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A liberdade de fazer o que quiser também traz a responsabilidade de lidar com aquilo que você escolheu.Muitas vezes, a pessoa olha para a própria vida em ruínas e pergunta: “Como eu cheguei até aqui?” Mas se esquece de observar os pequenos desvios, os atalhos, os “jeitinhos”, as vontades colocadas acima daquilo que era certo.Assim como uma planta jovem precisa de uma estaca para servir de referência e crescer reta, o ser humano também precisa de princípios que o impeçam de se entortar pelos próprios desejos.Neste vídeo, você vai entender por que Deus nos deu a liberdade de escolher, mas também nos deixou uma direção para nos ajudar a permanecer no caminho certo.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
Esta semana falamos de denunciantes ou whistleblowers. Muitas vezes são vistos como “queixinhas”, mas podem ajudar os líderes a tomar melhores decisões e mais equilibradas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nossa sociedade elegeu o dinheiro como sua fonte de segurança e estabilidade. Muitas pessoas investem sua vida, seus esforços para adquirir mais recursos, pensando que assim encontraram tudo que precisam para ter a vida plena. Esta perspectiva, entretanto, está completamente equivocada, pois tudo que construímos nesta vida é frágil e passageiro. Somente nosso Deus pode nos dar a tão desejada e buscada segurança e, também, a estabilidade.
No 1. jūlija par precēm, kas iegādātas interneta veikalos un tirdzniecības platformās ārpus Eiropas Savienības, būs jāmaksā muitas nodoklis – trīs eiro par katru preču pozīciju sūtījumos, kuru vērtība ir līdz 150 eiro. Vai lēto sīkpaku ēra tuvojas beigām? Raidījumā Kā labāk dzīvot skaidro "Venipak Latvija" izpilddirektore Sanita Bērziņa, Patentu valdes pārstāve Ella Niedra un Valsts ieņēmumu dienesta Muitas pārvaldes Muitošanas metodikas daļas vadītāja Irēna Knoka. Pirmās izmaiņas sīkpaku izmaksās būs jau no jūnija, bet no 1. novembra būs vēl papildus maksa par paciņas apstrādi. Tā divus eiro liela apstrādes maksa par katru sūtījuma preču pozīciju.
Tem dias em que parece que tudo dá errado. O trânsito irrita, o telefone toca na hora errada, alguém fala o que não devia… e a gente pensa: “Por que o mundo está tão pesado?”Mas será que o peso está no mundo… ou dentro de nós?Porque a forma como acordamos, como tratamos as pessoas e até como enfrentamos os problemas muda completamente o dia que teremos.Quem carrega gratidão enxerga bênçãos que outros não percebem.Quem carrega amargura encontra problemas até onde existe solução.Então eu lhe faço uma pergunta nesta manhã: o que você tem colocado no coração ultimamente?Mais esperança ou mais medo?Mais confiança ou mais reclamação?A vida não nos responde apenas pelo que queremos. Muitas vezes, ela nos responde pelo que transmitimos.Por isso, antes de sair de casa, escolha bem a frequência que você vai levar para o seu dia.Porque uma palavra de gentileza pode mudar uma manhã.Um gesto de carinho pode mudar uma família.E uma mudança dentro de nós pode transformar completamente a forma como enxergamos a vida.
Tem dias em que parece que tudo dá errado. O trânsito irrita, o telefone toca na hora errada, alguém fala o que não devia… e a gente pensa: “Por que o mundo está tão pesado?”Mas será que o peso está no mundo… ou dentro de nós?Porque a forma como acordamos, como tratamos as pessoas e até como enfrentamos os problemas muda completamente o dia que teremos.Quem carrega gratidão enxerga bênçãos que outros não percebem.Quem carrega amargura encontra problemas até onde existe solução.Então eu lhe faço uma pergunta nesta manhã: o que você tem colocado no coração ultimamente?Mais esperança ou mais medo?Mais confiança ou mais reclamação?A vida não nos responde apenas pelo que queremos. Muitas vezes, ela nos responde pelo que transmitimos.Por isso, antes de sair de casa, escolha bem a frequência que você vai levar para o seu dia.Porque uma palavra de gentileza pode mudar uma manhã.Um gesto de carinho pode mudar uma família.E uma mudança dentro de nós pode transformar completamente a forma como enxergamos a vida.
Esta semana falamos de denunciantes ou whistleblowers. Muitas vezes são vistos como “queixinhas”, mas podem ajudar os líderes a tomar melhores decisões e mais equilibradas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (11) é o presidente do Sindifisco Nacional, Dão Real. À jornalista Flávia Alvarenga, ele comentou o papel estratégico da Receita Federal na desarticulação das finanças de organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, a importância do monitoramento de fintechs para evitar a lavagem de dinheiro e o impacto do déficit de servidores na fiscalização de portos e fronteiras do país.Segundo Real, embora o senso comum ligue o crime organizado ao tráfico de drogas e armas, facções como o PCC e o Comando Vermelho operam hoje como “conglomerados empresariais” que se infiltram na economia lícita para ocultar ativos. A Receita Federal atua justamente no rastreamento desses patrimônios, investigando beneficiários reais e fluxos financeiros clandestinos que não possuem origem declarada. “Muitas vezes o auditor fiscal se depara com a utilização de fluxos financeiros para ocultar patrimônio, ocultar ativos. E às vezes esses ativos são ativos de facções criminosas”, explicou.Um dos exemplos de maior impacto citados foi a Operação Carbono Oculto, que revelou como o crime organizado dominou toda a cadeia de combustíveis, desde refinarias até milhares de postos de gasolina. Dão Real detalhou que esses estabelecimentos eram usados para lavar dinheiro e maximizar lucros através da sonegação e da venda de produtos adulterados com metanol. “A lavagem de dinheiro é um crime. Mas a atividade que lava o dinheiro não precisaria ser uma atividade criminosa. Só que eles utilizaram atividades criminosas para lavar dinheiro, por exemplo, falsificar combustível”, avaliou.A entrevista também abordou o uso de bancos digitais e “contas bolsão” para dificultar a identificação dos verdadeiros donos do dinheiro. Real explicou que a Receita Federal precisou criar normas para equiparar as obrigações das fintechs às dos bancos tradicionais, exigindo a declaração dos CPFs dos beneficiários das movimentações. Antes desse monitoramento, o crime “descarregava” recursos nessas plataformas para “esquentar” o dinheiro por meio de fundos de investimento que, posteriormente, adquiriam bens reais e empresas legítimas.Real também destacou que a missão da Receita é complementar à da Polícia Federal. Enquanto a polícia foca nas prisões, o fisco atua na punição econômica para desestruturar a logística das facções. “A Receita é um instrumento poderoso exatamente neste componente do crime que é o financiamento, que é a asfixia financeira. Quando eu tiro o oxigênio do crime, eu combato o crime de forma mais inteligente e torno mais cara a prática criminosa”, afirmou.Apesar do avanço tecnológico e do uso de Inteligência Artificial, Real alertou que a carência de pessoal é um obstáculo crítico. Atualmente, a Receita conta com apenas 6.800 auditores ativos, cerca de metade do quadro que possuía em 2014, o que sobrecarrega a fiscalização aduaneira e o combate a fraudes estruturadas. Ele defendeu ainda a necessidade urgente de novos concursos, afirmando que a tecnologia não substitui a capacidade humana de analisar a enorme massa de dados aprendidos em operações complexas.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
Análise pós-jogo da partida entre Ceará x Avaí, válida pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Vem com a turma! Após duas derrotas seguidas, finalmente o reencontro com a vitória! Ceará consegue respirar um pouco na competição, porém a situação ainda não é positiva. Muitas críticas diante do técnico interito Anderson Batatais e […]
Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.” Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução” RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”
O que separa um vendedor comum de um vendedor extraordinário? A resposta pode estar justamente no momento em que o cliente diz "não".Neste episódio do Podcast de Vendas do Diego Maia, você vai descobrir por que a maioria das oportunidades não é perdida para a concorrência — mas para a desistência precoce. Enquanto vendedores amadores interpretam o primeiro "não" como o fim da conversa, os profissionais enxergam esse momento como o verdadeiro início da negociação.Diego Maia, considerado o melhor palestrante de vendas do Brasil, compartilha reflexões práticas sobre persistência em vendas, tratamento de objeções e a importância do follow-up inteligente para aumentar resultados comerciais. Com exemplos reais do mercado e aprendizados acumulados em milhares de palestras realizadas para empresas de todos os segmentos, Diego mostra que objeções não são barreiras: são pistas sobre o que ainda falta para o cliente tomar uma decisão.Você vai entender por que:✔️ O primeiro "não" raramente é definitivo;✔️ Objeções revelam necessidades ocultas do cliente;✔️ O follow-up continua sendo uma das ferramentas mais poderosas das vendas;✔️ Muitos negócios são perdidos por falta de persistência e não por falta de interesse do comprador;✔️ Os maiores vendedores do mercado dominam a arte de continuar avançando sem serem inconvenientes.Em um mercado cada vez mais competitivo, vender não é apenas apresentar soluções. É saber conduzir conversas, construir confiança e permanecer presente até que o cliente esteja pronto para decidir.Se você trabalha com vendas, liderança comercial, empreendedorismo ou atendimento ao cliente, este episódio vai provocar uma mudança importante na sua forma de encarar a palavra "não".
Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.” Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução” RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”
Como sair do turbilhão de urgências e focar no que gera resultado?
“Homens e mulheres tendem a considerar mais sólidas as contribuições de homens na Ciência”, refere Filipa Almeida Mendes em “O efeito Matilda - as mulheres cientistas que a História tentou esquecer"See omnystudio.com/listener for privacy information.
TEMPO DE REFLETIR 01791 – 10 de junho de 2026 Salmo 27:1 – O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? Ao bater o ponto para o turno da noite, um funcionário da expedição de uma fábrica foi alertado sobre uma pequena caixa que fora deixada na plataforma de embarque de mercadorias. Nela estavam escritas as palavras “Perigo! Não toque!” Todos foram instruídos para ficar distantes do pacote até que a gerência pudesse verificar a situação. Quando um funcionário da equipe de segurança abriu a caixa, descobriu que dentro dela havia 25 pequenos cartazes que diziam: “Perigo! Não toque!” Imagine todo o estresse que aquela misteriosa caixa causou àqueles funcionários. Eles perderam tempo imaginando que terríveis componentes tóxicos ela podia conter. Ela se tornou um fardo de ansiedade. Muitas vezes, ao analisar nossos problemas, percebemos que são muito parecidos com ela. Parecem ameaçadores, mas não são. Há muitas coisas que podem desencadear nosso mecanismo do medo. Podemos senti-lo, por exemplo, quando descobrimos um nódulo na axila, quando enfrentamos alturas não costumeiras, fortes tormentas, turbulência ou velocidade excessiva. Embora todos fiquemos atemorizados em algum momento, a vida de algumas pessoas é dominada pelo medo. Certamente, Deus não é o autor do medo. Paulo deixa isso claro: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2Tm 1:7). O medo excessivo ou constante não é saudável. Deus planeja o melhor para nós. Ele é capaz de tomar cada experiência da nossa vida e transformá-la para nosso bem. Sozinho no deserto, fugitivo e temeroso de morrer nas mãos de Saul, Davi escreveu: “Busquei o Senhor, e Ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores” (Sl 34:4). Entregue a Deus seus temores. Leve ao Senhor tudo aquilo que o perturba. Ele vai substituir seu medo pela fé; sua ansiedade pela segurança; suas preocupações pela sabedoria. Sim, Ele vai substituir seus pesares pelo Seu suave toque. Você vai se sentir mais feliz. Faça isso agora. Ore comigo: Por favor, Pai, tome conta dos meus medos; tome conta de todas as coisas em minha vida. Eu Te entrego o meu coração. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
Nesta semana em que se comemora o "Dia Mundial dos Oceanos", celebrado em 8 de junho, somos convidados a olhar com mais atenção para esse imenso ambiente azul que cobre grande parte do planeta e sustenta a vida na Terra. Este é o assunto em destaque nesta edição do "CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade", com o comentarista Marco Bravo. Muitas vezes, quando falamos em meio ambiente, pensamos nas florestas, nas árvores, nos rios e nos animais terrestres. Mas os oceanos são fundamentais para o equilíbrio do planeta. Eles regulam o clima, influenciam as chuvas, armazenam calor, abrigam uma imensa biodiversidade e garantem alimento, renda e qualidade de vida para milhões de pessoas.
Muitas vezes o problema em nós não é a falta de luz, mas é estarmos no lugar errado e por fim não vivermos a plenitude daquilo que Deus nos chamou para sermos e fazermos.Não é apenas sobre o que você carrega, mas é sobre pegar o que você carrega e colocar no lugar certo.
DEUS ESTÁ FALANDO.Muitas pessoas pedem uma resposta de Deus, mas vivem como se Ele estivesse em silêncio.A verdade é que Deus continua chamando a atenção do ser humano. Algumas vezes de maneira sutil. Outras, de formas impossíveis de ignorar.Não é Deus quem se esconde. Muitas vezes, somos nós que estamos ocupados demais, distraídos demais ou determinados demais a seguir o nosso próprio caminho.Assista a este vídeo e reflita sobre como Deus pode estar tentando chamar a sua atenção. Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
Um menino de apenas três anos acompanhava o pai na oficina, observando a fabricação de arreios e selas.Ele admirava tanto o trabalho do pai que sonhava ser igual a ele quando crescesse.Certo dia, tentando imitá-lo, pegou uma ferramenta pontuda e começou a trabalhar um pedaço de couro. A ferramenta escapou de sua mão e atingiu seu olho esquerdo.Pouco tempo depois, uma infecção afetou também o outro olho.O menino ficou completamente cego.Com o passar dos anos, as lembranças das imagens foram desaparecendo. Ele já não conseguia recordar as cores.Mesmo assim, continuou ajudando o pai e frequentando a escola.Todos admiravam sua inteligência e sua memória.Mas havia algo que o incomodava profundamente.Enquanto os colegas liam livros e escreviam cartas, ele não podia fazer o mesmo.Até que ouviu falar de uma escola para cegos, em Paris.Aos dez anos, chegou ao instituto onde estudavam crianças com deficiência visual.Lá existiam livros com letras em relevo.Era possível ler com os dedos.Mas havia um problema.Os livros eram enormes, caros e difíceis de produzir.Uma história pequena ocupava muitas páginas.Em pouco tempo, ele já havia lido tudo o que a biblioteca tinha para oferecer.E queria mais.Muito mais.Apaixonado por música, também queria ler partituras e aprender cada vez mais.Foi então que conheceu um sistema criado para que soldados pudessem ler mensagens no escuro, apenas tocando pontos em relevo.O menino enxergou uma oportunidade.Se funcionava para soldados, poderia funcionar para cegos.E começou a trabalhar.Noite após noite.Dia após dia.Com paciência, dedicação e perseverança.Muitos duvidaram.Muitos resistiram.Mas ele não desistiu.Até que, aos vinte anos, criou um sistema simples e revolucionário: combinações de seis pontos capazes de formar letras, palavras, números e até notas musicais.Seu nome era Louis Braille.E o método que leva seu sobrenome transformou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.Curiosamente, a ferramenta que o cegou na infância foi parecida com a que ele utilizou para criar o sistema que iluminaria a vida de tantos outros.Que lição extraordinária.Aquilo que parecia ser o fim da sua história tornou-se o começo de uma missão.Louis Braille não permitiu que sua limitação definisse seu destino.Pelo contrário.Transformou sua maior dificuldade em uma das maiores contribuições que alguém poderia oferecer à humanidade.E talvez seja essa a reflexão que vale para todos nós.Nem sempre escolhemos as circunstâncias que a vida nos apresenta.Mas sempre podemos escolher o que faremos com elas.Porque os obstáculos não precisam ser o ponto final da nossa caminhada.Muitas vezes, são exatamente eles que nos mostram o caminho para deixar nossa marca no mundo.
