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Radio Coruña
El Pazo de Meirás ya es Lugar de Memoria Democráctica. Carlos Babío, presidente da CRMH

Radio Coruña

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 11:09


El Pazo de Meirás ya es Lugar de Memoria Democráctica. Carlos Babío, presidente da CRMH

JORNAL DA RECORD
12/08/2026 | 3ª Edição: Presidente da Colômbia decreta emergência econômica para destinar recursos à vítimas do terremoto

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 13:32


Confira nesta edição do JR 24 Horas: O presidente da Colômbia, Abelardo de La Espriella, decretou emergência econômica para destinar recursos às vítimas do terremoto. 265 pessoas morreram. 36 horas debaixo dos escombros. Um trabalho de coragem e resiliência até Daniela Sanchez, de 32 anos, ser encontrada com vida.

Convidado
"Se as pessoas que exercem o poder não têm cultura democrática, a Constituição não serve para nada"

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 16:09


Na Guiné-Bissau, decorre a partir desta quinta-feira e até ao dia 28 de Agosto a campanha de sensibilização sobre a nova Constituição a ser submetida a referendo no próximo 30 de Agosto. Ontem, por ocasião da comemoração dos 35 anos da existência da Liga Guineense dos Direitos Humanos, o seu dirigente Bubacar Turé esboçou um retrato da situação actual do seu país, evocando nomeadamente a perspectiva desta consultação popular. Ao apelar à investigação dos homicídios de activistas por resolver e ao manifestar também a sua "profunda preocupação" com a situação dos civis e militares privados de liberdade há mais de um ano sem acusação formal, Bubacar Turé expôs, por outro lado, os seus questionamentos em torno da nova Constituição que o Conselho Nacional de Transição pretende implementar. Para além de mencionar que as actuais autoridades entram em contradição com leis que elas próprias adoptaram para regulamentar a organização do referendo. Bubacar Turé também considerou que a Constituição "não pode ser elaborada ou revista à pressa". Em entrevista concedida à RFI, o dirigente da Liga tornou a vincar esses argumentos e também questionou o próprio conteúdo da nova Constituição. RFI: Arranca nesta quinta-feira a campanha de sensibilização em previsão do Referendo sobre a nova Constituição. O que se pode dizer desde já sobre esta consulta? Bubacar Turé: Para nós, o referendo levanta questões legais. Nós estamos a falar de uma legislação que foi aprovada pelo Conselho Nacional de Transição no mês de Junho, a Lei N°12/2026 e que foi publicado no Boletim Oficial e está em vigor. Esta legislação, no seu artigo 9°, proíbe, de forma expressa, a realização de referendos entre a marcação da data das eleições para órgãos de soberania e eleições autárquicas. E, portanto, durante esse período, nos termos desta legislação, não se pode realizar referendo. Portanto, nós não somos contra o princípio de referendo. O referendo é algo importante porque permite ao povo directamente exprimir a sua vontade sobre um determinado assunto. Isso é algo salutar em qualquer processo democrático. O que nós questionamos é a legalidade deste processo. Repare que não estamos a falar de uma legislação aprovada pelo próprio Conselho Nacional de Transição. Não se trata de uma lei anterior ao golpe de Estado, mas sim uma lei aprovada para regulamentar a realização desta votação. Nós não tínhamos nenhuma legislação sobre o referendo. RFI: A nível da sociedade guineense, também se tem questionado muito a realização deste referendo, precisamente numa altura que coincide com o período das chuvas, que é um período em que não se organiza qualquer tipo de consultas populares. Bubacar Turé: Não há, em relação a esse aspecto, alguma proibição legal, pelo menos. Nós desconhecemos alguma norma que proíbe a realização de eleições ou referendo em período de chuva, é uma questão apenas operacional. Mas o processo levanta outros problemas. Tem a ver com a inclusividade, a participação, porque o processo de revisão constitucional, de facto, não foi um processo inclusivo. O texto foi adoptado pelo Conselho Nacional de Transição sem nenhum debate público. O que nós lamentamos, porque a Constituição é um contrato social. O povo, através de organizações representativas, actores nacionais, devem poder exprimir, contribuir para enriquecer o conteúdo de um documento que pretende ser um contrato social. Não foi o caso. RFI: Por exemplo, a Liga não foi questionada sobre o que acha dessa nova Constituição? Bubacar Turé: Não só a Liga, como outros actores. Existem outros actores relevantes. A Liga pode não ser consultada, mas nós temos outros actores, os partidos políticos, os líderes comunitários, as mulheres, os jovens e demais organizações da sociedade civil. E, além disso, na nossa perspectiva, foi preparada à pressa e contém alguns erros técnicos que, para nós, podem constituir problemas para o futuro. Por exemplo, o texto da revisão Constitucional removeu o capítulo referente à fiscalização da constitucionalidade. Isso para nós é extremamente preocupante. Eu não posso afirmar que esse acto de remoção deste artigo foi um acto deliberado. Não tenho elementos para isso. Pode até ser um erro técnico, mas é extremamente preocupante. A supremacia da Constituição reside no facto de ela própria criar mecanismos para impor essa supremacia. Isso só pode ocorrer em sede da fiscalização da constitucionalidade através de órgãos jurisdicionais. Ora, uma Constituição que não tem normas para a fiscalização do seu próprio cumprimento, é uma letra morta. Isso transmite uma imagem de insegurança aos cidadãos e isso constitui uma fragilidade enorme no tecido democrático e no Estado de Direito. E é também uma enorme vulnerabilidade no quadro de protecção de direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. Portanto, esses aspectos todos podiam ser evitados, se houvesse um debate amplo, um debate nacional. Não está em causa a necessidade de revisão da Constituição. Nós não negamos que o Conselho Nacional possa ter essa ideia e, sobretudo, devolver a palavra ao povo através do referendo para o povo se pronunciar, desde que fosse algo inclusivo, participativo, aberto e democrático. Isso não é algo exclusivo da Guiné-Bissau. Na Guiné-Conacri, Mali, Burkina Faso, outros países depois dos golpes de Estado, organiza-se referendo. É perfeitamente normal. Não é isso que está em causa. Está em causa é o procedimento, a forma como está a ser feito. Coloca questões que nós entendemos que poderão prejudicar no futuro do país e os cidadãos. RFI: O que se sabe sobre este novo projecto de Constituição, é que instaura um regime semipresidencialista, ou seja, alarga as prerrogativas do Presidente, um regime algo semelhante aos países da África francófona e até semelhante à própria Constituição francesa, onde o presidente também tem poderes alargados. Os defensores desta nova Constituição dizem que isto será uma forma de precisamente se proteger contra os golpes. Bubacar Turé: Eu acho que a Constituição tem vários problemas e um dos problemas tem a ver com essa concentração de poderes na figura do Presidente da República. Um dos artigos problemáticos tem a ver com a nomeação do primeiro-ministro. A nova Constituição diz que é tendo em conta os resultados eleitorais e a existência ou não de uma maioria no Parlamento. Essa parte não existia. O que existia era que o primeiro-ministro era nomeado, tendo em conta os resultados eleitorais. Agora vem acrescentar também a existência ou não de uma maioria no Parlamento. Levanta várias interpretações. O Presidente da República, mesmo havendo um partido maioritário, pode escolher uma figura diferente desse partido maioritário que, na sua perspectiva, pode criar condições de estabilidade governativa. Estes conceitos indeterminados, essa discricionariedade que a Constituição prevê, pode criar, no futuro uma instabilidade governativa. Outros aspectos que têm a ver com a nomeação do Chefe de Estado-maior, que era sob proposta do Governo. Agora é o Presidente da República que escolhe. Agora o Presidente da República preside o Conselho de Ministros. Portanto, são de facto, aspectos que acabam por dar pendor presidencial ao regime semipresidencialista que a Constituição continua a adoptar. Portanto, são questões que deviam ser objecto, na nossa perspectiva, de um debate amplo de prós e contras. Nós não estamos contra. O nosso problema não é adoptar uma ou outra posição. Isso depende dos actores nacionais. Mas devia haver um debate em torno dessas questões, porque tem a ver com assuntos da nossa vida nacional. Portanto, nós pensamos que há um equilíbrio de poderes. Devia manter-se, até porque a nossa instabilidade política e governativa não se resume numa questão de constitucionalidade. É uma questão de falta de cultura democrática do homem guineense. E isso é que tem levantado problemas e outros aspectos. Nós podemos ter constituições semelhantes aos Estados Unidos, de França ou outros países. Se as pessoas que vão exercer o poder não têm uma cultura democrática que permita a observância da lei ao exercício do poder de forma democrática, portanto, a Constituição não serve para nada. Portanto, isso é que nós entendemos que é fundamental: que haja uma reflexão profunda sobre essas questões, porque tem a ver com o futuro do país, o futuro dos cidadãos e o futuro da nossa democracia. RFI: Para além do aspecto legal, a seu ver, porque é que se organiza esse referendo quando estamos já a poucos meses da realização de eleições gerais, das quais sairão autoridades que terão 'a priori' condições para organizar um referendo de forma mais ancorada na realidade política do país? Bubacar Turé: De facto, é difícil compreender isso. Podia-se esperar, depois das eleições, no mês de Dezembro, eleições gerais, legislativas e presidenciais. O parlamento que vai emergir nestas eleições terá o poder de fazer a revisão constitucional de forma serena, com mais legitimidade e de forma participada. Nós pensamos que isso podia ser uma forma mais fácil e consensual de resolver esta questão, mas não foi este o entendimento das autoridades de transição. Portanto, o país vai ter de facto esse referendo. RFI: Isto já está a ser discutido há uns quantos meses. Houve, de alguma forma, algum tipo de preparação, nem que seja, por exemplo, numa página internet ou algum tipo de comunicação antes da abertura desta sensibilização oficial? Bubacar Turé: Nós desconhecemos. Mas creio que as autoridades deverão estar a pensar nisso ou deverão estar a preparar a logística para isso. Mas por enquanto, nós não temos nenhuma informação da existência de websites ou redes sociais criadas para permitir a maior informação aos cidadãos para poderem ter mais informação sobre o conteúdo da Constituição. Acho que vai ser algo complexo. O tempo disponível até às eleições é muito escasso. Não acredito que haverá condições para maior informação, para a população poder perceber o que está em causa. É evidente que a Constituição, de facto, tem alguns elementos, alguns avanços no domínio até de Direitos Humanos. Nós reconhecemos isso. Mas, tal como disse, a forma como o processo está a ser conduzido coloca essas dificuldades e algumas contradições e algumas dificuldades do próprio texto. E, sobretudo, a questão da necessidade de observância da lei que foi especificamente aprovada para reger a realização deste referendo. Nós entendemos que deve ser respeitada, permitindo um referendo mais sereno e com maior participação dos cidadãos. RFI: Estamos num período particular do ano na Guiné-Bissau. Isto irá, de certa forma, condicionar também a afluência da população a essas sessões de sensibilização? Bubacar Turé: Creio que sim. Estamos a falar de um período agrícola, um período de chuva. O acesso a algumas localidades é extremamente complicado e também a população está a pensar mais no seu futuro económico, nas actividades agrícolas. Portanto, a afluência da participação da população na sensibilização é um dos desafios e também na própria votação. Também acredito que um dos maiores desafios será a questão da abstenção. Tudo vai depender da forma como a campanha de sensibilização vai decorrer. RFI: Este referendo organiza-se num contexto político e social particular. Como é que se poderia descrever a situação actual na Guiné-Bissau? Bubacar Turé: O país está numa acalmia aparente. Mas o país continua a enfrentar graves problemas sociais. A inflação continua a aumentar, nos serviços sociais básicos, tem havido alguma dificuldade no funcionamento do sistema de saúde e acesso a água potável. No que concerne a energia eléctrica, tem havido alguma extensão do fornecimento da energia eléctrica para o interior do país, através do Projecto OMVG. A barragem conjunta que vem, de facto, permitir às populações das zonas do interior do país, que não tinham acesso à energia eléctrica, a ter esse direito. Isso é algo extremamente importante. Mas sobretudo, a pobreza, o custo de vida hoje é muito elevado e não tem havido medidas de mitigação para isso, porque também as autoridades nacionais não têm condições. Não há nem tem havido apoio orçamental significativo devido à situação que o país está a viver. Portanto, tudo isso são elementos que, de facto, constituem preocupação para a população e para os cidadãos em geral. Nós entendemos que o país, para ultrapassar esta crise política -sobretudo esta crise de confiança, há uma enorme crise de confiança no país- para ultrapassar isso, é preciso ter coragem de dialogar. E as autoridades nacionais, os partidos políticos, as organizações da sociedade civil, devem poder sentar para dialogar e discutir e encontrar soluções para os grandes problemas. Não vale a pena enveredar pela confrontação, porque a confrontação e o uso da força não resolvem o problema. Os discursos segregacionistas e de apelo à violência e ao ódio étnico-religioso só vão conduzir ao país, ao abismo. Portanto, por isso nós apelamos e continuamos a apelar ao bom senso e, sobretudo, ao diálogo construtivo para a resolução dos problemas que afligem o país.

