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⚖️ Vijay Prashad: Como enfrentar os Estados Unidos | Uma análise ousada sobre poder, soberania e estratégias de resistência global.No programa de hoje, recebemos um dos pensadores internacionais mais incisivos da atualidade: Vijay Prashad, historiador, analista geopolítico e diretor do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social.Em um mundo onde a política externa dos Estados Unidos continua a ser uma força determinante — seja por meio de sanções, intervenções militares, guerra econômica ou pressão diplomática —, uma pergunta fundamental se impõe para nações e movimentos que buscam um caminho soberano: Como enfrentar os Estados Unidos?Mais do que uma questão retórica, esta é uma urgência prática para o Sul Global. Nesta entrevista especial do "20 Minutos", Prashad irá desmontar os mecanismos do poder estadunidense e explorar as táticas de enfrentamento e autonomia que estão sendo construídas ao redor do mundo.Vamos mergulhar em temas como:A arquitetura do poder: Como funcionam os instrumentos de pressão dos EUA (sanções, SWIFT, FMI, controle midiático)?Estratégias de resistência: Da diversificação de parcerias (Rússia, China) ao fortalecimento de blocos regionais (BRICS+, CELAC). O que funciona?Guerras híbridas e a batalha das narrativas: Como contestar o discurso hegemônico que justifica intervenções?Casos concretos: Lições de Cuba, Venezuela, Irã e Vietnã na defesa de sua soberania.O papel dos movimentos populares: A solidariedade internacional ainda é uma ferramenta eficaz?O cenário de multipolaridade: Estamos realmente vendo um declínio do poder unilateral dos EUA, ou apenas sua reconfiguração?O futuro do confronto: Quais são os possíveis cenários de escalada ou diálogo nas próximas décadas?Esta conversa é um mapa estratégico para entender as forças em choque no tabuleiro geopolítico atual. Participe ao vivo com suas perguntas nos comentários! As mais pertinentes serão respondidas.Não perca esta aula de geopolítica crítica e estratégias de soberania!
[Patrocinado] Com mais de 70 anos de história, a JBS garante qualidade à mesa e alimenta um futuro melhor. Saiba mais em: https://www.jbs.com.br/Os Estados Unidos e a Rússia concordaram em retomar contatos militares de alto nível que haviam sido suspensos logo após a invasão da Ucrânia, anunciou o governo dos EUA.
EUA, Rússia e Ucrânia sentam-se em Abu Dhabi. Major-General João Vieira Borges acusa a comunidade internacional de "não reagir" aos ataques contra Kiev. "Os Estados Unidos estão ao lado de Moscovo".See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Congresso aprovou reajuste para servidores da Câmara e do Senado e criou gratificações que podem chegar a 100% do salário, abrindo espaço para pagamentos acima do teto de R$ 46 mil. O Ministério Público Militar pediu que Jair Bolsonaro e quatro militares condenados na trama golpista sejam expulsos das Forças Armadas. A Polícia Federal abriu novo inquérito para apurar gestão fraudulenta no Banco de Brasília. A polícia prendeu o ex-presidente do Rioprevidência. Uma perseguição em São Paulo terminou com um morto e uma pessoa baleada na Avenida Faria Lima. Os Estados Unidos derrubaram um drone militar do Irã. Conheça Nicole Silveira, mais um destaque do Brasil nas Olimpíadas de Inverno.
Os Estados Unidos enfrentam em janeiro de 2026 uma das catástrofes climáticas mais severas de sua história recente. A chamada "Winter Storm Fern" (Tempestade de Inverno Fern) paralisou dois terços do território americano, deixando um rastro de destruição que inclui mais de 100 fatalidades confirmadas e cerca de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica em meio a temperaturas que ultrapassam os 40 graus abaixo de zero. Neste vídeo, mostramos os desdobramentos desta nevasca histórica. Desde o fenômeno científico das "árvores que explodem" (conhecido como frost cracking) até o impacto logístico que cancelou mais de 20 mil voos e causou engavetamentos massivos em Michigan. Analisamos também a resposta do governo sob a gestão de Donald Trump, que decretou estado de emergência em tempo recorde, e o debate inevitável: como explicar um evento de frio tão extremo em meio à narrativa global de aquecimento constante? Entenda o que os dados reais dizem sobre o alarmismo climático e a complexidade do clima terrestre.
Os Estados Unidos oficializaram o chamado “Corolário Trump”, uma nova estratégia de defesa que resgata a Doutrina Monroe e promete reagir de forma rápida e militar contra a influência de Rússia e China nas Américas. O governo americano afirma que não aceitará obstáculos a seus interesses comerciais e de segurança, citando a captura de Nicolás Maduro como exemplo.A tensão aumentou após declarações da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em defesa da soberania sobre o petróleo do país. Em resposta, Donald Trump fez ameaças públicas, afirmando que ela pagará um “preço muito alto” caso não coopere com Washington.Nesse contexto, Lula conversou por telefone com Trump pela primeira vez após a invasão da Venezuela, criticada pelo brasileiro. Embora convidado a integrar um novo “Conselho da Paz”, o Brasil impôs condições e mantém cautela, apesar de avanços pontuais em temas como combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.
Confira no Jornal da Record News desta quarta-feira (28): PEC da Segurança Pública deve ser votada após o Carnaval. O projeto está entre as prioridades do retorno do Congresso. O corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro de 2025 em Caldas Novas (GO) foi encontrado. A polícia confirmou a prisão de três pessoas envolvidas no crime: o síndico do prédio, o filho dele e o porteiro. E mais: Trump ameaça atacar Irã caso país não negocie com os Estados Unidos.
No Irão, o regime do ayatollah Ali Khamenei tentou calar a maior vaga de protestos dos últimos anos com uma repressão que teria feito milhares de mortos. As manifestações começaram a 28 de Dezembro na capital e alastraram a todo o país. Os Estados Unidos intensificaram a presença militar no Médio Oriente com a mobilização do porta-aviões USS Abraham Lincoln, depois de Donald Trump ter afirmado que deverá receber “em breve” um relatório sobre a situação no Irão para decidir se avança com uma intervenção militar. Será a pressão interna e externa suficiente para uma eventual mudança de regime? E quem poderia assegurar uma transição? Para conversarmos sobre este tema convidámos Maria Ferreira, professora de Relações Internacionais, que nos fala sobre “a pior repressão de sempre” no Irão, sobre a “diplomacia coerciva” dos Estados Unidos e sobre dificuldade de antever, para já, uma mudança de regime. RFI: Perante a mobilização de um porta-aviões para o Médio Oriente, até que ponto um ataque dos Estados Unidos é uma possibilidade? Maria Ferreira, Professora de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “É preciso ter consciência de que o Irão é a segunda maior nação do Oriente Médio e é a 18.ª maior nação do mundo. Vivem no Irão mais de 92 milhões de habitantes, portanto, é um país com uma matriz civilizacional fortíssima e que não se compara a outros Estados, nomeadamente a Venezuela, onde os Estados Unidos têm vindo a desenvolver acções exteriores. É claro que o Irão, neste momento, está a passar pela pior repressão de sempre que visa as manifestações pró-democracia, mas mesmo a resposta do regime a estas manifestações demonstra a dificuldade que seria, mesmo para uma potência militar como os Estados Unidos, intervir num palco de conflito que é extremamente complexo.” Então, não há essa possibilidade de um ataque iminente dos Estados Unidos? “De um ataque clássico dos Estados Unidos não. Seria muito difícil aos Estados Unidos conseguirem controlar um território com uma complexidade doméstica como se afigura no Irão. Segundo a Amnistia Internacional, no Irão, existem três braços armados que suportam fortemente o regime e que estão sob a alçada do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei.” Nesse caso, para que serve esta mobilização de navios de guerra americanos, nomeadamente, do porta-aviões, para o Médio Oriente? “Repare que Donald Trump está a replicar os mesmos passos da Venezuela no Irão porque antes da extracção do Presidente Maduro, os Estados Unidos enviaram para a Venezuela e para a região também um conjunto de forças militares com o objectivo de escalarem a tensão contra o país, aplicarem uma espécie de diplomacia coerciva para atingirem os seus objectivos, nomeadamente no que toca à questão do petróleo. No Irão, o que está a acontecer é também a utilização de diplomacia coerciva para obrigar o Irão a uma eventual mudança de regime. Repare-se que essa mudança de regime não aconteceu na Venezuela. Essa mudança de regime no Irão está a ser associada às revoltas populares nas ruas e é preciso dizer que a repressão das revoltas já terá provocado entre 17.000 a 25.000 mortos. Simplesmente, tal como na Venezuela não houve mudança de regime, também no Irão essa mudança de regime afigura-se muito difícil pelas circunstâncias internas, políticas e militares, que conseguem sustentar o regime de Ali Khamenei.” Que resultados é que pode ter essa “diplomacia coerciva”? Na segunda-feira houve um responsável americano que disse que a porta está aberta se o Irão quiser entrar em contacto com Washington. Há uma porta aberta a uma eventual mudança de regime? “O ayatollah Khamenei é uma figura odiada por grande parte dos iranianos. A economia iraniana está numa situação insustentável e há uma grande repressão interna. Aquilo que os especialistas no Irão discutem é quais são internamente as hipóteses para eventualmente substituir o ayatollah Khamenei. Mas essas hipóteses são muito ténues e eu penso que foi isto que levou - a par do reconhecimento de que uma intervenção militar no Irão seria absolutamente complexa por causa dos três braços armados que sustentam o regime - foi essa consciência que levou a que Donald Trump, há duas semanas, com a desculpa de que o Irão já não estava a executar protestantes, tivesse claramente recuado na sua retórica agressiva, militarista, coerciva contra o Irão. É que, segundo vários autores que são especialistas na questão do Irão, não existe grande vontade de reforma do regime e os moderados são vistos como figuras marginais dentro do próprio regime e nem sequer têm o peso para vir a substituir o líder supremo e, eventualmente, poder conduzir a uma reforma do regime iraniano. Portanto, não se afigura como muito claro quem é que poderia preencher o vazio de poder que iria instalar-se depois da eventual morte ou extracção ou retirada do líder supremo. O que se sabe, com certeza, é que a Guarda Revolucionária iria sempre tentar preencher esse vazio de poder através da imposição de um autoritarismo militarista. No Irão existem os que mandam e aqueles que são mandados e, portanto, é muito difícil pensar numa eventual mudança do regime porque mesmo as figuras mais moderadas como Mohammad Bagher Ghalibaf , o antigo presidente Hassan Rohani, mesmo o actual Presidente Massoud Pezechkian que é também visto como um moderado, mesmo esses reformistas são considerados como irrelevantes, ou seja, não existem. Na prática, na sociedade iraniana, são uma espécie de cosmética, como diz Ali Ansari, que é professor na Universidade St Andrews, eles estão completamente marginalizados. Ou seja, no Irão não há um movimento de reforma política que possa, no fundo, apoiar o movimento na rua.” Os protestos não se podem tornar numa revolução? Não há nenhum líder da oposição que possa unir os iranianos e derrubar o regime dos ayatollahs? “Bem, neste momento, nós sabemos que o antigo filho do Xá, Reza Pahlavi, que está no exílio, se está a movimentar no sentido de poder ser uma eventual alternativa à mudança de regime no Irão, mas aquilo que se questiona em relação à Reza Pahlavi é que, apesar de ele argumentar que tem uma missão inacabada que o seu pai deixou quando saiu do Irão, que o seu objectivo não é de todo restaurar o passado autoritário associado ao Xá e que o seu objectivo é assegurar uma futura democracia no Irão, apesar disso, há grandes dúvidas em relação à legitimidade de uma figura cuja única base de autoridade é ser filho do Xá deposto. Portanto, também não me parece que possa vir a ser uma figura consensual para poder alicerçar a mudança do regime até porque há um legado muito divisivo do próprio Xá no Irão. Ou seja, o Xá não é consensual no Irão. Todo o reinado, o legado de autoritarismo associado ao Xá ainda tem uma memória muito forte no Irão e, apesar de Reza Pahlavi ter apelado a uma transição pacífica até um referendo nacional para decidir o futuro sistema político do Irão, continua a ser um símbolo de um passado autoritário. Se os iranianos não querem Ali Khamenei, dificilmente vão querer voltar a um passado de uma monarquia imperial associada ao Xá. Portanto, mesmo com esta retórica de modernização, de democratização, de solidificação das alianças com o Ocidente, a verdade é que há ainda uma memória muito marcada da censura, da polícia secreta, da supressão da dissidência, dos abusos aos direitos humanos ligados ao período do Xá e esse legado divisivo projecta-se em Reza Pahlavi e prejudica a sua capacidade de poder vir a liderar um período de transição no Irão.” Como disse, há milhares de pessoas que morreram nas manifestações, não se sabe bem quantas porque há diferentes números a circularem e o país está sem internet há 18 dias. Estes são os maiores protestos desde 2022. Como é que vê os próximos tempos no Irão? “É muito interessante perceber que realmente estes não são os únicos protestos que marcaram a história recente do Irão. Já em 2009, em 2022, a Revolução Verde... Tivemos outras vagas de protestos contra o Irão. O que especifica historicamente esta vaga é a onda de repressão que lhe está associada e que, de alguma forma, mostra a crescente fragilização do regime que terá já matado entre 17.000 a 25.000 pessoas. É claro que nós não sabemos exactamente o que é que se está a passar porque há um bloqueio cibernético. O que é interessante de ver é que as pessoas no Irão estão a usar formas alternativas para ter acesso à internet, nomeadamente o SpaceX, o Starlink, redes virtuais de internet privadas e estão a tentar suplantar aquilo que é uma marca fundamental do regime iraniano que é uma infraestrutura muito forte de vigilância cibernética e de vigilância nomeadamente através de câmaras CCTV. E, portanto, vai ser interessante ver como é que a população vai, nos próximos dias e nos próximos meses, reagir e continuar a ter um ímpeto reformista no país, utilizando as chamadas tecnologias da libertação, que são os mecanismos digitais, para tentar afirmar a sua vontade. Mas, como há um vazio ao nível das figuras reformistas que poderiam liderar o regime e perante o recuo dos próprios Estados Unidos, cuja acção de diplomacia coerciva estava claramente a empoderar estes movimentos civis de resistência, não me parece que nos próximos meses possamos ver alguma mudança essencial no Irão, tal como não vimos uma grande mudança na Venezuela. Os regimes persistem apesar da diplomacia coerciva de Donald Trump. Uma mudança no Irão estará associada eventualmente à morte do líder supremo e a quem, após essa morte, eventualmente o poderá substituir, e com a cumplicidade dos braços armados que existem no país, nomeadamente da Guarda Revolucionária, poder fazer algumas reformas. Pensar que os Estados Unidos vão, através de meios coercivos, provocar uma mudança de regime num país em que não existe a própria noção de reformismo político parece-me uma ideia sem grande sustentação empírica.”
