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O San Francisco 49ers venceu o Los Angeles Chargers na pré-temporada, mas o resultado em campo é apenas uma parte da história. O grande destaque do dia ficou por conta de George Kittle, que finalmente voltou aos treinamentos e começa a dar sinais de que pode estar cada vez mais perto de retornar aos gramados.
No Linha de Passe deste sábado (22), nossos comentaristas analisaram todos os detalhes da vitória do Cruzeiro em cima do Flamengo, por 2 a 1, pelo Brasileirão e muito mais! Vem ver! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
O primeiro jogo da pré-temporada deixou sinais importantes para o torcedor dos 49ers. Alguns calouros chamaram a atenção, mostraram personalidade em campo e já começam a alimentar a esperança de que a nova classe possa ter impacto imediato na temporada.Nesse episódio, analisamos as principais atuações dos rookies, quem mais surpreendeu, quais jogadores podem ganhar espaço no elenco e o que realmente podemos tirar de positivo — ou de cautela — desse primeiro teste.
O choque entre uma carreta na contramão e um micro-ônibus matou 23 pessoas no Paraná. Cinco passageiros sobreviveram no acidente. A Lei Seca passou a ter novas regras de fiscalização em todo o país. O Supremo ampliou o uso de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência. Eleitores têm até quinta-feira (19) para solicitar o voto em trânsito. A série especial sobre as eleições chegou a Santa Catarina. O JN esteve na Beira-Mar de Florianópolis para ouvir brasileiros sobre inovação, tecnologia e criação de emprego.
George Lucas tem sua Special Edition, e o Pensadores decidiu fazer o mesmo!Celebrando o relançamento dos nossos episódios, o assunto da nossa festa de aniversário não podia ser outro: a Special Edition de Star Wars!Fizemos como o próprio George Lucas fez em 1997: voltar pro que já foi lançado e aproximar a obra daquilo que foi imaginado originalmente na sua concepção. Cinco anos depois da nossa estreia, vamos discutir esse processo (e o que ele revela sobre revisitar uma obra) ao vivo.Pra essa conversa, chamamos dois convidados que também vivem Star Wars, mas em gerações diferentes: Vebis Jr (@vebisjr) e Maro (@globalmix87.7)Bora comemorar com a gente?Curtiu a live? Deixa o like e se inscreve no canalSegue o Pensadores de Alderaan nas redes e no Youtube#StarWars #PensadoresDeAlderaan #SpecialEdition #PodcastBrasil #StarWarsBrasil #GuerraNasEstrelas
A cantata Klagt, Kinder, klagt es aller Welt, “Lamentai, filhos, lamentai isso a todo o mundo” (BWV 244a), também conhecida como Köthener Trauermusik, “Música de Luto de Cöthen”, foi composta em 1729 para os funerais do príncipe Leopold von Anhalt-Cöthen, a quem Bach servira como diretor de música quando atuou na corte de Cöthen, entre 1717 e 1723. Com quatro partes, 24 movimentos e mais de uma hora de duração, essa cantata está baseada principalmente na Paixão Segundo São Mateus (BWV 244), da qual são extraídos nada menos que dez movimentos, além de dez recitativos. A obra reutiliza ainda dois movimentos da cantata Lass, Fürstin, lass noch einen Strahl, “Deixa, princesa, deixa ainda um raio” (BWV 198), composta para os funerais da Princesa-Eleitora da Saxônia Christiane Eberhardine, e um movimento da Missa em Si Menor (BWV 232). Entre os movimentos extraídos da Paixão Segundo São Mateus está a famosa ária para Erbarme dich, mein Gott, “Apieda-te, meu Deus”. Na Paixão, a ária expressa o profundamente tocante pedido de perdão a Deus do apóstolo Pedro após negar Jesus três vezes. Na cantata, esse pedido de perdão se transforma numa igualmente pungente súplica pela ajuda divina em meio à dor pela morte do príncipe, nestes termos: Toma-me, Deus, no meio dos meus dias/ Protege-me/ O jugo cai sobre minha alma miseravelmente/ Toma-me, Deus, no meio dos meus dias. Essa ária é ouvida nesta edição de Manhã com Bach, que apresenta as duas primeiras partes da cantata. As partes 3 e 4 serão exibidas no próximo programa. Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 15 e 16 de agosto de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
"Não havia condições para continuar", diz José Azevedo após a tragédia na Volta. Destaca a dor partilhada pelo pelotão, que se une no apoio à família e à equipa do ciclista britânico da NSN.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Saudações, aventureiros!
