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Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Na terceira edição deste boletim você confere:- Itália declara que negou extradição de Zambelli por falta de garantias de cuidados médicos;- Fila do INSS cai 74% em 2026;- Número de feminicídios bateu recorde no ano passado.O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação dos monitores Thales Faria e Maria Eduarda Palermo, do curso de Jornalismo.Escute agora!
No 3 em 1 desta quarta-feira (01), o destaque foi a pesquisa divulgada pela AtlasIntel/Bloomberg que aponta para Lula (PT) como favorito na corrida pelo Palácio do Planalto. O atual presidente aparece com 46,3% das intenções de votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com quase 10 pontos a menos, somando 36,6%. A diferença diminui em um cenário de segundo turno, com Lula apresentando 48,8% e Flávio 42,3%. Após conflito com Flávio Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher. O anúncio foi divulgado na noite deterça-feira (30). Em entrevista exclusiva para a Jovem Pan, a deputada Soraya Santos (PL-RJ) afirma que em respeito ao “legado” da ex-primeira-dama, a cadeira da Presidência ficará vazia até o final da eleição. Segundo Soraya, a preocupação do partido agora é eleger Flávio. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), participou de reunião com lideranças do PL Mulher e comentou a repercussão do vídeo sobre festas de Vorcaro compartilhado por Michelle e também repudiou a fala do seu aliado, o jornalista Paulo Figueiredo, que disse que “mulheres votam mal”. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Morais determinou que a Procuradoria Geral da República (PGR) apresentasse um parecer final sobre o caso da arma apreendida com o segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reportagem: Janaína Camelo. Os Estados Unidos anunciaram a primeira rodada de sanções econômicas contra pessoas e empresas brasileiras com suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A ação teve como foco uma rede que, segundo o Tesouro americano, explorava o sistema financeiro do país. O documento apresentado aponta que o PCC segue em franca expansão global e está significativamente presente nos Estados Unidos, especialmente no estado da Flórida. Reportagem: Eliseu Caetano. Sete dias após os terremotos que atingiram a Venezuela, o país segue lutando contra o tempo para encontrar possíveis sobreviventes. Em atualização recebida pela Jovem Pan, o governo venezuelano confirma que até o momento foram registradas 2.295 mortes e mais de 11 mil pessoas feridas. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente Lula (PT) esteve ao lado de Jaques Wagner pela primeira vez após a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve o senador como um dos investigados, suspeito de ter favorecido o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em declaração, o líder petista afirmou que tem “companheiros de longa data” na Bahia. Reportagem André Anelli. Segundo uma pesquisa divulgada pela Paraná Pesquisas, o cenário da corrida para o Senado da Bahia aponta para Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, como favoritos. Mesmo em segundo lugar, Jaques apresenta vantagem considerável mesmo após ser alvo de investigação da Polícia Federal, suspeito de ter favorecido o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em reunião com lideranças sindicais nesta quarta-feira (1º), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União) defendeu a mudança da escala de trabalho sem transição. A reunião foi classificada como muito positiva por ambas as partes, e gera expectativa de que a PEC vá tramitar dentro do Senado Federal. Reportagem Beatriz Souza. O Tribunal da Justiça italiana negou o segundo pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli nesta quarta-feira (1º), após o caso de porte ilegal de arma de fogo. A justiça italiana reconhece o mérito da condenação de Zambelli, mas a extradição exige uma série de trâmites legais para ser aprovada. Reportagem Matheus Dias. O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) confirmou, nesta quarta-feira (1º), Gilberto Kassab (PSD) como seu vice na corrida pelo Palácio do Planalto. A formação da chapa “puro sangue” do PSD faz parte da estratégia do partido mirando o Senado Federal. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (01):O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), se pronunciou sobre a saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher e o racha na família. Ao tentar conter os danos políticos provocados pelo desentendimento público, Flávio declarou que ambos vão "superar este momento difícil", buscando adotar uma postura de pacificação. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) concedeu uma entrevista exclusiva à bancada de Os Pingos nos Is. A parlamentar colocou panos quentes no embate familiar entre Michelle e Flávio Bolsonaro, rechaçou os boatos de que assumiria o comando do PL Mulher. Os Estados Unidos anunciaram a primeira rodada de sanções econômicas contra pessoas e empresas brasileiras com suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A ação teve como foco uma rede que, segundo o Tesouro americano, explorava o sistema financeiro do país. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (1º) pelo Tesouro norte-americano. A Corte de Cassação, mais alto nível do poder jurídico da Itália, anulou o processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli nesta quarta-feira (1º). A decisão anula o entendimento da instância anterior, a Câmara Criminal da Corte, que havia autorizado o processo de extradição. O caso se refere à condenação de Zambelli no Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma e constrangimento às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se manifestou sobre a operação desta quarta integra a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares. A ação mira empresários ligados ao entorno político do deputado. Embora Sóstenes não esteja entre os alvos desta etapa, o parlamentar já foi alvo em uma fase anterior da investigação. Durante evento na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou Jaques Wagner (PT-BA) como um "irmão". A manifestação de afeto ocorre apenas uma semana depois do parlamentar deixar a liderança do partido no Senado. Jaques Wagner foi alvo de buscas da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo o Banco Master. O senador Romário (PL-RJ) rebateu a enxurrada de críticas sobre sua ausência no Senado Federal para atuar como comentarista da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, pela Cazé TV. Diante da repercussão negativa, o parlamentar afirmou ter aberto mão de seus vencimentos no período de afastamento e garantiu que qualquer valor depositado será devolvido aos cofres públicos. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Pittsburgh's going all out for America250! We've got a Ferris Wheel on the North Side, a free Nelly and Third Eye Blind concert, and of course, the city's annual fireworks display, which is run by a company from Western Pennsylvania. But they're not the only fireworks team in town. We're bringing back a conversation from host Megan Harris and executive producer Mallory Falk, where we take a deep dive into the the birthplace and backstories of Zambelli, Pyrotecnico, and Starfire — and how our region became a hotbed for three of the largest U.S. fireworks makers in the world. **This episode originally aired July 2, 2024. Learn more about the sponsors of this Thursday, June 25th episode: AIDS Free PGH The Frick Pittsburgh Pittsburgh CLO Quantum Theatre Become a member of City Cast Pittsburgh at membership.citycast.fm. Want more Pittsburgh news? Sign up for our daily morning newsletter. We're on Instagram @CityCastPgh. Text or leave us a voicemail at 412-212-8893. Interested in advertising with City Cast? Find more info here. Pittsburgh's Independence Day celebration may have moved from Point State Park to the North Shore, but you can still expect some really big booms — and the company in charge this year is from Western Pennsylvania. But they're not the only game in town! City Cast Pittsburgh's Megan Harris and Mallory Falk are talking about the birthplace and backstories of Zambelli, Pyrotecnico, and Starfire — and how our region became a hotbed for three of the largest U.S. fireworks makers in the world.
Confira no Morning Show desta quarta-feira (24): O presidente Lula (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) devem se encontrar nesta quarta-feira (24) em Brasília para definir se o senador continua na liderança do governo no Senado. Nos corredores do Planalto, há o desejo de que o representante do PT da Bahia renuncie ao cargo para evitar desgastes na campanha. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro. O prazo para a prisão se encerra nesta quinta-feira (25) e quem decidirá é o ministro Alexandre de Moraes. Os advogados alegam que as condições de saúde do ex-presidente ainda não estão estáveis. A residência do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi assaltada em Nova Lima (MG). Entre jóias e relógios de luxo, o prejuízo estimado foi de R$ 5 milhões. Um dos envolvidos no assalto foi preso pela Polícia Civil após a denúncia de uma namorada, mas nem todos os bens foram recuperados. A pesquisa eleitoral do Instituto GERP aponta o presidente Lula (PT) com 37% no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 34%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3%, Romeu Zema (Novo) também com 3% e Joaquim Barbosa (DC) com 1%. Já no segundo turno, a projeção é de empate entre Lula e Flávio. O governo federal mudou um trecho do projeto “Celular Seguro” que combate a receptação de aparelhos celulares. Anteriormente o comprador de um telefone roubado poderia devolver o aparelho em agências dos Correios, mas agora a entrega deve ser feita em delegacias. A medida prevê o envio de mensagens para o telefone informando que se trata de um aparelho roubado. O presidente Lula (PT) afirmou em evento nesta terça-feira (23) que “não se candidatou para governar para os ricos” e que “o rico não precisa do governo”. A declaração gerou debate sobre se o governo deve governar apenas para uma classe. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes enviou à Advocacia-Geral da União garantias exigidas pela Itália para uma eventual extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). A ex-parlamentar teve a extradição negada pela justiça italiana, que entendeu que o julgamento de Zambelli pelo STF não seguiu o curso processual correto. A Procuradoria Geral da República está analisando se a apreensão de uma pistola em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e em posse de um segurança é considerada uma falta na Lei de Execução Penal. O empresário pernambucano Thiago Brennand, condenado por agressão sexual a mais de oito anos em regime fechado, irá se casar por procuração com sua advogada, Karina Kufa. A psicóloga Adriana Morales comenta o caso. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Editorial: A Justiça italiana livra Carla Zambelli e expõe o arbítrio brasileiro
Este episódio do Podcast 15 Minutos debate a crise de credibilidade enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no cenário internacional após a Corte de Cassação da Itália negar a extradição de Carla Zambelli.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (12):A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo da Operação Compliance Zero. Os investigadores consideraram insuficientes as provas oferecidas sobre supostos repasses a políticos, o que aumentou a pressão sobre o avanço das apurações de fraudes no sistema financeiro. Após a rejeição da proposta, a PF solicitou ao ministro André Mendonça a transferência de Vorcaro para a Papuda. Preso preventivamente desde março na sede da corporação no Distrito Federal, o empresário segue investigado por supostas irregularidades no sistema bancário.A Justiça da Itália anulou o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão europeia reacendeu o forte debate sobre o uso de processos no judiciário brasileiro. Zambelli foi condenada pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo porte de arma de fogo ilegal nas eleições de 2022.A disputa pelo verde e amarelo da Seleção reacende a polarização política no Brasil. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirma que a amarelinha é o símbolo da direita patriota. Em contrapartida, o presidente Lula (PT-SP) tenta tomar o símbolo para o seu governo.Segundo a produtora Go Up, o filme Dark Horse exigiu gastos de R$ 75 milhões. A superprodução internacional contará a trajetória política de Jair Bolsonaro. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atuou nas articulações para captar recursos.O presidente do partido Novo Eduardo Ribeiro reafirmou o governador Romeu Zema (NOVO-MG) como pré-candidato à Presidência. A declaração oficial encerra os rumores de que ele aceitaria compor a chapa como vice. A estratégia foca em consolidar um nome forte e de direita para a corrida presidencial.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Segundo a corte italiana, houve uma grave violação do direito a um julgamento justo. Os magistrados entenderam que o ministro Alexandre de Moraes não teria atuado com a imparcialidade necessária no processo que condenou Zambelli pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em resposta, o Supremo Tribunal Federal divulgou nota reafirmando a independência e a imparcialidade da Corte.
Em decisão que beneficiou Carla Zambelli, juízes italianos afirmam que Alexandre de Moraes atuou como réu e juiz ao mesmo tempo.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#noticias #politica #alexandredemoraes #justicaitaliana #carlazambelli #stf #extradicao #supremacorte #parcialidade #julgamentojusto #tribunal #roma #soberania #polemica #escandalo #atualidades #bastidorespoliticos #debatejuridico #podcastbrasil #noticiasbrasil
No Papo Antagonista desta sexta-feira, 12, falamos sobre a Corte Suprema de Cassação da Itália divulgando que negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli devido a questionamentos sobre a imparcialidade e a independência do Supremo Tribunal Federal.Na decisão, a Justiça italiana afirmou que o ministro Alexandre de Moraes acumulou simultaneamente as funções de vítima, juiz de primeira e segunda instâncias e juiz de execução, o que violaria o princípio da imparcialidade objetiva.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #noticias #politica #alexandredemoraes #justicaitaliana #carlazambelli #stf #extradicao #supremacorte #parcialidade #julgamentojusto #tribunal #roma #soberania #polemica #escandalo #atualidades #bastidorespoliticos #debatejuridico #podcastbrasil #noticiasbrasil
Justiça da Itália explica decisão sobre absolvição de Zambelli e diz que Moraes foi 'vítima' e 'juiz'. Inflação desacelera, mas alta dos últimos 12 meses fica acima do teto da meta. Advogado pede a condenação do próprio cliente e réu é considerado 'indefeso' em SC. Comissão de Energia Nuclear confirma incidente com material radioativo no Ipen, em São Paulo. Brasil 2022 x 2026: seleção deve repetir oito titulares na estreia da Copa do Mundo.
Este episódio do Podcast 15 Minutos analisa a decisão da Corte de Cassação da Itália de negar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, fundamentada no reconhecimento de violações ao devido processo legal e ao direito de ampla defesa pelo ministro Alexandre de Moraes.
