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Convidada: Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da rádio CBN. Em dezembro, o filho mais velho do clã Bolsonaro anunciou que seria pré-candidato à Presidência da República. Depois de uma visita ao pai, que estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Flávio disse que ele era o escolhido de Jair para a missão. Na largada, a pré-candidatura recebeu críticas de alguns aliados e foi vista com desconfiança geral – o próprio Flávio admitiu que poderia desistir em troca de uma contrapartida política. Mas o projeto foi ganhando tração e as pesquisas de intenção de voto mostraram que o senador estava conseguindo se consolidar como a força eleitoral do bolsonarismo. Diante do mundo político, do empresariado e do mercado financeiro, Flávio tenta se vender como uma versão mais moderada do pai. E em janeiro embarcou em uma agenda internacional, com passagens por Estados Unidos, Oriente Médio e Europa. O discurso para todos os públicos é o mesmo: ele é o candidato anti-Lula. Para analisar a pré-candidatura de Flávio, Natuza Nery conversa com Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da rádio CBN. Maria Cristina explica a escolha de Jair Bolsonaro pelo filho, em detrimento a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. E avalia as principais virtudes e vulnerabilidades de Flávio como pré-candidato do bolsonarismo.
As eleições de 2026 ainda parecem distantes, mas os cenários políticos já estão sendo desenhados agora — e muitos deles estão fora do radar do mercado. Um levantamento nacional divulgado nesta terça-feira (10) pela Futura Inteligência/Apex Partners indica cenário desfavorável ao presidente Lula (PT) em simulações eleitorais para 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece à frente do petista tanto no primeiro quanto no segundo turno.Na disputa direta de 2º turno, Flávio registra 48,2% das intenções de voto contra 42% de Lula. O presidente também ficaria atrás do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (47,4% a 41,4%), e do governador do Paraná, Ratinho Jr. (45,2% a 42,1%).O que você vai entender:-Por que Lula pode enfrentar a eleição mais difícil da carreira-A ascensão de Flávio Bolsonaro-O erro estratégico do anúncio de Eduardo Bolsonaro-O papel decisivo do Centrão-A chance real de uma terceira via-O impacto da idade de Lula na campanha-O que o mercado financeiro ainda não precificouE você, acha que Lula será candidato? Flávio sustenta a pressão? Existe terceira via viável?
No segundo episódio da série “Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro”, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini contam como é o delicado processo de restauro de obras de arte danificadas. É um trabalho minucioso que envolve vários experimentos, alguns deles realizados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), usando as linhas de luz do acelerador de partícula Sirius. Eles também te contam como o restauro das obras danificadas nos ataques golpistas é um sinal de fortalecimento dos símbolos da democracia brasileira. _____________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.2 Mãos à Obra Presidente Lula: Hoje, é dia de dizermos em alto e bom som, ainda estamos aqui, ao contrário do que planejávamos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Muito obrigado, companheiros. Aurélio: Este é o segundo episódio da série sobre a restauração das obras vandalizadas no 8 de janeiro de 2023. Se você ainda não escutou o episódio anterior, dá uma olhadinha nele e aí volta pra cá, porque hoje nós vamos nos aprofundar em toda a ciência do restauro de uma obra rara e também pensar sobre o atual cenário da democracia brasileira. Marcos: Eu sou o Marcos Ferreira, um dos apresentadores dessa série. Aurélio: E eu sou o Aurélio Pena, e você está ouvindo o Podcast Oxigênio. Aurélio: Uma das obras mais famosas entre as restaurações é o mural Mulatas à Mesa, de Di Cavalcanti, parte do acervo do Palácio da Alvorada. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976. O artista modernista produziu principalmente pinturas, desenhos, murais e caricaturas. Suas reconhecidas cores vibrantes e temas tipicamente brasileiros o tornaram um dos grandes nomes da pintura e do modernismo do Brasil. Marcos: A obra, produzida em 1962, mostra uma cena na qual predominam figuras femininas, as chamadas mulatas, retratadas com curvas voluptuosas, pele morena e uma postura que mistura sensualidade e introspecção. Elas aparecem em um ambiente descontraído, cercadas por elementos tropicais, como frutas e flores, que evocam a exuberância e o calor do Brasil. A pintura é de grande importância porque reflete a valorização da cultura e da identidade nacional, exaltando a miscigenação como um elemento central do Brasil. Di Cavalcanti buscou celebrar a mulher brasileira, representando não apenas a sua beleza, mas também como um símbolo da força e do espírito nacional. Foi essa obra que levou sete facadas. Aurélio: A cultura japonesa tem um tipo de arte chamado Kintsugi. Nela as rachaduras e avarias de um objeto são mantidas e valorizadas, normalmente com ouro. Essas imperfeições contam a história desses objetos. Marcos: Uma lógica parecida com a do Kintsugi foi utilizada na restauração da Mulatas à Mesa, como nos contou a coordenadora do projeto de restauro, a professora Andréia Bachettini, que você também ouviu no primeiro episódio desta série. Andréia Bachettini: Quando eu desembrulhei ela lá no início, em setembro de 23, eu fiquei muito impactada assim com a brutalidade que ela foi agredida. E o processo de restauração foi muito pensado assim, como que a gente vai não tirar o valor dessa obra, mas também a gente não podia esconder essas marcas que ela sofreu, essas sete perfurações que ela sofreu. Então a gente optou por remover esse reentelamento, o reentelamento, para os leigos, é colar uma tela para dar sustentabilidade à tela original. Então ela já tinha essa tela, ela tem a tela original, e colada a ela um outro linho que era um tecido bem resistente. Esses dois tecidos foram rasgados, inclusive a sustentação dela é feita com um bastidor em madeira que também foi quebrado, os montantes, as travas desse bastidor foram quebradas. Então a gente teve que fazer uma substituição de travas do bastidor, e aí optamos então por fazer um reentelamento com o tecido de poliéster de vela de barco, de vela, que é transparente assim, e não esconderia então as cicatrizes