Conversas pelo país conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a atriz Ana Guiomar, que aqui revela alguns dos seus maiores medos na vida, a razão de se considerar uma “desvairada”, e o que a levou há dois anos a recorrer a um psicólogo para fazer terapia. Uma mudança que trouxe mais segurança à atriz, que a leva a aprender a dizer que “não” (ao que não lhe faz bem ou não lhe interessa), e a ser mais empática para as pessoas à sua volta. Perto do final, Ana Guiomar lê dois poemas de Alice Vieira e ainda partilha alguns dos seus maiores desejos futuros, as músicas que a acompanham, e várias sugestões culturais. Boas escutas! Músicas: “Suburbs”- Arcade Fire “Ella Baila Sola” - Peso Pluma “Reserva para Dois” - Branko e Mayra Andrade “Yendry” - Nena Leitura: Dois poemas de Alice Vieira “O Caracol” e “O Que Dói Às Aves” Teatro “O Rinoceronte”, Teatro A Garagem (Até 22 de março) “Uma Ideia Genial“, Teatro Maria Matos (Até 17 de Maio) “Veneno, História de um Casamento”, Teatro Aberto (até 3 de Maio)See omnystudio.com/listener for privacy information.

É um dos rostos mais populares da ficção televisiva, a par de um longo percurso nos palcos, em particular no Teatro Aberto, em Lisboa, onde aprendeu muito do que sabe, sob a batuta de João Lourenço. Há dois anos, após uma separação e questionamentos pessoais, começou a fazer terapia, e revela ter ganho mais confiança e aprendido mais sobre empatia e a importância de dizer ‘não’. De gargalhada inconfundível, e apurado sentido de humor, a atriz Ana Guiomar está agora em cena na premiada comédia de enganos “Uma Ideia Genial”, até 17 de maio, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a psicanalista e escritora brasileira Vera Iaconelli, que aqui revela como está a ser para si a chegada dos 60 anos, na pós-menopausa. E como a idade a tem libertado mais nos desejos e no crescente prazer de escrever a partir da sua experiência pessoal, com a lente da psicanálise. E, apesar da imagem pública de ‘super mulher’, dá conta de alguns fracassos e fragilidades que fazem dela uma mulher autêntica, bem resolvida, sem querer ser quem não é. Vera reflete ainda sobre os extremismos que ocupam mais lugar no poder e a nova vaga de machismo e de violência de género no Brasil e no mundo, e o que espera do futuro, da sociedade e dos poderes. E ainda partilha as músicas que a acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! Músicas: "O que será à flor da pele" - Milton Nascimento/Chico Buarque "Só tinha de ser com você"- Elis e Tom Jobim "Its a long way" - Caetano Veloso - Transa "Love is Blindness", Jack White Livros: “O olho mais azul” Toni Morrison; “Paixão segundo GH” Clarice Lispector; “Os sertões” Euclides da Cunha. Filmes: “Valor sentimental”, Joaquim Trier; “Ainda estou aqui”, Walter Salles; “Mães jovens” dos irmãos Dardenne Podcast “Isso não é uma sessão de análise”, com Vera Iaconelli Série Succession (HBO - 4 temporadas) See omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das psicanalistas mais prestigiadas do Brasil, autora do famoso podcast “Isso não é uma sessão de análise”, onde deita figuras públicas no divã da escuta, além de ser uma brilhante agitadora de consciências, não só através das crónicas que assina semanalmente no jornal “Folha de São Paulo”, como através dos livros que escreve. Em Portugal acaba de lançar “Análise: notas do divã”, pela Companhia das Letras, onde revela as dores do passado: o pai violento e alcoólatra, a mãe submissa, a morte dos irmãos, a terapia falhada e as outras que a iluminaram. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa em podcast com o cineasta e encenador Marco Martins, ficamos a saber como treina o seu músculo da intuição, fala da sua boa relação com a falha e com o imprevisto, e o que mais o inspira e alimenta nesta fome insaciável, e obsessiva, por descobrir e contar histórias pequenas para falar dos grandes temas que atravessam o país e o mundo. E ainda fala de amor, da relação com os 3 filhos, e do próximo filme que aí vem, a partir da história da peça “A Colónia”, que inclui um elenco de crianças que tiveram de representar o medo que nos anos 70 sentiram outras crianças, filhas de resistentes e presos políticos, que viviam na clandestinidade, enclausuradas, sem poderem ir à rua. Depois, perto do final, partilha as músicas que o acompanham, os livros que tem lido, assim como os filmes, peças e outros eventos culturais que sugere. Boas escutas! Músicas: “Chicago to Texas”- Irreversible entanglements “Kyrie, Missa Criola” - Ariel Ramirez “Memória” - Rosalia e Carminho “Mum does the Washing" - Joshua idehen Livros: “Linguagens da Verdade”, Salman Rushdie “Images de la Politique/Politique des Images”, George Didi-Huberman, Enzo Traverso, Guillaume Blanc-Marrianne “Poetics of Relation e Caribbean Discourse”, Eduard Glissant “O Fim Dos Estados Unidos da América“, Gonçalo M.Tavares “O Colapso”, Eduard Louis Filmes “Primeira Pessoa do Singular”, Sandro Aguilar “Orwell 2+2=5”, Raul Peck “Três Menos Eu” (a estreia na realização de João Canijo, em 1987, na Cinemateca) “O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho “The Servant”, Joseph Losey “Sátántangó“, Béla Tarr Teatro e outros: Pavilhão Julião Sarmento - “Depois de Para Sempre” e ciclo de cinema “MOVIE EXPERIMENTS, LOS ANGELES” “TBA” - CREEPY BOYS SLUGS Marcha do Dia da Mulher - 8 de Março Aniversário Noite Príncipe, LUX, Sexta 6 de MarçoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

É um dos criadores mais incontornáveis e relevantes dos palcos e do cinema e há muito que se dedica a contar as histórias das pessoas e comunidades que não têm voz, as encostadas à parede, ou apontadas como o inimigo pelos extremistas do costume. Esta conversa parte do processo criativo da sua nova peça “Um inimigo do Povo”, a partir da obra homónima de Ibsen, que nesta sua versão reflete sobre algumas das grandes rachas sociais da sociedade, e que estará em cena de 12 a 15 de março no CCB, em Lisboa. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa com a atriz Margarida Vila-Nova ficamos a saber as razões por ter amadurecido demasiado cedo, como as dificuldades pessoais a ajudaram a dar mais densidade às suas personagens e como a curta metragem que realizou a partir de uma carta deixada pelo seu pai, antes de morrer, despertou-lhe a vontade de contar mais histórias atrás das câmeras. Ainda nesta segunda parte, Margarida levanta um pouco o véu sobre o telefilme que irá filmar no último semestre deste ano, e sobre uma certa mudança profissional e pessoal que vai impor a si mesma a partir de agora. A dado momento lê um excerto da carta de despedida deixada pelo seu pai, e que inspirou a curta-metragem “Pê”, lê também dois poemas de Sophia e surpreende ainda com a leitura de uma receita de Sopa de Cação, de Maria de Lourdes Modesto. Depois revela algumas das músicas que a acompanham, deixa várias sugestões culturais e revela o seu último pensamento quando apaga a luz, antes de adormecer. Boas escutas! Músicas: “Waltzing Matilda”, de Tom Waits “Vai Passar”, de Chico Buarque “Lá Vai Lisboa”, por Carminho “Dont let me be misunderstood”, de Nina Simone Leituras: Poemas de Sophia Carta do pai (excerto) Receita de Sopa de Cação, por Maria de Lourdes Modesto Filmes: “Terra Vil”, de Luís Campos (com Lúcia Moniz e Ruben Gomes) “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio (com Mariana Cardoso, Miguel Borges Miguel Nunes, Ana Cristina Oliveira, Bárbara Albuquerque) “O Barqueiro”, de Simão Cayatte (com Romeu Runa, Miguel Borges, Jani Zhao, Madalena Aragão, Sandra Faleiro) Teatro: “Veneno - história de um casamento” - de Lot Vekemans, com encenação de João Lourenço, interpretada por Carla Maciel e Gonçalo Waddington. No Teatro Aberto. Livros: “Correu bem, miúdo”, pela Lua de Papel, tradução de Vasco Gato “A Louca da Casa”, de Rosa Montero Série: "A Diplomata", Netflix Espetáculo: Carminho no Coliseu dos Recreios, em Lisboa de 1 e 2 de maio. Coliseu do Porto a 6 de junho. Exposição: Teresa Pavão e Rui Sanches, na Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva See omnystudio.com/listener for privacy information.

