POPULARITY
Categories
Boas-vindas a mais uma série especial do LíderCast Congresso Andav. O convidado de hoje é Ingo Plöger, empresário, conselheiro e mentor. É presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), e costuma dizer que seu legado é “prospectar futuros” — e é exatamente isso que faz ao estudar tendências, cenários e transformações. Ingo é daqueles que puxam conversa na fila do pão e, às vezes, se distraem tanto que esquecem até de comprar o pão. Uma boa prosa sobre futuro, Brasil e escolhas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Boas-vindas a mais uma série especial do LíderCast Congresso Andav. O convidado de hoje é Ingo Plöger, empresário, conselheiro e mentor. É presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), e costuma dizer que seu legado é “prospectar futuros” — e é exatamente isso que faz ao estudar tendências, cenários e transformações. Ingo é daqueles que puxam conversa na fila do pão e, às vezes, se distraem tanto que esquecem até de comprar o pão. Uma boa prosa sobre futuro, Brasil e escolhas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste verão europeu de calor extremo e incêndios, Portugal volta a enfrentar a polêmica das praias privadas e da falta de acesso ao mar. Um dos casos com maior repercussão midiática envolve os donos da Herdade da Comenda, uma área com 600 hectares no Parque Natural da Arrábida, no município de Setúbal. Eles contestam na Justiça a posse de cinco praias: Rasca, Comenda, Rainha, Maria Esguelha e Albarquel. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Portugal A ação movida contra o Estado português e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) foi refutada por ambos no tribunal de Setúbal, mas o processo continua. A família Mirpuri, que detém a Herdade da Comenda desde 2019, reclama a posse das praias por meio de um antigo documento de venda da propriedade em leilão público. No século XIX, D. Luís I, rei de Portugal e Algarves, assinou um decreto declarando domínio público hídrico, as águas do mar e seus leitos e margens, os portos, as praias, os rios, canais e docas. São bens que não se vendem nem se compram. No entanto, quem conseguir provar que já era dono de uma parcela de leito ou margem do mar antes de 1864 pode ter seus direitos reconhecidos. O presidente do Conselho Diretivo da APA, José Pimenta Machado, reafirma este princípio. “Em Portugal as praias são públicas. É verdade que há um processo em curso, mas as praias são públicas e, presume-se que são públicas, mesmo que haja alguém contestando que são privadas, como é o caso da Herdade da Comenda”, ressalta. Recentemente, centenas de manifestantes protestaram em defesa do usufruto público destas praias e contra a falta de acesso ao mar por caminhos que foram usados desde sempre pela população. João Cruz, da iniciativa “Deslarrrguem a Arrábida”, acusa a Câmara Municipal de Setúbal de passividade. “O que a Herdade da Comenda fez foi cercar com arame farpado, com grades e com redes ao longo da estrada de um lado e de outro, impedindo a circulação da população para dentro do que eles acreditam ser o direito exclusivo deles de propriedade”, denuncia. No mês passado, a Associação dos Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado entregou mais uma petição pedindo a intervenção do Estado e da Câmara Municipal de Setúbal para que mobilizem todos os esforços para remover as vedações ilegais e repor os acessos indevidamente cortados pelos proprietários da Herdade da Comenda. Uma cancela no meio do caminho Na imensidão do azul do mar, bem em frente à Serra da Arrábida, se encontra um dos trechos mais bonitos do litoral português, que começa na península de Tróia e se estende até a praia de Melides, no município de Grândola. Porém, estes 40km de areias brancas e praias paradisíacas têm cerca de 80% dos acessos limitados ou inexistentes. Com a explosão da especulação imobiliária de alto luxo na região, a passagem pública até o mar é uma verdadeira odisseia. São inúmeras cancelas e muros que impedem o acesso livre às praias. Além disso, falta sinalização adequada e há poucos estacionamentos disponíveis. O luxo tornou a área inacessível a quem não é famoso nem poderoso. Em recente entrevista ao jornal Expresso, o filósofo Viriato Soromenho-Marques fez um alerta. “Vivemos uma situação em que o poder do dinheiro tenta sobrepor-se aos direitos constitucionais dos cidadãos.” Segundo a ativista Diana V. Almeida, do movimento “Reabrir a Galé”, é impossível chegar à praia da Galé-Fontainhas por causa da construção do resort residencial Costa Terra, da empresa americana Discovery Land Company. O empreendimento imobiliário é considerado o mais exclusivo de Melides. “Os seguranças impedem as pessoas de avançar pelas estradas públicas, já não estamos falando no acesso à própria propriedade”, diz Diana. Segundo ela, isso acontece também em outras áreas, como por exemplo na Comporta e na zona dos Brejos, onde as estradas públicas tem cancelas e as pessoas não podem passar e mesmo quando chamam a GNR – força de segurança pública de Portugal. “É impossível esta cancela ser levantada”, protesta a ativista. No mês passado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, foi a seis praias de Grândola para conferir se as irregularidades encontradas pela APA foram corrigidas. De acordo com a ministra, os trabalhos de remoção de cancelas, colocação de sinalização e construção de estacionamento estão sendo feitos, mas o cenário ainda está longe do ideal. A Quercus, uma das faces mais visíveis do ativismo ambiental em Portugal, aguarda há dois meses uma resposta do governo sobre quando as obras serão concluídas. Litoral VIP Ao se firmar como destino de luxo e refúgio de milionários, este trecho da costa alentejana tem atraído nos últimos anos celebridades como Madonna, Angelina Jolie, Nicole Kidman e mais uma fila de ultrarricos dispostos a investir milhões de euros e dólares em fortalezas de luxo com pouca ética ambiental, como denunciam com frequência ONGs portuguesas de defesa da natureza. Com grande parte de Portugal sob seca severa, os campos de golfe atraem atenções por ainda usar pouca água residual para regar os espaços verdes. Em entrevista à RFI, a presidente da Quercus, Alexandra Azevedo, critica esse descaso. “Muitas vezes os campos de golfe destes empreendimentos de luxo são regados com água potável dos aquíferos em uma região que sofre uma crise de abastecimento de água”, condenou. Uma das mulheres mais ricas da Espanha, Sandra Ortega, herdeira do império Zara, inaugurou recentemente o seu resort de luxo, o Na Praia, em Tróia, com diárias que podem chegar a € 5.700. O projeto teve as obras suspensas por causa de uma medida cautelar movida por associações ambientalistas, que apontaram irregularidades, como a eliminação total da vegetação e a terraplanagem das dunas. Apesar disso, a Justiça portuguesa considerou a paralisação improcedente e liberou a conclusão das obras.
