Township in Sagaing Region, Burma
POPULARITY
Categories
Amorim em Milão ruma a um clube conhecido por ser um "cemitério de treinadores". O técnico arrisca tudo para provar o seu valor depois do desfecho de Manchester. Ainda o plano de Portugal em risco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No Mundial, entre domingo e segunda-feira hoje a bola acabou no fundo da baliza 28 vezes. Destaque para a Alemanha e a Suécia. Ainda, o regresso aos títulos no basquetebol e às vitórias na Formula 1.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio de Bom Dia, Obvious, Marcela Ceribelli recebe a psicanalista Thaís Basile para uma conversa sobre as marcas que a relação com os pais deixa na vida adulta e o desafio de construir uma identidade própria sem repetir histórias que herdamos.Ao longo do episódio, Thaís reflete sobre abandono paterno, ausência emocional, traumas familiares e a dificuldade de enxergar a família para além das narrativas idealizadas. A conversa passa por assuntos como maternidade, luto, repetição de padrões, medo de reproduzir os erros dos pais, relações familiares e a possibilidade de transformar a própria história sem deixar de reconhecer de onde ela veio. Para receber em primeira mão a pré-venda do Clube do Livro clique aquiNos acompanhe também: Marcela Ceribelli no Instagram: @marcelaceribelliInstagram da Obvious: @obvious.ccTikTok da Obvious: @obvious.ccChapadinhas de Endorfina: @chapadinhasdeendorfinaOuça também, outros podcasts da Obvious:Podcast Chapadinhas de Endorfina.docPodcast Academia do PrazerLivros da Marcela Ceribelli:Sintomas — e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou: AQUIAurora: O despertar da mulher exausta: AQUIInstagram da Thais Basile: AQUICitações:Livro: Filhos Adultos de Pais Emocionalmente Imaturos, de Lindsay Gibson : AQUI Livro: Quase só coisas mortas, de Kristen Arnett: AQUILivro: O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir: AQUILivro: A ridícula ideia de nunca mais te ver, de Rosa Montero: AQUILivro O conto de Aia, de Margaret Atwood: AQUILivros de Elisama Santos: AQUILivros de Melanie Klein: AQUIFilme Encanto: AQUI
Hola! Estan bienne? Esta semana Mafalda e Rui quase que apenas se encontram para gravar podcast. Rui foi numa viagem de bagaçada a Espanha e Mafalda numa viagem de influencers. Portanto, sumo não falta. Rui compete com crianças num quizz numa quinta, falam sobre os Santos e de chorar num espectáculo de golfinhos. Agora, assuntos mais sérios, Mafalda teve paralisia do sono e foi uma coisa assustadora. Ainda houve tempo para falar sobre o doc das Patrocínio do do Rui ter sempre cara de banana nos stories. Enjoy! Ahh Mafalda está a ver off Campus, mas ninguém vê issoAPOIOS:sporttvhttps://www.sporttv.pt/aderir
O Mundial tornou-se um palco de jogadas políticas e restrições às liberdades. Ainda, a mudança de rota na procissão do Corpo de Deus reacende o debate sobre a integração.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Novos nomes elegidos para o TC e a entrada de um perfil indicado pela extrema direita põe em causa o regime ou garante o pluralismo? Ainda, com a PSU receber apoios sociais passa a exigir trabalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 12, Carlos Andreazza fala sobre a rejeição da Polícia Federal à segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Os investigadores comunicaram a recusa ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à defesa do dono do Banco Master. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda está analisando a proposta de colaboração e não deu uma resposta formal até o momento. O procurador-geral Paulo Gonet orientou à sua equipe a analisar o material com cautela e não tem um prazo definido para finalizar essa análise. A avaliação dos investigadores da Polícia Federal foi que as informações apresentadas pelo dono do Banco Master não traziam novidades diante das provas já colhidas na investigação, como do próprio telefone celular de Vorcaro. Ainda sobre a delação do banqueiro, na segunda proposta de Vorcaro teria, segundo relato da revista Veja, uma acusação de pagamento de propina ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Um dos temas que o dono do Banco Master teria oferecido aos investigadores para fechar o acordo menciona uso de conta no exterior para repassar recursos ao senador do Amapá. De acordo com a revista, o banqueiro teria feito um pagamento de US$ 30 milhões, o equivalente hoje a cerca de R$ 153,5 milhões. A cifra fora depositada numa conta secreta e repassada a Alcolumbre em troca de apoio para assuntos de interesse de Vorcaro. A revista Veja diz que a operação financeira foi feita por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um dos mais importantes economistas brasileiros. Marxista, que teve uma carreira brilhante na academia, como professor da USP e da PUC em São Paulo. Houve um período em que teve que ficar afastado, por conta da ditadura militar no Brasil. Ele sempre teve uma militância política junto com a carreira acadêmica, e também como intelectual. Uma figura muito inquieta, no sentido de que ele não se acomodava a um determinado tema. Este foi Paul Singer, personagem do documentário que faz parte de uma série de documentários de não ficção realizados pelo diretor Ugo Giorgetti. Este terceiro episódio sobre a série teve a colaboração por meio de entrevistas com o ex-aluno de Singer, Marcos Barreto, a jornalista e pesquisadora Paula Quental, autora de uma dissertação de mestrado sobre a trajetória política e intelectual de Singer, e Marcelo Justo, diretor executivo do Instituto Paul Singer. Roteiro Liniane Brum: Paul Singer, uma utopia militante: esse episódio é o terceiro de uma série sobre os documentários e as peças de não ficção do diretor de cinema Ugo Giorgetti. Meu nome é Liniane Brum, sou doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e realizei a pesquisa de pós-doutorado “Contra o apagamento – o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti” também na Unicamp, no Labjor, com o apoio da Fapesp. [Trilha musical] Liniane: A partir do ano de 2020, Ugo Giorgetti assina três documentários biográficos. São produções realizadas sob encomenda, que têm em comum a apresentação de homens que se destacaram em suas áreas de atuação e como pessoas também. São filmes que não partem de uma inquietação artística ou de uma necessidade intelectual. Ainda assim, são autorais. Estou falando dos filmes Paul Singer, uma utopia militante, produção de 2021, A invenção de Conrado Wessel, de 2024, e Alberto Dines – vínculos de liberdade, que saiu em 2026. Neste episódio vamos tratar de Paul Singer, uma utopia militante. Eu conversei com três pessoas sobre esse documentário. O economista, produtor do filme e ex-aluno de Singer, Marcos Barreto, que me ajudou a entender os bastidores da produção. A jornalista e pesquisadora Paula Quental, autora de uma dissertação de mestrado sobre a trajetória política e intelectual de Singer, e Marcelo Justo, diretor executivo do Instituto Paul Singer. [Vinheta Oxigênio] Liniane: Antes de mais nada, pedi a eles que apresentassem quem foi Paul Singer. Paula Quental: Ele era de uma família judia, assimilada, como se diz, não era religiosa. Ele vinha da Áustria, a mãe percebeu para onde caminhava a coisa do nazismo. Ele conta, inclusive tá na dissertação, que ele descobriu que era judeu, aos seis anos de idade, quando a Áustria foi anexada por Hitler. Aí, chegaram os amiguinhos dele do colégio, com aquelas bandeirinhas nazistas, com a suástica, e ele queria sair junto (com os meninos) com aquela bandeirinha. Aí, a mãe dele vira para ele e diz: “mas, Paul, você é judeu”. Marcos Barreto: É um dos mais importantes economistas brasileiros, marxista e veio com sete anos fugindo do nazismo, com a mãe, o pai já havia falecido, ele veio com a mãe para São Paulo, e ele faz um curso técnico primeiro, ele começa a trabalhar como metalúrgico, só depois ele vai fazer faculdade. E vai fazer faculdade por conta de uma militância política dele, porque o sindicato, o movimento, achava, o mesmo movimento operário, que eles deveriam se qualificar as lideranças, e sugerem que ele vai fazer economia, e ele faz economia, ele se forma já com quase 30 anos, e ele depois tem uma carreira brilhante na academia, professor da USP, foi professor da PUC em São Paulo também, no período que teve que ficar afastado por conta da ditadura militar no Brasil. Ele sempre teve uma militância política junto com a carreira acadêmica, e também como intelectual, uma figura muito inquieta, no sentido de que ele não se acomodava a um determinado tema. Paula Quental: Quando ele entrou na USP, ele já tinha lido o Capital, Trotsky, Lenin, Rosa Luxemburgo, que é muito da tradição dele, ele se considerava um luxemburguista. Então, é uma história de alguém que foi mergulhando nos clássicos e foi desenvolvendo um trabalho muito original, porque ele acabou indo para uma vertente, digamos, herética do marxismo, não convencional, heterodoxa, porque ele criticava, por exemplo, a União Soviética, ele criticava o centralismo da economia, ele defendia que deveria vir da base, da economia solidária, das cooperativas. Então, ele era um crítico da Revolução de 17 de outubro, da Revolução Bolchevique. Marcos Barreto: Depois, já mais nos últimos 20 anos da vida dele, ele se dedica a um tema muito importante, que é a economia solidária, então ali ele encontra talvez o assunto dos quais ele estudou, que mais ele pôde misturar uma militância política com um saber acadêmico, e colocou em prática, ele foi secretário de economia solidária no governo Lula e Dilma, até o impeachment da Dilma, praticamente ele ficou em Brasília coordenando essa Secretaria. Liniane: Esta apresentação foi feita pela Paula e pelo Marcos. E por aí a gente já consegue ver uma trajetória bem particular, que mistura prática militante e teoria, o que já o difere de muitos intelectuais. Faltou o destaque que o Marcelo Justo fez do nosso protagonista, que trago agora. Marcelo Justo: Tem um marco na vida do Singer, tanto pessoal quanto como militante, que é trabalhar em grupo. Ele se destaca como intelectual e parece que o intelectual é uma figura sozinha, isolada, mas ele só tem essa força que ele tem pela capacidade de estar em grupo e de se conectar o Singer é o que a gente chama mais contemporaneamente de um articulador de redes, ele está sempre mantendo redes de amigos e de militantes juntos, que caminham juntos. Liniane: Marcos, como surge a ideia de um filme sobre ele, ou seja, quem fala: “olha, agora tem que ser feito um documentário sobre o Paul Singer”. Marcos Barreto: Quando ele falece, um grupo de amigos, de pessoas que gostavam muito do professor, dizem, bom, a gente precisa fazer alguma coisa pra contar essa história dele, precisamos registrar isso de alguma forma, fazemos um livro, fazemos o que? Não, vamos fazer um filme e aí a gente faz então uma campanha de crowdfunding, pra conseguir o recurso pra fazer o filme. O primeiro passo foi esse: nós não tínhamos diretor, nós não sabíamos exatamente que filme seria, mas a gente resolve fazer algo que tem muito a ver com a economia solidária, uma grande vaquinha, em todos os 27 estados do Brasil, no Distrito Federal, há pessoas que contribuíram pra que o filme fosse feito. E aí ficamos, então, pensando que diretor pode fazer esse filme, ou diretora? Quebramos a cabeça até que eu sugeri que fosse o Ugo Giorgetti. Liniane: Por que Ugo Giorgetti? Marcos Barreto: Porque, entre várias coisas, o Paul Singer escolheu a cidade de São Paulo, quer dizer, ele veio criança, ele não escolheu propriamente, foi a mãe dele que veio, porque já haviam familiares em São Paulo. Mas ele acaba vindo pra São Paulo e adota a cidade como a cidade dele. Ele era um apaixonado por São Paulo, falava isso várias vezes, ele voltava às vezes pra Europa, ia fazer palestra, dizendo que não tem nada como São Paulo. Liniane: Assistindo o documentário, a gente percebe que Ugo Giorgetti traduz o Singer múltiplo. Os entrevistados comentam o olhar do diretor sobre suas conexões com figuras importantes da política, do campo da educação e mesmo e seu papel na difusão de O Capital, de Marx no Brasil. Foi ele quem primeiro traduziu o livro para o português. Paula Quental: Teve uma passagem no documentário do Ugo Giorgetti, em que ele entrevista o Paul Singer, porque ele fez ainda várias entrevistas com o Paul Singer, em que o Singer lembra da época que ele dividiu o secretariado da Erundina com Paulo Freire. E ele fala que aprendeu muito com o Freire, que se sente extremamente influenciado pelo Freire. E isso até me estimulou a escrever uma sessão na minha dissertação, chamada Dois Paulos, em que eu analiso justamente o aspecto pedagógico da obra do Paul Singer, que ele próprio se coloca como muito influenciado pelo Freire. Marcos Barreto: Com essa amplitude que tem a vida do professor, as pessoas podiam conhecer um lado, mas pouca gente conhecia o todo, e o filme permite esse registro. E do ponto de vista acadêmico, é um registro interessante também, mais uma vez, sem ser algo cansativo, extenuante, chato, ou mais maçante, vamos dizer assim, porque ele está ali, o registro da vida intelectual, de uma forma leve, de uma forma que você compreende e fala nossa, ele fez tudo isso, nossa, foi ele então que traduziu o Capital. Liniane: No final dos anos 1950, professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, dentre os quais José Arthur Gianotti, Fernando Henrique Cardoso e Ruth Cardoso, organizaram um grupo para fazer a leitura de O Capital. Paul Singer integra esse grupo com a missão de traduzir o livro diretamente do alemão. Não custa lembrar que se trata de uma obra canônica no campo das ciências humanas. E que naquele momento Paul Singer ainda não era o economista, intelectual destacado e homem público da alta burocracia governamental. Aqui, as falas de Marcelo, Marcos e depois a Paula. Marcelo Justo: Isso é um marco né? é um marco, acho que para o Singer, é um marco na esquerda brasileira também, porque é um primeiro momento falando pelos relatos deles, que vão se debruçar sobre a obra do Marx de uma forma sistemática, durante muitos anos, – que é interrompido com o golpe de 64, mas começa, se eu não me engano, em 58, 59 e aí vão para outros autores, não só Karl Marx, que aí vão pegar o Singer como um leitor, desde criança, do alemão. Então ele integra o grupo como quem vai ler, trazer a versão original do alemão, mas é que eles vão comparando também a tradução. Então tem a leitura em alemão, tem a leitura em francês, a leitura do que existia em português. Isso depois vai servir também como base para o Singer depois fazer a tradução, a primeira tradução original em alemão do Capital, aí já nos anos 80. A partir desse grupo sai a tese de doutorado do Fernando Henrique Cardoso, então acho que tem todos esses marcos. O professor Roberto Schwarz até hoje também se refere a esse momento, o professor Michael Löwy, que é conselheiro do nosso instituto, que foi muito amigo do Singer, também se refere até hoje como um marco na vida dele, esse momento de leitura do Capital. Marcos Barreto: E depois tem um segundo momento, que é muito rico também, quando ele é convidado por um grupo de jovens que diz assim: “poxa, a gente queria fazer uma leitura do Capital”. E aí veio a ideia de fazer uma leitura no Teatro de Arena. Então já pensou o que era isso? Você reunia no Teatro de Arena, já na ditadura militar – aí nós estamos falando de um Brasil já fechado do ponto de vista político – e esse grupo se reunia sábado de manhã para fazer a leitura do Capital com a coordenação do professor Paul Singer. Então isso é um marco também, e desta leitura ele também aproveitou, como bom acadêmico, e fez um livro sobre essa experiência. Paula Quental: Eu ouvi do Lincoln Seco, professor de História da USP, que ouviu do Florestan Fernandes, que ele é a pessoa que mais conheceu O Capital no Brasil. Ele editou uma edição da Abril Cultural do Capital, uma edição famosa do início dos anos 1980, que a editora Ubu agora reeditou. E ele lia no original, ele mergulhou, e desde uma externa idade. Liniane: Eu selecionei um trecho do documentário em que o próprio Paul Singer fala sobre Marx. Ele integra o segmento intitulado por Ugo Giorgetti “Um autodidata na USP”. Ouve só: [Trecho do documentário] Paul Singer: Marx, em primeiro lugar, deu uma visão do capitalismo que ninguém havia dado antes, e que agora se mostra inteiramente verdadeira. Marx está sendo ressuscitado por não marxistas, exatamente como coincide, eu diria, de uma forma ultra surpreendente com este capitalismo extremamente em crises, crises que se repetem etc. porque ele entendeu, uma das coisas que tem Marx, a contribuição dele, é só dele, não é de outros, é que os economistas clássicos, tipo Ricardo, Adam Smith e tantos outros, que não eram reacionários, não, eles não eram de direita, mas eles jamais lembrariam em analisar a economia através de lutas de classes, isso é Marx. [Efeito Sonoro] (Voz de Paul Singer bem baixinha) [Silêncio prolongado] [Trilha incidental] Liniane: Marcelo, o Instituto Paul Singer e o documentário nascem praticamente ao mesmo tempo e se dedicam à difusão do legado do professor. Em que medida essa coincidência influencia o trabalho da entidade? Marcelo Justo: O Instituto, ele começa em 2021, a organização dele. No final do ano é que ele se formaliza com o CNPJ, e em 2022 é lançado, tornado público o Instituto. Ele é uma iniciativa dos familiares do Paul Singer, basicamente eu e a Helena Singer, que é a minha esposa, filha dele. É uma associação sem fins lucrativos que tem como missão preservar e reinventar esse legado. Um legado que tem esse histórico de uma luta pela democracia, pela solidariedade, a luta contra todas as formas de injustiça e desigualdade. Marcelo Justo: O nosso principal desafio é a difusão, é a divulgação das ideias e obras do Singer. Então, um documentário como esse é muito importante, ajuda muito nisso em 50, 40 e poucos minutos, assim, você tem a trajetória inteira dele, da história de vida, as principais ideias e algumas das polêmicas enfrentadas na trajetória, na vida dele. Então, para a gente, é um material muito importante, muito rico para divulgar. Liniane: É fato: documentário e Instituto convergem em objetivo e se fortalecem mutuamente. Porém, Marcos Barreto me explicou que o filme foi feito a partir de entrevistas realizadas em momentos diferentes. Na primeira, de 2015, Paul Singer é entrevistado pelo grupo que viria a produzir o documentário. A segunda é feita por Giorgetti, em 2018, antes do falecimento do professor. Já o Instituto, como Marcelo me contou, e formalizado em 2022. Marcos Barreto: O professor, no final da vida, já nos últimos anos, tinha alguns fatores de memória, algumas coisas que estavam começando a falhar. E a gente identificou isso, e a família, e a gente falou, bom, vamos gravar, vamos colocar o Paul Singer falando sobre a vida dele, sobre coisas que ele fez na vida que são marcantes, sobre passagens importantes, vamos quase que fazer uma entrevista com ele. E a gente fez duas sessões grandes com o professor, foi o Fernando Kleyman quem organizou isso, em Brasília. E ele então, por duas sessões de quase três, quatro horas, falou um monte, o que foi ótimo, porque quando a gente conseguiu resolver o dinheiro para fazer o filme, escolher o Ugo, etc, o professor havia já avançado na doença, já tinha dificuldade, o Ugo chegou a