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Em 2011, ele era só um colega estranho — do tipo que dá pena, e por isso se trata bem. Ela não sabia o preço que isso teria. Por mais de dez anos, ele apareceu onde quer que ela estivesse. Nada o deteve — nem mudanças de cidade, nem ordens judiciais. Numa madrugada de outubro, ele entrou na casa dela. O que aconteceu depois parecia mais filme de terror do que realidade. #611
A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
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Contra as teorias militares, contra os primeiros anos da guerra no terreno, a “Rússia está à beira de um ataque de nervos”.Não consegue progredir no terreno e vê o seu território invadido todos os dias pelos aparelhos de guerra ucranianos.Longe dali, a guerra no Irão regressou, depois de mais um episódio trágico-cómico da autoria do suspeito do costume: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.Entretanto, a NATO deu mostras de ainda estar viva e conseguiu subtrair-se a uma reunião geral que podia ter corrido muito mal. Para já, salvaram-se as aparências.
Há uma ideia que assalta muitos casais: a de que numa relação há sempre um que ama mais do que o outro. Será assim, ou é só uma forma de explicar os desequilíbrios que todos sentimos em algum momento? See omnystudio.com/listener for privacy information.
O ministro do Supremo Flávio Dino determinou que presidentes de vinte e um partidos expliquem se indicam emendas parlamentares. Uma operação no Rio prendeu dez suspeitos de lavar dinheiro para o crime organizado. Uma investigação em São Paulo apurou sonegação de quase R$ 4 bilhões em ICMS. No Oriente Médio, o Irã ameaçou fechar outra rota comercial de navegação. O Reino Unido planeja adotar toque de recolher digital para adolescentes. A Argentina está na final da Copa do Mundo. Numa batalha épica, Lionel Messi comandou a virada histórica sobre a Inglaterra. Mais uma vez, os argentinos mostraram raça para conquistar a vitória e seguirem vivos no Mundial. Aos 39 anos, o gênio do futebol chegou à segunda final seguida em busca do bicampeonato.
Seja à carta ou com menus predefinidos, o chef Nuno Martins prioritiza os sabores algarvios e os ingredientes locais, no NUMA. Encontramos, por exemplo, uma cataplana diferente ou um polvo que pode ser comido à colher.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Francisco Pereira Coutinho avisa que acordo entre EUA e Irão correu mal. O especialista em direito internacional, diz que descontrolo do preço do petróleo pode destruir hipótese de Trump nas eleições.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa emissão dedicada aos anos 2000, a Susana recorda modas para avaliarmos se queremos ou não o seu regresso.
New Jersey's Jason Bitzer has raging motor inside him. He's never been one to be content...with anything. Sheer grit and will and a desire to grab life by the horns gave him a career as a pro bodyboarder, event organizer, North Shore lifeguard, lifesaving trainer, author, investor, jiu jitsu enthusiast..and the list goes on. As a family man, life has dealt he and his wife some heartbreaking blows, but in true Jason Bitzer fashion, Jason attacks every problem with a positive outlook that serves he, his wife Beta and kids Numa and James well.
Michel de Montaigne passou por três grandes surtos na peste negra. Em 1566, a doença matou 25 mil pessoas apenas em Paris. Levou Étienne de La Boétie, o grande amigo de sua vida, e vários de seus conhecidos. Não sabemos se Montaigne chegou a contrair a bactéria, mas o fato é que a morte fez morada em sua casa: após a perda de La Boétie, morreram seu pai, seu irmão mais novo e cinco de seus seis filhos. Empurrado por esse luto sistemático e pela leitura voraz dos clássicos, a morte tornou-se uma obsessão. Influenciado por estoicos e epicuristas — famosos opositores no tema —, ele fez dos Ensaios uma oportunidade para um balanço.ParticipantesRafael LauroRafael TrindadeLinksTexto lidoOutros LinksFicha TécnicaCapa: Felipe FrancoEdição: Pedro JanczurAss. Produção: Bru AlmeidaTexto: Razão InadequadaGosta do nosso programa?Contribua para que ele continue existindo, seja um assinante!Support the show
Em 2021, Nuno Martins e Manuela João abriram o NUMA, um restaurante para valorizar a gastronomia algarvia (que não é só peixe grelhado), fazer algo diferente em Portimão e fixar uma clientela local de portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta Semana em África ficou marcada pelo fim da participação de Cabo Verde no Mundial de Futebol, mas também as críticas da oposiçõa na Guiné-Bissau, o fluxo de moçambicanos que sai da África do Sul sob ameaças racistas ou ainda a desistência final de Jorge Bom Jesus nas presidenciais de São Tomé e Príncipe. Os Tubarões Azuis caíram de pé no Mundial de Futebol masculino que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá. Face aos campeões em título, a Argentina, Cabo Verde deu luta e conseguiu por duas vezes igualar a partida, perdendo apenas por um auto-golo já no prolongamento do jogo. Durante 120 minutos, os cabo-verdianos sonharam e saem desta competição com a cabeça erguida dando a conhecer ao Mundo a sua forma de jogar, mas sobretudo o seu país, as suas tradições e a sua alegria. Na hora do adeus, o guarda-redes Vozinha, que se tornou uma das sensações desta competição e é agora aclamado mundialmente, diz esperar que Cabo Verde continue a atingir novas metas e que o futuro está aberto para o arquipélago. Na Guiné-Bissau, os dois principais blocos da oposição acusam a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de ter perdido neutralidade para legitimar o regime de transição militar instalado após a tomada de poder em Dezembro de 2025. Numa carta aberta, denunciam a exclusão da oposição das missões da organização, contestam o apoio ao processo de revisão constitucional e alertam para a degradação das condições democráticas no país. O coordenador interino da PAI-Terra Ranka e um dos signatários da carta, António Samba Baldé, explica as razões deste repúdio em entrevista a Lígia Anjos. Na África do Sul, as manifestações e a violência contra os imigrantes continuam, tendo já levado pelo menos 25 mil pessoas a abandonar o país. A fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, no sul de Moçambique, está a registar o regresso massivo de cidadãos, entre moçambicanos e malauianos, como nos conta o nosso correspondente Orfeu Lisboa. Do outro lado, na África do Sul, continuam as manifestações e a ausência dos imigrantes, que optam por fugir para os seus países de origem ou esconder-se nas suas casas, já está ter um forte impacto no quotidiano de várias cidades como descreve a nossa correspondente Mariamo Hassamo. Em São Tomé e Príncipe, o ex-primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus anunciou a sua decisão de desistir da corrida às presidenciais de 19 de Julho, alegando uma “avalanche de inverdades criminosas” e um clima de “divisão e crispação política” em torno da sua candidatura. Mantêm-se na corrida Carlos Vila Nova, Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu e Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim. A campanha eleitoral começa hoje em São Tomé e Príncipe. Em Angola, vão começar a ser cobrados os serviços de saúde prestados à população devido à revisão da Lei de Bases do Sistema Nacional de Saúde, pondo fim à gratuidade universal da assistência médica em vigor há 34 anos. A proposta, aprovada na especialidade, está a gerar controvérsia entre parlamentares, embora o governo clarifique que a medida será aplicada apenas a cidadãos com capacidade financeira, como explica o nosso correspondente Francisco Paulo.
