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Pesquisa da Fundação Seade aponta diminuição do número de trabalhadoras domésticas
Pesquisa da Fundação Seade aponta queda no número de paulistas desocupados entre 2024 e 2025
Verhuisplannen? Je kunt (als je een beetje geld hebt) in het voormalige huis van Annie M.G. Schmidt in Berkel en Rodenrijs gaan wonen! Jaap Friso vertelt er alles over in deze Grote Vriendelijke Update. Bas Maliepaard windt zich op over een moordenares die zogenaamd ook kinderboekenschrijfster is, we tippen weer drie prachtboeken en twee mooie Doorlezers bij 'Pippi Langkous' van Astrid Lindgren, we spreken over de AI-omslagen die uitgeverij Zwijsen voor de Zoeklicht-serie liet maken en hebben het maar weer eens over de boekverbanningen in Amerika. Theaterproducent Merel Ooms van Sterke Verhalen schuift aan om te vertellen over haar missie om goede kinderboeken als musical op de planken te brengen en columnist Katinka Polderman beet zich vast in de Narnia-serie van C.S. Lewis. Verwijzingen in deze aflevering Woningen Annie M.G. Schmidt Bekijk op Funda het huis dat Annie M.G. Schmidt in 1954 liet bouwen en waar ze tot begin jaren '80 woonde. Alle info over het geboortehuis van Annie in Kapelle vind je op deze website. Podcast Roald Dahl Meer over de podcast-serie 'The secret world of Roald Dahl' vind je hier. Lezen met goesting Bekijk de selectie Vlaamse kinderboeken van het initiatief Lezen met Goesting. Boekentips 'Alle dagen samen' Annejan Mieras Tekeningen: Ruth Hengeveld Lemniscaat 6+ 'Het boek van Bent' Robert van Dijk Hoogland & Van Klaveren 10+ 'ABC van de middeleeuwen' Marc ter Horst Tekeningen: Tjarko van der Pol Gottmer 6+
A artista luso-guineense Manuela Jardim encontra-se em Paris no âmbito da residência artística “Création & Engagement”, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Thanks For Nothing. O programa cruza criação artística e intervenção social, envolvendo ateliers com pessoas apoiadas pela associação Aurore e alunos de escolas do 14.º bairro de Paris. A residência culminará numa exposição este mês de Junho, no espaço La Roche, instalado no antigo hospital La Rochefoucauld, no centro da capital francesa. Em entrevista à RFI, Manuela Jardim sublinha o carácter experimental desta residência no seu percurso artístico. “Creio que é sempre um desafio de um trajecto que eu nunca fiz, o das residências”. Manuela Jardim sublinhou que o que mais a atraiu no projecto foi “essa ligação entre a arte e a parte social e sobretudo as pessoas que não estão próximas da arte”. A artista, nascida na Guiné-Bissau em 1949 e radicada em Lisboa, desenvolve uma prática que cruza pintura, instalação, escultura e têxtil. Grande parte do seu trabalho assenta na investigação sobre tecidos tradicionais, memória e plantas tintureiras. “Os panos são memória e a tradição é a memória”, explicou, referindo-se ao uso de materiais reciclados, fibras naturais e pigmentos tradicionais. Na exposição estarão presentes várias fases desse percurso artístico, incluindo trabalhos realizados com papel reciclado, sacas de serapilheira e gaze. A investigação sobre têxteis levou também a artista a explorar ligações culturais entre África, Portugal, Índia e Brasil. “As pessoas falavam, comunicavam com as outras, havia guerras, mas no fundo a comunicação existia”, afirmou, defendendo a importância da arte enquanto espaço de encontro e partilha. Para Manuela Jardim, a arte desempenha igualmente um papel essencial no desenvolvimento humano e na inclusão social. “A arte será o primeiro factor que se deve dar a uma criança, porque através da arte ela pode se exprimir”, disse. Sobre os ateliers realizados durante a residência, acrescenta que a aproximação à arte pode funcionar “como um processo de libertação” para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Histórias de quem torce e de quem corneta. No primeiro ato: a água da sarjeta mostra o caminho. Por Maíra Vallejo. No segundo ato: revolucionários do Brasil, uni-vos: para secar a seleção brasileira. Por Vitor Hugo Brandalise. Membros do Clube da Novelo podem ouvir os episódios do Rádio Novelo Apresenta antecipadamente, além de ter acesso a uma newsletter especial e a eventos com a nossa equipe. Quem assinar o plano anual ganha de brinde uma bolsa da Novelo. Assine em https://clube.radionovelo.com.br/ Inscreva-se no canal da Rádio Novelo no YouTube: https://www.youtube.com/@R%C3%A1dioNovelo Siga a Rádio Novelo no Instagram: https://www.instagram.com/radionovelo/ A segunda temporada do podcast “Em Obras” chegou! O que uma obra de arte da 36ª Bienal de São Paulo tem a ver com a vida da gente? Descubra em conversas com nomes como Itamar Vieira Junior, Maria Homem, Milly Lacombe e Michel Melamed, com narração de Xênia França. Novos episódios estreiam toda sexta-feira. O projeto é uma coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo, e foi realizado com apoio do Programa de Ação Cultural — ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. Insider: tecnologia aplicada à rotina – peças que desamassam no corpo, facilitam a evaporação do suor e seguem confortáveis por horas. Utilize o cupom RADIONOVELO e tenha 15% OFF na 1ª compra e 10% OFF nas próximas – e ainda soma com os descontos do site. https://creators.insiderstore.com.br/RADIONOVELO #insiderstore Palavras-chave: corrida de tampinhas; futebol; Copa do Mundo; Seleção brasileira; previsão; Copa 1970; luta armada; esquerda brasileira; ditadura militar Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
AlabamaSen. Tuberville blocks Dems seeking to stop the DOJ compensation fundA probate judge is suspended in Jefferson County following long list of judicial violationsSecretary of Education concerned that Stuart Bell will continue DEI policies as incoming president of University of FloridaPretrial hearing set for August in hot car death of child being supervised by DHR contract workerRecent poll shows very tight race in GOP senate runoff between Jared Hudson and Barry MooreNationalPresident Trump gives update on Iran negotiations re: enriched uraniumTexas holds primary election today, GOP senate race has John Cornyn up against Ken PaxtonTX reaches settlement with hospital in Houston conducting secret gender transition surgeries on minorsDNI Director Tulsi Gabbard is stepping down after husband contracts rare case of bone cancerFilmmaker Mel Gibson says shooting of new sequel to Passion of the Christ is now completed
Harada, o pai de Tekken, achou um novo lar. Ele agora é o CEO de um novo estúdio dentro da SNK e, apesar de ainda estar relativamente em aberto, ao que tudo indica ele deve permanecer criando coisas competitivas, provavelmente jogos de luta mesmo. Além disso, falamos da Sega cancelar o seu SUPER JOGO, novos controles de Xbox voltados à nuvem, a PS Plus prestes a ficar mais cara e mais.Participantes:Heitor De PaolaAssuntos abordados:13:00 - Harada funda novo estúdio dentro da SNK20:00 - Sega cancelou o SUPER JOGO26:00 - Microsoft deve lançar controle com foco em jogar pela nuvem34:00 - Preço da PS Plus para novos assinantes vai aumentar41:00 - Rápidas e curtasVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr!Use nosso link de filiado ao fazer compras na Amazon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
20 milhões de brasileiros convivem com asma, uma das doenças respiratórias crônicas mais prevalentes do país, que causa entre 5 e 7 mortes por dia, muitas delas evitáveis se houvesse diagnóstico e acompanhamento adequados. Recentemente foi divulgado um novo protocolo para o tratamento da asma. As mudanças são voltadas principalmente para quem tem asma grave, mas há também orientações importantes sobre o uso de corticoides inalatórios em associação com os broncodilatadores. A asma é uma doença complexa e heterogênea. Mas, com o tratamento adequado, ela pode ser controlada e os pacientes conseguem manter uma boa qualidade de vida. No episódio de hoje, nós vamos abordar essas novas orientações e vamos também tirar dúvidas comuns do dia a dia do paciente com asma. Nosso convidado é o Dr. Álvaro Cruz, pneumologista, professor titular da Universidade Federal da Bahia e presidente da Fundação ProAr, que tem como objetivo expandir o acesso ao diagnóstico e tratamento das doenças respiratórias crônicas como a asma.
