POPULARITY
O Festival de Histórias Verdadeiras da Mensagem de Lisboa traz aos palcos do CCB histórias da cidade, contadas em tempo real pelos seus protagonistas. Catarina Carvalho e João Paulo contam-nos mais.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Shownotes 24 mei In deze aflevering ontvangt Teddy Tops documentairemaker en beeldend kunstenaar Amanda van Hesteren (https://www.instagram.com/amandavanhesteren/). Haar doucmentaire Dagen met Blue (https://www.npodoc.nl/artikelen/dagen-met-blue) kwam deze maand uit. Ook is haar werk momenteel te zien in het Stedelijk Museum Amsterdam (https://www.stedelijk.nl/nl/tentoonstellingen/manosphere). Ze deelt haar cultuurtips met Teddy en de luisteraar. De tips van Amanda: Boek: Smibologie Volume 1 (https://uitgeverijpluim.nl/smibologie-each-one-teach-one) Podcast: Awards Chatter (https://open.spotify.com/show/3FVrMC7m9dWVXfEZyucaF9) Theater: Open Table: Het midden van welk Oosten? (https://www.uitagendarotterdam.nl/agenda/open-table-het-midden-van-welk-oosten-theater-rotterdam/) Tentoonstelling: Beyond the Manosphere – Masculinity Today, (https://www.stedelijk.nl/en/exhibitions/manosphere-en) Where we Land (https://www.oscam.nl/portfolio-item/where-we-land/) Museum: Dia Beacon (https://www.diaart.org/) Openbare Kunst: Anton de Kom (https://www.4en5mei.nl/oorlogsmonumenten/zoeken/939/amsterdam-monument-voor-anton-de-kom) Muziek: Fourth World (https://open.spotify.com/playlist/1hpOGo5wEzdD1khRrgBPN9?si=gGJUhKr0RJiFSguSZUjbtw&pi=o584Ei2YRiO8s) Recent album + liedje: Levitating (https://open.spotify.com/track/39LLxExYz6ewLAcYrzQQyP?si=a914636727134177) Aankomend concert: O Festival (https://o-festival.nl/) Festival: Couleur Cafe (https://www.couleurcafe.be/nl/) Nu in de bioscoop: the Drama (https://www.imdb.com/title/tt33071426/) Film op streraming: Oema foe Sranan (https://oemafoesranan.org/) Serie: Couples Therapy (https://www.imdb.com/title/tt10665386/) Docu: Hoeksteen van de samenleving (https://pers.bnnvara.nl/hoeksteen-van-de-samenleving-over-de-hardnekkige-ongelijkheid-binnen-het-nederlandse-gezin/), LoveTrue (https://www.imdb.com/title/tt2638900/) Heb je cultuurtips die we niet mogen missen? Mail de redactie: eenuurcultuur@vpro.nl
We luisteren naar drie artiesten die komende week te horen zijn op O festival in Rotterdam: het festival voor opera, muziek en theater. We horen een verzoekje van een jonge luisteraar en componist en we vieren een geboortedag. Thematisch gezien geen touw aan vast te knopen, maar wel een uurtje fijne muziek! Gedraaid in de uitzending: Duke Ellington - Night Creatures Traditional - Kaval Sviri Liron Snitselaar - The Perfect World Edmund Rubbra - Altvioolconcert deel I Nawras Altaky - Tigris Amir Hossein Vahidi - Oh Shara Nova - Imagine a favorite place Simeon ten Holt - Incantatie IV
O cineasta Mawete Paciência e o produtor e actor Kayaya Júnior integraram uma delegação privada angolana ao Festival de cinema de Cannes. Eles estiveram nos estúdios da RFI para comentar os resultados da sua visita ao certame do sul da França e para abordar a produção angolana da sétima arte. O actor e produtor Kayaya Júnior e o cineasta Mawete Paciência comentaram com a RFI os resultados dos respectivos encontros no Festival de cinema de Cannes. Mawete Paciência começa por admitir que se trata da sua primeira vez neste prestigioso certame de cinema. Mawete Paciência: É a minha primeira vez. Cannes é uma terra de estreias, não é? Epa! É uma terra... É aquela coisa do tipo "Queria muito poder chegar cá nesta terra, queria muito poder conhecer esta cidade, queria muito poder estar cá nesta altura deste evento". Então são muitos anos à espera por uma oportunidade de trabalhar para podermos cá chegar. No entanto, está a ser muito bom para mim, está a ser maravilhoso. Enfim, todos os dias que saímos para as ruas temos estado a colher, a ver coisas diferentes, a perceber a dimensão deste evento, como ela movimenta a cidade em si. Então está a ser uma experiência magnífica mesmo ! Mas foi necessário prepará-lo. Isto foi longo, custoso, demorado também. Mas lá chegaram. Qual era o propósito mesmo de vir até cá? Kayaya Júnior: Olha, o propósito da verdade é simples é a vontade de profissionais ligados ao sector do cinema, do audiovisual, em querer descobrir caminhos, em querer perceber como é que as coisas funcionam, como é que as dinâmicas funcionam para nós podermos, quem sabe, num futuro próximo, termos uma presença mais consolidada aqui no Festival de Cannes. O Festival de Cannes está a fazer 79 anos, 79 edições. São muitos anos de experiência. E nós sentimos que também temos um lugar aqui, temos um espaço. Então, de forma particular, privada, cada um de nós com os nossos recursos, o Mawete é profissional de cinema e televisão. O Malef também. Eu faço produção, trabalho em rádio, televisão e sou actor. Então também mostrei interesse nesta ideia de vir descobrir o Festival de Cannes. Então começámos a trabalhar já há algum tempo atrás, em criar condições para podermos estar aqui. Não estamos aqui a título oficial. Vamos lá, se assim se pode dizer, de forma política. Mas estamos aqui, enquanto angolanos que querem descobrir como é que podemos, no próximo ano, nas próximas edições, marcar uma presença mais consolidada, tal como eu disse. Há várias formas possíveis. Se calhar talvez um pavilhão próprio, no futuro ? Quem sabe ! Estarmos numa varanda como esta, também a expor os nossos produtos, a produção nacional, a produção angolana, as nossas narrativas que há muitas e ainda bem que tem havido muitas produções. Nós, no primeiro dia, no dia de montagens e no primeiro dia do festival, já conseguimos fazer alguns contactos. Tivemos algumas reuniões com produtoras, com distribuidoras, por exemplo, falámos com a Loco Films, que é uma distribuidora francesa, falámos com a K Movie Entertainment, que é uma distribuidora da Coreia do Sul, e o interesse manifestado por eles ao verem o que nós fazemos, porque nós trouxemos alguns trailers de produções do Mawete e do Malef, do Bumbo Negro do Ngouabi Silva, que também são angolanos e também produzem e eles mostraram interesse, pelo menos mostraram curiosidade. Foi possível também já ter uma abordagem com uma equipa, uma delegação do Canadá com a escola de cinema que está em Paris, a Escola Internacional de Cinema. Tivemos uma boa conversa também com a realizadora americana, produtora realizadora, que é a Carole Copeland, que já se mostrou interessada e disponível para fazer uma formação ou presencial ou online connosco com Angola. Então é assim se nós conseguirmos sair daqui com uma ideia de como podemos trazer a produção nacional à produção angolana nas próximas edições, já terá valido a pena. Quais são os nomes que, apesar de tudo, ainda continuam a ecoar aqui do cinema angolano? Penso ainda em Zézé Gamboa, penso ainda em Dom Pedro. São esses nomes que vêm de forma corriqueira, que são citados pelos vossos interlocutores. O que é que já se conhece de Angola no cinema aqui? É assim: eu não consegui ainda perceber se há algum conhecimento ou não nas abordagens que temos estado a fazer. Acho que não houve ainda nenhuma referência. Há um cinema angolano que tenha passado por aqui, o que quer dizer que houve uma paragem, houve uma pausa. E estes interregnos, claro, apagam muita coisa, não é? Eu penso que a última vez que Angola teve profissionais aqui foi em 2007, se não estou em erro. E de lá para cá não houve mais ninguém a participar. Nós viemos a título particular, mas viemos com o sentimento de que o que nós conseguirmos descobrir, vamos partilhar com Angola. Para que, para o ano, se calhar, em vez de estarem aqui três profissionais, estejam aqui seis, nove ou doze, sei lá. E que tragamos as nossas bandeiras, a nossa produção, para poder mostrar porque nós estamos a fazer exactamente isso. Estamos com os nossos tablets e temos estado a abordar os stands, os pavilhões e os profissionais a mostrar: "Olha, conhece isto? Tem curiosidade sobre Angola? Veja isto." E a reacção tem sido muito positiva. E então, o cinema aqui, há cinema do mundo todo. No pouco tempo que ficaram cá, conseguiram ver outras propostas, por exemplo, cinema africano ? Conseguiram lidar com outras pessoas? O que é que conseguiram fazer? Mawete Paciência: Temos estado a conhecer muita gente, Conhecemos um realizador e produtor sul-africano africano e conversámos rapidamente. Porque aqui percebemos uma coisa, aqui em Cannes, tudo é muito rápido, as coisas são muito dinâmicas, então temos estado a conhecer pessoas no sector, temos estado a conhecer africanos. Vamos agora fazer aí a visita no espaço. O espaço africano agora criado. Enfim, já estivemos lá. Vamos voltar agora aqui, para então chegarmos até ao cinema africano. Tivemos há pouco tempo com o realizador e produtor africano também antes de virmos cá à rádio. No entanto, temos aquilo que disse e muito bem nosso objectivo aqui é, na verdade, virmos conhecer um pouquinho, fazermos um networking, vermos como é que podemos nos próximos anos também fazermos parte desta corrida, estarmos aqui expostos, trazermos aqui os nossos conteúdos. Então é muita coisa nova para nós. Está sendo uma experiência boa porque estamos a absorver, não é, boas informações, estamos a colher aqui no Cannes, enfim, no festival nesse contexto ? Então acreditamos, nós que ainda temos tempo, ainda vamos a tempo de conversarmos mais, de conhecermos mais pessoas. E esse é o nosso grande objectivo aqui mesmo. Pedir-vos -ia então que levantassem um pouco o véu sobre os projectos em que estão envolvidos e que estão a fazer. Se calhar começaria por si, Kayaya Júnior:. Pode apresentar-nos um pouco as obras em que já esteve implicado e aquelas em que pretende apostar ? Eu, enquanto actor, tenho participado ultimamente, nos últimos quatro, cinco anos, mais activamente e voltando um bocadinho ao passado, eu fiz uma participação na primeira co-produção Portugal Angola Angola/Portugal, do realizador Jorge António. Também já trabalhei com a Maria João Ganga, com o Zezé Gamboa, em produções mais antigas. Ultimamente estou no filme que está agora a ser disponibilizado para o mundo, que é o "Perverso" do Mawete Paciência que já esteve no Festival da Suécia da Cinema África. Esteve também num festival na Hungria. Já foi apresentado em Portugal em Setembro do ano passado e estamos agora a trabalhar na possibilidade de ir a Moçambique. Também já esteve em São Tomé. Para além disso, também participei no filme de uma Films, que é uma curta sobre a problemática de um mercado que em Luanda o mercado muito famoso que é o mercado da Mabunda. Então o Malé Filmes produziu o filme que é "A Faca e o Peixe", que é um filme que já esteve o ano passado no Festival de Marselha, foi apresentado no Festival de Marselha e outros filmes que tem estado também a participar, como por exemplo o Pequenos Sonhos de um Guabi Silva cataléptico do Bumbo Negro, que são realizadores angolanos e mais recentemente estamos em fase de rodagem de uma série assinada também pelo Mawete, que é "O preço da verdade", que é uma série com algum problema social muito grande. A abordagem de problemas sociais. Então tem um pé na televisão e no cinema, não é? Está a ser produzida com o objectivo de ser apresentado para a televisão ou para as plataformas, mas poderá ser também apresentado em cinema. E enquanto produtor, eu estou, tal como eu, quase toda a gente que trabalha em cinema em Angola, numa área ou noutra, faz um bocado de tudo. Os actores acabam também sem produtores associados porque às vezes facilitam o trabalho logístico de uma produção através dos seus conhecimentos, através do seu apoio, do seu interesse. Então, eu acho que estar aqui no Festival de Cannes dá-nos uma visão muito mais alargada daquilo que nós temos que realmente fazer. O que é que temos que fazer para trazer, para tirar as nossas produções de Luanda? Porque o que nós precisamos em Angola é que os filmes saiam do Luanda e sejam vistos. Precisam do mercado ! Precisamos do mercado, precisamos de ter oportunidade de mostrar. E é excatamente isso que nós viemos à procura fazer estes contactos para mostrar o nosso trabalho. Tivemos um breve encontro com um jornalista norte-americano que tem uma revista dedicada ao cinema e em cinco minutos de conversa ele ficou tão interessado que automaticamente fez logo questão de fazer ali uma nota. Lá está, se nós não tivemos a oportunidade de ir a estes mercados, estas feiras de conteúdos, estes eventos com a dimensão como um festival de Cannes, nós nunca poderemos dar nos a conhecer, porque viemos de forma muito intermitente, não é? Angola esteve aqui em 2007. De 2007 para cá nunca mais teve ninguém. Então este é o recado que nós vamos levar. Este é o desafio que nós queremos levar também para as nossas autoridades, principalmente para a cultura e para o turismo. Porque isto é turismo também. E agora nós temos um grande movimento à volta do desenvolvimento do turismo em Angola. Então vamos levar esta experiência e tentar partilhar com essas entidades para ver se para o ano nós estamos aqui com uma presença mais bonita, mais consolidada, mais dinâmica em Angola. Que se oiça música angolana aqui nos corredores do Festival de Cannes. Então fizemos muita referência a um projecto seu em curso, Mawete Paciência. Pode-nos levantar um pouco o véu sobre do que é que se trata? Sobre o que é que versa o seu filme? Mawete Paciência: Pois é, dentro de vários filmes que eu tenho, tem aí aproximadamente seis filmes. Tenho uma mini série, tenho algumas co-produções com países como Argentina, Brasil. Fiz agora em São Tomé um filme. Tenho também co-produção com México. No entanto, eu tenho filme que é "O Perverso", que já estaremos a ano passado e neste ano estamos agora a trabalhar a série, que é uma série televisiva que vai trazer conflitos nos lares. Como sempre, trazer problemas novos porque o nosso conceito de produção é mesmo identificar os nossos problemas, não é? Problemas que acontecem no nosso país e que acabam sendo transversais. São os perversos, as pessoas tóxicas, é isso ? Pode ser. Você vê, no entanto, na verdade, que é o seriado que nós vamos trazer, vai estar aí aproximadamente com 25 capítulos, não é? Trazendo todas essas histórias que acabei aqui falando, enfim, as nossas histórias, a nossa identidade, porque nós precisamos levar isso. Precisamos mostrar ao mundo quem nós somos. Angola é um país que eu sinto. Nós não nos mostramos muito ao mundo. Nós não temos uma presença muito fraca para o mundo. Então precisamos então activar esse lado. Precisamos, porque eu digo assim o mundo também não, não vai poder-nos localizar assim, do nada, se nós não nos mostrarmos efectivamente, criarmos algum barulho. Não é que desperte a atenção, nós não vamos ser localizados de nada. Então há esta vontade, É esta força toda que trabalhando nos nossos conteúdos. Enfim. E este é um seriado que acreditamos, nós que eu acredito, temos estado a fazer com muito gosto, de forma a podermos não produzir algo que se fixou por Angola, mas que vá para o mundo, que esteja disponível. Nas plataformas, nem que for para o YouTube. Quem sabe talvez conseguirmos outras plataformas de streaming e poderemos então colocar lá este conteúdo, inserir os conteúdos ? Acreditamos nisso. Nós acreditamos que o empresariado angolano precisa ser um pouco mais incentivado, porque tudo isso que nós temos estado a fazer tem sido por um esforço particular e não tem sido pelas nossas próprias lutas. É mesmo, também, alguma forma de inconsciência ?! Sim, de inconsciência. Timidamente vão aparecendo uma ou outra empresa a disponibilizar um pouquinho, mas nós, olhando para esse universo, olhando para esta realidade, começamos a perceber que o cinema não é um cinema mesmo muito para fazer. Cinema é uma industria e para fazer o cinema requer mesmo este pensamento do empresariado. Olhar aquilo como uma indústria e não olhar aquilo como uma mera diversão. Não é aonde ele pode colocar qualquer coisa, não. No entanto, esta visão, este conceito que nós estamos a beber aqui, estamos a ver aqui claramente. Nós vamos partilhar em Angola. Vamos replicar em Angola a informação e poder talvez começar a atiçar. E nós temos de atiçar um pouquinho mais o empresariado local, começar a perceber que é possível fazer alguma coisa que chegue até aqui. É possível, porque para um filme, chegar até aqui implica uma logística, implica uma mecânica, implica qualidade, implica um investimento e muita das vezes, os investimentos nós não conseguimos tirar do nosso Estado, do Estado. Nós não conseguimos ter esses investimentos e mesmo privado, quem nós vamos ter que contar para conseguirmos, talvez nas próximas edições, estarmos aqui com um produto que realmente nos dignifica e que possamos olhar e dizer "Viva Angola! Estamos presentes em Cannes, um festival de Cannes vai ser bom para nós". Vamos trabalhar para isso. Muito obrigado a ambos. Resta me desejar vos um bom festival de Cannes. Obrigado por terem vindo até aqui. Kayaya Júnior: Queria só deixar mais uma nota, porque é fundamental e nós também temos estado a trabalhar sobre isso. Eu já fiz algumas participações em anos anteriores em produções portuguesas e eu acredito que até parece estranho. Tão próximos que nós somos, mas não temos histórias contadas sobre nós. Então, eu creio que é fundamental começarmos a pensar neste intercâmbio. A primeira co-produção Portugal Angola foi feita em 92 do Jorge António e de lá para cá, não creio que tenha havido muito mais. Então é também o objetivo encontrar, por exemplo, caminhos que nos levem a essas coproduções, porque as nossas histórias, as nossas narrativas, acabam por se interligar numa intersecção qualquer do Oceano Atlântico, por exemplo. E é isso, pronto, vamos estar disponíveis, estamos disponíveis. Bem hajam e voltem sempre. Mawete Paciência: Obrigado, Obrigado mesmo pelo convite e é uma honra fazermos parte deste momento que é marcante para nós também.
