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Devocional do dia 16/02/2026 com o Tema: Sem ajuda Quantas pessoas ao nosso redor precisam de ajuda? Muitas vezes é difícil diferenciar os que estão realmente necessitados dos aproveitadores da bondade alheia. Para isso, precisamos do discernimento do Senhor. Na Bíblia, somos incentivados a mostrar a nossa fé por meio das boas obras. Leitura Bíblica: Jó 30.24-31 A verdade é que ninguém dá a mão ao homem arruinado, quando este, na sua aflição, grita por socorro (Jó 30.24).See omnystudio.com/listener for privacy information.
Você já sentiu que não recebeu o "manual de instruções" da vida adulta? Se você vive tentando se consertar para caber nos lugares ou no trabalho, esse episódio é para você.Nesse episódio do podcast Descobri Depois de Adulta, eu mergulho na diferença real entre temperamento e personalidade. Muitas vezes, o que a gente chama de "defeito" ou "dificuldade" é apenas o nosso hardware de fábrica (temperamento) tentando sobreviver a uma arquitetura que a gente criou (personalidade) para agradar o mundo.Se você sofre com a sensação de inadequação ou tem medo de não ser aceita pelo seu jeito, vem entender por que parar de lutar contra a sua natureza é a chave para a sua saúde mental.O que é temperamento: O que nasce com você e por que não adianta tentar mudar.O que é personalidade: Como suas experiências e escolhas moldam quem você se tornou.O alívio de se entender: Como parar de tentar "caber" em lugares que te sufocam.
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 17/02
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Sair da cadeira de cozinheiro e sentar na de empresário é, talvez, o passo mais difícil em A&B.No começo, a gente se apega ao conceito, ao charme da casinha pequena, ao romantismo da rua pouco movimentada. Mas o mercado não perdoa o romantismo sem viabilidade.Muitas vezes, a visão técnica é o que separa o sonho do fechamento de portas e ela pode ajudar a enxergar o que a paixão ignora:O fluxo de pessoas que o seu conceito não previu;Os riscos invisíveis de um ponto comercial charmoso mas inviável;A transformação de uma ideia romântica em um negócio que para em pé.No episódio de hoje, discutimos como o planejamento pode ser o investimento que minimiza erros e acelera o aprendizado, e pra isso conversamos com o Pedro Forato, chef por anos no Prado de Lisboa, por 2 anos no Lardo de São Paulo (onde foi premiado ) e que agora está investindo no sonho do proprio restaurante.Investir em estratégia é entender que o sucesso operacional só se transforma em resultado real quando a gestão é tratada como prioridade.
Você não tem azar no amor.Você tem padrão.Neste episódio, eu explico por que tantas pessoas se apaixonam repetidamente por quem machuca, abandona ou não se compromete. A partir da psicanálise, da neurociência e da filosofia existencial, analisamos a compulsão à repetição descrita por Freud e como o inconsciente busca familiaridade — não felicidade.Muitas escolhas amorosas não são conscientes. Elas são tentativas silenciosas de resolver feridas antigas, buscar reconhecimento ou confirmar crenças internas como “não sou suficiente” ou “sempre serei rejeitado”. O cérebro prefere o conhecido ao saudável, mesmo que isso signifique dor.Falamos sobre carência emocional, identidade inconsciente, padrão afetivo, maturidade e por que romper ciclos exige mais coragem do que continuar reclamando deles.Se você sente que sempre escolhe a pessoa errada, este episódio não vai culpar o outro.Vai fazer uma pergunta mais profunda:Qual ferida sua está escolhendo por você?
Chegas ao dia 20 do mês e a conta bancária já está "no vermelho"?
O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/caixademusica/Facebook: https://www.facebook.com/CaixadeMusica/X: https://x.com/caixademusic
Defesa Civil - Quinta-feira, dia 12/02/2026, o dia será de sol entre muitas nuvens em todo o Estado de São Paulo by Governo do Estado de São Paulo
Você quer ser líder ou apenas quer o status e o salário?Muitas pessoas buscam a liderança pelo poder, mas esquecem que a outra face da moeda é a responsabilidade. Neste vídeo, eu revelo por que a insegurança é o maior inimigo de um gestor e como problemas não resolvidos do seu "CPF" (vida pessoal) destroem o seu "CNPJ" (vida profissional).Se você tem medo de demitir, pisa em ovos para dar feedback ou quer ser "amigo" de todo mundo... cuidado. Você pode estar caindo na armadilha da Liderança Insegura.—O que você vai aprender neste vídeo:00:00 - A base da Liderança00:43 - O perigo do Líder "Bonzinho" e inseguro01:52 - Autorresponsabilidade: O erro do time é SEU erro02:56 - A Régua Alta: Você tem do time aquilo que você tolera03:59 - Liderança não é para todos (O peso da decisão)05:25 - Como saber se a pessoa está na cadeira errada?06:04 - "Não se ensina a querer": Quando demitir é um presente06:53 - Fit Cultural: O casamento entre pessoa e empresa09:58 - O Líder Ditador também é inseguro (Liderança pelo medo)12:46 - Trauma com autoridade: Projeção de Pai/Mãe—
Ao contribuírem para a perda da biodiversidade do planeta, empresas mundo afora estão cavando a própria cova – e não fazem nada, ou muito pouco, para reverter os riscos que pesam sobre elas mesmas. Um relatório publicado nesta segunda-feira (9) apresenta as conclusões de três anos de pesquisas sobre uma relação que é, ao mesmo tempo, de dependência e de destruição. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O estudo da respeitada Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), conhecido como “o IPCC da biodiversidade”, alerta que todos os negócios dependem da natureza. Entretanto, as atividades econômicas resultaram na redução de 40% dos estoques do capital natural a partir de 1992, aponta o texto. “O crescimento da economia global ocorreu à custa de uma imensa perda de biodiversidade, que agora representa um risco sistêmico crítico e generalizado para a economia, a estabilidade financeira e o bem-estar humano”, afirma o documento, elaborado por especialistas de 75 países, incluindo consultas a comunidades indígenas e tradicionais. O texto adverte empresas, corporações e o setor financeiro que o modo sobre o qual estruturam as suas atividades – majoritariamente predatórias – impulsiona o declínio da natureza e “nem sempre é compatível com um futuro sustentável”. “O fundamental é que os especialistas detalharam a exposição das empresas à perda de biodiversidade, como elas podem medir o seu impacto e as suas dependências, e assim entender os riscos. É a primeira vez que atingimos esse nível de detalhamento, com esta quantidade de especialistas e com a presença de 150 governos”, resumiu Matt Jones, um dos três copresidentes do trabalho, apresentado na conclusão da 12ª sessão plenária do IPBES, em Manchester (Inglaterra). “Com uma clareza inédita, o relatório ajuda as empresas a entenderem o que elas precisam fazer agora.” Dependência direta ou indireta – mas todas dependem Essa dependência pode ser óbvia, como na agricultura ou