Convidada: Renata Cafardo, autora do livro "O Algoritmo das Famílias", repórter especial e colunista do Estadão e presidente da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca). Uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes no interior do Mato Grosso do Sul foi palco de uma tragédia transmitida ao vivo por uma plataforma que tem cerca de 56 milhões de pessoas cadastradas no país. Uma adolescente de 13 anos cometeu suicídio diante de uma plateia que assistia à transmissão online. A polícia começou a investigar o caso e identificou um cenário com ameaças e chantagem, e a morte passou a ser investigada como homicídio. A rede social onde o evento se deu, o Discord, enfrenta questionamento judicial. Mais que isso: a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Renata Cafardo, jornalista que acompanha o caso e que é autora do livro "O Algoritmo das Famílias". Renata descreve como as plataformas online em geral afetam a saúde e comprometem a segurança de crianças e adolescentes – e aponta o que mães e pais podem fazer diante disso. Também falam neste episódio, para explicar o caso da adolescente de 13 anos, Maraísa Cezarino, advogada especializada em proteção de dados, tecnologia e privacidade, e Vanessa Cavalieri, juíza da Infância e Juventude do Rio de Janeiro.
Em painel na PUC-SP, a deputada Sônia Guajajara sugeriu uma relação entre terremotos na Colômbia e na Venezuela e governos de direita.A fala da ex-ministra dos Povos Indígenas ocorreu em um painel sobre racismo ambiental e justiça climática ao lado de lideranças políticas do campo progressista.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.
A convidada de hoje é Carla Nórcia, que construiu uma carreira de mais de 30 anos em Comunicação e Marketing, boa parte dela ligada ao mercado automotivo. Hoje é CEO da Insight, agência especializada em comunicação estratégica para o aftermarket. É também fundadora e investidora das plataformas Movenews e VagasAutomotivas, além de comandar diferentes podcasts do setor. Ao longo da trajetória, passou por empresas como Tintas Coral, TRW, Dana, Dayco e Editora Novo Meio. Carla acredita na comunicação como ferramenta para construir reputações, transformar negócios e abrir espaço para mais inovação e diversidade. Carla também preside a AMMA, Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A convidada de hoje é Carla Nórcia, que construiu uma carreira de mais de 30 anos em Comunicação e Marketing, boa parte dela ligada ao mercado automotivo. Hoje é CEO da Insight, agência especializada em comunicação estratégica para o aftermarket. É também fundadora e investidora das plataformas Movenews e VagasAutomotivas, além de comandar diferentes podcasts do setor. Ao longo da trajetória, passou por empresas como Tintas Coral, TRW, Dana, Dayco e Editora Novo Meio. Carla acredita na comunicação como ferramenta para construir reputações, transformar negócios e abrir espaço para mais inovação e diversidade. Carla também preside a AMMA, Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Lutz veste Insider
O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, acredita que os longos tempos de espera nas urgências se devem manter nas próximas semanas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio do Em Busca, o médico veterinário e estreante como jurado do Freio de Ouro, Luciano Comioto, compartilha sua trajetória no universo da raça Crioula e sua rápida, porém fundamentada, ascensão no quadro de avaliadores. Ele relembra a fundação da Cabanha Encanto em 2004 e como o contato com o cavalo campeão "Ganadeiro" redirecionou o foco da família para as provas do Freio de Ouro. Durante a conversa, Luciano explica como sua formação veterinária o ajuda a ter um olhar clínico voltado ao bem-estar animal, ressalta a necessidade de os competidores estudarem o regulamento da prova e elogia a estrutura de formação e o acolhimento técnico do Colégio de Jurados, fundamentais para prepará-lo para a responsabilidade da avaliação.Highlights
Daniel Henrique Ferreira, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento do Distrito de Alto Paredão, participou do programa Direto ao Ponto para falar sobre os relatos de moradores que enfrentam falta de energia elétrica persistente na localidade.
Dentro da etapa remota do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 12 de agosto de 2026, aconteceu o I Seminário Crítica da Economia Política do Futebol Midiatizado. Aqui está as palestras da mesa “Perspectivas de uma Crítica da Economia Política para o futebol midiatizado”, que contou com as apresentações do Prof. Dr. Anderson Santos (Ufal/Uel) e do Prof. Dr. Fernando Mascarenhas (UnB), sob mediação Vitória Karoline Rocha Martins (CEPCOM/Ufal). O vídeo completo, com o bloco de perguntas e respostas, pode ser visto em: https://youtu.be/pC72dmAS8Qc?si=byj2p9sGt7b51hkg.A proposta parte de uma aproximação que se estabelece nos últimos anos entre os grupos de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (Cepcom/Ufal) com o grupo Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer (Avante/UnB), desde a Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol (Levante). Os grupos dialogam sobre a etapa atual do futebol cuja trajetória profissional passa pela mediação da radiodifusão e das tecnologias digitais, especialmente a transmissão ao vivo. Este futebol midiatizado é estudado a partir da perspectiva da Crítica da Economia Política, aplicada para entender os objetos comunicacionais e culturais da contemporaneidade. Em ano de Copa do Mundo FIFA de futebol masculino e um antes do mundial de futebol de mulheres a ser realizado aqui no Brasil. Assim, pretende-se abrir uma agenda de pesquisas que passa pela Comunicação, em diálogo e construção com outros campos científicos.PalestrantesAnderson Santos é professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema e do mestrado em Comunicação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Anderson é ainda presidente da Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), coordena o GP de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura da Intercom e é editor-geral da Revista Latino-Americana de Ciências da Comunicação. Em 2025, recebeu o Prêmio Luiz Beltrão, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), na categoria "Liderança Emergente". É um dos líderes do Grupo de Pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (Cepcom/UFAL/CNPq), da Rede Nordestina de Estudos em Mídia e Esporte (ReNEme) e é um dos coordenadores do Observatório das Transmissões de Futebóis.Fernando Mascarenhas é professor da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB). Docente da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da UnB Pesquisador do Avante – Grupo de Pesquisa e Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer. É pós-Doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Valência (Espanha), em Estudos do Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Política Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fernando é ex-presidente do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE), ex-editor-chefe da Revista Brasileira de Ciências do Esporte (RBCE) e foi membro do Conselho Nacional do Esporte (CNEsp). É Mestre e Doutor em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Organização do SeminárioO evento é organizado pelo grupo de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (CEPCOM/Ufal) em parceria com o Levante (Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol - Avante/UnB) como parte das atividades remotas do Grupo de Pesquisa Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura da Intercom.
