em dia. E aí ele foi sozinho, aquele nordestino, bateu na Philips e falou que queria comprar ondas curtas, não sei que ondas, e comprou. Aí ele ia na farmácia Granado e falava: "Se eu fizer um reclame do seu sabão, você me dá um dinheiro para pagar o pianista?". Sabe quem foram os dois primeiros contratados dele? O contrarregra era o Noel Rosa, e a única cantora que ele botou de exclusividade era a Carmen Miranda. Foram os primeiros empregos de carteira assinada. E aí o programa cresceu. Começava de manhã, tipo programa do Silvio, e ia até de noite. Chamava Programa Casé. E o seu pai? Meu avô viveu aquela era de ouro do rádio. Quando sentiu que o negócio estava ficando estranho, ele, um cara com pouquíssimos recursos de educação formal, pegou meu pai e falou: "vai para os Estados Unidos porque o negócio agora vai ser televisão". Ele fez um curso, incipiente, para entender do que se tratava. Voltou e montou o primeiro programa de televisão feito aqui no Rio de Janeiro, Noite de Gala. Então, tem uma coisa de pioneirismo tanto no rádio quanto na televisão. E meu pai sempre teve um interesse gigante na educação, como eu. Esse interesse veio de onde? Uma das coisas que constituem o DNA de tudo o que fiz, dos meus programas, é a educação. Um Pé de Quê, no Futura, o Brasil Legal e o Programa Legal, na TV Globo… Eu sou uma professora, fico tentando viver as duas coisas juntas. O meu pai tinha isso porque esse meu avô Casé era casado com a Graziela Casé, uma professora muito, mas muito idealista, vocacionada e apaixonada. Ela trabalhou com Anísio Teixeira, Cecília Meireles, fizeram a primeira biblioteca infantil. Meu pai fez o Sítio do Picapau Amarelo acho que querendo honrar essa professora, a mãe dele. Quando eu era menina, as pessoas vinham de uma situação rural trabalhar como domésticas, e quase todas, se não todas, eram analfabetas. A minha avó as ensinava a ler e escrever. Ela dizia: "Se você conhece uma pessoa que não sabe ler e escrever e não ensina para ela, é um crime". Eu ficava até apavorada, porque ela falava muito duramente. Eu acho que sou feita desse pessoal. Tenho muito orgulho de ter vindo de uma família que, sem recursos, sem universidade, foi pioneira na cidade, no país e em suas respectivas... Não digo “profissões” porque ainda nem existiam suas profissões. Eu tento honrar. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49d1e03df5/header-regina-interna6.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, a atriz e apresentadora estampou as Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Você tem uma postura de liderança muito forte. Além de ter preparo e talento, você tem uma vocação para aglutinar, juntar a galera, fazer time. Por outro lado, tem essa coisa da atriz, que é diferente, talvez um pouco mais para dentro. Você funciona melhor sozinha ou como uma espécie de capitã, técnica e jogadora do time? Eu nasci atriz dentro de um grupo. E o Asdrúbal trouxe o Trombone não era só um grupo. Apesar do Hamilton Vaz Pereira ter sido sempre um autor e um diretor, a gente criava coletivamente, escrevia coletivamente, improvisava. Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje é uma coisa que me atrapalha. Todo mundo fala: "escreve um livro". Eu tenho vontade, mas falo que para escrever um livro preciso de umas 10 pessoas de público, todo mundo junto. Sou tão grupal que é difícil. Ao mesmo tempo, eu tive que ser muito autoral. Eu, Tu, Eles foi a primeira vez que alguém me tirou para dançar. Antes eu fiz participações em muitos filmes, mas foi a primeira protagonista. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto. Então, eu sempre inventei um mundo para mim. No teatro eu não achava lugar para mim, então tive que inventar um, que era o Asdrúbal. Quando eu era novinha e fui para a televisão, eu não ia ser a mocinha na novela. Então fiz a TV Pirata, o Programa Legal, o Brasil Legal. Aquilo tudo não existia na televisão, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali. Eu sempre me acostumei não a mandar, mas a ter total confiança de me jogar. E nos trabalhos de atriz, como é? No Asdrúbal eu me lembro que uma vez eu virei umas três noites fazendo roupa de foca, que era de pelúcia, e entupia o gabinete na máquina. Eu distribuía filipeta, colava cartaz, pregava cenário na parede. Tudo, todo mundo fazia tudo. É difícil quando eu vou para uma novela e não posso falar que aquele figurino não tem a ver com a minha personagem, que essa casa está muito chique para ela ou acho que aqui no texto, se eu falasse mais normalzão, ia ficar mais legal. Mas eu aprendi. Porque também tem autores e autores. Eu fiz três novelas com papéis de maior relevância. Cambalacho, em que fiz a Tina Pepper, um personagem coadjuvante que ganhou a novela. Foi ao ar em 1986 e até hoje tem gente botando a dancinha e a música no YouTube, cantando. Isso também, tá vendo? É pré-internet e recebo cortes toda hora, porque aquilo já tinha cara de internet. Depois a Dona Lurdes, de Amor de Mãe, e a Zoé, de Todas as Flores. Uma é uma menina preta da periferia de São Paulo. A outra uma mulher nordestina do sertão, com cinco filhos. A terceira é uma truqueira carioca rica que morava na Barra. São três universos, mas as três foram muito fortes. Tenho muito orgulho dessas novelas. Mas quando comecei, pensei: "Gente, como é que vai ser?". Não é o meu programa. Não posso falar que a edição está lenta, que devia apertar. O começo foi difícil, mas depois que peguei a manha de ser funcionária, fazer o meu e saber que não vou ligar para o cenário, para o figurino, para a comida e não sei o quê, falei: "Isso aqui, perto de fazer um programa como o Esquenta ou o Programa Legal, é como férias no Havaí". Você é do tipo que não aguenta ficar sozinha ou você gosta da sua companhia? Essa é uma coisa que venho perseguindo há alguns anos. Ainda estou assim: sozinha, sabendo que, se quiser, tem alguém ali. Mas ainda apanho muito para ficar sozinha porque, justamente, a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito. Fui criada assim, em uma família que eram três filhas, uma mãe e uma tia. Cinco mulheres num apartamento relativamente pequeno, um banheiro, então uma está escovando os dentes, outra está fazendo xixi, outra está tomando banho, todas no mesmo horário para ir para a escola. Então é muito difícil para mim ficar sozinha, mas tenho buscado muito. Quando falam "você pode fazer um pedido", eu peço para ter mais paciência e para aprender a ficar sozinha. Você contou agora há pouco que fazia figurinos lá no Asdrúbal e também já vi você falando que sempre aparecia na lista das mais mal vestidas do Brasil. Como é ser julgada permanentemente? Agora já melhorou, mas esse é um aspecto que aparece mais porque existe uma lista de “mais mal vestidas". Se existisse lista para outras transgressões, eu estaria em todas elas. Não só porque sou transgressora, mas porque há uma demanda que eu seja. Quando não sou, o pessoal até estranha. Eu sempre gostei muito de moda, mais que isso, de me expressar através das roupas. E isso saía muito do padrão, principalmente na televisão, do blazer salmão, do nude, da unha com misturinha, do cabelo com escova. Volta e meia vinha, nos primórdios das redes sociais: "Ela não tem dinheiro para fazer uma escova naquele cabelo?". "Não tem ninguém para botar uma roupa normal nela?". [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49c62141c1/header-regina-interna4.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Regina Casé falou à Trip em 1999, quando estampou as Páginas Negras; ALT_TEXT=] Antes da internet, existiam muitas colunas sociais em jornal. Tinha um jornalista no O Globo que me detonava uma semana sim e outra não. Eu nunca vou me esquecer. Ele falava de uma bolsa que eu tinha da Vivienne Westwood, que inclusive juntei muito para poder comprar. Eu era apaixonada por ela, que além de tudo era uma ativista, uma mulher importantíssima na gênese do Sex Pistols e do movimento punk. Ele falava o tempo todo: "Estava não sei onde e veio a Regina com aquela bolsa horrorosa que comprou no Saara". O Saara no