Podcasts about internacionais

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Papo no Auge!
Ep. 231 - Soberania em xeque: Venezuela, intervenção e o retorno da doutrina do porrete

Papo no Auge!

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 63:05


A América Latina volta a encarar seus fantasmas históricos quando a soberania de um país é violada em nome da ordem e da democracia. A invasão da Venezuela e o sequestro de seu presidente não são um episódio isolado, mas um espelho brutal das relações de poder no continente. Neste episódio do Papo no Auge!, perguntamos o que muda, o que se repete e quem paga o preço desse novo rearranjo geopolítico.Conosco, e abrilhantando este episódio, o Professor doutor Nildo Ouriques, professor titular do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA).Para entender essa nova dinâmica geopolítica, ouça o episódio 231 do podcast Papo no Auge! Se gosta do nosso trabalho, associe-se ao nosso podcast.Ao se tornar um patrocinador de nosso programa, você nos habilita a conversar com mais professores e pesquisadores mundo afora, levando conhecimento a mais gente.Nos apoie via plataforma ⁠Catarse de financiamento coletivo⁠.Link para o Catarse: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.catarse.me/vamosproauge

JR 15 Minutos com Celso Freitas
Novo presidente de Portugal: o que muda para os brasileiros

JR 15 Minutos com Celso Freitas

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 15:51


Portugal elegeu António José Seguro, do Partido Socialista, como novo presidente, derrotando no segundo turno o candidato de extrema direita André Ventura por ampla margem. A vitória reforça a presença de um perfil moderado na chefia do Estado em meio ao crescimento de forças populistas na Europa. O JR 15 Minutos conversa com Carolina Pavese, professora de Relações Internacionais, para explicar as mudanças políticas e os possíveis efeitos para brasileiros residentes ou interessados em se mudar para o país.

Mamilos
Ordem mundial em colapso? Geopolítica, coerção e escalada de conflitos | Mamilos #543

Mamilos

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 75:40


Acompanhar as notícias internacionais nos deixa com o stress de conviver com um alarme permanente disparado, com a sensação de que as regras que deveriam impedir a escalada estão sempre correndo atrás dos fatos. No #535, a gente usa a estética do jogo War pra organizar o caos: ameaça, coerção, pressão territorial, agressão limitada, guerra — como essas ferramentas estão sendo usadas, por quem, onde e o que elas revelam sobre a crise do multilateralismo. A partir desse cenário vamos para a grande questão do momento: estamos vivendo uma transição ou uma ruptura da ordem internacional? O que está em jogo e como países médios (como o Brasil) se defendem quando o tabuleiro e as regras do jogo mudam? Tivemos o privilégio de receber para essa conversa:Lucas Leite — professor de Relações Internacionais da FAAP; pesquisador (INCT/NEU); doutor em RI; Natália Fingerman — professora de RI (ESPM); coordena núcleo de estudos e negócios africanos; mestrado em Sussex; doutorado na FGV; Passa um café, respira e vem entender melhor o mundo em boa companhia. Vamos juntos!

Convidado
Reunião com Félix Tshisekedi em Luanda: "Angola é um mediador nato do conflito da RDC"

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 15:36


O chefe de Estado de Angola e Presidente em exercício da União Africana, João Lourenço, esteve reunido nesta segunda-feira em Luanda com o seu homólogo da RDC, Félix Tshisekedi, com o Presidente do Conselho da República do Togo e mediador da União Africana, juntamente com outros mediadores, para evocar o conflito que continua vigente no leste da RDC, apesar da recente assinatura de acordos para pôr fim às hostilidades. Segundo um comunicado da presidência angolana emitido no final do encontro, Luanda foi mandatada para encetar consultas "com todas as partes congolesas interessadas", para a criação de condições e a realização de um diálogo inter-congolês. Os participantes no encontro lançaram um apelo para que os beligerantes declarem um cessar-fogo, “a entrar em vigor na data e hora a serem acordadas”, incitando-os acelerar a aplicação dos Mecanismos de Verificação do Cessar-fogo, acordados em Doha a 14 de Outubro de 2025. Neste comunicado, Luanda refere que os participantes recordam a necessidade de se cumprirem “as decisões tomadas ao abrigo do Acordo de Washington de 4 de Dezembro de 2025" e "as Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a retirada das tropas ruandesas do território congolês e a neutralização das FDLR”. Estes apelos surgem numa altura em que se constata que os acordos assinados pelas partes em conflito não estão a ser seguidos de efeitos, dado que o cessar-fogo tem sido tão repetidamente violado no terreno, que os Estados Unidos ameaçaram aplicar sanções contra quem desrespeita o acordo de paz que mediaram no ano passado. Esta reunião em Luanda que marca o regresso de Angola no processo negocial da RDC quase um ano depois de se afastar da mediação em Março de 2025, na ausência de entendimentos, acontece igualmente numa altura em que Luanda está prestes a deixar a presidência em exercício da União Africana. Nos próximos dias 14 e 15 de Fevereiro, decorre a cimeira de Chefes de Estado e de governo da União Africana durante a qual Angola vai passar o testemunho ao Burundi na liderança rotativa do bloco continental. Em entrevista concedida à RFI, Osvaldo Mboco, professor de Relações Internacionais ligado à Universidade Técnica de Angola, considera que a reunião desta segunda-feira traduz o reconhecimento de que Luanda tem um papel a desempenhar relativamente à RDC. RFI: Como se pode interpretar a reunião que decorreu nesta segunda-feira em Luanda? Osvaldo Mboco: Este encontro enquadra-se nos esforços para a pacificação no leste da República Democrática do Congo, por via de uma iniciativa africana e penso que o Presidente Félix Tshisekedi percebeu que a solução para os problemas no seu país não deve ser encontrada em outras geografias, quer a nível do Catar e quer a nível dos Estados Unidos, porque esses dois mecanismos não produziram efeitos factíveis, não reduziram ao máximo aquilo que são as tensões que se registam no Leste da República Democrática do Congo. O acordo de Washington continua a ser violado ciclicamente. O entendimento de Doha não avança e penso que este recuo por parte do presidente Félix Tshisekedi, por um lado, procura uma solução africana e, por outro lado, também é o reconhecimento pelo Presidente Félix Tshisekedi das acções que foram levadas a cabo por Angola, que esteve muito mais próxima da pacificação do Leste da República Democrática do Congo comparativamente ao cenário actual, e o reconhecimento que Angola é uma peça central para aquilo que pode ser a estabilidade no leste da República Democrática do Congo. Se fizermos um recuo histórico, vamos perceber que Angola, em determinado momento e contexto da história política congolesa, esteve sempre no meio deste processo de pacificação no leste da República Democrática do Congo. Primeiro, pela via daquilo que foi o derrube de Mobutu na RDC, depois pelas estratégias de protecção do Presidente Kabila pai e também pelos processos que Angola foi encabeçando a nível da RDC. Então, eu tenho estado a defender que Angola é um mediador nato do conflito da República Democrática do Congo. Agora, é importante também aqui sublinhar o seguinte: este encontro visa essencialmente um diálogo inter-congolês e esse diálogo inter-congolês procura, na sua essência, congregar quer a sociedade civil, quer os grupos de pressão, quer também as religiões, principalmente a Igreja Católica e os grupos insurgentes que gravitam na RDC. Mesmo também as vozes dissonantes e aqui, de vozes dissonantes, podemos citar o Presidente Joseph Kabila, podem ser chamados para este diálogo. Pode funcionar porque a RDC tem um elemento histórico que foi o diálogo inter-congolês em Sun City, na África do Sul, penso que em 2002-2003, onde também houve uma espécie de diálogo inter-congolês. E aqui a grande questão é observar que se o M23 não participa desse diálogo inter-congolês, que é hoje o grupo beligerante com maior capacidade combativa no terreno, esse diálogo pode não produzir os efeitos factíveis. E daí é que olhamos para a nota de imprensa da República de Angola quanto a este encontro. Eles chamam a atenção sobre a necessidade de se acelerar o mecanismo de Doha do ponto de vista do entendimento entre o M23 e a República Democrática do Congo. Primeiro, é uma pressão a Doha que deve dinamizar aquilo que foi o acordo encontrado entre o governo e o M23. Mas também é uma crítica porque percebe-se que Doha, independentemente de ter aquele encontro que foi muito mediatizado, a fotografia que circulou o mundo, mas não produziu o resultado factível do ponto de vista do entendimento entre o M23 e o governo. Claramente que é importante que as questões estruturais fracturantes possam estar por cima da mesa. Podemos ver que o M23 pode ser extinto pela via política, desde que determinados elementos que eles defendem estejam aí salvaguardados. Do ponto de vista do entendimento, eu acho um pouco difícil, porque hoje o M23 não quer simplesmente ter uma pressão ao fazer política, mas quer também controlar território. E o controlo desses territórios, muitas vezes são territórios ricos em termos de minérios. E aqui começa a abordagem de uma questão de cessão de território da RDC. RFI: E, lá está, relativamente, às pretensões do M23. O que se nota nestes últimos meses, depois da conclusão de diversos acordos, tanto no processo de Doha como também em Washington, é que, de facto, as partes envolvidas não estão confortáveis com os acordos que foram alcançados. Tanto o M23 como o Ruanda, sente-se que querem mais. O que é que eles querem? Osvaldo Mboco: Fica muito difícil trazer isto na análise, porque em muitos casos há elementos que não transpiram para fora. Mas o que nós podemos fazer é aqui algumas conjunções em função daquilo que a nossa observação e também de informações que vamos tentando cruzar. E uma delas é o Ruanda ter acesso a determinados minérios da RDC. Há quem já fale também que o Ruanda pretende alargar o seu território, porque reclama que a Conferência de Berlim (em 1884-1885) amputou território do Ruanda e há uma parte do Ruanda que está na RDC. Pode ser que o Ruanda pretenda reconfigurar esta questão para a estabilidade. E, como deve calcular, o Ruanda é um país pequeno que tem estado a crescer do ponto de vista demográfico também. Logo, há essa pretensão. Os grupos erráticos que surgem, normalmente eles procuram usar o sentimento étnico, mas na verdade são senhores de guerra. São senhores do contrabando, do tráfico, que usam a sua posição para o enriquecimento ilícito de uma determinada elite daquele grupo. E tanto é assim que nós conseguimos observar que os grupos erráticos que residem na RDC, muitos deles digladiam-se entre si na procura e no controlo de terras ou de espaços geográficos onde existem de facto minérios para poderem contrabandear esses minérios. RFI: Voltando à visita de Tshisekedi a Luanda, esta visita também se insere numa digressão que efectuou com o objectivo de obter sanções contra os M23. Julga que as sanções são uma alavanca útil neste processo? Osvaldo Mboco: Claramente que sim. Claramente que sim, porque os beligerantes só continuam com as acções de desestabilização e com a força militar que se encontra, o poder militar que têm no teatro das operações, porque eles continuam -primeiro- a contrabandear minérios e há é alguém que compra esses minérios, por um lado. E nesse contrabando de minérios, eu tenho estado a defender que existem figuras do Estado da RDC que facilitam a saída desses minérios. As sanções também podem ser para os países que têm estado a dar guarida aos M23, porque se aquele material bélico sofisticado chega até ao M23 que tem capacidade de desbaratar uma força regular que é o Exército da República Democrática do Congo, dentro de um quadro da conflitualidade, é porque vem de algum sítio. Tem país de trânsito. Qual é o país de trânsito? E é fundamental que todos os envolventes para a instabilidade no leste da República Democrática do Congo, a comunidade internacional, tenha uma posição muito mais clara, muito mais firme e não a ficar simplesmente do ponto de vista daquilo que são as condenações, mas do ponto de vista das sanções, porque se assim não fizer, a comunidade internacional acaba sendo cúmplice. Porque os próprios Estados Unidos entendem que o Ruanda tem estado a violar o cessar-fogo e a apoiar o M23. A presença de tropas ruandesas em solo da RDC é uma violação à soberania do Estado da RDC. Então como é que não se obriga o Ruanda a retirar os militares que lá estão? RFI: Os Estados Unidos anunciaram recentemente que estavam a ponderar a hipótese de sanções. Julga que este é o passo a seguir por Washington? Osvaldo Mboco: Uma coisa é o discurso político, outra coisa é a acção política. E nós vimos que os Estados Unidos, quando têm interesse, eles agem com a tenacidade que é exigida para o contexto. Se os Estados Unidos só ponderam sanções numa altura em que os Estados Unidos têm a força para impor que o Ruanda cumpra os acordos de paz, porque até o Ruanda não cumpriu os acordos de paz assinados em Washington, fragiliza a imagem dos Estados Unidos enquanto 'Estado gendarme' do sistema internacional, porque os Estados Unidos têm uma responsabilidade acrescida como guardião da paz e da estabilidade mundial. Então, quando um acordo é assinado em seu solo, onde há comprometimento, uma das partes, que é um país periférico como a RDC, Ruanda e grande parte dos países africanos que são países periféricos e a superpotência não consegue impor, isto descredibiliza até a capacidade dos EUA em mediar e negociar determinados assuntos. RFI: Não podemos também esquecer-nos que este encontro em Luanda decorre apenas alguns dias antes da cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana. O que é que se pode esperar para a RDC nesta cimeira? Osvaldo Mboco: Eu penso que a questão da paz, estabilidade e segurança no continente africano é um tema que é transversal às várias presidências que vão surgir. Com certeza, a RDC estará em cima da mesa. E podemos aqui perceber que este encontro preliminar, ainda no âmbito da sua Presidência, Angola, talvez percebeu que era fundamental ter dado um passo mais consistente nas vestes de Presidente da União Africana sobre a matéria de paz e estabilidade na República Democrática do Congo. Porque em abono da verdade, a forma como Angola foi tratada aquando da sua saída do processo de mediação foi uma forma que embaraçou a diplomacia angolana. Expôs até certo ponto, o Estado angolano numa posição não confortável. E penso que esses acontecimentos foram determinantes para que Angola entendesse se afastar temporariamente. E também os pronunciamentos do Presidente Kagame que fizeram com que Angola se afastasse temporariamente e reconfigurar-se a sua abordagem. Mas, conforme eu disse inicialmente, Angola é o mediador natural da República Democrática do Congo por vários factores e pelo factor também da aproximação geográfica. Nós partilhamos uma fronteira de 2511 km de extensão. Ou seja, a RDC é extremamente importante para Angola e toda e qualquer alteração securitária e política que decorre na RDC acaba tendo implicações para o Estado angolano devido à fronteira. Logo, Angola tem uma preocupação redobrada daquilo que acontece na República Democrática do Congo. E penso que, observando esses elementos e também a vinda do Presidente Félix Tshisekedi a Luanda no mês passado -foram aproximadamente três vezes- penso que deve ter dado garantias ao Presidente João Lourenço, que estaria disposto em observar e cumprir alguns dos conselhos saídos de Luanda. Porque, o Presidente Félix também é parte da culpa desse clima de deterioração em que se encontra hoje o leste da RDC. Por uma razão muito simples: o M23 no passado já havia aceitado acantonar. Houve um processo de acantonamento em como o M23 havia aceitado, que estava a ser conduzido por Angola, mas que por intransigência do Presidente Félix Tshisekedi, quer pela falta do comprometimento do Presidente Tshisekedi em aceitar que esses indivíduos pudessem ser enquadrados, houvesse processo de acantonamento e, posteriormente, uma abordagem interna para que esses indivíduos pudessem integrar o exército. E não só. Houve por parte do Presidente Tshisekedi uma acção que não foi nesta direcção, porque talvez na altura estava num período eleitoral e não queria, de facto, desagradar a um segmento do eleitorado que é muito anti-M23. E a perda deste processo de acantonamento, que estava acertado nos moldes que estavam convencionados, fez com que o M23 depois conquistasse e alargasse o seu controlo a outras cidades.

