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Volta ao mundo em 180 segundos
17/09: EUA dizem que Brasil falhou sobre facções | Canadá pode ser membro associado da EU | Trump nega visto a presidente palestino

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 5:25


O presidente americano Donald Trump afirmou que o Brasilfalhou ao confrontar o PCC e o Comando Vermelho e pediu medidas agressivas contra os grupos, em documento que também cita Índia, Afeganistão e México, entre 23 países, além de apontar avanços da Venezuela no combate às drogas, o que pode tirá-la da lista após 20 anos. E mais:- O Equador declarou estado de emergência em 8 das 24 províncias mais afetadas pelo narcotráfico, medida que deve durar 60 dias sob o governo de Daniel Noboa, que tem contado com apoio dos Estados Unidos na área- A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que o Canadá pode se tornar o primeiro "membro associado" do bloco, aprofundando uma parceria já avaliada em 130 bilhões de euros em meio às tensões comerciaisprovocadas por Trump- Pelo segundo ano consecutivo, os Estados Unidos negaram visto ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para participar da Assembleia-Geral da ONU- Na "Superquarta", o Banco Central do Brasil reduziu a Selic para 13,75%, enquanto o Federal Reserve americano elevouos juros para 4% ao ano pela primeira vez em três anos, decisão que pode encarecer o crédito e os produtos importados no BrasilApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

ONU News
Banimento de mulheres em prédios da ONU no Afeganistão completa um ano

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 7, 2026 1:42


Proibição criada pelo Talibã se soma a outras restrições de liberdades fundamentais da população feminina; líder da ONU pede fim imediato de todas as políticas discriminatórias contra mulheres e meninas. 

Bunker X
O Gigante de Kandahar: Soldados Americanos Enfrentaram um NEPHILIM? | BUNKER X Podcast

Bunker X

Play Episode Listen Later Sep 4, 2026 81:46


SEJA MEMBRO!Via ORELO (nossa preferência): https://orelo.cc/bunkerxVia Youtube: https://www.youtube.com/@bunkerx/joinLOJA DO BUNKER: https://loja.bunkerx.com.br/--------------Soldados americanos enfrentaram um gigante de quase quatro metros nas montanhas do Afeganistão? A história do chamado Gigante de Kandahar envolve uma patrulha desaparecida, uma caverna, um humanoide ruivo armado com uma lança e uma batalha que teria terminado com um soldado morto e o corpo da criatura sendo levado pelos militares.Neste Bunker X, investigamos de onde surgiu essa história, os depoimentos que ajudaram a popularizá-la e sua possível ligação com os Nephilim e o Livro de Enoque. E tem mais: muito antes da guerra no Afeganistão, o folclore do Hindu Kush já falava sobre seres gigantescos que viviam nas montanhas, incluindo histórias sobre criaturas vermelhas e até uma misteriosa marca de mão com seis dedos.Também vamos conhecer outros relatos de militares que afirmaram ter visto humanoides gigantes no Afeganistão e discutir uma pergunta inevitável: um ser humano de três ou quatro metros de altura poderia realmente existir? Conheça a história do Gigante de Kandahar e dos misteriosos Gigantes do Afeganistão neste episódio do Bunker X.#GiganteDeKandahar #GigantesDoAfeganistao #Nephilim #LivroDeEnoque #Gigantes #HinduKush #Kandahar #Afeganistao------------------Este programa foi um oferecimento de:INSIDER. Garanta descontos incríveis usando o cupom BUNKERX em: https://www.insiderstore.com.br/BunkerX#InsiderStore------------------

Convidado
"Kiev, na prática, é peão do grande xadrez entre as grandes potências" Major-General Carlos Branco

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 3, 2026 22:28


O Major-General do exército português Carlos Branco que tem partilhado periodicamente na RFI as suas análises sobre os conflitos vigentes no Médio Oriente e entre Kiev e Moscovo, lançou no passado mês de Julho um livro especificamente dedicado às raízes da guerra na Ucrânia. Intitulado "Ucrânia, variações de uma guerra inacabada", este livro compila uma série de artigos que o Major-General publicou nestes últimos anos sobre a história recente da Ucrânia. Autor de cinco livros publicados sobre a Guerra Fria, o Afeganistão, ou ainda sobre o conflito na ex-Jugoslávia, o Major-General Carlos Branco analisa ao pormenor e desfaz o discurso oficial em torno do conflito na Ucrânia, baseando-se em fontes documentais e na sua experiência em diversas organizações internacionais, nomeadamente a Aliança Atlântica, no seio da qual ocupou o cargo de Director da Divisão de Cooperação e Segurança Regional, do Estado-Maior Militar Internacional da NATO, em Bruxelas. Em entrevista à RFI, o Major-General Carlos Branco começa por apresentar no que consiste a sua obra sobre a Ucrânia. RFI: Do que fala concretamente o seu livro? Major-General Carlos Branco: Este livro é a compilação de mais de 70 artigos que eu fui publicando sobre o tema da guerra na Ucrânia, com uma série de artigos anteriores ao início da guerra propriamente dita em 2022, artigos publicados a seguir a 2014. Porque, na prática, a guerra não começa em 2022, começa em 2014 e é fundamentalmente uma reflexão no seu conjunto, claro, de uma uma interpretação realista das relações internacionais aplicadas ao caso concreto da guerra na Ucrânia. Basicamente, é uma análise centrada no papel das grandes potências na cena internacional. Neste caso concreto, o papel dos Estados Unidos e da Rússia e, no fundo, apresentar este conflito fundamentalmente com duas vertentes: a vertente internacional que envolve a afirmação hegemónica dos Estados Unidos. É apenas um capítulo, a guerra na Ucrânia, como outros, o Irão, como agora mais recentemente estas iniciativas para a Gronelândia, o controlo da Venezuela, o controlo do Canal do Panamá, etc. Portanto, uma dinâmica de conflito entre grandes potências e, nesse caso, uma tentativa dos Estados Unidos chegarem às fronteiras da Rússia, algo que uma grande potência não autoriza, não autoriza a Rússia, como também não autorizam os Estados Unidos, como também não autoriza a China. E depois há a outra dinâmica, que é um conflito que é fundamentalmente interno na Ucrânia, entre os diferentes grupos ucranianos. Porque a Ucrânia não é um país uno, é um país multinacional, é um país com vários grupos étnicos. E o que nós estamos a assistir é a tentativa de um grupo prevalecer relativamente aos outros, impondo-lhes uma série de coisas que para eles são inaceitáveis. Podíamos começar pelo exemplo da língua. O grupo que nesta altura se encontra no poder na Ucrânia, tenta que a língua ucraniana seja a única língua falada na Ucrânia. Quando nós sabemos perfeitamente que por toda a Europa democrática existem vários países multilingues e isso não é de modo nenhum uma excepção. São vários os países em que isso acontece. Não se compreende porque é que isto também não acontece na Ucrânia, um país que tem vários grupos étnicos e linguísticos. Portanto, a estes dois confrontos, este segundo confronto acabou por ser um confronto Ucrânia-Rússia. Uma vez que a esmagadora maioria da população do leste da Ucrânia é a população russa. Quando a população russa começou a ser atacada no rescaldo de um golpe de Estado de 2014 que derrubou um governo, um Presidente da República democraticamente eleito e instrumentalizado, sem qualquer margem para dúvidas e com a imensa evidência, por parte dos Estados Unidos, essas populações naturalmente reagiram. E houve, portanto, depois, uma solidariedade russa entre Moscovo e os seus 'irmãos' russos, que se encontravam inseridos na Ucrânia. Portanto, o livro elabora muito à volta dessas duas dinâmicas. Como é que elas se interceptam, como é que elas se influem mutuamente e como é que, em última análise, uma acaba por servir de instrumento à materialização da outra. Concretamente, refiro-me ao projecto hegemónico norte-americano que procura impor à Rússia uma derrota estratégica. Uma derrota estratégica essa que terá seguramente várias matizes, mas que fundamentalmente passa por colocar um governo que lhe seja favorável no Kremlin. E, portanto, a partir daí, desenvolver todas as suas acções, nomeadamente no domínio económico, do controlo energético, etc, etc. Se isso acontecesse, seria um controlo mundial por parte dos Estados Unidos e isso não vai acontecer. O que é de salientar, é mais um erro de cálculo estratégico dos Estados Unidos que nos tem vindo a habituar. Tiveram erros de cálculo no Vietname, no Afeganistão, no Iraque, na Líbia. É mais um erro de cálculo estratégico no Irão, porque as coisas saíram quase que diametralmente opostas àquilo que eles queriam fazer. E é sempre a mesma tentativa de substituir um governo por outro que lhe seja favorável. E a partir daí, conseguem manobrar. Foi o que fizeram em Kiev. E portanto, Kiev, na prática, é peão deste grande xadrez entre as grandes potências. RFI: Precisamente, desfaz uma série de mitos em torno das raízes da guerra, aquilo que foi apresentado como uma revolução em 2014, também desfaz os mitos sobre o que acontece dentro da própria Ucrânia, também sobre o estado da oposição dentro da Rússia e também dos próprios interesses, não só dos Estados Unidos, como também da Europa. No meio deste conflito, como é que está a Europa no meio disto tudo? Major-General Carlos Branco: A Europa está num beco sem saída porque com estes dirigentes que estão no poder nesta altura, é difícil ver uma saída para este conflito. Inicialmente, a Europa acabou por aliar-se aos Estados Unidos e apoiar os Estados Unidos neste esforço contra a Rússia. Temos presente, por exemplo, a questão das sanções, etc. Mas a Europa, no meio disto tudo, foi extremamente prejudicada. Por exemplo, a questão energética. O modelo de desenvolvimento industrial europeu baseava-se muito na energia barata que era fornecida pela Rússia e isso acabou. E nós sabemos quem é que fez isso. Os Estados Unidos não permitiram que existisse essa relação entre a Europa, mas fundamentalmente, entre a Alemanha e a Rússia. Isso não é nada de agora, é uma coisa antiga. E a Europa, nesta altura, acaba por, em termos energéticos, consumir muito mais caro. O gás natural, vai comprá-lo aos Estados Unidos e não só, mas é muito mais caro e está a ter grandes dificuldades do ponto de vista do desenvolvimento económico e industrial, fundamentalmente porque não tem as matérias-primas que são indispensáveis para o novo paradigma económico, que passa fundamentalmente pela computação, a computação quântica, grande consumo de dados e a Europa não tem terras raras, para não falar na questão energética. Portanto, tem uma grande dependência. Mas o que é curioso é que a Europa está a falar para dentro, porque quando fala de autonomia, tem que perceber que não é autónoma e portanto, tem que considerar este elemento no processo de decisão e provavelmente terá que se adaptar do ponto de vista das políticas. Mas eu acho que o problema da Europa não é só a questão das matérias-primas. Repare, se nós tivermos em consideração as grandes tecnológicas mundiais, as 'sete magníficas' são todas americanas e nenhuma delas é europeia. E além disso, temos também a juntar-se a este grupo de grandes tecnológicas, também as chinesas. E quando falamos, por exemplo, de 'chips', a Europa é absolutamente deficitária nessa matéria. E se quisermos fazer uma análise mais profunda e verificarmos, por exemplo, as patentes nos mais variados domínios registadas pelos europeus e registadas pelos americanos e pela China, então pela China, muito mais, nós cada vez percebemos que existe uma 'décalage' aí. Repare, há cerca de talvez 20 anos, o PIB agregado da Europa era muito semelhante ao dos Estados Unidos. Hoje é cerca de dois terços. Portanto, quando falamos em dados concretos, nós podemos ter uma dimensão despida de preconceitos ideológicos e perceber que a Europa está numa regressão. Portanto, devia ter tomado uma série de medidas que pudessem inverter esse caminho. Mas as pessoas que estão nesta altura à frente da União Europeia e também dos países da Europa, não são pessoas qualificadas e, portanto, o caminho é escuro. Por exemplo, o comportamento da Europa relativamente a esta guerra na Rússia é uma coisa absolutamente difícil de explicar. RFI: Precisamente, no seu livro fala da deterioração das relações da Europa não só com a China, mas também com a Rússia. E, portanto, tendo em conta que a Europa, ou pelo menos os seus dirigentes, conhecem qual é a agenda dos Estados Unidos relativamente a este conflito, como é que se explica que hoje em dia, os líderes europeus, nomeadamente do Reino Unido, da Alemanha e da França, estejam actualmente com um discurso que tende a dar crédito à possibilidade de um conflito aberto com a Rússia? Major-General Carlos Branco: A explicação é difícil. Há várias possíveis. Uma delas é o facto de terem prometido às suas populações mundos e fundos e agora têm um nada para lhes dar. Não têm nada para lhes dar porque andaram a enganar as suas populações. Andaram a dizer que a Rússia não tinha mísseis, não tinha tecnologia, era apenas uma estação de serviços com armas nucleares. Portanto, deram uma imagem absolutamente errada da situação. Inclusivamente alinharam também num erro de cálculo estratégico, descurando a história. E nós sabemos o que tem sido o comportamento dos europeus relativamente às diferentes Rússias desde o século XVII que tem havido sempre tentativas de invasão da Rússia. A última foi no século XX, esta levada a cabo pelo presidente Biden. Era mais uma aventura, mas essa aí a iniciativa vinha do outro lado do Atlântico. A situação dos europeus relativamente à Rússia é diferente de país para país. Há um ódio visceral entre os russos e os ingleses. Relativamente à Alemanha, a situação tem outros matizes. Mas para responder à sua questão, esta gente andou a dizer que o caminho era a vitória, que íamos ser todos muito felizes e iriam fazer-se grandes negócios na Rússia, aliás, preferencialmente provocando a implosão da Federação e fazer negócios com as diferentes federações e ganhar muito dinheiro. Onde é que estamos? Agora estamos passados cinco anos numa Rússia que está na mó de cima do ponto de vista militar, como do ponto de vista económico, independentemente dos ataques que sofreu na sua profundidade, fundamentalmente nos últimos dois meses, o que é um facto, é que a Rússia não vai claudicar. E cada vez apresenta uma capacidade bélica maior. Como se está a verificar agora, há quase uma semana que Kiev está em permanente ataque e parece que estes dirigentes não perceberam ainda que se atingiu o 'impasse doloroso' e que se calhar, era altura de negociar. Era a altura de falar, era altura de pôr a diplomacia em cima da mesa. Mas isso não vai acontecer porque não estou a ver a Kaja Kallas (chefe da diplomacia da UE) com os requisitos mínimos para se encontrar na função em que se encontra. Tivemos, aliás, uma coisa absolutamente chocante. Houve uma reunião dos ministros das Finanças do G20 (esta semana) nos Estados Unidos. Repare bem nisto: o ministro das Finanças russo foi convidado pelo ministro das Finanças americano porque os Estados Unidos eram a nação anfitriã do evento e os países europeus recusaram-se a tirar uma fotografia dos participantes na reunião. Portanto, com esta gente, não vai haver nunca diplomacia. A situação vai-se agravar ou vai continuar. A isto acrescentam-se as iniciativas de Trump relativamente ao Médio Oriente, o petróleo, independentemente daquelas tiradas de Trump para que o petróleo afinal suba menos um bocadinho. O que é um facto é que continua a subir a inflação na Europa, salvo erro, já vai na casa dos 3% e eu não vejo como é que isto vai ser revertido, porque os europeus parecem estar empenhados em ir para o confronto militar. E hoje tivemos este caso absolutamente estúpido o argumento do tal drone que os alemães não conseguiram descobrir quem e que lhes rebentou com o Nord Stream (gasoduto Alemanha-Rússia), mas descobriram agora, passado um mês, que teria sido a Rússia, mas não apresentaram provas. Eu não estou a dizer que não foram os russos que fizeram aquilo, embora eu não perceba para quê. Eu não entendo. Mas não vamos excluir a possibilidade de terem sido os russos. Apresentem provas. Isso é a primeira questão. Mas isto só está a ser trazido ao de cima, porque Merz (o chanceler alemão) leva nesta altura cerca de 20 pontos de atraso relativamente à AFD (partido de extrema-direita) e vai ter eleições dentro de menos de uma semana. Isto é que é o problema e portanto estão a utilizar uma situação destas para procurar tirar benefícios em termos de política interna. Não há outra palavra. Mas isto cria dinâmicas. Por exemplo, ouvimos o secretário-geral da NATO a fazer uma série de afirmações absolutamente ignóbeis que, no fundo estava a alinhar com esta farsa toda e no fundo a criar situações que depois são extremamente difíceis de serem revertidas. RFI: No seu livro diz que no começo do conflito tinha havido uma possibilidade de eventualmente se chegar a um acordo de paz que foi impossibilitada, nomeadamente por líderes europeus, que convenceram Zelensky de que poderiam ter um acordo melhor e, portanto, relativamente a esta situação, quais são as possibilidades que existem neste momento de eventualmente negociar, sentar à mesa, discutir, chegar a um acordo? Major-General Carlos Branco: Eu vejo isso de forma muito remota. Isso só será possível, isso que eu vou dizer é incómodo, mas penso que nesta altura não há outra volta que é a vitória militar de uma das partes. Só haverá negociações quando se atingir aquilo que se chama de 'impasse doloroso', quando as partes perceberem que têm mais a ganhar à mesa das negociações do que no campo de batalha. Quando psicologicamente interiorizarem essa situação -e é o que nós dizemos- atingiu-se a maturidade e, portanto, há portas abertas para se avançar nesse caminho. Agora estamos longe de isso acontecer, porque a Ucrânia está a ser partida todos os dias. Há um sofrimento brutal para o povo ucraniano, mas os seus dirigentes estão a alimentar uma situação que está perdida. E eu sublinho isto. Mas vai ser até ao último ucraniano. Exactamente. Estes líderes não têm maturidade para perceber isto que eu estou a dizer e portanto vão continuar até ao fim. Para isto contribui também o papel dos europeus, porque se os europeus não dessem fogo a esta fornalha, se não criassem nos ucranianos o sonho de que isto pode ser revertido, de que podem derrotar a Rússia, quer dizer, eu não consigo perceber como é que isso acontece. O próprio chefe de gabinete do presidente Zelensky, Kyrylo Budanov, mas não só, foi também o seu lugar-tenente, que vieram dizer que a Ucrânia precisa de 30.000 soldados por mês. Não sou eu que digo. Portanto, um país que se encontra numa situação destas, que tem largos milhões de cidadãos fora das suas fronteiras, que está a recrutar da forma que é conhecida, que as pessoas são apanhadas no meio da rua e levadas à força, um país que está numa situação destas, a meu ver, está numa situação de grande vulnerabilidade. Mas os seus dirigentes continuam a achar que não. 'Não, isto ainda a gente ainda pode ganhar'. Portanto, é exactamente por causa disso e pela irresponsabilidade do estímulo que é dado pelos presidentes europeus. Aliás, vimos agora quando foi das comemorações do 35.º aniversário da independência da Ucrânia e que foram lá uma série de dirigentes a Kiev. E eles estavam com uma cara muito sorridente a tirar uma fotografia com o presidente. E eu interrogo-me: estão sorridentes porquê? Quer dizer, isto é de uma falta de senso e de uma falta de capacidade de análise da situação. Esta gente não sabe o que é que está a acontecer. Vivem numa bolha exactamente por causa disso. O futuro não pode ser brilhante. Para já, veremos se não há nenhuma movimentação incauta por parte de determinados países da Europa e que venham depois chamar a NATO. Até porque a tentativa de envolver a NATO com este argumento do ataque directo e na tentativa de provocar o artigo quinto (defesa colectiva no caso de um membro ser atacado), já houve várias. Portanto, nós estamos recordados quando houve o míssil ucraniano que caiu na Polónia e que matou, salvo erro, dois agricultores (em Novembro de 2022). O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco e a Ucrânia começaram logo a dizer 'isso foi à Rússia, foi à Rússia' e, portanto, já abriu portas para Zelenksy, porque sabe que não consegue sozinho ganhar a guerra. Precisa dos europeus. E o Biden veio mandá-los calar. Objectivamente, foi isso que aconteceu. Portanto, não alinhou nesse projecto porque o que queria, não era criar uma guerra na Europa. O que queria era remover o Putin do poder e colocar lá um seu apaniguado. Mas é que as pessoas às vezes não conseguem distinguir uma coisa da outra. Aliás, isso é outra coisa importantíssima. Biden nunca esteve muito empenhado na vitória militar da Ucrânia. Isso é outra questão que está profusamente documentada. O que ele queria era provocar uma alteração do poder em Moscovo. São coisas diferentes. poderão ter caminhos paralelos, poderão interceptar-se nalgumas fases, mas são coisas diferentes porque, em última análise, o objectivo estratégico é distinto. Portanto, não ter clarividência sobre esta matéria é dramático. RFI: Outro aspecto também importante do seu livro tem a ver com a forma como também são apresentados os acontecimentos pela comunicação social aqui na Europa. É bastante crítico relativamente ao papel da comunicação social. Major-General Carlos Branco: Sim, é verdade. A comunicação social está, com algumas excepções, mas muito reduzidas, plenamente alinhada com uma das partes, está entrincheirada e, portanto, não é um espaço de debate sobre o que está a acontecer, mas é fundamentalmente um espaço onde se divulga de uma forma exclusiva e frequentemente propagandística, os pontos de vista de uma das facções. E o espaço de debate está extremamente reduzido. E muitas das vezes quem tem uma opinião que não coincide com a do meio, acaba por ser marginalizado. Associado a isso, a União Europeia tem-se tornado cada vez mais um organismo autoritário, porque há indivíduos que tiveram maior protagonismo no espaço público e o que lhes aconteceu foi inclusivamente congelarem-lhes as contas bancárias. Portanto, isto que está a acontecer é uma deriva autoritária na qual a comunicação social está a alinhar. Relativamente a estas matérias, não vi estas notícias na televisão e muito menos manifestação de desconforto e de discussão destes assuntos, porque estes assuntos são cruciais. Os americanos saberão muito bem o que aconteceu no rescaldo do 11 de Setembro e as tentativas de calar opiniões, críticas e outras opiniões, vamos pôr isto nesses termos, e a Europa vai por esse caminho.

ONU News
Afeganistão: Décadas de guerra deixam cicatrizes invisíveis e profundo abismo social

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 1:32


Novo relatório revela marcas profundas de 20 anos de conflito: 95% das vítimas relatam traumas psicológicos, 58% sofrem com dores físicas crônicas e 55% nunca buscaram justiça por medo de retaliação.

ONU News
Afeganistão vive crise da exclusão feminina em cinco anos sob o Talibã

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 1:14


Mesmo com alta de 14% no emprego global desde 2022, novos postos de trabalho foram absorvidos quase exclusivamente por homens; com a segunda menor taxa mundial de participação feminina na força de trabalho, economia consolida cenário de segregação e retrocesso social.

Convidado
Ser mulher no Afeganistão é sobreviver e resistir “na sombra”

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 15, 2026 9:02


Foi há cinco anos, a 15 de Agosto de 2021, que os talibãs voltaram ao poder no Afeganistão. Os direitos das mulheres foram completamente suprimidos, mas há quem continue a resistir, como médicas e enfermeiras que trabalham na sombra, às escondidas, e que foram retratadas pela jornalista Mélanie Nunes no documentário “Afghanistan - Les soignantes de l'ombre". Neste programa, falámos com a repórter. Os talibãs e os seus apoiantes celebram, este sábado, o quinto aniversário do seu regresso ao poder no Afeganistão, onde a população, particularmente as mulheres, é sujeita a "restrições sufocantes", diz a própria ONU. A 15 de Agosto de 2021, os talibãs entraram em Cabul sem resistência, vinte anos depois de terem sido expulsos pelos norte-americanos. Milhares de afegãos tentaram desesperadamente fugir pelo aeroporto da capital, chegando mesmo a agarrar-se aos aviões durante a descolagem. A 30 de Agosto de 2021, o último soldado norte-americano deixou o Afeganistão, pondo fim à mais longa intervenção militar dos Estados Unidos, iniciada em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Hoje, quase 14 milhões de afegãos enfrentam fome aguda, segundo a ONU. O Afeganistão tornou-se também "uma prisão para a informação", denunciou a organização Repórteres Sem Fronteiras. Neste cenário, são as raparigas e as mulheres que sofrem as piores restrições. O Afeganistão é o único país do mundo que as proíbe formalmente de frequentar o ensino secundário ou superior, de acordo com a UNESCO e a UNICEF. Ainda antes da chegada dos talibãs, apenas 15% das mulheres tinham acesso ao ensino secundário e, em Março de 2022, o acesso à educação foi limitado a meninas com menos de 12 anos. Em Maio do mesmo ano, o véu integral tornou-se obrigatório nos espaços públicos e, em Novembro, as mulheres foram proibidas de frequentar parques, jardins públicos, ginásios e casas de banho públicas. Em Abril de 2023, as mulheres foram excluídas de organizações internacionais que operavam no Afeganistão, independentemente da sua nacionalidade. Seguiu-se, em Julho de 2023, o encerramento dos salões de beleza, os últimos refúgios sociais para mulheres. Em Agosto de 2024, uma lei "para a prevenção do vício e a promoção da virtude" proibiu as mulheres de cantar, recitar poesia e ler textos em público. Em Março de 2025, a ONU contabilizou 126 decretos dirigidos especificamente às mulheres e concluiu que existia um “apartheid de género” no Afeganistão. Perante este desaparecimento forçado da mulheres das instituições públicas, das escolas e dos locais de trabalho, ainda há quem resista e lute. A jornalista Mélanie Nunes foi à procura delas e deu-lhes voz no documentário "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre" ["Afeganistão: as cuidadoras da sombra"], realizado para o canal televisivo franco-alemão Arte e que pode também ser visto online. Mélanie Nunes já tinha estado no Afeganistão há oito anos e, em Maio, regressou a Cabul para falar com as mulheres que tinha conhecido em 2018. Entre elas, médicas, parteiras, enfermeiras e psicólogas que continuam a exercer apesar das proibições, restrições e medo. Eis a última geração de mulheres a trabalhar na saúde no Afeganistão. No futuro, quem vai cuidar das afegãs num país em que as mulheres só podem ser consultadas por mulheres? Oiça a conversa com Mélanie Nunes neste programa.   “Cada dia é uma resistência” para as profissionais de saúde no Afeganistão RFI: Como é que nos poderia apresentar o documentário? Mélanie Nunes, Jornalista e autora de "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre": “O tema é sobre mulheres que cuidam de outras mulheres no Afeganistão, em Cabul. Eu fui lá no mês de Maio para poder encontrar estas mulheres que trabalham com muita resistência para continuarem a cuidar das mulheres no Afeganistão - porque só as mulheres podem cuidar das mulheres no Afeganistão, é uma regra dos talibãs. Era muito importante, para mim, ver também este vínculo entre o mundo exterior, entre as mulheres e estas médicas.” Como é que são as condições destas mulheres? Elas ainda podem exercer medicina?  “Elas podem exercer, mas é muito complicado. Depende das províncias, porque há províncias onde não é possível fazer o seu trabalho. Em Cabul é possível, mas com muitas regras. Elas não podem ir e vir como elas querem, têm que tomar, por exemplo, um autocarro privado para ir ao hospital. Às vezes, há controlos dos talibãs e pode ser muito perigoso ir trabalhar. Cada dia é uma resistência, uma coragem para ir até aos hospitais.” Desde que os talibãs chegaram ao poder, há precisamente cinco anos, as raparigas deixaram de poder ir à escola, nomeadamente aquelas que estavam quase a acabar a medicina. De repente, elas não puderam acabar o curso? “Sim, é exactamente isso porque há várias mulheres que tentaram fazer o curso de medicina e, no fim, não foi possível acabar. Hoje em dia não é possível para as estudantes fazerem o curso de medicina. Elas não podem fazer o seu trabalho, ter o diploma. Então, hoje em dia elas não podem trabalhar e a única forma para elas continuarem é tentar ter cursos de maneira informal.” Informal ou clandestina? “É, clandestina, ou seja, outra médica faz o curso para as estudantes que não têm o diploma.” E se elas forem apanhadas, arriscam o quê? “Em vários sítios no Afeganistão há regras, mas há muitas coisas que passam por cima da regra. Os talibãs têm a obrigação de trabalhar e cuidar das mulheres para elas terem meninos, mas não deixam as mulheres irem à escola. É uma contradição, mas também há uma tolerância, mais ou menos, para as mulheres que tentam aprender assim de maneira muito informal. Mas elas não vão ter um diploma, no final. Elas são benévolas, na verdade.” Se as mulheres que estudam medicina ou que trabalham no sector da saúde, em geral, não podem continuar os estudos, quem é que vai tomar conta das mulheres grávidas?  Estamos a condenar as futuras gerações de afegãs e afegãos? “Sim, exactamente. É essa a questão. Não há possibilidades para elas, não sabemos quem vai cuidar dessas mulheres. É a contradição dos talibãs. Não há lá ninguém para cuidar dessas mulheres. Há muitas mulheres que, hoje em dia, morrem nos partos. Quando elas têm meninos e quando correm para a maternidade, se as mulheres desaparecem, não há lá ninguém para cuidar delas. Há quase 3.000 centros de saúde que fecharam. Estas mulheres não têm médicos, não têm outra opção.” E têm os bebés em casa? “Sim, exacto, e há mais riscos. As mulheres podem morrer e morrem.” E os bebés também... “Exacto, exacto. Há muitos riscos. O Afeganistão é um dos países onde as mulheres mais morrem quando têm bebés.” As mulheres que conheceu, com quem conviveu enquanto fez o documentário, como é que elas estão psicologicamente? “Há muita tristeza. Cada uma tem um problema psicológico porque elas estão numa espécie de prisão, elas não podem sair dali. Então, não há mais opção ou possibilidades para elas ficarem numa melhor saúde mental. Há outras mulheres que tentam ajudá-las, mas é muito complicado. Eu vi muitas mulheres que queriam só desaparecer. Foi muito triste ver isso e ver a brutalidade do regime.” Mesmo assim, elas tiveram a coragem de serem filmadas e de mostrarem o rosto. “Sim, porque, para elas, era muito importante que uma televisão francesa, da Europa, pudesse fazer esta reportagem para falar da condição das mulheres, para ter uma mensagem muito forte para o mundo inteiro, para dizer que as mulheres afegãs têm que estar nos meios de comunicação, na televisão, na rádio. Têm que ter voz porque no seu próprio país não há mais opção para elas, não há uma possibilidade de terem uma vida melhor. Então, a única coisa que elas podem fazer é falar. Falar para o mundo inteiro.” E arriscam-se a represálias pelo facto de estarem a falar sobre isso, não é? “Sim, claro. O risco é muito grande. Elas podem ficar em prisão durante muito tempo por falar porque é quase… não é proibido, mas pode ser. Então, foi muito importante, para mim, falar com elas das condições da reportagem, das entrevistas, para que elas soubessem o risco que havia.” A dada altura, no documentário alguém diz: “Somos como velas quase consumidas, só resta uma pequena chama, somos a parte da vela que ainda arde, mas quanto tempo ainda?” “Exacto. Acho que também é uma forma de resistência, elas sabem que isto não pode continuar muito mais tempo e as mulheres que trabalham hoje em dia podem ser a últimas. O futuro no Afeganistão é muito negro, não há mais opção para elas, não há mais luz.” Mesmo assim elas continuam a resistir. “Exacto e é muito importante falar das suas condições de vida, de trabalho, para que as pessoas no mundo inteiro saibam o que é que passa no Afeganistão. Também para que os políticos possam fazer alguma coisa por elas e elas tenham um país de acolhimento, como a França, por exemplo.”

ONU News
Invisíveis e Isoladas: ONU cita crise total da liberdade feminina no Afeganistão

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 2:06


Cinco anos após retomada do poder pelo Talibã, país se consolidou como uma “ilha de gênero” sem paralelos no planeta; agências da ONU revelam extensão desse apagamento: metade das afegãs só consegue sair de casa uma ou duas vezes por mês; excluídas da vida pública, sem acesso à educação e privadas de qualquer perspectiva, elas vivem sob a crise de direitos humanos mais extrema do mundo.

ONU News
Desnutrição infantil atinge níveis críticos no Afeganistão, alerta WFP

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 1:28


País vive crise de desnutrição infantil sem precedentes; níveis de desnutrição das crianças chegam a patamares críticos em um terço do país; impactos do conflito no Oriente Médio, cortes na ajuda humanitária e deportações de afegãos sobrecarregam programas de apoio nutricional.

Convidado Extra
Gonçalo Cadilhe: "Preferia andar à boleia no Afeganistão do que no Arizona”

Convidado Extra

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 40:49


Em paz com os sítios onde nunca irá, Gonçalo Cadilhe, o nosso 1º escritor-viajante profissional, viaja para contar há 40 anos. Sabe por que as estátuas da Ilha da Páscoa estão de costas para o mar?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
"TPI tornou-se num instrumento de justiça ao serviço dos interesses da União Europeia"

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 9:15


O Chade anunciou esta semana a decisão de sair do Tribunal Penal Internacional, alegando a eficácia limitada da instituição e uma actuação excessivamente centrada em África. A decisão surge depois de a Venezuela também ter anunciado o abandono do TPI, numa altura em que o procurador Karim Khan foi afastado na sequência de alegações de conduta sexual imprópria, acusações que o próprio nega. André Thomas, professor jubilado de Direito Internacional e Direito Constitucional da Universidade da África do Sul, em Pretória, considera que estas saídas eram previsíveis e reflectem a urgência de as Nações Unidas reformarem o Tribunal Penal Internacional, que, na sua opinião, se tornou num instrumento de justiça ao serviço dos interesses da União Europeia. O que representa a saída do Chade do Tribunal Penal Internacional? Penso que este é o início de um êxodo. Muitos outros países poderão seguir o mesmo caminho e abandonar o Tribunal Penal Internacional. Além disso, como sabemos, os Estados Unidos estão determinados a contribuir para o enfraquecimento, ou mesmo o eventual encerramento, do Tribunal Penal Internacional. Falámos aqui da saída do Chade, mas a Venezuela também já disse que vai sair. Poderá haver aqui uma certa pressão do Presidente dos EUA, quando se sabe que a presidente interina, Delcy Rodríguez, é muito próxima de Donald Trump, Este novo mundo depende essencialmente de cinco pessoas: o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o Presidente da China, Xi Jinping; o primeiro-ministro da Índia; e, possivelmente, também o rei da Arábia Saudita. São estas as potências que, na minha perspectiva, exercem maior influência e determinam o rumo dos acontecimentos no mundo. Desde que chegou à Casa Branca, Donald Trump anunciou que pretendia desmantelar o Tribunal Penal Internacional (TPI). Estes anúncios de saída surgem numa altura em que os 125 Estados Partes do TPI se preparam para votar a destituição do procurador Karim Khan, acusado de conduta sexual imprópria. Karim Khan nega as acusações. Pode falar-se de uma tentativa de amordaçar o TPI, precisamente quando este passou a centrar a sua atenção também no Ocidente, emitindo acusações, nomeadamente contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por alegados crimes cometidos em Gaza, e investigando ainda alegados crimes cometidos por militares norte-americanos no Afeganistão? O Tribunal Penal Internacional tem sido, desde a sua criação, uma instituição muito controversa. Foi uma iniciativa europeia e é financiado, em grande medida, pelos Estados Partes, entre os quais se encontram os Estados da União Europeia, que constituem uma parte significativa do seu orçamento. O trabalho do TPI tem sido desenvolvido por pessoas que se auto-intitulam juízes, mas que, na minha opinião, não possuem as qualificações jurídicas adequadas. São nomeadas pelos Estados Partes, num processo em que as preferências políticas dos Estados desempenham um papel relevante. Os alvos do TPI têm sido, em grande medida, dirigentes africanos e outras personalidades que, na perspectiva de alguns críticos, não representam uma ameaça significativa para o Tribunal. O Tribunal admite determinados tipos de prova, incluindo prova indirecta, cuja admissibilidade é regulada pelo seu Estatuto e pelas respectivas regras processuais. Além disso, entendo que o sistema de recursos é insuficiente para assegurar plenamente os direitos dos arguidos. Na minha perspectiva, deveria existir um mecanismo de recurso mais amplo, garantindo uma dupla apreciação das decisões, como sucede em muitos sistemas judiciais nacionais. Das investigações abertas pelo Tribunal Penal Internacional, desde a sua entrada em vigor, nove dizem respeito a Estados africanos. O Chade diz que abandona esta instituição porque existe uma justiça de geometria variável. Estes argumentos são válidos? Sempre considerei a criação do TPI demasiado política. Pretendia, na realidade, dar uma força brutal à política externa da União Europeia, castigando aqueles que eram considerados um obstáculo aos objectivos políticos europeus. E pretendendo que não existem outros criminosos. Há criminosos terríveis neste mundo em relação aos quais o TPI nunca sequer ponderou actuar. Basta falar do Irão, onde regularmente são executadas raparigas de 14 ou 16 anos, após serem chicoteadas em público. São coisas absolutamente horrorosas. Como é que se justifica essa falha do TPI? Penso que sempre houve oportunismo por parte da pessoa encarregada de instaurar os processos, ultimamente o senhor Karim Khan. Já há anos se falava das alegadas vítimas dos seus abusos sexuais. Não é novidade nenhuma. Mesmo assim, manteve-se em funções e começou a emitir mandados de captura contra presidentes e chefes de governo, como o primeiro-ministro Netanyahu, o que, em si, constitui um abuso do Direito Internacional, porque uma das regras mais antigas do Direito Internacional é a imunidade absoluta de um rei ou de um Presidente enquanto estiver no exercício das suas funções. A existência do Tribunal Penal Internacional está ameaçada? Qual será o futuro desta organização? Penso que vai desaparecer, porque os países estão cansados de uma autoridade que se autoproclama detentora da autoridade moral do mundo. Os Estados têm igual direito à soberania, que é o fundamento das relações internacionais e das Nações Unidas, bem como o princípio da igualdade entre os Estados. A maior parte dos países não tolera que um pequeno grupo de países - os países europeus - assuma a responsabilidade de julgar o resto do mundo apenas porque este não obedece às regras da democracia multipartidária europeia. Nem a China, nem a Índia, nem a Rússia, nem a maioria dos países da Ásia o fazem. Assim, será muito difícil haver futuro para este tribunal. A única possibilidade será uma reforma profunda do TPI, sob a responsabilidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Isso, sim, é uma possibilidade. Esperemos que aconteça. Eventualmente, dentro de alguns anos, poderá abrir-se esse debate. Quais seriam, na sua opinião, as reformas prioritárias? Deve ser restabelecida a imunidade absoluta dos chefes de Estado, para salvaguardar a paz internacional. Não é possível que um grupo de países determine que um chefe de Estado, eleito ou não eleito, em exercício de funções, deva ser levado a tribunal e, eventualmente, preso. Isso retiraria uma grande parte da controvérsia. De resto, têm de existir todas as garantias processuais próprias de um direito penal moderno e devem ser excluídas as chamadas provas de segunda ou terceira mão, que não são provas. Não vale a pena. Houve um tribunal especial que julgou Charles Taylor, antigo Presidente da Libéria, com base em relatos publicados por jornalistas nos jornais. Não havia qualquer prova directa. Considera que devem ser os próprios países a julgar? Essa justiça deve pertencer aos Estados? Não. Tem de ser uma justiça sob a autoridade das Nações Unidas, que é a única instituição verdadeiramente global que poderá assumir essa responsabilidade de aplicar o Direito Penal Internacional, reservado aos crimes mais graves. E é necessário ter consciência da evolução moderna do Direito Penal. Por exemplo, o TPI aceita o princípio da responsabilidade de comando. Ou seja, um comandante ou um general, que pode estar muito longe das tropas que eventualmente tenham cometido abusos contra os direitos humanos, fica pessoalmente responsabilizado perante o TPI. Parece-me uma situação algo absurda, sobretudo quando esse comandante não dispõe de meios para comunicar com as suas tropas. E isso tem acontecido. Quando diz que a reforma do TPI tem de passar pelas Nações Unidas, considera que a organização está, neste momento, em condições de a concretizar? Existe hoje uma nova multipolaridade, constituída por cinco grandes nações que detêm poder militar e capacidade nuclear. As Nações Unidas têm servido como o fórum capaz de moderar a actuação dos mais poderosos. Esperemos que, no futuro, especialmente com a influência de um novo secretário-geral, a organização possa voltar a desempenhar um papel muito activo e importante no mundo, porque estamos a assistir a uma escalada do uso da força. De repente, países pequenos e grandes começam a recorrer à força militar. Ora, foi precisamente para impedir a ameaça do uso da força e o recurso à força que as Nações Unidas foram criadas. Daí a importância de existir um Tribunal Internacional capaz de julgar os crimes num mundo cada vez mais marcado por conflitos? Absolutamente. Um Direito Penal Internacional pode ser muito importante e muito útil. Mas não se servir apenas os interesses privilegiados ou exclusivos da União Europeia. O TPI não pode continuar a funcionar como um instrumento da União Europeia. Tem de ser verdadeiramente global. Além disso, a falta de boa governação e de mecanismos eficazes de controlo ficou bem patente neste escândalo relacionado com alegados abusos de natureza sexual envolvendo uma das figuras-chave da instituição. Que vergonha!

Professor HOC
O COLAPSO DA UNIÃO SOVIÉTICA E O FIM DA GUERRA FRIA I Professor HOC

Professor HOC

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 25:44


Neste vídeo, eu conto como a União Soviética, um império de 290 milhões de habitantes, 11 fusos horários e milhares de ogivas nucleares, deixou de existir quase sem resistência — por meio de três assinaturas feitas em uma cabana no meio de uma floresta na Bielorrússia.A história passa pela queda do preço do petróleo, pela crise econômica soviética, pela guerra do Afeganistão, pelo desastre de Chernobyl e pelas reformas de Mikhail Gorbachev. Também mostra o golpe fracassado de agosto de 1991, a ascensão de Boris Yeltsin, o referendo de independência da Ucrânia e os bastidores do acordo que encerrou oficialmente a URSS.Mais do que explicar o colapso soviético, o vídeo mostra como as consequências de 1991 ainda moldam o mundo: o surgimento dos oligarcas, a chegada de Vladimir Putin ao poder, os conflitos no antigo território soviético, a questão nuclear ucraniana e a guerra atual entre Rússia e Ucrânia.Por fim, analiso como a China estudou obsessivamente o fracasso soviético — e transformou Gorbachev no exemplo do que o Partido Comunista Chinês jamais deveria permitir.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!LINK HOC ACADEMY:https://lp.hocacademy.com.br/home-nova/#insiderstore #ukraine #russia #putin #zelensky #enem #história #urss #uniãosoviética #guerrafria #vestibular

ONU News
Queda de fundos ameaça associações de mulheres no Afeganistão

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 1:34


Grupos promovem cuidados de saúde, proteção, formação profissional e auxílio humanitário; perante cortes de fundos e nos recursos humanos, várias instituições podem encerrar operações em 2027.

ONU News
Jornal da ONU - 22 de julho de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 4:56


Jornal da ONU com Ana Paula LoureiroEsses são os destaques desta quarta-feira, 22 de julho de 2026Fome global continua a cair, mas desigualdades regionais persistem Queda de fundos ameaça associações de mulheres no Afeganistão

ONU News
Mais de 3,7 milhões de crianças sob risco de desnutrição no Afeganistão

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 3:55


Unicef lançou apelo urgente à proteção de milhões de crianças afegãs, especialmente aquelas entre os 6 e os 23 meses; relatório destaca necessidade de reforçar serviços de ajuda multissetoriais.

ONU News
Acnur quer expansão urgente de reassentamento de milhões de refugiados

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 1:52


Agência prevê que cerca de 2,4 milhões de pessoas precisarão ser reassentadas no próximo ano; necessidades permanecem mais elevadas no Afeganistão, no Sudão do Sul e na Síria além de refugiados da minoria étnica rohingya, no sudeste da Ásia.

ONU News
Direitos das mulheres em foco na renovação da missão da ONU no Afeganistão

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 1:18


Operação política segue no país até 2027; membros do Conselho de Segurança frisam preocupação com abusos dos direitos das afegãs; resolução inclui salvaguarda dos direitos das mulheres no mandato da Unama.

ONU News
Jornal da ONU - 11 de junho de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 4:45


Jornal da ONU, com Felipe de Carvalho:*OMS afirma que risco de ebola na Copa do Mundo de Futebol permanece baixo, *Alta funcionária da ONU propõe nova abordagem para governança da água na África*ONU aponta crise humanitária e opressão de mulheres no Afeganistão*Produção mundial de alimentos de origem animal dispara em seis décadas, diz FAO 

ONU News
ONU aponta crise humanitária e opressão de mulheres no Afeganistão

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 1:00


Sob o regime talibã, milhões de afegãos dependem de ajuda humanitária, enquanto mulheres e meninas são privadas de direitos humanos básicos, agravando a fome e a fragilidade econômica do país.

ONU News
ONU repudia legalização de casamento infantil no Afeganistão

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 1:13


Norma considera puberdade como critério; medida expõe meninas à violência, exploração e abandono escolar, aprofundando desigualdade no país.

ONU News
Jornal da ONU - 4 de junho de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 4:48


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro.E esses são os destaques desta quinta-feira, 4 de junho.Portugal destaca "diplomacia humanista" após vitória em eleição para o Conselho de SegurançaONU repudia legalização de casamento infantil no Afeganistão

ONU News
Chefe de Direitos Humanos quer fim do retorno involuntário de afegãos

ONU News

Play Episode Listen Later May 28, 2026 1:43


Quase 270 mil pessoas já foram deportadas para o Afeganistão desde o início do ano; medida é uma violação dos direitos dos refugiados; Volker Turk insta Estados a cumprirem “obrigações legais internacionais”. 

O Assunto
O horror das mulheres afegãs sob o Talibã

O Assunto

Play Episode Listen Later May 22, 2026 23:40


Convidada: Adriana Carranca, escritora e jornalista, participou de coberturas especiais no Afeganistão e em outras regiões do Oriente Médio. Nas últimas semanas, o grupo fundamentalista que governa o Afeganistão publicou o documento intitulado "Princípios de Separação Entre Cônjuges", que muda a legislação sobre casamentos no país. Desse modo, uma tragédia comum nas regiões rurais foi oficializada como lei: o casamento infantil. Na prática, o Talibã derrubou a idade mínima para o casamento, que era de 16 anos: agora, meninas de até 9 anos já são submetidas ao matrimônio forçado. O texto estabelece ainda uma interpretação extrema de consentimento: o silêncio de uma "menina virgem" deve ser entendido como um “sim”. A medida é apontada por especialistas internacionais como a institucionalização do estupro infantil e da violência doméstica. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista e escritora Adriana Carranca, que já realizou coberturas in loco no Afeganistão. Nesta entrevista, Adriana explica a origem do Talibã e a ascensão de um regime ainda mais fechado a partir de 2021, e relata o horror pelo qual mulheres e meninas são submetidas por lá.

Geografia em Meia Hora
Rússia (Putin) fecha "parceria plena" com o Talibã

Geografia em Meia Hora

Play Episode Listen Later May 21, 2026 16:30


Rússia e Talibã: como dois inimigos históricos viraram parceiros estratégicos — e o que isso muda para o mundo.Em julho de 2025, a Rússia tornou-se o primeiro país a reconhecer formalmente o governo do Talibã. Em maio de 2026, o secretário do Conselho de Segurança russo anunciou uma "parceria plena" com o Afeganistão — relações políticas, militares, energéticas e comerciais. Sem condicionalidades.Neste episódio, analisamos o que está por trás dessa virada geopolítica: a trajetória que levou Moscou a abandonar 22 anos de hostilidade declarada, os interesses estratégicos de cada lado (segurança contra o ISIS-K, minerais, energia, narcóticos, legitimidade internacional), a cooperação militar já em andamento, e o que esse novo eixo significa para a Ásia Central, para os EUA, e para o Sul Global.Também revelamos o detalhe que muda toda a leitura: entre 2016 e 2019, a inteligência militar russa — o GRU — pagava US$ 200.000 por soldado americano morto no Afeganistão pelo Talibã. Seis anos depois, são parceiros formais.Neste episódio:— O peso histórico da guerra soviética no Afeganistão (1979–1989)— A linha do tempo do reconhecimento russo: de decreto a embaixador— O que Moscou quer: ISIS-K, minerais, energia, posição no Sul Global— O que o Talibã ganha: legitimidade sem condicionalidades ocidentais— Cenários para 2026: SCO, corredor de energia, efeito dominó regional— Análise própria: o que o bounty do GRU revela sobre a geopolítica atual

Rádio Online PUC Minas
JFest – Cobertura Internacional de Conflitos – Sérgio Utsch

Rádio Online PUC Minas

Play Episode Listen Later May 20, 2026


Bastidores, desafios e responsabilidade jornalística. A 7ª edição do J.Fest recebe o jornalista Sérgio Utsch para uma conversa sobre os bastidores da cobertura internacional de conflitos, os desafios de reportar guerras e a responsabilidade do jornalismo em tempos de crise. Correspondente do SBT em Londres desde 2011, Utsch já cobriu conflitos na Ucrânia, Israel/Gaza, Síria, Iraque e Afeganistão, além de acompanhar cúpulas internacionais como G7, G20 e Brics. Ao longo da carreira, visitou 81 países e se tornou uma das referências brasileiras em cobertura internacional. 🎥🌎 📍 Campus São Gabriel — Sala Multimeios 31 | Bloco I🗓 19 de maio (terça-feira)⏰ 19h Mediação: Getúlio Neuremberg

ONU News
Afeganistão pode perder 25 mil mulheres como professoras e agentes de saúde até 2030

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 1:31


Déficit seria causado pelas restrições sobre educação e emprego femininos no país; o alerta partiu do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef; se padrão continuar, mais de 2 milhões de meninas ficarão sem estudos após a escola primária.

Entendendo a Notícia
#1096 - A GUERRA ENTRE AFEGANISTÃO E PAQUISTÃO AOS OLHOS DE PEQUIM E WASHINGTON

Entendendo a Notícia

Play Episode Listen Later Apr 10, 2026 28:13


Tema de abertura de Claudio Zaidan para o programa Bandeirantes Acontece

ONU News
Talibã não pode proibir mulheres de frequentar ONU no Afeganistão, dizem peritos

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 2:03


Para especialistas, restrição é ataque direto aos direitos femininos incluindo o direito ao trabalho e não existe justificativa cultural, religiosa ou administrativa para essa política. 

Perguntar Não Ofende
Ricardo Alexandre: até onde pode o Irão resistir?

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 70:35


Há quase um mês que somos bombardeados com imagens de guerra e destruição com a estética de videojogo. Explosões filmadas por drones, gráficos de mísseis, comunicados triunfalistas. Mas por trás das imagens há um país de noventa milhões de pessoas, uma orgulhosa civilização com cinco milénios e um conflito que não começou há três semanas. Está latente há quase cinco décadas, desde que uma revolução islâmica derrubou uma monarquia sustentada pelos Estados Unidos – que por sua vez tinha derrubado uma democracia de Mossadegh que beliscou os interesses ocidentais. Património da UNESCO, agora parcialmente destruído pelos mísseis, o Palácio Chehel Sotoun, tem um fresco que retrata a batalha de Chaldiran, em 1514. Celebra uma derrota. Na cultura xiita o martírio não é sinal de fraqueza. O regime colegial iraniano não é tão fácil de decapitar como o de Saddam e assenta numa ideia de resistência ao exterior. Não tem a arma nuclear, mas tem o Estreito de Ormuz. Faz mossa aos Estados Unidos, nem tanto a Israel. E este desencontro pode complicar o fim desta guerra. O convidado é Ricardo Alexandre, editor da TSF, onde apresenta o Estado do Sítio e o Mapa Mundo. Doutorado em Ciência Política pelo ISCTE, com reportagem de guerra nos Balcãs, Palestina, Afeganistão e Irão, esteve no país em 2005 e 2015 e acaba de publicar Tudo Sobre o Irão, um impressionante retrato de 448 páginas que vai da história dos velhos reinos persas à morte de Khamenei, da análise do sistema político iraniano até à influência cultural do futebol nesse país e da figura de Carlos Queiroz.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Geopolítica com o Paulo Filho
3ª Semana de Bombardeios no Irã: Estreito de Ormuz em Crise e Impactos Globais

Geopolítica com o Paulo Filho

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 72:55


No episódio, conversamos sobre a 3ª semana de bombardeios de israelenses e americanos ao Irã, sobre a crise no Estreito de Ormuz e como isso afeta todo o mundo, Além disso, vamos falar sobre outros acontecimentos importantes pelo mundo e pela nossa região: guerra entre Paquistão e Afeganistão, Estado de Emergência no Equador, Governo de Cuba por um fio. Isso e muito mais!Participe ao vivo!Conheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGKSe você acha nosso trabalho relevante e reconhece as horas dedicadas à pesquisa e formulação de todo o conteúdo, você pode se tornar apoiador do blog. Veja como em https://paulofilho.net.br/apoieoblog/Não deixe acompanhar o Blog do Paulo Filho, em http://www.paulofilho.net.br e de nos seguir nas redes sociais:Receba notificações diárias sobre assuntos estratégicos e geopolíticos no Telegram - https://t.me/+IXY-lux3x3A1ZGNhSiga-nos no Twitter - https://twitter.com/PauloFilho_90Siga-nos no Linkedin - https://www.linkedin.com/in/paulo-filho-a5122218/Siga-nos no Instagram - https://www.instagram.com/blogdopaulofilhoInscreva-se no canal do Youtube - https://www.youtube.com/paulofilConheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGK

Fala Glauber Podcast
Fala Glauber NEWS: O FILHO de LULA vai ser PRESO? GUERRA entre PAQUISTÃO e AFEGANISTÃO e mais...

Fala Glauber Podcast

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 239:16


Erick, Rock, Carcará, Batata, Coptulio, Miqueias, Villas Boas e Paganotto se reúnem para o Fala Glauber News. O programa vai ao ar segundas, quartas e sextas, das 16h00 às 20h00.QUER FAZER PARTE DISSO? ENTÃO BOOORAAA. VEM COM A GENTE E INTERAJA NESSA TRANSMISSÃO AO VIVO!!!VIIIIIIIIBRA!!! INSCREVA-SE NO NOSSO NOVO CANAL:  @falaglaubernews  CONHEÇA MAIS DOS NOSSOS PATROCINADORES:

Resumão Diário
JN: CNJ afasta desembargador suspeito de abuso sexual; Gilmar Mendes suspende quebra de sigilo de empresa de Toffoli; temporal em Minas atinge Cataguases

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 7:00


O Conselho Nacional de Justiça afastou o desembargador suspeito de abuso sexual, em Minas Gerais. A denúncia surgiu depois que Magid Nauef Láuar absolveu um condenado pelo estupro de uma menina. O ministro do Supremo Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilo da empresa da família do ministro Dias Toffoli. A Polícia Federal indiciou o deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, suspeito de vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho. O Paquistão declarou guerra ao Afeganistão e bombardeou capital Cabul. Cresceu o medo de um ataque americano contra o Irã. Estados Unidos, China e países europeus pediram que cidadãos deixem a região imediatamente. As chuvas na Zona da Mata mineira atingiram mais uma cidade. Depois de mais uma noite de temporal, Ubá enfrentou novos alagamentos.

Colunistas Eldorado Estadão
Externas com Caio Blinder: A guerra já explodiu (entre Paquistão e Afeganistão)

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 15:17


Caio Blinder, integrante do Manhattan Connection, com passagens por O Globo, Folha de S.Paulo, VEJA, Jovem Pan e BBC Brasil, analisa e comenta as relações internacionais, no Jornal Eldorado, às 4ªs e 6ªs feiras, 8h15.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 27/02/2026 | 1ª EDIÇÃO: Chefão do jogo do bicho é preso / Temporal em MG | 2ª EDIÇÃO: Flávio e Lula empatados / Paquistão x Afeganistão

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 301:49


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (27): O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A ação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), que reúne agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público Federal. O governo do estado de São Paulo anunciou a liberação de R$ 10 milhões para apoio imediato às vítimas das fortes chuvas que atingem o litoral paulista em 2026. A Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) informou que os municípios podem acionar os chamados Benefícios Eventuais, mecanismo ágil para atender famílias afetadas por alagamentos, deslizamentos e outras situações de calamidade pública. Um juiz federal dos Estados Unidos suspendeu a política do governo de Donald Trump que autorizava a deportação de imigrantes em situação irregular para “países terceiros”, ou seja, nações com as quais eles não possuem vínculo direto. A decisão judicial determina prazo de 15 dias para que o governo apresente recurso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira com o líder religioso Ulisses Soares, em meio a críticas relacionadas ao desfile que o homenageou na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (27) mostra empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em dois cenários de 1º turno. No primeiro, sem Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 39,6% das intenções de voto, contra 35,3% de Flávio. No segundo, sem Ratinho Junior (PSD), o petista marca 40,5%, enquanto o senador soma 36,6%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. No 2º turno, o filho do ex-presidente avança e fica com 44,4% das intenções de voto contra 43,8% de Lula. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou ao Executivo e ao Legislativo a indicação de representantes para compor uma comissão técnica que irá propor um regime de transição para o pagamento de verbas classificadas como indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”. A sessão da CPMI do INSS desta quinta-feira (26) foi marcada por uma confusão generalizada que terminou em agressões físicas entre parlamentares. O estopim foi a aprovação da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o inquérito das fake news tem “importância histórica” e classificou como “dramático” o início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Corte. O decano declarou que sempre apoiou a investigação, aberta em 2019, que apura disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra integrantes do tribunal. Pesquisa da Reuters em parceria com a Ipsos indica que a maioria dos norte-americanos apoia a deportação de imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos, alinhando-se à posição do presidente Donald Trump. No entanto, o levantamento mostra desaprovação às táticas consideradas linha-dura adotadas pelo governo. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

ONU News
Chefe de direitos humanos da ONU diz que Afeganistão vive “apartheid de gênero”

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 2:11


Chefe de direitos humanos da ONU diz que Afeganistão vive “apartheid de gênero”

Boletim Folha
Gilmar suspende quebra de sigilo de empresa de Toffoli

Boletim Folha

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 5:38


CNJ afasta desembargador que absolveu homem acusado de estupro de vulnerável. Gestão Zema usou menos de 5% da verba prevista pra contenção de encostas em MG. E Paquistão declara guerra ao Afeganistão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
3h Paquistão e Afeganistão em guerra aberta após vaga de ataques

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 7:32


Noticiário Nacional
1h Paquistão declara "guerra aberta" ao Afeganistão após ataques

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 7:19


JORNAL DA RECORD
27/02/2026 | 3ª Edição: Paquistão bombardeia o Afeganistão e declara guerra ao país

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 3:48


Confira nesta edição: Moradores ficam presos nos apartamentos durante incêndio em prédio de Salvador. Ex-presidente da ALERJ e ex-deputado do Rio de Janeiro são indiciados por suspeita de ligação com o Comando Vermelho.

Resumão Diário
Os estragos das chuvas no Sudeste, alta dos preços em fevereiro, guerra entre Paquistão e Afeganistão e mais

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 4:31


Fortes chuvas causam estragos no RJ e SP. Preços sobem 0,84% em fevereiro, puxados pelas mensalidades escolares. Paquistão declara 'guerra aberta' e bombardeia a capital do Afeganistão. Vídeo de criança sendo empurrada por mulher em rua de Tóquio vir

ONU News
Unodc aponta mudança no consumo de drogas no Afeganistão para substâncias sintéticas

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 1:23


Uso de drogas tradicionais mantém-se predominante, mas cresce o consumo de sintéticos e medicamentos; relatório aponta ainda escassez de profissionais de saúde qualificados e infraestruturas insuficientes.

ONU News
Jornal da ONU - 2 de fevereiro de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 5:10


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026Portugal reafirma proeminência na economia digital durante Cimeira no PortoMudança no consumo de drogas no Afeganistão para substâncias sintéticas

Professor HOC
O FIM DO MAIOR PERÍODO DE PAZ DA HISTÓRIA

Professor HOC

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 23:31


No vídeo de hoje eu explico por que as últimas oito décadas – o maior período sem guerra entre grandes potências desde o Império Romano – são uma anomalia histórica que a gente trata como normal. Parto de três números-chave dessa “longa paz”: 80 anos sem guerra direta entre grandes potências, 80 anos sem uso de armas nucleares em combate e apenas 9 países com armas atômicas, apesar de mais de 100 terem capacidade de fabricá-las. Reconto como Hiroshima, Nagasaki, a crise dos mísseis em Cuba e a lógica da destruição mútua assegurada na Guerra Fria forçaram EUA e URSS a construírem uma ordem internacional de segurança baseada em alianças (OTAN, Japão), instituições (ONU, FMI, Banco Mundial) e no Tratado de Não Proliferação Nuclear. Depois analiso como o “dividendo da paz” pós-1991, o fim da URSS, o otimismo de Fukuyama sobre o “fim da história” e a globalização criaram uma falsa sensação de segurança, enquanto os EUA se atolavam no Afeganistão e no Iraque. A partir daí, mostro os cinco fatores que hoje ameaçam essa paz: amnésia histórica sobre o horror de uma guerra total; ascensão da China e o ressentimento da Rússia de Putin; a erosão do peso econômico dos EUA em um mundo cada vez mais multipolar; o excesso de compromissos militares americanos; e a polarização interna que paralisa a política externa dos EUA. No fim, a pergunta central é direta: essa era sem Terceira Guerra Mundial é o “normal” ou é um acidente histórico que pode acabar? E o que seria necessário, em termos de imaginação estratégica e vontade política, para segurar essa paz por mais uma geração?

IBPG - Igreja Batista Palavra da Graça
Os presentes corretos de Natal

IBPG - Igreja Batista Palavra da Graça

Play Episode Listen Later Jan 17, 2026 40:38


Celebramos a linda festa de Natal, o nascimento do Nosso Senhor Jesus! Este acontecimento foi planejado antes da fundação do mundo! Três cientistas, astrônomos, possivelmente sacerdotes da religião do Zoroastrismo, vêm do Afeganistão seguindo uma estrela que os conduziu até Belém para adorar o Rei dos reis! Entregaram seus presentes, que eram proféticos! Por que? O que significavam? O que o rei Herodes representa hoje como opositor do Natal? Quais seriam os presentes corretos que devemos oferecer ao Aniversariante? 

O Assunto
O que o mundo aprendeu (e o que esqueceu) com as invasões dos EUA

O Assunto

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 36:39


Convidado: Filipe Figueiredo, historiador pela USP, colunista do jornal O Estado de São Paulo e criador do podcast Xadrez Verbal. Com a maior estrutura militar do planeta, há décadas os Estados Unidos transformaram seu poder bélico em instrumento de política externa. Em nome da segurança nacional e de interesses estratégicos, Washington atuou – direta ou indiretamente – para intervir na política de outros países ao redor do globo. Os resultados deixaram rastros de instabilidade e crises duradouras. A exemplo do que aconteceu no Iraque, no Irã e no Afeganistão, onde a ocupação americana durou duas décadas. Agora, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que a intervenção na Venezuela não tem data para terminar – e vai durar até um processo de transição de poder. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o historiador Filipe Figueiredo. Colunista do jornal O Estado de São Paulo e criador e apresentador do podcast Xadrez Verbal, Filipe relembra o que levou às invasões de países na América Latina e no Oriente Médio – e responde como o movimento MAGA dá uma nova roupagem ao processo de intervencionismo americano. Ele explica o que deu errado em uma série de processos de intervenção e, por fim, traça um paralelo entre as invasões do Iraque e da Venezuela.

ONU News
Conselho de Segurança analisa direitos humanos e crise humanitária no Afeganistão

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 1:42


Debate desta quarta-feira enfatizou piora da situação de mulheres e meninas; quase metade da população afegã enfrenta necessidades básicas para viver.

ONU News
Mundo tem mais mortes por minas terrestres em meio a cortes de fundos

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 1:22


Civis continuam a perder a vida diariamente por explosivos deixados por conflitos; programas de desminagem enfrentam grave escassez de recursos; do Afeganistão ao Sudão, passando pela Nigéria, pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia redução de recursos expõe ainda mais os civis ao perigo.

3 em 1
Desdobramentos do tiroteio nos EUA / Caso Ramagem / Audiência de Zambelli

3 em 1

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 120:13


No 3 em 1 desta quinta-feira (27), o destaque foi o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o atirador Rahmanullah Lakamal, responsável por ferir dois guardas nacionais em Washington, receba pena de morte. O ataque ocorreu na terça-feira (26). Segundo informações, o suspeito já atuou como colaborador da CIA e integrou a ofensiva americana no Afeganistão. Reportagem: Eliseu Caetano. A esposa do deputado Alexandre Ramagem (PL), Rebeca Ramagem, teve celular e computador apreendidos em um voo para os Estados Unidos. Paralelamente, o jurídico da Câmara avalia a situação do parlamentar, que segue foragido, enquanto o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), já havia proibido a votação remota do exterior. Reportagem: Lucas Martins. A megaoperação Poço de Lobato segue em curso para desarticular um esquema bilionário de fraude fiscal no setor de combustíveis, estimado em R$ 26 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que “combustíveis são mais lucrativos para facções”. A ação mira 190 alvos ligados ao grupo Refit e outras empresas. Reportagem: André Anelli. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou que o esquema desvendado chega a R$ 350 milhões por mês em sonegação, com empresas e fundos usados para ocultar lucros. Em outra frente, o ministro Fernando Haddad (PT) defendeu ampliar a cooperação internacional com os Estados Unidos para combater crimes financeiros, destacando que o estado de Delaware tem funcionado como paraíso fiscal. Reportagem: André Anelli. O advogado-geral da União, Jorge Messias, cotado para o Supremo Tribunal Federal, buscou uma reunião com a bancada evangélica para reduzir resistências à sua indicação. Nos bastidores, líderes apontam que a relação com o Planalto pode ser determinante para sua aprovação. Reportagem: Victoria Abel. O Congresso Nacional derrubou parte dos vetos do presidente Lula (PT) à nova Lei Ambiental. O chefe do Executivo havia vetado 63 dispositivos do texto aprovado pelo Legislativo. Reportagem: Lucas Martins. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

ONU News
Jornal da ONU - 19 de setembro de 2025

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 19, 2025 4:33


Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro.Esses são os destaques desta sexta-feira, 19 de setembro de 2025.Nações Unidas seguem com missão por mundo melhor apesar de ventos adversáriosProibição do ensino secundário para meninas no Afeganistão faz quatro anos

O Assunto
A guerra mais letal para jornalistas

O Assunto

Play Episode Listen Later Aug 27, 2025 29:37


Convidados: José Hamilton Ribeiro, jornalista brasileiro que cobriu a Guerra do Vietnã, e Artur Romeu, diretor para América Latina da ONG Repórteres Sem Fronteiras. Segundo o escritório de Direitos Humanos da ONU, 247 profissionais de imprensa morreram em Gaza desde o início do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, em outubro de 2023. O Comitê para a Proteção de Jornalistas contabiliza 197 mortes. São números maiores do que a soma de todos os jornalistas mortos nas guerras do Vietnã, Iugoslávia e Afeganistão e mais as duas guerras mundiais. E é uma conta que não para de crescer: na segunda-feira (25), um novo ataque israelense ao Hospital Nasser, em Khan Younis, assassinou 20 pessoas, cinco delas profissionais de imprensa. Neste episódio, Natuza Nery conversa com José Hamilton Ribeiro, autor de “O Gosto da Guerra”, livro em que narra sua cobertura da Guerra do Vietnã para a revista Realidade, em 1968. Jornalista da Globo por mais de quatro décadas, ele carrega no corpo a marca da cobertura de uma guerra: ao pisar em uma mina terrestre, perdeu uma perna. Participa também do episódio Artur Romeu, diretor para a América Latina da ONG Repórteres Sem Fronteiras. Ele aponta quais são os principais direitos garantidos a jornalistas em zonas de conflito e explica por que o trabalho da imprensa é fundamental para que o mundo saiba o que acontece numa guerra, para além dos relatórios oficiais divulgados pelas partes envolvidas.