Conversas pelo país conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

Nesta segunda parte da conversa, a pianista Joana Gama conta como passou a viver a música e o palco como um prolongamento da sua vida, e reflete como se passou a relacionar com a falha e como treina a mente para as suas atuações e performances. Depois fala da experiência cheia de inesperados com o Toy Piano nos espetáculos para crianças, na “Trilogia da Natureza”, ou no espetáculo satírico “A Grande Fantochada”, de Hugo van der Ding. E ainda fala de algumas sombras pessoais, e da decisão de viver feliz com breves coisas, assim como dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos. No final, ainda lê um texto do escultor Alberto Carneiro, revela as músicas que a acompanham e deixa uma sugestão cultural. Boas escutas! Músicas Cara de Espelho - Álbum B - AIMão Verde - Álbum Mão Verde III - JacarandásConcerto em Sol de Maurice Ravel na interpretação de Arturo Benedetti Michelangelo com a London Symphony Orchestra, sob a direcção de Sergiu Celibidache Sugestões culturais Ciclo Contraponto no Theatro Circo - Obras emblemáticas da música clássica dos últimos anos. Reabertura do Mosteiro São Bento da Vitória em Outubro: Concerto Orquestra XXI com música de Morton Feldman Terra Incógnita - áudio walks desenvolvidas para trilhos em diversas ilhas açorianas, disponíveis na app criada para o efeito Passo a Passo - livro do Jorge Pinto sobre caminhar, editado na Zigurate, que tive o gosto de apresentar na Feira do Livro do Porto See omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das pianistas portuguesas mais incontornáveis deste tempo. Não só pela forma como aborda a música e a interpreta, mas também como a envolve noutras artes como a dança, a fotografia, o teatro ou o cinema. Do seu percurso eclético fazem parte as criações com Victor Hugo Pontes e Luís Fernandes, a composição e interpretação da banda sonora do filme “Kora”, de Cláudia Varejão, ou ou participação em "A Grande Fantochada", espectáculo de Hugo van der Ding. Com 11 álbuns gravados, Joana Gama lançou novo disco a solo para piano com a obra "A Mind in the Heart", de Ivan Vukosavljević, com concerto especial marcado no CCB, em Lisboa, a 23 de Outubro. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Depois de tantos anos na luta de tantas causas e tantos embates como consegue a atriz Lucélia Santos preservar essa capacidade quase infantil de se encantar com o mundo? Nesta segunda parte da conversa, a atriz revela como preserva um certo encantamento pelas coisas, e como se resguarda do que não gosta. Lucélia recorda alguns dos seus êxitos do passado e um certo filme em que aparecia desnuda, com uma cobra, e que constava na biblioteca de Fidel Castro. A atriz chega a falar da sua relação com o ativista Chico Mendes, do seu caminho na luta pela preservação da Amazónia e de como a crise climática diz respeito a todas as pessoas para que haja futuro no planeta. Lucélia Santos partilha ainda algumas músicas que a acompanham, lê um excerto do livro “Crime e Castigo”, de Dostoievski, e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ela é talvez a atriz brasileira mais conhecida do mundo. Lucélia Santos já juntou uma multidão sem fim para a ver ao vivo na Muralha da China. Foi também responsável por momentos de cessar-fogo na guerra da Bósnia. E, durante um tempo, os aviões em Cuba não saíam do aeroporto, para que Fidel Castro e a população inteira pudessem assistir à telenovela “A Escrava Isaura”, que ela protagonizou no final dos anos 70. Com um vasto e premiado percurso no teatro, no cinema e na televisão, e há 40 anos na luta pela preservação da Amazónia, Lucélia está agora em Portugal com o espetáculo “Vozes da Floresta — Chico Mendes Vive”, que pode ser visto nos dias 21, 22 e 23 de setembro, no Teatro Villaret, em Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a apresentadora Júlia Pinheiro revela o que espera das suas netas enquanto mulheres no futuro, e o que atualmente mais a inquieta no país e no mundo. Como havemos de viver e de continuar a