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No Mondolivro de hoje, Afonso Borges fala sobre o livro “A terra que ninguém nos prometeu”, de Fábio de Melo. A obra é uma versão revista e ampliada de Orfandades – O destino das ausências, publicada originalmente em 2012, agora acrescida de contos inéditos. Ao reunir 26 histórias, o autor retorna ao tema das ausências, da perda, da solidão e das muitas formas de orfandade que atravessam a experiência humana.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Era sábado à noite, nos anos 2000.Mais cedo, no MSN:“10h na porta?”“Fechou.”Você se arrumava, encontrava os amigos e ia para a balada. Sem stories, sem localização em tempo real, sem saber antes quem estaria lá. Você simplesmente descobria quando chegava.Na pista, tocava Summer Eletrohits. No refrão, ninguém levantava o celular.Levantava os braços.O momento ficava na memória de quem estava vivendo. Não virava Reels no dia seguinte.Se quisesse uma foto do rolê, precisava ter um amigo com câmera digital ou encontrar o fotógrafo da balada. No dia seguinte, todo mundo procurava as fotos na internet. Flash estourado, olho vermelho, alguém cortado, foto tremida.E todo mundo achava incrível.Uma delas ainda podia virar sua foto do Orkut pelos próximos seis meses.E se você fizesse alguma besteira durante a noite e ninguém tivesse fotografado, acabava ali. No máximo, virava história entre os amigos. Você não acordava no domingo viralizado.Até para encontrar alguém que sumiu no rolê era diferente:“kd vc?”E localização em tempo real? Kkkkk. Sonha.Ficar em casa também tinha seu ritual. Pizzaria pelo telefone fixo, Zorra Total, depois Supercine. No domingo, Fórmula 1, Globo Rural, almoço em família, Turma do Didi e Domingo Legal.Lasanha ou frango no forno. Coca-Cola de 2 litros. Todo mundo à mesa.Ninguém dizia:“Peraí, deixa eu tirar uma foto.”A comida não precisava esperar por um story.Mais tarde, alguém chamava:“Bora dar uma volta?”E “dar uma volta” podia significar praça, calçadão, sorveteria ou casa de alguém.Ninguém escolhia o lugar pensando em qual foto ia render.À noite, o Fantástico anunciava que o fim de semana estava acabando.E você não passava o domingo comparando sua vida com a de outras 300 pessoas nos stories. Não sabia quem tinha viajado, saído mais ou almoçado melhor.Você tinha vivido o seu.Na segunda-feira, a pergunta era simples:“E aí, fez o quê no fim de semana?”E você contava tudo.Porque ninguém tinha acompanhado sua vida pela internet antes de você contar.Era real time de verdade.Talvez alguns dos melhores fins de semana da nossa vida não tenham virado conteúdo porque não precisavam.Eles simplesmente aconteceram.Talvez a gente tivesse menos conteúdo, mas mais presença.Menos comparação e mais experiência.Menos necessidade de mostrar e mais liberdade para viver.Bons tempos.Ou talvez tenham sido tão bons porque a gente estava inteiro dentro deles.
Era sábado à noite, nos anos 2000.Mais cedo, no MSN:“10h na porta?”“Fechou.”Você se arrumava, encontrava os amigos e ia para a balada. Sem stories, sem localização em tempo real, sem saber antes quem estaria lá. Você simplesmente descobria quando chegava.Na pista, tocava Summer Eletrohits. No refrão, ninguém levantava o celular.Levantava os braços.O momento ficava na memória de quem estava vivendo. Não virava Reels no dia seguinte.Se quisesse uma foto do rolê, precisava ter um amigo com câmera digital ou encontrar o fotógrafo da balada. No dia seguinte, todo mundo procurava as fotos na internet. Flash estourado, olho vermelho, alguém cortado, foto tremida.E todo mundo achava incrível.Uma delas ainda podia virar sua foto do Orkut pelos próximos seis meses.E se você fizesse alguma besteira durante a noite e ninguém tivesse fotografado, acabava ali. No máximo, virava história entre os amigos. Você não acordava no domingo viralizado.Até para encontrar alguém que sumiu no rolê era diferente:“kd vc?”E localização em tempo real? Kkkkk. Sonha.Ficar em casa também tinha seu ritual. Pizzaria pelo telefone fixo, Zorra Total, depois Supercine. No domingo, Fórmula 1, Globo Rural, almoço em família, Turma do Didi e Domingo Legal.Lasanha ou frango no forno. Coca-Cola de 2 litros. Todo mundo à mesa.Ninguém dizia:“Peraí, deixa eu tirar uma foto.”A comida não precisava esperar por um story.Mais tarde, alguém chamava:“Bora dar uma volta?”E “dar uma volta” podia significar praça, calçadão, sorveteria ou casa de alguém.Ninguém escolhia o lugar pensando em qual foto ia render.À noite, o Fantástico anunciava que o fim de semana estava acabando.E você não passava o domingo comparando sua vida com a de outras 300 pessoas nos stories. Não sabia quem tinha viajado, saído mais ou almoçado melhor.Você tinha vivido o seu.Na segunda-feira, a pergunta era simples:“E aí, fez o quê no fim de semana?”E você contava tudo.Porque ninguém tinha acompanhado sua vida pela internet antes de você contar.Era real time de verdade.Talvez alguns dos melhores fins de semana da nossa vida não tenham virado conteúdo porque não precisavam.Eles simplesmente aconteceram.Talvez a gente tivesse menos conteúdo, mas mais presença.Menos comparação e mais experiência.Menos necessidade de mostrar e mais liberdade para viver.Bons tempos.Ou talvez tenham sido tão bons porque a gente estava inteiro dentro deles.
