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equador

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Morning Show
Fux reverte decisão de Dino / Guerra no STF / Trump sanciona latinos

Morning Show

Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 119:18


Confira no Morning Show desta terça-feira (29): O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu nesta segunda-feira (28) todos os efeitos da decisão em que o ministro Flávio Dino derrubou uma ordem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra publicações que atribuíam ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Com a decisão, voltam a valer as determinações do TSE, com as ressalvas que elas já continham. As plataformas X, Facebook, ByteDance e Google têm 24 horas para restabelecer o cumprimento das ordens da Justiça Eleitoral e devem deixar de executar a decisão de Dino. Se descumprirem, podem receber multa por ato atentatório à dignidade da Justiça e responder por crime de desobediência. O ministro Luiz Edson Fachin abriu a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desta terça-feira (29), cumprimentando os conselheiros pelo apoio em seu primeiro ano à frente da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ. A controvérsia em torno do post do humorista Antonio Tabet, que atribui ao candidato Flávio Bolsonaro a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, transformou-se em uma verdadeira batalha jurídica dentro do Supremo Tribunal Federal. Com ministros concedendo liminares e outros derrubando decisões anteriores sobre a permanência dos conteúdos nas redes sociais, a Corte expõe uma divisão profunda sobre os limites da liberdade de expressão em ano eleitoral. Desde o início da campanha eleitoral deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral recebeu mais de 51,4 mil denúncias de propaganda irregular em seu aplicativo Pardal, feito justamente para receber esse tipo de denúncia. Os estados de São Paulo, Bahia e Minas Gerais concentram o maior número de ocorrências. O comentarista de cinema da Jovem Pan, Josias Teófilo, foi tema de uma entrevista na Folha de São Paulo sobre a ascensão da nova direita. Na publicação, Josias deu a declaração de que a nova direita surgiu pois “ninguém aguentava mais o Caetano Veloso”. O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (28) restrições de vistos contra 27 autoridades, ex-autoridades e outros indivíduos da América Latina, além de familiares imediatos, em uma nova ofensiva contra pessoas acusadas por Washington de envolvimento com corrupção, narcotráfico e ações que ameaçam instituições democráticas na região. A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado, comandado pelo secretário Marco Rubio, e alcança pessoas da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Nenhum brasileiro aparece na relação. A apuração da coluna, no entanto, indica que outros nomes do Brasil também estão sendo analisados em Washington para possíveis novas medidas. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Notícia no Seu Tempo
Seis em cada 10 brasileiros querem impeachment de Toffoli e 5, o de Moraes

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 8:52


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (23/09/2026): Mergulhado na maior crise institucional de sua história, o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um cenário de forte desconfiança por parte da população. Pesquisa AtlasIntel/Estadão mostra que seis em cada dez brasileiros dizem não confiar no STF e 34% afirmam ter confiança na Corte. A imagem do tribunal e de seus ministros foi diretamente afetada pelo escândalo do Banco Master. A aprovação do impeachment de Dias Toffoli e de Alexandre de Moraes é apoiada por 60,5% e 49,8% dos entrevistados. A ministra Cármen Lúcia é a única integrante do STF cuja avaliação positiva supera a negativa. De acordo com a sondagem, 85,1% acreditam que “sim, há envolvimento direto de ministros do STF no caso Master”. O levantamento foi realizado entre 17 e 21 de setembro – após a tumultuada sessão plenária do dia 15 –, com 1.852 brasileiros, por meio de recrutamento aleatório pela internet. Internacional: Trump ameaça voltar a usar a força na América Latina Política: Mendonça pede acesso ao inquérito das fake news Economia: BC diz que economia perde força e abre espaço para novo corte de juros Metrópole: Cinco corpos são resgatados de destroços, entre eles o do cantor Rick Cultura: Jota Quest faz ode a Tim Maia See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resumão Diário
Enterro do cantor Rick será em Sorocaba (SP); Zanin nega pedido para obrigar Senado a instalar CPI do Master; Os discursos do 2º dia da Assembleia Geral da ONU e mais

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 5:40


Corpo do cantor Rick, da dupla com Renner, será velado e enterrado em Sorocaba (SP), nesta quinta-feira (24). Ministro do STF Cristiano Zanin nega pedido para determinar a instalação da CPI do Master no Senado. Milei, Zelensky, líderes de Irã, Venezuela, Equador e outros chefes de Estado discursam no 2º dia da Assembleia Geral da ONU. Escudo das Américas: quem são os membros de aliança do governo Trump que anunciou sanções contra facções brasileiras. Caso Isabelle Caracristi: estudante achada morta em Fortaleza disse para familiar não acreditar no namorado se algo acontecesse com ela. Frio derruba temperaturas no Sul e pode provocar geada nesta quarta; Sudeste tem temporais.

Volta ao mundo em 180 segundos
23/09: Governos aliados a Trump classificam grupos criminosos como terroristas | Lula diz que Brasil não é quintal de ninguém | Coreia do Sul pede alívio de sanções contra Coreia do Norte

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 4:35


Governos da América Latina aliados a Donald Trump anunciaram, à margem da Assembleia-Geral da ONU, uma coalizão de 14 países chamada Escudo das Américas para classificar 24 grupos criminosos como organizações terroristas, incluindo os brasileiros PCC e Comando Vermelho, além de cartéis do México e organizações da Venezuela, Equador e Peru. O acordo, que reúne países como Argentina, Colômbia, Chile e El Salvador, é o primeiro do tipo assinadocoletivamente por nações latino-americanas e pode preparar terreno para ações militares contra o narcotráfico, mas gerou tensão na região por excluir Brasil e México, únicos governos de esquerda entre os grandes países latino-americanos. Em seu discurso na ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" ecriticou a ingerência externa em eleições, fala que não foi aplaudida pela delegação americana. E ainda:- Donald Trump prometeu acabar com a interferência externa no Hemisfério Ocidental e disse que um acordo com o Irã pode ser assinado após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, sob ameaça de isolamento econômico total do país- O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, rompeu com décadas de política de afastamento e pediu que os Estados Unidos aliviem sanções contra a Coreia do Norte em troca do congelamento dos programas militares de Pyongyang- A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, foi impedida de retornar à Venezuela após tentativas por mar e por avião a partir do exílio no Panamá Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

Lenindragons
Temp. 06 ep. 18 BVM: Confederação do Equador, um RPG nordestino anticolonial ou decolonial?

Lenindragons

Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 68:32


Olá camaradas!Neste episódio Matheus Gansohr junto com Luiz Claudio, Lipe Goodman e Felipe Brasil e falarão sobre Confederação do Equador! Um RPG que nasce das entranhas do Brasil A Vapor & Magia para ganhar vida própria através das raízes nordestinas e feito por nordestinos! Slava!Curte nosso trampo, camarada?Nos apoie através do: apoia.se/lenindragonsrpgParticipe do financiamento coletivo do BVM: Confederação do Equador: https://www.catarse.com.br/BVMNEConheça nossa loja em parceria com a Geek Paralelo: https://montink.com/geek-paralelo/produto=lenindragons Use o cupom LENINDRAGONS e ganhe 10% de desconto em nossos produtos.Conheça nossos parceiros da Diadoramas: https://diadoramas.com.br com o cupom CAMARADORIM ganhe 10% de desconto em toda a loja. Acesse: www.101games.com.br com o cupom LENINDRAGONS10 você recebe 10% de desconto. E pra finalizar, acesse: https://universosimulado.com.br com o cupom UNIVERSOLENINDRAGONS para você receber 10℅ de desconto. Toda compra com nossos cupons nos ajuda e ajuda nossos parceiros!

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | ENXERTADO NA FAMÍLIA DE DEUS

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 4:57


LEITURA BÍBLICA DO DIA: ROMANOS 11:11-21 PLANO DE LEITURA ANUAL: PROVÉRBIOS 27–29; 2 CORÍNTIOS 10   Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Durante uma visita com meu pai ao seu amado Equador há alguns anos, fomos até a fazenda onde ele cresceu. Quando notei umas árvores estranhas, ele me explicou que quando queria fazer travessuras, retirava um galho de uma árvore frutífera, fazia fendas noutra árvore frutífera diferente e amarrava o galho solto ao tronco, como via os adultos fazerem. Suas brincadeiras passaram despercebidas até que as árvores começaram a dar frutos diferentes do esperado. Enquanto ele descrevia o processo de enxertia, entendi o que significa ser enxertado na família de Deus. Sei que meu falecido pai está no Céu pois foi enxertado na família de Deus por confiar em Jesus. Podemos também ter a certeza de que em algum dia estaremos no Céu. O apóstolo Paulo explicou aos cristãos de Roma que Deus abriu um caminho para que os gentios, ou não judeus, pudessem se reconciliar com Ele: “E vocês, gentios, que eram ramos de uma oliveira brava, foram enxertados na árvore. Agora, portanto, participam do alimento nutritivo que vem da raiz da oliveira especial de Deus” (ROMANOS 11:17). Quando depositamos nossa fé em Cristo, somos enxertados nele e nos tornamos parte da família de Deus. “Quem permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto” (JOÃO 15:5). Semelhantemente às árvores enxertadas, ao confiarmos em Cristo, tornamo-nos nova criação e damos muitos frutos.  Por: NANCY GAVILANES  

#BiroscaNews
Entrevista: STF precisa mudar? Professor explica propostas para reformar o Tribunal

#BiroscaNews

Play Episode Listen Later Sep 15, 2026 11:50


Entrevista dada à TV Horizonte. O modelo atual do Supremo Tribunal Federal (STF) precisa mudar? Como são escolhidos os integrantes das cortes constitucionais em outros países e quais alternativas poderiam ser adotadas pelo Brasil? Nesta entrevista, o professor de Direito Constitucional Alexandre Bahia explica as diferenças entre o modelo brasileiro e os sistemas adotados em países da Europa e da América Latina. O especialista analisa formas de escolha dos integrantes das cortes, duração dos mandatos e propostas para modificar a estrutura do Judiciário brasileiro. Um dos temas centrais é a proposta de uma reforma do STF e a possibilidade de separar algumas das funções atualmente exercidas pelo Supremo. Alexandre Bahia explica como funcionam cortes constitucionais em outros países e comenta modelos adotados na França, Espanha, Equador e Bolívia, além das diferenças em relação ao sistema inspirado nos Estados Unidos. A entrevista também aborda a crise recente no Supremo e as discussões envolvendo ministros da Corte e o Caso Banco Master. O professor analisa o papel institucional do STF, as divergências internas e as expectativas em torno das movimentações do presidente da Corte, Edson Fachin. Algumas avaliações sobre os próximos passos do Supremo apresentadas na entrevista são projeções do especialista. Entre os assuntos abordados estão: O modelo atual do Supremo Tribunal Federal; As diferenças entre o STF e as cortes constitucionais europeias; Como são escolhidos integrantes das cortes em outros países; Mandatos fixos para integrantes de cortes constitucionais; A possibilidade de mudar a forma de indicação dos ministros do STF; A criação de uma Corte Constitucional no Brasil; A concentração de diferentes funções no Supremo; A necessidade de uma PEC para alterar o modelo brasileiro; Experiências da França, Espanha, Equador e Bolívia; A crise institucional no STF; As divergências envolvendo integrantes do Supremo; O Caso Banco Master e seus reflexos dentro da Corte; O papel do presidente do STF, Edson Fachin; A necessidade de uma reforma mais ampla das instituições brasileiras. Ao longo da entrevista, Alexandre Bahia destaca que existem diferentes modelos internacionais que podem servir de referência para o Brasil e defende que o debate não fique restrito apenas ao STF, mas considere uma discussão mais ampla sobre o funcionamento das instituições brasileiras.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.