3 em 1
Michelle e Flávio Bolsonaro fazem gravação para horário eleitoral após briga

3 em 1

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 121:19


No 3 em 1 desta terça-feira (11), o destaque foi que o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama e candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) se reuniram pela primeira vez após os atritos entre os dois. O encontro teve como objetivo realizar uma gravação para uma propaganda no horário eleitoral. Após a gravação, Michelle concedeu uma entrevista onde afirmou que “não guarda mágoas”. Reportagem: Bruno Pinheiro. Os aliados de Fernando Haddad (PT) avaliam que Lula precisa estar mais presente na campanha para alavancar o ex-ministro e diminuir a diferença com o adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos). Reportagem: João Vitor Revedilho. Após um terremoto de magnitude 7,4 atingir a Colômbia nesta segunda-feira (10), os Estados Unidos anunciaram o envio de US$ 15,5 milhões para auxiliar o país na construção de abrigos de emergência e aquisição de alimentos. Reportagem: Eliseu Caetano. A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento da sentença que suspende os direitos políticos do candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos). Apesar da determinação, Garotinho afirmou que “não haverá nenhum problema para que ele possa disputar a eleição”. Reportagem: Rodrigo Viga. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Cássio Nunes Marques irá se reunir com outros ministros para discutir o uso de Inteligência Artificial nas campanhas eleitorais. No mesmo contexto a defesa do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou ao TSE um novo parecer sobre o uso do vídeo produzido por IA do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reportagem: Janaína Camelo. O Presidente do Partido da Causa Operária e também candidato à Presidência da República Rui Costa Pimenta, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que busca apurar supostas irregularidades nos fundos partidários. Reportagem: Matheus Dias. Em nota técnica o Governo Federal expressou preocupação com relação à restrição no orçamento e possível dificuldade em honrar com o cumprimento dos R$ 105 bilhões em despesas que estão previstos para este ano de 2026. Reportagem: Beatriz Souza. Ao ser perguntado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) desviou do assunto afirmando que ele “não deve explicação nenhuma”, e apontando que “quem precisa se explicar é Lula”, com relação ao roubo do INSS. Uma pesquisa do Instituto Gerp Elencou os principais problemas do Brasil na opinião pública. Os principais temas elencados na pesquisa foram a violência, que liderou o ranking com 46% dos votos, e corrupção e falta de hospitais que apareceram em segundo lugar com 24%. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Rádio PT
BOLETIM - Maria da Penha 20 anos: proteção às mulheres é uma prioridade para o presidente Lula

Rádio PT

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 3:29


Neste dia 7 de Agosto, quando a Lei Maria da Penha completa 20 anos, conheça as medidas adotadas pelo governo brasileiro para acolher as vítimas e punir os agressores.  Neste mês, por ocasião do aniversário da lei, ocorre a campanha Agosto Lilás, para conscientização sobre o tema.Sonoras:

Inteligência Ltda.
010 - OS SEGREDOS DOS BASTIDORES DA ENTREVISTA HISTÓRICA COM O PRESIDENTE LULA

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 6:49


OLÁ, TERRÁQUEOS! DEPOIS DE PARAR A INTERNET, O VILELA DECIDIU QUE GUARDAR SEGREDO JÁ ESTAVA DANDO TRABALHO DEMAIS! Dessa vez, ele foi abrir a caixa-preta dos bastidores e contar tudo o que rolou por trás das câmeras na entrevista histórica com o Lula. Será que ele sobreviveu à pressão de milhares de pessoas assistindo ao vivo ou precisou de um chá de camomila antes de dar o play? Descubram os perrengues, as curiosidades e as boas risadas neste episódio do Manual da Vida!

Podcast 45 Minutos
O NOVO COMITÊ DO SPORT – SOB FORTE PRESSÃO, PRESIDENTE ABRE ESPAÇO PARA O GRUPO DE LUCIANO BIVAR

Podcast 45 Minutos

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 67:34


Mais um conteúdo no ar! Mudanças no futebol do Sport! Conheça os nomes, entenda o papel de cada um e os próximos passos dentro do clube! Estão neste programa Fred Figueiroa, Cássio Zirpoli e Lucas Liausu. Na direção e edição, Gabriel Costa. Ouça agora ou quando quiser!

Artes
Luís Represas (1956-2026) representou uma "passagem na área da música popular em Portugal"