Rio corresponde à 25 de março em São Paulo, e são lugares que sempre frequentei, que amo e que compro bolsas também. Eu usava muito torço no cabelo, e ele escrevia: "Lá vem a lavadeira do Abaeté". Mais uma vez, não só sendo preconceituoso, mas achando que estava me xingando de alguma coisa que eu acharia ruim. Eu pensava: nossa, que maravilha, estou parecendo uma lavadeira do Abaeté e não alguém com um blazer salmão, com uma blusa bege, uma bolsa arrumadinha de marca. Pra mim era elogio, mas era chato, porque cria um estigma. E aí um monte de gente, muito burra, vai no rodo e fala: "Ela é cafona, ela é horrorosa". Por isso que acho que fiquei muito tempo nessas listas. O filme “Ainda Estou Aqui” está sendo um alento para o Brasil, uma coisa bem gostosa de ver, uma obra iluminada. A Fernanda Torres virou uma espécie de embaixadora do Brasil, falando de uma forma muito legal sobre o país, sobre a cultura. Imagino que pra você, que vivenciou essa época no Rio de Janeiro, seja ainda mais especial. Eu vivi aquela época toda e o filme, mesmo sem mostrar a tortura e as barbaridades que aconteceram, reproduz a angústia. Na parte em que as coisas não estão explicitadas, você só percebe que algo está acontecendo, e a angústia que vem dali. Mesmo depois, quando alguma coisa concreta aconteceu, você não sabe exatamente do que está com medo, o que pode acontecer a qualquer momento, porque tudo era tão aleatório, sem justificativa, ninguém era processado, julgado e preso. O filme reproduz essa sensação, mesmo para quem não viveu. É maravilhoso, maravilhoso. [QUOTE=1219] Não vou dizer que por sorte porque ele tem todos os méritos, mas o filme caiu num momento em que a gente estava muito sofrido culturalmente. Nós, artistas, tínhamos virado bandidos, pessoas que se aproveitam. Eu nunca usei a lei Rouanet, ainda que ache ela muito boa, mas passou-se a usar isso quase como um xingamento, de uma maneira horrível. E todos os artistas muito desrespeitados, inclusive a própria Fernanda, Fernandona, a pessoa que a gente mais tem que respeitar na cultura do país. O filme veio não como uma revanche. Ele veio doce, suave e brilhantemente cuidar dessa ferida. Na equipe tenho muitos amigos, praticamente família, o Walter, a Nanda, a Fernanda. Sou tão amiga da Fernanda quanto da Nanda, sou meio mãe da Nanda, mas sou meio filha da Fernanda, sou meio irmã da Nanda e também da Fernanda. É bem misturado, e convivo muito com as duas. Por acaso, recebi ontem um presente e um cartão de aniversário da Fernandona que é muito impressionante. Tão bonitinho, acho que ela não vai ficar brava se eu mostrar para vocês. O que o cartão diz? Ela diz assim: "Regina, querida, primeiro: meu útero sabe que a Nanda já está com esse Oscar”. Adorei essa frase. "Segundo, estou trabalhando demais, está me esgotando. Teria uma leitura de 14 trechos magníficos, de acadêmicos, que estou preparando essa apresentação para a abertura da Academia [Brasileira de Letras], que está em recesso. O esgotamento acho que é por conta dos quase 100 anos que tenho". Imagina... Com esse trabalho todo. Aí ela faz um desenho lindo de flores com o coração: "Regina da nossa vida, feliz aniversário, feliz sempre da Fernanda". E me manda uma toalhinha bordada lindíssima com um PS: "Fernando [Torres] e eu compramos essa toalhinha de mão no Nordeste numa das temporadas de nossa vida pelo Brasil afora. Aliás, nós comprávamos muito lembranças como essa. Essa que eu lhe envio está até manchadinha, mas ela está feliz porque está indo para a pessoa certa. Está manchadinha porque está guardadinha faz muitos anos". Olha que coisa. Como é que essa mulher com quase 100 anos, com a filha indicada ao Oscar, trabalhando desse jeito, decorando 14 textos, tem tempo de ser tão amorosa, gentil, generosa e me fazer chorar? Não existe. Ela é maravilhosa demais. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b9f0f548/header-regina-interna3.