Township in Sagaing Region, Burma
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Conversas com as Entidades sobre temas diversos
Sermão ministrado pelo Rev. Luciano Vieira com base em 1 Samuel 29.1-11. Igreja Presbiteriana Redenção.
O Benfica dominou, mas o Santa Clara lutou pelo resultado até ao fim. Num autêntico dérbi do Minho entre SC Braga e Gil Vicente, quem agarra o quarto lugar? Ainda a quebra de rendimento do PSG.See omnystudio.com/listener for privacy information.
2 ANOS DE CARTEIRAS RECOMENDADAS PELO PREÇO DE 1! E GANHE DE PRESENTE IMERSÃO EM CRIPTOMOEDAS: https://finc.ly/e59fd0612aProjeto Segundo Salário: Aprenda a transformar aportes mensais em renda passiva recorrente, direto na sua conta, mês após mês.https://finc.ly/521b821cf3 Felipe SantAna e Rafael Castaneda detonam as perguntas que ninguém quer fazer. Bitcoin morreu pela 500ª vez? Trump vai salvar ou afundar tudo? O halving de 2024 foi uma cilada?Felipe é co-fundador da Paradigma, primeira empresa brasileira de research 100% cripto, co-produtor do primeiro doc sobre Ethereum e autor do primeiro livro do mundo que também é uma carteira de cripto.Castaneda é CEO da Weever, Mestre em Sistemas pelo IME-RJ com mais de 20 anos como engenheiro de software. Fundador da comunidade Casta Guilda, analista blockchain e criador do canal Casta Crypto, onde mistura filosofia, sociologia e economia pra decifrar o mundo cripto.Nesse episódio: o pior ainda está por vir? É hora de comprar ou vender tudo? Os ciclos de 4 anos acabaram? Altcoins vão voltar ou só Bitcoin importa? E a bomba: Epstein foi o criador do Bitcoin?100k era teto ou só o começo? Regulação americana vai explodir o mercado? Quanto do seu patrimônio deveria estar em cripto? DCA ainda funciona ou é papo de coach?O futuro do Bitcoin em 2026 está aqui. Sem filtro, sem jargão, só insights pesados e as respostas que você precisa ouvir agora.
Golpes de Estado, terrorismo, alterações climáticas e transições de liderança marcaram a actualidade política do continente africano nos últimos dias. A 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, a decorrer em Addis Abena, na Etiópia, serviu de palco para debater estes desafios, num momento particularmente sensível para vários países. A situação política na Guiné-Bissau -suspensa da organização pan-africana na sequência da tomada do poder pelos militares -esteve no centro das atenções. Em entrevista à RFI, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou uma posição firme, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Ainda no país, o principal opositor guineense, Domingos Simões Pereira, foi ouvido pelo Tribunal Militar, na qualidade de declarante, no âmbito de uma alegada tentativa de golpe de Estado em Outubro de 2025, segundo os seus advogados. A insegurança no norte de Moçambique também esteve em debate. O terrorismo em Cabo Delgado foi analisado à margem da cimeira, que decorre em Addis Abeba. António Guterres apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país no combate à insurgência. Ainda em Moçambique, as alterações climáticas e os seus efeitos continuam a preocupar as autoridades. O Secretário-Geral das Nações Unidas reiterou que ainda é possível, até ao final do século, limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus, mas advertiu que tal exige uma redução drástica das emissões com efeitos imediatos. Entretanto, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres anunciou a abertura de 600 centros de acolhimento para famílias em risco, face à aproximação do ciclone tropical Gezani. Paralelamente, Maputo procura mobilizar apoio internacional, tanto na Cimeira da União Africana como na Cimeira Itália-África, para a reconstrução das zonas afectadas pelas recentes inundações. À RFI, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Manuela Lucas, sublinhou a necessidade de solidariedade internacional. A cimeira marca igualmente uma transição na liderança da organização continental. Termina a presidência angolana e inicia-se o mandato do Burundi. O Presidente burundês, Évariste Ndayishimiye, herdará do seu homólogo angolano, João Lourenço, dossiers complexos como o conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. Num balanço da presidência de Angola à frente da União Africana, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou o reforço da presença e da voz de África nos fóruns internacionais. Em São Tomé e Príncipe, a actualidade política ficou marcada pela eleição de Abnildo Oliveira como Presidente da Assembleia Nacional. O novo líder do Parlamento sucede a Celmira Sacramento, destituída do cargo há cerca de duas semanas, na sequência da crise parlamentar que abalou o país.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se devido à gestão da resposta do Estado às tempestades que ainda afetam o país. Luís Montenegro assume o lugar de forma interina. Esta demissão em tempo de crise agrava ou aligeira os problemas do país e do governo? Pedro Delgado Alves afirma que não se justifica crucificar a Maria Lúcia Amaral, já que “tem uma carreira de serviço público e soube sair”, José Eduardo Martins considera que não interessa se a ex-ministra comunicava mal, mas sim se “a Proteção Civil não foi ativada a tempo.” O Antes Pelo Contrário em podcast foi emitido na SIC Notícias a 12 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nova centralização aproximou Governo do terreno. Ainda assim, entre comunicados e interpretações criativas sobre o layoff, fica a dúvida: houve estratégia ou apenas um episódio de improviso coletivo?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nova centralização aproximou Governo do terreno. Ainda assim, entre comunicados e interpretações criativas sobre o layoff, fica a dúvida: houve estratégia ou apenas um episódio de improviso coletivo?See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast da MIT Technology Review Brasil desta semana, Rafael Coimbra e Carlos Aros analisam como a inteligência artificial está redesenhando o cenário da cibersegurança e reduzindo a barreira para crimes digitais.O ponto de partida é o caso do PromptLock, um projeto acadêmico que demonstrou ser possível automatizar uma cadeia completa de ransomware com apoio de LLMs. Ainda que não tenha sido um ataque real, o experimento expôs uma capacidade concreta: modelos capazes de escrever código malicioso, mapear sistemas e personalizar extorsões com pouca ou nenhuma intervenção humana.Mais do que imaginar superataques autônomos, o risco imediato já é visível. A IA vem ampliando a escala e a sofisticação de phishing, spam e deepfakes, tornando golpes mais convincentes e frequentes, enquanto especialistas discutem até onde essa escalada pode chegar.Ouça o episódio e compreenda o que já é realidade e o que ainda é especulação no uso da IA por criminosos.