Harada, o pai de Tekken, achou um novo lar. Ele agora é o CEO de um novo estúdio dentro da SNK e, apesar de ainda estar relativamente em aberto, ao que tudo indica ele deve permanecer criando coisas competitivas, provavelmente jogos de luta mesmo. Além disso, falamos da Sega cancelar o seu SUPER JOGO, novos controles de Xbox voltados à nuvem, a PS Plus prestes a ficar mais cara e mais.Participantes:Heitor De PaolaAssuntos abordados:13:00 - Harada funda novo estúdio dentro da SNK20:00 - Sega cancelou o SUPER JOGO26:00 - Microsoft deve lançar controle com foco em jogar pela nuvem34:00 - Preço da PS Plus para novos assinantes vai aumentar41:00 - Rápidas e curtasVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr!Use nosso link de filiado ao fazer compras na Amazon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Estímulo à transição pro cultivo de commodities, como milho e soja, à base de muito agrotóxico e fertilizante. Essa é uma das maneiras de cooptação da assistência técnica e extensão rural pelo agronegócio no Brasil, ligada à ideia de progresso da ditadura militar. Neste episódio, discutimos os caminhos que levaram o país a uma Ater alheia aos contextos locais, e as alternativas que podemos buscar para garantir a autonomia camponesa. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos. Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!
Olá, ouvintes do Fronteiras no Tempo! Estamos de volta com mais um episódio do Historicidade. Neste episódio temos a honra de receber o Jeferson Fernando Celos, doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia. Durante a entrevista, a discussão aprofunda-se na forma como o Direito se manifesta na prática, na realidade concreta, e como a luta social, especialmente a luta pela terra e a dos quilombos, serve para atualizar, questionar e confrontar o Direito, alargando seu foco e suas possibilidades. Jefferson aborda a importância de uma consciência crítica da realidade social, um aspecto ético que não nega o ser humano e a técnica jurídica orientada por esses princípios. Este episódio é um convite à reflexão sobre a historicidade do Direito e a persistente luta pela ressignificação dos quilombos, um tema de extrema relevância para compreendermos as dinâmicas sociais e jurídicas do Brasil. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Saiba mais do nosso convidado Jeferson Fernando Celos Jefferson Selos é doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia, mestre em Direito pela Unesp Franca e bacharel em Direito pela mesma instituição. Atualmente, ele atua como advogado no Sindicato dos Professores de São Paulo (APOESP) e é um renomado pesquisador nas áreas de teorias críticas do direito, direitos humanos, movimentos sociais e quilombos. Currículo Lattes e-mail: celos.jeferson@gmail.com Instagram: jefersoncelos Instagram: jfcelos.consultor.juridico Facebook: Jeferson Fernando Celos Produção do Convidado Jefferson Selos nos apresenta seu mais recente trabalho, o livro "Luta pela Ressignificação dos Quilombos: dos primórdios à resistência quilombola, julgamento da ADI 3239". A obra, fruto de sua tese de doutorado, explora a complexa relação entre o Direito e a luta social, com foco na trajetória dos quilombos no Brasil. Indicações de referências sobre o tema abordado Site da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq): https://conaq.org.br GOMES, Rodrigo Portela. Constitucionalismo e quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado. 2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020. GALLARDO, Helio. Teoria crítica: matriz e possibilidade de direitos humanos. Tradução de Patrícia Fernandes. São Paulo: Editora Unesp, 2014. MACHADO, Antônio Alberto. Teoria do direito, hoje. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2024. MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. 5.ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 2.ed. Brasília: Fundação Palmares; Rio de Janeiro: Or Editor Produtor, 2002. NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; Instituto Kuanza, p. 117-125, 2007. SÁNCHEZ RUBIO, David. Miradas críticas en torno al derecho y la lucha social: confluências com América Latina. Madrid: Dykinson S.L.: 2023. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos. Locução: Marcelo de Souza Silva, Jeferson Fernando Celos e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 19/05/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=66984&preview=true Expediente Produção Geral: C. A. e Beraba; Artes do episódio: C. A.; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Marcelo Beraba Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A Organização Mundial de Saúde lançou um alerta internacional por causa de mais um surto de Ébola (vírus altamente mortal) em África. Os vírus estão a ficar mais perigosos, mas o maior problema é que os países não se entendem sobre a forma de os combater. Neste episódio, falamos com Miguel Castanho, investigador da Fundação GIMM - Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular e professor na FMUL. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Olá, ouvintes do Fronteiras no Tempo! Estamos de volta com mais um episódio do Historicidade. Neste episódio temos a honra de receber o Jeferson Fernando Celos, doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia. Durante a entrevista, a discussão aprofunda-se na forma como o Direito se manifesta na prática, na realidade concreta, e como a luta social, especialmente a luta pela terra e a dos quilombos, serve para atualizar, questionar e confrontar o Direito, alargando seu foco e suas possibilidades. Jefferson aborda a importância de uma consciência crítica da realidade social, um aspecto ético que não nega o ser humano e a técnica jurídica orientada por esses princípios. Este episódio é um convite à reflexão sobre a historicidade do Direito e a persistente luta pela ressignificação dos quilombos, um tema de extrema relevância para compreendermos as dinâmicas sociais e jurídicas do Brasil. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Saiba mais do nosso convidado Jeferson Fernando Celos Jefferson Selos é doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia, mestre em Direito pela Unesp Franca e bacharel em Direito pela mesma instituição. Atualmente, ele atua como advogado no Sindicato dos Professores de São Paulo (APOESP) e é um renomado pesquisador nas áreas de teorias críticas do direito, direitos humanos, movimentos sociais e quilombos. Currículo Lattes e-mail: celos.jeferson@gmail.com Instagram: jefersoncelos Instagram: jfcelos.consultor.juridico Facebook: Jeferson Fernando Celos Produção do Convidado Jefferson Selos nos apresenta seu mais recente trabalho, o livro "Luta pela Ressignificação dos Quilombos: dos primórdios à resistência quilombola, julgamento da ADI 3239". A obra, fruto de sua tese de doutorado, explora a complexa relação entre o Direito e a luta social, com foco na trajetória dos quilombos no Brasil. Indicações de referências sobre o tema abordado Site da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq): https://conaq.org.br GOMES, Rodrigo Portela. Constitucionalismo e quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado. 2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020. GALLARDO, Helio. Teoria crítica: matriz e possibilidade de direitos humanos. Tradução de Patrícia Fernandes. São Paulo: Editora Unesp, 2014. MACHADO, Antônio Alberto. Teoria do direito, hoje. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2024. MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. 5.ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 2.ed. Brasília: Fundação Palmares; Rio de Janeiro: Or Editor Produtor, 2002. NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; Instituto Kuanza, p. 117-125, 2007. SÁNCHEZ RUBIO, David. Miradas críticas en torno al derecho y la lucha social: confluências com América Latina. Madrid: Dykinson S.L.: 2023. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos. Locução: Marcelo de Souza Silva, Jeferson Fernando Celos e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 19/05/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=66984&preview=true Expediente Produção Geral: C. A. e Beraba; Artes do episódio: C. A.; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Marcelo Beraba Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Tirar um curso superior gera ganhos salariais significativos, mas implica custos para as famílias acima da média europeia num quadro de fraco investimento público, revela o novo policy paper da Fundação.Para refletir sobre os resultados, juntam-se à conversa Luís Catela Nunes, autor e coordenador do estudo «Ensino superior e emprego jovem em Portugal», e Luís Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Rádio Renascença.
Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos conclui que tirar um curso superior gera ganhos salariais significativos mas implica custos para as famílias acima da média europeia num quadro de fraco investimento público. No "Da Capa à Contracapa" desta semana, convidamos Luís Catela Nunes, coordenador do estudo "Ensino Superior e Emprego Jovem em Portugal" e Luis Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos para refletir sobre os resultados deste policy paper.
No episódio de hoje do Conecta Mente recebemos Vilson Mayrink, presidente da Fundação CDL-BH, para uma conversa especial sobre os 40 anos da instituição.Ao longo do bate-papo, Vilson fala a atuação da entidade e como o impacto social se tornou estratégico para empresas, para a economia e para o futuro da sociedade.Instagram: @multiprosaTikTok: @multiprosaE-mail: conectamente@cdlbh.com.br
Cum ne afectează smartphone-urile și social media starea de bine, sănătatea mintală și relațiile? Începem astăzi seria Digital Wellbeing, 6 episoade dedicate acestei teme, susținută de Vodafone.În acest episod introductiv al seriei, Paul Olteanu și Luciana Baicea urmăresc viteza extraordinară de adoptare a smartphone-urilor și rețelelor sociale din 2007 încoace, ne arată ce spun datele globale și europene despre sănătatea mintală a tinerilor după 2010 și explică de ce sistemul nostru nervos nu e proiectat pentru felul în care folosim azi tehnologia.Discuția se sprijină pe cercetarea psihologului Jonathan Haidt (New York University), autorul cărții The Anxious Generation (O generație în pericol), pe studiul ISBRD 2026 realizat de Fundația Vodafone împreună cu Save the Children și Ipsos, plus date de la Eurostat, UNICEF și Organizația Mondială a Sănătății.În acest episod discutăm despre:Adopția smartphone-ului și a social media și de ce perioada 2010–2012 e un punct de cotiturăDatele despre anxietate, depresie, somn și singurătate la adolescențiDe ce designul rețelelor sociale activează aceleași circuite ca jocurile de norocCele patru riscuri fundamentale: atenție fragmentată, dependență, izolare și afectarea somnuluiResurse menționate în conversație:Cartea O generație în pericol (The Anxious Generation) de Jonathan HaidtCartea Dopamine Nation de Anna LembkeStudiul ISBRD 2026 — Fundația Vodafone, Save the Children, Ipsos - Copilărie Conectată: starea de bine și reziliența digitală a copiilor și tinerilor din EuropaAcest episod face parte din seria Digital Wellbeing, susținută de Vodafone și de Fundația Vodafone."(00:00) Intro""(02:30) Structura seriei și conținutul din cele 6 episoade ale ei""(06:46) Geneza: lansarea iPhone în 2007 și adopție globală smartphone""(10:07) De la 5% pe rețele la 85%: adopția social media""(13:04) De la camera frontală la TikTok: nașterea culturii performative""(16:45) Erving Goffman: 'instagramabil' și viața ca performanță socială""(20:50) Date Jonathan Haidt: anxietate +139% și depresie +145% după 2010""(25:41) Argumentul substituirii: restrângerea timpului petrecut cu prietenii""(29:47) Somn sub 7 ore la adolescenți: ce arată cercetarea""(30:54) 'Viața mea se simte fără sens' — colapsul speranței la tineri""(34:01) Studiul ISBRD 2026: bunăstarea digitală a tinerilor europeni""(37:12) 97% folosesc internetul zilnic — dar pentru ce anume?""(40:49) Pentru ce a evoluat sistemul nervos vs. lumea de astăzi""(44:30) Coldplay și ecranul ca fereastră: a trăi vs. a filma momentul""(47:38) Ritmurile biologice și joaca liberă (Gordon Neufeld)""(49:40) Recompensa variabilă și cele 31 de studii interne Meta""(53:07) De ce 'busy' a devenit medalie de onoare și filme pentru double screen""(57:04) Conexiune, autonomie și sens: iluzia competenței prin metrici""(01:02:30) Identitate, ierarhii și comparație: oglinda lui Dunbar vs. milioane de străini""(01:06:34) Întrupare și sincronicitate: ce se pierde în texte și emoji""(01:09:50) Dimensiunea audienței și stabilitatea comunității după Haidt""(01:14:05) Dauna 1 — Fragmentarea atenției: impactul notificării necitite""(01:20:53) Dauna 2 — Dependența și recompensa variabilă""(01:23:40) Anna Lembke și cele patru simptome ale sevrajului""(01:25:39) Dauna 3 — Izolarea socială și conflictul prin mesaje""(01:29:19) Dauna 4 — Lumina albastră, conținutul emoțional și 'revenge scrolling'""(01:31:36) Ce urmează în episoadele 2–6 ale seriei"
¿La funda perfecta existe? Después de que se rompiera una de mis fundas favoritas, me puse a investigar qué hace que una funda realmente valga la pena: protección, materiales, diseño, agarre, precio… y si las marcas “premium” realmente justifican lo que cuestan.En este episodio hablo de mi experiencia, comparo distintos estilos de fundas y también cuento una idea que me viene dando vueltas hace tiempo: ¿crear una marca propia de fundas?Si estás buscando proteger tu teléfono sin sacrificar diseño, este episodio te va a interesar.
