Podcasts about Funda

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O Assunto
Augusto Cury: a candidatura que entrou no radar das redes sociais

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 36:06


Convidados: Pedro Figueiredo, repórter e comentarista da GloboNews, e Beto Vasques, diretor do Instituto Democracia em Xeque e coordenador do Laboratório de Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Antes que as campanhas à Presidência da República começassem, o postulante pelo partido Avante pontuava baixo nas pesquisas de intenção de voto. Mas desde que as candidaturas se tornaram oficiais, Augusto Cury ganhou tração entre parte dos eleitores e passou a integrar o grupo dos candidatos que buscam se apresentar como a terceira via desta eleição. Nas redes sociais, Cury teve um resultado mais expressivo: ganhou mais de 2 milhões de seguidores no Instagram em poucos dias e viu o número de menções a ele crescer mais de 1000% em uma só semana. Neste episódio, Natuza Nery tem dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Figueiredo, que explica quem é o candidato – médico psiquiatra, empresário e escritor de livros de autoajuda com mais de 35 milhões de exemplares vendidos – e analisa como o desempenho de Cury está mexendo com as outras campanhas. Depois, Natuza conversa com Beto Vasques, que coordenou um levantamento do Instituto Democracia em Xeque sobre os resultados do candidato do Avante nas redes sociais: ele aponta quais elementos contribuíram para seu crescimento.

Lado B do Rio
Especial Böllteco Lado B 10 Anos - Cecília Olliveira e Orlando Calheiros

Lado B do Rio

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 108:21


Para comemorar os 10 anos de podcast, o especial Böllteco Lado B 10 Anos recebeu Cecília Olliveira e Orlando Calheiros. Uma conversa sobre os rumos da Segurança Pública no Rio de Janeiro e no Brasil e como a Comunicação atua para manter padrões e girar a roda da violência urbana.Com Caio Bellandi, Daniel Soares e Fagner Torres LimaEpisódio em parceria com a Fundação Heinrich Böll APOIE SEU PODCAST PREFERIDO a partir de R$ 10/mês no apoia.se/ladobdorio e concorra a oito livros da Boitempo! Se preferir, FAÇA UM PIX de qualquer valor para ladobdorio@yahoo.com e contribua com seu podcast preferido; LADO B & BOITEMPO: Tenha 20% de desconto no cupom “LADOBOI20” no site boitempoeditorial.com.br e ajude o Lado B! DESCONTO NA CAMISA CRÍTICA: Faça suas compras na Camisa Crítica em bit.ly/CamisaCriticaLadoB garanta 10% de desconto com o cupom “LADOB” e ajude o seu podcast preferido!

FD Dagkoers
Luisterverhaal: Wonderschone skylines en ruime keukens: misleidende AI-foto's in opkomst op Funda

FD Dagkoers

Play Episode Listen Later Aug 23, 2026 13:21


Deze week hoor je de special over misleidende AI-foto’s op Funda, geschreven door Nika Buijs en Anna de Haas. Op huizensite Funda rukken met AI bewerkte foto’s op. Handig, want ‘mensen kunnen slecht door ouwe meuk heen kijken’. Maar de foto’s geven vaak een verkeerd beeld. Ook vermelden makelaars lang niet altijd dat AI is gebruikt. Montage en voorlezen: Anna DijkmanSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Durma com essa
Patrimonialismo e Master: quando o privado traga o público

Durma com essa

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 50:26


O caso do Banco Master, maior fraude da história do setor financeiro do país, escancarou o avanço dos interesses privados sobre o Estado brasileiro. A esse quadro, se somam os desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) – que atingem, indiretamente, o filho do presidente Lula – e a Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração da economia informal na economia formal. O segundo Durma com Essa da temporada especial sobre as Eleições 2026 explica os casos e discute como eles afetam a disputa pela Presidência em 2026. O episódio conta com a participação de Raquel Pimenta, professora da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e coordenadora do Núcleo de Direito e Economia Política, e de Carlos Melo, professor de ciência política e coordenador do Observatório da Política do Insper. Apresentação: Marcelo Roubicek e Mariana Vick Roteiro: Marcelo Roubicek Edição de texto: Antonio Mammi Pesquisa: Victoria Rengel Edição de áudio: Brunno Bimbati Produção de arte: Yasmin Menezes Ilustração: Lua Lopes Distribuição: Paulo Cantalice e Pedro Bardini Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Mind Architect
Dependență digitală: cum ne slăbesc VOINȚA Social Media și telefoanele smart #DW03

Mind Architect

Play Episode Listen Later Aug 17, 2026 117:18


De ce simțim că nu avem destulă voință pentru lucrurile care chiar contează pentru noi, și cum putem să ne antrenăm și recăpătăm voința? Explorăm neurobiologia voinței și tenacității, modul în care telefonul și Social Media le slăbesc și cum le putem recupera. Paul Olteanu și Luciana Baicea pornesc de la cum funcționează neurobiologia voinței și a tenacității — cortexul cingular median anterior (AMCC), „mușchiul" care crește exact atunci când facem lucruri grele pe care nu vrem să le facem — și detaliază apoi cum anume telefonul și rețelele sociale ne slăbesc, intenționat, această capacitate.În acest episod discutăm despre:Structura cerebrală din spatele voinței și tenacitățiiDe ce voința nu ține de caracter, ci de antrenamentCum ne afectează tenacitatea munca, relațiile, viața personală și dezvoltarea în copilărie Cum și de ce device-urile ne erodează tenacitateaNeurobiologia dependenței: dopamină și recompensă variabilăAntrenament progresiv, design ambiental și alte practici care ne întăresc voințaResurse menționate în conversație:Episodul 1 din serie, despre adopția rețelelor sociale, telefoanele smart și cele 4 riscuri fundamentaleEpisodul 2 din serie, despre fragmentarea atenției, mitul multitaskingului și cum ne putem recâștiga atenția ADN Vocațional, perseveranța ca fir roșu în poveștile lui Dragoș Pătraru, Petronela Rotar sau Victor Țăpeanu de la Cuibul ArtiștilorAplicația Tozi pentru prevenirea, recunoașterea și protejarea de efectele cyberbulling - Cartea The Anxious Generation de Jonathan HaidtCartea Nudge de Richard Thaler și Cass SunsteinStudiul ISBRD 2026 — Fundația Vodafone, Save the Children, Ipsos - Copilărie Conectată: starea de bine și reziliența digitală a copiilor și tinerilor din EuropaEpisodul face parte din seria Digital Wellbeing, susținută de Vodafone și de Fundația Vodafone."(00:00) Intro""(02:27) Cadrul seriei Digital Wellbeing și de ce facem acest episod""(05:46) Structura episodului""(08:13) Structura cerebrală din spatele voinței și tenacității: aMCC""(12:07) Marshmallow Test: dovada că voința nu ține de caracter, ci de antrenament""(14:47) Autodisciplina bate IQ-ul: lecții din biografiile marilor performeri""(17:59) aMCC-ul se antrenează ca un mușchi, când e greu pentru tine""(19:39) Cum anume mediul digital ne slăbește în mod activ voința""(23:01) Tenacitatea în viața personală: Identitate, Procrastinare și Voință""(25:01) De ce procrastinarea ține de voință și de reglare emoțională""(28:16) Perseverența în muncă: substratul muncii cu sens și competenței""(31:15) Tenacitatea în relații: reconectarea după conflict""(35:15) Joaca liberă și nestructurată crește tenacitatea și gestionarea riscului""(40:23) Activitățile fără ecrane care antrenează voința copiilor""(44:50) Aplicația TOZI pentru prevenirea și protejarea de cyberbullying""(49:00) De ce avem nevoie de plictiseală: memoria și rețeaua implicită din creier""(57:12) Cum și cât folosim ecranele contează cel mai mult""(59:54) Aplicațiile tip cazino și impactul lor după vârstă""(01:07:02) Ce se schimbă în creierul adult după 20 de minute de scrolling""(01:09:14) Cel mai amplu studiu pe creierul copiilor și adolescenților""(01:12:50) Primul smartphone înainte de 13 ani: ce arată datele""(01:14:49) Neurobiologia dependenței, adaptare hedonică și autoplay""(01:17:31) Creatorii de conținut online și abordarea PAS (Problem - Agitate - Solution)""(01:19:20) Cum ni se recalibrează pragul de stimulare""(01:22:59) Nu e lipsă de voință, e proiectat așa""(01:28:09) Cum ne recâștigăm voința: antrenamentul progresiv""(01:30:14) Design ambiental și choice architecture (Thaler & Sunstein)""(01:34:02) Fricțiunea ca instrument în schimbarea comportamentului""(01:37:19) Practici care antrenează aMCC-ul""(01:41:56) Cum te aperi de impactul negativ al aplicațiilor și Social Media""(01:47:21) Recomandările lui Jonathan Haidt pentru părinți""(01:51:17) Exemplu de reguli în familie și limite de timp"

