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Reportagem
Argentinos festejam o vice-campeonato entre homenagens à seleção e a despedida de Messi

Reportagem

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 3:43


O apito final deixou os argentinos em um doloroso silêncio. Aos poucos, a tristeza por uma derrota tão perto do quarto título mundial passou a conviver com o orgulho. A iminente despedida de Lionel Messi também levou os argentinos às ruas para agradecer ao ídolo. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Quem desembarcou em Buenos Aires depois de um voo que coincidiu com a final da Copa do Mundo teve a impressão de que a Argentina havia sido campeã. Milhares de torcedores, nas principais cidades do país, lotaram avenidas e praças para homenagear a seleção argentina. A celebração também foi uma forma de amenizar a dor da derrota na final. “Simplesmente, acho que temos de agradecer a esta seleção. Chegamos até aqui. É uma equipe maravilhosa. Eles realmente deram tudo de si. Simplesmente, obrigado e desejo o melhor para eles”, diz a torcedora Marta Feijoo, 67. Matías Ferreira, 38, também enaltece o desempenho da seleção argentina nesta Copa. “A garra que os jogadores demonstraram em cada partida, o feito que alcançaram, o orgulho que nos deram, a forma como nos representaram, inclusive contra a Inglaterra, uma ferida nossa. Hoje, infelizmente, não foi possível, mas temos de apoiar os jogadores quando voltarem. Temos de recebê-los, porque o que eles fizeram é algo do qual devemos nos orgulhar”, diz Matías. A ansiedade de uma final de Copa do Mundo e uma atuação apagada em campo foram sentidas no principal parque de Buenos Aires, onde mais de 50 mil pessoas assistiram à partida. Aos poucos, a tensão deu lugar à angústia. Pela primeira vez nesta Copa do Mundo, os argentinos tiveram reações tímidas e quase não cantaram, um comportamento irreconhecível para uma torcida considerada incansável, mesmo diante da adversidade. Ainda com lágrimas nos olhos, Santino, 10, reconhece que a Argentina não jogou bem. “A Espanha jogou muito bem. Por isso, mereceu o segundo título mundial. Nós não jogamos bem. Paciência. Agora, temos que sair daqui chateados e um pouco tristes, sem a Copa do Mundo. Vamos continuar em busca do nosso quarto título em 2030”, conforma-se. Patricia Castellini, 57, ficou abalada com o gol da Espanha na prorrogação. “Estou muito triste. Esses jogadores mereciam ganhar. São pessoas muito boas e batalhadoras. De qualquer forma, fica o nosso orgulho”, afirma. “Tenho orgulho da nossa seleção e orgulho de ser argentina, mas não estou triste porque não acho que tenhamos fracassado. Chegar a uma final não é fácil. Além disso, sou filha de um espanhol. Então, as emoções se misturam”, conta Nélida Pinal, 58. Ao contrário dos ingleses, os argentinos não cultivam rivalidade com a Espanha. A maioria das famílias argentinas descende de espanhóis e italianos. Orgulho e tristeza por Messi A tristeza não se deve apenas à derrota, mas também à provável despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Kevin Calo, 17, emociona-se ao imaginar essa ausência no futuro. “É muito triste porque eu não queria que a última Copa do Mundo do Messi terminasse assim. Agora, sem o Messi, vai ser doloroso. Desde que acompanho futebol, o Messi está na seleção. E vê-lo partir também será horrível”, diz Kevin. Julia Pinal, 59, vê um vazio na seleção argentina sem Messi, assim como aconteceu após a saída de Diego Maradona. “Como Messi, acho que não haverá outro. Houve um Maradona, houve um Messi. Mas não haverá outro Messi. Vai ser difícil encontrar alguém como ele. Acho que vai ser difícil”, acredita. A superstição de Julia ao longo das duas últimas Copas do Mundo era usar uma máscara de Lionel Messi nos momentos difíceis da seleção, como se incorporasse o personagem de seu herói. Desta vez, o ritual da sorte não deu resultado. “Nem com a máscara do Messi foi possível. Mas estou satisfeita porque essa equipe nos deu muitas alegrias”, conforma-se. Victor Hugo, 38, diz que “vai levar Messi para sempre no coração”. “Porque Messi nos deu muitas alegrias. Messi sai de cena, mas tenho fé de que os demais vão saber vestir essa camisa. Estamos derrotados, mas este é o início de um novo ciclo na Argentina”, observa, otimista. Mas o pequeno Santino sintetiza o temor da maioria. “Não tenho a menor ideia de como será o novo ciclo da Argentina sem Messi, mas sei que vamos perder um pouco de força”, conclui. Celebrações e feriado nacional A seleção argentina deve chegar à capital do país ainda nesta segunda-feira (20), por volta das 17h. O presidente Javier Milei disse que vai decretar um feriado de 24 horas, dependendo do que os jogadores e a comissão técnica decidirem sobre uma celebração. O mais provável é que, diante do clamor popular, haja uma celebração na terça-feira (21). Milhares de torcedores permaneceram nas ruas até a madrugada, como se comemorassem a conquista de um título. No centro de Buenos Aires, houve distúrbios e confrontos com a polícia. De um lado, garrafas e pedras; do outro, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Dez pessoas ficaram feridas, sete delas policiais. Quinze pessoas foram presas.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Inteligência Ltda.
1886 - A VERDADE SOBRE MORAR NA CHINA: ALEXIA EVELLYN, MAURÍCIO E THE

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 183:03


ALEXIA EVELLYN é cantora, e MAURÍCIO DA CRUZ e THEO SANTANA são YouTubers. Eles vão bater um papo sobre como é realmente morar na China e contar as vantagens e desvantagens desse país que é uma potência. O Vilela voltou recentemente de lá e disse que não gostou do cachorro-quente.Acesse A Bússola, o curso gratuito de gestão e inteligência artificial do G4. https://on.g40.co/inteligencia_jabbour_kobori_

Inteligência Ltda.
1885 - EL SALVADOR É MODELO PARA O BRASIL?: FERRUGEM, PALUMBO E BASSON

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 121:47


LUCAS FERRUGEM é diretor e roteirista, DEL. PALUMBO é delegado de polícia e LEANDRO BASSON é vereador em Jundiaí-SP. Eles vão bater um papo sobre o que precisamos fazer para vencer a guerra da segurança pública. O Vilela é o tipo de pessoa que pergunta se falta segurança no Brasil e depois diz “então segura aqui!”.Cadeira é Elements, e o desconto pra vocês tá liberado. Acesse e garanta a sua: https://loja.elements.com.br/?utm_source=youtube&utm_medium=legenda&utm_campaign=inteligencia

Inteligência Ltda.
009 - A ODISSÉIA É O FILME DO ANO? + ADAPTAÇÕES LIVE-ACTION + NOVA VILÃ EM THE BATMAN

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 114:33


DESCRIÇÃO DO VÍDEO:AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do ÉRICO BORGO, do GABRIEL LUDWIG do canal “A Batcaverna” e da GABI XAVIER, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Já o Vilela coleciona Ursinhos Carinhosos.

batman eles live action intelig adapta o filme vilela ltda odiss batcaverna ursinhos carinhosos tiago rex
Eles que Lutem
MAICON SALES: O melhor imitador da Ana Maria Braga dá show no Eles que Lutem

Eles que Lutem

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 69:26


O humorista Maicon Sales dá um show de imitações neste episódio do Eles que Lutem! O criador da Ana Maria Brisa solta a voz e imita Dudu Camargo, Igor Guimarães, Celso Portiolli, Ana Maria Braga e muitos outros. Confira os bastidores da carreira do imitador e descubra como ele viralizou na internet. Dê o play e divirta-se!

Insights
Insights Investments #337 – Quando criatividade vira resultado: o que Cannes revela para as marcas?

Insights

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 38:24


Neste episódio do Insights vamos entender a importância de investir em criatividade para a expansão dos negócios. Como as empresas inovam e como impulsionam novos produtos? As lições estão vindo de Cannes que é o principal palco global da criatividade aplicada aos negócios, onde marcas, empresas e líderes compartilham as ideias, estratégias e tendências que estão transformando o mercado e a cultura. Nossa conversa é com Rodrigo Almeida, CCO do Grupo Dreamers, e com o executivo de Marketing do Bradesco, José Mauricio Lilla. Eles também compartilham como um projeto do banco recebeu Leões de Ouro e Bronze no festival deste ano: o Dancebook Brasil. Acompanhe! A apresentação é da Priscila Forbes, banker do Bradesco Global Private Bank. O conteúdo a seguir exposto pela empresa convidada não representa, necessariamente, a opinião e as práticas utilizadas pelo Bradesco. #cannes #criatividade #inovacao #dancebook #leoes #businessSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Consultório do Rádio Livre
Como tratar a fibromatose palmar?

Consultório do Rádio Livre

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 35:54


Consultório do Rádio Livre: A pedido de um ouvinte da Rádio Jornal, o programa tem como tema a fibromatose palmar. Tony Araújo, apresentador do Consultório, debate o tema junto a dois médicos ortopedistas. Eles explicam que a condição é mais corriqueira na Europa do que no Brasil. A médica ortopedista, com especialidade em cirurgia da mão, Dra. Etelvina Vaz, explica que a patologia começou a ser estudada no século 19. A doença se dá na palma da mão, com uma espécie de nódulo. Ela também é mais comum no quarto e quinto dedo, sendo mais frequente em homens a partir dos 50 anos. Já o também médico ortopedista, com especialidade em mãos e punhos, Maurício Leite, ressalta que o que faz uma pessoa procurar o médico é a dor ou incapacidade. Ele aponta ainda que a progressão da doença não tem um padrão: pode piorar muito rápido ou apenas depois de décadas.

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Ro e Léo

Pânico

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 125:38


O estúdio do Pânico virou uma grande roda de samba nesta quinta-feira (16)! Os irmãos Rodrigo e Leonardo Serra, da dupla Ro e Léo, chegam com seus instrumentos para contar como conquistaram milhões de visualizações tocando samba e choro raiz. Eles cantam Cartola e Adoniran Barbosa ao vivo, revelam bastidores e dão um show de cultura nacional. Assista à íntegra e curta essa energia!

IB Atitude
Os desafios não nos destroem, eles nos preparam para algo maior | Pr. Josué Valandro Jr.

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Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 46:58


Os desafios não nos destroem, eles nos preparam para algo maior | Pr. Josué Valandro Jr. by Atitude Podcast

QGCast
PODCAST: IML NA REAL - POLÍCIA CIENTÍFICA SP

QGCast

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 179:14


Eles trabalham onde poucos têm coragem de entrar.

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PODCAST: CASAL POLICIAL - FOTÓGRAFO E INVESTIGADORA PCSP

QGCast

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 142:19


Neste episódio do QG Cast, você vai conhecer a história de um casal que venceu junto: Paulo, Fotógrafo Técnico-Pericial, e ela, Investigadora da Polícia Civil de São Paulo. Eles contam como foi a rotina de estudos a dois, os desafios de conciliar a preparação com a vida pessoal, como lidaram com a pressão da prova e o que mudou na vida deles depois da posse.Um bate-papo real, sem filtro, cheio de dicas práticas pra você que sonha em vestir a farda e entrar pra segurança pública de SP.Você vai ouvir sobre:

Consciência Cristã
Eles não são estatística, são nossa família! - Colin Bloom na CC2026 #cortes

Consciência Cristã

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 10:34


Enquanto desfrutamos de total liberdade para cultuar no Brasil, milhões de cristãos ao redor do mundo escondem suas Bíblias e adoram a Deus em secreto para sobreviver. Nesta pregação impactante, Colin Bloom expõe Efésios 2 para nos lembrar de uma verdade esquecida no nosso conforto: a Igreja Perseguida não é um número distante, eles são parte do nosso próprio corpo. Como cristãos livres, qual é o nosso papel diante do sofrimento deles?

Convidado
São Tomé e Príncipe: mudança de nome e de bandeira defende Eugénio Tiny

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 7:11


O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial.  Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo.   Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total !   Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões !   Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?!   E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de  São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe,  e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto.  Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado:  para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.

Peças Raras - 24 h em sintonia com você
#421 – Craques do Microfone: A Escalação dos Maiores Nomes do Rádio Esportivo

Peças Raras - 24 h em sintonia com você

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 91:46


A edição desta semana do Peças Raras entra em campo para celebrar um novo capítulo do rádio esportivo brasileiro. Com a estreia da Arena VIP, a jornada esportiva da MyNews VIP FM 90,9, eu convido você para uma viagem pela história das transmissões esportivas que emocionam gerações de ouvintes.O destaque do episódio é a entrevista especial e na íntegra com o pesquisador Marcos Sperli Garcia, autor dos livros Craques do Microfone Esportivo e Craques da Palavra e da Imagem. Apaixonado pelo rádio desde a infância e dedicado há mais de seis décadas ao estudo da crônica esportiva, Garcia escala a sua Seleção Brasileira dos Craques do Microfone Esportivo, reunindo alguns dos maiores nomes da narração, do comentário e da reportagem esportiva do país. Pedro Luiz, Osmar Santos, Fiori Gigliotti, José Carlos Araújo, José Silvério, Waldir Amaral, Luiz Mendes e muitos outros entram em campo nesta verdadeira Copa do Mundo do rádio.Ao longo da conversa, você vai descobrir curiosidades sobre as primeiras transmissões esportivas do Brasil e do mundo, a influência do rádio na popularização do futebol e histórias fascinantes que ajudam a preservar a memória de um dos mais importantes patrimônios da comunicação brasileira.O episódio traz ainda a estreia do quadro "Zé ao Quadrado", em 2013, pela Bradesco Esportes FM, reunindo dois gigantes do microfone esportivo, José Carlos Araújo e José Silvério. Eles compartilham divertidas histórias dos tempos em que faziam "ponta" atrás do gol nas transmissões de futebol.Um programa para apaixonados por rádio, futebol e memória. Afinal, antes das imagens em alta definição, foi o rádio que fez cada ouvinte imaginar a partida lance a lance. Capítulos:00:00 – Abertura | A Arena VIP entra em campo01:59 – Chamada da estreia das transmissões esportivas da MyNews VIP FM 90,903:25 – Panorama VIP: Matheus Pinheiro destaca o jogo de estreia, Botafogo x Santos, e fala da equipe da nova jornada do rádio esportivo07:22 – Momento Peças Raras: 95 anos dos Craques do Microfone Esportivo10:27 – Zé ao Quadrado: José Carlos Araújo e José Silvério contam histórias do rádio16:46 – Entrevista: Marcos Sperli Garcia e a paixão pela memória do rádio esportivo21:00 – Das ondas curtas ao tricampeonato: como nasceu um pesquisador do rádio37:55 – A convocação da Seleção Brasileira dos Craques do Microfone Esportivo38:58 – Pedro Luís: a perfeição da narração esportiva44:00 – Oduvaldo Cozzi: o professor que revolucionou as transmissões51:00 – Osmar Santos e a modernidade do rádio esportivo56:00 – Osvaldo Faria, Orlando Batista e Haroldo de Souza01:00:00 – José Carlos Araújo, José Silvério e outros gigantes do microfone01:12:00 – O banco de reservas dos craques do rádio esportivo01:21:00 – Os livros "Craques do Microfone Esportivo" e "Craques da Palavra e da Imagem"01:28:50 – Encerramento: preservando a memória do rádio esportivo brasileiro

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Matheus apresenta evolução no tratamento, mas segue na UTI após 50 dias de internação

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 4:24


O adolescente Matheus Carrer Della Justina, de 15 anos, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) enquanto enfrenta o tratamento contra uma doença genética rara. Após receber as seis doses do medicamento necessário para o controle da enfermidade, o jovem apresentou sinais de evolução clínica, embora ainda permaneça sob cuidados intensivos devido à fragilidade muscular e às complicações decorrentes do longo período de internação. Em entrevista à Rádio Cruz de Malta, o pai de Matheus, Jorge Luiz, atualizou o quadro de saúde do filho e informou que os exames mais recentes indicaram avanços no tratamento. Segundo ele, um dos principais marcadores da doença apresentou resultado animador. "Foram feitas as seis doses e, na semana passada, os exames mostraram que o ácido aminolevulínico veio negativo. A questão da porfiria ainda deu positivo, mas agora os médicos estão avaliando a quantidade para saber se a doença está em remissão ou se ainda será necessária alguma dose adicional do medicamento", explicou. Jorge também destacou que Matheus vem respondendo ao tratamento e já demonstra pequenos avanços na recuperação motora. "Ele vem evoluindo. Com essas seis doses, mostrou alguns movimentos a mais. Agora seguimos com as fisioterapias, principalmente a parte respiratória", afirmou. Nos últimos dias, a equipe médica chegou a retirar a traqueostomia de Matheus, mas uma sequência de episódios de queda na saturação de oxigênio fez com que o procedimento precisasse ser revertido. "O músculo respiratório ainda estava muito fraco. Houve necessidade de recolocar a cânula da traqueo. Agora foi colocada uma mais adequada e seguimos acompanhando. Todo esse processo acaba deixando ele um pouco mais abatido por causa das sedações, mas ele está vindo, devagarinho, para a recuperação", relatou o pai. Atualmente, Matheus completa 50 dias internado na UTI. Além da recuperação muscular, ele também trata feridas provocadas por complicações durante o uso de antibióticos. "Cada dia na UTI é um desafio maior. Eles estão tratando essas feridas e, resolvida essa situação, será mais fácil intensificar as fisioterapias. A expectativa é que, dependendo da evolução da respiração, ele possa ser transferido para o quarto na próxima semana. Acreditamos que vai dar certo", disse Jorge. Campanha solidária continua A mobilização para ajudar a família segue ativa. De acordo com Jorge Luiz, a vaquinha virtual já arrecadou aproximadamente R$ 201,5 mil, valor que aumenta quando somadas as doações recebidas via Pix e em dinheiro. "Vamos manter a vaquinha ativa por mais um tempo. As despesas continuam sendo muito altas", destacou. Além das contribuições da comunidade, o Unibave, instituição onde Matheus é estudante, promove neste sábado uma ação beneficente. O tradicional drive-thru de porco à pururuca terá toda a renda revertida para auxiliar no tratamento e nas despesas da família. A campanha solidária permanece aberta. As doações podem ser realizadas por meio da chave Pix 6152128@vaquinha.com.br ou diretamente à família.

Quem Ama Não Esquece
UM INSTANTE QUE LEVOU MEU GRANDE AMOR | QUEM AMA NÃO ESQUECE 15/07/2026

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 21:49


A Joice esperou anos pela pessoa certa até conhecer o Gustavo. Os dois construíram um relacionamento baseado na amizade, na fé e no respeito. Eles namoraram, se casaram e realizaram o sonho de formar uma família com o nascimento do Emanuel. Depois de superarem juntos uma grave infecção que quase tirou a vida de Gustavo, eles acreditavam que viveriam muitos anos de felicidade. Mas, quando o bebê tinha apenas 4 meses, Gustavo sofreu um grave acidente de moto a caminho do trabalho e partiu dias depois no hospital. Desde então, a Joice encontra forças no filho para seguir em frente, preservando as lembranças do grande amor que viveu e acreditando que jamais encontrará alguém que ocupe o lugar de Gustavo em seu coração.

Inteligência Ltda.
030 - VIRGINIA INVESTIGADA + NOVOS ARQUIVOS DE OVNIS + REPERCUSSÃO DA COPA

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 212:52


FERNANDA COMORA e MADELEINE LACSKO são jornalistas e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, MAURO BETING, DEL. MARIA CORSATO, RONY VERNET, EDISON BOAVENTURA e MARCELO RIOS . Já o Vilela dava boa noite pro Cid Moreira

Irmãos Dias Podcast
FELIPE FOLGOSI: I.A, FIM DOS TEMPOS E O LIVRO DE ENOQUE - Irmãos Dias Podcast #268

Irmãos Dias Podcast

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 103:45


Felipe Folgosi é ator e roteirista e manja muito de bíblia. Eles vão bater um papo sobre a possível existência a Inteligência Artificial, o Livro de Enoque e a possível relação com o fim dos tempos.~~~~~~Investidor 10Tudo que o investidor precisa em um só lugar:https://investidor10.com.br/click/1000386/~~~~~~Livros do Felipe:https://felipefolgosi.com/~~~~~~ANFITRIÕES:André Dias CONVIDADOSFelipe Folgosi---------------------

Economia
Tarifas dos EUA empurraram Brasil para outros parceiros comerciais, mas dependência chinesa preocupa

Economia

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 5:32


A instabilidade do comércio com os Estados Unidos desde a volta de Donald Trump à Casa Branca reduziu a fatia das exportações brasileiras para o país ao menor patamar em 200 anos, mas impulsionou a diversificação de parceiros. O choque provocado por Trump também serviu de alerta para os riscos da dependência de um número limitado de grandes compradores – a começar pela China, destino de 31,5% dos produtos vendidos pelo Brasil. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O impacto do vai e vem das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos ainda está sendo assimilado pelos setores não beneficiados por isenções. Muitos haviam estruturado suas cadeias produtivas em torno do mercado americano, como o de metais, da madeira e de diversas manufaturas. "No setor de café solúvel, 50% da exportação brasileira ia para os Estados Unidos. Eles aumentaram as vendas para outros destinos, mas mesmo assim a participação era muito grande. A mesma coisa ocorre com aço, alumínio e cobre", explica Welber Barral, especialista em comércio internacional com vasta experiência na pasta. "Os Estados Unidos eram um grande comprador há muitas décadas, então você não consegue diversificar imediatamente. Para os calçados, por exemplo, os EUA não são um grande destino para o setor como um todo, mas algumas empresas em particular dependiam muito do mercado americano", observa. As barreiras comerciais prejudicam também os importadores. Grandes empresas como Coca-Cola e Tesla sinalizaram que não é tão simples substituir o café, o suco de laranja e os metais raros que costumavam comprar do Brasil com tarifas baixas. O consumidor americano acaba pagando essa conta. A confiança abalada acelera o afastamento Do lado dos parceiros do país, a confiança sai abalada. “No caso do Brasil, a consequência imediata é apressar um divórcio ou um processo de decoupling que já está sendo feito nos últimos 20 anos. É claro que a conjuntura afeta, mas é a continuação de uma tendência de um país que era o maior parceiro comercial brasileiro em muitas décadas, e que deixou de ser e vem em queda constante”, salienta Carlos Frederico Coelho, professor de comércio internacional da PUC Rio. "O tarifaço não inaugurou esse movimento, mas ele certamente o acelera.” Os anúncios intempestivos de Trump amplificaram no mundo um movimento de abertura de novas parcerias e intensificação das existentes. Desde 2025, junto com o Mercosul, cinco frentes avançaram para o Brasil: os acordos comerciais com a União Europeia, o EFTA (Noruega, Suíça, Liechtenstein e Islândia) e Singapura foram fechados, além da abertura de negociações com o Japão e a reativação diplomática para a conclusão das tratativas com Emirados Árabes Unidos, Canadá, Índia, Vietnã e Indonésia. O resultado é que, até 2024, apenas 12% das exportações brasileiras eram cobertas por acordos comerciais, e a parcela subiu para 31%. No ano passado, os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmam a diversificação, com recordes de exportações para 42 países. A Alemanha, por exemplo, se consolidou como a quarta maior parceira e pretende dobrar as trocas com o Brasil nos próximos cinco anos. “Um efeito indireto e provavelmente não desejado por Trump foi o aumento desses acordos do Brasil e de vários outros países, para tentar diversificar do mercado americano. E não é só o Mercosul”, sublinha Welber Barral, ex-secretário brasileiro de Comércio Exterior. “Se você olhar, países como Indonésia avançaram muito em novos acordos. A própria União Europeia avançou no acordo com a Índia”, aponta. O risco chinês  A queda de 6,6% nas importações do Brasil pelos Estados Unidos foi compensada pelo aumento equivalente para a China e a Argentina, respectivamente o primeiro e o terceiro principais parceiros comerciais do Brasil. Hoje, Pequim absorve quase um terço das exportações brasileiras. "Diversificar é um pouco mais complexo do que se fala. O que preocupa nas trocas comerciais com a China é que, quando você analisa essa pauta, quase 90% está concentrado em quatro produtos: carnes, minério, soja e petróleo”, adverte Coelho. "Isso deveria nos assustar, porque se a China desacelerar, o Brasil vai sofrer imensamente. Não é desejável, para países tão distantes, que o Brasil tenha 30% das exportações indo para um só país." Barral concorda com os riscos dessa nova dependência, mas pondera que as trocas com os países asiáticos em geral também estão em alta, a exemplo da Índia, Indonésia e Vietnã. "Outros países asiáticos também podem se tornar grandes importadores no futuro, principalmente de commodities agrícolas”, afirma.

Convidado
São Tomé e Príncipe: Candidato Miques João concentrado no povo

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 7:06


Miques João, candidato independente, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Este conhecido advogado é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato, muito implicado na defesa do único civil condenado no caso do ataque contra o Quartel general a 25 de Novembro de 2022, afirma que o povo é que o move. A campanha, de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos como convidado o candidato Miques João, que concorre pela segunda vez às presidenciais em São Tomé e Príncipe. Miques João, que esteve preso por razões infundadas, segundo ele, encontra-se há dez meses em liberdade e disse que não tem espírito de vingança, afirmando mesmo o que lhe move é o povo. Quem montou as suas coisas vai desmontar sozinho, ou seja, já desmontaram. Eu estou há dez meses em liberdade, como se pode aperceber, e as pessoas todas que fizeram correr ou esconder, sabem o que fizeram. Eu não tenho espírito de vingança de ninguém. As pessoas, quando fazem alguma coisa errada, eu chamo a atenção, porque não deve ser, para corrigir, mas cada um responderá pelos seus actos conforme os seus métodos. A minha preocupação e minha concentração são para o povo. É só o povo que me interessa. Porque se não fosse o povo, senhor, eu estaria morto. O povo agora quer esclarecimento e o meu objectivo é esclarecer o povo e dizer ao povo com quem pode contar, o que povo pode contar e como é que pode contar. Porque o povo agora vai decidir, é a vez do povo decidir. O povo tem que decidir de forma esclarecida para que, após tomar a decisão 19 de Julho, ser capaz de assumir ou aguentar as consequências das suas decisões durante cinco anos. Porque o poder pertence ao povo e o povo é para o povo e só para o povo, por exemplo, que eu estou a concorrer. Interrogado sobre o exercício da democracia em São Tomé e Príncipe e o papel do Presidente da República  Miques João respondeu: O que temos assistido nesses 35 anos, 36 anos de democracia é confusão. Cada um quer mostrar poder e eu não estou cá para isso. O Presidente da República, eu, caso o povo assim decidir, estarei cá como árbitro para fazer o seguinte: não sou árbitro para pôr regras nisso, por ordem. Quando houver confusões, eu vou intervir para fazer parar a confusão. Nós temos essa tendência, o Presidente da República, em princípio, no âmbito dos poderes que tem na Constituição, ele tem capacidade de fazer três tipos de coisas. Eles funcionam como para estabelecer as regras e fazer o jogo democrático funcionar. A dada altura, ele também funciona como polícia. Quando houver violações, ele aplica a sanção. E, por fim, ele funciona como bombeiro para apagar fogos. Quando vemos a Assembleia com muita inconveniência, a querer sobrepor o Presidente da República, querer sobrepor-se à vontade do povo, dissolvemos a Assembleia, mandamos novamente, devolvemos poder ao povo. Está na lei. O presidente tem poder de dissolver a Assembleia e voltar a devolver poder ao povo. Admite que, se for eleito Presidente da República, trabalhará com todos os órgãos para que se possa atingir os objectivos do Estado. Enquanto Estado, esses órgãos de soberania têm que agir em interacção para exaurir o objectivo do Estado. Não podem efectivamente estar. E o Presidente tem essa função. Por isso que assegura o regular funcionamento da gestão democrática e permite que os objectivos de Estado sejam atingidos. E muita gente está a fazer confusão. Quando nós falamos dos objectivos do Estado, todos os órgãos de soberania devem concorrer para os objectivos de Estado. É por isso que existe hierarquia no Estado e o Presidente da República é o chefe do Estado. Está na Lei número 1 do artigo 77. E enquanto Chefe do Estado, cabe garantir que o Estado funciona. E é nessa conjuntura que esse exercício deve ser feito. Na lógica de que o poder que o povo nos dá, porque o poder não nos pertence, o povo dá um mandato, ora de cinco anos, ora de quatro anos, ora de três anos, para fazer cumprir o objectivo do Estado. E este mandato deve ser cumprido. O que está a acontecer em São Tomé e Príncipe é que cada um dos órgãos de soberania, uma vez eleitos ou empossados, indicados, pegam o poder que recebem, fazem como se fosse a sua propriedade e tornam-se o Estado dentro do Estado a impedir ou a tornar o estado disfuncional. Isto vai acabar. O Presidente da Republica tem aquela missão enquanto chefe de Estado, permitir que o Estado funcione, porque nós somos um colectivo. O Estado é como se fosse uma equipa de futebol. Tome o exemplo de Cabo Verde, como é que foi o jogo? O presidente da República é o treinador. Ele tem que fazer com que a máquina funcione. E fazer a máquina funcionar é começar a efectivamente aplicar a lei e fazer as pessoas entenderem que cada um tem que cumprir o seu papel. Durante muito tempo foram enganando os cidadãos. Não explicaram aos cidadãos como é que as coisas são. É assim: o governo tem o papel de executar a política do Estado, fazer gestão, executar a política do Estado. Repare bem, não se faz eleições para eleger governos nenhum em São Tomé e Príncipe. A eleição é feita para eleger deputados que compõem a Assembleia. E uma vez assembleia constituída, é preciso que o partido que ganhou ou que efectivamente pretende constituir o Governo apresente ao Presidente da República aquilo nós chamamos de sustentabilidade parlamentar. E é a partir daqui que sai o Governo. O Governo é o Executivo. Tanto o governo como órgão de soberania, como os tribunais, não são eleitos, são executivos. Os Tribunais passam por concurso, cidadão vai, concorra e tudo mais, faz concurso público a juiz. Mas dita o direito ao nome do povo, à luz do artigo 120 da Constituição, podem ver. Mas, tanto o governo como os tribunais, não são eleitos directamente pelo povo, Mas já o presidente e os deputados, sim. Tanto é que, repare, o Presidente é o chefe do Estado na hierarquia do Estado e o presidente da Assembleia é o segundo homem do Estado, porque são eleitos directamente pelo povo. Miques João é um dos quatro candidatos às presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.

Bate-Papo Empreendedor
Papo Empreendedor EP: 206 - Thayni Librelato conversa com Fabrício Medeiros & André Zimmer

Bate-Papo Empreendedor

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 47:02


Bate-Papo Empreendedor
Papo Empreendedor EP: 205 - Thayni Librelato conversa com Henrique Martins

Bate-Papo Empreendedor

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 49:56


Inteligência Ltda.
1882 - AS BETS E O FUTEBOL BRASILEIRO: PAVIOTTI, PIMENTEL, BEZERRA JR

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 152:13


RODRIGO PIMENTEL é ex-capitão do BOPE, CARLOS BEZERRA JR. é vereador, pastor e médico, e JOEL PAVIOTTI é historiador. Eles vão bater um papo sobre a possibilidade das bets estarem acabando com o futebol brasileiro. Já o Vilela aposta que sim.

Artes
Bestiário inquieto de Regina Pessoa ilustra peça de Satie no Off Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 16:27