Por que sua cidade cresce de forma desordenada? Por que algumas áreas sofrem com deslizamentos recorrentes? Por que investimentos em infraestrutura dão errado?A resposta está no subsolo.Ouça o Podcast Hora da Geotecnia agora e descubra mais. A Rádio UFOP em parceria com a LAGEM (@lagem.ufop), a Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas, produz o PODCAST - HORA DA GEOTECNIA.Hora da Geotecnia é um projeto de extensão que tem como objetivo principal, difundir conhecimento científico acerca de assuntos relacionados à Geotecnia para toda a comunidade. Em cada episódio temas que geram debates ou dúvidas, serão esclarecidos e informados à sociedade.Aperte o play! Ouça e compartilhe.Ficha Técnica:Coordenação do projeto e Revisão Técnica: Prof. Felipe LochEdição de Texto: Elis CristinaEdição de Áudio: Danilo NonatoProdução: Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas (LAGEM) em parceria com a Rádio UFOP.Realização: Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Fundação de Educação Artes e Cultura (FUNDAC)SIGA A RÁDIO UFOP EM NOSSAS REDES SOCIAIS E SINTONIZE 97.7 E 106.3
Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos conclui que tirar um curso superior gera ganhos salariais significativos mas implica custos para as famílias acima da média europeia num quadro de fraco investimento público. No "Da Capa à Contracapa" desta semana, convidamos Luís Catela Nunes, coordenador do estudo "Ensino Superior e Emprego Jovem em Portugal" e Luis Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos para refletir sobre os resultados deste 'policy paper'.
Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos conclui que tirar um curso superior gera ganhos salariais significativos mas implica custos para as famílias acima da média europeia num quadro de fraco investimento público. No "Da Capa à Contracapa" desta semana, convidamos Luís Catela Nunes, coordenador do estudo "Ensino Superior e Emprego Jovem em Portugal" e Luis Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos para refletir sobre os resultados deste 'policy paper'.
A segurança pública é a maior preocupação das mulheres brasileiras. O medo e a violência moldam como elas se movem pela cidade — andar nas ruas, pegar transporte público, praticar esportes ao ar livre são situações que causam tensão e acabam limitando a circulação delas no espaço urbano. "É um medo que reorganiza a vida inteira", diz a pesquisadora Carolina Althaller, que participou de uma pesquisa sobre o tema como parte do projeto Mulheres em Diálogo.Althaller é diretora executiva do Instituto Update, mestranda em Comunicação e Cultura Digital pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro e especialista em Política e Sociedade pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UFRJ).Na conversa com Gama, trata das principais preocupações das mulheres de diferentes realidades em relação à segurança pública e à circulação pelas cidades, das estratégias criadas por elas para melhorar essa realidade e das políticas públicas essenciais para que as mulheres possam circular pelas cidades com segurança e liberdade.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
No episódio, Ana Frazão conversa com Christian LynchDoutor em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e Pesquisador da Fundaçao Casa de Ruy Barbosa sobre o seu novo livro “Fundações do pensamento político brasileiro”. O autor aborda desde a metodologia da pesquisa, explorando o papel da história e da historiografia para a compreensão dos fenômenos políticos, assim como a nova historiografia e como fazer as adaptações para o contexto periférico. Ao tratar dos principais achados do livro, o autor explica como foi a construção intelectual do Estado no Brasil independente e como se deu a a passagem do mundo colonial para o Império. Aborda igualmente os aspectos mais importantes da construção intelectual do estado português e quais as suas principais reverberações no Brasil, as principais características do pensamento politico ibero-americano, as repercussões do seu maior sentido prático e da centralidade da retórica e a crítica que faz a Raymundo Faoro no livro “Os donos do poder”.
Universitatea Craiova s-a impus în finala Cupei României în fața Universității Cluj și visează la un event după 35 de ani. Oltenii s-au impus la loviturile de departajare, așa cum au făcut-o și în semifinala cu Dinamo. Craiova va juca peste patru zile în Bănie pentru titlul din Superligă în fața aceluiași adversar, U Cluj. Finala Cupei României de la Sibiu dintre U Cluj și Universitatea Craiova a început cu un război al nervilor. Suporterii ambelor echipe au încercat să nu-i lase pe adversari să doarmă în noaptea de dinaintea înfruntării, mergând la hotelurile unde erau cazați fotbaliștii și folosind materiale pirotehnice pentru a crea haos și zgomot. Mai întâi au acționat suporterii oltenilor în jurul orei 1.00 dimineața, iar apoi, câteva ore mai târziu, au răspuns și suporterii Universității Cluj, în jurul orei 3.30. La Sibiu, cei mulți fani ai Universității Craiova, la fel și patronul Mihai Rotaru, au ajuns cu trenul, în timp ce fanii “Șepcilor roșii” au făcut coloane de mașini între Cluj și Sibiu.Toți s-au deplasat în corteo spre arenă, aceasta umplându-se la capacitate maximă, 11.700 de locuri. Scenografiile celor două galerii au fost la înălțime, iar spectacolul se anunța unul pe măsură mai ales că cele două combatante se vor întâlni peste 4 zile în Bănie și în campionat pentru finala Superligii. Pe teren, ambele echipe au avut oportunități de a marca, ardelenii au și făcut-o, dar reușita lui Macalou a fost anulată din motiv de offside. Oltenii s-au impus la loteria penaltyurilor Superioritatea oltenilor a fost pronunțată, dar nu s-a putut concretiza pe tabelă, astfel că partida a intrat în prelungiri și s-a decis la loviturile de departajare. Acolo oltenii au avut nervii mai tari, așa cum s-a întamplat și în semifinala cu Dinamo. Portarul Laurențiu Popescu a apărat șutul lui Iulian Cristea și Universitatea Craiova a câștigat Cupa României cu scorul de 6-5, având astfel un ascendent moral pentru finala de duminică din campionat. Universitatea Craiova a mai câștigat Cupa României și acum 5 ani în timp ce U Cluj nu mai pus mâna pe trofeu de 61 de ani. Mijlocașul Universității Craiova Vladimir Screciu a fost foarte bucuros după ce echipa sa a câștigat Cupa, el fiind pe teren și acum 5 ani când oltenii au luat trofeul. Fundașul Nicușor Bancu, ales MVP-ul partidei, a fost și el în culmea fericirii după câștigarea Cupei și abia așteaptă meciul de duminică pentru a face eventul.