Começou por se afirmar como protagonista de novelas, mas em 2011 sentiu-se esgotada e decidiu ir viver 3 anos com a família para Macau onde trabalhou como merceeira. Voltou mais madura e, na última década, tem revelado a portentosa atriz que é em séries, no cinema e agora no teatro. Afirma que acaba de subir a montanha profissional mais difícil da sua vida. Refere-se ao monólogo “À Primeira Vista”, de Suzie Miller, com encenação de Tiago Guedes, que representa há mais de um ano, sempre com sala cheia. Uma peça que conta uma história de abuso sexual, a refletir sobre o lado perverso dos bastidores da Justiça. É este o ponto de partida desta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa com a médica e ativista antifascista Isabel do Carmo ficamos a saber de onde veio a sua escolha e impulso para combater o antigo regime e o medo, dá conta de quem era o suporte do fascismo e responde à questão se a ideia de liberdade serve acima de tudo uma elite. Ainda nesta segunda parte, Isabel do Carmo aponta para o futuro e para o caminho que considera melhor para o país, para mais igualdade e liberdade. É possível uma utopia coletiva onde os desejos e a criatividade individual impere? Como podemos cuidar de nós e uns dos outros nestes tempos tão difíceis para continuarmos a lutar por um país mais justo e mais livre e mais democrático? Isabel responde e revela o que a leva a não querer abrandar e a ter o consultório aberto aos 85 anos. E ainda lê um excerto do seu livro “Puta de Prisão”, sobre as vidas das prostitutas que conheceu atrás das grades, e lê também um livro de sonetos de Florbela Espanca. Depois fala dos seus amores do passado e de sempre, partilha algumas das músicas que a acompanham e os seus atuais pequenos grandes prazeres. Boas escutas! Leitura: “Puta de Prisão”, de Isabel do Carmo e Fernanda Fráguas, pela D. Quixote.Sonetos, de Florbela Espanca Músicas: “Araucária” - Aldina Duarte (letra de Capicua - álbum "Metade Metade")“Esperança“ - Teresa Salgueiro (álbum "Horizonte")“Cantiga d'um marginal do séc. XIX” - Vitorino e Manuel João Vieira (Novo álbum de Vitorino - “50 anos a semear salsa ao Reguinho”)“Les temps des cerises” - Yves MontandSee omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das mulheres de armas que ajudaram a deitar abaixo o antigo regime. Participou nas revoltas estudantis de 62 e, em 1970, fundou as Brigadas Revolucionárias com o companheiro Carlos Antunes. Viveu na clandestinidade, esteve presa duas vezes antes do 25 de Abril e, na fase do PREC, esteve 4 anos em prisão preventiva, o que a levou a fazer uma longa greve de fome. Em 2004, recebeu das mãos do Presidente Jorge Sampaio o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade. Isabel do Carmo, que é também uma das mais notáveis médicas especialistas na área de “endocrinologia, diabetes e nutrição”, revela-se optimista, mas preocupada com o futuro e considera que a ideia de liberdade ainda não serve a uma boa parte da população. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça..See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a escritora Lídia Jorge revela qual o seu caminho seguinte, o que lhe falta dizer por escrito e lê um excerto de um texto do escritor e amigo João de Melo para refletir sobre os enganos da fugacidade da fama. Apesar de se revelar grata pelos tantos prémios, afirma que os títulos só lhe tocam a sombra, porque o seu lugar e ofício é outro. A escritora chega mesmo a revelar ter sido convidada para se candidatar à Presidência da República, mas que não hesitou em recusar. E recorda o que mais a espantou nos ecos ao seu discurso do 10 de Junho. Lídia lembra ainda a sua infância em Boliqueime, no Algarve, quando era uma contadora de histórias a transformar os finais fatalistas dos livros em caminhos felizes. E conta o momento em que decidiu batizar todos os animais da quinta ou a altura em que se convenceu que Fernando Pessoa escrevera um poema dedicado a si, por incluir o seu nome. Perto do final, partilha algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto do seu livro “Misericórdia” e deixa a sugestão de um filme. Para depois referir em que ponto está o seu futuro romance. Boas escutas! Leitura: “A Nuvem no Olhar”, de João de Melo, pela D. Quixote Músicas: “A Bela Moleira”, de Schubert “With God On Our Side”, na versão de Johan Baez “Por nos darem tanto”, por Ana Bacalhau “Senhora da Noite”, Mísia Filme: “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner MouraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das vozes mais relevantes e notáveis da literatura portuguesa contemporânea. Foi a primeira mulher escritora distinguida com o Prémio Pessoa 2025 e é o primeiro nome da língua portuguesa a receber o prestigiado Médicis Étranger. Autora de 13 romances, prepara-se para lançar em abril um novo livro, “O Céu Cairá Sobre Nós - 30 Crónicas e um Discurso”, com textos publicados no El País e o célebre discurso do 10 de Junho, com uma importante lição de História, decência e humanidade. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o ator brasileiro Mateus Solano dá conta das transformações e reflexões pessoais que a criação do monólogo “O Figurante” lhe trouxe, deixa o alerta de como a obsessão pelos ecrãs, redes sociais e tecnologia está a alienar a sociedade e depois revela qual o seu maior medo na vida. Mateus partilha ainda algumas das músicas que o acompanham, lê um texto da escritora, contista e jornalista Marina Colasanti, sobre como nos acostumamos a tanta coisa que nos desagrada e afasta de nós, e ainda revela os pequenos prazeres dos seus dias. Boas escutas! Músicas: “Alguém Cantando” - Caetano Veloso “Água & Vinho” - Egberto Gismonti “Sei de um Rio” - Camané “A Roda” - Gilberto Gil. Leitura: Texto de Marina Colasanti Podcast: “Elefantes na Neblina”, de Larry Go, Larry Be & Larry SnowSee omnystudio.com/listener for privacy information.