acreditar? Júlia responde. A apresentadora fala ainda da sua amizade e cumplicidade longa com Manuel Luís Goucha, reflete sobre o futuro dos medida, a preocupação com a IA, e o seu interesse e fascínio pelos mecanismos que geram a violência. E ainda conta os próximos projetos que vai lançar em breve… No final, ainda há lugar para Júlia Pinheiro partilhar algumas das músicas que a acompanham, ler um excerto do seu livro “Não Sei Nada Sobre o Amor” e do novo livro de Gisele Pelicot - “Um Hino à Vida - A Vergonha tem de Mudar de Lado”, uma história de abuso que chocou o mundo. E que, acima de tudo, mostrou como o mal se esconde entre uma aparente normalidade de um lugar, e como a força de uma mulher a fez superar um trauma e servir de exemplo para o mundo. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ela é uma senhora televisão. Está diariamente em antena há mais de três décadas e sabe desta indústria como poucos. Júlia Pinheiro já apresentou todo o género de formatos televisivos. Do “trash TV” ao jornalismo justiceiro, das “Queridas Manhãs” aos programas da tarde em nome próprio, até aos formatos mais ousados, carismáticos e icónicos, como é o caso de “A Noite da Má Língua”, um programa que marcou o país nos anos 90, na SIC, e que dessacralizou a forma como se falava da classe política na televisão, com humor, rasgo e pensamento crítico. “A Noite da Má Língua deixou-me a bactéria da transgressão.” Qual o futuro da televisão, com cada vez mais pessoas a consumir formatos no YouTubee no streaming? O que mais a irrita ver na TV? Júlia responde. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a poeta e jornalista Filipa Leal fala da “importância de ser norte”, reflete sobre o valor das amizades tardias e sobre a dor das amizades fortes que ficam pelo caminho, comenta a sua adrenalina e intensidade na vida, que a idade não alterou. E ainda fala das suas inquietações pessoais e do estado do mundo. Tudo bem embrulhado em muita poesia, nomeadamente num poema inédito que está incluído no seu próximo livro, “Amor chega em breve num Volkswagen”. E ainda partilha algumas das músicas que a acompanham, lê Clarice Lispector, escolhe várias sugestões culturais e revela pequenos grandes prazeres que fazem parte do seu quotidiano. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quando acabou a escola primária, Filipa Leal já se imaginava escritora. Formou-se em Londres e é hoje jornalista, poeta e escritora, autora de contos, argumentos para cinema e peças de teatro. Na televisão, apresentou vários programas de literatura, como “Nada Será Como Dante” e “A Pequena Biblioteca”, na RTP. O humor e a fina ironia, a par da sombra, são dois lados muito presentes na sua poesia. Com 16 livros publicados, prepara-se para lançar, em outubro, o seu novo livro de poesia, “Amor chega em breve num Volkswagen”, pela Assírio & Alvim. Ouçam-na nesta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a escritora Susana Moreira Marques revela como se relaciona com os princípios que estão na origem dos seus textos, livros e projetos. Depois reflete sobre o estado atual do jornalismo e sobre a importância de uma literatura que nos devolva tempo para pensar e para escutar os outros. Quanto aos desafios da tecnologia, a autora afirma que se aflige ao ver escritores que escrevem livros como se fossem máquinas — e jornalistas que fazem o mesmo. E deixa um conselho: “Não imitemos as máquinas.” No final, dá-nos a conhecer algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de Pequenas Coisas como Estas, de Claire Keegan, partilha várias sugestões culturais e revela algumas das pequenas coisas que lhe dão prazer. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Susana Moreira Marques foi jornalista durante muitos anos e, apesar de já não escrever para jornais há algum tempo, tem muito no seu processo de trabalho de escritora que vem desse passado. Autora de livros de não-ficção literária, Susana diz-se interessada em escrever sobre as histórias quotidianas das pessoas banais, e não sobre grandes feitos. Um terreno que sente ainda ter muito para desbravar. Exemplo disso são os títulos: “Agora e na hora da nossa morte”, “Lenços Pretos, Chapéus de Palha e Brincos de Ouro” e o mais recente “Terceiro Andar Sem Elevador”. De momento, está a escrever um argumento de ficção para um telefilme, sobre o fim de vida, que integrará a nova série da RTP, “Contado por Mulheres”.. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a atriz Dalila Carmo reflete sobre a eventual fatura por ter um olhar crítico sobre a sua arte e o sistema, mas afirma-se numa fase tranquila e em paz. Depois comenta a importância da sua independência e liberdade, e o novo conservadorismo de algumas mulheres que escolhem estar sob o domínio do patriarcado. A atriz revela ainda recusar-se a ceder às plásticas e à ilusão de quem não aceita envelhecer. Dalila Carmo partilha depois o alívio de já não ter de responder às perguntas sobre maternidade, da importância de preservar o espanto pela vida e do poder da emoção e da vulnerabilidade. No final, partilha as músicas que a acompanham, lê um excerto de um livro do filósofo norueguês Lars Svendsen, deixa algumas sugestões culturais e revela alguns dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma atriz com um sólido e prestigiado currículo na ficção televisiva, no cinema e no teatro.Há mais de 30 anos que um dos seus maiores prazeres são as longas viagens a solo para destinos menos turísticos, sem urgência de regressar. A atriz afirma que tem sido uma forma de se politizar, de se reencontrar e de ganhar mais consciência e empatia sobre outros povos e culturas: experiências que poderão em breve ser contadas num livro de viagens. Depois de uma pausa para tratar do seu novo refúgio na serra, Dalila está de regresso às gravações de uma mini novela em Setembro. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, o escritor e guionista Filipe Homem Fonseca revela o seu ceticismo sobre o caminho do mundo nas próximas décadas, mas dá conta de como resiste à desesperança e da sua grande confiança nas gerações futuras. Depois revela o seu particular gosto por musicais e banda desenhada do fantástico, lê um poema do poeta e amigo Miguel Martins, partilha algumas das músicas que o acompanham e algumas sugestões culturais E ainda nomeia alguns dos seus filmes preferidos de sempre, e aqueles que lhe devolvem a esperança na Humanidade. E, no final, alguns dos pequenos quotidianos que o acompanham sempre. Boas escutas! Músicas referidas: Bandua – “Barquinho”Ana Lua Caiano – “Uma vida a menos”Lavoisier - “Pé de Vento” ( do álbum “Era com h”) Poema: Miguel Martins, in São Miguel da Desorientação, ed. Macondo, 2020 Sugestão cultural: A tour dos Lavoisier: “andam na estrada e são imperdíveis”. O texto lido por Filipe, da sua autoria: “50 anos a celebrar o 25, e hoje há quem nos diga “maslutem baixinho, não acordem os turistas e os nómadasdigitais, vão mais para ali que é para não se verem astendas dos que vivem na rua, olhem que dá mauaspecto, respeitinho é muito bonito, boas maneiras àmesa mesmo sem nada para comer, partir a louça éque não, pensem como vos dizemos para pensar, vivamcomo vos deixamos viver; despolarizem, filhos,despolarizem, a liberdade de expressão tem as costaslargas quando é para impormos limitesà liberdade dos outros, já não se admite fora datradição, ai a tradição, ai; o corpo é de quem?, é dequem, o corpo?, porque é que o corpo é de quem otem?, então e a família?, a família só é família se fortradicional, tomem lá a conversa de que nos queremobrigar a coisas mesmo quando só querem éque não vos obriguemos a coisas que só a vós dizemrespeito; tomem lá o discurso de que vivem acima dasvossas possibilidades, agradeçam terem empregosequer, engulam esta de que os imigrantes exploradosé que têm a culpa da crise, esqueçam os lucros dabanca e os salários miseráveis, tomem lá banda larga emuito circo, chupem gourmet, chupem low cost, roamum papo-seco e façam filhos, que esta Disneylândia precisade quem produza riqueza para os acionistas; em cadarosto igualdade?, não: em cada filho um colaboradorfuturo, trabalhador não, co-la-bo-ra-dor, um colaborador é mais empenhado, o empenho prescinde direitos,querem que isto avance ou não querem?, um passoatrás de cada vez, 50, 49, 48, sempre a puxar para trás,rumo a 74, a antes do 25, então não se estava tãobem?, antes é que era”; e a resposta é, hoje e sempre,só pode ser: não, não, não, não passarão, nãopassarão, não passarão.” ERRATA: A propósito da frase que Filipe Homem Fonseca citou, de Sísifo ter de gostar da pedra (a frase correcta é “Há que imaginar Sísifo feliz”) – Filipe atribuiu-a a Vitor Hugo quando é, na verdade, de Albert Camus. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nas artes da escrita, ele é um criador de múltiplas pistas. É dramaturgo, argumentista, romancista, poeta, cronista, realizador e músico e, há décadas, assina programas de televisão, além de séries, filmes, rábulas para rádio e peças de teatro. Fez parte das Produções Fictícias, fundou a banda satírica “Cebola Mol” e, apesar de achar que o mundo ainda vai piorar, continua a acreditar no poder de uma boa gargalhada e na revolução das gerações futuras contra o sistema e a voragem da tecnologia. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, o professor universitário, filósofo e ambientalista Viriato Soromenho-Marques reflete sobre as utopias e distopias atuais da sociedade. “As utopias adormecentes são tão poderosas que não reconhecemos no rosto dos nossos filhos as ameaças do futuro.” Depois refere a paz como a maior invenção da Humanidade, abre o livro sobre as reais ameaças do aquecimento global e deixa um apelo à responsabilidade perante as gerações futuras. “Se não se travar o aquecimento global, nos próximos séculos uma parte considerável do planeta pode estar inabitável.” E ainda lê um excerto de Nietzsche sobre a “morte de Deus”, fala com orgulho da família e dos dois filhos emigrados, deixa várias sugestões culturais, revela alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos e explica por que acredita que "o humor é fundamental para colmatarmos a nossa ignorância e mortalidade”. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

É um dos pensadores portugueses mais relevantes a refletir sobre os desafios da guerra e da paz e sobre a urgência climática no mundo. Viriato Soromenho-Marques é professor universitário, filósofo, ensaísta e ambientalista. Nesta conversa alerta para a importância de uma “paz imperfeita” que reduza o risco de uma guerra nuclear e trave a escalada bélica das grandes potências. Preocupado com o futuro frágil do planeta e da humanidade, deixa um aviso: “Em vez de encontrarmos uma solução para a crise, estamos a deixar que seja a crise a encontrar uma solução através do colapso.” Ouçam-no aqui nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Madalena Sá Fernandes cresceu num ambiente de violência doméstica com um padrasto agressor, tema que atravessa o seu primeiro livro, “Leme”, editado em 2023, num registo de autoficção. Esse romance tornou-se um fenómeno de popularidade: já vai na 8ª edição, foi traduzido no Brasil e chegará também à Dinamarca e à Argentina. Em 2024, a escritora publicou “Deriva”, uma compilação de crónicas, que lhe permitiu revelar um lado mais humorístico sobre o quotidiano. De momento, Madalena está a terminar um mestrado, prepara um livro para crianças, motivada por ser mãe de duas meninas de 6 e 7 anos e este ano publicou um novo romance, “Sótão”, com um lado ensaísta e autobiográfico, sobre a experiência da violência na pele enquanto mulher adulta. “Tenho procurado transformar o que dói em linguagem, e encontrar aí sobrevivência e, idealmente, beleza.” Este episódio foi um dos mais ouvidos da última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das psicanalistas mais prestigiadas do Brasil, autora do famoso podcast “Isso não é uma sessão de análise”, onde deita figuras públicas no divã da escuta. Veara Iaconelli é também uma brilhante agitadora de consciências, não só através das crónicas que assina semanalmente no jornal “Folha de São Paulo”, como através dos livros que escreve. Em Portugal acaba de lançar “Análise: notas do divã”, pela Companhia das Letras, onde revela as dores do passado: o pai violento e alcoólatra, a mãe submissa, a morte dos irmãos, a terapia falhada e as outras que a iluminaram. Republicamos este episódio com uma das conversas mais ouvidas desta última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Durante uma década foi criativo de publicidade em várias agências. Depois quis mudar de rumo, estudou representação em Madrid e, aos 35 anos, estreou-se como ator na popular série “Conta-me como Foi”, na RTP. Desde aí, tem feito um sem fim de papéis na televisão, no teatro e cinema. Após um ano emocionalmente duro em que acompanhou de perto o fim de vida dos pais, Filipe Vargas revela ter superado a fase com ajuda médica e da sua rede de amigos. Atualmente o ator e criador do podcast “E a tua semana como correu?” revela-se preocupado com o rumo sombrio do mundo. “A perda do sentimento de comunidade é o grande drama da nossa atualidade. O egoísmo, a obsessão com o dinheiro, a falta de informação e de empatia, desumaniza-nos. O povo desunido vai sempre ser vencido.” Republicamos este episódio, um das conversas mais ouvidas da última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Pedro Ribeiro está há 37 anos em antena e, em novembro do ano passado, celebrou 20 anos na direção da Rádio Comercial. Atualmente é o novo vice-presidente do grupo Bauer Media. Como encara o futuro da rádio e os novos desafios da IA? “A rádio não deve cair no deslumbramento de que pode substituir as pessoas por inteligência artificial. Isso matará a rádio!” Republicamos este episódio, um dos mais ouvidos da última temporada de conversas do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas, de Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A atriz Margarida Vila-Nova começou por se afirmar como protagonista de novelas, mas em 2011 sentiu-se esgotada e decidiu ir viver 3 anos com a família para Macau onde trabalhou como merceeira. Voltou mais madura e, na última década, tem revelado a portentosa atriz que é em séries, no cinema e agora no teatro. Republicamos esta conversa, uma das mais ouvidas desta última temporada do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a médica ginecologista, obstetra e especialista em sexologia Lisa Vicente partilha as várias batalhas que tem enfrentado no seu percurso, esclarece mais sobre a realidade das pessoas trans e desmistifica os tantos enganos, mitos e tabus associados à menopausa. E ainda partilha algumas das músicas que a acompanha, lê um excerto de um texto de Marguerite Yourcenar, deixa várias sugestões culturais e conta alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Lisa Vicente é médica ginecologista, obstetra, especialista em sexologia e em literacia para a saúde, divulgadora científica e autora dos livros “O Atlas da V” e “A Revolução da Menopausa”. No seu consultório afirma sentir-se tão motivada a seguir mulheres grávidas, como na menopausa, pessoas trans ou vítimas de violência sexual. E afirma a diversidade de corpos e de identidades como o que é normal na Humanidade. “Não há duas vulvas, nem dois clítoris iguais, não há duas menopausas iguais e cada pessoa tem prazer à sua maneira.” Ouçam-na aqui nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a ativista e fundadora da associação Não Partilhes, Inês Marinho, reflete sobre a urgência de se criar pontes e diálogos entre grupos para uma efetiva mudança e uma sociedade mais igualitária e justa para todos.Inês revela ainda ter sofrido violência no namoro e as histórias e partilhas surpreendentes que recebe sempre que discute esse e outros temas nas escolas.Depois destaca ainda o valor da disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento” nas escolas e da formação dos professores que a dão.“A disciplina de Cidadania está a ser levada como algo sem importância nas escolas. Mas é a base de todas as disciplinas. Espero que haja um bloqueio da parte do PR se houver uma tentativa de retrocesso”.No final, revela as músicas que a acompanham, lê o monólogo “Cool Girl”, do filme “Gone Girl”, partilha algumas sugestões culturais e os seus pequenos grandes prazeres. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ela é uma das presenças mais vocais nas redes sociais, em palestras e escolas a consciencializar as pessoas para a gravidade dos crimes de violência sexual e partilha de imagens íntimas de raparigas e mulheres sem o seu consentimento. Inês Marinho também sofreu isso na pele. Aos 21 anos descobriu que estavam a ser partilhadas imagens íntimas suas em várias redes sociais e sites pornográficos. Desde aí, Inês criou a associação “Não Partilhes”, que conta com quase 60 mil seguidores, um projeto pioneiro em Portugal dedicado à sensibilização, prevenção e apoio a sobreviventes deste tipo de violência digital. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins começam por comentar o que os perturba e ilumina atualmente no país, no dia em que se celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Depois abrem os seus mais recentes livros, leem um excerto, e revelam um pouco do que lá vai dentro. Luísa conta como fez a seleção dos contos "O Triunfo do Triunfo" e Rui Cardoso Martins revela como usa o humor para aprofundar, e não para aligeirar, e recorda como o texto que dá arranque ao seu romance "As Melhoras da Morte", foi escrito sem o autor saber que ia resultar num romance. E ainda partilham os autores que andam a ler. Luísa lê Camões e Rui lê o romancista russo Andrei Platonov. No final, há ainda espaço para se ouvir uma pergunta do público que confronta algumas afirmações de Luísa e Rui. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta edição especial gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins falam do que os entusiasma mais na literatura e o que os motiva a escrever, revelam o seu processo de criação e como os erros no caminho podem ser espantosos e férteis. E ainda discutem as inquietações e perigos que a IA levanta ao pretender substituir o pensamento, a investigação e a criação humana. “É de uma perfeição estúpida.” Ouçam-nos nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, os jovens Alice Durnholz e Simão Pinto Soares falam do futuro que imaginam para si, que mudanças desejariam para o país e para o mundo, revelam as dificuldades que enfrentam atualmente os jovens e por onde andam os seus desejos e indecisões. E partilham ainda as músicas que andam a ouvir, várias sugestões culturais e as pequenas coisas a que atribuem atualmente interesse e beleza. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Criança, convidámos dois adolescentes de 15 anos. Alice Durnholz e Simão Pinto Soares são amigos desde sempre e, nesta conversa, refletem sobre o lado bom e menos bom das redes sociais e da Inteligência Artificial, contam o que os chateia nos jovens da sua geração (e nos adultos), revelam como imaginam a escola do futuro e o que os entusiasma e inquieta no país e no mundo. Ouçam-nos na primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a jornalista Joana Gorjão Henriques revela quais foram os momentos mais transformadores da sua vida profissional, conta como o lado humanista dos pais a influenciou e como a experiência da maternidade, depois dos 40, se tornou a grande revolução pessoal, que a deixou mais em confronto consigo. Depois deixa um olhar crítico às políticas do Governo, e ao papel dos media, a seu ver responsáveis em parte pelo crescimento da extrema-direita, pelo tempo de antena dado, e a forma "sensacionalista" e "pornográfica" como são abordados temas sensíveis como a imigração, "em busca de capitalização e mais cliques." E ainda revela algumas das músicas que a acompanham, lê o poema "No Sorriso Louco das Mães", de Herberto Helder, e deixa várias sugestões de filmes portugueses que saíram recentemente. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das vozes jornalísticas mais consistentes em Portugal quando se trata de investigar e criar reflexão sobre imigração, direitos humanos, e de expor as camadas profundas do racismo e desigualdades sociais que persistem no presente. Duas vezes premiada com o prémio Gazeta, Joana Gorjão Henriques é autora de vários livros e assinou em 2025 o documentário “Racismo, uma descolonização em curso”, disponível agora na RTP Play. E deixa claro que a discriminação racial é um problema ainda sem solução na sociedade.“Portugal continua num apartheid de poder. Na casa onde se fazem as leis e a democracia vemos só uma deputada negra, a Eva Cruzeiro.”Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a cientista e professora catedrática Maria do Carmo Fonseca reflete sobre as razões do atraso económico do país e que estratégias deveriam ser tomadas para travar a fuga de cérebros. A investigadora dá o exemplo da China como um caso de sucesso, pela sua aposta na Ciência, e considera que o sistema de ensino precisa de uma revolução, para que os alunos sejam mais estimulados. “Temo que o ensino atual se limite a avaliar conhecimento adquirido e não desenvolva o espírito crítico.” Depois recorda a infância, a adolescência no 25 de Abril, conta como encontrou a sua ‘alma gémea’, e o que deseja para o futuro. No final, lê um poema da cientista Maria de Sousa, revela algumas das músicas que a acompanham e deixa sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

É uma das mais prestigiadas cientistas portuguesas na área da biologia molecular. Boa parte da investigação de Maria do Carmo Fonseca tem sido dedicada ao estudo do RNA, que está na base da primeira vacina contra a covid-19. Uma molécula que poderá ser a salvação para doenças até agora incuráveis. Em 2010, foi a primeira mulher cientista distinguida com o Prémio Pessoa. Desde abril é Conselheira de Estado da atual Presidência. E aqui dá conta dos futuros grandes avanços científicos para a Humanidade. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, a cantora Ana Deus revela o seu processo criativo na música e a parceria de há décadas com a escritora Regina Guimarães. Fala também do lado pernicioso da vaidade nos artistas, a sua relação amorosa de há 40 anos, os filhos emigrados, a inquietação com a IA, o gosto por fazer filmes em vídeo, como lida com a falha, e os seus pequenos grandes prazeres quotidianos. No final, ainda lê um poema de Alberto Pimenta, partilha uma boa notícia e algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nos anos 80 e 90, Ana Deus tornou-se conhecida como a voz feminina dos Ban, uma banda pop que marcou uma geração. “Eu era a punk numa banda de betos.” Depois, com a escritora Regina Guimarães, criou outra banda icónica, os “Três Tristes Tigres”. Uma formação que regressou com renovada garra com o álbum “Arca”. Um disco lúcido, com letras afiadas, que são a anatomia de um tempo, distinguido pelo Expresso como um dos melhores de 2025. Atualmente está a ensaiar com músicos reclusos na prisão de Custóias e está convicta que, de alguma forma, a música liberta. “A minha preocupação na música tem sido com o mais pequeno, o quase invisível, o que está na margem da atenção.” Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte da conversa, o ator e autor de comédia Eduardo Madeira revela a personagem que mais gostava de representar no cinema, fala das inquietações que o assolam enquanto criativo e diz preferir trabalhar com boas pessoas, embora tenha atuado com artistas brilhantes, que pessoalmente, a seu ver, eram 'execráveis'. E ainda conta como é a sua relação com a fé e a religião, e como considera que o amor pode ser a revolução. No final, lê poemas de Sophia e Pessoa, deixa sugestões culturais e algumas das músicas que o acompanham. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

É um dos mais populares atores e autores de comédia em Portugal. Tornou-se conhecido por imitar de forma brilhante as mais variadas figuras públicas e pela sua escrita satírica. Este ano, Eduardo Madeira voltou à estrada com o seu solo mais pessoal de sempre. Neste “Grande entre os Assassinos”, revela episódios difíceis por que passou, com a lente da comédia: O sexo, a loucura, os excessos, as dores pessoais, e como acabou testemunha num processo de violência doméstica a envolver um antigo colega do meio artístico. Uma purga que há muito o ator precisava fazer. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Na segunda parte da conversa, a artista multidisciplinar Grada Kilomba reflete sobre como a violência e a desumanização se banalizam quando surgem novas crises e guerras, ao mesmo tempo que surgem novas forças de solidariedade. Grada nomeia Bell Hooks e Angela Davis, como vozes negras que a inspiram. A artista recorda depois o que a levou a deixar a academia, e a deixar de dar aulas em duas universidades de Berlim, para se afirmar apenas artista e como as suas obras levam outras comunidades aos museus. Grada afirma que o amor, assim como a arte, são atos políticos e de resistência e alerta para o facto de que os corpos femininos negros são ainda alvo dos maiores silenciamentos e violências. No final, lê um pequeno excerto do seu livro “Memórias da Plantação”, partilha algumas das músicas que a acompanham e fala do seu regresso a Portugal, depois de duas décadas a viver em Berlim. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

A artista portuguesa multidisciplinar de escala global, Grada Kilomba, com um pé entre Lisboa e Berlim, apresenta a exposição: “O Fundo do Mundo”, a partir do dia 30 de maio, na Fundação Albuquerque, em Sintra. Um conjunto de obras de Grada nunca antes mostradas em Portugal, que abordam as violências que se perpetuam: da escravatura ao colonialismo, das múltiplas guerras às crises climáticas, e atuais genocídios trágicos, num mergulho até ao avesso da ‘glória’ humana, propondo-se uma reflexão através da arte. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o advogado António Garcia Pereira recorda os casos que mais se orgulha de ter vencido em tribunal. Depois faz uma viagem no tempo até alguns dos momentos que o marcaram no passado, como quando era um jovem estudante e, com vários colegas, ajudou a população na tragédia das cheias de 67 e se deu conta de um país miserável que não aparecia retratado nos jornais. Garcia Pereira relata ainda outros momentos: quando viu um colega seu ser assassinado à sua frente por um agente da PIDE em plena universidade, ou como viveu o dia 25 de Abril e escapou de uma rajada de metralhadora vinda de uma janela, que atingiu uma jovem rapariga que o próprio procurou salvar, arrastando-a para debaixo de um veículo. E partilha as músicas que o acompanham, deixa algumas sugestões culturais e lê um excerto do livro “Um Dia Sempre Teremos Sido Todos Contra Isto”, do escritor e jornalista Omar El Akad. Boas escutas! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Garcia Pereira é advogado e um histórico combatente do fascismo. Há décadas que surge na frente de combate aos despedimentos, à precariedade, aos salários baixos, ao abuso patronal e à erosão dos direitos para quem trabalha. Há dois anos foi distinguido com o Prémio Nelson Mandela 2024, atribuído pela ProPública, pelo trabalho em prol dos mais vulneráveis. Recentemente, apresentou uma queixa crime ao Ministério Público a pedir a extinção do Chega por violação da Constituição, nomeadamente por alegar ser um partido neofascista. Voz crítica da proposta do Governo para a reforma laboral, Garcia Pereira alerta: “As medidas baseiam-se no trabalho precário, salários baixos e facilitação dos despedimentos. O país perderá com isto”. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ouça aqui a segunda parte da conversa com a atriz e encenadora Carla Maciel, que aqui revela muitos dos sonhos que persegue e como, nesta fase da vida em que os filhos estão mais crescidos, se quer cumprir mais como atriz. "Quero estar em todo o lado." A atriz recusa ver o passar dos anos como um obstáculo, apesar do culto da juventude numa certa ficção. "Atrizes de 50 na televisão costumam ter os papéis das avós. Não me sinto velha. Quero trabalhar até aos 80." E Carla conta como foi importante para si ter tirado um mestrado, numa fase mais madura da vida. Depois partilha algumas das músicas que a acompanham, lê poemas de Sophia e de Raquel Nobre Guerra e ainda deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.