Um menino de apenas três anos acompanhava o pai na oficina, observando a fabricação de arreios e selas.Ele admirava tanto o trabalho do pai que sonhava ser igual a ele quando crescesse.Certo dia, tentando imitá-lo, pegou uma ferramenta pontuda e começou a trabalhar um pedaço de couro. A ferramenta escapou de sua mão e atingiu seu olho esquerdo.Pouco tempo depois, uma infecção afetou também o outro olho.O menino ficou completamente cego.Com o passar dos anos, as lembranças das imagens foram desaparecendo. Ele já não conseguia recordar as cores.Mesmo assim, continuou ajudando o pai e frequentando a escola.Todos admiravam sua inteligência e sua memória.Mas havia algo que o incomodava profundamente.Enquanto os colegas liam livros e escreviam cartas, ele não podia fazer o mesmo.Até que ouviu falar de uma escola para cegos, em Paris.Aos dez anos, chegou ao instituto onde estudavam crianças com deficiência visual.Lá existiam livros com letras em relevo.Era possível ler com os dedos.Mas havia um problema.Os livros eram enormes, caros e difíceis de produzir.Uma história pequena ocupava muitas páginas.Em pouco tempo, ele já havia lido tudo o que a biblioteca tinha para oferecer.E queria mais.Muito mais.Apaixonado por música, também queria ler partituras e aprender cada vez mais.Foi então que conheceu um sistema criado para que soldados pudessem ler mensagens no escuro, apenas tocando pontos em relevo.O menino enxergou uma oportunidade.Se funcionava para soldados, poderia funcionar para cegos.E começou a trabalhar.Noite após noite.Dia após dia.Com paciência, dedicação e perseverança.Muitos duvidaram.Muitos resistiram.Mas ele não desistiu.Até que, aos vinte anos, criou um sistema simples e revolucionário: combinações de seis pontos capazes de formar letras, palavras, números e até notas musicais.Seu nome era Louis Braille.E o método que leva seu sobrenome transformou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.Curiosamente, a ferramenta que o cegou na infância foi parecida com a que ele utilizou para criar o sistema que iluminaria a vida de tantos outros.Que lição extraordinária.Aquilo que parecia ser o fim da sua história tornou-se o começo de uma missão.Louis Braille não permitiu que sua limitação definisse seu destino.Pelo contrário.Transformou sua maior dificuldade em uma das maiores contribuições que alguém poderia oferecer à humanidade.E talvez seja essa a reflexão que vale para todos nós.Nem sempre escolhemos as circunstâncias que a vida nos apresenta.Mas sempre podemos escolher o que faremos com elas.Porque os obstáculos não precisam ser o ponto final da nossa caminhada.Muitas vezes, são exatamente eles que nos mostram o caminho para deixar nossa marca no mundo.
Filipenses4:6-7 (NVT):“Não andem ansiosos por coisa alguma. Em vez disso, orem a respeito de tudo.Digam a Deus do que precisam e agradeçam-lhe por tudo que ele já fez. Entãovocês experimentarão a paz de Deus, que excede todo entendimento e que guardaráseu coração e sua mente em Cristo Jesus.”A ansiedadeé uma das marcas mais fortes do nosso tempo. A mente acelera, o coração ficapesado e os pensamentos começam a criar cenários difíceis antes mesmo delesacontecerem. Muitas pessoas estão emocionalmente cansadas porque tentamcarregar o amanhã antes da hora.A ansiedadenasce, muitas vezes, da tentativa de controlar aquilo que está fora do nossoalcance. Queremos prever tudo, resolver tudo e garantir que nada saia errado.Mas o problema é que a alma humana não foi criada para sustentar esse pesosozinha.Pauloapresenta um caminho diferente: oração. Não como um ritual vazio, mas comoentrega verdadeira. Quando você transforma preocupação em oração, algo mudadentro do coração. A situação pode até continuar desafiadora por um tempo, maso peso começa a ser redistribuído.Existe umapaz que não depende das circunstâncias estarem perfeitas. Existe uma paz quenasce da certeza de que Deus continua no controle mesmo quando a vida parececonfusa.Isso nãosignifica ignorar responsabilidades ou fingir que os problemas não existem.Significa compreender que você não precisa enfrentar tudo sozinho. Deus nuncapediu que você carregasse sozinho o peso da vida.Talvez hojesua mente esteja cansada. Talvez existam preocupações consumindo sua energiaemocional silenciosamente. Deus conhece cada uma delas. E Ele continuaconvidando você para descansar nEle.A ansiedadetenta roubar sua paz antes mesmo das batalhas acontecerem. Mas a presença deDeus fortalece você para viver um dia de cada vez.Hoje,entregue a Deus aquilo que está ocupando sua mente. Nem tudo precisa serresolvido imediatamente. Algumas coisas precisam apenas ser colocadas nas mãoscertas.
O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, que afeta principalmente mulheres e é caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura nas pernas e braços. A patologia, apesar de comum, ainda é pouco diagnosticada e costuma ser confundida com obesidade ou celulite. A falta de tratamento adequado prolonga o sofrimento das pacientes. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris Segundo a cirurgiã vascular Nathassia Domingues, uma das principais características do Lipedema é o padrão desigual de distribuição da gordura. A parte superior do corpo pode permanecer relativamente fina, mas pernas e quadris apresentam aumento de volume resistente a dietas e exercícios físicos. “É uma alteração que muitas mulheres já tinham, mas não sabiam que era um problema, e ele acabava sendo perpetuado. Trata-se de uma doença crônica e inflamatória, caracterizada pelo acúmulo de gordura, principalmente nas pernas, de forma desproporcional”, explica Nathassia Domingues. “É uma gordura doente, inflamatória. Geralmente, são mulheres que acabam sendo rotuladas, com coxas e quadris mais largos e cintura mais fina. Muitas descrevem essa desproporção como a sensação de serem uma pessoa da cintura para cima e outra da cintura para baixo”, acrescenta. Além do aspecto estético, a condição costuma provocar sintomas físicos, como dor, sensação de peso, inchaço, cansaço e sensibilidade ao toque. Hematomas espontâneos também são comuns. O diagnóstico é clínico e depende da avaliação de um profissional com experiência na doença. Ainda assim, há grande desconhecimento, inclusive entre médicos. "Há alguns exames que nos auxiliam, nos direcionam, mas não dá para fechar o diagnóstico de lipedema e sim para complementação de outros diagnósticos diferenciais. Gravidez e menopausa podem ser gatilhos A origem do lipedema envolve fatores genéticos e hormonais, e a estimativa é de que cerca de 12% das mulheres tenham a doença. A puberdade, a gravidez e a menopausa são descritas como possíveis gatilhos para o agravamento dos sintomas. “Os gatilhos para a piora dos sintomas geralmente estão ligados às fases da vida da mulher em que há oscilação hormonal. Isso acontece na menarca, na primeira menstruação, durante a gravidez, na menopausa ou em tratamentos com influência hormonal”, explica a cirurgiã vascular. O quadro pode estar associado a outras condições, como varizes, que estão presentes em cerca de metade das pacientes, embora nem sempre haja comprometimento vascular. O tratamento visa controlar a doença e melhorar a qualidade de vida, adotando uma alimentação equilibrada, com restrição de alimentos considerados inflamatórios — como glúten, açúcar, álcool, ultraprocessados. Atividade física ajuda a combater sintomas A prática de atividade física também é recomendada, especialmente exercícios de baixo impacto, como hidroginástica, natação e caminhada na água. “O tratamento não envolve uma única solução específica. Muitas mulheres chegam buscando, por exemplo, a lipoaspiração, dizendo: ‘tire essa gordura, porque a dor incomoda muito e limita a qualidade de vida'", explica a cirurgiã. "É importante entender que se trata de uma doença sem cura. Muitas pacientes são acompanhadas de forma conservadora, ou seja, com tratamento clínico, sem necessidade de cirurgia. Inclusive, hoje, muitos cirurgiões plásticos também concordam com essa abordagem, destacando a importância de desinflamar essa gordura”, explica. A fisioterapia, com técnicas específicas de drenagem linfática, pode contribuir para aliviar sintomas. O uso de meias ou leggins de compressão entre outras terapias também ajuda a controlar o desconforto e a dor. A utilização de canetas emagrecedoras é alvo de estudos, mas ainda sem indicação formal para o lipedema. A falta de informação também abre espaço para tratamentos alternativos, com promessas de resultados rápidos. A especialista alerta para a importância de acompanhamento médico e pede cautela com soluções “milagrosas” divulgadas nas redes. A cirurgiã reitera que existem muitas soluções médicas que ajudam a minimizar o desconforto. "As pacientes descrevem o diagnóstico e tratamento como 'libertador'", resume a especialista.
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 10/06.
TEMPO DE REFLETIR 01789 – 8 de junho de 2026 Isaías 53:12 – Pois Ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu. Moisés foi um intercessor por excelência. Muitas vezes, rogou em favor dos israelitas. Uma vez, dentro de sua estratégia militar contra os amalequitas, enquanto Josué liderava o exército no vale, Moisés subiu uma montanha juntamente com Arão e Hur. Enquanto uma batalha física era travada no vale nas mãos de Josué, outra batalha espiritual tinha lugar na montanha, com Moisés levantando as mãos sobre o conflito, ajudado por Arão e Hur até o fim do dia. Jó também dizia: “Assim como alguém defende o seu amigo, eu preciso de quem defenda o meu direito diante de Deus” (Jó 16:21, NTLH). Paulo orou pelos irmãos da cidade de Éfeso: “Não deixo de dar graças por vocês mencionando-os em minhas orações” (Ef 1:16). Quando Pedro estava sendo severamente tentado por Satanás, Jesus saiu em sua defesa e disse: “Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lc 22:32). Suponha que você estivesse enfrentando uma crise. Como você se sentiria se, justamente nesse momento, Jesus o chamasse pelo seu nome e dissesse “Eu orei por você”? Jesus ora por causas específicas em nossa vida, como fez no caso de Pedro. As orações dEle são cheias de sabedoria e poder, adequadas às necessidades de cada um, como foi no caso de Pedro. Nenhuma oração intercessora, no entanto, pode se comparar à oração de Jesus em João 17. Esta é a oração mais extensa de Jesus. Nos versos 6 a 19, Ele orou pelos discípulos e, finalmente, nos versos 20 a 26, orou por todos os crentes. Nos sentimos fortalecidos e encorajados quando alguém nos toca o ombro e diz: “Estou orando por você.” Às vezes, queremos passar a imagem de que estamos por cima de qualquer situação, de que somos super-homens e supermulheres. Que podemos superar qualquer crise por nós mesmos. Por que não falar com um amigo, e dizer: “Estou precisando que ore por mim nesta próxima semana”? A família, os amigos, os vizinhos, a igreja podem ser apenas o círculo inicial dessa oração intercessora. Pratique isso no dia de hoje e ore comigo agora: Grande Deus e meu Pai: quero colocar a minha vida em Tuas mãos e a vida de cada um de meus ouvintes. Todos os dias recebemos, aqui, centenas de pedidos, implorando um milagre, implorando sabedoria, implorando cura. Por favor, Pai, cuida de cada um desses nomes; que a Tua vontade seja feita na vida de cada um deles. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Muitas pessoas dizem que acreditam em Deus, mas o que isso muda de verdade na segunda-feira de manhã? Vivemos em uma época cheia de discursos religiosos e posts bonitos na internet, mas a verdade é que é perfeitamente possível concordar com todas as doutrinas da igreja, frequentar os cultos e, ainda assim, ter uma espiritualidade fria, mecânica e sem vida.Neste episódio da série "Fé Sem Religião", nós mergulhamos no texto mais provocativo da carta de Tiago para entender a diferença entre uma religião de aparências e uma espiritualidade real. Descobrimos que existe uma fé que fica apenas na cabeça ou no calor da emoção, mas que Deus espera algo muito mais profundo de nós. Afinal, a fé viva não é apenas o que você professa; é como você se entrega e ama.Se você cansou de regras vazias e quer descobrir como construir um relacionamento de amizade e confiança real com Jesus — ou se você está apenas curioso para entender o que o cristianismo autêntico propõe —, essa mensagem é para você. Dê o play agora no seu agregador de podcast favorito ou assista à mensagem completa no nosso canal do YouTube! VEM COM A GENTE!O vídeo dessa mensagem está disponível também no nosso canal do YoutubePara acompanhar tudo o que está acontecendo no Luzeiro, acesse nosso site! https://somosluzeiro.com.brSe quiser contribuir com a gente, a chave PIX é contato@somosluzeiro.com.br, e os outros dados para contribuições estão disponíveis neste link: https://qrfacil.me/QCl5ZuEZ #somosluzeiro
Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Jó, capítulo 1, versículos 1 ao 12, nos traz uma reflexão sobre a vida de Jó e o que isso tem a nos ensinar.A vida é marcada por estações. Há tempos de alegria e tempos de dor, momentos de abundância e períodos de escassez, dias de celebração e noites de silêncio. O livro de Jó nos apresenta um homem que experimentou mudanças profundas em sua jornada, mas que descobriu uma verdade fundamental: Deus continua sendo Deus em todas as estações da vida.Jó era um homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (v.1). Sua vida estava em uma estação de prosperidade, estabilidade e bênçãos. Ele possuía uma família abençoada, riquezas e grande influência. Porém, nos bastidores da história, algo estava acontecendo no céu. Satanás questionava a fidelidade de Jó, sugerindo que ele só servia a Deus porque era abençoado.Essa narrativa nos ensina que nem sempre compreendemos tudo o que acontece ao nosso redor. Existem situações que ultrapassam nossa visão limitada, mas nunca escapam ao controle soberano de Deus.1. Deus está presente na estação da prosperidadeAntes das provas chegarem, Deus já conhecia Jó e testemunhava sobre sua fidelidade. Isso nos lembra que as bênçãos que recebemos são dádivas do Senhor.Muitas vezes buscamos Deus apenas nas crises, mas a estação da abundância também deve ser um tempo de gratidão, dependência e adoração. Jó não permitiu que sua prosperidade o afastasse de Deus.Lição: Nunca deixe que a estação das conquistas faça você esquecer Quem lhe sustentou até aqui.2. Deus continua soberano na estação da provaNos versículos 6 a 12, vemos que Satanás só pôde agir dentro dos limites estabelecidos por Deus. O inimigo não possuía autoridade absoluta; ele estava sujeito à permissão divina.Isso revela uma verdade poderosa: nenhuma tempestade chega à nossa vida sem que Deus tenha conhecimento dela. As provas podem mudar nossas circunstâncias, mas não alteram o governo de Deus.Quando tudo parece sair do controle, Deus continua assentado no trono.Lição: A estação difícil não é sinal da ausência de Deus, mas uma oportunidade para experimentar Sua fidelidade de maneira mais profunda.3. Deus trabalha em todas as estações para cumprir Seus propósitosJó não sabia o que estava acontecendo nos céus, mas Deus sabia. Enquanto Jó enxergava apenas o presente, Deus contemplava o propósito completo.Há estações que não entendemos quando estamos vivendo, mas que fazem sentido mais adiante. Deus usa cada fase da caminhada para moldar nosso caráter, fortalecer nossa fé e revelar Sua glória.Lição: Nem toda estação será confortável, mas todas podem ser transformadoras quando colocadas nas mãos de Deus.Conclusão: O Deus de Jó é o mesmo Deus que governa nossas vidas hoje. Ele está presente quando tudo vai bem e permanece conosco quando os ventos contrários sopram. As estações mudam, as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, mas Deus não muda.Talvez você esteja vivendo uma estação de alegria ou enfrentando um período de incertezas. Em qualquer situação, lembre-se: o mesmo Deus que permitiu a prova é o Deus que sustenta durante a caminhada e conduz ao propósito final.Porque as estações da vida passam, mas o Deus das estações permanece para sempre."O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor." (Jó 1:21)Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Mensagem do Culto de Celebração (07/06/2026).Nesta ministração somos desafiados a entender que o chamado de Deus exige mais do que desejo, exige coragem. Muitas vezes sabemos o que Deus espera de nós, mas o medo, a acomodação e as distrações nos impedem de responder plenamente à Sua voz.Ao longo da mensagem, somos confrontados com oito decisões que moldam uma vida de propósito. Decisões como permanecer despertos espiritualmente, buscar intimidade com Deus, abandonar a fuga, vencer a intimidação e correr os riscos necessários para viver aquilo que o Senhor nos confiou.Também aprendemos que Deus usa processos, desafios e até circunstâncias desconfortáveis para nos impulsionar em direção ao nosso destino. As "Peninas" da vida, as aparentes impossibilidades e os momentos de pressão podem se tornar instrumentos para fortalecer nossa fé e ampliar nossa dependência dEle.Por fim, somos lembrados de que o chamado não é apenas sobre nós. Fomos chamados para gerar vida, discipular pessoas e participar daquilo que Deus está construindo na Terra. O Reino avança quando homens e mulheres escolhem responder com coragem ao propósito que receberam.
Salmos 13:1(NVT):“Até quando, Senhor? Vai se esquecer de mim para sempre? Até quando esconderáde mim o seu rosto?”Existemmomentos na vida em que parece que Deus ficou em silêncio. Você ora, espera,busca direção, pede respostas… mas tudo parece parado. O céu parece distante.As respostas não chegam na velocidade que você esperava. E, pouco a pouco, ocoração começa a se cansar.Daviexpressa exatamente esse sentimento nesse salmo. Isso é importante porque nosmostra que homens profundamente espirituais também passaram por períodos deangústia, dúvidas e sensação de abandono. A Bíblia não esconde a realidadeemocional de quem anda com Deus. Pelo contrário, ela mostra que a fé verdadeiratambém atravessa vales difíceis.O problemaé que, quando Deus silencia, nossa mente começa a criar interpretaçõesperigosas. Começamos a pensar que fomos esquecidos, abandonados ou ignorados. Eé justamente nesse ponto que a fé se torna ainda mais necessária. Porque fé nãoé apenas confiar quando tudo está funcionando. Fé é continuar caminhando mesmoquando ainda não entendemos o que Deus está fazendo.O silênciode Deus não significa ausência. Muitas vezes, Ele continua trabalhando em áreasinvisíveis. Há processos acontecendo no coração, portas sendo preparadas ecaminhos sendo organizados enquanto você ainda não consegue enxergarclaramente.Muitas dasmaiores transformações espirituais acontecem justamente nos períodossilenciosos da vida. Porque é no silêncio que aprendemos a depender menos dasemoções e mais da presença de Deus.Talvez hojevocê esteja vivendo exatamente essa fase. Uma fase em que as perguntas sãomaiores do que as respostas. Mesmo assim, Deus continua perto. Ele continuaouvindo suas orações. Continua sustentando você nos bastidores da caminhada.Nãotransforme o silêncio momentâneo de Deus em conclusão definitiva sobre o amordEle por você. O fato de você não perceber movimento não significa que Deustenha parado de agir.Hoje,continue orando. Continue buscando. Continue caminhando. Deus ainda estáescrevendo capítulos que você não consegue enxergar completamente.
O que é antigo ou velho, tem sido rejeitado pelas novas gerações. Muitas vezes nem há uma avaliação se presta ou se é importante. A rejeição tem por base a idade. Logo essa geração que tanto fala de preconceito. São incapazes de perceber os próprios preconceitos.Quase já não existem as rodas de conversa, a troca de experiência com as pessoas mais velhas. A expressão "isso era no seu tempo" mostra que todo ensino antigo está desqualificado. Mas não deveria!Veja o que diz o Salmo 78 nos versos 3 e 4: "O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez."O texto é claro ao dizer que esse ensino é passado de geração em geração. É preciso ouvir os mais velhos: seus ensinos, testemunhos, erros e acertos. É assim que deveria ser.Sei que não dá pra mudar gerações inteiras. Mas é possível mudar a nossa casa. Sente junto, converse, ensine e aprenda com as experiências do passado. Não fale sobre você, e nem sobre bobagens da vida. Fale sobre o que Deus fez e está fazendo em sua vida. É essa experiência que importa. Sua experiência com Deus pode ajudar outra pessoa.
O projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, previsto para o rio Zambeze, na província de Tete, no centro-norte de Moçambique, voltou a ganhar impulso depois de mais de duas décadas marcadas por adiamentos, mudanças de investidores e forte contestação social. Um relatório publicado pelas organizações Justiça Ambiental e CCFD-Terre Solidaire levanta sérias preocupações quanto aos impactos sociais, ambientais e culturais do projecto, alertando para o risco de deslocação de milhares de pessoas. Apresentado pelo Governo moçambicano e pelos promotores como uma peça fundamental para a transição energética da África Austral, o empreendimento prevê a construção de uma barragem com capacidade para produzir 1.500 megawatts de electricidade e um investimento estimado em 6,4 mil milhões de dólares. Contudo, um relatório publicado em 2025 pelas organizações Justiça Ambiental (JA!) e CCFD-Terre Solidaire levanta sérias preocupações quanto aos impactos sociais, ambientais e culturais do projecto, alertando para o risco de deslocação de milhares de pessoas e para a degradação de um dos mais importantes ecossistemas da região. A barragem seria construída cerca de 60 quilómetros a jusante de Cahora Bassa e desenvolvida por um consórcio privado que detém 70% da propriedade - liderado pelas empresas francesas EDF-Electricité de France (40%) e TotalEnergies (30%), juntamente com a japonesa Sumitomo Corporation (30%) - em parceria com a Electricidade de Moçambique (EDM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que mantêm 30% do projecto. Para os promotores, o projecto representa uma oportunidade para aumentar a produção de energia renovável e reforçar o papel de Moçambique como exportador de electricidade. No entanto, para muitos habitantes das comunidades afectadas, Mphanda Nkuwa é visto como mais um capítulo de uma história marcada por promessas de desenvolvimento que raramente se traduzem em benefícios para quem vive no terreno. Daniel Ribeiro, coordenador técnico da ong moçambicana Justiça Ambiental, recorda que o projecto não é novo e que o seu percurso tem sido marcado por sucessivos fracassos. “O projecto implantado desde 2000, já teve várias tentativas para o fazer avançar. Já teve o Banco Mundial envolvido, já teve investimento brasileiro, até chinês, e muitos deles acabaram por sair devido à complexidade do projecto”. “É um projecto que tem grandes impactos ambientais e sociais e agora voltou à mesa, desta vez com investimento francês. Já é um projecto com um historial muito complicado e problemático”, afirma. Nas aldeias que poderão vir a ser inundadas pela futura albufeira, a perspectiva de uma nova barragem desperta memórias dolorosas da experiência de Cahora Bassa. O relatório refere que praticamente todas as comunidades consultadas associam Mphanda Nkuwa ao trauma dos deslocamentos forçados ocorridos durante a construção da grande barragem colonial nos anos 1970. Muitas famílias foram reassentadas em terras menos férteis, perderam o acesso ao rio e viram os seus modos de vida profundamente alterados. Décadas depois, os impactos continuam presentes na memória colectiva das populações. Daniel Ribeiro sublinha que a incerteza prolongada gerou um desgaste profundo entre os habitantes locais. “O povo local já teve vários ciclos de ‘vão ter que sair das vossas terras', depois ‘não vão ter que sair'. Eles já estão cansados, não querem o projecto”, “temos uma comunidade que está a dizer não ao projecto”. De acordo com o relatório publicado em 2025 pelas organizações Justiça Ambiental (JA!) e CCFD-Terre Solidaire, a criação da albufeira poderá inundar cerca de 100 quilómetros quadrados de território e obrigar à deslocação directa de mais de 1.400 famílias, num total estimado superior a 8.000 pessoas. Contudo, os autores consideram estes números conservadores e alertam para impactos muito mais vastos. Uma avaliação preliminar aponta para quase 39 mil pessoas em risco de deslocação económica ou física e para cerca de 350 mil habitantes potencialmente afectados a jusante pelas alterações ambientais e socioeconómicas provocadas pela barragem. Grande parte destas populações vive da agricultura familiar, da pesca artesanal, da criação de gado e, em algumas comunidades, da extracção artesanal de ouro. As margens do Zambeze constituem a base da sua sobrevivência económica e alimentar. “As barragens são o sector industrial que deslocou o maior número de pessoas no mundo”, afirma Daniel Ribeiro. “Os rios são zonas muito produtivas, muito importantes para a soberania alimentar da zona. Então, [as populações] vão perder o seu acesso ao rio. Grande parte das ‘machambas' ou terrenos agrícolas mais produtivos está ao lado do rio.” Para o ambientalista, os efeitos não se limitam às populações directamente deslocadas. Uma das principais críticas feitas ao projecto diz respeito precisamente à ideia de que a energia hidroeléctrica constitui uma solução simples para a crise climática. Daniel Ribeiro considera que essa narrativa ignora riscos crescentes associados às alterações climáticas. A produção hidroeléctrica depende da estabilidade dos regimes de precipitação e dos caudais dos rios, algo que poderá ser cada vez mais difícil de garantir num contexto de aquecimento global: “As barragens são sensíveis às mudanças climáticas, mudanças na precipitação. Podes ter menos água, mais água, menos cheias, mais cheias. E as projecções climáticas para a zona fazem com que vá haver mais variabilidade, que não é boa para a produção de energia.” Outra das críticas prende-se com o destino da electricidade produzida. Embora o projecto seja frequentemente apresentado como um instrumento para combater a pobreza energética no país, uma parte significativa da energia será exportada para os mercados regionais. “A electricidade não é para nós, é para exportação”, garante Daniel Ribeiro.
Muitas vezes nos sentimos desconfortáveis, pois estamos falando com alguém e somos ignorados. Entretanto nosso Deus nunca nos ignora, esta é uma verdade clara na Escritura. Se queremos ser ouvidos precisamos, tão somente, falar, pois nosso Deus no ouve sempre, com atenção e amor. É maravilhoso saber que nunca somos ignorados, esquecidos ou abandonados. Fale, pois o Senhor, nosso Deus, sempre nos ouve.
Ficar sentado por longos períodos reduz fluxo sanguíneo e desregula metabolismo, além de diminuir concentração e níveis de energia; mas há maneiras simples de minimizar danos.
Ficar sentado por longos períodos reduz fluxo sanguíneo e desregula metabolismo, além de diminuir concentração e níveis de energia; mas há maneiras simples de minimizar danos.
A fraqueza não é o fim da caminhada. Muitas vezes, é justamente nela que aprendemos a depender mais profundamente de Deus. Neste episódio do Devocional da Manhã, refletimos sobre como o Senhor manifesta sua força em pessoas comuns, cansadas e limitadas.Uma palavra bíblica curta para fortalecer sua fé e lembrar que Deus pode agir poderosamente mesmo quando você se sente pequeno.Leia também as devocionais em texto no site: www.devocionaldamanha.comCompartilhe este episódio com alguém que precisa encontrar força em Deus hoje.
Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Números, capítulo 22, versículos 1 ao 14, nos traz uma mensagem sobre a bênção do Senhor que não pode ser anulada em nossas vidas.O capítulo 22 de Números apresenta um momento marcante na caminhada de Israel. O povo havia avançado pelo deserto e acampado nas campinas de Moabe. Ao ver tudo o que Deus estava fazendo em favor de Israel, Balaque, rei de Moabe, foi tomado pelo medo e decidiu procurar Balaão para amaldiçoar o povo de Deus.A partir desse texto, aprendemos importantes lições sobre o tema “Bênção ou Maldição?”1. Quem anda debaixo da vontade de Deus vive debaixo da Sua bênçãoBalaque queria contratar Balaão para lançar uma maldição sobre Israel, mas havia um problema: Deus já havia abençoado aquele povo.A bênção de Deus não dependia da opinião dos inimigos, nem das circunstâncias ao redor. Ela estava fundamentada na aliança que Deus havia estabelecido com Seu povo.Muitas vezes existem pessoas que desejam o nosso fracasso, mas quando Deus decide abençoar, ninguém pode impedir."Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou?" (Nm 23:8)Quando Deus libera uma palavra de bênção, ela é maior que qualquer oposição.2. O medo enxerga ameaça onde Deus está realizando propósitoBalaque olhou para Israel e enxergou um problema. Deus olhava para Israel e via o cumprimento de uma promessa.A mesma situação pode ser vista de maneiras diferentes. Quem vive pelo medo tenta controlar tudo. Quem vive pela fé confia na direção de Deus.Há pessoas que interpretam o avanço dos outros como ameaça, mas aquilo que Deus está fazendo não pode ser combatido pelos recursos humanos.3. Nem toda proposta que parece vantajosa vem de DeusOs mensageiros chegaram a Balaão trazendo honra, reconhecimento e recompensa.Antes de aceitar qualquer proposta, Balaão precisou consultar a Deus. Isso nos ensina que nem tudo o que parece uma oportunidade é uma direção divina.Nem toda porta aberta foi aberta por Deus.O cristão maduro não decide apenas pelo lucro, pela vantagem ou pela aparência. Ele pergunta:"Qual é a vontade de Deus para esta situação?"4. A voz de Deus deve ser maior que a voz dos interessesQuando Balaão consultou o Senhor, Deus foi claro:"Não irás com eles, nem amaldiçoarás este povo, porque é bendito." (Nm 22:12)Deus não deixou espaço para dúvidas. A resposta foi objetiva.Muitas vezes buscamos inúmeras opiniões porque não gostamos da resposta que Deus já nos deu. Porém, maturidade espiritual é obedecer mesmo quando a direção divina contraria nossos interesses pessoais.5. Deus transforma tentativas de maldição em instrumentos para revelar Sua glóriaA história mostra que aquilo que Balaque planejou como maldição acabou se tornando uma oportunidade para Deus demonstrar Seu poder.O inimigo queria destruir Israel, mas Deus usou toda aquela situação para confirmar ainda mais Sua bênção sobre o povo.Isso continua acontecendo hoje. Deus é capaz de transformar ataques em testemunhos, lutas em crescimento e crises em oportunidades para manifestar Sua graça.Conclusão: A grande pergunta deste texto não é apenas "Existe maldição?", mas sim: "Sobre qual voz estamos construindo nossa vida?"Israel estava protegido porque caminhava debaixo da palavra de Deus. Balaque confiava em estratégias humanas. Balaão estava diante da decisão entre obedecer ao Senhor ou seguir seus próprios interesses.A bênção não está em fórmulas, objetos ou palavras humanas. A verdadeira bênção está em viver alinhado com a vontade de Deus.Quando Deus declara Sua bênção sobre uma vida, nenhuma maldição tem poder para prevalecer.Que possamos escolher diariamente o caminho da obediência, pois onde há obediência ao Senhor, há proteção, direção e bênção.Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Durante quase meio século, um homem simples realizou um gesto que mudou inúmeras histórias.Todos os dias, ele saía de casa, atravessava a rua e fazia uma pergunta muito simples:— Gostaria de tomar uma xícara de chá?Seu nome era Don Ritchie.Ele morava em frente a um dos pontos turísticos mais conhecidos de Sydney, na Austrália. Com o tempo, passou a perceber pessoas enfrentando momentos profundos de sofrimento emocional.Enquanto muitos seguiam seu caminho, Don escolhia fazer algo diferente.Aproximava-se.Iniciava uma conversa.Oferecia escuta.E, muitas vezes, um chá em sua própria casa.Ao lado da esposa, Moya, recebia pessoas que precisavam, acima de tudo, de atenção e acolhimento.Sem julgamentos.Sem respostas prontas.Sem pressa.Apenas presença.Ao longo dos anos, centenas de pessoas tiveram suas vidas impactadas por esse gesto de humanidade.Muitas voltaram depois para agradecer.Outras escreveram cartas contando sobre os caminhos que puderam seguir, as famílias que construíram e os sonhos que realizaram.Don nunca se considerou um herói.Mas deixou ao mundo uma lição poderosa:Nem sempre alguém precisa de grandes soluções.Às vezes, precisa apenas ser visto.Ser ouvido.Sentir que importa para alguém.Porque um gesto aparentemente pequeno pode transformar um dia, uma história e até uma vida inteira.E talvez seja por isso que a pergunta de Don continue ecoando até hoje:— Gostaria de tomar uma xícara de chá?
O comerciante Azmi Ibrahim Muhammad Ahmad faleceu nesta quinta-feira (4), aos 89 anos, deixando uma trajetória marcada pelo empreendedorismo, pela dedicação ao trabalho e pela contribuição ao desenvolvimento econômico de Lauro Müller e região. Natural da Palestina, Azmi nasceu em 25 de março de 1937 e chegou ao Brasil ainda jovem, aos 19 anos. Em busca de oportunidades, iniciou sua caminhada no Rio Grande do Sul, trabalhando como mascate e vendendo produtos de porta em porta. Mesmo enfrentando as dificuldades de um novo país e sem dominar o idioma português, demonstrou desde cedo determinação e disposição para vencer os desafios. Após se estabelecer em Lauro Müller, deu início a uma história que se confundiria com o crescimento do comércio local. Em abril de 1963, inaugurou a Casa São Paulo, atual São Paulo Magazine, empreendimento que se tornou uma das principais referências do setor na região. O sucesso dos negócios permitiu a expansão da empresa e, na década de 1980, novas filiais começaram a ser abertas. Durante entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta sexta-feira (5), o filho de Azmi, o empresário e ex-prefeito de Laguna, Samir Ahmad, relembrou a trajetória do pai e destacou o legado deixado por ele. “A gente se emociona em ver essa ligação do meu pai, um estrangeiro, uma pessoa que veio de fora, que tinha tudo para dar errado. Ele chegou em um outro país, falava outra língua e foi abraçado, acolhido. Fez sua história e deixou exemplo para todos nós”, afirmou. Samir ressaltou ainda que o legado do pai vai muito além dos negócios construídos ao longo das décadas. Segundo ele, Azmi deixou ensinamentos que marcaram familiares, amigos e colaboradores que conviveram com ele. “Deixou os ensinamentos para todos que passaram pela vida dele, para todos que estiveram à volta dele. Foram dezenas de colaboradores e colaboradoras que trabalharam com ele e que aprenderam alguma coisa. Todos que quiseram aprender tiveram essa oportunidade. Muitas dessas pessoas estiveram aqui no velório”, destacou. Reconhecido pelo espírito empreendedor e pela capacidade de superar obstáculos, Azmi Ahmad construiu uma história inspiradora para gerações de empresários da região. Sua trajetória é lembrada como exemplo de perseverança, trabalho e gratidão à comunidade que o acolheu e onde constituiu família, amigos e negócios. Com sua partida, Lauro Müller perde um dos personagens mais importantes de sua história empresarial, mas mantém vivo o legado de um homem que transformou desafios em oportunidades e ajudou a impulsionar o desenvolvimento econômico do município.
Durante quase meio século, um homem simples realizou um gesto que mudou inúmeras histórias.Todos os dias, ele saía de casa, atravessava a rua e fazia uma pergunta muito simples:— Gostaria de tomar uma xícara de chá?Seu nome era Don Ritchie.Ele morava em frente a um dos pontos turísticos mais conhecidos de Sydney, na Austrália. Com o tempo, passou a perceber pessoas enfrentando momentos profundos de sofrimento emocional.Enquanto muitos seguiam seu caminho, Don escolhia fazer algo diferente.Aproximava-se.Iniciava uma conversa.Oferecia escuta.E, muitas vezes, um chá em sua própria casa.Ao lado da esposa, Moya, recebia pessoas que precisavam, acima de tudo, de atenção e acolhimento.Sem julgamentos.Sem respostas prontas.Sem pressa.Apenas presença.Ao longo dos anos, centenas de pessoas tiveram suas vidas impactadas por esse gesto de humanidade.Muitas voltaram depois para agradecer.Outras escreveram cartas contando sobre os caminhos que puderam seguir, as famílias que construíram e os sonhos que realizaram.Don nunca se considerou um herói.Mas deixou ao mundo uma lição poderosa:Nem sempre alguém precisa de grandes soluções.Às vezes, precisa apenas ser visto.Ser ouvido.Sentir que importa para alguém.Porque um gesto aparentemente pequeno pode transformar um dia, uma história e até uma vida inteira.E talvez seja por isso que a pergunta de Don continue ecoando até hoje:— Gostaria de tomar uma xícara de chá?
Você sabe qual é a real diferença entre uma Associação Local, uma União e uma Divisão na Igreja Adventista do Sétimo Dia? Muitas pessoas confundem essas instâncias com uma burocracia corporativa ou uma pirâmide autoritária, mas a realidade teológica e prática é completamente diferente. Neste vídeo, vamos abrir o "capô" da administração adventista para entender como três níveis diferentes trabalham de forma coordenada para sustentar uma única missão global. O que você vai descobrir neste vídeo: * Associação Local (O Chão): Como ela nasceu historicamente em 1861 para proteger propriedades e organizar o ministério local. * União (A Coluna Vertebral): O papel de coordenação regional que une as associações e distribui recursos com equilíbrio. * Divisão (A Ponte): Como ela atua como um braço da Associação Geral para contextualizar os planos globais sem perder a identidade. * Ordem vs. Confusão: Por que essa estrutura não é uma "hierarquia opressora", mas sim uma ordem missional projetada por Deus. * Equilíbrio Escatológico: Como a igreja consegue ser global sem ser globalista, unida sem ser uniforme, e organizada sem ser engessada. Entenda de uma vez por todas como cada nível da nossa igreja funciona como um elo de graça focado no cumprimento da Grande Comissão! Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
Meu novo canal: https://www.youtube.com/channel/UCUpUPB2Rv1iE5BjEurcYzzAVocê já percebeu que tenta resolver problemas que nem são seus? Neste episódio, Andrea Chociay fala sobre o que significa ser um bombeiro emocional e por que essa postura pode gerar mais desgaste do que ajuda. Em uma conversa leve e profunda, ela compartilha uma das descobertas mais importantes da vida adulta: nem sempre salvar alguém é um ato de amor. Muitas vezes, o verdadeiro cuidado está em permitir que as pessoas enfrentem as consequências das próprias escolhas.
Muitas vezes olhamos para as grandes estruturas da Igreja Adventista — Uniões, Divisões e a Conferência Geral — mas a verdadeira expressão visível desse movimento acontece na Igreja Local. Mas, afinal, o que define uma igreja como verdadeiramente adventista? Neste vídeo, exploramos os elementos que compõem o DNA de uma congregação local, desde a identidade doutrinária até a prática do culto e a disciplina eclesiástica. Neste episódio, discutimos: Identidade Doutrinária: Por que a "Verdade Presente" e a Mensagem dos Três Anjos são o coração da igreja local. Estrutura e Aliança: A importância de não ser uma igreja autônoma, mas interdependente e conectada ao corpo mundial. Liderança que Serve: O papel do ancião como guardião espiritual e a liderança bíblica baseada em dons. Liturgia e Adoração: Os símbolos que nos marcam, como a Escola Sabatina e a Santa Ceia com Lava-pés. Disciplina e Santidade: Como a igreja local atua como guardiã da unidade e da pureza doutrinária. Entenda por que a organização visível não é um obstáculo ao Espírito, mas a moldura pela qual Ele age com ordem e propósito. "A Igreja local não é apenas um lugar de reunião; é uma base missionária de multiplicação." Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
Neste episódio, Ricardo apresenta a Lei de Brooks, criada há mais de 50 anos e ainda muito relevante. A lei afirma que adicionar pessoas a um projeto de software, que está atrasado, tende a atrasá-lo ainda mais. Isso ocorre porque os novos integrantes precisam ser treinados e orientados pelos membros mais experientes, reduzindo a produtividade da equipe. Além disso, o aumento do número de pessoas torna a comunicação, a coordenação e a integração das entregas mais complexas. Ricardo destaca que esse conceito continua válido na era da inteligência artificial, pois adicionar mais ferramentas, agentes ou automações não resolve problemas de prioridades, processos ou governança. Muitas vezes, a solução está em remover obstáculos, simplificar decisões e melhorar a coordenação do trabalho. Escute o podcast para saber mais!
Muitas vezes achamos que Deus parou de agir porque estamos olhando com os olhos naturais.
Muitas pessoas acreditam que o sucesso depende apenas de oportunidades, sorte ou circunstâncias favoráveis. Mas será que o verdadeiro sucesso não começa muito antes, dentro de cada um de nós?Neste episódio do SNICAST, o Preletor Oswaldo Garraffa Neto conduz uma profunda reflexão sobre os princípios espirituais que levam à prosperidade, à realização pessoal e à concretização dos objetivos. Descubra como fortalecer sua mentalidade, despertar sua capacidade infinita e alinhar pensamentos, palavras e ações para manifestar resultados cada vez mais positivos em sua vida.| Os livros-textos deste episódio são: O Livro dos Jovens / Abrindo o Canal da Provisão Infinita / Todos podem ter sucesso / A Verdade da Vida v.7; Para adquirir e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Saiba mais sobre as Revistas da Seicho-No-Ie no site: https://snibr.org/SNI_Revistas;| Para encontrar a Associação Local mais próxima de você, acesse: https://snibr.org/pod_onde_encontrar;| Quer começar a praticar a Meditação Shinsokan, mas não sabe como? Conheça a Meditação Shinsokan guiada: https://rebrand.ly/shinsokan_7min;| Acompanhe também as nossas redes sociais para mais conteúdos e novidades: https://rebrand.ly/FaceSNI (Facebook) e https://rebrand.ly/instaSNI (Instagram)
Neste episódio, eu falo sobre a importância de reconhecer onde termina o meu campo e onde começa o das outras pessoas. Muitas vezes eu percebo que absorvemos emoções, expectativas e energias que não nos pertencem, e isso influencia diretamente a forma como vivemos e nos sentimos.Mentoria: Agende seu horário comigo.Universo: Faça parte da nossa comunidade e tenha acesso a áudios de reprogramação emocional e conteúdos exclusivos.Newsletter: receba minhas cartas gratuitamente no seu e-mail.Plano Mágico: cadastre seu e-mail para saber sobre a próxima edição.Por hoje é só.Um beijo e até o próximo episódio!
A actualidade africana desta semana fica marcada pelo agravamento do surto de Ébola na República Democrática do Congo, pela mudança política em Cabo Verde após as legislativas, pela contestação ambiental em torno dos investimentos franceses em Moçambique e pela persistente crise energética em São Tomé e Príncipe. Em Angola, o Presidente João Lourenço rejeitou a proposta de pacto para a estabilidade apresentada pela UNITA, considerando não existir uma situação de crise política que o justifique. As mortes suspeitas provocadas pelo Ébola na República Democrática do Congo ascendem já a 177, enquanto os casos identificados chegaram aos 750. O alerta foi lançado esta sexta-feira pelo director-geral da Organização Mundial da Saúde, que receia que a dimensão real da epidemia possa ser “muito maior”. Numa fase inicial, os sintomas febris confundem-se frequentemente com doenças comuns em África, como a malária, o que pode atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de morte. Em Angola, depois do alerta sanitário, foram reforçados os procedimentos de vigilância epidemiológica. O chefe do Departamento de Higiene e Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde angolano, Eusébio Manuel, explicou as medidas adoptadas para prevenir a propagação da doença. "Um dos principais sintomas é febre. Muitas das vezes cruzamos nos nossos países, onde a malária é a primeira causa de morte e de doença, suspeitamos sempre como seja malária, mas depois os sintomas secundários vão aparecendo, dias depois. As pessoas apresentam sinais de febre e essa febre pode cruzar-se com astenia, dores musculares, mas são sinais-sintomas que vêm a posteriori. O sinal principal para reconhecimento é a febre. E depois vamos fazendo outros diagnósticos diferenciados. As hemorragias aparecem no quinto, sétimo dia, mas aí é onde ocorre o maior perigo, em que a pessoa esquece-se que está frente a uma doença altamente contagiosa como a doença hemorrágica. Mas nesta fase a pessoa já se envolveu com o doente. Por isso o contágio é muito frequente", referiu. Em Cabo Verde, os resultados provisórios das eleições legislativas apontam para uma vitória do PAICV, liderado por Francisco Carvalho. O partido da oposição conta, até ao momento, com 36 deputados eleitos, enquanto o MpD conquistou 32 assentos parlamentares e a UCID dois deputados. Faltam ainda atribuir dois mandatos, decisivos para determinar se o PAICV alcançará uma maioria relativa ou absoluta. Os resultados definitivos deverão ser conhecidos até 25 de Maio. As eleições ficaram igualmente marcadas por uma taxa de abstenção histórica de 53,3%, revelando que mais de metade dos eleitores não participou no acto eleitoral. A investigadora Roselma Évora considera que este elevado nível de abstenção reflecte o descontentamento da população cabo-verdiana em relação à classe política e às actuais lideranças. " Os cabo-verdianos valorizam profundamente a democracia, mas muitos sentem-se frustrados com a forma como ela funciona na prática. Existe a percepção de que o sistema político está demasiado fechado sobre os partidos e que as oportunidades não chegam de forma igual a todos os cidadãos. Apesar de termos uma Constituição moderna, muitas pessoas acreditam que apenas uma pequena elite ligada aos grandes partidos beneficia verdadeiramente do sistema democrático. Os dados mostram isso claramente: apenas 19% dos cabo-verdianos dizem estar satisfeitos com a democracia. E é legítimo perguntar quem são esses 19%. Na minha opinião, trata-se sobretudo das elites partidárias que têm controlado o poder ao longo dos anos. A elevada abstenção é, portanto, um sintoma antigo de descrença e desconfiança. Muitas pessoas deixaram de se rever nos políticos e nas lideranças actuais. Cabo Verde não está isolado desta tendência mundial de crise de liderança e de afastamento entre cidadãos e representantes políticos", sublinhou. Na sequência da derrota eleitoral, a direcção nacional do MpD reúne-se esta sexta-feira para analisar os resultados e preparar a convenção extraordinária destinada à escolha do sucessor de Ulisses Correia e Silva. O antigo primeiro-ministro apresentou a demissão após dez anos à frente do Governo e do partido. Paulo Veiga e Orlando Dias já manifestaram publicamente a intenção de disputar a liderança do Movimento para a Democracia. Em Angola, o Presidente João Lourenço recebeu no Palácio Presidencial o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, para discutir a proposta de pacto para a estabilidade nacional. O documento defendia, entre outros pontos, uma revisão constitucional, reformas políticas e uma amnistia para crimes económicos e financeiros. Depois de analisar a proposta, João Lourenço afirmou não haver fundamento para a sua aprovação, argumentando que pactos desta natureza apenas se justificam em contextos de crise política. Em Paris, na véspera das assembleias-gerais da petrolífera Total e dos bancos Crédit Agricole e Société Générale, a ONG francesa CCFD-Terre Solidaire e a organização moçambicana Justiça Ambiental alertaram para os impactos humanitários e ecológicos dos investimentos franceses em Moçambique. Daniel Ribeiro, da Justiça Ambiental, denunciou os efeitos do projecto liderado pela Total, classificando-o como uma “bomba climática” devido às consequências ambientais associadas à exploração de gás. Já em São Tomé e Príncipe, o agravamento da crise energética levou o chefe do Governo a reunir-se com trabalhadores da Empresa de Água e Electricidade (EMAE) para avaliar soluções urgentes. Apesar da aquisição de novos geradores, os problemas de abastecimento persistem. O sindicato dos trabalhadores da empresa aponta decisões políticas inadequadas como uma das principais causas da actual crise energética no país.
Muitas pessoas acham que as decisões em uma igreja mundial são tomadas de forma autoritária ou puramente política. Mas você sabia que a Igreja Adventista do Sétimo Dia adota um "modelo representativo interdependente"? Neste vídeo, vamos entender como funciona a tomada de decisões nas assembleias e comissões, e qual é o verdadeiro papel do membro e do leigo nesse processo. O que você vai descobrir neste vídeo: * A Base Bíblica: O modelo de Atos 15 e como os concílios do Novo Testamento moldaram nossa estrutura. * História e Crise: Como a igreja superou o medo da organização em 1863 e a crise de centralização em 1901. * Como Funcionam as Assembleias: Desde a sua igreja local até a Associação Geral (GC Session). * A Voz do Leigo: Por que governar na IASD também é um ato de discipulado e inclusão ativa da membresia. * O Voto como Ato Espiritual: O que fazer quando há dissenso e como o voto busca discernir a vontade do Espírito Santo, e não fazer política. Se você é membro, líder ou deseja entender como a voz coletiva protege a unidade doutrinária e impulsiona a missão profética da igreja, este vídeo é para você! Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
Neste episódio, Ricardo explica que o crescimento na carreira de gestão de projetos não se define apenas por habilidades técnicas, certificações ou ferramentas. Muitas vezes, os momentos mais importantes são interações breves e inesperadas durante crises ou conversas difíceis. Nessas situações, os líderes observam quem mantém a calma, simplifica o caos, comunica-se com clareza, assume a responsabilidade e ajuda os outros a tomar decisões. Embora a competência técnica seja essencial, a confiança e a liderança sob pressão tornam-se os verdadeiros diferenciais à medida que as carreiras evoluem. Com a inteligência artificial automatizando muitas tarefas técnicas, habilidades humanas como julgamento, comunicação e tomada de decisão em situações incertas tornam-se ainda mais valiosas. Às vezes, um momento que pode mudar a carreira dura apenas alguns minutos. Escute o podcast pra saber mais!
Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?