O Festival está transformado num circo de política e numa arena de confronto. Este ano, vários países decidiram boicotar a competição devido à participação de Israel. E até o IVA pode ser populista?See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Festival de cinema de Cannes decorre até dia 23 no sul de França. Em competição nas curtas metragens da selecção oficial está o filme português "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Uma obra de Daniel Soares, realizador que já tinha sido distinguido em 2024 com uma menção especial para a outra curta com "Mau por um momento". Desta feita Daniel Soares põe em cena um corpo que flutua no rio, perante a impassividade das pessoas, distraídas com os seus afazeres. O cineasta começa por se declarar supreso com o facto de ter sido seleccionado uma segunda vez para a mais prestigiosa das mostras deste certame. Para já, ficámos muito surpreendidos. Matematicamente falando, é muito complicado ter um filme seleccionado. Há dois anos acho que eram 4 700 filmes ou o quê que foram submetidos ! E os escolhidos este ano acho que são 3000 e tal e 10 escolhidos ! Então ou seja matematicamente é muito complicado e consegui-lo uma segunda vez é muito difícil. Então não estava com muita expectativa em relação a isso, voltar a ser seleccionado. Portanto, se calhar desta vez foi... A primeira vez é claro que é muito especial, mas da segunda vez já é "Espera aí ser selecionado uma vez, dá-te aquela sensação de "ok, consegui enganá-los, enganaram-se, sei lá !" E a segunda vez... pronto, se calhar há aqui qualquer coisa em que eu posso confiar mais na minha intuição quando escrevo especialmente. Porém, se teve essa sensação de ter enganado alguém, acabou por sair de lá com uma distinção. Eles acabaram por lhe enviar uma mensagem, algo contrária de alguma fé, pelo menos no seu cinema. Então, mas agora que está seleccionado uma segunda vez, já teve a curiosidade de ver com quem é que vai estar a competir aqui nesta seleção das curtas metragens da competição oficial? Sim, desta vez. Pessoalmente, eu não conheço ninguém. Da última vez eu conhecia. Tinha um amigo que tinha sido seleccionado, desta vez pessoalmente, não conheço ninguém, mas já vi o filme do realizador do Vietname, uma longa metragem de que eu gostei muito na altura. Lembro-me de ver e vai estar com uma curta. "O sonho é um caracol", não é? Exacto. "Le rêve est un escargot", na tradução francesa do título original vietnamita. Ao fim e ao cabo Cannes, agora já conhece. Já podemos fazer um rescaldo. Como foi para si? Gostou de lá ter ido? Está entusiasmado por voltar? O que é que pretende fazer nesta edição? Sim, estou entusiasmado. Gostei muito da primeira experiência. Se calhar agora, se puder, gostaria de ver mais filmes do que da última vez. Da última vez não consegui ver muitos filmes, mas isso talvez será assim uma coisa que eu tentarei fazer. É assim, há muitas reuniões também, não é que, que acontecem? Pois claro. Há todo um espectáculo que se calhar não é muito a minha cena, mas ao mesmo tempo é importante para dar visibilidade ao filme e aos próximos filmes e construir dessa forma, sei lá, um percurso que me permita continuar a fazer filmes, o que é sempre difícil. Por tudo isso. Pois é, isso é um lugar onde durante duas semanas o pessoal se encontra e celebra o cinema como em nenhum outro lugar, acaba por ser muito especial. Vamos falar do seu filme "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Se calhar, antes de entrarmos na história, no argumento, falemos um pouco do elenco. Você foi buscar, por exemplo, valores consagrados do cinema português. Penso em Teresa Madruga, que já colaborou com pessoas como Manoel de Oliveira, Miguel Gomes, que são consagrados em Cannes. E depois há valores menos conhecidos. Por exemplo, os dois rapazes que dão corpo ao grupo de imigrantes e de estafetas que vão tomar banho no rio. Como é que foi pegar neste leque heterogéneo de pessoas para filmar esta obra? Isto é um filme de elenco. E a ideia foi sempre essa. Foi misturar actores incríveis, como a Teresa, como o João Vicente e misturá-los com pessoas menos conhecidas. Para mim, estes dois estafetas não faria qualquer sentido que fossem actores profissionais, caras conhecidas, não é? Acho que isso muitas vezes te tira de um filme, de uma experiência ou te lembra que estás a ver um filme. Então a ideia foi essa, foi misturar e encontrar as pessoas que fossem as mais indicadas para aqueles papéis. E às vezes são, como no caso da Teresa, actrizes com uma grande história e outras vezes são pessoas que nunca estiveram à frente de uma câmara. E eu gosto desse... É o caso do Dilip, é o caso do Amarjeet ? É o caso deles. Como é que os conheceu? Como é que chegou até eles? Fizemos um casting de rua. Encontrámo-los em grupos de estafetas, onde eles se encontram muitas vezes em Lisboa há vários pontos onde eles se encontram, se juntam e aí foi sobretudo a Romina e o Tomás que lideraram esse processo. E foi assim que fomos encontrando essas várias pessoas. Alguns deles estavam interessados em fazer parte de um filme, outras nem tanto. Então, aí já houve assim uma primeira filtragem e depois foram chamados. Fizemos casting. Eu acho que com os dois escolhidos, O Dilip e o Armajeet fizemos três vezes casting para ter a certeza. E eu acho que eles saíram super bem. Tinha algum receio, sim, mas. Mas não correu tudo muito bem. Já nos filmes anteriores você tinha filmes que podiam passar ou pelo menos ser interpretados como um retrato de alguma denúncia, de algum cinismo da nossa sociedade. Fosse, por exemplo, em relação à especulação imobiliária em torno da capital portuguesa. Aqui, nomeadamente, as pessoas estão demasiado preocupadas e não vêem sequer um cadáver que, de facto, está a flutuar no rio. É um pouco isso ? Você pretendia, de facto, pôr o dedo na ferida, não é? Em relação à forma como a nossa sociedade vive, como está estruturada ? É assim, eu não acho que é cinismo. Eu acho que é, pelo contrário, se calhar. Ou seja, se calhar a ideia inicial tenha algo irónico, não é, isso sim. Agora o cinismo, acho que não. Porque se fosse cinismo, se calhar não faria um filme. Eu acho que é mais um olhar humano, só que pronto... Os personagens no filme estão assim, todos em piloto automático. Todos nas suas bolhas, sem com os seus problemas do dia a dia, sem conseguirem ver o corpo. Só que para mim era super importante de mostrar todas as classes sociais, mostrar todas as idades. Não acho que seja cinismo, porque eu acabei de encontrar um pouco de mim em todos esses personagens. Ou seja, não é de cima para baixo. Pelo contrário, eu estou aí também. Ou seja, eu também sofro desses problemas contemporâneos. A dependência em relação aos ecrãs, às redes sociais, por exemplo. Por exemplo. Sim, sobretudo isso. Mas não só. Muitas vezes, esta questão de não conseguir estar presente no momento e muitas vezes. Ou seja, de estar com as minhas filhas e estar preocupado com outras coisas e não conseguir estar ali, não é? Ou seja, fisicamente sim, mas com a cabeça sempre a pensar no futuro, já ou no passado. Também esta ideia da fragmentação de como consumimos filmes ou conteúdos, tudo cada vez mais rápido, o YouTube, Instagram, TikTok, tudo cada vez mais acelerado. E como muitas vezes os telefones já são donos de nós, do nosso foco, da nossa atenção. Esta era do "Short attention span" [Atenção de curta duração], esta coisa que é muito violenta, que aos poucos nos foi conquistando e que agora chegamos a um ponto que é para aí onde é que vamos a partir daqui, não é? Então não é um cinismo, porque existe uma esperança para mim neste filme. A esperança são as crianças ? E do amor pela vida. Não é que as crianças seja isso. É uma leitura do filme, que é esta coisa das crianças serem a solução ou, para um futuro melhor. Eles vão fazer melhor do que nós. Não sei o quê. Só que muitas vezes esquecemos que as gerações anteriores fizeram isso connosco, não é? Então, nós somos a geração do futuro, da esperança, da geração anterior. Então, acho que é muito fácil falar isso, achar que a próxima geração. Mas como ? Se nos vêem a viver desta forma, como é que eles vão de repente dar uma volta de 180 graus ? Eu acho que é mais na nossa geração ainda. Nós é que temos que encontrar uma forma de lidar com isso, de viver de uma forma diferente. Talvez seja quase uma ideia utópica, ou seja. Mas talvez não também, porque também não é assim tão utópico, não é? De tentar sair desse mundo digital e viver no mundo real. E finalmente, que cinéfilo é o Daniel Soares? Mais que não seja em relação à sua trajectória que passa por Portugal, mas também, e em larga escala, pela Alemanha. Que tipo de filmes é que retém a sua atenção e que foram construindo o responsável de cinema que hoje é e que deve ter sido? Um cinéfilo de longa data, presumo ? Por acaso, não por acaso, nunca cresci muito com cinema. Nunca tive ninguém que me mostrou filmes. Comecei a ver cinema, sei lá, uns sete ou oito anos atrás. Na verdade, até porque os filmes que eu via quando era criança não me revia neles. Sempre achei muito ter esta noção de estar a ver um filme e pronto. Mas sei lá, os primeiros filmes que eu comecei a ver que na verdade não têm muito a ver com os meus filmes que eu faço hoje em dia, mas foram os filmes do Kiarostami, que era o cinema que se calhar se aproxima um pouco mais... Abbas Kiarostami do Irão. Sim, mas por exemplo, o Michelangelo Franmartino. Eu lembro-me de ver o "Quatro volte" e achar que, sei lá. Primeiro ficaste super inspirado e ao mesmo tempo sentir que isto seria um tipo de filme que eu conseguisse fazer, mesmo sendo super complicado, obviamente. Eu lembro também Lisandro Alonso, primeiros filmes. Lembro me também do "Toni Erdmann", da Maren Ade. E aí já se aproxima, de certa forma, daquilo que eu faço, no sentido de já ser mais contemporâneo. Ter já esta comédia negra, se quiser falar assim, dessa forma. Ou seja, aí já se vai aproximando, se calhar, daquilo que eu tentaria fazer. Ou os filmes do [Michael] Haneke. Aí sim, também já. Se calhar já entra um bocado essa parte. Mais como estava a dizer, cínica, não é? Mas eu acho que apesar de tudo mesmo o Haneke, o que faz aquele tipo de filmes porque deve, imagino amar a vida, não é? Ou seja, para quê se não fazer um filme desses? Chegou ao cinema tarde, mas tem dado nas vistas. E agora o facto de já ter sido distinguido em cana e de voltar a Cannes. A ideia para si agora seria de facto perseverar, Manter-se neste meio. Viver deste cinema que faz? Sim, esse é o objectivo. Estou agora a preparar uma longa que vamos filmar no próximo Verão. Não este ano. O ano que vem. E é isso. Sim, idealmente continuar a fazer filmes. Será em Portugal a rodagem ? Sim, será em Portugal
El Festival de Cannes arranca una nueva edición marcado por tensiones geopolíticas, debates culturales y su ya habitual mezcla de cine de autor y espectáculo mediático. ¿Se colará Oriente Medio en la alfombra roja y cómo impactará en el tono del festival? Lo analizamos en En Primera Plana.
Os días 8 e 9 de maio celébrase a primeira edición do festival de jazz PULSO, unha nova proposta cultural que nace coa vontade de converterse nun referente en Galicia para a música de jazz e a creación contemporánea. O festival aposta de maneira clara polo talento galego e por formatos innovadores, afastados da programación máis convencional. A organización destaca o obxectivo de consolidar o evento e ofrecer unha experiencia musical diferente ao público. A dirección artística, a cargo de Aitana Cuétara, pon en valor o risco creativo e a diversidade de propostas. O programa inclúe actuacións como Copos de Avena, que mestura jazz e sonoridades latinoamericanas; o encontro entre Abe Rábade e Antía Muíño, con fusión de tradición e canción de autor; e a Orquestra Galega de Liberación, que pechará o festival con improvisación en directo.
O Festival Porta Máxica celebrará a súa V edición os días 8 e 9 de maio en Ferrol, regresando tras a súa última cita en 2022 e consolidándose como un referente do ilusionismo no norte de Galicia. O evento busca non só ofrecer espectáculos, senón tamén achegar a maxia como ferramenta cultural e social a toda a cidadanía, con actividades en teatros, rúas, centros cívicos e espazos asistenciais. A programación incluirá unha gala no Teatro Jofre, espectáculos de rúa e familiares, accións solidarias e obradoiros formativos. Como novidade destaca a “Gala Lorc & Julit”, homenaxe a magos locais, así como a incorporación de novos materiais pedagóxicos para fomentar a creatividade entre a xente máis nova. O festival contará con artistas internacionais e nacionais, ademais dunha ampla presenza de talento galego e ferrolán, baixo a dirección do ilusionista Martín Varela. Organizado polo Concello de Ferrol, o evento tamén contribúe á dinamización cultural e turística da cidade. A gala principal terá un prezo de 6 euros, mentres que o resto das actividades serán de balde.
A quarta edição do Festival Kontornu - Dança e Artes Performativas vai decorrer de 11 a 16 de maio, na ilha de Santiago, em Cabo Verde. O evento abre com um espectáculo da companhia Raiz di Polon e fecha com uma “battle” de danças urbanas. Pelo meio, há um workshop dirigido pela coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas, uma das principais autoras da dança mundial contemporânea. O Festival Kontornu afirma-se como uma plataforma internacional dedicada à dança e às artes performativas e reúne artistas e profissionais da cultura de diferentes geografias. Este ano, o evento vai ter um workshop dirigido pela coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas. O Kontornu abre a 11 de Maio com Raiz di Polon, uma companhia histórica da dança contemporânea de Cabo Verde, e vai terminar com uma “battle” de danças urbanas, a 16 de Maio. Há, ainda, uma iniciativa integrada no festival que se chama KOPANO – Plataforma de Encontro e Cooperação Internacional, que junta programadores, curadores, artistas e representantes de festivais internacionais. O director do Festival Kontornu, Bruno Amarante (nome artístico Djam Neguin) falou-nos sobre a edição deste ano, novamente marcada pelo “milagre” porque se faz graças à “generosidade” dos artistas. Desta vez, o festival decorre nas vésperas das eleições legislativas e o seu director espera que o novo Governo olhe para a cultura com “políticas públicas sólidas e não só com micro-apoios”. Oiça aqui o programa.
Entre 4 e 25 de julho, o sul da França volta a se transformar em um dos principais epicentros das artes cênicas do mundo com a 80ª edição do Festival de Avignon, sob a direção do português Tiago Rodrigues. À frente do evento desde 2023, ele propõe um método: "fazer perguntas", "sustentar dúvidas" e "recusar respostas fáceis" num tempo de "discursos violentos". É também o retorno de Wagner Moura aos palcos, um reencontro com o teatro que acontece no maior festival do gênero no mundo. A imagem escolhida para o cartaz oficial desta edição do Festival de Avignon sintetiza a intenção de Tiago Rodrigues: um enorme ponto de interrogação. Tiago Rodrigues explica que “o questionamento foi uma forma bastante livre de nós darmos um tema a este festival, de relembrarmos o público que este festival faz muito trabalho sobre a sua história, sobre o seu arquivo, ao chegar à 80ª edição, queria estar muito concentrado também no presente e no futuro, e perguntar, agora, o que é que vamos fazer nos próximos 80 anos de festival? Essa é uma das perguntas que nos interessa”. A proposta, segundo ele, não é retrospectiva, mas prospectiva, um deslocamento do olhar para o que ainda pode ser construído. Esse gesto se desdobra na própria definição do papel do festival. Para Rodrigues, trata-se de “fazer perguntas juntos, mas fazer perguntas através da arte”, lembrando que “é isso que o festival faz há 80 edições e queríamos relembrar-nos nós, os artistas, mas também o público, que é isso que nós fazemos aqui num mundo onde estamos cheios de más respostas, poucas respostas, mas más na maioria dos casos, respostas violentas, respostas simplistas, respostas pouco informadas”. Leia tambémDezenas de igrejas se convertem em teatros na 'Cidade dos Papas' durante o Festival de Avignon Nesse contexto, o festival se coloca como espaço de fricção e elaboração coletiva, onde “queremos colocar as boas perguntas, perguntas às vezes complexas, perguntas também com prazer, perguntas com dúvida, perguntas que permitam o debate em vez de respostas que criam a violência”, já que, segundo ele, “as artes podem ter esta função e certamente um festival onde vêm pessoas do mundo inteiro e se reúnem numa cidade que dobra a sua população no momento do festival para acolher o mundo inteiro que a visita. Esse é o momento em que podemos fazer perguntas juntos”. Leia tambémWagner Moura estreia em maior encontro de artes cênicas do mundo ao lado de destaques da cena brasileira A dimensão política dessa proposta se articula também a uma reflexão sobre o acesso à cultura. Rodrigues afirma que “o acesso democrático às artes não é um exercício populista, uma flor que se põe na lapela nos dias de festa. É um trabalho quotidiano que deve permitir o acesso fácil à criação exigente, criação de grande qualidade, feita em liberdade e à qual todas e todos devem ter acesso”. E conclui: “se fosse fácil, não era um serviço público, é um serviço público, a cultura, porque não é fácil de fazer. É preciso tempo, é preciso investimento e é preciso sonhar”. É nesse cenário que a presença brasileira ganha centralidade nesta edição histórica. Entre os destaques está a diretora e dramaturga Christiane Jatahy, que retorna ao festival com um novo trabalho - Um Julgamento - Depois de O Inimigo do Povo - ao lado do ator Wagner Moura, com texto de Jatahy, Moura e Lucas Paraizo, marcando também o retorno do ator ao teatro, após 16 anos dedicados ao cinema e à televisão, período em que se tornou uma das figuras brasileiras de maior projeção internacional. Ao comentar o retorno de Jatahy ao festival, Rodrigues sublinhou a relação de longa data entre a artista e Avignon, bem como a força do novo projeto que ela apresenta ao lado de Wagner Moura. Segundo ele, “Christiane Jatahy é já uma artista muito amada pelo público do festival, muito conhecida em França, uma encenadora que também é muito conhecida do público lusófono, seja no Brasil, seja em Portugal, e que tem marcado as cenas europeias nos últimos anos com as suas adaptações do repertório”. Rodrigues destaca ainda o caráter inédito da parceria artística apresentada nesta edição: “desta vez, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, que decide voltar ao teatro 16 anos depois. Ele tem vivido a sua aventura cinematográfica e televisiva e neste momento é talvez o ator brasileiro mais conhecido no mundo”. Para o diretor, o reencontro de Moura com o palco tem um peso simbólico particular, sobretudo pela forma como se articula com o trabalho da encenadora brasileira. Sobre o projeto, Rodrigues reforça a dimensão de retorno ao essencial do ofício do ator: “é muito comovente ver Wagner Moura a regressar ao teatro com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de ator”. De volta ao festival Jatahy descreve esse retorno a Avignon como profundamente significativo, especialmente por ocorrer sob a direção de Rodrigues. Ela afirma que “é muito importante, muito legal pra mim e muito significativo estar voltando para Avignon agora sob a direção do Tiago Rodrigues, que é um artista que eu tenho muita relação, um amigo e alguém que eu respeito muito, e eu fico muito feliz de estar dentro da programação criada por ele e pela Magda [Bizarro, mulher do diretor e co-fundadora, a seu lado, da Cia Mundo Perfeito]”. Para a diretora, o contexto atual amplia ainda mais o alcance simbólico de sua participação, já que “essa volta está conectada também à união de três festivais, o Festival de Avignon, o Festival de Edimburgo e o Holland Festival, que escolheram este ano uma artista, um trabalho para apoiar e para juntar forças para que esse trabalho possa ter sido realizado”. Leia tambémTeatro: Christiane Jatahy revisita fantasmagorias de 'Hamlet' em Paris com seu maquinário de revolução e desejo No centro da criação está o reencontro artístico com Wagner Moura, que, segundo ela, carrega uma longa expectativa compartilhada: “vem também com uma outra parceria muito significativa com ele, que é um ator com quem eu tenho uma relação de muito tempo e é muito tempo que a gente deseja fazer um trabalho juntos”. O projeto nasce dessa convergência, como ela define, “é um trabalho muito sobre o nosso encontro e sobre as coisas que a gente tem vontade de falar”. A peça, que se estrutura em torno da ideia de julgamento e da "crise contemporânea da verdade", parte de uma inquietação contemporânea sobre verdade e política. Jatahy explica que “a gente entra na questão do julgamento, a gente leu muitas coisas, a gente pensou muitas coisas, e para mim sempre é muito importante que o trabalho esteja numa reflexão, numa conexão, lançando perguntas sobre o que a gente está vivendo hoje”. Ela acrescenta que “claro que é sempre um aspecto íntimo e pessoal, mas também é político, porque não tem como separar uma coisa da outra”, situando o trabalho num campo em que a criação artística se confunde com a leitura crítica do presente. Essa dimensão se radicaliza na própria estrutura dramatúrgica da peça, que se relaciona diretamente com a obra “O Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen. Jatahy descreve o projeto como “um desdobramento de O Inimigo do Povo, uma possibilidade de continuidade dessa peça”, como se o personagem Thomas Stockmann “fosse à cena, fosse ao teatro, pedir a possibilidade de ter a sua defesa e de ter a sua reparação, e essa decisão vai caber ao público”. Nesse movimento, a obra transforma o espectador em instância de julgamento, deslocando o eixo tradicional da representação teatral. Leia tambémFestival de Avignon: 'A Noiva e o Boa Noite Cinderela', ou como explodir no próprio corpo as fronteiras do teatro A outra grande presença brasileira no festival é a artista e encenadora Carolina Bianchi, que retorna a Avignon após sua revelação em 2023. Agora, ela apresenta o terceiro capítulo de sua trilogia “Cadela Força”, intitulado “Uma Luz Cordial”, além de propor uma maratona que reúne os três trabalhos em sequência. Diretora brasileira lançada pelo festival volta a Avignon Ao lado desse reencontro, o diretor Tiago Rodrigues também destacou o percurso de Carolina Bianchi, que regressa a Avignon após o impacto de sua participação em 2023. Rodrigues relembra a presença e o desdobramento internacional da artista: “o que aconteceu a seguir é do conhecimento geral, Carolina Bianchi depois desse espetáculo ganha o Leão de Prata da Bienal de Veneza, torna-se uma artista que faz todas as cenas europeias e mundiais, é revelada por esse festival”. Sobre o novo projeto apresentado no festival, o diretor destaca a ambição dramatúrgica da artista brasileira: “ela sonhava fazer uma trilogia com três espetáculos consagrados à questão da violência, sobretudo da violência contra as mulheres”. Bianchi define esse retorno como o fechamento de um ciclo longo de investigação: “é muito, muito emocionante estar voltando para Avignon, sobretudo encerrando a trilogia, chegando em julho para estrear o último capítulo desse grande ciclo, que tomou muitos anos de trabalho, de estudos e de investigação”. Ela descreve a estrutura do projeto como algo em constante expansão, no qual “são três peças independentes, mas que são atravessadas por perguntas que vão se acumulando, que vão se borrando, que vão se confundindo, voltando, gerando novas questões”, configurando um campo de criação em que as fronteiras entre obras se tornam porosas. O novo capítulo, explica ela, desloca o foco para o próprio ato de escrever. “Uma Luz Cordial é uma peça sobretudo sobre a escrita, sobre esse lugar de onde a gente escreve”, afirma, acrescentando que se trata de um trabalho que poderia inclusive anteceder os demais, pois “é uma peça que fala sobre essa escritura, esse escrever que vem com toda essa carga, com o peso de todos esses assuntos, tentando dar forma a todos esses enigmas”. Nesse ponto, emerge o núcleo mais radical de sua proposta: a escrita como zona de violência e desorganização. Bianchi afirma que “essa violência da última peça é uma violência da escritura, da literatura, um encontro dessa violência da literatura que não tem os mesmos limites da violência do teatro”. Nesse processo, entram em cena as vozes de outras autoras como forma de desestabilização do próprio eu criador: “aparecem essas escrituras de outras autoras, como Hilda Hilst e Emily Dickinson, como alter egos dentro da minha escritura”, num movimento em que "o sujeito que escreve se fragmenta e se multiplica para seguir criando". Leia tambémTeatro: Destaque brasileiro no Festival de Avignon, Carolina Bianchi traz estupro e feminicídio em cena marcada por 'combate' A trilogia culmina ainda numa experiência de apresentação integral de 10 horas seguidas na Ópera de Avignon, pensada como uma espécie de teste final do próprio projeto. A artista explica que “a ideia é apresentar os três capítulos em sequência, como uma grande maratona”, algo que transforma a obra em uma experiência contínua, na qual “é como se a gente estreasse uma quarta coisa, porque a trilogia não é só assistir aos trabalhos separadamente, mas ver como eles se contaminam entre si”. Leia tambémAvignon: maior festival cênico do mundo abre suas portas com homenagem ao Brasil em mostra paralela O Festival de Avignon 2026 se estrutura como um espaço de cruzamento entre artistas, linguagens e geografias, reunindo 47 espetáculos no programa oficial, o chamado IN, com 300 apresentações ao todo e 30 criações inéditas, o que representa 64% da programação. A edição inclui ainda 80 debates e encontros com 49 artistas de dez países, e pela primeira vez na história do festival a maioria dos artistas do IN é feminina, enquanto 67% dos participantes estreiam no evento. Mais de 136 mil ingressos estão disponíveis. Entre julgamento e escrita, entre democracia e linguagem, entre teatro e performance, Avignon 2026 se desenha como um território de fricção contínua, onde, como sugere sua direção artística, "o essencial não é responder, mas sustentar perguntas". Leia também'Impossível fazer um teatro que não seja humanista': Olivier Py se despede do Festival de Avignon História de encontros e criações Fundado em 1947 por Jean Vilar, o Festival de Avignon, tornou-se, ao longo das décadas, um espaço emblemático para o teatro e as artes cênicas. Desde sua primeira edição, ele é um ponto de encontro artístico que recebe artistas do mundo inteiro e apresenta uma programação ousada e inovadora. Sob a direção de Tiago Rodrigues, o festival reforçou sua abertura internacional, valorizando artistas de diversas culturas e estimulando o intercâmbio cultural. Essa orientação se materializa na valorização de línguas convidadas, como o inglês em 2023, o espanhol em 2024 e o árabe em 2025, além do Brasil como país convidado de honra no ano passado. Ingressos A bilheteria do Festival de Avignon 2026 começa em etapas para acomodar o grande volume de procura e garantir uma experiência de compra mais fluida: a inscrição para reservar um intervalo de compra online abriu em 24 de março, e a venda por faixas de horário acontece de 13 a 18 de abril, com cada comprador recebendo um link e duas horas para efetuar a compra dentro de sua janela específica — esse sistema ajuda a evitar a saturação do site oficial. A partir de 18 de abril, a bilheteria online do Festival de Avignon será aberta sem horário específico e dentro do limite de lugares disponíveis, a partir das 10h no endereço fnacspectacles.com e, em seguida, a partir das 13h no festival-avignon.com. Novos ingressos serão disponibilizados toda quarta-feira, às 10h. Os preços dos ingressos variam conforme o espetáculo, mas tradicionalmente a programação oficial do festival cobra valores entre cerca de €10 e €45 (entre R$ 60 e R$ 270) por apresentação, com categorias distintas de acordo com o tamanho do espetáculo e a localização das poltronas; há também ofertas de tarifas reduzidas, geralmente entre €7 e €25 (entre R$ 41 e R$ 150), para públicos jovens, estudantes, pessoas com menos de 26 anos ou em situação de desemprego, mediante apresentação dos comprovantes exigidos pela organização.
O Câmara Rio Entrevista recebe Jonathan Raymundo, criador do Festival Wakanda, um dos movimentos mais importantes de valorização da cultura negra na Zona Oeste do Rio. Nascido em Realengo, ele construiu uma trajetória marcada pela educação, literatura e fortalecimento da identidade preta nas periferias.Premiado com o Prêmio Carolina Maria de Jesus, concedido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jonathan compartilha sua história, os desafios e a importância de criar espaços seguros e afetivos para a população negra. O projeto Wakanda, que começou como um simples piquenique, cresceu e se transformou em um grande encontro cultural com feira de empreendedores, apresentações artísticas e celebração da identidade negra.Formado em História pela UERJ, ele também atua como escritor e organizador do livro “Pretagonismos”, reunindo reflexões de pensadores negros sobre a sociedade contemporânea.
Alexandre Garcia comenta julgamento da CPMI do INSS no STF, extradição de Carla Zambelli, e preocupação de Lula com pesquisas.
Tatiana Babadobulos fala sobre a South by Southwest (SXSW), que realiza anualmente em Austin, Texas (EUA), um dos maiores festivais de inovação, tecnologia, música, cinema e educação do mundo, onde também estará a SP House, posicionando o estado de São Paulo como um polo global de inovação, cultura e economia criativa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio de hoje, Isabela Lapa fala sobre o festival Japão em Minas, que chega ao Expominas nos dias 13, 14 e 15 de março. See omnystudio.com/listener for privacy information.
It's my last radio show, and I am overjoyed and grateful that I get to spend it the way it began, with my friend and show co-founder Shana Falana. To formally reintroduce you, she is a songwriter, performer, and community architect originally from San Francisco, based in the Hudson Valley since 2008. For over 25 years, Shana has merged music and public service—bringing 12-step meetings into jails and institutions throughout Ulster County, helping coordinate the early years of O+ Festival, and co-founding the I Want What SHE Has radio show on Radio Kingston. She is the founder and creative force behind The Goddess Party, a performance collective uplifting women through music, ritual, and radical joy, with sold-out shows at Opus 40, Old Dutch Church, and Basilica Hudson. Her artistic and social practice centers on amplifying women in their perimenopausal and menopausal years, increasing the visibility of aging women on stage and reshaping cultural narratives about power, beauty, and relevance after fifty. She is the creator and showrunner of a scripted television series inspired by The Goddess Party, expanding its story from live performance into narrative television. Shana is someone who as a friend I've witnessed move through the life cycle of different projects and life experiences with apparent ease. I'm someone who struggles to let go and perhaps holds on a bit too long, but she talks about what endings are like for her and how she navigates them. We get to hear about the beginning and evolution of The Goddess Party, the challenges, highlights, and what's to come. As much of her current work relates to thriving in an older woman's body, Shana shares her experience of navigating illness and perimenopause and offers many resources that have supported her along the way, always following her intuition. Here are the books Shana mentioned - Wise Power, Hagitude, Mother Hunger You can find her here ->> instagram / spotify / apple music / And stay tuned to The Goddess Party's Instagram account for more details about the upcoming March 27th benefit concert they are participating in at Levon Helm Studios. My previous show on The Goddess Party can be found here! Today's show was engineered by Ian Seda from Radiokingston.org. Our show music is from Shana Falana! Feel free to email me, say hello: she@iwantwhatshehas.org ** Please: SUBSCRIBE to the pod and leave a REVIEW wherever you are listening, it helps other users FIND IT http://iwantwhatshehas.org/podcast ITUNES | SPOTIFY ITUNES: https://itunes.apple.com/us/podcast/i-want-what-she-has/id1451648361?mt=2 SPOTIFY:https://open.spotify.com/show/77pmJwS2q9vTywz7Uhiyff?si=G2eYCjLjT3KltgdfA6XXCA Follow: INSTAGRAM * https://www.instagram.com/iwantwhatshehaspodcast/ FACEBOOK * https://www.facebook.com/iwantwhatshehaspodcast
A Escola de Limodre acolle este sábado unha nova edición do Festival FELICIA POP de Inverno, unha cita imprescindible para os amantes do pop e a música alternativa. O evento arrancará ás 22.00 horas cun cartel encabezado por Ray Brandes & The Wyld Gooms e a banda Latigazo Cervikal, que prometen unha noite vibrante e cargada de electricidade. A sesión completarase con pinchadas para alongar a festa ata ben entrada a madrugada. Organizado pola Asociación Cultural Felicia e coa colaboración do Concello de Fene e a Asociación Veciñal de Limodre, o festival consolida a súa aposta por dinamizar a escena musical local en pleno inverno.
Confira no Morning Show desta segunda-feira (16): A escola de samba Acadêmicos de Niterói, fez uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) na Sapucaí no último domingo (15). Com o enredo "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", a escola gerou polêmica e críticas da oposição, que aponta suposta propaganda eleitoral antecipada. Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, utilizou suas redes sociais para dizer que vai protocolar uma ação contra o desfile e que a escola fez ataques pessoais contra o pai dele. A Polícia Civil de São Paulo recuperou mais de 60 celulares na operação de Carnaval 2026 neste último domingo (16). Dessa vez os agentes foram ainda mais criativos e se fantasiaram de turma do Chaves para capturar os criminosos. O senador Carlos Viana (Podemos), presidente da CPMI do INSS, solicitará uma audiência com Mendonça logo após o Carnaval. O objetivo do Congresso é ter acesso à quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O Festival da Primavera, que marca o início do Ano Novo Chinês, começou oficialmente. Este ano é regido pelo Cavalo, o sétimo animal do zodíaco chinês, que tradicionalmente simboliza alta energia, inteligência, um espírito livre e independente, além de rapidez e superação. A repórter Bruna Milan detalha que as festividades duram cerca de 40 dias, gerando a maior migração humana do planeta: as autoridades esperam mais de 9,5 bilhões de viagens inter-regionais no período. O filme 'O Agente Secreto', longa que conta com o ator brasileiro Wagner Moura, não para de empilhar estatuetas. A produção acaba de vencer a categoria de Melhor Filme Internacional no Independent Spirit Awards, importante premiação independente nos Estados Unidos. O Carnaval de rua de São Paulo provou mais uma vez o seu poder de atração! Direto da Rua 13 de Maio, na Bela Vista, David de Tarso vestiu a camisa da folia (e os óculos escuros) para mostrar o clima do tradicional bloco 'Os Esfarrapados'. O ex-BBB Eliezer gerou polêmica nas redes sociais ao reclamar dos altos valores que sua família vem gastando com supermercado. Em um vídeo, o influenciador revela que as contas mensais para encher a despensa chegam a bater a marca de R$ 18 a R$ 20 mil. A banca discutiu sobre a situação. O clima de Carnaval toma conta do país, mas a festa também exige atenção redobrada com a segurança financeira, especialmente com a ação de golpistas no meio da multidão. Para ajudar a população a se proteger, o Morning Show conversa com o especialista em segurança da informação, Luiz Henrique Barbosa. Entre as estratégias de defesa, o apresentador Fernando destaca uma dica inusitada e valiosa: o uso de papel alumínio junto ao cartão de crédito para bloquear pagamentos por aproximação acidentais ou fraudulentos. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Estão abertas as inscrições para o chamamento público do III Festival de Teatro Verônica Moreno, promovido pelo Imaginário Cultural. O edital vai selecionar espetáculos para compor a programação do festival, que acontece em abril, no Complexo Cultural Samambaia e em escolas públicas.
O Festival de Clermont-Ferrand, vitrine mundial da produção de curtas-metragens, entra na sua reta final com a divulgação dos primeiros prêmios concedidos por parceiros do evento. Entre os títulos já anunciados, o curta “O Rio de Janeiro Continua Lindo”, do cineasta suíço-brasileiro Felipe Casanova, foi escolhido como melhor documentário pelo júri da plataforma Tënk. O filme se organiza em torno da carta de uma mãe ao filho morto, ambientada durante o Carnaval carioca, e entrelaça luto, violência policial de Estado e celebração popular. Adriana Moysés, enviada especial a Clermont-Ferrand Nas seleções oficiais do festival, “O Rio de Janeiro Continua Lindo” concorre na mostra Labo, dedicada às obras mais inovadoras. Outros três curtas brasileiros estão na disputa: “Frutafizz”, de Kauan Okuma Bueno, selecionado para a competição internacional; “Mira”, de Daniella Saba, e “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli, ambos na mostra de filmes com produção francesa. Os vencedores serão anunciados neste sábado (7). Casanova mudou-se para a Suíça com a família quando tinha 9 anos e estudou cinema na Bélgica. Ele contou à RFI que o filme nasceu de uma intuição inicial e de uma decisão simples: filmar o Carnaval carioca em Super 8. “Para ser sincero, eu não sabia que ia ser um filme sobre violência policial. É o primeiro filme que eu faço no Brasil. Eu tinha vontade de ir com a câmera e filmar e decidi que ia ser durante o Carnaval.” O ponto de partida dramático – a carta de uma mãe para um filho ausente – já estava nos esboços iniciais. “Eu tinha uma intuição de um filme-carta, de uma mãe que trabalha durante o Carnaval e escreve para o filho que talvez esteja festejando num bloco que a gente nunca vê. Já tinha essa ideia de ausência. Eu sabia que ia ser uma coisa social, mas não fazia ideia que ia ser sobre violência policial.” Do filme-carta ao impacto da história de Bruna A virada surgiu quando o diretor encontrou as ambulantes Ilma e Bruna. “A Bruna me contou a história dela, falando que perdeu o filho assassinado em 2018 pela Polícia Militar. Fiquei muito tocado e chocado. Eu sabia que isso acontecia sempre, mas nunca tinha conversado com uma mãe que perdeu o filho assim”, relata o cineasta. Bruna mostrou ao diretor as cartas que escrevia ao filho, assim como de outras mães, e a roupa que usou no desfile da Portela em 2024, que convidou 16 mães que perderam seus filhos para “a violência de Estado”. Filmado em Super 8 e construído como documentário, o curta articula presente e passado ao trabalhar com imagens de arquivo da ditadura militar. Para Casanova, essa ponte histórica é central: “É uma situação que é de hoje, mas também é de ontem, de 20, 30, 100 anos atrás. Uma mãe preta que perde seu filho é uma coisa que está presente há muito tempo.” O uso do arquivo, explica, dá forma a uma “carta atemporal” e convoca “os fantasmas da nossa sociedade”: “Essa violência policial de hoje acho que é uma herança que vem da ditadura militar.” O Carnaval aparece como contraponto simbólico. “O Carnaval também tem todas essas camadas da história brasileira – da colonização, do tempo dos escravos –, ele carrega tudo isso. O samba vem da tristeza”, lembra o diretor, citando Vinícius de Moraes. “Um bom samba é uma forma de oração. Acho que o samba traz essa energia, essa luta. Vamos transformar isso em outra coisa, e o filme carrega essa identidade.” “Frutafizz” na competição internacional Em seu primeiro curta-metragem profissional, “Frutafizz”, Kauan Okuma Bueno narra a viagem de dois colegas pelo interior de São Paulo, explorando memória e pertencimento. Selecionado para a competição internacional de Clermont-Ferrand após vencer o Kikito de melhor curta em Gramado, o filme chega ao público francês carregado da emoção do diretor. “Me sinto muito lisonjeado, não só na parte de distribuição, mas desde sempre – como foi feito esse projeto. Significa para mim trazer um recorte da cultura brasileira para pessoas que não têm tanto acesso ou que não consomem tanto do Brasil.” Kauan destaca o caráter coletivo da obra. “É um filme que foi se moldando com o processo, a partir da memória de todo mundo que estava ali – amigos, veteranos, professores. Gosto de parafrasear o Adirley Queiroz: ‘Da nossa memória, fabulamos nós mesmos'. O filme abraça muito essa ideia.” O título surge de um refrigerante da infância do protagonista. “Ele não sabe dizer o gosto porque o gosto não importa de fato. O que importa é o que aquilo representa. Nós somos feitos de histórias incompletas e a gente tenta preencher isso com sentimento e valor.” Anthony França Brown, roteirista do curta, reforça o caráter plural da criação: “Hoje em dia, para você fazer um filme, tem que estar envolvido em todas as áreas. São recortes de memórias e experiências de várias pessoas que fazem parte desse coletivo que foi o roteiro.”
No episódio de hoje, saiba mais sobre o Festival de Pequi, que reúne diversos produtos e receitas preparadas com o fruto. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Madeira O Festival is the main topic, but there are also news, Riccardo Rancan as guest and some big silly season news !In other words; a lot good to listen to!Enjoy!To get the best orienteering equipment, go to Noname webshop: https://webshop.nonamesport.com/en/with the code: "IvarNat20", you will get 20% off!To get the premium at Livelox, use: "2XIVAR" (both capital letter and small caps works)Maderia Orienteering in January!https://mom.camadeira.com/ To get the best orienteering trainings, check out: O-Portugal.ptShoes for running on trails, flat and terrain:https://scantrade.no/merker/scott-l%C3%B8p/sko
2026 is up on us!But we have the overall winner in WC 2025 - Max Peter Bejmer - as guest! Good talk where he gives us some nice news.Summing up some running races from the new years eve and looking forward to Madeira O Festival with a talk to the technical director for the event - Tiago Aires!Also looking ahead for the orienteering highlights in 2026!Enjoy!To get the best orienteering equipment, go to Noname webshop: https://webshop.nonamesport.com/en/with the code: "IvarNat20", you will get 20% off!To get the premium at Livelox, use: "2XIVAR" (both capital letter and small caps works)Maderia Orienteering Festival 9-11th of January!https://www.madeiraorienteering.com/enHigh quality WRE races in the start of 2026!Friday: Night Sprint, Saturday: Middle + Sprint WRE, Sunday: Middle WREAlso a good package of trainings.To get the best orienteering trainings, check out: O-Portugal.ptShoes for running on trails, flat and terrain:https://scantrade.no/merker/scott-l%C3%B8p/sko
O Festival de Cinema Francês do Brasil 2025 começou na última quinta-feira, 27, marcando o começo de uma nova etapa para o evento, agora em sua 16ª edição e sob o nome oficial que substitui o antigo Varilux. A programação segue até o dia 10 de dezembro, levando ao público uma seleção atual de filmes e talentos do cinema francês contemporâneo. Até lá, diversas cidades recebem sessões especiais, pré-estreias e títulos inéditos. O Festival de Cinema Francês do Brasil 2025 ocupa o país de ponta a ponta, chegando a capitais e cidades de todas as regiões - de Manaus, no Norte, a Porto Alegre, no Sul, passando por Recife, no Nordeste, além de diversos outros centros espalhados pelo Sudeste e Centro-Oeste.Com sessões simultâneas e títulos inéditos circulando em mais de 60 municípios, é fácil encontrar uma sala perto de você. Aliás, para conferir os horários, escolher a cidade e garantir seus ingressos, basta clicar no link oficial do festival.E para celebrar essa festa, não poderia ser diferente: neste episódio do podcast Papo de Cinema, Robledo Milani e Victor Hugo Furtado falam sobre o Festival de Cinema Francês do Brasil 2025.
A Eloy deulle por facer de corresponsal e foise a Maniños, Fene a cubrir o #Rlc Podcast festival 2025, celebrado no edificio da Asociación Cultural Recreativa e Deportiva O Pote (bo nome, por certo). O mellor, que puido desvirtualizar a xente maja do Podgalego. O peor, que foi tarde e opina sen saber, como facemos noutras ocasións, por outra parte. Nas súas propias palabras, tamén atoparedes ao Rama más punk, e Noé fala de contactos dunha vida anterior a ter un podcast. Música: "34 Ghosts I-IV", de Nine Inch Nails. CC BY-NC-SA. Nada Orixinal Curtas 003: Nada Orixinal desde O Pote © 2024 by Eloy Tembrás, Javier Ramalleira, Noé Ramalleira is licensed under CC BY-NC-SA 4.0 A páxina do festival https://festivaldepodcast.gal A maioría do resto dos podcasts podédelos atopar en podgalego https://podgalego.agora.gal (e senón, deberían!)
Today Marielena Ferrer and I are coming off a big weekend supporting the O+ Festival. We talk about the highlights from our perspectives including how the community shows up to help make all the magic happen.Then a little Tarot talk inspired by Nikki Fogerty's weekly report on the Queen of Disks and Five of Swords.Today's show was engineered by Ian Seda from Radiokingston.org.Our show music is from Shana Falana!Feel free to email me, say hello: she@iwantwhatshehas.org** Please: SUBSCRIBE to the pod and leave a REVIEW wherever you are listening, it helps other users FIND IThttp://iwantwhatshehas.org/podcastITUNES | SPOTIFYITUNES: https://itunes.apple.com/us/podcast/i-want-what-she-has/id1451648361?mt=2SPOTIFY:https://open.spotify.com/show/77pmJwS2q9vTywz7Uhiyff?si=G2eYCjLjT3KltgdfA6XXCAFollow:INSTAGRAM * https://www.instagram.com/iwantwhatshehaspodcast/FACEBOOK * https://www.facebook.com/iwantwhatshehaspodcast
From October 10 through 12, Kingston, New York will once again host the O+ Festival - now celebrating its 15th anniversary. This unique gathering began in 2010 with a bold exchange: artists and musicians offered their talents in return for healthcare services.This year's festival features performances by Kool Keith, the Fiery Furnaces, and an appearance by author Jonathan Lethem. For three days, the city transforms into a vibrant creative commons, with murals, concerts, and installations filling public spaces, galleries, and clubs.
Hoje falo sobre o Elevador da Glória e comédia, falo sobre hambúrgueres e falo sobre o assassinato do Charlie Kirk... só temas levas, portanto...——————————————————00:00 - Introdução01:36 - Elevador da Glória e comédia09:01 - O Festival dos Hambúrgueres...13:11 - Charlie Kirk e a beira do precipício22:25 - Conclusão——————————————————PODCAST HELFIMED:Podem ouvir e subscrever nos links:iTunes: https://goo.gl/A3KJErSpotify: https://goo.gl/Pe2W9oAnchor: https://anchor.fm/helfimedStitcher: http://bit.ly/2Ou3T1bE podem encontrar em outros players e agregadores de podcasts.
Eliza Swann, also known as Emerald, is a writer, artist, alchemist and scholar based in New York. Swann's formative years cultivated a deep interest in the intertwined studies of mysticism and fine art, which remain central to their work as both artist and educator. Swann received a BA in Painting from the San Francisco Art Institute (2004) and an MFA from Central St. Martins in London (2012). Additionally, Swann is an initiate in Gnostic and Hermetic orders, has studied Vedic cosmology with Dr. Vagsish Shastri, trained in mindfulness meditation at the Insight Meditation Society, and studied herbalism and gardening under the guidance of their witch aunt. These studies inform their expansive approach to esoteric and ecological practices.Swann teaches art and mysticism as a unified practice and, in 2014, founded Golden Dome, an artist-in-residence program rooted in queer intersectional mysticism. Since its inception, Golden Dome has expanded to offer nationwide exhibitions, residencies, publications, and educational programming. Swann is currently faculty at Pratt Institute, where they teach “The Alchemical Imagination”, a course they created to introduce alchemical concepts to contemporary creative practice. In 2025, Swann transitioned from directing Golden Dome to launch a new initiative: Emerald School, which explores alchemy as a living, transdisciplinary practice.As a visual artist, Swann has exhibited internationally, most recently at the University of California Santa Cruz and the Feminist Center for Creative Work in Los Angeles. They are the author of The Anatomy of the Aura, Green Mary, and The Alchemical Imagination, and have contributed to numerous publications. Their work has been supported by PEN America, the Foundation for Contemporary Art, the Author's League Fund, the Los Angeles Department of Cultural Affairs, the Pratt Faculty Development Fund, the Feminist Center for Creative Work, the Hemera Fellowship for Contemplative Practice, and the Wassaic Project.Today Eliza shares about their roots, literally, the gardens of their aunt and a return to them after living and traveling beyond. We talk about alchemy and how it folds many disciplines, prayer, devotion, poetry, intuition... into its being. Eliza recalls teachers both direct and indirect and what they're work surfaced. We discuss grief and how alchemy has supported them in navigating both the personal and the global. The Emerald School is the container for their work where they guide folks through the stages of alchemy including a freeing of self and specialty, to move into deeper collaboration with all. "The school becomes a crucible: a space where diverse elements converge, disciplinary boundaries blur, and new ways of knowing can take shape."We talk about their upcoming 9 week online course, "The Alchemical Imagination," Sept. 14-Nov. 16, and their upcoming offering as a part of the O+ Festival, "The Star Inside: Alchemy and the Power of Plants" and why mugwort became a part of the conversation.Today's show was engineered by Ian Seda from Radiokingston.org.Our show music is from Shana Falana!Feel free to email me, say hello: she@iwantwhatshehas.org** Please: SUBSCRIBE to the pod and leave a REVIEW wherever you are listening, it helps other users FIND IThttp://iwantwhatshehas.org/podcastITUNES | SPOTIFYITUNES: https://itunes.apple.com/us/podcast/i-want-what-she-has/id1451648361?mt=2SPOTIFY:https://open.spotify.com/show/77pmJwS2q9vTywz7Uhiyff?si=G2eYCjLjT3KltgdfA6XXCAFollow:INSTAGRAM * https://www.instagram.com/iwantwhatshehaspodcast/FACEBOOK * https://www.facebook.com/iwantwhatshehaspodcast
Senadores americanos da oposição acusaram Donald Trump de abuso de poder na ameaça ao Brasil. A uma semana do início do tarifaço, empresários recorrem a férias coletivas para evitar prejuízo, e exportadores mantêm centenas de contêineres parados em portos brasileiros. Repórteres do JN explicam o que são os minerais estratégicos que levantaram a cobiça dos Estados Unidos. Com chuva abaixo da média, as contas de luz ficam mais caras em agosto. Israel anunciou que vai voltar a permitir o lançamento de comida por aviões em Gaza, mas especialistas em ajuda humanitária dizem que não será suficiente para os mais de dois milhões de palestinos. O Theatro Municipal do Rio reuniu uma multidão para o velório de Preta Gil. O Festival de Joinville reproduziu num museu os bastidores dos espetáculos de dança.
Foi vez da Jeje ficar doente, mas tempos a companhia do Max Fernandes que, dentre outras coisas, é redator no no Game Design Hub, para falarmos do Festival Jogatório 2025.Participantes:Max FernandesHeitor De PaolaAssuntos abordados:00:00 - Sobre o Festival Jogatório 202527:00 - Subversive Memories45:00 - Cidadão de SP Simulator 251:00 - Love Sick Cats1:01:00 - Pimbolas1:09:00 - Artius1:17:00 - Le Fol1:21:00 - Robo Gal1:30:00 - Folk LorestsVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr!Use nosso link de filiado ao fazer compras na Amazon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Integrando o Ano do Intercâmbio e da Amizade Brasil-Japão, o evento contou com programação de música, dança, gastronomia, artesanato, performances, realidade virtual, exposições e oficinas
La DJ et productrice Rosa Pagano secoue la scène Drum'n'bass suisse. Cette infatigable artiste est la parfaite ambassadrice du genre dans notre pays avec sa série de soirées Subset dont elle est résidente. Rosa prêche la vibrante parole de la bass music de Zürich à Berne, en passant par la Lake Parade et très prochainement Paléo. Car c'est sur la Plaine de l'Asse, le samedi 26 juillet, que Rosa Pagano disséminera bangers et good vibes aux côtés de la crème du moment, Charlie Tee et Flava D. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Ga voor de shownotes en het transcript naar https://www.damnhoney.nl/aflevering-228DAMN, HONEY wordt gemaakt door Marie Lotte Hagen en Nydia van VoorthuizenDeze aflevering wordt gesponsord door O Festival en Careibu: Kom naar het O. Festival for Opera, Music, Theatre. We mogen 20% korting weggeven op een voorstelling naar keuze op de eerste zaterdag van het festival, 24 mei. Ga voor tickets en het programma naar o-festival.nl en gebruik de code DAMNHONEY.Breng ook wat gezelschap en word maatje voor een senior of kind uit jouw buurt! Ga naar ikwordmaatje.com en bekijk hoe makkelijk jij impact kan maken!editwerk: Daniël van de Poppe jingles: Lucas de Gier website: Liesbeth Smit DAMN, HONEY is onderdeel van Dag & Nacht Media. Heb je interesse om te adverteren in deze podcast? Neem dan contact op met Dag en Nacht Media via adverteren@dagennacht.nlZie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
Ga voor de shownotes en het transcript naar damnhoney.nl/aflevering-227DAMN, HONEY wordt gemaakt door Marie Lotte Hagen en Nydia van Voorthuizen:Deze aflevering wordt gesponsord door O Festival, NordVPN en Saily: Kom naar het O. Festival for Opera, Music, Theatre. We mogen 20% korting weggeven op een voorstelling naar keuze op de eerste zaterdag van het festival, 24 mei. Ga voor tickets en het programma naar o-festival.nl en gebruik de code DAMNHONEY voor de korting. Profiteer nu van de exclusieve NordVPN-deal met mega korting en 4 maanden extra via nordvpn.com/DamnHoney. Probeer zonder risico met de 30 dagen geld-terug-garantie!Ontvang 15% korting op Saily databundels! Gebruik de code DAMNHONEY (aan elkaar) bij het afrekenen. Download de Saily-app of ga naar saily.com/damnhoney.editwerk: Daniël van de Poppe jingles: Lucas de Gier website: Liesbeth Smit DAMN, HONEY is onderdeel van Dag & Nacht Media. Heb je interesse om te adverteren in deze podcast? Neem dan contact op met Dag en Nacht Media via adverteren@dagennacht.nlZie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
O DUCENTÉSIMO VIGÉSIMO TERCEIRO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz A esQrever
Nesta edição do podcast cinematório café, nós levamos você à 57ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Saiba como foi participar do mais tradicional festival de cinema do país e confira nossa opinião sobre os principais filmes premiados. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Realizado no histórico Cine Brasília, o 57º Festival de Brasília contou com a presença de mais de 30 mil pessoas ao longo de sua programação, que exibiu 79 produções, entre longas e curtas-metragens, de 30 de novembro e 7 de dezembro de 2024. Com direção geral de Sara Rocha e direção artística de Eduardo Valente, o evento contou ainda com debates, rodadas de negócios, tenda gastronômica, oficinas e outras atividades. No podcast, você sabe mais sobre como o festival é estruturado e acompanha nossos comentários sobre alguns destaques da programação, incluindo o documentário "Apocalipse nos Trópicos", de Petra Costa, e filmes premiados na Mostra Competitiva Nacional, que teve como principais vencedores os longas "Salomé" e "Suçuarana" (confira a lista completa). O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br.
O Narrativas é um programa que aborda os principais temas da atualidade sobre o aspecto do fato, das narrativas da direita e da esquerda e da opinião da colunista Madeleine Lacsko. O programa vai ao ar de segunda a sexta às 17h. Leia a coluna de Madeleine Lacsko no Antagonista. A melhor oferta do ano, confira os descontos da Black na assinatura do combo anual. https://bit.ly/assinatura-black Siga O Antagonista no X, nos ajude a chegar nos 2 milhões de seguidores! https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
O Papo Antagonista desta quarta-feira, 13, traz uma entrevista com o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil). O programa também fala sobre o ‘Janjapalooza', o ‘namoro online' de Bolsonaro e Valdemar Costa Neto e os novos anúncios de Donald Trump sobre seu governo.Você também pode assistir ao Papo Antagonista com a apresentação de Felipe Moura Brasil na BM&C, nos canais de TV 579 da Vivo, ou 547 da Claro, além do SKY+. A melhor oferta do ano, confira os descontos da Black na assinatura do combo anual. https://bit.ly/assinatura-black Siga O Antagonista no X, nos ajude a chegar nos 2 milhões de seguidores! https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
On this month's installment of Spirituality and Politics with Marielena Ferrer, we share our favorite moments of the O+ Festival and gratitude for those who helped to make it happen.Then Marielena and I discuss "The One" archetype that I mentioned a few weeks ago. It's one of Kim Kran's Archetypes that delves into nonduality, one love and unus mundus.Don't forget the Full Moon this Thursday!Today's show was engineered by Ian Seda from Radiokingston.org.Our show music is from Shana Falana!Feel free to email me, say hello: she@iwantwhatshehas.org** Please: SUBSCRIBE to the pod and leave a REVIEW wherever you are listening, it helps other users FIND IThttp://iwantwhatshehas.org/podcastITUNES | SPOTIFYITUNES: https://itunes.apple.com/us/podcast/i-want-what-she-has/id1451648361?mt=2SPOTIFY:https://open.spotify.com/show/77pmJwS2q9vTywz7Uhiyff?si=G2eYCjLjT3KltgdfA6XXCAFollow:INSTAGRAM * https://www.instagram.com/iwantwhatshehaspodcast/FACEBOOK * https://www.facebook.com/iwantwhatshehaspodcast
https://beercast.com.br/wp-content/uploads/2024/10/BC_583_Podcast-Develon-FCB-Camboriu.mp3 2025 promete ser um ano especial para a Cerveja no Brasil. Neste programa entrevistei Develon da Rocha que me contou como a ABLUTEC vai realizar o Festival Brasileiro da Cerveja em Balneário Camboriú, de 12 a 15 de março de 2025, com centenas de cervejarias, mais de 1 mil rótulos e 120 estilos. Na Semana da Cerveja também acontecerão a Comenda da Cerveja Brasileira, o CBC Brasil - Concurso Brasileiro de Cervejas, o Conib - Congresso Internacional da Cerveja e a Feira Brasileira da Cerveja. Venha ouvir e entender como tudo isso funcionará! Procure por "Beercast Brasil" no seu app de música favorito. Ouvir no Spotify Ouvir no Apple Podcasts Ouvir na Amazon Music Ouvir no Deezer Seja Patrono do Beercast contribuindo a partir de R$10,00 por mês. Links: Ingressos FBC Balneário Camboriú 2025 Instagram FBC 2025 Entre em contato com o Beercast e acompanhe nossas mídias sociais: contato@beercast.com.br : Mande suas degustações, garrafadas, críticas, elogios e sugestões. Instagram Beercast Brasil Fanpage Beercast Brasil no Facebook Feed do Beercast (assine nosso feed)
Holly Troy is an artist, writer, teacher and musician, whose work explores forms for “deep play.” Her passion is to create positive transformation through imagination, movement, pranayama, co-creation, and playful embodiment.Holly envisions a world where people have the tools and resources to be their authentic selves as conscious creators contributing to a renaissance of human potential that uplifts all of humanity and every being on the planet.Holly came of age as a musician on the Lower East Side, New York City in the 80s and 90s. She earned her yoga teaching certificate from Sivananda Yoga Vedanta Center in 1996. She holds a degree in Creative Writing and Studio Art from Hunter College. Her painting has been the subject of solo shows in the USA and is held in private collections across the US, Europe and Australia. She is based in upstate New York.You should also know that she hails from an illustrious lineage of fortune tellers, yogis, folk healers, troubadours and poets of the fine and mystical arts. Shape-shifting Tantric Siren of the Lunar Mysteries, she surfs the ebbs and flows of the multiverse on the Pure Sound of Creation. Her alchemy is Sacred Folly — revolutionary transformation through Love, deep play, Beauty, and music.She believes creativity, love, kindness, radical authenticity, and self-care are imperative for a just and sustainable world.She's leading a workshop this weekend, I am Divine Love, as a part of the O+ Festival on Sunday, at the Good Work Institute at 4:30pm.Today Holly shared the background in developing this workshop and what to expect. We talk about the themes of Love, true self, play, fun, and presence, and Holly shares about her lineage and how she became who she is now, someone who is forever exploring and choosing to see the world through love and play."There's going to be pain in life but suffering is optional..."Today's show was engineered by Ian Seda from Radiokingston.org.Our show music is from Shana Falana!Feel free to email me, say hello: she@iwantwhatshehas.org** Please: SUBSCRIBE to the pod and leave a REVIEW wherever you are listening, it helps other users FIND IThttp://iwantwhatshehas.org/podcastITUNES | SPOTIFYITUNES: https://itunes.apple.com/us/podcast/i-want-what-she-has/id1451648361?mt=2SPOTIFY:https://open.spotify.com/show/77pmJwS2q9vTywz7Uhiyff?si=G2eYCjLjT3KltgdfA6XXCAFollow:INSTAGRAM * https://www.instagram.com/iwantwhatshehaspodcast/FACEBOOK * https://www.facebook.com/iwantwhatshehaspodcast
In this episode, we chat with Lara Hope and Jesse Scherer about the O+ Festival, coming up October 11-13 in Kingston, where their mission is to exchange the art of medicine for the medicine of art. Hear all about the origin story of O+ (which also sounds like the beginning of a joke), their unique model to provide healthcare for all, and their incredible initiative to expand services beyond the festival with a year-round clinic. Find out more, get involved, and get details about the festival at www.opositivefestival.org. They can also be found on Instagram and Facebook. Our Westchester Valley Girl, Danielle, gives us the lowdown on block party season in the Rivertowns on our 411 of Westchester segment. Check out the Sleepy Hollow Street Fair and the Ferry Festa in Dobbs Ferry, both on Saturday, October 5th, and the Rivertowns Chamber of Commerce Halloween Block Party on Friday, October 18th in Irvington. Our Capital District Valley Girl, Rebecca, will make your mouth water describing the stick-to-your-ribs and other authentic New York deli fare from Gershon's Deli & Catering in Schenectady. Thanks for listening! To help support The Valley Girls, please follow our podcast from our show page, leave a rating and review, and please spread the word and share our podcast with others. We really appreciate your support! To stay up to date and for more content you can find us at valleygirlspodcast.com, at instagram.com/ValleyGirlsPodNY, at YouTube.com/@ValleyGirlsPodcast, and starting this season check out the Newsletter and Pod Squad tab on our website to sign up for our e-mail newsletter and join our new Facebook Group so you never miss a thing! All links can also be found in our Instagram bio. Episode music by Robert Burke Warren entitled Painting a Vast Blue Sky can be found at robertburkewarren.bandcamp.com/track/painting-a-vast-blue-sky.
NeeNee Rushie grew up in Jamaica where her mom and her 3 sisters raised her. She's always been very touched by music and songs from a very early age. She sang in church and school choirs since the 4th grade- when she discovered that she had a talent for singing and performing.NeeNee moved to NY in 2003 and went to college in New Paltz in 2005 where she met the original drummer and Rob (their current bass and musical director) that same year. The band would form in a couple of years. Since then, they have released 5 full length studio albums, a couple live EPs, performed all over the country and experienced countless strange and unforgettable moments. The band has had some line up changes over the years. Some wonderful musicians have come and gone. Rob, Chas and NeeNee are original members. Guthrie, Manuel, Roger and Ryan have been on board for several years now. The band operates like a family. They play reggae-ish, ska-ish, world-ish grooves, sprinkled with some soul-ish nuggets.When NeeNee became a mother, their strategy changed from playing tons of shows, to being more picky about the shows they play. She realized that she was going to have to make the same or stronger impact, but by playing less shows. NeeNee's daughter really regenerated a new love for the band in her. Her daughter has taken a major interest in the band and their music, and that has given NeeNee a new perspective. She's never felt more passionate about the band and is feeling prouder of what they have done, and more confident about what they are working on.https://www.bigtakeoverband.com/On today's show NeeNee shares about her childhood and the music that she was surrounded by while living in Jamaica and what it was like leaving her home and her mama. We talk about her process for writing and collaborating with the band, being a woman in a male dominated industry, and listen to a few songs and hear what they mean to NeeNee. Of course, we also talk about motherhood, how that's impacted her and the band, and how they are evolving as a result. They have two local shows coming up. First up is at The Falcon on September 28th and then The Linda in Albany on October 26th.Here's the Tarot reading that I shared from Nikki Foggerty. "I bring love and compassion to myself and embrace all the possibilities that lie ahead.. "We listened to a song from Amber Rubarth who will be a guest on the show Sept. 9th. She's also playing this benefit...Neighbors for Neighbors on September 14th supporting People's Place and the O+ Festival.Here's a link to today's playlist.Today's show was engineered by Ian Seda from Radiokingston.org.Our show music is from Shana Falana!Feel free to email me, say hello: she@iwantwhatshehas.org** Please: SUBSCRIBE to the pod and leave a REVIEW wherever you are listening, it helps other users FIND IThttp://iwantwhatshehas.org/podcastITUNES | SPOTIFYITUNES: https://itunes.apple.com/us/podcast/i-want-what-she-has/id1451648361?mt=2SPOTIFY:https://open.spotify.com/show/77pmJwS2q9vTywz7Uhiyff?si=G2eYCjLjT3KltgdfA6XXCAFollow:INSTAGRAM * https://www.instagram.com/iwantwhatshehaspodcast/FACEBOOK * https://www.facebook.com/iwantwhatshehaspodcast
Pela segunda semana seguida temos coisas a falar de eventos de games que rolaram por aqui. Desta vez falamos do Festival Jogatório, que teve sua segunda edição no início de julho. Na companhia do Lucas Toso, o responsável pelo Controles Voadores, a gente conversou sobre o evento em si e o que jogamos por lá.Participantes:Lucas TosoJessica PinheiroHeitor De PaolaAssuntos abordados:07:00 - O festival Jogatório28:00 - Gurei35:00 - Astercys40:00 - Heavenstrafer44:00 - Lo Fi Console51:00 - BloodBoarderz54:00 - Roadout1:00:00 - Lipsync Killers 1:09:00 - Silva1:13:00 - Green Memories1:19:00 - Reality Rash e The Posthumous Investigation1:23:00 - Jogatório além dos gamesVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr! Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Jo Shuman is a mental health nurse, in the field for 30 years. She has worked in several settings: Community Mental Health Clinics; Substance Abuse Programs; a State Prison; and has spent the last 10 years working for the Ulster County Mobile Mental Health Team. She just completed a year long program through Psychedelics Today called Vital: Psychedelic Therapies and Integration. She has been a volunteer for the Restorative Justice 180 Program for 10 years and marvels at the growth she has witnessed in the youth it serves. She is a life long activist and has experienced the power of civil disobedience and getting into good trouble. She is also a proud mother of four in a blended family and grandmother of 8.Today we get to learn about Jo and her beautiful life, from fighting back against racist behavior in junior high, to protecting the land and humans from uranium mining and the danger in the transport of nuclear weapons, she's been a long time activist who is really lead by her heart in all she does. We learn about her work and why she's taken on such impactful roles, what she's learned about humans and relating with others, and how we can better take care of ourselves and others. Our conversation goes philosophically deep into many of the issues that Jo has been involved with in her work, and she shares her insight eloquently. If you'd like to connect with Jo as a resource in any of the subjects she discussed, please reach out and I will connect you. You can also find her on Instagram.She's beginning a monthly gathering for folks who have had a psychedelic or non-ordinary state experience in conjunction with the O+ Festival on July 9th. RSVP if you'd like to be a part of it.Today's show was engineered by Ian Seda from Radiokingston.org.Our show music is from Shana Falana!Feel free to email me, say hello: she@iwantwhatshehas.org** Please: SUBSCRIBE to the pod and leave a REVIEW wherever you are listening, it helps other users FIND IThttp://iwantwhatshehas.org/podcastITUNES | SPOTIFYITUNES: https://itunes.apple.com/us/podcast/i-want-what-she-has/id1451648361?mt=2SPOTIFY:https://open.spotify.com/show/77pmJwS2q9vTywz7Uhiyff?si=G2eYCjLjT3KltgdfA6XXCAFollow:INSTAGRAM * https://www.instagram.com/iwantwhatshehaspodcast/FACEBOOK * https://www.facebook.com/iwantwhatshehaspodcast