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Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 27/12/2025 | Magno Malta pede fim do recesso para tratar caso do Banco Master

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 27, 2025 241:47


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (27): O senador Magno Malta (PL) protocolou um pedido para suspender o recesso parlamentar. O objetivo é instalar uma CPI sobre o Banco Master e apurar contratos envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. André Anelli traz os detalhes e a reação da oposição. Pelo segundo dia consecutivo, a cidade de São Paulo bateu recorde de calor. Para lidar com a situação, o governo do Estado começou a tomar providências diante da previsão de chuva forte já na próxima semana. Reportagem: Camila Yunes. A Controladoria Geral da União decidiu pelo afastamento de David Cosac Junior, de 49 anos, do cargo de auditor da CGU. Ele é acusado de agredir a ex-namorada e o filho dela, de apenas quatro anos. A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado alerta que o governo federal acumula R$ 170 bilhões em despesas fora da contabilidade oficial desde 2023, colocando em dúvida a sustentabilidade fiscal. O líder do governo, Randolfe Rodrigues, discorda e cita gastos com defesa. Previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro, o novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, começa a ser pago em fevereiro de 2026. O reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia. Para analisar os impactos da medida, a Jovem Pan News entrevista o economista Rodrigo Simões.Reportagem: Danúbia Braga. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados na última terça-feira (23) pelo IBGE. Para comentar o resultado e fazer um balanço da economia em 2025, a Jovem Pan News também ouviu o economista Rodrigo Simões.Reportagem: Rodrigo Viga. A Abin notificou o ex-diretor do órgão, Alexandre Ramagem, em processo que pede a devolução de R$10 mil para a agência por conta de ajustes trabalhistas. Ramagem tem o prazo de 10 dias para fazer a devolução e até o momento não se manifestou sobre o assunto. A Rússia realizou um ataque massivo com drones contra Kiev na madrugada deste sábado (27). Segundo o correspondente Eliseu Caetano, a ofensiva deixou 1 morto e 32 feridos, incluindo crianças. O bombardeio atingiu áreas residenciais e infraestrutura urbana. defesa aérea ucraniana interceptou parte dos equipamentos, mas alguns drones de longo alcance ultrapassaram o bloqueio. O governo Trump aprovou o maior pacote de defesa da história para Taiwan, incluindo mísseis e artilharia pesada. Em retaliação imediata, Pequim anunciou sanções contra gigantes como Boeing Defense e Northrop Grumman. O correspondente Eliseu Caetano detalha a crise diplomática. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Meio Ambiente
Energias renováveis, inteligência artificial, COP30: o que foi notícia em 2025 sobre crise climática

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Dec 25, 2025 11:23


O ano de 2025 teve algumas boas notícias para o meio ambiente, e deixou um gosto de “estamos indo na boa direção, mas ainda falta muito pela frente”. Nesta retrospectiva, a RFI relembra alguns dos fatos mais importantes dos últimos 12 meses. O ano começou com uma perspectiva nada favorável para o combate às mudanças climáticas: a volta do presidente Donald Trump ao poder, que chegou a dizer que o aquecimento global é "a maior farsa" já promovida na história. Quando o maior emissor histórico de gases de efeito estufa se retira da jogada e congela os investimentos na transição energética, a preocupação era que esse retrocesso se generalizasse no resto do mundo. Em várias regiões, as populações sentem na pele os impactos do aumento da temperatura na Terra. Gustavo Loiola, especialista em Sustentabilidade e professor convidado em instituições como FGV e PUC-PR, notou que o agronegócio brasileiro, motor da economia do país, não pode mais se dar ao luxo de virar as costas para o assunto. “Não tem como não falar de clima dentro do agronegócio. O produtor rural é o primeiro a sofrer com a escassez ou o excesso de chuvas e as mudanças climáticas, que acabam afetando a produção”, indicou ele ao podcast Planeta Verde, um mês após a posse de Trump. “Impacta também o setor financeiro, que oferece crédito para o agronegócio. O risco de emprestar se torna maior, então é ilógico não olhar para esses temas”, acrescentou. Expansão das renováveis: um caminho sem volta Quem se deu bem com o recuo americano foi a sua principal concorrente, a China. Pequim já liderava a transição energética e aumentou o impulso a esta agenda mundo afora. A queda dos custos de painéis solares, baterias e outros equipamentos fundamentais para a substituição de fontes de energia altamente poluentes resultou em um ponto de inflexão em 2025: pela primeira vez, a geração de eletricidade global por fontes renováveis ultrapassou a dos combustíveis fósseis, as mais prejudiciais ao planeta. A Agência Internacional de Energia afirma que o novo recorde de expansão de renováveis será batido este ano, com mais de 750 gigawatts de capacidade adicional, sobretudo solar. Isso significa que o crescimento da demanda mundial de energia elétrica foi, principalmente, atendido por fontes limpas. Só que este desafio se mede em trilhões de watts: a expectativa é que a demanda mundial energética dispare nos próximos anos, puxada pelo desenvolvimento das tecnologias e, em especial, da inteligência artificial. A poluição digital já respondia por 4% das emissões mundiais de gases de efeito estufa por ano. O aumento das emissões de grandes empresas de tecnologia nos últimos anos comprova essa tendência. “Já temos um crescimento exponencial só nessa fase de treinamentos dos modelos de IA generativa: do número de placas gráficas utilizadas, do consumo de energia. Portanto, as emissões de gases de efeito estufa estão também em crescimento exponencial, assim como o esgotamento dos recursos abióticos, ou seja, não vivos, segue nessa mesma trajetória”, salientou Aurélie Bugeau, pesquisadora em Informática da Universidade de Bordeaux. “As empresas alertam que é um verdadeiro desafio para elas conseguirem atingir a neutralidade de carbono que era visada para 2030, afinal a IA traz novos desafios. Por isso é que esse imenso consumo de energia pode levar à reabertura de usinas nucleares, como nos Estados Unidos, sob o impulso da Microsoft”, alertou. Transição energética para quem? Em ano de COP30 no Brasil, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a RFI também buscou ouvir as populações mais vulneráveis ao aquecimento do planeta. Nos países em desenvolvimento, a corrida pelos minerais críticos, essenciais para a eletrificação das economias – como alumínio, cobalto e lítio – causa apreensão. Toda essa discussão sobre transição energética, num contexto em que a demanda por energia só aumenta, parece até provocação aos olhos de pessoas como a maranhense Elaine da Silva Barros, integrante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Ela participou das manifestações da sociedade civil à margem da COP30, em Belém, para pedir justiça climática. "A transição energética não é para nós. O Brasil já se supre e tem uma matriz energética de renováveis”, disse. "Não faz sentido o Brasil ter que mudar a sua matriz energética para que os países europeus e os Estados Unidos possam sair dos combustíveis fósseis. Não faz sentido aumentar a mineração nos nossos territórios e aumentar a expulsão dos nossos povos deles”, argumentou. O pescador Benedito de Souza Ribeiro, 62 anos, dependeu a vida inteira do rio Amazonas para sobreviver. Ele sente não apenas os impactos das secas, que estão mais frequentes, como vê com preocupação os planos do Brasil de aumentar as exportações de minerais para a transição energética nos países desenvolvidos. “As grandes indústrias estão se instalando em nossos territórios e expulsando os nossos pescadores da área, os ribeirinhos, que vivem da pesca. Esses empreendimentos causam o aquecimento global”, denunciou. “As barragens e as mineradoras poluem os rios e os peixes, e nós ainda tomamos essa água contaminada. Isso é um prejuízo muito grande para a nossa alimentação.” COP30 e acordo sobre transição justa Para não deixar ninguém para trás, a transição energética precisa ser justa. Significa criar oportunidades de trabalho para as pessoas que dependem de setores que serão gradualmente abandonados, distribuir as novas riquezas geradas pela economia de baixo carbono, e não aprofundar as desigualdades. Essa foi uma das principais pautas do Brasil na COP30 e um dos resultados mais concretos do evento, sediado no país em 2025. A conferência decepcionou pela pouca ambição dos acordos finais, travada entre dois grupos de países com visões opostas sobre o fim da dependência dos combustíveis fósseis, ou seja, o carvão, o petróleo e o gás. “Os resultados estão muito voltados para demandas dos países mais vulneráveis e isso é muito importante porque é uma COP no Brasil, na Amazônia, um país em desenvolvimento. Foi aprovado aqui um programa de trabalho de transição justa, algo que não tinha se conseguido na última COP. Na COP29 não houve acordo”, destacou a negociadora-chefe do Brasil, Liliam Chagas, ao final do evento. “É uma das questões mais polêmicas, e era uma demanda da sociedade civil de todos os países em desenvolvimento. Esse mecanismo foi instituído, e vai ser um órgão mais permanente para que os países possam recorrer para fazer políticas de transição justa, seja para pessoas ou para infraestrutura”, salientou. Combate ao desmatamento ameaçado Internamente, o maior desafio do Brasil é acabar com o desmatamento, que responde por 80% das emissões brasileiras. Neste ano, o país teve bons resultados a comemorar: na Amazônia e no Cerrado, a devastação caiu 11% entre agosto de 2024 e julho de 2025. Na Amazônia, foi o terceiro menor nível desde 1988. Este avanço foi apontado por especialistas como uma das principais razões pelas quais o nível mundial de emissões se manteve estável em 2025, em vez de aumentar – como sempre acontece a cada ano. “O Brasil é, sem dúvida, uma referência, não só por causa da floresta, mas pelo que ele tem em termos de conhecimentos científicos a respeito do tema. O Brasil vem trabalhando com planos de redução do desmatamento desde 2004, com resultados respeitáveis”, aponta Fernanda Carvalho, doutora em Relações Internacionais e diretora de políticas climáticas da organização WWF. “Acho que o Brasil tem condições de ser a grande liderança nesse aspecto. Depende de ter vontade política.” As divergências políticas internas ameaçam essa trajetória virtuosa. A nova versão da Lei de Licenciamento Ambiental flexibiliza os procedimentos para a liberação de grandes projetos. Na prática, se a lei entrar em vigor, pode fazer o desmatamento voltar a subir no país. Análises da ONU sobre os compromissos dos países para combater o aquecimento global indicam que o mundo está avançando na direção correta, apesar dos contratempos. No entanto, o ritmo precisa ser acelerado – e a próxima década vai ser crucial para a humanidade conseguir limitar a alta das temperaturas a no máximo 1,5°C até o fim deste século.