As sombras poéticas de Regina Pessoa estreiam-se no teatro. Aquela que é uma das mais célebres figuras do cinema de animação contemporâneo português e europeu desenhou um carnaval de animais para o espectáculo musical "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] que está no Festival Off Avignon. A obra foi criada por Erik Satie há mais de um século e era composta por peças musicais com textos surrealistas. Agora, Regina Pessoa desenhou um bestiário inquieto e radical, inspirada pelo impacto das alterações climáticas. "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] é apresentada como uma ֶópera de bolso visual e é feita a partir de um trabalho de 1914 do compositor e pianista francês Erik Satie. Mais de um século depois, chega ao Festival Off Avignon uma adaptação encenada por Hervé Tougeron, com composição musical de Catherine Verhelst e ilustrações de Regina Pessoa. Erik Satie desenhava com notas musicais, Regina Pessoa desenha com sombras inquietas. Originalmente, as peças falavam, de forma surrealista, de actividades de lazer da burguesia do início do século XX, como, por exemplo, a caça, o golfe, o ténis e o jogo da cabra-cega. Agora, Regina Pessoa partiu de uma das maiores preocupações do século XXI, as alterações climáticas, para imaginar e desenhar animais em poses e planos inesperados, que adoptam “um certo radicalismo nas suas atitudes porque já não têm nada a perder”. RFI: Como é que descreve esta obra “Sports et Divertissements”? Regina Pessoa, Realizadora de cinema de animação: “Foi algo que eu quis mais surpreendente, fresco e, de certa forma, reinventar o meu trabalho porque já tenho uma carreira, estou nos 56 anos e, às vezes, uma pessoa precisa de dar uma mexida, sobretudo, porque eu tive uma doença grave, recente, e senti essa necessidade de me reinventar, até para reganhar confiança porque essa doença abalou a minha autoconfiança.” Reconhecemos que é a Regina Pessoa quem fez estes desenhos porque tem um estilo quase inconfundível no mundo da animação. É a primeira vez que trabalha, entre aspas, para o teatro? “É a primeira vez. A proposta surgiu... Como eu disse, eu tive uma doença grave e é claro que isso abala fisicamente e psicologicamente. Eu tinha um projecto, e tenho, de fôlego, mas achei que iria exigir de mim uma energia e uma força emocional que eu ainda não tinha restabelecido e, por coincidência, recebi várias encomendas de trabalho de curta duração. Isso permitiu manter-me artisticamente activa e permitiu-me também algo importante que era um desapego, de certa forma, emocional com o projecto. Um desses projectos foi precisamente ‘Sports et Divertissements'. Foi uma companhia francesa dedicada ao ‘spectacle vivant' que me pedia uma série de ilustrações sobre as peças ‘Sports et Divertissements' de Erik Satie, que são 19 peças com canto lírico - porque no ano passado foi o centenário da morte do Erik Satie e eles queriam essas ilustrações para projectar durante a sua actuação musical. Eu gostei muito do projecto. Era um projecto mais leve, era um projecto engraçado. As peças do Erik Satie têm letras, para o tal canto lírico, para serem cantadas e as letras são pequenas histórias completamente absurdas e ‘Dada'. O projecto era mal pago e, normalmente eu diria que não, mas era muito interessante e as pessoas eram muito simpáticas e eu resolvi aceitar e pensei: eu posso fazer o que me apetecer e apeteceu-me fazer animais como personagens.” As peças de Erik Satie, esses poemas breves, não falam em animais. Como é que se lembrou dos animais e como é que escolheu os animais para cada poema? “Foi algo que me veio à cabeça ao assumir essa liberdade. Não sei porquê, vá-se lá saber, a inspiração tem dessas coisas. Apeteceu-me usar animais e acho que veio, talvez, de uma das peças que é ‘collin-maillard', que é ‘a cabra-cega'. Eu resolvi fazer esse jogo de palavras e imagem, porque em português esse jogo é a cabra-cega e eu apeteceu-me fazer uma cabra com uma venda nos olhos. Acho que foi esse, aliás, o primeiro desenho que eu fiz. Foi esse. Foi a partir daí que resolvi fazer todos com animais.” Há uma qualquer memória folclórica do mundo rural português neste carnaval dos animais da Regina Pessoa? “Eu não o conheço a não ser pelo nome dos jogos e das lengalengas. Um dos jogos, brincadeiras de criança é precisamente a cabra-cega. Mas eu lembro-me de outra, de algumas lengalengas, daquela quando se tem que escolher alguém num grupo. Havia uma que era: ‘Meu rim, meu rato, não tens bota nem sapato. Quem morreu foi o meu rato.' Há muitas lengalengas que falam de animais e é, se calhar, isso que também influenciou.” Lengalengas portuguesas? “Portuguesas.” Os desenhos voltam a um estilo de gravura expressionista, com contrastes, sombras, uma dimensão quase psicológica nos animais, mas também muita irreverência. Reconhecemos a sua linha, o seu estilo. Como é que se inspirou para estes desenhos antropomórficos? “Neste momento, a minha grande preocupação existencial são as alterações climáticas. Eu acho que era isso que deveria estar no centro da reflexão colectiva e não estas distracções que temos porque é tão flagrante as alterações climáticas cada ano mais acentuadas. Isso deveria ocupar-nos, unir-nos nesse combate e não é o que está a acontecer. No entanto, as maiores vítimas são os animais que não têm culpa nenhuma. São vítimas inocentes. Então, também talvez seja uma das razões que eu resolvi usar animais como personagens e usá-los numa atitude que a minha sensação era que os animais estão a dizer: ‘Eu não tenho nada a perder'. Daí essa atitude radical porque os animais são assim, não é? São honestos na sua crueldade e na sua fidelidade, também na lealdade. Eu explorei essa atitude de honestidade animal ao máximo que eu podia, um certo radicalismo nas suas atitudes de que eles não têm nada a perder como o mundo está. E depois, além disso, este colectivo, o que eles gostariam que eu tivesse feito era animações, mas não tinham orçamento para isso. O orçamento que eles tinham daria para meia dúzia no máximo de ilustrações e não para 19 como eu fiz. Como eles gostariam de animações, eu tentei transmitir movimento aos animais e eles estão como um ‘snapshot' do movimento. Eles estão implicitamente em movimento.” É diferente desenhar para o cinema e desenhar para uma projecção que vai interagir com actores e com músicos ao vivo? “Não faço ideia porque não vi o espectáculo, portanto não sei. Não faço ideia como é que funciona. Apenas posso confiar no relato da equipa de músicos que me encomendou o trabalho, que funcionou muito bem e que as pessoas gostaram muito das ilustrações que eu fiz, que mesmo estando paradas, parecia que estavam a mexer. E depois ponho-me a pensar se não será melhor assim porque se houvesse movimento, se houvesse animação, penso que a atenção do espectador iria perder-se entre a projecção em movimento e a actuação dos músicos que é o centro de interesse, não é? Portanto, se calhar é melhor que sejam ilustrações e não animações para potenciar a atenção na música, que é o centro da peça ou das peças, não é?” Mas a sua ilustração também está no centro da peça. Em 1914, quando a obra foi foi feita por Erik Satie, a obra associava a música e os desenhos de Charles Martin e o autor falava, de forma poética e irónica, em “publicação constituída por dois elementos artísticos: o desenho e a música. A parte do desenho é figurada por traços. A parte da música por pontos, pontos negros.” Ora, o desenho é tão importante quanto a música, não é? “Num filme é isso que acontece. Muitas vezes, esquecemos a banda sonora que está presente, é invisível, mas está tão presente como a imagem. Calculo que na visão deste colectivo que me encomendou os trabalhos, isso também seja assim. Será como um filme ao vivo, digamos, composto pela imagem e pela música, embora eu ache que, neste caso, como eles estão a actuar ao vivo, a música será o factor mais importante. Mas é como um filme, é composto pela parte sonora e pela parte visual.” Um espectáculo de teatro é, por definição, efémero, mas aqui há uma parte que fica que são os seus desenhos. As suas ilustrações estão feitas e vão ficar, não é? “Sim e de tal forma que, quando eu acabei a encomenda, gostei muito dos meus animais e estou a desenvolver um outro projecto. Gostei de trabalhar e de desenvolver este bestiário e estou a desenvolver agora um projecto meu de filme, não tem nada a ver com a encomenda que recebi, é algo novo, mas os personagens são animais e as alterações climáticas estão implícitas. O pesadelo vivo que é o mundo neste momento a nível das alterações climáticas em que vivemos e que os animais são as principais vítimas foi o que me motivou a fazer todo este trabalho.” Nesse pesadelo de que fala no que toca às alterações climáticas, a arte, a ilustração, o teatro podem ter um papel com mais impacto do que o trabalho propriamente político? “Não sei se com mais impacto. Eu não tenho qualquer perfil panfletário político. Não tenho esse perfil, gostaria de ter, mas não tenho. O que eu sei fazer é desenhar, tentar transmitir conteúdos ou mensagens através dos meus desenhos, das minhas composições. Portanto, essas são as minhas armas que eu sei usar, se eu soubesse usar outras, usaria outras. Mas como sei usar isto e só sei usar isto, é isso que eu estou a tentar. Eu penso que esse é o papel da arte ou de qualquer meio: usar com honestidade as armas que se possui para alertar ou denunciar ou chamar a atenção para a urgência deste momento em que vivemos. Antes, a arte e a cultura eram reservadas a um nicho elitista e, neste momento, está muito mais democratizado, portanto, tem possibilidades de alcançar um espectro mais largo de público. Penso que a arte e a cultura podem alertar, podem ser úteis na denúncia e no alertar desta emergência, tal como outras áreas, mas nós somos artistas, é isto que sabemos fazer e acho que devemos reflectir sobre isto através dos nossos trabalhos, das nossas criações.” A Regina Pessoa está habituada aos festivais de animação, nomeadamente o Festival de Annecy, em França. Recentemente também esteve no Festival de La Rochelle, mas o Festival de de Avignon é algo novo? “É a primeira vez que trabalhos meus estão num festival de teatro de artes performativas. Eu e o Aby [Feijó] somos um duo, uma parceria, uma parelha criativa e nós sempre tentámos, com o nosso trabalho, cruzar públicos. Um dos exemplos é que sempre que acabamos um filme, organizamos uma exposição, como nós fazemos curtas-metragens e as curtas-metragens têm um mercado muito limitado, fazendo uma exposição, alargamos o espectro do público. Por outro lado, para tirar o filme do ecrã, porque o público vai ver uma exposição, não é o mesmo necessariamente que ver um filme. É a primeira vez que trabalhos meus estão no Festival de Avignon, mas não é a primeira vez que temos esse tipo de atitude de cruzar públicos e gostava que isso acontecesse mais vezes.”

Arauto Repórter UNISC
Quem você precisa se tornar para merecer seu sonho?

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 3:27


Seu sonho vai colocar você à prova. Esteja preparado.Porque um sonho verdadeiro nunca aceita viver apenas no discurso.Ele pergunta, todos os dias, quanto você está disposto a renunciar para merecê-lo. Testa sua disciplina quando o entusiasmo desaparece. Mede sua coragem quando o medo parece maior que a esperança.O sonho não negocia com desculpas. Também não se acomoda diante de atalhos. Ele exige presença, constância e responsabilidade.Há dias em que ele será o primeiro pensamento ao amanhecer. Em outros, será a última inquietação antes de você dormir. Não para tirar sua paz, mas para lembrar que existe um lugar onde você ainda não chegou.O sonho conhece você melhor do que muitos ao seu redor. Conhece seus talentos, suas fragilidades, os medos que você revela e aqueles que esconde até de si mesmo.E, curiosamente, quanto maior o sonho, maior será a exigência que ele fará da pessoa que você precisa se tornar.Talvez seja por isso que os grandes sonhos nunca transformam apenas o destino. Eles transformam quem caminha até ele.No fim das contas, um sonho verdadeiro não existe apenas para ser realizado. Existe para formar caráter, lapidar disciplina e ensinar perseverança.Porque o maior prêmio de um sonho, muitas vezes, não é alcançá-lo.É descobrir quem você precisou se tornar para merecê-lo.

Assunto Nosso
Quem você precisa se tornar para merecer seu sonho?

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 3:27


Seu sonho vai colocar você à prova. Esteja preparado.Porque um sonho verdadeiro nunca aceita viver apenas no discurso.Ele pergunta, todos os dias, quanto você está disposto a renunciar para merecê-lo. Testa sua disciplina quando o entusiasmo desaparece. Mede sua coragem quando o medo parece maior que a esperança.O sonho não negocia com desculpas. Também não se acomoda diante de atalhos. Ele exige presença, constância e responsabilidade.Há dias em que ele será o primeiro pensamento ao amanhecer. Em outros, será a última inquietação antes de você dormir. Não para tirar sua paz, mas para lembrar que existe um lugar onde você ainda não chegou.O sonho conhece você melhor do que muitos ao seu redor. Conhece seus talentos, suas fragilidades, os medos que você revela e aqueles que esconde até de si mesmo.E, curiosamente, quanto maior o sonho, maior será a exigência que ele fará da pessoa que você precisa se tornar.Talvez seja por isso que os grandes sonhos nunca transformam apenas o destino. Eles transformam quem caminha até ele.No fim das contas, um sonho verdadeiro não existe apenas para ser realizado. Existe para formar caráter, lapidar disciplina e ensinar perseverança.Porque o maior prêmio de um sonho, muitas vezes, não é alcançá-lo.É descobrir quem você precisou se tornar para merecê-lo.

Eles que Lutem
THIAGO SODRÉ revela bastidores de volta de Virgínia com Vini Jr, detona Carlinhos Maia e Zeca Pagodinho - Eles que Lutem

Eles que Lutem

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 65:24


O jornalista Thiago Sodré vai comentar a polêmica de Whindersson Nunes e Luisa Sonza, Zé Felipe xingando Vini Jr. e ainda se Virgínia e Vinícius podem reatar a relação. Além disso, o colunista de TV e famosos comenta sobre os famosos mais malas nos bastidores #thiagosodré #fofoca #podcast

Inteligência Ltda.
1881 - A MELHOR DUBLAGEM DO MUNDO É DO BRASIL: MANOLO REY, WENDEL BEZERRA, RODRIGO CÁCERES

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 152:43


WENDEL BEZERRA é ator, diretor e dublador, MANOLO REY é ator e dublador, e RODRIGO CÁCERES é ator, imitador e humorista. Eles vão bater um papo sobre o destaque mundial da dublagem brasileira. Já o Vilela não consegue sincronizar a própria boca com sua voz

30:MIN - Literatura - Ano 7
592: Erva Brava, de Paulliny Tort

30:MIN - Literatura - Ano 7

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 56:52


Arthur Marchetto, Anna Raissa e Igor Oliveira Neves se reúnem em mais um episódio do Clube de Leitura 30:MIN e, desta vez, discutem "Erva Brava", de Paulliny Tort. Eles vão falar sobre a estrutura do conto, estilo, a construção de um microcosmo e outras impressões de leitura.O episódio anuncia a próxima leitura do clube: "Te dei os olhos e olhaste as trevas", de Irene Solá---Links⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoie o 30:MIN⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Confira nossa vitrine na Amazon!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga a gente nas redes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Já apoia? Acesse suas recompensas⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Confira todos os títulos do clube!

Inteligência Ltda.
008 - SILO: O MEDO DO APOCALIPSE + DUNA: O MESSIAS RETORNA + X-MEN 97 NOVA TEMPORRADA

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 110:54


AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do DANIEL LOPEZ, da GABI XAVIER, do GABRIEL NERD LAND e do MICHEL AROUCA, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. O Vilela fugiu pros EUA pra poder comprar gibi barato.

Venham a mim - Histórias bíblicas
O Rei que nunca perde!