Daniel Henrique Ferreira, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento do Distrito de Alto Paredão, participou do programa Direto ao Ponto para falar sobre os relatos de moradores que enfrentam falta de energia elétrica persistente na localidade.
Associação Portuguesa criada na Nova Zelândia, país onde vivem cerca de mil e 700 portugueses. Peregrinação de agosto em Fátima levou muitos emigrantes ao santuário.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 12, Carlos Andreazza fala sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão apontado como fonte de informações de um blogueiro que publicou sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino. Moraes aponta Raimundo Cutrim como fonte de informações publicadas pelo jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Blog do Luís Pablo. As buscas foram realizadas a partir de informações encontradas no celular do blogueiro, alvo da PF em março. Na operação desta terça, um advogado também foi alvo de um mandado de buscas porque teria assessorado o blogueiro nas publicações sobre o ministro. A decisão de Moraes está sob sigilo. Procurado, o STF ainda não se manifestou. A decisão cita que a Polícia Federal encontrou movimentações financeiras desse advogado em favor do blogueiro e quer saber se os pagamentos estão relacionados a publicações de interesse do grupo de Raimundo Cutrim. Em outra frente, associações jornalísticas publicaram nota conjunta em que manifestam ‘profunda preocupação’ com a ação policial que mirou Raimundo Cutrim. Ele foi citado em despacho do ministro Alexandre de Moraes como fonte anônima de reportagem sobre uso de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A nota foi assinada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). “Ações judiciais que quebram o sigilo da fonte não têm amparo constitucional e abrem precedentes que ameaçam a liberdade de imprensa, amparada pela Constituição de 1988″, diz a nota. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.
Vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública pede que as pessoas não olhem diretamente para o eclipse. João Paulo Magalhães diz a que sintomas a população deve estar atenta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PELOTAS ANUNCIA HOMENAGEADOS DE 2026 - Podcast
Neste episódio, gravado direto dos estúdios do Energy Summit no Rio de Janeiro, o jornalista Thomaz Gomes conversa com Fábio Monteiro Lima, diretor executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia, sobre o novo marco legal do armazenamento no Brasil e o que ele representa para o futuro do setor elétrico. A conversa parte de um panorama do setor, depois de duas décadas expandindo a geração de energia limpa e reduzindo custos, até alcançar uma matriz elétrica com 90% de fontes renováveis, o Brasil chega a um novo desafio, gerenciar melhor essa energia e reduzir desperdícios. Fábio destaca que esse é um movimento global, já enfrentado por países como China, Estados Unidos, Chile, Reino Unido, Austrália e a União Europeia, cujas experiências podem acelerar o processo brasileiro. O episódio detalha as possibilidades abertas pela Lei 15.269: o armazenamento pode ser operado tanto por novos agentes quanto pelos agentes tradicionais do setor elétrico; novos geradores e consumidores podem ser obrigados, mediante análise técnica da ANEEL, a instalar sistemas de armazenamento; e o setor passa a contar com fontes de receita como a arbitragem de preços de energia, os serviços de potência, os serviços de flexibilidade e os serviços ancilares. Por fim, são projetados os próximos passos da indústria como: tarifa horária, abertura do mercado livre de energia, novos requisitos regulatórios e a entrada em operação, a partir de 2028, das baterias contratadas no grande leilão previsto para dezembro. O podcast é um oferecimento do Energy Summit.
Este é o primeiro episódio de dois, que apresentam o Pacto (Oferta Regular e Sistemática) como um mecanismo para transferir a confiança e dependência das coisas desta terra para o Provedor Celestial.Alguns temas abordados:Foco no Adorador: O pacto (oferta regular e sistemática) não serve primariamente para sustentar a igreja, mas para ajudar o doador a se desapegar das coisas desta terra.Gatilho - Quando Entregar? A oferta sistemática é disparada quando o ofertante recebe recursos financeiros da parte de Deus; se Deus não dá nada, o fiel não entrega nada, mas permanece fiel em espírito.O Canal de Bênção: A melhor hora para alguém se tornar um pactuante é quando não recebe nada. Se não recebe nada, também não dá nada e é considerado fiel.O pacto como antídoto ao amor pelas coisas terrenas.Sentimentos, simpatia por missionários, ou necessidade da igreja não constituem a melhor motivação para dar.Apresentado aos pastores da Associação Paulista Sul, em 25 de agosto de 2025.
Entrevistas gravadas durante a Fenashow Pontalina 2026- Sérgio Maia, presidente do Sindicato Rural do município, Mauricio Veloso, presidente da Associação nacional de confinadores
Nuno Brás vai deslocar-se às regiões mais afetadas pelos sismos do final de junho e leva uma mensagem de esperança. Primeiro encontro da nova vida da Federação das Associações da Diáspora.See omnystudio.com/listener for privacy information.
De Guarapuava, no Paraná, Ericson é advogado e consultor em Direito Público, com ênfase no Direito das comunicações. Doutor em Direito pela USP. Co-fundador e Diretor-Presidente da Associação Civil Monitor Ambiental Antirruídos com a missão de promover o direito as cidades limpas, saudáveis e sustentáveis, livres de poluição sonora. É autor dos e-books “Direito a cidades livres de poluição sonora” e “Condomínios saudáveis e sustentáveis, livres de ruídos excessivos e poluição ambiental sonora.Apoie o Caos Planejado.Confira os links do episódio no site.Episódio produzido com o apoio do Grupo OSPA e 0e1 Arquitetos.