Ninguém nos avisa que um dos maiores presentes do tempo é aquilo que, aos poucos, ele nos ensina a deixar ir.Com os anos, algumas urgências perdem o sentido. A necessidade de agradar, o medo do julgamento, a pressa de chegar, a obrigação de provar.A gente descobre que maturidade talvez seja isso: reconhecer o que pesa e ter coragem de soltar.O passo muda. Fica mais sereno. Já não se corre atrás de tudo. Aprende-se a respeitar os próprios limites, a não insistir onde não há espaço e a encerrar ciclos sem transformar despedidas em mágoas.Um dia, a juventude fica para trás. E, curiosamente, algumas inseguranças vão com ela.No lugar da pressa de ser aceito, nasce uma paz mais silenciosa: a de saber quem se é.A gente passa a valorizar menos quem passa e mais quem permanece. Menos a razão, mais a paz. Menos a aparência, mais a verdade.Envelhecer é uma arte.É perceber que o tempo não leva apenas. Ele também devolve.Devolve leveza. Devolve verdade. Devolve a liberdade de ser quem se é, sem precisar explicar tanto.E talvez seja essa a beleza de uma vida inteira: chegar mais longe e, ao mesmo tempo, precisar carregar cada vez menos.
Ninguém nos avisa que um dos maiores presentes do tempo é aquilo que, aos poucos, ele nos ensina a deixar ir.Com os anos, algumas urgências perdem o sentido. A necessidade de agradar, o medo do julgamento, a pressa de chegar, a obrigação de provar.A gente descobre que maturidade talvez seja isso: reconhecer o que pesa e ter coragem de soltar.O passo muda. Fica mais sereno. Já não se corre atrás de tudo. Aprende-se a respeitar os próprios limites, a não insistir onde não há espaço e a encerrar ciclos sem transformar despedidas em mágoas.Um dia, a juventude fica para trás. E, curiosamente, algumas inseguranças vão com ela.No lugar da pressa de ser aceito, nasce uma paz mais silenciosa: a de saber quem se é.A gente passa a valorizar menos quem passa e mais quem permanece. Menos a razão, mais a paz. Menos a aparência, mais a verdade.Envelhecer é uma arte.É perceber que o tempo não leva apenas. Ele também devolve.Devolve leveza. Devolve verdade. Devolve a liberdade de ser quem se é, sem precisar explicar tanto.E talvez seja essa a beleza de uma vida inteira: chegar mais longe e, ao mesmo tempo, precisar carregar cada vez menos.
Talvez um dos maiores desafios de um relacionamento seja aprender a amar a pessoa real, e não a imagem que criamos dela. No começo, tudo parece mais fácil. Tem encanto, desejo, carinho, novidade. A gente conhece alguém e, quase sempre, enxerga primeiro aquilo que gosta. Com o tempo, a vida vai mostrando o restante. Aparecem as manias, os defeitos, os dias de cansaço, a irritação, as preocupações, as dificuldades, as diferenças de opinião. E aquilo que antes parecia pequeno começa, às vezes, a incomodar. É nesse momento que muita gente se pergunta se o amor acabou. Mas nem sempre acabou. Às vezes, é apenas o momento em que o relacionamento deixa de viver de encanto e começa a viver de escolha. Escolha de conversar. De compreender. De ceder quando for preciso. De reconhecer que o outro tem defeitos, assim como nós temos. Isso não significa aceitar desrespeito, violência ou aquilo que nos machuca. Significa entender que duas pessoas podem se amar e, ainda assim, ter dias difíceis. Nem toda discussão precisa terminar com uma porta batendo. Nem todo problema precisa ser resolvido naquela hora, é melhor respirar, dormir, deixar a cabeça esfriar e conversar no dia seguinte. Amar, talvez, seja justamente isso: conhecer alguém cada vez mais de perto, enxergar aquilo que não é perfeito e, mesmo assim, continuar encontrando motivos para estar ali. De perto, ninguém é perfeito. Quem sabe seja justamente de perto que a gente descubra quem realmente vale a pena.
Talvez um dos maiores desafios de um relacionamento seja aprender a amar a pessoa real, e não a imagem que criamos dela. No começo, tudo parece mais fácil. Tem encanto, desejo, carinho, novidade. A gente conhece alguém e, quase sempre, enxerga primeiro aquilo que gosta. Com o tempo, a vida vai mostrando o restante. Aparecem as manias, os defeitos, os dias de cansaço, a irritação, as preocupações, as dificuldades, as diferenças de opinião. E aquilo que antes parecia pequeno começa, às vezes, a incomodar. É nesse momento que muita gente se pergunta se o amor acabou. Mas nem sempre acabou. Às vezes, é apenas o momento em que o relacionamento deixa de viver de encanto e começa a viver de escolha. Escolha de conversar. De compreender. De ceder quando for preciso. De reconhecer que o outro tem defeitos, assim como nós temos. Isso não significa aceitar desrespeito, violência ou aquilo que nos machuca. Significa entender que duas pessoas podem se amar e, ainda assim, ter dias difíceis. Nem toda discussão precisa terminar com uma porta batendo. Nem todo problema precisa ser resolvido naquela hora, é melhor respirar, dormir, deixar a cabeça esfriar e conversar no dia seguinte. Amar, talvez, seja justamente isso: conhecer alguém cada vez mais de perto, enxergar aquilo que não é perfeito e, mesmo assim, continuar encontrando motivos para estar ali. De perto, ninguém é perfeito. Quem sabe seja justamente de perto que a gente descubra quem realmente vale a pena.