Expresso - Expresso da Manhã
50 anos de “Garganta Funda”: As peripécias da estreia legal de um filme porno em Portugal

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Aug 16, 2026 17:28


Em Agosto de 1976, em exclusivo no Capitólio, em Lisboa, foi possível ver legalmente, pela primeira em Portugal, um filme pornográfico (Garganta Funda) numa sala de cinema, já depois de, no ano anterior, ter começado uma intensa discussão política e social com a chegada de filmes como Emanuelle e O Último Tango em Paris. Recuamos 50 anos anos, para lhe contar, com a ajuda de Luís de Freitas Branco, como os filmes eróticos e pornográficos chegaram a Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Debate da Super Manhã
Acessibilidade nos espaços públicos

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 57:34


Debate da Super Manhã: Mais do que adaptar estruturas, garantir acessibilidade aos espaços públicos é oferecer condições para que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam circular com segurança, autonomia e dignidade. É também eliminar barreiras e construir uma cidade verdadeiramente para todos. No debate desta sexta-feira (14), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência, a tecnologia e a comunicação acessível, o acesso inclusivo aos equipamentos culturais e a garantia do direito de ir e vir nos espaços públicos. Participam o assessor de acessibilidade do Cinema da Fundação , Túlio Rodrigues; a produtora da acessibilidade comunicacional na cultura, audiodescritora e gestora da @comacessibilidades, Liliana Tavares; a pessoa com cegueira, bacharel em direito e consultor em audiodescrição com especialização, Roberto Cabral, e a jornalista Laís Nascimento, repórter de Cultura do Jornal do Commercio.

Zakendoen | BNR
Bart van Muijen (Pro4All) over de AI-dreiging voor het bouwsoftwarebedrijf

Zakendoen | BNR

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 118:48


Pro4All is één van de grootste bouwsoftwarebedrijven van Noordwest-Europa. Het bedrijf ontwikkelt softwaresystemen voor in de bouw en verbint deze met elkaar. Hierdoor moeten bouwteams beter kunnen samenwerken op het gebied van documentbeheer, kwaliteitscontrole en veiligheid. De afgelopen maanden staat de softwaresector onder druk door de opkomst van AI. Hoe gaat Pro4All zich staande houden? Bart van Muijen van Pro4All is te gast in BNR Zakendoen. Macro met Boot Elke dag een intrigerende gedachtewisseling over de stand van de macro-economie. Op dinsdag en vrijdag gaat presentator Thomas van Zijl in gesprek met econoom Arnoud Boot, de rest van de week praat Van Zijl met econoom Edin Mujagić. Ook altijd terug te vinden als je een aflevering gemist hebt. Blik op de wereld Wat speelt zich vandaag af op het wereldtoneel? Het laatste nieuws uit bijvoorbeeld Oekraïne, het Midden-Oosten, de Verenigde Staten of Brussel hoor je iedere werkdag om 12.10 van onze vaste experts en eigen redacteuren en verslaggevers. Ook los te vinden als podcast. Bedrijvenpanel Ondernemers zitten met de handen in het haar vanwege de nieuwe verpakkingsregels uit Brussel. En: Bedrijven kiezen steeds vaker niet voor één, maar voor twee ceo's. Maar wat als zij het niet met elkaar eens zijn? Dat en meer bespreekt presentator Thomas van Zijl vanaf 11.00 in het bedrijvenpanel met: Dick van der Lecq (Lecq Fotografie en boardsupporter) en Quintin Schevernels (voormalig directeur van Funda, ceo van impala studios). Luister l Bedrijvenpanel Zakenlunch Elke dag, tijdens de lunch, geniet je mee van het laatste zakelijke nieuws, actuele informatie over de financiële markten en ander economische actualiteiten. Op een ontspannen manier word je als luisteraar bijgepraat over alles wat er speelt in de wereld van het bedrijfsleven en de beurs. En altijd terug te vinden als podcast, mocht je de lunch gemist hebben. Pitch Elke vrijdag is het weer tijd voor jonge ondernemingen om zichzelf op de kaart te zetten. Dat doen zij via een pitch en het doorstaan van een vragenvuur. Vandaag is het de beurt aan: Onno Bierhof van GEHECO en Ken van Der Horst van SETT Deze jonge ondernemers zijn ook terug te luisteren als podcast Contact & Abonneren BNR Zakendoen zendt elke werkdag live uit van 11:00 tot 13:30 uur. Je kunt de redactie bereiken via e-mail. Abonneren op de podcast van BNR Zakendoen kan via bnr.nl/zakendoen, of via Apple Podcast en Spotify. See omnystudio.com/listener for privacy information.

BNR Ondernemerspanel | BNR
Weten ondernemers hun kritiek op Europese wetgeving goed te verpakken?

BNR Ondernemerspanel | BNR

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 21:39


Ondernemers zitten met de handen in het haar vanwege de nieuwe verpakkingsregels uit Brussel. En: Bedrijven kiezen steeds vaker niet voor één, maar voor twee ceo's. Maar wat als zij het niet met elkaar eens zijn? Dat en meer bespreken we in het Ondernemerspanel van BNR Zakendoen Panelleden Presentator Thomas van Zijl gaat in gesprek met het ondernemerspanel, dat deze keer bestaat uit: * Dick van der Lecq, eigenaar van Lecq Fotografie en boardsupporter * Quintin Schevernels, voormalig directeur van Funda, ceo van impala studios, boardmember bij verschillende startups en investeerder Abonneer je op de podcast Ga naar de pagina van het ondernemerspanel en abonneer je op de podcast, ook te beluisteren via Apple Podcast, Spotify en elke vrijdag live om 11:30 uur in BNR Zakendoen. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mundo Freak
Cacique Cobra Coral conta o El Niño, 5° Lote de UAP liberado| MFC 617

Mundo Freak

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 111:29


Na live de hoje, o Mundo Freak entra em três histórias diferentes e todas parecem roteiro pronto para programa de mistério.No primeiro bloco, falamos do Cacique Cobra Coral e da Fundação ligada à médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique e atuar sobre fenômenos climáticos. A pauta discute a renovação de um acordo de 25 anos com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a participação da Fundação em eventos como o Pan de 2007 e a fronteira entre manifestação religiosa e prestação de serviço. Também questionamos: como seria possível provar que alguém realmente alterou o clima?No segundo bloco, entramos na nova leva de arquivos de OVNIs do Pentágono: 41 documentos que cobrem casos entre 1950 e 2026, com relatos de pilotos, imagens de UAPs e registros de inteligência. Entre eles, aparece um caso brasileiro de 1963, em Conde (Bahia), envolvendo uma suposta esfera metálica caída com um corpo humano misterioso dentro história que acabou registrada em documento oficial americano e depois foi desmascarada como fraude. Isso abre a discussão sobre um ponto crucial da ufologia: um documento ser oficial não significa que o fenômeno descrito seja verdadeiro.No terceiro bloco, revisitamos a lenda dos “aliens do Miami Mall”: uma confusão real de adolescentes no Bayside Marketplace, que gerou uma enorme mobilização policial, mas acabou reinterpretada nas redes como uma invasão de seres gigantes de 2 a 3 metros. Analisamos como vídeos reais de viaturas, sombras, portais falsos e depoimentos inventados acabaram alimentando um caso clássico de desinformação paranormal na internet.Curta a live, compartilhe e participe pelo chat: você acha que o governo deve contratar médiuns para “controlar” o clima? E o que faz uma história falsa parar dentro de um arquivo oficial de OVNIs?#MundoFreak #CaciqueCobraCoral #OVNIs #UAP #Pentagono #AliensNoShopping #Mistérios #SobrenaturalApoie o Mundo Freak: Financiamento Coletivo na APOIA.se | Crowdfunding Pontual e MensalRafael Jacauna Autor (Instagram): Rafael Jacaúna | Escritor/Autor (@rafaeljacaunaautor) • Instagram profileLynda MD: Home - Lynda MDAnuncie com a Paratopia: Paratopia Podcast & Storytelling (@paratopiapodcast) • Instagram profileEdição: G. R. Machado (@instadogrmachado) • Instagram profile

Bem Estar
Guia da primeira infância: dicas práticas para cuidar das crianças dos 0 aos 6 anos

Bem Estar

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 58:33


A cada segundo, até um milhão de novas conexões neurais são formadas, como estradas que ligam diferentes partes do cérebro. Um ritmo que nunca mais vai se repetir na vida. É assim que funciona o cérebro humano na primeira infância, o período que vai dos 0 aos 6 anos de idade. Com toda essa atividade, ele consome o dobro da energia de um cérebro adulto. É nessa fase que as experiências deixam marcas profundas que vão impactar na forma como a criança vai crescer, aprender, criar vínculos, descobrir o mundo e lidar com aquilo que sente. E quando uma criança cresce num ambiente de amor, conversa, brincadeira e proteção, o cérebro dela literalmente se desenvolve melhor. Todas essas informações estão no recém-lançado Guia de Primeira Infância, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Mas como transformar esses conceitos em orientações práticas para a rotina das famílias? É isso que a gente vai conversar hoje com o pediatra Daniel Becker, nosso convidado.

Mundo Freak Confidencial
Cacique Cobra Coral conta o El Niño, 5° Lote de UAP liberado| MFC 617

Mundo Freak Confidencial

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 100:12


Na live de hoje, o Mundo Freak entra em três histórias diferentes e todas parecem roteiro pronto para programa de mistério.No primeiro bloco, falamos do Cacique Cobra Coral e da Fundação ligada à médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique e atuar sobre fenômenos climáticos. A pauta discute a renovação de um acordo de 25 anos com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a participação da Fundação em eventos como o Pan de 2007 e a fronteira entre manifestação religiosa e prestação de serviço. Também questionamos: como seria possível provar que alguém realmente alterou o clima?No segundo bloco, entramos na nova leva de arquivos de OVNIs do Pentágono: 41 documentos que cobrem casos entre 1950 e 2026, com relatos de pilotos, imagens de UAPs e registros de inteligência. Entre eles, aparece um caso brasileiro de 1963, em Conde (Bahia), envolvendo uma suposta esfera metálica caída com um corpo humano misterioso dentro história que acabou registrada em documento oficial americano e depois foi desmascarada como fraude. Isso abre a discussão sobre um ponto crucial da ufologia: um documento ser oficial não significa que o fenômeno descrito seja verdadeiro.No terceiro bloco, revisitamos a lenda dos “aliens do Miami Mall”: uma confusão real de adolescentes no Bayside Marketplace, que gerou uma enorme mobilização policial, mas acabou reinterpretada nas redes como uma invasão de seres gigantes de 2 a 3 metros. Analisamos como vídeos reais de viaturas, sombras, portais falsos e depoimentos inventados acabaram alimentando um caso clássico de desinformação paranormal na internet.Curta a live, compartilhe e participe pelo chat: você acha que o governo deve contratar médiuns para “controlar” o clima? E o que faz uma história falsa parar dentro de um arquivo oficial de OVNIs?#MundoFreak #CaciqueCobraCoral #OVNIs #UAP #Pentagono #AliensNoShopping #Mistérios #SobrenaturalApoie o Mundo Freak: Financiamento Coletivo na APOIA.se | Crowdfunding Pontual e MensalRafael Jacauna Autor (Instagram): Rafael Jacaúna | Escritor/Autor (@rafaeljacaunaautor) • Instagram profileLynda MD: Home - Lynda MDAnuncie com a Paratopia: Paratopia Podcast & Storytelling (@paratopiapodcast) • Instagram profileEdição: G. R. Machado (@instadogrmachado) • Instagram profile

Prato Cheio
Bolsa Família e povos indígenas – parte 2

Prato Cheio

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 59:57


Os Hupd'äh demoraram a ter direito à própria história. Primitivos, errantes, atrasados: os primeiros relatos eram sempre pejorativos. O segundo e último episódio sobre Bolsa Família e povos indígenas mostra como o histórico de relações trazidos da floresta se reestrutura na cidade. E como um entendimento homogêneo de cidadania e pobreza se projeta sobre políticas públicas. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos. Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!

O Assunto
O Congresso turbinado: como o Legislativo ampliou o seu poder

O Assunto

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 24:27


Convidadas: Beatriz Rey, cientista política, pesquisadora na Universidade de Lisboa e coordenadora do estudo 'O fortalecimento do Legislativo no Brasil', da Fundação FHC; e Synthya Maia, pesquisadora do Legisla Brasil. A Constituição Federal, aprovada em 1988, indica logo em seu segundo artigo: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário". O pacto firmado pela sociedade brasileira no período da redemocratização deu à figura do presidente a centralidade do poder político. Acontece que nas últimas quatro décadas, muita coisa mudou: entre alterações regimentais, impeachments de presidentes e crescente ingerência sobre o destino do Orçamento público, o Congresso aumentou a força gravitacional de seu poder – e vem, historicamente, reduzindo sua taxa de renovação. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista duas pesquisadoras. Primeiro, ele fala com Beatriz Rey sobre o contínuo processo de hipertrofia de poder do Parlamento – e sobre quais foram os instrumentos usados para isso nas últimas décadas. Depois, ele conversa com Synthya Maia sobre o funil para a renovação dos quadros no Congresso.

AJ Podcast
Episódio#6: "A importância das assistências jurídicas nas faculdades de direito" com a Professora Maria Cecília

AJ Podcast

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 65:06


Neste episodio, recebemos a Professora Maria Cecília de Araujo Asperti, docente na Fundação Getulio Vargas e coordenadora do Núcleo de Acesso à Justiça, para uma conversa sobre a importância das assistências jurídicas nas faculdades de direito.

Mondolivro
Mondolivro - Projeto "Eu Leio Saramago"

Mondolivro

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 1:31


A Fundação José Saramago lança a campanha "Eu leio Saramago", com o propósito de partilhar leituras da obra do escritor.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Prato Cheio
Bolsa Família e povos indígenas – parte 1

Prato Cheio

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 53:33


Um, dois três meses: debaixo de lona, indígenas tentam vencer a burocracia para acessar benefícios sociais. Imposição de documentos, falta de tradutores e cartões retidos no comércio são efeitos registrados há mais de uma década pelo governo. Mas quase nenhuma solução é proposta. Em uma dupla de episódios, te convidamos a um diálogo franco sobre a relação entre Bolsa Família e povos indígenas. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos. Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!

Folha no Ar 1 – Entrevista o Infectologista Nélio Artiles
Folha no Ar - Marcelo Feres Presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude e Vereador licenciado2514

Folha no Ar 1 – Entrevista o Infectologista Nélio Artiles

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 103:47


Expectativa para Infância e Juventude e da gestão Frederico Paes Balanço da atuação na Educação e na Câmara de Campos Eleição a presidente da República, governador, senador e deputados estaduais e federais

Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura
Presença, ausência e aproximações: o enigma da midiatização

Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura

Play Episode Listen Later Aug 2, 2026 16:07


Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura, canal do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Autor(a) do podcast: Maria Luiza de Paiva Cruz, bolsista PIC do grupo de pesquisa EPCC da FCRB.Podcast sobre o artigo "Presença, ausência e aproximações: o conceito de midiatização no GP de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura da INTERCOM" , escrito por Jader Cleiton Damasceno de Oliveira e apresentado no 48° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, em 2025.Coordenação do canal: Dra. Eula D.T.CabralAnálise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D.T.CabralConheça o nosso grupo de pesquisa:Site: https://epccbrasil.wixsite.com/epcc2Canal no Youtube: EPCC Brasil - https://www.youtube.com/channel/UC7niIPYHyPTpr24THJx-hiw/featuredPágina no Facebook: EPCC - Economia Política da Comunicação e da CulturaInstagram: @epcc.brasilE-mail: coloquio.epcc@gmail.com

Estadão Notícias
Start #439 com Daniel Gonzales: Além do controle - quando a IA encontra caminhos que ninguém previu

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 33:17


Até pouco tempo atrás, a ideia de uma inteligência artificial tomando decisões inesperadas e escapando do comportamento previsto parecia assunto de filmes de ficção científica. Mas o avanço dos chamados agentes de IA, capazes de planejar, agir e interagir com sistemas digitais de forma cada vez mais autônoma, está tornando esse debate bastante concreto. Um episódio recente envolvendo um modelo da OpenAI, durante testes de segurança, levantou questionamentos importantes sobre os limites dessa tecnologia, os riscos para as empresas e a necessidade de novas formas de governança e controle. Durante testes fechados, o modelo conseguiu achar formas de fugir do controle, planejou e executou, por conta própria, um ataque cibernético contra uma outra empresa. O caso representa uma exceção ou antecipa desafios de proteção e controles rígidos que acompanharão a próxima geração de inteligências artificiais? É sobre esse cenário e seus impactos para os negócios, a inovação e a sociedade que o apresentador Daniel Gonzales conversa, nesta edição do Start, com o professor Marcos Barretto, da Fundação Vanzolini e da Escola Politécnica da USP, um dos maiores pesquisadores brasileiros do tema, que estuda a IA desde a década de 1980. O programa vai ao ar nas plataformas digitais do Estadão, todas as quartas-feiras, e também no canal Estadão Analisa, aos sábados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Pod-RI
Pod-RI #8.10 - Como o Sul aprende a nomear a China? com Diego Pautasso e Miguel Stédile

Pod-RI

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 57:46


Bem-vindos a mais um episódio do Pod-RI!! No programa de hoje, convidamos os professores Diego Pautasso e Miguel Stédile, organizadores do livro "Dicionário do socialismo com características chinesas" para um debate sobre o que o Sul Global pode apreender com a linguagem chinesa e seus distintos conceitos.Siga o Pod-RI em nossas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/podr_i/Twitter: https://twitter.com/podr_iFacebook: https://www.facebook.com/podcastRlLinkedIn: https://www.linkedin.com/company/pod-ri/3viewAsMember=trueReferências do roteiro:BOKSER, Julián; PAUTASSO, Diego; STÉDILE, Miguel; VADELL, Javier (org.). Dicionário do socialismo com características chinesas. São Paulo: Expressão Popular, 2026. 312 p.BRASIL DE FATO. Dicionário reúne verbetes para entender a experiência socialista chinesa. Brasil de Fato, 6 jul. 2026.CENTRO DE ESTUDOS GLOBAIS E CHINA. Apresentação do Dicionário do socialismo com características chinesas. Live com Javier Vadell, Diego Pautasso e Ísis Paris Maia. YouTube, 2026. Transcrição automática.HOJE MACAU. Obra sobre socialismo com características chinesas editada no Brasil. Entrevista com Miguel Enrique Stédile. Hoje Macau, 2 jun. 2026.MAIA, Isis Paris. Combate à pobreza na China socialista e o papel do Estado. Fundação Maurício Grabois, 3 fev. 2026.OUTRAS PALAVRAS. Um dicionário para entender o socialismo chinês. Outras Palavras, jul. 2026.XIONG, Jeff. Além do Vale do Silício: inteligência artificial com características chinesas. São Paulo: Expressão Popular, 2026.

Momento Agrícola
2026.08.01-3 O Encontro Técnico do Algodão da Fundação MT, com Romão Viana

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 12:23


A Fundação Mato Grosso apresenta o seu 18o Encontro Técnico do Algodão, que vai acontecer nos dias 5 e 6 de Agosto, em Cuiabá. O Diretor Presidente Romão Viana fala sobre a Programação.

O Antagonista
Cortes do Papo - Fundação Cacique Cobra Coral suspende ajuda climática à Argentina após declarações de Milei

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 7:30


A Fundação Cacique Cobra Coral anunciou a suspensão de sua alegada assistência climática à Argentina após ataques de Javier Milei no Brasil.A instituição exige um pedido formal de desculpas para retomar as atividades.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.    O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.    

O Antagonista
Milei irritou até os espíritos? Cobra Coral corta ajuda à Argentina | Papo Antagonista - 28/07/2026

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 56:48


No Papo Antagonista desta terça-feira, 28, falamos sobre a Fundação Cacique Cobra Coral que suspendeu a 'assistência climática' à Argentina.O órgão também cobrou desculpas formais do presidente do país, Javier Milei.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.    O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.    

Momento Agrícola
2026.07.25-2 Herbicidas para Soja: Como Escolher, com Rodrigo Pengo, da Fundação Rio Verde

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Jul 25, 2026 12:05


O pesquisador Rodrigo Pengo, da Fundação Rio Verde, fala sobre as pesquisas para conhecer melhor os herbicidas disponíveis para o controle de ervas daninhas na Soja.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Contra-Corrente
A Gulbenkian faz 70 anos. O que seria de Portugal sem ela

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 9:07


A Fundação Gulbenkian ainda hoje é uma das 40 maiores fundações de todo o mundo, mas que papel ainda desempenha quando já não tem o petróleo e num país muito menos pobre do que o Portugal de 1956?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Contra-Corrente
70 anos da Gulbenkian. O que fez ela por Portugal? — Debate

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 96:29


A Fundação Gulbenkian é uma das 40 maiores fundações do mundo, mas que papel é que tem atualmente em Portugal? 70 anos depois, será exagerado dizer que chegou a funcionar como Ministério da Cultura?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Morning Show
Tarifaço chegou / Marco Rubio contra Lula / Morre Renato Machado

Morning Show

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 120:01


Confira no Morning Show desta quinta-feira (16): O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), oficializou a tarifa de 25% para produtos vindos do mercado brasileiro. A decisão, fruto de uma investigação comercial da chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, não tem prazo para se encerrar, ao contrário da taxa de 10% imposta por decreto de Donald Trump em 2025. O secretário de estado americano, Marco Rubio, fez declarações nas redes sociais justificando a imposição de novas taxas. Segundo Rúbio, a tarifa é uma punição pela falta de diálogo entre Brasil e Estados Unidos e que o presidente Lula (PT) “colocou o próprio ego na frente dos interesses dos brasileiros”. O Tribunal de Contas da União aprovou uma mudança que aumenta a remuneração de servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do próprio TCU. A decisão altera a forma como o teto do funcionalismo público é avaliado, permitindo que salários e gratificações sejam pagos separadamente. Assim, um servidor poderá receber acima do teto constitucional sem que o valor extra seja descontado. O ex-ministro das Relações Exteriores e diplomata Ernesto Araújo avalia que a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos ao mercado brasileiro é um resultado do comportamento político do presidente Lula (PT) perante o governo americano. Ainda, segundo o ex-chanceler, “uma eventual reciprocidade só vai piorar” uma vez que, em sua avaliação, o problema é político e não econômico. O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Gustavo Pessoa, que acompanhou na audiência do Representante Comercial dos Estados Unidos que tarifou o mercado brasileiro em 25% avalia que a situação poderia ser pior: “temos que comemorar em parte pela situação não ter piorado, infelizmente”. Para Pessoa, é positivo o fato de alguns produtos terem ficado de fora da lista de taxação, mas alerta que é importante diversificar os compradores no mercado externo. O agronegócio brasileiro bateu um recorde de exportações com um lucro de US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, o melhor resultado já registrado para o período. O desempenho foi impulsionado principalmente pela venda de carnes, soja e algodão. A China foi o principal destino das vendas internacionais do setor. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência entre os principais mercados. A Polícia Federal divulgou nesta quarta-feira (15) informações de que o ex-presidente do Congresso Nacional e senador por Minas Gerais, Rodrigo Pacheco (PSD), teria participado de uma reunião para indicar o presidente do INSS em fevereiro de 2023. Pacheco se defendeu, negando as informações e afirmando que “nem ao menos sabia quem era” o presidente da instituição. O prefeito do município de Érico Cardoso (BA), Eraldo Félix (Republicanos), divulgou um vídeo em suas redes sociais ameaçando demitir servidores da gestão municipal que não apoiarem a reeleição do governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT). No vídeo, o prefeito afirma que “aquele que não estiver a fim de fazer parte do time, peça para sair logo agora”. Faleceu nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro, o renomado jornalista Renato Machado aos 83 anos. Renato estava internado em uma unidade de saúde na capital fluminense, a causa da morte não foi divulgada. A produtora Brasil Paralelo, conhecida por uma extensa produção de documentários, séries e filmes de cunho conservador, lança o documentário “Brasil Evangélico”. Segundo Victor Lúcio, diretor do documentário, o objetivo é abordar vozes de diversos segmentos cristãos: católicos e evangélicos de diferentes congregações para discutir a liberdade religiosa. Termo popular entre a geração Z “farmar aura”, uma versão moderna do “tirar onda”, fez a transição de um simples meme de redes sociais para de fato unir jovens em “campeonatos” bem humorados em diversos cantos do país. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Zakendoen | BNR
André van Kruijssen (Plantion) over de geplande btw-verhoging op bloemen en planten

Zakendoen | BNR

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 117:50


Zoals de klok tikt op de bloemenveiling, zo dringt ook de tijd voor veel bloemisten in Nederland. Ze vallen de laatste jaren om bij bosjes. De sector verkeert al in zwaar weer en dan is de voorgenomen btw-verhoging op bloemen en planten ook nog eens een extra doorn in het oog. Kun je als groothandel nog groeien als je klanten het steeds moeilijker krijgen? André van Kruijssen, algemeen directeur van sierteeltcoöperatie Plantion is te gast in BNR Zakendoen. Macro met Middeldorp Elke dag een intrigerende gedachtewisseling over de stand van de macro-economie. Op maandag en vrijdag gaat presentator Thomas van Zijl in gesprek met econoom Arnoud Boot, de rest van de week praat Van Zijl met econoom Edin Mujagić. Ook altijd terug te vinden als je een aflevering gemist hebt. Blik op de wereld Wat speelt zich vandaag af op het wereldtoneel? Het laatste nieuws uit bijvoorbeeld Oekraïne, het Midden-Oosten, de Verenigde Staten of Brussel hoor je iedere werkdag om 12.10 van onze vaste experts en eigen redacteuren en verslaggevers. Ook los te vinden als podcast. Lobbypanel Makelaars komen in opstand tegen Funda. En: discussies over vermogensbelasting worden via de media gevoerd. Dat en meer bespreekt presentator Mark Beekhuis in het lobbypanel. Luister l Lobbypanel Zakenlunch Elke dag, tijdens de lunch, geniet je mee van het laatste zakelijke nieuws, actuele informatie over de financiële markten en ander economische actualiteiten. Op een ontspannen manier word je als luisteraar bijgepraat over alles wat er speelt in de wereld van het bedrijfsleven en de beurs. En altijd terug te vinden als podcast, mocht je de lunch gemist hebben. Contact & Abonneren BNR Zakendoen zendt elke werkdag live uit van 11:00 tot 13:30 uur. Je kunt de redactie bereiken via e-mail. Abonneren op de podcast van BNR Zakendoen kan via bnr.nl/zakendoen, of via Apple Podcast en Spotify. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal da USP
Panorama Paulista #131: Casamentos entre pessoas do mesmo sexo

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 2:20


Desde a regulamentação desse tipo de união, casamentos homoafetivos cresceram 150%, segundo a Fundação Seade

Prato Cheio
Dez anos de ‘Agro é pop'

Prato Cheio

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 53:04


Enquanto o Congresso derrubava Dilma Rousseff, a Globo levava ao forno a campanha ‘Agro, a indústria-riqueza do Brasil'. Este episódio do Prato Cheio é sobre o (des)aniversário de dez anos da série que foi um divisor de águas para a maior emissora de TV do país. Analisamos o impacto sobre a construção do agro no imaginário nacional. E os riscos que a corporação de mídia correu. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos. Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!

Expresso - Expresso da Manhã
O momento zero de uma fundação cada vez menos Gulbenkian

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 29:19


No dia 18 de Julho de 1956 foram aprovados os estatutos da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) pelo Decreto-Lei nº 40 690. Uma investigação das jornalistas do Expresso Christiana Martins e Luciana Martins, sobre os bastidores da criação desta fundação, revela um braço-de-ferro que acabou por ser vencido pela dupla Salazar/Azeredo Perdigão. Sempre houve duas maneiras de interpretar a vontade deixada em testamento por Gulbenkian e o certo é que, ao comemorar os 70 anos, a administração da FCG não tem ninguém da família do filantropo arménio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio Escafandro
164: A redoma de Cristo

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 67:39


Até que ponto os evangélicos vivem separados do restante do mundo? Como essa separação afeta o posicionamento político dessas pessoas? Por que as lideranças pentecostais estão cada vez mais próximas do espectro politico de direita? Como essa guinada conservadora se reflete nos fieis? E como os frequentadores dessas igrejas que não se identificam com este caminho ideológico enfrentam esse movimento?Ouça a resposta para essas e outras perguntas no nosso episódio 164: A redoma de Cristo.Mergulhe mais fundoDiscípulos: a investida evangélica no esporte (link para o podcast)Episódios relacionados143: Sob a sombra de Israel154: Hoje é dia de gospel, bebêEntrevistada do episódioCarô EvangelistaCientista social, mestra em Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER).Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Produção, reportagem e edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

How This Is Building Me
S2 Ep13: How a Passion for Translational Research Fuses Surgery, Science, and Phase 1 Drug Development: With D. Ross Camidge, MD, PhD; and Funda Meric-Bernstam, MD

How This Is Building Me

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 38:34


How This Is Building Me, hosted by world-renowned oncologist D. Ross Camidge, MD, PhD, is a podcast focused on the highs and lows, ups and downs of all those involved with cancer, cancer medicine, and cancer science across the full spectrum of life's experiences.In this episode, Dr Camidge sat down with Funda Meric-Bernstam, MD, the department chair and Endowed Nellie B. Connally Chair in Breast Cancer, in the Department of Investigational Cancer Therapeutics, medical director of the Khalifa Institute for Personalized Cancer Therapy, and a professor of breast surgical oncology at The University of Texas MD Anderson Cancer Center in Houston; as well as a regular member of Cancer Biology at the University of Texas Houston Graduate School of Biomedical Sciences.Drs Camidge and Meric-Bernstam discussed Dr Meric-Bernstam's evolution from a science-focused student into a leader in precision oncology and early-phase drug development. Dr Meric-Bernstam was raised in a hybrid fashion between the US and Turkey, attending a science-focused boarding school before beginning medical school in Turkey and ultimately restarting her medical education at the Yale School of Medicine in New Haven, Connecticut. Drawn to both the immediacy of surgery and the questions of basic science, she pursued a surgical residency with built-in research time, spending 2 years at the National Institute of Health studying translational regulation, an experience she credited with making her fearless in tackling the unfamiliar.In this discussion, Dr Meric-Bernstam offered a candid look at building a career without a clear roadmap. She emphasized that clinician-investigators must work hard, arguing that a meaningful clinical presence sharpens translational research by revealing patients' true unmet needs. Her work spanning cell signaling, mTOR biology, window-of-opportunity trials, and genomic testing led her to direct MD Anderson's personalized cancer therapy efforts and grow its phase 1 program.Beyond administration, Meric-Bernstam reflected on lessons from the lab, including a year of lost data that taught her to scrutinize primary results at every step, and her conviction in patient-derived models and co-clinical trials. Ultimately, Dr Meric-Bernstam described a transformational moment in oncology, where AI, comprehensive profiling, and newly druggable targets will reshape combination therapy. She concluded by reaffirming her mission to improve cancer outcomes, calling it the best job in the world.

O Assunto
Homeschooling e o papel das escolas na educação brasileira

O Assunto

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 26:47


Convidada: Marina Fragata Chicaro, diretora de Políticas Públicas na Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Em 2022, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei que regulamenta a educação domiciliar para crianças e adolescentes no Brasil – na época, o homeschooling era uma das bandeiras do então presidente Jair Bolsonaro em busca da reeleição. A proposta foi ao Senado onde está parada. Mas deve se mover, e logo. Senadores do campo conservador articulam para apresentar nesta terça-feira (30) um pedido de urgência para o projeto. Com isso, o texto iria diretamente para votação em plenário sem que haja discussão em comissões parlamentares. Caso seja aprovado, o PL autoriza pais e mães a darem aulas de educação básica ao ensino médio em casa para seus filhos. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre o tema: a prática não é ilegal, mas precisa de uma lei regulamentar para ser permitida – exatamente o que está em jogo no Congresso. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Marina Fragata Chicaro, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, sobre a educação domiciliar e o papel das escolas na formação de crianças e adolescentes. Marina explica o que está no PL e analisa os argumentos favoráveis e críticos ao homeschooling.

Breaking Down Barriers
Planted Where They Are: How Oklahoma Farm Bureau Built a Rural Entrepreneurship Engine

Breaking Down Barriers

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 41:47


Oklahoma Farm Bureau, the state's largest generalist farm and ranch organization, with a presence in all 77 counties, runs one of the most surprising and effective rural entrepreneurship programs in the country. What started with census data showing rural population decline turned into a state-designated rural business accelerator, a $5.75M rural venture fund, and a statewide technical assistance network. In this conversation, the team shares the origin story, the program structure, the wins, and the hard-won lessons about communicating economic development work to people who've never heard the jargon and don't need to.Topics CoveredThe origin story: how census data, a legislative RFP, and a visionary board turned Farm Bureau into a rural accelerator operatorResults to date: 42 startups, 36 rural communities, 129 jobs created, $20M+ raised, a 95% post-graduate survival rateOklahoma Grassroots Rural and Ag Business Accelerators: a six-month, hybrid (25% in-person) program built for people with farms, families, and full-time jobsSSBCI technical assistance: one-on-one coaching split across western (Sadie) and eastern (Garrett) OklahomaCurriculum work with Oklahoma FFA to support student-run "legacy businesses" and build an agribusiness pathway for the next generationLaunch Rural OK: the resource hub, interactive map, statewide conferences, and the "resource round robin" format that replaced traditional trade-show boothsHow the team finds entrepreneurs: not by going direct to founders, but by building relationships with the first people they call for help (chambers, colleges, legislators, lenders)The venture fund deep dive: how OKFB partnered with Generation Food Rural Partners Fund to become the first fund in USDA history permitted to operate this way, investing only in Oklahoma while giving LPs a return across a $48M national fundA founder story: how a health-tech air filtration startup pivoted into food processing through a single introduction made during the accelerator's boot camp stageWhy "we're on your team for the long haul" and what follow-on support looks like after the six-month program endsThe real barrier in rural economic development: not lack of resources, but communication and trust, and why repeating your story, over and over, in plain language, is the jobHow other states can get started: walk into your local Farm Bureau office, or call Oklahoma Farm Bureau directlyResources: Connect with AmarieLaunch Rural OK

Gama Revista
Flávia Lins e Silva: como despertar a curiosidade nas crianças

Gama Revista

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 27:36


Se o seu filho ou sua filha lê a série "Diário de Pilar" (Pequena Zahar), escrita por Flávia Lins e Silva, você já deu um grande passo para formar uma mente curiosa, aberta a conhecer diferentes culturas, sabores, histórias e modos de viver. O novo episódio do Podcast da Semana, da Gama, traz a escritora Flávia Lins e Silva para falar sobre Pilar, essa menina que viaja pelo mundo descobrindo os mitos mais antigos da humanidade, e sobre despertar a curiosidade das crianças.Flávia Lins e Silva é escritora, roteirista e jornalista. Com mais de dez livros publicados, é conhecida principalmente por ter criado as séries "Diário de Pilar" e "Os Detetives do Prédio Azul" (Pequena Zahar). Trabalhou como roteirista da TV Globo por 16 anos e, em 2011, ganhou o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil com seu livro “Mururu no Amazonas" (Globo Livros). "O Diário de Pilar na Amazônia" acaba de virar filme, lançado pela Disney e adaptado para o cinema pela própria Flávia e por João Costa Van Hombeeck.Na conversa com Gama, a autora fala de seu processo de escrita, da importância de apresentarmos a Amazônia para as crianças e do seu interesse pela meditação e pela contemplação da natureza. Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Global Health Matters
Trailblazers with Garry: uma conversa com Marcus Lacerda

Global Health Matters

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 25:20


Neste episódio, Garry se sentou para uma segunda conversa em português com Marcus Lacerda na sede da OMS, em Genebra. Marcus assumiu a direção do TDR em março de 2026, vindo da Fiocruz Amazônia e da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, no Brasil. Médico infectologista e pesquisador em medicina tropical, ele tem uma trajetória que influenciou profundamente as estratégias de eliminação da malária e, de forma mais ampla, o campo da saúde global.Nascido em Taguatinga, no entorno de Brasília, Marcus relembra os missionários católicos que o levaram pela primeira vez ao interior da Amazônia, compartilha suas percepções sobre a malária vivax como um “assassino social silencioso”, uma doença que não apenas tira vidas, mas também compromete o desenvolvimento cognitivo de crianças e reflete sobre o que será necessário para reduzir a distância entre inovação científica e impacto real na vida das pessoas.Related episode documents, transcripts and other information can be found on our website.Subscribe to the Global Health Matters podcast newsletter.  Follow us for updates:@TDRnews on XTDR on LinkedIn@ghm_podcast on Instagram@ghm-podcast.bsky.social on Bluesky Disclaimer: The views, information, or opinions expressed during the Global Health Matters podcast series are solely those of the individuals involved and do not necessarily represent those of TDR or the World Health Organization.  All content © 2026 Global Health Matters.  

Mind Architect
Cum ne acaparează ATENȚIA Social Media și telefoanele smart #DW02

Mind Architect

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 100:24


Atenția noastră s-a fragmentat și asta produce schimbări măsurabile în creier. În al doilea episod din seria Digital Wellbeing, Paul Olteanu și Adrian Dinu analizează mecanismele din spatele „minții împrăștiate" și explică ce putem face concret ca să ne recâștigăm atenția.Adrian Dinu este psiholog, trainer și speaker în echipa Mind Architect și a livrat programe despre stres, atenție și stare de bine. Împreună cu Paul, traduce cercetarea de neuroștiință într-un limbaj accesibil, fără alarmism și fără să demonizeze tehnologia. Ultima treime a episodului este dedicată strategiilor și acțiunilor concrete pe care le putem folosi pentru a ne recâștiga atenția.În acest episod am discutat despre:Mitul "multitasking": ce se întâmplă de fapt în creier și ce ne costă multitasking-ulImpactul notificărilor: cum și cât de tare ne afectează de fapt performanța cognitivăCele 4 rețele cerebrale și funcțiile cerebrale afectate de utilizarea problematică a social media și telefoanelor smartDe ce copiii și adolescenții sunt mai vulnerabili la aceste efecte negativeBugetul energetic și cum ni-l consumă rețelele sociale și telefoanele smartCele 3 pârghii pentru recâștigarea atenției: mediu, ritualuri de tranziție și refacerea bugetului11 acțiuni concrete pentru recâștigarea atenției la adulți și adolescențiResurse menționate în conversație:Cartea Attention Span, de Gloria MarkBook Espresso MA Premium despre Digital Minimalism, de Cal NewportCartea Digital Minimalism, de Cal NewportStudiul ISBRD 2026 — Fundația Vodafone, Save the Children, Ipsos - Copilărie Conectată: starea de bine și reziliența digitală a copiilor și tinerilor din EuropaCercetări: Rezultatele studiului Adolescent Brain Cognitive Development (ABCD) pe 11.000 de adolescențiCostul cognitiv al unei notificări Impactul pe termen lung al digital media asupra dezvoltării cerebrale la copiiImpactul neurocognitiv al folosirii social MediaAlterarea rețelelor cerebrale în folosirea problematică a social media și smartphones Impactul reducerii timpului petrecut pe smartphone"(00:00) Introducerea episodului""(02:51) Seria Digital Wellbeing și cele 4 'daune' ale lui Jonathan Haidt""(07:00) Mitul multitaskingului: de ce de fapt facem 'serial single tasking'""(10:25) Cărți despre atenție: Deep Work, Digital Minimalism, Stolen Focus""(12:13) Costul cognitiv și emoțional al notificărilor, chiar și dacă le ignorăm""(17:58) De la 2,5 minute la 47 de secunde: cât ne-a scăzut atenția și ce impact are""(20:39) De ce serialele se fac pentru 'al doilea ecran' și capcana conținutului scurt""(23:09) Ce fel de pauze luăm: distragere, refacerea atenției sau extra satisfacție""(30:02) Studiul Vodafone: cât de distrași sunt adolescenții și de ce sunt vulnerabili""(32:10) Ce se întâmplă în creier: unde cerebrale și efecte emoționale""(35:27) Cele 4 rețele cerebrale afectate de utilizarea problematică a telefoanelor""(41:40) Modificări structurale în creier: ACC, cerebel și studiile pe adolescenți""(46:53) Relația doză-răspuns: cu cât mai multă social media, cu atât mare efectul negativ""(51:51) Vestea bună: fragmentarea atenției e reversibilă""(54:00) Lisa Feldman Barrett și bugetul de energie""(58:41) Consecințele bugetului energetic golit: decizii proaste, fitil scurt și 'phubbing'""(01:05:48) Impactul tipului de conținut urmărit: durată scurtă vs lungă""(01:08:01) Cum ne recâștigăm atenția: 11 strategii în 3 categorii""(01:08:55) Strategii de mediu: distanță, fricțiune, grayscale""(01:13:44) Telefonul: briceag de buzunar, nu cazino portabil""(01:16:41) Ritualuri de tranziție: dimineața și mesele fără telefon ca ritual""(01:22:07) 'Slow media' și alegerea (mai) conștientă a conținutului urmărit""(01:27:23) Refacerea bugetului de energie: focus total, natură și meditație""(01:33:45) Blocarea timpului: intervale pentru focus, meditație sau rugăciune""(01:35:43) Recomandările lui Jonathan Haidt pentru părinți și tineri"

Lorena Buhnici
Cristina Turnagiu Dragna, expert în Protocol și Ceremonial

Lorena Buhnici

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 67:43


Cristina Turnagiu Dragna are peste 25 de ani de experiență in comunicare. A început ca jurnalist, a continuat ca PR Manager și consultant în management de imagine, iar de 20 de ani este antreprenor și Communication Strategist în industriile de lux (design, beauty, hospitality și travel). In ultimii 15 ani s-a specializat in eticheta, protocol si ceremonial, este Vicepresedinte al Asociatiei Romane pentru Protocol si Ceremonial si membra a Organizatiei Internationale de Protocol si Ceremonial. A moderat prima emisiune de eticheta și comunicare în afaceri din România la Canal 33 și este lector al Fundației Calea Victoriei, unde preda cursul "Eticheta, protocol și bune maniere".

Prato Cheio
Às prateleiras, camaradas!

Prato Cheio

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 62:31


Um supermercado diferente de tudo o que você já viu. Essa é a Gomo Coop, cooperativa em que os consumidores são ao mesmo tempo gestores – com voz e voto sobre os rumos do negócio – e trabalhadores. Esse verdadeiro experimento social abriu as portas em São Paulo em 2026, colocando uma pergunta no ar: no auge do capitalismo, existem brechas a serem exploradas? Passamos três meses lá para te contar. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos. Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz
Novo podcast Expresso: A eleição de Trump em 2016 e o início de uma nova direita

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 55:29


À Direita começa com uma viagem a 2016, o ano zero da nova direita. A eleição de Donald Trump transformou o panorama político americano, abriu um horizonte de possibilidades para o nacional-populismo europeu, e pôs em causa décadas de consensos que se julgavam inabaláveis.Neste primeiro episódio de À Direita, Vasco Rato e Teresa Nogueira Pinto conversam sobre a América, sobre declínio, contrarrevolução, a crise do liberalismo e o futuro da política americana. O ex-presidente da FLAD tem estado mais empenhado em compreender Trump e o Trumpismo do que em adjetivá-lo: o que é que Trump representa, o que veio fazer, e porque é que quem pensa que Trump é um interregno e tudo voltará ao que era está muito enganado.Vasco Rato é doutorado pela Universidade de Georgetown e professor universitário. Foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento entre 2014 e 2019 e é autor de livros como “De Mao a Xi: O Ressurgimento da China” e “Tsunami: Trump, trumpismo e a Europa”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dam Parenting
Buying a House in the Netherlands: What No One Tells You

Dam Parenting

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 15:57


The Dutch housing market is fast, opaque, and genuinely unforgiving if you don't know the rules — and most of us didn't get the rulebook. In this episode, Eva is joined by Nic, co-founder of Buy Home Helper, who built a platform specifically for internationals navigating the Dutch home buying process after his own experience of lost bids, hidden costs, surprise neighbours, and a final invoice that came out of nowhere.We get into what the market actually looks like right now, why more internationals are being pushed into buying whether they're ready or not, and how Buy Home Helper guides you from first search to signed keys — with the tips, warnings, and stage-gate reminders your makelaar probably isn't sharing. If you're logging into Funda morning and night, building spreadsheets, and wondering if there's an insider club you somehow missed — this one's for you.Exclusive offer for the Dam Parenting community: Use code DAMPARENTING at buyhomehelper.com — the first 10 listeners get a full year free.

Global Health Matters
Trailblazers with Garry: a conversation with Marcus Lacerda

Global Health Matters

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 29:01


"Trailblazers with Garry" is a series from Global Health Matters, where host Garry Aslanyan sits down with trailblazers — thinkers, leaders, and influencers shaping the future of global health — for short face-to-face conversations, available in both audio and video formats. It's a chance to get to know the people behind the work and hear their perspectives on the current global health landscape. For this episode, Garry sat down with Marcus Lacerda at WHO headquarters in Geneva. Marcus joined TDR as Director in March 2026 from Fiocruz Amazônia and Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado in Brazil. He is a Brazilian infectious diseases physician and tropical medicine researcher whose work has profoundly influenced malaria elimination strategies and the broader field of global health. Born in Taguatinga, near Brasília, Brazil, Marcus reflects on the Catholic missionaries who first took him deep into the Amazon, his insights on vivax malaria as a silent social killer — a disease that not only takes lives but also robs children of learning abilities — and what it will take to close the gap between research innovation and real-world impact.Related episode documents, transcripts and other information can be found on our website.Subscribe to the Global Health Matters podcast newsletter.  Follow us for updates:@TDRnews on XTDR on LinkedIn@ghm_podcast on Instagram@ghm-podcast.bsky.social on Bluesky Disclaimer: The views, information, or opinions expressed during the Global Health Matters podcast series are solely those of the individuals involved and do not necessarily represent those of TDR or the World Health Organization.  All content © 2026 Global Health Matters.  

Rádio Novelo Apresenta
Na arquibancada

Rádio Novelo Apresenta

Play Episode Listen Later May 28, 2026 65:09


Histórias de quem torce e de quem corneta. No primeiro ato: a água da sarjeta mostra o caminho. Por Maíra Vallejo. No segundo ato: revolucionários do Brasil, uni-vos: para secar a seleção brasileira. Por Vitor Hugo Brandalise. Membros do Clube da Novelo podem ouvir os episódios do Rádio Novelo Apresenta antecipadamente, além de ter acesso a uma newsletter especial e a eventos com a nossa equipe. Quem assinar o plano anual ganha de brinde uma bolsa da Novelo. Assine em ⁠⁠⁠https://clube.radionovelo.com.br/ Inscreva-se no canal da Rádio Novelo no YouTube: https://www.youtube.com/@R%C3%A1dioNovelo Siga a Rádio Novelo no Instagram: https://www.instagram.com/radionovelo/ A segunda temporada do podcast “Em Obras” chegou! O que uma obra de arte da 36ª Bienal de São Paulo tem a ver com a vida da gente? Descubra em conversas com nomes como Itamar Vieira Junior, Maria Homem, Milly Lacombe e Michel Melamed, com narração de Xênia França. Novos episódios estreiam toda sexta-feira. O projeto é uma coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo, e foi realizado com apoio do Programa de Ação Cultural — ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. Insider: tecnologia aplicada à rotina – peças que desamassam no corpo, facilitam a evaporação do suor e seguem confortáveis por horas. Utilize o cupom RADIONOVELO e tenha 15% OFF na 1ª compra e 10% OFF nas próximas – e ainda soma com os descontos do site. https://creators.insiderstore.com.br/RADIONOVELO #insiderstore Palavras-chave: corrida de tampinhas; futebol; Copa do Mundo; Seleção brasileira; previsão; Copa 1970; luta armada; esquerda brasileira; ditadura militar Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

The Daily Detail
The Daily Detail for 5.26.26

The Daily Detail

Play Episode Listen Later May 26, 2026 12:03


AlabamaSen. Tuberville blocks Dems seeking to stop the DOJ compensation fundA probate judge is suspended in Jefferson County following long list of judicial violationsSecretary of Education concerned that Stuart Bell will continue DEI policies as incoming president of University of FloridaPretrial hearing set for August in hot car death of child being supervised by DHR contract workerRecent poll shows very tight race in GOP senate runoff between Jared Hudson and Barry MooreNationalPresident Trump gives update on Iran negotiations re: enriched uraniumTexas holds primary election today, GOP senate race has John Cornyn up against Ken PaxtonTX reaches settlement with hospital in Houston conducting secret gender transition surgeries on minorsDNI Director Tulsi Gabbard is stepping down after husband contracts rare case of bone cancerFilmmaker Mel Gibson says shooting of new sequel to Passion of the Christ is now completed

MotherChip - Overloadr
Notícias da Nave Mãe #333 - Harada funda novo estúdio na SNK, Sega cancela o SUPER JOGO

MotherChip - Overloadr

Play Episode Listen Later May 20, 2026 61:20


Harada, o pai de Tekken, achou um novo lar. Ele agora é o CEO de um novo estúdio dentro da SNK e, apesar de ainda estar relativamente em aberto, ao que tudo indica ele deve permanecer criando coisas competitivas, provavelmente jogos de luta mesmo. Além disso, falamos da Sega cancelar o seu SUPER JOGO, novos controles de Xbox voltados à nuvem, a PS Plus prestes a ficar mais cara e mais.Participantes:Heitor De PaolaAssuntos abordados:13:00 - Harada funda novo estúdio dentro da SNK20:00 - Sega cancelou o SUPER JOGO26:00 - Microsoft deve lançar controle com foco em jogar pela nuvem34:00 - Preço da PS Plus para novos assinantes vai aumentar41:00 - Rápidas e curtasVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr!Use nosso link de filiado ao fazer compras na Amazon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Mind Architect
Sistemul nervos și lumea digitală: riscuri și vulnerabilități #DW01

Mind Architect

Play Episode Listen Later May 18, 2026 97:25


Cum ne afectează smartphone-urile și social media starea de bine, sănătatea mintală și relațiile? Începem astăzi seria Digital Wellbeing, 6 episoade dedicate acestei teme, susținută de Vodafone.În acest episod introductiv al seriei, Paul Olteanu și Luciana Baicea urmăresc viteza extraordinară de adoptare a smartphone-urilor și rețelelor sociale din 2007 încoace, ne arată ce spun datele globale și europene despre sănătatea mintală a tinerilor după 2010 și explică de ce sistemul nostru nervos nu e proiectat pentru felul în care folosim azi tehnologia.Discuția se sprijină pe cercetarea psihologului Jonathan Haidt (New York University), autorul cărții The Anxious Generation (O generație în pericol), pe studiul ISBRD 2026 realizat de Fundația Vodafone împreună cu Save the Children și Ipsos, plus date de la Eurostat, UNICEF și Organizația Mondială a Sănătății.În acest episod discutăm despre:Adopția smartphone-ului și a social media și de ce perioada 2010–2012 e un punct de cotiturăDatele despre anxietate, depresie, somn și singurătate la adolescențiDe ce designul rețelelor sociale activează aceleași circuite ca jocurile de norocCele patru riscuri fundamentale: atenție fragmentată, dependență, izolare și afectarea somnuluiResurse menționate în conversație:Cartea O generație în pericol (The Anxious Generation) de Jonathan HaidtCartea Dopamine Nation de Anna LembkeStudiul ISBRD 2026 — Fundația Vodafone, Save the Children, Ipsos - ⁠Copilărie Conectată: starea de bine și reziliența digitală a copiilor și tinerilor din Europa⁠Acest episod face parte din seria Digital Wellbeing, susținută de Vodafone și de Fundația Vodafone."(00:00) Intro""(02:30) Structura seriei și conținutul din cele 6 episoade ale ei""(06:46) Geneza: lansarea iPhone în 2007 și adopție globală smartphone""(10:07) De la 5% pe rețele la 85%: adopția social media""(13:04) De la camera frontală la TikTok: nașterea culturii performative""(16:45) Erving Goffman: 'instagramabil' și viața ca performanță socială""(20:50) Date Jonathan Haidt: anxietate +139% și depresie +145% după 2010""(25:41) Argumentul substituirii: restrângerea timpului petrecut cu prietenii""(29:47) Somn sub 7 ore la adolescenți: ce arată cercetarea""(30:54) 'Viața mea se simte fără sens' — colapsul speranței la tineri""(34:01) Studiul ISBRD 2026: bunăstarea digitală a tinerilor europeni""(37:12) 97% folosesc internetul zilnic — dar pentru ce anume?""(40:49) Pentru ce a evoluat sistemul nervos vs. lumea de astăzi""(44:30) Coldplay și ecranul ca fereastră: a trăi vs. a filma momentul""(47:38) Ritmurile biologice și joaca liberă (Gordon Neufeld)""(49:40) Recompensa variabilă și cele 31 de studii interne Meta""(53:07) De ce 'busy' a devenit medalie de onoare și filme pentru double screen""(57:04) Conexiune, autonomie și sens: iluzia competenței prin metrici""(01:02:30) Identitate, ierarhii și comparație: oglinda lui Dunbar vs. milioane de străini""(01:06:34) Întrupare și sincronicitate: ce se pierde în texte și emoji""(01:09:50) Dimensiunea audienței și stabilitatea comunității după Haidt""(01:14:05) Dauna 1 — Fragmentarea atenției: impactul notificării necitite""(01:20:53) Dauna 2 — Dependența și recompensa variabilă""(01:23:40) Anna Lembke și cele patru simptome ale sevrajului""(01:25:39) Dauna 3 — Izolarea socială și conflictul prin mesaje""(01:29:19) Dauna 4 — Lumina albastră, conținutul emoțional și 'revenge scrolling'""(01:31:36) Ce urmează în episoadele 2–6 ale seriei"