A Associação Banda Santa Bárbara, de Lauro Müller, reinaugurou na noite desta segunda-feira (10) sua sede própria. A cerimônia reuniu autoridades, músicos, integrantes da associação e familiares para marcar o retorno das atividades ao espaço, que durante alguns anos permaneceu desocupado e precisou passar por uma ampla reforma. O local, que por um período serviu de referência histórica para a banda, volta agora a receber ensaios, aulas de música e atividades voltadas à comunidade. Segundo o presidente da Associação Banda Santa Bárbara, Fábio Leal, a entrega representa uma conquista construída ao longo de diferentes gestões.
No Espírito Santo, os supermercados permanecem fechados aos domingos até, pelo menos, o dia 31 de outubro de 2026, pelo que traz a atual Convenção Coletiva de Trabalho. A regra atual, em vigor desde 1º de março, vale até esta data, quando o setor patronal e o sindicato reavaliarão a medida para definir se ela continua ou se o expediente dominical será retomado. A aproximação do fim do acordo traz a discussão, então, entre empresários e trabalhadores sobre manter ou rever esse fechamento.Na avaliação do superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, o cenário ainda é indefinido, mas existe uma parte do setor que pode defender a abertura novamente aos domingos. "Todos os dois cenários são possíveis, estamos avaliando todos os pontos", explica.
| Para saber mais sobre o Seminário do Sucesso, acesse: https://snibr.org/seminario_do_sucesso_2026_pod;| Aprenda a utilizar o Diário de Elogios acessando: https://snibr.org/diario_de_elogios_pod;| Os livros-textos deste episódio são: A fé que muda o seu destino; A Verdade da Vida, v.7; Para adquirir e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Participe das atividades presenciais em nossas Associações Locais! Para encontrar a mais próxima de você, acesse: https://snibr.org/pod_onde_encontrar| Conheça as Academias de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie e participe de um de nossos Seminários! Para saber mais acesse: https://snibr.org/academias_pod;
Kemilson D'Almeida, jovem jornalista são-tomense, escreveu "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" para travar as clivagens no seio da sociedade são-tomense e promover uma vida política mais saudável para todos os intervenientes, especialmente para o futuro do país. Com histórias, metáforas e reflexão, o jovem são-tomenses Kemilson D'Almeida quer através do seu livro "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" que os são-tomenses criem um novo caminho para a democracia. Um caminho onde a difamação, os rumores e as ofensas não têm lugar na vida política e onde a sociedade são-tomense consiga projectar-se num futuro melhor para todos. Kemilson D'Almeida acredita que isto é possível se cada cidadão se responsabilizar pelos seus actos e se a educação cívica se fizer a partir da mais tenra idade. "A ideia surgiu justamente por observar algumas coisas na sociedade, sobretudo em São Tomé e Príncipe. Venho vendo pessoas atacando o outro, odiando o outro, difamando o outro. Então surge aí uma pergunta muito importante que é se nós queremos desenvolver uma nação: será que vamos desenvolver a nação odiando ou amando o outro, destruindo o outro? Então surge a ideia de escrever o livro A Nação começa no Coração. Isto porque se nós queremos desenvolver uma nação, independentemente do país que seja, é necessário nós mudarmos", explicou o autor. Kemilson D'Almeida vive actualmente em Portugal e é jornalista da RSTP – Rádio Somos Todos Primos, integrando também a Associação dos Jovens Escritores Santomenses (AJES) desde a sua fundação. Face às eleições legislativas que se realizam em São Tomé e Príncipe a 27 de Setembro, Kemilson D'Almeida mantém-se positivo. "Eu estou convicto de que podem vir a realizar de uma forma tranquila, porque antes das eleições presidenciais, eu tinha uma visão diferente de que viria a ser uma coisa, um clima muito forte, de muita divisão, com muita confusão, mas pelos vistos não é o que aconteceu. A sociedade, a nação são tomense conseguiu mostrar uma realidade totalmente diferente. E para estas eleições legislativas, autárquicas e regionais, eu acredito profundamente que vai decorrer num clima de paz, num clima de de muita serenidade e acima de tudo, eu estou convicto de que isso possa vir a acontecer e caso não aconteça, será mais uma decepção", concluiu. O livro "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" está actualmente disponível na Amazon.
O pesquisador da Embrapa Soja, Dr. Fernando Henning, fala sobre a Programação do 23o Congresso Brasileiro de Sementes, organizado pela ABRATES, a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes, do qual ele é Presidente.
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Episódio publicado originalmente em junho de 2023, do “Perguntar Não Ofende”, podcast de Daniel Oliveira. As ideias feitas que temos do autismo vêm, quase todas, dos filmes de Hollywood, que refletem e perpetuam simplificações, estabelecendo uma associação automática do autismo com comportamentos violentos de pessoas presas nelas próprias, agarradas aos mesmos gestos mecanicamente repetidos até à exaustão e incapazes de cultivar relações humanas ou viver autonomamente. Uma imagem que afasta as pessoas, legitimando comportamentos violentos contra as pessoas com transtorno do espectro do autismo. O desconhecimento e as ideias formadas sobre o tema agravam os problemas de integração nas escolas e no mercado de trabalho, onde o estigma criado associa o desempenho cerebral das pessoas com autismo a trabalhos ligados às tecnologias de informação. Sara Rocha é licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública, e mestre em Gestão e Economia dos Serviços de Saúde. Vive no Reino Unido, onde trabalha como gestora de dados em investigação médica, na área cardiovascular, para a Universidade de Cambridge. Preside à Associação Portuguesa a Voz do Autista, uma organização composta exclusivamente por pessoas com autismo, numa autorrepresentação de quem se sente excluído do discurso público sobre a realidade que vivem quotidianamente. Com ela, tentamos perceber um pouco mais sobre a forma como vive uma pessoa com autismo. Que dificuldades sente, que apoios tem, como é que escolas, empresas e sociedade respondem à diferença quando a têm ao seu lado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
| Os livros-textos deste episódio são: Guia para uma vida feliz; O Livro dos Jovens; Para adquirir e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Para encontrar a Associação Local mais próxima de você, acesse: https://snibr.org/pod_onde_encontrar;| Quer começar a praticar a Meditação Shinsokan, mas não sabe como? Conheça a Meditação Shinsokan guiada: https://rebrand.ly/shinsokan_7min;| Acompanhe também as nossas redes sociais para mais conteúdos e novidades: https://rebrand.ly/FaceSNI (Facebook) e https://rebrand.ly/instaSNI (Instagram)
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Essa reflexão nos convida a olhar para além dos papéis que desempenhamos e reconhecer nossa verdadeira essência, aquela que permanece intacta independentemente das circunstâncias da vida. No Podcast Vivências #63, os Preletores Milton Hitoshi Suga e Iara Regina Colombo recebem como convidada a Preletora em Grau Júnior Keli Del Pozo do Lago, Membro da Comissão Executiva Central da Associação Pomba Branca da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, para uma conversa sensível e enriquecedora sobre como descobrir quem realmente somos. Ao longo do episódio, são compartilhadas reflexões inspiradas nos Ensinamentos da Seicho-No-Ie e experiências que ajudam a compreender que nossa identidade vai muito além das funções que exercemos.CITAÇÕES DE LIVROS:| Livro O Livro dos Jovens;| Livro Buscando o Amor dos Pais;| Livro Shinsokan e Outras Orações;| Para adquirir os livros e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Conheça o Programa Mulher Plena! Para mais informações acesse o site: https://snibr.org/mulherplena_pod e siga nossas páginas no Instagram: @mulherplena.sni e @mulheres.sni para acompanhar as novidades!| Participe das atividades presenciais em nossas Associações Locais! Para encontrar a mais próxima de você, acesse: https://snibr.org/pod_onde_encontrar| Conheça as Academias de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie e participe de um de nossos Seminários! Para saber mais acesse: https://snibr.org/academias_pod;| Quer começar a praticar a Meditação Shinsokan, mas não sabe como? Conheça a Meditação Shinsokan guiada: https://rebrand.ly/shinsokan_7min;| Deixe seu comentário no Youtube, no Spotify, ou compartilhe suas vivências conosco pelo e-mail: snicast@sni.org.br
Este episódio do podcast "Em Busca" Fagner Almeida mostra o marco histórico de 50 anos da Associação de Criadores de Cavalos Crioulos do Paraguai (ACCCP), explorando sua trajetória desde a fundação em 1974 até o status atual.Highlights
Existem momentos em que os desafios parecem maiores do que nossas forças. Mas será que é possível transformar as dificuldades em oportunidades de crescimento?Neste episódio do SNICAST, a Preletora Regina Célia Feichas Vieira, com base no capítulo 5 de O Livro dos Jovens, compartilha reflexões inspiradoras para fortalecer a mente, renovar a esperança e seguir em frente com confiança.
Este fim-de-semana, Donald Trump voltou a insultar um jornalista, desta vez no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. O seu amigo Elon Musk, que na rede X goza de toda a liberdade, gosta pouco de ver jornalistas com considerações sobre a extrema-direita com as quais não concorda. Para tentar perceber o que se passa, conversamos com o comentador da SIC João Maria JonetSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (25): O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento dos investimentos em Defesa e o fortalecimento das Forças Armadas durante visita à Avibras, em Jacareí (SP). Segundo o presidente, o cenário internacional exige que o Brasil esteja preparado para proteger suas riquezas, recursos naturais e fronteiras, mesmo sendo um país pacífico. Reportagem: André Anelli. A Justiça de São Paulo suspendeu a decisão que autorizava o funcionamento do Uber Moto na capital. Com isso, o serviço permanece proibido, e usuários e motoristas continuam sujeitos à fiscalização e multas. A decisão considerou que a segurança viária deve prevalecer sobre os interesses econômicos. Reportagem: Misael Mainetti. Entrou em vigor a lei que autoriza o porte, a posse e o uso de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres maiores de 18 anos. A compra exige documentação e o uso será exclusivamente individual. A norma também prevê um programa nacional de capacitação sobre prevenção da violência. Reportagem: Julia Fermino. O cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos perdeu força após novos bombardeios e aumento das tensões no Oriente Médio. Os ataques também envolvem rebeldes Houthis e a Arábia Saudita, ampliando o risco de expansão do conflito. A Jovem Pan entrevista o professor de Relações Internacionais Alexandre Pires, do Ibmec-SP. A pré-campanha de Fernando Haddad definiu o slogan "Desperta SP" para a disputa pelo governo de São Paulo. A campanha afirma que o lema pretende chamar a atenção para problemas que, segundo o grupo, não vêm sendo enfrentados pela atual gestão estadual. Reportagem: João Vitor Revedilho. O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, foi afastado do cargo após acusações de má-conduta sexual. O advogado britânico nega as acusações e seguirá sendo investigado. Reportagem: Paulo Édson Fiore. Pesquisa Datafolha mostra que Flávio Bolsonaro e o presidente Lula lideram os índices de rejeição para a disputa presidencial, com 48% e 46%, respectivamente. Os percentuais permaneceram estáveis em relação ao levantamento anterior, enquanto os demais pré-candidatos registram índices menores de rejeição. Empresários brasileiros buscam alternativas para reduzir os impactos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Entre as estratégias estão ampliar o lobby político, fortalecer parcerias com empresas americanas e diversificar mercados. A Jovem Pan entrevista Tatiana Ribeiro, diretora do Movimento Brasil Competitivo (MBC). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em tom de brincadeira que pretende disputar um novo mandato presidencial. A declaração foi feita durante jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington. Reportagem: Paulo Édson Fiore. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O avanço das fontes renováveis, como a solar e a eólica, trouxe um novo desafio para o setor elétrico brasileiro: armazenar a energia produzida para garantir segurança, eficiência e estabilidade no fornecimento. Com o crescimento da eletrificação da economia e da demanda por energia, as soluções de armazenamento passam a ocupar um papel central na expansão da matriz elétrica nacional. Em entrevista mediada pela jornalista Aline Pacheco, Fábio Lima, diretor executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE), explica por que o armazenamento se tornou uma prioridade para o setor e como a tecnologia das baterias pode reduzir desperdícios, aumentar a eficiência do sistema e beneficiar consumidores e empresas. Este podcast é uma produção do Estadão Blue StudioSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta edição do Diálogos da Transição, gravada diretamente do Energy Summit no Rio de Janeiro, o estúdio eixos recebe Yuri Schmitke, presidente da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (Abren). A entrevista aborda o cenário regulatório do biometano no Brasil, as metas de descarbonização e os avanços na recuperação energética de resíduos sólidos urbanos (RSU) como solução sustentável para os municípios. O executivo classificou como conservadora a decisão do CNPE de fixar em 0,5% a meta inicial de biometano no gás natural, afirmando que o setor já tem potencial para 1% ainda em 2026. Schmidt defendeu a diferenciação da matéria-prima no certificado CEGOB, pois a biodigestão pode evitar até 1.500 g de CO2 equivalente, muito acima da captura em aterros. Também destacou o projeto pioneiro da Bren H2A Bioenergia em Santa Catarina, com produção de biometano e CO2 biogênico a partir de dejetos suínos. Sobre recuperação energética de RSU, citou cinco usinas contratadas no país, incluindo Barueri (2026), e o potencial do Rio de Janeiro para duas grandes usinas de 5 mil toneladas/dia. ____________________
Grupos promovem cuidados de saúde, proteção, formação profissional e auxílio humanitário; perante cortes de fundos e nos recursos humanos, várias instituições podem encerrar operações em 2027.
