A Jovem Pan está em Maringá e Região desde 1995 cobrindo 175 municípios para uma área de mais de 4 milhões de pessoas.

A Ordem dos Advogados do Brasil solicitou ao Supremo Tribunal Federal o encerramento do chamado “inquérito das fake news”, aberto em 2019. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.A OAB afirma que a investigação se tornou permanente e passou a incluir novos fatos sem limite temporal, o que poderia comprometer o devido processo legal, o sigilo profissional e a liberdade de expressão.O pedido ocorre após operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes contra servidores da Receita. A entidade defende que novos casos sejam apurados em procedimentos próprios, com prazo definido.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, arquivou o pedido que questionava a imparcialidade de Dias Toffoli no caso Master.Toffoli deixou a relatoria, assumida por André Mendonça, mas poderá participar de julgamentos futuros. O caso envolve investigação sobre o banco de Daniel Vorcaro.Apesar da decisão interna, a Procuradoria-Geral da República e o Senado ainda analisam medidas relacionadas ao ministro.

O ministro André Mendonça determinou que apenas delegados e agentes diretamente envolvidos tenham acesso às informações do caso Master no Supremo Tribunal Federal.A decisão corta o fluxo de dados à cúpula da Polícia Federal, incluindo o diretor-geral Andrei Rodrigues, sob suspeita de vazamentos.Mendonça também autorizou a retomada de perícias e depoimentos que estavam suspensos por decisão anterior de Dias Toffoli, restabelecendo o fluxo ordinário das investigações.

A Acadêmicos de Niterói terminou em último lugar na elite da Marquês de Sapucaí após desfile com enredo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escola somou 264,6 pontos, com perdas em diversos quesitos.O resultado gerou repercussão política. O senador Flávio Bolsonaro ironizou a queda nas redes sociais, associando o desempenho ao conteúdo do enredo.O desfile entra para a história como um dos mais polêmicos dos últimos anos, em meio a críticas sobre uso de recursos públicos e debate político no carnaval.

O presidente Lula prepara viagem a Washington para reunião com Donald Trump na segunda quinzena de março. O foco será a exploração de petróleo na Venezuela.Lula quer sinal verde para que a Petrobras volte a atuar no país vizinho, após anos de sanções e instabilidade política.Com os EUA incentivando investimentos na região, o Brasil tenta garantir espaço antes que empresas americanas dominem as concessões.

O desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou reação da oposição, que vê propaganda eleitoral antecipada.Parlamentares ligados a Jair Bolsonaro e ao Partido Novo anunciaram que vão acionar o Tribunal Superior Eleitoral por suposto abuso de poder político e econômico.O Partido dos Trabalhadores afirma que o desfile foi manifestação artística autônoma. O caso deve ser analisado pela Justiça Eleitoral após o Carnaval.

Pesquisa da Genial/Quaest aponta que 43% dos brasileiros dizem não confiar nas urnas eletrônicas, enquanto 53% consideram o sistema confiável. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais.Entre apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva, 78% afirmam confiar nas urnas. No recorte religioso, católicos demonstram maior confiança do que evangélicos.O Tribunal Superior Eleitoral reforça que não há registros de fraude e que as urnas não são conectadas à internet, o que impediria invasões externas ao sistema.

O comando das investigações sobre o Banco Master mudou no Supremo Tribunal Federal. Após reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator, substituindo Dias Toffoli.A mudança ocorre em meio à pressão da Polícia Federal, que encontrou menções ao nome de Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Apesar disso, o STF afirmou que não há impedimentos legais contra o ministro e validou todos os atos praticados por ele até agora.Agora, Mendonça deverá analisar o relatório da Operação Compliance Zero, que apura fraudes estimadas em até R$ 17 bilhões. O desafio será conduzir o inquérito sem ampliar tensões internas na Corte, mantendo o foco nas apurações e na liquidação da instituição pelo Banco Central.

A Polícia Federal solicitou ao ministro Edson Fachin que declare Dias Toffoli suspeito para relatar investigação sobre fraudes no Banco Master.O nome de Toffoli apareceu em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro. A PF investiga possível conflito de interesse envolvendo negócio ligado a familiares do ministro.A defesa afirma que a PF não tem competência para pedir suspeição. Fachin deve decidir após ouvir formalmente o colega.