na mineração, ou nem tão clara à primeira vista, como nas tecnologias digitais. “Pode ser de uma maneira muito direta, como no caso do agronegócio, que depende diretamente dos solos, de polinização, de água etc., mas também cadeias indiretas. Uma empresa que está desenvolvendo inteligência artificial depende de recursos que estão na nuvem e necessariamente precisa de uma série de componentes primários que vêm da natureza, depende de água para resfriar os seus servidores” explicou à RFI Rafael Loyola, coordenador de um dos capítulos do relatório e diretor da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável. “Quando as empresas começarem a entender que o risco de perda de biodiversidade e de degradação da natureza é um risco material, a mentalidade começa a mudar e as empresas vão começar a internalizar esses custos.” Conforme o estudo, em 2023, os fluxos globais de financiamento público e privado com impactos negativos diretos sobre a natureza chegaram a US$ 7,3 trilhões. Desse valor, um terço foram gastos públicos em subsídios que são prejudiciais ao meio ambiente. No caso do Brasil, Loyola ressalta que os incentivos à agricultura de baixo carbono representam uma minoria do pacote total de recursos disponibilizados para o setor. “A gente está falando em cortar subsídios que geram impacto ou pelo menos reorientá-los, para que não sejam, em sua maioria, atividades impactantes. Estamos falando eventualmente de taxas e benefícios fiscais para as atividades positivas”, exemplificou. “O governo tem um papel estruturante, que é importante para o mercado.” Desconhecimento afeta a proteção A mensuração dos danos é insuficiente, contribuindo para que os danos à natureza sejam minimizados tanto em termos políticas públicas, quanto na alocação de investimentos por bancos e o setor financeiro. Menos de 1% das empresas reporta seus impactos sobre a biodiversidade, nota o estudo. “Elas vão ter que avaliar isso na cadeia de valor que têm e comparar opções entre os seus fornecedores, por exemplo. E obviamente, em um nível mais alto das empresas, olhar para a sua estratégia e ver se ela gera valor porque está alinhada à natureza, e não porque está degradando a natureza. Assim eles poderão redirecionar os seus investimentos”, complementa o especialista brasileiro. Em 2023, apenas US$ 220 bilhões foram direcionados para atividades que contribuem para a conservação e restauração da biodiversidade – ou seja, 3% do valor mobilizado em atividades prejudiciais à natureza. Muitas dos negócios que apostam na conservação de espécies não têm conseguido gerar receitas suficientes para prosperarem, indica o texto. Recomendações O estudo traz uma lista de 100 recomendações para agentes públicos, privados e da sociedade civil promoverem uma “mudança transformadora”, ressaltando que um dos problemas é a falta de informação sobre as oportunidades que o caminho da preservação representa. Medidas como aumentar a eficiência, reduzir o desperdício e as emissões de CO2 beneficiam a biodiversidade. Um maior engajamento junto às comunidades locais, detentoras de conhecimentos tradicionais sobre a natureza, também está entre as recomendações. “Com uma relação respeitosa e apropriada com povos indígenas e comunidades locais, as empresas podem tomar decisões melhores. Existem muitos conhecimentos e dados existentes e as empresas não utilizam como poderiam”, apontou Matt Jones. Para Rafael Loyola, o Brasil é um modelo de como é possível adaptar planos de negócios para torná-los sustentáveis e positivos para a natureza, com as cadeias do açaí e da castanha, na Amazônia. Falta, entretanto, dar escala a essas iniciativas. “No centro do problema, existe a necessidade de mudança de mentalidade, de se entender que a natureza é um ativo para as empresas e a sociedade, e não um problema. Só que hoje temos um conjunto de condições que fazem com que seja mais lucrativo e mais fácil desenvolver um negócio que tem impacto sobre a natureza do que um que a restaure, a recupere”, disse Loyola. “Tem um papel central do Banco Central e dos bancos de desenvolvimento de, na hora de alocar o investimento, fazer uma diligência muito bem feita e fazer um monitoramento do que está sendo reportado, para que seja possível verificar que o que está sendo dito de fato acontece.”
Se você admira alguém de sucesso — seja empreendedor, atleta ou artista — existe um padrão que quase ninguém gosta de contar: antes das conquistas, vieram as quedas. Muitas. O jogo da vida não premia quem nunca perde. Ele testa quem está disposto a continuar jogando mesmo quando o placar está contra.Eu aprendi isso cedo. Muito cedo.Meu nome é Diego Maia, sou palestrante de vendas, autor de 8 livros, criador e fundador da CDPV Companhia de Palestras, uma agência de palestrantes que vive o mercado real, e sou frequentemente apontado pelo Google como o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Mas nada disso veio sem derrota.Vendas são uma escola brutal.Perder clientes, ouvir “não”, ver negócios desmoronarem depois de semanas de esforço… tudo isso machuca. No começo, cada rejeição parecia pessoal. Cada cliente perdido soava como um atestado de incompetência. Até que eu entendi algo que mudou tudo: o “não” quase nunca é sobre você. É sobre tempo, contexto, prioridade, medo ou falta de maturidade do cliente.Quando você entende isso, a derrota deixa de ser um muro e vira um degrau.Existe uma frase que eu carrego comigo há anos: ou você ganha, ou você aprende. Não existe derrota vazia — existe derrota mal interpretada. Todo tropeço carrega uma lição escondida, mas só aprende quem está disposto a encarar o erro sem terceirizar a culpa.Lembro claramente do dia em que perdi meu primeiro grande cliente. Fiquei arrasado. Mas, ao revisitar a reunião, percebi que não tinha estudado o cliente como deveria. Aquela dor virou método. Nunca mais entrei em uma negociação sem entender profundamente quem estava do outro lado. Aquela derrota me transformou em um vendedor melhor.Aceitar que nem sempre vamos ganhar não é desistir.É amadurecer.Resiliência não é dom. É decisão.É olhar para o problema e dizer: isso não me define. Eu sigo jogando.Algumas práticas ajudam nesse processo: • Tenha visão de longo prazo. Isso ainda vai importar daqui a um ano? • Separe identidade de resultado. Você não é o erro. • Valorize o esforço. Tentar, muitas vezes, já é vitória.Se você quer transformar derrota em crescimento, faça este exercício simples: Anote uma derrota recente. Escreva o que ela te ensinou. Liste três atitudes diferentes para a próxima vez.Você vai perceber algo poderoso: a dor diminui quando vira aprendizado.A vida não é sobre ganhar sempre. É sobre aprender, evoluir e continuar no jogo.Ninguém chega ao topo sem cair. O que separa quem vence de quem desiste não é o número de quedas — é a capacidade de levantar e seguir.Onde tem venda, tem vida. E onde tem vida, o jogo continua.Diego Maia, o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Siga Diego Maia no Instagram clicando aqui.
**Tema:** Promessa Maior Que a Batalha**Versículo:**“Será que o Senhor vai nos rejeitar para sempre?Será que Ele nunca mais vai ficar contente conosco?Será que deixou de nos amar?Será que sua promessa não tem mais valor?”*Salmos 77:7–8***Reflexão:**O que tem sido mais forte em sua vida hoje:a certeza da promessa do Senhor ou a dúvida gerada pelas preocupações do momento?**Texto:**No Salmo 77, escrito por Asafe, encontramos um lamento profundo. Há dor, tristeza e a sensação de que a presença de Deus está distante em meio à tribulação. Esse sentimento é comum quando enfrentamos lutas intensas. Muitas vezes, passamos a acreditar que Deus só está conosco quando tudo vai bem, quando não há dificuldades ou barreiras.No entanto, a promessa de Deus nunca foi a ausência de lutas, mas a Sua presença constante nelas. O próprio Cristo nos afirmou: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, porque eu venci o mundo”. A nossa esperança não está em uma vida sem batalhas, mas na certeza de que com Deus nós venceremos todas elas.Asafe, no mesmo capítulo, faz algo poderoso: ele decide lembrar. No versículo 11, ele declara que trará à memória os feitos maravilhosos do Senhor. A Palavra também nos ensina, em Lamentações, que devemos trazer à memória aquilo que nos traz esperança, e não desespero.Isso nos mostra que lembrar das vitórias passadas fortalece a fé no presente. Se Deus já te sustentou antes, Ele continuará sustentando agora. As lutas atuais não anulam as promessas; elas nos preparam, nos fortalecem e nos moldam para aquilo que Deus ainda vai realizar.**Pensamento do dia:**Você tem enxergado a batalha maior do que a promessa,ou a promessa maior do que a batalha?**Oração:**Soberano Deus e eterno Pai, estamos diante da Tua presença e pedimos que o Senhor nos traga à memória aquilo que nos fortalece. Se alguém está passando por uma aflição intensa neste momento, que a força do Teu nome renove a fé e a esperança. Que cada coração possa crer que o Senhor é maior do que qualquer batalha. Em nome de Jesus, Pai, nós oramos e Te agradecemos. Amém.Por Ubiratan Paggio#PromessaDeDeus #Esperança #FéEmMeioÀLuta #Salmos77@ubiratanpaggio @ubiratan.paggio
Muitas vezes, ao olharmos para nossas comunidades, nos fazemos uma pergunta honesta e preocupada: "Onde estão os homens?". As estatísticas e a realidade cotidiana mostram um distanciamento crescente, mas a resposta talvez não esteja apenas no comportamento deles, e sim na cultura que estamos cultivando.Neste vídeo, convido você a uma reflexão profunda sobre o papel do homem à luz das Escrituras. Será que, na tentativa de promover a paz e a ordem, acabamos criando um ambiente que não desafia a força, a liderança e o senso de missão que Deus depositou.O objetivo desta reflexão não é criticar a Igreja, mas sim fortalecer o seu corpo. Precisamos criar espaços onde o homem possa ser, plenamente, quem Deus o chamou para ser: um servo valente, um líder amoroso e um pilar para a sua família e comunidade.
Bom dia! Vamos para mais uma #MensagemDoDia (https://open.spotify.com/show/29PiZmu44AHH8f93syYSqH)A escritura de hoje está em Tiago 1:3, NLT:"...Pois vocês sabem que, quando a sua fé é testada, a sua perseverança tem a oportunidade de crescer..."Quando Deus está em SilêncioÀs vezes, quando estamos sendo testados pelo desânimo, parece que Deus está em silêncio. Nós oramos e não ouvimos nada. Lemos as Escrituras e, ainda assim, saímos com a sensação de que Deus está a um milhão de quilômetros de distância.É fácil pensar que algo deve estar errado. Mas lembre-se: isso é um teste. Você precisa passar pelo teste de ser fiel onde você está. Continue se esforçando, continue orando e continue acreditando. O próximo passo está chegando — um passo de crescimento, um passo de favor, um passo de cura ou de uma grande porta se abrindo.Quando Deus estiver em silêncio, não presuma que Ele te deixou ou que está bravo com você. Ele está bem ao seu lado durante o teste. Muitas vezes, o silêncio de Deus é um sinal de que Ele tem grande confiança em você. Ele te preparou, e agora está observando para ver se você aprendeu a lição. Ele sabe que você sairá desse teste vitorioso — caso contrário, Ele nem teria permitido que você fosse testado.Continue dando o seu melhor com o que você tem nas mãos hoje.Vamos fazer uma oraçãoPai, obrigado pelo bom plano que Tu tens para a minha vida.Mesmo quando eu não entendo as coisas, eu escolho colocar minha esperança e minha confiança em Ti. Ajuda-me a viver na Tua alegria e a vencer o teste do desânimo, mesmo quando parecer que o Senhor está em silêncio.Em nome de Jesus, Amém.
Tema: Decisões Guiadas Pela Paz de CristoVersículo:“E acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz que Deus os chamou, a fim de formarem um só corpo.”Colossenses 3:14–15Reflexão:O que tem guiado as suas decisões?Elas têm sido baseadas na paz que Cristo lhe dá?Texto:O apóstolo Paulo nos ensina que quando o amor de Cristo governa o nosso coração, a paz do Senhor passa a dirigir as nossas decisões. Isso significa que nossas escolhas não devem ser guiadas pela perturbação, pelo medo ou pela ansiedade, mas pela certeza de que Deus está no controle.Muitas vezes adiamos decisões por excesso de preocupação, tentando entender todas as consequências antes de agir. No entanto, quando a paz de Cristo habita em nós, temos a confiança de que, independentemente do resultado, Deus fará cooperar todas as coisas para o nosso bem, como está escrito em Romanos 8:28.Decidir com base na paz que vem do Senhor é escolher descansar, confiar e caminhar sabendo que Ele dirige cada passo. Onde há a paz de Cristo, não há confusão, mas direção.Pensamento do dia:As decisões que tenho tomado estão baseadas na paz que Cristo me dá?Oração:Soberano Deus e eterno Pai, colocamos diante de Ti a nossa vida e todas as decisões que precisamos tomar. Muitas vezes a preocupação tenta roubar a nossa paz, mas confiamos que o Teu Espírito Santo nos direciona. Que a paz do Senhor, que excede todo entendimento, governe o nosso coração e nos conduza em cada escolha. Em nome de Jesus, Pai, nós oramos e Te agradecemos. Amém.Por Ubiratan Paggio#PazDeCristo #DecisõesComFé #ConfiançaEmDeus #AmorQueUne@ubiratanpaggio @ubiratan.paggio
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 10/02
A Guiné-Bissau continua a viver num impasse político desde a tomada de poder por militares, em Novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral. A junta militar prometeu eleições no final do ano, em Dezembro, mas a oposição denuncia repressão e tentativas de legitimação. Em Portugal, Bélgica e Brasil, a diáspora prepara novas manifestações. O activista Yussef acusa um “conluio” para impedir a vitória de Fernando Dias e exige sanções e libertação total de presos políticos. A Guiné-Bissau continua numa fase delicada desde a tomada de poder à força, em Novembro de 2025, por militares que interromperam o processo eleitoral. A junta mantém o controlo e anunciou a marcação de eleições para Dezembro, procurando reduzir tensões através de libertações de figuras da oposição. No entanto, o ambiente político continua instável, sob pressão da CEDEAO e com um tecido institucional fragilizado por divisões internas e suspeitas de manipulação. É neste contexto que se multiplicam manifestações organizadas pela diáspora guineense, com novas acções marcadas para este sábado, 7 de Fevereiro, em Portugal e na Bélgica, e para domingo no Brasil. Yussef, activista guineense e uma das vozes mais presentes na mobilização em Portugal, sustenta que a contestação fora do país é parte integrante da resistência interna: “Nós, enquanto guineenses na diáspora, continuamos a reivindicar a participação política no que se passa na Guiné-Bissau” e, por isso, “fazemos eco da luta política que existe e da resistência que existe neste momento”. Para o activista, a diferença entre a expressão pública da resistência no país e na diáspora não é sinal de menor indignação, mas de menor margem de manobra. “Muitas vezes essa resistência pode não ser tão ruidosa na Guiné-Bissau”, afirma, mas a diáspora dispõe de “liberdades democráticas que nos permitem fazer a denúncia que muitas vezes não é possível fazer” na Guiné-Bissau. O objectivo, diz, é impedir que a crise se normalize: “Somos um eco e uma continuação da luta política e pensamos que é importante continuar esta luta porque a situação é crítica”. Yussef insiste numa disputa de linguagem que considera central para compreender o que está em jogo. “É preciso sempre ser rigoroso nos conceitos”, sublinha, rejeitando a ideia de um golpe clássico. “Nós continuamos a insistir que não houve um golpe de Estado. Houve sim um conluio entre o Presidente e candidato derrotado, Umaro Sissoco Embaló, e as forças militares com interesses económicos”, com o propósito de impedir que “a soberania popular guineense realmente fosse concretizada” através da tomada de posse do vencedor, Fernando Dias. A libertação parcial de dirigentes de oposição, apresentada pela junta como gesto de distensão, é descrita por Yussef como um expediente que não devolve direitos fundamentais. “Podemos dizer de forma clara” que os líderes políticos “continuam em cativeiro”, afirma, dando um exemplo concreto: “A libertação de Domingos Simões Perreira significou retirá-lo da esquadra para a sua residência, mas continua sem as suas liberdades democráticas”. Para o activista, o risco ultrapassa as lideranças: “Se as forças políticas podem ser presas desta forma impune, isto pode acontecer com qualquer estudante, trabalhador, cidadão”. Ao mesmo tempo, Yussef acusa o comando militar de trabalhar para legitimar o seu poder e preparar uma transição apenas aparente. “Este conselho de transição, este comando militar, tem vindo a fazer uma tentativa de legitimação do seu poder”, afirma, defendendo que a resposta deve ser “uma antítese” sustentada por protestos, denúncias e pressão internacional. A lógica, diz, é travar “a normalização desta situação política” e contrariar a estratégia de “branqueamento” do regime. Entre os sinais mais graves da estratégia, Yussef destaca o projecto de revisão constitucional, que desvaloriza com dureza: “É preciso denunciar esta tentativa de uma nova Constituição que, na verdade, não passa de um panfleto”. O activista vê continuidade com o ciclo anterior e considera que a junta funciona como prolongamento político: “O que está a acontecer é um retomar de um desejo antigo do senhor Embaló” e, por isso, “esta junta é uma continuação do regime apesar de ele não dar a cara”. A promessa de novas eleições em Dezembro é, por isso, vista com cepticismo absoluto. “Penso que não existem condições para eleições livres", responde Yussef, antes de reforçar a tese central: “As eleições já aconteceram. As eleições aconteceram e houve um candidato vencedor”. Para o activista, falar em novo sufrágio é “colocar em causa a soberania popular” e alimentar “uma teatralidade” incompatível com democracia. “Como é que se pode ir verdadeiramente a eleições livres com estas forças militares como uma espada de Dâmocles em cima do povo?”, questiona. O papel da diáspora, defende, não se limita a sair para as ruas, mas inclui pressão diplomática e institucional. “É preciso dizer que nós somos mais uma região da Guiné-Bissau”, sublinhando que a mobilização se articula com a resistência interna. Na prática, essa acção passa por confrontar parceiros internacionais do Estado guineense: “Falamos, por exemplo, da União Europeia, do Estado português e da CPLP". E deixa um recado: se Portugal quiser “ser coerente” com os valores da sua Constituição, “tinha que pôr um ponto final” na cooperação militar, mantendo, a cooperação em áreas como saúde e educação. Para Yussef, a meta é simples: impedir o “branqueamento de uma ditadura” e exigir que a comunidade internacional responda com coerência à interrupção da vontade popular.
Compre Insider: https://creators.insiderstore.com.br/ADULTA Cupom dinâmico: ADULTAVocê sente que, por mais que conquiste coisas, nunca é o suficiente? No episódio de hoje do Descobri Depois de Adulta, mergulhamos na psicologia da comparação e como ela se tornou o maior ladrão de felicidade da nossa geração.Muitas vezes, a nossa falta de contentamento não vem da nossa realidade, mas do filtro que usamos para olhar a vida dos outros. Se você vive cansada de se sentir "atrás" de todo mundo, este vídeo vai te ajudar a virar a chave.No episódio de hoje, você vai descobrir:Por que a comparação é instintiva, mas pode ser destrutiva na vida adulta.O impacto das redes sociais na nossa percepção de sucesso e fracasso.Estratégias práticas para parar de se comparar e voltar a ter prazer na própria jornada.Como cultivar o contentamento em um mundo que vive do consumo e da aparência.Pare de medir o seu "bastidores" com o "palco" de outra pessoa. É hora de retomar a sua paz mental e focar no que realmente importa: a sua evolução.
Neste devocional expositivo em Provérbios 3:27–30, aprendemos que a verdadeira sabedoria bíblica se manifesta em atitudes práticas. A Palavra nos desafia a não adiar o bem, viver com integridade nos relacionamentos e evitar conflitos desnecessários. Um chamado à fé viva, que glorifica a Deus no dia a dia.
O relato da travessia do Mar Vermelho nos convida a refletir sobre os momentos em que nos sentimos sem saída, cercados pelo "deserto" e pelo "mar". Onde a perspectiva humana enxerga um beco sem saída, Deus está trabalhando em um "cheque-mate" para revelar Sua glória e formar em nós uma identidade de povo. Muitas vezes o medo de mudar nos mantém acomodados, mas o convite aqui é para não temer o que Deus pode fazer e deixar que Ele lute por nós. Que possamos confiar no Deus que provê o livramento e o escape de que precisamos, lembrando que Ele é glorificado quando nossa falta de fé cai por terra diante do Seu poder.
Construir software do zero nem sempre é inovação. Muitas vezes, é só mais caro, mais lento e mais arriscado. Quando vale a pena comprar, integrar ou adaptar uma solução pronta? Quando faz sentido desenvolver internamente? E como grandes empresas equilibram autonomia, segurança, inovação e governança sem travar a organização? No episódio do Hipsters.Talks, PAULO SILVEIRA, CVO do Grupo Alura, conversa com JOÃO COSTA, gerente de Inovação Aberta da Petrobras, sobre decisões reais de tecnologia em escala: make or buy, inovação aberta vs fechada, citizen developers, Shadow IT, IA corporativa e como fazer a adoção de novas tecnologias acontecer de verdade — não só no PowerPoint. Uma conversa prática sobre como inovação acontece fora do hype, dentro de uma das maiores empresas do Brasil, onde planilhas, software pronto, IA generativa e desenvolvimento interno convivem todos os dias. Sinta-se à vontade para compartilhar suas perguntas e comentários. Vamos adorar conversar com você!
Defesa Civil - Sexta-feira, dia 06/02/2026, o dia será marcado pelo Sol entre muitas nuvens by Governo do Estado de São Paulo
Conversas com as Entidades sobre temas diversos
Na segunda volta das presidenciais, António José Seguro e André Ventura enfrentam-se num país polarizado. Fora de Portugal, a primeira volta ficou marcada por cerca de 95% de abstenção, consequência do voto presencial. O candidato do partido de extrema-direita, Chega, foi o mais votado entre os poucos que participaram, mas com apenas 29 mil votos. O historiador Victor Pereira relativiza o resultado e alerta para a normalização de ideias extremistas no debate público. A segunda volta das eleições presidenciais portuguesas coloca frente a frente António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista, e André Ventura, líder do Chega, partido de extrema-direita, num contexto de polarização. Fora de Portugal, a primeira volta ficou marcada por uma participação baixa, cerca de 95% de abstenção, devido ao voto ser presencial. Entre os poucos que votaram, André Ventura ficou em primeiro, um resultado muito comentado, mas pouco representativo do conjunto da diáspora. Para compreender melhor o que esta segunda volta revela sobre o país e sobre a vida fora dele, entrevistámos o historiador Victor Pereira, especialista na emigração portuguesa e na história social contemporânea. Para o investigador, a campanha ficou marcada por acontecimentos recentes e pela forma como os candidatos encenaram o seu papel. “A segunda volta está muito marcada pela tempestade”, afirma, referindo-se ao impacto sentido “sobretudo na região Leiria”. Segundo Victor Pereira, foi sobretudo nesse contexto que se evidenciaram “dois tipos de temperamento, dois tipos de presidentes diferentes”. De um lado, descreve André Ventura como alguém que “foi muito rapidamente a Leiria e colocou-se um pouco num palco a entregar água”, apresentando-se como “um presidente muito interventivo e que faz ele próprio”. Do outro, aponta António José Seguro como alguém “numa postura mais tradicional”, “a pedir e a incentivar o governo, as sociedades a trabalhar”, o que, na leitura do historiador, expôs “duas formas de pensar o papel do Presidente da República em Portugal”. A segunda volta, diz, acabou por girar em torno dessa diferença. “Um mais interventivo e outro mais de árbitro e de controlar a actividade do governo”, resume. E acrescenta que, no caso de André Ventura, se notou “querer mais uma vez modificar as estruturas do estado português e a forma como se faz política”, apontando para uma ambição de ruptura com o que se consolidou “mais ou menos desde os anos 80 em Portugal”. No que toca à diáspora, Visto Pereira rejeita a ideia de uma viragem esmagadora da emigração para a extrema-direita. Dizer que o Chega conquistou os eleitores emigrantes, é usar “uma palavra muito forte”, sublinha. E insiste na escala real do resultado: “Acho que é sempre bom relembrar que o André Ventura obteve 29.000 votos.” Para o historiador, o número é reduzido não só tendo em conta os inscritos, mas também perante o universo total de portugueses no estrangeiro: “É muito pouco comparado com 1.700.000 inscritos e é muito pouco comparado com o universo do português tá lá fora.” Victor Pereira explica que o efeito político do resultado não está na dimensão, mas na leitura pública que se impôs. “O que o Ventura conseguiu, é mais ou menos um assalto, conseguiu de facto chegar em primeiro lugar”, afirma. E recorda que o próprio líder do Chega repetiu, sem ser contrariado, a ideia de ter vencido no estrangeiro: “Ele tinha sido eleito, tinha chegado em frente na diáspora, o que é verdade.” No entanto, sublinha: “Chegar à frente com 29.000 votos é 1,65% dos inscritos. É muito pouco.” O historiador nota ainda que este resultado foi interpretado, em Portugal, de forma distorcida. “Muitas pessoas dizerem que a emigração tinha voltado maioritariamente para André Ventura”, refere, considerando que isso é “em parte verdade, mas em grande parte falso”. A razão é simples: “O partido dos imigrantes é abstenção e de longe.” Questionado sobre se esta segunda volta pode representar um ponto de viragem democrático, Victor Pereira diz que “ainda é muito cedo para o dizer”, mas reconhece que há sinais relevantes. Um deles é a normalização de ideias extremistas no debate público. “No debate presidencial o André Ventura falou-se obviamente da emigração”, recorda, e “falou mais ou menos da grande substituição”, descrevendo-a como “essa ideia que existe em França, que há um complô para substituir a população europeia”. Para o historiador, o que mais impressiona é que “ele disse isso” e que “ninguém não corrigiu”, quando se trata de um conceito que “há 15 anos apenas a neonazis diziam de forma escondida”. Victor Pereira considera que este é um dos principais efeitos do Chega: “Ele conseguiu impor ideias” que antes estavam confinadas em sectores marginais e que, agora, “passam no debate sem chocar ninguém”. E sublinha a rapidez com que isso aconteceu em Portugal: “Foi preciso várias décadas em França, por exemplo, meia dúzia de anos, e aqui André Ventura conseguiu impor ideias, em sete anos". Quanto às razões da ascensão do partido, Victor Pereira sugere que a pergunta pode ser invertida. “Podemos mudar a pergunta e perguntar por que é que isso aconteceu tão tarde em Portugal”, afirma, lembrando que durante décadas o país foi “quase o último país a conhecer uma extrema direita forte”. Mas, diz, “Portugal de facto agora já não é uma excepção”, e está “sintonizado com França, com Espanha, com Itália, com Hungria”. Ao mesmo tempo, aponta para factores internos: “A taxa de abstenção é mais ou menos 40%”, e “sempre houve uma parte significativa da população portuguesa que não vota”, porque “não encontrava candidatos” ou porque “achavam que o voto deles não fazia diferença”. Finalmente, ao falar do 25 de Abril e do medo que hoje atravessa o debate político português, Victor Pereira aponta um contraste importante. “Poucas pessoas idosas votam nesta extrema direita”, afirma. Ao contrário do que sucede noutros países, em Portugal “as pessoas mais idosas não votam no Chega”, porque muitas “sabem muito bem que Portugal não está pior e está bem melhor”. Para o historiador, o que está em causa é também uma falha de transmissão histórica: “Parece que dentro das famílias não houve uma transmissão do que é e do que foi Portugal”, nem sequer do medo diário que se sentia durante o Estado Novo, “ter medo de falar num café”, ou da pobreza e desigualdade de décadas passadas. Sem essa memória, conclui, torna-se mais fácil aceitar “um discurso irreal sobre um país que nunca existiu”.
Autor: Fabrício CarpinejarÉ comum sermos amigos de contextos iguais…e nos afastarmos quando os hábitos mudam.Quando estamos solteiros, a cumplicidade nasce com quem frequenta festase não se apega a relações.Quando casamos, criamos laços com outros casais,preferimos jantares, viagens, conversas mais longas.Quando vêm os filhos, nos aproximamos de quem também aprendeas manhas, os choros e as manhãs intermináveis dos bebês.Mas amizade verdadeira ultrapassa a normalidade do convívio.Ultrapassa o oportunismo das fases.Muitas dessas relações nem chegam a ser amizade.São afinidades circunstanciais.Colegas de uma época.De uma fase.De um estilo de vida.Elas desaparecem na primeira mudança,na primeira transformação de quem somos.Permanecem enquanto há um interesse imediato,um arranjo conveniente do cotidiano.E somem quando não existe mais uma desculpapara se ver e se ouvir.Os conhecidos da academia ficam no passado dos halteresquando cansamos dos treinos.Os da faculdade ficam no quadro-negroquando nos formamos.Os dos cursos de idiomas ficam nos livros de exercíciosquando dominamos uma nova língua.Amigo mesmo é aquele que não vive a mesma fasee, ainda assim, permanece.É quem quebra o espelho…e não se machuca com os cacos.É quem não tem filhose vem brincar com as nossas crianças.Não reclama dos gritos,não se assusta com o choro,não precisa se justificar.Está ali.Qualquer que seja o cenário.É quem se separoue não amaldiçoa a nossa nova paixão.Quem não tem emprego fixoe não inveja o nosso sucesso.Quem não enfrenta grandes problemase, ainda assim, escuta com paciênciaas nossas lamúrias.Amigo não é o da empatia fácil,baseada apenas em experiências iguais.Não é só quem entende a nossa dorporque também sofreu,ou celebra a nossa alegriaporque também está feliz.Amigo é mais raro.Não dá nem para contar nos dedos.Porque, na maioria das vezes,ele está ocupando as mãos…segurando as nossas.
Neste podcast o Pr. Junior Paes, da Ilan Church Taquara, traz uma reflexão baseada em Ageu 2:9. Muitas vezes olhamos para o passado e percebemos que vivemos momentos melhores do que o cenário atual, inclusive o povo de Israel na época do profeta Ageu. Deus promete que a glória futura é muito maior do que tudo o que vivemos. A obra do Senhor não está completa! Que palavra tremenda! Ouça, curta e compartilhe com todos.
Autarca Serafim António diz que está preocupado com falta de condições de segurança para pessoas que estão a reconstruir edificado, sendo que condições metereológicas estão a agravarem-se. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Autor: Fabrício CarpinejarÉ comum sermos amigos de contextos iguais…e nos afastarmos quando os hábitos mudam.Quando estamos solteiros, a cumplicidade nasce com quem frequenta festase não se apega a relações.Quando casamos, criamos laços com outros casais,preferimos jantares, viagens, conversas mais longas.Quando vêm os filhos, nos aproximamos de quem também aprendeas manhas, os choros e as manhãs intermináveis dos bebês.Mas amizade verdadeira ultrapassa a normalidade do convívio.Ultrapassa o oportunismo das fases.Muitas dessas relações nem chegam a ser amizade.São afinidades circunstanciais.Colegas de uma época.De uma fase.De um estilo de vida.Elas desaparecem na primeira mudança,na primeira transformação de quem somos.Permanecem enquanto há um interesse imediato,um arranjo conveniente do cotidiano.E somem quando não existe mais uma desculpapara se ver e se ouvir.Os conhecidos da academia ficam no passado dos halteresquando cansamos dos treinos.Os da faculdade ficam no quadro-negroquando nos formamos.Os dos cursos de idiomas ficam nos livros de exercíciosquando dominamos uma nova língua.Amigo mesmo é aquele que não vive a mesma fasee, ainda assim, permanece.É quem quebra o espelho…e não se machuca com os cacos.É quem não tem filhose vem brincar com as nossas crianças.Não reclama dos gritos,não se assusta com o choro,não precisa se justificar.Está ali.Qualquer que seja o cenário.É quem se separoue não amaldiçoa a nossa nova paixão.Quem não tem emprego fixoe não inveja o nosso sucesso.Quem não enfrenta grandes problemase, ainda assim, escuta com paciênciaas nossas lamúrias.Amigo não é o da empatia fácil,baseada apenas em experiências iguais.Não é só quem entende a nossa dorporque também sofreu,ou celebra a nossa alegriaporque também está feliz.Amigo é mais raro.Não dá nem para contar nos dedos.Porque, na maioria das vezes,ele está ocupando as mãos…segurando as nossas.
Tema de abertura de Claudio Zaidan para o programa Bandeirantes Acontece.
Leitura Bíblica Do Dia: MARCOS 8:34-38 Plano De Leitura Anual: ÊXODO 25–26; MATEUS 20:17-24 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Em 1920, John Sung recebeu uma bolsa para estudar em uma universidade nos Estados Unidos. Formou-se com as mais altas honras, completou um programa de mestrado e doutorado. Mas ao prosseguir nos estudos, afastou-se de Deus. Em uma noite, em 1927, entregou-se a Cristo e sentiu-se chamado para ser pregador. Muitas oportunidades bem remuneradas o aguardavam, mas foi convencido pelo Espírito Santo a deixar de lado suas ambições. Como símbolo do seu empenho, atirou ao mar seus prêmios, guardando apenas o seu diploma de doutorado para dar aos pais, em respeito a eles. Sung entendeu o que Jesus disse sobre tornar-se Seu discípulo: “Que vantagem há em ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida?” (MARCOS 8:36). Quando negamos a nós mesmos e deixamos nossa velha vida para seguir a Cristo e Sua liderança (vv.34-35), sacrificamos desejos pessoais e ganhos materiais que nos distraem de segui-lo. Nos 12 anos seguintes, Sung cumpriu com todo o coração a sua missão dada por Deus, pregando o evangelho a milhares de pessoas em seu país e no Sudeste Asiático. Mas e nós? Talvez não sejamos chamados para ser pregadores ou missionários, mas onde Deus nos chamar para servir, pelo Seu Espírito agindo em nós, que possamos nos render totalmente a Ele. Por: JASMINE GOH
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Para saber mais, acesse o site terapiadoamor.tvDesconfia do namorado e quer acesso ao celular deleEm seguida, eles responderam a pergunta da aluna Geisy, de 23 anos. Ela contou que há um ano e três meses namora com um homem de 40 anos. Eles quase não brigam e ela afirma que o casal se dão bem. Mas há algo que a incomoda muito em relação à privacidade. O namorado não deixa ela mexer no celular dele, mas também não insiste.No entanto, Geisy já flagrou algumas mensagens e também percebeu que quando estão juntos, o namorado evita mexer no celular ou tenta esconder a tela. Ela nunca teve prova de nenhuma traição, mas queria que ele fosse honesto, pois desconfia, sim, que já foi traída.Geisy perguntou como pode ter acesso ao celular do namorado sem que ele fique ciente da desconfiança dela. Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Com a chegada da temporada de chuvas, quedas e oscilações de energia se tornam mais frequentes e o risco para eletrônicos vai muito além de raios. Muitas vezes, o maior perigo está em algo quase imperceptível: os picos de tensão que acontecem no momento em que a energia volta. No episódio de hoje do Podcast Canaltech, Fernanda Santos conversa com Rubens Lorenço Neto, gerente de nobreaks da Intelbras, para explicar por que esses surtos invisíveis podem danificar equipamentos como roteadores, computadores, TVs e até eletrodomésticos. Ao longo do episódio, você vai entender quais aparelhos sofrem mais com a instabilidade da rede elétrica, como identificar sinais de alerta dentro de casa e quais cuidados realmente fazem diferença para evitar prejuízos, especialmente para quem trabalha em home office ou depende da internet no dia a dia. Você também vai conferir: Google Fotos agora cria vídeos com IA a partir de uma única foto, novo anel promete fazer você sentir objetos no mundo virtual e Uber leva corridas com carros elétricos para mais duas capitais brasileiras. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernada Santos e contou com reportagens de João Melo e Nathan Vieira, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Jully Cruz e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso responderam a pergunta de uma "amiga", que entrou em contato pelo WhatsApp do 'Escola do Amor Responde'. O número de telefone você pode encontrar acessando o site: escoladoamorresponde.comMarido a bloqueou e está muito diferenteA "amiga" contou que o marido a bloqueou na rede social e não a deixa ter acesso ao WhatsApp dele. Ele diz que a ama, mas ela não confia nisso, pois ultimamente o marido tem se mostrado muito diferente e, às vezes, ela também nota uma indiferença nas atitudes dele. "Amiga" pediu ajuda porque não sabe mais o que fazer com este relacionamento.Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna."Os Desafios das Mulheres Fortes"Em seguida, Renato e Cristiane destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Portanto, os professores convidaram a todos para participar desta palestra especial. Um encontro para entender, alinhar e resolver os problemas interiores. Para saber mais, acesse o site terapiadoamor.tvBem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
A Escritura Sagrada nos ensina que todos os discípulos de Jesus vivem em um campo de batalha. Muitas vezes nos esquecemos desta luta e nos tornamos desatentos, outras vezes pensamos que podemos triunfar usando apenas os nossos recursos. A Bíblia nos ensina que o Senhor mesmo nos deu uma armadura para enfrentar esta luta, pois ela é contra forças que se opõe a Jesus e suas testemunhas, que são seus discípulos. Todos os discípulos estão em uma batalha e são mais que vencedores usando a armadura que o Senhor preparou.
Muitas pessoas se sentem sozinhas e desamparadas, esperando que alguém venha resolver seus problemas. Mas, na prática, já possuem tudo o que precisam para mudar de vida.Você tem Deus, a Sua Palavra e a si mesmo. E é você quem pode dar o primeiro passo.Que tal parar de reclamar com os outros e falar com Deus hoje? Faça isso e depois compartilhe nos comentários como foi essa experiência.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
Você já sentiu que está vivendo no automático, cumprindo tudo o que esperam de você, mas por dentro algo parece fora do lugar?Essa sensação de não saber o que fazer da vida não é fracasso, confusão ou falta de propósito. Muitas vezes, é um chamado silencioso da consciência pedindo mais verdade, mais presença e mais sentido.Neste episódio, você vai compreender por que o vazio emocional não surge por acaso e como ele pode ser um portal de transformação pessoal. Em um bate-papo íntimo e acolhedor, falamos sobre propósito de vida, transições internas, identidade, sistema nervoso, escolhas conscientes e como se reconectar consigo mesma mesmo sem ter todas as respostas.Ao longo da escuta, você vai perceber que propósito não nasce da pressão por clareza, mas da escuta profunda do corpo, das emoções e dos sinais sutis da vida. Aqui, a conversa é real, humana e prática — trazendo reflexões que podem ser aplicadas no dia a dia, sem fórmulas prontas, sem espiritualidade superficial e sem cobranças irreais.Se você está se sentindo perdida, cansada, desconectada ou em transição, este episódio é um convite para desacelerar, respirar e lembrar que nem todo vazio é ausência. Às vezes, ele é espaço para algo mais verdadeiro nascer.Escute com presença. Não para encontrar respostas imediatas, mas para se reencontrar no caminho.#propósitodevida #autoconhecimento #despertarinterior #transformaçãopessoal #consciência #curaemocional #espiritualidadeconsciente #sentidodavida
Todos nós precisamos de um propósito para viver, uma razão que nos motive e nos dê um significado. Muitas pessoas apenas repentem as ações mecanicamente, apenas para sua sobrevivência, mas não sabem para onde vão ou porquê estão fazendo o que fazem. Um discípulo de Jesus sabe que sua vida deve ser dedicada a ele e a missão que ele nos deu. O propósito para viver, daqueles que conhecem a Cristo, é ser um instrumento em suas mãos.
No programa de hoje, os professores Renato e Cristiane Cardoso destacaram o tema da palestra especial da Terapia do Amor: "Os Desafios das Mulheres Fortes".Muitas mulheres são admiradas e respeitadas por sua competência. Elas resolvem problemas, seja em casa ou no trabalho, tomam importantes decisões e lideram. No entanto, quando o assunto é amor, algo parece não fluir e, muitas vezes, o resultado não acompanha a força. Portanto, os professores convidaram a todos para participar desta palestra especial. Um encontro para entender, alinhar e resolver os problemas interiores.Aluna está frustrada com o casamentoEm seguida, eles responderam a pergunta de uma aluna frustrada com o casamento.Ela contou que tem 22 anos e é casada com o seu primeiro namorado. Estão juntos há 7 anos, sendo 4 anos de casamento e com uma filha de 3 anos. A aluna disse que chegou a um ponto de muito cansaço emocional, depois de tantas tentativas, e relatou o motivo. O marido tem 26 anos. Ele chega do trabalho, come e depois só fica direto no celular, jogando até dormir. Não conversa e não demonstra interesse em falar sobre o casal ou o futuro da filha. Ele também mal dá atenção à filha. A vida íntima do casal praticamente não existe. Além disso, enfrentam problemas financeiros. Ele já chegou a sujar o nome dela no passado. Recentemente, a aluna descobriu um empréstimo feito em seu nome e sem o consentimento dela. Ele se irrita quando ela quer conversar. Diz que vai mudar, melhora por alguns dias e logo tudo volta a ser como antes.Os professores analisaram a situação e aconselharam a aluna.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escolado Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Muitas pessoas sofrem com dúvidas sobre a sua salvação, nao sabem que pode estar seguros se creem, de coração, em Jesus. Vida é comunhão com Deus e vida eterna é uma comunhão imperdível, pois é fundamentada no amor de Deus. Depois de nos adotar como filhos, por causa da obra de Jesus, o nosso Deus nunca mais nos rejeita ou abandona. A Certeza da vida eterna, portanto, não está fundamentada em sua fidelidade, mas na fidelidade de Deus que jamais vai te desprezar ou abandonar. Creia e descanse.
Muitas vezes, uma simples mudança de diagnóstico pode destravar meses (ou anos) de confusão no digital.A Maria Leticia já faturava quase 10 mil por mês e, mesmo assim, ela não conseguia avançar no mercado de infoprodutos. Conversamos sobre uma solução que ela nem imaginava, mas que vai triplicar seu faturamento mensal. Se você vive dizendo que está travado, ou perdido no digital, ouça até o final, esse episódio vai te fazer enxergar a solução por outra perspectiva.Conheça o VTSD:http://vtsd.com.br/ep407-ladeira-pv-vtsd Me siga no Instagram:https://bit.ly/Insta-Leandro-LadeiraConheça o canal principal:https://bit.ly/Canal-Metodo-VTSDOuça nosso podcast:https://bit.ly/Podcast-do-Ladeira-no-Spotify
Tema – Selados para Reconstruir: Elevando nossas expectativas em Deus. Quarta – Feira 21/01/2026 Pregador : Bpa. Cristiane Barbosa Neste sermão poderoso, a Bpa. Cristiane Barbosa ministra sobre expectativa elevada em Deus e coragem para reconstruir. A partir da história de Neemias, somos ensinados que Deus não começa a reconstrução pelos muros, mas pelo coração. Muitas vezes, entramos em novos ciclos tentando nos proteger emocionalmente, diminuindo expectativas para não sofrer, mas o Senhor nos chama a alinhar nossas expectativas com a Sua vontade. A mensagem nos conduz a entender que reconhecer a dor, orar com sinceridade e tratar o interior são passos fundamentais antes de agir. Expectativa elevada não nega a realidade, mas crê acima dela. A fé madura une oração e ação, gera coragem, rompe a passividade e nos impulsiona a reconstruir áreas abaladas da vida. É tempo de se levantar, voltar a sonhar e confiar que Deus é fiel para cumprir Suas promessas. Aula 06 Módulo – 68 Seminário: Construindo uma casa sobre a Rocha
Mais um conteúdo no ar! Desta vez para falar da Série A, sim, isso mesmo, em janeiro já iniciamos os trabalhos para falar de Brasileirão! Fred Figueiroa e Cássio Zirpoli debatem todas as novidades do campeonato para a temporada 2026, novo calendário, novidades no regulamento, nova geografia, viagens, muitas viagens e muito mais. Ouça agora […]
Neste episódio do podcast, recebo o Luís Catarino, treinador de basquetebol e especialista em preparação física.Muitas vezes, ficamos presos a rotinas de ginásio convencionais, mas a verdade é que treinar como um atleta é o caminho mais rápido para um corpo funcional, estético e, acima de tudo, resistente a lesões — sejas tu um desportista de alta competição ou alguém que apenas quer a sua melhor forma física.---Neste vídeo, vais descobrir:✅ Por que deves trocar o treino de "estética pura" pelo treino de performance.✅ Como combinar Força, Potência e Agilidade na mesma sessão.✅ Como aplicar estas estratégias de elite no teu treino do dia a dia.Prepara-te para mudar a tua perspetiva sobre o que significa "estar em forma"!Links do convidado:instagram - lncatarino---
@igrejakyrios | Igreja Evangélica Kyrios - Campanha Nova dimensãoCulto do dia 18.01.2026 - por @Klauspiragine Você já sentiu que chegou ao limite? Muitas vezes, o que parece ser o fim é apenas o cenário que Deus está usando para revelar algo maior.A mensagem do Pr. Klaus nos lembra que a crise é real, mas não definitiva. Quando Deus abre nossos olhos, percebemos que não estamos cercados pelo problema, mas guardados por Ele.Este vídeo é um convite para enxergar além das circunstâncias e confiar no livramento que o Senhor já preparou.Que esta Palavra continue falando ao seu coração e fortalecendo sua fé ao longo da semana. Se desejar, venha nos visitar e participar de um de nossos cultos — será uma alegria receber você e sua família.Que Deus abençoe sua vida. Tenha uma semana cheia da graça e da paz do Senhor!Conheça nossas músicas autorais:Meu Lugar – https://youtu.be/htZ9wZZryaMMinha Adoração – https://youtu.be/6kQtwF0m67kConecte-se conosco:Fale conosco: https://portal.igrejakyrios.com.br/fale-conosco/Site: http://www.igrejakyrios.com.brInstagram: https://www.instagram.com/igrejakyrios/
Neste episódio, Ricardo alerta para um erro comum nas organizações: acreditar que mais ferramentas e softwares significam mais maturidade. Muitas empresas investem em plataformas caras, dashboards e relatórios impecáveis, mas continuam tomando decisões ruins. Ferramentas não criam maturidade; elas apenas evidenciam o que já existe. Se não há priorização, critérios claros e decisões, a tecnologia só organiza a confusão. Times acabam gastando mais tempo alimentando sistemas do que pensando nos projetos. Indicadores abundantes não compensam a ausência de prioridades. Maturidade não é ter o melhor software, mas saber quem decide, com base em quais critérios e o que muda quando algo sai do plano. Sem isso, qualquer ferramenta vira apenas um enfeite digital. Escute o podcast para aprender mais!
Você já teve a experiência de ir ao restaurante e comer muito ao ponto de não conseguir comer um dos melhores pratos da casa, pois já está "cheio demais"? Muitas vezes temos essa atitude com o Reino dos Céus, nos alimentamos demais com as coisas do mundo e nelas nos satisfazemos ao ponto de deixar o Reino dos Céus, o melhor, de lado. Cuidado para não se satisfazer demais com o que você tem na sua vida, ao ponto de permitir que elas te satisfaçam e afastem do melhor de Deus.
No Papo Antagonista desta segunda-feira, 12, Duda Teixeira, Madeleine Lacsko e Ricardo Kertzman entrevistaram MahSima Nadim, refugiada iraniana e fundadora da marca MAHSIMA, de maquiagem. Ela falou sobre os protestos em seu país e a repressão do regime iraniano. Assista:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br