por trás da obra. Pela frente ela ficou imperceptível, a gente fez a restauração com a técnica de pontilhismo, que são sobreposição de pontinhos na cor, dando a ilusão de ótica da cor na superfície. Então ela fica imperceptível pela frente, mas pelo verso as marcas dessa restauração estão evidenciadas. Aurélio: Ao destacar a figura da mulata, que frequentemente é marginalizada na sociedade brasileira, a obra também provoca reflexões sobre questões sociais, como a posição da mulher negra e mestiça no Brasil. Assim, vai além da mera representação de uma imagem, tornando-se um manifesto visual da busca por uma identidade cultural, nacional e autêntica no contexto modernista. Marcos: O restauro de uma obra é extremamente sofisticado, e envolve profissionais de áreas das quais normalmente nem imaginamos. Um exemplo disso é que parte do projeto exigiu um estudo das tintas e vernizes utilizadas nos quadros danificados, feita por cientistas de materiais. Andréia Bachettini: Falando um pouquinho do ofício, hoje a conservação e restauração não é só um artesanato, só o fazer, a habilidade manual. Claro que existe a necessidade de ter habilidade manual para interferir em uma obra, mas por trás de tudo isso, tem muita ciência, muito estudo. A gente tem que conhecer os materiais que foram feitos nessas obras. É um trabalho multidisciplinar, envolve profissionais da química, da biologia, da arquitetura, da física, da história da arte, da conservação e restauração, da museologia. Pensar como essa obra vai ficar exposta depois. Então são muitos profissionais envolvidos na restauração hoje. Aurélio: Compreender com precisão a composição dessas tintas é uma etapa importante, pois permite aos restauradores recriar os materiais que serão utilizados para recuperar as obras, garantindo que elas fiquem quase como se fossem tocadas. Essa tarefa não é simples, já que muitas vezes as tintas usadas no passado são bem diferentes das que nós temos hoje. Além disso, é comum que artistas misturem diversos meios e pigmentos para conseguir os efeitos desejados. Em alguns casos, faziam as próprias tintas, sem deixar registro sobre esse processo. Marcos: Para entender um pouco mais sobre como o estudo dos vernizes e tintas foi feito, conversamos com dois professores da Universidade Federal de Pelotas, o Bruno Nuremberg e o Mateus Ferrer, que atuaram nas análises químicas das obras danificadas pelos golpistas. Aurélio: Bruno, você pode contar um pouquinho pra gente como se deu esse estudo? Bruno Nuremberg: Em janeiro de 2024, a gente já estava montando o laboratório lá em Brasília para realizar esse projeto de restauro. Claro que a base dele é a parte do restauro dessas obras, mas ele também contou com várias ações pontuais, dentre elas a que eu e o Mateus a gente está desenvolvendo até agora, que seria o quê? Seria a pesquisa dos materiais presentes nesses bens culturais para fazer toda uma parte de documentação, um estudo dos materiais utilizados pelo artista, tentar descobrir novas informações. Aurélio: E por que é feito um estudo dos materiais presentes nas obras? Bruno Nuremberg: Então a gente pode utilizar essas técnicas na parte do pré-restauro. Por exemplo, eu tenho um quadro e nesse quadro eu preciso remover o verniz dele porque ele passou por um processo de oxidação. Marcos: A oxidação que o professor Bruno mencionou é uma reação química que acontece com o oxigênio do ar e que acaba desgastando um material. Bruno Nuremberg: Então se eu tiver conhecimento do material que compõe esse meu verniz, ou seja, do aglutinante, do polímero, eu vou conseguir estar direcionando um solvente muito mais adequado para ser aplicado nesse processo de remoção desse verniz. Outro ponto muito importante é que conhecendo esses materiais a gente também consegue direcionar mais corretamente, digamos assim, quais materiais devem ser utilizados no processo de restauração, no processo de intervenção. Então todo material que eu vou aplicar numa obra de arte, ele não pode ser exatamente da mesma composição. Ele tem que ter a mesma característica estética, mas a parte química dele tem que ser diferente. Por que isso? Porque daqui a 15, 20 anos um novo restaurador vai trabalhar em cima dessa tela e ele tem que distinguir os materiais que foram aplicados ali naquela intervenção. Eles têm que ser quimicamente diferentes. Então no futuro, daqui a 50, 100 anos, quando essa obra precisar passar por um processo de limpeza ou de reintegração pictórica, que seria o processo de repintar perdas, as pessoas já vão ter essas informações ali, quais materiais foram utilizados, vão ter, enfim, tudo caracterizado quimicamente, dados robustos e confiáveis do que aquela obra presença de materialidade. Então se eu tenho, por exemplo, uma pintura a óleo e eu vou fazer uma reintegração com óleo, se eu precisar retirar no futuro essa intervenção que eu fiz, eu vou estar causando um dano na pintura original que também era a base de óleo Marcos: E Bruno, quais são os desafios na caracterização dos componentes químicos dessas obras de arte? Bruno Nuremberg: Quando a gente se depara com esse tipo de amostra, a gente encontra desafios que, digamos assim, na pesquisa tradicional de engenharia de materiais, da química, a gente não tem. O número de amostras que a gente pode coletar de uma obra de arte, ele não é ilimitado. Então a gente tem que ter uma série de autorizações, a gente tem que ver, tem vários critérios que a gente tem que seguir para poder realizar essas amostragens. As amostras que a gente coleta tem em torno de um milímetro quadrado, digamos assim. Então são amostras super pequenas. Então a gente tem numa pintura, por exemplo, tu vai encontrar aglutinantes de vernizes, tu vai encontrar cargas, tu vai encontrar aditivos, tu vai encontrar pigmentos, tu vai encontrar dois, três tipos de aglutinantes. Então essa sopa química dentro desse universo microscópico é o que a gente tem que realizar de caracterização. Aurélio: Esse tal aglutinante de verniz que o Bruno mencionou é também conhecido como ligante. Ele é o componente essencial que atua como base da formulação e é responsável por unir todos os outros ingredientes, como pigmentos e aditivos das tintas, e por formar uma película na superfície da obra que protege ela. Marcos: Nós conversamos também com o professor Mateus Ferrer, que também é da UFPel, que trabalhou junto com o Bruno no estudo desses materiais das obras raras. Ele nos contou um pouquinho de como isso foi feito. Mateus Ferrer: Primeiro que ali não são somente pinturas, não são somente telas. Nós temos diversos tipos de obras, inclusive materiais cerâmicos, telas de várias épocas, pintores diferentes, com técnicas e materiais diferentes. Então isso gera uma complexidade e a gente nota uma complexidade até mesmo na literatura. Marcos: Para determinar com alta precisão os constituintes de amostras muito pequenas das telas, os professores Bruno e Mateus utilizaram diversas técnicas avançadas de análise. Algumas foram realizadas na própria universidade, enquanto outras foram feitas em instalações abertas para toda a comunidade científica, no CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que fica em Campinas/SP. Uma delas é a técnica de espectroscopia de infravermelho, que permite identificar e medir quais substâncias estão presentes nas obras do acervo nacional. Mateus Ferrer: Então a gente tem o que a gente encontra na literatura, de forma muito vaga, e tem o nosso conhecimento do nosso grupo, que de fato a gente está explorando, buscando novas técnicas, buscando ferramentas, buscando laboratórios parceiros, buscando projetos como o caso do Sirius, que esse foi o primeiro projeto e não será o único, haverão outros projetos que a gente precisa de super laboratórios e equipamentos que a gente não tem na nossa estrutura. Aurélio: Isso só é possível porque existe uma interação entre o infravermelho e as substâncias estudadas, mais especificamente, quando as moléculas das tintas ou dos vernizes conseguem interagir com a luz infravermelha. O nome disso é atividade do infravermelho. Dessa maneira, parte dessa luz interage com a amostra, podendo ser absorvida por ela, sendo isso detectado e medido pelo equipamento. Marcos: É interessante destacar que a infraestrutura de estudos com o infravermelho beneficia toda a comunidade científica brasileira, estando disponível na linha de luz Imbuia, uma das linhas de luz do Sirius, um acelerador de partículas de última geração e o mais famoso equipamento do CNPEM. A nossa Imbuia é a única linha de luz infravermelha em um equipamento desse tipo no mundo todo, mostrando para a comunidade científica internacional que o Brasil é, sim, líder em ciência de ponta. Bruno Nuremberg: A gente consegue obter informações a respeito dos pigmentos pela espectroscopia Raman, a espectroscopia infravermelho, para a gente identificar especialmente a parte orgânica, então quais são os polímeros que compõem essa tinta, quais são os polímeros que compõem os vernizes, e a parte de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de fluorescência para fazer a identificação de elementos, elementos químicos. Então, essas três técnicas aplicadas, a gente geralmente consegue informações bem completas, essas informações se complementam para a gente montar o quebra-cabeça de cada uma dessas micro amostras. Aurélio: A espectroscopia Raman é uma técnica de análise que utiliza a interação da luz com a amostra para obter informações sobre a sua estrutura molecular e a composição química. Marcos: Já a microscopia eletrônica de varredura, mencionada pelo Bruno, é uma técnica para gerar imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Isso acontece ao se varrer cada ponto da superfície da amostra com um feixe de elétrons bem pequeno e focado. Bruno Nuremberg: O projeto que foi submetido lá foi para utilizar o micro-FTIR, na linha Imbuia-micro. O nosso objetivo lá, então, era fazer o mapeamento químico da fração orgânica da obra do Di Cavalcanti, intitulada Mulatas à Mesa. Então, o nosso objetivo, na verdade, era identificar quais compostos orgânicos estavam presentes dentro de cada uma das camadinhas que compõem a nossa tela. A gente teve, além da utilização do equipamento, toda uma parte de preparo de amostras que foi bem complexa. Aurélio: O professor Mateus também explicou que, para conseguir analisar essas amostras, que em geral são bem complexas, foi muito importante a ajuda da equipe científica do CNPEM, para que algumas dificuldades fossem superadas. Mateus Ferrer: Além do pessoal da Imbuia, incluindo o cientista de linha, que foi o Bruno, o pessoal da LCRIO (Laboratório de Preparações Criogênicas), a gente teve muita dificuldade ali com essas obras. Cada uma tinha um tipo de densidade, um tipo de dureza, e junto também com a pesquisadora Juliana, do nosso grupo também, que se dedicou bastante nos cortes ali. Eu acredito que esse foi um dos grandes desafios, que a gente tinha pouquíssima amostra, quase a gente não enxergava as amostras, então a gente tinha que preparar essas amostras e para depois fazer o infravermelho com diversas formas que a gente usou ali. Mas eu acho que o grande diferencial que a gente teve ali foi realmente o mapeamento, o infravermelho acoplado com o mapeamento, que a gente conseguia encontrar as composições e as regiões daquele determinado material que a gente enxergava. Então a gente conseguia ver as camadas, mais a quantidade de materiais ali que faziam parte daquelas amostras. Marcos: Professor Mateus, conta para a gente como o estudo químico dos materiais usados nas obras de arte pode também resultar em novos conhecimentos artísticos e históricos. Mateus Ferrer: Quando a gente começa a entrar nesse mundo de entender o material, a gente começa a ver e comprovar de fato que a arte é um reflexo da história. Lógico que a gente tem obras também nacionais e de artistas de fora do Brasil, mas a gente começa a entender um pouquinho da história da forma como nunca ninguém viu. Eu sei que tem pessoas que criticam quando a gente quer olhar a obra de uma forma mais lógica, de uma forma científica, mas a gente começa também a pegar uma essência que não está diretamente impressa ali na obra. A gente começa a entender qual o material que aquela pessoa utilizava, a gente começa a ver discrepâncias, por exemplo, uma pessoa de classe média acima usava e uma pessoa de classe inferior usava. Então, a gente começa a entender a história e também extrair algum tipo de sentimento ali entendendo o material que foi utilizado naquela obra. São pistas para a gente, para que a gente possa entender naquela época qual era o tipo de pigmento, qual era o tipo de resina, no caso pega uma composição da tinta no geral ali ou no verniz que se utilizava, por que tal pintor utilizava materiais totalmente diferentes do que era dessa época. É dessa época mesmo? Então são questões aí que a gente, são pistas, é um processo investigativo realmente que a gente