O Brasil marcou 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção e ocupa a 107ª posição entre 182 países, mantendo desempenho abaixo da média global.Relatório aponta infiltração do crime organizado, recorde de R$ 60 bilhões em emendas parlamentares e recomenda código de conduta para ministros do STF.Apesar de elogiar operações de fiscalização e a rejeição da “PEC da Blindagem”, o documento alerta que sem reformas estruturais o país continuará estagnado no combate à corrupção.

O presidente Lula usou o humor ao comentar a relação com Donald Trump, mas adotou tom mais firme ao defender a soberania brasileira antes do encontro marcado para março.Lula afirmou que a oscilação do dólar depende mais do “humor de Trump” do que da economia brasileira e defendeu o multilateralismo.A reunião entre os dois líderes deve indicar se prevalecerá o discurso conciliador ou o embate político nas negociações internacionais.

Durante o aniversário de 46 anos do PT, em Salvador, o presidente Lula adotou um discurso mais duro e declarou o fim do “Lulinha paz e amor”. Ele convocou a militância para uma postura mais agressiva no enfrentamento à oposição.Lula afirmou que a próxima eleição será uma disputa pela defesa da democracia e tratou sua reeleição como essencial. A fala foi interpretada como sinal de que o governo deve intensificar a polarização política nos próximos meses.

O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu o pagamento de verbas que fazem salários do serviço público ultrapassarem o teto constitucional de R$ 46,3 mil. A decisão vale para União, estados e municípios.O foco são as chamadas verbas indenizatórias, usadas, segundo Dino, para driblar o limite legal. Os órgãos públicos terão 60 dias para comprovar que esses pagamentos têm respaldo em lei; caso contrário, deverão ser cortados.

O Congresso Nacional aprovou, em tempo recorde, um reajuste salarial para servidores da Câmara e do Senado com impacto estimado em R$ 790 milhões. O valor supera o orçamento anual da maioria dos municípios brasileiros e inclui novos mecanismos que podem permitir salários acima do teto constitucional.Diante da repercussão negativa, o Palácio do Planalto avalia vetar pontos específicos, como a conversão de folgas em dinheiro. Enquanto isso, deputados articulam um novo aumento: a elevação da verba de gabinete, o que pode gerar um custo extra de R$ 77 milhões mensais, ampliando a pressão política sobre o governo.

O Superior Tribunal Militar iniciou uma fase decisiva ao analisar o pedido de perda de posto e patente de Jair Bolsonaro e de quatro oficiais das Forças Armadas, após condenações no STF por atos contra a democracia. O processo avalia se as condutas ferem a honra militar, conforme prevê a Constituição.Caso o pedido seja aceito, os envolvidos serão expulsos das Forças Armadas, com aplicação da chamada “morte ficta”. A presidente do STM classificou o julgamento como histórico, por tratar, pela primeira vez, da cassação de patentes por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Na abertura do ano judiciário de 2026, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que a ministra Cármen Lúcia será relatora da proposta que cria o primeiro Código de Ética do Supremo. A iniciativa enfrenta resistência interna entre ministros contrários às novas regras.Segundo Fachin, o objetivo é reforçar a responsabilidade institucional e reconstruir a confiança da sociedade, abalada por denúncias recentes. Para especialistas, a aprovação do código será decisiva para estabelecer limites claros entre interesses públicos e privados no tribunal.

Na abertura do ano Judiciário, o Supremo Tribunal Federal enfrenta pressão inédita da sociedade civil. Um manifesto assinado por cerca de 200 personalidades e mais de 43 mil cidadãos pede a criação de um código de conduta para os ministros da Corte.O documento cita episódios recentes envolvendo magistrados e apresenta sete pontos centrais, como regras de imparcialidade, transparência, restrições a benefícios, autocontenção nas redes sociais e impedimentos em casos ligados a familiares.O destaque da proposta é a criação de um órgão independente de fiscalização ética. Para as entidades responsáveis, a medida não representa ataque ao STF, mas um passo essencial para recuperar a confiança da população na mais alta instância do Judiciário.

Os Estados Unidos oficializaram o chamado “Corolário Trump”, uma nova estratégia de defesa que resgata a Doutrina Monroe e promete reagir de forma rápida e militar contra a influência de Rússia e China nas Américas. O governo americano afirma que não aceitará obstáculos a seus interesses comerciais e de segurança, citando a captura de Nicolás Maduro como exemplo.A tensão aumentou após declarações da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em defesa da soberania sobre o petróleo do país. Em resposta, Donald Trump fez ameaças públicas, afirmando que ela pagará um “preço muito alto” caso não coopere com Washington.Nesse contexto, Lula conversou por telefone com Trump pela primeira vez após a invasão da Venezuela, criticada pelo brasileiro. Embora convidado a integrar um novo “Conselho da Paz”, o Brasil impôs condições e mantém cautela, apesar de avanços pontuais em temas como combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.

Joseval Peixoto esteve presente nos estúdios da Jovem Pan Maringá nesta sexta-feira (30) para falar um pouco do seu livro A Lenda Joseval Peixoto: Voz, memórias e versos de uma vida ao vivo, além de contar histórias marcantes de sua trajetória no rádio brasileiro. A obra reúne lembranças pessoais, bastidores e momentos históricos vividos ao longo de décadas dedicadas à comunicação.Com uma carreira que soma 52 anos na Rádio Jovem Pan, Joseval se consolidou como uma das vozes mais emblemáticas do radiojornalismo nacional. Durante a visita, ele relembrou passagens importantes de sua atuação, comentou a evolução do rádio no Brasil e destacou a importância da credibilidade e da paixão pelo jornalismo, marcas que construíram seu legado no meio da radiodifusão.

O cenário político para as eleições presidenciais de 2026 começa a ganhar contornos mais claros. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em encontro autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo de consolidar apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.Apontado como um dos nomes mais fortes da oposição ao presidente Lula, Tarcísio tem reiterado que não disputará a Presidência e que seu foco é a reeleição em São Paulo. Ao declarar apoio ao “filho 01” de Bolsonaro, o governador paulista busca encerrar especulações e fortalecer a unidade do campo bolsonarista em torno de um único candidato.Paralelamente, a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD sinaliza uma reorganização da centro-direita. Articulado por Gilberto Kassab, o movimento indica a tentativa de construir uma alternativa política além do bolsonarismo, com múltiplos nomes no primeiro turno, enquanto a disputa de 2026 se divide entre a fidelidade à família Bolsonaro e a busca por uma nova liderança na direita brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou no Panamá para cumprir uma agenda estratégica voltada à economia e à diplomacia regional. Na chegada, Lula destacou a intenção de normalizar as relações com os Estados Unidos após uma conversa telefônica de 50 minutos com o ex-presidente Donald Trump.Segundo Lula, a expectativa é visitar Washington no início de março para uma reunião presencial. O presidente afirmou que Brasil e Estados Unidos, como duas das maiores democracias do Ocidente, precisam dialogar “olho no olho” para fortalecer o multilateralismo e estimular o crescimento econômico.Em janeiro de 2026, Lula já manteve contato com 14 líderes mundiais, buscando equilibrar o protagonismo do Brasil em um cenário global marcado por conflitos e tensões comerciais. A agenda diplomática inclui diálogos com líderes da América Latina, Europa, Ásia e Oriente Médio, reforçando a defesa da soberania das nações frente à chamada “lei do mais forte”.

O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou repercussão internacional após a revista britânica The Economist apontar que a liquidação da instituição pelo Banco Central expôs relações perigosas entre o Judiciário, políticos influentes e o mercado financeiro em Brasília. Segundo a análise, o fundador Daniel Vorcaro teria cultivado vínculos com a elite do país ao longo dos anos para proteger seus negócios.No STF, a crise se intensificou. O presidente da Corte, Edson Fachin, retornou a Brasília para conter um possível racha interno diante de questionamentos sobre a atuação do ministro Dias Toffoli na Operação Compliance Zero. A alternativa que ganha força é retirar o caso das mãos de Toffoli e enviá-lo à primeira instância, numa tentativa de preservar a imagem do tribunal em ano eleitoral e evitar que a Corte seja arrastada para o centro da disputa política.

O Supremo Tribunal Federal (STF) pagou 128 dias de diárias para equipes de segurança que acompanharam autoridades da Corte em viagens a uma região no interior do Paraná onde fica o resort Tayayá, frequentado pelo ministro Dias Toffoli e que já pertenceu à sua família. Os pagamentos foram feitos em finais de semana, feriados e recessos entre 2022 e 2025.Os registros das diárias constam no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) e mostram que os deslocamentos serviram para “apoio em segurança e transporte” de autoridades do STF para a cidade de Ribeirão Claro (PR), onde o resort está localizado. O tribunal, porém, não informa qual ministro foi atendido em cada ocasião.Ao todo, o gasto com essas diárias foi de cerca de R$ 460 mil, incluindo viagens durante recesso do Judiciário, feriados e finais de semana prolongados. Grande parte dos deslocamentos ocorreu nos meses de férias forenses, como janeiro, julho e dezembro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), que não recorrerá ao uso de força militar para tentar adquirir a Groenlândia, território dinamarquês considerado estratégico para a segurança americana. Trump afirmou que prefere buscar “negociações imediatas” para a compra do território e garantiu que não utilizará forças excessivas no processo, apesar de manter a pressão diplomática sobre a questão.A declaração ocorre em meio a tensões geradas por sua insistência em controlar o maior território insular do mundo, rico em minerais e posição geopolítica no Ártico — parte de uma visão estratégica que, segundo ele, reforçaria a segurança dos EUA e da OTAN frente à China e à Rússia.Na última semana, Trump havia ameaçado impor tarifas de até 25% sobre importações de oito países europeus que apoiam a Dinamarca em defesa da soberania sobre a Groenlândia, como forma de pressionar por avanços nas negociações. Contudo, após reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, ele anunciou que não aplicará essas tarifas, citando um “esboço de acordo” para tratar do futuro da Groenlândia e da cooperação com aliados.A mudança de posição de Trump representa um alívio nas relações transatlânticas, reduzindo tensões comerciais e diplomáticas com países europeus que consideravam as ameaças tarifárias injustificadas e contraproducentes para os laços com os EUA.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta terça-feira (20) que o território ártico, semiautônomo e ligado ao Reino da Dinamarca, se prepara para um cenário improvável, mas possível: uma invasão militar dos Estados Unidos. Em coletiva em Nuuk, ele disse que, embora um confronto armado seja pouco provável, a hipótese não pode ser descartada, razão pela qual autoridades orientam a população a estar pronta para situações de crise, inclusive com a formação de grupos de apoio e a recomendação de manter alimentos básicos estocados por alguns dias.A declaração ocorre após provocações do presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a sugerir o “controle” da Groenlândia por razões estratégicas. Líderes locais classificaram as falas como desrespeitosas, enquanto a Dinamarca reafirmou que a soberania do território não está em debate. Especialistas alertam que qualquer ameaça de ação militar por parte de um membro da OTAN teria impactos graves na aliança e na segurança do Ártico.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026 é “viável e irreversível”, em declaração à CNN Brasil. A afirmação reforça o compromisso do partido com o nome do filho do ex-presidente, apesar de desafios internos na formação de alianças.Pesquisa recente Genial/Quaest coloca o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nas intenções de voto, com 45%, contra 38% de Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 8 e 11 de janeiro e tem margem de erro de dois pontos porcentuais.Apesar do crescimento no apoio, setores do Centrão ainda demonstram resistência ao nome de Flávio, avaliando impactos regionais e mantendo espaço para outras alternativas, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Flávio tem pedido unidade na direita e citado aliados como Michelle Bolsonaro e Tarcísio para fortalecer o bloco.

O presidente Lula criticou a ação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em um artigo publicado no The New York Times, Lula disse que esse tipo de intervenção é perigosa, fere a soberania dos países e ameaça a paz internacional.Segundo o presidente brasileiro, os problemas da Venezuela precisam ser resolvidos pelos próprios venezuelanos, por meio do diálogo e da política, e não pela força. Lula reforçou que a América Latina sempre foi uma região que buscou soluções pacíficas para seus conflitos.Lula também destacou a importância da relação entre Brasil e Estados Unidos, defendeu cooperação entre os países e lembrou que o Brasil segue oferecendo apoio humanitário aos refugiados venezuelanos, além de defender um processo democrático conduzido pelo próprio povo do país.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para uma Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como “Papudinha”, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. A mudança, já realizada, ocorre enquanto Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e prevê condições de custódia com maior espaço, acesso ao sol e melhores horários de visita.Na decisão, Moraes ressaltou que a transferência permitirá ampliar o tempo de visitas, aumentar o número de refeições diárias e possibilitar práticas de exercícios físicos em livre horário, além de assistência médica 24 horas com equipe completa. A sala maior inclui banheiro, cozinha e área externa, melhorando as condições em relação à cela de 12 m² onde Bolsonaro estava na PF.

A mais recente pesquisa do instituto Genial/Quaest revela que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um momento delicado na opinião pública. Segundo o levantamento, 49% dos brasileiros desaprovam a atual gestão, enquanto 47% aprovam, configurando a primeira vez em que a desaprovação aparece numericamente acima da aprovação desde o início da série histórica. Apesar disso, os índices ainda estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A população do Irã denunciou ao jornal The New York Times que as manifestações no país vêm sendo reprimidas de forma brutal. Segundo relatos, as forças de segurança teriam recebido autorização para “atirar para matar”. Dois funcionários do Ministério da Saúde iraniano informaram que pelo menos três mil pessoas morreram desde o início dos protestos.Já a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, a Hrana, contabiliza até esta terça-feira dois mil e três mortos, sendo mil oitocentos e cinquenta manifestantes, cento e trinta e cinco integrantes do governo e das forças armadas, além de nove civis e nove crianças que não participavam dos atos. A entidade alerta que esse número pode aumentar, já que ainda estão em apuração setecentos e setenta casos, e que mais de dezesseis mil e setecentas pessoas foram detidas.As manifestações começaram em 28 de dezembro em várias cidades do país. Inicialmente, os protestos eram contra o aumento do custo de vida, mas com o passar dos dias passaram a questionar o regime teocrático que governa o Irã desde a Revolução Iraniana de 1979.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sinalizado disposição para autorizar uma ação militar contra o Irã, mas enfrenta resistência de assessores próximos, que defendem uma alternativa diplomática. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que aponta que integrantes do alto escalão da Casa Branca, entre eles o vice-presidente J.D. Vance, avaliam que um ataque poderia provocar uma grave escalada do conflito no Oriente Médio.De acordo com o jornal, Trump afirmou que analisa “opções muito fortes”, que incluem desde o endurecimento de sanções até uma possível ofensiva militar, em reação à repressão violenta do regime iraniano contra protestos internos. Ao mesmo tempo, auxiliares do governo destacam que o Irã demonstrou disposição para negociar, inclusive sobre o programa nuclear, o que reforça a defesa por uma solução diplomática antes de qualquer confronto armado.A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump prefere uma saída negociada, mas não descarta o uso da força se julgar necessário. Em resposta às ameaças, autoridades iranianas alertaram que bases e forças dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio poderiam ser alvo de retaliação em caso de ataque, elevando ainda mais a tensão internacional em meio à crise interna no país.Além disso, Trump anunciou nesta segunda-feira, dia 12, que pretende impor uma tarifa de 25% a todos os países que mantiverem relações comerciais com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que qualquer nação que fizer negócios com a República Islâmica pagará essa taxa em transações com os Estados Unidos, medida que pode afetar diretamente o Brasil. Segundo dados do governo federal, apenas em 2024, as exportações brasileiras para o Irã ultrapassaram 3 bilhões de dólares, colocando o país como o quinto maior destino das vendas nacionais ao Oriente Médio — patamar que se repetiu em 2025.

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que não pretende dialogar com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise na Venezuela. Em entrevista à CNN, Milei declarou apoio à postura dos Estados Unidos contra o regime de Nicolás Maduro e criticou o que chamou de “socialismo do século 21”, que, segundo ele, influencia a política externa do Brasil.Milei também manifestou publicamente sua preferência pela vitória do senador Flávio Bolsonaro na eleição presidencial brasileira deste ano. Apesar das divergências políticas, o argentino afirmou que isso não impediria a manutenção de relações comerciais entre os dois países, destacando que negócios podem continuar mesmo com governos ideologicamente diferentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim do ano passado, que previa mudanças no cálculo de penas e poderia beneficiar condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro. O veto foi assinado no Palácio do Planalto, durante cerimônia que marcou os três anos dos atos contra as sedes dos Poderes.A decisão gerou reação no Congresso. Líderes da oposição defendem a convocação de uma sessão extraordinária para tentar derrubar o veto ainda neste mês. Já a base governista afirma que irá se mobilizar politicamente e nas redes sociais para manter a decisão presidencial.

O governo federal e o Supremo Tribunal Federal realizam nesta quinta-feira uma série de eventos para marcar os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023, considerados um dos episódios mais graves contra a democracia brasileira. Pela manhã, a programação acontece no Palácio do Planalto, com a presença de autoridades e representantes da sociedade civil. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente Lula afirmou que manter viva a memória do 8 de janeiro é essencial para a defesa das instituições e criticou tentativas de minimizar o ocorrido. Paralelamente, a CUT promove uma manifestação na Praça dos Três Poderes em defesa da democracia. À tarde, as atividades se concentram no STF, um dos principais alvos da invasão, com a abertura da exposição “8 de Janeiro: Mãos da Reconstrução”, exibição de documentário, debates com jornalistas e uma mesa-redonda sobre o impacto institucional dos ataques. O Congresso Nacional não preparou programação oficial para a data, e a ausência dos presidentes da Câmara e do Senado é vista como um gesto político. Desde os ataques, centenas de envolvidos já foram condenados, e o episódio segue como peça central nas investigações sobre tentativa de ruptura institucional no país. O congresso em recesso não vai realizar nem um tipo de evento sobre a data.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo estratégico com o governo interino da Venezuela para a entrega de 30 a 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade aos americanos. O volume equivale a cerca de dois meses da produção venezuelana e será vendido a preço de mercado, com controle total dos recursos pelos EUA, que alegam querer evitar desvios após a queda de Nicolás Maduro. O acordo redireciona o petróleo que antes ia para a China às refinarias da costa do Golfo. Paralelamente, Trump abriu uma nova frente de tensão diplomática ao discutir publicamente a possibilidade de adquirir a Groenlândia, território da Dinamarca. A sinalização de que o uso de força militar não está descartado provocou reação dura da Europa e colocou a OTAN em alerta, com líderes europeus reafirmando que qualquer decisão sobre a ilha cabe apenas aos groenlandeses e dinamarqueses.

Os Estados Unidos afirmaram na ONU que a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro não foi um ato de guerra, mas uma ação policial de grande escala. O embaixador Mike Waltz disse que Washington não ocupa a Venezuela nem ataca seu povo e classificou Maduro como narcotraficante. Em Nova York, o ex-presidente venezuelano se declarou inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” do governo Trump.Enquanto isso, Donald Trump descartou eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, alegando que o país precisa ser “consertado” antes. A vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina, disse assumir o cargo com “dor, mas com honra” e afirmou estar disposta a cooperar com os EUA em uma relação equilibrada, enquanto Trump declarou liderar diretamente a supervisão das ações americanas no país.

Segundo o relato, os Estados Unidos lançaram na madrugada de sábado (3) a “Operação Resolução Absoluta”, uma intervenção militar de grande escala na Venezuela. A ofensiva, que durou pouco mais de duas horas, teria mobilizado mais de 150 aeronaves a partir de 20 bases, com ataques concentrados em alvos estratégicos de Caracas. Ainda conforme o texto, forças de elite americanas capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, que foram levados a um navio no Caribe. Maduro teria sido transferido para Nova York para responder a acusações de narcotráfico, enquanto o presidente dos EUA afirmou que o país passará a controlar a Venezuela, com foco no setor petrolífero.

A revista britânica The Economist publicou um editorial defendendo que o presidente Lula não concorra à reeleição em 2026, apontando a idade — 80 anos — como um fator de risco para a estabilidade do Brasil. O texto compara Lula ao ex-presidente dos EUA Joe Biden, afirma que carisma não impede declínio cognitivo e critica o que chama de políticas econômicas “medíocres” e a falta de renovação na esquerda.O PT reagiu classificando o editorial como preconceituoso, enquanto a revista também analisou a oposição, mencionando Jair Bolsonaro preso e avaliando Flávio Bolsonaro como impopular. A The Economist destacou Tarcísio de Freitas como alternativa jovem e ponderada e defendeu uma nova geração de líderes, apontando que 2026 pode marcar uma disputa geracional no país.

O caso envolvendo o Banco Master teve um novo desdobramento com o depoimento do empresário Daniel Vorcaro e de ex-executivos. A Polícia Federal promoveu uma acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), para confrontar versões sobre a tentativa de venda da instituição financeira, posteriormente rejeitada pelo Banco Central. As investigações indicam que o Banco Master não tinha liquidez para honrar títulos com vencimento em 2025, o que levou o BC a barrar a operação e decretar a liquidação do banco em novembro. O depoimento ocorreu no Supremo Tribunal Federal, acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, e também incluiu a oitiva de um diretor do Banco Central. O caso segue sob sigilo, enquanto a PF apura possível pressão política para viabilizar o negócio bilionário.

Reportagens revelaram que o ministro Alexandre de Moraes participou de um jantar com o então dono do Banco Master, enquanto o escritório de sua esposa mantinha contrato milionário com a instituição. Documentos indicam que o acordo poderia chegar a R$ 129 milhões. A oposição intensificou a pressão no Congresso, protocolando novo pedido de impeachment e articulando uma CPMI. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou pedidos de investigação por ausência de provas de irregularidades.

Levantamento do Paraná Pesquisas indica que o presidente Lula lidera o primeiro turno da eleição de 2026, com 37,6% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que soma 27,8%. Ratinho Júnior aparece com 9% e Ciro Gomes com 7,9%. A pesquisa foi realizada entre 18 e 22 de dezembro, após a oficialização de Flávio como pré-candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.No segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro caiu para 3,1 pontos percentuais, configurando empate técnico dentro da margem de erro. O presidente também aparece em situação semelhante contra outros nomes da oposição, enquanto registra maior vantagem em um confronto com Tereza Cristina. Segundo o instituto, o voto conservador tende a se concentrar em Flávio Bolsonaro, e Lula mostra sinais de ter atingido um teto próximo a 37% no primeiro turno.

O ex-presidente Jair Bolsonaro oficializou, por meio da “Carta aos Brasileiros”, a indicação do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026. O documento, lido pelo próprio Flávio em Brasília, defende a escolha como forma de preservar a representação do eleitorado bolsonarista e pede a união da base de oposição diante do que Bolsonaro chama de cenário de injustiça.A leitura ocorreu pouco antes de Bolsonaro passar por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, realizada sem intercorrências. Esta foi a nona intervenção desde o atentado de 2018, e o ex-presidente segue internado em recuperação, com previsão de alta entre cinco e sete dias.

A crise institucional envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes ganhou força após a revelação de contatos diretos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da venda do Banco Master ao BRB. Segundo reportagem de Malu Gaspar, as conversas ocorreram ao menos quatro vezes e teriam relação com entraves impostos pelo BC, em um contexto no qual o banco mantém contratos milionários com o escritório de advocacia da esposa do ministro, o que levou a oposição a apontar possível advocacia administrativa.Diante das denúncias, parlamentares da oposição articulam um novo pedido de impeachment e a instalação de uma CPI para investigar a relação entre a família do ministro e o Banco Master, embora o avanço dependa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em nota, Moraes afirmou que as reuniões tiveram como único objetivo discutir os impactos da Lei Magnitsky, aplicada contra ele e familiares pelos Estados Unidos, negando qualquer atuação em favor de interesses privados.

O presidente Lula assinou o decreto do indulto natalino de 2025, publicado no Diário Oficial da União, com critérios mais rígidos para a concessão do perdão de penas. O texto reforça o endurecimento para crimes graves e exclui expressamente condenados por atentados ao Estado Democrático de Direito, crimes hediondos, violência contra a mulher, terrorismo, racismo, liderança de facções e tráfico de drogas, além de manter restrições a casos de corrupção e colaboração premiada.Por outro lado, o decreto amplia o foco humanitário ao detalhar situações de saúde e vulnerabilidade social que podem justificar o indulto, reconhecendo limitações do sistema prisional. Doenças graves, deficiências severas, transtornos mentais específicos, além de idosos e responsáveis por filhos menores, podem ter redução no tempo mínimo de pena exigido, desde que cumprido até 25 de dezembro de 2025.

A interceptação do petroleiro Bella1 pelas forças dos Estados Unidos, em águas internacionais próximas àVenezuela, provocou forte reação da China, principal compradora do petróleovenezuelano. Pequim classificou a ação como uma apreensão arbitrária e umagrave violação do direito internacional, reforçando críticas às sançõesunilaterais impostas por Washington e defendendo o direito soberano daVenezuela de manter relações comerciais globais.O episódio amplia o clima depré-conflito no Caribe, em meio ao endurecimento da política americana contra oregime de Nicolás Maduro e à retórica cada vez mais agressiva de ambos oslados. Analistas alertam para impactos no mercado global de petróleo e para orisco de uma crise humanitária na América Latina, preocupação tambémmanifestada pelo presidente Lula durante a cúpula do Mercosul, marcada pordivisões internas sobre como lidar com a crise venezuelana.

Em pronunciamento no Palácio doPlanalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um balançodetalhado do governo federal, destacando os resultados econômicos de 2025. Comtom otimista, Lula celebrou o crescimento do PIB acima de 3% e a queda dodesemprego, afirmando que os números desmentem as previsões pessimistas feitasno início do ano. Segundo o presidente, a estratégia de “colocar o pobre noorçamento” foi determinante para o desempenho positivo da economia.Questionado sobre as investigaçõesde fraudes no INSS, Lula comentou a atuação da Polícia Federal e a supostarelação comercial entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Carecado INSS”, e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O presidente afirmouque todas as pessoas eventualmente envolvidas no esquema serão investigadas ereforçou que não haverá proteção ou interferência nas apurações.

O Senado Federal aprovou, em votação marcada por tensão política, o projetode lei que altera as regras de dosimetria para crimes de golpe de Estado eabolição violenta do Estado Democrático de Direito. A proposta impede a somadas penas nesses casos, o que pode reduzir significativamente o tempo de prisãodos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidenteJair Bolsonaro.Otexto foi aprovado por 48 votos a 25, com uma abstenção, após acordo deprocedimento articulado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT),para evitar o travamento da pauta econômica. A decisão gerou críticas noPlanalto e entre aliados, enquanto o relator Esperidião Amin (PP) defendeu amudança como um ajuste contra excessos do Judiciário. O projeto segue agorapara sanção do presidente Lula, que avalia veto integral.

Pesquisa Quaest divulgada nestasemana apresenta os primeiros cenários eleitorais para a disputa presidencialde 2026 após a confirmação de Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato. Noconfronto direto de segundo turno, o presidente Lula (PT) aparece com 46% dasintenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro, mantendo vantagem mesmo apósoscilações recentes. O levantamento indica vitória de Lula em todos os cenáriostestados, que incluem nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, RonaldoCaiado e Romeu Zema.Apesar do desempenho eleitoral, aavaliação do governo segue em empate técnico: 49% desaprovam a gestão e 48%aprovam. A pesquisa também aponta melhora na percepção econômica, com queda nopercentual dos que veem piora na economia e aumento entre os que considerammais fácil conseguir emprego. O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 120municípios entre 11 e 14 de dezembro de 2025, com margem de erro de dois pontospercentuais.

O projeto de lei da dosimetria, que trata da individualização da pena e pode beneficiar condenados — inclusive investigados por atos golpistas no STF —, foi incluído na pauta do plenário do Senado para esta quarta-feira (17) pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União). Apesar disso, a proposta enfrenta forte resistência e deve ser modificada antes da votação final.Já aprovado pela Câmara, o texto ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Senadores como Esperidião Amin e Sergio Moro indicaram que a versão atual dificilmente será mantida, enquanto o presidente da CCJ, Otto Alencar, criticou a amplitude dos benefícios, que poderiam alcançar crimes graves. Há um acordo para acelerar a tramitação, com pedido de vista coletiva de apenas duas horas, e a expectativa é de mudanças substanciais antes da votação no colegiado e no plenário.

O governo dos Estados Unidos retirouo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e suaesposa, Viviane, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A decisão,anunciada na sexta-feira, encerra as restrições impostas em julho deste ano,após articulação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.Com a retirada, ficam suspensos o bloqueio deeventuais bens do casal nos EUA e a proibição de transações com cidadãosamericanos. A medida foi vista como um revés para a ala bolsonarista, enquantoo governo brasileiro celebrou a decisão como uma “vitória da democracia”,destacada também pela imprensa internacional

O ministro Alexandre de Moraesanulou a decisão da Câmara dos Deputados que havia mantido o mandato de CarlaZambelli, mesmo após sua condenação definitiva pelo STF. No despacho, Moraesafirmou que a decisão da Mesa Diretora violou o artigo 55 da Constituição, quedetermina a perda de mandato em caso de condenação criminal com trânsito emjulgado. O ministro ordenou a cassação imediata e deu 48 horas para opresidente da Câmara, Hugo Motta, cumprir a determinação.Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão porinvadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça e está presa na Itália. Adecisão de Moraes será analisada ainda hoje pela Primeira Turma do STF, emvotação no plenário virtual. A Constituição prevê a perda de mandato deparlamentares em diversas situações, incluindo condenação penal definitiva equebra de decoro