É um dos mais populares atores brasileiros, conhecido dos portugueses pela personagem Félix, na novela “Amor à Vida”, transmitida pela SIC, em 2013, onde foi um vilão, cheio de humor e carisma. Formado no Teatro e com inúmeros prémios no currículo, acaba de estrear no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a peça “O Figurante” que reflete sobre como a ânsia de pertencer a este mundo pode afastar as pessoas de si mesmas. “Eu próprio, quanto mais famoso me fui tornando, mais figurante me fui sentindo. Só agora me sinto mais protagonista da minha vida.” Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Num momento em que o país volta a discutir os seus valores e divide-se entre a tentação fácil da mentira e do populismo e a complexidade dos factos e da verdade, o jornalista Bernardo Mendonça desafia a psicoterapeuta Gabriela Moita e o psiquiatra Daniel Sampaio a deitarem o país no divã para esclarecerem os maiores desafios, medos, equívocos e armadilhas que persistem na sociedade e intimidade e se fazem sentir na hora de votar. Ouçam-nos nesta conversa desassombrada gravada ao vivo na 3ª edição do Expresso Podfest, para o podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, que conta com uma atuação especial ao vivo de A garota não, que toca o novo genérico original deste podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a cantora e compositora MARO fala da emoção de ter ao seu lado, na tournée do novo disco “So Much Has Changed”, a sua família portuguesa e brasileira, tanto no palco e bastidores, e revela como compôs as músicas deste álbum, numa fazenda do interior de São Paulo, a morada do “seu pai brasileiro”. E MARO ainda conta como continua a demarcar-se da cultura de competição da indústria musical, como torce o nariz aos mandamentos das fórmulas de sucesso, para se manter fiel a si mesma e como lhe apetece continuar na música e na vida. No final, partilha as músicas de outros artistas que anda a ouvir, lê um poema de Gonçalo Câmara, deixa uma sugestão cultural e descreve alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas! Leitura: Poema do livro “Nuvem Cortante”, de Gonçalo Câmara Sugestão Cultural: Peça de Teatro “À primeira vista”, de Suzie Miller, com Margarida Vila-Nova, no Teatro Maria Matos Músicas: “KISS ME” - MARO “this is me now“ - Martin Luke Brown “Me (heavy)” - fred again “Steel” - Matt Champion ft. Dora JarSee omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das melhores compositoras musicais da atualidade. Em 2022 venceu o Festival RTP da Canção e conquistou o 9º lugar na final da Eurovisão em Turim, na Itália. Nos últimos anos, MARO colaborou com Eric Clapton, andou em digressão com Jacob Collier e Shawn Mendes e foi representada pelo empresário Quincy Jones (o afamado produtor musical de “Thriller”, de Michael Jackson). No próximo dia 27 de janeiro lança o novo álbum “So Much Has Changed”, que traduz uma fase de transformação, optimismo e luz, apesar das tantas escuridões da atualidade. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a atriz Marina Mota revela que ao seu camarim vai parar meio mundo com desabafos ou questões de saúde. A atriz afirma que é de estender a mão a quem dela precisa e procura, mas dá conta que não suporta colegas divas ou maus profissionais. Atualmente afirma-se atormentada com o rumo das coisas no mundo e com a dificuldade das pessoas dialogarem. Sobre a sua relação com espelho, diz que não é fácil envelhecer, mas que é pior quem não aceita o passar do tempo. Muito embora não dispense pequenos cuidados estéticos para se sentir bem. E deixa a crítica. “Não há grandes papéis em Portugal para gente acima dos 50. Mas deveria haver. Vejam as séries nas plataformas de streaming, que têm protagonistas mais maduros e maduras. Só por cá é que não…” E Marina Mota ainda nos lê um excerto de um texto de Gabriel Garcia Márquez, que defende que só envelhece quem deixa de se apaixonar, o que a leva a falar de amor e paixão, entre o passado e o presente, revela algumas músicas e prazeres que a acompanham e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas! Leitura: “Só envelhece quem deixa de apaixonar-se”, de Johnny Welch. (E que é muitas vezes atribuído a Gabriel Garcia Marquéz) Uma peça: “Carmen Miranda - O Grande Musical”, de Filipe La Féria (no Politeama) “À Primeira Vista” - de Suzie Miller, por Margarida Vila-Nova Escolhas musicais: “As coisas de que eu gosto”, do original “My Favorite Things”, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, adaptado por António José Lopes Lampreia e cantado por Marina Mota “Amor a Portugal”, por Luís Trigacheiro “Na Escola“, por Os Quatro e Meia “Violência Doméstica”, tema de Marina Mota cantado por si na Revista Hip Hop ´ArqueSee omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das atrizes mais populares do país. Nos anos 90, protagonizou e produziu programas de humor que lideraram audiências na televisão e, por mais tempo, foi primeira figura de espetáculos de Revista à Portuguesa, no Parque Mayer, em Lisboa. Presença habitual na ficção nacional, gravou em 2012 uma novela no Brasil, a convite de Miguel Falabella. Em 2024, Marina ganhou o seu primeiro Globo de Ouro, para melhor atriz de Teatro: “Sou atriz há 44 anos. Agradeci o prémio, diverti-me muito, mas não foi o meu melhor desempenho em palco”. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o filósofo António de Castro Caeiro recorda os tempos de punk rock na mítica banda, dos anos 80, os “Mata Ratos”, e fala do enorme prazer de ser professor e como se realiza por inteiro numa sala de aula, ao ponto de não desejar reformar-se aos 70. E como tem combinado ao longo da sua vida as artes marciais e a filosofia. Há alguma relação possível entre andar à porrada, andar à pêra e ser bom filósofo? António de Castro Caeiro responde. E ainda lê um texto seu e outro de Miguel Esteves Cardoso, revela quais as músicas que o acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! Leituras: Primeiro excerto lido de António de Castro Caeiro, O que é a filosofia? (Lisboa: Tinta‑da‑China, 2023), pp. 190-191 Segundo excerto lido de Miguel Esteves Cardoso, “Haver,” in A Causa das Coisas (Lisboa: Assírio & Alvim, 1986). Uma peça: recomenda as do CCB: https://www.ccb.pt/eventos/category/teatro/ Um livro: Dostoiévski, Fiódor. “O duplo”. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Lisboa: Editorial Presença, 2021. Uma série: Slow Horses. Starring Gary Oldman. Created by Will Smith. Apple TV+ Uma exposição: “Complexo Brasil”, exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian, até 17 de fevereiro de 2026. Um podcast: “The Rest Is Politics”, de Alastair Campbell e Rory Stewart. Podcast produzido por Goalhanger Podcasts. Escolhas musicais: Frank Sinatra. “The World We Knew (Over and Over).” Em The World We Knew. Tindersticks. “Another Night In.” Faixa 1, em Curtains. Marvin Gaye. “Dream of a Lifetime.” Em ‘Dream of a Lifetime’.See omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das figuras mais reconhecidas da filosofia em Portugal, conciliando a vida académica, com uma presença notável no debate público. É o caso das conferências que Caeiro tem conduzido com casa cheia, no CCB. Este ano prossegue o ciclo “A verdade da mentira”, com sessões que se estendem até Junho, uma espécie de aula de filosofia aberta que se apresenta como uma resistência à pandemia da mentira e crescente proliferação da desinformação. Como podemos mudar o paradigma de uma sociedade que parece, por vezes, abdicar de pensar para se sentir mais segura? Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

No cinema foi uma elegante, assertiva e convincente Snu Abecassis, no filme “Snu”, de Patrícia Sequeira e na mini-série “Cara a Cara”, de Fernando Vendrell, interpretou uma candidata a deputada de extrema direita. A atriz Inês Castel-Branco recorda o seu longo caminho na televisão e na moda, e também as várias resistências que teve de superar: “Agora já começo a dizer que ‘não’ e a escolher o que prefiro fazer”. A atriz critica uma certa obsessão e paranóia com a juventude e a perfeição que penaliza mais as mulheres e, em particular, as atrizes. E afirma rejeitar as pressões da indústria e seus dos pares para ser mais magra, usar botox ou submeter-se a outras intervenções estéticas. No final, fala das músicas que a acompanham, lê um poema de Adília Lopes, um excerto do romance “As Malditas”, de Camila Sosa Villada e partilha algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Linguista e antigo diretor da Universidade Nova de Lisboa, foi ministro da Educação no último governo de Costa. Uma fase “dura”, a enfrentar muitas greves dos professores, que não deixou saudades. “Nunca pus em causa a legitimidade do que os professores pediam. O pior dia enquanto ministro terá sido quando a minha mãe foi insultada por ser filho dela. Aí pensei bater com a porta.” No final do ano passado publicou o livro “Manifesto pelas Identidades e Famílias - Portugal Plural”, como um desabafo para desmontar as “falácias” dos supostos ataques à “família tradicional”. Quanto a isso, o atual diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, fala do poder da educação e da arte, como defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais. E revela pela primeira vez a depressão crónica que sofre desde cedo, invisível aos outros, diagnosticada há 7 anos, e a resistência interna que teve de vencer até pedir ajuda. “É um quadro solitário, porque há estigma, não se fala.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta conversa com a atriz Rita Blanco foi o episódio mais ouvido no Spotify, na última temporada do podcast A Beleza das Pequenas Coisas. Rita Blanco já foi muitas mulheres na televisão, no teatro e no cinema, só no grande ecrã já entrou em 59 filmes, muitos deles com a assinatura do realizador João Canijo, com quem prepara um novo filme e uma nova peça de teatro. Nesta conversa, a atriz revela que a terapia ajudou-a arrumar o passado e a aceitar-se melhor a si e aos outros, e conta como as filmagens do díptico “Mal Viver/Viver Mal” foram “muito duras”, que a deixaram zangada, mas que a levaram a superar-se como nunca. No futuro, Rita Blanco deseja estrear-se na realização, fazer teatro para crianças e ter um grande terreno para resgatar mais animais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

É um dos apresentadores mais populares da televisão, mas viveu uma fase em que se afastou dos holofotes por desentusiasmo com o entretenimento e busca de sentido para a vida. É quando passa a dar voz a várias causas humanitárias e de sustentabilidade ambiental. João Manzarra afirma ter passado por um dos momentos mais belos de sempre quando acompanhou de perto o pai durante o seu último ano de vida. E atribui ao progenitor o facto de ter feito as pazes com o seu papel televisivo, como forma de trazer alegria às pessoas. Amante de grandes viagens, tem agora um canal no Youtube onde relata as aventuras pelo mundo e estreia em breve um videocast sobre caminhadas com figuras públicas. E aqui revela as razões por se ter encantado tanto pela Argentina e pelo seu povo, nas várias viagens que fez por lá. E, nesse caminho, conta algumas peripécias por que passou na estrada, num carro com atrelado, e explica o que o faz gostar tanto de viajar sozinho, para viver o que chama de “liberdade total”. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a consultora, oradora e criadora do projeto digital “Espécie Rara Sobre Rodas”, Catarina Oliveira reflete sobre o atual cenário político no país e os desafios na área da inclusão e diversidade perante as alterações geopolíticas mundiais. De que forma o trabalho de uma ativista pode influenciar políticas de inclusão? As propostas legislativas em torno da inclusão deveriam centrar-se onde neste momento? Catarina responde, e sem tabus fala também de amor, de sexualidade, e dos novos desafios da maternidade. E ainda revela as músicas que a acompanham, lê um excerto de um texto de Alice Wong e deixa algumas sugestões culturais. E, no final, deixa uma mensagem só para as pessoas que escutarem este episódio até ao fim. Boas escutas! Excerto lido de: Alice Wong, Disability Visibility: First-Person Stories from the Twenty-first Century Um livro: "Mama Car" de Lucy Catchpole (Autor), Karen George (Ilustrador) Uma Série: "As Mães dos Pinguins" Escolhas musicais: O Rappa - "Pescador de Ilusões" Djamal - "Abram Espaço" Rosalía - "Magnolias" Marisa Monte - "Ainda Bem"See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nas redes sociais é conhecida por ‘Espécie Rara Sobre Rodas’ e, com humor e olhar crítico, chega ao ‘mainstream’ a desconstruir preconceitos e a revelar os obstáculos que tantas pessoas enfrentam por se deslocarem numa cadeira de rodas. A sua vida mudou aos 26 anos quando sofreu uma infecção na medula e deixou de andar. Atualmente é consultora, oradora e criadora de conteúdos, além de nutricionista e mãe de Kai, um bebé de 5 meses. E todos os dias, à sua maneira, tenta que a sua voz abra portas, endireite rampas e faça com que a deficiência deixe de ser o elefante na sala. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a artista Gisela João comove-se ao falar das saudades que sente do Porto e do norte que carrega na sua forma de sentir e cantar: “Sinto-me uma emigrante em Lisboa”. Afirma-se orgulhosa por tudo o que conseguiu na música, vinda sozinha de Barcelos, revela como o humor ajudou-a a ela e aos seus 6 irmãos a superar as muitas dificuldades, “rir para não chorar e amenizar a dor”, e como a palavra solidão ainda a atravessa. E ainda partilha as músicas que a acompanham, um texto que lhe toca em particular e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gisela João prepara-se para um concerto especial, que se realizará a 23 de janeiro, no Coliseu do Porto, onde cantará as canções do álbum “Inquieta”, a celebrar a liberdade e a força feminina, e dará voz a temas inéditos. Gisela revela um pouco do futuro disco que vem aí, fala do esgotamento que superou, e do caminho difícil de uma artista independente, de Barcelos, que questiona o jogo das fórmulas e números. “Comecei esta corrida descalça. Não sou brasonada.” Ouçam-na nesta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a cantora, atriz e escritora Letícia Novaes, mais conhecida pelo alter ego Letrux, fala do seu processo criativo, e de como o humor a salvou do deslumbramento e como atravessa toda a sua vida, a escrita e canções. E no caminho da conversa, esclarece como encara atualmente o amor e as relações, que vive com uma parceira e um parceiro e que acaba de ser mãe de uma bebé. E dá conta como esta sua família se vai “ajambrando” (ajustando). A meio deste episódio, Letrux ainda nos dá música, partilha alguns dos temas que a acompanham, lê um excerto do seu novo livro “Brincadeiras à Parte”, feito de contos e crónicas, para depois partilhar algumas sugestões culturais. Boas escutas! Um livro: “Brincadeiras à Parte” , de Letrux, editora Planeta Uma série: High Maintenance (HBO) Um podcast: 451 MHz, com Bruna Beber e Paulo Werneck Um filme: A “Trilogia do Proletariado” do cineasta finlandês Aki Kaurismäki Escolhas musicais: “As feras, essas queridas” - Letrux “Fogueira Doce” - Mateus Aleluia “Big Bang” - Jadsa “Ladies” - Fiona Apple See omnystudio.com/listener for privacy information.

Letrux é o alter ego artístico da cantora, atriz e escritora brasileira Letícia Novaes. Ela é a autora de um dos projetos mais vibrantes da música indie brasileira contemporânea. Com três discos gravados, bem servidos de humor e sarcasmo, em jeito pop e rock, assume ter bebido ‘das tetas de Rita Lee’. E está em Portugal a celebrar 20 anos de carreira. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Neste especial ao vivo no Tribeca Festival, os atores Carolina Amaral, Filipe Vargas e Soraia Chaves falam dos seus lados B, as facetas menos conhecidas, que os inspiram para o trabalho e para a vida; revelam qual o filme conhecido que gostariam de ter protagonizado e dão conta das boas notícias que lhes têm dado esperança e ânimo, apesar das escuridões que os inquietam no país e no mundo. Ouçam-nos nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o filósofo, professor universitário, ensaísta e curador Paulo Pires do Vale aponta caminhos de combate ao discurso do ódio, do medo, da desinformação e o perigo dos radicalismos. E como através da arte e da educação pretende chegar aos jovens, com o apoio dos artistas e educadores, para contrariar a manipulação a que estão a ser sujeitos. E depois fala da importância que dá ao tema “desejo”, que lhe atravessa todo o estudo académico e caminho, e explica quais os grandes desafios do Plano Nacional das Artes a ser implementado no país. E ainda dá conta da nova fase pessoal que está a viver, “estou a remoçar” (a voltar a ser jovem), partilha as músicas que o acompanham e dá várias sugestões culturais. Boas escutas! Sugestão de leitura: O poema “Único”, de Javier Velaza – do livro “Las ignorâncias” (2025) Escolhas musicais: Jeff Buckley, “Strange Fruit” (live at sin-é) Rosalia, “Me quedo contigo” Elis Regina, “Se eu quiser falar com Deus” (capela) Os Quais, “Caído no ringue”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Paulo Pires do Vale é filósofo, professor universitário, ensaísta e curador. E há muito que conjuga essas facetas em prol de um mundo melhor. Responsável pela criação do Plano Nacional das Artes, em 2019, acredita no valor da arte nas escolas e na formação dos cidadãos. Ouçam-no nesta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o radialista e diretor da Rádio Comercial Pedro Ribeiro reflete sobre o futuro da rádio e os seus desafios e perigos, dá conta de como encara as vãs glórias de quem é distinguido com “bugigangas” douradas, revela alguns dos seus atuais pequenos grandes prazeres e os momentos que o inquietam ou deixam mais vulnerável. E partilha ainda algumas das músicas que o acompanham, lê um excerto de um poema de Sophia e deixa sugestões de vários podcasts para ouvir. Boas escutas! Escolhas musicais: "Diariamente" - Marisa Monte "Being Boring" - Pet Shop Boys "Recantiga" - Miguel Araújo "Everybody´s free (to wear sunscreen)" - Buz Luhrmann Leitura: Sophia de Mello Breyner Andressen, in Contos Exemplares Sugestões de podcasts: "All there is" - Anderson Cooper "Comissão Política" - Expresso "Modern Love" - NYT "Histórias de Lisboa" - de Miguel Franco de Andrade "A eleição mais louca de sempre" - ObservadorSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Pedro Ribeiro está há 36 anos em antena e em novembro celebra 20 anos na direção da Rádio Comercial. Duas décadas a liderar a rádio mais ouvida do país, que é para muita gente companhia, intimidade e afeto para as horas boas e más. Ele próprio é uma das vozes das manhãs da rádio que dirige. Pedro assume-se competitivo, mas toma para si a máxima que para ganhar é preciso saber perder: “Estive seis anos a viver a frustração de estar a perder nas audiências até chegar à liderança.” Como é ser diretor de si próprio? E como encara os novos desafios da IA? “A rádio não deve cair no deslumbramento de que pode substituir as pessoas por inteligência artificial. Isso matará a rádio!” Ouçam-no nesta conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a escritora Giovana Madalosso fala da relação umbilical que tem com o humor, sempre presente na sua literatura, e de como a psicanálise a ajudou a acreditar no valor da sua escrita e a afirmar-se escritora. Chega mesmo a revelar como a terapia a fortaleceu a sair de uma relação abusiva, com violência doméstica. E partilha ainda a forma como ultrapassa o medo da folha em branco e os desafios da menopausa. E ainda conta como gere a sua relação com o marido, e também escritor, Pedro Guerra, já que os dois moram em casas diferentes e, no momento, em cidades diferentes. É este um dos caminhos para um amor longo, livre dos conflitos mesquinhos e mundanos? A pergunta é lançada. Giovana revela ainda algumas das músicas da sua vida, lê um texto seu e de outro autor e abre um pouco o livro sobre o que anda a escrever. Boas escutas! Leituras referidas: "Batida Só" - Giovana Madalosso "Teta Racional" - Giovana Madalosso "Suíte Tóquio" - Giovana Madalosso "Tudo Pode Ser Roubado" - Giovana Madalosso Poema "Guardar", de António Cícero Escolhas musicais de Giovana: "Lucro", de Baiana System "Balaceiro", de Juliana Linhares "Coração Selvagem", BelchiorSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Giovana Madalosso é uma das vozes mais interessantes da literatura brasileira da última década. Os seus livros agarram logo à primeira página e misturam tragédia e comédia com personagens femininas muito fortes. O último romance, “Batida Só”, que acaba de ser publicado em Portugal pela Tinta da China, partiu de uma aflição de saúde que a escritora viveu com a filha e que as levou numa romaria entre vários hospitais. O livro conta a história de uma jornalista que sofre uma tentativa de violação e passa a sofrer do coração e a ter uma batida cardíaca indomável, selvagem, errante, com arritmias que a colocam em risco de vida. Um médico aconselha-a evitar emoções fortes, a sentir menos, como parte do tratamento. Será que podemos viver sem sentir emoções fortes? Será uma forma de passar ao lado da vida? Ouçam-na nesta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Foi ministro da Justiça na década de 90, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro, e foi juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça e escritor. Autor de quatro romances, publicou em 2022 “As Sombras de Uma Azinheira”, sobre o confronto de um país antes e depois da revolução. Nesta conversa em podcast de 2023, Laborinho Lúcio, deixou um olhar crítico sobre o estado da Justiça em Portugal e após integrar a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica, refletiu sobre o que falta fazer para haver uma efetiva mudança numa certa cultura de silêncio e ocultação. Recorde aqui a grande conversa de setembro de 2023 com Laborinho LúcioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a radialista e autora Inês Meneses assume as saudades de acordar cedo para escolher a roupa com que se apresentaria na rádio, como fez durante tantos anos, revela o que é uma atualmente uma noite boa para si e reflete sobre as tormentas do mundo que a inquietam. E ainda revela-nos que o que a mais faz rir. E depois partilha algumas das músicas que a acompanham, lê alguns textos e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! Sugestões da Inês: Livros: “A Revolução da Menopausa” Lisa Vicente; “De onde vem este cansaço?”, de Nelson Nunes Série: “Task”, de Brad Ingelsby (HBO Max) Disco: “Há um herbário no deserto”, de Mia ToméSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Inês Meneses é radialista, cronista e autora do icónico programa radiofónico “Fala com Ela” da Antena 1, que celebra este mês 20 anos de conversas. Para festejar esta data, a comunicadora convida ouvintes e amigos a juntarem-se a si numa matiné dançante no próximo dia 26 de outubro, no LUX, em Lisboa, onde será exibida a curta metragem “Falem Com Ela”, de Bruno Ferreira. Autora de tantos outros programas como “O Amor é”, com o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz, ou o podcast “Cultas e Vinho Verde”, no “Público”, Inês Meneses afirma-se incomodada com o mundo extremado, e a falta de humanismo, mas mantém a esperança no que aí vem. “Não percebo porque é que ‘empatia’ é uma palavra colada à esquerda. A empatia deve ser de todos.” Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o apresentador, influencer e criador de conteúdos Kiko is Hot fala do tempo excessivo que ele e muitas pessoas da sua geração passam agarradas ao ecrã num scroll infinito, reflete sobre o impacto que isso tem na saúde mental e revela que foi diagnosticado há uns anos com uma depressão que tem tratado com terapia e medicação. “Ajudou-me a sair de um lugar muito difícil.” E aqui revela sobre como olha para o seu futuro e o programa de rádio que este ano irá conduzir na Cidade FM. Depois partilha as músicas que o acompanham, lê um excerto de um texto que o tocou em particular e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.