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Rede de Mulheres
ONDE HAVIA DOR, HÁ PROPÓSITO!

Rede de Mulheres

Play Episode Listen Later Jan 11, 2023 6:47


A dor é o confronto que nos expõe ao processo de cura. Chegamos ao nosso limite e percebemos que carregar as dores nos impossibilita de viver o Propósito. Ao sermos tocadas e curadas somos habilitadas a fazer o que não conseguíamos. ONDE HAVIA DOR, HÁ PROPÓSITO!

Emissão Especial
"Pelé ganhou tudo o que havia para ganhar"

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Dec 29, 2022 8:23


Augusto Inácio lembra que muitos consideram Pelé o melhor jogador de todos os tempos. O comentador de futebol recorda histórias da lenda do futebol brasileiro, incluindo a rivalização com Eusébio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Patricia Acosta Reza Comigo
NOVENA 9 MESES COM MARIA - 25/12

Patricia Acosta Reza Comigo

Play Episode Listen Later Dec 25, 2022 14:12


25 de dezembro E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1,14) Nas primeiras horas desta madrugada, Jesus veio ao mundo. Não tenho palavras para expressar o que senti. Assim que ele nasceu, olhei para o seu rostinho e uma grande emoção tomou conta de mim: chorei e agradeci a bondade do Senhor. Jesus é uma criança linda. Em seguida, José, todo emocionado, enrolou no menino o manto que eu havia feito e deitou-o em meu colo. Eu tinha vontade de gritar ao mundo a alegria que me envolvia. Depois de um tempo, José transformou a manjedoura em um tipo de bercinho e ali reclinamos o menino, que dormia enquanto o vigiávamos. Humilde e os outros animais se aproximaram e pareciam festejar conosco. Noite santa, noite bela. A palavra de Deus se fez carne. O Emanuel habita entre nós. Hoje somos convidados a ser José e Maria e a afagarmos o Menino que chega para alegrar nossas vidas. A história desta noite eu partilhei com Lucas e ele detalhou em seu evangelho: Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar­se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram­se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo­o em faixas, reclinou­o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu­lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse­lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém­nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura”. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina)”. Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: “Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou”. Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. Vendo­o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino. Todos os que os ouviam admiravam­se das coisas que lhes contavam os pastores. Maria conservava todas estas palavras, meditando­as no seu coração. Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito. (Lucas 2,1-20)

Igreja Oceânica
NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES - Lucas 2:6-7 | Henrique Callado

Igreja Oceânica

Play Episode Listen Later Dec 25, 2022 43:51


Resposta Pronta
"Ataque parece ter tido como alvo as mulheres curdas"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Dec 24, 2022 8:37


"França tem problema com imigrantes". "Havia uma intenção" contra mulheres curdas no tiroteio de ontem. Especialista em assuntos do Médio Oriente, Maria João Tomás, destaca papel do PKK: "Dá-lhes voz"  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Meio Ambiente
Acordo da COP15 da Biodiversidade traz avanços, mas é considerado insuficiente por ONGs e países africanos

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Dec 22, 2022 8:05


No começo desta semana, representantes de 196 países reunidos em Montreal para a conferência da ONU para a Biodiversidade, a COP15, chegaram a um acordo histórico sobre a proteção da vida na terra. Após 13 dias de negociações, o Marco Global de ação adotado prevê a proteção de um terço das terras e oceanos do planeta até 2030 e a restauração de 30% dos ecossistemas degradados pelo homem. Apesar de ter sido considerado histórico, ONGs e países africanos acreditam que o acordo é insuficiente.  Ana Carolina Peliz, da RFI Com dois anos de atraso, às 3 horas e 30 minutos de segunda-feira (19) o presidente da COP15, o ministro chinês do Meio Ambiente, Huang Runqiu, bateu o martelo para encerrar a Conferência e sinalizar que um acordo tinha sido concluído. A COP15 tinha o objetivo de discutir um novo marco global sobre a biodiversidade, após as metas fixadas em Nagoya, na COP10, terem fracassado. Além da proteção dos ecossistemas, o acordo também fixa um aumento do orçamento atual consagrado à biodiversidade de 10 bilhões de dólares, para 20 bilhões em 2025 e 30 bilhões depois de 2030. O texto também faz menção aos povos indígenas e tradicionais como “protetores da biodiversidade” e à agroecologia. Apesar dos avanços inquestionáveis do novo marco global, ONGs e países em desenvolvimento não saíram totalmente satisfeitos da Conferência. Naiara Bittencourt, que estava em Montreal, acredita que a meta de proteção de 30% do globo é muito significativa, mas lamenta que a implementação do objetivo não tenha sido definida. Ela salienta que outros temas importantes, além do Marco Global, foram discutidos, como o sequenciamento genético digital. As discussões giraram em torno de como essas informações serão acessadas pelos países e como os benefícios de uma exploração econômica desse sequenciamento genético vão ser repartidos com as comunidades tradicionais que desenvolveram esse patrimônio genético original. “Essa era toda uma discussão extremamente complexa que teve poucos avanços nessa COP”, lamenta Naiara. “Mas alguns avanços importantes foram alcançados, por exemplo, de que é necessário repartir benefícios, e que esse acesso deve ser monitorado, que não deve ser livre para todo mundo. Mas as dimensões mais objetivas de como essa repartição vai ser feita e esse acesso vai se dar ficaram para a próxima COP”, explica. “O debate sobre a regulação da biologia sintética também passou para a próxima Conferência. Muita coisa ficou ainda em aberto”, completa. Agroecologia Apesar de a agroecologia aparecer nas metas como uma das formas de agricultura sustentável a ser implementada e incentivada, Naiara acredita que o sistema de cultivo não teve grande destaque no texto. O documento também manifesta a intenção de diminuir em 50% os “riscos ligados aos agrotóxicos”, mas não fala sobre redução do uso.   Para a advogada, isso se deve, em grande parte, à posição que a delegação brasileira, ainda sob a gestão do presidente Jair Bolsonaro, assumiu durante as negociações da COP15. “O Brasil teve uma postura bastante ativa em tentar minimizar o papel da agroecologia no Marco Global, nas discussões do grupo de trabalho e também no grupo de contato. Também em retirar a palavra agrotóxico do texto. Claro, a palavra foi mantida, mas em relação à agroecologia, sua dimensão foi minimizada. Muito diferente do que queriam  Bolívia ou Colômbia em algumas negociações, tentando manter a palavra agroecologia, seus princípios, seu sentido original, mais forte. Agora ficou com uma dimensão enfraquecida, dentro do Marco e o Brasil tem um papel significativo nisso”, diz. Financiamento Durante toda a COP15 a questão do financiamento da proteção da biodiversidade foi fonte de grandes tensões. A quantia desembolsada atualmente pelos países ricos é de US$10 bilhões de anuais. Os países em desenvolvimento pediam que ela passasse a US$100 bilhões, mas a China conseguiu um meio termo de US$20 bilhões, que não contentou muitos países africanos. A questão dos meios para distribuir as ajudas também foi de difícil consenso. Os países em desenvolvimento pediam um fundo próprio para isso, mas a União Europeia não aceitou. Finalmente a proposta da Colômbia, de criar um setor dedicado ao tema dentro do já existente Fundo Mundial para o Meio Ambiente, foi aceita. Alguns países africanos ficaram decepcionados e lamentam não terem sido ouvidos em certos pontos. Negociadores africanos presentes na COP15 expressaram incredulidade sobre o acordo que, segundo eles, não é suficientemente ambicioso, principalmente sobre a criação do fundo específico para a Biodiversidade, como explicou à RFI Irène Wabiwa Betoko, diretora de campanha de Florestas para o Greenpeace África. "A maior parte dos países africanos pediu um fundo específico porque os fundos que existem têm muita burocracia, são lentos e para ter acesso a estes fundos é muito cansativo. Muitos países africanos não podem ter acesso a esse dinheiro visto as condições para conseguí-lo. Por isso pedimos um fundo específico, com condições mais flexíveis. Infelizmente, não fomos ouvidos”, lamenta Wabiwa Betoko. “A questão que fica é a de saber o que isso vai mudar na verdade? Se os países africanos não podem ter acesso rapidamente às ajudas e se as atividades destrutivas da biodiversidade não são reduzidas com este acordo, a situação corre o risco de continuar a mesma", diz. Naiara destaca outros limites da conferência que enfraqueceram os debates entre países ricos e em desenvolvimento, além da questão orçamentária. “Os debates nas negociações não tinham tradução. Alguns países reclamaram, falaram sobre a necessidade, inclusive para o diálogo, de você ter todas as discussões em inglês com tradução nos grupos de trabalho. Isso é bastante sério. Sem a possibilidade de intervenção das ONGs, das comunidades locais, de pesquisadores, o acordo fica enfraquecido”, diz. A participação dos povos indígenas na proteção da biodiversidade ganhou destaque no texto, mas, de acordo com Naira a reivindicação das comunidades tradicionais era ter uma dimensão mais objetiva em relação aos direitos territoriais e aos conhecimentos tradicionais, mas isso não foi contemplado. “Havia na discussão original várias possibilidades de garantias territoriais mais explícitas. Já no texto do marco global, após as negociações, elas não apareceram”, diz.   Aplicação das metas Em 2010, na COP10 de Nagoya, no Japão, a comunidade internacional fixou uma série de objetivos para evitar o fim da biodiversidade que ficaram conhecidas como Metas de Aichi. Mas em 2020, estes objetivos não tinham sido alcançados, sobretudo por falta de um sistema de vigilância. Mais uma vez, a criação desse mecanismo de monitoramento foi empurrada para reuniões futuras.   “Essa é uma preocupação generalizada. Eu espero definitivamente que essas metas não tenham o destino das de Aichi, mas as expectativas realmente são baixas”, lamenta Naiara. “Ainda há uma incerteza em relação aos recursos que serão aplicados para a efetivação dessas metas, inclusive nos países em desenvolvimento ou nos países com menos recursos econômicos, com menos poder econômico e político no globo. Isso também é uma preocupação”, diz. Outro ponto criticado é que empresas não serão obrigadas a prestar contas, apenas encorajadas a medir e publicar seu impacto sobre a biodiversidade. “Várias metas caem no voluntarismo e não numa obrigatoriedade. Tanto o voluntarismo dos Estados, quanto das próprias empresas. O voluntarismo nesse sistema funciona muito pouco. Com certeza depende de pressão social, da sociedade civil, das organizações internacionais, dos próprios movimentos sociais, mas de fato, a meu ver, isso enfraquece bastante o marco”, afirma. Contribuição Apesar dos pontos a serem melhorados, a principal contribuição da COP15 foi colocar no centro do debate político a questão da biodiversidade, de acordo com Philippe Grandcolas, pesquisador do CNRS e especialista da questão. “Um dos benefícios desta COP, ainda que pareça trivial, foi o de legitimar as problemáticas sobre a diversidade da vida. Agora sabemos que a biodiversidade é a alimentação, é nossas saúde, é nosso clima e não somente as imagens exóticas de meios naturais distantes ou de grandes animais, mas uma problemática absolutamente central da vida humana”, analisou. O especialista diz que agora é necessário ir mais longe. “Agora é importante estar alerta sobre a maneira como os países vão implementar as estratégias”, conclui.

Malhete Podcast
POR QUE RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITO? O QUE A ESCÓCIA OU O ESCOCÊS TEM A VER COM ISSO?

