Podcasts about Copa

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    Café Brasil Podcast
    Cafezinho 737 - Eu já sabia

    Café Brasil Podcast

    Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 6:47


    Link para o À Mesa; https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa A eliminação do Brasil na Copa do Mundo parecia pedir indignação, mas a reação mais comum veio em forma de resignação: “eu já sabia”. A frase, que soa como prova de lucidez, revela um mecanismo mais profundo. Depois de sucessivas frustrações, aprendemos a não esperar, a não confiar e, por fim, a não agir. Partindo do futebol, Luciano Pires investiga como a impotência aprendida se espalha pela vida pública, alimenta a procura por salvadores e enfraquece a responsabilidade individual. A saída não está em fabricar otimismo, mas em reconstruir uma esperança adulta, sustentada por instituições que funcionem e por resultados que devolvam sentido ao esforço. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • A descrença pode parecer uma proteção contra a frustração, mas se torna perigosa quando nos convence de que nenhum esforço produzirá resultado. • A busca recorrente por salvadores revela uma sociedade que transfere responsabilidades e abandona o jogo quando seus heróis fracassam. • A esperança coletiva não nasce de discursos, mas de experiências concretas que comprovem a relação entre participação, responsabilidade e mudança. Capítulos A derrota que ninguém estranhouA inteligência aparente do “eu já sabia”Como se aprende a desistirQuarenta anos de esperanças frustradasA procura por novos salvadoresO espaço deixado por quem cruza os braçosA esperança precisa de provasQuem entra derrotado já começou a perder Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

    Latin American Spanish
    News In Slow Spanish Latino #685- Spanish Intermediate Weekly Program

    Latin American Spanish

    Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 7:41


    Comenzaremos la primera parte del programa hablando de una reunión oficial entre Claudia Sheinbaum y José Raúl Mulino para fortalecer las relaciones bilaterales entre México y Panamá; y de las opiniones encontradas por una pancarta sobre las Islas Malvinas desplegada por Argentina durante el Mundial. Hablaremos también del descubrimiento de moléculas de azúcar en el espacio interestelar; y, por último, de la final de la Copa del Mundo 2026.    La segunda parte del programa estará dedicada a la lengua y cultura de América Latina. Nuestro diálogo gramatical ilustrará ejemplos de The Imperative Mood mientras conversamos sobre las leyendas indígenas detrás del ceibo y la pasionaria que inspiraron al artista Hernán César. Cerraremos la emisión explorando el uso de la frase Come y bebe que la vida es breve. En este segmento hablaremos de la preparación de la espuma de cacao en Tepoztlán. - Los presidentes de México y Panamá refuerzan sus lazos - La controversia por la bandera de las Islas Malvinas en el Mundial - Científicos encuentran moléculas de azúcar interestelares por primera vez - España gana la Copa Mundial 2026 - La leyenda del ceibo y la pasionaria - El cacao, la bebida de los dioses

    Café Brasil Podcast
    Café Brasil 1039 - A grande broxada

    Café Brasil Podcast

    Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 47:26


    O Brasil perdeu uma Copa. Mas será que perdeu só um jogo? Neste episódio usamos a eliminação da Seleção como ponto de partida para investigar um fenômeno muito mais profundo: a sucessão de esperanças frustradas que transformou o "eu já sabia" numa filosofia de vida. Da redemocratização ao futebol, da política ao cotidiano, uma reflexão sobre como nasce o desalento coletivo — e por que recuperar a esperança depende menos de heróis e mais da coragem de voltar a entrar em campo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Séries no bar
    s07e06 - acabou a Copa, tem muita série boa pra ver

    Séries no bar

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 39:28


    É muito difícil lidar com o fim da Copa do Mundo depois de mais de um mês vendo e falando sobre jogos. Mas as séries estão aí pra isso, e com o fim da Copa a gente voltou a ver e está aqui para comentar - de quebra, com um leve atraso, analisamos as indicações ao Emmy Awards, o querido Oscar da televisão. 

    La Tribu con Raúl Varela
    LA TRIBU (08:00-09:00): La Fiesta del Campeonato del Mundo

    La Tribu con Raúl Varela

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 61:11


    España celebró ante cerca de 2 millones de espectadores, la Copa del Mundo conseguida por los chicos de Luis de la FuenteSee omnystudio.com/listener for privacy information.

    Bunker X
    A Copa de 98 foi ARMAÇÃO? com Pablo Peixoto | BUNKER X Podcast

    Bunker X

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 87:14


    Em 12 de julho de 1998, poucas horas antes da final da Copa do Mundo, o melhor jogador do planeta sofreu uma convulsão, foi levado às pressas para um hospital, acabou cortado da equipe... e, misteriosamente, voltou à escalação minutos antes da partida. O Brasil perderia a final para a França por 3 a 0. Mas o que realmente aconteceu naquele domingo em Paris?Neste episódio do Bunker X, reconstruímos os acontecimentos da final de 1998, analisamos as versões oficiais, a polêmica envolvendo a Nike, a CPI Nike-CBF e as principais teorias da conspiração que transformaram essa partida em um dos maiores mistérios da história do futebol.E você? Foi apenas uma coincidência ou existe algo que nunca foi contado? Deixe sua opinião nos comentários!#BunkerX #Copa1998 #Ronaldo #Conspiração #Futebol #CopaDoMundo------------------Este programa foi um oferecimento de:INSIDER. Garanta descontos incríveis usando o cupom BUNKERX em: https://www.insiderstore.com.br/BunkerX#InsiderStore------------------

    Charla de Amigos
    Especial Fin de la Copa del Mundo.

    Charla de Amigos

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 37:39 Transcription Available


    Con mucho analisis (como siempre) hablamos del fin de la Copa de Mundo.

    Inteligência Ltda.
    1887 - FINAL DA COPA 2026: O QUE ESTÁ POR TRÁS? DANIEL LOPEZ

    Inteligência Ltda.

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 112:59


    DANIEL LOPEZ é jornalista, professor e pastor. Nesse episódio de “Ligando os Pontos”, ele vai bater um papo sobre os bastidores ocultos da final da Copa do Mundo. O Vilela diz que a culpa não é dele que o Brasil perdeu.Cadeira é Elements, e o desconto pra vocês tá liberado. Acesse e garanta a sua: https://loja.elements.com.br/?utm_source=youtube&utm_medium=legenda&utm_campaign=inteligenciahttps://daniellopez.com.br/arca/

    Linha de Passe
    Projeto vencedor da Espanha, legado de Messi na mentalidade argentina e balanço da 'Copa dos protagonistas' - Linha de Passe

    Linha de Passe

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 53:55


    Nesta segunda-feira (20), nossos comentaristas analisaram o título espanhol sobre a Argentina e projetaram o início de ciclo para a Copa de 2030. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    Resumão Diário
    JN: Grupos rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio de uma das principais rotas marítimas e preço do petróleo sobe; espanhóis comemoram bicampeonato mundial

    Resumão Diário

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 5:42


    A guerra no Oriente Médio fechou mais uma rota de exportação de petróleo. Os responsáveis agora são os rebeldes do Iêmen ligados ao Irã. O preço do barril chegou a US$ 90. Depois do tarifaço contra o Brasil, o presidente Donald Trump anunciou sobretaxa contra o Canadá. O Reino Unido tem o sétimo primeiro-ministro em uma década. Andy Burnham assumiu o cargo, prometendo estabilidade e controle do custo de vida. Da fúria à euforia: milhões tomaram as ruas de Madri para comemorar o bicampeonato mundial da Espanha. E Pedro Bassan trouxe as imagens e os momentos inesquecíveis da maior Copa do Mundo de todos os tempos.

    Siempre es Lunes
    ¡Los Princesos no pagan hamburguesa triple!

    Siempre es Lunes

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 125:49


    Auspiciado por Vital Full of Life. Coopera con Glenda Maldonado en este enlace. Se acabó el Mundial, pero la verdadera Copa se la llevó el princeso que puso el internet a debatir si salir con una hambrienta es bandera roja, porque le puede dar la diarrea explosiva que tiene a Estados Unidos cagando cola'o. Como la vida es injusta, se nos fue el papá de las longanizas, mientras el puerco periodista pedófilo sigue vivo, y ojalá lo muerda otro perro Pistacho de la vida. Jay vuelve a soltar ráfagas contra otros analistas, en vez de criticar su propio canal por despedir empleados, provocando protestas de periodistas. Una boricua llevó su protesta a la WWE, donde mencionó todo excepto las calles jodidas de Santurce. Patrones PYMES: Jandi Erik Bakery Colorada Colorida Nuestras redes sociales: Tío Macetaminofen Sol Guzabra El George El Come Siempre es Lunes

    NerdCast
    FINAL DA COPA: A ESPANHA É BI, E O JNEC VOA?! | JNEC 42

    NerdCast

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 65:55


    Jovem Nerd Esporte Clube no ar e, depois de uma longa maratona diária de mais de um mês, ACABOU A COPA! E com o final feliz da segunda vitória da Espanha, nosso trio analisa a última rodada do mundial que já deixa saudades, e decide de uma vez por todas o futuro do nosso amado #FicaJNEC. Será que o bom humor de Azaghal com a vitória roja é o suficiente para manter o programa...? ATENÇÃO: ASSISTA/OUÇA OS EPISÓDIOS DIÁRIOS NOS FEEDS PRÓPRIOS DO JNEC! PESQUISA DE AUDIÊNCIA JNEC - Ajude-nos a melhorar (ainda mais) o programa respondendo às seguintes perguntinhas: https://forms.gle/nNGwP93QnKFeKcxu8 Hasbro Conheça MONOPOLY Panini Prizm FIFA: https://nerdbunker.short.gy/jnec_hasbro8 Netshoes Garanta seu manto na Netshoes: https://jovemnerd.short.gy/jnec_netshoes NERDCON Garanta ingressos para a primeira convenção oficial do Jovem Nerd! Ingressos em informações no link: nerdcon.com.br STAND UP DO PRÍNCIPE VIDANE Assista o nenê ao vivo. Agenda: São Carlos - SP: https://plateia.fun/saocarlinoproducoes/paulo-mansour-entre-charutos-e-cachacas/42 Ribeirão Preto - SP: https://www.comediaingressos.com.br/shows/paulo-mansur-no-ribeirao-comedy Confira todos os canais do JNEC nos agregadores e redes sociais: https://linktr.ee/jnesporteclube Mande suas histórias, críticas, elogios e sugestões para: servicos@jovemnerd.com.br Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

    Pelada na Net
    Pelada na Net #803 - Obrigado Espanha Por Fazer A Boa

    Pelada na Net

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 55:20


    Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 803! E hoje temos o Príncipe Vidane, Show do Vitinho e Maidana enfim suspirando aliviados.E neste programa falamos sobre a Espanha que fez a boa pra todo o planeta e venceu a Argentina na final da Copa (tornando-se bicampeã), debatemos a pelada de dez gols em que a Inglaterra bateu a França pra ficar com o terceiro lugar, além de muito mais!#YURIALBERTOESPANHOL #CARTÃOGRENÁ #ROLADASECA #CIGARRONOPREPÚCIO #8NACHAPELETA #VESTIDONANET #PEIXOTIRINHASAproveite os descontos da Insider com o cupom PELADANANET através do ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠nosso link exclusivo para ouvintes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠!ORIGINAIS DO FUT - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.originaisdofut.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, cupom PELADA10 com 10% OFF! Siga ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@originaisdofut_⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Vá ao Show do Vitinho em BH no dia 26 de julho - ⁠⁠⁠⁠compre aqui⁠⁠⁠⁠!Terá Show dos Vitinhos em SP em 7 de agosto - ⁠⁠⁠compre aqui⁠⁠⁠!Vidane fazendo Standup no interior paulista, compre: ⁠⁠São Carlos 28/07⁠⁠ e ⁠⁠Ribeirão Preto 29/07⁠⁠.contato: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠podcast@peladananet.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ acesse: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠peladananet.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e confira os links das nossas redes sociais (grupo de telegram, instagram, bluesky e twitter tanto do podcast quanto dos nossos participantes)Projetos paralelos:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Dentro da Minha Cabeça⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Reinaldo Jaqueline⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Fábrica de Filmes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Cia da Louça⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Lives: ⁠⁠⁠⁠⁠Twitch do Jovem nerd⁠⁠⁠⁠⁠Jovem Nerd Esporte Clube ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Spotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Financiamento coletivo:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoia.se⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Patreon⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / Chave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Junho/2026!Obrigado a todos que colaboraram com ao menos R$10. Confira aqui a ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠lista de nomes⁠⁠

    Posse de Bola
    #683: Espanha vai ditar o futebol mundial? O que foi melhor e pior na Copa do Mundo?

    Posse de Bola

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 84:28


    Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, PVC, Juca Kfouri, José Trajano e Danilo Lavieri debatem os reflexos do título da Espanha na Copa do Mundo em relação ao futebol mundial, as lições para a seleção brasileira, além de elegerem o que foi bom e o que foi ruim na competição organizada nos Estados Unidos, Canadá e México

    Chutando a Escada
    Uzbequistão entra em campo

    Chutando a Escada

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 74:26


    Em 2025, o Uzbequistão conquistou a primeira vaga da história de um país da Ásia Central em uma Copa do Mundo, um feito que o governo de Shavkat Mirziyoyev rapidamente incorporou à narrativa do “novo Uzbequistão”. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Guilherme Geremias da Conceição (UNESP/CIRE), um dos maiores especialistas brasileiros no país, para usar essa classificação como ponto de partida de uma leitura de longo prazo sobre o Uzbequistão contemporâneo. Guilherme percorre dois mil anos de história da região, da Rota da Seda ao império de Tamerlão, até a delimitação nacional soviética de 1924, que deu origem ao Uzbequistão como Estado. A conversa revisita a política externa de Islam Karimov, guiada por um único princípio, a defesa da soberania recém-conquistada, mesmo ao custo de aproximações e afastamentos sucessivos entre Moscou, Washington e Pequim. Já sob Mirziyoyev, o país transformou sua condição de duplamente sem litoral, característica que divide apenas com o Liechtenstein, em estratégia diplomática deliberada, equilibrando simultaneamente Rússia, China, Estados Unidos, Turquia, União Europeia e os países do Golfo. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) e Guilherme Geremias da Conceição (UNESP/CIRE). Capa do episódio: Reuters Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 Abertura e a vaga inédita do Uzbequistão na Copa do Mundo 04:00 Apresentação do convidado e o significado da classificação 11:00 Onde fica o Uzbequistão e por que a região foi sempre disputada 18:00 Da Rota da Seda a Tamerlão, dois mil anos antes da URSS 24:00 A criação soviética do Estado uzbeque em 1924 36:00 Independência e o pragmatismo de Islam Karimov 47:00 Andijan e os limites da política externa isolacionista 58:00 Mirziyoyev e a diplomacia multivetorial entre grandes potências The post Uzbequistão entra em campo appeared first on Chutando a Escada.

    O Antagonista
    Bolsonaro é carta fora do baralho até às eleições | Meio-Dia em Brasília - 20/07/2026

    O Antagonista

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 56:53


    O programa Meio-Dia em Brasília desta segunda-feira, 20, repercute a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que manteve a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas impôs novas restrições a ele como, por exemplo, a proibição de visitas de caráter político-partidário até o final das eleições.Além disso, o jornal também fala sobre o início das convenções partidárias, sobre a mais nova fala de Valdemar Costa Neto que causou desconforto na campanha de Flávio Bolsonaro e sobre a vitória da Espanha na Copa do Mundo de 2026.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto   de Brasília.     Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.     Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.    Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube.  https://www.youtube.com/@OAntagonista  Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários!  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#bolsonaro #politica #eleicoes #brasil #noticias #podcast #direita #esquerda #debate #atualidades #governo #opiniao #analise #bastidores #votos #partidos #urnas #campanha #jornalismo #youtube 

    Herrera en COPE
    07:00H | 20 JUL 2026 | Herrera en COPE

    Herrera en COPE

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 60:00


    España celebra su segunda Copa del Mundo de fútbol masculino tras un campeonato de menos a más, superando a Argentina en una final polémica. La victoria genera euforia nacional y grandes celebraciones en Madrid, con la llegada de la selección y una rúa hasta Cibeles. En el ámbito político y judicial, la ex pareja de José Luis Ábalos, Jessica Rodríguez, declara como investigada por tráfico de influencias y malversación. Además, el caso Plus Ultra avanza con la declaración de Julio Martínez, presunto testaferro de Zapatero, bajo sospecha de liderar una trama de tráfico de influencias. El gobierno de Pedro Sánchez busca retomar el pulso con medidas sociales y un acercamiento a Argelia, enfrentando críticas por su política internacional y el bloqueo parlamentario. Socialmente, el país afronta la tercera ola de calor del verano y graves incendios forestales. Se destaca la dificultad para acceder a la vivienda, con precios al alza y una edad media de 41.8 años para la primera hipoteca. ...

    Herrera en COPE
    06:00H | 20 JUL 2026 | Herrera en COPE

    Herrera en COPE

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 60:00


    España celebra su segunda Copa del Mundo de fútbol tras vencer a Argentina en la final con un gol de Ferrán Torres en la prórroga. La selección de Luis de la Fuente es un modelo de unidad y esfuerzo, generando alegría nacional y masivas celebraciones. El país enfrenta graves incendios forestales. El fuego de La Mierla, en Guadalajara, arrasa casi 18.000 hectáreas y mantiene municipios evacuados. El incendio de Orés, en Zaragoza, que ha quemado 15.000 hectáreas, se estabiliza. La mayoría se atribuyen a la imprudencia humana. En el ámbito judicial, la Audiencia Nacional cita a Jessica Rodríguez, amiga de José Luis Ábalos, como imputada por tráfico de influencias y malversación. Se espera también la declaración de Julio Martínez en el caso Plus Ultra, amigo del expresidente José Luis Rodríguez Zapatero. Pedro Sánchez viaja a Argelia para restaurar las relaciones diplomáticas, deterioradas por el cambio de postura sobre el Sáhara. El objetivo es asegurar y aumentar el suministro de gas ...

    Selección Argentina por Bruno González
    ANÁLISIS FINAL DEL MUNDO | ARGENTINA 0-1 ESPAÑA | Mundial 2026

    Selección Argentina por Bruno González

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 14:46


    Argentina, Selección Argentina, Mundial 2026, Scaloni y Lionel Messi: analizamos la derrota ante España en la final del Mundial, el balance de una Copa inolvidable y las dudas que dejaron las declaraciones del entrenador.Bruno González, desde Barcelona, repasa el rendimiento del equipo, el crecimiento durante el torneo, el futuro de Scaloni, el presente de Messi y todo lo que dejó una generación que volvió a llevar a la Albiceleste a una final del mundo.

    La Tribu con Raúl Varela
    LA TRIBU (09:00-10:00): Rodrigo, De La Fuente, Ferrán...

    La Tribu con Raúl Varela

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 60:00


    Analizamos la Copa del Mundo de España a través de sus nombres propiosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

    Tu dosis diaria de noticias
    20 de julio - ¡España ganó la Copa del Mundo!

    Tu dosis diaria de noticias

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 9:41


    Como si fuera una profecía, en un dramático partido y con un dominio total de la escuadra española, la Furia Roja levantó la Copa del Mundo por segunda vez en su historia. El exgobernador de Baja California, Ernesto Ruffo Appel, fue detenido por su presunta participación en una red de huachicol fiscal. Y actualmente se encuentra en prisión preventiva. El caso de Dafne Zapata Quintos Martínez sacudió a medio México este fin de semana. La joven de 13 años murió mientras participaba en un campamento de verano de la Academia Militarizada Marina Doenitz, en Ciudad Madero, Tamaulipas. El gobierno de Estados Unidos rechazó las cartas de protesta enviadas por México a centros de detención de migrantes administrados por ICE.Andrew y Tristan Tate fueron arrestados este sábado en Miami, Florida, por agentes federales de Estados Unidos en respuesta a una solicitud de extradición del Reino Unido. ¿Sabías que el Mundial también rompió récords fuera de la cancha? Sip… Tan solo en Spotify, el torneo impulsó un crecimiento histórico en el consumo de música y podcasts relacionados con el futbol.Isaac Del Toro sigue haciendo historia en el Tour de Francia. Ahora, el ciclista mexicano consiguió el segundo lugar en la etapa 14 del Tour, la cual se disputó el sábado.Para enterarte de más noticias, suscríbete aquí a nuestro newsletter y síguenos en redes sociales. Estamos en todas las plataformas como Te lo cuento. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

    El Brieff
    España conquista el Mundial: Las noticias para este lunes

    El Brieff

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 9:55


    Buenos días. México comienza la semana entre diplomacia mundialista, presión judicial por huachicol, dudas sobre Pemex y una alerta sanitaria ligada a exportaciones agrícolas. En el exterior, España levantó la Copa del Mundo, mientras el conflicto entre Estados Unidos e Irán vuelve a poner en riesgo infraestructura y rutas energéticas clave.En STRTGY ayudamos a las empresas a tomar mejores decisiones con inteligencia artificial y datos. Convertimos información dispersa en claridad operativa para mejorar la demanda, optimizar inventarios y hacer más eficiente la operación diaria. Si quieres crecer con menos fricción y más control, visítanos en strtgy.ai o agenda una demo en arturo@strtgy.ai.Recibe gratis nuestro newsletter con las noticias más importantes del día.Si te interesa una mención en El Brieff, escríbenos a arturo@strtgy.ai Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

    Futebol no Mundo
    Futebol No Mundo #614: Especial balanço da Copa do Mundo

    Futebol no Mundo

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 107:58


    Após o encerramento da Copa do Mundo, o nosso programa traz tudo aquilo que tivemos na competição! Destaques negativos e positivos. Grandes histórias do torneio! Quem surpreendeu? Vem com gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    HYPEBALL! - Deporte y cultura pop
    LA FINAL España vs Argentina - Reacciones post partido

    HYPEBALL! - Deporte y cultura pop

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 54:53


    En este episodio: con un dominio claro de España vimos lo que probablemente sea la despedida de Messi de las justas mundialistas. ¡Se acabó la Copa del Mundo!El análisis cotorro y futbolero de la justa mundialista de Paiki Network está aquí para hacer más llevadero tu verano.Nuestro mejor paquete de miembros está en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Patreon⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠. O únete a nuestro canal en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ y desbloquea contenido extra.Tenemos un canal de discusión deportiva en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Discord⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠. ¡Es gratis!Escúchanos en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Spotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ o en ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apple Podcasts⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠--Información sobre ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠la música⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ de nuestra intro: Good for Nothing Safety by Twin Musicom is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 license.

    SBS Portuguese - SBS em Português
    Espanha se consagra campeã mundial após vencer Argentina por 1 a 0

    SBS Portuguese - SBS em Português

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 6:15


    Após 104 partidas e um mês inesquecível de futebol, a Espanha é campeã da Copa do Mundo FIFA 2026, derrotando a Argentina por 1 a 0 em uma final cheia de tensão para conquistar o maior prêmio do futebol. Este é último boletim de Atualização da Copa do Mundo da FIFA 2026.Após 104 partidas e um mês inesquecível de futebol, a Espanha é campeã da Copa do Mundo FIFA 2026, derrotando a Argentina por 1 a 0 em uma final cheia de tensão para conquistar o maior prêmio do futebol.Este é último boletim de Atualização da Copa do Mundo da FIFA 2026.

    A DIARIO con Raúl Varela
    LA TRIBU (09:00-10:00): Rodrigo, De La Fuente, Ferrán...

    A DIARIO con Raúl Varela

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 60:00


    Analizamos la Copa del Mundo de España a través de sus nombres propiosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

    Broojula
    20 Julio, 2026 - La dureza de ICE

    Broojula

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 24:00


    En menos de una semana, dos personas murieron por disparos de agentes del Servicio de Inmigración y Control de Aduanas de Estados Unidos. ICE está ejecutando una campaña de detenciones a una escala extraordinaria. Se han contabilizado al menos siete personas muertas por disparos durante acciones migratorias desde el regreso de Donald Trump a la Casa Blanca en enero de 2025. ¿Qué ha cambiado dentro de ICE en este segundo mandato de Trump? Rafael Fernández de Castro, Director del Centro de Estudios México-Estados Unidos de UC San Diego, nos habla al respecto. En otro tema: Ya terminó la Copa del Mundo. Un mes que fue maravilloso para muchos, excelente para España.

    Esporte em Discussão
    Espanha é bicampeã do mundo; Argentina é dominada, e Messi chora com o vice!

    Esporte em Discussão

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 117:39


    No Bate-Pronto de hoje, a Espanha conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo após dominar a Argentina e confirmar o título em uma final histórica. O programa analisa a atuação da seleção espanhola, os fatores que fizeram a diferença na decisão e os destaques da campanha que terminou com a taça. Do outro lado, a frustração argentina marcou o fim da competição, com Lionel Messi deixando o gramado emocionado após o vice-campeonato. A equipe debate o legado da campanha argentina, o impacto da derrota para Messi e repercute os principais lances, personagens e bastidores da grande final do Mundial.

    INGRID Y TAMARA EN MVS 102.5
    España levantó la Copa del Mundo 2026 Renata Ibarrarán en Tamara con Luz en MVS – 20 julio 26

    INGRID Y TAMARA EN MVS 102.5

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 19:29


    España levantó la Copa del Mundo 2026 y México también celebró con grandes resultados en la Copa México de Clavados. Renata Ibarrarán nos comparte lo más destacado del fin de semana deportivo. Conéctate en Tamara con Luz en MVS, de lunes a viernes, de 10:00 AM a 01:00 PM por MVS 102.5 FMSee omnystudio.com/listener for privacy information.

    Radioestadio noche
    Radioestadio Noche Especial Campeones del Mundo 20/07/2026

    Radioestadio noche

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 362:01


    Toda la fiesta de la selección española a su llegada a Madrid después de conseguir levantar en Estados Unidos la segunda Copa del Mundo de su historia.

    Hoje no TecMundo Podcast
    O QUE TÁ ROLANDO NA SAMSUNG?! JETSKI DE MADEIRA! EA FC ACERTA CAMPEÃO DA COPA! HONOR, VINGADORES E +

    Hoje no TecMundo Podcast

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 9:49


    Netflix paga US$ 587 milhões por startup do ator Ben Affleck. EA FC acerta campeão da Copa do Mundo pela quinta vez após vitória da Espanha. Depois de ganhar a Copa do Mundo, zagueiro espanhol filma a festa com celular protótipo da Honor. Carpinteiro do Pará cria jetski de madeira, viraliza na web e recebe visita da Marinha. Samsung demite mais de 800 funcionários nos EUA. Cyberpunk 2077 de graça no Game Pass, Red Dead 2 baratinho e mais! Veja indicações de games da semana. No Minha Série, Vingadores Doutor Destino ganha trailer com retorno de Steve Rogers e Robert Downey Jr como vilão.

    No pé do ouvido
    Espanha domina Argentina e é bicampeã da Copa

    No pé do ouvido

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 21:52


    Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essa e outras notícias: Espanha domina Argentina, é bicampeã da Copa e Brasil se mantém isolado no alto do ranking de títulos. Michelle Bolsonaro diz que não será vice de Zema. E os chineses encostam nos EUA em poder de IA.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    GE Grêmio
    GE Grêmio #446 - Derrota para assustar: Grêmio volta após Copa pior do que antes?

    GE Grêmio

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 36:19


    Esther Fischborn, Rafael Favero e Queki, da Voz da Torcida, repercutem a derrota para o Mirassol no retorno ao Brasileirão após 48 dias de treinamento. Diretoria admite necessidade de reforços, mas mantém respaldo a Luís Castro. Até quando? Aperte o play!

    Mediodía COPE
    14:00H | 20 JUL 2026 | Mediodía COPE

    Mediodía COPE

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 59:00


    España celebra su segunda Copa del Mundo de fútbol tras vencer a Argentina, con una audiencia récord de más de 17.5 millones. La selección llega a Madrid para festejar en Zarzuela, Moncloa y Cibeles. Se destaca el liderazgo de Luis de la Fuente. En el ámbito político-judicial, Julio Martínez, presunto testaferro de Zapatero, confiesa la mediación del expresidente en el rescate de Plus Ultra y un pacto por el 1% de comisión. Jessica Rodríguez, amiga de Ábalos, se niega a declarar en la Audiencia Nacional por el caso Koldo, relacionado con enchufismo y malversación. Pedro Sánchez viaja a Argelia para recomponer relaciones y asegurar el gas, en medio de críticas por escándalos familiares. La economía muestra un mercado hipotecario estabilizado, con más de 42.000 nuevas hipotecas en mayo, pese al encarecimiento del crédito y los altos precios de la vivienda. Un incendio en Guadalajara sigue sin control, quemando más de 26.000 hectáreas. Se prevé una nueva ola de calor con temperaturas ...

    Linha de Passe
    Espanha domina, vence a Argentina e é campeã da Copa do Mundo após 16 anos - Linha de Passe

    Linha de Passe

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 118:03


    O Linha de Passe chega para encerrar a Copa do Mundo 2026! Espanha x Argentina se enfrentaram para decidir o Mundial e os nossos comentaristas fazem o melhor pós-jogo da decisão! Vem com a gente. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    Boa Noite Internet
    O Império da IA — com Karen Hao

    Boa Noite Internet

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


    O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

    Posse de Bola
    #681: Espanha ou Argentina, quem ganha a Copa do Mundo? Decisão do 3º lugar foi boa?

    Posse de Bola

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 91:25


    Eduardo Tironi, PVC, José Trajano, Juca Kfouri, Luiza Oliveira e Danilo Lavieri debatem a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, os protagonistas do jogo, as lições para a seleção brasileira e a decisão de terceiro lugar vencida pela Inglaterra contra a França

    Football for kids

    This show is sponsored by Kellogg's Football Camps - a brilliant solution for families looking to keep kids active, having fun, and building confidence this summer. Want to listen AD FREE? ⬇️ ⁠⁠⁠⁠⁠>>> https://www.patreon.com/c/Footballforkids⁠⁠⁠⁠⁠

    SBS Spanish - SBS en español
    Programa | Spanish | Los españoles y argentinos que verán la final con el corazón ‘partío'

    SBS Spanish - SBS en español

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 42:22


    La final de la Copa del Mundo entre España y Argentina dejará muchos corazones partidos (literalmente), entre familias conformadas por españoles y argentinos, como el caso de Sandra Hurtado y Fernando Tradassso, cuyos hijos han vivido el fútbol a través de los equipos de estos dos países. Escucha el segmento en nuestro programa.

    Chismes de Historia y Ciencia
    Ep. 266: Los Mundiales.

    Chismes de Historia y Ciencia

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 100:43


    El Mundial de fútbol no es solo el torneo deportivo más grande del planeta — es política, dinero, historia y cultura mezclados en noventa minutos de juego. En este episodio te contamos la historia completa: cómo nació la Copa del Mundo, los momentos más icónicos y controversiales que marcaron generaciones, lo que pasa detrás de cámaras con la FIFA, y cómo este torneo ha tenido el poder de unir y dividir países enteros al mismo tiempo.Hablamos de Brasil 1950, México 86, Francia 98 y muchos más — no solo de los partidos sino de todo lo que los rodeó. Porque detrás de cada Mundial hay una historia que va mucho más allá de la cancha, y esa es la historia que a nosotros nos interesa contar.Si eres de los que creen que el fútbol es solo fútbol, este episodio te va a cambiar la perspectiva.#MundialDeFútbol #CopaDelMundo #FIFA #HistoriaDelFútbol #Brasil1950 #México86 #Francia98 #HistoriaUniversal #HistoriaEnEspañol #Podcast

    Mochileiros sem Pauta
    #124 A Copa do Mundo além dos estádios

    Mochileiros sem Pauta

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 134:14


    Viajar muda a forma como enxergamos o mundo. E isso também vale para a Copa do Mundo.Neste episódio extra do Viajante sem Pauta, a conversa não é sobre assistir aos jogos no estádio ou acompanhar uma Copa de perto. É sobre como conhecer outros países, culturas e pessoas transforma a maneira como entendemos o futebol, as torcidas, as rivalidades e até o significado de vestir uma camisa da seleção.Depois de viajar, a Copa deixa de ser apenas uma competição esportiva e passa a ser um encontro entre culturas, histórias e diferentes formas de viver o futebol.Host: ⁠⁠Cainã Ito⁠⁠Bancada:⁠⁠⁠ ⁠⁠ Ully Flores, Fred Ribeiro, Filipi Libório e Paula Paradellas➡️ ⁠⁠Assine o podcast⁠⁠, e faça parte da comunidade!⁠Seguro viagem Assist 365 com desconto!⁠⁠ Ou use o cupom:VSP

    Futebol no Mundo
    Futebol No Mundo na Copa #613: Chegou o dia! Espanha e Argentina na grande decisão da Copa do Mundo

    Futebol no Mundo

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 71:43


    Neste domingo (19), nossos comentaristas destacaram os últimos preparativos para a grande decisão da Copa do Mundo e projetaram o duelo entre Espanha e Argentina. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    PEBMED - Notícias médicas
    Afya News | 19/07/26: Prescrição Cultural — Especial Final da Copa, Lucio Branco e Marcello Quintanilha.

    PEBMED - Notícias médicas

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 2:38


    Fontes do episódio aqui:⁠https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/19-07-2026Neste domingo histórico de encerramento do maior evento esportivo do planeta, a nossa Prescrição Cultural traz indicações inspiradas em memórias afetivas, determinantes de bem-estar e celebração. No formato de documentário, destacamos Sr. Futebol, de Lucio Branco, um resgate emocionante sobre a genialidade e o protagonismo internacional do meio-campista Didi, pioneiro em superar barreiras em sua época. Nos quadrinhos, analisamos a densa obra nacional Eldorado, de Marcello Quintanilha, que retrata as expectativas de jovens periféricos e os fatores sociais envolvidos em suas trajetórias. Por fim, entramos no clima das apresentações do MetLife Stadium destacando o novo álbum de estúdio Confessions II, onde a estrela pop Madonna propõe a atividade física e a dança como ferramentas de descontração e vitalidade para o autocuidado. Afya News. Informação médica confiável e atualizada no seu tempo.

    Posse de Bola
    #680: Brasil deve mirar na Espanha ou na Argentina? Decisão do terceiro lugar vale?

    Posse de Bola

    Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 92:08


    Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, PVC, Mauro Cezar, José Trajano e Danilo Lavieri debatem a final entre Argentina e Espanha, a disputa do terceiro lugar entre França e Inglaterra, além das polêmicas dos Estados Unidos na Copa do Mundo

    ESPN Radio Fórmula
    A horas de la gran batalla: así llegan España y Argentina a la final

    ESPN Radio Fórmula

    Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 48:31


    Ciro Procuna, Héctor Huerta y Javier Trejo Garay analizan todo lo que rodea a la final de la Copa del Mundo entre España y Argentina, a menos de 48 horas del partido que definirá al campeón. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    Por Falar em Correr
    Redação PFC 269 - NB 42K Porto Alegre, Kipchoge em Porto Alegre e Troféu Brasil de Atletismo

    Por Falar em Correr

    Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 41:34


    ⁠⁠Enio Augusto⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Marcos Buosi⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ trazem as notícias do mundo da corrida com os comentários, informações, opiniões e análises mais pertinentes, peculiares e inesperadas no Redação PFC. Escute, informe-se e divirta-se.⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠SEJA MEMBRO DO CANAL!!!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

    Fútbol Picante
    ¿Por qué España es favorito ante Argentina en la Final del Mundial?

    Fútbol Picante

    Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 48:26


    El debate previo a la final de la Copa del Mundo, que esperar del juego por el tercer lugar entre Francia e Inglaterra, y el arranque de la Liga Mx. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    La Corneta
    La Corneta COMPLETA 16 de Julio del 2026

    La Corneta

    Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 95:37


    Vaya lio en el que está la Gobernadora de Baja California trás los audios filtrados, ella aceptó que el audio es real pero que no sabía a quién le estaba dando esa información. La Presidenta, el Secretario de Seguridad, Harfuch, Ricardo Monreal, la jefa de su partido y toda la 4T salieron a respaldarla, a ver en qué para la cosa. Habemus Final de la Copa del Mundo, qué dice MoyMu al respecto y de la corrupción en el futbol mundial, y el "cover" que hicieron unos hinchas argentinos al clásico "Wonderwall". Eduardo Iniesta nos habló de las gaviotas lesbianas y nos vamos con preguntas rápidas para Eugenio Derbez.