POPULARITY
André CortezFormado em arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após ter participado de um curso de cenografia do FIT (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua) e de realizar seus primeiros trabalhos em Belo Horizonte, se mudou para São Paulo na intenção de seguir na sua formação no curso de cenografia do CPT (Centro de Pesquisa Teatral). Ali encontra Daniela Thomas onde inicia uma parceria e também, como considera, uma continuação de sua formação. A partir de então já assinou mais de cem projetos de cenografia, incluindo teatro, exposições, desfiles e eventos. Atualmente trabalha com grandes diretores brasileiros, tendo recebido importantes prêmios nacionais pela categoria “Melhor Cenário”.Julio DojcsarCenógrafo e grafiteiro. Desenvolve seu trabalho com base em intervenções urbanas e seus desdobramentos em outras mídias (teatro, moda, vídeo e instalações). Pesquisador da utilização de espaços alternativos como provocação dramatúrgica e performatividade dos corpos. Artista participante da 35º Bienal de São Paulo, com a instalação Inteligência Ancestral. No Teatro é integrante do movimento do teatro de grupos da cidade de São Paulo. Esteve como professor especialista convidado do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp – 2019, onde ministrou entre outros projetos o curso Intervenção Urbana e Teatro. Prêmio de Melhor Cenografia festival internacional de Gazenga – Angola 2017 com o espetáculo Revolver do Coletivo Negro. Prêmio Shell de Figurino em conjunto com Silvana Marcondes – O Santo guerreiro e o Herói Desajustado – Cia São Jorge de Variedades – 2008. Osvaldo Miguel GabrieliEstudou em duas escolas de Belas Artes na cidade de Buenos Aires.Estudou Direção Teatral com Ariel Bufano participando também como ator da companhia no Teatro Municipal Gral. San Martin de Buenos Aires. Em 1980, viaja ao Brasil, radicando-se na cidade de São Paulo. De 1980 a 1984, trabalha como ator do grupo Vento Forte, dirigido por Ilo Krugli. Em 1984, funda e passa a dirigir, desde então, o grupo XPTO realizando 28 montagens e recebendo 22 dos mais importantes prêmios da categoria. Em 1993, estuda Direção Teatral com a diretora Romena Margareta Niculescu. Entre 2003 e 2007, realiza a Direção de Arte do espetáculo Os Sertões (O Homem 2 parte e A Luta parte 1 e 2) Teatro Oficina Dir. Zé Celso Martinez Correa.Renato Bolelli RebouçasDiretor de arte, cenógrafo, arquiteto, professor e pesquisador do Centro de Artes Cênicas da USP. Pesquisador no depto. de Performance Studies da Universidade de Nova Iorque e artista residente do Instituto Hemisférico de Performance e Política (2018-2019). Atua em teatro, ópera, dança, performance, artes visuais e exposições junto a diferentes artistas, cias. e instituições no Brasil e na Inglaterra, desenvolvendo projetos a partir de espaços abandonados e do reuso de materiais descartados. É integrante da ABRACE, OISTAT e da plataforma teiabr. É co-coordenador do núcleo de Cenografia do IFTR (International Federation for Theatre Research) e co-curador da edição de 2027 da Quadrienal de Praga do Design da Cena e da Performance.Carol BučekProfissional brasileira do setor cultural, formada em Design Industrial pela UEMG, com mais de 28 anos de experiência em cenografia, produção executiva e produção de cenários. Desde 2015, é coordenadora de cenografia da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), tendo contribuído também para o festival Mirada desde 2010 e, mais recentemente, para a Bienal SESC de Dança. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se as óperas Macbeth e O Navio Fantasma (TMSP), Ariadne de Naxos e Os Montecchios e os Capuletos (Theatro São Pedro).Entre 2018 e 2020, atuou como professora no curso de Cenografia da EBAC e, desde 2022, coordena o curso Técnicas de Palco no Instituto de Teatro Brasileiro (ITB).
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "O Agente Secreto" (2025), de Kleber Mendonça Filho. O longa é o representante oficial do Brasil no Oscar 2026 e concorre a quatro estatuetas: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Elenco. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema No podcast, nós discutimos os vários aspectos que levaram "O Agente Secreto" a se tornar um filme brasileiro tão celebrado mundialmente nesta temporada, desde os prêmios conquistados no Festival de Cannes até o Globo de Ouro e o Oscar. Aspectos que incluem o uso cada vez mais aprimorado da linguagem cinematográfica por Kleber e sua equipe, a união perfeita de imagem e trilha sonora e, claro, o elenco formidável que conta com a grande revelação do ano: Tânia Maria, intérprete da impagável Dona Sebastiana. Quem se senta à mesa conosco neste podcast é Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder". Confira a minutagem em que cada assunto é abordado: 00:00:00 - Introdução com carnaval e expectativa para o Oscar 00:06:43 - Um filme melhor após o outro 00:11:41 - (Re)criando memórias 00:19:24 - O verdadeiro agente secreto 00:25:20 - Os grandes coadjuvantes 00:29:17 - O que aconteceu com Armando? 00:35:37 - A Perna Cabeluda 00:40:17 - Divisão em capítulos 00:44:46 - A elite e os matadores 00:52:41 - Elza e Hans 00:56:15 - Memórias analógicas e musicais 01:06:19 - Considerações finais e cenas ou momentos favoritos O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br.
(00:00:00) Générique et présentation (00:01:30) (1) Avant le départ (00:04:50) (2) Isaac et ses fils (00:07:50) (3) La mission confiée à Jacob (00:11:55) (4) La bénédiction (00:15:20) (5) Le repentir d'Ésaü ? (00:17:40) (6) Les silences de Jacob et de Yahvé (00:20:28) Générique de fin Dans ces tous premiers versets, Jacob demeure absolument silencieux. Pas un son, pas même un geste. Rébecca aussi disparaît du paysage narratif. Les premiers pas de l'exil de Jacob laisse place à la parole des victimes du stratagème de Rébecca : Isaac et Ésaü. NOTES Le destin de RébeccaBIBLIOGRAPHIE | CARTES & ILLUSTRATIONSÉpisode enregistré en Vendée (85, France), janvier 2025. Image de couverture : Rodolfo AMOEDO, le départ de Jacob, 1884 – huile sur toile : 105,5 cm x 136 cm (Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, BR) – source : wikimedia-commons.CHAPITRES 00:00 Générique et présentation 01:30 (1) Avant le départ 04:50 (2) Isaac et ses fils 07:50 (3) La mission confiée à Jacob 11:55 (4) La bénédiction 15:20 (5) Le repentir d'Ésaü ?17:40 (6) Les silences de Jacob et de Yahvé 20:28 Générique de finPlateformes d'écoute | Réseaux Sociaux | @Contact podcast@aularge.eu | Infolettre | RSS Au Large Biblique, un podcast conçu, réalisé et animé par François Bessonnet, prêtre & bibliste. Génériques : Erwan Marchand (D.R.)Sous Licence Creative Commons (cc BY-NC-ND 4.0 FR)Soutenez le podcast avec Tipeee ou Ko-fihttps://linktr.ee/aulargebiblique
Nesta quarta-feira, às 8h, no Papo Empreendedor da @guaruja929fm você vai conhecer as histórias de Cristiane Búrigo, Giovana Ramos & Paulo Gonçalves Júnior.Cristiane é artista, empreendedora e fundadora da Casa 12 Atelier.Cresceu em uma família de origem italiana, marcada pelo convívio, pela valorização da educação e por uma forte presença feminina, o que moldou desde cedo sua sensibilidade artística, seu olhar humanista e seu senso de coletividade. Formou-se em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é pós-graduada em História da Arte pela Unisul, seguindo uma vocação que já se manifestava na infância, entre a pintura, a escrita e as aulas de arte.Ao longo da sua trajetória profissional, atuou na indústria cerâmica, no ensino artístico e no empreendedorismo criativo. Viveu experiências marcantes no setor da moda e da confecção na década de 80, liderando uma marca de jeans em um período de grandes desafios econômicos, o que contribuiu de forma decisiva para sua visão de negócio, resiliência e gestão. Posteriormente, direcionou sua criatividade para o universo da decoração, iniciando o movimento de “vestir a casa”, a partir do desenvolvimento de cortinas, tecidos, almofadas e elementos autorais.A Casa 12 Atelier nasce dessa vivência artística e empreendedora, unindo pintura, tecido, curadoria e sensibilidade estética. Ao lado dos sócios Ana e Luís, Cristiane construiu uma marca baseada em relações de confiança, empatia e parcerias duradouras com fornecedores, arquitetos e equipe. Mais do que um espaço físico, a Casa 12 representa um conceito sensível de morar, onde arte, afeto e identidade se encontram.Giovana Ramos é empreendedora, esteticista e cosmetóloga, atuando desde os 27 anos na área da estética, sempre com um olhar atento, sensível e responsável no cuidado com as pessoas. Aos 31 anos, construiu sua trajetória profissional acreditando que estética, saúde e autoestima caminham juntas, e que cada atendimento deve respeitar a individualidade, a história e as necessidades de quem está do outro lado.Seu trabalho é guiado por princípios sólidos como ética, atualização constante e responsabilidade profissional, entendendo a estética como parte do bem-estar físico, emocional e da autoconfiança. Apaixonada por cuidar de pessoas, Giovana valoriza a escuta, o acolhimento e a construção de relações verdadeiras com suas clientes.Além da carreira, é mãe do Antony, de 2 anos, papel que ampliou ainda mais sua visão sobre empatia, equilíbrio e consciência. Como ser humano e empreendedora, acredita no crescimento emocional, na leveza das relações e na construção de uma vida mais consciente, gentil e alinhada com propósito.Paulo Gonçalves Júnior Mais conhecido como Juninho Gonçalves, é empresário, administrador e corretor de seguros. Iniciou sua trajetória profissional aos 15 anos, trabalhando na metalúrgica da família, e aos 18 passou pela área de marketing da Ceusa Revestimentos, onde ampliou sua visão estratégica sobre negócios e marca.Aos 19 anos, ao lado da irmã e do cunhado, fundou a Ozonio Corretora de Seguros, empresa que em 2026 completa 20 anos de história e hoje é a terceira maior corretora de Santa Catarina, com 29 colaboradores e mais de 5 mil clientes ativos.É formado em Administração com habilitação em Marketing pela Faculdade FASC e possui formação e habilitação como corretor de seguros pelo Instituto da SUSEP, além de especialização em seguros de transportes (cargas).Paralelamente à atuação empresarial, sempre esteve envolvido com iniciativas culturais e eventos, sendo um dos criadores da FEIJURU, festa que teve 10 edições de grande sucesso. Atualmente, é presidente da tradicional Festa do Vinho de Urussanga, conectando empreendedorismo, gestão e valorização da cultura regional.Não fique de fora dessa!#guarujátáon #papoempreendedor #rádio #grandesempreendedores #empreendedorismo #casa12 #mulheres #empresárias
Esta série de programas especiais será um espaço para dialogarmos sobre o mercado de trabalho existente para o/a profissional de cenografia em várias regiões brasileiras. Queremos conhecer sobre as diversas realidades existentes no país. Para isso, chamaremos alguns convidados e convidadas do Distrito Federal para compor essa “mesa” de diálogos.Heloisa Lyra BulcãoCenógrafa e figurinista, desde 1982, com atuação em teatro, dança, cinema e exposições. É pesquisadora e professora independente, com 2 pós-doutorados em educação (UERJ/CNPq e UERJ/Faperj) e doutorado em artes cênicas (UNIRIO). Autora dos livros Luiz Carlos Ripper para além da cenografia (FAPERJ, 2014) - indicado a prêmios APTR e Questão de Crítica - e Luiz Carlos Ripper: poesia e subversão (FUNARTE, 2016). Foi uma das curadoras da exposição brasileira na Quadrienal de Praga 2023, que recebeu o prêmio de Melhor Trabalho em Equipe na Mostra dos Países e Regiões. Maria CarmenÉ cenógrafa e figurinista há 53 anos, formada pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Criou cenários e figurinos para mais de 100 peças teatrais e megaespetáculos de rua. Trabalhou no Rio com Aderbal Freire F.º, Cecil Thiré e Domingos de Oliveira, organizou o Departamento de Figurino da TVE e traduziu o livro "Espaço–Teatro" de Bepi Pastore. Especializou-se em arquitetura cênica na Itália, revitalizando 33 teatros históricos. Em Brasília, fundou o NAC, coordenou cursos do ESTEC, projetou o Teatro Goldoni e fundou o Atelier Cenográfico. Atuou como Coordenadora de Difusão Cultural da FUNARTE (2007-2009). Maíra CarvalhoÉ diretora de arte, produtora e pesquisadora desde 2002. Em seu currículo, tem cerca de cinquenta produções de conteúdo audiovisual, dentre longas-metragens, séries, telefilmes, curtas, além de dezenas de produções publicitárias, espetáculos teatrais e cenografias de eventos. Em maio de 2025, foi agraciada com a Sigla da Associação Brasileira de Cinematografia, assinando a partir de então como Maíra Carvalho, ABC.De 2006 a 2015, foi professora de audiovisual e direção de arte em faculdades do DF. É graduada em História e Mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília, especialista em História e Estética do Cinema pela Universidad de Valladolid (Espanha) e em História da Arte pela Faculdade Dulcina de Moraes.É sócia criadora da produtora Quartinho Direções Artísticas e sócia da BRADA (Coletivo de Diretoras de Arte do Brasil) e da API (Associação das Produtoras Independentes) da ABC (Associação Brasileira de Cinematografia).Cyntia CarlaFigurinista, diretora, professora, circense, atriz, cenógrafa e maquiadora. É professora efetiva na UnB- Universidade de Brasília, lecionando disciplinas em diferentes áreas com ênfase em maquiagem e figurino. Graduou-se como bacharel em artes cênicas e é mestra na linha de pesquisa poéticas contemporâneas com a dissertação “O Livro de Lilitt: a construção de um corpo performático”, ambos pela UnB – Universidade de Brasília. Doutora pela Universidade de Lisboa - Doutoramento em Artes (Artes Performativas e da Imagem em Movimento), com a tese “De Ponta-cabeça: Percursos Feministas No Circo”. Como figurinista, cenógrafa e maquiadora atuou principalmente na cidade da Brasília assinando mais de 60 projetos incluindo; dança, cinema, circo, teatro e ópera. Foi integrante e membro fundadora do grupo de teatro-circo “Trupe de Argonautas” no Brasil e do grupo Soul Circus Almada em Portugal.Roustang CarrilhoÉ multiartista, Mestre em Artes Cênicas pela UnB e Técnico em Canto Popular pela Escola de Música de Brasília. Referência como cenógrafo e figurinista no Distrito Federal, reúne mais de 25 anos de atuação em projetos de dança, música, cinema e teatro. Sua pesquisa articula estética, performance e processos colaborativos de criação.Atua também como diretor de palco e ator. Integra a Andaime Cia. de Teatro (desde 2008) e o Coletivo Antônia (desde 2010). Realizou trabalhos em Portugal, Nova York, Chile, México e Praga.
O Museu Guimet apresenta em Paris a exposição “Mangá. Uma arte completa!”, uma imersão nas origens e na evolução do mangá. A mostra reúne obras raras, revistas históricas e peças das coleções japonesas para revelar tradições, influências ocidentais e a força criativa de mestres dos séculos 20 e 21 — uma viagem ao universo que transformou o mangá em verdadeiro fenômeno global. Márcia Bechara, da RFI em Paris Em vitrines e painéis, visitantes percorrem séculos de narrativas gráficas japonesas, do teatro nô às primeiras experiências com animação, passando pelo humor satírico da imprensa e pela explosão de gêneros que marcou o século 20. A curadoria é assinada por Estelle Bauer, que sublinha o ineditismo da iniciativa. “Eu acho que é a primeira vez que mangás são expostos em um museu de Belas Artes, numa instituição parisiense. Eles estão muito curiosos no Japão com os resultados dessa exposição”, refletiu. A declaração resume o impacto institucional dessa entrada definitiva do mangá no circuito das artes visuais da capital francesa. Especialista em arte japonesa, Bauer explica como buscou evidenciar a profunda ligação entre os mangás contemporâneos e a iconografia ancestral do Japão. “Eu sou historiadora da arte japonesa, então olho os mangás com essa referência e esse conhecimento da arte antiga do país. Isso era uma evidência, existe uma imensidão de relações entre o Japão antigo e os personagens do mangá que usam, por exemplo, máscaras de teatro antigas", exemplificou. "Há cenas que são tiradas diretamente de lendas japonesas. Foi umpouco isso que tentamos mostrar.” A exposição revela esse diálogo ao aproximar obras do acervo tradicional do museu — esculturas, máscaras, pinturas — das narrativas visuais dos mangakás modernos", destaca. Conexões estruturais dos mangás Para Bauer, essas conexões não são apenas estilísticas, mas estruturais para o trabalho de criação dos autores. “Os mangakás se inspiraram muito de sua tradição, de sua cultura visual, e foi isso que tentamos mostrar na exposição, criando uma espécie de diálogo entre as obras do museu, as obras de coleções patrimoniais e os mangás.” Em um dos núcleos mais comentados da mostra, uma escultura rara exemplifica essa relação direta com o imaginário pop. “Acho que o autor de Dragon Ball se inspirou de aspectos variados da tradição japonesa, mas uma das referências possíveis é o dragão que caça a Pérola da Sabedoria. Apresentamos, durante a exposição, uma escultura que faz referência a isso, e que, na verdade, foi um presente do antepenúltimo Shogun do Japão ao imperador Napoleão 3° em 1864.” Um olhar complementar sobre a mostra é o de Valentin Paquot, especialista em mangás e consultor do catálogo da exposição. Ele chama atenção para a dimensão industrial e econômica desse universo, frequentemente esquecida em debates artísticos. “Houve uma abordagem realmente industrial e não somente artística na criação dos mangás. É claro que se trata de um gênero artístico legítimo, mas, por trás dos mangás, existe também muito dinheiro... Apenas em 2024, esse mercado gerou 704 bilhões de yens somente no Japão, ou seja, um total equivalente a € 4 bilhões, é uma soma colossal. Nós adoraríamos dispor de um orçamento igual para os quadrinhos na França”, compara. Leia tambémDiva do mangá, japonesa é segunda mulher a vencer o Festival Internacional de HQ da França Paquot lembra que o boom editorial japonês, impulsionado pelo pós-guerra e pelo baby boom, foi decisivo para a consolidação de um mercado de larga escala. “É um segmento muito mercantilizado, com um volume enorme de revistas. Essa explosão começou na época do baby boom japonês, com mais de 80 revistas mensais na época. E, além disso, o mangá também foi muito usado como veículo de publicidade.” Paquot também destaca a presença marcante dos yōkai, seres sobrenaturais do folclore japonês que atravessam tanto mangás quanto animes. “Se nos voltarmos ao que chamamos de yokais, ou seja, aos monstros japoneses, que estão muito bem sublinhados nessa exposição, podemos ver o incrível bestiário presente nesse repertório japonês, e, na verdade, trata-se de uma gramática muito conhecida lá. Isso quer dizer que, se usamos um determinado personagem, sabemos com antecedência a mensagem que se quer passar...” Segundo ele, essa gramática visual não impede liberdade criativa — ao contrário. “E se o mangaká tiver vontade de brincar, ele pode criar o que chamamos de ‘gap', uma surpresa, ou seja, ele vai utilizar um monstro do qual é esperado um determinado comportamento, mas que vai fazer exatamente o oposto. Os mangakás adoram nos surpreender desse jeito...” Tradição e cultura pop em diálogo “Manga. Tout un art!” ocupa três andares do Museu Guimet e foi concebida para apresentar o mangá em paralelo às coleções asiáticas da instituição — de máscaras do teatro Nô, vestes de samurais e katanas a desenhos originais de Dragon Ball, One Piece, Naruto e Astro Boy. A curadoria apostou em uma montagem dinâmica que atrai o público jovem sem perder densidade histórica. Um dos pontos altos é a sala dedicada à Grande Onda, um clássico de Katsushika Hokusai (1830/1831), onde se discute como o “traço claro e estruturado” do mestre "antecipa códigos narrativos dos quadrinhos modernos" — e como essa iconografia segue influenciando autores e estilistas. A mostra também destaca o papel de Osamu Tezuka, cujas séries Astro Boy e A Princesa e o Cavaleiro ajudaram a revolucionar linguagem e formatos, abrindo caminho para gêneros como o shōjo (voltado originalmente para meninas) e para movimentos mais adultos como o gekiga. Como gesto de ponte com novas gerações, o cartaz da exposição foi encomendado ao mangaká francês Reno Lemaire (Dreamland), reforçando o diálogo entre tradição japonesa e produção contemporânea. De onde vem o mangá: raízes, encontros e viradas Embora o termo “mangá” tenha sido popularizado por Hokusai no século XIX e hoje seja associado às HQs japonesas, suas raízes remetem aos emaki (rolos narrativos) da era medieval e ao repertório do ukiyo‑e. A exposição em Paris parte exatamente dessa genealogia para ler o mangá como herdeiro de séculos de visualidade. O encontro com o Ocidente, no fim do século XIX, incorporou a tradição de caricatura e sátira dos jornais europeus, catalisando o nascimento do mangá moderno com autores como Kitazawa Rakuten. Já na primeira metade do século 20, o kamishibai — o “teatro de papel” de rua — refinou a narrativa seriada e a relação direta com o público, elementos que migram depois para as revistas e, mais tarde, para o anime televisivo. O kamishibai tem raízes nos emaki e em práticas de narração pictórica (etoki); sua “era de ouro”, nas décadas de 1930–50, antecede a popularização da TV — não à toa apelidada de “kamishibai elétrico”. Muitos artistas transitaram do kamishibai para o mangá e o anime, sedimentando técnicas e modos de contar histórias que hoje são marca do quadrinho japonês. Uma paixão brasileira? O Brasil tem uma relação de longa data com o mangá e o anime. Lobo Solitário chegou ao país em 1988, e a consolidação do formato “de trás para frente” se deu de forma massiva com Dragon Ball, no início dos anos 2000. A partir daí, editoras especializadas e selos de grandes grupos aceleraram a oferta e profissionalizaram a distribuição. O resultado aparece nas vendas: entre julho de 2023 e julho de 2024, 71% dos 100 quadrinhos mais vendidos em livrarias brasileiras foram mangás — com liderança da Panini, seguida pela JBC (adquirida pela Companhia das Letras em 2022), entre outros selos. Em outro recorte, os mangás concentraram 46,7% das vendas do mercado de quadrinhos no país, confirmando o apelo da cultura pop japonesa. Esse interesse transborda para eventos e streaming. A CCXP, maior festival de cultura pop do mundo em público, reuniu 287 mil pessoas em 2023; e a Crunchyroll anunciou, em 2024, que o Brasil já é seu segundo maior mercado de assinantes globais — impulsionando dublagens, estreias em cinema e ativações de grande porte. Mesmo num cenário em que o hábito de leitura geral encolheu — o país perdeu cerca de 6,7 milhões de leitores em quatro anos, segundo a pesquisa Retratos da Leitura 2024, organizada pelo Instituto Pró‑Livro (IPL) — o mangá mantém tração ao se apoiar em uma cadeia multimídia (animes, games, produtos licenciados) e em comunidades de fãs muito engajadas. Números, gêneros e linguagem do mangá Para além do rótulo “quadrinho japonês”, o mangá se organiza por segmentação etária e temática (shōnen, shōjo, seinen, josei etc.) e por gêneros que vão do épico de ação à introspecção psicológica, passando por romance escolar e ficção científica — uma diversidade que facilita identificação e renovação de leitores. A transposição para anime e o modelo em formato de série na publicação ajudam a sustentar fidelização e vendas recorrentes. No Brasil, essa dinâmica se reflete em listas de mais vendidos dominadas por franquias como One Piece, Demon Slayer e Jujutsu Kaisen, ao lado dos clássicos nacionais infantis — um arranjo que mostra coexistência de perfis geracionais e explica o espaço dos mangás nas prateleiras e nos eventos.
Até dia 22 de dezembro, você pode conferir a exposição Paris–Rio, no Largo do Millôr, em Ipanema. A iniciativa é da Escola de Comunicação e da Escola de Belas Artes da UFRJ, em parceria com a Escola Superior Profissional de Artes Gráficas de Paris. A proposta foi tratar temas diversos, como cultura e meio ambiente, incentivando a produção de estudantes que residem nas duas capitais.Reportagem: Vitória Matos, Ana Patomatti e Luan ArrigoniEdição: Gustavo Silveira
A décima edição da Bienal de Artes e Design da EBA reúne 65 obras de estudantes de graduação e pós-graduação da instituição. Com o tema “Ecos”, os trabalhos possuem múltiplas linguagens e abordam questões sociais e ambientais contemporâneas. A mostra pode ser visitada pelo público até o dia 17 de janeiro, de terça-feira a sábado, das 12h às 19h. A entrada é gratuita.Reportagem: Beatriz FonsecaEdição: Gustavo Silveira
O Conselho Estadual de Cultura (CEC), órgão consultivo vinculado à Secretaria da Cultura (Secult), aprovou, na última semana, a minuta de tombamento do Sítio Histórico do município de Santa Teresa, na Região Serrana do Estado. O que muda a partir de agora? Segundo a Secult, o tombamento é um "ato administrativo que visa preservar, por meio da legislação, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental, protegendo-os contra alterações ou danos que comprometam suas características originais". Após aprovação da minuta de resolução de tombamento pela plenária do Conselho Estadual de Cultura, o documento segue para homologação do governador do Estado. Com a publicação do documento homologado no Diário Oficial, o sítio histórico será inscrito no livro do Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes, finalizando o processo de tombamento.
Pedro O Novo (Portugal, 1992) vive e trabalha em Lisboa. Formou-se em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Pedro O Novo encontra inspiração na literatura, sobretudo nos clássicos, para criar os seus personagens e referências. Estas são incorporadas na pintura de forma literal, mas com um toque fantasioso, transmitindo a sua essência e imediatismo. Nas suas pinturas, existe um constante sentido de revivalismo e nostalgia por outro tempo — um tempo que nunca viveu. Atualmente, está a estudar marcenaria e planeia integrar o rigor, o método e a tridimensionalidade desta disciplina no seu universo pictórico. Entre as suas exposições individuais destacam-se: Vernissage (Balcony Gallery, 2025), Sign Shop (Appleton Box, Lisboa, 2025), Primeira Década (Braço Perna, Lisboa, 2024), Dói-me a paleta (Atelier “Caro Olaias”, Lisboa, 2019), Nostalgia (Galeria Municipal, Beja, 2017). Participou em diversas exposições coletivas, entre as quais: EDGE IS VIRTUE - Dialogue #12 (Dialogue Gallery, Lisbon, 2025), Encontros Imediatos de Segundo Grau (Galeria Avenida da Índia, Lisboa, 2023), Hearts On Fire (Plato Gallery, Évora, 2023), Spike to Spika (Monumental Gallery, Lisboa, 2023), Pintura sem Fim (Brotéria, Lisboa, 2023), Why do We Watch Cartoons & Documents of Innuendo (Ainori Gallery, Lisboa, 2022), POW SPLAT YEAH (Appleton Box, Lisboa, 2021), Novos Olhares sobre o Côa (Museu Arqueológico do Carmo, Lisboa, 2017). Links: https://pedroonovo.com/about/ https://balcony.pt/pedroonovo/ http://www.ainori.pt/pt/pedro_o_novo_2.html https://www.instagram.com/p/DNTXvbQMU3J/ https://www.agendalx.pt/events/event/pedro-o-novo/ Episódio gravado a 22.10.2025 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados
Márcio Desideri é doutorando em Artes da Cena na UFRJ. É mestre e bacharel em Artes Visuais pelo instituto de artes da UNESP. Trabalhou nos filmes “Inexplicável” e “Homem com H”, e em séries, como “Senna”, da Netflix, e também teatro, com reconhecimento internacional e nacional. Escreve artigos científicos sobre a linguagem da maquiagem, bem como ensaios e contos. Foi professor da universidade Belas Artes e do Senac, ambos de São Paulo.O mercado de maquiagem cênica está em expansão. Com o avanço tecnológico, as formas emergentes do fazer se multiplicam e necessitam de profissionais capacitados para novas demandas. Entretanto a dicotomia entre o saber e a popularização virtualizada da práxis, dificulta o ofício, como as consequências da desvalorização do maquiador, falta da mão de obra qualificada, regularização da profissão, escassez de fundamentação teórica e a desinformação de técnicas, processos e procedimentos. Dessa forma o setor despreparado pode não compreender o potencial que a prática da maquiagem possibilita e sua importância na nossa sociedade, em que agrega a indústria de entretenimento e o circuito das artes.Neste livro pioneiro no Brasil, abordaremos a relevância da maquiagem para os palcos, destacando técnicas, processos e procedimentos fundamentais para a realização de um trabalho qualificado. Além de um breve panorama sobre sua história, na qual explicaremos os produtos a serem utilizados, os variados processos criativos e os desafios durante o percurso, o mercado profissional, o uso de inteligência emocional, cuidados com a imagem, a postura do maquiador e a criação de portfólio. Bem como técnicas com o passo-a-passo e os procedimentos corretos, abrangendo o uso do airbrush e próteses de látex. Além de introduzir a teoria das cores, os fundamentos da maquiagem cênica, como composição, luz e sombra, volume e formas. Ademais relacionaremos a maquiagem com a linguagem do desenho, da pintura e da escultura. Dessa maneira oferecemos aos profissionais da área que buscam reatualizar o conhecimento, como para os iniciantes, e não apenas só maquiadores, como também os atores, produtores e diretores, um material didático e prático, com intuito de revelar e informar sobre o universo fascinante que é a maquiagem cênica.Site/Rede social do trabalho: https://www.maquiartista.com.br/about-2-1Link para compra: https://www.travessa.com.br/maquiagem-cenica-tecnicas-processos-e-procedimentos/artigo/1474bed6-e70c-4454-a132-8116913395da (Travessa: site direcionado pelo site do convidado)https://acasocultural.com.br/produtos/maquiagem-cenica-tecnicas-processos-e-procedimentos/
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "Uma Batalha Após a Outra" (One Battle After Another, 2025), de Paul Thomas Anderson. Estrelado por Leonardo DiCaprio, Teyana Taylor, Sean Penn, Chase Infiniti, Benicio Del Toro e Regina Hall, o longa é um dos melhores lançamentos do ano e forte candidato ao Oscar 2026. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Inspirado no livro "Vineland", de Thomas Pynchon (mesmo autor de "Vício Inerente"), "Uma Batalha Após a Outra" conta a história de Bob Ferguson (DiCaprio), um antigo revolucionário que é arrastado de volta a um mundo de perigos e conspirações quando sua filha, Willa (Infiniti), é colocada em risco. Em meio a confrontos intensos e situações imprevisíveis, ele precisa desafiar seu próprio passado para tentar salvá-la, em uma história marcada por ação incessante e reviravoltas inesperadas. Quem se senta à mesa conosco neste podcast é Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder". O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br. Este episódio contém trechos meramente ilustrativos das músicas "One Battle After Another" (2025), de Jonny Greenwood; "The Revolution Will Not Be Televised" (1971), de Gil Scott-Heron; e "Dirty Work" (1971), de Steely Dan. Todos os direitos reservados aos artistas.
Este fim-de-semana, o Museu de Arte Moderna de Paris abriu as portas ao mais recente trabalho da coreógrafa portuguesa Tânia Carvalho. "Nem tudo é visível, nem tudo é audível" é uma criação concebida em homenagem a Pierre Boulez, por ocasião do centenário do compositor francês. A performance envolve mais de trinta alunos dos Conservatórios Nacionais de Lyon e Paris e propõe uma deambulação coreográfica, musical e museológica. “Nem tudo é visível, nem tudo é audível” transforma o museu numa partitura em movimento, onde o público é convidado a traçar o seu próprio percurso sensorial, que acaba por ser fragmentado e único. A deambulação impossibilita uma visão total da obra e convida o espectador a perder-se entre o (in)visível e o (in)audível. “Não é preciso estar sempre presente em todo o lado nem saber sempre o que se passa em todo o lado. Às vezes é bom deixar escapar coisas, porque o que é para vir ter até nós, vem”, afirma Tânia Carvalho, que acrescenta que o titulo da performance surgiu da própria experiência de criação: “Quando comecei a fazer isto, percebi que não queria uma deambulação em que as pessoas vissem sempre a mesma coisa ao mesmo tempo. Num museu é impossível ver tudo.” A peça estreou no Museu de Belas-Artes de Lyon e foi adaptada ao espaço parisiense, respeitando a arquitectura e o ritmo das salas: “Há muitas salas e são mais pequenas. Quis que as pessoas se pudessem dispersar e procurar o seu lugar. Não fiz a pensar nas obras, fiz a pensar onde é que cada parte de dança ficava melhor, com que música.” Sobre a relação com Pierre Boulez, Tânia Carvalho admite que foi uma descoberta. “Até agora não tinha assim muita relação. Já conhecia, mas não muito bem. E agora já ouvi bastante. A relação mudou. Foi uma encomenda, porque é o centenário do seu nascimento, e decidiram festejar a sua existência, o seu trabalho, o seu percurso. Eu aceitei.”
"Aquela que eu (não) fui" é um espetáculo da Cia. Luna LuneraEduardo Andrade possui graduação em Arquitetura e Urbanismo e Mestrado em Artes pela UFMG, Doutorado em Artes Cênicas pela UFRJ, com sanduíche na Columbia University (EUA) pelo CNPq. Tem experiência nas áreas de Arquitetura e Artes, com ênfase em Cenografia, tendo desenvolvido dezenas de trabalhos para teatro e dança, além de algumas produções em cinema e TV (portifólio disponível no site www.edandrade.com.br). Recebeu diversas indicações e prêmios na área e teve a oportunidade de participar de festivais e montagens em variadas localidades do país e do exterior. Desde 2008 é professor efetivo da Escola de Belas Artes da UFMG, onde coordena o Laboratório de Cenografia e Iluminação Cênica (LIC), atuando na pesquisa e no ensino na área da realização plástica do espetáculo. É cofundador e líder do Grupo de Pesquisa "Barracão - Cenografia e outras práticas espaciais cênico-performáticas" que investiga a prática da cenografia e sua relação com os elementos constituintes do discurso cênico. Integra o quadro docente do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFMG, atuando na linha de Pesquisa Poéticas Tecnológicas. Suas pesquisas envolvem o campo da iluminação cênica, o uso de tecnologias na cena e, mais especificamente, as noções de teatralidade e performatividade aplicadas às artes visuais e à cenografia teatral. É autor do livro "O espaço encena: teatralidade e performatividade na cenografia contemporânea", fruto de sua tese de doutorado, laureada com Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese 2020.@edsandrade | edandrade.comMorgana Mafra é artista, pesquisadora e professora de dança e performance. Doutora em Artes, na linha de Artes Cênicas, pela UFMG (2024) e mestre em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG (2018), onde investigou corpo e performance, é também graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard–UEMG (2013), com habilitação em fotografia e escultura. Sua formação atravessa a dança contemporânea, com ênfase na improvisação e na educação somática. Sua pesquisa e criação se dão no entrelaçamento de linguagens — dança, performance, videodança, videoperformance, fotografia, escultura, instalação, peças sonoras — e também cenografia e direção de arte —, explorando o corpo como lugar de escuta e composição. Trabalha com estruturas improvisadas e procedimentos que emergem da interação entre gesto, matéria e forças ambientais, em diálogo com objetos e materialidade que atravessam o corpo e a cena. É idealizadora e coordenadora do projeto transdisciplinar Residir a Cava, que reúne artistas e pesquisadores em territórios minerados para criar a partir das relações entre corpo e paisagem.Release: O espetáculo revela momentos decisivos na vida de pessoas que não conseguiram esconder o que sentiam, expondo suas emoções no exato momento em que se manifestaram. Quando o sentimento se torna palavra, não há como silenciar – quem se cala, falha. Ao longo da trama, acompanhamos gestos de coragem de indivíduos que se recusaram a aceitar uma vida insatisfatória, buscando sempre a verdade em seus próprios corações.Ficha Técnica:Concepção: Cia. Luna LuneraDramaturgia: Diogo LiberanoDireção: Isabela Paes, Lucas Fabrício, Marina Arthuzzi, Vinícius ArneiroAssistência de direção: Zé Walter AlbinatiAtuação: Cláudio Dias, Joyce Athiê, Marcelo Soul, Renata PazConcepção cenográfica: Ed Andrade e Morgana MafraAssessoria de cenografia: Matheus LukashevichEstagiária de cenografia: Isabella SaibertCenotecnia: Nilson Santos e Artes Cênica Produções LTDAMontagem de cenário: Henrique Fonseca e Israel SilvaIluminação: PRISMA – Marina Arthuzzi, Rodrigo Marçal, Wellington Santos (Baiano)Operação de luz: PRISMAFigurino: Marney HeitmannAssistente de figurino: Vinicius de AndradeCostureira: Maria Vieira LimaDireção de movimento e preparação corporal: Eliatrice GischewskiAmbientação sonora: Daniel NunesOperação de som: Matheus Fleming@cia.lunalunera.oficial
Design [ … ] Dito, é um podcast parceiro da TV Unifor, que explora o universo do design de forma crítica e despojada, trazendo convidados que compartilham suas vivências, desafios e perspectivas sobre a área, e tem por objetivo debater e conhecer os espaços de atuação do design no mercado de trabalho. O nome do programa, [ … ] Dito, funciona como uma metáfora para as maneiras como o design é entendido: ele pode ser [mal]dito (mal compreendido), [pré]dito (com uma interpretação prévia) ou [ben]dito (quando sua intenção é perfeitamente captada), dentre outros.No episódio de estreia do podcast Design [ … ]Dito, disponível no canal Uniforcast em todos os tocadores de áudio, os apresentadores Jorge Godoy e Bruno Ribeiro, professores da Universidade de Fortaleza, recebem João Vilnei, professor da UFC em Quixadá e professor de Artes no ICA da UFC. O convidado, que é doutor em Arte e Design pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto FBAUP/Portugal, mestre em Criação Artística Contemporânea pela Universidade de Aveiro – UA/Portugal e bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Ceará – UFC/Brasil, se autodefine em sua biografia como "artista" antes de qualquer outra coisa, refletindo o tema central da conversa: a intersecção entre arte, design e comunicação. No episódio “Vamos Frescar”, que se configura como uma rica sessão de conselhos para estudantes, João Vilnei enfatiza a importância de uma mudança de mentalidade na jornada acadêmica e profissional. Ele aconselha os alunos a olharem para seus projetos não apenas como trabalhos, mas como produção de conhecimento. Reforça que o estudo, e não a ferramenta, é o que realmente define um designer. João Vilnei também motiva os estudantes a reconhecerem seu potencial técnico e criativo para participar de projetos que visam a melhoria da sociedade, usando o design como uma poderosa ferramenta para esse fim. O professor aborda ainda a independência que osalunos adquirem ao entrar na faculdade e o fato que a entrada no mercado de trabalho acontece no exato momento em que iniciam a vida universitária, incentivando uma postura proativa e responsável. O podcast Design [ … ] Dito é uma produção do núcleo de podcast da TV Unifor, plataforma que explora o universo do design de forma crítica e despojada, trazendo convidados que compartilham vivências e desafios sobre a área.Ficha Técnica: Produção: Beatriz Barros, Isabela Fortaleza, Clara de Assis, Wivyna Santos, João Pedro Moreira e Matheus Pinheiro Coordenação Técnica: Hélio Viana Professora Orientadora: Ana Paula Farias Secretária Executiva: Tamires Andrade Direção TVU: Max Eluard Direção de Comunicação, Marketing e Comercial: Ana Quezado Reitor: Randal Martins Pompeu Emissora: TV Unifor - Universidade de Fortaleza Transmissão: Canal UniforCast - Spotify, Deezer, entre outros.
As convidadas do programa Pânico desta quarta-feira (10) são Barbara Kogos e Paula CamachoBarbara KogosBarbara Kogos é jornalista com registro profissional, formação em magistério e trajetória acadêmica na área de Letras e Gestão Pública. Comunicadora estrategista de comunicação política e uma cidadã comum que decidiu transformar indignação em ação. É natural de Santos e se tornou referência nacional nas redes sociais por traduzir a política com coragem, clareza e impacto.Hoje, soma quase 400 mil seguidores em todas as redes e mais de 8 milhões de visualizações mensais, com vídeos que informam, provocam e educam, sempre com independência, humor e firmeza. Conquistou a marca de 11 milhões de visualizações em um único vídeo, no Tiktok, revelando as votações dos deputados na câmara e seus espectros políticos fluidos. Sou autora da palestra “Política Para Todos – Como Você Pode Mudar o Jogo” e dos e-books "O jogo da Política" e “Jogo Revelado – Entenda o Sistema Antes Que Ele Controle Você”, que já estão prontos para lançamento e despertar ainda mais milhares de pessoas para enxergarem a política como ela realmente é.Com conteúdos diários nas redes, palestras e e-books, tenho criado um movimento de formação política acessível, direta e provocadora. Leva o que as escolas e universidades esconderam. E mostra como a política está no preço do gás, no remédio, no silêncio da imprensa, na guerra das narrativas.Ensina política com clareza, coragem e impacto, traduz temas complexos de forma acessível e direta, mostra os bastidores da manipulação ideológica e ensina as pessoas a pensarem com autonomia.Redes Sociais: Instagram: instagram.com/barbarakogos Tiktok: tiktok.com/@barbarakogosoficial Youtube: www.youtube.com/@barbarakogosPaula Camacho Paula Camacho é formada em Design Gráfico pela Universidade de Belas Artes de São Paulo e construiu grande parte de sua carreira atuando no desenvolvimento de marcas e embalagens, com especial foco em marketing digital e edição de vídeos.O interesse pelo sistema político brasileiro surgiu durante as manifestações de 2013, conhecidas como os protestos dos 20 centavos, despertando nela uma busca contínua por conhecimento na área. Desde então, tem se dedicado ao estudo e à análise do cenário político nacional.Em 2024, lançou o canal Zona de Polêmica no YouTube, um espaço de viés de direita, onde compartilha suas opiniões sobre política com irreverência e descontração.Em 2025 estreou um programa ao vivo no canal da Revista Oeste, o Oeste com Elas que acontece de seg a sexta das 10h ao 12h junto com Adriana Reid e Marina Helena que abordam todo tipo de temas, mas principalmente política e economia com muita descontração.Redes Sociais:Instagram: https://www.instagram.com/zonadepolemica/Youtube: Zona de Polêmica: https://www.youtube.com/@zonadepolemica24
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "A Hora do Mal" (Weapons, 2025), de Zach Cregger, um dos grandes sucessos de 2025. Também comentamos outros filmes de horror recentes sobre os quais ainda não havíamos falado no podcast: "O Pranto do Mal", "Apartamento 7A", "Pecadores", "Extermínio: A Evolução", "M3GAN 2.0" e "Prédio Vazio". - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Em "A Hora do Mal", uma comunidade é abalada pelo desaparecimento repentino de crianças de uma mesma sala de aula. As suspeitas recaem sobre a professora delas, enquanto os pais e a polícia tentam desvendar o mistério. No elenco, Julia Garner, Josh Brolin, Amy Madigan, Benedict Wong e Alden Ehrenreich. Confira a minutagem em que os filmes são discutidos: 00:03:57 - "A Hora do Mal" 01:04:07 - "O Pranto do Mal", "Apartamento 7A", "Pecadores", "Extermínio: A Evolução", "M3GAN 2.0", "Prédio Vazio" Quem se senta à mesa conosco neste podcast é Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder". O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br. Este episódio contém trechos meramente ilustrativos das músicas "Weapons Main Theme" (2025), de Ryan Holladay, Hays Holladay & Zach Cregger; "Beware of Darkness" (1970), de George Harrison; e "Terminator 2 Main Title" (1991), de Brad Fiedel. Todos os direitos reservados aos artistas.
Esta série de programas especiais será um espaço para dialogarmos sobre o mercado de trabalho existente para o/a profissional de cenografia em várias regiões brasileiras. Queremos conhecer sobre as diversas realidades existentes no país. Para isso, chamaremos alguns convidados e convidadas do Paraná para compor essa “mesa” de diálogos.- Ivana Lima é É artista visual, bacharel em Gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap, 2008). Iniciou seu percurso artístico aos 14 anos, estudando pintura com Luis Carlos Andrade Lima e Ronald Simon, e desde 1997 frequenta os ateliês do Museu da Gravura Cidade de Curitiba, onde atualmente também atua como orientadora no ateliê de xilogravura. Teve orientação de importantes nomes como Ana Gonzalez, Nelson Hohmann, Andréia Las e Denise Roman, espaço que também proporcionou a aproximação com o saudoso artista Carlos Henrique Tullio, resultando na colaboração com o projeto Jardim das Esculturas, da Sociedade Giuseppe Garibaldi.- Paulo Vinícius é artista de teatro (cenógrafo, figurinista, ator e diretor) desde 1990. Multiartista, sua formação ocorreu de maneira transdisciplinar, com trabalhos realizados na Moda, no Cinema, nas Artes Visuais, na Dança, na Música e, principalmente, no Teatro. Atuante em Curitiba desde 2004, já trabalhou com diferentes artistas, coletivos, diretores e companhias. Professor na universidade desde 2014, ministrou diferentes disciplinas na área do Design Cênico. Sua pesquisa acadêmica está focada no desenvolvimento de projetos cenográficos e seus diferentes processos criativos, entrelaçando teoria e prática, através de metodologias específicas de ensino-aprendizagem para a disciplina de Cenografia. É graduado em Filosofia pela UNESP, graduado em Artes Cênicas pela UNESPAR, especialista em Cenografia pela UTFPR, mestre em Filosofia e doutor em Educação pela PUCPR. No decorrer da sua trajetória já recebeu importantes prêmios por sua prática artística. Seu portfólio pode ser visitado no endereço www.figurinoecena.ato.br@pv_paulovinicius - Eduardo Giacomini é ator, figurinista, cenógrafo e produtor com atuação profissional contínua há mais de 30 anos. Formado em Artes Cênicas pela PUC-PR, é especialista em Teatro pela FAP-PR. Fundou, ao lado da artista Olga Nenevê, o Grupo Obragem, cuja pesquisa cênica é centrada no intérprete criador, com ênfase nos registros autênticos de corpo e voz.Desde 1995, Giacomini assina figurinos, cenários e adereços para espetáculos de teatro, dança, ópera e circo, em parceria com diversas companhias e produtoras de Curitiba. É autor dos livros de figurinos Alegorias da Alteridade (2003) e Alegorias da Alteridade – Figuras Santificadas (2023), obras que elaboram um diálogo entre a indumentária cênica, o mito e as culturas tradicionais do Paraná, a partir de lendas indígenas e personagens do imaginário popular.Reconhecido por sua contribuição ao teatro paranaense, foi homenageado em 2021 em cerimônia solene da Câmara Municipal de Curitiba. Também é atuante no movimento de teatro de grupo da cidade e nas discussões sobre a democratização do acesso à arte e à cultura.@giacomini.eduardo- Fernando Marés é cenógrafo, figurinista e cenotécnico com atuação autônoma desde 1980. É formado pelo Curso Permanente de Teatro do Centro Cultural Teatro Guaíra, licenciado em Teatro e mestre em Teatro pela UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina. Em sua dissertação de mestrado, intitulada “Através das Paredes: A Cenografia como escrita alegórica”, investigou a cenografia como linguagem simbólica dentro do campo das artes cênicas.Sua trajetória inclui a criação de cenários e figurinos para espetáculos de teatro, dança e audiovisual, além da realização de oficinas e cursos voltados à cenografia e cenotécnica.
Moçambique assinala neste 25 de Junho de 2025, os 50 anos da sua independência. Por esta ocasião, a RFI propõe-vos um percurso pela história do país e a sua luta pela liberdade. No décimo segundo episódio desta digressão, evocamos a luta de libertação e a independência de Moçambique vista a partir de Portugal. A guerra de libertação e a proclamação da independência foram um sismo na História de Moçambique mas também de Portugal que a partir de 1975 reintegrou as suas fronteiras iniciais, na periferia da Europa. Membro eminente da diáspora moçambicana em Lisboa, o artista Lívio de Morais viveu boa parte da sua vida nesse Portugal já sem império. Chegado em 1971 para estudar Belas-Artes, ele fundou a sua família e foi docente na zona de Lisboa. Em entrevista à RFI, ele começou por contar os seus primeiros tempos difíceis, como líder estudantil e militante independentista, enfrentando o racismo e o medo de ser preso pela PIDE, a polícia política. "Eu estava na associação como um dos dirigentes da Associação da Escola de Belas Artes e nós éramos rebeldes. E através da arte é possível fazer política. Eu desconfiava. Tive colegas, um de Cabo Verde, outro não sei de onde que fugiram. Foram para a Holanda, porque o ambiente não estava nada bom. Os professores tinham tendência a querer chumbar-nos. Sentia se o racismo dentro da faculdade e nós normalmente não comíamos dentro da faculdade e íamos andando de um lado para o outro. Procurávamos onde havia sossego e paz. Juntávamo-nos e falávamos sempre da política", começa por contar o artista. "O que era incómodo era poder se falar na luta de libertação. Porque aqui a Frelimo era considerada terrorista. Portanto, eu não podia declarar-me ‘terrorista', ou seja, da Frelimo. E, portanto, era apolítico por fora. Mas entre nós, africanos, não tínhamos outra linguagem" recorda o antigo professor que ao lembrar-se da atmosfera vivenciada aquando do 25 de Abril de 1974, fala de um sentimento de "inebriamento". "Estivemos a tocar tambores -e eu ainda tenho o meu tambor que andei a tocar- contentes, confiantes que estava tudo bem e que tudo ia resultar. Claro, havia uma certa dúvida sobre o fim da guerra, se até ao ano seguinte, na independência, se não teria um retorno, porque conforme a História, as coisas podem dar em golpe de estado", recorda Lívio de Morais referindo contudo nunca ter pensado em regressar ao seu país por considerar ser mais útil permanecendo no seio da Diáspora. Olhando para o seu país de longe, o pintor e escultor mostra-se algo crítico relativamente às escolhas que têm sido feitas. "Às vezes fico baralhado. Não sei se tenho que falar ou não, porque coisas absurdas acontecem. Todo o mal de Moçambique tem a ver com a administração da economia. Tem a ver com a distribuição da riqueza. Tem a ver com o desenvolvimento regional, porque há uma concentração em Maputo. A primeira coisa que Moçambique deveria fazer era efectivamente espalhar esse desenvolvimento, essa riqueza de norte a sul, com certo equilíbrio", considera Lívio de Morais. Relativamente a Portugal e à forma como é encarado, o artista que é muito activo na vida da zona onde reside, nas imediações de Lisboa, fala dos preconceitos que ainda podem subsistir. "O racismo é camuflado, está na mente das pessoas, não é aberto como era no tempo que eu estava como estudante. Quando eu estava a namorar, em 1976. Eram palavrões de todo o lado, como se tivesse cometido algum erro. Mas agora é normal, porque Portugal tem muitas culturas. Eu, pelo menos procuro lapidar logo que aparece uma cena dessas. A ideia que há sobre o africano na Europa. Os meus filhos são portugueses, mas têm a mistura da cor da mãe portuguesa e a mistura da cor do pai, que é moçambicano. O mundo tem que ser assim", diz Lívio de Morais que sobre o crescimento da extrema-direita em Portugal considera que "é uma vitória do racismo", mas que ele não vai prevalecer. "Não vão conseguir acabar com os africanos, com os indianos ou com os cidadãos do Bangladeche. Como nós, em Moçambique, não estamos interessados em acabar com os que nos querem. Quem vai a Moçambique, sendo portugueses, ingleses, franceses, etc, nós aceitamos porque é um meio de investimento, de desenvolvimento, de turismo, de bom conviver, da paz e vai ao encontro dos Direitos Humanos. O que dizem os Direitos Humanos? O ser humano é livre de escolher onde se sente seguro, onde se sente melhor para sua sobrevivência e vivência. Queiramos ou não queiramos, vamos nos aperceber que dentro de dez, 20, 30 anos, não haverá essa diferença que existia no passado dos pretos, dos brancos, dos amarelos", lança Lívio de Morais. 50 anos depois de Moçambique e de outros países de África Lusófona acederem à independência, falta ainda mudar a percepção desse passado em Portugal, apesar de ter existido um consenso contra a guerra colonial no seio da população portuguesa, diz Bernardo Pinto da Cruz, investigador especializado nesse período ligado à Universidade Nova de Lisboa. "Os estudos que existem acerca da opinião pública no último período do imperialismo português apontam que havia, de facto, um consenso contra a guerra colonial. Consenso esse que se refletia na composição das Forças Armadas e, depois do Movimento das Forças Armadas, que vieram a dar o 25 de Abril de 1974. Todavia, nós sabemos que grande parte da população era analfabeta e a iliteracia pesava muito num contexto em que a censura era recorrente, quotidiana", começa por constatar o estudioso. Sobre a forma como se apresenta a narrativa em torno da descolonização após o 25 de Abril, o investigador considera que "há duas fases distintas". "Até 1994-95, há uma espécie de cristalização de um tabu acerca da guerra colonial. Um tabu marcado sobretudo por um imaginário da esquerda. E, portanto, aqui temos um duplo legado. Portanto, o legado da descolonização é o legado da transição para a democracia. Depois, em 1994-95, dá-se uma explosão da memória. Pelo menos é assim que os historiadores e os cientistas políticos falam acerca desse período. Explosão da memória, em que a esse imaginário de esquerda começa a ser contraposto um imaginário de direita em que se começa a reequacionar a bondade da descolonização, o próprio processo de descolonização. E essa fase segue, grosso modo, uma desmobilização do tema da descolonização como um tema quente que era debatido no Parlamento português", diz o especialista em ciência política. Questionado sobre alguns dos efeitos da descolonização em Portugal, nomeadamente o regresso dos chamados ‘retornados' ao país dos seus antepassados, Bernardo Pinto da Cruz baseia-se nas conclusões de um livro recente da autoria do investigador João Pedro Jorge. "Foram encarados com suspeição por parte dos portugueses, também por parte de uma certa esquerda que temia que os ‘retornados' viessem engrossar as fileiras de apoio aos movimentos reacionários. Mas o que nós hoje sabemos é que foram uma força muitíssimo importante para a consolidação do Estado providência português, isto é, medidas assistencialistas de bem-estar. Os ‘retornados' foram uma força viva que permitiu ao Estado português reorientar-se de uma ditadura para a democracia", diz o universitário ao referir que o preconceito que existia em relação a essa categoria da população portuguesa tende agora a diluir-se. Sobre os militares que combateram nas diversas frentes na Guiné, em Moçambique e Angola, o pesquisador dá conta das contradições às quais ele e seus pares têm de fazer frente. "Temos aqui um problema para fazer investigação. Por um lado, honrar a memória é também honrar as necessidades que esses veteranos de guerra têm hoje em dia. (…) Por outro lado, nós temos de encarar de frente o problema dos crimes de guerra. E quando queremos encarar de frente os crimes de guerra, nós sabemos que eventualmente vamos estar a mexer não só com as memórias dessas pessoas, mas também com as suas famílias. Acabaremos sempre por contribuir também para a estigmatização dessas pessoas", refere Bernardo Pinto da Cruz. Evocando o caso ainda mais delicado dos africanos que combateram sob bandeira portuguesa, o especialista da descolonização diz que a única forma de lidar com com esse "dualismo em que se quer encerrar as pessoas é, talvez recuperarmos o papel do Estado português, das Forças Armadas portuguesas no aliciamento, no recrutamento forçado dessas pessoas". Por fim, ao comentar a crescente tentação que existe em Portugal de "branquear" o seu passado colonial, Bernardo Pinto da Cruz refere que "a visão mais corrente dentro da academia portuguesa é a da necessidade de descolonizar as mentes. E isso é sobretudo verbalizado por sociólogos do Centro de Estudos Sociais de Coimbra, que fizeram um trabalho importantíssimo acerca do que se costuma chamar de ‘amnésia histórica'. Essa ‘amnésia histórica ‘a propósito do colonialismo seria, no entender desses investigadores, um resultado do enorme impacto da ideologia oficial do Estado Novo que é o luso-tropicalismo. E esse luso-tropicalismo ainda hoje perdura nas mentes dos portugueses e, portanto, nós precisamos de descolonizar as mentes dos portugueses. Eu sou muito céptico a respeito disso. Eu reconheço o importantíssimo trabalho destes investigadores, mas eu sou muito céptico acerca do impacto que uma ideologia pode ter na prática para acreditarem a despeito de toda a prova empírica em contrário, de que Portugal não era um país racista. As últimas sondagens, por exemplo, do ano passado, a respeito dos 50 anos do 25 de Abril, mostram justamente isso : mais de metade dos portugueses acredita que o desenvolvimento dos povos foi a característica-chave do colonialismo português. Eu não discuto isso. Agora, dizer que isso está correlacionado a uma ‘amnésia histórica', eu não acredito. As pessoas sentem-se mais à vontade para falar, até porque têm uma oferta partidária hoje que lhes permite falar muito mais abertamente desse tópico", considera o estudioso acerca do racismo em Portugal. Podem ouvir os nossos entrevistados na íntegra aqui: Podem também ver aqui algumas das obras do artista moçambicano Lívio de Morais, recentemente expostas no Centro Cultural Lívio de Morais, na zona de Sintra, no âmbito da celebração dos 50 anos da independência de Moçambique:
Organizada dentro da temporada cultural do Brasil na França, o Museu Picasso, em Paris recebe a exposição "Anna Maria Maiolino: Je suis là - Estou Aqui”, a primeira mostra individual na França da artista brasileira de origem italiana. Após cursar Belas Artes em Caracas, na Venezuela, foi no Rio de Janeiro, nos anos 1960, que ela desenvolveu plenamente a sua expressão artística. A influência dos trópicos é uma das marcas de seu trabalho, em que explora o sentimento de pertencimento e de imigração. Maria Paula Carvalho, de Paris A mostra é uma coletânea das principais obras da artista nascida na Calábria, em 1942, que cresceu na Venezuela, antes de se instalar no Brasil. Ao longo de 65 anos de carreira, Anna Maria Maiolino explora múltiplas linguagens artísticas, como disse em entrevista à RFI Fernanda Brenner, que divide a curadoria da exposição com o francês Sébastien Delot. “A ideia é fazer uma amostragem da complexidade e da coerência do trabalho dela", explica a curadora. "Esta exposição não é cronológica, não é montada em eixos temáticos de acordo com as décadas ou as mídias que ela trabalha, mas busca apresentar para o público como a Anna tem um vocabulário muito coeso, muito coerente e, ao mesmo tempo, absolutamente experimental em todas as mídias que ela resolve trabalhar", diz. "Pode ser esculturas em argila, desenhos, pinturas, vídeo, fotografia, performances. Ela transitou por todas as mídias possíveis em arte contemporânea, mas sempre com um vocabulário muito específico e muito ligado com a própria origem dela, como corpo feminino migrante", continua. "Ela que saiu da Itália no pós-guerra, quando o país vivia uma situação de precariedade, de fome. Chegou primeiro na Venezuela, ao fim da infância, e depois no Brasil, aos 20 anos, [onde] encontra a cena brasileira e se faz artista a partir desse encontro com o Brasil”, pontua. Parte de sua formação Anna Maria Maiolino cursou na escola Nacional de Belas Artes Cristóbal-Rojas, em Caracas. Em 1960, ela se mudou com os pais para o Rio de Janeiro, onde continuou sua formação artística, estudando pintura com Henrique Cavalleiro e xilogravura com Adir Botelho. Em paralelo, ela frequentou o curso de estética de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna. A artista diz que não trabalha com a intuição, mas pensa e repensa cada passo de sua criação. Em entrevista à RFI, Anna Maria explicou o título da mostra parisiense: 'Estou aqui'. “Você busca um discurso próprio, diferente, mas isso é uma grande mentira, porque você vem do passado, com todas as culturas do passado. Isso é uma coisa muito forte para mim, porque eu era imigrante no Brasil", lembra. "Ao chegar no Rio de Janeiro, que é uma cidade incrível, eu percebi a liberdade que a arte brasileira tinha", completa. Em 1968, Maiolino obteve a cidadania brasileira. Durante a ditadura, ela e o marido, Rubens Gerchman, se mudaram para Nova York, onde ela realizou parte das obras expostas em Paris. Nos Estados Unidos, a dificuldade por não falar inglês também acabou virando objeto de pesquisa, especialmente em desenhos e poemas. "Eu estive em vários países, em vários lugares. E sempre quando você muda de fronteira, o que existe é a sua presença no lugar. Então, para mim, este título significa que, mais uma vez, eu estou atravessando a fronteira, eu estou na França, estou em Paris, no Museu Picasso, que para mim é mais um território, pois sou uma andarilha, com alma de imigrante", define. Coração brasileiro A artista retornou ao Brasil em 1972, se instalando primeiro no Rio de Janeiro, antes de se mudar para São Paulo, após o divórcio. Suas obras são inspiradas em diferentes línguas, culturas e contextos políticos em que viveu. "Voltar a Paris é voltar para aquilo que eu sou. Eu nasci na Itália, sou uma europeia do Mediterrâneo, mas pertenço a várias camadas dos países onde vivi", afirma. "Meu coração é brasileiro, é carioca. São Paulo não tem linha do horizonte, então me sinto prisioneira em São Paulo", diz. Leão de Ouro em Veneza Em 2024, a artista foi recompensada com o Leão de Ouro na Bienal de Veneza pelo conjunto de sua carreira. Na ocasião, Anna Maria Maiolino dedicou o prêmio à arte brasileira e ao país que a acolheu. "Uma das coisas básicas da minha obra é a memória. A memória física e emocional", diz. "É óbvio que a minha chegada ao Brasil me ajudou a encontrar um discurso particular meu", continua. "Porque o brasileiro começa a sua arte com o Barroco, que é modernidade, não tem uma arte do passado. Tem a arte dos negros africanos, tem a arte dos índios e grande parte da arte brasileira carrega em si um ritual", observa. No Museu Picasso, no bairro do Marais, a exposição de Anna Maria Maiolino dialoga com a obra do artista espanhol. Ela mesma traça semelhanças com ele. “Qual é a minha relação com o Picasso? Mesmo sendo de épocas diferentes, ele sendo homem e eu uma mulher, nós temos em comum uma coisa: a curiosidade, pois mudamos de suporte", compara. "Picasso experimentou e 'comeu' a arte de todo o mundo e 'defecou' Picasso", analisa. "Picasso foi um grande comilão, antropófago das culturas dos outros, mas transformou tudo em Picasso", reforça. "Eu acho que eu e ele, com a diferença de idade e de séculos, temos a curiosidade de nos movermos de um suporte a outro, do desenho para a pintura, para a escultura, isso que eu tenho em comum”, afirma. A exposição "Anna Maria Maiolino: Estou Aqui” fica em cartaz no Museu Picasso, em Paris, até 21 de setembro.
Curador e professor na Universidade de Belas Artes de Lisboa, saiu recentemente da administração do CCB e vem ao Fala com Ela dias depois da inauguração do Pavilhão Julião Sarmento, um amigo que lhe deixa saudades.
Ernesto Neto é um artista irrequieto, que liga uma ideia a outra, uma criação a outra. As honras são dele de ocupar até final de julho a imensa nave do Grand Palais, um dos principais endereços culturais de Paris, com “Nosso Barco Tambor Terra”. A inauguração nesta sexta-feira (6) conta com a presença dos presidentes Lula e Emmanuel Macron. Patrícia Moribe, em ParisDepois de instalações monumentais em locais emblemáticos da capital parisiense, como o Panteão e a loja de departamentos Le Bon Marché, o carioca Ernesto Neto criou uma enorme obra interativa no Grand Palais, com cores, cheiros e som.Teias de crochê feitas de tecidos coloridos se agarram ao domo do local, formando uma espécie de cúpula, como copas de árvores. Os frutos exalam especiarias como canela, cravo e pimenta-do-reino. O artista convida os visitantes a tirar os sapatos e adentrar na instalação, pisando em lascas de cascas de árvores, descobrindo tambores de várias origens espalhados e prontos para serem manuseados.O artista conta que a ideia começou a brotar em 2018, quando visitou Lisboa pela primeira vez. “Eu estava andando pelo Tejo, feliz da vida, com a minha esposa e uma amiga. A gente vendo aquele rio lindo, enorme, um céu azul maravilhoso, de repente eu me dei conta que o fim do rio estava ali adiante e que lá começava o Atlântico”, relata Neto.“E aí veio toda a nossa história, toda a colonização, toda aquela invasão, a problemática indígena, da matança, a problemática da escravidão africana que chegou no Brasil”, explica. “Há também a consciência da nossa história, que é uma coisa que eu venho falando há muito tempo, que somos filhos de mães indígenas - filhos e filhas de mães indígenas. A ideia de Brasil nasce quando nasce a primeira criança, filha de europeu no Brasil e mãe indígena. E depois são os filhos de mães africanas que chegaram para serem escravizadas. Então é uma história bem complexa que a gente tem”.Quando o convite para a exposição chegou há cinco anos, a ideia já estava pronta. “Eu sabia que tinha que ser alguma coisa ligada ao barco, ao planeta Terra e ao tambor e à floresta, porque a floresta é a vida, a floresta é a multinatureza, é a força vital. É ela que limpa o universo, produz essa infinidade de seres vivos, essa pluralidade de encontros e desencontros, mas de também um encantamento, um milagre, essa coisa assim majestosa que é a vida”.“O planeta é cheio de tambores. Assim como nosso corpo, que tem um grande tambor, que é o nosso coração que está batendo - tum, tum, tum, tum. O tambor originalmente é feito de um tronco de árvore com uma pele de animal. Então ele é uma mistura do vegetal com o animal. Eu acho isso uma coisa muito linda. Claro que temos tambores hoje em dia de metal com vinil e coisas do gênero, mas a origem é essa”, explica.Nova geraçãoO Grand Palais também dá espaço no mezanino para uma nova geração de pintores brasileiros, que participam da mostra “Horizontes”, refletindo a pluralidade contemporânea no Brasil, passando por temas como identidade, espiritualidade, trauma e paisagem.Agrade Camiz, nasceu no Rio de Janeiro em 1988. Suas telas apresentam camadas visuais e conceituais que lidam com o caos, intimidade de corpos e territórios populares. “Eu sou do subúrbio do Rio, comecei a pintar na rua, primeiro pichando e depois fazendo murais de grafite. Depois de 2017 eu comecei a sentir uma necessidade de me expressar de outras maneiras, usar outras coisas, outras materialidades”, relata.O mineiro Vinicius Gerheim (1992) é de Juiz de Fora. A ruralidade mineira tem parte importante na gênese de seu trabalho. “Juiz de Fora é uma cidade que tem 175 anos, é uma cidade muito recente. A maneira que consumi pintura foi uma pesquisa me levou a uma caligrafia de paisagem. Foi uma maneira de fazer uma conjuntura, unir tudo isso que eu aprendi e vi depois com o meu aprendizado na escola de pintura mesmo".Marina Perez Simão, nasceu em 1980 em Vitória, e passou pela Escola de Belas Artes de Paris. Ela propõe uma abordagem abstrata e meditativa. “Eu venho trabalhando nessa série já há muitos anos, assim, um corpo de trabalho que são essas invenções de espaço que habitam o lugar entre paisagem e abstração”, disse a artista à RFI.Antonio Obá, nascido em 1983 em Ceilândia, encara a pintura como gesto político. Seu trabalho evoca a cosmologia ioruba, o cristianismo, os rituais afro-brasileiros para interrogar o corpo negro e sua representação.“Nosso Barco Tambor Terra” e “Horizontes” fazem parte da Temporada França-Brasil 2025 e podem ser visitados no Grand Palais, de Paris, até 25 de julho, gratuitamente.
A notícia da morte do fotógrafo franco-brasileiro Sebastião Salgado foi divulgada às 17h20, horário de Paris, pela Academia de Belas Artes francesa, da qual ele fazia parte desde 2017. A imprensa francesa homenageia um "gigante" da fotografia em preto-e-branco, que adotou a França como seu segundo país. De acordo com pessoas próximas da família, Sebastião Salgado morreu na manhã desta sexta-feira (23), cercado pela mulher, Lélia Wanick Salgado, e pelos filhos, Juliano e Rodrigo. Ele deixa dois netos, Flávio e Nara.Um comunicado publicado pelo estúdio que ele mantinha com Lélia, sua inseparável companheira de vida e de trabalho em Paris, há 50 anos, informou que Salgado faleceu em decorrência de uma leucemia grave, provocada por complicações de uma forma específica da malária que ele contraiu em 2010 na Indonésia, quando trabalhava para o projeto Gênesis.Apesar dos 81 anos de idade e dos problemas crônicos de saúde devido à malária, Salgado estava ativo nos últimos dias, dando entrevistas sobre a grande retrospectiva de sua obra que está em cartaz desde o começo de março no centro cultural Les Franciscaines, em Deauville, no norte da França. Até seus últimos dias de vida, ele respondeu a convites para novos trabalhos, do jeito intenso como sempre viveu. Salgado também estava animado e orgulhoso com a estreia da exposição do filho Rodrigo Salgado, de 45 anos. Ele sofre de síndrome de Down e apresenta, pela primeira vez, uma combinação de 16 vitrais, 80 pinturas e algumas esculturas que destacam sua expressão artística intensa e poética na mostra "Rodrigo, uma vida de artista".Apesar do choque com o falecimento do fotógrafo, a abertura da exposição foi mantida para 27 de maio na antiga igreja do Sacré-Cœur de Reims, agora transformada em um ateliê de artes, a uma hora de Paris. A curadoria foi de Lélia e Sebastião Salgado, que realizou a iluminação da mostra. A família estará presente no vernissage privado da exposição, neste sábado (24) às 15h, onde também será prestada uma homenagem ao fotógrafo.Homenagens da imprensa francesaOs jornais franceses destacam o imenso legado do brasileiro. Le Monde enfatiza a trajetória de Salgado como um fotógrafo que capturou a condição humana e os desafios ambientais. O jornal relembrou sua dedicação à Amazônia e seu impacto na conscientização global sobre questões sociais e ecológicas.Libération destaca sua abordagem única para o fotojornalismo e sua capacidade de transformar imagens em narrativas poderosas sobre desigualdade e sofrimento humano.O portal de notícias FranceInfo menciona sua luta contra problemas de saúde nos últimos anos e sua contribuição para a arte e o ativismo ambiental. O portal ressalta a influência duradoura de Salgado na fotografia documental.
Realizada na Eslováquia, a Bienal de Ilustração da Bratislava transforma a cidade da Europa central em uma terra de fantasia. O encontro reúne artistas do mundo todo, e o Brasil tem marcado presença por meio de ilustradores com formação na Escola de Belas Artes da UFRJ. Conversamos com a estudante de Gravura Vitória Alves e a professora orientadora e artista plástica Graça Lima sobre as expectativas para o maior evento de ilustração infanto-juvenil do mundo.Produção e apresentação: Louise FilliesEdição: Vinícius Piedade
A convidada do programa Pânico dessa quinta-feira (15) é Paula Camacho.Paula Camacho é formada em Design Gráfico pela Universidade de Belas Artes de São Paulo e construiu grande parte de sua carreira atuando no desenvolvimento de marcas e embalagens, com especial foco em marketing digital e edição de vídeos.O interesse pelo sistema político brasileiro surgiu durante as manifestações de 2013, conhecidas como os protestos dos 20 centavos, despertando nela uma busca contínua por conhecimento na área. Desde então, tem se dedicado ao estudo e à análise do cenário político nacional.Em 2024, lançou o canal Zona de Polêmica no YouTube, um espaço de viés de direita, onde compartilha suas opiniões sobre política com irreverência e descontração.Em 2025, estreou um programa ao vivo no canal da Revista Oeste, o Oeste com Elas que acontece de segunda a sexta feira, das 10h às 12h, junto com Adriana Reid e Marina Helena, que abordam todo tipo de temas, mas principalmente política e economia, com muita descontração.Redes Sociais:Instagram: https://www.instagram.com/zonadepolemicaCanal no YouTube: https://www.youtube.com/@zonadepolemica24
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos os três filmes que faltavam na nossa cobertura do Oscar 2025: "O Reformatório Nickel", de RaMell Ross, "O Brutalista", de Brady Corbet, e "Um Completo Desconhecido", de James Mangold. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema "O Reformatório Nickel" (Nickel Boys) é baseado no livro de Colson Whitehead, vencedor do Pulitzer, e narra a poderosa história de amizade entre dois jovens negros que passam juntos pelas angustiantes provações de um reformatório juvenil na Flórida, nos anos 1960. Indicado ao Oscar de Melhor Filme e de Melhor Roteiro Adaptado, o longa-metragem chama a atenção por sua história impactante e pela direção habilidosa, com planos feitos em ponto de vista de primeira pessoa. "O Brutalista" se tornou o segundo filme com mais prêmios no Oscar 2025, perdendo apenas para "Anora". Venceu as estatuetas de Melhor Ator, para Adrien Brody, Melhor Fotografia (assinada por Lol Crawley) e Melhor Trilha Sonora Original (para o compositor Daniel Blumberg). Filmado em 70mm, com VistaVision, o longa acompanha a jornada do arquiteto húngaro László Toth, que sai da Europa no pós-guerra para reconstruir sua vida nos Estados Unidos, onde encontra uma série de dificuldades pessoais e profissionais. O elenco também conta com Guy Pearce e Felicity Jones, ambos indicados ao Oscar como coadjuvantes. Encerramos com "Um Completo Desconhecido", cinebiografia do músico Bob Dylan, com recorte nos primeiros anos de sua carreira. Timothée Chalamet interpreta Dylan na influente cena musical de Nova York do início dos anos 1960, quando iniciou o relacionamento com Sylvie Russo (Elle Fanning) e conviveu com artistas como Pete Seeger (Edward Norton), Joan Baez (Monica Barbaro), Woody Guthrie (Scoot McNairy) e Johnny Cash (Boyd Holbrook). O filme concorreu a oito estatuetas no Oscar 2025: Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Ator (Chalamet), Ator Coadjuvante (Norton), Atriz Coadjuvante (Barbaro), Som e Figurino. Sentam-se à mesa conosco neste podcast para discutir "Emilia Pérez" e "Wicked": - Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; - Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br.
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos os filmes "Emilia Pérez", de Jacques Audiard, e "Wicked", de John M. Chu, dois musicais que concorrem ao Oscar 2025. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Escrito e dirigido Jacques Audiard ("Ferrugem e Osso"), "Emilia Pérez" se passa no México, nos dias atuais, quando a advogada Rita recebe uma oferta inesperada. Ela precisa ajudar um temido chefe de cartel a se aposentar de seus negócios e desaparecer para sempre, tornando-se a mulher que ele sempre sonhou ser. No Festival de Cannes, o filme ganhou o Prêmio do Júri e o Prêmio de Melhor Atriz, divido entre Karla Sofía Gascón, Zoe Saldaña e Selena Gomez. No Oscar 2025, o longa recebeu 13 indicações: Melhor Filme, Filme Internacional, Direção, Roteiro Adaptado, Atriz (Karla Sofía Gascón, primeira mulher trans indicada nesta categoria), Atriz Coadjuvante (Zoe Saldaña), Fotografia, Montagem, Som, Maquiagem e Penteado, Trilha Sonora Original e Canção Original (para "El Mal" e "Mi Camino"). "Wicked" é dirigido por John M. Chu ("Podres de Ricos") e baseado no famoso musical da Broadway, por sua vez adaptado do livro de Gregory Maguire. Situado no universo do clássico "O Mágico de Oz", o filme é estrelado por Cynthia Erivo como Elphaba, uma jovem incompreendida por causa de sua pele verde incomum, que ainda não descobriu seu verdadeiro poder; e Ariana Grande como Glinda, uma jovem popular e ambiciosa, nascida em berço de ouro, que só quer garantir seus privilégios e ainda não conhece a sua verdadeira alma. No Oscar 2025, "Wicked" recebeu 10 indicações: Melhor Filme, Atriz (Cynthia Erivo), Atriz Coadjuvante (Ariana Grande), Montagem, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem e Penteado, Efeitos Visuais, Som e Trilha Sonora Original. Sentam-se à mesa conosco neste podcast para discutir "Emilia Pérez" e "Wicked": - Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; - Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do curso Cinema de Ação e do livro “Cine Killer“; - Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br.
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos os filmes "Anora", de Sean Baker, e "Conclave", de Edward Berger, dois favoritos na corrida do Oscar 2025. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Escrito, dirigido e montado por Sean Baker ("Projeto Flórida"), "Anora" acompanha uma profissional do sexo do Brooklyn que conhece e se casa com o filho de um oligarca. Assim que a notícia chega à Rússia, seu conto de fadas é ameaçado quando os pais de seu marido partem para Nova York para anular o casamento. O filme ganhou a Palma de Ouro e concorre no Oscar 2025 a seis estatuetas: Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Montagem, Atriz (Mikey Madison) e Ator Coadjuvante (Yura Borisov). Em "Conclave", dirigido por Edward Berger ("Nada de Novo no Front"), após a morte inesperada do atual pontífice, o Cardeal Lawrence é encarregado de conduzir processo confidencial de escolha de um novo Papa. Os líderes mais poderosos da Igreja Católica de todo o mundo se reúnem nos corredores do Vaticano para participar da seleção, cada um com suas próprias ambições. Lawrence se vê no centro de uma conspiração, desvendando segredos que ameaçam não apenas sua fé, mas também as fundações da Igreja. Estrelando Ralph Fiennes, Stanley Tucci e John Lithgow, o filme foi indicado ao Oscar em 8 categorias: Melhor Filme, Roteiro Adaptado, Montagem, Ator (Ralph Fiennes), Atriz Coadjuvante (Isabella Rossellini), Trilha Sonora Original, Direção de Arte e Figurino. Sentam-se à mesa conosco neste podcast para discutir "Anora" e "Conclave": - Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; - Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do curso Cinema de Ação e do livro “Cine Killer“; - Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br.
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "Nosferatu" (2024), de Robert Eggers, diretor de "A Bruxa", "O Farol" e "O Homem do Norte". A nova versão do clássico do horror de 1922 traz no grande elenco Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult, Willem Dafoe e Bill Skarsgård. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Um dos grandes filmes de terror de todos os tempos, o "Nosferatu" de 1922 foi realizado por F.W. Murnau como uma adaptação não autorizada do livro “Drácula”, de Bram Stoker. Antes de retornar às telas nesta nova versão, agora, mais de 100 anos depois, o longa já havia ganhado uma refilmagem em 1979: “Nosferatu: O Vampiro da Noite”, com direção de Werner Herzog. No filme de Robert Eggers, o ator Bill Skarsgård, mais conhecido por viver o palhaço assassino Pennywise, em “It – A Coisa”, interpreta mais um vilão memorável, o Conde Orlok. Lily-Rose Depp e Nicholas Hoult dão vida a Ellen e Thomas Hutter, o casal assombrado pelo antigo vampiro da Transilvânia. E quem os ajuda na cruzada contra essa figura demoníaca é o Professor Albin Eberhart von Franz, papel de Willem Dafoe. No podcast, nós analisamos a releitura de "Nosferatu" feita por Eggers, que, assim como em seus filmes anteriores, aborda temas como sexualidade reprimida, tabus da masculinidade e medos profundos e históricos da humanidade. Sentam-se à mesa conosco neste podcast para discutir "Nosferatu": - Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; - Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do curso Cinema de Ação e do livro “Cine Killer“; - Matheus Monteiro, crítico, roteirista, cineclubista e professor, autor do Cinegrafia. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br.
Na coluna desta segunda-feira (13), o professor Milton Teixeira conta a história da criação do Museu Nacional de Belas Artes, ocorrido em 13 de janeiro de 1937, por decreto do presidente Getúlio Vargas.
No episódio #40 do podcast Em Foco, nós analisamos o filme "Se Meu Apartamento Falasse" (The Apartment, 1960), um dos grandes clássicos de Billy Wilder, vencedor do Oscar e estrelado por Jack Lemmon e Shirley MacLaine. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Confira abaixo a minutagem dos quadros do podcast: 00:00:00 - Introdução 00:08:24 - Grande Angular: conheça a equipe e a história por trás do filme 00:15:01 - Ponto de Vista: os aspectos atemporais de "Se Meu Apartamento Falasse" 01:09:13 - Zoom: nossas cenas favoritas comentadas 01:23:43 - Fora de Quadro: a exposição no MIS-SP e as adaptações do filme para a Broadway e para Bollywood Escrito por Billy Wilder e I.A.L. Diamond, "Se Meu Apartamento Falasse" acompanha C.C. Baxter, funcionário de uma empresa de seguros em Nova York. Ele tem um pequeno apartamento onde mora sozinho, mas decide emprestá-lo a seus chefes para encontros com amantes, com a promessa de que será promovido na firma. Insatisfeito com os abusos de seus superiores, ele tenta parar com os favores, mas se sente cada vez mais pressionado. Tudo muda, no entanto, quando ele descobre que a mulher por quem está apaixonado é amante de um dos principais diretores da empresa. Nosso podcast foi gravado em ocasião da dupla celebração do cinema de Billy Wilder neste ano de 2024, com a exposição imersiva dedicada à obra do cineasta, em cartaz no MIS-SP -- Museu da Imagem e do Som de São Paulo, e com o relançamento do livro "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder", escrito por Ana Lúcia Andrade, que também ajudou a realizar a exposição. "Se Meu Apartamento Falasse" foi indicado a 10 estatuetas no Oscar e venceu cinco: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Arte e Melhor Montagem. Ganhou também o Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme de Comédia, Melhor Atriz em Comédia ou Musical para Shirley MacLaine, e Melhor Ator em Comédia ou Musical para Jack Lemmon. Os dois também foram indicados ao Oscar e MacLaine ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza. Participam do podcast: -- Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório; -- Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório; -- Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder". No Em Foco, você ouve debates e análises de filmes, sejam eles clássicos, grandes sucessos de bilheteria e de crítica, produções que marcaram época ou que foram redescobertas com o passar dos anos, não importa o país de origem. Além disso, você revisita conosco a filmografia de cineastas que deixaram sua assinatura na história do cinema. Este episódio contém trechos da trilha sonora original de "Se Meu Apartamento Falasse", composta por Adolph Deutsch. Todos os direitos reservados ao artista.
Nesta episódio falo com 2 estudantes da Licenciatura em Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Esta Licenciatura só existe nesta Instituição de Ensino Superior! O que aprendes nesta licenciatura? Quais as saídas profissionais e o ambiente na instituição? TUDO o que precisas de saber nesta LIVE!
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "Ainda Estou Aqui" (2024), dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres. O longa-metragem é o representante do Brasil no Oscar 2025. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza, "Ainda Estou Aqui" foi escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega a partir do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. O filme conta a história da família do escritor durante a ditadura militar brasileira, nos anos 1970. A protagonista é a mãe de Marcelo, Eunice Paiva, papel de Fernanda Torres. Quando seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, vivido por Selton Mello, é levado subitamente por agentes do exército para prestar um depoimento, Eunice inicia uma busca incessante pelo paradeiro dele, ao mesmo tempo em que precisa sustentar sozinha seus cinco filhos (interpretados por Valentina Herszage, Barbara Luz, Luiza Kosovski, Guilherme Silveira e Cora Mora). Quem se senta à mesa conosco neste podcast para discutir "A Substância" é Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder". O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. Este episódio contém trechos das músicas: "É Preciso Dar um Tempo", Erasmo Carlos; e "Jimmy, Renda-se", Tom Zé. Todos os direitos reservados aos artistas.
Patrícia Reis curou a exposição, mas entre as várias fotografias, a sua favorita é a de Jorge Palma. Os 10 anos de Observador em exposição na Sociedade Nacional de Belas Artes até dia 7 de dezembro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "A Substância" (The Substance, 2024), de Coralie Fargeat. Vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes, o longa estrelado por Demi Moore e Margaret Qualley é um body horror cervical que faz um comentário satírico e ferino sobre a sociedade do espetáculo. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Em "A Substância", a atriz veterana Elizabeth Sparkle se vê no fim de seus dias de fama quando é demitida da emissora de TV onde apresenta um programa de ginástica. Ela é apresentada a uma substância misteriosa que permite criar um duplo mais jovem e esbelta de si mesma, mas com o qual ela compartilha a mesma consciência. Contudo, o que parecia ser uma solução para a angústia de Elizabeth se torna uma verdadeira jornada de autodestruição. Quem se senta à mesa conosco neste podcast para discutir "A Substância" é Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder". O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br.
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos dois filmes ligados ao cinema de horror que retomam sucessos de décadas passadas: "Os Fantasmas Ainda se Divertem" (Beetlejuice Beetlejuice, 2024), continuação da clássica comédia de 1988, novamente com direção de Tim Burton e com Michael Keaton no papel principal; e "O Corvo" (The Crow, 2024), nova adaptação dos quadrinhos de James O'Barr, agora com Bill Skarsgård vivendo o papel imortalizado por Brandon Lee no cultuado longa de 1994. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Confira abaixo a minutagem em que comentamos cada filme: 00:00:00 - Introdução 00:06:00 - Os Fantasmas Ainda Se Divertem 01:02:43 - O Corvo Em "Os Fantasmas Ainda Se Divertem", 35 anos depois dos eventos do primeiro filme, Lydia Deetz (Winona Ryder) volta a ser assombrada por Beetlejuice, ao mesmo tempo em que tenta se reconectar com a filha, Astrid (Jenna Ortega), que não acredita nos poderes mediúnicos da mãe. As duas acabam tendo que lidar com o mundo dos mortos junto com Delia (Catherine O'Hara), que busca se reconectar com o recém-falecido marido. Em "O Corvo", o diretor Rupert Sanders propõe uma releitura da história de Eric Draven, mostrando mais de seu relacionamento com Shelly (FKA Twigs) antes de ambos serem assassinados e Eric retornar dos mortos para se vingar do crime. O filme também traz um novo e demoníaco vilão (interpretado por Danny Huston), e um visual muito diferente do clássico dos anos 90. Sentam-se à mesa conosco neste podcast: Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br.
Professor da Faculdade de Belas Artes do Porto e um dos designers portugueses mais premiados internacionalmente. Autor da campanha que deu nova identidade visual à cidade do Porto e que assinou também o polémico logotipo da República Portuguesa.
Analisamos "Pulp Fiction" no aniversário de 30 anos de um dos mais populares e influentes filmes dos anos 90, escrito e dirigido por Quentin Tarantino. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Confira abaixo a minutagem dos quadros e capítulos do podcast: 00:00:00 - Introdução 00:05:20 - Grande Angular: ficha do filme e as origens de "Pulp Fiction" 00:13:59 - Close-up: O que o estilo de cinema de Quentin Tarantino tem de melhor? 00:29:49 - Ponto de Vista: Como é rever "Pulp Fiction" 30 anos depois? 00:48:01 - Ponto de Vista: "Pulp Fiction" é mais linguagem do que substância? 01:04:41 - Ponto de Vista: A violência nos filmes do Tarantino é um mérito ou um problema? 01:27:35 - Ponto de Vista: "Pulp Fiction" tem um protagonista? 01:42:59 - Zoom: nossas cenas favoritas de "Pulp Fiction" 01:56:20 - Fora de Quadro: Prequel sobre os irmãos Vega? 01:59:35 - Fora de Quadro: Qual é o seu filme favorito do Tarantino? Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, "Pulp Fiction" é estrelado por John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis e Ving Rhames nos papéis principais. No elenco coadjuvante, estão Tim Roth, Amanda Plummer, Eric Stoltz, Christopher Walken, Harvey Keitel, Rosanna Arquette e Maria de Medeiros. Além da análise do filme, o nosso podcast traz os bastidores da origem de "Pulp Fiction" e discute tópicos como a influência que o longa teve sobre cineastas da nova geração, o duelo entre forma e conteúdo nos filmes de Tarantino, sua colaboração com a montadora Sally Menke, o uso da violência como entretenimento, entre outros. Também elegemos nossas cenas favoritas de "Pulp Fiction" e os nossos filmes favoritos do Tarantino. Participam do podcast: Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório; Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual; e Paulo Henrique Fontenelle, montador e diretor dos documentários “Loki – Arnaldo Baptista”, “Cássia”, “Dossiê Jango” e da série “O Caso Escola Base”. No Em Foco, você ouve debates e análises de filmes, sejam eles clássicos, grandes sucessos de bilheteria e de crítica, produções que marcaram época ou que foram redescobertas com o passar dos anos, não importa o país de origem. Além disso, você revisita conosco a filmografia de cineastas que deixaram sua assinatura na história do cinema. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br.
Em uma sessão dupla, analisamos os filmes "Rivais", de Luca Guadagnino, e "Guerra Civil", de Alex Garland, e os conflitos de seus personagens. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Confira a partir de qual minutagem cada filme é comentado: 00:10:47 - Guerra Civil 01:02:47 - Rivais "Rivais", mais novo filme do cineasta italiano Luca Guadagnino ("Me Chame Pelo Seu Nome"), é um romance que acompanha Tashi, uma tenista prodígio que, ao virar treinadora, transforma seu marido em um campeão mundialmente famoso. Mas, durante um torneio, o casal reencontra o ex-namorado de Tashi, o que reacende velhas rivalidades dentro e fora da quadra. O filme é estrelado por Zendaya, Mike Faist e Josh O'Connor. O roteiro é do estreante Justin Kuritzkes. Já "Guerra Civil" é um suspense que se passa em um futuro distópico, quando um grupo de jornalistas percorre os Estados Unidos durante um intenso conflito que envolve toda a nação. O elenco principal é formado por Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny e Stephen McKinley Henderson. O roteiro e a direção são assinados por Alex Garland, conhecido pelas aclamadas ficções científicas “Ex-Machina: Instinto Artificial” e “Aniquilação”, além da série "Devs". Sentam-se à mesa conosco para discutir "Rivais" e "Guerra Civil": Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual; Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Analisamos o filme "Dias Perfeitos", premiado em Cannes e indicado ao Oscar, aclamado como um dos melhores trabalhos recentes de Wim Wenders. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Dirigido por Wim Wenders ("Asas do Desejo", "Paris, Texas", "Buena Vista Social Club"), e escrito por ele ao lado de Takuma Takasaki, “Dias Perfeitos” se passa em Tóquio e acompanha o cotidiano de um homem de meia-idade que trabalha como zelador de banheiros públicos na capital japonesa. Mas uma série de encontros inesperados apontam para um passado oculto na vida feliz e harmoniosa do protagonista. Com homenagem ao mestre Yasujirô Ozu ("Era uma Vez em Tóquio") e uma trilha sonora composta por músicas escolhidas a dedo, “Dias Perfeitos” ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, para Koji Yakusho, e foi indicado ao Oscar 2024 de Melhor Filme Internacional. Sentam-se à mesa conosco para discutir "Dias Perfeitos": Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Analisamos a comédia absurda dirigida por Kristoffer Borgli ("Doente de Mim Mesma") que traz Nicolas Cage no papel de um involuntário invasor de sonhos. Discutimos onde o filme melhora em relação ao primeiro, seu ritmo, os novos personagens e a evolução da jornada do "herói" Paul Atreides. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Com produção de Ari Aster (diretor de "Hereditário" e "Midsommar"), para a A24, "O Homem dos Sonhos" (Dream Scenario, 2023) acompanha Paul Matthews (Cage), um professor universitário com uma vida banal, que, misteriosamente, começa a aparecer nos sonhos de pessoas que ele nem conhece. Logo, esses sonhos se tornam pesadelos, e ele precisa aprender a lidar com essa nova fama. Fazendo sua estreia em língua inglesa, o norueguês Borgli acompanha a ascensão e a queda dos 15 minutos de fama de um homem comum com um destino inusitado. “Eu vejo a ficção como um lugar para investigar aspectos sombrios ou disfuncionais da vida moderna. Há uma tendência muito humana de focar no espaço negativo tudo o que sentimos que está faltando, mesmo quando aparentemente temos tudo. Nós nos tornamos miseráveis na ausência de algum potencial inventado”, reflete o diretor, que também assina o roteiro e a montagem do longa. O elenco também conta com Julianne Nicholson, Michael Cera, Tim Meadows, Dylan Gelula e Dylan Baker. A trilha sonora é assinada por Owen Pallett e a fotografia é de Benjamin Loeb. Sentam-se à mesa conosco para discutir "O Homem dos Sonhos": Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório; Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Analisamos "Duna: Parte 2" (2024), de Denis Villeneuve, continuação da adaptação do clássico da ficção científica escrito por Frank Herbert. Discutimos onde o filme melhora em relação ao primeiro, seu ritmo, os novos personagens e a evolução da jornada do "herói" Paul Atreides. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Lançado pouco mais de dois anos após o primeiro filme, "Duna: Parte 2" retoma a história logo após Paul Atreides se juntar aos Fremen, com quem ele segue seu treinamento em meio à crença de que é o "escolhido" que colocará fim à guerra e guiará o povo de Arrakis à salvação. Porém, uma nova investida dos Harkonnen, agora liderados pelo psicótico Feyd-Rautha, pretende dominar de vez o planeta e escravizar seus habitantes. O roteiro foi escrito por Villeneuve em parceria com Jon Spaihts. A trilha sonora é novamente assinada por Hans Zimmer. A fotografia é de Greig Fraser e a montagem é de Joe Walker. O elenco de "Duna: Parte 2" tem o retorno de Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Javier Bardem, Dave Bautista, Stellan Skarsgård e Charlotte Rampling. As novidades são Austin Butler, Florence Pugh, Christopher Walken e Léa Seydoux. Sentam-se à mesa conosco para analisar "Duna: Parte 2": Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório; Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Analisamos o filme "Anatomia de uma Queda" (2023), de Justine Triet, vencedor da Palma de Ouro e do Oscar de Melhor Roteiro Original. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema "Anatomia de uma Queda" é um retrato envolvente de uma mulher sendo julgada como suspeita de assassinar seu marido. Sandra, uma escritora alemã (papel de Sandra Hüller), desmorona quando seu companheiro, Samuel (vivido por Samuel Theis), é encontrado morto. Aos poucos, o julgamento deixa de ser apenas uma investigação das circunstâncias da morte dele e se torna uma inquietante jornada psicológica às profundezas da relação conturbada do casal e da culpa que a sociedade patriarcal impõe às mulheres. "Anatomia de uma Queda" é o quarto longa de Justine Triet, cineasta francesa que antes dirigiu "A Batalha de Solférino", "Na Cama com Victoria" e "Sibyl". Ela assina o roteiro ao lado de Arthur Harari. O elenco conta ainda com Swann Arlaud, Milo Machado-Graner e Antoine Reinartz. Sentam-se à mesa conosco para analisar "Anatomia de uma Queda": Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório; Renné França, professor, crítico, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Analisamos o filme "Pobres Criaturas", de Yorgos Lanthimos, estrelado por Emma Stone, Mark Ruffalo e Willem Dafoe. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema "Pobres Criaturas" é baseado no livro de Alasdair Gray, publicado em 1992, e conta a história de Bella Baxter, uma jovem mulher na Londres da era Vitoriana que embarca em uma jornada de libertação e auto-descoberta, após passar por um experimento cirúrgico à la "Frankenstein" pelas mãos do excêntrico Dr. Godwin Baxter. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, o filme coleciona indicações e prêmios no Oscar, Bafta, Globo de Ouro, entre outros. "Pobres Criaturas" é dirigido por Yorgos Lanthimos, cineasta grego que se tornou um dos mais celebrados diretores de Hollywood ao longo da última década. São dele filmes como "Dentes Caninos", "O Lagosta", "O Sacrifício do Cervo Sagrado" e "A Favorita". O roteiro do filme é assinado por Tony McNamara, que colaborou com Lanthimos em "A Favorita", assim como a protagonista do filme, a atriz Emma Stone, que aqui também é produtora. O elenco conta ainda com Mark Ruffalo, Willem Dafoe, Ramy Youssef, Christopher Abbott, Jerrod Carmichael, Margaret Qualley, Kathryn Hunter e Hanna Schygulla. Sentam-se à mesa conosco para analisar "Pobres Criaturas": Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório; Matheus Monteiro, crítico, roteirista, cineclubista e professor, autor do perfil Cinegrafia; Renné França, professor, crítico e cineasta, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Analisamos o filme dirigido por Todd Haynes e estrelado por Natalie Portman, Julianne Moore e Charles Melton. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Escrito por Samy Burch e inspirado na história verídica de Mary Kay Letourneau, "Segredos de um Escândalo" gira em torno de uma atriz que se prepara para interpretar no cinema uma mulher que se envolveu em um escândalo, mais de 20 anos atrás, quando teve um relacionamento amoroso com um menor de idade. A aproximação entre as duas leva a um jogo de intriga e manipulação que afeta as vidas de todos ao redor delas. Sentam-se à mesa conosco para a retrospectiva do cinema em 2023: Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório; Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder". O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Confira nossa retrospectiva do que foi o cinema em 2023, um ano que teve Barbenheimer, Scorsese, Almodóvar, super-heróis em baixa e greve em Hollywood! - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Nesta edição do cinematório café, nós fazemos uma retrospectiva do que foi o cinema em 2023, um ano que teve "Barbenheimer", Scorsese de três horas, Almodóvar de 30 minutos, crise nos filmes de super-heróis, mulheres em alta no cinema brasileiro, greve de atores e roteiristas, Indiana Jones, Super Mario, Gal Costa, Mussum... Confira os nossos destaques e também as surpresas que nós encontramos nas telas -- tem até amigo oculto no nosso especial de fim de ano! Sentam-se à mesa conosco para a retrospectiva do cinema em 2023: Larissa Vasconcelos, jornalista, crítica e redatora do cinematório; Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; e Renné França, professor, crítico e cineasta, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
Analisamos “O Mundo Depois de Nós”, mistura de thriller social e psicológico com filme apocalíptico, estrelando Julia Roberts, Mahershala Ali e Ethan Hawke. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Nesta edição do cinematório café, nós analisamos “O Mundo Depois de Nós” (Leave the World Behind, 2023), mistura de thriller social e psicológico com filme apocalíptico, estrelando Julia Roberts, Mahershala Ali e Ethan Hawke. A direção e o roteiro são de Sam Esmail (da série "Mr. Robot"), que se baseou no livro homônimo escrito por Rumaan Alam. Lançado pela Netflix em dezembro de 2023, "O Mundo Depois de Nós" acompanha os conflitos geracionais e sociais entre duas famílias isoladas em uma luxuosa casa de campo, enquanto elas tentam entender um potencial cataclisma que começa com o colapso gradual dos meios de comunicação e outras tecnologias usadas regularmente. Sentam-se à mesa conosco neste episódio para discutir o filme “O Mundo Depois de Nós”: Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder"; e Renné França, professor, crítico e cineasta, diretor do filme “Terra e Luz”, autor do livro "Introdução ao Roteiro para Cinema", que pode ser baixado na bio do seu perfil Insólito Audiovisual. O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. A sua mensagem pode ser lida no podcast!
É seguramente um dos talentos maiores da composição em língua portuguesa e toda ela é um caminho bonito de música e letra, a tocar e a narrar vistas bonitas.Ao EP A Pele Que Há em Mim, seguiu-se Dá, Casulo, Quarto Crescente e Vai e Vem editado em 2018. Picos e vales é o mais recente trabalho da viagem da compositora, que já escreveu para artistas como Ana Moura, António Zambujo e Sérgio Godinho, entre outros. Já conquistou o Prémio José da Ponte da Sociedade Portuguesa de Autores e celebrou a sua década de trabalho no Coliseu dos Recreios, Lisboa. Nomeada duas vezes para os Globos de Ouro, Márcia iniciou o seu percurso formando-se em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e relata, no seu primeiro livro, alguns dos caminhos que a levaram a ser hoje uma das artistas mais reconhecidas no panorama nacional. Tem um livro maravilhoso que guardo com carinho em minha casa e me conquistou logo pela capa chamado “As estradas são para ir”. E são tanto para ir que tenho N'A Caravana para irmos e a descobrirem, Márcia.Podem seguir a Márcia: https://www.instagram.com/marcia__ig/?hl=enProdução e Agenciamento: Draft Media https://www.draftmediaagency.comMerchandising N'A Caravana: https://loja.ritaferroalvim.com/Obrigada a todos meus patronos por me permitirem fazer o que gosto e beneficiarem e acreditarem nos meus projetos. Um agradecimento especial aos patronos Premium: Rossana Oliveira, Mónica Albuquerque, Raquel Garcia, Sofia Salgueiro, Sofia Custódio, Patrícia Francisco, Priscilla, Maria Granel, Margarida Marques, Ana Moura, Rita Teixeira, Ana Reboredo, Rita Cabral, Tânia Nunes, Rita Nobre Luz, Leila Mateus, Bernardo Alvim, Joana Gordalina Figueiredo, Mónica Albuquerque, Rita Pais, Silvia, Raquel Garcia, Mariana Neves, Madalena Beirão, Rita Dantas, Ana Rita Barreiros, Maria Castel-Branco, Filipa Côrte-Real, Margarida Miguel Gomes, Rita Mendes, Rita Fijan Fung, Luísa Serpa Pimentel, Rita P, Mónica Canhoto, Daniela Teixeira, Maria Gaia, Sara Fraga, Cláudia Fonseca, Olga Sakellarides, Rafaela Matos, Ana Ramos, Isabel Duarte, Joana Sotelino, Ana Telles da Silva, Carolina Tomé, Patrícia Dias, Raquel Pirraca, Luisa Almeida, Filipa Roldão, Inês Cancela, Carina Oliveira, Maria Correia de Sá.