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O apito final deixou os argentinos em um doloroso silêncio. Aos poucos, a tristeza por uma derrota tão perto do quarto título mundial passou a conviver com o orgulho. A iminente despedida de Lionel Messi também levou os argentinos às ruas para agradecer ao ídolo. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Quem desembarcou em Buenos Aires depois de um voo que coincidiu com a final da Copa do Mundo teve a impressão de que a Argentina havia sido campeã. Milhares de torcedores, nas principais cidades do país, lotaram avenidas e praças para homenagear a seleção argentina. A celebração também foi uma forma de amenizar a dor da derrota na final. “Simplesmente, acho que temos de agradecer a esta seleção. Chegamos até aqui. É uma equipe maravilhosa. Eles realmente deram tudo de si. Simplesmente, obrigado e desejo o melhor para eles”, diz a torcedora Marta Feijoo, 67. Matías Ferreira, 38, também enaltece o desempenho da seleção argentina nesta Copa. “A garra que os jogadores demonstraram em cada partida, o feito que alcançaram, o orgulho que nos deram, a forma como nos representaram, inclusive contra a Inglaterra, uma ferida nossa. Hoje, infelizmente, não foi possível, mas temos de apoiar os jogadores quando voltarem. Temos de recebê-los, porque o que eles fizeram é algo do qual devemos nos orgulhar”, diz Matías. A ansiedade de uma final de Copa do Mundo e uma atuação apagada em campo foram sentidas no principal parque de Buenos Aires, onde mais de 50 mil pessoas assistiram à partida. Aos poucos, a tensão deu lugar à angústia. Pela primeira vez nesta Copa do Mundo, os argentinos tiveram reações tímidas e quase não cantaram, um comportamento irreconhecível para uma torcida considerada incansável, mesmo diante da adversidade. Ainda com lágrimas nos olhos, Santino, 10, reconhece que a Argentina não jogou bem. “A Espanha jogou muito bem. Por isso, mereceu o segundo título mundial. Nós não jogamos bem. Paciência. Agora, temos que sair daqui chateados e um pouco tristes, sem a Copa do Mundo. Vamos continuar em busca do nosso quarto título em 2030”, conforma-se. Patricia Castellini, 57, ficou abalada com o gol da Espanha na prorrogação. “Estou muito triste. Esses jogadores mereciam ganhar. São pessoas muito boas e batalhadoras. De qualquer forma, fica o nosso orgulho”, afirma. “Tenho orgulho da nossa seleção e orgulho de ser argentina, mas não estou triste porque não acho que tenhamos fracassado. Chegar a uma final não é fácil. Além disso, sou filha de um espanhol. Então, as emoções se misturam”, conta Nélida Pinal, 58. Ao contrário dos ingleses, os argentinos não cultivam rivalidade com a Espanha. A maioria das famílias argentinas descende de espanhóis e italianos. Orgulho e tristeza por Messi A tristeza não se deve apenas à derrota, mas também à provável despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Kevin Calo, 17, emociona-se ao imaginar essa ausência no futuro. “É muito triste porque eu não queria que a última Copa do Mundo do Messi terminasse assim. Agora, sem o Messi, vai ser doloroso. Desde que acompanho futebol, o Messi está na seleção. E vê-lo partir também será horrível”, diz Kevin. Julia Pinal, 59, vê um vazio na seleção argentina sem Messi, assim como aconteceu após a saída de Diego Maradona. “Como Messi, acho que não haverá outro. Houve um Maradona, houve um Messi. Mas não haverá outro Messi. Vai ser difícil encontrar alguém como ele. Acho que vai ser difícil”, acredita. A superstição de Julia ao longo das duas últimas Copas do Mundo era usar uma máscara de Lionel Messi nos momentos difíceis da seleção, como se incorporasse o personagem de seu herói. Desta vez, o ritual da sorte não deu resultado. “Nem com a máscara do Messi foi possível. Mas estou satisfeita porque essa equipe nos deu muitas alegrias”, conforma-se. Victor Hugo, 38, diz que “vai levar Messi para sempre no coração”. “Porque Messi nos deu muitas alegrias. Messi sai de cena, mas tenho fé de que os demais vão saber vestir essa camisa. Estamos derrotados, mas este é o início de um novo ciclo na Argentina”, observa, otimista. Mas o pequeno Santino sintetiza o temor da maioria. “Não tenho a menor ideia de como será o novo ciclo da Argentina sem Messi, mas sei que vamos perder um pouco de força”, conclui. Celebrações e feriado nacional A seleção argentina deve chegar à capital do país ainda nesta segunda-feira (20), por volta das 17h. O presidente Javier Milei disse que vai decretar um feriado de 24 horas, dependendo do que os jogadores e a comissão técnica decidirem sobre uma celebração. O mais provável é que, diante do clamor popular, haja uma celebração na terça-feira (21). Milhares de torcedores permaneceram nas ruas até a madrugada, como se comemorassem a conquista de um título. No centro de Buenos Aires, houve distúrbios e confrontos com a polícia. De um lado, garrafas e pedras; do outro, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Dez pessoas ficaram feridas, sete delas policiais. Quinze pessoas foram presas.
Não é à toa que, em português, a expressão “parece final de Copa do Mundo” é usada para descrever uma situação em que os nervos estão à flor da pele ou uma multidão unida por um mesmo objetivo. No domingo (19), na Plaza de Colón, no centro de Madri, foi possível comprovar que poucas coisas provocam tanta paixão em uma torcida quanto uma decisão de Mundial. Ana Beatriz Faria, correspondente da RFI na Espanha O calor intenso da tarde madrilenha não impediu o público de chegar cedo para garantir um bom lugar. Na batalha contra as altas temperaturas, valia de tudo: água para beber e borrifar no corpo, o tradicional leque espanhol, chapéu na cabeça e muito ânimo. Antes de a bola rolar, era só festa. Uma charanga, vinda de Toledo especialmente para acompanhar a final na capital, embalava a multidão e dava um charme ainda mais espanhol ao ambiente. Os palpites apontavam quase todos na mesma direção: Espanha campeã. O placar, sim, variava. Havia quem apostasse em 2 a 1, mas também quem esperasse uma goleada. Era o caso de Enzo Reigada, de 10 anos, que viajou das Astúrias para Madri com parte da família. “Nesta Copa do Mundo, somos os favoritos e temos que ganhar”. Questionado sobre o resultado da partida, não hesitou: “Quatro a zero. A Espanha ganha.” A tia de Enzo, Reme Nieves, também estava confiante, embora um pouco mais cautelosa. No intervalo, quando o placar ainda estava zerado, apostava em uma vitória por 2 a 0. Independentemente do resultado, porém, dizia que a viagem já tinha valido a pena pelo simples fato de viver aquele momento em meio à multidão. “O clima está muito bom, muito bom. Viemos hoje de manhã para assistir à final aqui em Madri. Somos do norte, das Astúrias. Está tudo bem, muito bem”, contou. Entre a confiança e a tensão Com duas bandeirolas da Espanha na cabeça, uma bandeira envolvendo o corpo e o rosto pintado com listras vermelhas e amarelas, Laura Pérez não deixava nenhuma dúvida sobre a empolgação diante da possibilidade de ver a Espanha se tornar bicampeã mundial. Ela fez questão de dizer que não escolheria nenhum outro lugar para acompanhar a decisão. “A Espanha me encanta. Acho que sempre houve muita energia e um clima muito bom. E eu nunca iria embora”, afirmou. Laura e os milhares de torcedores reunidos na Plaza de Colón, no entanto, tiveram de enfrentar momentos de muita tensão. Gol anulado de um lado, quase gol do outro. Os braços subiam, as mãos iam à cabeça e a multidão suspirava em uma desolação coletiva. Depois, ao som do grito de “sí, se puede” (“sim, é possível”), a esperança voltava a se espalhar pela praça. No fim do tempo regulamentar, o argentino Enzo Fernández foi expulso. A partida seguiu para a prorrogação, e a explosão veio com o gol de Ferran Torres logo no primeiro minuto da segunda etapa do tempo extra. A superioridade espanhola ficou evidente nas estatísticas. Foram 20 finalizações da Espanha, 12 delas na direção do gol, contra apenas duas da Argentina. A seleção argentina não acertou a meta espanhola nenhuma vez. Mesmo assim, nos últimos instantes, quase conseguiu empatar. Um susto final antes do alívio. Festa de Colón a Cibeles A catarse definitiva veio com o apito final. Depois de muita luta, a Roja, como é carinhosamente apelidada a seleção espanhola, sagrou-se campeã mundial de 2026. Foi o segundo título da história do país com a seleção masculina, após a conquista de 2010. A festa tomou as ruas do centro de Madri. Torcedores surgiam de todos os lados e caminhavam em direção à emblemática Fuente de Cibeles, testemunha de tantas comemorações esportivas e escolhida mais uma vez como palco das grandes festas. A informal, que aconteceu no domingo, e a oficial, que será realizada nesta segunda (20). É lá que a Espanha vai receber a seleção que, nesta manhã, acordou com mais uma estrela. Depois de viver a celebração nas ruas, Alba Carbonell quer estar no meio da multidão que receberá os campeões. Para ela, ver a seleção espanhola conquistar o Mundial foi uma experiência única e também uma espécie de segunda chance. “Foi muito emocionante assistir ao jogo em Madri, vendo as ruas cheias de pessoas torcendo pela mesma coisa ao mesmo tempo, sentindo essa alegria. Eu nem consigo explicar, porque nunca tinha visto as ruas de Madri assim”, contou. Alba era pequena quando a seleção espanhola conquistou o primeiro título mundial, em 2010, e guarda poucas lembranças daquela celebração. “Para mim, foi uma segunda oportunidade de reviver isso de forma mais intensa. Foi muito lindo. Estou até querendo ir para a comemoração que vai ter em Madri com os jogadores, vai ter até show. Estou muito, muito feliz.” O brasileiro Luis Iglesias, que também tem nacionalidade espanhola, conhece bem essa sensação. Ele ainda era criança quando o Brasil conquistou sua última Copa do Mundo, em 2002, e agora finalmente pôde viver de perto a festa de um título mundial. “Está sendo uma loucura e uma emoção gigantesca, como se fosse o Brasil ganhando de novo. Eu tinha só 4 anos quando o Brasil ganhou a última Copa, em 2002. Nem lembro, não tenho nenhuma memória do que foi aquela festa. Hoje estou podendo ter esse gostinho do que é ganhar uma Copa do Mundo”, afirmou. Depois de viver as comemorações na capital espanhola, Luis não esconde o sentimento de pertencimento: “Estou me sentindo mais espanhol do que nunca por poder participar da festa aqui em Madri”.
Devocional do dia 18/07/2026 com o tema: De virada Gosto de fazer metáforas entre o nosso cotidiano e o futebol. Acho que tem tudo a ver. Imagine a cena: seu time do coração enfrenta uma partida difícil, o adversário está ganhando por dois a zero, e falta pouco para terminar o jogo. O craque da equipe tenta marcar pelo menos um gol, mas a bola teima em não entrar. A torcida está impaciente e começa a trocar os gritos de incentivo pelas vaias. O técnico já fez todas as substituições. Parece que não tem mais jeito. De repente, alguém arrisca um chute de fora da área e marca - dois a um. LEITURA BÍBLICA: 1 Samuel 7.1-17 Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem, e lhe deu o nome de Ebenézer, dizendo: "Até aqui o Senhor nos ajudou" (1Sm 7.12).See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa, assinala hoje 30 anos de existência. Uma organização confrontada com múltiplo desafios e fragilizada pela suspensão da Guiné-Bissau na sequência do golpe de Estado de Novembro passado. O antigo Primeiro-Ministro angolano Marcolino Moco foi o primeiro secretário executivo da organização lusófona e fez um balanço à RFI destas três décadas de existência do bloco lusófono. Marcolino Moco começa por afirmar a sua grande decepção relativamente ao desempenho da CPLP. Eu tenho uma ideia de uma certa desilusão. Porque eu tinha a ideia inicial de que essa CPLP podia ser um impulsionador, sobretudo na área de reafirmação dos valores que constituíram o histórico dos países que constituem a CPLP: Portugal mais as suas ex-colónias, mais o Brasil. Portanto trabalhar em mais-valias que poderiam resultar deste histórico. Mas isso não tem sido possível, por várias razões, entre as quais eu costumo sublinhar especialmente o maior desperdício de energias para uma actividade meramente formal, diplomática ou formal entre os Estados. Portanto, aquela ideia de que, especialmente os países africanos poderiam adquirir vantagens, uma espécie de recomposição daqueles aspectos positivos que resultaram da nossa história, isso não se tem conseguido porque na relação entre Estados há muito formalismo. O problema do respeito das soberanias de cada um é tão forte que se desprezam as mais-valias que poderiam beneficiar às populações. Embora se fale muito até hoje dos males da colonização. Mas havia muitos aspectos positivos que poderiam ter sido recuperados e que não o foram. Pelo contrário, continuamos, especialmente nos países africanos, a perder valores éticos, sobretudo na área política, em que, por exemplo, as eleições são praticamente uma inutilidade. Talvez com a excepção de Cabo Verde, onde as eleições são um factor de estabilização, são factor de escrutínio da acção dos políticos governantes. Mas isso não acontece nos outros países, especialmente continentais africanos, com casos graves: em Angola, começou por Angola, que é o meu país, da Guiné-Bissau. São casos muito graves e também de Moçambique. A suspensão da Guiné-Bissau da CPLP, onde um ex-secretário executivo da CPLP está desde a semana passada em prisão preventiva, com os golpistas a assumirem o poder, não pode ser fatal à sobrevivência da organização? Talvez não seja fatal, porque vai-se continuar a trabalhar na base do formalismo e não na base de algo que seja útil para estabilizar politicamente todos os Estados. Possivelmente a Guiné-Bissau, Angola também, a situação não é, como muita gente pensa, boa, óptima. E também temos acompanhado aspectos negativos em Moçambique. Na sua opinião, a CPLP deve ser mais exigente na defesa da democracia e dos direitos humanos nos Estados-Membros? Ora, nem mais. Em relação a esse aspecto, a CPLP não actua por causa do tal respeito à soberania e por causa da defesa de interesses de algumas pessoas, tudo agentes do Estado. Veja que, pelo contrário, foi associado um país muito pior em termos de respeito dos direitos humanos, da democracia, da preocupação dos dirigentes do seu Estado, em relação ao bem-estar social das suas populações. Estou-me a referir à Guiné Equatorial, por exemplo, que por nenhuma razão que se invocasse deveria fazer parte da CPLP, tanto pelo respeito aos direitos humanos como por outros aspectos do regime. Este Estado foi atraído pela CPLP, indiciando que o tal ideal da democracia, o ideal ético, de uma política ética não tem grande significado perante perante nós, elites políticas. Eu também faço parte das elites políticas, dos nossos Estados. E veja este caso da Guiné-Bissau. Um dirigente que até também foi secretário da CPLP, detido arbitrariamente de forma vergonhosa e tanto quanto eu saiba, a CPLP está impotente para actuar. A expulsão é uma coisa que não não tem grande relevância. Mas eu pensaria que haveria atitudes anteriores. Essas situações deviam ser promovidas para darmos maior utilidade à nossa organização. Daqui a 30 anos, o que eu gostaria que se dissesse da CPLP? Eu sou professor ainda e às vezes digo muita coisa que é politicamente incorrecta. Devemos começar primeiro por reconhecer que as nossas independências foram muito mal conduzidas. Não houve reflexão. Foram rejeitadas ideias de Constituição de transições mais úteis. Eu não estou a preconizar um regresso ao passado, uma recolonização, mas pelo menos uma capacidade de olhar para o presente, fazermos uma retrospectiva correctiva do que aconteceu e não permitirmos efectivamente muitas coisas que estão a acontecer hoje nesses países, que tiveram o seu surgimento graças à presença de Portugal aqui em África. Independentemente dos aspectos negativos que possam ter acontecido. Tenho para os amigos muito próximos dito que podíamos ter independência, mas sem descolonizar. Acho que isso é politicamente incorrecto, sobretudo para quem não reflectiu, como eu tenho reflectido. Mas nós temos exemplos positivos de uma prática desse tipo. Onde houve independência sem descolonização. Portanto, as instituições estão preservadas. Quando se fala em descolonização, normalmente pensa-se que é afastar o branco da administração e deixá-lo sair, se for possível. Mas nos nossos Estados, onde se realizou uma descolonização precipitada, onde constituímos essas pátrias com pessoas de todas as proveniências e depois 74-75, montámos um esquema mental completamente errado. Aquele êxodo que houve aqui nos nossos países. É talvez por isso que justamente Cabo Verde é um exemplo onde não houve êxodo, com uma parte da população retendo as elites com conhecimento, etc. Hoje vão, digamos, se estabilizando melhor. E aqui onde houve o êxodo da população branca em grande quantidade, estávamos pobres em tudo, a partir da própria moralidade, da própria ética, passando pelas prioridades que são traçadas por pessoas mal preparadas. Eu também me incluo nesse aspecto, porque também ocupei funções. De modos que é isso que eu lamento que a CPLP, 30 anos depois, não possa ter contribuído para, digamos, remediar esses problemas. Era Marcolino Moco, primeiro secretário executivo da CPLP, no dia em que a organização assinala três décadas de existência.
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We sat down to speak with Claire Wang (王婉諭), chairwoman of the New Power Party, one of Taiwan political parties, that emerged from the Sunflower Movement. While she never imagined herself going into politics, personal circumstances changed that. She's a powerful example of transforming personal tragedy into action. Wang is a passionate advocate for progressive values and local democracy, from judicial reform and child protection to housing justice. Now she's leading a new chapter for the New Power Party. Last July we brought Talking Taiwan to TAC-WC, the Taiwanese American Conference West Coast hosted in San Francisco/Silicon Valley. Related Links: https://talkingtaiwan.com/claire-wang-%e7%8e%8b%e5%a9%89%e8%ab%ad-chairwoman-of-the-new-power-party-talks-about-relaunching-the-party-ep-352/ It was just weeks before the historic July 26th vote to recall 24 Chinese Nationalist Kuomintang lawmakers. At the time it was the largest recall effort attempted by the citizens of a democracy. As a result of what was called the Great Recall Movement, a total of 31 KMT legislators were put up for a recall vote. Another 7 KMT legislators in addition to the first 24 would be up for a recall vote on August 23. Last July Talking Taiwan traveled back to witness the first recall vote on July 26th. To learn more about the Great Recall movement we encourage you to listen to our past episodes 316 with recall campaigners Carol, Acho and Eric, and 317 with Courtney Donovan Smith. This episode is sponsored in part by the Pacific Times (太平洋時報). Related Links: https://talkingtaiwan.com/claire-wang-%e7%8e%8b%e5%a9%89%e8%ab%ad-chairwoman-of-the-new-power-party-talks-about-relaunching-the-party-ep-352/
As sombras poéticas de Regina Pessoa estreiam-se no teatro. Aquela que é uma das mais célebres figuras do cinema de animação contemporâneo português e europeu desenhou um carnaval de animais para o espectáculo musical "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] que está no Festival Off Avignon. A obra foi criada por Erik Satie há mais de um século e era composta por peças musicais com textos surrealistas. Agora, Regina Pessoa desenhou um bestiário inquieto e radical, inspirada pelo impacto das alterações climáticas. "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] é apresentada como uma ֶópera de bolso visual e é feita a partir de um trabalho de 1914 do compositor e pianista francês Erik Satie. Mais de um século depois, chega ao Festival Off Avignon uma adaptação encenada por Hervé Tougeron, com composição musical de Catherine Verhelst e ilustrações de Regina Pessoa. Erik Satie desenhava com notas musicais, Regina Pessoa desenha com sombras inquietas. Originalmente, as peças falavam, de forma surrealista, de actividades de lazer da burguesia do início do século XX, como, por exemplo, a caça, o golfe, o ténis e o jogo da cabra-cega. Agora, Regina Pessoa partiu de uma das maiores preocupações do século XXI, as alterações climáticas, para imaginar e desenhar animais em poses e planos inesperados, que adoptam “um certo radicalismo nas suas atitudes porque já não têm nada a perder”. RFI: Como é que descreve esta obra “Sports et Divertissements”? Regina Pessoa, Realizadora de cinema de animação: “Foi algo que eu quis mais surpreendente, fresco e, de certa forma, reinventar o meu trabalho porque já tenho uma carreira, estou nos 56 anos e, às vezes, uma pessoa precisa de dar uma mexida, sobretudo, porque eu tive uma doença grave, recente, e senti essa necessidade de me reinventar, até para reganhar confiança porque essa doença abalou a minha autoconfiança.” Reconhecemos que é a Regina Pessoa quem fez estes desenhos porque tem um estilo quase inconfundível no mundo da animação. É a primeira vez que trabalha, entre aspas, para o teatro? “É a primeira vez. A proposta surgiu... Como eu disse, eu tive uma doença grave e é claro que isso abala fisicamente e psicologicamente. Eu tinha um projecto, e tenho, de fôlego, mas achei que iria exigir de mim uma energia e uma força emocional que eu ainda não tinha restabelecido e, por coincidência, recebi várias encomendas de trabalho de curta duração. Isso permitiu manter-me artisticamente activa e permitiu-me também algo importante que era um desapego, de certa forma, emocional com o projecto. Um desses projectos foi precisamente ‘Sports et Divertissements'. Foi uma companhia francesa dedicada ao ‘spectacle vivant' que me pedia uma série de ilustrações sobre as peças ‘Sports et Divertissements' de Erik Satie, que são 19 peças com canto lírico - porque no ano passado foi o centenário da morte do Erik Satie e eles queriam essas ilustrações para projectar durante a sua actuação musical. Eu gostei muito do projecto. Era um projecto mais leve, era um projecto engraçado. As peças do Erik Satie têm letras, para o tal canto lírico, para serem cantadas e as letras são pequenas histórias completamente absurdas e ‘Dada'. O projecto era mal pago e, normalmente eu diria que não, mas era muito interessante e as pessoas eram muito simpáticas e eu resolvi aceitar e pensei: eu posso fazer o que me apetecer e apeteceu-me fazer animais como personagens.” As peças de Erik Satie, esses poemas breves, não falam em animais. Como é que se lembrou dos animais e como é que escolheu os animais para cada poema? “Foi algo que me veio à cabeça ao assumir essa liberdade. Não sei porquê, vá-se lá saber, a inspiração tem dessas coisas. Apeteceu-me usar animais e acho que veio, talvez, de uma das peças que é ‘collin-maillard', que é ‘a cabra-cega'. Eu resolvi fazer esse jogo de palavras e imagem, porque em português esse jogo é a cabra-cega e eu apeteceu-me fazer uma cabra com uma venda nos olhos. Acho que foi esse, aliás, o primeiro desenho que eu fiz. Foi esse. Foi a partir daí que resolvi fazer todos com animais.” Há uma qualquer memória folclórica do mundo rural português neste carnaval dos animais da Regina Pessoa? “Eu não o conheço a não ser pelo nome dos jogos e das lengalengas. Um dos jogos, brincadeiras de criança é precisamente a cabra-cega. Mas eu lembro-me de outra, de algumas lengalengas, daquela quando se tem que escolher alguém num grupo. Havia uma que era: ‘Meu rim, meu rato, não tens bota nem sapato. Quem morreu foi o meu rato.' Há muitas lengalengas que falam de animais e é, se calhar, isso que também influenciou.” Lengalengas portuguesas? “Portuguesas.” Os desenhos voltam a um estilo de gravura expressionista, com contrastes, sombras, uma dimensão quase psicológica nos animais, mas também muita irreverência. Reconhecemos a sua linha, o seu estilo. Como é que se inspirou para estes desenhos antropomórficos? “Neste momento, a minha grande preocupação existencial são as alterações climáticas. Eu acho que era isso que deveria estar no centro da reflexão colectiva e não estas distracções que temos porque é tão flagrante as alterações climáticas cada ano mais acentuadas. Isso deveria ocupar-nos, unir-nos nesse combate e não é o que está a acontecer. No entanto, as maiores vítimas são os animais que não têm culpa nenhuma. São vítimas inocentes. Então, também talvez seja uma das razões que eu resolvi usar animais como personagens e usá-los numa atitude que a minha sensação era que os animais estão a dizer: ‘Eu não tenho nada a perder'. Daí essa atitude radical porque os animais são assim, não é? São honestos na sua crueldade e na sua fidelidade, também na lealdade. Eu explorei essa atitude de honestidade animal ao máximo que eu podia, um certo radicalismo nas suas atitudes de que eles não têm nada a perder como o mundo está. E depois, além disso, este colectivo, o que eles gostariam que eu tivesse feito era animações, mas não tinham orçamento para isso. O orçamento que eles tinham daria para meia dúzia no máximo de ilustrações e não para 19 como eu fiz. Como eles gostariam de animações, eu tentei transmitir movimento aos animais e eles estão como um ‘snapshot' do movimento. Eles estão implicitamente em movimento.” É diferente desenhar para o cinema e desenhar para uma projecção que vai interagir com actores e com músicos ao vivo? “Não faço ideia porque não vi o espectáculo, portanto não sei. Não faço ideia como é que funciona. Apenas posso confiar no relato da equipa de músicos que me encomendou o trabalho, que funcionou muito bem e que as pessoas gostaram muito das ilustrações que eu fiz, que mesmo estando paradas, parecia que estavam a mexer. E depois ponho-me a pensar se não será melhor assim porque se houvesse movimento, se houvesse animação, penso que a atenção do espectador iria perder-se entre a projecção em movimento e a actuação dos músicos que é o centro de interesse, não é? Portanto, se calhar é melhor que sejam ilustrações e não animações para potenciar a atenção na música, que é o centro da peça ou das peças, não é?” Mas a sua ilustração também está no centro da peça. Em 1914, quando a obra foi foi feita por Erik Satie, a obra associava a música e os desenhos de Charles Martin e o autor falava, de forma poética e irónica, em “publicação constituída por dois elementos artísticos: o desenho e a música. A parte do desenho é figurada por traços. A parte da música por pontos, pontos negros.” Ora, o desenho é tão importante quanto a música, não é? “Num filme é isso que acontece. Muitas vezes, esquecemos a banda sonora que está presente, é invisível, mas está tão presente como a imagem. Calculo que na visão deste colectivo que me encomendou os trabalhos, isso também seja assim. Será como um filme ao vivo, digamos, composto pela imagem e pela música, embora eu ache que, neste caso, como eles estão a actuar ao vivo, a música será o factor mais importante. Mas é como um filme, é composto pela parte sonora e pela parte visual.” Um espectáculo de teatro é, por definição, efémero, mas aqui há uma parte que fica que são os seus desenhos. As suas ilustrações estão feitas e vão ficar, não é? “Sim e de tal forma que, quando eu acabei a encomenda, gostei muito dos meus animais e estou a desenvolver um outro projecto. Gostei de trabalhar e de desenvolver este bestiário e estou a desenvolver agora um projecto meu de filme, não tem nada a ver com a encomenda que recebi, é algo novo, mas os personagens são animais e as alterações climáticas estão implícitas. O pesadelo vivo que é o mundo neste momento a nível das alterações climáticas em que vivemos e que os animais são as principais vítimas foi o que me motivou a fazer todo este trabalho.” Nesse pesadelo de que fala no que toca às alterações climáticas, a arte, a ilustração, o teatro podem ter um papel com mais impacto do que o trabalho propriamente político? “Não sei se com mais impacto. Eu não tenho qualquer perfil panfletário político. Não tenho esse perfil, gostaria de ter, mas não tenho. O que eu sei fazer é desenhar, tentar transmitir conteúdos ou mensagens através dos meus desenhos, das minhas composições. Portanto, essas são as minhas armas que eu sei usar, se eu soubesse usar outras, usaria outras. Mas como sei usar isto e só sei usar isto, é isso que eu estou a tentar. Eu penso que esse é o papel da arte ou de qualquer meio: usar com honestidade as armas que se possui para alertar ou denunciar ou chamar a atenção para a urgência deste momento em que vivemos. Antes, a arte e a cultura eram reservadas a um nicho elitista e, neste momento, está muito mais democratizado, portanto, tem possibilidades de alcançar um espectro mais largo de público. Penso que a arte e a cultura podem alertar, podem ser úteis na denúncia e no alertar desta emergência, tal como outras áreas, mas nós somos artistas, é isto que sabemos fazer e acho que devemos reflectir sobre isto através dos nossos trabalhos, das nossas criações.” A Regina Pessoa está habituada aos festivais de animação, nomeadamente o Festival de Annecy, em França. Recentemente também esteve no Festival de La Rochelle, mas o Festival de de Avignon é algo novo? “É a primeira vez que trabalhos meus estão num festival de teatro de artes performativas. Eu e o Aby [Feijó] somos um duo, uma parceria, uma parelha criativa e nós sempre tentámos, com o nosso trabalho, cruzar públicos. Um dos exemplos é que sempre que acabamos um filme, organizamos uma exposição, como nós fazemos curtas-metragens e as curtas-metragens têm um mercado muito limitado, fazendo uma exposição, alargamos o espectro do público. Por outro lado, para tirar o filme do ecrã, porque o público vai ver uma exposição, não é o mesmo necessariamente que ver um filme. É a primeira vez que trabalhos meus estão no Festival de Avignon, mas não é a primeira vez que temos esse tipo de atitude de cruzar públicos e gostava que isso acontecesse mais vezes.”
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[Ficção] Resenha do livro Flowers for Algernon, de Daniel Keyes. O texto escrito está nesse link.O Algernon do título é um ratinho de laboratório, submetido a uma cirurgia que vai mudar a vida dele e a de Charlie Gordon, o protagonista de 32 anos de idade. Acho que foi o melhor livro que eu li esse ano; sério.O livro foi publicado em 1966 (ano em que nasci), ganhou o prêmio Nebula, e já rendeu dois filmes (que não assisti, claro). E até hoje é um clássico, não sem motivo.Gostei muito e recomendo (apesar de ser bem triste). Se você quiser comprar o seu, por favor use esse link da Amazon do Brasil.Lembrando que o podcast tem um site próprio: www.minhaestantecolorida.com
Com uma vitória sólida sobre o Marrocos e Mbappé cada vez mais perto do recorde histórico de gols de Messi, a França garante pela terceira vez seguida uma vaga na semifinal da Copa do Mundo. Vitória Barreto, especial para a RFI A França está em festa. Pela terceira vez consecutiva, os Bleus vão à semifinal da Copa do Mundo, desta vez contra a Espanha na terça-feira, 14 de julho, data da Queda da Bastilha, a mais importante data comemorativa da história francesa, quando a monarquia absolutista foi derrubada. A derrota do Marrocos na quinta-feira (10) confirmou o favoritismo de uma equipe que une o país. Torcedores vestidos com a icônica camisa estampada gritavam "Merci Mbappé", capitão da seleção, como a torcedora Maya, que, num bar no centro de Paris, exclamava seu orgulho pela equipe e seu poder de unir o país. "Acho que deveríamos estar unidos todos os dias, mas isso não é possível porque a política nos divide. Mas quem se importa? Mbappé está aqui e está dando um show para a gente", contou a torcedora, beijando a camisa do time. Nathan, amigo de Maya, disse que tinha medo de perder para os marroquinos, mas que ficou orgulhoso do time. "A defesa está perfeita, todos os jogadores têm uma mentalidade incrível, o ambiente no time é muito bom. Sinto que, pela primeira vez, os reservas estão tão em sintonia quanto os titulares." Até os marroquinos aceitaram a derrota e desejaram boa sorte aos Bleus, já que muitos jogadores do país africano também têm origem francesa. A torcedora Soumaya, de vermelho da cabeça aos pés, com um boné e uma camisa com a bandeira do Marrocos, contou que ficou decepcionada com o resultado, mas revelou seu apoio à seleção francesa. "Meu coração sempre será marroquino, mas hoje à noite o que importa é o jogo e o espírito esportivo. A França jogou melhor, então espero que chegue à final e ganhe a Copa do Mundo", disse a torcedora marroquina. Muitos especialistas têm comparado a popularidade e a união dos jogadores à antiga seleção brasileira, dos anos 1970 e de 2002, e não é à toa. Contra o Marrocos, Kylian Mbappé marcou seu oitavo gol no torneio, chegando a 20 gols na carreira em Copas do Mundo, apenas um atrás de Messi nessa marca histórica. Ousmane Dembélé ampliou o placar logo depois, fechando o 2 a 0 que garantiu à França a vaga na semifinal. O jornalista esportivo franco-português Nicolas Vilas atribui boa parte desse foco e organização a Didier Deschamps, campeão mundial como jogador em 98 e como técnico em 2018. "Esta é a última pra ele. Deve ter um caráter especial para ele e para os jogadores de saber que Didier Deschamps, lenda do futebol francês, disputa o último Campeonato do Mundo como selecionador e treinador. Isso contribui a um aspecto mais místico à volta dele” disse Vilas. "A mãe dele faleceu durante o campeonato mundial, teve de ausentar-se. Foi no último jogo da fase de grupos frente à Noruega. Pode ser que isso reforce ainda mais o espírito de grupo que existe na seleção francesa," acrescentou. O jornalista franco-português Eric Mendes explica que a saúde física da equipe tem sido um ponto-chave nas vitórias constantes do time. "Deschamps quis terminar em primeiro no grupo para não precisar trocar de hotel e manter o centro de treinamento. Isso foi muito importante, sobretudo com o calor forte nos Estados Unidos; o descanso físico pode ser um trunfo a mais para a França." Resta saber se os Bleus vão vencer no Dia da Bastilha, data que inspirou a ascensão de governos republicanos em todo o mundo. Se vencerem, a festa continua.
Até onde estamos dispostos a ir para defender a verdade e como é que o fascismo utiliza os princípios democráticos para a destruir são questões que sobressaem das entrelinhas de “Um julgamento - Depois do inimigo do povo”, uma criação da encenadora Christiane Jatahy e do actor Wagner Moura que é apresentada, a partir deste sábado e até dia 22 de Julho, no Festival de Avignon. Os dois artistas imaginaram uma continuação para a peça “Um Inimigo do Povo” (1882), de Henrik Ibsen, à luz dos dias de hoje, das "fake news", da erosão democrática, do capitalismo desenfreado e dos julgamentos sumários nas redes sociais. “A verdade acabou” é a primeira frase que se ouve da boca de Wagner Moura, o homem do cinema que reitera que quer “estar aqui”, no teatro, depois de 16 anos longe dos palcos. O espectáculo “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo” é apresentado no Festival d'Avignon de 11 a 22 de Julho e questiona até onde estamos dispostos a ir para defender a verdade e a justiça. A criação da encenadora e dramaturga Christiane Jatahy e do actor Wagner Moura inspira-se na obra de Henrik Ibsen, de 1882, mas não é uma adaptação. O texto, de Christiane Jatahy, Wagner Moura e Lucas Paraizo, é a continuação da história de Thomas Stockman, “uma segunda chance” que lhe é dada para falar e tentar provar que não é o “Inimigo do Povo”. Quem decide é um “tribunal popular” composto por 11 espectadores sorteados que sobem a palco. E há dois finais para a peça. Recuemos à história do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen que é o mote para esta história: o médico Thomas Stockman denuncia a poluição de uma estância balnear para proteger a população, mas o seu irmão, Peter Stockman, silencia a denúncia porque diz que a população depende dessa fonte de rendimento para sobreviver. “A economia não pode estar na frente da vida das pessoas” versus “a vida das pessoas depende da economia”, ouvimos de ambas as partes. Esta é também a história de uma família destruída por dissensões políticas e morais. O Thomas Stockman de 2026 é interpretado magistralmente por Wagner Moura que quer mostrar que não é “um inimigo público”. E tudo começa com a frase: “A verdade acabou. Isso é o que mais me assusta. Acabou. Não existem mais factos. Só versões. E quando a verdade perde o valor, então toda essa sala, e tudo o que ela representa, se torna uma encenação”. Em palco, tudo se dilui: teatro, cinema, documentário, encenação, improvisação, verdade, manipulação. No julgamento, questiona-se, por exemplo, o que é a verdade na era das fake news e das “diferentes versões” e a própria dramaturgia vai diluindo as fronteiras entre realidade e ficção, entre actor e personagem, entre actuação e performance, com momentos em que não sabemos se os actores improvisam ou se tudo não passa de encenação. A peça é uma coprodução entre o Festival d'Avignon, o Centro Cultural de Belém (Portugal), o Holland Festival (Países Baixos), o Edinburgh International Festival (Reino Unido) e o centro de artes DeSingel (Bélgica). E foi em Avignon que conversámos com Christiane Jatahy a propósito deste trabalho que é a terceira peça que ela aqui apresenta, depois de “O agora que demora”, em 2019, e “A Hora do Lobo”, em 2021. “Todas as pessoas que tentaram transformar realidades, seja de forma revolucionária, seja porque elas se posicionaram de maneira frontal contra um sistema, elas pagaram um preço por isso. A gente admira essas pessoas porque a gente acha que essas pessoas cumpriram a sua função ética. Então, por que é que quando é sobre nós, a gente tem dúvidas? Se todos nós tivermos esse mesmo princípio, todas as possibilidades de cancelamento, todas as possibilidades de perdas diminuem porque colectivamente a gente transforma o mundo. A ideia é o seguinte: vamos deixar de ser indivíduos separados que defendem ideias, enquanto outros se escondem atrás das suas ideias. Se todos nós formos à frente defender as nossas ideias, talvez a gente possa transformar o mundo”, resume a encenadora na entrevista à RFI. RFI: Como é que surgiu a ideia de partir deste texto com Wagner Moura? Christiane Jatahy, Encenadora: “Eu e o Wagner há muito tempo que a gente desejava trabalhar juntos. Ele assistiu a um espectáculo que eu fiz em Los Angeles e ele falou, a partir dali, que ele realmente queria voltar ao teatro através do nosso encontro. A gente então começou a ler muitas coisas, a ver muitos filmes. Ele tem muita paixão por esse texto do Ibsen, mas eu disse-lhe que eu não gostaria de montar o texto como o texto é porque eu achava que a gente precisava revisitar esse texto de uma maneira mais extrema, de realmente recriá-lo. E aí eu propus a ideia do tribunal. A encenação é minha, Wagner actua e a gente trabalhou juntos no texto. Eu propus essa ideia, ele aceitou na hora e, a partir desse momento, eu comecei a pensar na estrutura dramatúrgica, a gente dialogou muito sobre isso e assinámos o texto juntos com Lucas Paraizo também que é um roteirista. Essas questões que você apresentou na introdução da sua pergunta eram sempre questões que permeavam dois pontos que permeavam muito o nosso querer para fazer esse espectáculo. Primeiro é isso: ‘A verdade acabou'. Como é que a gente sobrevive num mundo em que tudo são versões? Como é que a gente consegue, de facto, manter um diálogo quando a minha verdade não é a sua? E não é que a gente esteja debatendo uma ideia, a gente, na verdade, está completamente em contradição, como se se estivesse vivendo em dois mundos diferentes. Isso é uma questão que eu acho que é muito urgente ser discutida porque isso significa que acabou o diálogo e a gente não pode sobreviver democraticamente se não tem mais diálogo. E aí eu vou directamente à sua segunda questão. É nessa maneira e através dessa fissura que o fascismo se aproveita porque o que o fascismo faz é criar uma verdade única, o que o fascismo faz é criar um inimigo único, o que o fascismo faz é inventar uma história do passado que não representa a realidade e fazer as pessoas se movimentarem através da raiva e não de uma ideia de colectividade e cooperação, utilizando todas as ferramentas da democracia e, na verdade, atingindo e atirando em tudo que é provocador do pensamento - a cultura, a os estudos, a universidade... Então, todas essas coisas estão subliminarmente dentro da peça, mas elas são os motores que nos moveram a criar esse espectáculo.” O teatro é transformado em tribunal popular e quebra os limites da quarta parede com o papel do público. Estamos habituados, no seu trabalho, a que o público participe, mas aqui ainda vai mais longe: o público absolve ou condena. Por que é que decidiu dar este papel ao público? “Porque quando eu pensei que não teria sentido montar a peça como ela é - para mim porque para outras pessoas pode ter - eu não queria trazer uma resposta sobre se ele é ou não é um inimigo do povo e se ele é ou não é um herói. Interessava-me, na verdade, levar essa questão para o público e ter essa resposta. Foi daí que veio a ideia do tribunal e a ideia de que o público, a cada noite, através da percepção do que ele está vendo, de diferentes pontos de vista e, portanto, a abertura ao diálogo com o público e de algumas questões que eles possam colocar, que a gente chegasse num veredicto que sempre nos surpreende e é muito interessante em cada lugar.” Há dois finais? “Há dois finais. Um final que é um monólogo caso ele seja considerado inimigo do povo e um final que é um outro monólogo, caso ele não seja considerado, como aconteceu na noite de ontem [ensaio geral de 10 de Julho].” Há uma tela para depoimentos audiovisuais, há gravações de telemóvel, há câmaras presenciais, há palco e bastidores ao mesmo tempo e há bastidores que entram no palco. Mais uma vez, a Christiane elimina as fronteiras entre teatro e cinema, nomeadamente com um actor de cinema que volta ao teatro. Também apaga os limites entre documentário e ficção, entre encenação e improvisação. Qual é o significado de todas estas camadas, estas transposições? “Essas são camadas que eu realmente exploro. Eu sempre digo que tem fronteiras que me interessa trabalhar, não para fixá-las, mas para expandi-las e são exactamente essas que você descreveu. Primeiro, respondendo a essa questão, o Wagner traz o cinema. Então, quando ele diz que ele joga com a questão do cinema e do teatro, do final perfeito para um filme, a gente está, de facto, através da presença dele, ressignificando a questão do cinema no teatro. Eu acho que isso é importante dizer, sem projecção, sem nada, só com discurso e a sua própria presença. E como a cada espectáculo me interessa que o cinema entre de uma forma muito dramatúrgica, completamente conectado ao que a gente está contando e não como uma exposição da projecção do que nós estamos contando, no sentido da amplificação da imagem, o cinema, nesse caso, entra como prova, entra como caminho para os testemunhos que não estão ali se poderem expressar. Como tantos tribunais online que a gente tem hoje em dia, inclusive o tribunal da próprias redes sociais que se dá através de recortes de imagens, de edições, de coisas, de manipulação das imagens. Então, e para finalizar a resposta, para mim o teatro entra na ficção, ele dá espaço para a ficção quando a gente mostra que a gente está no teatro, que o espaço é o teatro, que os bastidores estão presentes, mas que o que está acontecendo ali transforma em algo que é real. Então, nesse jogo entre ficção e realidade, para mim é muito importante que todos os dispositivos do teatro estejam muito evidentes.” E a própria improvisação também permite a entrada, se calhar, do real no próprio palco. “Completamente.” A peça questiona até onde estamos dispostos a ir para defender os nossos ideais e a verdade, mas também mostra, como disse, que o fascismo utiliza os princípios democráticos para nos manipular. A peça deixa inclusive instalar-se a dúvida sobre se vale a pena comprometermos tudo, a família, a comunidade, em nome da verdade. Como é que conseguem fazer isto e até que ponto não é perigoso mostrar que a verdade pode ser só performativa? “Primeiro eu acho que o imperativo moral tem que ser maior do que o medo do que pode acontecer em relação à economia. Eu acho que isso é uma coisa que está na peça e que a gente tem que falar como sociedade. A gente precisa defender o imperativo moral, a gente precisa proteger a sociedade, mas a gente não pode se deixar dobrar pelo mercado. E isso é uma discussão sobre o capitalismo que a gente não tem como não pensar quando está tudo realmente interligado e é evidente. Eu acho que – e eu acho bonito como o Wagner toma isso para ele - quando você defende uma ideia, você vai pagar um preço por ela. A gente sabe. Todas as pessoas que tentaram transformar realidades, seja de forma revolucionária, ou seja porque elas se posicionaram de maneira frontal contra um sistema, elas pagaram um preço por isso. A gente admira essas pessoas porque a gente acha que essas pessoas cumpriram, na verdade, a sua função ética. Então, por que é que quando é sobre nós, a gente tem dúvidas? Se todos nós tivermos esse mesmo princípio, todas as possibilidades de cancelamento, todas as possibilidades de perdas diminuem porque colectivamente a gente transforma o mundo. Então, eu acho que é o contrário. A ideia é o seguinte: vamos deixar de ser indivíduos separados que defendem ideias, enquanto outros se escondem atrás das suas ideias. Se todos nós formos à frente defender as nossas ideias, talvez a gente possa transformar o mundo.” O problema de transformar o mundo é que a maioria é quem ganha e Wagner Moura, Thomas Stockmann, diz na peça que “é preciso proteger a minoria da maioria” e que “a maioria nunca tem razão”. O que é que faz de Thomas Stockmann, esta peça e a forma como vocês a reinventaram algo absolutamente contemporâneo? “Bom, antes eu vou responder sobre a questão da maioria e da minoria porque eu acho que é interessante pensar que a gente nomeia a minoria como se a minoria fosse menos e a minoria, na verdade, sempre é mais. Existem muito mais pessoas que são consideradas minorias do que realmente a maioria. A maioria, na verdade, é quem tem o poder. Aí a gente vai falar – e falamos disso na peça - quantas democracias têm eleito pessoas que não representam as minorias que algumas vezes as estão elegendo? Isso faz parte da manipulação que a gente estava falando antes. Então, acho que essa colectividade de mudança tem a ver com tentar denunciar essa manipulação, conseguir fazer com que as pessoas percebam que estão sendo manipuladas e que não vão ganhar com isso. Mas isso é uma discussão que eu não tenho resposta, mas é para a gente pensar.” Além dessa parte da manipulação, que é absolutamente contemporânea na forma como os políticos ganham as eleições, que outras questões tornam esta personagem muito contemporânea? Por exemplo, em França, militantes ecologistas chegaram a ser chamados de ‘ecoterroristas”… “Eu acho que, na verdade, a gente coloca em pauta essa discussão sobre onde é que determinadas posições ultrapassam o limite democrático e questionam o valor democrático. Acho que a gente já viu democracias causando barbáries, mas, por enquanto, a única solução que a gente tem é a democracia. Ao mesmo tempo, é óbvio que quando a gente coloca na boca de Thomas Stockmann, o personagem ético da história, frases como essa - e eu acho que é importante dizer que em toda a peça são as únicas frases que pertencem ao Ibsen quando a gente ouve no gravador - eu acho que a gente está falando, na verdade, sobre uma coisa que também está na peça que é heróis perfeitos não existem.” Há outra frase que fica. No final, Wagner Moura diz: “Todas as vezes que penso nos meus filhos, lembro-me que o ser humano pode ser terrível, mas também pode ser extraordinário”. Quer-me falar por que é que colocou esta nota no final? “Primeiro, eu acho que é importante dizer que a gente fala muito de política em toda esta entrevista, mas essa peça fala de família. Essa peça fala sobre os afectos profundos familiares, como é que a questão política externa está dentro das famílias, como é que isso é inseparável, indissociável e a gente viveu muito isso no Brasil, de como é que as questões políticas podem realmente destruir e criar guerras familiares. O que acontece nesta peça é isso. Essa é uma das últimas frases que o Wagner Moura fala que eu acho realmente muito comovente e é sobre uma utopia e uma distopia na mesma frase. É um pouco tudo isso que a gente conversou aqui. De facto, a gente pode ser terrível, mas se a gente lembrar que a gente também pode ser extraordinário, talvez a gente possa voltar a essa ideia não só de mudar o mundo, mas de tentar deixar o mundo - como também é dito na peça - para os nossos filhos, para os nossos netos e, com sorte, para os nossos bisnetos.”
Bad Bunny has spent the past week turning Europe into his personal stage and fashion runway, while also making award‑season history and stirring up conversation across social media and marketing circles. On the music front, El Nuevo Día reports that Bad Bunny drew around 45,000 listeners at the first of two massive shows in Paris, underlining that his current tour is still operating at stadium scale and that demand in Europe is intense. The same outlet details how he “lit up France” with a surprise appearance by reggaeton legend Yandel, who emerged on the roof of La Casita during the show, sending the French crowd into a frenzy and turning the performance into a trending moment across Latin music circles. Social clips from Instagram show Bad Bunny interacting playfully with fans, including one reel where he pulls a French woman onstage and has her say “Acho, PR es otra cosa,” jokingly rejecting the line before finding another participant, a moment that's being widely shared as a snapshot of his Puerto Rican pride and improvisational stage energy. Beyond the stage, fashion media have focused heavily on his presence at Paris Couture Week. According to posts from Enrique Santos and other entertainment pages on Facebook and Instagram, Bad Bunny attended the Schiaparelli fall–winter 2026–2027 show right after wrapping his Paris concerts, stepping into the front‑row elite of couture alongside major fashion names. Another viral Instagram reel shows him seated with Anna Wintour, reinforcing that he remains one of the few global music stars who can move seamlessly from arena headliner to couture insider within the same week. A separate Instagram reel highlights that he appeared with his brother Bernie Martínez Ocasio, with commentators noting how the Martínez Ocasio siblings drew attention as one of the most talked‑about family pairings at a major fashion event. Live‑music industry outlets and business press are still digesting the strategy behind his current global tour. A recent post from El Economista on Facebook describes his tour “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” as the number‑one tour in the world so far this year, while stressing the striking decision not to include a single U.S. date: no New York, Miami, or Los Angeles stops. Commentators there argue that this is both a commercial flex and a symbolic repositioning of the global touring map, centering Europe and Latin America while reminding listeners that Bad Bunny can top worldwide tour rankings without relying on the U.S. market. Awards news has given him another historic milestone. RPP from Peru reports that his Super Bowl halftime show has earned him several 2026 Emmy nominations, marking a rare crossover where a Latin urban artist is recognized by one of television's most traditional award bodies. Coverage highlights that these nominations are framed as “historic,” underscoring how his performance at the Super Bowl is being reconsidered not only as a pop spectacle but as an innovative live TV event. This Emmy attention continues a pattern where Bad Bunny crosses institutional boundaries—from Grammys and touring records to major fashion houses and now high‑profile television honors. In the world of culture commentary, the magazine Jot Down has just published an essay titled “De Nirvana a Bad Bunny: la rebeldía que el mercado sí permite,” arguing that Bad Bunny is a product of his time whose apparent transgression is fully compatible with the market, yet still functions as genuine rebellion by questioning norms around masculinity, language, and class within mainstream music. The piece positions him as a figure who tests how far non‑English, non‑traditional pop can go inside the global system while still selling out tours and dominating playlists. Marketing and brand‑strategy outlets are also tracking his impact. The Peruvian site MercadoNegro notes that campaigns featuring Kendall Jenner, Bad Bunny, and Sabrina Carpenter are among the standout marketing efforts of 2026, pointing to how brands continue to build entire digital narratives around his image and lifestyle. This coverage emphasizes his ongoing role as a bridge between Latin trap, luxury fashion, and high‑end brand storytelling. Back on social platforms, Spanish music station LOS40 has highlighted a lighter, pop‑culture angle: La Casita de Bad Bunny in Barcelona has become a celebrity magnet, with actress Úrsula Corberó recently reappearing there with a brand‑new look, prompting fans to call the pairing “the duo we needed.” This kind of content shows how Bad Bunny's branded spaces are operating as hubs for regional entertainment and style, not just concert venues. Across all of this, the past week paints Bad Bunny as a multidimensional figure: selling out European stadiums, turning couture shows into news, collecting Emmy nominations, inspiring longform cultural essays, and anchoring high‑profile marketing campaigns—while still using spontaneous fan interactions and Puerto Rican slang to keep his performances grounded and local. Thank you for tuning in, and come back next week for more. 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Dr. Hsing-Huan Wang is Chairman of the Taiwan Statebuilding party. Last July we sat down to speak with him at TAC-WC, the Taiwanese American Conference West Coast hosted in San Francisco/Silicon Valley. We talked about how he went from studying Buddhist philosophy and aspirations to pursue academic research as a professor, to accidentally becoming a politician. The Taiwan Statebuilding has a clear vision for an independent Taiwan and a Taiwanese Republic. The party also takes a hard line on China as an enemy state. Related Links: https://talkingtaiwan.com/dr-hsing-huan-wang-chairman-of-the-taiwan-statebuilding-party-an-unwavering-voice-for-taiwans-independence-ep-351/ This interview was recorded just weeks before the historic July 26th vote in 2025 to recall 24 Chinese Nationalist Kuomintang lawmakers. At the time it was the largest recall effort attempted by the citizens of a democracy. As a result of what was called the Great Recall Movement, a total of 31 KMT legislators were put up for a recall vote. Another 7 KMT legislators in addition to the first 24 would be up for a recall vote on August 23. Last July Talking Taiwan traveled back to witness the first recall vote on July 26th. To learn more about the Great Recall movement we encourage you to listen to our past episodes 316 with recall campaigners Carol, Acho and Eric, and 317 with Courtney Donovan Smith. This episode is sponsored in part by the Pacific Times (太平洋時報). Related Links: https://talkingtaiwan.com/dr-hsing-huan-wang-chairman-of-the-taiwan-statebuilding-party-an-unwavering-voice-for-taiwans-independence-ep-351/
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The New York Yankees are once again battling a frustrating June slump, and we're asking whether this year's "June Swoon" is simply a bump in the road or the start of something more concerning. Ryan and Dustin also discuss Jorge Posada's thoughts on the modern era of Major League Baseball, analyze the trade sending Jacob Markstrom from New Jersey to the Florida Panthers, and react to Emmanuel Acho's latest controversial comments from The Speakeasy. From baseball to hockey to sports media, we've got plenty to unpack in another lively episode of No Credentials Required. Subscribe, download, and leave a review wherever you get your podcasts! No Credentials Required is a part of the Belly Up Sports Media Network. Belly Up Sports: https://www.bellyupsports.com | https://www.youtube.com/@bellyupsports Seat Geek: This episode's affiliate sponsor is Seat Geek: Life's an Event, We Have the Tickets! Save $20 off your order of $50 or more with promo code BELLYUPSPORTS at checkout! | https://www.seatgeek.com Follow No Credentials Required on Facebook, Twitter, Instagram, Twitch, and subscribe to our YouTube page for live shows and additional content!
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Seth and Sean get petty and hear others being petty in the PettyCast. Today they hear from Bill Simmons, Brandon Aiyuk, TJ Houshmandzadeh, Josh Hart, Emmanuel Acho, Johnny Manziel and Dolly Parton.
Sandra Golden and Steaky discuss the Atlanta Falcons' decision to keep Kyle Pitts on a team-friendly extension and Matt Ryan's growing influence in the front office. Mark Bowman provides an insider look at the Atlanta Braves' rotation issues and the high probability of a major trade. They also react to Emmanuel Acho's claim that Caitlin Clark is a distraction for the WNBA. 01:50 - Steak's Birthday Preparation 04:42 - World Cup Fan Experience 09:38 - Kyle Pitts Falcons Extension 16:02 - Mark Bowman MLB Career 20:08 - Braves Starting Rotation Struggles 25:31 - Braves Trade Deadline Outlook 30:15 - Serena Williams Wimbledon Entry 35:29 - Acho's Caitlin Clark Take 40:20 - Three Strikes Listener Callers
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Craig Carton and Big Mac react to the New York Mets' free fall and owner Steve Cohen's social media interactions with frustrated fans. They examine Eric Chavez's insights into clubhouse dynamics and debate the New York Yankees' struggles after a sweep in Boston. The conversation also features a touching call from an 89-year-old die-hard fan and a critique of Emmanuel Acho's take on Caitlin Clark. 01:08 - New York Baseball Meltdown 04:17 - Cohen's Out of Touch Tweets 11:16 - Eric Chavez Clubhouse Claims 17:54 - Wally Backman for Manager 24:37 - 89-Year-Old Fan Call 35:03 - Carton's New Rochelle Induction 42:56 - Acho's Caitlin Clark Comments
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Leave an Amazon Rating or Review for my New York Times Bestselling book, Make Money Easy! Check out the full episode: https://greatness.lnk.to/1934DM Emmanuel Acho hung his NFL rejection letter above his bed. Stared at it every morning. Every night. That was his goal. Then at the NFL Combine, his quad tore off the bone mid-40-yard dash. Every scout watching. ESPN rolling. He hit the ground, got drafted in the sixth round, and walked away with one conclusion nobody expected: stop setting goals. Goals have a ceiling. Hit one and you've stopped short of what was possible. Miss one and your self-worth takes the damage. Acho replaced goals entirely with what he calls an objective with no limitations. Sounds like a small distinction. It isn't. He also won't model himself after Michael Strahan. Not because Strahan isn't great. Because Strahan's already taken. Let Strahan be Strahan, and Acho be Acho. Sign up for the Greatness newsletter: http://www.greatness.com/newsletter TOPICS Emmanuel Acho, goal setting mindset, self-worth, NFL Combine, objectives vs goals, self-efficacy, unlimited potential, personal identity, Illogical book, motivation psychology Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
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