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Há registros de casos de trabalho escravo em todos os estados do Brasil. Nas grandes cidades, ele já foi flagrado em oficinas de costura, na construção civil e até em restaurantes. O problema está mais perto do que você pode imaginar. Neste episódio, baseado na vida e no trabalho da auditora fiscal do trabalho Giuliana Cassiano, vamos saber um pouco de casos de trabalho escravo em um restaurante, numa oficina de costura e numa boate. Essa história fala também dos desafios de conciliar o trabalho de resgate com as demandas da maternidade.Créditos:Idealização: Natália SuzukiRoteiro: Natália Suzuki, Lucia NascimentoEdição: Natália SuzukiMontagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor OliveiraGravação: Estúdio da Repórter BrasilApoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Em muitas indústrias, as máquinas cumprem muitas tarefas de rotina outrora entregues apenas à mão humana. No entanto, a IA traz a capacidade de as máquinas poderem aprender e melhorar tarefas feitas pelo Homem, superando-o na execução e no detalhe.Como preparar as universidades e as empresas para este novo paradigma? A administração pública deve ser o motor desta transformação ou apenas um ponto de auxílio à inovação na iniciativa privada? E onde deve Portugal apostar, num contexto em que a tecnologia de ponta está a ser desenvolvida por grandes empresas de outros continentes?Os convidados deste programa são Óscar Afonso, um dos autores do livro «Economia, Inovação e Inteligência Artificial», e Bernardo Caldas, especialista em Inteligência Artificial e Ciência de Dados. O Da Capa à Contracapa é uma parceria entre a Fundação e a Renascença.
O que é um animal exótico? Um mesmo animal pode ser exótico em algum lugar mas noutro não? E o que seria um animal selvagem? E silvestre? Essa semana conversamos sobre essas definições todas e como esses animais podem estar presentes no nosso dia a dia. Além disso, quais os impactos de termos esses animais à disposição em nosso país? Como acontece o mercado e quais as consequências para os animais, para o meio ambiente e para nós, humanos? Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Marcelo Pedraz, Rita Kujawski e Caio Ferreira Citação ABNT: Scicast #680: Animais Exóticos. Locução: Tarik Fernandes, Marcelo Pedraz, Rita Kujawski e Caio Ferreira. [S.l.] Portal Deviante, 23/02/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-680 Imagem de capa: Unsplash Perguntas do Episódio Abdalla, A. V. D. (2007). A proteção da fauna e o tráfico de animais silvestres (Dissertação de mestrado). Universidade Metodista de Piracicaba. http://www.dominiopublico.gov.br/download/teste/arqs/cp055586.pdf Albuquerque, U. P., Araújo, E. L., Souto, A., Bezerra, B., Freire, E. M. X., Sampaio, E., Casas, F. L., Moura, G., Pereira, G., Melo, J. G., Alves, M., Rodal, M., Schiel, M., Neves, R. L., Alves, R. R. N., Azevedo-Júnior, S., & Telino Júnior, W. (2012). Caatinga revisited: Ecology and conservation of an important seasonal dry forest. The Scientific World Journal, 2012, 205182. https://doi.org/10.1100/2012/205182 Anderson, C. (2014). Wildlife poaching: Causes, consequences and solutions. Araújo, V. C. de. (2019). Um retrato do tráfico de animais silvestres em São Paulo e alternativas para combatê-lo. Segurança Ambiental On-line, 5(1), 1–10. https://www.policiamilitar.sp.gov.br/unidades/ambiental/SegAmb/ed5/ed5art6.pdf Araújo, V. C. de. (2021). O tráfico de animais silvestres no estado de São Paulo: aspectos legais, sociais e econômicos do traficante (Dissertação de mestrado). Universidade de São Paulo. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100136/tde-19112021-225828/pt-br.php Borges, R. C., Oliveira, A., Bernardo, N., & da Costa, R. (2006). Diagnóstico da fauna silvestre apreendida e recolhida pela Polícia Militar de Meio Ambiente de Juiz de Fora, MG (1998 e 1999). Revista Brasileira de Zoociências, 8(1), 23–33. Brasil. (1998). Portaria n° 93, de 7 de julho de 1998. Ministério do Meio Ambiente. http://www.ibama.gov.br Brasil. (2008). Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6514.htm Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Chavan, A. S., & Muley, E. D. (2023). Animal trafficking and poaching: A global concern. Journal of Entomology and Zoology Studies, 11(5), 45–49. https://www.entomoljournal.com/archives/2023/vol11issue5/PartA/11-5-45-197.pdf Cunha, G. B., et al. (2022). Fauna silvestre recebida pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres e encaminhada para o hospital veterinário da Universidade de Brasília. Ciência Animal Brasileira, 23, e-72818. https://doi.org/10.1590/1809-6891v23e72818 Destro, G. F. G., et al. (2012). Efforts to combat wild animals trafficking in Brazil. In Biodiversity (Vol. 1, Cap. XX). ISBN 980-953-307-201-7. Duffus, A. L. J., Waltzek, T. B., Stöhr, A. C., Allender, M. C., Gotesman, M., Whittington, R. J., Hick, P., Hines, M. K., & Marschang, R. E. (2015). Distribution and host range of ranaviruses. In M. J. Gray & V. G. Chinchar (Eds.), Ranaviruses: Lethal pathogens of ectothermic vertebrates (pp. 9–57). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-319-20928-9_2 Doukakis, P., Pikitch, E. K., Rothschild, A., DeSalle, R., Amato, G., & Kolokotronis, S.-O. (2012). Testing the effectiveness of an international conservation agreement: Marketplace forensics and CITES caviar trade regulation. PLoS ONE, 7(7), e40907. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0040907 Duffy, R. (2016). Security and conservation: The politics of the illegal wildlife trade. Routledge. Financial Action Task Force (FATF). (2020). Money laundering and the illegal wildlife trade. OECD Publishing. https://doi.org/10.1787/9789264313565-en Fischer, M. C., & Garner, T. W. J. (2007). The relationship between the introduction of the American bullfrog (Lithobates catesbeianus) and the decline of native amphibians in Brazil. Conservation Biology, 21(6), 1551–1560. https://doi.org/10.1111/j.1523-1739.2007.00759.x Freitas, V. P. de, & Freitas, G. P. de. (2006). Crimes contra a natureza: De acordo com a Lei 9.605/98 (8ª ed.). Revista dos Tribunais. Hernandez, E. F. T., & Carvalho, M. S. de. (2006). O tráfico de animais silvestres no Estado do Paraná. Acta Scientiarum: Human and Social Sciences, 28(2), 257–266. https://www.redalyc.org/pdf/3073/307324782008.pdf Lima, R. (2007). O tráfico de animais silvestres. In RENCTAS (Ed.), Vida silvestre: O estreito limiar entre preservação e destruição — Diagnóstico do tráfico de animais silvestres na Mata Atlântica: Corredores Central e Serra do Mar (pp. 1–79). Brasília: Dupligráfica. Machado, A. B. M., Drummond, G. M., & Paglia, A. P. (2008). Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção (Vol. 1–2). Fundação Biodiversitas. Maximo, A. B., Lima, L. S., & Almeida, C. O. (2021). Exotic amphibians in the pet trade: Risks of invasion and disease transmission in Brazil. Biological Invasions, 23(6), 1825–1838. https://doi.org/10.1007/s10530-021-02462-4 Mittermeier, R. A., Fonseca, G. A. B., Rylands, A. B., & Brandon, K. (2005). Uma breve história da conservação da biodiversidade no Brasil. Megadiversidade, 1(1), 14–21. Nascimento, C. A. R., Alves, R. R. N., & Mourão, J. S. (2015). Trends in illegal trade of wild birds in Amazonas state, Brazil. Atualidades Ornitológicas, 126, 14. Oliveira, V. M., Matias, C. A., Rodrigues, D. P., & Siciliano, S. (2012). Wildlife trade in Brazil: A focus on birds. TRAFFIC Bulletin, 24(2), 85–88. Pagano, I. S. A., Sousa, A. E. B. A., Wagner, P. G. C., & Ramos, R. T. C. (2009). Aves depositadas no Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA na Paraíba: Uma amostra do tráfico de aves silvestres no estado. Ornithologia, 3, 132–144. Pereira, G. A., & Brito, M. T. (2005). Diversidade de aves silvestres brasileiras comercializadas nas feiras livres da Região Metropolitana do Recife, Pernambuco. Atualidades Ornitológicas, 126, 14. Rehbein, K. D. S. (2023). Tráfico de animais silvestres: Limites e possibilidades de atuação dos órgãos competentes (Dissertação de mestrado). Universidade de Passo Fundo. Rehbein, K. D. S., Martinez, G., & Prestes, N. C. (2023). O combate ao comércio ilegal de animais silvestres no Brasil. Planeta Amazônia: Revista Internacional de Direito Ambiental e Políticas Públicas, 15, 282–301. https://periodicos.unifap.br/index.php/planeta Ribeiro, L. B., & Silva, M. G. (2007). O comércio ilegal põe em risco a diversidade das aves no Brasil. Ciência e Cultura, 59(4), 20–23. http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252007000400002 Ruggeri, J., Ribeiro, L. P., Pontes, M. R., Toffolo, C., Candido, M., Carriero, M. M., Zanella, N., Sousa, R. L. M., & Toledo, L. F. (2019). Discovery of wild amphibians infected with Ranavirus in Brazil. Journal of Wildlife Diseases, 55(4), 897–902. https://doi.org/10.7589/2018-10-276 Salati, E., Santos, A. A., & Klabin, I. (2007). Relevant environmental issues. Estudos Avançados, 21(60), 107–127. https://doi.org/10.1590/S0103-40142007000200008 Scheele, B. C., Pasmans, F., Skerratt, L. F., Berger, L., et al. (2019). Amphibian fungal panzootic causes catastrophic and ongoing loss of biodiversity. Science, 363(6434), 1459–1463. https://doi.org/10.1126/science.aav0379 Souto, W. M. S., Torres, M. A. R., Sousa, B. F. C. F., Lima, K. G. G. C., Vieira, L. T. S., Pereira, G. A., et al. (2017). Singing for cages: The use and trade of Passeriformes as wild pets in an economic center of the Amazon—NE Brazil route. Tropical Conservation Science, 10, 1–12. https://doi.org/10.1177/1940082917689895 TRAFFIC. (2014). TRAFFIC Bulletin, 26(2). https://traffic.org/publications/traffic-bulletin/ Zardo, E. L., Behrm, E. R., Macedo, A., Pereira, L. Q., & Lovato, M. (2014). Aves nativas e exóticas mantidas como animais de estimação em Santa Maria, RS, Brasil. Revista Acta Ambiental Catarinense, 11(1), 33–42.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O que é um animal exótico? Um mesmo animal pode ser exótico em algum lugar mas noutro não? E o que seria um animal selvagem? E silvestre? Essa semana conversamos sobre essas definições todas e como esses animais podem estar presentes no nosso dia a dia. Além disso, quais os impactos de termos esses animais à disposição em nosso país? Como acontece o mercado e quais as consequências para os animais, para o meio ambiente e para nós, humanos? Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Marcelo Pedraz, Rita Kujawski e Caio Ferreira Citação ABNT: Scicast #680: Animais Exóticos. Locução: Tarik Fernandes, Marcelo Pedraz, Rita Kujawski e Caio Ferreira. [S.l.] Portal Deviante, 23/02/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-680 Imagem de capa: Unsplash Perguntas do Episódio Abdalla, A. V. D. (2007). A proteção da fauna e o tráfico de animais silvestres (Dissertação de mestrado). Universidade Metodista de Piracicaba. http://www.dominiopublico.gov.br/download/teste/arqs/cp055586.pdf Albuquerque, U. P., Araújo, E. L., Souto, A., Bezerra, B., Freire, E. M. X., Sampaio, E., Casas, F. L., Moura, G., Pereira, G., Melo, J. G., Alves, M., Rodal, M., Schiel, M., Neves, R. L., Alves, R. R. N., Azevedo-Júnior, S., & Telino Júnior, W. (2012). Caatinga revisited: Ecology and conservation of an important seasonal dry forest. The Scientific World Journal, 2012, 205182. https://doi.org/10.1100/2012/205182 Anderson, C. (2014). Wildlife poaching: Causes, consequences and solutions. Araújo, V. C. de. (2019). Um retrato do tráfico de animais silvestres em São Paulo e alternativas para combatê-lo. Segurança Ambiental On-line, 5(1), 1–10. https://www.policiamilitar.sp.gov.br/unidades/ambiental/SegAmb/ed5/ed5art6.pdf Araújo, V. C. de. (2021). O tráfico de animais silvestres no estado de São Paulo: aspectos legais, sociais e econômicos do traficante (Dissertação de mestrado). Universidade de São Paulo. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100136/tde-19112021-225828/pt-br.php Borges, R. C., Oliveira, A., Bernardo, N., & da Costa, R. (2006). Diagnóstico da fauna silvestre apreendida e recolhida pela Polícia Militar de Meio Ambiente de Juiz de Fora, MG (1998 e 1999). Revista Brasileira de Zoociências, 8(1), 23–33. Brasil. (1998). Portaria n° 93, de 7 de julho de 1998. Ministério do Meio Ambiente. http://www.ibama.gov.br Brasil. (2008). Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008. Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6514.htm Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Chavan, A. S., & Muley, E. D. (2023). Animal trafficking and poaching: A global concern. Journal of Entomology and Zoology Studies, 11(5), 45–49. https://www.entomoljournal.com/archives/2023/vol11issue5/PartA/11-5-45-197.pdf Cunha, G. B., et al. (2022). Fauna silvestre recebida pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres e encaminhada para o hospital veterinário da Universidade de Brasília. Ciência Animal Brasileira, 23, e-72818. https://doi.org/10.1590/1809-6891v23e72818 Destro, G. F. G., et al. (2012). Efforts to combat wild animals trafficking in Brazil. In Biodiversity (Vol. 1, Cap. XX). ISBN 980-953-307-201-7. Duffus, A. L. J., Waltzek, T. B., Stöhr, A. C., Allender, M. C., Gotesman, M., Whittington, R. J., Hick, P., Hines, M. K., & Marschang, R. E. (2015). Distribution and host range of ranaviruses. In M. J. Gray & V. G. Chinchar (Eds.), Ranaviruses: Lethal pathogens of ectothermic vertebrates (pp. 9–57). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-319-20928-9_2 Doukakis, P., Pikitch, E. K., Rothschild, A., DeSalle, R., Amato, G., & Kolokotronis, S.-O. (2012). Testing the effectiveness of an international conservation agreement: Marketplace forensics and CITES caviar trade regulation. PLoS ONE, 7(7), e40907. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0040907 Duffy, R. (2016). Security and conservation: The politics of the illegal wildlife trade. Routledge. Financial Action Task Force (FATF). (2020). Money laundering and the illegal wildlife trade. OECD Publishing. https://doi.org/10.1787/9789264313565-en Fischer, M. C., & Garner, T. W. J. (2007). The relationship between the introduction of the American bullfrog (Lithobates catesbeianus) and the decline of native amphibians in Brazil. Conservation Biology, 21(6), 1551–1560. https://doi.org/10.1111/j.1523-1739.2007.00759.x Freitas, V. P. de, & Freitas, G. P. de. (2006). Crimes contra a natureza: De acordo com a Lei 9.605/98 (8ª ed.). Revista dos Tribunais. Hernandez, E. F. T., & Carvalho, M. S. de. (2006). O tráfico de animais silvestres no Estado do Paraná. Acta Scientiarum: Human and Social Sciences, 28(2), 257–266. https://www.redalyc.org/pdf/3073/307324782008.pdf Lima, R. (2007). O tráfico de animais silvestres. In RENCTAS (Ed.), Vida silvestre: O estreito limiar entre preservação e destruição — Diagnóstico do tráfico de animais silvestres na Mata Atlântica: Corredores Central e Serra do Mar (pp. 1–79). Brasília: Dupligráfica. Machado, A. B. M., Drummond, G. M., & Paglia, A. P. (2008). Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção (Vol. 1–2). 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A., & Brito, M. T. (2005). Diversidade de aves silvestres brasileiras comercializadas nas feiras livres da Região Metropolitana do Recife, Pernambuco. Atualidades Ornitológicas, 126, 14. Rehbein, K. D. S. (2023). Tráfico de animais silvestres: Limites e possibilidades de atuação dos órgãos competentes (Dissertação de mestrado). Universidade de Passo Fundo. Rehbein, K. D. S., Martinez, G., & Prestes, N. C. (2023). O combate ao comércio ilegal de animais silvestres no Brasil. Planeta Amazônia: Revista Internacional de Direito Ambiental e Políticas Públicas, 15, 282–301. https://periodicos.unifap.br/index.php/planeta Ribeiro, L. B., & Silva, M. G. (2007). O comércio ilegal põe em risco a diversidade das aves no Brasil. Ciência e Cultura, 59(4), 20–23. http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252007000400002 Ruggeri, J., Ribeiro, L. P., Pontes, M. R., Toffolo, C., Candido, M., Carriero, M. M., Zanella, N., Sousa, R. L. M., & Toledo, L. F. (2019). 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R., Macedo, A., Pereira, L. Q., & Lovato, M. (2014). Aves nativas e exóticas mantidas como animais de estimação em Santa Maria, RS, Brasil. Revista Acta Ambiental Catarinense, 11(1), 33–42.
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A Câmara de Vereadores de Lauro Müller recebe, nesta segunda-feira (23), o diretor técnico do SIECESC Carvão+, Márcio Zanuz, para uma explanação sobre a antecipação de uso em áreas inseridas em Ações Civis Públicas (ACPs) relacionadas à mineração de carvão. A participação do especialista foi intermediada pela Fundação Ambiental Municipal (FAM), a partir de requerimento do vereador Ricardo Fontanella, com o objetivo de ampliar o entendimento sobre o tema, que influencia diretamente o desenvolvimento urbano e a regularização de áreas no município. Além de diretor técnico do SIECESC Carvão+, Zanuz também atua como diretor administrativo e financeiro da SATC e integra o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) do SIECESC, reunindo ampla experiência na área. As ACPs do carvão são processos judiciais que tratam das áreas impactadas pela mineração, estabelecendo diretrizes para a recuperação ambiental e o uso do solo. Em determinadas situações, é possível a antecipação de uso dessas áreas, desde que sejam atendidos critérios técnicos, ambientais e legais, assunto que será detalhado durante a apresentação na Câmara. O tema é considerado estratégico para o planejamento urbano e envolve diretamente proprietários de imóveis, profissionais das áreas ambiental e da construção civil, além do setor de loteamentos. A engenheira ambiental e sanitarista do município, Taise Fortunato, destacou a importância da população acompanhar a discussão, ressaltando que o assunto tem impacto direto no futuro do crescimento urbano de Lauro Müller.
"Executiva Sênior com mais de 25 anos de experiência em multinacionais líderes nos setores da Saúde, Agronegócio (Biotecnologia), Bens de consumo, Mineração e Metalurgia. Com sólida formação em Recursos Humanos, ocupou posições C-Level e de liderança estratégica no Brasil e América Latina, com atuação em ambientes multiculturais e de alta complexidade. Reconhecida por sua forte capacidade de liderar transformações organizacionais, como diretora estatutária e parceira de negócios em iniciativas que alinharam a estratégia de RH aos pilares estratégicos das empresas. Liderou também a agenda de engajamento organizacional, promovendo culturas de alta performance e ambientes inclusivos e colaborativos.Conduziu projetos de grande impacto em Fusões e Aquisições, Spin-offs, redesenho organizacional e modelos de Go-to-Market. Tem ampla experiência em temas como Planejamento Estratégico de RH, Desenvolvimento Organizacional, Cultura, Talentos, Comunicação, Diversidade& Inclusão, Relações Trabalhistas, Remuneração e CSC.Atua como mentora, coach e advisor de executivos C-Level, apoiando líderes na tomada de decisões estratégicas, desenvolvimento de liderança e gestão de mudanças em contextos de alta complexidade. É também mentora voluntária de carreira para mulheres, profissionais de RH e jovens talentos.Graduada em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, com MBAs Executivos pela FIA-USP e Fundação Dom Cabral, além de formação internacional em HR Strategic Management pela Cornell University (EUA). Fluente em Português, Inglês e Espanhol."Se conecte com a Stella: http://www.linkedin.com/in/stellafornazari COMPARTILHE - SIGA O CANALQuer acompanhar de perto e receber os próximos conteúdos primeiro?Entre no grupo VIP do WhatsApp:
A inteligência artificial já faz parte da rotina da maioria dos brasileiros, muitas vezes sem que a gente perceba. Mas será que estamos preparados para usar essa tecnologia com consciência? Uma pesquisa do Observatório Fundação Itaú em parceria com o Datafolha revela que 93% da população utiliza IA no dia a dia, direta ou indiretamente, mas apenas 54% dizem entender o que ela realmente é. No novo episódio do Podcast Canaltech, conversamos com Lacier Dias, especialista em tecnologia e transformação digital, sobre os impactos dessa diferença entre uso e compreensão. O episódio aborda desde o avanço acelerado da IA no Brasil até os riscos de utilizar ferramentas sem letramento digital, especialmente quando envolve dados pessoais e informações profissionais. Durante a conversa, o especialista explica por que a inteligência artificial chegou primeiro ao público, diferente de outras tecnologias e como isso mudou a forma como aprendemos a lidar com inovação. O episódio também discute como o conhecimento em IA pode aumentar produtividade, gerar vantagem no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, trazer desafios relacionados à segurança e privacidade. Você também vai conferir: Google lança rival mais barato do iPhone, Gemini agora cria músicas com IA e privada japonesa aposta em higiene automatizada. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernada Santos e contou com reportagens de Renato Moura e João Melo, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Livia Strazza e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, recebemos Ricardo Young — empresário, professor, ativista e uma das vozes pioneiras na construção da agenda de sustentabilidade no Brasil — para uma conversa profunda sobre sua trajetória familiar, empresarial, política e social. Abrimos o diálogo ainda na sua infância, por meio do seu intercâmbio cultural e valores que ajudaram a moldar sua forma de enxergar o mundo e que, de muitas maneiras, seguem presentes até hoje. Ao revisitar sua caminhada, Ricardo compartilha bastidores e aprendizados que se intensificam a partir de seu ingresso na Fundação Getulio Vargas (FGV), quando passa a se engajar nos movimentos estudantis e no movimento pelas liberdades democráticas.A pauta da sustentabilidade está desde muito cedo na vida de Ricardo, e quando se juntou para fundar o Instituto Ethos, inaugurou um lugar de protagonismo para o setor empresarial na transformação da sociedade. A sustentabilidade surge muito cedo em sua vida e ganha contornos mais estruturais quando, ao se juntar para fundar o Instituto Ethos, inaugura um novo lugar de protagonismo para o setor empresarial na transformação da sociedade.Ricardo propõe a sustentabilidade como uma pauta transversal, capaz de conectar diferentes setores, dialogar com o pensamento sistêmico e avançar para a complexidade. Mas aponta também a urgência de um próximo passo: sair da lógica de apenas sustentar para, de fato, entrar no regenerar.Entre memórias pessoais, decisões difíceis e aprendizados construídos ao longo da vida pública e empresarial, emerge uma provocação central: talvez o grande desafio do nosso tempo seja recolocar a vida e não o lucro no centro das decisões. Host:Marcelo CardosoProdução:Gabriela Szulcsewski@gabrielaszu
No episódio desta semana, nosso convidado é o cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor e coordenador do Mestrado em Gestão e Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas. Na entrevista, o professor fala a respeito da corrida eleitoral de 2026. Em um cenário ainda polarizado, quais são as reais chances de um segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, que até há bem pouco tempo sequer estava cotado entre os candidatos? Mais: será que há espaço para uma candidatura de centro ou mesmo para um outsider? Para além de responder a essas e outras perguntas, o professor Marco Antonio Teixeira observa que, além da economia, o STF será um dos temas centrais da agenda eleitoral de 2026.
As trabalhadoras domésticas levaram séculos para ter as mesmas garantias trabalhistas de outros trabalhadores. A regulamentação da profissão só aconteceu em 2015. E não é coincidência que o primeiro resgate de trabalhadoras domésticas escravizadas só tenha acontecido dois anos depois, em 2017. Muitas passam décadas sendo exploradas em casas de família, sem nenhum direito, sem nenhum laço social, tendo apenas constituídos os vínculos de exploração com seus exploradores. Este episódio é baseado nas histórias de vida e trabalho das auditoras fiscais do trabalho Juliana Vilela e Cynthia Saldanha, responsáveis por resgatar mulheres nessas condiçõesCréditos:Idealização: Natália SuzukiRoteiro: Natália SuzukiEdição: Lucia Nascimento e Vitor CamargoMontagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor OliveiraGravação: Estúdio da Repórter BrasilApoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Autor do podcast: Carolina Fioravante, bolsista PIC do grupo de pesquisa EPCC da FCRB.No episódio de hoje do Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC), debatemos o artigo “Hieroglifos sociotécnicos: a construção de invisibilidades no capitalismo de plataforma”, de autoria de Bianca Lopes. A discussão explora como as plataformas digitais estruturam regimes de visibilidade e invisibilidade a partir de arranjos sociotécnicos que articulam algoritmos, interfaces, métricas e formas específicas de organização do trabalho. Analisamos o conceito de “hieróglifos sociotécnicos” como chave interpretativa para compreender os processos de opacificação que ocultam relações de exploração, extração de dados e assimetrias de poder no capitalismo de plataforma. O episódio aborda ainda as implicações desses mecanismos para a economia política da comunicação, refletindo sobre a naturalização da mediação algorítmica, a precarização do trabalho digital e a produção de subjetividades orientadas por métricas e performances.Coordenação do canal: Dra. Eula D. T. Cabral.Análise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D. T. Cabral.Entre em contato conosco:Site: https://epccbrasil.wixsite.com/epcc2Canal no Youtube: EPCC Brasil - https://www.youtube.com/channel/UC7nilPYHyPTpr24THJX-hiw/featuredPágina no Facebook: EPCC - Economia Política da Comunicação e da CulturaInstagram: @epcc.brasilE-mail: coloquio.epcc@gmail.comSiga o podcast e acompanhe os próximos episódios!
O governo do Brasil é recebido em visita de Estado à Índia nesta semana, após uma cúpula internacional sobre inteligência artificial realizada pelo país asiático. No cenário das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos ao resto do mundo e de alta dependência global da China, as duas potências emergentes buscam ampliar a cooperação e as parcerias comerciais bilaterais e no âmbito do Mercosul – mas têm pela frente obstáculos importantes a superar. Brasília e Nova Délhi são concorrentes em vários setores, principalmente no agronegócio (açúcar, arroz, carne bovina, derivados de soja, algodão), mas também na energia – ambos são grandes produtores de biocombustíveis –, além das indústrias química e farmacêutica. Em paralelo, os dois países buscam inserção nos mercados emergentes e em desenvolvimento na África e na Ásia. É neste contexto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro Narendra Modi tentarão encontrar pontos de convergência, na sequência da aproximação acelerada em 2025, quando o premiê indiano foi recebido em Brasília para uma visita de Estado. “Precisa fazer a ponte. A Índia está descobrindo o Brasil e eu acho que já sabe o potencial da América Latina. E o Brasil começou a explorar Índia”, nota Umesh Mukhi, professor-associado de Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Quando eu converso com pessoas, percebo que há uma lacuna de conhecimento. Acho que o papel da academia para favorecer intercâmbio, promover conhecimento atualizado, é fundamental para moldar opiniões.” Hoje, os países são parceiros comerciais ainda pouco relevantes: a Índia é o 10° destino das exportações brasileiras, num total de US$ 6,9 bilhões em 2025. O Brasil é deficitário na balança comercial com o país asiático, mas estes números estão em ascensão. "Tivemos um crescimento significativo de 30% no fluxo de comércio de 2024 para 2025, mas isso é pouco, considerando o potencial", salienta o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana. Para impulsionar as trocas, a entidade inaugura um escritório no país, um mercado potencial de 1,4 bilhão de consumidores. A comitiva presidencial ilustra o novo peso que Brasília quer dar ao país: Lula chega a Nova Délhi acompanhado de cerca de 10 ministros e mais de 300 empresários. "A Apex entende que essa nova fase na relação Brasil-Índia começa com muita força a partir da viagem do presidente Lula. Com o primeiro-ministro Modi, eles vão construir uma história que vai gerar muitos recursos e possibilidades de cooperação e negócios", frisa Viana. Oportunidade para o desenvolvimento de tecnologias As oportunidades vão muito além do comércio de commodities e petróleo, salienta o especialista indiano: os serviços tecnológicos, financeiros e as áreas de defesa e aviação civil representam a possibilidade de impulso para o desenvolvimento e a inovação no Brasil. “A Índia já é uma potência tecnológica. Todas as empresas de tecnologia que fornecem serviços em outros países desenvolvidos estão aqui no Brasil, e a situação global está favorecendo esse investimento no Brasil”, explica. “Quando eu converso com empresários e executivos desses setores, brasileiros que trabalham dentro de empresas indianas, eles têm muita demanda por talento e não estão encontrando esses profissionais aqui no Brasil. Eles sempre procuram saber como o Brasil vai facilitar o intercâmbio de talentos – e, quanto mais talentos vierem, mais investimentos haverá no setor tecnológico”, diz Primeiro memorando sobre minerais críticos Por outro lado, é esperada a assinatura de um memorando de entendimento sobre minerais críticos, dos quais o Brasil detém as segundas maiores reservas do mundo. Será a primeira vez que o país estabelecerá com outra nação um acordo sobre esses minérios, estratégicos para a transição energética. “Foi uma iniciativa do Ministério de Minas e Energia, que segue a política brasileira de priorizar o tema e de manter o país aberto à cooperação internacional neste sentido, para trazer valor agregado à produção nacional”, detalhou Susan Kleebank, secretária do Itamaraty para a Ásia e o Pacífico, em briefing à imprensa. “Para que não apenas tenhamos o minério, mas possamos produzir e processar esse minério aqui, chegando a resultados para a nossa indústria e a nossa segurança nacional”, completou. Acordo Índia-Mercosul A viagem também será uma ocasião para o presidente discutir as oportunidades de expansão do comércio com os países do Mercosul. Desde 2009, está em vigor um Acordo de Preferências Tarifárias que reduz as taxas de importação entre a Índia e o bloco sul-americano para uma lista limitada de produtos, contemplando apenas 14% da pauta exportadora brasileira. “Com as mudanças no cenário geopolítico, eu acho que existe uma possibilidade de acelerar, da mesma maneira que a Índia conseguiu acelerar o processo com a Europa”, aponta Mukhi. Em janeiro, Nova Délhi firmou um amplo pacto de livre comércio com a União Europeia, que vai eliminar 97% das tarifas em vigor no comércio bilateral. A ofensiva comercial de Donald Trump contra indianos e brasileiros leva as duas potências a tentarem aumentar o escopo do tratado atual, aposta o professor-associado da FGV. “Eu acho que isso é questão interna, de como o Mercosul se disponibiliza para facilitar esse processo. Vai exigir que a gente saia de nossa zona de conforto e tome algumas decisões duras. Alguns setores vão ser afetados, mas cada setor tem que se adaptar”, indica, referindo-se à agricultura. “Apesar de ser a quarta economia do mundo, a Índia ainda tem grande parte da população de pequenos produtores dependendo da agricultura familiar. Quando você tem um acordo que prejudica essa fatia da população, é um pouco arriscado”, complementa. Leia tambémMacron vai à Índia debater IA, de olho na ampliação do comércio bilateral com o país
Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura, canal do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Autor(a) do podcast: Maria Luiza de Paiva Cruz, bolsista PIC do grupo de pesquisa EPCC da FCRB.Podcast sobre o capítulo "A memória de um tempo presente: O Memorial de Brumadinho”, de autoria de Larissa Gama Louback. Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura, canal do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Coordenação do canal: Dra. Eula D.T.CabralAnálise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D.T.CabralConheça o nosso grupo de pesquisa:Site: https://epccbrasil.wixsite.com/epcc2Canal no Youtube: EPCC Brasil - https://www.youtube.com/channel/UC7niIPYHyPTpr24THJx-hiw/featuredPágina no Facebook: EPCC - Economia Política da Comunicação e da CulturaInstagram: @epcc.brasilE-mail: coloquio.epcc@gmail.com
No episódio "Comprar casa: Quando avançar, como escolher e negociar", Vera Gouveia Barros, economista, colunista no ECO e coautora do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos “O mercado imobiliário em Portugal” e Bruno Coelho, administrador de Imobiliário do Doutor Finanças e autor do livro “Como investir no negócio imobiliário” falam sobre como avaliar se é o momento certo para comprar casa, quais os erros a evitar, como escolher e negociar.
A OCDE estima que, em média, cerca de 70% das crianças de 10 anos já têm um smartphone. O debate contemporâneo centra-se frequentemente nas dependências e nos riscos do contacto continuado dos mais novos com conteúdos digitais, até mesmo apenas com os próprios ecrãs.Dos telefones aos tablets, passando por computadores e consolas de jogos, os aparelhos digitais são males inevitáveis no crescimento das crianças? Que efeitos positivos podem ser explorados no mundo digital infantil? Precisamos de mais filtros ou mais auto-regulação dentro de cada família?Ioli Campos, autora do ensaio «Crianças e Bem-Estar Digital», e Tito de Morais, fundador do projeto «MiudosSegurosNa.Net», respondem a estas e outras questões neste debate.O Da Capa à Contracapa é uma parceria entre a Fundação e a Renascença.
Unaids e Fundação Alemã, Das, apelaram a mais parcerias e financiamento para sustentar a ações contra o vírus nas duas regiões; novas infeções e mortes relacionadas com a Aids continuam a aumentar.
Ionuț Jugureanu și Franco Aloisio se ocupă de mulți ani de Fundația Parada, care acum se numește Parada Samusocial. Vorbesc despre această fuziune cu Samusocial, dar și, mai ales, despre noutățile lor, cele care îi privesc pe cei mai defavorizați.
Estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que várias decisões judiciais sobre casos de LGBTfobia ignoram orientação do STF de considerar crime esse tipo de prática. De acordo com a pesquisadora Lígia Cerqueira da FGV Direito, entrevistada do Mundo Político, não existe padronização das decisões judiciais sobre o tema, que pode ser fruto do conservadorismo ou de falta de familiaridade com a orientação do Supremo, por parte dos magistrados. No programa, ela ainda aponta consequências para esse quadro e alguns desafios para alterá-lo.
A seus postos, Aliança Rebelde!
A Fundação Sara reforça a importância do diagnóstico precoce e do cuidado integral às crianças e adolescentes com câncer; A Fundação Hemominas lançou a campanha “Brinque, extravase e pratique a solidariedade" para reforçar o estoque de sangue durante o Carnaval 2026. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta quinta-feira (12), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o cientista político, Adriano Oliveira, sobre a mais recente pesquisa Quaest. O advogado e Procurador aposentado do Estado de Pernambuco, Edgar Moury, atualiza o caso Toffoli. O Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Marcelo Canuto, conversa sobre o carnaval no Recife.
Nesta edição especial, o Conecta Terceiro Setor, uma iniciativada Fundação José de Paiva Netto, a empreendedora social e relações públicas Natália Gonzales vai abordar a importância do planejamento estratégico de comunicação para OSCs de todos os portes. Você já ouvir falar da ferramenta OPA? Sabe o que significa?Acompanhe a entrevista e saiba do que se trata e como usá-la na gestão da comunicação na sua iniciativa social. Acompanhe, curta e compartilhe esta edição e aprenda ainda mais sobre o Terceiro Setor. Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder ospróximos conteúdos! Acompanhe as nossas redes sociais: Instagram: escolaaberta3setor Site: www.escolaaberta3setor.org.br
O Estado começou a fiscalizar denúncias de trabalho escravo somente em 1995. Alguns dos piores casos aconteciam em carvoarias, onde trabalhadores, inclusive crianças, passam as suas vidas inteiras em meio ao calor e a fuligem dos fornos. Na época, os resgates eram feitos com poucos recursos por agentes do Estado, que aprenderam a enfrentar o problema, na prática. Créditos: Idealização: Natália Suzuki Roteiro: Vitor Camargo Edição: Natália Suzuki e Lucia Nascimento Montagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor Oliveira Gravação: Estúdio da Repórter Brasil Apoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
A Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e o Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC) lançaram o selo “Pessoa com Autismo a Bordo”, destinado a identificar veículos que transportam pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa tem como objetivo conscientizar a população e orientar sobre a abordagem adequada em situações envolvendo esses veículos. O selo será distribuído gratuitamente na sede da FCEE, em São José, e nas instituições conveniadas em todo o estado, mediante apresentação da Carteira de Identificação do Autista de Santa Catarina (CIPTEA). A iniciativa foi criada pela Lei nº 19.035/2024, de autoria do deputado estadual Vicente Caropreso, e regulamentada pelo Decreto nº 1.286, de novembro de 2025. A criação do selo atende a uma antiga reivindicação de associações e grupos da sociedade civil que atuam na defesa e no atendimento de pessoas com autismo. A presidente da Federação das Associações de Pais e Amigos dos Autistas de Santa Catarina (FEAMAS/SC), Catia Purnhagen Franzoi, participou de entrevista no programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (11) e destacou a importância da iniciativa.
Ao contribuírem para a perda da biodiversidade do planeta, empresas mundo afora estão cavando a própria cova – e não fazem nada, ou muito pouco, para reverter os riscos que pesam sobre elas mesmas. Um relatório publicado nesta segunda-feira (9) apresenta as conclusões de três anos de pesquisas sobre uma relação que é, ao mesmo tempo, de dependência e de destruição. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O estudo da respeitada Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), conhecido como “o IPCC da biodiversidade”, alerta que todos os negócios dependem da natureza. Entretanto, as atividades econômicas resultaram na redução de 40% dos estoques do capital natural a partir de 1992, aponta o texto. “O crescimento da economia global ocorreu à custa de uma imensa perda de biodiversidade, que agora representa um risco sistêmico crítico e generalizado para a economia, a estabilidade financeira e o bem-estar humano”, afirma o documento, elaborado por especialistas de 75 países, incluindo consultas a comunidades indígenas e tradicionais. O texto adverte empresas, corporações e o setor financeiro que o modo sobre o qual estruturam as suas atividades – majoritariamente predatórias – impulsiona o declínio da natureza e “nem sempre é compatível com um futuro sustentável”. “O fundamental é que os especialistas detalharam a exposição das empresas à perda de biodiversidade, como elas podem medir o seu impacto e as suas dependências, e assim entender os riscos. É a primeira vez que atingimos esse nível de detalhamento, com esta quantidade de especialistas e com a presença de 150 governos”, resumiu Matt Jones, um dos três copresidentes do trabalho, apresentado na conclusão da 12ª sessão plenária do IPBES, em Manchester (Inglaterra). “Com uma clareza inédita, o relatório ajuda as empresas a entenderem o que elas precisam fazer agora.” Dependência direta ou indireta – mas todas dependem Essa dependência pode ser óbvia, como na agricultura ou na mineração, ou nem tão clara à primeira vista, como nas tecnologias digitais. “Pode ser de uma maneira muito direta, como no caso do agronegócio, que depende diretamente dos solos, de polinização, de água etc., mas também cadeias indiretas. Uma empresa que está desenvolvendo inteligência artificial depende de recursos que estão na nuvem e necessariamente precisa de uma série de componentes primários que vêm da natureza, depende de água para resfriar os seus servidores” explicou à RFI Rafael Loyola, coordenador de um dos capítulos do relatório e diretor da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável. “Quando as empresas começarem a entender que o risco de perda de biodiversidade e de degradação da natureza é um risco material, a mentalidade começa a mudar e as empresas vão começar a internalizar esses custos.” Conforme o estudo, em 2023, os fluxos globais de financiamento público e privado com impactos negativos diretos sobre a natureza chegaram a US$ 7,3 trilhões. Desse valor, um terço foram gastos públicos em subsídios que são prejudiciais ao meio ambiente. No caso do Brasil, Loyola ressalta que os incentivos à agricultura de baixo carbono representam uma minoria do pacote total de recursos disponibilizados para o setor. “A gente está falando em cortar subsídios que geram impacto ou pelo menos reorientá-los, para que não sejam, em sua maioria, atividades impactantes. Estamos falando eventualmente de taxas e benefícios fiscais para as atividades positivas”, exemplificou. “O governo tem um papel estruturante, que é importante para o mercado.” Desconhecimento afeta a proteção A mensuração dos danos é insuficiente, contribuindo para que os danos à natureza sejam minimizados tanto em termos políticas públicas, quanto na alocação de investimentos por bancos e o setor financeiro. Menos de 1% das empresas reporta seus impactos sobre a biodiversidade, nota o estudo. “Elas vão ter que avaliar isso na cadeia de valor que têm e comparar opções entre os seus fornecedores, por exemplo. E obviamente, em um nível mais alto das empresas, olhar para a sua estratégia e ver se ela gera valor porque está alinhada à natureza, e não porque está degradando a natureza. Assim eles poderão redirecionar os seus investimentos”, complementa o especialista brasileiro. Em 2023, apenas US$ 220 bilhões foram direcionados para atividades que contribuem para a conservação e restauração da biodiversidade – ou seja, 3% do valor mobilizado em atividades prejudiciais à natureza. Muitas dos negócios que apostam na conservação de espécies não têm conseguido gerar receitas suficientes para prosperarem, indica o texto. Recomendações O estudo traz uma lista de 100 recomendações para agentes públicos, privados e da sociedade civil promoverem uma “mudança transformadora”, ressaltando que um dos problemas é a falta de informação sobre as oportunidades que o caminho da preservação representa. Medidas como aumentar a eficiência, reduzir o desperdício e as emissões de CO2 beneficiam a biodiversidade. Um maior engajamento junto às comunidades locais, detentoras de conhecimentos tradicionais sobre a natureza, também está entre as recomendações. “Com uma relação respeitosa e apropriada com povos indígenas e comunidades locais, as empresas podem tomar decisões melhores. Existem muitos conhecimentos e dados existentes e as empresas não utilizam como poderiam”, apontou Matt Jones. Para Rafael Loyola, o Brasil é um modelo de como é possível adaptar planos de negócios para torná-los sustentáveis e positivos para a natureza, com as cadeias do açaí e da castanha, na Amazônia. Falta, entretanto, dar escala a essas iniciativas. “No centro do problema, existe a necessidade de mudança de mentalidade, de se entender que a natureza é um ativo para as empresas e a sociedade, e não um problema. Só que hoje temos um conjunto de condições que fazem com que seja mais lucrativo e mais fácil desenvolver um negócio que tem impacto sobre a natureza do que um que a restaure, a recupere”, disse Loyola. “Tem um papel central do Banco Central e dos bancos de desenvolvimento de, na hora de alocar o investimento, fazer uma diligência muito bem feita e fazer um monitoramento do que está sendo reportado, para que seja possível verificar que o que está sendo dito de fato acontece.”
Exigir maior transparência na vida pública pode prevenir comportamentos irregulares de pessoas ou entidades a quem os cidadãos atribuem a sua confiança.Onde se estabelecem os limites entre a transparência e o 'voyeurismo'? A informação apurada na regulação da transparência deve ser automaticamente do domínio público? Há efeitos negativos numa transparência extrema? Para responder a estas e outras questões, o programa recebe Susana Coroado, politóloga e autora do ensaio «Transparência na Vida Pública», e António Delicado, jurista e membro do conselho de administração do Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC).O Da Capa à Contracapa é uma parceria entre a Fundação e a Renascença.
O município de Treviso avança nas políticas públicas voltadas ao cuidado com os animais por meio do Programa de Proteção Animal, instituído pela Lei Municipal nº 1.068, de 10 de maio de 2023. A legislação estabelece ações permanentes para o controle populacional de cães e gatos, combate aos maus-tratos e promoção do bem-estar animal, além de incentivar a posse responsável. Entre as principais diretrizes do programa estão a identificação e o cadastramento dos animais, a realização de castrações, a fiscalização efetiva contra maus-tratos, com aplicação de penalidades previstas em lei, e a garantia de condições adequadas de saúde e cuidado aos pets no município. Dentro desse contexto, a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Treviso deu início a uma campanha de mobilização para que a população participe do censo animal, realizando o registro de seus cães e gatos. A iniciativa busca mapear a população de animais domésticos, gerando dados que auxiliem no planejamento de ações mais eficientes de saúde pública, proteção animal e educação ambiental. O cadastro é simples e pode ser feito por meio do preenchimento de um formulário on-line, facilitando a participação dos moradores. Com a adesão da comunidade, o município fortalece o controle populacional, amplia o alcance das políticas de proteção animal e contribui para uma convivência mais responsável e consciente entre pessoas e animais. A Fundação reforça que a participação da população é fundamental para o sucesso do programa e convida todos os tutores a registrarem seus pets e colaborarem com o desenvolvimento de Treviso. Em entrevista ao Cruz de Malta Notícias desta segunda-feira (9), a Bióloga na Fundação de Meio Ambiente de Treviso, Mariana Furlan Sartor, falou sobre a importância do cadastro. Ouça a entrevista completa:
⛏️ GEOTECNIA EM ÁREAS DE MINERAÇÃO A CÉU ABERTOA mineração é uma atividade fundamental para a economia global, fornecendo matéria-prima para diversos setores industriais. Mas você já parou para pensar nos desafios geotécnicos envolvidos nesse processo?A estabilidade de taludes, a segurança das operações, o controle de erosão e a gestão de rejeitos são apenas alguns dos aspectos que tornam a engenharia geotécnica essencial na mineração.Ouça o Podcast Hora da Geotecnia e descubra como a geotecnia garante segurança, eficiência e sustentabilidade em um dos setores mais críticos da engenharia!A Rádio UFOP em parceria com a LAGEM (@lagem.ufop), a Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas, produz o PODCAST - HORA DA GEOTECNIA.Hora da Geotecnia é um projeto de extensão que tem como objetivo principal, difundir conhecimento científico acerca de assuntos relacionados à Geotecnia para toda a comunidade. Em cada episódio temas que geram debates ou dúvidas, serão esclarecidos e informados à sociedade.Aperte o play! Ouça e compartilhe.Ficha Técnica:Coordenação do projeto e Revisão Técnica: Prof. Felipe LochEdição de Texto: Elis CristinaEdição de Áudio: Danilo NonatoProdução: Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas (LAGEM) em parceria com a Rádio UFOP.Realização: Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Fundação de Educação Artes e Cultura (FUNDAC)SIGA A RÁDIO UFOP EM NOSSAS REDES SOCIAIS E SINTONIZE 103,5
Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Autor do podcast: Carolina Fioravante, bolsista PIC do grupo de pesquisa EPCC da FCRB.No episódio de hoje do Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC), debatemos o capítulo "Arquivo e Arte contemporânea: a virada mnemônica nos 'Postcards from Brazil' de Gilvan Barreto", de autoria de Denise Trindade. A discussão explora como a arte contemporânea utiliza arquivos históricos — especificamente cartões-postais oficiais da Embratur — para desafiar as narrativas hegemônicas da ditadura militar brasileira. Analisamos o conceito de "virada mnemônica" e a forma como os recortes e lacunas nas imagens turísticas revelam a violência estatal oculta, criando uma "geografia da dor" que contrapõe a memória oficial à memória dos crimes e desaparecimentos documentados pela Comissão Nacional da Verdade. O episódio aborda ainda as teorias de Ariella Azoulay, Michel Foucault e Jacques Derrida sobre arquivo e fotografia, refletindo sobre a economia política da memória e o papel da arte como dispositivo de resistência contra o esquecimento institucional.Coordenação do canal: Dra. Eula D.T.Cabral.Análise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D.T.Cabral.Entre em contato conosco:Site: https://epccbrasil.wixsite.com/epcc2Canal no Youtube: EPCC Brasil - https://www.youtube.com/channel/UC7nilPYHyPTpr24THJX-hiw/featuredPágina no Facebook: EPCC-Economia Política da Comunicação e da CulturaInstagram: @epcc.brasilE-mail: [coloquio.epcc@gmail.com]Siga o podcast e acompanhe os próximos episódios!
A Biofund, Fundação para a Conservação da Biodiversidade de Moçambique, anunciou na semana passada a realização, no passado dia 29 de Janeiro, de um 'workshop' de validação da métrica para a preservação do Elefante Africano em Moçambique, uma espécie considerada "em perigo". Esta iniciativa liderada pelo programa COMBO+ que resulta de uma parceria entre a Wildlife Conservation Society (WCS), a Biofund e o Ministério moçambicano da Agricultura, Ambiente e Pescas, visa dotar as autoridades moçambicanas de uma ferramenta -a métrica- quantificando os prejuízos causados pela actividade humana no meio ambiente e compensar essa perda. Esta que é quinta métrica a ser desenvolvida no âmbito desse programa, a seguir às métricas implementadas para recifes de coral, florestas, mangais e ervas marinhas está a ser desenvolvida numa altura em que o país envida esforços para conciliar o desenvolvimento económico com a preservação da biodiversidade, neste caso, do elefante africano, uma "espécie prioritária para a conservação" considerada "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Segundo dados oficiais, o país tem cerca de dez mil elefantes que, para além dos caçadores furtivos, têm que enfrentar outros entraves à sua sobrevivência, como a extensão da actividade agrícola ou o impacto dos megaprojectos no país. Em entrevista concedida à RFI, Vanda Machava, gestora do Programa de Contrabalanços e Biodiversidade no seio da Biofund, explica-nos no que consiste a métrica aplicada à protecção da natureza, começando por evocar o contexto em que surge esta ferramenta. RFI: No que consiste a métrica e em que contexto ela surge? Vanda Machava: Moçambique é um país bastante rico no que concerne aos recursos naturais, à biodiversidade. Temos áreas de conservação, temos reservas. Cerca de 26% do território nacional faz parte da rede Nacional das Áreas de Conservação. Em Moçambique, é dentro deste património natural, que o elefante africano é uma das espécies prioritárias para conservação, tanto a nível nacional, até mesmo a nível internacional. Mas temos verificado nas últimas décadas que esta espécie emblemática tem sofrido uma grande pressão no que diz respeito a ameaças e temos verificado mais e mais que uma das ameaças mais frequentes tem sido a caça furtiva ou então a perda da vegetação devido à prática da agricultura por parte das comunidades locais e até mesmo alguns megaprojectos que mais e mais estão a ser evidentes aqui em Moçambique, como por exemplo a mineração, a construção de grandes infra-estruturas, assentamentos humanos. São projectos que nós chamamos de projectos de desenvolvimento, contribuem para o desenvolvimento económico do país, mas vão acabar por comprometer a biodiversidade. RFI: Só para nós sabermos qual é o habitat natural do elefante em Moçambique? Em que zonas é que ele fica? Vanda Machava: As zonas onde o elefante africano ocorre são zonas protegidas, então fazem parte da rede nacional das Áreas de Conservação. Contudo, o elefante africano não fica fixo, não fica parado, movimenta-se, migra através dos corredores de migração. Então, por isso mesmo é que acaba criando um bocadinho de conflito com as comunidades locais, porque às vezes as comunidades podem decidir fazer agricultura nos corredores de migração, nos locais que os elefantes acabam percorrendo. Então aqui já existe este conflito. Por exemplo, nas áreas de conservação, bem perto, ao redor das áreas de conservação, as comunidades fazem agricultura e às vezes os elefantes passam por estes locais. E aí há choques. Então tem que sempre tentar-se identificar medidas para evitar que haja esses choques. Então, uma das formas que nós identificamos ao nível nacional foi o desenvolvimento de métricas. No que consistem estas métricas? Métrica é uma forma que foi identificada para poder se minimizar ou reduzir o impacto ou a pressão sobre a biodiversidade. Neste caso, podem ser plantas. As métricas podem ser aplicadas também à ecossistemas como mangais, recifes de corais, ervas marinhas e até mesmo também na fauna -neste caso- o elefante africano. O que acontece? Temos verificado mais e mais que vários projectos estão a ser implementados em Moçambique. E estes megaprojectos de mineração, por exemplo, ou então exploração de petróleo e gás e por aí fora, podem vir a afectar áreas ou ecossistemas onde ocorre o elefante africano. De forma a tentar minimizar este impacto sobre esta espécie, foram desenvolvidas métricas que vão ajudar a fazer o cálculo ou a compensação. 'O projeto X afectou negativamente na população de elefante', como é que nós podemos compensar esta perda? Então, a métrica vai permitir quantificar quantos animais, por exemplo, foram perdidos na área onde está a ser desenvolvido o projecto. E depois, vai poder quantificar quantos animais devem ser povoados numa outra área. Neste caso, chamamos de área de contrabalanço ou projecto de contrabalanço de diversidade, para estes animais poderem-se multiplicar. Então, esta métrica faz parte de um pacote a nível nacional que nós chamamos de contrabalanço de biodiversidade, que são medidas de compensação que foram identificadas para compensar as perdas ou os danos que os projectos de desenvolvimento causam na biodiversidade. Ao fim do dia, o que todos nós queremos é que haja desenvolvimento do nosso país, desenvolvimento económico, mas também tem que estar em harmonia ou em sincronia com a conservação da biodiversidade. Então, de forma resumida, a métrica vai ajudar a quantificar o que se perdeu. E depois do que se perdeu, quanto pode ser ganho na área, neste caso, de contrabalanço de biodiversidade. RFI: Desde quando é que este sistema está a ser implementado? Vanda Machava: Vamos talvez fazer um bocadinho de contextualização do programa. COMBO+ é um programa maior que começou a ser desenvolvido em 2016/2017 ao nível de diferentes países. Então, desde 2016/2017 e até agora está a ser implementado. COMBO+ significa conservação, mitigação de impactos e contrabalanço de diversidade. O objectivo deste programa internacional é exactamente garantir que haja esta harmonia, o balanço entre o desenvolvimento económico e a conservação da biodiversidade. Está a ser implementado em diferentes países, ao nível de África, em Moçambique, Madagáscar, Uganda e Guiné. Ao nível da Ásia está a ser implementado no Laos e no Myanmar. Envolve muitos treinamentos, envolve muitas trocas de experiências entre os países. Levamos Moçambique para Madagáscar, para podermos aprender e trocar experiências, trocar impressões. Isto envolve um conceito maior que nós chamamos de hierarquia de mitigação. São um conjunto de passos que devem ser implementados pelos megaprojectos de forma a reduzir ao máximo o impacto no meio ambiente. Então, voltando a falar de Moçambique em particular, as métricas começaram a ser desenvolvidas já desde 2020/2021, em Moçambique. Nós já desenvolvemos métricas para quantificar perdas e ganhos nos recifes de corais, no mangal, na floresta, nas ervas marinhas e agora estamos a desenvolver a quinta métrica que é a do elefante africano. Então, essas métricas vão ser implementadas pelos proponentes de projectos que vão causar impactos negativos ou sobre recifes de corais, ou então sobre ervas marinhas, ou então sobre o mangal, ou então sobre a população de elefante africano. RFI: Concretamente, depois de desenvolverem essa métrica, como é que isto vai ser implementado? Há de facto espaço em Moçambique para depois utilizar essas métricas? Vanda Machava: O que está por detrás do desenvolvimento deste conjunto de métricas ou ferramentas, está directamente relacionado com o impacto negativo sobre a biodiversidade, o impacto negativo que vai ser provocado pelos grandes projectos ou pelas grandes empresas que vão criar impactos residuais significativos no ambiente. Então, esta é uma medida que foi identificada para compensar essas perdas. Isto vai permitir que as empresas ou os grandes projectos vão continuar a ser implementados em Moçambique. Contudo, tem que se ter em conta que eles devem fazer alguma coisa pela natureza, alguma coisa pela conservação da biodiversidade. Aí é que entra a métrica para responder a isto. E isto não está a ser feito do nada, consta na legislação moçambicana. É um requisito legal. Tanto que foi publicado em 2022 um diploma ministerial de contrabalanço de biodiversidade, que obriga a empresas ou actividades que são classificadas pelo Ministério da Agricultura e Pescas como sendo da categoria A ou A+, que causam impactos negativos residuais, a implementar projectos de contrabalanços. RFI: Concretamente, empresas como a Total em Cabo Delgado ou empresas de exploração florestal, por exemplo, poderão também utilizar esse sistema de métrica? Vanda Machava: Sim, exactamente. Estas grandes empresas que chamamos de megaprojectos como a Total (hidrocarbonetos) ou a Kenmare (mineração), várias empresas chinesas, os sectores que nós estamos a prever é a mineração, construção de grandes infra-estruturas. Podemos talvez adicionar um ponto: Moçambique encontra-se a desenvolver o primeiro plano de gestão de contrabalanço de Biodiversidade e vai ser implementado pela empresa mineradora Kenmare que opera a nível de Nampula. Eles estão a contar com o apoio da Biofund e também da WCS (Wildlife Conservation society) nestes primeiros passos, porque é um plano de gestão de contrabalanço de diversidade que é pioneiro. RFI: Será que é suficiente simplesmente repor o que se perdeu? Estou a pensar, por exemplo, num caso concreto, em que se destroem florestas, depois as empresas fazem aquilo que se chama o "greenwashing". Vão plantar novamente árvores, não forçosamente aquelas que se perderam, e isto pode demorar anos até realmente ficar como estava dantes. Vanda Machava: Sim, leva muito tempo até a natureza, os ecossistemas voltarem a ter vida. E assim, de acordo com o nosso quadro legal é imperioso, é obrigatório que esta fase da compensação seja a última medida, o último passo. De acordo com o nosso quadro legal, os proponentes devem primeiro tentar evitar ao máximo a degradação na biodiversidade. Esse é o primeiro passo. Caso eles não consigam evitar, devem fazer de tudo para minimizar ou reduzir o impacto. Isso pode ser feito, por exemplo, através da alteração das metodologias, das suas actividades, dos seus projectos de Desenvolvimento é o terceiro passo é tentar fazer a restauração. Essa restauração dos 'habitats' acontece dentro da área do projecto, por exemplo, áreas em que eles já não se encontram a usar, podem começar a fazer a reabilitação para a natureza começar a responder. Mas caso se identifique, mesmo após a aplicação de cada um desses passos, a natureza não está a reagir, continuamos a ter impactos negativos, aí eles têm que fazer o contrabalanço e a última fase. E é uma fase que exige dinheiro. Será um projecto extremamente dispendioso. Porquê? Porque este projecto de contrabalanço, primeiro tem que ser realizado fora da área de impacto, fora da área do projecto, neste caso, dentro de uma área de conservação ou então dentro de uma área-chave para a biodiversidade, de forma a garantir que haja preservação. Estes projectos são projectos de longa duração. Não são projectos de dois nem três anos. Podem levar 20, 30, 50 anos, 60 anos. O ciclo de vida ou o tempo de vida destes projectos de contrabalanço vai depender do tempo em que os impactos negativos continuarem a surtir efeitos na área do projecto que foi impactada. RFI: Há interesse das empresas que estão a explorar diversas áreas em Moçambique, na exploração florestal, na exploração de minérios, na exploração de gás em Cabo Delgado, há esse interesse, de facto, de ter uma responsabilidade social e de efectivamente compensar as comunidades se tem um impacto negativo na biodiversidade? Vanda Machava: Neste caso, independentemente de existir interesse ou não existir, não tem nenhuma importância. O mais importante é o que consta na legislação. É obrigatório. Todas as empresas que forem a causar impactos residuais negativos no meio ambiente, é obrigatório eles compensarem. É de lei. E depois, como é de lei, está no diploma ministerial. Cada vez que uma determinada empresa for a causar impactos, cada vez que tiver que fazer a renovação da licença ambiental que decorre de cinco em cinco anos, se por acaso verificar-se que eles estão a causar danos ou perdas na biodiversidade, eles vão receber uma notificação do ministério para eles poderem fazer um plano de gestão do contrabalanço ou projectos de contrabalanço de biodiversidade. E eles devem provar que estão realmente a conseguir ter resultados, porque os resultados vão ter que ser medidos. E como se mede este resultado? Através da métrica. Por isso mesmo é que se fez um trabalho muito, mas muito robusto entre a Wildlife Conservation Society, a Biofund e o Governo de Moçambique, para podermos ter a legislação ou quadro legal publicado divulgado, os diferentes 'takeholders' que vão estar envolvidos na implementação dos projectos de contrabalanço estão devidamente treinados. Só para ter uma ideia, treinamos acima de mil e tal pessoas. Foram capacitadas acima de 250 instituições a nível nacional. Levamos técnicos do governo para outros países para eles poderem aprender com os outros como é que eles estão a implementar este conceito de hierarquia e de mitigação. Então houve muito trabalho. Nesta altura, nós estamos ansiosos para que os projectos de contrabalanço sejam desenvolvidos. Então, independentemente da empresa querer ou não, se estiverem a causar impactos, vão ter que compensar.
#687 desbravando os oceanos com paulinho boca, PiL, cocteau twins, odetta, milton nascimento, HAL9000, astor piazzolla...
A mesa internacional “Paz, Integração e Soberania: um olhar sobre a América Latina” propõe um debate qualificado sobre os desafios políticos, sociais e geopolíticos da América Latina no contexto atual.O debate discute os caminhos da integração regional, a defesa da soberania dos povos latino-americanos e o papel da democracia e da paz em um cenário marcado por disputas globais e tensões geopolíticas.Participam da mesa: Humberto Costa, senador por Pernambuco e secretário de Relações Internacionais do PT; Monica Bruckmann, cientista política e professora da UFRJ; e Pedro Silva Barros, pesquisador do Ipea e conselheiro da Fundação Perseu Abramo.A mediação é feita por Mônica Valente, secretária executiva do Foro de São Paulo e diretora da Fundação Perseu Abramo.
Muitos trabalhadores resgatados são homens, negros, com baixa escolaridade e provenientes do estado do Maranhão. Neste segundo episódio, baseado na história da auditora fiscal do trabalho, Claudia Ribeiro, contamos o triste fim de trabalhadores explorados, encontrados por ela em uma das suas fiscalizações realizadas na década de 1990. Créditos: Idealização: Natália Suzuki Roteiro: Vitor Camargo Edição: Natália Suzuki e Lucia Nascimento Montagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor Oliveira Gravação: Estúdio da Repórter Brasil Apoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Urbanização paulista gera mudanças espaciais e sociais nos municípios do Estado, de acordo com estudo da Fundação Seade
Você sabia que a fabricante do Marlboro já foi dona da segunda maior empresa de alimentos do mundo? Nesse episódio, abordamos o casamento entre cigarros e ultraprocessados – uma relação que começou na década de 1960, teve seus altos e baixos, mas segue viva até hoje. Se antes gigantes como Philip Morris iam às compras, levando pra casa firmas do porte da Nabisco, agora os negócios são mediados pelo capital financeiro. E têm como alvo startups de suplementos, como a brasileira Mais Mu.A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos.Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!
Durante meses, especulou-se sobre a possibilidade de umainvasão dos Estados Unidos à Venezuela, em meio ao cerco militar no Caribe, àsacusações de narcotráfico e às ameaças diretas ao governo bolivariano. Muitosanalistas avaliavam que a estratégia se manteria no campo da pressão e daintimidação, dando continuidade às tentativas de desestabilização patrocinadaspelos EUA na Venezuela e na América Latina ao longo de décadas. A invasãomilitar, com mortes de civis e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, marcouuma inflexão inédita, retomando práticas de intervencionismo direto associadasà Doutrina Monroe. A conversa discute esse episódio e seus significadospolíticos, trazendo também diferentes perspectivas e debates existentes nointerior da esquerda sobre a crise venezuelana. Para nos aprofundarmos maissobre o assunto, entrevistamos o sociólogo venezuelano da Universidad Centralde Venezuela, pesquisador em ecologia política, integrante do Observatório deEcologia Política da Venezuela, colaborador da Fundação Rosa Luxemburgo eparticipante da CLACSO.*Apresentação:* Samiyah Becker*Entrevistado:* Emiliano Terrán Mantovani*Roteiro:* Samiyah Becker, Fernando Cunha e Gislaine Amaral*Edição:* Carolina Ferreira*Realização:* Pulso Latino Podcast e Berta ColetivoLatino-Americanista
Este é o segundo episódio da série de podcasts Ugo Giorgetti em 4 documentários e trata de dois médias-metragens: “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”, documentários produzidos pelo diretor e produtor, que também são muito diferentes entre si, mas que têm um ponto crucial em comum. No episódio, Liniane Brum e Mayra Trinca revelam como eles entrelaçam as trajetórias de vida de dois artistas, em meio ao desenvolvimento da cidade de São Paulo. _____________________________ Roteiro [Som de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo.] Mantém em BG até entrada da música de transição. LINI: Esse é o segundo episódio da série de podcasts Ugo Giorgetti em 4 documentários. Meu nome é Liniane Haag Brum, sou doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e realizei a pesquisa de pós-doutorado “Contra o apagamento – o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti” também na Unicamp, no Labjor, com o apoio da Fapesp. Essa pesquisa surgiu da descoberta de uma lacuna. Percebi que não havia nenhum estudo sobre a obra de não ficção de Giorgetti. Apesar de ela ser tão expressiva quanto a sua ficção, e mais extensa. MAYRA: E eu sou a Mayra Trinca, bióloga e mestra em Divulgação Científica e Cultural pelo Labjor. Você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Eu tô aqui pra apresentar esse episódio junto com a Liniane. Nele, vamos abordar os médias-metragens “Variações sobre um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”. [Música de transição – tirar da abertura de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] LINI: No primeiro episódio, apresentamos os documentários “Pizza” e “Em Busca da Pátria Perdida”, destacando os procedimentos e recursos de linguagem empregados pelo cineasta para retratar a complexidade da capital paulista. MAYRA: Em “Pizza”, as contradições de São Paulo surgem na investigação de pizzarias de diversas regiões, por meio de depoimentos de seus donos, funcionários, clientes e pizzaiolos. Já “Em Busca da Pátria Perdida” se concentra no bairro do Glicério, e registra a experiência de migrantes e imigrantes que encontram acolhida e fé na Igreja Nossa Senhora da Paz. Se você ainda não ouviu, é só procurar por “Ugo Giorgetti” no nosso site ou no seu agregador de podcasts. LINI: Nesse segundo episódio, vamos falar sobre dois médias-metragens: “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”, documentários que também são muito diferentes entre si, mas que tem um ponto crucial em comum. Vamos revelar como eles entrelaçam as trajetórias de vida de dois artistas, ao desenvolvimento da cidade de São Paulo. (pausa) Vinheta Oxigênio LINI: Se você não tem muita ligação com a música de câmara, seja tocando, estudando ou pesquisando o tema, é provável que nunca tenha ouvido falar em Johannes Olsner. “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” retrata a trajetória profissional desse violista que chegou no Brasil em 1939, vindo da Alemanha para uma turnê musical, e nunca mais voltou pra casa. MAYRA: Sobre esse documentário o crítico literário e musical Arthur Nestrovski escreveu o seguinte na Folha de São Paulo, em setembro de 2004: “O filme é muito simples. O que, no caso, é uma virtude: (…) a vida de Johannes Oelsner se confunde com a arte que praticou ao longo de quase 70 anos de carreira.” LINI: O violista alemão fez parte da formação inicial de músicos do que é hoje o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. [Música de transição – escolher excerto de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] MAYRA: Talvez você esteja se perguntando o que é um quarteto de cordas… Vamos por partes: Um quarteto de cordas é uma das formações mais emblemáticas da música de câmara e reúne quatro instrumentistas em dois pares: dois violinos, uma viola e um violoncelo. [Entra música de fundo: escolher excerto de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] [Sugestão – time code do Youtube – 09:32 até 10:42] A expressão “música de câmara” tem sua origem na “musica da câmera”, termo italiano que significa “música para a sala”. É originalmente um gênero de música erudita para ser tocada em ambientes privados e íntimos, como nos aposentos palacianos e gabinetes da aristocracia, – e não nas grandes salas de concerto. LINI: A música de câmara pode ter diferentes formações, como por exemplo um dueto ou um quinteto. Mas – sim! – o quarteto é a sua forma mais clássica. [Música de transição] Embora os quartetos de cordas se dediquem a um repertório de alto refinamento artístico, sua presença no Brasil é pouco comum. Foi pensando nisso que perguntei pra Ugo Giorgetti por que motivo ele decidiu fazer um documentário sobre um tema tão específico. Ouve só como foi a nossa conversa: LINI: Sobre o quarteto de cordas eu queria perguntar o seguinte: é um tema restrito? Fica um documentário mais assim, restrito, você acha? GIORGETTI: O Quarteto de Cordas é só um lado do documentário. Ele fala também de São Paulo, ele fala do Mário Andrade, ele fala do Prestes Maia, ele fala um monte de coisa. Ele fala da durabilidade do tempo, esse negócio se transformou em uma coisa que durou 37 anos tocando juntos. Esses caras envelheceram juntos. [Música de transição – trecho de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] GIORGETTI: Quando eu fiz o documentário, esse quarteto já não existia mais naquela forma original. Já passou por outras formas, mas é sempre o Quarteto de Cordas do município de São Paulo. Então, nenhuma coisa é tão fechada assim. MAYRA: Retomando a trajetória de Johannes Olsner: sua formação como músico erudito começou cedo e se deu por meio do aprendizado do violino. Foi só mais tarde, quando já tocava profissionalmente, que ele chegou à viola que lhe acompanhou ao longo da vida. Escuta o próprio Johannes falando um pouco sobre isso: [trecho do documentário] – Johannes Olsner: Estudei primeiro violino, comecei com 9 anos o violino, então eu me apresentei no Conservatório Real de Dresden. Aí quem me ouviu foi o grande professor Henri Marteau, francês. Depois, com 13 anos, me deram uma bolsa de estudo integral. Eu me formei, depois ganhei o meu diploma, etc, etc. Isso foi em 1935, até 1937. [trecho de MOZART em violino] LINI: O violista já tocava no prestigioso Quarteto Fritzsche de Dresden, ainda na Alemanha, quando recebeu a notícia que iria sair em turnê para as Américas. No dia 9 de março de 1939, aos 24 anos, ele e seus parceiros musicais pegaram um navio, em Bremen, também na Alemanha. [Efeito de som do mar] Primeira parada: Panamá, por três dias. Depois Argentina, onde tocaram na escola alemã e permaneceram por semanas a fio. Em seguida Montevidéu, onde fizeram quatro concertos. E, finalmente, aportaram no Rio de Janeiro. [Efeito de som do mar] [trecho do documentário] – Johannes Olsner: Chegamos dia 26 de julho de 1939, com bastante atraso, mas aqui no Brasil. LINI: Veio a Segunda Guerra, ele e os colegas permaneceram em terras brasileiras. [trecho do documentário] – Johannes Olsner: A gente pode dizer mesmo o Deus é brasileiro, né? Eu tive sorte lá, com entrar no Quarteto e tudo assim, mas aqui, olha que, eu sempre digo para todos vocês que são brasileiros natos: pode ficar contente, porque é a melhor terra que tem. Fora de tudo que tem, olha que, é a melhor terra que tem. LINI: Olsner criou raízes em São Paulo. Em 1944, mesmo ano em que se casou, entrou para o Quarteto Haydn. MAYRA: O Quarteto Haydn do Departamento de Cultura de São Paulo representa a fase inicial e histórica do que hoje é o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Sua origem remonta a 1935, quando foi fundado por iniciativa de Mário de Andrade, que na época era o diretor do Departamento. A formação respondia a um antigo anseio do escritor, crítico musical, ensaísta e professor de música. Entre outras tantas lutas culturais, Mário de Andrade acabou se tornando um verdadeiro paladino da construção de uma cultura musical consciente e autônoma para o Brasil. A rememoração de Oelsner dá indícios dessa efervescência: EXCERTO MÁRIO DE ANDRADE: Oelsner: Um dos primeiros concertos, me lembro, era em frente do Teatro Municipal, a velas. E então, aí o Mário, como disse, como assistiu todos os concertos, um dia ele chegou também. Ele dizia, seria possível tocar uma vez com o nosso quarteto aqui do teatro, do departamento. Então, como eu já falei para o senhor, fizemos o quarteto de Mendelssohn [trecho do quarteto de Mendelssohn do documentário Variações(continuação do texto acima) ] LINI: Pausa para um esclarecimento. Você lembra que no primeiro episódio a gente falou da presença da literatura na obra de não ficção de Giorgetti? Pois é, “Variações sobre um quarteto de cordas” também revela essa face do diretor paulista. Na entrevista com Oeslner, ele não disfarça o interesse pelo escritor brasileiro Mário de Andrade. [trecho do documentário] Ugo Giorgetti: O senhor lembra do bem do Mário de Andrade? Oelsner: Sim, nós éramos amigos, que infelizmente eu tinha mais contato com ele de 44, quando eu entrei no departamento, até 45, e pobre Mário morreu em 45. Ugo Giorgetti Como ele era? Oelsner: Sempre alegre, sempre disposto, e qualquer coisa que o senhor disse, uma novidade, o senhor dizia, vamos ver. Sim, sim, sim. E marcava quanto se podia fazer. O Mário era formidável. LINI: Eu perguntei ao diretor se ele de fato – abre aspas “perseguiu” – a presença e a figura de Mário de Andrade, na entrevista com o Oelsner. Ele respondeu que sim. E fez o seguinte relato: [trecho do documentário] Ugo Giorgetti: Eu considero o Mário de Andrade o maior intelectual de São Paulo, de todos os tempos, porque ele era um grande poeta. Tem poemas que são fantásticos, citei um num artigo que escrevi sobre Abujamra, um poema dele, que dizia, “eu sou 300, sou 350, mas um dia eu toparei comigo.” Ele era um músico, ele dava aula no Instituto de Arte Dramática, professor, ele era um etnógrafo, ele saia pelo Brasil cantando folclore, ele era um professor, claro, político, na boa fase, na boa forma de político. Ele foi o primeiro secretário de Cultura de São Paulo. Eu procuro o Mário de Andrade, onde é possível achar. Eu tenho contos dele, o que ele escreveu para jornais, ele escreveu para jornais também, era um cronista, um cara fantástico. MAYRA: Johannes Olsner cultivou laços com Mário de Andrade e também com personalidades como os compositores e regentes Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri. Além disso, executou peças com as pianistas Guiomar Novaes e Magdalena Tagliaferro. Durante a formação mais longeva do Quarteto, de 1944 a 1979, ele tocou com Gino Alfonsi no primeiro violino, Alexandre Schaffman no segundo e Calixto Corazza no violoncelo. LINI: A gente pode dizer que Johannes Olsner é o biografado do documentário. Mas também podemos afirmar que essa peça audiovisual é um testemunho. Por meio de um único depoimento, o média-metragem: flagra o nascimento do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, – que é também um registro do florescimento da vida cultural e do desenvolvimento da capital paulista. MAYRA: Vislumbra uma linhagem de músicos alemães surgida em Dresden, berço musical em um dos momentos mais ricos, inovadores e contraditórios do Ocidente. LINI: Testemunha os efeitos da Segunda Guerra Mundial, quando centenas de cidadãos alemães se viram obrigados a imigrar para sobreviver. Esse ponto não está explícito no relato de Olsner, mas as imagens do documentário fazem referência ao fato. MAYRA: Revela a devoção de Johannes Olsner à música. LINI: Mesmo depois de aposentado, Johannes Olsner seguiu trabalhando como músico. Na época da gravação do documentário, em 2003, lecionava no Conservatório Villa Lobos, em Osasco, e tocava em eventos e festas de casamento. Ele jamais considerou parar com suas atividades musicais. Faleceu aos 94 anos, em São Paulo, no ano de 2010. [Bloco 2: documentário “Santana em Santana”] LINI: Santana em Santana, de 2007, foi realizado a partir de um edital da Secretaria Municipal de Cultura que visava a realização do projeto “História dos bairros de São Paulo”. A ideia por trás da chamada pública era fomentar o mapeamento audiovisual da capital paulista, por meio de documentários sobre os bairros que a compõem. MAYRA: Ugo Giorgetti, com sua produtora, a SP Filmes de São Paulo, foi selecionado com o projeto de documentário que propunha explorar a história do seu bairro de origem: Santana, localizado na zona norte da capital paulista. [Ruído de passagem de cena] LINI: Santana em Santana: de cara dá pra perceber que o título escolhido pelo cineasta é tanto uma provocação existencial e poética, quanto um convite à interpretação. MAYRA: A gente se pergunta: como assim Santana EM Santana? Existe um bairro dentro do bairro original? Isso seria um erro de grafia ou uma pista? Ou apenas um jogo linguístico para atrair a atenção do espectador? [Ruído de passagem de cena] LINI: Pois é, eu questionei o Ugo Giorgetti sobre o que o título do filme pretende revelar. Sua resposta acabou mostrando as motivações por trás do projeto original. Além, é claro, de elucidar esse “mistério”… Ele disse: UGO GIORGETTI: Bom, eu fiz pelo seguinte, também eu quis fazer. Se Santana realmente correspondia à minha concepção que eu tinha dela. Por quê? Porque eu ia na casa do meu irmão… Eu vou sempre na casa do meu irmão. Toda a vez que eu ia na casa dele, às vezes eu ia à noite, às vezes de dia, eu tinha a impressão que não tinha sobrado pedra sobre pedra do meu bairro. Era uma coisa sórdida, vulgar, ridícula, todas as construções iguais, uma coisa cafajeste, não sobrou nada do cinema, nada de nada. Eu não falava com ele sobre isso porque ele morava lá, ele também não falava. Então ficou essa ideia que estava cimentada na minha cabeça. E, para a minha surpresa, quando eu fiz o documentário, eu vi que não só restavam coisas, mas que restava muita coisa. Uma pessoa como eu, que conhecia muito bem o bairro, eu andava para aquele bairro o tempo todo, você procurando os lugares que você ia, em geral, eu achava o lugar. Não só achava o lugar, como alguns lugares intactos. [Ruído de passagem de cena: um carro passando] MAYRA: A escolha da linguagem cinematográfica mostra também esse interesse pessoal pelo tema. O principal recurso usado em Variações sobre Um Quarteto de Cordas se repete em Santana em Santana: o depoimento de um único artista, nesse caso, o próprio Giorgetti. Em Santana em Santana Ugo não é apenas o cineasta, mas assume também a posição de narrador-apresentador. Na cena que abre a narrativa, você vê um ambiente despojado, o diretor atrás de uma escrivaninha olhando para a câmera e falando o seguinte texto: [trecho do documentário Santana em Santana] Ugo Giorgetti: Santana sob o ponto de vista da história, do fato histórico, não é relevante, não há nada na história de Santana, que eu saiba, que mereça um registro significativo. Santana é uma região que fica ao norte da cidade, dividida pelo Tietê. Isto é, o Tietê é a primeira fronteira dela, que separa Santana da cidade. E o início dela, é o início mais ou menos costumeiro dos bairros de São Paulo. Quer dizer, é uma grande quantidade de terra, ocupada por uma associação entre o Estado, a Igreja e ricos proprietários. . Evidentemente essas proporções foram se desfazendo depois, principalmente os ricos proprietários, e se tornou um bairro, conforme ele se configurou, a partir de 1942”. LINI: A fala do cineasta sugere que o documentário vai investigar a história do bairro Santana. No entanto, à medida que a narrativa avança, o que se vê na tela é um percurso afetivo que pouco tem a ver com acontecimentos verificáveis, dados e informações precisas. Santana em Santana revela o cineasta à procura de sua própria história… MAYRA: Em cena, a escola que frequentou na primeira juventude, o Mirante de Santana, o cinema de bairro que hoje é shopping center. LINI: Ouve só como também é revelador esse trecho da conversa que tive com ele: GIORGETTI – O filme que mais me impactou que eu vi lá em Santa Ana foi um filme de 1960. Eu tinha 18 anos. É um filme maravilhoso não pelo, digamos assim, valor cinematográfico, é pequeno o valor cinematográfico, mas porque era um filme chamado O Julgamento de Nuremberg; o casting era inacreditável: Spencer Tracy, Burt Lancaster, Montgomery Clift. Lini: É um bom filme. Ugo: Pô! MAYRA: Em entrevista, o diretor também expôs a importância do processo de produção do documentário, para o tema de que ele trata: GIORGETTI: Tem alguns planos nesse filme que eu gosto muito. Tem um plano que eu acho que é muito bom, que é um plano numa tempestade. Eu falei, se prepara que vai chover, se prepara que vai ter uma puta tempestade que ocorre nesse bairro. E, de repente, o que eu acho curioso é que, no meio da tempestade, o bairro ficou um bairro. Tudo ficou um pouco impreciso, como se o tempo tivesse passado, porém deixou como um quadro impressionista, contornos no meio daquela névoa da tempestade. Daí eu reconheci o bairro. Daí eu falei, esse é Santana. Casas meio aparecendo, outras não. Uma coisa mais na sombra, outra coisa mais evidente. Ficou muito legal aquilo. Mas tem outras coisas. Tem o meu irmão voltando da feira. Não sei se você viu. Ele está identificado como… Lini: Não, não. Ah, então eu não identifiquei. Acho que foi uma cena muito de passagem. É, o cara voltando da feira. O maestro Mauro Giorgetti com uma puta de uma cesta. Ele nem viu que ele estava lá. MAYRA: Essa atitude artística de Giorgetti em Santana em Santana, de individualizar a narrativa, ao invés de elucidar fatos e discursar sobre eles, faz parte de um – digamos – estilo. Segundo o diretor, ele nunca trata realmente do tema que se anuncia; ele afirma que o seu mote é, abre aspas, “ter sempre uma coisa que vista a cidade (…) você pensa que tá vendo uma coisa, mas é outra”. LINI: Ou seja, de acordo com o diretor, no fundo ele está sempre tratando de São Paulo. [Pausa.] OK, como você ouviu lá no primeiro episódio, é preciso considerar a visão do artista sobre seu próprio trabalho. Mas sem tirar de foco aquilo que a obra, ela mesma, mostra. No caso, o documentário – sobretudo – ativa a memória do diretor e a projeta no presente. Essa projeção oferece ao espectador uma realidade construída por um discurso que é uma espécie de auto-perscrutação dos primeiros anos de vida do artista em contato com a cidade. [Efeito sonoro de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo] LINI: Uma investigação a partir do subjetivo…que é também um documento…. [trecho do documentário Santana em Santana] Ugo Giorgetti: Por isso que eu tento fazer uma coisa que deixe, pelo menos, uma impressão do mundo que eu vivi. Eu não estou fazendo poesia, não estou fazendo filmes fora, cabeça, mensagem. Isso não é comigo. [Efeito sonoro de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo.] MAYRA: O roteiro desse episódio foi escrito pela Liniane Haag Brum, que também realizou as entrevistas. A revisão do roteiro foi feita por mim, Mayra Trinca, que também apresento o episódio. LINI: A pesquisa de pós-doutorado teve orientação do professor Carlos Vogt, e seu resultado é objeto de meu trabalho no âmbito do Programa Mídia Ciência, do Labjor, com supervisão da Simone Pallone. As reportagens referentes à divulgação de “Contra o apagamento, o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti”, foram publicadas no dossiê “Ugo Giorgetti” da Revista ComCiência. A gente vai deixar o link e a ficha técnica dos documentários na descrição do episódio. LINI: A edição de áudio foi feita pela Carolaine Cabral e a vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez. MAYRA: Este episódio tem o apoio da Diretoria Executiva de Apoio e Permanência, da Unicamp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, por meio de bolsas e também da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. MAYRA: Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. LINI: Se você gostou do conteúdo, compartilhe com seus amigos.
