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Convidado: José Roberto Afonso, economista, professor do IDP e da Universidade de Lisboa e sócio fundador da consultoria Finance. Na largada da corrida eleitoral, os candidatos à Presidência colocam o Orçamento no topo da lista de pautas em debate até a chegada das urnas, em outubro. No centro desta questão está o endividamento do Estado brasileiro: a dívida pública do país disparou na última década, saltando de 66% do PIB em 2016 para 82% do PIB neste ano – e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o risco de que em breve o passivo brasileiro ultrapasse os 100% do Produto Interno Bruto. O quadro de juros altos agrava a preocupação com as contas brasileiras para o futuro. Neste episódio, Natuza Nery entrevista José Roberto Afonso, economista que coordenou a equipe que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000. José Roberto realizou um levantamento sobre o quadro fiscal brasileiro dos últimos 25 anos e mapeou como a composição do Orçamento foi modificada ao longo deste período. Ele também analisa o quadro atual da economia brasileira e sugere quais caminhos podemos seguir.
Convidado: Carlos Melo, cientista político e professor do Insper. A soma dos eleitores de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo corresponde a mais de 40% dos votos que vão decidir o próximo presidente. Os três estados apresentam perfis bastante heterogêneos de eleitores, mas as pesquisas de intenção de voto da Quaest, divulgadas nesta semana, indicam muito equilíbrio entre os dois candidatos que lideram a corrida eleitoral: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Neste episódio, Natuza Nery recebe o cientista político Carlos Melo para explicar os fenômenos eleitorais que configuram o “Triângulo das Bermudas”. Carlos compara os números das pesquisas de agora com os dados da eleição de 2022 e analisa os efeitos dos palanques estaduais formados por Lula e Flávio Bolsonaro.
Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN. O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação.
Convidadas: Stella Fontes, editora-assistente da editoria Empresas, e Adriana Mattos, repórter especial de Varejo, Indústria e Consumo, ambas do jornal Valor Econômico. A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. Na semana passada duas importantes empresas do varejo nacional recorreram à recuperação judicial: a Casas Bahia, para reestruturar dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões. São empresas que se somam a outras grandes redes que buscaram recuperações judiciais ou extrajudiciais nos últimos anos: Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia, St. Marche, entre outros. São companhias que enfrentam um cenário econômico desafiador, de juros altos, menor oferta de crédito e mudança de comportamento do consumidor. Neste episódio, Natuza Nery conversa com duas jornalistas do jornal Valor Econômico para explicar este fenômeno. Primeiro, ela fala com Stella Fontes, que detalha o caso da Braskem e o contexto crítico para a companhia no setor petroquímico. Depois, quem participa é Adriana Mattos, que aprofunda a análise sobre o que as empresas de varejo têm feito para tentar escapar à crise do setor.
Convidado: Ricardo Abreu, repórter e apresentador da TV Globo e GloboNews. O Brasil entra nesta corrida eleitoral como um país que está sob ataque comercial e diplomático de uma potência estrangeira, como uma liderança regional de um continente dividido ideologicamente e como um dos maiores exportadores de commodities e alimentos do mundo. O Brasil é uma nação que está em posição estratégica na reorganização geopolítica do mundo e tem candidatos à Presidência da República com ideias e propostas muito diferentes a respeito de qual caminho seguir a partir de 2027. Neste episódio especial de eleições, Natuza Nery entrevista o jornalista Ricardo Abreu, que acompanha o dia a dia do Itamaraty, em Brasília. Ricardo explica as propostas dos presidenciáveis e o que a diplomacia oficial pensa sobre temas relevantes desta eleição. Também neste episódio você ouvirá trechos das entrevistas que o produtor Carlos Catelan conduziu com os especialistas em relações internacionais Bruna Santos, Guilherme Casarões, Leonardo Trevisan, Marcus Vinícius de Freitas e Oliver Stuenkel.
Convidado: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que os três inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, sejam enviados à primeira instância do Judiciário. As investigações que miram Lulinha têm origem no esquema de descontos indevidos no INSS – um caso no qual ele não é acusado de envolvimento. Foi ali que a Polícia Federal apreendeu o celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, encontrou indícios de que o filho do presidente possa ter cometido tráfico de influência. O conteúdo encontrado no aparelho de Roberta também mostra a conexão dela com Marco Aurélio Santana Ribeiro. Conhecido como Marcola, ele foi chefe de gabinete do presidente da República até julho e, segundo as investigações, recebeu dinheiro da empresária. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Reynaldo Turollo Jr, repórter que está cobrindo o caso desde o início das investigações. Turollo explica os três inquéritos, detalha quais são as suspeitas e conta qual o impacto político disso no núcleo duro da campanha de Lula à reeleição.
Convidados: Henrique Ribeiro, psiquiatra, psicoterapeuta e supervisor do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas, da USP; e Monalisa Barros, psicóloga, pesquisadora especialista em luto e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A França aprovou nesta quarta-feira (19) a lei que vem sendo chamada de “Ajuda para morrer” depois de um intenso debate de quatro anos. Na prática, agora os franceses têm respaldo legal para recorrer à eutanásia ou outros modelos de morte assistida. Mais de dez países já autorizam procedimentos como esse, inclusive vizinhos da América do Sul, como Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai. No Brasil, qualquer tipo de morte assistida é proibido e uma pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maior parte da população se posiciona contra a prática: a rejeição chega até a 60% dos entrevistados, mas, quando perguntados sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, o resultado é um empate. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois especialistas em luto e cuidados paliativos. Primeiro, ela entrevista o médico Henrique Ribeiro, que explica como se dá esse tipo de procedimento e avalia sua realização em um contexto brasileiro. Depois, a entrevista é com a psicóloga Monalisa Barros, que analisa as condições humanas que influenciam essa decisão. Também neste episódio, Luciana Dadalto, pesquisadora e presidente da associação Eu Decido, relata um caso de morte assistida que ela acompanhou na Suíça em 2019.
Convidado: Felipe Maciel, sócio-fundador e diretor executivo da agência eixos, especializada nos setores de petróleo, gás e energia. No último sábado (15), a Petrobras anunciou a identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá e a cerca de 2.800 metros de profundidade. A confirmação de que há petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial, gerou empolgação imediata – o presidente Lula chegou a chamar a descoberta de "passaporte para o futuro" do país. Mas ainda falta uma longa jornada até que seja confirmada a viabilidade econômica da exploração do petróleo na região. A presidente da estatal, Magda Chambriard, fala em até 7 anos para que o primeiro barril de petróleo seja extraído de águas submarinas. Há perspectivas econômicas otimistas, mas também há riscos ambientais e climáticos: a região é considerada de extrema sensibilidade ambiental e o investimento em combustível fóssil vai na contramão do compromisso do país com a transição energética. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Felipe Maciel, jornalista que acompanha há duas décadas os setores de petróleo, gás e energia. Ele explica como irá se dar a possível exploração, analisa os riscos para a questão ambiental e compara o caso brasileiro com o da Guiana. Participa também do episódio Shigueo Watanabe Jr., especialista em energia do Observatório do Clima e pesquisador do Climainfo.
Convidado: Thomas Traumann, comentarista de política da GloboNews e colunista do jornal O Globo. Começou oficialmente neste domingo (16) a corrida eleitoral. E os nomes que concorrem à Presidência lançaram suas candidaturas. Lula (PT) discursou em um evento realizado em São Bernardo do Campo, onde iniciou sua carreira sindical. Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores e fez um discurso em Copacabana, Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado (PSD), no entorno do Distrito Federal, Romeu Zema (Novo), em Montes Claros (MG), e Renan Santos (Missão), na capital paulista, também falaram para seus eleitores. Para analisar o tom e o conteúdo dos discursos dos candidatos, Natuza Nery recebe neste episódio o jornalista Thomas Traumann. Thomas explica o que os presidenciáveis tentaram comunicar, o que deu certo e o que deu errado. Ele também avalia o impacto do horário eleitoral, que tem início em 28 de agosto, na tomada de decisão dos eleitores.
Convidada: Renata Cafardo, autora do livro "O Algoritmo das Famílias", repórter especial e colunista do Estadão e presidente da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca). Uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes no interior do Mato Grosso do Sul foi palco de uma tragédia transmitida ao vivo por uma plataforma que tem cerca de 56 milhões de pessoas cadastradas no país. Uma adolescente de 13 anos cometeu suicídio diante de uma plateia que assistia à transmissão online. A polícia começou a investigar o caso e identificou um cenário com ameaças e chantagem, e a morte passou a ser investigada como homicídio. A rede social onde o evento se deu, o Discord, enfrenta questionamento judicial. Mais que isso: a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Renata Cafardo, jornalista que acompanha o caso e que é autora do livro "O Algoritmo das Famílias". Renata descreve como as plataformas online em geral afetam a saúde e comprometem a segurança de crianças e adolescentes – e aponta o que mães e pais podem fazer diante disso. Também falam neste episódio, para explicar o caso da adolescente de 13 anos, Maraísa Cezarino, advogada especializada em proteção de dados, tecnologia e privacidade, e Vanessa Cavalieri, juíza da Infância e Juventude do Rio de Janeiro.
Convidada: Bela Megale, colunista do jornal O Globo. Nos últimos quatro anos, a relação entre Executivo e Legislativo foi atribulada, marcada por atritos nos bastidores e até por críticas públicas de lado a lado. O governo Lula e o Centrão, bloco formado por partidos que vão desde o centro até a direita e que comanda o Congresso, chegaram a um ponto de quase não retorno, mas a proximidade das eleições mudou o clima de lado a lado. Arranjos regionais colocam governistas e integrantes do Centrão no mesmo palanque. No contexto nacional, os partidos que compõem o bloco anunciaram neutralidade na corrida presidencial – depois de namorarem uma aproximação com Flávio Bolsonaro (PL). Mais recentemente, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reencontraram depois de meses sem se falar. E nesta segunda-feira (10), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que irá apoiar a reeleição do petista. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Bela Megale sobre como governo e Centrão buscaram pacificar a relação. Ela conta os bastidores do encontro de Lula e Alcolumbre e explica o que motivou o apoio de Motta ao presidente. Bela e Natuza também analisam o futuro dessa relação, quem ganha e quem perde, caso o petista se reeleja.
Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews e colunista do g1, e Carlos Ranulfo Melo, cientista político, professor e pesquisador da UFMG. O líder nas pesquisas de intenção de votos disse que seria candidato ao governo do estado de Minas Gerais, mas seu partido disse que não. Ele insistiu e, mais de uma semana depois, conseguiu: na sexta-feira (7), o Republicanos confirmou que o senador Cleitinho Azevedo irá concorrer. A indefinição sobre a candidatura de Cleitinho embaralhou os arranjos políticos no estado e deixou rastros que podem interferir nas eleições presidenciais – Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e, desde 1989, o candidato a presidente que ganhou no estado venceu a eleição nacional. Sem a chance de contar com o apoio do candidato do Republicanos, partido que anunciou neutralidade na disputa presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro terão palanques mais tímidos: o PT lançou Patrus Ananias e o PL, Flávio Roscoe. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois analistas da eleição em Minas Gerais. Primeiro, ela fala com o jornalista Valdo Cruz sobre os bastidores e sobre os acordos que culminaram na formação das candidaturas ao governo e ao Senado no estado. Depois, ela entrevista o cientista político Carlos Ranulfo Melo, que analisa o comportamento do eleitor mineiro.
g1 e GloboNews começam a primeira série de entrevistas do jornalismo da Globo nas eleições deste ano. Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, foi entrevistado nesta sexta-feira (7). Candidato pelo PSD, Ronaldo Caiado afirmou que, caso seja eleito, vai anistiar as pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “É uma medida que tem o sentido de pacificar o país”, afirmou. Ele disse também que pretende encaminhar ao Congresso propostas de reformas administrativa e política e de revisão de alguns pontos da reforma tributária: ele avalia que o momento é de “urgência” e promete apresentar essas propostas já no primeiro dia de um eventual governo, além de discutir a necessidade de uma nova reforma, a da Previdência. No campo da segurança pública, o ex-governador de Goiás pretende propor a criação de uma polícia comum para os países da América do Sul, como uma forma de combater o crime organizado transnacional: “É a mesma coisa que a Europa fez. Eu quero ter uma polícia que possa transitar [pelos dez países que fazem fronteira com o Brasil]”. Aos 76 anos, Ronaldo Caiado concorre à Presidência pela segunda vez. A entrevista com Natuza Nery e Andréia Sadi foi transmitida ao vivo pelo g1 e pela GloboNews na tarde de sexta-feira (7) e publicada na íntegra como episódio especial do Assunto. Foram chamados para a série de entrevistas os cinco candidatos com melhor pontuação na última pesquisa Datafolha. Renan Santos, candidato pelo partido Missão, foi entrevistado na quarta-feira (6). Romeu Zema, candidato pelo partido Novo, na quinta-feira (6). A entrevista de Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, está marcada para segunda-feira (10), mas ele ainda não confirmou presença. Lula, candidato à reeleição pelo PT, foi convidado, mas sua assessoria de imprensa informou que ele optou por não participar.
g1 e GloboNews começam a primeira série de entrevistas do jornalismo da Globo nas eleições deste ano. Romeu Zema, candidato pelo partido Novo, foi entrevistado nesta quinta-feira (6). Candidato pelo partido Novo, Romeu Zema afirmou que, caso fosse presidente do país, retaliaria os Estados Unidos diante das tarifas impostas ao Brasil: “Certamente [iria retaliar]. E vou falar: ‘Pera aí. Tudo tem limites'”. Chamou também Donald Trump, presidente americano, de “imprevisível” e “fanfarrão”. No campo da economia, prometeu que tentará promover um “choque” na área fiscal e privatizar “tudo”: “A começar pela Petrobras. Vamos fazer uma reforma administrativa e uma reforma previdenciária", afirmou. Zema também disse que se inspira no modelo de segurança adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, mas rejeitou aplicar no Brasil medidas implementadas pelo salvadorenho, como prisões baseadas em denúncias anônimas e prisões sem mandados. O ex-governador de Minas Gerais também afirmou ter ficado "surpreso e decepcionado" com as suspeitas de fraudes em licenciamentos ambientais investigadas durante a gestão dele. Aos 61 anos, Romeu Zema concorre à Presidência pela primeira vez. A entrevista com Natuza Nery e Andréia Sadi foi transmitida ao vivo pelo g1 e pela GloboNews na tarde de quinta-feira (6) e publicada na íntegra como episódio especial do Assunto. Foram chamados para a série de entrevistas os cinco candidatos com melhor pontuação na última pesquisa Datafolha. Renan Santos, candidato pelo partido Missão, foi entrevistado na quarta-feira (6). Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, será entrevistado na sexta-feira (7). A entrevista de Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, está marcada para segunda-feira (10), mas ele ainda não confirmou presença. Lula, candidato à reeleição pelo PT, foi convidado, mas sua assessoria de imprensa informou que ele optou por não participar.
Começa nesta quarta-feira (5) a série de entrevistas realizadas pelo g1 e pela GloboNews com os cinco candidatos à Presidência da República mais bem posicionados na pesquisa Datafolha mais recente. As sabatinas serão conduzidas por Natuza Nery e Andréia Sadi e terão a seguinte programação: Renan Santos (Missão) nesta quarta (5); Romeu Zema (Novo) na quinta-feira (6); Ronaldo Caiado (PSD) na sexta-feira (7); Flávio Bolsonaro (PL) na próxima segunda-feira (10), mas sua campanha ainda não confirmou a participação. O presidente Lula (PT) informou que não virá. Natuza Nery tem um aviso para os ouvintes de O Assunto. Dê o play aqui!
g1 e GloboNews começam a primeira série de entrevistas do jornalismo da Globo nas eleições deste ano. Renan Santos, candidato pelo partido Missão, foi entrevistado nesta quarta-feira (5). Candidato pelo partido Missão, Renan Santos afirmou que, caso seja eleito presidente, não cumprirá decisões monocráticas do STF: "Se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, decisão ilegal não se cumpre. Ponto". Ele também disse que aceitaria negociar e compor seu eventual governo com o Centrão, mas reforçou o uso do termo “parasitas” para chamar parlamentares que integram o bloco. Renan buscou explicar um dos slogans de sua campanha e disse que a frase “prendeu, matou” pode ter interpretação confusa, mas que se trata de um recado político de que irá enfrentar de maneira “dura” o crime – ele falou mais uma vez que sua inspiração nesta pauta é o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, mas ponderou a necessidade de adaptar o bukelismo à realidade brasileira: “Eu não sou Bukele”, afirmou. Na economia, o candidato afirmou que o Brasil vive um “drama fiscal” e propôs medidas como a desindexação do salário-mínimo com a Previdência. Aos 42 anos, Renan Santos concorre à Presidência pela primeira vez. A entrevista com Natuza Nery e Andréia Sadi foi transmitida ao vivo pelo g1 e pela GloboNews na tarde de quarta-feira (5) e publicada na íntegra como episódio especial do Assunto. Foram chamados para a série de entrevistas os cinco candidatos com melhor pontuação na última pesquisa Datafolha. Romeu Zema, candidato pelo partido Novo, será entrevistado na quinta-feira (6). Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, na sexta-feira (7). A entrevista de Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, está marcada para segunda-feira (10), mas ele ainda não confirmou presença. Lula, candidato à reeleição pelo PT, foi convidado, mas sua assessoria de imprensa informou que ele optou por não participar.
Convidado: Bruno Natal, jornalista, documentarista e apresentador do podcast 'Resumido'. Na última semana, a OpenAI, a dona do ChatGPT e uma das gigantes da tecnologia, revelou que uma de suas inteligências artificiais invadiu a infraestrutura de uma biblioteca digital "por conta própria" durante um teste de segurança – e afirmou que se trata de um ataque virtual "sem precedentes". O anúncio acendeu um alerta em empresas e especialistas sobre a possibilidade de que as máquinas possam agir de forma autônoma em relação aos comandos definidos por humanos. Nos Estados Unidos, parlamentares apresentaram um projeto de lei para dar ao Departamento de Segurança Interna a autoridade para obrigar que modelos ou ferramentas de IA sejam desligadas. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o jornalista especializado em tecnologia Bruno Natal sobre qual é o real risco de que as inteligências artificiais se tornem autônomas – e sobre como seu uso em guerras pode ser ainda mais perigoso.
Convidados: Lívia Sant'Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia e doutora em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, e Renan Quinalha, professor de Direito da Unifesp e autor de Movimento LGBTI+. A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apresenta um dado para o país celebrar: a taxa de homicídios em 2025 é a menor dos últimos 14 anos. Mas quando se coloca lupa nestes números, o que se vê é o crescimento da violência para determinadas parcelas da população. Aspectos como raça, gênero, sexualidade e idade podem aumentar a exposição a determinados crimes violentos. Pessoas negras são 80% das vítimas de homicídio no Brasil. O registro de casos de feminicídios bateu recorde em 2025: na média, a cada dia quatro mulheres foram assassinadas no país. A violência contra a população LGBT+ cresceu mais de 35% de um ano para o outro – e isso conta apenas uma parte do problema, pois os crimes contabilizados neste caso são altamente subnotificados. E as crianças e adolescentes são alvos de violências de todo tipo. A cada dez vítimas de estupro no Brasil, seis tinham menos de 14 anos. E os registros de bullying e cyberbullying tiveram um acréscimo de quase 70% em um ano. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas. Primeiro, a conversa é com a promotora de Justiça Lívia Sant'Anna Vaz, que analisa os aspectos raciais e de gênero da violência. Depois, ela fala com o professor Renan Quinalha sobre os direitos da população LGBT+ e sobre como o Brasil e outros países têm lidado com esta questão.
Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, e Oscar Vilhena, professor da FGV Direito SP e colunista na Folha de São Paulo. Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu representantes de cerca de 40 países em Brasília e voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, repetindo uma alegação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O episódio remete imediatamente à reunião promovida por Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022, que levou o ex-presidente a ser declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Desta vez, Flávio citou um relatório da CIA sobre as eleições na Venezuela para associar, sem provas, as urnas brasileiras à empresa Smartmatic — informação negada reiteradamente pela Justiça Eleitoral. O caso recoloca no centro do debate uma estratégia que marcou as eleições de 2022 e traz de volta discussões sobre a confiança no sistema eleitoral brasileiro. Também levanta questões sobre os limites legais para candidatos que questionam, sem apresentar evidências, a integridade das urnas eletrônicas e sobre o papel da Justiça Eleitoral na proteção da credibilidade das eleições. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Valdo Cruz sobre o momento político em que Flávio faz essa declaração e os impactos para a campanha do senador. Depois, o professor de Direito Oscar Vilhena explica quais são as diferenças entre o caso de Flávio e o de Jair Bolsonaro, quais são os limites jurídicos para esse tipo de discurso e por que ataques infundados ao sistema eleitoral não são tratados apenas como opinião política.
Convidado: Thomas Traumann, comentarista da Globonews e colunista do Jornal O Globo. Na segunda-feira (20), Renan Santos foi oficializado como candidato à Presidência da República pelo Missão, partido que nasceu a partir do MBL (Movimento Brasil Livre) e que recebeu a chancela do TSE apenas em novembro de 2025. Ele foi um dos fundadores do MBL em 2014 e liderou o movimento em seus momentos mais emblemáticos: nas convocações para defender o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, no apoio a Jair Bolsonaro na eleição de 2018 e no posterior rompimento com o ex-presidente enquanto ele ainda ocupava o Palácio do Planalto. Em sua pré-campanha, Renan aumentou sua exposição nas redes sociais e buscou se apresentar como o candidato que é ao mesmo tempo anti-Lula e anti-Flávio Bolsonaro – com ideias e propostas inspiradas em Javier Milei, presidente da Argentina, e em Nayib Bukele, presidente de El Salvador. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Thomas Traumann sobre a candidatura de Renan Santos. Thomas descreve a trajetória do candidato e as ideias que compõem o programa do Missão.
Convidado: Murilo Salviano, repórter correspondente da TV Globo e GloboNews em Londres. Nesta segunda-feira (20), o Reino Unido deu início a um novo capítulo de sua conturbada história política recente. O novo líder do partido trabalhista Andy Burnham assumiu o cargo de primeiro-ministro britânico – ele é sétimo a ocupar o posto nos últimos dez anos. Ele substitui Keir Starmer, que esteve à frente do partido em 2024, quando os trabalhistas conseguiram uma vitória esmagadora na eleição nacional, mas viu sua popularidade derreter nos últimos 23 meses: diante de uma inflação alta e de um escândalo que envolve o caso Epstein, sua rejeição atingiu 74%, a pior de um premiê britânico nos últimos 50 anos. Burnham ganhou o apelido de "Rei do Norte" devido à sua gestão muito bem avaliada como prefeito de Manchester e promete uma agenda mais popular – ele tem o desafio de barrar o crescimento da extrema-direita no país, que se saiu melhor nas eleições regionais britânicas de maio deste ano. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Murilo Salviano, que fala diretamente de Londres. Murilo explica os pilares da derrocada de Starmer e da ascensão de Burnham. Ele descreve também a "gambiarra" política que levou o "Rei do Norte" ao centro do poder britânico.
Convidado: Laura Hauser, historiadora, socióloga, consultora em inovação e autora do livro "Saber conversar na era da IA: sobreviver na tecnoafetividade". Na última semana, a China implementou uma regulamentação rigorosa que proíbe os "namorados virtuais" de inteligência artificial, sob a justificativa de combater a dependência emocional e o vício. A medida, que forçou gigantes como ByteDance e Alibaba a suspenderem essas funções, provocou uma onda de lamento nas redes sociais chinesas, onde usuários relatam a perda de seus "pilares espirituais" e parceiros digitais que já consideravam parte da família. A indústria chinesa de companhias virtuais cresce mais de 80% anualmente e, em 2024, movimentou mais de R$ 3 bilhões. Mas não se trata de um fenômeno isolado na China: um estudo da Common Sense Media mostrou que quase três em cada quatro adolescentes americanos já usaram companheiros criados pela IA para relacionamentos pessoais. A Organização Mundial da Saúde informa que uma em cada seis pessoas no mundo sofre de solidão e declarou que esta é uma ameaça global à saúde pública. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Laura Hauser, que estuda em seu doutorado como pessoas têm se relacionado intimamente com a inteligência artificial. Laura explica o paradoxo da "tecnoafetividade", analisa o que chama de "quarta ferida narcísica" e alerta para a "economia da intimidade": o lucrativo modelo de negócio das big techs que utiliza o vínculo emocional com robôs para nos manter conectados por muito mais tempo. Na abertura desta edição, a psicanalista Carol Tilkian, pesquisadora de relações humanas, também comenta este fenômeno.
Convidados: Embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e Presidente da 9G Consultoria; Bruna Santos, diretora do Programa Brasil do Inter-American Dialogue, em Washington (EUA). O governo dos Estados Unidos oficializou que irá impor a sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio americano sobre supostas "práticas desleais" da economia brasileira – o relatório final cita desmatamento, proteção de propriedade intelectual, tratamento às big techs e até o PIX. Em uma manifestação pública, o secretário de Estado Marco Rubio criticou o presidente Lula e disse que faltou "boa-fé" ao governo brasileiro. O Palácio do Planalto classificou a medida como um marco "lastimável" na relação entre os países e ameaça acionar a Lei de Reciprocidade. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em geopolítica e relações internacionais. Primeiro, a conversa é com o embaixador Roberto Azevêdo: ele conta os bastidores das negociações entre agentes brasileiros e americanos e analisa as regras de um comércio internacional baseado na força. Depois, Natuza fala com Bruna Santos, que comenta a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e EUA.
Convidado: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest. A última pesquisa realizada pelo instituto antes do início oficial das campanhas eleitorais, em 16 de agosto, mostra que o presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas simulações de 1º turno (40% a 28%) e de 2º turno (45% a 37%). A sondagem, que foi divulgada nesta quarta-feira (15), dá sinais de que Lula está recuperando pontos na aprovação de seu governo e em segmentos importantes – por exemplo, entre eleitores independentes e eleitores jovens. Essa edição da Quaest também indica que Flávio perdeu espaço entre os eleitores dispostos a votar em candidatos da oposição e demonstra que a direita que não se identifica como bolsonarista pode buscar alternativas na urna. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Felipe Nunes, diretor da Quaest. Felipe disseca todos os dados desta pesquisa e analisa os sinais positivos e negativos para Lula, para Flávio e para os candidatos da chamada terceira via. Ele também avalia os impactos eleitorais dos eventos mais recentes da política brasileira e conta o que as projeções do instituto indicam.
Convidado: Rafael Moraes Moura, repórter na coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo. Uma carta escrita por Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. No texto, o ex-presidente pede que aliados deixem de lado as diferenças e afirma que o filho é a melhor opção para disputar a Presidência da República em 2026. A publicação da carta, porém, levou a uma reação imediata do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes entendeu que Bolsonaro desrespeitou a proibição de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e que a visita de Flávio ao pai teve como objetivo contornar essa restrição. Como consequência, os dois foram proibidos de se encontrar até depois do primeiro turno das eleições, e a defesa do ex-presidente terá de explicar se ele sabia que a mensagem seria divulgada. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Rafael Moraes Moura, repórter na coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo, sobre o conteúdo da carta, a decisão do STF e as consequências da divulgação do documento nas redes sociais.
Convidado: Breno Pires, repórter da revista "Piauí". Na última semana, o ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 125 milhões em bens de caciques políticos sem mandato. A decisão trouxe à tona um possível esquema de destinação de verbas públicas que envolve a cúpula do Congresso. As investigações da Polícia Federal (PF) buscam esclarecer se o Orçamento Secreto deu origem a novos mecanismos para camuflar a distribuição de recursos, mesmo após ter sido considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2022. Em outras palavras: a PF investiga se dinheiro público continua sendo usado para gerar ganhos políticos por meio de emendas parlamentares. Entre os investigados de agora estão o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que teriam atuado como "agentes privados" com influência superior à de deputados eleitos. A engrenagem desse "arranjo decisório paralelo", como definiu a PF, seria abastecida por servidores da própria Casa Legislativa. Mensagens obtidas pela investigação mostram, por exemplo, Cunha, cassado em 2016, gerenciando planilhas e reclamando de "mineiros enrolados" enquanto direcionava milhões de reais para redutos eleitorais em Minas Gerais, de olho em sua própria campanha. Não para por aí. O cerco às emendas parlamentares parece se aproximar da atual presidência da Câmara. Breno Pires, repórter da revista Piauí, explica n'O Assunto como Hugo Motta (Republicanos-PB), que classificou as decisões de Flávio Dino como uma "indevida intervenção judicial", vê seu próprio partido sob escrutínio. Isso porque, como mostra o estudo da Transparência Brasil divulgado nesta segunda-feira (13), quase metade dos recursos de emendas de comissão do Republicanos foi destinada à Paraíba, reduto político de Motta, sem que se saiba qual parlamentar fez as indicações. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Breno Pires para explicar como o poder sobre o Orçamento da União continua concentrado em poucas mãos, à revelia da transparência exigida por lei.
Convidada: Vera Iaconelli, psicanalista, doutora em Psicologia pela USP, diretora do Instituto Gerar de Psicanálise e escritora. São raros os momentos em que um país inteiro olha para o mesmo lugar. Neste ano, isso irá acontecer duas vezes. A primeira já passou: os torcedores brasileiros acompanharam a trajetória da Seleção na Copa do Mundo, que acabou com a derrota de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas-de-final. A próxima será em outubro, quando milhões de eleitores forem às urnas para escolherem seus representantes – entre eles o presidente da República. São dois eventos que mobilizam sentimentos diversos dentro do país: podem unir e podem rachar completamente a sociedade, e têm capacidade de gerar pertencimento, raiva, decepção ou euforia. E o conjunto dessas emoções ajuda a explicar o que é o Brasil. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a psicanalista Vera Iaconelli sobre como o país encara a Copa do Mundo e as eleições de outubro. Vera também explica por que defende que o Brasil deve encarar o divã e reflete sobre a construção da sociedade brasileira e as violências que instituíram algumas das nossas desigualdades.
Convidadas: Carla Boin, advogada de família, professora da USP e presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB-SP, e Mariene Ramos, pesquisadora da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Cerca de 11 milhões de mulheres criam sozinhas seus filhos e filhas no Brasil. A lei determina que os genitores dessas crianças e adolescentes têm responsabilidades afetivas e financeiras, mas essa não é a realidade em muitos casos: 1,7 milhão de crianças sequer têm o nome do pai nas certidões de nascimento e há mais de 600 mil processos de pensão alimentícia em andamento no país. Nessa semana, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que pode reduzir a inadimplência nos pagamentos a partir de um mecanismo de cobrança automática: o Pix Pensão Alimentícia, que agora aguarda a sanção do presidente Lula. Neste episódio, Natuza Nery entrevista duas mulheres que estudam esta pauta. Primeiro, ela conversa com a advogada Carla Boin sobre o que diz a legislação a respeito do direito à pensão alimentícia e sobre o que muda com a nova lei. Depois, a pesquisadora Mariene Ramos detalha sua pesquisa sobre o universo das mães solo no Brasil.
Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV, pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment, nos Estados Unidos. "Para mim, acho que acabou. Eu não quero mais lidar com eles", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã, na cúpula da Otan, na Turquia. A declaração do republicano veio depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, menos de um mês após o anúncio de um acordo provisório para interromper os bombardeios e retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano. A escalada de violência acontece durante os cortejos do funeral do aiatolá Ali Khamenei e em meio ao teste de força do regime sob o comando do seu filho, Mojtaba. A retomada dos ataques reacende o temor de um conflito de consequências globais. O preço do petróleo disparou, as bolsas caíram e voltou a crescer a preocupação com o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment, sobre o colapso da trégua, os interesses por trás da retomada dos ataques e os riscos de uma nova escalada militar.
Convidado: Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, criador do podcast Petit Journal e professor de economia do Ibmec. O Escritório de Comércio dos Estados Unidos realizou entre segunda e terça-feira (6 e 7) as audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos exportados Brasil. Participaram do debate empresas, representantes de setores produtivos brasileiros e até um pré-candidato à Presidência. Flávio Bolsonaro falou menos de 5 minutos e reforçou o argumento de que as tarifas beneficiariam eleitoralmente o atual governo. Depois, para jornalistas brasileiros, ele falou que deseja o “cancelamento” da medida e não seu adiamento, como sugeriu na carta enviada ao Escritório semana passada. Gigantes multinacionais como Coca-Cola, Nestlé, Tesla e eBay enviaram representações para solicitar que não haja sobretaxa aos produtos brasileiros. A decisão do governo americano deve sair até o dia 15 de julho. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o economista Daniel Sousa sobre as consequências econômicas do tarifaço, caso Trump decida por seguir em frente com a punição ao Brasil. Daniel analisa os argumentos americanos e explica por que alguns segmentos da economia brasileira são importantes para a cadeia global de suprimentos e para a inflação dentro dos EUA.
Convidado: Paulo César Vasconcellos, jornalista esportivo e comentarista do SporTV O Brasil chegou a transformar a Copa do Mundo em sinônimo de seleção brasileira. Foram cinco títulos, finais históricas e gerações de jogadores que marcaram época. Mas, desde o penta, em 2002, a seleção não voltou a conquistar o Mundial. Sequer chegar a uma final. Agora, o maior campeão do mundo entrou no maior jejum da sua história. A eliminação precoce do Brasil na Copa de 2026 contra a Noruega ampliou a sensação de crise. A seleção não caía nas oitavas de final desde 1990. Com isso, chegamos a seis Copas do Mundo seguidas sem títulos. O futebol mudou. O Brasil perdeu espaço. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Paulo César Vasconcellos, jornalista esportivo e comentarista do SporTV, sobre o que explica esse jejum histórico e os desafios do futebol brasileiro para voltar ao topo.
Convidado: Guilherme Casarões, cientista político, professor da Florida International University (EUA) e um dos coordenadores do Observatório da Extrema Direita. A investigação da "Seção 301" pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA concluiu que o Brasil mantém práticas desleais na economia – casos do Pix e da 25 de Março, centro popular de São Paulo. O resultado disso é a ameaça de taxar os produtos brasileiros em 25%. De um lado, o Ministério das Relações Exteriores enviou ao governo americano um documento para defender os interesses brasileiros e negociar uma solução. De outro, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro também despachou aos Estados Unidos uma carta com algumas propostas para sensibilizar Trump e adiar a aplicação das tarifas – acontece que Flávio pediu para postergar o tarifaço por um prazo de 180 dias, ou seja, para depois das eleições, sob o argumento de que as taxas dariam vantagem política para o atual governo. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o cientista político Guilherme Casarões, que fala diretamente dos Estados Unidos. Casarões analisa as propostas de Flávio Bolsonaro (que envolvem limitações ao Pix e à participação do Brasil no Mercosul) e avalia os ruídos que uma “diplomacia paralela” pode provocar em meio a uma negociação entre representantes dos Estados nacionais.
Convidados: Carlos Nobre, climatologista e cientista sênior da USP, ele integrou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007; e Lincoln Muniz Alves, coordenador-geral do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, pesquisador do INPE e autor-líder do IPCC. Os sinais já são assustadores: uma onda de calor sem precedentes na Europa e as temperaturas mais altas já registradas nos oceanos. O alerta é de que isso pode ser apenas o início dos impactos que o El Niño terá ao redor do planeta – a Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA estima que o fenômeno climático tem 68% de probabilidade de ser “muito forte” e climatologistas afirmam que este pode ser o mais poderoso dos últimos 140 anos. No Brasil, o fenômeno deve provocar mais chuvas na região Sul e estiagem nas regiões Norte e Nordeste, além de aumentar a temperatura em praticamente todo o território, principalmente entre novembro e janeiro. O Governo Federal anunciou um pacote de quase R$ 10 bilhões e um sistema nacional de alerta para lidar com as áreas mais vulneráveis. Eventos climáticos extremos são cíclicos, mas os cientistas alertam que eles estão ocorrendo com mais frequência e com mais potência. E o motivo disso são as mudanças climáticas provocadas pela ação humana. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em clima. Primeiro, ela conversa com Carlos Nobre sobre o momento que o planeta vive no que diz respeito às mudanças climáticas. Nobre aponta quem são os responsáveis para enfrentar o desafio climático e o que pode ser feito. Depois, participa o pesquisador do INPE Lincoln Alves, que detalha de que modo o El Niño vai atingir o território brasileiro.
Convidada: Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da rádio CBN. O vídeo que Michelle Bolsonaro postou na quarta-feira (24) passada não apenas expôs o racha na família entre ela e os filhos de Jair. Na publicação, ela reivindicou mais espaço para candidaturas femininas dentro do PL – a mesma Michelle que, dois anos atrás, defendeu que as mulheres devem ser submissas aos seus maridos. Nas redes sociais, aliados de Flávio passaram a criticar a ex-primeira-dama: o caso mais emblemático foi o do influenciador Paulo Figueiredo, que logo no dia seguinte à publicação disse que “mulheres votam estatisticamente mal”, principalmente as solteiras. Apenas nesta quarta-feira (1º) que o pré-candidato à Presidência veio a público para repudiar a fala de Figueiredo, com quem ele e seu irmão Eduardo foram à Casa Branca para encontrar com Donald Trump, em maio. A renúncia de Michelle à presidência do PL Mulher e repercussão desses dois vídeos vêm gerando desgastes à campanha de Flávio Bolsonaro, em especial com o eleitorado feminino – são mais de 80 milhões de eleitoras no Brasil, cerca de 8 milhões a mais que homens. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes sobre as repercussões políticas e eleitorais desta nova crise no bolsonarismo. Maria Cristina explica o que quer Michelle Bolsonaro e analisa a recente campanha de Flávio para melhorar sua imagem diante das mulheres.
Convidados: Pedro Pannunzio, repórter correspondente na Venezuela, e Paulo Velasco, professor de relações internacionais da UERJ. Uma semana depois dos terremotos que devastaram a região norte da Venezuela, o que sobrou é uma tragédia humanitária de grandes proporções: a contagem oficial tem cerca de 2 mil mortes e 10 mil feridos, e a ONU estima aproximadamente 50 mil pessoas desaparecidas. Foram dois tremores de terra de 7,2 e 7,5 na escala Richter que, num intervalo de 39 segundos, levaram ao chão dezenas de milhares de construções. A dimensão real do desastre ainda está longe de ser conhecida: a ONU calcula que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas e já anunciou o envio de 10 mil sacos mortuários para acomodar os corpos. Equipes de buscas fazem de tudo para tentar resgatar as vítimas ainda com vida, um trabalho que conta com a ajuda internacional de diversos países – entre eles o Brasil. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Pannunzio, que mora em Caracas e está fazendo a cobertura da tragédia. Pedro conta o que tem visto nas ruas, relata o trabalho de buscas e resgates e se emociona com as histórias que ouviu. Natuza entrevista também o analista Paulo Velasco sobre as crises institucionais da Venezuela na política e na economia.
Convidada: Marina Fragata Chicaro, diretora de Políticas Públicas na Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Em 2022, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei que regulamenta a educação domiciliar para crianças e adolescentes no Brasil – na época, o homeschooling era uma das bandeiras do então presidente Jair Bolsonaro em busca da reeleição. A proposta foi ao Senado onde está parada. Mas deve se mover, e logo. Senadores do campo conservador articulam para apresentar nesta terça-feira (30) um pedido de urgência para o projeto. Com isso, o texto iria diretamente para votação em plenário sem que haja discussão em comissões parlamentares. Caso seja aprovado, o PL autoriza pais e mães a darem aulas de educação básica ao ensino médio em casa para seus filhos. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu sobre o tema: a prática não é ilegal, mas precisa de uma lei regulamentar para ser permitida – exatamente o que está em jogo no Congresso. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Marina Fragata Chicaro, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, sobre a educação domiciliar e o papel das escolas na formação de crianças e adolescentes. Marina explica o que está no PL e analisa os argumentos favoráveis e críticos ao homeschooling.
Convidados: André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, professor e coordenador universitário do curso de Ciências Econômicas e autor do livro ‘O Salto do Sapo: a difícil corrida brasileira rumo ao desenvolvimento econômico'; e Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, professor do IDP, ex-secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente. Em meados de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por um corte tímido na Selic, que é a taxa básica de juros: uma redução de 0,25 ponto percentual. A decisão unânime do Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano e a ata da reunião sinalizou que os cortes podem parar por aí. A definição da taxa de juros é a ferramenta que o BC tem para cumprir uma de suas atribuições, que é perseguir a meta de inflação, atualmente em 3% ao ano – essa meta é definida por um conselho formado pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo próprio BC. Atualmente, o Brasil tem o maior juro real do mundo – que é a diferença entre a taxa básica e a inflação, que está em 4,72% no acumulado dos últimos 12 meses). Neste episódio, Natuza Nery promove um debate com os economistas André Galhardo e Felipe Salto para responder a duas questões principais: a meta de inflação 3% ao ano é viável para o Brasil hoje? E o que o país precisa fazer para ter condições de conviver com juros menores?
Convidado: Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. Na quarta-feira (24), a ex-primeira-dama publicou em suas redes sociais um vídeo (de quase 27 minutos, dividido em duas partes) que escancara o racha dentro da família Bolsonaro: ela diz que foi desrespeitada por Flávio e que se sentiu humilhada pelo filho Zero Um de Jair. Citado nominalmente por Michelle, o pré-candidato à Presidência pediu desculpas horas depois e, pelo menos em público, o desentendimento foi encerrado. A publicação do vídeo escancara a tensão entre a esposa e os filhos de Jair, uma relação que ficou ainda mais crítica a partir de novembro de 2025: na época, Michelle questionou a aliança do PL (partido de todos os integrantes da família) com Ciro Gomes (agora no PSDB) no Ceará; dias depois da polêmica, o ex-presidente deu a benção para que Flávio fosse o candidato do bolsonarismo à Presidência – e frustrou os planos de quem desejava uma chapa com Tarcísio de Freitas e a própria Michelle, na vice. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco sobre o clima dentro do clã Bolsonaro, as repercussões políticas da lavagem de roupa suja em público e o impacto eleitoral da briga para Flávio.
Convidado: Christopher Garman, diretor executivo das Américas na Eurasia Group, consultoria voltada em analisar tendências geopolíticas, eleições e mudanças regulatórias no continente. Nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos compartilhou em sua rede social um artigo publicado pela emissora NewsMax que cita o Brasil como o próximo “teste” de Trump no processo de “ressurgimento conservador” da América Latina. É mais um sinal de que a Casa Branca está com a eleição brasileira na mira. A relação entre Trump e Lula, que já foi descrita pelo americano como uma “excelente química”, agora está estremecida – depois do encontro do G-7, ele também disse que “não pensa” e “não se importa” com Lula. Na relação entre os países, as últimas semanas registraram o anúncio de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros e a classificação das facções CV e PCC como organizações terroristas por parte do governo americano. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o analista internacional Christopher Garman sobre o que quer Donald Trump no Brasil e qual o tamanho da influência que ele pode ter nas eleições daqui. Garman avalia o impacto das ações da Casa Branca nas demais eleições latino-americanas e analisa as perspectivas de Lula e Flávio Bolsonaro até outubro.
Convidados: Álvaro Pereira Jr, repórter especial da TV Globo; e Leandro Piquet Carneiro, doutor em Ciência Política, professor do Instituto de Relações Internacionais e Coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP. Um país pequeno, de território menor que o estado do Sergipe e com 6 milhões de habitantes, virou protagonista no discurso da direita na América Latina – e seu presidente ganhou status de herói neste campo político. Isso porque El Salvador, que em 2015 foi considerado o país mais perigoso do mundo, reduziu drasticamente seus índices de violência: a taxa de homicídio caiu mais de 90% desde 2019. Naquele ano eleito presidente Nayib Bukele, um jovem com forte apelo nas redes sociais, que assumiu com forte discurso de combate à criminalidade. No poder, ele virou a mesa: mudou a Constituição para permitir a reeleição, perseguiu opositores, colocou amigos na Suprema Corte e ignorou as garantias legais aos direitos humanos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois convidados. Ela conversa com o repórter especial da TV Globo Álvaro Pereira Jr., que foi a El Salvador em 2024, onde produziu uma reportagem sobre o país – trabalho que foi indicado ao prêmio Emmy Internacional. Natuza entrevistou também o cientista político Leandro Piquet Carneiro, especialista em segurança pública na América Latina. Participa deste episódio também o professor da Universidade Federal Fluminense Thiago Rodrigues.
Convidados: Danilo Alves, editor da GloboNews Internacional e enviado especial para a cobertura das eleições no Peru e na Colômbia; e Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil. Os resultados ainda não são oficiais, mas as apurações dos votos na Colômbia e no Peru indicam que os dois países elegeram presidentes de direita. A eleição peruana foi realizada em 7 de junho e está com 99,7% dos votos contabilizados: Keiko Fujimori tem cerca de 40 mil votos de vantagem sobre o candidato de esquerda, Roberto Sánchez. Keiko é filha de Alberto Fujimori, ditador peruano que governou o país entre 1990 e 2000 e que foi condenado por corrupção e crimes contra a humanidade. Na Colômbia, os eleitores foram às urnas neste domingo (21) e elegeram o empresário Abelardo de la Espriella, de acordo com a contagem preliminar: são menos de 250 mil votos sobre Iván Cepeda, senador e candidato que tem o apoio do atual presidente Gustavo Petro. Abelardo fez campanha baseado nos discursos "anti-establishment" e “linha-dura” contra o crime, inspirado no presidente de El Salvador Nayib Bukele. O resultado nas urnas reforça a tendência das últimas eleições sul-americanas, que elegeram candidatos do campo conservador. Neste episódio, Natuza Nery tem dois convidados. Primeiro, ela fala com Danilo Alves, correspondente da GloboNews que foi a Lima e está em Bogotá, sobre o resultado das eleições. Depois, Natuza entrevista o cientista político Maurício Santoro sobre o movimento de direita que se forma no continente e a influência de Donald Trump nesse processo histórico.
Convidados: Benazira Djoco, empresária e refugiada de Guiné-Bissau; Silvia Caironi, fundadora e presidente da ONG Aventura de Construir; e Paulo Illes, fundador do Fórum Social Mundial de Migrações, ex-coordenador de política migratória do Ministério da Justiça e Segurança Pública e presidente da ONG Sem Fronteiras. Num momento em que parte do mundo ergue barreiras contra o fluxo migratório, a Copa do Mundo está mostrando que nações se constroem com pluralidade. Algumas das seleções mais fortes do Mundial são formadas a partir da imigração: na França, 20 dos 26 jogadores são filhos de pessoas que não nasceram no país; na Holanda, metade; na Inglaterra e na Alemanha, um terço; no Canadá, são mais de 70%. O acolhimento a quem vem de fora mostra resultados nos campos, mas gera ainda mais impactos positivos na sociedade e até na economia: 5% da força de trabalho global, hoje, vem de trabalhadores que migram. No Brasil, a maioria dos imigrantes e refugiados encontra oportunidades no empreendedorismo: 70% seguem este caminho e, dentro deste universo, quase metade já tem empresas que geram mais empregos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois profissionais que trabalham diretamente com migrantes e refugiados. Primeiro, Silvia Caironi explica por que eles encontram um caminho sólido no empreendedorismo. Depois, Paulo Illes analisa os fluxos globais de migração e diz o que o Brasil pode fazer para aproveitar o potencial dessas pessoas. Participa também a refugiada Benazira Djoco, empresária que veio de Guiné-Bissau para o Brasil aos 16 anos.
Convidado: Reynaldo Turollo Jr., repórter do g1 em Brasília. A 9ª fase da Operação Compliance Zero teve como principal alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), nesta quinta-feira (18). A Polícia Federal suspeita que ele tenha usado de sua influência política no Congresso para favorecer os interesses do Banco Master; em troca, o senador teria recebido “vantagens indevidas” que incluem a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador (avaliado em R$ 2,5 milhões) e repasses milionários para empresas de familiares. A PF destaca conexão entre Jacques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, também alvo da operação: uma relação que se consolidou a partir de 2018, quando o governo do Estado da Bahia, à época sob gestão de Rui Costa (PT), privatizou uma empresa pública de supermercados e criou um cartão de crédito consignado para servidores estaduais – uma operação que, posteriormente, foi incorporada pelo Master e replicada em outros estados do país, com alta lucratividade para o banco. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o jornalista Reynaldo Turollo Jr., que acompanhou de perto a operação da PF nesta quinta-feira. Turollo explica em detalhes as suspeitas sobre o senador petista e a relação dele com Augusto Lima, e analisa o impacto da notícia dentro do governo Lula.
Convidada: Consuelo Dieguez, repórter da revista piauí e autora dos livros "Bilhões e Lágrimas - A economia brasileira e seus atores" e "O Ovo da Serpente - Nova direita e bolsonarismo: seus bastidores, personagens e a chegada ao poder". Nesta segunda-feira (16), a Segunda Turma do STF votou para manter o pai e o primo de Daniel Vorcaro em prisão preventiva. O único voto contrário foi do decano Gilmar Mendes, que fez uma série de críticas à condução da investigação do Caso Master e a comparou com a Operação Lava-Jato. O relator do caso, o ministro André Mendonça, defendeu o processo e fez mais que isso: horas antes, ele havia retirado o sigilo de novas informações apuradas pela investigação. As revelações implicam ainda mais algumas figuras importantes da política brasileira, e Mendonça afirmou que "tem mais coisa por vir." Neste episódio Natuza Nery entrevista a jornalista Consuelo Dieguez, que acompanha o Caso Master antes mesmo das investigações da Polícia Federal virem à tona. Consuelo refaz a linha do tempo do escândalo, explica quem são os vários personagens envolvidos e aponta que novos caminhos a investigação pode seguir.
Convidada: Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da Rádio CBN. Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo – a pena foi fixada em 4 anos e 2 meses de prisão e 12 anos de inelegibilidade. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes e votos favoráveis de Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, diz respeito à atuação de Eduardo nos Estados Unidos, onde trabalhou para que o governo americano apresentasse retaliações ao Brasil e à Justiça brasileira. O objetivo, de acordo com a condenação, era beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no julgamento da trama golpista. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Vera Magalhães sobre o passo-a-passo de Eduardo Bolsonaro desde que ele foi aos EUA. Vera também analisa os argumentos apresentados no tribunal e o impacto político da condenação. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.
Convidado: Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM. Nesta segunda-feira (15), EUA e Irã assinaram eletronicamente o documento que estabelece as condições para um acordo de paz definitivo entre as partes – do lado americano, assinaram o presidente Donald Trump e o vice J.D. Vance; do lado iraniano, o responsável foi o presidente do Parlamento, Mohammed Qalibaf. O conteúdo do documento será apresentado na íntegra apenas na sexta-feira (19), para quando está marcada a cerimônia de assinatura presencial. O que se sabe do acordo é que ele prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã, garantias do regime dos aiatolás de que não desenvolverá armas nucleares e desbloqueio de ativos financeiros iranianos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o professor de relações internacional Leonardo Trevisan. Ele avalia a chance de sucesso deste acordo e analisa quem mais ganha e quem mais perde nesta nova fase de negociações.
Convidados: Fernando Maluf, médico oncologista e cofundador do Instituto Vencer o Câncer, e Diego Villa Clé, professor doutor de Hematologia da USP e coordenador de Biotecnologia e do Núcleo de Terapias Avançadas do Hemocentro de Ribeirão Preto. No início de junho, mais de 50 mil médicos e pesquisadores se reuniram no maior congresso de oncologia do mundo, realizado em Chicago (EUA). Juntos, eles aplaudiram de pé – até emocionados e com lágrimas nos olhos – o resultado de um estudo clínico. A cena, que é incomum em eventos científicos como esse, foi uma celebração do resultado da daraxonrasib, uma pílula que dobrou a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas, considerado o tipo de câncer mais letal pelos médicos. Na última semana, a boa notícia veio de Ribeirão Preto: pesquisadores da USP anunciaram que a terapia CAR-T Cell, que modifica as células do sistema imunológico, apresentou quase 90% de eficácia em pacientes com linfoma, um tipo de câncer no sangue. A tecnologia foi totalmente desenvolvida no Brasil, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que pretende incorporar o tratamento ao SUS. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois médicos. Primeiro, ela conversa com o oncologista Fernando Maluf, que explica o funcionamento da daraxonrasib e conta o que há de mais moderno no tratamento contra o câncer. Depois, quem participa é Diego Villa Clé, coordenador da pesquisa que desenvolveu a terapia CAR-T Cell na USP-Ribeirão Preto. Também neste episódio, Paulo Peregrino, um dos pacientes deste tratamento experimental, relata parte do processo de remissão de seu câncer.
Na noite de inauguração WebSummit Rio 2026, Natuza Nery subiu ao palco central da conferência para uma conversa com o ator Lázaro Ramos sobre inteligência artificial e arte. Durante o painel “Quem é o dono do meu rosto?”, Natuza e Lázaro falaram sobre o impacto da tecnologia para os produtores de arte e o futuro do cinema e da teledramaturgia, e analisaram as consequências do chamado “racismo algorítmico” nos mundos digital e analógico. A entrevista foi transmitida ao vivo durante o evento, na segunda-feira (8), e está disponível em áudio neste episódio extra de O Assunto.
Convidado: Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo e responsável pela newsletter Jogo Político. Nesta semana, os senadores aprovaram dois projetos de lei e uma PEC que ampliam a criação de linhas de crédito rural, elevam os pisos salariais de médicos e dentistas e flexibilizam as regras de aposentadoria de agentes da área da saúde. O impacto dessas medidas aos cofres públicos, de acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, deve passar de R$ 2 trilhões nos próximos dez anos. O governo federal fala em judicializar a questão; no STF, o decano Gilmar Mendes sinalizou que o pacote-bomba pode ser considerado inconstitucional. Enquanto isso, o Executivo aguarda que o Senado vote pautas de seu interesse, caso das PECs da Segurança Pública e do Fim da Escala 6x1. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Thiago Prado sobre a aprovação das pautas-bomba no Senado Federal, seu impacto nas contas públicas e o que elas representam na deterioração da relação entre Davi Alcolumbre e Lula.
Convidados: Guga Chacra, comentarista da Globonews, da TV Globo, da CBN e do jornal O Globo, e André Rizek, editor-chefe e apresentador do Seleção Sportv e Fechamento Sportv. O Mundial de futebol que começa nesta quinta-feira (11) tem dois ineditismos: será disputada por 48 seleções (eram 32 até a última edição, em 2022) e terá três países-sede (EUA, Canadá e México). Durante pouco mais de um mês, milhões de pessoas irão aos estádios para participar da maior festa esportiva do mundo. O problema é que muita gente está enfrentando barreiras de duas ordens: financeiras – os ingressos são também os mais caros de todos os tempos – e políticas – sob a administração Donald Trump, os EUA estão dificultando a entrada de torcedores e até de atletas e delegações que disputarão a Copa do Mundo. Dentro de campo, o Mundial deve marcar o fim da Era Messi e Cristiano Ronaldo, e a Seleção Brasileira busca vencer as desconfianças para levar o hexa – o Brasil foi penta em 2002 e é o único a ter cinco títulos até hoje. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois jornalistas que falam diretamente dos Estados Unidos. Primeiro, Guga Chacra fala sobre o clima político nos EUA e explica a relação entre Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Donald Trump. Depois, André Rizek faz a análise esportiva da Copa do Mundo: quem são os favoritos e o azarões, e quais são as chances do Brasil sob o comando de Carlo Ancelotti.