Depois de milénios em que a invenção era cantada, os corpos se desdobravam e as formas de beleza estavam ligadas a um prazer e gozo gestuais, em que o ritmo dos relatos e das lendas estava submetido, não apenas à intensidade do que a imaginação capturava ou punha à solta, mas também ao corpo no seu modo de se balançar na simetria dos pés e dos braços aquando da proferição da palavra, de todo um engenho para gerar embalo e dar força aos rituais da rememoração, desde há uns séculos esses comportamentos orais foram-se perdendo, e isto na mesma medida em que, “à pressa, veloz, a tradição do livro, muito mais breve e quase recente, impôs a própria autonomia como concorrente”, diz-nos Pascal Quignard. E logo adianta que “a sua individualização progressiva é tão estranha quanto a que extraiu aos poucos a individualidade singular de um homem – inquieta e ciumenta desse sentimento de singularidade – da individualidade mais específica, mais nitidamente agrupada, em que tomou forma”. “Ainda não se insistiu o suficiente sobre este facto: o que pontua o texto nitidamente individualizado – e que dirige por outro lado a invenção relativamente tardia dos sinais de pontuação – acompanha essa espécie de progressão da vergonha do corpo e já não o ardor ou a urgência da exteriorização.” Assim, a cultura livresca está ligada a um certo acanhamento, a um ensimesmamento, a uma pressão interiorizadora que, muitas vezes, torna os literatos um tanto ineptos para uma convivência e capacidade de expansão dos seus entusiasmos, de serem os cicerones dos seus mundos interiores. Não é de estranhar que a própria língua se tenha reforçado na abstracção categorial das suas estruturas, construindo modos de recriação cada vez mais desvinculados do plano de participação ou enredamento colectivo. Não é de estranhar, por isso, esta sensação de que algo de profundo se quebrou, se inverteu. Se a literatura foi um suporte dos audaciosos gestos praticados em comum, hoje, tantos pressentem como a maioria dos textos não inventam verdadeiramente saídas face à narcose solipsista contemporânea. Cada ser deve fornecer insistentemente as provas da sua existência, e tornamo-nos, assim, os nossos próprios publicitários porque já não encontramos esse apoio nas grandes narrativas, nas ficções que nos irmanavam, nesse fundo conspirativo que animava certos grupos. O problema é que, como assinalou Georges Braque, “as provas cansam a verdade”. Às tantas, de tanto insistirmos na representação cada vez mais enfática dos dramas que apenas nos situam face à nossa identidade, o vigor existencial esvazia-se. Daí esta angústia que anda à solta, em que cada indivíduo parece empenhado em coagir os demais a reconhecerem a sua importância, o seu protagonismo ou valor, de modo a reforçar para si mesmo a sensação de pertencer ao mundo, de estar imerso nele. Todos estão, de algum modo, industriados para organizarem à sua volta algum circo, uma agência de eventos, uma incessante campanha eleitoral. A literatura cada vez menos aponta no sentido oposto, para que cada um se disponha à superação da existência individual, essa a que chamamos experiência da poesia e das artes, que procurava sempre guardar uma memória de esforços de alegria, mesmo em contexto de luta. E, antes de mais, quando hoje falamos de textos literários, devemos começar por salientar a falta de satisfação, aquela busca de prazer na leitura que a maior parte das vezes sai inteiramente gorada. Não se sente grande urgência nem necessidade nos textos que nos chegam, e apenas somos levados a admirar o talento particular para a vigarice deste ou daquele sujeito que fazem por convencer-nos da qualidade técnica com que vêm bulindo a sua intriga. De resto, cedo se mostram podres as esperanças nutridas por seres que vivem afeitos a um tempo arrasado pela base, no elemento de sentido de onde tudo parte: a linguagem. Com o prevalecer de enredos culturais voltados para a representação de si, para que cada indivíduo se entregue a uma competição pela evidência, por obter avanços no jogo do estatuto, com a pressão de um quadro em que todos sonham com o favor da vedetarização, tudo se volve um mero pretexto, todos os valores são apenas máscaras. Industriados para manifestações que não manifestam nada, recaímos na condição de monstros sem interioridade, como se estivéssemos vestidos do avesso. Assim, poderíamos subverter a noção que defende Mabel Moraña no livro “O Monstro como máquina de guerra” – “o corpo monstruoso é aquele que foi progressivamente despojado da sua condição de sujeito até se converter num resto administrável, um corpo disponível para a marca, o castigo ou a eliminação, sem que esse gesto produza uma interrupção significativa da ordem social” –, e pensar como a nossa sociedade nos vincula a projecções impossíveis, a um desolador enredo em que cada um compete para fixar imagens falsas de si mesmo, enquanto se vai desfigurando intimamente. Neste pacto à Dorian Gray, se julgamos conquistar um certo estatuto, na sombra da imagem projectada, no verso dessa ridícula vedeta que cada um representa para os outros, emergem esses seres que nós próprios escondemos e humilhamos. Neste episódio, tivemos connosco o casal responsável pela revista e agora editora Limoeiro Real. Hospedeiros de monstros à antiga, esses que preferem optar pela deserção das lógicas competitivas que tomaram conta do campo das artes e da literatura, preferindo trabalhar a partir do resíduo, do inassimilável. Em vez de se apostar nas figuras que produzem uma estranheza para serem integradas no panteão dos casos dignos de estudo, há ainda essa vida que faz a sua festa no escuro. É um princípio de rejeição das dinâmicas de afirmação a qualquer custo, de modo a ser possível regressar ao ponto cego do conhecimento, aquele espaço que se permite esquecer de si, libertando uma temporalidade diversa e resistindo a ser completamente entendido.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou, em Addis Abeba, uma posição firme sobre a Guiné-Bissau, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Em entrevista à RFI, à margem da 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, António Guterres, manifestou, ainda, forte preocupação com o terrorismo em Cabo Delgado, Moçambique, e apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país. RFI em Português : Na Guiné-Bissau os atropelos ao Estado de Direito multiplicam-se: novo golpe de Estado, novamente os militares no poder. Tem acompanhado a situação, como é que olha para o que se passa na Guiné-Bissau? Secretário-Geral da ONU, António Guterres: Em primeiro lugar, nós temos uma posição muito clara de defesa da ordem constitucional e da democracia em todos os países, no mundo e, em particular, em África. E, naturalmente, rejeitamos qualquer golpe de Estado. Rejeitamos qualquer forma inconstitucional de alterar a vida política de um país. Houve aqui uma situação clara. Houve eleições, havia resultados destas eleições e há um golpe de Estado que impede a publicação destes resultados e que cria uma situação que tem que rapidamente chegar ao fim. Tem que se encontrar uma maneira - penso que alguns progressos se registaram - de regressar o mais depressa possível a um Estado constitucional. Ao longo dos seus mandatos fomentou e reforçou o trabalho conjunto entre as Nações Unidas e a União Africana, nomeadamente no âmbito da paz e da segurança. Esta é a sua última cimeira da União Africana enquanto Secretário-Geral das Nações Unidas. Que resultados concretos produziram essas parcerias na prevenção de conflitos e na manutenção da paz? E em que áreas continuam a falhar? Em primeiro lugar, a cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana é uma cooperação exemplar e essa cooperação, enquanto tal, não falhou em parte nenhuma. Agora, o que acontece é que.... e dou um exemplo da Somália... Na Somália há uma força da União Africana. Essa força da União Africana é apoiada pelas Nações Unidas. E nós conseguimos aprovar no Conselho de Segurança uma nova resolução que permite forças da União Africana de imposição de paz, financiadas pelas Nações Unidas através das chamadas contribuições obrigatórias, por decisão do Conselho de Segurança. Infelizmente, em relação à situação da Somália, onde há uma força da União Africana, o Conselho de Segurança decidiu não apoiá-la porque houve uma posição muito contrária por parte de um dos países, dos Estados Unidos da América. Ou seja, não há falhas, mas continua a haver muitos desafios? Há muitos desafios e há, naturalmente, muitas dificuldades. O que há é uma cooperação exemplar. Agora, as ingerências externas e a criação de mecanismos que diminuem a confiança entre as diversas forças que se confrontam em vários cenários africanos, tudo isso torna muito difícil a acção das Nações Unidas e a acção da União Africana. Mas, apesar de tudo, há que reconhecer que alguns avanços importantes também têm acontecido. Sobre o Sudão, a guerra no Sudão