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Programa #706 - Plan de Inmersiones 00,06'05” Esta noche tenemos el privilegio de recibir a Gonçalo Silva, biólogo marino portugués, investigador en el MARE de la Universidade NOVA de Lisboa, y fundador de MARDIVE, una asociación que hace algo tan necesario como difícil: acercar la ciencia marina a la gente de a pie, a los jóvenes, a los que todavía no saben que el mar les importa. Gonçalo estudia cómo el cambio climático está reescribiendo la vida de los peces en nuestras costas. 00,51'40” En MATERIA RESERVADA, el espacio divulgartivo de Océano Alfa, Gloria Delgado, agente medioambiental, nos trae lo que hay detrás de la línea de flotación de la conservación real, esa que no siempre sale en los titulares. 01,14'28” En PROTEJAMOS LAS MARAVILLAS DEL MAR, Mónica Alonso, de Planeta Profundo, nos recuerda por qué merece la pena pelear por lo que hay ahí abajo. 01,41'12” En BUCEO CON CIENCIA, Mercedes Varela, directora de Posidonia Ecosports, aporta el rigor científico que esta noche, más que nunca, encaja con la jornada que conmemoramos. 02,01'23” Y en CUÉNTAME UN PECIO, Alejandro Gandul nos lleva, como en cada ocasión, a ese patrimonio sumergido que el mar guarda con más celo que cualquier museo. Y con los micro-espacios habituales del programa —esta noche, «Mi cuaderno de buceo» con un relato de Mark Evans para la revista DIVERNET, el repaso a los viejos programas de Al Otro Lado del Espejo ya emitidos, y la agenda de propuestas para pasar el tiempo en superficie hasta una nueva inmersión en las ondas—, nos daremos, una noche más, por buceados. El mar nos dio el oxígeno. Lo menos que podemos hacer es devolverle la atención. La foto de la semana tiene la personalidad del medio acuático antes de llegar al mar, ignoramos su origen, pero la naturaleza que representa queda patente en ella, la imagen es cortesía de Francisco Davids. "Hay catedrales que no construyó nadie. Que simplemente crecieron hacia abajo mientras el mundo miraba hacia arriba. Aquí la luz no ilumina: oficia. Entra en procesión entre las raíces como si supiera que este lugar es sagrado antes que submarino. El bosque no murió al tocar el agua. Se transformó en otra cosa: en refugio, en laberinto, en memoria de río. En ese sitio exacto donde la tierra y el mar decidieron no separarse jamás." — Rol Freeman | Director, AOLDE RADIO ¿Listos para saltar al agua? Protocolo de repaso de equipos, un Ok, y al agua… Sonaron en este programa: 00,00'09” — David Arkenston - Papillon - Sintonía 00,06'05” — Boygenius Y Ye Vagabonds - The Parting Glass 00,51'40” — The Strokes - Falling out of Love 01,14'28” — Evanescence - Who Will You Follow 01,41'12” — Alex North - 2001 A Space Odyssey Theme song 01,59'07” — Avalon Jazz Band - La Mer (Beyond the Sea) 02,01'23” — Charli xcx - SS26 02,25'31” — This Too Shall Pass by Scott Buckley 02,36'07” — Traffic - Dear Mr. Fantasy 02,40'27” — Metallica - The Memory Remains 02,46'06” — Hay Peores - Bajo El Mar (Cover de Under The Sea de La Sirenita) Sintonía
Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Licenciado en Biología por la Universidad de Évora (Portugal), donde se graduó como biólogo y activó muy pronto su compromiso con la biología marina y la conservación. Doctorado en Universidade do Algarve (Universidad del Algarve), centrado en ecología y evolución de peces marinos, con especial énfasis en sistemas costeros y peces pelágicos pequeños. Profesor asistente invitado en el Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente (DCEA) de la Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa, donde imparte docencia y acompaña proyectos de investigación Speaker en Diving Talks 2026 Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Podcast Al otro lado del espejo. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/35826
Se pertence ao grande grupo de pessoas que não gosta de tomar medicamentos e procura sempre uma alternativa natural ao tratamento de sintomas, este episódio é para si. Vamos perceber como é que o medicamento chega ao mercado, mas também se pode sempre parti-los ao meio. Se os pode tomar fora da validade e se as gomas que se vendem como quase medicamentos são igualmente eficazes e seguras. Para responder a todas estas dúvidas, Margarida Graça Santos convida a professora de Farmacologia da Universidade Nova de Lisboa, Emília Monteiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio especial falamos com Maria Alice Samara, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sobre a Primeira República Portuguesa. Tentamos compreender como se desenvolveu o republicanismo em Portugal, como caiu o regime monárquico, e como evoluiu o regime republicano até à sua queda, a 28 de Maio de 1926.Sugestões de leitura:1. Maria Alice Samara - 1910. Tinta da China, 20192. Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo (coords) - História da Primeira República Portuguesa. Tinta da China, 2021.3. Fernando Catroga - O Republicanismo em Portugal. Casa das Letras, 2010 (2º ed).-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, NBisme, Oliver Doerfler, Sara Esteves, Sofia Carvalho;Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, Francisco C, Hugo Picciochi, Jorge Filipe, José Beleza, Luís André Agostinho, Miguel Cunha, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, André Abrantes, António Farelo, António J. R. Neto, Bruno Luis, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Carolina Batista, Catarina Ferreira, Cláudia Brandão, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Gn, GusRo, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, Joao Godinho, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Ferreira, João Félix, João Mendes, Liam Brockey, Luis Colaço, lvlheadwrecker, Mafalda Trindade, Manuel Bernardo, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Orlando Silva, Parte Cóccix, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Pedro Sebastião, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Magalhães, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto, Zé Teixeira.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: “Five Armies” e “Magic Escape Room” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, http://creativecommons.org/licenses/by/4.0Edição de Marco António.
Esta semana comentámos as novas medidas para os médicos tarefeiros, a guerra dos Professores da Universidade Nova e os números diferentes de imigrantes em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Sousa Cardoso, também conhecido como João de Sousa Cardoso, é artista, ensaísta, curador e professor universitário. O seu trabalho desenvolve-se na intersecção entre criação artística, pensamento crítico e investigação, articulando teatro, cinema, artes visuais e escrita.Viveu 5 anos em Paris entre 2005 e 2010, onde concluiu o doutoramento em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne) enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. É membro associado do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le Monde Lusophone, da Universidade de Paris Nanterre, onde leciona regularmente.Enquanto artista, tem desenvolvido um percurso marcado pela relação com a literatura e pela criação em teatro e filme, que cruzam ensaio, ficção e performance. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, no Teatro Nacional D. Maria II (2019), e A Ronda da Noite, a partir de Agustina Bessa-Luís, na Fundação Calouste Gulbenkian (2022). Em 2024, estreou o filme A Santa Joana dos Matadouros, a partir de Bertolt Brecht, na Cinemateca Portuguesa, expandindo a sua prática para o cinema e aprofundando a relação entre imagem, política e representação.Como ensaísta, publicou TEATRO EXPANDIDO! (2016), Sequências Narrativas Completas e A Espanha das Espanhas(2020), mantendo uma escrita próxima das suas práticas artísticas. Colabora regularmente com a revista Contemporânea e com o jornal Público.Na curadoria, tem desenvolvido projetos que cruzam arte, política e história, como o ciclo ABC da Guerra (Teatro Municipal São Luiz, 2025) e a exposição Nampula Macua Socialismo de Manuel Santos Maia (Galeria Quadrum, 2025), além de colaborações com instituições como Serralves, Batalha Centro de Cinema e Centro de Arte Oliva. Desde 2023, integra o Comité de Aquisições do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.É Professor Associado na Universidade Lusófona, em Lisboa, onde dirige, desde 2010, a Licenciatura em Comunicação Audiovisual e Multimédia. Foi Professor Convidado na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 2011 e 2020 e coordena o programa Great Artists on Campus na Universidade Lusófona em Lisboa desde Fevereiro de 2023 que tem, desde Fevereiro deste ano, uma extensão ao Porto numa parceria entre a Universidade e o Batalha Centro de Cinema.Links: https://cargocollective.com/joaosousacardoso www.teatrosaoluiz.pt/espetaculo/abc-da-guerra/ www.ulusofona.pt/evento/great-artists-on-campus-5 https://www.publico.pt/autor/joao-sousa-cardoso https://contemporanea.pt/edicoes/2025/entrevista-joao-sousa-cardosowww.youtube.com/watch?v=Kjp0-yeLBdA https://ajuntament.barcelona.cat/lavirreina/en/exhibitions/american-history/1005?t=3 Episódio gravado a 06.05.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados
A Organização Mundial da Saúde informou que há dois casos confirmados de hantavírus e cinco casos suspeitos ligados ao surto que matou três pessoas em um navio holandês ancorado ao largo da ilha de Santiago, em Cabo Verde. Entre os casos confirmados de hantavírus está uma das vítimas mortais e uma pessoa gravemente doente internada na Africa do Sul. Três outras pessoas a bordo apresentam sintomas respiratórios e febre. Neste programa, convidámos o infecciologista Jaime Nina para nos explicar o que se sabe deste surto. O navio de cruzeiro MV Hondius fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias, e fez paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem. A embarcação não foi autorizada a desembarcar no Porto da Praia, em Cabo Verde, estando desde domingo, ao largo da ilha de Santiago, com 147 pessoas a bordo. Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde informou, em comunicado, que há dois casos confirmados de hantavírus e cinco casos suspeitos. Entre os casos confirmados está uma das vítimas mortais e uma pessoa gravemente doente internada na Africa do Sul. Três outras pessoas a bordo apresentam sintomas respiratórios e febre. A OMS escreve que é “pouco comum” mas, no passado, já houve relatos de transmissão entre humanos. “A infecção humana por hantavírus é adquirida principalmente pelo contacto com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. É uma doença rara, porém grave, que pode ser fatal. Embora pouco comum, a transmissão entre humanos foi relatada em surtos anteriores do vírus Andes (uma espécie específica de hantavírus). A OMS avalia actualmente o risco para a população global decorrente deste evento como baixo e continuará monitorando a situação epidemiológica e actualizando a avaliação de risco”, pode ler-se no comunicado da Organização Mundial de Saúde. Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, explicou à RFI que a transmissão entre humanos “é extremamente rara”. “Quase nunca é transmitido de pessoa a pessoa. É extremamente rara a transmissão pessoa a pessoa. O reservatório são roedores, na maioria dos casos roedores selvagens, esporadicamente podem ser ratos domésticos, ratazana cinzenta ou ratazana dos esgotos. Neste caso, em que estiveram a fazer exploração ecológica, chamemos-lhe assim, em zonas selvagens do sul da Argentina, quase de certeza que o reservatório foi um roedor selvagem. Um ratinho do campo qualquer”, explica. Nesse sentido, o contágio pode ter acontecido “por contacto directo” ou por inalação, por exemplo, do aerossol de urina de ratos. Outra possibilidade poderia ser a presença de ratos a bordo. O infecciologista considera que “o surto pode estar a acabar” visto que o último caso diagnosticado foi a 28 de Abril, que o tempo de incubação é de, no mínimo, uma semana e que o barco já está numa “região quente onde o vírus tem muita dificuldade em se manter”. Ou seja, “o surto está a morrer por si próprio”, resume. Nesta entrevista também falámos sobre sintomas, tratamento e vacinação de hantavírus.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Carlos Gaspar e Madalena Meyer Resende, investigadores do IPRI-Nova, olharam para o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irão sobre a guerra, para o bloqueio naval norte-americano do estreito de Ormuz e para o futuro do programa nuclear iraniano. A professora associada do Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, convidada desta semana do podcast*, reflectiu ainda sobre o que saiu da cimeira informal dos líderes da União Europeia em Chipre, na semana passada, quer em relação ao apoio à Ucrânia, como à resposta do bloco comunitário a crises como a do Médio Oriente. As eleições nos territórios palestinianos e os ataques jihadistas no Mali também foram objecto de discussão no Diplomatas. No final do episódio, Carlos Gaspar e Madalena Meyer Resende analisaram o discurso do rei Carlos III no Congresso norte-americano e a importância da visita do monarca britânico aos Estados Unidos para o futuro da “special relationship” entre Londres e Washington. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste programa, fomos até a um atelier em Belleville, em Paris, para conhecermos Rita RA, uma artista multidisciplinar, de 34 anos, que se define como “caçadora recolectora” de materiais e de momentos. Entre instalação, vídeo, arte digital, design, fotografia, pintura, colagem e tanto mais, Rita RA vive a arte como uma forma de aproximar as pessoas e isso reflecte-se nos seus workshops, exposições e projectos associativos. Rita Rebelo de Andrade, nome artístico Rita RA, chegou a Paris em 2023 e vive e trabalha entre a capital francesa e a portuguesa. A aventura Paris-Lisboa começou com um estágio em Paris com a artista portuguesa Carolina E. Santo e com a sua associação, a "Assembler du Dehors", agora instalada num acolhedor atelier no bairro de Belleville. Depois do estágio, a artista continuou a trabalhar com Carolina E. Santo e alguns dos seus trabalhos poderão ser vistos entre 28 e 31 de Maio neste atelier, no âmbito das chamadas “portas abertas dos artistas de Belleville”. Rita RA formou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, fez Erasmus em Arte Multimédia em Ljubljana, na Eslovénia, e um mestrado em Artes Cénicas na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou na produção de eventos da Galeria Underdogs (fundada por um dos mais internacionais artistas portugueses contemporâneos, Alexandre Farto, aka Vhils) e na produção artística do Festival Iminente, em Lisboa, que junta música, artes visuais e cultura urbana. Também ajudou a desenvolver o Centro Cultural Brotéria e está a co-criar o projecto associativo Casa Redonda, igualmente em Lisboa (que vai ser oficialmente lançado a 21 de Maio). Para ela, a arte é uma forma de se estar na vida e reflecte-se em projectos criativos colaborativos com outros artistas e com o próprio público. Rita diz que quer "aproximar pessoas, gerar pensamento crítico e desenvolver pontes" e é isso que tem feito e promete continuar a fazer. Uma das peças que ela mais acarinha chama-se “Comunhão” e é uma obra impressa em papel hóstia e destinada a ser comida pelos visitantes. No dia da entrevista à RFI, em cima da mesa de trabalho do atelier de Belleville, estavam livros, postais e uma resma enigmática de papéis de tom pastel que têm muitas histórias para contar. Quisemos conhecer algumas dessas histórias, das criações em curso, dos projectos e ambições e foi por essas andanças que a conversa divagou. Para ouvir neste programa.
Autora entrevistada: Dra. Ana Sofia Ferreira, Instituto de Sociologia, Universidade do Porto, Portugal. ORCID: https://https//orcid.org/0000-0002-5521-4191 Artículo: Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976. ARevolução do 25 de Abril de 1974, nos campos do sul ficou marcada por um amplo movimento de ocupações de terras, que consubstanciaram a reforma agrária. A análise da documentação oficial revela-nos um afastamento dasmulheres do mundo do trabalho rural da época, Porém, as entrevistas realizadas a mulheres no distrito de Beja mostram-nos uma outra realidade. O que pretendemos com este artigo é analisar o papel das mulheres na reforma agrária, procurando compreender como estas criaram mecanismos de emancipação feminina numa sociedaderural conservadora e onde ainda se fazia sentir marcas ideológicas da ditadura que remetiam a mulher para o lar e lhe negavam um espaço público, económico e político. Publicado en Revista Historia Agraria, número 96. Entrevista realizada por: Bárbara Direito, Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Desta vez, tivemos de nos ficar pelos trabalhos preparatórios, já que este texto, que costuma ser redigido depois, teve de ser apressado, vindo antes, e a previsão é que Victor Barros (cabo-verdiano, historiador doutorado pela Universidade de Coimbra, com uma tese sobre a construção da memória do império português nas colónias em África, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e autor de vários artigos sobre Amílcar Cabral) se tenha juntado a nós para discutirmos as questões do colonialismo, o papel de Cabral como figura sediciosa decisiva para aquele enredo revoltoso que viria a encorajar a nossa própria luta de libertação, fazendo estalar o regime desde as colónias portuguesas até à metrópole, permitindo um raro momento de combate político em que chegou a supor-se que Portugal pudesse ser uma responsabilidade comum, e não um assunto decidido por muito poucos, com uma cultura reservada à contemplação dos seus interesses. Mas agora, aqui, e para os efeitos deste exercício, que nunca se quis ficar por um descritivo dos episódios, antes uma contribuição acessória, um devaneio ulterior, desta vez, e para permitir uma leitura das linhas de tensão que organizam, hoje, a única verdadeira fractura no nosso campo político, vamo-nos ficar por um exercício de colagem de dois textos. Começamos pelo longo excerto de um ensaio de Vivian Abenshushan, em Escritos para Desocupados, quando recorda que no Génesis, Adão e Eva tentaram repartir de modo equitativo a penitência da chamada divisão do trabalho – entre os seus filhos: Caim obteria a propriedade de toda a terra; Abel seria dono de todo o gado. Um deles dedicar-se-ia ao cultivo; o outro, à pastorícia. É provável que os irmãos tivessem pouco tempo livre para pregarem partidas e brincarem juntos na encosta do vasto campo, algo que a longo prazo teria ajudado a criar um vínculo entre eles, evitando assim o desenlace fratricida. Um dia, Abel e Caim fizeram as suas oferendas a Deus (um deles sacrificou um carneiro; o outro ofereceu um fruto da terra), mas Deus, sempre insondável, só aceitou a oferenda de Abel. Furioso, Caim matou, como toda a gente sabe, o seu irmão. As interpretações deste episódio sangrento não se fizeram esperar. De entre todas elas, há uma que aponta para o nascimento de um antagonismo ancestral: aquele que existe entre trabalhadores e ociosos. Assim o indicam as raízes dos seus nomes: Caim (do árabe gain, «o ferreiro») poderia ser identificado com o homo faber, o homem que fabrica ferramentas, aquele que exerce a sua vontade transformadora sobre a matéria. Ele forja o arado para lavrar e também o martelo para acertar o golpe. Tem uma mão equipada, uma mão presa ao trabalho, uma mão plena. Raras vezes essa mão se põe a tamborilar. Ela é puro músculo: abre sulcos, aplana a terra, subjuga brotos, edifica. É a mão do trabalhador. Graças à ferramenta, essa extensão incisiva do corpo, Caim e os seus descendentes conseguem dominar as vastidões selvagens e criar um novo mundo artificial. São os construtores das primeiras cidades, mais tarde associadas à corrupção e à perda de sentido espiritual. A alma de Caim é sedentária; enraíza-se na terra que cultiva, funda os costumes, adquire direitos sobre o solo. Assim o expressa outra raiz do seu nome, a proveniente do verbo hebraico kanah: adquirir, subjugar. Caim é, então, obter, possuir e, portanto, governar ou o proprietário, o que possui, e também o praticante das artes da tecnologia necessárias para abrir caminhos e conquistar. Nele, convergem as forças contraditórias da civilização: a ferramenta e a arma, a invenção criadora e a violência. Abel, do hebraico hebel: alento, sopro, nada, pertence, por seu turno, à estirpe dos nómadas, dos que se deslocam continuamente como o ar. Em vez de assentar como o agricultor, move-se por onde o seu rebanho o leva. Abel não depende de nenhum lugar concreto, pois o seu sustento vai com ele para toda a parte. E multiplica-se sem necessidade de trabalhar! Na primeira repartição laboral da humanidade, coube ao pastor o lado menos áspero, menos sujeito aos rigores do clima e ao esforço físico da vida agrária. Talvez por isso, contrariamente a Caim, Abel não se extenue. É mais livre, mais leve e tem muito tempo para a ociosidade. Sempre que os seus animais encontram o sítio exacto para se alimentarem, ele descobre-se no meio de um tempo vazio, distendido, o tempo que o homo ludens dedica aos seus jogos e meditações. Ei-lo auto-absorto à sombra das árvores, vendo as horas a passar como se não existissem. Opõe-se totalmente ao tempo programado de Caim, tempo associado à produção, ao cultivo e ao trabalho, um tempo útil em torno do qual a vida se ordena. Abel é um habitante natural do ócio, ser tranquilo e errabundo, cioso da sua autonomia, alheio às hierarquias da aldeia. Nele, não germinou a vontade de domínio, nem a ambição de poder. (E quiçá por isso que São João e Cristo o consideram «um justo».) Como não lhe interessa deixar marca – ele é apenas um sopro, efémero como a própria vida –, a sua existência alijou propósitos e a sua única ocupação é ver. Enquanto escuta o adejar do vento ou observa o cortejo dos pássaros, Abel vigia o seu rebanho. Necessita de abrir bem os olhos e compreende que isso é outrossim contemplação: habitar o mundo com o olhar. Essa destreza ocular, treinada sem esforço nas tardes do seu tempo livre, torna-se numa forma de observação distinta, o nascimento da especulação intelectual e do temperamento artístico. Abel sentou-se a pensar pela sua própria cabeça; o seu ócio é uma forma de reflexão e, talvez, também de melancolia. E não havia sido este o pecado dos seus progenitores, o desejo de saber? Ah, o ócio, mãe de todos os vícios! Certamente, Caim também sentiria uma inveja secreta pelo ocioso. Por que razão, ao contrário dele, o pastor de ovelhas evidencia tanto prazer enquanto realiza as suas actividades diárias? Quiçá porque, na sua transumância, Abel