Quinzenalmente, Mariana Oliveira recebe um convidado para uma conversa sem guião. TEATRA é o novo verbo do D. Maria II que traz mais espaço para conversar e pensar sobre a cultura, o teatro e as pessoas que o fazem.

O que têm em comum o andebol e o teatro? No novo episódio do TEATRA, Rui Monteiro conversa com Mariana Maia de Oliveira sobre um percurso que começou, inesperadamente, no desporto de alta competição, passou pela descoberta da iluminação e o levou a colaborar com alguns dos principais criadores do teatro português e internacional, mas também nas áreas do cinema e da música. Da Academia Contemporânea do Espetáculo ao Teatro Meridional, passando pela experiência transformadora com Robert Wilson e pela relação criativa duradoura com Tiago Rodrigues, Rui Monteiro revela os bastidores de uma profissão pouco visível, mas essencial na construção de um espetáculo. A conversa revisita ainda a infância em Cabo Verde e as memórias que continuam a atravessar o seu percurso pessoal e artístico. Apesar de percorrer agora as ruas de Paris, voltaremos a cruzar-nos com ele em 2027 no Teatro Nacional D. Maria II. Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural:

A mais recente convidada do TEATRA é Cirila Bossuet. Atriz de teatro, televisão e, mais recentemente, cinema, conversa com Mariana Maia de Oliveira. A conversa começa no início: na escrita e na forma como Cirila a transforma numa ferramenta de pensamento. Passa pela vontade de começar a criar os seus próprios espetáculos, pela maternidade e pelas pequenas vitórias que a acompanham, pela experiência de filmar 'Banz'o, de Margarida Cardoso, e pelo sentimento de pertença descoberto na primeira viagem a São Tomé. Recorda ainda o estágio no Teatro Nacional D. Maria II, os atores, os cenários e os bastidores onde deu alguns dos primeiros passos da sua carreira. Uma conversa sobre páginas em branco onde continue a caber tudo aquilo que ainda está por escrever. Para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural:

Victor Hugo Pontes, o nome do mais recente convidado do nosso TEATRA, escreve-se com "c" de coreógrafo. É ainda encenador, ator, professor, artista no sentido mais amplo da palavra e, mais recentemente, diretor artístico do Teatro Nacional São João. Neste novo episódio conversa com Mariana Maia de Oliveira sobre percursos improváveis, identidades artísticas e o lugar do teatro nos dias de hoje. Partindo da infância em Guimarães, das primeiras experiências no teatro e no rancho folclórico, conhecemos um percurso que nunca se deixou definir por uma única disciplina. Entre o teatro e a dança, rejeita rótulos e fala-nos da importância de construir uma linguagem própria. "Eu não sei se faço espetáculos de dança, se faço espetáculos de teatro, se faço espetáculos de dança com texto ou de texto com movimento." Ao longo do episódio, fala com carinho sobre o desafio de assumir a direção artística de um teatro nacional, a responsabilidade de pensar uma programação para públicos diversos e a vontade de abrir o teatro a novas gerações. Pelo meio, recorda Manuel António Pina, do seu novo espetáculo "Falsas Histórias Verdadeiras" e dos músicos com quem se cruzou ao longo do caminho. Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural:

Cire Ndiaye, atriz, performer, violinista clássica, sonoplasta, membro da banda rock As Docinhas e, ainda, técnica de serviços funerários, passou pelo TEATRA para conversar com a Mariana Maia de Oliveira. Num registo íntimo, Cire reflete sobre o seu percurso artístico e partilha detalhes da metodologia que desenvolveu para investigar e trabalhar temas ligados à violência e ao trauma. A partir de práticas de reconhecimento, autoconsciência e consentimento informado, explica como encontrou uma forma de tornar os processos criativos mais estáveis. Revisitamos o seu caminho no teatro, desde o primeiro contacto através da peça 'Carta', de Mónica Calle, até à participação mais recente em 'Auto das Anfitriãs', de Inês Vaz e Pedro Baptista. Um percurso quase inteiramente ligado ao Teatro Nacional D. Maria II, com experiências que lhe permitiram refletir sobre identidade, racismo, memória e disciplina, e onde o Teatro se tornou o lugar onde conseguiu juntar todas as dimensões da sua vida. Houve ainda tempo para relembrar a infância em Viana do Castelo, o encontro com o violino e a importância da música na sua formação, das aprendizagens que trouxe dos serviços funerários e da forma como continua a reinventar a sua prática artística e a sua relação com o mundo. Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural:

Joaquim Arena, escritor luso-cabo-verdiano, jornalista e músico, foi o mais recente convidado do TEATRA. Com uma vida marcada por um estado de viagem constante, o autor encontra no quotidiano e nos acasos da vida a inspiração para a ficção. Habituado aos romances, partilha nesta conversa o desafio que foi estrear-se no teatro com o Projeto PANOS, do Teatro Nacional D. Maria II. Na conversa com Mariana Maia de Oliveira, reflete sobre o processo de criação de 'O Meu Pai Carlitos', uma peça escrita para jovens que aborda o misterioso desaparecimento de um homem adulto que vive no espectro do autismo, e revela o quão surpreendente foi ver o seu texto transposto para o palco por uma nova geração de adolescentes que se exprimem através do teatro. Houve ainda tempo para falar sobre o seu percurso literário, influências marcantes, desde Saramago a Baltasar Lopes, da assessoria ao ex-presidente da República a Cabo Verde, processos de criação e da primeira memória que guarda de quando chegou a Lisboa de barco, com apenas 5 anos. Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural:

Entre trânsitos e geografias, o novo episódio do TEATRA senta Welket Bungué à conversa com Mariana Maia de Oliveira, em Lisboa, numa breve passagem por Portugal para apresentar a sua mais recente curta-metragem no Doclisboa e marcar presença noutros eventos da indústria. Ator, realizador, autor e performer, nasceu na Guiné, cresceu em Beja e viveu permanentemente em Portugal até aos 24 anos. Voou depois para o Brasil, onde as portas se abriram, mas é em Berlim que está atualmente sediado. Nos últimos anos tem criado e trabalhado em todas estas fronteiras. Nesta hora de conversa, Welket conta como foi crescer num internato em Beja e a importância que essa experiência teve na sua preparação social, comparando-a, mais tarde, com a realidade de amigos da diáspora africana e afrodescendentes. Fala também de como o teatro o amparou e lhe deu formação humana, literária e cultural. Recorda ainda a viagem ao Brasil, que transformou a sua perspetiva sobre o que é ser afro-europeu, através do contacto com outros pares e com uma agenda com a qual se identifica. Mas há muito mais para descobrir neste episódio. O TEATRA está disponível no Spotify, SoundCloud, Apple Podcasts e YouTube. Sugestões culturais:

Selma Uamusse é a convidada do novo episódio do TEATRA. Nas últimas décadas, tem sido uma voz das nossas vidas (ouvimo-la em discos, na rádio, em palco) e também uma voz de comando quando se trata de reunir pessoas em torno das causas que a movem. Numa conversa inspiradora, fala sobre a sua música e as múltiplas camadas que a compõem, nesta busca pelo seu lado moçambicano, que se traduz num gesto de resgate e cura. A artista confidencia a Mariana Maia de Oliveira que vive no espírito do “porque não?” sempre que é desafiada com novos projetos, e que já aprendeu que o segredo está em permanecer fiel a si própria. Com uma personalidade comunitária, um forte sentido de vizinhança e um olhar atento às pessoas à sua volta, Selma troca o culto do sucesso pelo cultivo da comunidade. Um episódio para ouvir no desacelerar do dia, ao ritmo cativante da Selma Uamusse. Sugestões Culturais:

Em tempo de pausas e recomeços, o novo episódio do TEATRA convida-nos a escutar Ana Sofia Martins, modelo, atriz e apresentadora. Nesta conversa, fala-se de recomeços, da capacidade de adaptação e de (novas) vontades: o regresso aos estudos depois de 20 anos de trabalho, o início de um novo processo criativo — escrever aquilo que lhe vai na alma — e o desejo de perceber até onde a podem levar as suas palavras. Recorda o percurso na moda, iniciado ainda na adolescência, na vibrante cidade de Nova Iorque; os desafios enquanto apresentadora; e como a representação virou, inesperadamente, o seu mundo. Fala também da importância de parar, recuar e fazer reset, como forma de lidar com os desvios do caminho e de continuar, mesmo quando não há alternativa. Nesta hora de conversa, feita de partilhas íntimas e honestas, há muito para descobrir. Sugestões culturais:

Carlão é o convidado do novo episódio do TEATRA. O músico, bem conhecido do público português, conversa com Mariana Maia de Oliveira sobre a passagem do tempo, a propósito dos seus (quase) cinquenta anos, e como tanta coisa mudou nas últimas décadas, sobre como consumimos e escutamos música, sobre a escrita de canções (quase terapêutica), a parentalidade e os desafios que ela hoje levanta. Numa viagem pela vida e carreira do músico, há 1 hora de conversa para descobrir. Sugestão cultural:

Esta quinzena de junho traz o verão e um novo episódio do TEATRA. Mariana Maia de Oliveira recebe Mark Deputter, diretor artístico da Culturgest, com uma longa carreira em Portugal, onde liderou vários projetos e instituições dedicados à criação contemporânea. Neste episódio fala-se da profissão, das artes performativas e de quem assiste a espetáculos. Para Mark Deputter, é fundamental compreender como dialoga o público com a proposta artística, uma vez que «os programadores não vivem numa bolha e, numa área como as artes, é extremamente importante perceber o que o público pensa e como reage, porque isso também nos ajuda a pensar sobre as obras de arte que apresentamos», conta a Mariana Maia de Oliveira. Se, por um lado, as artes do espetáculo são efémeras, por outro, proporcionam experiências que permanecem na memória — e é com essas memórias e diálogos que se pode construir algo duradouro. Sugestões culturais: - O espetáculo ‘Reparations Baby!', de Marco Mendonça - A nova criação de Raquel André e Tonan Quito, ‘Começar tudo outra vez' - Novo espetáculo de Marlene Freitas que irá abrir o Festival d'Avignon 2025, ‘NÔT'

Esta quinzena, Mariana Maia de Oliveira conversa com Sandra Faleiro. Atriz e encenadora, começa por revelar como é viver entre este binómio e como a encenação lhe permite criar as suas próprias regras. A importância de Mário Viegas para se descobrir também encenadora; os temas que mais gosta de trabalhar em teatro; ou a interpretação, enquanto lugar de êxtase, de sofrimento e resiliência são alguns dos temas desta conversa com Mariana Maia de Oliveira. O cinema, com o seu papel no filme de Tiago Guedes ‘A Herdade', e a televisão, com a série ‘Super-Pai', revelam-nos mais sobre a artista, que iniciou a sua carreira com apenas 15 anos, no Teatro Aberto. Muito mais há para ouvir e descobrir neste TEATRA (incluindo o seu Pokémon preferido!). O TEATRA está disponível no Spotify, Soundcloud, Apple Podcasts e Youtube. Sugestões culturais Programa ‘O Belo e a Consolação' (programa holandês, de 2000), disponível no YouTube.

No último TEATRA de 2024, Mariana Maia de Oliveira conversa com a encenadora e realizadora Christiane Jatahy.