continua. É a pior crise humanitária de sempre. A ONU ainda tem aqui margem de manobra de influência sobre as partes ? Nós estamos sempre activos com as partes e não só com as partes. Ainda recentemente se fez uma reunião conjunta com a Liga Árabe, com a União Africana e com o IGAD para conjugar esforços. Temos procurado encontrar formas de consenso que permitam um cessar-fogo com a desmilitarização de algumas zonas. E estamos muito activos na procura de soluções parcelares de, como digo, cessar-fogo, acesso humanitário ou desmilitarização de certas zonas. E continuaremos, não desistiremos, como disse, em colaboração com diversos outros países, enquanto não conseguirmos um resultado positivo. Infelizmente há dois grupos, ambos pensam que podem ganhar a guerra, o que torna difícil a paz. E depois há uma ingerência exterior que é evidente, inclusive com o fornecimento de armas aos beligerantes. E uma enorme população que sofre na pele essas consequências. A população sofre terrivelmente com o que se está a passar. A carnificina a que assistimos no Sudão é totalmente intolerável. Moçambique está a braços com duas problemáticas: alterações climáticas e terrorismo no norte. Como é que a ONU continua a olhar para o terrorismo em Cabo Delgado? Com preocupação. O terrorismo em Cabo Delgado é mais uma manifestação de uma expansão do terrorismo em África que nos preocupa enormemente. Temos o Sahel, a Somália, parte norte do Congo, não falo agora do M23, falo dos grupos terroristas propriamente ditos. E, portanto, há aqui uma progressão do terrorismo em África que é extremamente preocupante. O meu apelo é que a comunidade internacional e em particular a União Europeia, para que façam tudo para apoiar Moçambique, para que Moçambique tenha condições para derrotar o terrorismo. Em relação ao clima, é absolutamente vital que as pessoas compreendam que estamos a ir por um mau caminho. Globalmente, já se sabe que os 1,5 graus vão ser ultrapassados. Vamos ter aquilo que os ingleses chamam um “over shooting”. Importa que ele seja tão curto quanto possível. Importa que seja de amplitude tão pequena quanto possível. Ainda é possível, no final do século, ter um aumento de temperatura abaixo de 1,5 graus ou na linha de 1,5 graus. Mas isso implica uma drástica redução das emissões agora. Isso implica a aceleração da transferência dos combustíveis fósseis para a energia renovável e um aumento substancial dos mecanismos de apoio aos países que estão a sofrer as consequências, como é o caso de Moçambique, das alterações climáticas, não tendo contribuído em nada para essas mesmas alterações, porque não têm praticamente emissões. Neste mundo marcado por guerras prolongadas, tensões políticas e a crise climática, as Nações Unidas ainda estão à altura destes desafios globais? O multilateralismo não está em causa? As Nações Unidas têm revelado uma clara capacidade de liderança no plano da ajuda humanitária em todo o mundo. São um instrumento fundamental para apoiar os países em matéria de direitos humanos, em matéria de desenvolvimento. As Nações Unidas ganharam recentemente uma batalha muito importante e acabámos de constituir o primeiro comité científico independente sobre a Inteligência artificial, que será a autoridade universal em matéria do tema que hoje mais preocupa as pessoas. E as Nações Unidas têm tido uma liderança clara na luta contra as alterações climáticas e na defesa de políticas de drástica redução das emissões e de forte apoio aos países afectados, nomeadamente, por exemplo, ninguém mais que as Nações Unidas tem estado ao lado e dando todo o apoio às pequenas ilhas que são, porventura, os mais vulneráveis. Portanto, as Nações Unidas mantêm em todas estas áreas uma acção extremamente importante e em matéria de paz e segurança, continuamos activos. É evidente que não temos exército para combater. Não temos sanções, a não ser aquelas que o Conselho de Segurança aprova. O Conselho de Segurança, infelizmente, está normalmente dividido pelas divisões geopolíticas que existem no mundo. Acusam, muitas vezes, as Nações Unidas daquilo que são os problemas criados pelos Estados-Membros.
Benfica já está na ilha de São Miguel para defrontar o Santa Clara. Ainda, Barcelona é humilhado pelo Atlético de Madrid na Taça do ReiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A radialista Inês Nogueira é a convidada do programa desta semana, com a jovem a reclamar de todos aqueles que lhe apontam o dedo, com acusações de que tem "paladar infantil": "Irritam-me estas pessoas que insistem para que eu esteja sempre a provar coisas. Porque é que não podem estar sossegadas?", questiona. Luís Pedro Nunes 'vai' até ao Superbowl e às questões do polymarket, para deixar avisos sobre a bitcoin, com José de Pina a alertar sobre Bad Bunny, mas também a reclamar dos cacifos lockys. Ainda dentro do evento de futebol norte-americano, Luana do Bem diz não entender as pessoas que valorizaram, em demasia, a atuação do artista de Porto-Rico: "Eu gosto de Bad Bunny mas não entendo. Aliás as pessoas adoraram a performance porque foram ler a história, que na realidade aquilo não se percebia". Com moderação de Pedro Boucherie Mendes, o Irritações foi emitido a 13 de fevereiro, na SIC Radical. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IASee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ela nasceu em São Paulo, filha única de uma mãe solteira. Ainda criança, foi para o interior, onde viveu com os avós enquanto a mãe ficou na capital trabalhando. Cresceu cercada por mulheres fortes e teve na avó, uma importante referência. Aprendeu cedo que o estudo e o conhecimento seriam o caminho mais sólido para progredir. Na juventude, voltou a São Paulo para cursar Fisioterapia na USP. Logo nos primeiros anos, aproximou-se da biomecânica por meio da iniciação científica. Após a graduação, seguiu para o mestrado na área e começou a atender corredores. Alugou uma pequena sala, mas atendia onde havia demanda: em parques e até em uma pista de atletismo. Sempre primou pela excelência. Era direta, técnica e embasada em evidências científicas e observação. Com o tempo, montou o primeiro consultório. O trabalho cresceu, os casos se multiplicaram, ela casou-se, veio a primeira gravidez e a necessidade de reorganizar a rotina. Manteve o foco na excelência enquanto buscava continuamente ampliar seu conhecimento. Em 2017, decidiu começar a correr, o que lhe trouxe uma perspectiva mais ampla sobre sua atuação profissional. Determinada a passar o máximo de tempo possível com o filho, tirou do papel um plano antigo: uma clínica própria que levaria o seu nome. Durante as obras, descobriu a segunda gravidez. Pouco depois da inauguração, no final de 2019, nasceu a filha, e em seguida o mundo parou. A pandemia interrompeu os atendimentos presenciais, mas acelerou algo que ela já vinha construindo. Os cursos online, criados para ampliar o alcance do seu trabalho, se tornaram uma importante ponte entre o conhecimento acumulado e milhares de corredores e profissionais da saúde. Ao mesmo tempo, sua presença cada vez maior no Instagram consolidou seu estilo de comunicação e a transformou em uma porta-voz, muitas vezes contundente, da corrida descomplicada. A notoriedade a levou a ampliar o seu campo de atuação dentro da corrida. Contrariando a tendência e a moda, somente no ano passado decidiu fazer sua estreia em uma maratona. Conosco aqui, a fisioterapeuta mestre em biomecânica que usa o raro dom da comunicação direta e sem rodeios para propagar uma mensagem que a transformou em empreendedora e celebridade no mundo da corrida. Uma corredora fora dos padrões que dominaram as redes sociais, ela escolheu o conhecimento como discurso e a coerência como estratégia, inspirando uma infinidade de pessoas a curtirem o melhor que a corrida pode oferecer. A corajosa e poderosa maratonista assisense, Raquel Ana Castanharo Trento. Inspire-se! Um oferecimento @2peaksbikes A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala. A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo. Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se. SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
No programa de hoje da Escola do Amor Responde, Renato Cardoso iniciou salientando que um dos piores problemas dos relacionamentos é o ciúme, inclusive sendo um tema que ele e a esposa, a escritora Cristiane Cardoso, têm encontrado no trabalho que eles realizam com casais e solteiros.Nesse sentido, eles responderam à dúvida de uma aluna relacionada ao ciúme. Na oportunidade, ela compartilhou que o marido é muito ciumento e que, inclusive, já até quebrou um celular dela, já rasgou as roupas da aluna, e isso lhe causa medo. Ela disse que muitas pessoas comentam que é pelo fato de ele já ter sido traído em outro relacionamento. Já outros apontam o fato de ele estar aprontando alguma coisa. Ela perguntou o que fazer, pois sente que o companheiro a ama.Quer melhorar o namoroNa sequência, os professores compartilharam o e-mail do aluno Rodrigo. Ele tem uma namorada que sofre com ciúmes. Quando eles saem, ela diz que ele está olhando para outra e que não aceita que passe pela mente dela que o aluno possa achar outra pessoa bonita, mesmo que seja alguém da família. Rodrigo perguntou como fazer para combater isso e ajudar o namoro dos dois.Ainda hoje, Marisa também pediu ajuda ao casal blindado. O marido dela é viciado em pornografia e ela sempre o pega se masturbando, às vezes, até olhando ou não uma imagem qualquer. Enquanto isso, a aluna fica mendigando um pouco de atenção dele. A aluna comentou ainda que eles estão há um ano e três meses sem ter relação sexual. Marisa perguntou o que fazer. Ela pontou outras questões, inclusive que ele não a respeita. A aluna está sofrendo com a situação, mas não consegue ir embora e deixá-lo.Terapia do AmorQuer alcançar uma vida amorosa feliz? Participe todas as quintas-feiras, às 20h, da Terapia do Amor, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (11):A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar com base em relatório médico que aponta agravamento do quadro de saúde e necessidade de tratamento especializado fora da Papuda. O caso volta ao Supremo Tribunal Federal, que deve ouvir a Procuradoria-Geral da República antes de decidir. A Polícia Federal quebrou a criptografia do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e encontrou mensagens que indicam pressão de uma autoridade da República para liberação de pagamentos. O material será enviado ao STF e à Procuradoria-Geral da República, aumentando a expectativa sobre possíveis desdobramentos políticos e jurídicos do caso em Brasília. Nova pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial mostra o presidente Lula na liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, mas com redução da vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento indica cenário mais competitivo para 2026 e levanta debate sobre economia, segurança pública e desgaste do governo. Nos bastidores da direita, três nomes aparecem como possíveis candidatos a vice na chapa de Flávio Bolsonaro para a eleição presidencial de 2026. O plano A seria o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Na sequência aparecem a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, e o deputado federal Guilherme Derrite. Uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera todos os cenários de primeiro turno na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O levantamento compara o desempenho do atual governador contra nomes como Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), indicando vantagem ampla de Tarcísio nas intenções de voto. O senador Renan Calheiros afirmou que o Senado pretende colaborar com as investigações sobre o Banco Master e deverá ter acesso às informações do caso. A declaração reacende o debate sobre transparência, sigilo e responsabilização nas apurações que envolvem o sistema financeiro e possíveis irregularidades. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Ezequiel capítulo 22 (Explicado) - Quando ninguém se importa, Deus ainda procura!
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
leitura e meditação de Salmos 126, por Missionária Andréa Rodrigues
O Parlamento francês aprovou por unanimidade, no passado mês de Janeiro, um projecto de lei que visa excluir o dever de ter relações sexuais no casamento. A medida, se vier a ser aprovada pelo Senado, poderá contribuir para evitar lacunas jurídicas em casos de violação no casamento ou de divórcios por ausência ou recusa de relações sexuais. Em entrevista à RFI, Luísa Semedo, doutorada em Filosofia Política, considera que, com esta votação, os deputados enviam uma mensagem clara sobre a urgência de eliminar a ambiguidade da lei e impedir interpretações que imponham uma obrigação sexual no casamento. O diploma ainda tem de passar pelo Senado, mas que mensagem enviam os deputados franceses ao votarem de forma unânime um projecto de lei que visa excluir o dever de manter relações sexuais no casamento? A mensagem é a de eliminar a ambiguidade da lei. Em si mesma, a lei nunca afirmou explicitamente que é necessário ou obrigatório ter relações sexuais, mas o texto é suficientemente ambíguo para permitir esse tipo de interpretação. O objectivo é acabar com a possibilidade de julgamentos arcaicos que defendem que uma mulher ou um homem são obrigados a manter relações sexuais dentro do casamento e que, se não o fizerem, são de alguma forma culpados do que quer que seja. A exclusão do dever conjugal elimina totalmente ambiguidades legais em casos de violação no casamento? Como sempre, há uma diferença entre a lei e a prática. Seria perfeito se as leis fossem sempre cumpridas. A ideia de que a mulher ou o homem têm de estar sempre disponíveis sexualmente é profundamente cultural. No caso das mulheres, implica estarem à mercê do desejo do homem. Não é apenas uma questão legal; é algo que está enraizado culturalmente. Ainda vivemos com esse pensamento, profundamente patriarcal, que limita tanto mulheres como homens, embora por razões diferentes. Este modo de ver o mundo não está apenas na lei, mas também na cultura e na arte. Em filmes, por exemplo, surge muitas vezes a ideia de que a ausência de relações sexuais significa que alguém está a falhar. E não é assim que deveria ser visto. As relações sexuais devem estar ligadas ao consentimento, ao desejo e à relação afectiva. A França que chegou a ser condenada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em 2025, num caso em que uma mulher foi considerada culpada de divórcio por recusar sexo ao marido…. Porque esta obrigação não faz parte dos textos fundamentais da lei. Mesmo em França, tratava-se de interpretações feitas por juízes e por jurisprudência, sem base no Código Civil ou na Constituição. Por isso, faz todo o sentido que os tribunais internacionais se tenham manifestado contra. Houve também casos anteriores que marcaram a actualidade. Em 2011, houve pelo menos dois casos mediáticos: um homem condenado a pagar 10.000 euros de indemnização por falta de relações sexuais com a mulher e uma mulher condenada por ter recusado manter relações íntimas com o marido... Estas decisões têm impacto em muitos outros casos. Por exemplo, no caso de Gisèle Pelicot, estava presente a ideia de que a mulher pertence ao marido e que, portanto, o marido pode fazer o que quiser com ela, como se existisse um dever. A mulher passa a ser vista como um instrumento ou um objecto, ao ponto de poder ser “emprestada” ou “alugada” a outros homens. Esta forma de ver os corpos como objectos continua a existir e tem consequências extremamente graves. Estamos a falar de uma visão mais patriarcal? Sim, claramente mais patriarcal, sabendo que o patriarcado também tem implicações negativas para os homens. Quando falamos de masculinidade tóxica, falamos disso mesmo: os homens são pressionados a estar sempre disponíveis, sempre “funcionais”. Parte-se do princípio de que o homem quer sempre ter sexo e, quando isso não acontece, ele é insultado, diminuído ou sente-se obrigado a ser performativo, muitas vezes perante outros homens. O caso de Gisèle Pelicot mostra também isso: homens que mantêm relações sexuais à frente de outros homens como forma de pertença a um boys club, de validação da virilidade, daquilo que significa ser “macho” ou ser homem. Esta lei pode oferecer maior protecção às vítimas de violência sexual no casamento, facilitando a denúncia e a prova de crimes sexuais entre cônjuges? Penso que sim, na medida em que pode ajudar a mudar mentalidades. Pode tornar a violação conjugal mais presente no debate público e ajudar a consolidar a ideia de que insistir não é consentir. Dizer “sim” depois de insistência não é consentir; é ceder, é fazer algo que não se quer. Em França, por exemplo, 57% das mulheres já tiveram relações sexuais dentro do casamento sem vontade. Isto corresponde, na prática, à definição de violação. É extremamente grave. De que forma esta decisão reforça a protecção do consentimento e da autonomia individual dentro do casamento? Reforça porque afirma que o indivíduo não é um instrumento ao serviço dos desejos do outro, mas sim uma pessoa autónoma, com vontade própria. O consentimento não é dado para sempre. Não é por uma pessoa casar que consente para sempre ter relações sexuais com o seu companheiro. E não é sequer por ter iniciado uma relação sexual que não pode dizer “não” a meio. A qualquer momento, qualquer um dos dois pode dizer que não quer continuar. Isto reforça a ideia do indivíduo como alguém com desejos próprios, unicidade e autonomia, e não como um objecto utilitário. Esta decisão do Parlamento francês pode ter repercussões noutros países? Penso que sim. A França é um país muito observado neste tipo de questões e pode servir de modelo, tanto para outros países como para si própria, afirmando esta visão também a nível europeu.
