Podcasts about meio

  • 3,002PODCASTS
  • 12,034EPISODES
  • 32mAVG DURATION
  • 1DAILY NEW EPISODE
  • Jul 19, 2026LATEST
meio

POPULARITY

20192020202120222023202420252026

Categories



Best podcasts about meio

Show all podcasts related to meio

Latest podcast episodes about meio

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Ponto de Partida
Pesquisa com selo e orçamento sem selo

Ponto de Partida

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 49:20


No Ponto de Partida React desta sexta-feira (17), Luiza Silvestrini e Pedro Doria comentam as opiniões da audiência do Meio sobre o sistema eleitoral brasileiro, os reflexos dele na composição do Congresso e, consequentemente, na destinação do orçamento, e sobre a proposta do Tribunal Superior Eleitoral de conceder um selo aos institutos de pesquisa que mais se aproximarem do resultado das eleições.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Morning Call BTG Pactual digital

O melhor ativo é sempre a boa informação!Quer receber as informações do Morning Call diretamente no seu e-mail? Acesse: https://l.btgpactual.com/morning_call_spotify

Peças Raras - 24 h em sintonia com você
#422 Rádio sem concorrência, campanha de valorização do meio

Peças Raras - 24 h em sintonia com você

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 5:35


A campanha “Rádio – uma mídia sem concorrência” foi criada pela agência Le Pera para o GPR (Grupo dos Profissionais de Rádio). O projeto visa valorizar o meio e estimular o mercado publicitário. Os áudios foram produzidos pela Lua Nova, em 2004. E aqui eu trago os outros comerciais desta campanha. Ouça e entenda por que o rádio é uma mídia sem concorrência. A campanha “Rádio – uma mídia sem concorrência”, do Grupo dos Profissionais de Rádio (GPR) destaca-se por essa série de spots e jingles onde duplas de publicitários "concorrentes" cantam juntos, resgatando a força e a simplicidade dos anúncios radiofônicos.

Jornal da USP
Ambiente é o Meio #230: Jornalismo científico é ferramenta contra abismos intelectuais, afirma biólogo

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 28:45


Para superar os gargalos históricos da área, especialista sugere mudança estrutural no financiamento de pesquisas no Brasil

Paz Palmas - Podcast
Quem é Você em Meio a Tempestade? // Welinton Alves

Paz Palmas - Podcast

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 32:52


Ministração do Pr. Welinton Alves no culto de celebração do dia 05 de Julho de 2026.

Consciência Cristã
Não existe meio-termo - Samuel Vitalino na CC2026 #cortes

Consciência Cristã

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 4:47


A verdade do Evangelho é clara: quem está em Cristo vive unido a Ele, e essa comunhão não pode ser dividida. A fé não é apenas um sentimento ou uma tradição, mas uma entrega total ao Senhor, que nos chama para andar em Sua luz. Quando alguém tenta viver dividido, parte com Cristo, parte com o mundo, já se encontra em perdição, porque não existe meio-termo na vida espiritual.Por isso, a fé cristã nos chama a uma decisão radical: ou estamos em Cristo, ou estamos fora. E fora dEle não há futuro, apenas condenação.#conscienciacrista #CC2026 #aigrejadecristo #vidacrista #comunhao #caminhada

Leão de Sofá - Podcast
#322 - Novo emblema & Nova liderança no meio-campo

Leão de Sofá - Podcast

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 51:24


Falamos sobre o novo emblema do Sporting, saída do Morten Hjulmand, nova liderança, contratação do Sergi Altimira, possiveis mudanças na forma de jogar, e Jesse Derry...❗️

Peças Raras - 24 h em sintonia com você
#416 Futebol, Música e Literatura: com Jairzinho, Simoninha e Valdo Resende

Peças Raras - 24 h em sintonia com você

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 59:59


Futebol, música, memória e literatura se encontram em mais um episódio especial do Peças Raras, que agora está também na MyNews VIP FM, em 90,9 ou pelo mynewsvipfm.com.brNesta edição, colocamos na área o escritor e dramaturgo Valdo Rezende, autor do romance Várzea, para uma conversa sobre a paixão pelo futebol amador e lembranças da Copa de 1982, misturadas a política e sociedade brasileira. Em campo, a importância do futebol de várzea como berço dos grandes craques e como inspiração para uma narrativa que mistura humor, crítica social e nostalgia.Na trilha sonora, clássicos que marcaram as Copas do Mundo ajudam sintonizar nosso rádio nesta história, incluindo "Meio de Campo", de Gilberto Gil, na interpretação de Elis Regina; e o divertido "Pagode da Seleção", com o craque Júnior, que homenageia a inesquecível seleção de Telê Santana.No segundo tempo, o programa recebe Simoninha e Jairzinho, da produtora S de Samba, para revelar os bastidores de algumas das músicas mais marcantes das campanhas da Seleção Brasileira. Eles contam histórias inéditas sobre a criação de sucessos como "Mostra Tua Força, Brasil", que atravessou gerações mesmo após os 7 a 1 na Copa de 2014, e "Vem Pra Rua", que nem todo mundo sabe que foi criada como música de Copa do Mundo. Para além das Copas, a dupla de artistas relembra outras criações que falam do amor ao futebol em diferentes contextos.Uma conversa repleta de curiosidades sobre composição, publicidade, futebol e cultura popular, mostrando como algumas canções conseguem traduzir a emoção de milhões de torcedores.Peças Raras – há 20 anos em sintonia com o rádio, agora também na programação da MyNews VIP FM (em 90,9, no Canal My News ou ainda em mynewsvipfm.com.br).Escalação deste episódio:00:00 Agradecimentos à audiência do programa de estreia05:02 Sinopse do livro "Várzea", de Valdo Resende06:34 Entrevista com Valdo Resende 07:03 Valdo fala da importância da música censurada para elucidar o que estava acontecendo no período da ditadura militar no Brasil e indica "Meio de Campo", de Gilberto Gil, na voz de Elis Regina09:49 Valdo explica o motivo de usar a Copa e as eleições do ano de 82 como pano de fundo para o romance Várzea11:25 Guabiru, uma cidade fictícia entre Uberaba e Ribeirão Preto, tem similaridades com o Brasil?14:07 A impotância do futebol de várzea para o surgimento de craques que chegam à seleção brasileira, como foi Garrincha no passado. Um grande jogador que brincava de futebol16:35 Valdo se emociona ao falar sobre o futebol na praia, em Santos19:54 Pagode da Seleção, com Junior, cita os grandes jogadores da Copa de 8222:49 Abertura de entrevista com Jair Oliveira e Wilson Simoninha, destacando músicas de futebol, como "Mostra Tua Força Brasil", criada para a Copa de 2014 no Brasil24:25 Jairzinho e Simoninha relembram e escalam primeiras músicas sobre futebol que compuseram e interpretaram, a partir da paixão pela bola herdada dos pais Jair Rodrigues e Wilson Simonal29:00 A história da criação e produção de Mostra Tua Força Brasil, do Itaú, criada para a Copa de 201440:16 A história de Vem pra Rua, da FIAT43:55 Simoninha relaciona sucesso e lembrança de músicas de outras Copas com a captação de um sentimento do povo brasileiro na época da composição da música48:46 Jairzinho comenta sobre DNA do Gol, feita em homenagem a Romário e gravada com a irmã Luciana Melo53:00 Simoninha fala da ligação com Garrincha e da interpretação da música "Futebol e Dança", em homenagem a Garrincha, para o projeto Lendas do Futebol57:10 Encerramento e revelação de Jairzinho do projeto de lançar outras músicas inéditas sobre futebol criadas por ele e Simoninha

Fórum Onze e Meia
PF na casa de Bolsonaro | Campanha de Flávio em crise total | Lula lidera, diz pesquisa Meio/Ideia

Fórum Onze e Meia

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 120:36


Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Candidatas à realeza da Festa do Agricultor 2026 são apresentadas oficialmente em Lauro Müller

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 1:41


A preparação para a Festa do Agricultor 2026 avançou mais uma etapa em Lauro Müller com a apresentação oficial das candidatas que disputarão os títulos de rainha e princesas do evento. O encontro foi realizado na tarde desta quinta-feira, no Castelo Henrique Lage, reunindo as 13 jovens que representam diferentes comunidades do município. Durante a programação, as candidatas foram recepcionadas pela comissão organizadora e receberam as primeiras orientações sobre a preparação para o concurso. A partir de agora, elas iniciam uma agenda de atividades que inclui treinamentos, encontros e demais ações voltadas ao processo de escolha da nova corte da festa. As concorrentes são Karen Antunes Pedro (Itanema), Vitória Gregório Abel (Km 107), Isadora Ramalho Furst (Mina Nova), Isadora de Oliveira Bonot (Morro da Figueira), Isabela Freitas Sérgio (Morro da Palha), Iasmin de Oliveira (Palermo), Renata H. Mendes (Rio Amaral I), Stefany Antonio (Rio Amaral Rádio), Monique Coradelli (Rio Apertado), Emily Justi Mason (Rio Capivaras Alto), Verônica Bett (Rio Capivaras do Meio), Heloísa Destro Bombazar (Vargem Grande) e Elena Damásio De Brida (Rocinha do Meio). O encontro também contou com a participação da realeza da edição anterior da Festa do Agricultor. As ex-rainha e princesas compartilharam experiências e deram boas-vindas às novas candidatas, marcando o início da preparação para o concurso. A escolha da nova rainha e das princesas da Festa do Agricultor 2026 está marcada para o dia 23 de julho, durante a cerimônia de abertura oficial do evento. 

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Giro Internacional: Khamenei é enterrado no Irã em meio a ataques dos EUA ao país

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 2:59


Confira o que é notícia no mundo nesta sexta-feira.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.

Inédita Pamonha
Inédita Pamonha 325 – O equilíbrio do meio

Inédita Pamonha

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 18:32


Neste podcast: Clóvis de Barros aborda a ideia aristotélica de que os extremos comprometem a vida boa.

Podcasts FolhaPE
Microsoft elimina 4.800 empregos em meio à reestruturação do Xbox

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 13:09


A Microsoft anunciou a eliminação de 4.800 empregos, cerca de 2% de sua força de trabalho global, em uma reestruturação em suas divisões de videogames do Xbox.

Convidado
Venezuela: No meio dos escombros, a fé mantém viva a esperança

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 9:22


O Governo venezuelano quer reabrir o principal aeroporto do país a voos comerciais "o mais rapidamente possível" após os sismos que a 24 de Junho devastaram o país. O balanço de mortos não para de aumentar. Segundo as autoridades venezuelanas, 3.811 pessoas morreram e 16.740 ficaram feridas. De acordo com as Nações Unidas, os desaparecidos podem chegar aos 50.000. Muitos sobreviventes ficaram sem abrigo ou em abrigos improvisados em parques, sem perspectivas de futuro. O aeroporto internacional Simón Bolívar, que serve Caracas, fica em La Guaira, o epicentro do duplo sismo de magnitude 7,2 e 7,5, que reduziu a escombros dezenas de edifícios residenciais. Várias equipas de socorro estrangeiras já se retiraram do local, após não encontrarem sinais de vida. O balanço de mortos não para de aumentar. Segundo as autoridades venezuelanas, 3.811 pessoas morreram e 16.740 ficaram feridas, 6.462 foram resgatadas dos escombros e 17.907 pessoas ficaram sem habitação. De acordo com as Nações Unidas, os desaparecidos podem chegar aos 50.000. Muitos sobreviventes ficaram sem abrigo ou em abrigos improvisados em parques, sem perspectivas de futuro. Lucecita Fernandes, presidente da Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas em Caracas, traça um retrato marcado pela dor, pela incerteza e pela solidariedade dos dias que se seguiram à tragédia que atingiu a região de La Guaira. A presidente da Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas em Caracas, Lucecita Fernandes, traça um retrato marcado pela dor, pela incerteza e pela solidariedade dos dias que se seguiram à tragédia que atingiu a região de La Guaira. Segundo a dirigente associativa, o cenário tem mudado à medida que passam os dias. Se, numa primeira fase, todos os esforços estavam concentrados no resgate de sobreviventes, a prioridade começa agora a deslocar-se para a recuperação dos corpos das vítimas mortais, permitindo às famílias fazer o funeral e iniciar o processo de luto: "Nos primeiros dias, toda a energia da sociedade civil foi colocada no resgate de pessoas com vida. Agora, com o passar do tempo, as famílias fazem pressão para que também sejam encontrados os corpos dos seus entes queridos". A responsável admite que algumas vítimas poderão nunca ser encontradas, mas recorda que, para as famílias, a ausência de um corpo não diminui a dimensão da perda. Apesar da devastação, Lucecita Fernandes diz que permanece a esperança. Reconhece que o sentimento dominante é de tristeza, impotência e dor, mas destaca igualmente a enorme onda de solidariedade entre os venezuelanos: "A capacidade de partilha continua muito presente na sociedade venezuelana". Perante uma tragédia que atinge praticamente todas as famílias, a dirigente considera que o apoio emocional passa sobretudo pela empatia e pela capacidade de escutar quem sofre. "Quem está mais forte tem de amparar quem está mais fragilizado. É assim que uma sociedade consegue levantar-se depois de momentos tão difíceis." Num país profundamente religioso, a fé continua também a desempenhar um papel fundamental. Lucecita Fernandes recorda os testemunhos de sobreviventes resgatados ao fim de vários dias sob os escombros: "Os primeiros agradecimentos são sempre dirigidos a Deus. Muitos dizem que sobreviveram porque rezaram, porque acreditaram e porque nunca perderam a esperança." "Isto não é uma tragédia que se resolve num mês ou em dois meses. Esperamos que a solidariedade internacional continue, sempre com esperança e com a convicção de que a Venezuela conseguirá olhar novamente para o futuro", conclui.

Jornal da USP
Ambiente é o Meio #229: Especialista analisa a atualidade das ideias do economista Celso Furtado

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 27:29


Na segunda parte da entrevista, o professor Alexandre Macchione Saes aprofunda o debate sobre desenvolvimento, meio ambiente e justiça social

No pé do ouvido
Meio/Ideia: Flávio Bolsonaro não se recupera e Lula consolida vantagem

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 24:58


Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essa e outras notícias: Pesquisa mostra senador à frente de Lula entre homens e jovens, enquanto presidente lidera com folga entre as mulheres. Michelle Bolsonaro é apontada como a mulher com mais poder do Brasil. Donald Trump diz que acordo provisório com o Irã acabou após ataques na região. Argentina e Suíça seguem para as quartas de final da Copa. Deepseek desenvolve chip de IA próprio. E morre Benedito Ruy Barbosa, um dos maiores autores de novela do Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Notícias - Agência Radioweb
Emissão global de gases por incêndios é a menor em 24 anos

Podcast Notícias - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 2:29


O 1º semestre de 2026 deu sinal positivo na luta para frear as mudanças do clima. Isso porque nesta segunda-feira (6/7) o observatório europeu Copernicus divulgou que, de janeiro a junho deste ano, a emissão de gases do efeito estufa proveniente de queimadas foi a menor desde 2003, quando começaram as medidas. No entanto, os dados devem ser analisados considerando o pico de casos por região e a esperada evolução do El Niño no 2º semestre.

Super Feed
A Fonte - 207: Uma Coisa Meio Windows Defender

Super Feed

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 50:36


Vazou o vídeo do iPhone 18, vazaram os planos de futuros processadores Apple silicon, e voltou o vazamento do Apple Watch redesenhado.

BEN-YUR Podcast
c4bal, o ódio do rap e o beat da senhorita

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 103:26


Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.Foi meio isso com o C4BAL.A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.Talvez esse seja um desses.Enfim. Tá aí.E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.

ONU News
ONU estimula governança global da IA em meio a alertas de "danos catastróficos"

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 2:24


Diálogo entre países começa nesta segunda-feira, em Genebra, visando potencial benéfico da tecnologia, mas também contenção de riscos; copresidentes de Painel Científico alertam para propagação de mentiras e comportamento enganoso das máquinas. 

John Piper Responde
Como confiar em Deus em meio a situações difíceis?

John Piper Responde

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 11:55


Voz de Duda Baguera como John PiperVersão em português: DBvoz Studios

Catedral Evangélica de São Paulo
"Fidelidade de Deus em meio aos conflitos da vida" | Sermão de 05/07/2026

Catedral Evangélica de São Paulo

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 19:01


Pregador: Rev. Reginaldo von Zuben. Texto bíblico: 1Coríntios 1.4-9.

Podcast 45 Minutos
GOIÁS 2 X 0 CEARÁ – EM MEIO À CRISE SEM FIM, VOZÃO PERDE MAIS UMA

Podcast 45 Minutos

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 50:32


Estamos #NOAR! Sem poder de reação, Ceará perde para o Goiás fora de casa e segue em queda livre na Série B. Vem acompanhar!

Direto da Redação
Michelle deixa a presidência do PL Mulher em meio a atritos com Flávio e diz que pretende se dedicar aos cuidados para com Bolsonaro e a filha

Direto da Redação

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 8:18


Igreja Evangélica Luterana Redentor
VIVENDO O PENTECOSTES – “Paz com Deus, mesmo em meio a espadas e divisões”

Igreja Evangélica Luterana Redentor

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 33:40


VIVENDO O PENTECOSTES – “Paz com Deus, mesmo em meio a espadas e divisões”, mensagem proferida pelo Pr. Iderval no CULTO DA CEL REDENTOR, 5º Domingo após Pentecostes, 28 de junho de 2026, 9h30.

Sermões do Instituto Bom Pastor
A paz que não vem do mundo e a tranqüila devoção da Igreja em meio ao combate (21.06.2026)

Sermões do Instituto Bom Pastor

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 17:35


Sermão para o IV Domingo depois de PentecostesPadre Marcos Mattke, IBP.Capela Nossa Senhora das Dores, DF.

Expresso - Expresso da Manhã
Terrorismo de extrema-direita: no meio da palhaçada, o perigo é real

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 15:39


A investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público revelou a existência de uma lista onde estavam quase duas centenas de pessoas que o grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano (MAL) considera traidores. Ninguém foi avisado, porque as autoridades de investigação consideraram já não haver perigo, com o desmantelamento do MAL. Mas dois dos arguidos que fizeram a lista aguardam julgamento em liberdade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabi ASMR
ASMR SEM ANÚNCIO NO MEIO PARA DORMIR SEM INTERRUPÇÃO

Gabi ASMR

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 65:16


✨ Bem-vindo(a) ao meu cantinho de paz ✨Se aconchegue, respire fundo e deixe esse momento ser só seu

Super Feed
Área de Transferência - 483: Uma Vibe Meio Severance

Super Feed

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 111:49


O Arthur foi até São Paulo conhecer a Alexa+ e conta para todos nós o que achou.

Stock Pickers
#329 NO MEIO DA “QUEBRADEIRA” HÁ MUITAS OPORTUNIDADES

Stock Pickers

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 61:16


MESMO COM A SELIC ALTA, O MERCADO DE CRÉDITO SEGUE COM OPORTUNIDADESNeste episódio do Stock Pickers, Marcelo Urbano Dias, gestor de crédito privado multiestratégia da XP Asset Management, analisa o momento atual do mercado de crédito e explica como investidores estão navegando um ambiente de Selic elevada, spreads atrativos e maior seletividade na concessão de crédito.Em um cenário de juros altos e incertezas econômicas, entender o futuro do mercado de crédito pode ser uma das chaves para encontrar as melhores oportunidades dos próximos anos.

O Antagonista
Cortes do Papo - Eduardo Bolsonaro critica Nikolas Ferreira em meio a debates sobre o caso Banco Master

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 20:19


Enquanto as bancadas do governo e da oposição trocam acusações mútuas no Congresso sobre as ramificações do Banco Master, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para direcionar críticas ao deputado Nikolas Ferreira.O episódio expõe divergências estratégicas no campo da direita.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.       O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.       Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.       Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.   https://www.youtube.com/@OAntagonista  Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #EduardoBolsonaro #NikolasFerreira #Direita #BancoMaster #DebatePolitico #AtritoNaDireita #Critica #Conservadores #BastidoresPoliticos #Noticias #Politica #Podcast #YouTube #Viral #Tendencias #Deputados #Brasil #AnalisePolitica #CasoMaster #Discussao

Jornal da USP
Ambiente é o Meio #226: Para sênior da USP, exportação de commodities se tornou fator de endividamento no agronegócio

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 26:42


Apesar da liderança no setor, País importa entre 85% e 90% dos fertilizantes utilizados, além de agrotóxicos e aditivos para ração animal

Fórum Onze e Meia
Eduardo Bolsonaro vai a julgamento em meio a revelação de que atuou para proteger Vorcaro

Fórum Onze e Meia

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 122:51


Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.

Resumão Diário
Lula e Trump juntos no G7 em meio a tensão por tarifas; preso nos EUA não é chefe de facção, dizem autoridades; Moraes cobra Bolsonaro sobre arma apreendida; brigas entre torcedores em NY e mais

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 4:44


Lula e Trump posam juntos na foto oficial do G7 em meio a tensão por tarifas. Autoridades de SP e Rio não reconhecem homem preso nos EUA como chefe de PCC ou CV; mandado de prisão contra ele é de extorsão. Polícia Civil deflagra operação contra facção Tren de Aragua em Roraima e mais 5 estados. Moraes manda Bolsonaro explicar arma de fogo apreendida com militar. Torcedores da Argentina e da Argélia brigam na Times Square antes de jogo da Copa do Mundo.

Ponto de Partida
O Pix e a representação do Brasil

Ponto de Partida

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 26:25


No Ponto de Partida React desta sexta-feira, Pedro Doria responde às mensagens da audiência do Meio sobre o Pix, o ataque americano ao sistema de pagamento brasileiro, as periferias do Brasil e a corrida eleitoral.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vichyssoise
As bandeiras de Seguro, as palavras do meio e meia elite política num avião

Vichyssoise

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 18:41


As cerimónias do 10 de Junho, incluindo a viagem da Terceira para Lisboa de boa parte da elite política, foram os temas da Vichyssoise. O primeiro veto político de Seguro também foi assunto à mesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resumão Diário
Começa a Copa do Mundo em formato inédito em meio à tensão do governo Trump; Keiko Fujimori vira de novo na apuração da eleição do Peru; Alunos de universidades dos EUA vaiam a IA nas formaturas

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 6:30


Copa do Mundo começa nesta quinta com formato inédito, em meio a guerra e a política anti-imigração de Trump. Copa do Mundo terá três cerimônias de abertura; veja como serão os eventos. Brasil x Marrocos: Seleção mantém base de estreia em 2022 e terá recorde de remanescentes. Eleições no Peru: Keiko Fujimori lidera sobre Sánchez em nova virada na apuração das urnas. Pauta-bomba: Senado aprova 2 projetos de aumento de gastos públicos e envia outro a plenário. Por que alunos estão vaiando a inteligência artificial em formaturas de universidades dos EUA?

Jornal da USP
Ambiente é o Meio #225: Cosmologia indígena inspira thriller sobre violência e resistência amazônicas

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 25:24


Em "Os Urubus Não Esquecem", antropólogo entrelaça crime organizado, devastação ambiental e saberes indígenas para refletir sobre os conflitos contemporâneos

ONU News
Mundo celebra bicicleta como meio de transporte sustentável e universal

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 1:44


Data destaca potencial do transporte na erradicação da pobreza e na promoção do desenvolvimento sustentável; ONU realça a sua contribuição na acessibilidade das populações mais vulneráveis a serviços essenciais.

Jornal da USP
Ambiente é o Meio #224: Especialista destaca importância dos catadores para saúde ambiental e economia circular

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 28:41


Referência na organização de catadores de materiais recicláveis, coleta seletiva de Ji-Paraná, RO, enfrenta crise em cooperativa

SBS Portuguese - SBS em Português
'Isabel' e o sonho da vida artesanal em meio ao caos da metrópole

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 20:04


Marina Person é a atriz principal do filme a mostrar uma chef que abre o próprio negócio de vinhos artesanais, sua grande paixão, no coração de São Paulo. A produção brasileira é parte do Sydney Film Festival e do Spanish and Latin American Film Festival, ambos este junho. Conversamos com o diretor Gabe Klinger.

No pé do ouvido
Meio/Ideia: Flávio perde jovens, alta renda e centro-direita

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later May 28, 2026 26:37


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Levantamento aponta que, em eventual segundo turno, presidente Lula (PT) teria 46,5%, contra 41,4% do senador do PL, que caiu acentuadamente entre eleitores que ganham mais de cinco salários mínimos, os que têm de 16 a 24 anos e os que se identificam como centro-direita. Aprovação do presidente e avaliação do governo melhoraram, mas seguem abaixo da reprovação. Câmara aprova redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1; PEC vai agora ao Senado. Desmatamento no Brasil em 2025 teve o menor nível da série histórica, segundo MapBiomas. Google abre em São Paulo seu segundo centro de engenharia do Brasil. E confira as estreias desta quinta-feira nos cinemas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

No pé do ouvido
Em meio à crise do Master, Flávio se encontra com Trump

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later May 27, 2026 19:33


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Pré-candidato do PL disse ter pedido ao presidente dos EUA que classifique facções de traficantes como grupos terroristas. No Brasil, seu aliado Tarcísio de Freitas cobrou explicações sobre ligação com Daniel Vorcaro e Banco Master. Primeira Turma STF confirma fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes. Brasil registra menor taxa de homicídios em 11 anos, segundo dados do Atlas da Violência. E Drake supera Michael Jackson como artista com mais músicas no topo do Hot 100 da Billboard.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Antagonista
Cortes do Papo - TRUMP RECEBE FLÁVIO BOLSONARO: Senador visita a Casa Branca em meio ao caso Master

O Antagonista

Play Episode Listen Later May 26, 2026 9:03


Em meio ao vazamento de mensagens envolvendo o financiamento de R$ 134 milhões para o documentário "Dark Horse", o senador Flávio Bolsonaro visitu o presidente do Estados Unidos, Donald Trump.Avaliamos como a cúpula do PL enxerga o peso dessa imagem na Casa Branca para conter o desgaste político interno e os desdobramentos das denúncias que envolvem o Banco Master.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes?   Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás.   Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente.   Chegou a edição especial Crusoé impressa.   É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil.   Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé.   Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link:   https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa  Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.       O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.       Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.       Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.   https://www.youtube.com/@OAntagonista   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #FlavioBolsonaro #Trump #DonaldTrump #Bolsonaro #CasaBranca #WhiteHouse #Senado #Podcast #PodcastBrasil #Politica #PoliticaInternacional #Noticias #NoticiasDeHoje #Trending #Viral #BastidoresDaPolitica #CasoMaster #AnalisePolitica #Debate #Atualidades

Nova Church Atlanta
Paz e alegria em meio ao processo | Reinaldo Garcia

Nova Church Atlanta

Play Episode Listen Later May 26, 2026 53:52


Muitas vezes achamos que Deus parou de agir porque estamos olhando com os olhos naturais.

Stock Pickers
#325 ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS, IA NAS EMPRESAS E AS GRANDES OPORTUNIDADES GERADAS NO MEIO DO CAOS

Stock Pickers

Play Episode Listen Later May 21, 2026 78:05


A MAGIA DO CAOS ESTÁ NAS OPORTUNIDADES QUE QUASE NINGUÉM CONSEGUE ENXERGARNeste episódio do Stock Pickers, Gabriel Raoni analisa como o aumento do endividamento das famílias, a transformação trazida pela inteligência artificial e as mudanças no ciclo de crédito estão criando oportunidades — e riscos — para investidores.Ao longo da conversa, o gestor passa pelo olhar do investidor estrangeiro sobre o Brasil durante a Brazil Week, discute o setor bancário com nomes como Itaú, Nubank, XP e Mercado Livre e explica por que a revolução da IA ainda está só no começo.Além disso, Raoni debate o papel de gigantes como Microsoft, Google e ChatGPT na nova corrida tecnológica e como identificar valor no meio da turbulência dos mercados.

Super Feed
A Fonte - 200: Durante, Entre, e Por Meio

Super Feed

Play Episode Listen Later May 18, 2026 69:02


A OpenAI pode processar a Apple, a Intel pode já estar fazendo chips, e falta pouco para a WWDC26!

A Fonte
200: Durante, Entre, e Por Meio

A Fonte

Play Episode Listen Later May 18, 2026 69:02


A OpenAI pode processar a Apple, a Intel pode já estar fazendo chips, e falta pouco para a WWDC26!

ONU News
ONU pede reforço da cooperação em meio a novos casos de hantavírus

ONU News

Play Episode Listen Later May 11, 2026 2:16


Secretário-geral pede ação para garantir segurança de todos; passageiros de navio afetado pelo foram repatriados e ficarão sob quarentena; nesta segunda-feira, novos casos foram confirmados na França e nos Estados Unidos.