Dados da Fundação Seade apontam crescimento na população feminina do Estado de São Paulo nos últimos 40 anos
O agronegócio tem se lançado na captura da educação básica do país, disputando o imaginário que a juventude brasileira tem do setor. A ofensiva vai desde a formação de professores até a distribuição de prêmios. Enquanto isso, as escolas do campo sofrem uma série de ameaças. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos. Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!
O podcast 'Isso é Fantástico' recebe a pesquisadora Renata Carvalho de Oliveira Pires dos Santos, chefe do laboratório de hantaviroses e rickettsioses da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz.
A polarização afetiva, fenômeno em que divergências de opinião se transformam em rejeição ao outro, ajuda a entender por que pessoas comuns, como um colega de trabalho ou até um familiar, passam a ser vistas como inimigas, levando até ao rompimento de relações. Há saída para essa intolerância?No Opinião desta semana, vamos discutir esse tipo de polarização e o que ela revela sobre a forma como nos relacionamos, convivemos e lidamos com as diferenças nos dias de hoje. Recebemos o filósofo Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas na EACH-USP e o analista político Beto Vasques, professor de Comunicação Política da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Op 4 mei leverde Creative Technology twee grote TV-schermen voor de herdenking op de Dam en een dag later de flitsende LED-schermen voor de vrijheidsfestivals. Is het de rest van het jaar ook zo druk bij de audiovisueel dienstverlener, of lijdt het bedrijf onder de rode cijfers van poppodia, de alsmaar stijgende kosten voor festivals en een steeds nijpender wordende krapte op het stroomnet? Macro met Boot Elke dag een intrigerende gedachtewisseling over de stand van de macro-economie. Op maandag en vrijdag gaat presentator Thomas van Zijl in gesprek met econoom Arnoud Boot, de rest van de week praat Van Zijl met econoom Edin Mujagić. Ook altijd terug te vinden als je een aflevering gemist hebt. Blik op de wereld Wat speelt zich vandaag af op het wereldtoneel? Het laatste nieuws uit bijvoorbeeld Oekraïne, het Midden-Oosten, de Verenigde Staten of Brussel hoor je iedere werkdag om 12.10 van onze vaste experts en eigen redacteuren en verslaggevers. Ook los te vinden als podcast. Bedrijvenpanel Beslaglegging op oude factureren betekent een juridische klap voor Booking in massaclaim van wel 15.000 hotels. En: Albert Heijn voert bodycams in bij pilot in vier winkels om geweld tegen werknemers tegen te gaan. Dat en meer bespreken we om 11.30 in het bedrijvenpanel met: Marlies Mohr, ondernemer en communicatie-expert in de retail, en Quintin Schevernels, voormalig directeur van Funda en daarnaast actieve angel investor en boardmember bij start-ups. Luister l Bedrijvenpanel Zakenlunch Elke dag, tijdens de lunch, geniet je mee van het laatste zakelijke nieuws, actuele informatie over de financiële markten en ander economische actualiteiten. Op een ontspannen manier word je als luisteraar bijgepraat over alles wat er speelt in de wereld van het bedrijfsleven en de beurs. En altijd terug te vinden als podcast, mocht je de lunch gemist hebben. Pitch Elke vrijdag is het weer tijd voor jonge ondernemingen om zichzelf op de kaart te zetten. Dat doen zij via een pitch en het doorstaan van een vragenvuur. Vandaag is het de beurt aan: Bas Vlemminx en Bas Emaus. Maasbert Schouten van MaasInvest zal de startups beoordelen en van advies voorzien. Deze jonge ondernemers zijn ook terug te luisteren als podcast. Contact & Abonneren BNR Zakendoen zendt elke werkdag live uit van 11:00 tot 13:30 uur. Je kunt de redactie bereiken via e-mail. Abonneren op de podcast van BNR Zakendoen kan via bnr.nl/zakendoen, of via Apple Podcast en Spotify. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A morte pode mudar os caminhos de uma história, mas não necessariamente encerrá-la. Essa é uma das discussões do quarto episódio do podcast Em obras, coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo, que aproxima um relato pessoal de perda à obra 'Someone's Child', do artista francês Pol Taburet. O episódio parte da história da jornalista Milly Lacombe, que relembra a morte repentina da ex-mulher e o impacto devastador do luto em sua vida. A experiência íntima abre caminho para um tema mais amplo: como a finitude reorganiza o sentido das relações e da própria existência. Na instalação apresentada na última edição da Bienal, Taburet sugere um espaço em que vida e morte não se opõem, mas coexistem. Em comum, as duas narrativas apontam para a noção de ciclo, em que o fim não elimina o que veio antes, mas se incorpora a ele.
A bordo do cruzeiro MV Hondius, um surto de hantavírus alterou todas as expectativas de passageiros e tripulantes para uma viagem no Atlântico Sul. A viagem chegou ao fim, mas a vida daquelas pessoas é como se estivesse suspensa. Ninguém os quer receber. Há razões para alarme? Para pôr os pontos nos “is” de uma conversa que se quer explicada pela ciência, neste episódio, falamos com Miguel Castanho, investigador da Fundação GIMM - Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular e professor na FMUL.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pesquisa da Fundação Seade aponta queda na mortalidade geral nos últimos 40 anos
Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília . O Brasil atingiu em março de 2026 a marca de 82,8 milhões de inadimplentes, o que significa que metade dos lares brasileiros está endividada e comprometendo quase um terço da renda com o pagamento de dívidas. Para tentar reverter esse quadro o governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o novo Desenrola, que agora permite o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e impõe uma regra inédita: quem aderir ao programa fica bloqueado em sites de apostas. A nova fase do Desenrola mira especialmente a inadimplência familiar e precoce. Economistas, porém, afirmam que o atual cenário das contas públicas é um dos fatores que impedem a queda dos juros — o que impacta diretamente o tamanho do endividamento dos brasileiros. Para Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, a questão é mais complexa do que o anúncio faz parecer. “Não existe uma solução mágica, uma bala de prata que vai resolver tudo.” Além da economia, existe uma estratégia política por trás do anúncio: o governo tenta recuperar sua popularidade em ano eleitoral por meio de medidas de impacto direto no cotidiano para tentar reverter o “mau humor” do eleitorado e recuperar a popularidade do presidente Lula em um ano eleitoral, e “não tem como fugir disso" -- analisa Guilherme Balza, repórter da GloboNews.
No episódio 246 do Filosofia Pop, recebemos o jurista Lenio Streck para uma conversa sobre filosofia no direito, a importância da hermenêutica jurídica e os riscos do decisionismo. A conversa aborda os limites da interpretação, o papel crítico da doutrina e a necessidade de fundamentação teórica para fortalecer práticas jurídicas mais democráticas. Palavras-chave: Este episódio também marca os 11 anos do podcast. Ao final, você ouve a canção “Não Cabem em uma Kombi”, do acervo de Pedro Ivo, do canal Ateu Informa. Aproveitamos para indicar também o canal Esquerda Goiana, Uai!, de Murilo Ferraz e Analu Oliveira, além do curta-metragem Você Não Vai Me Entender, lançado por Murilo em novembro passado. Lenio Luiz Streck, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutor pela Universidade de Lisboa. Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado e Doutorado) da UNISINOS, na área de concentração em Direito Público. Professor permanente e pesquisador da UNESA-RJ, Professor visitante da Universidade Javeriana – CO. 3 Jurista mais citado na América Latina e 4 nos países do BRICS – conforme Índice Científico Alper-Döğer) (AD). Membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDConst. Presidente de Honra do Instituto de Hermenêutica Jurídica IHJ (RS-MG). Membro da comissão permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB, do Observatório da Jurisdição Constitucional do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, da Revista Direitos Fundamentais e Justiça, da Revista Novos Estudos Jurídicos, entre outros. Coordenador do DASEIN Núcleo de Estudos Hermenêuticos. Ex-Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Autor, entre outras obras, de Jurisdição Constitucional e Decisão Jurídica (6. ed.); Hermenêutica Jurídica e(m) Crise (11. ed.); Verdade e Consenso (6. ed.), Dicionário de Hermenêutica, 2a. edição, além dos livros, em espanhol: Verdad y Consenso, Hermenéutica y Decisión Judicial, e Hermenéutica Jurídica: estudios de teoría del derecho, Dicionario de Hermenéutica, Lla llamada conciencia de los jueces. Tem experiência na área do Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Hermenêutica Jurídica e Filosofia do Direito.Vem lecionando disciplinas de direito em cursos de pós-graduação lato sensu EAD desde 2017: Pós Graduação UNISC EAD, da Universidade de Santa Cruz do Sul, 2018; Direito Eleitoral EAD, da Fundação Escola do Ministério Público, Porto Alegre/RS), 2017; Curso de Pós-Graduação em Direito Constitucional EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2018-2019; e Curso de Pós-Graduação em Direito e Processo Penal EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2019 (a lecionar). Temas tratados na entrevista (em tópicos) Diferença entre “filosofia no direito” e “filosofia do direito”Defesa da ideia de que a filosofia não deve ser mero ornamento externo ao campo jurídico, mas condição de possibilidade para compreender conceitos, práticas e decisões jurídicas. A filosofia como modo de ser no mundoInfluência de Martin Heidegger: a filosofia aparece como forma de existência e de compreensão prévia do mundo, não apenas disciplina acadêmica. Linguagem, nomes e realidadeDebate sobre como se dão nome às coisas, relação entre palavras e mundo, usando referências como Crátilo e Vidas Secas. Crítica ao positivismo jurídico e ao cientificismoDiscussão sobre o século XIX, quando a filosofia teria sido afastada como “metafísica”, deixando o direito empobrecido teoricamente. Contradições filosóficas nas decisões judiciaisExemplo de juízes que invocam ao mesmo tempo “livre convencimento” (subjetivismo) e “verdade real” (objetivismo), misturando paradigmas incompatíveis. Crítica ao decisionismo judicial brasileiroRejeição da ideia de que “direito é aquilo que os tribunais dizem que é”, vista como destruição da autonomia do direito. Hermenêutica jurídica e limites da interpretaçãoDefesa de limites interpretativos contra arbitrariedades e superinterpretações. A interpretação jurídica deve ser constrangida por tradição, linguagem e institucionalidade. Conceito de “constrangimento epistemológico”Tese de Lenio Streck de que a doutrina e a teoria jurídica devem limitar interpretações arbitrárias e impor padrões racionais ao direito. Direito e literaturaA literatura como fonte privilegiada para compreender dilemas jurídicos e políticos. Exemplos usados: Orestéia, As Viagens de Gulliver, William Shakespeare. Superinterpretação e relativismoDiscussão do debate entre Umberto Eco e Richard Rorty sobre limites da interpretação e riscos do relativismo. Crítica à cultura digital e redes sociaisReflexão sobre banalização do conhecimento, culto à superficialidade e perda da vergonha pública na era das redes. Inteligência artificial e atalhos cognitivosPreocupação com IA como instrumento de simplificação excessiva, respostas prontas e fuga da angústia do pensamento. Hierarquia, autoridade e educaçãoDebate sobre a importância de hierarquias legítimas na formação intelectual e no aprendizado, contrapondo-se ao igualitarismo simplificador. Filosofia brasileira e reconhecimento de Ernildo SteinStreck aponta Ernildo Stein como o filósofo brasileiro que mais o impressionou. Filósofos preferidosDeclara preferência por Hans-Georg Gadamer, com forte referência também a Heidegger. Referências citadas na entrevista Filósofos / Teóricos Martin Heidegger Hans-Georg Gadamer Ernildo Stein Richard Rorty Umberto Eco Charles Sanders Peirce William James Ludwig Wittgenstein (implícito no tema linguagem privada) Søren Kierkegaard Gaston Bachelard Thomas Hobbes William of Ockham Marcílio de Pádua Dante Alighieri Obras literárias / Livros Crátilo Vidas Secas As Viagens de Gulliver Dom Casmurro O Nome da Rosa O Pêndulo de Foucault O Pato Selvagem A Festa da Insignificância A Brincadeira Autores literários William Shakespeare Jonathan Swift Graciliano Ramos Machado de Assis Henrik Ibsen Milan Kundera Obras de Lenio Streck mencionadas Dicionário de Hermenêutica Dicionário de Senso Comum Ensino Jurídico em Crise Robô Não Desce Escada Hermenêutica, Jurisdição e Decisão “Fatos, relatos e interpretações”. In:Trindade, André Karam. e Karan, Henrieta. (ed.). Por dentro da Lei. Direito, narrativa e ficção. (na entrevista erroneamente atribui esse texto a Ernildo Stein, quando queria enfatizar que funciona como um resumo da perspectiva de Lenio Streck) Obras de Ernildo Stein mencionadas: Aproximações sobre Hermenêutica Anamnese: a Filosofia e o Retorno do Reprimido Pensar é Errar: um Ajuste com Heidegger Diferença e Metafísica Racionalidade e Existência: uma Introdução à Filosofia O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #246 – Filosofia no Direito, com Lenio Streck apareceu primeiro em filosofia pop.