Noticiário Nacional
6h Vários líderes internacionais felicitam Seguro pela vitória

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 12:00


Rádio PT

A mesa internacional “Paz, Integração e Soberania: um olhar sobre a América Latina” propõe um debate qualificado sobre os desafios políticos, sociais e geopolíticos da América Latina no contexto atual.O debate discute os caminhos da integração regional, a defesa da soberania dos povos latino-americanos e o papel da democracia e da paz em um cenário marcado por disputas globais e tensões geopolíticas.Participam da mesa: Humberto Costa, senador por Pernambuco e secretário de Relações Internacionais do PT; Monica Bruckmann, cientista política e professora da UFRJ; e Pedro Silva Barros, pesquisador do Ipea e conselheiro da Fundação Perseu Abramo.A mediação é feita por Mônica Valente, secretária executiva do Foro de São Paulo e diretora da Fundação Perseu Abramo.

SantoFlow Podcast
PROF. JOEL GRACIOSO E GABRIEL KANNER | SANTOFLOW PODCAST #399

SantoFlow Podcast

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 97:01


O SantoFlow recebe Gabriel Kanner e Prof. Dr. Joel Gracioso, que integram a condução do Cor Academia, para uma conversa profunda sobre verdade, interioridade, responsabilidade e os fundamentos que sustentam a vida pessoal, intelectual e espiritual

Notícias Agrícolas - Podcasts
Café despenca mais de 4% nas bolsas internacionais com projeção de melhor oferta frente ao clima favorável

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 19:05


No Brasil, preços acompanham as perdas, que vêm também do recuo do dólar. No entanto, mercado ainda está vulnerável aos estoques muito apertados, lutando para se recuperar com a oferta das próximas temporadas.

PodCast IDEG
Atualiza e Revisa #21 - Por que os EUA querem a Groenlândia?

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 30:22


Por que Donald Trump quer comprar a Groenlândia? O que a OTAN tem a ver com o Ártico? E por que essa região congelada virou uma das maiores disputas estratégicas do século XXI? Neste episódio do Atualiza e Revisa, Luiza Bringel analisa a Groenlândia como peça central da geopolítica contemporânea, conectando história, política externa dos Estados Unidos, OTAN, degelo do Ártico e segurança internacional. Você vai entender: ● A lógica histórica das compras territoriais dos EUA (Louisiana, Alasca, Ilhas Virgens) ● O papel da OTAN e do Artigo 5º no Atlântico Norte e no Ártico ● Por que o degelo abre novas rotas marítimas e intensifica a disputa global ● A presença de minerais críticos e terras raras na Groenlândia ● Como esse tema aparece em provas do CACD e concursos de RI

CNN Poder
Como é a direita que ganha força na América Latina

CNN Poder

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 70:01


O WW Especial deste domingo (1°) colocou em pauta o questionamento "Como é a direita que ganha força na América Latina". Paulo Velasco, professor de Política Internacional da Uerj, Regiane Nitsch Bressan, professora de Relações Internacionais da Unifesp, e Eduardo Viola, professor de Relações Internacionais da FGV e IEA-USP debatem o assunto.

Gabinete de Guerra
Entrada da Ucrânia na UE em 2027 é realista?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 13:59


Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais, analisa a influência russa e americana na adesão da Ucrânia à UE. Ainda reflete sobre as novas movimentações militares dos EUA no Médio Oriente.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dev Sem Fronteiras
Especialista de Mídias Sociais no Cairo, Egito - Carreira Sem Fronteiras #228

Dev Sem Fronteiras

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 64:45


A sorocabana Bianca começou a estudar inglês por influência do pai, mas não sentiu que estava evoluindo. Graças às amigas, se interessou pela ideia de fazer um intercâmbio, o que lhe colocou na rota para a Nova Zelândia.De volta ao Brasil, cursou Relações Internacionais, e voltou ao exterior para fazer um trabalho voluntário no Egito, onde ela conheceu seu marido. De lá para cá, eles passaram pelo Brasil, pelo Canadá, e agora estão de volta ao Egito, onde ela trabalha como especialista de redes sociais.Neste episódio, a Bianca explica como é seu dia a dia, fala sobre as diferenças culturais e religiosas que mais a chamam a atenção, e comenta a história e o contexto social da terra onde faz calor, depois faz frio.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaBianca Eltelbany, Especialista de Mídias Sociais no Cairo, EgitoLinks:AIESECInstagram profissional da BiancaCarreiras Alura: Explore as carreiras por meio de um caminho estruturado, com prática, profundidade e orientação para você sair do zero e conquistar domínio real em uma habilidade.TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

ONU News
Peritos internacionais apreensivos com situação de menores e imigração nos EUA

ONU News

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 1:32


Milhares de menores desacompanhados enfrentam processos; corte de financiamento federal deixou vários deles sem representação legal; peritos alertam para os riscos de violações dos direitos das crianças.

A Voz do Brasil
Câmara aprova regras internacionais para combater poluição marítima

A Voz do Brasil

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026


JR 15 Minutos com Celso Freitas
Conselho da Paz: como a proposta de Trump impacta a diplomacia global

JR 15 Minutos com Celso Freitas

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 15:22


Diante do aumento da complexidade dos conflitos internacionais, a comunidade global tem buscado alternativas para a mediação de crises. Historicamente, essa função é exercida pela Organização das Nações Unidas, principal instância multilateral de negociação e resolução de disputas. No entanto, uma nova proposta começa a ganhar espaço. Conhecido como Conselho da Paz, o projeto surge como uma iniciativa paralela, idealizada nos Estados Unidos e associada ao presidente Donald Trump, com o objetivo de criar um canal alternativo de diálogo entre países. Para analisar os objetivos, limites e impactos dessa iniciativa no equilíbrio geopolítico mundial, o JR 15 Minutos entrevista Roberto Georg Uebel, professor de Relações Internacionais da ESPM.

Convidado
"O Irão está a passar pela pior repressão de sempre"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 13:21


No Irão, o regime do ayatollah Ali Khamenei tentou calar a maior vaga de protestos dos últimos anos com uma repressão que teria feito milhares de mortos. As manifestações começaram a 28 de Dezembro na capital e alastraram a todo o país. Os Estados Unidos intensificaram a presença militar no Médio Oriente com a mobilização do porta-aviões USS Abraham Lincoln, depois de Donald Trump ter afirmado que deverá receber “em breve” um relatório sobre a situação no Irão para decidir se avança com uma intervenção militar. Será a pressão interna e externa suficiente para uma eventual mudança de regime? E quem poderia assegurar uma transição? Para conversarmos sobre este tema convidámos Maria Ferreira, professora de Relações Internacionais, que nos fala sobre “a pior repressão de sempre” no Irão, sobre a “diplomacia coerciva” dos Estados Unidos e sobre dificuldade de antever, para já, uma mudança de regime. RFI: Perante a mobilização de um porta-aviões para o Médio Oriente, até que ponto um ataque dos Estados Unidos é uma possibilidade? Maria Ferreira, Professora de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “É preciso ter consciência de que o Irão é a segunda maior nação do Oriente Médio e é a 18.ª maior nação do mundo. Vivem no Irão mais de 92 milhões de habitantes, portanto, é um país com uma matriz civilizacional fortíssima e que não se compara a outros Estados, nomeadamente a Venezuela, onde os Estados Unidos têm vindo a desenvolver acções exteriores. É claro que o Irão, neste momento, está a passar pela pior repressão de sempre que visa as manifestações pró-democracia, mas mesmo a resposta do regime a estas manifestações demonstra a dificuldade que seria, mesmo para uma potência militar como os Estados Unidos, intervir num palco de conflito que é extremamente complexo.” Então, não há essa possibilidade de um ataque iminente dos Estados Unidos? “De um ataque clássico dos Estados Unidos não. Seria muito difícil aos Estados Unidos conseguirem controlar um território com uma complexidade doméstica como se afigura no Irão. Segundo a Amnistia Internacional, no Irão, existem três braços armados que suportam fortemente o regime e que estão sob a alçada do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei.” Nesse caso, para que serve esta mobilização de navios de guerra americanos, nomeadamente, do porta-aviões, para o Médio Oriente? “Repare que Donald Trump está a replicar os mesmos passos da Venezuela no Irão porque antes da extracção do Presidente Maduro, os Estados Unidos enviaram para a Venezuela e para a região também um conjunto de forças militares com o objectivo de escalarem a tensão contra o país, aplicarem uma espécie de diplomacia coerciva para atingirem os seus objectivos, nomeadamente no que toca à questão do petróleo. No Irão, o que está a acontecer é também a utilização de diplomacia coerciva para obrigar o Irão a uma eventual mudança de regime. Repare-se que essa mudança de regime não aconteceu na Venezuela. Essa mudança de regime no Irão está a ser associada às revoltas populares nas ruas e é preciso dizer que a repressão das revoltas já terá provocado entre 17.000 a 25.000 mortos. Simplesmente, tal como na Venezuela não houve mudança de regime, também no Irão essa mudança de regime afigura-se muito difícil pelas circunstâncias internas, políticas e militares, que conseguem sustentar o regime de Ali Khamenei.” Que resultados é que pode ter essa “diplomacia coerciva”? Na segunda-feira houve um responsável americano que disse que a porta está aberta se o Irão quiser entrar em contacto com Washington. Há uma porta aberta a uma eventual mudança de regime? “O ayatollah Khamenei é uma figura odiada por grande parte dos iranianos. A economia iraniana está numa situação insustentável e há uma grande repressão interna. Aquilo que os especialistas no Irão discutem é quais são internamente as hipóteses para eventualmente substituir o ayatollah Khamenei. Mas essas hipóteses são muito ténues e eu penso que foi isto que levou - a par do reconhecimento de que uma intervenção militar no Irão seria absolutamente complexa por causa dos três braços armados que sustentam o regime - foi essa consciência que levou a que Donald Trump, há duas semanas, com a desculpa de que o Irão já não estava a executar protestantes, tivesse claramente recuado na sua retórica agressiva, militarista, coerciva contra o Irão. É que, segundo vários autores que são especialistas na questão do Irão, não existe grande vontade de reforma do regime e os moderados são vistos como figuras marginais dentro do próprio regime e nem sequer têm o peso para vir a substituir o líder supremo e, eventualmente, poder conduzir a uma reforma do regime iraniano. Portanto, não se afigura como muito claro quem é que poderia preencher o vazio de poder que iria instalar-se depois da eventual morte ou extracção ou retirada do líder supremo. O que se sabe, com certeza, é que a Guarda Revolucionária iria sempre tentar preencher esse vazio de poder através da imposição de um autoritarismo militarista. No Irão existem os que mandam e aqueles que são mandados e, portanto, é muito difícil pensar numa eventual mudança do regime porque mesmo as figuras mais moderadas como Mohammad Bagher Ghalibaf , o antigo presidente Hassan Rohani, mesmo o actual Presidente Massoud Pezechkian que é também visto como um moderado, mesmo esses reformistas são considerados como irrelevantes, ou seja, não existem. Na prática, na sociedade iraniana, são uma espécie de cosmética, como diz Ali Ansari, que é professor na Universidade St Andrews, eles estão completamente marginalizados. Ou seja, no Irão não há um movimento de reforma política que possa, no fundo, apoiar o movimento na rua.” Os protestos não se podem tornar numa revolução? Não há nenhum líder da oposição que possa unir os iranianos e derrubar o regime dos ayatollahs? “Bem, neste momento, nós sabemos que o antigo filho do Xá, Reza Pahlavi, que está no exílio, se está a movimentar no sentido de poder ser uma eventual alternativa à mudança de regime no Irão, mas aquilo que se questiona em relação à Reza Pahlavi é que, apesar de ele argumentar que tem uma missão inacabada que o seu pai deixou quando saiu do Irão, que o seu objectivo não é de todo restaurar o passado autoritário associado ao Xá e que o seu objectivo é assegurar uma futura democracia no Irão, apesar disso, há grandes dúvidas em relação à legitimidade de uma figura cuja única base de autoridade é ser filho do Xá deposto. Portanto, também não me parece que possa vir a ser uma figura consensual para poder alicerçar a mudança do regime até porque há um legado muito divisivo do próprio Xá no Irão. Ou seja, o Xá não é consensual no Irão. Todo o reinado, o legado de autoritarismo associado ao Xá ainda tem uma memória muito forte no Irão e, apesar de Reza Pahlavi ter apelado a uma transição pacífica até um referendo nacional para decidir o futuro sistema político do Irão, continua a ser um símbolo de um passado autoritário. Se os iranianos não querem Ali Khamenei, dificilmente vão querer voltar a um passado de uma monarquia imperial associada ao Xá. Portanto, mesmo com esta retórica de modernização, de democratização, de solidificação das alianças com o Ocidente, a verdade é que há ainda uma memória muito marcada da censura, da polícia secreta, da supressão da dissidência, dos abusos aos direitos humanos ligados ao período do Xá e esse legado divisivo projecta-se em Reza Pahlavi e prejudica a sua capacidade de poder vir a liderar um período de transição no Irão.” Como disse, há milhares de pessoas que morreram nas manifestações, não se sabe bem quantas porque há diferentes números a circularem e o país está sem internet há 18 dias. Estes são os maiores protestos desde 2022. Como é que vê os próximos tempos no Irão? “É muito interessante perceber que realmente estes não são os únicos protestos que marcaram a história recente do Irão. Já em 2009, em 2022, a Revolução Verde... Tivemos outras vagas de protestos contra o Irão. O que especifica historicamente esta vaga é a onda de repressão que lhe está associada e que, de alguma forma, mostra a crescente fragilização do regime que terá já matado entre 17.000 a 25.000 pessoas. É claro que nós não sabemos exactamente o que é que se está a passar porque há um bloqueio cibernético. O que é interessante de ver é que as pessoas no Irão estão a usar formas alternativas para ter acesso à internet, nomeadamente o SpaceX, o Starlink, redes virtuais de internet privadas e estão a tentar suplantar aquilo que é uma marca fundamental do regime iraniano que é uma infraestrutura muito forte de vigilância cibernética e de vigilância nomeadamente através de câmaras CCTV. E, portanto, vai ser interessante ver como é que a população vai, nos próximos dias e nos próximos meses, reagir e continuar a ter um ímpeto reformista no país, utilizando as chamadas tecnologias da libertação, que são os mecanismos digitais, para tentar afirmar a sua vontade. Mas, como há um vazio ao nível das figuras reformistas que poderiam liderar o regime e perante o recuo dos próprios Estados Unidos, cuja acção de diplomacia coerciva estava claramente a empoderar estes movimentos civis de resistência, não me parece que nos próximos meses possamos ver alguma mudança essencial no Irão, tal como não vimos uma grande mudança na Venezuela. Os regimes persistem apesar da diplomacia coerciva de Donald Trump. Uma mudança no Irão estará associada eventualmente à morte do líder supremo e a quem, após essa morte, eventualmente o poderá substituir, e com a cumplicidade dos braços armados que existem no país, nomeadamente da Guarda Revolucionária, poder fazer algumas reformas. Pensar que os Estados Unidos vão, através de meios coercivos, provocar uma mudança de regime num país em que não existe a própria noção de reformismo político parece-me uma ideia sem grande sustentação empírica.”

Radioagência
Câmara aprova novas punições internacionais para vazamento de óleo no mar

Radioagência

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026


Entrevistas Jornal Eldorado
Negociação entre EUA, Rússia e Ucrânia ainda não tem resultado para encerrar guerra; ouça análise

Entrevistas Jornal Eldorado

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 10:18


A segunda rodada de conversas trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia terminou no sábado, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, sem acordo concreto para o fim da guerra que pode completar quatro anos em fevereiro. Apesar disso, há uma expectativa de continuidade das negociações nesta semana. Em sua conta oficial no X, o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, classificou as conversas como "construtivas". Mas a segunda rodada de conversas começou logo após cidades ucranianas terem enfrentado uma madrugada de intensos ataques aéreos russos que deixaram mortos e feridos e interromperam o fornecimento de energia para milhões de moradores em pleno inverno rigoroso. Em entrevista à Rádio Eldorado, Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM, disse que o cenário ainda é de impasse, mas avaliou que “a disposição de continuar a negociação é um sinal positivo principalmente para a Ucrânia”. Ela apontou como principais entraves para um acordo a cessão de parte do território ucraniano para a Rússia e a pressão pela saída de Zelenski do poder com a eleição de um governo mais próximo dos interesses russos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Mineápolis: "Estamos perante um cenário que suscita apreensão"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 7:30


Nos Estados Unidos, Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de 37 anos, foi morto a tiro por agentes federais, durante uma operação de anti-imigração em Mineápolis, quando participava num protesto contra a política migratória de Donald Trump. O caso reacendeu o debate sobre o reforço da presença federal nas cidades norte-americanas e os riscos de agravamento da tensão política e institucional. Victor Ramon Fernandes, professor de Relações Internacionais na Universidade Lusíada, em Lisboa, e em Sciences Po Aix-en-Provence, analisa as implicações do reforço da presença federal em cidades norte-americanas e os riscos de escalada da tensão interna no país. Trata-se do segundo cidadão norte-americano morto a tiro por agentes federais ligados ao serviço de imigração e Controlo Alfandegário -ICE- em menos de três semanas, depois do assassínio de Renée Nicole Good, no dia 7 de Janeiro. Alex Jeffrey Pretti, um enfermeiro de 37 anos, foi morto a tiro neste sábado, 24 de Janeiro, por agentes federais durante uma operação de anti-imigração em Mineápolis, quando participava numa manifestação contra a política migratória do Presidente Donald Trump. De acordo com o responsável da polícia anti-imigração, Greg Bovino, Alex Pretti aproximou-se dos agentes armado com uma pistola semi-automática de nove milímetros, tendo resistido à tentativa de desarmamento e foi abatido em legítima defesa. No entanto, vídeos analisados pela Associated Press contradizem essa versão oficial, com imagens a mostrar Alex Pretti a segurar o telemóvel na mão durante uma altercação de cerca de 30 segundos. Durante a luta, os agentes terão descoberto que estava na posse de uma arma e abriram fogo com vários disparos. A morte de Alex Pretti gerou forte indignação pública e protestos contra a presença do ICE em Minneapolis, que se intensificaram nas últimas semanas. Victor Ramon Fernandes, professor de Relações Internacionais na Universidade Lusíada, em Lisboa, e em Sciences Po Aix-en-Provence, analisa as implicações políticas e institucionais do reforço da presença federal em cidades norte-americanas e os riscos de escalada da tensão interna no país. Trata-se do segundo cidadão norte-americano morto a tiro por agentes federais ligados à imigração em menos de três semanas. O direito à manifestação está ameaçado nos Estados Unidos? Aquilo que está aqui a ser feito é, de alguma forma, uma tentativa de controlo e de tornar o ICE, enquanto entidade, mais coesa, o que acaba por se traduzir numa espécie de perseguição a cidadãos de outros países que se encontram em situação irregular nos Estados Unidos. Naturalmente, isto está a ser feito de uma forma que pode ser considerada contraproducente, até para aquilo que são as próprias intenções dos Estados Unidos. Trata-se de uma abordagem muito violenta. O ex-Presidente norte-americano Barack Obama, que classificou a morte como uma tragédia devastadora e apelou à vigilância contra aquilo a que chamou de ataques aos valores fundamentais americanos. Os valores fundamentais americanos estão a ser atacados? Sim. Pelo menos aquilo que são os valores tradicionais pelos quais todos pensamos que os Estados Unidos se têm pautado, de forma genérica. No entanto, vale a pena relembrar o discurso recente do Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney - em Davos - que veio demonstrar que esta narrativa, que vimos repetidas várias vezes - e que foi particularmente clara não só com Obama, mas também com Biden - assenta numa discursiva ligada a determinados valores que, na prática, só se aplicam quando coincidem com os interesses dos Estados Unidos. Essa intervenção veio lembrar, para quem não sabia ou para quem precisava de o ouvir novamente, que essa discursiva tem também uma componente de falsidade e que isso deve ser tido em consideração. Não vale a pena embelezar excessivamente a história dos valores tradicionais norte-americanos, porque tem havido falhas evidentes, inclusive sob presidências democratas, como aconteceu com Obama e, em particular, com Biden e não apenas com Trump. Vários políticos democratas, em Mineápolis, falam em "ocupação" e pedem ao Presidente Donald Trump que ordene a retirada de 3.000 agentes. Há o risco de a situação poder degenerar? Eu diria que, de alguma forma, já degenerou. Tivemos vários incidentes preocupantes e, sem falar propriamente de uma situação de guerra civil, é evidente que estamos perante um cenário que suscita apreensão. A continuação destas políticas e a adopção de medidas que intensificam este tipo de acções podem agravar ainda mais a situação. Estes incidentes são pouco usuais num país como os Estados Unidos. Existe o risco de uma guerra civil? Não iria tão longe. Embora não se possa excluir nada, também não me parece que a situação tenha chegado a esse ponto. Há, por vezes, uma tendência para extrapolar casos particulares para o geral de forma abusiva. Os Estados Unidos são um país muito grande e não vale a pena, pelo menos neste momento, ir por aí. O Presidente dos Estados Unidos acusa os democratas de serem responsáveis pelo caos, num verdadeiro braço-de-ferro político… Trata-se de uma sociedade que, desde há algum tempo, está profundamente dividida. Existe uma tensão clara entre duas Américas que se opõem e que se identificam, respectivamente, com o Partido Democrata e com o Partido Republicano, em particular com a ala MAGA deste último. Esta divisão e essa tensão latente explicam este tipo de situações e tudo indica que irão continuar. Por outro lado, o Partido Democrata está também preocupado em recuperar uma posição que, neste momento, não detém no panorama político norte-americano, face à situação actual do Partido Republicano. Os democratas já ameaçaram bloquear o financiamento do Departamento de Segurança Interna. Quais poderão ser as implicações para o país se isso acontecer? Se essa opção avançar, poderá dificultar, em certa medida, as opções de política do Presidente Trump. Mas vamos ver se isso acontece ou não. Tudo dependerá das decisões no Congresso. Sabemos que, no final do ano, haverá novos desenvolvimentos e que o tempo político passa depressa. Teremos de dar algum tempo ao tempo, se me é permitida a expressão. Considera que esse bloqueio pode levar Donald Trump a recuar? É difícil de prever. Donald Trump tem ideias muito fixas, mas já demonstrou no passado que entra em posições muito duras e depois acaba por recuar parcialmente. Resta saber o que conseguirá fazer no controlo dos ímpetos do ICE, que actua com a legitimidade que considera ter, atribuída directamente pelo Governo federal. Se Trump perceber que esta situação contraria os seus próprios interesses, poderá recuar um pouco, embora até agora tenha dado poucos sinais disso. As declarações de Donald Trump têm provocado várias reacções e fala-se até da saúde mental do Presidente dos Estados Unidos. Existe a possibilidade de isto terminar num processo de impeachment? Quanto às questões de saúde mental, não me pronuncio, porque não fazem parte das minhas competências e não tenho conhecimento suficiente sobre o assunto. É verdade que o tema do impeachment tem sido referido várias vezes, associando determinadas actuações a possíveis tentativas por parte do Congresso. Vamos ver se essas tentativas surgem e, caso surjam, se terão condições para avançar. Um impeachment é sempre um processo extremamente complexo e difícil. A experiência passada mostra que raramente acontece e que, muitas vezes, os Presidentes acabam por abandonar o cargo antes de o processo se concluir. Não é algo que aconteça de um dia para o outro. Pode acontecer, mas não me parece ser o cenário mais provável.

Radiosul.net
Programa - O Campo em Notícia 24 01 2026

Radiosul.net

Play Episode Listen Later Jan 25, 2026 60:54


- Agrovino fecha 18ª edição com R$ 1,416 milhão movimentados em negócios - Elicit Plant aponta ganho médio de 9,4% na produtividade do milho no Brasil em quatro safras - Espaços concentram debates sobre inovação e tecnologia na 36ª Abertura da Colheita do Arroz - Abertura da Colheita da Oliva muda para abril e adota formato voltado a negócios - PampaPlus cresce mais de 30% entre 2016 e 2025 e amplia número de usuários no último ano - Seleção genética auxilia controle do carrapato em bovinos no verão - Raça Limousin passa a integrar Registro Genealógico da ANC - ENAPecan 2026 confirma Bento Gonçalves como sede da terceira edição - Jurado do Mancha Crioula já foi premiado na exposição E mais: Cotações, previsão do tempo e agenda Entrevista: Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Farsul

Entrevistas Jornal Eldorado
Conselho da Paz de Trump pode dar certo? O Brasil deve participar? Ouça análise de especialista

Entrevistas Jornal Eldorado

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 9:45


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou ontem o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e reuniu líderes e chanceleres de 19 países, nem todos democracias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para integrar o grupo, mas ainda não respondeu. Trump não deu detalhes sobre a estrutura e o funcionamento da iniciativa, mas afirmou que o grupo “trabalhará com outros atores”, entre eles a Organização das Nações Unidas. Em outras ocasiões, o presidente americano disse que o Conselho da Paz poderia substituir a ONU. A iniciativa terá a Faixa de Gaza como foco inicial, mas deverá estender a atuação para outras áreas do mundo, Trump. Em entrevista à Rádio Eldorado, Roberto Uebel, professor de Relações Internacionais da ESPM São Paulo, disse que ainda não está claro como o Conselho vai funcionar. “Me parece ser mais uma daquelas ideias mirabolantes do presidente Donald Trump de tentar enfraquecer o sistema multilateral das Nações Unidas”, afirmou. Sobre o convite ao governo brasileiro, Uebel avalia como acertada a postura de não recusar imediatamente e pensa que o País deveria apresentar uma contraproposta a Trump em razão do momento de reaproximação com os Estados Unidos. “A diplomacia brasileira, muito corretamente nesse aspecto, tem optado por ganhar tempo”, ressaltou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Debate da Super Manhã
Terras Raras

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 52:53


Debate da Super Manhã: Essenciais para tecnologias como celulares, carros elétricos e energia limpa, as terras raras colocam o Brasil no centro de uma disputa econômica global. Um tema decisivo para o presente e o futuro do desenvolvimento nacional. No debate desta quinta-feira (22), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre as reservas brasileiras, o potencial do país e de Pernambuco e a importância econômica e estratégica dos elementos contidos nas terras raras. Participam o professor do Instituto de Petróleo e Energia (i-LITPEG) do Laboratório de Refino e Tecnologias Limpas (LabRefino/Lateclim), do Departamento de Engenharia Química, do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da UFPE, Fábio Machado Cavalcanti, o coordenador do Curso de Relações Internacionais da UniFBV, Gustavo Delgado @gustavo.work, e o economista, David Batista.

Dev Sem Fronteiras
Gerente Geral da Câmara de Comércio em Xangai, China - Carreira Sem Fronteiras #227

Dev Sem Fronteiras

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 34:19


O são-joanense Arthur se mudou para Belo Horizonte aos 17 anos de idade para cursar Relações Internacionais na PUC, uma decisão curiosa, dado que toda a sua família veio da área da saúde.Na faculdade, ele decidiu estudar mandarim, o que lhe fez decidir ir para a China quando surgiu a oportunidade fazer um intercâmbio. Porém, assim que ele voltou, surgiu a oportunidade de estagiar na Câmara de Comércio, o que lhe colocou na rota para hoje ocupar o cargo de Gerente Geral da Câmara de Comércio do Brasil em Xangai.Neste episódio, o Arthur detalha um pouco mais essa trajetória, e compartilha os aprendizados culturais e gastronômicos de se morar em uma das maiores cidades do mundo.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaArthur Guimarães, Gerente Geral da Câmara de Comércio em Xangai, ChinaLinks:LinkedIn do ArthurCarreiras Alura: Explore as carreiras por meio de um caminho estruturado, com prática, profundidade e orientação para você sair do zero e conquistar domínio real em uma habilidade.TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

TUTAMÉIA TV
Doutor em economia analisa primeiro ano do governo Trump

TUTAMÉIA TV

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 60:19


TUTAMÉIA entrevista o economista Maurício Metri, professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ e autor, entre outros livros, de "História e Diplomacia Monetária".Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...

Reportagem
Brasil demonstra cautela diante do convite de Trump para integrar o Conselho de Paz de Gaza

Reportagem

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 6:16


A RFI ouviu especialistas que divergem quanto à participação do Brasil no Conselho de Paz de Gaza, criado pelo presidente dos Estados Unidos. Ambos apontam cenário bastante tenso nas relações internacionais, mas nenhum acredita em novo tarifaço contra o Brasil diante da recusa ao convite. Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília O governo brasileiro, em especial assessores de Lula e do Itamaraty, têm avaliado em detalhes o tenso cenário internacional a fim de evitar que o convite de Donald Trump para que o Brasil integre o Conselho de Paz se transforme numa casca de banana diplomática. O fórum anunciado por Trump não tem objetivos voltados apenas para a Faixa de Gaza, mas segundo ele próprio, pode vir a substituir as Nações Unidas na pretensão de dirimir conflitos mundo afora. Diante das inúmeras dúvidas acerca do conselho, inclusive de que seja menos democrático do que o próprio Conselho de Segurança da ONU, com poderes concentrados nos Estados Unidos, o Brasil tende a recusar o convite, mas a complexidade das relações internacionais no momento torna a elaboração da resposta um desafio. Lula conversou com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sobre a situação na Faixa de Gaza e pretende falar com outros líderes, como o presidente francês, Emmanuel Macron.  Dois analistas ouvidos pela RFI têm opiniões bem diferentes sobre o tema. O pesquisador William Gonçalves, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU), avalia que dizer sim ao convite significaria dizer sim à política externa de Trump.                                                                                                                  “A participação do Brasil nesse Conselho de Paz proposto por Trump é inteiramente inconveniente, porque ele está subtraindo uma tarefa que devia competir à Organização das Nações Unidas. Trump tem trabalhado contra o multilateralismo, já retirou os Estados Unidos de mais de 60 entidades internacionais, comprometendo o trabalho delas”, diz Gonçalves. Para o especialista, “Trump faz o convite com má intenção, porque o alvo principal dele é o BRICS. O Brasil não pode participar de forma alguma desse Conselho. Seria uma forma de apoiar a política externa de Trump, com todas as ameaças e afrontas ao direito internacional que estamos vendo.” Por outro lado, o analista José Luiz Niemeyer, professor de Relações Internacionais do Ibmec/RJ, defende o ingresso do Brasil no Conselho de paz: “A recusa do Brasil pode ser considerada, neste momento, um erro estratégico. A diplomacia brasileira tem que ficar equidistante dos três centros imperiais de poder hoje, Estados Unidos, China e Rússia. E participar deste Conselho de Paz seria uma maneira de deixar claro para os Estados Unidos que por mais que o Brasil critique esta ordem internacional, o país quer participar de uma maneira propositiva”, defende Niemeyer. Para o especialista do Ibmec, “até para o Brasil manter suas opiniões sobre Gaza de maneira autônoma, não participar é meio que não combater esse mundo de três impérios”. Ameaça tarifária Os dois analistas convergem num ponto. Não acreditam em retaliações comerciais ao Brasil, como um novo tarifaço, diante da recusa de Lula ao convite de Trump. “Não acho que haverá uma revanche dos Estados Unidos com relação a tarifas. Eles estão atuando de maneira muito agressiva no sistema internacional, tendo outras preocupações, com Brasil em segundo ou terceiro foco. Mas, ao mesmo tempo, os Estados Unidos veem o Brasil como um país importante da América do Sul, ainda mais dentro de sua nova doutrina de segurança nacional”, afirmou Niemeyer. “O Brasil teve um problema grave com os Estados Unidos com relação ao tarifaço, que foi muito bem resolvido pelo governo Lula e pela chancelaria brasileira, e que abriu as portas, no bom sentido, para que Washington e Brasília possam, por exemplo, explorar, não só os minerais de terras raras, mas aumentar a linha de investimento direto e comercial entre os dois países. Por isso que seria relevante o Brasil aceitar o convite”, afirmou o professor do Ibmec/RJ. Para William Gonçalves, interesses internos dos Estados Unidos com relação aos produtos brasileiros reduzem o risco de uma nova taxação extra. Mas ele destaca que isso não significa facilidades nas negociações com Trump. “O Brasil deve agir com muita cautela, sem decisões precipitadas, porque Donald Trump já manifestou a sua ideia a respeito da América Latina. Nós estamos, portanto, em área geográfica bastante sensível à política dos Estados Unidos. Qualquer gesto precipitado que possa ser interpretado como uma provocação pode receber em troca uma resposta imprevisível desse senhor, que é um sujeito abusado, que não se detém diante de nada e dispõe de um aparato militar nuclear formidável”, alerta Gonçalves. “Seria bom estar coligado com vários outros Estados e não agir isoladamente para confrontar uma decisão de Trump”, conclui o pesquisador do INCT-INEU.

Morning Show
Trump fala sobre Groenlândia em Davos

Morning Show

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 116:45


Confira no Morning Show desta quarta-feira (21): No discurso proferido nesta quarta-feira (21) no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Venezuela fará “mais dinheiro nos próximos seis meses do que nos últimos anos”, em referência às perspectivas econômicas do país sul-americano em meio a recentes mudanças políticas e intervenções que envolvem o controle do setor petrolífero e maior participação de empresas estrangeiras no setor. No mesmo discurso, Trump voltou a defender a anexação da Groenlândia e afirmou que apenas os EUA têm capacidade de garantir a segurança do território. Em tom duro, Trump disse respeitar a população da Groenlândia e a Dinamarca, mas classificou o país europeu como “ingrato” e afirmou que a Europa “não está indo na direção correta”. Ele relembrou a presença militar americana na região durante a Segunda Guerra Mundial e descartou críticas de que sua proposta representaria uma ameaça à Otan, argumentando que a anexação fortaleceria a segurança da aliança militar. O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou nesta quarta-feira (21) a realização de um exercício militar da Otan na Groenlândia. Segundo comunicado oficial do Palácio do Eliseu, a França está pronta para contribuir com a operação. O pedido ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Ártico, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo a anexação da Groenlândia. As crescentes tensões entre Estados Unidos e Europa levantam dúvidas sobre o futuro da Otan e a estabilidade da aliança militar. Divergências políticas, disputas estratégicas e declarações polêmicas do presidente Donald Trump têm elevado as tensões entre EUA e Europa. Para analisar esse cenário e os possíveis desdobramentos geopolíticos, o Morning Show entrevista Marcus Vinicius de Freitas, professor de Relações Internacionais. O cenário geopolítico internacional ganhou novos contornos de tensão após Donald Trump manifestar o desejo de anexar a Groenlândia aos Estados Unidos e ameaçar impor tarifas a países que se oponham à medida. Em meio a esse embate, a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá, entrou no centro do debate político. Em países como a Alemanha, já surgem discussões sobre um possível boicote ao torneio, embora o governo alemão afirme que não interfere em decisões esportivas. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

O Assunto
A Groenlândia em disputa e a Otan sob ameaça

O Assunto

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 32:35


Convidado: Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense). Localizada estrategicamente entre o Ártico e o Atlântico Norte, a Groenlândia é a maior ilha do mundo. São mais de 2 mil km², um território rico em minerais raros e considerado por Donald Trump vital para a segurança dos EUA. A ilha gigante se tornou objeto de cobiça pelo governo americano. O problema: trata-se de um território semiautônomo da Dinamarca. Trump já sugeriu anexar ou adquirir a Groenlândia, mas o governo dinamarquês deixa claro que não tem interesse em negociar a ilha. A Casa Branca aumentou a crise ao anunciar novas tarifas contra oito países europeus que enviaram tropas ao território na última semana. Uma tensão que escancara da fragilidade atual da Europa, e coloca a Otan em risco. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Vitelio Brustolin para explicar por que Trump cobiça a Groenlândia. Professor de Relações Internacionais da UFF, ele responde quais são os interesses militares (como a construção do Domo de Ouro) e estratégicos (caso da rota naval do Ártico) dos americanos na região. Vitelio analisa também as consequências de uma eventual anexação pelos EUA, sobretudo para o futuro da aliança do Atlântico Norte, da qual fazem parte 30 países europeus. Ele aponta os sinais de enfraquecimento da Otan e os riscos deste processo de deterioração: “Seria um cenário catastrófico para o mundo todo”.

CNN Poder
Um ano de Trump: O que sobrou?

CNN Poder

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 67:57


O WW Especial deste domingo (18) repercute o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que completa um ano desde a posse na próxima terça-feira (20). Participam deste programa: Maurício Moura, professor da Universidade George Washington (EUA), Roberto Dumas, professor de Economia do Insper, e Felipe Loureiro, professor de Relações Internacionais da USP.

Expresso - O mundo a seus pés
Estados Unidos vão atacar o Irão? “O papel de Trump é mais de dissuasão, pelo menos nesta fase”

Expresso - O mundo a seus pés

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 13:13


A repressão dos protestos em massa no Irão está a levar o Presidente dos Estados Unidos a ameaçar com uma ação militar. Oiça aqui o mais recente “O Mundo A Seus Pés” com José Palmeira, professor de Relações Internacionais da Universidade do Minho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Radar Agro
Pecuária de búfalos no Pará atrai olhares internacionais | Domingão do Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Jan 18, 2026 25:26


Domingão do Carlão conversa com Ricardo Arioli, produtor rural, e Daniel Araújo, do Grupo Aruans, na Fazenda Terê-Taua, localizada em Santa Bárbara do Pará (PA). A visita faz parte de uma ação estratégica da Agrizone durante a COP30.O encontro promoveu um intercâmbio entre o agro brasileiro e produtores de diferentes partes do mundo, com a presença de Jennifer Brunton, da Escócia; Rachael Madeley Davies, do País de Gales; e Sakiul Milat Morshed, de Bangladesh. O grupo conheceu de perto o sistema de criação de búfalos da propriedade, referência na região.A iniciativa reforça o papel da Agrizone como ponte para o diálogo internacional, onde a troca de experiências sobre manejo e produção sustentável coloca o Pará no centro das atenções do setor produtivo global.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

PodCast IDEG
Resumo Semanal – 16/01/2026 – Protestos no Irã, Groenlândia em disputa, Venezuela e Brasil nos organismos internacionais

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 24:08


Notícias Agrícolas - Podcasts
Demanda fraca para o cacau pressiona preços internacionais para baixo

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 14:03


Geopolítica internacional instável deixa setor muito fragilizado para reagir

Gabinete de Guerra
Estará iminente uma intervenção militar dos EUA no Irão?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 15:32


A especialista em Relações Internacionais, Daniela Nunes, acredita que uma intervenção americana é um trunfo que ainda não será utilizado por Trump. Analisa ainda a situação na Gronelândia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

PodCast IDEG
Fio da Meada #10 – Cabanagem, charque e bens públicos: economia, revoltas e a ONU

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 15:52


No primeiro Fio da Meada de 2026, Adler Silva puxa um fio que começa nas revoltas regenciais do Brasil, passa pela economia política dos bens e desemboca na arquitetura institucional das Nações Unidas — mostrando como temas históricos, econômicos e jurídicos se conectam de forma orgânica no estudo para o CACD. O episódio revisita a Cabanagem, a Sabinada e a Revolução Farroupilha, analisando seus contextos políticos, sociais e econômicos durante o período regencial. Ao discutir a centralidade do charque na economia do Sul, o fio se amplia para uma reflexão conceitual sobre bens essenciais, bens privados, bens comuns, bens de clube e bens públicos — categorias fundamentais para entender tanto a economia quanto as políticas públicas. A partir daí, a análise conecta esses conceitos à ideia de bens públicos globais, introduzindo o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU, o papel do Secretário-Geral, hoje ocupado por António Guterres, e a estrutura geral da Organização das Nações Unidas, incluindo seus principais órgãos e agências especializadas, como a UNESCO. O episódio também aborda o conceito de bens culturais e patrimônio cultural, articulando Direito Interno, Direito Internacional e Economia, e mostrando como essas categorias aparecem na atuação internacional dos Estados e nos mecanismos multilaterais.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 11/01/2026 | Prisão de Maduro impacta venezuelanos no Brasil

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 11, 2026 181:41


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (11): Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados, 90% dos refugiados no Brasil vêm da Venezuela. A repórter Camila Yunes foi até a Vila Reencontro, em São Paulo, mostrar a realidade de famílias que atravessaram a fronteira e como elas receberam a notícia da prisão de Maduro. Após 18 meses, o governo brasileiro deixará de representar os interesses argentinos em Caracas, na Venezuela. A decisão acontece em meio à tensão pós-invasão dos EUA na Venezuela e atritos diplomáticos causados por postagens de Javier Milei. Entenda como será a transição para o governo italiano. Com as maiores reservas do mundo, cerca de 303 bilhões de barris, a Venezuela pode voltar a ser uma potência energética sob tutela americana? A professora de Relações Internacionais, Mariana Maranhão, analisa se a entrada desse petróleo no mercado pode derrubar os preços internacionais e como fica a OPEP nessa história. Após a saída de Ricardo Lewandowski, o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (CONSESP) defende abertamente a divisão do Ministério da Justiça. Em carta, a entidade sugere nomes como Andrei Rodrigues (PF) e Chico Lucas (PI) para comandar uma pasta exclusiva de Segurança Pública. O cinema brasileiro pode fazer história novamente. O filme "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, concorre em três categorias no Globo de Ouro, incluindo Melhor Filme de Drama e Melhor Ator para Wagner Moura. Veja a análise de especialistas sobre as chances de vitória contra concorrentes de peso. A Justiça de São Paulo concluiu que não há vínculo entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e operações que investigam lavagem de dinheiro do PCC. O repórter André Anelli explica a decisão. Além disso, a contagem regressiva começou para o FGC pagar 1,6 milhão de investidores. Partidos da Groenlândia rejeitaram a oferta de compra de Trump. O presidente dos EUA afirmou que, se não controlar a ilha, China ou Rússia o farão. A Casa Branca considera opções, inclusive força militar. A primeira-ministra da Dinamarca alertou que a anexação significaria o fim da OTAN, mas Trump disse estar disposto a sacrificar a aliança. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro (PL) sofre com perda de equilíbrio e tonturas causadas por medicamentos, o que teria provocado sua queda da cama e o traumatismo craniano leve. Tirso Meirelles, presidente da FAESP (Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo), avalia que os impactos do acordo Mercosul-UE serão de longo prazo devido ao forte protecionismo global (citando barreiras da China e EUA). Apesar das salvaguardas europeias, ele vê o acesso a um mercado de 750 milhões de pessoas como oportunidade para provar a sustentabilidade brasileira. Wanderlei Nogueira analisa a projeção da FIFA de atingir US$ 4 bilhões em receitas de transmissão para a próxima Copa. A Europa segue como o maior mercado. Enquanto a América do Norte tem o maior contrato individual, EUA com Fox/Telemundo, cerca de US$ 1,2 bi, impulsionada pelas sedes. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Rádio PT
BOLETIM | Lula celebra acordo histórico Mercosul-União Europeia

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 3:27


Além do benefício direto a 722 milhões de consumidores, o tratado amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, disse. 

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 05/01/2026 | Maduro vai depor em tribunal de Nova York

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 241:52


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (05): O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, deve comparecer pela primeira vez a um tribunal em Nova York às 14h desta segunda-feira (5), no horário de Brasília. O comparecimento ocorre após o Departamento de Justiça americano divulgar, no sábado (03), uma nova acusação contra Maduro, que integra um processo criminal por tráfico de drogas movido pelo governo dos EUA há cerca de 15 anos. Reportagem: Teresa Morrone. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), formado por 15 países, deve se reunir nesta segunda-feira (05), por volta das 12h, no horário de Brasília, para discutir a legalidade da captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças dos Estados Unidos. Maduro foi preso na madrugada do último sábado (03) durante uma operação de forças especiais norte-americanas. Reportagem: Rany Veloso. O controle do petróleo da Venezuela tornou-se um novo desafio para os Estados Unidos no cenário político e estratégico internacional. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os EUA estão prontos para trabalhar com líderes remanescentes do país, desde que tomem as “decisões corretas”, em referência a mudanças políticas e institucionais. Rubio negou que a Casa Branca tenha qualquer intenção de governar Caracas, mas garantiu que os bloqueios ao setor de petróleo irão prosseguir. Reportagem: Misael Mainetti. A ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, acendeu o debate sobre os impactos geopolíticos para a América Latina. Em entrevista, o mestre em Relações Internacionais, Valdir da Silva Bezerra, analisa os riscos da ação americana, as possíveis reações de governos da região e os efeitos sobre a estabilidade política, econômica e diplomática do continente. Reportagem: Daniel Lian. Moradores da Venezuela relatam trauma após ataques aéreos dos Estados Unidos que atingiram bairros operários. Os bombardeios antecederam a prisão do presidente Nicolás Maduro e provocaram forte impacto psicológico na população. Reportagem: Pedro Veraldi. O diplomata e analista político Edmundo González, que se declarou presidente da Venezuela após as eleições de 2024, disse neste domingo (04) ser o novo presidente do país. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele pediu que as Forças Armadas reconheçam o resultado do pleito e reafirmou a sua vitória, em um cenário de forte tensão institucional após a prisão de Nicolás Maduro. Reportagem: Eliseu Caetano. Os usuários do Bilhete Único em São Paulo têm até às 23h59 desta segunda-feira (05) para fazer a recarga e garantir o valor antigo de R$ 5,00 na tarifa de ônibus por até 180 dias. A partir da 0h de terça-feira (06), a passagem sobe para R$ 5,30 na capital paulista. O reajuste também atinge os trens e o Metrô, cujas tarifas passam de R$ 5,20 para R$ 5,40, conforme anunciado pelo governo do estado. Reportagem: Beatriz Manfredini. Protestos contra o alto custo de vida deixaram mortos e se espalharam por dezenas de cidades do Irã, segundo relatos de agências internacionais e organizações de direitos humanos. As manifestações refletem o descontentamento popular com a inflação, o desemprego e a crise econômica que atinge o país. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende contar com empresas americanas para reconstruir a indústria petrolífera da Venezuela, duramente afetada por sanções e pela crise política. Segundo Trump, petroleiras dos EUA serão autorizadas a atuar no país após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. Reportagem: Rodrigo Viga. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

O Assunto
Venezuela invadida por Trump e a deposição de Maduro

O Assunto

Play Episode Listen Later Jan 4, 2026 51:51


Convidados: Leonardo Trevisan, prof. de Relações Internacionais da ESPM; e Oliver Stuenkel, prof. de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment. AVISO: O Assunto volta com episódio novo na terça-feira, 6 de janeiro. Sábado, 3 de janeiro de 2026. Ainda durante a madrugada, uma operação com soldados da tropa de elite dos EUA capturou Nicolás Maduro dentro de um complexo militar na capital Caracas. Maduro, que governava a Venezuela há 12 anos, foi pego junto com sua mulher e, depois, levado para os EUA, onde, segundo autoridades locais, será julgado por narcoterrorismo e outros três crimes. O ataque de Trump foi colocado em curso após meses de escalada na tensão no Caribe. Desde agosto, os EUA realizaram operações marítimas perto da costa da Venezuela, e Trump por várias vezes ameaçou regime agora deposto. A ação do presidente dos EUA foi criticada pelo governo brasileiro e por diversos países, mas recebeu apoio de alguns líderes, como o argentino Javier Milei. Neste episódio especial, Natuza Nery recebe Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, e Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment. Leonardo explica quais acordos internacionais Trump desrespeitou ao invadir o território venezuelano, pegar Maduro e levá-lo aos EUA. O professor da ESPM avalia quais são os reais interesses de Trump na Venezuela, a começar pelo petróleo – para ele, Maduro funcionou como um “troféu” para Trump. Leonardo responde o que pode acontecer a partir de agora. Oliver analisa como fica a relação do Brasil com Trump após a invasão dos EUA a um país da América Latina e a posição das grandes potências mundiais e suas áreas de influência. Ele explica também por que é possível considerar que os fatos em curso neste 3 de janeiro inauguram uma nova era da história da geopolítica.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 03/01/2026 | Ataque à Venezuela / Captura de Maduro / Reações internacionais

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 3, 2026 363:29


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (03): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma rede social que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país por via aérea. Trump não informou o destino e disse que dará mais detalhes em coletiva às 13h (horário de Brasília). Horas antes da declaração, moradores de Caracas relataram explosões, tremores, sobrevoo de aeronaves e apagões em áreas próximas à base aérea de La Carlota. Vídeos nas redes sociais mostram fumaça e intensa movimentação militar. O governo venezuelano reagiu decretando estado de comoção exterior, acusando os EUA de tentativa de mudança de regime para controle de recursos estratégicos, como petróleo e minerais. Após os bombardeios, a vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo não sabe onde está Nicolás Maduro e exige provas de que o presidente esteja vivo. A Rússia condenou a ação dos Estados Unidos, classificando o episódio como ‘preocupante e condenável', e pediu desescalada do conflito. Outros países também se manifestaram sobre a crise. Especialistas analisaram os desdobramentos da ofensiva. A internacionalista Priscila Silveira alertou para o risco de escalada internacional, com possível reação de China e Rússia, caso interesses estratégicos sejam afetados. O professor Danilo Porfírio afirmou que a ação segue um padrão histórico de intervenções e se insere no que chamou de ‘Doutrina Trump', com objetivo de reforçar a primazia dos EUA no continente e garantir controle sobre recursos estratégicos. Analistas da Jovem Pan, como Fabrício Naitzke e Danilo Porfírio, avaliam que a retirada de Maduro não resolve automaticamente a crise política e humanitária no país. O cientista político Carlos José León demonstrou preocupação com possíveis retaliações internas do regime chavista, incluindo repressão à oposição e agravamento da crise humanitária. A Venezuela solicitou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, em busca de uma saída diplomática, em meio a críticas ao enfraquecimento do papel da organização em conflitos internacionais. Na América Latina, o México condenou os ataques e defendeu o respeito à soberania venezuelana. No Brasil, o presidente Lula (PT) classificou a ofensiva como uma grave violação da soberania da Venezuela e afirmou que a ação ultrapassa a ‘linha do inaceitável'. O Itamaraty, sob comando do chanceler Mauro Vieira, acompanha a crise e mantém diálogo com autoridades venezuelanas. Lula retornou a Brasília para acompanhar as discussões. Após a ofensiva, venezuelanos foram às ruas em diferentes países para comemorar a captura de Nicolás Maduro, com manifestações registradas, por exemplo, em Santiago, no Chile. Trump afirmou ainda que acompanhou ‘ao vivo' a detenção de Maduro e declarou que o líder venezuelano será julgado nos Estados Unidos, o que intensificou a crise diplomática. A Venezuela também fechou a fronteira com o Brasil, decisão confirmada por autoridades brasileiras. O governo federal convocou reunião no Itamaraty para avaliar os impactos políticos, humanitários e econômicos da medida. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Meio Ambiente
Energias renováveis, inteligência artificial, COP30: o que foi notícia em 2025 sobre crise climática

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Dec 25, 2025 11:23


O ano de 2025 teve algumas boas notícias para o meio ambiente, e deixou um gosto de “estamos indo na boa direção, mas ainda falta muito pela frente”. Nesta retrospectiva, a RFI relembra alguns dos fatos mais importantes dos últimos 12 meses. O ano começou com uma perspectiva nada favorável para o combate às mudanças climáticas: a volta do presidente Donald Trump ao poder, que chegou a dizer que o aquecimento global é "a maior farsa" já promovida na história. Quando o maior emissor histórico de gases de efeito estufa se retira da jogada e congela os investimentos na transição energética, a preocupação era que esse retrocesso se generalizasse no resto do mundo. Em várias regiões, as populações sentem na pele os impactos do aumento da temperatura na Terra. Gustavo Loiola, especialista em Sustentabilidade e professor convidado em instituições como FGV e PUC-PR, notou que o agronegócio brasileiro, motor da economia do país, não pode mais se dar ao luxo de virar as costas para o assunto. “Não tem como não falar de clima dentro do agronegócio. O produtor rural é o primeiro a sofrer com a escassez ou o excesso de chuvas e as mudanças climáticas, que acabam afetando a produção”, indicou ele ao podcast Planeta Verde, um mês após a posse de Trump. “Impacta também o setor financeiro, que oferece crédito para o agronegócio. O risco de emprestar se torna maior, então é ilógico não olhar para esses temas”, acrescentou. Expansão das renováveis: um caminho sem volta Quem se deu bem com o recuo americano foi a sua principal concorrente, a China. Pequim já liderava a transição energética e aumentou o impulso a esta agenda mundo afora. A queda dos custos de painéis solares, baterias e outros equipamentos fundamentais para a substituição de fontes de energia altamente poluentes resultou em um ponto de inflexão em 2025: pela primeira vez, a geração de eletricidade global por fontes renováveis ultrapassou a dos combustíveis fósseis, as mais prejudiciais ao planeta. A Agência Internacional de Energia afirma que o novo recorde de expansão de renováveis será batido este ano, com mais de 750 gigawatts de capacidade adicional, sobretudo solar. Isso significa que o crescimento da demanda mundial de energia elétrica foi, principalmente, atendido por fontes limpas. Só que este desafio se mede em trilhões de watts: a expectativa é que a demanda mundial energética dispare nos próximos anos, puxada pelo desenvolvimento das tecnologias e, em especial, da inteligência artificial. A poluição digital já respondia por 4% das emissões mundiais de gases de efeito estufa por ano. O aumento das emissões de grandes empresas de tecnologia nos últimos anos comprova essa tendência. “Já temos um crescimento exponencial só nessa fase de treinamentos dos modelos de IA generativa: do número de placas gráficas utilizadas, do consumo de energia. Portanto, as emissões de gases de efeito estufa estão também em crescimento exponencial, assim como o esgotamento dos recursos abióticos, ou seja, não vivos, segue nessa mesma trajetória”, salientou Aurélie Bugeau, pesquisadora em Informática da Universidade de Bordeaux. “As empresas alertam que é um verdadeiro desafio para elas conseguirem atingir a neutralidade de carbono que era visada para 2030, afinal a IA traz novos desafios. Por isso é que esse imenso consumo de energia pode levar à reabertura de usinas nucleares, como nos Estados Unidos, sob o impulso da Microsoft”, alertou. Transição energética para quem? Em ano de COP30 no Brasil, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a RFI também buscou ouvir as populações mais vulneráveis ao aquecimento do planeta. Nos países em desenvolvimento, a corrida pelos minerais críticos, essenciais para a eletrificação das economias – como alumínio, cobalto e lítio – causa apreensão. Toda essa discussão sobre transição energética, num contexto em que a demanda por energia só aumenta, parece até provocação aos olhos de pessoas como a maranhense Elaine da Silva Barros, integrante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Ela participou das manifestações da sociedade civil à margem da COP30, em Belém, para pedir justiça climática. "A transição energética não é para nós. O Brasil já se supre e tem uma matriz energética de renováveis”, disse. "Não faz sentido o Brasil ter que mudar a sua matriz energética para que os países europeus e os Estados Unidos possam sair dos combustíveis fósseis. Não faz sentido aumentar a mineração nos nossos territórios e aumentar a expulsão dos nossos povos deles”, argumentou. O pescador Benedito de Souza Ribeiro, 62 anos, dependeu a vida inteira do rio Amazonas para sobreviver. Ele sente não apenas os impactos das secas, que estão mais frequentes, como vê com preocupação os planos do Brasil de aumentar as exportações de minerais para a transição energética nos países desenvolvidos. “As grandes indústrias estão se instalando em nossos territórios e expulsando os nossos pescadores da área, os ribeirinhos, que vivem da pesca. Esses empreendimentos causam o aquecimento global”, denunciou. “As barragens e as mineradoras poluem os rios e os peixes, e nós ainda tomamos essa água contaminada. Isso é um prejuízo muito grande para a nossa alimentação.” COP30 e acordo sobre transição justa Para não deixar ninguém para trás, a transição energética precisa ser justa. Significa criar oportunidades de trabalho para as pessoas que dependem de setores que serão gradualmente abandonados, distribuir as novas riquezas geradas pela economia de baixo carbono, e não aprofundar as desigualdades. Essa foi uma das principais pautas do Brasil na COP30 e um dos resultados mais concretos do evento, sediado no país em 2025. A conferência decepcionou pela pouca ambição dos acordos finais, travada entre dois grupos de países com visões opostas sobre o fim da dependência dos combustíveis fósseis, ou seja, o carvão, o petróleo e o gás. “Os resultados estão muito voltados para demandas dos países mais vulneráveis e isso é muito importante porque é uma COP no Brasil, na Amazônia, um país em desenvolvimento. Foi aprovado aqui um programa de trabalho de transição justa, algo que não tinha se conseguido na última COP. Na COP29 não houve acordo”, destacou a negociadora-chefe do Brasil, Liliam Chagas, ao final do evento. “É uma das questões mais polêmicas, e era uma demanda da sociedade civil de todos os países em desenvolvimento. Esse mecanismo foi instituído, e vai ser um órgão mais permanente para que os países possam recorrer para fazer políticas de transição justa, seja para pessoas ou para infraestrutura”, salientou. Combate ao desmatamento ameaçado Internamente, o maior desafio do Brasil é acabar com o desmatamento, que responde por 80% das emissões brasileiras. Neste ano, o país teve bons resultados a comemorar: na Amazônia e no Cerrado, a devastação caiu 11% entre agosto de 2024 e julho de 2025. Na Amazônia, foi o terceiro menor nível desde 1988. Este avanço foi apontado por especialistas como uma das principais razões pelas quais o nível mundial de emissões se manteve estável em 2025, em vez de aumentar – como sempre acontece a cada ano. “O Brasil é, sem dúvida, uma referência, não só por causa da floresta, mas pelo que ele tem em termos de conhecimentos científicos a respeito do tema. O Brasil vem trabalhando com planos de redução do desmatamento desde 2004, com resultados respeitáveis”, aponta Fernanda Carvalho, doutora em Relações Internacionais e diretora de políticas climáticas da organização WWF. “Acho que o Brasil tem condições de ser a grande liderança nesse aspecto. Depende de ter vontade política.” As divergências políticas internas ameaçam essa trajetória virtuosa. A nova versão da Lei de Licenciamento Ambiental flexibiliza os procedimentos para a liberação de grandes projetos. Na prática, se a lei entrar em vigor, pode fazer o desmatamento voltar a subir no país. Análises da ONU sobre os compromissos dos países para combater o aquecimento global indicam que o mundo está avançando na direção correta, apesar dos contratempos. No entanto, o ritmo precisa ser acelerado – e a próxima década vai ser crucial para a humanidade conseguir limitar a alta das temperaturas a no máximo 1,5°C até o fim deste século.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 24/12/2025 | Bolsonaro chega no hospital

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025 243:00


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (24): O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a prisão na manhã desta quarta-feira (24), por volta das 9h29, após permanecer detido na Superintendência da Polícia Federal desde o dia 22 de novembro. Em seguida, ele foi encaminhado para o Hospital DF Star, em Brasília, para ser internado. Reportagem: Janaína Camelo. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) falou com a imprensa sobre o estado de saúde do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que deve passar por uma cirurgia nesta quinta-feira (25). O Brasil deve abrir mais de 500 mil vagas de trabalho temporário até o final de 2025, impulsionado principalmente pelos setores de serviços e comércio. A estimativa aponta um crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior e reflete o clima de maior confiança do mercado, associado à recuperação econômica e ao aumento sazonal do consumo. Reportagem: Júlia Firmino. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza policiais legislativos de assembleias estaduais e da Câmara Legislativa do Distrito Federal a portarem armas de fogo. O texto foi publicado nesta terça-feira (23) no Diário Oficial da União. Reportagem: Janaína Camelo. A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou nesta terça-feira (23) o rebaixamento da bandeira tarifária para o patamar verde em janeiro de 2026. Com a decisão, não haverá cobrança adicional na conta de energia elétrica no primeiro mês do próximo ano. Reportagem: Danúbia Braga. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou em nota oficial divulgada na noite desta terça-feira (23) que não telefonou ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar pela aquisição do Banco Master pelo BRB, o Banco de Brasília. Segundo Moraes, a primeira reunião entre ambos ocorreu em 14 de agosto, após ele ter sido sancionado pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, em 30 de julho. Reportagem: Janaína Camelo. Cerca de 12 milhões de consumidores devem ir às compras de Natal na última hora, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) nas 27 capitais do país. Os chamados “atrasadinhos” representam 10% das pessoas que pretendem presentear neste fim de ano. Entre os principais motivos apontados estão a expectativa por promoções, citada por 38% dos entrevistados, a espera pelo pagamento do salário ou da segunda parcela do 13º, mencionada por 25%, além de 19% que admitem falta de organização. Reportagem: Danúbia Braga. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso do bilionário Jeffrey Epstein mencionam a existência de um “grande grupo brasileiro” em um depoimento prestado ao FBI. Os arquivos, tornados públicos após determinação do Congresso americano, reúnem dezenas de milhares de registros ligados às investigações de abusos sexuais e tráfico de mulheres e meninas atribuídos a Epstein, morto em 2019. Reportagem: Eliseu Caetano. O Japão estuda endurecer as regras para a concessão de cidadania, com a possibilidade de exigir que candidatos residam no país por pelo menos dez anos antes de solicitar a naturalização. Reportagem: Eliseu Caetano. A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira (23) uma nova lei que prevê penas de prisão de até 20 anos para quem promover ou financiar atos classificados como pirataria, bloqueios ou outras ações ilícitas internacionais. O projeto, batizado de “Lei para Garantir a Liberdade de Navegação e Comércio contra a Pirataria, Bloqueios e Outros Atos Ilícitos Internacionais”, foi votado e aprovado por unanimidade pelo Parlamento controlado pelo partido do presidente Nicolás Maduro. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Gabinete de Guerra
"20 pontos são forma da Ucrânia mostrar que quer cessar-fogo"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025 16:55


Miguel Baumgartner vê muitas parecenças entre o plano de 20 pontos apresentado na Ucrânia e em Gaza. O especialista em Relações Internacionais considera ainda que a Ucrânia não está a perder a guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Assunto
2025 e o show de Donald Trump

O Assunto

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 29:13


Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment. Em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump reassumiu a presidência dos EUA. E, neste primeiro ano de seu segundo mandato à frente da Casa Branca, governou com todas as luzes voltadas para si, rendendo manchetes praticamente diárias. Ao lon go de todo 2025, Trump deu declarações polêmicas e fez anúncios transmitidos ao vivo. Tudo pensado para causar impacto. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment, que analisa a estratégia de Trump de governar como um “showman”. Ele explica como fica a relação de Trump com Lula – e dos EUA com o Brasil – depois de uma montanha-russa envolvendo o tarifaço e a acusação de que o governo e o Judiciário brasileiros promoviam uma “caça às bruxas” a Jair Bolsonaro. Oliver comenta a estratégia de Trump de se colocar como um “agente da paz” na geopolítica mundial e aponta quais as perspectivas para o presidente dos EUA na política interna – e o que ele pode esperar das eleições de meio de mandato em 2026. Oliver avalia também os sinais de que Trump possa tentar um terceiro mandato, o que é vetado pela Constituição americana.

ONU News
Aiea diz que Japão segue normas internacionais na central de Fukushima

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 1:55


Missão recente da agência confirmou que a descarga de água tratada com o sistema Alps da central nuclear de Fukushima Daichi está em conformidade com normas de segurança.

Rádio PT
[BOLETIM] PT lança Núcleo Marco Aurélio Garcia para fortalecer debate sobre política internacional

Rádio PT

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 10:15


O PT lançou em Brasília o Núcleo Marco Aurélio Garcia (MAG), espaço de formação e debate sobre política internacional. Inspirado no legado do dirigente histórico, o núcleo busca contribuir com a formulação estratégica do partido e fortalecer a reflexão internacionalista.Sonoras: Edinho Silva – Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores; Humberto Costa – Secretário de Relações Internacionais do PT e senador da República; Clara Ant – Assessora-chefe da Assessoria Especial de Apoio ao Processo Decisório do Gabinete Pessoal do presidente da República; Celso Amorim – Assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente da República; Leon Garcia – Médico psiquiatra e filho de Marco Aurélio Garcia.

Passando a Limpo
O Caipira e o Príncipe

Passando a Limpo

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 26:49


Passando a Limpo: Nesta terça-feira (9), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o agroambientalista, agrônomo, professor e escritor, Xico Graziano, sobre o lançamento do livro O Caipira e o Príncipe. A Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em América Latina, Regiane Bressan, conversa sobre quem pode assumir o poder na Venezuela caso Maduro caia.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 29/11/2025 | Trump e Maduro conversam por telefone

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 242:13


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (29): O suspeito pelo ataque a dois membros da Guarda Nacional em uma área próxima à Casa Branca, Rahmanullah Lakanwal, será acusado de homicídio. Além disso, Trump também está envolvido em uma tensão com a Venezuela e nas negociações entre Rússia e Ucrânia. Para falar sobre esses eventos recentes, a Jovem Pan News recebe o professor e coordenador de Relações Internacionais, Frederico Seixas. Com a chegada das chuvas nos próximos meses, aos poucos a conta de luz deve ficar mais barata. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, a bandeira vermelha patamar 1, será trocada pela amarela já no próximo mês. Dessa maneira, os consumidores vão passar a pagar R$1,88 para cada 100 kWh. Reportagem: Misael Mainetti. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD), voltaram a conversar após rumores de ruptura e aproveitaram para articular a aprovação de Jorge Messias na sabatina, indicado por Lula para ocupar o cargo de ministro do STF. A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, na última sexta-feira (28), cinco policiais do Batalhão de Choque. Eles são acusados de crimes cometidos durante a megaoperação realizada há cerca de um mês nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. As investigações apontam que os agentes teriam desviado dois fuzis apreendidos durante a ação policial com o objetivo de revendê-los, configurando crime militar e corrupção. Reportagem: Rodrigo Viga. O Papa Leão XIV condenou veementemente o uso da religião para justificar guerras e violência durante sua primeira viagem internacional como pontífice, realizada na Turquia, onde celebrou os 1.700 anos do Concílio de Niceia. Diante de líderes cristãos do Oriente Médio e representantes de outras tradições religiosas, o Papa classificou como “escândalo” que a fé cristã ainda seja utilizada como instrumento para legitimar perseguições e conflitos. A Comissão do Congresso Nacional pode votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na próxima terça-feira (2). A movimentação ocorre em um cenário de acirramento e desavenças entre o Legislativo e o Palácio do Planalto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), agendou a sessão na tentativa de destravar a pauta e garantir a votação da diretriz orçamentária, essencial para o planejamento das contas públicas. Reportagem: Victoria Abel. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), confirmou que o relator da PEC da Segurança, Mendonça Filho (União Brasil), vai apresentar os principais pontos na reunião do Colegiado de Líderes na semana que vem. Reportagem: André Anelli. A inquietude no Congresso Nacional diante da indicação de Jorge Messias como ministro do STF parece estar longe de acabar. O senador Izalci Lucas (PL-DF) conversa com a Jovem Pan News sobre a sabatina de Messias e o embate entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o presidente Lula. A próxima semana pode ser movimentada dentro do Congresso Nacional, uma vez que o PL Antifacção pode ser votado no Senado, em meio à tensão com o governo. É importante lembrar que a gestão Lula (PT) encaminhou 58 sugestões de alteração para o texto, que será analisado no Senado Federal. Reportagem: Victoria Abel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que todas as ordens executivas, memorandos e documentos oficiais assinados pelo seu antecessor, Joe Biden, com o uso de "caneta automática" (autopen), não têm mais validade. Segundo Trump, cerca de 92% dos documentos firmados durante a gestão Biden passaram por esse procedimento mecânico de assinatura Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Debate da Super Manhã
O futuro da geopolítica

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 51:10


Debate da Super Manhã: Num cenário marcado por competição estratégica, transição tecnológica e rearranjos de poder, o futuro da geopolítica não será escrito apenas nos gabinetes diplomáticos. Ele será moldado também por novos atores e novos campos de batalha. No debate desta quarta-feira (19), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre a reconfiguração do poder global, a segurança energética e a transição verde, as mudanças climáticas e as crises humanitárias, e o destino da política internacional. Participam o doutor em Ciência Política e professor de ciência política da Unicap e UFPE, Antônio Lucena, a professora de Relações Internacionais na Instituto Maua de Tecnologia (IMT), Flávia Loss, e o professor de Relações Internacionais no Departamento de Ciência Política da UFPE, Renan Holanda Montenegro.

O Assunto
Lula com Trump, e a construção de um acordo

O Assunto

Play Episode Listen Later Oct 28, 2025 27:29


Convidado: Matias Spektor, professor titular da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Um dia depois de se reunirem na Malásia, os presidentes do Brasil e dos EUA deram o tom de como foi o encontro. Lula se mostrou confiante e disse que os dois países devem fechar um acordo sobre as tarifas. Do outro lado, Trump afirmou que não sabe se algo vai acontecer. Nesta segunda-feira (27), Trump também desejou feliz aniversário pelos 80 anos de Lula e fez elogios ao presidente brasileiro. A reunião entre os dois ilustra uma distensão na relação entre Brasil e EUA, mas ainda não representa uma solução definitiva para o tarifaço imposto por Trump aos produtos brasileiros. Em conversa com Natuza Nery neste episódio, o professor Matias Spektor explica o que acontece a partir de agora e o que está na mesa de negociações, que começaram oficialmente nesta segunda-feira. Professor de Relações Internacionais da FGV-SP, Spektor responde o que ainda precisa ser feito para que os produtos brasileiros deixem de ser taxados em 50%: “esse processo vai levar meses, mas a direção é muito positiva para o Brasil”, diz. Ele analisa os reflexos políticos - tanto para Lula quanto para Trump - da aproximação entre os dois presidentes.

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A resistência ucraniana e a pressão contra a Rússia

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Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 22:51


Convidado: Fabrício Vitorino, jornalista, mestre em cultura russa pela USP e doutorando em Relações Internacionais pela UFSC. No tabuleiro da geopolítica, novos movimentos podem comprometer os objetivos de Vladimir Putin. Na última semana, depois que Donald Trump cancelou um encontro com o presidente russo, os EUA sancionaram as duas maiores companhias de petróleo do país. Na sequência, a União Europeia anunciou nova rodada de sanções contra a Rússia, inclusive com ameaça de confiscar cerca de 140 bilhões de euros para indenizar a Ucrânia. Já no front de guerra, as ofensivas de Moscou seguem com mais força que antes. Foi o que viu in loco o jornalista e especialista em cultura russa Fabrício Vitorino. Convidado de Natuza Nery neste episódio, Fabrício circulou por grande parte do território ucraniano em outubro. Ele relata as horas de tensão que viveu durante o maior bombardeio sofrido por Lviv, cidade que fica no oeste da Ucrânia — uma região que sequer é reivindicada por Moscou. Fabrício conta também as formas de resistência expressadas pela população de Odessa, no sul, onde os ataques russos já se tornaram rotina. Por fim, ele analisa os possíveis próximos passos de Trump, Putin e Zelensky na busca por um acordo de cessar-fogo.