Malhete Podcast

Play Episode Listen Later Dec 21, 2022 16:31


Por Tom Lamb Introdução Sempre me interessei por história, originalmente pelo Império Britânico, depois pela Marinha Real e, mais recentemente, pela Maçonaria. Meu interesse pela Maçonaria Escocesa e pelo Rito Escocês foi obviamente intensificado por minha formação escocesa. Além disso, como estava no título, acreditei que deveria haver alguma conexão. Fiquei farto de todos os escritores que se esforçam para dizer que a Escócia não tem nada a ver com a formação do Rito Escocês. Sério? Acredito que se não houvesse Maçonaria Escocesa ou Maçons Escoceses (Jacobitas) exilados na França, não haveria Rito Escocês. Portanto, minha breve história do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria se concentrará nos primeiros dias das atividades que seriam sua fundação e mostrará que havia uma forte influência escocesa. Obviamente, existem pedreiros desde que o primeiro edifício de pedra foi construído. Há documentação dos Maçons Compagnonnage franceses que mostram que eles tinham rituais baseados em um Hiram, o construtor do Templo de Salomão, e usavam muitos dos mesmos símbolos que usamos hoje, como o Esquadro e o Compasso. Acredita-se que alguns deles foram trazidos para a Escócia para construir a Abadia de Melrose no século XI. No entanto, acredito que a Maçonaria como a conhecemos hoje (não operativa) começou na Escócia quando a perna de pedreiro dos Cavaleiros Templários (uma das três formadas por maçons que se juntaram aos Cavaleiros Templários para construir primeiro seus castelos em toda a Terra Santa e depois que precisam desaparecer as magníficas catedrais em toda a Europa e Grã-Bretanha, os outros dois sendo os Guerreiros e os Monges Cistercienses) absorvidos em Lojas Operativas existentes. A maçonaria especulativa (ou como eles preferem na Escócia, não operativa) começou no reinado do rei Jaime II da Escócia, quando as pessoas administrativas que interagiam com os maçons foram encorajadas a ingressar nas Lojas operativas, embora existam referências anteriores à adesão de não operativos. Lojas escocesas antes disso. Havia uma crença comum mantida pelos maçons na Inglaterra e na Irlanda no início de 1700 de que os reis da Escócia eram desde os primeiros tempos grão-mestres hereditários da Loja de Construtores da Abadia de Kilwinning em Aryshire. Essa crença foi promovida por Anderson em suas Constituições de 1723 e por Ramsay em sua Oração de 1737 na seguinte declaração “James, Lord Steward of Scotland foi Grão-Mestre de uma Loja estabelecida em Kilwinning, no oeste da Escócia, (1286), logo após a morte de Alexandre III, rei da Escócia, e um ano antes de John Baliol se tornar rei. Este Senhor recebeu como Maçons em sua Loja os Condes de Glouster e Ulster, um inglês e outro irlandês.” O movimento maçônico não operativo cresceu sob sucessivos reis escoceses, incluindo James VI da Escócia, que se tornou o rei James I da Inglaterra em 1603. Existem muitos outros registros de maçons não operativos que ingressaram em Lojas na Escócia desde o início do século XVII A maçonaria não operativa foi introduzida da Escócia para a Inglaterra em 1608, quando o rei Jaime VI se tornou rei Jaime I da Inglaterra e trouxe muitos de seus funcionários administrativos e da aristocracia escocesa com ele, muitos dos quais eram maçons. A Maçonaria não operativa foi introduzida na França em 1649 pela família exilada do executado Rei Carlos I. A primeira Loja Maçônica na França (Lodge St. Germain, 1649), nomeada da cidade de St. confundido com a pessoa posterior com o nome, era apenas para os exilados jacobitas e NÃO permitia que nenhum francês se juntasse a ele. Depois que o rei Jaime II foi exilado na França em 1688, os jacobitas (apoiadores da causa Stuart e católica romana) usaram a organização maçônica não operativa estabelecida como um meio de sustentar sua causa na Grã-Bretanha e também se tornou uma organização de espionagem. Em 1725, o Conde de Derwentwater, o primo ilegítimo d --- Send in a voice message: https://anchor.fm/malhete-podcast/message

Convidado
"Memórias em Tempo de Amnésia", o mais recente livro de Álvaro Vasconcelos - Parte 1

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 19, 2022 17:06


Álvaro Vasconcelos, antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, cujas análises sobre Relações Internacionais são frequentemente ouvidas nas antenas da RFI acaba neste mês de Dezembro de publicar o seu mais recente livro, "Memórias em Tempo de Amnésia", um relato na primeira pessoa sobre o seu percurso de vida que nos primeiros anos passou por Moçambique e pela África do Sul. Dividido em dois volumes cujo primeiro é intitulado "Uma campa em África", este livro conta a vivência do autor na cidade da Beira onde chegou aos 9 anos em 1953 e onde residiu durante 12 anos, antes de ir estudar em Joanesburgo durante os anos 60. A violência da época colonial, os debates políticos e culturais que então alimentavam a sua geração estão no centro desta obra cujo objectivo é desconstruir narrativas como, por exemplo, o lusotropicalismo que continua ainda hoje a sustentar discursos políticos de negação do que foi o colonialismo português. Na entrevista concedida por Álvaro Vasconcelos que dividimos em 2 episódios, o estudioso começa por evocar o que o animou na escrita deste livro. RFI: O que o levou a escrever este livro? Álvaro Vasconcelos: Eu escrevi com a seguinte preocupação: vivemos uns tempos -sobre os quais aliás temos conversado- em que há a tentação de "alindar" o passado, esquecer todas as distopias, todos os crimes, toda a violência, toda a desigualdade do passado. Isto é uma realidade em Portugal em relação às colónias, em relação ao que foi o colonialismo, em relação ao que foi a ditadura salazarista. Quando eu vi a extrema-direita crescer um pouco pelo mundo inteiro, com essa narrativa que é uma "retrotopia", mas que é uma narrativa que no fundo sempre existiu em Portugal, de negar os crimes do colonialismo, eu pensei "eu que vivi essa geração, eu que vivi em África, eu que vi os crimes que foram cometidos, tenho um dever de memória". Eu chamo este livro "Memórias em Tempo de Amnésia", referindo-me a esta tentativa de esquecer o passado e de o embelezar, de novamente fazer do colonialismo português uma "obra civilizatória". RFI: No começo deste livro, fala de um episódio ao qual assistiu em Moçambique e que foi um pouco o mote para esta obra. Poderia contar-nos? Álvaro Vasconcelos: Foi um dia com muito sol. Dias de sol é o que havia mais na cidade da Beira onde eu vivia. Vinha do liceu, a caminho de casa e vejo um jovem negro rodeado por um grupo de homens brancos que o pontapeavam e chamavam-lhe todos os palavrões que sabiam acompanhados pela palavra "preto". Eu fiquei extremamente perturbado, senti-me impotente e de certa forma cobarde por não poder ir socorrer este jovem negro cujo único "crime" era ter respondido a um insulto. Cheguei a casa perturbadíssimo e disse ao meu pai, "ó pai, aconteceu isto, eu estava nervosíssimo". O meu pai diz "estás assim tão aflito, tão nervoso, porque tiveste um sentimento de impotência". Eu comecei a pensar sobre isso. Ou seja impotência, porquê? Porque aquele indivíduo que estava a ser brutalmente agredido e que tinha mais ou menos a minha idade, estava a ser agredido porque não tinha direitos. E quem não tem direitos, é vítima de todas as violências. RFI: Isto aconteceu numa altura em que estava a viver em Moçambique. Estamos a falar dos anos 50. Como recorda essa época? Álvaro Vasconcelos: Recordo sem nostalgia, sem pensar que foram os melhores anos da minha vida. Recordo como tendo vivido numa cidade que eram duas: uma cidade 'branca' onde eu vivia, havia acesso à cultura, havia acesso à vida fácil, e uma cidade 'negra' em que os negros viviam num sistema de trabalho forçado que se prolongou até praticamente à minha saída da Beira. Podemos dizer que o trabalho forçado era uma herança directa da escravatura. Aliás, o Bispo da Beira de então, Dom Sebastião Soares Resende, quando chegou à Beira nos anos 40 ele disse "na Beira há escravatura". Nos anos 50, voltou a dizer "na Beira há escravatura e muito dura". Ou seja, aquela qualidade de vida que os brancos tinham na sua "bolha" , tinha de ser sustentada nas costas de pessoas que eram obrigadas a trabalhar por um salário absolutamente miserável, que comiam farinha e peixe seco -quando muito- e que faziam iguarias para as pessoas das casas. Além disso, no exterior da Beira, fora da cidade, na indústria açucareira ou algodoeira, tudo aquilo era baseado em trabalho escravo, trabalho forçado. Havia aquilo que se chamava os "recrutadores" que eram homens que tinham como objectivo -com a ajuda da administração portuguesa- de "recrutar" pessoas para trabalhar. Muitas vezes eram apanhadas à força e levadas para os sítios onde iriam ser obrigados a trabalhar. Portanto era trabalho forçado, quase trabalho escravo. RFI: Como é que se vive essa ambivalência de ser equiparado ao grupo dos opressores e ao mesmo tempo sentir essa opressão? Álvaro Vasconcelos: É complexo. Acho que em parte vive-se porque se vive numa "bolha". Nós, os jovens brancos da Beira, que íamos descobrindo os valores da liberdade, que líamos a grande literatura da pós-segunda guerra mundial, que nos apaixonamos pelo existencialismo, Sartre, Camus, Simone de Beauvoir, despertávamos para o Humanismo. Víamos o grande cinema que se podia ver na Beira -porque na Beira havia mais liberdade de acesso à cultura do que no resto do império português- víamos o "Couraçado Potemkin" do Eisenstein, víamos o neo-realismo italiano, víamos muitos filmes que eram proibidos em Portugal e nós, nessa "bolha", íamos construindo uma cultura Humanista, mas de certa forma, não tirávamos todas as consequências políticas e humanas daquela cultura. O nosso objectivo passou a ser acabar com a ditadura em Portugal. E ao acabar com a ditadura em Portugal, pensávamos que se acabaria com o colonialismo. Portanto, é uma situação de uma grande ambiguidade que evidentemente cria angústia porque vivíamos uma situação de racismo extremo, de 'apartheid'. Depois vivi na África do Sul. O 'apartheid' na Beira não era fundamentalmente diferente daquele que se vivia na África do Sul porque, num banco de jardim em que nos sentássemos na Beira, nenhum negro se sentaria ao nosso lado. Na África do Sul, também não se sentava porque estava escrito no banco que ele não se podia sentar. Essa era a diferença fundamental. Penso hoje que se vivia com grande angústia nesses tempos em que éramos, de facto, agentes do colonialismo. Beneficiávamos dele. Todo o colono de certa forma é agente do colonialismo porque repercute a vontade do colonizador pelo menos no seu meio social. Mas nós vivíamos numa "bolha". Era isso que fazia com que pudéssemos sobreviver naquelas circunstâncias. RFI: Estava a falar da leitura que fez da sua vivência em Moçambique quando passou a viver na África do Sul. A certa altura do livro, diz que o facto de ser confrontado ao racismo totalmente assumido do 'apartheid' na África do Sul fez com que visse mais claramente o que se passava em Moçambique naquela época. Álvaro Vasconcelos: Sem dúvida, porque na África do Sul, o 'apartheid' era assumido como lei, era uma barbaridade absoluta como era em Moçambique, mas ali completamente assumido como lei, sem qualquer tentativa de esconder que se vivia num regime racista, herdeiro no fundo das teorias racistas que levaram ao poder Hitler na Alemanha e que dominaram a Europa no anos 30, que levaram à segunda guerra mundial e ao Holocausto... e portanto, na África do Sul, estas teorias eram aplicadas e eram defendidas. Evidentemente, com o acesso enorme que tínhamos na universidade a toda a informação, a toda a literatura, às grandes revistas internacionais, o ambiente de discussão sobre o 'apartheid' e sobre o racismo era muitíssimo mais aberto, mais profundo do que era em Moçambique, porque em Moçambique estas questões falavam-se, mas nós falávamos mais em Moçambique do que era a ditadura portuguesa, do que era a desigualdade e das questões mais sociais. Não tínhamos uma discussão profunda sobre o racismo. De certa forma, vivíamos naquele ambiente e assumir que vivíamos num ambiente de segregação racial brutal era pôr em causa a nós próprios, às nossas famílias, aos nossos pais. Isto era extremamente doloroso e difícil, apesar de nós em Moçambique, eu e os meus amigos, adoramos a poesia da Noémia de Sousa que dizia "deixem passar o meu povo", líamos a poesia de José Craveirinha que falava "eu sou carvão, carvão da usina do branco". Fizemos um filme de que falo no livro sobre os negros que eram obrigados a ir à esquadra levar palmatoadas por partirem um prato em casa. Essa violência extrema a que nós assistimos em Moçambique, nós condenávamos, mas não discutíamos a questão do racismo e a questão do racismo era central na África do Sul. Era a questão que era discutida por todo o lado, na universidade evidentemente. Era o que era contestado, era a lei do 'apartheid', não era só a violência, a desigualdade, tanto mais que na África do Sul, os brancos tinham determinados direitos e determinadas liberdades democráticas e os negros não tinham esses direitos. Portanto, essa discussão do racismo na África do Sul, de facto, tornou muito mais claro o racismo em Moçambique.

Paróquia Santo Antônio
Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado (Homilia.193 | 4º Domingo do Advento)

Paróquia Santo Antônio

Play Episode Listen Later Dec 18, 2022 31:37


“Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa.” (Mt 1,18-24) COMPARTILHE! Se você gostou desse Podcast da Paróquia Santo Antônio, então não se […] O post Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado (Homilia.193 | 4º Domingo do Advento) apareceu primeiro em Paróquia Santo Antônio.