Na primeira edição deste boletim você confere:- Governo do Irã afirma que acordo de paz com os Estados Unidos “nunca esteve tão próximo”; - Justiça da Itália pública decisão que anulou a extradição de Zambelli; - Governo cria Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos. O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação dos monitores Thales Faria e Maria Eduarda Palermo, do curso de Jornalismo.Escute agora!
Apesar disso, ex-deputada federal ainda responde um outro processo no Supremo Tribunal Federal e fala em ‘novas missões'.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes? Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás. Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente. Chegou a edição especial Crusoé impressa. É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil. Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé. Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link: https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#Zambelli #Carla #Justica #STF #Processo #Julgamento #Decisao #Deputada #Politica #Congresso #Defesa #Acusacao #Internet #Tendencia #Podcast #Audiencia #Midia #Repercussao #Analise #Debate
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (22):A Corte de Cassação de Roma negou de forma definitiva o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli feito pelo governo brasileiro. A decisão reverte o entendimento anterior e determina a soltura imediata da parlamentar, que foi condenada no Brasil por invasão de sistemas do CNJ. A defesa de Zambelli alega perseguição política e aponta supostos abusos por parte do ministro do STF Alexandre de Moraes. Um segundo processo sobre porte ilegal de armas ainda aguarda análise do Ministério da Justiça italiano. O ministro do STF André Mendonça autorizou o retorno do banqueiro Daniel Vorcaro à cela especial na Polícia Federal, após reclamações de sua defesa sobre as condições de detenção. O caso reacende discussões nos bastidores políticos sobre os rumos de uma possível delação premiada do empresário.O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro após a Polícia Federal rejeitar uma proposta de delação premiada apresentada pelo empresário. Especialista em acordos de colaboração e com histórico nas operações Lava Jato e Mensalão, o defensor optou por encerrar os trabalhos diante do revés na negociação. Uma nova pesquisa Datafolha apontou que o presidente Lula ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral de 2026, após o vazamento de áudios envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. No cenário do primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto contra 31% de Flávio, que liderava um empate técnico na semana anterior. O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, propôs a cobrança de uma taxa de 1% sobre o salário de profissionais formados em universidades federais. A medida visa criar um fundo para financiar o ensino superior e reduzir a dependência de repasses da União, liberando mais recursos para a educação básica. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (23): A Justiça italiana negou a extradição e autorizou a soltura da ex-deputada Carla Zambelli em um dos processos contra ela no país. A decisão atendeu a um pedido da defesa e foi julgada nesta sexta-feira. Zambelli estava presa na Itália desde julho de 2025, após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol como foragida internacional. Os pedidos de extradição envolvem duas condenações no Brasil: uma relacionada à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça e à emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, e outra por porte ilegal de arma no caso em que apontou um revólver contra um homem em São Paulo. A ministra Cármen Lúcia votou para declarar inconstitucionais trechos da norma que altera a Lei da Ficha Limpa e modifica a contagem do período de inelegibilidade de candidatos condenados. A mudança aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula previa que o prazo passasse a contar a partir da decisão que determina a perda do mandato ou da renúncia, e não mais do fim do mandato. O julgamento acontece no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal e segue até a próxima sexta-feira (29), com os demais ministros ainda precisando apresentar seus votos. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino criticou o apelo por autocontenção do Judiciário, tema defendido pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Dino afirmou que existe uma confusão entre a aplicação de direitos sociais e o chamado ativismo judicial, dizendo que garantir esses direitos não significa atuação ativista. O ministro também ironizou as críticas recebidas ao comentar que é chamado de um dos “Vingadores” do STF e defendeu que o Supremo não deve ser tratado como inimigo da nação. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostrou que 68% dos brasileiros endividados acreditam que serão beneficiados pelo programa Desenrola 2.0. O levantamento também apontou que 82% dos entrevistados enxergam impacto positivo da iniciativa para a economia como um todo. A deputada federal Tabata Amaral afirmou que a demora para definir a chapa completa de Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo está atrapalhando a campanha no Estado. Após um debate do Grupo Esfera, em Guarujá, a parlamentar declarou estar preocupada com o cenário eleitoral e afirmou que o grupo enfrentará uma disputa difícil. A chefe da inteligência dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia ao cargo de Diretora de Inteligência Nacional em meio a divergências com o presidente Donald Trump sobre a guerra com o Irã. Em carta publicada na rede X, Gabbard afirmou que deixará o cargo para cuidar do marido, diagnosticado com uma forma rara de câncer ósseo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão contra o governo de Cuba após o indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro. O caso ampliou as tensões diplomáticas entre os dois países e reforçou o discurso mais duro adotado pela Casa Branca contra o regime cubano. Raúl Castro foi acusado nos Estados Unidos por envolvimento na derrubada de aeronaves em 1996. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Danilo Porfírio, professor de relações internacionais. O presidente Lula assinou projetos de lei e decretos para ampliar a proteção às mulheres e reforçar a segurança digital no país. As medidas foram anunciadas durante a cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto. Entre os atos estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores, ampliação do afastamento imediato de agressores e endurecimento de punições para ameaças contra mulheres. O governo também atualizou regras do Marco Civil da Internet sobre responsabilidade das plataformas digitais. Para comentar o tema, a Jovem Pan entrevista Estela Bezerra. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Falha no INSS expõe dados de 2 milhões de brasileiros. SpaceX lança maior foguete do mundo em teste no Texas, nos EUA. Ex-banqueiro Daniel Vorcaro troca advogado e busca novo acordo de delação. Justiça suspende imposto sobre dividendos em SP.
Dois milhões de pessoas tiveram informações pessoais expostas na plataforma digital do INSS. O Dataprev disse que reforçou a segurança no controle de acessos ao sistema. O governo anunciou crescimento dos gastos federais para este ano, estimou que vai precisar de mais R$ 14 bilhões para o benefício de prestação continuada e decidiu elevar para quase R$ 24 bilhões o bloqueio de despesas no orçamento. O ministro André Mendonça autorizou a volta de Daniel Vorcaro para uma cela especial da PF. A polícia de São Paulo transferiu a influenciadora Deolane Bezerra para uma penitenciária feminina. A Justiça da Itália negou pedido de extradição e libertou a ex-deputada Carla Zambelli. O presidente Donald Trump anunciou que vai enviar cinco mil soldados para a Polônia.
Israel e Líbano anunciam cessar-fogo de dez dias. E Justiça italiana dá segunda sentença a favor da extradição de Zambelli para o Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bom dia 247_ Lula anuncia mais investimentos_ Zambelli será extraditada 27_3_26 by TV 247
Israel diz ter matado chefe da Guarda Revolucionária do Irã que fechou estreito de Hormuz. E Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas trans em categorias femininas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Justiça da Itália autorizou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. Ela está em um presídio em Roma há oito meses. A defesa informou que vai recorrer da decisão, que atendeu a um pedido do Supremo Tribunal Federal. A determinação desta quinta-feira (26) é da Corte de Apelação da Itália. Apenas depois do julgamento do recurso é que o caso será levado para uma decisão final do Ministério da Justiça italiano, responsável por liberar a transferência. E ainda: Polícia apreende grande quantidade de drogas em Guarulhos, na Grande São Paulo.
No 3 em 1 desta terça-feira (10), o destaque foi a reação do Congresso à decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu os chamados “penduricalhos” nos Três Poderes. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou concordar com a medida, mas defendeu que o reajuste aprovado recentemente para servidores do Legislativo está em linha com as diretrizes da reforma administrativa, em meio às repercussões políticas do tema. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve apresentar um novo pedido de prisão domiciliar, com base em laudos médicos que apontam comorbidades e riscos à saúde. O anúncio foi feito por Carlos Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais, após relatório da Polícia Federal sobre as condições clínicas do ex-presidente, o que pode influenciar a decisão do STF. Na esfera internacional, a Justiça italiana rejeitou um recurso da defesa da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) que pedia a troca de juízes no processo de extradição. Uma nova audiência foi marcada para definir os próximos passos do caso, enquanto Zambelli segue presa na Itália, com possíveis impactos jurídicos e políticos. Cuba vive um apagão generalizado e já declarou situação de emergência diante da grave crise energética que afeta milhões de pessoas. A escassez de combustível, agravada por restrições relacionadas ao embargo dos Estados Unidos, tem provocado colapso em serviços essenciais, queda do turismo e aumento da insatisfação social, ampliando a pressão econômica e política sobre a ilha. No cenário eleitoral, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que ainda não definiu se disputará as eleições em São Paulo e que continuará dialogando com o presidente Lula (PT) sobre o tema. A possível candidatura no maior colégio eleitoral do país movimenta os bastidores e intensifica as articulações para 2026. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez críticas ao presidente francês Emmanuel Macron e ao presidente Lula durante entrevista a uma emissora francesa. Em viagem pela Europa, ele também buscou aproximação com lideranças conservadoras, sinalizando articulações internacionais com foco em 2026. Em debate na Jovem Pan sobre o fim da escala 6x1, o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) e o vice-líder do governo na Câmara, Emanuelzinho Pinheiro (MDB-MT), apresentaram posições divergentes. Pinheiro defendeu a redução de supersalários e a revisão de gastos públicos para aumentar a produtividade, enquanto Kim criticou a proposta e alertou para riscos de aumento da informalidade e de custos para as empresas. Por fim, o governo federal liberou cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro de 2026, valor mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. A liberação ocorre em meio à retomada dos trabalhos legislativos e às articulações políticas no Congresso. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
This week on The Audit Podcast, our guest is Roberto Zambelli, Head of Audit at Vodafone Three. Roberto breaks down the IIA's new topical requirements, with a particular focus on organizational behavior. He explains how these requirements are part of the IIA's Vision 2035 to modernize internal audit and provide clearer, more practical guidance for auditing complex and traditionally "soft" areas like culture and behavior. We also discuss how topical requirements move audit from broad principles to more structured, consistent approaches—helping auditors better design reviews around specific topics such as data privacy, regulatory expectations, and organizational culture. Drawing on his background in behavioral science, Roberto shares his perspective on how auditors can assess culture in a more disciplined and meaningful way. Be sure to connect with Roberto on LinkedIn. Also, be sure to follow us on our social media accounts on LinkedIn, Instagram, and TikTok. Also be sure to sign up for The Audit Podcast newsletter and to check the full video interview on The Audit Podcast YouTube channel. Timecodes: 1:32 – Personal ChatGPT Use Case 5:47 – Audits That Require Topical Requirements 11:05 – What Is a Topical Requirement? 15:41 – The Value of a Behavioral Audit 27:13 – What More Is Needed? 31:53 – Final Thoughts * This podcast is brought to you by Greenskies Analytics, the services firm that helps auditors leap-frog up the analytics maturity model. Their approach for launching audit analytics programs with a series of proven quick-win analytics will guarantee the results worthy of the analytics hype. Whether your audit team needs a data strategy, methodology, governance, literacy, or anything else related to audit and analytics, schedule time with Greenskies Analytics.
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos dodia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonistahttps://bit.ly/papoantagonistaSiga O Antagonista no X:https://x.com/o_antagonistaAcompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
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Convidado: Thomas Traumann, comentarista da GloboNews. Nos EUA desde março, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve seu mandato de deputado cassado nesta quinta-feira (18). Além dele, Alexandre Ramagem (PL-RJ) também perdeu seu cargo na Câmara dos Deputados. A decisão partiu da Mesa Diretora da Câmara e foi assinada pelo presidente da Casa, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Por motivos diferentes, os dois ex-deputados bolsonaristas que estão nos EUA perderam seus mandatos. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Thomas Traumann para relembrar o que levou à cassação dos mandatos de Eduardo e de Ramagem – e por que esta decisão foi tomada pelo comando da Câmara agora, uma semana depois de o Plenário da Casa ter descumprido uma decisão do Supremo Tribunal Federal e ter livrado a também bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) da cassação. Presa na Itália, Zambelli acabou renunciando ao cargo dias depois. Thomas explica como fica a situação política e jurídica de Eduardo – sem mandato e sem foro privilegiado, o filho de Jair Bolsonaro também perdeu apoio do presidente dos EUA, Donald Trump. Thomas responde também o que pode acontecer com Ramagem, que fugiu para os EUA antes de ser condenado à prisão por tentativa de golpe de Estado e é considerado foragido da Justiça brasileira.
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Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília https://bit.ly/meiodiaoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
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Presa na Itália, a deputada Carla Zambelli (PL) entregou no domingo uma carta renunciando ao mandato na Câmara. A decisão ocorreu após a Primeira Turma do STF determinar a perda do cargo de Zambelli, dias após a Câmara ter mantido o mandato dela. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou, em vídeo, que a renúncia de Zambelli foi “estratégica”.Duda Teixeira, Madeleine Lacsko e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Link promocional para audiência do Narrativas. Beway Idiomas: https://mkt.bewayidiomas.com.br/?a=16517723 Narrativas analisa os acontecimentos do Brasil e do mundo sob diferentes perspectivas. Com apresentação de #MadeleineLacsko, o programa desmonta discursos, expõe fake news e discute os impactos das narrativas na sociedade. Abordando temas como geopolítica, comunicação e mídia, traz uma visão aprofundada e esclarecedora sobre o mundo atual. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 17h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Narrativas https://bit.ly/narrativasoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br