Artes

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 15:29


O português Luís Represas celebrava este ano 50 anos de carreira, tendo sido um dos mais importantes músicos do seu país. Morreu a 22 de Julho, com 69 anos, vítima de doença prolongada. A RFI passou em revista o legado de Represas com o musicólogo luso Pedro Félix. O Presidente português, António José Seguro, lembrou-o com emoção, descrevendo-o como um "músico de excepção, com um timbre de voz inigualável, que muito contribuiu para a afirmação e defesa da língua portuguesa". Já o Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse que a sua canção Timor "fazia chorar as pessoas mais insensíveis". Foi a voz dos Trovante, banda de relevo do pós-25 de Abril, conhecida por êxitos como Perdidamente ou 125 Azul. Com a separação do grupo, em 1992, Luís Represas iniciou uma carreira a solo, aproximando-se de uma vertente mais pop. Citamos o seu maior êxito, Feiticeira, lançado em 1993, em colaboração com o compositor cubano Pablo Milanés, falecido em 2022. O musicólogo luso Pedro Félix, em entrevista à RFI, resume-nos o extenso legado de Luís Represas, começando por realçar a sua importância na transição que veio a marcar a música portuguesa. O Luís Represas, enquanto membro dos Trovante, que é o grande contributo da sua actividade enquanto músico, representou uma passagem na área da música popular em Portugal – quando digo música popular, é a música não erudita – em resposta ao que se pretendia ser uma música nova, jovem, mas politicamente mobilizada.  O disco Chão Nosso (1977) é talvez o melhor exemplo desse desse repertório, onde ele inclusivamente vai buscar alguns elementos musicais que eram associados à canção de protesto. Depois, ao longo do tempo, vão-se afastando dessa matriz, eventualmente ainda com eco de uma certa ruralidade, para uma música urbana, com temáticas urbanas novas que, num processo que começa, no Baile no Bosque (1981) e que se prolonga, diria até o disco Sepes (1988), aí com uma certa poesia e até com alguns elementos surrealistas. Há uma outra carreira dos Trovante, que começa com o Terra Firme (1987), em particular com um single de enorme sucesso, o 125 Azul. Tal como no trabalho a solo do Luís Represas, onde perde-se um bocadinho aquela aquela dimensão interventiva política e passam a temáticas eventualmente mais românticas, reflexivas, quase biográficas, pessoais.  E é este legado que consolidam numa carreira, todo um processo de mudança na música popular portuguesa que começa, no pós 25 de Abril, com uma canção de intervenção, que depois se torna progressivamente urbana, com temáticas urbanas denotando influências musicais internacionais e depois se tornam sucessos pop como 125 Azul. A banda Trovante formou-se em 1976, contribuindo para a actualização da música de intervenção nos primeiros anos do pós-revolução. Mas também trouxe uma abordagem mais moderna à música tradicional, recorrendo a elementos da música folclórica. Como é que os Trovante reflectiram o fervor político dos primeiros anos após a Revolução dos Cravos? O que trouxeram para o repertório musical no pós-25 de Abril?  O Chão Nosso (1977) e o Em Nome da Vida (1979) são dois discos claramente políticos do grupo Trovante, onde há uma dimensão programática muito intensa. Havia um interesse de apelar a uma camada jovem – as letras não apelavam tanto à luta, tanto à luta, como é o caso do Grupo de Acção Cultural de José Mário Branco – mas havia uma grande preocupação poética para para veicular um discurso com consciência de grupo, para não dizer de classe. Há também a utilização da poesia de poetas mobilizados politicamente. No último álbum com os Trovante, Luís Represas gravou Timor, música dedicada à luta pela independência do povo timorense. O Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse que esta canção foi um «canto-grito poderoso de solidariedade, esperança e resistência que despertou consciências». Qual foi a importância desta música na carreira de Luís Represas, nomeadamente para o seu reconhecimento para além de Portugal? Aqueles anos foram anos de grande mobilização de toda a população pela causa timorense. E Timor tornou-se uma canção, quase diria uma espécie de hino informal ou dádiva de um hino informal para um movimento de autodeterminação que mobilizou toda a gente. Apelando um pouco à  minha idade, lembro-me bem da ocupação do espaço público, com manifestações absolutamente avassaladoras que ocuparam a cidade toda, as cidades todas. Havia todo um movimento social pela causa e que esta música foi efectivamente o hino informal de todo esse movimento. Acho que é um momento histórico, obviamente, para a carreira de qualquer músico, e para o Luís Represas, em particular. Depois da separação dos Trovante, Luís Represas lançou-se numa carreira a solo. O que nos pode dizer sobre essa carreira? A carreira a solo do Luís Represas é também fruto de uma ligação a uma tradição latino-americana, da qual ele falava muito, sobretudo da sua ligação a Cuba. Eu inscreveria mais numa espécie de continuação do grupo Trovante. A carreira a solo acaba por ser o trabalho dele, quando o grupo acaba por se separar, mas que ainda há este material na sua cabeça que precisa de ser gravado e cantado e tocado  ao vivo. Vejo muito na continuidade de toda esta história dos Trovante. Luís Represas continuou a sua ligação com a lusofonia. Miragem foi o seu último álbum, de 2024, descrito como uma ponte musical entre Portugal e o Brasil. Como é que analisa este último álbum? Para já, é muito interessante ver todo o universo de colaborações que Luís Represas estabeleceu: o Ivan Lins ou a Zélia Duncan serão eventualmente os nomes mais visíveis.  De certa forma, também fazem eco de todo um processo global, numa tentativa de criar algo novo a partir de materiais musicais que são identificáveis com determinadas geografias. Neste caso, sobretudo, o Brasil. Os Trovante passaram pelo rock progressivo, nos seus inícios, e, mais para o final, aproximaram-se da pop. A solo, Luís Represas também esteve mais ligado à pop, a uma canção mais romântica. No fundo, por que género musical ficará Luís Represas conhecido? Quando digo romântica – preciso esclarecer que não é propriamente romântica no sentido do nacional cançonetista que nós estávamos habituados – é uma nova narrativa modernizada. A canção 125 Azul é eventualmente a síntese desta visão ternurenta desse sentimento juvenil que começa a emergir.  Era algo que no fim dos anos 80, ainda não tinha propriamente uma "voz", e eu acho que, de certa forma, aquela canção é uma síntese desse mesmo processo. Luís Represas teve rapidamente o reconhecimento da crítica e do público, mas também um reconhecimento institucional, tendo sido condecorado pelo então Presidente português Jorge Sampaio, em 2005. O que significa, para um artista, ter todo este reconhecimento? Em termos da produção discográfica, aquela dupla do disco Baile no Bosque (1981) e Cais das Colinas (1983) foram eventualmente os primeiros grandes sucessos com grande impacto público. A canção Saudade é um belíssimo exemplo desse período. E gostava também de lembrar que já o disco Trovante 84 (1984), com os "caravelas" (Xácara das Bruxas Dançando) é um disco de enormíssimo impacto público. Esse reconhecimento, diria que começa em crescendo no início dos anos 80, obviamente que depois a condecoração é sempre um momento alto em qualquer biografia: é uma espécie de tributo do Estado a reconhecer o peso e o trabalho daquele criador. Obviamente que não só é um elemento fundamental para a biografia de quem é condecorado, como se torna um marco no contexto da música ou de qualquer produção artística em que é o Estado, todos nós, a reconhecermos que aquela pessoa se distingue na sua produção. É um marco para os dois lados, para quem atribui a condecoração – todos nós, por via do Presidente da República –  e de quem recebe, neste caso o Luís Represas. O que eu propunha era ouvirem as músicas, toda a carreira do grupo Trovante e do Luís Represas, que isso é que de facto é a grande memória e que nós podemos deixar a um músico, não é? É continuar a ouvir as músicas deles. Luís Represas deixou perto de cinco décadas de um vasto legado à música portuguesa, estando a preparar dois concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto, marcados para Abril de 2027. Mateus Santa Rita

Direto da Redação
Em convenção, Lula lança candidatura à reeleição, diz que não quer ser apenas o presidente do Bolsa Família e promete ir além do social

Direto da Redação

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 7:59


Conversas à quinta - Observador
A História do Dia. O que pensa o Presidente sobre o caso Luís Neves?

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 16:28


António José Seguro mantém-se em silêncio sobre o caso Luís Neves. Mas o que pensa o Presidente, o que tem feito e o que mais o preocupa em toda esta polémica?See omnystudio.com/listener for privacy information.

A História do Dia
O que pensa o Presidente sobre o caso Luís Neves?

A História do Dia

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 16:28


António José Seguro mantém-se em silêncio sobre o caso Luís Neves. Mas o que pensa o Presidente, o que tem feito e o que mais o preocupa em toda esta polémica?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Europa
A Guerra Traduzida. Trump volta atrás em relação aos mísseis Patriot

Café Europa

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 4:23


O Presidente norte-americano admite existirem conversas sobre o tema, mas salvaguarda que é preciso “cautela” para fornecer informações sobre a produção de armamento a outros países.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Zoom
A História do Dia. O que pensa o Presidente sobre o caso Luís Neves?

Zoom

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 16:28


António José Seguro mantém-se em silêncio sobre o caso Luís Neves. Mas o que pensa o Presidente, o que tem feito e o que mais o preocupa em toda esta polémica?See omnystudio.com/listener for privacy information.

En Perspectiva
Entrevista - Diego Oroño. - Presidente de la Asociación Uruguaya de Energías Renovables

En Perspectiva

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 78:30


Entrevista - Diego Oroño. - Presidente de la Asociación Uruguaya de Energías Renovables by En Perspectiva

Convidado
Problemas internos no MPLA expõem divisões e condicionam sucessão de 2027

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 11:43


A exclusão da candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA relançou o debate sobre a sucessão de João Lourenço, mas, para o analista político Sérgio Dundão, revela sobretudo um partido dividido quanto ao seu futuro. O investigador defende que o desalinhamento entre as elites do MPLA está a condicionar a preparação das eleições de 2027 e pode abrir caminho a uma separação inédita entre a liderança partidária e a chefia do Estado. A exclusão da candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA ultrapassou o âmbito da corrida interna do partido para colocar em discussão um dos temas mais relevantes da política angolana: a sucessão de João Lourenço e a eventual separação entre a liderança do partido e a chefia do Estado. Para o investigador e analista político Sérgio Dundão, a alteração dos estatutos do MPLA criou um cenário inédito, obrigando o partido a adaptar-se a uma realidade que nunca antes enfrentou. "O MPLA agora tem de lidar com essa situação", afirma o analista, considerando que a possibilidade de o presidente do partido deixar de ser automaticamente o candidato à Presidência da República "gera dinâmicas internas na organização do poder que são bastante complexas". Na sua leitura, a questão fundamental já não é apenas saber quem vai liderar o MPLA, mas perceber quando poderá surgir uma divisão entre a liderança partidária e a chefia do Estado. Essa hipótese, que Sérgio Dundão designa por "bicefalia", poderá representar uma transformação profunda do sistema político angolano. O investigador explica que, embora o Presidente da República continue a deter os poderes executivos, a chefia do Estado e o comando das Forças Armadas, o líder do MPLA manterá influência decisiva na escolha do cabeça-de-lista às eleições gerais, na composição das listas de deputados e na indicação do Presidente da Assembleia Nacional. "Passaríamos de um presidencialismo ultraconcentrado para um presidencialismo com uma bicefalia: um pólo na Presidência da República e outro no partido", resume. Segundo Sérgio Dundão, esta redistribuição de poder pode colocar à prova mecanismos institucionais que nunca foram experimentados em Angola. "Nós nunca tivemos uma situação em que existisse bicefalia", observa, admitindo que um eventual conflito entre o Presidente da República e o líder do MPLA poderá provocar "situações de bloqueio institucional". Como exemplo, refere a possibilidade de o Presidente da Assembleia Nacional, politicamente próximo da liderança partidária, recorrer ao chamado "veto de gaveta", adiando a apreciação de iniciativas do Executivo, uma dinâmica que nunca ocorreu porque, até agora, o Presidente da República acumulou igualmente a liderança do partido. Na análise do politólogo, João Lourenço terá interesse em continuar a influenciar directamente a sucessão através do controlo do partido. "Penso que o Presidente João Lourenço quer estar envolvido directamente no processo de 2027 por via do partido", afirma. Essa posição permitir-lhe-ia, acrescenta, "condicionar a dinâmica do próprio MPLA e, por consequência, a dinâmica do futuro Presidente da República". Ainda assim, ressalva que o verdadeiro teste só vai surgir depois da eleição do próximo chefe de Estado, quando se perceber "se vai deixar-se condicionar ou se vai procurar libertar-se desse condicionamento do partido". Questionado sobre a exclusão de Higino Carneiro, Sérgio Dundão considera que a leitura segundo a qual a decisão evitou o aparecimento de um segundo centro de poder "faz sentido". Caso o antigo governador tivesse conquistado a liderança do MPLA, explica, "haveria uma desconcentração automática do poder". O Presidente da República deixaria de controlar toda a agenda política através do partido, alterando um equilíbrio que caracteriza o sistema angolano desde a aprovação da actual Constituição. "Se eventualmente deixa de ter o controlo do partido, não tem o controlo de toda a agenda política partidária", sintetiza. Mais do que a exclusão de um candidato, Sérgio Dundão identifica sinais de divisão entre as elites do MPLA. "Pela primeira vez, as elites estão desalinhadas em alguns aspectos", afirma, sublinhando que partidos politicamente coesos tendem a resolver internamente as disputas antes de apresentarem um candidato. "Os partidos gostam sempre de mostrar unidade porque a unidade é uma forma de mostrar que estão fortes. Quando um partido começa a debater candidaturas em público é porque está desalinhado." Na opinião de Sérgio Dundão, a própria candidatura de Higino Carneiro revela essa realidade, já que se trata de "uma figura marcante da história do MPLA", com experiência política, governativa e militar suficiente para conhecer profundamente a dinâmica interna do partido. O analista considera, ainda, que esta crise interna está a impedir o MPLA de concentrar esforços na preparação das eleições gerais de 2027. "Os partidos foram constituídos para conquistar o poder e não para gerir conflitos internos", observa, defendendo que o tempo actualmente consumido por disputas internas reduz a capacidade do partido para definir uma estratégia política para o próximo ciclo eleitoral. Apesar disso, Sérgio Dundão afasta a ideia de que exista um risco imediato para a estabilidade do país. Na sua perspectiva, o principal desafio vai caber ao candidato que vier a representar o MPLA nas próximas eleições. "A primeira missão desta figura será unir o partido", afirma, acrescentando que o futuro candidato terá de conquistar a confiança das diferentes sensibilidades internas. "Não precisa apenas da confiança dos camaradas; sobretudo não pode merecer a desconfiança", alerta. Caso contrário, conclui, "será muito difícil fazer uma campanha eleitoral", porque um candidato contestado internamente dificilmente convencerá o eleitorado de que está preparado para governar Angola.

Soundbite
Seguro esteve bem na crise dos exames?

Soundbite

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 8:53


O Presidente da República, António José Seguro, que na manhã desta terça-feira se reuniu com o primeiro-ministro, avisou Luís Montenegro que é essencial garantir a “salvaguarda do princípio de igualdade entre todos os alunos”, bem como retirar lições do que até aqui aconteceu, para que não se repitam problemas iguais na segunda fase. Seguro esteve bem no controlo ao Governo sobre esta crise?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Em directo da redacção
Luís Represas (1956-2026) deixa legado de cinco décadas à música popular portuguesa

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 5:01


O músico português Luís Represas morreu nesta quarta-feira aos 69 anos, vítima de doença prolongada, deixando para trás uma longa carreira que faria cinco décadas este ano. Foi a voz de Trovante, banda que ajudou a renovar a música de intervenção do pós-25 de Abril, e na sua carreira a solo, teve grandes êxitos pop. Luís Represas também marcou os espíritos além das fronteiras portuguesas, como testemunha Timor, canção de 1996 dedicada à luta pela independência do povo timorense. Luís Represas celebrava este ano cinco décadas de carreira, estando a preparar dois concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto marcados para Abril de 2027. Foi o vocalista de Trovante, banda de relevo do pós-25 de Abril que reflectia do fervor político dos primeiros anos após a Revolução dos Cravos.   Voz dos Trovante Trovante contribuiu  para a actualização da música de intervenção, utilizando também elementos da música folclórica, numa abordagem moderna à música tradicional, tal como explica à RFI o musicólogo Pedro Félix. O Luís Represas, enquanto membro dos Trovante, que é o grande contributo da sua actividade enquanto músico, representou uma passagem na área da música popular em Portugal – quando digo música popular, é a música não erudita – em resposta ao que se pretendia ser uma música nova, jovem, mas politicamente mobilizada.  O disco Chão Nosso (1977) é talvez o melhor exemplo desse desse repertório, onde ele inclusivamente vai buscar alguns elementos musicais que eram associados à canção de protesto. A canção "Engrenagem" do álbum Chão Nosso, foi um exemplo dos inícios de Trovante, com elementos da música de intervenção e da música folclórica: O Chão Nosso (1977) e o Em Nome da Vida (1979) são dois discos claramente políticos do grupo Trovante, onde há uma dimensão programática muito intensa. Havia um interesse de apelar a uma camada jovem – as letras não apelavam tanto à luta, tanto à luta, como é o caso do Grupo de Acção Cultural de José Mário Branco – mas havia uma grande preocupação poética para para veicular um discurso com consciência de grupo, para não dizer de classe.   Carreira a solo Em 1993, Luís Represas inicia a sua carreira a solo, aproximando de uma vertente mais pop, como ficaram marcadas os últimos anos de Trovante. Há uma outra carreira dos Trovante, que começa com o Terra Firme (1987), em particular com um single de enorme sucesso, o 125 Azul. Tal como no trabalho a solo do Luís Represas, onde perde-se um bocadinho aquela aquela dimensão interventiva política e passam a temáticas eventualmente mais românticas, reflexivas, quase biográficas, pessoais. A música Feiticeira (1993), com a participação do compositor cubano Pablo Milanés, é uma das mais emblemáticas do período solo de Luís Represas.   Pela causa timorense Em 1996, gravou a canção Timor, dedicada à luta pela independência do povo timorense, importante no seu reconhecimento internacional, especialmente no mundo lusófono. O Presidente timorense, José Ramos-Horta, em declarações a Miguel Martins, conta como esta canção foi um canto-grito poderoso de solidariedade, esperança e resistência.  Uma das manifestações culturais, musiciais que teve mais  impacto, e que fez chorar corações foi a canção "Timor", de Luís Represas. A letra é bonita, é de partir o coração e fazer chorar as pessoas mais insensíveis, ou fazer reflectir as pessoas mais sensíveis. Luís Represas veio a Timor-Leste, obviamente depois da independência, várias vezes. Era uma pessoa extraordinária: a simplicidade das grandes pessoas ! A perda dele cria uma grande tristeza para aqueles que o conheceram e para aqueles que se habituaram a ouvir a letra "Ai Timor" Para além de ter sido reconhecido pela crítica e o público, conheceu também o reconhecimento institucional, com a condecoração com a Ordem de Mérito da República Portuguesa, em 2005, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.    Ouça aqui na íntegra a entrevista ao musicólogo Pedro Félix sobre o legado musical de Luís Represas. Mateus Santa Rita

Explicador
Ramos-Horta recorda Luís Represas: "Um verdadeiro humano"

Explicador

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 6:50


José Ramos-Horta destaca o papel vital de Luís Represas na luta pela independência de Timor-Leste. O Presidente recorda o impacto de "Ai Timor" e a generosidade do músico.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
São Tomé e Príncipe entra numa nova fase política com reeleição de Carlos Vila Nova

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 9:41


A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse.  É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.

Semana em África
Semana de campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe e activismo em prol da libertação de Simões Pereira em Bissau

Semana em África

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 10:50


A actualidade luso-africana ficou marcada, esta semana, pelo fim da campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe, com declarações dos quatro candidatos à magistratura suprema. A prisão preventiva de Domingos Simões Pereira na Guiné-Bissau gerou reacções a nível internacional e a defesa do líder do PAIGC conta agora com um advogado senegalês radicado em Dacar. Em Cabo-Verde, o primeiro-ministro foi acusado de vários crimes pelo Ministério Público, juntamente com três vereadores da Cidade da Praia, incluindo corrupção passiva, falsificação de documentos públicos e burla qualificada. Em São Tomé e Príncipe, mais de 142 mil eleitores são chamados às urnas, este domingo 19 de Julho. A RFI deu voz aos quatro candidatos à magistratura suprema. O Presidente cessante, Carlos Vila Nova, descarta advogar no seu programa a mudança do regime constitucional do arquipélago. O deputado e candidato Nito Abreu pronunciou-se sobre o sistema semi-presidencialista em vigor no arquipélago, que não considera ser um problema. O advogado Miques João alega não estar animado por um espírito de vingança, apesar de ter sido detido e de ter estado ligado à defesa do único civil condenado na sequência do caso 25 de Novembro de 2022 e o ataque ao Quartel general. Por fim o jurista, Eugénio Tiny, sem apoios partidários, descarta qualquer nececessidade de se aumentar os poderes do Chefe de Estado. A fechar a campanha eleitoral, o analista político são-tomense Abílio Neto considera que estas eleições presidenciais vão influenciar as legislativas marcadas para o próximo mês de Setembro.  "Vão influenciar muito porque todo o quadro político-partidário está fraccionado, está debilitado. Os partidos tradicionais estão todos eles a viver à base de conflictualidade intensa entre facções. Para mim, essa é que é a perspectiva interessante: tentar perceber se, na sociedade civil são-tomense, se a cidadania são-tomense está capaz de propor alternativas, muito mais do que olhar para o quadro tradicional dos partidos políticos, onde não se vê que venha nada de novo nem nada de especialmente interessante", analisou Abílio Neto.  Relativamente à Guiné-Bissau, a equipa de defesa de Domingos Simões Pereira, em prisão preventiva desde 11 de Julho, fica agora reforçafa com o advogado senegalês Boukounta Diallo, residente em Dacar. Boukounta Dialo denuncia uma justiça selectiva em termos de golpes de estado e questiona: que legitimidade tem uma acusação de tentativa de golpe quando efectuada por militares golpistas?  Em Paris, por ocasião de uma conferência organizada pela comunidade guineense, o presidente do PAIGC na diáspora, Francisco de Sousa Graça, apelou à acção da comunidade internacional, e apresentou os objectivos do "Livro Branco", documento que apresenta recomendações de sanções contra as autoridades golpistas de Bissau.  De notar que a cimeira da Cedeao decorre este domingo em Freetown, na Sierra Leoa, um evento em que a situação da Guiné-Bissau deverá ser debatida.  Quanto à revisão constitucional anunciada pelos militares e prevista para 30 de Agosto, um colectivo de 5 partidos políticos enviou na quarta-feira uma carta ao Presidente da transição, General Horta Inta-a, formulando uma série de exigências. Idrissa Djaló, é líder do PUN, Partido da Unidade nacional, que integra este colectivo, ele apela ao levantamento da proibição de reuniões afectando a liberdade de expressão. Em Cabo-Verde,  o Ministério Público acusou o Primeiro-ministro Francisco Carvalho e três vereadores da Cidade da Praia de mais 107 de crimes, incluindo corrupção passiva, falsificação de documentos públicos, burla qualificada, abuso de poder e atentado contra o estado de Direito Democratico. Por sua vez, Francisco Carvalho caracterizou esta acusação do Ministério Público como uma tentativa de golpe de estado disfarçada de oposição. 

Diplomatas
“Quem está a dar cabo da Rússia é o Presidente Putin e as suas aventuras ucranianas”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 29:42


O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como grande tema a defesa europeia, com a análise a centrar-se no que saiu da cimeira da semana passada da NATO em Ancara, na Turquia; e no encontro da Coligação de Vontades de apoio à Ucrânia realizado na segunda-feira em Paris, França. Carlos Gaspar (IPRI-Nova) e Teresa de Sousa reflectiram sobre o actual estado das relações transatlânticas, os planos de investimento da Europa em defesa, as novas capacidades estratégicas da Ucrânia e o discurso de Emmanuel Macron nas comemorações do Dia da Bastilha. No final do episódio, o investigador e a jornalista discutiram a estratégia de Donald Trump e da Administração dos Estados Unidos no conflito com o Irão e a forma como o tema está a ser discutido no debate público interno norte-americano. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de um tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
São Tomé e Príncipe: mudança de nome e de bandeira defende Eugénio Tiny

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 7:11


O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial.  Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo.   Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total !   Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões !   Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?!   E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de  São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe,  e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto.  Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado:  para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.

Convidado
São Tomé e Príncipe: Candidato Miques João concentrado no povo

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Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 7:06


Miques João, candidato independente, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Este conhecido advogado é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato, muito implicado na defesa do único civil condenado no caso do ataque contra o Quartel general a 25 de Novembro de 2022, afirma que o povo é que o move. A campanha, de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos como convidado o candidato Miques João, que concorre pela segunda vez às presidenciais em São Tomé e Príncipe. Miques João, que esteve preso por razões infundadas, segundo ele, encontra-se há dez meses em liberdade e disse que não tem espírito de vingança, afirmando mesmo o que lhe move é o povo. Quem montou as suas coisas vai desmontar sozinho, ou seja, já desmontaram. Eu estou há dez meses em liberdade, como se pode aperceber, e as pessoas todas que fizeram correr ou esconder, sabem o que fizeram. Eu não tenho espírito de vingança de ninguém. As pessoas, quando fazem alguma coisa errada, eu chamo a atenção, porque não deve ser, para corrigir, mas cada um responderá pelos seus actos conforme os seus métodos. A minha preocupação e minha concentração são para o povo. É só o povo que me interessa. Porque se não fosse o povo, senhor, eu estaria morto. O povo agora quer esclarecimento e o meu objectivo é esclarecer o povo e dizer ao povo com quem pode contar, o que povo pode contar e como é que pode contar. Porque o povo agora vai decidir, é a vez do povo decidir. O povo tem que decidir de forma esclarecida para que, após tomar a decisão 19 de Julho, ser capaz de assumir ou aguentar as consequências das suas decisões durante cinco anos. Porque o poder pertence ao povo e o povo é para o povo e só para o povo, por exemplo, que eu estou a concorrer. Interrogado sobre o exercício da democracia em São Tomé e Príncipe e o papel do Presidente da República  Miques João respondeu: O que temos assistido nesses 35 anos, 36 anos de democracia é confusão. Cada um quer mostrar poder e eu não estou cá para isso. O Presidente da República, eu, caso o povo assim decidir, estarei cá como árbitro para fazer o seguinte: não sou árbitro para pôr regras nisso, por ordem. Quando houver confusões, eu vou intervir para fazer parar a confusão. Nós temos essa tendência, o Presidente da República, em princípio, no âmbito dos poderes que tem na Constituição, ele tem capacidade de fazer três tipos de coisas. Eles funcionam como para estabelecer as regras e fazer o jogo democrático funcionar. A dada altura, ele também funciona como polícia. Quando houver violações, ele aplica a sanção. E, por fim, ele funciona como bombeiro para apagar fogos. Quando vemos a Assembleia com muita inconveniência, a querer sobrepor o Presidente da República, querer sobrepor-se à vontade do povo, dissolvemos a Assembleia, mandamos novamente, devolvemos poder ao povo. Está na lei. O presidente tem poder de dissolver a Assembleia e voltar a devolver poder ao povo. Admite que, se for eleito Presidente da República, trabalhará com todos os órgãos para que se possa atingir os objectivos do Estado. Enquanto Estado, esses órgãos de soberania têm que agir em interacção para exaurir o objectivo do Estado. Não podem efectivamente estar. E o Presidente tem essa função. Por isso que assegura o regular funcionamento da gestão democrática e permite que os objectivos de Estado sejam atingidos. E muita gente está a fazer confusão. Quando nós falamos dos objectivos do Estado, todos os órgãos de soberania devem concorrer para os objectivos de Estado. É por isso que existe hierarquia no Estado e o Presidente da República é o chefe do Estado. Está na Lei número 1 do artigo 77. E enquanto Chefe do Estado, cabe garantir que o Estado funciona. E é nessa conjuntura que esse exercício deve ser feito. Na lógica de que o poder que o povo nos dá, porque o poder não nos pertence, o povo dá um mandato, ora de cinco anos, ora de quatro anos, ora de três anos, para fazer cumprir o objectivo do Estado. E este mandato deve ser cumprido. O que está a acontecer em São Tomé e Príncipe é que cada um dos órgãos de soberania, uma vez eleitos ou empossados, indicados, pegam o poder que recebem, fazem como se fosse a sua propriedade e tornam-se o Estado dentro do Estado a impedir ou a tornar o estado disfuncional. Isto vai acabar. O Presidente da Republica tem aquela missão enquanto chefe de Estado, permitir que o Estado funcione, porque nós somos um colectivo. O Estado é como se fosse uma equipa de futebol. Tome o exemplo de Cabo Verde, como é que foi o jogo? O presidente da República é o treinador. Ele tem que fazer com que a máquina funcione. E fazer a máquina funcionar é começar a efectivamente aplicar a lei e fazer as pessoas entenderem que cada um tem que cumprir o seu papel. Durante muito tempo foram enganando os cidadãos. Não explicaram aos cidadãos como é que as coisas são. É assim: o governo tem o papel de executar a política do Estado, fazer gestão, executar a política do Estado. Repare bem, não se faz eleições para eleger governos nenhum em São Tomé e Príncipe. A eleição é feita para eleger deputados que compõem a Assembleia. E uma vez assembleia constituída, é preciso que o partido que ganhou ou que efectivamente pretende constituir o Governo apresente ao Presidente da República aquilo nós chamamos de sustentabilidade parlamentar. E é a partir daqui que sai o Governo. O Governo é o Executivo. Tanto o governo como órgão de soberania, como os tribunais, não são eleitos, são executivos. Os Tribunais passam por concurso, cidadão vai, concorra e tudo mais, faz concurso público a juiz. Mas dita o direito ao nome do povo, à luz do artigo 120 da Constituição, podem ver. Mas, tanto o governo como os tribunais, não são eleitos directamente pelo povo, Mas já o presidente e os deputados, sim. Tanto é que, repare, o Presidente é o chefe do Estado na hierarquia do Estado e o presidente da Assembleia é o segundo homem do Estado, porque são eleitos directamente pelo povo. Miques João é um dos quatro candidatos às presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.

Renascença - Hora da Verdade
"Em breve podemos começar a ver o Presidente da ciência em ação"

Renascença - Hora da Verdade

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 22:48


No dia em que se debate no Parlamento o estado da Nação, Maria do Carmo Fonseca, Prémio Pessoa em 2010 e conselheira de Estado do Presidente da República, salienta que o país tem “mudado pouco”, registando que “temos sido muito conservadores e têm passado governos que dizem que é preciso reformar e mudar e depois muda-se só um bocadinho”.

Contas do Dia
O sistema de recrutamento da CReSAP está a funcionar mal?

Contas do Dia

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 7:11


O Presidente da CReSAP, que é o instituto que recruta dirigentes para os cargos de chefia no Estado, deu uma entrevista onde crítica o atual sistema de recrutamento. Análise de Pedro Sousa Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
São Tomé e Príncipe: Candidato Carlos Vila Nova descarta revisão da constituição

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 7:34


São Tomé e Príncipe vai a votos neste domingo para escolher o seu Presidente. A RFI ouve esta semana os 4 candidatos ao escrutínio. A começar nesta segunda-feira com o presidente cessante Carlos Vila Nova. Ouvido por Maximino Carlos, o nosso correspondente, ele descarta advogar no seu programa a mudança do regime constitucional do arquipélago. A campanha de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos hoje como convidado o candidato Carlos Vila Nova, que concorre a sua própria sucessão. Sobre o Processo de 25 de Novembro de 2022, que causou a morte de quatro civis no Quartel general das Forças Armadas o candidato Carlos Vila Nova disse que é um assunto de Estado, por isso cabe ao Estado resolver este problema.   O Processo de 25 Novembro é um assunto sério que tem que ser tratado com o cuidado que ele merece. Não estou a justificar seja o que for. Era mais qualquer coisa do que a subversão. Mas deixemos isso para que a justiça resolva.   No tocante à revisão constitucional, Carlos Vila Nova disse que não é sua intenção fazer uma alteração e até afirmou que convive com o actual sistema.   Ao abordar a revisão constitucional, fui suficientemente claro: Não é meu objectivo nem a intenção fazer uma revisão constitucional para a alteração do regime. Eu convivo bem com o sistema actual. Aliás, é nesse sistema que eu me candidatei e volto a me candidatar. Quanto a isto os são-tomenses devem estar tranquilos porque não é por aí. Não pretendo ir por aí. O que eu pretendo é que de facto, aqueles sinais pouco claros na Constituição que permitem a introdução e a interferência de um órgão no outro, porque eu também não gosto quando o outro órgão entra nas competências do Presidente da República. Porque dificulta, isto sim... Se há coisas, há matérias em que nós poderíamos estar de acordo... Não é preciso uma maioria de um bloco. É preciso é que entre exactamente, e no Parlamento se encontra a razão com as propostas, porque só passa aquilo com que todos estiverem de acordo. Isto é que eu partilho. Até porque, volto a dizer se é de lei. Portanto, a pergunta era sobre  o regime e depois o futuro do governo de salvação? Nós não sabemos. Vai depender do que sair das eleições de Setembro. Temos que aguardar para ver. Ninguém. Não sabemos o que vai acontecer.   A emigração é um dos assuntos que tem vindo a ser debatido em São Tomé e Príncipe, sobretudo da população jovem. Carlos Vila Nova disse que este não é um fenómeno novo, mas, entretanto, enquanto uma figura de Estado também está preocupado com este assunto.   O candidato Carlos Vila Nova, ainda Presidente da República, deu-se conta desse fenómeno Também um bocado antes de todos os outros actores políticos desse país. Se não me falha a memória, foi em finais de 2023. Tanto é que houve uma reportagem feita por um gabinete que não foi suficientemente ilustrativo, mas já foi bastante bom. E eu falava naquela altura que já estávamos a caminho de quase um quarto [da população a viver fora]. Eu fui desmentido com baixeza pelo então primeiro ministro e com ataques coordenados políticos. Sem perceber porquê ! Porque naquela altura até sentia que era um projecto para São Tomé e Príncipe em 2022/2003. O Presidente ainda estava convencido que o projecto do partido que sustentava o governo era um projecto para São Tomé e Príncipe. Mas, infelizmente dei-me conta que era um projecto pessoal. Bom, isso são outros contos. Também podemos chegar lá. E quando eu levanto essa questão, sou fortemente atacado. Mas com a mesma serenidade, porque precisamos de um presidente suficientemente sereno em São Tomé e Príncipe para manter o equilíbrio e a estabilidade. E o que é que eu pedi na altura ? Não eram os números com que me preocupava. Era uma estratégia política para lidar com a questão, porque estavam na altura a sair eminentemente jovens abaixo dos 35 anos. Hoje já não. Hoje há outras faixas etárias a acompanhar esse movimento. E não nos esqueçamos que uma boa parte dessa ligação, por razões de saúde, sobretudo pela hemodiálise, que é a desconexão total da pessoa com as suas famílias, e com o seu berço. Elas não podem voltar por enquanto. Mas essa estratégia não foi feita e hoje nós temos numa listagem, chamemos um "top dez". São Tomé e Príncipe é o nono país, é o nono desse "top10" de imigrantes em Portugal. Portanto não é o maior, é o nono. Praticamente só o Paquistão está abaixo de nós. Mas qual é a preocupação de 2021 a 2025? É a que mais cresceu: 263% ! Então nós precisamos de uma estratégia para lidar com a questão, porque nem todos estão a ser bem sucedidos lá. E por vergonha e por outras razões, mesmo colocando condições de regresso, não vêm. E temos que encontrar saída para isso. Há os que estão a serbem sucedidos. Também temos que ter uma estratégia para os que estão a ser bem sucedidos contribuírem positivamente para a melhoria do crescimento económico e da melhoria das condições de vida em São Tomé. Porque são santomenses !  Qual é o país que não recebe contributos, não abraça a sua diáspora para construir o país ? Não vou citar nomes porque eu não gosto muito da comparação, de um ou outro país, porque são diferentes: Europeus,  Africanos, todos fazem. Então nós temos que fazer isso. Portanto, isto é matéria para a próxima legislatura nos ocuparmos bem, porque é uma questão que já preocupa a muita gente a sair. São cerca de 46.000 que estão em Portugal e para uma população de 230.000 ou 240.0000, 46 1000 é muita gente !   Relativamente a uma coabitação com o governo Carlos Vila Nova disse que quem escolhe o governo é o povo e que estaria disposto a conviver com o governo que saísse das próximas eleições. Porque quem escolhe o futuro governo é o povo, através das escolhas que faz de partidos políticos e da sustentabilidade parlamentar. E eu terei que trabalhar com o primeiro ministro que sair do fruto dessas eleições em condições muito simples, no respeito dos limites da Constituição, desde que haja o respeito mútuo, a lealdade e condições de diálogo permanente. Porque mesmo não havendo convergência, temos de continuar a conversar e a encontrar caminhos para o bem de São Tomé e Príncipe. Este é o mecanismo que eu me preparei para lidar com os partidos e as próximas eleições legislativas. Carlos Vila Nova é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais de 19 de Julho, em São Tomé e Príncipe.

Um dia no Mundo
A explosiva prenda de Erdogan aos líderes na Cimeira da Nato

Um dia no Mundo

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 4:43


O Presidente da Turquia ofereceu revólveres personalizados com munição real e gerou perplexidade diplomática. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resposta Pronta
Almada. APA: "Reservatórios estão a recuperar os níveis"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 5:10


O Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, adianta que os reservatórios de água em Almada estão a recuperar os níveis. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Soundbite
Seguro esteve bem na reprimenda ao ministro da Educação?

Soundbite

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 9:32


O Presidente da República afirmou nesta quarta-feira esperar que os problemas na classificação dos exames nacionais sejam rapidamente resolvidos e que a confiança no sistema de avaliação fique intacta. António José Seguro espera que, findo o processo de classificação, a “relação de confiança que existe com o sistema de avaliação continue intacta”. O tema vai ser abordado com o primeiro-ministro na reunião semanal desta quinta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
"Visita de Emmanuel Macron à Síria assinala importante compromisso diplomático"

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 8:01


O segundo dia da visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, à Síria ficou marcado por uma dupla explosão nas imediações do hotel onde estava hospedado. Apesar do incidente, o programa oficial decorreu sem alterações, incluindo a realização do fórum empresarial franco-sírio. Macron tornou-se o primeiro líder de um grande país da União Europeia a deslocar-se à Síria desde o início da reaproximação diplomática entre Paris e Damasco. Para além da dimensão política, a visita evidencia também um forte interesse económico: a França procura assegurar uma posição de destaque no futuro mercado da reconstrução síria, estimado em mais de 216 mil milhões de dólares. João Henriques, vice-presidente do Observatório do Mundo Islâmico, em Portugal, considera que esta visita, marcada por uma forte componente económica, traduz igualmente o compromisso diplomático da França e, em sentido mais amplo, da Europa para com a Síria. O Presidente francês tornou-se o primeiro líder de um grande país da União Europeia a deslocar-se à Síria. Qual é a importância desta visita? A visita de Emmanuel Macron à Síria assinala um importante compromisso diplomático, desde logo por parte da França. A intenção passa por envolver também a Europa neste compromisso com o novo Governo sírio, promovendo a estabilidade regional e criando condições para uma maior abertura à cooperação económica e à reconstrução do país. Ao mesmo tempo, esta visita pode ser entendida como um gesto simbólico de reforço da legitimidade e da liderança do actual Presidente sírio. Este segundo dia da visita de Emmanuel Macron a Damasco ficou marcado por duas explosões, que fizeram vários feridos. Estes acontecimentos demonstram que a Síria continua a enfrentar graves problemas de segurança? Sem dúvida. A segurança interna continua a ser uma enorme preocupação na Síria. Ainda não existem muitos detalhes sobre estas explosões, mas tudo indica que possam ter tido também uma dimensão simbólica. Contudo, o principal desafio continua a ser a presença do Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico, que mantém capacidade para desestabilizar o país e fragilizar os seus alicerces de segurança. Este episódio demonstra igualmente que Damasco continua a ser um ponto vulnerável, o que representa uma preocupação permanente para as actuais autoridades sírias. No passado mês de Março, peritos da ONU afirmavam que o país continua a enfrentar desafios no caminho para uma governação inclusiva e para o Estado de direito. Em que ponto se encontra actualmente a Síria? Se a Síria pretende alcançar uma verdadeira normalização diplomática com a Europa e, eventualmente, com os Estados Unidos, terá de apresentar garantias credíveis por parte das autoridades de Damasco. Essas garantias passam, sobretudo, pelo respeito pelos direitos humanos, pelo funcionamento da justiça e pelo fortalecimento do Estado de direito. São precisamente estas questões que continuam a alimentar as reservas de muitos sectores europeus e norte-americanos relativamente ao restabelecimento pleno das relações diplomáticas. Ainda há muito trabalho a fazer a nível interno antes que esse progresso possa reflectir-se positivamente nas relações da Síria com os países que pretendem apoiar a sua reconstrução. Essa falta de garantias continua também a dividir os países europeus? Sim. No seio da Europa continuam a existir posições muito diferentes. Há quem não acredite que um antigo dirigente ligado a grupos classificados internacionalmente como terroristas tenha alterado verdadeiramente o seu percurso e possa hoje assumir-se como um factor de estabilidade interna e regional. Essa desconfiança mantém-se e continua a influenciar o debate político europeu. Muitos consideram que as mudanças não podem ser avaliadas apenas pelas declarações das novas autoridades e que será necessário tempo para comprovar a sua consistência. A França parece acreditar mais nessa evolução. Emmanuel Macron afirmou que pretende reforçar a cooperação económica e apoiar a reconstrução do país, fazendo-se acompanhar por representantes de várias empresas francesas, nomeadamente CMA CGM e ToltalEnergies. Que oportunidades oferece actualmente a Síria aos interesses franceses? A Síria oferece um potencial significativo para o desenvolvimento de relações económicas e comerciais. No entanto, esse potencial só poderá concretizar-se plenamente se a situação interna evoluir para um cenário de maior estabilidade. É precisamente esse o argumento utilizado pelos sectores que se opõem a esta aproximação: consideram prematuro investir, enquanto persistirem dúvidas sobre a segurança e a evolução política do país. Essa oposição existe também em França e reflecte igualmente as reservas que continuam presentes noutros países europeus. Que impacto poderá ter a participação francesa na reconstrução de sectores como o turismo, a agricultura, a indústria, a energia ou as obras públicas? Naturalmente que Emmanuel Macron não avançou para esta missão sem ter presente essa dimensão económica. A reconstrução da Síria representa uma oportunidade importante para empresas francesas em vários sectores estratégicos. Ao mesmo tempo, Macron enfrenta dificuldades políticas internas e procura também afirmar a influência internacional da França. Esta aproximação à Síria permite-lhe reforçar o papel francês na região, mas também procurar benefícios económicos para o país. Trata-se, por isso, de um desafio simultaneamente diplomático, económico e político. Nesta visita, com uma forte componente económica, são esperados acordos com empresas francesas, incluindo nos sectores dos transportes, da energia e da aviação. Emmanuel Macron procurou antecipar-se ao encontro entre o Presidente sírio e o Presidente dos Estados Unidos? Em parte, sim. A visita de Emmanuel Macron reforça um processo que já vinha sendo desenvolvido através da reabertura de canais diplomáticos com Damasco. Os Estados Unidos continuam cautelosos relativamente à situação de segurança e às garantias políticas oferecidas pelas novas autoridades sírias. Ainda assim, esta iniciativa francesa poderá abrir caminho a um maior envolvimento norte-americano, sobretudo numa altura em que Washington já admitiu aliviar ou levantar parte das sanções impostas à Síria. Para os Estados Unidos, esta poderá também representar uma oportunidade para reforçar a sua influência no Médio Oriente, numa estratégia que já tem sido visível através do aprofundamento das relações com vários países do Golfo. Julgo que Donald Trump tenderá a privilegiar uma lógica de custo-benefício e, nesse contexto, poderá considerar que uma aproximação à Síria serve os interesses estratégicos norte-americanos. Nesse sentido, os Estados Unidos parecem estar, por agora, a acompanhar uma dinâmica que foi iniciada sobretudo pelos europeus. E nomeadamente pela França... Exactamente. A França está, neste momento, a assumir a dianteira desse processo de reaproximação diplomática.

Explicador
Vouzela. "Incêndio tem várias frentes ativas"

Explicador

Play Episode Listen Later Jul 4, 2026 14:18


O Presidente da Câmara de Vouzela diz que a noite foi mais calma, mas avisa: "Aparências iludem". O autarca pede reforço de meios: "Nunca são suficientes".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resposta Pronta
FEPONS: "Estamos com risco quase vermelho de afogamento"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 4:32


O Presidente da Federação de Nadadores Salvadores recomenda a procura de zonas vigiadas e a vigilância das crianças para evitar tragédias. A Federação também reuniu-se hoje com a DGS.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 06/06/2026 | Flávio apoia decisão de Trump / EUA apoiam o presidente da Bolívia

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 243:18


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (06): O senador Flávio Bolsonaro defendeu publicamente a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, afirmando que a medida trará uma “asfixia financeira” para as facções criminosas. Enquanto aliados políticos apoiam o movimento, a decisão gera forte debate no Palácio do Planalto e entre analistas de segurança pública sobre uma possível interferência na soberania nacional. Reportagem: André Anelli. Os Estados Unidos e países da América Latina, integrantes do grupo "Escudo das Américas", assinaram um documento de apoio ao presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O líder direitista enfrenta fortes protestos, bloqueios de estradas por caminhoneiros e agricultores, além de pedidos de renúncia devido a reformas econômicas. O governo boliviano acusa o ex-presidente Evo Morales de coordenar as manifestações para desestabilizar o país. Reportagem: Luca Bassani. A seleção do Irã garantiu os seus vistos para entrar nos Estados Unidos e disputar a Copa do Mundo de 2026, após semanas de incerteza diplomática. A autorização foi concedida apenas dez dias antes da estreia da equipe, em meio ao acirrado conflito militar e político entre Washington e Teerã. O governo do Brasil corre contra o tempo para estender o prazo de negociação com os Estados Unidos e evitar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre os produtos nacionais. A medida, imposta pela gestão de Donald Trump, coloca em xeque a relação comercial e geopolítica entre os dois países. Enquanto Brasília tenta blindar o Pix das tratativas e esticar as conversas até meados de julho, analistas debatem se a ameaça norte-americana é uma estratégia de pressão econômica ou um movimento político para frear o protagonismo do Brasil na América do Sul. O novo tarifaço de até 25% sobre importações brasileiras, gera alerta nas relações comerciais entre os dois países. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste sábado (06), o professor Igor Lucena explicou que a medida norte-americana possui um caráter político e busca forçar um alinhamento econômico e ideológico do Brasil com os Estados Unidos. A Polícia Federal estuda incluir o nome do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na "Difusão Prateada" da Interpol, mecanismo internacional voltado ao rastreio e bloqueio de ativos financeiros no exterior. A medida busca mapear o patrimônio ocultado pelo empresário, investigado na Operação Compliance Zero por fraudes bilionárias estimadas em mais de 80 bilhões de reais envolvendo o Banco Master. Reportagem: Raphaella Almeida. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o trabalhador brasileiro prioriza estabilidade no emprego e o regime CLT, mesmo diante das discussões sobre o fim da escala 6x1. O estudo aponta que, embora o salário continue sendo o principal atrativo, a busca por segurança social e flexibilidade, como o home office, ganha força. O ministro Edson Fachin rejeitou o pedido de suspeição e remoção de Kassio Nunes Marques da relatoria do processo que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado. A decisão foi estritamente processual, sob a justificativa de que o questionamento apresentado por parlamentares foi feito fora do prazo legal. Com isso, Nunes Marques segue à frente do caso, gerando debate entre analistas sobre os critérios de neutralidade e ética na Suprema Corte. Reportagem: Raphaella Almeida. Os Estados Unidos classificaram oficialmente as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, gerando repercussão imediata nos bastidores de Brasília. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã deste sábado (06), o especialista em segurança pública Coronel Frederico Afonso analisa os impactos práticos da medida na soberania nacional, no controle de fronteiras e no sufocamento financeiro das organizações. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Passando a Limpo
Taxas, soberania e agro

Passando a Limpo

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 29:43


Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta quarta-feira (3), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula. Na pauta, a China reconhecer o Brasil como livre da febre aftosa. O Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, conversa sobre a escala 6x1. O programa também conta com o correspondente em Portugal, Antônio Martins.

História FM
O presidente que quase foi canibalizado - História FM Drops 005

História FM

Play Episode Listen Later May 25, 2026 16:55


Durante a Segunda Guerra Mundial um homem se salvou por pouco de ser capturado e canibalizado pelos japoneses. Anos depois ele se tornaria presidente.Roteiro e Apresentação: Icles RodriguesEdição: João Victor VilaInstagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠@iclesrodrigues⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Colabore com nosso trabalho em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/obrigahistoria

Embolada
Embolada #405 - Entrevista com o presidente do Náutico, Bruno Becker

Embolada

Play Episode Listen Later May 19, 2026 73:09


Em entrevista com os jornalistas João de Andrade Neto e Lucas Holanda, o presidente alvirrubro falou de assuntos importantes como o debate no Conselho Deliberativo sobre o orçamento financeiro do clube para 2026, a destinação do dinheiro da indenização pelo rompimento de contrato com a Arena de Pernambuco, busca por reforços na próxima janela de contratações e a avaliação do trabalho dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos.

Momento Agrícola
2026.05.16-2 O Sucesso do Congresso da Abramilho, com Paulo Bertolini.mp3

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later May 16, 2026 11:38


O Presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, fala sobre o sucesso que foi o 4o Congresso da entidade, que aconteceu em Brasília, nessa semana. E contou com lideranças políticas importantes, como o vice presidente Geraldo Alckmin, o novo Ministro da Agricultura André de Paula e o Embaixador Chinês no Brasil, Zhou Qingqiao.

Catalisadores
O Presidente Como 'Primeiro Entre Iguais' — O Que Isso Significa

Catalisadores

Play Episode Listen Later May 13, 2026 84:53


Neste vídeo, exploramos a fundo as responsabilidades e os limites do cargo de presidente na estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Diferentemente do modelo corporativo, o presidente adventista não atua como um CEO solitário, mas sim como um facilitador de comissões e um "primeiro entre iguais". O que você vai aprender: 1. A Distinção Crucial: Por que o presidente preside processos, mas não decide sozinho. 2. O "Ancião Chefe": A responsabilidade pastoral e o bem-estar espiritual das igrejas no território. 3. Administração Compartilhada: Como funciona o trio administrativo (Presidente, Secretário e Tesoureiro). 4. Sinais de Alerta: Como identificar quando a liderança saudável se torna dominação autoritária. 5. Liderança Forte vs. Dominação: Dicas práticas para liderar com humildade e eficiência. Este estudo é essencial para pastores, líderes de igreja e membros que desejam entender como as decisões são tomadas e como a governança bíblica protege a missão da igreja contra o acúmulo de poder. VINTE PERGUNTAS PARA REFLEXÃO Sobre Estilo de Liderança 1. Você (ou o presidente que você conhece) atua mais como CEO ou como presidente de comissão? Quais comportamentos específicos indicam uma ou outra coisa? 2. Nas reuniões que você preside, quanto do tempo de fala é ocupado por você? Você fala primeiro ou por último nas discussões importantes? 3. Quando foi a última vez que a comissão decidiu diferente do que você queria? Como você reagiu — interna e externamente? 4. Há espaço real para discordância nas reuniões que você preside? Quando foi a última vez que alguém discordou abertamente de você? 5. Você incentiva ativamente a discordância ou apenas a tolera quando surge? Sobre Relacionamentos 6. Como é a qualidade da relação entre presidente, secretário e tesoureiro em sua organização? É parceria genuína ou hierarquia disfarçada? 7. Quem são seus "truth-tellers" — pessoas que lhe dirão verdades difíceis mesmo quando dói? Você os cultiva ou os evita? 8. Seus pastores confiam em você o suficiente para trazer más notícias? Ou filtram para proteger você — ou a si mesmos? 9. Você tem relacionamentos significativos fora do círculo profissional? Ou todos os seus relacionamentos são mediados pelo cargo? Sobre Processos 10. Seus membros de comissão recebem informação com antecedência suficiente para estudar? Ou são frequentemente surpreendidos na reunião? 11. As atas de suas reuniões refletem o que realmente aconteceu? Ou são editadas para parecer melhor? 12. Como você lida com os limites do seu cargo? Você os aceita como design saudável ou os ressente como obstáculos? Sobre Legado e Transição 13. Você está desenvolvendo sucessores ativamente? Ou concentrando conhecimento e relacionamentos em si mesmo? 14. Se você deixasse o cargo amanhã, a organização estaria preparada para funcionar? Ou entraria em crise por depender demais de você? 15. Quando você imagina seu legado, o que vê? Realização pessoal e reconhecimento? Ou organização fortalecida que florescerá após sua saída? Sobre Vida Pessoal 16. Como está sua vida espiritual pessoal — não a profissional, mas a íntima com Deus? Você tem tempo protegido para oração, estudo, reflexão? 17. Como está sua família? Seu cônjuge se sente parceiro e prioridade? Seus filhos conhecem você profundamente ou apenas seu cargo? 18. Você consegue dizer não a demandas que não são prioritárias? Ou diz sim a tudo e se sobrecarrega cronicamente? 19. Você tem hobbies, interesses, relacionamentos que não têm nada a ver com seu trabalho? Ou o cargo consumiu tudo? A Pergunta Final 20. Se Jesus fosse avaliar como você exerce presidência — não sua teologia, mas sua prática concreta de liderança — o que Ele diria? Onde você O estaria honrando? Onde precisaria mudar? Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042

Explicador
Tribunal Constitucional. Porque renunciou o Presidente?

Explicador

Play Episode Listen Later May 12, 2026 16:45


José João Abrantes, invocou "razões pessoais e institucionais" para renunciar. Tiago Duarte, professor e constitucionalista, diz que a decisão "deve ser louvada" e que é "a bem do interesse público".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Semana em África
África lusófona entre crises sanitárias, xenofobia e desafios de segurança

Semana em África

Play Episode Listen Later May 8, 2026 7:10


Da vigilância internacional ao cruzeiro Hondius afectado por um surto de hantavírus, ao agravamento da violência xenófoba na África do Sul que já provoca o regresso de moçambicanos ao país, a semana ficou marcada pela persistência da ameaça terrorista em Cabo Delgado e pelo reaproximar diplomático entre França e Argélia.  A OMS afastou o cenário de uma nova pandemia e considerou o risco “baixo” e “limitado”. O navio Hondius seguiu da Praia para Tenerife, onde os passageiros devem ser evacuados sob vigilância médica. Cabo Verde garante que todos os procedimentos seguiram as normas internacionais. Na África do Sul, a violência xenófoba voltou a provocar tensão regional. O Governo sul-africano reagiu às críticas internacionais depois de protestos contra migrantes, defendendo que a instabilidade política e a má governação em vários países africanos estão na origem dos fluxos migratórios. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, exigiu o fim da violência contra estrangeiros durante um encontro com Cyril Ramaphosa, em Pretória. Em resposta ao aumento de cidadãos em fuga, Moçambique anunciou medidas de acolhimento em Ressano Garcia, principal fronteira entre os dois países. Ainda em Moçambique, o ministro da Defesa, Cristóvão Chume, reconheceu a continuação dos ataques armados em Cabo Delgado. O governante admitiu dificuldades no controlo das fronteiras e no combate às redes de apoio logístico dos grupos armados. Entretanto, França e Argélia continuam a aproximar-se diplomaticamente após meses de tensão. Emmanuel Macron anunciou o regresso do embaixador francês a Argel e o envio de representantes franceses às cerimónias evocativas do massacre de Sétif, símbolo da memória colonial argelina. Apesar do degelo diplomático, continuam pendentes vários pontos de divergência entre os dois países.

Ideias Feitas
Um país onde nem o presidente é Seguro

Ideias Feitas

Play Episode Listen Later May 6, 2026 5:03


Alberto Gonçalves comenta o assalto à residência vizinha de António José Seguro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

SBS Portuguese - SBS em Português
Donald Trump afirma que os EUA vão escoltar navios no Estreito de Ormuz | Notícias 4 de maio

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later May 4, 2026 9:20


Notícias do dia: Donald Trump afirma que os EUA vão começar a escoltar navios através do Estreito de Ormuz. Três pessoas morreram num surto de síndrome respiratória aguda a bordo de um navio de cruzeiro que fazia a ligação entre Ushuaia e Cabo Verde. Ativistas dizem que a resposta do governo australiano aos cidadãos australianos a bordo da Flotilha Global Sumud é inaceitável. Um tribunal de Israel prolongou por mais 48 horas a detenção de dois ativistas de uma flotilha de ajuda a Gaza. O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, promulgou este domingo o decreto do parlamento que altera a Lei da Nacionalidade. Novo Desenrola Brasil será lançado esta segunda-feira, 4 de maio.

Passando a Limpo
Desafios das cidades em períodos de chuva intensa

Passando a Limpo

Play Episode Listen Later May 4, 2026 24:58


Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta segunda-feira (4), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com a Diretora executiva da Habitat Brasil, Socorro Leite, sobre os desafios das cidades em períodos de chuva intensa. O Presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, repercute o impacto do abastecimento de água devido às chuvas intensas registradas nos últimos dias em Pernambuco.

Expresso - Comissão Política
Transparência e opacidade, o choque entre as mais altas figuras do Estado

Expresso - Comissão Política

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 51:04


Neste episódio da Comissão Política, debatemos os discursos na cerimónia do 25 de Abril. O Presidente da República, António José Seguro, foi inequívoco no discurso que fez a favor da transparência e do escrutínio dos responsáveis políticos, com enfoque na publicidade dos donativos aos partidos. Foi um contraste total com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que fez uma caricatura das obrigações declarativas dos titulares de cargos públicos, e alinhou com as posições do topo do PSD, a favor de um alívio dos mecanismos da transparência. Depois, ainda tentámos interpretar as palavras de Pedro Nuno Santos, no seu regresso ao Parlamento e não foi fácil. Os comentários são de João Pedro Henriques, jornalista do Expresso, Liliana Valente, coordenadora da secção de Política, e Eunice Lourenço, editora de Política, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Salomé Rita e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
Trump aproveita atentado para exigir que se acabe a construção do salão de baile na Casa Branca

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 15:16


Há ainda muita coisa por esclarecer na tentativa de ataque em Washington, num evento de sábado à noite onde estava Donald Trump. O Presidente quis falar nessa mesma noite e aproveitou para lembrar como o salão de baile que quer construir na Casa Branca poderia evitar atentados deste tipo. No domingo, em entrevista à FOX News, voltou a falar do assunto para exigir que termine o embargo às obras. Neste episódio, conversamos com o comentador da SIC João Maria Jonet. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Comissão Política
“Só o governo pode salvar Seguro de uma primeira derrota”. Será?

Expresso - Comissão Política

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 45:30


O Presidente recebe a UGT, antes da decisão final sobre a revisão do Código Laboral. Terá Seguro um papel nesta negociação ou resta-lhe vetar o que o Parlamento aprovar. Nesta Comissão Política, analisamos as opções Incomodada com a pressão do Presidente, a UGT vai a Belém esta semana, antes da sua decisão final sobre as negociações. Neste episódio da Comissão Política, analisamos as opções da central sindical, do Governo e do próprio Presidente, sobre uma legislação que já teve destino quase traçado, mas que ainda terá várias sequelas. Comentários de Eunice Lourenço, Rita Dinis e Vítor Matos, com moderação de David Dinis, sonoplastia de Salomé Rita e ilustração de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
David Dinis: “Veremos se o governo vai para as negociações no Parlamento mais disposto em ceder ao Chega do que esteve em ceder à UGT”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Apr 20, 2026 14:25


O Secretariado da UGT volta a reunir na quinta-feira para decidir novamente sobre a sua posição face ao pacote legislativo que o governo quer aprovar no Parlamento para alterar a legislação laboral. O Presidente da República convocou todos os parceiros sociais para reuniões no dia anterior à decisão da central sindical. Em última instância, é sempre o Parlamento que tem de aprovar o pacote legislativo. Veremos se o governo vai mais longe nas cedências ou fica aquém do que já tinha feito. Para reflectir sobre o que está em jogo neste momento, conversamos com o director-adjunto do Expresso, David Dinis. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Frazão: Presidente do BRB preso com propina suspeita de R$ 140 milhões

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 10:48


Felipe Frazão, repórter do Estadão em Brasília, aborda as principais notícias do dia na política brasileira, na coluna 'Sua Política', às terças e quintas, 8h30.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Externas com Caio Blinder: No Dia da Mentira, o show Trump, o presidente pós-verdade

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 13:25


Caio Blinder, integrante do Manhattan Connection, com passagens por O Globo, Folha de S.Paulo, VEJA, Jovem Pan e BBC Brasil, analisa e comenta as relações internacionais, no Jornal Eldorado, às 4ªs e 6ªs feiras, 8h15.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bully Magnets
¿Hongos, Ayatolá o presidente? – Esos Tipos Opinan 697 – #podcast

Bully Magnets

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 176:46


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