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu queria te ouvir sobre outro assunto. Há alguns anos a menopausa era um tema absolutamente proibido. As mulheres se sentiam mal, os homens, então, saíam correndo. Os médicos não falavam, as famílias não falavam. E é engraçado essa coisa do pêndulo. De repente vira uma onda, artistas falando, saem dezenas de livros sobre o assunto. Como foi para você? Você acha que estamos melhorando na maneira de lidar com as nossas questões enquanto humanidade? É bem complexo. Tem aspectos que acho que estão melhorando muito. Qualquer família que tinha uma pessoa com deficiência antigamente escondia essa pessoa, ela era quase trancada num quarto, onde nem as visitas da casa iam. E hoje em dia todas essas pessoas estão expostas, inclusive ao preconceito e ao sofrimento, mas estão na vida, na rua. Há um tempo não só não podia ter um casal gay casado como não existia nem a expressão "casal gay", porque as pessoas no máximo tinham um caso escondido com outra pessoa. Então em muitos aspectos a gente avançou bastante. Não sei se é porque agora estou ficando bem mais velha, mas acho que esse assunto do etarismo está chegando ainda de uma maneira muito nichada. Se você for assistir a esse meu primeiro TED, eu falo que a gente não pode pegar e repetir, macaquear as coisas dos Estados Unidos. Essa ideia de grupo de apoio. Sinto que essa coisa da menopausa, do etarismo, fica muito de mulher para mulher, um grupo de mulheres daquela idade. Mas não acho que isso faz um garoto de 16 anos entender que eu, uma mulher de 70 anos, posso gostar de basquete, de funk, de sambar, de namorar, de dançar. Isso tudo fica numa bolha bem impermeável. E não acho que a comunicação está indo para outros lados. É mais você, minha amiga, que também está sentindo calores. [QUOTE=1220] Tem uma coisa americana que inventaram que é muito chata. Por exemplo, a terceira idade. Aí vai ter um baile, um monte de velhinhos e velhinhas dançando todos juntos. Claro que é melhor do que ficar em casa deprimido, mas é chato. Acho que essa festa tem que ter todo mundo. Tem que ter os gays, as crianças, todo mundo nessa mesma pista com um DJ bom, com uma batucada boa. Senão você vai numa festa e todas as pessoas são idênticas. Você vai em um restaurante e tem um aquário onde põem as crianças dentro de um vidro enquanto você come. Mas a criança tem que estar na mesa ouvindo o que você está falando, comendo um troço que ela não come normalmente. O menu kids é uma aberração. Os meus filhos comem tudo, qualquer coisa que estiver na mesa, do jeito que for. Mas é tudo separado. Essa coisa de imitar americano, entendeu? Então, acho que essa coisa da menopausa está um pouco ali. Tem que abrir para a gente conversar, tem que falar sobre menopausa com o MC Cabelinho. Eu passei meio batida, porque, por sorte, não tive sintomas físicos mais fortes. Senti um pouco mais de calor, mas como aqui é tão calor e eu sou tão agitada, eu nunca soube que aquilo era específico da menopausa. Vou mudar um pouco de assunto porque não dá para deixar de falar sobre isso. Uma das melhores entrevistas do Trip FM no ano passado foi com seu marido, o cineasta Estêvão Ciavatta. Ele contou do acidente num passeio a cavalo que o deixou paralisado do pescoço para baixo e com chances de não voltar a andar. E fez uma declaração muito forte sobre o que você representou nessa recuperação surpreendente dele. A expressão "estamos juntos" virou meio banal, mas, de fato, você estava junto ali. Voltando a falar do etarismo, o Estêvão foi muito corajoso de casar com uma mulher que era quase 15 anos mais velha, totalmente estabelecida profissionalmente, conhecida em qualquer lugar, que tinha sido casada com um cara maravilhoso, o Luiz Zerbini, que tinha uma filha, uma roda de amigos muito grande, um símbolo muito sólido, tudo isso. Ele propôs casar comigo, na igreja, com 45 anos. Eu, hippie, do Asdrúbal e tudo, levei um susto, nunca pensei que eu casar. O que aconteceu? Eu levei esse compromisso muito a sério, e não é o compromisso de ficar com a pessoa na saúde, na doença, na alegria, na tristeza. É também, mas é o compromisso de, bom, vamos