Radar Agro
Adidos agrícolas reforçam relação Brasil–China | Canal do Boi #366

Radar Agro

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 13:57


A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi esteve no Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, em Brasília, para conversar com Jean Felipe Celestino Gouhie e Leandro Diamantino Feijó, adidos agrícolas em Pequim, China. Eles falaram sobre a chegada ao país e os primeiros desafios de atuar em um dos mercados mais estratégicos para o agronegócio brasileiro.Os adidos destacaram a importância do mercado chinês para o Brasil, especialmente no contexto da segurança alimentar, e explicaram como o trabalho técnico contribui para manter a confiança, a previsibilidade e a continuidade das relações comerciais entre os dois países.Jean e Leandro também falaram sobre a atuação conjunta em Pequim, relembraram o histórico profissional no MAPA e reforçaram a importância de os empresários brasileiros conhecerem melhor a China, sua cultura, seu mercado e suas exigências, como passo essencial para ampliar oportunidades e consolidar parcerias duradouras.

Fundação (FFMS) e Renascença - Da Capa à Contracapa
Terras raras: uma outra «guerra»?

Fundação (FFMS) e Renascença - Da Capa à Contracapa

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 59:04


São matérias-primas essenciais para a economia, para a energia e para a segurança e defesa. As chamadas «terras raras» e as «matérias críticas» são disputadas pelos grandes poderes mundiais, em busca de vantagens competitivas na arena tecnológica que fornece diversas áreas económicas. A China é o maior produtor e processador mundial de terras raras. Será que Pequim está a ganhar esta «guerra»? O que fazem os países para assegurar estes fornecimentos e como condiciona as suas políticas externas, de segurança e de defesa? Quais os desafios para Portugal e para a Europa?Os convidados deste programa são António Costa Silva, antigo ministro da Economia, e Raquel Vaz-Pinto, investigadora e professora de relações internacionais da Universidade Nova de Lisboa.O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Renascença.

Renascença - Da Capa à Contracapa
Terras raras: uma outra "guerra"?

Renascença - Da Capa à Contracapa

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 59:05


São matérias-primas essenciais para a economia, para a energia e para a segurança e defesa. As chamadas “terras raras” e as "matérias críticas" são disputadas pelos grandes poderes mundiais, em busca de vantagens competitivas na arena tecnológica que fornece diversas áreas económicas. A China é o maior produtor e processador mundial de terras raras. Será que Pequim está a ganhar esta “guerra”? O que fazem os países para assegurar estes fornecimentos e como condiciona as suas políticas externas, de segurança e de defesa? Quais os desafios reais para Portugal e para a Europa ? Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são António Costa Silva, antigo ministro da Economia, e Raquel Vaz-Pinto, investigadora e professora de relações internacionais da Universidade Nova de Lisboa.

Jovem Pan Maringá
China reage aos EUA após apreensão de petroleiro da Venezuela

Jovem Pan Maringá

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 64:41


A interceptação do petroleiro Bella1 pelas forças dos Estados Unidos, em águas internacionais próximas àVenezuela, provocou forte reação da China, principal compradora do petróleovenezuelano. Pequim classificou a ação como uma apreensão arbitrária e umagrave violação do direito internacional, reforçando críticas às sançõesunilaterais impostas por Washington e defendendo o direito soberano daVenezuela de manter relações comerciais globais.O episódio amplia o clima depré-conflito no Caribe, em meio ao endurecimento da política americana contra oregime de Nicolás Maduro e à retórica cada vez mais agressiva de ambos oslados. Analistas alertam para impactos no mercado global de petróleo e para orisco de uma crise humanitária na América Latina, preocupação tambémmanifestada pelo presidente Lula durante a cúpula do Mercosul, marcada pordivisões internas sobre como lidar com a crise venezuelana.

O Mundo Agora
Economia mundial avança sob risco de recessão sincronizada

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 4:36


O panorama econômico de final de 2025 é marcado por contrastes. Enquanto algumas das principais economias exibem resiliência surpreendente, outras patinam, compondo um quadro de crescimento fragmentado, que convive com o espectro de uma recessão global sincronizada. Organismos internacionais refletem essa dualidade em suas projeções: o FMI, por exemplo, elevou sua estimativa de alta do PIB mundial para 3,2% em 2025, ligeiramente acima do previsto meses antes. Thiago de Aragão, analista político Ainda assim, trata-se de um ritmo anêmico, a Allianz Trade chegou a projetar apenas 2,5%, o patamar mais baixo desde 2008 fora de anos de crise, carregado de divergências regionais. Tensões geopolíticas persistentes também pairam sobre o horizonte, freando o comércio global e alimentando incertezas. Não por acaso, alertas se acumulam: um novo choque protecionista, por exemplo, poderia inverter esse frágil equilíbrio. O economista-chefe do FMI chegou a notar que uma guerra comercial renovada entre Washington e Pequim seria um “risco muito significativo” para a economia mundial, capaz de reduzir sensivelmente as projeções de crescimento nos próximos anos. Ou seja, o mundo cresce, mas com o freio de mão puxado e olhando pelo retrovisor o perigo de um engavetamento econômico global. Nos Estados Unidos, o tom é de alívio, ainda que cauteloso. A tão anunciada recessão americana não deu as caras; ao contrário, a maior economia do mundo vem conseguindo algo próximo de um soft landing. A inflação arrefeceu sem empurrar o país ladeira abaixo, e o mercado de trabalho manteve-se robusto. Para analistas, a "recessão mais esperada de todos os tempos" não se concretizou. De fato, o desemprego segue baixo em termos históricos e a criação de empregos continua resiliente, mesmo após sucessivos aumentos dos juros pelo Federal Reserve. O consumo das famílias se sustentou em boa medida, os salários, por fim, voltaram a crescer mais rápido que os preços e os balanços corporativos mostraram fôlego. Com isso, o PIB americano surpreendeu. O FMI prevê 2,0% de expansão nos EUA em 2025, desempenho que, embora mais moderado que os 2,8% estimados para 2024, indica uma economia ainda vibrante e longe da contração. Bonança relativa Entretanto, nem tudo são flores na paisagem americana. Por trás da bonança relativa, espreitam desequilíbrios preocupantes. Um deles é o descompasso fiscal: Washington opera com déficits cronicamente altos, agora exacerbados pela combinação de cortes de impostos pós-2017 e gastos elevados. Em 2025, o rombo orçamentário deve ultrapassar 8% do PIB, alarmante para tempos de paz e prosperidade. A dívida pública cresce, e os juros altos tornaram seu peso mais difícil de ignorar. Não por acaso, até as agências de classificação de risco perderam a paciência: em maio, a Moody's rebaixou a nota de crédito soberano dos EUA (a derradeira avaliação AAA que restava), citando o aumento persistente da dívida e dos encargos com juros como motivos centrais. Outro ponto de atenção é a desigualdade dentro do país. A prosperidade agregada mascara disparidades internas gritantes, já que o “excepcionalismo” americano nem sempre beneficia o americano comum. Os ganhos econômicos têm se concentrado no topo da pirâmide, aprofundando um fosso social já histórico. Para se ter ideia, em 2023, famílias situadas no 95º percentil de renda ganharam em média 3,5 vezes a renda de uma família mediana, enquanto em 1980 essa razão era de 2,6. Em outras palavras, mesmo com pleno emprego, muitos trabalhadores não sentem os frutos do crescimento, o que confere um tom paradoxal à bonança, com um caldo de desigualdade e frustração latente em meio aos números positivos. Europa em marcha lenta Do outro lado do Atlântico, a Europa segue em marcha lenta. A zona do euro praticamente estagnou e flerta com a recessão técnica. Projeções recentes apontam para um crescimento em torno de 1% a 1,3% em 2025, com gigantes como a Alemanha mal saindo do zero (a economia alemã deve avançar apenas 0,3% neste ano após ter encolhido em 2024). O bloco europeu vem enfrentando o legado amargo da crise energética e inflacionária pós-pandemia. A inflação, embora em trajetória de queda, mostrou-se teimosa e permaneceu acima da meta por um período prolongado, corroendo o poder de compra e minando a confiança. Essa pressão inflacionária persistente exigiu do Banco Central Europeu uma postura dura: o BCE elevou os juros a níveis não vistos em mais de uma década, esfriando investimentos e consumo. Somente em meados de 2025 o banco central pôde pausar e até iniciar cortes modestos, à medida que a inflação finalmente cedeu para patamares próximos do objetivo de 2%. Mas o dano já estava feito. O alto custo do dinheiro e a incerteza econômica deixaram a Europa num limbo de crescimento pífio. Muitos falam em estagflação branda: a atividade mal se move enquanto os preços ainda não estão totalmente sob controle. Some-se a isso os desafios fiscais (vários governos aumentaram gastos com defesa e subsídios em meio a conflitos geopolíticos, atrasando ajustes nas contas públicas) e tem-se um continente em compasso de espera. O continente europeu termina 2025 lutando para não escorregar de vez, tentando conciliar a necessidade de estimular economias quase estagnadas com o dever de domar a inflação remanescente. Desaceleração na China Já a China enfrenta uma desaceleração estrutural que vem redesenhando o mapa do crescimento global. Após décadas de expansão vertiginosa, a segunda maior economia do mundo entrou numa fase mais contida. O FMI e a OCDE projetam cerca de 5% de crescimento chinês em 2025, ritmo que seria excelente para um país desenvolvido, mas que representa uma clara perda de fôlego para os padrões chineses. Vários fatores internos explicam essa mudança de marcha. O país está envelhecendo rapidamente, o que reduz a oferta de mão de obra e a taxa de poupança. Os ganhos de produtividade também arrefeceram, à medida que o modelo de investimento pesado em infraestrutura e indústria começa a mostrar rendimentos decrescentes. E há, sobretudo, a ressaca de uma bolha imobiliária que se formou ao longo da última década e estourou, deixando um rastro de problemas. Quatro anos após o pico da crise imobiliária, o setor de imóveis na China permanece instável. Grandes incorporadoras enfrentam dificuldades para honrar dívidas, projetos imobiliários foram paralisados e milhões de apartamentos novos encalham sem compradores, abalando a confiança de famílias e investidores. Esse esfriamento drástico no mercado imobiliário é particularmente preocupante porque imóveis foram, por muito tempo, um motor central da economia chinesa (representando direta ou indiretamente até um terço do PIB). O resultado é que a China agora flerta perigosamente com riscos deflacionários. “As perspectivas continuam preocupantes na China, onde o setor imobiliário ainda se encontra instável”, afirmou Pierre-Olivier Gourinchas, do FMI, acrescentando que os riscos à estabilidade financeira estão elevados e crescendo, com demanda fraca por crédito e a economia à beira de uma armadilha de deflação e dívida. Em suma, a era do crescimento chinês de dois dígitos ficou para trás. Isso tem implicações globais: a menor demanda chinesa por insumos e commodities já se faz sentir em países que dependem dessas exportações, e a Ásia emergente como um todo perdeu um pouco de tração sem a mesma locomotiva de antes. O mundo acostumou-se a contar com a China como catalisadora do crescimento; agora, observa apreensivo a gigante asiática lidar com seus próprios dilemas domésticos. Contexto de apreensão para a América Latina Para a América Latina, esse contexto internacional é motivo de apreensão, ainda que com alguns matizes positivos. A região tem uma longa tradição de vulnerabilidade a choques externos, mas em 2025 mostrou certa resiliência inesperada. O FMI projeta que a América Latina e Caribe cresça 2,4% em 2025, ritmo modesto porém ligeiramente melhor do que se antecipava anteriormente (a OCDE igualmente prevê uma região “crescendo lentamente” nos próximos anos). Parte desse desempenho se deve a um alívio na frente inflacionária local e à ação ágil de bancos centrais latino-americanos, que subiram juros cedo e agora começam a baixá-los conforme a inflação recua. Além disso, as exportações de commodities deram um fôlego providencial: no primeiro semestre de 2025, as vendas externas foram o principal motor de crescimento na América Latina, com destaque para o cobre chileno, a manufatura mexicana e o agronegócio no Brasil, Argentina e vizinhos. A safra agrícola brasileira recorde e a demanda externa aquecida por alimentos e minérios ajudaram a evitar uma desaceleração mais forte. Contudo, os fundamentos econômicos latino-americanos ainda inspiram cuidado. Muitos países saíram da pandemia com dívida pública elevada e espaço fiscal reduzido, após gastos emergenciais que salvaram vidas mas esgotaram cofres. Isso significa que governos da região têm pouca munição para reagir a uma nova crise global, ao contrário, alguns já enfrentam pressão para ajustar contas e reconquistar credibilidade fiscal. Ademais, a dependência de matérias-primas persiste como uma faca de dois gumes: garante ganhos em tempos de boom de commodities, mas expõe a região a volatilidades externas. Se a economia chinesa espirrar, exportadores sul-americanos de minério de ferro, soja ou petróleo provavelmente pegarão um resfriado. Da mesma forma, um aperto monetário adicional nos EUA, com juros mais altos, poderia provocar fuga de capitais e desvalorização cambial nos mercados latino-americanos, desestabilizando inflação e investimentos. Em síntese, a América Latina permanece altamente atrelada aos humores das grandes potências e aos ciclos globais. Como pontuou a OCDE, a região deve seguir avançando devagar, limitada por inflação ainda alta em diversos países e por políticas públicas sem muito fôlego fiscal para estimular a demanda. O lado bom é que, até aqui, conseguiu evitar recuos graves; o lado preocupante é que tal resistência talvez se esgote caso os ventos externos mudem para tempestade. Recessão sincronizada? Diante desse mosaico global, a pergunta inevitável é: quão perto estamos de uma recessão mundial sincronizada? Por enquanto, o cenário básico ainda indica crescimento, fraco, mas crescimento, não uma contração simultânea em todas as frentes. No entanto, os riscos estão à espreita e não são triviais. Basta um deslize maior de política econômica ou um choque geopolítico para alinhar os astros de forma negativa. Imagine-se, por exemplo, que o Fed (o banco central dos EUA) aperte ou tarde demais os juros, precipitando enfim a recessão que não ocorreu em 2023-24; ao mesmo tempo, a Europa seguiria estagnada e a China desaceleraria ainda mais, formando uma tempestade perfeita. Não é um cenário absurdo, de fato, no início deste ano o próprio FMI reconheceu que a probabilidade de uma recessão global em 2025 havia praticamente dobrado, de cerca de 17% para 30%, dada a conjunção de riscos comerciais e financeiros então presentes.  Essa estimativa foi feita com todas as letras pelo economista-chefe do Fundo em abril, enfatizando que, embora não se esperasse oficialmente uma recessão, “os riscos associados a essa possibilidade aumentaram consideravelmente”. E ainda que desde então algumas tensões tenham arrefecido (evitou-se, por exemplo, uma escalada tarifária completa entre EUA e China, e a inflação global cedeu um pouco mais), o fato é que navegamos em águas incertas. O ano termina com uma sensação mista: por um lado, 2025 surpreendeu pela resiliência, o pior não se materializou e vários países desviaram das armadilhas que muitos previam; por outro, a fragilidade subjacente permanece. O crescimento segue desigual e sustentado por fios tênues de demanda aqui e acolá. A qualquer tranco mais forte, esses fios podem se romper, sincronizando as quedas e transformando fragmentação em recessão generalizada. Em suma, vivemos um equilíbrio instável. A economia global mostrou vigor para aguentar os trancos até agora, mas continua sob a sombra de um possível revés sincronizado. A prudência, portanto, continua sendo a palavra de ordem, tanto para os formuladores de política quanto para os observadores desse complexo tabuleiro geoeconômico mundial.

Endörfina com Michel Bögli
#442 Poliana Okimoto

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 121:21


Ela começou a nadar com apenas dois anos, competiu pela primeira vez aos sete e, ainda adolescente, ingressou no Sport Club Corinthians Paulista, onde se firmou como fundista. Passou depois por alguns outros clubes, destacando-se nas provas de 800m e 1.500m. Em 2005, foi incentivada por seu técnico, que mais tarde se tornaria seu marido, a estrear na Travessia dos Fortes. Venceu não apenas o medo de nadar no mar, mas também a competição, inaugurando o que seria uma nova oportunidade de permanecer na natação e testar seu potencial nas maratonas aquáticas. A partir dali, o potencial se transformou em resultados. Em 2006, conquistou duas pratas no Campeonato Mundial de Águas Abertas. No Pan do Rio de Janeiro, em 2007, levou a prata nos 10 km; em 2008, estreou nos Jogos Olímpicos de Pequim, terminando em sétimo lugar; e, em 2009, viveu uma temporada histórica ao vencer nove das onze etapas do circuito mundial, conquistando a Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas. No mesmo ano, garantiu o bronze no Mundial de Esportes Aquáticos, tornando-se a primeira nadadora brasileira a conquistar uma medalha na história da competição. Em 2011, nos Jogos Pan-Americanos, levou a prata e, no Mundial de 2013, alcançou o ápice com ouro nos 10 km, prata nos 5 km e bronze na prova por equipes. Em 2016, nos Jogos do Rio, conquistou o bronze na prova dos 10 km da maratona aquática, tornando-se a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica na natação. Encerrou a carreira em 2017, ano do lançamento de sua biografia, e logo depois iniciou uma nova fase: junto com o marido, criou uma assessoria de natação em águas abertas e uma travessia que leva seu nome. Em 2021, fundou seu Instituto e, desde 2020, trabalha na agência VEGA Sports. Contudo, sua conquista mais festejada veio em 2021, com o nascimento de Lucca. Conosco de volta aqui, a ex-nadadora dona de uma história marcada por conquistas, reinvenção e legado, eleita a melhor nadadora de águas abertas do mundo em duas ocasiões, integrante do Hall da Fama Internacional da Maratona Aquática, comentarista da TV Globo, ícone da natação brasileira e triatleta em desenvolvimento, a paulistana Poliana Okimoto Cintra. Inspire-se! Um oferecimento @oakleybr  e @2peaksbikes A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala.  A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo.  Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.        

ONU News
Iniciativa atua para acelerar o fim da violência contra mulheres

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 0:58


ONU Mulheres lança campanha para aumentar esforços globais de eliminação da violência contra mulheres e meninas; quase três décadas após adoção da Plataforma de Ação de Pequim, níveis de violência permanecem praticamente inalterados.

Professor HOC
O ARSENAL NUCLEAR CHINÊS

Professor HOC

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 13:14


No vídeo de hoje eu explico por que a frase de Trump — de que os EUA vão “testar armas nucleares em igualdade de condições com China e Rússia” — acende todos os alertas justamente em Pequim. A partir do polêmico anúncio, eu mostro como funciona o jogo de ambiguidade em torno de Lop Nor: a China não testa oficialmente desde 1996, diz cumprir o Tratado de Proibição Completa de Testes, mas amplia túneis, poços profundos e infraestrutura de testes no deserto de Xinjiang para estar pronta no dia em que o regime de controle ruir. Aí eu volto no tempo: Mao chamando a bomba de “tigre de papel”, o medo real de EUA, URSS e Índia, a expulsão de Qian Xuesen dos EUA (e como isso ajudou a criar o programa nuclear chinês), o primeiro teste em 1964, a doutrina de “dissuasão mínima” e o famoso compromisso de “não usar primeiro” — ao mesmo tempo em que Pequim demorou para aderir ao TNP e flertou com a proliferação via Paquistão. De lá, venho para o presente: campos de silos gigantes, novos mísseis intercontinentais com múltiplas ogivas, capacidades hipersônicas, submarinos modernizados e um arsenal que já passou das “centenas baixas”, tudo sob uma névoa estatística que impede qualquer controle de armas sério entre três grandes potências. Falo também das purgas na Força de Foguetes, da corrupção em larga escala dentro do programa nuclear e do paradoxo de um arsenal em rápida modernização comandado por uma estrutura política cada vez mais opaca e centralizada em Xi Jinping. No fim, respondo às perguntas centrais: o que Trump realmente ganha ao ameaçar voltar a testar? A China está apenas reforçando a capacidade de segundo ataque ou caminhando para paridade nuclear com EUA e Rússia? E, sobretudo, o que significa para o mundo entrar numa Guerra Fria 2.0 com três potências nucleares disputando prestígio, dissuasão e narrativas ao mesmo tempo.

O Assunto
China x EUA: caminhos opostos na energia limpa

O Assunto

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 23:33


Convidado: Lucas Corrêa, professor da Universidade do Estado de Santa Catarina e autor da tese “Harder, better, faster, greener: a China e os Estados Unidos na corrida pelas tecnologias energéticas verdes”. As duas maiores economias do mundo são também as maiores poluidoras do planeta: quase metade de todas as emissões de gases causadores do efeito estufa vem da China e dos EUA. E os dois países têm adotado posturas opostas sobre esse tema. Enquanto a China investe pesado na chamada tecnologia verde para a transição energética, os EUA ampliaram sua exploração de petróleo e ficaram de fora das discussões da COP30, em Belém. Autor de uma tese de doutorado sobre a corrida pelas tecnologias de energia verde, Lucas Corrêa conversa com Victor Boyadjian neste episódio. Professor da Universidade Estadual de Santa Catarina, Lucas traça o histórico da disputa entre os Pequim e Washington durante duas décadas. Lucas detalha como a transição energética é pensada como instrumento de desenvolvimento econômico pelo governo de Pequim. Enquanto os EUA saíram do Acordo de Paris e incentivam a exploração de combustíveis fósseis. O professor responde quais são os diferentes tipos de tecnologia nos quais os chineses estão investindo. Ele explica qual foi a estratégia chinesa para ampliar a venda de carros elétricos em países em desenvolvimento – hoje, 8 em cada 10 carros elétricos vendidos no Brasil são de marcas chinesas. Por fim, Lucas conclui quais são as consequências geopolíticas de China e EUA terem estratégias divergentes em relação à transição energética.

O Mundo Agora
Corrida global por chips redefine economia, tecnologia e poder no século XXI

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 4:51


A corrida pelos semicondutores virou peça central da disputa tecnológica contemporânea. Entre todas as nações que tentam garantir seu espaço nessa arena, nenhuma avança tão rapidamente quanto a China. A pauta da autossuficiência tecnológica virou prioridade máxima em Pequim, e o setor de chips, antes um ponto vulnerável, transformou-se no centro de uma estratégia nacional de longo prazo.  Thiago de Aragão, analista político Hoje, começa a ficar claro que a China está perigosamente próxima de alcançar independência em áreas que eram quase monopólio dos Estados Unidos e de seus aliados. Isso mexe profundamente com o equilíbrio geopolítico global, com as grandes empresas do setor e com o futuro da própria inovação. Até poucos anos atrás, a China importava praticamente tudo o que havia de sofisticado em semicondutores. Dependia de fornecedores estrangeiros para inteligência artificial, supercomputação e boa parte da indústria moderna. Mas decidiu inverter essa lógica. Por meio de políticas industriais agressivas, investimentos estatais bilionários e incentivos fiscais capazes de remodelar cidades inteiras, o país passou a construir uma cadeia de semicondutores completa, capaz de operar desde o design até a fabricação e o encapsulamento. Não foi um movimento tímido. A China atraiu engenheiros de outros países, formou centenas de milhares de profissionais qualificados, ergueu parques industriais dedicados exclusivamente ao setor e começou a desenvolver seus próprios equipamentos e softwares. Ainda há setores sensíveis em que o país não alcançou a liderança, como a litografia ultravioleta extrema, mas o avanço foi tão rápido que o atraso deixou de ser determinante. A Huawei, por exemplo, conseguiu produzir um smartphone com chip nacional de 7 nanômetros, algo que poucos analistas consideravam possível em tão pouco tempo. Pequim persegue a meta de autossuficiência não como retórica, mas como projeto de Estado de longo prazo. Esse avanço chinês ocorre ao mesmo tempo em que a disputa geopolítica entre China e Estados Unidos atinge temperaturas inéditas. Para os americanos, chips avançados deixaram de ser apenas componentes industriais e passaram a ser tratados como ativos fundamentais de segurança nacional. A resposta de Washington foi endurecer as regras de exportação, restringindo profundamente o acesso chinês aos semicondutores mais sofisticados e às máquinas usadas para produzi-los. A China, por sua vez, lê essas restrições como tentativa de contenção e responde reforçando sua própria musculatura industrial. Ao limitar exportações de minerais estratégicos e ao aumentar a escala de investimentos internos, Pequim sinaliza que está preparada para travar sua própria batalha assimétrica. O que antes era uma disputa essencialmente econômica virou uma disputa sistêmica entre dois modelos de poder. Impacto nos EUA Nesse ambiente, as gigantes do setor começaram a sentir impactos muito concretos. A Nvidia foi a mais atingida. Por anos, dominou o mercado chinês de chips de inteligência artificial. Quando os Estados Unidos restringiram a exportação dos modelos mais avançados, a empresa viu sua participação ser praticamente zerada no maior mercado de IA do planeta. Tentou adaptar-se criando versões menos potentes de seus chips, mas até essas passaram a enfrentar risco de bloqueio. Ao mesmo tempo, empresas chinesas se posicionaram para ocupar o espaço deixado. A Huawei avançou agressivamente com seus próprios chips de IA e passou a abastecer grande parte dos projetos domésticos. Startups chinesas ganharam impulso imediato, amparadas por um governo disposto a substituição tecnológica acelerada. Para a AMD e a Intel, o cenário segue a mesma linha. A exigência de que data centers ligados ao Estado utilizem apenas chips nacionais reduziu as perspectivas de crescimento dessas empresas e deixou claro que o impulso à autossuficiência chinesa não será revertido. Mesmo em PCs e servidores comuns, cresce a aposta chinesa em projetar e fabricar suas próprias CPUs e GPUs, erosão lenta porém contínua do espaço das fabricantes americanas. A Qualcomm enfrenta um tipo diferente de vulnerabilidade. Quase metade de sua receita global depende do ecossistema chinês de smartphones. Se a China consolidar produção própria de chips móveis em escala industrial, e se empresas como a Huawei retomarem posição dominante nas redes 5G e nos aparelhos premium, a Qualcomm enfrenta o risco real de perder um de seus pilares de receita. Revisão de estratégias Enquanto tudo isso acontece, o resto do mundo tenta reagir. Os Estados Unidos lançaram o CHIPS Act para trazer fábricas ao território nacional e fortalecer sua indústria. A Europa adotou suas próprias medidas, tentando recuperar relevância num setor que abandonou décadas atrás. Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Índia entraram na disputa com incentivos fiscais, diplomacia tecnológica e promessas de redução de dependência externa. Pela primeira vez em décadas, países passaram a reorganizar cadeias de suprimento não pelo critério econômico clássico, mas por alinhamento político e percepção de risco. A lógica é simples: amigos produzem com amigos. O preço é a perda de eficiência e o aumento dos custos. O ganho é a sensação, ainda que relativa, de segurança estratégica. Mesmo assim, fragmentar um sistema global tão integrado quanto o dos semicondutores significa mexer com toda a estrutura da economia digital. As cadeias que antes conectavam Japão, Taiwan, Holanda, China e Estados Unidos passam agora a se reconfigurar em blocos paralelos, fragmentando o que já foi o setor mais globalizado do planeta. É um processo lento, caro e turbulento, mas inevitável à medida que as tensões aumentam. Avanço chinês Tudo isso mostra que o avanço chinês na fabricação de semicondutores não é um fato isolado. Ele redefine mercados, geopolítica e modelos de desenvolvimento. Empresas como Nvidia, AMD, Intel e Qualcomm percebem que, mesmo sendo líderes históricas, perderam um mercado onde o jogo mudou de regras. Países percebem que o fluxo de tecnologia deixou de ser neutro e se tornou arma estratégica. Consumidores perceberão, nos próximos anos, que existem tecnologias que só estarão disponíveis em determinados blocos, enquanto outros seguirão caminhos diferentes. A história ainda está sendo escrita, e ainda é cedo para dizer quem terá a vantagem definitiva. Mas uma coisa é clara: a disputa por chips é hoje a disputa pelo controle do futuro digital, da inteligência artificial, da computação avançada, da defesa e de tudo que depende de processamento. A China está acelerando, e o resto do mundo precisa decidir se corre junto, se cria obstáculos ou se tenta reinventar o jogo. O século XXI será escrito, em grande parte, por quem dominar essa indústria. E esse domínio já não está tão concentrado quanto esteve no passado recente.

Notícias Agrícolas - Podcasts
China compras de soja dos EUA em gesto estratégico, avalia Aaron Edwards

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 14:09


Para o consultor, Pequim adquire pequenos volumes pagando mais para manter relações com os EUA, e não por necessidade real de demanda.

Diplomatas
Processo de paz é importante para a Rússia: “Mantém os aliados divididos e a pressão constante dos EUA sobre a Ucrânia”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 40:39


No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para o plano de 28 pontos de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, para pôr termo à guerra na Ucrânia, visto por Kiev e em várias capitais europeias como uma cedência em quase toda a linha às exigências da Rússia. A jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA analisaram o conteúdo da proposta inicial e da sua versão “actualizada” e deram contexto às reacções das várias partes interessadas, nomeadamente os EUA, a Ucrânia, a Rússia e a Europa. Os dois analistas discutiram ainda os últimos capítulos da crise diplomática e da escalada da tensão entre o Japão e a República Popular da China, iniciadas com as declarações de Sanae Takaichi, primeira-ministra japonesa, há duas semanas, admitindo uma intervenção militar nipónica em Taiwan, num cenário de ataque chinês ao território que Pequim reivindica como uma província sua. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Reconversa
O “renascentista” Philip Yang, a COP 30 e um mundo por vir. Com Reinaldo e Walfrido | Reconversa 107

Reconversa

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 87:04


“Enviado Especial da COP 30 para Cidades”, Philip Yang é o fundador do URBEM (Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole), parte importante de suas ilimitadas áreas de interesse. É mestre em Administração Pública pela Kennedy School of Government, da Universidade Harvard; diplomata formado pelo Instituto Rio Branco, tendo servido já em Washington e Pequim, e graduado em música pela Universidade de São Paulo, com especialização na Academia Franz Liszt de Budapeste. Se pluralidade pouca é bobagem, ele já foi empresário da área de petróleo e gás. Sua trajetória e sua formação raras conferem-lhe um pensamento invulgar, que concilia a paixão pela inovação, o apreço pela técnica e o viés humanista. Acompanhe a conversa especialíssima com Philip e atente para o seu olhar especialmente agudo sobre o que está em curso na China e nos EUA. Nada será como antes. Imperdível.

Escuta Essa
Corrida

Escuta Essa

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 45:35


Disputamos corrida desde que o mundo é mundo, então sabíamos o que ia acontecer quando inventaram o carro. Hoje descobrimos como eram as primeiras corridas e o que aconteceu quando alguém decidiu fazer uma que ia de Pequim a Paris, sem estradas adequadas e com carros frágeis e antiquados. Também discutimos como a percepção do piloto de corridas mudou ao longo do tempo, dos engenheiros aos profissionais do século 21. Este é mais um episódio do Escuta Essa, podcast semanal em que Denis e Danilo trocam histórias de cair o queixo e de explodir os miolos. Todas as quartas-feiras, no seu agregador de podcasts favorito, é a vez de um contar um causo para o outro.Não deixe de enviar os episódios para aquela pessoa com quem você também gosta de compartilhar histórias e aproveite para mandar seus comentários e perguntas no Spotify, nas redes sociais, ou no e-mail escutaessa@aded.studio. A gente sempre lê mensagens no final de cada episódio!…NESTE EPISÓDIO-A fantástica história da corrida Pequim-Paris foi contada com detalhes no livro “The Race to the Future”, de Kassia St. Clair.-O caso da corrida entre nobres russos e germânicos apostando corridas de carro dias antes do início da Primeira Guerra Mundial é contado no livro “The Last Motor Race of the Tsarist Russian Empire”, do estoniano Rene Levoll. -Outros detalhes do início da história dos automóveis é detalhada no livro “Story of the Automobile”, de H.L. Barber, publicado em 1917. -A percepção pública da morte dos pilotos foi estudada na tese “Racing heroes and grieving widows: A study of the representation of death in motorsport”, de Jean-Simon Demers na Universidade de Ottawa. -A história de Niki Lauda e sua disputa pelo título da Fórmula 1 contra James Hunt, um representante da visão romântica do piloto de corridas, é muito bem contada no filme Rush, de 2013. …AD&D STUDIOA AD&D produz podcasts e vídeos que divertem e respeitam sua inteligência! Acompanhe todos os episódios em aded.studio para não perder nenhuma novidade.

Mais lento do que a luz
Portugal e o Tempo, com Fernando Correia de Oliveira

Mais lento do que a luz

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 33:04


No novo episódio de Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é Fernando Correia de Oliveira, jornalista e investigador, autor do livro "Portugal e o Tempo", publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Fernando Correia de Oliveira tem uma longa carreira no jornalismo — foi o primeiro correspondente português em Pequim e colaborou com diversos meios, entre os quais a Agência Lusa e o Público. É também o principal divulgador português da horologia, a ciência e arte dos instrumentos de medição do tempo — dos relógios de sol aos relógios atómicos, um assunto sobre o qual publicou vários livros. Nesta conversa, falamos da história do tempo em Portugal, da forma como o país o mede e o valoriza — nas instituições, no património e na cultura — partindo das ideias centrais do seu livro mais recente. Discutimos também a mudança da hora: devemos continuar a alternar entre a hora de verão e a de inverno, ou escolher uma só? Conversamos ainda sobre o Arquivo Ephemera, onde o autor colabora, coordenando os núcleos do Tempo e da Gastronomia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Meia-Noite
China e EUA, o encontro histórico entre Trump e Xi Jinping

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Nov 1, 2025 46:20


Num clima de tensão e expectativa global, Donald Trump e Xi Jinping reúnem-se pela primeira vez desde o regresso do norte-americano à Casa Branca. O encontro, realizado na Coreia-do-Sul, promete redefinir o equilíbrio de forças entre as duas maiores potências do globo. A Europa vê-se num papel difícil, dividida entre a necessidade de manter relações económicas com a China e a obrigação de alinhar com o seu aliado histórico, os Estados Unidos. O que esperar dos tempos que se avizinham no panorama geopolítico global? Esta emissão do Expresso da Meia Noite contou com a participação de António Martins da Cruz, (ex-ministro dos negócios estrangeiros) Raquel Vaz Pinto, (comentadora SIC) António Caeiro (ex-correspondente da Lusa em Pequim) e António Costa e Silva (ex-ministro da Economia). O programa foi emitido na SIC Notícias a 31 de outubro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Antagonista
Cortes do Papo - Brasil deve se animar com trégua entre EUA e China?

O Antagonista

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 13:15


Donald Trump anunciou nesta quinta-feira, 30, a redução imediata das tarifas sobre produtos chineses de 57% para 47% após reunião com Xi Jinping na Coreia do Sul. Foi o primeiro encontro presencial entre os dois em seis anos e resultou em um acordo temporário para aliviar a disputa entre Estados Unidos e China. De acordo com a Casa Branca, a China se comprometeu a endurecer o controle sobre a exportação de produtos químicos usados na produção de fentanil, em troca da redução tarifária.Além disso, Pequim também vai suspender por um ano as restrições às exportações de terras raras, minerais essenciais para a indústria de tecnologia, energia e defesa.Trump afirmou que a reunião foi “excelente” e disse acreditar que um acordo comercial mais amplo poderá ser assinado “em breve”.Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Aod Cunha comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Morning Show
Operação contra facção criminosa no Rio de Janeiro

Morning Show

Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 117:05


Confira no Morning Show desta quinta-feira (30): A megaoperação policial contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, é a mais letal da história do estado, com 119 mortos — entre eles, quatro policiais — e mais de cem prisões. O governo fluminense classifica a ação como um “duro golpe no crime organizado”, enquanto o governo federal e entidades de direitos humanos cobram explicações sobre a letalidade. Governadores de outros estados manifestaram apoio a Cláudio Castro (PL), reacendendo o debate sobre segurança pública e possível intervenção federal. Reportagem: Rodrigo Viga. Durante coletiva de imprensa, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF foi avisada sobre a operação, mas decidiu não participar após analisar o plano de ação. O episódio gerou constrangimento quando o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, interrompeu Andrei ao vivo e assumiu a fala, dizendo que operações desse porte devem ser comunicadas ao presidente, ao vice-presidente ou ao próprio ministério. O caso expôs divergências internas em meio à repercussão da operação mais letal da história fluminense. O coronel Fernando Príncipe comentou a megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha e elogiou o trabalho das forças de segurança, afirmando que “a estratégia foi perfeita” e que as ações devem continuar “até que todos os delinquentes sejam presos”. Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping anunciaram um acordo para reduzir as tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Washington vai diminuir parte das tarifas sobre produtos chineses, enquanto Pequim manterá o fornecimento de terras raras, insumos estratégicos para a indústria americana. Reportagem: Eliseu Caetano. Trump também determinou o início de testes com armas nucleares, em resposta ao avanço militar de China e Rússia. Segundo ele, os EUA possuem “mais armas nucleares que qualquer outro país” e modernizaram o arsenal durante seu primeiro mandato. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Noticiário Nacional
6h EUA reduzem tarifas à China e Trump visita Pequim em abril

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 7:56


Política internacional para apressados
O mar sempre tem peixe maior

Política internacional para apressados

Play Episode Listen Later Oct 26, 2025 19:32


Há dois meses, em Pequim, Xi Jinping recebeu diversos líderes para celebrar os 80 anos da saída das forças japonesas da China. Essa foi uma oportunidade para demonstrar seu poderio militar, além também de ter conversas estratégicas com esses líderes. Os que eu quero chamar a atenção aqui são Putin, Lukashenko e Kim Jong Un, a famosa tríade de terror dos EUA, se reuniram com Xi Jinping para conversar sobre diversos assuntos, e tento trazer aqui algumas percepções desse encontro.

Meio Ambiente
Do pasto ao prato: adesão de pequenos produtores desafia rastreabilidade da pecuária na Amazônia

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 28:45


A pecuária extensiva é o principal vetor da devastação da Amazônia: entre 80% e 90% das áreas desmatadas são convertidas em pasto para o gado, segundo diferentes estudos de instituições de referência, como Mapbiomas. Nos holofotes do mundo por sediar a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), o país ainda engatinha em implementar a rastreabilidade da cadeia bovina, etapa fundamental para evitar que mais árvores sejam derrubadas para a produção de carne.   Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém, Novo Repartimento e Assentamento Tuerê (Pará) Sede da maior reunião do mundo sobre a crise climática, o Pará – segundo maior produtor do Brasil, atrás do Mato Grosso – quer dar o exemplo e adota o primeiro programa de rastreabilidade do gado na Amazônia. O plano é que, até 2027, todo o rebanho estará com o chip na orelha, dando acesso ao trânsito completo de um animal desde o nascimento até chegar à prateleira do supermercado.   Do ponto de vista ambiental, a informação crucial é saber se, em alguma etapa, o boi passou por áreas ilegalmente desmatadas. O controle do início da cadeia é o principal desafio para o sucesso do programa – e envolve centenas de milhares de pequenos produtores, espalhados pelo estado. Desde 2013, o Pará ultrapassou o Mato Grosso e está no topo da lista dos que mais devastam a Amazônia. “Para lhe falar a verdade, vontade de desmatar, eu tenho muita. Muita mesmo”, disse à RFI o agricultor familiar Adelson Alves da Silva Torres.   Há 25 anos, ele deixou o Maranhão e chegou ao Pará, atraído pela promessa de uma vida melhor. Há 19, conseguiu um lote de 25 hectares no Assentamento Tuerê, conhecido como o maior da América Latina, no leste do estado. Nesta região, a pressão do desmatamento para a pecuária já devastou praticamente tudo que havia de floresta.  Produtividade baixa impulsiona mais desmatamento Na maioria das vezes, os rebanhos ocupam vastas áreas, em lugares remotos, com produtividade muito baixa: menos de um boi por hectare. Na Europa, em países como Holanda, o índice chega a sete.  Mas num país extenso como o Brasil, é mais barato abrir novas áreas de pastagem do que conservar as que já existem, com manejo adequado do pasto, do solo e do próprio gado. O desafio é ainda maior para os pequenos produtores, de até 100 animais. No Pará, 67% dos pecuaristas se enquadram nesta categoria.   O carro-chefe da roça de Adelson sempre foi a agricultura: cacau, banana, mandioca. Nos últimos anos, voltou a criar gado e hoje tem dez cabeças. A diferença é que, desta vez, ele está recebendo orientação técnica para produzir mais, no mesmo espaço de terra. “Através dessas reuniões que eu tenho participado, eu resolvi deixar [a mata]. Até na serra, eu não posso mexer”, garantiu. “Se tivesse como o governo ajudar a gente no manejo dentro de uma área pequena, com a cerca elétrica, dividir tudo direitinho. Mas, para isso, nós, que somos pobres, nós não aguentamos. Se fosse assim, não precisava desmatar.”  Mudança de mentalidade  Convencer os agricultores de que dá para produzir mais sem derrubar a floresta é um trabalho de formiguinha. “É uma região muito desafiadora. São famílias que estão lutando no seu dia a dia, buscando a sua independência financeira, sua regularização fundiária e ambiental”, explica Leonardo Dutra, coordenador de projetos do Programa da Amazônia da Fundação Solidaridad, que atua há 10 anos em municípios na rodovia Transamazônica.   A entidade ensina técnicas de agropecuária sustentável e ajuda os pequenos produtores a se regularizarem à luz do novo Código Florestal, adotado em 2012.   “É um desafio porque são famílias que têm uma cultura longeva, com determinado tipo de trabalho, e a gente precisa avançar nessas técnicas para que elas assimilem, ano após ano. A gente costuma trazer lideranças de outras regiões que já conhecem o nosso trabalho, e aí a gente começa a ganhar confiança deles.”    Do total da carne produzida no Brasil, 43% vem da Amazônia Legal, segundo levantamento do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). A produção é profundamente fragmentada: entre o nascimento e o abate, o boi pode passar por três proprietários diferentes – e apenas a última etapa, a do fornecedor direto para o frigorífico, tem fiscalização ambiental rigorosa no país.  Isso significa que milhares de produtores em condição irregular conseguem revender os animais para fornecedores "limpos", que comercializam com os grandes frigoríficos. É a chamada lavagem de gado.  “A gente ainda não está em plenas condições de garantir que temos controle sobre isso”, afirma Camila Trigueiro, analista de pesquisa do Imazon, instituto especializado em desenvolvimento sustentável, em Belém.  “Se a gente conseguir identificar todos os animais, a origem deles, tornar isso transparente, a gente consegue trazer para a sociedade e para as empresas que estão adquirindo esses animais a informação de que existe esse produtor, ele está comercializando o gado, e você deve verificar o status socioambiental dele – que é algo que a gente ainda não consegue fazer.” ‘Brinco' na orelha do gado ainda ainda é exceção  Atualmente, o único estado brasileiro que oferece a identificação da cadeia bovina é Santa Catarina, implementada há mais de 15 anos para o controle da febre aftosa. No âmbito federal, primeiro Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos foi lançado no fim de 2024, mas o prazo de implementação é extenso, até o fim de 2032. “A identificação individual tem um potencial muito grande de colocar a produção pecuária do Brasil num caminho de maior sustentabilidade. Mas para isso acontecer, você tem que trazer os produtores para junto porque, no fim das contas, quem vai fazer a transição e vai realizar as ações necessárias, botar o brinco no boi, fazer o processo de regularização ambiental, fazer o isolamento das áreas desmatadas, são os produtores”, destaca Bruno Vello, coordenador de políticas públicas do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola). “Tem que ser viável para eles, em termos de custos, principalmente.”  No Pará, estimativas de organizações da sociedade civil, como a The Nature Conservancy, indicam que cerca da metade do gado sai de áreas irregulares, com passivos ambientais e fundiários. O governo estadual não desmente e afirma que, destes, 50% poderão voltar para o mercado formal por meio de um novo protocolo de regularização de pequenos e médios produtores. O dispositivo inclui a obrigação de reflorestamento de áreas ilegalmente desmatadas.  “Mais da metade deles estão em propriedades cujo desmatamento ilegal representa menos de 10% do tamanho total da propriedade. São propriedades que tendem a buscar a regularização porque o prejuízo delas é muito grande frente ao tamanho do passivo”, aposta o secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Raul Protazio Romão, que antes de assumir o cargo, era procurador do Estado. “O custo-benefício de essa propriedade se regularizar é muito maior.”  Vulnerabilidades atrasam aplicação    O produtor Wanderlan Sousa Damasceno, no Assentamento Tuerê, pode se enquadrar nesta situação: já recuperou áreas desmatadas ilegalmente e, nos cinco hectares onde cria 100 cabeças de gado, investiu em infraestrutura para fazer manejo com pastagem rotacionada, mais produtiva.   Em um ano, o goiano conseguiu chegar a cinco animais por hectare. Mas as próximas etapas do processo, a identificação individual do rebanho, lhe causam uma certa apreensão.  “Tem que ver também como é que funciona, porque às vezes a gente quer, mas não dá conta. Chegar lá e tem esses problemas de queimada”, relata.   Na tentativa de se regularizar, Wanderlan se deparou com a informação de que existe um registro de uma queimada que, segundo ele, não aconteceu. “E aí como é que eu vou fazer, se eu moro aqui há tantos anos? Fui eu que abri isso aqui. Eu não tenho uma queimada de 2008 para cá”, garante. “Eu sou um cara analfabeto. A gente fica até com medo do mundo que a gente vive hoje, com as leis chegando. É complicado para nós.”  Recursos para a implementação  E tem ainda a situação da segunda metade dos produtores em situação ilegal, incluindo os que invadem terras indígenas, unidades de conservação ou outras terras públicas para criar gado. Nestes casos, a fiscalização e as multas deverão aumentar, assegura o secretário Protazio, e o custo da ilegalidade tende a ser ainda maior quando o programa de rastreabilidade sair do papel.   O orçamento para reforçar as autuações, entretanto, ainda é vago. Mais servidores estão sendo contratados pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), responsável pela implementação do programa do ponto de vista sanitário, e a frota de veículos da agência para percorrer o estado está sendo renovada.  O desafio é imenso: com uma superfície mais extensa do que o dobro de um país como a França, o Pará tem 90 mil famílias que trabalham na pecuária, com um rebanho que chega a 26 milhões de cabeças de gado. As autuações cabem tanto à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, quanto a órgãos federais, como o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).  A despeito de não apresentar números específicos sobre como essa fiscalização será ampliada, o secretário do Meio Ambiente pega o exemplo do esforço feito pelo estado no combate ao desmatamento, que caiu pela metade desde 2019. “Nós decuplicamos a força de combate ao desmatamento. O estado tinha dez fiscais, para o estado inteiro. Nós fomos para 100 fiscais”, defende. “Não só fiscais, como veículos, drones, impressoras. Todo o aparato necessário para essa fiscalização acontecer”, complementa.    O maior frigorífico do país, a JBS, é parceiro do programa: financia parcialmente a compra dos “brincos” para pequenos produtores e das máquinas usadas para ler as informações. Em outubro, cerca de 180 cabeças de gado já estavam registradas, ou menos de 1% do total do rebanho estadual. “A programação para que tudo isso aconteça está no papel. O programa é factível, ele tem potencial para acontecer”, avalia Camila Trigueiro, do Imazon. “O que é necessário é que sejam direcionados recursos para que as fases que foram planejadas sejam de fato executadas.”    Resistência em campo e cruzamento de informações  Em campo, a resistência dos produtores é outra barreira a ser vencida. Não à toa, na hora de conversar com os pecuaristas para explicar o programa da identificação individual, o governo do estado prefere a abordagem sanitária, focada nos benefícios para o controle de doenças no rebanho, em vez do viés ambiental do projeto.  Uma associação de produtores rurais “independentes da Amazônia” chegou a entrar na Justiça para questionar o plano, alegando que ele “desvirtuou a finalidade sanitária e comercial” para ter objetivos “ambientalistas”.  Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará reconhece as dificuldades. “Quando a gente implementou o programa, muita fake news e muita desinformação circulou no Estado. Essas matérias negativas correm muito mais rápido que a verdadeira informação”, aponta. “As nossas idas a campo desmistificam isso. A gente mostra a realidade para o produtor, com muito pé no chão, sem prometer mundos e fundos.”   As informações não estão obrigatoriamente comparadas aos dados ambientais da propriedade, como a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) – que atesta a produção isenta de desmatamento ilegal. Sem o cruzamento sistemático desses dados, a eficiência do programa no combate ao desmatamento fica limitada.   Custo alto e a desigualdade no campo  Segundo Macedo, as propriedades com mais de mil cabeças já tendem a adotar a identificação individual para a gestão do rebanho. Para os pequenos produtores, o maior freio é o custo da regularização.   “É um processo bastante longo. Exige diversas etapas e uma certa expertise técnica da parte do proprietário, de identificar com precisão essas áreas, o uso de imagens de satélite, e também exige o isolamento das áreas que estão desmatadas. Ou seja, é um processo que é caro”, reitera Bruno Vello, do Imaflora.    “Num país que é muito desigual, a viabilidade disso para os produtores, a capacidade de arcar com esses custos, ela também é desigual. Grandes produtores, que possuem mais capital, conseguem arcar com os custos de transição e fazer isso de uma maneira mais autônoma. Pequenos produtores, agricultores familiares, precisam de apoio para conseguir fazer essa transição”, complementa.   O governo paraense fornece e aplica gratuitamente o dispositivo para os donos de até 100 cabeças de gado. Maria Gorete Rios, agricultora familiar em Novo Repartimento, foi a primeira da região a ter o seu rastreado.   “A gente já fazia um mínimo de controle: tu enumeravas o gado e marcavas a ferro. Só que para o comércio de couro não é legal”, recorda. “Quando vem um brinco com a numeração, fica tranquilo, e não tem maus-tratos dos animais”, comenta. Depois de um demorado processo para regularizar a propriedade, comprada há 11 anos, ela começou a criar gado. Foram três anos vendendo seus animais para atravessadores, até que, em 2024, ela fez a primeira venda direta para a JBS.   “O atravessador compra da gente para vender para o frigorífico. Então por que não eu me organizar, fazer a documentação, tudo bonitinho, e vender direto para o frigorifico?”, conclui.   Exigência dos mercados: UE e, no futuro, China?  Gorete vê a rastreabilidade como um caminho sem volta, num mercado que, pouco a pouco, se torna mais exigente. A Lei Antidesmatamento da União Europeia, que proíbe os países do bloco de comprarem produtos cultivados em áreas desmatadas ilegalmente, inclusive no exterior, foi a primeira a exigir a rastreabilidade dos parceiros comerciais dos europeus, como o Brasil.   Hoje, o único estado da Amazônia Legal que exporta para a União Europeia é o Mato Grosso, mas o Pará pode comercializar gado para o vizinho – o que ilustra outro grande desafio para o país, a movimentação dos animais entre os estados.  A expectativa é que a China, maior cliente da carne bovina brasileira, não demore a também aumentar os padrões ambientais da carne que compra do exterior. Em um relatório de 2022, o Conselho Chinês para Cooperação Internacional em Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCICED) indica que Pequim considerando medidas "para evitar que a importação de commodities agrícolas esteja ligada à conversão de ecossistemas naturais no exterior".   “A China pode ser uma grande influência para o Brasil conseguir implementar esse programa, porque praticamente todos os estados que exportam carne bovina têm habilitação para exportar para a China”, aposta Camila Trigueiro. “Se vier dela mais exigências sobre o aspecto socioambiental, acredito que o Brasil vai se movimentar de maneira acelerada para atender, como fez no passado, para evitar vaca louca.”   Mesmo assim, em volta da propriedade da Gorete, a maioria dos vizinhos ainda não está convencida. Segundo ela, muitos temem só poder comercializar com quem tiver gado “brincado”, e preferem esperar para entrar no programa só mais perto do prazo final para a identificação individual do rebanho, em 2027.  Ao mesmo tempo em que a hesitação persiste na região, a vizinhança amarga os impactos das mudanças climáticas na agropecuária. O desmatamento aumenta o calor na Amazônia e a adaptação ao novo clima já é uma realidade para os produtores rurais.   “De uns dois anos para cá, não é a maioria, mas tem muita gente preservando. Tem muita gente sentindo na pele e tendo que preservar para poder se manter nessa atividade, porque senão não vai dar”, constata. “Se você não vai ter pasto, não vai ter água para os animais, vai viver como? Já tem produtor perdendo animais por falta de chuva. A gente tira a vegetação e paga as consequências disso.”  * Esta é a quinta e última reportagem da série Caminhos para uma Amazônia sustentável, do podcast Planeta Verde. As reportagens foram parcialmente financiadas pelo Imaflora.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
O Louvre assaltado com minúcia, o poder invisível das tribos que controlam Gaza, a guerra paralela entre promessas e telefonemas

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Oct 19, 2025 85:23


Neste Leste Oeste em podcast, Nuno Rogeiro dá as principais atualizações sobre o roubo ocorrido no Louvre, museu que "durante muitos anos era considerado o mais seguro do mundo". O Museu do Louvre, em Paris, foi alvo de um assalto este domingo, perpetrado por um grupo de encapuzados que roubou várias joias da coleção de Napoleão, levando ao encerramento imediato do espaço. Depois de passar por Paris, a emissão vai de Gaza a Washington, de Pequim a Lisboa, e o mundo continua a mover-se entre sombras e espelhos, segundo o comentador. Em Gaza, tribos e clãs desafiam o domínio do Hamas, que "governa como juiz e executor" de um Estado em colapso. A destruição convive com abundância, e a verdade divide-se em vídeos contraditórios. Na Europa e na América, Zelensky e Trump encenam uma "conversa de surdos", enquanto os EUA enfrentam novo shutdown e a NATO tenta provar relevância perante a pressão russa. A China de Xi Jinping purga generais, o Paquistão e o Afeganistão reacendem velhas fronteiras, e Portugal redesenha o seu mapa político sob o olhar estrangeiro. O Leste Oeste foi emitido na SIC Notícias a 19 de outubro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Geografia em Meia Hora
Trump quer "tomar" o Canal do Panamá de volta?

Geografia em Meia Hora

Play Episode Listen Later Oct 17, 2025 34:14


O Canal do Panamá é uma rota vital que movimenta cerca de 6% do comércio global e é o principal atalho entre o Oceano Pacífico e o Atlântico. Para os Estados Unidos, o canal é de longe a via mais utilizada, por onde trafegam aproximadamente 40% de todo o seu tráfego de contêineres, avaliado em bilhões de dólares anualmente.No entanto, essa via crucial tornou-se o campo de uma disputa geopolítica acirrada entre os EUA e a China, o segundo maior usuário do canal. A polêmica aumentou quando o ex-presidente Trump prometeu "retomar" o canal, alegando que a China estaria influenciando as operações e violando o Tratado de Neutralidade de 1977.Investimentos chineses em infraestrutura panamenha, incluindo a operação de dois portos importantes e a construção de uma quarta ponte sobre a via navegável, preocupam os EUA, que veem isso como uma ameaça à segurança nacional e à neutralidade do canal.Descubra a história controversa do canal — desde a sua construção pelos americanos e a anexação da Zona do Canal até a recuperação da soberania pelo Panamá em 1999. Veja como o Panamá tenta manter sua soberania nacional enquanto é pressionado por Washington e Pequim, e como a ameaça de intervenção americana, prevista no tratado para defender a neutralidade, paira sobre a região.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 16/10/2025 | Lula diz que Congresso é de “baixo nível”

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 242:42


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (16): O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente o Congresso Nacional, afirmando que o Legislativo “nunca teve a qualidade de baixo nível que tem agora”. A declaração, direcionada à extrema-direita eleita em 2022, gerou forte reação da oposição e aumentou o desgaste na relação entre os Poderes. Enquanto aliados tentam conter a crise, o presidente da Câmara preferiu evitar polêmicas, mas saiu em defesa dos parlamentares. Reportagem: Paulo Édson Fiore. O Tribunal de Contas da União aceitou o recurso da Advocacia-Geral da União e suspendeu a exigência de que o governo federal busque o déficit zero em 2025. A decisão monocrática do ministro Benjamin Zymler representa alívio para o Executivo, evitando, ao menos temporariamente, o risco de bloqueio adicional de até R$ 31 bilhões no Orçamento deste ano. Reportagem: Igor Damasceno. O deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou a senadora Tereza Cristina em suas redes sociais, afirmando que ela atua em prol dos “interesses dos grandes capitais”. As declarações foram feitas em resposta a comentários da congressista sobre a disputa presidencial de 2026. Reportagem: Beatriz Manfredini. O presidente venezuelano Nicolás Maduro acusou os Estados Unidos de promoverem “golpes de Estado da CIA” após Donald Trump confirmar que autorizou operações secretas da agência na Venezuela. Segundo o New York Times, as missões incluíam ações letais contra o governo venezuelano. Trump confirmou que havia dado autorizações para missões na Venezuela, mas se recusou a responder a uma pergunta sobre se os agentes de inteligência receberam permissão para eliminar Maduro. Reportagem: Pedro Tritto. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sugeriu uma pausa mais longa nas altas tarifas sobre produtos chineses, em troca de Pequim adiar seu plano recentemente anunciado de impor limites mais rígidos às terras-raras. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Fernando Ulrich
Os minerais críticos que estão ameaçando a economia global

Fernando Ulrich

Play Episode Listen Later Oct 15, 2025 11:51


A guerra comercial entre EUA e China ganhou um novo capítulo: Trump ameaça tarifas de 100% após Pequim restringir exportações de terras raras — minerais essenciais para tecnologia, defesa e energia. A China domina quase todo o processamento global, criando um risco estratégico para o Ocidente. No vídeo, analiso como essa disputa pode redefinir cadeias de suprimento e por que o Brasil, com grandes reservas, pode sair ganhando.#China #EUA #Trump #Economia #Investimentos #Geopolítica

Diplomatas
Gaza: a atenção de Trump é crucial para o sucesso das negociações de paz

Diplomatas

Play Episode Listen Later Oct 15, 2025 39:17


Teresa de Sousa, jornalista do PÚBLICO, e Carlos Gaspar, investigador do IPRI-Nova, discutem, no episódio desta semana do podcast Diplomatas, a nova política externa dos Estados Unidos, que combina diplomacia e negócios, e o plano de paz e de cessar-fogo na região do Oriente Médio, especialmente em Gaza. A conversa aborda a influência de Trump nas negociações de paz, o papel do Hamas, o vazio de poder em Gaza, e as respostas de Israel e dos EUA. Qual será a influência deste plano na guerra da Ucrânia? No final do episódio, analisam-se as restrições da China às exportações de terras raras necessárias para a indústria norte-americana e o aumento da tensão entre Pequim e Washington Em resposta, o presidente norte-americano declarou que "parece não haver razão" para se reunir com o líder chinês, Xi Jinping, durante a visita deste mês à Coreia do Sul. Texto de Amílcar CorreiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
ONU assinala 30 anos da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 19, 2025 1:29


Professor HOC
COMO DITADORES PLANEJAM VIVER PARA SEMPRE? OS PLANOS DE PUTIN E XI JINPING

Professor HOC

Play Episode Listen Later Sep 15, 2025 16:50


Durante o encontro entre Putin, Xi Jinping e outros ditadores em Pequim neste mês, uma curiosa conversa vazou no microfone e chamou a atenção do mundo. Os líderes conversavam sobre longevidade e talvez até sobre viver para sempre.Mas existem dois tipo de jeito se viver para sempre: a história e a biologia. Qual desses caminhos cada um dos líderes está planejando seguir? Quais as implicações geopolíticas disso? Fica ligado que vou responder essas perguntas nesse vídeo!

Conversas à quinta - Observador
Um acidente trágico em Lisboa e uma parada em Pequim

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Sep 6, 2025 41:37


A tragédia no Elevador da Glória prejudica a imagem de Portugal enquanto país seguro? Destaque para a Cimeira de Xangai com Trump a disparar que o encontro apenas serve para conspirar contra os EUA.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Conversas à quinta - Observador
Domínio da Guerra. “China está a matar ucranianos”

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Sep 5, 2025 26:03


O Major-General Arnaut Moreira afirma que discurso da China sobre a defesa da paz mundial não corresponde às suas ações. Garante que Pequim está a vender equipamento militar de duplo uso à Rússia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
Com apenas 26% de mulheres, setor de jornalismo segue dominado por homens

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 3:00


Governos prometeram mudanças, há 30 anos, na Declaração de Pequim e Plataforma para Ação; estudo global revela que as mulheres seguem quase invisíveis em noticiários de rádio, TV e impressos.

Expresso - Expresso da Manhã
José Milhazes: “A Rússia é apenas um fornecedor de matérias-primas (em saldo) para o maestro, que é a China”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 14:27


Desde o fim-de-semana, com a Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, e depois com o desfile militar em Pequim, Vladimir Putin tem estado em grande destaque com o palco que lhe ofereceu Xi Jinping. A Rússia provou que não está isolada internacionalmente, mas a operação desta semana também mostrou que quem lidera a grande coligação, onde entram cada vez mais países, é a China. Neste episódio, conversamos com o comentador da SIC José Milhazes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Professor HOC
O QUE ACONTECE COM A CHINA DEPOIS DE XI JINPING?

Professor HOC

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 27:35


Xi Jinping concentrou poder como nenhum líder chinês desde Mao. Mas toda era tem um fim — e a sucessão já começou nos bastidores. Este vídeo explica por que, na China, quem controla o Exército controla o futuro, como sucessões passadas (Hua, Deng, Jiang, Hu) moldaram o país, e por que o “relógio de 2027” para Taiwan pode acelerar decisões arriscadas. Você vai entender quem são os nomes citados, por que é tão difícil “escolher” um herdeiro e como um vácuo de poder em Pequim pode sacudir mercados e segurança global.

A História do Dia
O "Eixo da Revolta" que quer mudar o equilíbrio mundial

A História do Dia

Play Episode Listen Later Sep 3, 2025 17:38


A China lidera um grupo de países que quer mudar a ordem mundial. A instabilidade de Trump pode estender o tapete a Pequim? Uma conversa com Jorge Tavares da Silva, analista em assuntos chineses.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Parada militar do "Eixo da Revolta": Um desafio ao Ocidente?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Sep 3, 2025 11:35


Parada em Pequim assinala a construção oficial de uma nova aliança de interesses anti-americanos. Manuel Poêjo Torres acredita que se avança para um mundo "interdependente, mas mais fragmentado".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Clube dos 52
Contra-Corrente. Ocidente está sozinho a tentar isolar a Rússia? — Debate

Clube dos 52

Play Episode Listen Later Sep 2, 2025 98:54


Xi Jinping, Putin e Narendra Modi reuniram-se em cimeira desenhada para contrariar EUA e Europa. Von der Leyen sofreu aparente ataque de Moscovo. São mais sinais de que Pequim quer nova ordem mundial?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Contra-Corrente
Ocidente está sozinho a tentar isolar a Rússia? — Debate

Contra-Corrente

Play Episode Listen Later Sep 2, 2025 98:54


Xi Jinping, Putin e Narendra Modi reuniram-se em cimeira desenhada para contrariar EUA e Europa. Von der Leyen sofreu aparente ataque de Moscovo. São mais sinais de que Pequim quer nova ordem mundial?See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Antagonista
Cortes do Papo - China gosta da briga de Lula com Trump?

O Antagonista

Play Episode Listen Later Aug 12, 2025 8:56


O ditador da China, Xi Jinping, disse a Lula, em conversa por telefone na noite de segunda-feira, 11, que Pequim “apoia o povo brasileiro na defesa de sua soberania nacional".De acordo a agência oficial chinesa Xinhua, Xi Jinping também afirmou apoiar "o Brasil na salvaguarda de seus direitos e interesses legítimos, instando todos os países a se unirem na luta resoluta contra o unilateralismo e o protecionismo".Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Gama Revista
Igor Patrick: O sonho chinês

Gama Revista

Play Episode Listen Later Aug 3, 2025 38:14


O que você sabe sobre a China? E o que está perdendo ao não saber mais sobre ela? É sobre essas questões que o jornalista Igor Patrick, mestre em Estudos da China pela Academia Yenching (Universidade de Pequim) e em Assuntos Globais pela Universidade Tsinghua, fala ao Podcast da Semana."A China é o país que mais inova no mundo, que mais investe em ciência e tecnologia, em produção de conhecimento, que vai liderar áreas que são cruciais para o desenvolvimento econômico e até da civilização humana, como a de transição energética", afirma Patrick, que é correspondente do jornal South China Morning Post e colunista da Folha de S.Paulo, onde analisa o noticiário sobre o país.Nesta entrevista, Patrick fala um pouco da ideia do sonho chinês e de como o Estado é central no conceito. "Na China, a prosperidade está muito ligada também à prosperidade do povo, da China enquanto nação, enquanto civilização. É uma coisa bastante concentrada, inclusive, na figura do Partido Comunista, enquanto no sonho americano a gente tem o Estado ali quase como uma peça acessória."O jornalista fala sobre como vê a ideia de uma nova ordem mundial em que a China é a principal potência do planeta, fala sobre desafios e contradições do país, e dá até dicas de leituras para quem quer aprender um pouco mais sobre a cultura chinesa."A China priorizou e prioriza bastante a educação. Durante muito tempo, despejou caminhões de dinheiro na produção de ciência e na abertura de universidades. E é óbvio que nenhuma economia consegue absorver uma quantidade tão grande de pessoas num espaço tão curto de tempo", diz sobre mais jovens qualificados que vagas de trabalho."Entre sinólogos tem uma brincadeira que fala que quando você chega na China, na sua primeira semana, você quer escrever um livro; no seu primeiro mês você quer escrever um artigo; no seu primeiro ano você percebe que você não consegue escrever nenhuma frase. Existem várias Chinas dentro da China, muitas delas são contraditórias."

Professor HOC
A GRANDE ARMA CHINESA

Professor HOC

Play Episode Listen Later Aug 2, 2025 14:39


A guerra comercial entre Estados Unidos e China revelou uma dependência estratégica que ameaça a hegemonia americana: as terras raras. Esses minerais críticos, fundamentais para tecnologias de defesa, energia verde e eletrônicos, são quase totalmente controlados por Pequim. Atualmente, 90% das terras raras usadas nos EUA são importadas da China, deixando Washington vulnerável em negociações comerciais tensas.Enquanto Trump elevava tarifas e Pequim retaliava restringindo exportações, gigantes como Tesla, Apple e Lockheed Martin enfrentaram atrasos e aumento de custos. Agora, os EUA correm contra o tempo para reduzir sua dependência com investimentos massivos em produção doméstica e alianças internacionais. Será possível romper o domínio chinês antes que seja tarde demais? Descubra neste vídeo os detalhes dessa disputa geopolítica essencial para o futuro global.

Visão Global
Cimeira China/UE

Visão Global

Play Episode Listen Later Jul 27, 2025 45:19


A cimeira em Pequim entre a China e a União Europeia. O caso Epstein a ensombrar Donald Trump. As ligações dos movimentos de libertação na África lusófona à antiga URSS. Edição de Mário Rui Cardoso.

Diplomatas
UE olha cada vez mais para a China como um “rival sistémico”: “Relações estão em declínio”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Jul 24, 2025 39:13


No último episódio do podcast Diplomatas antes da pausa de Verão, a jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) anteciparam a cimeira UE-China, agendada para esta quinta-feira, em Pequim, à luz da realidade geopolítica e da “guerra comercial” lançada por Donald Trump ao mundo. A análise à cimeira UE-Japão, na véspera, também serviu de pretexto para o debate, que incluiu uma avaliação da situação política de Shigeru Ishiba, primeiro-ministro japonês, cujo partido, o LDP, perdeu a maioria na câmara alta do Parlamento do país nas eleições do passado domingo. O drama humanitário na Faixa de Gaza, os objectivos estratégicos e políticos do Governo israelita de Benjamin Netanyahu e o conflito entre drusos e sunitas no Sul da Síria também foram objecto de discussão. Por fim, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para o possível impacto do “caso Epstein” e da criação de um novo partido norte-americano – o Partido da América, de Elon Musk – no apoio da base eleitoral que sustenta o Presidente Trump, nomeadamente do universo MAGA.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Assunto
Terras raras: o trunfo nas mãos da China e do Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 21, 2025 17:54


De raras, elas não têm nada. As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países. A maior parte desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. Com 45% das reservas do planeta, Pequim ameaçou suspender a venda de terras raras para os EUA caso Donald Trump não revisse as tarifas impostas aos produtos chineses. Esse "trunfo" pode servir também ao Brasil, segundo país com as maiores reservas do mundo. Aqui, estão 25% das terras raras disponíveis. Neste episódio, o professor da Escola Politécnica da USP Fernando José Gomes Landgraf explica por que, apesar de não serem escassas, as terras raras se tornaram estratégicas geopoliticamente: elas são essenciais para a produção dos “super imãs” para motores de carros elétricos e também para equipamentos militares. O professor responde quais são os impactos da exploração desses minerais e avalia o que o Brasil precisa fazer para avançar na produção. E conclui como esses elementos químicos podem nos ajudar na negociação da atual chantagem tarifária anunciada por Donald Trump contra produtos brasileiros.

O Assunto
A reação à chantagem de Trump com o Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 11, 2025 32:28


O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (10) querer negociar com Donald Trump, mas pediu respeito às decisões brasileiras. Lula disse que, caso não haja acordo com o governo americano, o Brasil vai responder com tarifais iguais às anunciadas por Trump contra todos os produtos brasileiros. Um dia antes, o presidente americano anunciou que vai impor tarifas de 50% ao Brasil a partir de 1° de agosto. Além da reação do governo brasileiro, a quinta-feira foi marcada por críticas a Trump. A imprensa internacional destacou o uso das tarifas para chantagear o Brasil. O economista Paul Krugman, vencedor do Nobel de economia de 2008, classificou a decisão como “maléfica e megalomaníaca”. Para alguns empresários, as tarifas de 50% podem inviabilizar os negócios do Brasil com os EUA. Neste episódio, Julia Duailibi recebe o diplomata Roberto Abdenur, que atuou por 45 anos no serviço diplomático brasileiro e foi embaixador em Washington, Pequim e em Berlim. Conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Abdenur classifica o momento como “o mais grave da relação” entre EUA e Brasil. Ele avalia as possibilidades de resposta econômica e diplomática que o governo brasileiro pode dar a Trump. Depois, a conversa é com o cientista político Guilherme Casarões. Professor da FGV-SP e pesquisador do Observatório da Extrema Direita, Casarões analisa a resposta dada pelo governo Lula até aqui. E explica de que forma a interferência do presidente dos EUA em um processo judicial envolvendo Jair Bolsonaro no Brasil integra a estratégia global da extrema-direita.

Papo de Segunda
Sedentarismo Mental / ChatGPTeen / O Biquíni De Pequim

Papo de Segunda

Play Episode Listen Later Jul 8, 2025 72:56


Com Marcelo Tas, o Papo comemora 10 anos debatendo se a inteligência artificial está nos emburrecendo. Também fala sobre as angústias de adolescente e sobre o Biquíni De Pequim.

História FM
204 Rebelião dos Boxers: violência e revolta na China imperial

História FM

Play Episode Listen Later Jun 16, 2025 122:55


No final do século XIX, a China vivia um período de forte presença estrangeira, com concessões territoriais, tratados desiguais e expansão do cristianismo alimentando o descontentamento popular. Nesse contexto, surgiu a Rebelião dos Boxers, liderada pela sociedade secreta I Ho Ch'uan, que buscava expulsar os estrangeiros e restaurar a ordem tradicional. O movimento ganhou força rapidamente, culminando no cerco às legações estrangeiras em Pequim e no apoio da Imperatriz Viúva Cixi. A repressão veio com força internacional, e a derrota da rebelião resultou em novas imposições ao país e no enfraquecimento da dinastia Qing. Convidamos Fernando Pureza para conversar sobre as causas, o desenvolvimento e os desdobramentos desse episódio marcante da história chinesa.Adquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 ⁠⁠CLICANDO AQUIUse o cupom HISTORIAFM para 15% de desconto, ou acesse o site pelo link https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM #insiderstore

O Assunto
EUA x China: a trégua

O Assunto

Play Episode Listen Later May 13, 2025 41:24


Depois de meses de escalada na disputa tarifária, Estados Unidos e China anunciaram, em conjunto, uma trégua de 90 dias nas tarifas recíprocas entre os dois países. Assim, as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas vão cair de 145% para 30%. E as taxas da China sobre os produtos americanos serão reduzidas de 125% para 10%. Para explicar como os dois lados chegaram ao acordo – divulgado após uma série de reuniões entre autoridades comerciais durante o fim de semana na Suíça -, Natuza Nery conversa com o economista Otaviano Canuto. Professor na Universidade George Washington, nos EUA, Canuto detalha como as tarifas de Donald Trump refletiram na economia americana. Ele, que foi vice-presidente do Banco Mundial e diretor-executivo do FMI, analisa se a trégua entre EUA e China afasta o temor de recessão. Direto da China, o professor Marcus Vinicius de Freitas detalha os efeitos do tarifaço no país asiático, e quais as respostas do governo de Pequim. Ele, que dá aulas na Universidade de Relações Exteriores da China, fala sobre como foram as negociações entre as duas partes. Marcus Vinicius fala ainda sobre o que esperar do encontro entre Lula e Xi Jinping, marcado para esta terça-feira, e o qual o status da relação entre Brasil e China.

O Antagonista
Cortes do Papo - Janja, TikTok e a torta de climão com Xi Jinping

O Antagonista

Play Episode Listen Later May 13, 2025 9:23


Janja, a primeira-blogueira, gerou um "climão" ao criticar o aplicativo TikTok durante um encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e a delegação brasileira em Pequim, segundo o G1. Janja teria pedido a palavra para falar dos efeitos nocivos da rede social. Segundo a primeira-blogueira, o algoritmo favorece o avanço da extrema-direita.José Inácio Pilar, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam: Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Não espere mais, assine agora e garanta 2 anos com 30% OFF - últimos dias.   2 anos de assinatura do combo O Antagonista e Crusoé com um super desconto de 30% adicional* utilizando o voucher 10A-PROMO30 Use o cupom 10A-PROMO30 e assine agora:  papo-antagonista (https://bit.ly/promo-2anos-papo)   (*) desconto de 30% aplicado sobre os valores promocionais vigentes do Combo anual | Promoções não cumulativas com outras campanhas vigentes. | **Promoção válida só até o dia 31/05