É responsabilidade do Estado inspecionar as condições laborais de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e garantir os seus direitos, como determina a Constituição Federal de 88. E quem deve fazer isso é um conjunto de funcionários públicos, os chamados auditores fiscais do trabalho. Neste primeiro, episódio você vai conhecer a história de um deles, André Roston. Ele compartilha sobre suas reflexões docomeço da sua carreira e conta a respeito de uma fiscalização de uma fazenda na Amazônia, localizada no município de de São Félix do Xingu, no estado do Pará, no começo dos anos 2000.Créditos: O podcast Histórias de Combate ao Trabalho Escravo é uma realização da Repórter Brasil, com distribuição do portal UOL.Idealização: Natália SuzukiRoteiro: Lucia NascimentoEdição: Natália Suzuki e Vitor CamargoMontagem, sonorização, trilha sonora e mixagem: Victor OliveiraGravação: Estúdio da Repórter BrasilApoio: Laudes Foundation, Fundação Avina, Fundo Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso
Rafaela Provensi é Chief Operations Officer da Unico, sendo responsável pelo time de People e Operações. Com mais de 19 anos de carreira, Rafaela tem experiência em liderança de equipes, planejamento estratégico e gerência com foco na rentabilidade, custos e crescimento da companhia. Em sua trajetória, acumula passagens por empresas como Mercado Livre e Rappi. Rafaela é graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Um papo nutritivo sobre o mundo do trabalho e até a meritocracia. ............................................................................................................................
Rafaela Provensi é Chief Operations Officer da Unico, sendo responsável pelo time de People e Operações. Com mais de 19 anos de carreira, Rafaela tem experiência em liderança de equipes, planejamento estratégico e gerência com foco na rentabilidade, custos e crescimento da companhia. Em sua trajetória, acumula passagens por empresas como Mercado Livre e Rappi. Rafaela é graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Um papo nutritivo sobre o mundo do trabalho e até a meritocracia. ............................................................................................................................
As geleiras guardam a memória da evolução do clima no planeta – mas estão ameaçadas pelo aquecimento global. Na Antártida, pesquisadores de 13 países – inclusive do Brasil – começaram a abastecer o primeiro acervo glacial do mundo, para garantir a preservação desse patrimônio natural para as futuras gerações. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As amostras que inauguraram o Santuário da Memória do Gelo (Ice Memory Sanctuary), instalado na base científica franco-italiana Concordia, foram retiradas dos Alpes. O primeiro cilindro, de 128 metros, saiu do Mont Blanc, na França, e o segundo, de 99 metros, foi extraído do Grand Combin, na Suíça. A prioridade é resguardar vestígios das geleiras que provavelmente não resistirão até o fim deste século, destruídas pelo aumento da temperatura média da Terra. "Os cilindros de gelo retirados de geleiras ameaçadas de desaparecer serão conservadas na Concordia pelas próximas décadas e séculos à frente, para estarem disponíveis para as futuras gerações de cientistas, quando essas geleiras, infelizmente, terão derretido”, indica o biologista Jérôme Fort, vice-presidente da Fundação Ice Memory e diretor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), da França. "Elas serão um rastro da história do nosso planeta: são arquivos extraordinários não só da história do clima, como da vida na Terra.” 'Balão' gigante formou a caverna de gelo O transporte da Europa até o polo sul foi quase uma operação de guerra: os cilindros precisaram ser mantidos a -20 °C durante todo o trajeto, que durou 50 dias. A chegada ocorreu no último dia 14. O santuário das geleiras, a 3,2 mil metros de altitude, é um projeto ambicioso, iniciado em 2015. O local foi construído todo em gelo, praticamente sem necessidade de outras infraestruturas, à exceção de uma espécie de balão gigante que serviu de fôrma para a caverna, agora transformada em “biblioteca do gelo”. A estrutura tem 35 metros de comprimento e fica a 9 metros abaixo da superfície. A temperatura constante de -54 °C no local permitirá preservar os cilindros por pelo menos 24 anos. Depois, a pressão do gelo tende a começar a deformar a caverna, e será preciso construir uma nova. Geleiras da América do Sul estão entre as mais ameaçadas Entre os pesquisadores que participam do projeto, tem um brasileiro: Jefferson Simões, diretor do Centro Polar e Climático do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Membro da Academia Brasileira de Ciências e com 29 viagens à Antártida no currículo, Simões é o primeiro glaciólogo do país. "O que nós estamos vendo, ao longo das últimas quatro décadas, é o derretimento principalmente das geleiras não polares. São as que estão nos trópicos, nas regiões temperadas, a exemplo dos Andes, dos Alpes, das Montanhas Rochosas e do Himalaia”, afirma. As da Venezuela já não existem mais, e outras desaparecerão em poucos anos, como as das montanhas Rwenzori, na África Central. "As geleiras, como um todo, guardam um registro muito importante. Elas são formadas pela acumulação, ao longo de milhares de anos, de cristais de neve, que, ao precipitarem-se e se acumularem, com o passar do tempo, carregam todas as características da atmosfera no momento em que se formaram”, sublinha Simões. Importância para a compreensão do aquecimento global O glaciólogo destaca a contribuição das geleiras para a paleoclimatologia, o estudo do passado do clima e de suas variações. Esses registros foram fundamentais para a descoberta e comprovação do aquecimento global. A análise das bolhas de ar retidas no gelo, ao longo de 800 mil anos, levou os cientistas a identificarem o acúmulo anormal de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) na atmosfera – os principais gases de efeito estufa. "Foi ali que nós demos as evidências de que esses gases atingiram, nos séculos 20 e 21, uma concentração nunca antes vista”, ressalta. Simões é o representante brasileiro no Comitê Científico de Pesquisa Antártica do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU), onde é um dos coordenadores de projetos de “perfuração de gelo não polar”. Ele participou das operações de captura de uma amostra na geleira Illimani, na Bolívia, que está sendo transportada para o Ice Memory Sanctuary. No futuro, a meta é coletar cilindros de outras partes dos Andes, como da calota de gelo Quelccaya, no Peru. "Nos trópicos, no Peru e na Bolívia, elas estão derretendo mais rapidamente e guardam registros, por exemplo, da história da química da atmosfera da Amazônia. Essa é uma das áreas pelas quais nós temos muito interesse, para reconstruir a história não só das queimadas e das mudanças do ciclo hidrológico, como também a história das culturas pré-colombianas”, salienta o pesquisador. Acervo com 20 amostras Além da amostra de Illimani, devem chegar nos próximos meses ao Ice Memory cilindros já recolhidos em Svalbard, no mar da Groenlândia, no Cáucaso e nas montanhas de Pamir, no Tajiquistão. No total, 20 amostras farão parte do acervo. Segundo projeções dos cientistas, metade das geleiras do mundo terá desaparecido até 2100. "Desde 1975, as geleiras perderam mais de 9 trilhões de toneladas de gelo, o equivalente a um bloco do tamanho da Alemanha, com 25 metros de espessura", observou Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, na inauguração do projeto. O Ice Memory custou € 10 milhões nesses primeiros 10 anos, a maior parte financiados por fundos públicos de instituições científicas, e cerca de um terço por organizações filantrópicas. * Colaborou Géraud Bosman-Delzons, da RFI
Convidámos a Madalena Albuquerque, administradora-executiva da Fundação Meo, para falar connosco sobre a campanha “Liga-te melhor com moderação”: o papel das operadoras na sociedade e na escola; uso excessivo dos telemóveis; alternativas e sugestões; voltar ao telemóvel tijolo; adaptar aos novos tempos. Como é que se educa para o mundo digital?É assim o episódio desta semana.
Los #PequeñosSaltamontes de Funda Epékeina nos contaron como la pasaron en la Recolecta de Juguetes y también que disfrutaron un montón jugando muchísimo junto a MG Campamento. Además, nos compartieron sus tradiciones preferidas de Navidad.
Convidado: Rafael Barros Barbosa, professor de Economia na Universidade Federal do Ceará e pesquisador no FGV - IBRE. Nesta terça-feira (13), a Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Overclean – a primeira fase foi realizada em dezembro de 2024. Na mira, suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares. Em uma década, as emendas parlamentares cresceram acima de 1.200%. No Orçamento deste ano, mais de R$ 60 bilhões estão reservados para as emendas parlamentares. Hoje, esse dinheiro já supera o orçamento anual de ministérios inteiros. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Rafael Barros Barbosa, professor de Economia da Universidade Federal do Ceará. Ele explica onde estão os pontos críticos para que ocorram desvios de parte do dinheiro destinado às emendas parlamentares. Pesquisador no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), Rafael fala de quais órgãos públicos é a responsabilidade por rastrear e fiscalizar o caminho das emendas. Ele analisa como o atual formato deste dinheiro influencia na implementação e manutenção de políticas públicas.
[00:00:00] George Buhnici: Invitatul nostru în această seară este profesorul nostru preferat, domnul Dumitru Borțun. [00:00:05] Bine ați revenit, domnul profesor! Mulțumesc! Avem o teme fierbință la ordinea zile și una [00:00:10] dintre cele mai importante. Voi începe cu breaking news-ul săptămânii acestea. [00:00:15] asasinarea în public a unei dintre cei mai importanti să le spunem [00:00:20] așa, exponenței republicanilor MAGA din Statele [00:00:25] Unite Un tânăr de 31 de ani, Charlie Kirk, împușcat de un [00:00:30] aparent radicalizat care credea el că Charlie Kirk [00:00:35] împrăștie ură.[00:00:36] Dumitru Bortun: Da, dar se pare că ăsta e mai fascist decât [00:00:40] Kirk. Sunt doi radicali care au un discurs alurii [00:00:45] și unul și altul. [00:00:47] George Buhnici: Ok. Sunt doar câteva zile de la [00:00:50] moartea lui Charlie Kirk. Noi suntem la un pic de distanță, destul de safe. Acolo spiritele sunt atât de fierbinți [00:00:55] încât... Guvernatorul statului iutaiei le-a recomandat oamenilor să plece de pe social media pentru că era furia [00:01:00] prea mare.Trăim într-o economie a furiei. Însă deci de la distanță din [00:01:05] experiența noastră, când vă uitați și la Charlie Kirk și la asasinul lui, [00:01:10] nu vedeți o victimă și un agresor? [00:01:13] Dumitru Bortun: Ba da. Și [00:01:15] regret că un om tânăr și doar un [00:01:20] influencer, nu un om care apasă pe butoane, care ia decizii politice [00:01:25] Este omorât. Lasă în urma lui [00:01:30] doi copii fără tată, lasă o soție tânără, [00:01:35] neconsolată deci lucrurile astea sunt oribile.Dar [00:01:40] vreau să vă spun că asistăm la [00:01:45] simptomul unei rupturi foarte puternice în societatea americană. [00:01:50] Pentru că un astfel de eveniment nu polarizează o societate în halul ăsta, [00:01:55] dacă societatea respectivă nu este deja polarizată, dacă nu e [00:02:00] ruptă în două părți, cel puțin. Deci ruptura [00:02:05] preexista. [00:02:06] George Buhnici: Ok, vedem deja această ruptură care este [00:02:10] amplificată de toate părțile implicate de an de zile în Statele Unite, nu e nouă.Am văzut o [00:02:15] mâncă dinaintea lui Obama, apoi s-a transferat primar Am Trump [00:02:20] și a lui Biden și acum am ajuns la punctul la care vedem tentative de asasinat tot mai [00:02:25] des. Am văzut și cea împotriva lui Donald Trump, am văzut atentate teroriste, au fost denumite [00:02:30] încindierile showroom-urilor Tesla, tot pe motive politice.În momentul [00:02:35] acesta vedem această ruptură care ajunge în faza pe gloanțe, ca să zicem așa. [00:02:40] Faza pe, cum zic cei din zona militară, faza kinetică. [00:02:44] Dumitru Bortun: [00:02:45] Da, da. Este întâi faza violenței simptomale Simbolice, [00:02:50] când ne vorbim urât și ne jurăm, urmează faza violenței [00:02:55] fizice. După aceea urmează faza [00:03:00] gloanțelor, cum bine ați spus, și, Doamne ferește [00:03:05] următoarea este faza războiului civil.Deci genul [00:03:10] ăsta de conflict este amplificat din păcate de noile [00:03:15] mijloace de comunicare în masă, așa zisele new [00:03:20] media, tot ce ține de internet, de rețele sociale, de bloguri, de [00:03:25] vloguri și așa mai departe. Podcast-uri. [00:03:28] George Buhnici: Charlie Kirk [00:03:30] este un om născut din acest val de social media. Este unul dintre oamenii care a [00:03:35] folosit excepțional de bine algoritmul, avea [00:03:40] propriului podcast și a creat un ONG și a creat această faimă de om care [00:03:45] poate să dezbată cu oricine, mai ales în public, să zicea în universități și transforma chestia asta.[00:03:50]Un pe care îl publica peste tot. A devenit extrem de influent și a atras [00:03:55] destul de mulți oameni care au ajuns să-l susțină pe Donald Trump [00:04:00][00:04:00] Dumitru Bortun: prin aceste [00:04:01] George Buhnici: activări ale lui. [00:04:02] Dumitru Bortun: Sunt de acord că era foarte talentat [00:04:05] și că avea un talent deosebit de a mobiliza, avea o [00:04:10] anumită carismă de la modul în care arăta, la modul în care [00:04:15] vorbea, punea problema.Dar vreau să vă spun că, așa [00:04:20] zisele... Dezbatere ale lui nu erau chiar [00:04:25] dezbateri Vedeți că există pe internet, spun pentru cei care ne [00:04:30] urmăresc, dumneavoastră știți, pentru că le-am primit chiar de la dumneavoastră, sunt [00:04:35] două filme cu un cadru didactic un lecturer de la [00:04:40] Universitatea Cambridge, care face analiză pe text, [00:04:45] face analiză de discurs.[00:04:47] George Buhnici: Și vorbim despre niște dezbateri [00:04:50] pe care Charlie Kirk le-a făcut în Europa, a fost la Cambridge, la [00:04:55] Oxford și s-au zis acolo încercând să convingă universitățile britanice [00:05:00] să se lepede de ochism. [00:05:03] Dumitru Bortun: Să se [00:05:05] lepede de tot ce înseamnă stânga. Ochismul este doar pretextul. Așa. Vor să [00:05:10] scoată universitățile de sub influența mișcărilor [00:05:15] de stânga.Cele care vorbesc despre o societate deschisă despre emanciparea [00:05:20] oamenilor despre libertatea de alegere, despre [00:05:25] progres și care [00:05:30] sunt teme nesuferite celor de dreapta din Statele Unite. [00:05:35] Și am început cu aceste mari universități legendare [00:05:40] universități din Europa. Eu vreau să vă spun că acest film, care este [00:05:45] un...Studiu este un film didactic foarte reușit. Eu mi-am și [00:05:50] scos pe hârtie după ce mi-ați trimis... [00:05:55] Filmul, mi-am scos grășelile, pentru că și eu [00:06:00] predau gândire critică. Fallacies, nu? Fallacies. Erori de gândire [00:06:05] din perspectiva teoriei critical thinking. Și sunt de [00:06:10] pildă moving the goalpost, adică a schimba regulile [00:06:15] sau chiar subiectul sau criteriile după care discuți [00:06:20] și analizezi o problemă în timpul discuției.Sau burden of [00:06:25] prof, datoria de a dovedi ceva, o presiune de a dori ceva [00:06:30] pe care o pui în celuilalt. Sau post hoc, ergo [00:06:35] procter hoc. Post hoc înseamnă în latină după aceea, procter hoc, [00:06:40] din cauza aceea. Acest sofism, că dacă ceva urmează după [00:06:45] altceva, înseamnă că este efectul acelui fenomen. Doar pentru că e [00:06:50] după el.Nu e neapărat o relație. cauzală. El practică această [00:06:55] eroare de argumentare. Formă personal incredibility, [00:07:00] incredality, adică neîncrederea personală. Eu nu cred în ce spui. Tu nu poți [00:07:05] să credi așa ceva. [00:07:05] George Buhnici: Într-o dezbatere științifică chestia asta e inacceptabilă [00:07:08] Dumitru Bortun: E inacceptabilă. Nu mă interesează [00:07:10] că tu nu poți să crezi.E problemă subiectivă. Poate te-a bătut taică tu când erai mic. Poate [00:07:15] ai avut un unchi care era șeptic. Nu știu care e istoria ta [00:07:20] personală. De ce nu crezi treaba asta? Deci... Pe urmă [00:07:25] red herring, cherry picking, sunt mai multe [00:07:28] George Buhnici: [00:07:30] tehnici [00:07:31] Dumitru Bortun: tacticile, numește ele giz galop, [00:07:35] argument from tradition, pentru că s-a mai întâmplat, [00:07:40] înseamnă că e adevărat.Pentru că, așa, [00:07:45] argumentele circulare, de genul avortul e greșit fiindcă este o [00:07:50] crimă iar crimă este greșită. Deci te învârți în același, fără să [00:07:55] demonstrezi de ce este o crimă. Ai sărit peste etapa asta. [00:08:00] Cel care te ascultă aude doar faptul că crimă e [00:08:05] greșită ceea ce e corect, și tragi concluzia că și avortul e greșit.[00:08:10] Fără să... Argumentezi implicația de la mijloc. [00:08:15] Corect Este o crimă. Deflection. Deflection [00:08:20] înseamnă abatere, abatere la subiect. Mă abat de la subiect pentru că simt că tu [00:08:25] îl argumentezi mai bine și că eu nu mai am argumente. Corect Și atunci [00:08:30] schimbă subiectul, mă abat de la... Și în sfârșit special [00:08:35] plating, când decretăm că ceva este o excepție fără să [00:08:40] argumentăm.Bine ce special plating Spui tu, e o excepție În general, lucrurile astea au cum zic eu, fără [00:08:45] să... Toate lucrurile astea au fost depistate de [00:08:50] acest profesor de la Cambridge. Și puse pe film și a arătat fragment [00:08:55] din discuție între Kirk și un student [00:09:00] de la Universitatea în Cambridge, unde arăta cum a făcut această [00:09:05] greșeală.Deci una dintre erorile de [00:09:10] argumentare este că tu nu dovedești adevărul a ceea ce [00:09:15] spui dar aștepți ca celălalt să contrazică, spune, [00:09:20] dovedește-mi că n-am treptate. Nu e datoria lui să dovească că n treptate, e datoria ta să [00:09:25] dovedești că ai treptate. Deci dialogul ăsta era mai mult, cum să vă spun, un show, [00:09:30] un spectacol, din care probabil câștiga și bani, dar era finanțat [00:09:34] George Buhnici: [00:09:35] de mulți miliardari Charlie Kirk și nu doar el, prin acel ONG Turning Point [00:09:40] USA.Pentru cei care vor un pic mai mult context, nu știu câtă răbdare aveți să urmăriți toată [00:09:45] scena asta americana, eu o fac destul de îndeaproape, Charlie Kirk, [00:09:50] într-adevăr folosea exact toate texturile tehnicele pe care le-a spus și ceva în plus, dar reușise să fie atrăgător pentru [00:09:55] social media, pentru că livra soundbites, livra TikTok-uri, livra chestii condensate [00:10:00] într-un minut, în care te convingea că creștinismul este bun, iar islamul este [00:10:05] greșit, că albii sunt mai buni că negrii sunt răi, că omosexualitatea este sau nu [00:10:10] acceptabilă, căsătoria într-un fel Și în momentul în care era pus în fața unei dezbateri cu [00:10:15] oameni cu pregătire, cu educație, argumentele lui de foarte multe ori cedau.Asta s-a [00:10:20] întâmplat inclusiv în anumite universități Însă de cele mai multe ori Reușea să facă chestia asta cu [00:10:25] studenți În scena publică De pe o poziție în asta Nu știu câți dintre voi ați urmărit să tea [00:10:30] într-un cort Cu oameni în fața lui Ca și cum ar propovădui ceva Știți că e [00:10:35] interesantă chestia asta Că toți avem într-un fel sau altul până la un punct Acest cult al lui Iisus Că vrem să ne [00:10:40] împărtășim adevărul nostru Iar cei care interacționea el De foarte multe ori erau puși pe piciorul din [00:10:45] spate Pentru că el era un comunicator Excepțional de bun Ce [00:10:48] Dumitru Bortun: povestiți dumneavoastră [00:10:50] se numește în teoria discursului Miza scenă Punere în scenă [00:10:55] Sau încadrare unui discurs El asta făcea făcea frameworking [00:10:59] George Buhnici: Cu [00:10:59] Dumitru Bortun: [00:11:00] cortul ăla [00:11:01] George Buhnici: Exact, și el din cortul ăla Sătea de vorbă interacțiunea cu oameni pe [00:11:05] care îi bombarda Cu toate argumentele Pe care le-a spus puțin mai devreme Pentru oameni cu [00:11:10] pregătire filozofică Semiotică, comunicare, toate lucrurile astea Erau transparente [00:11:15] vedeau Prin ele, mai ales că făcea de foarte mult Tot ce a spus dumneavoastră Într-o dezbatere foarte [00:11:20] articulată cu acel student De la Cambridge, tot muta ținta Pentru că una dintre [00:11:25] temele De dezbatere de acolo, foarte scurt Ca să vă dau un rezumat o să vă dau link-urile Pentru aceste [00:11:30] analize Să le dați [00:11:31] Dumitru Bortun: neapărat, că sunt instructive Pentru că și [00:11:35] ascultătorii Noșterii trebuie să învețe Să se ferească de [00:11:40] Oratorii păcălici Care păcălesc auditorii [00:11:43] George Buhnici: Corect [00:11:45] Vă dau un exemplu foarte simplu Unul dintre argumentele lui Charlie Kirk este că [00:11:50] Creștinismul a susținut întotdeauna monogamia și asta este căsătorie într-un bărbat și o [00:11:55] femeie.Și că asta este bună pentru că nici o civilizație avansată [00:12:00] nu a avut căsătorie între persoane de același sex. [00:12:05] Și este contrazis. Și atunci nu insistă, nu doar să fie acceptată, să fie în lege, să fie legiferată. Și [00:12:10] studentul vine și spune, a fost legiferată în Mesopotamia. În Mesopotamia putea să ai [00:12:15] căsătorie între un bărbat și un bărbat.[00:12:17] Dumitru Bortun: Legar. O mare civilizație. [00:12:18] George Buhnici: O mare civilizație. Și îl [00:12:20] spune, da, da și la ce i-a ajutat chestia asta? Din nou tot muta ținta. Și zice, păi, a rezistat niște mii ani. Măi, la [00:12:25] civilizație americană nu are încă mii de Dar aminte, mii de ani de civilizație. [00:12:30] Acum, nu trebuie să fim de acord sau nu cu ce au făcut cei din Mesopotamia.Mesopotamia nu mai e [00:12:35] astăzi. Problema este cum [00:12:37] Dumitru Bortun: argumentăm. Exact. [00:12:39] George Buhnici: Bun. [00:12:40] Am vorbit așadar despre care este semnificația acestui asasinat. Nu vom lămuri încă, dar mie [00:12:45] mi-este clar că ce va urma, vor fi mai puține astfel de dezbatări în public. Exista totuși [00:12:50] valoare în ceea ce văd eu că făcea Charlie Kirk, faptul că pornea o conversație și cu oameni care [00:12:55] Nu îl simpatizau, nu erau de acord cu el și care chiar puteau să îl [00:13:00] dezbată.Nu aveau forța lui de expunere, dar puteam să vedem, cei care am urmărit [00:13:05] suficient de mult, că dincolo de prove me wrong a lui Charlie Kirk, da, [00:13:10] erau momente când era wrong. Dar foarte mulți politicieni se feresc de dezbatări. Și asta este [00:13:15] meritul lui, faptul că au umplut un gol. Bun. [00:13:20] Și acum, întrebarea, că noi avem o listă de teme aici prin care trebuie să trecem, nu avem foarte mult [00:13:25] timp la dispoziție, de aia o să ne vedeți că poate că ne grăbim un pic, dar încercăm, nu știu cât puteți să stați, [00:13:30] e seara, e duminică vă mulțumim că ați venit.Întrebarea care vine acum [00:13:35] este, totuși când devine acest free speech, acest absolutism al [00:13:40] libertății [00:13:41] Dumitru Bortun: de expresie, [00:13:41] George Buhnici: că putem să spunem orice, [00:13:45] unde se oprește această unde punem o limită pentru această exprimare, pentru [00:13:50] orice, ca să nu ajungem în astfel de situații în care unul din tabăra cealaltă să spună trebuie să te [00:13:55] opresc cu orice preț, pentru că împrăștii ură, între ghilemele.[00:13:58] Dumitru Bortun: Să fie clar aici sunt [00:14:00] două extreme, domnul Bucnici Primul lucru pe care îl vreau să-l spun este [00:14:05] că nu e cazul să apelăm la așa zisul bun simț, că aud foarte des [00:14:10] lucrurile astea la comentatori superficiali pe postul de [00:14:15] televiziune pe rețele sociale. Bunul simț este un ghid foarte bun, [00:14:20] pentru că bunul simț e definit cultural.El difere de la o [00:14:25] cultură la altă cultură, de la o subcultură la altă subcultură deci e [00:14:30] circumscris unei culturi sau subculturi. Deci bunul simț nu este universal. [00:14:35] Deci nu rezolvă. La nivelul unei societăți imense, cum e societatea nord-americană, [00:14:40] n-ai cum să apelezi la bunul simț ca... La un criteriu [00:14:45] universal valabil pentru a te opri unde trebuie cu libertatea de expresie.Și [00:14:50] atunci vă spun două lucruri. Sunt două extreme aici. Pe de o parte, [00:14:55] libertatea de expresie dusă la paroxism poate să ducă la [00:15:00] [00:15:05] violență. [00:15:10] Deci odată este violența asta [00:15:15] verbală, violență [00:15:20] simbolică, violență psihologică prin priviri, până la [00:15:25] violența gloanțelor, cum spuneați, și până la, Doamne ferește un război [00:15:30] civil.Deci violența poate să ducă pentru că eu îmi exprim [00:15:35] gândurile mele fără să am nicio oprelișe, pentru că mă prevalez [00:15:40] amendamentului al Constituției Americanei, libertatea de expresie. [00:15:45] Ori, libertatea de expresie poate să ducă la faptul că îi jignesc pe seminii mei, că [00:15:50] le dau motive să-mi furie, le dau motive să se răzbune, [00:15:55] să-mi replice și așa mai departe.Pentru asta s-a inventat [00:16:00] ceea ce se numește corectitudine politică. Dar corectitudinea politică [00:16:05] ea limitează la extrema cealaltă pentru că mai e o problemă aici [00:16:10] De atâta corectivine politică ajungi să [00:16:15] sufoci să restrângi reptul la liberă exprimare. [00:16:17] George Buhnici: Exact. [00:16:18] Dumitru Bortun: Se [00:16:18] George Buhnici: ridică pendulul [00:16:20] în extrema cealaltă. În cealaltă [00:16:21] Dumitru Bortun: extremă.Deci nici corectivinea politică nu este [00:16:25] absolut, un criteriu absolut, pentru că asta [00:16:30] acumulează frustrări, acumulează... [00:16:33] George Buhnici: Haideți să dăm două exemple, [00:16:35] dacă vreți. Una dintre chestiile, pe care Charlie Karrick le spunea, este că [00:16:40] tinerii de culoare au mai multe probleme pentru că nu [00:16:45] trăiesc cu un tată în casă pe parcursul [00:16:50] copilăriei lor.E o chestie culturală în familiile de culoare din Statele Unite. [00:16:55] Undeva la trei din patru tați, bărbați, pleacă de acasă. [00:17:00] Și îl zicea că ăsta este un motiv pentru [00:17:05] violența lor, pentru lipsa lor... Delinvență. Delinvență. Copilăria [00:17:08] Dumitru Bortun: în stradă [00:17:09] George Buhnici: [00:17:10] Intră chestia asta la libertate de exprimare? [00:17:13] Dumitru Bortun: Intră, dar când [00:17:15] îți dai seama că jignești și pui pe jar o mare [00:17:20] categorie umană, poți să te abții și să spui așa, [00:17:25] există familii americane în care tații lipsesc, nu își îndeplinești [00:17:30] rolul și nu oferă un pattern cultural, un model cultural de [00:17:35] comportament băieților.De aici ies tinerii responsabili, [00:17:40] bărbați care nu pot întemeia o familie și care nu se vor putea purta cum trebuie cu [00:17:45] soțiile și cu copiilor. De ce? Fiindcă n-au un model anterior. Dar nu spui neapărat că-s [00:17:50] negri. Pentru că s-ar putea ca majoritatea să fie într-adevăr din [00:17:55] populația de culoare pentru că se explică [00:18:00] culturalicește.Din cultura lor există [00:18:05] treaba asta, că bărbatul poate să plece când vrea. Dar nu spui. [00:18:10] Pentru că asta se numește responsabilitate. Domnul Bun, și nu este vorba nici de a încălca... Chiar dacă [00:18:15] e [00:18:15] George Buhnici: adevărat statistic? [00:18:17] Dumitru Bortun: Dacă e adevărat statistic, [00:18:20] adevărul nu e niciodată un scop în sine. Un scop în sine e binele. Eu [00:18:25] pot să imaginez o politică adevărului spus în așa fel, într-un [00:18:30] anumit fel, într-un anumit...În un moment, unor anumiți oameni ca să facem bine nu ca să [00:18:35] facem rău. Pentru că ipocrizia aia să știți că am fost sincer. Nu mă ajută cu nimic. [00:18:40] Cu sinceritatea ta ai distrus o familie. Ai înăgrit [00:18:45] imaginea unui părinte fața copilului său. Ai distrus prestigiul unui profesor în [00:18:50] fața elevului. Poți să faci foarte mult rău fiind sincer.Ai spus adevărul [00:18:55] Sau ai spus ce credeai tu că trebuie spus. De acord. Trebuie să ne înfrânăm singuri. [00:19:00] Asta se numește responsabilitate. Adică să fii conștient de consecințele [00:19:05] faptelor tale. Și când zic fapte, zic și acte de comunicare. [00:19:09] George Buhnici: Asta este cea [00:19:10] importantă lecție pe care mi-ați dat-o și mie în vara lui 2022.Da. Că până la urmă cuvintele [00:19:15] contează. [00:19:15] Dumitru Bortun: Da. [00:19:16] George Buhnici: Pe de altă parte însă, comportamentul și afirmația lui Charlie [00:19:20] Kirk, din nou vin după ce pendulul s-a ridicat prea mult în partea cealaltă și am ajuns în situația în care [00:19:25] putem să permitem unor bărbați să se declare femei. Deși, [00:19:30] biologic, sunt masculi. Doar pentru că au decis [00:19:35] dintr-o dată că vor să se declare femei, că vor să umble pe unde sunt femeile și [00:19:40] nimeni nu se opune la această chestie Ca nu-i [00:19:42] Dumitru Bortun: jignească.[00:19:42] George Buhnici: Ca să nu-i jignească. Acea [00:19:45] corectitudine politică de care vorbiți noastră a dus-o la extrema cealaltă. Sunteți de acord că este și asta o extremă? [00:19:49] Dumitru Bortun: Da. [00:19:50] Și sunt de acord că în istorie sunt... Sunt mii de cazuri de idei [00:19:55] bune care au căput pe mâna unor ticăloși și care s-au transformat în [00:20:00] lucruri oribile. Idei bune.Care se degradează în mâna unor oameni [00:20:05] Care nu sunt la înălțimea ideii. A construi o societate [00:20:10] bazată pe reguli de comportament civilizat. Corectiunea asta politică ar trebui tradusă [00:20:15] corect în românește corectiune socială. Fiindcă la ei politic are mai multe sensuri [00:20:20] Aici e sensul de la polis. De la societate De la societate [00:20:25] Deci corecțiune socială să fim corecți unii cu alții, să nu ne umilim, să [00:20:30] nu facem bullying.Ce mi se pare [00:20:32] George Buhnici: mie grav este că de foarte multe ori oamenii care [00:20:35] ajung să facă rău altora, o fac în numele [00:20:40] altor oameni sau altor ființe mai nou care nu sunt de față. [00:20:45] Nu ați observat lucrul ăsta? Da, da da. E interesant. Ne punem noi ca [00:20:50] apărători ai... Ne erijăm în... Protectorii unei categorii defavorizate. [00:20:55] Da atacăm individul, îl luăm individual din mulțime, deci îl [00:21:00] discriminăm pentru că ar face rău unor [00:21:05] clase care nu sunt prezente.[00:21:06] Dumitru Bortun: Dar eu aș vrea să termin ideea pentru că n-am spus [00:21:10] decât jumătate din ea. Mă scuzează că m-am... Nu, nu m-ați întrebat. [00:21:15] Ați făcut completării necesare. Începusem să spun [00:21:20] cum nu trebuie să gândim să nu venim cu argumentul bunui simț pentru [00:21:25] că nu rezolvăm mare lucru. Bunul simț nu poate fi cuantificat și nu este universal [00:21:30] valabil.Difere de la o cultură la altă Însă, pide la cultura [00:21:35] afroamericanilor la cultura albilor protestanți. Și diferă [00:21:40] bunul simț de la cultura în raport cu cultura catolicilor. Deci [00:21:45] sunt culturi în care ceea ce e de bun simț pentru mine, [00:21:50] pentru ei nu e de bun simț. Deci nu bunul simț trebuie să [00:21:55] prevaleze trebuie să prevaleze ideea de bine comun, codificată în [00:22:00] limbaj politic, interesul public.Interesul public ce înseamnă? [00:22:05] Să încerci să iei drept criteriul de evaluare unde ne oprim [00:22:10] cu libertatea de expresie, acolo unde se pune problema [00:22:15] binelui tuturor, dacă nu al tuturor, pentru că e greu de realizat asta, [00:22:20] binele cât mai mult pentru un număr cât mai mare [00:22:25] de oameni. Este criteriul utilitarismului.[00:22:27] George Buhnici: Ok, sau dacă vreți o întorc eu invers, [00:22:30] lucrurile pe care ne-am vorbit de foarte multe ori aici să reducem suferința. [00:22:33] Dumitru Bortun: Să reducem suferința. [00:22:35] Ăsta e criteriul doctrinei utilitariste o doctrină etică, [00:22:40] reprezentatul cel mai important e John Stuart Mill. Are și o carte apărută în limba română [00:22:45] în librării, se găsește utilitarismul.John Stuart Mill asta spune că [00:22:50] ai un criteriu pentru cât mai mulți [00:22:55] oameni. Criteriul ăla pe care îl spune [00:23:00] în Sinedru, marele preot al [00:23:05] Israelului, că e bine să-l sacrifice pe Iisus decât să facă rău unui [00:23:10] popor întreg, era un sofist de fapt pentru că poporul nu murea dacă [00:23:15] ei nu-l crucificau. Însă el pune, argumentul ăsta este, pentru că [00:23:20] Iisus era un singur individ, iar poporul lui Izrael era format din [00:23:25] milioane.Și atunci dă prioritate celor care [00:23:30] sunt mai mulți. Genul ăsta de a gândi însă este salvator în [00:23:35] multe situații, pentru că alt criteriu nu avem. Nu avem criterii absolute pentru bine și rău. [00:23:40] Și atunci ne oprim cu libertatea de expresie acolo ne simțim că facem rău [00:23:45] mai mare. Și atunci haideți să comparăm.Dacă merg pe [00:23:50] discursul urii ăsta creează niște frustrări și [00:23:55] niște replici. Și feedback-ul ăla pozitiv care [00:24:00] amplifica, am mai vorbit despre el, și care poate să se ducă până la război civil. [00:24:03] George Buhnici: Când ziceți feedback [00:24:05] pozitiv este amplificarea urii. E [00:24:06] Dumitru Bortun: amplificare, nu e negativ, adică nu scade. [00:24:10] Iar ăsta, [00:24:15] libertatea de expresie, care poate să fie [00:24:20] deșântată duce la niște jigniri dar nu duce la violență.Și atunci, [00:24:25] care este mai aproape de binele comun? [00:24:30] Discursul urii sau corectul înapolitic? [00:24:35] Înțelegeți cum trebuie să gândim? Dar [00:24:40] corectitudinea [00:24:43] George Buhnici: politică a fost acuzată de foarte [00:24:45] multe ori de conservatori că este un slippery slope, că este alunecoasă, că ne [00:24:50] aduce către alte probleme Lucru pe care îl vedem și începem să venim ușor către Europa, [00:24:55] că se pare că noi nu am învățat din ce s-a întâmplat în Statele Unite și vedem asta acum în [00:25:00] Marea Britanie.Pas cu pas, britanicii simt că au [00:25:05] alunecat, că au ajuns într-un stat care [00:25:10] încearcă să-i controleze, care încearcă să-i forceze cu [00:25:15] migrație excesivă. Pentru [00:25:18] Dumitru Bortun: că ei nu au ajuns la [00:25:20] nivelul de autocontrol. Deci eu când am vorbit până acum, eu [00:25:25] vorbesc idealizând puțin adică idealizând ființa umană ca fiind o ființă [00:25:30] morală care are responsabilitatea faptelor sale și [00:25:35] consecințele științelor faptelor sale și atunci îți pui problema ce e mai rău [00:25:40] corecturile politică sau discursul lor și până la urmă îmi spui că e mai rău [00:25:45] discursul lor, că poate să ducă la război civil.Dar aveți [00:25:50] dreptate că nu toți oamenii sunt capabili de gândirea asta, pentru că gândirea asta de tip [00:25:55] moral este și o gândire mai abstractă. Ori nu toți oamenii își termină [00:26:00] ciclu de formare spirituală Nu-ți rămân needucați pe la jumătatea [00:26:05] drumului, sunt așa zis și neisprăviți. Oamenii ăștia nu pot să gândească moral, nu pot să [00:26:10] se gândească la...De-aia pleacă de acasă și își lasă copiii de [00:26:15] izbeliște, pentru că nu sunt suficient de responsabili, nu [00:26:20] s-au maturizat, nu au intrat în etapa etică a vârstei a vieții, sunt la [00:26:25] vârsta estetică, fac ce le place. Deci genul ăsta de [00:26:30] comportament l-a țăizat bine. Există [00:26:35] și societatea americană, și în societatea [00:26:40] britanică dar la britanici și știu unde batez la evenimente recente, este vorba de [00:26:45] revoltele care au avut loc de curând împotriva [00:26:50] imigranților.