No episódio de hoje do BBcast Agro – Bovinocultura de Leite, Luciane Seraphim, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Santo Ângelo (RS), apresenta uma análise atualizada do mercado lácteo em 12 de fevereiro de 2026, destacando preços, custos de produção e cenário do comércio exterior. Destaques do episódio:
Neste episódio, Luiz Gasparetto aprofunda um dos temas mais recorrentes e menos assumidos do sofrimento humano: a permanência no infantilismo psíquico através da ligação energética com mãe, pai, família e relacionamentos passados. Ele mostra, na prática, como grande parte da confusão mental, da falta de prosperidade e da sensação de vida travada não é pessoal, mas resultado de campos energéticos absorvidos e nunca devolvidos.Ao longo dos atendimentos, Gasparetto conduz trabalhos diretos com o “bicho” — a inteligência inconsciente — para retirar cargas emocionais, devolver o que não pertence à pessoa e recuperar forças que ficaram presas em relações de dependência. O episódio confronta a ilusão da carência, a confusão entre amor e apego, e a dificuldade de crescer de verdade. Um programa forte sobre sair do astral da família, assumir a própria energia e parar de viver como criança num corpo adulto.Com uma vasta biblioteca de cursos e palestras em áudio e vídeo do nosso mestre Luiz Gasparetto, você pode descobrir as leis universais e o poder do autoconhecimento. Acesse agora e comece a sua jornada: www.gasparettoplay.com.br
CPLP vai enviar missão de alto nível para a Guiné-Bissau: a visita é "importante" porém chega "tarde", diz ativista dos direitos humanos. Em Moçambique, António Muchanga pode estar a forçar a sua própria suspensão da RENAMO, alerta analista. Ainda neste jornal, acompanhe, em exclusivo, o relato de um jovem são-tomense que acusa a polícia portuguesa de agressão.
Confira nesta edição: mudanças no vale refeição e vale alimentação já estão valendo, mas, insatisfeitas, operadoras desses benefícios vão à Justiça. Ainda falando em dinheiro, a Procuradoria-geral do estado de São Paulo realiza nesta quarta-feira (11) um mutirão para esclarecer dúvidas de quem quer renegociar dívidas de impostos estaduais. Veja ainda as informações sobre o ataque a tiros que deixou ao menos dez mortos no Canadá.
A CM Coimbra reitirou de casa 3.000 pessoas devido a risco de rebentamente de um dique no rio Mondego. A autarca garante que está em coordenação com as autoridades, que estão em peso no terreno.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Preços acima dos US$ 11,00 por bushel seguem pressionando os prêmios no mercado interno e, junto do dólar fraco, limitação retomada das cotações no país.
Neste programa, Andreia estava casada há quatro anos e, segundo ela, não foi sábia no relacionamento e permitiu que ele fosse embora. Ele foi, por causa das brigas e do ciúme. Passado um tempo, eles resolveram se encontrar e conversar. Só que logo após enviaram a ele um vídeo pornográfico dizendo que era Andreia. A aluna disse que não é ela e que nem na aparência física se parecia com a outra mulher. O companheiro disse que, por causa disso, não tem como os dois voltarem e está tomado por ciúmes. Andreia pediu ajuda sobre o que fazer.Se sente tentado Ainda hoje, o aluno Atanásio disse aos professores que não sabe o que acontece com ele. Todas as mulheres que ele não teve relações acabam sempre com outro. Após casadas, elas querem reatar com ele e manter um caso amoroso. Ele perguntou ao casal blindado o que deve fazer. Pois se ainda corresponde a algumas tentações.Na sequência, Elaine disse que está cansada da vida amorosa dela, tanto que nem para falar do assunto ela tem paciência. A aluna perguntou se isso é normal.Terapia do AmorPor fim, confira como as pessoas tiveram a vida amorosa transformada após participarem das palestras da Terapia do Amor. Participe de todas as quintas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
Você quer ser líder ou apenas quer o status e o salário?Muitas pessoas buscam a liderança pelo poder, mas esquecem que a outra face da moeda é a responsabilidade. Neste vídeo, eu revelo por que a insegurança é o maior inimigo de um gestor e como problemas não resolvidos do seu "CPF" (vida pessoal) destroem o seu "CNPJ" (vida profissional).Se você tem medo de demitir, pisa em ovos para dar feedback ou quer ser "amigo" de todo mundo... cuidado. Você pode estar caindo na armadilha da Liderança Insegura.—O que você vai aprender neste vídeo:00:00 - A base da Liderança00:43 - O perigo do Líder "Bonzinho" e inseguro01:52 - Autorresponsabilidade: O erro do time é SEU erro02:56 - A Régua Alta: Você tem do time aquilo que você tolera03:59 - Liderança não é para todos (O peso da decisão)05:25 - Como saber se a pessoa está na cadeira errada?06:04 - "Não se ensina a querer": Quando demitir é um presente06:53 - Fit Cultural: O casamento entre pessoa e empresa09:58 - O Líder Ditador também é inseguro (Liderança pelo medo)12:46 - Trauma com autoridade: Projeção de Pai/Mãe—
Mais de quarenta mil casas continuam sem eletricidade quase duas semanas depois da tempestade. Falhas do sistema ou limites inevitáveis? Análise com Ana Suspiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mónica Dias preocupada com o timing das notícias que indicam que Netanyahu tinha conhecimento dos planos do Hamas. Ainda, negociações delicadas para um cessar-fogo e ajuda humanitária à Faixa de Gaza.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Todos os dias a imprensa e as redes sociais te contam uma série de mentiras e meias verdades sobre o mundo da inteligência artificial e você acaba acreditando… Mas será que eles sabem realmente sobre o que estão falando?Neste episódio do Data Hackers Podcast, dois especialistas em inteligência artificial com mais de 10 anos de experiência na área vão discutir algumas das maiores mentiras faladas no mundo da inteligência artificial, e explicar por que não é exatamente assim que as coisas funcionam.Será que a IA vai substituir meu trabalho? Se eu conversar com o ChatGPT eu vou consumir muita água? Prompt Engineer é a profissão do Futuro?Essas são algumas das afirmações frequentemente citadas na internet que vamos levar para discussão e entender se é mesmo verdade ou mentira.Nossa Bancada Data Hackers: Gabriel Lages, Diretor de Dados e AI na Hotmart e Co-fundador do Data Hackers- Paulo Vasconcellos, Principal AI Engineer na Hotmart e Co-fundador do Data HackersUm episódio para quem prefere escutar quem realmente entende de inteligência artificial e trabalha no dia a dia (nas trincheiras) do mercado, e quer deixar de ser enganado pela internet e redes sociais.Data Hackers Podcast #121
Com apenas 20 das 3259 freguesias por apurar, Daniel Oliveira, David Dinis, Martim Silva e Ricardo Costa analisam o resultado das eleições presidenciais e as suas consequências políticas. Para entender tudo o que está a acontecer na derradeira noite das eleições presidenciais, acompanhe a segunda volta em direto no Expresso, na SIC e na SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau expulso da Casa dos Direitos pela polícia durante visita: incidente pode manchar relações diplomáticas, diz analista. Em Portugal, diáspora africana suspira de alívio com a vitória de António José Seguro nas presidenciais. Ainda neste jornal conhecemos relatos de quem passou pela rota de migração mais perigosa do mundo.