Convidado
PCD quer reforma da justiça, diversificação da energia e mais atenção com saúde

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 14, 2026 10:04


A campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe está lançada desde 12 de Setembro. Neste âmbito, acompanhamos este período pré-eleitoral, dando a palavra às formações candidatas à governação. Nesta terça-feira, ouvimos João Bonfim, líder e cabeça de lista do PCD - Partido da Convergência Democrática, na oposição. Ao defender reformas nomeadamente no sector da justiça, João Bonfim insiste igualmente sobre a necessidade de diversificar as fontes de energia e cuidar melhor das unidades de saúde ou ainda das estradas. RFI: Quais são as prioridades do vosso programa? João Bonfim: Recordo a situação das estradas nacionais, das ruas da cidade capital, que estão praticamente em estado de profunda degradação. Sem falarmos da questão da energia e da água que ocuparam o topo das nossas prioridades. Para além disso, os tradicionais sectores da saúde e da educação, especialmente para nós, a questão da educação terá uma importância muito grande, na medida em que nós precisamos, através da educação, defender o presente e preparar o futuro. Em relação à saúde, verificamos que há muitas doenças consideradas doenças curáveis no mundo, mas que matam em São Tomé e Príncipe, já não por haver falta de profissionais, mas faltam os meios de diagnóstico e faltam os medicamentos. Por esta razão, nós definimos estes sectores como sendo os prioritários no nosso projecto de governação. RFI: Detalhando agora alguns dos sectores, mencionou nomeadamente a questão da saúde. Disse que não é por falta de quadros. No entanto, alguns números vêm dizer o contrário. O facto de haver uma emigração massiva nestes últimos anos, fez com que vários quadros, nomeadamente no sector da educação e no sector da saúde, saíssem do país. E neste momento, o país enfrenta uma carência de quadros nestes sectores. João Bonfim: Pode se tratar de uma falsa questão. Na educação é bem mais evidente do que no sector da saúde. Os professores estão a abandonar o sistema educativo porque eles são mal remunerados e são dificilmente seguidos e apoiados. No sector da saúde, a situação não é tão igual. Eu dou-lhe um exemplo muito concreto. Estive a reunir-me com a população num distrito e estava uma senhora enfermeira presente e ela tomou a palavra para me dizer 'eu própria, já pedi até aos próprios doentes para se rebelarem, porque eu estou desesperada. Eu tenho gente doente que aparece aqui na minha instituição de saúde e eu sei que eu posso fazer alguma coisa por esta pessoa, mas nem sequer tenho um medicamento básico, como é o paracetamol, por exemplo'. Isto é triste e deprimente também para os profissionais de saúde, isso pode conduzir a alguma desistência. Mas o nosso principal problema, confesso, não está na falta de quadros. RFI: Relativamente a outro sector que enumerou no seu programa, falou nomeadamente da questão da energia, que foi um assunto bastante comentado nestes últimos meses devido à crise que o país atravessou. Quais são os vossos projectos? João Bonfim: O nosso projecto, sobretudo na área da energia, é fazer uma opção muito clara para a produção de energia por via de energias renováveis. O nosso país, claro, situado na linha do Equador, com grande disponibilidade de Sol e sendo um país de geografia limitada, o nosso país tem todas as condições para tirar o máximo proveito das energias limpas, das energias renováveis, designadamente da energia fotovoltaica. Nós conseguimos obter energia fazendo até -porque não?- instalações particulares, nos edifícios públicos, nalgumas habitações particulares, tudo isso de modo a que tenhamos a possibilidade de ter energia limpa. Mas também podemos utilizar e devemos recorrer à energia eólica. Devemos pensar profundamente nestas opções porque elas são um conhecimento de que o mundo dispõe e está, neste momento, também ao alcance de todos os países. Mas há também a possibilidade de recorrermos à produção energética por via dos cursos de água. Já há muito que se fala no aproveitamento dos vários cursos de água para criarmos uma rede de barragens que possam promover a acumulação de água que serviria para produção de energia, mas que serviria também para a distribuição à população e para utilização na agricultura, para a rega. E isso, o nosso país não tem feito. Mas são meios que estão ao nosso alcance. Todo o nosso sistema de distribuição e de gestão da energia foi apontado para uma população de 70 mil habitantes à data da independência. De lá para cá, e no preciso momento, a nossa população triplicou. Passámos de 70 mil para 210 mil. As propostas têm de ser outras. Queremos apostar muito na descentralização da distribuição e da gestão da energia. E nós queremos apostar numa separação do sector da água e do sector da energia, para que cada um deles, com o conjunto de problemas que enfrentam, possam estar mais concentrados nos problemas próprios, em vez da confusão que temos actualmente. RFI: O FMI e o Banco Mundial têm apoiado São Tomé e Príncipe, fazendo algumas preconizações. Entre essas, preconiza uma reforma da administração pública e também mais impostos. João Bonfim: A questão dos impostos é uma questão que tem que ser encarada, tem que ser discutida, porque o país é óbvio em qualquer lado. É preciso que, numa economia liberalizada também como aquela que nós defendemos, o Estado dificilmente arrecadará receitas através da participação em empresas. Não haverá tantos recursos da construção do Tesouro público a partir dos dividendos. Por isso, os impostos são a via preferencial para que o Estado possa construir o seu tesouro, através do qual fará investimentos na saúde, na educação, nas infra-estruturas, como, por exemplo, as estradas. Há dias aí, alguém me falou do seguinte: 'Se vocês forem governo, por favor acabem com o IVA'. E disse-lhe que infelizmente isso não pode acontecer porque o IVA, aparentemente parecendo ser um imposto cego, é o imposto actualmente mais generoso de que o Estado pode beneficiar. A única questão aqui a haver é uma avaliação dos montantes a cobrar e uma definição de áreas e de serviços que podem ficar isentos da cobrança do IVA. Os cidadãos, obviamente, não gostam de ouvir falar do pagamento de impostos, mas os impostos são a via preferencial que tem o Estado e os governos para constituírem o Tesouro público, que, por sua vez, é necessário para o investimento na saúde, na educação, com a aquisição de medicamentos e dos equipamentos de diagnóstico e outros, no sistema de saúde, na educação para sustentar as escolas públicas, embora nós não consideremos que toda a educação tenha de ser exclusivamente pública. Estamos disponíveis para encarar a possibilidade de haver uma intervenção do capital privado no sistema educativo. Os impostos são, de facto, um mal necessário, infelizmente. RFI: Outro dos assuntos que regressa sempre em qualquer campanha eleitoral é a questão das reformas institucionais e nomeadamente no sector da justiça. João Bonfim: O sector da Justiça é efectivamente um grande problema que nós enfrentamos. A nossa proposta para o sector da Justiça é ter uma formação muito sólida no sector da Justiça. Mas também não podemos dizer que seja exclusivamente por falta de formação que a nossa Justiça tem conhecido os problemas que são do domínio público. A questão é que há muita interferência política no funcionamento da Justiça. Por isso, o nosso lema principal para a justiça é a não politização da justiça e a não judicialização da política. Como é que vamos resolver isso? Introduzindo os mecanismos de inspecção no sistema judicial, recorrendo também à ajuda e à cooperação externa. Porque os compromissos que muitos agentes da nossa justiça têm com a actividade política prejudicam a administração da Justiça com toda a qualidade e, sobretudo, com confiança pela parte dos cidadãos. Os cidadãos não têm muita confiança na Justiça. Muitas vezes, o resultado de uma sentença decorre de uma encomenda, digamos assim.

O Mundo Agora
Trump inflável, Rubio na América do Sul, e o risco de ingerência estrangeira no Brasil

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Sep 14, 2026 3:50


A ofensiva diplomática de Washington na América do Sul e os laços com o bolsonarismo acendem o alerta para o risco de ingerência americana na eleição brasileira. Thomás Zicman de Barros, analista político Um enorme Donald Trump inflável subiu no meio da Avenida Paulista. Foi com esse símbolo, e agitando bandeiras americanas, que os apoiadores de Flávio Bolsonaro acharam apropriado comemorar o 7 de Setembro, dia da Independência. Há um paradoxo evidente em celebrar patriotismo e soberania nacional prestando homenagem ao líder de uma potência estrangeira. E a cena ganha outro significado diante do que acontece hoje ao redor do Brasil. Apenas um dia depois daquela manifestação, em 8 de setembro, Marco Rubio desembarcou na Colômbia. O secretário de Estado americano seguiu depois para Equador e Peru, numa viagem destinada a consolidar a aproximação de Washington com três governos de direita e extrema-direita da região. Os Estados Unidos vêm recompondo sua influência na América do Sul. Além dos três países visitados, Chile e Argentina estão muito próximos de Washington. Sobrou o Brasil de Lula para destoar desse novo mapa político. O próprio Rubio já disse isso. Em junho, ao celebrar diante do Senado americano a quantidade de governos latino-americanos hoje alinhados aos Estados Unidos, enumerou as poucas exceções. Citou Cuba e Nicarágua, há anos sob sanções americanas. Mencionou a Venezuela, agora sob tutela de Washington. E, nas palavras dele, “é claro, o Brasil”. Fez então uma observação reveladora: o Brasil está “no meio de um ciclo eleitoral”. Rubio acompanha esse ciclo de perto. Em maio, recebeu Flávio Bolsonaro em Washington. O candidato também se reuniu com J.D. Vance e Donald Trump. Risco de ingerência O risco evidente é de ingerência estrangeira nas eleições brasileiras. E há precedentes. No ano passado, Trump impôs tarifas de 50% ao Brasil, enquanto seu governo cassava vistos e aplicava sanções contra Alexandre de Moraes. A própria Casa Branca relacionou essas medidas ao processo contra Jair Bolsonaro. A política interna brasileira entra, abertamente, na política externa americana. A pergunta agora é até onde essa ingerência pode chegar. As redes internacionais da extrema direita ajudam a tornar essas iniciativas menos nítidas. Elas combinam governos, políticos, think tanks, organizações privadas e empresários numa teia por vezes opaca. Nos bastidores, movimentam dinheiro, formam quadros e conectam atores de diferentes países. Uma delas é a Rockbridge Network, rede conservadora americana que teve J.D. Vance entre seus fundadores. Nos últimos dias, surgiram suspeitas de que recursos ligados a essa rede possam ter beneficiado indiretamente a campanha de Flávio Bolsonaro. O financiamento não foi comprovado, mas há contatos documentados entre a organização americana e personagens do universo político brasileiro. E essa não é a única iniciativa do tipo. Talvez por isso valha a pena voltar à imagem da Avenida Paulista. Para alguns patriotas, a melhor forma de celebrar nossa soberania é louvando um inflável gigante de Donald Trump.

Resumão Diário
Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro são alvos de buscas da PF; A crise do STF nas campanhas presidenciais; PR, SP e MS têm risco de tornado e mais

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 6:07


PF deflagra operação sobre financiamento de 'Dark Horse'; Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro são alvos de buscas da PF. Crise no Supremo Tribunal Federal entra no centro da disputa presidencial e leva campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro a reavaliar suas estratégias. Menina que tinha sumido após conhecer jovem no Discord é encontrada trancada em imóvel abandonado em Goiás. Nove estados do Centro-Sul devem ter tempestades nesta quinta; PR, SP e MS têm risco de tornado. Na Libertadores, Corinthians empata com Estudiantes fora de casa; Palmeiras vence a LDU em SP; Flamengo joga hoje no Equador.

Volta ao mundo em 180 segundos
10/09: EUA vão reforçar o combate ao narcotráfico no Equador | Presidente sérvio dissolve parlamento | 5 mortos em incêndio nas Filipinas

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 6:01


Os Estados Unidos vão reforçar o combate ao narcotráficono Equador, com o secretário de Estado Marco Rubio anunciando 45 milhões de dólares para embarcações militares e 55 milhões de dólares para desmantelar organizações criminosas no país, dentro da estratégia do governo Trump de ampliar influência na América Latina. E ainda:- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou sofrer "interferência estrangeira descarada" às vésperas daseleições gerais de outubro, após reportagem do jornal Haaretz sobre um suposto alerta dos Emirados Árabes Unidos sobre o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.- Netanyahu também ordenou o desmantelamento de cerca de 100 postos não autorizados de colonos na Cisjordânia, após pressão internacional que já envolve os Estados Unidos, cujo embaixador em Israel chamou colonos violentos de "terroristas"- A Coreia do Norte está concluindo a ponte sobre o rioYalu, na fronteira com a China, com mais de 3 quilômetros de extensão e obras retomadas após visita do presidente chinês Xi Jinping ao país em junho- O presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, dissolveu oParlamento e convocou eleições antecipadas para 25 de outubro, após quase dois anos de protestos contra corrupção e violência política no governo- Cinco pessoas morreram e 87 seguem desaparecidas apósincêndio em uma balsa na província de Palawan, nas Filipinas- A Apple anunciou o iPhone Duo, primeiro iPhone dobrávelcom duas telas e leitor de impressão digital, previsto para chegar ao Brasil em outubro por cerca de 31 mil reais Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

20 Minutos com Breno Altman
RAFAEL CORREA | O ex-presidente do Equador em entrevista a Breno Altman | 20 MINUTOS

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 85:54


RAFAEL CORREA | O ex-presidente do Equador em entrevista a Breno Altman | 20 MINUTOSSeja bem-vindo(a) ao programa 20 Minutos. O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, é uma das figuras mais influentes e controversas da política latino-americana. Líder da Revolução Cidadã, vive asilado na Bélgica desde 2020, após ser condenado a oito anos de prisão por corrupção — caso que classifica como perseguição política .Nesta entrevista a Breno Altman, Correa analisa o tabuleiro político da região e os rumos da esquerda.Receba as notícias e análises de Opera Mundi no seu WhatsApp! Siga nosso canal https://omundi.news/whatsappSiga Opera Mundi no

Notícia no Seu Tempo
Mendonça afasta chefe da PF; maioria da 2ª Turma do STF apoia a decisão

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 7:39


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (09/09/2026): O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou ontem o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Mendonça ordenou ainda que eles sejam investigados pela Corregedoria da PF pela produção de relatórios de inteligência que foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes para contestar sua atuação como relator dos casos do INSS e do Master. Mendonça diz que foi alvo de monitoramento “ilícito”. Nunes Marques e Luiz Fux seguiram a decisão, que obteve a maioria da 2ª Turma do STF para ser validada. Gilmar Mendes pediu vista e quer que o afastamento seja analisado no plenário. A Advocacia-Geral da União pediu a suspensão da medida ao presidente do STF, Edson Fachin. Política: Em manifesto, empresariado pede ao STF que examine ‘fatos’ Metrópole: Nível da educação cai nos países ricos e Brasil reduz distância Internacional: Diplomacia americana reforça influência na América Latina Cultura: O encontro de lendas nos camarins do Rock in RioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
ONU aprova resolução para corrigir representação do mundo nos mapas

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 4, 2026 2:31


Modelo amplamente utilizado remonta ao Século 16; ele contém distorção que amplia massas de terra mais distantes da linha do Equador e reduz regiões como África, América Latina e Sul da Ásia; proposta, que recebeu 164 votos favoráveis, se baseia em dados científica e reparação histórica. 

Professor HOC
O NOVO PLANO CHINÊS PRA DOMINAR A AMÉRICA LATINA I Professor HOC

Professor HOC

Play Episode Listen Later Sep 3, 2026 15:33


Abra a sua conta no BTG! O banco que te ajuda a navegar em todas as novidades e incertezas do atual contexto global:https://investimentos.btgpactual.com/cadastro/?lporigem=home-invest&utm_channel=influencers&utm_source=professorhoc&utm_medium=inf&utm_campaign=inf_perf_buinvest_youtube-prof-hoc_202602&utm_term=youtube-prof-hoc&utm_content=video_sem-participanteA China mudou a forma de expandir sua influência na América Latina.Em vez de apostar apenas em grandes obras de infraestrutura, Pequim passou a avançar por contratos menores e mais discretos com governos estaduais, prefeituras e órgãos de segurança pública — envolvendo câmeras de vigilância, sistemas de emergência, energia, transporte e telecomunicações.Neste vídeo, o Professor HOC explica como funciona essa nova estratégia chinesa, por que empresas como Huawei, Hikvision e Dahua estão ganhando espaço na região e como contratos aparentemente simples podem criar uma dependência tecnológica difícil e cara de desfazer.Do Rio de Janeiro ao Equador, passando por Argentina, Peru, México e Honduras, você vai entender como a disputa entre China e Estados Unidos está chegando cada vez mais perto da infraestrutura que mantém as cidades latino-americanas funcionando.O barato de hoje pode virar o cadeado de amanhã.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!LINK HOC ACADEMY:https://hocacademy.com.br/?utm_source=youtube#btg #china #latinoamerica #usa

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Animais selvagens no Equador agora têm direitos legais, graças a um macaco chamado Estrellita. Uma decisão judicial histórica levou o Equador a se tornar o primeiro país do mundo a conceder direitos legais a animais selvagens. A decisão veio depois que um macaco peludo foi transferido para um zoológico e morreu uma semana depois. A macaca, batizada de Estrellita, foi retirada da natureza com um mês de idade e mantida como animal de estimação por 18 anos. Possuir animais selvagens é ilegal no Equador, então o animal foi apreendido pelas autoridades em 2019 e depois de ser levado para um zoológico ela faleceu. Recentemente, o tribunal decidiu a favor da pessoa que mantinha o animal em sua casa, mas também acrescentou que os direitos do animal foram violados quando foi retirado de seu habitat natural. O veredicto eleva os direitos dos animais ao nível da constituição, a lei máxima do Equador. Em 2008, o Equador tornou-se o primeiro país do mundo a reconhecer a natureza como pessoa jurídica, consagrando em sua constituição o direito de seu povo a viver em um ambiente saudável. Embora os direitos da natureza já fizessem parte da constituição, não estava claro se animais selvagens individuais poderiam se beneficiar deles. [...] Também foi incluído um apelo ao Ministério do Meio Ambiente do Equador para criar mais regras e procedimentos para garantir que os direitos constitucionais dos animais selvagens sejam respeitados. Colômbia, Nova Zelândia, Panamá, Chile e México também concederam proteção legal à natureza, seja por meio de sua constituição ou sistema judicial. [...] A Lei 9.605/98 – também chamada de Lei de Crimes Ambientais, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente, considera crime matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória; quem impede a procriação, modifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural, quem comercializa ou adquire, guarda, tais espécimes, sem permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida (artigo 29), esclarecendo que são espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida no território brasileiro ou águas jurisdicionais brasileiras, mas permitindo a não aplicação da pena ‘no caso de guarda doméstica de espécies silvestres não ameaçadas de extinção, consideradas as circunstâncias pelo juiz (artigo 29, parágrafo 2º e 3º). Também é crime a introdução de espécime animal do país sem prévia licença, e praticar abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, ou realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos (artigo 31, 32 e seu parágrafo 1º), provocar o perecimento da fauna aquática ou a pesca desautorizada (artigo 33 a 36). Temos a Declaração Universal dos Direitos dos Animais – da UNESCO de 1978. Entre outros artigos, esta Declaração proclama que todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência. Todo o animal tem o direito a ser respeitado. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. Fonte (texto/créditos): https://www.euronews.com/green/2022/04/01/wild-animals-in-ecuador-now-have-legal-rights-thanks-to-a-monkey-named-estrellita https://www.conjur.com.br/2019-nov-30/protecao-constitucional-fauna Imagem (créditos): https://www.saveamericasforests.org/Yasuni/Biodiversity/Woolly%20Monkey.html Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=PFyi2y5q8ys - Feelings - Peder B. Helland.

O Assunto
Morte assistida: quando, onde e por quem essa decisão pode ser tomada

O Assunto

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 33:03


Convidados: Henrique Ribeiro, psiquiatra, psicoterapeuta e supervisor do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas, da USP; e Monalisa Barros, psicóloga, pesquisadora especialista em luto e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A França aprovou nesta quarta-feira (19) a lei que vem sendo chamada de “Ajuda para morrer” depois de um intenso debate de quatro anos. Na prática, agora os franceses têm respaldo legal para recorrer à eutanásia ou outros modelos de morte assistida. Mais de dez países já autorizam procedimentos como esse, inclusive vizinhos da América do Sul, como Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai. No Brasil, qualquer tipo de morte assistida é proibido e uma pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maior parte da população se posiciona contra a prática: a rejeição chega até a 60% dos entrevistados, mas, quando perguntados sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, o resultado é um empate. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois especialistas em luto e cuidados paliativos. Primeiro, ela entrevista o médico Henrique Ribeiro, que explica como se dá esse tipo de procedimento e avalia sua realização em um contexto brasileiro. Depois, a entrevista é com a psicóloga Monalisa Barros, que analisa as condições humanas que influenciam essa decisão. Também neste episódio, Luciana Dadalto, pesquisadora e presidente da associação Eu Decido, relata um caso de morte assistida que ela acompanhou na Suíça em 2019.

ONU News
Diplomata do Equador, Ivonne A-Baki, participa de diálogo interativo como candidata a secretária-geral

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 2:04


Ex-embaixadora do país na França, Estados Unidos e nações do Oriente Médio participa no debate com Estados-membros da ONU e sociedade civil nesta quinta-feira; corrida pelo cargo máximo da organização conta agora com três homens e cinco mulheres.

Convidado
Marta Lança publica memórias entre Lisboa, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo e Rio de Janeiro

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 37:05


Neste programa, conversamos com Marta Lança, a autora de “Essas pessoas na sala de jantar”, um livro que conta as histórias de uma vida escrita entre Lisboa, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro e outras geografias, tendo como fio condutor as mudanças de casa e os encontros com novas pessoas que enchem salas de jantar transformadas em lugares de resistência e comunidades de pensamento e de arte. Este é o seu segundo livro, depois de “infinitas-pessoas-mais-uma”, ambos editados na Tigre de Papel. Marta Lança é jornalista, escritora, programadora cultural e também coordena o portal Buala, uma plataforma dedicada à cultura e ao pensamento sobre o Sul Global.  O livro “Essas pessoas na sala de jantar” é como uma casa, ou melhor, uma sala de jantar repleta de amigos e reinventada a cada nova morada entre três continentes. Mas não é “uma sala de jantar auto-satisfeita”, não. É um convite à viagem, à partilha e aos novos sabores, com pratos cheio de histórias e portas abertas, com sorrisos e cumplicidades, algures em prédios onde – podemos ler – “nos desenrascamos uns aos outros, e dispensamos ovos e coentros, em que crescemos juntos”. Foi a partir das sucessivas mudanças de casa para “outro bairro, às vezes outra cidade, ou continente” que a autora quis “encapsular temporadas em certos lugares e circunstâncias”. Através da sua história pessoal, conta o que viu nos países onde viveu, observando com “um olhar para dentro e para fora” capaz de arrombar quartos fechados e mentes quadradas. Esta é uma história de encontros, de “geografias afectivas múltiplas” e é também um diário de bordo de um mundo em risco de extinção e de um outro a cimentar-se, num “tempo saturado de estímulos e de tecnofascismo” e em que os ecrãs substituíram livros e o brincar na rua. Escrito com muito humor, o livro é também uma forma de transmissão da memória, offline, um registo proustiano em busca de um tempo perdido em que tanto se ganhou e tanto se foi perdendo. Às memórias pessoais da protagonista, às suas histórias de amizades, de amores, de viagens e experiências noutros países, misturam-se os grandes acontecimentos que marcaram a História e a política do pós-25 de Abril em Portugal até aos dias de hoje no mundo. Tudo acompanhado pelo ritmo dos filmes, dos livros e da banda sonora que também escreveram esses anos. A partir de Lisboa, Faial, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro, Baixo Alentejo, as histórias  são acompanhadas por reflexões sobre as injustiças sociais, o racismo, as cidades segregadas, o capitalismo desenfreado, a crise da habitação, a especulação insaciável e as rendas insustentáveis, a ecologia em crise, a pobreza, as sempiternas lutas das mulheres e muitas e variadas e repetidas opressões. São também histórias de lugares de resistência, de salas de jantar transformadas em comunidade de pensamento e de arte. A autora lembra como foi crescer numa Lisboa arrastada pela especulação imobiliária, o que foi a “Geração à Rasca” nos tempos da Troika e lembra que “o fascismo nunca desapareceu no país dos brandos costumes”.  Depois, recorda como “ter vinte e um anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Em Cabo Verde, reconheceu “a personalidade telúrica dos habitantes vulcânicos" que tinha conhecido em menina nos Açores, “mas o mais difícil de erradicar permanece: as mentalidades, a anos-luz de descolonizar”. Segue-se Luanda, “mal tinha desembrulhado o grogue, o veludo e a calabaceira de Cabo Verde e partia de novo, desta vez para uma grande metrópole africana da qual afinal não sabia quase nada”. Em Luanda compreendeu que “a mesma cidade onde se luta para conseguir comer ou para facturar milhões, toda a hora é hora de celebrar a vida, porque a toda a hora se pode morrer.” Em Maputo, o que mais conquistou o seu “coração rebelde eram os concertos de hip-hop, agregadores de jovens desejosos de mudar a sociedade restrita e opressora”, como Azagaia que “confrontava o regime e a geração da independência” com, por exemplo, a música “Quem vendeu a minha pátria?”. No Rio de Janeiro, surge a pergunta: “Como se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência?”, onde “a desigualdade continua a ser a espinha dorsal da vida urbana brasileira.” A resposta começa, talvez, nos baile funk na Zona Norte, “uma das maiores expressões da resistência cultural, social e identidade das periferias brasileiras”. Mais tarde, o refúgio no Baixo Alentejo, em Portugal, onde uma casa no campo é a possibilidade de “pequenos lugares engendrarem utopias”. Porém, mesmo aí, “a terra é colonizada e posta a render” e nos cafés se percebe “como muita gente desistiu e se deixou manipular pelo populismo e abandono”. No final, regressa às raízes para cuidar de quem dela cuidou e de quem dela cuidará, confessa. Consciente de fazer “parte da paisagem da desigualdade montada”, ao longo dessas viagens entre os três continentes, a narradora nunca esquece “o Atlântico que devolve continuamente a memória do terror e da sobrevivência”. Também omnipresente, de viagem em viagem, a comida, das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne nos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, passando pelo amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, sem esquecer o acarajé no Rio e a Cozinha Ocupação. Afinal, “poucas coisas unem tanto as pessoas como partilhar uma refeição”. A inspirar as suas páginas sente-se a busca e um enorme respeito pela liberdade, partindo de uma personagem-arquétipo a que chamou Júlia e que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”. Era uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros". "Essas pessoas na sala de jantar" talvez seja "o mapa poético" de Marta Lança, esboçado a partir da "força de todas as que foram reprimidas". Marta Lança: "Aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer" RFI: Do que fala este livro? Marta Lança, Autora de “Essas pessoas na sala de jantar”: “Este livro compila várias crónicas de diversos momentos da minha vida. Quando estava a pensar o que é que ligaria estas histórias, achei que seria o mínimo denominador comum a questão de mudar. Mudar de casa, mudar de cidade, mudar de geografia emocional e de trabalhos, entre eles tem esta questão de cada um que se passa num determinado tempo e espaço. Começa com a casa onde cresci, a casa dos pais, a casa de onde parti para a vida e depois são sucessivas casas como ponto de partida: várias em Lisboa, várias depois com a vida profissional, em que fui viver para os países africanos onde também se fala português, como Cabo Verde, Angola, Moçambique. Depois o Brasil e o regresso a Lisboa, sendo Lisboa também em vários bairros, em vários tempos. Isso é o que coordena. Depois, fala de muitas outras coisas. Cada história tem os seus universos, alguns vão-se repetindo, mas é basicamente um livro que tem a ver com o crescer, com o tornar-se uma mulher, tornar-se adulta, e tem esse lado um pouco confessional, autobiográfico - mesmo assim, tentando não expor muito os outros - mas é o devir adulto. Basicamente, é um livro que tem a ver com o crescimento.” Por que é que decidiu chamar-lhe “Essas pessoas na sala de jantar”? “Porque sempre gostei muito dessa canção de 'Os Mutantes', um grupo brasileiro de movimento Tropicália. A canção chama-se ‘Panis et Circenses', tem a ver com uma crítica à ditadura militar brasileira. É muito irónico porque enquanto se está a distribuir pão e circo, essa classe média que está entretida na sala de jantar, ocupada em manter-se, em nascer e morrer, e que fica numa certa passividade enquanto o mundo explode, enquanto há uma série de injustiças, há uma classe média que está muito contente com a sua vidinha de privilégio. Então, trouxe este título para falar também dessa tensão que eu própria sinto entre o meu meio, esse meio pequeno-burguês de Lisboa que teve acesso à educação, saúde a seguir ao 25 de Abril. Portanto, somos essa primeira geração em liberdade que pôde uma série de coisas e, ao mesmo tempo, o que é que fazemos com isso? Então, também tem essa questão de tentar politizar-me e ter atenção à abertura para outras realidades do mundo e da minha própria cidade e ter uma participação não passiva, sendo que há esse dentro e fora da sala de jantar. Acho que é uma canção que traduz muito essa vontade também de trazer poesia para a vida, um outro olhar, não aquele convencional, e por isso a escolhi como título.” O espaço casa tem um lugar central, mas essas casas vão sendo criadas em diferentes países. Quase parece um paradoxo porque a casa é algo aparentemente estável, seguro, e aqui as suas casas são resultado de viagens e cada cidade é como uma nova casa. Até que ponto é que as casas e as cidades são personagens centrais neste livro? “São porque têm um lado de dentro de casa, mas não muito. Então, dentro de casa porque aconteceu que quase todas estas casas, como os leitores vão ver, foram casas partilhadas, casas colectivas onde viviam outras pessoas. Desde o início com a família, o núcleo duro, etc, e depois os amigos, os namorados e, hoje em dia, as casas com crianças quando estamos a criar filhos. Na partilha de casa, sempre achei muito interessante, como uma espécie de laboratório social, como é que as pessoas habitam uma casa, como é que pessoas, além de mim, tornam a casa um lugar habitável, um lugar acolhedor, mas um lugar onde há conflitos com a divisão de espaço, divisão de tarefas. Foi interessante que a minha vida suscitou ver várias maneiras de habitar a casa porque fui partilhando casa com pessoas diferentes ao longo da vida e sendo que essas outras cidades, outros bairros, também traziam sempre um microcosmos de realidades diferentes. Então, não são cenários, são participantes dessa observação de costumes, de ponto de partida para ver o que está à volta da casa. Aliás, o livro parte desse interior da casa, mas depois vai muito para fora, sai logo. A narradora - que sou eu - acaba por estar mais interessada no que se passa fora. Tenho algumas observações sobre o dentro de casa, mas o mais interessante será mesmo essa etnografia de ambientes à volta dessas casas, do bairro, dos sistemas políticos, dos assuntos que inquietam naquele momento, como se cristalizasse um certo tempo de observação. É por aí que interessa, é como a casa ser um mirante, um ponto de observação do exterior.” Vamos às casas nas diferentes cidades. Por exemplo, Lisboa. Lisboa não é apenas a cidade bonita e multicultural onde cresceu, onde ia ao ballet da Gulbenkian, ao cinema, aos bares do Bairro Alto dançar kizomba e ouvir Os Tubarões. Foi também a cidade onde um rapaz cabo-verdiano, Alcino Monteiro, foi espancado até à morte por um bando de skins no Dia de Portugal, em 1995, um cenário que se repetiria. Olha para este ódio racial que reverbera ainda na própria cidade. Quer-me falar sobre Lisboa? “Sim, é interessante ter ido buscar esse exemplo porque essa linha de cor que atravessa a cidade de Lisboa, essa colonialidade ainda estamos a vivê-la, não é? Crescer nos anos 80, numa cidade que estava a urbanizar-se, é o meu ponto de partida: era ali a zona de Carnide, depois assistir ao fenómeno do Colombo, toda essa Lisboa que se queria tornar uma cidade europeia, com a entrada na União Europeia, o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, o realojamento dos bairros mais auto-construídos, etc, mas que obviamente foi criando para as margens, foi marginalizando, tornando periféricas uma série de realidades socioculturais e económicas de tornar muitos bairros empobrecidos e pessoas empobrecidas em que a linha de cor coincide. Ou seja, são as pessoas racializadas que acabam por ter esse estigma que vinha de um país a seguir ao 25 de Abril, ainda com uma grande carga colonial, racista, foi mantendo, se calhar um pouco mais com um certo pudor, sendo que agora, com a ascensão da extrema-direita e todo este populismo e instrumentalização do ressentimento voltou a sair à carga e ainda mais estigmatizou estes territórios, estas pessoas, e no livro vou falando desses momentos. De facto, o ódio racial foi um momento definidor quando aconteceu esse assassinato do Alcino Monteiro num bairro que eu frequentava, o Bairro Alto, que eu frequentava com os meus amigos. Para nós, que éramos novos, sentir esse medo nas ruas, ali no centro da cidade, e perceber: ‘Afinal isto é terrível. Há pessoas que são um alvo muito mais declaradamente de uma purga, dessa motivação do ódio.' E acho que isso nunca deixou de existir em Lisboa, aliás, culminou no ano passado com a morte do Odair Moniz, e vamos vendo como a cidade evolui e não resolve essas suas feridas sociais de ódio. E, portanto, acho que isso atravessa de alguma forma o livro. Eu, no lugar de também de um certo activismo anti-racista, mas como é que uma jovem lisboeta branca vai percebendo essas injustiças. Também entrei por aí de uma forma, não aprofundando muito, mas dando a entender que isso é uma realidade que só não vê quem não quer. Podemos estar num certo meio protegidos, mas somos cúmplices desse estado de coisas se mantivermos essa passividade. Portanto, temos de denunciar.” Vamos agora a Paris. Conta que “ter 21 anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Foi para lá estudar, viveu na Cité Universitaire. Fala daquele momento, mas também na continuação das lutas sociais até hoje, com os Coletes Amarelos, as revoltas suburbanas na sequência também do assassínio de jovens de pele negra, a mobilização contra a ascensão da extrema-direita. Que lugar tem para si Paris? “Nessa tal geografia de afectos e de crescimento, Paris foi muito importante porque foi esse tal embate político. A minha relação com Paris no livro é no ano de 1997, 98, eu era uma jovem estudante de Erasmus em Paris. E teve esse papel de perceber como o mundo é enorme, como as lutas sociais são muito mais vastas do que a partir de Lisboa e também de perceber que há uma esquerda muito organizada e disseminada nas universidades, nas manifestações e isso foi muito importante de assistir, de acompanhar, de testemunhar esse fervor. Quanto mais organização, até de contestação, também mais se sentia essa tensão de uma cidade a uma escala muito maior do que Lisboa. Eu conto uma manifestação dos ‘chomeurs' [desempregados] que me impressionou muito, a forma muito combativa e muito radical de confrontar a polícia, etc, e depois Paris sempre continuou a ser uma meca da esquerda europeia com essas outras lutas que se seguiram e mais do que nunca, agora, com a situação política da Europa e de França em particular. Acho que é um bom barómetro da temperatura social, continua a ser.” Viveu também em Cabo Verde, que diz que se tornou em “um país exemplar no contexto africano”, graças ao empenho, ao valor atribuído à educação. Diz ainda que o mais difícil de erradicar permanecem “as mentalidades a anos-luz de descolonizar”. Quer falar-nos um pouco sobre Cabo Verde e a sua experiência? “Cabo Verde foi também uma transição enorme na minha vida. Ir viver para uma ilha pequenina como São Vicente e fazer uma revista com jovens cabo-verdianos e perceber as questões deles, algumas frustrações e muita vontade de participar, de ter opinião. Então, foi uma experiência que eu acarinho muito. De facto, viver nos sítios, trabalhar nos sítios, ajuda-nos muito a compreender essas tais relações, a sair do postal turístico das férias na ilha do Sal ou da Boavista em que a pessoa não percebe muito mais para além de que é um país maravilhoso, cheio de morabeza, etc. Ao trabalhar com jovens e ao ouvir os artistas, ao fazer também jornalismo de muita escuta, fez com que eu entendesse que há uma grande questão identitária. Portanto, isto é Cabo Verde de 2004, é claro que muitas coisas mudaram, mas havia ali muitas conversas sobre a questão da crioulidade, da situação atlântica de Cabo Verde cultural, da mestiçagem, todas essas heranças de ‘somos mais africanos, somos mais europeus', toda essa indefinição, que é uma discussão interessante, mas depois, no dia-a-dia, sentia-se que ainda havia um certo racismo em relação a pessoas do continente africano, muito pejorativamente chamados de mandjacos, como se isso fosse um insulto a uma etnia da costa da África, guineense, etc, e sobretudo a geração mais velha tinha um certo preconceito com a questão das pessoas mais negras. Falo também nessas manifestações, de alguns comentários, de algumas tradições como os Mandingas no Carnaval do Mindelo. E acho que sim, há uma mentalidade ainda muito colonizada que vai-se percebendo também em coisas mais recentes. Por outro lado, há uma juventude que reivindica o lado pan-africanista, a herança de Amílcar Cabral como os grandes valores da independência, tudo isso, mas é, mais uma vez, perceber que o contexto de um país é muito mais complexo do que a gente pensa no início. “Mal tinha desembrulhado o grogue” - estou a citá-la – “o veludo e a calabaceira de Cabo Verde", partiu de novo, desta vez para "uma grande metrópole africana, da qual, afinal, quase nada conhecia”. Luanda é a cidade onde "a toda a hora é hora de celebrar a vida porque a toda a hora se pode morrer”. Quer falar-nos sobre Luanda? “Luanda, essa grande cidade! Foi incrível conhecer Luanda nesse momento que saía há poucos anos de longuíssima guerra civil e ir trabalhar na área da cultura, das artes, em que estava tudo por fazer, havia uma alegria, um entusiasmo, e foi mesmo extraordinário também partilhar casa no bairro da Maianga, uma casa que já é histórica nas lendas urbanas, que é o Sete e Meio. Era um apartamento que dividíamos entre artistas angolanos e eu e uma amiga portuguesa que também trabalhávamos na Trienal de Luanda. Morava lá o Kiluanji Kia Henda, o Orlando Sérgio, o Yonamine, o Ihosvanny, artistas que estavam em grande força na sua carreira como artistas visuais, e o Orlando que é um actor na área do teatro e cinema. Então, era um ponto agregador da cidade, onde fazíamos muitos jantares, muitas conversas na nossa varanda, que também tinha um ponto de observação para as transformações urbanas da própria cidade de Luanda. E sim, é uma cidade de contradições, não é? Nessa altura - já não é a realidade actual - havia muita gente a fazer dinheiro porque o petróleo era, de facto, a economia muito efervescente, o crescimento económico era incrivelmente alto e acelerado, mas sabemos que isso depois não se traduziu em melhorias na qualidade de vida do povo angolano, que hoje em dia está bastante sufocado, numa crise enorme. Eu, como estrangeira, mas tentando viver como angolana no dia-a-dia, andar de candongueiro, depois também fiquei lá a trabalhar como professora, ouvi muitas histórias e o que mais me fascinava eram as biografias das pessoas. As pessoas tinham histórias de vida incríveis e apetecia cartografar tudo e escrever tudo, mas depois a realidade era tão veloz e alucinante que era difícil. Então, esses dois textos no livrinho sobre a Luanda dessa época são muito fragmentados, mas era um espelho da própria cidade, dessas vozes todas, dessas contradições e também um grande carinho nas pessoas e, ao mesmo tempo, uma brutalidade porque é a lei da sobrevivência.” Em Maputo, foi a música e o ímpeto do hip-hop, nomeadamente as letras do Azagaia, que a conquistaram, ele que tantas denúncias fez contra o regime, contra inclusivamente a geração da independência, contra a exploração do povo, contra o neocolonialismo português. Mais uma vez a atenção e a observação acutilantes da Marta… “Gostei muito de ir aos concertos do Azagaia. Foi um privilégio poder ir a vários concertos de hip-hop. Também já tinha frequentado muito o rap angolano, gostava muito também. Na altura, em Angola, ouvia muito o MCK, depois o Luaty Beirão também voltou à cidade e outros. Havia um grande movimento de hip-hop que era um grande escape de denúncia política. Então, era uma forma de entender o que é que os jovens estavam a pensar sobre a sua situação. Maputo é uma cidade extremamente musical, havia muitos concertos, muita música ao vivo nos bares e acho que é um dos pontos mais fortes que eu retenho: essa cidade musical. O Azagaia, além de, na altura, me ter chamado a atenção pelas letras tão interessantes, depois, tudo o que suscitou quando ele morreu, o cortejo fúnebre, a repressão e os tumultos todos que houve em Maputo e Matola e na Beira a seguir à morte dele… Aliás, eu tinha escrito esse texto antes de o Azagaia morrer e depois acrescentei mais isso como um questionamento também sobre a geração que fez a independência e a herança que deixou ao país como está actualmente, que ainda tem tanta juventude urbana descontente porque não tem muitos horizontes de expectativa para poder ficar no país com uma vida digna.” Também viveu no Rio de Janeiro e começa por falar de um baile funk em que questiona "como é que se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência". O que representou para si o Rio de Janeiro? “Comecei o texto com esse episódio do baile funk porque também tive a sorte de poder frequentar as comunidades faveladas da Zona Norte do Rio de Janeiro. E sim, são zonas da cidade, territórios muito permeáveis à violência, seja do tráfico de droga, seja da própria polícia. Na altura, havia operações de pacificação dos morros e, no entanto, eram sempre bastante ameaçadoras para a população trabalhadora dessas comunidades. E havia uma banalização dessa violência que acho que todos sabemos com os filmes e as notícias que nos chegam. Portanto, é viver numa guerra aberta e isso é muito desgastante para os moradores. Depois conto também como é que algumas figuras, como um estudante de mestrado, se sentia uma excepção no seu contexto de jovem negro, periférico, pobre, mas como as políticas de discriminação positiva, as quotas, são muito importantes no contexto do Brasil para furar essa repetição da pobreza e, portanto, também como é que a partir dali se estava a pensar a questão da cidade, do asfalto e da periferia, todas essas divisões de uma sociedade tão classista, tão racista… Algumas opções vão-se repetindo ao longo dos textos, mas com novos figurantes e novas reflexões, penso eu.” Acaba por haver alguns temas e até injustiças que se repetem ou que dialogam entre as cidades onde viveu? “Exacto e a procura da alegria, que citou, é mesmo uma força de resistência nestes lugares, não é uma alegria alienante, é uma alegria que tem o seu peso, da sua dor, dessas feridas todas da história, da história da escravatura, da história da pobreza, e, ao mesmo tempo, a capacidade de ‘estamos aqui, continuamos, sobrevivemos e transformamos a dor em alegria, uma alegria de não nos vão apagar, aqui continuamos'. Essa lição dessa alegria sobrevivente, para uma europeia, é mesmo importante, porque eu acho que em Portugal, por exemplo, se cultiva muito o lamento, o queixume, mas é um queixume que depois não muda nada, é um queixume quase de apaziguamento. Acho que esses países, como eu digo, abaixo do Equador, nos davam uma lição de vida nesse sentido que é: ‘Vamos para a frente, resistimos' e, cada vez mais, confrontacionais e a desejarem uma outra vida com todo o seu sentido crítico. Portanto, é uma alegria que também traz a crítica ao estado de coisas.” Outro aspecto é a comida, que de viagem em viagem também é omnipresente, seja na sala de jantar, seja na rua, no café, no restaurante. Das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne da casa dos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, em Lisboa, ao amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, ao acarajé no Rio e à Cozinha Ocupação… Escreve: “Poucas coisas unem tantas pessoas como partilhar uma refeição”. Porquê tanto sabor neste livro? “Muito bem visto! E também o grande ensopado de borrego no Alentejo!” É verdade, não falámos do Alentejo, mas também é bom deixar aos leitores a possibilidade de descobrir outras geografias e sabores… “Exactamente. A refeição partilhada é também ligada à ideia das pessoas na sala de jantar que estão a partilhar o seu momento, a distribuição de comida, a vontade de experimentar coisas novas e como cada lugar também com os seus sabores, porque é uma forma de convívio, não é? E esse é outro grande tema do livro: o convívio entre pessoas diferentes e uma refeição pode pôr na mesma mesa pessoas de realidades muito diferentes e estarem unidas pelo prazer de comer, de descobrir e também como os novos sabores traziam novas realidades. Quando estou a apontar para esses frutos tropicais, estou a aprender novos léxicos e novas realidades e, portanto, quis trazer essas diversas comidas.” Esses sabores não são só gustativos, também há os sabores auditivos, porque a música também está muito presente no livro. É como uma banda sonora em pano de fundo… “É porque a música também é uma forma de conhecermos realidades novas. Acho que todos nós temos sempre as nossas músicas electivas. Por exemplo, ouvir música em Angola ou Moçambique ou Brasil, é a partir das letras e das sonoridades que nos trazem as tais outras realidades. E depois também as músicas que nos formaram, a nossa forma de olhar o mundo e de viver a História é feita das partilhas das universidades, das leituras, dos filmes, mas muito a partir da música. A música tem um pendor educativo, formativo muito forte em todos nós e eu queria prestar essa homenagem a tudo o que a música trouxe à minha vida, só que era difícil estar a escolher entre tantas músicas e tantos autores e então fui referindo de acordo com o que eu ia ouvindo em cada fase de vida.” Num dos capítulos fala do “Lobo da Mata” e conta um episódio terrível. Recorda a francesa Gisèle Pelicot quando disse que “a vergonha tem de mudar de lado” e também escreve, “nos anos 90 a consciência feminista era de nicho e o ‘girl power' era mais slogan do que força colectiva” e que ainda hoje “em vários países, ser mulher continua ser quase um acto ilegal”. Porque decidiu escrever o “Lobo da Mata” e falar sobre a sua própria história? “Porque nós criamos mais empatia, relação com um assunto, quando nos implicamos nele, e todas as mulheres, sem excepção, terão histórias de abusos, desconfortos no mínimo, e situações em que se sentiram com medo ou discriminadas pelo facto de serem mulheres. Acho que temos a sorte de estarmos em países onde há alguma protecção, mas até precisamente pela Gisèle Pelicot em França, sabemos como histórias tão hediondas podem estar aqui ao voltar da esquina. Eu queria trazer algumas reflexões feministas porque, tal como a música, o feminismo também é uma forma de conhecer, de aprender muito para tentar ambicionar um mundo onde haja mais igualdade nas questões de género, mas mais do que a igualdade, acredito num feminismo que não é necessariamente a luta pelo poder, mas é outra forma de convivência entre as pessoas que não passe por esta competição, por estas relações de poder, por este ímpeto bélico e destrutivo que o mundo patriarcal nos tem proporcionado e por ele chegámos aqui, a este estado de coisas tão devastador e sem futuro quase. E, portanto, o feminismo seria uma grande opção entre homens e mulheres de outro tipo de comunhão, de partilha, de uma paz social que poderia vir através do feminismo. Esse ‘Lobo da Mata' é uma história na Caparica, na adolescência. Não é uma história que seja assim o grande trauma porque eu quis também passar esse lado, de como eu encontrei as minhas ferramentas para viver com isso e para transformar essa história numa espécie de alívio e de força pessoal, mas claro que cada mulher lida com isso de maneiras diferentes, com os seus próprios traumas e fantasmas. Mas acho que sim, acho que foi importante escrevê-la, não no sentido terapêutico, mas para partilhar alguns episódios que todas temos e, depois, a partir daí, o que é que suscitou como preparação para a vida porque qualquer mulher terá passado por isso.” Fala numa mulher no livro que é uma personagem-arquétipo daqueles tempos. Chamou-lhe Júlia que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”, uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros. A força de todas as que foram reprimidas.” O que é feito dessa Júlia? Este livro é esse “mapa poético”? “Sim, acho que sim. Essa Júlia é um arquétipo, não é uma pessoa real, mas sim um conjunto dessas vontades todas reprimidas e de alguém que pôde experimentar, pôde errar, pôde implicar-se em cada situação e fazer com que as coisas aconteçam, sair da tal sala de jantar auto-consolada para que a vida nos aconteça porque não podemos estar só à espera de uma mudança se não nos implicarmos nela. Essa Júlia ainda está aqui presente, pelo menos tenho-a comigo, como alguém que me faz lembrar: ‘Olha, aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer.' E é preciso celebrar essa liberdade de circulação, de podermos ser quem queremos, de podermos até mudar em qualquer fase de vida para procurar essa pessoa que nos vamos tornando em cada momento, mas não ficar a achar que isso é garantido porque as liberdades nunca estão garantidas. É também essa inquietação. A Júlia é essa inquietação que me persegue e que certamente outras pessoas se identificarão com ela.”

Volta ao mundo em 180 segundos
14/08: Colômbia ignora ajuda do Brasil após terremoto | Iêmen perto de guerra generalizada | Putin provoca Japão em visita a arquipélago

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 5:14


Governo da Colômbia ignora a oferta de apoio do Brasil depois do terremoto devastou parte do país no início da semana. Apenas equipes de busca e resgate dos Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador estão autorizadas a entrar na Colômbia. E mais:- Representante das Nações Unidas avisa o conselho de segurança que uma guerra generalizada estaria perto de eclodir no Iêmen, devido aos confrontos entre os houthis eforças do governo iemenita. A atividade militar tem se intensificado nos últimos dias e pressiona as linhas de frente congeladas desde o acordo de 2022- Putin irrita o Japão depois de visitar as ilhas Curilas do Sul, tomadas do Japão pela União Soviética no fim da Segunda Guerra Mundial. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, classificou a viagem como uma ofensa “inaceitável”- Europa enfrenta a quinta onda de calor desde maio, com temperaturas acima de 40 graus. Segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, só neste ano a Europa já registou mais de 1.600as queimadas- O calor já provocou dezenas de milhares de mortes excedentes na Europa. A Organização Mundial da Saúde registrou mais de 10 mil mortes em apenas cinco países europeus. Estimativas apontam que a onda de altas temperaturas pode ter provocado durante este verão até 25 mil mortes e o número ainda pode aumentar Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

Alô, Ciência?
#160 Em busca da anta perdida

Alô, Ciência?

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 67:53


Alô, alô! Cadê a anta que tava aqui? A anta brasileira  (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre que temos na América do Sul. Os indivíduos adultos podem chegar a 300 kg. Conhecida como jardineira da floresta, a anta tem o importante papel ecológico de dispersar sementes por onde anda, ou seja: é uma espécie que planta a floresta e ajuda a manter a diversidade das nossas matas. Apesar do nome, a ‘anta brasileira', não é exclusiva do Brasil. Ela ocorre em 11 países sul americanos, entre eles a Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, entre outros. Em contexto global, a anta é uma espécie considerada vulnerável à extinção e suas populações estão diminuindo devido principalmente à perda de habitat, à caça ilegal, às colisões com veículos (atropelamentos em rodovias) e à contaminação por agrotóxicos. Nesse episódio Amanda Guedes e Lucas Andrade falam sobre os bastidores da conservação de antas no Brasil com a Patrícia Médici, que é pesquisadora e grande especialista em antas, que há 30 anos lidera um projeto de conservação dedicado a entender mais sobre as gigantes jardineiras da floresta e salvar a espécie da extinção. O foco da nossa conversa é entender como que a conservação acontece na prática, tendo como exemplos as expedições realizadas pela Iniciativa Nacional de Conservação da Anta Brasileira, a INCAB, para descobrir o paradeiro das antas na Caatinga. Sorteio exclusivo para apoiadores:Bolsa Ecobag Anta bordada (da loja do IPE!) Assuntos Abordados: 00:00 – Bastidores da conservação da anta.02:04 – O surgimento do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE).10:00 – Mobilização de equipe.12:16 – A pulga atrás da orelha: motivações.17:40 – Expedição em busca da anta na Caatinga.24:55 – Memórias: entrevistas no território.28:44 – SORTEIO DO ALÔ!29:55 – A primeira pegada!35:23 – Memórias quase perdidas.39:60 – Próximas viagens!45:42 – Colisões veiculares: ameaça nº1.50:24 – Anta sentinela: contaminadas por agroquímicos e metais.53:23 – Ameaça do fogo.55:34 – Como salvar as antas?62:53 – Disco de Ouro: recomendações culturais. Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes:Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky

Brasil Paralelo | Podcast
COLÔMBIA E VENEZUELA DESTRUÍDAS: TEM RELAÇÃO?

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 6:24


Na manhã desta segunda-feira, 10 de agosto, um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia, com epicentro localizado próximo ao município de San José del Palmar. O abalo sísmico causou o desabamento de estruturas, deixou mortos e feridos, e provocou cenas de pânico em cidades como Bogotá, Quibdó, Pereira e Manizales. O tremor também foi sentido em países vizinhos, como Equador, Panamá e Venezuela. Neste boletim, detalhamos os estragos causados na infraestrutura local, como os danos no Aeroporto El Caraño e na Catedral de Manizales, e trazemos a avaliação de autoridades e especialistas sobre o ocorrido. O geofísico Bruno Collaço explica o movimento de subducção da placa de Nazca, descartando ligações diretas deste evento com os tremores recentes na Venezuela e afastando a possibilidade de um tsunami no litoral do Pacífico. Acompanhe a resposta emergencial mobilizada pelo governo colombiano e entenda a fundo a geologia que torna a região suscetível a esses fenômenos naturais.

Volta ao mundo em 180 segundos
11/08: Sobe para 132 número de mortos em terremoto na Colômbia | Trump muda política de vacinação infantil; especialistas questionam | Seca avança pela Europa e atinge níveis recordes em vários países

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 6:16


132 mortos e mais de 500 feridos após terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na manhã de ontem. Foi o tremor mais intenso registrado no país na última década. O abalo foi sentido em Bogotá, Medellín, Cali e até em regiões do Equador e do Panamá. Em Manaus, moradores também relataram os efeitos do terremoto. E ainda:- Estados Unidos, México, Brasil, França e Equador ofereceram apoio à Colômbia. Departamento de Estados dos EUA anuncia a destinação de pouco mais de R$ 79 milhões em recursos para ações de abrigo, alimentação, proteção e avaliação dosimpactos do terremoto- Trump assina ordem executiva que reduz de 18 para 11 o número de vacinas recomendadas para crianças e propõe que a vacina tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola, seja aplicada em doses separadas, em consultas diferentes. Pediatras, especialistas em saúde pública e fabricantes de vacinas afirmam que não há evidências de benefício emseparar a vacina tríplice viral- A seca continua se agravando na Europa. Na Inglaterra, 71% do território já está em situação de seca. Em julho, a secaatingiu 95% da França continental e 99% da Suíça, os maiores índices desde o início dos registros do Observatório Europeu da Seca, em 2012 Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

Christelijke Apologeet
Jesse Duplantis bij Frontrunners: Evangelist of Oplichter?

Christelijke Apologeet

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 37:29


Er zijn veel producten die Nederland moet importeren en dat is goed. Banenen uit Equador, mandarijnen uit Spanje, rijst uit Azië. Maar één ding wat je niet moet importeren is steenrijk dwaalleraar Jesse Duplantis en zijn welvaartsevangelie uit de Verenigde Staten. Frontrunners doet dit wel. In deze video laat ik je zien waarom dat een grote vergissing is.Muziek: Khi Rho Beats

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais
Utopías Amazónicas #08 | Alberto Acosta — El Buen Vivir y la Trampa del Progreso

Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 49:46


Há palavras que o poder aprendeu a tolerar: sustentabilidade, transição, economia verde. Ele as repete em cúpulas climáticas, as imprime em relatórios corporativos e as financia com mercados de carbono. Enquanto isso, a Amazônia arde. No oitavo episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, o LatitudeCast recebe o economista e ativista equatoriano Alberto Acosta. Ex-ministro de Energia e Minas e ex-presidente da Assembleia Constitinte do Equador — onde contribuiu para inscrever, pela primeira vez na história, os Direitos da Natureza em uma Constituição —, Acosta é autor de uma das obras mais influentes do pensamento latino-americano contemporâneo: O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. No livro Utopias Amazônicas, Acosta assina o ensaio “A Amazônia na armadilha do progresso: violência, resistência, transformações, utopias”, abrindo seu texto com o anjo da história de Walter Benjamin para mostrar que o progresso não é uma promessa, mas uma catástrofe que acumula ruínas. Conversamos sobre a ilusão do desenvolvimento sustentável, o extrativismo que sobrevivera a governos neoliberais e progressistas, a violência como condição estrutural do capital, a proposta Waorani e Kichwa do Kawsak Sacha (Selva Viva) e a urgência de "yasunizar" o mundo para desmercantilizar a vida. Utopia não é um sonho distante. É a coragem de incomodar o poder, abandonar a religião do crescimento econômico e construir alternativas reais de existência em harmonia com a Terra.

Convidado
São Tomé e Príncipe: mudança de nome e de bandeira defende Eugénio Tiny

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 7:11


O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial.  Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo.   Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total !   Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões !   Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?!   E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de  São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe,  e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto.  Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado:  para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.

Llapis de memòria
Elisabeth Pérez Parreño i Rosa Elena Cotacachi: "Vam entendre millor l'Equador quan vam sortir del país"

Llapis de memòria

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 57:09


UTV podcast
ASTON VILLA HAVE MADE AN INITIAL APPROACH FOR PEDRO VITE

UTV podcast

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 18:41


Join Luke as he reacts to all the latest Aston Villa transfer news, Villa have enquired about the Equador internationals contract situation with Pumas and are expected to submit a formal offer after Ecuador's world cup campaign ends. Pumas value the 24 year old at no less than 1o million dollars - El_telegrafo #astonvilla #avfc

Basta Berlin- der alternativlose Podcast
No, we can`t - Der Basta Wochenstart am 29.06.26

Basta Berlin- der alternativlose Podcast

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 63:36


Wir können es nicht. Wir können keine Klimaanlagen in die U-Bahn bauen- die passen nicht in den Tunnel. Wir können keine Tröpfchen regnen lassen, das Wasser hat zu viel Kalk. Wir können keine Bahnhöfe oder Flughäfen bauen, wir können keine Plätze planen und wir können schon gar nicht in Frage stellen, was wir alles nicht können.Das deutsche Leistungsniveau ist irgendwo zwischen Equador und Elfenbeinküste. Wer das laut und deutlich sagt kann sich schon mal warm anziehen. Denn wer zu laut ist wird kalt gemacht. Natürlich nur im übertragenen Sinne. Dann kommen die Landesmedienanstalten, der Shadow Ban und das Finanzamt.Marcel und Benjamin melden sich aus Berlin. Der Hitzemetropole um die sogar das Unwetter einen großen Bogen macht.

Linha de Passe
Confronto definido: Brasil enfrentará Japão na próxima fase da Copa; Equador vira sobre Alemanha e também se classifica - Linha de Passe

Linha de Passe

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 115:07


No Linha de Passe desta quinta (25), nossos comentaristas analisaram tudo dos resultados de Japão x Suécia e Holanda x Tunísia, que garantiram o confronto entre Brasil e Japão na fase eliminatória da Copa do Mundo, além da classificação heróica de Equador contra a Alemanha. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Resumão Diário
Mais de 600 mortos na Venezuela; redações nota mil do Enem geram divergências; governo exige alerta em propaganda de bets e mais

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 5:28


Passa de 600 o número de mortos pelos terremotos na Venezuela; quase 3 mil estão feridos. Ajuda internacional começa a chegar no país. Das dez redações que tiraram a nota máxima no Enem 2025, quatro geraram grandes divergências entre os professores da banca avaliadora. Chefe de motoristas clandestinos que aplicam golpes em passageiros é preso no Aeroporto Internacional de SP. Governo vai obrigar que propagandas de bets incluam aviso de danos como as de bebidas alcoólicas. Equador decreta feriado após vitória sobre a Alemanha na Copa do Mundo.

Notícia no Seu Tempo
Após reunião com Lula, Wagner deixa liderança do governo no Senado

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 8:56


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (25/06/2026): Sob pressão do PT e do Palácio do Planalto, o senador Jaques Wagner (BA) entregou ontem o cargo de líder do governo, seis dias após ter sido alvo da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga supostos benefícios recebidos pelo senador, incluindo um apartamento e repasses financeiros ligados a empresários do banco. Em reunião com o presidente Lula, Wagner garantiu que nunca atuou no Congresso para defender os interesses do Banco Master, disse que se sentia “injustiçado”, mas afirmou não querer atrapalhar a campanha do petista à reeleição. O sucessor de Wagner ainda não está definido. Economia: CNJ cobra mais informações de tribunais sobre depósitos no BRB Política: Moraes diz que arma pode levar à revogação de prisão domiciliar de Bolsonaro Internacional: Keiko alcança vantagem irreversível na apuração do 2º turno no Peru Metrópole: Investigação sobre ‘publicidade abusiva’ de bets atinge a CazéTV Esportes: Vini Jr comanda vitória do Brasil sobre a Escócia e garante liderança do grupoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Geopolítica com o Paulo Filho
Os Andes em ebulição: eleições, protestos e estados de exceção

Geopolítica com o Paulo Filho

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 67:46


As eleições altamente polarizadas no Peru e na Colômbia, os protestos na Bolívia e a decretação de Estado de Emergência no Equador mostram que os países andinos da América do Sul estão em ebulição. Em meio a tudo isso, os EUA focam sua atenção na América do Sul. Qual será o resultado de tudo isso? Esse é o principal tema da live de hoje que, como sempre, também tratará dos principais assuntos estratégicos e geopolíticos da semana.Geopolítica com Paulo Filho, Edição 196Conheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGKSe você acha nosso trabalho relevante e reconhece as horas dedicadas à pesquisa e formulação de todo o conteúdo, você pode se tornar apoiador do blog. Veja como em https://paulofilho.net.br/apoieoblog/Não deixe acompanhar o Blog do Paulo Filho, em http://www.paulofilho.net.br e de nos seguir nas redes sociais:Receba notificações diárias sobre assuntos estratégicos e geopolíticos no Telegram - https://t.me/paulofilho90Siga-nos no Twitter - https://x.com/PauloFilho_90Siga-nos no Linkedin - / paulo-filho-a5122218 Siga-nos no Instagram - / blogdopaulofilho Conheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGK

Mid Life Punk Podcast
MLPP World Cup 2026, Group E, Eddie French

Mid Life Punk Podcast

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 37:18


Send us Fan MailThe representatives of Group E have been chosen by stand up comic and podcaster Eddie French off the Punk Rock Elite Podcast.The nations having their punk rock gubbins explored this time are Curacao, Ivory Coast, Equador and Germany. The representatives for those countries respectively are The XQs, Akeikoi, Senor Jaid and Turd Sandwich.

ONU News
Assembleia Geral faz diálogo interativo com candidata a secretária-geral

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 2:16


Países-membros da ONU recebem María Fernanda Espinosa após primeira rodada com quatro candidatos em 21 e 22 de abril; ex-chanceler do Equador que também presidiu a Assembleia Geral apresentará sua visão a partir de 15h, horário de Nova Iorque, neste 15 de junho.  

Linha de Passe
Mais um 7 a 1: Alemanha goleia Curaçao, Holanda e Japão empatam, e Costa do Marfim vence Equador - Linha de Passe

Linha de Passe

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 117:32


Neste domingo (14), nossos comentaristas analisaram a goleada da Alemanha por 7 a 1 contra Curaçao, o empate em 2 a 2 de Holanda e Japão, a vitória da Costa do Marfim em cima do Equador e muito mais. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

ONU News
Assembleia Geral faz diálogo interativo com candidata a secretária-geral

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 2:16


Países-membros da ONU recebem María Fernanda Espinosa após primeira rodada com quatro candidatos em 21 e 22 de abril; ex-chanceler do Equador que também presidiu a Assembleia Geral apresentará sua visão a partir de 15h, horário de Nova Iorque, neste 15 de junho.  

Fernando Ulrich
Ajuste fiscal ou inflação vai disparar, não tem outra opção

Fernando Ulrich

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 30:43


As taxas do Tesouro Direto dispararam, com prefixados pagando mais de 14% e IPCA+ acima de 7%. Mas até que ponto o rendimento compensa o risco fiscal? Neste vídeo, analisamos o cenário de juros no Brasil e no mundo, o impacto da inflação e os exemplos históricos de Portugal, Espanha e Equador sobre austeridade. Conheça também a brecha legal de 2020 que envolve o Banco Central e o Tesouro, e entenda por que um ajuste fiscal é inevitável. 00:00 - Alta do Tesouro Direto: Oportunidade ou armadilha?00:29 - O medo da insolvência e estresse fiscal00:55 - A inevitabilidade de um ajuste fiscal brasileiro01:21 - Contexto das taxas de juros recordes atuais02:31 - Cenário internacional de alta de juros globais03:02 - Comparativo: Juros reais no Brasil e EUA04:41 - Lições de austeridade: Casos de Portugal e Espanha06:46 - Impacto do Euro na inflação e dívida09:16 - Dolarização no Equador e fim da inflação11:22 - Como a falta de impressora impõe disciplina13:13 - Plano Real e restrições ao Banco Central14:18 - As quatro torneiras de dinheiro que fecharam16:39 - Como o mercado forçará o ajuste fiscal18:14 - Dois caminhos: Ajuste superficial ou reforma real19:11 - A brecha legal no balanço do BACEN20:22 - Dinâmica contábil das reservas e do câmbio22:32 - A lei de 2019 e transferência cambial24:44 - O precedente perigoso da pandemia em 202026:33 - Cenário hipotético de captura da impressora28:41 - Consultoria Liberta: Proteção e diversificação de patrimônio29:28 - O fim do Real ou reformas estruturais29:49 - Conclusão

Gama Revista
Amanda Lyra: Literatura, mulheres e terror

Gama Revista

Play Episode Listen Later May 31, 2026 28:16


O gênero do horror vem ganhando espaço na literatura ibero-americana contemporânea escrita por mulheres. Autoras premiadas como Mariana Enriquez, da Argentina, María Fernanda Ampuero, do Equador, e Laila Martínez, da Espanha, recorrem a elementos do horror e do fantástico sombrio para abordar traumas, diferentes formas de violência e outras questões sociais. É sobre esse tema o novo episódio do Podcast da Semana, com a atriz e diretora Amanda Lyra, que partiu de contos desse universo para, ao lado de Juuar, montar a peça Estratagemas Desesperados.Amanda Lyra é atriz e diretora. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP. Fez a dramaturgia e direção (ao lado de Juuar) do espetáculo Estratagemas Desesperados (2025). Idealizou e atuou no monólogo Quarto 19, criado a partir do conto homônimo de Doris Lessing, com direção de Leonardo Moreira. Como atriz convidada, atuou em peças de diretores como Felipe Hirsch, Yara de Novaes, Carolina Bianchi e Daniela Thomas, entre outras.Na conversa com Gama, Lyra trata de literatura, gênero, teatro e dos estereótipos por trás de ser mulher, e mulher latino-americana.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

ONU News
Ex-ministra do Equador, María Fernanda Espinosa, entra em campanha para liderar ONU

ONU News

Play Episode Listen Later May 12, 2026 2:10


Nome da ex-presidente da Assembleia Geral foi anunciado pela porta-voz da atual líder do órgão; com chegada de Espinosa, corrida para substituir Guterres passa a ter cinco candidatos: três mulheres e dois homens.

GE Santos
GE Santos #467 – Pressão dentro e fora das quatro linhas no Santos

GE Santos

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 57:38


O Santos estreou com derrota na Copa Sul-Americana. O Peixe perdeu por 1 a 0 para o Deportivo Cuenca, no Equador, em partida marcada pela falta de pontaria da equipe e falha de Gabriel Brazão no lance do gol dos equatorianos. Além da frustração dentro de campo, o clube vive tensão fora das quatro linhas, com os jogadores em diálogo com a diretoria para tratar sobre atraso nos direitos de imagem, que foram parcialmente pagos. Tudo sobre os bastidores do clube com José Edgar de Matos, Bruno Gutierrez e Nagila Luz, a “Voz da Torcida”.

GE Cruzeiro
GE Cruzeiro #488 - Reencontro

GE Cruzeiro

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 61:59


Depois de sete anos o Cruzeiro volta à Libertadores com vitória sobre o Barcelona de Guayaquil. Fernanda Hermsdorff, Danny Paiva, Henrique Fernandes e Rodrigo Franco analisam o jogo no Equador, que deu um alívio na pressao e deu confiança para uma reação no Brasileirão.

Iconocast
DOSSIÊ: COMO O EQUADOR ESTÁ SE TORNANDO O NOVO NARCOESTADO DA AMÉRICA

Iconocast

Play Episode Listen Later Mar 29, 2026 35:40


Venha visitar a nossa Loja:https://iconografia-da-historia-3.myshopify.com/?utm_medium=product_shelf&utm_source=youtubeSiga nosso canal de CORTES:https://www.youtube.com/@IconografiadaHistoria-cortesE siga também nosso canal parceiro "CAFÉ E CAOS TV" apresentado pelo nosso querido Fernandão e Agnes Andradehttps://www.youtube.com/@CafeecaostvAJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidhSe preferir, faz um PIX: https://bit.ly/PIXidhNos acompanhe no Spotify @iconocastSiga ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA em todas as redes: https://linktr.ee/iconografiadahistoriaoficialSiga o JOEL PAVIOTTI: https://bit.ly/joelpaviottiApresentação: Joel PaviottiTexto e roteirização: Adriana de PaulaRevisão: Adriana de PaulaCâmera e produção: Fernando ZenerattoEdição: Lucas OdilonDireção: Fernando Zeneratto / Joel Paviotti

História Pirata
História Pirata #158 - A Confederação do Equador e os Projetos de Brasil, com Daiane de Souza Alves

História Pirata

Play Episode Listen Later Mar 22, 2026 74:46


Fala, pirataria! Está no mar o nosso novo podcast! Neste episódio, Daniel Gomes de Carvalho (@danielgomesdecr) e Rafinha (@rafaverdasca) recebem a professora da UERJ, Daiane de Souza Alves (@daianes.alves), para uma conversa sobre a Confederação do Equador. Canal do História Pirata no YouTube: www.youtube.com/@historiapirata chave pix: podcast.historiapirata@gmail.com Livro do Prof. Daniel sobre a Revolução Francesa: www.editoracontexto.com.br/produto/rev…esa/5105603 Livro sobre Thomas Paine e a Revolução Francesa, download gratuito: www.academia.edu/127250233/Thomas…mes_de_Carvalho_ Livro O Jacobinismo e a Revolução Francesa, LF Editorial, preço reduzido: lfeditorial.com.br/produto/o-jacob…nGfGLZOZQ5PaeLh Esse episódio foi editado por: Marcos Sorrilha (@canaldosorrilha)

Geopolítica com o Paulo Filho
3ª Semana de Bombardeios no Irã: Estreito de Ormuz em Crise e Impactos Globais

Geopolítica com o Paulo Filho

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 72:55


No episódio, conversamos sobre a 3ª semana de bombardeios de israelenses e americanos ao Irã, sobre a crise no Estreito de Ormuz e como isso afeta todo o mundo, Além disso, vamos falar sobre outros acontecimentos importantes pelo mundo e pela nossa região: guerra entre Paquistão e Afeganistão, Estado de Emergência no Equador, Governo de Cuba por um fio. Isso e muito mais!Participe ao vivo!Conheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGKSe você acha nosso trabalho relevante e reconhece as horas dedicadas à pesquisa e formulação de todo o conteúdo, você pode se tornar apoiador do blog. Veja como em https://paulofilho.net.br/apoieoblog/Não deixe acompanhar o Blog do Paulo Filho, em http://www.paulofilho.net.br e de nos seguir nas redes sociais:Receba notificações diárias sobre assuntos estratégicos e geopolíticos no Telegram - https://t.me/+IXY-lux3x3A1ZGNhSiga-nos no Twitter - https://twitter.com/PauloFilho_90Siga-nos no Linkedin - https://www.linkedin.com/in/paulo-filho-a5122218/Siga-nos no Instagram - https://www.instagram.com/blogdopaulofilhoInscreva-se no canal do Youtube - https://www.youtube.com/paulofilConheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGK

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #451 Israel e EUA atacam o Irã

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 316:22


(00:00:00) Xadrez Verbal #451 Israel e EUA atacam o Irã (00:05:30) Giro de Notícias #01 Israel e EUA atacaram o Irã, que retaliou contra alvos nos países vizinhos e recebemos novamente nosso querido Heitor Loureiro para mais de duas horas de conversa, além de outro bloco com as últimas movimentações no sempre complicado tabuleiro do Oriente Médio.No mais, demos aquele tradicional pião pela nossa quebrada latino-americana, com destaque para o Equador expulsando o embaixador cubano de Quito.Se inscreva gratuitamente na Imersão Front-End da Alura: https://alura.tv/xadrezverbal-imersao-frontend-2026Campanha do livro A Teia da Vida, de Mila Massuda e Reinaldo José Lopes: https://www.catarse.me/teiadavidaCampanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/

GE Botafogo
GE Botafogo #483 - Empate satisfatório

GE Botafogo

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 79:07


Claudio Portella, Rafael Barros, Maria Clara Modesto e Pedro Dep analisam o empate em 1 a 1 contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador, pela terceira fase da Libertadores e projetam o jogo de volta. APERTA O PLAY!!!

Argus Media
Falando de Mercado: O petróleo venezuelano e o impacto nos preços regionais

Argus Media

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 17:40


A captura de Nicolás Maduro pelos EUA mudou a dinâmica do mercado de petróleo venezuelano, inserindo barris antes sancionados no mercado global e pressionando preços de óleos pesados na América Latina. Conrado Mazzoni, gerente de desenvolvimento de negócios da Argus, conversa com João Scheller, especialista em petróleo da Argus, sobre como esses fluxos podem afetar Colômbia, Equador, Brasil e o Golfo americano nos próximos mesesarg

Viracasacas Podcast
RT Comentado 51 – Dante Reyes: O Maior Golpista do Equador

Viracasacas Podcast

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 19:17


Olá, pessoas! Hoje vamos falar de um homem que vendeu a Torre do Relógio de Guayaquil, que se fez passar por filho de um presidente, que virou padre por três meses, que escapou da prisão 19 vezes e que dizia que suas únicas armas eram "a língua e o cérebro". Um engenheiro agrônomo que nunca exerceu a profissão, mas que construiu uma carreira extraordinária como o maior golpista da história do Equador.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #442 Eleições no Chile

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 254:40


Repercutimos as eleições presidencias no Chile - que será decidida no 2º Turno - além dos últimas dias da COP30 em Belém, referendos no Equador, tensão no Caribe e protestos no México!Também observamos o movimento das peças no sempre complicado tabuleiro do Oriente Médio e repercutimos as últimas notícias dos EUA, como os emails de Jeffrey Epstein, incluindo aquele que você está pensando.Aproveite a Black November da Alura: https://alura.tv/xadrezverbalUse o cupom XADREZVERBAL na Academia Guhan de Mandarim: https://academiaguhan.com.br/Campanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/