entrar nessa? Então eu vou aprender como faz isso, como é esse amor, como é essa pessoa, eu vou aprender a te amar do jeito que você é. Acho que o pessoal casa meio de brincadeira, mas eu casei a sério mesmo, e estamos casados há 28 anos. Então, quando aconteceu aquilo, eu falei: ué, a gente resolveu ficar junto e viver o que a vida trouxesse pra gente, então vamos embora. O que der disso, vamos arrumar um jeito, mas estamos juntos. E acho que teve uma coisa que me ajudou muito. O quê? Aqui em casa é tipo pátio dos milagres. Teve isso que aconteceu com o Estêvão, e também a gente ter encontrado o Roque no momento que encontrou [seu filho caçula, hoje com 11 anos, foi adotado pelo casal quando bebê]. A vida que a gente tem hoje é inacreditável. Parece realmente que levou oito anos, o tempo que demorou para encontrar o filho da gente, porque estava perdido em algum lugar, igual a Dona Lurdes, de Amor de Mãe. Essa é a sensação. E a Benedita, quando nasceu, quase morreu, e eu também. Ela teve Apgar [escala que avalia os recém-nascidos] zero, praticamente morreu e viveu. Nasceu superforte, ouvinte, gorda, forte, cabeluda, mas eu tive um descolamento de placenta, e com isso ela aspirou líquido. Ela ficou surda porque a entupiram de garamicina, um antibiótico autotóxico. Foi na melhor das intenções, pra evitar uma pneumonia pelo líquido que tinha aspirado, mas ninguém conhecia muito, eram os primórdios da UTI Neonatal. O que foi para a gente uma tragédia, porque ela nasceu bem. Só que ali aprendi um negócio que ajudou muito nessa história do Estêvão: a lidar com médico. E aprendi a não aceitar os "não". Então quando o cara dizia "você tem que reformar a sua casa, tira a banheira e bota só o chuveiro largo para poder entrar a cadeira de rodas", eu falava: "Como eu vou saber se ele vai ficar pra sempre na cadeira de rodas?". [QUOTE=1221] Quando a Benedita fala "oi, tudo bem?", ela tem um leve sotaque, anasalado e grave, porque ela só tem os graves, não tem nem médio, nem agudo. Mas ela fala, canta, já ganhou concurso de karaokê. Quando alguém vê a audiometria da Benedita, a perda dela é tão severa, tão profunda, que falam: "Esse exame não é dessa pessoa". É o caso do Estêvão. Quando olham a lesão medular dele e veem ele andando de bicicleta com o Roque, falam: "Não é possível". Por isso eu digo que aqui em casa é o pátio dos milagres. A gente desconfia de tudo que é “não”. É claro que existem coisas que são limitações estruturais, e não adianta a gente querer que seja de outro jeito, mas ajuda muito duvidar e ir avançando a cada "não" até que ele realmente seja intransponível. No caso do Estêvão, acho que ele ficou feliz porque teve perto por perto não só uma onça cuidando e amando, mas uma onça que já tinha entendido isso. Porque se a gente tivesse se acomodado a cada “não”, talvez ele não estivesse do jeito que está hoje. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49af631476/header-regina-interna2.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu já vi você falar que essa coisa da onça é um pouco fruto do machismo, que você teve que virar braba para se colocar no meio de grupos que eram majoritariamente de homens, numa época que esse papo do machismo era bem menos entendido. Isso acabou forjando o seu jeito de ser? Com certeza. Eu queria ser homem. Achava que tudo seria mais fácil, melhor. Achava maravilhoso até a minha filha ser mulher. Fiquei assustadíssima. Falei: "Não vou ser capaz, não vou acertar". Aí botei a Benedita no futebol, foi artilheira e tudo, e fui cercando com uma ideia nem feminista, nem machista, mas de que o masculino ia ser melhor pra ela, mais fácil. Mas aí aprendi com a Benedita não só a amar as mulheres, mas a me amar como mulher, grávida, dando de mamar, criando outra mulher, me relacionando com amigas, com outras mulheres. Isso tudo veio depois da Benedita. Mas se você falar "antigamente o machismo"... Vou te dizer uma coisa. Se eu estou no carro e falo para o motorista “é ali, eu já vim aqui, você pode dobrar à direita”, ele pergunta assim: “Seu Estêvão, você sabe onde é para dobrar?”