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A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
A actualidade luso-africana ficou marcada, esta semana, pelo fim da campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe, com declarações dos quatro candidatos à magistratura suprema. A prisão preventiva de Domingos Simões Pereira na Guiné-Bissau gerou reacções a nível internacional e a defesa do líder do PAIGC conta agora com um advogado senegalês radicado em Dacar. Em Cabo-Verde, o primeiro-ministro foi acusado de vários crimes pelo Ministério Público, juntamente com três vereadores da Cidade da Praia, incluindo corrupção passiva, falsificação de documentos públicos e burla qualificada. Em São Tomé e Príncipe, mais de 142 mil eleitores são chamados às urnas, este domingo 19 de Julho. A RFI deu voz aos quatro candidatos à magistratura suprema. O Presidente cessante, Carlos Vila Nova, descarta advogar no seu programa a mudança do regime constitucional do arquipélago. O deputado e candidato Nito Abreu pronunciou-se sobre o sistema semi-presidencialista em vigor no arquipélago, que não considera ser um problema. O advogado Miques João alega não estar animado por um espírito de vingança, apesar de ter sido detido e de ter estado ligado à defesa do único civil condenado na sequência do caso 25 de Novembro de 2022 e o ataque ao Quartel general. Por fim o jurista, Eugénio Tiny, sem apoios partidários, descarta qualquer nececessidade de se aumentar os poderes do Chefe de Estado. A fechar a campanha eleitoral, o analista político são-tomense Abílio Neto considera que estas eleições presidenciais vão influenciar as legislativas marcadas para o próximo mês de Setembro. "Vão influenciar muito porque todo o quadro político-partidário está fraccionado, está debilitado. Os partidos tradicionais estão todos eles a viver à base de conflictualidade intensa entre facções. Para mim, essa é que é a perspectiva interessante: tentar perceber se, na sociedade civil são-tomense, se a cidadania são-tomense está capaz de propor alternativas, muito mais do que olhar para o quadro tradicional dos partidos políticos, onde não se vê que venha nada de novo nem nada de especialmente interessante", analisou Abílio Neto. Relativamente à Guiné-Bissau, a equipa de defesa de Domingos Simões Pereira, em prisão preventiva desde 11 de Julho, fica agora reforçafa com o advogado senegalês Boukounta Diallo, residente em Dacar. Boukounta Dialo denuncia uma justiça selectiva em termos de golpes de estado e questiona: que legitimidade tem uma acusação de tentativa de golpe quando efectuada por militares golpistas? Em Paris, por ocasião de uma conferência organizada pela comunidade guineense, o presidente do PAIGC na diáspora, Francisco de Sousa Graça, apelou à acção da comunidade internacional, e apresentou os objectivos do "Livro Branco", documento que apresenta recomendações de sanções contra as autoridades golpistas de Bissau. De notar que a cimeira da Cedeao decorre este domingo em Freetown, na Sierra Leoa, um evento em que a situação da Guiné-Bissau deverá ser debatida. Quanto à revisão constitucional anunciada pelos militares e prevista para 30 de Agosto, um colectivo de 5 partidos políticos enviou na quarta-feira uma carta ao Presidente da transição, General Horta Inta-a, formulando uma série de exigências. Idrissa Djaló, é líder do PUN, Partido da Unidade nacional, que integra este colectivo, ele apela ao levantamento da proibição de reuniões afectando a liberdade de expressão. Em Cabo-Verde, o Ministério Público acusou o Primeiro-ministro Francisco Carvalho e três vereadores da Cidade da Praia de mais 107 de crimes, incluindo corrupção passiva, falsificação de documentos públicos, burla qualificada, abuso de poder e atentado contra o estado de Direito Democratico. Por sua vez, Francisco Carvalho caracterizou esta acusação do Ministério Público como uma tentativa de golpe de estado disfarçada de oposição.
O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como grande tema a defesa europeia, com a análise a centrar-se no que saiu da cimeira da semana passada da NATO em Ancara, na Turquia; e no encontro da Coligação de Vontades de apoio à Ucrânia realizado na segunda-feira em Paris, França. Carlos Gaspar (IPRI-Nova) e Teresa de Sousa reflectiram sobre o actual estado das relações transatlânticas, os planos de investimento da Europa em defesa, as novas capacidades estratégicas da Ucrânia e o discurso de Emmanuel Macron nas comemorações do Dia da Bastilha. No final do episódio, o investigador e a jornalista discutiram a estratégia de Donald Trump e da Administração dos Estados Unidos no conflito com o Irão e a forma como o tema está a ser discutido no debate público interno norte-americano. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de um tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O jurista Eugénio Tiny é candidato pela segunda vez consecutiva à Presidência da República em São Tomé e Príncipe. Ele optou por uma campanha sem comícios nem o aparato de outros candidatos ao escrutínio deste domingo no arquipélago equatorial. Eugénio Tiny é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais do São Tomé e Príncipe, agendadas para o próximo domingo. Em primeiro lugar, nós vivemos num país com muita dificuldade. Eu sou professor, dou aulas de manhã, dou à tarde e dou noite na universidade. Acontece, porém, que, por exemplo, há dez meses que não recebo salário. Porquê? Porque na nossa universidade quem paga, portanto, bolsa de estudo são empresas petrolíferas. Mas quando se fala de empresas petrolíferas, eu não posso acusá-las de modo nenhum. São empresas, estão aqui que dão a sua contribuição no quadro de responsabilidade social, vão dando a sua contribuição. Mas não podemos culpá -as porque elas ainda não tiraram um litro de petróleo em São Tomé e Príncipe que eu saiba ! Por isso mesmo temos que encontrar outros meios, outras vias para resolvermos esse problema. Relativamente à questão dos cartazes, etc. Tendo em conta essas mesmas dificuldades, não seria muito de bom tom...Eu, por exemplo, que sou completamente independente, estar aqui com cartazes, com T-shirts, etc. É certo que eu pedi apoio apenas para a questão de materiais não financeiros, porque eu não coloquei dinheiro em lado nenhum para ir pedir dinheiro, portanto pedi se alguém poder ajudar, em questão materiais, tudo bem,. Mas não tendo chegado, eu não ia parar por causa disto. Porque o meu propósito é muito maior que T-shirts, que cartazes com tudo isto !... Ou com a música aqui por trás, quando as pessoas estã na miséria total ! Tem feito mais contacto porta a porta ? Sim,quando no hospital você não tem medicamentos, não tem coisa nenhuma, há muitas dificuldades. Falta muito combustível. Há muitos apagões ! Isso nos últimos dias melhorou relativamente. Melhorou um pouco. Já não está como há coisa de dois, três meses atrás. Já melhorou a coisa sensivelmente de 20 dias, um mês, para ser mais sincero. Já a coisa não está como estava, Já há uma melhoria substancial. Ainda não todo o território nacional, mas já boa parte do país já tem energia de modo regular. Por isso é que no final. Então quem é cartaz, afinal de contas, numa eleição presidencial, é a própria pessoa ?! E o senhor tem ideias que destoam das dos demais candidatos, não é? Gostaria que falássemos, nomeadamente, por exemplo, das suas ideias relativamente à evolução dos símbolos nacionais: a bandeira e também a designação oficial do país. Isto é a minha bandeira, por uma questão de justiça e também do estado atual em que nos encontramos: corrupção por todo o lado ! O país ficou de tal modo corrupto que ninguém mais acredita em nós ! Ora, é preciso a gente mudar. Mudar de fundo. Porque eu tenho dito aos leitores o seguinte não me interessa de modo nenhum que votem em mim se não têm confiança em mim. Não, não vale a pena. Agora, se nós quisermos mudar profundamente o país, eu participo e tenho ideia. O nome do país em vez de República democrática... Democrática, não há nada de democrático ! Vamos pôr a República Centro Equatorial porque nós estamos, de facto, no centro do Equador: República Centro Equatorial ! É que isto não se parece demasiado com a vizinha Guiné Equatorial, por exemplo ? Não, não, não, não, não. Uma coisa, então existe a República do Equador ! República Centro Equatorial, até podemos mudar o nome para outra coisa qualquer ! Mas eu acho que nós estamos efectivamente no centro do Equador. E devemos aproveitar isto também como mais valia para o nosso futuro. Quanto à bandeira actual, a bandeira não representa efectivamente o nosso território. As estrelas que representam as duas ilhas do arquipélago: Você pulava que fossem cinco para representar também os ilhéus, não é? Sim, sim. Os ilhéus fazem parte do arquipélago. São habitáveis? Se são habitáveis. Então porque não fazer parte da bandeira? Se fossem ilhas completamente desertas, não teria qualquer sentido. Eu, como já disse várias vezes, o mar, por exemplo, o azul: são 160.000 quilómetros quadrados e não aparece uma linha azul na nossa bandeira ! E estamos a falar da economia azul. Estamos a falar de quê, afinal de contas? Eu acredito na potencialidade que essa economia pode gerar para a nossa própria economia futura, porque no mar temos tudo ! O território firme é 1001 quilómetros quadrados, o território firme ! Portanto, devíamos fazer uma conjugação aqui para aproveitarmos tudo o que nós temos que a natureza nos deu. Quanto à nacionalidade: nós chamamos os naturais do Príncipe: são são-tomenses ! Porquê que são são-tomenses ? Então por que nós não são príncipienses ? Não, são são-tomenses ! Somos todos portugueses. Até bem pouco tempo éramos todos portugueses ! O que se adequava: o natural de o de São Tomé era natural de São Tomé. O natural do Príncipe era natural do Príncipe, e com nacionalidade portuguesa. Aí não havia qualquer contradição. Agora nós, por sermos ilha maior, impusemos a nacionalidade a naturais do Príncipe, não pode ser ! Se nós formos centro-equatorianos, continuaremos a ser são-tomenses na mesma. A capital vai continuar a ser São Tomé. A única coisa que vamos mudar é a Constituição. Queremos continuar a ser um país democrático. Isso vai adequar a nossa situação e a situação dos naturais do Príncipe. Não haverá aqui qualquer contradição. Sem apoios políticos, Não acha que, de alguma forma, esta eleição já está decidida ? Porque há candidatos que, esses sim, conseguiram apoios de várias franjas políticas, de vários partidos? Em que medida é que ainda há algum suspense relativamente a este escrutínio ? Isso não me espanta coisa nenhuma, porque eu vivo aqui, eu tenho o sentimento geral do país. Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe que representação é que têm ? Dizendo com franqueza, em termos de militantes, as pessoas aderem a este ou aquele partido em razão da pessoa ! É o caso da ADI, temos que ser sinceros nesse aspecto. Não podemos culpar o fulano que está fora do país, que dispõe fulano e fica fulano. Nós estamos aonde, então ? Por que razão isso acontece? Portanto, o que está a faltar aos são-tomenses é sinceridade e nós não vamos a lado nenhum. Se nós não fomos sinceros. Por essa razão eu proponho uma mudança total ! Eu posso dar um exemplo simples : o meu irmão que morreu no mato em Portugal, foi secretário de Estado, foi ministro e ajudou-me bastante para ser quem sou hoje. Como é que as pessoas conseguem comprar casas pessoais com dinheiro de São Tomé e não conseguem comprar casa-residência para doentes que estão em Portugal a andar de um lado: para casa de familiares, que vão correndo com eles de para um lado, para o outro. Isso não é normal. As pessoas estão aqui à espera de junta médica porque não têm família em Portugal, porque não têm isto, não têm aquilo. Oh Senhor, o que é que nos custa por Portugal uma casa ? Se os portugueses é que nos colocaram aqui nesta ilha. Sabiam que a população ia crescer e que iríamos ter dificuldades! Eles é que foram buscar os nossos antepassados no continente africano, e trouxeram-nos para aqui, para São Tomé e para o Príncipe e estamos agora nessa situação. Foram-se embora lá para o "jardim à beira mar plantado" na Europa e ficámos aqui à mercê de indivíduos bandidos, falsos, mentirosos! Não pode ser ! Temos que encontrar uma alternativa rápida para esta situação. É isto que quero dizer, com toda a honestidade ! O Presidente não têm pouco poder. Não pode ter mais poderes que os que a Constituição lhe confere. Agora, o que tem acontecido é má interpretação. As pessoas não percebem que é má interpretação da lei constitucional ! Nenhum Presidente da República até agora, excepto o Miguel Trovoada, que uma vez foi ao Parlamento, nenhum foi ao Parlamento e está na Constituição, é lá onde ele deve espelhar o seu ponto de vista. Não é necessário para si mexer no regime semipresidencial ? Não, não, não, não. Agora, eu acho que sim, que a própria Constituição impõe de que, se em cinco, em cinco anos se deve fazer a sua revisão.
No dia em que se debate no Parlamento o estado da Nação, Maria do Carmo Fonseca, Prémio Pessoa em 2010 e conselheira de Estado do Presidente da República, salienta que o país tem “mudado pouco”, registando que “temos sido muito conservadores e têm passado governos que dizem que é preciso reformar e mudar e depois muda-se só um bocadinho”.
Miques João, candidato independente, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Este conhecido advogado é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato, muito implicado na defesa do único civil condenado no caso do ataque contra o Quartel general a 25 de Novembro de 2022, afirma que o povo é que o move. A campanha, de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos como convidado o candidato Miques João, que concorre pela segunda vez às presidenciais em São Tomé e Príncipe. Miques João, que esteve preso por razões infundadas, segundo ele, encontra-se há dez meses em liberdade e disse que não tem espírito de vingança, afirmando mesmo o que lhe move é o povo. Quem montou as suas coisas vai desmontar sozinho, ou seja, já desmontaram. Eu estou há dez meses em liberdade, como se pode aperceber, e as pessoas todas que fizeram correr ou esconder, sabem o que fizeram. Eu não tenho espírito de vingança de ninguém. As pessoas, quando fazem alguma coisa errada, eu chamo a atenção, porque não deve ser, para corrigir, mas cada um responderá pelos seus actos conforme os seus métodos. A minha preocupação e minha concentração são para o povo. É só o povo que me interessa. Porque se não fosse o povo, senhor, eu estaria morto. O povo agora quer esclarecimento e o meu objectivo é esclarecer o povo e dizer ao povo com quem pode contar, o que povo pode contar e como é que pode contar. Porque o povo agora vai decidir, é a vez do povo decidir. O povo tem que decidir de forma esclarecida para que, após tomar a decisão 19 de Julho, ser capaz de assumir ou aguentar as consequências das suas decisões durante cinco anos. Porque o poder pertence ao povo e o povo é para o povo e só para o povo, por exemplo, que eu estou a concorrer. Interrogado sobre o exercício da democracia em São Tomé e Príncipe e o papel do Presidente da República Miques João respondeu: O que temos assistido nesses 35 anos, 36 anos de democracia é confusão. Cada um quer mostrar poder e eu não estou cá para isso. O Presidente da República, eu, caso o povo assim decidir, estarei cá como árbitro para fazer o seguinte: não sou árbitro para pôr regras nisso, por ordem. Quando houver confusões, eu vou intervir para fazer parar a confusão. Nós temos essa tendência, o Presidente da República, em princípio, no âmbito dos poderes que tem na Constituição, ele tem capacidade de fazer três tipos de coisas. Eles funcionam como para estabelecer as regras e fazer o jogo democrático funcionar. A dada altura, ele também funciona como polícia. Quando houver violações, ele aplica a sanção. E, por fim, ele funciona como bombeiro para apagar fogos. Quando vemos a Assembleia com muita inconveniência, a querer sobrepor o Presidente da República, querer sobrepor-se à vontade do povo, dissolvemos a Assembleia, mandamos novamente, devolvemos poder ao povo. Está na lei. O presidente tem poder de dissolver a Assembleia e voltar a devolver poder ao povo. Admite que, se for eleito Presidente da República, trabalhará com todos os órgãos para que se possa atingir os objectivos do Estado. Enquanto Estado, esses órgãos de soberania têm que agir em interacção para exaurir o objectivo do Estado. Não podem efectivamente estar. E o Presidente tem essa função. Por isso que assegura o regular funcionamento da gestão democrática e permite que os objectivos de Estado sejam atingidos. E muita gente está a fazer confusão. Quando nós falamos dos objectivos do Estado, todos os órgãos de soberania devem concorrer para os objectivos de Estado. É por isso que existe hierarquia no Estado e o Presidente da República é o chefe do Estado. Está na Lei número 1 do artigo 77. E enquanto Chefe do Estado, cabe garantir que o Estado funciona. E é nessa conjuntura que esse exercício deve ser feito. Na lógica de que o poder que o povo nos dá, porque o poder não nos pertence, o povo dá um mandato, ora de cinco anos, ora de quatro anos, ora de três anos, para fazer cumprir o objectivo do Estado. E este mandato deve ser cumprido. O que está a acontecer em São Tomé e Príncipe é que cada um dos órgãos de soberania, uma vez eleitos ou empossados, indicados, pegam o poder que recebem, fazem como se fosse a sua propriedade e tornam-se o Estado dentro do Estado a impedir ou a tornar o estado disfuncional. Isto vai acabar. O Presidente da Republica tem aquela missão enquanto chefe de Estado, permitir que o Estado funcione, porque nós somos um colectivo. O Estado é como se fosse uma equipa de futebol. Tome o exemplo de Cabo Verde, como é que foi o jogo? O presidente da República é o treinador. Ele tem que fazer com que a máquina funcione. E fazer a máquina funcionar é começar a efectivamente aplicar a lei e fazer as pessoas entenderem que cada um tem que cumprir o seu papel. Durante muito tempo foram enganando os cidadãos. Não explicaram aos cidadãos como é que as coisas são. É assim: o governo tem o papel de executar a política do Estado, fazer gestão, executar a política do Estado. Repare bem, não se faz eleições para eleger governos nenhum em São Tomé e Príncipe. A eleição é feita para eleger deputados que compõem a Assembleia. E uma vez assembleia constituída, é preciso que o partido que ganhou ou que efectivamente pretende constituir o Governo apresente ao Presidente da República aquilo nós chamamos de sustentabilidade parlamentar. E é a partir daqui que sai o Governo. O Governo é o Executivo. Tanto o governo como órgão de soberania, como os tribunais, não são eleitos, são executivos. Os Tribunais passam por concurso, cidadão vai, concorra e tudo mais, faz concurso público a juiz. Mas dita o direito ao nome do povo, à luz do artigo 120 da Constituição, podem ver. Mas, tanto o governo como os tribunais, não são eleitos directamente pelo povo, Mas já o presidente e os deputados, sim. Tanto é que, repare, o Presidente é o chefe do Estado na hierarquia do Estado e o presidente da Assembleia é o segundo homem do Estado, porque são eleitos directamente pelo povo. Miques João é um dos quatro candidatos às presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.
O Presidente da CReSAP, que é o instituto que recruta dirigentes para os cargos de chefia no Estado, deu uma entrevista onde crítica o atual sistema de recrutamento. Análise de Pedro Sousa Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
São Tomé e Príncipe vai a votos neste domingo para escolher o seu Presidente. A RFI ouve esta semana os 4 candidatos ao escrutínio. A começar nesta segunda-feira com o presidente cessante Carlos Vila Nova. Ouvido por Maximino Carlos, o nosso correspondente, ele descarta advogar no seu programa a mudança do regime constitucional do arquipélago. A campanha de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos hoje como convidado o candidato Carlos Vila Nova, que concorre a sua própria sucessão. Sobre o Processo de 25 de Novembro de 2022, que causou a morte de quatro civis no Quartel general das Forças Armadas o candidato Carlos Vila Nova disse que é um assunto de Estado, por isso cabe ao Estado resolver este problema. O Processo de 25 Novembro é um assunto sério que tem que ser tratado com o cuidado que ele merece. Não estou a justificar seja o que for. Era mais qualquer coisa do que a subversão. Mas deixemos isso para que a justiça resolva. No tocante à revisão constitucional, Carlos Vila Nova disse que não é sua intenção fazer uma alteração e até afirmou que convive com o actual sistema. Ao abordar a revisão constitucional, fui suficientemente claro: Não é meu objectivo nem a intenção fazer uma revisão constitucional para a alteração do regime. Eu convivo bem com o sistema actual. Aliás, é nesse sistema que eu me candidatei e volto a me candidatar. Quanto a isto os são-tomenses devem estar tranquilos porque não é por aí. Não pretendo ir por aí. O que eu pretendo é que de facto, aqueles sinais pouco claros na Constituição que permitem a introdução e a interferência de um órgão no outro, porque eu também não gosto quando o outro órgão entra nas competências do Presidente da República. Porque dificulta, isto sim... Se há coisas, há matérias em que nós poderíamos estar de acordo... Não é preciso uma maioria de um bloco. É preciso é que entre exactamente, e no Parlamento se encontra a razão com as propostas, porque só passa aquilo com que todos estiverem de acordo. Isto é que eu partilho. Até porque, volto a dizer se é de lei. Portanto, a pergunta era sobre o regime e depois o futuro do governo de salvação? Nós não sabemos. Vai depender do que sair das eleições de Setembro. Temos que aguardar para ver. Ninguém. Não sabemos o que vai acontecer. A emigração é um dos assuntos que tem vindo a ser debatido em São Tomé e Príncipe, sobretudo da população jovem. Carlos Vila Nova disse que este não é um fenómeno novo, mas, entretanto, enquanto uma figura de Estado também está preocupado com este assunto. O candidato Carlos Vila Nova, ainda Presidente da República, deu-se conta desse fenómeno Também um bocado antes de todos os outros actores políticos desse país. Se não me falha a memória, foi em finais de 2023. Tanto é que houve uma reportagem feita por um gabinete que não foi suficientemente ilustrativo, mas já foi bastante bom. E eu falava naquela altura que já estávamos a caminho de quase um quarto [da população a viver fora]. Eu fui desmentido com baixeza pelo então primeiro ministro e com ataques coordenados políticos. Sem perceber porquê ! Porque naquela altura até sentia que era um projecto para São Tomé e Príncipe em 2022/2003. O Presidente ainda estava convencido que o projecto do partido que sustentava o governo era um projecto para São Tomé e Príncipe. Mas, infelizmente dei-me conta que era um projecto pessoal. Bom, isso são outros contos. Também podemos chegar lá. E quando eu levanto essa questão, sou fortemente atacado. Mas com a mesma serenidade, porque precisamos de um presidente suficientemente sereno em São Tomé e Príncipe para manter o equilíbrio e a estabilidade. E o que é que eu pedi na altura ? Não eram os números com que me preocupava. Era uma estratégia política para lidar com a questão, porque estavam na altura a sair eminentemente jovens abaixo dos 35 anos. Hoje já não. Hoje há outras faixas etárias a acompanhar esse movimento. E não nos esqueçamos que uma boa parte dessa ligação, por razões de saúde, sobretudo pela hemodiálise, que é a desconexão total da pessoa com as suas famílias, e com o seu berço. Elas não podem voltar por enquanto. Mas essa estratégia não foi feita e hoje nós temos numa listagem, chamemos um "top dez". São Tomé e Príncipe é o nono país, é o nono desse "top10" de imigrantes em Portugal. Portanto não é o maior, é o nono. Praticamente só o Paquistão está abaixo de nós. Mas qual é a preocupação de 2021 a 2025? É a que mais cresceu: 263% ! Então nós precisamos de uma estratégia para lidar com a questão, porque nem todos estão a ser bem sucedidos lá. E por vergonha e por outras razões, mesmo colocando condições de regresso, não vêm. E temos que encontrar saída para isso. Há os que estão a serbem sucedidos. Também temos que ter uma estratégia para os que estão a ser bem sucedidos contribuírem positivamente para a melhoria do crescimento económico e da melhoria das condições de vida em São Tomé. Porque são santomenses ! Qual é o país que não recebe contributos, não abraça a sua diáspora para construir o país ? Não vou citar nomes porque eu não gosto muito da comparação, de um ou outro país, porque são diferentes: Europeus, Africanos, todos fazem. Então nós temos que fazer isso. Portanto, isto é matéria para a próxima legislatura nos ocuparmos bem, porque é uma questão que já preocupa a muita gente a sair. São cerca de 46.000 que estão em Portugal e para uma população de 230.000 ou 240.0000, 46 1000 é muita gente ! Relativamente a uma coabitação com o governo Carlos Vila Nova disse que quem escolhe o governo é o povo e que estaria disposto a conviver com o governo que saísse das próximas eleições. Porque quem escolhe o futuro governo é o povo, através das escolhas que faz de partidos políticos e da sustentabilidade parlamentar. E eu terei que trabalhar com o primeiro ministro que sair do fruto dessas eleições em condições muito simples, no respeito dos limites da Constituição, desde que haja o respeito mútuo, a lealdade e condições de diálogo permanente. Porque mesmo não havendo convergência, temos de continuar a conversar e a encontrar caminhos para o bem de São Tomé e Príncipe. Este é o mecanismo que eu me preparei para lidar com os partidos e as próximas eleições legislativas. Carlos Vila Nova é um dos quatro candidatos às eleições presidenciais de 19 de Julho, em São Tomé e Príncipe.
O Presidente da Turquia ofereceu revólveres personalizados com munição real e gerou perplexidade diplomática. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, adianta que os reservatórios de água em Almada estão a recuperar os níveis. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente da República afirmou nesta quarta-feira esperar que os problemas na classificação dos exames nacionais sejam rapidamente resolvidos e que a confiança no sistema de avaliação fique intacta. António José Seguro espera que, findo o processo de classificação, a “relação de confiança que existe com o sistema de avaliação continue intacta”. O tema vai ser abordado com o primeiro-ministro na reunião semanal desta quinta-feira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O segundo dia da visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, à Síria ficou marcado por uma dupla explosão nas imediações do hotel onde estava hospedado. Apesar do incidente, o programa oficial decorreu sem alterações, incluindo a realização do fórum empresarial franco-sírio. Macron tornou-se o primeiro líder de um grande país da União Europeia a deslocar-se à Síria desde o início da reaproximação diplomática entre Paris e Damasco. Para além da dimensão política, a visita evidencia também um forte interesse económico: a França procura assegurar uma posição de destaque no futuro mercado da reconstrução síria, estimado em mais de 216 mil milhões de dólares. João Henriques, vice-presidente do Observatório do Mundo Islâmico, em Portugal, considera que esta visita, marcada por uma forte componente económica, traduz igualmente o compromisso diplomático da França e, em sentido mais amplo, da Europa para com a Síria. O Presidente francês tornou-se o primeiro líder de um grande país da União Europeia a deslocar-se à Síria. Qual é a importância desta visita? A visita de Emmanuel Macron à Síria assinala um importante compromisso diplomático, desde logo por parte da França. A intenção passa por envolver também a Europa neste compromisso com o novo Governo sírio, promovendo a estabilidade regional e criando condições para uma maior abertura à cooperação económica e à reconstrução do país. Ao mesmo tempo, esta visita pode ser entendida como um gesto simbólico de reforço da legitimidade e da liderança do actual Presidente sírio. Este segundo dia da visita de Emmanuel Macron a Damasco ficou marcado por duas explosões, que fizeram vários feridos. Estes acontecimentos demonstram que a Síria continua a enfrentar graves problemas de segurança? Sem dúvida. A segurança interna continua a ser uma enorme preocupação na Síria. Ainda não existem muitos detalhes sobre estas explosões, mas tudo indica que possam ter tido também uma dimensão simbólica. Contudo, o principal desafio continua a ser a presença do Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico, que mantém capacidade para desestabilizar o país e fragilizar os seus alicerces de segurança. Este episódio demonstra igualmente que Damasco continua a ser um ponto vulnerável, o que representa uma preocupação permanente para as actuais autoridades sírias. No passado mês de Março, peritos da ONU afirmavam que o país continua a enfrentar desafios no caminho para uma governação inclusiva e para o Estado de direito. Em que ponto se encontra actualmente a Síria? Se a Síria pretende alcançar uma verdadeira normalização diplomática com a Europa e, eventualmente, com os Estados Unidos, terá de apresentar garantias credíveis por parte das autoridades de Damasco. Essas garantias passam, sobretudo, pelo respeito pelos direitos humanos, pelo funcionamento da justiça e pelo fortalecimento do Estado de direito. São precisamente estas questões que continuam a alimentar as reservas de muitos sectores europeus e norte-americanos relativamente ao restabelecimento pleno das relações diplomáticas. Ainda há muito trabalho a fazer a nível interno antes que esse progresso possa reflectir-se positivamente nas relações da Síria com os países que pretendem apoiar a sua reconstrução. Essa falta de garantias continua também a dividir os países europeus? Sim. No seio da Europa continuam a existir posições muito diferentes. Há quem não acredite que um antigo dirigente ligado a grupos classificados internacionalmente como terroristas tenha alterado verdadeiramente o seu percurso e possa hoje assumir-se como um factor de estabilidade interna e regional. Essa desconfiança mantém-se e continua a influenciar o debate político europeu. Muitos consideram que as mudanças não podem ser avaliadas apenas pelas declarações das novas autoridades e que será necessário tempo para comprovar a sua consistência. A França parece acreditar mais nessa evolução. Emmanuel Macron afirmou que pretende reforçar a cooperação económica e apoiar a reconstrução do país, fazendo-se acompanhar por representantes de várias empresas francesas, nomeadamente CMA CGM e ToltalEnergies. Que oportunidades oferece actualmente a Síria aos interesses franceses? A Síria oferece um potencial significativo para o desenvolvimento de relações económicas e comerciais. No entanto, esse potencial só poderá concretizar-se plenamente se a situação interna evoluir para um cenário de maior estabilidade. É precisamente esse o argumento utilizado pelos sectores que se opõem a esta aproximação: consideram prematuro investir, enquanto persistirem dúvidas sobre a segurança e a evolução política do país. Essa oposição existe também em França e reflecte igualmente as reservas que continuam presentes noutros países europeus. Que impacto poderá ter a participação francesa na reconstrução de sectores como o turismo, a agricultura, a indústria, a energia ou as obras públicas? Naturalmente que Emmanuel Macron não avançou para esta missão sem ter presente essa dimensão económica. A reconstrução da Síria representa uma oportunidade importante para empresas francesas em vários sectores estratégicos. Ao mesmo tempo, Macron enfrenta dificuldades políticas internas e procura também afirmar a influência internacional da França. Esta aproximação à Síria permite-lhe reforçar o papel francês na região, mas também procurar benefícios económicos para o país. Trata-se, por isso, de um desafio simultaneamente diplomático, económico e político. Nesta visita, com uma forte componente económica, são esperados acordos com empresas francesas, incluindo nos sectores dos transportes, da energia e da aviação. Emmanuel Macron procurou antecipar-se ao encontro entre o Presidente sírio e o Presidente dos Estados Unidos? Em parte, sim. A visita de Emmanuel Macron reforça um processo que já vinha sendo desenvolvido através da reabertura de canais diplomáticos com Damasco. Os Estados Unidos continuam cautelosos relativamente à situação de segurança e às garantias políticas oferecidas pelas novas autoridades sírias. Ainda assim, esta iniciativa francesa poderá abrir caminho a um maior envolvimento norte-americano, sobretudo numa altura em que Washington já admitiu aliviar ou levantar parte das sanções impostas à Síria. Para os Estados Unidos, esta poderá também representar uma oportunidade para reforçar a sua influência no Médio Oriente, numa estratégia que já tem sido visível através do aprofundamento das relações com vários países do Golfo. Julgo que Donald Trump tenderá a privilegiar uma lógica de custo-benefício e, nesse contexto, poderá considerar que uma aproximação à Síria serve os interesses estratégicos norte-americanos. Nesse sentido, os Estados Unidos parecem estar, por agora, a acompanhar uma dinâmica que foi iniciada sobretudo pelos europeus. E nomeadamente pela França... Exactamente. A França está, neste momento, a assumir a dianteira desse processo de reaproximação diplomática.
O Presidente da Câmara de Vouzela diz que a noite foi mais calma, mas avisa: "Aparências iludem". O autarca pede reforço de meios: "Nunca são suficientes".See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente da Federação de Nadadores Salvadores recomenda a procura de zonas vigiadas e a vigilância das crianças para evitar tragédias. A Federação também reuniu-se hoje com a DGS.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Durante a reunião de prestação de contas do primeiro semestre, realizada na Gávea, o presidente Luiz Eduardo Baptista apresentou os detalhes da Emenda do Profissionalismo.A proposta pretende incorporar ao Estatuto do Flamengo mecanismos permanentes de governança, transparência, fiscalização e profissionalização, reduzindo a dependência de decisões individuais da presidência.Entre os principais pontos estão a criação de uma diretoria profissional, metas de longo prazo, fortalecimento do Conselho Gestor, políticas corporativas obrigatórias e barreiras para indicações políticas em cargos técnicos.Confira os argumentos apresentados por Bap e os impactos que a proposta pode ter no futuro da gestão rubro-negra.QUER FALAR E INTERAGIR CONOSCO?: CONTATO I contato@serflamengo.com.br SITE I serflamengo.com.brTWITTER I @BlogSerFlamengoINSTAGRAM I @BlogSerFlamengo#Flamengo #NotíciasDoFlamengo #Bap
O acordo anunciado entre Washington e Teerão para pôr fim a mais de cem dias de guerra no Golfo chegou à véspera da abertura do G7 e mudou o centro de gravidade da cimeira. O Presidente francês queria discutir inteligência artificial, dívida dos países mais vulneráveis e tensões comerciais. Acabou confrontado com uma realidade mais incómoda: num mundo cada vez mais fragmentado, os aliados europeus continuam a assistir de fora às decisões estratégicas tomadas pelas grandes potências. Emmanuel Macron queria fazer da cimeira do G7 em Évian um momento de reflexão sobre os grandes desafios económicos e tecnológicos do século XXI. A agenda francesa previa debates sobre os desequilíbrios da economia mundial, as tensões comerciais e a inteligência artificial. À chegada dos líderes das principais democracias industrializadas, o foco das atenções deslocou-se para o Médio Oriente, após o anúncio de um entendimento preliminar de cessar-fogo entre Washington e Teerão. Para Eric Monteiro, docente de Ciências Políticas da Universidade de La Rochelle, esta mudança de prioridades é reveladora de uma transformação mais profunda. "O que a imprensa internacional e os países convidados abordam prioritariamente é a questão da ordem mundial que está completamente desregulada", observa o especialista, apontando o impacto das tensões no Golfo Pérsico sobre os mercados energéticos e na economia. A situação tem também uma dimensão política para Emmanuel Macron. Este é o último G7 do segundo mandato presidencial francês e um dos últimos momentos de afirmação internacional antes do fim do seu percurso no Eliseu. O Presidente francês pretendia colocar no centro da agenda temas estruturantes para o futuro da Europa, desde os equilíbrios económicos à inteligência artificial. Mas, como observa Eric Monteiro, "apesar da pauta ser interessante, falar das dívidas mundiais, das tensões comerciais e da inteligência artificial, isso acaba por passar para segundo plano". A sucessão de crises internacionais voltou a impor-se à agenda. A questão que atravessa grande parte das discussões em Évian é a relação dos aliados europeus com os Estados Unidos. Eric Monteiro recorda que Emmanuel Macron foi duramente criticado quando afirmou, em 2019, que a NATO se encontrava em "morte cerebral". A declaração provocou então "um electrochoque", mas os acontecimentos posteriores vieram, segundo o analista, reforçar parte do diagnóstico francês. A adesão da Finlândia e da Suécia à Aliança Atlântica, bem como o reforço dos investimentos militares europeus, reflectem uma crescente consciência de que a segurança do continente não pode depender exclusivamente de Washington. "Há um embrião de tomada de consciência de que a Europa tem que se reforçar sozinha e que não poderá mais contar só com os Estados Unidos", afirma. Segundo o especialista, a principal mudança resulta da imprevisibilidade da política americana. "Há uma tomada de consciência da imprevisibilidade do posicionamento da primeira potência mundial", sublinha. As decisões comerciais tomadas pelos Estados Unidos, nomeadamente em matéria de tarifas aduaneiras, alimentaram entre vários aliados europeus a percepção de que os interesses estratégicos de Washington nem sempre coincidem com os da Europa. Esta desconfiança estende-se ao domínio da defesa. O debate sobre a substituição dos F-16 portugueses, as reservas de alguns países europeus relativamente aos equipamentos norte-americanos e a proposta francesa de alargar a protecção da sua força de dissuasão nuclear aos parceiros europeus revelam uma reflexão mais ampla sobre autonomia estratégica. Para Eric Monteiro, a dúvida crescente em torno das garantias de segurança americanas representa "uma mudança muito importante na situação dos últimos 80 anos". Apesar da atenção mediática estar actualmente concentrada no Irão, a guerra na Ucrânia continua a ocupar um lugar central nas preocupações europeias. Eric Monteiro rejeita a ideia de um conflito banalizado pela sua duração. Pelo contrário, considera que a resistência ucraniana desmentiu as previsões iniciais do Kremlin. "É impressionante como todos se enganaram", afirma. "Vladimir Putin anunciava uma operação que ia ser resolvida em alguns dias ou no máximo duas semanas. Já estamos a entrar no quinto ano de guerra." Segundo Eric Monteiro, os Estados Unidos procuraram sempre evitar um confronto directo com a Rússia, enquanto a Europa consolidou uma posição mais firme de apoio a Kiev. "A Europa demorou algum tempo, mas foi sempre clara sobre o facto de que, se não defendermos a Ucrânia, seremos os próximos", resume. França, Reino Unido e Itália surgem, segundo o analista, entre os países que mantiveram uma linha de apoio constante à Ucrânia. É o dossier iraniano que domina os corredores de Évian. Para Eric Monteiro, a forma como foi anunciado o entendimento entre Washington e Teerão confirma uma lógica antiga da política externa americana. "É sempre America First. E quando é Trump, é realmente assumido e dito de maneira aberta", afirma. O especialista sublinha, contudo, que ainda não existe um acordo definitivo. "Por enquanto não se trata realmente de um acordo definitivo. É um memorandum of understanding", explica. O documento prevê uma trégua de 60 dias, a reabertura progressiva do estreito de Ormuz e a retoma das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Questões centrais, como o eventual levantamento das sanções, permanecem em aberto. A escolha do calendário também não parece inocente. Ao anunciar o entendimento na véspera da cimeira, Donald Trump chega ao G7 apresentando-se como o homem que trouxe a paz. "Ele nunca pode aparecer como um loser. Tem que mostrar sempre que ele é que domina as coisas", observa. O risco, acrescenta, é que esta questão monopolize os debates. "Vai-se falar do Irão, essencialmente", prevê o analista, receando que temas considerados essenciais para o futuro europeu acabem relegados para segundo plano. Entre esses temas está a inteligência artificial, uma das prioridades da presidência francesa. Para Eric Monteiro, a questão tecnológica deve ser analisada como uma questão de soberania. A Europa procura reduzir a dependência dos grandes grupos americanos e, em menor grau, chineses, através do desenvolvimento de infra-estruturas próprias, centros de dados europeus e soluções tecnológicas independentes. "Há uma verdadeira vontade de ter data centers na Europa e aplicações que não dependam dos Estados Unidos", afirma. Para o especialista, estas questões são hoje tão estratégicas quanto as questões de defesa. "São realmente importantes para a soberania da Europa." O anúncio de um investimento francês suplementar de 655 milhões de euros na inteligência artificial insere-se nesta estratégia mais ampla. Eric Monteiro aponta a constelação europeia de satélites, os projectos industriais comuns e as novas parcerias entre os sectores da defesa e das tecnologias digitais como exemplos de uma Europa que procura afirmar a sua autonomia num ambiente internacional cada vez mais competitivo.
O Presidente da República faz política com adereços, o PS lava as mãos e a AD percebe que governar é um detalhe quando se está no colo do Chega. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O NJ Notícias tem sua essência baseada no rádio jornal, agora com notas, duas reportagens e uma entrevista. Neste episódio, vamos falar sobre a reestruturação do Núcleo Técnico de Atenção Psicossocial da Unesp (NTAPS) e da preparação para o ENEM dos cursinhos populares da Unesp em Bauru. Também conversamos com Antônio Luís de Andrade, presidente da Associação dos Docentes da Unesp (ADUNESP), sobre as reivindicações dos docentes e servidores técnicosO podcast foi produzido por estudantes da Unesp de Bauru e esta edição conta com diversas fontes que contribuíram para o enriquecimento das reportagens e da experiência do ouvinte.Pautas, Reportagens e Locução por Brida Souza, Livia Ghirardello, Luísa Machado, Lucas Mello, Mariana Bezerra e Mário Neto Notas por Alice Brida Souza e Mariana BezerraEntrevista por Lucas MelloEdição de som por João Pedro Coelho e Yohana SorianoRoteiro geral por Luísa MachadoProdução por Luísa Machado Edição Geral por Ana Helena Masson Apresentação por Ana Helena Masson
O Presidente da República faz política com adereços, o PS lava as mãos e a AD percebe que governar é um detalhe quando se está no colo do Chega. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Naquele que é o primeiro veto político desde que chegou a Belém, António José Seguro invoca o hastear de bandeiras de “causas humanitárias” — como a paz, os direitos humanos ou a protecção do clima — como argumento para travar o diploma, aprovado no Parlamento, que impõe que só bandeiras institucionais possam ser hasteadas em edifícios públicos. O Presidente da República considera também que “os conceitos de ‘bandeira ideológica’ e de ‘bandeira associativa’ não se encontram definidos” no decreto da Assembleia da República. Neste Soundbite olhamos também para o discurso do Presidente da República no seu primeiro 10 de Junho em funções.See omnystudio.com/listener for privacy information.
António José Seguro marca pontos no arranque,, mas o cenário é negro no Parlamento. Com PS e Chega a travar reformas, o país pode ficar paralisado. Será que vamos direitinhos a eleições?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (06): O senador Flávio Bolsonaro defendeu publicamente a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, afirmando que a medida trará uma “asfixia financeira” para as facções criminosas. Enquanto aliados políticos apoiam o movimento, a decisão gera forte debate no Palácio do Planalto e entre analistas de segurança pública sobre uma possível interferência na soberania nacional. Reportagem: André Anelli. Os Estados Unidos e países da América Latina, integrantes do grupo "Escudo das Américas", assinaram um documento de apoio ao presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O líder direitista enfrenta fortes protestos, bloqueios de estradas por caminhoneiros e agricultores, além de pedidos de renúncia devido a reformas econômicas. O governo boliviano acusa o ex-presidente Evo Morales de coordenar as manifestações para desestabilizar o país. Reportagem: Luca Bassani. A seleção do Irã garantiu os seus vistos para entrar nos Estados Unidos e disputar a Copa do Mundo de 2026, após semanas de incerteza diplomática. A autorização foi concedida apenas dez dias antes da estreia da equipe, em meio ao acirrado conflito militar e político entre Washington e Teerã. O governo do Brasil corre contra o tempo para estender o prazo de negociação com os Estados Unidos e evitar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre os produtos nacionais. A medida, imposta pela gestão de Donald Trump, coloca em xeque a relação comercial e geopolítica entre os dois países. Enquanto Brasília tenta blindar o Pix das tratativas e esticar as conversas até meados de julho, analistas debatem se a ameaça norte-americana é uma estratégia de pressão econômica ou um movimento político para frear o protagonismo do Brasil na América do Sul. O novo tarifaço de até 25% sobre importações brasileiras, gera alerta nas relações comerciais entre os dois países. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste sábado (06), o professor Igor Lucena explicou que a medida norte-americana possui um caráter político e busca forçar um alinhamento econômico e ideológico do Brasil com os Estados Unidos. A Polícia Federal estuda incluir o nome do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na "Difusão Prateada" da Interpol, mecanismo internacional voltado ao rastreio e bloqueio de ativos financeiros no exterior. A medida busca mapear o patrimônio ocultado pelo empresário, investigado na Operação Compliance Zero por fraudes bilionárias estimadas em mais de 80 bilhões de reais envolvendo o Banco Master. Reportagem: Raphaella Almeida. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o trabalhador brasileiro prioriza estabilidade no emprego e o regime CLT, mesmo diante das discussões sobre o fim da escala 6x1. O estudo aponta que, embora o salário continue sendo o principal atrativo, a busca por segurança social e flexibilidade, como o home office, ganha força. O ministro Edson Fachin rejeitou o pedido de suspeição e remoção de Kassio Nunes Marques da relatoria do processo que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado. A decisão foi estritamente processual, sob a justificativa de que o questionamento apresentado por parlamentares foi feito fora do prazo legal. Com isso, Nunes Marques segue à frente do caso, gerando debate entre analistas sobre os critérios de neutralidade e ética na Suprema Corte. Reportagem: Raphaella Almeida. Os Estados Unidos classificaram oficialmente as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, gerando repercussão imediata nos bastidores de Brasília. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã deste sábado (06), o especialista em segurança pública Coronel Frederico Afonso analisa os impactos práticos da medida na soberania nacional, no controle de fronteiras e no sufocamento financeiro das organizações. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta quarta-feira (3), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula. Na pauta, a China reconhecer o Brasil como livre da febre aftosa. O Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, conversa sobre a escala 6x1. O programa também conta com o correspondente em Portugal, Antônio Martins.
Durante a Segunda Guerra Mundial um homem se salvou por pouco de ser capturado e canibalizado pelos japoneses. Anos depois ele se tornaria presidente.Roteiro e Apresentação: Icles RodriguesEdição: João Victor VilaInstagram: @iclesrodriguesAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 CLICANDO AQUIColabore com nosso trabalho em apoia.se/obrigahistoria
Em entrevista com os jornalistas João de Andrade Neto e Lucas Holanda, o presidente alvirrubro falou de assuntos importantes como o debate no Conselho Deliberativo sobre o orçamento financeiro do clube para 2026, a destinação do dinheiro da indenização pelo rompimento de contrato com a Arena de Pernambuco, busca por reforços na próxima janela de contratações e a avaliação do trabalho dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos.
O Presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, fala sobre o sucesso que foi o 4o Congresso da entidade, que aconteceu em Brasília, nessa semana. E contou com lideranças políticas importantes, como o vice presidente Geraldo Alckmin, o novo Ministro da Agricultura André de Paula e o Embaixador Chinês no Brasil, Zhou Qingqiao.
Neste vídeo, exploramos a fundo as responsabilidades e os limites do cargo de presidente na estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Diferentemente do modelo corporativo, o presidente adventista não atua como um CEO solitário, mas sim como um facilitador de comissões e um "primeiro entre iguais". O que você vai aprender: 1. A Distinção Crucial: Por que o presidente preside processos, mas não decide sozinho. 2. O "Ancião Chefe": A responsabilidade pastoral e o bem-estar espiritual das igrejas no território. 3. Administração Compartilhada: Como funciona o trio administrativo (Presidente, Secretário e Tesoureiro). 4. Sinais de Alerta: Como identificar quando a liderança saudável se torna dominação autoritária. 5. Liderança Forte vs. Dominação: Dicas práticas para liderar com humildade e eficiência. Este estudo é essencial para pastores, líderes de igreja e membros que desejam entender como as decisões são tomadas e como a governança bíblica protege a missão da igreja contra o acúmulo de poder. VINTE PERGUNTAS PARA REFLEXÃO Sobre Estilo de Liderança 1. Você (ou o presidente que você conhece) atua mais como CEO ou como presidente de comissão? Quais comportamentos específicos indicam uma ou outra coisa? 2. Nas reuniões que você preside, quanto do tempo de fala é ocupado por você? Você fala primeiro ou por último nas discussões importantes? 3. Quando foi a última vez que a comissão decidiu diferente do que você queria? Como você reagiu — interna e externamente? 4. Há espaço real para discordância nas reuniões que você preside? Quando foi a última vez que alguém discordou abertamente de você? 5. Você incentiva ativamente a discordância ou apenas a tolera quando surge? Sobre Relacionamentos 6. Como é a qualidade da relação entre presidente, secretário e tesoureiro em sua organização? É parceria genuína ou hierarquia disfarçada? 7. Quem são seus "truth-tellers" — pessoas que lhe dirão verdades difíceis mesmo quando dói? Você os cultiva ou os evita? 8. Seus pastores confiam em você o suficiente para trazer más notícias? Ou filtram para proteger você — ou a si mesmos? 9. Você tem relacionamentos significativos fora do círculo profissional? Ou todos os seus relacionamentos são mediados pelo cargo? Sobre Processos 10. Seus membros de comissão recebem informação com antecedência suficiente para estudar? Ou são frequentemente surpreendidos na reunião? 11. As atas de suas reuniões refletem o que realmente aconteceu? Ou são editadas para parecer melhor? 12. Como você lida com os limites do seu cargo? Você os aceita como design saudável ou os ressente como obstáculos? Sobre Legado e Transição 13. Você está desenvolvendo sucessores ativamente? Ou concentrando conhecimento e relacionamentos em si mesmo? 14. Se você deixasse o cargo amanhã, a organização estaria preparada para funcionar? Ou entraria em crise por depender demais de você? 15. Quando você imagina seu legado, o que vê? Realização pessoal e reconhecimento? Ou organização fortalecida que florescerá após sua saída? Sobre Vida Pessoal 16. Como está sua vida espiritual pessoal — não a profissional, mas a íntima com Deus? Você tem tempo protegido para oração, estudo, reflexão? 17. Como está sua família? Seu cônjuge se sente parceiro e prioridade? Seus filhos conhecem você profundamente ou apenas seu cargo? 18. Você consegue dizer não a demandas que não são prioritárias? Ou diz sim a tudo e se sobrecarrega cronicamente? 19. Você tem hobbies, interesses, relacionamentos que não têm nada a ver com seu trabalho? Ou o cargo consumiu tudo? A Pergunta Final 20. Se Jesus fosse avaliar como você exerce presidência — não sua teologia, mas sua prática concreta de liderança — o que Ele diria? Onde você O estaria honrando? Onde precisaria mudar? Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
José João Abrantes, invocou "razões pessoais e institucionais" para renunciar. Tiago Duarte, professor e constitucionalista, diz que a decisão "deve ser louvada" e que é "a bem do interesse público".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da vigilância internacional ao cruzeiro Hondius afectado por um surto de hantavírus, ao agravamento da violência xenófoba na África do Sul que já provoca o regresso de moçambicanos ao país, a semana ficou marcada pela persistência da ameaça terrorista em Cabo Delgado e pelo reaproximar diplomático entre França e Argélia. A OMS afastou o cenário de uma nova pandemia e considerou o risco “baixo” e “limitado”. O navio Hondius seguiu da Praia para Tenerife, onde os passageiros devem ser evacuados sob vigilância médica. Cabo Verde garante que todos os procedimentos seguiram as normas internacionais. Na África do Sul, a violência xenófoba voltou a provocar tensão regional. O Governo sul-africano reagiu às críticas internacionais depois de protestos contra migrantes, defendendo que a instabilidade política e a má governação em vários países africanos estão na origem dos fluxos migratórios. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, exigiu o fim da violência contra estrangeiros durante um encontro com Cyril Ramaphosa, em Pretória. Em resposta ao aumento de cidadãos em fuga, Moçambique anunciou medidas de acolhimento em Ressano Garcia, principal fronteira entre os dois países. Ainda em Moçambique, o ministro da Defesa, Cristóvão Chume, reconheceu a continuação dos ataques armados em Cabo Delgado. O governante admitiu dificuldades no controlo das fronteiras e no combate às redes de apoio logístico dos grupos armados. Entretanto, França e Argélia continuam a aproximar-se diplomaticamente após meses de tensão. Emmanuel Macron anunciou o regresso do embaixador francês a Argel e o envio de representantes franceses às cerimónias evocativas do massacre de Sétif, símbolo da memória colonial argelina. Apesar do degelo diplomático, continuam pendentes vários pontos de divergência entre os dois países.
Alberto Gonçalves comenta o assalto à residência vizinha de António José Seguro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Notícias do dia: Donald Trump afirma que os EUA vão começar a escoltar navios através do Estreito de Ormuz. Três pessoas morreram num surto de síndrome respiratória aguda a bordo de um navio de cruzeiro que fazia a ligação entre Ushuaia e Cabo Verde. Ativistas dizem que a resposta do governo australiano aos cidadãos australianos a bordo da Flotilha Global Sumud é inaceitável. Um tribunal de Israel prolongou por mais 48 horas a detenção de dois ativistas de uma flotilha de ajuda a Gaza. O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, promulgou este domingo o decreto do parlamento que altera a Lei da Nacionalidade. Novo Desenrola Brasil será lançado esta segunda-feira, 4 de maio.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta segunda-feira (4), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com a Diretora executiva da Habitat Brasil, Socorro Leite, sobre os desafios das cidades em períodos de chuva intensa. O Presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, repercute o impacto do abastecimento de água devido às chuvas intensas registradas nos últimos dias em Pernambuco.
Neste episódio da Comissão Política, debatemos os discursos na cerimónia do 25 de Abril. O Presidente da República, António José Seguro, foi inequívoco no discurso que fez a favor da transparência e do escrutínio dos responsáveis políticos, com enfoque na publicidade dos donativos aos partidos. Foi um contraste total com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que fez uma caricatura das obrigações declarativas dos titulares de cargos públicos, e alinhou com as posições do topo do PSD, a favor de um alívio dos mecanismos da transparência. Depois, ainda tentámos interpretar as palavras de Pedro Nuno Santos, no seu regresso ao Parlamento e não foi fácil. Os comentários são de João Pedro Henriques, jornalista do Expresso, Liliana Valente, coordenadora da secção de Política, e Eunice Lourenço, editora de Política, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Salomé Rita e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há ainda muita coisa por esclarecer na tentativa de ataque em Washington, num evento de sábado à noite onde estava Donald Trump. O Presidente quis falar nessa mesma noite e aproveitou para lembrar como o salão de baile que quer construir na Casa Branca poderia evitar atentados deste tipo. No domingo, em entrevista à FOX News, voltou a falar do assunto para exigir que termine o embargo às obras. Neste episódio, conversamos com o comentador da SIC João Maria Jonet. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente recebe a UGT, antes da decisão final sobre a revisão do Código Laboral. Terá Seguro um papel nesta negociação ou resta-lhe vetar o que o Parlamento aprovar. Nesta Comissão Política, analisamos as opções Incomodada com a pressão do Presidente, a UGT vai a Belém esta semana, antes da sua decisão final sobre as negociações. Neste episódio da Comissão Política, analisamos as opções da central sindical, do Governo e do próprio Presidente, sobre uma legislação que já teve destino quase traçado, mas que ainda terá várias sequelas. Comentários de Eunice Lourenço, Rita Dinis e Vítor Matos, com moderação de David Dinis, sonoplastia de Salomé Rita e ilustração de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Secretariado da UGT volta a reunir na quinta-feira para decidir novamente sobre a sua posição face ao pacote legislativo que o governo quer aprovar no Parlamento para alterar a legislação laboral. O Presidente da República convocou todos os parceiros sociais para reuniões no dia anterior à decisão da central sindical. Em última instância, é sempre o Parlamento que tem de aprovar o pacote legislativo. Veremos se o governo vai mais longe nas cedências ou fica aquém do que já tinha feito. Para reflectir sobre o que está em jogo neste momento, conversamos com o director-adjunto do Expresso, David Dinis. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Irão anunciou a reabertura total do estreito de Ormuz à navegação comercial durante o período de cessar-fogo com os Estados Unidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, indicou que a circulação seguirá rotas coordenadas com as autoridades marítimas iranianas. O Presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a medida, mas afirmou que o bloqueio naval ao Irão se mantém até à conclusão de negociações. A reabertura provocou uma queda superior a 10% nos preços do petróleo. Trump também criticou a NATO por falta de apoio no conflito e agradeceu aos aliados do Golfo. Apesar de sugerir que o Irão manterá o estreito permanentemente aberto, essa garantia não foi confirmada por Teerão. Será que a guerra está mais perto de terminar? Ricardo Costa e Bernardo Ferrão moderam o debate no Expresso da Meia-Noite, com o ex-comissário europeu António Vitorino, o embaixador António Martins da Cruz, a professora Raquel Vaz Pinto, e o ex-ministro da Economia Pedro Siza Vieira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente da República anunciou os elementos para o Conselho de Estado. Será que foram boas escolhas? E ainda, Tiago Antunes foi “apunhalado” pelos votos secretos?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Felipe Frazão, repórter do Estadão em Brasília, aborda as principais notícias do dia na política brasileira, na coluna 'Sua Política', às terças e quintas, 8h30.See omnystudio.com/listener for privacy information.
António José Seguro estreia-se na estrada, com a sua primeira Presidência Aberta para pressionar o Governo no âmbito dos apoios às vítimas - pessoas e empresas -, afetadas pelas tempestades deste inverno. O Presidente joga aqui a revelação de um estilo que ainda não conhecemos na totalidade, mas também a capacidade de influenciar a política do Governo. Conseguirá converter a sua votação massiva em poder efetivo?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta terça-feira (07), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com os secretários das prefeituras da RMR onde registraram os maiores acumulados de chuvas nas últimas horas: Carlos D'Albuquerque - Secretário executivo de Defesa Civil de Olinda, Ricardo Medeiros - Secretário da Defesa Civil do Paulista, Anderson Soares - Chefe do Centro de Operações do Recife (COP). O Presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, Anderson Ferreira, conversa sobre a disputa ao Senado.
Caio Blinder, integrante do Manhattan Connection, com passagens por O Globo, Folha de S.Paulo, VEJA, Jovem Pan e BBC Brasil, analisa e comenta as relações internacionais, no Jornal Eldorado, às 4ªs e 6ªs feiras, 8h15.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da deslocação do Presidente moçambicano Daniel Chapo a Bruxelas às dúvidas sobre a continuidade das forças do Ruanda em Cabo Delgado, passando pela nomeação de um novo Procurador-Geral em Angola, pela penhora de bens de uma cervejeira em São Tomé e Príncipe e pelas polémicas no recenseamento eleitoral em Cabo Verde, a semana em África fica marcada por desenvolvimentos políticos, judiciais e económicos em vários pontos do continente. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, esteve em Bruxelas para uma série de encontros com representantes das instituições europeias e autoridades belgas. Em declarações à imprensa, manifestou a intenção de renovar as missões de apoio ao país, sublinhando que estas ainda se encontram “em dia”. Entretanto, o Ruanda admite retirar o contingente militar destacado no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, caso não sejam asseguradas garantias de financiamento sustentável. O aviso surge numa altura em que se aproxima o fim do apoio da União Europeia à missão. O investigador João Feijó alerta que não há interesse em ver as forças ruandesas abandonarem o país. Ainda em Moçambique, a Procuradoria-Geral da República de Moçambique considerou ilegal a decisão de suspender a atividade da MOZAL, a maior unidade industrial do país, tendo dado um prazo de cinco dias para reverter a medida. A reportagem é de Orfeu Lisboa. No plano judicial, o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, será libertado nos Estados Unidos e deportado para Maputo na próxima semana, após cumprir uma pena de oito anos e meio por fraude e branqueamento de capitais no âmbito do escândalo das dívidas ocultas. Em Angola, o Presidente João Lourenço nomeou Pedro Mendes de Carvalho como novo Procurador-Geral da República, sucedendo a Hélder Pitta Groz, que cessou funções por limite de idade. A reportagem é de Anvelino Miguel. Ainda em Angola, as organizações MUDEI, KUTAKEASA e UYELE entregaram um pedido de acesso a documentos administrativos relacionados com concursos públicos atribuídos à empresa INDRA, responsável pela gestão logística das eleições gerais de 2027. O jurista Jaime Domingos Mussinda afirma que o objetivo é garantir transparência. Em São Tomé e Príncipe, o Governo avançou com a penhora de bens da cervejeira Rosema, devido a dívidas fiscais avaliadas em cerca de um milhão de euros. A informação foi avançada pelo ministro das Finanças, Gareth Guadalupe. A reportagem é de Maximino Carlos. Já em Cabo Verde, após denúncias de atrasos e irregularidades, a Comissão Nacional de Eleições de Cabo Verde remeteu ao Supremo Tribunal de Justiça de Cabo Verde o processo de recenseamento eleitoral dos cidadãos residentes no estrangeiro. Mais pormenores com Odair Santos.
Dois anos depois da primeira vitória eleitoral de Luís Montenegro e quase um ano depois da segunda vitória em legislativas, a AD foi alcançada pelo PS e em o Chega à perna, como mostra a sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso e a SIC. A mesma sondagem que também nos diz que os portugueses esperam de António José Seguro um Presidente colaborante.Será que o empate entre os três partidos é sinal de pântano? Ou, está de facto em curso a “mudança tranquila” e “despida de ideologias” de que falou Hugo Soares na Jornadas Parlamentares do PSD? Na Comissão Política desta semana, debatemos a sondagem e as promessas de reformas à luz dos últimos desenvolvimentos nas negociações da legislação laboral e do novo adiamento de eleições no Parlamento para órgãos externos. A edição desta semana conta com os jornalistas João Pedro Henriques, Paula Caeiro Varela e Rita Dinis, a sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A nova era em Belém, com o Presidente António José Seguro, e o impacto das intervenções de Passos Coelho no PSD foram os temas da Vichyssoise. O convidado foi o antigo dirigente do PS, Ascenso Simões. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes, a PF intimou Kléber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Unafisco), a prestar depoimento nesta sexta-feira.A decisão ocorre após Cabral dar uma série de entrevistas criticando a operação contra servidores da Receita.Duda Teixeira, Madeleine Lacsko e Magno Karl comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
No Estádio da Luz, o jogador encarnado Gianluca Prestianni proferiu alegadamente um insulto racista dirigido a Vinícius Júnior, durante um jogo entre Benfica e Real Madrid. Quer Mourinho, quer o clube, reagiram rapidamente, defendendo o seu jogador antes de ter sido concluída qualquer investigação. No Reino Unido, o ex-príncipe André, irmão do Rei Carlos III, foi detido por suspeitas de ter divulgado informação confidencial a Jeffrey Epstein, o milionário pedófilo com quem mantinha uma relação de amizade. Foi entretanto libertado, mas continua a ser investigado. Por cá, aproximamo-nos do fim de mandato de Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República já começa a fazer as suas despedidas, deixando oficialmente o cargo a 9 de março. A análise de Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 19 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois das presidenciais, primeiro-ministro dá estabilidade como facto consumado que Chega e PS têm "de comer e calar", mas cálculos podem ter mudado. O que fará António José Seguro em Belém?See omnystudio.com/listener for privacy information.