Liturgia Diária
"Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa."Mt 1, 18-24

Liturgia Diária

Play Episode Listen Later Dec 17, 2022 11:01


18 DEZ 2022 COR LITÚRGICA: ROXO 4º Domingo do Advento Anúncio do Evangelho (Mt 1,18-24)— O Senhor esteja convosco.— Ele está no meio de nós.— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.— Glória a vós, Senhor.18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo.20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”.22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.24Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa. — Palavra da Salvação.— Glória a vós, Senhor. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/pe-jose-vicente/message

Foca na Palavra

Dediquei-me também a raciocinar sobre isto: os justos e os inteligentes, e suas ações, estão nas mãos de Deus, ninguém sabe o que os aguarda, se amor ou ódio. Tudo é controlado por ele. No fim, todos têm o mesmo destino, seja a pessoa justa ou imoral, boa ou má, pura ou impura, religiosa ou não. Ocorre o mesmo à pessoa de bem e ao pecador; ao que faz promessas a Deus como ao que não faz. É uma grande tragédia que todos debaixo do sol tenham o mesmo destino. Além disso, as pessoas estão cheias de maldade. Elas seguem seu próprio caminho de burrice, não há nada adiante, senão a morte. Enquanto estamos neste mundo, há alguma esperança; Melhor ser um cão vivo que um leão morto. Os vivos pelo menos sabem que vão morrer, mas os mortos nada sabem. Já não têm recompensas para receber e caem no esquecimento. O Amar, odiar, invejar, tudo que já fizeram ao longo da vida, morreu com eles. Já não participam de coisa alguma que acontece debaixo do sol. Portanto, coma sua comida com prazer e beba seu vinho com alegria, Deus se agrada disso. Que suas atitudes sejam corretas o tempo todo, e nunca falte a inteligência. Viva alegremente com a mulher que você ama todos os dias desta vida sem sentido que Deus deu debaixo do sol, essa é a recompensa por todos os seus esforços neste mundo. Tudo o que você tiver de fazer faça o melhor que puder, pois no mundo dos mortos não se faz nada, e ali não existe pensamento, nem conhecimento. E é para lá que você vai. Observei outra coisa debaixo do sol. Aquele que corre mais rápido nem sempre ganha a corrida, e o soldado mais forte nem sempre vence a batalha. Às vezes os inteligentes passam fome, os sensatos não enriquecem, e os instruídos não alcançam sucesso. Tudo depende de se estar no lugar certo na hora certa. Ninguém é capaz de prever quando virão os tempos difíceis. Como peixe na rede ou pássaro na armadilha, as pessoas caem em desgraça de repente. Outro exemplo de inteligência me impressionou enquanto eu observava como as coisas funcionam debaixo do sol. Havia uma cidade pequena, com poucos habitantes, e um grande governante veio com seu exército e a cercou. Um homem inteligente, mas muito pobre, usou sua inteligência para salvar a cidade. Depois, porém, ninguém se lembrou do pobre homem. Eu sempre achei que a inteligência é melhor do que a força; mas ninguém acredita que uma pessoa pobre pode ser inteligente ninguém presta atenção no que ela diz. É melhor ouvir as palavras calmas da pessoa inteligente que os gritos de um estúpido. A inteligência vale mais do que armas de guerra, mas uma decisão errada pode estragar os melhores planos. ___________________________________________________ A palavra Eclesiastes pode ser compreendia como Professor… Alguém que reúne pessoas para ensinar e orientar, é alguém que lidera uma comunidade ou agrupamento de pessoas, fala A elas e fala POR elas. Aqui temos as orientações de Salomão, o poderoso rei que sucedeu seu pai Davi.

Sem Falta
Havia penálti para Marrocos? "Claramente"

Sem Falta

Play Episode Listen Later Dec 14, 2022 9:42


Para o áudio-árbitro Pedro Henriques, ficou um penálti por assinalar para Marrocos. O ex-árbitro vai mais longe e admite mesmo que foi "uma péssima arbitragem".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vida em França
“Entrelinhas” da criação teatral em cena em Paris

Vida em França

Play Episode Listen Later Dec 7, 2022 16:59


Até 17 de Dezembro, o actor português Tónan Quito sobe ao palco da sala Christian-Bérard do Théâtre de l'Athénée, em Paris, com a peça “Entrelinhas”, de Tiago Rodrigues. Sozinho em palco e com a cumplicidade do público, Tónan Quito põe a nu, numa aparente simplicidade, a essência da criação teatral. Uma matriosca de histórias que parte de uma “grande amizade” entre um actor e um autor e que mostra que errar talvez seja a melhor das histórias. Oiça aqui a entrevista a Tónan Quito. RFI: “Logo no início da peça, o Tónan Quito dirige-se ao público e pergunta, em francês ‘Quando é que a gente perdeu as palavras? Quando é as palavras se tornaram tão difíceis para nós ou quando é que se tornaram tão fáceis que deixaram de ser nossas?' Esta peça é afinal uma homenagem à palavra e ao texto. Durante hora e meia, está num palco quase vazio que enche apenas com a sua presença e com a palavra. É isto a essência do teatro?” Tónan Quito, Actor: “A essência do teatro é haver uma pessoa que comunica com outras. O teatro é feito destes dois espaços, o espaço do público e o espaço do actor ou dos actores que supostamente deveria funcionar como uma grande assembleia, como se fosse só um espaço e, lá está, com duas dimensões que se encontram no mesmo espaço. Foi assim, com esta simples ideia, quer dizer com outras ideias, que eu e o Tiago nos fomos atirando para este falhanço que foi construir este espectáculo.” “Ou suposto falhanço… Inicialmente, era suposto a peça ser um monólogo em torno de Édipo Rei, de Sófocles, mas vai bem mais longe. Consegue dizer-nos em poucas linhas do que fala ‘Entrelinhas'?” “O ‘Entrelinhas' é uma peça de uma grande amizade entre um autor e um actor que juntos tentam construir um espectáculo que não é possível acontecer, que falhou. Há muitas coisas dentro da peça, mas aquilo que realmente faz a peça é este encontro de duas pessoas que têm dois ‘métiers' diferentes, que querem construir um espectáculo e aquilo que acaba por ser revelado é esta ligação muito forte entre estas duas pessoas que vai originar uma criação, um objecto artístico.” “A história começa com um projecto de peça entre o Tónan e o encenador, Tiago Rodrigues, que se atrasa a entregar o texto e, a dada altura, fica com problemas de visão que o impedem de terminar o texto. Depois, tudo fica nas mãos do actor, Tonan Quito, que vai ter de criar a peça...” “É! É um clássico do Tiago, não é? Estou a brincar! Quer dizer, ele atrasa-se a entregar os textos, mas depois a coisa acaba a correr bem [Risos].” “Falámos há quase meio ano em Lisboa, quando encenou uma peça de Molière, nos 400 anos do dramaturgo francês. Molière tem outra peça, “O Impromptu de Versalhes”, sobre a criação de uma obra que nunca fica terminada. Este espectáculo também fala sobre a impossibilidade de se terminar uma peça, mas é uma peça em si. Este espectáculo é o próprio processo de criação dramatúrgica e teatral a ser encenado?” “Sim, foi uma coisa que descobrimos ao início, sobre o que é que seria a peça. Havia esta ideia, que o Tiago já tinha, de uma carta escrita nas entrelinhas do Édipo e depois todo o processo de encenação e de escrita do texto - porque com o texto começou a surgir logo a encenação do que é que seria o espectáculo. Mas interessava-nos muito colocar em cena o erro que é criar, a impossibilidade que é construir um espectáculo e expor isso. Nós criámos o espectáculo em 2013, já lá vai algum tempo e às vezes a memória também cria, portanto, já nem sabemos bem o que é que foi verdade e o que é que foi mentira neste processo. Mas a ideia, se calhar, nem passava por um espectáculo, passava só por uma espécie de conversa com o público sobre o processo de criação e como é que podemos expor o erro que é uma coisa que nas criações tentamos sempre esconder para estar tudo perfeito ali para apresentar ao público. Como é que podíamos mostrar as imperfeições e como é que nos podemos permitir errar - que é uma coisa que é comum aos dois na nossa maneira de trabalhar. O ‘Entrelinhas' acabou por surgir dessa necessidade nossa de falar sobre como é que nós trabalhamos, como é que nos relacionamos, o que é que nos inquieta na criação dos espectáculos e, sobretudo, esta possibilidade de nos atirarmos mesmo para o erro e falar sobre isso.” “Nesta peça, em que tempos, espaços, textos se confundem, questiona-se o próprio acto de criação. Quem cria é apenas quem escreve? Mas o criador é também o actor. Tanto é que a dada altura, não se sabe quem é o autor da peça: se o dramaturgo/encenador que fica cego e não pode escrever, se o actor obrigado a continuar a peça. O objectivo é também questionar a própria autoria de uma peça de teatro?” “Eu acho que essa não foi tanto uma preocupação, ou seja, se calhar a preocupação é realmente o esbater dessas fronteiras.” “Dinamitar as fronteiras?” “Exactamente, porque aquilo que nós queremos fazer, e que fizemos, era uma co-criação. O Tiago tem esta característica dele: ele escreve para os actores. Já tinha trabalhado com ele, antes de criarmos esta peça, e ele escolhe as pessoas com quem quer trabalhar e depois escreve para elas. Ele não está em casa a escrever e depois ‘toma, toma, toma tu fazes isto, tu fazes aquilo'. Não. Ele traz o texto, vê-nos a trabalhar e nós vamos discutindo as ideias que vêm no texto. Esta, tratando-se da nossa relação e quando surgiu a ideia de fazermos esta peça juntos, só teria interesse se nós falássemos de nós: como é que eu e o Tiago trabalhamos juntos. Claro que depois ficcionámos uma quantidade de coisas, mas aquilo que interessa ao Tiago trabalhar e a mim ao trabalhar com ele também é este diálogo em que o texto chega, pensamos, mastigamos, está bom, não está bom, podemos ir para aqui, podemos ir para acolá, o Tiago vai para casa escrever, depois cancela os ensaios porque precisa ainda de mais tempo para escrever e depois telefona à noite a dizer ‘Já sei o que é que vou fazer'. No outro dia encontramo-nos e continuamos sempre assim. E aqui é que as coisas se tornam indefinidas. Para mim, é muito claro que é o Tiago quem escreve e eu não escrevo. Eu trabalho assim em criação e com o Tiago também. É uma mútua provocação. Depois, o que é que cada um faz, isso não interessa tanto.” “Na peça avisa que este é o seu primeiro monólogo, que nunca quis fazer um monólogo porque para si o teatro é estar em palco com outros. Diz que o Tiago Rodrigues o convenceu com a frase ‘Vai ser uma descoberta para ti', mas admite que a descoberta é apenas pessoal porque somos simplesmente ‘exploradores que mais parecem turistas a pisar terrenos que outros já descobriram'… Como tem sido esta descoberta e porque é que ‘o medo e a dúvida nos fazem sentir que vale a pena'?” “Para nós, para mim e para o Tiago, sim, a gente gosta sempre de se colocar em situações desconfortáveis e das quais não vamos saber sair. Eu próprio também nos meus trabalhos procuro isso, mas sempre que trabalhei com o Tiago era muito evidente colocarmo-nos em situações de desconforto. Aqui, a gente sabia que íamos fazer um monólogo. Para mim, realmente dá-me muito medo porque não há jogo, portanto, o jogo é sempre comigo e com o público, não há defesas, não havia uma personagem a que me agarrar, não havia nada. Mas tem sido mais surpreendente e mais prazeroso do que eu pensava. Mas, pronto, medo tenho sempre.” “O medo alimenta?” “O medo alimenta e, sobretudo, o que é incrível é sempre este diálogo constante que temos com o público, como é que à medida que o espectáculo vai avançando - e, neste caso, estou a falar numa língua que não é minha, é o francês - há aqui uma grande necessidade também minha de sobreviver e de conseguir comunicar a história com o público. Eu tenho que estar sempre a alimentar-me do público e precisar dele para construir o próprio espectáculo. Às vezes falho, outras vezes acerto, outras vezes faço parvoíces. Há sempre aqui um lado que não é controlável dentro deste espetáculo, apesar de eu saber o texto, apesar de saber mais ou menos o que é que vou fazer, mas há sempre aquelas pessoas que naquele dia estão lá que são sempre diferentes das do dia anterior.” “Além de um jogo de actor já louvado pela crítica francesa, fala em francês durante a peça, a não ser quando lê excertos do livro… Porque esta opção e de onde vem esse francês tão bem falado?” “Bem falado mais ou menos [risos]! Acho que foi em 2014 quando fomos convidados para ir a um festival, que é o Terre de Paroles, na Normandia, e o Tiago já tinha uma coisa que era fazer, em peças mais simples, uma versão na língua para onde a gente vai, francês ou inglês, que são as línguas que nós estudamos em Portugal e poderemos saber melhor para comunicar e para o espectáculo poder circular mais e poder ir a mais sítios. E foi assim que surgiu a questão de fazer em francês. Em Portugal temos até ao nono ano de francês. Eu ainda eu estive na Alliance Française também três anos e depois foi a Cristina Vidal, que era ponto no teatro Nacional que me ajudou....” “A personagem principal de ‘Sopro'...” “Do ‘Sopro', exactamente. Tenho que estar eternamente grato à Cristina Vidal porque realmente foi ela quem me pôs a fazer o espectáculo em francês.” “Uma das principais histórias das tantas histórias que estão em palco gira em torno de uma carta de um prisioneiro à mãe, escrita entre as linhas de um volume de Édipo Rei a partir de uma cela de prisão. Como nasceu esta ideia? E também a ideia de que o livro não é apenas a história que conta mas também a história pessoal de todos os que o lêem?” “Pois, isso é uma pergunta complicada. A ideia da carta do prisioneiro nas entrelinhas do Édipo já existia. O Tiago já tinha escrito essa pequenina história que foi a partir daí que nós começámos a trabalhar. Eram três, quatro páginas, não sei, que ele tinha escrito para um encontro de novas dramaturgias em Lisboa. Portanto, acho que interessava ao Tiago essa fricção daquela história do Édipo, que é uma história fundadora da nossa cultura ocidental e que é um marco do teatro, e depois essa história pessoal de um prisioneiro que, por coincidência, matou o pai e que está a escrever a carta à mãe. Depois, a partir daí, como é que isso se reflecte na história pessoal de cada um, eu acho que foi o que ficou por descobrir, que foi o que nós criámos à volta, a partir de coisas autobiográficas - que é uma coisa que é comum nos trabalhos do Tiago que é  partir sempre de histórias verdadeiras – tentar partir da nossa história pessoal e que isso possa vibrar nas outras pessoas. E quantas histórias é que nós não escrevemos nas entrelinhas da nossa própria história, não é? Acho que a ideia veio um bocado daí, das várias camadas:  como é que poderíamos complicar ainda mais.” “E criar uma nova camada em palco junto do público e ter todas as noites uma história, se calhar, diferente. Justamente, estamos a falar de um clássico, Édipo Rei. O Tónan também diz na peça que acha completamente estúpido perguntarmo-nos se um texto antigo ainda faz sentido hoje em dia, se é oportuno ou pertinente porque, na verdade, no caso dos grandes clássicos, dos grandes textos como Édipo deveria funcionar no sentido inverso. Ou seja, ‘somos nós que nos devemos questionar se a nossa época faz sentido à luz destes textos'. Porquê levantar esta questão tão política e tão actual?” “Eu lembro-me desse dia. Estávamos nas nossas manhãs de ensaios, sentados à mesa a falar sobre tudo e mais alguma coisa.” “São tertúlias filosóficas, imagino...” Sim, era basicamente isso, e falar de coisas da vida que não tinham nada a ver com o teatro. Eu enceno clássicos sobretudo e gosto muito de ler romances e o Tiago também gosta e falámos do que é que gostávamos e não gostávamos. Houve um dia que realmente começámos a pensar nisso. Fazemos peças com 300 ou 400 anos e as questões de hoje em dia acabam por ser mais ou menos as mesmas: o amor, o poder, a ambição, os conflitos, a violência. Começamos a pensar: o que é que a gente aprendeu há 400 anos quando lemos Shakespeare, por exemplo, e agora olhamos para o nosso mundo no estado das coisas e, quando lemos essas peças, há sempre aquela tendência de dizer ‘é muito actual esta peça ainda'. Claro que é actual, está publicado, está nas livrarias, portanto existe hoje. E o Tiago saiu-se com essa um dia: ‘Não devíamos estar a pegar neste texto e ver o nosso mundo através disto'. E é uma coisa que ainda nos continua a fazer sentido e é uma coisa que eu tenho sempre na minha cabeça sempre que estou a ler um texto só por ler ou a pensar qual é o sentido de o encenar hoje em dia. E, às vezes, parece que a realidade é toda uma grande encenação a partir ainda destes grandes textos.” “A história de ‘Entrelinhas' é uma história que deveria acontecer mas não aconteceu - enfim, aconteceu muito mais do que isso. Você pergunta ao público se ‘uma coisa que não aconteceu pertence ao passado da mesma forma que uma coisa que aconteceu'? Ou se ‘fica eternamente no futuro, condenada a nunca pertencer ao passado'? Ou seja, a tal peça - que não aconteceu no passado nem no futuro - gera a peça que acontece no presente. Então, a encenação é a invenção do real?”  “Pois, é isso tudo e aquilo que ainda está por descobrir porque o suposto monólogo sobre o Édipo que o Tiago deveria ter escrito para mim não aconteceu. Mas por que é que isso não há-de pertencer ao passado? Por que é que esse espectáculo não terá acontecido? A peça torna-se muito ‘borgiana', de uma grande ficção que se torna realidade e que passa para outras coisas e é esta nossa prisão de ‘Ok, não aconteceu, então não aconteceu, mas por que é que não aconteceu? Só por não ter acontecido?' Claro que é uma questão filosófica...” “Mas está a acontecer porque estamos a vê-la...” “Mas está a acontecer, estamos a vê-la e estamos a construir e estamos a falar sobre ela. Eu acho que essa pergunta, no final do espectáculo, abre muitas possibilidades. O espectáculo no final já é tudo, já é uma matriosca, e eu acho que essa pergunta no final é só mais uma explosão que atira as coisas um bocado para o universo e depois quem quiser que apanhe as partículas...” “Uma matriosca porque é um texto dentro de um texto dentro de um texto, nas entrelinhas… Porquê este jogo de levar o espectador para um labirinto? Para mostrar que somos ‘os exploradores de terras já descobertas?' ou ainda há coisas a descobrir?” “Claro que há coisas a descobrir. Acho que em cada um de nós há muita coisa a descobrir e enquanto nos conseguirmos espantar uns com os outros, como seres humanos que somos, há muito para descobrir dentro das coisas que nos atormentam ou que nos fascinam. E como acho que ainda está tudo por fazer, em diversas áreas, enquanto houver esta nossa curiosidade e a nossa vontade de avançar, há muita coisa por descobrir.”