Venham a mim - Histórias bíblicas

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 7:45


Todo jogador entra em campo querendo levantar a taça, né? Na nossa história de hoje, os filisteus acharam que tinham ganhado o "troféu" mais valioso de todos: a Arca da Aliança. Eles comemoraram muito, mas logo descobriram que estavam enganados! Enquanto os homens brigam por títulos que um dia passam, Deus nos mostra que Ele é o único Rei que nunca perde o controle da situação.Neste episódio, vamos aprender o que é soberania e por que, com Jesus, a nossa vitória é muito maior do que qualquer jogo de futebol! ⚽

Oxigênio
#222 – A autoria indígena da colonização às livrarias

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 33:06


A literatura indígena no Brasil passou por diversas fases e batalhou contra o apagamento em todas elas. Dos primeiros encontros com os jesuítas, que tentaram impor as regras de gramática e de assentamentos importadas da Europa, ao crescimento das publicações editorais de autoria indígena que vemos hoje. Nesse episódio, Mayra Trinca e Lívia Mendes contam mais dessa história a partir de entrevistas com a pesquisadora Carolina Rodrigues, da Unicamp, e com a escritora Trudruá Dorrico. Você vai conhecer mais sobre as primeiras gramáticas, a importância da oralidade para a literatura indígena e a relação disso tudo com a política (no passado e no presente). ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO TRUDRUÁ: Cara, o Brasil é tão indígena e ele nem se dá conta assim, sabe? Do quanto ele é indígena. MAYRA: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre a importância da escrita pra história do movimento indígena no Brasil.  TRUDRUÁ: Eu entendo assim que a presença indígena nesses espaços literários, é o que faz a nossa literatura ser interessante hoje. Faz deslocar um pouco os homens brancos, jornalistas do Rio – São Paulo, assim, numa produção completamente egocêntrica. LÍVIA: E sobre como isso ganha ainda mais relevância diante de um histórico de apagamentos.  CAROLINA: Que algo escrito nem sempre é um texto. Quem lê nem sempre é um leitor. E quem escreve nem sempre é um autor. MAYRA: Isso porque o ato de escrever foi, e talvez ainda seja, uma das ferramentas mais usadas pra hierarquização social. E aí, ao longo da história, isso deixou marcas que revelam muito do que a gente pensa e entende como autoria de povos indígenas no Brasil.  TRUDRUÁ: A autoria coletiva indígena, ela sempre existiu. O problema é que ela foi descaracterizada por conta da história de apropriação dos povos indígenas ao Estado-nação Brasil. LÍVIA: Pra entender essas questões, conversamos com a escritora e pesquisadora Trudruá Dorrico, do povo Macuxi, e com a linguista Carolina Rodríguez.  MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já me conhece aqui do Oxigênio.  LÍVIA: E eu sou a Lívia Mendes, linguista e especialista em jornalismo científico, e também já apareci algumas vezes por aqui. [VINHETA] CAROLINA: Eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos, o Labeurb, que pertence ao Núcleo de Criatividade da Unicamp e sou também professora no departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, também da Unicamp. É, a minha formação inicial é em letras, mas eu me especializei em linguística. Fiz o doutorado, pós-doutorado, especificamente nas áreas de análise do discurso, história das ideias linguísticas e saber urbano e linguagem. LÍVIA: Essa que você ouviu é a Carolina. Nos últimos anos,  ela têm se dedicado a pesquisar a língua Guarani e as relações dessa língua com a atuação dos jesuítas na região que era a província do Paraguai.  CAROLINA: Que não deve ser confundida com a província civil do Paraguai, né? Porque a província jesuítica ocupava todo o sul do Brasil, Argentina, parte da Bolívia, enfim. MAYRA: O Guarani era a língua falada pelos povos indígenas da região e que teve seus primeiros registros escritos feitos por esses jesuítas.  CAROLINA: O espaço em que surge a escrita em Guarani vai determinar, a finalidade com que é introduzida a escrita nessa língua, vai determinar a relação entre escrita e oralidade, né? Vai determinar o que que é um texto, o que que é ler, o que é escrever em Guarani. LÍVIA: Os jesuítas chegaram na região por volta de 1580 e se instalaram ali, fundando a tal província. Esses missionários, tinham como tarefa estudar a língua local. CAROLINA: A finalidade principal, né, desse trabalho linguístico era se comunicar com os indígenas no dia a dia, aprender a língua, né? Que os missionários estrangeiros pudessem aprender a língua para se comunicar com os indígenas e para catequizar. A questão principal não é o cultivo da língua como bem cultural. Isso pode até ter um resquício, mas não é esse o objetivo principal. MAYRA: Essa lógica por trás do estudo do Guarani fez com que a escrita e a gramática utilizada para essa língua fosse bem diferente de outras línguas. Enquanto as línguas europeias tiveram sua escrita elaborada e rebuscada como uma forma de enriquecimento cultural, a escrita das línguas indígenas era muito mais pragmática, usada apenas como instrumento para ensinar outros jesuítas.  LÍVIA: Ainda assim, a Carolina conta que as primeiras gramáticas, as primeiras organizações e regras linguísticas do mundo surgiram todas meio que juntas.  CAROLINA: É interessante isso porque muitas vezes a gente pensa que “ah, as gramáticas europeias foram feitas primeiro e as línguas ameríndias, por exemplo, depois e não. Então, a diferença entre uma gramática, a primeira gramática em francês, do francês, tem dois, três, quatro anos de diferença com a primeira gramática do Nahuatl, no México, por exemplo. [começa trilha] LÍVIA: Só que nesse momento, na Europa, durante o Renascimento, as gramáticas estavam surgindo pra organizar e padronizar as línguas que representariam os Estados-nação, como o francês, o português e o espanhol. Era preciso reduzir as variações dos dialetos, fixar regras linguísticas, para dar uma ideia de unidade praquele território. MAYRA: Gramatizar uma língua, assim como escrever essa língua , é importante para consolidar regras gramaticais e fazer com que ela mude mais devagar. Por isso as gramáticas surgem com a formação dos Estados, porque conforme as nações hegemônicas iam colonizando diversas partes do mundo, levavam também consigo o processo de gramatização das outras línguas. CAROLINA: Então, essa associação, né, língua cidade através da ideia do movimento, da fixação, eles tinham que fixar a língua pela escrita e fixar os indígenas em povoados, não é? Para que, como dizia o Manuel da Nóbrega, o padre jesuíta, era preciso fazer com que ficassem quietos, né? E não se movessem o tempo todo. Ele reclamava que o trabalho da catequese era jogado fora, porque eles se mudam o tempo todo. LÍVIA: De novo a gente percebe aí a linguagem sendo usada como uma forma de dominação desses povos. O estudo da língua Guarani não estava a serviço dos povos indígenas e sim dos colonizadores. Mesmo que eles começassem a dominar a escrita de sua língua, isso não significava que eles iriam conseguir realmente se apropriar política e culturalmente dessa ferramenta.  CAROLINA: A cultura é imposta como modelo, ao mesmo tempo que se impede o acesso integral a esse modelo. Porque senão a desculpa para subordinação desaparece, não é? [sobe som e encerra música] MAYRA: E a Carolina encontrou, em alguns textos da época, exemplos que mostram isso muito bem. Ela me deu o exemplo de vários textos religiosos, que eram escritos em Guarani, mas que não eram lidos pelos indígenas.  CAROLINA: Porque esses textos traduzidos em Guarani, é, se destinavam aos missionários, não eram dados para a leitura dos indígenas, que eram mantidos a maior, maiormente não alfabetizados, não é? Era porque os missionários soubessem, é, aprendessem e pudessem transmitir oralmente aos indígenas. Então, na verdade, o destinatário do conteúdo do texto, né? Da mensagem religiosa, era o indígena, que não era o leitor do texto, né? Então era não era um público leitor, era um público ouvinte, era um auditório, porque quem lia era o missionário. LÍVIA: Ela também identificou o mesmo deslocamento da função do autor desse texto. Um dos exemplos mais didáticos é de um indígena chamado Nicolas Yapuguay, que publicou dois volumes de sermões bíblicos escritos em Guarani, só que sob direção de um missionário.  CAROLINA: Então, o que significa sob a direção? Significa que a responsabilidade é do missionário. Bom, aí já temos uma dica, não é? Mas o prefácio é fantástico. Eu acho que Foucault leu esse prefácio para definir a função autor, né? Porque quem faz o prefácio ao livro é Paulo Restivo, o missionário. Até aí tudo bem, a gente pode fazer o prefácio de outro livro, né? Mas o que é interessante é que todos os “eus”, as primeiras pessoas, é o missionário que assume. Então, assim, ele chama o leitor de meu leitor, as doutrinas que eu te ofereço.  MAYRA: Isso mostra pra gente que apresentar o Nicolas Yapuguay como autor era quase como um disfarce, um fingimento. Que ele estava ali pra que os missionários pudessem dizer que havia uma participação indígena, mas que não tinha liberdade de decidir o que ou como escrever.  [começa trilha] TRUDRUÁ: Nesse processo de de entender um pouco a escrita e os povos indígenas, eu queria dizer assim que a escrita, essa escrita assim, ai, de escrever o nome, de escrever um poema, de escrever um livro ou de aprender a escrever alguma coisa que é importante assim no dia a dia, não é dessa escrita que nós estamos falando, quando a gente fala assim, ai, dos povos indígenas conseguirem escrever e serem uma sociedade desenvolvida. A gente está falando de um sistema de escrita que cria documentos, que cria cartórios, que cria notários, que cria é, que cria uma legislação para validar, por exemplo, um processo de expropriação territorial. [sobe som e encerra música]  LÍVIA: Essa que você acabou de ouvir é a Trudruá Dorrico.  TRUDRUÁ: Eu sou indígena Macuxi. O povo Macuxi tá no estado de Roraima. Eu sou escritora, essa é uma parte que eu atuo, no âmbito da literatura e eu também sou pesquisadora de literatura indígena e essa é a segunda parte assim da minha atuação no âmbito da pesquisa. MAYRA: Eu conheci o trabalho da Trudruá num grupo de leitura que eu faço parte. A gente leu “Originárias: Uma antologia feminina de literatura indígena”, que é uma coletânea organizada por ela, mas com histórias de diversas autoras de diferentes povos. Ela faz parte de um movimento contemporâneo de autores indígenas, como Daniel Munduruku, Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Geni Nuñez e por aí vai.  LÍVIA: A literatura indígena passou por diferentes fases no Brasil. Ela começou muito antes da chegada dos jesuítas, com a cultura oral, ainda sem registros escritos. Essa primeira fase, estruturada na oralidade, ainda  é muito pouco aceita como literatura. Vamos falar disso um pouco mais pra frente, continua por aqui pra entender.  MAYRA: Então, os registros dos jesuítas formam uma segunda fase, com os primeiros textos escritos, como a gente viu, mas não exatamente respeitando a cultura indígena.  LÍVIA: Depois, a gente teve, durante o modernismo, lá da semana de 22, autores como Mário de Andrade, autor de Macunaíma, por exemplo, se apropriaram de histórias indígenas naquela onda da antropofagia e ficaram famosos por isso.  TRUDRUÁ: O José de Alencar, Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade fizeram carreira sobre com o nacionalismo indígena. Então, é uma terceira fase que a gente fala assim: “É, mas agora a gente vai escrever. A gente vai fazer nossas histórias, a nossa literatura com esta identidade, porque esta identidade é um território que o Brasil precisa reconhecer, que tudo o que diz respeito a nós tem valor e tem alguém ali para reivindicar dizendo assim: “Ó, você não vai falar de nós de qualquer jeito, como se a gente fosse nada ou como vocês estavam acostumados a tratar a gente”. Eu acho que é por isso que talvez esse identitarismo ameace, né? Porque essa pessoa não tá pronta ainda, ela tá muito mais na defesa de: “Ai, nossa, vai me podar, de pesquisar, vai me podar, de escrever, vai me podar, de publicar, vou ser malvista”. Vai mesmo. Vai, vou te dizer com certeza que vai. MAYRA: A Trudruá tá falando aqui de pessoas que falam sobre os povos indígenas ou sobre elementos da cultura indígena como se fossem donas desse saber, ignorando o movimento e a história desses povos. Como livros ou mesmo pesquisas acadêmicas que se apropriam desse conhecimento sem dar os créditos, as referências ou mesmo sem ter representantes indígenas fazendo parte do trabalho.  LÍVIA: Isso porque, como a Trudruá contou na entrevista, esses escritores e pesquisadores sempre viram as práticas indígenas como “sem dono”. O motivo está no fato de que a maioria dos povos indígenas não tinham e ainda, em algumas regiões, continuam não tendo acesso ao domínio da escrita de suas línguas maternas. Por esse motivo não era considerada  a participação do próprio indígena nessas produções. TRUDRUÁ: Eu acho que esse argumento, ele foi utilizado assim por muitos anos, por por décadas, né? Pelos indigenistas e também pelos professores que é que sempre pesquisaram povos indígenas e se tornaram porta-voz desses povos indígenas. E eu acredito assim que é boa fé, o fato é que isso virou uma tradição e essa tradição acabou colocando, né, esses pesquisadores que muito colaboraram, muito ajudaram, não tô nem julgando isso, mas colocou eles assim como paladinos, né? Colocou como representantes de povos indígenas, como uma voz, é, de autoridade, uma voz de tradução entre dois mundos. Traduziu o mundo branco para os indígenas e traduziu o mundo dos indígenas para os brancos. Então, essas pessoas eram as autoridades. MAYRA: É uma ideia que tá muito ligada a noção de que povos que usam a escrita são, de alguma forma, superiores do que sociedades que chamamos àgrafas, ou seja, que transmitem seus conhecimentos exclusivamente por meio da tradição oral, sem ter desenvolvido um sistema próprio de escrita. Eu vou trazer a Carolina aqui de volta pra ajudar a gente a entender isso.  CAROLINA: Olha só, de novo, porque os europeus então gramatizaram as línguas do mundo, instrumentaram as línguas do mundo a partir do modelo que eles tinham usado da gramática grecolatina e também transformaram os espaços do planeta, os territórios a partir do modelo urbano europeu. Então, veja como os processos de gramatização massiva também coincidem com o processo de urbanização, isto é, de transformação das línguas e dos territórios do planeta, né, em direção ao modelo da escrita e da gramática da cidade europeia, não é? LÍVIA: É como se, porque a história da europa seguiu esse caminho, passando da tradição oral pra tradição escrita, do nomadismo para as cidades, todas as sociedades do mundo tivessem que fazer o mesmo percurso.  CAROLINA: Então, esse modelo da escrita, esse modelo da cidade, nesse discurso historiográfico, né? Vai estabelecer uma relação entre espaço e tempo, né? Por quê? Porque as sociedades, cujas formas de vida não produziram esse modelo específico de espaço que é a cidade, né? São jogadas situadas para trás no tempo, são pré-históricas, estão atrasadas, não chegaram lá. Então, há uma temporalidade que vai ser acionada a partir do modelo de espaço, que é produzido a partir de suas tecnologias, entre as quais a escrita, não é? MAYRA: Só que essa é uma visão bem distorcida de como as coisas funcionam. Não é porque a escrita foi necessária pra organização de um modo de vida que ela é essencial em todas as configurações sociais.  LÍVIA: E tem uma questão muito importante aqui. É que essa leitura de mundo não vem sem propósito, “sem querer”. Ela foi moldada pra justificar uma ideia de superioridade.  