A tentativa da Meta de adquirir a startup de inteligência artificial Manus AI acabou barrada pelo governo chinês e o motivo vai muito além de uma simples negociação de mercado. O negócio, avaliado em bilhões de dólares, foi interrompido sob a justificativa de questões de segurança nacional e controle de exportação de tecnologia. Mas, na prática, o caso escancara um cenário maior: a inteligência artificial deixou de ser apenas inovação e passou a ocupar um papel estratégico na disputa entre países. Neste episódio do Podcast Canaltech, a gente explica por que a China impediu a compra da Manus pela Meta e o que está por trás dessa decisão. Para isso, conversamos com Roberto Kanter, economista, professor da Fundação Getulio Vargas e atua há mais de duas décadas com estratégia, inovação e mercado. Ele analisa como a tecnologia passou a ser tratada como ativo estratégico por governos. A conversa também aborda como esse movimento se conecta com a rivalidade entre China e Estados Unidos, quem sai perdendo nesse cenário, tanto no curto quanto no longo prazo, e por que empresas de tecnologia passaram a fazer parte de um jogo geopolítico cada vez mais complexo. Você também vai conferir: IA no Google Fotos ganha reforço da Motorola para sugerir looks com suas próprias roupas, Uber agora quer planejar sua viagem inteira com hotel e comida e TV Box pirata vira computador para escola pública no Brasil. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernada Santos e contou com reportagens de Viviane França, Marcelo Fischer e Wendel Martins, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A artista portuguesa multidisciplinar de escala global, Grada Kilomba, com um pé entre Lisboa e Berlim, apresenta a exposição: “O Fundo do Mundo”, a partir do dia 30 de maio, na Fundação Albuquerque, em Sintra. Um conjunto de obras de Grada nunca antes mostradas em Portugal, que abordam as violências que se perpetuam: da escravatura ao colonialismo, das múltiplas guerras às crises climáticas, e atuais genocídios trágicos, num mergulho até ao avesso da ‘glória’ humana, propondo-se uma reflexão através da arte. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça. See omnystudio.com/listener for privacy information.
El 1 de mayo de 1908 se fundó el Centro Sismológico Nacional, como respuesta al terremoto de 1906.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta quarta-feira (29), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com a pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Margareth Dalcolmo, sobre o título de Doutora Honoris Causa que ela vai receber da UFPE. O programa também conta com a participação do correspondente em Portugal, Antônio Martins.
Convidado: Jonathan Colombo, engenheiro e professor do MBA em ESG de Mudanças Climáticas e Transição Energética da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um negócio de quase US$ 3 bilhões colocou o Brasil no centro das atenções em um mercado no qual o país detém a segunda maior reserva do mundo: as terras raras. São 17 minerais estratégicos, usados na fabricação de produtos que vão de carros elétricos a sistemas militares, e que hoje estão no centro de uma disputa geopolítica global, impulsionada pela corrida tecnológica e pela transição energética. Nesse contexto, uma mineradora em Goiás, controlada por fundos privados e internacionais, foi vendida para uma empresa americana. O movimento reacendeu preocupações no governo brasileiro sobre soberania e controle de recursos estratégicos. Enquanto os negócios avançam, a regulamentação das terras raras ainda anda lentamente no Congresso e deve ser analisada em maio; ao mesmo tempo, o tema também está no STF, que avalia uma ação que questiona se a exploração da mina em Minaçu, no norte de Goiás, fere a Constituição. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o engenheiro Jonathan Colombo, professor de transição energética da FGV, sobre os desafios para evitar danos ambientais e a perda de soberania na exploração de terras raras no Brasil.
Uma instalação em grande escala que atravessa verticalmente os três andares do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. A obra de Ana Raylander Mártis dos Anjos foi pensada a partir de fragmentos da antiga casa de pau a pique de seu bisavô, que foi demolida, mas que pela memória continua habitada. O trabalho remonta à história de Bené e seus nove filhos, uma família afro-brasileira, e suas nove colunas cruzam um dos maiores símbolos da arquitetura moderna de São Paulo. Provocador em proposta e em tamanho, a obra nos faz questionar: quem tem direito à escala monumental? Quem no Brasil pode erguer pilares e atravessar andares? Neste episódio, que combina arte e psicanálise, a artista Ana Raylander Mártis dos Anjos, a cantora Xênia França e a psicanalista Maria Homem falam sobre a dimensão histórica e política de objetos transmitidos por gerações, memória e herança familiar. O podcast é uma coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo. Esta temporada do podcast Em obras é um projeto realizado com recursos do Fomento Cult SP – ProAC, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.
Robson Morelli repercute os principais assuntos do Esporte, diariamente, às 8h50, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No sertão cearense, um empreendimento da mineração promete alavancar a produção brasileira de fosfato, matéria-prima de fertilizantes e ração animal. Mas tem um detalhe: esse fosfato virá do colofanito, rocha que tem urânio na composição. Quais são os riscos de contaminação do sistema alimentar com radioatividade? A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos. Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!
The shockwaves of the ongoing war in Iran are being felt far and wide. The continued closure of the Strait of Hormuz has sparked a global energy crisis, one that could be accentuated by a U.S. naval blockade. Countries as disparate as Chile, South Korea, and Zambia have been forced to take extraordinary measures to deal with shortages and surging prices. But the war's effects are not just material. Washington's decision to attack Iran is accelerating a process already underway: the receding of both the inspiration and the reality of American power. That, at least, is the view of our two guests in this episode. Matias Spektor is a professor of Politics and International Relations at Fundação Getulio Vargas in São Paulo. Kishore Mahbubani is a distinguished fellow at the Asia Research Institute at the National University of Singapore and a veteran Singaporean diplomat, who served as his country's ambassador to the United Nations for over a decade. In their essays for Foreign Affairs, both Spektor and Mahbubani have sought to alert readers to changes in geopolitics that may be hard to see from Western capitals. The war on Iran, in their view, is misguided in its motivations and its execution. And its consequences could be hugely damaging for the United States, offering further proof that the world may be slipping out of the United States' grasp. You can find sources, transcripts, and more episodes of The Foreign Affairs Interview at https://www.foreignaffairs.com/podcasts/foreign-affairs-interview.
O Lado B recebe Marilene de Paula, historiadora e coordenadora de programas e projetos da Fundação Heinrich Böll. A pauta foi uma análise de conjuntura a partir do livro “Democracia sob pressão: reflexões sobre a extrema direita com as chaves do passado, presente e futuro”, organizado por Marilene. O papel das big techs, a disputa pelo passado, as questões de gênero e muito mais.Com Caio Bellandi, Daniel Soares e Luara RamosEpisódio em parceria com a Fundação Heinrich Böll.Inscreva-se no LADO B NA UERJ: https://forms.gle/E7GXGJxT6yoBo9sg7 Baixe gratuitamente o .pdf “Democracia sob pressão”: br.boell.org/sites/default/files/2025-11/papers-25anos-boll-145x180-final-1.pdfAPOIE SEU PODCAST PREFERIDO a partir de R$ 10/mês no apoia.se/ladobdorio e concorra a oito livros da Boitempo! Se preferir, FAÇA UM PIX de qualquer valor para ladobdorio@yahoo.com e contribua com seu podcast preferido; LADO B & BOITEMPO: Tenha 20% de desconto no cupom “LADOBOI20” no site boitempoeditorial.com.br e ajude o Lado B! DESCONTO NA CAMISA CRÍTICA: Faça suas compras na Camisa Crítica em bit.ly/CamisaCriticaLadoB garanta 10% de desconto com o cupom “LADOB” e ajude o seu podcast preferido!
No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 14, Carlos Andreazza comenta as declarações da ministra Cármen Lúcia, que afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) vem passando por transformações nos últimos anos, mas ainda necessita de novas reformas. A fala ocorreu durante o seminário “O Brasil na visão das lideranças públicas”, realizado na segunda-feira, 13, pela Fundação Fernando Henrique Cardoso. No evento, a ministra tratou da queda de confiança no Judiciário e mencionou possíveis mudanças no funcionamento da Corte. Em abril de 2026, o ambiente interno do STF foi marcado por atritos públicos entre Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, evidenciando tensões entre os ministros. Mendes criticou a condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a gestão de Cármen, apontando demora em temas eleitorais. Por outro lado, relatos indicam incômodo da ministra com a proximidade de Mendes com Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão.Acesse: https://bit.ly/oferta-estadao O 'Estadão Analisa' é transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira, às 7h, no Youtube e redes sociais do Estadão. Também disponível no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Carlos AndreazzaEdição/Produção: Jefferson PerlebergCoordenação: Renan PagliarusiFoto: Wilton Junior/EstadãoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (14): A política adotada por Donald Trump tem levado investidores a buscarem alternativas fora dos Estados Unidos, movimento que impulsionou o mercado brasileiro. O Ibovespa fechou aos 198 mil pontos em novo recorde histórico, enquanto o dólar caiu para R$ 4,99, cenário comentado por Denise Campos de Toledo. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a obra do túnel imerso Santos-Guarujá começará ainda este ano, com previsão de conclusão em 48 meses. O projeto, considerado estratégico para a mobilidade e logística na Baixada Santista, prevê investimentos de R$ 6,8 bilhões por meio de uma parceria público-privada. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a queda recente na popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva está ligada à “avalanche de denúncias de corrupção” no país, citando o caso do Banco Master e a CPMI que investigou fraudes no INSS. Segundo ele, a população tende a associar esses episódios ao governo, mesmo com pedidos de apuração por parte do presidente. Apesar do cenário adverso, Edinho defendeu a reeleição de Lula e destacou que o desgaste político atual impacta diretamente a percepção da sociedade. O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, defende o nome da deputada federal Simone Marquetto como parceira ideal para a vice-presidência na chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro. Marquetto se reuniu com o dirigente partidário para viabilizar sua candidatura, em meio às articulações políticas para a formação da chapa. Em meio à atenção pública sobre o comportamento de ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo episódios como o caso do Banco Master e relatos de divisões internas, a ministra Cármen Lúcia reconheceu a tensão vivida pela Corte. Durante palestra na Fundação FHC, em São Paulo, ela afirmou que atua dentro da lei e defendeu sua lisura, destacando que tem consciência do momento de pressão enfrentado pelo tribunal. A agência estatal semioficial iraniana Tasnim atribuiu às exigências dos Estados Unidos o fracasso das negociações realizadas em Islamabad, afirmando que o “excesso de zelo e ambições” americanas impediram a construção de um acordo comum entre as partes. Segundo o relato de um correspondente da agência, as conversas entre as delegações iraniana e americana terminaram sem consenso neste domingo (12). O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresenta nesta terça-feira (14) o relatório final da CPI do Crime Organizado. O documento pede o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. Com mais de 200 páginas, o relatório também aponta avanço de facções, expansão do crime organizado e sugere medidas para reforçar a segurança pública. O texto será votado nesta manhã. A CPI é encerrada após não ser prorrogada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No último dia de atividades, era aguardado o depoimento do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que informou na segunda-feira (13) que não compareceria por problemas de saúde. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que cabe ao Irã decidir se haverá novas negociações diretas com os americanos, destacando que a continuidade do diálogo depende de um compromisso definitivo de Teerã de não desenvolver armas nucleares. Segundo ele, caso o país aceite essa condição, um acordo pode ser positivo para ambos os lados, mas, se não houver avanço, a decisão será exclusivamente iraniana. O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto, e integrantes do PL solicitaram à embaixada dos Estados Unidos a concessão de asilo político ao ex-deputado e ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que foi detido pelo ICE, o serviço de imigração americano, nesta segunda-feira (13). Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Debate da Super Manhã: O endividamento dos brasileiros voltou a bater recorde, reacendendo o alerta sobre a saúde financeira da população. Dados recentes indicam não apenas o aumento do número de lares com dívidas, mas também a retomada do crescimento da inadimplência. No debate desta quinta-feira (9), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre o avanço do endividamento das famílias, os principais tipos de débitos, os juros, o sistema financeiro do país e o cenário das dívidas da população brasileira. Participam o economista e presidente da Fundação Perseu Abramo, Brenno Almeida; o ex-secretário da Fazenda de Pernambuco e sócio da Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento, Jorge Jatobá; e o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), Rafael Lima.
Iniciativa em parceria com a Fundação Dawaer quer combater desinformação e narrativas divisivas fortalecendo um discurso construtivo; lemas “Juntos, Permanecemos Fortes” e “O Líbano Recupera-se Através Seu Povo” reforçam resiliência libanesa.
O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.