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A nova rodada da pesquisa presidencial BTG/Nexus mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança de um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro.O atual chefe do Executivo aparece com 49% das intenções de voto, contra 43% do parlamentar do PL.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Lula #Bolsonaro #PesquisaNexus #Eleições #PolíticaBrasil #PodcastBR #Notícias #CenárioEleitoral #PesquisaEleitoral #Atualidades
Acompanhe os principais destaques do noticiário econômico do dia, com a análise cuidadosa feita por especialistas da Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (14): O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu um rompimento político com o Partido Novo e subiu o tom contra o pré-candidato a presidencia, Romeu Zema (NOVO-MG). O parlamentar afirmou que o governador mineiro gostaria de ocupar a posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no cenário nacional. A declaração acirra os bastidores da oposição e reacende o debate sobre as alianças e o protagonismo da direita para os próximos pleitos. Repórtagem: André Anelli. O relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta uma piora considerável nas crises de soluço do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), exigindo doses extras de medicamentos no limite de segurança. Embora o quadro cardiovascular siga estável, o documento assinalado pelo cardiologista Brasil Caiado acende o alerta para a necessidade de novos exames digestivos. Repórtagem: André Anelli. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o acordo de cessar-fogo com o Irã pode ser selado neste domingo, mas o governo de Teerã nega a assinatura imediata do texto e pede cautela nas negociações. A nova rodada de conversas ocorre após uma escalada de ataques recentes na região do Estreito de Ormuz. Repórtagem:Teressa Morrone. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) assumiu o papel de mediador político e trabalha nos bastidores para tentar reconstruir as pontes e reaproximar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da República, Lula (PT). Diante de atritos recentes que travam pautas cruciais, Pacheco usa de seu bom trâmite com o Executivo para pacificar a relação e destravar as negociações. Repórtagem: Beatriz Souza. O Supremo Tribunal Federal formou maioria para fixar o prazo de 60 dias para que as plataformas digitais se adaptem às novas regras de responsabilidade civil sobre conteúdos publicados por terceiros. O plenário definirá na próxima quarta-feira (17) a redação final da tese consolidada. Entrevista: Matheus Puppe. A videoconferência entre representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos terminou sem consenso sobre as novas diretrizes de tarifas comerciais entre as duas nações. A equipe do presidente Lula busca mitigar os impactos econômicos das taxações propostas pela gestão do presidente Donald Trump. Repórtagem: André Anelli. A advogada Florence Rosa deixou a defesa de Monique Medeiros, ré pelo homicídio do filho Henry Borel. A profissional esclareceu que o seu contrato previa atuação exclusiva durante a sessão plenária do júri e que o ciclo foi encerrado. Repórtagem: Rodriga Viga. As Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque preciso contra um centro de comando e infraestruturas do grupo extremista Hezbollah na região de Dahiyeh, nos subúrbios ao sul de Beirute. A investida militar é uma retaliação direta aos recentes disparos de projéteis e drones contra as comunidades do norte israelense, intensificando a tensão regional no Oriente Médio. Repórtagem: Elieseu Caetano. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a PEC 14/2021, que garante aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. O texto fixa critérios de idade mínima e tempo de contribuição, e agora segue para votação em dois turnos no Plenário sob forte debate sobre os impactos fiscais. Sobre esse assunto o Jornal da Manhã entrevista o senador Irajá Silvestre (PSD-TO). Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Convidado: Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo e responsável pela newsletter Jogo Político. Nesta semana, os senadores aprovaram dois projetos de lei e uma PEC que ampliam a criação de linhas de crédito rural, elevam os pisos salariais de médicos e dentistas e flexibilizam as regras de aposentadoria de agentes da área da saúde. O impacto dessas medidas aos cofres públicos, de acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, deve passar de R$ 2 trilhões nos próximos dez anos. O governo federal fala em judicializar a questão; no STF, o decano Gilmar Mendes sinalizou que o pacote-bomba pode ser considerado inconstitucional. Enquanto isso, o Executivo aguarda que o Senado vote pautas de seu interesse, caso das PECs da Segurança Pública e do Fim da Escala 6x1. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Thiago Prado sobre a aprovação das pautas-bomba no Senado Federal, seu impacto nas contas públicas e o que elas representam na deterioração da relação entre Davi Alcolumbre e Lula.
No 3 em 1 desta sexta-feira (12), o destaque foi que o presidente Donald Trump quebrou a tradição de chefes de Estado e não vai no jogo de estreia da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 contra o Paraguai. A Casa Branca alega "agenda apertada" em meio à escalada de conflitos severos e tensões diplomáticas no Oriente Médio, que exigem atenção integral do republicano. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, extinguiu a ação de aliados do presidente Lula (PT) que tentavam barrar o filme "Dark Horse". Em defesa, Nunes Marques afirma que os representantes da ação não são candidatos à eleição de 2026. Reportagem: Elieseu Caetano. A Polícia Federal rejeitou oficialmente a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, por falta de fatos novos e provas consistentes. Diante do impasse na negociação, as autoridades pediram que o investigado deixe a carceragem da Superintendência da PF e retorne ao Complexo Penitenciário da Papuda. Reportagem: Janaína Camelo. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro (NOVO-SC), rechaçou qualquer possibilidade de o ex-governador Romeu Zema (NOVO-MG) recuar para compor uma chapa como vice-presidente em 2026. No debate, analistas avaliam que Romeu Zema é o candidato para enfrentar a campanha de reeleição do presidente Lula (PT-SP). Reportagem: Ricardo Costa. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acendeu o sinal de alerta sobre o avanço de "pautas-bomba" no Congresso Nacional, impulsionadas pelo clima eleitoral. O pacote de propostas em tramitação pode gerar um impacto fiscal bilionário aos cofres públicos. Reportagem: Beatriz Souza. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o Memorando de Entendimento de Islamabad para selar a paz com os Estados Unidos nunca esteve tão próximo de ser finalizado. A declaração busca trazer transparência ao processo internacional, em meio às intensas negociações mediadas pelo Paquistão que envolvem a gestão do governo de Donald Trump. O senador Camilo Santana (PT-CE) manifestou apoio à classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, divergindo do posicionamento oficial adotado pelo governo do presidente Lula. O parlamentar afirmou ter levado sua discordância diretamente ao chefe do Executivo e ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado deve ficar acima de disputas partidárias. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, divulgou nota oficial para defender a Corte e rebater a Justiça da Itália, que apontou falta de imparcialidade de Alexandre de Moraes no processo de Carla Zambelli (PL-SP). Fachin assegurou que o julgamento seguiu o devido processo legal e a Constituição. Reportagem: Janaína Camelo. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou seus apoiadores a vestirem a tradicional amarelinha, batizando-a de "camisa do Bolsonaro" durante a Copa do Mundo. A movimentação acirra o cabo de guerra simbólico com o presidente Lula (PT), que defende a retomada das cores nacionais pela esquerda. Reportagem: Misael Mainetti. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.” Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução” RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”
Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.” Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução” RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”
A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (10) é a presidente da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) e vice-presidente da GWEC (Global Wind Energy Council), Elbia Gannoum. À jornalista Lívia Veiga, ela falou sobre a posição estratégica do Brasil na corrida global pela transição energética, destacando que o país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo. Segundo Gannoum, o Brasil vive hoje um “bônus verde” que precisa ser transformado em vantagem competitiva real para atrair investimentos e impulsionar a economia.Gannoum explica que, embora o Brasil utilize fontes renováveis há décadas, a valorização global desses recursos ganhou força após o Acordo de Paris, em 2015. Com a Europa passando a exigir produtos de baixo carbono a partir de 2026, o Brasil tem uma oportunidade estratégica única. “O Brasil é o país mais renovável do mundo. Estamos num processo de construção para transformar a vantagem comparativa em vantagem competitiva”, afirmou a especialista durante a entrevista.Um dos pontos centrais da discussão foi o paradoxo da sobra de energia durante o dia. Com o avanço da geração solar em telhados, o sistema produz em excesso entre as 10h e 16h, o que muitas vezes força o desligamento de grandes usinas por segurança. Para corrigir esse desperdício, ela defende o uso de baterias para armazenar o excesso e a adoção de tarifas mais baratas que incentivem o consumo nesse horário.O impacto socioeconômico do setor também foi pauta, com foco no Nordeste, que concentra 95% da produção eólica do país. Gannoum apresentou números que comprovam o alto retorno desses investimentos para a sociedade. “A cada R$ 1 que você investe em energia renovável, você devolve R$ 3 para a economia brasileira”. Esse fluxo financeiro foi fundamental para que o PIB (Produto Interno Bruto) da região crescesse 21% nos últimos 15 anos e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) local saltasse 20% nas áreas que abrigam os parques eólicos.Apesar do otimismo, há um alerta sobre a perda de liderança para países como a China, que hoje domina o mercado global de transição energética. Elbia aponta que o Brasil está relativamente atrasado na regulamentação de leis cruciais, como as de eólicas offshore e hidrogênio verde, o que gera insegurança jurídica. Ela também criticou o descompasso entre o Executivo e o Legislativo, que por vezes aprova leis que contrariam o planejamento técnico e encarecem o sistema.Para o futuro, a aposta do setor reside na descarbonização da indústria e na atração de centros de dados de alta tecnologia. Gannoum reforça que a energia deve ser vista como uma alavanca de industrialização e crescimento do PIB. “O Brasil tem todas as condições para ocupar esse espaço... ele não precisa mais discutir o que tem que ser feito, ele precisa fazer”, concluiu, enfatizando a “urgência do presente” para que o país não perca a janela de oportunidade global.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
Este é o Insight Executivo, seu morning call diário com os principais destaques, análises e insights para acompanhar os movimentos do mercado e dos negócios. O conteúdo é preparado pela Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest para a Presidência da República mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança de um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro.O atual chefe do Executivo aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% do parlamentar do PL.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#Quaest #Lula #Flávio #Bolsonaro #Pesquisa #Eleições #Votos #Porcentagem #SegundoTurno #Vantagem #Intenção #Cenário #Política #Notícias #Destaque #Internet #Tendência #Podcast #Debate #Análise
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“A Nova Era da Midia no Varejo” é o tema deste Podcast com o convidado Leonardo Reis conduzido por Cibele Marques de Souza e João Pentagna, idealizadores da Neuromarket.Leonardo é um Executivo com mais de 30 anos de experiência em marketing, tecnologia e varejo, lidera a maior operação de Retail Media de um grande Atacarejo.Tópicos abordados neste Podcast:- O que é Retail Media - Brasil x Mercado Global - Lições da Prática - A Nova Relação Indústria–Varejo - O Futuro do Retail Media - Conselhos para Decisores
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No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (05/06/2026): Entre 2020 e 2025, um grupo de organizações não governamentais movimentou ao menos R$ 9,8 milhões – verbas recebidas por emendas de vereadores paulistanos – em uma rede de contratos cruzados, com transações e despesas recíprocas entre entidades nas execuções de projetos sociais. O levantamento do Estadão foi feito em 120 prestações de contas de convênios entre seis ONGs e a Prefeitura de SP. As transações envolvem tanto as entidades quanto empresas ligadas a seus dirigentes. A subcontratação, por parte de ONGs, de empresas de seus próprios dirigentes é proibida, inclusive se ocorrer de modo “cruzado”. As prestações de contas analisadas envolvem emendas indicadas por 17 vereadores, secretários e ex-titulares de pastas do Executivo municipal. Os dirigentes de institutos alegam não haver contratos cruzados, mas uma atuação conjunta entre organizações parceiras. As ONGs não se manifestaram. Economia: Após não cumprir meta em 2025, fila do INSS cai em ano eleitoral Política: Trump ataca republicanos após votação na Câmara Internacional: Hezbollah rejeita trégua entre Líbano e Israel, que mantém operações no país Metrópole: ECA Digital faz com que escolas mudem o uso de imagem de alunos em redes sociais Cultura: Brilha Sonhos transforma o Parque Villa-Lobos em universo imersivo de luz e fantasiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Quer ficar por dentro da economia? Então, confira os destaques de hoje com nosso time da Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Goiás frustrou a expectativa por avanços na definição de pré-candidatura do partido ao governo estadual, mas aumentou a pressão da direção nacional para que a deputada federal Adriana Accorsi assuma o projeto ao Executivo. A exigência foi apresentada pelo próprio presidente, nos bastidores, antes da desistência oficial do produtor rural Flávio Faedo.Além de apontar possíveis caminhos para o projeto estadual da esquerda, Lula usou as agendas em Catalão e Rio Verde para afiar o discurso de pré-campanha, com ataques contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e indiretas ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Esses são os temas desta edição do Giro 360, o podcast de política do jornal O POPULAR , em parceria com a Rádio CBN Goiânia. A escalação do episódio segue o formato tradicional, com Caio Henrique Salgado, editor da coluna Giro, Júlio Lacerda, subeditor de Notícias, e o repórter Rubens Salomão.Para acompanhar, é só dar o play.
Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão e Leopoldo Rosa recebem Simone Tebet — senadora, ex-Ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula e pré-candidata ao Senado por São Paulo — para uma conversa sem filtros sobre os bastidores do poder, o futuro do Brasil e a eleição de 2026.Simone detalha sua experiência como ministra, a frustração com o Congresso Nacional que trava as reformas, a revelação de que mais de 60 bilhões de reais do orçamento discricionário estão nas mãos de parlamentares sem transparência, e por que o Brasil gasta 600 bilhões por ano em renúncias fiscais sem eficiência. Ela fala ainda sobre segurança pública, o assassinato de 75 jovens por dia no Brasil, o papel do crime organizado na política, a oportunidade das terras raras e o que aprendeu com o presidente Lula sobre como ouvir.Você concorda com Simone Tebet sobre o orçamento secreto? O Congresso Nacional é hoje o maiorobstáculo para o Brasil crescer — ou a culpa é do Executivo que não lidera as reformas?Este episódio faz parte da nossa cobertura especial das eleições de 2026 e conta com o apoio dos nossos parceiros Money Times, Seu Dinheiro e Bastidores do Poder, ampliando o alcance das discussões e levando esse debate para ainda mais brasileiros.
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O maior risco para o Brasil em 2026 talvez não esteja só na economia, nos juros ou na bolsa. Está na política.Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão e Leopoldo Rosa recebem Creomar de Souza, fundador da Dharma e autor do livro Gestão de Risco Político, para uma conversa profunda sobre STF, eleição de 2026, risco institucional, empresas, mercado financeiro e o impacto da política no bolso de todos os brasileiros.Creomar explica o conceito de presidencialismo jurisdicional, o crescimento do protagonismo do Judiciário, a relação entre Executivo, Congresso e STF, e por que a política brasileira passou a funcionar em uma lógica de sobrevivência.A conversa também passa por temas centrais para investidores e empresários: risco político, polarização, empresas que se posicionam politicamente, CPF x CNPJ, reputação, regulação, Pix, fintechs, sistema financeiro, crime organizado, Estados Unidos e os possíveis impactos de decisões políticas sobre negócios no Brasil.Também falamos sobre a eleição de 2026, o papel dos indecisos, Lula, Flávio Bolsonaro, Tarcísio, mercado financeiro, terceira via e a dificuldade de construir diálogo em um país cada vez mais dividido.Neste episódio você vai entender:-Por que “a política faz preço”-Como o STF ganhou protagonismo no Brasil-O que é presidencialismo jurisdicional-Por que a eleição de 2026 pode ser decidida pelos indecisos-Como empresas podem se proteger do risco político-Por que o CNPJ não deve ser guiado pelas paixões do CPF-Como decisões dos Estados Unidos podem afetar Pix, fintechs e bancos brasileiros-Por que ouvir o outro lado virou uma vantagem competitivaSe você investe, empreende ou quer entender para onde o Brasil está indo, este episódio é obrigatório.Abra sua Conta Internacional na Nomad e ganhe até U$50 de cashback com o código de convidado MMAKERS50: https://link.nomadglobal.com/wIQT/MMAKERS50 (Leia os avisos legais: nomadglobal.com/legal)
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O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (1º) é o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele falou sobre as expectativas para o Fórum de Lisboa, a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos EUA, a necessidade de reformas no Judiciário e no Estado e regulação de redes sociais.O ministro criticou a paralisia em órgãos de fiscalização, classificando como fruto de impasses políticos entre o Executivo e o Senado. Ele citou o caso da CVM, que operou desfalcada durante crises financeiras recentes.“É chocante que ela tenha ficado [...] sem três diretores por tanto tempo, o que mostra uma certa negligência no trato dessa temática”, afirmou. Para Mendes, o país precisa de uma mudança estrutural que vá além do Judiciário. “Me parece que há elementos que justifiquem uma reforma, mas eu não ficaria só na reforma do Judiciário. Talvez tenhamos a oportunidade de discutir uma reforma do Estado brasileiro".Sobre a pressão internacional e a classificação do PCC e Comando Vermelho como terroristas pelos EUA, o ministro alertou que a dependência digital brasileira gera vulnerabilidade a sanções. Ele defendeu ações concretas para proteger a jurisdição nacional. “O governo tem enfatizado a ideia da soberania tecnológica, mas é preciso sair da retórica para a prática”, afirmou. Ele reforçou que o combate ao crime organizado deve ser a prioridade central das gestões federal e estaduais, saindo do campo dos discursos para resultados efetivos.Ao analisar a relação entre os Poderes e a dificuldade de aprovação de nomes para o Supremo, o ministro apontou que o presidente enfrenta um cenário de fragilidade parlamentar. Segundo ele, a rejeição de nomes como Jorge Messias foi política e reveladora de uma crise mais profunda. “O presidente Lula acaba numa situação muito singular fazendo um governo de minoria, um governo em que ele não tem uma base parlamentar sólida”, disse.Mendes também condenou as frequentes ameaças de impeachment contra magistrados, afirmando que “a própria banalização de sua invocação já mostra um uso impróprio” dessa arma institucional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que voltará a indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A declaração foi feita durante o anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe.Messias teve o nome rejeitado pelo Senado Federal em uma articulação liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Lula atribuiu a decisão a questões políticas e defendeu a capacidade técnica e jurídica do aliado.O pronunciamento ocorreu após manifestações do público contra o senador Laércio Oliveira durante o evento. Lula pediu respeito aos presentes e destacou a necessidade de convivência democrática.O presidente também ressaltou que o governo possui minoria no Congresso Nacional e, por isso, precisa manter diálogo com diferentes partidos para garantir a aprovação de projetos e propostas de interesse do Executivo.
Um boletim semanal com as principais notícias dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Semana 25/05 a 29/05.
Acompanhe os principais destaques do noticiário econômico do dia, com a análise cuidadosa feita por especialistas da Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A crise energética em São Tomé e Príncipe dura há 10 meses, perturbando não só o quotidiano dos são-tomenses, mas também o tecido económico do país. "Falta de negociação" por parte do Governo aliada a "uma gestão danosa" da EMAE continuam a agravar esta crise. Há 10 meses que dia sim dia não os são-tomenses vivem sem electricidade. São Tomé e Príncipe tornou-se um país "às escuras", dificultando actos básicos do quotidiano como a conservação dos alimentos, os estudos para as crianças ou ainda pondo em causa muitos negócios que dependem da energia eléctrica. Após conversações entre o Governo e o sindicato da Empresa de Água e Eletricidade (EMAE), a situação não parece estar mais clara, com os trabalhadores a pedirem ao Executivo para voltar à mesa de negociações com a Tesla, empresa turca que abandonou o país por incumprimento do contrato em Agosto de 2025. Para o sociólogo Olívio Diogo, trata-se de "uma gestão completamente desastrosa" quer por parte das autoridades, quer por parte do sindicato, acrescentando que uma greve dos trabalhadores neste momento só viria agravar ainda mais a situação. "A questão da energia é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Esta é uma sociedade que vive hoje às escuras. Como sabem, isto afecta tudo quanto é processo económico e este processo económico atinge até as famílias que não estão a poder ter aspectos simples como conservação dos legumes e peixe. E depois há um conjunto de pessoas que tem como atividade económica dependência directa da energia. É um processo que está a criar problemas na nossa sociedade de uma forma transversal", disse Olívio Diogo. Em Agosto de 2025, a Tesla, uma empresa detida por capitais turcos, desligou os seus geradores devido a uma dívida de 5 milhões de euros e aí começaram os cortes de energia. Para Olívio Diogo, as autoridades deviam negociar com a Tesla de forma a restabelecer a energia. "A Tesla alega que esta dívida não foi paga. É preciso perceber já que o Governo diz que não pagou porque não cumpriu aquilo que estava no contrato. E se isto for verdade, existe esta dívida? Não temos conhecimento da situação e se existe essa dívida. É uma questão de negociação., porque realmente não há condições de tirar os cinco milhões de euros para pagar a Tesla. Outro aspecto que nós temos que falar quando o sindicato vem também falar na questão da greve, é preciso dizer que há uma gestão completamente desastrosa da EMAE e uma concepção maliciosa que os técnicos têm perpetuado. O sindicato está a falar de entrar em greve, mas é preciso também que se diga que o sindicato devia olhar para seu próprio umbigo, porque há uma questão de gestão danosa, catastrófica e muito, muito dolorosa para o povo santomense", indicou. Em Abril de 2026, houve buscas no Ministério das Infraestruturas e na Empresa de Água e Eletricidade (Emae) devido a suspeitas de vários crimes no processo de compra de geradores. Os quatro geradores comprados não teriam a voltagem necessária e seriam antigos, apesar de terem sido vendidos como novos, como denunciou Raul Cravid, antigo dirigente da EMAE. "Porque é que o ministro das Infraestruturas comprou aqueles geradores? Até hoje não vi explicar à população por é que não funcionaram. Qual é a viabilidade do gerador? Até hoje não aumentou a produção de energia para o país? Foi uma compra completamente lesiva aos cofres do Estado santomense. Nós o que assistimos é a uma autêntica roubalheira. Porque não se pode aceitar um Governo com um ministro que diz que vai trazer um grupo de geradores e que não melhore num único ponto a energia. Como é que até hoje o Ministério Público não pronunciou sobre esse assunto? E mais, nós tivemos um director da EMAE que veio a público, convocou uma conferência de imprensa para dizer claramente que este compra era lesiva. É uma compra de corrupção do ministro da Infraestrutura. Nada aconteceu", concluiu.
O Insight Executivo traz análises dos principais assuntos do dia. Para você ficar bem-informado, mas com profundidade. O conteúdo é preparado pela Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Ele arriscou mandar um e-mail para o segundo homem mais importante da Amazon e foi contratado para abrir a empresa no Brasil do zero. Alex Szapiro foi também responsável por liderar a Apple no Brasil e instalar sua única fábrica fora da China.Hoje ele decide quais das mais de 100 startups que procuram o SoftBank por ano merecem investimento. Neste episódio do Economia & Negócios, Alex Szapiro - Managing Partner do SoftBank para a América Latina e responsável por um portfólio de 67 startups, fala sobre trajetória, cultura organizacional, inteligência artificial e o que realmente diferencia empresas que dão certo das que não dão.Entre os temas: a diferença radical de cultura entre Apple e Amazon, como funciona o investimento em startups, sua visão sobre IA e como os jovens profissionais devem se desenvolver para uma carreira de sucesso.LinkedIn do Alex Szapiro: www.linkedin.com/in/alexszapiroVocê já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes? Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás. Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente. Chegou a edição especial Crusoé impressa. É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil. Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé. Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link: https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #economia, #negócios, #podcast, #empreendedorismo, #startups, #investimento, #liderança, #inovação, #tecnologia, #executivo, #gestão, #sucesso, #carreira, #estratégia, #mercado, #finanças, #empresas, #vendas, #vanguardistas, #desenvolvimento
Mulher, imigrante e executiva em um ambiente corporativo ainda dominado por homens, Bruna Mazziotti acaba de assumir um cargo de liderança na Clean Energy Finance Corporation (CEFC), instituição do governo australiano que financia projetos de energia limpa no país.Mulher, imigrante e executiva em um ambiente corporativo ainda dominado por homens, Bruna Mazziotti acaba de assumir um cargo de liderança na Clean Energy Finance Corporation (CEFC), instituição do governo australiano que financia projetos de energia limpa no país. Em entrevista à SBS Portuguese, Bruna fala sobre os desafios de crescer profissionalmente na Austrália, o gender gap no mercado financeiro, liderança feminina e o futuro da transição energética australiana em meio à dependência de combustíveis fósseis.
A pavimentação da Rodovia dos Mineiros, em Urussanga, deu mais um passo importante com a definição da empresa responsável pela execução da obra. A vencedora do processo licitatório foi a Confer Construtora Fernandes Ltda, de Criciúma, que apresentou proposta no valor de R$ 34.419.000,00. O projeto será executado em parceria entre a Prefeitura de Urussanga e o Governo de Santa Catarina, por meio do Programa Estrada Boa. A pavimentação contempla cerca de 7,9 quilômetros no trecho que liga o bairro Rio Carvão ao bairro Santana. O prazo previsto para conclusão da obra é de 18 meses, contados a partir da emissão da Ordem de Serviço, cuja data ainda será definida. Neste momento, a prefeitura segue com os trâmites para elaboração do contrato. Além da definição da empresa executora, o município também conduz paralelamente a licitação para contratação da empresa responsável pela fiscalização da obra. O investimento previsto no edital para este serviço é de R$ 2.995.585,99. Durante entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (27), a prefeita de Urussanga, Stela Talamini, destacou que o município agora aguarda os próximos encaminhamentos junto ao Governo do Estado para o início efetivo dos trabalhos. Segundo ela, “aguardar o governador homologar a nível de estado e fazer então a entrega desses recursos, a partir da primeira medição pra que a gente possa realmente dizer a obra está acontecendo”. A prefeita afirmou ainda que o cronograma segue dentro do previsto e existe expectativa de que as máquinas iniciem os trabalhos já no começo de julho. “Temos prazos ainda muito curtos, caminhamos observando com muito zelo esses prazos, mas a gente acredita que vai dar tudo certo e até começo de julho as máquinas já estão no trecho”, declarou. Questionada sobre o início da obra antes do período eleitoral, Stela explicou que ainda existem etapas burocráticas importantes a serem concluídas. “Depois que sair a licitação do processo do edital que trata da fiscalização é que o governador então vai assinar esse documento pra que a gente realmente possa dizer que a obra está garantida”, ressaltou. A prefeita também destacou o esforço da equipe técnica da administração municipal para acelerar os processos necessários à viabilização da pavimentação. “Tudo o que dependeu de nós está sendo feito e num tempo bastante recorde”, afirmou. Entre os desafios enfrentados estiveram a obtenção das licenças ambientais e os processos de desapropriação. “Conseguir licença ambiental em pouco tempo, desapropriações que são quase 70 pessoas, foi uma tarefa árdua”, comentou. Stela Talamini fez questão de reconhecer o trabalho dos servidores municipais envolvidos no projeto. “Eu devo tudo isso principalmente aos servidores, que se dedicaram, que se debruçaram em cima disso”, disse. A chefe do Executivo municipal também reforçou que a Rodovia dos Mineiros se tornou prioridade da gestão desde o ano passado. “Elegemos isso, a Rodovia dos Mineiros, como a maior prioridade. Ela já se tornou uma prioridade no ano passado, quando abrimos mão de um recurso bastante importante, em torno de 15 milhões, e focamos na rodovia”, concluiu.
No Insight Executivo, reunimos diariamente os principais fatos e análises do dia, traduzindo tendências e movimentos que impactam o mercado, a economia e o ambiente de negócios. O conteúdo é preparado pela Pesquisa Econômica e Tesouraria do Bradesco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A primeira-dama Janja acumulou mais dias em missões e viagens ao exterior do que o presidente Lula. O levantamento detalha a presença da socióloga em fóruns globais, agendas humanitárias e representações diplomáticas.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes? Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás. Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente. Chegou a edição especial Crusoé impressa. É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil. Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé. Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link: https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Janja #Lula #GovernoLula #Politica #PoliticaBrasileira #Podcast #PodcastBrasil #Noticias #NoticiasDeHoje #AgendaOficial #ViagemDiplomatica #Planalto #Bastidores DaPolitica #AnalisePolitica #Debate #Atualidades #Trending #Viral #Brasil #Informacao
A forma como o Executivo de Luís Montenegro voltou a ir a jogo na reforma laboral, recuperando a questão da amamentação, e as guerras internas no PS foram os temas desta Vichyssoise.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No 3 em 1 desta segunda-feira (18), o destaque foi o presidente Lula (PT-SP) que estuda reenviar o nome de Jorge Messias (PT-PE) para o STF, ignorando a recente rejeição da indicação pelo Senado Federal. A manobra é vista como uma afronta. O presidente Lula (PT-SP) intensificou o confronto com o Congresso Nacional após a rejeição de nomes estratégicos e o veto a pautas do Executivo. A relação com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com a Câmara, liderada pela oposição, atingiu o ponto mais crítico do mandato. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não cederá à pressão pela abertura imediata de uma CPI para investigar o Caso Master. Motta declarou que o tema será tratado de forma estritamente regimental, o que foi lido como uma tentativa de "esfriar" a crise que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma reunião de emergência com a bancada do PL nesta segunda-feira (18/05) para explicar os áudios enviados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em um movimento inesperado, o presidente Donald Trump anunciou o adiamento de uma ofensiva militar contra alvos estratégicos no Irã, que estava prevista para esta terça-feira (19). O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) quebrou o silêncio sobre o orçamento do documentário "Dark Horse". Ele afirmou que o valor de R$ 134 milhões é "até barato" para uma produção de padrão internacional e negou que o montante tenha relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Uma nova pesquisa revela que 40% dos brasileiros consideram a atuação do STF ruim ou péssima em 2026. O índice reflete o desgaste da Corte em meio a decisões monocráticas e embates com o Congresso sobre o Caso Master. O presidente Lula (PT-SP) enviou um recado direto a Donald Trump, sugerindo que os EUA abandonem o conflito direto com a China pelo controle das terras raras e foquem em parcerias estratégicas com o Brasil. O técnico Carlo Ancelotti anunciou oficialmente os 26 jogadores que representarão o Brasil na Copa do Mundo de 2026. A grande novidade é a presença de Neymar, que garantiu sua vaga após muita polêmica. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Eurico Brilhante Dias (PS) não tem dúvidas: o balanço é negativo e os portugueses estão a viver pior. Hugo Soares (PSD) rejeita e destaca trabalho do Executivo ao nível dos impostos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Indicação do advogado-geral da União para Supremo já foi rejeitada pelo plenário do Senado, mas Planalto avalia que momento político mudou e que desistir de Jorge Messias consolidaria imagem de derrota do Executivo. Abalado pela gravação pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro vai à Faria Lima insistir na viabilidade de sua candidatura presidencial. Surto de Ebola no Congo chega a Uganda e faz OMS decretar emergência. Instagram apresenta Instants, recurso para publicar fotos de visualização única e conteúdos espontâneos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Enquanto as cidades portuguesas enfrentam os desafios das alterações climáticas e do crescimento urbano, o debate sobre territórios inteligentes ganha nova urgência. Oeiras ganhou prémios internacionais de inovação. Coimbra tem uma das melhores universidades do mundo. O Oeste construiu o primeiro gémeo digital regional de Portugal. E ainda assim os jovens saem, as rendas sobem e os municípios pequenos ficam para trás. Há algo que a tecnologia não resolve? A cidade inteligente serve quem? Ricardo Costa e Bernardo Ferrão moderam o debate ao vivo no Portugal Smart City Summit, na FIL, em Lisboa, entre Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras; Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra; Paulo Simões, Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Oeste; e Miguel de Castro Neto, Diretor da NOVA Information Management School.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Intercept Brasil revelou o contrato assinado por Eduardo Bolsonaro que desmente sua versão oficial.Ele não apenas cedeu a imagem: o deputado cassado assinou como produtor-executivo, tendo controle direto sobre o orçamento milionário financiado pelo dono do Banco Master. Entenda as consequências jurídicas.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes? Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás. Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente. Chegou a edição especial Crusoé impressa. É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil. Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé. Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link: https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #EduardoBolsonaro #DarkHorse #TheInterceptBrasil #ContratoVazado #Investigacao #PF #FilmeBolsonaro #BastidoresDaPolitica #Noticias #PodcastBrasil #PoliticaNacional #EUA #DinheiroPublico #Transparencia #FlavioBolsonaro
Rui Armindo Freitas, o Secretário de Estado para a Imigração, admite o contributo do Chega para aperfeiçoar o diploma. E sublinha que o Executivo conta com o apoio de todos os partidos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Debate da Super Manhã: Com a missão de dar continuidade à gestão do governo municipal do Recife, o engenheiro civil Victor Marques está à frente da Prefeitura da capital pernambucana há exatos 36 dias, desde a posse, em 6 de abril deste ano. O novo gestor da cidade assumiu o comando do município após atuar como chefe de gabinete, secretário de Infraestrutura e vice-prefeito, acompanhando de perto as principais ações realizadas pela administração municipal. No debate desta terça-feira (12), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre as propostas de governo do prefeito do Recife, Victor Marques, os desafios da gestão, a trajetória política do chefe do Executivo municipal e os rumos da atual administração da capital pernambucana. Participam do debate o prefeito do Recife, Victor Marques; o jornalista Igor Maciel, titular da Coluna Cena Política, do Jornal do Commercio, e apresentador do programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal; além do jornalista Fernando Castilho, titular da Coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio.
05.05.26: O professor de direito constitucional, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB/MG, Alexandre Bahia, conversa com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, sobre a decisão unânime do STF, em maio de 2011, e lembra que foi uma realidade social que se impôs naquele momento. Explica que quando falecia um cônjuge de um casal, o companheiro ou companheira não tinha direito nenhum de herança. Alexandre Bahia comenta que o fato de ser uma decisão tomada pelo Supremo e o Parlamento nunca aprovar qualquer lei nesse sentido, diz muito sobre o Congresso Nacional. O mesmo aconteceu com a criminalização da homofobia definida pelo Tribunal, sem constar no código penal. Ele lamenta que o Brasil ainda esteja atrás das três Américas e de todos os países democráticos, que hoje já tem alguma legislação sobre o tema.Link da publicação original: https://www.almg.gov.br/comunicacao/tv-assembleia/videos/video?id=2560485&tagLocalizacao=88&via=shortener
Chegamos ao número 100 de nossas colunas. Incrível. Mas sem muito tempo para comemorações, aqui: em menos de 24 horas o Senado rejeitou uma indicação do Executivo para o Supremo e o Congresso derrubou o veto do cretiníssimo projeto da "Dosimetria". Os fatos estão interligados? O que se pode esperar da "atuação" da Justiça (se é que se pode) em ambos casos?
Em entrevista exclusiva, o ministro de Relações Institucionais falou sobre a governabilidade e os avanços com o governo Lula, nos últimos três anos, quando foram retomados programas e ações importantes e aprovados os principais projetos do Executivo no Congresso.
Confira no Morning Show desta sexta-feira (24): Horas após a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretar a liberdade de MC Ryan SP, Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, o dono da página Choquei, a Justiça manteve as respectivas prisões. Outros 36 investigados também permanecerão presos. As prisões ocorreram no âmbito da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal (PF). Repórter: David de Tarso. O Conselho Federal da OAB oficializou a criação de uma comissão de juristas para liderar o debate sobre a reforma do Poder Judiciário. A instituição busca definir limites para decisões unilaterais. Entre as prioridades do grupo estão a revisão do sistema de custas, a digitalização integral dos processos e a criação de mecanismos que impeçam o represamento de ações por tempo indeterminado. O ex-governador de Minas Gerais, e pré-candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que é diferente de Flávio Bolsonaro (PL) por não buscar benefícios próprios. A declaração foi dada durante entrevista para a Rede TV!, nesta quinta-feira (24). Zema é um dos nomes cotados para ser vice do liberal. O pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu Romeu Zema (Novo) e afirmou que há excessos do Supremo Tribunal Federal (STF) ao incluí-lo no inquérito das fake news. Segundo Caiado, a decisão do ministro Gilmar Mendes extrapola as funções da Suprema Corte. Um funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil decidiu deixar o país na quinta-feira (23) após decisão do Ministério das Relações Exteriores de adotar o princípio da reciprocidade em relação a determinações do presidente dos EUA, Donald Trump, e convidá-lo a se retirar do Brasil. Michael Myers atuava em cooperação com a Polícia Federal (PF) desde 2024. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou o hospital Sírio Libanês, na manhã desta sexta-feira (24), após passar por procedimentos médicos. O chefe do Executivo brasileiro fez cauterização na cabeça e infiltração no punho. Repórter: Danúbia Braga. A atriz Analu Pimenta interpreta Tina Turner em um musical que conta a história da artista americana. Em cartaz no Teatro Santander, no Shopping JK, em São Paulo, até o dia 12 de julho, “Tina Turner, o musical” já foi indicado a 12 Tony Awards. O conselheiro de Donald Trump, Paolo Zampolli, afirmou que as mulheres brasileiras “são programadas para causar confusão”, em entrevista para uma rádio italiana. Ele foi casado com a brasileira Amanda Hungaro por quase 20 anos e tem um filho de 15. A guarda está sendo disputada nos tribunais americanos. Além disso, ele xingou as brasileiras chamando de “raça maldita”. A senadora Soraya Thronicke (PSB) utilizou suas redes sociais, na última quarta-feira (22), para disparar duras críticas ao Frei Gilson, após a circulação de um vídeo em que o religioso fala sobre o papel da mulher no casamento. Ela afirma que o religioso afirmou que a mulher nasceu para auxiliar o homem. Além disso, Soraya chamou Frei Gilson de “falso profeta”. O ator Juliano Cazarré, de 45 anos, foi alvo de duras críticas após lançar um curso visando fortalecer a masculinidade. O curso do artista promete a formação de um “novo homem”. O público reagiu nas redes sociais e disparou contra Cazarré. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
No 3 em 1 desta terça-feira (14), o destaque foi o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, que apresentou relatório final pedindo o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do PGR Paulo Gonet. O texto de 221 páginas aponta supostas ligações com o "Caso Master". Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli reagiram com dureza ao relatório final da CPI do Crime Organizado, classificando o pedido de indiciamento contra eles como um "erro histórico" e "abuso de poder". O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), incluiu no relatório final uma sugestão de intervenção federal no Rio de Janeiro. O texto descreve um cenário de "captura do Estado" por facções criminosas e milícias, que teriam infiltrado tentáculos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário fluminenses. O presidente Lula (PT-SP) participou da posse de José Guimarães (PT-CE) na Secretaria de Relações Institucionais do Brasil. Ao lado de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, o petista reforçou que "não tem governo que dê certo sem diálogo". O presidente Donald Trump (Republicano) ordenou o envio de 10 mil militares, incluindo fuzileiros navais e aviadores, para consolidar o bloqueio total ao Estreito de Ormuz. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, abriu fogo contra a estratégia eleitoral do PL ao afirmar que o bolsonarismo cometeu um erro tático ao lançar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A nova pesquisa Futura aponta que, em um eventual segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente, com 48% das intenções de voto, contra 42% do presidente Lula (PT-SP). Pesquisa Datafolha revela que Cármen Lúcia e André Mendonça detêm os melhores índices de avaliação entre os ministros do STF, com Mendonça liderando no saldo entre positivos e negativos. Em entrevista ao 3 em 1, o deputado federal Paulo Azi (União-BA), relator da PEC que prevê o fim da escala 6x1 na CCJ, analisou os desafios de implementar a jornada de 36 horas semanais. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Convidado: Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília. Nesta terça-feira (31), o presidente Lula comandou a primeira reunião ministerial de 2026 e sinalizou o início extraoficial de sua candidatura à reeleição. No evento, ele anunciou que vai repetir nas urnas a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB), chapa que venceu a eleição de 2022. Lula também anunciou a troca no comando de 14 ministérios, entre eles alguns do primeiro escalão no Executivo – caso da Casa Civil (Rui Costa, PT), Educação (Camilo Santana, PT), Planejamento (Simone Tebet, PSB) e Meio Ambiente (Marina Silva, Rede). O presidente deu aos agora ex-ministros a missão de defender o governo em seus palanques regionais. No mesmo dia, o Palácio do Planalto confirmou que enviará ao Senado a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, como novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília, para explicar as mensagens por trás de cada uma das movimentações do governo nesta terça-feira. Natuza e Balza também analisam o discurso de Lula e dos ministros governistas, que apontam a principal estratégia para a corrida eleitoral deste ano: comparar as realizações deste governo com o anterior, de Jair Bolsonaro.