[00:26:50] George Buhnici: Despre ele vreau să vorbim acum. [00:26:52] Dumitru Bortun: Da. [00:26:52] George Buhnici: Așadar am văzut [00:26:55] protestele foarte recente cu peste 100 de 100 de oameni în stradă mult peste 100 de mii În [00:27:00] anumite locuri am văzut 100 de mii că se spunea. Important este că au ieșit mult mai mulți în stradă cei [00:27:05] care scandează împotriva imigrației, în timp ce pe [00:27:10] partea cealaltă am văzut puțini oameni la protestele care să protejeze [00:27:15] imigranții.Am văzut inclusiv pancarte de pe tabara cealaltă [00:27:20] destul de greu găsit, care spunea să-i mulțumim Lui Dumnezeu pentru imigranții. Thank God for [00:27:25] immigration, da, și alte lucruri, că mai bine să ne educăm decât să urăm imigranții și așa mai [00:27:30] departe Pe de altă parte ceilalți vin și spun că imigrația a fost scăpată de sub [00:27:35] control și că imigranții abuzează serviciile sociale, că nu vor să se [00:27:40] integreze, că schimbă țesătura socială a Marii Britanii.[00:27:44] Dumitru Bortun: [00:27:45] Domnul Bucnici, să încep tot cu un adevăr banal dar de multe ori [00:27:50] trebuie să plecăm de la lucruri banale ca să construim un argument. [00:27:55] Imensa majoritatea oamenilor nu sunt filozofii [00:28:00] și cetățenii britanici intră în aceeași categorie. Nu fac filozofie [00:28:05] istoriei și nu gândesc din perspectiva unei [00:28:10] istorie a civilizației.Dacă... [00:28:15] Vedeți am citit cu ani în urmă istoria civilizațiilor al lui Arnold [00:28:20] Toynbee. Pe urmă am citit... citit cartea lui Neagos Juvara, teza lui de [00:28:25] doctorat de istoria civilizațiilor. Știți cât e de șocant [00:28:30] când citești așa ceva? Seamănă cu o vizită la [00:28:35] cimitir. După o vizită la cimitir se devalorizează [00:28:40] totul.Nu mai știi dacă merită să te lupti pentru ce te-ai luptat până în ziua de azi. [00:28:45] Când vezi acolo că cimitirul e plin de oameni de neînlocuit. [00:28:49] George Buhnici: Care [00:28:49] Dumitru Bortun: au [00:28:50] fost cineva la viața lor. Și care până la urmă ajungem tot. [00:28:54] George Buhnici: Deocamdată [00:28:55] Ați văzut liderii din BRICS Care își fac planuri pentru încă [00:29:00] 70 de ani Fiecare Și [00:29:02] Dumitru Bortun: ce vreau să vă spun [00:29:05] Are loc o devalorizare A mizelor Pentru care noi trăim [00:29:10] La fel este când vezi istoria La scară mare [00:29:15] Când am citit Neagul Juvara de pildă Faptul că [00:29:20] Atunci când se schimbă o civilizație Cu alta Ajung în [00:29:25] frunte Oameni care nu au nimic de pierdut Care în civilizația trecută Nu [00:29:30] aveau nimic Și sunt primii Care luptă pentru [00:29:35] schimbare Și în mod firesc ajung în frunte Nu te mai miri Că au ajuns [00:29:40] în fruntea României Cei mai bogați oameni Niște oameni neanalfabeți Sau niște [00:29:45] oameni semidocți Deci [00:29:47] George Buhnici: vorbim despre oportuniști Care [00:29:50] neavând nimic de pierdut Și asumă Riscuri pe care oamenii De treabă [00:29:55] Oamenii civilizati, educați Și care au [00:29:57] Dumitru Bortun: un statut socioprofesional La care [00:30:00] țin s-au învățat în el S-au învățat cu avantajele lui Ăia nu milțează [00:30:05] pentru schimbare Și cu timpul schimbarea Îi ia pe sus și ei rămân în urmă [00:30:10] Rămân printre ultimii Și în frunte se trezesc Ăia care nu aveau nimic de [00:30:15] pierdut Când Neagul Juvara face analiză istorică Și arată că de fiecare dată [00:30:20] S-a întâmplat așa Când s-a trecut de la civilizația agrară la civilizația industrială, [00:30:25] acum se trece de la civilizația industrială la civilizația informațională și sunt la același [00:30:30] lucru.Și zic dom'le, gata, am înțeles. Dar [00:30:35] devii mai calm, devii mai zen, înțelegi cum stau [00:30:40] lucrurile, nu te mai înfurii, nu te mai indignezi, nu mai protestezi. Ori acești [00:30:45] oameni care ies în stradă n-au cum să-și dea seama că există o [00:30:50] tendință la nivel civilizațional de [00:30:55] migrarea oamenilor din spre est spre vest și din spre sud spre nord.[00:30:59] George Buhnici: [00:31:00] Și care va fi amplificată [00:31:01] Dumitru Bortun: Va fi amplificată în viitor. [00:31:03] George Buhnici: Și [00:31:03] Dumitru Bortun: ei nefiind [00:31:05] filozofia istoriei nu pot să zic, da, dom'le, așa stau lucrurile, ăsta e trendul. Ies [00:31:10] și-și apără locurile de muncă, își apără fetele ca să nu fie [00:31:15] violate de niște oameni, care vin din alte țări, sau [00:31:20] pur și simplu își apără identitatea domnului București.Pentru că mulți au [00:31:25] problema asta. Sunt de altă religie. Sunt de altă [00:31:30] factură. Ăștia nu putem ști la ce ne aștept de la ei. Și de multe ori e și [00:31:35] ignoranța. Pentru că ce s-a înzblat în București cu [00:31:40] băiatul ăla pognit în față pentru că e diferit și pentru că e [00:31:45] invadatorul nostru, asta vine din ignoranță. O dată tipul ăla de [00:31:50] 22 de ani care l-a pognit în față nu știe că noi nu avem resursă [00:31:55] umană, nu avem forță de muncă pentru aceste joburi și în al lui el nu știe că oamenii ăștia [00:32:00] sunt ori hinduși ori budiști, ori confucianiști [00:32:05] din țării din care vin, în care sunt oameni pașnici oameni care nu fură, [00:32:10] sunt mai cinstizi decât majoritatea românilor.Noi până nu facem [00:32:15] un chilipir, până nu păcărim pe cineva Pe [00:32:17] George Buhnici: da. Cum? Pe medie da. Pe [00:32:18] Dumitru Bortun: medie vorbesc. [00:32:20] Noi avem o rală a foloaselor necuvenite pe care se vede în toate domeniile. De la ăla [00:32:25] care i-aș pagă până la ăla care plăcează la doctorat în loc să [00:32:29] George Buhnici: [00:32:30] muncească el. Corect. Dar e exact ca în trafic, am mai dat exemplul ăsta de foarte [00:32:35] multe ori, unul singur trebuie să iasă din coloană și îl vedem toți.O să ne fugă atenția la [00:32:40] el. Un singur migrant care creează o problemă, la câteva mii, zeci de [00:32:45] mii, noi avem prea puțin într-adevăr Doar pentru câte nevoie este de resursă umană. Dacă stai de vorbă [00:32:50] cu orice antreprenor din țara, s-o să spună că duce lipsă acută de forță de muncă de [00:32:55] orice nivel de calificare.[00:32:56] Dumitru Bortun: Dar noi schimbarăm puțin subiectul. Asta era doar o [00:33:00] paranteză. Problema era că ăsta fiind străin, fiind diferit, fiind de altă religie s-ar [00:33:05] putea să cine știe ce ne facă. Fiindcă noi nu-l cunoaștem. [00:33:10] Documentează-te, interesează-te. [00:33:12] George Buhnici: Ajungem și acolo pentru că România este într-o situație foarte [00:33:15] interesantă.Această comunicare atât agresivă împotriva [00:33:20] imigranților într-o țară care de fapt are mari probleme de [00:33:25] emigrație, nu de imigrație. Este o țară de emigranți, nu în care se imigrează. Până și [00:33:30] ucrainenii. Era un comedian care a făcut o poantă foarte, foarte faină [00:33:35] care spunea că românii sunt atât de [00:33:40] primitori încât sunt mai mulți ucraineni refugiați în Bulgaria decât în România.Ăia [00:33:45] ca să ajungă în Bulgaria să treacă prin România, nu să oprescă, să duc la Bulgari. Bă, și Bulgaria e mai săracă Și [00:33:50] totuși sunt mai mulți ucraineni per total, ca număr refugiați decât în România. Te pun [00:33:55] un pic pe gânduri chestia asta. Ăia nu sunt nici de altă culoare, nici de altă religie. [00:34:00] Merg la următoare întrebare.[00:34:04] Dumitru Bortun: Dumneavoastră, nu [00:34:05] aveți o explicație? [00:34:06] George Buhnici: Ba da. [00:34:07] Dumitru Bortun: Nu suntem așa cum ne place să credem [00:34:10] că suntem. Că suntem toleranți și primitori. Știți cum suntem noi? Suntem ca [00:34:13] George Buhnici: mașinilele pe care scrie [00:34:15] sport. Dacă scrie sport pe mașină mașina aia nu-i sport. N-ar fi [00:34:20] nevoie [00:34:20] Dumitru Bortun: să scrie. [00:34:21] George Buhnici: Exact. [00:34:22] Dumitru Bortun: Deci noi ne punem aceste podoabe că [00:34:25] suntem toleranți.Dar din când în când în [00:34:30] istorie am dovedit că nu suntem. Dumneavoastră știți cât greu s-a [00:34:35] desfințat sclavia în România? [00:34:36] George Buhnici: Am fost ultimii din Europa care am oprit eobagia. [00:34:40][00:34:40] Dumitru Bortun: Da. [00:34:40] George Buhnici: Am [00:34:41] Dumitru Bortun: fost ultimii în Europa care am destinsat robia. Romii erau [00:34:45] robi. Asta sclavacism. Și era sub [00:34:50] presiunea Europei exact cum este acum.Ne spuneau [00:34:55] dacă vreți să vă primim în cadrele noastre și să deveniți europeni, trebuie să [00:35:00] terminați cu mizeria asta care este sclavacism. [00:35:05] Robii domnești, robii mânăstirești, robii boierești. Și toți erau [00:35:10] romi Deci asta nu înseamnă... Și eu [00:35:15] vă spun, am auzit acum câțiva ani, la aeroport eram la otopeni, o [00:35:20] discuție între niște din poliția de aeroport.Ce mă mai [00:35:25] revede că așteaptă și niște oameni acolo să uită și zice ăia sunt oameni, sunt țigani. Deci [00:35:30] această formă de [00:35:35] rasism și această formă de șovinism există încă, dar nu e [00:35:40] recunoscută palpită Știți? [00:35:45] În populația României și în instituții de multe ori Constituțiile statului au [00:35:50] astfel de atitudini.Deci nu. Pământ, gândiți-vă ce am făcut [00:35:55] în timpul celui de-al doilea război mondial vis-a-vis de evrei. Și [00:36:00] multe alte exemple. Nu mai zic ce au făcut [00:36:05] administratorii români în cadrii la ter în timpul ocupației românești de acolo Cu [00:36:10] turții, cu tătarii. Sau-au făcut [00:36:12] George Buhnici: jandarmii în Basarabia. [00:36:13] Dumitru Bortun: Da, jandarmii care [00:36:15] au lăsat o amintire foarte urâtă acolo.Deci toate lucrurile astea scot [00:36:20] la iveală anumite aspecte ale psihologiei românilor de care [00:36:25] nu ne place să vorbim, le băgăm sub covor, dar care îi zbognesc din când în [00:36:30] când. Iată de ce în România nu se simt foarte [00:36:35] bine niște oameni veniți din afară și preferă să se ducă în Bulgaria, de pildă, care [00:36:40] e mai sărac.[00:36:40] George Buhnici: Vin de la festivalul vinului moldovenesc, [00:36:45] pe Kiselev. Acolo am fost în seara asta și [00:36:50] de fapt profesional mă uit la oameni. Am văzut un cuplu de [00:36:55] japonezi cred că era, și un singur tip de culoare. În [00:37:00] rest nu prea am văzut străini. Pe de altă parte ni se tot spune pe social media că [00:37:05] românii habar nu au ce să Frumoasă țară au și ce [00:37:10] frumoasă e coeziunea noastră socială în care nu suntem invadați și care să [00:37:15] ținem să protejăm chestia asta.Din nou, nu sunt sigur [00:37:20] dacă îmi doresc să văd mult mai mult străini, dar nu sunt sigur [00:37:25] dacă avem prea puțini. [00:37:27] Dumitru Bortun: Eu unul m-aș bucura. Eu sunt [00:37:30] unul dintre oamenii care valorizează pozitiv diferența. [00:37:35] Care cred că diferențele sunt o sursă de dezvoltare, [00:37:40] sunt un bagaj. Apropo de cei care scuiau, [00:37:45] ne-a dat Dumnezeu darul ăsta cu imigranții, [00:37:50] pentru că unii îi urăsc și vor să-i trimită înapoi iar alții spun că este un [00:37:55] dar de la Dumnezeu să ai imigranții, să ai în primul rând o forță de muncă pentru anumite [00:38:00] meserici, în al doilea rând să ai o diversitate culturală religioasă.Care e problema? [00:38:05] Care e problema că sunt diferiți de tine? Te sperii atât mult diferența? Te bag [00:38:10] așa în angoasă și în insecuritate și în incertitudine? Iată, [00:38:15] deci, eu cred că oamenii care îi urăsc pe străini sunt [00:38:20] permite să încalcă principiul corectitudinii politice, [00:38:25] am să fiu liber, ca la exprimare sunt minți înguste și suflete [00:38:30] mici.[00:38:30] George Buhnici: Ok. Pentru că noi toți am profitat de pe urma [00:38:35] prosperității și felul în care am fost primiți în multe alte țări. [00:38:40][00:38:40] Dumitru Bortun: Absolut. [00:38:41] George Buhnici: Și totuși, ce face aceste proteste cum am văzut în Marea [00:38:45] Britanie? Nu bag mâna în foc, că nu o vedem unul curând și pe la noi, deși încă o dată, noi nu avem o problemă urgentă, [00:38:50] dar ce face ca aceste proteste să strângă masea atât de [00:38:55] mari?Încă o dată, eu cred că ce-am văzut la Londra e doar începutul. De unde vine chestia asta? Pentru că e prima [00:39:00] dată când auzim că oamenii sunt mai preocupați de migrație decât de economie. [00:39:05] E o chestie de identitate? E o chestie de manipulare prin presă sau de social media? [00:39:10] Și, și, și. [00:39:11] Dumitru Bortun: În primul rând e o problemă de identitate și oamenii sunt [00:39:15] foarte sensibili la problema asta cu [00:39:20] identitatea Cine sunt?Cine suntem noi? Ne raportăm la alții [00:39:25] prin diferențe și vin ăștia peste noi care sunt diferiți și așa mai [00:39:30] departe. Pe urmă este lipsa de cunoaștere. Dumneavoastră [00:39:35] am mai vorbit cred, la dumneavoastră, am vorbit despre sindromul chinezesc. [00:39:40] Eu folosesc expresia asta, expresia [00:39:45] mea. De la distanță tot chinezii sunt la fel.[00:39:50]Seamănă între ei. Dar ia du-te și stai acolo câteva [00:39:55] luni sau câțiva ani că începi să-i deosebești. Îți dai seama ce vârste au. Ce [00:40:00] înseamnă un chinez tânăr un chinez la vârstă mijlocie, un chinez în vârstă bătrân. [00:40:05] Opa, stai că începi să-mi nuanțezi percepția. De ce? Îi [00:40:10] cunosc. Cu cât îi cunoști mai puțin cu atât îi vezi la fel.[00:40:15] Ăsta-i sindromul chinezesc. Păi asta este cu orice alt grup uman. De la [00:40:20] distanță par toți la fel. Îi bagi într-o categorie fiindcă e mai comod mental. [00:40:25] În momentul în care îi cunoști, viața te obligă să faci diferență Între ei, [00:40:30] ce spună Spună bună dimineața îi spun să rămână. Deci trebuie să știu cu [00:40:35] cine am de-a face, încep să vezi diferențele.Eu cred că [00:40:40] o mare parte dintre aceste [00:40:45] mișcări de masă se bazează pe ignoranță. În [00:40:50] altă parte, în altă măsură, se bazează pe grija [00:40:55] pentru identitate și în altă măsură pe manipulare. [00:41:00] Pe faptul că rețelele sociale amplifică. Și atunci ce se întâmplă, [00:41:05] domnul Bunic? Rețelele astea sociale amplifică, știți cum?[00:41:10] Și intensiv și ca amploare, [00:41:15] extensiv. Ca amploare e normal să înțelege toată lumea. Datorită [00:41:20] multiplicării fără limite a mesajelor, o masă [00:41:25] imensă de oameni... [00:41:25] George Buhnici: Poate să afle orice nenorocire Mesajul. Da [00:41:28] Dumitru Bortun: Și poate să [00:41:30] creadă că mai are puțin și ia foc Marea Britanie. Sau [00:41:33] George Buhnici: că usturoiul ăla chiar [00:41:35] este cât roata de la bicicletă.[00:41:36] Dumitru Bortun: Exact. Și cred, pentru că sunt mai mulți. [00:41:40] Și apare acel sofism, acel argument [00:41:45] fals, că dacă și alții zic înseamnă că așa e. Pe urmă... [00:41:50] Știu [00:41:50] George Buhnici: eu pe cineva care a văzut că pământul e plat. [00:41:51] Dumitru Bortun: Da, da, da. Cunosc și eu un caz la Bacău.[00:41:55]Ceva de genul ăsta. S-a [00:42:00] labuzat. S-a labuzat, labuzat labuzat Labuzat, da. Așa. Deci asta este [00:42:05] un aspect. Dar mai e un aspect. Cu cât discuțiile [00:42:10] sunt mai numeroase pe internet, cu atât oamenii [00:42:15] devin mai fanatici cu propriile opinii. Și știți de ce? Noi am mai [00:42:20] discutat la un podcastul meu astăzi. Aici vorbim de paradigme.Ori într-o paradigmă [00:42:25] argumentele sunt circulare. Ele pleacă de la premisele paradigmei [00:42:30] și confirmă întăresc premisele. Și cu cât un [00:42:35] om își dezvoltă mai mult demonstrația și argumentele, cu atât se [00:42:40] luminează mai mult câtă dreptate are. Ca Charlie Kirk. Exact. Exact [00:42:45] cazul ăsta. Și atunci apare... Această circularitate, cu [00:42:50] cât vorbesc mai mult, cu atât mă convinc mai mult.Deci dialogul nu ne unește. Dialogul ne [00:42:55] desparte și mai rău. Este ceea ce se numește, în teoria comunicării, [00:43:00] dialogul surzilor. Fiecare s-au de pe el, nu l-au de pe celălalt. Deci [00:43:05] rețele sociale au dus la o amplificare și ca amploare, [00:43:10] la o adâncime și adâncire a diferențelor și [00:43:15] a opozițiilor ca intensitate.[00:43:17] George Buhnici: Nu durează puțin chestia asta. Durează [00:43:20] E un proces complex. Dar dacă ne uităm un pic în spate aveam rețele sociale de suficient de multă vreme încât să-și făcut [00:43:25] efectul acești algoritmi Într-o competiție acerbă pentru audiență au amplificat lucrurile care [00:43:30] se viralizează, iar apoi au apărut actorii statali care folosesc [00:43:35] aceste narațiuni pentru politica lor externă.Și aici întrebarea este, cum [00:43:40] lucrează aceste narațiuni, cum ar fi narațiunea invaziei a re-emigrării în aceste emoții [00:43:45] colective? Și cine le orchestrează? Credeți că există păpușari sau este doar furia noastră [00:43:50] care ne ocupă pe noi înșine pe toți? Există păpușari [00:43:54] Dumitru Bortun: care [00:43:55] profită de pe urma acestor furii. [00:44:00] E foarte interesant.Are Salman Rushdie, cel care a scris [00:44:05] versetele satanice, are un roman, Furia, în care [00:44:10] face o analiză de mare subtilitate acolo, acțiunea petrecându-se în Statele Unite ale [00:44:15] Americii. Se izizează manifestările de furie în [00:44:20] diferite domenii și pe diferite niveluri sociale. Furia ca stat. [00:44:25] E spirit, ca spirit al epocii de spirit de taim [00:44:30] Putem spune că furia este emoția [00:44:32] George Buhnici: acestei generații?Da, [00:44:33] Dumitru Bortun: da. Asta [00:44:35] demonstrează Salman Rushdie. E tulburător să [00:44:40] ai zis seama că s-a născut o generație sub ochii noștri și din mâinile noastre [00:44:45] furioasă. Știți că prin anii 60 a păruse un [00:44:50] curent în dramaturgia britanică tinerii furioși. Care au scris [00:44:55] niște piese foarte cunoscute la vremea respectivă, Camera în formă [00:45:00] de el, Fiață sportivă, Privește înapoi cu mânie, [00:45:05] Singurătatea alergătorii de cursă lungă, toate astea au devenit filme de mare [00:45:10] artisticitate.Tinerii furioși era [00:45:15] prima repriză. Au urmat repriza a doua, s-au mai calmat, au [00:45:20] urmat Revoluția sexuală, au urmat mișcări despre înțelegi în 68, hippie [00:45:25] și așa mai departe. Hippie care erau pacifiști la bază. Da erau pacifiști, dar tot [00:45:30] pacifismul ăsta lor retragerea din societate era de fapt o reacție de contestare a [00:45:35] societății moștenite la părinților.Ăștia de astăzi nu mă să mai retrag pur [00:45:40] și simplu for să o distrugă, pentru că nu le place ce au primit ca moștenire. [00:45:44] George Buhnici: O parte [00:45:45] dintre ei, că avem și retrași o vedem în Asia, începem să vedem și [00:45:50] la noi, nu știu dacă ați auzit, n-am apucat eu să vă trimit înainte, vorbim mai nou, să [00:45:55] mă ierte cei mai tineri despre the Gen Z stare, adică [00:46:00] chestia asta, atitudinea asta, că orice îl întrebi, când vorbești cu unul mai [00:46:05] tânăr, care a luat un job, se uită așa la tine, fără reacție.The [00:46:10] stare, adică pur și simplu se uită, această mină pietrificată. Poker face. [00:46:15] Poker face. Acest poker face, generația poker face, am putea să-i spună dacă vreți. Deci [00:46:20] avem genul ăsta de retragere orică un fel de revolt orică ar pur și simplu ca plictiseală [00:46:25] ca demotivare sau pur și simplu descărcare completă de emoție după atât de [00:46:30] multă furie cât este amplificată și refuzul [00:46:32] Dumitru Bortun: de implicare emoțională [00:46:33] George Buhnici: da [00:46:35] deci furie și refuz de implicare aici suntem între astea două [00:46:40] ok, toate astea sunt amplificate de tot felul de [00:46:45] influențări care mulți dintre ei se pun în fața oamenilor dar de fapt sunt niște miliardari [00:46:50] de aici spun că luptă acolo pentru interesea oamenilor și Charlie Kirk era finanțat de miliardari nu era nici el [00:46:55] sărac foarte puternic susținut de Elon Musk transportat [00:47:00] sicriul lui de J.D Vance cu Air Force 2 și [00:47:05] asta este doar exemplul ăsta concret dar mai avem oameni foarte bucăți cum a fost pe exemplu că vă [00:47:10] povesteam la un moment dat vorbeam noi despre acel influencer care a venit cu un avion privat la București [00:47:15] să ia un interviu unei candidate la prezidențiale doar dorind să [00:47:20] salveze democrația românească tot felul de influențări în ăștia parașutați cu foarte mulți bani [00:47:25] de ce credeți că acești miliardari folosesc aceste [00:47:30] narațiuni în acest mod și acești algoritmi împotriva oamenilor [00:47:35] ce [00:47:35] Dumitru Bortun: se iunește pe ei Pe [00:47:40] evanghelicii albi din Middle America parcă de [00:47:45] mijlocul Americii Și pe mari miliardari care vin din aceste [00:47:50] industrie de vârf.[00:47:51] George Buhnici: Așa. [00:47:54] Dumitru Bortun: [00:47:55] Doctrina acceleraționistă. Se numește așa pentru că pleacă de la... [00:48:00] Se duce în multe direcții, dar pleacă de la un trunc comun. De la [00:48:05] constatarea că istoria s-a accelerat și că [00:48:10] ritmul de evoluție tehnologică e atât de mare [00:48:15] încât societatea nu mai face față nu mai ține ritm. Și atunci, [00:48:20] marii reprezentanții ai firmelor tehnologice [00:48:25] vor să limiteze democrația, pe care o simt [00:48:30] înceată, birocratizată o simt că nu ține pasul cu [00:48:35] inovarea tehnologică și domeniul cu care sunteți foarte [00:48:40] familiari, că lucrați în domeniul ăsta și promovați, progresul [00:48:45] tehnologic, bine faceți, dar ei spun așa că democrația este un [00:48:50] regim politic cronofag.Știți? [00:48:53] George Buhnici: Că ține pe loc. [00:48:55][00:48:55] Dumitru Bortun: Mănâncă timp Și până când [00:49:00] ajungi să iei o decizie, a trecut, a zburat [00:49:05] gaia cu mațul. Nu mai ai timp. [00:49:10] A zburat momentul în care trebuia luată decizia Și să [00:49:15] acumulează o serie întreagă de blocaje care până la urmă să intră în criză și ei vor să [00:49:20] deblocheze chestia asta. [00:49:21] George Buhnici: Pentru că se văd într-o competiție cu alții care fac același lucru.Da. [00:49:25] Și vor să... [00:49:26] Dumitru Bortun: Toți ăștia care sunt în jurul lui Trump și [00:49:30] care finanțează MAGA, mișcarea asta, [00:49:35] America Great Again, sunt ăștia, [00:49:40] acceleraționiști. Ei se întâlnesc foarte bine cu aceștii [00:49:45] evanghelici albi din Middle America pentru că și pleacă de la ideea că s-a accelerat [00:49:50] și că dacă vrem să accelerăm, dacă e bine că [00:49:55] s-accelerează, pentru că vine...Mai repede Iisus. A doua venire a lui Iisus să se apropie mai [00:50:00] repede. Și atunci ei au intrat în administrație în politică [00:50:05] în școli, vor să intre peste tot, au teoria celor 8 munți. Nu [00:50:10] știu dacă știți vorbesc cu cei care ne urmăresc, dumneavoastră știți că în [00:50:15] Vechiul Testament există un simbol al muntelui, muntele Sinai, în care [00:50:20] Dumnezeu vorbește cu Moise și îi dă cele 10 [00:50:25] porunci, cele două table cu cele 10 porunci, există [00:50:30] muntele Tabor, există muntele Templului, sunt mai multe munți sfinți [00:50:35] care au o simbolistică foarte puternică pentru [00:50:40] iudaism pentru creștinism.Deci pentru iudeocrăștini, [00:50:45] aceștia evanghelici spun că îi trebuie să cucerească opt munți. Un munte [00:50:50] este administrația, alt munte este învățământul educația în [00:50:55] general, alt munte este sănătatea și trebuie să aibă oameni peste tot. Și [00:51:00] ăștia toți trebuie să accelereze și să țină ritm cât mai mult și s-au [00:51:05] întâlnit în foarte multe obiective, printre care cel antidemocratic, cu oamenii [00:51:10] de afaceri cu mari businessmen.Iată de ce se întâmplă în America. Se [00:51:15] dă peste cap o întreagă tradiție și un întreg mecanism de [00:51:20] evoluție socială. Și totul de la tehnologie, [00:51:25] domnul Bucnici. Cum adică de la tehnologie? Păi întotdeauna a fost așa Karl Marx [00:51:30] a vorbit în alți termeni, dar el spunea așa, forțele de producție determină tipul de relație de [00:51:35] producție.Și a vorbit de legea concordanței, între forțele de producție și relații de producție Ce sunt forțele [00:51:40] de producție? E tehnologia. [00:51:41] George Buhnici: Eu sunt de acord că e tehnologia, dar ce adaugă [00:51:45] marxistile în iniște este că, faimoasa zicere, că nu există câștig fără [00:51:50] ca cineva să-și fost furat. Și în cazul ăsta oamenii munce Nu, [00:51:53] Dumitru Bortun: e pe [00:51:55] altă linie, e pe altă direcție.În ceea ce plăcește mecanismul evoluției sociale În mecanismele de [00:51:58] George Buhnici: producție există un [00:52:00] asupritor care ia roadele acestei productivități de la oamenii muncii și nu [00:52:05] distribuie Știu [00:52:05] Dumitru Bortun: dar nu asta contează acum. Contează ce spuneam că ei spun că modurile de producție sunt [00:52:10] schimbate. Din cauza evoluției tehnologice.[00:52:13] George Buhnici: Așa. [00:52:13] Dumitru Bortun: Că [00:52:15] atunci când mijloacele de producții erau atât rudimentare încât trebuia să ne [00:52:20] ajutăm noi între noi, era comuna primitivă, după care s-au mai [00:52:25] evoluat mijloacele de producții, dar atunci nu erau suficiente pentru [00:52:30] ca toată lumea să stea și să producă, fiindcă nu erau mașini. Și atunci jumătatea din [00:52:35] omenire a fost transformată în sclavi.Și jumătatea au devenit stăpâni de [00:52:40] sclavi. Și au folosit păștea păstă unelte. Unelte vorbitoare cum [00:52:45] definește sclavul Aristotel. Un altă vorbitoare. O dată cu o [00:52:50] revoluție industrială apar mașinile. Opa, în momentul ăsta omul devine [00:52:55] conducător al mașinii, dar mașina face efortul în locul lui. Să termină cu [00:53:00] sclavia, apare capitalismul.Deci toate lucrurile astea sunt trase de [00:53:05] dezvoltarea tehnologică. [00:53:06] George Buhnici: Păi da dar tehnologia despre care ne-ați vorbit și care duce la această [00:53:10] tensiune, este cea care a redus cel mai mult suferința pentru toată planeta. [00:53:14] Dumitru Bortun: Eu n-am spus [00:53:15] că e rea. Eu explic de ce se întâmplă. Se întâmplă această mare transformare [00:53:20] socială în America, ea fiind vârful de lance al civilizației occidentale, se întâmplă [00:53:25] întâi la ei.[00:53:25] George Buhnici: Se [00:53:25] Dumitru Bortun: va întâmpla și la noi. Este vorba de aceste schimbări [00:53:30] produse de progresul tehnologic. Într-adevăr accelerat. [00:53:33] George Buhnici: Trebuie să mai gândiți la asta, [00:53:35] pentru că m-ați pus un pic pe gânduri. [00:53:36] Dumitru Bortun: Da, mai meditați. [00:53:37] George Buhnici: Mai dați un pic de gândire. [00:53:39] Dumitru Bortun: Asta nu [00:53:40] înseamnă că nu trebuie să promovați progresul tehnologii. Promovați-i Dar promovați-i în acea [00:53:45] paradigma [00:53:47] George Buhnici: utilitarismului.Da. Eu la asta mă uit. Spre binele [00:53:50] cât mai mari, pentru cât mai [00:53:51] Dumitru Bortun: mulți. [00:53:52] George Buhnici: Mâi la ceasul de la mâna noastră, care vă poate anunța când [00:53:55] aveți probleme de puls. Da, [00:53:56] Dumitru Bortun: exact. [00:53:56] George Buhnici: E nevoie de [00:53:57] Dumitru Bortun: așa ceva. Da, e un câștig. [00:53:58] George Buhnici: Dar nu putem să-l lăsăm pe [00:54:00] băiatul care deține compania aia să-și pună președinte. [00:54:03] Dumitru Bortun: Să ne pună șeful. [00:54:05] Exact.Pentru că el are companie, e lăudabil, dar nu îl a ales nimeni. [00:54:10] Exact. [00:54:10] George Buhnici: Bun. Revenim către România. România trece la [00:54:15] sfârșitul anului trecut prin anularea alegerilor prezidențiale, apoi vin valurile de proteste și o campanie [00:54:20] rerulată sub umbra acestei ingerințe ruse, despre care vorbim inclusiv în [00:54:25] Moldova cum și în alte locuri.Avem rețele pro-Kremlin și conexiuni [00:54:30] moldovene, inclusiv rețeaua SHORE, despre care aflăm tot mai multe zile la acestea prin cei care urmăresc foarte, [00:54:35] foarte interesant câte informații se laiveau în ultima perioadă despre această rețea SHORE, care [00:54:40] operează și la noi, care au amplificat Narațiuni peste tot, Facebook, Telegram și așa mai departe, [00:54:45] inclusiv mesajele anti-UE, dar și anti-migrație, despre care vorbeam puțin mai devreme.[00:54:50]Acum, întrebarea este. Revin un pic și aș vrea să [00:54:55] închidem această discuție Înțelegem că există aceste forme de manipulare și mult [00:55:00] o să zică, iarăși începe să vorbească buhnici de troli ruși. Dar credeți că există o [00:55:05] legătură între discursul anti-imigrație în România, o țară de emigranți nu de [00:55:10] imigrație, care să fie folosite de aceste rețele de [00:55:15] propagandă rusești?[00:55:16] Dumitru Bortun: Da. Scopul final [00:55:20] al propagandei rusești este dezmembrarea Uniunii [00:55:25] Europene, care reprezintă un mare obstacol din punct de vedere [00:55:30] comercial, tehnologic, economic, politic. Și [00:55:35] pentru asta trebuie să întoarcă popoarele astea [00:55:40] needucate din fosta zonă comunistă, [00:55:45] care au ieșit de curând din regimuri totalitare sau dictatoriale, să [00:55:50] le întoarcă împotriva Uniunii Europene.Și n-ai cum să-i [00:55:55] întorci decât spunându-le ce răi Uniunea Europeană, ce răi sunt [00:56:00] birocrații de la Bruxelles, ce lucruri relevă. Trebuie să le [00:56:05] dezvolți și mândria de a fi români sau de a fi bulgari [00:56:10] să dezvolți identitatea lor naționalistă, suveranistă, să le [00:56:15] propui suveranitate în condițiile în care o lume întreagă să devine [00:56:20] interconectată.Ei propun suveranitatea să rămași răul de tot în urmă. [00:56:25] Ca evoluție istorică Ei nu pricep în ce epocă ne aflăm, dar lucrează [00:56:30] cu materialul clientului. [00:56:31] George Buhnici: Ei vor să aibă telefoane produse în străinătate, internet, să se [00:56:35] uită să vadă, să aibă lumea să aibă o fereastră către lume aici? [00:56:37] Dumitru Bortun: Da, dar asta e tehnologie.Nu este [00:56:40] o imagine despre procesul istoric. Ei habar n-au că a existat [00:56:45] o epocă feudală, că a existat o epocă modernă că noi suntem în postmodernitate. Nu [00:56:50] au poziționat. Și gândesc că a nevăd mediul. [00:56:53] George Buhnici: Au acest fallacy că [00:56:55] poți să păstrezi, să stăm cu toții în ie și în costum popular, dar înconjurați de toate [00:57:00] fructele globalizării.[00:57:01] Dumitru Bortun: Da. Exact cum era în Iran la Revoluția lui Khomeini. Mi-a [00:57:05] spus cineva care a fugit de acolo. Era la noi în țară era studentul meu la [00:57:10] arhitectură. Și mi-a spus că marea majoritate, 80% [00:57:15] erau analfabeți, dar aveau televizor color în bordeile lor [00:57:20] acolo și câte un calașnicov dat de ruși. Așa s-a făcut Revoluția [00:57:25] musulmană.Ca la [00:57:25] George Buhnici: noi. Toată lumea are câte un smartphone și opinie pe TikTok. Și ei [00:57:29] Dumitru Bortun: [00:57:30] analfabetiți funcționă. Și [00:57:31] George Buhnici: totuși, atinge niște anxietăți, așa cum am mai auzit [00:57:35] lucrul ăsta, propaganda folosește anxietăți reale. Lucrează cu materialul [00:57:40] clientului. Piața muncii de identitate Mi-ați vorbit, servicii [00:57:45] publice. [00:57:45] Dumitru Bortun: Păi orice schimbare, domnul Bucurniciu orice schimbare creează anxietate.Prima este să [00:57:50] ești pregătit Sufletește de schimbare? Ești pregătit ideologic? [00:57:55] Ai niște idei care justifică schimbarea? Ți-a spus vreodată cineva că singurul absolut [00:58:00] care există în lume e schimbarea? În lumea de azi, [00:58:05] în lumea de aici, singurul lucru absolut e schimbarea. Restul e relativ, [00:58:10] pentru că totul se schimbă.Numai în cer există cineva care nu se [00:58:15] schimbă. Dumnezeu. Și-o și spune în Maleachi, unul dintre [00:58:20] cei mai interesanții profeți mici spune, eu nu mă schimb. [00:58:25] Eu sunt Dumnezeu nu mă schimb. Deci el e reperul fundamental pentru [00:58:30] noi ca să știm când ne schimbăm, când nu. Avem un reper fix, Dumnezeu [00:58:35] cu legile lui, cu legea morală, cu legea sanitară, cu tot ce [00:58:40] știm, discursul despre fericiri de pe munte.[00:58:45] Deci toate lucrurile astea să [00:58:50] înțelegem cred foarte bine când ai o cultură a schimbării [00:58:55] Și tu îți dai seama că trebuie să faci parte din schimbare, să ții pasul cu schimbarea, că dacă [00:59:00] nu-ți place schimbarea sau nu înțelege problema ta, nu e problema schimbării și că nimeni nu e de [00:59:05] vină. Tu trebuie să ții pasul cu ea.Dacă ai niște copii pe [00:59:10] care nu-i mai înțelegi e problema ta, trebuia să ții pasul cu ei și să înveți și [00:59:15] tu de la copiii tăi, nu doar Ei de la tine Pentru că tu le predai Ce se învețe de [00:59:19] George Buhnici: la [00:59:19] Dumitru Bortun: tine? Păi [00:59:20] ce se învețe de la tine? Ce era sub Ceaușescu? Să le bați, îi bați [00:59:25] la cap că era mai bine înainte sub Ceaușescu?Era mai bine pentru tine că era mai tânăr. Pentru ei n-ar fi [00:59:30] mai bine. Deci toate înapoierile astea ale noastre, [00:59:35] încetinea, inerția de a ne schimba, frica de a ne schimba, comoditatea. [00:59:40] Sunt multe ori care ne țin în loc să nu ne schimbăm. Și începem să înjurăm [00:59:45] schimbarea. Suntem împotriva ei. Și respectiv împotriva progresului [00:59:50] tehnologic, împotriva integrării transnaționale și împotriva [00:59:55] Uniunii Europene.Și ăștia atât așteaptă. Să ne întoarcă împotriva Uniunii Europene. [00:59:59] George Buhnici: Mi s-a [01:00:00] părut maxim când am văzut-o pe Madame Șoșoacă în căruță. Nu și-a căzut [01:00:05] imaginea. Cântând într-o căruță. [01:00:06] Dumitru Bortun: Dar face pe autochronista. [01:00:10][01:00:10] George Buhnici: Așadar avem partii de care au învățat să folosească chestiile astea. [01:00:15] Și folosesc toate acestea anxietate Și le transformă în capital politic.Pe de altă parte [01:00:20] avem și o coaliție la putere Care repetă toate greșelile pe care le-au făcut și alte [01:00:25] coaliții de voință. Din mai multe țări europene. În care ne strângem împreună pentru [01:00:30] interesul public. Nu mai face nimeni o poziție reală. Și atunci singurii care capitalizează [01:00:35] cine sunt. Exact cum s-a întâmplat în Germania.Că și Frau Merkel era într-o alianță [01:00:40] mare de tot acolo la putere. Multă vreme n-a deranjat-o nimeni. A avut [01:00:45] niște mandate foarte lungi și foarte liniștite. Era [01:00:48] Dumitru Bortun: chiar o liniște [01:00:50] suspectă. Știți cum se spune în literatură? Liniștea dinaintea furtunii. Asta era. [01:00:55][01:00:55] George Buhnici: Și acolo unde nu există opoziție, nu există dezbatere, democrația nu este vie, [01:01:00] se ridică întotdeauna extremiștii.Și acum vedem același lucru la noi. Am avut USL [01:01:05] până recent. Eu o-i zic USL, acest PSD-PNL, care acum este [01:01:10] în continuare mângăiat pe creștetă de președintele nostru Nicușor [01:01:15] Dan. Și vedem cum crește de la o zi la alta. Săptămâna asta a ieșit un [01:01:20] sondaj că coaliția de la putere mai are procente puține în [01:01:25] față În condițiile actuale.[01:01:27] Dumitru Bortun: E vreo 4%. [01:01:30] Vreau să vă spun că m-am gândit la aspectul ăsta. Am [01:01:35] trei recomandări, trei soluții. În primul rând ar [01:01:40] trebui să descurajeze statul și chiar să interzică dacă e cazul, [01:01:45] discursul urii Și să o facă până nu va fi prea târziu. [01:01:50] Atenți, unde discursul urii. O să-mi zic, da, dar asta nu e restrângerea libertății de [01:01:55] expresie?Ba da. Dar trebuie făcut. Și am să vă povestesc o [01:02:00] poezie lăsată moștenire de Martin [01:02:05] Niemöller, un pastor luteran din Germania, Care [01:02:10] a trăit 92 de ani, a murit în 1984, a supraviețuit la mai multe [01:02:15] lagăre naziste. Și își se spune în nume alături. Foarte interesan
Eduardo Nunes é coach, autor e empreendedor com 30 anos de experiência em Life Coaching de relacionamentos, certificado pela SLAC e pela ICI. Desenvolvedor de métodos para que mulheres assumam o controle da conquista, é autor de livros como "A Fórmula do Amor" e "Sedução uma estrada de mão dupla" e também oferece cursos e atendimentos online, ajudando pessoas a transformarem suas relações de forma consciente e eficiente.Gustavo Sarti é empreendedor, apresentador e palestrante, atualmente à frente do programa "Marcas Icônicas" na CNBC. Formado em Administração pela FAAP, passou por emissoras como Record, SBT, Band e RedeTV, participando de programas como Hoje em Dia, Hora do Faro e Domingo Espetacular. É CEO da agência G/SARTI, diretor comercial de leilões beneficentes do Instituto Neymar Jr. e da Fundação Fenômenos, além de ser autor do livro "O que toda mulher precisa saber sobre moda".