se mantenha longe do fardo da civilização e dos seus múltiplos artifícios. Na cidade de Caim, cada edifício se faz acompanhar de novas tarefas, a correria quotidiana duplica-se, o peso das cargas triplica e o suplício dos escravos não tem fim. «Raça de Caim» – escreveu Baudelaire –, «a tua tarefa ainda não se cumpriu o bastante». A grande calamidade das cidades é que nelas nunca deixa de se trabalhar. Merece a busca pelo conforto tanta inquietação, tanto esgotamento? Se o ócio é o propósito final do trabalho, porque não se entregar a ele simplesmente, sem remorsos? É isso o que faz Abel, uma vez satisfeitas as suas necessidades primárias. Abel poderia ser o símbolo de toda a uma estirpe amante da simplicidade, refractária à fama ou à riqueza, esses fardos da vida oficial. Sendo nómada, leva dentro de si a sua choça e as suas posses; não acumula, não se deixa prender ao peso da vida material; ele prefere flutuar, como o fazem os seus pensamentos ao entardecer. Algo dessa leveza, uma leveza malquista segundo a estirpe de Caim, sobrevive no luftmensch, palavra iídiche que designa pejorativamente o vagabundo, o homem improdutivo, sem trabalho nem salário fixo, dedicado a perder tempo e a fazer conjecturas. Perdido entre livros e divagações, o luftmensch é literalmente um «homem dos ares», «um homem flutuante». A que aspira? Para onde se dirige? Como Abel, este ocioso não tem planos nem projectos, é um filho errante que angustia sempre a sua mãe. Se Caim representa a técnica e a responsabilidade da idade adulta, o seu irmão, por sua vez, é um tratante, um adolescente livre de deveres. Caim é pragmático; Abel, gárrulo. Um ama a pachorrice; o outro crê na diligência como profissão de fé. Em tudo parecem espíritos contrários. E as duas formas de habitar o espaço a que deram origem, sedentários e nómadas, representam duas formas, talvez irreconciliáveis, de encarar os dilemas da sobrevivência: sucumbir ao peso do trabalho em nome do progresso, ou aprender a viver em nome da própria vida. É curioso que Deus tenha desdenhado de Caim precisamente porque, no seu sacrifício, procedia por simples apego ao dever, em vez de o fazer por generosidade, por amor genuíno, como Abel. (Se considerarmos a explicação de São João, Deus procurava os homens e não as coisas que eles faziam com as mãos, do mesmo modo que preferia o que crescia naturalmente em lugar daquilo que se obtinha através de impulsos gananciosos, como o arado com que se obriga a terra a germinar para logo lucrar com o seu fruto.) Quanta ira terá palpitado nas têmporas do agricultor ao ver, ao fim do dia de trabalho, o seu irmão, o ocioso, a ser premiado! Aquilo era, de facto, razão para o matar. E, assim, num assomo de fúria destrutiva, o homo faber liquida de vez o homo ludens. Que temos aqui? A forma como o trabalho reprime enfim a propensão para o lúdico, inclinação que só pode causar intranquilidade e desconfiança num mundo que levou a sua loucura ao ponto de considerar a própria existência como um castigo. Num mundo assim, a penitência termina com o jogo; a obrigação, com o prazer. E a esquiva possibilidade de fazer do trabalho uma coisa alegre, ou, pelo menos, passageira – após a qual o homem poderia dedicar-se ao que bem lhe aprouvesse –, tornou-se inviável para a grande massa de pessoas sobre as quais recaíram as funções mais servis e rotineiras. É uma pena que tenha sido a estirpe de Caim a servir de inspiração a numerosas gerações posteriores dedicadas ao trabalho compulsivo, chegando até Benjamin Franklin, que definiu o homem, no século XVIII, precisamente como «o animal que fabrica ferramentas», tendo banido da sua agenda a possibilidade de descansar. «Não perder tempo; manter-se sempre ocupado com algo útil; suprimir todas as acções desnecessárias», eram tais as notas mais altas do seu hino, o hino do homo faber, que fez do tempo o principal recurso a administrar: «Pensa que tempo é dinheiro. Quem puder ganhar diariamente dez xelins com o seu trabalho, e se tiver dedicado metade do dia a passear ou a bocejar no seu quarto, embora apenas dedique seis pence às suas diversões, na verdade gastou, ou melhor, desbaratou, mais cinco xelins.» Quanta razão tinha Vaneigem quando escreveu: «As necessidades da economia ajustam-se ao lúdico. Nas transacções financeiras, tudo é sério; não se brinca com o dinheiro.» É neste ponto em que estamos. Somos todos da raça de Caim, e se de algum modo ainda nos é possível assinalar que nem tudo está perdido, é só na medida em que nos restam os bárbaros. A redenção que nos resta está na hostilidade. O difícil é manter-se leal a esta, recolher-se em si mesmo para recuperar essa voltagem direccionada contra o mundo que fez de nós seres que vivem para as suas medições, para contabilizar, fazer os seus ganhos, e obterem algum tipo de purificação por meio do consumo. Hoje, é este que nos consome. Eis, por fim, o predador inescapável. Esse estado de embotamento, a razão trocada pela frivolidade publicitária, as almas baixando o preço, vendendo-se por atacado, indistinguíveis de toda essa mercadoria desesperada e amiúde obscena a que nos entregamos sem reservas, com os nossos anseios dominados pela promoção de uma cultura homogénea ao seu nível mais rasteiro, e esse desprezo subliminar pelo pensamento e pela escrita, num ambiente asfixiante e cheio de falsas pretensões, cada um disputando o seu quinhão neste deserto mediatizado, rendidos ao “monstruoso dispositivo da distracção” (Adorno). E seria interessante pensar como o fascismo se impõe dentro desta disciplina do trabalho, à medida que aquelas pessoas que se reconhecem inúteis, são chamadas a colocar-se ao serviço da violência sistemática e persecutória do Estado. Assim emerge, como Ryszard Kapuscinski notou, em Andanças com Heródoto, uma substância pouco definida, fluida, que forma bairros inteiros de pessoas sem uma posição, uma classificação ou um destino bem definido. Em qualquer momento aquela gente pode formar uma multidão, turba, que tem opinião sobre tudo, tem tempo para tudo, quer participar em algo, significar algo, mas ninguém lhes liga, nem ninguém precisa deles. Toda a ditadura parasita sobre esse magma anónimo. Nem precisa de manter um dispendioso exército de polícias profissionais. Basta procurar aquela gente que anda em busca de qualquer coisita na vida. Dar-lhes a ilusão de que podem ser úteis para alguma coisa, que alguém conta com eles, que foram seleccionados, que podem significar algo. As duas partes tiram proveito dessa relação: o homem da rua, ao servir a ditadura, identifica-se com o poder, sentindo-se alguém sério e importante, e como geralmente tem no cadastro alguns roubos, brigas, burlas agora sente-se impune. A ditadura, pelo seu lado, tem nele um agente-tentáculo barato, quase gratuito e, ao mesmo tempo, dedicado e omnipresente. Muitas vezes até seria difícil chamá-lo agente, já que é só alguém que quer ser visto pelas autoridades e zela por que isso aconteça, É sempre prestável, assinalando assim a sua existência.
Autora entrevistada: Dra. Ana Sofia Ferreira, Instituto de Sociologia, Universidade do Porto, Portugal. ORCID: https://https//orcid.org/0000-0002-5521-4191 Artículo: Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976. ARevolução do 25 de Abril de 1974, nos campos do sul ficou marcada por um amplo movimento de ocupações de terras, que consubstanciaram a reforma agrária. A análise da documentação oficial revela-nos um afastamento dasmulheres do mundo do trabalho rural da época, Porém, as entrevistas realizadas a mulheres no distrito de Beja mostram-nos uma outra realidade. O que pretendemos com este artigo é analisar o papel das mulheres na reforma agrária, procurando compreender como estas criaram mecanismos de emancipação feminina numa sociedaderural conservadora e onde ainda se fazia sentir marcas ideológicas da ditadura que remetiam a mulher para o lar e lhe negavam um espaço público, económico e político. Publicado en Revista Historia Agraria, número 96. Entrevista realizada por: Bárbara Direito, Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Desde 2009, a prática artística de Robert Christopher Wiley tem ganho forma através da unidade de investigação interdisciplinar VICARTE (Vidro e Cerâmica para as Artes) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT), dedicada a aproximar a prática artística da investigação científica. Nascido nos Estados Unidos, considera hoje Portugal como o seu país e a sua nacionalidade. O trabalho de Wiley envolve frequentemente o vidro — um material cuja complexidade técnica constitui um centro meditativo para grande parte da sua investigação criativa e conceptual. A sua prática atual é impulsionada não apenas pelos desafios materiais e científicos inerentes ao vidro, mas também por preocupações mais amplas da vida contemporânea, questionando hierarquias atuais de saber e de produção artística que moldarão o património cultural de amanhã.Wiley é Doutorado em Artes Plásticas (Escultura) pela Universidade do Porto e possui também um MFA e um BFA em vidro pela Ohio State University. Na VICARTE, contribui como Professor Assistente Convidado e como investigador, participando em projetos que vão desde a arqueometria do vidro, a reconstrução histórica e a ciência da conservação, até à exploração de novos materiais à base de vidro desenvolvidos na unidade de investigação. O seu trabalho situa-se na interseção entre arte, ciência e materialidade, refletindo um interesse continuado na relação entre formas discursivas e não discursivas de conhecimento — aquilo que podemos raciocinar e articular versus aquilo que compreendemos através do fazer e da experiência incorporada.A obra de Wiley foi exibida internacionalmente na Ásia, Europa e América do Norte. A sua produção artística e escrita estende-se a temas que envolvem subjetividade, cognição centrada no corpo e o valor pedagógico da prática criativa. A sua abordagem interdisciplinar informa naturalmente a sua exploração material e os seus processos experimentais, nos quais tanto o artesanato sofisticado como a recolha infantil detêm posições de igual importância. Meditativa, profundamente pessoal e, por vezes, enigmática, a sua prática procura perguntas em vez de tentar oferecer respostas. Links: https://www.dcr.fct.unl.pt/pessoas/professor-auxiliar-convidado/robert-wiley https://www.researchgate.net/profile/Robert-Wiley-2 https://www.crafthub.eu/practitioner/robert-wiley/ https://www.agendalx.pt/events/event/robert-wiley/ https://vicarte.org/ Episódio gravado a 26.03.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados
Investigadores da Universidade Nova de Lisboa estão envolvidos num projecto europeu para ajudar o redesenho e gestão do território para prevenir os grandes incêndios.See omnystudio.com/listener for privacy information.