Um calhamaço de 600 páginas ameaça o sossego político de agosto. Enquanto o Governo finge que não vê e a oposição foge do assunto, os economistas sugerem arredondar a conta das compras.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Doc, Albert Inga og Jói Már
O Supremo violou a liberdade de imprensa ao determinar a quebra de sigilo de um jornalista no Maranhão para investigar ameaças ao ministro Flávio Dino?A decisão do ministro Alexandre de Moraes usou o material apreendido no celular e no computador de um jornalista para chegar à fonte que vazava informações sobre o uso de carros oficiais pelo ministro e por sua família. Até a gravação deste episódio, a decisão não havia sido divulgada — não conhecemos os fundamentos nem o relato dos fatos.Neste episódio discutimos:• O jornalista pode cometer crime e ser investigado. Mas isso autoriza quebrar seu sigilo para identificar a fonte?• O que essa decisão tem em comum com o inquérito das fake news e com outras decisões dos últimos anos• O histórico ambíguo do STF: grandes afirmações a favor da liberdade de imprensa, e decisões bem menos protetivas quando o caso envolve os próprios ministros• Num mundo sem diploma obrigatório e sem redação, quem define quem é jornalista — e quem tem direito ao sigilo da fonte?• Por que uma decisão monocrática já empareda o plenário antes da discussão formal do caso• O recado que fica para as fontes e para quem pensa em denunciar irregularidades na administração públicaThomaz Pereira, Juliana Cesario Alvim e Diego Werneck comentam com Felipe Recondo.
Ninguém assume as culpas e as entidades atropelam-se em desculpas sobre a invasão na Arrábida. E a sina de improvisar na segurança e o adeus ao espetáculo do eclipse.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Abra sua conta na COINBASE e ao comprar R$1000 ganhe $10 USDC:https://coinbase-consumer.sjv.io/c/7081608/3861328/9251A guerra contra o Irã e o fechamento do Estreito de Hormuz deveriam ter provocado uma explosão histórica no preço do petróleo. Cerca de 20% do petróleo mundial deixou de passar por uma das rotas mais importantes do planeta — mas a crise econômica prevista não aconteceu na mesma intensidade.Um dos principais motivos pode estar na China. Pequim reduziu drasticamente suas importações de petróleo, retirando cerca de 5,5 milhões de barris por dia de sua demanda e alterando completamente a equação do mercado global.Neste vídeo, explico como a China conseguiu fazer isso, o possível papel de suas enormes reservas estratégicas de petróleo e por que parte desses estoques pode ser muito maior do que o mundo imaginava.Mas a grande pergunta é: por quê?A decisão pode estar ligada à proteção das exportações chinesas, ao chamado “Dilema de Malaca” e até à preparação de Pequim para um eventual confronto envolvendo Taiwan. Ao mesmo tempo, o episódio revela que a China pode ter adquirido uma capacidade inédita de interferir diretamente no preço mundial do petróleo.Entenda o que pode estar por trás de um dos movimentos mais misteriosos da geopolítica atual.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!LINK HOC ACADEMY:https://lp.hocacademy.com.br/home-nova/#China #XiJinping #Trump #Petróleo #Geopolítica #Taiwan #Irã #Hormuz #coinbase
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (12/08/2026): Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará à eleição com candidatos petistas ao governo em 12 unidades federativas, o menor número em todos os ciclos presidenciais com ele à frente desde 1994. Em 2022, foram 13 candidaturas. Em 2002, 25. Neste ano, o PT abriu mão da presença ampla de nomes próprios e montou mais palanques em torno de candidatos aliados, incluindo de siglas do Centrão, como PSD e União Brasil. Aliados de Lula dizem que a estratégia permite atrair alas regionais e esvaziar o apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Para especialistas, a atual configuração reflete cálculo eleitoral reforçado pela polarização: onde o PT não dispõe de nome competitivo, abre espaço a aliados capazes de fortalecer o palanque presidencial. Política: PT vai com menor força própria em eleições estaduais desde 1994 Economia: Inflação desacelera em julho, mas preço de serviços ainda preocupa Internacional: EUA dizem que seu domínio sobre as Américas não será mais questionado Metrópole: Anac ignorou problemas com a Voepass desde 2020 e puniu inspetor Cultura: Após 34 anos na Alemanha, Alex Flemming volta ao Brasil com exposição sobre guerras e destruiçãoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Curtiu este conteúdo? Queremos te conhecer!Venha fazer parte desta família! .Rua Tupi, N°115 - Retiro, Volta Redonda - RJ. (Rua próxima à passarela da CSN na Beira-Rio). Encontros aos Domingos, 10h!..Link do Google Maps: https://maps.app.goo.gl/yEwwqS4XVZwpT7vu5.Se você entende que o que estamos fazendo é importante de alguma forma para você ou para outras pessoas, por favor, contribua!O nosso pix é pelo e-mail eusou@capela.churchSeja Grato! Seja Generoso!.Nosso website: https://capela.church/.Nos siga nas redes sociais:https://www.youtube.com/@CapelaChurch?sub_confirmation=1https://www.instagram.com/capelachurchhttps://www.facebook.com/capelachurch.
Neste episódio do De Dono para Dono, recebemos André Adolfo, CEO da BWA Global, uma consultoria de contabilidade e gestão empresarial.No bate-papo, discutimos sobre a preparação para a reforma tributária, o papel estratégico do CEO, impacto nas margens, empresas que podem ganhar ou perder competitividade e oportunidades para sair na frente dos concorrentes.Se você se interessa por Reforma Tributária, este episódio é para você! Conheça a Auddas e descubra como podemos ajudar a alcançar o sucesso:https://auddas.com/https://www.youtube.com/@auddashttps://www.instagram.com/juliantoniolihttps://www.linkedin.com/company/auddas-consulting/https://open.spotify.com/show/0Txf0LYFaLITDaWoyHcseW?si=d020fd9381c147b3 Onde você pode encontrar o André:https://www.instagram.com/andreadolfo/https://www.linkedin.com/in/andr%C3%A9-adolfo-885366216/ Onde você pode encontrar o França:https://www.instagram.com/marco.francaa/https://www.linkedin.com/in/marco-fran%C3%A7a-591b2488/
¹ Ouçam isto vocês, todos os povos; escutem, todos os que vivem neste mundo —² gente do povo, homens importantes, ricos e pobres igualmente:³ A minha boca falará com sabedoria; a meditação do meu coração trará entendimento.⁴ Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio; com a harpa exporei o meu enigma:⁵ Por que deverei temer, quando vierem dias maus, quando inimigos traiçoeiros me cercarem,⁶ aqueles que confiam nos seus bens e se gabam das suas muitas riquezas?⁷ Ninguém pode redimir o seu semelhante ou pagar a Deus o preço por ele,⁸ pois o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre⁹ para que viva para sempre e não sofra decomposição.¹⁰ Pois todos podem ver que os sábios morrem, como perecem o tolo e o estúpido, e para outros deixam os seus bens.¹¹ O túmulo será a morada deles para sempre¹² Mesmo que muito importante, o ser humano não perdura; é como os animais, que perecem.¹³ Este é o destino dos que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam o que eles dizem. Pausa¹⁴ Como ovelhas, são conduzidos à sepultura,49.14 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas ou morte; também no final desse versículo e no versículo 15. e a morte os apascentará. Pela manhã os justos triunfarão sobre eles! A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões.¹⁵ Deus, porém, redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si. Pausa¹⁶ Não fique receoso quando alguém se enriquece e aumenta o luxo da sua casa,¹⁷ pois nada levará consigo quando morrer; não descerá com ele o seu esplendor.¹⁸ Embora em vida ele se parabenize: "Todos o elogiam, pois você está prosperando",¹⁹ ele se juntará aos seus antepassados, que nunca mais verão a luz.²⁰ O homem, mesmo que muito importante, não tem entendimento; é como os animais, que perecemSalmos 49:1-20 | NVIBíblia OnlineYoutube: youtube.com/c/PrRomuloPereiraInstagram: @PrRomuloPereiraFacebook: facebook.com/PrRomuloPereiraSpotify: Evangelho Puro e Simpleshttps://podcasters.spotify.com/pod/show/PrRomuloPereira
Ler um livro inteiro virou exceção e cientistas anunciam os primeiros vírus projetados por IA. Chefes de laboratórios de IA declaram o começo da singularidade e o Snapchat já cobra pelo armazenamento das suas memórias.O que ainda é decisão sua?No RESUMIDO #376: o fim da leitura, IA cria vírus que não existiam, loja com chefe robô vira desastre, ex-funcionária da OpenAI quer focar em telepatia, a bolha da IA está aí e ninguém se importa, MySpace ensaia a volta e muito mais!--Assine a newsletter da inovabra "Do hype ao ROI":https://inovabra.substack.com--RESUMIDO #375, apresentado por Bruno Natal--Loja RESUMIDO (camisetas, canecas, casacos, sacolas): https://www.studiogeek.com.br/resumido -- Faça sua assinatura! https://resumido.cc/assinatura
Empresários passam anos aperfeiçoando produtos, equipes e vendas.Mas muitos ignoram um fator que pode mudar completamente o futuro do negócio: o ambiente em que a empresa está inserida.Neste episódio do Jota Jota Podcast, recebo Índio da Costa, advogado, empresário e ex-parlamentar com mais de 30 anos de experiência no setor público, para uma conversa sobre estratégia, gestão de riscos, regulação e como identificar oportunidades que a maioria dos empresários simplesmente não enxerga.Falamos sobre pontos cegos, mudanças de cenário, decisões que podem custar milhões, oportunidades criadas por novas regulamentações e por que entender o ambiente externo pode ser uma das maiores vantagens competitivas de um empresário.Se você quer construir um negócio mais sólido, reduzir riscos e aprender a enxergar oportunidades antes da concorrência, este episódio é para você.--------------------------------------------------------------------Neste episódio, você vai aprender:◼️ Por que muitas empresas não percebem quando a regra muda◼️ Como o Estado pode afetar diretamente o seu negócio◼️ O que é risco regulatório e por que ele custa caro◼️ Por que informação pública pode virar vantagem competitiva◼️ Como empresários perdem dinheiro por não entenderem o ambiente político◼️ O caso dos respiradores na pandemia e o risco de entrar em setor regulado sem preparo◼️ Como hospitais conveniados ao SUS podem estar perdendo receitas relevantes◼️ Por que toda nova regra cria vencedores e perdedores◼️ Como uma orientação estratégica ajudou a reduzir uma dívida bilionária◼️ O papel da segurança política, jurídica e regulatória nos negócios◼️ Por que saneamento, energia, saúde, mineração, tecnologia e infraestrutura são setores cheios de oportunidades◼️ Como a Lei da Ficha Limpa foi aprovada com mobilização popular◼️ Por que conhecimento pode ser mais barato do que a ignorância◼️ Como o Código Brax quer ajudar empresários a decodificar o Brasil--------------------------------------------------------------------Patrocinador: Conheça a The Best Açaí, uma das maiores redes de franquias de açaí do Brasil:
Imagine que descobre que a pessoa com quem partilha a vida, lhe escondeu uma dívida de milhares de euros. Ou que tem um cartão de crédito secreto. Ou que o salário que sempre lhe disse que ganhava é, na verdade, bastante diferente do real. Como se sentiria? No mais recente episódio do podcast MoneyBar falamos de uma traição que não envolve terceiros, mas que pode destruir uma relação com a mesma força, ou até com mais. Vamos falar de infidelidade financeira. Inscreva-se na “Masterclass Investir Agora”: https://bit.ly/MasterclassInvestirAgora Inscreva-se na lista de Espera do Curso “Do Zero à Liberdade Financeira”: https://bit.ly/Lista-de-Espera-Curso Inscreva-se na Lista de Espera do Programa Património Imobiliário: https://moneylab.pt/imobiliario-sup Inscreva-se na Lista de Espera do Programa Património 50+: https://moneylab.pt/patrimonio-50-sup Subscreva a Newsletter: Newsletter MoneyLab – https://bit.ly/NewsletterMoneyLab Junte-se ao grupo de Telegram: https://bit.ly/moneylab-telegram Whatsapp MoneyLab: https://moneylab.pt/whatsapp Redes Sociais Instagram: https://www.instagram.com/barbarabarroso Facebook: https://www.facebook.com/barbarabarrosoblog/ Subscreva os canais de Youtube: https://www.youtube.com/barbarabarroso https://www.youtube.com/moneylabpt Para falar sobre eventos, programas e formação: https://www.moneylab.pt/ Disclaimer: Todo o conteúdo presente neste podcast tem apenas fins informativos e educacionais e não constitui uma recomendação ou qualquer tipo de aconselhamento financeiro.
Durante anos, acreditamos que o futuro do trabalho seria definido pela tecnologia.Mas enquanto discutimos Inteligência Artificial, automação e novas formas de trabalho, os maiores desafios das organizações continuam sendo profundamente humanos.A confiança nas lideranças está sendo colocada à prova. O engajamento segue baixo. Profissionais relatam dificuldades crescentes para manter foco, energia e conexão com o trabalho. Ao mesmo tempo, líderes são cobrados para desenvolver pessoas, conduzir mudanças e entregar resultados em um cenário para o qual muitos não foram preparados.Neste episódio do Mereo Talks, Michele Mary, presidente da ABRH - Grande Florianópolis, participa de uma conversa provocativa sobre os paradoxos do trabalho moderno, os modelos de gestão que já não respondem às demandas atuais e as mudanças que CEOs, CHROs e lideranças precisam enfrentar para construir organizações preparadas para o que vem pela frente.
No Comida de Verdade, conversamos com Maria Cristina Aureliano, do Centro Sabiá, sobre o voto em trânsito e a importância da participação democrática.
Uma foto encontrada pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha reacende o debate sobre a distância entre o discurso público e a vida privada em Brasília.Na imagem, registrada em 2023 no rancho do advogado Willer Tomaz, alvo da Operação Sem Desconto, aparecem Alexandre Ramagem, Arthur Lira, Juscelino Filho e outros parlamentares de direita, esquerda e centro.No Meio-Dia em Brasília, a bancada analisa o constrangimento para Ramagem, o discurso anticorrupção e por que a foto "macula mais o discurso do que qualquer outra coisa".Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Spotify #ApplePodcasts #AmazonMusic #TuneInRádio #PapoAntagonista #PolíticaBrasileira #BastidoresDoPoder #economia #jornalismo #DireitaEEsquerda #Política #Debate #PiscinaDeBrasília #Polêmica #Ideologia #BastidoresPolítica #AnálisePolítica #PodcastBrasil #Atualidades #Viral #NotíciasDoBrasil
O alegado roubo no gabinete parlamentar do Chega é pura encenação? Deus me livre de tal pensamento: a realidade, ao contrário da ficção, nem sempre é verosímil. Significa apenas que, no dia em que o dr. Ventura pretender levar aos ecrãs este episódio, terá de o alterar significativamente. Ninguém pagaria bilhete para um filme tão mal-amanhado.
Alô Alô, tudo bem? Mais uma semana de festa se passou e este ano, não sei se foi da Odisseia ou não, mas convidaram o Deus Hades, Poseidon e mais o outro das tempestades para revirar isso tudo. Odisseia foi também comer massa fresca em São Miguel. Não recomendo. As minhas preces vão para os lesados do casamento do ronaldo. Ninguém merece invandir o casamento errado. Muita força, guerreiros. Links homeopáticos - https://linktr.ee/joaonunogoncaloSem preciosas perguntas
O Google passou mais de 25 anos organizando a internet e mandando pessoas para os sites. Agora, cada vez mais, ele lê esses sites e entrega a resposta sem que ninguém precise visitá-los. No Braincast 644, Carlos Merigo, Cris Dias e Helena Galante discutem o Google Zero, os AI Overviews e o que acontece com publishers quando ser encontrado já não significa receber audiência. A conversa também vira o espelho para o próprio mercado: durante anos, veículos adaptaram conteúdo ao SEO, perseguiram pageviews e construíram negócios dependentes de plataformas capazes de mudar as regras a qualquer momento. O clique nunca foi patrimônio. Mas produzir conteúdo também nunca foi de graça. 05:57 PAUTA 01:21:00 QEAB -- Se você ouve o Braincast e nunca deixou seu e-mail com a gente, dá pra resolver agora: https://www.b9.com.br/braincast?utm_source=youtube&utm_medium=description&utm_campaign=braincast-spot É de graça e, principalmente, é o jeito de a gente manter contato direto — sem o algoritmo do YouTube, do Spotify ou do Google decidir se essa conversa chega até você. E quando você entrar, ainda recebe uma edição aberta da Além do Feed, a newsletter de domingo do Merigo: assuntos que passam pelo Braincast, Cinemáticos, e o que a semana fez com marcas, plataformas, cultura e comportamento. → https://www.b9.com.br/braincast?utm_source=youtube&utm_medium=description&utm_campaign=braincast-spot -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios!
Neste episódio do Geekonomics, Anderson Mattozinhos recebe de volta a Marcela Marcatto. O tema é economia criativa. E por que ela é muito mais do que "arte" ou "artesanato de bairro".O ponto de partida é o Carnaval. Uma cadeia produtiva que emprega o ano inteiro e gerou cerca de R$ 6 bilhões no Rio em apenas 4 dias, segundo o Carnaval de Dados.A partir daí, a conversa abre em vários fronts. As leis de incentivo e o mito do "dinheiro que sai do cofre público". A concentração de recursos no Sudeste. A economia da atenção, que encurtou nossa paciência para 1min30. A chegada da IA e dos ghost writers no mercado editorial. O paradoxo dos livros vendendo mais do que nunca. O soft power brasileiro, de "Ainda Estou Aqui" ao Carnaval. Identidade, polarização e a máxima de Zé Celso: o povo precisa de ócio.
⏱️ Capítulos do vídeo00:00 Por que você é manipulado00:50 A intenção não paga a conta01:29 O caso dos milionários de Maryland03:05 O verdadeiro custo das suas escolhas03:18 Carro de R$ 220 mil ou patrimônio?05:22 Dinheiro, tempo, energia e atenção05:47 O preço é uma mensagem06:15 Como os preços coordenam decisões06:45 O problema do tabelamento de preços07:52 Lucro e prejuízo são sinais08:36 Por que insistir também pode ser um erro09:32 O mercado não paga apenas pelo esforço09:54 Dois pipoqueiros, resultados diferentes10:37 O valor econômico da sua hora11:04 Quando delegar é mais inteligente11:24 Conclusão12:25 RC Club e RC Wealth
Por que tantos relacionamentos estão se desfazendo?
Ninguém vem te resgatar. Este é o episódio 1 da nova Série Protagonismo aqui no Entra Pra Rachar. Uma jornada de 4 episódios sobre como assumir o papel principal na história que você tá construindo. E neste primeiro vídeo, o fundamento que sustenta toda a série: autorresponsabilidade.
Um dos segredos mais antigos para contar histórias, escrever ou criar conteúdo online não é segredo nenhum. Eu tenho que escrever para mim mesmo, não para você. Tem gente que chama isso de ser o próprio público ou escrever o que gostaria de encontrar por aí.Às vezes eu falo aqui no Boa Noite Internet que você não é o seu crachá, que o trabalho não é o trabalho, que é preciso prestar atenção nas coisas. Parece que estou dando um conselho para você, mas estou falando em voz alta uma coisa que eu já aprendi ou deveria ter aprendido.Uma dessas coisas eu sei há muito tempo. Já vi que funciona, já vi que faz bem, mas vivo esquecendo. Por isso preciso repetir para mim mesmo: saia da sua cabeça.Saia da sua cabeça.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.A voz interna não é realmente uma voz, articulada em palavras. Ela se parece mais com ver chiado numa televisão antiga ou bichinhos nas nuvens. A gente tenta dar forma ao caos e aquilo começa a se parecer com palavras e ideias, mas muitas vezes são apenas ruminações, histórias tentando fazer algum sentido dentro da cabeça.Sair da cabeça é colocar em palavras de verdade o que estou sentindo. Olhar de perto, virar, cheirar, examinar, virar do avesso.Um jeito de sair da cabeça é sentar com alguém e conversar, uma coisa que a humanidade provavelmente faz há milhões de anos.Uma vez, antes da pandemia — tempos mais simples —, fui almoçar com um amigo que não via há algum tempo. Ele fez a famosa pergunta: “Como estão as coisas? Como está o trabalho?”Comecei a reclamar do meu chefe, do chefe dele, da equipe de vendas e do RH. Enquanto falava, comecei a entender o que estava acontecendo e o que eu sentia.Depois de uns 45 minutos, agradeci ao meu amigo. Agora que eu tinha colocado tudo para fora, as coisas nem pareciam tão horríveis. O trabalho continuava com todos os seus problemas, mas era só um dia como outro qualquer.Ele não tinha falado praticamente nada. Só tinha me escutado.Quando não dá para conversar com alguém, ou o assunto ainda não está organizado o bastante para uma conversa, dá para escrever. E não estou falando em transformar a vida num podcast. É só escrever.Às vezes acordo de madrugada com alguma coisa fazendo barulho na minha cabeça. Esta semana mesmo aconteceu. Sentei, peguei o computador, coloquei no colo e escrevi. Tirei aqueles pensamentos da cabeça, olhei para eles e consegui voltar a dormir.Resolvi o problema? Não. Mas, às quatro da manhã, a única coisa que eu podia fazer era colocar os pensamentos para fora, examiná-los e voltar a dormir para resolver o problema de verdade no dia seguinte.Às quatro da manhã, eu precisava sair da minha cabeça, não montar um plano de ação nem pensar em estratégia.Se eu fosse blogueirinho de verdade, aproveitaria para vender um supercaderno personalizado, com capa de couro, divisórias e etiquetas. Mas não precisa de nada disso. Sair da cabeça é de graça. Dá para fazer isso numa folha de papel, no computador ou no bloco de notas do telefone.Lembra do antigo meme do Twitter, “Pronto, falei”? É mais ou menos isso. Colocar para fora e olhar para o que foi dito.Ficar conversando dentro da própria cabeça não conta. Eu já tive todas as conversas possíveis dentro da minha, mapeei todas as reações e pensei em todas as respostas. Isso não é sair da cabeça. É ansiedade.É como virar o Doutor Estranho com a Pedra do Infinito do desgraçamento mental, examinando 14 bilhões de maneiras de uma conversa terminar.De certa forma, é o que faço aqui. Tenho um problema, penso nele, começo a escrever e, durante o processo, entendo um pouco melhor o que sinto, o problema e o mundo.Às vezes tenho a impressão de que a gente perdeu esse hábito. A gente precisa ter certezas num mundo feito de opiniões. Conversa virou uma coisa que precisa ser vencida. “Olha aqui o que eu acabei de falar. Não há mais nada a dizer.” Pode lacrar a conversa porque ela acabou.Então escreva só para você. Ninguém precisa ler e não é preciso publicar. Eu não sei, sinto, acho, penso e escrevo. O sentimento e o pensamento saem da minha cabeça e voltam para o mundo.É isso que faço aqui. Não para você. Desculpe se enganei todo mundo esse tempo todo.Eu faço só por mim.Por hoje é sóObrigado por ler até aqui. Esta semana, nosso Clube de Cultura começa a ler Realismo capitalista, de Mark Fisher. Vai ser bem legal te ver por lá. E se quer usar IA de verdade no trabalho, com visão crítica e sem ser fanboy de bilionário, dá uma olhada no IA em Curso, a comunidade de letramento em IA que eu criei com a Ana Freitas. Por fim, passa no Discord do Boa Noite Internet, que é onde a gente se encontra para conversar sobre criatividade, cultura, mas na real sobre qualquer coisa que a gente estiver a fim.Cuidem de si, cuidem dos seus. Até a próxima,crisdias This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Até pouco tempo atrás, a ideia de uma inteligência artificial tomando decisões inesperadas e escapando do comportamento previsto parecia assunto de filmes de ficção científica. Mas o avanço dos chamados agentes de IA, capazes de planejar, agir e interagir com sistemas digitais de forma cada vez mais autônoma, está tornando esse debate bastante concreto. Um episódio recente envolvendo um modelo da OpenAI, durante testes de segurança, levantou questionamentos importantes sobre os limites dessa tecnologia, os riscos para as empresas e a necessidade de novas formas de governança e controle. Durante testes fechados, o modelo conseguiu achar formas de fugir do controle, planejou e executou, por conta própria, um ataque cibernético contra uma outra empresa. O caso representa uma exceção ou antecipa desafios de proteção e controles rígidos que acompanharão a próxima geração de inteligências artificiais? É sobre esse cenário e seus impactos para os negócios, a inovação e a sociedade que o apresentador Daniel Gonzales conversa, nesta edição do Start, com o professor Marcos Barretto, da Fundação Vanzolini e da Escola Politécnica da USP, um dos maiores pesquisadores brasileiros do tema, que estuda a IA desde a década de 1980. O programa vai ao ar nas plataformas digitais do Estadão, todas as quartas-feiras, e também no canal Estadão Analisa, aos sábados.See omnystudio.com/listener for privacy information.
⏱️ Capítulos do vídeo00:00 Com R$ 1 milhão eu posso parar de trabalhar?01:10 R$ 1 milhão já não compra o que comprava antes02:48 Quanto R$ 1 milhão rende com a Selic04:10 O impacto da tabela regressiva do IR05:58 A inflação que corrói o seu patrimônio08:00 Tesouro IPCA+ e a marcação a mercado10:42 Quanto R$ 1 milhão pode gerar em FIIs11:50 Por que os rendimentos dos FIIs mudam12:29 Quanto R$ 1 milhão pode gerar em ações13:48 Dividendos não são um salário mensal14:55 A importância de reinvestir os rendimentos15:53 Afinal, dá para viver de renda com R$ 1 milhão?16:50 RC Wealth e RC Club
Confira nesta edição do JR 24 horas: Um drone lançou uma granada em um churrasco de traficantes do Comando Vermelho no complexo da Penha, no Rio de Janeiro. O artefato explodiu dentro da piscina. Ninguém ficou ferido. O jornalismo da RECORD apurou que traficantes do Comando Vermelho estavam na festa. E ainda: Espanha reforça segurança contra imigração em massa.
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E hoje eu vou te dizer uma coisa impopular: não há risco à democracia brasileira nesta eleição. Não como em 2022. Porque o risco virou outro — a direita vai passar dez anos com três quartos do Congresso. E porque, pra mudar o país inteiro, ninguém vai precisar dar golpe nenhum.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
"Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito." João 3:5-6"Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" I João 5:4-5
Se quiser e puder, vem viajar com a gente! Clica aí no link pra ver todos os detalhes:https://partiu.vip/historiaecinema2026Finalizando a semana com uma sexta-feira de Podcast do Vogalizando, onde Marco e Vogel comentam notícias, falam sobre os bastidores do canal e desmentem fake news!Pra participar dos próximos episódios do podcast, é só mandar um email pra podcastdovogalizando@gmail.com
Existe um experimento de 1968 que provoualgo perturbador: só de acreditar que uma criança era "especial",professores mudaram o próprio comportamento sem perceber — e essa criançarealmente melhorou. Sem nenhuma mudança real de talento. Só a crença.Neste episódio, você vai entender o EfeitoRosenthal (ou efeito Pygmalion) e por que ele não fica só na sala de aula: eleexplica por que dormir mal "na cabeça" prejudica seu desempenho tantoquanto dormir mal de verdade, por que o mesmo esforço físico pode emagrecer umapessoa e não emagrecer outra dependendo da crença sobre esse esforço, e por quea barreira dos quatro minutos na milha nunca foi física — era mental.Você vai conhecer a história de Renata (nomefictício, caso real), que passou a vida inteira acreditando que era "adesorganizada da família" até descobrir que aquilo nunca foi um traço fixo— era só uma frase repetida. E vai sair daqui com um exercício prático de 7dias para reescrever o rótulo que mais te sabota hoje.Um episódio sobre profecia autorrealizável,mentalidade de crescimento e o poder (e o perigo) da expectativa — sua e dosoutros — sobre quem você se torna.
Como a ideia de perfeição evoluiu até os dias de hoje? Por que pesquisadores acreditam que vivemos uma epidemia de perfeccionismo? Como as redes sociais entram nessa equação? E quais as relações entre perfeccionismo e transtornos mentais como ansiedade e depressão?Mergulhe mais fundoA armadilha da perfeição: O poder de ser bom o suficiente em um mundo que sempre quer mais (link para compra)Ninguém é perfeito (link para compra)Episódios relacionados99: A entropia das horas110: Você é livre para ser livre?114: Por que você continua nas redes?Entrevistados do episódioMarcela Mansur AlvesPsicóloga, professora e pesquisadora no Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também é coordenadora do Laboratório de Avaliação e Intervenção na Saúde (Lavis-UFMG).Luis Mauro Sá MartinoJornalista, escritor, cientista social, professor da Faculdade Cásper Líbero, Fapcom e Fecap, e autor dos livros "Sem tempo para nada" (Editora Vozes, 2022) e "Ninguém é perfeito" (Editora BestSeller, 2025).Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Locução adicional: Priscila Pastre.Edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
Meu nome é Giancarlo Marx e hoje eu vou falar sobre o tema: O Evangelho do Caminho. Chegamos ao mês de julho. O meio do ano. É aquela época em que geralmente eu olho para as metas que tracei lá em janeiro e me sinto frustrado. Eu não “cheguei lá”, né? Vivemos na cultura da metas, de resultados e do ponto de chegada. Mas o Evangelho tem uma dinâmica diferente. Talvez você se lembre de que, antes de se converter, Paulo saiu para prender e matar os “do caminho”. Assim que eram conhecidos os discípulos de Jesus. Não é à toa que Jesus nunca disse: ‘Eu sou o destino’. Ele disse: ‘Eu sou o Caminho’. Pode parecer apenas um detalhe semântico, mas isso muda tudo. Se Jesus é o caminho, a nossa espiritualidade não é sobre um troféu que a gente ganha no final, mas sobre como a gente percorre a jornada e quem a gente se torna enquanto caminha. A fé cristã não é uma linha de chegada, é um modo de andar. Muitas vezes, a religião nos vendeu uma ideia de perfeição estática: ‘Um dia você vai chegar em um nível espiritual de varão perfeito. Não terá mais dúvidas, nem medos, nem crises’. Mentira. Esse status mencionado por Paulo na carta aos Efésios não é uma meta individual de perfeição, mas sim uma soma de virtudes coletivas. Ninguém é (ou deveria almejar ser) individualmente perfeito. Mas caminhando coletivamente, sim. Por isso o texto diz: “… até que TODOS cheguemos à estatura de varão perfeito” A vida com Deus é movimento. É itinerância. É, como dizia o Salmo 133, (um salmo de peregrinação). Como é bom quando nos unimos na jornada! Nesta comunhão Deus derrama benção e vida. Essa consciência tem o poder de nos libertar da ansiedade de ter que estar ‘pronto’. Afinal, no Reino de Deus a vulnerabilidade é mais importante que a performance. O erro, o cansaço e a dúvida não são desvios do caminho; eles fazem parte da pavimentação. Seguir a Jesus é aprender a andar na estrada da honestidade, reconhecendo que somos eternos aprendizes de um carpinteiro que não tinha onde reclinar a cabeça. Neste mês de julho, eu te convido a tirar o peso das suas metas espirituais por um instante. Ao invés de olhar para a linha de chegada, olhe para os seus pés. Onde você está agora? Com quem você está caminhando? O que o trajeto tem te ensinado até aqui? O Evangelho não é para quem chegou; é para quem está na estrada. É para quem entendeu que a graça de Deus não nos espera no fim da linha, mas caminha ao nosso lado, no ritmo dos nossos passos cansados. Ainda assim cientes de que bondade e misericórdia nos seguirão todos os dias. Que em julho você aprenda a desfrutar da paisagem da vida, com todas as suas curvas, subidas e descidas. Eu vou ficando por aqui. Bom caminho para você. Um abraço e até o próximo Ampulheta. PARTICIPANTES: – Giancarlo Marx COISAS ÚTEIS: – Duração: 04m51s – Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba “Avançado”, e “Assinar Podcast”. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios. – Todos os “Ampulheta” CITADOS NO PROGRAMA: – Ampulheta – Salmo 133 GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS: – WhatsApp – Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post O Evangelho do Caminho | Ampulheta 80 appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
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Comprar o audiobook da Odisseia: https://bwlnk.com/9786554851879...Apoiar o Noites Gregas: https://noitesgregas.com.br/apoiar...Ulisses sobreviveu à primeira noite na caverna de Polifemo, mas a situação está longe de melhorar. Enquanto o ciclope segue sua rotina brutal de pastor e canibal, o rei de Ítaca prepara, passo a passo, um dos planos mais célebres da literatura antiga. Neste episódio, acompanhamos o vinho que embriaga o gigante, a astúcia por trás do nome “Ninguém”, a cegueira de Polifemo e a fuga desesperada sob os carneiros do rebanho. Mas a vitória tem um preço. Quando a prudência cede lugar ao orgulho, Ulisses comete um erro que ecoará por toda a sua viagem e transformará uma simples volta para casa na verdadeira Odisseia.
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24“E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã; Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe;” Gênesis 28:1-2
"Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; Como Fui Com Moisés, Assim Serei Contigo; não te deixarei nem te desampararei. Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que Meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o Livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido." Josué 1:5-8
Uma partilha vulnerável do Markl, para que ninguém se sinta sozinho
Doc, Hjálmar Örn og Daði Laxdal í beinni frá Miami
Quer aprender a extrair respostas que ninguém mais consegue? Neste episódio do CVFI direto da Trinca House em Orlando, Caio Carneiro recebe Rogério Vilela, criador do Inteligência Limitada, o maior podcast do Brasil, para revelar o método que faz qualquer pessoa se abrir de verdade em qualquer conversa.