Nossa geração viveu uma época muito especial.E talvez a gente só tenha percebido isso depois que ela passou.Na escola tinha o dia do flúor, tinha campanha contra os piolhos, tinha a merenda… E a merenda era um acontecimento. Leite com Nescau, sopa fumegando, macarrão, cachorro-quente. Tinha manhã em que a felicidade começava muito antes da aula.Na Semana da Pátria, cantávamos o Hino Nacional. Em fila. Os pequenos na frente, os maiores atrás. Não era apenas uma organização. Era um jeito de ensinar que cada um tinha seu lugar e que caminhar junto fazia parte da vida.A gente ia para a escola a pé. Uma rua inteira de crianças seguindo na mesma direção. Mochilas maiores que as costas, tênis marcados pelo tempo, joelhos rasgados de tanto brincar. Ninguém reclamava da caminhada. Porque o caminho também era diversão.Quando alguém fazia aniversário, a volta para casa era inesquecível. Ovo, farinha, terra… O aniversariante chegava parecendo um bife à milanesa. E o mais curioso é que ninguém saía bravo. Todo mundo ria. Porque amizade também era isso: bagunça, gargalhada e lembrança.O fim do ano tinha um ritual que nenhuma rede social conseguiu substituir. A camiseta do uniforme virava um livro de memórias. Cada assinatura era uma promessa de amizade eterna. Algumas ficaram pelo caminho. Outras continuam vivas até hoje.E havia uma frase que definia a nossa infância inteira:“Espera aí, mãe… Só mais cinco minutos.”Não era para ficar no celular. Não era para terminar uma fase de um jogo.Era mais cinco minutos na rua.Mais cinco minutos de esconde-esconde.Mais cinco minutos de pega-pega.Mais cinco minutos soltando pipa, jogando taco, brincando de bafo, andando de bicicleta sem destino e voltando para casa quando as luzes dos postes acendiam.A nossa rua era a nossa rede social.A campainha era bater palma no portão.O grupo era a turma da esquina.E o status era ouvir alguém gritar lá de dentro:“Fulano… entra pra casa!”Hoje as crianças conhecem o mundo inteiro pela tela. Nós conhecíamos o mundo pela calçada.Elas aprendem a deslizar os dedos sobre o vidro.Nós aprendíamos a ralar os joelhos no asfalto.Elas decoram senhas.Nós decorávamos caminhos.E talvez seja por isso que a saudade aperte tanto.Não porque a nossa infância tenha sido perfeita. Ela não foi.Mas porque ela nos ensinou uma riqueza que não cabia no bolso. Cabia no coração.A felicidade morava nas coisas pequenas.Numa ficha para o orelhão.Num pacote novo de figurinhas.Numa bola um pouco murcha.Numa lata vazia que virava brinquedo.Num sorvete dividido entre amigos.E naquele pedido que, sem saber, era um desejo para a vida inteira:“Deixa eu ficar só mais cinco minutos.”Hoje, olhando para trás, a gente entende que aqueles cinco minutos passaram depressa.Viraram anos.Viraram saudade.Viraram histórias que contamos com um sorriso no rosto e um aperto bom no peito.Porque quem teve o privilégio de viver aquela infância descobriu cedo que as melhores lembranças não cabem numa tela.Elas moram para sempre na memória.E há uma riqueza que o tempo nunca consegue levar: a infância de quem aprendeu que a felicidade não precisava de internet. Precisava apenas de amigos, de liberdade… e de mais cinco minutos na rua.
Nossa geração viveu uma época muito especial.E talvez a gente só tenha percebido isso depois que ela passou.Na escola tinha o dia do flúor, tinha campanha contra os piolhos, tinha a merenda… E a merenda era um acontecimento. Leite com Nescau, sopa fumegando, macarrão, cachorro-quente. Tinha manhã em que a felicidade começava muito antes da aula.Na Semana da Pátria, cantávamos o Hino Nacional. Em fila. Os pequenos na frente, os maiores atrás. Não era apenas uma organização. Era um jeito de ensinar que cada um tinha seu lugar e que caminhar junto fazia parte da vida.A gente ia para a escola a pé. Uma rua inteira de crianças seguindo na mesma direção. Mochilas maiores que as costas, tênis marcados pelo tempo, joelhos rasgados de tanto brincar. Ninguém reclamava da caminhada. Porque o caminho também era diversão.Quando alguém fazia aniversário, a volta para casa era inesquecível. Ovo, farinha, terra… O aniversariante chegava parecendo um bife à milanesa. E o mais curioso é que ninguém saía bravo. Todo mundo ria. Porque amizade também era isso: bagunça, gargalhada e lembrança.O fim do ano tinha um ritual que nenhuma rede social conseguiu substituir. A camiseta do uniforme virava um livro de memórias. Cada assinatura era uma promessa de amizade eterna. Algumas ficaram pelo caminho. Outras continuam vivas até hoje.E havia uma frase que definia a nossa infância inteira:“Espera aí, mãe… Só mais cinco minutos.”Não era para ficar no celular. Não era para terminar uma fase de um jogo.Era mais cinco minutos na rua.Mais cinco minutos de esconde-esconde.Mais cinco minutos de pega-pega.Mais cinco minutos soltando pipa, jogando taco, brincando de bafo, andando de bicicleta sem destino e voltando para casa quando as luzes dos postes acendiam.A nossa rua era a nossa rede social.A campainha era bater palma no portão.O grupo era a turma da esquina.E o status era ouvir alguém gritar lá de dentro:“Fulano… entra pra casa!”Hoje as crianças conhecem o mundo inteiro pela tela. Nós conhecíamos o mundo pela calçada.Elas aprendem a deslizar os dedos sobre o vidro.Nós aprendíamos a ralar os joelhos no asfalto.Elas decoram senhas.Nós decorávamos caminhos.E talvez seja por isso que a saudade aperte tanto.Não porque a nossa infância tenha sido perfeita. Ela não foi.Mas porque ela nos ensinou uma riqueza que não cabia no bolso. Cabia no coração.A felicidade morava nas coisas pequenas.Numa ficha para o orelhão.Num pacote novo de figurinhas.Numa bola um pouco murcha.Numa lata vazia que virava brinquedo.Num sorvete dividido entre amigos.E naquele pedido que, sem saber, era um desejo para a vida inteira:“Deixa eu ficar só mais cinco minutos.”Hoje, olhando para trás, a gente entende que aqueles cinco minutos passaram depressa.Viraram anos.Viraram saudade.Viraram histórias que contamos com um sorriso no rosto e um aperto bom no peito.Porque quem teve o privilégio de viver aquela infância descobriu cedo que as melhores lembranças não cabem numa tela.Elas moram para sempre na memória.E há uma riqueza que o tempo nunca consegue levar: a infância de quem aprendeu que a felicidade não precisava de internet. Precisava apenas de amigos, de liberdade… e de mais cinco minutos na rua.
Numa recente estadia em Viena, Ricardo Felner viu-se a cozinhar sozinho e achou estranho, caiu na rotina e chegou à conclusão que cozinhar para um não tem que ser uma tristeza ou uma rotina. Criou um kit alimentar para gourmets solitários, e dá-nos as dicas básicas para ter sempre alguma coisa para elevar qualquer prato banal do dia-a-dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa intervenção de catorze minutos, a investigadora da Anthropic Chloe Lubinski condensou o essencial sobre redes neuronais, interpretabilidade e carácter algorítmico. Para professores e escolas, há aqui muito mais do que tecnologia: há um espelho sobre como se forma — em máquinas e em pessoas — aquilo a que chamamos carácter.
Ainda dá tempo de tocar música de duplo sentido, esculhambar Caruaru e discutir forró do bom e do duvidoso falando mal de Deus e o mundo enquanto dá umas risadas?? Claro que dá. Sinal VERMELHO de aleatoriedade.===================Bancada #288:Ted Medeiros / Ian Costa / Nathan CirinoMontagem: Nathan CirinoEdição e Finalização: Ian CostaConteúdo Creative Commons. Atribuição Não Comercial - Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)===================Nossos contatos@balaiopodcastTik Tok / Kwai: balaiopodcastTelegram (canal): t.me/balaiopodcastcanalE-mail: balaiopodcast@gmail.com===================Músicas do #288:Onde Canta o Sabiá - Sirano & SirinoFoi Você - Os 3 do NordesteO rabo do jumento - Elino JuliãoSem Você - Ferro na BonecaPra Tirar Côco - Messias HolandaForró do sertão – AssisãoQuem Deve Paga – ZeniltonOsso duro de roer - Os 3 do NordesteAlô Campina Grande - Jackson do PandeiroAmanhecer no Sertão - Mexe VilleDevagar - Jorge de AltinhoMeu Bem Querer - Mikael SantosSanfoneiro Nordestino – AmazanBoi Na Cajarana – AmazanEsperando você – Baby SomIs this forró love - Forró MarleySó o mie - Sirano & SirinoRecado pra Comadre Zetinha – ClemildaBaião de Dois - Mel com Terra
Numa semana, o executivo viu chumbada a reforma laboral e aprovada a PSU. Poderá estar aqui um raio de esperança para o Governo antes do Orçamento?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os Países Baixos confirmaram o primeiro caso de eutanásia numa criança entre 1 e 12 anos desde que a lei foi alterada, para permitir o procedimento nessa faixa etária em situações excecionaisSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa impressionante sucessão de líderes efémeros e por isso de algum modo dispensáveis, o Reino Unido tem novo primeiro-ministro – cuja eleição não deverá merecer concorrência entre os deputados da Câmara dos Comuns, o que é um primeiro sinal positivo. Mas a enormidade dos desafios, nomeadamente o crescimento da extrema-direita, deixa dúvidas sobre a prestação possível dos trabalhistas.De crescimento da extrema-direita se fala também na Colômbia, mais um país da América do Sul que optou pelo segurança do ‘chapéu' dos Estados Unidos. Adiante se verá o que dizem os brasileiros sobre o assunto.Na Europa, entretanto, uma cimeira do Conselho Europeu que debatia assuntos importantes – como o orçamento para os próximos anos – foi enigmaticamente reduzida a um único: a Ucrânia. Não haverá aqui algum exagero?
Já se foi o tempo em que éramos convidados para grandes festas e comíamos de graça. Hoje em dia o pessoal tem preferido o estilo "cada um paga a sua e a amizade continua". Não sei se as coisas ficaram mais caras ou se o pessoal ficou mais pão duro. Na verdade, pode ser as duas coisas.Pagar a conta de todo mundo sai caro. Se sua família for grande, comer fora é um baita desafio orçamentário.Veja o que diz o Salmo 79 no verso 8: "Não nos faças pagar pelas iniquidades de nossos pais; que as tuas misericórdias venham depressa ao nosso encontro, pois estamos muito abatidos."O pecado dos outros pode gerar impacto em nossa vida, mas a conta nunca será nossa. Deus cobra a cada um a sua responsabilidade. Se toda falha da minha família recaísse sobre mim estaria perdido. Mas graças a Deus fomos livres desse peso por conta de Jesus. Ele assumiu a dívida e a tomou sobre si. O peso do pecado recaiu diretamente sobre Ele.O preço do pecado é a morte, e esta foi paga por Jesus na cruz e não tenho nem palavras para agradecer ao meu Salvador por isso. Numa época em que todo mundo foge de pagar a conta dos outros, não custa lembrar que Jesus pagou a sua.
Numa entrevista com Nuno Rogeiro, o diretor de Investigação Criminal da PSP abordou o problema dos grandes gangs internacionais. Embora não seja ainda o maior perigo criminal, a PSP tem percebido, através de indícios e alertas da Europol e Interpol, "uma tentativa de alguns cartéis, de alguns grupos organizados, de aumentar a sua presença" em Portugal, principalmente como parte de uma "estratégia logística para controlarem sua mercadoria". Questionado sobre a presença de grupos brasileiros como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, o diretor afirmou que, tanto quanto se sabe, a sua presença não está "tão organizada ainda", embora não descarte a existência de ligações.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa grande entrevista com Daniel Oliveira, Gonçalo Ramos, 25 anos, diz que só quer que o filho perceba que tudo o que a família tem dá trabalho. "Quero que ele disfrute da vida que lhe vamos poder dar, mas que também não se dislumbre, que tenha respeito por isso. Quero que olhe para nós e veja referências e exemplos". O avançado do Paris Saint-Germain é também um dos jogadores mais novos da seleção nacional. Fez sacríficios que poucos viram: "Fui obrigado a crescer rápido e muitas vezes sozinho", diz o jogador. Oiça aqui a entrevista completaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Passamos a vida à procura da felicidade nas relações. Mas raramente paramos para perguntar o essencial: o que é que uma relação tem mesmo de nos dar para nos sentirmos felizes?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sem via diplomática eficaz e com a relação com os EUA sob forte tensão, Israel corre risco de perder o seu principal escudo e enfrentar isolado o ódio visceral do Irão. A análise de Bernardo Valente.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A diferença entre as duas coisas não é pequena. Numa, o motor é o medo de ficar sem o outro; na outra, o desejo de estar à altura. E há ainda um terceiro lugar, o pior de todos: lutar para conquistarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa época como a nossa em que muita coisa se resume a métrica, performance e produtividade, como se todos nós fossemos máquinas de fazer, e não de experimentar, e não de tempo, e não de descanso, talvez a gente precisa se lembrar que a gente é parte da natureza e voltar a funcionar em ciclos. Mas eu pensei nisso tudo, depois que o pai da Amanda me contou sobre um problema intrigante que estava acontecendo na horta dele. É por aí que vai esse episódio, você vem?identidade visual: @amandafogaca texto: @natyopsPUBLICIDADE :PETLOVECupom: PARADARNOMEASCOISAS50Link:https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=paradarnomeascoisas*Exceto Plano Leve. Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove.PALESTRAS:CUPOM: PARADAR5OFFSP: https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-em-so-paulo-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-11092026-saopaulo?promo=PARADAR5OFFRJ: https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-no-rio-de-janeiro-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-12112026-riodejaneiro?promo=PARADAR5OFFBH:https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-em-belo-horizonte-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-17102026-belohorizonte?promo=PARADAR5OFF
Most AI conversations focus on the technology. This one focuses on the people building it. In this episode of Dealer Talk with Jen Suzuki, I sit down with Tasso Roumeliotis, Founder & CEO of NUMA AI, for a candid conversation about leadership, change, AI adoption, customer experience and what dealership operators need to understand as artificial intelligence becomes part of daily operations. What fascinated me most wasn't the product. It was learning how an outsider to automotive earned trust inside one of the most operationally complex industries in the world and what dealership leaders can learn from that journey. We discuss: • Why most AI failures are actually adoption failures • The resistance employees feel when AI enters the workplace • How leaders should communicate AI change to their teams • Why understanding the people behind AI matters as much as understanding the technology • The future role of dealership leadership in an AI-driven world • How AI can improve visibility into customer experience and operational performance • Why empathy may become the most valuable human skill in automotive retail • What operators should be thinking about now to prepare for the next few years Whether you're a dealer principal, general manager, fixed ops leader, sales leader, service manager, BDC director, or simply curious about where automotive retail is headed, this episode offers practical insight into the leadership side of AI transformation. Because the future won't be determined by who buys the most AI. It will be determined by who leads people through change the best. Subscribe for weekly conversations focused on leadership, customer experience, AI, sales, service, and dealership growth. Check out our sponsors! LotLinx.com is a VIN Management Platform that enables precision automotive retailing via /AI/ technologies that improves dealership profitability. Matador.ai, AI That Fully Automates Sales & Service Conversations For Dealerships.ZukiTalk.com helps service advisors by making clear, consistent MPI calls that educate customers and increase approvals. Dealer Talk with Jen Suzuki Podcast | https://apple.co/38lmHM1 https://spoti.fi/3uQ2nd1 | Jennifer@edealersolution.com | 954-873-8029 | edealersolutions.com | Meet me! bit.ly/3J7011t | Loyalty-Based Selling Strategies on CBT News | https://bit.ly/3JlcXAx
Um episódio num oferecimento da Asssit 365, seu seguro de viagem, sempre ao seu lado!O que muda na forma de viajar quando você passa a vida cuidando de pessoas? Neste episódio do Viajante Sem Pauta, conversamos com médicos apaixonados por viagens sobre como a profissão transforma o olhar para o mundo. Falamos sobre encontros inesperados, diferentes sistemas de saúde, culturas, empatia, e o classico: tem um médico a bordo? Vem saber se os médicos levantam a mão mesmo quando são chamados em pleno vôo ou não.Host: Cainã ItoBancada: Daniel Assis, Celso Carneiro, Antônio Martins e Milena Bortoti➡️ Assine o podcast, e faça parte da comunidade!Seguro viagem Assist 365 com desconto! Ou use o cupom VSPBaixe o app Belo e viaje pela américa latina com quem entende de latinidade!
Numa visita longa a diferentes cidades espanholas, Leão XIV foi recebido por multidões e falou em “golaço” da Igreja Católica. Que mensagem passou o Papa? Uma conversa com o Padre João Basto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa visita longa a diferentes cidades espanholas, Leão XIV foi recebido por multidões e falou em “golaço” da Igreja Católica. Que mensagem passou o Papa? Uma conversa com o Padre João Basto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pedro Maia recebe Luiz Teixeira, apresentador dos canais Globo, para debater os três primeiros jogos das finais da NBA entre San Antonio Spurs e New York Knicks. Numa série em que quem jogou fora de casa conseguiu vencer, o time texano fez ajustes pontuais e levou a primeira com jogo 3 gigantesco de Victor Wembanyama. Quais foram esses ajustes? Pra onde a série caminha a partir de agora? Vem no play!
O Papa Leão XIV está desde Sábado em Espanha e a sua viagem tem sido marcada não só pela presença de enormes multidões como pela força dos discursos, cuidadosamente dirigidos a um país muito dividido.See omnystudio.com/listener for privacy information.
✨ Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente.Neste episódio poderoso, Pr. @Juanribe Pagliarin conecta as Escrituras desde o Antigo Testamento até a promessa da volta de Cristo, revelando como passado, presente e futuro se unem na Pessoa de Jesus.Uma mensagem profunda sobre a Segunda Vinda, o arrebatamento, a glória de Cristo e a urgência de viver preparado. Palavra forte para quem deseja compreender os sinais do tempo e fortalecer a fé no Deus eterno
Após ataques ucranianos em São Petersburgo e uma carta aberta de Zelensky a Putin, cresce a ideia de uma viragem no conflito. Estará a Ucrânia a ganhar vantagem sobre Putin?See omnystudio.com/listener for privacy information.
The Emperor Julian with Jeremy SwistWe are thrilled to welcome Assistant Professor Jeremy Swist back to the show to discuss all things emperor Julian! Julian's rule as Roman emperor was short, but it also created quite a stir because Julian was keen to turn Rome away from Christianity and to bring back the paganism. How did he do it? Why did he do it? And what's the legacy that he left behind? We consider the details.Jeremy Swist has a PhD in Classics from the University of Iowa, and his research interests include imperial Greek and Roman historiography and rhetoric, late antiquity, classical reception in heavy metal music. He is currently Assistant Professor of Classical Studies at Michigan State University. Jeremy has published and presented extensively, and he has a particular interest in the intersection of heavy metal music and the classical world - we suggest you check out his blog, Heavy Metal Classicist, or our previous episode with him to find out more. In 2024, he translated and produced a dramatic reading of the Emperor Julian's Symposium of the Caesars, which starred some of the finest podcasters and actors in the WORLD! (Maybe us)The Emperor Julian, who ruled Rome between 361 and 363 CE, is one of Jeremy's great passions, and we are thrilled to talk to him about his new volume on this unusual ruler. The book is published by Oxford University Press and is entitled Julian Augustus: Platonism, Myth, and the Refounding of Rome.Abstract from Oxford University Press“The Roman emperor Julian employed both words and deeds to return the empire to paganism and reverse Christianization, inspired by his conversion to the Neoplatonic philosophy and radical pagan Hellenism of Iamblichus, and promoted by his own production of Greek literature. These works present a coherent vision of the providentially guided history and destiny of Rome as a series of (re)foundations enacted by rulers such as Romulus, Numa, and Augustus. Julian offers an Iamblichean approach to interpreting Roman legends, Platonic allegories, and myths of his own creation to articulate his own role in the refounding of the empire. Approaching the wider examination of Julian's imperial self-image on these terms ends up nuancing and challenging common assumptions influenced by the rhetoric of his contemporary proponents. In his reverence for the gods and for philosophy, the emperor's self-construction embraces the identities of a statesman and solider more than philosopher, Roman more than Greek, and mere human rather than semi-divine being. Julian's unique positionality as emperor let him invert the conventions of panegyric whereby rulers equal and surpass the demigods and heroes of myth and history. While distancing himself from the ideal models of virtue and founding that inspire him, he adopts a different set of exemplary figures as mirrors of himself. Statesmen such as Pericles and Scipio, and especially Augustus, serve as precedents for Julian's more realistic conception of his role in refounding the empire, as student and champion of philosophers, guardian of law and tradition, and servant of the gods.”The return to the old godsJulian's rule was short but it left quite an impact. We chat with Jeremy about some of the ideas Julian put forward about Rome, the foundation stories that underpinned its self-definition, and what might have been if weren't for an unfortunate spear that wounded Julian and ended his life just two years into his reign.Sound CreditsOur music is by the superb Bettina Joy de Guzman.For our full show notes and edited transcripts, head on over to https://partialhistorians.com/Support the showPatreonKo-FiRead our booksRex: The Seven Kings of RomeYour Cheeky Guide to the Roman Empire Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Quando a CGTP e a UGT fizeram greve geral conjunta em dezembro, pela primeira vez em doze anos, parecia que o movimento sindical português tinha percebido que ir dividido para esta luta levaria a derrota certa. Hoje, com uma proposta que alarga a precariedade, permite despedir sem reintegrar, entrega aos patrões o poder sobre o tempo do trabalhador e fragiliza a negociação coletiva já entregue no Parlamento, a CGTP convocou uma greve geral, sozinha, para 3 de junho. O destino da reforma laboral depende, ao que parece, de negociações com o Chega, um partido volúvel, mas sensível à pressão da rua. Uma greve que corra pior do que a anterior diz a Ventura que pode aprovar. Um partido que hoje diz ser contra esta proposta pode negociar três dias de férias e chamar a isso uma vitória para os trabalhadores. A CGTP foi sistematicamente excluída de um processo negocial conduzido à margem da Concertação Social. Foi recebida em corredores enquanto os outros negociavam em salas e chegou à única reunião formal sem sequer ter recebido a proposta em cima da mesa. Tem razão em não esperar muito de um processo negocial que pareceu ser, grande parte do tempo, uma encenação. A pergunta é se com menos sindicatos a aderir, os trabalhadores desgastados com a perda do dia da última greve, pode conseguir mais pressão quando tanto precisa dela. Numa altura em que nunca foi tão necessária a unidade, nunca foi tão evidente a divisão. Na semana passada conversámos com Mário Mourão, esta semana o convidado é Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN. Para falarmos do pacote laboral e da greve geral de 3 junho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
... e que só tem perdedores. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sou caminhoneiro e um dia tava com muito tesão, vários dias sem gozar. Numa parada, vi um viadinho de uns 18 anos e fiquei louco pra comer.
A actualidade africana desta semana fica marcada pelo agravamento do surto de Ébola na República Democrática do Congo, pela mudança política em Cabo Verde após as legislativas, pela contestação ambiental em torno dos investimentos franceses em Moçambique e pela persistente crise energética em São Tomé e Príncipe. Em Angola, o Presidente João Lourenço rejeitou a proposta de pacto para a estabilidade apresentada pela UNITA, considerando não existir uma situação de crise política que o justifique. As mortes suspeitas provocadas pelo Ébola na República Democrática do Congo ascendem já a 177, enquanto os casos identificados chegaram aos 750. O alerta foi lançado esta sexta-feira pelo director-geral da Organização Mundial da Saúde, que receia que a dimensão real da epidemia possa ser “muito maior”. Numa fase inicial, os sintomas febris confundem-se frequentemente com doenças comuns em África, como a malária, o que pode atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de morte. Em Angola, depois do alerta sanitário, foram reforçados os procedimentos de vigilância epidemiológica. O chefe do Departamento de Higiene e Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde angolano, Eusébio Manuel, explicou as medidas adoptadas para prevenir a propagação da doença. "Um dos principais sintomas é febre. Muitas das vezes cruzamos nos nossos países, onde a malária é a primeira causa de morte e de doença, suspeitamos sempre como seja malária, mas depois os sintomas secundários vão aparecendo, dias depois. As pessoas apresentam sinais de febre e essa febre pode cruzar-se com astenia, dores musculares, mas são sinais-sintomas que vêm a posteriori. O sinal principal para reconhecimento é a febre. E depois vamos fazendo outros diagnósticos diferenciados. As hemorragias aparecem no quinto, sétimo dia, mas aí é onde ocorre o maior perigo, em que a pessoa esquece-se que está frente a uma doença altamente contagiosa como a doença hemorrágica. Mas nesta fase a pessoa já se envolveu com o doente. Por isso o contágio é muito frequente", referiu. Em Cabo Verde, os resultados provisórios das eleições legislativas apontam para uma vitória do PAICV, liderado por Francisco Carvalho. O partido da oposição conta, até ao momento, com 36 deputados eleitos, enquanto o MpD conquistou 32 assentos parlamentares e a UCID dois deputados. Faltam ainda atribuir dois mandatos, decisivos para determinar se o PAICV alcançará uma maioria relativa ou absoluta. Os resultados definitivos deverão ser conhecidos até 25 de Maio. As eleições ficaram igualmente marcadas por uma taxa de abstenção histórica de 53,3%, revelando que mais de metade dos eleitores não participou no acto eleitoral. A investigadora Roselma Évora considera que este elevado nível de abstenção reflecte o descontentamento da população cabo-verdiana em relação à classe política e às actuais lideranças. " Os cabo-verdianos valorizam profundamente a democracia, mas muitos sentem-se frustrados com a forma como ela funciona na prática. Existe a percepção de que o sistema político está demasiado fechado sobre os partidos e que as oportunidades não chegam de forma igual a todos os cidadãos. Apesar de termos uma Constituição moderna, muitas pessoas acreditam que apenas uma pequena elite ligada aos grandes partidos beneficia verdadeiramente do sistema democrático. Os dados mostram isso claramente: apenas 19% dos cabo-verdianos dizem estar satisfeitos com a democracia. E é legítimo perguntar quem são esses 19%. Na minha opinião, trata-se sobretudo das elites partidárias que têm controlado o poder ao longo dos anos. A elevada abstenção é, portanto, um sintoma antigo de descrença e desconfiança. Muitas pessoas deixaram de se rever nos políticos e nas lideranças actuais. Cabo Verde não está isolado desta tendência mundial de crise de liderança e de afastamento entre cidadãos e representantes políticos", sublinhou. Na sequência da derrota eleitoral, a direcção nacional do MpD reúne-se esta sexta-feira para analisar os resultados e preparar a convenção extraordinária destinada à escolha do sucessor de Ulisses Correia e Silva. O antigo primeiro-ministro apresentou a demissão após dez anos à frente do Governo e do partido. Paulo Veiga e Orlando Dias já manifestaram publicamente a intenção de disputar a liderança do Movimento para a Democracia. Em Angola, o Presidente João Lourenço recebeu no Palácio Presidencial o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, para discutir a proposta de pacto para a estabilidade nacional. O documento defendia, entre outros pontos, uma revisão constitucional, reformas políticas e uma amnistia para crimes económicos e financeiros. Depois de analisar a proposta, João Lourenço afirmou não haver fundamento para a sua aprovação, argumentando que pactos desta natureza apenas se justificam em contextos de crise política. Em Paris, na véspera das assembleias-gerais da petrolífera Total e dos bancos Crédit Agricole e Société Générale, a ONG francesa CCFD-Terre Solidaire e a organização moçambicana Justiça Ambiental alertaram para os impactos humanitários e ecológicos dos investimentos franceses em Moçambique. Daniel Ribeiro, da Justiça Ambiental, denunciou os efeitos do projecto liderado pela Total, classificando-o como uma “bomba climática” devido às consequências ambientais associadas à exploração de gás. Já em São Tomé e Príncipe, o agravamento da crise energética levou o chefe do Governo a reunir-se com trabalhadores da Empresa de Água e Electricidade (EMAE) para avaliar soluções urgentes. Apesar da aquisição de novos geradores, os problemas de abastecimento persistem. O sindicato dos trabalhadores da empresa aponta decisões políticas inadequadas como uma das principais causas da actual crise energética no país.
Leitura Bíblica Do Dia: GÊNESIS 33:1-11 Plano De Leitura Anual: 1 CRÔNICAS 13–15; JOÃO 7:1-27 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Bondade ou vingança? Isaías foi atingido na cabeça por um arremesso durante um jogo de beisebol em um campeonato local. Ele caiu no chão segurando a cabeça. Felizmente, o capacete o protegeu de ferimentos graves. Quando o jogo voltou, Isaías notou que o arremessador estava abalado pelo erro não intencional. Então, ele reagiu tão extraordinariamente que o vídeo desta ação viralizou. Isaías caminhou até o arremessador e deu-lhe um abraço acolhedor, garantindo a ele que estava bem. Numa situação que poderia resultar em briga, Isaías escolheu a bondade. No Antigo Testamento, vemos Esaú fazer algo parecido, mas muito mais difícil, ao abandonar seus planos de vingança contra seu irmão gêmeo enganador, Jacó. Quando Jacó voltou para casa após 20 anos no exílio, Esaú escolheu a bondade e o perdão em vez de vingança contra quem o prejudicara. Quando o viu, Esaú “correu ao encontro de Jacó e o abraçou” (GÊNESIS 33:4). Esaú aceitou o pedido de desculpas de Jacó e demonstrou que estava tudo bem (vv.9-11). Quando alguém demonstra remorso por erros cometidos contra nós, temos uma escolha: bondade ou vingança. Escolher o bondoso acolhimento é seguir o exemplo de Jesus (ROMANOS 5:8) e é um caminho para a reconciliação. Por: LISA M. SAMRA
Na primeira meia-final da Eurovisão, Israel foi um dos dez países a passar à final. Num evento boicotado por países que entendiam que Israel não deveria ser autorizado a participar, por causa da guerra em Gaza, quem ficou pelo caminho foi Portugal. Neste episódio, falamos com o editor de Internacional do Expresso, Pedro Cordeiro, que há anos segue a Eurovisão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Descanso é fundamental pra todo mundo! Foi quando entendeu isso que Letícia mudou não só a própria vida, mas a forma como outras mulheres trabalhavam no seu salão de cabelereiro, assumindo uma jornada 4x3 de trabalho, num momento em que discutimos o fim da escala 6x1.Antes disso, a história da Letycia começa em escassez. De família pobre e criada na periferia da Baixada Santista, ela cresceu rápido, aprendendo a transformar necessidade em possibilidade. Brincava de salão de beleza antes mesmo de saber que aquilo seria seu caminho. Aos 13, com uma prancha e um secador dados pela mãe e pela avó, começou a atender vizinhas. Ia de bicicleta, enfrentava chuva, desconfiança e até abordagem policial. Era uma menina com uma mala, insistindo em ser levada a sério.O primeiro salão nasceu improvisado, no meio da garagem de casa, que inundava quando o canal enchia. Lá tinha um lavatório com balde, um espelho simples, toalhas penduradas em um varão adaptado pelo pai.Com o tempo, as conquistas que pareciam impossíveis começaram a surgir. Até que ela realizou o grande sonho de abrir um salão no centro de Santos, e foi ali que tudo perdeu o sentido também.A sobrecarga chegou silenciosa. Um dia, mesmo com o salão cheio, Letycia se sentia vazia por conta do cansaço extremo. Ali, ela entendeu que nenhum sonho justificava perder a si mesma.Fechou o salão e recomeçou do zero, mas agora com um pensamento diferente.Foi nesse recomeço que veio a virada. Se ela se sentia sobrecarregada, outras mulheres também deveriam estar, e decidiu que suas funcionárias trabalhariam na jornada 4x3. Todo mundo tiraria folha aos domingos, segundas e sextas. Ela sabia que era importante ter tempo para os filhos, para o lazer, para seus relacionamentos. Era importante estar presente na vida. E o resultado não poderia ter sido melhor: no sábado, todas chegavam com mais energia, mais alegria, simpatia e cuidado com as clientes.Porque, para a Letycia, o diferencial nunca foi o café de cortesia, mas o tempo dedicado a escutar cada cliente.Hoje, ao olhar para trás, Letícia reconhece cada etapa: da menina que sonhava mudar de vida à mulher que construiu um negócio com propósito. Porque a vida, sua e de suas funcionárias, não se negocia! Compre o livro do ter.a.pia "A história do outro muda a gente" e se emocione com as histórias : https://amzn.to/3CGZkc5Tenha acesso a histórias e conteúdos exclusivos do canal, seja um apoiador http://apoia.se/historiasdeterapia
A Nadja atravessou o oceano acreditando que estava indo ao encontro do amor da vida, mas entendeu em outro país, casada com um gringo, que o sonho de princesa que vendem nos filmes, não existe. Nadja conheceu um polonês que morava na Suíça através de amigos. Foram apenas 17 dias juntos no Brasil, mas o suficiente para que ela acreditasse estar vivendo um conto de fadas. A paixão veio rápida, intensa, dessas que fazem parecer que finalmente tudo encontrou sentido.Quando ele voltou para a Europa, os dois decidiram que dariam um jeito de ficar juntos. Nadja se preparou, guardou dinheiro e foi para lá. Levou na mala a coragem e a ingenuidade de quem acreditava que o amor bastava.Mas logo na primeira semana, percebeu que algo não estava certo. As críticas dele sobre seu jeito de falar, de se vestir, de existir começaram a surgir muito rápido. Aos poucos, ela foi sendo colocada no lugar de quem devia agradecer por estar ali, como se ele estivesse fazendo um favor.E o que começou ruim, piorou. Ele passou a dizer que ela o envergonhava na frente dos seus amigos, controlava seu dinheiro e fazia questão de lembrá-la de que ela estava ali por conta dele.Nadja foi se apagando, ao mesmo tempo que tentava justificar aquelas violências. Pensava no passado difícil dele, na dor que ele carregava, na ideia de que amar também era suportar. Afinal, ela cresceu ouvindo que sofrimento era aprendizado e, quanto mais difícil ficava, mais ela acreditava que precisava fazer dar certo.Até que uma noite, deitada na cama, sentiu uma angústia física. Pensou na menina que um dia tinha sido, a Nadja de franjinha curta, e se perguntou se deixaria aquela criança viver aquilo.A resposta veio imediata: não.Nadja pegou suas coisas e voltou ao Brasil sem saber recomeçar, mas sabendo que precisava sobreviver. Foi aqui que encontrou força nas próprias raízes e ouvindo o pai falar sobre os Charruas, povos indígenas indomáveis do sul do Brasil, ela entendeu algo que ninguém tinha lhe ensinado: ela também era feita dessa resistência.Antes de voltar pela última vez para pedir a separação, ouviu do pai que gaúcho mora sob as estrelas, livre, e que ela também era assim. Livre e indomável.Nadja hoje trabalha com mulheres imigrantes e ajuda outras pessoas a saírem de relações abusivas, mostrando que amor não é encontrar um salvador, até porque ninguém veio ao mundo para ser servido, muito menos para servir. Veio para ser livre.
Numa altura em que Moçambique tem os cofres praticamente vazios, recorrer à China pode ser uma solução para o Governo. Quais os benefícios para os moçambicanos?
El trompetista cubano Lázaro Numa llega al Adelaide Cabaret Festival junto a su banda Sabor a Cuba con un espectáculo de jazz afrocubano lleno de energía, tradición y sonidos latinos que conectan La Habana con Australia.
In this episode of the Millionaire Car Salesman Podcast, Sean V. Bradley sits down with Tasso Roumeliotis, CEO of Numa, to challenge one of the most accepted truths in automotive… and flip it on its head. "You are fundamentally in the retention business." - Tasso Roumeliotis Dealerships have relied on the same customer satisfaction metrics for decades. They check the scores, read the reports, and assume they understand their customers… but what if they don't? What if the way dealerships measure customer experience is not just outdated… but actually costing them revenue every single day? "The CSI score is effectively an autopsy report. And what we believe in the modern world is I need a heart rate monitor." - Tasso Roumeliotis This conversation dives into a major shift happening right now in automotive, one that's moving dealerships away from delayed feedback and into a world where customer experience can be seen, understood, and acted on in real time! Sean and Tasso explore what's really happening between the moment a customer interacts with your dealership and the moment you realize something went wrong… and why that gap is where the biggest opportunities are being lost. "Create visibility and if you measure it, it will improve, and it will get used." - Tasso Roumeliotis If you're a dealer, manager, or sales professional who wants to stay competitive in 2026 and beyond, this episode will make you rethink how you measure success, how you respond to customers, and what it actually takes to protect your revenue in today's market. Because the future of automotive isn't about reacting faster… it's about seeing what's happening before it's too late! Key Takeaways: ✅ Customer Experience is Key: Dealers are fundamentally in the retention business, and improving customer satisfaction through AI can help transform this experience effectively. ✅ Outdated CSI Systems: Current CSI systems function like "autopsy reports" instead of real-time monitoring. AI can provide a "live CSI," offering real-time insights for immediate action. ✅ Financial Implications: Retaining dissatisfied customers by solving their issues can convert heat cases into loyal customers, with a dramatic increase in retention profitability. ✅ AI in Automotive: AI can analyze numerous customer interactions effectively, helping managers understand where they stand and how to make proactive improvements. ✅ Leadership and Accountability: Visibility and accountability within dealership management can significantly improve customer satisfaction scores, reflecting in overall profitability and customer loyalty. About Tasso Roumeliotis Tasso Roumeliotis is co-founder and CEO of Numa, the leading AI platform for dealership customer operations. Under his leadership, Numa is building the AI-native dealership, helping dealers unify customer conversations across channels and deploy AI agents to drive significant gains in efficiency, revenue, and customer experience. Tasso is a serial entrepreneur and early pioneer in mobile and location-based technology. He previously founded Location Labs, scaling the company to more than 200 employees and leading its $220 million acquisition after building a profitable business with just $19 million in primary capital. Location Labs was recognized as an Inc. 500 company and achieved seven consecutive years of profitability. Earlier in his career, Tasso was Vice President at Claridge Investments, the Bronfman family office, and an associate in the merchant banking group at Donaldson, Lufkin & Jenrette. He began his career at Bain & Company. Tasso holds an MBA from Harvard Business School and a B.Comm from McGill University. Revolutionizing Automotive Customer Experience with AI-Driven CSI Innovation In the car dealership industry, providing exceptional customer satisfaction has shifted from a mere goal to a definitive necessity for success. Tasso Roumeliotis and Sean V. Bradley have an insightful conversation about an innovative measure that can transform the traditional Customer Satisfaction Index (CSI) into a real-time, dynamic, and data-driven strategy. Key Takeaways The Power of Real-Time CSI: Transitioning from an "autopsy" report of customer experience to a live, actionable "heart rate monitor" can significantly improve customer retention. Customer Retention as a Business Model: The real business of dealerships isn't just about selling cars; it's about retaining customers through exceptional service experiences. Leveraging AI for Maximum Impact: The integration of AI provides a comprehensive analysis of customer interactions, enabling dealership managers to proactively address issues and push customer satisfaction to new heights. Transforming the Dealership Landscape with Real-Time CSI Strategies In the ever-evolving automotive landscape, dealerships must move away from antiquated systems that provide outdated feedback. The traditional CSI scores, which usually come days after a customer's experience, are likened to "autopsy reports," as Tasso Roumeliotis aptly describes them. He suggests that they are outdated and ineffective in today's fast-paced, customer-centric environment. Enhancing Customer Retention with Immediate Feedback As Bradley states, "We are fundamentally in the retention business." A sharp focus on retaining customers, rather than merely pursuing new sales, leads to sustained profitability. The conversation unfolds around transforming tools used to gauge customer satisfaction from lagging to leading indicators. Unlike the traditional 45-day delayed feedback from CSI scores, a real-time feedback mechanism provides dealerships the opportunity to instantly correct course and mend customer relationships. "Don't tell me after the fact that this customer had a bad experience," Roumeliotis says. This shift from response-based surveys to continuous tracking of customer interactions represents a major leap in creating enhanced customer experiences. The Vital Role of AI in Analyzing Customer Interactions With the rise of AI technologies, dealerships can now analyze vast datasets to determine real-time customer satisfaction scores. Capturing every customer interaction through calls, texts, and emails, AI systems evaluate these interactions to provide a nuanced understanding of customer sentiment. Roumeliotis shares compelling figures: the possibility of converting a dissatisfied customer to a returning one increases to 70% when their issues are resolved promptly—a stark contrast to the mere 5% for unresolved cases. This level of insight allows managers to focus on "extinguishing heat cases," a term they use to describe potentially damaging customer experiences. "AI is going to really change the automotive industry," says Roumeliotis, showing how sentiment analysis and predictive models can not only gauge a customer's immediate state but also predict potential issues before they escalate. Revolutionizing Dealership Operations for Enhanced Performance Transitioning to real-time CSI means reinventing operational strategies within dealerships. By creating visibility, dealerships empower their employees with accountability and motivation. As Roumeliotis notes, some dealerships use digital monitor displays showing live CSI data, fostering a culture of transparency and motivation among staff. This notion complements Bradley's wisdom: "You can't just sell things and burn through customers." By providing both the customers and dealership staff with tools to improve interactions, businesses can better measure and manage success metrics across teams. Furthermore, the ways managers utilize the data are pivotal. Implementing dashboards equipped with the latest intelligence enables them to efficiently address potential pitfalls, significantly enhancing customer satisfaction as managers can address issues not as post-mortem observations, but as live currents needing steering. Integrating AI in Customer Experience Management for Dealerships Overall, the conversation between Roumeliotis and Bradley emphasizes a paradigm shift in customer experience management within the automotive industry. Integrating AI to exploit data points in real time, dealerships can now nurture a proactive approach to customer satisfaction. Such advancements channel the potential to radically transform how dealerships perceive and act upon customer service. "The dealership's ability to engage, rectify, and delight customers isn't just important—it's fundamental to a thriving business," Bradley concludes, reiterating the non-negotiable role of customer retention in the car industry's success story. In a market where competition is fierce, and customer expectations are soaring, transforming the once archaic CSI into a real-time strategic tool promises not only an improved customer journey but a substantial competitive advantage as well. Resources + Our Proud Sponsors: ➼ The Millionaire Car Salesman Facebook Group: Join the #1 Automotive Sales Mastermind Facebook Group with over 29,000 automotive professionals worldwide. The Millionaire Car Salesman Facebook Group is the go-to community for car salespeople, BDC agents, sales managers, general managers, and dealer principals looking to increase performance, income, and leadership skills. Inside the group, members collaborate daily on automotive sales strategies, lead handling, phone scripts, closing techniques, CRM best practices, dealership leadership, and accountability systems. Learn directly from top automotive trainers, industry mentors, and high-performing sales leaders who are actively winning in today's market. If you're serious about growing your automotive career, increasing car sales, and building long-term success, join The Millionaire Car Salesman Facebook Group today! ➼ Dealer Synergy: Dealer Synergy is the automotive industry's #1 Sales Training, Consulting, and Accountability Firm, with over 20 years of proven dealership success nationwide. We specialize in helping car dealerships increase sales, improve processes, and build high-performing Sales, Internet, and BDC departments from the ground up. Our expertise includes automotive phone scripts, rebuttals, CRM action plans, lead handling strategies, BDC workflows, Internet sales processes, management training, and accountability systems. Dealer Synergy partners directly with dealership leadership to align people, process, and technology, ensuring consistent results and scalable growth. From independent dealers to large dealer groups and OEM partnerships, Dealer Synergy delivers measurable performance improvements, stronger teams, and sustainable profitability. ➼ Bradley On Demand: Bradley On Demand is the automotive industry's most advanced interactive training, tracking, testing, and certification platform for car dealerships — built to develop top-performing teams across Sales, Internet Sales, BDC, CRM, Phone Skills, Leadership, and Management. In addition to LIVE virtual automotive training classes and a library of 9,000+ on-demand dealership training modules, Bradley On Demand now includes AI Phone Roleplaying and Coaching to help salespeople and BDC agents practice real dealership conversations before they ever get on the phone with customers. This AI-powered roleplay technology strengthens phone scripts, objection handling, appointment setting, lead follow-up, and closing skills, while providing measurable coaching feedback for continuous improvement. Bradley On Demand empowers dealerships to train faster, coach smarter, improve call performance, increase closing ratios, and sell more cars more profitably — all through structured, trackable, modern automotive training.
Convidado: Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo, autor do e-book ‘Quem será o próximo presidente?' e da newsletter semanal ‘Jogo Político'. Em 1989, o médico goiano testou seu nome como candidato à Presidência da República pela primeira vez. Numa eleição que contava com mais de 20 alternativas na urna, ele fez menos de 1% dos votos. Desde então, ele construiu trajetória sólida em seu estado: deputado federal, senador e governador. Agora, aos 76 anos e em um Brasil totalmente diferente, Ronaldo Caiado terá uma nova oportunidade. Caiado passou mais de 30 anos na mesma legenda (primeiro como PFL, depois como Democratas e, por fim, União Brasil), mas em janeiro deste ano migrou para o PSD. O objetivo era disputar uma espécie de primárias do partido para lançar uma candidatura presidencial. O favorito de Gilberto Kassab, presidente da sigla, era Ratinho Júnior, governador do Paraná, que desistiu. E o governador de Goiás superou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Agora, os desafios dele são outros. Primeiro, se consolidar como um nome de alcance nacional. Segundo, conquistar dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto para provar que é um candidato viável. Para explicar os desafios e a viabilidade real de Ronaldo Caiado, Natuza Nery conversa com Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo. Ele, que também é autor do e-book ‘Quem será o próximo presidente?' e da newsletter semanal ‘Jogo Político', relembra as contradições políticas do presidenciável e seus resultados como governador de Goiás. E analisa as condições de uma candidatura não polarizada prosperar.
What happens when music becomes more than just something you listen to—and starts shaping how you think, feel, and show up in your life? In this episode of the Starter Girlz Podcast, Jennifer Loehding sits down with Numa Palmer, an international singer, songwriter, and artist, to explore how she uses music as a powerful form of expression to resonate positivity and connect with people across cultures. But this conversation goes deeper than music. Numa shares what she's learned about personal responsibility, the impact of daily choices, and how the things we consume—especially music—shape how we think, feel, and experience the world. From awareness to ownership, this episode offers a powerful look at how your choices, your environment, and your expression all play a role in the life you're creating. This episode is about becoming more intentional, trusting your voice, and recognizing that what you allow in—mentally and emotionally—matters more than you think. Chapters00:00 Power of Choice00:27 Podcast Welcome01:26 Meet Today's Guest02:20 Sponsor Spotlight03:06 StarterGirls Resources03:51 Introducing Numa05:10 Extraordinary Is Ordinary06:32 Breaking Global Barriers10:09 From Small Talk to Deep Dive11:40 Art With Meaning12:30 Childhood Roots and Purpose15:19 Turning Pain Into Power18:26 Empathy and Boundaries22:26 Daily Choices Change Worlds25:19 Positivity as Practice30:12 Protecting Your Energy31:26 Music Shapes the Mind34:29 Why We Feed Sadness35:06 Pain Feels Like Home36:28 Subconscious Autopilot Triggers38:42 Owning Your Choices39:57 Risk Tolerance Mindset41:43 Buddhist Reframe on Fear45:19 Artist Journey and Longevity47:50 Songs That Empower50:54 Age Confidence and Femininity55:34 Independent Artist Values01:00:06 Where to Find and Support01:03:56 Closing Thanks and Mantra Connect with Numa Palmerhttps://numaofficial.comhttps://www.youtube.com/@NumaPalmerhttps://www.instagram.com/numa_palmer/Listen on Spotify and Apple Music Connect with Starter Girlzhttps://startergirlz.com Want to Be a Guest on Starter Girlz Podcast?https://www.podmatch.com/hostdetailpreview/17044863446695017c1879d7b