conversar com ele ainda em vida, o filme é lançado depois que o professor já faleceu. Liniane: O documentário foi divulgado na imprensa como uma produção que praticou a Economia Solidária. O que significaria essa afirmação, Marcelo? Marcelo Justo: Então, na economia solidária, democracia e autogestão são sinônimos, praticamente, nos escritos dele. Então, o que é isso? As pessoas se organizarem para produzir juntos, sem patrão e sem empregado. Todo mundo é cooperado. Não é à toa que o documentário tem o nome da utopia militante, que esse é o título do livro dele, que ele se coloca a isso, né? A questão da utopia como uma militância. A militância dele é por essa utopia, que é uma utopia de construir um socialismo que seja democrático, que não seja a experiência do chamado socialismo real, que é uma ditadura de esquerda. Liniane: Marcos também comentou sobre o termo utopia que está no título do documentário. E destacou, mais uma vez, a multiplicidade de papeis de Singer nos vários espaços em que atuou. Marcos Barreto: Esse título é tão forte e também resume tanto do que é o professor, porque justamente reúne essas duas facetas, que é uma pessoa que é um intelectual brilhante, professor titular da USP, com um militante que nunca deixou de ser militante. Ele foi estudar economia porque ele era um militante, e ele termina a vida como alguém que está pensando a economia solidária, que é algo prático, então ele não tava sendo um teórico da economia solidária, só que aí no meio desse percurso, já nessa última década da vida, nas últimas duas décadas, ele escreve esse livro, que é uma utopia militante, então ele assume ali o quê? Que ao mesmo tempo que ele está defendendo algo que é utópico, que é um desejo do que ele gostaria de ver acontecer, ele assume que aquilo só vai acontecer se tiver militância, ou seja, talvez aí, diferente do socialismo científico, que parte da ideia de que há uma evolução natural da história que vai ligar o socialismo, e que é algo que aliás o Singer não acreditava. Então o título, na verdade, quem escolheu foi o professor Paulo Singer, para o livro, e a gente quando viu, quando foi pensar no título do filme, a gente falou, putz, difícil achar um nome melhor do que Utopia Militante. Liniane: O documentário estreou no Festival Internacional É Tudo Verdade, em 2021, em um momento em que a letalidade do coronavírus alcançava um dos seus picos. Ele foi exibido de modo on-line, mediante a distribuição de duas mil senhas, que se esgotaram em poucos minutos. [Efeito sonoro] Liniane: “A trajetória política e intelectual de Paul Singer: da crítica marxista à Economia Solidária” é o título da dissertação de mestrado defendida por Paula Quental no Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB, da USP, a Universidade de São Paulo, em 2024. Marcelo Justo, que é doutor em geografia pela mesma universidade, organizou o livro “Urbanização e Desenvolvimento”, uma coletânea de textos de Paul Singer. O volume foi editado pela Autêntica em parceria com a Fundação Perseu Abramo. Marcos Barreto é hoje Diretor Geral do Instituto Equipe Educação, Cultura e Cidadania e Vice-Diretor Geral da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), e segue engajado com a divulgação do legado de Singer. [Vinheta de encerramento Oxigênio] Esse trabalho de divulgação sobre a obra de não ficção do cineasta Ugo Giorgetti é realizado no âmbito do Programa Mídia Ciência, do Labjor, com supervisão da Simone Pallone. As entrevistas, o roteiro e a narração desse episódio foram feitos por mim, Liniane Brum. A revisão do roteiro é da Simone Pallone. A edição é do Guilherme Lopes, estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares da Unicamp, a Cocen. A vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez. As trilhas usadas no podcast são de Blue Dot Sessions, tiradas do Free Music Archive. A gente vai deixar a ficha técnica do filme na descrição do episódio. As reportagens referentes à divulgação da obra de não ficção de Ugo Giorgetti foram publicadas no dossiê “Ugo Giorgetti” da Revista ComCiência. Este episódio conta com o suporte da Diretoria Executiva de Apoio e Permanência, da Unicamp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, por meio de bolsas, e também da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Se você gostou do conteúdo, deixe seu like e compartilhe com seus amigos.
Nesta quinta-feira (11), nossos comentaristas analisaram tudo sobre o início da Copa do Mundo, com o México vencendo a África do Sul por 2 a 0. Nosso time também vai analisar a entrevista coletiva de Alisson, falar sobre o momento do goleiro e projetar quem são os favoritos ao título do torneio. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Maryana Moro está certa de que o maior desafio do nosso tempo é lembrar quem realmente somos. Para ela, o ser humano carrega um potencial extraordinário, mas atravessou séculos de histórias e crenças que o afastaram da própria essência. Despertar, então, é fazer o caminho de volta. Talvez por isso essa relação com o invisível tenha começado tão cedo em sua vida. Ainda criança, viveu uma experiência que mudaria para sempre sua percepção da realidade. Desde então, passou a caminhar lado a lado com aquilo que chama de plano espiritual. Filha de uma psicanalista, cresceu em um ambiente onde espiritualidade e mente nunca estiveram separadas. Sua trajetória também passou pela Umbanda, onde permaneceu por cerca de dez anos, além de estudos e vivências que lhe deram uma compreensão muito particular sobre energia, consciência, proteção espiritual e cura. Mas talvez o que mais chame atenção em sua história seja a recusa em vestir o personagem da espiritualidade perfeita. Ela costuma dizer que nunca quis ser exemplo de luz, mas exemplo de uma pessoa real. Alguém que medita, ri, acolhe, extravasa, atravessa as próprias sombras e entende que a evolução acontece justamente quando temos coragem de olhar para elas. São mais de duas décadas de estudos e experiências em caminhos como Reiki, Cristaloterapia, Registros Akáshicos, Terapia Quântica e Metafísica da Saúde, sempre com a convicção de que espiritualidade e autoconhecimento só fazem sentido quando nos ajudam a viver de forma mais consciente e verdadeira. Neste papo com o podcast "45 do Primeiro Tempo", Maryana Moro contou sua história de vida, trouxe seu olhar sobre este momento que estamos vivendo e foi categórica: “Ninguém desperta para fugir da vida. Desperta para vivê-la". Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Bernardo Valente sublinha que o possível acordo entre o Irão e os EUA é frágil e reflete o declínio da hegemonia americana. Ainda acrescenta que a Ucrânia já ataca em profundidade na Rússia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bernardo Valente sublinha que o possível acordo entre o Irão e os EUA é frágil e reflete o declínio da hegemonia americana. Ainda acrescenta que a Ucrânia já ataca em profundidade na Rússia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Equipa das Quinas viaja hoje para Palm Beach, no Estado da Florida. Ainda, finais de futsal começam hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira a dica da Isabela Lapa para comemorar o Dia dos Namorados de forma simples, especial e romântica em casa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Episódio 087 de Dias Úteis, um podcast que oferece poesia pela manhã, de segunda a sexta-feira. Durante os dias que precedem e também ao longo dos que incluem o programa da Maratona de Leitura da Sertã 2021, convidamos alguns dos participantes a partilhar um poema para o nosso podcast. Convidados, autores, participantes, mas também os membros da equipa que faz com que este evento aconteça, têm aqui um outro palco para lerem. Esta tarde, Renato Filipe Cardoso lê um poema do seu livro "Máquina de lavar corações", edição Texto Sentido. Ainda vai a tempo de participar neste enorme evento, em que temos o prazer de ser parceiros: https://www.maratonadeleitura.pt/. Tema musical original de Marco Figueiredo, com voz de José Carlos Tinoco. Saiba mais sobre os nossos projectos em www.assdeideias.pt. Procure os poemas lidos e muitos outros, adquirindo livros através da ReLi, Rede Independente de Livrarias (https://www.reli.pt) e apoie assim o sector livreiro em Portugal.
O recifense Luiz passou por Manaus antes de a família se estabelecer em Brasília. Quando era mais novo, chegou a pensar em fazer medicina, mas a curiosidade por tecnologia falou mais alto. Seguindo um conselho do pai, foi pesquisar possibilidades na engenharia e encontrou na mecatrônica uma área que juntava mecânica, elétrica e computação.Na UnB, o contato maior com software o levou a estágios na Agência Espacial Brasileira e, depois, à Griaule, em Campinas, onde trabalhou com pesquisa e desenvolvimento em biometria. Ainda assim, uma vontade de ter uma experiência internacional seguia em segundo plano, até que um brasileiro na Alemanha apareceu com uma oportunidade envolvendo veículos autônomos, mobilidade conectada, 5G e 6G.Neste episódio, o Luiz detalha melhor essa trajetória, além de comentar sobre as diferenças, para melhor e para pior, de quem sai do Brasil para trabalhar em uma universidade na terra onde o estudo do idioma nem sempre corresponde à prática do dia a dia.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaLuís de Melo, Pesquisador em IA em Lippstadt, AlemanhaLinks:Pesquisador de Imagens do Peru em Campinas, SP – Carreira sem Fronteiras #95TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts
ALOIZIO MERCADANTE é político, economista e presidente do BNDES. Ele vai bater um papo sobre o desenvolvimento social e econômico do Brasil. O Vilela se desenvolve muito bem socialmente e economicamente.