Rádio Gaúcha
Gerente de quadrilha de traficante ameaçando um dos vendedores que havia cometido uma falha

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Dec 1, 2022 0:10


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Crims
Robert Durst: l'ocell de mal averany

Crims

Play Episode Listen Later Nov 27, 2022 54:04


Aquest episodi gira entorn de l'hereu d'un imperi immobiliari americ

Brasil-Mundo
Escritora carioca é coautora de série de TV infantil portuguesa que incita interesse de crianças pelo meio ambiente

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Nov 26, 2022 6:10


A escritora e roteirista brasileira Flávia Lins e Silva assina a série “Panda e os Super Vets” no canal Panda Portugal, juntamente com a escritora portuguesa Maria Inês Almeida. Ela conversou com a RFI sobre as particularidades de escrever para um público fora do Brasil.  Fábia Belém, correspondente da RFI em Portugal A série “Panda e os Super Vets” foi lançada no final do mês passado e traz um episódio novo por semana. As histórias giram em torno do personagem Panda e dos irmãos Guilherme e Beatriz, que, durante as férias, vão ser voluntários num parque ajudando o veterinário a cuidar dos animais.  “A mãe os inscreveu num programa de voluntários porque eles queriam muito ter animais de estimação em casa e a mãe não deixou porque moram em apartamento”, conta Flávia.  Por meio das histórias, as duas escritoras passam mensagens que contribuem para o desenvolvimento das crianças, ao fazê-las perceber que “coisas acontecem, se não escovar o dente, se não pedir ajuda, se a mochila tiver muito pesada”, reforça Flávia. “A ideia é muito isso: um cuidado de si e do outro, e uma atenção com a natureza”, completa. As aventuras do Panda e dos Super Vets têm sido uma ferramenta importante para despertar o interesse das crianças pelo meio ambiente e aproximá-las dos animais.  “É muito bacana ver que algumas questões que os animais vivem, os meninos também vivem - às vezes [eles] têm uma dor de dente que o animal tem. Aí você mostra o animal, e a criança se identifica”, explica a escritora e roteirista.  Diferenças linguísticas Apesar dos 26 anos de trabalho como roteirista, Flávia conta que não deixa de ser desafiador escrever a série “Panda e os Super Vets”, pois sempre precisa levar em conta os aspectos linguísticos. “Varal vira estendal, penso é o nosso curativo, o “band-aid”. Então, são muitas as palavrinhas diferentes que a gente vai aprendendo, mas não é só isso, é a maneira também de usar as expressões, as gírias “É fixe. Isso é giro!”. A primeira significa legal, a segunda pode ser usada para dizer que algo ou alguém é bonito ou bem-humorado. A escritora e roteirista brasileira garante que está “adorando estar em Lisboa, em Portugal” pelo fato de o país também promover “um encontro da língua portuguesa”.  “Chega gente de Angola, chega gente de Moçambique, de Cabo Verde. Então, há muita riqueza na língua portuguesa nesses encontros. Sou um grande fã de Fernando Pessoa e a minha terra é a língua portuguesa”, pontua Flávia Lins e Silva. Encontro de escritoras  O encontro entre Flávia e Maria Inês aconteceu graças ao pediatra das filhas das duas escritoras. Certo dia, ele disse: "Olhe, vocês têm tanto em comum, acho que vocês deviam se conhecer", recorda Flávia. Com mais de 55 livros publicados, a portuguesa também tem uma famosa série de livros - a “Diário de uma Miúda Como Tu”.   “Começamos a conversar, e já ter ideias, e contar histórias, e pronto. E marcamos um café e mais outro, e começamos a escrever livros juntas e essa série juntas", diz a escritora brasileira. Juntas, as duas assinam três livros: “Carta aos Líderes do Mundo”, “Com pensos tudo passa” e “O mistério da meia malcheirosa”. A parceria “tem sido muito bacana”, revela Flávia, “porque eu faço a versão do português para o Brasil e publicamos lá, e ela faz a versão do português de Portugal, publicamos aqui. Então, todos os livros tão saindo lá e cá”.  “Diário de Pilar” e “Detetives do Prédio Azul” Há seis anos vivendo em Portugal, a carioca Flávia Lins e Silva é autora de importantes obras dedicadas ao público infantojuvenil. Entre as mais conhecidas está a coleção “Diário de Pilar”, que já conta com sete livros traduzidos para cinco idiomas. A Pilar tem uma rede mágica com a qual viaja pelo mundo, e “eu sempre tive esse desejo de conhecer o mundo. Havia esse sonho de ter essa rede mágica para poder ir pra qualquer lugar do planeta”, lembra. Flávia também já assinou roteiro para novelas, séries e seriados no Brasil. De Lisboa, continua a escrever “Detetives do Prédio Azul”, série criada por ela, e que este ano completa uma década de exibição na TV com 500 episódios.  “Imagina, 500 casos num único prédio, que a gente brinca aqui que é uma aventura incrível, e que eu amo escrever”, assegura com entusiasmo. Imaginação Ao comentar a importância de incentivar a imaginação nas crianças, Flávia Lins e Silva diz que “esse negócio de literatura ajuda muito a abrir o imaginário porque, enquanto você tá lendo, você tá imaginando o cenário, a cara do personagem, você tá imaginando sem pensar”. E ela chama a tenção ao afirmar que o imaginário não serve só pra escrever.  “Ele é fundamental pra inventar, repensar o mundo e não apenas repeti-lo. Quando eu converso com as crianças eu falo: 'Olha, se alguém, um dia, não imaginasse uma ponte, a ponte não existia. Se alguém não imaginasse o avião, o avião não existia.'" 

