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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (15):No início de maio, a Polícia Federal (PF) trocou a equipe que investigava o escândalo do INSS o que gerou uma série de questionamentos sobre a decisão da corporação pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar uma possível interferência. A PF aposta na análise de celulares e documentos em ambos os casos. Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) já articula os bastidores para ter uma atuação mais direta e vigilante nas eleições de 2026. A movimentação ganha força e novos contornos na corte após os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça assumirem postos de comando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os Estados Unidos aprovaram a venda de 100 mísseis ao Brasil mirando as facções criminosas que atuam no país. A decisão é do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O valor estimado é de US$ 330 milhões. A possível venda ocorre após a mudança de nomenclatura do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A inadimplência no Brasil atingiu o patamar de 37% das famílias no mês de maio, segundo dados divulgados pela nova pesquisa PoderData. O levantamento avaliou atrasos de contas do mês. O levantamento também aponta que mais de 52% disseram que o programa Desenrola Brasil não conseguiu aliviar as contas ou disseram que não conhecem a proposta de renegociação das dívidas. Uma tragédia em Limeira, no interior de São Paulo, terminou com a morte de um jovem durante a prática de rope jump e a tentativa de fuga dos responsáveis. O caso aconteceu no sábado (15). Após jogarem a vítima sem a corda de segurança acoplada, os funcionários trocaram de roupa e saíram do local, mas foram capturados pela Polícia Militar (PM). Em audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão da equipe em preventiva. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (11/06/2026): Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã em uma nova onda de ofensivas militares, horas depois de Donald Trump reclamar da demora nas negociações. Os ataques atingiram diferentes regiões do país, incluindo áreas estratégicas no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz. Washington afirma agir em “autodefesa” e diz que as ações buscam pressionar o Irã a aceitar um acordo. O Irã acusa os EUA de agressão e afirma ter respondido com drones e mísseis contra alvos americanos na região. A escalada aumenta a tensão entre os dois países e dificulta o avanço das negociações de paz. Política: Lula usa tarifaço para ampliar vantagem sobre Flávio com eleitor ‘independente’ Economia: PEC da Saúde passa em comissão do Senado; impacto chega a R$ 99 bi Metrópole: Redução da maioridade penal para 16 anos avança na Câmara Esportes: Começa a corrida pelo MundialSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou hoje a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. No Senado, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a proposta que dá autonomia financeira ao Banco Central. Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã. Nesta quarta-feira (10), o técnico Carlo Ancelotti começou a dar pistas sobre o time que deve estrear contra Marrocos. Um dos nomes praticamente garantidos é o atacante Raphinha.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (10): Os Estados Unidos anunciaram ataques contra o Irã em resposta à derrubada de um helicóptero Apache no Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação foi classificada como uma ação de autodefesa e ocorreu por ordem do presidente americano. A ofensiva começou às 18h no horário de Brasília. Washington afirma que a medida é uma resposta proporcional à agressão considerada injustificada por parte do Irã. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, evitou fazer críticas públicas à decisão do ministro Nunes Marques, presidente do TSE. O magistrado determinou a suspensão de uma pesquisa eleitoral após pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso segue gerando repercussão no meio político e eleitoral. A CBF decidiu custear a viagem dos presidentes dos 40 clubes das Séries A e B para os Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A entidade pagará passagens, hospedagem, alimentação e ingressos para que os dirigentes acompanhem a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos. A iniciativa gerou repercussão no meio esportivo. O tema foi comentado por Wanderley Nogueira. O julgamento no TSE sobre a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. O levantamento apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. Antes da paralisação, o placar era de 1 a 0 pela manutenção da suspensão. Ainda não há previsão para a retomada da análise pelo plenário da Corte. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou confiar na segurança da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A aplicação do imunizante foi suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde. Segundo Tarcísio, a vacina passou por cerca de 20 anos de pesquisas e testes clínicos com 11 mil voluntários. O governador defendeu a retomada da vacinação após a conclusão das investigações em andamento. A disputa presidencial no Peru segue indefinida e pode levar semanas para ter um resultado oficial. Com cerca de 97% das urnas apuradas, o candidato de esquerda Roberto Sánchez aparece com 50,07% dos votos. Já a candidata de direita Keiko Fujimori registra 49,93%. A Quinta Turma do STJ decidiu por unanimidade que não houve estupro de vulnerável em um caso envolvendo um jovem de 18 anos e uma adolescente de 13 anos no Paraná. Durante o julgamento, o relator, ministro Messod Azulay Neto, destacou que determinadas situações exigem análise individualizada das circunstâncias. O processo corre sob segredo de Justiça. A Corte ressaltou a existência de casos considerados excepcionais. O diretor da AtlasIntel, Yuri Sanches, comentou no Jornal da Manhã a suspensão da pesquisa eleitoral determinada pelo TSE. O levantamento, que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, permanece proibido de divulgação. O julgamento foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Enquanto aguarda nova análise da Corte, a AtlasIntel defende a metodologia utilizada. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra Luiz Inácio Lula da Silva liderando as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. No primeiro turno, Lula aparece com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Em uma eventual disputa de segundo turno, o presidente teria 44% das intenções de voto, contra 38% do senador. Os demais candidatos aparecem com percentuais inferiores. Em nova proposta de delação premiada apresentada à PF e à PGR, o banqueiro Daniel Vorcaro mudou sua versão sobre a relação com o senador Ciro Nogueira e o ex-governador Cláudio Castro. Segundo fontes com acesso ao material, ele passou a considerar os episódios investigados como casos de propina. A nova narrativa abandona a versão anterior de que se tratavam apenas de relações de amizade. A mudança pode impactar o andamento das investigações. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Os Estados Unidos seguem reunindo mais 50% dos instrumentos financeiros do mundo mesmo diante da alta volatilidade. Por isso, neste episódio do Insights, vamos conhecer o trabalho do Bradesco, em Miami, onde aumentamos nossa presença para atender os clientes de toda a América Latina. A iniciativa também acompanha a demanda dos investidores brasileiros por alternativas offshore. Conversamos com o CEO do Bradesco Bank, Carlos Leibowicz e com Priscila Ramirez, business developer da Bradesco Asset em Miami. A apresentação é da Juliana Maeda, gestora de Soluções de Investimento da Bradesco Asset. Acompanhe! #investimentointernacional #fundosdeinvestimentos #bradescobank #bradescoasset #See omnystudio.com/listener for privacy information.
Entre vistos negados, controles migratórios reforçados e tensões diplomáticas, o Mundial de 2026 expõe o contraste entre a promessa de integração do futebol e a política de fronteiras de Donald Trump. Thomás Zicman de Barros, analista político Na próxima quinta-feira (11), será dado o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026. Como todo brasileiro, parto do pressuposto de que o hexacampeonato é apenas uma questão de tempo. Mas não é por isso que menciono o torneio. Alguém pode perguntar, de fato, o que uma competição de futebol está fazendo numa crônica de política internacional. A história, porém, não deixa mentir: competições esportivas são permeadas por política. Das Olimpíadas de Berlim em 1936 ao boicote ocidental aos Jogos de Moscou em 1980, passando pelas ditaduras sul-americanas que buscaram legitimidade em grandes torneios, o esporte sempre refletiu disputas que o ultrapassam. Poucas Copas ilustram tão bem essa realidade quanto a que começa agora. Pela primeira vez, o torneio será compartilhado entre três países da América do Norte. O primeiro jogo será na Cidade do México, haverá partidas em Vancouver e Toronto, no Canadá, e o maior número de duelos – inclusive a final, nos arredores de Nova York – acontecerá nos Estados Unidos governados por Donald Trump. A ideia de dividir a Copa entre diferentes países se explica, em parte, pelo tamanho do novo formato da competição, assim como pela perda de atratividade de sediar grandes eventos esportivos que implicam custos elevados e frequentemente provocam protestos – como se viu inclusive no México nesta edição. Mas havia também o desejo de superar fronteiras. O lema da candidatura conjunta era “United 2026”. Muito além dos “United States”, a proposta era simbolizar a integração entre os povos. Ocorre que esse discurso entra cada vez mais em choque com a retórica anti-imigrante do presidente americano. Desde sua primeira campanha republicana, há dez anos, Trump tem atacado imigrantes latino-americanos, e mexicanos em particular. Segundo ele, seriam “bad hombres”, responsáveis por trazer drogas, crime e violência para os Estados Unidos. “Alguns poucos, eu acredito, devem ser boas pessoas”, dizia então o candidato. Seu grande mote de campanha era construir um inexpugnável muro na fronteira mexicana, alimentando fantasias de uma supremacia branca americana supostamente ameaçada pela substituição demográfica por um povo que fala espanhol e que, por coincidência, também gosta de futebol. Restrição à imigração De volta ao poder, Trump tem adotado políticas ainda mais restritivas em relação à imigração. E não apenas contra mexicanos. Vistos têm sido negados, e muitos viajantes veem sua entrada barrada pelos serviços de imigração com base em critérios frequentemente arbitrários. Estrangeiros nos Estados Unidos vivem preocupados com o fortalecimento do ICE, a temida polícia migratória, que por vezes detém e deporta até imigrantes em situação regular. Houve queda no número de viajantes para o país, numa combinação entre dificuldades para obter autorização de entrada e a simples desistência de visitantes diante dos inconvenientes. Como receber o mundo inteiro para uma Copa do Mundo em um ambiente assim? Os Estados Unidos criaram o chamado FIFA PASS, que prometia priorizar entrevistas para concessão de vistos a torcedores com ingressos. Ao mesmo tempo, porém, a própria administração americana deixou claro que não hesitaria em vetar rigorosamente visitantes considerados indesejáveis. Em especial, torcedores de países sujeitos a restrições, como Haiti, Irã, Senegal e Costa do Marfim, têm enfrentado obstáculos. Em tese, haveria exceções para atletas e delegações. Mas mesmo aqui os incidentes se multiplicam. A seleção do Irã só obteve seus vistos na última semana e decidiu realizar sua concentração no México para evitar mais dores de cabeça. No último fim de semana, o atacante da seleção do Iraque foi detido e interrogado por sete horas no aeroporto de Chicago. Enquanto isso, a FIFA segue acusada de complacência com Trump, cujo ego o presidente da entidade, Gianni Infantino, parece empenhado em massagear. Um exemplo foi a criação do Prêmio FIFA da Paz, feito sob medida para agradar o presidente americano, primeiro e único agraciado com tão distinta honraria. Como se vê, futebol e política são inseparáveis. E as próximas semanas prometem deixar claro o contraste entre um evento que prometia união e integração e um governo que transformou o controle das fronteiras na sua principal bandeira.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (06): O senador Flávio Bolsonaro defendeu publicamente a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, afirmando que a medida trará uma “asfixia financeira” para as facções criminosas. Enquanto aliados políticos apoiam o movimento, a decisão gera forte debate no Palácio do Planalto e entre analistas de segurança pública sobre uma possível interferência na soberania nacional. Reportagem: André Anelli. Os Estados Unidos e países da América Latina, integrantes do grupo "Escudo das Américas", assinaram um documento de apoio ao presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O líder direitista enfrenta fortes protestos, bloqueios de estradas por caminhoneiros e agricultores, além de pedidos de renúncia devido a reformas econômicas. O governo boliviano acusa o ex-presidente Evo Morales de coordenar as manifestações para desestabilizar o país. Reportagem: Luca Bassani. A seleção do Irã garantiu os seus vistos para entrar nos Estados Unidos e disputar a Copa do Mundo de 2026, após semanas de incerteza diplomática. A autorização foi concedida apenas dez dias antes da estreia da equipe, em meio ao acirrado conflito militar e político entre Washington e Teerã. O governo do Brasil corre contra o tempo para estender o prazo de negociação com os Estados Unidos e evitar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre os produtos nacionais. A medida, imposta pela gestão de Donald Trump, coloca em xeque a relação comercial e geopolítica entre os dois países. Enquanto Brasília tenta blindar o Pix das tratativas e esticar as conversas até meados de julho, analistas debatem se a ameaça norte-americana é uma estratégia de pressão econômica ou um movimento político para frear o protagonismo do Brasil na América do Sul. O novo tarifaço de até 25% sobre importações brasileiras, gera alerta nas relações comerciais entre os dois países. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste sábado (06), o professor Igor Lucena explicou que a medida norte-americana possui um caráter político e busca forçar um alinhamento econômico e ideológico do Brasil com os Estados Unidos. A Polícia Federal estuda incluir o nome do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na "Difusão Prateada" da Interpol, mecanismo internacional voltado ao rastreio e bloqueio de ativos financeiros no exterior. A medida busca mapear o patrimônio ocultado pelo empresário, investigado na Operação Compliance Zero por fraudes bilionárias estimadas em mais de 80 bilhões de reais envolvendo o Banco Master. Reportagem: Raphaella Almeida. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o trabalhador brasileiro prioriza estabilidade no emprego e o regime CLT, mesmo diante das discussões sobre o fim da escala 6x1. O estudo aponta que, embora o salário continue sendo o principal atrativo, a busca por segurança social e flexibilidade, como o home office, ganha força. O ministro Edson Fachin rejeitou o pedido de suspeição e remoção de Kassio Nunes Marques da relatoria do processo que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado. A decisão foi estritamente processual, sob a justificativa de que o questionamento apresentado por parlamentares foi feito fora do prazo legal. Com isso, Nunes Marques segue à frente do caso, gerando debate entre analistas sobre os critérios de neutralidade e ética na Suprema Corte. Reportagem: Raphaella Almeida. Os Estados Unidos classificaram oficialmente as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, gerando repercussão imediata nos bastidores de Brasília. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã deste sábado (06), o especialista em segurança pública Coronel Frederico Afonso analisa os impactos práticos da medida na soberania nacional, no controle de fronteiras e no sufocamento financeiro das organizações. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (05): A Marcha para Jesus reuniu milhares de fiéis nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, em São Paulo. Entre as autoridades presentes estavam o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o governador paulista Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital Ricardo Nunes, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e o advogado-geral da União Jorge Messias, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As autoridades acompanharam a caminhada em um trio elétrico que partiu da Estação da Luz em direção à Praça Heróis da FEB. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente os parlamentares republicanos que se uniram aos democratas para aprovar uma resolução na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que busca limitar seus poderes para conduzir ações militares contra o Irã sem autorização prévia do Congresso. Em publicação na rede social Truth Social, Trump classificou a votação como “sem sentido” e acusou os quatro membros de seu partido que apoiaram a medida de agir contra os interesses do país. Segundo o presidente, a iniciativa pode comprometer as negociações em andamento para encerrar o conflito com o governo iraniano. As facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho passam a ser oficialmente classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos a partir desta sexta-feira (05). A medida foi anunciada pela administração de Donald Trump em 28 de maio e amplia os instrumentos legais disponíveis para autoridades americanas atuarem contra indivíduos, empresas e redes financeiras ligadas aos grupos. Desde o anúncio, o governo brasileiro tem mantido conversas diplomáticas com Washington em busca de esclarecimentos e para tentar reverter a decisão. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Marcus Vinicius de Freitas, professor de relações internacionais. Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de sanções contra integrantes da cúpula do governo de Cuba. Entre os alvos estão o presidente Miguel Díaz-Canel, sua esposa, membros da família Castro e instituições ligadas aos setores político, militar e de inteligência cubanos. A medida faz parte da estratégia da administração de Donald Trump para aumentar a pressão sobre Havana e responsabilizar autoridades que, segundo Washington, participam da repressão interna e de ações consideradas contrárias aos interesses de segurança nacional norte-americanos. Para analisar os impactos diplomáticos e geopolíticos da decisão, a Jovem Pan entrevista o especialista em relações internacionais Vitelio Brustolin. Pesquisa da Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (5) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. No cenário de primeiro turno, Lula registra 42,1% das intenções de voto, enquanto o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro aparece com 33,6%. O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre os dois candidatos. Nesse cenário, o atual presidente teria 47,8% das intenções de voto, contra 41,3% atribuídos ao parlamentar do PL. Os senadores Zequinha Marinho e Cleitinho retiraram suas assinaturas da Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela oposição como alternativa à PEC que prevê o fim da escala 6x1. A decisão ocorre poucos dias após o senador Romário também deixar de apoiar o texto. A proposta alternativa é articulada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, e prevê mudanças na jornada de trabalho por meio de acordos individuais entre empregadores e trabalhadores, com remuneração proporcional às horas trabalhadas. O texto se contrapõe à PEC original, que propõe o fim da escala 6x1 sem redução salarial. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (04):O governo brasileiro estuda a possibilidade de adotar a reciprocidade contra os Estados Unidos caso a Casa Branca imponha a tarifa que pode chegar a 37,5% em produtos brasileiros. O Planalto afirmou que se a sanção for confirmada, vai se reservar aos direitos previstos na Lei de Reciprocidade, que permite sobretaxar produtos, importações e serviços, além de descumprir acordos comerciais. Após a ameaça dos Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro (PL). Com a aproximação das eleições, o petista teria pedido, durante reunião ministerial, para que os ministros acusem o senador de traidor da pátria. Os Estados Unidos cobraram uma postura muito mais rígida do governo brasileiro no combate às facções criminosas que atuam no Brasil. O país ainda negou interferência norte-americana em território brasileiro. O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), classificou o atual cenário político do Brasil como uma “guerra espiritual”. A fala ocorreu durante um discurso na 5ª Marcha Para Jesus, em São Paulo, nesta quinta-feira (04). O senador disse ainda que o “mal” será expulso do governo do Brasil. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os magistrados não podem decidir com “vontade política” durante evento em Curitiba, no Paraná, nesta quinta-feira (04), ao rebater acusações de ativismo judicial. “Não somos juízes eleitos”. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Os Estados Unidos ameaçaram aplicar um novo tarifaço mundial. Desta vez, com sobretaxas de até 12,5%. A lista americana incluiu o Brasil. A alegação foi de falha na fiscalização de trabalho forçado. O governo brasileiro disse que a nova ameaça é absurda, e falou em reciprocidade. Um estudo mostrou que o Brasil desperdiça, todo ano, água suficiente para abastecer 77 milhões de pessoas. O Oriente Médio teve mais um dia de ataques, apesar do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Na série especial, um tributo à ousadia da seleção brasileira.
Os Estados Unidos ameaçaram o Brasil com novas tarifas: 25% a mais sobre produtos como etanol, arroz e roupas. O Departamento de Comércio americano acusou o governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias. Pré-candidatos à Presidência da República se manifestaram sobre a decisão de Donald Trump. A China suspendeu restrições à importação da carne brasileira. A ONU alertou para os efeitos extremos do El Niño até agosto. Um ataque russo em larga escala deixou 23 mortos na Ucrânia. A seleção fez o primeiro treino nos Estados Unidos. E na série especial do JN, a raça do futebol brasileiro: a garra de quem nunca desiste.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (02): Uma greve geral em Portugal provocou cancelamentos e alterações em voos entre o Brasil e Lisboa, afetando operações de companhias como TAP Air Portugal, Azul Linhas Aéreas e LATAM Airlines. O Aeroporto de Lisboa orientou os passageiros a verificarem o status de suas viagens antes de seguirem para o terminal, enquanto as empresas adotaram medidas de flexibilização e remarcação para clientes impactados. A paralisação, motivada por reivindicações trabalhistas, pode afetar cerca de 500 voos e também atingir outros serviços de transporte no país. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfrenta forte pressão de diferentes setores em torno da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva articula pela aprovação do texto já aprovado na Câmara dos Deputados, Alcolumbre encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma proposta alternativa apresentada pela oposição. O Superior Tribunal de Justiça concedeu prazo de 15 dias para que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, apresente defesa prévia em uma denúncia por calúnia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o ministro do STF Gilmar Mendes. A acusação tem como base vídeos satíricos da série “Os Intocáveis”, divulgados nas redes sociais de Zema, que, segundo a PGR, associaram falsamente o magistrado ao caso envolvendo o Banco Master. Após a manifestação da defesa, o STJ decidirá se aceita ou não a denúncia, etapa que poderá transformar Zema em réu no processo. Os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que, segundo o relatório, oneram ou restringem o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o PIX, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção. Como resposta, o documento propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção de itens como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras, entre outros. A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos, após determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA. O deputado federal Lindbergh Farias, vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou uma petição incidental no Supremo Tribunal Federal pedindo a abertura de uma investigação sobre uma possível conexão entre um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, emendas parlamentares e o financiamento do filme Dark Horse. O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino no âmbito da ADPF 854, que trata da transparência e da rastreabilidade das emendas parlamentares no país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um cessar-fogo está em vigor entre Israel e o Hezbollah. Segundo Trump, após uma conversa com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ficou acertado que não haverá movimentação de tropas israelenses em direção a Beirute. O presidente norte-americano também declarou que manteve contato, por meio de representantes de alto escalão, com o Hezbollah e que o grupo concordou em interromper os disparos, enquanto Israel também não realizaria novos ataques. Os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que, segundo o relatório, oneram ou restringem o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o PIX, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção. Como resposta, o documento propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção de itens como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras, entre outros. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista o economista Roberto Giannetti da Fonseca, ex-secretário da Camex. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Os Estados Unidos propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluírem uma investigação comercial baseada na Lei de Comércio de 1974.A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA e ocorre enquanto Brasil e Estados Unidos tentam negociar alternativas para evitar novas barreiras comerciais.Apesar da proposta, diversos produtos ficaram de fora da possível taxação, incluindo aeronaves, fertilizantes, medicamentos, café, carnes, frutas e minerais.O relatório americano aponta críticas ao comércio digital, ao mercado de etanol, à proteção da propriedade intelectual, ao combate à corrupção e a políticas comerciais adotadas pelo Brasil, temas que agora serão debatidos em consulta pública antes de uma decisão final.
Com a Copa do Mundo de 2026 sendo disputada em solo norte-americano, a tendência é que o esporte cresça ainda mais e conquiste uma nova geração de apaixonados pelo futebol.
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Os Estados Unidos decidiram classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O assessor especial do governo brasileiro Celso Amorim se manifestou e afirmou que cooperação internacional é bem-vinda, mas intervenção, inaceitável. A Receita Federal e o Ministério Público fizeram uma operação na Faria Lima, São Paulo. A força-tarefa investigou se fintechs lavaram dinheiro de facções criminosas. Relatórios de inteligência apontaram movimentações suspeitas de quase R$ 26 bilhões. A União e o governo do Distrito Federal fecharam acordo para socorrer o Banco de Brasília. O empréstimo de R$ 6,5 bilhões vai cobrir o prejuízo deixado pelo Banco Master. Em Roraima, a chuva deixou comunidades indígenas isoladas. Neymar pode ficar fora da estreia do Brasil na Copa do Mundo.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (28): O plenário da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e permite o fim da escala 6x1. A medida foi aprovada em dois turnos, com ampla maioria entre os parlamentares, e prevê um período de transição de até 14 meses para implementação das novas regras. Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal. A aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e permite o fim da escala 6x1 provocou reação de parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados. Integrantes de partidos contrários à proposta classificaram a medida como irresponsável e alertaram para possíveis impactos sobre empregos, produtividade e custos para empresas. Apesar das críticas, o texto foi aprovado com ampla maioria em dois turnos e agora seguirá para análise do Senado Federal. A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal uma representação apontando indícios de irregularidades em repasses financeiros relacionados à produção do filme “Dark Horse”. Segundo a investigação, parte dos R$ 61 milhões negociados pelo senador Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ter sido utilizada para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã, segundo informações divulgadas pela agência Reuters e confirmadas por uma autoridade americana. De acordo com o relato, militares dos EUA bombardearam uma instalação militar iraniana considerada uma ameaça às tropas americanas e ao tráfego marítimo comercial no estratégico Estreito de Ormuz. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu a aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e acaba com a escala 6x1. Segundo Motta, mudanças sociais importantes sempre enfrentaram resistência e a redução da jornada representa uma medida estrutural de promoção da saúde e qualidade de vida dos trabalhadores. O parlamentar comparou o debate atual a marcos históricos como a criação da carteira de trabalho e o fim da escravidão, afirmando que o Brasil historicamente optou por avanços civilizatórios diante de críticas iniciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho sem corte salarial representa uma “conquista histórica e civilizatória”. Em declaração após a votação na Câmara dos Deputados, Lula agradeceu ao presidente da Casa, Hugo Motta, pelo avanço da proposta e afirmou que o governo atuará para garantir a aprovação do texto no Senado Federal. A medida prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim gradual da escala 6x1. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e permite o fim da escala 6x1, medida que agora segue para análise do Senado Federal. O setor de bares e restaurantes acompanha com atenção os possíveis impactos da proposta, especialmente sobre custos operacionais, contratações e funcionamento dos estabelecimentos. Para comentar o tema, a Jovem Pan entrevista Paulo Solmucci, presidente da Abrasel. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao Congresso americano alertando para a grave escassez de mísseis de defesa aérea no país. Segundo o governo ucraniano, o atual ritmo de entrega de armamentos pelo programa PURL já não acompanha a intensidade dos ataques russos. No documento, Zelensky também citou recentes ofensivas da Rússia, incluindo o uso de mísseis balísticos do tipo Oreshnik, e reforçou o pedido por apoio militar diante da ameaça de escalada no conflito. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Ao chamar Cuba de “Estado delinquente”, Donald Trump convida o mundo a desconstruir essa expressão – e a refletir também sobre a delinquência na própria ação dos Estados Unidos. Thomás Zicman de Barros, cientista político Na última quarta-feira, 20 de maio, as relações entre Cuba e os Estados Unidos voltaram aos holofotes. Donald Trump recorreu a uma expressão antiga, mas que continua funcionando como uma espécie de senha moral da política internacional: “Estado marginal”, “Estado bandido”, “Estado delinquente”. Em inglês, se diz rogue state. A fórmula sugere uma oposição binária: existiriam países civilizados, responsáveis, defensores da ordem mundial, e outros que viveriam fora dela, como criminosos internacionais. Cuba, segundo Trump, pertenceria ao segundo grupo. A expressão foi mobilizada pelo presidente americano para justificar o indiciamento, pela Justiça dos Estados Unidos, de Raúl Castro. O antigo revolucionário cubano, hoje nonagenário, governou a ilha socialista entre 2008 e 2018 e é irmão de Fidel Castro, líder histórico da revolução cubana. A acusação soa estranha por retomar o já esquecido caso de dois pequenos aviões de ativistas anticastristas abatidos no Caribe há quase trinta anos. O episódio torna-se mais preocupante por ocorrer em meio à mobilização de embarcações de guerra americanas na região. Cresce, assim, o temor de que Cuba possa se tornar alvo de uma escalada semelhante às intervenções recentes na Venezuela e aos bombardeios contra o Irã. “Os Estados Unidos não tolerarão que um Estado delinquente abrigue operações estrangeiras de caráter militar, de inteligência e terrorista a apenas 150 quilômetros do território americano”, declarou o presidente americano. Cuba volta, assim, ao velho repertório geopolítico dos “Estados delinquentes”. À primeira vista, a frase pode parecer banal. Afinal, regimes autoritários existem. Ditaduras existem. Estados repressivos existem. Mas a questão mais interessante talvez seja: quem possui o poder de decidir quem é um “Estado delinquente”? Foi exatamente essa a questão colocada pelo filósofo francês Jacques Derrida, conhecido sobretudo como o grande pensador da desconstrução. Em um livro menos conhecido do grande público, Voyous, publicado em 2003, logo após o 11 de Setembro e o início da “guerra ao terror”, Derrida interrogava justamente aquilo que a ideia de “Estado delinquente” apresenta como evidente. Ele desconfiava profundamente de expressões que reproduzem um simplismo moral. E poucas lhe pareciam tão suspeitas quanto rogue state. Segundo Derrida, o problema não era apenas a existência de Estados violentos ou autoritários. A questão era outra: quem tem o poder de nomear os outros como “delinquentes”? Ao observar a política internacional, Derrida percebia que as grandes potências tendiam a se colocar, ao mesmo tempo, dentro e acima da lei internacional. Por um lado, apresentavam-se como guardiãs da ordem global, com autoridade para denunciar adversários como “delinquentes”, como um policial que dá voz de prisão ou um juiz que pronuncia uma sentença. Por outro, reivindicavam para si o direito de suspender essa mesma ordem quando considerassem necessário. É justamente aí que Derrida identifica a lógica do “Estado delinquente”. Ele nos convida a reparar na delinquência precisamente daquele Estado que, pela força, se coloca no direito de nomear os outros como delinquentes. Após o 11 de Setembro, Derrida via os Estados Unidos como essa potência em delinquência. O filósofo morreu em 2004 e não viveu para ver Trump dar nova atualidade às suas análises. A captura de Nicolás Maduro em janeiro deste ano, sob a acusação bastante oca de comandar um esquema narcoterrorista, e os ataques recentes realizados em coordenação com Israel contra o Irã, à revelia das Nações Unidas e também a partir de acusações de terrorismo, ilustram como Trump e seus aliados transformam a linguagem da luta contra os “Estados delinquentes” em justificativa para contornar a própria ordem internacional que afirmam defender. No caso de Cuba, há pouca dúvida de que a ilha rebelde enfrenta uma série de desafios. Os avanços em direitos sociais como saúde e educação não apagam a existência de presos políticos, mesmo que coexista um sistema local de assembleias e conselhos que em algum grau oxigenam a gestão da ilha. A crise econômica também se arrasta. Ela decorre em parte das limitações do próprio modelo cubano e do governo de Miguel Díaz-Canel. Mas o peso de décadas de embargo americano tampouco pode ser ignorado. Trump resolveu apertar o torniquete, levando ao desabastecimento total de combustível da ilha – outra vez, contra o direito internacional. Derrida nunca afirmou que todos os Estados são equivalentes, nem que democracias e ditaduras funcionam da mesma forma. Ele perguntava o que acontece quando uma potência – e, no caso americano, podemos falar de uma potência em vias de autocratização – passa a ocupar ao mesmo tempo o papel de juiz, polícia e carrasco global. O sistema internacional foi moldado para acomodar os interesses das grandes potências, e dos Estados Unidos em particular. Ao longo do último século, a delinquência dessas potências nunca deixou de se manifestar. Mas, com o enfraquecimento dos fóruns multilaterais, vemos avançar cada vez mais uma lógica em que cada país proclama sua própria lei internacional – e decide sozinho quando ela deve deixar de valer.
Os Estados Unidos e o Irã estão perto de fechar um acordo que reabriria o Estreito de Ormuz, disseram neste domingo autoridades graduadas do governo americano, enquanto o presidente Donald Trump afirmou que não vai “se apressar” para concluir um entendimento.
A influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa suspeita de lavar dinheiro da cúpula do PCC. A operação também tem como alvo Marcos Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção. O Congresso afrouxou regras sobre repasse de verbas a estados e municípios, durante o período eleitoral. A Câmara dos Deputados aprovou projetos que limitam a fiscalização ambiental. A Justiça da França condenou a Airbus e a Air France por homicídio no acidente do voo Rio-Paris, em 2009. Os Estados Unidos mobilizaram militares no Caribe para pressionar o regime cubano. A Serra Catarinense registrou -0,4°C, a menor temperatura do ano no Brasil.
Liliana Reis afirma que programa nuclear iraniano é questão mal resolvida que impossibilita acordo. Fala na incapacidade de Kiev e de Moscovo para ganhar vantagens que permitam ganhos nas negociações.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (16): O mercado financeiro encerrou mais uma semana em forte instabilidade, impactado por tensões internacionais e ruídos políticos no Brasil. A falta de acordo entre Estados Unidos e Irã elevou os preços do petróleo e gerou temores inflacionários globais, enquanto o cenário doméstico foi sacudido pela repercussão de conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Como resultado, o dólar disparou para a maior cotação em um mês, superando os R$ 5,06, e a Bolsa de Valores registrou nova queda relevante. Os Estados Unidos intensificaram significativamente as operações de espionagem aérea nas proximidades de Cuba, realizando pelo menos 25 missões com aeronaves de inteligência e drones de alta altitude desde o início do ano. A movimentação militar ocorre em meio a uma grave crise energética e de combustíveis na ilha caribenha. Especialistas apontam que o caráter público e incomum das missões funciona como uma demonstração de força e uma clara mensagem de intimidação de Washington a Havana. O presidente Lula defendeu a proibição do uso de Inteligência Artificial nas eleições de 2026, classificando a medida como uma "questão de caráter". No entanto, os comentaristas Acacio Miranda e Thulio Nassa alertam que uma restrição total pode abrir precedentes para a censura prévia no debate político. Enquanto o TSE tenta impor limites às deep fakes, o uso da tecnologia por partidos e governistas escancara a complexidade de se regulamentar a inovação no país. O Supremo Tribunal Federal (STF) validou a lei que assegura a igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil, exigindo que empresas com mais de 100 funcionários publiquem relatórios de transparência. A medida visa combater a disparidade de gênero no setor privado, onde mulheres ainda ganham, em média, 21% menos que os homens exercendo as mesmas funções. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã deste sábado (16), o advogado Jackson Passos explica que a nova legislação endurece as penalidades, prevendo indenizações por danos morais para além do pagamento das diferenças salariais. O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou Kevin Warsh como substituto de Jerome Powell no comando do Federal Reserve. O economista e jurista, de linha liberal, assume em meio a questionamentos da imprensa norte-americana sobre o risco de interferência política na instituição. Especialistas debatem os impactos dessa transição para o cenário global e traçam um paralelo com a autonomia do Banco Central no Brasil, alertando sobre as consequências do populismo nas decisões econômicas. A Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro (proprietário do Banco Master), em uma nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que Henrique atuava como o financiador do grupo criminoso "A Turma", envolvido em fraudes financeiras de grande escala. O desdobramento da operação revela ainda o suposto envolvimento de cinco agentes da PF, que teriam recebido propina e ameaçado desafetos do esquema. O programa Jornal da Manhã deste sábado (16) conversou com o advogado criminalista Felipe Carrijo para entender o tema. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou a sua visita oficial à China sem alcançar grandes acordos em temas sensíveis, evidenciando impasses em áreas como inteligência artificial, defesa e na questão de Taiwan. O encontro com o líder chinês, Xi Jinping, ocorre em um momento de forte pressão interna sobre o governo norte-americano devido aos impactos inflacionários da guerra contra o Irã. Enquanto Washington tenta redefinir a sua política bilateral para reduzir os prejuízos das empresas, Pequim consolida a sua relevância geopolítica global e já se prepara para receber o presidente russo, Vladimir Putin. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Os Estados Unidos criaram em média 48 mil vagas de emprego por mês no último trimestre. É menos do que a média dos últimos anos. O que parece ser um sinal de desaceleração do mercado de trabalho pode ser, na verdade, uma mudança na dinâmica do emprego americano. O menor fluxo de imigrantes no país e o envelhecimento da população nativa causaram uma redução na força de trabalho. Os efeitos já são vistos na menor geração de empregos e na dificuldade das empresas americanas de encontrar trabalhadores. Como a transformação do mercado de trabalho americano pode afetar as decisões do Federal Reserve (banco central dos EUA)? No minuto 07:19, a economista Claudia Moreno também explica o que podemos esperar para o comportamento do dólar no Brasil. Entenda, ainda: Petróleo cai, mas guerra no Irã segue sem solução; Caminho mais incerto para a Selic.
Ministros do Supremo publicaram novas medidas contra os penduricalhos que proíbem dribles à decisão da corte. Eles também vetaram mudanças que gerem aumento indireto de remuneração. A determinação vale para o Judiciário, Tribunais de Contas, Ministério Público, advocacia e defensoria pública. O IBGE divulgou números da economia em 2005. A renda média do brasileiro cresceu, mas aumentou também a desigualdade e a concentração de renda no Brasil. Donald Trump anunciou três dias de trégua entre Rússia e Ucrânia. Os Estados Unidos bombardearam dois petroleiros do Irã. O regime dos aiatolás revidou com ataques contra os Emirados Árabes. No escândalo do Banco Master, a Polícia Federal investiga pagamentos de ao menos três viagens internacionais de Daniel Vorcaro para o senador Ciro Nogueira.
TUTAMÉIA entrevista a deputada federal Gleisi Hoffmann PT-PR), que acaba de deixar o ministério das Relações Institucionais para concorrer a uma vaga no Senado Federal.Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques no Golfo Pérsico em uma escalada de violência nesta segunda-feira, que também envolveu os Emirados Árabes Unidos, levando a pedidos por novos bombardeios contra alvos iranianos e colocando em dúvida o futuro de um cessar-fogo de quatro semanas.
No fim-de-semana, o Irão apresentou um plano de paz em 14 pontos aos Estados Unidos. Neste documento, Teerão torna a fazer propostas já anteriormente rejeitadas por Washington, nomeadamente que os Estados Unidos se retirem do Golfo, que se levantem as sanções internacionais, que sejam pagas compensações de guerra e que um acordo de paz abranja o Líbano, actualmente sob fogo israelita, apesar de oficialmente vigorar uma trégua desde meados do mês passado. Todavia, antes mesmo de se debruçar sobre este documento, Donald Trump considerou que era pouco provável que respondesse às suas expectativas, o Presidente americano acabando por anunciar que o seu país passaria, a partir desta segunda-feira, a escoltar as centenas de navios comerciais que se encontram no Estreito de Ormuz. De acordo com o comando militar americano na região, esta operação denominada "Project Freedom" - "Projecto Liberdade", mobiliza 15 mil militares, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, bem como navios de guerra e drones. O Irão que ainda hoje apelou os Estados Unidos para que "adoptem uma abordagem razoável" e "abandonem as exigências excessivas", proibiu hoje as forças americanas de se aproximarem do estreito de Ormuz, recomendando igualmente a todos os navios comerciais e petroleiros que evitem qualquer movimentação no sector sem se coordenarem com as forças iranianas. Trump, contudo, avisou que em caso de obstáculo à sua operação que descreve como um "gesto humanitário", ele "teria recurso à força". Num contexto em que se multiplicam os apelos a uma solução concertada, perante o risco de um reacender das hostilidades depois de menos de um mês de trégua, a RFI falou com o Major General Carlos Branco. RFI: Como se apresenta actualmente o panorama no Estreito de Ormuz? Major General Carlos Branco: Há duas questões. Começando pela proposta de acordo submetida ao mediador paquistanês, para depois ser apresentada aos Estados Unidos, essa proposta em 14 pontos não apresenta nada de inovador. Do lado iraniano, não há nenhuma cedência relativamente a qualquer das linhas vermelhas que os iranianos já tinham definido. Portanto, as propostas do lado iraniano não só não representam uma cedência, como não agradaram, naturalmente, ao Presidente Donald Trump. E isso coloca-se a vários níveis. Um deles tem a ver com o desbloqueamento do estreito. E o outro tem a ver com a negociação do pacote nuclear, onde os iranianos não fizeram cedências pura e simplesmente. Consideram que, para já, não deve ser discutido, porque haverá outros pontos na agenda que merecem ser tratados antes de discutir o problema do acordo nuclear. Agora, relativamente à resposta norte-americana sobre a escolta dos navios. Tudo isto depende do dispositivo naval que o presidente Trump colocar na região. Se mantiver o actual dispositivo, podemos dizer que será um saco com muitos furos que vai deixar passar muitas embarcações, que é aliás, o que tem acontecido até agora. Há de facto algumas embarcações que são interceptadas por parte dos navios norte-americanos. Mas a esmagadora maioria não é. E não é Porquê? Por um lado, porque os navios são poucos para uma área muito grande. E, por outro lado, porque muito desse trânsito marítimo se faz relativamente próximo da costa iraniana. E ao deslocarem-se nesta zona, acabam por estar protegidos pelo sistema balístico iraniano. O que significa que os navios norte-americanos não se conseguem aproximar da costa porque se eles se aproximam da costa, acabam por estar dentro do alcance dos mísseis antinavios iranianos. E, portanto, até este momento, não temos assistido a navios norte-americanos a assumirem esse risco. RFI: Neste domingo, o Irão desafiou, de certa forma, os Estados Unidos, dizendo que Trump deveria escolher entre um "mau acordo" ou então uma "operação militar impossível". Estava a referir-se ao facto de Donald Trump não poder ir além dos 60 dias de conflito sem consultar o Congresso? Major General Carlos Branco: Sim, há essa limitação que Trump, de uma forma expedita, está a procurar contornar e então auto-suspende as operações durante dois ou três dias, para depois recomeçar as operações e, portanto, procurar evitar esse impedimento legal do Congresso. Mas isso é um problema que Trump e os norte-americanos terão que resolver. Para já, o que me parece importante debater, são as opções que estão à frente dos nossos olhos. E, em primeiro lugar, temos aqui uma oposição, por um lado, dos israelitas que querem avançar quanto antes para uma operação militar. Por outro lado, os Estados Unidos que colocam algumas interrogações sobre isso. E a questão é sempre a mesma e é o tema que temos discutido desde o início destes combates: o que é que se pretende atingir com uma operação militar contra o regime iraniano? Seria uma mudança de regime, a substituição do regime dos ayatollahs por um outro regime que nós não conseguimos identificar. O que nesta altura poderia ser uma alternativa, a alternativa monárquica (Reza Pahlavi, herdeiro do trono iraniano, actualmente no exílio), não reúne consenso, nem do lado iraniano, nem do próprio lado norte-americano. Portanto, aqui temos uma questão que não foi resolvida e, deste modo, pode-se dizer que é uma derrota dos Estados Unidos, porque um dos objectivos de uma operação militar é subordinar o oponente à nossa vontade. E o que é um facto, é que não foi isso que aconteceu. Eu tenho muitas dúvidas que uma operação militar contra o Irão vá alterar esta situação. Temos, no entanto, que ver a oportunidade, do ponto de vista norte-americano. É claro para os Estados Unidos que este confronto está-lhes a sair muito caro. Quando eu digo caro, não é só do ponto de vista económico, mas também do ponto de vista político. E há uma vontade do Presidente norte-americano de terminar com isto. E uma das soluções, soluções à Trump, é daquelas do expediente do último minuto, que é "bom, nós vamos fazer uma operação militar, destruímos uma série de instalações, vamos obliterá-las. Aliás, obliteramos várias vezes. Portanto, tivemos várias vitórias. Mas essas vitórias, pois, obrigam sempre a que se continuem os combates. Vamos embora e declaro vitória e a minha imagem internamente não será afectada". Isto sou eu a especular. E fica tudo na mesma e ficamos confrontados com uma guerra fria na região em que não houve alterações significativas. Bom, alterações significativas, coloco este problema com algumas interrogações. Nomeadamente, relativamente ao dispositivo militar norte -americano na região. Segundo informações que nesta altura são públicas, o aparelho militar norte-americano na região do Golfo, esse sim está obliterado, está destruído. Nalguns casos completamente destruídos, noutros com a sua operacionalidade significativamente afectada. Portanto, este é um dos temas que terá que ser discutido também no Acordo de Paz. Mas ainda não chegámos lá. Será numa fase mais avançada. Para já, é aqui que nos encontramos. Eu estou convencido que os Estados Unidos vão avançar para uma solução militar. Estas questões das propostas de paz e contrapropostas são, na prática, paliativos. É que não vão resolver nada. Não vão conduzir a uma solução política. São apenas compassos de espera em que uma e outra parte se preparam para o confronto que ocorrerá. Do meu ponto de vista, a breve trecho. RFI: Precisamente numa altura em que há fortes sinais de que as hostilidades poderiam recomeçar, os Estados Unidos anunciaram nestes dias que iriam retirar 5 mil militares americanos da Alemanha, que é um dos parceiros estratégicos dos Estados Unidos a nível militar, no seio da NATO e no seio da Europa. Isto não será, no fundo, também dar um tiro no pé? Major General Carlos Branco: Será um tiro no pé se os Estados Unidos implementarem essa decisão. É uma interrogação que nós temos, antes de mais, de colocar. Será que isso é apenas uma ameaça ou se vai concretizar? Mas vamos partir do princípio que se vai concretizar. Eu penso que a comunicação social e muitos políticos na Europa estão a reagir de forma exagerada a esse anúncio, porque sabemos perfeitamente que os Estados Unidos nunca vão abdicar da sua presença na Europa, apesar de se dizer isso de vez em quando e muito menos na Alemanha. A Alemanha é o local onde as forças americanas têm uma presença mais efectiva no teatro europeu. A maior base aérea norte-americana fora dos Estados Unidos é na Alemanha. é na Alemanha que estão uma série de estruturas de comando: o quartel-general do comando das forças norte-americanas na Europa, o comando das forças norte-americanas do AFRICOM e muitos outros. Por exemplo, um grande hospital militar próximo da base de Ramstein (sudoeste do país), onde são canalizados os feridos dos diferentes combates que os Estados Unidos têm travado, nomeadamente agora do Irão, há algumas dezenas, senão centenas de peritos que se têm dirigido a este hospital na Alemanha. Portanto, a Alemanha representa um nó de apoio logístico e de sustentação das forças que os Estados Unidos têm vindo a empregar e provavelmente continuarão a fazê-lo no Médio Oriente, na Ásia. E sabemos o que é que aconteceu desde o Iraque e desde os diferentes envolvimentos do Iraque ao Afeganistão. Portanto, estamos a falar de um assunto que, do meu ponto de vista, não é assunto. Para além disso, esses 5 mil soldados são marginais relativamente ao efectivo que os norte-americanos têm na Europa. Segundo uma autorização do ano passado, que foi aprovada no Congresso, os Estados Unidos têm que ter na Europa permanentemente um mínimo de 76 mil soldados. Nesta altura tem 68 mil. Estão autorizados a baixar esse número por um período de 45 dias. Depois tem que ser reposto. Nesta altura, 68 mil são os que se encontram na Alemanha. Aliás, no teatro europeu, partindo do princípio que este número não está subestimado, porque há uma série de presenças norte-americanas em vários locais que me levam a concluir que este número, nesta altura, é um número avaliado por defeito. Mas assumindo que é um número correcto, 5% representa menos de 10% desse total. E volto a dizer, há uma reacção exagerada, desproporcional relativamente às consequências que esta decisão, se for implementada, pode vir a provocar. RFI: Mas a nível da Alemanha, o governo tem apelado fortemente a rearmar a Europa, o que era uma posição que tradicionalmente a Alemanha nunca assumia. Era mais à França que defendia um sistema europeu autónomo em matéria de defesa. Por outro lado, outros parceiros tradicionais dos Estados Unidos parecem também ter tomado consciência de que precisam ter alguma segurança autónoma. Estou a referir-me, por exemplo, ao Japão, que pondera a hipótese de se rearmar e de, inclusivamente, mudar a sua Constituição para não pôr de parte completamente a sua capacidade de defesa autónoma. Major General Carlos Branco: Sim, temos dois assuntos distintos, embora eles tenham uma raiz comum. É um facto que houve uma alteração significativa na política externa norte-americana. Os Estados Unidos nunca abdicaram do seu projecto hegemónico. Essa afirmação dessa hegemonia, dessa liderança mundial, teria que ser feita recorrendo a aliados e, portanto, para recorrer a aliados teria que haver uma operação de captação das suas vontades, que não pode ser o que acontece nesta altura com o presidente Trump. O presidente Trump acha que pode concretizar esse projecto de liderança global, hostilizando tudo e todos, hostilizando os seus aliados. Falando primeiro dos europeus, a questão dos europeus tem aqui uma outra envolvente que se prende com o medo, do meu ponto de vista, sem justificação e mais uma vez exagerado de uma operação militar russa em território europeu. Em primeiro lugar, a Europa tem que decidir para que é que se quer armar. Eu percebo que a Europa se tenha que armar. Sou apologista dessa opção. Mas primeiro, tem que se explicar para quê? Se é para criar uma capacidade de dissuasão relativamente a outros pólos que se possam transformar numa ameaça. E, neste caso concreto, a Rússia. Pois claro, que a Europa tem que ter essa capacidade. Isso é absolutamente indiscutível. Outra coisa é a Europa querer armar-se, não para ter uma capacidade de dissuasão, mas para adquirir capacidade para atacar a Rússia e envolver-se numa confrontação com a Rússia. São necessários outros meios e envolventes políticas que são igualmente distintas e, portanto, ninguém ainda hoje na Europa foi capaz de clarificar exactamente esta questão. Há, de facto, muito discurso, muita narrativa, muita retórica sobre a ameaça russa. E nós sabemos que a Europa se está a armar. Mas convinha esclarecer isto. Eu, nesta altura começo a ficar preocupado, porque esse rearmamento da Europa não parece configurar-se no âmbito de criar capacidade de dissuasão, mas para a outra alternativa, e isso é algo que merece uma análise diferente, porque as consequências vão ser completamente distintas. Aliás, eu recordo que os europeus parecem ter memória curta e não perceberam ainda que guerras na Europa têm-se saldado sempre por resultados de soma negativa. E os europeus têm perdido sempre com estas guerras fratricidas no velho Continente e como é que isso contribuiu para reduzir a importância geoestratégica da Europa. Relativamente ao Japão, a situação tem que ser analisada numa primeira parte, coincidente com aquilo que eu já disse. Ou seja, os Estados Unidos têm hostilizado desnecessariamente os seus aliados. Mas há aqui outra componente, porque os aliados norte-americanos na Ásia, depois do que aconteceu no Médio Oriente, se calhar pensaram duas vezes. Ou seja, os norte-americanos provaram a sua incapacidade de honrar os seus compromissos securitários com os países do Médio Oriente. Por exemplo, relativamente a Arábia Saudita, os Estados Unidos não foram capazes de honrar os compromissos securitários, nem tiveram capacidade para defender as suas próprias bases, os seus navios saíram do Golfo Pérsico. Ou seja, não conseguiram sequer garantir a liberdade de navegação. Estamos a falar até agora no Médio Oriente. Imagine o que é que estará a passar na cabeça dos aliados na Ásia. E daí eu perceber que haverá uma preocupação acrescida no domínio da segurança desses países. Agora, há uma coisa que merece ser discutida: é se as alterações que querem introduzir nas suas arquitecturas de segurança serão as mais adequadas. E nós sabemos que o Japão, e isto não é de agora, está a alterar a sua narrativa e nomeadamente relativamente a Taiwan. Considera Taiwan como um Estado e considera que uma acção chinesa em Taiwan deveria ser considerada como um ataque também ao Japão. Portanto, isto é um outro tema que merece uma outra abordagem, mas que é extremamente preocupante, sobretudo porque a China de hoje não é a China de há dez anos e muito menos de há vinte anos. E isso tem que ser levado em consideração quando se fazem determinados cálculos estratégicos, porque erros de cálculo estratégico é o que tem prevalecido nas últimas décadas. O Afeganistão, mais uma vez, o Iraque, a Líbia, etc. E seria bom que se parasse, se respirasse e se pensasse antes de optar pela via bélica. Provavelmente, haverá outras alternativas do foro político e do foro diplomático que poderão resolver estes problemas. Isto transporta-nos para um outro tema que é o dilema da segurança. E isso conduz normalmente à conflitos, muitas das vezes quando eles não são desejados e os dirigentes políticos actuam exclusivamente com a necessidade de salvar a face. RFI: Voltando ao Médio Oriente e, mais concretamente, desta vez ao Líbano. Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde meados de Abril, Israel continua as suas operações no sul do Líbano, inclusivamente fora da área que definiu como sendo a zona de segurança e, portanto, saindo da mesa das negociações, saindo da possibilidade de haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que abranja também a situação do Líbano. Como é que ficamos? Major General Carlos Branco: A haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, ele não ocorrerá a breve trecho. É algo que vai demorar e eu diria não só meses, mas se calhar anos. Porque há muitas questões de natureza técnica que têm de ser discutidas e, fundamentalmente, quando abordamos o dossier nuclear, isto é um dado importante antes de falar do Líbano. No Líbano, não há cessar-fogo. Os combates continuam. Mais uma vez, houve um erro de cálculo estratégico da parte de Israel, porque, aliás, isso é devidamente divulgado por analistas no Ocidente que diziam que o Hezbollah estava completamente fragilizado e que tinha perdido toda a sua capacidade de combate. O que temos assistido é exactamente o contrário. O Hezbollah está muito longe de estar debilitado e conseguiram superar os ataques à sua liderança, às suas chefias. Aliás, um pouco como o Irão o fez também. Depois, temos uma outra questão em causa que se prende com mais uma tentativa de Israel colocar forças no Líbano. Nós assistimos a isto desde 1982 e todas as intervenções de Israel no Líbano, umas demoraram mais tempo do que outras, mas saldaram-se sempre em derrotas e na retirada das forças israelitas do Líbano. Eu não consigo perceber o que é que os dirigentes israelitas viram agora de novo, que alteração qualitativa eles identificaram que vá fazer com que a história seja escrita de forma diferente. É que os israelitas, que andam já há mais de 40 anos a tentar estabelecer uma presença permanente no Líbano e que se tem saldado sistematicamente em derrotas. O que é que é agora novo e diferente? Que vai fazer com que possam sair vitoriosos para além daquilo que têm feito, que é uma coisa absolutamente inaceitável. Há regiões no sul do Líbano que se equiparam muito às de Gaza, completamente destruídas, e acho que a comunidade internacional já devia ter tomado uma posição mais assertiva relativamente a estes desenvolvimentos. Parece que há muita gente anestesiada. Mas, independentemente dos aspectos relacionados com condenações do que os israelitas estão a fazer no sul do Líbano, o que se coloca aqui no debate é saber se isto tem possibilidade de ser vitorioso, saldar-se por uma presença permanente de Israel no sul do Líbano. Recorrendo à história, diria que não, que é mais uma tentativa gorada ao fracasso. Mas isso, daqui a uns meses nós poderemos fazer um saldo definitivo destes desenlaces e procurar perceber até que ponto o que estou a dizer, tem fundamento ou não.
Entra em vigor a 1 de Maio a isenção de taxas aduaneiras para 53 países africanos que queiram exportar para a China. Esta é uma medida de Pequim que visa colmatar o vazio deixado pelos Estados Unidos após a chegada ao poder de Donald Trump em 2024 e que tem mostrado que os norte-americanos não são parceiros de "confiança" no comércio mundial. A partir desta sexta-feira, os produtos de 53 países africanos que entrem na China não pagam quaisquer taxas aduaneiras. Estamos assim, por exemplo, a falar do café da Etiópia, das laranjas da África do Sul, dos abacates do Quénia ou do cacau oriundo da Costa do Marfim que até agora pagavam entre 8 a 30% do seu valor em taxas aduaneiras e que passam a entrar livremente na China. Pequim já tinha estabelecido uma regra similar no passado, mas apenas para os países considerados como subdesenvolvidos no continente africano, alargando agora a medida a países como a África do Sul, Nigéria ou Etiópia. Com esta medida, o economista Francisco Miguel Paulo, actualmente investigador assistente na Business Research Unit no ISCTE, em Lisboa, considera que a China está a preencher o vazio deixado pelos Estados Unidos desde a chegada ao poder de Donald Trump, que instaurou uma guerra comercial mundial com as taxas aduaneiras. "A China está a preencher o vazio que os Estados Unidos estão a deixar na governança mundial, já que os Estados Unidos até então ditos defensores do livre comércio estão a defender o proteccionismo. Mas alguém tem que liderar a economia mundial e a China está a ver isto como uma oportunidade. Os Estados Unidos ainda não renovaram com os países africanos e os países africanos estão no limbo. E agora a China ofereceu esta oportunidade, esta decisão unilateral de não aplicar tarifas às exportações dos países africanos que têm relações diplomáticas com a China", explicou o economista Francisco Miguel Paulo. O única país africano não incluído neste acordo é o Essuatíni, já que mantém ainda relações diplomáticas com Taiwan, vendo-se assim excluído desta medida chinesa. Segundo Francisco Miguel Paulo, cabe agora aos países africanos desenvolverem as suas indústrias de forma a passarem a exportar produtos já transformados e não só matéria-prima. Recentemente, a Nigéria inaugurou a sua primeira refinaria, um exemplo para outros países produtores de petróleo em África como Angola, que para além do petróleo possui também grandes potencialidade no sector agrícola. "Angola, infelizmente, não tem uma política industrial própria e consistente e poderia ter. Angola tem a capacidade de produzir também produtos manufacturados e exportar para a China. E é um facto interessante. Há muitos pequenos empresários chineses que vão para Angola, estão a apostar na agricultura e criam um mercado próprio para a população chinesa em Angola e para exportar para a própria China porque eles conseguem entender que amanhã, se o país tiver uma política industrial séria, Angola vai conseguir transformar os seus produtos agrícolas para produtos manufacturados e exportar para qualquer país do mundo. Angola tem boa fruta, tem bons produtos agrícolas, mas infelizmente só falta uma política industrial própria. E quando digo em Angola, digo no resto dos países africanos, porque senão só a Nigéria, África do Sul ou Etiópia é que podemos assim dizer que têm uma indústria. Uma boa parte dos países africanos não têm, infelizmente e dependem sempre da exploração de matéria prima", concluiu o economista.
Em plena guerra no Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos decidiram abandonar nesta terça-feira, 28 de Abril, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo OPEP, em nome dos "interesses nacionais". O economista angolano Osvaldo Mboco considera que esta saída fragiliza a liderança da Arábia Saudita e vai obrigar à reorganização da OPEP. Os Emirados Árabes Unidos decidiram sair da OPEP, invocando o interesse nacional. O que é que esta decisão reflecte? Os Emirados Árabes Unidos são um dos maiores produtores de petróleo a nível mundial e têm capacidade para aumentar a sua produção. No entanto, as normas da OPEP, conduzidas pela Arábia Saudita - que chefia a organização - impõem contenção e redução do número de barris de petróleo produzidos por dia.Isto tem implicações ao nível da economia dos países. Esta retirada reflecte a posição dos Emirados Árabes Unidos que têm como objectivo ganhar maior autonomia relativamente à sua política energética. Esta automonia passa, essencialmente, pelo aumento da produção diária, com o objectivo de maximizar receitas provenientes dessa mesma produção, bem como intensificar o seu papel enquanto um dos maiores produtores de petróleo a nível mundial. Eram conhecidas as fortes rivalidades pelo controlo da OPEP entre os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. A liderança saudita fica posta em causa com esta decisão? A liderança fica um pouco fragilizada. Esta liderança tem vindo a sofrer saídas de países-membros de forma significativa , países com uma produção relevante, como foi o caso de Angola, Qatar e Equador. Agora, os Emirados Árabes Unidos, o que pode também abrir caminho para que outros países, que ainda estão na organização, tencionem fazer o mesmo. Isto acaba, em certa medida, por fragilizar a posição da Arábia Saudita relativamente à sua liderança. Ainda assim, a OPEP continua a ser, uma organização extremamente importante do ponto de vista da regulação da produção, podendo influenciar o preço do barril de petróleo. O mercado petrolífero funciona na lógica da oferta e da procura: quanto maior for a oferta, tendencialmente o preço desce; quanto maior for a escassez ou o controlo, pode haver um equilíbrio que evite aquilo a que eu chamaria um choque petrolífero, que pode pôr em causa o próprio preço do petróleo. Os Emirados Árabes Unidos tinham recentemente criticado a resposta militar dos países do Golfo, com o encerramento do Estreito de Ormuz, devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Esta situação também pode ter levado à saída da organização? Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita convergem em determinadas matérias de política externa. Ambos são aliados dos Estados Unidos, embora tenham algumas divergências nas suas relações com a Rússia e a China. Ainda assim, existem assuntos estruturais em que seguem na mesma direcção. Os Emirados Árabes Unidos têm uma visão diferente relativamente ao que está a acontecer no Golfo Pérsico, nomeadamente no que diz respeito ao Estreito de Ormuz e às influências na região. Se repararmos, também várias críticas foram feitas por aliados europeus aos Estados Unidos, relativamente à sua estratégia no Oriente. Assistimos, pela primeira vez, a vários “nãos” relativamente a intervenções apoiadas pela NATO, o que considero normal. O Presidente dos Estados Unidos tinha recentemente acusado a organização de enganar o mundo ao aumentar o preço do petróleo. Esta saída pode ser vista como uma vitória para Donald Trump? Os Estados Unidos são um dos países que mais consomem petróleo, em função da sua capacidade industrial. Naturalmente, quanto maior for o preço do petróleo, maiores podem ser os impactos económicos. Do ponto de vista político, não diria que é uma vitória, mas sim uma decisão que pode interessar aos Estados Unidos. Os americanos também produzem petróleo de xisto - embora seja mais dispendioso - e possuem uma das maiores reservas do mundo. No entanto, uma fragilidade da OPEP pode não ser totalmente vantajosa para os Estados Unidos, devido à questão do petrodólar. Este só tem a dimensão que conhecemos em função dos acordos estabelecidos após o choque petrolífero de 1973, nomeadamente com a Arábia Saudita, para que o petróleo fosse comercializado em dólares. A saída de vários países da OPEP pode levar à desvalorização do petróleo e abrir espaço para que alguns países passem a transaccionar noutras moedas, como já acontece com o Irão. Ainda assim, não me parece ser o caso dos Emirados Árabes Unidos, dada a sua relação próxima com os Estados Unidos. A Arábia Saudita é um dos poucos membros com capacidade significativa de reserva de petróleo. A longo prazo, com a reabertura do Estreito de Ormuz, isto pode representar o enfraquecimento estrutural da OPEP? A OPEP pode estar enfraquecida, mas é difícil afirmar que este seja o seu fim. Enfrenta, no entanto, vários desafios que devem ser ultrapassados. Um deles é a necessidade de reforçar a cooperação com o grupo OPEP+, que inclui países como a Rússia, que não sendo membro formal, tem um papel relevante nas decisões sobre o mercado petrolífero. Outro desafio passa pela adaptação à transição energética global, que tem vindo a ganhar força nos últimos anos. Por fim, é essencial gerir as tensões internas entre os Estados-membros, que têm interesses e contextos muito distintos. Caso contrário, poderemos continuar a assistir à saída de países, o que levará a uma perda de controlo directo sobre os preços num mercado cada vez mais fragmentado. Este é, sem dúvida, um dos grandes desafios: manter a relevância e a capacidade de influência num contexto global em mudança.
Os Estados Unidos estão sendo “humilhados” pelos líderes iranianos enquanto o presidente Donald Trump enfrenta dificuldades para negociar o fim da guerra, disse o chanceler alemão Friedrich Merz em comentários que podem aprofundar ainda mais as divisões nas relações transatlânticas.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (25): O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a prisão do último núcleo de condenados por envolvimento na trama golpista. Entre eles está o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, que foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão. Reportagem: Pedro Tritto. Os Estados Unidos aprovaram a execução por pelotão de fuzilamento em decisão do presidente Donald Trump, segundo comunicado. A medida gerou reação internacional, e o papa Leão XIV classificou a pena de morte como “inadmissível”. Reportagem: Carlos Martins. Em informação exclusiva para a Jovem Pan, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido deve definir o nome para a disputa ao Senado em até dez dias. Segundo ele, a decisão ficará nas mãos do deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que deve conduzir a escolha dentro da legenda. Nos bastidores, o nome mais cotado é o de André do Prado, presidente da Alerj, embora ainda não tenha sido confirmado. Reportagem: Beatriz Manfredini. A Polícia Militar intensificou uma operação contra o roubo de celulares na capital paulista, com foco em pontos considerados críticos. A ação mobiliza mais de 200 policiais, com uso de motos, viaturas e drones, além de mirar grupos conhecidos como “gangue do quebra-vidro”. Reportagem: Julia Fermino. O estado de São Paulo reforçou o alerta para a vacinação contra doenças durante a Semana Mundial da Imunização. A campanha segue em todo o estado até o dia 30 de maio, com aplicação gratuita de vacinas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O deputado Paulinho da Força (Solidariedade) falou sobre o projeto de lei da dosimetria e os vetos do presidente Lula (PT) à proposta. O relator articula a retomada do debate no Congresso Nacional sobre o tema. Reportagem: Caio César. O professor de Relações Internacionais da UFPB Augusto Teixeira avaliou os possíveis desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, o cessar-fogo pode ser reforçado ou até colapsar, a depender dos próximos movimentos diplomáticos. A Superintendência de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o fim da escala 6x1 pode gerar uma perda de cerca de R$ 76,9 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB). Marcio Guerra, superintendente de economia da CNI, explica os dados e discute como as empresas podem reagir ao cenário. Após avanço no Congresso Nacional, a proposta que prevê o fim da escala 6x1 entra em uma nova fase de tramitação. O advogado trabalhista Rubens Gama avalia os próximos passos do projeto e destaca que é esperado haver reação do setor empresarial diante das possíveis mudanças na jornada de trabalho. O governo federal, através do Ministério do Trabalho e Emprego, criou novas regras para reduzir juros considerados abusivos no crédito consignado após dados alarmantes do endividamento das famílias. A medida prevê a definição de limites para empréstimos, com o objetivo de diminuir o custo para os consumidores. Reportagem: Matheus Dias. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Os Estados Unidos acusam entidades chinesas de copiarem modelos de inteligência artificial (IA) americana “à escala industrial”. A administração norte-americana diz ter provas de operações organizadas para extrair tecnologia de empresas dos EUA, numa altura em que a China ganha terreno na corrida global à IASee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Morre Oscar Schmidt, ídolo do esporte brasileiro. O jogador foi o mais importante do nosso basquete. Ele se tornou o maior cestinha na história das Olimpíadas e foi o herói da seleção, na inesquecível medalha de ouro em Indianápolis. Fãs, amigos e atletas relembraram a trajetória do eterno Mão Santa. O Irã reabriu o Estreito de Ormuz, depois do cessar-fogo no Líbano. O preço do petróleo caiu para o menor valor em mais de um mês. Os Estados Unidos mantiveram o bloqueio a portos iranianos, e Teerã ameaçou fechar novamente a passagem no Golfo Pérsico.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (16): A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) uma nova fase da Operação Compliance Zero e prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em Brasília. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios sem lastro com o banco Master. A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, envolvendo crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. Paulo Henrique Costa comandou o BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e esteve à frente da tentativa de compra do Banco Master. Ele já havia sido afastado em novembro por decisão judicial na primeira fase da operação. Os Estados Unidos e o Irã estão avaliando a possibilidade de estender o cessar-fogo por mais duas semanas para ganhar tempo nas negociações de um acordo de paz. A medida busca reduzir o risco de retomada dos combates, mesmo diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz. O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG), entregou nesta quarta-feira (15) o relatório final da comissão aos ministros Luiz Fux e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento pede o indiciamento de Lulinha, além de dois ex-ministros da Previdência Social: Carlos Lupi, do governo Lula, e José Carlos Oliveira, do governo Bolsonaro. A Polícia Federal também prendeu nesta quinta-feira (16), em São Paulo, o advogado Daniel Monteiro, considerado próximo a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele é apontado como administrador de diversos fundos utilizados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade de dinheiro de movimentação ilícita. A prisão faz parte de uma nova fase da Operação Compliance Zero. Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (15) que vão endurecer as sanções contra a indústria petrolífera do Irã, enquanto Teerã mantém o fechamento do Estreito de Ormuz. “O Departamento do Tesouro está agindo com firmeza por meio da ‘Fúria Econômica', ao atingir as elites do regime, como a família Shamkhani, que tenta lucrar às custas do povo iraniano”, declarou em comunicado o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, referindo-se a uma campanha de pressão financeira contra o Irã que remete ao nome da operação militar americana que desencadeou a guerra. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que um cessar-fogo no Líbano é tão fundamental e importante quanto um cessar-fogo no próprio Irã, destacando a relevância de ampliar as negociações de trégua para diferentes frentes de conflito. O Papa Leão XIV afirmou nesta quarta-feira (15) que o mundo precisa ouvir uma mensagem de paz e resistir aos “caprichos dos ricos e poderosos”. A declaração foi feita horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a criticá-lo em seu perfil na rede social Truth Social pela segunda vez na mesma semana. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), venceria um eventual segundo turno contra Fernando Haddad (PT), segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (16). De acordo com os dados, Tarcísio aparece com 53,4% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 37,3% no cenário analisado. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A Polícia Federal prendeu os cantores de funk Ryan SP e Poze do Rodo. Também foi para a cadeia o influenciador digital Raphael Sousa Oliveira. A operação apreendeu carros de luxo, armas e joias. Investigadores afirmaram que 33 suspeitos lavaram dinheiro do crime organizado e movimentaram mais de R$ 1,5 bilhão. O Irã ameaçou fechar o Mar Vermelho. Os Estados Unidos planejam enviar mais 10 mil militares para o Oriente Médio. O governo propôs um superávit fiscal de 0,5% do PIB, em 2027. Tem futebol nesta quarta-feira à noite: Corinthians e Fluminense estreiam em casa, na Libertadores.
Os Estados Unidos pressionaram, e Israel abriu negociação para um acordo de paz com o Líbano. Mas o exército israelense manteve a ofensiva contra o grupo Hezbollah. O Irã anunciou uma “nova fase” no controle do Estreito de Ormuz. Donald Trump disse que os iranianos estariam cobrando pedágio de navios no Golfo Pérsico. Adiado no Supremo o julgamento sobre as eleições para governador do Rio de Janeiro. Conselhos do Judiciário e do Ministério Público regulamentaram os penduricalhos. A Receita Federal tem apreensão recorde de canetas emagrecedoras ilegais no Brasil. Um princípio de incêndio provocou atrasos e cancelamentos de voos pelo país e um engarrafamento de aviões tomou a pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Tema de abertura de Claudio Zaidan para o programa Bandeirantes Acontece
Confira os destaques do Jornal da Manhã desse domingo (05): O comando militar do Irã rejeitou o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a reabertura do estreito de Ormuz. Teerã classificou a ameaça como “desequilibrada e estúpida” em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. Os Estados Unidos resgataram o segundo tripulante do caça F-15 abatido no Irã. O presidente Donald Trump (Republicano) afirmou que o militar foi localizado após uma operação de busca e resgate em território inimigo. Em entrevista à Jovem Pan, o professor de relações internacionais Gunther Rudzit analisa o conflito entre Estados Unidos e Irã e afirma que, neste momento, Teerã tem vantagem estratégica ao pressionar economicamente Washington com o fechamento do estreito de Ormuz. Durante a vigília pascal no Vaticano, o papa Leão XIV criticou a paralisa diante dos conflitos no mundo e pediu que os fiéis trabalhem pela paz. A cerimônia é uma das celebrações mais importantes da Igreja Católica e marca a ressurreição de Jesus Cristo. Na mensagem de Páscoa deste domingo (05), o papa Leão XIV pediu que líderes mundiais abandonem planos de poder e trabalhem pelo fim dos conflitos. O pontífice criticou a violência e alertou para o risco de o mundo se acostumar com as guerras. Após o fim da janela partidária, PL e PT aparecem com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados. Especialistas avaliam que o cenário reforça a polarização política nas eleições de 2026. Após troca de críticas entre Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu união entre lideranças da direita. O pré-candidato afirmou que disputas internas enfraquecem o grupo. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio (Republicano), anunciou a prisão de duas mulheres apontadas como sobrinhas do general iraniano Qassem Soleimani. Elas tiveram o green card revogado e aguardam deportação, mas a família do militar nega qualquer parentesco. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Nelson Roman, presidente da ABEMI, analisa os impactos da alta da gasolina na indústria brasileira. Ele também comenta como o PL 6139 pode fortalecer a engenharia nacional e reduzir a vulnerabilidade do setor energético. Dez governadores e dez prefeitos de capitais deixaram os cargos dentro do prazo de desincompatibilização para disputar as eleições. Entre eles estão nomes que devem concorrer à Presidência da República e ao Senado. Fiéis participam das celebrações de Páscoa na Catedral da Sé, no centro de São Paulo. A data marca a ressurreição de Jesus Cristo e é considerada uma das mais importantes do calendário cristão. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira na edição do Jornal da Record desta quarta (1º): Donald Trump afirma que Teerã pediu cessar-fogo, mas governo iraniano nega a informação. Os Estados Unidos podem deixar a aliança militar com a Europa. No Brasil, governo fecha acordo com ao menos 23 estados para segurar o preço do diesel. Petrobras anuncia reajuste do querosene de aviação e preço das passagens deve subir. Palácio do Planalto envia ao Senado indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo. Os últimos preparativos antes da primeira missão espacial tripulada à lua em mais de 50 anos.
A crise política no Rio de Janeiro teve um novo episódio. Pela segunda vez, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar. O impasse sobre o governo no Rio vai para decisão no Supremo. O PSD pediu a realização imediata de eleições diretas. O STF formou maioria por uma eleição indireta, mas quatro ministros votaram para que a população escolhesse o novo governador. A Corte tem até segunda-feira para confirmar voto no plenário virtual. Alexandre de Moraes estabeleceu novas regras para o compartilhamento de relatórios do Coaf. A CPI do INSS propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas. Os Estados Unidos mobilizaram mais 10 mil militares para o Oriente Médio. O Irã se prepara para uma invasão das tropas americanas. Raphinha e Wesley estão fora do jogo da seleção contra a Croácia. E a McLaren ameaça o domínio da Mercedes na Fórmula 1.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (13): O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no Irã sobre o preço do diesel e a inflação. Entre as ações estão um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, o que pode reduzir o valor em R$ 0,32 por litro, e uma medida provisória que prevê subvenção no mesmo valor a produtores e importadores. O governo também determinou a tributação da exportação de petróleo para ampliar o refino interno e exigiu que postos de combustíveis informem de forma clara aos consumidores a redução de impostos e preços. Os Estados Unidos emitiram uma licença temporária de 30 dias que permite a países comprarem petróleo russo e derivados que atualmente estão retidos no mar. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a medida busca ajudar a estabilizar os mercados globais de energia diante da volatilidade causada pela guerra contra o Irã. O anúncio ocorreu poucas horas depois de o preço do petróleo ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, atingindo o maior nível em quase quatro anos. O Brasil registrou 140 casos confirmados de Mpox desde o início de 2026, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde. Até o momento, não houve registro de mortes pela doença no período. Além dos casos confirmados, o país contabiliza 539 casos suspeitos e 9 considerados prováveis, mantendo o monitoramento da situação pelas autoridades de saúde. O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país deve continuar utilizando o bloqueio do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão geopolítica. A declaração foi divulgada por meio de uma mensagem lida na TV estatal iraniana, poucos dias após ele assumir o posto ocupado por seu pai, Ali Khamenei. No comunicado, o novo líder também aconselhou países vizinhos a fecharem bases militares dos Estados Unidos na região, afirmando que essas instalações continuarão sendo alvo de ataques iranianos. O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, o que aumenta a tensão internacional diante das novas ameaças. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, criticou o governo do presidente Donald Trump e afirmou que o líder americano tenta “dividir a Europa” com estratégias semelhantes às usadas por adversários do bloco. Em entrevista ao Financial Times, Kallas citou tarifas comerciais, ameaças econômicas e até discussões sobre a anexação da Groenlândia como exemplos de pressão sobre países europeus. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado ao hospital na manhã de sexta-feira (13) após apresentar mal-estar enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, em Brasília. Segundo o senador Flávio Bolsonaro, o ex-presidente acordou com calafrios e episódios de vômito. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado por volta das 7h40 para prestar atendimento. O Ministério Público do Paraná sofreu uma nova derrota no desdobramento judicial do Caso Evandro após recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. O ministro Gilmar Mendes manteve a revisão criminal que anulou os processos relacionados ao desaparecimento e morte do menino Evandro Ramos Caetano. Com isso, seguem absolvidos Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Beatriz Abagge, que haviam sido condenados pelo crime ocorrido nos anos 1990 e que se tornou um dos casos criminais mais controversos da história recente do Brasil. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Convidado: Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1. Dentro do governo americano, está em curso uma discussão para classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A diplomacia brasileira trabalha para frear a decisão, diante dos riscos que esse tipo de classificação pode ter para a soberania e para a economia do país. Nos últimos meses, dois países latino-americanos foram submetidos a ações americanas contra grupos considerados narcotraficantes pela Casa Branca. No fim de 2025, navios, caças e drones enviados por Washington bombardearam embarcações no mar do Caribe e mataram pelo menos 100 pessoas, entre venezuelanos e colombianos – sem qualquer prova de que os alvos tivessem relação com o crime. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1, para explicar as relações do CV e do PCC com o crime internacional. Guedes também relata como o crime organizado cresceu nas últimas décadas no Brasil – e o terror que gera em todo o continente. Por fim, ele avalia quais são os reais interesses americanos na pauta da segurança pública.
No 3 em 1 desta segunda-feira (09), o destaque foi o presidente dos Estados Unidos Donald Trump que expressou insatisfação com a escolha do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. O filho de Ali Khamenei assumiu o posto e já descartou a possibilidade de um cessar-fogo nos conflitos regionais. Reportagem: Luca Bassani. O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para a sucessão presidencial com 39%, segundo pesquisa nacional da Real Time Big Data. O levantamento aponta que o presidente Lula (PT) aparece na segunda colocação com 35% da preferência do eleitorado. O mandatário do país figura em segundo lugar em todos os cenários testados pelo instituto para o primeiro turno. O senador Alessandro Vieira (MDB) articula a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar autoridades envolvidas no Caso Banco Master. O parlamentar conseguiu assinaturas suficientes e pretende apurar o suposto envolvimento de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e integrantes do alto escalão na rede de Daniel Vorcaro, o dono da instituição. Reportagem: Beatriz Souza. A advogada Viviane Barci de Moraes detalhou o contrato e a natureza dos serviços jurídicos prestados pelo seu escritório ao Banco Master. A esposa do ministro Alexandre de Moraes afirmou que nunca conduziu causa no âmbito do STF e apresentou esclarecimentos sobre a consultoria para a instituição de Daniel Vorcaro. Reportagem: André Anelli. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que os desdobramentos do Caso Banco Master devem ser um tema central nas eleições de 2026. O líder parlamentar defendeu que as investigações sobre a rede de Daniel Vorcaro ocorram sem interferências. Reportagem: Misael Mainetti. Os Estados Unidos montaram uma aliança estratégica com 13 países para destruir cartéis do narcotráfico. Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, discutiram a classificação de facções criminosas. O presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizou que planeja igualar o Comando Vermelho e o PCC ao terrorismo. Reportagem: André Anelli. O senador Carlos Viana (Podemos), presidente da CPMI do INSS, insiste na realização da oitiva do banqueiro Daniel Vorcaro para esclarecer fraudes contra aposentados. A defesa do dono do Banco Master pede uma conversa reservada com o cliente e solicita que o primeiro diálogo não seja gravado. O mandatário do colegiado deve se reunir com o ministro André Mendonça para discutir sobre o caso. Além disso, Gilmar Mendes criticou o vazamento de conversas pessoais de Vorcaro. Reportagem: Beatriz Souza. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve deixar o cargo no próximo dia 19 de março para disputar o governo de São Paulo. Conversas de bastidores indicam que o petista aceitou o desafio de ser o principal palanque do presidente Lula (PT) no maior colégio eleitoral do país. O mandatário da pasta econômica ainda não oficializou a decisão, mas a saída é dada como certa nos bastidores. Reportagem: André Anelli. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Neste programa Semana em África, voltamos aos temas que marcaram os nossos noticiários. O destaque vai para os receios manifestados em torno das consequências da guerra no Médio Oriente sobre as economias africanas. A guerra no Médio Oriente está a preocupar também os países africanos. Em Cabo Verde, o Presidente José Maria Neves apelou ao bom senso e ao diálogo entre os países envolvidos, defendendo uma solução pacífica para a crise. “Na verdade, as guerras nunca resolvem os problemas. Destroem, criam problemas humanitários, criam também ressentimentos e geram mais violência. Nós sempre temos apelado ao respeito pela soberania dos países, ao respeito pelo direito internacional e para o diálogo e a solução negociada dos conflitos. E, na linha da nossa Constituição da República, são esses os princípios que nós defendemos. Independentemente dos países ou dos protagonistas, são esses os elementos que Cabo Verde defende na arena internacional. Resta-nos apelar ao bom senso, ao diálogo e à solução negociada deste conflito”, afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano. Em termos económicos, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, admitiu que a subida de mais de 10 pontos percentuais no preço do petróleo na última semana vai ter implicações directas na economia do arquipélago. “Ninguém está preparado para situações imprevisíveis. Temos de nos preparar em todo o mundo. Os Estados Unidos, a França, a Alemanha e também Cabo Verde têm de se preparar. Estamos perante um novo contexto e todos nós temos de nos adaptar a esta realidade, que terá implicações a nível económico. Com o aumento do preço do petróleo, que subiu mais de 10 pontos percentuais, apenas na última semana, haverá impactos directos na economia cabo-verdiana", declarou Olavo Correia. Já Angola pode estar entre as economias mais beneficiadas em África devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irão, devido à subida dos preços do petróleo e melhores condições financeiras da dívida. A informação foi adiantada à Lusa pela analista da Bloomberg Economics Yvonne Mhango, que disse que Angola, Nigéria e Gana podem tirar benefícios da subida do preço do petróleo, enquanto a República Democrática do Congo, a África do Sul e o Quénia poderão estar entre os mais afectados. Mas de um modo geral, a analista adverte que "para a maioria das economias africanas, preços mais altos do petróleo significam moedas mais fracas e renovada pressão sobre a inflação, o que poderia colocar novamente em discussão uma subida nas taxas de juro". Ainda em Angola, o porta-voz da CEAST - a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé - Belmiro Chissengueti, alertou para os efeitos do “fim do multilateralismo”. “Nós estamos numa realidade e num panorama mundial em que os organismos multilaterais parecem que hoje estão bastantes fragilizados, há anos quando falávamos das Nações Unidas pelo menos eram ouvidas, mas hoje sentimos praticamente os efeitos do fim do multilateralismo, daí a opção de uma única potência mundial ditar as regras”, declarou nesta segunda-feira em Luanda o porta-voz da CEAST, Belmiro Chissengueti durante a conferência de imprensa de balanço da I Assembleia Plenária da CEAST. Na Guiné-Bissau, o primeiro-ministro do Governo de transição, Ilídio Vieira Té, afirmou, esta semana, que o país está preocupado com as consequências da guerra no Médio Oriente e que está a tomar medidas preventivas sobre o aumento do petróleo. Ainda em Cabo Verde, um alerta do FMI para os efeitos na Segurança Social do declínio populacional levou o governo a ponderar aumentar a idade de reforma. O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, falou dessa possibilidade e em um estudo em curso. "Este estudo está em curso, um estudo que tem de ter uma boa base de sustentabilidade porque aqui temos de garantir não só aquilo que pode ser qualquer mexida no sistema de reforma, pois temos de ter em conta também as contribuições, particularmente num país que está a mudar a sua pirâmide de idade", começou por dizer o governante. "Hoje temos mais velhos, temos maior esperança de vida, as pessoas vivem mais. A viverem mais, consomem mais da Segurança Social, através da assistência médica, medicamentos e tem uma pressão maior para a Segurança Social", explicou o chefe do governo de Cabo Verde. "Por outro lado, há uma tendência de redução do número de contribuintes. Aquilo que está a acontecer na Europa vai acontecer aqui, em Cabo Verde, num período de aproximadamente uns vinte anos. Muito trabalho já foi feito, tem de ser depois aprovado em sede do Conselho de Concertação Social", rematou. Em Moçambique, a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres, Luísa Meque, indicou estar atenta aos alegados casos de desvios de donativos para as vítimas das cheias e inundações. “Nós, como instituição, a nossa maior preocupação é que todos os bens que são levados para os centros de acomodação sejam entregues aos beneficiários, que são, de facto, as pessoas que têm de receber os bens. Agora, temos que trabalhar com todos aqueles que estão lá, que estão com comportamentos que não são abonatórios, para o sucesso do nosso trabalho”, vincou Luísa Meque. Ainda em Moçambique, arrancaram esta semana as aulas para este ano lectivo, depois de cheias e inundações terem afectado mais de 400 infra-estruturas escolares. Sete escolas continuam a ser utilizadas como centros de acolhimento para as vítimas das intempéries e 15 permanecem sitiadas. O Presidente Daniel Chapo defendeu o investimento na educação. “Investir na educação não é uma despesa, pelo contrário: é uma estratégia e uma opção política do Estado no investimento no futuro”, afirmou Daniel Chapo. Daniel Chapo sublinhou que a actual geração tem a missão de conquistar a independência económica: “Essa conquista começa aqui, na escola, na educação. Não haverá industrialização robusta sem um ensino secundário forte, não haverá economia digital sem ciência nas salas de aula e não haverá soberania plena sem construirmos, e continuarmos a construir, este futuro”, disse. Em São Tomé e Príncipe, decorreu esta semana o Forum de Soluções e Investimento dos Pequenos Estados Insulares Africanos em Desenvolvimento. Na abertura do evento, o chefe do governo são-tomense disse que “este fórum representa um passo estratégico, decisivo na conjugação de esforços para acelerar a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares com vista a erradicação da pobreza, eliminação da fome, combate à má nutrição e a redução da desigualdade” nos pequenos países insulares do continente. Américo Ramos reconheceu que o tempo exige celeridade nas acções de luta contra a insegurança alimentar: "Constatamos com preocupação que precisamos acelerar o ritmo das nossas acções, para corresponder às expectativas dos nossos concidadãos, sobretudo os mais vulneráveis no que respeita ao direito de acesso à alimentação adequada.”
Professores de Cabinda em greve para exigir pagamentos de subsídios. Tigray, no norte da Etiópia, na eminência de um novo conflito. Os Estados Unidos da América e as suas intervenções em nome da democracia.
Stephen Colbert, o apresentador do “The Late Show”, acusa a CBS de proibir a transmissão de uma entrevista com um candidato democrata ao Senado, depois do sector jurídico do canal lhe ter dito que não o podia fazer sem convidar igualmente os adversários. A imposição do canal surge depois da Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês, equivalente à ERC portuguesa), por pressão de Donald Trump, querer estender a regra que garante o mesmo tempo de antena a todos os candidatos aos late-night shows, até agora isentos. Os Estados Unidos chegam assim a uma conversa que se fez em Portugal, no final de 2022, a propósito de uma queixa pelo facto do representante do Chega não ter sido convidado para o programa de Ricardo Araújo Pereira, “Isto É Gozar Com Quem Trabalha”. Neste episódio, conversamos com Gustavo Carvalho, autor do podcast “Humor À Primeira Vista”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os Estados Unidos enfrentam em janeiro de 2026 uma das catástrofes climáticas mais severas de sua história recente. A chamada "Winter Storm Fern" (Tempestade de Inverno Fern) paralisou dois terços do território americano, deixando um rastro de destruição que inclui mais de 100 fatalidades confirmadas e cerca de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica em meio a temperaturas que ultrapassam os 40 graus abaixo de zero. Neste vídeo, mostramos os desdobramentos desta nevasca histórica. Desde o fenômeno científico das "árvores que explodem" (conhecido como frost cracking) até o impacto logístico que cancelou mais de 20 mil voos e causou engavetamentos massivos em Michigan. Analisamos também a resposta do governo sob a gestão de Donald Trump, que decretou estado de emergência em tempo recorde, e o debate inevitável: como explicar um evento de frio tão extremo em meio à narrativa global de aquecimento constante? Entenda o que os dados reais dizem sobre o alarmismo climático e a complexidade do clima terrestre.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (22): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) o chamado “Conselho da Paz”, uma estrutura criada por seu governo para supervisionar a reconstrução e a estabilidade na Faixa de Gaza. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não tem compromissos marcados para essa quinta-feira (22). No dia em que visitaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em Brasília, o chefe do Executivo paulista deixou a agenda vazia, o que tem sido interpretado como um “recado claro” à família Bolsonaro. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca agilizar no Congresso Nacional a validação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado (17), após a Europa aprovar a revisão jurídica que congela o tratado. Auxiliares do Planalto afirmam que a estratégia é acelerar o processo interno para demonstrar o engajamento do Brasil e manter o tema em evidência, colocando pressão política sobre os europeus. A decisão do Parlamento Europeu desta quarta-feira (21) aumentou o senso de urgência. Os Estados Unidos suspenderam por tempo indeterminado o processamento de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida atinge categorias como vistos de trabalho e outros tipos de imigração permanente, mas não afeta vistos de não imigrante, como os de turismo e de estudante. Dessa forma, viagens temporárias, incluindo deslocamentos para eventos. Lideranças europeias vão realizar nesta quinta-feira (22), na Bélgica, uma reunião de emergência para discutir as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Groenlândia. A Dinamarca e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) negaram que a soberania da Groenlândia tenha sido oferecida ao presidente Donald Trump. Em busca de um palanque forte em Minas Gerais durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados intensificaram as articulações para convencer o senador Rodrigo Pacheco a concorrer ao governo do estado. Nas últimas semanas, ministros procuraram o ex-presidente do Senado, e há expectativa de uma nova conversa com Lula no fim de janeiro ou início de fevereiro. O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, anunciou na noite desta quarta-feira (21) a escolha de Francisco Lucas Costa Veloso para o cargo de secretário nacional de Segurança Pública. Conhecido como Chico Lucas, ele atualmente ocupa a Secretaria de Segurança Pública do Piauí e passa a assumir uma das funções mais estratégicas da pasta. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, concedeu entrevista à Jovem Pan e comentou a denúncia formalizada pelo Ministério Público, que o acusa de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo os promotores, Crivella teria estruturado um esquema conhecido como “balcão de negócios”, no qual empresários pagavam propina em troca de contratos públicos ou para acelerar a liberação de pagamentos atrasados na prefeitura do Rio. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o senador Nelsinho Trad concederam uma coletiva de imprensa para comentar os próximos passos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo eles, há um ambiente de harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo, o que deve facilitar a tramitação e a aprovação do projeto no Congresso Nacional. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices