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Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN. O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação.
O professor de Relações Internacionais da Universidade de Lisboa, Bernardo Valente considera que a Europa tem de aproveitar a queda económica russa, para fazer mais pressão. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta quinta-feira (13), Alex Tseng, Leonardo Bertozzi, Gustavo Hofman e Ubiratan Leal trouxeram as últimas novidades do futebol europeu e os destaques da volta dos campeonatos pelo mundo. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Por outro lado, mercado interno busca competitivade diante de vendas lentas e importação
O departamento de estado dos Estados Unidos da América publicou recentemente um vídeo afirmando que “a predominância dos EUA nas américas jamais será questionada". O vídeo aborda a Doutrina Monroe, estratégia utilizada para exercer influência no continente sul-americano. O jornalista Ivan Godoy, especialista em Relações Internacionais, explica a Doutrina Monroe em meio à crescente tensão entre o Brasil e os EUA, as motivações do governo Trump para invocar o assunto e as possíveis consequências para o Brasil. Acompanhe.
Debate da Super Manhã: Conflitos políticos, questões econômicas e divergências ideológicas podem provocar crises nas relações diplomáticas entre os países. Durante uma crise diplomática, os países envolvidos podem adotar algumas medidas, como suspender negociações, impor sanções econômicas ou reduzir a cooperação entre os governos. Em situações mais graves, pode ocorrer o rompimento das relações diplomáticas, representando um significativo enfraquecimento dos vínculos entre os Estados. No debate desta quarta-feira (12), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre a diplomacia mundial, os limites das disputas políticas, comerciais e geopolíticas, além dos possíveis impactos dessas questões nas eleições de 2026 no Brasil. Participam o doutor em Direito, especialista em Neoconstitucionalismo e Políticas Internacionais de Integração, e professor de Direito do Centro Universitário Tiradentes Unit, Álvaro de Oliveira Azevedo Neto; a graduada em Relações Internacionais, mestre e doutoranda em Ciência Política e professora de Relações Internacionais da UNINASSAU Boa Viagem, Maria Gabriela Mazzarella; e o cônsul honorário de Malta e professor da Universidade do Norte da Flórida, Thales Castro.
Mais notícias hoje: Pesquisa eleitoral para presidência mostra diminuição de margem entre Lula e Flávio Bolsonaro; a ajuda do Peru à Colômbia após um terremoto devastador; aumento salarial de educadores infantis; e a possibilidade de nova alta dos juros na Austrália. O eclipse solar em Portugal e Espanha e os empates na estreia da Liga Portugal.Mais notícias hoje: Pesquisa eleitoral para presidência mostra diminuição de margem entre Lula e Flávio Bolsonaro; a ajuda do Peru à Colômbia após um terremoto devastador; aumento salarial de educadores infantis; e a possibilidade de nova alta dos juros na Austrália. O eclipse solar em Portugal e Espanha e os empates na estreia da Liga Portugal.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
Na petição, Pequim afirma ter um “interesse comercial substancial” no processo porque a investigação sobre trabalho forçado conduzida pelos EUA e as medidas adotadas a partir dela atingem produtos de origem chinesa.Sonoras:
Entrevista realizada na Fenashow Pontalina com Enio Fernandes, engenheiro agrônomo, consultor de mercado e produtor rural
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta segunda-feira (10), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em América Latina, Regiane Bressan, sobre as relações diplomáticas entre Brasil e Argentina. O programa também conta com Eliane Cantanhêde.
A campanha presidencial virou uma discussão sobre o passado. O que fizeram, claro, é importante, mas centrar o debate no passado e esquecer do futuro não vai nos tirar do lugar. Participam desta edição Caio Junqueira, analista de Política, Thaís Herédia, analista de Economia, Ana Paula Vescovi, economista e ex-secretária do Tesouro Nacional, Jussara Soares, analista de Política, Lourival Sant'Anna, analista de Internacional, e Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Eceme.
A cidade espanhola de Ceuta voltou a chamar a atenção por causa de uma nova crise migratória. Em apenas dois dias, mais de cinquenta mil pessoas cruzaram a fronteira entre o Marrocos e o território espanhol, provocando uma crise humanitária e política. Para entender por que tantas pessoas ainda arriscam a própria vida na tentativa de chegar à Europa, o JR 15 Minutos recebe Roberto Georg Uebel, professor de Relações Internacionais da ESPM.
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Nesta edição, o WW Especial discute se o mundo está mais perto de uma guerra global. Além do âncora da CNN William Waack, participam deste episódio Carlos Daróz, pesquisador e historiador militar, Eduardo Migon, professor de Ciências Militares da Eceme, e Marcus Vinícius de Freitas, professor de Relações Internacionais.
A expansão dos setores de serviços de comércio, o aumento da população ocupada, políticas sociais e a abertura de novos mercados no exterior contribuíram para esse cenário positivo, na avaliação do professor de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria, Daniel Arruda Coronel.Sonora:
As convenções partidárias que oficializam as chapas presidenciais também evidenciam uma mudança na estratégia das principais siglas do centrão para as eleições deste ano. Parte do espectro evita entrar diretamente na disputa pelo Palácio do Planalto e prioriza outras corridas: a do Congresso Nacional e dos governos estaduais. Além do âncora da CNN William Waack, participam deste episódio Daniel Rittner, diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Caio Junqueira, analista de Política da CNN, Lara Mesquita, cientista política e professora da FGV-EESP (Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas), Lourival Sant'Anna, analista de Internacional da CNN e Juliano Cortinhas, professor de Relações Internacionais da UnB.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Brasil e Argentina não se entendem, o que não é bom para nenhum dos dois. Os presidentes estão se xingando, o festival de baixarias se estende para ministros e afins. Além do âncora da CNN William Waack, participam deste episódio Caio Junqueira, analista de Política, Daniel Rittner, diretor editorial de Brasília, Lourival Sant'Anna, analista de Internacional, Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, e Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM e da Unifa.
O governo brasileiro convocou o embaixador na Argentina para consultas após ataques do presidente Javier Milei a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. A medida é considerada um forte gesto diplomático diante do aumento da tensão entre os dois países.
Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais no ISCSP, analisa o conflito no Médio Oriente. Impasse entre Irão e EUA perto do fim? Irão pode não ganhar o conflito, mas continua a resistir.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mais um conteúdo no ar! Ela chegou! A depressão pós Copa do Mundo já está entre nós… mas aqui tentamos deixar a chama ainda viva, da forma que for possível, pelos próximos 4 anos. Montamos o calendário de todas as competições internacionais neste próximo ciclo de Copa onde poderemos acompanhar cada passo dado rumo à […]
Doutorando em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília,o professor Vitor dos Santos Bueno, avalia como positiva a atuação proativa do governo brasileiro em abrir novos mercados para o escoamento da produção brasileira e prevê novas sanções do governo norte-americano. Sonora:
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (19): As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terminam neste domingo (19). O Ministério da Educação (MEC) havia ampliado o prazo para as inscrições até as 23h59 deste domingo. Para esta edição, são disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior para ingresso em 28.741 cursos e turnos. A inscrição deve ser efetuada no Portal Acesso Único ao Ensino Superior. Reportagem: Danúbia Braga. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou uma solicitação para que o presidente da Argentina Javier Milei visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Milei deve comparecer ao lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Para Nelson Kobayashi, a restrição de comunicação não deveria existir. “A pena dele é de restrição da liberdade. Ele não tem pena de se calar”, comentou. Os partidos iniciam a definição oficial de seus candidatos que disputarão as eleições em outubro. O prazo para a escolha dos nomes vai até o dia 5 de agosto. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste domingo (19), o cientista político Marcio Coimbra explica o peso das convenções partidárias no início da disputa eleitoral. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) se manifestou contra a nova taxação de 25% dos Estados Unidos a produtos brasileiros. De acordo com a Abiplast, a medida pode prejudicar diretamente a competitividade do Brasil no setor. Reportagem: Julia Fermino. O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que a definição do seu candidato a vice pode acontecer somente após as convenções partidárias. O prazo final estipulado para a homologação das chapas eleitorais segue até o início de agosto. Zema também ironizou a escolha do PT para a disputa do governo de Minas Gerais, Patrus Ananias. Reportagem: Camila Yunes. Os textos de quatro medidas provisórias não foram votados dentro do prazo constitucional e perderam a validade. Duas delas são projetos relacionados ao preço dos combustíveis. Um deles buscava manter segurar o preço nas bombas. Reportagem: André Anelli. O conflito entre Estados Unidos e Irã se intensificou e chegou a oitava noite de bombardeios. Os novos ataques ocorreram após a morte de dois soldados americanos. O professor de Relações Internacionais, Marcus Vinicius de Freitas, falou sobre a escalada da guerra em entrevista ao Jornal da Manhã neste domingo (19). O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou a Lei Maria da Penha e a classificou como um “pedaço de papel”. Flávio defendeu o endurecimento da pena para agressores e afirmou que a defesa das mulheres é pauta da direita. A declaração ocorreu durante evento do PL no Espírito Santos. Reportagem: André Anelli. O voto dos jovens entre 16 e 24 anos de idade tornou-se alvo estratégico das pré-campanhas à Presidência da República. Neste sábado (11), dados revelaram uma oscilação na liderança do segmento, indicando um recuo de Flávio Bolsonaro (PL) e um avanço de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia não é executada por acaso, uma vez que este público pode decidir uma eleição polarizada, conforme analisou o comentarista Nelson Kobayashi. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (18), que não existe possibilidade de integrar a chapa do pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo). Ela repercutiu a uma declaração do ex-governador de Minas Gerais, que afirmou que Michelle é uma das opções para compor o cargo de vice em sua chapa. Zema também afirmou que o nome escolhido será divulgado após o período de convenções. Reportagem: André Anelli. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Bernardo Valente salienta o descontentamento do povo ucraniano com a remodelação do Governo. O professor de Relações Internacionais alerta que se aproxima também um "inverno penoso" na Ucrânia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (13): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que os militares americanos estão preparados para lançar um ataque em larga escala contra o Irã caso o governo iraniano tente assassiná-lo. Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que “mil mísseis estão prontos para disparo” contra a República Islâmica e que “milhares” de outros poderiam ser lançados imediatamente em seguida caso a ameaça contra o presidente dos Estados Unidos seja concretizada. Reportagem: Luca Bassani. O prazo para que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decida sobre a ampliação das tarifas sobre produtos brasileiros termina na próxima quarta-feira (15). Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o cenário mais provável é a adoção do tarifaço, que elevaria em 25% as tarifas sobre as importações do Brasil. Apesar dessa expectativa, Lula se reuniu na última sexta-feira com os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e determinou que as negociações com os Estados Unidos sejam mantidas até o último dia antes da decisão. Reportagem: Eliseu Caetano. A Jovem Pan entrevista Marcus Vinícius de Freitas, professor de Relações Internacionais, para analisar a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O especialista comenta os desdobramentos do aumento das tensões entre Washington e Teerã, os impactos da crise e os possíveis cenários para a região. O governo de São Paulo ativará o Abrigo Solidário na Estação Pedro II, da Linha 3-Vermelha do Metrô, entre a noite de segunda-feira (13) e a manhã de quinta-feira (16), devido à previsão de frio intenso. O espaço oferecerá alimentação, colchões, cobertores, acolhimento e estrutura para receber animais de estimação. A ação é realizada em parceria com diferentes secretarias estaduais. Reportagem: Misael Mainetti. A Comissão de Segurança Pública do Senado analisa nesta terça-feira (14) o projeto que autoriza o porte temporário de arma para mulheres sob medida protetiva de urgência. O texto exige o cumprimento dos critérios do Estatuto do Desarmamento e prevê o fim automático do porte quando a medida protetiva for revogada, mantendo a posse da arma. Se aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados. Reportagem: Danúbia Braga. Os partidos políticos se organizam para realizar as convenções partidárias, etapa obrigatória para a definição dos candidatos e o registro das candidaturas nas eleições de 2026. O período marca uma fase importante do calendário eleitoral, em que as siglas oficializam seus nomes para a disputa. Jess Peixoto, Lucas Mehero e Roberto Motta comentaram. Reportagem: Beatriz Manfredini. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar a equipe que auxilia o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na elaboração de um plano de governo. A decisão foi confirmada pela própria senadora em entrevista ao Metrópoles, dias após ela denunciar ataques misóginos de bolsonaristas em meio ao racha familiar envolvendo a aliada Michelle Bolsonaro (PL) e o enteado. Reportagem: Marco Viana. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 nos cenários de primeiro e segundo turnos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em uma simulação de segundo turno entre os dois, o levantamento aponta Lula com 47% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 44%, resultado que configura empate técnico entre os candidatos. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Bernardo Valente diz que ganhar no campo sem estratégia é só imprudência. Para o professor de Relações Internacionais, os EUA estão a falhar redondamente no Irão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV, pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment, nos Estados Unidos. "Para mim, acho que acabou. Eu não quero mais lidar com eles", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã, na cúpula da Otan, na Turquia. A declaração do republicano veio depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, menos de um mês após o anúncio de um acordo provisório para interromper os bombardeios e retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano. A escalada de violência acontece durante os cortejos do funeral do aiatolá Ali Khamenei e em meio ao teste de força do regime sob o comando do seu filho, Mojtaba. A retomada dos ataques reacende o temor de um conflito de consequências globais. O preço do petróleo disparou, as bolsas caíram e voltou a crescer a preocupação com o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment, sobre o colapso da trégua, os interesses por trás da retomada dos ataques e os riscos de uma nova escalada militar.
Conversa com os Aprovados | Guilherme Bártholo — aprovado no CACD 2026 Neste episódio do Podcast do IDEG, recebemos Guilherme Bártholo, aprovado no CACD 2026, para uma conversa sobre sua trajetória de preparação, marcada por foco, constância e construção cuidadosa de método. Formado em Relações Internacionais pela UFF, Guilherme conta como decidiu seguir a carreira diplomática ainda jovem e como transformou esse objetivo em um projeto de estudo. Ao longo da conversa, ele compartilha sua experiência com aulas, cadernos físicos, flashcards, exercícios objetivos, roteirização de discursivas, leituras e revisão constante. O episódio também aborda os desafios dos idiomas, a importância de adaptar métodos à própria realidade, o impacto emocional da preparação e a necessidade de construir uma rotina sustentável para lidar com uma prova tão exigente. Um episódio inspirador para quem está estudando para o CACD e deseja compreender como disciplina, organização e clareza de propósito podem fazer a diferença na preparação. Temas abordados: preparação para o CACD, Relações Internacionais, cadernos físicos, Anki, exercícios objetivos, discursivas, idiomas, revisão, ansiedade, constância e aprovação. Sobre o Conversa com os Aprovados: O Conversa com os Aprovados é uma série do IDEG dedicada a ouvir candidatos aprovados no CACD, reunindo relatos, estratégias de estudo e reflexões sobre a preparação para a carreira diplomática.
O melhor ativo é sempre a boa informação!Quer receber as informações do Morning Call diretamente no seu e-mail? Acesse: https://l.btgpactual.com/morning_call_spotify
Conversa com os Aprovados | Caio Cristófalo — aprovado no CACD 2026 Neste episódio do Podcast do IDEG, recebemos Caio Cristófalo, aprovado no CACD 2026, para uma conversa sobre sua trajetória de preparação, marcada por persistência, amadurecimento e conciliação entre estudos, trabalho e vida pessoal. Formado em Relações Internacionais pela PUC-SP, Caio compartilha sua experiência ao longo de mais de uma década de preparação para o CACD, passando por cursos presenciais, estudos em grupo, rotina de trabalho no governo de São Paulo, desafios familiares, ansiedade, reprovações e retomadas até a aprovação final. A conversa também aborda o papel das aulas, dos cadernos, das fichas de revisão, dos idiomas, das questões discursivas, dos recursos e da importância de construir uma rede de apoio durante a jornada. Com a participação de Henrique Kawanami, também aprovado no CACD 2026, o episódio traz reflexões valiosas sobre estudo em grupo, constância, saúde mental e maturidade técnica diante da prova. Um episódio inspirador para quem está na preparação para o CACD e deseja compreender melhor os desafios reais de uma trajetória longa, exigente e transformadora. Temas abordados: preparação para o CACD, rotina com trabalho, cadernos, fichas de revisão, estudo em grupo, idiomas, discursivas, recursos, ansiedade, saúde mental e aprovação. Sobre o Conversa com os Aprovados: O Conversa com os Aprovados é uma série do IDEG dedicada a ouvir candidatos aprovados no CACD, reunindo relatos, estratégias de estudo e reflexões sobre a preparação para a carreira diplomática.
O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como ponto de partida para a análise o 250.º aniversário da Declaração da Independência dos Estados Unidos, que se cumpre no dia 4 de Julho (sábado). Carlos Gaspar e Diana Soller, convidada desta semana, reflectiram sobre a importância histórica da data para os movimentos republicanos em todo o mundo e analisaram o actual estado da democracia norte-americana. Olhando para a governação de Donald Trump, os investigadores do Instituto Português de Relações Internacionais discutiram ainda a mudança do papel dos EUA no mundo e a forma como a Europa pode honrar o legado do 4 de Julho de 1776. No final do episódio, o professor e investigador respondeu a uma pergunta enviada por um ouvinte do Diplomatas relativa à recandidatura de João Lourenço, Presidente angolano, à liderança do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Conversa com os Aprovados | Henrique Kawanami — aprovado no CACD 2026 Neste episódio do Podcast do IDEG, recebemos Henrique Kawanami, aprovado no CACD 2026, para uma conversa sobre sua longa trajetória de preparação, marcada por persistência, amadurecimento e profundo conhecimento da prova. Formado em Relações Internacionais pela USP, Henrique compartilha sua experiência após mais de uma década de estudos para o CACD, passando por diferentes formatos do concurso, mudanças de banca, provas discursivas, ajustes de método e desafios emocionais. Ao longo da conversa, ele fala sobre a importância das aulas, da construção de materiais próprios, da revisão, dos grupos de estudo, da prática com provas anteriores e da adaptação constante à realidade da preparação. O episódio também aborda temas como TPS, idiomas, questões discursivas, saúde mental, ansiedade, disciplina, motivação e a importância de respeitar o próprio tempo sem perder de vista o objetivo final. Um episódio especialmente valioso para quem busca compreender a preparação real para o CACD, com suas dificuldades, mudanças de rota, aprendizados e conquistas. Temas abordados: preparação para o CACD, trajetória de longo prazo, TPS, discursivas, revisão, idiomas, grupos de estudo, provas anteriores, saúde mental, disciplina e aprovação. Sobre o Conversa com os Aprovados: O Conversa com os Aprovados é uma série do IDEG dedicada a ouvir candidatos aprovados no CACD, reunindo relatos, estratégias de estudo e reflexões sobre a preparação para a carreira diplomática.
O episódio desta semana do podcast Diplomatas, do PÚBLICO e do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI-Nova), foi em grande parte dedicado à discussão sobre a actualidade política do Reino Unido. Partindo do pedido de demissão de Keir Starmer dos cargos de líder do Partido Trabalhista e de primeiro-ministro do país, anunciado na segunda-feira, Carlos Gaspar e Alberto Cunha reflectiram sobre o seu legado, os desafios internos e externos com que teve de lidar e os planos do favorito ao seu lugar, o ex-presidente da Câmara de Manchester, Andy Burnham. Ainda sobre o Reino Unido, os investigadores do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto de Defesa Nacional analisaram o impacto político, social, diplomático e geopolítico da saída do país da União Europeia, dez anos depois do referendo do “Brexit” e numa altura em que Nigel Farage e a direita radical ameaçam o establishment político britânico. O programa termina com um balanço sobre as negociações directas entre Estados Unidos e Irão sobre o memorando de entendimento para acabar com a guerra e reabrir o estreito de Ormuz. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio do Fintech Talks, recebemos Marcel Cahen, Diretor LATAM da GTN, para falar sobre infraestrutura financeira para investimentos internacionais e os avanços do modelo de Investment as a Service. A conversa explorou os bastidores que permitem a bancos, corretoras e fintechs oferecer acesso a mercados globais por meio de uma única integração.Falamos sobre APIs, white labels, compliance, regulação, inteligência artificial e como a tecnologia está acelerando a oferta de investimentos internacionais na América Latina. Marcel também compartilhou sua visão sobre a crescente demanda por diversificação global, os desafios de conectar diferentes mercados e o futuro da democratização dos investimentos além das fronteiras.Confira!
Convidados: Álvaro Pereira Jr, repórter especial da TV Globo; e Leandro Piquet Carneiro, doutor em Ciência Política, professor do Instituto de Relações Internacionais e Coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP. Um país pequeno, de território menor que o estado do Sergipe e com 6 milhões de habitantes, virou protagonista no discurso da direita na América Latina – e seu presidente ganhou status de herói neste campo político. Isso porque El Salvador, que em 2015 foi considerado o país mais perigoso do mundo, reduziu drasticamente seus índices de violência: a taxa de homicídio caiu mais de 90% desde 2019. Naquele ano eleito presidente Nayib Bukele, um jovem com forte apelo nas redes sociais, que assumiu com forte discurso de combate à criminalidade. No poder, ele virou a mesa: mudou a Constituição para permitir a reeleição, perseguiu opositores, colocou amigos na Suprema Corte e ignorou as garantias legais aos direitos humanos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois convidados. Ela conversa com o repórter especial da TV Globo Álvaro Pereira Jr., que foi a El Salvador em 2024, onde produziu uma reportagem sobre o país – trabalho que foi indicado ao prêmio Emmy Internacional. Natuza entrevistou também o cientista político Leandro Piquet Carneiro, especialista em segurança pública na América Latina. Participa deste episódio também o professor da Universidade Federal Fluminense Thiago Rodrigues.
Por que a gente se sente cada vez mais distante da seleção brasileira? Que peso as derrotas históricas têm nesse fenômeno? Por que nossos jogadores vão atuar fora do país cada vez mais cedo? Por que o Brasil não consegue organizar uma liga a exemplo do que fez a Europa? Que peso tudo isso tem na autoimagem dos brasileiros e no desmantelamento político deste começo de século?Mergulhe mais fundoSaudades do que nunca fomos: os brasileiros e o futebol (link para compra)Episódios relacionados113: Corro, logo existo119: A Olimpíada sintéticaEntrevistados do episódioJuca Kfouri Escritor e jornalista. Em 50 anos de carreira, cobriu 14 edições da Copa do Mundo e foi diretor de redação de revistas como Placar e Playboy.Fabio Luis Barbosa dos SantosHistoriador, escritor e professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele é autor de “Saudades do que nunca fomos: brasileiros e o futebol", Editora Elefante (2026).Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Reportagem e edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta terça-feira (23), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com a Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em América Latina, Regiane Bressan, sobre as eleições na Colômbia e no Peru. O Titular da Coluna Segurança do Jornal do Commercio, Raphael Guerra, conversa sobre a operação na Ilha do Bananal.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta segunda-feira (22), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com Eliane Cantanhêde sobre os últimos desdobramentos da política nacional.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (20): O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, definirá o local da prisão do ex-banqueiro e dono do Banco Master Daniel Vorcaro na próxima semana. A tendência é de que Mendonça mantenha Vorcaro preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A defesa tenta uma prisão domiciliar ou algo menos restritivo. O Brasil registrou queda no índice de analfabetismo, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país reduziu o total de pessoas que não sabem ler nem escrever em 592 mil. A taxa foi reduzida para 4,9% em 2025, o menor nível desde 2016. Reportagem: KK Martins. A estratégia de atrelar o nome do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ao Caso Master deve ser mantida por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ofensiva será intensificada nas redes sociais. A medida será mantida mesmo após operação da Polícia Federal (PL) que atingiu o líder do PT no Senado, Jaques Wagner. Reportagem: João Vitor Revedilho. Um alarme falso da Defesa Civil nacional assustou a população na madrugada deste sábado (20). O sistema de alerta de mensagem disparou um aviso com a palavra “misantropia” . De acordo com o órgão, a plataforma foi desligada por volta da 1h30 para conter possíveis invasões e de que há fortes indícios de um ataque hacker. O caso é investigado. Reportagem: Misael Mainetti. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, criticou os pagamentos exorbitantes acumulados por membros do magistrado nacional. Diante do desgaste institucional, Fachin criou um grupo de trabalho para rever gastos. Reportagem: Rodrigo Viga. O acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos começou a valer, mas ainda possui pontos sensíveis. Para o professor de Relações Internacionais, Marcus Vinícius de Freitas, há três fatores que vão contrários à continuidade do acordo. A Justiça de São Paulo tornou ré a influenciadora Deolane Bezerra por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). As defesas negam as acusações. Reportagem: David de Tarso. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou UM estudo revelando que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O dado estatístico representa aproximadamente 1,2% da população do país. De acordo com o IBGE, a prevalência é maior entre os homens. A articulação para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes do Caso Master esbarra em uma forte barreira política no Congresso Nacional. José Maria Trindade analisa. O Ministério da Saúde começou a disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20). Ela substitui as versões anteriores (Pneumo 10 e Pneumo 13). A dose protege contra 20 subtipos da bactéria causadora de doenças. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, concedeu entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, neste sábado (20). O projeto de lei da deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP) que institui o ensino político nas escolas seguiu para sanção presidencial após aprovação no Congresso. A parlamentar afirma, durante entrevista para a Jovem Pan, que a medida é um avanço significativo para o futuro do país e busca formar cidadãos conscientes sobre o funcionamento das instituições. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como tema principal o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, tendo em vista a reabertura do estreito de Ormuz e um acordo de paz duradouro no Médio Oriente, que deverá ser formalmente assinado na sexta-feira. Carlos Gaspar e Luís Tomé, professor e director do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa, analisaram os principais pontos de um documento que ainda não foi tornado público oficialmente e reflectiram sobre o impacto do mesmo nos objectivos estratégicos e políticos da Administração Trump e do Governo de Benjamin Netanyahu. Os investigadores do IPRI-Nova discutiram ainda o que saiu (e não saiu) da cimeira do G7 em Évian-les-Bain (França), nomeadamente sobre a guerra na Ucrânia e a estratégia dos países ocidentais e seus aliados para lidarem com a competição económica e geopolítica da China. No final do episódio deram nota da eleição suplementar desta quinta-feira em Makerfield (Inglaterra), onde participa Andy Burnham, presidente da Câmara de Manchester e aspirante à liderança do Partido Trabalhista britânico e do Governo do Reino Unido. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidado: Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM. Nesta segunda-feira (15), EUA e Irã assinaram eletronicamente o documento que estabelece as condições para um acordo de paz definitivo entre as partes – do lado americano, assinaram o presidente Donald Trump e o vice J.D. Vance; do lado iraniano, o responsável foi o presidente do Parlamento, Mohammed Qalibaf. O conteúdo do documento será apresentado na íntegra apenas na sexta-feira (19), para quando está marcada a cerimônia de assinatura presencial. O que se sabe do acordo é que ele prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã, garantias do regime dos aiatolás de que não desenvolverá armas nucleares e desbloqueio de ativos financeiros iranianos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o professor de relações internacional Leonardo Trevisan. Ele avalia a chance de sucesso deste acordo e analisa quem mais ganha e quem mais perde nesta nova fase de negociações.
Donald Trump chegou à Europa, para a Cimeira do G7, trazendo na bagagem um esboço de paz que os mercados receberam bem, mas as diplomacias receberam com cautelas, porque ainda há muita coisa para decidir. Os interesses eleitorais divergentes de Netanyahu e Trump são um dos factores que podem colocar em perigo o processo de paz. Conversamos neste episódio com Daniel Pinéu, especialista em Relações Internacionais, professor e investigador na Universidade de Amesterdão, comentador da SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta terça-feira (16), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com a professora de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Monique Sochaczewski, sobre o acordo de paz entre EUA e Irã. O Cientista político, Adriano Oliveira, fala sobre a importância do período junino para a campanha política.
Convidado: Hussein Kalout, PHD em Política Internacional, professor de Relações Internacionais da USP, pesquisador da Universidade de Harvard e ex-secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Neste domingo (7), um ataque israelense ao subúrbio de Beirute, capital do Líbano, rompeu a trégua que estava em vigor entre os dois países: Israel afirmou que buscava atingir alvos do Hezbollah; o governo libanês informou que o bombardeio deixou mortos e feridos. Em resposta, o regime iraniano afirmou agir em defesa do Líbano e lançou uma onda de mísseis em direção ao território israelense. O governo de Israel, por sua vez, reagiu e atacou alvos iranianos. A escalada entre Irã e Israel colocou em xeque o cessar-fogo firmado em abril entre os dois países, em um acordo mediado pelos EUA. Diante do risco de mais hostilidades, Donald Trump fez um apelo para que ambos parassem imediatamente os disparos e foi atendido – pelo menos, num primeiro momento. Nos dias anteriores, Trump já havia pressionado Benjamin Netanyahu a evitar uma escalada militar e ampliar as operações na região. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Hussein Kalout, analista de política internacional, para explicar quais os interesses dos principais atores envolvidos: Israel, Estados Unidos, Irã e Líbano. Kalout destaca o papel de Netanyahu no conflito e nas negociações – a permanência do primeiro-ministro de Israel no cargo será definida em eleições marcadas para outubro.
Saudações pessoas!Como sabemos, esse 2026 começou quente em termos tanto de medidas e debates legais sobre a questão da(s) violência(s) contra a mulher, quanto de fatos, notícias, acontecimentos trágicos, brutais e chocantes a respeito do tema. Entre tentar criar medidas de proteção para abrcar o problema, sugerir aumentos de pena e triques fantasiosos, lutar para reconhecer questões de estrutura e base e (alguns) que lutam justamente para que tudo isso seja meramente cosmético e tiros de festim midiáticos, estamos nós.E está Joana Perrone, pesquisadora graduada em Relações Internacionais na Universidade de Sussex (Reino Unido) e atualmente investigando questões relacionadas a Women's Studies, na Universidade de Oxford (idem).Joana traz questões interessantíssimas sobre esse tema que ela acomapanha desde uma mirada do norte global, mas muito, muito de perto, como brasileira, e, sobretudo, mulher. O que está por trás de alguns dos discursos bem corriqueiros sobre o tema, e como desmontamos alguns fios da bomba sobre ele para resolver esses enigmas de forma mais segura?Taque o play e: descubra! ***Vamos de vestir conforto, inteligência, praticidade, estilo e muita tecnologia? Já sabe, então: É INSIDER, sem erro! Tem o Wingsuit que é sucesso, e muito mais! Descontos incríveis para você em peças que aliam tudo o que você precisa e te acompanham em diversos momentos, atividades e ocasiões, sem perder a elegância.Utilize o cupom VIRACASACAS e veja a magia dos descontos acontecer: Clica aí: https://www.insiderstore.com.br/Instagram: https://www.instagram.com/insiderstore/ #insiderstore Expediente:Pai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Garota da Capa: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment. Na tarde de terça-feira (26), Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente americano na Casa Branca e conseguiu alguns objetivos neste encontro: uma foto ao lado de Donald Trump e o pedido para que facções criminosas brasileiras sejam classificadas como organizações terroristas pelos EUA. O pré-candidato à Presidência foi a Washington em busca de uma pauta positiva depois da revelação de suas conversas com Daniel Vorcaro e as polêmicas do caso ‘Dark Horse'. No início do mês, o presidente Lula também foi à Casa Branca e se reuniu com Trump – um encontro dentro da agenda oficial. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o analista de relações internacionais Oliver Stuenkel, que está nos EUA. Oliver relata as percepções das diplomacias brasileira e americana sobre o encontro de Flávio com Trump, e a repercussão da foto em que os dois aparecem juntos. Ele também avalia quais são os maiores interesses dos EUA nas eleições de outubro.
Recebemos nesta terça-feira (26) o PhD em Teoria Política e Econômica Adriano Gianturco, coordenador do curso de Relações Internacionais do IBMEC-BH e colunista da Gazeta do Povo. O professor abriu a caixa preta das narrativas nacionais, trazendo à tona os recordes mais peculiares e as maiores mentiras que contam sobre o nosso próprio país. Baseado em seu best-seller "Mentiram para nós sobre o Brasil", o analista político da Brasil Paralelo destrinchou os bastidores do nosso sistema e explicou como a ignorância sobre a nossa realidade é usada para moldar a opinião pública.
Ela passou a infância e a adolescência dançando balé clássico, onde permaneceu por 14 anos, até que uma lesão mudou o rumo da sua trajetória. Durante uma viagem, rompeu os ligamentos do joelho enquanto esquiava, iniciando um processo de recuperação que a levaria a novos caminhos. A reabilitação aconteceu na academia, com foco em fortalecimento. Influenciada pelo irmão, passou a frequentar o ambiente com mais regularidade e iniciou na corrida. Em 2018, com a entrada dele no triathlon, veio o incentivo para que experimentasse a modalidade. No início, tentou resistir, mas acabou se dedicando também à natação. A experiência abriu espaço para um novo desafio. Com uma bicicleta emprestada, deu as primeiras pedaladas até ganhar confiança e integrar as três modalidades. Em 2019, estreou em um triathlon em Brasília, na distância short, e, pouco depois, experimentou a distância olímpica. Durante a pandemia, intensificou a rotina de treinos e passou a estabelecer desafios pessoais. Nadou 10 quilômetros no Lago Paranoá e pedalou 230 quilômetros até a Chapada dos Veadeiros, ampliando sua relação com o endurance. Em 2021, completou a prova de meio Ironman no Capixaba de Ferro em terceiro lugar. No ano seguinte, estreou no Ironman de Florianópolis. Em 2023, venceu sua categoria no Ironman do Arizona. Em 2024, alinhou para o seu segundo Ironman Brasil e no Ironman Barcelona, onde foi a primeira amadora entre as mulheres, feito que lhe garantiu a vaga para o Mundial de Kona. Em outubro de 2025, realizou o sonho de participar do Campeonato Mundial de Ironman no Havaí, na importante presença da sua família. Conosco aqui, a gerente de marketing esportivo da Z2 que é formada em Relações Internacionais, triatleta campeã que ocupou diversas posições na Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, foi professora voluntária na catequese de Primeira Comunhão na Igreja São Pedro de Alcântara, em Brasília, e coordenou retiros católicos para crianças e adolescentes, uma brasiliense disposta a fazer o que for preciso para tornar o seu sonho realidade, Julia Flausino Traboulsi. Inspire-se! Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance e pela @2peaksbikes A Z2 agora está com nova embalagem dos géis: abre fácil, com melhor fluxo de sucção e bordas arredondadas pra não te machucar durante o treino ou prova. E tem mais novidade: os géis com os sabores originais da Maratona do Rio voltaram! Água de coco e Mate com limão em edição limitada. Outra novidade é o gel de 75g de carboidratos, ideal pra estratégias de alto consumo. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala. A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo. Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
O que sobrou, 81 anos depois, da Grande Guerra Patriótica para a Rússia, do desembarque da Força Expedicionária Brasileira em Monte Castelo para o Brasil e do legado de Yalta para a ordem internacional contemporânea? Neste episódio em parceria com o Observatório Rússia e América Latina, Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Mariana da Gama Janot (INCT-Ineu) e Valdir da Silva Bezerra (@o_russianista), mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estatal de São Petersburgo e organizador, com Boris Zabolotsky, do livro 80 Anos da Vitória na Grande Guerra Patriótica (Blucher, 2025). A conversa atravessa a contribuição massiva (e hoje contestada) da União Soviética para a derrota do nazifascismo, a entrada do Brasil no conflito a partir das contradições do Estado Novo e o modo como a memória da guerra foi mobilizada, na era Putin, para preencher o vácuo de identidade aberto pelo colapso soviético. No bloco de notícias, Giovana Dias Branco e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, pesquisadores do Ruslat, repercutem o mês de abril: a reaproximação Rússia-Cuba em meio à crise energética da ilha, a suspensão temporária das exportações de fertilizantes russos e seu impacto sobre o agronegócio brasileiro, o relatório sobre o treinamento de mais de mil criadores de conteúdo latino-americanos com participação da RT em espanhol, e a Holding Accountable Russian Mercenaries Act 2.0 (HARM Act 2.0), projeto bipartidário que tenta requalificar o Grupo Wagner e seus sucessores como organizações terroristas no contexto da intervenção dos EUA na Venezuela. No último bloco, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Boris Zabolotsky (Unifacs) sobre a insegurança ontológica da Rússia no pós-Guerra Fria e indica três filmes incontornáveis para pensar a guerra sem glorificá-la. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas / Ruslat), Valdir da Silva Bezerra (Ruslat), Mariana da Gama Janot (Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas), Giovana Dias Branco (Ruslat), Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (Ruslat), Laura Schneider de Lima (Ruslat) e Boris Zabolotsky (Universidade Salvador – Unifacs / Ruslat). Capa do episódio: “Raising a flag over the Reichstag”, Yevgeny Khaldei, 2 de maio de 1945. Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio BEZERRA, Valdir da Silva; ZABOLOTSKY, Boris (orgs.). 80 anos da vitória na Grande Guerra Patriótica: memória, reconstrução e perspectivas. São Paulo: Blucher, 2025. Disponível em: https://www.blucher.com.br/bezerra-zabolotsky-os-80-anos-da-vitoria-na-grande-guerra-patriotica-memoria-reconstrucao-e-perspectivas. FERRAZ, Francisco César Alves. A guerra que não acabou: a reintegração social dos veteranos da Força Expedicionária Brasileira (1945-2000). 2003. Tese (Doutorado em História Social) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. Disponível em: https://repositorio.usp.br/item/001295507. VAÏSSE, Maurice. As relações internacionais desde 1945. Lisboa: Edições 70. Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livro/as-relacoes-internacionais-desde-1945-HLQ-9833-000-BK. ESTADOS UNIDOS. Congresso. Câmara dos Representantes. Holding Accountable Russian Mercenaries Act 2.0 (HARM Act 2.0). Projeto de lei bipartidário, 2026. Disponível em: https://joewilson.house.gov/sites/evo-subsites/joewilson.house.gov/files/evo-media-document/wilssc_082_xml-20.pdf. KLIMOV, Elem (dir.). Vá e veja [Idi i smotri]. URSS: Mosfilm; Belarusfilm, 1985. 142 min. ROMM, Mikhail (dir.). O fascismo cotidiano [Obyknovennyy fashizm]. URSS: Mosfilm, 1965. 130 min. Documentário. BALAGOV, Kantemir (dir.). Uma mulher alta [Dylda]. Rússia: Non-Stop Production, 2019. 137 min. ASSAYAS, Olivier (dir.). O mago do Kremlin [The Wizard of the Kremlin]. França/Reino Unido, 2025. Mencionado em entrevista. Capítulos 00:00 — Abertura: 81 anos do fim da Segunda Guerra Mundial 00:04 — Valdir Bezerra: a Grande Guerra Patriótica e o legado soviético contestado 00:10 — Mariana Janot: Estado Novo, FEB e a memória disputada da participação brasileira 00:18 — Era Putin: memória, identidade nacional e renascimento militar 00:24 — O Brasil hoje: defesa, paz e o legado contra o fascismo 00:31 — Boletim Ruslat: Cuba, fertilizantes e a guerra informacional 00:37 — Leonardo Nascimento: Grupo Wagner, Venezuela e a geoeconomia do petróleo 00:44 — Boris Zabolotsky: insegurança ontológica, América Latina e três filmes contra a glorificação The post 81 anos depois: Rússia, Brasil e a memória da Segunda Guerra appeared first on Chutando a Escada.
Convidado: Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) A China passa por uma transformação que afeta diretamente o Brasil. Como explica Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), a potência asiática busca reduzir sua dependência externa — especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras. Pequim acelera uma estratégia de autossuficiência alimentar porque a fome, historicamente presente no país, é tratada hoje como uma "vulnerabilidade". Por isso, o 15º Plano Quinquenal, que orienta o desenvolvimento do gigante asiático, projeta um crescimento mais moderado e maior foco no fortalecimento do mercado interno. Nesse contexto, segurança alimentar e segurança nacional passam a caminhar juntas. Esse movimento já aparece nos indicadores: na última década, a participação das importações no PIB chinês caiu de 22% para menos de 18%. Na área de alimentos, a estratégia combina tecnologia, subsídios, expansão da produção doméstica e estoques elevados — um cenário que tende a pressionar exportadores no longo prazo. Hoje, o Brasil responde por 25% de tudo o que a China importa do agronegócio global. Diante disso, analistas avaliam que a relação bilateral permanece sólida no curto prazo, mas impõe um desafio estratégico: como o Brasil deve se posicionar diante de uma China que continua investindo aqui, mas busca depender cada vez menos do mundo? Para Wachholz, o país também precisa ficar atento a possíveis acordos entre Estados Unidos e China e ampliar seu leque de parceiros comerciais.