Confira nesta edição: profissionais de saúde de cidades paulistas começam a ser vacinados nesta segunda-feira (9) contra a dengue com imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. Ainda em São Paulo, a Defesa Civil montou gabinete de crise devido à previsão de chuva em diferentes regiões do INSS. E a CPMI do INSS ouve, nesta segunda-feira (9) os depoimentos do deputado estadual do Maranhão, Edson Araújo (PSB) e do empresário Paulo Camisotti. Edson Araújo é um dos investigados na operação Sem Desconto, que revelou o esquema de fraudes em benefícios do INSS. Já Paulo Camisotti é filho e sócio de Maurício Camisotti, que está preso desde setembro e, segundo as investigações, teria se beneficiado das irregularidades.
Com apenas 20 das 3259 freguesias por apurar, Daniel Oliveira, David Dinis, Martim Silva e Ricardo Costa analisam o resultado das eleições presidenciais e as suas consequências políticas. Para entender tudo o que está a acontecer na derradeira noite das eleições presidenciais, acompanhe a segunda volta em direto no Expresso, na SIC e na SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com apenas 20 das 3259 freguesias por apurar, Daniel Oliveira, David Dinis, Martim Silva e Ricardo Costa analisam o resultado das eleições presidenciais e as suas consequências políticas. Para entender tudo o que está a acontecer na derradeira noite das eleições presidenciais, acompanhe a segunda volta em direto no Expresso, na SIC e na SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com 3239 de 3259 freguesias apuradas, Daniel Oliveira analisa a derrota de André Ventura e a estratégia de Luís Montenegro nas eleições presidenciais. Para entender tudo o que está a acontecer na derradeira noite das eleições presidenciais, acompanhe a segunda volta em direto no Expresso, na SIC e na SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Índia é fortemente marcada por uma diversidade cultural, linguística e religiosa e daí advém uma significativa desigualdade social e económica. Há igualmente assimetrias territoriais no desenvolvimento do país a que as políticas públicas devem procurar dar resposta. Problema: há já quinze anos que a Índia não publica dados estatísticos que ajudem a corrigir a rota, onde sejam evidentes os desvios no país mais populoso do mundo. Porque hoje é domingo, espreitamos a revista do Expresso e encontramos um trabalho da jornalista Mara Tribuna sobre o censo que vai, finalmente, avançar.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com 3239 de 3259 freguesias apuradas, Daniel Oliveira analisa a derrota de André Ventura e a estratégia de Luís Montenegro nas eleições presidenciais. Para entender tudo o que está a acontecer na derradeira noite das eleições presidenciais, acompanhe a segunda volta em direto no Expresso, na SIC e na SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Que coisa boa é celebrar a complexidade das relações quando um quer ver o outro pelas costas! Ainda bem que em nossa congregação vemos valor e criatividade na vingança sobre a vingança, afinal, num ninho de cobras, todos são criaturas do criador. POR FAVOR, APOIE ESTE PODCAST PRA QUE ELE CONTINUE SUAS ATIVIDADES! apoia.se/hojetempodcast E se você morar no exterior, recebemos sua contribuição pelo patreon.com/hojetem
Neste programa, destacamos a crise política em São Tomé e Príncipe, um debate identitário que reacende divisões na Guiné-Bissau, as crescentes ameaças à segurança dos jornalistas em Moçambique e a defesa da imagem sanitária de Cabo Verde. Começamos em São Tomé e Príncipe, onde a crise política se agravou esta semana. Vinte e nove deputados, reunidos sob protecção policial, destituíram a presidente do Parlamento e exoneraram os cinco juízes do Tribunal Constitucional, através de resoluções aprovadas por unanimidade. Decisões que, horas mais tarde, o próprio Tribunal Constitucional viria a declarar inconstitucionais.Em entrevista à RFI, o antigo primeiro-ministro são-tomense, Gabriel Costa, alerta para o clima de caos político que se vive no país e aponta o Tribunal Constitucional como principal responsável pela actual situação. Ainda em São Tomé e Príncipe, o Presidente Carlos Vila Nova reagiu com prudência à nomeação do antigo primeiro-ministro Patrice Trovoada como enviado especial da União Africana para a Guiné-Bissau. Sem entrar em considerações pessoais, o chefe de Estado sublinhou a necessidade de respeito pelos princípios da União Africana e pela soberania dos Estados, defendendo que a missão contribua para a paz e para o pleno restabelecimento das instituições democraticamente eleitas. Na Guiné-Bissau, a polémica em torno da bandeira do PAIGC voltou à agenda política. O debate reacendeu-se depois de o Conselho Nacional de Transição, criado pelos militares, ter aprovado uma lei que obriga o partido a alterar o seu emblema histórico.Ainda no país, o mandatário nacional da candidatura de Umaro Sissoco Embaló pediu, esta sexta-feira, ao Alto Comando Militar garantias de segurança para que o ex-Presidente da República e os seus apoiantes possam regressar à Guiné-Bissau. João Paulo Semedo encontrou-se com o Presidente da República de Transição, Horta Inta, e no final elogiou o trabalho dos militares que tomaram o poder a 26 de Novembro de 2025. Em Moçambique, um jornalista escapou por pouco a uma tentativa de assassinato. Carlitos Cadangue foi alvo de um atentado na noite de ontem, em Chimoio. Homens armados dispararam contra a sua viatura, deixando-a crivada de balas, num ataque que volta a levantar sérias preocupações sobre a segurança dos profissionais da comunicação social no país. Em Cabo Verde, o Governo rejeita as notícias publicadas na imprensa britânica que associam mortes de turistas a alegados problemas de saúde pública no arquipélago. As autoridades garantem que vão accionar os mecanismos necessários para repor a imagem do país enquanto destino seguro.
Ele começou a nadar muito cedo. Seguindo o exemplo dos irmãos mais velhos, com três anos de idade já dava suas primeiras braçadas e, com cinco, começou a brincar de competir. Nos anos seguintes, a natação rapidamente deixou de ser apenas brincadeira e passou a ocupar um espaço central na sua rotina. Muito jovem, já disputava campeonatos nacionais, batia recordes em categorias de base e chamava atenção pela versatilidade nas quatro provas do medley, algo raro mesmo entre atletas mais experientes. Ainda adolescente, foi treinar nos Estados Unidos, e foi lá que conquistou o índice para participar pela primeira vez dos Jogos Olímpicos. Em Moscou, em 1980, com apenas 15 anos, tornou-se um dos nadadores mais jovens da história a representar o Brasil em uma Olimpíada. Dois anos depois, no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 1982, conquistou o título mundial dos 400 metros medley e estabeleceu um recorde mundial da prova, um feito inédito para a natação brasileira até então. Em 1983, foi um dos destaques dos Jogos Pan-Americanos de Caracas, somando quatro medalhas e, no auge da carreira, voltou aos Jogos Olímpicos em 1984, em Los Angeles, onde conquistou a medalha de prata nos 400 metros medley, alcançando a melhor colocação individual da história da natação brasileira naquele momento. Continuou competindo e conquistando títulos importantes até encerrar sua carreira aos 23 anos de idade. Seguiu próximo ao esporte atuando como técnico, gestor, palestrante, comentarista televisivo e dirigente, tendo participado do comitê organizador dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, e dos Jogos Olímpicos Rio 2016, além de contribuir para a formação de novas gerações de nadadores. Conosco aqui, o nadador formado em Economia e Educação Física, campeão e recordista mundial dos 400 metros medley, medalhista olímpico, presente no Hall da Fama do COB, da natação brasileira, da Southern Methodist University, no Texas, e do famoso clube de nadadores Mission Viejo, treinador-chefe de natação da Escola Graduada, o andradinense Ricardo Prado. Inspire-se! Um oferecimento @2peaksbikes A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala. A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo. Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
Confira no Morning Show desta quinta-feira (05): A CPMI do INSS voltou aos trabalhos em clima de guerra. O deputado Paulo Pimenta (PT) acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ligação com o chamado ‘Careca do INSS' e pediu a quebra do sigilo bancário do parlamentar. A iniciativa é vista como uma retaliação do governo à ofensiva da oposição, que tenta avançar nas investigações envolvendo Lulinha, filho do presidente Lula. A comissão retomou as atividades nesta quinta-feira (05). O depoimento de Daniel Vorcaro, que estava previsto para hoje, foi adiado e deve ocorrer no dia 26 de fevereiro. Durante a sessão, o presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que o órgão foi o primeiro a apurar possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a instituição tentou por dois meses consecutivos, em 2025, firmar um acordo de cooperação para viabilizar o envio de descontos de aposentados e pensionistas ao banco, por meio de empréstimos consignados. Como o acordo não foi assinado, o INSS realizou um bloqueio bilionário de repasses ao Banco Master. Ainda nesta quinta-feira (05), a CPMI deve votar a quebra de sigilo do Banco Master. O objetivo é esclarecer, entre outros pontos, a origem e o destino de recursos ligados a patrimônios atribuídos a Daniel Vorcaro, como uma propriedade avaliada em R$ 200 milhões em Trancoso, imóveis em Miami e aeronaves, além de dimensionar o eventual prejuízo causado. O Tribunal de Contas da União autorizou uma inspeção dos Correios. A Corte de Contas deu um prazo de 20 dias para que o presidente dos Correios responda a todos os questionamentos. Nesta inspeção, está sendo analisado, por exemplo, possíveis casos de assédio moral a servidores. Os servidores estão sendo incentivados a aderirem ao programa de desligamento voluntário, o chamado PDV. E aqueles que não estão aderindo, não estão aceitando o programa de desligamento voluntário, estariam sendo assediados. A deputada federal Caroline de Toni, que deve deixar o PL, outro cargo . Ao que tudo indica ela está almejando o Senado Federal depois de muitas conversas, embora ela não tenha confirmado oficialmente, ela já antecipou e para prefeitos, para vereadores da sua base, que deve sim deixar o PL. Caso Carol se filie ao PP, o partido impõe que ela não dispute o cargo, mas ela não deve abrir mão de ser candidata. Um empresário gaúcho, dono de uma cafeteria em uma pequena cidade dos Estados Unidos, foi detido por agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) ao chegar para trabalhar. Apesar da alegação de visto vencido, a prisão mobilizou moradores e políticos americanos, reacendendo o debate sobre o papel vital dos imigrantes na economia e fundação do país. O líder do governo, senador Randolfe Rodrigues (PT), afirmou em coletiva que apoia a investigação do Banco Master na CPMI do INSS. Segundo ele, o requerimento voltará à pauta no dia 26 de fevereiro após "ajustes temporais" para focar no período das fraudes dos consignados. Randolfe também negou qualquer acordo para blindar o Banco BRB ou evitar perguntas a Daniel Vorcaro sobre conexões políticas. O diretor espanhol Oliver Laxe criticou o engajamento do Brasil no Oscar, afirmando que brasileiros votariam até em um "sapato". Josias Teófilo rebate a fala com dados: brasileiros representam apenas 0,8% da Academia. Além disso, Teófilo analisa pedido de desculpas de Laxe e como o engajamento online é confundido com influência real na votação. Com oito indicações ao Oscar, o filme "Hamnet" é um dos grandes destaques da premiação este ano. A correspondente Miriam Spritzer traz os detalhes desta produção que explora a vida de William Shakespeare antes da fama e a tragédia familiar que inspirou sua obra mais famosa. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
A paulistana Erika começou a ter contato com tecnologia e se interessar por desenvolvimento na adolescência, o que a levou a cursar Sistemas de Informação. Ainda na faculdade, ela teve a oportunidade de trabalhar com Business Intelligence e depois já engatou um MBA.Depois que a empresa onde ela trabalhava fechou, ela pegou o dinheiro da rescisão e resolveu colocar em prática um plano que havia sido plantado ainda na graduação: morar fora.A escolha pela Austrália se deu majoritariamente por conta do clima e da familiaridade com o idioma, e se provou bastante acertada. Hoje, além de seguir trabalhando com BI, ela também é uma cidadã da terra dos cangurus.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaErika Silva, Engenheira de Dados em Sydney, AustráliaLinks:LinkedIn da ErikaCarreiras Alura: Explore as carreiras por meio de um caminho estruturado, com prática, profundidade e orientação para você sair do zero e conquistar domínio real em uma habilidade.TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts
No 3 em 1 desta quarta-feira (04), o destaque foi a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diante do processo que pode resultar na perda de sua patente militar. Após visitá-lo, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que Bolsonaro está tranquilo em relação às representações em análise no Superior Tribunal Militar (STM), que envolvem acusações de crimes contra a democracia. Marinho também declarou que, para a direita, o presidente Lula (PT) perdeu relevância eleitoral, classificando o petista como ‘mercadoria vencida', e elogiou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O Congresso Nacional aprovou um projeto que eleva o teto salarial de servidores da Câmara e do Senado para até R$ 77 mil e cria novas gratificações, incluindo dias de folga. A votação foi simbólica e contou com apoio tanto da base governista quanto da oposição. Agora, cabe ao presidente Lula sancionar ou vetar a proposta, em meio ao debate sobre gastos públicos e ao impacto político da medida em ano eleitoral. Ainda em Brasília, o presidente Lula (PT) recebe nesta noite o presidente da Câmara, Hugo Motta, e lideranças do Congresso em um jantar na Granja do Torto. O encontro sinaliza um novo momento na relação entre Executivo e Legislativo e deve tratar de pautas prioritárias do governo, como o fim da jornada 6x1 e a PEC da Segurança Pública, previstas para avançar no primeiro semestre. No campo partidário, a deputada federal Carol De Toni (PL-SC) comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que deixará a legenda após a definição de um acordo político que prioriza a candidatura de Esperidião Amin (PP-SC) ao Senado. Nos bastidores, a avaliação é de que não houve espaço para o projeto político da deputada dentro do partido. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar das investigações envolvendo o Banco Master. O encontro ocorreu no mesmo dia da instalação de um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, criado para acompanhar o caso. Em discurso na comissão, Renan afirmou que a atuação da CAE não substitui uma eventual CPI e tem caráter complementar, com a coleta de informações técnicas junto ao BC, ao STF, à Polícia Federal, ao TCU e à CVM. Pesquisa nacional do GERP aponta empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno presidencial. Ambos aparecem com 45% das intenções de voto, enquanto 6% disseram não saber ou não responderam e 4% indicaram voto branco ou nulo. Já a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), defendeu a entrada de Fernando Haddad (PT) na disputa eleitoral em São Paulo. Segundo ela, o ministro não pode fugir da missão e o cenário exige dois nomes fortes, citando Haddad e Geraldo Alckmin (PSB) como os mais competitivos por sua ligação com o estado e com o presidente Lula. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Ainda sem recuperar-se da Depressão Kristin, Portugal se prepara para a Depressão Leonardo, que prevê chuvas torrenciais que podem provocar inundações severas em zonas urbanas como a zona ribeirinha do Porto e a baixa de Coimbra.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (02):O Congresso Nacional retomou os trabalhos legislativos em 2026 com uma abertura protocolar e um ano encurtado pelas eleições. Entre as prioridades estão o debate sobre o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública, a regulamentação da inteligência artificial e pedidos de novas CPIs, incluindo o caso Banco Master. Na abertura do ano judiciário de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, voltou a defender a criação de um código de conduta para os ministros. O discurso teve tom firme, com recados sobre limites, transparência e legitimidade da Corte.A Justiça de São Paulo condenou Pablo Marçal a pagar R$ 100 mil ao deputado Guilherme Boulos por disseminação de informações falsas durante a disputa pela Prefeitura da capital em 2024. Ainda cabe recurso da decisão. O deputado Rodrigo Rollemberg protocolou pedido de CPI para investigar o caso Banco Master, com 201 assinaturas na Câmara. A comissão pretende apurar operações bilionárias envolvendo títulos sem lastro e o uso de recursos públicos do BRB. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia lançar o deputado federal Nikolas Ferreira ao governo de Minas Gerais em 2026, em articulação com partidos do Centrão. A movimentação depende da posição do governador Romeu Zema, cotado para compor a chapa presidencial, e é vista como estratégica para garantir um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, cravou que Romeu Zema não será vice de ninguém em 2026. Segundo ele, o governador de Minas disputará a Presidência e o partido trabalha para consolidar um projeto próprio no primeiro turno. O Republicanos entra em 2026 dividido entre apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ou preservar a relação com o governo Lula. O impasse reflete disputas regionais e estratégias eleitorais, enquanto o PSD de Gilberto Kassab libera palanques nos estados e mira ampliar sua bancada no Congresso. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
No 3 em 1 desta terça-feira (03), o destaque foi a atuação da CPMI do INSS. O presidente da comissão, Carlos Viana, se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para discutir decisões que, segundo o senador, têm dificultado os trabalhos do colegiado. A principal preocupação é garantir o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro e o acesso a documentos sigilosos da Polícia Federal. A CPMI investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu pedido para analisar a possível perda de patente do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros quatro militares condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A Justiça Militar vai avaliar se as condenações tornam a permanência dos réus incompatível com a carreira, dando início à análise dos próximos passos do julgamento. Ainda no caso Banco Master, o ex-presidente da RioPrevidência, Davis Marcon Antunes, foi preso em uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. A investigação apura investimentos de cerca de R$ 1 bilhão em títulos do banco. Segundo a PF, há indícios de tentativa de obstrução das investigações, com transferência de bens e retirada de documentos. No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na Casa Branca o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em um encontro que marcou tentativa de reaproximação após meses de atritos. A reunião, com duração de cerca de duas horas, tratou de combate ao narcotráfico, cooperação em segurança regional, imigração e relações comerciais. Em entrevista à Jovem Pan, o senador Ciro Nogueira (PP) afirmou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) cometem um erro estratégico ao dialogarem apenas com suas bases eleitorais. Segundo ele, vencer a eleição de 2026 exige falar com eleitores fora das bolhas ideológicas, especialmente sobre inflação, impostos e segurança pública. O parlamentar também analisou a sucessão na direita e criticou a postura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliando que ele perdeu a janela de oportunidade antes da consolidação de Flávio Bolsonaro como candidato. Nos bastidores do governo, Fernando Haddad (PT) apresentou ao presidente Lula os nomes de Guilherme Mello e Tiago Cavalcante para a diretoria do Banco Central, em uma de suas possíveis últimas ações à frente do Ministério da Fazenda. O repórter Matheus Dias trouxe detalhes das articulações e da reação do ministro às críticas do mercado. Na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT) deixou a liderança da bancada e projetou que a PEC da Escala 6x1 será uma das prioridades do Planalto no Congresso. Ele também destacou avanços na isenção do Imposto de Renda e a manutenção de um perfil combativo na liderança governista. O STM sorteou os relatores para o processo inédito que pode resultar na perda das patentes de Jair Bolsonaro, Augusto Heleno e Braga Netto. Entre as possíveis consequências estão a perda de salário, o fim do foro militar e a transferência para presídios comuns. Em São Paulo, um tiroteio foi registrado na Avenida Faria Lima após uma tentativa de assalto a uma residência no Morumbi. Criminosos em fuga trocaram tiros com a polícia; um suspeito morreu no local, joias foram recuperadas e vítimas baleadas foram encaminhadas ao pronto-socorro. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Durante o programa de hoje, Renato Cardoso compartilhou com os alunos um trecho de uma palestra recente da Terapia do Amor, realizada no Templo de Salomão, em São Paulo, na qual ele e sua esposa, a escritora Cristiane Cardoso, abordaram o desafio das mulheres fortes. O assunto, inclusive, terá continuidade no encontro desta quinta-feira (5), às 20h. Acompanhe na íntegra pelo UNIVER Vídeo.Não sabe o que fazerNa sequência, um aluno do Distrito Federal, que preferiu não se identificar, relatou que está enfrentando problemas em seu relacionamento. Segundo ele, a esposa não o quer mais, pois se cansou de lutar sozinha pelo casamento. De acordo com o aluno, a situação se deve aos seus vícios dele. Ele afirmou que nunca se posicionou dentro de casa nem tomou a iniciativa em decisões importantes, deixando que a companheira sempre fizesse todas as escolhas.Após 13 anos de casamento, ela chegou ao limite. O aluno confessou que cometeu muitos erros e reconhece as próprias falhas, incluindo o envolvimento com pornografia. Fora isso, ele comentou que isso a colocou em situações humilhantes, ao fazer pedidos inadequados que queria reproduzir. Por fim, ele relatou que já flagrou a esposa saindo de um motel com um homem que se dizia amigo do casal. Ainda assim, ele gostaria de continuar o casamento. No momento, não sabe se deve ou não sair de casa.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes