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A burocracia é a arte de tornar o possível, impossível. E Portugal é bem o exemplo disso. Sim, somos o país onde a burocracia vale mais do que a eficiência. O Estado é pesado e está sequestrado. Empresas, e nós, sufocamos e desesperamosSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Rui Gomes da Silva (CH) diz que a privatização da RTP é inevitável. Duarte Pacheco (PSD) sublinha que o Estado não deve ser proprietário. E Miguel Cabrita (PS) destaca o papel estabilizador da RTP.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (12/06/2026): Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento calculam que nove pautas em tramitação no Congresso representam, em conjunto, impacto fiscal estimado de R$ 111 bilhões por ano nos cofres públicos. Somente na quarta-feira, o Senado avançou em três desses projetos que podem chegar a cifras bilionárias: renegociação de dívidas rurais, contratação e aposentadoria das carreiras de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias e atualização do salário mínimo profissional de médicos e cirurgiões dentistas. A tramitação da pauta que pressiona as contas públicas tornou-se ainda mais tensa e pressionou ainda mais a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Os dois romperam relações desde que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no STF. Política: Flávio vai ao STF contra Lula, numa campanha polarizada judicialmente Economia: SpaceX levanta US$ 75 bi e estreia na Bolsa valendo US$ 1,77 tri Internacional: Após ameaças, Trump recua e diz que Irã aceitou termos de acordo Esportes: A primeira festa da Copa é mexicanaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (11/06/2026): Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã em uma nova onda de ofensivas militares, horas depois de Donald Trump reclamar da demora nas negociações. Os ataques atingiram diferentes regiões do país, incluindo áreas estratégicas no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz. Washington afirma agir em “autodefesa” e diz que as ações buscam pressionar o Irã a aceitar um acordo. O Irã acusa os EUA de agressão e afirma ter respondido com drones e mísseis contra alvos americanos na região. A escalada aumenta a tensão entre os dois países e dificulta o avanço das negociações de paz. Política: Lula usa tarifaço para ampliar vantagem sobre Flávio com eleitor ‘independente’ Economia: PEC da Saúde passa em comissão do Senado; impacto chega a R$ 99 bi Metrópole: Redução da maioridade penal para 16 anos avança na Câmara Esportes: Começa a corrida pelo MundialSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.” Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução” RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”
Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.” Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução” RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”
Como foi o trabalho do Intercept Brasil a partir do vazamento de mensagens que mostraram uma proximidade inédita entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master Daniel Vorcaro? Quais os desafios para conferir a veracidade do material enviado por fonte anônima? Como uma papinha quase impediu que a fatídica pergunta sobre o financiamento do filme Dark Horse fosse feita?Episódio relacionados86: a Vaza Jato e o mea culpa da imprensa134: Los golpistas fujones141: Tchau, Rio147: Um data center incomoda muita genteEntrevistados do episódioPaulo MotorynJornalista formado na PUC-SP, é repórter de política do Intercept Brasil e roteirista de não-ficção em Brasília. Trabalhou nas redações do site Poder360, do jornal Lance! e da revista Brasileiros.Leandro BeckerJornalista, editor no Intercept, tem 20 anos de experiência em reportagem, edição e gestão de equipes e projetos multimídia em jornal, rádio, TV e jornalismo digital, com passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, NSC TV, Globo Rural, Agência Lupa, Exame, UOL e O Estado de S. Paulo.Cecília OliveiraCecília Olliveira é autora de Como Nasce um Miliciano e jornalista investigativa dedicada a cobertura do tráfico de drogas e de armas e a violência. É cofundadora do Intercept Brasil, diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado e membro da The Global Initiative Against Transnational Organized Crime.Laís MartinsJornalista e repórter do Intercept Brasil, formada pela PUC-SP e mestra em Comunicação Política pela Universidade de Amsterdam. Foi fellow do Pulitzer Center, com um projeto sobre como a política armamentista do governo Bolsonaro impactou mulheres brasileiras, e do Rest of World, investigando a intersecção entre trabalho e tecnologia na América Latina.Thalys AlcântaraRepórter do Intercept em Brasília, trabalhou em O Popular e Metrópoles, foi vencedor do Prêmio de Jornalismo Investigativo da União Europeia e do Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (10/06/2026): O banqueiro Daniel Vorcaro mudou sua segunda proposta de delação premiada e passou a tratar os pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) como propina, de acordo com pessoas que acompanham as negociações. Procurado, o senador não se manifestou. Na primeira tentativa de delação, dono do Banco Master disse apenas que bancou benesses ao senador, como viagens e festas, por sua “relação de amizade”. Essa proposta foi rejeitada por PF e PGR. Agora, com novo advogado, Vorcaro passou a narrar os repasses como uma tentativa de cooptação do senador para defesa dos seus interesses. Ciro Nogueira recebia de Vorcaro mesada de R$ 300 mil, que pode ter chegado a R$ 500 mil, diz a PF. Vorcaro chamou Ciro de “amigo de vida”. De acordo com pessoas que participam da negociação, a segunda proposta de delação endureceu as menções a fatos criminosos e incluiu novas informações. Essa proposta está sob análise da PF e da PGR. Política: TSE adia definição sobre veto a pesquisa Economia: Apesar de decisão da Justiça, Aneel homologa megaleilão de energia Metrópole: Suspeitos de lavagem de MC Ryan eram parceiros de ‘bets gigantes’ Internacional: EUA atacam Irã após Trump acusar país de derrubar helicóptero perto de OrmuzSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 11/06.
Cabo Delgado é uma das regiões mais ricas de África em gás natural, rubis e minerais estratégicos, mas continua marcada pela pobreza e pela violência. A investigação internacional Mozambique Exposed, coordenada pela Forbidden Stories, revela como a exclusão das comunidades locais, as promessas falhadas dos grandes projectos extractivos e a resposta militar do Estado ajudaram a alimentar a insurgência. O trabalho mostra ainda como os grupos armados encontraram formas próprias de financiamento e continuam a operar em zonas fora do controlo estatal. Durante quase uma década, Cabo Delgado tem sido retratado sobretudo através das imagens da guerra: aldeias queimadas, deslocados, ataques armados e operações militares. Por detrás da violência existe uma realidade que a investigação internacional Mozambique Exposed, realizada por cerca de 30 jornalistas de vários países, procurou desvendar ao longo de cinco meses. Entre eles esteve Tomás Queface, jornalista do Zitamar News. Segundo o repórter moçambicano, uma das conclusões mais importantes da investigação foi mostrar que muitas das explicações apresentadas sobre o conflito permanecem incompletas. “Quando nós analisamos a questão da insurgência em Cabo Delgado, ultimamente tem-se abordado muito a componente militar”, afirma. Porém, acrescenta, o trabalho do consórcio procurou revelar “algumas ligações entre o conflito, a insurgência e a violência estatal”. Para Tomás Queface, a violência não se resume às operações militares, manifesta-se na relação histórica do Estado com parte da população local. O jornalista recorda a repressão exercida sobre garimpeiros artesanais no sul da província e considera que muitos desses episódios ajudaram a criar um terreno fértil para o recrutamento insurgente. “A violência estatal foi marcada pela forma como se reprimiu vários garimpeiros ou mineiros artesanais no sul da província de Cabo Delgado”, diz. “Muitos destes mineiros acabaram por se juntar aos grupos insurgentes.” A dimensão económica ocupa um lugar central. Cabo Delgado concentra investimentos de milhares de milhões de dólares ligados ao gás natural e à exploração mineira. Ainda assim, a riqueza produzida não se reflecte nas condições de vida da maioria da população. “Temos projectos de recursos naturais bilionários. A província continua a ser uma das mais pobres de Moçambique”, sublinha Tomás Queface. “É exactamente essa pobreza que acaba por puxar muitos jovens para a insurgência.” Na visão do jornalista, uma das falhas do debate tem sido ignorar essa contradição. “São essas linhas que muitas das vezes são esquecidas quando nós abordamos a questão do conflito”, observa. A investigação estabelece ainda uma relação entre a forma como o Estado respondeu à insurgência e como enfrentou os protestos pós-eleitorais que marcaram Moçambique após as eleições de 2024. “Há reivindicações implícitas que o Estado moçambicano não quer reconhecer”, afirma o jornalista. “Tanto os protestos como a violência armada são respondidos exactamente pela violência.” Na análise de Tomás Queface, o poder político continua a interpretar Cabo Delgado como uma questão de segurança. “O Estado moçambicano procura sempre olhar para o que está a acontecer em Cabo Delgado como um problema meramente securitário”, afirma. Desde 2017, a principal aposta tem sido o reforço das forças armadas, da polícia e dos serviços de informação. Embora tenha sido criada uma agência para promover o desenvolvimento do norte do país, Tomás Queface considera que essa aposta nunca recebeu os meios necessários.“O governo moçambicano pouco investiu” nessa estrutura, afirma. “A sobrevivência da agência esteve sempre dependente da canalização de fundos internacionais.” O jornalista defende que a persistência da guerra não pode ser explicada pelo extremismo religioso. Embora os grupos armados actuem actualmente sob a bandeira do auto-proclamado Estado Islâmico, as suas origens estão ligadas a factores sociais, económicos e políticos mais profundos. “Temos a questão religiosa, temos a radicalização, temos a questão da pobreza, da vulnerabilidade, mas também a repressão que foi feita pelo Estado moçambicano e a falta de inclusão de quase toda a população de Cabo Delgado no sistema económico de Moçambique", descreve. Uma das áreas mais sensíveis investigadas pelo consórcio diz respeito aos grandes projectos de gás natural. Em Palma, milhares de habitantes foram deslocados para permitir a instalação das infra-estruturas ligadas ao LNG. “Há muitas populações que tiveram de abandonar as suas aldeias para dar lugar à construção das fábricas de gás natural”, explica Tomás Queface. Segundo o jornalista, muitas das compensações e promessas feitas às comunidades ficaram suspensas ou nunca chegaram a ser concretizadas. “O que nós queremos mostrar é que as próprias populações de Cabo Delgado não estão a ser beneficiadas com essa riqueza”, resume. A investigação procurou, ainda, compreender como os insurgentes conseguem manter a capacidade operacional depois de anos de combate contra as forças moçambicanas, ruandesas e parceiros internacionais. Segundo Tomás Queface, os grupos armados continuam a beneficiar de ligações externas, nomeadamente ao auto-proclamado Estado Islâmico, mas desenvolveram mecanismos locais de financiamento. “Os insurgentes ultimamente têm estado a levar a cabo incursões em algumas minas de ouro”, explica. Paralelamente, “adoptaram outras tácticas com vista à obtenção de financiamento local, através de sequestros de pessoas e embarcações na costa”. Esse dinheiro permite-lhes reforçar a capacidade militar e atrair novos recrutas. “Com base nisso vão ganhando uma capacidade financeira que os permite adquirir suprimentos, mas também recrutar mais jovens para as suas fileiras”, descreve. A investigação levanta dúvidas sobre a capacidade do Estado para travar estas redes de financiamento. Tomás Queface recorda que os resgates exigidos pelos insurgentes são frequentemente pagos através de plataformas nacionais de transferência móvel. “A Procuradoria-Geral da República ainda não trouxe um relatório detalhado que explique essa situação”, afirma. “Ainda não conseguiu trazer pessoas para responsabilizar exactamente por essas transferências.” A fragilidade do Estado moçambicano não se limita à investigação financeira. Ela é também visível no terreno. Apesar da presença militar moçambicana, ruandesa e internacional, vastas zonas da província continuam fora de um controlo efectivo. “As forças militares estão mais concentradas nos distritos onde decorrem os projectos de exploração de recursos naturais”, explica Tomás Queface, referindo-se a Palma e a Mocímboa da Praia. O resultado é que os insurgentes encontram espaço para se reorganizar e actuar noutras regiões. “Os insurgentes sentem que gozam de uma maior liberdade de operar em outros distritos onde não há uma forte presença” das forças de segurança. É aí que conseguem explorar minas, realizar sequestros e manter fontes de financiamento próprias.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (09/06/2026): O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, atendeu a pedido do PL e determinou a suspensão da pesquisa da AtlasIntel que aponta queda de seis pontos porcentuais na intenção de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT) nas eleições de outubro. O levantamento foi divulgado em 19 de maio, dias após a revelação de um áudio em que Flávio pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”. Nunes Marques entendeu que há “suspeitas de indução ao eleitor” nas perguntas formuladas pelo instituto. A AtlasIntel afirmou que o áudio da conversa entre Flávio e o banqueiro foi exibido após o fim do questionário principal da pesquisa. A decisão é liminar e será submetida ao plenário do TSE. Economia: Com previsão de tarifaço, Brasil acelerou vendas para os EUA Metrópole: Ministério suspende a aplicação da vacina contra a dengue do Butantan Internacional: Esquerdista tem um ponto à frente de conservadora na apuração no Peru Esportes: Neymar apresenta melhora, mas está fora da estreia da seleção brasileira Cultura: Itaú Cultural anuncia projeto de sede em terreno ao lado da FiespSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (08/06/2026): A inflação brasileira enfrenta uma tempestade quase perfeita em 2026. A guerra entre EUA e Irã fez com que as projeções do mercado para o IPCA subissem mais de um ponto porcentual. Na véspera do início do confronto, em 27 de fevereiro, a previsão do mercado para o índice do ano era de 3,91%. Agora, a expectativa é de 5,09%. As cotações do petróleo dispararam, levando junto os combustíveis, os preços de fertilizantes e de alimentos. Também a perspectiva de um “super-El Niño”, fenômeno climático que afeta as safras agrícolas no mundo, coloca mais pressão nos preços da comida. Bancos e consultorias frearam apostas na redução da Selic, hoje em 14,5%. Alguns falam em mais um corte, de 0,25 ponto. Outros, em manutenção da taxa Política: Supremo descumpre própria regra e tem 94 decisões individuais sem julgamento Internacional: Irã dispara mísseis contra Israel pela 1ª vez desde cessar- fogo com EUA Metrópole: Apreensão de canetas emagrecedoras cresce 1.000% em Foz do Iguaçu Esportes: Wesley está fora da Copa e Ancelotti chama meia da Atalanta em seu lugarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Jorge Bravo (que chama a atenção para o "desconhecimento" do Chega), o PS (que nunca quer controlar o dinheiro) e o nosso Estado (que é duplamente incompetente) são o Bom, o Mau e o Vilão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (05/06/2026): Entre 2020 e 2025, um grupo de organizações não governamentais movimentou ao menos R$ 9,8 milhões – verbas recebidas por emendas de vereadores paulistanos – em uma rede de contratos cruzados, com transações e despesas recíprocas entre entidades nas execuções de projetos sociais. O levantamento do Estadão foi feito em 120 prestações de contas de convênios entre seis ONGs e a Prefeitura de SP. As transações envolvem tanto as entidades quanto empresas ligadas a seus dirigentes. A subcontratação, por parte de ONGs, de empresas de seus próprios dirigentes é proibida, inclusive se ocorrer de modo “cruzado”. As prestações de contas analisadas envolvem emendas indicadas por 17 vereadores, secretários e ex-titulares de pastas do Executivo municipal. Os dirigentes de institutos alegam não haver contratos cruzados, mas uma atuação conjunta entre organizações parceiras. As ONGs não se manifestaram. Economia: Após não cumprir meta em 2025, fila do INSS cai em ano eleitoral Política: Trump ataca republicanos após votação na Câmara Internacional: Hezbollah rejeita trégua entre Líbano e Israel, que mantém operações no país Metrópole: ECA Digital faz com que escolas mudem o uso de imagem de alunos em redes sociais Cultura: Brilha Sonhos transforma o Parque Villa-Lobos em universo imersivo de luz e fantasiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (04/06/2026): No dia seguinte à proposta de imposição de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob alegação de práticas comerciais ilegais, os EUA anunciaram nova rodada de sobretaxas a 59 países (entre eles o Brasil) e à União Europeia por “não impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. As tarifas variam de 10% a 12,5%. O Brasil seria punido com 12,5%, assim como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Suíça, Austrália, Chile, Israel e Vietnã, entre outros. Para os EUA, esses países não impedem a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. No caso brasileiro, também haveria “motivos para acreditar” na existência de trabalho forçado no setor de carne bovina. Em reação, o Brasil chamou a conclusão de “absurda” e “lamentável” e cogita aplicar o mecanismo de reciprocidade. Política: Vorcaro diz a advogados que deu dinheiro a políticos por ‘amizade’ Internacional: Com aeroporto atacado, Kuwait prega união de países do Golfo contra Irã Esportes: Ancelotti ensaia novo esquema e mudanças See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (03/06/2026): O governo Trump propôs impor, a partir de julho, tarifa de 25% sobre produtos brasileiros como forma de compensar “atos, políticas e práticas incoerentes” que “oneram ou restringem o comércio” americano. A decisão tem como base investigação aberta em 2025 sobre temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (especialmente o Pix), proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal no País. O Planalto estima que a nova tarifa pode atingir 21% das exportações brasileiras para os EUA. Há, porém, uma extensa lista de exceções. Nela estão aeronaves, suco de laranja, café, celulose, fertilizantes e minerais críticos e estratégicos. Economia: China reconhece o Brasil como país livre de aftosa Política: Ameaça de novo tarifaço reacende na campanha embate sobre soberania Metrópole: Após explosão, Sabesp passará a monitorar obras com câmeras e IA Esportes: João Fonseca se despede de Roland Garros, mas dá salto no ranking da ATPSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Os dados sinalizam que a meningite avança no Espírito Santo e exige atenção. O Estado já registrou, neste ano, até o final de maio, 96 casos confirmados da doença com 22 óbitos. O levantamento é da secretaria de Estado da Saúde (Sesa). No último mês, por exemplo, uma jovem de 17 anos morreu em decorrência de meningite bacteriana no Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, no Norte do Estado. Segundo a família, os primeiros sintomas foram fortes dores de cabeça, febre, enjoo, vômitos, sensibilidade à luz e rigidez no pescoço.
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 08/06
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (02/06/2026): Os Correios tiveram prejuízo de R$ 3,15 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 83% em relação à perda de R$ 1,72 bilhão registrada no mesmo período de 2025. Houve uma queda de 2,3% na receita líquida no trimestre passado e um forte aumento nas despesas gerais e administrativas. Esse aumento foi puxado por R$ 1,079 bilhão em provisão para contingências, principalmente trabalhistas Apesar do prejuízo maior, a estatal afirmou que o resultado trimestral ficou melhor do que o esperado e que já refletiria medidas implementadas no plano de contenção de custos. Desde 2022, os Correios fecham seus balanços no vermelho. Em 2025, o prejuízo foi recorde, de R$ 8,5 bilhões, o que levou a companhia a buscar um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, com garantia da União, para tentar implementar um plano de reestruturação e sair da crise – e que virou alvo de investigação do TCU. Economia: Empresários brasileiros preveem que EUA vão impor novas tarifas ao País Política: Ação contra desvio de dinheiro público atinge produtora de filme de Bolsonaro Metrópole: Nova regra faz brasileiros iniciarem corrida por cidadania portuguesa Internacional: Irã cita ataques de Israel no Líbano e suspende negociações com EUA Esportes: João Fonseca enfrenta Mensik por vaga histórica na semifinal de Roland Garros See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (01/06/2026): Embora a ocorrência este ano de um “super-El Niño” ainda não seja uma certeza, grandes empresas brasileiras produtoras de grãos já avaliam opções para mitigar possíveis perdas com o fenômeno climático. O “super-El Niño” ocorre quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Tropical, que provoca mudanças climáticas em todo o mundo, ultrapassa 2°C em relação à média histórica. Soja e milho, as duas principais culturas agrícolas brasileiras, correm riscos. O fenômeno pode atrasar o plantio da soja e encurtar a janela para o plantio do milho de segunda safra. A maior ocorrência de temperaturas elevadas também pode afetar o desenvolvimento das lavouras. Para atenuar problemas, os produtores, entre outras alternativas, planejam melhorar a gestão de áreas de plantio, do uso de fertilizantes e ampliar a produção de sorgo no lugar de milho. Política: Lula quer França na vice de Haddad, mas PSB pretende discutir Senado Metrópole: Para 60% da população, a violência contra mulher é o crime mais grave Internacional: Direita populista fica em primeiro e faz 2º turno com esquerda na Colômbia Esportes: Brasil goleia Panamá em amistoso pré-Copa com ‘líder’ Vini Jr e reservas famintosSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (29/05/2026): Os EUA anunciaram que vão classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais a partir de 5 de junho. A medida foi defendida pelo senador Flávio Bolsonaro após encontros com Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, mas é rejeitada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os EUA, a classificação permitirá ampliar sanções financeiras, congelamento de ativos e ações de inteligência contra o narcotráfico. O governo brasileiro teme que a decisão abra espaço para ações militares americanas e sanções ao sistema financeiro nacional. A visita de Flávio aos EUA também ocorreu em meio ao desgaste político causado por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Metrópole: Operação mira seis fintechs que teriam ligação com o PCC Economia: União e DF fecham acordo para cobrir prejuízo do Master no BRB Internacional: EUA e Irã aceitam ampliar trégua, mas aguardam aval de Trump Esportes: Machucado, Neymar vira incógnita na seleçãoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nathalia Franceschi - Assessora em Saúde Pública da SES - Vacinação contra Febre Amarela e Influenza
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 31/05.
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 01/06
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (28/05/2026): A Comissão especial da Câmara aprovou PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais. O tema é bandeira eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Mas também deve ser explorada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em sua campanha e na tentativa de eleger o pai – o prefeito de Patos, Nabor Wanderley – como senador pela Paraíba. Votaram contra o projeto os deputados Gilson Marques (Novo-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Mauricio Marcon (PL-RS) e Osmar Terra (PL-RS). Mas quatro deputados do PL, da base de oposição ao governo, deram seu apoio ao texto: Dani Cunha (RJ), Luiz Carlos Motta (SP), Rodrigo da Zaeli (MT) e Paulo Marinho Jr (MA). Política: Caiado confirma que pode se unir a Zema em chapa para Presidência Economia: PF diz que provas indicam participação do BRB em fraudes do Master Internacional: Falta de comida e risco de violência agravam protestos na Bolívia Metrópole: Desmate cai, mas País ainda perde 17 Parques do Ibirapuera por dia Esportes: João Fonseca vence de virada e vai enfrentar Novak DjokovicSee omnystudio.com/listener for privacy information.
DO CÉU SE MANIFESTA O JUÍZO DE DEUS, SOBRE TODOS QUE DETÉM A VERDADE EM MENTIRA. O que de Deus se pode CONHECER, neles se manifesta. DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO, O SEU PODER ETERNO, NITIDAMENTE SE VEEM PELAS COISAS CRIADAS. MAS, TENDO CONHECIDO DEUS, NÃO O RECONHECERAM COMO DEUS, em seus discursos se perderam, se obscurecendo. Dizendo ser "SÁBIOS", se tornaram LOUCOS. Fizeram do Deus INCORRUPTÍVEL em imagem humana CORRUPTÍVEL. Por isso Deus os entregou. TRANFORMARAM A VERDADE DE DEUS EM MENTIRA; serviram e deram mais VALOR a CRIATURA do que o CRIADOR. Por isso Deus os abandonou. MULHERES E HOMENS DESVIARAM o uso natural à NATUREZA (=se refere aos "crentes" que praticavam estupros, orgias, putaria coletiva, swing...). E, como não se importaram, Deus os deixou. E CHEIOS DE CORRUPÇÃO; SENDO MURMURADORES, DIFAMADORES, INJURIADORES, SOBERBOS, DESOBEDIENTES; NÉSCIOS, FRAUDADORES NOS CONTRATOS. E CONHECENDO O JUÍZO DE DEUS, NÃO APENAS FAZEM, MAS SE AGRADAM DOS QUE TAMBÉM FAZEM. O JUÍZO DE DEUS É DE ACORDO COM A VERDADE. Mas, acumulam fúria no DIA DO SENHOR. QUE RECOMPENSARÁ CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS. Sofrimento sobre todos que praticam o mal; primeiro do judeu e também do grego; COM DEUS NÃO HÁ ACEPÇÃO DE PESSOAS. PELA LEI SERÃO JULGADOS. OS QUE PRATICAM A LEI SERÃO JUSTIFICADOS. Vocês que se dizem judeus, "escolhidos"; guias dos cegos; que ensinam outros, não se ensinam? Dizem que não se deve roubar rouba? Se vangloriam na LEI, DESONRAM DEUS PELA TRANSGRESSÃO DA LEI? COMO ESTÁ ESCRITO: O NOME DE DEUS É BLASFEMADO ENTRE OS "ATEUS" POR CAUSA DE VOCÊS. Se são TRANSGRESSORES DA LEI, a circuncisão (=marca dos judeus), se torna incircuncisão. E, SE, A INCIRCUNCISÃO GUARDAR OS PRECEITOS DA LEI, SE CUMPRE A LEI, NÃO JULGARÁ OS TRANSGRESSORES DA LEI? NÃO É JUDEU O QUE É EXTERIORMENTE; É JUDEU O QUE É NO INTERIOR, NO ESPÍRITO. CANCELAMOS A LEI PELA FÉ? OBVIAMENTE QUE NÃO, APLICAMOS A LEI. Romanos 1:18-31; 2:2,5-29; 3:31 JESUS DIZIA, AOS JUDEUS: SE VOCÊS PERMANECEREM NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SERÃO MEUS DISCÍPULOS. E CONHECERÃO A VERDADE, E A VERDADE OS LIBERTARÁ. E DISSERAM: SOMOS DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO, E NUNCA SERVIMOS NINGUÉM. COMO VOCÊ DIZ: SERÃO LIVRES? EU AFIRMO QUE TODO AQUELE QUE PRATICA CORRUPÇÃO É ESCRAVO DA CORRUPÇÃO. VOCÊS TEM POR PAI AO DIABO, E QUEREM SATISFAZER OS DESEJOS DELE. QUE FOI HOMICIDA DESDE O PRINCÍPIO (=OLHEI E VI UM CAVALO PRETO E O QUE SOBRE ELE ESTAVA, TINHA UMA BALANÇA DESIGUAL EM SUA MÃO. Apocalipse 6:5-6), E NÃO SE FIRMOU NA VERDADE, PORQUE NELE NÃO HÁ VERDADE. QUANDO ELE FALA MENTIRA, FALA DO QUE É PRÓPRIO, PORQUE É MENTIROSO, E PAI DA MENTIRA. QUEM É DE DEUS ESCUTA AS PALAVRAS DE DEUS. João 8:31-34,44-47Ezequiel 21:1-9,25-30 Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:I – deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II – não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada pela EC n. 29/2000) IV – o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.Constituição Federal-Edição STF
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (27/05/2026): Por maioria, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão que declara a extinção da aposentadoria compulsória como punição a magistrados. O julgamento dos recursos movidos pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foram rejeitados ontem. Em março, o ministro do STF Flávio Dino determinou que a aposentadoria compulsória como punição disciplinar a magistrados não pode mais ser aplicada porque é incompatível com as alterações feitas na Emenda Constitucional (EC) 103/2019, que resultou na reforma da Previdência. Economia: Senado indica apoio a fim da 6x1, mas transição volta ao debate Metrópole: Em meio à queda de mortes, ‘homicídio oculto’ bate recorde Política: Flávio divulga encontro e diz que pediu a Trump que enquadre facções como terroristas Cultura: Instituto Baccarelli vai gerir Teatro MunicipalSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (26/05/2026): Em reunião ontem cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fecharam acordo para a inclusão na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1 de uma regra de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Pelos termos acertados, 60 dias após promulgação final da proposta haveria uma redução de duas horas, até 42 horas. As últimas duas horas seriam reduzidas 12 meses depois – o que, pelo cronograma, ocorreria em 2027. O tema é bandeira eleitoral do presidente Lula, que tenta a reeleição. Política: Equipe econômica quer barrar PEC que dá autonomia ao BC Metrópole: Dino dá 10 dias a União e Estados para que divulguem plano para El Niño Internacional: Trump exige que países reconheçam Israel como parte de acordo com Irã Cultura: Papa alerta para riscos e cobra regulação da inteligência artificialSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (25/05/2026): O Brasil está na rota de investimentos do mercado de internet por satélites que movimenta bilhões de dólares ao redor do mundo. Gigantes internacionais estão se preparando para crescer por meio da nova tecnologia direct to device, ou D2D, que oferece internet rápida diretamente nos celulares, inclusive em áreas remotas, não atendidas pelas operadoras tradicionais. O D2D tem potencial de atrair muitos mais clientes, sem depender de roteadores, antenas ou redes terrestres. Essa nova modalidade pode chegar ao consumidor já em 2027. No País, há duas empresas mais avançadas no páreo do D2D. A AST Space Mobile, do Texas, listada na Nasdaq, e a Starlink, empresa de internet por satélites de Elon Musk. Política: Eleitor independente quer renovação, moderação e honestidade Internacional: Trump pede cautela em acordo nuclear com o Irã enquanto impasse sobre urânio e Estreito de Ormuz persiste Economia: Equipe econômica quer barrar PEC que dá autonomia ao BC Metrópole: Fóssil levado para a Alemanha há mais de 30 anos está prestes a voltar ao PaísSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (22/05/2026): A advogada e influenciadora Deolane Bezerra dos Santos foi presa ontem na Operação Vérnix, uma força-tarefa da Delegacia Geral de Polícia Civil e da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo. A Operação Vérnix indica que Deolane controlava 35 empresas de fachada, todas com o mesmo endereço, em um modesto conjunto habitacional no pequeno município de Martinópolis, a 550 quilômetros da capital paulista. Por meio dessa teia de pessoas jurídicas sem nenhuma atividade formal, a influenciadora, que tem 20 milhões de seguidores, teria captado grandes somas repassadas pela transportadora, sob gestão da cúpula do PCC. Economia: Aneel dá aval a megaleilão de energia contestado na Justiça Política: Congresso reabilita emenda para liberar dinheiro nas eleições Internacional: Rubio diz que Cuba aceitou oferta de US$ 100 milhões em ajuda dos EUA Cultura: Um fim de semana inteiro com atrações artísticas do Brasil e do mundo em São PauloSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (21/05/2026): O Congresso se prepara para derrubar um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e liberar doações durante a campanha eleitoral deste ano, driblando a legislação. A lei eleitoral proíbe esse tipo de prática para evitar abuso de poder econômico na disputa. A análise do veto foi pautada para hoje, em um aceno a prefeitos que lotaram Brasília para a tradicional Marcha dos Prefeitos. O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se comprometeu com os representantes dos municípios a derrubar vetos impostos por Lula na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que define as regras do Orçamento da União. Economia: Redução de jornada de trabalho será restrita a salário Metrópole: Governo endurece regras e agência fiscalizará big techs Internacional: EUA indiciam Raúl Castro por aviões abatidos em Cuba em 1996 Esporte: Neymar não jogará pelo Santos até a Copa; CBF trata lesão com cautelaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (20/05/2026): O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, admitiu ontem que visitou Daniel Vorcaro em sua residência no fim de 2025, após a primeira prisão do dono do Banco Master. A revelação do fato – que indica mais um elemento de proximidade do senador com o banqueiro – ocorreu no mesmo dia em que a pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que a vinculação com o caso Master já tem reflexo no índice de intenções de voto no presidenciável do. Conforme o levantamento, as intenções de voto no senador caíram mais de cinco pontos porcentuais no primeiro turno e seis pontos em um eventual segundo turno após a divulgação das mensagens e do áudio em que ele pede dinheiro a Vorcaro. Cultura: Fernanda Torres e William Dafoe estarão em filme de Bárbara Paz Economia: Relator negocia transição de até 5 anos para PEC da escala 6x1 Metrópole: Brasil propõe à OMS regras para redução de ultraprocessados Internacional: Irã exige reparações, retirada de tropas e fim da guerra no LíbanoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (19/05/2026): A pergunta mais repetida no mundo do futebol nas últimas semanas foi respondida ontem: Neymar está na lista de 26 convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. “Neymar não precisava ser testado”, disse o treinador, após divulgar a lista. “Nesse último período ele jogou com continuidade, melhorou sua condição física, é um jogador importante para a Copa do mundo. Mas terá o mesmo papel e a mesma obrigação dos outros 25. Ele vai jogar se merecer jogar”. Além de Neymar, outro que não havia sido chamado antes por Ancelotti e vai à Copa é o goleiro Weverton, ex-Palmeiras e atualmente no Grêmio. O jogador de 38 anos superou a concorrência de Bento, do Al-Nassr, da Arábia Saudita, e de Hugo Souza, do Corinthians. Política: Oposição vê segurança pública como o ‘telhado de vidro’ do PT no Nordeste Economia: Bancada do agro articula mutirão para apressar votações na Câmara Metrópole: Apreensão de drogas cai na antiga Cracolândia e sobe no entorno Internacional: A menos de 6 meses de eleição, Trump tem desaprovação histórica nos EUASee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (18/05/2026): Em crise e à venda há quase um ano, o banco Digimais, do bispo Edir Macedo, fez uma manobra com uso de fundos de investimento para limpar perdas multimilionárias de seu balanço. Documentos obtidos pelo Estadão e analisados por especialistas mostram que o banco manobrou para que carteiras de financiamento com inadimplência saíssem de suas demonstrações financeiras. Também vendeu à própria holding de Macedo precatórios que estão longe de serem pagos. Desconhecido do grande público, o Digimais não tem agências. Até 2020, chamava-se Banco Renner. Sua maior carteira é a de financiamento de veículos. Fontes do setor informam que o banco financia carros velhos, a juros altos, mesmo a endividados. Também atua no mercado de crédito consignado. Procurado, o Digimais não se manifestou. Política: A aliados, Lula afirma que vai insistir em nome de Messias ao STF Economia: Escassez de chips leva fabricantes a aumentar vida útil de celulares Metrópole: Trem entre SP e Sorocaba prevê investimentos de R$ 10,5 bi Esportes: Ancelotti anuncia hoje lista final para Copa sob expectativa pela presença de NeymarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: O governo de São Paulo confirmou mais duas mortes por febre amarela no estado e alertou a população para se vacinar contra a doença. As duas mortes foram confirmadas em Lagoinha, na região do Vale do Ribeira. Eram dois homens de 64 e 54 anos. E ainda: Nova frente fria avança e traz instabilidades para o Centro-Sul do país.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (15/05/2026): A Polícia Federal recebeu representações de parlamentares e deve abrir investigação para apurar os acordos para repasses de dinheiro firmados entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. O senador admitiu que recursos destinados pelo banqueiro para o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro, foi para fundo de advogado do irmão Eduardo Bolsonaro, nos EUA, mas nega que ele tenha sido usado para custear as despesas do deputado cassado. Essa suspeita foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de uma das representações à PF. Diálogos entre Flávio e Vorcaro mostram que o senador pediu contribuição equivalente a US$ 24 milhões para custear a produção do longa metragem. Economia: Aliados de Lula veem risco de projeto sobre 6x1 atrair emendas controversa Metrópole: Morre 2ª vítima de explosão; 27 casas estão interditadas Internacional: Xi diz a Trump que divergências sobre Taiwan podem levar a conflito Esportes: Carlo Ancelotti renova contrato com o Brasil até a Copa de 2030 Cultura: Shakira, Madonna e BTS farão ‘show do intervalo’ na final da Copa do Mundo See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (14/05/2026): O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, trocou mensagens com Daniel Vorcaro nas quais pediu ao dono do Banco Master dinheiro para bancar a produção de filme sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As mensagens em áudio e por escrito de Flávio com Vorcaro foram trocadas um dia antes da prisão do banqueiro e reveladas pelo site Intercept Brasil. No total, Vorcaro contribuiria com US$ 24 milhões. Até 2025, teriam sido repassados US$ 10 milhões. Flávio pediu mais repasses. Questionado, o presidenciável alegou se tratar de “mentira”. Após a publicação da reportagem, disse que estava buscando “patrocínio”. A notícia mexeu com o mercado financeiro. O Ibovespa fechou em queda de 1,8%. O dólar subiu 2,31%, para R$ 5,00 Política: No segundo turno, Lula registra 42% e Flávio, 41%, em empate técnico Economia: Governo adota subsídio de até R$ 0,89/litro para baixar gasolina Metrópole: Papa ameaça excomungar grupo que quer ordenar bispos sem autorização Esportes ‘Depende dele, não de mim’, diz Ancelotti sobre Neymar na CopaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (13/05/2026): Indicador oficial da inflação no País, o IPCA desacelerou de 0,88%, em março, para 0,67% em abril. O resultado, porém, foi o mais elevado para o mês desde 2022. Com isso, a taxa acumulada em 12 meses acelerou pelo segundo mês consecutivo: de 4,14%, em março, para 4,39%, ainda dentro da margem de tolerância da meta (4,5%), mas cada vez mais longe do seu centro (3%). O conflito no Oriente Médio voltou a afetar os preços de itens como combustíveis e alimentos. Pesaram também os reajustes de medicamentos, gás de botijão e energia elétrica. Ontem, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia deve anunciar em breve um aumento de preços da gasolina. “Vai acontecer já, já”, disse. O barril do petróleo fechou a US$ 107,77, alta de 3,42%. Economia: UE deixará de comprar carne do Brasil em setembro Política: Sob suspeita, Ciro Nogueira diz que vai reapresentar ideia de ‘emenda Master’ Metrópole: De olho na eleição, Lula lança plano anticrime de R$ 11 bi Internacional: Com guerra estagnada, Trump visita Xi em busca de cooperação e comércioSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (12/05/2026): A eleição de outubro será decidida pela percepção que os brasileiros têm da vida real e não por indicadores oficiais. A opinião é de especialistas reunidos no “Brasil em Pauta”, em Nova York, evento do Estadão que abriu a Brazil Week, semana em que líderes de diferentes áreas discutem o País. O encontro contou com Christopher Garman (Eurasia Group), Felipe Nunes (Quaest) e Andrei Roman ( AtlasIntel). Também integraram a mesa o presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire. Preço dos alimentos, estagnação da classe média e defasagem entre renda e custo de vida foram abordados. Política: Nunes Marques será relator do pedido para anular condenação de Bolsonaro Economia: Estímulos do governo para economia em ano eleitoral já somam R$ 140 bi Metrópole: Tubulação é rompida e explosão de gás mata 1, fere 3 e interdita 35 casas Internacional: Trump diz que trégua está em risco e países anteveem crise energética Cultura: Feira da Unesp começa 4ª com mais de 50% de desconto e 7 mil títulosSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (11/05/2026): Os brasileiros Demétrio Batista de Oliveira e Nicholas Charles Evangelista Lopes são os primeiros membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) enquadrados na Itália com base na lei antimáfia. Eles respondem por tráfico internacional de drogas e organização criminosa e são suspeitos de fazerem parte da rede de fornecedores de toneladas de cocaína e do transporte da droga para a Europa, em um consórcio com a ‘Ndrangheta, a máfia da Calábria. Ambos foram alvo da Operação Samba, da Procuradoria Nacional Antimáfia de Turim, e da Conexão Paraíba, no Brasil, deflagradas em 2024. Demétrio está preso e Nicholas, foragido. Suas defesas negam as acusações. Para a procuradoria italiana, o PCC é hoje a “mais perigosa organização criminosa da América do Sul”. Política: Governo de SP multa Fast Shop em R$ 1 bi por fraude no ICMS Internacional: Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra: ‘Inaceitável’ Metrópole: Passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus estão assintomáticos Cultura: Milena ganha revistinha para chamar de suaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Bruno Blecher, que acaba de lançar "O Sertão É o Mundo: Histórias de um Repórter Rural", é o convidado do Ilustríssima Conversa desta semana. O livro reúne 35 artigos e reportagens publicados nos últimos 40 anos e testemunha a trajetória do autor na cobertura de temas relacionados ao campo. Blecher passou pela Redação de veículos como Globo Rural e O Estado de S. Paulo e editou o Agrofolha, suplemento agrícola da Folha, nos anos 1990. Os textos da coletânea documentam como a agricultura brasileira se transformou profundamente nas últimas décadas, destacando, por exemplo, as inovações tecnológicas que abriram o cerrado para as grandes fazendas de soja e permitiram o aumento da produtividade agrícola do país. Neste episódio, Blecher fala sobre o conservadorismo dos líderes do agronegócio brasileiro e sobre como o setor vem se posicionando frente às mudanças climáticas —seja avançando em práticas mais recomendadas do ponto de vista ambiental, seja se mantendo fiel a um modelo predatório de produção. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Jéssica Cruz See omnystudio.com/listener for privacy information.
Marcelo Finger, um dos principais nomes em IA no País, aborda o tema e seus desdobramentos quase que diários, todas as 6ªs, às 8h, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (08/05/2026): A Polícia Federal (PF) mirou o que julga ser o núcleo político do caso Master e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ciro Nogueira (PI). O senador é presidente do PP, um dos líderes do Centrão e foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL). A PF diz que Nogueira recebeu “vantagens indevidas”, entre elas “pagamentos mensais” de até R$ 500 mil, em troca do auxílio a Vorcaro em projetos como a proposta de aumentar o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão. A PF cita ainda aquisição societária vinculada a Ciro Nogueira, custeio de viagens internacionais e uso, pelo senador, de imóvel do banqueiro. A defesa de Nogueira afirmou que “repudia qualquer ilação de ilicitude” sobre suas condutas. Economia: Gigante das criptomoedas alega dívida e cobra R$ 1,5 bi de Vorcaro Internacional: Lula e Trump acertam prazo de 30 dias para tentar pacto e evitar tarifaço Política: Auxílio-saúde da AGU que incluía até cunhados é suspenso Metrópole: Leão XIV completa 1 ano como papa e deve nomear 3 arcebispos no Brasil Cultura: Exposição sobre franquia ‘Toy Story’ começa hoje no Shopping Cidade São PauloSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (07/05/2026): Em 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) gastou, com benefícios a servidores e magistrados, R$ 4,1 bilhões (79%) de um fundo destinado ao “aperfeiçoamento” da Justiça, informa Juliano Galisi. Embora o Fundo Especial de Despesas do tribunal tenha sido criado, em 1994, com a vedação a pagamentos de “concessões de vantagens”, uma nova redação da lei, na prática, autorizou as despesas, permitindo o desembolso em auxílios para alimentação, saúde e outros, além de ônus “decorrentes do cumprimento de decisões administrativas”. Oficialmente, o objetivo do fundo é “assegurar recursos para expansão e aperfeiçoamento” da Justiça, sendo abastecido por taxas e outras receitas do tribunal. Em nota, o TJ afirmou que “a utilização dos recursos observa estritamente o disposto na legislação vigente”. Economia: Defesa de Vorcaro fecha proposta de delação Internacional: Em má fase e com eleição à vista, Lula e Trump debatem economia e segurança Esportes: PSG empata com o Bayern e vai defender o título contra o Arsenal Cultura: Rolling Stones anunciam álbum de inéditas com participação de Paul McCartney e Chad SmithSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (06/05/2026): Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com 25 mil crianças de cinco anos de idade em nove países, incluindo o Brasil, apontou desenvolvimento prejudicado pela exposição diária a dispositivos digitais. A avaliação mediu vocabulário, resolução de pequenos problemas matemáticos e habilidades socioemocionais. No Brasil, o trabalho envolveu crianças de São Paulo, Ceará e Pará. Elas tiveram desempenho semelhante à média dos outros países em literacia (interesse por livros, vocabulário, capacidade de compreender e produzir narrativas, reconhecimento de letras e palavras). Já em noções de Matemática, o resultado ficou abaixo da média. Metrópole: Governo federal aumenta classificação indicativa do YouTube para 16 anos Internacional: Após trocas de acusações, EUA e Irã reivindicam controle sobre Ormuz Economia: Fertilizantes, petróleo e El Niño devem inflacionar a comida Política: Chapa ao Senado terá Eduardo Bolsonaro como suplente em SP Cultura: Cine Copan terá reforma para voltar a ser cinemaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (05/05/2026): O novo Desenrola Brasil entrou em vigor por meio de medida provisória e pretende diminuir o endividamento dos brasileiros a partir de quatro públicos: pessoas físicas (20 milhões de trabalhadores e mais 15 milhões de aposentados e pensionistas do INSS), estudantes (1,5 milhão), agricultores rurais familiares (800 mil) e empreendedores. Segundo o Banco Central, a dívida das famílias já atingiu metade da renda anual, o maior patamar da série. Essa é uma das principais preocupações do presidente Lula a cinco meses do 1.º turno da eleição, em 4 de outubro. Em seu terceiro mandato, ele fez pelo menos 13 pronunciamentos estimulando o consumo ou a tomada de crédito para fazer “a roda da economia girar”. O receio de especialistas, porém, é de que o alívio no curto prazo com o novo pacote possa alimentar novas dívidas. O novo Desenrola prevê descontos, troca de dívidas com juros altos por taxas mais baixas, uso do FGTS e mais crédito às empresas. Internacional: Países do Golfo e navios em Ormuz são atacados; tensão cresce Economia: Escalada da tensão entre EUA e Irã faz barril do petróleo atingir US$ 114 Política: Citação a juízes ‘vermelhos’ e ‘azuis’ expõe divisão ideológica no TST Metrópole: Monomotor perde altitude e atinge prédio em BH; 3 morrem e 2 se ferem See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (04/05/2026): Quatro em cada dez fraudes financeiras no Brasil (42,5%) já estão sendo conduzidas com utilização de ferramentas de inteligência artificial. O uso de deepfakes cresceu 830% entre 2024 e 2025, colocando o País na liderança desse tipo de crime na América Latina. São vídeos e áudios falsos gerados por IA para enganar as vítimas. Segundo a Polícia Federal, o Brasil já é um dos maiores produtores de programas criados para roubar dados bancários de clientes do mundo. Também há a internacionalização das redes criminosas, com a adoção de sofisticados processos de escoamento, distribuição e lavagem de dinheiro. Dados da Serasa Experian apontam que o País registra média de uma tentativa de fraude digital a cada 2,2 segundos. Política: STF avança em casos de impacto eleitoral e pode reduzir papel do TSE Economia: Grupo de países produtores decide aumentar oferta de petróleo Internacional: Acusações de corrupção e queda no poder de compra corroem apoio a Milei Metrópole: SP faz plano para evitar 19 mil mortes no trânsito até 2030See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do historiador, escritor, criador de conteúdo, fundador do Xadrez Verbal e apresentador do Nerdologia, Filipe Figueiredo. Só vem! >> OUÇA (93min 53s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Filipe Figueiredo é historiador pela Universidade de São Paulo. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman, além de palmeirense. É fundador do site Xadrez Verbal, inaugurado em 2013 como um blog, com conteúdo principalmente sobre política e atualidades, domésticas e internacionais. Foi colaborador e colunista em portais de notícias, colunista de política internacional no jornal Gazeta do Povo e atualmente escreve no jornal O Estado de S. Paulo, além de comentarista da Rádio CBN. Fez roteiros e locução dos vídeos de História no canal Nerdologia, um dos maiores canais educativos e científicos do YouTube. Atualmente toca o podcast Xadrez Verbal e a nova fase do canal Nerdologia. Site: https://xadrezverbal.com/ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo