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Semana em África
África à espera do impacto da guerra no Médio Oriente

Semana em África

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 9:25


Neste programa Semana em África, voltamos aos temas que marcaram os nossos noticiários. O destaque vai para os receios manifestados em torno das consequências da guerra no Médio Oriente sobre as economias africanas. A guerra no Médio Oriente está a preocupar também os países africanos. Em Cabo Verde, o Presidente José Maria Neves apelou ao bom senso e ao diálogo entre os países envolvidos, defendendo uma solução pacífica para a crise. “Na verdade, as guerras nunca resolvem os problemas. Destroem, criam problemas humanitários, criam também ressentimentos e geram mais violência. Nós sempre temos apelado ao respeito pela soberania dos países, ao respeito pelo direito internacional e para o diálogo e a solução negociada dos conflitos. E, na linha da nossa Constituição da República, são esses os princípios que nós defendemos. Independentemente dos países ou dos protagonistas, são esses os elementos que Cabo Verde defende na arena internacional. Resta-nos apelar ao bom senso, ao diálogo e à solução negociada deste conflito”, afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano. Em termos económicos, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, admitiu que a subida de mais de 10 pontos percentuais no preço do petróleo na última semana vai ter implicações directas na economia do arquipélago. “Ninguém está preparado para situações imprevisíveis. Temos de nos preparar em todo o mundo. Os Estados Unidos, a França, a Alemanha e também Cabo Verde têm de se preparar. Estamos perante um novo contexto e todos nós temos de nos adaptar a esta realidade, que terá implicações a nível económico. Com o aumento do preço do petróleo, que subiu mais de 10 pontos percentuais, apenas na última semana, haverá impactos directos na economia cabo-verdiana", declarou Olavo Correia. Já Angola pode estar entre as economias mais beneficiadas em África devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irão, devido à subida dos preços do petróleo e melhores condições financeiras da dívida. A informação foi adiantada à Lusa pela analista da Bloomberg Economics Yvonne Mhango, que disse que Angola, Nigéria e Gana podem tirar benefícios da subida do preço do petróleo, enquanto a República Democrática do Congo, a África do Sul e o Quénia poderão estar entre os mais afectados. Mas de um modo geral, a analista adverte que "para a maioria das economias africanas, preços mais altos do petróleo significam moedas mais fracas e renovada pressão sobre a inflação, o que poderia colocar novamente em discussão uma subida nas taxas de juro". Ainda em Angola, o porta-voz da CEAST - a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé - Belmiro Chissengueti, alertou para os efeitos do “fim do multilateralismo”. “Nós estamos numa realidade e num panorama mundial em que os organismos multilaterais parecem que hoje estão bastantes fragilizados, há anos quando falávamos das Nações Unidas pelo menos eram ouvidas, mas hoje sentimos praticamente os efeitos do fim do multilateralismo, daí a opção de uma única potência mundial ditar as regras”, declarou nesta segunda-feira em Luanda o porta-voz da CEAST, Belmiro Chissengueti durante a conferência de imprensa de balanço da I Assembleia Plenária da CEAST. Na Guiné-Bissau, o primeiro-ministro do Governo de transição, Ilídio Vieira Té, afirmou, esta semana, que o país está preocupado com as consequências da guerra no Médio Oriente e que está a tomar medidas preventivas sobre o aumento do petróleo. Ainda em Cabo Verde, um alerta do FMI para os efeitos na Segurança Social do declínio populacional levou o governo a ponderar aumentar a idade de reforma.  O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, falou dessa possibilidade e em um estudo em curso. "Este estudo está em curso, um estudo que tem de ter uma boa base de sustentabilidade porque aqui temos de garantir não só aquilo que pode ser qualquer mexida no sistema de reforma, pois temos de ter em conta também as contribuições, particularmente num país que está a mudar a sua pirâmide de idade", começou por dizer o governante. "Hoje temos mais velhos, temos maior esperança de vida, as pessoas vivem mais. A viverem mais, consomem mais da Segurança Social, através da assistência médica, medicamentos e tem uma pressão maior para a Segurança Social", explicou o chefe do governo de Cabo Verde. "Por outro lado, há uma tendência de redução do número de contribuintes. Aquilo que está a acontecer na Europa vai acontecer aqui, em Cabo Verde, num período de aproximadamente uns vinte anos. Muito trabalho já foi feito, tem de ser depois aprovado em sede do Conselho de Concertação Social", rematou. Em Moçambique, a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres, Luísa Meque, indicou estar atenta aos alegados casos de desvios de donativos para as vítimas das cheias e inundações. “Nós, como instituição, a nossa maior preocupação é que todos os bens que são levados para os centros de acomodação sejam entregues aos beneficiários, que são, de facto, as pessoas que têm de receber os bens. Agora, temos que trabalhar com todos aqueles que estão lá, que estão com comportamentos que não são abonatórios, para o sucesso do nosso trabalho”, vincou Luísa Meque. Ainda em Moçambique, arrancaram esta semana as aulas para este ano lectivo, depois de cheias e inundações terem afectado mais de 400 infra-estruturas escolares. Sete escolas continuam a ser utilizadas como centros de acolhimento para as vítimas das intempéries e 15 permanecem sitiadas. O Presidente Daniel Chapo defendeu o investimento na educação. “Investir na educação não é uma despesa, pelo contrário: é uma estratégia e uma opção política do Estado no investimento no futuro”, afirmou Daniel Chapo. Daniel Chapo sublinhou que a actual geração tem a missão de conquistar a independência económica: “Essa conquista começa aqui, na escola, na educação. Não haverá industrialização robusta sem um ensino secundário forte, não haverá economia digital sem ciência nas salas de aula e não haverá soberania plena sem construirmos, e continuarmos a construir, este futuro”, disse. Em São Tomé e Príncipe, decorreu esta semana o Forum de Soluções e Investimento dos Pequenos Estados Insulares Africanos em Desenvolvimento. Na abertura do evento, o chefe do governo são-tomense disse que “este fórum representa um passo estratégico, decisivo na conjugação de esforços para acelerar a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares com vista a erradicação da pobreza, eliminação da fome, combate à má nutrição e a redução da desigualdade” nos pequenos países insulares do continente. Américo Ramos reconheceu que o tempo exige celeridade nas acções de luta contra a insegurança alimentar: "Constatamos com preocupação que precisamos acelerar o ritmo das nossas acções, para corresponder às expectativas dos nossos concidadãos, sobretudo os mais vulneráveis no que respeita ao direito de acesso à alimentação adequada.”

Resumão Diário
JN: PF diz que que Daniel Vorcaro criou milícia para cometer crimes, e banqueiro volta para a cadeia; dono do Master chegou a planejar ato violento contra jornalista

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 5:30


O escândalo do Banco Master teve novas revelações e personagens. Daniel Vorcaro voltou para a cadeia, em São Paulo. O ministro André Mendonça bloqueou 22 bilhões de reais dos investigados. A Polícia Federal afirmou que Vorcaro criou uma milícia privada para cometer crimes, como invasão dos sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público, da Interpol e da Polícia Federal americana, pagamento de propina a servidores do Banco Central e pagamento de um milhão de reais por mês para intimidar autoridades e jornalistas. Vorcaro chegou a planejar um ato violento contra o colunista do Globo, Lauro Jardim. A polícia disse que quem coordenava as ações ilegais era Luiz Philipi Mourão, o “Sicário”. Ele tentou se matar na cadeia, e morreu horas depois no hospital. Os Estados Unidos expandiram a guerra e afundaram um navio iraniano no Sri Lanka. O Pentágono enviou mais caças para controlar o espaço aéreo do Irã. Teerã atacou centros econômicos de países árabes no Oriente Médio e autoridades do Irã falaram em derramar o sangue de Donald Trump.

DW em Português para África | Deutsche Welle
4 de Março de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 20:00


Professores de Cabinda em greve para exigir pagamentos de subsídios. Tigray, no norte da Etiópia, na eminência de um novo conflito. Os Estados Unidos da América e as suas intervenções em nome da democracia.

E o vencedor é...
Base das Lajes é “arma” para os Estados Unidos?

E o vencedor é...

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 19:14


Com o ataque ao Irão, os EUA precisaram do apoio das Lajes, mas sem ser em conflitos para que serve o acordo?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Médio Oriente: Analista afirma que “não há uma única razão para os ataques ao Irão"

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 8:59


No quarto dia do conflito no Médio Oriente, o exército israelita anunciou, esta terça-feira, o envio de forças terrestres para o sul do Líbano, depois de ter confirmado ataques aéreos simultâneos sobre Teerão e Beirute. Face à retaliação iraniana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou a saída do pessoal diplomático não essencial e das respectivas famílias do Iraque, da Jordânia e do Bahrein, como medida de precaução perante o agravamento da situação na região. Em entrevista à RFI, João Henriques, vice-presidente do Observatório do Mundo Islâmico, analisa os objectivos estratégicos em jogo e sustenta que “não há uma única razão para estes ataques ao Irão”. Qual é o objectivo desta guerra? O objectivo desta guerra tem sido dúbio no discurso de Donald Trump. Tem havido diferentes cenários. Poderíamos dizer que o objectivo da guerra foi, até, mais por imposição de Israel: a queda do regime e, naturalmente, no seguimento disso, a criação de condições para que a liderança passasse para uma figura - não vou dizer imposta por Israel ou pelos Estados Unidos - mas para uma figura mais consensual e que alinhasse naturalmente nos propósitos de Israel e dos Estados Unidos. A outra ideia era decapitar completamente o regime, o que não aconteceu, embora ele tenha sido em parte já removido. Estou a falar da liderança iraniana. Mas não há, objectivamente, uma única razão para que estes ataques à República Islâmica do Irão estejam a acontecer. Vimos agora Ali Larijani [secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional] a dizer que não vai ceder a qualquer tipo de reforma. Ali Larijani é o homem com quem Donald Trump poderia negociar, o que leva a pensar que toda esta ofensiva não será capaz de derrubar este regime estruturado e autoritário… Não, não vai acontecer. Porque, se nós verificarmos o perfil dos nomes que são apontados como principais candidatos, o regime teocrático vai manter-se. E nenhum deles vai alinhar com cedências a Israel e aos Estados Unidos. Poderá haver, e há, elementos de uma linha mais branda, mas há determinados pontos que são comuns. Portanto, não há nenhuma cedência aos interesses do Ocidente. São essencialmente interesses de natureza económica e, naturalmente, a preservação de alguma influência política e até securitária na região, que tem estado a ser protagonizada por Israel. Vários Estados, como a Finlândia, a Noruega e a Colômbia, denunciaram um “ataque ilegal”. A Rússia fala em “agressão”. O Senegal condena o uso da força e países como a Suíça, a Irlanda e a Espanha pedem o respeito pelo direito internacional. Os Estados Unidos e Israel falam em “ataques preventivos”. Um ataque destes deveria ter sido lançado com a luz verde do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Absolutamente. Este ataque, desde logo, deveria ter sido discutido, votado e eventualmente aprovado no Congresso norte-americano. Isso não aconteceu. A nível macro, as Nações Unidas deveriam ter uma voz activa nesta decisão bilateral, incluindo também Israel. Isto vai, de facto, contra aquilo que são as normas do direito internacional, que não contempla este tipo de intervenção. Trata-se, objectivamente, de uma agressão a um Estado soberano. E a Europa no meio disto tudo? A classe política europeia está dividida. De um lado, há aqueles que afirmam peremptoriamente que esta iniciativa - norte-americana e israelita - faz todo o sentido, porque estão a tentar decapitar as intervenções de um país que é considerado atentatório das liberdades e da paz. E há outros que defendem que tudo isto vai contra aquilo que é o direito internacional instituído e que já deixou de haver regras, porque há um protagonista chamado Donald Trump que decide de sua livre iniciativa, desrespeitando as instituições. O Irão retaliou, atacando não só cidades israelitas e bases norte-americanas, mas também alvos noutros Estados do Golfo, nomeadamente na Arábia Saudita, invocando a legítima defesa. Estes ataques são legais? Aqui volta a haver uma divisão, porque se trata de uma violação da soberania. Mas há o outro lado, que defende a tese iraniana: trata-se de um acto de legítima defesa, porque não estão a atacar a soberania desses países; estão a atacar território - entre aspas - norte-americano que se encontra nesses países. Estou a falar de bases militares que estão nesses países, incluindo Omã, que se disponibilizou para mediar o conflito. E as pessoas perguntam: se Omã está a querer mediar o conflito, porque é atacado? É atacado exactamente porque as forças ocidentais se encontram instaladas nesses territórios. E vai acontecer o mesmo no futuro. Eles vão continuar - estou a falar do Irão e, eventualmente, dos seus aliados, o Hezbollah e, mais a nível regional, os Houthis no Iémen - a atacar as bases norte-americanas. Mas é também uma forma de fazer pressão sobre os Estados Unidos para pararem com a ofensiva? Essa pressão, julgo, não vai ter grande sucesso junto de Donald Trump e, mais ainda, de Benjamin Netanyahu. Os Estados do Golfo poderão também invocar legítima defesa para responder aos ataques iranianos? Não acredito nessa possibilidade. Haverá manifestações públicas de ataque, manifestações de descontentamento e declarações relativas a uma agressão que não deveria ter acontecido, de qualquer maneira. A reacção dos Estados do Golfo perante os ataques iranianos é uma reacção perfeitamente legítima e constitui um motivo de discussão ao nível do direito internacional. O alastramento desta ofensiva já é visível entre Israel e o Líbano. De acordo com o último balanço, os ataques israelitas causaram 52 mortos e mais de 150 feridos. É real o risco de um conflito global? O conflito regional já existe. O risco global não é desejável. E eu, pessoalmente - e muitos analistas - não acreditamos que este conflito se globalize. Até porque, vejamos: o Hezbollah, a partir do Líbano, enviou mísseis para o norte de Israel. A reacção de Telavive é considerada normal e legítima. E isso provocou, de imediato, por parte do Presidente libanês, uma reacção dirigida naturalmente ao Hezbollah, para terminarem com essas agressões. E para entregarem as armas… Exactamente. O Hezbollah vai continuar a ser um apoio para o Irão. Não é crível que estes ataques sejam interrompidos. O Hezbollah vai continuar a atacar território israelita. Ainda sobre o Irão, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 2 de Março, que não hesitaria em enviar tropas norte-americanas para o Irão. Donald Trump, que sempre se opôs às guerras, poderá enviar homens para o terreno? Homens para o terreno - como se diz, botas no terreno - é improvável. Até porque os Estados Unidos não estão a confrontar-se com um Estado como a Venezuela. A questão do Irão é bem diversa, muito arriscada e muito perigosa. Para já, porque estão mais preocupados - os Estados Unidos e Israel - em eliminar fisicamente determinadas figuras do que em trazê-las para o seu território para depois serem julgadas. Quais são os impactos desta guerra no Médio Oriente? Impactos económicos? Fala-se já do preço do petróleo, que disparou, e do encerramento do Estreito de Ormuz. A China é o principal país impactado? A China está preocupada, embora ainda não se tenha manifestado de forma contundente, e a Rússia também condenou os ataques. O preço do petróleo já vai na casa dos 100 dólares por barril. O Estreito de Ormuz foi fechado. Todavia, há a possibilidade de haver, por parte dos Estados Unidos, uma acção para eliminar esta intervenção iraniana no Estreito de Ormuz. De qualquer maneira, a China vai contribuir decisivamente para que haja um abrandamento e para que o Estreito de Ormuz seja reaberto. Mas a troco de contrapartidas; terá de ser negociado. A China vai continuar a resolver o problema com a importação de petróleo e gás, mas, naturalmente, vai sofrer as consequências também ao nível dos preços. Esta situação, dentro de dias, começará a fazer-se sentir, com os efeitos do encerramento do Estreito de Ormuz, e estou naturalmente a falar da economia a nível mundial.

Noticiário Nacional
6h Irão taxativo: "Não negociaremos com os Estados Unidos"

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 8:33


Fim de Tarde Eldorado
Estados Unidos prometem ampliar ataques ao Irã

Fim de Tarde Eldorado

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 6:21


Os Estados Unidos deram indícios na tarde desta segunda-feira, que vão ampliar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir. O sub editor de Internacional do Estadão, Luiz Raatz, traz os detalhes deste assunto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

CBN Vitória - Entrevistas
Capixabas em Dubai relatam tensão após ataques no Oriente Médio

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 6:45


Capixabas que estão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relatam momentos de tensão após a escalada do conflito no Oriente Médio desde este fim de semana. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã no sábado (28), e o governo iraniano respondeu com bombardeios direcionados a países da região. Explosões foram ouvidas em Doha, no Catar, e também em Dubai, segundo informações divulgadas internacionalmente. Entre os capixabas que presenciam o conflito estão o representante da Federação do Comércio, José Carlos Bergamin, que está a passeio em Dubai e o Willian Marquesi, consultar que mora na região. 

Convidado
Situação no Médio Oriente: "A maior preocupação é que a guerra se prolongue"

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 7:58


Aumento da tensão no Médio Oriente. Esta segunda-feira está em curso, pelo terceiro dia consecutivo, a operação conjunta "Fúria épica". Os Estados Unidos da América e Israel lançaram, no fim-de-semana, um ataque conjunto contra o Irão, numa operação que estava a ser preparada há meses. Washington e Telavive conseguiram eliminar a figura principal do regime iraniano, o aiatola Ali Khamenei, líder supremo do país, bem como vários altos quadros do regime iraniano. Em retaliação, o Irão está a levar a cabo ataques contra vários países da região. Esta manhã, pelo terceiro dia consecutivo, foram ouvidas explosões no Catar. Várias pessoas ficaram feridas e o espaço aéreo continua encerrado. A RFI falou com Vasco Leitão, português a viver há dois anos no Catar. Este jovem, de 32 anos, continua retido em Doha devido à suspensão dos voos. Este português, que trabalha na área da hotelaria, no Catar, explica que estão todos um pouco apreensivos no país e relata-nos qual é o sentimento dominante por estes dias. RFI: Como é que tem vivido os acontecimentos das últimas horas aí no Catar, país que também foi visado por mísseis iranianos? Vasco Leitão: Tem sido uma situação estranha e sempre a evoluir. Eu acho que aqui já tivemos uma situação no ano passado, em junho, quando tivemos também alguns mísseis que foram interceptados, mas desta vez está bastante diferente. Da outra vez, as coisas fecharam, o espaço aéreo fechou. Passado um bocadinho, houve um lançamento dos mísseis, depois voltaram a abrir o espaço aéreo. Foi tudo uma coisa de cerca de 8 horas. Agora, o sentimento de toda a gente aqui é bastante diferente. E especialmente agora, entrando no terceiro dia, em que estamos a ver que só está a piorar e não a melhorar... Estamos todos um bocadinho apreensivos. RFI : E não teve receio de que os estilhaços dos mísseis afectassem a zona onde vive? Vasco Leitão: Não muito. Nós temos visto onde é que têm caído e tem sido tudo muito longe. A base aérea americana também é bastante longe das zonas residenciais, portanto, aqui onde estamos, estamos relativamente protegidos dos estilhaços. Não tem caído nada aqui perto da nossa zona. RFI: Que indicações é que têm recebido por parte das autoridades? Têm sido devidamente acompanhados? Como é que tem funcionado todo este processo? Vasco Leitão: Sim. O Catar é muito, muito organizado e muito avançado na parte digital. Portanto, temos updates (atualizações) quase de 15 em 15 minutos através das redes sociais e dos canais oficiais. Temos também um grupo de WhatsApp com a embaixada onde a embaixada portuguesa vai pondo as atualizações, talvez duas ou três vezes por dia, mas através das redes sociais é bastante fácil estar a par de tudo o que se vai passando. RFI: E o Vasco dizia-me que que já vive aí há dois anos. Já conhece certamente muita gente, já tem muitos amigos aí. Como é que a população está a reagir a tudo isto? Vasco Leitão: Eu acho que calmamente. Acho que aqui no Catar nós estamos habituados a sentirmo-nos seguros e acho que temos todos muita confiança nas autoridades e especialmente na organização do país e, portanto, sabemos que, dentro do possível, é dos melhores sítios para se estar. E aqui eu acho que está tudo muito calmo, está tudo a fazer planos, está tudo a acompanhar as situações e a ver realmente o que é que poderá acontecer porque é muito imprevisível. RFI: E nota alguma diferença na rotina habitual das pessoas? Houve avisos para fazerem compras antecipadas, alguma coisa deste género a acontecer? Vasco Leitão: Não, nada disso. Aliás, o Catar faz o contrário que é anunciar que todos os supermercados e lojas vão estar abertos 24 horas por dia. Anunciaram também que não havia qualquer tipo de problemas na entrada de bens e comida no país e que, portanto, havia stock de tudo para ninguém se preocupar. Referiram que, por precaução, estariam todos os supermercados abertos 24h, portanto, não houve corridas às lojas, não houve corridas aos supermercados. Foi tudo relativamente tranquilo. Nesse sentido, eu consegui perfeitamente ir ao supermercado, comprar água e comprar comida, sem qualquer problema. E as plataformas de entrega em casa também estão a funcionar em pleno. Portanto, não houve assim grande alteração. RFI: O Vasco estava a dizer-me que que a população está a reagir com calma. Sente que existe de alguma forma um sentimento de maior união agora por parte da população, num momento em que estão a enfrentar uma crise como esta e num momento em que o futuro é imprevisível? Vasco Leitão: Eu acho que sim. O Catar é um país pequeno e nós somos todos expatriados aqui, ou quase todos. Portanto, já de si é normal haver este sentido de união porque estamos todos fora do nosso país. Estamos todos aqui. Portanto, acho que nesta altura claro que sim. Tem sido esse o sentimento. RFI : Existe preocupação aí no país, de que a guerra possa prolongar-se e afectar mais directamente a vida no Catar, neste caso Doha? Vasco Leitão: Isso acho que é a maior preocupação, realmente, porque lá está, no ano passado, quando tivemos aqueles pequenos incidentes, foi uma coisa de poucas horas e não gerou grande preocupação. Até as pessoas em Portugal ligavam a perguntar se estava tudo bem. E nós aqui muito, muito tranquilos. Desta vez, apesar de continuarmos tranquilos, acho que há uma preocupação muito maior das proporções que isto pode tomar e especialmente do tempo que pode levar a estar resolvido. O espaço aéreo está fechado. Acho que tudo isso são as maiores preocupações, a esta altura. RFI: O Vasco é português… Não está propriamente habituado a este tipo de situações. Como é que é, enquanto português, está a viver tudo isto num país tão longínquo? Como é que está a reagir a todos estes acontecimentos? Vasco Leitão: É estranho, É uma sensação estranha. O Catar é um país, eu diria, ainda mais seguro que Portugal, até mesmo no dia-a-dia. Eu deixo o carro destrancado com as chaves lá dentro à porta de casa, portanto, estamos habituados a uma sensação super, super segura aqui. E é muito estranho ver isto tudo a acontecer. Portanto, claro que sendo português e especialmente estando aqui num dos países mais seguros, esta sensação de insegurança é um sentimento que não estamos habituados a sentir. Portanto, estamos a ver as notícias. Estamos a acompanhar, a olhar lá para fora. É uma sensação mais estranha do que outra coisa qualquer. RFI: Tem receio que, no fundo, as defesas antiaéreas não funcionem de forma devida e que caia eventualmente algum míssil perto do local onde está? Há este receio vincado por estes dias? Vasco Leitão: Eu acho que pouco porque temos todos muita confiança na preparação do governo e na organização que o país tem. E até agora temos tido provas dadas de que todas as defesas estão a funcionar e todos os mísseis têm sido interceptados. Portanto, eu acho que não. Ainda não temos essa preocupação. Talvez porque ainda não aconteceu ou porque talvez ainda nos queiramos manter optimistas. Mas não sinto isso, nem sinto que as pessoas aqui estão com essa preocupação. Lá está, as plataformas de entrega de comida em casa continuam a funcionar. Há carros na estrada. Eu acho que há alguma confiança de que a defesa funciona. RFI: Existe, portanto, alguma normalidade também perante o caos... Eu sei, Vasco que tinha um voo para Portugal, que tem sido consecutivamente anulado. Pergunto-lhe se pensa voltar para Portugal, de forma definitiva, depois deste aumento da tensão agora nessa região do mundo? Vasco Leitão: Para já, penso em ir ter com a minha mulher, que felizmente já está em Portugal para passar o tempo de férias que já tinha programado antes disto tudo começar. Depois, vamos ver como é que a situação evolui. RFI: Quais são as expectativas agora para o futuro? Há alguns relatos de que esta guerra, que estes ataques possam durar alguns dias. Crê que a situação se poderá resolver em breve? Vasco Leitão: Não sei realmente o que esperar. É tudo muito imprevisível. Os líderes de um dos lados mudaram. Portanto, tudo o que se possa prever agora são só suposições. Eu acho que só o tempo nos dirá.

Gabinete de Guerra
"Os Estados Unidos não querem um conflito prolongado"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 11:02


Coronel José do Carmo considera que se as duas partes "forem racionais" vão voltar à mesa de negociações nos próximos dias e que conflito "não é sustentável a longo prazo" devido à enorme "logística".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - O mundo a seus pés
Especial ataques ao Irão: “Os Estados Unidos não têm a capacidade de gerar uma mudança endógena de regime”

Expresso - O mundo a seus pés

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 35:00


O professor e analista Daniel Pinéu lembra que os Estados Unidos entraram diretamente na guerra contra o Irão numa altura em que ainda decorriam esforços diplomáticos e que isso pode mudar tudo. Estes ataques não oferecem qualquer incentivo iraniano para regressar à mesa das conversações e abrem dois cenários, explica Pinéu neste episódio de “O Mundo a Seus Pés”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
EUA: Discurso de Trump “bate recordes no número de mentiras”

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 8:04


O Presidente dos Estados Unidos pronunciou esta semana o discurso sobre o Estado da União. Donald Trump descreveu um país dinâmico, destacando o aumento da produção económica, a redução da inflação e vangloriando-se da política migratória. No entanto, o fact-checking -a verificação de factos- revela que muitas das afirmações não correspondem à realidade, como explicou à RFI o especialista português em política internacional Germano Almeida, sublinhando que este discurso “é um insulto à inteligência dos americanos”. Que análise se pode fazer do discurso de Donald Trump? É um discurso que é um insulto à inteligência dos americanos. É o pior discurso sobre o Estado da União que ouvi até hoje. É um discurso que aumenta os receios de um progressivo autoritarismo de Donald Trump e que, pela sua duração, desrespeita também as regras. Quase duas horas -mais do dobro do normal, o triplo de muitos outros discursos- batendo recordes no número de mentiras. Um chorrilho de mentiras a apresentar uma realidade alternativa. Dizer que herdou uma economia estagnada e que agora está muito boa, quando o crescimento económico com Trump está a cerca de metade do que era com Biden; dizer que a questão da inflacção está resolvida quando não está; voltar ao fantasma da fraude eleitoral, quando não há qualquer evidência nesse sentido. Já antecipando uma derrota nas intercalares, mostra um desrespeito pelos adversários. É alguém que, como tenho dito e escrito, não tem dimensão para ser Presidente dos Estados Unidos, embora os eleitores americanos, há um ano, o tenham querido reconduzir à Casa Branca. Tem legitimidade democrática, mas, na minha opinião, não tem dimensão para o cargo. O slogan da campanha de Trump, “Make America Great Again”, prometia, entre outros aspectos, aumentar o poder de compra dos americanos. Essa promessa tornou-se realidade? Decretam pela palavra que a questão da affordability, da sustentabilidade e do poder de compra, está resolvida. Não está. A instabilidade da política tarifária -que o Supremo considerou ilegal- já antes era marcada por avanços e recuos constantes de Trump relativamente às tarifas. Isso gera instabilidade nos mercados e nas empresas, que não sabem com o que podem contar. Tem sido um factor para que a inflação não se resolva. Não é o único, mas é um deles. Depois há a questão da imigração. Em 2025, foi registado, pela primeira vez desde 1935, um saldo migratório negativo: saíram mais pessoas dos Estados Unidos do que entraram, numa economia que está em crescimento constante e que precisa de mão-de-obra. A perda rápida de imigrantes, nomeadamente em alguns Estados, gera perdas económicas por duas razões: pela falta de mão-de-obra, que cria dificuldades às empresas, e pela quebra no consumo. Os imigrantes são também consumidores. Ainda relativamente à política de imigração e à actuação das autoridades, têm surgido críticas junto da população e até no seio dos republicanos. Há estudos que mostram que 77% dos americanos defendem que as acções do ICE devem ser realizadas com mandado judicial, e apenas cerca de 20% apoiam acções sem qualquer mandado. Mesmo quem defende deportações em massa não defende que indivíduos mascarados, nas ruas dos Estados Unidos, abordem pessoas, as detenham ou usem força excessiva. A morte de dois cidadãos americanos prejudicou a imagem do país? Isso não foi referido por Trump no discurso do Estado da União. Dois cidadãos americanos, que não constituíam qualquer perigo para a ordem pública ou para os agentes envolvidos, foram mortos nas ruas de Minneapolis. É de enorme gravidade. Já aqui falámos das taxas alfandegárias, apresentadas como mecanismo para aumentar o poder de compra. O Supremo Tribunal considerou várias dessas taxas ilegais. Ainda assim, Trump avançou com novas tarifas de 15% para todos os países. Nada parece travar o Presidente. Essas taxas são utilizadas como forma de pressão da política externa? Donald Trump usa as tarifas como instrumento de pressão geopolítica. O Supremo foi muito claro: o Poder Executivo não tem poder tributário. Está escrito no acórdão. O tribunal considerou a grande maioria das tarifas ilegais, especificando as excepções. Levanta-se agora a questão, colocada pelos democratas e por algumas empresas, de um eventual reembolso do que foi pago indevidamente. Não me parece que isso venha a acontecer, mas veremos. Trump insiste numa política de tarifas que considero uma aberração, mas tem legitimidade política para a defender. Em termos de política externa, Donald Trump afirmou que -desde que regressou ao poder- acabou com oito conflitos e falou do Irão, um discurso ambíguo entre ameaças e acordos. Os Estados Unidos podem atacar o Irão? Os Estados Unidos vão atacar o Irão. Não tenho qualquer dúvida, tendo em conta o grau de envolvimento militar actual na região. Noutro contexto, com outro tipo de alianças, poderia discutir-se, tendo em conta o regime actual e o risco do programa nuclear iraniano, que é real. Mas os Estados Unidos estão a agir praticamente sozinhos, contra a opinião de aliados regionais como a Arábia Saudita, a Turquia, o Qatar ou os Emirados Árabes Unidos. Há outra contradição: Trump rompeu, em 2018, o acordo nuclear negociado por Barack Obama, que estava a funcionar, classificando-o como “a pior coisa de sempre”, e agora pretende usar poder militar para forçar o Irão a aceitar um acordo semelhante. Historicamente, os segundos mandatos tendem a privilegiar a política externa. É assim que se explica este intervencionismo -Groenelândia, Venezuela, Irão? Há uma tendência para tentar racionalizar o que não é racional. Não vejo essa racionalidade. Trump dizia ser o Presidente que não fazia guerras. Mas Trump, como tenho escrito, não é para levar a sério. Está cada vez pior. Há sinais de decadência cognitiva e de crescente autoritarismo. A base “MAGA” acreditava que tinha terminado a fase do intervencionismo americano. Mas Trump entusiasma-se com o poder militar. O Irão não é a Venezuela. É um país muito maior, mais distante, com mais capacidade. Sabe-se como uma intervenção militar pode começar; não se sabe como pode terminar. No discurso, Trump procurou preparar o terreno para as eleições intercalares de Novembro. A popularidade do Presidente dos Estados Unidos está em mínimos. Há risco de implosão numa sociedade tão polarizada? As eleições de Novembro podem funcionar como estabilizador, se os americanos, pelo voto, sinalizarem que esta administração está a falhar. Todavia, antecipando uma eventual derrota, Donald Trump e vários senadores republicanos já começam a falar de fraude eleitoral. Nos Estados Unidos, as eleições intercalares envolvem 50 sistemas estaduais distintos. A narrativa será focar os Estados competitivos com administração democrata e alegar irregularidades nesses casos. Não falarão de todos. Nos Estados claramente republicanos, presumem controlo. Há ainda medidas preocupantes, como cortes em programas federais em Estados governados por democratas, numa lógica de retaliação política. Isto é de enorme gravidade e coloca em causa a coesão federal.

Reportagem
Após 4 anos de guerra, Ucrânia resiste a ataques maciços de drones russos com redes artesanais e robôs

Reportagem

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 8:27


Quatro anos depois da invasão russa, a guerra na Ucrânia continua em um impasse sangrento, e sem qualquer sinal de desfecho. Estimativas militares apontam entre 1,5 milhão e quase 2 milhões de soldados mortos desde 2022 — a maioria deles russos. Nesta terça-feira (24), data que marca mais um aniversário da guerra, a RFI ouviu militares e civis para traçar um resumo da situação atual no país.   Com informações dos enviados especiais da RFI à Ucrânia, Murielle Paradon e Julien Boileau, e de Théo Renaudon. A Rússia mantém o controle de aproximadamente 20% do território da Ucrânia, consolidando ganhos obtidos sobretudo em 2024, ainda que sem grandes avanços desde então. A presença russa é forte ao leste, no Donbass, e ao sul, perto de Zaporíjia, Kherson e Crimeia. Porém, a proliferação de drones mudou a configuração da guerra. Na cidade portuária de Kherson, é preciso dirigir em alta velocidade para evitar ser perseguido por um drone russo. A estrada também é parcialmente protegida por redes artesanais projetadas para deter o que os moradores chamam de "máquinas mortais".  “Usamos diferentes tipos de redes para deter os drones. Algumas têm buracos de vários tamanhos, que podem parar os drones e as cargas explosivas que eles lançam", explica Oleksander Tolokonnikov, vice-chefe da administração regional de Kherson. "E não são apenas as redes; temos sistemas de interferência contra drones e unidades móveis que podem abatê-los,” completa.  O clima é sombrio na cidade. Cerca de 80% da população fugiu de Kherson. Os poucos que ficaram parecem resignados.  Vika tomava um café ao ar livre, enfrentando o frio e a ameaça inimiga. Aos 16 anos, ela diz que se acostumou com a ideia de morrer a qualquer momento.  “Quando você ouve o som de um drone, você não sabe o que vai acontecer, se você vai conseguir chegar ao seu destino ou se o drone vai lhe atingir. Então eu me escondo debaixo das árvores, sim, das árvores!”  Apenas os idosos, funcionários públicos e suas famílias permaneceram em Kherson. Para eles, a vida está por um fio. Ludmila, de 71 anos, prefere depositar sua fé em Deus. “Antes de sair de casa, eu rezo a Deus para que Ele esteja comigo, para que nada aconteça comigo, com meus filhos, meus netos ou com a minha igreja”, diz.  Combate robotizado Além da guerra com drones, os soldados ucranianos contam cada vez mais com a ajuda de robôs no combate. Equipamentos controlados remotamente são usados para reabastecer soldados e até mesmo resgatar os feridos, como os enviados especiais da RFI acompanharam em Pavlograd, no leste da Ucrânia.  Na zona rural coberta de neve, Artem, um soldado de 24 anos, opera remotamente um robô equipado com uma plataforma e grandes esteiras — uma espécie de mini-tanque — que surgiu no campo de batalha há alguns meses para reabastecer os soldados ucranianos na linha de frente.  “Usamos este robô conectado para transportar suprimentos, comida, geradores, munição — tudo o que os soldados precisam para sobreviver. Devido ao grande número de drones inimigos, não é possível reabastecer os soldados a pé ou em um veículo sem colocar em risco a vida de outros soldados.”  Esses robôs também podem evacuar os feridos. Os dispositivos maiores podem transportar uma carga de até 500 kg. Artem relata que em uma operação recente conseguiram "evacuar dois soldados feridos que estavam cercados em território já ocupado pelo inimigo. A evacuação exigiu um longo planejamento", afirma. "Aguardamos condições climáticas favoráveis e então lançamos a operação. Ela durou 10 horas e foi um sucesso! Não consigo descrever a emoção que senti quando conseguimos retirar o robô com os dois soldados feridos da zona de perigo”, conclui.  O próprio jovem Artem foi ferido na linha de frente em 2023. Tendo perdido uma perna, ele não luta mais com um fuzil, mas com um joystick, que é uma nova forma de fazer guerra.  Conversas de paz estagnadas Enquanto isso, na arena diplomática, as mais recentes negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, realizadas em Genebra em meados de fevereiro, terminaram sem avanços significativos. As duas delegações descreveram as conversas como “difíceis”. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os resultados foram “insuficientes” e que questões políticas sensíveis seguem sem solução, apesar de algum progresso técnico nas discussões militares.  Novas rodadas estão previstas, mas sem data anunciada. Os Estados Unidos continuam a mediar o processo e falam em “progresso significativo”. Combate à corrupção Ao mesmo tempo em que enfrenta negociações de paz marcadas por avanços limitados e grande pressão internacional, a Ucrânia também trava uma batalha interna contra a corrupção — um fator decisivo para sua credibilidade diante dos mediadores e aliados ocidentais. Kiev tenta demonstrar comprometimento institucional ao aprofundar investigações, sancionar envolvidos em escândalos e restaurar a independência de órgãos anticorrupção. Essas medidas são vistas como essenciais, tanto para fortalecer sua posição nas negociações quanto para avançar no caminho da integração europeia.  Saudadas por ONGs anticorrupção, essas deliberações ainda são insuficientes, explica Maria Barabach, porta-voz da Sproto (“Resistência”, em português), que denuncia os subornos e acordos secretos na Ucrânia. “Antes da guerra, havia relatórios oficiais de que a corrupção custava mais de 30% do orçamento da Ucrânia", diz. "Mas acho que esse valor aumentou durante a guerra, porque existem muitos documentos confidenciais. E nós, como ativistas anticorrupção, não podemos verificá-los, controlá-los ou sequer vê-los”, lamenta.  “A corrupção nos custa mais vidas do que o agressor durante a guerra. Porque a corrupção significa que os soldados não terão capacetes, não terão equipamentos de proteção e não terão armas suficientes. Não terão munição suficiente. E, obviamente, isso custa vidas, as mais preciosas, as de nossos civis e de nossos militares. É por isso que devemos lutar contra isso. Devemos impedir isso.”  Apesar da exaustão do conflito, qualquer noção de “vencedor” é ilusória nesse momento, segundo especialistas: Moscou suporta perdas históricas e uma economia sob pressão, enquanto Kiev enfrenta desgaste humano, destruição de infraestrutura e dependência crescente do apoio ocidental. Ainda assim, pesquisas apontam que a sociedade ucraniana mantém um nível surpreendente de resiliência.  Ao completar quatro anos de guerra, as expectativas de um acordo entre Rússia e Ucrânia seguem baixas. Moscou insiste em concessões territoriais amplas, enquanto Kiev exige garantias de segurança robustas e rejeita ceder partes de seu território. 

Expresso - Expresso da Manhã
Humor sem amarras: Stephen Colbert chega agora a uma luta que Ricardo Araújo Pereira venceu há três anos

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 16:41


Stephen Colbert, o apresentador do “The Late Show”, acusa a CBS de proibir a transmissão de uma entrevista com um candidato democrata ao Senado, depois do sector jurídico do canal lhe ter dito que não o podia fazer sem convidar igualmente os adversários. A imposição do canal surge depois da Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês, equivalente à ERC portuguesa), por pressão de Donald Trump, querer estender a regra que garante o mesmo tempo de antena a todos os candidatos aos late-night shows, até agora isentos. Os Estados Unidos chegam assim a uma conversa que se fez em Portugal, no final de 2022, a propósito de uma queixa pelo facto do representante do Chega não ter sido convidado para o programa de Ricardo Araújo Pereira, “Isto É Gozar Com Quem Trabalha”. Neste episódio, conversamos com Gustavo Carvalho, autor do podcast “Humor À Primeira Vista”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Entrevistas Jornal Eldorado
Há chance de acordo para evitar conflito entre EUA e Irã? Ouça análise de Gunther Rudzit

Entrevistas Jornal Eldorado

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 8:47


O Irã sinalizou que pode aceitar concessões em seu programa nuclear para tentar evitar um ataque dos Estados Unidos. A informação foi divulgada neste domingo pela agência de notícias Reuters. Uma autoridade iraniana disse que Teerã considera enviar metade de seu urânio mais altamente enriquecido para fora do país, diluir o restante e participar da criação de um consórcio regional de enriquecimento. Além disso, o Irã estaria disposto a oferecer oportunidades para que empresas norte-americanas atuem nas indústrias de petróleo e gás do país. Os Estados Unidos veem o enriquecimento de urânio dentro do Irã como um caminho para a produção de armas nucleares. O Irã nega estar buscando esse armamento e quer que seu direito de enriquecer urânio seja reconhecido. O presidente americano, Donald Trump, ameaçou atacar militarmente o Irã e o país já disse que daria uma resposta, mas as duas nações devem realizar a terceira rodada de negociações na próxima quinta-feira. Em entrevista à Rádio Eldorado, Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, disse que a situação ainda é imprevisível e ressaltou que, além da questão nuclear, os Estados Unidos têm como preocupações o programa de mísseis do Irã e o financiamento do país a grupos terroristas. Ele apontou, no entanto, que um eventual acesso ao petróleo iraniano pode ser interessante para os americanos. “O Irã está tentando uma jogada que vários líderes globais já entenderam, que a mentalidade de Donald Trump é de negociante”, avaliou. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Humor à Primeira Vista
Humor sem amarras: Stephen Colbert chega agora a uma luta que Ricardo Araújo Pereira venceu há três anos

Expresso - Humor à Primeira Vista

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 16:41


Stephen Colbert, o apresentador do “The Late Show”, acusa a CBS de proibir a transmissão de uma entrevista com um candidato democrata ao Senado, depois do sector jurídico do canal lhe ter dito que não o podia fazer sem convidar igualmente os adversários. A imposição do canal surge depois da Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês, equivalente à ERC portuguesa), por pressão de Donald Trump, querer estender a regra que garante o mesmo tempo de antena a todos os candidatos aos late-night shows, até agora isentos. Os Estados Unidos chegam assim a uma conversa que se fez em Portugal, no final de 2022, a propósito de uma queixa pelo facto do representante do Chega não ter sido convidado para o programa de Ricardo Araújo Pereira, “Isto É Gozar Com Quem Trabalha”. Neste episódio, conversamos com Gustavo Carvalho, autor do podcast “Humor À Primeira Vista”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Volta ao mundo em 180 segundos
18/02: Venezuela retoma voos internacionais após restrições | Congresso do Peru destitui o presidente José Jeri | Morre o ativista dos direitos civis Jesse Jackson

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 4:48


Primeiro voo comercial, saindo da Europa, chega na Venezuela, desde a operação militar dos Estados Unidos, que capturou o então presidente Nicolas Maduro, no dia 3 dejaneiro. E mais:- Mudanças no setor petroleiro venezuelano tem provocado o aumento de procura e preços por imóveis em certas áreas do país- José Jeri, que estava no poder há somente 4 meses, depois da destituição de Dina Boluarte, é destituído da presidência do Peru por causa de um escândalo envolvendo encontros não divulgados com um empresário chinês- Nas Filipinas, a vice-presidente, Sara Duterte anuncia que vai ser candidata à presidência na eleição de 2028- Na Suíça, começa mais uma rodada de negociação de paz entre a Ucrânia e a Rússia. Os Estados Unidos, país intermediário, confia que um acordo seja firmado até junho- Personalidade negra mais influente na luta pelos direitos civis dos negros desde Martin Luther King, o pastor JesseJackson morre aos 84 anos Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br

20 Minutos com Breno Altman
Vijay Prashad: Como enfrentar os Estados Unidos - programa 20 Minutos

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 71:31


⚖️ Vijay Prashad: Como enfrentar os Estados Unidos | Uma análise ousada sobre poder, soberania e estratégias de resistência global.No programa de hoje, recebemos um dos pensadores internacionais mais incisivos da atualidade: Vijay Prashad, historiador, analista geopolítico e diretor do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social.Em um mundo onde a política externa dos Estados Unidos continua a ser uma força determinante — seja por meio de sanções, intervenções militares, guerra econômica ou pressão diplomática —, uma pergunta fundamental se impõe para nações e movimentos que buscam um caminho soberano: Como enfrentar os Estados Unidos?Mais do que uma questão retórica, esta é uma urgência prática para o Sul Global. Nesta entrevista especial do "20 Minutos", Prashad irá desmontar os mecanismos do poder estadunidense e explorar as táticas de enfrentamento e autonomia que estão sendo construídas ao redor do mundo.Vamos mergulhar em temas como:A arquitetura do poder: Como funcionam os instrumentos de pressão dos EUA (sanções, SWIFT, FMI, controle midiático)?Estratégias de resistência: Da diversificação de parcerias (Rússia, China) ao fortalecimento de blocos regionais (BRICS+, CELAC). O que funciona?Guerras híbridas e a batalha das narrativas: Como contestar o discurso hegemônico que justifica intervenções?Casos concretos: Lições de Cuba, Venezuela, Irã e Vietnã na defesa de sua soberania.O papel dos movimentos populares: A solidariedade internacional ainda é uma ferramenta eficaz?O cenário de multipolaridade: Estamos realmente vendo um declínio do poder unilateral dos EUA, ou apenas sua reconfiguração?O futuro do confronto: Quais são os possíveis cenários de escalada ou diálogo nas próximas décadas?Esta conversa é um mapa estratégico para entender as forças em choque no tabuleiro geopolítico atual. Participe ao vivo com suas perguntas nos comentários! As mais pertinentes serão respondidas.Não perca esta aula de geopolítica crítica e estratégias de soberania!

Ouvi na Bloomberg Línea
EUA e Rússia concordam em reiniciar diálogo militar

Ouvi na Bloomberg Línea

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 12:15


[Patrocinado] Com mais de 70 anos de história, a JBS garante qualidade à mesa e alimenta um futuro melhor. Saiba mais em: https://www.jbs.com.br/Os Estados Unidos e a Rússia concordaram em retomar contatos militares de alto nível que haviam sido suspensos logo após a invasão da Ucrânia, anunciou o governo dos EUA.

Gabinete de Guerra
"Os Estados Unidos estão ao lado de Moscovo, claramente"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 11:16


EUA, Rússia e Ucrânia sentam-se em Abu Dhabi. Major-General João Vieira Borges acusa a comunidade internacional de "não reagir" aos ataques contra Kiev. "Os Estados Unidos estão ao lado de Moscovo".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resumão Diário
JN: Congresso aprova reajuste para servidores da Câmara e do Senado; MP militar pede expulsão de Bolsonaro e outros oficiais condenados

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 5:31


O Congresso aprovou reajuste para servidores da Câmara e do Senado e criou gratificações que podem chegar a 100% do salário, abrindo espaço para pagamentos acima do teto de R$ 46 mil. O Ministério Público Militar pediu que Jair Bolsonaro e quatro militares condenados na trama golpista sejam expulsos das Forças Armadas. A Polícia Federal abriu novo inquérito para apurar gestão fraudulenta no Banco de Brasília. A polícia prendeu o ex-presidente do Rioprevidência. Uma perseguição em São Paulo terminou com um morto e uma pessoa baleada na Avenida Faria Lima. Os Estados Unidos derrubaram um drone militar do Irã. Conheça Nicole Silveira, mais um destaque do Brasil nas Olimpíadas de Inverno.

Brasil Paralelo | Podcast
NEVASCA HISTÓRICA ATINGE OS ESTADOS UNIDOS

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 14:16


Os Estados Unidos enfrentam em janeiro de 2026 uma das catástrofes climáticas mais severas de sua história recente. A chamada "Winter Storm Fern" (Tempestade de Inverno Fern) paralisou dois terços do território americano, deixando um rastro de destruição que inclui mais de 100 fatalidades confirmadas e cerca de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica em meio a temperaturas que ultrapassam os 40 graus abaixo de zero. Neste vídeo, mostramos os desdobramentos desta nevasca histórica. Desde o fenômeno científico das "árvores que explodem" (conhecido como frost cracking) até o impacto logístico que cancelou mais de 20 mil voos e causou engavetamentos massivos em Michigan. Analisamos também a resposta do governo sob a gestão de Donald Trump, que decretou estado de emergência em tempo recorde, e o debate inevitável: como explicar um evento de frio tão extremo em meio à narrativa global de aquecimento constante? Entenda o que os dados reais dizem sobre o alarmismo climático e a complexidade do clima terrestre.

Jovem Pan Maringá
Trump ameaça Venezuela e teste diplomacia brasileira

Jovem Pan Maringá

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 66:41


Os Estados Unidos oficializaram o chamado “Corolário Trump”, uma nova estratégia de defesa que resgata a Doutrina Monroe e promete reagir de forma rápida e militar contra a influência de Rússia e China nas Américas. O governo americano afirma que não aceitará obstáculos a seus interesses comerciais e de segurança, citando a captura de Nicolás Maduro como exemplo.A tensão aumentou após declarações da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em defesa da soberania sobre o petróleo do país. Em resposta, Donald Trump fez ameaças públicas, afirmando que ela pagará um “preço muito alto” caso não coopere com Washington.Nesse contexto, Lula conversou por telefone com Trump pela primeira vez após a invasão da Venezuela, criticada pelo brasileiro. Embora convidado a integrar um novo “Conselho da Paz”, o Brasil impôs condições e mantém cautela, apesar de avanços pontuais em temas como combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.

JORNAL DA RECORD NEWS
Corpo de corretora assassinada em Goiás é encontrado; Trump ameaça atacar Irã caso país não negocie com os Estados Unidos

JORNAL DA RECORD NEWS

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 24:18


Confira no Jornal da Record News desta quarta-feira (28): PEC da Segurança Pública deve ser votada após o Carnaval. O projeto está entre as prioridades do retorno do Congresso. O corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro de 2025 em Caldas Novas (GO) foi encontrado. A polícia confirmou a prisão de três pessoas envolvidas no crime: o síndico do prédio, o filho dele e o porteiro. E mais: Trump ameaça atacar Irã caso país não negocie com os Estados Unidos.

Convidado
"O Irão está a passar pela pior repressão de sempre"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 13:21


No Irão, o regime do ayatollah Ali Khamenei tentou calar a maior vaga de protestos dos últimos anos com uma repressão que teria feito milhares de mortos. As manifestações começaram a 28 de Dezembro na capital e alastraram a todo o país. Os Estados Unidos intensificaram a presença militar no Médio Oriente com a mobilização do porta-aviões USS Abraham Lincoln, depois de Donald Trump ter afirmado que deverá receber “em breve” um relatório sobre a situação no Irão para decidir se avança com uma intervenção militar. Será a pressão interna e externa suficiente para uma eventual mudança de regime? E quem poderia assegurar uma transição? Para conversarmos sobre este tema convidámos Maria Ferreira, professora de Relações Internacionais, que nos fala sobre “a pior repressão de sempre” no Irão, sobre a “diplomacia coerciva” dos Estados Unidos e sobre dificuldade de antever, para já, uma mudança de regime. RFI: Perante a mobilização de um porta-aviões para o Médio Oriente, até que ponto um ataque dos Estados Unidos é uma possibilidade? Maria Ferreira, Professora de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “É preciso ter consciência de que o Irão é a segunda maior nação do Oriente Médio e é a 18.ª maior nação do mundo. Vivem no Irão mais de 92 milhões de habitantes, portanto, é um país com uma matriz civilizacional fortíssima e que não se compara a outros Estados, nomeadamente a Venezuela, onde os Estados Unidos têm vindo a desenvolver acções exteriores. É claro que o Irão, neste momento, está a passar pela pior repressão de sempre que visa as manifestações pró-democracia, mas mesmo a resposta do regime a estas manifestações demonstra a dificuldade que seria, mesmo para uma potência militar como os Estados Unidos, intervir num palco de conflito que é extremamente complexo.” Então, não há essa possibilidade de um ataque iminente dos Estados Unidos? “De um ataque clássico dos Estados Unidos não. Seria muito difícil aos Estados Unidos conseguirem controlar um território com uma complexidade doméstica como se afigura no Irão. Segundo a Amnistia Internacional, no Irão, existem três braços armados que suportam fortemente o regime e que estão sob a alçada do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei.” Nesse caso, para que serve esta mobilização de navios de guerra americanos, nomeadamente, do porta-aviões, para o Médio Oriente? “Repare que Donald Trump está a replicar os mesmos passos da Venezuela no Irão porque antes da extracção do Presidente Maduro, os Estados Unidos enviaram para a Venezuela e para a região também um conjunto de forças militares com o objectivo de escalarem a tensão contra o país, aplicarem uma espécie de diplomacia coerciva para atingirem os seus objectivos, nomeadamente no que toca à questão do petróleo. No Irão, o que está a acontecer é também a utilização de diplomacia coerciva para obrigar o Irão a uma eventual mudança de regime. Repare-se que essa mudança de regime não aconteceu na Venezuela. Essa mudança de regime no Irão está a ser associada às revoltas populares nas ruas e é preciso dizer que a repressão das revoltas já terá provocado entre 17.000 a 25.000 mortos. Simplesmente, tal como na Venezuela não houve mudança de regime, também no Irão essa mudança de regime afigura-se muito difícil pelas circunstâncias internas, políticas e militares, que conseguem sustentar o regime de Ali Khamenei.” Que resultados é que pode ter essa “diplomacia coerciva”? Na segunda-feira houve um responsável americano que disse que a porta está aberta se o Irão quiser entrar em contacto com Washington. Há uma porta aberta a uma eventual mudança de regime? “O ayatollah Khamenei é uma figura odiada por grande parte dos iranianos. A economia iraniana está numa situação insustentável e há uma grande repressão interna. Aquilo que os especialistas no Irão discutem é quais são internamente as hipóteses para eventualmente substituir o ayatollah Khamenei. Mas essas hipóteses são muito ténues e eu penso que foi isto que levou - a par do reconhecimento de que uma intervenção militar no Irão seria absolutamente complexa por causa dos três braços armados que sustentam o regime - foi essa consciência que levou a que Donald Trump, há duas semanas, com a desculpa de que o Irão já não estava a executar protestantes, tivesse claramente recuado na sua retórica agressiva, militarista, coerciva contra o Irão. É que, segundo vários autores que são especialistas na questão do Irão, não existe grande vontade de reforma do regime e os moderados são vistos como figuras marginais dentro do próprio regime e nem sequer têm o peso para vir a substituir o líder supremo e, eventualmente, poder conduzir a uma reforma do regime iraniano. Portanto, não se afigura como muito claro quem é que poderia preencher o vazio de poder que iria instalar-se depois da eventual morte ou extracção ou retirada do líder supremo. O que se sabe, com certeza, é que a Guarda Revolucionária iria sempre tentar preencher esse vazio de poder através da imposição de um autoritarismo militarista. No Irão existem os que mandam e aqueles que são mandados e, portanto, é muito difícil pensar numa eventual mudança do regime porque mesmo as figuras mais moderadas como Mohammad Bagher Ghalibaf , o antigo presidente Hassan Rohani, mesmo o actual Presidente Massoud Pezechkian que é também visto como um moderado, mesmo esses reformistas são considerados como irrelevantes, ou seja, não existem. Na prática, na sociedade iraniana, são uma espécie de cosmética, como diz Ali Ansari, que é professor na Universidade St Andrews, eles estão completamente marginalizados. Ou seja, no Irão não há um movimento de reforma política que possa, no fundo, apoiar o movimento na rua.” Os protestos não se podem tornar numa revolução? Não há nenhum líder da oposição que possa unir os iranianos e derrubar o regime dos ayatollahs? “Bem, neste momento, nós sabemos que o antigo filho do Xá, Reza Pahlavi, que está no exílio, se está a movimentar no sentido de poder ser uma eventual alternativa à mudança de regime no Irão, mas aquilo que se questiona em relação à Reza Pahlavi é que, apesar de ele argumentar que tem uma missão inacabada que o seu pai deixou quando saiu do Irão, que o seu objectivo não é de todo restaurar o passado autoritário associado ao Xá e que o seu objectivo é assegurar uma futura democracia no Irão, apesar disso, há grandes dúvidas em relação à legitimidade de uma figura cuja única base de autoridade é ser filho do Xá deposto. Portanto, também não me parece que possa vir a ser uma figura consensual para poder alicerçar a mudança do regime até porque há um legado muito divisivo do próprio Xá no Irão. Ou seja, o Xá não é consensual no Irão. Todo o reinado, o legado de autoritarismo associado ao Xá ainda tem uma memória muito forte no Irão e, apesar de Reza Pahlavi ter apelado a uma transição pacífica até um referendo nacional para decidir o futuro sistema político do Irão, continua a ser um símbolo de um passado autoritário. Se os iranianos não querem Ali Khamenei, dificilmente vão querer voltar a um passado de uma monarquia imperial associada ao Xá. Portanto, mesmo com esta retórica de modernização, de democratização, de solidificação das alianças com o Ocidente, a verdade é que há ainda uma memória muito marcada da censura, da polícia secreta, da supressão da dissidência, dos abusos aos direitos humanos ligados ao período do Xá e esse legado divisivo projecta-se em Reza Pahlavi e prejudica a sua capacidade de poder vir a liderar um período de transição no Irão.” Como disse, há milhares de pessoas que morreram nas manifestações, não se sabe bem quantas porque há diferentes números a circularem e o país está sem internet há 18 dias. Estes são os maiores protestos desde 2022. Como é que vê os próximos tempos no Irão? “É muito interessante perceber que realmente estes não são os únicos protestos que marcaram a história recente do Irão. Já em 2009, em 2022, a Revolução Verde... Tivemos outras vagas de protestos contra o Irão. O que especifica historicamente esta vaga é a onda de repressão que lhe está associada e que, de alguma forma, mostra a crescente fragilização do regime que terá já matado entre 17.000 a 25.000 pessoas. É claro que nós não sabemos exactamente o que é que se está a passar porque há um bloqueio cibernético. O que é interessante de ver é que as pessoas no Irão estão a usar formas alternativas para ter acesso à internet, nomeadamente o SpaceX, o Starlink, redes virtuais de internet privadas e estão a tentar suplantar aquilo que é uma marca fundamental do regime iraniano que é uma infraestrutura muito forte de vigilância cibernética e de vigilância nomeadamente através de câmaras CCTV. E, portanto, vai ser interessante ver como é que a população vai, nos próximos dias e nos próximos meses, reagir e continuar a ter um ímpeto reformista no país, utilizando as chamadas tecnologias da libertação, que são os mecanismos digitais, para tentar afirmar a sua vontade. Mas, como há um vazio ao nível das figuras reformistas que poderiam liderar o regime e perante o recuo dos próprios Estados Unidos, cuja acção de diplomacia coerciva estava claramente a empoderar estes movimentos civis de resistência, não me parece que nos próximos meses possamos ver alguma mudança essencial no Irão, tal como não vimos uma grande mudança na Venezuela. Os regimes persistem apesar da diplomacia coerciva de Donald Trump. Uma mudança no Irão estará associada eventualmente à morte do líder supremo e a quem, após essa morte, eventualmente o poderá substituir, e com a cumplicidade dos braços armados que existem no país, nomeadamente da Guarda Revolucionária, poder fazer algumas reformas. Pensar que os Estados Unidos vão, através de meios coercivos, provocar uma mudança de regime num país em que não existe a própria noção de reformismo político parece-me uma ideia sem grande sustentação empírica.”

Ponto de Partida
A ICE, Trump e o fascismo

Ponto de Partida

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 13:33


Os Estados Unidos mergulharam num turbilhão fascista. A ICE se porta como a SS nazista. Mas calma lá, não ouve uma afirmação desse naipe com impunidade, não. Uma afirmação forte, assim, precisa vir com um argumento sólido.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
O excremento do diabo, uma história em que se destacam sete irmãs, os Estados Unidos e a Venezuela 

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 25, 2026 24:32


A história da extração do petróleo começou no século XIX e o mercado foi dominado por um oligopólio de sete empresas norte-americanas, durante um século. Na década de 60 do século XX, Pérez Alfonso, um ministro Venezuelano que tinha estudado nos EUA, desenhou a partilha dos lucros das grandes empresas globais com os países onde está o petróleo. E foi ele também que teve a ideia de criar a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Porque hoje é domingo, espreitamos a revista do Expresso e lá encontramos a história contada por Miguel Prado: “O admirável mundo negro do petróleo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Morning Show
Tarcísio confirma pré-candidatura para reeleição ao governo de SP

Morning Show

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 117:54


Confira no Morning Show desta sexta-feira (23): O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) colocou um ponto final nas especulações e confirmou que vai buscar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. A decisão mexe com a estratégia da direita para a sucessão de Lula (PT) e foca no fortalecimento do estado de São Paulo. O anúncio agora levanta debates sobre como fica a aliança com a família de Jair Bolsonaro (PL) para as eleições presidenciais de 2026. A Polícia Federal mira diretores do Rioprevidência em investigação sobre investimentos irregulares e fraudes com fundos de pensão. A quebra do Banco Master custou R$ 47,3 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A Operação Barco de Papel cumpre mandados para desarticular o esquema de desvios que compromete ativos da Previdência. O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a Corte “não se curva a ameaças” ao supostamente defender a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master. A conduta de Toffoli é alvo de parlamentares por ele ter viajado ao Peru em um avião de um advogado investigado no processo sob sua relatoria. Apesar das críticas, a PGR arquivou o pedido de afastamento. Reportagem: Igor Damasceno. A Polícia desvendou um esquema criminoso que operava em uma central de golpes localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Os criminosos utilizavam dados das vítimas para abordar pessoas sobre dívidas e as convenciam a pagar valores que não eram devidos. O presidente Lula (PT) conversou com o líder chinês Xi Jinping para reforçar o Sul Global e interesses em comum, mas especialistas notam que o silêncio sobre o convite de Donald Trump contrasta com esse movimento. A cautela do Planalto em aceitar o Conselho de Paz ocorre em um momento delicado para a Casa Branca. Pesquisas mostram que 6 em cada 10 eleitores desaprovam as prioridades de Trump. Os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia realizam a primeira reunião trilateral para negociar o fim da guerra. Os países discutem o encerramento do conflito que já dura quatro anos e buscam um acordo diplomático inédito para a paz na região. Reportagem: Luca Bassani. As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completam 20 dias em Bacabal, no Maranhão. O secretário de segurança Maurício Martins alertou que informações falsas prejudicam as investigações. As autoridades locais e a população seguem mobilizadas na procura pelas crianças na mata. Reportagem: Sérgio Carvalho. O ex-namorado de Bruna Fonseca, Miller Pacheco, foi condenado pelo assassinato da jovem na Irlanda três anos após o crime. Em entrevista para o Morning Show, a prima da vítima, Marcela Fonseca, afirmou que a justiça foi feita, mas não traz Bruna de volta, e aproveitou para alertar outras mulheres sobre os sinais de feminicídio. Dois cavalos ficaram ilhados no Rio São Francisco, na altura do município de Pirapora, após o nível da água subir rapidamente. Com barcos e cordas, moradores locais conseguiram resgatar os animais, incluindo um que estava amarrado e corria risco. A ação rápida evitou uma tragédia durante a cheia que surpreendeu a região neste início de 2026. Reportagem: Rodrigo Costa. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 22/01/2026 | Conselho da Paz / Tarcísio e Bolsonaro

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 240:27


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (22): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) o chamado “Conselho da Paz”, uma estrutura criada por seu governo para supervisionar a reconstrução e a estabilidade na Faixa de Gaza. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não tem compromissos marcados para essa quinta-feira (22). No dia em que visitaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em Brasília, o chefe do Executivo paulista deixou a agenda vazia, o que tem sido interpretado como um “recado claro” à família Bolsonaro. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca agilizar no Congresso Nacional a validação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado (17), após a Europa aprovar a revisão jurídica que congela o tratado. Auxiliares do Planalto afirmam que a estratégia é acelerar o processo interno para demonstrar o engajamento do Brasil e manter o tema em evidência, colocando pressão política sobre os europeus. A decisão do Parlamento Europeu desta quarta-feira (21) aumentou o senso de urgência. Os Estados Unidos suspenderam por tempo indeterminado o processamento de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida atinge categorias como vistos de trabalho e outros tipos de imigração permanente, mas não afeta vistos de não imigrante, como os de turismo e de estudante. Dessa forma, viagens temporárias, incluindo deslocamentos para eventos. Lideranças europeias vão realizar nesta quinta-feira (22), na Bélgica, uma reunião de emergência para discutir as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Groenlândia. A Dinamarca e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) negaram que a soberania da Groenlândia tenha sido oferecida ao presidente Donald Trump. Em busca de um palanque forte em Minas Gerais durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados intensificaram as articulações para convencer o senador Rodrigo Pacheco a concorrer ao governo do estado. Nas últimas semanas, ministros procuraram o ex-presidente do Senado, e há expectativa de uma nova conversa com Lula no fim de janeiro ou início de fevereiro. O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, anunciou na noite desta quarta-feira (21) a escolha de Francisco Lucas Costa Veloso para o cargo de secretário nacional de Segurança Pública. Conhecido como Chico Lucas, ele atualmente ocupa a Secretaria de Segurança Pública do Piauí e passa a assumir uma das funções mais estratégicas da pasta. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, concedeu entrevista à Jovem Pan e comentou a denúncia formalizada pelo Ministério Público, que o acusa de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo os promotores, Crivella teria estruturado um esquema conhecido como “balcão de negócios”, no qual empresários pagavam propina em troca de contratos públicos ou para acelerar a liberação de pagamentos atrasados na prefeitura do Rio. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o senador Nelsinho Trad concederam uma coletiva de imprensa para comentar os próximos passos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo eles, há um ambiente de harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo, o que deve facilitar a tramitação e a aprovação do projeto no Congresso Nacional. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

JORNAL DA RECORD
Vistos para os EUA: Entenda o que mudou nas novas regras

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 14:47


Os Estados Unidos vão suspender, a partir de 21 de janeiro, a emissão de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A decisão de Donald Trump gerou dúvidas e incertezas entre brasileiros que pretendem morar ou trabalhar nos Estados Unidos. O JR 15 Minutos recebe o advogado de imigração, Vinicius Bicalho, para explicar o que muda e quem realmente é atingido nesse novo cenário.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 17/01/2026 | Acordo Mercosul-UE / Protestos no Irã / Soldados alemães na Groenlândia

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 17, 2026 241:12


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (17): O Mercosul e a União Europeia assinam o acordo comercial em evento realizado no Paraguai neste sábado (17). No entanto, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, realizou a transferência do acordo do presidente Lula (PT) para o líder paraguaio Santiago Peña. Reportagem: Janaína Camelo e Eliseu Caetano. O especialista em investimentos Beny Fard avalia a atual situação do Irã, onde os protestos começam a perder força, mas a tensão segue elevada. Relatórios recentes indicam que o número de mortos durante os confrontos com as forças do regime já passa de 2,6 mil pessoas. A Alemanha iniciou o envio de soldados para a Groenlândia após as recentes ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A movimentação militar ocorre em um cenário de crescente tensão diplomática na região do Ártico. O INSS bloqueou o repasse de R$ 2 bilhões destinados ao Banco Master após identificar indícios de irregularidades. A medida atinge cerca de 254 mil contratos de empréstimo consignado sob suspeita de fraude. Reportagem: Matheus Dias. O governo de Donald Trump anunciou a criação do Conselho da Paz em Gaza para atuar no conflito do Oriente Médio. O grupo contará com o secretário de Estado Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair entre os integrantes. O presidente americano espera anunciar novos nomes para compor a equipe diplomática nos próximos dias. Reportagem: Carlos Eduardo Martins. Segundo informações dos bastidores de Brasília, o Palácio do Planalto ainda enxerga o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como ameaça eleitoral. A presença do governador na corrida pela Presidência da República ainda não foi descartada completamente. No entanto, Tarcísio também começou a manifestar apoio público ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Reportagem: Igor Damasceno. A Fifa anunciou que recebeu 500 milhões de solicitações para ingressos da Copa do Mundo 2026. O confronto entre as seleções de Portugal e da Colômbia desponta como a partida mais procurada pelos torcedores até o momento. A alta demanda reflete a expectativa global para o torneio que será realizado em 2026 na América do Norte. Reportagem: Taís Brito. O governo de São Paulo intensificou a campanha de imunização contra o sarampo e a febre amarela. As ações ocorrem em shoppings, estações de metrô e terminais rodoviários. Reportagem: Julia Fermino. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o especialista em direito tributário Angelo Paschoini analisa as ações do Banco Master que motivaram as recentes investigações. De acordo com o especialista, já havia uma certa suspeita sobre as operações da instituição. Os Estados Unidos emitiram um aviso oficial sobre atividade militar no espaço aéreo do México. A medida ocorre após o presidente Donald Trump declarar a intenção de realizar ataques contra o narcotráfico. Reportagem: Eliseu Caetano. A União Europeia e o Brasil iniciaram negociações voltadas para a exploração de minerais críticos. O bloco europeu entra oficialmente na disputa global para atrair investimentos em insumos estratégicos. Reportagem: Janaína Camelo. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Resumão Diário
JN: PF faz nova operação contra o Banco Master; EUA suspendem vistos de imigrantes de 75 países, incluindo o Brasil; Irã ameaça revidar se for bombardeado

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 6:40


A Polícia Federal deflagrou uma nova operação sobre o Banco Master e bloqueou R$ 5,7 bilhões. Os agentes fizeram buscas em endereços da família Vorcaro e apreenderam o celular do empresário Nelson Tanure. O ministro Dias Toffoli determinou que o material apreendido fique na Procuradoria-Geral da República. Os Estados Unidos fizeram manobras militares no Oriente Médio. O Irã ameaçou reagir e bombardear bases americanas na região. Alemanha, Suécia e Noruega decidiram enviar soldados para a Groenlândia. O governo americano suspendeu vistos de imigrantes de 75 países, incluindo o Brasil.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 13/01/2026 | EUA pedem que norte-americanos deixem o Irã

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 241:36


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (13): Os Estados Unidos emitiram nesta segunda-feira (12) um alerta oficial recomendando que cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente, diante da intensificação dos protestos contra o regime e do agravamento do cenário de segurança. O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central adotaram um tom mais cauteloso diante da polêmica envolvendo o Banco Master, sinalizando que qualquer indenização a investidores só será avaliada após a conclusão de uma inspeção técnica. A apuração, que deve durar cerca de um mês, busca esclarecer a real situação da instituição antes de decisões definitivas. Denise Campos de Toledo analisou. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou em conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a presença de tropas americanas em território mexicano “não está em discussão”. O posicionamento ocorre após Trump ameaçar uma possível intervenção militar para combater cartéis de drogas no México. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal contra a condenação de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na chamada trama golpista. No agravo regimental enviado ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados pedem a reconsideração da decisão que rejeitou recursos anteriores ou, caso isso não ocorra, que o caso seja analisado pelo plenário da Corte. A Anvisa aprovou o uso do lenacapivir injetável como nova opção de profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV no Brasil. O medicamento, de longa duração, surge como alternativa às pílulas orais e é indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com pelo menos 35 kg, que estejam em risco de infecção. Para iniciar o uso, é obrigatório testar negativo para o vírus. A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) uma nova fase da Operação Overclean, que tem como alvo o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA). A investigação, realizada com apoio da CGU e da Receita Federal, apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar emendas parlamentares, além de práticas de corrupção e lavagem de dinheiro. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que aguarda um gesto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir seu apoio na disputa ao Planalto. Em entrevista, Motta destacou que a política é baseada em reciprocidade. O governo da Groenlândia afirmou nesta segunda-feira (12) que não aceitará, sob nenhuma circunstância, qualquer tentativa dos Estados Unidos de se apoderarem do território. Diante do aumento das tensões geopolíticas no Ártico, as autoridades locais anunciaram que irão intensificar os esforços diplomáticos e militares para garantir a defesa da ilha por meio da Otan. Uma autoridade do governo do Irã afirmou à agência Reuters que cerca de 2 mil pessoas, incluindo integrantes das forças de segurança, morreram em apenas duas semanas de protestos no país. A declaração marca a primeira vez que representantes ligados ao regime dos aiatolás reconhecem publicamente a dimensão das mortes causadas pela repressão às manifestações. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Resumão Diário
JN: EUA apreendem navio petroleiro de bandeira russa; Casa Branca anuncia próximos passos para transição de poder na Venezuela; presidente do TCU suspende inspeção no BC

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 6:17


Os Estados Unidos mobilizaram aviões, navios de guerra e caçaram um petroleiro com bandeira da Rússia. A operação começou no Caribe e só terminou no mar do Atlântico Norte. Foram mais de cinco mil quilômetros de perseguição. O governo americano se justificou e falou em sanções contra Nicolás Maduro. Moscou reagiu e afirmou que a captura viola o direito marítimo. Em outra ofensiva, militares americanos interceptaram um navio de petróleo com bandeira do Panamá. A Casa Branca detalhou os planos para a Venezuela e anunciou três fases: estabilização, recuperação e transição política. No tabuleiro de Donald Trump, o alvo agora é uma peça-chave da ditadura em Caracas: Diosdado Cabello, o ministro do interior da Venezuela. Um agente da imigração do governo Trump matou uma mulher a tiros. O presidente do Tribunal de Contas da União suspendeu a inspeção no Banco Central. O presidente Lula indicou um nome para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários e a escolha provocou críticas no mercado financeiro.

Resumão Diário
JN: EUA ameaçam comprar a Groenlândia; governo americano retira uma acusação contra Maduro; BC contesta decisão do TCU de investigar liquidação do Master

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 6:07


Os Estados Unidos ameaçaram comprar a Groenlândia. A Europa reagiu e cobrou respeito ao território da Dinamarca e declara que o Ártico é uma prioridade para a Otan. No julgamento de Nicolás Maduro, o governo americano recuou e retirou a acusação sobre a existência do Cartel de Los Soles. Em reunião na OEA, o Brasil chamou de sequestro a prisão do ditador da Venezuela. O Banco Central contestou a decisão do TCU de investigar a liquidação do Banco Master e a Polícia Federal marcou novos depoimentos sobre o caso.

Brasil-Mundo
Advogada brasileira dedica carreira a ajudar vítimas de violência doméstica em Portugal

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Jan 3, 2026 5:09


A história de muitas mulheres brasileiras que deixam o país em busca de segurança, estabilidade e uma vida melhor no exterior nem sempre encontra o final feliz que elas imaginavam. Para algumas, a violência atravessa oceanos. É nesse cenário complexo e muitas vezes invisível que atua a advogada Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil, em Lisboa. Lizzier Nassar, correspondente da RFI em Lisboa A violência viaja silenciosa, escondida dentro de malas, memórias, fragilidades e dependências. Em outras vezes, ela surge justamente no estrangeiro, onde a solidão da imigração, a falta de rede de apoio e o desconhecimento do sistema local criam o ambiente perfeito para que o ciclo se repita — ou se intensifique. A advogada brasileira Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil em Lisboa, conhece bem essas armadilhas. Ela se tornou, na prática, aquilo que tantas mulheres procuram desesperadamente quando decidem romper o silêncio: uma ponte. Uma mão estendida. Um lugar seguro onde é possível contar o que não se consegue nem admitir para si mesma. “Desde muito pequena eu vi e ouvia histórias de violência. Situações bem complicadas. Isso me tocou desde muito nova”, ela conta. O que poderia ter sido apenas uma lembrança dolorosa transformou-se em vocação. Hoje, ela trabalha diariamente para acolher mulheres que vivem aquilo que tantas outras, por gerações, foram ensinadas a suportar. O Comitê de Direito das Mulheres, que ela lidera, é dedicado à promoção e defesa dos direitos das mulheres, com especial atenção ao combate à violência doméstica — e com um objetivo central que vai além da assistência: sensibilizar a sociedade. “É importante trazer para as pautas sociais e para a sociedade que a violência doméstica é um problema de todos”, afirma. Os números comprovam que o problema é mais amplo do que a maioria imagina. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, 1.631 casos de violência doméstica e de gênero contra brasileiras foram registrados em embaixadas e consulados em 2024 — um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos lideram as notificações (397 casos), seguidos da Bolívia (258), Itália (153), Portugal (144) e Reino Unido (102). Cada número desses representa uma história que atravessou fronteiras carregando medo, insegurança e, muitas vezes, silêncio. Em Portugal, onde a advogada atua, a violência doméstica continua sendo o crime mais reportado. Só entre janeiro e agosto deste ano, a APAV — Associação Portuguesa de Apoio à Vítima — apoiou 14.008 mulheres. As situações de vitimação ocorreram em 89,9% dos municípios do país, com maior incidência nos distritos de Lisboa, Faro, Braga e Porto. Até setembro, 18 pessoas foram assassinadas em contexto de violência doméstica — 16 eram mulheres. E, segundo a PSP e a GNR, foram registradas 25.327 ocorrências nos primeiros nove meses do ano de 2025, o maior número dos últimos sete anos. Relutância em se reconhecer como vítima Esses dados ajudam a contextualizar uma realidade que, aos olhos da advogada, aparece diariamente em forma de relatos fragmentados, mensagens rápidas, áudios enviados com cuidado para que ninguém ouça, e pedidos de ajuda que começam hesitantes: “Não sei se isso é normal.” Muitas vezes, ela é a primeira pessoa a quem a mulher se direciona quando finalmente decide falar. “A mulher vive com medo: no lar, na sociedade, no dia a dia… Ela não sabe o que pode vir a acontecer se cruzar com o agressor ou se ele tiver acesso à vida que ela está construindo agora”, explica. Para ela, a violência doméstica não termina quando a relação termina. “É um crime que, muitas vezes, rouba a paz para sempre.” Entre os casos que chegam ao comitê, há agressões físicas e psicológicas, mas também formas de violência que muitas mulheres só descobrem quando já estão presas a elas. Uma das mais comuns entre brasileiras em Portugal é a violência administrativa. “O agressor retém, esconde ou inutiliza documentos da vítima. Já tivemos casos de passaportes rasgados, queimados, inutilizados — da mulher e das crianças”, relata. Impedida de viajar, de trabalhar ou de se movimentar, a vítima perde autonomia e fica ainda mais vulnerável. Escuta entre imigrantes Nesse contexto, a presença do comitê funciona como um abraço possível. A equipe escuta, orienta, encaminha e apoia. A rede inclui psicólogas, advogadas, associações especializadas e serviços públicos. E tudo começa com algo simples, mas fundamental: acreditar na vítima. “Quando são brasileiras — e elas são a maioria que nos procura — torna-se mais confortável encontrar outra imigrante do outro lado. É alguém que entende o medo, o idioma, a saudade, a culpa e a solidão.” Mas, apesar do apoio, o caminho institucional no país ainda apresenta lacunas importantes. Portugal não possui uma delegacia da mulher, como no Brasil. Não existe uma lei equivalente à Maria da Penha, que foi um divisor de águas no enfrentamento à violência doméstica no Brasil. O que há, em Lisboa, é o Espaço Júlia, na freguesia de Santo Antônio, que funciona como um atendimento especializado a vítimas — mas ainda insuficiente diante da dimensão do problema. “Falta muita coisa. É muito triste ver que ainda há quem finja que não é com ele. Precisamos de educação, conscientização e mudança cultural”, afirma. Manual de prevenção Nos últimos anos, algumas iniciativas importantes surgiram. O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, em parceria com o Instituto Nós Por Elas, lançou o Manual de Prevenção da Violência contra Mulheres Brasileiras no Exterior, elaborado pelo Ministério das Mulheres e pelo Ministério das Relações Exteriores. O consulado também formalizou sua adesão à campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica, que orienta vítimas a desenharem um “X” na mão ou em um pedaço de papel para pedir ajuda de forma silenciosa e segura. Pequenos gestos que podem salvar vidas. Mas, para a advogada, a mudança real depende de algo maior: transformação cultural. “Não adianta tratar apenas a consequência. Precisamos mexer na raiz”, diz. E a raiz, segundo ela, começa pela frase que repete sempre: “Uma mulher agredida é todas nós agredidas.” Onde pedir ajuda Esta reportagem também é escrita para quem lê em silêncio. Para quem está tentando decidir se aquilo que vive é violência. Para quem tenta justificar o injustificável. Para quem acha que merece o que recebe. Para quem teme pedir ajuda. Para quem saiu do Brasil acreditando que finalmente teria paz — e encontrou medo. Se esse for o seu caso, saiba que você não está sozinha. Há uma rede inteira pronta para caminhar com você. Há mulheres — como a advogada Luana Ferreira — que dedicam suas vidas para acolher, orientar e proteger. Há profissionais, instituições, organizações e serviços que podem te ajudar a romper um ciclo que nunca deveria ter começado. Por mais difícil que pareça, existe um futuro possível. Pedir ajuda não é fraqueza — é coragem. E coragem é algo que toda mulher carrega dentro de si, mesmo quando acha que não.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 26/12/2025 | Recorde de calor em SP / Paraná Pesquisas

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 249:52


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (26): A cidade de São Paulo registrou nesta quinta-feira (25), dia de Natal, a maior temperatura já observada no mês de dezembro desde o início das medições oficiais. Os termômetros marcaram 35,9°C, superando o recorde anterior de 35,6 °C registrado em 1998. Reportagem: Danúbia Braga. Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (26) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno contra todos os nomes da direita testados. Lula aparece com 37,6%, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que soma 27,8%. Em um cenário com o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, o petista também lidera, com 36,9% contra 31,3%. A maior vantagem ocorre diante de Michelle Bolsonaro, com 37,2% para Lula e 24,4% para a ex-primeira-dama. Já nos cenários de segundo turno, o estudo aponta empate técnico entre Lula e os principais adversários da direita, como Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) derrubou o veto do governador Cláudio Castro à chamada “gratificação faroeste”, criada em 1990, que prevê bonificações de 10% a até 150% do salário para policiais envolvidos em apreensões de armamentos e ações letais durante operações. O veto havia sido justificado pelo Executivo com base em restrições do Regime de Recuperação Fiscal. Reportagem: Rodrigo Viga. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, convocou uma sessão extraordinária para a próxima terça-feira, dia 30, às 13h30, para analisar o dissídio coletivo envolvendo a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e seus empregados. Antes do julgamento, o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Cejusc) do TST promoverá, na segunda-feira (29), uma nova rodada de negociações entre a estatal e os representantes dos trabalhadores, com o objetivo de tentar um acordo e evitar que o caso seja decidido pela Seção de Dissídios Coletivos. Reportagem: Janaína Camelo. O Banco Central deve apresentar até as 12h desta sexta-feira (26) sua defesa sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master. A manifestação atende a uma determinação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, que concedeu prazo de 72 horas para que o BC detalhe os fundamentos técnico-jurídicos do processo conduzido pelo órgão. Reportagem: Janaína Camelo. Quatro homens que haviam sido beneficiados pela saída temporária do sistema prisional foram presos em flagrante por violência doméstica em cidades do interior de São Paulo, entre a terça-feira (23) e a quarta-feira (24). De acordo com boletins de ocorrência da Polícia Civil. Reportagem: Camila Yunes. Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria, segundo anunciou o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25), dia de Natal. De acordo com Trump, o grupo vinha promovendo ataques contra comunidades cristãs na região. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, anunciou nesta quinta-feira (25) que discutiu “detalhes importantes” de um possível plano de cessar-fogo com a Rússia durante conversas com os enviados do governo dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner. Reportagem: Luca Bassani. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Os Pingos nos Is
Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 118:00


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (18):A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu pela cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão foi assinada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, e teve como base o acúmulo de faltas parlamentares. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro e não tinha autorização para votar à distância. A Polícia Federal deflagrou uma operação que tem como alvo o vice-líder do governo no Congresso no âmbito da investigação sobre um esquema bilionário de fraudes no INSS. Segundo a PF, há indícios de que assessores teriam recebido recursos desviados da Previdência. O caso amplia a crise política e pressiona o Planalto em meio às investigações.A troca no comando do Ministério do Turismo indica uma reaproximação entre o Centrão e o governo federal. Após a saída de Celso Sabino, o União Brasil indicou um novo nome para a pasta, em meio às movimentações políticas de olho nas eleições de 2026. A mudança ocorre após semanas de tensão entre o partido e o Planalto. O presidente Lula (PT) afirmou que irá vetar o projeto de lei da dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Segundo o chefe do Executivo, ele não foi informado sobre o acordo no Congresso que permitiu o avanço da proposta e defendeu punição rigorosa aos envolvidos. Mesmo com o veto, o Congresso pode analisar a derrubada da decisão. O presidente da Argentina, Javier Milei, determinou a suspensão do uso de veículos e motoristas oficiais por autoridades do país. Segundo o governo, a medida faz parte da política de corte de gastos considerados desnecessários e da revisão das estruturas administrativas. A decisão está alinhada à estratégia de austeridade fiscal adotada pela atual gestão. Os Estados Unidos devem divulgar de forma integral os arquivos do caso Jeffrey Epstein, acusado de abuso sexual e tráfico de menores, conforme determina a lei federal. A expectativa é grande porque os documentos citam nomes de figuras públicas e autoridades internacionais. Parlamentares democratas já divulgaram imagens, registros e mensagens que integram o material investigado. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Os Pingos nos Is
Lula diz ter cobrado Donald Trump por sanções / Flávio Bolsonaro reage à dosimetria

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 118:29


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (16):O presidente Lula (PT) afirmou ter enviado uma mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), agradecendo pela retirada da Lei Magnitsky e pedindo o fim das sanções contra outras autoridades brasileiras. Segundo Lula, Brasil e Estados Unidos ainda têm pendências a resolver, mas a relação comercial e política segue em processo de normalização. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aceitou uma versão mais restrita do projeto de redução de penas para réus do 8 de janeiro, que não o beneficiaria diretamente. A proposta, defendida pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), deve ser debatida apenas em 2026. Segundo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente afirmou que sua prioridade é ver manifestantes em casa, mesmo que ele próprio cumpra pena. A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o nome mais competitivo da oposição contra o presidente Lula (PT) na disputa presidencial de 2026. No levantamento, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 23%, superando outros nomes como Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Junior. O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do então secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PL), registrou em outubro os menores índices de roubos, latrocínios e homicídios desde 2001. Segundo a Secretaria de Segurança, a taxa de mortes caiu de 33,3 para 5,53 por 100 mil habitantes. O governo atribui os resultados ao uso de tecnologia, inteligência policial e a programas como a Muralha Paulista. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), decidiu não levar ao plenário a votação sobre a perda de mandato do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão foi concentrada na Mesa Diretora como forma de reduzir tensões entre os Poderes e no Congresso. A tendência é que a Mesa também analise os casos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Glauber Braga (PSOL-RJ). Após a vitória de José Antonio Kast no Chile, o presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza), compartilhou uma imagem que retrata o Brasil e outros países governados pela esquerda como uma grande favela. A publicação contrasta nações alinhadas à direita com países sob governos progressistas e afirma que a população sul-americana pede liberdade e o fim do que chamou de socialismo empobrecedor. Os Estados Unidos elevaram a tensão na América Latina ao classificar a gangue colombiana Clan del Golfo como organização terrorista. Segundo o Departamento de Estado, a medida busca conter a violência de cartéis e grupos criminosos transnacionais. A decisão abre brechas para possíveis operações no país governado por Gustavo Petro (Colômbia). Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

JORNAL DA RECORD
15/12/2025 | 4ª Edição: Câmara dos Deputados estende trabalhos na última semana antes do recesso

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 16:11


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, votaram pela inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do processo de extradição do deputado Alexandre Ramagem. Os Estados Unidos realizaram um novo ataque contra três embarcações ligadas ao tráfico internacional de drogas no oceano pacífico. Ação deixou oito mortos.

3 em 1
EUA retiram sanções da Lei Magnitsky contra Moraes / 700 mil seguem sem luz em SP

3 em 1

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 118:39


No 3 em 1 desta sexta-feira (12), o destaque foi que os Estados Unidos retiraram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, sua esposa e uma empresa que possuem em comum da lista de sanções da Lei Magnitsky. O assunto ganhou força após o encontro entre o presidente Lula (PT) e o líder norte-americano Donald Trump. Reportagem: Eliseu Caetano. Mais de 700 mil imóveis em São Paulo continuam sem energia elétrica após o ciclone extratropical que atingiu o estado na quarta-feira (10). Diante do cenário crítico, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a situação “chegou em um ponto que não dá mais” e defendeu uma intervenção federal na Enel, concessionária responsável pelo fornecimento. Reportagem: Julia Fermino. A Polícia Federal realizou uma operação contra irregularidades no uso de emendas parlamentares. Mariangela Fialek, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), está entre os alvos da ação. Lira, no entanto, não é investigado no caso. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (12) para confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a perda automática do mandato da deputada licenciada Carla Zambelli (PL). Com isso, fica anulada a votação realizada pela Câmara dos Deputados. O presidente Lula (PT) ironizou o governador Romeu Zema (Novo) ao afirmar que ele “não sabe descascar uma banana”, em referência a um vídeo no qual o governador come a fruta com casca. Zema rebateu, acusando Lula de usar um “palanque político às custas do povo”. Reportagem: Igor Damasceno. Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra a família do ditador venezuelano Nicolás Maduro, ampliando a pressão diplomática e econômica. Seis empresas de transporte de petróleo também foram incluídas nas sanções. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Morning Show
Moraes anula decisão de Motta sobre Zambelli / Delação de Beto Louco

Morning Show

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 120:20


Confira no Morning Show desta sexta-feira (12): Em uma escalada de tensão, o ministro do STF Alexandre de Moraes anulou a decisão de Hugo Motta de manter Carla Zambelli no mandato, reacendendo a crise entre Judiciário e Legislativo. A bancada do Morning Show debate as implicações jurídicas e o enfraquecimento político do presidente da Câmara. O criminoso Beto Louco quer um acordo de delação premiada e promete citar nomes de influência nacional ligados ao PCC, no entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não aceitou o acordo. O Morning Show analisa a resistência da PGR e a bomba política que pode estourar, especialmente após a PF deflagrar uma operação envolvendo desvio de emendas parlamentares. O Presidente Lula anunciou que deve vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, uma resposta do Legislativo às penas dos atos de 8 de Janeiro, mas que o Senado pode aprovar com uma anistia. A bancada do Morning Show debate o embate entre Executivo e Congresso e o risco da lei, por ser geral e impessoal, beneficiar criminosos violentos. A PF e o STF miram a Câmara dos Deputados em uma operação por desvio de emendas parlamentares e uma assessora ligada ao ex-presidente da Casa Arthur Lira é o alvo da ação. O Morning Show debate o escândalo da Operação Transparência e a influência do poder político nas investigações. Reportagem: Igor Damasceno. O apagão em São Paulo, que já ultrapassa 50 horas, expõe a ineficiência da Enel e a polêmica política sobre a concessão. Em meio ao caos, a crise se agrava com a denúncia chocante de funcionários parceiros cobrando até R$2.500 de propina para restabelecer a energia. A bancada do Morning Show debate o prejuízo milionário para o comércio, a falta de previsão da concessionária e a urgência de uma resposta para os quase 800 mil imóveis afetados na cidade. Os Estados Unidos intensificam a pressão econômica e militar sobre a Venezuela, apreendendo petroleiros em águas internacionais sob a justificativa de combater o tráfico. Enquanto o ditador Nicolás Maduro promete retaliar na Justiça, o Morning Show debate se a ação é uma campanha de pressão legítima ou uma manobra arriscada que ignora a soberania e a lei internacional. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Morning Show
Diretor da Enel fala ao vivo / Vendaval em SP / Gilmar Mendes recua no STF

Morning Show

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 120:24


Confira no Morning Show desta quinta-feira (11): O vendaval que atingiu São Paulo deixou mais de 1,5 milhão de imóveis sem energia por mais de 24 horas, causando um caos que afeta hospitais e o abastecimento de água em diversos bairros. A falta de previsão da concessionária Enel e os prejuízos incalculáveis acendem o debate: por que uma cidade dessa estrutura não tem planos de contingência para eventos climáticos extremos? O Morning Show debate o impacto e a falha no serviço essencial. O vendaval provocou um caos aéreo no Aeroporto de Congonhas, resultando em quase 230 voos cancelados em 24 horas,além de reclamações de saguões lotados. Os passageiros foram obrigados a dormir no chão e enfrentar longas filas, alguns com condições médicas graves. A bancada do Morning Show debate a falta de contingência das empresas aéreas e a lentidão na resposta ao transtorno. O programa Morning Show desta quinta-feira (11) conversou com o diretor regional da Enel, Marcelo Puertas, para analisar o caos instaurado em São Paulo, após o vendaval que atingiu a cidade nos últimos dias e deixou quase 1,5 milhão de pessoas sem luz. Ele explicou a logística de reconstrução da rede, alegando que o dano extremo e prolongado dos ventos impediu um reparo rápido. O ministro do STF Gilmar Mendes revogou parte de sua decisão que blindava os magistrados do Supremo, atendendo a um pedido do Senado Federal. No entanto, a liminar ainda altera o quórum para abertura do impeachment, tornando-o mais difícil. O Morning Show debate: foi uma vitória do Congresso ou a Corte ainda mantém o controle sobre a fiscalização? Entenda o embate entre os Poderes. A Câmara dos Deputados se recusou a cassar o mandato de Carla Zambelli (presa na Itália) e decidiu pela suspensão de Glauber Braga por agressão. A bancada do Morning Show debate a crise de decoro no Congresso e o racha da direita, evidenciando a fragilidade política do presidente da Casa, Hugo Motta, que é chamado de "Bonequinha de Moraes" por Eduardo Bolsonaro. A família de Jair Bolsonaro cancelou as visitas programadas ao ex-presidente na prisão e pediu autorização permanente ao STF para ter acesso, enquanto o Congresso discute o PL da Dosimetria, que pode incluir a Anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro. A relatoria de Esperidião Amin (PP), forte defensor da medida, aumenta a tensão e a possibilidade de um novo embate entre os Poderes Judiciário e Legislativo. Acompanhe o debate completo do Morning Show. O Rio de Janeiro enfrenta uma megaoperação militar contra o Comando Vermelho no Salgueiro, mirando o traficante Rabicó, solto por decisão do STF em 2019. Enquanto o crime organizado demonstra poder, o Senado aprova o PL Antifacção com redução de penas e mudanças na divisão de recursos policiais, gerando intensa polêmica sobre o combate efetivo ao crime no país. Os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro perto da costa da Venezuela, alegando combate ao tráfico de drogas. O governo Maduro, por sua vez, classificou a ação como "pirataria internacional" e roubo de riqueza. A bancada do Morning Show debate a escalada da tensão entre os países e a suspeita de que o petróleo teria origem no Irã. Qual é o real interesse de Donald Trump no país sul-americano? Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 10/12/2025 | Ciclone causa chuva e ventania no Sul

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 242:25


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (10): Um ciclone extratropical associado a uma frente fria continua provocando instabilidade no Brasil. Paula Nobre traz o balanço das chuvas que causaram mortes em Santa Catarina e alagamentos no Rio Grande do Sul. Há alerta para rajadas de vento de até 90 km/h e ressaca, além de previsão de mais água para São Paulo e Minas Gerais. A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (10), a proposta que combate o chamado devedor contumaz, ou seja, contribuintes que deixam de pagar impostos de maneira planejada, a fim de driblar a legislação tributária. Reportagem: Pedro Tritto. O mercado financeiro brasileiro volta todas as suas atenções nesta quarta-feira para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre os rumos da taxa básica de juros, a Selic. O cenário ganha contornos de "Super Quarta", pois a expectativa também é grande em relação à decisão do Federal Reserve (o Banco Central americano) sobre um possível corte de juros nos Estados Unidos, o que impacta diretamente a economia global e o câmbio Reportagem: Rodrigo Viga. O Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que cria um marco temporal para a demarcação de terras indígenas. No novo relatório, foi incluída a indenização a fazendeiros, vetando a ampliação de territórios e estabelecendo a participação de proprietários rurais durante todo o processo de demarcação. Na madrugada desta quarta-feira (10), a Câmara aprovou o texto base do projeto de lei que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe, incluindo o atos do 8 de Janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiram e quebraram a Sede dos Três Poderes em Brasília. No entanto, o texto ainda vai passar pelo Senado e pelo presidente Lula (PT). Durante o anúncio das novas regras para obtenção da CNH na última terça-feira (09), o presidente Lula (PT) disse que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre combater o crime organizado. Lula disse ainda que um dos maiores criminosos do país no setor de combustíveis mora em Miami, reforçando que a nação brasileira quer combater a criminalidade. Reportagem: Igor Damasceno. Uma pesquisa feita pela Ipsos-Ipec, divulgada na última terça-feira (09), mostrou que o governo Lula (PT) é considerado ótimo ou bom por 30% dos brasileiros, mantendo estabilidade em relação ao último levantamento. Enquanto 40% dos brasileiros acredita que a gestão do petista é ruim ou péssima, 29% acham que é regular e aqueles que não sabem ou não responderam, foram 2%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Foram ouvidas 2.000 pessoas entre os dias 4 e 8 de dezembro em 131 municípios. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), definiu que a cassação do mandato do deputado Alexandre Ramagem será decidida no plenário na próxima quarta-feira (17). Rodrigo Viga explica que, apesar de o STF sinalizar que a decisão poderia ser da mesa diretora, Motta optou pela votação aberta. Ramagem está nos EUA e foi condenado a 16 anos de prisão. O Instituto Paraná Pesquisas mostra que o vice-presidente Geraldo Alckmin ( PSB), é o único candidato que forçaria um segundo turno contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. De acordo com a pesquisa, Tarcísio sairia vencedor no primeiro turno se disputasse com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) e Erika Hilton (PSOL). Reportagem: Beatriz Manfredini. Os Estados Unidos preparam uma série de planos específicos sobre como atuar na Venezuela em um cenário de queda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Os planos incluem operações diplomáticas, ações de apoio humanitário e diretrizes militares para garantir a estabilidade da região. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Oxigênio
#207 – Especial: A cobertura jornalística na COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 38:16


No episódio de hoje, você escuta uma conversa um pouco diferente: um bate-papo com as pesquisadoras Germana Barata e Sabine Righetti, ambas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Elas estiveram na COP30 e conversaram com Mayra Trinca sobre a experiência de cobrir um evento ambiental tão relevante e sobre quais foram os pontos fortes da presença da imprensa independente.  __________________________________________________________________________________ TRANSCRIÇÃO [música] Mayra: Olá, eu sou a Mayra, você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Hoje a gente vai fazer uma coisa um pouquinho diferente do que vocês estão acostumados. E eu trouxe aqui duas pesquisadoras do LabJor pra contar um pouquinho da experiência delas na COP30, que rolou agora em novembro. Então vai ser um episódio um pouco mais bate-papo, mas eu prometo que vai ficar legal. Vou pedir pra elas se apresentarem e a gente já começa a conversar. Então eu estou com a Germana Barata e a Sabine Righetti, que são pesquisadoras aqui do Labjor. Germana, se apresenta pra gente, por favor. Germana: Olá, pessoal, eu sou a Germana. Obrigada, Maíra, pelo convite pra estar aqui com vocês no Oxigênio. Eu sou pesquisadora do LabJor, do aula também por aqui, e tenho coordenado aí uma rede de comunicação sobre o oceano, que é a Ressou Oceano, que é o motivo da minha ida pra COP30.Então a gente vai ter a oportunidade de contar um pouquinho do que foi essa aventura na COP30. Mayra: Agora, Sabine, se apresenta pra gente, por favor. Sabine: Oi, pessoal, um prazer estar aqui. Sou pesquisadora aqui no LabJor, ouvinte do Oxigênio, e trabalho entendendo como que o conhecimento científico é produzido e circula na sociedade, sobretudo pela imprensa. Então esse foi um assunto central na COP lá em Belém. [vinheta]  Mayra: Eu trouxe a Sabine e a Germana, porque, bom, são pesquisadoras do Labjor que foram pra COP, mas pra gente conhecer um pouquinho o porquê que elas foram até lá a partir das linhas de interesse e de pesquisa. Então, meninas, contem pra gente por que vocês resolveram ir até a COP e o que isso está relacionado com as linhas de trabalho de vocês. Germana: Bom, acho que uma COP no Brasil, no coração da Amazônia, é imperdível por si.  Sabine: Não tinha como não ir.  Germana: Não, não tinha. E como eu atuo nessa área da comunicação sobre o oceano pra sociedade, esse é um tema que a comunidade que luta pela saúde do oceano tem trabalhado com muito afinco para que o oceano tenha mais visibilidade nos debates sobre mudanças climáticas. Então esse foi o motivo que eu percebi que era impossível não participar dessa grande reunião. Enfim, também numa terra onde eu tenho família, Belém do Pará é a terra do meu pai, e uma terra muito especial, uma cidade muito especial, eu acho que por tantos motivos era imperdível realmente essa experiência na COP. Sabine: Voltamos todas apaixonadas por Belém. O pessoal extremamente acolhedor, a cidade incrível, foi maravilhoso. Eu trabalho tentando compreender como a ciência, conhecimento científico, as evidências circulam na sociedade, na sociedade organizada. Então entre jornalistas, entre tomadores de decisão, entre grupos específicos. E no meu entendimento a COP é um espaço, é um grande laboratório sobre isso, porque a ciência já mostrou o que está acontecendo, a ciência já apontou, aliás faz tempo que os cientistas alertam, e que o consenso científico é muito claro sobre as mudanças climáticas. Então o que falta agora é essa informação chegar nos grupos organizados, nos tomadores de decisão, nas políticas públicas, e quem pode realmente bater o martelo e alterar o curso das mudanças climáticas. Claro que a gente precisa de mais ciência, mas a gente já sabe o que está acontecendo. Então me interessou muito circular e entender como que a ciência estava ou não. Porque muitos ambientes, as negociações, os debates, eles traziam mais desinformação ou falsa controvérsia do que a ciência em si. Germana: E é a primeira vez que a COP abrigou um pavilhão de cientistas. Então acho que esse é um marco, tanto para cientistas quanto outros pavilhões, outras presenças que foram inéditas ou muito fortes na COP, como dos povos indígenas ou comunidades tradicionais, mas também de cientistas, que antes, claro, os cientistas sempre foram para as COPs, mas iam como individualmente, vamos dizer assim. Sabine: Para a gente entender, quem não tem familiaridade com COP, os pavilhões, e isso eu aprendi lá, porque eu nunca tinha participado de uma COP, os pavilhões são como se fossem grandes estandes que têm uma programação própria e acontecem debates e manifestações, eventos diversos, culturais, enfim. Então a zona azul, que a gente chama, que é a área central da COP, onde tem as discussões, as tomadas de decisão, tem um conjunto de pavilhões. Pavilhões de países, pavilhões de temas. Oceanos também foi a primeira vez, né? Germana: Não foi a primeira vez, foi o terceiro ano, a terceira COP, mas estava enorme, sim, para marcar a presença. Mayra: O Oceano foi a primeira vez que estava na Blue Zone ou antes ele já estava na zona azul também? Germana: Ele já estava na Blue Zone, já estava na zona azul, é a terceira vez que o Oceano está presente como pavilhão, mas é a primeira vez que o Oceano realmente ocupou, transbordou, digamos assim, os debates, e os debates, incluindo o Oceano, acabaram ocupando, inclusive, dois dias oficiais de COP, que foram os dias 17 e 18, na programação oficial das reuniões, dos debates. Então é a primeira vez que eu acho que ganha um pouco mais de protagonismo, digamos assim. Mayra: E vocês participaram de quais pavilhões? Porque a gente tem o pavilhão dos Oceanos, tinha um pavilhão das universidades, que inclusive foi organizado por pesquisadores da Unicamp, não necessariamente aqui do Labjor, mas da Unicamp como um todo, e eu queria saber por quais pavilhões vocês passaram. Germana, com certeza, passou pelo do Oceano, mas além do Oceano, quais outros? Vocês passaram por esse das universidades? Como é que foi? Sabine: Eu apresentei um trabalho nesse contexto dos pavilhões, como espaço de discussão e de apresentações, eu apresentei um resultado de um trabalho que foi um levantamento de dados sobre ponto de não retorno da Amazônia com ajuda de inteligência artificial. Eu tenho trabalhado com isso, com leitura sistemática de artigos científicos com ajuda de inteligência artificial e tenho refletido como a gente consegue transformar isso numa informação palatável, por exemplo, para um tomador de decisão que não vai ler um artigo, muito menos um conjunto de artigos, e a gente está falando de milhares. Eu apresentei no pavilhão que a gente chamava de pavilhão das universidades que tinha um nome em inglês que era basicamente a Educação Superior para a Justiça Climática. Ele foi organizado institucionalmente pela Unicamp e pela Universidade de Monterrey, no México, e contou com falas e debates de vários cientistas do mundo todo, mas esse não era o pavilhão da ciência. Tinha o pavilhão da ciência e tinha os pavilhões dos países, os pavilhões temáticos, caso de oceanos, que a gente comentou. Então, assim, eu circulei em todos, basicamente. Me chamou muita atenção o dos oceanos, que de fato estava com uma presença importante, e o pavilhão da China, que era o maior dos pavilhões, a maior delegação, os melhores brindes. Era impressionante a presença da China e as ausências. Os Estados Unidos, por exemplo, não estava, não tinha o pavilhão dos Estados Unidos. Então, as presenças e as ausências também chamam a atenção.  Mayra: Tinha o pavilhão do Brasil?  Sabine: Tinha. Germana: Tinha um pavilhão maravilhoso.  Sabine: Maravilhoso e com ótimo café. Germana: É, exatamente.  Sabine: Fui lá várias vezes tomar um café.  Germana: Inclusive vendendo a ideia do Brasil como um país com produtos de qualidade,né, que é uma oportunidade de você divulgar o seu país para vários participantes de outros países do mundo. E acho que é importante a gente falar que isso, que a Sabine está falando dos pavilhões, era zona azul, ou seja, para pessoas credenciadas. Então, a programação oficial da COP, onde as grandes decisões são tomadas, são ali.  Mas tinha a zona verde, que também tem pavilhões, também tinha pavilhão de alguns países, mas, sobretudo, Brasil, do Estado do Pará, de universidades etc., que estava belíssimo, aberta ao público, e também com uma programação muito rica para pessoas que não necessariamente estão engajadas com a questão das mudanças… Sabine: Muito terceiro setor.  Germana: Exatamente.  Sabine: Movimentos sociais. Germana: E fora a cidade inteira que estava, acho que não tem um belenense que vai dizer o que aconteceu aqui essas semanas, porque realmente os ônibus, os táxis, o Teatro da Paz, que é o Teatro Central de Belém, todos os lugares ligados a eventos, mercados, as docas… Sabine: Museus com programação. Germana: Todo mundo muito focado com programação, até a grande sorveteria maravilhosa Cairu, que está pensando inclusive de expandir aqui para São Paulo, espero que em breve, tinha um sabor lá, a COP30. Muito legal, porque realmente a coisa chegou no nível para todos.  Mayra: O que era o sabor COP30? Fiquei curiosa.  Sabine: O de chocolate era pistache.  Germana: Acho que era cupuaçu, pistache, mais alguma coisa. Sabine: Por causa do verde. É que tinha bombom COP30 e tinha o sorvete COP30, que tinha pistache, mas acho que tinha cupuaçu também. Era muito bom. Germana: Sim, tinha cupuaçu. Muito bom! Mayra: Fiquei tentada com esse sorvete agora. Só na próxima COP do Brasil.  [música] Mayra: E para além de trabalho, experiências pessoais, o que mais chamou a atenção de vocês? O que foi mais legal de participar da COP? Germana: Eu já conheci a Belém, já fui algumas vezes para lá, mas fazia muitos anos que eu não ia. E é incrível ver o quanto a cidade foi transformada em relação à COP. Então, a COP deixa um legado para os paraenses. E assim, como a Sabine tinha dito no começo, é uma população que recebeu todos de braços abertos, e eu acho que eu estava quase ali como uma pessoa que nunca tinha ido para Belém. Então, lógico que a culinária local chama muito a atenção, o jeito dos paraenses, a música, que é maravilhosa, não só o carimbó, as mangueiras dando frutos na cidade, que é algo que acho que chama a atenção de todo mundo, aquelas mangas caindo pela rua. Tem o lado ruim, mas a gente estava vendo ali o lado maravilhoso de inclusive segurar a temperatura, porque é uma cidade muito quente. Mas acho que teve todo esse encanto da cultura muito presente numa reunião que, há muitos anos atrás, era muito diplomática, política e elitizada. Para mim, acho que esse é um comentário geral, que é uma COP que foi muito aberta a muitas vozes, e a cultura paraense entrou ali naturalmente por muitos lugares. Então, isso foi muito impressionante. Sabine: Concordo totalmente com a Germana, é uma cidade incrível. Posso exemplificar isso com uma coisa que aconteceu comigo, que acho que resume bem. Eu estava parada na calçada esperando um carro de transporte, pensando na vida, e aí uma senhora estava dirigindo para o carro e falou: “Você é da COP? Você está precisando de alguma coisa?” No meio da rua do centro de Belém. Olhei para ela e falei, Moça, não estou acostumada a ter esse tipo de tratamento, porque é impressionante. O acolhimento foi uma coisa chocante, muito positiva. E isso era um comentário geral. Mas acho que tem um aspecto que, para além do que estávamos falando aqui, da zona azul, da zona verde, da área oficial da COP, como a Germana disse, tinha programação na cidade inteira. No caso da COP de Belém, acho que aconteceu algo que nenhuma outra COP conseguiu proporcionar. Por exemplo, participei de um evento completamente lateral do terceiro setor para discutir fomento para projetos de jornalismo ligados à divulgação científica. Esse evento foi no barco, no rio Guamá que fala, né? Guamá. E foi um passeio de barco no pôr do sol, com comida local, com banda local, com músicos locais, com discussão local, e no rio. É uma coisa muito impressionante como realmente você sente a cidade. E aquilo tem uma outra… Não é uma sala fechada.Estamos no meio de um rio com toda a cultura que Belém oferece. Eu nunca vou esquecer desse momento, dessa discussão. Foi muito marcante. Totalmente fora da programação da COP. Uma coisa de aproveitar todo mundo que está na COP para juntar atores sociais, que a gente fala, por uma causa comum, que é a causa ambiental. Mayra: Eu vou abrir um parênteses e até fugir um pouco do script que a gente tinha pensado aqui, mas porque ouvindo vocês falarem, eu fiquei pensando numa coisa. Eu estava essa semana conversando com uma outra professora aqui do Labjor, que é a professora Suzana. Ouvintes, aguardem, vem aí esse episódio. E a gente estava falando justamente sobre como é importante trazer mais emoção para falar de mudanças climáticas. Enfim, cobertura ambiental, etc. Mas principalmente com relação a mudanças climáticas.  E eu fiquei pensando nisso quando vocês estavam falando. Vocês acham que trazer esse evento para Belém, para a Amazônia, que foi uma coisa que no começo foi muito criticada por questões de infraestrutura, pode ter tido um efeito maior nessa linha de trazer mais encanto, de trazer mais afeto para a negociação. Germana: Ah, sem dúvida.  Mayra: E ter um impacto que em outros lugares a gente não teria. Germana: A gente tem que lembrar que até os brasileiros desconhecem a Amazônia. E eu acho que teve toda essa questão da dificuldade, porque esses grandes eventos a gente sempre quer mostrar para o mundo que a gente é organizado, desenvolvido, enfim. E eu acho que foi perfeita a escolha. Porque o Brasil é um país desigual, riquíssimo, incrível, e que as coisas podem acontecer. Então a COP, nesse sentido, eu acho que foi também um sucesso, mesmo a questão das reformas e tudo o que aconteceu, no tempo que tinha que acontecer, mas também deu um tom diferente para os debates da COP30. Não só porque em alguns momentos da primeira semana a Zona Azul estava super quente, e eu acho que é importante quem é do norte global entender do que a gente está falando, de ter um calor que não é o calor deles, é um outro calor, que uma mudança de um grau e meio, dois graus, ela vai impactar, e ela já está impactando o mundo, mas também a presença dos povos indígenas eu acho que foi muito marcante. Eu vi colegas emocionados de falar, eu nunca vi tantas etnias juntas e populações muito organizadas, articuladas e preparadas para um debate de qualidade, qualificado. Então eu acho que Belém deu um outro tom, eu não consigo nem imaginar a COP30 em São Paulo. E ali teve um sentido tanto de esperança, no sentido de você ver quanto a gente está envolvida, trabalhando em prol de frear essas mudanças climáticas, o aquecimento, de tentar brecar realmente um grau e meio o aquecimento global. Mas eu acho que deu um outro tom. Sabine: Pegou de fato no coração, isso eu não tenho a menor dúvida. E é interessante você trazer isso, porque eu tenho dito muito que a gente só consegue colar mensagem científica, evidência, se a gente pegar no coração. Se a gente ficar mostrando gráfico, dado, numa sala chata e feia e fechada, ninguém vai se emocionar. Mas quando a gente sente a informação, isso a COP30 foi realmente única, histórica, para conseguir trazer esse tipo de informação emocional mesmo. [música] Mayra: E com relação a encontros, para gente ir nossa segunda parte, vocês encontraram muita gente conhecida daqui do Labjor, ou de outros lugares. O que vocês perceberam que as pessoas estavam buscando na COP e pensando agora em cobertura de imprensa? Porque, inclusive, vocês foram, são pesquisadoras, mas foram também junto com veículos de imprensa. Germana: Eu fui numa parceria com o jornal (o) eco, que a gente já tem essa parceria há mais de dois anos. A Ressou Oceano tem uma coluna no (o) eco. Portanto, a gente tem um espaço reservado para tratar do tema oceano. Então, isso para a gente é muito importante, porque a gente não tem um canal próprio, mas a gente estabeleça parcerias com outras revistas também. E o nosso objetivo realmente era fazer mais ou menos uma cobertura, estou falando mais ou menos, porque a programação era extremamente rica, intensa, e você acaba escolhendo temas onde você vai se debruçar e tratar. Mas, comparando com a impressão, eu tive na COP da biodiversidade, em 2006, em Curitiba, eu ainda era uma estudante de mestrado, e uma coisa que me chamou muito a atenção na época, considerando o tema biodiversidade, era a ausência de jornalistas do norte do Brasil. E, para mim, isso eu escrevi na época para o Observatório de Imprensa, falando dessa ausência, que, de novo, quem ia escrever sobre a Amazônia ia ser o Sudeste, e que, para mim, isso era preocupante, e baixa presença de jornalistas brasileiros também, na época.  Então, comparativamente, essa COP, para mim, foi muito impressionante ver o tamanho da sala de imprensa, de ver, colegas, os vários estúdios, porque passávamos pelos vários estúdios de TV, de várias redes locais, estaduais e nacionais. Então, isso foi muito legal de ver como um tema que normalmente é coberto por poucos jornalistas especializados, de repente, dando o exemplo do André Trigueiro, da Rede Globo, que é um especialista, ele consegue debater com grandes cientistas sobre esse tema, e, de repente, tinha uma equipe gigantesca, levaram a abertura dos grandes jornais para dentro da COP. Isso muda, mostra a relevância que o evento adquiriu. Também pela mídia, e mídia internacional, com certeza.  Então, posso falar depois de uma avaliação que fizemos dessa cobertura, mas, a princípio, achei muito positivo ver uma quantidade muito grande de colegas, jornalistas, e que chegou a quase 3 mil, foram 2.900 jornalistas presentes, credenciados. Sabine: E uma presença, os veículos grandes, que a Germana mencionou, internacionais, uma presença também muito forte de veículos independentes. O Brasil tem um ecossistema de jornalismo independente muito forte, que é impressionante, e, inclusive, com espaços consideráveis. Novamente, para entender graficamente, a sala de imprensa é gigantesca em um evento desse, e tem alguns espaços, algumas salas reservadas para alguns veículos. Então, veículos que estão com uma equipe muito grande têm uma sala reservada, além dos estúdios, de onde a Globo entrava ao vivo, a Andréia Sadi entrava ao vivo lá, fazendo o estúdio i direto da COP, enfim. Mas, dentro da sala de imprensa, tem salas reservadas, e algumas dessas salas, para mencionar, a Amazônia Vox estava com uma sala, que é um veículo da região norte de jornalismo independente, o Sumaúma estava com uma sala, o Sumaúma com 40 jornalistas, nessa cobertura, que também… O Sumaúma é bastante espalhado, mas a Eliane Brum, que é jornalista cofundadora do Sumaúma, fica sediada em Altamira, no Pará. Então, é um veículo nortista, mas com cobertura no país todo e, claro, com olhar muito para a região amazônica. Então, isso foi, na minha perspectiva, de quem olha para como o jornalismo é produzido, foi muito legal ver a força do jornalismo independente nessa COP, que certamente foi muito diferente. Estava lá o jornalismo grande, comercial, tradicional, mas o independente com muita força, inclusive alguns egressos nossos no jornalismo tradicional, mas também no jornalismo independente. Estamos falando desde o jornalista que estava lá pela Superinteressante, que foi nossa aluna na especialização, até o pessoal do Ciência Suja, que é um podcast de jornalismo independente, nosso primo aqui do Oxigênio, que também estava lá com um olhar muito específico na cobertura, olhando as controvérsias, as falsas soluções. Não era uma cobertura factual. Cada jornalista olha para aquilo tudo com uma lente muito diferente. O jornalismo independente, o pequeno, o local, o grande, o internacional, cada um está olhando para uma coisa diferente que está acontecendo lá, naquele espaço em que acontece muita coisa. [som de chamada]  Tássia: Olá, eu sou a Tássia, bióloga e jornalista científica. Estou aqui na COP30, em Belém do Pará, para representar e dar voz à pauta que eu trabalho há mais de 10 anos, que é o Oceano.  Meghie: Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Meghie Rodrigues, eu sou jornalista freelancer, fui aluna do Labjor. Estamos aqui na COP30, cobrindo adaptação. Estou colaborando com a Info Amazônia, com Ciência Suja. Pedro: Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou Pedro Belo, sou do podcast Ciência Suja, sou egresso do LabJor, da turma de especialização. E a gente veio para cobrir um recorte específico nosso, porque a gente não vai ficar tanto em cima do factual ali, do hard news, das negociações. A gente veio buscar coisas que, enfim, picaretagens, coisas que estão aí, falsas soluções para a crise climática. Paula: Eu sou Paula Drummond, eu sou bióloga e eu fiz jornalismo científico. Trabalho nessa interface, que é a que eu sempre procurei, de ciência tomada de decisão, escrevendo policy briefs. [música]  Mayra: Acho que esse é um ponto forte para tratarmos aqui, que vai ser o nosso encerramento, falar um pouco da importância desses veículos independentes na COP, tanto do ponto de vista de expandir a cobertura como um todo, da presença mesmo de um grande número de jornalistas, quanto das coberturas especializadas. Então, eu queria saber qual é a avaliação que vocês fizeram disso, se vocês acham que funcionou, porque a gente teve muita crítica com relação à hospedagem, isso e aquilo. Então, ainda tivemos um sucesso de cobertura de imprensa na COP? Isso é uma pergunta. E por que é importante o papel desses veículos independentes de cobertura? Germana: Eu, falando por nós, da Ressoa Oceano, o Oceano é ainda pouco coberto pela mídia, mas a gente já vê um interesse crescente em relação às questões específicas de oceano, e quem nunca ouviu falar de branqueamento de corais, de aquecimento das águas, elevação do nível do oceano? Enfim, eu acho que essas questões estão entrando, mas são questões que não devem interessar apenas o jornalista especializado, que cobre meio ambiente, que cobre essas questões de mudanças climáticas, mas que são relevantes para qualquer seção do jornal. Então, generalistas, por exemplo, que cobrem cidades, essa questão das mudanças climáticas, de impactos etc., precisam se interessar em relação a isso.  Então, o que eu vejo, a gente ainda não fez uma análise total de como os grandes veículos cobriram em relação ao jornalismo independente, que é algo que a gente está terminando de fazer ainda, mas em relação ao oceano. Mas o que a gente vê é que as questões mais políticas, e a grande mídia está mais interessada em que acordo foi fechado, os documentos finais da COP, se deu certo ou não, o incêndio que aconteceu, se está caro ou não está caro, hospedagem etc., e que são pautas que acabam sendo reproduzidas, o interesse é quase o mesmo por vários veículos. O jornalismo independente traz esse olhar, que a Sabine estava falando, inclusive dos nossos alunos, que são olhares específicos e muito relevantes que nos ajudam a entender outras camadas, inclusive de debates, discussões e acordos que estavam ocorrendo na COP30. Então, a gente vê, do ponto de vista quase oficial da impressão geral que as pessoas têm da COP, que foi um desastre no final, porque o petróleo não apareceu nos documentos finais, na declaração de Belém, por exemplo, que acho que várias pessoas leram sobre isso. Mas, quando a gente olha a complexidade de um debate do nível da COP30, e os veículos independentes conseguem mostrar essas camadas, é mostrar que há muitos acordos e iniciativas que não necessitam de acordos consensuais das Nações Unidas, mas foram acordos quase voluntários, paralelos a esse debate oficial, e que foram muito importantes e muito relevantes, e que trouxeram definições que marcaram e que a gente vê com muito otimismo para o avanço mesmo das decisões em relação, por exemplo, ao mapa do caminho, que a gente viu que não estava no documento final, mas que já tem um acordo entre Colômbia e Holanda de hospedar, de ter uma conferência em abril na Colômbia para decidir isso com os países que queiram e estejam prontos para tomar uma decisão. Então, esse é um exemplo de algo que foi paralelo à COP, mas que trouxe muitos avanços e nos mostra outras camadas que o jornalismo independente é capaz de mostrar. Sabine: A cobertura jornalística de um evento como a COP é muito, muito difícil. Para o trabalho do jornalista, é difícil porque são longas horas por dia, de domingo a domingo, são duas semanas seguidas, é muito desgastante, mas, sobretudo, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil entender para onde você vai. Novamente, ilustrando, na sala de imprensa tem, e todo grande evento com esse caráter costuma ter isso, umas televisões com anúncios. Vai ter tal coletiva de imprensa do presidente da COP, tal horário. Então, nessa perspectiva, dá para se organizar. Eu vou aqui, eu vou ali. Às vezes, é hora de almoço, e, na hora de almoço, o jornalista já vai, sem almoçar, escrever o texto, e, quando vê, já é a noite. Mas você vai se organizando. Só que tem coisas que não estão lá na televisão. Então, por exemplo, passou o governador da Califórnia por lá. Não foi anunciado que ele estava. Ele estava andando no corredor. Para um jornalista de um grande veículo, se ele não viu que o governador da Califórnia estava lá, mas o seu concorrente viu, isso, falo no lugar de quem já trabalhou num veículo jornalístico grande comercial, isso pode levar a uma demissão. Você não pode não ver uma coisa importante. Você não pode perder uma declaração de um chefe de Estado. Você não pode não ver que, de repente, a Marina parou no meio do corredor em um quebra-queixo e falou, a Marina Silva, que estava muito lá circulando, e falou alguma coisa. Então, a cobertura vai muito além do que está lá na programação da sala de imprensa e do que está nos debates, nos pavilhões que a gente mencionava. Então, o jornalista, como a Germana disse, jornalista dos veículos, está correndo atrás disso. E, muitas vezes, por essa característica, acaba se perdendo, entre grandes aspas, nesses acontecimentos. Por exemplo, o que ficou muito marcante para mim na COP foi a declaração do primeiro-ministro da Alemanha, que foi uma declaração desastrosa, mas que tomou pelo menos um dia inteiro da cobertura, porque acompanhei na sala de imprensa os colegas jornalistas tentando repercutir aquela fala. Então, tentando falar com o governo do Brasil, com o presidente da COP, com outros alemães, com a delegação da Alemanha, com o cientista da Alemanha, porque eles precisavam fomentar aquilo e repercutir aquilo. E foi um dia inteiro, pelo menos, um dia inteiro, diria que uns dois dias ou mais, porque até a gente voltar, ainda se falava disso, vai pedir desculpa ou não. Para quem não lembra, foi o primeiro-ministro que falou que ainda bem que a gente saiu daquele lugar, que era Belém, que ele estava com um grupo de jornalistas da Alemanha, que ninguém queria ficar lá. Enfim, um depoimento desastroso que tomou muito tempo de cobertura. Então, os jornalistas independentes não estavam nem aí para a declaração do primeiro-ministro da Alemanha. Eles queriam saber outras coisas.  Então, por isso, reforço a necessidade e a importância da diversidade na cobertura. Mas é importante a gente entender como funciona esse jornalismo comercial, que é uma pressão e é um trabalho brutal e, muitas vezes, de jornalistas que não são especializados em ambiente, que estão lá, a Germana mencionou, na cobertura de cidades e são deslocados para um evento tipo a COP30. Então, é difícil até entender para onde se começa. É um trabalhão. [música]  Mayra: E aí, para encerrar, porque o nosso tempo está acabando, alguma coisa que a gente ainda não falou, que vocês acham que é importante, que vocês pensaram enquanto a gente estava conversando de destacar sobre a participação e a cobertura da COP? Germana: Tem algo que, para mim, marcou na questão da reflexão mesmo de uma conferência como essa para o jornalismo científico ou para os divulgadores científicos. Embora a gente tenha encontrado com vários egressos do Labjor, que me deixou super orgulhosa e cada um fazendo numa missão diferente ali, eu acho que a divulgação científica ainda não acha que um evento como esse merece a cobertura da divulgação científica.  Explico, porque esse é um evento que tem muitos atores sociais. São debates políticos, as ONGs estão lá, os ambientalistas estão lá, o movimento social, jovem, indígena, de comunidades tradicionais, os grandes empresários, a indústria, enfim, prefeitos, governadores, ministros de vários países estão lá. Eu acho que a divulgação científica ainda está muito focada no cientista, na cientista, nas instituições de pesquisa e ensino, e ainda não enxerga essas outras vozes como tão relevantes para o debate científico como a gente vê esses personagens. Então, eu gostaria de ter visto outras pessoas lá, outros influenciadores, outros divulgadores, ainda mais porque foi no Brasil, na nossa casa, com um tema tão importante no meio da Amazônia, que as mudanças climáticas estão muito centradas na floresta ainda. Então, isso, eu tenho um estranhamento ainda e talvez um pedido de chamar atenção para os meus colegas divulgadores de ciência de que está na hora de olharmos para incluir outras vozes, outras formas de conhecimento. E as mudanças climáticas e outras questões tão complexas exigem uma complexidade no debate, que vai muito além do meio científico. Sabine: Não tinha pensado nisso, mas concordo totalmente com a Germana. Eu realmente não… senti a ausência. Eu estava falando sobre as ausências. Senti a ausência dos divulgadores de ciência produzindo informação sobre algo que não necessariamente é o resultado de um paper, mas sobre algo que estava sendo discutido lá. Mas eu voltei da COP com uma reflexão que é quase num sentido diferente do que a Germana trouxe, que a Germana falou agora dos divulgadores de ciência, que é um nicho bem específico. E eu voltei muito pensando que não dá para nós, no jornalismo, encaixar uma COP ou um assunto de mudanças climáticas em uma caixinha só, em uma caixinha ambiental. E isso não estou falando, tenho que dar os devidos créditos. Eu participei de um debate ouvindo Eliane Brum em que, novamente a cito aqui no podcast, em que ela disse assim que a Sumaúma não tem editorias jornalísticas, como o jornalismo tradicional, porque isso foi uma invenção do jornalismo tradicional que é cartesiano. Então tem a editoria de ambiente, a editoria de política, a editoria de economia. E que ela, ao criar a Sumaúma, se despiu dessas editorias e ela fala de questões ambientais, ponto, de uma maneira investigativa, que passam por ciência, passam por ambiente, passam por política, passam por cidade, passam por tudo. E aí eu fiquei pensando muito nisso, no quanto a gente, jornalismo, não está preparado para esse tipo de cobertura, porque a gente segue no jornalismo tradicional colocando os temas em caixinhas e isso não dá conta de um tema como esse. Então a minha reflexão foi muito no sentido de a gente precisar sair dessas caixinhas para a gente conseguir reportar o que está acontecendo no jornalismo. E precisa juntar forças, ou seja, sair do excesso de especialização, do excesso de entrevista política, eu só entrevisto cientista. Mas eu só entrevisto cientista, não falo com política e vice-versa, que o jornalismo fica nessas caixinhas. E acho que a gente precisa mudar completamente o jeito que a gente produz informação. [música]  Mayra: Isso, muito bom, gostei muito, queria agradecer a presença de vocês no Oxigênio nesse episódio, agradecer a disponibilidade para conversar sobre a COP, eu tenho achado muito legal conversar com vocês sobre isso, tem sido muito interessante mesmo, espero que vocês tenham gostado também desse episódio especial com as pesquisadoras aqui sobre a COP e é isso, até a próxima! Sabine: Uma honra! Germana: Obrigada, Mayra, e obrigada a quem estiver nos ouvindo, um prazer! Mayra: Obrigada, gente, até mais!  [música]  Mayra: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Mayra Trinca, como parte dos trabalhos da Bolsa Mídia Ciência com o apoio da FAPESP. O Oxigênio também conta com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. A trilha sonora é do Freesound e da Blue Dot Sessions. [vinheta de encerramento] 

3 em 1
Desdobramentos da decisão de Gilmar Mendes sobre impeachment de ministros

3 em 1

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 119:19


No 3 em 1 desta quinta-feira (04), o destaque foi o ministro Gilmar Mendes negar as críticas de que estaria blindando a Corte, afirmando que sua decisão busca aplicar a Constituição. O magistrado manteve a decisão monocrática e rejeitou o pedido da Advocacia-Geral da União, reafirmando que apenas a Procuradoria-Geral da República pode iniciar um processo de impeachment de ministros. Reportagem: Janaína Camelo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), classificou a decisão de Gilmar Mendes como fruto da polarização política. Já o senador Carlos Viana (Podemos) voltou a defender o mandato fixo para magistrados. Reportagem: Victoria Abel. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), afirmou que não recebeu qualquer solicitação de Jorge Messias sobre impeachment de ministros. A Advocacia-Geral da União reforçou o apelo para que Gilmar Mendes reavalie a restrição que dá exclusividade à PGR nesses pedidos. Reportagem: André Anelli. O presidente Lula (PT) criticou o mecanismo das emendas impositivas, mas disse não ter problemas com o Congresso Nacional. Paralelamente, o Congresso aprovou o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que garante o pagamento das emendas parlamentares. Reportagem: André Anelli. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, classificou o tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump como “traição à pátria” e defendeu que Lula manteve “diálogo direto” com Washington. Reportagem: André Anelli. A CPMI do INSS convocou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e decidiu chamar também o governador Romeu Zema (Novo) para prestar esclarecimentos sobre consignados e a atuação da Zema Financeira. Reportagem: Matheus Dias. Os Estados Unidos orientaram cidadãos a evitar viagens à Venezuela em meio à escalada da crise. Segundo o The New York Times, o presidente Nicolás Maduro reforçou a segurança pessoal, trocando celulares e residências diante da pressão americana. Reportagem: Eliseu Caetano. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Os Pingos nos Is
Oposição articula anistia a Bolsonaro / Hugo Motta rompe com governo

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Nov 25, 2025 117:16


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (24):A prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) na manhã de 22 de novembro provocou uma mobilização imediata da oposição no Congresso. Em nota, aliados classificam a medida como “ataque à democracia” e prometem resistir. Nas reuniões em Brasília, o foco passa a ser a anistia e a reorganização para 2026.A oposição e o Centrão avaliam duas frentes para responder à pressão por mudanças nas condenações dos atos de 8 de Janeiro: acelerar a anistia ou reduzir penas por meio de emendas. Parlamentares articulam ajustes no texto para ampliar o alcance da proposta e garantir votos suficientes na Câmara.O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rompe com o governo e acentua o atrito entre o Planalto e o Congresso. A decisão ocorre após movimentos da base governista que desagradaram líderes parlamentares e ampliaram o desgaste institucional.Os Estados Unidos declararam Nicolás Maduro e aliados do regime venezuelano como integrantes de organizações terroristas. A decisão amplia a pressão internacional e eleva o risco de ações militares na Venezuela. A medida atinge figuras ligadas ao chamado Cartel de los Soles, acusado de tráfico e cooperação com grupos armados.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 21/11/2025 | Derrite defende PL Antifacção

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 242:03


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (21): O deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas) conversou com exclusividade com a Jovem Pan News sobre o Projeto Antifacção e fez duras críticas ao governo federal. Para o secretário de Segurança Pública de São Paulo, o projeto marca o início de uma virada no setor de segurança. Reportagem de Misael Mainetti. O Banco de Brasília (BRB) definiu Nelson Antônio de Souza como novo presidente da instituição, em meio à crise provocada pela Operação Compliance Zero. O escolhido pelo Conselho de Administração tem 45 anos de experiência no setor financeiro. Reportagem de Igor Damasceno. Setores do agronegócio celebraram a decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas de 40% sobre produtos brasileiros, como manufaturados, têxteis e itens agrícolas. A retirada do tarifaço resulta das negociações iniciadas após o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, além da atuação da equipe econômica e do Itamaraty. Reportagem de Matheus Dias. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), comentou a decisão de Donald Trump de retirar as tarifas sobre produtos brasileiros e afirmou que os ruídos entre os dois países foram superados. Reportagem de Igor Damasceno. Os Estados Unidos confirmaram a retirada das tarifas de 40% que incidiam sobre 269 produtos brasileiros. Entre os itens beneficiados estão café, carne, açaí e cacau. A Jovem Pan News ouviu sobre o tema o diretor do Conselho Geral dos Exportadores de Café do Brasil, Marcos Antonio Matos. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, pediu a prisão e extradição do deputado Alexandre Ramagem (PL), visto nos Estados Unidos após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. O PSOL também pediu a prisão imediata do parlamentar. Reportagem de Rany Veloso. Após o incêndio que atingiu o pavilhão dos países na área exclusiva da COP30, o evento seguirá normalmente, mas o encerramento foi adiado para sábado (22). O presidente Lula (PT) não participará, pois está na África do Sul para a Cúpula do G20. Reportagem de Bruno Pinheiro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às falas de seis congressistas democratas que orientaram militares americanos a desobedecer o comando presidencial. Trump classificou o movimento como ‘traição' e sugeriu pena de morte aos parlamentares. Reportagem de Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

3 em 1
Votação do PL Antifacção / STF confirma rejeição de recursos de Bolsonaro

3 em 1

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 119:01


No 3 em 1 desta segunda-feira (17), o destaque foi a confirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), de que o PL Antifacção será votado nesta terça-feira (18). A decisão de pautar o texto ocorre mesmo sem consenso sobre o relatório apresentado por Guilherme Derrite (Progressistas). Reportagem: Victoria Abel. O Supremo Tribunal Federal publicou a ata que confirma a rejeição dos recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aliados devem apostar em três argumentos para tentar manter apenas a prisão domiciliar: idade avançada, saúde debilitada e o fato de ser réu primário. Reportagem: Victoria Abel. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, defendeu triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. Ao abrir a sessão ministerial da COP30, em Belém (PA), afirmou que o objetivo é reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Reportagem: Bruno Pinheiro. Exportadores brasileiros consideraram “tímida e insuficiente” a redução do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que caiu de 50% para 40%. Denise Campos de Toledo analisou o tema. O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, também comentou a redução do tarifaço e afirmou que “faltou diplomacia junto ao governo Trump” nas negociações. O senador Jaques Wagner (PT) avaliou a votação de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República e afirmou não acreditar que o placar represente um alerta ao STF para a indicação de Jorge Messias, dizendo que “não vê Messias arestado com ninguém”. Reportagem: Janaína Camelo. Os Estados Unidos classificaram o cartel venezuelano Los Soles como organização terrorista em meio à mobilização militar na região. Paralelamente, o presidente Donald Trump afirmou que pode conversar com o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Reportagem: Eliseu Caetano. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

O Antagonista
Cortes do Papo - Trump bota Petro de castigo

O Antagonista

Play Episode Listen Later Oct 25, 2025 9:16


O governo de Donald Trump aplicou sanções ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, à primeira-dama, Verónica Garcia, ao filho mais velho, Nicolas Petro e ao ministro do Interior, Armando Benedetti.Os Estados Unidos alegaram que eles foram punidos por envolvimento no “comércio global de drogas ilícitas”.O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Petro permitiu que os cartéis “prosperassem” na Colômbia.Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br