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Carolina Bianchi retorna ao Festival de Avignon para apresentar a trilogia completa Cadela Força, considerada pela crítica europeia como uma das investigações mais radicais do teatro contemporâneo. Do inferno de A Noiva e o Boa Noite Cinderela ao enigma luminoso de Uma Luz Cordial, passando pelos pactos masculinos de The Brotherhood, a artista brasileira constrói um percurso que se recusa a estetizar a dor, abordando temas como violência, sexualidade e literatura. Márcia Bechara, enviada especial a Avignon A apresentação integral da trilogia Cadela Força na Opéra d'Avignon, em uma maratona de dez horas, consolida a posição singular de Carolina Bianchi na cena experimental contemporânea. A artista brasileira retorna ao festival, depois do sucesso estrondoso de A Noiva e o Boa Noite Cinderela, de 2023, com um percurso que confronta violência sexual, feminicídio, pactos masculinos e a própria tarefa da escrita. Sua obra nasce de uma experiência brasileira que não se deixa traduzir completamente, e é justamente essa força que redefine sua presença em Avignon 2026. A trilogia, afirma Bianchi, exigia tempo e densidade. “Cadela Força era uma coisa que foi se apresentando desde o começo também porque sinto que os assuntos, que as matérias que a gente estava movendo dentro dessa trilogia pediam esse lugar assim, de calma, de tempo para poder olhar para esses assuntos.” Para ela, não se tratava de buscar atalhos fáceis: “Acho que estava sempre, desde o começo, distante da gente querer encontrar soluções para coisas que são impossíveis.” No primeiro capítulo, A Noiva e o Boa Noite Cinderela, Bianchi articula histórias reais de feminicídio - dos assassinatos em série de Cidade Juárez ao caso da performer italiana Pippa Bacca, assassinada durante a execução de uma performance na Turquia, em 2008, - como eixo estrutural da obra. O corpo da performer opera como testemunho, instaurando um regime ético que desloca a cena da representação para a inscrição direta dessas narrativas. É o “inferno” da trilogia, uma geografia política da violência que se torna matéria de linguagem. Em The Brotherhood, a investigação se volta aos pactos masculinos que moldam a história da arte. A dramaturgia funciona como dispositivo analítico, expondo genealogias de poder que atravessam a própria autora, que surge como figura espectral. O capítulo evidencia a persistência dessas estruturas e a forma como organizam o campo artístico, mesmo quando examinadas criticamente. Leia tambémFestival de Avignon: 'A Noiva e o Boa Noite Cinderela', ou como explodir no próprio corpo as fronteiras do teatro A volta a Avignon O retorno ao festival, depois da estreia do primeiro capítulo em 2023, produz uma camada adicional de leitura. “Dá uma noção de temporalidade que, uau, é muito louca”, diz Bianchi. “Agora mesmo eu estou olhando para você e pensando quem éramos nós há três anos e éramos outras pessoas.” A volta com a trilogia completa, afirma, revela o percurso desses anos: “O quão imersa eu estive nesses anos nessa 'floresta escura da criação', como diz Dante Alighieri.” A referência à Divina Comédia atravessa sua fala e sua obra. “Essa entrada na criação, passando pelos infernos, pelos purgatórios, pelos paraísos que cada obra contém”, diz, descrevendo o processo como algo que transforma e reorganiza o trabalho. Voltar a Avignon, para ela, é também reconhecer lugares fundamentais da própria trajetória. A proposta da maratona reforça essa dimensão de experiência. “Ela tem uma coisa de ser de fato uma experiência e um convite para uma experiência teatral”, afirma. Bianchi cita o artista argentino Alberto Greco: “Ele dizia que acreditava na obra de arte como ‘aventura total'.” Sustentar dez horas de espetáculo envolve risco, e interessa à artista justamente por isso. “Tem um caminho selvagem. De risco. Tem um caminho tortuoso aí que também me interessa investigar.” O público, diz ela, é convocado a evocar essas perguntas junto com o grupo. “Vamos fazer uma coisa que não fizemos ainda antes e que tem os seus componentes de risco aqui, mas a gente quer sustentar juntos essas perguntas.” Uma luz cordial O terceiro capítulo, Uma Luz Cordial, desloca a violência para a tarefa da escrita. O título vem de um verso de Emily Dickinson, do poema My Life Has Stood a Loaded Gun. “Essa luz cordial que, na verdade, é essa arma disparando a luz de quando a arma explode”, explica. A imagem, para ela, está ligada ao ato de escrever: “O que a tarefa da escrita faz comigo, com o meu corpo.” O capítulo introduz alter egos e figuras literárias, num movimento que ecoa Dante. “Para eu seguir escrevendo, eu também vou me desfazendo, é uma trilogia também sobre um desaparecimento de um corpo que começa nesse Boa Noite Cinderela”, lembra. A violência se fricciona com a sexualidade e se catalisa no encontro com a imaginação. “A sexualidade é um tema muito importante que atravessa essa trilogia. A gente não tem como falar de violência sexual, a gente não tem como pensar o que acontece com essa violência, o que a gente faz depois dessa violência, se a gente também não pensar, não fizer as perguntas sobre a sexualidade.” A escrita, afirma, é o ponto de partida: “Eu sou escritora e essa é a minha primeira tarefa.” Escrever, para Bianchi, é também convocar o público à leitura. “O público vai vir aqui e vai ver dez horas de teatro, e vai ter que ler. Porque é isso, a gente está falando português, eu escrevo em português, essa é a minha língua.” A língua, diz ela, é o chão da obra: “Acredito no poder da linguagem, da língua, da nossa expressão, da escrita.” Teatro como passagem ao coletivo A escrita, porém, para ela, não se encerra na solidão. “Tem esse momento onde essa escrita vai passar ao coletivo. É aí que é o teatro. Eu sou uma escritora que precisa passar por esse lugar da solidão absoluta […] para essa coletividade do teatro, que eu acho impressionante”, conclui Bianchi. A trilogia Cadela Força será apresentada na Opéra de Avignon em três sessões consecutivas durante o Festival de 2026, reunindo os três capítulos em uma única maratona de dez horas. Depois de Avignon, o trabalho segue para Paris, onde integra o Festival de Outono: a trilogia será apresentada nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2026 na capital francesa, retomando a estrutura integral da obra e ampliando sua circulação no circuito europeu.
A encenadora, actriz e escritora brasileira Carolina Bianchi regressou ao Festival de Avignon para estrear “Uma Luz Cordial”, o último capítulo da "Trilogia Cadela Força" aqui iniciada em 2023. Esta é “uma luz atrelada à expressão da violência”, mas também à "expressão do prazer", conta-nos a artista que neste espectáculo confronta o público com “o enigma” que atravessa a peça e que envolve teatro, literatura e sexualidade. Carolina Bianchi e a sua companhia Cara de Cavalo vão também fazer dois dias de maratona teatral de 10 horas com as três peças seguidas da trilogia, um gesto movido pelo desejo de “aventura total”. Carolina Bianchi encerrou a trilogia iniciada em Avignon com “Uma Luz Cordial”, um espectáculo que leva para o palco a violência do acto de escrever e o mistério da sua própria sexualidade. Esta é “uma luz atrelada à expressão da violência”, mas também “à expressão do prazer”, conta-nos a artista que foi buscar o título da peça a um poema que lhe é fundamental: “My Life Had Stood a Loaded Gun”, de Emily Dickinson, em que a imagem de uma arma carregada lhe evoca o potencial explosivo de uma poeta a escrever. Além do novo espectáculo, Carolina Bianchi e a sua companhia Cara de Cavalo retomam toda a trilogia nesta 80ª edição do Festival de Avignon e o público poderá ver, no mesmo dia, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” [que a revelou aos palcos europeus e com o qual conquistou o Leão de Prata da Bienal de Veneza em 2025], “The Brotherhood” e “Uma Luz Cordial”. A maratona teatral de 12 e 13 de Julho, na Opéra Grand Avignon, dura diariamente cerca de dez horas, um gesto movido pelo desejo de “aventura total”, em referência à "obra de arte como aventura total” do artista Alberto Greco, de quem também fala em palco. “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, o primeiro capítulo, arrasta o público para o inferno das violações e dos feminicídios. “The Brotherhood”, o segundo capítulo, mergulha-nos nas alianças masculinas que têm dominado a história da arte e do teatro e verbaliza o fascínio por esses mestres da arte e da violência. Agora, “Uma Luz Cordial”, o terceiro capítulo, tenta fintar a brutalidade da criação artística e faz a literatura irromper em todo o espaço cénico. Diluem-se novamente fronteiras entre teatro e poesia, entre ficção e real, entre autor e alter ego. Carolina Bianchi vai desaparecendo de cena para reaparecer “nas vozes” de autoras como Hilda Hilst e Emily Dickinson. Não se pense que este último capítulo vem curar alguma dor porque, ela avisa em palco, “a dor não passa” e “não há salvação”. Há, no entanto, uma luz ao fundo do túnel, a tal “luz cordial”, ainda que corresponda ao disparo de uma arma no poema “My Life Had Stood a Loaded Gun”. O teatro radical de Carolina Bianchi, que deixa enigmas e não dá respostas, que leva para o palco a complexidade e a perplexidade do mundo, que leva à tona tanto a parte maldita quanto a parte poética da criação, está no Festival de Avignon até 12 de Julho. RFI: Como é que nos pode apresentar este terceiro capítulo que fecha a trilogia “Cadela Força”? Carolina Bianchi, Autora e encenadora da trilogia teatral “Cadela Força”: “Uma Luz Cordial é um trabalho que vai na direcção da escrita, sobre o acto de escrever. Então, ele é, na verdade, eu me colocando ali também, nesta travessia deste espectáculo, como a escrita em si, o meu corpo está muito mais fora de cena do que nos outros trabalhos da trilogia. Acho que também tem essa questão: a de uma escritora que está desaparecendo, que está se tornando pura escrita. Por tocar nesse assunto da escrita, acho que forma um triângulo muito importante com outras duas coisas, que é a imaginação e a sexualidade. Aí, para mim, surge uma equação do enigma desta terceira parte, que é o que atravessa este último capítulo, estas três palavras que não se conseguem mais dissociar, a escrita também como uma possível expressão da sexualidade e é não só falar sobre a sexualidade, mas a escrita como expressão de uma sexualidade. Acho que, sobretudo, é também muito importante dizer: a literatura como forma de prazer.” Há uma poesia de Emily Dickinson essencial na peça, que fala em "uma luz cordial" em que "a arma tem o poder de matar, mas não de morrer". Por que chamou ”Uma Luz Cordial” ao terceiro capítulo? “Esse é o meu poema preferido da vida. Emily Dickinson traz uma possibilidade de ler esse poema - porque é o que eu digo também no trabalho: é difícil chegar a uma conclusão sobre como analisar um poema de Emily Dickinson. E essa é a coisa mais bonita sobre essa autora, que trabalha com enigmas, com espaços de puro mistério na sua escrita, na sua poesia. Acho que essa imagem de uma arma carregada que, para mim, pode ser a imagem da poeta a escrever, é uma das imagens mais bonitas que a poesia já trouxe para o meu imaginário. Aí vem essa frase ‘Uma luz cordial' que está no poema e ela essa sentença para descrever o momento do disparo da arma. Então, o tempo todo ela está trazendo nesse poema esses dois lados de uma arma que também é uma arma que é uma expressão de violência e, ao mesmo tempo, quando o disparo é descrito como uma luz cordial isso também traz outra imagem sobre essa arma, que é uma imagem de vida, uma imagem de sorriso, uma imagem de prazer, uma imagem de iluminação que é muito forte.” Em “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” a principal inspiração era a artista italiana Pippa Bacca, violada e assassinada em trabalho. Em “The Brotherhood”, inspirava-se também na dramaturga Sarah Kane que dizia que “não há amor sem violência” e que explorava os temas do amor e da violência. Agora, as suas musas são Hilda Hilst e Emily Dickinson. Porquê falar através da voz destas artistas mulheres e porquê levar de forma tão franca a literatura para o teatro? “Tem uma coisa que eu acho que é importante dizer. A Pippa Bacca, para mim, ela não foi tanto uma inspiração como a minha relação com a Sarah Kane, talvez com outras dessas autoras. Acho que a Pipa Baca tinha uma coisa ali de um mistério do qual eu precisava, era quase a atracção de um detective que eu acho que é um pouco diferente. Nestes dois outros trabalhos, quando Sarah Kane aparece, quando vem a Emily, a Hilda e outras vozes também, para mim tem um aspecto de um encontro que é um encontro onde você se sente pertencente a um lugar ou onde você tenta pertencer a um lugar onde encontra essas outras autoras, onde você se sente menos sozinha, onde você tem um lugar onde se reconhece numa história. Acho que isso acontece muito com a Sarah Kane na ‘Brotherhood', alguém que fez espectáculos extremamente violentos, que sofreu também muitas consequências, boas e ruins, dessa dramaturgia sem concessões que ela fazia. Agora, nesta terceira, o ponto onde a coisa ainda fica mais profunda é a questão de elas serem alter egos. Quando eu falo dessa escritora que morreu e que agora aguarda nesse outro espaço essa hora de voltar, para mim, esse virar escrita também significa dissolver-se em alter egos. A minha voz já não é essa voz central, a voz está espalhada, está tudo espalhado, estilhaçado. Tudo ali é duplo. Também vem essa ideia da fantasmagoria em si, que eu também falo nos outros capítulos. Para mim, essa fantasmagoria chega no seu ápice na trilogia, que é a ideia de que nem sequer essa voz é a voz que agora é a mais ouvida. Essa voz precisa de se dissolver em alter egos e o da Emily Dickinson - que ocupa um lugar muito importante na minha vida, na minha história, com a literatura, com a escrita - aparecem também nesse chamado para seguir escrevendo.” Também interroga o próprio sacrifício da escrita e a violência que é escrever? “Sim, interroga, mas também é um lugar de prazer. Para mim, é muito importante afirmar essa palavra neste último capítulo, que eu acho que também é uma palavra que pouca gente esperava que fosse aparecer aqui. Há uma questão de associação entre a literatura e o prazer e, por isso, também a gente está associando com a questão da sexualidade, porque eu estou trazendo uma sexualidade que também se está colocando como uma grande desorganização, como um grande enigma o tempo todo. Aqui, isso está mais endereçado do que nunca. Então, é um corpo que está ali fervendo, que é o corpo da escritora, que é o corpo da escrita, que é um corpo que também está revelando uma expressão sexual muito forte.” Por isso é que traz esse corpo colectivo da sexualidade para o palco, com os actores da sua companhia Cara de Cavalo? “Sim, sim, porque eu acho que tem ali mesmo uma pergunta sobre como se manifesta essa sexualidade no espectáculo, sem ser a sexualidade de estar atrelada ao real ou o sexo real no palco ou a representação. Não me interessa essa pergunta. Nesta peça, para mim, interessa-me falar como manifestar essa sexualidade que está atrelada ao acto de escrever. É uma sexualidade que vem da palavra e uma sexualidade que está atrelada à leitura. Ela é uma sexualidade que é o tabu da leitura, que limites são esses também que a literatura explode o tempo todo e que para o teatro é mais complicado. Então, acho que tem uma tensão aí entre teatro e literatura, entre o acto de ler e de você também não poder escapar dessa literatura. Acho que tem muitas coisas aí onde esse fio vai dando um nó mesmo.” Nessa “dramaturgia sem concessões”, em que leva também a sexualidade para o palco, recorre a uma obra que a escritora Hilda Hilst escreveu para fintar o pedido do editor que queria uma obra que vendesse muito. A Carolina coloca em cena uma marioneta a representar uma criança manipulada por dois adultos e durante 20 minutos ela fala da sua prostituição infantil. É uma das cenas mais fortes desta peça. Porquê esta cena? “Porque o meu desejo era colocar um livro dentro da peça. Ali a gente tem um livro que é ‘O Caderno Rosa de Lori Lamby' e acho que tem uma questão que ainda traz neste livro particular que é uma resposta a uma determinada maneira que o mercado editorial trabalha, que eu acho muito forte, porque ele é um livro sobre escrita. É uma menina que escreve o tempo todo e é o que a marioneta faz também em cena, ela escreve o tempo todo. Então, uma menina que escreve o tempo todo, inspirada pelo pai, que é um escritor que tem problemas também para vender os seus próprios livros. Inspirada pelo que ela ouve das conversas ao redor, das coisas que lê, ela começa a escrever esse relato. Acho que tem uma coisa que eu acho muito bonita que é, primeiro, uma questão do tabu, um tabu enorme que é a imaginação sexual de uma criança, porque não é só uma questão de abuso, acho que tem ali uma questão ou outra que é o que uma criança imagina quando escreve e isso é uma coisa que toca todo o mundo. Todos nós já fomos crianças. Todos nós sabemos que é uma imaginação que ainda não está tão moldada pelos limites, pelos tabus. Ela narra uma questão extrema nesse contacto dessa imaginação, tem um caminho extremo que a Hilda percorre, porque ela sabe que isso vai provocar algo ali, nesse tabu, com o jeito que a gente percebe essas situações. Ao mesmo tempo, tem uma coisa da escrita dela que é extremamente poética, que tem humor, que é uma coisa que você vê nos outros livros dela que eu acho muito importante. Acho que tem uma coisa desse choque também que isso provoca, que eu acho que é curioso também, que vem na cena seguinte mais explicitamente, que é uma cena que é “O Caderno do Cu do Sapo Liu Liu”, onde a gente tem o inverso, que é o grande escritor que escreve coisas terríveis, violentíssimas e é considerado um génio. Ele é considerado um Rimbaud. A gente está aqui na França, a terra de Georges Bataille, de Marquês de Sade, e é interessante como Hilda Hilst é tão chocante.” É por ser mulher? “Eu acho que o facto de ser mulher também faz ser mais chocante. O facto de ela ser mulher, o facto de ela ter escrito esse livro quando ela tinha 60 anos, mas eu acho que não vem a ser uma questão para mim pessoalmente. Eu não sei se isso é uma questão para quem lê isso e fica completamente perturbado, mas para mim, as questões dela ali, em relação à literatura, aos não limites que a literatura pode operar, são muito interessantes para mim.” Apesar da violência relatada por si e pelas mulheres de que fala, apesar de toda a vulnerabilidade, a trilogia chama-se Cadela Força. Agora que temos a trilogia completa em palco, por que é que a chamou assim? “Essas duas palavras não têm um significado específico quando colocadas em par. Elas não estão nem se dando adjectivo no português brasileiro, elas são palavras que não se estão completando, elas são realmente duas palavras jogadas ali. Acho que tem uma coisa sobre essa sonoridade que elas produzem, sobre as milhares de imagens que essas duas palavras podem produzir em contacto com os materiais da peça. E elas também têm um enigma delas, um segredo.” Na peça diz que “não há salvação”, que “não passa a dor”. Lemos que “o teatro é uma armadilha, que a literatura é uma armadilha e que talvez ainda esteja na mala do carro”, em referência à violação que sofreu e que conta no primeiro capítulo da trilogia. Quem viu os capítulos um e dois poderia esperar uma espécie de salvação no capítulo três ou, pelo menos, que o teatro fosse uma forma de reconstrução para si e, através de si, para outras mulheres. Não foi? “Não. E acho que quem esperava isso de mim assim estava muito equivocado. Para mim, é impossível pensar no teatro como salvação. Eu acho que já estou anunciando isso desde o princípio. Esse lugar de que o artista é alguém que precisa conceder esperança à sociedade, respostas à sociedade, conclusões de perguntas que são impossíveis, é um delírio e uma alucinação porque os artistas não têm essa responsabilidade. O que me interessa é justamente esse mistério do teatro. O teatro começa como um ritual dionisíaco, os rituais dionisíacos eram cheios de violência, cheios dessa violência poética que opera no fundamento da história do teatro. Então, eu acho que o teatro é um lugar onde ele precisa operar na chave do mistério, da instabilidade, não como salvação de nada.” Nas entrevistas que fizemos, em 2023 e em 2025, sobre os capítulos anteriores da trilogia, dizia-nos que “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” falava da “antecâmara do inferno já com um pé no inferno”, que “Brotherhood” era “acordar no purgatório” e tentar perceber o que significa “situar-se no teatro depois de voltar do inferno”. E neste terceiro capítulo? “Esse capítulo, a gente chega na citação do 'Paraíso' de Dante Alighieri, esse momento onde tem uma imagem do paraíso que é muito linda, em que ele começa a ver esses espíritos, essas imagens de luz. Quase como chega um ponto ali onde, depois de ele se entender incapaz de seguir escrevendo, ele já se perdeu ali do Virgílio que encontrou uma outra musa que é a Beatriz que agora tem a palavra. Acho que tem alguma coisa nessa transformação onde a luz aparece, para mim, atrelada a uma expressão de violência que está no poema da Emily Dickinson, que também abre esse lugar de onde também há esse prazer da literatura que aparece. Esse lugar onde a literatura vai dominando tudo, onde essa ficção vai dominando tudo. É essa conexão que eu faço com o paraíso, com esse lugar onde a violência não pára, onde a violência não se resolve, mas ela chega a outras formas.” Não há salvação, mas há uma luz cordial? “Mas lembre-se que à luz cordial é o disparo da arma.” Fecha a trilogia no sítio onde a começou, no Festival de Avignon. Mostra o terceiro capítulo, mas também os dois anteriores. Já alguma vez representou dez horas seguidas e por que é que decidiu fazer algo quase sobre-humano? “Nunca representei por dez horas seguidas. Sobretudo, acho que nada me teria preparado, mesmo se tivesse feito. Não, nada me teria preparado para fazer isso, porque acho que essas dez horas são dez horas muito específicas, muito desse universo onde há aí uma consequência de se fazer algo depois do primeiro capítulo e eu acho que é isso que a gente vai estudar juntos. O que é que isso muda na nossa leitura de espectáculos que as pessoas já viram? Como eles vão ler esses espectáculos agora com esse efeito presente e contínuo? O que acontece? O que acontece com o teatro? O que acontece com a performance? O que acontece com a literatura quando se leva isso, essa experiência, que é uma experiência extrema? Tem uma frase num dos textos de ‘Uma Luz Cordial', onde eu estou-me referindo a um outro artista que é o Alberto Greco, um artista argentino, e ele diz que acredita na obra de arte como aventura total. Para mim, isso resume muito bem este gesto. Então, para si, é uma obra de arte total? “Não, aventura total. Não sei se é uma obra de arte total o que nós fazemos, mas eu acredito que o desejo de fazer essa obra tem a ver com esse desejo pela aventura total.” A trilogia ajuda a pensar o impensável. Verbaliza a violência, apropria-se da linguagem da violência para desconstruir o sistema em que ela se baseia. Ao fazê-lo, também não alimenta o sistema em que “Somos todos brotherhood”? Não há maneira de quebrar o ciclo? “Acho que não. Eu não saberia dizer. Acho que não. Acho que esse ciclo talvez vai ser um ciclo que vai demorar muito para ser quebrado. Onde estamos agora no mundo, o que a gente está vendo acontecendo ao redor do mundo, esse conservadorismo extremo, esse fascismo extremo que está em toda parte, que está no mundo das artes também, eu não vejo ainda uma saída desse ciclo. Sinto muito., mas espero que exista um dia. Não sei se eu vou estar aqui para assistir isso, mas…” Foram vários anos a escrever, a interpretar, a representar, a sofrer também com esta trilogia que agora fecha. Olhando para trás, o que é que representou para si e o que gostaria que ela deixasse junto de quem a viu? “Eu acho que é uma coisa enorme. Mesmo assim, eu nunca vou conseguir, talvez nem nesta encarnação, ter distanciamento suficiente para ver tudo o que isso representou na minha vida, na vida das pessoas que trabalham comigo ou ainda de quem acompanhou o trabalho. Agora eu estou muito próxima, ainda estou muito aqui para entender qualquer coisa sobre isso. Eu sei que as mudanças que isso faz na minha vida são imensas. A minha vida foi completamente transformada e transtornada por esse trabalho, mas eu sinto isso assim, eu sinto que eu estou aqui, eu estou dentro dele ainda. Talvez no ano que vem eu consiga já ter um pouco mais de distanciamento para entender, porque agora eu só consigo dizer que isso mexeu em tudo. E eu estou ainda no meio desse furacão.” O furacão que também afectou o público e, se calhar, a história do teatro contemporâneo? “Tomara que sim. Eu nunca consigo afirmar muito esse tipo de coisas. Não sei. Tomara que sim. Tomara que tenha afectado muita gente. Eu acho fez algo, com certeza, com este contexto, mas eu preciso de distanciamento mesmo para entender o que foi feito, o que mexeu.”
Para comemorar o mês do orgulho LGBTQIA+, o RdMCast retornou para a catacumba assombrada da Estante Virtual para conversar um pouco mais sobre o horror queer na literatura e no cinema. Entre monstros clássicos, adaptações literárias marcantes e muitos filmes icônicos, hoje nossa bancada visitou os acervos da Estante Virtual, o lugar onde tudo sobre livros acontece, para discutir a história do horror queer, suas representações em diferentes tipos de mídia e mudanças ao longo do tempo. De vampiros do século XIX, passando por The Rocky Horror Show até chegar em Chucky e o Babadook, embarque conosco por essa jornada cheia de recomendações, risadas e histórias marcantes. Escolha um livro, se aconchegue na poltrona e se prepare para revisitar algumas de suas obras e personagens favoritos, afinal “a história do horror queer é a história do próprio horror”.O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabi Larocca, Thiago Natário e Gabriel Braga.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCONFIRA O CATÁLOGO DA ESTANTE VIRTUAL:Site: https://www.estantevirtual.com.br/Use o cupom RdMCastSiga no Instagram: @estantevirtual.brCITADOS NO PROGRAMA:1. MONSTROS LITERÁRIOSCarmilla de Sheridan Le FanuDrácula de Bram StokerO Retrato de Dorian Gray2. MONSTROS CINEMATOGRÁFICOS NO HORROR CLÁSSICODrácula (1931) e Nosferatu (1922)Frankenstein (1931) e A Noiva de Frankenstein (1935)A Filha de Drácula (1936)3. ADAPTAÇÕES LITERÁRIAS“A Assombração da Casa da Colina”PsicoseO Silêncio dos Inocentes e Dragão VermelhoFome de ViverHellraiser + Cabal: Raça das Trevas + Livros de Sangue4. ANOS 1970 E 1980The Rocky Horror Picture Show (1975)Vestida para Matar (1980)Acampamento Sinistro (1983)Os Garotos Perdidos (1987)Entrevista com o VampiroA Hora do Pesadelo 2 (1985)5. HORROR QUEER HOJE: RESSIGNIFICAÇÕESGarota InfernalAlta Tensão (2003)The Retreat / Lutar ou Morrer (2021)Faca no Coração (2018)Freaky (2020)Titane (2021)Morte, Morte, Morte (2022)As Boas Maneiras (2017)Verão Fantasma (2022)trilogia Rua do Medo (2021)Sugestões de livros:Sangue Raro – Lucas SantanaCinderela Está Morta – Kalynn BayronEu que nunca conheci os homens – Jacqueline HarpmanO corpo dela e outras farras – Carmen Maria MachadoA Queda da Casa Morta – T. KingfisherO chalé no fim do mundo – Paul TremblayFãs do Impossível – Kate ScelsaA Criatura do Jardim – Noah MedlockLISTAS ESPECIAIS DA ESTANTE VIRTUAL:Campanha Orgulho: https://www.estantevirtual.com.br/lst/orgulho-na-literaturaCampanha de Horror: https://www.estantevirtual.com.br/lst/livros-de-terror-e-sobrenaturalLiteratura Trans: https://www.estantevirtual.com.br/lst/literatura-transLivros que viraram filmes: https://www.estantevirtual.com.br/lst/livros-que-viraram-filmes Livros que viraram séries: https://www.estantevirtual.com.br/lst/livros-que-viraram-seriesoUTRAS CITAÇÕES:Filmes:Queer for Fear: The History of Queer Horror (2022)O Babadook (2014)Matadores de Vampiras Lésbicas (2009)Atração Mortal (1970)Luxúria de Vampiros (1971)As Filhas de Drácula (1971)A Noiva! (2026)Desafio do Além (1963)A Mulher Oculta (1938)Festim Diabólico (1948)O Silêncio dos Inocentes (1991)Raça das Trevas (1990)Fome de Viver (1983)Entrevista com o Vampiro (1994)Scream, Queen! A Hora Do Meu Pesadelo (2019)Chucky (2021 – 2024)O Filho de Chucky (2004)Outros livros:Morto Até o AnoitecerO Silêncio dos Inocentes: Entre Cordeiros e MonstrosChucky: o Legado do Brinquedo AssassinoSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br
Joana Marques apresenta-nos o novo amor de Quinita: o romântico António. Será que vão viver felizes para sempre? Ou pelo menos mais de 15 dias?
✨ Existe uma preparação acontecendo para o grande encontro com o Rei.Através do paralelo entre Ester e a Igreja, Pr. @Juanribe Pagliarin revela como Jesus prepara Sua Noiva com pureza, santidade e intimidade. Uma mensagem profunda sobre consagração, amor apaixonado por Cristo e expectativa pelas Bodas do Cordeiro.Uma Palavra sensível e transformadora para quem deseja viver mais perto da presença de Deus
Verso para memorizar: “Amados, agora somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é” (1Jo 3:2).
No episódio de hoje discutimos sobre uma Sexta-Feira Santa muito estranha (que envolve a Mabê), dicas nada convencionais de como lidar com uma assombração e uma noiva de borracha endemoniada! 〰️Dicas Bizarras:▪️Obsessão ▫️ Prime Vídeo (Fabão)▪️Filmes: Mestres do Universo e Street Fighter - 2026 (Tiago)▪️Flores Partidas ▫️ Prime Vídeo (Tiago)▪️Smiling Friends ▫️ HBO Max (Mabê)〰️
A Noiva - Pastora Lucélia by Arena Transformados
Durante a Escola do Amor Responde de hoje, um aluno compartilhou que foi traído quatro vezes e ‘morre de medo' que isso ocorra novamente. Inclusive, em todas as vezes, ele foi trocado pelos ex-companheiros de suas namoradas.Atualmente, ele está namorando há dois anos e eles têm planos de se casar, só que ela mantém contato com o ex. Inclusive, eles já discutiram sobre o assunto. A companheira garantiu que é apenas amiga dele, mas mesmo assim ele se sente amedrontado. O aluno perguntou aos professores se deve ou não confiar nela.Noiva tem mentidoEm seguida, outro aluno, de 30 anos, contou que há dois anos está noivo, mas, há algum tempo, começou a perceber que a companheira começou a mentir sobre situações. Ele disse que tudo começou quando ela entrou na faculdade e passou a fazer novas amizades. Outra coisa que o tem chateado é que ela mente a ponto de acreditar na própria mentira. Ele pediu orientação, pois está desistindo do relacionamento.Terapia do AmorOuça depoimentos de pessoas que aprenderam a se valorizar e o que têm a dizer. Inclusive, participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Por fim, mais um aluno pediu ajuda. Ele comentou que está separado da esposa e que ela disse que não sente mais nada por ele. O aluno tem desconfiado de que ela possa estar com outra pessoa, mas deseja reconquistar o amor dela. Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Os oito looks de Elizabeth Taylor, o vestido que ardeu, os ateliers mais concorridos, a moda dos casamentos em Portugal, e uma vaquinha para comprar a roupa de Isabel II.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Recentemente, me deparei com uma coluna da atriz Ingrid Guimarães no jornal "O Globo" intitulada "Se Jesus estivesse aqui". O texto, que rapidamente viralizou, tenta pintar um Cristo que se amolda perfeitamente ao paladar da nossa cultura atual: um Jesus que "pularia ondas", "tomaria vinho com espíritas" e "meditaria com budistas". À primeira vista, parece uma mensagem de amor e tolerância, mas, quando olhamos de perto, percebemos algo muito mais perigoso.O que estamos vendo aqui é a tentativa de criar um "Jesus Relativo" — um ícone que não confronta, não transforma e, principalmente, não exige arrependimento. Eu acho curioso, para não dizer trágico, quando figuras públicas que não vivem a realidade do Reino tentam ensinar à Igreja quem é o seu próprio Senhor. A Igreja estuda, segue e serve a Cristo há 2.000 anos. Não precisamos de uma releitura artística para entender o que está escrito de forma absoluta nas Escrituras.Jesus não é uma ideia positiva que você molda conforme sua conveniência. Ele é O Caminho, a Verdade e a Vida. Ele amava os pecadores? Sim, profundamente. Mas Ele os chamava à Metanoia — uma mudança radical de mente. Ele não se unia ao pecado; Ele libertava as pessoas dele. Dizer que Jesus aceitaria todas as práticas religiosas como caminhos válidos é ignorar Sua própria voz nos Evangelhos e abraçar a heresia universalista.Além disso, precisamos falar sobre esse ataque sutil à Igreja através da frase: "Amo Jesus, não o fã-clube". Entenda: a Igreja é o Corpo de Cristo. Ela é imperfeita, sim, porque é composta por nós, mas ela é a Noiva que Ele virá buscar. Não existe relacionamento com o Rei enquanto você despreza o Seu Reino e a Sua família.Neste vídeo, eu quero pontuar por que esse discurso "simpatizante" de Jesus é, na verdade, uma negação de quem Ele realmente é. É hora de pararmos de caçar opiniões em colunas de jornal e voltarmos para a Bíblia. Jesus não vai mudar para se adequar a nós; somos nós que precisamos ser transformados por Ele.Assista, reflita e compartilhe. Não podemos ficar calados enquanto tentam relativizar o Absoluto.
Leitura integral da peça Vestido de Noiva pelo Grupo de Teatro TODAVIDA
Nesta edição do podcast cinematório café, nós comentamos filmes aos quais assistimos após o Oscar 2026, entre eles "Devoradores de Estrelas" (Project Hail Mary), da dupla Phil Lord e Christopher Miller, com Ryan Gosling e Sandra Hüller, e "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Emerald Fennell, estrelando Margot Robbie e Jacob Elordi. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema No podcast, nós também falamos sobre a nossa participação no Golden Globes Tribute Gala e comentamos a animação "Super Mario Galaxy", o romance de horror "A Noiva!", que traz Jessie Buckley e Christian Bale vivendo um casal de monstros em fuga, os filmes brasileiros "#SalveRosa" e "Narciso", o thriller sci-fi "Matar. Vingar. Repetir." e a comédia "Quando o Céu Se Engana", estrelada por Aziz Ansari, Seth Rogen e Keanu Reeves. Confira a minutagem em que cada filme é abordado: 00:00:00 - Introdução e Golden Globes Tribute Gala 00:09:25 - Uma reflexão sobre podcasts 00:22:50 - Devoradores de Estrelas 00:39:06 - Super Mario Galaxy 00:43:36 - O Morro dos Ventos Uivantes 01:09:54 - A Noiva! 01:21:07 - #SalveRosa e Narciso 01:38:40 - Matar. Vingar. Repetir. e Quando o Céu Se Engana O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br.
A 80ª edição do Festival de Avignon decorre de 4 a 25 de Julho e tem, no cartaz, um enorme ponto de interrogação para destacar a importância de questionar o mundo através da arte. O tema acabou por surgir "de uma forma bastante livre", conta Tiago Rodrigues, o director do festival, que apresentou, esta quinta-feira, a programação no Théâtre du Rond-Point, em Paris. Foi aí que conversámos com o encenador e dramaturgo português sobre os nomes que preenchem uma edição em que, mais do que nunca, “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”. Tiago Rodrigues é o artista português que dirige um dos mais prestigiados festivais de teatro do mundo e que este ano cumpre a 80ª edição. Desta vez, a linha de força de Avignon está estampada no cartaz do evento: de um fundo amarelo solar sobressai um enorme ponto de interrogação. A força das dúvidas e dos questionamentos talvez seja a chave para entrar no espírito de Avignon, a cidade-teatro que abre portas para o mundo durante os dias do festival. Tiago Rodrigues assume que “o questionamento” acabou por se impor como um tema natural desta edição porque todos os espectáculos e eventos programados deixam no ar perguntas que são antídotos contra as “respostas simplistas” que “criam a violência” dos tempos que correm. O encenador e dramaturgo sublinha que juntar pessoas no mesmo espaço para fazerem perguntas através da arte “é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro”. Talvez por isso, o teatro é hoje ainda mais urgente e “claro que não está em vias de extinção”, avisa. Aos comandos do festival desde 2023 e reconduzido para um segundo mandato até 2030, Tiago Rodrigues alerta que “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”, exemplificando com o medo que o assola quando vê artistas como o libanês Ali Chahrour a viver sob bombardeamentos em Beirute. Mas vamos à programação do festival, que divulgámos esta quarta-feira depois da apresentação no espaço La FabricA, em Avignon. Um dia depois, Tiago Rodrigues foi ao Théâtre du Rond-Point, em Paris, para a conferência de imprensa do lançamento desta edição e a RFI teve a oportunidade de falar com ele. Começámos por abordar os nomes lusófonos e o director do festival apontou, desde logo, a artista brasileira Carolina Bianchi como “a grande revelação nos últimos anos no teatro mundial”, lembrando que ela foi a grande aposta de Avignon em 2023 (o primeiro ano programado por Tiago Rodrigues). A encenadora, actriz e escritora vai estrear em Avignon o terceiro capítulo da trilogia "Cadela Força", três anos depois de ali ter apresentado o primeiro capítulo, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, que ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza. Por outro lado, haverá dois dias de maratona teatral de 10 horas em que as três peças poderão ser vistas de seguida: “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, “The Brotherhood” e “Uma Luz Cordial”. Sobre os também brasileiros Christiane Jatahy e Wagner Moura, que vão apresentar “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, Tiago Rodrigues lembra que “Christiane Jatahy é uma artista muito amada pelo público do festival” e que, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, “neste momento, o actor brasileiro mais conhecido no mundo” e que regressa ao teatro 16 anos depois “com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor”. Nesta edição, acabam por ser poucos os artistas lusófonos, mas fica a promessa que, depois de portugueses, cabo-verdianos e brasileiros terem estado em edições anteriores, “os artistas moçambicanos, angolanos e guineenses” também merecem ter o seu palco em Avignon. Continuando o seu projecto de convidar línguas para o festival, depois do inglês, espanhol e árabe, Tiago Rodrigues justifica a escolha, este ano, da língua coreana como “uma vontade de viajar até longe”. Daí que um quarto da programação seja constituída por artistas da Coreia do Sul e uma das convidadas de honra, que inspira dois espectáculos, é a Nobel da Literatura Han Kang. De resto, mais de metade dos projectos são dominados por artistas mulheres com “propostas absolutamente extraordinárias”. Na entrevista, o director do Festival de Avignon mostrou-se, ainda, muito “preocupado com o que está a acontecer em Portugal, nomeadamente em Lisboa”, algo que descreveu como “uma espécie de cerco à liberdade de criação” e “um grande abandono da verdadeira democratização” do acesso às artes e à criação. RFI: Na apresentação da programação, o Tiago Rodrigues falou na vontade de que o festival seja uma “festa de questionamentos” e o cartaz apresenta um grande ponto de interrogação. Quais são as linhas de força que cosem as entrelinhas desta edição e até que ponto o questionamento é uma delas? Tiago Rodrigues: “O questionamento foi uma forma bastante livre de darmos um tema a este festival, de relembrarmos ao público que este festival - que faz muito trabalho sobre a sua história, sobre o seu arquivo - ao chegar à 80ª edição, queria estar muito concentrado também no presente e no futuro, perguntar o que é que vamos fazer nos próximos 80 anos de festival. Hoje, quando defendemos a importância das artes, do teatro, da dança na vida das pessoas, muitas vezes dão-nos a entender que estamos a defender qualquer coisa que está em vias de extinção ou qualquer coisa que é antiga e que estamos a tentar ainda fazer sobreviver não se sabe bem porquê, quando o que nós defendemos é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro que é a possibilidade de nos reunirmos em sociedade, pessoas juntas fisicamente no mesmo espaço para fazer perguntas juntos, mas fazer perguntas através da arte. E é isso que o festival faz há 80 edições e queríamos relembrar-nos a nós, os artistas, mas também ao público, que é isso que nós fazemos aqui. Num mundo onde estamos cheios de más respostas - poucas respostas mas más na maioria dos casos - respostas violentas, respostas simplistas, respostas pouco informadas, nós queremos colocar as boas perguntas. Perguntas às vezes complexas, perguntas também com prazer, perguntas com dúvida, perguntas que permitam o debate em vez de respostas que criam a violência. Eu acho que as artes podem ter esta função e certamente um festival onde vêm pessoas do mundo inteiro e se reúnem numa cidade que duplica a sua população no momento do festival para acolher o mundo inteiro que a visita, esse é o momento em que podemos fazer perguntas juntos.” Há três artistas brasileiros em destaque nesta edição: Carolina Bianchi, Christiane Jatahy e Wagner Moura. Comecemos por Carolina Bianchi, que foi revelada no primeiro ano de Tiago Rodrigues à frente do Festival de Avignon, em 2023. O que nos traz Carolina Bianchi? “Carolina Bianchi foi uma aposta do festival em 2023, na primeira edição que eu programei, porque acreditava que seria um grande acontecimento para o teatro europeu e mundial descobrir o trabalho de Carolina Bianchi que era um trabalho que estava muito discretamente escondido na cidade de São Paulo, que não rodava muito, que não era muito conhecido mesmo no Brasil. Tivemos a oportunidade de a desafiar a começar um projecto, uma trilogia. Ela sonhava fazer uma trilogia com três espectáculos consagrados à questão da violência e, sobretudo, a violência sobre as mulheres. O primeiro episódio é consagrado a essa violência na história da arte e na performance. O segundo no teatro e o terceiro na literatura mas como também a escrita pode ser uma forma de libertação, de emancipação. Ao ouvir essa ideia, dissemos imediatamente: ‘Vem fazer o primeiro espectáculo no Festival de Avignon'. O que aconteceu a seguir é do conhecimento geral. Carolina Bianchi, depois desse espectáculo, ganha o Leão de Prata da Bienal de Veneza, torna-se uma artista que faz todas as cenas europeias e mundiais, é revelada por esse festival. Criou o segundo capítulo entretanto, “Brotherhood”, e nós tínhamos combinado há muito que ela encerraria esta trilogia de novo em Avignon. A grande sorte que temos é que encerra com um espectáculo que será absolutamente fenomenal, “Uma Luz Cordial”, mas também conseguimos preparar, pela primeira vez, a hipótese de ver a trilogia seguida. São dez horas de teatro, uma grande aventura que tem ocupado esta artista durante quase cinco ou seis anos da sua vida e vamos poder ver não só a estreia mundial do último capítulo da trilogia, mas também, pela primeira vez, toda a trilogia seguida no Festival de Avignon, com cerca de 20 intérpretes brasileiros liderados por esta grande artista. É uma grande revelação dos últimos anos no teatro mundial.” E em relação a Christiane Jatahy, que já esteve em Avignon, e Wagner Moura, o que é que eles trazem ao festival? “Christiane Jatahy é já uma artista muito amada pelo público do festival, muito conhecida em França, uma encenadora que também é muito conhecida do público lusófono, seja no Brasil, seja em Portugal, que tem marcado as cenas europeias nos últimos anos, com as suas adaptações de repertório e desta vez, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, que decide voltar ao teatro 16 anos depois. Ele tem vivido a sua aventura cinematográfica, televisiva, neste momento é, sobretudo, talvez o actor brasileiro mais conhecido no mundo com a nomeação ao Oscar, com o Globo de Ouro que ganhou e com a Palma de Ouro em Cannes que ganhou pelo filme “O Agente Secreto”. E é muito comovente ver Wagner Moura regressar ao teatro com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor. Aqui, Christiane Jatahy e Wagner Moura escreveram juntos, inspiraram-se no “Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen, autor norueguês, e pegando na história do “Inimigo do Povo”, onde o protagonista acabou de anunciar que as águas de uma vila termal estão contaminadas e, portanto, ao salvar a saúde das pessoas, condenou economicamente essa cidade, ele é acusado de ser inimigo do povo. O que vemos nesta peça é que imediatamente a seguir a esta história há um julgamento e nesse julgamento há vários testemunhos, nomeadamente o do Dr. Stockmann, interpretado por Wagner Moura e escrito por Wagner Moura com Christiane Jatahy, que defende que não é inimigo do povo, pelo contrário, enquanto outros defendem que ele é inimigo do povo. Será o público a decidir o resultado deste julgamento e o espectáculo tem dois finais em função da decisão do público.” Em termos de lusofonia, não há muitos mais nomes lusófonos. Porquê? “Porque o Festival de Avignon é uma página em branco onde nós tentamos responder às mesmas questões com respostas diferentes todos os anos. Evidentemente, a língua portuguesa, nem que seja pela minha presença na direcção do festival, tem estado mais presente do que no passado na história do Festival de Avignon, com artistas portugueses, cabo-verdianos e brasileiros também. Este ano, a presença da língua portuguesa está defendida por duas grandes artistas brasileiras e no futuro voltará a estar defendida por, não sei, artistas angolanos, moçambicanos, guineenses, porque não? Portanto, a língua portuguesa tem essa riqueza de poder ter artistas, nomeadamente no teatro e na dança, que merecem ser descobertos e mostrados no Festival de Avignon. Certamente que a cena lusófona - e não só lusófona, também a cena especificamente portuguesa - continuará a ter presença no Festival de Avignon. Este ano não tem, porque nem todos os países podem estar todos os anos no festival. Há países, por exemplo, como a Coreia do Sul, que, através do convite à língua coreana como língua convidada, este ano regressa ao Festival de Avignon depois de 25 anos de ausência. Há 25 anos que não havia um artista coreano no festival. O mundo é grande, o festival também é muito grande, mas não é tão grande como o mundo. E, portanto, embora gostássemos de fazer um festival que tivesse artistas de todos os países do mundo todos os verões, esse sonho terá que ficar para mais tarde. Por agora, queremos ter todos os artistas do mundo, mas um festival de cada vez.” Até porque o Tiago Rodrigues foi reconduzido até 2030 na direcção do festival, não é? “Tenho a grande sorte de ter sido reconduzido para um segundo mandato que começará após este festival. Este é o meu último festival do primeiro mandato, mas estou já a preparar os próximos quatro festivais até 2030. Sem dúvida que até 2030 não faltarão artistas de língua portuguesa.” O que é que o incitou a convidar a língua coreana? “A vontade de viajar até longe esteve na origem deste convite à língua coreana. É a quarta língua que convidamos para o Festival de Avignon. Começámos com o inglês, depois com o espanhol, duas línguas globais, mas de origem europeia. A terceira língua foi o árabe, uma língua de origem não europeia, mas muito presente na Europa e muito presente em França, onde é a segunda língua mais falada. Portanto, estas três línguas, por serem globais e também, por uma certa proximidade, por serem línguas que nos dizem coisas quando somos público do Festival de Avignon, que é um público maioritariamente francês, e o internacional que é maioritariamente europeu, merecia ser provocado pela distância. Então, começámos a procurar as línguas asiáticas que poderia ser interessante propor e percebemos que a língua coreana, sendo uma língua que só é falada numa península, é também uma espécie de 'soft power' através do K-pop, da música popular, através do 'K-drama', as séries televisivas coreanas que são muito populares no mundo inteiro...” Da Prémio Nobel da Literatura... “Da Prémio Nobel da Literatura. Mas por trás dessa presença global, há um grande desconhecimento, por exemplo, do teatro e da dança da Coreia, portanto, fomos pesquisar. Fomos muitas vezes à Coreia do Sul, a várias cidades, descobrimos muitos artistas e compusemos aquilo que corresponde a um quarto da programação do festival, com artistas coreanos. Há muito teatro, muito teatro documentário, muita dança, muitas formas tradicionais como o pansori ou outras formas populares de circo, de música, de teatro, de dança, mas actualizadas com uma leitura contemporânea. E também a literatura porque Han Kang [Prémio Nobel da Literatura] estará no Festival de Avignon, será uma das figuras centrais do festival. Haverá uma grande leitura de partes do seu romance, dirigida por Julie Deliquet, pela actriz Isabelle Huppert e pela actriz coreana Hyeyoung Lee, que juntas lerão, em francês e em coreano, partes do romance de Han Kang em presença da própria Han Kang. Haverá espectáculos que adaptam outros romances de Han Kang. E haverá também encontros e entrevistas públicas com a Prémio Nobel e ela será uma das grandes presenças da língua convidada.” Há uma artista lusodescendente, percussionista da cena electro-pop francesa Lucie Antunes, que faz um espectáculo com Mathilde Monnier, uma presença conhecida em Avignon. São duas mulheres fortes, "guerreiras", como o nome de um dos álbuns de Lucie Antunes. Também está programada Rébecca Chaillon, que faz igualmente espectáculos muito fortes. Nesta edição, há mais mulheres a dirigirem projectos do que homens. Qual é a mensagem subjacente? “É a mensagem natural de que não é difícil fazer uma programação que eu considero de grande, grande, grande qualidade, tendo uma grande maioria de mulheres à frente dos projectos. Não queremos passar outra mensagem que aquela de dizer que deveria ser perfeitamente normal haver muitas programações em muitos festivais do mundo onde há uma maioria de mulheres, porque há enormemente artistas mulheres que fazem projectos absolutamente extraordinários. A mensagem termina aí e depois as conclusões são tiradas pelas pessoas. Foi sem esforço que chegámos a uma programação maioritariamente feminina e por pura paixão pelo trabalho proposto por estas artistas. Quando fomos fazer as contas no final, porque gostamos sempre de poder perceber até que ponto é que estamos a respeitar a nossa vontade de paridade, percebemos que estávamos muito para lá da paridade. E ainda bem que sim, porque artistas como por exemplo Lucie Antunes e Mathilde Monnier, que vão colaborar nesse espectáculo “Silence”, são grandes artistas. Uma vem pela primeira vez ao Festival de Avignon, a Lucie, e a Mathilde Monnier é a artista - depois do fundador do festival Jean Vilar - que mais vezes se apresentou no Festival de Avignon. Mas temos também toda uma geração de grandes encenadoras francesas, como Rébecca Chaillon, Jeanne Candel, Marion Siéfert, Tiphaine Raffier, que vêm marcar presença no festival e mostrar como uma boa parte da pujança, da qualidade e da diversidade do teatro francês passa pelas encenadoras.” No seu primeiro ano na direcção do Festival de Avignon, em 2023, disse-nos que quando se vem a Avignon pela primeira vez, sai-se transformado. Que utopias ainda faltam cumprir em Avignon? No mundo tão complicado em que vivemos hoje, ainda é possível sonhar? “Não só é possível, como é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia. Eu hoje, nesta apresentação, pude mencionar o choque com que vi as mensagens expressas por Ali Chahrour, um artista libanês que esteve no ano passado no festival e que está neste momento em Beirute sob bombardeamentos, e pude exprimir a minha perplexidade, o meu medo, o meu choque e, ao mesmo tempo, perante isto, é absolutamente imperativo sonhar, concretizar os sonhos e propor sonhar a outros. É por isso que nós falamos desta ideia de questões no festival. Questões podiam ser aqui um sinónimo de sonho. No Festival de Avignon eu diria que há ainda muitas coisas que eu gostaria de conseguir fazer até 2030. A batalha essencial, que é aquela que dá sentido ao facto de acompanharmos a criação artística, de defendermos a liberdade artística, de procurarmos meios para os artistas poderem trabalhar, é de conseguir completar, aperfeiçoar, prolongar a aventura do acesso democrático às artes. A democratização do acesso à criação continua a ser a enorme aventura não só em Avignon, mas no mundo inteiro e - porque estou a falar em português - preocupa-me muito o que está a acontecer em Portugal, em muitas cidades, nomeadamente em Lisboa, onde é completamente inesperado o que é uma espécie de cerco à liberdade de criação, ingerências políticas, mas também um grande abandono da verdadeira democratização. O acesso democrático às artes não é um exercício populista, uma flor que se põe na lapela nos dias de festa. É um trabalho quotidiano que deve permitir o acesso fácil à criação exigente, criação de grande qualidade feita em liberdade e à qual todas e todos devem ter acesso. Se fosse fácil, não era um serviço público. A cultura é um serviço público porque não é fácil de fazer. É preciso tempo, é preciso investimento e é preciso sonhar.”
ESTÁ VIVA! Sim, a Noiva (de Frankenstein?) está entre nós. Produzida para o monstro, inicialmente, ela conseguiu sua independência, mesmo com somente 4 minutos de tela no filme de 1935. Apesar de não ter nem falas, a Noiva conquistou o cinema de horror e teve muitas reencarnações ao longo das décadas. O RdMCast dessa semana se propõe a analisar A Noiva!, novo filme de Maggie Gyllenhaal, mas não sem antes fazer um histórico pelas várias versões femininas do monstro – e do doutor – nos filmes de Frankenstein. Prepare-se para entrar em um mundo de cabelos arrepiados, mechas brancas, ataques ao patriarcado e transferência de almas usando campos de força. Acione a alavanca e dê vida a esse debate.O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabriel Braga, Gabi Larocca e Thiago Natário.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCITADOS NO PROGRAMA:A Noiva de Frankenstein (1935)…E Frankenstein Criou a Mulher (1966)A Mulher de Frankenstein (1971)Carne Para Frankenstein (1973)A Prometida (1985)Frankenstein – Terror das Trevas (1990)Frankenstein de Mary Shelley (1994)Penny Dreadful (2014-2016)A Noiva! (2026)Citações off topic:Frankenstein (1931)O Jovem Frankenstein (1974)Todo Mundo em Pânico 2 (2001)Frankenstein (2025)A Noiva de Chucky (1998)A Noiva-Cadáver (2005)A Maldição de Frankenstein (1957)E Deus Criou a Mulher (1956)A Vingança de Frankenstein (1958)O Médico E A Irmã Monstro (1971)Flashdance: Em Ritmo de Embalo (1983)A Filha Perdida (2021)EPISÓDIOS CITADOS:RdMCast #255 – A História da Maquiagem no Cinema de HorrorRdMCast #379 – As Comédias de Horror de Mel BrooksRdMCast #529 – Frankenstein de Guillermo del ToroRdMCast #481 – Especial O Médico e o MonstroRdMCast #326 – o Universo de DunaRdMCast #215 – CoringaRdMCast #477 – A SubstânciaINSIDER STORE COM ATÉ 25% OFFCupom: RDMCASTLink especial: https://creators.insiderstore.com.br/RDMCASTSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br
O Noivo está à porta, e aquele que OUVIR a Sua Voz, prontamente entrara com Ele.Nesses dias, O Espírito Santo me trouxe o encargo de compartilhar com a Noiva a prontidão para OUVIR.O Shemah, alerta a Israel: OUVE, Ó ISRAEL! O sentido é OUVIR com o coração disposto em obedecer.por Pastora Izza Vieira _Ministry Restored Women for the Nations_@pastoraizzavieira
Confira no Morning Show desta segunda-feira (23): O regime iraniano ameaça minar o Golfo Pérsico e atacar alvos estratégicos se os EUA e Israel avançarem. Com mísseis atingindo Tel Aviv e a economia global em xeque, o programa Morning Show debate: estamos à beira de um colapso energético? Entenda os riscos da "guerra do medo" e como a tensão entre Trump e os aiatolás impacta diretamente o preço dos combustíveis no Brasil. A CPMI do INSS tenta localizar a ex-noiva de Daniel Vorcaro, Martha Graeff, que vive nos EUA e não compareceu para depor sobre suposta ocultação de bens. O Morning Show debate as mensagens vazadas que ligam o empresário a encontros com o presidente Lula, ministros do STF e a cúpula do Congresso. Entenda a reviravolta no voto de Gilmar Mendes e os indícios de crimes financeiros envolvendo o Banco Master. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se a favor da progressão de Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar por razões humanitárias. Internado com pneumonia, o ex-presidente pode deixar o complexo da Papuda caso Alexandre de Moraes acate o parecer. A bancada do Morning Show debate a mudança de postura da PGR e os desdobramentos políticos dessa decisão. O Morning Show debate o fim do prazo para o retorno de quase três mil detentos no interior de SP após a saidinha. A bancada do Morning Show analisa casos chocantes de reincidência criminal, como o detento que assassinou o pai durante o benefício, além de discutir as recentes mudanças legislativas para extinguir a medida. Seria a saidinha um direito à ressocialização ou um atentado à segurança da população? Uma nova pesquisa para o governo de São Paulo apontou Fernando Haddad liderando a rejeição com 45%, enquanto Tarcísio de Freitas mantém o favoritismo. A bancada do Morning Show debate a estratégia do PT e a gestão do ex-prefeito, além da repercussão no momento atual da política nacional. Seria o fim da linha para o ex-ministro da Fazenda em SP? O Morning Show traz os destaques do futebol com o repórter Pedro Marques. Da nova camisa retrô da Seleção Brasileira à liderança isolada do Palmeiras no Brasileirão, a nossa bancada analisou as polêmicas da rodada. Teve empate entre o Corinthians e o Flamengo e o despertar do Vasco sob o comando de Renato Gaúcho. Confira o debate completo sobre os rumos do esporte no Brasil. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envio de agentes do ICE para aeroportos após o impasse orçamentário gerar o maior "shutdown" da história. Em meio ao caos nas filas e riscos de segurança, Elon Musk se ofereceu para pagar os salários dos funcionários federais. Confira o debate completo do Morning Show sobre a medida polêmica de Trump e a interferência do bilionário na crise estadunidense. Após apresentar um atestado médico, um vigilante em Goiás postou fotos curtindo um churrasco e acabou demitido por justa causa. A Justiça do Trabalho manteve a decisão, gerando um alerta sobre a má-fé no uso de licenças médicas. A bancada do Morning Show debate os limites da fiscalização e o "jeitinho brasileiro" no trabalho. O Morning Show desta segunda (23) trouxe os detalhes da prisão de Marcelo Frisoni, ex de Ana Maria Braga, nos Estados Unidos e a repercussão da "cirurgia íntima" do cantor Marrone. A bancada discute: por que falar sobre hemorroidas ainda é um tabu tão grande? Entenda os desdobramentos desses casos e como a internet não perdoa nada! Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Mary Shelley baixando o santo, releituras histriônicas de clássicos, monstros namoráveis, a babygirlização de Christian Bale, duplas de detetives dos anos 30, monstro metendo, mafiosos, a verdadeira performance vencedora do Oscar de Jessie Buckley e o novo SCUM Manifesto pós-Barbie.Está no ar o nosso episódio sobre A Noiva!, a baguncinha de Maggie Gyllenhaal.Já está disponível nas nossas Salas de Apoiadores:apoia.se/esqueletosgaysorelo.cc/esqueletosgaysConfira o nosso site: esqueletosnoarmario.com/@esqueletosgays no Twitter e Instagram
Mário Abbade fala sobre, o filme A Noiva! que fala sobre o Dr. Euphronious um cientista que traz uma jovem assassinada de volta à vida para ser uma companheira para o monstro de Frankenstein.
Em cartaz nos cinemas brasileiros, A Noiva! marca o retorno de Maggie Gyllenhaal à direção desde o elogiado A Filha Perdida (2021). Inspirado no universo criado por Mary Shelley em Frankenstein, o longa chega cercado de curiosidade e expectativa, reunindo um elenco de peso liderado por Jessie Buckley, que vive um momento especialmente forte na carreira e aparece entre os nomes mais comentados da temporada de premiações por outro filme: Hamnet.Na trama, uma mulher trazida de volta à vida tenta compreender seu lugar em um mundo que a vê como criação, ameaça e objeto de desejo. Ao mesmo tempo em que dialoga com o mito da noiva do monstro de Frankenstein, o filme propõe uma leitura contemporânea sobre identidade, autonomia e pertencimento.No elenco estão ainda nomes como Christian Bale, Annette Bening, Penélope Cruz e Peter Sarsgaard. Cercado de ambição estética e temática, A Noiva! também acabou dividindo opiniões entre crítica e público desde sua estreia. Neste episódio do podcast Papo de Cinema, o editor Victor Hugo Furtado recebe Yasmine Evaristo (crítica de cinema e votante do Globo de Ouro) e Mari Dertoni (jornalista e crítica de cinema) para falar sobre A Noiva!.
Falamos do mais novo filme da atriz e cineasta Maggie Gyllenhaal, a mais velha e mais interessante dos irmãos Gyllenhaal que volta às raízes de Mary Shelley para esculpir um poderoso e divisivo manifesto feminista.::Coloque seu fone, aumente o volume e Senta que lá vem Spoiler! ::THE BRIDE!drama, comédia, terrorOnde assistir: salas de cinemaAvaliação imdB: 6/10Avaliação Metcritic: 56/100Avaliação Letterboxd: 3/5Avaliação Rotten
O podcast de filmes e de séries da Rádio Comercial
A canção apaixonada da Noiva Que beije-me Ele com os beijos da sua boca; porque o Teu amor, é melhor do que o vinho.Pois, o Teu nome é como perfume derramado.Atrai-me e correrei após Ti.Ouço a voz do meu Amado!Ele vem saltando sobre as montanhas, pulando sobre as colinas.Ele me chama: Levanta-te, meu amor, formosa minha e VEM!Ele procura me ouvir, dizendo que a minha voz é doce.Ele declara as suas afeições por mim, e me diz que tenho arrebatado o seu coração com os meus olhares.Me cerca como a um jardim secreto e fechado, um manancial, uma fonte selada com frutos, aromas e delícias.Eu sou do meu Amado, e Seu desejo é para mim.O meu Amado é meu e eu sou dEle.Então vem meu Amado, apressarei a sua volta, o meu desejo é para Ti.Dançaremos a nossa canção, a marcha nupcial preparada para o Grande Dia.Maranata! Ora vem! Volta logo, meu Amado,YESHUA, HAMASHIA.por Pastora Izza Vieira _Ministry Restored Women for the Nations_@pastoraizzavieira
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Escrito em 1818 por Mary Shelley, “Frankenstein” continua sendo inspiração para novas obras no cinema. Se no ano passado, foi a vez de Guillermo Del Toro dar vida a sua versão da história, agora é a diretora Maggie Gyllenhaal quem navega pela trama, baseado aqui em “A Noiva de Frankenstein”, clássico de 1934. O tom de “A Noiva!”, no entanto, é bem diferente. Mais do que o terror ou o sentimento de solidão, é a violência contra a mulher que permeia o filme. Neste episódio do CPop, Carlos Corrêa, Larissa Har e Victória Rodrigues comentam o filme.
A noiva apaixonada contempla os céus, permanecendo firme na fé em espera do grande encontro com seu Noivo, Maranata!
Ele vem! Essa é a certeza da noiva, que prontamente espera pelo Noivo!
Joana Marques fala-nos da noiva brasileira de Brad Pitt.
E a sua revista digital semanal do bizarro está de volta com a bancada formada por Mabê e Ju Infante!Na edição desta semana, a busca de quatro anos de uma noiva pelo penetra de seu casamento e uma briga com a Carreta Furacão!〰️
Publicado pela primeira vez em 1818 pela jovem Mary Shelley, Frankenstein se tornou uma das maiores obras-primas da literatura de horror e ficção científica. Nesse tempo, a história do cientista inconsequente que ousa desafiar a morte foi transportada inúmeras vezes para o cinema. Em 2025, após muita espera, foi a vez do cineasta Guillermo del Toro apresentar sua versão deste clássico, acompanhado por nomes badalados como Oscar Isaac, Jacob Elordi e Mia Goth. No RdMCast dessa semana, nossa bancada viaja até o laboratório de Victor Frankenstein para conversar sobre essa aguardada adaptação. Entre daddy e mommy issues, análises psicanalíticas, um monstro bonzinho e um cientista insuportável, venha com a gente enquanto dissecamos o novo filme, damos nosso veredito final sobre a criação de del Toro e gritamos aos quatro ventos: está vivo!O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabi Larocca, Gabriel Braga e Thiago Natário.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCITADOS NO PROGRAMA:Frankenstein (2025)Citações off topic:Frankenstein (livro, 1818)Pinóquio (2022)A Noiva de Frankenstein (1935)Frankenstein (1931)Frankenstein de Mary Shelley (1994)Frankenstein, o Monstro das Trevas (1990)O Irlandês (2019)Bonequinha de Luxo (1961)Mulheres Extraordinárias: As Criadoras e a Criatura (livro, 2020)EPISÓDIOS CITADOS:RdMCast #338 – Os Monstros de Guillermo Del ToroRdMCast #474 – Especial Hellboy: as muitas faces do menino demônioCabana Rdm #22 – Pinóquio, um filme de Guillermo del ToroRdMCast #526 – Especial Scream Queens: Mia GothRdMCast #486 – Nosferatu: o vampiro com tesãoRdMCast #371 – Os Monstros da Universal: Uma Breve HistóriaRdMCast #456 – Especial Roger Corman: o mestre dos filmes BRdMCast #528 – Telefone Preto: sequestros, visões e o mundo dos mortosRdMCast #439 – Pobres Criaturas e o mundo bizarro de Yorgos LanthimosOuça o podcast Caça às bruxasSpotify: Caça às bruxas – uma história de terror realSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmUse o cupom RDM10 pra ganhar 10% de desconto em qualquer produto!PODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br
28,5 milhões dizem viver em área dominada por facções e milícias, diz Datafolha. Operação mira suspeitos de divulgarem vídeo de noiva com padre em MT. VÍDEO: 'Serial killer' presa diz que também matou cães; polícia de SP apura se ela envenenou 14 animais. Invasão secreta da CIA, sobrevoo de bombardeiros: os sinais de que Trump está disposto a derrubar Maduro na Venezuela. Gracyanne Barbosa é assaltada na Barra Olímpica e tem carro levado por bandidos.
Fotos de um casamento entre uma mulher e dois homens na Índia viralizaram na internet, gerando um debate acalorado sobre consentimento, escolhas pessoais e direitos das mulheres.
Mais um mês de outubro chegou e o RdM decidiu fazer um halloween comemorativo às nossas rainhas do grito! Ao total, quatro Scream Queens serão homenageadas pela nossa bancada. Para o episódio de abertura, escolhemos a rainha do horror de baixo orçamento, ela, que já enfrentou robôs assassinos, policiais do futuro, vampiros, cientistas malucos, zumbis e até mesmo brinquedos assassinos, a lenda, Barbara Crampton. Com uma carreira repleta de trabalhos e ainda em plena atividade, Crampton é conehcida por incentivar novos talentos e lutar, dentro da indústria, por melhores condições de trabalho às mulheres e por uma representação feminina decente no horror. Se proteja dos cadáveres reanimados e tenha prudência com práticas BDSM de outra dimensão, de castelos vitorianos até o espaço, Barbara Crampton é a Scream Queen que abre nosso halloween de 2025.O RdMCast é produzido e apresentado por: Thiago Natário, Gabriel Braga e Gabi Larocca.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCITADOS NO PROGRAMA:Início da Carreira:Re-Animator: A Hora dos Mortos Vivos (1985)Robôs Assassinos/Chopping Mall (1986)Do Além (1986)Full Moon Pictures:Pulse Punders (1988)O Mestre dos Brinquedos (1989)O Tira do Futuro (1991)A Guerra dos Robôs (1993)Herança Maldita/Castle Freak (1995) Piratas do Espaço (1996) The Neighbor's Wife (2001) The Sisterhood (2004)Trabalhos Recentes:Você é o Próximo (2011)As Senhoras de Salém Os Últimos Sobreviventes (2014)Ainda Estamos Aqui (2015)Tales of Halloween (2015) Road Games (2015) Sun Choke (2016) Irmã (2016)Replace – Maldição de Pele (2017) Puppet Master: The Littlest Reich (2018)Renascida das Trevas (2018)O Sacrifício (2020)A Anfitriã (2021)A Monstra: Sede de Sangue/Jakob's Wife (2021)A Última Parada do Arizona (2023)Suitable Flesh (2023)Every Heavy Thing (2025)Ciclo de curtas: The Evil Clergyman (2012)The Cartridge Family (2013)Paisley (2013)Citações off topic:A Noiva do Re-Animator (1990)Re-Animator – Fase Terminal (2003)In Search of Darkness: A Journey Into Iconic '80s Horror (2019)O Exterminador do Futuro (1984)Armadilha para Turistas (1979)Waterworld: O Segredo das Águas (1995)O Quinteto (1994 – 2000)A Volta do Mestre dos Brinquedos (1991)Os Pássaros Feridos (1983)O Sono da Morte (2016)EPISÓDIOS CITADOS:RdMCast #512 – Embate famílias disfuncionais: Você é o Próximo X Casamento SangrentoRdMCast #299 – Embate Vampiros: A Hora do Espanto X Os Garotos Perdidos(prévia) Cabana RdM #48 – Horror no Shopping(teaser) Cabana RdM #66 – Armadilha para TuristasRdMCast #331 – Especial Evil DeadRdMCast #430 – Especial Resident EvilRdMCast #519 – A Vida de Chuck e a carreira de Mike FlanaganINSIDER STORE COM ATÉ 35% OFF:Cupom: RDMCASTLink especial: https://creators.insiderstore.com.br/RDMCASTSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br
É quarta-feira, mas o que isso significa? Podcast com os caras do Vogalizando, onde a gente traz histórias, curiosidades, informações e bastidores do canal. Não perde esse que tá maneiro!
Mais uma quarta com os caras do Vogalizando! Pra você que precisa da dose semanal de notícias, novidades dos bastidores, informações e tudo que envolve o canal.Se quiser participar das próximas edições do podcast é só enviar um email pra podcastdovogalizando@gmail.com
No episódio de hoje discutimos sobre uma lenda do século XIX conhecida como O fantasma de Greenbrier. Elva Zona Heaster era uma mulher encantadora que teve uma morte precoce aparentemente acidental. Mas o que ninguém esperava era que o fantasma dela ia ressurgir e contar a história verdadeira.CASO BIZARRO AO VIVO NO TEATRO EM SPingressos dia 7/8 https://www.sympla.com.br/evento/caso-bizarro-ao-vivo-em-sao-paulo/3033323ingressos dia 8/8 https://www.sympla.com.br/evento/caso-bizarro-ao-vivo-em-sao-paulo---dia-2/3033332〰️Obras citadas:
Fala galera! Se vocês curtem o Podcast, comentem para gerar engajamento, dessa forma vocês contribuem muito pro crescimento do Receios Obscuros! Bom episódio a todos
Este é só um trecho da aula completa da música "Everlasting Love", da banda U2, que você encontra aqui no podcast "Aprenda Inglês com Música". Use a lupa do podcast para encontrar a aula completa para ouvir ;) Quer dar aquele up no seu inglês com a Teacher Milena ?
Um marco na história do teatro brasileiro chega a Nova York em uma versão inédita. O clássico “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, terá três apresentações no Playhouse 46, entre os dias 16 e 18 de maio, com um elenco formado por artistas brasileiros e estrangeiros. A montagem celebra a diversidade da cena artística da cidade e leva ao público americano um texto revolucionário da dramaturgia latino-americana. Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova YorkA iniciativa é resultado de uma colaboração entre artistas e a produtora Are We In Love?, com o objetivo de apresentar a obra ao público internacional. O ator e produtor Daniel Mazzarolo conta que a ideia surgiu do desejo de deixar uma marca na cidade: “A gente começou a conversar sobre essa vontade de deixar uma marca em Nova York, digamos assim.”Escrita em 1943, “Vestido de Noiva” é considerada a peça que revolucionou o teatro moderno no Brasil. Com estrutura não linear, a trama acompanha Alaíde, uma jovem no leito de morte, navegando entre lembranças, delírios e realidade. A peça explora temas universais como repressão, culpa, moralidade e loucura, rompendo padrões e revelando os conflitos mais profundos da psique e da sociedade.A direção é assinada por Julia Burnier, que descreve o processo como uma jornada intensa. Segundo ela, o projeto começou em janeiro, quando se reuniu com Daniel e com a atriz Ana Moioli. “Foi uma loucura. Eu queria muito dirigir uma peça aqui em Nova York. Já dirigi muito em São Paulo e vim pra cá estudar atuação. Quando começamos a pensar em qual autor trazer, escolhemos Nelson Rodrigues de cara. O público americano não conhece nada de dramaturgia brasileira, então resolvemos trazer o nosso Rodrigues. E ‘Vestido de Noiva' é a minha peça favorita.”Julia destaca ainda que foi um trabalho totalmente independente, um verdadeiro passion project. “Você precisa de muita garra para produzir desse jeito, mas conseguimos reunir uma comunidade brasileira incrível, com artistas de várias nacionalidades — americanos, australianos — algo muito característico de Nova York.”A produção conta também com Catarina Aranha e Beatriz Silva, além de um elenco formado por Ana Moioli, Daniel Mazzarolo, Debora Balardini e Ma Troggian. Catarina, que também assina o figurino, diz ter se apaixonado pela peça ao conhecê-la por meio de Julia: “Ela me trouxe esse projeto lá por fevereiro, março. Nunca tinha lido essa peça, mas fiquei alucinada. Já tinha feito um filme do Nelson Rodrigues e amo a obra dele.”Daniel explica que, como não houve tempo hábil para aplicar a editais e buscar grants (subvenções), a equipe apostou em parcerias com empresas brasileiras sediadas em Nova York e em outras partes dos Estados Unidos para viabilizar o projeto. “Foi a forma mais rápida de conseguir o dinheiro.”No figurino, Catarina precisou adaptar os desejos criativos às limitações orçamentárias. “Tinha que ser algo possível de concretizar. Conforme a verba foi aparecendo, a gente foi criando. Foi um mergulho muito grande.”A peça e o idioma“Vestido de Noiva” será apresentado com legendas em inglês, mas adaptar o texto de Rodrigues para uma plateia estrangeira exigiu cuidados. Daniel reconhece que há uma complexidade no estilo do autor: “Tem muita coisa que a gente resolve na atuação. O texto traz uma carga melodramática, mas é uma sofisticação da cultura brasileira. Isso, pra mim, é uma grande qualidade.”Ana Moioli, que interpreta Alaíde, concorda. Para ela, o texto permite uma grande liberdade criativa, ainda que exija sensibilidade na interpretação: “O texto é muito aberto, e esse é um dos maiores valores do Nelson como dramaturgo. Ele nos dá espaço para criar, mesmo sendo fiel ao que está escrito.”Uma peça, três planosSegundo Daniel, a escolha por “Vestido de Noiva” também se deu por seu caráter disruptivo. “Dentro da obra do Nelson, essa peça é icônica. Não tem começo, meio e fim de forma tradicional. Ela viaja no tempo e entre três planos: o da realidade, o da memória e o da alucinação, todos sob a perspectiva da protagonista.”Outro contexto culturalMontar "Vestido de Noiva" em Nova York é, por si só, um feito ousado. Nelson Rodrigues, mestre em desvelar as contradições da sociedade brasileira, construiu uma obra que exige entrega total de quem está em cena. A peça, que se desenrola em três planos — realidade, memória e alucinação — é como um quebra-cabeça emocional que o público monta a partir das pistas deixadas pelos personagens. Para Fabiana, que vive na cidade há mais de oito anos, o desafio ganhou uma camada extra: o idioma.“Eu sou muito self-conscious com o meu inglês. Sempre fui”, conta ela, com franqueza e humor. “Eu brinco que... não é que vai ter um sotaque, eu sou um sotaque. Eu não consigo nem espirrar sem as pessoas me perguntarem de onde eu sou.”O enfrentamento dessa barreira linguística ganha ainda mais peso quando se trata de dar voz a Nelson Rodrigues em outra língua — e em outro continente. A tradução, nesse caso, não é apenas do português para o inglês, mas de uma linguagem carregada de brasilidade, subtexto e crítica social para um novo contexto cultural. É quase como traduzir um sotaque da alma.Fabiana conhece bem essa tensão. No Brasil, o sotaque baiano também foi motivo de insegurança. “Lá eu achava que tinha que mudar a maneira de falar para ser aceita. Hoje, não. Como diz na Bahia, eu só quero fazer o que é meu.” Essa aceitação ecoa com força em sua atuação, num momento em que ela não só representa um texto clássico, mas também sua própria identidade no palco."Vestido de Noiva" estará em cartaz por apenas um final de semana no Playhouse46, em Nova York, mas promete ser um pequeno passo dentro de uma promissora trajetória desse grupo de ativadores do teatro brasileiro fora do país. Uma rara e potente oportunidade de ver Nelson Rodrigues traduzido — não só no idioma, mas também pela coragem de quem, como Fabiana, transforma a própria trajetória em cena.
Teve muito papelão nesta rodada da Premier League, quem passou mais vergonha? 3 mins Arsenal: As críticas 19 mins Torcida do Liverpool x Alexander Arnold 20 mins Briga pelo top 5 30 mins Manchester City: Papelão de Rúben Dias 38 mins Nottingham Forest: Vergonha do Marinakis 47 mins Final Europa League Tottenham x Man United Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Neste episódio que desce voadora com sandália de palha, o The Dark One Podtrash invade o cinema kung fu dos anos 70 com Broken Oath, o filme chinês de 1977 que fez Quentin Tarantino olhar e dizer: “Vou copiar TUDO e ainda vou ganhar prêmio!” Com a maravilhosa Angela Mao, a verdadeira Noiva da porrada, […]
Fala galera, tudo certo? Mais um episódio na semana pra vocês, aproveitem! Deixem um comentário se puderem!
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Com Joana Azevedo e Diogo Beja
Por Ákilla Nascimento. | Apocalipse 21.1-14 | https://bbcst.net/G9053