O maior banco da América Latina agora é parceiro oficial do podcast! Bem-vindo Itaú!Assine aqui a Product Arena com R$100 OFF e participe de todos nossos cursos e eventosQuase seis meses depois da segunda edição, Arthur, Aíquis e Efrem voltam pro episódio clássico do Papo na Arena: Como estamos usando IA no dia a dia?Spoiler: mudou menos de ferramenta e muito mais de comportamento.Neste episódio, cada um abre o próprio sistema operacional.Efrem vive ~12h/dia no Claude Opus Ultra High, migrou do terminal pra web e celular, e praticamente abandonou skills e MCPs: o modelo evoluiu tanto que skill demais vira legado e enviesa o resultado.Aíquis está no mix Claude + Codex, saiu do tokenmaxxing, testa modelos mais baratos e entrou em modo manutenção de skills. Arthur cancelou a assinatura do Claude e roda um setup multimodelo no Cursor, com Grok 4.5 como padrão, carrosséis e cortes 100% com AI, e o Start My Day conectado a Hotmart, Analytics, Meta Ads e até Wispr Flow.A conversa também entra no código como substrato universal, no abismo entre a bolha tech e quem ainda está no ChatGPT grátis, e na pergunta que já virou pressuposto: você ainda pergunta se alguém usa IA, ou já assume que usa, igual computador?
Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Abalo chegou a 7,4 na escala Richter e foi sentido em Manaus. Hugo Motta, presidente da Câmara, declara apoio à reeleição de Lula. EUA aceitam discutir tarifaço na OMC. Filme brasileiro é selecionado para o festival de San Sebastián. Meta lança Muse Glimmer, seu novo modelo de código aberto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A América do Sul assistiu ao segundo terremoto em dois meses. Depois da Venezuela, a Colômbia sentiu os efeitos de um tremor de 7,4 de magnitude. Mais de cem pessoas morreram e mais de sessenta prédios desabaram. O novo presidente convocou um comitê de emergência para ajudar na busca a desaparecidos. A dois mil quilômetros do epicentro, moradores de Manaus sentiram os efeitos do terremoto. Não houve danos nem feridos. No sul do país, milhares de gaúchos ainda estão sem luz, quatro dias depois da passagem do ciclone. A Polícia Federal investiga supostas irregularidades em aplicações milionárias da Previdência de Maceió no Banco Master. A CBF e os clubes brasileiros decidiram adotar regras da Copa no Brasileirão para aumentar o tempo de bola rolando.
Episódio analisa a atuação vascaína no empate com o Bahia. Defesa virou o ponto forte do time? E os reforços? Qual deve ser a escalação na quinta? Dá o play!
Abalo ocorreu pouco depois das 7h30 no horário local, com epicentro em San José del Palmar; várias cidades no oeste do país foram arrasadas; agências de notícias e governadores locais confirmam dezenas de vítimas fatais e danos em diversos hospitais; aeroportos seguem com operações suspensas.
Uma das grandes vozes da musica brasileira, Claudya chegou aos 60 anos de carreira com uma obra vasta, com a versatilidade de quem já cantou sambas, bossas e outros ritmos populares, ao mesmo tempo em que nunca fugiu das experimentações e explorações com sua própria voz e com seu repertório. Ela foi Evita Peron nos teatros brasileiros, cantou ao lado de alguns dos maiores músicos do país e hoje é celebrada por djs e produtores internacionais. Nesse episódio do Vamos Falar Sobre Música, Renan Guerra recebe Claudya para uma volta no tempo, em um Por Trás do Disco especial sobre o disco “Deixa eu dizer”, de 1973.Gostou do podcast? Então apoie a gente em apoia.se/podcastvfsm
O Aos Fatos desta segunda-feira (10) destaca a declaração do senador Jaques Wagner (PT), em entrevista à Rádio Metropole, que afirmou acreditar na vitória do presidente Lula (PT) nas eleições de 2026 e alertou para o impacto internacional do pleito. Esta edição também traz a nova pesquisa BTG/Nexus, que aponta Lula com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.
Alexandre Garcia comenta os atritos diplomáticos do governo Lula com países vizinhos da América do Sul.
Um helicóptero caiu na manhã deste sábado no Alto da Boa Vista, na zona norte do Rio dede Janeiro.
O Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Daniel Perez para embaixador no Brasil, nome que está no centro de uma crise diplomática entre os dois governos. Um ciclone bomba provocou estragos no Rio Grande do Sul, com mais de cem cidades afetadas, quase 300 mil imóveis sem luz e uma morte. O mau tempo também atingiu o Sudeste, com ventos fortes no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio, a polícia prendeu um falso médico que atendia uma criança de 10 anos com câncer no cérebro.
SP confirma sete novos casos de sarampo em menos de uma semana, e total sobe para 23. E Senado dos EUA confirma Daniel Perez para embaixada no Brasil em meio a crise diplomática. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Risco de ciclone-bomba: ventania no Sudeste pode chegar a 110 km/h. Em estágio 2, RJ recebe alerta da Defesa Civil e aulas são canceladas; em SP, travessia de balsa entre São Sebastião e Ilhabela é suspensa; Rio Grande do Sul registra uma morte, muro de presídio derrubado, tornado e vento de 120 km/h. Estudante abre fogo em escola na Tailândia após matar avós. Depoimento de Jaques Wagner no caso Master é adiado. Acidente da Voepass: PF indicia 16 funcionários e ex-funcionários pela queda que matou 62 pessoas. Sobe para 23 o total de casos de sarampo no estado de SP; governo diz que enviou novas doses para suprir falta de vacinas em postos de saúde.
Defesa Civil gaúcha confirmou a primeira morte em razão das condições climáticas. Estado sofreu com tornado e passagem de um ciclone extratropical que agora avança para o restante do país.
Antônio Pecci filho, conocido como Toquinho, cumplió 80 años hace un mes, Y en este 2026 se cumplen 50 de su primer disco 'A bossa do Toquinho' con grabaciones guitarrísticas de 'Valsa de Eurídice', 'Marcha da 4ª feira de cinzas/Sonho de um carnaval', 'Deixa', 'Canto de Ossanha', 'Antes e depois', 'Allemande' y 'Olê olá'. Y también exclusivamente como guitarrista, le escuchamos en 'Bachianinha nº 1' -a dos guitarras con su profesor Paulinho Nogueira- y en 'Ingênuo' de Pixinguinha y Benedito Lacerda. Además, como cantante y compositor, en 'Boca da noite', 'Que maravilha', 'Escravo da alegría'/'Ao que vai chegar', 'Aquarela', 'Carta ao Tom' y 'Como dizia o poeta/Morena flor/Samba da volta/Regra três'. Escuchar audio
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (06/08/2026): Duas definições ocorridas ontem dão pistas do que pode ser um dos temas de campanha envolvendo os dois principais candidatos à Presidência. O deputado Alberto Gaspar (PL-AL), relator da CPI do INSS, será o vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) após partidos do Centrão (PP, Republicanos, Podemos e União Brasil) optarem pela neutralidade. A estratégia do PL foi apostar eleitoralmente no escândalo dos descontos ilegais de aposentados do INSS e nas suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. Também ontem, o cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, se desligou do núcleo de comando da campanha petista. Ele saiu após a PF descobrir transferência financeira feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e apontada como lobista em negócios do “Careca do INSS”. Economia: BC reduz Selic em 0,25 ponto e decisão sobre novo corte fica em aberto Internacional: Para Lula, revogação de visto pelos EUA foi irresponsável Metrópole: País avança no Ideb, mas sem bater metas de 2021See omnystudio.com/listener for privacy information.
Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, pediu afastamento da equipe de campanha do presidente Lula. A saída ocorre após a PF identificar repasses financeiros de uma empresária investigada.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.
O especialista em relações internacionais, João Albuquerque não acredita que Trump deixe o Estreito de Ormuz ficar pior do que era antes da guerra. Ainda, afirma que apoio da UE à Ucrânia veio tarde.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Assine a Product Arena com R$100 OFFNOVOS Cursos: AI Product Sense e GitHub para Não-devsNeste episódio do Papo na Arena, discutimos por que um trabalho pode ser perfeitamente defensável, e ainda assim não ser bom ou nem sequer deveria estar sendo feito.A partir do texto “Defensible, but not Good”, da Wes Kao, falamos sobre a dependência excessiva de dados, testes A/B e validações formais, a diferença entre ser data-driven e data-informed e a importância do repertório, do conhecimento de produto e da percepção de sinais antes que as métricas despenquem.Também discutimos a importância de revisitar decisões durante a execução. O caso da Centeni mostra como reconhecer uma mudança de convicção, encerrar uma empresa e devolver parte do investimento pode ser melhor do que seguir por caminhos defensáveis apenas porque eles existem.Na segunda parte, entramos no impacto da Inteligência Artificial sobre a construção de produtos. Claude Code, Replit, Bolt e Lovable tornam a prototipação mais rápida e barata, mas construir mais rápido não significa decidir melhor. Quanto maior o volume de entregas, mais importantes ficam o julgamento, o product sense e a clareza sobre o propósito de cada protótipo.
A grande pergunta da temporada: quantos times realmente entram em 2026 melhores que o San Francisco 49ers?
O Tenkai finalmente engatou! Neste episódio, analisamos os 6 primeiros capítulos da Saga do Céu de Cavaleiros do Zodíaco e discutimos o ritmo mais cadenciado que o Kurumada escolheu para essa introdução. Como estão as novas vidas pacatas dos nossos heróis? Debatemos o hilário "Seiya CLT" trabalhando na construção civil e o Shun florista em Rodório. Neste episódio, você vai conferir: O Vácuo de Poder e a Deusa Ker: Com a destruição do submundo, Ker tenta se aproveitar do espaço vazio para agir. Porém, criticamos a sua hesitação inexplicável na hora de eliminar Atena, mesmo com a deusa estando fragilizada. A Política do Olimpo: As tramoias no Templo da Lua estão a todo vapor! Explicamos a dinâmica entre Ártemis tentando proteger a irmã e Calisto agindo pelas costas enviando as Satélites. A Grande Teoria sobre Hades: Será que o espírito de Hades vai usar o corpo de Shun novamente para tentar reconstruir o Inferno aqui mesmo na Terra? O que você achou desse início da Saga do Céu? Deixa sua opinião aí nos comentários!
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Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Rajadas de vento chegaram a 124 km/h no interior de SP e a 100 km/h no Rio. Ventania causou mortes em cidades paulistas e na capital fluminense. Defesa de Jair Bolsonaro diz que ex-presidente não autorizou vídeo de IA. Senador Cleitinho tenta convencer Republicanos a manter sua candidatura ao governo de MG. OpenAI revela que ciberataque de sua IA atingiu quatro serviços distintos. E as estreias da semana no cinema.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Após mais de três anos de um conflito, crianças continuam sendo as principais vítimas da violência; somente nos primeiros meses do ano, mais de 300 meninos e meninas foram mortos ou feridos, impulsionados por um grave recrudescimento dos confrontos nas últimas semanas.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Sobe para 13 o número de mortos em terremoto no Japão. 60 tremores secundários já foram registrados. Shopping que desabou já havia sido reconstruído após outro terremoto dez anos atrás. Governo dos EUA alega interferência na economia e prorroga sanções contra o Brasil por um ano. Irã lança mísseis balísticos contra bases americanas no Oriente Médio. FGTS vai distribuir R$ 13 bi em lucros aos trabalhadores.
Alexandre Garcia comenta nova ordem de Alexandre de Moraes sobre tornozeleira de Débota do Batom, cena inusitada na Guerra da Ucrânia, e posse de Keiko Fujimori.
Terremoto que atingiu o sul do Japão deixa mortos; novos tremores podem ser sentidos nos próximos dias. FGTS anuncia a distribuição do lucro de R$ 13 bilhões aos trabalhadores. Brasil caminha para atingir a marca de 1 milhão de pessoas presas em 2027. Prompt injection: entenda o 'código secreto' que professor usou para flagrar uso de IA em trabalho. Chuva com granizo e vento de mais de 85 km/h destelha mil casas, derruba árvores e postes no Rio Grande do Sul; Inmet emite avisos de grande perigo para tempestade.
O mercado de biometano avançou da fase do desenho regulatório e começa a olhar de perto para execução, vetores de oferta e demanda e formação de preços. Os próximos passos vão depender em grande medida do papel dos Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOB). Saiba mais acompanhando a conversa entre Camila Fontana, chefe adjunta da redação da Argus em São Paulo, Rebecca Gompertz, editora associada do relatório Argus Brazil Gas Markets, e Lucas Boacnin, gerente de desenvolvimento de negócios com foco em transição energética. Os tópicos discutidos neste episódio incluem: Resoluções de ANP e regras de emissão Preocupações de produtores, comercializadores e potenciais compradores Equilíbrio entre oferta e demanda e formação de preços Fungibilidade e reconhecimento de outros certificados ambientais Uso do CGOB em estratégias de descarbonização Possibilidades de evolução do mercado no médio prazo
Conflito entre Estados Unidos e Irã agravou-se no fim de semana após a morte de três soldados norte-americanos e novas ondas de bombardeios em diversos países da região; civis sofrem com mortes, ferimentos, escassez de água e falta de energia.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Jesus nunca deixa como está - Diác. Frank by Igreja Missionária Evangélica Maranata do Méier Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe
Seu notebook trava quando você abre muitas abas? O computador demora para responder mesmo sem parecer tão antigo? Afinal, o problema é falta de memória RAM ou existem outros fatores por trás da lentidão? No Podcast Canaltech de hoje, conversamos com Vinícius Francioni, coordenador de Desenvolvimento de Produtos da Avell, para entender por que os computadores parecem ficar lentos cada vez mais rápido e como a forma como usamos a tecnologia mudou nos últimos anos. Durante o episódio, falamos sobre o papel da memória RAM, os impactos da multitarefa no desempenho das máquinas, quanto de memória faz sentido para diferentes perfis de usuários, quando vale investir em um upgrade e como a inteligência artificial está começando a influenciar os requisitos dos computadores. Você também vai conferir: Meta é acusada de usar IA para ajudar a escolher funcionários demitidos, nova antena da Starlink promete cortar pela metade o consumo de energia e novo SUV da Xiaomi vira sala de jantar e reduz a preocupação com a bateria. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Nathan Vieira e Danielle Cassita. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Leandro Gomes e a arte da capa é de Erick Teixeira. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Diretora do Dieese, Adriano Marcolino, avalia a questão da saúde da classe trabalhadora no regime 6×1 e a dificuldade que os empresários têm de compreender que a jornada intensiva interfere diretamente na produtividade.Sonora:
Editorial: STF deixa a farra dos penduricalhos ainda mais vergonhosa Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (30):O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, tenta uma união entre Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência da República pelo partido, e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, Michelle divulgou um vídeo e relatou ter sido maltratada por Flávio, gerando conflito com a Família Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) postou um vídeo polêmico que expõe o relato do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, sobre as festas extravagantes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No registro compartilhado, Garotinho detalha eventos repletos de excessos apelidados, citando a suposta presença de autoridades que dizem defender a família. A publicação foi amplamente interpretada como um míssil direcionado ao seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo federal lançará, nesta quarta-feira (1º), o Plano Safra 2026/27 que oferecerá um total de R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores. O governo confirmou os números nesta terça-feira (30). O montante é de R$ 9 bilhões a mais em recursos em relação à safra anterior. O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) vai anunciar, nesta quarta-feira (1º), o candidato para vice-presidente de sua chapa. O nome mais cotado é de Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e presidente do partido. Caiado foi questionado sobre quem será o vice de sua chapa, mas não confirmou. O nome de Kassab já vinha sendo ventilado desde maio. A oficialização ocorrerá em um evento em Brasília. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmada pela reportagem da Jovem Pan. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou, nesta terça-feira (30), na cúpula do Mercosul e explicou o motivo de estar concorrendo à reeleição à Presidência da República. Segundo o petista, a presença na disputa é para garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático. “Não é possível a gente imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes”, disse o presidente. O Tesouro Nacional divulgou, nesta terça-feira (30), que as dívidas públicas registraram um déficit de R$53,3 bilhões. A justificativa é de que a piora nas contas se deve ao aumento de despesas livres. A bancada do O Pingos Nos Is analisa os números. Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (28) mostra que a maioria dos brasileiros não se lembra em quem votou para cargos legislativos nas eleições de 2022. Apenas 23% dos entrevistados afirmam recordar o voto para senador, deputado federal e deputado estadual, enquanto a lembrança aumenta quando o assunto é a escolha para presidente, citada por 85% dos eleitores. Os senadores da oposição se articulam para votar com urgência o ensino domiciliar. A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados em 2022, seguia parada no Senado Federal. O projeto libera que pais se tornem responsáveis pelas aulas. Breaking News: A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro oficializou por meio de uma carta, sua renúncia irrevogável à presidência nacional do PL Mulher após uma reunião tensa com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto. O ponto de partida do afastamento foi o desgaste público e a troca de acusações com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem Michelle acusou de desrespeito e humilhação em articulações partidárias.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher após ataques de aliados de Flávio Bolsonaro e analistas do Antagonista apontam que esse pode ser um dos maiores erros estratégicos da direita antes de 2026.O partido que cresceu 19% em filiações femininas sob comando de Michele agora assiste ao esvaziamento do principal ativo eleitoral de Flávio junto às mulheres e aos evangélicos.Nos bastidores, a frase que circula é dura: "A candidatura do Flávio está inviabilizada."Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #MichelleBolsonaro #PLMulher #CriseNoPL #Bolsonarismo #PoliticaNacional #FlavioBolsonaro #ValdemarCostaNeto #BastidoresDaPolitica #NoticiasPolitica #PodcastDePolitica #DireitaFirme #Oposicao #DisputaEleitoral #CrisePolitica #DebatePolitico #AnalisePolitica #PodcastBrasil #Informacao #GiroDeNoticias #RadarPolitico
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Ministro da Defesa promete ajuda brasileira na reconstrução da Venezuela após terremotos. Família é resgatada com vida quase uma semana após terremotos na Venezuela. Novas imagens mostram força dos terremotos que atingiram a Venezuela. Fila de pedidos do INSS cai ao menor nível em quase dois anos. STF autoriza pagamento retroativo de vencimentos extras a juízes, procuradores e membros do MP.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (24):Após reunião com o presidente Lula (PT), o senador Jaques Wagner (PT-BA) decidiu deixar a liderança do governo no Senado. A mudança ocorre em meio às repercussões da investigação que cita o parlamentar e à pressão política para que ele deixasse o cargo, enquanto sua defesa contesta a operação autorizada pelo ministro André Mendonça. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode perder o benefício da prisão domiciliar após a Justiça apontar falta grave pela presença de uma arma de fogo em sua residência. A Procuradoria-Geral da República deverá se manifestar sobre a continuidade da medida, enquanto a defesa afirma que o armamento estava sendo levado para conserto. Após a operação que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), integrantes do governo avaliam que novas investigações da Polícia Federal relacionadas ao Caso Banco Master poderão alcançar outros aliados do presidente Lula (PT).Integrantes do governo do presidente Lula (PT) avaliam que recentes gestos e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem representar uma tentativa de influenciar o cenário político brasileiro. O perfil oficial do Itamaraty publicou uma mensagem afirmando que "traidores da pátria" não conseguirão prejudicar o Brasil, em meio à discussão sobre novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. Integrantes da oposição interpretaram a publicação como um recado ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, enquanto o governo nega essa interpretação e mantém o discurso de defesa dos interesses brasileiros. Após uma série de atritos com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, passou a ser visto pelo governo Lula como um aliado estratégico na tramitação de pautas consideradas sensíveis. Segundo informações apresentadas no programa, a aproximação busca evitar desgastes ao Executivo e dificultar o avanço de propostas defendidas pela oposição. Durante o lançamento de uma nova etapa do programa Celular Seguro, o presidente Lula (PT) orientou a população a evitar o uso do celular em locais públicos para reduzir o risco de furtos e roubos. Segundo o presidente, o aparelho concentra informações pessoais e financeiras e exige cuidados redobrados no dia a dia. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Saudações pessoas! Fazia tempo que o professor e pesquisador de relações internacionais Acácio Augusto, da Universidade Federal de São Paulo e uma das cabeças do LASInTec - Laboratório de Análise em Segurança Internacional e Tecnologias de Monitoramento, não aparecia por aqui para destilar suas análises sempre afiadas e pertinentes. Nosso papo começa e termina a respeito da noção de terrorismo sendo usada pela geopolítica biruta de Trump e sua corte como método da ideia de tentacularizar de modo explícito e inédito seu poder político.Imperialismo? Ou novo produto? No meio disso, a conversa navega por um emaranhado incrível de conceitos laterais que complementam a questão e vão abrindo novas janelas. Deixa o homem falar! Taca play! Expediente:Pai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Garota da Capa: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
Two different pioneers - from two different continents - are at the heart of this episode of new music. Since the late 80s, Gipsy Kings have been infusing Catalan rumba flamenca with a pop sensibility that defies the purists. Their new single "Historia," from an upcoming album of the same name, shows they've still got that punchy danceability forty years on. And across the pond, Mexican rocker and songwriter Julieta Venegas explores the musical roots of her norteña heritage on a new album, playing with the biculturalism that defines so much of life along the border.Plus, Las Añez brings twin harmonies to Andean folk-pop, Helado Negro teams up with Reyna Tropical, Mexican upstart Esteesgarcia confounds Ana and Felix, and more!Artists & songs featured in this episode:(00:22) Las Añez - "Cebolla", "Libéralo"(05:21) Helado Tropical - "Tocando"(09:44) Esteesgarcia - "south kids", "Okupa"(14:35) Gipsy Kings - "Historia"(23:23) Julieta Venegas ft. Yahritza y Su Esencia - "La Línea"(25:53) bpuntito - "colitaderana", "después"(31:29) Ana Moura & MARO - "Era de Aquário/Deixa o Sol Entrar"This podcast episode was produced by Noah Caldwell. Suraya Mohamed is the executive producer of NPR Music.See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for sponsorship and to manage your podcast sponsorship preferences.NPR Privacy Policy
Two different pioneers - from two different continents - are at the heart of this episode of new music. Since the late 1980s, Gipsy Kings have been infusing Catalan rumba flamenca with a pop sensibility that defies the purists. Their new single "Historia," from an upcoming album of the same name, shows they've still got that punchy danceability forty years on. And across the pond, Mexican rocker and songwriter Julieta Venegas explores the musical roots of her norteña heritage on a new album, playing with the biculturalism that defines so much of life along the border.Plus, Las Añez brings twin harmonies to Andean folk-pop, Helado Negro teams up with Reyna Tropical, Mexican upstart Esteesgarcia confounds Ana and Felix, and more!Artists & songs featured in this episode:(00:22) Las Añez - "Cebolla", "Libéralo"(05:21) Helado Tropical - "Tocando"(09:44) Esteesgarcia - "south kids", "Okupa"(14:35) Gipsy Kings - "Historia"(23:23) Julieta Venegas ft. Yahritza y Su Esencia - "La Línea"(25:53) bpuntito - "colitaderana", "después"(31:29) Ana Moura & MARO - "Era de Aquário/Deixa o Sol Entrar"This podcast episode was produced by Noah Caldwell. Suraya Mohamed is the executive producer of NPR Music.See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for sponsorship and to manage your podcast sponsorship preferences.NPR Privacy Policy