tem que ir aí se apoiando também na história. Presidente Lula: Se essas obras de arte estão aqui de volta é porque a democracia venceu, caso contrário estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar. Estamos aqui porque é preciso lembrar para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça. Aurélio: Em janeiro de 2025, em um evento comemorativo da finalização do processo de restauro das obras em Brasília, o presidente Lula discursou sobre a importância do reestabelecimento do acervo nacional e também da nossa democracia. Marcos: A fala de Lula sobre a finalização do projeto é um exemplo claro de como a manutenção da cultura e história de um país é também o restauro da democracia brasileira. Não é possível uma democracia saudável existir sem um patrimônio material, mantido em bom estado e celebrado nos espaços públicos, acessíveis para todas as gerações, por meio dos aparelhos de cultura. Aurélio: Sobre isso, o professor Mateus comenta sobre a falta de incentivos para áreas como as artes, os estudos museológicos, a manutenção e o restauro dos nossos acervos históricos. Mateus Ferrer: É muito difícil a gente pensar em incentivos na parte de restauro e proteção quando a gente vê que a gente não dá valor às nossas obras. Então como é que a gente está pensando em incentivos, em proteger algo que a gente não valoriza? Então a gente precisa pensar realmente de incentivos na arte como um todo, dos nossos artistas, das obras que a gente tem, dos legados já que foram deixados aí e lógico isso vai vir também um incentivo na proteção desse patrimônio material que é tão precioso e tão fantástico e diversificado aqui no nosso país. Aurélio: Agora que já temos as obras restauradas e os golpistas que as danificaram vêm sendo julgados e punidos, o que o futuro promete? A democracia voltou à sua normalidade ou ainda se encontra ameaçada? Jornalista 1: Um protesto pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista em São Paulo. Jornalista 2: O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete governadores participaram da manifestação. Bolsonaro: O movimento aqui hoje é pela anistia, pela liberdade das pessoas de bem que nunca pegaram arma na sua vida, tanto é aquele dos condenados que estão respondendo o processo, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. Música (Marcelo Crivella): A anistia chegou, é a justiça mais ampla. Aurélio: Fizemos essa pergunta para o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leiner, que você já deve ter ouvido no episódio anterior. Piero Leiner: Diante desse cenário, os problemas para a democracia foram tão profundos no Brasil e tão pouco solucionados que a gente só está vivendo, assim como aquele corredor que começa tropeçando e não consegue reestabelecer o equilíbrio. A restituição do nosso processo democrático está demorando demais para acontecer, porque a máquina está ocupada em lidar com esse excesso de ruído que essas coisas todas vinculadas ao Bolsonaro e ao bolsonarismo criaram durante esses últimos anos. O bolsonarismo radicaliza cada vez mais para a extrema direita e agora com o Trump, então, isso vai escalar muito mais e o Lula acaba indo também no vácuo disso para o campo do centro-centro-direita, o que é um problema. Agora, o que vai ser nos próximos dois anos? Bom, eu acho que isso ainda está incerto, não dá para saber exatamente o que vai rolar, mas tem pesquisas mostrando um Lula muito pouco competitivo hoje já. Marcos: O professor Piero também nos contou sobre como Bolsonaro, de certa maneira, sempre buscou se vender como antissistêmico, por mais que antes da presidência, ele e a sua família já estivessem no sistema político brasileiro há décadas. Piero Leiner: Eu acho que muita gente está com uma espécie de ideia fixa na ideia de uma espécie de utopia regressiva, de que a gente vive numa sociedade extremamente desorganizada e que é uma sociedade cujos pilares são estabelecidos por uns poucos agentes que controlam a ordem das coisas a partir de uma espécie de sala secreta. É um pouco uma espécie de visão conspiratória tá? Que começa daquela percepção muito comum, muito do senso comum, de que os políticos são uma casta que só trabalha em benefício próprio, que conseguem produzir um sistema que beneficia a eles e que a sociedade é alguma coisa completamente separada ou apartada desse sistema. E a partir de um determinado momento, as pessoas passaram a botar na cabeça a ideia de que precisaria vir uma espécie de agente antissistêmico ou antissistema para fazer uma reviravolta na vida social. Quando, na verdade, isso é um engodo, uma mega farsa. Como é possível um cara ser liberal e antissistêmico ao mesmo tempo? Então, essa rebelião brasileira é uma rebelião profundamente auto-enganada, porque eles procuram justamente os agentes da ordem e da ordem que cria a própria desordem para fazer o seu movimento de rebelião. Ou seja, já é uma rebelião que nasce equivocada do começo. Me parece que tem como grande tarefa esvaziar aí sim o potencial de transformador que poderia estar ancorado a um campo popular de esquerda, etc., e tal. Marcos: Chegamos ao final do nosso episódio. Se você gostou, não se esqueça de deixar cinco estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes e também compartilhe o Oxigênio com os seus amigos em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas disponíveis na internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, o Labjor da Unicamp, em especial a coordenadora do Oxigênio, a professora Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até mais! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: professores da Universidade Federal de Pelotas: Andréa Lacerda Bachettini, Bruno Noremberg, Mateus Ferrer e, Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Músicas: Youtube Audio Library (sem atribuição necessária) e “A Anistia Chegou” de Marcelo Crivella. Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
Alexandre Garcia comenta a recuperação de Jair Bolsonaro após cirurgia, faz observações sobre o uso correto da língua portuguesa e critica decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
*) Editorial: Bolsonaro, o processo do “golpe” e a democracia ausente
Prisão de Bolsonaro e aliados: veja o que está programado para esta quarta. O que pode acontecer com Alexandre Ramagem nos EUA. As 8 questões do Enem que foram antecipadas. Senado marca sabatina de Messias. Flamengo empata com Atlético e fica mais perto do título brasileiro.
STF publica ata de julgamento em que ministros rejeitaram recursos de Bolsonaro por unanimidade. Defesa de Bolsonaro vai entrar com novos recursos, mas já prepara laudos médicos para prisão domicilia. O que se sabe e o que falta esclarecer sobre ataque armado que matou indígena Guarani Kaiowá em MS. Petrobras faz nova descoberta de petróleo na Bacia de Campos. Abono salarial PIS/Pasep: veja as novas regras para 2026 e quem pode perder o direito ao benefício.
Ataques e críticas à delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e o distanciamento da relação de generais com o ex-presidente. Esses foram tópicos que marcaram, na manhã desta quarta-feira, a fase de sustentação oral das defesas dos réus. Eles integram o núcleo crucial da ação penal que apura a trama golpista, que está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).Nesta edição do podcast Matriz, a gerente de jornalismo, Mauren Xavier, e a repórter de política Flávia Simões avaliam como foi o segundo dia de julgamento.
Jair Bolsonaro (PL) não irá ao julgamento dele e de mais sete réus, que começa nesta terça-feira (2) no STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-presidente é o primeiro na história do Brasil a ser julgado por tentativa de golpe de Estado. A analista de Economia da CNN Thais Herédia, o analista de Política da CNN Caio Junqueira, o diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, Roberto Dias, professor de Direito da FGV-SP, e Rafael Cortez, cientista político e professor do IDP, comentam o assunto.
No episódio desta semana, discutimos sobre a repercussão do vídeo do Felca e a prisão de Hytalo Santos, e as mensagens encontradas no celular de Jair Bolsonaro: o SMS do Braga Netto, os Pix milionários, as brigas, a influência de Malafaia e os pedidos de ajuda aos EUA e à Argentina. APOIE financeiramente a continuidade do MIDCast:------------------- Apoia.se : https://apoia.se/midcast- Chave PIX : podcastmid@gmail.com------------------# COMPRE produtos na lojinha do MIDCast: colab55.com/@midcast# CANAL do MIDCast Política no WhatsApp: bit.ly/midcast-zap# GRUPO dos ouvintes no Telegram: bit.ly/midcastgrupo# LISTA de paródias do MIDCast: bit.ly/parodiasmidcastPARTICIPANTES:------------------Anna Raissa - https://bsky.app/profile/annarraissa.bsky.socialDiego Squinello - https://bsky.app/profile/diegosquinello.bsky.socialRodrigo Hipólito - https://bsky.app/profile/rodrigohipolito.bsky.socialThais Kisuki - https://bsky.app/profile/thaiskisuki.bsky.socialCOMENTADO NO EPISÓDIO------------------ATUALIZAÇÃO DE NOTÍCIAS PASSADASInfluenciador Hytalo Santos é preso com o marido em Carapicuíba, na Grande São PauloCâmara aprova projeto que combate 'adultização' de crianças nas redes sociaisAS MENSAGENS DO CELULAR DO JAIRFuga, briga com Eduardo, orientação dos EUA e áudios de Malafaia: o celular de Bolsonaro O que revelam as mensagens recuperadas pela PF sobre os planos de Eduardo e Malafaia para 'salvar' Bolsonaro 48h para defesa tentar impedir preventiva de Bolsonaro, que deu as 5 razões
Neste episódio, André Barrocal, Mariana Serafini e Rodrigo Martins comentam o indiciamento de Jair Bolsonaro e do filho Eduardo pelo crime de coação no curso do processo. Desde março, “Zero Três” está nos EUA, conspirando abertamente para que o governo Trump promova uma retaliação comercial contra o Brasil e imponha sanções às autoridades responsáveis pelo julgamento de seu pai. Agora, a Polícia Federal apresenta detalhes da articulação, revela o rascunho de um pedido de asilo do ex-presidente ao argentino Javier Milei e expõe os entreveros do clã familiar em aplicativos de mensagens.O programa traz, ainda, os principais destaques da edição semanal de CartaCapital. Jamil Chade percorre a região do Xingu, na Amazônia, e relata as angústias de povos indígenas e populações ribeirinhas com o avanço do PL da Devastação. Barrocal revela detalhes da investigação que apura desvios de recursos de uma emenda do deputado Hugo Motta para a cidade administrada pelo pai do presidente da Câmara. E mais: após a repercussão do vídeo-denúncia feito por Felca — com 47 milhões de visualizações em uma semana — os deputados finalmente aprovam, em regime de urgência, um projeto de lei para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. O texto agora segue para o Senado.O #Fechamento é transmitido ao vivo, no canal de CartaCapital no YouTube, a partir das 18h. Na tevê aberta, a TVT exibe uma reprise às 22h30. Acompanhe e participe do debate pelo nosso chat.
Reouça ao comentário de #PolíticaJG, direto de Brasília (DF), com Josias de Souza. #JornalDaGazeta
Deputado federal critica missão de senadores brasileiros que tenta negociar fim de tarifaço de Donald Trump ao Brasil.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília https://bit.ly/meiodiaoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou esclarecimento nesta terça-feira, 22, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes falar em risco de prisão por descumprimento de medidas cautelares e alegou não ter conhecimento de que ele estava proibido de conceder entrevistas. Os advogados do ex-presidente sustentam que ele não descumpriu as ordens do ministro e prometeram que Bolsonaro permanecerá calado, sem fazer “qualquer manifestação” sobre o caso. "Assim como Donald Trump deu uma chance de ouro para o presidente Lula - que estava 'nas cordas', caindo nas pesquisas e com muita dificuldade no Congresso e usou o ataque para se recuperar nas pesquisas e no fôilego com o Legislativo -, o ministro Alexandre o faz com Bolsonaro. Tudo que é exagerado vira tiro pela culatra. Em suas determinações, Moraes deu a chance do ex-presidente se vitimizar, conquistar apoios e unir bolsonaristas que estavam titubeando em relação a ele por causa dos ataques do norte-americano. Alexandre de Moraes está sendo para Jair Bolsonaro aquilo que Trump está sendo para Lula: fonte de reforço do apoio", diz Cantanhêde.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou esclarecimento nesta terça-feira, 22, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes falar em risco de prisão por descumprimento de medidas cautelares e alegou não ter conhecimento de que ele estava proibido de conceder entrevistas. Os advogados do ex-presidente sustentam que ele não descumpriu as ordens do ministro e prometeram que Bolsonaro permanecerá calado, sem fazer “qualquer manifestação” sobre o caso. "Assim como Donald Trump deu uma chance de ouro para o presidente Lula - que estava 'nas cordas', caindo nas pesquisas e com muita dificuldade no Congresso e usou o ataque para se recuperar nas pesquisas e no fôilego com o Legislativo -, o ministro Alexandre o faz com Bolsonaro. Tudo que é exagerado vira tiro pela culatra. Em suas determinações, Moraes deu a chance do ex-presidente se vitimizar, conquistar apoios e unir bolsonaristas que estavam titubeando em relação a ele por causa dos ataques do norte-americano. Alexandre de Moraes está sendo para Jair Bolsonaro aquilo que Trump está sendo para Lula: fonte de reforço do apoio", diz Cantanhêde.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Durante duas horas e 9 minutos, Jair Bolsonaro foi interrogado na ação penal sobre a tentativa de um golpe de Estado. Sentado frente a frente com Alexandre de Moraes, o ex-presidente negou a existência de um plano de golpe e admitiu ter conversado com militares sobre o que chamou de “saídas dentro da legalidade” para o resultado das urnas. Bolsonaro disse que “não havia clima” para um golpe. E negou ter enxugado a chamada minuta do golpe. O ex-presidente pediu desculpas a Moraes quando foi questionado sobre ter insinuado que ministros do Supremo recebiam propina durante as eleições. Ele ainda negou ter estimulado manifestações ilegais e chamou de “malucos” aqueles que pedem um novo AI-5 ou uma intervenção militar. Para detalhar e analisar os significados políticos do interrogatório de Jair Bolsonaro, Natuza Nery recebe a jornalista Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo, âncora na rádio CBN e apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura. Juntas, elas avaliam a postura adotada pelo ex-presidente no Supremo: no esperado encontro com Alexandre de Moraes, teve até clima de descontração – Bolsonaro “convidou” Moraes para ser seu candidato a vice em 2026; o ministro declinou. Vera também responde em quais momentos Bolsonaro se complicou e em quais outros apresentou contradições. Depois, Natuza Nery recebe Eloísa Machado, professora de Direito da FGV-SP e coordenadora do grupo de pesquisa Supremo em Pauta. Eloísa avalia as consequências do depoimento para o futuro jurídico de Bolsonaro. Para ela, durante o interrogatório no Supremo, Bolsonaro se defendeu, mas também fez “palanque”, com afirmações direcionadas para sua base de apoio. Ela explica ainda os próximos passos da ação no Supremo Tribunal Federal.
O bandido e fugitivo Eduardo Bolsonaro lançou vídeo pagando de defensor da soberania nacional brasileira. Vamos debater sobre esse discurso eleitoreiro e lembrar o papel do bolsonarismo na política brasileira.
Alexandre Garcia comenta manifestação pela anistia com Bolsonaro, dólar a R$ 6, Lula na reunião da Celac, e compra do Banco Master pelo BRB.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão preventiva de Léo Índio, primo de Carlos Bolsonaro. Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República. Léo Índio, que está na Argentina, é réu por tentativa de golpe de Estado.Ele responde a uma ação penal por envolvimento no 8 de janeiro e teve seu passaporte apreendido. No mês passado, Moraes também consultou a PGR sobre notícia-crime que pede prisão de Bolsonaro. A notícia-crime é assinada pela vereadora Liana Cristina, do PT de Recife, e por Victor Fialho Pedrosa, servidor comissionado de seu gabinete.Eles mencionam a manifestação bolsonarista de 16 de março, em Copacabana, e afirmam que oex-presidente “consumou o crime de obstrução à ação penal em curso, ao divulgar [...] um vídeo convocando a população para participar de manifestações contra o sistema judiciário brasileiro". Felipe Moura Brasil e Duda Teixeira comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Não perca nenhum episódio! Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações. #PapoAntagonista Chegou o plano para quem é Antagonista de carteirinha. 2 anos de assinatura do combo O Antagonista e Crusoé com um super desconto de 30% adicional* utilizando o voucher 10A-PROMO30. Use o cupom 10A-PROMO30 e assine agora: papo-antagonista (https://bit.ly/promo-2anos-papo) (*) desconto de 30% aplicado sobre os valores promocionais vigentes do Combo anual. Promoções não cumulativas com outras campanhas vigentes. Promoção limitada às primeiras 500 assinaturas.
No Fórum Onze e Meia de hoje: Moraes nega pedido de Bolsonaro; e o "desespero" de Michelle. E ainda: Quem fica e quem sai no governo Lula. Participam do programa o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), o presidente dos Correios Fabiano Silva dos Santos e o jornalista Felipe Pena. Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
Tema de abertura de Claudio Zaidan no programa Bandeirantes Acontece.
Neste episódio, o companheiro Valter Pomar fala sobre a descoberta do plano golpista de militares bolsonaristas para eliminar o presidente Lula e o indiciamento deles e de Bolsonaro. Rayane Andrade (RN) comenta a data do dia da Consciência Negra. E falamos ainda sobre o início da plenária nacional da tendência petista Articulação de Esquerda.
*) Em um relatório de mais de 800 páginas, que está nas mãos do ministro do STF, Alexandre de Moraes, a Polícia Federal afirma ter indícios que apontam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).As conclusões da PF levaram ao indiciamento de Bolsonaro e de aliados, sendo 25 militares. A partir de agora, o próximo passo é saber se a Procuradoria Geral da República irá oferecer uma denúncia contra Bolsonaro e os outros. Há expectativa de que isso possa acontecer já em 2025. O ex-presidente nega as acusações e diz ser vítima de perseguição. Este episódio do podcast 15 Minutos fala sobre como a Polícia Federal construiu o relatório que aponta a suposta tentativa de golpe de Estado, que teria sido liderada por Jair Bolsonaro (PL). A convidada para falar do assunto é a Juliet Manfrin, da equipe de República, que assina reportagem sobre o tema na Gazeta do Povo.
No Fórum Onze e Meia de hoje: Juiz devolve ao MP processo que livrou Carlos Bolsonaro E ainda: O "Power Point" da PF contra Dallagnol Participam do programa o jornalista Luiz Carlos Azenha, Felipe Pena, Rosangela - Membra do Conselho de Desenvolvimento Social Sustentável da Presidência da República e Paulo - Secretário Executivo do Conselhão da Presidência da República Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
Quando as investigações da Polícia Federal fecharam o cerco sobre a participação do ex-presidente em uma suposta trama golpista, nomes proeminentes do bolsonarismo se engajaram para organizar uma manifestação em sua defesa. Neste domingo (25), o ato ocupou sete quadras da Avenida Paulista e reuniu pelo menos 185 mil pessoas, de acordo com um levantamento da USP – entre elas, os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Jorginho Mello (Santa Catarina). “Ele conseguiu a foto”, resume Gerson Camarotti, comentarista da TV Globo e da GloboNews e colunista do g1, em conversa com Natuza Nery. Mesmo assim, a situação de Bolsonaro perante a Justiça se complicou. “Ele admite crimes”, completa Camarotti. Sobre o palanque, o ex-presidente ajustou sua versão sobre minutas golpistas encontradas com seu ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e citadas por seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid.
No Meio-Dia em Brasília desta sexta-feira, 9, os detalhes da operação da Polícia Federal (PF) contra o entorno de Jair Bolsonaro e da reunião em que o ex-presidente convocou seus ministros a agir antes das eleições para impedir "um caos no Brasil”Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo... e muito mais. Link do canal: https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Aqui você encontra os bastidores do poder e análises exclusivas. Apoie o jornalismo independente assinando O Antagonista | Crusoé: https://hubs.li/Q02b4j8C0 Não fique desatualizado, receba as principais notícias do dia em primeira mão se inscreva na nossa newsletter diária: https://bit.ly/newsletter-oa Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
El senador David Luna dijo que fue el presidente Gustavo Petro quien convocó las marchas y, por eso, debía hacerse responsable de que la jornada transcurriera sin desmanes y conflictos, como pasó en el Palacio de Justica en Bogotá. See omnystudio.com/listener for privacy information.
No Fórum Onze e Meia de hoje: Carlos Bolsonaro, o chefe do gabinete do ódio. E o que disse o FBI sobre compra de rolex por Wassef. Participam do programa de hoje o jornalista Felipe Pena, o ex-ministro Ricardo Berzoini e o sociólogo Sérgio Amadeu. Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.
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Domenica si terrà il primo turno delle elezioni presidenziali: sei i candidati ufficiali, ma a contendersi la carica sono il presidente (sovranista) in carica e l'ex capo dello Stato tra il 2003 e il 2011 (con una coalizione di centrosinistra), che potrebbe addirittura vincere senza attendere il ballottaggio. Da San Paolo, Sara Gandolfi racconta l'atmosfera (pesante) che precede l'apertura delle urne. La giornalista brasiliana Paula Acosta, invece, tratteggia un bilancio dei quattro anni della presidenza di Bolsonaro.Per altri approfondimenti:- A San Paolo la partita per il Brasile: “Lula Dance” contro i rider di Jair https://bit.ly/3SEEQH3- Elezioni in Brasile: perché la sfida Bolsonaro-Lula ci riguarda https://bit.ly/3SHqMvL- Ricardo Rao, l'avvocato che difende i nativi, dal Brasile all'Italia: “Io, in esilio per non finire ucciso” https://bit.ly/3UPPZGs
O presidente Jair Bolsonaro (foto) voltou a criticar neste sábado (17) a decisão do STF suspendendo a lei que determinou um piso salarial da enfermagem no valor de R$ 4.750. Em visita a Caruaru, no Pernambuco, ele afirmou que viu “com tristeza” a sentença. “No meu entender, não caberia ao Supremo decidir essa questão. A Câmara e o Senado aprovaram. Nós sancionamos sem qualquer vício de origem. Caberia apenas, no caso como esse, no meu entender, o relator [ministro Roberto] Barroso simplesmente não conhecer disso”, disse à CNN Brasil. E acrescentou: “Afinal de contas, o Supremo interfere demais na vida de todo mundo no Brasil. Decisão da Câmara, do Senado, do Executivo. Difícil você governar com o Supremo agindo com ativismo judicial, nunca visto na história do Brasil.” Mais cedo, o presidente participou de comício em Caruaru, onde discursou ao lado do ex-ministro Gilson Machado, agora candidato ao Senado, e do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira, que concorre ao governo de Pernambuco. Leia também a reportagem de capa da nova edição da Crusoé sobre os efeitos da polarização ideológica no país, seja qual for o resultado das eleições de outubro. Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista
Nesta segunda-feira tivemos um papo entre Bolsonaro e o presidente da Ucrânia Zelensky e o resultado não poderia ser pior: o ucraniano desfilou críticas ao brasileiro por sua neutralidade diante do conflito. Além desta pauta, falamos ainda sobre o dia difícil na China, a viagem de Putin a Teerã, o avanço na escolha do novo primeiro-ministro no Reino Unido, as barreiras à exportação de ouro russo, a reconfiguração de poder no leste europeu, e as leis que protegem oligarcas nos EUA. E nesta terça-feira teve aula gratuita do Petit. Quer assistir? Então toma o link! https://youtu.be/EjaZL1QIG34 Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse www.petitcursos.com.br Se você quiser contribuir com o nosso projeto em reais, acesse: https://escute.orelo.audio/petit/apoios Se você vive no exterior: https://www.patreon.com/petitjournal Prefere fazer o Pix? A chave é o e-mail: petitjournal.pj@gmail.com Que tal um PicPay? Link: picpay.me/daniel.henrique.sousa Quer apoiar pelo Youtube? Clique em “Valeu”, logo abaixo do vídeo e deixe seu apoio Aos nossos apoiadores, nosso muitíssimo obrigado!
Na edição desta terça, o jornalista Felipe Moura Brasil analisa a relação do presidente Jair Bolsonaro com a Petrobras – incluindo o pedido de instauração de CPI, com apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em mais um capítulo da crise dos preços de combustíveis. O colunista discute os principais temas que rondam o noticiário político do País, de segunda a sexta, às 07h35, no Jornal Eldorado. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Fernando de Barros e Silva, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky analisam o discurso golpista de Bolsonaro ao questionar, mais uma vez, as eleições, a articulação de senadores governistas para aprovar o impeachment de ministros do STF e a entrevista do ex-presidente Lula para a revista norte-americana Time. O trio ainda trata do debate sobre segurança pública nas disputas eleitorais nos estados.
Fernando de Barros e Silva, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky analisam o discurso golpista de Bolsonaro ao questionar, mais uma vez, as eleições, a articulação de senadores governistas para aprovar o impeachment de ministros do STF e a entrevista do ex-presidente Lula para a revista norte-americana Time. O trio ainda trata do debate sobre segurança pública nas disputas eleitorais nos estados. Escalada: 00:00 1º bloco: 03:39 2º bloco: 18:26 3º bloco: 33:33 Kinder Ovo: 44:04 Correio Elegante: 46:48 Créditos: 52:18 Bloco 1: Golpe a galope Na mesma semana em que senadores bolsonaristas têm pressionado pela tramitação de pedidos de impeachment de ministros do STF, o presidente Jair Bolsonaro participou de uma reunião do Alto Comando do Exército, no quartel-general de Brasília. Os militares fizeram 88 questionamentos sobre o processo eleitoral ao TSE, reforçando o discurso de possível fraude nas eleições. Bloco 2: Lula lá na Time A revista estadunidense Time publicou na quarta-feira (4) a capa da sua próxima edição com o ex-presidente Lula, citado como "o presidente mais popular da história do Brasil que volta do exílio político com a proposta de salvar a nação". Tanto a imagem da capa quanto as declarações de Lula foram muito compartilhadas nas redes, causando alvoroço entre apoiadores e opositores. Bloco 3: Tiro na cabecinha O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, suplente de João Dória, afirmou que “bandido que levantar arma vai levar bala da polícia". A fala lembrou a declaração do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel de que a polícia iria “mirar na cabecinha” de quem estivesse portando fuzil. Esse discurso encontra eco em parte do eleitorado nos estados, mas vai na contramão dos dados do Monitor da Violência que apontaram queda no número de pessoas mortas pela polícia. Para acessar reportagens citadas nesse episódio: https://piaui.co/3P27SyN Assista aos bastidores da gravação: piaui.co/ftprivilegiado Aqui, uma playlist com todos os episódios do Foro: piaui.co/playlistforo O Foro de Teresina é o podcast de política da revista piauí, que vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 11h. O programa é uma produção da Rádio Novelo para a revista piauí. Ouça também os outros podcasts da piauí: o Luz no fim da quarentena, sobre o que a ciência está descobrindo a respeito da pandemia de Covid-19 (piaui.co/playlistquarentena), o Maria vai com as outras, sobre mulheres e mercado de trabalho (piaui.co/playlistmaria), e A Terra é redonda, sobre ciência e meio ambiente (piaui.co/playlistaterra). Ficha técnica: Apresentação: Fernando de Barros e Silva, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky Coordenação geral: Paula Scarpin Direção: Mari Faria Edição: Evelin Argenta e Tiago Picado Produção: Marcos Amorozo Apoio de produção: Claudia Holanda Produção musical, finalização e mixagem: João Jabace Música tema: Wânya Sales e Beto Boreno Identidade visual: João Brizzi Ilustração: Fernando Carvall Teaser (Foro Privilegiado): Mari Faria Distribuição: Marcos Amorozo Coordenação digital: Juliana Jaeger e FêCris Vasconcellos Checagem: João Felipe Carvalho Para falar com a equipe: forodeteresina@revistapiaui.com.br
México venía desempeñando un papel consistente; votación en el CDH de la ONU es un poco desafortunada, afirma la internacionalista del ITAM