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A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
Em São Tomé e Príncipe, mais de 142 mil eleitores são chamados às urnas, este domingo, 19 de Julho, para escolher o próximo Presidente da República. Há quatro candidatos a concorrer ao escrutínio: Carlos Vila Nova (recandidato ao cargo) e ainda Eugénio Tiny, Nito D'Abreu e Miques João. A RFI fez um balanço da campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe com o analista político são-tomense, Abílio Neto, radicado em Portugal, a quem começámos por perguntar qual dos candidatos chega ao fim da campanha eleitoral em melhor posição e porquê. RFI: Qual dos candidatos chega ao fim da campanha em melhor posição e porquê? Abílio Neto: Essa é uma pergunta muito complicada porque tem duas respostas. A primeira resposta é que, relativamente a quem poderá vir a ser o vencedor, eu tenho dúvidas de que possam existir certezas nessa altura. É evidente que o incumbente parte sempre como favorito. Entretanto, nós sabemos também que, de uma forma global, na política, hoje, os incumbentes, por via do desgaste, por via de uma série de situações específicas do momento que nós vivemos, os incumbentes têm estado a perder sucessivamente eleições. Não sei se São Tomé e Príncipe confirmará essa tendência global, mas desconfio profundamente que sim, que possa também fazer parte dessa tendência global. Mas também existe aqui uma outra situação, que é uma situação específica de São Tomé e Príncipe. Neste momento, vemos, mais do que nunca, uma espécie de polarização geral e generalizada, que deixa em aberto o resultado final. Portanto, entre os dois grandes favoritos, Miques João e o actual Presidente Vilanova, um deles vencerá as eleições. Eu não tenho a certeza de que existam, nesta altura, dados que nos possam indicar, com certeza e com rigor, os favoritos inquestionáveis. Agora, há aqui uma outra questão, que é saber quem pode vencer as eleições não ganhando as eleições. RFI: Há algum que se destaca nesse sentido? Abílio Neto: Há, sim senhora. Eu acho que o advogado Miques João, personagem um pouco complicada e complexa no nosso ambiente político, demasiado activista, demasiado interventor, demasiado polémico, demasiado, diria eu, até ziguezagueante, mas que, neste final de campanha, tem dado notas de alguma ponderação, de alguma compreensão do sistema e até de alguma moderação no discurso. Isso parece-me que é uma boa notícia porque começava-se a cair numa espécie de descrédito generalizado, em que se olhava para as candidaturas praticamente como uma espécie de acto de voluntarismo pessoal e individual, sem que houvesse substância que sustentasse esse ímpeto para se ser candidato. Agora começamos a perceber que todos eles, todos os quatro, têm qualidades para poderem ser presidentes de São Tomé e Príncipe, alguns com mais qualidades, outros com menos. RFI: Considera que durante a campanha foi dada mais visibilidade a Carlos Vila Nova do que a outros candidatos? Pergunto-lhe que hipóteses tiveram os outros candidatos para também se fazerem ouvir e falar com os eleitores? Abílio Neto: Em termos institucionais, o que tem que ver com o previsto na legislação eleitoral e também na Constituição de São Tomé e Príncipe, há uma certa ideia de igualdade de oportunidades políticas para todos os candidatos ou para todas as candidaturas. Isso parece que está mais ou menos a cumprir-se. Toda a gente tem acesso à comunicação social pública. Houve um debate entre os quatro. Houve entrevistas individualizadas com os candidatos na televisão de São Tomé e Príncipe. Houve, e tem estado a haver também na RTP África, entrevistas curtas, mas muito interessantes, com os quatro candidatos. A esse nível, não há grande questão. O problema está no financiamento das campanhas. Há, de facto, duas campanhas que se destacam, destacando-se ainda mais a campanha do actual Presidente da República. Eu acho que está a ser exagerada toda a capacidade financeira que tem para fazer campanha. Isso até começa a ser asfixiante para os próprios são-tomenses, que não querem e já nem sequer têm paciência para ver tanta ostentação de capacidade financeira por parte de uns candidatos, relativamente a outros candidatos. Em segundo, também vem o Nito Viegas d'Abreu, que é um candidato que vem de uma parte considerável da ADI, apoiado pelo Patrice Trovoada, o seu líder, que também mostra pujança financeira, comparando naturalmente com os outros dois candidatos, que têm muito menos recursos para o efeito. RFI: Na sua opinião, qual foi o tema que mais marcou a campanha? Temos conseguido falar com várias pessoas que se mostram revoltadas com a falta de combustível, a inflação, os apagões recorrentes, o mau estado das estradas. Para si, qual foi o tema mais marcante desta campanha? Abílio Neto: Bem, há aqui duas situações. A primeira, de uma forma geral, a campanha foi pouco rica do ponto de vista dos conteúdos políticos que definissem com clareza o que pensam os candidatos sobre uma série de assuntos que são assuntos de competência presidencial. Está na nossa Constituição as competências do Presidente da República num semi-presidencialismo de pendor parlamentar, como é o nosso, e gostaria de ouvir os candidatos a serem muito mais claros numa série de situações, que são situações limite e constam da nossa Constituição e que levantam e têm levantado muitos problemas. Sobretudo porque eu acho que é assim, e tem sido essa a nossa história democrática, tendo a Presidência um pouco como o foco da instabilidade política e governativa no país. Mais a Presidência do que o Parlamento e até do próprio Executivo. Sendo assim, sendo a Presidência o foco das crises políticas no país, o foco principal, eu gostaria de ouvir muito mais coisas dos candidatos sobre como eliminar esse foco. É evidente que existe essa coisa em São Tomé e Príncipe de não se conseguir distinguir a Presidência do Presidente, o que torna naturalmente o exercício do cargo muito mais personalizado e individualizado do que propriamente institucional. E daí a crise profunda da nossa democracia a partir da Presidência. Bem, isso é um caso. É o meu olhar. Agora, a questão é outra. O Presidente Vila Nova, que é o incumbente, fez um exercício terrível de recuo no nosso ambiente institucional e, sobretudo, no Constitucional. Ele demitiu um governo e promoveu um governo de iniciativa presidencial. Isso não existe na nossa Constituição, não existe na nossa legislação e nem sequer existe na lógica da ciência política que sustenta a nossa Constituição. RFI: Esse episódio de que está a falar gerou uma forte disputa política no país. Será que, depois desse período conturbado, estas eleições poderão representar um momento de estabilização, na sua opinião? Abílio Neto: Pode ser, e era aqui que eu queria chegar quando chamei esse momento, que foi um momento importantíssimo, na minha perspetiva porque é o momento em que o Presidente, ao contrário daquilo que o semi-presidencialismo aconselha, o Presidente junta-se ao executivo porque o executivo é um executivo dele. Foi ele que, para lá da Constituição e para lá daquilo que a Constituição lhe diz para fazer, ele cria um governo que é um governo seu. Portanto, aqui está o segundo ponto: se o governo não consegue ser performante, o Presidente é o principal responsável por aquilo que acontece no executivo. Não há outra forma de olhar. E é assim que a cidadania, que o povo, está a olhar para estas eleições e a olhar para o incumbente. Está também a avaliar o governo de iniciativa presidencial que ele propôs e impôs ao país. E o que é que esse governo tem de relevante? Tem de relevante que ele é muito impopular, e é muito impopular exactamente pelo quadro económico e social que a Stefanie Palma acabou de contextualizar e que é o real... A crise energética, a crise de acesso à água, uma série de crises que afectam o quotidiano da vida das pessoas e, naturalmente, também o encarecimento geral do poder de compra. Isso é evidente para todos. Portanto, quando as pessoas olham para o atraso no pagamento dos ordenados, etc., etc., e das reformas, enfim, uma série de problemas que o governo teve, que não tem necessariamente que ser responsabilidade do governo, podem ser responsabilidades até importadas e algumas delas efectivamente são importadas pela circunstância internacional que nós conhecemos. Mas muitas delas têm a ver com a atitude do governo e essa ligação intrínseca entre o Presidente e o actual governo. Qualquer são-tomense que vive no país ou fora do país e que olhe para a nossa política percebe exactamente isso que eu acabei de dizer aqui. RFI: Há muitas questões, de facto, em aberto. Pergunto-lhe agora até que ponto é que estas eleições presidenciais podem e vão influenciar as legislativas marcadas para o próximo mês de Setembro? Abílio Neto: Vão influenciar muito e, na minha perspectiva, vão influenciar muito porque todo o quadro político-partidário está fraccionado, está debilitado. Os partidos tradicionais estão todos eles a viver à base de conflictualidade intensa entre facções. O que é que isso quer dizer? Quer dizer que existe aqui uma possibilidade, uma abertura para serem partidos regeneradores, partidos que não tenham ligação ao sistema, que não têm ligação a agentes do sistema, que tenham toda uma linguagem e todo um discurso que ultrapasse, diria eu, os vícios do sistema. Para mim, essa é que é a perspectiva interessante: tentar perceber se, na sociedade civil são-tomense, se a cidadania são-tomense está capaz de propor alternativas, muito mais do que olhar para o quadro tradicional dos partidos políticos, onde não se vê que venha nada de novo nem nada de especialmente interessante.
A CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa, assinala hoje 30 anos de existência. Uma organização confrontada com múltiplo desafios e fragilizada pela suspensão da Guiné-Bissau na sequência do golpe de Estado de Novembro passado. O antigo Primeiro-Ministro angolano Marcolino Moco foi o primeiro secretário executivo da organização lusófona e fez um balanço à RFI destas três décadas de existência do bloco lusófono. Marcolino Moco começa por afirmar a sua grande decepção relativamente ao desempenho da CPLP. Eu tenho uma ideia de uma certa desilusão. Porque eu tinha a ideia inicial de que essa CPLP podia ser um impulsionador, sobretudo na área de reafirmação dos valores que constituíram o histórico dos países que constituem a CPLP: Portugal mais as suas ex-colónias, mais o Brasil. Portanto trabalhar em mais-valias que poderiam resultar deste histórico. Mas isso não tem sido possível, por várias razões, entre as quais eu costumo sublinhar especialmente o maior desperdício de energias para uma actividade meramente formal, diplomática ou formal entre os Estados. Portanto, aquela ideia de que, especialmente os países africanos poderiam adquirir vantagens, uma espécie de recomposição daqueles aspectos positivos que resultaram da nossa história, isso não se tem conseguido porque na relação entre Estados há muito formalismo. O problema do respeito das soberanias de cada um é tão forte que se desprezam as mais-valias que poderiam beneficiar às populações. Embora se fale muito até hoje dos males da colonização. Mas havia muitos aspectos positivos que poderiam ter sido recuperados e que não o foram. Pelo contrário, continuamos, especialmente nos países africanos, a perder valores éticos, sobretudo na área política, em que, por exemplo, as eleições são praticamente uma inutilidade. Talvez com a excepção de Cabo Verde, onde as eleições são um factor de estabilização, são factor de escrutínio da acção dos políticos governantes. Mas isso não acontece nos outros países, especialmente continentais africanos, com casos graves: em Angola, começou por Angola, que é o meu país, da Guiné-Bissau. São casos muito graves e também de Moçambique. A suspensão da Guiné-Bissau da CPLP, onde um ex-secretário executivo da CPLP está desde a semana passada em prisão preventiva, com os golpistas a assumirem o poder, não pode ser fatal à sobrevivência da organização? Talvez não seja fatal, porque vai-se continuar a trabalhar na base do formalismo e não na base de algo que seja útil para estabilizar politicamente todos os Estados. Possivelmente a Guiné-Bissau, Angola também, a situação não é, como muita gente pensa, boa, óptima. E também temos acompanhado aspectos negativos em Moçambique. Na sua opinião, a CPLP deve ser mais exigente na defesa da democracia e dos direitos humanos nos Estados-Membros? Ora, nem mais. Em relação a esse aspecto, a CPLP não actua por causa do tal respeito à soberania e por causa da defesa de interesses de algumas pessoas, tudo agentes do Estado. Veja que, pelo contrário, foi associado um país muito pior em termos de respeito dos direitos humanos, da democracia, da preocupação dos dirigentes do seu Estado, em relação ao bem-estar social das suas populações. Estou-me a referir à Guiné Equatorial, por exemplo, que por nenhuma razão que se invocasse deveria fazer parte da CPLP, tanto pelo respeito aos direitos humanos como por outros aspectos do regime. Este Estado foi atraído pela CPLP, indiciando que o tal ideal da democracia, o ideal ético, de uma política ética não tem grande significado perante perante nós, elites políticas. Eu também faço parte das elites políticas, dos nossos Estados. E veja este caso da Guiné-Bissau. Um dirigente que até também foi secretário da CPLP, detido arbitrariamente de forma vergonhosa e tanto quanto eu saiba, a CPLP está impotente para actuar. A expulsão é uma coisa que não não tem grande relevância. Mas eu pensaria que haveria atitudes anteriores. Essas situações deviam ser promovidas para darmos maior utilidade à nossa organização. Daqui a 30 anos, o que eu gostaria que se dissesse da CPLP? Eu sou professor ainda e às vezes digo muita coisa que é politicamente incorrecta. Devemos começar primeiro por reconhecer que as nossas independências foram muito mal conduzidas. Não houve reflexão. Foram rejeitadas ideias de Constituição de transições mais úteis. Eu não estou a preconizar um regresso ao passado, uma recolonização, mas pelo menos uma capacidade de olhar para o presente, fazermos uma retrospectiva correctiva do que aconteceu e não permitirmos efectivamente muitas coisas que estão a acontecer hoje nesses países, que tiveram o seu surgimento graças à presença de Portugal aqui em África. Independentemente dos aspectos negativos que possam ter acontecido. Tenho para os amigos muito próximos dito que podíamos ter independência, mas sem descolonizar. Acho que isso é politicamente incorrecto, sobretudo para quem não reflectiu, como eu tenho reflectido. Mas nós temos exemplos positivos de uma prática desse tipo. Onde houve independência sem descolonização. Portanto, as instituições estão preservadas. Quando se fala em descolonização, normalmente pensa-se que é afastar o branco da administração e deixá-lo sair, se for possível. Mas nos nossos Estados, onde se realizou uma descolonização precipitada, onde constituímos essas pátrias com pessoas de todas as proveniências e depois 74-75, montámos um esquema mental completamente errado. Aquele êxodo que houve aqui nos nossos países. É talvez por isso que justamente Cabo Verde é um exemplo onde não houve êxodo, com uma parte da população retendo as elites com conhecimento, etc. Hoje vão, digamos, se estabilizando melhor. E aqui onde houve o êxodo da população branca em grande quantidade, estávamos pobres em tudo, a partir da própria moralidade, da própria ética, passando pelas prioridades que são traçadas por pessoas mal preparadas. Eu também me incluo nesse aspecto, porque também ocupei funções. De modos que é isso que eu lamento que a CPLP, 30 anos depois, não possa ter contribuído para, digamos, remediar esses problemas. Era Marcolino Moco, primeiro secretário executivo da CPLP, no dia em que a organização assinala três décadas de existência.
O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial. Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo. Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total ! Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões ! Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?! E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe, e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto. Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado: para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A três dias do recesso parlamentar, o Senado aprovou nesta terça-feira (14) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria regras de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A medida preocupa o governo devido ao impacto estimado de R$ 28 bilhões nas contas públicas ao longo de dez anos.
Miques João, candidato independente, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Este conhecido advogado é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato, muito implicado na defesa do único civil condenado no caso do ataque contra o Quartel general a 25 de Novembro de 2022, afirma que o povo é que o move. A campanha, de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos como convidado o candidato Miques João, que concorre pela segunda vez às presidenciais em São Tomé e Príncipe. Miques João, que esteve preso por razões infundadas, segundo ele, encontra-se há dez meses em liberdade e disse que não tem espírito de vingança, afirmando mesmo o que lhe move é o povo. Quem montou as suas coisas vai desmontar sozinho, ou seja, já desmontaram. Eu estou há dez meses em liberdade, como se pode aperceber, e as pessoas todas que fizeram correr ou esconder, sabem o que fizeram. Eu não tenho espírito de vingança de ninguém. As pessoas, quando fazem alguma coisa errada, eu chamo a atenção, porque não deve ser, para corrigir, mas cada um responderá pelos seus actos conforme os seus métodos. A minha preocupação e minha concentração são para o povo. É só o povo que me interessa. Porque se não fosse o povo, senhor, eu estaria morto. O povo agora quer esclarecimento e o meu objectivo é esclarecer o povo e dizer ao povo com quem pode contar, o que povo pode contar e como é que pode contar. Porque o povo agora vai decidir, é a vez do povo decidir. O povo tem que decidir de forma esclarecida para que, após tomar a decisão 19 de Julho, ser capaz de assumir ou aguentar as consequências das suas decisões durante cinco anos. Porque o poder pertence ao povo e o povo é para o povo e só para o povo, por exemplo, que eu estou a concorrer. Interrogado sobre o exercício da democracia em São Tomé e Príncipe e o papel do Presidente da República Miques João respondeu: O que temos assistido nesses 35 anos, 36 anos de democracia é confusão. Cada um quer mostrar poder e eu não estou cá para isso. O Presidente da República, eu, caso o povo assim decidir, estarei cá como árbitro para fazer o seguinte: não sou árbitro para pôr regras nisso, por ordem. Quando houver confusões, eu vou intervir para fazer parar a confusão. Nós temos essa tendência, o Presidente da República, em princípio, no âmbito dos poderes que tem na Constituição, ele tem capacidade de fazer três tipos de coisas. Eles funcionam como para estabelecer as regras e fazer o jogo democrático funcionar. A dada altura, ele também funciona como polícia. Quando houver violações, ele aplica a sanção. E, por fim, ele funciona como bombeiro para apagar fogos. Quando vemos a Assembleia com muita inconveniência, a querer sobrepor o Presidente da República, querer sobrepor-se à vontade do povo, dissolvemos a Assembleia, mandamos novamente, devolvemos poder ao povo. Está na lei. O presidente tem poder de dissolver a Assembleia e voltar a devolver poder ao povo. Admite que, se for eleito Presidente da República, trabalhará com todos os órgãos para que se possa atingir os objectivos do Estado. Enquanto Estado, esses órgãos de soberania têm que agir em interacção para exaurir o objectivo do Estado. Não podem efectivamente estar. E o Presidente tem essa função. Por isso que assegura o regular funcionamento da gestão democrática e permite que os objectivos de Estado sejam atingidos. E muita gente está a fazer confusão. Quando nós falamos dos objectivos do Estado, todos os órgãos de soberania devem concorrer para os objectivos de Estado. É por isso que existe hierarquia no Estado e o Presidente da República é o chefe do Estado. Está na Lei número 1 do artigo 77. E enquanto Chefe do Estado, cabe garantir que o Estado funciona. E é nessa conjuntura que esse exercício deve ser feito. Na lógica de que o poder que o povo nos dá, porque o poder não nos pertence, o povo dá um mandato, ora de cinco anos, ora de quatro anos, ora de três anos, para fazer cumprir o objectivo do Estado. E este mandato deve ser cumprido. O que está a acontecer em São Tomé e Príncipe é que cada um dos órgãos de soberania, uma vez eleitos ou empossados, indicados, pegam o poder que recebem, fazem como se fosse a sua propriedade e tornam-se o Estado dentro do Estado a impedir ou a tornar o estado disfuncional. Isto vai acabar. O Presidente da Republica tem aquela missão enquanto chefe de Estado, permitir que o Estado funcione, porque nós somos um colectivo. O Estado é como se fosse uma equipa de futebol. Tome o exemplo de Cabo Verde, como é que foi o jogo? O presidente da República é o treinador. Ele tem que fazer com que a máquina funcione. E fazer a máquina funcionar é começar a efectivamente aplicar a lei e fazer as pessoas entenderem que cada um tem que cumprir o seu papel. Durante muito tempo foram enganando os cidadãos. Não explicaram aos cidadãos como é que as coisas são. É assim: o governo tem o papel de executar a política do Estado, fazer gestão, executar a política do Estado. Repare bem, não se faz eleições para eleger governos nenhum em São Tomé e Príncipe. A eleição é feita para eleger deputados que compõem a Assembleia. E uma vez assembleia constituída, é preciso que o partido que ganhou ou que efectivamente pretende constituir o Governo apresente ao Presidente da República aquilo nós chamamos de sustentabilidade parlamentar. E é a partir daqui que sai o Governo. O Governo é o Executivo. Tanto o governo como órgão de soberania, como os tribunais, não são eleitos, são executivos. Os Tribunais passam por concurso, cidadão vai, concorra e tudo mais, faz concurso público a juiz. Mas dita o direito ao nome do povo, à luz do artigo 120 da Constituição, podem ver. Mas, tanto o governo como os tribunais, não são eleitos directamente pelo povo, Mas já o presidente e os deputados, sim. Tanto é que, repare, o Presidente é o chefe do Estado na hierarquia do Estado e o presidente da Assembleia é o segundo homem do Estado, porque são eleitos directamente pelo povo. Miques João é um dos quatro candidatos às presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.
Debate da Super Manhã: Um dos principais instrumentos de proteção social do Brasil, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), é um benefício assistencial financiado pelo orçamento da seguridade social, destinado à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. No debate desta terça-feira (14), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre os requisitos necessários para ter acesso ao benefício, os direitos e deveres dos beneficiários, as diferenças entre o BPC e a aposentadoria, além dos desafios para garantir o acesso a esse direito e fortalecer esse importante mecanismo de proteção social destinado às pessoas que mais precisam. Participam a advogada especialista em Direito Previdenciário, Andréa Araújo, a advogada especialista em Direito Previdenciário, Amanda Barros, e o advogado especialista em Direito Trabalhista e Previdenciário, Ney Araújo.
Nito Abreu, apoiado pela ADI, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Ele é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato assume a sua confiança no apoio do eleitorado jovem e não só. A campanha de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos hoje como convidado o candidato Nito Abreu. Nito Abreu começa por justificar a sua candidatura à Presidência da Republica. São Tomé e Príncipe, em torno, acima de tudo, de uma liderança e uma liderança nova ! Não é apenas uma liderança jovem. É uma liderança de comprometimento de alguém que de facto esteja preocupado com o país. Relativamente à minha campanha, eu optei por uma presença de terreno através de passeatas em várias localidades no país e também no exterior. Falei com milhares de militantes, milhares de são-tomenses e senti neles, de facto a necessidade de mudança. Isso eu senti. E eu creio que isso no dia 19 o povo vai decidir. O facto de São Tomé e Príncipe ter um sistema semi-presidencialista. O candidato aponta que o Presidente da República deve trabalhar fundamentalmente em estreita coordenação com o Governo. Eu, enquanto são-tomense, eu enquanto jovem, enquanto indivíduo que pensa muito sobre a realidade do país, eu não vejo o sistema como ponto dos problemas que nós temos. Eu vejo o homem: quando o homem está preocupado, está envolvido, sente-se comprometido com a causa. Independentemente do sistema, as coisas mudam. Nós temos vários países que nós podemos tomar como exemplo, que não são um sistema semi-presidencialista como o nosso: 1 ! Mas também digo que quem sabe até experimentarmos um sistema presidencialista já vivemos 30 e poucos anos, não é? 30 e poucos anos ! 35 anos num sistema semi-presidencialista também não seria mau se experimentássemos um outro ! Já tivemos presidencialismo também na Primeira República ! Mas não, não garantiu também grande grande coisa. Mas também não vou aqui criticar aquilo que foram os 15 anos. Porquê? Porque os 15 anos eu ainda lembro. Em 1990 eu ia para a escola comendo ou não comendo em casa. Eu era obrigado a comer na escola que havia as coisas a funcionar. Referi a década de 90, ainda na primeira e segunda classe. Nós tínhamos lá e às vezes acontecia duas vezes. Comíamos, até levarmos para casa. E hoje? E hoje? Essa é a grande questão ! No âmbito da política externa Nito Abreu defende uma maior aproximação com os países da região central africana e também o reforço no contexto das organizações internacionais. Eu defendo uma aproximação forte, sobretudo regional. Primeiramente, um Estado tem que ter um projecto seu interno, para depois atingir, através dos parceiros internacionais, através dos vizinhos, através das organizações, conseguir mecanismos ou meios para materializar. Eu digo qual é a característica, qual é, qual é, qual é o nosso projecto? Qual é a política externa de São Tomé hoje para termos que país tem para resultar em ações e que possivelmente conseguirá consubstanciar em desenvolvimento? Nós não temos porque temos uma governação. Temos um país à deriva e que vive com base numa governação de vulcanização. Quando há problema nós atendemos. Tapa esse furo. Quando surge outro, tapamos o outro. O que acontece ? A câmara entra em ruptura, este é o nosso Estado hoje. Por isso uma política externa forte, maior aproximação, maior conexão com as organizações de países amigos tradicionais e não só. Nito Abreu diz que a sua candidatura não se revê exclusivamente na juventude, mas em população são-tomense. A minha candidatura, ela não assenta apenas na juventude. Talvez as pessoas identificam-me mais por isso.Ainda está nessa faixa etária ! Pese embora, um indivíduo de 42 anos é um indivíduo jovem, não é? Mas as pessoas identificam-me mais como candidato jovem. O país tem 73% de jovens, no último resultado estatístico a que tive acesso. Dados estatísticos revelam que 73% da população tem menos de 30 anos, menos de 30 anos ! Se essa massa toda galvanizar, é claro que terei vitória nestas eleições. Mas, por outro lado, como disse, a minha candidatura é uma candidatura aberta, de todas as idades para todas as idades, independentemente de classe social, grupo social, seja lá quem for, porque os são-tomenses a Constituição não nos separou pela idade. Ela une-nos a todos. Este é o meu propósito. Para o candidato Nito Abreu, a fragmentação do ADI, o partido que o apoia não o intimida. O ADI tem um grupinho, muito ínfimo, que decidiu ou pensou que de facto poderia usurpar o partido, mas como já disseram, o partido não é aparelho, não é sigla, é mais do que isso. Os militantes da ADI conhecem-se e sabem o que é que é. Hoje o ADI é visto, as pessoas sabem quem é o ADI. Ninguém levou 5 ou 10% no ADI. Não foi a nenhum lugar ! E ninguém levou 10% dali para nenhum lugar. Esperava-se que o ADI fosse dividido, talvez 50 por 40 ou 30% e apoiar uma outra candidatura. O ADI não moveu, o ADI, assumiu a minha candidatura. Está em torno disto. Mas a minha candidatura continua, com base numa estratégia que todos já conhecem: aproximação, contacto com a militância sem acusação, sem envolvimento, com base em violência. Porquê que digo isto? Porque tem havido actos de violência contra a presença dos que me apoiam. Nito Abreu é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, marcadas para o dia 19 de Julho.
Alexandre Garcia comenta defesa que o ex-presidente Michel Temer faz da Constituição e diz que pode ser um gesto de constrição por ter indicado Alexandre de Moraes ao STF. No episódio, Garcia também comenta o mecanismo de fuga pelo futebol: mal acabou a Copa do Mundo e já querem mexer nas férias escolares por causa da Copa Feminina, no ano que vem, no Brasil.
São Tomé e Príncipe vai a votos neste domingo para escolher o seu Presidente. A RFI ouve esta semana os 4 candidatos ao escrutínio. A começar nesta segunda-feira com o presidente cessante Carlos Vila Nova. Ouvido por Maximino Carlos, o nosso correspondente, ele descarta advogar no seu programa a mudança do regime constitucional do arquipélago. A campanha de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos hoje como convidado o candidato Carlos Vila Nova, que concorre a sua própria sucessão. Sobre o Processo de 25 de Novembro de 2022, que causou a morte de quatro civis no Quartel general das Forças Armadas o candidato Carlos Vila Nova disse que é um assunto de Estado, por isso cabe ao Estado resolver este problema. O Processo de 25 Novembro é um assunto sério que tem que ser tratado com o cuidado que ele merece. Não estou a justificar seja o que for. Era mais qualquer coisa do que a subversão. Mas deixemos isso para que a justiça resolva. No tocante à revisão constitucional, Carlos Vila Nova disse que não é sua intenção fazer uma alteração e até afirmou que convive com o actual sistema. Ao abordar a revisão constitucional, fui suficientemente claro: Não é meu objectivo nem a intenção fazer uma revisão constitucional para a alteração do regime. Eu convivo bem com o sistema actual. Aliás, é nesse sistema que eu me candidatei e volto a me candidatar. Quanto a isto os são-tomenses devem estar tranquilos porque não é por aí. Não pretendo ir por aí. O que eu pretendo é que de facto, aqueles sinais pouco claros na Constituição que permitem a introdução e a interferência de um órgão no outro, porque eu também não gosto quando o outro órgão entra nas competências do Presidente da República. Porque dificulta, isto sim... Se há coisas, há matérias em que nós poderíamos estar de acordo... Não é preciso uma maioria de um bloco. É preciso é que entre exactamente, e no Parlamento se encontra a razão com as propostas, porque só passa aquilo com que todos estiverem de acordo. Isto é que eu partilho. Até porque, volto a dizer se é de lei. Portanto, a pergunta era sobre o regime e depois o futuro do governo de salvação? Nós não sabemos. Vai depender do que sair das eleições de Setembro. Temos que aguardar para ver. Ninguém. Não sabemos o que vai acontecer. A emigração é um dos assuntos que tem vindo a ser debatido em São Tomé e Príncipe, sobretudo da população jovem. Carlos Vila Nova disse que este não é um fenómeno novo, mas, entretanto, enquanto uma figura de Estado também está preocupado com este assunto. O candidato Carlos Vila Nova, ainda Presidente da República, deu-se conta desse fenómeno Também um bocado antes de todos os outros actores políticos desse país. Se não me falha a memória, foi em finais de 2023. Tanto é que houve uma reportagem feita por um gabinete que não foi suficientemente ilustrativo, mas já foi bastante bom. E eu falava naquela altura que já estávamos a caminho de quase um quarto [da população a viver fora]. Eu fui desmentido com baixeza pelo então primeiro ministro e com ataques coordenados políticos. Sem perceber porquê ! Porque naquela altura até sentia que era um projecto para São Tomé e Príncipe em 2022/2003. O Presidente ainda estava convencido que o projecto do partido que sustentava o governo era um projecto para São Tomé e Príncipe. Mas, infelizmente dei-me conta que era um projecto pessoal. Bom, isso são outros contos. Também podemos chegar lá. E quando eu levanto essa questão, sou fortemente atacado. Mas com a mesma serenidade, porque precisamos de um presidente suficientemente sereno em São Tomé e Príncipe para manter o equilíbrio e a estabilidade. E o que é que eu pedi na altura ? Não eram os números com que me preocupava. Era uma estratégia política para lidar com a questão, porque estavam na altura a sair eminentemente jovens abaixo dos 35 anos. Hoje já não. Hoje há outras faixas etárias a acompanhar esse movimento. E não nos esqueçamos que uma boa parte dessa ligação, por razões de saúde, sobretudo pela hemodiálise, que é a desconexão total da pessoa com as suas famílias, e com o seu berço. Elas não podem voltar por enquanto. Mas essa estratégia não foi feita e hoje nós temos numa listagem, chamemos um "top dez". São Tomé e Príncipe é o nono país, é o nono desse "top10" de imigrantes em Portugal. Portanto não é o maior, é o nono. Praticamente só o Paquistão está abaixo de nós. Mas qual é a preocupação de 2021 a 2025? É a que mais cresceu: 263% ! Então nós precisamos de uma estratégia para lidar com a questão, porque nem todos estão a ser bem sucedidos lá. E por vergonha e por outras razões, mesmo colocando condições de regresso, não vêm. E temos que encontrar saída para isso. Há os que estão a serbem sucedidos. Também temos que ter uma estratégia para os que estão a ser bem sucedidos contribuírem positivamente para a melhoria do crescimento económico e da melhoria das condições de vida em São Tomé. Porque são santomenses ! Qual é o país que não recebe contributos, não abraça a sua diáspora para construir o país ? Não vou citar nomes porque eu não gosto muito da comparação, de um ou outro país, porque são diferentes: Europeus, Africanos, todos fazem. Então nós temos que fazer isso. Portanto, isto é matéria para a próxima legislatura nos ocuparmos bem, porque é uma questão que já preocupa a muita gente a sair. São cerca de 46.000 que estão em Portugal e para uma população de 230.000 ou 240.0000, 46 1000 é muita gente ! Relativamente a uma coabitação com o governo Carlos Vila Nova disse que quem escolhe o governo é o povo e que estaria disposto a conviver com o governo que saísse das próximas eleições. Porque quem escolhe o futuro governo é o povo, através das escolhas que faz de partidos políticos e da sustentabilidade parlamentar. E eu terei que trabalhar com o primeiro ministro que sair do fruto dessas eleições em condições muito simples, no respeito dos limites da Constituição, desde que haja o respeito mútuo, a lealdade e condições de diálogo permanente. Porque mesmo não havendo convergência, temos de continuar a conversar e a encontrar caminhos para o bem de São Tomé e Príncipe. Este é o mecanismo que eu me preparei para lidar com os partidos e as próximas eleições legislativas. Carlos Vila Nova é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais de 19 de Julho, em São Tomé e Príncipe.
Recentemente, um vídeo de uma promotora de justiça do Rio de Janeiro viralizou na internet após a agente declarar ter sido "assolapada" por um poema de cunho cristão durante um evento promovido por uma associação de conselheiros tutelares em Duque de Caxias. Neste vídeo, Thiago Vieira e Jean Regina, presidente e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), analisam o caso sob a ótica da Constituição Federal. Os especialistas explicam a diferença entre o modelo de laicidade colaborativa adotado pelo Estado brasileiro e o laicismo restrito de outras nações, demonstrando que a manifestação da fé em ambientes públicos é um direito garantido. A análise maximiza o que é objetivo, utilizando fatos, citações de tratados internacionais e jurisprudências do STF para fundamentar o debate.
Sejam bem-vindos ao magazine Semana em África, a rúbrica onde recapitulamos os principais acontecimentos da semana no continente africano. Esta semana fica marcada por uma nova reviravolta na Guiné-Bissau com o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, a ter sido colocado em prisão preventiva, esta sexta-feira. Simões Pereira vai cumprir uma ordem decretada por um Juiz de Instrução Criminal, no âmbito de uma investigação sobre a sua alegada participação num golpe de Estado que teria ocorrido em outubro de 2025. A defesa diz tratar-se de uma "cabala política". De acordo com os advogados de defesa e fontes familiares, Simões Pereira foi conduzido por volta das 10 horas, hora de Bissau, para as instalações da Segunda Esquadra, onde vai cumprir a prisão preventiva. A medida teria sido decretada na quinta-feira, pelo Juiz de Instrução Criminal, Mamadu Embalo, dando deferimento a um pedido nesse sentido que tinha sido formulado pela Promotoria da Justiça Militar. O opositor Fernando Dias da Costa, que reclama ter vencido as eleições presidenciais de Novembro passado, entretanto interrompidas pelo golpe de Estado militar, denunciou o que considera ser uma perseguição política a Simões Pereira. Dias da Costa afirma que Pereira é vítima de perseguição unicamente por ter apoiado a sua candidatura às eleições de Novembro. Entretanto, os advogados de defesa do líder do PAIGC e presidente eleito do parlamento guineense, não compareceram ao Tribunal Militar, onde Simões Pereira, está a ser investigado, por considerarem que o seu processo ganhou contornos políticos e não judiciais. Portanto, dizem, não valia a pena ir ao Tribunal, instância da qual não receberam nenhuma notificação. Seja como for, é facto que Domingos Simões Pereira está detido na Segunda Esquadra, onde já esteve de 26 Novembro de 2025 a 31 Janeiro deste ano. Desde essa altura, Pereira encontrava-se em prisão domiciliária, sob forte vigilância policial. Após ser ouvido pelo Tribunal Militar na quarta-feira, o responsável político tinha sido notificado ontem à noite para tornar a comparecer perante a justiça nesta sexta-feira. Uma situação perante a qual as eurodeputadas portuguesas Catarina Martins e Marta Temido, bem como a diplomata Ana Gomes, manifestaram o seu repúdio denunciando o que qualificaram de inacção da comunidade internacional. Guiné-Bissau: referendo a 30 de Agosto sobre nova Constituição Ainda na Guiné-Bissau, os cidadãos serão chamados no próximo dia 30 de Agosto a pronunciar-se sobre a nova Constituição do país. A sociedade civil insurge-se contra esta iniciativa, que apelida de "teatro". Cada guineense com capacidade eleitoral activa vai dizer “sim” ou “não” como resposta. A consulta popular será feita por sufrágio universal, directo, secreto e pessoal, sobre a entrada em vigor da nova Constituição da República aprovada pelo Conselho Nacional de Transição. O decreto presidencial, assinado por Horta Inta-a esclarece que “o Supremo Tribunal de Justiça emitiu parecer favorável” à realização do referendo. A questão que se coloca é saber o que diz a própria Constituição já que a maioria dos guineenses desconhece as novas formulações que constam do texto revisto pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que exerce as competências do parlamento guineense. Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025, num golpe de Estado e uma das primeiras acções foi a alteração da Constituição da República da Guiné-Bissau que passa a dar mais poderes ao Presidente da República. A oposição e as organizações da sociedade civil têm criticado todo o processo que conduziu à alteração da Constituição que dizem foi feita por via da força. Seja como for, no próximo dia 30 de agosto, os guineenses serão chamados a dizer se concordam ou não com a nova Constituição da República. Armando Lona, coordenador da Frente popular, representando a sociedade civil, denuncia um "teatro". "Não passa de uma aberração crónica, uma fuga para a frente por parte de um grupo que, todos nós sabemos que assaltou as instituições, que instalou uma ditadura sanguinária na Guiné-Bissau nos seis últimos anos. Apesar da derrota que sofreu nas eleições de 23 de novembro de 2025, não se acomodou, não se convenceu. Continua a multiplicar encenações, golpes cerimoniais, teatros, como agora estamos a assistir com esse pseudo referendo que não passa de um autêntico teatro no circo. Porque um referendo constitucional, em qualquer parte do mundo, é um acto de soberania popular. Acontece dentro de um quadro histórico duma realidade histórica interpretada pelo povo sobre a necessidade ou não de proceder a um referendo. E quando acontece, acontece dentro dos parâmetros legais, devidamente legitimado pelo povo do país. Na Guiné-Bissau temos leis que indicam claramente como é que se deve proceder perante um referendo popular. Qualquer revisão constitucional tem que decorrer dentro desses parâmetros legais. Portanto, o que está a acontecer nesse momento é um autêntico teatro de um bando que capturou as instituições da Guiné-Bissau, que tenta a todo o custo salvaguardar o regime que já está desmoronado. Um regime que está completamente à deriva, portanto. E tudo isso não passa de um teatro"." Neste contexto, acha que, porventura, muitos guineenses já tomaram conhecimento das alterações que a transição preconiza? Acha que as pessoas estão esclarecidas sobre o que vai ser o objecto deste referendo? Os guineenses não avaliam essas mudanças oportunísticas, essas mudanças ilegais. O que os guineenses avaliam é a tentativa da sua confiscação, da vontade exprimida nas urnas. O povo da Guiné-Bissau escolheu um presidente no dia 23 de Novembro de 2025 e aconteceu um falso golpe para poder impedir que este presidente assumisse as funções presidenciais. Tudo o que nós estamos a assistir até agora faz parte desse projecto de confiscação da vontade popular. E o povo da Guiné-Bissau não reconhece esse grupo, esse bando. O povo da Guiné-Bissau está determinado a lutar para fazer valer a vontade expressa soberanamente nas urnas. Moçambique: Igreja quer esclarecimentos sobre assassinato de bispo de Quelimane A igreja católica, realça o presidente da conferência episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, está preocupada e busca respostas para o que aconteceu na madrugada dia 06 de Junho na residência pastoral na cidade de Quelimane onde sabe-se apenas que Dom Osório Citora foi morto a tiro. "Ficando apenas o que foi dito publicamente pela imprensa de que o bispo foi morto a tiro, por uma arma de fogo sem nenhuma referencia as possíveis respostas para as perguntas cruciais tais como: quem matou exactamente Dom Osório, quem foi o mandante e quais seriam as motivações do assassinato". A Conferência Episcopal de Moçambique pede, diz o arcebispo de Maputo Dom Carlos Nunes, que seja levado a cabo uma nova linha de investigação ao assassinato do bispo de Quelimane. "Ali não é fábrica de armas. Veio de algum sítio, alguém trouxe essa arma. Então que se abra mais o campo porque o modo como agora está sendo orientado parece que é uma coisa de casa, caseira. A igreja tem problemas então é vitima dos seus próprios problemas". A preocupação dos bispos católicos foi manifestada em conferência de imprensa na capital moçambicana. Os arcebispos de Nampula, Dom Inácio Saúre, de Maputo, Dom João Carlos, e o emérito da Beira, Dom Claúdio Dalla Zuanna, mantiveram encontros no dia 04 deste mês de Julho, em Roma, com o Papa Leão XIV e com o Cardeal Pietro Parolin - Secretário de Estado do Vaticano onde onde foi condenado o baleamento do bispo da diocese de Quelimane, Dom Osório Citora. Entretanto, cerca de 1.400 moçambicanos foram repatriados pelas autoridades nacionais após a violência xenófoba na África do Sul. O anúncio foi feito pelo Governo que garante estar a acompanhar a situação e a criar condições para o enquadramento profissional destes cidadãos. O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, revelou, esta semana, os números de moçambicanos regressados da África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, a missão de observação às eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe deverá chegar ao país entre dia 14 e 15 de Julho e deverá ser liderada pelo antigo ministro angolano, João Bernardo Miranda. Estas precisões foram feitas por Maria de Fátima Jardim, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal. É o ponto final deste magazine Semana em África. Nós, já sabe, estamos de volta na próxima semana. Até lá, fique bem.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (09):Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques durante a noite desta quarta-feira (08) e a madrugada desta quinta-feira (09). Pelo menos 90 instalações e alvos militares do Irã foram atacados pelos EUA. A ofensiva fez com que a Marinha iraniana interrompesse a reabertura do Estreito de Ormuz. Fabrizio Neitzke traz mais informações sobre o conflito no Oriente Médio. A Ucrânia realizou novos ataques contra o território russo. Em uma operação coordenada, drones de Kiev cortaram o espaço aéreo e atingiram refinarias estratégicas e bombardearam navios-tanque russos no mar de Azov. Os ataques ocorrem após os Estados Unidos autorizar o uso do sistema de defesa Patriot. Um documento judicial brasileiro divulgado por parlamentares republicanos dos Estados Unidos voltou a colocar decisões da Justiça brasileira no centro do debate sobre liberdade de expressão e alcance das ordens judiciais. O documento mostra uma decisão de um juiz da Justiça paulista determinando que Facebook, Instagram e Telegram identifiquem o responsável por um perfil e suspendam a conta em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 30 mil. Os temas prioritários do governo federal podem ficar para depois das eleições. Entre eles, o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. O Congresso entrará em recesso no dia 18 de julho, voltando apenas no dia 31. Além disso, as campanhas eleitorais começarão no dia 13 de agosto. No meio deste período, Câmara e Senado terão uma espécie de “esforço concentrado” por algumas semanas. A expetativa é que nada de importante seja votado durante o período. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira (9) a segunda fase da Operação Monã para investigar um esquema de fraudes em benefícios do INSS destinados a indígenas no sul da Bahia. A Justiça bloqueou mais de R$ 1,5 milhão em contas dos principais investigados e determinou o sequestro de um veículo. A estimativa é que as fraudes tenham causado prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (08), a admissibilidade da PEC que acaba com a aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados e membros do Ministério Público. Atualmente, juízes e promotores que cometem faltas graves ou crimes são afastados do cargo, mas continuam recebendo salários vitalícios proporcionais. O texto passará por dois turnos de votação na Câmara. Reportagem: Thaís Sprovieri. O desentendimento entre o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ainda é assunto semanas após o início da crise. Nesta quinta-feira (09), em sua chegada ao Brasil, Flávio disse estar aberto a conversar com Michelle e falou em esperar o tempo dela para retorno à campanha. O Partido Novo (TCU) entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para suspender R$ 763 milhões em publicidade do governo federal. A sigla alega que os recursos estariam sendo usados para promover a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em desacordo com a finalidade constitucional da comunicação pública. O partido também pede a anulação dos contratos questionados. O PSDB não lançará candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. A decisão foi sacramentada após o deputado federal e presidente nacional da legenda, Aécio Neves (MG), desistir de encabeçar o projeto ao Planalto. Protagonista das disputas presidenciais contra o PT por décadas, a sigla tucana encolheu e ficará de fora da corrida principal. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Art. 1º A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO e tem como fundamentos: I – a SOBERANIA; Parágrafo único. Todo o poder emana do POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta CONSTITUIÇÃO). O JUÍZO DE CRISTO É LOUCURA PARA OS QUE PERECEM. SE ALGUÉM REJEITAR JESUS CRISTO, SEJA ANÁTEMA!1 Coríntios 1:18; 16:22 Depois de três dias, os pais de JESUS o acharam no templo, sentado entre os "doutores", ouvindo e interrogando eles. E os que o ouviam se impressionavam com a sua inteligência e respostas. NÃO SABEM QUE ME CONVÉM TRATAR DAS COISAS DE MEU PAI? E JESUS CRESCIA em sabedoria, e em altura, com DEUS e as pessoas. E OS DEZ LEPROSOS? (=LEPROSOS SÃO RECOLHIDOS, EXCLUÍDOS, PRESOS = MUITOS LEPROSOS HAVIA EM ISRAEL NO TEMPO DO PROFETA ELISEU, E NENHUM DELES FOI LIMPO, SENÃO NAAMÃ, O SIRIO). QUEM NÃO É COMIGO É CONTRA MIM. E QUEM COMIGO NÃO AJUNTA, ESPALHA. HAVERÁ SINAIS NO SOL, NA LUA, NAS ESTRELAS. E NA TERRA ANGÚSTIA ENTRE AS NAÇÕES, PELO BARULHO DO MAR E DAS ONDAS. PESSOAS DESMAIANDO DE MEDO, POR CAUSA DAS COISAS QUE VIRÃO NO MUNDO. OS PODERES DO CÉU SERÃO ABALADOS. E VERÃO VIR O FILHO DO HOMEM NUMA NUVEM, COM GRANDE PODER.Lucas 2:46-52; 17:11-17; 4:27; 11:23; 21:25-27 DO MEIO AMBIENTE: ART. 225. TODOS TÊM DIREITO AO MEIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO, BEM DE USO COMUM DO POVO E ESSENCIAL À SADIA QUALIDADE DE VIDA, IMPONDO-SE AO PODER PÚBLICO E À COLETIVIDADE O DEVER DE DEFENDÊ-LO E PRESERVÁ-LO PARA AS PRESENTES E FUTURAS GERAÇÕES. A MIM VEIO A PALAVRA DO SENHOR: FILHO DO HOMEM, QUANDO UMA NAÇÃO SE REBELAR CONTRA MIM, A MINHA MÃO PESARÁ CONTRA ELA. MESMO QUE ESTIVESSEM NO MEIO DELA: NOÉ, DANIEL, JÓ, APENAS ELES PELA SUA JUSTIÇA, LIVRARIAM AS SUAS ALMAS.Ezequiel 14:12-14 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela EC n. 19/1998)XXII – as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. (Incluído pela EC n. 42/2003) § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. § 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei. § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, aindisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. § 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma da lei. (Incluído pela EC n. 109/2021)Constituição Federal-Edição STF
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (09): As forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz. Segundo os militares americanos, cerca de 90 alvos estratégicos foram atingidos ao longo da costa iraniana, incluindo sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. De acordo com o vice-governador de Khuzestan, Valiollah Hayati, três pessoas morreram e várias ficaram feridas após um ataque na periferia da cidade de Ahvaz. Horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo de cessar-fogo com o Irã estava "acabado", as forças americanas voltaram a atacar Teerã. A nova ofensiva foi anunciada após o fechamento do pregão, mas a declaração de Trump ao longo do dia já havia provocado forte reação nos mercados, levando os preços do petróleo aos maiores níveis registrados em várias semanas. A Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira (08) uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi localizado na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, que procurou voluntariamente a PF para informar que estava com a arma e manifestou interesse em entregá-la. Como não havia possibilidade de regularizar o transporte da espingarda, agentes foram até o endereço para recolher o armamento e adotar as medidas cabíveis. Segundo a Polícia Federal, esta era a última arma vinculada ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhida após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Reportagem: Bruno Pinheiro. O Senado Federal aprovou, em votação simbólica nesta terça-feira (7), um projeto de lei que amplia a repressão penal aos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes praticados no ambiente digital, incluindo casos que envolvam o uso de inteligência artificial. A proposta, de autoria do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), fortalece o combate a esse tipo de crime e agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Reportagem: Marco Viana. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (08), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da aposentadoria compulsória de juízes, magistrados e integrantes do Ministério Público como forma de punição. Com a aprovação na CCJ, a proposta avança em sua tramitação na Câmara dos Deputados. Reportagem: Marco Viana. Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) rebateu as críticas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que questionou sua candidatura em um estado diferente de sua origem política e afirmou que ela e a ex-ministra Marina Silva (Rede) receberam um “cartão vermelho” de Mato Grosso do Sul e do Acre, respectivamente. Em resposta, Tebet citou indiretamente o caso de Tarcísio, que em 2022 foi alvo de uma investigação por mudar o domicílio eleitoral de Brasília para São José dos Campos (SP), processo que acabou arquivado. À CNN, a ex-ministra afirmou que é corintiana, paga impostos em São Paulo há 10 anos e que não precisou usar endereço de terceiros para se candidatar. Reportagem: Danúbia Braga. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizou, nesta quarta-feira (08), uma nova rodada de ataques contra o Irã por determinação do presidente Donald Trump. Segundo o governo norte-americano, a ofensiva tem como objetivo reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. A ação ocorre após Trump anunciar o fim do acordo de cessar-fogo, aumentando novamente a tensão no Oriente Médio. Alan Ghani e Jess Peixoto comentaram. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira no Morning Show desta quinta-feira (09): A Polícia Federal apreendeu uma espingarda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que se encontrava no Rio Grande do Sul. O armamento era o único que faltava ser entregue à Justiça após decisão do Supremo Tribunal Federal. A espingarda, personalizada com o rosto do ex-presidente, seria um presente para Bolsonaro, que não chegou a ser entregue por conta de sua condenação em setembro de 2025, permanecendo no RS. Mauro Vieira, foi convocado pela Câmara dos Deputados a prestar esclarecimentos na Comissão de Relações Exteriores sobre a afirmação de que existiria uma “ameaça de intervenção militar” dos EUA. O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto (PL), causou polêmica ao afirmar que “mulher arruma muito enguiço” para justificar a extinção da vaga de presidente do PL Mulher, que ficou vaga com a saída de Michelle Bolsonaro (PL). Segundo Valdemar “se a gente colocar uma, você sabe mulher como é que é, né? Arruma enguiço com 20”, a afirmação foi alvo de críticas de mulheres, que apontam misoginia na fala do líder do partido. Empresas americanas estão pressionando o governo americano para reavaliar as novas tarifas de 25% para produtos do mercado brasileiro. Empresários de setores que necessitam de componentes vindos do Brasil ou que atuam no território brasileiro entendem que o novo tarifaço pode prejudicar negócios nos EUA. O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto (PL), afirmou a jornalistas em entrevista que houve um “exagero” da Polícia Federal contra os senadores Ciro Nogueira (PP) e Jaques Wagner (PT), a respeito de suas relações com Daniel Vorcaro. Segundo o líder partidário, os parlamentares poderiam ter sido convidados a prestar esclarecimentos pela PF, de forma menos exposta. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (09) aprovou por unanimidade uma proposta que acaba com a aposentadoria compulsória para juízes e membros do Ministério Público como punição. A decisão segue para outra comissão e depois para votação no plenário da Câmara. O Instituto Datafolha divulgou uma pesquisa sobre segurança pública que mostra que a falta de policiamento é o principal fator para a sensação de insegurança nas ruas em São Paulo. Segundo o levantamento, 47% dos eleitores paulistas têm muito medo de serem assaltados. A Polícia Civil do Paraná está investigando um homem que foi flagrado chutando a própria filha, de apenas três anos de idade, no município de Francisco Beltrão. A agressão foi registrada por câmeras, que permitiram que a mãe da criança tomasse conhecimento do caso, fazendo um boletim de ocorrência. Como não houve flagrante, o homem foi liberado, mas a polícia irá entrar com pedido de medidas protetivas. O senador Cleitinho (Republicanos), líder nas pesquisas para o governo de Minas Gerais, afirmou em discurso no plenário que recebeu uma proposta em dinheiro para abandonar a pré-candidatura ao cargo. Segundo o parlamentar, a oferta veio de uma pessoa em um carro na cidade de Divinópolis. Cleitinho ainda disse que não tem pressa para decidir se realmente vai concorrer ao Palácio da Liberdade. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em uma rede social que o governo do Irã entrou em contato pedindo por um acordo após novos ataques americanos no território persa. Segundo fontes no governo americano, o contato iraniano não aconteceu. O senador Romário (PL), que se licenciou do cargo para cobrir a Copa do Mundo pelo canal Cazé TV, teve o cachê do trabalho penhorado pela Justiça para o pagamento de uma dívida de 2001. A dívida remete a um negócio mal sucedido entre o senador e um sócio em um restaurante. Um médico em Brumadinho, interior de Minas Gerais, viralizou nas redes sociais ao expor presentes que recebe de pacientes. Dentre os presentes, o mais inusitado foi uma galinha…viva! Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Criada para combater o sequestro internacional de crianças, a Convenção de Haia passou a enfrentar um desafio que ganhou visibilidade nas últimas décadas: os casos de mulheres que deixam outro país com os filhos para escapar da violência doméstica. Muitas acabam respondendo a processos por subtração internacional de crianças, mesmo alegando ter retornado ao Brasil em busca de proteção. Nesta edição do Pautas Femininas, a advogada especialista em Direito Internacional Janaína Albuquerque explica como funciona a Convenção de Haia, quais são os principais desafios na aplicação do tratado e por que esses casos têm mobilizado especialistas, magistrados e parlamentares. O programa também destaca o projeto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, que impede o retorno de crianças e adolescentes ao país de residência habitual quando houver indícios de violência doméstica. A proposta, relatada pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), segue agora para votação no Plenário do Senado.
A igualdade nos Estados Unidos, tal como preconizada pelos pais fundadores há 250 anos, é cada vez mais uma miragem. A proximidade dos mais ricos com a actual administração e decisões de precedentes administrações leva a que as assimetrias estejam a colocar em risco o funcionamento da democracia no país. Os Estados Unidos festejaram este fim-de-semana os 250 anos da sua independência, numa festa com pompa e circunstância assegurada por Donald Trump, mas perturbada desde logo pelas condições meteorológicas, mas também micro-escândalos como a ingerência do Presidente no Mundial de Futebol e as ameaças iranianas durante as cerimónias funerárias de Ali Khamenei, em plenas negociações de paz. Nos discursos oficiais, Donald Trump afirmou que os norte-americanos devem estar "mais orgulhosos que nunca" com os feitos do país, mas não mencionou as desigualdades e assimetrias vividas na prática entre estados, mas também entre zonas rurais e urbanas ou até mesmo entre bairros vizinhos, tendo em conta a cor da pele dos habitantes. Nos Estados Unidos, a classe mais rica possui 71 vezes mais riqueza que a classe média, com a Oxfam a estimar que há actualmente quase 44 milhões de norte-americanos pobres, entre eles quase 10 milhões de crianças, um dos números mais elevados nos países da OCDE. Ao mesmo tempo, há quase 24 milhões de milionários nos Estados Unidos. João Pedro Ferreira, economista e director de Economia e Políticas Públicas do Centro Weldon Cooper, da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, explicou em entrevista à RFI que os Estados Unidos são, desde o início, uma manta de retalhos e que muitas garantias da Constituição, que visam desde a fundação a coesão no país, estão hoje em perigo. "Quem está de fora tem muita ideia de uma construção, de uma América que é coerente, que quer dizer qualquer coisa. Mas de facto, quando chegamos aos Estados Unidos e num quadro em que hoje estamos ainda mais despertos para as diferenças culturais e identitárias que existem, então os Estados Unidos parecem, de facto, uma manta de retalhos. Os pais da Constituição perceberam exactamente isso e fizeram uma Constituição - que importa lembrar que na altura foi de facto revolucionária, mesmo se hoje podemos levantar muitas questões sobre a forma como funciona a democracia americana - que era uma Constituição que tinha separação de poderes e um conjunto de coisas a que nós nos Estados Unidos chamamos de 'checks and balances'. E é basicamente para garantir que há quase uma vigilância entre os diferentes níveis da organização do Estado e do poder. E isso hoje está-se a perder. [...] E é importante também reconhecer que a democracia americana está a atravessar uma crise porque, de alguma forma, pela primeira vez, estes checks and balances e estes equilíbrios não estão a ser vistos e não estão a ser seguidos em muitos casos", explicou o economista. De 13 colónias iniciais que se revoltaram para criar um país, os Estados Unidos passaram a hoje 51 Estados e alguns sem continuidade territorial como o Havai ou o Alasca, mas mesmo em estados vizinhos, as realidades podem ser muito diferentes, como explica João Pedro Ferreira. "Os Estados Unidos são de facto uma construção muito complexa, onde as zonas urbanas e zonas rurais são completamente distintas, onde os níveis de pobreza nas zonas rurais são altíssimos, mas o nível de segregação das zonas urbanas também é relativamente importante. Que há zonas dos Estados Unidos, por exemplo, que se fossem um país, seriam dos países mais ricos do mundo, com um PIB superior ao do Luxemburgo, à Suíça, e há zonas dos Estados Unidos que, se fossem um país, teriam um PIB inferior ao da Albânia. Não é, de facto, um país homogéneo. E é importante reconhecer isso", detalhou. Desde o regresso ao poder de Donald Trump, mas também em anteriores administrações nas últimas décadas, os mais ricos encontram-se cada vez mais próximos da esfera do poder e, muitos deles, ocupam mesmo lugares de destaque como representantes dos Estados Unidos. Trump conta com 12 bilionários, entre eles Howard Lutnick, secretário do Comércio, com uma fortuna estimada de 3,2 mil milhões de dólares e que construiu a sua fortuna a partir de serviços financeiros, ou ainda Linda McMahon, secretária da Educação e mulher de Vince McMahon, que detém a WWE, uma organização de wrestling com difusão em todo o Mundo e que está avaliada em três mil milhões de dólares. Para além de uma classe privilegiada, estes multimilionários têm hoje acesso ao poder legislativo e a instâncias de decisão que desequilibram ainda mais a balança entre os pobres e os muito ricos nos Estados Unidos, colocando a democracia em risco. "Quando se tem um sistema económico que, por exemplo, nos últimos anos tem privilegiado os 1% mais ricos e os 99% restantes estão cada vez mais pobres, não se pode ter uma democracia na prática, porque isso significa que há pessoas que têm o poder de fazer coisas que estão muito acima do que o resto do comum dos mortais pode fazer. Isso tornou-se mais evidente com esta última administração federal, com esta administração Trump, com um conjunto de oligarcas que têm acesso privilegiado a leis e à ausência de regulação. E isso distorce a democracia, porque a democracia foi feita para o povo, para a maioria. E está claramente em causa agora. Por exemplo, quando olhamos para os dados da segregação racial e da pobreza, percebemos que há comunidades inteiras com determinado tipo de identidade, que são as que mais sofrem com as questões da pobreza. E percebemos que ela não está igualmente distribuída entre as zonas rurais e as zonas urbanas. Percebemos que não está igualmente distribuída entre brancos, afro-americanos ou asiáticos, por exemplo. Percebemos que há desequilíbrios importantes e é importante que a democracia formal continue a funcionar para permitir resolver estes desequilíbrios. Neste momento não está a funcionar", concluiu João Pedro Ferreira.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (06):O governo brasileiro afirmou que não foi notificado sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. O Itamaraty manifestou forte preocupação com a medida unilateral da gestão de Donald Trump, temendo que Washington utilize a decisão como justificativa para o emprego de forças militares estrangeiras na região. A preocupação foi externada em documento enviado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, à Câmara. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus de “muito suspeito” ao comentar a expulsão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, contra a Bósnia-Herzegovina, em partida válida pela Copa do Mundo. Trump afirma e diz que pediu a revisão da decisão do juiz à Fifa. O presidente do PSD e pré-candidato a vice-presidência, Gilberto Kassab, fez uma projeção sobre os cenários para as eleições de 2026 em um eventual segundo turno. O dirigente partidário afirmou que será mais fácil para o governador Ronaldo Caiado (PSD) derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (6) a criação de uma comissão especial para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta chegou a ser incluída na PEC da Segurança Pública, aprovada no início do ano. O entorno da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) acredita que ela vai concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, mesmo após o desentendimento com o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O embate com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez com que a hipótese de uma possível desistência ganhasse força, principalmente após a saída da presdiência do PL Mulher. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou um prazo de 48 horas para que as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sejam entregues. O armamento está no Batalhão da Polícia do Exército do Distrito Federal. Na mesma decisão, a Polícia Federal (PF) deve confirmar que está com outras duas armas entregues pelo ex-presidente. A decisão foi tomada após o ministro manter a prisão domiciliar do ex-presidente. Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder de Cuba Raúl Castro, surpreendeu os bastidores internacionais ao declarar abertura para negociar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala ocorreu durante entrevista ao "USA Today" nesta segunda-feira (06). A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja ouvido pela Polícia Federal (PF) antes de decidir sobre o inquérito que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O inquérito foi instaurado após representação da Polícia Federal e investiga uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais em 3 de janeiro deste ano. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
No 3 em 1 desta segunda-feira (06), o destaque foi que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), chegou aos Estados Unidos para participar das negociações iniciadas nesta segunda-feira (06) e ouvir representantes de todos os países que poderão ser afetados pelo novo tarifaço. O senador afirmou que o presidente Lula (PT) está “se lixando” para a soberania nacional e o acusa de “fazer força” para que os produtos brasileiros sejam tarifados. Reportagem: Eliseu Caetano. O governo braileiro não enxerga a audiência pública instaurada pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (06) como canal para negociações sobre as tarifas. Mesmo não tendo realizado a inscrição para participar da audiência que ocorrerá no Escritório de Comércio americano, a embaixada brasileira enviou um representante para acompanhar os discursos, inclusive a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que está no país representando a oposição. Reportagem: Beatriz Souza. O ministro Alexandre de Moraes autorizou o recolhimento de oito armas de fogo no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão em posse da polícia do Exército. O prazo de 48 horas estipulado por Moraes expira nesta terça-feira (07). A medida ocorre após os advogados relatarem que, para continuar em prisão domiciliar o ex-presidente abriria mão das armas de fogo. Reportagem: Bruno Pinheiro. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) isolado do cenário político, o Partido Liberal vive um momento de atrito entre seus dois nomes mais influentes: o senador e pré-candidato à Presidência Flávio e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. Neste cenário, quem teria mais influência sob Jair, Michelle, que mora ao lado do marido e se dedica aos cuidados frente às condições de saúde do ex-presidente ou Flávio que enfrenta uma agenda cheia neste momento de pré-campanha? Os comentaristas trazem suas análises. Após quase 20 anos, o grupo terrorista Hamas anunciou nesta segunda-feira (06) a dissolução do órgão que governava a Faixa de Gaza. A saída do grupo abre caminho para um novo governo no território Palestino. Reportagem: Luca Bassani. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Otto Alencar irá discutir essa semana sobre a PEC do fim da escala 6x1 com a líder do governo, Teresa Leitão. Após a proposta ficar parada no Senado por mais de um mês, o governo articula uma discussão antes do recesso parlamentar que terá início no dia 18 de julho. Reportagem: Beatriz Souza. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), decidiu dar andamento à PEC que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, anunciando a criação de uma comissão especial para discutir o projeto, que contará com 37 membros e terá ao todo 40 sessões de debate. Hugo Motta ainda irá definir o relator e o presidente da comissão. Reportagem: Beatriz Souza. Na quarta-feira (01), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou ao governo um documento analisando a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com o Itamaraty, a classificação pode definir “no mais grave dos casos” uma intervenção norte- americana em território nacional. Reportagem: Matheus Dias. A 90 dias das eleições presidenciais, o cenário segue polarizado com as pesquisas mais recentes indicando que o atual presidente Lula (PT) desfruta de uma leve vantagem numérica contra o seu oponente, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os comentaristas analisam os desafios de ambos os candidatos nesta reta final da corrida pelo Palácio do Planalto. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Falo do caso absolutamente surreal da invasão de uma escola pública municipal de SP por 12 Policiais Militares porque a diretora e os professores estão cumprindo a lei 10.639/2003 que manda que a escola ensine sobre história e cultura africana. Discuto os fundamentos da Diretora, as "razões" dadas pela PM e como a Constituição e o Direito veem o caso.
Moçambique: ANAMOLA diz que não vai obedecer a uma lei que criminalize a proclamação antecipada de vitória eleitoral. Proposta de criminalizar autoproclamações de resultados eletorais causa desconfiança entre os moçambicanos. Guiné-Bissau: Presidente de transição convocou hoje um referendo sobre a entrada em vigor da nova Constituição.
Os direitos humanos estão consagrados na lei, mas continuam fora do alcance de grande parte da população da Guiné-Bissau. O novo relatório Observando os Direitos na Guiné-Bissau revela um país marcado por profundas desigualdades no acesso à água, saúde, educação, justiça, energia e habitação. Para o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, a ausência do Estado está a empurrar a população para o limite da sobrevivência. Na Guiné-Bissau, os direitos humanos continuam, muitas vezes, a existir apenas no papel. Embora a Constituição e a legislação reconheçam um vasto conjunto de direitos económicos, sociais, culturais e cívicos, a realidade diária de milhares de famílias continua marcada pela falta de acesso aos serviços mais básicos. É esta a principal conclusão do relatório Observando os Direitos na Guiné-Bissau, elaborado pelo Observatório dos Direitos Humanos a partir de um inquérito realizado em todo o país junto de 632 famílias, escolas, centros de saúde, estabelecimentos prisionais e outras instituições. O estudo conclui que a pobreza, a fragilidade das instituições públicas e as desigualdades territoriais continuam a impedir que uma parte significativa da população exerça direitos que já lhe são reconhecidos por lei. "O relatório mostra que tem havido uma proclamação formal dos direitos humanos ao nível constitucional e legal, mas, do ponto de vista prático, há uma grande distância e os cidadãos têm um acesso deficiente aos serviços sociais básicos", resume Bubacar Turé, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos. Para o responsável, o documento pretende também "interpelar as autoridades nacionais sobre a necessidade de inverter esse rumo". Água imprópria, hospitais degradados O acesso à água potável surge como um dos indicadores mais preocupantes. Bubacar Turé afirma que "mais de 50% da população não tem acesso à água potável" e depende de água retirada de poços que, "na sua esmagadora maioria, não têm condições higiénicas". Uma situação que, segundo o dirigente, está associada ao aumento de doenças de origem hídrica e da mortalidade materno-infantil. As dificuldades repetem-se no sector da saúde. Apesar dos progressos registados nas últimas décadas, o acesso aos cuidados continua condicionado pela escassez de profissionais, pelos custos suportados pelas famílias e pela distância aos centros de saúde. "Há regiões em que os cidadãos percorrem mais de 30 quilómetros para ter acesso aos primeiros cuidados médicos", refere Bubacar Turé, acrescentando que muitos estabelecimentos de saúde continuam a funcionar sem acesso regular à água potável ou à energia eléctrica. "São situações extremamente preocupantes." O nascimento continua a determinar oportunidades O relatório mostra, ainda, que o acesso aos direitos varia entre regiões. O Sector Autónomo de Bissau e Biombo apresentam os melhores indicadores, enquanto Gabú, Bafatá e Quinara continuam entre as zonas mais desfavorecidas. Para Bubacar Turé, não existem "cidadãos de primeira e de segunda", mas sim uma profunda falta de coesão territorial. "O Estado não consegue cumprir a sua função de proporcionar o bem-estar social", afirma. Segundo o dirigente, a concentração de investimentos públicos e de projectos das organizações não governamentais em determinadas regiões acaba por aprofundar as desigualdades existentes, quando deveria existir uma estratégia nacional que garantisse um desenvolvimento mais equilibrado. A resiliência já não é suficiente Apesar das dificuldades, o relatório destaca a capacidade de resistência das famílias e das comunidades, que continuam a criar mecanismos próprios de solidariedade para responder à ausência dos serviços públicos. Mas Bubacar Turé alerta para o risco de transformar essa capacidade de adaptação numa desculpa para a inacção do Estado. "O povo guineense tem travado uma luta titânica pela sua própria sobrevivência, mas essa resiliência tem limites. O povo está neste momento no limite dos seus esforços", afirma. Na sua perspectiva, esse desgaste já está a produzir consequências visíveis. "As pessoas entram em desespero", diz, apontando a crescente emigração de professores, médicos e outros quadros qualificados, que procuram melhores condições de vida no estrangeiro, agravando ainda mais a fragilidade dos serviços públicos. Questionado sobre as causas desta realidade, Bubacar Turé aponta directamente à instabilidade política crónica. "A classe política não tem correspondido às expectativas do povo", afirma. Apesar de a Guiné-Bissau realizar eleições consideradas livres e pacíficas, o dirigente lamenta que estas sejam frequentemente seguidas por "má governação, corrupção, instabilidade, golpes e violações sistemáticas dos direitos humanos". Na sua opinião, apenas uma governação transparente, estável e respeitadora da Constituição permitirá transformar os recursos naturais do país em desenvolvimento efectivo e reduzir a pobreza. Para Bubacar Turé, não existe uma prioridade única, porque os défices se acumulam. "Temos urgência de colocar milhares de crianças na escola, de transformar o sistema de saúde, de garantir água potável, energia eléctrica e de reduzir drasticamente a pobreza extrema", enumera. Sem esse investimento, conclui, continuará a existir uma Guiné-Bissau onde os direitos são amplamente reconhecidos na lei, mas permanecem inacessíveis para uma grande parte da população.
Confira no Morning Show desta sexta-feira (03): Diante das negociações com Washington para barrar o tarifaço de 25%, surge a dúvida sobre o que o governo brasileiro aceita ceder. O Ministério da Economia tenta propor acordos em áreas como desmatamento, etanol e comércio digital, mas impõe um limite claro: o Pix, sistema de pagamentos sob governança do Banco Central, é tratado como soberano e não entrará na mesa como moeda de troca. Na ausência do corpo diplomático oficial em reuniões setoriais nos EUA, a oposição adiou compromissos domésticos para assumir a dianteira na crise comercial. Entenda o impacto da viagem antecipada do senador Flávio Bolsonaro e como as disputas em torno do tarifaço evidenciam um racha sobre quem detém a real capacidade de negociação e defesa dos interesses dos exportadores nacionais. A bancada do Morning Show debate as novas movimentações institucionais após a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ser sondada pela cúpula do Republicanos. Diante de tensões na presidência do PL Mulher, analistas avaliam como a possível troca de legenda pode reconfigurar as forças da direita e influenciar os palanques eleitorais nos estados. Após sanções impostas pelas autoridades americanas contra operadores do narcotráfico, a Polícia Federal deflagrou ações que resultaram em prisões e no bloqueio bilionário de ativos que utilizavam criptomoedas. Entenda a dinâmica dessa articulação transnacional que atinge a maior facção do país e de que forma o cerco financeiro se torna o método mais eficaz contra o crime organizado. Apesar do apelo popular e do forte engajamento inicial, a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada semanal encontrou barreiras em Brasília. Entenda a engenharia política no Senado Federal, a ausência de um relator definido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e os fatores econômicos que motivaram o adiamento do tema para o fim do ano legislativo. A bancada do Morning Show analisa o levantamento da Receita Federal que expõe o topo da lista de patrimônios declarados no Imposto de Renda. Enquanto o funcionalismo público do Poder Judiciário ganha destaque pelas altas médias de bens, analistas debatem os privilégios estatais e o real peso do topo da pirâmide econômica frente à iniciativa privada. Com as despesas públicas se aproximando do recorde histórico registrado no período da pandemia, cresce a preocupação sobre o rumo fiscal do Brasil. Entenda a engenharia por trás do crescimento dos gastos orçamentários , o aumento das emendas parlamentares e quais os reflexos dessa expansão na inflação, nos juros e no ambiente de investimentos privados. A nova temporada de 'Tremembé' promete aprofundar debates sobre culpa e castigo ao trazer os desdobramentos de casos de grande repercussão, como os de Thiago Brennand e Robinho. Entenda como a produção do Amazon Prime constrói o roteiro a partir de decisões públicas dos autos judiciais e a polêmica em torno do casamento por procuração de Brennand com sua própria advogada. Conheça a história inusitada dos moradores do município de Cabo Verde, no sul de Minas Gerais, que decidiram pintar as ruas e criar uma torcida oficial para o país africano homônimo. O debate mostra o engajamento orgânico da comunidade local no bar Quintal 322 e como uma simples coincidência geográfica acabou criando um laço cultural que chama a atenção do país neste mundial. A psicóloga Carina Pirró alerta para as consequências do uso de inteligência artificial que simula a fala de influenciadores para interagir com o público. A comentarista pontua que a monetização de conversas automatizadas cria uma ilusão de proximidade que afeta a saúde mental, reduzindo a capacidade dos indivíduos de lidarem com as frustrações de relacionamentos reais. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (02): O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Partido Novo) afirmou que encara com naturalidade sua posição nas pesquisas eleitorais e atribuiu o desempenho ao fato de ainda ser pouco conhecido nacionalmente. Durante entrevista, Zema comparou a escolha do eleitor a um cardápio de restaurante, dizendo que os brasileiros só analisarão as opções de candidatos quando a eleição estiver mais próxima. Segundo ele, neste momento, a população está mais preocupada com questões do dia a dia, como o custo de vida e a conta de energia. Reportagem: Rodrigo Costa. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participaram da inauguração de uma praça no bairro de Santa Ifigênia, região central da capital paulista, em uma área que anteriormente concentrava cenas abertas de uso de drogas, conhecida como Cracolândia. Durante o evento, Nunes fez críticas ao PT, enquanto Tarcísio defendeu a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagem: João Vitor Revedilho. O governo brasileiro enviou um documento ao Representante de Comércio dos EUA (USTR) contestando a ameaça de sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais. O Palácio do Planalto defendeu o sistema Pix e argumentou que a medida vai prejudicar os próprios consumidores e empresas norte-americanas. Reportagem: André Anelli. O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou, em São Paulo, o Escritório Nacional Antifacção (ENA/SP), nova estrutura da Secretaria Nacional de Segurança Pública voltada à integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado. Durante a cerimônia, o ministro Wellington César Lima e Silva afirmou que os Estados Unidos têm autonomia para conduzir suas políticas de segurança, mas ressaltou que qualquer atuação deve respeitar o ordenamento jurídico brasileiro e a soberania nacional. Reportagem: Misael Mainetti. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após ela compartilhar um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho sobre supostas festas promovidas por Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o senador, Michelle estava “completamente desinformada” e afirmou que sua única relação com Vorcaro foi a tentativa de obter financiamento para o filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagem: Bruno Pinheiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu que a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 entrem em vigor imediatamente após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC), eliminando o período de transição previsto no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante ao menos duas folgas por semana, preferencialmente aos domingos. A possibilidade de uma emenda de redação está sendo analisada pela assessoria legislativa do Senado, enquanto empresários e entidades patronais seguem defendendo um prazo para adaptação às novas regras. O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital como a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental. Em documento divulgado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, as autoridades afirmam que a facção brasileira expandiu suas operações para diversos países, incluindo Reino Unido, Turquia e Japão, e que atualmente representa uma ameaça criminal “real e crescente” também em território americano. O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, anunciou em evento realizado em Caxias do Sul (RS) o nome de Aroldo Medina como seu candidato a vice na disputa eleitoral. O anúncio ocorreu durante uma cerimônia da legenda, quando Medina prestou homenagem a Renan e declarou apoio à sua candidatura presidencial, reforçando a formação da chapa para o pleito de 2026. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (01): Após entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan, o pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou ser o melhor candidato para enfrentar o atual presidente do Brasil nas eleições deste ano. Segundo Caiado, o país está cansado da polarização e dos ataques pessoais que regem a disputa eleitoral, e que seu nome traz uma base sólida de experiência e gestão para o cargo. Reportagem: Marcelo Mattos. Lideranças do Partido dos Trabalhadores articulam nos bastidores para garantir a indicação do primeiro suplente da chapa de Simone Tebet ao Senado por São Paulo. A estratégia leva em conta a possibilidade de Tebet voltar a ocupar um ministério em um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, caso ele seja reeleito. Nesse cenário, o suplente assumiria a cadeira no Senado. O partido também defende que a vaga seja ocupada por um nome ligado ao ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista. Reportagem: João Vitor Revedilho. Durante a 68ª Cúpula do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os países da região evitem “alinhamentos automáticos” com grandes potências e reforcem a autonomia política e econômica do bloco. O presidente afirmou que a América do Sul deve diversificar suas parcerias e proteger sua soberania em meio às tensões comerciais e geopolíticas. Lula também sugeriu ampliar o sistema brasileiro de transferências para os países do Mercosul como base para uma infraestrutura regional integrada. Reportagem: André Anelli. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual disputa de segundo turno no pleito presidencial. O chefe do Executivo registra 48,8% das intenções de voto, enquanto o parlamentar tem 42,3%. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, se reúne nesta quarta-feira (1º) com parlamentares do governo e representantes de centrais sindicais para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio, aguarda o início da tramitação no Senado. Alcolumbre afirmou que a Casa fará uma análise detalhada da proposta antes de levá-la à votação em plenário. Reportagem: Raphaela Almeida. O estado de São Paulo registrou aumento no número de ocorrências de estupro entre janeiro e maio deste ano. Foram 6.500 notificações no período, contra 6.219 registradas no mesmo intervalo do ano passado. Apenas em maio, o estado contabilizou 1.320 casos, acima dos 1.183 registrados em 2025. Reportagem: Danúbia Braga. O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.943, segundo o governo venezuelano. O balanço mais recente aponta ainda 10.571 feridos e 6.461 pessoas resgatadas com vida dos escombros. Uma estimativa da Organização das Nações Unidas indica que cerca de 50 mil pessoas ainda podem estar desaparecidas. Reportagem: Eliseu Caetano. A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu a investigação sobre a arma apreendida em junho e não indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta apenas o indiciamento do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a investigação, o militar teria transportado uma arma registrada em nome de Bolsonaro sem autorização formal e fora das regras previstas no Estatuto do Desarmamento. Em depoimento, Bolsonaro afirmou que o armamento permaneceu em sua residência após uma operação e alegou necessidade de proteção do local. Reportagem: Bruno Pinheiro. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Convidados: Álvaro Pereira Jr, repórter especial da TV Globo; e Leandro Piquet Carneiro, doutor em Ciência Política, professor do Instituto de Relações Internacionais e Coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP. Um país pequeno, de território menor que o estado do Sergipe e com 6 milhões de habitantes, virou protagonista no discurso da direita na América Latina – e seu presidente ganhou status de herói neste campo político. Isso porque El Salvador, que em 2015 foi considerado o país mais perigoso do mundo, reduziu drasticamente seus índices de violência: a taxa de homicídio caiu mais de 90% desde 2019. Naquele ano eleito presidente Nayib Bukele, um jovem com forte apelo nas redes sociais, que assumiu com forte discurso de combate à criminalidade. No poder, ele virou a mesa: mudou a Constituição para permitir a reeleição, perseguiu opositores, colocou amigos na Suprema Corte e ignorou as garantias legais aos direitos humanos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois convidados. Ela conversa com o repórter especial da TV Globo Álvaro Pereira Jr., que foi a El Salvador em 2024, onde produziu uma reportagem sobre o país – trabalho que foi indicado ao prêmio Emmy Internacional. Natuza entrevistou também o cientista político Leandro Piquet Carneiro, especialista em segurança pública na América Latina. Participa deste episódio também o professor da Universidade Federal Fluminense Thiago Rodrigues.
Falo sobre a Extradição n. 1.882, na qual o STF discutiu pedido do Irã para que fosse deportada uma mulher por um crime sem violência. No caso, a mulher é mãe de um filho menor brasileiro. A discussão girou em torno da Súmula n. 421 do STF - que permitiria a extradição - e, de outro lado, o art. 227 da Constituição e a Convenção da ONU sobre direitos das crianças.
No 3 em 1 desta segunda-feira (15), o destaque foi que os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo preliminar histórico para encerrar o conflito militar que já durava quase quatro meses. O entendimento, mediado por Paquistão e Catar, prevê um cessar-fogo permanente e a reabertura imediata do crucial Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump (Republicano-EUA) estabeleceu a próxima sexta-feira como a data-limite para a reabertura total do Estreito de Ormuz, a principal artéria do petróleo mundial. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu esfriar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. Confira as últimas informações com Bruno Pinheiro. Em entrevista exclusiva ao 3 em 1, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), celebrou os indicadores socioeconômicos do município e garantiu que a cidade ostenta a melhor qualidade de vida do Brasil. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu publicamente a perenidade do Bolsa Família. O parlamentar afirmou que o benefício se transformou em um "direito adquirido da população" e garantiu que, sob sua eventual gestão, o programa não sofrerá cortes ou retrocessos. A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou um pedido no STF para atuar na defesa jurídica do ministro Alexandre de Moraes. A movimentação ocorre após o ministro Edson Fachin abrir prazo para manifestação no processo que envolve as plataformas digitais Rumble e Trump Media. O presidente Lula (PT-SP) acionou a diplomacia brasileira para articular, em caráter de urgência, uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano-EUA), durante a cúpula do G7. O ex-governador e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), adotou um tom consideravelmente mais moderado ao comentar suas divergências com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (14): O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu um rompimento político com o Partido Novo e subiu o tom contra o pré-candidato a presidencia, Romeu Zema (NOVO-MG). O parlamentar afirmou que o governador mineiro gostaria de ocupar a posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no cenário nacional. A declaração acirra os bastidores da oposição e reacende o debate sobre as alianças e o protagonismo da direita para os próximos pleitos. Repórtagem: André Anelli. O relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta uma piora considerável nas crises de soluço do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), exigindo doses extras de medicamentos no limite de segurança. Embora o quadro cardiovascular siga estável, o documento assinalado pelo cardiologista Brasil Caiado acende o alerta para a necessidade de novos exames digestivos. Repórtagem: André Anelli. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o acordo de cessar-fogo com o Irã pode ser selado neste domingo, mas o governo de Teerã nega a assinatura imediata do texto e pede cautela nas negociações. A nova rodada de conversas ocorre após uma escalada de ataques recentes na região do Estreito de Ormuz. Repórtagem:Teressa Morrone. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) assumiu o papel de mediador político e trabalha nos bastidores para tentar reconstruir as pontes e reaproximar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da República, Lula (PT). Diante de atritos recentes que travam pautas cruciais, Pacheco usa de seu bom trâmite com o Executivo para pacificar a relação e destravar as negociações. Repórtagem: Beatriz Souza. O Supremo Tribunal Federal formou maioria para fixar o prazo de 60 dias para que as plataformas digitais se adaptem às novas regras de responsabilidade civil sobre conteúdos publicados por terceiros. O plenário definirá na próxima quarta-feira (17) a redação final da tese consolidada. Entrevista: Matheus Puppe. A videoconferência entre representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos terminou sem consenso sobre as novas diretrizes de tarifas comerciais entre as duas nações. A equipe do presidente Lula busca mitigar os impactos econômicos das taxações propostas pela gestão do presidente Donald Trump. Repórtagem: André Anelli. A advogada Florence Rosa deixou a defesa de Monique Medeiros, ré pelo homicídio do filho Henry Borel. A profissional esclareceu que o seu contrato previa atuação exclusiva durante a sessão plenária do júri e que o ciclo foi encerrado. Repórtagem: Rodriga Viga. As Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque preciso contra um centro de comando e infraestruturas do grupo extremista Hezbollah na região de Dahiyeh, nos subúrbios ao sul de Beirute. A investida militar é uma retaliação direta aos recentes disparos de projéteis e drones contra as comunidades do norte israelense, intensificando a tensão regional no Oriente Médio. Repórtagem: Elieseu Caetano. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a PEC 14/2021, que garante aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. O texto fixa critérios de idade mínima e tempo de contribuição, e agora segue para votação em dois turnos no Plenário sob forte debate sobre os impactos fiscais. Sobre esse assunto o Jornal da Manhã entrevista o senador Irajá Silvestre (PSD-TO). Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (13): O Ministro da Fazenda interino, Dario Durigan, afirmou que o governo federal pode recorrer ao STF para barrar as chamadas pautas-bomba do Congresso. Segundo a equipe econômica do governo Lula, as medidas elevam os gastos públicos de forma irresponsável. Durigan alertou que a renegociação sem critérios das dívidas rurais pode desestabilizar os juros e prejudicar severamente o agronegócio nacional. Repórtagem de: Beatriz Souza. A Justiça da Itália citou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em uma decisão recente envolvendo a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O tribunal italiano argumentou que o magistrado atuou simultaneamente como vítima e juiz no processo em questão, levantando debates sobre a competência jurisdicional. Repórtagem: Janaína Camelo. O presidente do Brasil Lula (PT) lançou o programa Move Motos, criando uma linha de crédito especial voltada para entregadores e motociclistas de aplicativos. A medida facilita o financiamento de motos e bicicletas elétricas com juros reduzidos e prazos de até 48 meses para pagamento. Repórtagem: Marco Vianna. As negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã entram em fase crucial para um inédito acordo de paz. O presidente em exercício Donald Trump indicou a proximidade de um pacto definitivo, focado na contenção nuclear e no fim do bloqueio naval. Por outro lado, as autoridades de Teerã alertam que o governo de Israel tenta ativamente sabotar e frustrar as conversas para manter a instabilidade na região. A Polícia Federal rejeitou a nova proposta delação premiada do empresário Daniel Vorcaro e acionou o Supremo Tribunal Federal para que ele retorne imediatamente ao complexo penitenciário da Papuda. O pedido da corporação baseia-se na falta de consistência das informações apresentadas e no descumprimento de requisitos legais indispensáveis para o benefício. Repórtagem: Janaína Camelo. A violência urbana atinge um novo patamar na Zona Norte do Rio de Janeiro. Integrantes da facção criminosa Comando Vermelho assumiram o controle de um condomínio residencial no bairro da Pavuna, expulsando moradores e impondo regras próprias. Repórtagem: Matheus Dias. A escalada do conflito no Oriente Médio acende o alerta máximo para a economia global e brasileira. O professor de Economia do Ibmec-RJ, Gilberto Braga, analisa os impactos diretos da guerra no bolso do consumidor, destacando o forte temor de uma nova rodada de pressão inflacionária. Entrevista: Gilberto Braga. A pré-candidata ao Senado Simone Tebet (PSB-MS) subiu o tom contra o atual modelo de distribuição de emendas parlamentares, alertando que o mecanismo esvazia o Poder Executivo e abre brechas para a corrupção. Repórtagem:Marcelo Matos. A produtora Go Up Entertainment declarou que o filme Dark Horse, obra cinematográfica baseada na trajetória de Jair Bolsonaro, custou pouco mais de R$ 75 milhões. O montante, revelado em uma perícia privada, acende o debate por ser inferior aos valores que vinham sendo negociados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Repórtagem: Bruno Pinheiro. O ministro do STF Alexandre de Moraes avalia prorrogar a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro (PL-RJ). A medida temporária de 90 dias, concedida após uma internação por broncopneumonia bacteriana, pode ser estendida devido a um novo boletim médico que aponta crises severas de soluço, fadiga e oscilações de equilíbrio do ex-mandatário. Repórtagem: André Anelli. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. O texto do relator Coronel Assis (PL-MT) retira as alterações civis e foca exclusivamente na responsabilização criminal de jovens envolvidos em delitos graves. Repórtagem: Bruno Pinheiro. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Narrativas analisa os acontecimentos do Brasil e do mundo sob diferentes perspectivas. Com apresentação de #MadeleineLacsko, o programa desmonta discursos, expõe fake news e discute os impactos das narrativas na sociedade. Abordando temas como geopolítica, comunicação e mídia, traz uma visão aprofundada e esclarecedora sobre o mundo atual. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 17h. Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #ReduçãoDaMaioridadePenal, #CCJ, #MadeleineLacsko, #NarrativasPodcast, #Notícias, #Política, #Brasil, #Debate, #Legislação, #Justiça, #CâmaraDosDeputados, #Constituição, #Direito, #Atualidades, #Discussão, #Opinião, #Sociedade, #Jornalismo, #EmAlta, #PodcastBr
No 3 em 1 desta sexta-feira (12), o destaque foi que o presidente Donald Trump quebrou a tradição de chefes de Estado e não vai no jogo de estreia da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 contra o Paraguai. A Casa Branca alega "agenda apertada" em meio à escalada de conflitos severos e tensões diplomáticas no Oriente Médio, que exigem atenção integral do republicano. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, extinguiu a ação de aliados do presidente Lula (PT) que tentavam barrar o filme "Dark Horse". Em defesa, Nunes Marques afirma que os representantes da ação não são candidatos à eleição de 2026. Reportagem: Elieseu Caetano. A Polícia Federal rejeitou oficialmente a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, por falta de fatos novos e provas consistentes. Diante do impasse na negociação, as autoridades pediram que o investigado deixe a carceragem da Superintendência da PF e retorne ao Complexo Penitenciário da Papuda. Reportagem: Janaína Camelo. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro (NOVO-SC), rechaçou qualquer possibilidade de o ex-governador Romeu Zema (NOVO-MG) recuar para compor uma chapa como vice-presidente em 2026. No debate, analistas avaliam que Romeu Zema é o candidato para enfrentar a campanha de reeleição do presidente Lula (PT-SP). Reportagem: Ricardo Costa. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acendeu o sinal de alerta sobre o avanço de "pautas-bomba" no Congresso Nacional, impulsionadas pelo clima eleitoral. O pacote de propostas em tramitação pode gerar um impacto fiscal bilionário aos cofres públicos. Reportagem: Beatriz Souza. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o Memorando de Entendimento de Islamabad para selar a paz com os Estados Unidos nunca esteve tão próximo de ser finalizado. A declaração busca trazer transparência ao processo internacional, em meio às intensas negociações mediadas pelo Paquistão que envolvem a gestão do governo de Donald Trump. O senador Camilo Santana (PT-CE) manifestou apoio à classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, divergindo do posicionamento oficial adotado pelo governo do presidente Lula. O parlamentar afirmou ter levado sua discordância diretamente ao chefe do Executivo e ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado deve ficar acima de disputas partidárias. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, divulgou nota oficial para defender a Corte e rebater a Justiça da Itália, que apontou falta de imparcialidade de Alexandre de Moraes no processo de Carla Zambelli (PL-SP). Fachin assegurou que o julgamento seguiu o devido processo legal e a Constituição. Reportagem: Janaína Camelo. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou seus apoiadores a vestirem a tradicional amarelinha, batizando-a de "camisa do Bolsonaro" durante a Copa do Mundo. A movimentação acirra o cabo de guerra simbólico com o presidente Lula (PT), que defende a retomada das cores nacionais pela esquerda. Reportagem: Misael Mainetti. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
No Papo Antagonista desta quinta-feira, 11, falamos sobre a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados que aprovou a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos para autores de crimes graves.O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários e agora segue para análise em uma comissão especial.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#maioridade, #penal, #CCJ, #Câmara, #notícias, #política, #lei, #debate, #redução, #brasil, #direito, #atualidades, #crime, #sociedade, #votação, #justiça, #deputados, #constituição, #segurança, #polêmica
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves.O texto agora seguirá para análise de mérito em uma comissão especial.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#maioridade, #penal, #CCJ, #Câmara, #notícias, #política, #lei, #debate, #redução, #brasil, #direito, #atualidades, #crime, #sociedade, #votação, #justiça, #deputados, #constituição, #segurança, #polêmica
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (11): A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. A proposta ainda passará por uma Comissão Especial antes de seguir para votação no plenário. Para ser aprovada, precisará alcançar o quórum exigido para mudanças na Constituição. O Senado aprovou um projeto que cria uma linha especial de crédito para produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos e crises geopolíticas. A medida será financiada com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e pode movimentar até R$ 140 bilhões nos próximos anos. O objetivo é aliviar dívidas e ampliar o acesso ao crédito no setor agropecuário. O governo, porém, aponta limitações fiscais para custear integralmente a iniciativa. O INPI reconheceu o Pix como marca de alto renome, tornando-o a primeira marca ligada ao governo federal a receber essa classificação. A decisão garante o mais alto nível de proteção previsto na legislação de propriedade industrial. Com isso, o nome e os símbolos associados ao sistema ficam protegidos em todos os setores da economia. O reconhecimento será publicado oficialmente no dia 16 de junho. O papa Leão XIV participou de uma cerimônia histórica na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, e abençoou a nova Torre de Jesus Cristo. A inauguração marca uma das etapas mais importantes da obra idealizada por Antoni Gaudí, no centenário de sua morte. Com a nova estrutura, a basílica passa a ser considerada a igreja mais alta do mundo. Durante a celebração, o pontífice também fez um apelo pela paz e condenou os conflitos armados. A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) com o duelo entre México e África do Sul no Estádio Azteca. Esta será a maior edição da história do torneio, com 48 seleções participantes. As equipes foram distribuídas em 12 grupos, e o novo formato classificará os dois melhores de cada chave, além dos oito melhores terceiros colocados. A ampliação também aumenta o número de partidas na fase eliminatória. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado após os recentes ataques realizados pelos Estados Unidos. A região é considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás natural. A medida foi comunicada pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico. O fechamento aumenta a preocupação com impactos no comércio global de energia. O presidente da Câmara, Hugo Motta, comprometeu-se a colocar em votação o chamado PL da misoginia antes do recesso parlamentar de julho. A informação foi confirmada pela deputada Tabata Amaral, coordenadora do grupo de trabalho responsável pela proposta. A expectativa é que o relatório seja votado já na próxima semana. Depois disso, o texto poderá seguir para análise do plenário da Câmara. O presidente Lula afirmou que o governo estuda uma nova estratégia para recuperar celulares roubados ou furtados. A proposta prevê o envio de mensagens aos aparelhos identificados como produto de crime, orientando a devolução em agências dos Correios. Segundo Lula, há informações sobre cerca de 2,5 milhões de celulares roubados no país. A iniciativa complementaria ferramentas já existentes, como o programa Celular Seguro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país pretende realizar uma ação militar de grande intensidade contra o Irã. Segundo publicação nas redes sociais, os alvos incluiriam a Ilha de Kharg e outras infraestruturas estratégicas ligadas ao setor energético iraniano. Trump declarou que o objetivo é atingir áreas centrais da exportação de petróleo do país persa. A declaração aumenta a tensão em meio à escalada do conflito entre Washington e Teerã. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira no Morning Show desta quinta-feira (11): O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União) aprovou um pacote de projetos que aumentam os gastos públicos. As propostas aumentam despesas obrigatórias e mudam regras previdenciárias para categorias específicas. A maior preocupação do Planalto é com a proposta que renegocia dívidas de produtores rurais atingidos por eventos climáticos e crises econômicas, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB). O presidente dos EUA Donald Trump fez um post nas redes sociais afirmando que irá bombardear o Irã “muito duramente” na noite desta quinta-feira (11) e que tomará a ilha de Kharg e pontos de infraestrutura petrolífera. A postagem ainda diz que a tomada será “igual ao que fizemos na Venezuela”. A ameaça ocorre no dia de abertura da Copa do mundo da FIFA, que ocorre nos Estados Unidos, México e Canadá. O 17º boletim Desigualdade nas Metrópoles, realizado pelo Observatório das Metrópoles, apontou que a proporção de pessoas consideradas pobres nas grandes cidades brasileiras caiu de 19,5% em 2024 para 18,4% em 2025. O mesmo levantamento, entretanto, mostra que a desigualdade aumentou. O Governo brasileiro fez o registro do nome “Pix” no Instituto Nacional de Propriedade Industrial como uma “Marca de Alto Renome”. Na prática, o registro garante que apenas o Banco Central possa usar a marca em todo o território nacional. Segundo o Governo, esse é o “mais alto nível de proteção” que pode ser concedido à uma marca. O presidente Lula (PT) afirmou que o governo federal estuda uma nova estratégia para recuperar celulares roubados ou furtados em todo o país. A proposta prevê o envio de mensagens aos aparelhos identificados como produto de crime, orientando os usuários a devolvê-los em agências dos Correios, evitando a necessidade de comparecimento a delegacias. Segundo Lula, o governo possui informações sobre cerca de 2,5 milhões de celulares roubados, incluindo dados de identificação dos aparelhos. Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) encerraram uma greve de quase 60 dias na semana passada, mas alunos de outras instituições como a Unicamp e a Unesp permanecem em paralisação. As reivindicações são por pautas variadas, como permanência estudantil, reajuste de bolsas e cotas para pessoas transgênero. O novo gestor do Theatro Municipal de São Paulo, Édilson Venturelli, afirmou que as óperas montadas sob sua gestão não terão “temas políticos ou identitários”. Josias Teófilo explica que na o que não haverá é “política partidária”. Recentemente o comando da instituição mudou da Organização Social Sustenidos para o Instituto Baccarelli. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) cancelou a participação em um evento de lançamento de uma candidata a deputada distrital nesta quinta-feira (11) depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ter crise de soluços. A equipe médica do ex-presidente vem tentando ajustar a medicação para aliviar a situação de Bolsonaro. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que reduz a maioridade penal para crimes graves por 44 votos contra 18. A emenda à Constituição segue para uma comissão especial e fica a cargo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). O relator da emenda, deputado Coronel Assis (PL-MT) explica os detalhes do texto. Um caso curioso aconteceu em Ribeirão Preto: uma mulher consultou o ChatGPT para saber se estava grávida após ter sintomas estranhos e a inteligência artificial respondeu que eram apenas gases. Mas, após mais desconfianças, Tainara resolveu fazer um teste de farmácia que deu positivo. A moça estava com oito meses de gravidez e para completar, Tainara ainda brigou com a IA pelo erro! O caso mostra como é importante consultar especialistas orgânicos, de carne e osso! Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
No 3 em 1 desta quarta-feira (10), o destaque foi a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, que mostrou o presidente Lula (PT-SP) abrindo uma vantagem de 10 pontos percentuais no primeiro turno sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, sob forte articulação da oposição e do Centrão, aprovou por 44 votos a 18 a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos e homicídio doloso. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira o julgamento dos recursos apresentados por gigantes de tecnologia, como o Google e a Meta, contra a decisão que alterou o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira o julgamento dos recursos apresentados por gigantes de tecnologia, como o Google e a Meta, contra a decisão que alterou o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O líder do PT na Câmara, Odair Cunha (PT-MG), confirmou que o Palácio do Planalto manterá o regime de urgência constitucional para o projeto de lei que extingue a jornada 6x1 no país. O mais recente desdobramento da pesquisa Genial/Quaest revelou um dado alarmante para a oposição: 47% dos entrevistados culpam o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela ameaça de um novo tarifaço dos EUA contra os produtos brasileiros. O presidente Lula (PT-SP) endureceu o tom e afirmou que o Brasil tem o pleno direito de rejeitar as novas taxas de importação recomendadas pelo governo de Donald Trump (Republicano-EUA). O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), subiu o tom e chamou o banqueiro preso Daniel Vorcaro de "bandido", fazendo referência direta aos supostos elos do dono do banco Master com outros parlamentares. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira no Morning Show desta quarta-feira (10): Segundo a pesquisa eleitoral Quaest divulgada nesta quarta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em todos os cenários no primeiro e no segundo turno, abrindo vantagem de 6 pontos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. O levantamento eleitoral da Quaest divulgado nesta quarta-feira (10) indica que a polêmica envolvendo os áudios trocados entre o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, diminui a vontade de 12% dos eleitores de votar no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Comissão de Constituição e Justiça mantém em pauta a discussão sobre a redução da maioridade penal no Congresso Nacional. Após duas horas de debate, a votação foi adiada para esta quarta-feira (10). O coronel Fernando Príncipe, ex-comandante do Bope, opina sobre o tema. Uma operação policial na comunidade de Paraisópolis terminou com troca de tiros entre os agentes e traficantes, que resultou em um suspeito baleado na perna, que deve ser amputada. Um ônibus sem passageiros também foi alvejado. Diretamente do sofá, o coronel Fernando Príncipe, ex-comandante do Bope, analisa a megaoperação contra o Terceiro Comando Puro (TCP) em andamento no Complexo da Maré no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (10). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta quarta-feira (10) do “Conselhão” que reúne cerca de 300 representantes dos setores produtivos e personalidades da mídia e sociedade. A expectativa é que o presidente discuta sobre o tarifaço americano e sobre a soberania brasileira para entender o engajamento dos membros do conselho. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal votará nesta quarta-feira (10) o Projeto de Emenda à Constituição que prevê a autonomia financeira do Banco Central (BC). Hoje o BC possuí independência de gestão, poder de decisão e de política monetária, mas seu orçamento ainda está atrelado ao Governo Federal. Caso a CCJ vote à favor, a medida segue para o plenário. A Polícia Federal deve rejeitar a nova tentativa de colaboração premiada do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Esta é a terceira tentativa de delação de Vorcaro, as anteriores já haviam sido rejeitadas pela identificação da PF de que o ex-banqueiro omitiu nomes e informações que vieram à tona com a perícia de celulares apreendidos na investigação. O Supremo Tribunal de Justiça negou um pedido feito pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra para que sua pena fosse cumprida em prisão domiciliar. A alegação da defesa é que Deolane é mãe. A influenciadora foi presa em maio em uma investigação sobre lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). O influenciador Mayk Leão se afastou das redes sociais após internautas não acreditarem em um vídeo em que Mayk supostamente teria avistado extraterrestres perto de sua chácara em Campo Largo, no Paraná. Nos últimos dias, o influenciador fez postagens que indicavam um abalo psicológico com a reação negativa ao vídeo. O piloto da Ferrari Lewis Hamilton e a empresária Kim Kardashian foram filmados aos beijos pela primeira vez. Um paparazzi flagrou os dois famosos em um iate em Mônaco. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #KassioNunes, #AlexandredeMoraes, #Jurisprudência, #Direito, #STF, #Supremo, #Notícias, #Política, #Podcast, #Debate, #Constituição, #Julgamentos, #Decisões, #Atualidades, #Trending, #Jurídico, #Análise, #Ministros, #Tribunal, #DebatePolítico
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (08):O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (8) que o presidente Lula (PT) parece "o chefe do PCC" diante da postura contrária à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar a facção paulista, além da fluminense Comando Vermelho, como organizações terroristas. As declarações ocorreram durante um almoço do pré-candidato à Presidência com o Grupo Voto, organização que reúne mulheres empresárias, no hotel Palácio Tangará, na zona sul de São Paulo. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, determinou, nesta segunda-feira (08), a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel que apontava uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. A decisão atende a um pedido da campanha do parlamentar, que apontou indícios de indução dos entrevistados.O Itamaraty acionou os canais diplomáticos e insiste em agendar uma reunião de urgência entre o presidente Lula e Donald Trump. A ofensiva brasileira ocorre após o Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR) recomendar novas tarifas de 25% e taxas extras de até 12,5% sob pretexto de falhas no combate ao trabalho forçado. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República decidem esta semana se aceitam a nova proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As autoridades analisam os novos anexos entregues pela defesa para verificar se existem provas concretas e revelações inéditas capazes de fazer avançar as investigações sobre os escândalos financeiros. Reportagem: Raphaela Almeida.Em nova delação, o empresário Daniel Vorcaro mencionou a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar da citação, Vorcaro negou qualquer irregularidade na destinação de recursos para o projeto. Segundo o depoimento, os aportes seguiram critérios comerciais e não tiveram motivação política. As declarações passam a integrar o conjunto de informações analisadas pelas autoridades. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados analisa propostas de emenda à Constituição que buscam reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos e outros delitos graves. Entre os textos em discussão está a PEC 32/2015, que prevê a responsabilização a partir dos 16 anos mediante análise individual, com cumprimento de pena em unidades separadas e procedimentos específicos. Também estão em debate as PECs 8/2026 e 9/2026, que propõem a redução da idade penal para 16 anos, seja de forma mais ampla ou restrita a situações excepcionais, como crimes marcados por extrema crueldade.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (08): Israel afirmou ter atacado alvos militares no oeste e no centro do Irã na madrugada desta segunda-feira (08), pelo horário local. A ofensiva ocorreu mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que não realizasse uma retaliação aos bombardeios com mísseis e drones lançados pelo Irã contra o norte de Israel no domingo (7). Os ataques iranianos ocorreram após ações militares israelenses em Beirute, no Líbano. A guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos completa 100 dias sem que um acordo tenha sido alcançado para encerrar o conflito. Nos últimos dias, os ataques foram intensificados em diferentes pontos do Oriente Médio, ampliando as tensões e elevando as preocupações sobre uma possível escalada ainda maior da crise. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Marcus Vinícius de Freitas, professor de relações internacionais. O papa Leão XIV celebrou uma missa para mais de um milhão de fiéis neste domingo (07), em Madri, durante o segundo dia de sua visita à Espanha. Desde as primeiras horas da manhã, milhares de pessoas ocuparam a Praça de Cibeles, um dos locais mais emblemáticos da capital espanhola, para acompanhar a celebração. Durante a homilia, o pontífice defendeu a renovação da fé católica e afirmou que a religiosidade que há séculos marca a história da Espanha não deve ser vista como um museu do passado, mas como uma escola de fé capaz de inspirar as novas gerações. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que os desafios enfrentados pelo setor aéreo em razão do conflito no Oriente Médio precisam ser enfrentados de forma conjunta entre os países. A declaração foi feita durante a abertura da 82ª Assembleia Geral Anual e da Cúpula Mundial de Transporte Aéreo da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Segundo Alckmin, a aviação global enfrenta problemas que nenhum país consegue resolver sozinho, destacando o alto e volátil custo do combustível. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados analisa propostas de emenda à Constituição que buscam reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos e outros delitos graves. Entre os textos em discussão está a PEC 32/2015, que prevê a responsabilização a partir dos 16 anos mediante análise individual, com cumprimento de pena em unidades separadas e procedimentos específicos. Também estão em debate as PECs 8/2026 e 9/2026, que propõem a redução da idade penal para 16 anos, seja de forma mais ampla ou restrita a situações excepcionais, como crimes marcados por extrema crueldade. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a escala de trabalho 6x1 pode enfrentar atrasos e sofrer mudanças durante sua tramitação no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou que o Senado não deve atuar como uma "casa carimbadora" e indicou que a proposta precisará passar pelas comissões antes de ser votada, o que pode ampliar o prazo para sua análise. Para discutir os possíveis impactos e o andamento da proposta, a Jovem Pan entrevista o senador Izalci Lucas (PL-DF). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá de aceitar qualquer acordo que Washington venha a fechar com o Irã. Em entrevista ao Financial Times, Trump declarou que é ele quem conduz as negociações e que Israel não terá alternativa além de aceitar os termos definidos pelos EUA. O presidente também minimizou os efeitos do ataque com mísseis lançado pelo Irã contra Israel, afirmando que a ofensiva não terá impacto nas tratativas em andamento. Para analisar esse cenário, a Jovem Pan entrevista Priscila Caneparo, professora de direito internacional. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices