Podcasts about Abril

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    Paranormalia: Voces del Misterio
    Voces del Misterio Nº 32 - Entrevista a Javier Sierra, Leyendas de Somiedo, Misterios rusos del espacio, etc.

    Paranormalia: Voces del Misterio

    Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 110:08


    Programa Nº 32 de "Voces del Misterio", Temporada 2007/2008. Sumario: “Efemérides, Entrevista a Javier Sierra, Actualidad ufológica, Las leyendas de Somiedo, Misterios rusos del espacio, Conspiraciones ufológicas, Libros y correos electrónicos”. Sumario: · Comenzaremos el programa con nuestras Efemérides, aquellos acontecimientos que sucedieron tal día como hoy, un 4 de Abril. · Continuaremos con una entrevista al periodista y escritor Javier Sierra, autor de 'La Cena Secreta' y 'La Ruta Prohibida'. · En la Zona OVNI, Jesús Conejero nos traerá la actualidad ufológica de la semana. · En nuestras rutas de viaje hablaremos de 'las leyendas de Somiedo'. · Jordi Fernández nos contará Historias de la Historia, esas curiosidades y anécdotas que cada semana nos enriquecen... · En la Zona de Misterio abordaremos dos temas: 'Misterios rusos del espacio' y 'Conspiraciones ufológicas'. · Para finalizar 'libros' y 'correos electrónicos'. Audio perteneciente a la primera etapa, en Radio Betis. Os recordamos que este PODCAST NO es el OFICIAL del programa “Voces del Misterio”. PARANORMALIA: https://paranormaliaweb.github.io/ (WEB), https://www.facebook.com/paranormaliaweb/ (Facebook) y https://x.com/paranormaliaweb (X).

    Paranormalia: Voces del Misterio
    Voces del Misterio Nº 33 - Efemérides, Entrevista a Jesús Callejo, IV Semana del Misterio de Sevilla.

    Paranormalia: Voces del Misterio

    Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 121:30


    Programa Nº 33 de "Voces del Misterio", Temporada 2007/2008. Sumario: · Efemérides, recordaremos hechos históricos sucedidos un 18 de Abril. · Entrevista personal con Jesús Callejo. · Hablaremos de la 'IV Semana del Misterio de Sevilla' con sus protagonistas. . Audio perteneciente a la primera etapa, en Radio Betis. Os recordamos que este PODCAST NO es el OFICIAL del programa “Voces del Misterio”. PARANORMALIA: https://paranormaliaweb.github.io/ (WEB), https://www.facebook.com/paranormaliaweb/ (Facebook) y https://x.com/paranormaliaweb (X).

    Paranormalia: Voces del Misterio
    Voces del Misterio Nº 34 - Efemérides, Entrevista a Lorenzo Fernández Bueno, IV Semana del Misterio de Sevilla.

    Paranormalia: Voces del Misterio

    Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 49:49


    Programa Nº 34 de "Voces del Misterio", Temporada 2007/2008. Sumario: · Efemérides, recordaremos hechos históricos ocurridos un 25 de Abril. · Entrevista personal con Lorenzo Fernández Bueno. · Hablaremos de la 'IV Semana del Misterio de Sevilla' que está teniendo lugar esta semana. Audio perteneciente a la primera etapa, en Radio Betis. Os recordamos que este PODCAST NO es el OFICIAL del programa “Voces del Misterio”. PARANORMALIA: https://paranormaliaweb.github.io/ (WEB), https://www.facebook.com/paranormaliaweb/ (Facebook) y https://x.com/paranormaliaweb (X).

    Noticentro
    Edomex amplía plazo para pagar refrendo 2026

    Noticentro

    Play Episode Listen Later Jan 4, 2026 1:39 Transcription Available


    Frente frío 26 provocará vientos y descenso de temperatura Delcy Rodríguez será la Presidenta encargada de VenezuelaMaduro y su esposa comparecerán ante un juez en una semanaMás información en nuestro podcast

    JW: La Atalaya (ed. estudio) (wS MP3)
    Sazonemos la verdad con palabras agradables (30 de marzo-5 de abril)

    JW: La Atalaya (ed. estudio) (wS MP3)

    Play Episode Listen Later Jan 1, 2026


    wS MP3 Enero de 2026 - 05

    Podcast Notícias - Agência Radioweb
    Livro reúne contos que exploram afetos, arte e tensões sociais

    Podcast Notícias - Agência Radioweb

    Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 19:54


    Carnaval em Abril é uma obra lançada pelo jornalista e escritor Leonardo Guandeline. Ouça a conversa com o autor. 

    Cuentacuentos con Elisa Zulueta
    EL VIAJE DE ABRIL

    Cuentacuentos con Elisa Zulueta

    Play Episode Listen Later Dec 29, 2025 2:16


    Con una mezcla de ternura y realismo, El viaje de Abril relata la travesía de una niña que abandona las ruinas y la soledad que deja la guerra en busca de un nuevo hogar. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Cultura FM Brasília
    Vacinação contra HPV estendida até abril

    Cultura FM Brasília

    Play Episode Listen Later Dec 29, 2025 1:33


    Campanha de vacinação contra o HPV para adolescentes de 15 a 19 anos, que não tomaram a vacina no tempo regular, foi prorrogada para abril de 2026.

    Convidado
    “Entre guerras, clima e novas potências: O mundo em 2025”

    Convidado

    Play Episode Listen Later Dec 29, 2025 18:59


    O ano de 2025 ficou marcado por um agravamento das tensões globais e por tentativas ainda inconclusivas de estabilização da ordem internacional. Neste balanço internacional, ouvimos o especialista em política internacional, Germano Almeida, para analisar os principais acontecimentos que moldaram a agenda mundial. As guerras na Ucrânia e em Gaza continuaram a dominar o debate internacional, acompanhadas por acusações de genocídio contra dirigentes israelitas e de crimes contra a humanidade imputados ao Hamas. Um ano atravessado por sucessivas tentativas de cessar-fogo que expuseram as fragilidades da arquitectura de segurança europeia e a dificuldade da comunidade internacional em impor soluções duradouras. 2025 ficou também assinalado pela eleição de um novo Papa. Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano, tem sido descrito pela imprensa como uma figura discreta, mas com sinais de continuidade em relação a temas centrais do pontificado anterior. No plano geopolítico, a escalada de tensão no Indo-Pacífico - envolvendo a China, Taiwan e o Japão - reforçou os receios de um alargamento dos focos de instabilidade global. A cimeira do clima no Brasil voltou a colocar no centro do debate a urgência da resposta às alterações climáticas, num contexto internacional cada vez mais polarizado. O ano começou ainda com o regresso de Donald Trump à Casa Branca. Uma presidência descrita como mais organizada e simultaneamente mais disruptiva, marcada por uma postura de crescente hostilidade em relação à Europa e por uma redefinição das alianças tradicionais dos Estados Unidos. O ano de 2025 fica marcado pelo regresso de Donald Trump à Casa Branca. Que impacto teve a reeleição de Trump nos Estados Unidos e no resto do mundo? Um impacto enorme, ainda maior do que se imaginava, tendo em conta o que representa o Presidente dos Estados Unidos. Os Estados Unidos continuam a contar muito, talvez menos do que nos últimos anos, mas passaram a contar de outra maneira. Ou seja, esta segunda presidência de Trump é diferente da primeira. Tem alguns traços idênticos aos do seu estilo pessoal, mas distingue-se da anterior porque chega com uma agenda mais organizada e mais disruptiva. Donald Trump surgiu com ideias de interferir na soberania do Canadá e do México, através de tarifas que pareciam enormes, mas que depois afinal já não eram -e que, mais tarde, voltaram a sê-lo. Tudo isto transformou-se numa negociação permanente entre o caótico e o imprevisível, com impacto na tentativa de alterar a economia mundial e o papel dos Estados Unidos nessa economia. E, sobretudo, pelo que Trump foi demonstrando em termos de hostilidade em relação à Europa, de uma relativa e perigosa proximidade com a Rússia, e de oposição ao actual quadro internacional baseado numa ordem assente em regras e no multilateralismo. Fica a expectativa de que as grandes potências passem a resolver os assuntos com base em interesses de negócio, e não na segurança e na estabilidade internacionais. Quais é que são as consequências desta política para a economia e também no plano diplomático? São gigantescas, porque o quadro, embora em crise, da sociedade internacional que conhecemos nas últimas décadas mudou completamente. Era baseado no poder norte-americano, que, embora com muitos defeitos, dava garantias relativamente a alguns valores: a relação transatlântica, a estabilidade multilateral, a importância da NATO e da União Europeia. Tudo isto está em causa, porque Trump encara como negativo o poder dessas instituições. E depois porque, internamente, também ataca os direitos humanos de cidadãos americanos, com uma governação errática e absolutamente incompetente. O primeiro ano de Trump tem péssimos resultados do ponto de vista dos seus objectivos: prometeu baixar a inflacção e a inflacção está a aumentar; tem um nível de aprovação muito baixo, mesmo dentro daquilo que eram os seus apoios há um ano. Portanto, está a ser uma presidência caótica. A primeira também o foi, mas com a diferença de ter um foco e um interesse na agenda internacional que não correspondia ao habitual posicionamento americano. E quando uma ordem perde o seu principal pilar e ainda não tem uma alternativa consolidada, entra-se numa era e num período de um certo caos. É o momento em que estamos. Nesta agenda internacional, têm sido apresentados vários planos para tentar solucionar os conflitos no mundo. Em 2025, a população da Faixa de Gaza viveu, até ao cessar-fogo em vigor no enclave desde Outubro, um cenário de fome extrema, com as autoridades israelitas a serem acusadas de genocídio e o Hamas de crimes contra a humanidade. Perante este contexto, a solução de dois Estados ainda é possível? No papel, sim. Mas quando um dos lados - o lado israelita - tem um Governo que diz que isso não vai acontecer, essa solução torna-se muito difícil. E quando o outro lado tem como objectivo principal apagar do mapa o outro, como é o caso do Hamas em relação a Israel, também se torna difícil. O Hamas aceitou aparentemente um acordo por estar numa posição de grande fragilidade. Mas a verdade é que o próprio acordo para Gaza parou momentaneamente a guerra, mas de forma muito frágil, com ataques constantes, longe de uma verdadeira paz ou de um verdadeiro cessar-fogo. Há também um outro ponto que contribui para um momento de grande instabilidade naquela região. O impasse nas negociações na guerra na Ucrânia e os desentendimentos entre os Estados Unidos e a Europa na concepção de um plano de paz marcaram 2025. Que opções restam à Ucrânia? A Ucrânia está numa situação absolutamente dramática, porque aquilo que ajudou a aguentar quatro anos de invasão russa está a ser posto em causa. Os Estados Unidos são o principal financiador e contribuinte da NATO, que foi fundamental para a resistência ucraniana. E os Estados Unidos passaram de principal aliado a uma das ameaças à Ucrânia, porque, no plano negocial, quem manda na política americana escolheu um lado: a Rússia. Donald Trump diz que quer a paz, mas quer uma paz a qualquer custo, que até agora beneficiaria quase exclusivamente a Rússia. À Ucrânia resta continuar a resistir, passando a depender apenas da ajuda europeia e canadiana, sem a ajuda americana, que é fundamental. Oficialmente mantém-se alguma ajuda, mas de forma muito "interesseira", vendendo armas em vez de as fornecer. Resta saber até quando os Estados Unidos manterão a partilha de inteligência, que é crucial. A Ucrânia vai ter de resistir. Com a Europa poderá conseguir, mas isso custa dinheiro e tempo. Não sei se a Europa terá capacidade suficiente no momento actual, sendo obrigada a tomar decisões difíceis mais rapidamente do que imaginava. Isso gera outra consequência da posição americana: sectores europeus que ideologicamente concordam com Washington e outros que ainda não perceberam totalmente a dimensão do problema. Este conflito às portas da Europa levou o velho continente a apostar no sector da defesa. As ameaças da Rússia colocam em risco a paz europeia? A situação é diferente. A Europa não está a sofrer uma guerra como a Ucrânia, com ataques diários às cidades, mas está a sofrer um outro tipo de ameaça que não enfrentava nas últimas décadas: uma ameaça híbrida. Está a passa por situações como as que referiu e poderá evoluir para outros patamares de agressão. Se não conseguir travar a Rússia, a Europa passa a enfrentar um desafio e uma ameaça inédita. Terá de mostrar força e dissuasão suficiente para travar Moscovo, e terá de o fazer sem os Estados Unidos, pelo menos enquanto esta administração durar. São dois elementos novos para a Europa. Mas a liderança europeia será capaz de responder a esse desafio? Está a fazê-lo mais rapidamente do que muitos imaginam. O cliché de que a Europa não fez nada é falso. A Europa foi o principal pilar de reacção à agressão russa, embora não estivesse preparada, porque durante décadas viveu sob o guarda-chuva americano, que acabou. Estamos numa fase de transição. Há líderes europeus a fazer o possível, mas é preciso muito mais. Como somos democracias, não sabemos quem continuará no poder: quem sucede a Emmanuel Macron, quanto tempo terão os actuais líderes para modernizar as Forças Armadas. É uma fase de grande indefinição e risco. A Rússia é o principal inimigo da Europa? Vladimir Putin é a principal ameaça. Há um inimigo declarado e isso ainda nos causa perplexidade. Basta ler a estratégia de segurança americana: quem manda em Washington não gosta da Europa e quer destruir o projecto europeu. Não é uma guerra directa, mas é uma guerra ideológica. A Rússia é um potencial inimigo, embora, no papel, a Europa tenha muito mais força. Mas força que não é accionada é apenas potencial. A Rússia é um agressor com capacidade real e comprovada. Quais são os principais riscos da escalada de tensão entre China, Taiwan e Japão? Creio que os Estados Unidos continuarão a apoiar Taiwan e o Japão, mas com reacções mais imprevisíveis. A China vai explorar isso, e já o está a fazer. A Primeira-Ministra japonesa pode mudar a política do país? Já o está a fazer. [Sanae Takaichi] percebeu que a China é uma ameaça real e que a aproximação a Donald Trump não trouxe garantias suficientes. O Japão está a tirar conclusões sobre aquilo que os Estados Unidos podem não fazer. Uma das consequências poderá ser a militarização, até a nuclearização, do Japão. O ano de 2025 ficou marcado pela eleição do Papa Leão XIV. Que balanço faz dos primeiros meses do sumo pontífice? É difícil igualar o carisma do Papa Francisco, mas, de forma discreta, Leão XIV tem mostrado continuidade em vários temas. A viagem à Turquia e ao Líbano concretizou desejos antigos de Francisco. Na questão da Ucrânia, parece-me mais claro na definição das responsabilidades e do que é preciso fazer para travar a Rússia. Tenho, para já, muito boas impressões, sobretudo quanto ao papel do Vaticano como mediador discreto. A COP 30 terminou com um acordo modesto. O mundo continua a ignorar as alterações climáticas? Não é o mundo, são os principais poluidores. Muitos países estão preocupados, mas quando Estados Unidos, Índia e China não lideram, nada avança. Esta nova ordem é ditada por interesses de grandes potências, e isso tem consequências graves no combate ao risco climático. Que mensagem enviou o Brasil com a condenação do antigo Presidente Jair Bolsonaro? O Brasil tem problemas, mas o seu sistema judicial respondeu mais rapidamente do que em países supostamente mais desenvolvidos. É um bom sinal, apesar das contradições da democracia brasileira. No caso de Bolsonaro, é uma boa notícia para a democracia. O grupo das 20 potências económicas reuniu-se na África do Sul, mas sem a presença dos Estados Unidos.  Ainda assim, os países presentes assinaram uma declaração. Isto revela que o continente africano passa a ter outro peso na economia mundial?  A África tem um potencial enorme e é a zona do mundo que, proporcionalmente, mais vai crescer nas próximas décadas. Basta olhar para a relação entre a China e África ou para países como a Nigéria, tendo em conta o crescimento demográfico e as riquezas naturais. No entanto, para ter um peso efectivo, África teria de contar muito mais com instituições fortes. Existe ainda uma certa imaturidade institucional, apesar de algumas excepções positivas, e uma dependência excessiva de grandes potências globais -como a China, a Rússia ou, nalguns casos, a França- que nem sempre tem sido benéfica para o desenvolvimento do continente como um todo. As taxas americanas podem afectar África? Claro que sim. São mais um travão ao desenvolvimento. Em Portugal, 2025 fica marcado pelas eleições legislativas que colocaram um partido de extrema-direita como a segunda força de oposição no país, 51 anos depois do 25 de Abril. A democracia do país está ameaçada? Não, claro que não. A subida rápida do Chega tem a ver com um voto de protesto. Sobretudo, tem a ver com a culpa dos dois principais partidos por terem provocado três eleições legislativas em três anos. Um absurdo completo, uma loucura, uma irresponsabilidade. Mas eu acho que Portugal tem noção das contradições. Tem indicadores económicos muito bons, como não tinha há muitos anos. Tem problemas grandes, como o acesso à habitação e alguns problemas pontuais ao nível da saúde. E depois tem uma subida artificial da percepção de risco relativamente a questões como a criminalidade e a imigração. Bom, eu vivo em Portugal e não vejo nada disso. Vejo um país muito seguro, vejo um país com um potencial bastante grande e com um dado novo, que é ter muito mais imigrantes. Eu não concordo com a ideia de que isso gere mais insegurança. Não vejo isso, sinceramente. Mas há, sim, um novo ecossistema, também mediático, que levou à subida de um partido que explora alguns medos. Há algum grau de irresponsabilidade em explorar essa questão de uma forma primária e, nalguns casos, injusta. Mas sabemos que em política não há justiça nem injustiça: não é abster-se, é a capacidade de explorar. Ainda assim, o Governo aprovou um novo diploma relativamente aos imigrantes que vêm, que de certa forma os penaliza... Este é um desafio para os partidos que dominaram a democracia portuguesa nos últimos 50 anos. Houve algumas capacidades perdidas, mas também grandes conquistas. Este país é muito melhor do que era há 51 anos. Falta saber se teremos partidos e líderes mais moderados que tenham a capacidade de explicar isso às pessoas e de encontrar respostas. Porque, volto a dizer, há um problema grave de habituação dos mais jovens, há outros problemas pontuais, como a questão da saúde, mas que também não está no caos de que muitas vezes se fala. Estamos numa situação global muitíssimo melhor do que a apreciação que as pessoas fazem dela, e agora é preciso tentar resolver esta discrepância. A subida de partidos chamados populistas é uma tendência global, ou pelo menos europeia e americana. Como tudo, terá fases. Os partidos que estão a subir hão-de parar de subir. Falta saber se só vão parar quando chegarem ao governo ou se é possível evitar que cheguem ao poder. Eu acho que em Portugal isso ainda não é uma inevitabilidade assim tão grande. Pode acontecer, mas não é inevitável. E, se acontecer, será uma fase que depois acabará por recuar. Quais são os grandes desafios para 2026? O risco de erosão das democracias e a polarização das sociedades. Paradoxalmente, o momento económico global é melhor do que as pessoas pensam.

    E o Resto é História
    Os mais ouvidos de 2025. O dia em que Adolf Hitler se suicidou

    E o Resto é História

    Play Episode Listen Later Dec 27, 2025 46:32


    [O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 30 de abril de 2025.] Há 80 anos, a 30 de Abril de 1945, Adolf Hitler suicidou-se com um tiro na cabeça no seu bunker em Berlim. Pouco antes tinha-se casado com a sua companheira, Eva Braun. Esta é a história desse dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Noticentro
    En abril 2026 arranca reemplacamiento en Edomex

    Noticentro

    Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 1:47 Transcription Available


    Mexicana de Aviación cumple dos años de vuelo Metro refuerza seguridad en Línea BMéxico apoya a Perú rumbo a elecciones 2026Más información en nuestro podcast

    DESPIERTA SAN FRANCISCO con David Sánchez
    Lo mejor del 2025: Enganchón del 21 de abril de 2025

    DESPIERTA SAN FRANCISCO con David Sánchez

    Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 9:53


    Recordamos lo mejor del añoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

    Bandeja de entrada de Radio 3
    Bandeja de entrada - Resumen del año: Abril 2025 - 26/12/25

    Bandeja de entrada de Radio 3

    Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 60:15


    Con Black Country New Road, Dirty Projectors, Beirut, Bon Iver, Viagra Boys, Tunde Adebimpe, Miki Berenyi Trio, Self Esteem, Javiera Mena, Amanda Mur, Pol Batlle, Bernarda y Rufus T. Firefly.Escuchar audio

    Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente
    EP 247 | SOCIEDADE: A religião em Portugal no pós 25 de abril

    Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente

    Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 44:17


    O 25 de Abril não transformou apenas o panorama sociopolítico nacional, também alterou o mapa da fé em Portugal. No último episódio desta temporada, o historiador Paulo Mendes Pinto e o comunicador Hugo van der Ding exploram os efeitos da democracia na consagração da liberdade de crenças e cultos.A dupla analisa o impacto dos movimentos migratórios na diversidade religiosa: do crescimento das comunidades evangélica e muçulmana, resultante dos fluxos migratórios das antigas colónias, aos efeitos da imigração brasileira e do leste europeu, nas décadas de 80 e 90, até aos fenómenos da atualidade.Olhando para o século XXI, o especialista explica ainda como o 11 de Setembro alimentou a islamofobia e radicalizou o discurso político, deixando marcas profundas na perceção pública das diferenças religiosas.Um episódio [IN]Pertinente a não perder sobre fé, democracia e pluralismo.LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEISTEIXEIRA, Alfredo «Religião na Sociedade Portuguesa» (FFMS, 2019)«Identidades religiosas e dinâmica social na Área Metropolitana de Lisboa» (estudo FFMS)«Lisboa, um laboratório de diversidade religiosa em Portugal» (Da Capa à Contracapa, FFMS) BIOSPaulo Mendes Pinto  Historiador e especialista em História das Religiões, com foco na mitologia antiga e no diálogo entre tradições religiosas. Docente da Universidade Lusófona desde 1998, coordena a área de Ciência das Religiões e é atualmente diretor-geral Académico do Ensino Lusófona – Brasil. Hugo van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares. 

    Entrevistas
    50 anos de Liberdade e Democracia - Entrevista com o Maestro Jorge Alves.

    Entrevistas

    Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 14:55


    Foi convidado no MusicArte o Maestro Jorge Carvalho Alves para uma entrevista especial dedicada ao lançamento do novo álbum do Coro de Câmara Lisboa Cantat, intitulado “50 anos de Liberdade e Democracia”, sob a sua direção. Este trabalho revisita algumas das canções mais emblemáticas do período anterior e posterior ao 25 de Abril, numa homenagem musical que evoca o espírito da Revolução e o longo caminho da consolidação democrática em Portugal. Entre obras de referência e novas leituras corais, o álbum propõe um regresso sensível e profundo a um tempo que continua a marcar a identidade coletiva portuguesa. Na conversa, o Maestro Jorge Carvalho Alves partilha o processo artístico, o significado histórico do projeto e a importância de manter viva, através da música, a memória de Abril. Ouça esta entrevista no MusicArte, na Radio Latina, um encontro entre música e história que vale a pena ouvir.Acompanhe as atividades da Lisboa Cantat no site, facebooke instagram.

    El Ritmo de la Mañana
    Desde abril de 2026, la JCE comenzará la entrega de la nueva cédula en todo el país

    El Ritmo de la Mañana

    Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 9:44 Transcription Available


    Convidado
    2025, o ano em que Moçambique assinalou os 50 anos da sua independência

    Convidado

    Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 33:37


    Moçambique asinalou este ano, a 25 de Junho, os 50 anos da sua independência. Por esta ocasião, a RFI propôs-vos um percurso pela história do país e a sua luta pela liberdade. Quando 2025 está prestes a chegar ao fim, tornamos a debruçar-nos sobre este cinquentenário, com alguns momentos marcantes dessa digressão. A luta armada pela independência em Moçambique encontra as suas raízes imediatas em vários acontecimentos. Um deles será o encontro organizado a 16 de Junho de 1960 em Mueda, no extremo norte do país, entre a administração colonial e a população local que reclamava um preço justo pela sua produção agricola. Só que no final dessa reunião, deu-se a detenção de alguns dos representantes do povo e em seguida a execução a tiro de um número até agora indeterminado de pessoas. Dois anos depois do massacre de Mueda, três organizações nacionalistas, a UDENAMO, União Democrática Nacional de Moçambique, a MANU, Mozambique African National Union e a UNAMI, União Nacional Africana de Moçambique Independente, reúnem-se em Dar-es-Salaam, na Tanzânia, a 25 de Junho de 1962 e fundem-se numa só entidade, a Frelimo, Frente de Libertação de Moçambique. Sob a direcção do seu primeiro presidente, o universitário Eduardo Mondlane, e a vice-presidência do reverendo Uria Simango, a Frelimo tenta negociar a independência com o poder colonial -em vão- o que desemboca na acção armada a partir de 1964. O antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, recorda essa época. “Nessa altura, nós, já estudantes, que tínhamos deixado Portugal, que estávamos na França, tomamos conhecimento disso juntamente com o Dr. Eduardo Mondlane, que trabalhava nas Nações Unidas. No nosso encontro em Paris decidimos que devíamos trabalhar, a partir daquele momento, para a unificação dos movimentos de libertação, para que houvesse uma luta mais forte. Mesmo a luta diplomática, que foi a coisa que começou, havia de ser mais forte se houvesse um movimento unificado. É assim que surge uma frente. (...) Foram três movimentos que formaram uma frente unida que se chamou a Frente de Libertação de Moçambique. E essa Frente de Libertação de Moçambique continuou a procurar meios para ver se os portugueses haviam de acatar a Resolução das Nações Unidas de 1960 sobre a descolonização. E, finalmente, quando se viu que, de facto, os portugueses não iriam fazer isso, particularmente depois do massacre da Mueda, decidiu-se começar a preparação para uma insurreição armada. E assim houve treinos militares na Argélia, onde foram formados 250 homens, porque também a luta dos argelinos nos inspirou. Então, eles próprios, depois da criação da Organização da Unidade Africana e da criação do Comité de Coordenação das Lutas de Libertação em África, fomos a esses treinos na Argélia e a Argélia é que nos forneceu os primeiros armamentos para desencadear a luta de libertação nacional”, recorda o antigo Chefe de Estado. Ao referir que a causa recebeu apoio nomeadamente da Rússia e da China, Joaquim Chissano sublinha que “a luta foi desencadeada com a ajuda principalmente africana. E mais tarde vieram esses países. A Rússia deu um apoio substancial em termos de armamento. (...)Depois também mandamos pessoas para serem treinadas na China e mais tarde, já em 1965, quando a China fica proeminente na formação político-militar na Tanzânia, mandaram vir instrutores a nosso pedido e a pedido da Tanzânia.” Sobre o arranque da luta em si, o antigo Presidente moçambicano refere que os ataques comeram em quatro frentes em simultâneo. “Nós, em 1964, criámos grupos que enviamos para a Zambézia, enviamos para Niassa, enviamos para Cabo Delgado e enviamos para Tete. Portanto, em quatro províncias simultaneamente. No dia 25 de Setembro (de 1964) desencadeamos a luta armada de libertação nacional. Porque também a ‘insurreição geral armada', como o Presidente Mondlane denominou, começou em quatro províncias em simultâneo”, recorda Joaquim Chissano. Óscar Monteiro, membro sénior da Frelimo integrou as fileiras do partido em 1963, quando era jovem líder estudantil em Portugal. Depois de um período de clandestinidade, ele torna-se representante do partido em Argel, epicentro das lutas independentistas do continente. Ao evocar a missão que lhe incumbia em Argel, Óscar Monteiro refere que o seu trabalho consistia em “fazer a propaganda do movimento de libertação em francês. Nós já tínhamos representações no Cairo, tínhamos um departamento de informação que produzia documentos, o ‘Mozambique Revolution', que era uma revista muito apreciada, que depois era impressa mesmo em offset. Mas não tínhamos publicações em francês. Então, coube-nos a nós, na Argélia, já desde o tempo do Pascoal Mocumbi, produzir boletins em francês, traduzir os comunicados de guerra e alimentar a imprensa argelina que nos dava muito acolhimento sobre o desenvolvimento da luta, a abertura da nova frente em Tete, etc e ganhar o apoio também dos diplomatas de vários países, incluindo de países ocidentais que estavam acreditados na Argélia. Falávamos com todos os diplomatas. Prosseguimos esses contactos. O grande trabalho ali era dirigido sobre a França e sobre os países de expressão francesa. Era um tempo de grande actividade política, é preciso dizer. Eram os tempos que precederam o Maio de 68. Enfim, veio um bocado de toda esta mudança. E tínhamos bastante audiência”. Durante esta luta que durou dez anos, o conflito foi-se alastrando no terreno mas igualmente no campo diplomático. Poucos meses depois de uma deslocação a Londres em que a sua voz foi amplamente ouvida, a 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-es-Salam onde estava sediada a Frelimo, o líder do partido, Eduardo Mondlane, abre uma encomenda contendo uma bomba. A explosão do engenho é-lhe fatal. Até agora, pouco se sabe acerca desse assassínio sobre o qual Joaquim Chissano, então responsável do pelouro da segurança da Frelimo, acredita que haverá a mão da PIDE, a polícia política do regime fascista de Portugal. “Havia já alguns indícios de que havia movimentos de pessoas enviadas pelo colonialismo, mesmo para a Tanzânia, como foi o caso do Orlando Cristina, que chegou a entrar em Dar-es-Salaam e fazer espionagem. Disse que trabalhou com os sul-africanos em 1964 e continuou. Depois houve o recrutamento, isso já em 1967-68, de pessoas da Frelimo que tentaram criar uma divisão nas linhas tribais, mas que na realidade não eram representativos das tribos que eles representavam, porque a maioria eram ex-combatentes que estavam solidamente a representar a unidade nacional. Foi assim que tivemos uns traidores que depois foram levados pelos portugueses de avião e de helicópteros e entraram a fazer campanha aberta, propaganda e até houve um grupo que chegou a reivindicar a expulsão do nosso presidente, dizendo que ele devia receber uma bolsa de estudos. Quer dizer, a ignorância deles era tal que eles não viram, não souberam que ele era um doutor -duas vezes doutor- e que não era para pensar em bolsa de estudo. Mas pronto, havia um movimento de agitação. Mas a frente era tão sólida que não se quebrou. Por isso, então, foi se fortalecendo à medida que íamos andando para a frente”, conclui Joaquim Chissano. Outro episódio marcante do inicio do declínio do controlo do regime colonial em Moçambique será o Massacre de Wiriyamu ou "Operação Marosca" . A partir de 16 de Dezembro de 1972 e durante mais de três dias, depois de dois capitães portugueses morrerem quando o seu veiculo pisou numa mina, as tropas coloniais massacraram pelo menos 385 habitantes da aldeia de Wiriyamu e das localidades vizinhas de Djemusse, Riachu, Juawu e Chaworha, na província de Tete, acusados de colaborarem com os independentistas. A ordem foi de "matar todos", sem  fazer a distinção entre civis, mulheres e crianças. Algumas pessoas foram pura e simplesmente fuziladas, outras mortas queimadas dentro das suas habitações incendiadas. Mustafah Dhada, historiador moçambicano e professor catedrático na Universidade de Califórnia, dedicou uma parte importante da sua vida a investigar este massacre que foi denunciado pelo mundo fora nos meses seguintes, constituindo segundo o estudioso um acontecimento "tectónico". “O massacre, tem que ser contextualizado no espaço do sistema colonial português em África. E nesse sentido, o massacre era um dos vários massacres que aconteceram em Moçambique, em Angola, na Guiné-Bissau, em São Tomé e Príncipe e também o massacre estrutural do meio ambiente em Cabo Verde. Devemos notar uma coisa: a guerra colonial portuguesa, a baixa era de 110.000 pessoas, aproximadamente civis na nossa parte dos libertadores e dos colonizados e o massacre é somente 385 pessoas que têm um nome e outros que desapareceram sem nome. E neste sentido o massacre é, do ponto de vista quantitativo, um massacre que tem uma significação menor. Mas o que foi importantíssimo é que o massacre não iria ser reconhecido como um evento tectónico se não tivesse havido uma presença da Igreja -não portuguesa- em Tete”, sublinha o historiador aludindo às denúncias que foram feitas por missionários a seguir ao massacre. Após vários anos em diversas frentes de guerra, capitães das forças armadas portuguesas derrubam a ditatura a 25 de Abril de 1974. A revolução dos cravos levanta ondas de esperança em Portugal mas também nos países africanos. A independência pode estar por perto, mas é ainda preciso ver em que modalidades. Pouco depois do 25 de Abril, as novas autoridades portuguesas e a Frelimo começaram a negociar os termos da independência de Moçambique. O partido de Samora Machel foi reconhecido como interlocutor legítimo por Portugal e instituiu-se um período de transição num ambiente de incerteza, recorda o antigo Presidente Joaquim Chissano. “A nossa delegação veio com a posição de exigir uma independência total, completa e imediata. Mas pronto, tivemos que dar um conteúdo a esse ‘imediato'. Enquanto a delegação portuguesa falava de 20 anos, falávamos de um ano e negociamos datas. Deram então um consenso para uma data que não feria ninguém. Então, escolhemos o 25 de Junho. Daí que, em vez de um ano, foram nove meses. E o que tínhamos que fazer era muito simples Era, primeiro, acompanhar todos os preparativos para a retirada das tropas portuguesas com o material que eles tinham que levar e também em algumas partes, a parte portuguesa aceitou preparar as nossas forças, por exemplo, para se ocupar das questões da polícia que nós não tínhamos. Houve um treino rápido. Depois, na administração, nós tínhamos que substituir os administradores coloniais para os administradores indicados pela Frelimo. Falo dos administradores nos distritos e dos governadores nas sedes das províncias. Nas capitais provinciais, portanto, havia governadores de província e administradores de distritos e até chefes de posto administrativo, que era a subdivisão dos distritos. E então, fizemos isso ao mesmo tempo que nos íamos ocupando da administração do território. Nesses nove meses já tivemos que tomar conta de várias coisas: a criação do Banco de Moçambique e outras organizações afins, seguros e outros. Então houve uma acção dos poderes nesses organismos. Ainda houve negociações que foram efectuadas em Maputo durante o governo de transição, aonde tínhamos uma comissão mista militar e tínhamos uma comissão para se ocupar dos Assuntos económicos. Vinham representantes portugueses em Portugal e trabalhavam connosco sobre as questões das finanças, etc. E foi todo um trabalho feito com muita confiança, porque durante o diálogo acabamos criando a confiança uns dos outros”, lembra-se o antigo chefe de Estado moçambicano. Joaquim Chissano não deixa, contudo, de dar conta de algumas apreensões que existiam naquela altura no seio da Frelimo relativamente a movimentos contra a independência por parte não só de certos sectores em Portugal, mas também dos próprios países vizinhos, como a África do Sul, que viam com maus olhos a instauração de um novo regime em Moçambique. “Evidentemente que nós víamos com muita inquietação essa questão, porque primeiro houve tentativas de dividir as forças de Moçambique e dar falsas informações à população. E no dia mesmo em que nós assinamos o acordo em Lusaka, no dia 7 de Setembro, à noite, houve o assalto à Rádio Moçambique por um grupo que tinha antigos oficiais militares já reformados, juntamente com pessoas daquele grupo que tinha sido recrutado para fazer uma campanha para ver se desestabilizava a Frelimo”, diz o antigo líder politico. A 7 de Setembro de 1974, é assinado o Acordo de Lusaka instituindo os termos da futura independência de Moçambique. Certos sectores politicos congregados no autoproclamado ‘Movimento Moçambique Livre' tomam o controlo do Rádio Clube de Moçambique em Maputo. Até serem desalojados da emissora no dia 10 de Junho, os membros do grupo adoptam palavras de ordem contra a Frelimo. Na rua, edificios são vandalizados, o aeroporto é tomado de assalto, um grupo armado denominado os ‘Dragões da Morte' mata de forma indiscriminada os habitantes dos bairros do caniço. Vira-se uma página aos solavancos em Moçambique. Evita-se por pouco chacinas maiores. Antigos colonos decidem ficar, outros partem. Depois de nove meses de transição em que a governação é assegurada por um executivo hibrido entre portugueses e moçambicanos, o país torna-se oficialmente independente a 25 de Junho de 1975. Doravante, Moçambique é representado por um único partido. Ainda antes da independência e nos primeiros anos depois de Moçambique se libertar do regime colonial, foram instituidos campos de reeducação, essencialmente na distante província do Niassa. O objectivo declarado desses campos era formar o homem novo, reabilitar pelo trabalho, as franjas da sociedade que eram consideradas mais marginais ou dissidentes. Foi neste âmbito que pessoas consideradas adversárias políticas foram detidas e mortas. Isto sucedeu nomeadamente com Uria Simango, Joana Simeão e Adelino Guambe, figuras que tinham sido activas no seio da Frelimo e que foram acusadas de traição por não concordarem com a linha seguida pelo partido. Omar Ribeiro Thomaz antropólogo ligado à Universidade de Campinas, no Brasil, que se debruçou de forma detalhada sobre os campos de reeducação, evoca este aspecto pouco falado da História recente de Moçambique. "Os campos de reeducação são pensados ainda no período de transição. Então, isso é algo que ainda deve ser discutido dentro da própria história portuguesa, porque no período de transição, o Primeiro-ministro era Joaquim Chissano, mas o governador-geral era português. Então, nesse momento, começam expedientes que são os campos de reeducação. Você começa a definir pessoas que deveriam ser objecto de reeducação, ao mesmo tempo em que você começa a ter uma grande discussão em Moçambique sobre quem são os inimigos e esses inimigos, eles têm nome. Então essas são pessoas que de alguma maneira não tiveram a protecção do Estado português. Isso é muito importante. Não conseguiram fugir. São caçadas literalmente, e são enviadas para um julgamento num tribunal popular. Eu estou a falar de personagens como a Joana Simeão, o Padre Mateus, Uria Simango, que são condenados como inimigos, como traidores. Esses são enviados para campos de presos políticos. A Frelimo vai usar uma retórica de que esses indivíduos seriam objecto de um processo de reeducação. Mas o que nós sabemos a partir de relatos orais e de alguns documentos que nós conseguimos encontrar ao longo do tempo, é que essas pessoas foram confinadas em campos de trabalho forçado, de tortura, de imenso sofrimento e que chega num determinado momento que não sabemos exactamente qual é, mas que nós podemos situar mais ou menos ali, por 1977, elas são assassinadas de forma vil", diz o antropólogo. Lutero Simango, líder do partido de oposição Movimento Democrático de Moçambique, perdeu o pai, Uria Simango, um dos membros-fundadores da Frelimo, mas igualmente a mãe. Ambos foram detidos e em seguida executados. "O meu pai foi uma das peças-chaves na criação da Frente de Libertação de Moçambique. Ele nunca foi imposto. Os cargos que ele assumiu dentro da organização foram na base da eleição. Ele e tantos outros foram acusados de serem neocolonialistas. Foram acusados de defender o capitalismo. Foram acusados de defenderem a burguesia nacional. Toda aquela teoria, aqueles rótulos que os comunistas davam a todos aqueles que não concordassem com eles. Mas se olharmos para o Moçambique de hoje, se perguntarmos quem são os donos dos nossos recursos, vai verificar que são os mesmos aqueles que ontem acusavam os nossos pais", diz o responsável político de oposição. Questionado sobre as informações que tem acerca das circunstâncias em que os pais foram mortos, Lutero Simango refere continuar sem saber. "Até hoje ninguém nos disse. E as famílias, o que pedem é que se indique o local em que foram enterrados para que todas as famílias possam prestar a última homenagem. O governo da Frelimo tem a responsabilidade de indicar às famílias e também assumir a culpa, pedindo perdão ao povo moçambicano, porque estas pessoas e tantas outras foram injustamente mortas neste processo", reclama Lutero Simango. A obtenção da independência não significou a paz para Moçambique. No interior do país, várias vozes se insurgiram contra o caminho que estava a ser tomado pelo país, designadamente no que tange ao monopartidarismo. Além disso, países segregacionistas como a África do Sul e a antiga Rodésia viram com maus olhos as instauração de um sistema político socialista em Moçambique, Foi neste contexto que surgiu em 1975, a Resistência Nacional de Moçambique, Renamo, um movimento inicialmente dirigido por um dissidente da Frelimo, André Matsangaíssa e em seguida, após a morte deste último em 1979, por Afonso Dhlakama, já dois anos depois de começar a guerra civil. António Muchanga, antigo deputado da Renamo, recorda em que circunstâncias surgiu o partido. "A Renamo nasce da revolta do povo moçambicano quando viu que as suas aspirações estavam adiadas. Segundo os historiadores, na altura em que o objectivo era que depois da frente voltariam se definir o que é que queriam. Só que durante a luta armada de libertação nacional, começou o abate de prováveis pessoas que poderiam 'ameaçar' o regime.(...) E depois tivemos a situação das nacionalizações. Quando a Frelimo chega logo em 1976, começa com as nacionalizações.(...) Então isto criou problemas que obrigaram que jovens na altura Afonso Dhlakama, sentiram se obrigados a abandonar a Frelimo e eram militares da Frelimo e foram criar a Resistência Nacional Moçambicana", recorda o repsonsável político. Apesar de ter sido assinado um acordo de paz entre a Renamo e a Frelimo em 1992, após 15 anos de conflito, o país continua hoje em dia a debater-se com a violência. Grupos armados disseminam o terror no extremo norte do território, em Cabo Delgado, há mais de oito anos, o que tem condicionado o próprio processo político do país, constata João Feijó, Investigador do Observatório do Meio Rural. "Esse conflito não tem fim à vista. Já passou por várias fases. Houve aquela fase inicial de expansão que terminou depois no ataque a Palma, numa altura em que a insurgência controlava distritos inteiros de Mocímboa da Praia. (...) Depois, a entrada dos ruandeses significou uma mudança de ciclo. Passaram a empurrar a insurgência de volta para as matas. Conseguiram circunscrevê-los mais ou menos em Macomia, mas não conseguiram derrotá-los. A insurgência consegue-se desdobrar e fazer ataques isolados, obrigando à tropa a dispersar. (...) Aquele conflito armado não terá uma solução militar. Ali é preciso reformas políticas, mas que o governo insiste em negar. E então continuamos a oito, quase oito anos neste conflito, neste impasse", lamenta o estudioso. Embora o país já não esteja em regime de partido único desde os acordos de paz de 1992, as eleições têm sido um momento de crescente tensão. No ano passado, depois das eleições gerais de Outubro de 2024, o país vivenciou largas semanas de incidentes entre populares e forças de ordem que resultaram em mais de 500 mortos, segundo a sociedade civil. Após a tomada de posse do Presidente Daniel Chapo no começo deste ano, encetou-se o chamado « diálogo inclusivo » entre o partido no poder e a oposição. Em paralelo, tem havido contudo, denúncias de perseguições contra quem participou nos protestos pós-eleitorais. Mais recentemente, foram igualmente noticiados casos, denunciados pela sociedade civil, do desaparecimento de activistas ou jornalistas. Questionada há alguns meses sobre a situação do seu país, a activista social Quitéria Guirengane considerou que o país "dorme sobre uma bomba-relógio". "Assusta-me o facto de nós dormirmos por cima de uma bomba relógio, ainda que seja louvável que as partes todas estejam num esforço de diálogo. Também me preocupa que ainda não se sinta esforço para a reconciliação e para a reparação. Nós precisamos de uma justiça restauradora. E quando eu olho, eu sinto um pouco de vergonha e embaraço em relação a todas as famílias que dia e noite ligavam desde Outubro à procura de socorro", considera a militante feminista que ao evocar o processo de diálogo, diz que "criou algum alento sob o ponto de vista de que sairiam das celas os jovens presos políticos. No entanto, continuaram a prender mais. Continua a caça às bruxas nocturna". "Não é este Moçambique que nós sonhamos. Por muito divididos que a gente esteja, precisamos de pensar em construir mais pontes do que fronteiras. Precisamos pensar como nós nos habilitamos, porque nos últimos meses nos tornamos uma cidade excessivamente violenta", conclui a activista que esteve muito presente nestes últimos meses, prestando apoio aos manifestantes presos e seus familiares.

    El poder en tus manos
    EP227 | INFORMES | Elecciones generales 2026: el voto joven y su protagonismo en los comicios del 12 de abril

    El poder en tus manos

    Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 2:53


    Los jóvenes entre 18 y 29 años representan el mayor grupo de votantes en las próximas elecciones generales 2026 y RPP visitó universidades acercando a los estudiantes la simulación de la cédula electoral para conocer sus expectativas sobre el decisivo rol que tendrán. ¿Qué opinaron? Los detalles en el siguiente informe de El Poder en tus Manos.

    En Perspectiva
    Análisis Económico Exante - La economía uruguaya se contrajo en el tercer trimestre frente a abril-junio

    En Perspectiva

    Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 8:53


    ¿Qué factores estuvieron detrás de esta evolución y qué proyecciones se manejan? Análisis del economista Luciano Magnífico.

    CBN Vitória - Entrevistas
    IPVA 2026 no ES: pagamento começa em abril e poderá ser feito em seis cotas; tire suas dúvidas!

    CBN Vitória - Entrevistas

    Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 11:25


    O pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026 no Espírito Santo começará em abril do próximo ano. Os pagamentos poderão ser feitos à vista, com desconto de 15%, ou parcelado em seis vezes. As datas do início variam entre 1º e 8 de abril, de acordo com o final da placa. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, para os proprietários de veículos que optarem pelo pagamento do imposto em seis vezes, o vencimento das cotas será em abril, maio, junho, julho, agosto e setembro de 2026. As datas de vencimento foram definidas por meio da publicação do Decreto nº 6226-R/2025.No Espírito Santo, a alíquota do IPVA é a menor da região Sudeste e uma das menores do país: 1% sobre motos, ônibus e caminhões; e 2% sobre os carros de passeio e utilitários. Veículos do ano de fabricação 2010 serão isentos automaticamente do pagamento do imposto em 2026, por terem mais de 15 anos de fabricação. Em entrevista à CBN Vitória, o auditor fiscal da Receita Estadual, Yan Barssi, fala sobre o assunto.

    Noticentro
    12 de abril, Día de los Seres Sintientes

    Noticentro

    Play Episode Listen Later Dec 14, 2025 1:34 Transcription Available


    Infonavit entrega 118 viviendas en Tamaulipas con apoyo federal  Tiroteo en Universidad de Brown deja dos muertos y ocho heridos Más información en nuestro Podcast

    Serviço Público - Bloco de Notas
    Emissão Especial - O Melhor do 25 de Abril de...

    Serviço Público - Bloco de Notas

    Play Episode Listen Later Dec 13, 2025 46:17


    Que vida teriam se não tivesse acontecido o 25 de Abril? A maior parte dos entrevistados pensou nisso pela primeira vez

    Noticentro
    ¡Récord turístico!

    Noticentro

    Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 1:12 Transcription Available


    T-MEC debe seguir, pero con mejoras: Ebrard  El peso vive su mejor momento en casi año y medio  EU pospone sentencia de “El Mayo” Zambada hasta 2026Más información en nuestro Podcast

    Westchester Talk Radio
    Episode 195: 10th Annual Stuff The Truck at DeCicco & Sons, Featuring Abril Andino-DeCicco

    Westchester Talk Radio

    Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 5:57


    Sharc Creative and Westchester Talk Radio proudly celebrated the 10th annual Stuff The Truck on Saturday and Sunday, December 6th and 7th, 2025, hosted at DeCicco & Sons locations in Sleepy Hollow and Armonk—where Quality First is lived every day. This community tradition once again rallied support for Feeding Westchester, helping bring fresh, nutritious meals to children, seniors, and families at a time when rising costs are making everyday essentials harder to afford. Thanks to generous holiday giving and the backing of sponsors including Norcom, Inspiria, 107.1 The Peak, 100.7 WHUD, Robison, PCSB Bank, Shleppers Moving & Storage, Purple Frog Graphics, and Boston Children's Health Physicians, Stuff The Truck continued its mission to ensure no neighbor goes hungry. UPDATE: As of 12/9/2025, our food collection equates to over 10,000 meals!

    Salta da Cama
    Isto foi o máis buscado en Google en España e o mundo en 2025, por Lorenan Penas de ACTUAL COMUNICACIÓN - amodiño

    Salta da Cama

    Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 12:43


    Lorena Penas de " ACTUAL COMUNICACIÓN - amodiño", empresa que se adica á xestión da comunicación dixital. Esta sección está centrada na comunicación dixital, nas redes sociais e nas ferramentas que necesitamos hoxe para expresarnos con creatividade e eficacia. Nesta sección propoñemos reflexións, consellos e estratexias para estar ao tanto das tendencias, optimizar a presenza dixital e resolver aquelas cuestións que xurden ao comunicar nas plataformas dixitais. Hoxe: Isto foi o máis buscado en Google en España e o mundo en 2025 "A listaxe Top Tendencias recopila aquelas consultas que experimentaron un maior repunte de tráfico durante un período de tempo prolongado durante este ano en comparación co anterior". "A clasificación de busquedas é realmente diverso, deixando patente tanto a relevancia do seguimento en tempo real de fenómenos de actualidade, meteorolóxicos ou que afectan a contorna ambiental, culturais ou de entretemento e mesmo científicos". "Debido ás novas funcións de IA en Google (AI Overviews e AI Mode) nosa forma de buscar cambiou e volveuse máis conversacional. É por iso que este 2025 moitos tops baséanse en preguntas do estilo “como…”, “que é mellor…” ou “que significa…". Google acaba de presentar o seu resumo de procuras 2025, unha recopilación das tendencias que marcaron o ano, converténdose no máis buscado na web. Os datos de España reflicten unha gran actividade informativa, destacando o interese por fenómenos globais así como por solucións creativas para o día a día. Así mesmo, debido ás novas funcións de IA en Google (AI Overviews e AI Mode) nosa forma de buscar cambiou e volveuse máis conversacional. É por iso que este 2025 moitos tops baséanse en preguntas do estilo “como…”, “que é mellor…” ou “que significa…”. O máis buscado en Google en España ➡️Top tendencias A listaxe Top Tendencias recopila aquelas consultas que experimentaron un maior repunte de tráfico durante un período de tempo prolongado durante este ano en comparación co anterior. É dicir, son procuras que rexistraron grandes picos de interese en 2025, sendo temas exclusivos deste ano. A clasificación resultante é realmente diverso, deixando patente tanto a relevancia do seguimento en tempo real de fenómenos de actualidade (Apagamento España, Novo Papa ou Flotilla Gaza), meteorolóxicos ou que afectan a contorna ambiental (Alerta choivas ou Incendios España), culturais ou de entretemento (Lalachus, A Revolta, Premio Planeta 2025 ou Labubu) e mesmo científicos (Migración da bolboreta monarca). Películas e series 1. Anora 2. Sirat 3. La infiltrada 4. Nosferatu 5. Weapons 6. The Brutalist 7. El 47 8. Superman 9. Emilia Pérez 10. Adolescencia ❓Quen é… 1. O novo Papa 2. Andy y quién es Lucas 3. Lalachus 4. Topuria 5. Salva Reina 6. Abby 7. Karla Sofia Gascón 8. Montoya 9. Rosalía 10. Alcaraz ✅Cómo… 1. Hacer fotos con IA 2. Hacer caca en el trabajo 3. Quitar maquillaje de la almohada 4. Hacer fuego con dos palos 5. Hacer crepes caseros 6. Hacer potaje de garbanzos con bacalao y espinacas 7. Hacer crumbl cookies 8. Hacer té matcha 9. Yogur casero 10. Hacer chocolate de Dubái ⁉️Por qué… 1. Se ha ido la luz 2. Israel ataca a Irán 3. Los Papas cambian de nombre 4. La Feria de Abril es en mayo 5. Han subido tanto los huevos 6. No hay luz en el espacio 7. Trump sube los aranceles 8. Me suenan las tripas 9. La sandía es símbolo de Palestina 10. Se pegan los bostezos ‍ Qué significa… 1. Edadismo 2. Queer 3. PH 4. Dana 5. Woke 6. Berghain 7. Nuda propiedad 8. FOMO 9. PEC 10. La hora espejo Que é mellor… 1. Diésel o gasolina 2. Gemini o ChatGPT 3. Mantequilla o margarina 4. Para la resaca 5. Declaración conjunta o individual 6. Amortizar plazo o cuota 7. Comprar un coche o renting 8. Desayunar antes o después de entrenar 9. Retinol o Retinal 10. Creatina o proteína Máis Información ACTUAL COMUNICACIÓN Amodiño: ✔️Páxina Web: https://actualizadoscomunicacion.com/ ✔️Facebook: https://www.facebook.com/actualizadoscomunicacion ✔️Twitter: https://twitter.com/actualizadoscom ✔️Instagram: https://www.instagram.com/actualizados_comunicacion/ ️"SUSCRÍBETE" ao podcast. MÁIS ENTREVISTAS: https://www.ivoox.com/podcast-salta-da-cama_sq_f1323089_1.html Máis Información e outros contidos: ✔️Facebook: https://www.facebook.com/PabloChichas ✔️Twitter: https://twitter.com/pablochichas ✔️Instagram: https://www.instagram.com/pablochichas/ ✔️ TikTok: https://www.tiktok.com/@pablochichas

    Rádio PT
    BOLETIM | 8º Congresso do PT em abril será marco histórico do partido

    Rádio PT

    Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 5:33


    Em solenidade de lançamento do congresso, dirigentes ressaltaram o momento singular vivenciado pelo PT e a missão de resgatar bandeiras históricas, promover atualizações frente às novas demandas sociais, o avanço da extrema-direita e do facismo no Brasil e no mundo e a reeleição do presidente Lula . Sonoras:

    Conversas à quinta - Observador
    A Vida em Revolução. “Assumo a golpada contra os meus camaradas.” Vasco Lourenço e a conspiração para o 25 de Abril

    Conversas à quinta - Observador

    Play Episode Listen Later Dec 5, 2025 140:48


    Os choques com Spínola na Guiné: “Mas que raio de general é o senhor?” As fintas à PIDE, a revolta contra o regime e as discussões mais tensas: “Eu tive sempre uma postura de confronto.” O espanto quando ouviu pela primeira vez Melo Antunes a falar: “Quem é este gajo? Temos homem!” O plano de rapto para evitar a ida para os Açores. E a forma como enganou os outros militares, para os convencer a pedirem a demissão do Exército em vez de optarem por uma manifestação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Se Regalan Hijos
    Me fui al EJÉRCITO para no ser la mamá abnegada" | EP3 Sandra Sin Filtro con Mari Alejandra Oquendo

    Se Regalan Hijos

    Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 50:32


    ¿Sientes que perdiste tu identidad cuando te convertiste en mamá? ¿O te da pánico hacer algo "drástico" por miedo a la culpa o al qué dirán?En este Episodio 3 de Sandra Sin Filtro, me siento con Marí Alejandra Oquendo (@mamisinculpas), una mujer que decidió romper el molde de la "mamá abnegada" de la forma más radical posible.Hablamos sin pelos en la lengua sobre por qué priorizarte NO te hace mala madre, aunque la sociedad te grite lo contrario.Mari nos cuenta cómo pasó de sentirse una "esposa frustrada" en casa a enlistarse en las Fuerzas Aéreas de EE.UU., raparse la cabeza en un Britney Moment y dejar a sus hijos por 4 meses para irse de misión a África.

    El Topo
    Debajo del agua y dentro de mí

    El Topo

    Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 58:03


    Sofía Gómez creció entre montañas, ríos y un miedo a la escasez. A los 16 años encontró en el agua una salida y un destino. La apnea se convirtió en su forma de ganarse la vida y en la actividad en la que rompió récords que parecían imposibles.Hablamos de sus miedos, de la libertad bajo el agua, de la relación con el éxito y la perfección. Una conversación sobre profundidad, adentro y afuera. Sobre respirar mejor, incluso cuando falta el aire.***Si se van a hospedar en The Somos Hotels, tenga en cuenta la siguiente información: •⁠  ⁠Código: SOMOSTOPO•⁠  ⁠Descuento: 20%•⁠  ⁠Hoteles: Todos•⁠  ⁠Restricciones: No disponible para las fechas: 28 diciembre 2025 al 03 de Enero 2026; 23 al 25 de Enero; 20 y 21 de Febrero; 25 de Abril. No acumulable con otros códigos ni descuentos.•⁠  ⁠Caducidad: 31 De Diciembre 2026•⁠  ⁠Link directo para reservar: https://bit.ly/4rbiqhY ***Si algún episodio del Topo les ha resonado, ayudado, servido a ustedes o a alguien cercano, consideren unirse a nuestra comunidad. No solo estarán retribuyendo a nuestro trabajo sino que harán parte de nuestra comunidad de manera más directa y recibirán algunos beneficios más. Pueden unirse con el aporte que puedan y quieran aquí: www.patreon.com/lanoficcion  Algunos de los oyentes más fieles que ya están ahí, son: Marta Di BelloAugusto EneroJuanita ValenciaLuisa Chavarro***CréditosEl Topo es una producción de La no Ficción. La mezcla y el diseño de sonido de este episodio fue de Gabriela Rivera. La ilustración de la portada es de Isabella Soto Vallejo y las redes sociales están a cargo de Sara Barriga y Shakén Moreno. Mi nombre es Miguel Reyes. La grabación del video fue realizada por No hay banderas en Marte.  

    Contra-Corrente
    Não foi o 25 de Novembro que garantiu a Democracia? — Debate

    Contra-Corrente

    Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 71:43


    Repetiu-se muitas vezes nestes dias a ideia de que o 25 de Abril nos deu a Liberdade e que foi o 25 de Novembro que nos garantiu a democracia. Mas será isso verdade? Era isso que os militares queriam?See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Contra-Corrente
    Infelizmente não foi ainda com o 25 de Novembro que chegámos à Democracia plena

    Contra-Corrente

    Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 8:36


    Repetiu-se muitas vezes nestes dias a ideia de que o 25 de Abril nos deu a Liberdade e que foi o 25 de Novembro que nos garantiu a democracia. Mas será isso verdade? Era isso que os militares queriam?See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Noticiário Nacional
    00h Comemorações 25 de abril. PR: "Governos não deram prioridade"

    Noticiário Nacional

    Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 14:18


    Curiosidades Segunda Guerra Mundial
    La Agonía Final de los Civiles en Berlín: Vida y Muerte Antes del Asalto Soviético (Abril 1945)

    Curiosidades Segunda Guerra Mundial

    Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 14:37


    Vídeo completo en nuestro canal de You Tube: https://www.youtube.com/watch?v=nZTD7248lFQ Canal de Telegram para No perderte Nada! https://t.me/segundaguerramundialtelegram Canal de Whatsapp https://whatsapp.com/channel/0029VaSmnrC0QeatgWe2Lm27 Acompáñanos en este viaje al Berlín de abril de 1945, en los días finales antes de la caída de la capital alemana. Analizamos cómo comenzó el asalto soviético y cómo los refugiados dieron las primeras señales de alarma. Veremos la desesperada movilización de combatientes, la angustia de la población civil y el funcionamiento de las últimas fábricas en plena guerra. ¿Se abandonó Berlín de forma masiva? Descubrimos la verdad sobre la "Fortaleza de Berlín", el último cumpleaños de Hitler, el último vuelo que salió de la ciudad y la desgarradora reacción de las chicas adolescentes berlinesas ante la llegada del Ejército Rojo. Un relato intenso y conmovedor sobre el horror de los últimos días de la Segunda Guerra Mundial.

    Nadie Sabe Nada
    Nadie Sabe Nada | T13x12 | Cómicos básicos de casino

    Nadie Sabe Nada

    Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 54:16


    Ep. 485: En este 'Nadie Sabe Nada' aún dura la resaca de la vuelta a grabar tras los meses de parón. Andreu Buenafuente y Berto Romero siguen cargando las pilas. Celebran el 51 cumpleaños de Berto con una dosis de reproches y anécdotas veraniegas, mientras Andreu reflexiona sobre su “pachorrismo edadista” y la energía inagotable de Sílvia Abril. Las libretas de reintegración temporal traen joyas como la de Joaquín Saliva. También hay espacio para preguntas y reflexiones delirantes sobre genitales que engordan, pedos con subwoofer o cuándo va a petar la nube si todo lo acabamos subiendo a ella. El episodio culmina con el debut de Andy en el escenario, el cómico básico de casino, que se despide con un chiste de altura (literalmente). Promete volver. CITA: «Joaquín Sabina habla en cursiva» Andreu Buenafuente

    Humor en la Cadena SER
    Nadie Sabe Nada | T13x12 | Cómicos básicos de casino

    Humor en la Cadena SER

    Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 54:16


    Ep. 485: En este 'Nadie Sabe Nada' aún dura la resaca de la vuelta a grabar tras los meses de parón. Andreu Buenafuente y Berto Romero siguen cargando las pilas. Celebran el 51 cumpleaños de Berto con una dosis de reproches y anécdotas veraniegas, mientras Andreu reflexiona sobre su “pachorrismo edadista” y la energía inagotable de Sílvia Abril. Las libretas de reintegración temporal traen joyas como la de Joaquín Saliva. También hay espacio para preguntas y reflexiones delirantes sobre genitales que engordan, pedos con subwoofer o cuándo va a petar la nube si todo lo acabamos subiendo a ella. El episodio culmina con el debut de Andy en el escenario, el cómico básico de casino, que se despide con un chiste de altura (literalmente). Promete volver. CITA: «Joaquín Sabina habla en cursiva» Andreu Buenafuente

    Asticharlas con Julio Astillero
    Viernes 21 de noviembre de 2025 | Niegan preliberación a exgóber Javier Duarte; esperará a Abril// Controversia por Miss U

    Asticharlas con Julio Astillero

    Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 39:45


    Niegan preliberación a exgóber Javier Duarte; esperará a Abril// Controversia por Miss UEnlace para apoyar vía Patreon:https://www.patreon.com/julioastilleroEnlace para hacer donaciones vía PayPal:https://www.paypal.me/julioastilleroCuenta para hacer transferencias a cuenta BBVA a nombre de Julio Hernández López: 1539408017CLABE: 012 320 01539408017 2Tienda:https://julioastillerotienda.com/ Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

    Expresso - Expresso da Meia-Noite
    O 25 de Novembro e o 25 de Abril: duas faces da mesma moeda?

    Expresso - Expresso da Meia-Noite

    Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 48:50


    Oiça mais um episódio do Expresso da Meia-Noite, onde se debateu a polémica comparação histórica do 25 de Novembro ao 25 de Abril. O painel analisou as diferentes leituras políticas e históricas sobre o impacto destas datas na democracia portuguesa, destacando divisões partidárias e a complexidade da memória coletiva. Foram discutidos o papel dos militares, a influência do Partido Socialista e a necessidade de despolitizar o debate, sublinhando a importância de preservar uma visão crítica e pluralista da história recente de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Deportes COPE
    21 NOV 2025 | El Aguanís de Tomás Guasch

    Deportes COPE

    Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 0:28


    "La Federación ha descubierto que en Sevilla y en abril está la Feria de Abril..."

    Daybreak en Español
    Bolsas rumbo a su peor semana desde abril; inseguridad en México

    Daybreak en Español

    Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 7:20 Transcription Available


    Las acciones se encaminan a su peor semana en siete meses; bancos recortan plan de rescate a Argentina: WSJ; EE.UU. baja aranceles a Brasil pero Lula pide más; petrolero ruso retrocede al cruzar buque de guerra de EE.UU.; Gonzalo Soto,, periodista de Bloomberg News en Ciudad de México, comenta la creciente preocupación por inseguridad en México. Newsletter Cinco cosas: bloom.bg/42Gu4pGLinkedin: https://www.linkedin.com/company/bloomberg-en-espanol/Youtube: https://www.youtube.com/BloombergEspanolWhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaFVFoWKAwEg9Fdhml1lTikTok: https://www.tiktok.com/@bloombergenespanolX: https://twitter.com/BBGenEspanolProducción: Eduardo Thomson y Paola Vega TorreSee omnystudio.com/listener for privacy information.

    Portugalex
    25 de Abril, Novembro ou Dezembro?

    Portugalex

    Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 2:56


    Isaltino acusa Manuel João Vieira de plágio.

    Radio Sevilla
    Programa El Toreo (sábado, 15-noviembre-2025)

    Radio Sevilla

    Play Episode Listen Later Nov 15, 2025 29:59


    El Toreo se hace eco del Premio Taurino Ayuntamiento de Sevilla a Morante de la PueblaRecordamos sus faenas de triunfo en la pasada Feria de Abril

    El Faro
    Farolillos | Peticiones del oyente

    El Faro

    Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 16:32


    Elena Sánchez ha hecho un recopilatorio de las peticiones del oyente: camisetas, un programa desde un gallinero y una buena Feria de Abril. 

    Conversas à quinta - Observador
    A Vida em Revolução. Manuel Monge: “Vasco Lourenço diz que é o Papa, mas foi só um bispo. Quem fez o 25 de Abril foi o Otelo. Depois endoidou”

    Conversas à quinta - Observador

    Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 83:33


    A divergência com Otelo que levou à derrota do golpe das Caldas. A prisão e a libertação no dia 25 de abril. E o confronto sobre a descolonização com Melo Antunes — que levou Spínola a ameaçar dar-lhe um tiro. Entrevista ao general Manuel Monge, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Noticiário Nacional
    6h EUA reduzem tarifas à China e Trump visita Pequim em abril

    Noticiário Nacional

    Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 7:56


    Expresso - Comissão Política
    Que lições deixa Pinto Balsemão aos nossos líderes políticos?

    Expresso - Comissão Política

    Play Episode Listen Later Oct 28, 2025 60:16


    Cinco dias depois do 25 de Abril, Francisco Pinto Balsemão dá a sua primeira entrevista à RTP, como diretor do Expresso, porque ainda não tinha sido criado o PPD. Fala nos desafios do jornalismo, de "liberdade com responsabilidade" e diz que o país ”tem de lutar para conquistar essa democracia. Será capaz de o fazer?”, questiona. Debatemos aqui o legado político e jornalístico do militante número um do PSD e fundador da Impresa, que morreu a semana passada aos 88 anos. O antigo primeiro-ministro, que contribuiu decisivamente para a consolidação da democracia com a revisão constitucional de 1982, defendia entendimentos ao centro e moderação em geral. O que aconteceu entretanto, para o líder do segundo maior partido achar que é um trunfo eleitoral ir para a televisão dizer que são precisos "três salazares para pôr o país na ordem", como fez André Ventura esta semana na SIC? Balsemão já tinha aconselhado o PSD a fazer "Chega para lá!". Será que o fez? Os comentários deste episódio são de Martim Silva, subdiretor de informação da SIC, de Eunice Lourenço, editora de Política do Expresso, e de David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Audiolibros Por qué leer
    Bautismo de abril - Cristian Pelletieri

    Audiolibros Por qué leer

    Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 28:09


    Un frío glacial hace de marco a la última guardia de Millalén en su cuartel de conscripto. Recibió el mensaje oficial anunciando su traslado y. aunque no sabe a dónde ni por qué, estamos en la Patagonia argentina de 1982 y el lector lo sospecha. Así, en esa distancia entre el saber y el desconocer, la historia relata el tiempo de descuento del soldado Milla, quien preferiría descolgarse el FAL para visitar a su novia, como hace esta, su noche de despedida. Cristian Pelletieri compone con amor y sutileza una trama tan triste como posible sobre la que va salpicando detalles que se nos volverán inolvidables. ++++++++++++++++++++++++++++++++++ Pre producción y voz: CECILIA BONA Editó este episodio: DANY FERNÁNDEZ @danyrap.f para @activandoproducciones.proyecto ⚙️ Producción: XIMENA GONZALEZ @ximegonzal3z Edición de video: LUZ FERNÁNDEZ @luzma.fz ¡Ayudanos a crecer! Patrociná POR QUÉ LEER: https://porqueleer.com/patrocina Nuestras redes sociales: ⚡https://instagram.com/porqueleerok ⚡https://twitter.com/porqueleerok ⚡https://www.facebook.com/porqueleerok/

    CONFERENCIAS de Mons. Munilla
    Oracion con los jovenes abril 2015 Santa Maria

    CONFERENCIAS de Mons. Munilla

    Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 15:34


    Oracion con los jovenes abril 2015 Santa Maria

    Cuando los elefantes sueñan con la música
    Cuando los elefantes sueñan con la música - Henrique Gomide y compañía - 08/10/25

    Cuando los elefantes sueñan con la música

    Play Episode Listen Later Oct 8, 2025 59:06


    Trabajos del pianista brasileño afincado en Europa Henrique Gomide. Del disco 'Amaré', que firma con la cantante Céline Rudolph y el guitarrista João Luís Nogueira, 'Lugar comum' y 'Emoriô', de João Donato y Gilberto Gil ambas, 'Embaixo da imensidão', 'Preciso me encontrar' de Candeia, take 1 y take 2, y 'Abril'. Del disco de Gomide con la violinista Daphné Oltheten, 'Brasis sonhos de là', los temas 'Karatê', de Egberto Gismonti, 'Canto de Xangô', de Baden Powell y Vinicius de moraes, 'Rosa', de Pixinguinha, 'Valsinha'/'João e Maria', de Chico Buarque', y 'Na surdina'. Y dos canciones, 'A la recherche d´une métaphore' y 'Laiaralará', del disco de Céline Rudolph 'Metamorflores'.Escuchar audio

    Es la Mañana de Federico
    Al Alimón: El "extraordinario" momento de Morante y la expectación por la Feria de San Miguel de Sevilla

    Es la Mañana de Federico

    Play Episode Listen Later Sep 23, 2025 13:09


    Federico y Andrés Amorós hacen la previa de la Feria de San Miguel de Sevilla que comienza este viernes. La temporada taurina de 2025 se va a recordar por ser la de Morante de la Puebla que antes de su doble compromiso el 12 de octubre en Madrid tiene una parada en Sevilla en una corrida de alto voltaje como cierre de la temporada en la capital andaluza. En Al Alimón, la sección taurina de Es la Mañana de esRadio, Federico Jiménez Losantos y Andrés Amorós han hecho la previa de esta la Feria de San Miguel de Sevilla que arranca este viernes 26 de septiembre. El cronista, que ha reconocido que tiene "mucha debilidad" por la Feria de San Miguel de Sevilla, ha destacado que "con lo de Morante va a haber el lío grande". Amorós ha explicado que "este año resulta que se esperan llenos tremendos porque es que, además, se están llenando casi todas las plazas". Cree que "el éxito de Urtasun es enorme, clamoroso y tremendo" y "lo de Morante es fuera de lo común".Amorós recibe el Premio de Cultura 2025 y critica al "inculto" Urtasun: "La Tauromaquia es arte y vive en libertad"Olivia Moya En este sentido, Andrés Amorós ha apuntado que Morante de la Puebla "ha conseguido lo que buscaba en su momento José Tomás, que es que cualquier actuación suya es lo que se llama un acontecimiento, algo excepcional". Ha recomendado ver "el resumen de lo que hizo en Salamanca el domingo pasado" porque "es algo verdaderamente extraordinario". Para Amorós, Morante "sobre todo es que está a otro nivel de todos los demás. Está en un momento extraordinarísimo" y en Salamanca "a la gente le impresionó mucho el quite del bú". El cronista ha contado que "es una cosa que hacía Joselito usando la capa como si fuera una capa de la que te pones sobre los hombros y a la vez con eso haciendo el quite al toro. Es muy complicado y muy llamativo". También ha destacado "la sencillez" con la que esta delante del toro. Aunque ha criticado el "desbordamiento de literatura barata, tremenda" que hay alrededor de Morante cuando "lo que hay es sencillez, naturalidad y clasicismo".La Feria de San Miguel 2025 Andrés Amorós ha destacado que la Feria de San Miguel que comienza este viernes se va a ver "en Canal Sur gratis y en abierto" y que desde el ente público andaluz "han anunciado la intención de dar toda la Feria de Abril".Los toros siguen imbatibles en Madrid: Las Ventas roza los 20.000 abonados para la Feria de Otoño del doblete de MoranteJavier Romero Jordano Ha contado el cronista que "el viernes era un cartel de arte" en el que "estaba anunciado Manzanares con los dos sevillanos artistas: Ortega y Aguado". "Bueno, Manzanares tiene un problema, una lesión, y yo no sé si va a poder" torear, ha dicho Amorós. Ha explicado que al torero alicantino "este año le están cogiendo mucho a los toreros en el pase de pecho, que en principio no es lo más peligroso, es mucho más peligroso el natural. Pero el pase de pecho que lo echas para allá, pero claro, como son toros en general los que torean las figuras que llegan muy paraditos al final, alguien hace así para sacárselo por delante y se le queda debajo y claro, simplemente con eso le pega. No son cornadas graves, pero unos golpes, pues bastante malo". "Yo no sé si le sustituirá Rufo, por ejemplo, que estuvo muy bien el otro día en Guadalajara, o a lo mejor es un mano de los dos sevillanos" con "toros de Victoriano del Río", ha añadido. El sábado se lidian toros de Garcigrande por Alejandro Talavante, Daniel Luque y Borja Jiménez. Amorós ha contado que "Talavante es el que está toreando más este año; Luque está fantástico, poderosísimo, y Borja Jiménez que está toreando muy bien, con mucha entrega y triunfando y…" "entra a matar desde Guadalajara", ha rematado Jiménez Losantos.Morante y Roca Rey El domingo se lidian toros de Núñez del Cuvillo "y es el final de la temporada oficial de Sevilla" aunque "al día siguiente del Pilar hay todavía un festival muy bueno". Ese 28 de septiembre torean Morante, Roca Rey y es la alternativa de Javier Zulueta. Amorós ha explicado "el caso" de Zulueta del que ha dicho que "es muy querido en Sevilla" porque "es el hijo del alguacilillo de Sevilla y de una familia pues muy conocida". "Además lo apodera la empresa de Sevilla, es la alternativa y con eso no abre plaza Morante", ha añadido. "Es un chico que torea muy bien", ha dicho Amorós que ha contado que es de "escuela sevillana: artista y estético" y que "no más de momento". Ha lamentado que esa corrida "la que tenía que haber sido es Morante, Roca Rey y Luque". Amorós ha reiterado que "Morante está extraordinario", pero cree que "está sobre todo pensando en Madrid porque "Sevilla ya lo ha confirmado". En este sentido, ha indicado que "lo de Madrid el día 12 va a ser algo tremendo".La Feria de Otoño de Las Ventas 2025, con carteles oficiales: homenaje a Paco Camino y doblete de Morante el 12-0Javier Romero Jordano De Roca Rey ha dicho que "hace lo que puede" y que "le están pegando golpes los toros y lo están cogiendo mucho". En este sentido, ha dicho que "cuando estás forzando las cosas, porque salen bien, pero resulta que has tenido la mala suerte de que coincides con otro señor que torea mejor". "Roca Rey es muy buen torero, es taquillero, es muy popular, pero veta a Luque y no viene a la Feria de Otoño, y en las dos cosas se equivoca porque una primera figura es lo que debiera haber hecho y, ademas, tiene sus recursos", ha comentado Amorós. El cronista ha añadido que "estéticamente torea peor que Morante como todos los del escalón". "En Madrid la Feria de Otoño ha desatado la locura absoluta para el día del Pilar cuando Morante va a llenar mañana y tarde, algo histórico absolutamente", ha dicho Amorós. El cronista ha finalizado contándooslas que "se acabaron las entradas en una hora y ha acertado que TeleMadrid, que lo da en directo".