CAROLINA: Você estar numa sociedade de escrita e não dominar a escrita é uma grande desvantagem. Né? Não ser alfabetizado numa cidade é uma grande desvantagem. A questão é quais são as explicações, né? E como isso acaba sendo ontologizado. É uma característica ontológica dessas sociedades ou desse sujeito, não é? Então, de fato, o que há, é, é o que eu chamei de uma memória da língua marcada pela escrita e uma memória do espaço marcada pelo urbano. Eu explico, né? O que que é memória no sentido discursivo, da análise do discurso. Memória não é lembrança, é o contrário, digamos, ou pelo menos esse tipo de memória discursiva. É aquilo que já foi dito, esquecido e passou a ser do senso comum e faz sentido nas próprias palavras, não é? Então, a gente tem essa memória da escrita, memória da escrita, o que que é? Você imagina a língua, você imagina através da escrita alfabética, não é? Você vê um espaço que não tem cidade, parece um espaço vazio e não tá vazio, né? Por exemplo, uma floresta, o espaço de populações indígenas, não é? MAYRA: É como se houvesse, ainda que de forma inconsciente, uma associação automática entre cidade e progresso, linguagem e “inteligência”. É como dizer que uma pessoa analfabeta não sabe ler porque não quer, ou porque não tem capacidade, e, assim, excluir completamente o papel do Estado, da escola e de outras pessoas no processo de transmitir essa habilidade. A Carolina deu um outro exemplo muito bom de como isso foi manipulado pra fazer povos indígenas parecerem menos capazes do que as pessoas brancas.  CAROLINA: A educação literária, artística, da escultura, da pintura e da música são considerados como o modelo, né, de educação aos indígenas. Mas aí você vai nos povoados e mostram, essa daqui é escultura feita por um indígena, essa aqui para um europeu. E de acordo com esse modelo a feita por um indígena aparece uma caricatura muito simplificada, né? É, então como se apresenta isso, né? Olha, os jesuítas até ensinaram, mas até aí eles conseguiram chegar, mas então esse resultado aquém, de acordo com certo modelo, se apresenta como uma incapacidade lógica, natural dos indígenas. Eles não conseguem se apropriar desse modelo, então tem que se manter como subalternos, né? O que não se diz é que aos indígenas não se ensinava as técnicas de preparatórios para fazer uma escultura que se ensinava aos escultores europeus nas escolas de artesãos europeus. Simplesmente se dava o pedaço de madeira para os artistas e falaram: “Olha, copia aqui” LÍVIA: Se a gente parar pra reparar, a mesma lógica continua até hoje nos discursos meritocráticos, né? É uma ideia de que a habilidade de uma pessoa, seja ela indígena ou não, só depende do seu esforço individual. E assim oculta completamente o papel da sociedade de ensinar as bases necessárias pra isso.  MAYRA: E tem outro ponto interessante aí. Olha como a gente tem todo um referencial do que deveria ser uma sociedade, baseado quase que exclusivamente num único modelo: o europeu. A escultura, a música, o jeito de se vestir, tudo segue as regras estabelecidas na Europa. Só que na maioria das vezes, isso não é colocado em perspectiva, né? É naturalizado, colocado como um processo único pro mundo todo. CAROLINA: Como se isso fosse um, um, um processo inexorável, não é? LIVIA: Quando na verdade a gente devia tá olhando pra isso mais como possibilidades de modos de viver numa diversidade gigante de culturas. Só que é muito natural, por conta da nossa história, a gente achar que o que vem desse padrão europeu é sempre o melhor. CAROLINA: Uma coisa importante, isso não tem a ver com o que a gente acha de melhor ou pior. No sentido de que se você nasce e cresce numa numa sociedade urbana e da escrita, pode achar absurdo não escrever a língua ou não se fixar, mas esse é problema seu, vamos dizer assim, não é? Porque assim, você não é o centro. Não é? Então, não precisa gostar. [trilha sonora] LÍVIA: Até hoje, a escrita tem sido um reflexo disso. Ao longo da idade média, como a escrita tinha praticamente sido sequestrada pela Igreja na Europa, fazendo com que fosse quase exclusiva dos sacerdotes, ela se tornou um símbolo de conhecimento.  MAYRA: Como se um conhecimento só tivesse valor se estiver escrito, aquela ideia de que isso garante que ele será transmitido pro futuro. Isso também explica, voltando no que a gente tava falando antes, porque a primeira fase da literatura indígena, que tava na oralidade, não é considerada.  TRUDRUÁ: Tem muita produção indígena que é uma produção intelectual que esteve no âmbito do imaterial, porque os povos indígenas foram impedidos de desenvolver sua própria escrita e ao mesmo tempo foram impedidos de adotar a escrita alfabética, né? Esse foi um jogo sistemático do Estado para impedir a presença indígena na sociedade brasileira. LÍVIA: Ou então, de forma mais sutil ou até mais perversa, o que era feito era diminuir a identidade indígena de quem escrevia. Uma coisa de “se sabe escrever, então já não é mais indígena”. Um pensamento totalmente relacionado àquela ideia de progresso linear que a gente falou agora pouco, que considera os povos indígenas como se estivessem num estágio cultural anterior e inferior aos dos povos europeus.    TRUDRUÁ: Nesse caso, quando os povos indígenas e os sujeitos indígenas, eles começam a a escrever, a publicar, a romper essa tradição de que tudo que eles têm está na oralidade e quando está na oralidade não pertence a eles, é, eles, né, os primeiros escritores eles vem com essa tradição de dizer: é, não tem autoria porque vocês nunca deixaram, o país nunca deixou, nunca considerou, né, que um indígena que escrevesse, falasse língua portuguesa ou conhecesse os costumes da sociedade dominante pudesse ser considerado indígena. O que eu quero dizer com isso é não não não temos direito à nossa propriedade intelectual, material que tá na oralidade, eh porque eh ao escrever elas não somos mais tão indígenas. MAYRA: Aqui é importante a gente parar e explicar algo com mais calma, porque mesmo pra mim isso não tava bem claro quando comecei a conversar com a Trudruá pra esse episódio.  TRUDRUÁ: Quando você fala de oralidade, eu penso em um sistema, em um dispositivo de memória que é trabalhado assim pelos povos indígenas. Quando você fala de de fala de de voz alta, você tá falando desse oral. né, de uma fala oral. Então são um é sistema de conhecimento, um é prática. Então são diversos, né? TRUDRUÁ: Não podemos entender a oralidade como uma fala, como se ela não tivesse consciência, mas ela tem um sistema todo organizado, é de memória mesmo, assim, que vai de geração em geração e vai ensinando valores e e, e, né, tem uma ciência, né, que a compõe. LÍVIA: Ou seja, quando a gente tiver falando de oralidade aqui, estamos falando de um conjunto de práticas que faz parte de uma tradição de centenas de anos, que foram capazes de fazer permanecer o conhecimento, sem precisar de recursos escritos.  MAYRA: De certa forma, isso permeia o trabalho da Trudruá como escritora hoje. Eu ouvi uma entrevista dela falando sobre o último livro que publicou, o Tempo de Retomada, e como ela tinha o hábito de ler em voz alta pra mãe dela quando tava trabalhando no texto.  TRUDRUÁ: Quando eu penso texto escrito, eu me preocupo muito assim com, é, com uma sofisticação que elas são contadas nessa oralidade. E aí nessa, quando a minha mãe tenta me passar certos valores, eu fico assim impressionada, porque eu realmente me sinto indo para um outro tempo a partir da palavra, eu me sinto viajando assim num outro tempo. E era, e era essa ideia assim de talvez transportar as pessoas para esse tempo que eu nunca sei se eu vou conseguir, ou nunca sei se as pessoas vão se abrir para elas, mas é uma preocupação de que é, talvez o mesmo ritmo ou o mesmo balanço que que eu escuto e que eu sinto, né? MAYRA: Durante a entrevista, eu comentei com a Trudruá como eu tenho percebido um pouco um movimento na literatura de resgatar esse jeito de contar histórias. Como eu falei, eu participo de um clube de leitura e isso é algo que vira e mexe aparece por lá. De como é gostoso ler um livro que você tem a sensação de que a autora tá ali falando mesmo com você.  LIVIA: A Trudruá contou pra gente que, além do contato com as histórias contadas pela mãe, ela também teve, desde sempre, uma ligação muito forte com a literatura. E que os livros sempre tiveram um papel muito importante, não só de companhia, mas de vivência pra ela.  TRUDRUÁ: Eu cresci com a literatura e a literatura me fez viajar por tantos mundos, me faz sonhar, me faz chorar, me faz é, me faz sentir uma magia que de artista, então eu não poderia desejar outra coisa que não, né, viver com a palavra. E aí nesse sentido eu eu também entendo que dá para levar um pouco essa magia nessa escrita literária. E esse era o trabalho assim, de talvez transportar um pouco aquilo que eu sinto quando eu escuto essas histórias. E aí o trabalho, ler em voz alta é importante, assim como ler em silêncio também, mas como eu tenho essa preocupação que a minha comunidade leia, eu também fico pensando assim: “Ai, como que elas podem como que elas vão ler isso, a disposição das frases, desce isso para ir num ritmo tão longo, né? Esse trabalho escrito, prático, de como pode também emular uma certa um certo oral. MAYRA: Uma coisa importante, como dá pra perceber nas falas da Trudruá quando ela tá falando sobre o que espera dos livros dela, é que essa oralidade, tanto a tradição, quanto o hábito de ler em voz alta, tão muito relacionados com o coletivo. E aí entra outro ponto importante. Não é porque um conhecimento é coletivo, que ele é de todo mundo. TRUDRUÁ: Um segmento assim que fica muito evidente no Brasil é o núcleo de folcloristas, o núcleo de estudiosos assim brasileiros que que olham para esses conteúdos, olham para esses materiais, para essas narrativas e entendem ela como uma cultura popular. A cultura popular nesse sentido de que ela é de todo mundo, mas não tem uma autoria específica. E isso é muito conveniente quando você, né, é, consciente ou inconscientemente, você rouba, é, narrativas prontas, narrativas criativas, fantásticas de outros povos para dizer: “Ah, isso faz parte da cultura brasileira no singular” LÍVIA: A Trudruá deu exemplos como o guaraná, a mandioca ou uma série de medicamentos que foram descobertos e desenvolvidos por povos indígenas, mas que nunca foram reconhecidos como autores ou proprietários dessas técnicas.  MAYRA: E que depois, foram coisas incorporadas à cultura brasileira, como se todas as pessoas do país tivessem a mesma relação, a mesma história com esses elementos. E com isso, ignorando que os povos indígenas tiveram um papel fundamental nesse processo. LÍVIA: Lembra que a gente falou sobre como a primeira fase da literatura indígena, aquela da tradição oral, não é reconhecida? Isso porque quando a gente fala de oralidade, é difícil identificar um autor. E essa brecha foi usada pela sociedade brasileira como uma estratégia de incorporar essas histórias numa narrativa nacionalista.  MAYRA: Só que isso, ao invés de valorizar os conhecimentos tradicionais e a individualidade de cada povo, como costuma ser dito por aí, acaba, na verdade, apagando a participação e a autoria dessas pessoas na sua própria história.  [trilha sonora]  TRUDRUÁ: Mas sobre a identidade indígena, vai ser algo que eu nunca vou abrir mão. E eu digo como escritora e eu digo como indígena, porque assim, a história brasileira e a história literária brasileira, tudo que ela quis foi apagar a identidade indígena para se apropriar das nossas narrativas. Quando a gente se coloca com essa identidade, a gente demarca um território simbólico de dizer: “Isso aqui não tá livre. Isso aqui não é terra de ninguém. Isso aqui tem uma autoria coletiva. Tem uma propriedade material que pertence a nós. Não é seu. Não é seu, brasileiro.  LÍVIA: Por isso é tão importante hoje esse movimento de autores indígenas no Brasil. Ele ajuda a retomar uma série de histórias aos seus autores originais, dessa vez com os devidos créditos e com sua própria voz.  TRUDRUÁ: E a autora individual, é essa autoria, que tá no mercado editorial e que vem reforçando, que vem para reforçar os valores, né, dos povos, das comunidades, mas o fato de tá no mercado editorial e circular, ela alcança um outro uma outra visibilidade, inclusive lançando luz a essa autoria coletiva  MAYRA: E aí, obviamente, esse movimento acompanha o posicionamento político dos povos indígenas no Brasil.  TRUDRUÁ: Tem um filósofo, tem um teórico da literatura que se chama Emil’ Keme, ele é do povo Maia Quechua da Guatemala. E ele fala que não é possível separar a teoria literária indígena da política indígena, porque elas caminham juntos. Quando os indígenas eles pegam a escrita para publicar e etc, estudar mesmo, eles entendem a escrita como uma técnica, a língua como uma técnica que vai ser essa transportadora dos desejos da luta do movimento indígena. Então, a gente entende, alinhado a política indígena, a gente entende, uma teoria da literatura que vai seguir as mesmas políticas que os povos indígenas tão tentando em termos de autonomia. Então, a política indígena fala do direito ao nome. Todos os autores indígenas que eu conheço, ou eles adotaram o nome de povo, ou eles adotaram o nome da tradição. Mas se você olha em documentos, eh que não faz, sei lá, 10 anos que tem 20 anos que tem essa política, eles têm nomes brasileiros, nomes e sobrenomes brasileiros por conta da política de que proibia nomes indígenas. Então, isso acompanha também dentro da literatura a política indígena. LÍVIA: Com esse movimento, a gente também tá tendo a oportunidade de conhecer mais da tradição indígena e de ter acesso a cultura de tantos povos indígenas que existem no brasil, aprendendo inclusive as diferenças que existem entre eles.    TRUDRUÁ: Os escritores estão acompanhando as linhas de da política indígena, que é autonomia, soberania, autodeterminação. E é tão falso e isso de que a literatura indígena vai repetindo, vai falando das mesmas coisas, porque os temas indígenas, eles são tão abertos e são tão variados, assim, só fala isso quem nunca leu a literatura indígena. Porque, entrar no mundo da identidade indígena, ela é muito, assim, é um mundo muito amplo. A gente tá falando de uma identidade indígena, mas a gente tá falando de quase 400 povos indígenas, de quase 300 línguas faladas culturalmente, como elas são diversas entre si. Eu acho que quem fala isso nunca nem se aproximou da das culturas indígenas para entender um átimo dessa dimensão que é essa riqueza cultural. MAYRA: E também de pensar como a gente pode tentar se aproximar de outras formas de viver e entender o mundo. No grupo que eu faço parte, sempre que lemos alguma coisa de literatura indígena, a conversa rende muito nesse sentido, em pensar pequenas mudanças que a gente pode tentar trazer pra nossa realidade, inspiradas nessas outras culturas.  TRUDRUÁ: E aí uma das coisas que eu amo, amo na literatura indígena é que não tem nada do amor romântico, mas não tem mesmo assim, sabe? Amo, sabe essa ideia de ai nossa, as mulheres foram abandonadas pelos homens, é, e as mulheres o que que elas fizeram? Ah, elas foram procurar outros maridos. Tchau amor, tchau e benção assim, é completamente, assim vai completamente na contramão do que a gente foi ensinado. De ficar chorando, de ficar se lamentando. [sobe trilha]  LÍVIA: E falando em grupos de leitura, pra encerrar nosso episódio, a Trudruá pediu pra deixar um recadinho pra vocês.  TRUDRUÁ: Eu tenho uma página no Instagram que se chama Leia Mulheres Indígenas. E aí eu tô com uma proposta para 2026 de abrir um clube de leitura do Leia Mulheres Indígenas.  TRUDRUÁ: Como que você vai apreciar melhor essa leitura e essas produções se vocês não sabem, né? De onde que a gente parte, quais são os princípios, quais são os valores. E aí eu tô querendo muito abrir um clube de leitura para 2026, espero que dê certo. E é convidar todo mundo para, sei lá, tá com a gente, abrir o debate, ler, se se encantar ou se desencantar também, tá valendo, né? Tá tudo valendo. MAYRA: Fica aí o convite pra seguir a página e ler mais livros escritos por autoras indígenas. Eu sou a Mayra Trinca, produzi e escrevi esse roteiro, com pitacos e revisão da Lívia Mendes. A edição também é minha.  LÍVIA: Aproveita quando for seguir a Trudruá e procura a gente, somos Oxigênio Podcast em todas as redes sociais. A trilha sonora é do blue dot session e os créditos estão na descrição desse episódio. A vinheta é do Elias Mendez.  MAYRA: O Oxigênio tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e é coordenado pela Simone Pallone. Obrigada por ouvir, e até a próxima!  Trilhas:  Trailmaker by https://app.sessions.blue/browse?trackId=384027  Thunderpass by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385385  Posh and Vine by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385621 

Podcast : Escola do Amor Responde
3370# Escola do Amor Responde (no ar 08.07.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 22:42


Durante o programa Escola do Amor Responde de hoje, os professores compartilharam com os alunos que a inteligência para a carreira, e outras áreas da vida, não significa necessariamente inteligência na vida amorosa. Nesse ínterim, Ana, estudante de direito, disse que conheceu virtualmente um rapaz do Paquistão. Eles começaram um relacionamento. Ele diz que a ama muito e ela, por sua vez, realmente se apaixonou. Contudo, há muitos problemas entre eles. O rapaz oscila entre ser carinhoso e grosseiro. Ana não tem liberdade para fazer perguntas a ele.Além disso, ele tem o costume de terminar o relacionamento, e Ana precisa ir atrás dele, humilhando-se e implorando. A aluna tem sofrido com isso e fica sem dormir. Ela disse que ele se tornou um verdadeiro vício, do qual ela não consegue se libertar. A aluna relatou diversas situações, inclusive o fato de que ele tem pedido que ela envie fotos e vídeos em que apareça nua. Ela tem negado, mas já atendeu a alguns pedidos.Terapia do AmorQuer se curar dos traumas do passado e se preparar para viver o amor inteligente? Participe todas as quintas-feiras, às 20h, da Terapia do Amor, no Templo de Salomão, no Brás, em São Paulo. Para mais locais e endereços, acesse terapiadoamor.tv ou ligue para (11) 3573-3535.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Alô, Ciência?
#159 Microbioma humano

Alô, Ciência?

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 58:46


Alô, alô! Os nossos corpos não são habitados apenas por nós mesmos. Nós os compartilhamos  com trilhões (!) de microrganismos que vivem praticamente em todas as partes do corpo humano. Cientistas estimam que mais da metade das nossas células não são, de fato, humanas: são células de micróbios, seres vivos microscópicos, como bactérias e fungos. Quando ouvimos falar em micróbios, a nossa primeira reação geralmente é de medo. Afinal, não faz muito tempo que saímos de uma pandemia, né? Porém, apenas uma pequena fração dos microrganismos conhecidos, menos de 1%, causa doenças. A grande maioria desses micróbios desempenha funções essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Eles ajudam, por exemplo, na digestão, protegem contra outros microrganismos nocivos e podem até auxiliar na melhora de sintomas de ansiedade e depressão. Devido a todas essas funções, o estudo dessa comunidade de micróbios associada ao corpo humano  (microbioma humano) vem crescendo muito nos últimos anos. Pesquisadores estão tentando entender quem são os microrganismos que vivem nas diferentes partes do nosso corpo, quais moléculas eles produzem e quais funções essas substâncias desempenham. Esse conhecimento é importante não apenas para desenvolver novos medicamentos e melhorar a saúde e o bem-estar da sociedade. Ele também nos ajuda a responder uma pergunta fundamental: já que temos mais células microbianas do que células humanas no nosso corpo, entender essas comunidades é também uma forma de entender quem somos nós. Nesse episódio, Camila Beraldo e Caramelo convidam Rosana Ferreira e Caetano Antunes para desvendarem esses segredos microscópicos. Da o play!

Quem Ama Não Esquece
MINHA ETERNA PROMESSA DE AMOR | QUEM AMA NÃO ESQUECE 08/07/2026

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 16:39


A Denise conheceu o Emerson quando ele tinha 15 anos e na época, ele dizia que um dia se casaria com ela. Anos depois, já separados de suas relações, os dois se reencontraram e descobriram que aquele sentimento nunca tinha mudado. Eles construíram uma história marcada por respeito e muito amor. Até que em 2024 o Emerson enfrentou uma grave doença. Ele precisou de cirurgia e lutava com um câncer entre o fígado e o pâncreas. A Denise permaneceu ao lado dele durante toda a batalha, mas após meses de luta, ele faleceu aos 44 anos. Desde então, ela tenta seguir em frente, tentou até se relacionar, mas não conseguiu. Agora, Denise segue aprendendo a conviver com a saudade e uma eterna promessa feita em vida: "onde quer que ele esteja, ele continua cuidando de mim… Exatamente como ele prometeu".

Inteligência Ltda.
029 - MICHELLE ELOGIA LULA + ANCELOTTI E O FUTURO DA SELEÇÂO + LINKON DESMASCARADO?

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 169:37


FERNANDA COMORA e MADELEINE LACSKO são jornalistas e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, LINCOLN FRACARI, PROF. MICHELE RAMOS, JORGE NICOLA, GUGA FIGUEIREDO e ANDRÉ MARSIGLIA. O Vilela desenhava quadrinhos pro jornal de Bedrock.

DunaCast
S03EP10: Filhos de Duna (Cap 23 e 24)

DunaCast

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 99:28


Bem-vindos a Arrakis e bem-vindos ao DunaCast.O DunaCast vai ser o podcast que irá analisar detalhadamente todos os 60 capítulos do livro Filhos de Duna e suas 511 páginas.O DunaCast é o podcast oficial do fandom deDuna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulodos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores. Capítulo 23Durante uma audiência matinal conduzida por Alia e Jéssica, dois suplicantes se apresentam: um trovador que pede dinheiro para viajar até a corte de Farad'n e um Naib Fremen (ex-Fedaykin) que traz um alerta sobre o deserto. A situação sai do controle quando um oficial do sacerdócio tenta silenciar o Naib. Jéssica percebe que Alia dá um sinal secreto ("agora!") e age rapidamente para desviar do trono, escapando de dois tiros de uma pistola Maula. Ao notar que Alia permaneceu completamente imóvel, Jéssica compreende que a própria filha estava envolvida na conspiração. Capítulo 24Leto e Ghanima fogem do Sietch Tabr disfarçados entre as crianças do pomar, carregando uma cesta de frutas queesconde equipamentos de sobrevivência (Fremkit, pistola maula, faca cristalina e as novas vestes de Farad'n). Eles seguem pelas dunas em direção a "O Serviçal", cientes de que sofrerão um ataque iminente. Enquanto caminham, os irmãos deduzem que serão atacados por dois animais predadores. Convocação para o jihad! Criamos uma campanhano Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: ⁠https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributed⁠ Ou você pode contribuir via PIX. Nosso PIX énosso e-mail:⁠dunacast@gmail.com⁠ Nos envie sua pergunta, arte, curiosidade oucorreção de algum erro nosso pelo e-mail ⁠dunacast@gmail.com⁠ Lembre-se de se identificar no texto do e-maile de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios. A arte de capa do DunaCast é um trabalho deMárcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign).  A edição do DunaCast é um trabalho da RadiolaMecânica (radiolamecanica@gmail.com). Links • DunaCast • Twitter: ⁠twitter.com/dunacast⁠ • Instagram: ⁠instagram.com/dunacast⁠ • Telegram: ⁠https://t.me/dunacastoficial⁠ • Site: ⁠linktr.ee/dunacast⁠ • Duna Arrakis Brasil • Twitter: ⁠twitter.com/dunabrasil⁠ • Instagram: ⁠instagram.com/dunaarrakisbrasil⁠ • Facebook: ⁠https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil⁠ • Youtube: ⁠https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg⁠ • Medium: ⁠https://medium.com/@dunabrasil⁠ • Telegram: ⁠t.me/dunaarrakisbrasil⁠ • Site: ⁠linktr.ee/dunaarrakisbrasil⁠ • Pascoal Naib (Criador e Administrador) • Twitter: ⁠https://twitter.com/PascoalNaib⁠ • Instagram: ⁠https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/⁠ • Rildon Oliver (Radiola Mecânica) • Instagram: ⁠https://www.instagram.com/radiolamecanica/⁠ • Fred Negrini • Instagram: https://www.instagram.com/frednegrini/

SBS Portuguese - SBS em Português
Foi isso que eles disseram: a troca de farpas entre Neymar e Nyland na hora do pênalti

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 2:41


“Qual canto quer que eu bata?”, diz Neymar a Nyland em bate boca antes do pênalti.No final do jogo, quando o Brasil perdia por 2x0, Casemiro sofreu uma cotovelada. O árbitro inicialmente mandou o jogo seguir, mas foi chamado pelo VAR e, após rever o lance, chamou o pênalti para o Brasil. Neymar foi para a pequena área converter a cobrança quando as câmeras mostraram um bate boca feio entre o goleiro norueguês Nyland.

Jutranja kronika
Požar na Brestovici pod nadzorom, požarna straža ostaja na terenu

Jutranja kronika

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 18:16


Kras je včeraj prestrašil požar na težko dostopnem terenu na Brestovici pri Komnu. Zahvaljujoč hitremu posredovanju gasilcev so ga omejili že sinoči. Drugi poudarki oddaje: Trump ob 250. obletnici ZDA oster do komunističnih idej. Eles z novim pozivom k dvigu omrežnin. Kaj pravi vlada? Mef in Marina Martenson velika zmagovalca 45. Melodij morja in sonca.

Inteligência Ltda.
1878 - A HOMOSSEXUALIDADE SEGUNDO A BÍBLIA: YAGO MARTINS E DAVID RIKER

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 4, 2026 131:40


YAGO MARTINS e DAVID RIKER são pastores. Eles vão bater um papo sobre a homossexualidade e a visão da Igreja a respeito. Já o Vilela não consegue nem lembrar todas as letras de LGBTQIA+.

Inteligência Ltda.
007 - NOVO BATMAN CONFIRMADO? + FROM VIROU O LOST DE TERROR? + CYBERPUNK MERCENÁRIOS

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 137:29


AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Gustavo Cunha, do Pablo Peixoto, do João Victor e da Gabi Xavie as notícias recentes do cinema e da cultura pop. O Vilela é tão nerd que só quer saber de vingança (essa é pros fortes).

Pregador Nonato Souto
Os Gentios na Bíblia: Eles nunca foram o plano B | Análise Profunda

Pregador Nonato Souto

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 19:54


Os Gentios na Bíblia: Eles nunca foram o plano B | Análise Profunda

Expresso - Expresso da Manhã
Se não os querem cá, eles vão embora. Mais de 160 mil imigrantes saíram do país ou do sistema

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 14:26


Em 2025, saíram da Segurança Social 162.252 imigrantes. Não se sabe quantos deixaram Portugal rumo a outros países da Europa e quantos foram desviados para a economia paralela. O saldo migratório ainda é positivo, mas a previsão é de que deixe de ser este ano. Neste episódio, conversamos com Raquel Moleiro que, com Joana Pereira Bastos, escreve sobre este tema no Expresso.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Inteligência Ltda.
1876 - TERREMOTOS, GUERRAS E ALIENÍGENAS: JAN VAL ELLAM E DANIEL LOPEZ

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 169:55


DANIEL LOPEZ é jornalista, teólogo e pastor, e JAN VAL ELLAM é escritor. Eles vão bater um papo sobre guerras, terremotos e alienígenas, e tudo mais que pode abalar o mundo em breve. Já Vilela é uma pessoa que se abala por qualquer coisa.Conheça A Bússola, o curso gratuito de gestão e inteligência artificial do G4. https://on.g40.co/daniellopez_03

Inteligência Ltda.
028 - TERREMOTO NA VENEZUELA + BETS NO CAZÉ TV + CLASSIFICAÇÃO DO BRASIL NA COPA

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 182:12


FERNANDA COMORA e MADELEINE LACSKO são jornalistas e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, RICA PERRONE, WILSON PEDROSO, SÉRGIO SACANI, GUGA FIGUEIREDO e RAFAEL PAIVA. O Vilela ainda compra jornal pra amadurecer banana verde.Regularize seu trabalho. Abra seu CNPJ com a Contabilizei

Bem Estar
Terapia de reposição hormonal na menopausa: tire suas dúvidas

Bem Estar

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 38:53


17 milhões de brasileiras estão no climatério, fase da vida em que a mulher passa do período reprodutivo para o não reprodutivo. Nesta fase, existe um declínio progressivo da produção de hormônios como o estrogênio e a progesterona. Eles têm papéis cruciais na saúde e no bem-estar das mulheres e a falta deles gera uma série de sintomas que podem ser muito incômodos. A boa notícia é que existe tratamento pra isso, é a terapia de reposição hormonal. Mas ainda há muita falta de informação a respeito da reposição hormonal, e inúmeras mulheres que poderiam se beneficiar dela, acabam não tendo essa oportunidade. No podcast de hoje, a gente conversa com a Dra. Maria Celeste Osório, presidente da Febrasgo, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Vamos explicar quais são os tipos de terapia hormonal e os seus benefícios. E esclarecer os muitos mitos que ainda existem sobre esse assunto.

30:MIN - Literatura - Ano 7
590: As melhores do ano (até agora)

30:MIN - Literatura - Ano 7

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 72:18


Arthur Marchetto, Anna Raissa e Igor Oliveira Neves aproveitam o meio do ano para compartilhar as melhores leituras de 2026… até agora!Eles elencaram três melhores leituras com direito a menções especiais na abertura. Bora aproveitar para compartilhar as melhores de vocês até agora também?---Livros citadosSobre os ossos dos mortos, de Olga Tokarczuk (trad. Olga Bagińska-Shinzato)Polícia da Memória, de Yoko Ogawa (trad. Andrei Cunha)Babel: ou a necessidade de violência, de R.F. Kuang (trad. Mariana Vargas)Quem é essa mulher: uma biografia de Zuzu Angel, de Virginia Siqueira StarlingControle, de Natalia Borges PolessoA Outra Filha, de Annie Ernaux (trad. Marília Garcia)Sete anos e um dia, de Elvira VignaBalada de amor ao vento, de Paulina ChizianeBerg, de Ann Quin (trad. Gisele Eberspächer)Pequeno País, de Gaël Faye (trad. Marília Garcia)Moscou Feliz, de Andrei Platónov (trad. Letícia Mei)Diário Íntimo, de Lima BarretoDiário do Hospício & O Cemitério dos Vivos, de Lima BarretoTriste fim de Policarpo Quaresma, de Lima BarretoVia Gemito, de Domenico Starnone (trad. Maurício Santana Dias)Desaplanar, de Nick Sousanis (trad. Érico Assis)Por uma fração de segundo: a vida movimentada de Eadweard Muybridge, de Guy Delisel (trad. Flávia Yacubian)Cândido, ou o Otimismo, de Voltaire (trad. Carolina Selvatici)Um defeito de cor, de Ana Maria GonçalvesPachinko, de Min Jin Lee (trad. Marina Vargas)---Links⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoie o 30:MIN⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Confira nossa vitrine na Amazon!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga a gente nas redes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Já apoia? Acesse suas recompensas⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Confira todos os títulos do clube!

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FIM DA GUERRA, TECH DISPARA E IBOVESPA FICA PARA TRÁS: O MERCADO DESISTIU? | Carteiros do Condado #62

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Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 70:25


O que os principais gestores estão fazendo em um mundo dominado por inteligência artificial, juros elevados e mudanças rápidas de narrativa?Neste episódio do Carteiros do Condado, Davi Fontenele e Priscila Araújo, Head de Produtos e Relacionamento da XP Advisory, analisam as principais tendências que estão movimentando os mercados globais e brasileiros. Eles comentam sobre a recuperação do crédito privado, o desempenho decepcionante da bolsa brasileira frente ao CDI, a força das ações ligadas à inteligência artificial e por que muitos investidores estão revisando suas estratégias para os próximos anos. Confira!