Brasil-Mundo
Escritora carioca é coautora de série de TV infantil portuguesa que incita interesse de crianças pelo meio ambiente

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Nov 26, 2022 6:10


A escritora e roteirista brasileira Flávia Lins e Silva assina a série “Panda e os Super Vets” no canal Panda Portugal, juntamente com a escritora portuguesa Maria Inês Almeida. Ela conversou com a RFI sobre as particularidades de escrever para um público fora do Brasil.  Fábia Belém, correspondente da RFI em Portugal A série “Panda e os Super Vets” foi lançada no final do mês passado e traz um episódio novo por semana. As histórias giram em torno do personagem Panda e dos irmãos Guilherme e Beatriz, que, durante as férias, vão ser voluntários num parque ajudando o veterinário a cuidar dos animais.  “A mãe os inscreveu num programa de voluntários porque eles queriam muito ter animais de estimação em casa e a mãe não deixou porque moram em apartamento”, conta Flávia.  Por meio das histórias, as duas escritoras passam mensagens que contribuem para o desenvolvimento das crianças, ao fazê-las perceber que “coisas acontecem, se não escovar o dente, se não pedir ajuda, se a mochila tiver muito pesada”, reforça Flávia. “A ideia é muito isso: um cuidado de si e do outro, e uma atenção com a natureza”, completa. As aventuras do Panda e dos Super Vets têm sido uma ferramenta importante para despertar o interesse das crianças pelo meio ambiente e aproximá-las dos animais.  “É muito bacana ver que algumas questões que os animais vivem, os meninos também vivem - às vezes [eles] têm uma dor de dente que o animal tem. Aí você mostra o animal, e a criança se identifica”, explica a escritora e roteirista.  Diferenças linguísticas Apesar dos 26 anos de trabalho como roteirista, Flávia conta que não deixa de ser desafiador escrever a série “Panda e os Super Vets”, pois sempre precisa levar em conta os aspectos linguísticos. “Varal vira estendal, penso é o nosso curativo, o “band-aid”. Então, são muitas as palavrinhas diferentes que a gente vai aprendendo, mas não é só isso, é a maneira também de usar as expressões, as gírias “É fixe. Isso é giro!”. A primeira significa legal, a segunda pode ser usada para dizer que algo ou alguém é bonito ou bem-humorado. A escritora e roteirista brasileira garante que está “adorando estar em Lisboa, em Portugal” pelo fato de o país também promover “um encontro da língua portuguesa”.  “Chega gente de Angola, chega gente de Moçambique, de Cabo Verde. Então, há muita riqueza na língua portuguesa nesses encontros. Sou um grande fã de Fernando Pessoa e a minha terra é a língua portuguesa”, pontua Flávia Lins e Silva. Encontro de escritoras  O encontro entre Flávia e Maria Inês aconteceu graças ao pediatra das filhas das duas escritoras. Certo dia, ele disse: "Olhe, vocês têm tanto em comum, acho que vocês deviam se conhecer", recorda Flávia. Com mais de 55 livros publicados, a portuguesa também tem uma famosa série de livros - a “Diário de uma Miúda Como Tu”.   “Começamos a conversar, e já ter ideias, e contar histórias, e pronto. E marcamos um café e mais outro, e começamos a escrever livros juntas e essa série juntas", diz a escritora brasileira. Juntas, as duas assinam três livros: “Carta aos Líderes do Mundo”, “Com pensos tudo passa” e “O mistério da meia malcheirosa”. A parceria “tem sido muito bacana”, revela Flávia, “porque eu faço a versão do português para o Brasil e publicamos lá, e ela faz a versão do português de Portugal, publicamos aqui. Então, todos os livros tão saindo lá e cá”.  “Diário de Pilar” e “Detetives do Prédio Azul” Há seis anos vivendo em Portugal, a carioca Flávia Lins e Silva é autora de importantes obras dedicadas ao público infantojuvenil. Entre as mais conhecidas está a coleção “Diário de Pilar”, que já conta com sete livros traduzidos para cinco idiomas. A Pilar tem uma rede mágica com a qual viaja pelo mundo, e “eu sempre tive esse desejo de conhecer o mundo. Havia esse sonho de ter essa rede mágica para poder ir pra qualquer lugar do planeta”, lembra. Flávia também já assinou roteiro para novelas, séries e seriados no Brasil. De Lisboa, continua a escrever “Detetives do Prédio Azul”, série criada por ela, e que este ano completa uma década de exibição na TV com 500 episódios.  “Imagina, 500 casos num único prédio, que a gente brinca aqui que é uma aventura incrível, e que eu amo escrever”, assegura com entusiasmo. Imaginação Ao comentar a importância de incentivar a imaginação nas crianças, Flávia Lins e Silva diz que “esse negócio de literatura ajuda muito a abrir o imaginário porque, enquanto você tá lendo, você tá imaginando o cenário, a cara do personagem, você tá imaginando sem pensar”. E ela chama a tenção ao afirmar que o imaginário não serve só pra escrever.  “Ele é fundamental pra inventar, repensar o mundo e não apenas repeti-lo. Quando eu converso com as crianças eu falo: 'Olha, se alguém, um dia, não imaginasse uma ponte, a ponte não existia. Se alguém não imaginasse o avião, o avião não existia.'" 

Reportagem
RFI Brasil 40 anos: adaptação à evolução tecnológica garantiu a longevidade da rádio

Reportagem

Play Episode Listen Later Nov 17, 2022 13:42


Desde a sua criação em 1982, a redação brasileira da RFI passou por várias etapas. A transmissão inicial por ondas curtas foi completamente abandonada no início dos anos 2000 e, atualmente, os programas em português para o Brasil são distribuídos por satélite às cerca de 180 rádios parceiras no país, mas principalmente pela internet. Nessas quatro décadas, a adaptação à evolução tecnológica garantiu a longevidade da redação brasileira da RFI, avalia Carlos Aciari, do serviço técnico da emissora, responsável pela instalação de antenas parabólicas e de receptores para as emissoras parceiras no Brasil. Segundo ele, o fim das ondas curtas, “que ninguém escutava” e o início da transmissão via satélite “foi o que salvou” as redações em línguas estrangeiras da RFI. “Havia plano de fechar as redações”, lembra Aciari. Questões tecnológicas, mas também geopolíticas, como o fim da Guerra Fria, o fortalecimento da União Europeia e a redemocratização de vários países, como o Brasil, levaram a uma mudança de estratégia da RFI. Várias redações em línguas estrangeiras, principalmente direcionadas aos países do ex-bloco soviético, foram fechadas. Mas a RFI Brasil, que conseguiu se adaptar às novas tecnologias, foi mantida. Adaptações e reformas A redação brasileira da RFI reformulou progressivamente a sua programação. As duas horas noturnas iniciais foram diminuindo até chegar atualmente ao programa de 30 minutos, que vai ao ar pela manhã (6h30 pelo horário de Brasília). Temas como Meio Ambiente, Multimídia, uma crônica de política internacional e, mais recentemente, programas dedicados à comunidade brasileira pelo mundo, passaram a integrar definitivamente a grade. A RFI passou a fazer parte do grupo France Médias Monde (FMM) que reúne também o canal de TV internacional France 24 e a rádio Monte Carlo Doualiya, em árabe. A RFI se mudou da emblemática Maison da la Radio para um novo local, em Issy-les-Moulineaux, nos arredores da capital.  Em 2005, ano do Brasil na França, a redação brasileira foi a primeira das línguas estrangeiras da RFI a inaugurar sua página na internet. Desde então, a produção de conteúdos digitais em português para o Brasil foi reforçada e a rádio está presente nas redes sociais, e graças a novas parcerias, nas principais plataformas de notícias brasileiras. A RFI (como outras rádios) se transformou em um veículo multimídia. Para Paulo Antonio Paranaguá, que trabalhou na RFI Brasil durante 20 anos, a rádio soube se adaptar e hoje é um bom instrumento para lutar contra as fake news. “Evoluir, conquistar novos meios de chegar aos ouvintes, telespectadores e leitores, isso é a obrigação de todo jornalista hoje em dia para lutar contra as fake news”, ressalta Paranaguá. "Incontornável" O site da RFI Brasil é o segundo de maior audiência das redações em línguas estrangeiras da Rádio França Internacional. “Hoje em dia, a RFI tem uma visibilidade tal no Brasil que ela se torna incontornável”, pondera Maria Emília Alencar, que começou a trabalhar na RFI em 1983 e chefiou a redação brasileira da RFI durante quase 13 anos, até se aposentar em 2021. O potencial para o aumento dessa visibilidade ainda é grande, principalmente devido ao boom do podcast no mundo. “O Brasil é um dos países que tem mais rádios em seu território, mais de 13 mil rádios”, informa Pompeyo Pino, diretor de distribuição de conteúdos para as Américas da RFI, reforçando que a “potencialidade para novas parcerias é enorme”. Acompanhe a série de podcasts sobre os 40 anos da RFI

Devocional Elegante Sempre
Devocional Elegante Sempre 16.11

Devocional Elegante Sempre

Play Episode Listen Later Nov 16, 2022 2:32


Leia Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos. Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou. Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar. Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. Romanos 14:1-5 Ouça Estamos nisso juntos Reflita Paulo chamou os cristãos à unidade. Havia grandes diferenças culturais entre judeus convertidos, gentios convertidos, romanos convertidos entre outros. Ainda hoje há! Naquela época Paulo alertou que a prática de ter dias sagradas, comer ou não certos alimentos, beber ou não certas bebidas não deveria gerar desavença entre os cristãos. Impressionante como ainda há. Mas gosto de lembrar que o que nos une ( Cristo) é maior do que o que nos separa ( diferenças culturais). O chamado de Jesus é coletivo. “Vocês serão minhas testemunhas” ( Atos 1:8). Portanto, abandonemos as diferenças. Estamos nisso juntos. Ore Senhor, obrigada porque apesar das diferenças que existem ainda hoje entre os diversos cristãos, o que nos une é muito maior. Que eu sempre me lembre disso.

Homilias - IVE
“Receber a Jesus como Zaqueu”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Nov 15, 2022 4:56


Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 19,1-10 Naquele tempo: Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: 'Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa.' Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: 'Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!' Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: 'Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais.' Jesus lhe disse: 'Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.' Palavra da Salvação.

Espaço de Criação e Web Rádio Nós Na Fita
Canto da Poesia #11: Para vencer no Catar

Espaço de Criação e Web Rádio Nós Na Fita

Play Episode Listen Later Nov 14, 2022 5:05


O Canto da Poesia Nós Na Fita é um programa destinado a leitura de poemas, textos e letras de músicas com o objetivo de transmitir, através das palavras e da musicalidade, uma mensagem para o nosso ouvinte, através da curadoria dos nossos jornalistas. Nesta semana, em clima de Copa do Mundo, Leonardo Sá relembra o testemunho do grande jogador brasileiro na era amadora: Arthur Friedenreich. Na ocasião, no dia 22 de janeiro de 1966, para o jornal "O Globo", o craque escreveu sobre os rumos do futebol e também sobre as expectativas que tinha sobre o desempenho da Seleção Brasileira no Mundial daquele ano, disputado na Inglaterra. A seleção, comandada por Pelé, buscava o tricampeonato. Confira: "Quando tive a honra de defender as cores do Brasil, o futebol era simples e sem mistérios. Obedecia-se à clássica formação das três 'fatias', ou seja, defesa, meio de campo e ataque. A tarefa de cada um desses grupos era bem definida: a defesa 'limpava a área', sem se preocupar com passes. Cumpria ao meio de campo apoderar-se da bola e entregá-la ao ataque; este, avançando frontalmente, isto é, paralelamente à linha de fundo, tratava de vazar o gol do adversário. Em síntese, esse era o mecanismo da partida. Havia 'técnicos', mas sua influência na partida era relativa: os jogadores não o julgavam indispensáveis. Um dêles, que fez época - Platero - nada inventava, apenas fazia-nos correr, mas, no final das contas, nós jogadores também não estávamos muito interessados em aprender coisa alguma. Depois de 30, se não me falha a memória, apareceram novidades: as 'fatias' (defesa, meio de campo e ataque) não mais deveriam ser definidas; o ataque, por sua vez, ao invés de se desdobrar paralelamente ao fundo de campo, deveria progredir enviesado. Ainda apanhei essa fase e pude comprovar sua vantagem. Daí em diante, cada ano novos sistemas surgiram. Hoje, o futebol é coisa complicada. É comum, no segundo tempo uma equipe se comportar de maneira inteiramente diversa do primeiro tempo, devido às instruções recebidas pelos jogadores no vestiário. Tudo isso ia muito bem até um fato veio subverter o que parecia definitivo. Esse fato foi o advento dos super-jogadores. Estes, são raros, mas existem, e porque existem é o suficiente para pôr abaixo tudo quanto se havia edificado em matéria de tática de jogo. Para mim quem venceu na Suécia foi o mecanismo Garrincha–Pelé, em 1962 no Chile, mesmo sistema, sendo Amarildo a segunda peça do engenho. É preciso, portanto, montar em campo, este ano, o mesmo dispositivo, se quisermos vencer. Segundo se espera, Pelé estará à posto. Talvez nos falte a catapulta. Trataremos de encontrá-la. Estou certo, no entanto, que se Pelé entrar em todos os jogos, seremos campeões para sempre. O segredo dessa minha segurança é simples: todas as seleções tem seus ases. Mas o coringa é um só. E está com o Brasil."

Artes
Grupo angolano Nguami Maka vai actuar em festival de jazz na Polónia

Artes

Play Episode Listen Later Nov 14, 2022 11:05


O grupo de música tradicional angolana Nguami Maka vai actuar a 23 de Novembro no Festival Jazz Topad, na Polónia. O quinteto, que celebra 20 anos de carreira, vai apresentar o novo projecto "Fragmentos" em que os instrumentos de raiz de Angola entram num diálogo de improvisações. Oiça aqui a entrevista ao líder do grupo Nguami Maka, Jorge Mulumba. RFI: O que significa a ida ao festival Jazz Topad, na Polónia? Jorge Malumba, Músico: É uma mais-valia porque os festivais têm vários olhos do mundo. É um encontro a que nós vamos, com vários artistas do mundo, mas também ali cada um deixa a sua impressão digital daquilo que faz a nível da música e cultura de cada país. Estamos a levar Angola para ver se aparecem outras propostas para outros festivais ou eventos em que a música angolana possa respirar. Os Nguami Maka são convidados para um festival de jazz que reúne tendências contemporâneas, mas são um grupo de música tradicional. O que é que vão levar a este festival? Para este festival, nós fizemos um projecto denominado “Fragmentos”. Fizemos peças no formato quinteto, que é a nossa formação enquanto grupo, mas também há quartetos, trio, duos e também peças com um indivíduo apenas no palco. São estes momentos que vamos apresentar. Nós criámos peças que dão relevância, por exemplo, à improvisação da execução dos instrumentos e isso é uma visão muito forte dentro do jazz. Nós temos instrumentos mais cingidos à percussão e o jazz tem, por exemplo, mais harmonias, violino, saxofone … Então, nessas peças que nós criámos, criámos uma leitura musical que faz todo sentido num palco de jazz. Temos uma peça, por exemplo, “O Olhar das dicanzas”, que são duas dicanzas a fazerem execuções de improvisação. A “Batucada agitação” que são dois batuques a fazer improvisação. Eu tenho momentos com kalimba, que é um instrumento africano. Faço vários solos, um passeio em torno de um instrumento, tudo com improvisação. São instrumentos tradicionais, como a dikanza, mas também há a puíta, lata, hungo, mukindu… Todos eles vão estar em palco? Sim, todos vão estar em palco e com a grande improvisação. São instrumentos tradicionais e especificamente angolanos? Sim, especificamente angolanos. O que nós estamos a fazer pode ser muito novo agora, mas todos esses instrumentos, antes de se agregarem aos grupos, eram executados por elementos solistas e só depois é que eles se envolveram nos conceitos de turma, carnaval, conjunto. Nós, ao pensarmos no projecto de Fragmentos, começámos logo a recuperar esses elementos. Há um tema que nós fizemos que é a “Homenagem ao Kamosso” que era um executante de hungo e conseguiu criar um público naquele período dos anos finais de 70, inícios de 80 e bocadinho perto de 90 e deixou a sua marca. Nós criámos vários solos de Kamosso , mas fizemos uma componente quinteto. Nós só pegamos nesses elementos e começámos a reconstruir coisas que não foram acabadas, coisas que ficaram em pedaços, voltar a construir e, ao mesmo tempo, dar visibilidade a essas coisas. Ou seja, foram buscar raízes que já existiam para lhes dar um toque vosso, não é? Onde podemos ouvir este novo trabalho? Vai haver disco? Nós já temos duas peças gravadas que estamos a fazer circular para que as pessoas possam ouvir. Mas também, quando regressarmos, vamos fazer uma tournée por algumas zonas de Luanda, com o projecto Fragmentos. Estamos a pensar no Palácio de Ferro, na Casa da Cultura do Rangel, no Camões… O quinteto celebra 20 anos. Que balanço é que faz da carreira do grupo? Vinte anos de muita história, de momentos que passámos com muitas dificuldades. Não quer dizer que as dificuldades acabaram porque a vida é feita de dificuldades e são barreiras que temos de superar. Felizmente nós superámos, temos uma obra discográfica lançada em 2009, participação em vários concertos quer aqui, quer fora de Angola e todos eles foram bons e temos trabalhado cada vez mais para melhorar a nossa performance, quer individual, quer colectiva. Os 20 anos que nós celebramos, temos estado a reflectir muito na consistência, na resistência. Apesar de um elemento que faleceu em 2013, o grupo mantém-se sempre com a mesma dinâmica e dedicação porque não é fácil. É porque nós amamos, gostamos, temos uma paixão pela música de raiz, numa cidade em que, às vezes, a futilidade rouba a qualidade, mas nós temos estado a primar pela nossa qualidade, sem desprimor, sem chocar. Conseguimos, na verdade, fazer a nossa estrada e estar bem representados nesses 20 anos. Temos um público que nos apoia. Mas a grande reflexão desses 20 anos é começarmos a passar o testemunho para os mais novos, com ciclos formativos, ensinar a tocar os instrumentos todos que nós tocamos. Também dá aulas de instrumentos tradicionais, nomeadamente de dicanza... Sim. Eu dou aulas desse instrumento e faço também oficinas de quase todos os instrumentos. Mas, agora eu propus quinteto que temos de passar a formar - a começar pelo bairro a que nós pertencemos, que é o Marçal - e passar isso aos mais novos, começar a dar uma educação daquilo que são as nossas origens e raiz porque se não o fizermos agora, pode ser tarde depois. E se um dia nós não estivermos mais prontos, não conseguimos ter substituto. Então, estamos preocupados com isso em torno dos nossos 20 anos. Falou na palavra resistência. Como é que hoje está a música tradicional em Angola? A música tradicional de Angola está muito - será um termo pesado, mas eu vou usar – num estado péssimo. Ligo e estou constantemente a chatear os líderes dos grupos para fazermos mais coisas em prol da música tradicional porque eu, em 2002, decidi fundar o grupo Nguami Maka - depois de passar pelo grupo Kituxi que é dos maiores grupos - e, entretanto, as políticas do país mudaram completamente. Havia uma facilidade de os grupos tocarem nas instituições, irem para os palcos, irem para as actividades consulares fora de Angola. Mas toda essa política, em 2014, início de 2015, acabou. Então, os grupos deixaram de ter, por exemplo, contactos directos que terão feito e não criaram uma logística interna para continuar com as propostas musicais ou culturais. Então, deixaram de fazer parte das actividades consulares fora de Angola, das instituições que convidavam constantemente e de algumas actividades que eram criadas pelo ministério da Cultura, o Governo provincial ou a a direcção provincial da cultura. Tudo isso caiu e os grupos andam aí de rastos, completamente perdidos. Os grupos até têm dificuldade de ter redes sociais. Eu sou organizador do festival Balumuka e uma grande luta que nós tivemos foi ter acesso às biografias dos grupos. Isso acontece com grupos que têm mais anos que Nguami Maka, coisa que uma pessoa não consegue acreditar. Ou seja, é uma luta constante para manter viva a música tradicional angolana. É, é. Não há incentivos. Os grupos, por exemplo, não têm dinâmica de criar, por exemplo, alguma estrutura interna, conseguir algum meio para subsistência. É muito difícil. Sobretudo com a música tradicional que é quase olhada por algumas pessoas como enteada, não filha. 

Homilias - Padre Anderson Gomes
VER - 15 De Novembro (Lucas 19,1-10) Homilias Pe. Anderson Gomes

Homilias - Padre Anderson Gomes

Play Episode Listen Later Nov 10, 2022 6:31


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 19,1-10 Naquele tempo, Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: "Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa". Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: "Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!" Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: "Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais". Jesus lhe disse: "Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido". Palavra da Salvação.

Artes
Dança Contemporânea de Angola chega a Paris

Artes

Play Episode Listen Later Nov 9, 2022 13:27


A Companhia de Dança Contemporânea de Angola apresenta, esta quinta-feira, na UNESCO, em Paris, o espectáculo "Isto é uma mulher?", das coreógrafas Ana Clara Guerra Marques e Irène Tassembédo. A peça é interpretada por homens que dançam e questionam o género, em mais uma criação que rejeita cristalizações de conceitos, corpos e identidades. A coreógrafa e directora artística da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, Ana Clara Guerra Marques, conversou com a RFI sobre a história, a evolução, as dificuldades e a resistência da companhia que cumpre 31 anos em Dezembro e que se apresenta, pela primeira vez, em França. RFI : Quer começar por descrever-nos a peça que a Companhia de Dança Contemporânea de Angola apresenta em Paris ? Ana Clara Guerra Marques, directora artística da Companhia de Dança Contemporânea de Angola: "A peça que nós viemos apresentar foi a última criação do CDC que é uma co-autoria entre mim e a coreógrafa Irène Tassembédo e chama-se 'Isto é uma mulher?'" E o que é "uma mulher" para a Companhia de Dança Contemporânea de Angola? "Esta peça não é uma peça feminista, é uma peça que pretende pôr as pessoas a pensar e a reflectir sobre algumas questões ligadas ao género, mas, também, sobre a condição da mulher. Acho que é interessante porque a companhia é masculina, são sete homens que dançam a mulher ou interpretam – não imitam, não reproduzem – interpretam." Ser interpretada por bailarinos, homens, não é contraditório? Quem deve falar de mulheres não são as mulheres? "Não. Nós não achamos nada disso e também achamos que mulher não se circunscreve a um aspecto físico e discutimos isso na peça. Toda a gente deve falar de toda a gente. Sobretudo, o que nos interessa aqui é a nossa condição de ser humano, ser mulher, homem ou qualquer outro género. Com tanto discurso feminista, no nosso país chegou-se a um exagero: põem mulheres porque é preciso ter mulheres independentemente da sua competência ou da sua não competência e são homens que fazem isto, que promovem, que nomeiam, que põem. Nós também não temos que estar sujeitas a esta magnanimidade masculina. Nós devemos aceder às coisas pelo nosso mérito e não por sermos mulheres. Esta peça anda muito à volta disto. Obviamente que existem situações em que as mulheres são altamente discriminadas em algumas culturas, mas também há outros géneros que também são discriminados. Tudo isto vem acima na peça. Para quem quiser ver." Além disso, as coreógrafas são mulheres. "São mulheres, mas são mulheres de fibra." Em termos de vocabulário plástico e de coreografia, como é essa dança? "A companhia é de dança contemporânea, inclusiva. A linguagem é uma linguagem mista porque são duas linguagens, duas coreógrafas. O nosso trabalho não pretende ser uma reprodução daquilo que estamos habituados a ver como sendo a dança contemporânea que se vê sobretudo na Europa, aquela forma de movimentar. Nós trabalhamos com os nossos bailarinos que têm uma formação diferente destes bailarinos daqui, ou seja, não têm uma formação convencional -  a formação é-lhes dada dentro da companhia. E, portanto, eles têm uma forma de mover, cada um deles. Obviamente que eles têm técnica e têm aulas de técnica, etc, mas  nós investimos no lado artístico deles e a linguagem é muito feita a partir dos corpos deles, dos movimentos que eles trazem e trabalhando isso, depois, com as coisas de cada coreógrafo." Como é que surge a apresentação na UNESCO? A Clara é membro do Conselho Internacional de Dança da UNESCO. É a partir daí que surge o convite ? "Não. A companhia também é membro, somos os dois, mas o convite foi feito pela nossa Embaixadora de Angola na UNESCO, a doutora Ana Maria de Oliveira, que conhece o trabalho da companhia, que aprecia bastante o trabalho da companhia, que está desde o início da criação da companhia - quando a companhia foi formada, ela era ministra da Cultura. É uma pessoa que tem vindo a acompanhar o nosso trabalho e tem um grande apreço. Convidou-nos no âmbito das comemorações da Independência de Angola e do Centenário de Agostinho Neto." Também há outra data redonda. Os 30 anos da Companhia de Dança Contemporânea de Angola. Que balanço faz? "Em realidade, nós vamos fazer 31 anos agora em Dezembro. Foi um percurso difícil, muito sofrido e continua a ser, como se diz no livro, de grande resistência, ou seja, o nosso país talvez não esteja ainda preparado para um trabalho desta desta natureza, com estas linguagens. Mas foi, ao mesmo tempo, um percurso que marcou a dança, marcou a mudança, marcou a diferença e continua a marcar a diferença num país que é, de certa forma, conservador em relação a estas propostas mais contemporâneas da arte. Tem sido uma grande luta, mas tem sido também um desafio. Nós podemos saldar como positivo. Apesar de, repito, de um caminho completamente tortuoso, completamente difícil, muitas vezes sem lugar para ensaiar, sem possibilidades para produzir. Mas nós somos lutadores e se achamos que é preciso fazer, que é preciso modificar, que é preciso pôr Angola no caminho do progresso, no campo das artes, então é isso que nós fazemos." Precisamente, vocês também apresentaram na Embaixada de Angola em França dois livros sobre a companhia, "Lugares Incorporados" e "Companhia de Dança Contemporânea de Angola - 30 Anos de Resistência". Olhemos para este título - "30 anos de resistência". É preciso resistir para se ter dança contemporânea em Angola ? "É. É preciso resistir para conseguir levar um trabalho novo, propostas às quais as pessoas não estão habituadas e que, muitas vezes, são rejeitadas porque as pessoas, muitas vezes, pensam ou acham que o nosso trabalho não é suficientemente africano para representar um país africano. Ou seja, há uma certa confusão, há uma certa falta de cultura, há uma certa ignorância, uma certa falta de sensibilidade porque as pessoas, sobretudo a nível institucional, são muito progressistas em relação a outros aspectos mas, de repente, quando chega a parte das artes e, sobretudo, da dança, pensa-se que a dança angolana tem que ser exclusivamente a dança patrimonial, ou seja, nós devemos apenas mover-nos no terreno etnográfico e das danças tradicionais e populares. Nós temos sempre que resistir. Esta palavra resistência tem também a ver com o facto de nós resistirmos a este movimento, digamos, quase contra o nosso trabalho, mas fazendo um novo, apresentando um novo. É, no fundo, um trabalho de vanguarda, se é que ainda podemos utilizar esta palavra numa altura destas, mas é neste sentido também." É um trabalho de vanguarda, um trabalho contemporâneo, mas, ao mesmo tempo, que se inspira em danças tradicionais, em danças populares angolanas… "Às vezes. Nós temos duas linhas de criação: por um lado, intervenção social e esta é a nossa preferência, uma companhia que intervém, é quase um trabalho político; e também temos esse trabalho baseado no nosso acervo patrimonial, não apenas nas danças, em que eu utilizo o trabalho de investigação que eu tenho feito justamente neste campo etnográfico. Nós trabalhamos nestas duas vertentes, digamos assim." A dança inclusiva é algo fundamental no seu trabalho também. "Sim. Angola, com as várias guerras e sucessivas guerras, tem um grande número de pessoas mutiladas e com deficiências, etc, e há alguma discriminação também em relação às pessoas portadoras de deficiências. Nós achamos que é importante mostrar que um corpo diferente pode dançar também e num país como o nosso, em que há realmente esta discriminação, a companhia tem feito um trabalho importante nesse sentido, mostrando realmente que a diferença não é um problema, não é uma limitação." A companhia contribuiu para alterar a história da coreografia e da dança em Angola? "Completamente, completamente. Nós trouxemos a dança contemporânea, a dança inclusiva, a utilização de espaços não convencionais. Nós trouxemos realmente novas linguagens para um panorama que tinha apenas as danças populares, as danças sociais, naturalmente, as festas, etc, e o acervo tradicional. Não havia mais nada. Mesmo da época colonial para depois da Independência, não passou nenhuma estrutura. Não havia no tempo colonial nenhuma companhia de dança em Angola, havia de teatro mas não havia de dança. Raramente éramos visitados por companhias de dança. Eu lembro-me de lá ter ido a Gulbenkian nos anos 70, eu era miúda, andava na escola de dança já. Nós inovámos também. Trouxemos o regime de temporadas, o profissionalismo mesmo em dança porque os bailarinos são profissionais, são formados, dominam linguagens, dominam léxicos. Tudo isto foi realmente completamente inovador. Eu acho que também daí, às vezes, há algum medo de assumir este colectivo e o nosso trabalho, sim." Porque no fundo, a companhia fundada em 1991 foi a primeira companhia profissional em Angola. E em África ? "Foi das primeiras em África nascidas no continente. Havia, e continua a haver, muitos coreógrafos africanos que estão radicados em Paris, na Alemanha, aqui e ali, e têm as suas companhias e fazem o seu trabalho. Mas, a surgir no continente, a nossa deve ter sido a quarta ou a quinta companhia e em Angola, sim, foi a primeira e neste momento é a única companhia profissional que Angola tem. Os bailarinos vivem da sua profissão." Conseguem sobreviver da dança? "Sim, sim, sim. Dedicam-se, com exclusividade ao trabalho da companhia, trabalham seis, sete, oito horas por dia. Ou seja, é um trabalho profissional." Em termos de apresentações, limitam-se a Angola ou conseguem exportar o vosso trabalho? "Nós conseguimos fazer 'tournées'. De há uns anos para cá, nós fazemos, pelo menos, uma tournée por ano e fazemos as temporadas em Angola. É difícil fazer digressões dentro de Angola. Quando conseguimos apoios, preferimos trazer o trabalho cá fora, preferimos divulgar e internacionalizar o nosso trabalho." Quantas peças têm no vosso repertório ao longo destes 31 anos? Quais as que mais marcaram a  companhia e, até, Angola? "Se nós pensarmos que desde 1991 até agora fizemos, pelo menos, uma peça por ano, temos 0 peças mais ou menos. É difícil escolher. Imagina-te com vários filhos, não podes gostar mais de um do que de outros! Em relação ao público, tem graça, porque as peças mais críticas, mais agressivas, digamos assim, são as peças que marcam mais o público. Obviamente que nós somos um produto do público também. 'Palmas, por favor!' foi uma peça que marcou bastante. O 'Agora não dá! Tou a bumbar…' também porque era uma crítica cheia de humor porque essa é uma das características do nosso trabalho. 'O Homem que chorava sumo de Tomates' foi mesmo, mesmo muito forte. O 'Ceci n'est pas une porte' foi outra peça em que não havia teatros – e não há - então nós construimos uma série de caixas e encostámo-las a uma parede e os bailarinos dançaram nessa parede de caixas. Foi na altura em que prenderam 15 activistas, portanto, eles estavam confinados numas caixas, não podiam falar, não tinham espaço..." Uma mensagem política, portanto? "Sempre. Sempre. Eu divido, claramente, o entretenimento da arte. Já que existimos, os artistas, não temos que existir para o deleite de pessoas. Nós devemos existir para intervir, para estar presente e para dar o nosso contributo para mudar."

Islàndia - Les converses d'Albert Om
La cantant de rap Miss Raisa publica el llibre 'Porque me da la gana: una vida contra los prejuicios' on explica coses que mai abans havia explicat

Islàndia - Les converses d'Albert Om

Play Episode Listen Later Nov 9, 2022 31:21


La cantant de rap Miss Raisa publica el llibre 'Porque me da la gana: una vida contra los prejuicios' on explica coses que mai abans havia explicat

A PALAVRA RESPONDE
O Pão Nosso de Cada Dia 2022 - Leitura - Edição 308 | Atos dos Apóstolos 25-28 | Pr Fábio L. Alves

A PALAVRA RESPONDE

Play Episode Listen Later Nov 6, 2022 22:10


Bom dia!!!!!!! Domingo, 6 de Novembro de 2022 LEITURA BÍBLICA O Pão Nosso de Cada Dia 2022 - Leitura - Edição 308 | Atos dos Apóstolos 25-28 | Pr Fábio L. Alves Acompanhe a leitura diariamente em todas as plataformas: https://linktr.ee/apalavraresponde Atos dos Apóstolos 25-28 TEMA PRINCIPAL UMA PESSOA FIEL A DEUS, ALÉM DE TER PROTEÇÃO PARA SI, TRAZ LIVRAMENTO A TODOS QUE ESTÃO AO SEU REDOR! “Enquanto amanhecia, Paulo insistiu que todos comessem. De tão preocupados, vocês não se alimentam há duas semanas, disse ele. Por favor, comam alguma coisa agora, para seu próprio bem. Pois nem um fio de cabelo de sua cabeça se perderá. Em seguida, tomou um pão, deu graças a Deus na presença de todos, partiu-o em pedaços e comeu. Todos se animaram e começaram a comer. Havia um total de 276 pessoas a bordo. Depois de se alimentar, a tripulação aliviou o peso do navio mais um pouco, atirando ao mar toda a carga de trigo.” Atos dos Apóstolos, 27.33-38 · Atos dos Apóstolos 25 o Paulo diante de Festo o Paulo se dirige a Agripa · Atos dos Apóstolos 26 o Paulo se dirige a Agripa · Atos dos Apóstolos 27 o Paulo vai a Roma o A tempestade no mar o O naufrágio em Malta · Atos dos Apóstolos 28 o Paulo na ilha de Malta o Paulo chega a Roma o Paulo prega e ensina em Roma #opaonossodecadadia2022 #devocional #leiturabiblica #oracao #apalavraresponde #livroshistóricosNT #AtosdosApóstolos #SurgimentodaIgreja #apóstolosdeCristo #Pentecostes #viagensmissionárias #prisãodePaulo #expansãodoCristianismo #Cristianismo #EspíritoSanto #Lucasomedico #IgrejaPrimitiva --- Send in a voice message: https://anchor.fm/a-palavra-responde9/message Support this podcast: https://anchor.fm/a-palavra-responde9/support

Deixar o Mundo Melhor

Nasceu no Hospital de Santa Maria em Lisboa, em 1987, e começou a desenhar na Margem Sul: "Eu era um bocado introspetivo, desenhava muito, divertia-me imenso a fazer aquilo, sem nunca pensar que, uns anos mais tarde, iria começar a pintar nessas paredes. Comecei por desenhar no papel desde pequeno. O graffiti só apareceu pelos meus 12 ou 13 anos, com os meus colegas". Os pais de Alexandre Farto eram trotskistas, o que o fez ouvir muitas conversas que lhe trouxeram "consciência social. Os meus pais são de uma geração que migrou do Alentejo – de Marvão – para a periferia de Lisboa, e a Margem Sul era o sítio mais barato para viver na zona de Lisboa. Foram para o Seixal, Pinhal de Frades, onde ainda havia estradas de terra batida. Ainda me lembro de encontrar uma massa e fazer uma mistura e tentar desenhar numa parede". O acaso brindou-o com as professoras certas no momento certo, "foi com elas que percebi que poderia dar um salto, que comecei a experimentar novas técnicas e processos. Havia artistas muito ligados ao graffiti em Portugal e fora, e essas pessoas também foram importantes. O movimento de graffiti era um grupo de pessoas com interesses comuns que falavam, desenhavam, e se influenciavam umas às outras, e isso fez-me querer ir mais além. Um dia cheguei a um sítio onde estávamos todos a pintar, eu tinha um martelo, e decidi que queria tirar da parede, em vez de adicionar. Foi aí que comecei", e foi aí que esboçou o nome VHILS, o homem que faz arte em paredes em muitas partes do mundo. A tarefa exige 54 colaboradores: "São 18 pessoas no ateliê, oito na galeria, três no Festival Iminente que criei, como também criei a plataforma Underdogs".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Palavra Amiga do Bispo Macedo
O rico e o mendigo: quem foi o bode e quem foi a ovelha? - Meditação Matinal 04/11/22

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later Nov 4, 2022 20:41


"Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas." Lucas 16:19-21

Devocional Florescer
2 Cor 1:1-11 Pai de Misericórdias e Deus de toda consolação - Devocional 632

Devocional Florescer

Play Episode Listen Later Nov 2, 2022 4:02


Olá, amigos, sejam bem-vindos a mais um devocional edificai. Hoje daremos largada aos capítulos da segunda carta do apóstolo Paulo aos da igreja de Corinto. Eu inicio com vocês uma reflexão no capítulo 1, dos versos 1 ao 11. O apóstolo saúda desejando a paz e a graça de nosso Deus a todos! Irmãos, eu particularmente me encanto e me edifico demais com as introduções das cartas paulinas, sempre abençoadoras e encorajadoras. E fica aqui, um ponto para sua atenção quando as ler. Que você leia com atenção e receba todo amor e espiritualidade que elas oferecem. Paulo se declara apóstolo, ou seja, comissionado, enviado. Não por qualquer ser humano, mas, pertencente a Jesus Cristo, pela vontade de Deus, como dito no verso primeiro. Detalhe de que não há soberba ou orgulho em se destacar, mas ele chama a atenção para quem o acompanha nisso tudo, o irmão Timóteo! Quanta humildade, irmãos. São detalhes essenciais para aprendermos. A partir do verso 3 Paulo entoa Ação de Graças ao Senhor. Como já dito na introdução geral, essa será uma carta de demonstrar emoções. No verso 4, o apóstolo declara que Deus É o que nos consola EM TODA tribulação. E de efeito, com propósito, haja consolo também aos que nos rodeiam. Logo após, no verso 5, é dito que se há sobre nós os sofrimentos de Cristo, também haverá consolação. Havia ali irmãos, opositores, aqueles que questionavam os sofrimentos e tribulações em meio aos cristãos, principalmente sobre a vida do apóstolo. Então com muita sabedoria ele continua, nos versos seguintes. Verso 6 nos mostra que a atribulação é para consolo e salvação. E o consolo é eficaz quando suportado com paciência. A esperança era que os corintos fossem sábios a entender o propósito do quando sofrer também ser consolado, para poder repassar isso a outros. A partir do verso 8 Paulo vai além com 'a ponto de perdermos a esperança até da própria vida'e no verso 9 'para que não confiássemos em nós mesmos'. E sim no Deus que ressuscita os mortos, que nos livrou e nos livrará. Irmãos, pratiquemos um exercício de aplicação: o apóstolo nos aprofunda em meio àquilo que os opositores olham superficialmente. Os que veem de fora, um cristão passando por atribulações e sofrimentos, sempre tentará desqualificar o seu chamado, a sua convocação á ser um enviado do Senhor, assim como estavam fazendo com ele. Mas o Senhor lhe dava através dessas experiencias a sabedoria de entender a glória de sofrer e ser consolado, para poder transferir isso ao próximo. Entenda amigo, você é forjado para poder também lapidar! O Senhor Jesus te leva a entender o sofrimento, para que só assim você possa apreciar o incomparável prazer da consolação também. Deus abençoe sua vida, sua casa e os seus! Forte abraço!

Homilias - IVE
"A misericórdia Divina"

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Oct 30, 2022 5:13


Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 19,1-10 Naquele tempo: Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: 'Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa.' Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: 'Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!' Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: 'Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais.' Jesus lhe disse: 'Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.' Palavra da Salvação.

Eliane Cantanhêde responde
"O Estado brasileiro está trabalhando por uma das campanhas"

Eliane Cantanhêde responde

Play Episode Listen Later Oct 25, 2022 17:56


A campanha de Jair Bolsonaro, convocou às pressas uma coletiva de imprensa ontem à noite para denunciar um “fato grave” à Nação e alegar, a seis dias das eleições, que está sendo “censurada” por rádios pelo País para favorecer o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Uma hora depois da entrevista, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, classificou a denúncia como inconsistente, disse que o relatório apresentado à Corte era “apócrifo” e pediu provas. "Havia um certo pudor no divisor de águas entre campanha e Presidência; comitê de campanha e Palácio do Planalto. Isso não existe mais. A gente não sabe mais o que é dinheiro público e de campanha; virou uma grande confusão. O que você tem é o Estado brasileiro trabalhando por uma das campanhas, tornando-a totalmente desigual", opina Cantanhêde.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eliane: "O Estado brasileiro está trabalhando por uma das campanhas"

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Oct 25, 2022 17:56


A campanha de Jair Bolsonaro, convocou às pressas uma coletiva de imprensa ontem à noite para denunciar um “fato grave” à Nação e alegar, a seis dias das eleições, que está sendo “censurada” por rádios pelo País para favorecer o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Uma hora depois da entrevista, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, classificou a denúncia como inconsistente, disse que o relatório apresentado à Corte era “apócrifo” e pediu provas. "Havia um certo pudor no divisor de águas entre campanha e Presidência; comitê de campanha e Palácio do Planalto. Isso não existe mais. A gente não sabe mais o que é dinheiro público e de campanha; virou uma grande confusão. O que você tem é o Estado brasileiro trabalhando por uma das campanhas, tornando-a totalmente desigual", opina Cantanhêde.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
Afinal, havia pior e Boris pode regressar. Aplica-se a Lei de Murphy?

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Oct 21, 2022 13:35


A primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, demitiu-se ao fim de 45 dias de governo e os conservadores já estão, de novo, à procura de um novo líder. O curto mandato de Truss foi tão desastroso que pode contribuir para reabilitar o ex-líder Boris Johnson. Parece que o Partido Conservador está apostado em pôr à prova a Lei de Murphy. Neste episódio, conversamos com Pedro Cordeiro, editor de Internacional do Expresso.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Primeiro Café
#435 Resumo do debate Lula x Bolsonaro sem fake news

Primeiro Café

Play Episode Listen Later Oct 17, 2022 35:29


SEGUNDA, 17/10/2022: Ficou evidente no debate de ontem que há uma separação de papéis bem definida na campanha deste ano. Enquanto os dois candidatos fizeram um debate quase cordial, quem está abaixo deles segue apostando na baixaria eleitoral principalmente nas redes sociais.Lula e Bolsonaro se enfrentaram pela primeira vez neste segundo turno. Durante quase duas horas, os dois candidatos debateram pandemia, corrupção, educação, meio ambiente. Um chamou o outro de mentiroso em vários momentos. E os temas que movimentaram as redes sociais nas últimas semanas só apareceram em uma fala defensiva de Bolsonaro, reclamando por ser chamado de canibal, miliciano e pedófilo. Ele esqueceu de maçom…O debate teve três blocos. Em dois deles, os candidatos tiveram 15 minutos para administrar como queriam. Foi a primeira vez que esse modelo de debate menos engessado foi realizado no Brasil. E, pelo visto, agradou tanto espectadores quanto candidatos. No primeiro bloco, Lula deu um baile. Pautou a discussão sobre a pandemia e pressionou Bolsonaro sobre a condução desastrosa da resposta do governo à crise. No segundo bloco, jornalistas fizeram perguntas que só interessam a eles e que não fazem parte das conversas de padaria que definem votos: compromisso de não aumentar o número de ministros do STF, privatizações, proposta de lei contra fake news, relação entre poderes e governabilidade. Havia uma grande expectativa de jornalistas e analistas pelo clima do debate de ontem. Influenciados pela alta tensão das redes sociais, muitos apostavam que o caso das meninas venezuelanas seria objeto de uma pergunta de Lula. Falaram até na possibilidade em agressão física entre Lula e Bolsonaro. Erraram mais uma vez. Mas o que se viu foi o contrário: em um determinado momento ficou parecendo que pintou um clima entre eles.No terceiro bloco quem se deu bem foi Bolsonaro, que pautou o tema corrupção e, no final, pode falar sozinho por mais de cinco minutos. Usou o tempo para ligar a metralhadora de fake news e conseguiu a proeza de dar um direito de resposta para o Lula, que enfim citou rachadinha, os imóveis comprados com dinheiro vivo e outros escândalos de corrupção do atual governo.SAIBA MAIS: https://primeiro.cafe/APOIE: https://apoia.se/primeirocafe

Devocional Elegante Sempre
Devocional Elegante Sempre 07.10

Devocional Elegante Sempre

Play Episode Listen Later Oct 7, 2022 2:31


Leia: João 21 Ao amanhecer, Jesus estava na praia, mas os discípulos não o reconheceram. Ele lhes perguntou: "Filhos, vocês têm algo para comer? " "Não", responderam eles. Ele disse: "Lancem a rede do lado direito do barco e vocês encontrarão". Eles a lançaram, e não conseguiam recolher a rede, tal era a quantidade de peixes. O discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: "É o Senhor! " Simão Pedro, ouvindo-o dizer isso, vestiu a capa, pois a havia tirado, e lançou-se ao mar. Os outros discípulos vieram no barco, arrastando a rede cheia de peixes, pois estavam apenas a cerca de noventa metros da praia. Quando desembarcaram, viram ali uma fogueira, peixe sobre brasas, e um pouco de pão. Disse-lhes Jesus: "Tragam alguns dos peixes que acabaram de pescar". João 21:4-10 Reflita: Há uma segunda chance Pedro havia errado no seu relacionamento com Jesus. Havia negado conhecer Cristo três vezes e na hora mais difícil. Quando Pedro vê Jesus no braseiro o esperando para comerem peixes, ele se atira na água para ir ao encontro dele. Ambos se lembram da última vez que Pedro esteve perto do fogo. Não é má boa lembrança. Mas Jesus está ali oferecendo alimento e perdão a um amigo que o traiu. Pedro encontrou misericórdia e graça. Jesus pergunta três vezes se Pedro o amava, pois três vezes ele o havia negado. A restauração está completa. Jesus faz mesma pergunta a você: Tu me amas? Então, tente de novo. Ore: Pai amado, obrigada por Jesus me dá hoje uma chance de tentar de novo. Esquecendo dos meus erros do passado, posso me aproximar de Jesus e recomeçar.

JB Carvalho
#383 - A Queda da Babilônia - A Torre de Babel está de volta mas vai cair outra vez - JB Carvalho

JB Carvalho

Play Episode Listen Later Sep 29, 2022 55:55


Já percebeu que existe um paralelo entre os dias atuais e o que ocorreu na época em que a Torre de Babel foi construída? Havia uma intencionalidade de ajuntamento, para se estabelecer um governo dominador, comandado por uma pequena elite. No topo, estabeleceu-se um lugar de encontro, entre esse pequeno grupo opressor e seres espirituais, com a finalidade de exercer controle, ditando o rumo do restante da população. Com o propósito de eliminar a singularidade e a beleza cultural, aquele lugar foi construído por tijolos uniformizados, ligados por betume. Quando olhamos para a criação de Deus, verificamos que tudo foi intencionalmente criado com um propósito. Toda criação opera em sintonia com a sua subsistência. A marca do Criador sustenta todas as coisas. Nós somos o edifício, construído com pedras vivas, conforme nossa singularidade, lugar onde o céu e a terra se encontram, para recebermos as instruções do Criador e manifestarmos, em liberdade, o seu poder na terra. Assim como ocorreu em Babel, haverá confusão no reino das trevas. Nossos inimigos serão confundidos e, através da soma de todos os nossos votos, manteremos a liberdade acesa em nossa nação.

Alta Definição
Luís Alberto tem uma doença degenerativa: "Não sei qual é, nem quero saber."

Alta Definição

Play Episode Listen Later Sep 25, 2022 35:00


Em entrevista a Daniel Oliveira, Luís Alberto, de 88 anos, face a uma doença degenerativa, diz não ter a mesma energia que tinha e lamenta não poder continuar a fazer as mesmas coisas que fazia: "Eu sei que não estou fisicamente bem, o diagnóstico é uma doença degenerativa que eu não sei qual é, nem quero saber". Havia uma solução, uma cirurgia, mas o ator não quis: "Nem quero saber. Estou à espera". Nesta entrevista de vida repleta de balanços, arrependimentos e conquistas, Luís Alberto fala ainda abertamente sobre a morte da mãe. O programa foi emitido na SIC a 24 de setembroSee omnystudio.com/listener for privacy information.

O Poder da Oração
Oração da Manhã com Padre Alex Oliveira - Anúncio do Evangelho Evangelho (Lc 16,19-31)

O Poder da Oração

Play Episode Listen Later Sep 25, 2022 10:20


Salmo Responsorial (Sl 145) — Bendize, minha alma, e louva ao Senhor! — Bendize, minha alma, e louva ao Senhor! — O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos. — O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro. — Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde o caminho dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará/ para sempre e por todos os séculos! Segunda Leitura (1Tm 6,11-16) Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo: 11Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas. 13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo. 15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém. - Palavra do Senhor. - Graças a Deus. Anúncio do Evangelho (Lc 16,19-31) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas'.25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado.26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós'.27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento'.29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!'30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter'.31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos'”.— Palavra da Salvação.— Glória a vós, Senhor.

Meditação Diária com o Pe. João Carlos
25 de setembro - Meditação da Palavra do Senhor

Meditação Diária com o Pe. João Carlos

Play Episode Listen Later Sep 25, 2022 12:16


25 de setembro, 26º Domingo do Tempo Comum, Dia Nacional da Bíblia -

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Havia o caminho das borboletas, agora há o caminho das varejeiras. O caminho das spyflugas, em sueco. O futuro da Europa talvez passe por aqui. Pelo modo como a extrema-direita sueca será acolhida pela solução de governo saída de umas eleições que determinaram uma geringonça nórdica. A social-democracia ganhou mas perdeu. Além disso, há educação low tech, num ano lectivo a que faltam professores de informática. Há uma retirada abrupta, um palco de incógnitas sobre o modo como Putin poderá vir a reagir em desespero de causa. E há os famigerados truques; para quando o passe de mágica que derrote a malfadada inflação?See omnystudio.com/listener for privacy information.

A História do Dia
Afinal havia outra: como Putin foi enganado

A História do Dia

Play Episode Listen Later Sep 13, 2022 18:50


No futebol chama-se "simulação", na guerra "desinformação". A Ucrânia anunciou que ia por um lado e afinal foi por outro e havia uma ofensiva surpresa em Kharkiv. Ponto de viragem na guerra? Os ucranianos recuperaram 6 mil quilómetros quadrados de território a norte e fizeram mais progressos em 5 dias do que os russos em 5 meses. Porque é que esta contra-ofensiva ucraniana surgiu agora? E que capacidade de resposta terá a Rússia? São questões que colocamos a José Carlos Duarte, jornalista do Observador que acompanha a atualidade internacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho Café Brasil
Cafezinho 514 - Saia da Zona da Indiferença

Cafezinho Café Brasil

Play Episode Listen Later Aug 8, 2022 9:02


Em minha palestra TUDO BEM SE ME CONVÉM, projeto na tela dois círculos, um preto outro branco, para ilustrar a ideia de que tempos atrás era relativamente fácil determinar o que era certo ou errado, bom ou mau, conveniente ou inconveniente, legal ou ilegal. Havia uma certa rigidez nos costumes, passada de geração para geração, que facilitava nossas escolhas. Pausa: não quero dizer com isso que antes era necessariamente melhor que hoje, quero dizer que era diferente. E então acontece uma animação e os dois círculos começam a se aproximar. Quando um entra sobre o outro, forma-se uma área cinza na intersecção. E quanto mais os círculos se sobrepõem, maior fica sendo a área cinza. Dou a essa área o nome de Zona da Indiferença. É a área onde, quando forçadas a confrontar questões difíceis para as quais não conseguem determinar o preto e o branco, as pessoas costumam cruzar os braços. Ficam no cinza: indiferentes. Minha tese é que essa área cinza nunca foi tão grande, especialmente por um certo relativismo moral que toma conta da sociedade. De repente começam a pregar que não existem mais verdades, que todo mundo está de alguma maneira certo, que o que é bom pra você pode ser ruim pra mim e todos estão certos, que temos que respeitar os direitos de todo mundo, inclusive quando esses direitos se sobrepõem aos direitos de outros. Nessa situação, se não gosto de algo e explicito minha contrariedade, sou imediatamente atacado pelos paladinos da igualdade, acusado de – vamos lá - fascista, coxinha, reacionário, todos aqueles rótulos que você está cansado de conhecer. Assim, para não se incomodar, a maioria das pessoas prefere permanecer na área cinza, sem tomar uma posição, esperando para ver para que lado a vai a boiada. Quando a boiada andar, ela anda junto. Se a boiada correr, ela corre junto. E se você pergunta porque correu, ela não sabe... Zona da indiferença... você já se viu nela? Vou continuar a reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=-NXB1PshqNc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com