. Aí eu falo: “Vem cá, você quer que compre um pau para dizer pra você para dobrar à direita? Vou ter que botar toda vez que eu sentar aqui? Porque não é possível, estou te dizendo que eu já vim ali”. É muito impressionante, porque não é em grandes discussões, é o tempo todo. É porque a gente não repara, sabe? Quer dizer, eu reparo, você que é homem talvez não repare. Nesses momentos mais difíceis, na hora de lidar com os problemas de saúde da Benedita ou com o acidente punk do Estêvão, o que você acha que te ajudou mais: os anos de terapia ou o Terreiro de Gantois, casa de Candomblé que você frequenta em Salvador? As duas coisas, porque a minha terapia também foi muito aberta. E não só o Gantois como o Sacré-Coeur de Marie. Eu tenho uma formação católica. Outro dia eu ri muito porque a Mãe Menininha se declarava católica em sua biografia, e perguntaram: "E o Candomblé"? Ela falava: “Candomblé é outra coisa”. E eu vejo mais ou menos assim. Não é que são duas religiões, eu não posso pegar e jogar a criança junto com a água da bacia. É claro que eu tenho todas as críticas que você quiser à Igreja Católica, mas eu fui criada por essa avó Graziela, que era professora, uma mulher genial, e tão católica que, te juro, ela conversava com Nossa Senhora como eu estou conversando com você. Quando ela recebia uma graça muito grande, ligava para mim e para minhas irmãs e falava: "Venham aqui, porque eu recebi uma graça tão grande que preciso de vocês para agradecer comigo, sozinha não vou dar conta." Estudei em colégio de freiras a minha vida inteira, zero trauma de me sentir reprimida, me dava bem, gosto do universo, da igreja. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49cbe34551/header-regina-interna5.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, Regina Casé foi a entrevistada das Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Aí eu tenho um encontro com o Candomblé, lindíssimo, através da Mãe Menininha. Essa história é maravilhosa. O Caetano [Veloso] disse: "Mãe Menininha quer que você vá lá". Eu fiquei apavorada, porque achei que ela ia fazer uma revelação, tinha medo que fosse um vaticínio... Até que tomei coragem e fui. Cheguei lá com o olho arregalado, entrei no quarto, aquela coisa maravilhosa, aquela presença.. Aí eu pedi a benção e perguntei o que ela queria. Ela falou: "Nada não, queria conhecer a Tina Pepper". Então, não só o Gantuar, o Candomblé como um todo, só me trouxe coisas boas e acolhida. A minha relação com a Bahia vem desde os 12 anos de idade, depois eu acabei recebendo até a cidadania de tamanha paixão e dedicação. É incrível porque eu nunca procurei. No episódio da Benedita, no dia seguinte já recebi de várias pessoas orientações do que eu devia fazer. No episódio do Estêvão também, não só do Gantuar, mas da [Maria] Bethânia, e falavam: "Olha, você tem que fazer isso, você tem que cuidar daquilo". Então, como é que eu vou negar isso? Porque isso tudo está aqui dentro. Então, acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do “Eu Tu Eles”, que ficou com os três maridos. A vida vai passando por você e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins. A gente sabe que você tem uma rede de amizades absurda, é muito íntima de meio mundo. Eu queria brincar daquela história de te deixar sozinha numa ilha, sem internet, com todos os confortos, livros, música. Você pode ligar à vontade para os seus filhos, pro seu marido, mas só tem uma pessoa de fora do seu círculo familiar para quem você pode ligar duas vezes por semana. Quem seria o escolhido para você manter contato com a civilização? É curioso que meus grandes amigos não têm celular. Hermano [Vianna] não fala no celular, Caetano só fala por e-mail, é uma loucura, não é nem WhatsApp. Acho que escolheria o Caetano, porque numa ilha você precisa de um farol. Tenho outros faróis, mas o Caetano foi, durante toda a minha vida, o meu farol mais alto, meu norte. E acho que não suportaria ficar sem falar com ele.
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Trio Calafrio, Maria Bethânia, Chico Buarque, Mart’nália, Caetano Veloso, Monarco & Martinho da Vila, Guinga, Tira Poeira, Jards Macalé, Leila Pinheiro, Francis Hime y Gal Costa.Escuchar audio
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (13/02/2025): Após conversa por telefone com o russo Vladimir Putin, Donald Trump disse que começou a negociar o fim da guerra na Ucrânia. O gesto sinaliza mudança na relação dos EUA com a Rússia. Trump escreveu em sua rede social que ele e Putin haviam “concordado em trabalhar juntos”. Horas antes, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, havia dito que restabelecer a fronteira pré-guerra entre Ucrânia e Rússia é meta “irrealista”. A conversa com Putin ocorreu antes de Trump telefonar para Volodmir Zelenski, presidente ucraniano, e de fazer qualquer aceno para os aliados europeus. Essa movimentação do presidente americano arrefeceu a esperança da Ucrânia de garantir sua entrada na Otan e de restaurar as fronteiras de antes da anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014. E mais: Economia: Por petróleo, Lula pressiona o Ibama Política: Lei antidesmate da UE faz Tarcísio cobrar posição do governo Lula Metrópole: TCU cede e libera os pagamentos da bolsa Pé-de-Meia fora do Orçamento Caderno 2; Maria Bethânia comemora hoje 60 anos de sua participação no show ‘Opinião’, ao lado de Zé Kéti e João do Vale. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Treminhâo, Cordel do Fogo Encantado, Alessandre Leâo, Maciel Salú e o Terno do Terreiro, Otto, Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Lula Queiroga, Maria Bethânia, Versâo Brasileira, Moraes Moreira, Lenine, Paulo Rafael y Seu Luiz e Salu.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Nelson Gonçalves, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Ivete Sangalo, Rita Lee, Lenine, Renato Texeira, Sérgio Reis, Rodrigo Munari, Maria Bethânia, Ana Carolina, Maria Rita, Thiaguinho, Ray Conniff, Cole Porter, Glenn Miller y Daniel Boaventura.Escuchar audio
La filla de gran Jaques Morelenbaum debuta amb "Pique", un primer llarga durada que suposa tot un homenatge a les grans veus de la m
Vamille foi a Brasília pela primeira vez e ajudou a estátua da Justiça a se defender de bomba, emprestou uma caneta bic pra Erika Hilton assinar a PEC da escala 6x1, deu dinheiro a bilionário pra prestigiar o cinema nacional e quase desmaiou no show de Maria Bethânia e Caetano Veloso quando descobriu que os dois eram irmãos.==========CRÉDITOS:- PARTICIPANTES: Luan Alencar, Pedro Philippe e Vamille Furtado - EDIÇÃO: Luan Alencar- TRILHA ORIGINAL: Victor Oliveira==========APOIE O BUDEJO:Para nos ajudar a continuar produzindo conteúdos como estes, considere nos apoiar financeiramente pela ORELO, para ter acesso a recompensas exclusivas: https://orelo.cc/budejo/apoios. Você também pode nos enviar qualquer valor, junto com uma mensagem, para o PIX budejopodcast@gmail.com.
La journaliste Véronique Mortaigne publie « Brésils, Éloge de la déraison », une traversée ébouriffante d'un pays et d'un peuple, habile à s'extraire du chaos. « Qu'est-ce que le Brésil ? ». Une amie me répond, sans hésitation : « La plage ». Elle n'a pas tort. Jamais ennuyeuse, la plage au Brésil est un lieu unique. Neuf mille deux cents kilomètres de rivages, du sable blanc, ocre, doré, des baies, des îles, des caps, des lagunes, des estuaires, des falaises, des mangroves, de la boue, des récifs, des piscines naturelles. Le Brésil a été béni des dieux. De plein de dieux, noirs, blonds, catholiques, le tout fusionné avec les orishas, les divinités vaudoues, et agrémenté de la cosmologie indigène. La multitude de saints, d'anges, d'entités cosmiques, nourrit un mysticisme ardent.« Mais qu'est-ce qu'être Brésilien ? Un mélange de charme, de sensualité, de pouvoir d'attraction, de capacité à créer des situations bordéliques et enchantées. Cerner le caractère profond de ce peuple expérimental en perpétuel mouvement n'est pas une mince affaire. Antônio Carlos Jobim eut un jour cette formule : « Le Brésil n'est pas un pays pour débutants. Amateurs s'abstenir. »Dans ce récit guidé par le hasard, la quête du mystère, du secret et de la magie, Véronique Mortaigne nous invite à découvrir les expériences les plus folles et les plus improbables qu'elle a vécues (Joao Gilberto…), en profondeur, rencontrer un peuple habile à s'extraire du chaos. Plus qu'une déclaration d'amour, cette traversée ébouriffante à travers un Brésil multiple est un éloge de la déraison dans un monde qui étouffe.Véronique Mortaigne est journaliste, longtemps critique musicale au Monde, elle est l'auteure de plusieurs ouvrages (sur Césaria Evora, Manu Chao, Johnny Hallyday, Bernard Lavilliers, Anne Sylvestre) avec une passion particulière pour le Brésil où elle fut professeure de français à Récife (Nordeste brésilien).Playlist de Véronique Mortaigne- Maria Bethânia Ultimo Desejo, extrait de Maria Bethânia Canta Noël Rosa e outras raridades 1965- Caetano Veloso Falso Leblon, extrait deZii e Zie 2009- Luiz Gonzaga Vem Morena, extrait de Gonzagão olha pro céu 1949- Beth Carvalho Vou festeja, extrait deFirme e forte no pagode 1978.X - Instagram (vmobr23) Équateurs. Pour aller plus loin, quelques liens :- Véronique Mortaigne dans Le Monde - Entretien avec le photographe Pierre Verger en 1992.
1. Saâda Bonaire - Everybody Loves Somebody 2. Vicky Edimo - You 3. Analogy - Indian Meditation 4. Maria Bethânia - Volta Por Cima 5. Emma Baloka - Let's Love Each Other 6. Cortex - Troupeau Bleu 7. Shocking Blue - Acka Raga 8. Gal Costa - Divino, Maravilhoso 9. Mary Afi Usuah - Ebre Mbre 10. Full Moon Ensemble - 43 W. 87th St sur memoires de guerre 11. Antena - Achilles 12. Sister Nancy - Bam Bam 13. Kleenex - You 14. Raul Gomez – Luces En La Pista 15. Catherine Ribeiro + Alpes - Roc Alpin 16. Os Novos Baianos - A Menina Dança
My intention this week to produce a joyous new episode further celebrating contraltos, was undermined by multiple deaths this past week in the musical world, including French pop icon Françoise Hardy, Swiss tenor Eric Tappy, American art song icon Paul Sperry, and R&B diva Angela Bofill, capped by the tragic demise of young Belgian coloratura soprano Jodie Devos of breast cancer at the age of only 35. The episode, thus, begins with brief musical excerpts from all of these recently departed artists. In the main episode, I spread the contralto net even wider than last time, focusing on low-voiced doyennes of popular song. We hear jazz singers (Betty Carter, Sarah Vaughan, Carmen McRae); stars of stage, screen, and radio (Marlene Dietrich, Polly Bergen, Connee Boswell, Alice Faye, Lisa Kirk, Kate Smith); purveyors of the Blues (Bessie Smith, Bertice Reading); French cabaret singers (Damia, Barbara); fado, rebetika, and tango artists (Amália Rodrigues, Milva, Maria Bethânia, Sotiria Bellou); and late-20th century pop icons (Cher, Tina Turner, Karen Carpenter, Annie Lennox); with a few delightful surprises along the way. I should also note, in honor of Pride Month, that more than a few of these artists flaunted societal norms regarding their affectional preferences, living either furtively or openly at a time when such expressions could have serious consequences. I love putting this kind of episode together and I hope that you enjoy the kaleidoscopic sounds that emerge from the throats of these deep-voiced pop divas. Countermelody is a podcast devoted to the glory and the power of the human voice raised in song. Singer and vocal aficionado Daniel Gundlach explores great singers of the past and present focusing in particular on those who are less well-remembered today than they should be. Daniel's lifetime in music as a professional countertenor, pianist, vocal coach, voice teacher, and journalist yields an exciting array of anecdotes, impressions, and “inside stories.” At Countermelody's core is the celebration of great singers of all stripes, their instruments, and the connection they make to the words they sing. By clicking on the following link (https://linktr.ee/CountermelodyPodcast) you can find the dedicated Countermelody website which contains additional content including artist photos and episode setlists. The link will also take you to Countermelody's Patreon page, where you can pledge your monthly support at whatever level you can afford.