Os Estados Unidos mergulharam num turbilhão fascista. A ICE se porta como a SS nazista. Mas calma lá, não ouve uma afirmação desse naipe com impunidade, não. Uma afirmação forte, assim, precisa vir com um argumento sólido.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nos Estados Unidos, Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de 37 anos, foi morto a tiro por agentes federais, durante uma operação de anti-imigração em Mineápolis, quando participava num protesto contra a política migratória de Donald Trump. O caso reacendeu o debate sobre o reforço da presença federal nas cidades norte-americanas e os riscos de agravamento da tensão política e institucional. Victor Ramon Fernandes, professor de Relações Internacionais na Universidade Lusíada, em Lisboa, e em Sciences Po Aix-en-Provence, analisa as implicações do reforço da presença federal em cidades norte-americanas e os riscos de escalada da tensão interna no país. Trata-se do segundo cidadão norte-americano morto a tiro por agentes federais ligados ao serviço de imigração e Controlo Alfandegário -ICE- em menos de três semanas, depois do assassínio de Renée Nicole Good, no dia 7 de Janeiro. Alex Jeffrey Pretti, um enfermeiro de 37 anos, foi morto a tiro neste sábado, 24 de Janeiro, por agentes federais durante uma operação de anti-imigração em Mineápolis, quando participava numa manifestação contra a política migratória do Presidente Donald Trump. De acordo com o responsável da polícia anti-imigração, Greg Bovino, Alex Pretti aproximou-se dos agentes armado com uma pistola semi-automática de nove milímetros, tendo resistido à tentativa de desarmamento e foi abatido em legítima defesa. No entanto, vídeos analisados pela Associated Press contradizem essa versão oficial, com imagens a mostrar Alex Pretti a segurar o telemóvel na mão durante uma altercação de cerca de 30 segundos. Durante a luta, os agentes terão descoberto que estava na posse de uma arma e abriram fogo com vários disparos. A morte de Alex Pretti gerou forte indignação pública e protestos contra a presença do ICE em Minneapolis, que se intensificaram nas últimas semanas. Victor Ramon Fernandes, professor de Relações Internacionais na Universidade Lusíada, em Lisboa, e em Sciences Po Aix-en-Provence, analisa as implicações políticas e institucionais do reforço da presença federal em cidades norte-americanas e os riscos de escalada da tensão interna no país. Trata-se do segundo cidadão norte-americano morto a tiro por agentes federais ligados à imigração em menos de três semanas. O direito à manifestação está ameaçado nos Estados Unidos? Aquilo que está aqui a ser feito é, de alguma forma, uma tentativa de controlo e de tornar o ICE, enquanto entidade, mais coesa, o que acaba por se traduzir numa espécie de perseguição a cidadãos de outros países que se encontram em situação irregular nos Estados Unidos. Naturalmente, isto está a ser feito de uma forma que pode ser considerada contraproducente, até para aquilo que são as próprias intenções dos Estados Unidos. Trata-se de uma abordagem muito violenta. O ex-Presidente norte-americano Barack Obama, que classificou a morte como uma tragédia devastadora e apelou à vigilância contra aquilo a que chamou de ataques aos valores fundamentais americanos. Os valores fundamentais americanos estão a ser atacados? Sim. Pelo menos aquilo que são os valores tradicionais pelos quais todos pensamos que os Estados Unidos se têm pautado, de forma genérica. No entanto, vale a pena relembrar o discurso recente do Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney - em Davos - que veio demonstrar que esta narrativa, que vimos repetidas várias vezes - e que foi particularmente clara não só com Obama, mas também com Biden - assenta numa discursiva ligada a determinados valores que, na prática, só se aplicam quando coincidem com os interesses dos Estados Unidos. Essa intervenção veio lembrar, para quem não sabia ou para quem precisava de o ouvir novamente, que essa discursiva tem também uma componente de falsidade e que isso deve ser tido em consideração. Não vale a pena embelezar excessivamente a história dos valores tradicionais norte-americanos, porque tem havido falhas evidentes, inclusive sob presidências democratas, como aconteceu com Obama e, em particular, com Biden e não apenas com Trump. Vários políticos democratas, em Mineápolis, falam em "ocupação" e pedem ao Presidente Donald Trump que ordene a retirada de 3.000 agentes. Há o risco de a situação poder degenerar? Eu diria que, de alguma forma, já degenerou. Tivemos vários incidentes preocupantes e, sem falar propriamente de uma situação de guerra civil, é evidente que estamos perante um cenário que suscita apreensão. A continuação destas políticas e a adopção de medidas que intensificam este tipo de acções podem agravar ainda mais a situação. Estes incidentes são pouco usuais num país como os Estados Unidos. Existe o risco de uma guerra civil? Não iria tão longe. Embora não se possa excluir nada, também não me parece que a situação tenha chegado a esse ponto. Há, por vezes, uma tendência para extrapolar casos particulares para o geral de forma abusiva. Os Estados Unidos são um país muito grande e não vale a pena, pelo menos neste momento, ir por aí. O Presidente dos Estados Unidos acusa os democratas de serem responsáveis pelo caos, num verdadeiro braço-de-ferro político… Trata-se de uma sociedade que, desde há algum tempo, está profundamente dividida. Existe uma tensão clara entre duas Américas que se opõem e que se identificam, respectivamente, com o Partido Democrata e com o Partido Republicano, em particular com a ala MAGA deste último. Esta divisão e essa tensão latente explicam este tipo de situações e tudo indica que irão continuar. Por outro lado, o Partido Democrata está também preocupado em recuperar uma posição que, neste momento, não detém no panorama político norte-americano, face à situação actual do Partido Republicano. Os democratas já ameaçaram bloquear o financiamento do Departamento de Segurança Interna. Quais poderão ser as implicações para o país se isso acontecer? Se essa opção avançar, poderá dificultar, em certa medida, as opções de política do Presidente Trump. Mas vamos ver se isso acontece ou não. Tudo dependerá das decisões no Congresso. Sabemos que, no final do ano, haverá novos desenvolvimentos e que o tempo político passa depressa. Teremos de dar algum tempo ao tempo, se me é permitida a expressão. Considera que esse bloqueio pode levar Donald Trump a recuar? É difícil de prever. Donald Trump tem ideias muito fixas, mas já demonstrou no passado que entra em posições muito duras e depois acaba por recuar parcialmente. Resta saber o que conseguirá fazer no controlo dos ímpetos do ICE, que actua com a legitimidade que considera ter, atribuída directamente pelo Governo federal. Se Trump perceber que esta situação contraria os seus próprios interesses, poderá recuar um pouco, embora até agora tenha dado poucos sinais disso. As declarações de Donald Trump têm provocado várias reacções e fala-se até da saúde mental do Presidente dos Estados Unidos. Existe a possibilidade de isto terminar num processo de impeachment? Quanto às questões de saúde mental, não me pronuncio, porque não fazem parte das minhas competências e não tenho conhecimento suficiente sobre o assunto. É verdade que o tema do impeachment tem sido referido várias vezes, associando determinadas actuações a possíveis tentativas por parte do Congresso. Vamos ver se essas tentativas surgem e, caso surjam, se terão condições para avançar. Um impeachment é sempre um processo extremamente complexo e difícil. A experiência passada mostra que raramente acontece e que, muitas vezes, os Presidentes acabam por abandonar o cargo antes de o processo se concluir. Não é algo que aconteça de um dia para o outro. Pode acontecer, mas não me parece ser o cenário mais provável.
A história da extração do petróleo começou no século XIX e o mercado foi dominado por um oligopólio de sete empresas norte-americanas, durante um século. Na década de 60 do século XX, Pérez Alfonso, um ministro Venezuelano que tinha estudado nos EUA, desenhou a partilha dos lucros das grandes empresas globais com os países onde está o petróleo. E foi ele também que teve a ideia de criar a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Porque hoje é domingo, espreitamos a revista do Expresso e lá encontramos a história contada por Miguel Prado: “O admirável mundo negro do petróleo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira no Morning Show desta sexta-feira (23): O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) colocou um ponto final nas especulações e confirmou que vai buscar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. A decisão mexe com a estratégia da direita para a sucessão de Lula (PT) e foca no fortalecimento do estado de São Paulo. O anúncio agora levanta debates sobre como fica a aliança com a família de Jair Bolsonaro (PL) para as eleições presidenciais de 2026. A Polícia Federal mira diretores do Rioprevidência em investigação sobre investimentos irregulares e fraudes com fundos de pensão. A quebra do Banco Master custou R$ 47,3 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A Operação Barco de Papel cumpre mandados para desarticular o esquema de desvios que compromete ativos da Previdência. O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a Corte “não se curva a ameaças” ao supostamente defender a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master. A conduta de Toffoli é alvo de parlamentares por ele ter viajado ao Peru em um avião de um advogado investigado no processo sob sua relatoria. Apesar das críticas, a PGR arquivou o pedido de afastamento. Reportagem: Igor Damasceno. A Polícia desvendou um esquema criminoso que operava em uma central de golpes localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Os criminosos utilizavam dados das vítimas para abordar pessoas sobre dívidas e as convenciam a pagar valores que não eram devidos. O presidente Lula (PT) conversou com o líder chinês Xi Jinping para reforçar o Sul Global e interesses em comum, mas especialistas notam que o silêncio sobre o convite de Donald Trump contrasta com esse movimento. A cautela do Planalto em aceitar o Conselho de Paz ocorre em um momento delicado para a Casa Branca. Pesquisas mostram que 6 em cada 10 eleitores desaprovam as prioridades de Trump. Os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia realizam a primeira reunião trilateral para negociar o fim da guerra. Os países discutem o encerramento do conflito que já dura quatro anos e buscam um acordo diplomático inédito para a paz na região. Reportagem: Luca Bassani. As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completam 20 dias em Bacabal, no Maranhão. O secretário de segurança Maurício Martins alertou que informações falsas prejudicam as investigações. As autoridades locais e a população seguem mobilizadas na procura pelas crianças na mata. Reportagem: Sérgio Carvalho. O ex-namorado de Bruna Fonseca, Miller Pacheco, foi condenado pelo assassinato da jovem na Irlanda três anos após o crime. Em entrevista para o Morning Show, a prima da vítima, Marcela Fonseca, afirmou que a justiça foi feita, mas não traz Bruna de volta, e aproveitou para alertar outras mulheres sobre os sinais de feminicídio. Dois cavalos ficaram ilhados no Rio São Francisco, na altura do município de Pirapora, após o nível da água subir rapidamente. Com barcos e cordas, moradores locais conseguiram resgatar os animais, incluindo um que estava amarrado e corria risco. A ação rápida evitou uma tragédia durante a cheia que surpreendeu a região neste início de 2026. Reportagem: Rodrigo Costa. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (22): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) o chamado “Conselho da Paz”, uma estrutura criada por seu governo para supervisionar a reconstrução e a estabilidade na Faixa de Gaza. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não tem compromissos marcados para essa quinta-feira (22). No dia em que visitaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em Brasília, o chefe do Executivo paulista deixou a agenda vazia, o que tem sido interpretado como um “recado claro” à família Bolsonaro. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca agilizar no Congresso Nacional a validação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado (17), após a Europa aprovar a revisão jurídica que congela o tratado. Auxiliares do Planalto afirmam que a estratégia é acelerar o processo interno para demonstrar o engajamento do Brasil e manter o tema em evidência, colocando pressão política sobre os europeus. A decisão do Parlamento Europeu desta quarta-feira (21) aumentou o senso de urgência. Os Estados Unidos suspenderam por tempo indeterminado o processamento de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida atinge categorias como vistos de trabalho e outros tipos de imigração permanente, mas não afeta vistos de não imigrante, como os de turismo e de estudante. Dessa forma, viagens temporárias, incluindo deslocamentos para eventos. Lideranças europeias vão realizar nesta quinta-feira (22), na Bélgica, uma reunião de emergência para discutir as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Groenlândia. A Dinamarca e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) negaram que a soberania da Groenlândia tenha sido oferecida ao presidente Donald Trump. Em busca de um palanque forte em Minas Gerais durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados intensificaram as articulações para convencer o senador Rodrigo Pacheco a concorrer ao governo do estado. Nas últimas semanas, ministros procuraram o ex-presidente do Senado, e há expectativa de uma nova conversa com Lula no fim de janeiro ou início de fevereiro. O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, anunciou na noite desta quarta-feira (21) a escolha de Francisco Lucas Costa Veloso para o cargo de secretário nacional de Segurança Pública. Conhecido como Chico Lucas, ele atualmente ocupa a Secretaria de Segurança Pública do Piauí e passa a assumir uma das funções mais estratégicas da pasta. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, concedeu entrevista à Jovem Pan e comentou a denúncia formalizada pelo Ministério Público, que o acusa de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo os promotores, Crivella teria estruturado um esquema conhecido como “balcão de negócios”, no qual empresários pagavam propina em troca de contratos públicos ou para acelerar a liberação de pagamentos atrasados na prefeitura do Rio. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o senador Nelsinho Trad concederam uma coletiva de imprensa para comentar os próximos passos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo eles, há um ambiente de harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo, o que deve facilitar a tramitação e a aprovação do projeto no Congresso Nacional. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Os Estados Unidos vão suspender, a partir de 21 de janeiro, a emissão de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A decisão de Donald Trump gerou dúvidas e incertezas entre brasileiros que pretendem morar ou trabalhar nos Estados Unidos. O JR 15 Minutos recebe o advogado de imigração, Vinicius Bicalho, para explicar o que muda e quem realmente é atingido nesse novo cenário.
Os Estados Unidos completam, esta terça-feira, 20 de Janeiro, um ano desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca para um segundo mandato. Uma presidência marcada por um «desinteresse pelo continente africano», segundo o economista angolano Osvaldo Mboco, que aponta a adopção de políticas restritivas e o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). “Um balanço negativo” e com “grandes implicações nas questões económicas e sociais dos próprios Estados africanos”, reconhece o economista angolano, Osvaldo Mboco, sobre os doze meses do Presidente dos EUA. Desde que chegou ao poder, Donald Trump desmantelou grande parte do trabalho da Agência de Desenvolvimento dos Estados Unidos, reduzindo as ajudas destinadas aos países africanos. Para Osvaldo Mboco esta decisão demonstra que Donald Trump está a levar em linha de consideração os interesses nacionais dos Estados Unidos, interesses que estão, de alguma forma, a contribuir para o agravamento “das condições sociais dos Estados africanos". Ainda assim, o economista angolano lembra que o continente africano não pode continuar a ser o parente pobre do sistema internacional, realçando que "os próprios governos devem trabalhar no sentido de melhorar as condições económicas e sociais dos próprios Estados, para não estarem dependentes da ajuda externa”. Taxas alfandegárias pesadas O primeiro ano de Donald Trump na Casa Braca fica marcado pela adopção de pesadas taxas alfandegárias, a vários países, nomeadamente africanos, que acabaram por abalar os laços comerciais entre Washington e o continente. Todavia, não há, até ao momento, qualquer visão para que o Presidente Donald Trump possa descontinuar o AGOA -Acordo de Crescimento e Oportunidades para África. Osvaldo Mboco defende que o AGOA representa a base dos interesses americanos, nomeadamente do ponto de vista das matéria-prima, uma oportunidade que deve ser explorada pelos Estados Africanos. “O AGOA constitui uma alavanca fundamental para os produtos africanos entrarem no mercado americano, um grande mercado”, refere. Política de portas fechadas aos imigrantes Depois de anunciar o pagamento de uma caução até 15 mil dólares para turistas de 38 nacionalidades para obterem visto, medida que diz respeito nomeadamente a Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, Washington decidiu suspender vistos para 75 países, incluindo Cabo Verde, medida que passa a ser efectiva a partir de 21 de Janeiro. A política de portas fechadas aos imigrantes, traduz, na opinião do economista angolano, a importância dada às questões de segurança nacional e ao impacto que o processo migratório, admitindo porém que a medida isola ainda mais o continente africano. “Cada Estado tem legitimidade para definir os critérios de entrada e permanência de cidadãos estrangeiros no seu território. No entanto, no caso africano, estas medidas são percepcionadas como discriminatórias, criando constrangimentos significativos à mobilidade para os Estados Unidos. As restrições afectam não apenas o turismo, mas também o intercâmbio académico, a circulação de estudantes, investigadores e empresários, bem como a participação em fóruns internacionais. Este cenário poderá agravar as dificuldades de acesso e conduzir a um crescente isolamento do continente africano", nota. No caso da suspensão de visto para Cabo Verde, o economista acrescenta que para além das implicações sociais, esta decisão pode estar ligada às rotas de droga feitas a partir de Cabo Verde para chegar até aos Estados Unidos. Donald Trump anunciou recentemente que qualquer país envolvido no tráfico de drogas para os Estados Unidos poderia ser alvo de ataque. O economista angolano considera que o passo seguinte passará pelo estabelecimento de contactos entre as autoridades africanas e o Governo norte-americano, com vista à discussão dos pontos mais sensíveis. O objectivo será reforçar a cooperação, clarificar critérios e ultrapassar fragilidades identificadas, num processo que poderá permitir, a curto prazo, o regresso da mobilidade aos níveis anteriores. Trump quer recriar figura de Napoleão Bonaparte Osvaldo Mboco acredita que o Presidente Donald Trump está a redefinir a política externa dos Estados Unidos com uma visão estratégica de longo prazo, mais orientada para o posicionamento do país nas próximas décadas do que para interesses imediatos. Segundo o economista angolano, Washington procura preservar o estatuto de potência dominante no sistema internacional, num contexto marcado pela crescente afirmação da China. “Os Estados Unidos querem manter a posição de Estado-gendarme do sistema”, sustenta, sublinhando que as medidas adoptadas pela administração norte-americana respondem, por um lado, a preocupações de segurança nacional e, por outro, à defesa de interesses económicos estratégicos que lhes permitam continuar a desempenhar um papel director na ordem mundial. No quadro da disputa de influência entre Washington e Pequim, Mboco recorda a intervenção norte-americana no conflito no Leste da República Democrática do Congo, sublinhando que "esta esteve fortemente ligada aos interesses nacionais dos Estados Unidos, nomeadamente ao acesso a recursos estratégicos como as terras raras", alertando que “os espaços deixados pelos Estados Unidos acabam por ser rapidamente ocupados pela presença chinesa”. Para o economista, Donald Trump procura ainda projectar uma imagem de poder absoluto no plano internacional. “Há uma tentativa de fazer transparecer a figura de um novo Napoleão Bonaparte, de um novo imperador”, afirma, defendendo que esta postura visa legitimar uma lógica de expansão neocolonial e impor decisões unilaterais no sistema internacional.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (17): O Mercosul e a União Europeia assinam o acordo comercial em evento realizado no Paraguai neste sábado (17). No entanto, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, realizou a transferência do acordo do presidente Lula (PT) para o líder paraguaio Santiago Peña. Reportagem: Janaína Camelo e Eliseu Caetano. O especialista em investimentos Beny Fard avalia a atual situação do Irã, onde os protestos começam a perder força, mas a tensão segue elevada. Relatórios recentes indicam que o número de mortos durante os confrontos com as forças do regime já passa de 2,6 mil pessoas. A Alemanha iniciou o envio de soldados para a Groenlândia após as recentes ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A movimentação militar ocorre em um cenário de crescente tensão diplomática na região do Ártico. O INSS bloqueou o repasse de R$ 2 bilhões destinados ao Banco Master após identificar indícios de irregularidades. A medida atinge cerca de 254 mil contratos de empréstimo consignado sob suspeita de fraude. Reportagem: Matheus Dias. O governo de Donald Trump anunciou a criação do Conselho da Paz em Gaza para atuar no conflito do Oriente Médio. O grupo contará com o secretário de Estado Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair entre os integrantes. O presidente americano espera anunciar novos nomes para compor a equipe diplomática nos próximos dias. Reportagem: Carlos Eduardo Martins. Segundo informações dos bastidores de Brasília, o Palácio do Planalto ainda enxerga o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como ameaça eleitoral. A presença do governador na corrida pela Presidência da República ainda não foi descartada completamente. No entanto, Tarcísio também começou a manifestar apoio público ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Reportagem: Igor Damasceno. A Fifa anunciou que recebeu 500 milhões de solicitações para ingressos da Copa do Mundo 2026. O confronto entre as seleções de Portugal e da Colômbia desponta como a partida mais procurada pelos torcedores até o momento. A alta demanda reflete a expectativa global para o torneio que será realizado em 2026 na América do Norte. Reportagem: Taís Brito. O governo de São Paulo intensificou a campanha de imunização contra o sarampo e a febre amarela. As ações ocorrem em shoppings, estações de metrô e terminais rodoviários. Reportagem: Julia Fermino. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o especialista em direito tributário Angelo Paschoini analisa as ações do Banco Master que motivaram as recentes investigações. De acordo com o especialista, já havia uma certa suspeita sobre as operações da instituição. Os Estados Unidos emitiram um aviso oficial sobre atividade militar no espaço aéreo do México. A medida ocorre após o presidente Donald Trump declarar a intenção de realizar ataques contra o narcotráfico. Reportagem: Eliseu Caetano. A União Europeia e o Brasil iniciaram negociações voltadas para a exploração de minerais críticos. O bloco europeu entra oficialmente na disputa global para atrair investimentos em insumos estratégicos. Reportagem: Janaína Camelo. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A Polícia Federal deflagrou uma nova operação sobre o Banco Master e bloqueou R$ 5,7 bilhões. Os agentes fizeram buscas em endereços da família Vorcaro e apreenderam o celular do empresário Nelson Tanure. O ministro Dias Toffoli determinou que o material apreendido fique na Procuradoria-Geral da República. Os Estados Unidos fizeram manobras militares no Oriente Médio. O Irã ameaçou reagir e bombardear bases americanas na região. Alemanha, Suécia e Noruega decidiram enviar soldados para a Groenlândia. O governo americano suspendeu vistos de imigrantes de 75 países, incluindo o Brasil.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (13): Os Estados Unidos emitiram nesta segunda-feira (12) um alerta oficial recomendando que cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente, diante da intensificação dos protestos contra o regime e do agravamento do cenário de segurança. O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central adotaram um tom mais cauteloso diante da polêmica envolvendo o Banco Master, sinalizando que qualquer indenização a investidores só será avaliada após a conclusão de uma inspeção técnica. A apuração, que deve durar cerca de um mês, busca esclarecer a real situação da instituição antes de decisões definitivas. Denise Campos de Toledo analisou. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou em conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a presença de tropas americanas em território mexicano “não está em discussão”. O posicionamento ocorre após Trump ameaçar uma possível intervenção militar para combater cartéis de drogas no México. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal contra a condenação de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na chamada trama golpista. No agravo regimental enviado ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados pedem a reconsideração da decisão que rejeitou recursos anteriores ou, caso isso não ocorra, que o caso seja analisado pelo plenário da Corte. A Anvisa aprovou o uso do lenacapivir injetável como nova opção de profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV no Brasil. O medicamento, de longa duração, surge como alternativa às pílulas orais e é indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com pelo menos 35 kg, que estejam em risco de infecção. Para iniciar o uso, é obrigatório testar negativo para o vírus. A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) uma nova fase da Operação Overclean, que tem como alvo o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA). A investigação, realizada com apoio da CGU e da Receita Federal, apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar emendas parlamentares, além de práticas de corrupção e lavagem de dinheiro. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que aguarda um gesto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir seu apoio na disputa ao Planalto. Em entrevista, Motta destacou que a política é baseada em reciprocidade. O governo da Groenlândia afirmou nesta segunda-feira (12) que não aceitará, sob nenhuma circunstância, qualquer tentativa dos Estados Unidos de se apoderarem do território. Diante do aumento das tensões geopolíticas no Ártico, as autoridades locais anunciaram que irão intensificar os esforços diplomáticos e militares para garantir a defesa da ilha por meio da Otan. Uma autoridade do governo do Irã afirmou à agência Reuters que cerca de 2 mil pessoas, incluindo integrantes das forças de segurança, morreram em apenas duas semanas de protestos no país. A declaração marca a primeira vez que representantes ligados ao regime dos aiatolás reconhecem publicamente a dimensão das mortes causadas pela repressão às manifestações. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Os Estados Unidos mobilizaram aviões, navios de guerra e caçaram um petroleiro com bandeira da Rússia. A operação começou no Caribe e só terminou no mar do Atlântico Norte. Foram mais de cinco mil quilômetros de perseguição. O governo americano se justificou e falou em sanções contra Nicolás Maduro. Moscou reagiu e afirmou que a captura viola o direito marítimo. Em outra ofensiva, militares americanos interceptaram um navio de petróleo com bandeira do Panamá. A Casa Branca detalhou os planos para a Venezuela e anunciou três fases: estabilização, recuperação e transição política. No tabuleiro de Donald Trump, o alvo agora é uma peça-chave da ditadura em Caracas: Diosdado Cabello, o ministro do interior da Venezuela. Um agente da imigração do governo Trump matou uma mulher a tiros. O presidente do Tribunal de Contas da União suspendeu a inspeção no Banco Central. O presidente Lula indicou um nome para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários e a escolha provocou críticas no mercado financeiro.
Os Estados Unidos ameaçaram comprar a Groenlândia. A Europa reagiu e cobrou respeito ao território da Dinamarca e declara que o Ártico é uma prioridade para a Otan. No julgamento de Nicolás Maduro, o governo americano recuou e retirou a acusação sobre a existência do Cartel de Los Soles. Em reunião na OEA, o Brasil chamou de sequestro a prisão do ditador da Venezuela. O Banco Central contestou a decisão do TCU de investigar a liquidação do Banco Master e a Polícia Federal marcou novos depoimentos sobre o caso.
Os Estados Unidos afirmaram na ONU que a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro não foi um ato de guerra, mas uma ação policial de grande escala. O embaixador Mike Waltz disse que Washington não ocupa a Venezuela nem ataca seu povo e classificou Maduro como narcotraficante. Em Nova York, o ex-presidente venezuelano se declarou inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” do governo Trump.Enquanto isso, Donald Trump descartou eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, alegando que o país precisa ser “consertado” antes. A vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina, disse assumir o cargo com “dor, mas com honra” e afirmou estar disposta a cooperar com os EUA em uma relação equilibrada, enquanto Trump declarou liderar diretamente a supervisão das ações americanas no país.
Os Estados Unidos podem invadir a Venezuela em nome da democracia ou isso é apenas uma guerra por petróleo?No episódio 306 do Market Makers, recebemos o Professor HOC para analisar o novo capítulo da crise venezuelana, com o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, a prisão de Nicolás Maduro e as declarações explosivas de Donald Trump sobre ir atrás do petróleo venezuelano. O debate gira em torno de um dilema central: os EUA estão violando a soberania de um país e o direito internacional ou libertando o povo venezuelano de uma ditadura?Ao longo da conversa, vamos conectar geopolítica, economia global e interesses. A Venezuela surge como peça-chave no tabuleiro internacional, enquanto petróleo, sanções, poder militar e narrativas políticas se misturam. O Professor HOC contextualiza os impactos desse conflito para a América Latina, para os investidores e para o futuro da ordem mundial.O episódio explora como decisões políticas afetam mercados, moedas, commodities e investimentos, além de discutir o papel dos Estados Unidos, de Trump e das instituições internacionais nesse cenário de tensão crescente.Além disso, vamos discutir o que isso pode significar para os outros países da América Latina.
Donald Trump, que prometera evitar intervenções externas, surpreende ao autorizar uma operação militar na Venezuela, justificando-a como ação contra o narcoterrorismo. A operação remete à invasão do Panamá em 1989, quando os EUA capturaram Manuel Noriega, mostrando um padrão de intervenções cirúrgicas para capturar líderes considerados ameaças. A ação foi preparada com meses de antecedência, envolvendo possível colaboração interna venezuelana, motivada por recompensas milionárias. Nos EUA, a operação foi justificada por prerrogativas constitucionais e pela autorização pós-11 de setembro para combate ao terrorismo. No entanto, a ação unilateral viola princípios do direito internacional, especialmente a soberania venezuelana. A China, aliada de Maduro, protestou veementemente, mas não há indícios de envolvimento prévio. A Rússia, parceira estratégica da Venezuela, também desaprova, mas sem resposta militar direta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A história de muitas mulheres brasileiras que deixam o país em busca de segurança, estabilidade e uma vida melhor no exterior nem sempre encontra o final feliz que elas imaginavam. Para algumas, a violência atravessa oceanos. É nesse cenário complexo e muitas vezes invisível que atua a advogada Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil, em Lisboa. Lizzier Nassar, correspondente da RFI em Lisboa A violência viaja silenciosa, escondida dentro de malas, memórias, fragilidades e dependências. Em outras vezes, ela surge justamente no estrangeiro, onde a solidão da imigração, a falta de rede de apoio e o desconhecimento do sistema local criam o ambiente perfeito para que o ciclo se repita — ou se intensifique. A advogada brasileira Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil em Lisboa, conhece bem essas armadilhas. Ela se tornou, na prática, aquilo que tantas mulheres procuram desesperadamente quando decidem romper o silêncio: uma ponte. Uma mão estendida. Um lugar seguro onde é possível contar o que não se consegue nem admitir para si mesma. “Desde muito pequena eu vi e ouvia histórias de violência. Situações bem complicadas. Isso me tocou desde muito nova”, ela conta. O que poderia ter sido apenas uma lembrança dolorosa transformou-se em vocação. Hoje, ela trabalha diariamente para acolher mulheres que vivem aquilo que tantas outras, por gerações, foram ensinadas a suportar. O Comitê de Direito das Mulheres, que ela lidera, é dedicado à promoção e defesa dos direitos das mulheres, com especial atenção ao combate à violência doméstica — e com um objetivo central que vai além da assistência: sensibilizar a sociedade. “É importante trazer para as pautas sociais e para a sociedade que a violência doméstica é um problema de todos”, afirma. Os números comprovam que o problema é mais amplo do que a maioria imagina. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, 1.631 casos de violência doméstica e de gênero contra brasileiras foram registrados em embaixadas e consulados em 2024 — um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos lideram as notificações (397 casos), seguidos da Bolívia (258), Itália (153), Portugal (144) e Reino Unido (102). Cada número desses representa uma história que atravessou fronteiras carregando medo, insegurança e, muitas vezes, silêncio. Em Portugal, onde a advogada atua, a violência doméstica continua sendo o crime mais reportado. Só entre janeiro e agosto deste ano, a APAV — Associação Portuguesa de Apoio à Vítima — apoiou 14.008 mulheres. As situações de vitimação ocorreram em 89,9% dos municípios do país, com maior incidência nos distritos de Lisboa, Faro, Braga e Porto. Até setembro, 18 pessoas foram assassinadas em contexto de violência doméstica — 16 eram mulheres. E, segundo a PSP e a GNR, foram registradas 25.327 ocorrências nos primeiros nove meses do ano de 2025, o maior número dos últimos sete anos. Relutância em se reconhecer como vítima Esses dados ajudam a contextualizar uma realidade que, aos olhos da advogada, aparece diariamente em forma de relatos fragmentados, mensagens rápidas, áudios enviados com cuidado para que ninguém ouça, e pedidos de ajuda que começam hesitantes: “Não sei se isso é normal.” Muitas vezes, ela é a primeira pessoa a quem a mulher se direciona quando finalmente decide falar. “A mulher vive com medo: no lar, na sociedade, no dia a dia… Ela não sabe o que pode vir a acontecer se cruzar com o agressor ou se ele tiver acesso à vida que ela está construindo agora”, explica. Para ela, a violência doméstica não termina quando a relação termina. “É um crime que, muitas vezes, rouba a paz para sempre.” Entre os casos que chegam ao comitê, há agressões físicas e psicológicas, mas também formas de violência que muitas mulheres só descobrem quando já estão presas a elas. Uma das mais comuns entre brasileiras em Portugal é a violência administrativa. “O agressor retém, esconde ou inutiliza documentos da vítima. Já tivemos casos de passaportes rasgados, queimados, inutilizados — da mulher e das crianças”, relata. Impedida de viajar, de trabalhar ou de se movimentar, a vítima perde autonomia e fica ainda mais vulnerável. Escuta entre imigrantes Nesse contexto, a presença do comitê funciona como um abraço possível. A equipe escuta, orienta, encaminha e apoia. A rede inclui psicólogas, advogadas, associações especializadas e serviços públicos. E tudo começa com algo simples, mas fundamental: acreditar na vítima. “Quando são brasileiras — e elas são a maioria que nos procura — torna-se mais confortável encontrar outra imigrante do outro lado. É alguém que entende o medo, o idioma, a saudade, a culpa e a solidão.” Mas, apesar do apoio, o caminho institucional no país ainda apresenta lacunas importantes. Portugal não possui uma delegacia da mulher, como no Brasil. Não existe uma lei equivalente à Maria da Penha, que foi um divisor de águas no enfrentamento à violência doméstica no Brasil. O que há, em Lisboa, é o Espaço Júlia, na freguesia de Santo Antônio, que funciona como um atendimento especializado a vítimas — mas ainda insuficiente diante da dimensão do problema. “Falta muita coisa. É muito triste ver que ainda há quem finja que não é com ele. Precisamos de educação, conscientização e mudança cultural”, afirma. Manual de prevenção Nos últimos anos, algumas iniciativas importantes surgiram. O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, em parceria com o Instituto Nós Por Elas, lançou o Manual de Prevenção da Violência contra Mulheres Brasileiras no Exterior, elaborado pelo Ministério das Mulheres e pelo Ministério das Relações Exteriores. O consulado também formalizou sua adesão à campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica, que orienta vítimas a desenharem um “X” na mão ou em um pedaço de papel para pedir ajuda de forma silenciosa e segura. Pequenos gestos que podem salvar vidas. Mas, para a advogada, a mudança real depende de algo maior: transformação cultural. “Não adianta tratar apenas a consequência. Precisamos mexer na raiz”, diz. E a raiz, segundo ela, começa pela frase que repete sempre: “Uma mulher agredida é todas nós agredidas.” Onde pedir ajuda Esta reportagem também é escrita para quem lê em silêncio. Para quem está tentando decidir se aquilo que vive é violência. Para quem tenta justificar o injustificável. Para quem acha que merece o que recebe. Para quem teme pedir ajuda. Para quem saiu do Brasil acreditando que finalmente teria paz — e encontrou medo. Se esse for o seu caso, saiba que você não está sozinha. Há uma rede inteira pronta para caminhar com você. Há mulheres — como a advogada Luana Ferreira — que dedicam suas vidas para acolher, orientar e proteger. Há profissionais, instituições, organizações e serviços que podem te ajudar a romper um ciclo que nunca deveria ter começado. Por mais difícil que pareça, existe um futuro possível. Pedir ajuda não é fraqueza — é coragem. E coragem é algo que toda mulher carrega dentro de si, mesmo quando acha que não.
A história de muitas mulheres brasileiras que deixam o país em busca de segurança, estabilidade e uma vida melhor no exterior nem sempre encontra o final feliz que elas imaginavam. Para algumas, a violência atravessa oceanos. É nesse cenário complexo e muitas vezes invisível que atua a advogada Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil, em Lisboa. Lizzier Nassar, correspondente da RFI em Lisboa A violência viaja silenciosa, escondida dentro de malas, memórias, fragilidades e dependências. Em outras vezes, ela surge justamente no estrangeiro, onde a solidão da imigração, a falta de rede de apoio e o desconhecimento do sistema local criam o ambiente perfeito para que o ciclo se repita — ou se intensifique. A advogada brasileira Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil em Lisboa, conhece bem essas armadilhas. Ela se tornou, na prática, aquilo que tantas mulheres procuram desesperadamente quando decidem romper o silêncio: uma ponte. Uma mão estendida. Um lugar seguro onde é possível contar o que não se consegue nem admitir para si mesma. “Desde muito pequena eu vi e ouvia histórias de violência. Situações bem complicadas. Isso me tocou desde muito nova”, ela conta. O que poderia ter sido apenas uma lembrança dolorosa transformou-se em vocação. Hoje, ela trabalha diariamente para acolher mulheres que vivem aquilo que tantas outras, por gerações, foram ensinadas a suportar. O Comitê de Direito das Mulheres, que ela lidera, é dedicado à promoção e defesa dos direitos das mulheres, com especial atenção ao combate à violência doméstica — e com um objetivo central que vai além da assistência: sensibilizar a sociedade. “É importante trazer para as pautas sociais e para a sociedade que a violência doméstica é um problema de todos”, afirma. Os números comprovam que o problema é mais amplo do que a maioria imagina. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, 1.631 casos de violência doméstica e de gênero contra brasileiras foram registrados em embaixadas e consulados em 2024 — um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos lideram as notificações (397 casos), seguidos da Bolívia (258), Itália (153), Portugal (144) e Reino Unido (102). Cada número desses representa uma história que atravessou fronteiras carregando medo, insegurança e, muitas vezes, silêncio. Em Portugal, onde a advogada atua, a violência doméstica continua sendo o crime mais reportado. Só entre janeiro e agosto deste ano, a APAV — Associação Portuguesa de Apoio à Vítima — apoiou 14.008 mulheres. As situações de vitimação ocorreram em 89,9% dos municípios do país, com maior incidência nos distritos de Lisboa, Faro, Braga e Porto. Até setembro, 18 pessoas foram assassinadas em contexto de violência doméstica — 16 eram mulheres. E, segundo a PSP e a GNR, foram registradas 25.327 ocorrências nos primeiros nove meses do ano de 2025, o maior número dos últimos sete anos. Relutância em se reconhecer como vítima Esses dados ajudam a contextualizar uma realidade que, aos olhos da advogada, aparece diariamente em forma de relatos fragmentados, mensagens rápidas, áudios enviados com cuidado para que ninguém ouça, e pedidos de ajuda que começam hesitantes: “Não sei se isso é normal.” Muitas vezes, ela é a primeira pessoa a quem a mulher se direciona quando finalmente decide falar. “A mulher vive com medo: no lar, na sociedade, no dia a dia… Ela não sabe o que pode vir a acontecer se cruzar com o agressor ou se ele tiver acesso à vida que ela está construindo agora”, explica. Para ela, a violência doméstica não termina quando a relação termina. “É um crime que, muitas vezes, rouba a paz para sempre.” Entre os casos que chegam ao comitê, há agressões físicas e psicológicas, mas também formas de violência que muitas mulheres só descobrem quando já estão presas a elas. Uma das mais comuns entre brasileiras em Portugal é a violência administrativa. “O agressor retém, esconde ou inutiliza documentos da vítima. Já tivemos casos de passaportes rasgados, queimados, inutilizados — da mulher e das crianças”, relata. Impedida de viajar, de trabalhar ou de se movimentar, a vítima perde autonomia e fica ainda mais vulnerável. Escuta entre imigrantes Nesse contexto, a presença do comitê funciona como um abraço possível. A equipe escuta, orienta, encaminha e apoia. A rede inclui psicólogas, advogadas, associações especializadas e serviços públicos. E tudo começa com algo simples, mas fundamental: acreditar na vítima. “Quando são brasileiras — e elas são a maioria que nos procura — torna-se mais confortável encontrar outra imigrante do outro lado. É alguém que entende o medo, o idioma, a saudade, a culpa e a solidão.” Mas, apesar do apoio, o caminho institucional no país ainda apresenta lacunas importantes. Portugal não possui uma delegacia da mulher, como no Brasil. Não existe uma lei equivalente à Maria da Penha, que foi um divisor de águas no enfrentamento à violência doméstica no Brasil. O que há, em Lisboa, é o Espaço Júlia, na freguesia de Santo Antônio, que funciona como um atendimento especializado a vítimas — mas ainda insuficiente diante da dimensão do problema. “Falta muita coisa. É muito triste ver que ainda há quem finja que não é com ele. Precisamos de educação, conscientização e mudança cultural”, afirma. Manual de prevenção Nos últimos anos, algumas iniciativas importantes surgiram. O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, em parceria com o Instituto Nós Por Elas, lançou o Manual de Prevenção da Violência contra Mulheres Brasileiras no Exterior, elaborado pelo Ministério das Mulheres e pelo Ministério das Relações Exteriores. O consulado também formalizou sua adesão à campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica, que orienta vítimas a desenharem um “X” na mão ou em um pedaço de papel para pedir ajuda de forma silenciosa e segura. Pequenos gestos que podem salvar vidas. Mas, para a advogada, a mudança real depende de algo maior: transformação cultural. “Não adianta tratar apenas a consequência. Precisamos mexer na raiz”, diz. E a raiz, segundo ela, começa pela frase que repete sempre: “Uma mulher agredida é todas nós agredidas.” Onde pedir ajuda Esta reportagem também é escrita para quem lê em silêncio. Para quem está tentando decidir se aquilo que vive é violência. Para quem tenta justificar o injustificável. Para quem acha que merece o que recebe. Para quem teme pedir ajuda. Para quem saiu do Brasil acreditando que finalmente teria paz — e encontrou medo. Se esse for o seu caso, saiba que você não está sozinha. Há uma rede inteira pronta para caminhar com você. Há mulheres — como a advogada Luana Ferreira — que dedicam suas vidas para acolher, orientar e proteger. Há profissionais, instituições, organizações e serviços que podem te ajudar a romper um ciclo que nunca deveria ter começado. Por mais difícil que pareça, existe um futuro possível. Pedir ajuda não é fraqueza — é coragem. E coragem é algo que toda mulher carrega dentro de si, mesmo quando acha que não.
No primeiro episódio de 2026, Danilo Teodoro, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Uberaba-MG, faz um balanço do mercado de milho e analisa as tendências para o novo ano.Destaques do episódio:
O ano de 2025 ficou marcado por um agravamento das tensões globais e por tentativas ainda inconclusivas de estabilização da ordem internacional. Neste balanço internacional, ouvimos o especialista em política internacional, Germano Almeida, para analisar os principais acontecimentos que moldaram a agenda mundial. As guerras na Ucrânia e em Gaza continuaram a dominar o debate internacional, acompanhadas por acusações de genocídio contra dirigentes israelitas e de crimes contra a humanidade imputados ao Hamas. Um ano atravessado por sucessivas tentativas de cessar-fogo que expuseram as fragilidades da arquitectura de segurança europeia e a dificuldade da comunidade internacional em impor soluções duradouras. 2025 ficou também assinalado pela eleição de um novo Papa. Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano, tem sido descrito pela imprensa como uma figura discreta, mas com sinais de continuidade em relação a temas centrais do pontificado anterior. No plano geopolítico, a escalada de tensão no Indo-Pacífico - envolvendo a China, Taiwan e o Japão - reforçou os receios de um alargamento dos focos de instabilidade global. A cimeira do clima no Brasil voltou a colocar no centro do debate a urgência da resposta às alterações climáticas, num contexto internacional cada vez mais polarizado. O ano começou ainda com o regresso de Donald Trump à Casa Branca. Uma presidência descrita como mais organizada e simultaneamente mais disruptiva, marcada por uma postura de crescente hostilidade em relação à Europa e por uma redefinição das alianças tradicionais dos Estados Unidos. O ano de 2025 fica marcado pelo regresso de Donald Trump à Casa Branca. Que impacto teve a reeleição de Trump nos Estados Unidos e no resto do mundo? Um impacto enorme, ainda maior do que se imaginava, tendo em conta o que representa o Presidente dos Estados Unidos. Os Estados Unidos continuam a contar muito, talvez menos do que nos últimos anos, mas passaram a contar de outra maneira. Ou seja, esta segunda presidência de Trump é diferente da primeira. Tem alguns traços idênticos aos do seu estilo pessoal, mas distingue-se da anterior porque chega com uma agenda mais organizada e mais disruptiva. Donald Trump surgiu com ideias de interferir na soberania do Canadá e do México, através de tarifas que pareciam enormes, mas que depois afinal já não eram -e que, mais tarde, voltaram a sê-lo. Tudo isto transformou-se numa negociação permanente entre o caótico e o imprevisível, com impacto na tentativa de alterar a economia mundial e o papel dos Estados Unidos nessa economia. E, sobretudo, pelo que Trump foi demonstrando em termos de hostilidade em relação à Europa, de uma relativa e perigosa proximidade com a Rússia, e de oposição ao actual quadro internacional baseado numa ordem assente em regras e no multilateralismo. Fica a expectativa de que as grandes potências passem a resolver os assuntos com base em interesses de negócio, e não na segurança e na estabilidade internacionais. Quais é que são as consequências desta política para a economia e também no plano diplomático? São gigantescas, porque o quadro, embora em crise, da sociedade internacional que conhecemos nas últimas décadas mudou completamente. Era baseado no poder norte-americano, que, embora com muitos defeitos, dava garantias relativamente a alguns valores: a relação transatlântica, a estabilidade multilateral, a importância da NATO e da União Europeia. Tudo isto está em causa, porque Trump encara como negativo o poder dessas instituições. E depois porque, internamente, também ataca os direitos humanos de cidadãos americanos, com uma governação errática e absolutamente incompetente. O primeiro ano de Trump tem péssimos resultados do ponto de vista dos seus objectivos: prometeu baixar a inflacção e a inflacção está a aumentar; tem um nível de aprovação muito baixo, mesmo dentro daquilo que eram os seus apoios há um ano. Portanto, está a ser uma presidência caótica. A primeira também o foi, mas com a diferença de ter um foco e um interesse na agenda internacional que não correspondia ao habitual posicionamento americano. E quando uma ordem perde o seu principal pilar e ainda não tem uma alternativa consolidada, entra-se numa era e num período de um certo caos. É o momento em que estamos. Nesta agenda internacional, têm sido apresentados vários planos para tentar solucionar os conflitos no mundo. Em 2025, a população da Faixa de Gaza viveu, até ao cessar-fogo em vigor no enclave desde Outubro, um cenário de fome extrema, com as autoridades israelitas a serem acusadas de genocídio e o Hamas de crimes contra a humanidade. Perante este contexto, a solução de dois Estados ainda é possível? No papel, sim. Mas quando um dos lados - o lado israelita - tem um Governo que diz que isso não vai acontecer, essa solução torna-se muito difícil. E quando o outro lado tem como objectivo principal apagar do mapa o outro, como é o caso do Hamas em relação a Israel, também se torna difícil. O Hamas aceitou aparentemente um acordo por estar numa posição de grande fragilidade. Mas a verdade é que o próprio acordo para Gaza parou momentaneamente a guerra, mas de forma muito frágil, com ataques constantes, longe de uma verdadeira paz ou de um verdadeiro cessar-fogo. Há também um outro ponto que contribui para um momento de grande instabilidade naquela região. O impasse nas negociações na guerra na Ucrânia e os desentendimentos entre os Estados Unidos e a Europa na concepção de um plano de paz marcaram 2025. Que opções restam à Ucrânia? A Ucrânia está numa situação absolutamente dramática, porque aquilo que ajudou a aguentar quatro anos de invasão russa está a ser posto em causa. Os Estados Unidos são o principal financiador e contribuinte da NATO, que foi fundamental para a resistência ucraniana. E os Estados Unidos passaram de principal aliado a uma das ameaças à Ucrânia, porque, no plano negocial, quem manda na política americana escolheu um lado: a Rússia. Donald Trump diz que quer a paz, mas quer uma paz a qualquer custo, que até agora beneficiaria quase exclusivamente a Rússia. À Ucrânia resta continuar a resistir, passando a depender apenas da ajuda europeia e canadiana, sem a ajuda americana, que é fundamental. Oficialmente mantém-se alguma ajuda, mas de forma muito "interesseira", vendendo armas em vez de as fornecer. Resta saber até quando os Estados Unidos manterão a partilha de inteligência, que é crucial. A Ucrânia vai ter de resistir. Com a Europa poderá conseguir, mas isso custa dinheiro e tempo. Não sei se a Europa terá capacidade suficiente no momento actual, sendo obrigada a tomar decisões difíceis mais rapidamente do que imaginava. Isso gera outra consequência da posição americana: sectores europeus que ideologicamente concordam com Washington e outros que ainda não perceberam totalmente a dimensão do problema. Este conflito às portas da Europa levou o velho continente a apostar no sector da defesa. As ameaças da Rússia colocam em risco a paz europeia? A situação é diferente. A Europa não está a sofrer uma guerra como a Ucrânia, com ataques diários às cidades, mas está a sofrer um outro tipo de ameaça que não enfrentava nas últimas décadas: uma ameaça híbrida. Está a passa por situações como as que referiu e poderá evoluir para outros patamares de agressão. Se não conseguir travar a Rússia, a Europa passa a enfrentar um desafio e uma ameaça inédita. Terá de mostrar força e dissuasão suficiente para travar Moscovo, e terá de o fazer sem os Estados Unidos, pelo menos enquanto esta administração durar. São dois elementos novos para a Europa. Mas a liderança europeia será capaz de responder a esse desafio? Está a fazê-lo mais rapidamente do que muitos imaginam. O cliché de que a Europa não fez nada é falso. A Europa foi o principal pilar de reacção à agressão russa, embora não estivesse preparada, porque durante décadas viveu sob o guarda-chuva americano, que acabou. Estamos numa fase de transição. Há líderes europeus a fazer o possível, mas é preciso muito mais. Como somos democracias, não sabemos quem continuará no poder: quem sucede a Emmanuel Macron, quanto tempo terão os actuais líderes para modernizar as Forças Armadas. É uma fase de grande indefinição e risco. A Rússia é o principal inimigo da Europa? Vladimir Putin é a principal ameaça. Há um inimigo declarado e isso ainda nos causa perplexidade. Basta ler a estratégia de segurança americana: quem manda em Washington não gosta da Europa e quer destruir o projecto europeu. Não é uma guerra directa, mas é uma guerra ideológica. A Rússia é um potencial inimigo, embora, no papel, a Europa tenha muito mais força. Mas força que não é accionada é apenas potencial. A Rússia é um agressor com capacidade real e comprovada. Quais são os principais riscos da escalada de tensão entre China, Taiwan e Japão? Creio que os Estados Unidos continuarão a apoiar Taiwan e o Japão, mas com reacções mais imprevisíveis. A China vai explorar isso, e já o está a fazer. A Primeira-Ministra japonesa pode mudar a política do país? Já o está a fazer. [Sanae Takaichi] percebeu que a China é uma ameaça real e que a aproximação a Donald Trump não trouxe garantias suficientes. O Japão está a tirar conclusões sobre aquilo que os Estados Unidos podem não fazer. Uma das consequências poderá ser a militarização, até a nuclearização, do Japão. O ano de 2025 ficou marcado pela eleição do Papa Leão XIV. Que balanço faz dos primeiros meses do sumo pontífice? É difícil igualar o carisma do Papa Francisco, mas, de forma discreta, Leão XIV tem mostrado continuidade em vários temas. A viagem à Turquia e ao Líbano concretizou desejos antigos de Francisco. Na questão da Ucrânia, parece-me mais claro na definição das responsabilidades e do que é preciso fazer para travar a Rússia. Tenho, para já, muito boas impressões, sobretudo quanto ao papel do Vaticano como mediador discreto. A COP 30 terminou com um acordo modesto. O mundo continua a ignorar as alterações climáticas? Não é o mundo, são os principais poluidores. Muitos países estão preocupados, mas quando Estados Unidos, Índia e China não lideram, nada avança. Esta nova ordem é ditada por interesses de grandes potências, e isso tem consequências graves no combate ao risco climático. Que mensagem enviou o Brasil com a condenação do antigo Presidente Jair Bolsonaro? O Brasil tem problemas, mas o seu sistema judicial respondeu mais rapidamente do que em países supostamente mais desenvolvidos. É um bom sinal, apesar das contradições da democracia brasileira. No caso de Bolsonaro, é uma boa notícia para a democracia. O grupo das 20 potências económicas reuniu-se na África do Sul, mas sem a presença dos Estados Unidos. Ainda assim, os países presentes assinaram uma declaração. Isto revela que o continente africano passa a ter outro peso na economia mundial? A África tem um potencial enorme e é a zona do mundo que, proporcionalmente, mais vai crescer nas próximas décadas. Basta olhar para a relação entre a China e África ou para países como a Nigéria, tendo em conta o crescimento demográfico e as riquezas naturais. No entanto, para ter um peso efectivo, África teria de contar muito mais com instituições fortes. Existe ainda uma certa imaturidade institucional, apesar de algumas excepções positivas, e uma dependência excessiva de grandes potências globais -como a China, a Rússia ou, nalguns casos, a França- que nem sempre tem sido benéfica para o desenvolvimento do continente como um todo. As taxas americanas podem afectar África? Claro que sim. São mais um travão ao desenvolvimento. Em Portugal, 2025 fica marcado pelas eleições legislativas que colocaram um partido de extrema-direita como a segunda força de oposição no país, 51 anos depois do 25 de Abril. A democracia do país está ameaçada? Não, claro que não. A subida rápida do Chega tem a ver com um voto de protesto. Sobretudo, tem a ver com a culpa dos dois principais partidos por terem provocado três eleições legislativas em três anos. Um absurdo completo, uma loucura, uma irresponsabilidade. Mas eu acho que Portugal tem noção das contradições. Tem indicadores económicos muito bons, como não tinha há muitos anos. Tem problemas grandes, como o acesso à habitação e alguns problemas pontuais ao nível da saúde. E depois tem uma subida artificial da percepção de risco relativamente a questões como a criminalidade e a imigração. Bom, eu vivo em Portugal e não vejo nada disso. Vejo um país muito seguro, vejo um país com um potencial bastante grande e com um dado novo, que é ter muito mais imigrantes. Eu não concordo com a ideia de que isso gere mais insegurança. Não vejo isso, sinceramente. Mas há, sim, um novo ecossistema, também mediático, que levou à subida de um partido que explora alguns medos. Há algum grau de irresponsabilidade em explorar essa questão de uma forma primária e, nalguns casos, injusta. Mas sabemos que em política não há justiça nem injustiça: não é abster-se, é a capacidade de explorar. Ainda assim, o Governo aprovou um novo diploma relativamente aos imigrantes que vêm, que de certa forma os penaliza... Este é um desafio para os partidos que dominaram a democracia portuguesa nos últimos 50 anos. Houve algumas capacidades perdidas, mas também grandes conquistas. Este país é muito melhor do que era há 51 anos. Falta saber se teremos partidos e líderes mais moderados que tenham a capacidade de explicar isso às pessoas e de encontrar respostas. Porque, volto a dizer, há um problema grave de habituação dos mais jovens, há outros problemas pontuais, como a questão da saúde, mas que também não está no caos de que muitas vezes se fala. Estamos numa situação global muitíssimo melhor do que a apreciação que as pessoas fazem dela, e agora é preciso tentar resolver esta discrepância. A subida de partidos chamados populistas é uma tendência global, ou pelo menos europeia e americana. Como tudo, terá fases. Os partidos que estão a subir hão-de parar de subir. Falta saber se só vão parar quando chegarem ao governo ou se é possível evitar que cheguem ao poder. Eu acho que em Portugal isso ainda não é uma inevitabilidade assim tão grande. Pode acontecer, mas não é inevitável. E, se acontecer, será uma fase que depois acabará por recuar. Quais são os grandes desafios para 2026? O risco de erosão das democracias e a polarização das sociedades. Paradoxalmente, o momento económico global é melhor do que as pessoas pensam.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (26): A cidade de São Paulo registrou nesta quinta-feira (25), dia de Natal, a maior temperatura já observada no mês de dezembro desde o início das medições oficiais. Os termômetros marcaram 35,9°C, superando o recorde anterior de 35,6 °C registrado em 1998. Reportagem: Danúbia Braga. Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (26) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno contra todos os nomes da direita testados. Lula aparece com 37,6%, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que soma 27,8%. Em um cenário com o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, o petista também lidera, com 36,9% contra 31,3%. A maior vantagem ocorre diante de Michelle Bolsonaro, com 37,2% para Lula e 24,4% para a ex-primeira-dama. Já nos cenários de segundo turno, o estudo aponta empate técnico entre Lula e os principais adversários da direita, como Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) derrubou o veto do governador Cláudio Castro à chamada “gratificação faroeste”, criada em 1990, que prevê bonificações de 10% a até 150% do salário para policiais envolvidos em apreensões de armamentos e ações letais durante operações. O veto havia sido justificado pelo Executivo com base em restrições do Regime de Recuperação Fiscal. Reportagem: Rodrigo Viga. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, convocou uma sessão extraordinária para a próxima terça-feira, dia 30, às 13h30, para analisar o dissídio coletivo envolvendo a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e seus empregados. Antes do julgamento, o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Cejusc) do TST promoverá, na segunda-feira (29), uma nova rodada de negociações entre a estatal e os representantes dos trabalhadores, com o objetivo de tentar um acordo e evitar que o caso seja decidido pela Seção de Dissídios Coletivos. Reportagem: Janaína Camelo. O Banco Central deve apresentar até as 12h desta sexta-feira (26) sua defesa sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master. A manifestação atende a uma determinação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, que concedeu prazo de 72 horas para que o BC detalhe os fundamentos técnico-jurídicos do processo conduzido pelo órgão. Reportagem: Janaína Camelo. Quatro homens que haviam sido beneficiados pela saída temporária do sistema prisional foram presos em flagrante por violência doméstica em cidades do interior de São Paulo, entre a terça-feira (23) e a quarta-feira (24). De acordo com boletins de ocorrência da Polícia Civil. Reportagem: Camila Yunes. Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria, segundo anunciou o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25), dia de Natal. De acordo com Trump, o grupo vinha promovendo ataques contra comunidades cristãs na região. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, anunciou nesta quinta-feira (25) que discutiu “detalhes importantes” de um possível plano de cessar-fogo com a Rússia durante conversas com os enviados do governo dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner. Reportagem: Luca Bassani. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (18):A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu pela cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão foi assinada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, e teve como base o acúmulo de faltas parlamentares. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro e não tinha autorização para votar à distância. A Polícia Federal deflagrou uma operação que tem como alvo o vice-líder do governo no Congresso no âmbito da investigação sobre um esquema bilionário de fraudes no INSS. Segundo a PF, há indícios de que assessores teriam recebido recursos desviados da Previdência. O caso amplia a crise política e pressiona o Planalto em meio às investigações.A troca no comando do Ministério do Turismo indica uma reaproximação entre o Centrão e o governo federal. Após a saída de Celso Sabino, o União Brasil indicou um novo nome para a pasta, em meio às movimentações políticas de olho nas eleições de 2026. A mudança ocorre após semanas de tensão entre o partido e o Planalto. O presidente Lula (PT) afirmou que irá vetar o projeto de lei da dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Segundo o chefe do Executivo, ele não foi informado sobre o acordo no Congresso que permitiu o avanço da proposta e defendeu punição rigorosa aos envolvidos. Mesmo com o veto, o Congresso pode analisar a derrubada da decisão. O presidente da Argentina, Javier Milei, determinou a suspensão do uso de veículos e motoristas oficiais por autoridades do país. Segundo o governo, a medida faz parte da política de corte de gastos considerados desnecessários e da revisão das estruturas administrativas. A decisão está alinhada à estratégia de austeridade fiscal adotada pela atual gestão. Os Estados Unidos devem divulgar de forma integral os arquivos do caso Jeffrey Epstein, acusado de abuso sexual e tráfico de menores, conforme determina a lei federal. A expectativa é grande porque os documentos citam nomes de figuras públicas e autoridades internacionais. Parlamentares democratas já divulgaram imagens, registros e mensagens que integram o material investigado. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (16):O presidente Lula (PT) afirmou ter enviado uma mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), agradecendo pela retirada da Lei Magnitsky e pedindo o fim das sanções contra outras autoridades brasileiras. Segundo Lula, Brasil e Estados Unidos ainda têm pendências a resolver, mas a relação comercial e política segue em processo de normalização. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aceitou uma versão mais restrita do projeto de redução de penas para réus do 8 de janeiro, que não o beneficiaria diretamente. A proposta, defendida pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), deve ser debatida apenas em 2026. Segundo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente afirmou que sua prioridade é ver manifestantes em casa, mesmo que ele próprio cumpra pena. A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o nome mais competitivo da oposição contra o presidente Lula (PT) na disputa presidencial de 2026. No levantamento, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 23%, superando outros nomes como Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Junior. O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do então secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PL), registrou em outubro os menores índices de roubos, latrocínios e homicídios desde 2001. Segundo a Secretaria de Segurança, a taxa de mortes caiu de 33,3 para 5,53 por 100 mil habitantes. O governo atribui os resultados ao uso de tecnologia, inteligência policial e a programas como a Muralha Paulista. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), decidiu não levar ao plenário a votação sobre a perda de mandato do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão foi concentrada na Mesa Diretora como forma de reduzir tensões entre os Poderes e no Congresso. A tendência é que a Mesa também analise os casos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Glauber Braga (PSOL-RJ). Após a vitória de José Antonio Kast no Chile, o presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza), compartilhou uma imagem que retrata o Brasil e outros países governados pela esquerda como uma grande favela. A publicação contrasta nações alinhadas à direita com países sob governos progressistas e afirma que a população sul-americana pede liberdade e o fim do que chamou de socialismo empobrecedor. Os Estados Unidos elevaram a tensão na América Latina ao classificar a gangue colombiana Clan del Golfo como organização terrorista. Segundo o Departamento de Estado, a medida busca conter a violência de cartéis e grupos criminosos transnacionais. A decisão abre brechas para possíveis operações no país governado por Gustavo Petro (Colômbia). Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, votaram pela inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do processo de extradição do deputado Alexandre Ramagem. Os Estados Unidos realizaram um novo ataque contra três embarcações ligadas ao tráfico internacional de drogas no oceano pacífico. Ação deixou oito mortos.
Os Estados Unidos retiraram nesta sexta-feira (12) as sanções da Lei Magnitsky que tinham sido impostas ao ministro do STF Alexandre de Moraes. A Primeira Turma do Supremo confirmou a perda do mandato da deputada Carla Zambelli, do PL, em decisão unânime. Os Estados Unidos abriram uma nova frente de pressão sobre a ditadura de Nicolás Maduro. Após vendaval, falta de luz prejudica abastecimento de água e causa prejuízo a comerciantes em São Paulo. Orçamento secreto: ex-assessora do deputado Arthur Lira, do Progressistas, é alvo de operação da Polícia Federal.
No 3 em 1 desta sexta-feira (12), o destaque foi que os Estados Unidos retiraram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, sua esposa e uma empresa que possuem em comum da lista de sanções da Lei Magnitsky. O assunto ganhou força após o encontro entre o presidente Lula (PT) e o líder norte-americano Donald Trump. Reportagem: Eliseu Caetano. Mais de 700 mil imóveis em São Paulo continuam sem energia elétrica após o ciclone extratropical que atingiu o estado na quarta-feira (10). Diante do cenário crítico, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a situação “chegou em um ponto que não dá mais” e defendeu uma intervenção federal na Enel, concessionária responsável pelo fornecimento. Reportagem: Julia Fermino. A Polícia Federal realizou uma operação contra irregularidades no uso de emendas parlamentares. Mariangela Fialek, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), está entre os alvos da ação. Lira, no entanto, não é investigado no caso. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (12) para confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a perda automática do mandato da deputada licenciada Carla Zambelli (PL). Com isso, fica anulada a votação realizada pela Câmara dos Deputados. O presidente Lula (PT) ironizou o governador Romeu Zema (Novo) ao afirmar que ele “não sabe descascar uma banana”, em referência a um vídeo no qual o governador come a fruta com casca. Zema rebateu, acusando Lula de usar um “palanque político às custas do povo”. Reportagem: Igor Damasceno. Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra a família do ditador venezuelano Nicolás Maduro, ampliando a pressão diplomática e econômica. Seis empresas de transporte de petróleo também foram incluídas nas sanções. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira no Morning Show desta sexta-feira (12): Em uma escalada de tensão, o ministro do STF Alexandre de Moraes anulou a decisão de Hugo Motta de manter Carla Zambelli no mandato, reacendendo a crise entre Judiciário e Legislativo. A bancada do Morning Show debate as implicações jurídicas e o enfraquecimento político do presidente da Câmara. O criminoso Beto Louco quer um acordo de delação premiada e promete citar nomes de influência nacional ligados ao PCC, no entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não aceitou o acordo. O Morning Show analisa a resistência da PGR e a bomba política que pode estourar, especialmente após a PF deflagrar uma operação envolvendo desvio de emendas parlamentares. O Presidente Lula anunciou que deve vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, uma resposta do Legislativo às penas dos atos de 8 de Janeiro, mas que o Senado pode aprovar com uma anistia. A bancada do Morning Show debate o embate entre Executivo e Congresso e o risco da lei, por ser geral e impessoal, beneficiar criminosos violentos. A PF e o STF miram a Câmara dos Deputados em uma operação por desvio de emendas parlamentares e uma assessora ligada ao ex-presidente da Casa Arthur Lira é o alvo da ação. O Morning Show debate o escândalo da Operação Transparência e a influência do poder político nas investigações. Reportagem: Igor Damasceno. O apagão em São Paulo, que já ultrapassa 50 horas, expõe a ineficiência da Enel e a polêmica política sobre a concessão. Em meio ao caos, a crise se agrava com a denúncia chocante de funcionários parceiros cobrando até R$2.500 de propina para restabelecer a energia. A bancada do Morning Show debate o prejuízo milionário para o comércio, a falta de previsão da concessionária e a urgência de uma resposta para os quase 800 mil imóveis afetados na cidade. Os Estados Unidos intensificam a pressão econômica e militar sobre a Venezuela, apreendendo petroleiros em águas internacionais sob a justificativa de combater o tráfico. Enquanto o ditador Nicolás Maduro promete retaliar na Justiça, o Morning Show debate se a ação é uma campanha de pressão legítima ou uma manobra arriscada que ignora a soberania e a lei internacional. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Confira no Morning Show desta quinta-feira (11): O vendaval que atingiu São Paulo deixou mais de 1,5 milhão de imóveis sem energia por mais de 24 horas, causando um caos que afeta hospitais e o abastecimento de água em diversos bairros. A falta de previsão da concessionária Enel e os prejuízos incalculáveis acendem o debate: por que uma cidade dessa estrutura não tem planos de contingência para eventos climáticos extremos? O Morning Show debate o impacto e a falha no serviço essencial. O vendaval provocou um caos aéreo no Aeroporto de Congonhas, resultando em quase 230 voos cancelados em 24 horas,além de reclamações de saguões lotados. Os passageiros foram obrigados a dormir no chão e enfrentar longas filas, alguns com condições médicas graves. A bancada do Morning Show debate a falta de contingência das empresas aéreas e a lentidão na resposta ao transtorno. O programa Morning Show desta quinta-feira (11) conversou com o diretor regional da Enel, Marcelo Puertas, para analisar o caos instaurado em São Paulo, após o vendaval que atingiu a cidade nos últimos dias e deixou quase 1,5 milhão de pessoas sem luz. Ele explicou a logística de reconstrução da rede, alegando que o dano extremo e prolongado dos ventos impediu um reparo rápido. O ministro do STF Gilmar Mendes revogou parte de sua decisão que blindava os magistrados do Supremo, atendendo a um pedido do Senado Federal. No entanto, a liminar ainda altera o quórum para abertura do impeachment, tornando-o mais difícil. O Morning Show debate: foi uma vitória do Congresso ou a Corte ainda mantém o controle sobre a fiscalização? Entenda o embate entre os Poderes. A Câmara dos Deputados se recusou a cassar o mandato de Carla Zambelli (presa na Itália) e decidiu pela suspensão de Glauber Braga por agressão. A bancada do Morning Show debate a crise de decoro no Congresso e o racha da direita, evidenciando a fragilidade política do presidente da Casa, Hugo Motta, que é chamado de "Bonequinha de Moraes" por Eduardo Bolsonaro. A família de Jair Bolsonaro cancelou as visitas programadas ao ex-presidente na prisão e pediu autorização permanente ao STF para ter acesso, enquanto o Congresso discute o PL da Dosimetria, que pode incluir a Anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro. A relatoria de Esperidião Amin (PP), forte defensor da medida, aumenta a tensão e a possibilidade de um novo embate entre os Poderes Judiciário e Legislativo. Acompanhe o debate completo do Morning Show. O Rio de Janeiro enfrenta uma megaoperação militar contra o Comando Vermelho no Salgueiro, mirando o traficante Rabicó, solto por decisão do STF em 2019. Enquanto o crime organizado demonstra poder, o Senado aprova o PL Antifacção com redução de penas e mudanças na divisão de recursos policiais, gerando intensa polêmica sobre o combate efetivo ao crime no país. Os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro perto da costa da Venezuela, alegando combate ao tráfico de drogas. O governo Maduro, por sua vez, classificou a ação como "pirataria internacional" e roubo de riqueza. A bancada do Morning Show debate a escalada da tensão entre os países e a suspeita de que o petróleo teria origem no Irã. Qual é o real interesse de Donald Trump no país sul-americano? Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Ventos de quase 100 km/h cancelaram voos e deixaram dois milhões de imóveis sem luz em São Paulo. O Banco Central manteve a taxa de juros em 15% ao ano. O comitê afirmou que o cenário econômico tem incertezas elevadas e exige cautela por tempo bastante prolongado. Gilmar Mendes suspendeu a restrição de pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro perto da Venezuela. A filha de María Corina Machado representou a mãe no Prêmio Nobel da Paz. Arrascaeta marcou dois gols e o Flamengo avançou na Copa Intercontinental.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (10): Um ciclone extratropical associado a uma frente fria continua provocando instabilidade no Brasil. Paula Nobre traz o balanço das chuvas que causaram mortes em Santa Catarina e alagamentos no Rio Grande do Sul. Há alerta para rajadas de vento de até 90 km/h e ressaca, além de previsão de mais água para São Paulo e Minas Gerais. A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (10), a proposta que combate o chamado devedor contumaz, ou seja, contribuintes que deixam de pagar impostos de maneira planejada, a fim de driblar a legislação tributária. Reportagem: Pedro Tritto. O mercado financeiro brasileiro volta todas as suas atenções nesta quarta-feira para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre os rumos da taxa básica de juros, a Selic. O cenário ganha contornos de "Super Quarta", pois a expectativa também é grande em relação à decisão do Federal Reserve (o Banco Central americano) sobre um possível corte de juros nos Estados Unidos, o que impacta diretamente a economia global e o câmbio Reportagem: Rodrigo Viga. O Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que cria um marco temporal para a demarcação de terras indígenas. No novo relatório, foi incluída a indenização a fazendeiros, vetando a ampliação de territórios e estabelecendo a participação de proprietários rurais durante todo o processo de demarcação. Na madrugada desta quarta-feira (10), a Câmara aprovou o texto base do projeto de lei que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe, incluindo o atos do 8 de Janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiram e quebraram a Sede dos Três Poderes em Brasília. No entanto, o texto ainda vai passar pelo Senado e pelo presidente Lula (PT). Durante o anúncio das novas regras para obtenção da CNH na última terça-feira (09), o presidente Lula (PT) disse que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre combater o crime organizado. Lula disse ainda que um dos maiores criminosos do país no setor de combustíveis mora em Miami, reforçando que a nação brasileira quer combater a criminalidade. Reportagem: Igor Damasceno. Uma pesquisa feita pela Ipsos-Ipec, divulgada na última terça-feira (09), mostrou que o governo Lula (PT) é considerado ótimo ou bom por 30% dos brasileiros, mantendo estabilidade em relação ao último levantamento. Enquanto 40% dos brasileiros acredita que a gestão do petista é ruim ou péssima, 29% acham que é regular e aqueles que não sabem ou não responderam, foram 2%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Foram ouvidas 2.000 pessoas entre os dias 4 e 8 de dezembro em 131 municípios. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), definiu que a cassação do mandato do deputado Alexandre Ramagem será decidida no plenário na próxima quarta-feira (17). Rodrigo Viga explica que, apesar de o STF sinalizar que a decisão poderia ser da mesa diretora, Motta optou pela votação aberta. Ramagem está nos EUA e foi condenado a 16 anos de prisão. O Instituto Paraná Pesquisas mostra que o vice-presidente Geraldo Alckmin ( PSB), é o único candidato que forçaria um segundo turno contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. De acordo com a pesquisa, Tarcísio sairia vencedor no primeiro turno se disputasse com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) e Erika Hilton (PSOL). Reportagem: Beatriz Manfredini. Os Estados Unidos preparam uma série de planos específicos sobre como atuar na Venezuela em um cenário de queda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Os planos incluem operações diplomáticas, ações de apoio humanitário e diretrizes militares para garantir a estabilidade da região. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
No episódio de hoje, você escuta uma conversa um pouco diferente: um bate-papo com as pesquisadoras Germana Barata e Sabine Righetti, ambas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Elas estiveram na COP30 e conversaram com Mayra Trinca sobre a experiência de cobrir um evento ambiental tão relevante e sobre quais foram os pontos fortes da presença da imprensa independente. __________________________________________________________________________________ TRANSCRIÇÃO [música] Mayra: Olá, eu sou a Mayra, você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Hoje a gente vai fazer uma coisa um pouquinho diferente do que vocês estão acostumados. E eu trouxe aqui duas pesquisadoras do LabJor pra contar um pouquinho da experiência delas na COP30, que rolou agora em novembro. Então vai ser um episódio um pouco mais bate-papo, mas eu prometo que vai ficar legal. Vou pedir pra elas se apresentarem e a gente já começa a conversar. Então eu estou com a Germana Barata e a Sabine Righetti, que são pesquisadoras aqui do Labjor. Germana, se apresenta pra gente, por favor. Germana: Olá, pessoal, eu sou a Germana. Obrigada, Maíra, pelo convite pra estar aqui com vocês no Oxigênio. Eu sou pesquisadora do LabJor, do aula também por aqui, e tenho coordenado aí uma rede de comunicação sobre o oceano, que é a Ressou Oceano, que é o motivo da minha ida pra COP30.Então a gente vai ter a oportunidade de contar um pouquinho do que foi essa aventura na COP30. Mayra: Agora, Sabine, se apresenta pra gente, por favor. Sabine: Oi, pessoal, um prazer estar aqui. Sou pesquisadora aqui no LabJor, ouvinte do Oxigênio, e trabalho entendendo como que o conhecimento científico é produzido e circula na sociedade, sobretudo pela imprensa. Então esse foi um assunto central na COP lá em Belém. [vinheta] Mayra: Eu trouxe a Sabine e a Germana, porque, bom, são pesquisadoras do Labjor que foram pra COP, mas pra gente conhecer um pouquinho o porquê que elas foram até lá a partir das linhas de interesse e de pesquisa. Então, meninas, contem pra gente por que vocês resolveram ir até a COP e o que isso está relacionado com as linhas de trabalho de vocês. Germana: Bom, acho que uma COP no Brasil, no coração da Amazônia, é imperdível por si. Sabine: Não tinha como não ir. Germana: Não, não tinha. E como eu atuo nessa área da comunicação sobre o oceano pra sociedade, esse é um tema que a comunidade que luta pela saúde do oceano tem trabalhado com muito afinco para que o oceano tenha mais visibilidade nos debates sobre mudanças climáticas. Então esse foi o motivo que eu percebi que era impossível não participar dessa grande reunião. Enfim, também numa terra onde eu tenho família, Belém do Pará é a terra do meu pai, e uma terra muito especial, uma cidade muito especial, eu acho que por tantos motivos era imperdível realmente essa experiência na COP. Sabine: Voltamos todas apaixonadas por Belém. O pessoal extremamente acolhedor, a cidade incrível, foi maravilhoso. Eu trabalho tentando compreender como a ciência, conhecimento científico, as evidências circulam na sociedade, na sociedade organizada. Então entre jornalistas, entre tomadores de decisão, entre grupos específicos. E no meu entendimento a COP é um espaço, é um grande laboratório sobre isso, porque a ciência já mostrou o que está acontecendo, a ciência já apontou, aliás faz tempo que os cientistas alertam, e que o consenso científico é muito claro sobre as mudanças climáticas. Então o que falta agora é essa informação chegar nos grupos organizados, nos tomadores de decisão, nas políticas públicas, e quem pode realmente bater o martelo e alterar o curso das mudanças climáticas. Claro que a gente precisa de mais ciência, mas a gente já sabe o que está acontecendo. Então me interessou muito circular e entender como que a ciência estava ou não. Porque muitos ambientes, as negociações, os debates, eles traziam mais desinformação ou falsa controvérsia do que a ciência em si. Germana: E é a primeira vez que a COP abrigou um pavilhão de cientistas. Então acho que esse é um marco, tanto para cientistas quanto outros pavilhões, outras presenças que foram inéditas ou muito fortes na COP, como dos povos indígenas ou comunidades tradicionais, mas também de cientistas, que antes, claro, os cientistas sempre foram para as COPs, mas iam como individualmente, vamos dizer assim. Sabine: Para a gente entender, quem não tem familiaridade com COP, os pavilhões, e isso eu aprendi lá, porque eu nunca tinha participado de uma COP, os pavilhões são como se fossem grandes estandes que têm uma programação própria e acontecem debates e manifestações, eventos diversos, culturais, enfim. Então a zona azul, que a gente chama, que é a área central da COP, onde tem as discussões, as tomadas de decisão, tem um conjunto de pavilhões. Pavilhões de países, pavilhões de temas. Oceanos também foi a primeira vez, né? Germana: Não foi a primeira vez, foi o terceiro ano, a terceira COP, mas estava enorme, sim, para marcar a presença. Mayra: O Oceano foi a primeira vez que estava na Blue Zone ou antes ele já estava na zona azul também? Germana: Ele já estava na Blue Zone, já estava na zona azul, é a terceira vez que o Oceano está presente como pavilhão, mas é a primeira vez que o Oceano realmente ocupou, transbordou, digamos assim, os debates, e os debates, incluindo o Oceano, acabaram ocupando, inclusive, dois dias oficiais de COP, que foram os dias 17 e 18, na programação oficial das reuniões, dos debates. Então é a primeira vez que eu acho que ganha um pouco mais de protagonismo, digamos assim. Mayra: E vocês participaram de quais pavilhões? Porque a gente tem o pavilhão dos Oceanos, tinha um pavilhão das universidades, que inclusive foi organizado por pesquisadores da Unicamp, não necessariamente aqui do Labjor, mas da Unicamp como um todo, e eu queria saber por quais pavilhões vocês passaram. Germana, com certeza, passou pelo do Oceano, mas além do Oceano, quais outros? Vocês passaram por esse das universidades? Como é que foi? Sabine: Eu apresentei um trabalho nesse contexto dos pavilhões, como espaço de discussão e de apresentações, eu apresentei um resultado de um trabalho que foi um levantamento de dados sobre ponto de não retorno da Amazônia com ajuda de inteligência artificial. Eu tenho trabalhado com isso, com leitura sistemática de artigos científicos com ajuda de inteligência artificial e tenho refletido como a gente consegue transformar isso numa informação palatável, por exemplo, para um tomador de decisão que não vai ler um artigo, muito menos um conjunto de artigos, e a gente está falando de milhares. Eu apresentei no pavilhão que a gente chamava de pavilhão das universidades que tinha um nome em inglês que era basicamente a Educação Superior para a Justiça Climática. Ele foi organizado institucionalmente pela Unicamp e pela Universidade de Monterrey, no México, e contou com falas e debates de vários cientistas do mundo todo, mas esse não era o pavilhão da ciência. Tinha o pavilhão da ciência e tinha os pavilhões dos países, os pavilhões temáticos, caso de oceanos, que a gente comentou. Então, assim, eu circulei em todos, basicamente. Me chamou muita atenção o dos oceanos, que de fato estava com uma presença importante, e o pavilhão da China, que era o maior dos pavilhões, a maior delegação, os melhores brindes. Era impressionante a presença da China e as ausências. Os Estados Unidos, por exemplo, não estava, não tinha o pavilhão dos Estados Unidos. Então, as presenças e as ausências também chamam a atenção. Mayra: Tinha o pavilhão do Brasil? Sabine: Tinha. Germana: Tinha um pavilhão maravilhoso. Sabine: Maravilhoso e com ótimo café. Germana: É, exatamente. Sabine: Fui lá várias vezes tomar um café. Germana: Inclusive vendendo a ideia do Brasil como um país com produtos de qualidade,né, que é uma oportunidade de você divulgar o seu país para vários participantes de outros países do mundo. E acho que é importante a gente falar que isso, que a Sabine está falando dos pavilhões, era zona azul, ou seja, para pessoas credenciadas. Então, a programação oficial da COP, onde as grandes decisões são tomadas, são ali. Mas tinha a zona verde, que também tem pavilhões, também tinha pavilhão de alguns países, mas, sobretudo, Brasil, do Estado do Pará, de universidades etc., que estava belíssimo, aberta ao público, e também com uma programação muito rica para pessoas que não necessariamente estão engajadas com a questão das mudanças… Sabine: Muito terceiro setor. Germana: Exatamente. Sabine: Movimentos sociais. Germana: E fora a cidade inteira que estava, acho que não tem um belenense que vai dizer o que aconteceu aqui essas semanas, porque realmente os ônibus, os táxis, o Teatro da Paz, que é o Teatro Central de Belém, todos os lugares ligados a eventos, mercados, as docas… Sabine: Museus com programação. Germana: Todo mundo muito focado com programação, até a grande sorveteria maravilhosa Cairu, que está pensando inclusive de expandir aqui para São Paulo, espero que em breve, tinha um sabor lá, a COP30. Muito legal, porque realmente a coisa chegou no nível para todos. Mayra: O que era o sabor COP30? Fiquei curiosa. Sabine: O de chocolate era pistache. Germana: Acho que era cupuaçu, pistache, mais alguma coisa. Sabine: Por causa do verde. É que tinha bombom COP30 e tinha o sorvete COP30, que tinha pistache, mas acho que tinha cupuaçu também. Era muito bom. Germana: Sim, tinha cupuaçu. Muito bom! Mayra: Fiquei tentada com esse sorvete agora. Só na próxima COP do Brasil. [música] Mayra: E para além de trabalho, experiências pessoais, o que mais chamou a atenção de vocês? O que foi mais legal de participar da COP? Germana: Eu já conheci a Belém, já fui algumas vezes para lá, mas fazia muitos anos que eu não ia. E é incrível ver o quanto a cidade foi transformada em relação à COP. Então, a COP deixa um legado para os paraenses. E assim, como a Sabine tinha dito no começo, é uma população que recebeu todos de braços abertos, e eu acho que eu estava quase ali como uma pessoa que nunca tinha ido para Belém. Então, lógico que a culinária local chama muito a atenção, o jeito dos paraenses, a música, que é maravilhosa, não só o carimbó, as mangueiras dando frutos na cidade, que é algo que acho que chama a atenção de todo mundo, aquelas mangas caindo pela rua. Tem o lado ruim, mas a gente estava vendo ali o lado maravilhoso de inclusive segurar a temperatura, porque é uma cidade muito quente. Mas acho que teve todo esse encanto da cultura muito presente numa reunião que, há muitos anos atrás, era muito diplomática, política e elitizada. Para mim, acho que esse é um comentário geral, que é uma COP que foi muito aberta a muitas vozes, e a cultura paraense entrou ali naturalmente por muitos lugares. Então, isso foi muito impressionante. Sabine: Concordo totalmente com a Germana, é uma cidade incrível. Posso exemplificar isso com uma coisa que aconteceu comigo, que acho que resume bem. Eu estava parada na calçada esperando um carro de transporte, pensando na vida, e aí uma senhora estava dirigindo para o carro e falou: “Você é da COP? Você está precisando de alguma coisa?” No meio da rua do centro de Belém. Olhei para ela e falei, Moça, não estou acostumada a ter esse tipo de tratamento, porque é impressionante. O acolhimento foi uma coisa chocante, muito positiva. E isso era um comentário geral. Mas acho que tem um aspecto que, para além do que estávamos falando aqui, da zona azul, da zona verde, da área oficial da COP, como a Germana disse, tinha programação na cidade inteira. No caso da COP de Belém, acho que aconteceu algo que nenhuma outra COP conseguiu proporcionar. Por exemplo, participei de um evento completamente lateral do terceiro setor para discutir fomento para projetos de jornalismo ligados à divulgação científica. Esse evento foi no barco, no rio Guamá que fala, né? Guamá. E foi um passeio de barco no pôr do sol, com comida local, com banda local, com músicos locais, com discussão local, e no rio. É uma coisa muito impressionante como realmente você sente a cidade. E aquilo tem uma outra… Não é uma sala fechada.Estamos no meio de um rio com toda a cultura que Belém oferece. Eu nunca vou esquecer desse momento, dessa discussão. Foi muito marcante. Totalmente fora da programação da COP. Uma coisa de aproveitar todo mundo que está na COP para juntar atores sociais, que a gente fala, por uma causa comum, que é a causa ambiental. Mayra: Eu vou abrir um parênteses e até fugir um pouco do script que a gente tinha pensado aqui, mas porque ouvindo vocês falarem, eu fiquei pensando numa coisa. Eu estava essa semana conversando com uma outra professora aqui do Labjor, que é a professora Suzana. Ouvintes, aguardem, vem aí esse episódio. E a gente estava falando justamente sobre como é importante trazer mais emoção para falar de mudanças climáticas. Enfim, cobertura ambiental, etc. Mas principalmente com relação a mudanças climáticas. E eu fiquei pensando nisso quando vocês estavam falando. Vocês acham que trazer esse evento para Belém, para a Amazônia, que foi uma coisa que no começo foi muito criticada por questões de infraestrutura, pode ter tido um efeito maior nessa linha de trazer mais encanto, de trazer mais afeto para a negociação. Germana: Ah, sem dúvida. Mayra: E ter um impacto que em outros lugares a gente não teria. Germana: A gente tem que lembrar que até os brasileiros desconhecem a Amazônia. E eu acho que teve toda essa questão da dificuldade, porque esses grandes eventos a gente sempre quer mostrar para o mundo que a gente é organizado, desenvolvido, enfim. E eu acho que foi perfeita a escolha. Porque o Brasil é um país desigual, riquíssimo, incrível, e que as coisas podem acontecer. Então a COP, nesse sentido, eu acho que foi também um sucesso, mesmo a questão das reformas e tudo o que aconteceu, no tempo que tinha que acontecer, mas também deu um tom diferente para os debates da COP30. Não só porque em alguns momentos da primeira semana a Zona Azul estava super quente, e eu acho que é importante quem é do norte global entender do que a gente está falando, de ter um calor que não é o calor deles, é um outro calor, que uma mudança de um grau e meio, dois graus, ela vai impactar, e ela já está impactando o mundo, mas também a presença dos povos indígenas eu acho que foi muito marcante. Eu vi colegas emocionados de falar, eu nunca vi tantas etnias juntas e populações muito organizadas, articuladas e preparadas para um debate de qualidade, qualificado. Então eu acho que Belém deu um outro tom, eu não consigo nem imaginar a COP30 em São Paulo. E ali teve um sentido tanto de esperança, no sentido de você ver quanto a gente está envolvida, trabalhando em prol de frear essas mudanças climáticas, o aquecimento, de tentar brecar realmente um grau e meio o aquecimento global. Mas eu acho que deu um outro tom. Sabine: Pegou de fato no coração, isso eu não tenho a menor dúvida. E é interessante você trazer isso, porque eu tenho dito muito que a gente só consegue colar mensagem científica, evidência, se a gente pegar no coração. Se a gente ficar mostrando gráfico, dado, numa sala chata e feia e fechada, ninguém vai se emocionar. Mas quando a gente sente a informação, isso a COP30 foi realmente única, histórica, para conseguir trazer esse tipo de informação emocional mesmo. [música] Mayra: E com relação a encontros, para gente ir nossa segunda parte, vocês encontraram muita gente conhecida daqui do Labjor, ou de outros lugares. O que vocês perceberam que as pessoas estavam buscando na COP e pensando agora em cobertura de imprensa? Porque, inclusive, vocês foram, são pesquisadoras, mas foram também junto com veículos de imprensa. Germana: Eu fui numa parceria com o jornal (o) eco, que a gente já tem essa parceria há mais de dois anos. A Ressou Oceano tem uma coluna no (o) eco. Portanto, a gente tem um espaço reservado para tratar do tema oceano. Então, isso para a gente é muito importante, porque a gente não tem um canal próprio, mas a gente estabeleça parcerias com outras revistas também. E o nosso objetivo realmente era fazer mais ou menos uma cobertura, estou falando mais ou menos, porque a programação era extremamente rica, intensa, e você acaba escolhendo temas onde você vai se debruçar e tratar. Mas, comparando com a impressão, eu tive na COP da biodiversidade, em 2006, em Curitiba, eu ainda era uma estudante de mestrado, e uma coisa que me chamou muito a atenção na época, considerando o tema biodiversidade, era a ausência de jornalistas do norte do Brasil. E, para mim, isso eu escrevi na época para o Observatório de Imprensa, falando dessa ausência, que, de novo, quem ia escrever sobre a Amazônia ia ser o Sudeste, e que, para mim, isso era preocupante, e baixa presença de jornalistas brasileiros também, na época. Então, comparativamente, essa COP, para mim, foi muito impressionante ver o tamanho da sala de imprensa, de ver, colegas, os vários estúdios, porque passávamos pelos vários estúdios de TV, de várias redes locais, estaduais e nacionais. Então, isso foi muito legal de ver como um tema que normalmente é coberto por poucos jornalistas especializados, de repente, dando o exemplo do André Trigueiro, da Rede Globo, que é um especialista, ele consegue debater com grandes cientistas sobre esse tema, e, de repente, tinha uma equipe gigantesca, levaram a abertura dos grandes jornais para dentro da COP. Isso muda, mostra a relevância que o evento adquiriu. Também pela mídia, e mídia internacional, com certeza. Então, posso falar depois de uma avaliação que fizemos dessa cobertura, mas, a princípio, achei muito positivo ver uma quantidade muito grande de colegas, jornalistas, e que chegou a quase 3 mil, foram 2.900 jornalistas presentes, credenciados. Sabine: E uma presença, os veículos grandes, que a Germana mencionou, internacionais, uma presença também muito forte de veículos independentes. O Brasil tem um ecossistema de jornalismo independente muito forte, que é impressionante, e, inclusive, com espaços consideráveis. Novamente, para entender graficamente, a sala de imprensa é gigantesca em um evento desse, e tem alguns espaços, algumas salas reservadas para alguns veículos. Então, veículos que estão com uma equipe muito grande têm uma sala reservada, além dos estúdios, de onde a Globo entrava ao vivo, a Andréia Sadi entrava ao vivo lá, fazendo o estúdio i direto da COP, enfim. Mas, dentro da sala de imprensa, tem salas reservadas, e algumas dessas salas, para mencionar, a Amazônia Vox estava com uma sala, que é um veículo da região norte de jornalismo independente, o Sumaúma estava com uma sala, o Sumaúma com 40 jornalistas, nessa cobertura, que também… O Sumaúma é bastante espalhado, mas a Eliane Brum, que é jornalista cofundadora do Sumaúma, fica sediada em Altamira, no Pará. Então, é um veículo nortista, mas com cobertura no país todo e, claro, com olhar muito para a região amazônica. Então, isso foi, na minha perspectiva, de quem olha para como o jornalismo é produzido, foi muito legal ver a força do jornalismo independente nessa COP, que certamente foi muito diferente. Estava lá o jornalismo grande, comercial, tradicional, mas o independente com muita força, inclusive alguns egressos nossos no jornalismo tradicional, mas também no jornalismo independente. Estamos falando desde o jornalista que estava lá pela Superinteressante, que foi nossa aluna na especialização, até o pessoal do Ciência Suja, que é um podcast de jornalismo independente, nosso primo aqui do Oxigênio, que também estava lá com um olhar muito específico na cobertura, olhando as controvérsias, as falsas soluções. Não era uma cobertura factual. Cada jornalista olha para aquilo tudo com uma lente muito diferente. O jornalismo independente, o pequeno, o local, o grande, o internacional, cada um está olhando para uma coisa diferente que está acontecendo lá, naquele espaço em que acontece muita coisa. [som de chamada] Tássia: Olá, eu sou a Tássia, bióloga e jornalista científica. Estou aqui na COP30, em Belém do Pará, para representar e dar voz à pauta que eu trabalho há mais de 10 anos, que é o Oceano. Meghie: Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Meghie Rodrigues, eu sou jornalista freelancer, fui aluna do Labjor. Estamos aqui na COP30, cobrindo adaptação. Estou colaborando com a Info Amazônia, com Ciência Suja. Pedro: Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou Pedro Belo, sou do podcast Ciência Suja, sou egresso do LabJor, da turma de especialização. E a gente veio para cobrir um recorte específico nosso, porque a gente não vai ficar tanto em cima do factual ali, do hard news, das negociações. A gente veio buscar coisas que, enfim, picaretagens, coisas que estão aí, falsas soluções para a crise climática. Paula: Eu sou Paula Drummond, eu sou bióloga e eu fiz jornalismo científico. Trabalho nessa interface, que é a que eu sempre procurei, de ciência tomada de decisão, escrevendo policy briefs. [música] Mayra: Acho que esse é um ponto forte para tratarmos aqui, que vai ser o nosso encerramento, falar um pouco da importância desses veículos independentes na COP, tanto do ponto de vista de expandir a cobertura como um todo, da presença mesmo de um grande número de jornalistas, quanto das coberturas especializadas. Então, eu queria saber qual é a avaliação que vocês fizeram disso, se vocês acham que funcionou, porque a gente teve muita crítica com relação à hospedagem, isso e aquilo. Então, ainda tivemos um sucesso de cobertura de imprensa na COP? Isso é uma pergunta. E por que é importante o papel desses veículos independentes de cobertura? Germana: Eu, falando por nós, da Ressoa Oceano, o Oceano é ainda pouco coberto pela mídia, mas a gente já vê um interesse crescente em relação às questões específicas de oceano, e quem nunca ouviu falar de branqueamento de corais, de aquecimento das águas, elevação do nível do oceano? Enfim, eu acho que essas questões estão entrando, mas são questões que não devem interessar apenas o jornalista especializado, que cobre meio ambiente, que cobre essas questões de mudanças climáticas, mas que são relevantes para qualquer seção do jornal. Então, generalistas, por exemplo, que cobrem cidades, essa questão das mudanças climáticas, de impactos etc., precisam se interessar em relação a isso. Então, o que eu vejo, a gente ainda não fez uma análise total de como os grandes veículos cobriram em relação ao jornalismo independente, que é algo que a gente está terminando de fazer ainda, mas em relação ao oceano. Mas o que a gente vê é que as questões mais políticas, e a grande mídia está mais interessada em que acordo foi fechado, os documentos finais da COP, se deu certo ou não, o incêndio que aconteceu, se está caro ou não está caro, hospedagem etc., e que são pautas que acabam sendo reproduzidas, o interesse é quase o mesmo por vários veículos. O jornalismo independente traz esse olhar, que a Sabine estava falando, inclusive dos nossos alunos, que são olhares específicos e muito relevantes que nos ajudam a entender outras camadas, inclusive de debates, discussões e acordos que estavam ocorrendo na COP30. Então, a gente vê, do ponto de vista quase oficial da impressão geral que as pessoas têm da COP, que foi um desastre no final, porque o petróleo não apareceu nos documentos finais, na declaração de Belém, por exemplo, que acho que várias pessoas leram sobre isso. Mas, quando a gente olha a complexidade de um debate do nível da COP30, e os veículos independentes conseguem mostrar essas camadas, é mostrar que há muitos acordos e iniciativas que não necessitam de acordos consensuais das Nações Unidas, mas foram acordos quase voluntários, paralelos a esse debate oficial, e que foram muito importantes e muito relevantes, e que trouxeram definições que marcaram e que a gente vê com muito otimismo para o avanço mesmo das decisões em relação, por exemplo, ao mapa do caminho, que a gente viu que não estava no documento final, mas que já tem um acordo entre Colômbia e Holanda de hospedar, de ter uma conferência em abril na Colômbia para decidir isso com os países que queiram e estejam prontos para tomar uma decisão. Então, esse é um exemplo de algo que foi paralelo à COP, mas que trouxe muitos avanços e nos mostra outras camadas que o jornalismo independente é capaz de mostrar. Sabine: A cobertura jornalística de um evento como a COP é muito, muito difícil. Para o trabalho do jornalista, é difícil porque são longas horas por dia, de domingo a domingo, são duas semanas seguidas, é muito desgastante, mas, sobretudo, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil entender para onde você vai. Novamente, ilustrando, na sala de imprensa tem, e todo grande evento com esse caráter costuma ter isso, umas televisões com anúncios. Vai ter tal coletiva de imprensa do presidente da COP, tal horário. Então, nessa perspectiva, dá para se organizar. Eu vou aqui, eu vou ali. Às vezes, é hora de almoço, e, na hora de almoço, o jornalista já vai, sem almoçar, escrever o texto, e, quando vê, já é a noite. Mas você vai se organizando. Só que tem coisas que não estão lá na televisão. Então, por exemplo, passou o governador da Califórnia por lá. Não foi anunciado que ele estava. Ele estava andando no corredor. Para um jornalista de um grande veículo, se ele não viu que o governador da Califórnia estava lá, mas o seu concorrente viu, isso, falo no lugar de quem já trabalhou num veículo jornalístico grande comercial, isso pode levar a uma demissão. Você não pode não ver uma coisa importante. Você não pode perder uma declaração de um chefe de Estado. Você não pode não ver que, de repente, a Marina parou no meio do corredor em um quebra-queixo e falou, a Marina Silva, que estava muito lá circulando, e falou alguma coisa. Então, a cobertura vai muito além do que está lá na programação da sala de imprensa e do que está nos debates, nos pavilhões que a gente mencionava. Então, o jornalista, como a Germana disse, jornalista dos veículos, está correndo atrás disso. E, muitas vezes, por essa característica, acaba se perdendo, entre grandes aspas, nesses acontecimentos. Por exemplo, o que ficou muito marcante para mim na COP foi a declaração do primeiro-ministro da Alemanha, que foi uma declaração desastrosa, mas que tomou pelo menos um dia inteiro da cobertura, porque acompanhei na sala de imprensa os colegas jornalistas tentando repercutir aquela fala. Então, tentando falar com o governo do Brasil, com o presidente da COP, com outros alemães, com a delegação da Alemanha, com o cientista da Alemanha, porque eles precisavam fomentar aquilo e repercutir aquilo. E foi um dia inteiro, pelo menos, um dia inteiro, diria que uns dois dias ou mais, porque até a gente voltar, ainda se falava disso, vai pedir desculpa ou não. Para quem não lembra, foi o primeiro-ministro que falou que ainda bem que a gente saiu daquele lugar, que era Belém, que ele estava com um grupo de jornalistas da Alemanha, que ninguém queria ficar lá. Enfim, um depoimento desastroso que tomou muito tempo de cobertura. Então, os jornalistas independentes não estavam nem aí para a declaração do primeiro-ministro da Alemanha. Eles queriam saber outras coisas. Então, por isso, reforço a necessidade e a importância da diversidade na cobertura. Mas é importante a gente entender como funciona esse jornalismo comercial, que é uma pressão e é um trabalho brutal e, muitas vezes, de jornalistas que não são especializados em ambiente, que estão lá, a Germana mencionou, na cobertura de cidades e são deslocados para um evento tipo a COP30. Então, é difícil até entender para onde se começa. É um trabalhão. [música] Mayra: E aí, para encerrar, porque o nosso tempo está acabando, alguma coisa que a gente ainda não falou, que vocês acham que é importante, que vocês pensaram enquanto a gente estava conversando de destacar sobre a participação e a cobertura da COP? Germana: Tem algo que, para mim, marcou na questão da reflexão mesmo de uma conferência como essa para o jornalismo científico ou para os divulgadores científicos. Embora a gente tenha encontrado com vários egressos do Labjor, que me deixou super orgulhosa e cada um fazendo numa missão diferente ali, eu acho que a divulgação científica ainda não acha que um evento como esse merece a cobertura da divulgação científica. Explico, porque esse é um evento que tem muitos atores sociais. São debates políticos, as ONGs estão lá, os ambientalistas estão lá, o movimento social, jovem, indígena, de comunidades tradicionais, os grandes empresários, a indústria, enfim, prefeitos, governadores, ministros de vários países estão lá. Eu acho que a divulgação científica ainda está muito focada no cientista, na cientista, nas instituições de pesquisa e ensino, e ainda não enxerga essas outras vozes como tão relevantes para o debate científico como a gente vê esses personagens. Então, eu gostaria de ter visto outras pessoas lá, outros influenciadores, outros divulgadores, ainda mais porque foi no Brasil, na nossa casa, com um tema tão importante no meio da Amazônia, que as mudanças climáticas estão muito centradas na floresta ainda. Então, isso, eu tenho um estranhamento ainda e talvez um pedido de chamar atenção para os meus colegas divulgadores de ciência de que está na hora de olharmos para incluir outras vozes, outras formas de conhecimento. E as mudanças climáticas e outras questões tão complexas exigem uma complexidade no debate, que vai muito além do meio científico. Sabine: Não tinha pensado nisso, mas concordo totalmente com a Germana. Eu realmente não… senti a ausência. Eu estava falando sobre as ausências. Senti a ausência dos divulgadores de ciência produzindo informação sobre algo que não necessariamente é o resultado de um paper, mas sobre algo que estava sendo discutido lá. Mas eu voltei da COP com uma reflexão que é quase num sentido diferente do que a Germana trouxe, que a Germana falou agora dos divulgadores de ciência, que é um nicho bem específico. E eu voltei muito pensando que não dá para nós, no jornalismo, encaixar uma COP ou um assunto de mudanças climáticas em uma caixinha só, em uma caixinha ambiental. E isso não estou falando, tenho que dar os devidos créditos. Eu participei de um debate ouvindo Eliane Brum em que, novamente a cito aqui no podcast, em que ela disse assim que a Sumaúma não tem editorias jornalísticas, como o jornalismo tradicional, porque isso foi uma invenção do jornalismo tradicional que é cartesiano. Então tem a editoria de ambiente, a editoria de política, a editoria de economia. E que ela, ao criar a Sumaúma, se despiu dessas editorias e ela fala de questões ambientais, ponto, de uma maneira investigativa, que passam por ciência, passam por ambiente, passam por política, passam por cidade, passam por tudo. E aí eu fiquei pensando muito nisso, no quanto a gente, jornalismo, não está preparado para esse tipo de cobertura, porque a gente segue no jornalismo tradicional colocando os temas em caixinhas e isso não dá conta de um tema como esse. Então a minha reflexão foi muito no sentido de a gente precisar sair dessas caixinhas para a gente conseguir reportar o que está acontecendo no jornalismo. E precisa juntar forças, ou seja, sair do excesso de especialização, do excesso de entrevista política, eu só entrevisto cientista. Mas eu só entrevisto cientista, não falo com política e vice-versa, que o jornalismo fica nessas caixinhas. E acho que a gente precisa mudar completamente o jeito que a gente produz informação. [música] Mayra: Isso, muito bom, gostei muito, queria agradecer a presença de vocês no Oxigênio nesse episódio, agradecer a disponibilidade para conversar sobre a COP, eu tenho achado muito legal conversar com vocês sobre isso, tem sido muito interessante mesmo, espero que vocês tenham gostado também desse episódio especial com as pesquisadoras aqui sobre a COP e é isso, até a próxima! Sabine: Uma honra! Germana: Obrigada, Mayra, e obrigada a quem estiver nos ouvindo, um prazer! Mayra: Obrigada, gente, até mais! [música] Mayra: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Mayra Trinca, como parte dos trabalhos da Bolsa Mídia Ciência com o apoio da FAPESP. O Oxigênio também conta com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. A trilha sonora é do Freesound e da Blue Dot Sessions. [vinheta de encerramento]
Os Estados Unidos anunciaram uma nova estratégia de segurança nacional, e Donald Trump declarou prioridades na política externa: restaurar o protagonismo americano no Ocidente, buscar a paz através da força e disputar influência econômica e geopolítica com a China. Já a Europa foi descrita por Trump como decadente. Veja também: morreu Frank Gehry, um dos arquitetos mais importantes da história. A cidade de Gramado comemora os 40 anos do Natal Luz. O planeta acompanhou o sorteio da Copa do Mundo. E a seleção conheceu os três primeiros adversários no Mundial.
No 3 em 1 desta quinta-feira (04), o destaque foi o ministro Gilmar Mendes negar as críticas de que estaria blindando a Corte, afirmando que sua decisão busca aplicar a Constituição. O magistrado manteve a decisão monocrática e rejeitou o pedido da Advocacia-Geral da União, reafirmando que apenas a Procuradoria-Geral da República pode iniciar um processo de impeachment de ministros. Reportagem: Janaína Camelo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), classificou a decisão de Gilmar Mendes como fruto da polarização política. Já o senador Carlos Viana (Podemos) voltou a defender o mandato fixo para magistrados. Reportagem: Victoria Abel. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), afirmou que não recebeu qualquer solicitação de Jorge Messias sobre impeachment de ministros. A Advocacia-Geral da União reforçou o apelo para que Gilmar Mendes reavalie a restrição que dá exclusividade à PGR nesses pedidos. Reportagem: André Anelli. O presidente Lula (PT) criticou o mecanismo das emendas impositivas, mas disse não ter problemas com o Congresso Nacional. Paralelamente, o Congresso aprovou o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que garante o pagamento das emendas parlamentares. Reportagem: André Anelli. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, classificou o tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump como “traição à pátria” e defendeu que Lula manteve “diálogo direto” com Washington. Reportagem: André Anelli. A CPMI do INSS convocou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e decidiu chamar também o governador Romeu Zema (Novo) para prestar esclarecimentos sobre consignados e a atuação da Zema Financeira. Reportagem: Matheus Dias. Os Estados Unidos orientaram cidadãos a evitar viagens à Venezuela em meio à escalada da crise. Segundo o The New York Times, o presidente Nicolás Maduro reforçou a segurança pessoal, trocando celulares e residências diante da pressão americana. Reportagem: Eliseu Caetano. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (24):A prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) na manhã de 22 de novembro provocou uma mobilização imediata da oposição no Congresso. Em nota, aliados classificam a medida como “ataque à democracia” e prometem resistir. Nas reuniões em Brasília, o foco passa a ser a anistia e a reorganização para 2026.A oposição e o Centrão avaliam duas frentes para responder à pressão por mudanças nas condenações dos atos de 8 de Janeiro: acelerar a anistia ou reduzir penas por meio de emendas. Parlamentares articulam ajustes no texto para ampliar o alcance da proposta e garantir votos suficientes na Câmara.O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rompe com o governo e acentua o atrito entre o Planalto e o Congresso. A decisão ocorre após movimentos da base governista que desagradaram líderes parlamentares e ampliaram o desgaste institucional.Os Estados Unidos declararam Nicolás Maduro e aliados do regime venezuelano como integrantes de organizações terroristas. A decisão amplia a pressão internacional e eleva o risco de ações militares na Venezuela. A medida atinge figuras ligadas ao chamado Cartel de los Soles, acusado de tráfico e cooperação com grupos armados.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (21): O deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas) conversou com exclusividade com a Jovem Pan News sobre o Projeto Antifacção e fez duras críticas ao governo federal. Para o secretário de Segurança Pública de São Paulo, o projeto marca o início de uma virada no setor de segurança. Reportagem de Misael Mainetti. O Banco de Brasília (BRB) definiu Nelson Antônio de Souza como novo presidente da instituição, em meio à crise provocada pela Operação Compliance Zero. O escolhido pelo Conselho de Administração tem 45 anos de experiência no setor financeiro. Reportagem de Igor Damasceno. Setores do agronegócio celebraram a decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas de 40% sobre produtos brasileiros, como manufaturados, têxteis e itens agrícolas. A retirada do tarifaço resulta das negociações iniciadas após o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, além da atuação da equipe econômica e do Itamaraty. Reportagem de Matheus Dias. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), comentou a decisão de Donald Trump de retirar as tarifas sobre produtos brasileiros e afirmou que os ruídos entre os dois países foram superados. Reportagem de Igor Damasceno. Os Estados Unidos confirmaram a retirada das tarifas de 40% que incidiam sobre 269 produtos brasileiros. Entre os itens beneficiados estão café, carne, açaí e cacau. A Jovem Pan News ouviu sobre o tema o diretor do Conselho Geral dos Exportadores de Café do Brasil, Marcos Antonio Matos. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, pediu a prisão e extradição do deputado Alexandre Ramagem (PL), visto nos Estados Unidos após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. O PSOL também pediu a prisão imediata do parlamentar. Reportagem de Rany Veloso. Após o incêndio que atingiu o pavilhão dos países na área exclusiva da COP30, o evento seguirá normalmente, mas o encerramento foi adiado para sábado (22). O presidente Lula (PT) não participará, pois está na África do Sul para a Cúpula do G20. Reportagem de Bruno Pinheiro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às falas de seis congressistas democratas que orientaram militares americanos a desobedecer o comando presidencial. Trump classificou o movimento como ‘traição' e sugeriu pena de morte aos parlamentares. Reportagem de Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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No 3 em 1 desta segunda-feira (17), o destaque foi a confirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), de que o PL Antifacção será votado nesta terça-feira (18). A decisão de pautar o texto ocorre mesmo sem consenso sobre o relatório apresentado por Guilherme Derrite (Progressistas). Reportagem: Victoria Abel. O Supremo Tribunal Federal publicou a ata que confirma a rejeição dos recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aliados devem apostar em três argumentos para tentar manter apenas a prisão domiciliar: idade avançada, saúde debilitada e o fato de ser réu primário. Reportagem: Victoria Abel. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, defendeu triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. Ao abrir a sessão ministerial da COP30, em Belém (PA), afirmou que o objetivo é reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Reportagem: Bruno Pinheiro. Exportadores brasileiros consideraram “tímida e insuficiente” a redução do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que caiu de 50% para 40%. Denise Campos de Toledo analisou o tema. O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, também comentou a redução do tarifaço e afirmou que “faltou diplomacia junto ao governo Trump” nas negociações. O senador Jaques Wagner (PT) avaliou a votação de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República e afirmou não acreditar que o placar represente um alerta ao STF para a indicação de Jorge Messias, dizendo que “não vê Messias arestado com ninguém”. Reportagem: Janaína Camelo. Os Estados Unidos classificaram o cartel venezuelano Los Soles como organização terrorista em meio à mobilização militar na região. Paralelamente, o presidente Donald Trump afirmou que pode conversar com o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Reportagem: Eliseu Caetano. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Em uma semana, o Brasil estará no foco das atenções do mundo, com o início da Cúpula do Clima em Belém, no Pará (COP30). Num contexto internacional desfavorável, a presidência brasileira do evento trabalha para que esta seja a COP da implementação: que a conferência enderece soluções para os países tirarem do papel as promessas feitas até aqui, para o enfrentamento do aquecimento do planeta. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Em entrevista exclusiva à RFI, em Paris, o presidente designado da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, ressaltou que a revolução das energias renováveis desde a assinatura do Acordo de Paris, há 10 anos, traz razões para otimismo. “Antes do acordo, havia uma perspectiva de que a temperatura chegaria a no mínimo 4ºC até 2100, e agora já há um certo consenso científico que ela deve estar a caminho de 2,7ºC, se nós não fizermos ainda mais esforços", ressaltou. "Por mais que a gente não esteja no nível que nós deveríamos estar, muitos avanços aconteceram e nós podemos ser otimistas." A COP30 vai ocorrer em duas etapas: primeiro, nos 6 e 7, chefes de Estado e de Governo se reunião para a Cúpula dos Líderes na capital paraense, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O francês Emmanuel Macron e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, estão entre os que confirmaram presença, mas é esperado que Belém não receberá números expressivos de lideranças, ao contrário do que ocorreu na reunião em Dubai, há dois anos. Na sequência, de 10 a 21 de novembro, acontece a conferência propriamente dita, reunindo diplomatas, cientistas, especialistas, setor privado e sociedade civil, para duas semanas de negociações sobre os principais temas relacionados à mudança do clima. "Nós vamos ter anúncios muito importantes de aumento de recursos para adaptação", antecipa Corrêa do Lago. A preocupação de que os Estados Unidos não apenas não participem da COP, como atuem para bloquear qualquer acordo em Belém, paira sobre o evento. O país, maior emissor histórico de gases de efeito estufa, não tem participado das negociações prévias à conferência, mas poderia enviar uma delegação para as negociações oficiais. “A questão da participação americana ainda é uma incógnita”, reconheceu o diplomata. Confira os principais trechos da conversa: Quantos líderes exatamente vão participar da cúpula? Quais serão os chefes de Estado e de governo esperados e, depois dela, quantos países vão participar da Conferência do Clima de Belém? O número de autoridades que vão vir para cúpula ainda está indefinido, porque qualquer programação que inclua chefes de Estado hoje em dia é muito complexa: questões de deslocamento, segurança etc. Eu acredito que vai ser uma cúpula com alguns dos chefes de Estado mais relevantes, porque a liderança do presidente Lula hoje é particularmente notável no mundo e a questão do clima é um tema que alguns acreditam que diminuiu de intensidade do ponto de vista das trocas internacionais, mas quando a gente está falando de fortalecimento do multilateralismo, a questão do clima é absolutamente central. Então, eu acredito que nós vamos ter a esmagadora maioria dos países na COP. Dez anos depois da assinatura do Acordo de Paris, não podemos dizer que algum país tenha cumprido plenamente as suas metas climáticas. Nenhum grande emissor está, de fato, no caminho de limitar o aquecimento global a 1,5ºC, conforme o acordo prevê, entre eles o próprio Brasil. O que precisa acontecer em Belém para que essa conferência não seja lembrada como apenas mais uma rodada de promessas? Eu acho que tem certos países que estão no bom caminho, sim. Um deles é o nosso. A nossa NDC [Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês] para 2030 deve ser cumprida. Nós realmente temos sido exemplares, inclusive porque, como todos sabem, um dos grandes problemas das nossas emissões é o desmatamento. Eu acho que nós vamos continuar a ter números positivos no combate ao desmatamento. Outros países também progrediram de maneira significativa, aumentando os seus investimentos em renováveis. Tem uma quantidade de países que a gente não imagina que evoluiu de maneira incrível. Você pega o Uruguai, por exemplo: em oito anos, passou a ter tanta eólica que agora está com 99% da sua eletricidade renovável. O Quênia também está praticamente com 99%. Para nós, brasileiros, é natural, porque o Brasil tem renováveis há muito tempo, mais ou menos a 90%. Essa tendência tem se expandido de maneira impressionante. Vários países desenvolvidos estão reduzindo de maneira significativa as suas emissões. Ou seja, tem muitos resultados, e um dos que são muito claros é o quanto nós já conseguimos mudar o caminho que estava traçado antes do Acordo de Paris. Havia uma perspectiva de que a temperatura chegaria a no mínimo 4ºC até 2100, e agora já há um certo consenso científico que ela deve estar a caminho de 2,7ºC, se nós não fizermos ainda mais esforços. Ou seja, o Acordo de Paris funcionou para baixar, mas ainda não o suficiente. A expectativa é que nós poderemos progredir ainda mais, porque a economia que mais está crescendo e tem mais impacto sobre o clima, a chinesa, está clarissimamente voltada para o combate à mudança do clima. Então, eu acho que é isso que a gente gostaria muito que saísse de Belém: que o mundo reconhecesse que, por mais que a gente não esteja no nível que nós deveríamos estar, muitos avanços aconteceram e nós podemos ser otimistas. O Brasil pode continuar sendo um exemplo na área de clima depois de o Ibama autorizar os testes para a prospecção de petróleo na foz do rio Amazonas, apenas duas semanas antes da COP30? Nós temos instituições, e o momento em que essa autorização pôde ser concedida foi agora. É o Ibama a instituição que decidiu. Eu acho que isso mostra que o Brasil, como todos os países, tem interesses e circunstâncias diferentes. Em um país que se tornou um produtor importante de petróleo, como o Brasil, é preciso pensar no petróleo no conjunto da equação do nosso esforço para diminuir a dependência das energias fósseis. Isso parece um pouco estranho, mas o Brasil já demonstrou coisas extraordinariamente positivas, como nas energias renováveis. Nós somos, ao mesmo tempo, campeões das energias renováveis e um importante produtor de petróleo. É preciso que a sociedade brasileira decida quais são as direções que o país deverá tomar e esse é um debate muito importante no Brasil. Decisões sobre a adaptação dos países às mudanças climáticas, que durante muito tempo foi um tema tabu nas COPs, estão entre as apostas da Conferência de Belém. Quais são as medidas concretas que o senhor espera sobre a adaptação? Isso não abre o caminho perigoso de os países acabarem contornando o grande causador do problema, que são os combustíveis fósseis? Quando eu comecei a trabalhar na área de clima, mais ou menos no ano 2000, havia, sim, essa ideia. “Meu Deus do céu, se a gente já for cuidar de adaptação, a gente não vai fazer o esforço de mitigação” [redução de emissões]. E a verdade é que nós todos estávamos errados, porque nós não sabíamos que a mudança do clima chegaria tão rápido. Você vê hoje, no Brasil, uma percepção muito clara do impacto da adaptação. Quando você pega o que aconteceu em Porto Alegre, é uma coisa que poderia ter sido diminuída se as obras de adaptação tivessem sido feitas – e isso é um alerta para todas as cidades brasileiras, de certa forma. Mas quando os rios secam na Amazônia, não é uma questão de adaptação. Isso só a mitigação resolve. Então, nós temos que avançar com os dois juntos. Leia tambémDivisão de europeus sobre metas climáticas simboliza riscos à COP30 em Belém Mitigação tem uma outra dimensão que sempre a tornou mais atraente na negociação que é a seguinte: onde quer que você reduza as emissões, vai ter um impacto no mundo todo. E a adaptação é vista como um problema local, um problema de prefeitura ou de estados dentro de um país, o que também é uma percepção errada, porque a adaptação é algo que tem hoje muito claramente um impacto grande, inclusive na atração de investimento para um país. Um país que tem condições para receber fábricas, infraestrutura, vai fazer uma diferença gigantesca nos investimentos. Eu acho que a gente tem que entender que são dois problemas diferentes, mas que são dois problemas que não podem ser dissociados. Na COP de Belém, nós vamos ter anúncios muito importantes de aumento de recursos, porque um dos problemas é que, como adaptação não tem um efeito global, muitos países doadores preferem dar dinheiro para mitigação porque, de certa forma, indiretamente, eles serão beneficiados, enquanto a adaptação é uma coisa que vai atingir pessoas que eles nem conhecem. Eu acredito que, inclusive, os bancos multilaterais de desenvolvimento vão colocar a adaptação como uma prioridade absoluta. Diante de um contexto internacional delicado, a presidência brasileira da conferência também dá ênfase à implementação das metas, ou seja, viabilizar que essas promessas feitas nas COPs sejam cumpridas. Vai ter como impulsionar a implementação sem resolver o grande embate sobre o financiamento, que sempre bloqueia as COPs? O senhor reconheceu recentemente que não vai ser possível garantir já em Belém o US$ 1,3 trilhão por ano de financiamento que se estimam necessários. Não, ninguém vai aparecer um cheque com esses recursos. Mas o que há é uma consciência muito grande de que a mudança do clima está atingindo todos os setores da economia e os países em desenvolvimento não podem continuar a ter as responsabilidades, que ainda têm de assegurar educação, saúde, infraestrutura para as suas populações e, além do mais, incorporar a dimensão de mudanças do clima. Desde o início dessas negociações, os países desenvolvidos, que já emitiram muito para o seu desenvolvimento, teriam que contribuir. Eles têm contribuído menos do que se espera, mas eles têm contribuído. Dos US$ 100 bilhões que eram supostos aparecer entre 2020 e 2025, só a partir de 2023 é que ultrapassaram os US$ 100 bi que deveriam ter vindo. Agora, houve um acordo na COP de 2024 em Baku, de subir para US$ 300 bilhões a partir de 2035. Muitos países em desenvolvimento ficaram muito frustrados, porque ainda é muito pouco. É esse número que você disse sobre o qual nós estamos trabalhando, US$ 1,3 trilhão. Esse valor parece estratosférico. Na verdade, é um valor possível. Eu devo publicar dia 3 de novembro mais um relatório que deve sair antes da COP, assinado por mim e o presidente da COP29, sobre como traçar o caminho para conseguir US$ 1,3 trilhão. Especialistas em negociações climáticas temem que os Estados Unidos não apenas não participem da COP30, como atuem fortemente para bloquear qualquer acordo relevante na conferência. Essa é uma preocupação sua? Hoje há várias preocupações. Nas negociações oficiais, tudo tem que ser aprovado por consenso. Na verdade, qualquer país pode bloquear uma COP, e já aconteceu em várias negociações de um país se opor ao que os mais de 190 outros estavam de acordo. A questão da participação americana ainda é uma incógnita, porque, em princípio, os Estados Unidos, ao se retirarem do Acordo de Paris formalmente há 11 meses, apenas estão esperando a formalidade do trâmite. Eles têm que esperar um ano para sair formalmente, o que só vai acontecer em janeiro. Em princípio, os Estados Unidos não têm participado das negociações porque eles querem sair delas. Vamos ver como é que a coisa evolui, porque nós sabemos muito bem que há um contexto internacional um pouco especial. Os Estados Unidos têm participado muito ativamente de outras reuniões em organismos e convenções das quais eles não disseram que sairiam, que foi o que aconteceu com a Organização Marítima Internacional e na negociação de plásticos, em que os Estados Unidos foram muito atuantes. Mas eles estavam atuantes num contexto em que eles são membros plenos e pretendem continuar a ser membros plenos, que não é o caso do Acordo de Paris. Então, vamos ver como é que vai ser: se os Estados Unidos vão mandar uma delegação, e como vai ser a atuação americana em Belém. Leia tambémAmazônia: a equação delicada entre preservação e combate à pobreza
O governo de Donald Trump aplicou sanções ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, à primeira-dama, Verónica Garcia, ao filho mais velho, Nicolas Petro e ao ministro do Interior, Armando Benedetti.Os Estados Unidos alegaram que eles foram punidos por envolvimento no “comércio global de drogas ilícitas”.O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Petro permitiu que os cartéis “prosperassem” na Colômbia.Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Confira no Morning Show desta quinta-feira (23): Dias antes de se reunir com Donald Trump na Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o uso de moedas locais nas transações comerciais entre países do Brics, sem a intermediação do dólar. A declaração foi feita durante um fórum econômico em Jacarta, na Indonésia, e reacendeu o debate sobre a desdolarização global. O encontro entre Lula e Trump, previsto para domingo (26), deve abordar o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele se encontrasse com Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Moraes destacou que, além da prisão domiciliar, Bolsonaro cumpre restrições judiciais que impedem contato com outros investigados. A Primeira Turma do STF também reabriu a investigação contra Valdemar por suposta participação na trama golpista de 2022. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, autorizou a transferência do ministro Luiz Fux da Primeira para a Segunda Turma da Corte. A mudança foi solicitada por Fux um dia antes, aproveitando a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Os Estados Unidos realizaram um segundo ataque a embarcações no Oceano Pacífico em menos de 48 horas. O governo americano informou que o barco atingido transportava drogas, resultando na morte de três pessoas. O ataque anterior, na terça-feira (21), havia matado duas pessoas em outra embarcação próxima à Colômbia. Reportagem: Eliseu Caetano. O governo russo declarou que as novas sanções impostas pelos Estados Unidos à sua indústria petrolífera colocam em risco os esforços diplomáticos para encerrar a guerra na Ucrânia. Apesar disso, Moscou afirmou que continuará suas atividades econômicas e comerciais normalmente. Reportagem: Luca Bassani. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Confira no Morning Show desta sexta-feira (10): O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu nesta quinta-feira (09) às críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que afirmou que Tarcísio teria atuado para derrubar a MP alternativa ao IOF no Congresso. “Tenha vergonha, Haddad. Respeite os brasileiros, cortem gastos, pensem que a gente precisa governar, a gente precisa sair do palanque, a gente precisa trabalhar e fazer a diferença, que é isso que a gente está fazendo aqui em São Paulo”, respondeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, foi anunciada como vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025 pelo Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo. O reconhecimento destaca seus esforços contínuos pela restauração pacífica da democracia e pela defesa dos direitos humanos em seu país. O prêmio é no valor de 11 milhões de coroas suecas (aproximadamente R$ 6,2 milhões). Para falar sobre o assunto, o Morning Show entrevista Carlos José León, analista político venezuelano. O ex-diretor-geral da Polícia Civil de SP, Rui Ferraz Fontes, foi executado com tiros de fuzil em Praia Grande após preparar um dossiê denunciando supostas fraudes em contratos de licitação da prefeitura, incluindo um contrato de R$ 24,8 milhões para sistema de videomonitoramento e Wi-Fi. Investigações apontam envolvimento da facção PCC. Cinco suspeitos já foram presos e outros seguem foragidos. Os Estados Unidos anunciaram o envio de 200 soldados para compor uma força-tarefa conjunta que supervisionará a situação na Faixa de Gaza. Apesar do reforço militar, nenhum soldado americano estará diretamente no território palestino. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou nesta sexta-feira, 19, as restrições impostas pelo governo Trump à sua circulação em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU. Os Estados Unidos concederam o visto ao ministro da Saúde na quinta, 18, para ele compor a delegação brasileira no evento. Apesar da autorização, Padilha só recebeu aval para circular entre o hotel onde estiver hospedado, a sede da ONU e representações diplomáticas brasileiras.Padilha foi punido por causa de sua ligação com o “Mais Médicos” – ele era ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff. Segundo o petista, a medida "impede a circulação ativa" dele em agendas como ministro da Saúde.Felipe Moura Brasil e Duda Teixeira comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br