Você otimizou o LDL. Chegou na meta de ApoB. E o paciente volta meses depois com um novo evento. Neste episódio especial, com apoio da Novo Nordisk, Diandro Mota e William Batah recebem o Dr. Eduardo Lima, doutor em Cardiologia pela USP, professor colaborador e supervisor da Residência em Cardiologia da FMUSP/InCor e Head Nacional de Cardiologia da Rede Américas, para uma conversa que pode redefinir como você enxerga o risco residual. A tese é direta: a aterosclerose nunca foi só uma doença de colesterol. Ela é imunometabólica, e a inflamação subclínica pode ser o elo que faltava.O que você vai aprender:
Nesta quinta-feira, no dia da abertura do Mundial de Futebol do Canadá, Estados Unidos e México, não podíamos deixar de evocar o arranque desta competição desportiva. Esta competição que decorre a partir deste 11 de Junho até ao dia 19 de Julho promete ser rica em emoções mas, desde já, tem sido marcada por várias polémicas. E isso bem longe dos relvados. Ainda nesta quarta-feira, a ONU apelou Washington a rever "profundamente" a aplicação da sua política migratória, na sequência de tensões resultantes da recusa de os Estados Unidos atribuírem um visto a Omar Artan, árbitro da Somália, as autoridades americanas tendo igualmente vedado a entrada a membros da comitiva iraniana, apesar de protestos da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Outro aspecto problemático: a festa do desporto-rei não é para todos. Para um adepto ir ver um jogo, tem que gastar uma média de mil Dólares, o preço de alguns bilhetes podendo ultrapassar os seis mil Dólares. Para além do custo dos bilhetes, há também as despesas de viagem e estadia entre as diversas cidades, muito distantes umas das outras, que vão acolher os jogos: Toronto e Vancouver no Canadá, Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Filadélfia, San Francisco e Seattle nos Estados Unidos, bem como Guadalalajara, Guadalupe e a capital do México. Com estes destinos todos, 48 equipas em vez de 32 em edições anteriores, 104 jogos e uma dezena de dias suplementares para esta competição, este Mundial 2026, promete também ser um dos mais poluentes jamais organizados, apesar de a FIFA ter chegado a apresentar uma estratégia para limitar a sua pegada ambiental. Refira-se, entretanto, que dentro de quatro anos, adopta-se uma fórmula semelhante, com Marrocos, Espanha e Portugal a acolherem o Mundial 2030. Foi sobre estes aspectos que conversamos com Francisco Ferreira, líder da organização ambientalista portuguesa "Zero". RFI: Como se apresenta o Mundial de Futebol 2026? Francisco Ferreira: Efectivamente, nós estamos a falar de um Mundial que será provavelmente aquele que terá maiores emissões de gases de efeito estufa, praticamente o dobro das emissões daquele que foi o Mundial no Qatar. Porque eu vou ter que usar o transporte aéreo para deslocações de vários milhares de quilómetros entre cidades como Vancouver e Miami. Estamos a falar de 16 cidades sede e com o aumento de selecções, a necessidade de transportes vai ser muitíssimo maior. E estamos a falar de todo o continente norte-americano, não propriamente de três países relativamente próximos. 85/90% das deslocações vão ter que ser em transporte aéreo. E já agora, para se ter a noção, 9 milhões de toneladas de dióxido de carbono, são aproximadamente 15 a 20% das emissões de Portugal durante um ano e, portanto, muito significativas. E, além disso, nós também devemos olhar para o clima, não apenas pelos prejuízos que estão a ser feitos com esta poluição, mas também pelo facto de nós estarmos no verão norte-americano com temperaturas e humidades que são extremas. Aliás, calcula-se que um quarto dos jogos serão em condições de stress, quer para os espectadores quer para os jogadores. Vamos ter um consumo de energia muito significativo. Com a climatização, os grupos mais vulneráveis vão estar em maior risco. Vamos ter um maior consumo de água e isso deve ser também uma preocupação. Obviamente, apesar de a FIFA ter anunciado uma estratégia para a sustentabilidade, há muitas dúvidas sobre aquilo que é uma efectiva redução, eu diria mesmo impossível, no consumo de recursos e na produção de resíduos associados à magnitude de um evento como este. E o futebol é aqui, infelizmente, um símbolo das contradições da sustentabilidade global. Ou seja, nós, em vez de mantermos um formato que poderia ter menos emissões, portanto, não passando das 32 para as 48 equipas e fazendo investimentos realmente muito significativos nas cidades sede, apesar de a FIFA apontar para os vários pilares da sustentabilidade, o económico, ambiental, a governança, os aspectos sociais, o que é facto é que nós temos exemplos de curtas melhorias, investimentos muito limitados associados a este Mundial e, portanto, o futebol que deveria ser aqui uma oportunidade absolutamente fantástica e espectacular, e temos tido bons exemplos de algumas realizações, quer de campeonatos mundiais, quer, por exemplo, dos Jogos Olímpicos. Como é que eu posso fazer este tipo de eventos desde o início até ao fim, ou seja, desde a construção até ao futuro daquilo que são os investimentos de uma forma mais amiga do ambiente e das cidades e das pessoas? Neste caso, do que conhecemos, a mais valia vai ser muito limitada. RFI: No fundo, o que se pode concluir relativamente à forma como tem sido organizado este Mundial em três países, com mais equipas, com uma duração maior, com mais jogos, é que efectivamente, a FIFA, o cálculo que fez foi sobretudo o lucro, em vez do respeito pelo meio ambiente. Francisco Ferreira: Exactamente. Portanto, logo o fundamental que tem a ver com o uso de recursos e de energia. E aqui estamos a falar, acima de tudo, dos combustíveis fósseis associados principalmente aos transportes. Estes aspectos que são, no fundo, que o que realmente interessa em termos de contribuição ou de minimização por parte da FIFA em relação a um evento desta natureza, acaba, sem quaisquer dúvidas, por vir a ter um impacto muito maior com esta expansão, onde acima de tudo foram os lucros associados que levaram a este desfecho de um aumento de 16 equipas nesta fase final do campeonato mundial. E portanto, se havia realmente um compromisso com a sustentabilidade por parte da FIFA, mais do que investimentos num ou noutro aspecto nas diferentes cidades sede, a primeira e mais importante decisão era não ter aumentado o número de equipas participantes. RFI: Relativamente a outro aspecto que desta vez tem a ver com um aspecto mais político, também houve polémica em torno do facto de os Estados Unidos continuarem a aplicar a sua política extremamente restritiva de entrada de estrangeiros no seu território e escolher a dedo quem vem, quem não vem. Há uma série de vistos que foram recusados, nomeadamente para um árbitro da Somália ou também pessoas que iam acompanhar a equipa do Irão. Francisco Ferreira: Estes aspectos são, obviamente de natureza política, mas enquadram-se numa das valências fundamentais da sustentabilidade que é a governança, bem como na componente social e com os bilhetes ao preço a que foram colocados e, obviamente com questões de participação que deveria ser completamente aberta a todos os espectadores e a todos os participantes, sejam eles directamente atletas ou dirigentes desportivos ou árbitros de futebol. Eu não poderia ter realmente restrições se quisesse estar alinhado com os princípios da sustentabilidade que a FIFA tão apregoa e que, pelos vistos, não estão a ser devidamente respeitados. RFI: Como é que vê este Mundial tendo em conta que já se antevê que para 2030 o figurino será mais ou menos o mesmo, ou seja, jogos dispersos por vários países também. Francisco Ferreira: Daí que tenha começado desde já há mais de um ano, a conversar com a Federação Portuguesa de Futebol, a olhar para os três países-chave da candidatura Portugal, Espanha e Marrocos para assegurar, por exemplo, que as deslocações que mesmo assim são muito mais próximas por comparação com o continente norte-americano, mas que possam ser feitas quer em termos de espectadores, quer em termos de equipas por comboio. E aqui até temos bons exemplos que é uma contradição que vale a pena assinalar desde já. É que, enquanto Marrocos já tem uma linha de alta velocidade, por exemplo, Portugal não tem qualquer linha nem dentro do país nem na ligação entre Portugal e Espanha. Portanto, temos quatro anos para garantir, mais uma vez, que o número de equipas é o decisivo. Mas eu tenho que fazer transformações rapidamente para minimizar aquilo que serão as actividades associadas à logística do Mundial 2030, mas que, como digo logo à partida, com um impacto menor, porque as distâncias entre Rabat, o Porto, Madrid e Lisboa são, mesmo assim, bastante menores. Ou seja, com menor impacto no ambiente, mesmo se tiver que usar o avião, do que no caso dos Estados Unidos.
Ainda não sabe como presentear seu par neste Dia dos Namorados? Confira a dica da Isabela Lapa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Devocional Filipenses É certo que alguns anunciam a Cristo por terem inveja e rivalidade, mas outros fazem-no com boa intenção. Uns fazem-no por amor, sabendo que tenho por missão a defesa do evangelho; outros anunciam Cristo por espírito de competição e sem sinceridade. Querem aumentar os meus sofrimentos agora que estou preso. Mas que importa? Seja com fingimento, seja com sinceridade, Cristo é anunciado. E isso é que me dá alegria. E continuarei a sentir alegria. Filipenses 1.15-18 Desde que Cristo seja anunciado pouco me importa o que pensem de mim. Não pretendo colher crédito, honra ou prestígio à custa d'Aquele a quem devo, rigorosamente, tudo. Longe de mim ofuscá-l'O, até porque além de disparatado seria impossível. Não me interessa, mesmo, o que outros resolvam dizer de mim. Ainda que, aqui e acolá, se comportem pouco amigavelmente para comigo, tento responder com a elevação que de Jesus aprendi. Se com desprezo me tratam procuro retrucar com amor. Não é fácil, mas Cristo, que a tal me impele, nunca me disse o contrário sobre o caminho da cruz. Tento, pois, não me envolver em despiques ministeriais absurdos ou competições descabidas entre companheiros de missão. Agarro-me a relacionamentos saudáveis que, deitando para trás das costas ciumeiras e ressentimentos, têm apenas por alvo “a defesa do evangelho.” Até porque não busco o meu engrandecimento mas o de Cristo, o Senhor. “E isso é que me dá alegria.” - Jónatas Figueiredo
Segundo avaliação da economista Amanda de Albuquerque, a participação feminina na política permanecerá limitada enquanto o cuidado for considerado como responsabilidade exclusiva das mulheres. Amanda, que é diretora executiva da rede A Ponte , uma organização sem fins lucrativos que apoia mandatos de vereadoras e deputadas estaduais em todo país, conversou com a jornalista Raíssa Abreu sobre a falta de equilíbrio nas responsabilidades entre homens e mulheres na sociedade e como isso reflete na participação cidadã, na vida política e no futuro do país.
No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 10, Carlos Andreazza fala sobre o STF e as ações do ministro Alexandre de Moraes, que é cobrado pela Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro (Asfav), que representa as pessoas condenadas pelos ataques à sede dos Três Poderes, em Brasília, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que dê andamento à análise da Lei da Dosimetria. A entidade afirma que “não existem providências processuais pendentes que impeçam a análise do caso”. Aprovada pelo Congresso Nacional após derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a norma reduz as penas aplicadas aos envolvidos e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela está suspensa há cerca de um mês por decisão cautelar, de caráter provisório e urgente, do ministro Alexandre de Moraes. Ainda na esfera jurídica, ao menos dois dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criticaram a decisão do presidente, Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação da pesquisa da AtlasIntel que aponta queda de seis pontos percentuais nas intenções de votos do senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições presidenciais de outubro. A intenção do presidente do TSE, ainda segundo pessoas próximas, é não deixar que as pesquisas eleitorais virem “ringue” de candidaturas. Aliados de Nunes Marques acreditam que a decisão será confirmada. Se isso acontecer, deve ser apresentado recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), com chance de reversão. Em conversa com o Estadão, um integrante do TSE lembrou que, segundo uma regra aprovada pelo próprio tribunal, seria necessário haver um laudo técnico para comprovar a manipulação alegada pelo candidato. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/ See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (10): Os Estados Unidos anunciaram ataques contra o Irã em resposta à derrubada de um helicóptero Apache no Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação foi classificada como uma ação de autodefesa e ocorreu por ordem do presidente americano. A ofensiva começou às 18h no horário de Brasília. Washington afirma que a medida é uma resposta proporcional à agressão considerada injustificada por parte do Irã. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, evitou fazer críticas públicas à decisão do ministro Nunes Marques, presidente do TSE. O magistrado determinou a suspensão de uma pesquisa eleitoral após pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso segue gerando repercussão no meio político e eleitoral. A CBF decidiu custear a viagem dos presidentes dos 40 clubes das Séries A e B para os Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A entidade pagará passagens, hospedagem, alimentação e ingressos para que os dirigentes acompanhem a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos. A iniciativa gerou repercussão no meio esportivo. O tema foi comentado por Wanderley Nogueira. O julgamento no TSE sobre a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. O levantamento apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. Antes da paralisação, o placar era de 1 a 0 pela manutenção da suspensão. Ainda não há previsão para a retomada da análise pelo plenário da Corte. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou confiar na segurança da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A aplicação do imunizante foi suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde. Segundo Tarcísio, a vacina passou por cerca de 20 anos de pesquisas e testes clínicos com 11 mil voluntários. O governador defendeu a retomada da vacinação após a conclusão das investigações em andamento. A disputa presidencial no Peru segue indefinida e pode levar semanas para ter um resultado oficial. Com cerca de 97% das urnas apuradas, o candidato de esquerda Roberto Sánchez aparece com 50,07% dos votos. Já a candidata de direita Keiko Fujimori registra 49,93%. A Quinta Turma do STJ decidiu por unanimidade que não houve estupro de vulnerável em um caso envolvendo um jovem de 18 anos e uma adolescente de 13 anos no Paraná. Durante o julgamento, o relator, ministro Messod Azulay Neto, destacou que determinadas situações exigem análise individualizada das circunstâncias. O processo corre sob segredo de Justiça. A Corte ressaltou a existência de casos considerados excepcionais. O diretor da AtlasIntel, Yuri Sanches, comentou no Jornal da Manhã a suspensão da pesquisa eleitoral determinada pelo TSE. O levantamento, que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, permanece proibido de divulgação. O julgamento foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Enquanto aguarda nova análise da Corte, a AtlasIntel defende a metodologia utilizada. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra Luiz Inácio Lula da Silva liderando as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. No primeiro turno, Lula aparece com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Em uma eventual disputa de segundo turno, o presidente teria 44% das intenções de voto, contra 38% do senador. Os demais candidatos aparecem com percentuais inferiores. Em nova proposta de delação premiada apresentada à PF e à PGR, o banqueiro Daniel Vorcaro mudou sua versão sobre a relação com o senador Ciro Nogueira e o ex-governador Cláudio Castro. Segundo fontes com acesso ao material, ele passou a considerar os episódios investigados como casos de propina. A nova narrativa abandona a versão anterior de que se tratavam apenas de relações de amizade. A mudança pode impactar o andamento das investigações. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
Devocional Filipenses Meus irmãos, quero que saibam que aquilo que me aconteceu até contribuiu para o progresso do evangelho. Pois toda a guarda do palácio do governador e todos os demais sabem que eu estou na prisão por seguir a Cristo. E a maior parte dos irmãos, por verem que estou preso, encheram-se de confiança no Senhor e têm mais coragem para anunciar a palavra de Deus. Filipenses 1.12-14 É um exercício altamente salutar olhar para o retrovisor e perceber que aquilo que, no passado, foi circunstancialmente considerado uma catástrofe contribuiu, em muito, para a difusão da fé. Não só fortalecendo a dependência pessoal de Deus mas abrindo portas em muitos corações. Deus trabalha para lá dos moldes que humanamente se presumem adequados. Ainda que se vertam lágrimas pela dor do momento, permita-se que, enquanto elas escorrem, Deus aclare o alcance do Seu plano. É espantoso como um aparente revês se pode vir a revelar um contributo espiritual enormíssimo. Preste-se, pois, atenção à forma como Deus move os cordelinhos para que cada vez mais gente O conheça. Assim, os apertões actuais, sejam de que ordem for, podem muito bem ser o meio que Ele use para que se saiba que “seguimos a Cristo.” Tal sucedido, concorrerá para “o progresso do evangelho” e para que muitos companheiros “se encham de confiança no Senhor e tenham mais coragem para anunciar a palavra de Deus”. - Jónatas Figueiredo
Imagina a cena: você passa a noite “se divertindo”, volta de manhã, dorme até tarde, acorda com fome, cara amassada… e lá dentro um peso, um vazio que você não sabe explicar.Aí vem alguém que te ama de verdade – uma mãe, um pai, um amigo – e pergunta:“Se você tava se divertindo tanto… por que está tão triste?”Essa é a verdade sobre a alegria do mundo:ela depende de circunstâncias – dinheiro, companhia, likes, balada, bebida, crush, dopamina rápida –mas, quando a música acaba, sobra o vazio, o medo, o buraco.E o sistema é feito pra sugar tudo: tempo, saúde, dinheiro, amizades, oportunidades… até te empurrar pra depressão, pro cansaço, pro “não aguento mais”.A Bíblia já tinha resumido isso:“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir;eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo 10.10)Existe uma ALEGRIA que este mundo não conhece.Uma alegria que não vem da balada, mas da presença do Espírito Santo.O dia em que o Espírito Santo enche alguém de verdade, essa pessoa sabe:eu posso até não lembrar de todos os detalhes do dia…mas eu nunca vou esquecer a sensação de ser tomado por uma alegria limpa, profunda, que faz você chorar e rir ao mesmo tempo, cantar no carro sozinho, como se fosse voar.Essa alegria não ignora os problemas, mas vem de OUTRA FONTE.Paulo, preso, escreveu:“ALEGRAI-VOS SEMPRE NO SENHOR; outra vez digo: alegrai-vos.” (Fp 4.4)Ele não disse:“Alegrai-vos quando tudo estiver bem”;Ele disse: “no SENHOR”.A base da alegria verdadeira não é o que você TEM nem o que está ACONTECENDO,é QUEM ESTÁ COM VOCÊ.Por isso a ordem é:– Não se alegre na conta bancária,– não se alegre só quando a saúde está boa,– não se alegre apenas quando a família tá perfeita…ALEGRAR-SE NO SENHOR é encontrar prazer, descanso e segurança na presença dEle, mesmo quando tudo ao redor está balançando.Habacuque entendeu isso no pior cenário possível:“Ainda que a figueira não floresça,nem haja fruto na vide;o produto da oliveira minta,os campos não produzam mantimento,as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco,e nos currais não haja gado,TODAVIA, EU ME ALEGRAREI NO SENHOR,exultarei no Deus da minha salvação.” (Hc 3.17–18)Talvez hoje, o seu “ainda que” seja:– ainda que o casamento esteja difícil,– ainda que o filho esteja longe,– ainda que a porta do emprego não tenha se aberto,– ainda que a doença ainda não tenha ido embora… Deus está dizendo:ESSAS COISAS SÃO PASSAGEIRAS.Meu amor por você, não.Minha presença, não.Minha salvação, não.Meu cuidado, não.“Porque a nossa leve e momentânea tribulaçãoproduz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem;porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2 Co 4.17–18)Onde está a PLENITUDE dessa alegria?“Na TUA PRESENÇA há plenitude de alegria;à Tua destra, delícias perpetuamente.” (Sl 16.11)A presença de Deus hoje não é um lugar físico;é o encontro real com Ele na oração, na Palavra, na adoração, na comunhão.Quanto mais espaço você dá pra Deus, mais essa alegria começa a encher os vazios que o mundo não consegue ocupar.A tristeza segundo o mundo leva à paralisia, isolamento, morte por dentro.Mas quando a alma quer afundar, o salmista nos ensina a falar com nós mesmos:“Por que estás abatida, ó minha alma?Por que te perturbas dentro de mim?ESPERA EM DEUS, pois ainda o louvarei,a Ele, meu auxílio e Deus meu.” (Sl 43.5)E o segredo é:“AGRADA-TE DO SENHOR,e Ele satisfará os desejos do teu coração.ENTREGA o teu caminho ao Senhor,CONFIA nele, e o mais Ele fará.” (Sl 37.4–5)Não é negar a dor. É escolher, em meio a ela, onde você vai fincar a sua esperança.
Cabo Delgado é uma das regiões mais ricas de África em gás natural, rubis e minerais estratégicos, mas continua marcada pela pobreza e pela violência. A investigação internacional Mozambique Exposed, coordenada pela Forbidden Stories, revela como a exclusão das comunidades locais, as promessas falhadas dos grandes projectos extractivos e a resposta militar do Estado ajudaram a alimentar a insurgência. O trabalho mostra ainda como os grupos armados encontraram formas próprias de financiamento e continuam a operar em zonas fora do controlo estatal. Durante quase uma década, Cabo Delgado tem sido retratado sobretudo através das imagens da guerra: aldeias queimadas, deslocados, ataques armados e operações militares. Por detrás da violência existe uma realidade que a investigação internacional Mozambique Exposed, realizada por cerca de 30 jornalistas de vários países, procurou desvendar ao longo de cinco meses. Entre eles esteve Tomás Queface, jornalista do Zitamar News. Segundo o repórter moçambicano, uma das conclusões mais importantes da investigação foi mostrar que muitas das explicações apresentadas sobre o conflito permanecem incompletas. “Quando nós analisamos a questão da insurgência em Cabo Delgado, ultimamente tem-se abordado muito a componente militar”, afirma. Porém, acrescenta, o trabalho do consórcio procurou revelar “algumas ligações entre o conflito, a insurgência e a violência estatal”. Para Tomás Queface, a violência não se resume às operações militares, manifesta-se na relação histórica do Estado com parte da população local. O jornalista recorda a repressão exercida sobre garimpeiros artesanais no sul da província e considera que muitos desses episódios ajudaram a criar um terreno fértil para o recrutamento insurgente. “A violência estatal foi marcada pela forma como se reprimiu vários garimpeiros ou mineiros artesanais no sul da província de Cabo Delgado”, diz. “Muitos destes mineiros acabaram por se juntar aos grupos insurgentes.” A dimensão económica ocupa um lugar central. Cabo Delgado concentra investimentos de milhares de milhões de dólares ligados ao gás natural e à exploração mineira. Ainda assim, a riqueza produzida não se reflecte nas condições de vida da maioria da população. “Temos projectos de recursos naturais bilionários. A província continua a ser uma das mais pobres de Moçambique”, sublinha Tomás Queface. “É exactamente essa pobreza que acaba por puxar muitos jovens para a insurgência.” Na visão do jornalista, uma das falhas do debate tem sido ignorar essa contradição. “São essas linhas que muitas das vezes são esquecidas quando nós abordamos a questão do conflito”, observa. A investigação estabelece ainda uma relação entre a forma como o Estado respondeu à insurgência e como enfrentou os protestos pós-eleitorais que marcaram Moçambique após as eleições de 2024. “Há reivindicações implícitas que o Estado moçambicano não quer reconhecer”, afirma o jornalista. “Tanto os protestos como a violência armada são respondidos exactamente pela violência.” Na análise de Tomás Queface, o poder político continua a interpretar Cabo Delgado como uma questão de segurança. “O Estado moçambicano procura sempre olhar para o que está a acontecer em Cabo Delgado como um problema meramente securitário”, afirma. Desde 2017, a principal aposta tem sido o reforço das forças armadas, da polícia e dos serviços de informação. Embora tenha sido criada uma agência para promover o desenvolvimento do norte do país, Tomás Queface considera que essa aposta nunca recebeu os meios necessários.“O governo moçambicano pouco investiu” nessa estrutura, afirma. “A sobrevivência da agência esteve sempre dependente da canalização de fundos internacionais.” O jornalista defende que a persistência da guerra não pode ser explicada pelo extremismo religioso. Embora os grupos armados actuem actualmente sob a bandeira do auto-proclamado Estado Islâmico, as suas origens estão ligadas a factores sociais, económicos e políticos mais profundos. “Temos a questão religiosa, temos a radicalização, temos a questão da pobreza, da vulnerabilidade, mas também a repressão que foi feita pelo Estado moçambicano e a falta de inclusão de quase toda a população de Cabo Delgado no sistema económico de Moçambique", descreve. Uma das áreas mais sensíveis investigadas pelo consórcio diz respeito aos grandes projectos de gás natural. Em Palma, milhares de habitantes foram deslocados para permitir a instalação das infra-estruturas ligadas ao LNG. “Há muitas populações que tiveram de abandonar as suas aldeias para dar lugar à construção das fábricas de gás natural”, explica Tomás Queface. Segundo o jornalista, muitas das compensações e promessas feitas às comunidades ficaram suspensas ou nunca chegaram a ser concretizadas. “O que nós queremos mostrar é que as próprias populações de Cabo Delgado não estão a ser beneficiadas com essa riqueza”, resume. A investigação procurou, ainda, compreender como os insurgentes conseguem manter a capacidade operacional depois de anos de combate contra as forças moçambicanas, ruandesas e parceiros internacionais. Segundo Tomás Queface, os grupos armados continuam a beneficiar de ligações externas, nomeadamente ao auto-proclamado Estado Islâmico, mas desenvolveram mecanismos locais de financiamento. “Os insurgentes ultimamente têm estado a levar a cabo incursões em algumas minas de ouro”, explica. Paralelamente, “adoptaram outras tácticas com vista à obtenção de financiamento local, através de sequestros de pessoas e embarcações na costa”. Esse dinheiro permite-lhes reforçar a capacidade militar e atrair novos recrutas. “Com base nisso vão ganhando uma capacidade financeira que os permite adquirir suprimentos, mas também recrutar mais jovens para as suas fileiras”, descreve. A investigação levanta dúvidas sobre a capacidade do Estado para travar estas redes de financiamento. Tomás Queface recorda que os resgates exigidos pelos insurgentes são frequentemente pagos através de plataformas nacionais de transferência móvel. “A Procuradoria-Geral da República ainda não trouxe um relatório detalhado que explique essa situação”, afirma. “Ainda não conseguiu trazer pessoas para responsabilizar exactamente por essas transferências.” A fragilidade do Estado moçambicano não se limita à investigação financeira. Ela é também visível no terreno. Apesar da presença militar moçambicana, ruandesa e internacional, vastas zonas da província continuam fora de um controlo efectivo. “As forças militares estão mais concentradas nos distritos onde decorrem os projectos de exploração de recursos naturais”, explica Tomás Queface, referindo-se a Palma e a Mocímboa da Praia. O resultado é que os insurgentes encontram espaço para se reorganizar e actuar noutras regiões. “Os insurgentes sentem que gozam de uma maior liberdade de operar em outros distritos onde não há uma forte presença” das forças de segurança. É aí que conseguem explorar minas, realizar sequestros e manter fontes de financiamento próprias.
No programa de hoje, Renato Cardoso iniciou compartilhando com os alunos um relatório na Austrália que determinou que divorciados podem levar até cinco anos para se recuperar financeiramente, sem mencionar o dano emocional que o divórcio pode trazer. Na oportunidade, o professor comentou sobre isso e, sobretudo, o que os casais precisam fazer para salvar o casamento.Quer a família de voltaNa sequência, Vanilda, de 58 anos, está separada há 17 anos. Eles não se divorciaram no papel. Acontece que ela não seguiu em frente e ficou estagnada. Inclusive, Vanilda comentou que o ex-marido a detesta.Não houve traição de nenhuma das partes, até onde ela saiba, mas eles sempre brigaram demais e ela disse coisas nas discussões que o magoaram. A aluna pediu ajuda para resolver isso, pois sente muita solidão. Ela comentou até que queria a família de volta, mas não sabe se é possível.Ainda hoje, outra aluna, chamada Marilene, disse que confessou ao marido que o traiu. Com isso, ele foi embora de casa. Ela pediu perdão e disse que está arrependida, mas o companheiro disse que estava com muita raiva. Ela comentou que quer reconstruir o casamento. O casal tem dois filhos, de 5 e 10 anos. Além desses, ela tem outros dois filhos de outro relacionamento. Ao final, Marilene disse que não sabe se fez certo em contar, mas isso a estava sufocando.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, que afeta principalmente mulheres e é caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura nas pernas e braços. A patologia, apesar de comum, ainda é pouco diagnosticada e costuma ser confundida com obesidade ou celulite. A falta de tratamento adequado prolonga o sofrimento das pacientes. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris Segundo a cirurgiã vascular Nathassia Domingues, uma das principais características do Lipedema é o padrão desigual de distribuição da gordura. A parte superior do corpo pode permanecer relativamente fina, mas pernas e quadris apresentam aumento de volume resistente a dietas e exercícios físicos. “É uma alteração que muitas mulheres já tinham, mas não sabiam que era um problema, e ele acabava sendo perpetuado. Trata-se de uma doença crônica e inflamatória, caracterizada pelo acúmulo de gordura, principalmente nas pernas, de forma desproporcional”, explica Nathassia Domingues. “É uma gordura doente, inflamatória. Geralmente, são mulheres que acabam sendo rotuladas, com coxas e quadris mais largos e cintura mais fina. Muitas descrevem essa desproporção como a sensação de serem uma pessoa da cintura para cima e outra da cintura para baixo”, acrescenta. Além do aspecto estético, a condição costuma provocar sintomas físicos, como dor, sensação de peso, inchaço, cansaço e sensibilidade ao toque. Hematomas espontâneos também são comuns. O diagnóstico é clínico e depende da avaliação de um profissional com experiência na doença. Ainda assim, há grande desconhecimento, inclusive entre médicos. "Há alguns exames que nos auxiliam, nos direcionam, mas não dá para fechar o diagnóstico de lipedema e sim para complementação de outros diagnósticos diferenciais. Gravidez e menopausa podem ser gatilhos A origem do lipedema envolve fatores genéticos e hormonais, e a estimativa é de que cerca de 12% das mulheres tenham a doença. A puberdade, a gravidez e a menopausa são descritas como possíveis gatilhos para o agravamento dos sintomas. “Os gatilhos para a piora dos sintomas geralmente estão ligados às fases da vida da mulher em que há oscilação hormonal. Isso acontece na menarca, na primeira menstruação, durante a gravidez, na menopausa ou em tratamentos com influência hormonal”, explica a cirurgiã vascular. O quadro pode estar associado a outras condições, como varizes, que estão presentes em cerca de metade das pacientes, embora nem sempre haja comprometimento vascular. O tratamento visa controlar a doença e melhorar a qualidade de vida, adotando uma alimentação equilibrada, com restrição de alimentos considerados inflamatórios — como glúten, açúcar, álcool, ultraprocessados. Atividade física ajuda a combater sintomas A prática de atividade física também é recomendada, especialmente exercícios de baixo impacto, como hidroginástica, natação e caminhada na água. “O tratamento não envolve uma única solução específica. Muitas mulheres chegam buscando, por exemplo, a lipoaspiração, dizendo: ‘tire essa gordura, porque a dor incomoda muito e limita a qualidade de vida'", explica a cirurgiã. "É importante entender que se trata de uma doença sem cura. Muitas pacientes são acompanhadas de forma conservadora, ou seja, com tratamento clínico, sem necessidade de cirurgia. Inclusive, hoje, muitos cirurgiões plásticos também concordam com essa abordagem, destacando a importância de desinflamar essa gordura”, explica. A fisioterapia, com técnicas específicas de drenagem linfática, pode contribuir para aliviar sintomas. O uso de meias ou leggins de compressão entre outras terapias também ajuda a controlar o desconforto e a dor. A utilização de canetas emagrecedoras é alvo de estudos, mas ainda sem indicação formal para o lipedema. A falta de informação também abre espaço para tratamentos alternativos, com promessas de resultados rápidos. A especialista alerta para a importância de acompanhamento médico e pede cautela com soluções “milagrosas” divulgadas nas redes. A cirurgiã reitera que existem muitas soluções médicas que ajudam a minimizar o desconforto. "As pacientes descrevem o diagnóstico e tratamento como 'libertador'", resume a especialista.
Bem-vindo à Rádio Minghui. As transmissões incluem assuntos relativos à perseguição ao Falun Gong na China, entendimentos e experiências dos praticantes adquiridas no curso de seus cultivos, interesses e música composta e executada pelos praticantes do Dafa. Programa 1558: Experiência de cultivo da categoria Entendimentos obtidos pelo cultivo intitulada: “Um lembrete aos colegas praticantes que ainda estão apegados aos seus celulares”, escrita por uma praticante do Falun Dafa na China.
Não há dados sobre o futuro. Ainda assim, o exercício de projeção de tendências e cenários é essencial para decisores políticos, empresas e instituições.Que resultados concretos existem da aplicação do pensamento prospetivo? Com que ferramentas de análise trabalham estes especialistas? Antecipar cenários é mais difícil em determinadas áreas sociais ou escalas temporais e geográficas? E Portugal, para que cenários se deve preparar?É esse o trabalho de Ricardo Borges de Castro, autor do ensaio «Pensar o Futuro, Portugal e o Mundo em Prospetiva Estratégica».Numa edição gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, contamos com as reflexões da especialista em assuntos europeus Sónia Ribeiro e do economista José Maria Pimentel.O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Rádio Renascença.
Muitos buscam em coisas passageiras o que somente Deus pode oferecer.Dinheiro, conquistas, relacionamentos e sonhos têm o seu valor, mas nenhum deles foi criado para ocupar o lugar de Deus.Enquanto Ele for apenas um meio para alcançar algo, o vazio continuará existindo.Quando Deus deixa de ser um recurso e passa a ser o seu tesouro, a alma encontra o que procurava.Assista ao vídeo e descubra por que tantas pessoas continuam com fome, mesmo depois de conquistar tudo.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
Num país onde a ambição tantas vezes soa excessiva ou desconfortável, este podcast propõe recuperá‑la como motor de mudança. Em 'Ambição para Portugal', Pedro Boucherie Mendes entrevista diferentes convidados com o objetivo de perceber o que significa hoje querer mais e melhor para Portugal. O primeiro episódio sai dia 16 de junho em todas as plataformas de podcast e também nos sites do Expresso, SIC e SIC Notícias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Começamos no tiroliroliro este episódio mas com o Rui no tiroliroló devido a um treino de padel. Quem diria que um treino de padel ia proporcionar uma conversa sobre falha, não tentar e destituir de coisas. Ninguém. Outra coisa que ninguém iria adivinhar: o jardineiro veio cá a casa, não percebeu nada do que tinha que fazer MAS a culpa não é do Rui. Não!!!!! É de Camões. Falamos também do assunto da semana: Catarina Miranda foi a televisão terminar com o namorado em directo. Ainda sobre as aventuras de Rui na Champions e com a seleção de Portugal e o seu momento de super fama. (No final do episódio tivemos um problema com as câmaras e tivemos de terminar de forma rápida).APOIOS:SportTV
Essa semana Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho revisitam um episódio de 15 anos atrás para discutir como o hobby dos videogames é visto nos dias de hoje. "Eles" ainda nos julgam por jogar? Por que maratonar séries e doramas é aceito, mas passar horas no videogame gera estranhamento? Jogar é visto como coisa de criança? Falamos sobre experiências pessoais, mudanças culturais e refletimos sobre como a percepção dos games evoluiu ao longo dos anos e o que ainda não mudou tanto assim.Esse é mais um podcast da nossa série Remakes!⭐ Quer mais 99Vidas? Apoie e escute + de 400 episódios exclusivos. Assine agora em 99vidas.com.br/bonusAcompanhe o 99Vidas:➡️ Site | Instagram | Twitter | Youtube
LEITURA BÍBLICA DO DIA: JEREMIAS 1:1-10 PLANO DE LEITURA ANUAL: 2 CRÔNICAS 23–24; JOÃO 15 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Parece que o curtir, aquele pequeno ícone com o polegar para cima do Facebook, sempre existiu. Mas na verdade este símbolo virtual afirmativo existe apenas desde 2009. Quem o projetou, Justin Rosenstein, disse que queria ajudar a criar “um mundo em que as pessoas enaltecessem umas às outras em vez de se destruírem reciprocamente”. Mas ele lamentou como essa sua invenção pode ter incentivado um vício prejudicial dos usuários nas redes sociais. Penso que a criação de Rosenstein ressoa com nossa necessidade intrínseca de afirmação e conexão. Queremos que os outros nos conheçam, que nos notem e apreciem. O ícone de curtir é recente, mas a nossa fome de conhecer e ser conhecido é tão antiga quanto a criação do homem por Deus. Ainda assim, esse ícone não dá conta do recado, não é? Felizmente, servimos a um Deus cujo amor é muito mais profundo do que um ícone digital. Testemunhamos Sua conexão profunda e proposital com um profeta que Ele chamou para si. “Eu o conheci antes de formá-lo no ventre de sua mãe; antes de você nascer, eu o separei” (JEREMIAS 1:5). Deus conheceu o profeta antes mesmo de ele ser concebido e o criou para uma vida de significado e missão (vv.8-10). Nós também somos chamados a termos um propósito em nossa vida, à medida que conhecemos esse Pai que tão intimamente nos conhece e ama. Por: ADAM R. HOLZ
O CICLO DE CRÉDITO ESTÁ MELHORANDO - MAS O BRASIL CONTINUA FICANDO PARA TRÁS! Em mais um episódio dedicado ao mercado de crédito, da série "Credit Pickers", o Stock Pickers traz Jean-Pierre Cote Gil, sócio e gestor da Vinland Capital, que analisa onde estamos no ciclo econômico e quais oportunidades ainda existem para investidores. Ao longo da conversa, o gestor explica por que o Brasil ficou para trás em relação a outros mercados emergentes, avalia os impactos do endividamento das famílias e dos juros elevados e mostra quais setores estão mais vulneráveis ao atual ambiente macroeconômico.
Manuela Xavier é psicóloga, doutora em psicologia clínica, escritora, criadora do podcast No Espelho e uma das vozes mais relevantes sobre comportamento feminino, desejo, liberdade e relações contemporâneas. Neste episódio do DCNC, conversamos sobre poder pessoal, energia feminina, autonomia financeira, posicionamento, conservadorismo, burnout feminino, empreendedorismo, feminilidade e liberdade emocional. Também falamos sobre redes sociais, influência, psicanálise, mulheres em cargos de liderança, sobrecarga emocional e o impacto político de mulheres ocupando espaços de poder. Um episódio profundo sobre identidade, coragem e a construção de uma mulher que não pede mais permissão para existir.Vambora entender como esse sucesso aconteceu?Toda semana tem novo episódio no ar, pra não perder nenhum, siga: Aceleradora de negócios: https://trcircle.com/Instagram Thais: https://www.instagram.com/thaisroque/ Link da Manu:Insta - https://www.instagram.com/manuelaxavier/Mala de viagem:TED Brene - https://www.ted.com/talks/brene_brown_the_power_of_vulnerabilityMorra, amor - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-310017/Mulheres que correm com os lobos - https://amzn.to/4uKMu5nEquipe que faz acontecer:Criação, roteiro e apresentação: Thais RoqueConsultoria de conteúdo: Beatriz FiorottoProdução: José Newton FonsecaSonorização e edição: Felipe DantasIdentidade Visual: João Magagnin
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta quinta-feira (4), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o advogado criminalista e Mestre em Direito, Victor Pontes, sobre o julgamento que pode condenar Eduardo Bolsonaro por atuar nos EUA. Ainda na pauta americana, o economista, Edgard Leonardo, repercute as novas tarifas de Trump. O Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima, explica o programa Move Brasil do Governo Federal.
Durante a Escola do Amor Responde de hoje, Érica, casada há dois meses, disse que, recentemente, o marido perdeu a confiança nela por causa de uma mentira. Ela pediu um vale extra no trabalho para pagar algumas contas e, segundo ele, ela mentiu sobre o valor, mas Érica disse que não se lembra disso.Desde então, os dois parecem dois estranhos dentro de casa, não se conversam e dormem em quartos separados. Ela pediu aconselhamento sobre o que fazer para reconquistar a confiança dele. Ela o elogiou como esposo, mas salientou que pequenas coisas, como uma toalha fora do lugar o irritam. Ele falou?Ainda neste programa, outra aluna comentou que está em um relacionamento há sete anos e que Deus lhe pediu para que eles não se casassem, pois não era a hora nem o momento, mesmo com tudo pronto. Contudo, ela disse que toda vez não consegue obedecer à voz de Deus, pois ama o companheiro. A aluna perguntou se deve ouvir a voz do coração ou a da razão e da fé. Ela diz que, às vezes, teme estar errada em relação a isso.Confira atentamente o que os professores Renato e Cristiane Cardoso explicaram sobre isso.Terapia do AmorNa sequência, confira quem transformou a vida amorosa após praticar os ensinamentos adquiridos durante as palestras da Terapia do Amor. Aliás, participe todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Boa terça, angulers! Um #335 recheado de assunto! Abrimos comentando a votação histórica na câmara que aprovou o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho. O texto segue para votação no Senado, ainda sem previsão. No segundo bloco, a visita de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, enquanto o ex-banqueiro ainda cumpria medidas cautelares após sua primeira prisão. Ainda no tema, Cláudio Castro foi alvo de operação que mira aportes em fundos do Banco Master. Além disso, o encontro de Flávio com Trump e a classificação do CV e do PC como organizações terroristas estrangeiras. Por fim, uma passada no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia e as dicas culturais da semana que incluem a turnê do Martinho da Vila e Martnalia, entre outras. Sirva-se!Apoie o Angu de Grilo no apoia.se: apoia.se/angudegrilo ou na Orelo: orelo.cc/angudegriloCortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorneCortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza
João Valle e Azevedo afirma que basta um herdeiro para forçar a venda judicial de imóveis que se encontram bloqueados. Ainda acrescenta que a medida visa colocar milhares de habitações no mercado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Goleada sobre o Panamá por 6 a 2 trouxe empolgação, ainda que o adversário seja fraco, trouxe muitas opções para o time titular. Quem aproveitou melhor as chances? Quais as melhores opções para Ancelotti? Manter o mesmo time para a estreia na Copa, mesmo com o que vimos? Tem ainda outros amistosos, como a Escócia, adversária do Brasil, e a Alemanha. Ainda temos movimentação do mercado de transferências, como a demissão de Arne Slot no Liverpool.SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil
A área de dados mudou e a forma de começar uma carreira nela também.Neste episódio, Gabriel Lages e Paulo Vasconcellos compartilham como eles começariam na área de dados e IA em 2026. Quais habilidades realmente importam? Ainda vale a pena aprender Python? Como usar inteligência artificial para acelerar o aprendizado sem se tornar dependente dela? E quais são os caminhos mais promissores para conquistar a primeira vaga?Ao longo da conversa, eles exploram os diferentes papéis dentro da área de dados, as tecnologias mais demandadas pelo mercado, o impacto da IA no dia a dia dos profissionais e estratégias práticas para se destacar em processos seletivos e construir uma carreira sólida.Um bate-papo direto, cheio de dicas para quem está começando do zero, planejando uma transição de carreira ou buscando entender como se preparar para o futuro do mercado de dados e inteligência artificial.Links de Referência:Baixe o relatório completo do State of Data Brazil: https://www.stateofdata.com.br/
Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da pobreza de Proença a Nova, onde os vizinhos juntavam dinheiro para ligar os motores e ouvir relatos de futebol na rádio, até à Rádio Renascença, onde entrou com 39 de febre no dia 2 de fevereiro, depois de meses a apanhar o barco das 9h00 de Alcochete para Lisboa à procura de emprego. A conversa com António Ribeiro Cristóvão sobre uma vida feita de tenacidadeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ele cresceu em um ambiente familiar complexo, marcado por conflitos desde muito cedo. Na infância, encontrou no esporte um espaço de expressão. Entre brincadeiras de rua, futebol e natação, construiu uma relação com o movimento que se tornaria central em sua vida. Na escola, enfrentou dificuldades de aprendizagem, convivendo com o TDAH ainda sem diagnóstico e episódios de bullying. Com esforço e apoio de amigos, concluiu os estudos e decidiu seguir o caminho mais natural: ingressou na Educação Física. Ainda na graduação, iniciou como professor de natação infantil. Quando surgiu a oportunidade, foi trabalhar na Reebok Sports Club, onde construiu uma base sólida na preparação física, evoluindo de estagiário a professor. Nesse período, teve contato com a corrida e, em 2001, participou de sua primeira prova de 10 km. Formou-se em 2002 e, dois anos depois, fundou a Equilíbrio Treinamento, especializada em condicionamento físico. No ano seguinte, estreou no triathlon e, em 2006, completou sua primeira maratona. Nesse mesmo ano, um acidente marcou um ponto de inflexão, impulsionando uma transformação pessoal e o aprofundamento nos estudos em treinamento desportivo. Em busca dessa transformação, decidiu participar de um Ironman e em 2007 completou sua primeira prova em Florianópolis. Nos anos seguintes, seguiu utilizando o esporte como ferramenta de autoconhecimento. Em 2010, casou-se e passou uma temporada em San Diego, vivendo intensamente o triathlon. Em 2011, alcançou seu melhor tempo na distância de Ironman até então, em St. George. A partir de 2013, voltou o foco para a corrida, especialmente para a maratona. Em 2018, fundou a EQ Performance. Os anos de experiência o ajudaram a estabelecer um novo recorde pessoal no Ironman em 2023 e no ano passado, depois de 10 anos, fechou o circuito das seis majors em Tóquio, com 2h48, sua melhor marca na maratona. Hoje ele soma 25 maratonas, uma participação na Comrades, 6 Ironman e 18 Ironman 70.3, integrando prática e conhecimento na construção de sua metodologia. Conosco aqui, um treinador e atleta com mais de 20 anos de experiência, formado em Educação Física, pós-graduado em treinamento desportivo e metodologia do treinamento individualizado, com especialização em coaching pelo Instituto Tony Robbins, nos Estados Unidos, que hoje aprofunda seus estudos em neurociência da performance e produtividade humana, fundador da Equilíbrio Treinamento, da EQ Performance e presidente do Instituto Rise, o paulistano Rodolfo Vieira Lessa de Siqueira. Inspire-se! Race Smart - check your heart Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance e pela @2peaksbikes A Z2 agora está com nova embalagem dos géis: abre fácil, com melhor fluxo de sucção e bordas arredondadas pra não te machucar durante o treino ou prova. E tem mais novidade: os géis com os sabores originais da Maratona do Rio voltaram! Água de coco e Mate com limão em edição limitada. Outra novidade é o gel de 75g de carboidratos, ideal pra estratégias de alto consumo. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala. A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo. Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
PSG e Arsenal jogam neste sábado pelo título da Champions League, que fecha a temporada na Europa. enquanto os franceses buscam manter a taça em Paris, depois da inédita conquista em 2025, os Gunners querem levar para casa pela primeira vez, em uma temporada que já é histórica para o clube e pode se tornar a maior da sua história. Falamos sobre o que esperar desse jogo e o que ele significa. Ainda tem o título do Crystal Palace na Conferece League, na despedida de Oliver Glasner.SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil