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Théâtre et compagnie
"La Guerre n'a pas un visage de femme" d'après la mise en scène de Julie Deliquet

Théâtre et compagnie

Play Episode Listen Later May 27, 2026 151:24


durée : 02:31:24 - Théâtre et compagnie - Un chœur d'actrices donne voix, corps et vitalité à des combattantes soviétiques de la Seconde Guerre mondiale, dont les puissants témoignages ont été recueillis par Svetlana Alexievitch, Prix Nobel de littérature. Un spectacle de Julie Deliquet. - réalisation : Oriane Delacroix, Caroline Ouazana, Baptiste Guiton Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Théâtre
"La Guerre n'a pas un visage de femme" d'après la mise en scène de Julie Deliquet

Théâtre

Play Episode Listen Later May 27, 2026 151:24


durée : 02:31:24 - Théâtre - Un chœur d'actrices donne voix, corps et vitalité à des combattantes soviétiques de la Seconde Guerre mondiale, dont les puissants témoignages ont été recueillis par Svetlana Alexievitch, Prix Nobel de littérature. Un spectacle de Julie Deliquet. - réalisation : Oriane Delacroix, Caroline Ouazana, Baptiste Guiton Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Théâtre et compagnie
Comprendre "La guerre n'a pas un visage de femme" avec Julie Deliquet

Théâtre et compagnie

Play Episode Listen Later May 25, 2026 31:04


durée : 00:31:04 - Théâtre et compagnie - Oriane Delacroix s'entretient avec la metteuse en scène Julie Deliquet afin de revenir sur l'adaptation au théâtre de l'œuvre de Svetlana Alexievitch. Une histoire de femmes volontairement engagées dans l'armée soviétique durant la Seconde Guerre mondiale. - réalisation : Oriane Delacroix, Caroline Ouazana - invités : Julie Deliquet Metteuse en scène de théâtre Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Théâtre
Comprendre "La guerre n'a pas un visage de femme" avec Julie Deliquet

Théâtre

Play Episode Listen Later May 25, 2026 31:04


durée : 00:31:04 - Théâtre - Oriane Delacroix s'entretient avec la metteuse en scène Julie Deliquet afin de revenir sur l'adaptation au théâtre de l'œuvre de Svetlana Alexievitch. Une histoire de femmes volontairement engagées dans l'armée soviétique durant la Seconde Guerre mondiale. - réalisation : Oriane Delacroix, Caroline Ouazana - invités : Julie Deliquet Metteuse en scène de théâtre Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Convidado
Tiago Rodrigues: “É imperativo sonhar” e questionar o mundo a partir de Avignon

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 15:57


A 80ª edição do Festival de Avignon decorre de 4 a 25 de Julho e tem, no cartaz, um enorme ponto de interrogação para destacar a importância de questionar o mundo através da arte. O tema acabou por surgir "de uma forma bastante livre", conta Tiago Rodrigues, o director do festival, que apresentou, esta quinta-feira, a programação no Théâtre du Rond-Point, em Paris. Foi aí que conversámos com o encenador e dramaturgo português sobre os nomes que preenchem uma edição em que, mais do que nunca, “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”. Tiago Rodrigues é o artista português que dirige um dos mais prestigiados festivais de teatro do mundo e que este ano cumpre a 80ª edição. Desta vez, a linha de força de Avignon está estampada no cartaz do evento: de um fundo amarelo solar sobressai um enorme ponto de interrogação. A força das dúvidas e dos questionamentos talvez seja a chave para entrar no espírito de Avignon, a cidade-teatro que abre portas para o mundo durante os dias do festival. Tiago Rodrigues assume que “o questionamento” acabou por se impor como um tema natural desta edição porque todos os espectáculos e eventos programados deixam no ar perguntas que são antídotos contra as “respostas simplistas” que “criam a violência” dos tempos que correm. O encenador e dramaturgo sublinha que juntar pessoas no mesmo espaço para fazerem perguntas através da arte “é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro”. Talvez por isso, o teatro é hoje ainda mais urgente e “claro que não está em vias de extinção”, avisa. Aos comandos do festival desde 2023 e reconduzido para um segundo mandato até 2030, Tiago Rodrigues alerta que “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”, exemplificando com o medo que o assola quando vê artistas como o libanês Ali Chahrour a viver sob bombardeamentos em Beirute. Mas vamos à programação do festival, que divulgámos esta quarta-feira depois da apresentação no espaço La FabricA, em Avignon. Um dia depois, Tiago Rodrigues foi ao Théâtre du Rond-Point, em Paris, para a conferência de imprensa do lançamento desta edição e a RFI teve a oportunidade de falar com ele. Começámos por abordar os nomes lusófonos e o director do festival apontou, desde logo, a artista brasileira Carolina Bianchi como “a grande revelação nos últimos anos no teatro mundial”, lembrando que ela foi a grande aposta de Avignon em 2023 (o primeiro ano programado por Tiago Rodrigues). A encenadora, actriz e escritora vai estrear em Avignon o terceiro capítulo da trilogia "Cadela Força", três anos depois de ali ter apresentado o primeiro capítulo, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, que ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza. Por outro lado, haverá dois dias de maratona teatral de 10 horas em que as três peças poderão ser vistas de seguida: “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, “The Brotherhood” e “Uma Luz Cordial”. Sobre os também brasileiros Christiane Jatahy e Wagner Moura, que vão apresentar “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, Tiago Rodrigues lembra que “Christiane Jatahy é uma artista muito amada pelo público do festival” e que, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, “neste momento, o actor brasileiro mais conhecido no mundo” e que regressa ao teatro 16 anos depois “com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor”. Nesta edição, acabam por ser poucos os artistas lusófonos, mas fica a promessa que, depois de portugueses, cabo-verdianos e brasileiros terem estado em edições anteriores, “os artistas moçambicanos, angolanos e guineenses” também merecem ter o seu palco em Avignon. Continuando o seu projecto de convidar línguas para o festival, depois do inglês, espanhol e árabe, Tiago Rodrigues justifica a escolha, este ano, da língua coreana como “uma vontade de viajar até longe”. Daí que um quarto da programação seja constituída por artistas da Coreia do Sul e uma das convidadas de honra, que inspira dois espectáculos, é a Nobel da Literatura Han Kang. De resto, mais de metade dos projectos são dominados por artistas mulheres com “propostas absolutamente extraordinárias”. Na entrevista, o director do Festival de Avignon mostrou-se, ainda, muito “preocupado com o que está a acontecer em Portugal, nomeadamente em Lisboa”, algo que descreveu como “uma espécie de cerco à liberdade de criação” e “um grande abandono da verdadeira democratização” do acesso às artes e à criação. RFI: Na apresentação da programação, o Tiago Rodrigues falou na vontade de que o festival seja uma “festa de questionamentos” e o cartaz apresenta um grande ponto de interrogação. Quais são as linhas de força que cosem as entrelinhas desta edição e até que ponto o questionamento é uma delas? Tiago Rodrigues: “O questionamento foi uma forma bastante livre de darmos um tema a este festival, de relembrarmos ao público que este festival - que faz muito trabalho sobre a sua história, sobre o seu arquivo - ao chegar à 80ª edição, queria estar muito concentrado também no presente e no futuro, perguntar o que é que vamos fazer nos próximos 80 anos de festival. Hoje, quando defendemos a importância das artes, do teatro, da dança na vida das pessoas, muitas vezes dão-nos a entender que estamos a defender qualquer coisa que está em vias de extinção ou qualquer coisa que é antiga e que estamos a tentar ainda fazer sobreviver não se sabe bem porquê, quando o que nós defendemos é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro que é a possibilidade de nos reunirmos em sociedade, pessoas juntas fisicamente no mesmo espaço para fazer perguntas juntos, mas fazer perguntas através da arte. E é isso que o festival faz há 80 edições e queríamos relembrar-nos a nós, os artistas, mas também ao público, que é isso que nós fazemos aqui. Num mundo onde estamos cheios de más respostas - poucas respostas mas más na maioria dos casos - respostas violentas, respostas simplistas, respostas pouco informadas, nós queremos colocar as boas perguntas. Perguntas às vezes complexas, perguntas também com prazer, perguntas com dúvida, perguntas que permitam o debate em vez de respostas que criam a violência. Eu acho que as artes podem ter esta função e certamente um festival onde vêm pessoas do mundo inteiro e se reúnem numa cidade que duplica a sua população no momento do festival para acolher o mundo inteiro que a visita, esse é o momento em que podemos fazer perguntas juntos.” Há três artistas brasileiros em destaque nesta edição: Carolina Bianchi, Christiane Jatahy e Wagner Moura. Comecemos por Carolina Bianchi, que foi revelada no primeiro ano de Tiago Rodrigues à frente do Festival de Avignon, em 2023. O que nos traz Carolina Bianchi? “Carolina Bianchi foi uma aposta do festival em 2023, na primeira edição que eu programei, porque acreditava que seria um grande acontecimento para o teatro europeu e mundial descobrir o trabalho de Carolina Bianchi que era um trabalho que estava muito discretamente escondido na cidade de São Paulo, que não rodava muito, que não era muito conhecido mesmo no Brasil. Tivemos a oportunidade de a desafiar a começar um projecto, uma trilogia. Ela sonhava fazer uma trilogia com três espectáculos consagrados à questão da violência e, sobretudo, a violência sobre as mulheres. O primeiro episódio é consagrado a essa violência na história da arte e na performance. O segundo no teatro e o terceiro na literatura mas como também a escrita pode ser uma forma de libertação, de emancipação. Ao ouvir essa ideia, dissemos imediatamente: ‘Vem fazer o primeiro espectáculo no Festival de Avignon'. O que aconteceu a seguir é do conhecimento geral. Carolina Bianchi, depois desse espectáculo, ganha o Leão de Prata da Bienal de Veneza, torna-se uma artista que faz todas as cenas europeias e mundiais, é revelada por esse festival. Criou o segundo capítulo entretanto, “Brotherhood”, e nós tínhamos combinado há muito que ela encerraria esta trilogia de novo em Avignon. A grande sorte que temos é que encerra com um espectáculo que será absolutamente fenomenal, “Uma Luz Cordial”, mas também conseguimos preparar, pela primeira vez, a hipótese de ver a trilogia seguida. São dez horas de teatro, uma grande aventura que tem ocupado esta artista durante quase cinco ou seis anos da sua vida e vamos poder ver não só a estreia mundial do último capítulo da trilogia, mas também, pela primeira vez, toda a trilogia seguida no Festival de Avignon, com cerca de 20 intérpretes brasileiros liderados por esta grande artista. É uma grande revelação dos últimos anos no teatro mundial.” E em relação a Christiane Jatahy, que já esteve em Avignon, e Wagner Moura, o que é que eles trazem ao festival? “Christiane Jatahy é já uma artista muito amada pelo público do festival, muito conhecida em França, uma encenadora que também é muito conhecida do público lusófono, seja no Brasil, seja em Portugal, que tem marcado as cenas europeias nos últimos anos, com as suas adaptações de repertório e desta vez, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, que decide voltar ao teatro 16 anos depois. Ele tem vivido a sua aventura cinematográfica, televisiva, neste momento é, sobretudo, talvez o actor brasileiro mais conhecido no mundo com a nomeação ao Oscar, com o Globo de Ouro que ganhou e com a Palma de Ouro em Cannes que ganhou pelo filme “O Agente Secreto”. E é muito comovente ver Wagner Moura regressar ao teatro com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor. Aqui, Christiane Jatahy e Wagner Moura escreveram juntos, inspiraram-se no “Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen, autor norueguês, e pegando na história do “Inimigo do Povo”, onde o protagonista acabou de anunciar que as águas de uma vila termal estão contaminadas e, portanto, ao salvar a saúde das pessoas, condenou economicamente essa cidade, ele é acusado de ser inimigo do povo. O que vemos nesta peça é que imediatamente a seguir a esta história há um julgamento e nesse julgamento há vários testemunhos, nomeadamente o do Dr. Stockmann, interpretado por Wagner Moura e escrito por Wagner Moura com Christiane Jatahy, que defende que não é inimigo do povo, pelo contrário, enquanto outros defendem que ele é inimigo do povo. Será o público a decidir o resultado deste julgamento e o espectáculo tem dois finais em função da decisão do público.” Em termos de lusofonia, não há muitos mais nomes lusófonos. Porquê? “Porque o Festival de Avignon é uma página em branco onde nós tentamos responder às mesmas questões com respostas diferentes todos os anos. Evidentemente, a língua portuguesa, nem que seja pela minha presença na direcção do festival, tem estado mais presente do que no passado na história do Festival de Avignon, com artistas portugueses, cabo-verdianos e brasileiros também. Este ano, a presença da língua portuguesa está defendida por duas grandes artistas brasileiras e no futuro voltará a estar defendida por, não sei, artistas angolanos, moçambicanos, guineenses, porque não? Portanto, a língua portuguesa tem essa riqueza de poder ter artistas, nomeadamente no teatro e na dança, que merecem ser descobertos e mostrados no Festival de Avignon. Certamente que a cena lusófona - e não só lusófona, também a cena especificamente portuguesa - continuará a ter presença no Festival de Avignon. Este ano não tem, porque nem todos os países podem estar todos os anos no festival. Há países, por exemplo, como a Coreia do Sul, que, através do convite à língua coreana como língua convidada, este ano regressa ao Festival de Avignon depois de 25 anos de ausência. Há 25 anos que não havia um artista coreano no festival. O mundo é grande, o festival também é muito grande, mas não é tão grande como o mundo. E, portanto, embora gostássemos de fazer um festival que tivesse artistas de todos os países do mundo todos os verões, esse sonho terá que ficar para mais tarde. Por agora, queremos ter todos os artistas do mundo, mas um festival de cada vez.” Até porque o Tiago Rodrigues foi reconduzido até 2030 na direcção do festival, não é? “Tenho a grande sorte de ter sido reconduzido para um segundo mandato que começará após este festival. Este é o meu último festival do primeiro mandato, mas estou já a preparar os próximos quatro festivais até 2030. Sem dúvida que até 2030 não faltarão artistas de língua portuguesa.” O que é que o incitou a convidar a língua coreana? “A vontade de viajar até longe esteve na origem deste convite à língua coreana. É a quarta língua que convidamos para o Festival de Avignon. Começámos com o inglês, depois com o espanhol, duas línguas globais, mas de origem europeia. A terceira língua foi o árabe, uma língua de origem não europeia, mas muito presente na Europa e muito presente em França, onde é a segunda língua mais falada. Portanto, estas três línguas, por serem globais e também, por uma certa proximidade, por serem línguas que nos dizem coisas quando somos público do Festival de Avignon, que é um público maioritariamente francês, e o internacional que é maioritariamente europeu, merecia ser provocado pela distância. Então, começámos a procurar as línguas asiáticas que poderia ser interessante propor e percebemos que a língua coreana, sendo uma língua que só é falada numa península, é também uma espécie de 'soft power' através do K-pop, da música popular, através do 'K-drama', as séries televisivas coreanas que são muito populares no mundo inteiro...” Da Prémio Nobel da Literatura... “Da Prémio Nobel da Literatura. Mas por trás dessa presença global, há um grande desconhecimento, por exemplo, do teatro e da dança da Coreia, portanto, fomos pesquisar. Fomos muitas vezes à Coreia do Sul, a várias cidades, descobrimos muitos artistas e compusemos aquilo que corresponde a um quarto da programação do festival, com artistas coreanos. Há muito teatro, muito teatro documentário, muita dança, muitas formas tradicionais como o pansori ou outras formas populares de circo, de música, de teatro, de dança, mas actualizadas com uma leitura contemporânea. E também a literatura porque Han Kang [Prémio Nobel da Literatura] estará no Festival de Avignon, será uma das figuras centrais do festival. Haverá uma grande leitura de partes do seu romance, dirigida por Julie Deliquet, pela actriz Isabelle Huppert e pela actriz coreana Hyeyoung Lee, que juntas lerão, em francês e em coreano, partes do romance de Han Kang em presença da própria Han Kang. Haverá espectáculos que adaptam outros romances de Han Kang. E haverá também encontros e entrevistas públicas com a Prémio Nobel e ela será uma das grandes presenças da língua convidada.” Há uma artista lusodescendente, percussionista da cena electro-pop francesa Lucie Antunes, que faz um espectáculo com Mathilde Monnier, uma presença conhecida em Avignon. São duas mulheres fortes, "guerreiras", como o nome de um dos álbuns de Lucie Antunes. Também está programada Rébecca Chaillon, que faz igualmente espectáculos muito fortes. Nesta edição, há mais mulheres a dirigirem projectos do que homens. Qual é a mensagem subjacente? “É a mensagem natural de que não é difícil fazer uma programação que eu considero de grande, grande, grande qualidade, tendo uma grande maioria de mulheres à frente dos projectos. Não queremos passar outra mensagem que aquela de dizer que deveria ser perfeitamente normal haver muitas programações em muitos festivais do mundo onde há uma maioria de mulheres, porque há enormemente artistas mulheres que fazem projectos absolutamente extraordinários. A mensagem termina aí e depois as conclusões são tiradas pelas pessoas. Foi sem esforço que chegámos a uma programação maioritariamente feminina e por pura paixão pelo trabalho proposto por estas artistas. Quando fomos fazer as contas no final, porque gostamos sempre de poder perceber até que ponto é que estamos a respeitar a nossa vontade de paridade, percebemos que estávamos muito para lá da paridade. E ainda bem que sim, porque artistas como por exemplo Lucie Antunes e Mathilde Monnier, que vão colaborar nesse espectáculo “Silence”, são grandes artistas. Uma vem pela primeira vez ao Festival de Avignon, a Lucie, e a Mathilde Monnier é a artista - depois do fundador do festival Jean Vilar - que mais vezes se apresentou no Festival de Avignon. Mas temos também toda uma geração de grandes encenadoras francesas, como Rébecca Chaillon, Jeanne Candel, Marion Siéfert, Tiphaine Raffier, que vêm marcar presença no festival e mostrar como uma boa parte da pujança, da qualidade e da diversidade do teatro francês passa pelas encenadoras.” No seu primeiro ano na direcção do Festival de Avignon, em 2023, disse-nos que quando se vem a Avignon pela primeira vez, sai-se transformado. Que utopias ainda faltam cumprir em Avignon? No mundo tão complicado em que vivemos hoje, ainda é possível sonhar? “Não só é possível, como é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia. Eu hoje, nesta apresentação, pude mencionar o choque com que vi as mensagens expressas por Ali Chahrour, um artista libanês que esteve no ano passado no festival e que está neste momento em Beirute sob bombardeamentos, e pude exprimir a minha perplexidade, o meu medo, o meu choque e, ao mesmo tempo, perante isto, é absolutamente imperativo sonhar, concretizar os sonhos e propor sonhar a outros. É por isso que nós falamos desta ideia de questões no festival. Questões podiam ser aqui um sinónimo de sonho. No Festival de Avignon eu diria que há ainda muitas coisas que eu gostaria de conseguir fazer até 2030. A batalha essencial, que é aquela que dá sentido ao facto de acompanharmos a criação artística, de defendermos a liberdade artística, de procurarmos meios para os artistas poderem trabalhar, é de conseguir completar, aperfeiçoar, prolongar a aventura do acesso democrático às artes. A democratização do acesso à criação continua a ser a enorme aventura não só em Avignon, mas no mundo inteiro e - porque estou a falar em português - preocupa-me muito o que está a acontecer em Portugal, em muitas cidades, nomeadamente em Lisboa, onde é completamente inesperado o que é uma espécie de cerco à liberdade de criação, ingerências políticas, mas também um grande abandono da verdadeira democratização. O acesso democrático às artes não é um exercício populista, uma flor que se põe na lapela nos dias de festa. É um trabalho quotidiano que deve permitir o acesso fácil à criação exigente, criação de grande qualidade feita em liberdade e à qual todas e todos devem ter acesso. Se fosse fácil, não era um serviço público. A cultura é um serviço público porque não é fácil de fazer. É preciso tempo, é preciso investimento e é preciso sonhar.”

Radio Vostok - La Quotidienne
Donner la voix aux femmes oubliées du front russe

Radio Vostok - La Quotidienne

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026


Lionel s'entretient avec la metteuse en scène Julie Deliquet pour nous faire découvrir, sa nouvelle pièce : « La guerre n'a pas un visage de femme”. A voir à la Comédie du 18 au 20 février 2026. – Invitée : Julie Deliquet Animation : Lionel Réalisation : Antoine et Paulo Production […] The post Donner la voix aux femmes oubliées du front russe first appeared on Radio Vostok.

Radio Vostok
Donner la voix aux femmes oubliées du front russe

Radio Vostok

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026


Lionel s'entretient avec la metteuse en scène Julie Deliquet pour nous faire découvrir, sa nouvelle pièce : « La guerre n'a pas un visage de femme”. A voir à la Comédie du 18 au 20 février 2026. – Invitée : Julie Deliquet Animation : Lionel Réalisation : Antoine et Paulo Production […] The post Donner la voix aux femmes oubliées du front russe first appeared on Radio Vostok.

Le Grand Atelier
Delphine De Vigan : l'oralité est au coeur de mes romans.

Le Grand Atelier

Play Episode Listen Later Feb 1, 2026 54:39


durée : 00:54:39 - Le grand atelier - par : Vincent Josse - La romancière publie "Je suis Romane Monnier" aux éditions Gallimard. A ses côtés, la metteuse en scène Julie Deliquet, directrice du Théâtre Gérard Philipe de Saint-Denis. - réalisé par : Christophe IMBERT Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.

Dramathis
S4E2 — Le bilan critique d'octobre

Dramathis

Play Episode Listen Later Nov 9, 2025 99:08


Dramathis est un podcast indépendant, écrit, incarné, monté et mis en musique par Mathis Grosos. Vous pouvez soutenir ce podcast sur patreon.com/dramathis et recevoir des recommandations en échange. Retrouvez-moi sur Instagram, TikTok, Twitch et YouTube.Dans cet épisode, il sera question de :

Le masque et la plume
CRITIQUE I Quelles sont les pièces à aller voir au théâtre cette semaine ?

Le masque et la plume

Play Episode Listen Later Oct 12, 2025 47:20


durée : 00:47:20 - Le Masque et la Plume - par : Rebecca Manzoni - “La Chair est triste, hélas” par Ovidie, "La Séparation" par Alain Françon, “La Guerre n'a pas un visage de femme” par Julie Deliquet, ou encore “Made in France” par Samuel Valensi et Paul-Eloi Forget, découvrez les critiques théâtre du Masque et la Plume de ce début octobre. - invités : Pierre Lesquelen, Sandrine Blanchard, Laurent Valière, Fabienne Pascaud - Pierre Lesquelen : Critique à I/O Gazette et Détectives sauvages, dramaturge et enseignant-chercheur, Sandrine Blanchard : Journaliste française, Laurent Valière : Producteur, Fabienne Pascaud : Journaliste chez Télérama - réalisé par : Stéphane LE GUENNEC Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.

De vive(s) voix
Julie Deliquet donne voix à d'anciennes combattantes invisibilisées

De vive(s) voix

Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 28:59


Julie Deliquet adapte l'ouvrage de Svetlana Alexievitch publié en 1985, La guerre n'a pas un visage de femme, dans une pièce polyphonique.   La guerre est toujours racontée par les hommes. C'est en partant de ce constat que la jeune journaliste biélorusse Svetlana Alexievitch, alors âgée de 27 ans, entame en 1975 un travail d'enquête au long cours auprès d'anciennes brancardières. Elle récoltera près de 300 témoignages en sept ans. Durant la «Grande Guerre Patriotique» (1941-1945), elles ont été : tireuse d'élite, brancardière, démineuse, pilote ou agente de renseignement, mais leur courage et leurs sacrifices ont été effacés après-guerre. La journaliste réunit alors ces femmes, et enregistre leurs témoignages sur magnétophone. Elles y racontent LEUR guerre.  Cet essai documentaire est publié en 1985 en ex-URSS, et en français en 2004. L'autrice accueille et met en forme des récits de ces femmes ayant combattu pendant la Seconde Guerre mondiale. L'idée était de dire que la guerre racontée par les femmes ne ressemble pas à celle des hommes. Elles y évoquent la peur, la douleur, le deuil, mais aussi la difficulté de redevenir une «femme» dans un monde d'après-guerre. Bien qu'une partie de l'ouvrage ait été censurée, le récit s'est vendu à près de deux millions d'exemplaires. Née en 1948 en Ukraine, Svetlana Alexievitch n'a pas directement connu la guerre, mais celle-ci partie de son histoire, car l'autrice y a perdu une partie de sa famille. Après la démobilisation de son père en 1950, ils s'installent en Biélorussie. Elle travaille comme éducatrice, professeur, journaliste, puis écrivain. Elle reçoit le prix Nobel de Littérature en 2015 pour l'ensemble de son œuvre. Elle vit aujourd'hui à Berlin.  Retrouver la «sauvagerie de l'oralité» C'est le début de la guerre en Ukraine qui a poussé Julie Deliquet à travailler sur le texte de Svetlana Alexievitch. J'ai cherché des voix de l'Histoire dans un monde ignoré.  La metteuse en scène a travaillé avec une équipe d'adaptatrices pour sélectionner les neuf témoignages, et a imaginé un appartement communautaire et une journée d'enregistrement de ces témoignages. Une comédienne joue le rôle de Svetlana Alexievitch.  Invitées : Julie Deliquet. Elle est metteuse en scène et directrice du Théâtre Gérard Philipe à Saint-Denis depuis 2020. Elle met en scène «La guerre n'a pas un visage de femme» au Théâtre Gérard Philipe (TGP) à Saint-Denis et Odja Llorca, comédienne. Elle joue le rôle d'Alexandra, la pilote d'avion.  À voir au Théâtre Gérard Philipe jusqu'au 17 octobre 2025 puis en tournée.  Programmation musicale :  L'artiste Birds on a wire avec le titre «La jeunesse des morts», adapté d'un poème d'Anna de Noailles.    

De vive(s) voix
Julie Deliquet donne voix à d'anciennes combattantes invisibilisées

De vive(s) voix

Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 28:59


Julie Deliquet adapte l'ouvrage de Svetlana Alexievitch publié en 1985, La guerre n'a pas un visage de femme, dans une pièce polyphonique.   La guerre est toujours racontée par les hommes. C'est en partant de ce constat que la jeune journaliste biélorusse Svetlana Alexievitch, alors âgée de 27 ans, entame en 1975 un travail d'enquête au long cours auprès d'anciennes brancardières. Elle récoltera près de 300 témoignages en sept ans. Durant la «Grande Guerre Patriotique» (1941-1945), elles ont été : tireuse d'élite, brancardière, démineuse, pilote ou agente de renseignement, mais leur courage et leurs sacrifices ont été effacés après-guerre. La journaliste réunit alors ces femmes, et enregistre leurs témoignages sur magnétophone. Elles y racontent LEUR guerre.  Cet essai documentaire est publié en 1985 en ex-URSS, et en français en 2004. L'autrice accueille et met en forme des récits de ces femmes ayant combattu pendant la Seconde Guerre mondiale. L'idée était de dire que la guerre racontée par les femmes ne ressemble pas à celle des hommes. Elles y évoquent la peur, la douleur, le deuil, mais aussi la difficulté de redevenir une «femme» dans un monde d'après-guerre. Bien qu'une partie de l'ouvrage ait été censurée, le récit s'est vendu à près de deux millions d'exemplaires. Née en 1948 en Ukraine, Svetlana Alexievitch n'a pas directement connu la guerre, mais celle-ci partie de son histoire, car l'autrice y a perdu une partie de sa famille. Après la démobilisation de son père en 1950, ils s'installent en Biélorussie. Elle travaille comme éducatrice, professeur, journaliste, puis écrivain. Elle reçoit le prix Nobel de Littérature en 2015 pour l'ensemble de son œuvre. Elle vit aujourd'hui à Berlin.  Retrouver la «sauvagerie de l'oralité» C'est le début de la guerre en Ukraine qui a poussé Julie Deliquet à travailler sur le texte de Svetlana Alexievitch. J'ai cherché des voix de l'Histoire dans un monde ignoré.  La metteuse en scène a travaillé avec une équipe d'adaptatrices pour sélectionner les neuf témoignages, et a imaginé un appartement communautaire et une journée d'enregistrement de ces témoignages. Une comédienne joue le rôle de Svetlana Alexievitch.  Invitées : Julie Deliquet. Elle est metteuse en scène et directrice du Théâtre Gérard Philipe à Saint-Denis depuis 2020. Elle met en scène «La guerre n'a pas un visage de femme» au Théâtre Gérard Philipe (TGP) à Saint-Denis et Odja Llorca, comédienne. Elle joue le rôle d'Alexandra, la pilote d'avion.  À voir au Théâtre Gérard Philipe jusqu'au 17 octobre 2025 puis en tournée.  Programmation musicale :  L'artiste Birds on a wire avec le titre «La jeunesse des morts», adapté d'un poème d'Anna de Noailles.    

Culture en direct
Julie Deliquet, metteuse en scène de théâtre : La guerre n'a pas un visage de femme

Culture en direct

Play Episode Listen Later Oct 1, 2025 28:52


durée : 00:28:52 - Les Midis de Culture - par : Marie Labory - Au Théâtre Gérard-Philipe de Saint-Denis, la metteuse en scène et directrice Julie Deliquet adapte "La guerre n'a pas un visage de femme", le livre bouleversant de Svetlana Alexievitch, prix Nobel 2015. Elle y fait résonner les voix des femmes combattantes, entre mémoire intime et récit collectif - réalisation : Laurence Malonda - invités : Julie Deliquet Metteuse en scène de théâtre

Les matins
Mettre le "réel" sur le théâtre

Les matins

Play Episode Listen Later Oct 20, 2023 3:16


durée : 00:03:16 - Le Regard culturel - par : Lucile Commeaux - Deux spectacles en cette rentrée - "En addicto" de Thomas Quillardet, et "Welfare" de Julie Deliquet - entreprennent différemment, et pas avec la même pertinence, la manière de mettre en scène une matière documentaire sur la scène.

L'heure bleue
Julie Deliquet : "j'ai besoin face à une œuvre d'art d'être bousculée et qu'elle m'éveille au monde"

L'heure bleue

Play Episode Listen Later Sep 18, 2023 48:50


durée : 00:48:50 - Grand Canal - par : Eva Bester - Metteuse en scène et directrice du Théâtre Gérard Philipe de Saint-Denis, Julie Deliquet a présenté au dernier Festival d'Avignon - dans la Cour d'honneur du Palais des papes transformé en gymnase pour l'occasion - « Welfare », d'après le documentaire de Frederic Wiseman, geste puissant et engagé.

Le masque et la plume
Sur la scène de la 77e édition du Festival d'Avignon (1/2)

Le masque et la plume

Play Episode Listen Later Jul 16, 2023 53:51


durée : 00:53:51 - Le masque et la plume - par : Jérôme Garcin - Les critiques du Masque ont assisté à "L'Opéra de quat'sous" par Thomas Ostermeier, "Welfare" par Julie Deliquet, "Le Jardin des délices" de Philippe Quesne, "Extinction" par Julien Gosselin. Off : "La Couleur des souvenirs" par Fabio Marra, "Pauline & Carton" par Christine Murillo. - réalisé par : Xavier PESTUGGIA

festival welfare extinction masque carton le jardin festival d thomas ostermeier julien gosselin julie deliquet
Dramathis
S2E1 — Est-ce que détester « Welfare », c'est de droite ?

Dramathis

Play Episode Listen Later Jul 12, 2023 19:54


Le 5 juillet dernier, « Welfare » de Julie Deliquet ouvrait le bal du Festival d'Avignon en portant au plateau des préoccupations sociales d'une actualité brûlante.Voir « Welfare »:Du 27 septembre au 15 octobre 2023 : Théâtre Gérard Philipe, Centre dramatique national de Saint-Denis Du 15 au 19 janvier 2024 : Théâtre Dijon Bourgogne Centre dramatique national Du 24 janvier au 3 février 2024 : Les Célestins Théâtre de Lyon Les 15 et 16 février 2024 : Le Quartz Scène nationale de Brest 20 et 21 février 2024 : La Passerelle Scène nationale de Saint-Brieuc Du 6 au 9 mars 2024 : Comédie de Genève Du 13 au 15 mars 2024 : Comédie de Reims Centre dramatique national 20 et 21 mars 2024 : Théâtre de l'Union, Centre dramatique national de Limoges 26 et 27 mars 2024 : La Coursive Scène nationale de La Rochelle 4 et 5 avril 2024 : L'Archipel Scène nationale de Perpignan. 10 et 11 avril 2024 : Comédie de Saint-Étienne Centre dramatique national Du 17 au 19 avril 2024 : Théâtre du Nord CDN Lille Tourcoing Hauts-de-France Du 3 au 5 mai 2024 : Grande halle de La Villette (Paris) Un mercredi sur deux, les Dramathis vous feront découvrir une pièce (et à travers elle, une problématique pour mieux comprendre le monde du spectacle vivant). Le premier lundi du mois, les DramaTea reviendront sur une grande question qui traverse le théâtre. Le dernier jour de la semaine ? Je me repose parce que faut pas déconner, merde.Pour plus de recos, retrouvez mes vidéos sur Tik Tok et sur Instagram.Un podcast écrit, incarné, réalisé et mis en musique par Mathis Grosos (car personne ne veut bosser avec lui).Photos de couverture d'Antoine Betillouloux au Théâtre de l'Odéon.Remerciements spéciaux à Camille Emilie pour ses précieux conseils. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

Vous m'en direz des nouvelles !
«Welfare» et «Vaincre à Rome»: mettre en scène des héros

Vous m'en direz des nouvelles !

Play Episode Listen Later Jul 12, 2023 48:30


Troisième émission depuis le Festival d'Avignon, à la rencontre de héros, comme Abibi Bikila, qui devint le 1er Africain champion olympique en remportant le marathon, le 30 septembre 1960. Sa légende est incarnée par Timothée Ballo dans la pièce « Vaincre à Rome ». Héros du quotidien aussi, ceux de « Welfare », pour lesquels joindre les deux bouts relève de l'exploit et que Julie Deliquet a choisi de placer au cœur du festival, dans la Cour d'Honneur du Palais des Papes. Nos invités aujourd'hui : Julie Deliquet, pour sa pièce Welfare, présentée dans la Cour d'honneur du Palais des papes. Adaptée du documentaire éponyme du réalisateur américain Frederick Wiseman, Julie Deliquet met en scène une journée particulière dans la vie de quinze héros du quotidien, qui slalome entre action, attention, absurde et tragique. Timothée Ballo (danseur) et Thierry Falvisaner (metteur en scène) pour le spectacle Vaincre à Rome à la Manufacture, dans le cadre du Festival OFF.Cinq interprètes proposent par la voix, la danse et la musique, un regard sur la vie d'Abebe Bikila, Éthiopien inconnu courant pieds nus, qui devient le premier champion olympique noir africain de l'histoire à Rome en 1960.Reportage de Marjorie Bertin : la pièce Portrait de l'artiste en ermite ornemental de Patrick Corillon à la Chapelle des Pénitents Blancs.

Invité culture
«Les épuisés face aux fatigués»: au Festival d'Avignon, Julie Deliquet adapte «Welfare»

Invité culture

Play Episode Listen Later Jul 6, 2023 3:32


Le 77e Festival d'Avignon invite les plus démunis sur la scène du Palais des papes. Julie Deliquet ouvre le Festival avec une adaptation du film Welfare de Frederick Wiseman où l'on voit défiler, dans un centre d'aide américain, sans-abris, chômeurs et mères célibataires... L'humain s'annonce au cœur de cette première édition du nouveau directeur Tiago Rodrigues. À lire aussiFestival d'Avignon: Julie Deliquet met en scène «Welfare» et «une minute de silence pour Nahel»

Invité Culture
«Les épuisés face aux fatigués»: au Festival d'Avignon, Julie Deliquet adapte «Welfare»

Invité Culture

Play Episode Listen Later Jul 6, 2023 3:32


Le 77e Festival d'Avignon invite les plus démunis sur la scène du Palais des papes. Julie Deliquet ouvre le Festival avec une adaptation du film Welfare de Frederick Wiseman où l'on voit défiler, dans un centre d'aide américain, sans-abris, chômeurs et mères célibataires... L'humain s'annonce au cœur de cette première édition du nouveau directeur Tiago Rodrigues. À lire aussiFestival d'Avignon: Julie Deliquet met en scène «Welfare» et «une minute de silence pour Nahel»

Invité culture
Tiago Rodrigues prend les rênes du Festival d'Avignon

Invité culture

Play Episode Listen Later Jul 4, 2023 3:49


Ouverture du Festival d'Avignon ce 5 juillet avec un nouveau directeur : le comédien et metteur en scène portugais Tiago Rodrigues. Sa programmation forte d'une quarantaine de spectacles propose 75 nouveaux noms à découvrir et un fil rouge autour de la langue anglaise. Une édition aussi qui fait la part belle aux femmes. Cette 77è édition est inaugurée par deux femmes : la metteuse en scène Julie Deliquet et la chorégraphe Hip Hop Bintou Dembélé. Tiago Rodrigues est l'invité de Muriel Maalouf. ► À lire aussi : Ouverture du Festival d'Avignon, quel théâtre pour notre monde actuel?► À écouter aussi : Festival d'Avignon: G.R.O.O.V.E avec Bintou Dembélé

Invité Culture
Tiago Rodrigues prend les rênes du Festival d'Avignon

Invité Culture

Play Episode Listen Later Jul 4, 2023 3:49


Ouverture du Festival d'Avignon ce 5 juillet avec un nouveau directeur : le comédien et metteur en scène portugais Tiago Rodrigues. Sa programmation forte d'une quarantaine de spectacles propose 75 nouveaux noms à découvrir et un fil rouge autour de la langue anglaise. Une édition aussi qui fait la part belle aux femmes. Cette 77è édition est inaugurée par deux femmes : la metteuse en scène Julie Deliquet et la chorégraphe Hip Hop Bintou Dembélé. Tiago Rodrigues est l'invité de Muriel Maalouf. ► À lire aussi : Ouverture du Festival d'Avignon, quel théâtre pour notre monde actuel?► À écouter aussi : Festival d'Avignon: G.R.O.O.V.E avec Bintou Dembélé

Artes
Tiago Rodrigues: Festival de Avignon é o “combate pela liberdade artística”

Artes

Play Episode Listen Later Jul 4, 2023 15:00


A 77ª edição do Festival de Avignon arranca esta quarta-feira e decorre até 25 de Julho com uma programação que tem como “fio invisível” a capacidade dos artistas transformarem a vulnerabilidade humana em invenção de outras formas de se viver. A descrição é feita pelo seu director, o português Tiago Rodrigues, para quem Avignon representa o “combate pela liberdade artística”. Tiago Rodrigues é o director artístico do mais icónico festival de teatro da Europa, o Festival de Avignon, cuja 77ª edição arranca esta quarta-feira e decorre até 25 de Julho. O encenador, actor, dramaturgo português é o primeiro artista não francês aos comandos do festival e a sua primeira programação tem a língua inglesa como convidada. No cartaz, há 44 espectáculos franceses e internacionais, 55% são assinados ou co-assinados por mulheres, nomeadamente o que abre o evento na mítica Cour d'Honneur do Palácio dos Papas da encenadora francesa Julie Deliquet, a segunda mulher encenadora a fazê-lo depois de Ariane Mnouchkine. Tiago Rodrigues defende e repete que “é urgente a liberdade artística”, que se deve “oferecer aquilo que está no código genético do Festival de Avignon que é uma grande pluralidade de estéticas” e que cabe a Avignon criar “pontes de diálogo artístico e cultural”.RFI: Desde 1947, a encenadora francesa Julie Deliquet é apenas a segunda mulher a abrir o festival na Cour d'Honneur do Palácio dos Papas. Porque decidiu fazê-lo? Tiago Rodrigues, Director do Festival de Avignon: A primeira escolha foi abrir o festival com o trabalho da Julie Deliquet que é um trabalho absolutamente formidável por duas características fundamentais. Uma é a singularidade do seu trabalho com as actrizes e com os actores. É uma grande directora de actores e de actrizes que trabalha sempre experimentando, mudando a cada noite a ordem das cenas, reinventando, o que dá uma frescura vital à interpretação das actrizes e dos actores absolutamente notável. Depois, a sua capacidade de se alimentar do cinema para fazer teatro. Trata o cinema como se fosse a sua biblioteca de reportório teatral e transforma cinema em teatro, mas num teatro que é esse teatro singular das pessoas, das actrizes e dos actores, da palavra, muito próximo de um teatro de uma grande acessibilidade popular e muito íntimo com o público mesmo num espaço tão grande como a Cour d'Honneur. Foi depois dessa escolha e do projecto “Welfare”, a partir do filme documentário de Frederick Wiseman, que nos demos conta, felizes, que era a segunda encenadora – segunda mulher francesa encenadora - a abrir o festival na Cour d'Honneur desde 1947, sucedendo a Ariane Mnouchkine, apesar de ter havido coreógrafas francesas e outras, Mathilde Monnier, Pina Bausch, Anne Teresa De Keersmaeker, que apresentaram o seu trabalho na Cour d'Honneur, mas no caso do teatro apenas duas mulheres desde 1947, o que nos dá uma medida do trabalho que ainda está por fazer. Mas não a convidámos por ser uma mulher. Ficámos foi muito felizes que a nossa escolha artística coincidisse com uma visão que é também política, com princípios e valores que defendemos.Nesta edição, fala-se, em palco, de feminicídios e violências contra as mulheres com Carolina Bianchi e Mathilde Monnier; de racismo com os Elevator Repair Service e Rebeca Chaillon; de escravatura com Emilie Monnet; de violência sobre os Sem Terra na Amazónia com Milo Rau; de guerra e mundos impossíveis consigo… Qual é a ambição e a linha de força?Eu julgo que nós seguimos os artistas. Esse é um dos combates do Festival de Avignon. É o combate pela criação, pela liberdade artística e seguir as ideias e os desejos e as urgências dos artistas. Portanto, não havia um tema, à partida, que procurássemos. Hoje, olhando para esta programação, há uma espécie de estrutura que emerge, um fio invisível que atravessa toda a programação, que é a capacidade que têm os artistas e as artistas de observar a vulnerabilidade humana, seja a vulnerabilidade colectiva, social, económica ou a vulnerabilidade individual, íntima, emocional, biológica, e transformar essa vulnerabilidade em criação. Olhar para a fragilidade, para a dificuldade, para a complexidade e ver aí um território fértil para a invenção e, muitas vezes, a invenção de uma fantasia, de um imaginário de outras formas de vivermos. Encara o teatro como uma grande utopia popular, um lugar de assembleia, de união e reunião, que deve fazer pensar e agir. No seu cartaz tem espectáculos que são murros na mesa e um apelo à resistência. Que marca quer deixar o Tiago Rodrigues nesta sua primeira edição? O Festival de Avignon de Tiago Rodrigues é a afirmação de que é urgente um teatro de intervenção e contar histórias da desobediência? Eu acho que é urgente a liberdade artística e eu acho que há artistas que têm um compromisso político, social que exprimem através da sua criação artística. Mas também há enormes artistas, muitos deles presentes também nesta programação, que não têm um discurso explícito sobre o seu compromisso artístico, embora o possam ter, mas não fazem aquilo que nós chamaríamos um teatro político. Eu penso no coreógrafo japonês Michikazu Matsune que trabalha com Martine Pisani - grande coreógrafa francesa que está pela primeira vez no Festival de Avignon - sobre a escrita coreográfica das suas primeiras peças, agora que o seu corpo já não pode dançá-las. Por exemplo, este trabalho sobre a passagem do tempo é um trabalho que também tem uma dimensão política, mas é sobretudo poético. Penso, por exemplo, no espectáculo “Paysages Partagés”, um espectáculo com sete espetáculos dentro, um grande passeio de sete horas na natureza, onde estão aliás, porque falamos em português, artistas portugueses. Vítor Roriz e Sofia Dias assinam uma das peças deste projeto de sete peças que não é necessariamente explicitamente político, mas obviamente que ao colocarmos a paisagem e o mundo natural no centro de um espectáculo há um compromisso com a sociedade, com o mundo, ecológico, poético que quer ser proposto ao público. É essa grande diversidade de olhares para o mundo, alguns mais explicitamente políticos, outros mais poéticos e outros ambos poéticos e políticos que nós queremos propor ao público. Nem só de teatro é feito o Festival de Avignon. Há dança e concertos de homenagem a Lou Reed, David Bowie e Neil Young... Há uma vontade de “desierarquizar” as artes de palco?Há uma vontade de oferecer aquilo que está no código genético do Festival de Avignon que é uma grande pluralidade de estéticas e acho que hoje, pensando numa programação para um público que também desejamos muito diverso, temos que ter a riqueza de diversidade em palco. Não podemos esperar ter uma grande diversidade de público - e quando falo de diversidade, falo de diversidade cultural, diversidade social, diversidade de origens étnicas, por exemplo - não podemos ter essa diversidade na plateia completamente se não a tivermos também no palco. A riqueza da diversidade em palco é muito importante e aí entram as estéticas - algumas mais acessíveis, outras mais complexas - entram os temas dos trabalhos, entram os intérpretes, os corpos, a representatividade dos corpos. É muito importante também que quem está na plateia se veja, de alguma forma, em palco e se possa identificar e se possa relacionar, não se sinta a observar o outro o tempo todo, que se possa também observar a si mesma ou a si mesmo. E esse jogo de diversidades na plateia e no palco é um jogo que implica um pensamento sobre a inclusão, sobre a acessibilidade que é muito importante para nós e que toca também a programação artística. E o lado político mais uma vez... A anulação do espectáculo “Os Emigrantes” de Krystian Lupa levou-o a apresentar o seu “Dans la mesure de l'impossible”, que também descreve situações limite na escala da experiência humana. Porquê esta peça?Esta peça porque, em primeiro lugar, era preciso ocupar, à última da hora, um espaço deixado vazio pela anulação de um espectáculo que não conseguimos tornar possível depois de ter sido anulado na sua estreia e porque não existia. E por um motivo, para já, de ser um espectáculo que está a circular presentemente. “Na medida do impossível” em português, “Dans la mesure de l'impossible” foi mesmo agora apresentado na Roménia no Festival de Sibiu. Vai estar no Festival de Edimburgo em Agosto e, entre digressão, havia esta possibilidade de o apresentar em Avignon. Achei que, enquanto director, convidar artistas ou companhias à última da hora para uma substituição é, de alguma forma, expor esse artista, essa companhia, a encontrar o público embora não fosse a primeira escolha. É uma substituição à última da hora. É, como nós diríamos em Portugal, para desenrascar. E se é para desenrascar, prefiro expor-me a mim a ocupar este lugar e correr o risco de ser olhado como uma escolha de última hora.E também porque sempre disse que, uma vez que é para resolver um problema do festival, impedindo que o festival tenha um grande prejuízo financeiro ao não ter nenhum espectáculo nessas datas, eu sempre disse desde o início que o meu trabalho artístico estaria ao serviço do festival de Avignon e nunca ao contrário e, portanto, já desde a primeira edição, graças a um imprevisto infelizmente, tenho a oportunidade de o provar. “Não basta representar o mundo, é preciso mudá-lo”, diz um dos encenadores que convidou, Milo Rau. Dá ideia que o teatro radical de Milo Rau também inspira de certa forma o teatro de Tiago Rodrigues. “Dans la mesure de l'impossible” conta situações brutais e cenas, digamos, impossíveis de ver mas que aconteceram. Um dos trabalhadores humanitários conta: “Há coisas que vemos no nosso trabalho, coisas tão obscenas, tão horríveis, que não deveriam ser mostradas em palco”… Como é que se representa o que não é representável e que impacto espera que isso tenha no espectador?Julgo que a capacidade de evocação, de poesia, que existe no teatro permite mostrar, mas também permite fazer imaginar. Muitas vezes, nos ensaios desta peça “Na medida do Impossível – Dans la mesure de l'impossible” estávamos face, precisamente, ao impossível. Havia histórias que achávamos que não podíamos contar, mas o poder da evocação, o poder de fazer imaginar o público às vezes é mais forte do que a descrição ou mostrar uma cena. Aí entra, por exemplo, mais um português, Gabriel Ferrandini, enorme baterista, músico português, que muitas vezes está lá para nos dar em música aquilo que nós não temos palavras para descrever: muitas vezes o horror, a violência.O festival termina consigo em palco, frente a frente com o público, com o “By Heart”, em que lhe vai ensinar, de cor, um soneto de Shakespeare. A dada altura ouve-se “A resistência são homens e mulheres que aprendem de cor livros proibidos”... Num mundo em que a memória se vai perdendo, que peso tem esta peça na sua primeira edição?É uma peça que é talvez a minha peça mais pessoal. Eu costumo dizer que se alguém me quiser conhecer, melhor do que passar 15 dias comigo, é ver o “By Heart” durante uma hora e meia e fica a conhecer-me. É o meu cartão-de- visita, uma espécie de passaporte artístico, mas também pessoal. E é uma peça que conta a minha história também com a França. Eu criei-a há dez anos, em Lisboa, no Teatro Maria Matos, mas depois apresentei em Paris, no Théâtre de la Bastille. Desde essa altura, comecei a estar muito mais presente em França e, de alguma forma, terá contribuído, terá sido um dos trampolins que fez com que eu emigrasse o ano passado e agora viva em França e trabalhe na direcção do Festival de Avignon. Para mim, era uma possibilidade de um encontro poético, mas palpável, muito real, com o público deste festival para me dar a conhecer não apenas como director, mas também enquanto ser humano e enquanto artista.Este ano, é a língua inglesa a convidada. Mas há apontamentos lusófonos muito fortes, como « A Noiva e o Boa Noite Cinderela” da brasileira Carolina Bianchi, o “Antígona na Amazónia” de Milo Rau, o “Black Lights” de Mathilde Monnier com Isabel Abreu e Carolina Passos Sousa. Também tem duas peças suas. Ou seja, a língua inglesa - dominante, de modo geral, - domina mesmo esta edição ou é só uma forma de contrariar a separação do Brexit e de alargar fronteiras num festival francês?Acho que as duas coisas. Por um lado sim, a escolha da língua inglesa é uma resposta contra o Brexit, dizer que nas artes, na cultura, não aceitamos essa separação e que essas muralhas políticas serão contrariadas com pontes - mesmo que em Avignon não sejamos geniais a construir pontes porque há séculos que temos uma incompleta - mas pontes de diálogo artístico, cultural, que vamos continuar a construir com a língua inglesa, não apenas com o Reino Unido, mas com os países de língua inglesa e acho que há uma grande presença da língua inglesa, muito maior do que nas últimas décadas no Festival de Avignon. São sete espectáculos falados em língua inglesa no festival, mas também muitos artistas franceses que se inspiram de Shakespeare, de Virginia Woolf, de Wiseman, para criar os seus espectáculos e, depois, também a presença de grandes protagonistas da língua inglesa: a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie vai estar connosco para entrevistas públicas, leituras dos seus romances, para participar numa criação radiofónica da France Culture. Há todo um universo de presença da língua inglesa que me parece bem palpável, bem real e muito importante para o público do festival, para afirmarmos este festival cada vez mais como um festival poliglota, um festival do mundo, que convida o mundo, mas que também constrói o mundo. Para construir esse mundo, como é que Avignon pode ser uma utopia de teatro popular quando tudo fica tão caro, quando os bilhetes são tão caros e quando o próprio alojamento em Avignon é caro? Os bilhetes não são caros em Avignon. Os bilhetes têm tarifas altamente democráticas. Por dez euros, um jovem com menos de 26 anos ou uma pessoa dos grupos mais vulneráveis em termos económicos pode aceder a um espectáculo. Isso significa que em Avignon, por exemplo, comparando com esse grande espectáculo que eu também gosto muito que é o futebol, esse grande espectáculo popular, em Avignon nós podemos ver oito a dez espetáculos em vez de um bilhete para ficarmos mal sentados num estádio de futebol. Isso é uma prova da dimensão democrática em termos de tarifário do Festival de Avignon.Uma das coisas que reconhecemos é que efectivamente é difícil o alojamento em Avignon e mesmo a viagem, embora 40% do nosso público seja local. É uma ilusão dizer-se que em Avignon é uma invasão parisiense porque há mais público local do que vindo de Paris em Avignon. Mas, mesmo sabendo que mais de metade do nosso público se desloca para vir a Avignon, isso levou-nos, por exemplo, a antecipar a bilheteira em mais de dois meses. Em vez de abrirmos a bilheteira em Junho, agora abrimos em Abril, o que permitiu a muitos milhares de pessoas alojarem-se mais barato, mais cedo, comprarem bilhetes de comboio ou de avião mais cedo e, portanto, mais baratos também.Há estratégias, embora não possamos controlar o mercado, nós estamos mais do lado do serviço público porque somos uma associação sem fins lucrativos, mas tentamos compensar com estratégias isso que é uma economia com um nível de especulação bastante assustador. Mas também estamos em conversa com a cidade de Avignon, com o poder local, com o Estado e também com os privados para encontrar modos de regulação que permitam que o Festival de Avignon continue a ser acessível ao maior número de pessoas e que, sobretudo, a questão económica não seja um travão. Foi a razão pela qual criámos o projecto, pela primeira vez, que permite que 5.000 jovens venham este Julho a Avignon com viagens, alojamento, organizados em grupo, para ver 19 espectáculos dos 44 da programação, encontrar artistas, participar em ateliers, participar em actividades de moderação cultural. Esses 5.000 jovens vão ser uma espécie de exército pacífico de descoberta deste festival porque virão pela primeira vez e se este projecto não existisse, aí sim, efectivamente, os travões económicos não permitiriam que esses jovens estivessem no festival, descobrissem este festival e descobrissem também aquilo que é vivê-lo pela primeira vez e poder ser transformado como eu fui quando o vivi pela primeira vez.

Le six neuf
Julie Deliquet / Christian Clot

Le six neuf

Play Episode Listen Later Jul 2, 2023 180:11


durée : 03:00:11 - Le 6/9 de l'été - Nos invités de la matinale ce dimanche, Julie Deliquet et Christian Clot.

nos clot christian clot julie deliquet deliquet
Bibliothèque nationale de France - BnF

Conférence autour des expositions de l'année MolièreEntre comédies et « pièces sérieuses », y a-t-il pour les comédiens une manière moliéresque de jouer ? Une voix particulière ? Une façon d'occuper la scène ? Une corporalité « Molière » ? Et comment s'approprient-ils le français du XVIIe siècle ?Cette séance accompagne les expositions de la BnF et de la Comédie-Française commémorant le 400e anniversaire de la naissance de Molière.Avec Philippe Caubère, comédien, auteur de théâtre et metteur en scène, Julie Deliquet, metteuse en scène et directrice de théâtre, et Ariane Mnouchkine, metteuse en scène et directrice de la troupe du Théâtre du Soleil.Conférence animée par Joël Huthwohl, directeur du département des Arts du spectacle de la BnF, commissaire de l'exposition Molière, le jeu du vrai et du faux et enregistrée le 14 novembre 2022 à la BnF I Richelieu. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

Culture en direct
Les petites filles, adolescentes et femmes de Saint-Denis sur scène

Culture en direct

Play Episode Listen Later Jun 25, 2022 59:51


durée : 00:59:51 - Tous en scène - par : Aurélie Charon - Julie Deliquet dirige le TGP à Saint-Denis : elle a imaginé une création collective et intergénérationnelle pour clore la saison. Une trentaine de femmes, adolescentes et petites filles de St Denis ont suivi des ateliers toute l'année et montent sur scène avec la pièce "Fille(s) de" de Leila Anis. - invités : Julie Deliquet metteure en scène de théâtre; Lorraine de Sagazan metteure en scène

Tous en scène
Les petites filles, adolescentes et femmes de Saint-Denis sur scène

Tous en scène

Play Episode Listen Later Jun 25, 2022 59:51


durée : 00:59:51 - Tous en scène - par : Aurélie Charon - Julie Deliquet dirige le TGP à Saint-Denis : elle a imaginé une création collective et intergénérationnelle pour clore la saison. Une trentaine de femmes, adolescentes et petites filles de St Denis ont suivi des ateliers toute l'année et montent sur scène avec la pièce "Fille(s) de" de Leila Anis. - invités : Julie Deliquet metteure en scène de théâtre; Lorraine de Sagazan metteure en scène

ARTCENA
Parcours d'artiste - Julie Deliquet

ARTCENA

Play Episode Listen Later Nov 25, 2021 52:42


Metteuse en scène et directrice du Théâtre Gérard Philipe de Saint-Denis, Julie Deliquet fabrique son art en collectif, avec une bande d'acteurs formidables, des objets chinés de-ci de-là, des textes classiques ou contemporains expérimentés à même le plateau, et beaucoup de plaisir. Tout part des acteurs : de leur présence intense, de leur sens de la situation, de leur inventivité, de leur jeu, naturel sans être naturaliste. Qu'elle questionne le devenir des utopies d'hier et les désillusions d'aujourd'hui, qu'elle interroge les luttes sociales ou qu'elle plonge dans les secrets de famille et les contradictions des êtres, c'est toujours la vie qu'il s'agit de recréer, ici et maintenant. Elle nous raconte son parcours d'artiste. CRÉDITS : Un épisode de « Parcours d'artiste », une série de podcasts d'ARTCENA Production : ARTCENA Journaliste : Gwénola David Création sonore : Marc Sayous Photographie : © Pascal Victor-Opale

Le Nouvel Esprit Public
Bada #70 : Si c’est pour la Culture, on a déjà donné (9) ... avec Julie Deliquet / (20 janvier 2021)

Le Nouvel Esprit Public

Play Episode Listen Later Jan 20, 2021 36:49


Actrice, metteuse en scène et directrice du Théâtre Gérard Philipe à Saint-Denis (93). C’est son adaptation et sa mise en scène de Vania, d’après Oncle Vania de Tchekov qui a installé le nom de Julie Deliquet au premier rang des gens de théâtre, pour le public comme pour les professionnels. Après ce succès au théâtre du Vieux Colombier, la Comédie Française a accueilli son adaptation et sa mise en scène de Fanny et Alexandre, d’après le film d’Ingmar Bergman et, avec son collectif, in Vitro, elle a proposé à l’Odéon Un Conte de Noël, d’après le film d’Arnaud Desplechin. Depuis le 1er avril 2020, elle dirige le Centre Dramatique National Gérard Philipe à Saint-Denis. Malgré la nécessité de s’adapter aux contraintes exceptionnelles entraînées par la pandémie de Covid-19, Julie Deliquet maintient les grandes lignes de son projet.

Le Mag de l'été
L'esprit de troupe de Julie Deliquet

Le Mag de l'été

Play Episode Listen Later Aug 17, 2020 47:50


durée : 00:47:50 - Le Mag de l'été - par : Laurent Goumarre - Le Mag de l'été continue son itinérance à la rencontre de ceux qui font la culture partout en France. Aujourd'hui, Laurent Goumarre a rendez-vous avec Julie Deliquet à Lunel, dans la salle de spectacle de la ville où la metteuse en scène a fait ses tous premiers pas au théâtre.

France Culture physique
Julie Deliquet, d’une scène à l’autre

France Culture physique

Play Episode Listen Later Jun 22, 2020 28:28


durée : 00:28:28 - La Grande table culture - par : Olivia Gesbert - Connue pour son adaptation de "Fanny et Alexandre" à la Comédie Française et de "Un conte de Noël" au Théâtre de l'Odéon, la metteure en scène Julie Deliquet a été nommée en mars dernier à la tête du Théâtre Gérard Philipe, Centre Dramatique National de Saint-Denis. - réalisation : Anna Holveck, Gilles Blanchard - invités : Julie Deliquet metteure en scène de théâtre

dune alexandre la grande saint denis l'autre lod philipe gilles blanchard julie deliquet anna holveck centre dramatique national deliquet
Culture en direct
Julie Deliquet, d’une scène à l’autre

Culture en direct

Play Episode Listen Later Jun 22, 2020 28:28


durée : 00:28:28 - La Grande table culture - par : Olivia Gesbert - Connue pour son adaptation de "Fanny et Alexandre" à la Comédie Française et de "Un conte de Noël" au Théâtre de l'Odéon, la metteure en scène Julie Deliquet a été nommée en mars dernier à la tête du Théâtre Gérard Philipe, Centre Dramatique National de Saint-Denis. - réalisation : Anna Holveck, Gilles Blanchard - invités : Julie Deliquet metteure en scène de théâtre

dune alexandre la grande saint denis l'autre lod philipe gilles blanchard julie deliquet anna holveck centre dramatique national deliquet
Musique matin
Musique matin avec Julie Deliquet et Frédéric Lodéon

Musique matin

Play Episode Listen Later Jun 2, 2020 59:20


durée : 00:59:20 - Musique matin du mardi 02 juin 2020 - par : Jean-Baptiste Urbain - A l'occasion de la sortie de son court-métrage "Violetta" visible sur la 3e scène de l'Opéra de Paris, la metteuse en scène Julie Deliquet est avec nous. Tout récemment nommée à la tête du Théâtre Gérard Philipe à Saint-Denis, elle revient sur l'urgence qu'il y a à ouvrir les théâtres. - réalisé par : Yassine Bouzar

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Affaires sensibles
Le Théâtre du Soleil : une aventure unique

Affaires sensibles

Play Episode Listen Later May 5, 2020 54:37


durée : 00:54:37 - Affaires sensibles - par : Fabrice Drouelle - Aujourd'hui journée spéciale "Culture : l'état d'urgence"; Affaires sensibles revient sur l'histoire d'une femme, Ariane Mnouchkine, et celle d'un lieu : la Cartoucherie de Vincennes. Invitée Julie Deliquet, metteure en scène, à l’origine d'un collectif de théâtre.

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Art District Radio Podcasts
Fanny et Alexandre à la Comédie Française

Art District Radio Podcasts

Play Episode Listen Later Mar 10, 2019 6:36


MISES EN SCENE, mercredi et vendredi à 9h30 et 20h. La chronique théâtre de Sonia Jucquin. Cette semaine, Sonia nous parle de la pièce "Fanny et Alexandre" d'Ingmar Bergman, mise en scène de Julie Deliquet avec Denis Podalydès, Laurent Stocker, Florence Viala, Anne Kessler à la Comédie Française jusqu'au 16 juin.

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