No 3 em 1 desta terça-feira (21), o destaque foi que o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB), acompanhado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, iniciou nesta terça-feira (21) as reuniões com os representantes dos setores atingidos pelo novo tarifaço americano. A intenção é buscar alternativas e entender como o governo poderá ajudar os setores. Na primeira reunião com representantes da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a associação se posicionou contrária à aplicação da Lei de Reciprocidade. Reportagem: Beatriz Souza. Apesar das manifestações oficiais do governo brasileiro sobre o tarifaço, nos bastidores a avaliação é de que as negociações com os Estados Unidos seguem travadas. A estratégia brasileira tem sido conversar com empresas americanas para que essas façam pressão no governo de Donald Trump. Reportagem: Eliseu Caetano. Um levantamento da Real Time Big Data sobre as intenções de voto nas eleições de 2026 mostra o atual presidente Lula (PT) liderando com 40%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33%. Outro levantamento interessante mostra um cenário de segundo turno entre o presidente Lula e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), onde o petista aparece com 43% das intenções e Caiado na frente com 44%. O deputado federal Lindbergh Farias (PT) criticou a concessão do ‘green card' ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Lindbergh classificou a medida como uma recompensa por Eduardo ter articulado com aliados do presidente norte-americano Donald Trump contra o Brasil. O ex-deputado foi condenado por sua atuação de coerção contra autoridades brasileiras e teve seu mandato cassado. Durante a convenção da federação União-Progressista, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) realizou diversos acenos ao presidente do PP, Ciro Nogueira. O gesto foi visto como uma tentativa de distensionar a relação com Ciro, e também de dar força ao nome da deputada federal Simone Marquetto (PP) para compor a chapa como vice. Na convenção estadual que aconteceu na última segunda-feira (20), a federação União-PP consolidou o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. No evento, Flávio realizou acenos ao diretório nacional do partido, em busca de apoios mais fortes à sua campanha. Reportagem: Misael Mainetti. Um interlocutor ligado ao presidente Lula (PT) revelou à reportagem da Jovem Pan que ainda não existe nenhuma decisão tomada com relação à ida do presidente em qualquer tipo de debate. A especulação é de que o presidente deve repetir a estratégia de 2022 e não comparecer a todos. Reportagem: André Anelli. A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (21) a apreensão de carros de luxo atribuídos à Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS'. A apreensão ocorreu no Distrito Federal e faz parte de uma nova fase da Operação Sem Desconto. O plano de governo do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo,Fernando Haddad (PT), deve ser divulgado no mês de agosto. Interlocutores revelaram à reportagem da Jovem Pan que ainda devem haver reuniões para definir pontos nas áreas da saúde e da educação para tentar rebater o plano de governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Reportagem: João Vitor Revedilho. O presidente americano Donald Trump afirmou nesta terça-feira (21) que os Estados Unidos devem atacar a montanha de Pickaxe, que fica na região central do Irã. O local abriga o coração do programa nuclear do país. A Polícia Federal concluiu o processo administrativo disciplinar contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e recomendou a demissão do cargo de escrivão por abandono. Reportagem: Julia Fermino. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A partir de 13 de julho, uma nova greve dos caminhoneiros teve início, mobilizada por vários motoristas em todo o cenário nacional. A paralisação foi confirmada pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim. O principal alvo dos protestos é o Senado Federal, com críticas diretas sendo direcionadas ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União). A insatisfação da categoria decorre da demora na votação da Medida Provisória 1.343, conhecida popularmente como "MP do Frete". Diante deste cenário de urgência, o fantasma da paralisação de 2018 volta a assombrar o país. Há alguns anos, uma greve de 11 dias gerou um efeito cascata que culminou em desabastecimento generalizado, com falta de combustível nos aeroportos, frotas de ônibus reduzidas, prateleiras vazias nos supermercados e um prejuízo que ultrapassou a marca de 15 bilhões de reais para a economia brasileira. Assista ao vídeo completo para compreender as consequências logísticas da paralisação atual, os entraves políticos e o real risco de faltar insumos básicos no Brasil.
O ciúme pode surgir de diversas formas: nos relacionamentos, na família, nas amizades e até mesmo no ambiente de trabalho. Quando alimentado, ele gera insegurança, sofrimento e dificulta a convivência harmoniosa.Mas será que é possível transformar esse sentimento?Neste episódio do SNICAST, a Preletora Maria Angelita da Silva Duartecompartilha ensinamentos inspirados no livro Universo Feminino, mostrando como desenvolver uma visão mais elevada sobre nós mesmos e sobre as pessoas ao nosso redor. Ao fortalecer a confiança, reconhecer o valor da Vida e praticar o amor verdadeiro, é possível substituir o ciúme pela serenidade, pela gratidão e pelo respeito.| O livro-texto deste episódio é: Universo Feminino; Para adquirir e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Participe das atividades presenciais em nossas Associações Locais! Para encontrar a mais próxima de você, acesse: https://snibr.org/pod_onde_encontrar;| Conheça as Academias de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie e participe de um de nossos Seminários! Para saber mais acesse: https://rebrand.ly/academias_SNI;| Para saber mais sobre a Oração da Cura Divina (Forma Humana), acesse: https://snibr.org/forma_humana_pod
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (19): As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terminam neste domingo (19). O Ministério da Educação (MEC) havia ampliado o prazo para as inscrições até as 23h59 deste domingo. Para esta edição, são disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior para ingresso em 28.741 cursos e turnos. A inscrição deve ser efetuada no Portal Acesso Único ao Ensino Superior. Reportagem: Danúbia Braga. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma solicitação para que o presidente da Argentina Javier Milei visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Milei deve comparecer ao lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Para Nelson Kobayashi, a restrição de comunicação não deveria existir. “A pena dele é de restrição da liberdade. Ele não tem pena de se calar”, comentou. Os partidos iniciam a definição oficial de seus candidatos que disputarão as eleições em outubro. O prazo para a escolha dos nomes vai até o dia 5 de agosto. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste domingo (19), o cientista político Marcio Coimbra explica o peso das convenções partidárias no início da disputa eleitoral. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) se manifestou contra a nova taxação de 25% dos Estados Unidos a produtos brasileiros. De acordo com a Abiplast, a medida pode prejudicar diretamente a competitividade do Brasil no setor. Reportagem: Julia Fermino. O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que a definição do seu candidato a vice pode acontecer somente após as convenções partidárias. O prazo final estipulado para a homologação das chapas eleitorais segue até o início de agosto. Zema também ironizou a escolha do PT para a disputa do governo de Minas Gerais, Patrus Ananias. Reportagem: Camila Yunes. Os textos de quatro medidas provisórias não foram votados dentro do prazo constitucional e perderam a validade. Duas delas são projetos relacionados ao preço dos combustíveis. Um deles buscava manter segurar o preço nas bombas. Reportagem: André Anelli. O conflito entre Estados Unidos e Irã se intensificou e chegou a oitava noite de bombardeios. Os novos ataques ocorreram após a morte de dois soldados americanos. O professor de Relações Internacionais, Marcus Vinicius de Freitas, falou sobre a escalada da guerra em entrevista ao Jornal da Manhã neste domingo (19). O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou a Lei Maria da Penha e a classificou como um “pedaço de papel”. Flávio defendeu o endurecimento da pena para agressores e afirmou que a defesa das mulheres é pauta da direita. A declaração ocorreu durante evento do PL no Espírito Santos. Reportagem: André Anelli. O voto dos jovens entre 16 e 24 anos de idade tornou-se alvo estratégico das pré-campanhas à Presidência da República. Neste sábado (11), dados revelaram uma oscilação na liderança do segmento, indicando um recuo de Flávio Bolsonaro (PL) e um avanço de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia não é executada por acaso, uma vez que este público pode decidir uma eleição polarizada, conforme analisou o comentarista Nelson Kobayashi. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (18), que não existe possibilidade de integrar a chapa do pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo). Ela repercutiu a uma declaração do ex-governador de Minas Gerais, que afirmou que Michelle é uma das opções para compor o cargo de vice em sua chapa. Zema também afirmou que o nome escolhido será divulgado após o período de convenções. Reportagem: André Anelli. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Alguns destaques entre as notícias do dia: em entrevista a podcaster de extrema-direita britânico, líder do One Nation diz que problemas começaram quando antigo PM "abriu e eliminou a política da Austrália Branca". Pais de australianas mortas por intoxicação por metanol em bebida no Laos se revoltam com possível pena branda a acusados. EUA impõem novo tarifaço de 25% ao Brasil, e exportadores brasileiros dizem que as vendas vão cair.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
A estrutura da Igreja Adventista existe para administrar ou para evangelizar? Neste episódio, analisamos uma das perguntas mais importantes da história adventista: qual é a relação entre organização e missão? A estrutura da Igreja foi criada para preservar uma instituição ou para cumprir a Grande Comissão de Cristo? A partir da Bíblia, da história adventista e das contribuições de autores como George Knight, Barry Oliver, Michael Campbell, David Trim, Angel Manuel Rodríguez e Ellen G. White, veremos como o sistema representativo adventista surgiu para servir à missão mundial e por que sua existência continua sendo essencial para a proclamação das Três Mensagens Angélicas. Neste episódio você descobrirá: ✅ Por que a Igreja Adventista decidiu se organizar em 1863 ✅ Como a estrutura tornou possível a missão global ✅ O papel das igrejas locais, Associações, Uniões, Divisões e Associação Geral ✅ Como escolas, hospitais, editoras e mídias fortalecem a evangelização ✅ As lições da grande reforma organizacional de 1901–1903 ✅ Os perigos da burocracia quando a missão deixa de ser prioridade ✅ O equilíbrio entre unidade mundial e contextualização local ✅ Como líderes e membros podem utilizar a estrutura para acelerar a missão A estrutura adventista não foi criada para controlar pessoas. Ela foi criada para mobilizar recursos, proteger a verdade, fortalecer a unidade e levar o evangelho eterno a todas as nações, tribos, línguas e povos. Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (14):No editorial do programa Os Pingos nos Is desta terça-feira (14), o apresentador André Marsiglia voltou a falar da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proibiu o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias após a leitura de uma carta. Marsiglia aponta um grave erro de interpretação jurídica na medida: as restrições impostas ao ex-presidente o proíbem de usar redes sociais, mas não impedem que terceiros utilizem seus próprios canais para divulgar suas ideias ou ler suas cartas. Ainda segundo sua análise, a decisão do STF abre margem para que o caso seja explorado politicamente por Flávio para sensibilizar seu eleitorado. "Se o Judiciário vai entrar de sola nessas eleições, que entre com o pé direito. Ou melhor, entre com os dois", conclui. A Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14) mostra que a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) é desaprovada por 52,3% dos brasileiros e aprovada por 35,9%. Outros 11,8% dos entrevistados não souberam responder. O levantamento apresenta a percepção da população sobre o desempenho da Corte. A bancada do Os Pingos Nos Is comenta os números. Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que nove de 29 partidos brasileiros sobrevivem de doações eleitorais, principalmente de seus filiados. Isso ocorre porque as siglas não possuem acesso ao Fundo Partidário ou recebem recursos insuficientes para cobrir suas despesas. Reportagem: André Anelli. A Polícia Federal (PF) concluiu um dos inquéritos sobre desvios em aposentadorias e indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e outros investigados por suspeita de corrupção. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) criticou a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), idealizada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques, de criar um "Selo de Acurácia Eleitoral". A iniciativa visa premiar os institutos de pesquisa que apresentarem maior proximidade com o resultado oficial das urnas. Reportagem: Thaís Sprovieri. A defesa de Mauro Cid se reuniu com o empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na Papudinha, em Brasília, onde está preso. O encontro irritou os advogados de Vorcaro. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Prevenção de alzheimer, nova diretriz sobre câncer de bexiga e equidade diagnóstica.Esse boletim analisa estratégias multidisciplinares de neuroproteção, a publicação de consensos inéditos em oncologia urológica e debates sobre disparidades no tempo de diagnóstico. Abordamos os dados apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer demonstrando como programas estruturados combinando dieta, exercícios e controle circulatório retardam a perda funcional cognitiva na população sênior.Detalhamos também o lançamento das primeiras diretrizes nacionais para o tratamento do câncer de bexiga, que padronizam condutas de investigação e tratamentos no SUS e na saúde suplementar. Por fim, trazemos no radar o alerta de especialistas sobre como sintomas inespecíficos em mulheres frequentemente atrasam a identificação de disfunções da tireoide, destacando a importância de afastar vieses na propedêutica. O Afya News apresenta informação médica confiável e atualizada no seu tempo. Criado pela Afya Educação Médica, o maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, nosso propósito é transformar a saúde junto com quem tem a medicina como vocação.Fontes do episódio: https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/15-07-2026
Você já se perguntou por que algumas pessoas parecem viver em constante prosperidade, enquanto outras enfrentam dificuldades para realizar seus sonhos?A resposta pode estar na forma como nos conectamos com a Fonte de toda abundância. No SNICAST #315, o Preletor Bruno Chiba Faccini apresenta Ensinamentos valiosos. mostrando que a verdadeira prosperidade vai muito além dos bens materiais.Ao longo deste episódio, você compreenderá como eliminar pensamentos limitantes, fortalecer sua fé e abrir o coração para receber as infinitas bênçãos que já estão disponíveis para todos. Quando nossa mente se harmoniza com a Verdade, criamos as condições para que saúde, felicidade, paz e prosperidade se manifestem naturalmente em nossa vida.| Para saber mais sobre o Seminário da Prosperidade, acesse: https://snibr.org/seminario_prosperidade2026| Os livros-textos deste episódio são: Abrindo o canal da provisão infinita; Entrada para o mundo de Deus; Para adquirir e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Participe das atividades presenciais em nossas Associações Locais! Para encontrar a mais próxima de você, acesse: https://snibr.org/pod_onde_encontrar| Conheça as Academias de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie e participe de um de nossos Seminários! Para saber mais acesse: https://rebrand.ly/academias_SNI
Palestra realizada no dia 16/01/2026 na Associação Espírita Obreiros do Bem, em São Carlos/SP, por ocasião do centenário da casa.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (10):O ministro do STF Flávio Dino determinou a suspensão de emendas parlamentares que, segundo a investigação, teriam sido indicadas de forma irregular pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A decisão também determina a indisponibilidade de bens do dirigente partidário. A defesa de Valdemar Costa Neto partiu para o ataque contra a decisão do ministro Flávio Dino (STF). Em nota oficial, os advogados afirmam que a canetada se baseia em "premissas frágeis e inferências subjetivas", acusando o magistrado de promover uma indevida criminalização da atividade política.O bloqueio de R$ 119,2 milhões decretado por Flávio Dino não é o primeiro revés financeiro expressivo de Valdemar Costa Neto. Uma apuração do repórter Bruno Pinheiro relembra que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a gestão do ministro Alexandre de Moraes, condenou o PL a pagar R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé. O Governo Lula desembolsou o montante recorde de R$ 32 bilhões em emendas parlamentares em apenas 6 meses deste ano, um valor 30% maior do que o registrado no mesmo período de 2022. Sob forte pressão do Congresso, o Planalto abriu o cofre às vésperas do período eleitoral. A federação partidária formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil decidiu recuar e não deve apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Conforme antecipado pela repórter Beatriz Manfredini, as siglas pretendem anunciar neutralidade, liberando seus filiados para apoiarem quem desejarem. O pré-candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, disparou duras críticas contra o senador e concorrente Flávio Bolsonaro (PL). O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) questionou publicamente as reais motivações da candidatura do parlamentar ao Palácio do Planalto, afirmando que o senador "nunca quis ser presidente". A promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues virou alvo de denúncia no Conselho Superior do Ministério Público do Rio de Janeiro após afirmar que é "inconstitucional" citar Deus em um evento oficial em Duque de Caxias. A representação, movida pela Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, pede a abertura de procedimento administrativo contra a promotora. A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) instaurou um pedido de providências para investigar a conduta do juiz Júnior da Luz Miranda, da Segunda Vara Criminal de Jales. O magistrado condenou um casal a 50 dias de detenção em regime semiaberto pelo crime de "abandono intelectual", após os pais decidirem educar as filhas de 11 e 15 anos em casa (ensino domiciliar). Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.