De Ministro a Presidente do Conselho. Com Fernando Rosas, Historiador, Professor catedrático jubilado da Universidade Nova de Lisboa e fundador do Instituto de História ContemporâneaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Em França, a primeira volta das eleições autárquicas ficou marcada por um aumento dos extremos tanto à direita como à esquerda, assim como pelo quase desaparecimento do partido do Presidente, Emmanuel Macron. O investigador Victor Pereira explica as tendências destas eleições. A primeira volta das eleições autárquicas em França decorreu no domingo e, especialmente nas grandes cidades, deixou muitos resultados em aberto, já que haverá uma segunda volta no dia 22 de março, onde se conhecerá o desfecho político para os próximos seis anos de cidades como Paris, Marselha, Lyon, Lille, Toulouse, Nice ou Bordéus. A subida da extrema-direita, através da União Nacional de Marine Le Pen, e da extrema-esquerda, com a França Insubmissa de Jean-Luc Mélenchon, marcam esta primeira volta, assim como o desaparecimento do partido de Emmanuel Macron, como explicou Victor Pereira, investigador principal no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em entrevista à RFI. "Assistimos ao quase desaparecimento do partido de Emmanuel Macron. Isto é, o centro à volta do Presidente da República quase não ganhou nenhumas cidades e as pessoas que estão nesse campo e conseguiram ter resultados é porque já traziam bons resultados antes. Outro ponto importante são os dois extremos. A extrema-direita, a União Nacional, consegue guardar várias cidades. O caso mais evidente é em Perpinhã, com Louis Aliot, que ganhou logo na primeira volta. Então a extrema-direita guarda as suas câmaras — o que não tinha sido o caso nos anos 90, por exemplo — e consegue ampliar os bons resultados, sobretudo no sudeste. Uma das principais surpresas do voto foi o resultado da França Insubmissa, que consegue bons resultados no norte da França; provavelmente vai ganhar Roubaix, tem um bom resultado em Lille e ganhou Saint-Denis, junto a Paris", detalhou o académico. Até terça-feira à noite, as listas com mais de 10% que passaram para a segunda volta vão tentar criar alianças ou desistir em prol umas das outras, de forma a afinar o escrutínio de dia 22. Com várias eleições onde passaram quatro, cinco ou até seis candidatos diferentes, todas as possibilidades estão em cima da mesa. "Vai haver vários casos. Nalguns casos, pessoas do mesmo campo político, seja esquerda, direita ou centro, talvez não vão encontrar soluções e vão manter-se. Na segunda volta não é preciso ter a maioria, é só preciso ficar à frente. Noutros casos, onde os candidatos se podiam manter, vão desistir para não permitir que o outro campo, direita ou esquerda, ganhe, e isso vai acontecer em vários sítios. Há ainda um terceiro caso, mais complicado, até porque há uma certa polarização, que é o caso das fusões. Isto é, de duas listas fundirem-se numa só. E isso implica negociações. Implica, às vezes, o sentimento de diluir os seus princípios e os valores", explicou Victor Pereira. Estas eleições autárquicas permitem já fazer algumas reflexões sobre as eleições presidenciais que se realizam em 2027. Parece haver um desinteresse dos franceses pela política e, também, o aumento da extrema-direita e da extrema-esquerda mostra já possíveis desfechos para a escolha do próximo Presidente. "Um ponto importante é a taxa de abstenção, que é muito alta, um bocadinho mais de 40%. As eleições municipais eram muitas vezes eleições em que as pessoas iam votar porque são as eleições do quotidiano, as eleições em que se fala do lixo, das ruas, da limpeza, e é bastante raro haver tanta abstenção, fora as últimas eleições por causa da Covid-19. Há um cansaço dos eleitores, que não vão votar e que acham que o voto já não faz assim tanta diferença. Depois, tanto a França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, como a União Nacional, de Marine Le Pen, veem estas eleições como um estímulo, já que conseguem ver os seus bastiões e a França Insubmissa vai ganhando cidades. Por outro lado, os candidatos mais centrais, mais moderados, parecem não conseguir ter bons resultados", concluiu.
No passado dia 25 de fevereiro de 2026, a Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa foi palco da Conferência Final do projeto iRead4Skills — A New Journey Through Knowledge, um momento de síntese e celebração de quase três anos de investigação europeia dedicada à literacia de adultos.
No passado dia 25 de fevereiro de 2026, a Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa foi palco da Conferência Final do projeto iRead4Skills — A New Journey Through Knowledge, um momento de síntese e celebração de quase três anos de investigação europeia dedicada à literacia de adultos. (...)
Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Castello Branco é comentadora política e cronista, e é autora do podcast "Lei da Paridade”, juntamente com Leonor Rosas e Adriana Cardoso. Paula Cardoso e Georgina Angélica são comunicadoras e autoras de conteúdos, e autoras do "O Tal Podcast”. Margarida Santos é médica de família e autora do podcast "Consulta Aberta”. _______________ Episódio especial gravado ao vivo na 3.ª edição do Podfest do Expresso, que decorreu a 27 de janeiro no Auditório da Universidade NOVA de Lisboa. Neste painel juntaram-se quatro projetos com identidades e públicos distintos: o Lei da Paridade, representado por Maria Castello Branco, o Consulta Aberta, com Margarida Santos, o O Tal Podcast, por Paula Cardoso e Georgina Angélica — e, claro, o 45 Graus. A conversa partiu das novas vozes e dos nichos que hoje encontram espaço no áudio digital, e explorou o que muda quando um projeto independente passa a integrar um grande grupo de media. Falámos de representação, de literacia — política e em saúde —, da relação íntima que o formato cria com quem ouve, das surpresas que as estatísticas revelam sobre o público e também do outro lado da exposição: o entusiasmo, o sentido de missão e, por vezes, o confronto com o ruído e o ódio nas redes. Uma troca franca de ideias sobre como o podcasting abriu portas a protagonistas que antes ficavam de fora — e sobre a responsabilidade de as manter abertas. ______________ Esta conversa teve a sonoplastia de Hugo OliveiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Castello Branco é comentadora política e cronista, e é autora do podcast "Lei da Paridade”, juntamente com Leonor Rosas e Adriana Cardoso. Paula Cardoso e Georgina Angélica são comunicadoras e autoras de conteúdos, e autoras do "O Tal Podcast”. Margarida Santos é médica de família e autora do podcast "Consulta Aberta”. _______________ Episódio especial gravado ao vivo na 3.ª edição do Podfest do Expresso, que decorreu a 27 de janeiro no Auditório da Universidade NOVA de Lisboa. Neste painel juntaram-se quatro projetos com identidades e públicos distintos: o Lei da Paridade, representado por Maria Castello Branco, o Consulta Aberta, com Margarida Santos, o O Tal Podcast, por Paula Cardoso e Georgina Angélica — e, claro, o 45 Graus. A conversa partiu das novas vozes e dos nichos que hoje encontram espaço no áudio digital, e explorou o que muda quando um projeto independente passa a integrar um grande grupo de media. Falámos de representação, de literacia — política e em saúde —, da relação íntima que o formato cria com quem ouve, das surpresas que as estatísticas revelam sobre o público e também do outro lado da exposição: o entusiasmo, o sentido de missão e, por vezes, o confronto com o ruído e o ódio nas redes. Uma troca franca de ideias sobre como o podcasting abriu portas a protagonistas que antes ficavam de fora — e sobre a responsabilidade de as manter abertas. ______________ Esta conversa teve a sonoplastia de Hugo OliveiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio do Dito e Feito, a cantora, compositora e investigadora Beatriz Nunes conversa com o trio português Novelo Vago — Vera Morais, Inês Lopes e Teresa Costa — a propósito do seu concerto no sábado, dia 31 de janeiro. A partir desse ponto de encontro, a conversa aborda como a poesia, o humor, a liberdade e até o protesto contaminam as práticas e experiências de criação do trio. Um episódio gravado à distância, unindo Amesterdão, Porto e Barreiro. Bios Vera Morais Vera Morais é uma cantora e improvisadora/compositora natural do Porto. O seu trabalho situa-se entre a música improvisada, o avant-jazz e a música contemporânea, sendo os seus principais pontos de interesse nestas músicas a permeabilidade entre composição e improvisação e as possibilidades extra-convencionais da voz a nível sónico e expressivo. Dirige o Queer Choir Amsterdam – uma iniciativa artística e social fundada pelxs artistas Rah Naqvi, Shreya de Souza e Mylou Oord – e é cocuradora do ciclo de concertos Improbellissimo com Raoul van der Weide. Integra também o coletivo Orbits, com quem organizou em abril de 2024 um festival de música criativa em Amesterdão. Em 2024 foi recipiente do prémio “Artista Revelação” da RTP/Festa do Jazz. Está atualmente sediada entre o Porto e Amesterdão (Países Baixos). Teresa Costa É uma flautista natural do Porto cujo trabalho se reparte entre performance de música antiga, orquestral, contemporânea e projetos de natureza interdisciplinar. Em 2021 terminou o mestrado em performance no Conservatório de Amesterdão. Em 2023 integrou a Academia Gustav Mahler e o ULYSSES Ensemble, tendo-se agregado ao Ensemble Intercontemporain no festival ManiFeste do IRCAM. Colaborou com a Royal Concertgebouw Orchestra, o Remix Ensemble Casa da Música, a De Nieuwe Philharmonie Utrecht, o Jong Nederlands Blazers Ensemble e a Residentie Orkest. Está envolvida em projetos de música contemporânea e/ou original como duo Suzanne, Ladrem, pardais!, Sketch351 (artista em residência do festival Dag in de Branding), Vera Morais EUPNEA e Novelo Vago. Desenvolve performances para a infância com o colectivo Kleintjekunst. Faz parte de LIÇO, com quem investiga o cruzamento do canto a vozes com os ofícios da lã. Inês Lopes É uma pianista portuguesa residente nos Países Baixos que tem procurado nos últimos anos expandir a sua prática através da colaboração com compositores e/ou artistas de outras áreas, de projetos envolvendo instrumentos como toy piano e outros instrumentos de brincar, e mais recentemente, através da improvisação. Colaborou com formações como o Remix Ensemble da Casa da Música e o Ensemble DME e é desde 2020 membro do grupo Sketch351, atualmente ensemble em residência no festival Dag in de Branding (Países Baixos). Estudou no Conservatório de Música do Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e no Conservatório Real de Haia (Países Baixos), onde estudou com a pianista Ellen Corver e tirou uma especialização em Ensemble Contemporâneo. Beatriz Nunes Nascida em 1988 no Barreiro, é vocalista, compositora e investigadora. Licenciou-se em Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, possui um mestrado em Educação Musical pela mesma instituição e atualmente está a realizar um doutoramento em Etnomusicologia pela Universidade NOVA de Lisboa. A sua investigação centra-se em jazz, género e performance, contribuindo para o debate académico nas áreas de estudos de género e música. Paralelamente à sua carreira académica, Beatriz mantém-se ativa na cena musical portuguesa, atuando internacionalmente e colaborando em diversos projetos artísticos. Passou em 2023 pelo TBA integrando o ensemble LEIDA. Conversa com Beatriz Nunes, Inês Lopes, Teresa Costa e Vera Morais Pós-produção áudio Dito e Feito: Joana Linda Música: Raw Forest Produção: Teatro do Bairro Alto
Neste episódio converso com 2 estudantes da Licenciatura em Engenharia de Micro e Nanotecnologias da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a única instituição onde existe este curso.O que aprendes nesta licenciatura? Quais as saídas profissionais e o ambiente na instituição? TUDO o que precisas de saber nesta LIVE!
Este episódio foi gravado ao vivo no Festival Setentrional a 3 de julho de 2025, a convite do Ponto C, em Penafiel. Captação de som por Pedro Guedes. Um agradecimento especial à Mónica Guerreiro e toda equipa de produção do Ponto C. Inês Thomas Almeida é musicóloga, doutorada em Ciências Musicais Históricas pela Universidade Nova de Lisboa, tendo recebido, pela sua tese O olhar alemão: as práticas musicais em Portugal no final do Antigo Regime segundo fontes alemãs, sob orientação de Rui Vieira Nery, a classificação máxima por unanimidade. Nasceu na República Domininicana, viveu na Alemanha entre 2003 e 2016, tendo-se licenciado em Canto pela Hochchule für Musik und Theater Rostock e posteriormente criado uma ONG para o apoio à comunidade portuguesa em Berlim. Neste âmbito, foi responsável por inúmeras iniciativas de cariz cultural, social e humanitário e recebeu vários prémios e distinções pelos serviços prestados à comunidade. Atualmente, é professora convidada do Doutoramento em Estudos de Género da Universidade Nova de Lisboa, onde leciona Música e Género, e responsável pela criação do curso Mulheres Compositoras: História da Composição no Feminino, que leciona na FCSH NOVA como curso livre. A sua investigação incide sobre música no século XVIII, relatos de viagem, mulheres na música e redes culturais transnacionais. Tem artigos publicados em revistas científicas da especialidade e mantém uma intensa atividade como conferencista, quer em colóquios nacionais e internacionais, quer como divulgadora musical na Fundação Calouste Gulbenkian e no Teatro Nacional de São Carlos.
Linguista e antigo diretor da Universidade Nova de Lisboa, foi ministro da Educação no último governo de Costa. Uma fase “dura”, a enfrentar muitas greves dos professores, que não deixou saudades. “Nunca pus em causa a legitimidade do que os professores pediam. O pior dia enquanto ministro terá sido quando a minha mãe foi insultada por ser filho dela. Aí pensei bater com a porta.” No final do ano passado publicou o livro “Manifesto pelas Identidades e Famílias - Portugal Plural”, como um desabafo para desmontar as “falácias” dos supostos ataques à “família tradicional”. Quanto a isso, o atual diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, fala do poder da educação e da arte, como defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais. E revela pela primeira vez a depressão crónica que sofre desde cedo, invisível aos outros, diagnosticada há 7 anos, e a resistência interna que teve de vencer até pedir ajuda. “É um quadro solitário, porque há estigma, não se fala.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Investigadores da Universidade Nova de Lisboa estão a tentar encontrar soluções economicamente viáveis e sustentáveis para cultivo e refinaria de microalgas.
São matérias-primas essenciais para a economia, para a energia e para a segurança e defesa. As chamadas «terras raras» e as «matérias críticas» são disputadas pelos grandes poderes mundiais, em busca de vantagens competitivas na arena tecnológica que fornece diversas áreas económicas. A China é o maior produtor e processador mundial de terras raras. Será que Pequim está a ganhar esta «guerra»? O que fazem os países para assegurar estes fornecimentos e como condiciona as suas políticas externas, de segurança e de defesa? Quais os desafios para Portugal e para a Europa?Os convidados deste programa são António Costa Silva, antigo ministro da Economia, e Raquel Vaz-Pinto, investigadora e professora de relações internacionais da Universidade Nova de Lisboa.O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Renascença.
São matérias-primas essenciais para a economia, para a energia e para a segurança e defesa. As chamadas “terras raras” e as "matérias críticas" são disputadas pelos grandes poderes mundiais, em busca de vantagens competitivas na arena tecnológica que fornece diversas áreas económicas. A China é o maior produtor e processador mundial de terras raras. Será que Pequim está a ganhar esta “guerra”? O que fazem os países para assegurar estes fornecimentos e como condiciona as suas políticas externas, de segurança e de defesa? Quais os desafios reais para Portugal e para a Europa ? Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são António Costa Silva, antigo ministro da Economia, e Raquel Vaz-Pinto, investigadora e professora de relações internacionais da Universidade Nova de Lisboa.
A medicação é a única abordagem eficaz para as neurodivergências? No último episódio da dupla, a psiquiatra Rute Cajão e o Rui Maria Pêgo exploram terapias, tratamentos e comportamentos que, em conjunto, podem fazer a diferença na qualidade de vida dos pacientes.Com uma visão integrada, a especialista desmistifica a ideia de que «a medicação é a única solução» e sublinha a importância da psicoterapia e de terapias complementares para controlar a ansiedade causada pela PHDA. Sem esquecer o papel do sono como um importante regulador da atenção, da impulsividade e do equilíbrio emocional.Ao abordar as Perturbações do Espectro do Autismo, a dupla analisa os benefícios de várias terapias, da musicoterapia à terapia ocupacional, com resultados comprovados na promoção da comunicação, interação social e desenvolvimento cognitivo.Durante a conversa, há ainda espaço para esclarecer mitos recorrentes: 'Será que a medicação muda a personalidade'? ou 'poderão os psicofármacos deixar-nos apáticos'?Não perca este episódio do [IN]Pertinente.REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEISHvolby A. «Associations of sleep disturbance with ADHD: implications for treatment.» (Atten Defic Hyperact Disord. 2015 Mar; Epub 2014 Aug)Stahl SM. «Prescriber's Guide: Stahl's Essential Psychopharmacology» (Cambridge University Press; 2024)Wenxin Sun, Mingxuan Yu, Xiaojing Zhou. «Effects of physical exercise on attention deficit and other major symptoms in children with ADHD: A meta-analysis» (Psychiatry Research, Volume 311, 2022)Zhang Z, Chang X, Zhang W, Yang S, Zhao G. «The Effect of Meditation-Based Mind-Body Interventions on Symptoms and Executive Function in People With ADHD: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials.» (Atten Disord. 2023 Apr)Sprich SE, Knouse LE, Cooper-Vince C, Burbridge J, Safren SA.«Description and Demonstration of CBT for ADHD in Adults.» (Cogn Behav Pract. 2012 Feb)Resources - «Intervention and Therapies» (Autism Society)BIOSRUTE CAJÃOMédica psiquiatra, é assistente hospitalar de psiquiatria na Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho, EPE. Cofundadora da equipa multidisciplinar e consulta de jovens adultos com patologia grave de início precoce na mesma unidade. Vice-presidente da Secção de Perturbações do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. RUI MARIA PÊGOTem 36 anos, 17 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão. Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School. Já apresentou programas nos três canais generalistas de televisão, é autor da série satírica «Filho da Mãe» (Canal Q, 2015), e está hoje na Rádio Comercial, com o podcast «Debaixo da Língua».
Design [Mal]Dito é um podcast parceiro da TV Unifor, que explora o universo do design de forma crítica e despojada, trazendo convidados que compartilham suas vivências, desafios e perspectivas sobre a área, e tem por objetivo debater e conhecer os espaços de atuação do design no mercado de trabalho. O nome do programa, [Mal]Dito, funciona como uma metáfora para as maneiras como o design é entendido: ele pode ser [mal]dito (mal compreendido), [pré]dito (com uma interpretação prévia) ou [ben]dito (quando sua intenção é perfeitamente captada), dentre outros.No sexto episódio do podcast, intitulado “O design e o lado decolonial da vida”- disponível em todos os tocadores de áudio pelo canal do UniforCast - Edmilson Miranda, designer de produção, designer gráfico e designer de narrativas, é convidado para a discussão de design e decolonialidade, tema do seu doutorado, em uma conversa descontraída com os apresentadores Jorge Godoy e Bruno Ribeiro, professores do curso de Design da Universidade de Fortaleza. Edmilson Miranda é pesquisador e comunicador cearense, doutorando em Estudos Culturais pela Universidade de Aveiro (Portugal). Graduado e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará – com reconhecimento pela Universidade Nova de Lisboa –, construiu sua trajetória acadêmica investigando criatividade no processo artístico, com foco em Afrofuturismo e discursos decoloniais nos quadrinhos brasileiros.Ao longo dos anos, atuou como professor universitário no Brasil e em Portugal, contribuindo para formações em comunicação, artes e cultura. Entre 2003 e 2011, integrou como membro fundador o coletivo artístico Projeto Balbucio, onde desenvolveu trabalhos que cruzam a experimentação visual, narrativa e performance.Hoje, é pesquisador do Laboratório de Investigação em Corpo, Comunicação e Arte (LICCA/UFC), participa do grupo de pesquisa sobre histórias em quadrinhos da Universidade Federal do Ceará: a Oficina Invisível, e do Subgrupo Indústrias de Cultura e Cultura de Massas da Universidade de Aveiro, espaços nos quais aprofunda estudos sobre criação artística, cultura pop e imaginários futuristas de matriz africana. Sua atuação combina pesquisa, prática artística e crítica cultural, contribuindo para o debate contemporâneo sobre representações e processos criativos no Brasil e em Portugal.Durante o episódio, Edmilson compartilha sua trajetória profissional e explica como integra os debates sobre colonialismo e decolonialidade em sua atuação. Ele comenta suas experiências com o tema, o caminho que o levou do design às reflexões decoloniais e como essa perspectiva atravessa seu trabalho com histórias em quadrinhos — área em que construiu grande parte de sua formação.Além da trajetória profissional de Edmilson, o episódio aprofunda discussões sobre design, arte, filosofia, colonialismo e decolonialidade. A conversa destaca como esses temas atravessam sua pesquisa e prática, evidenciando o diálogo entre criação artística, crítica cultural e pensamento decolonial. O episódio revela camadas importantes do seu percurso e das reflexões que sustentam seu trabalho com narrativa, visualidade e cultura.O podcast Design [Mal]Dito é uma produção do núcleo de podcast da TV Unifor, plataforma que explora o universo do design de forma crítica e despojada, trazendo convidados quecompartilham vivências e desafios sobre a área. Os episódios são lançados quinzenalmente, às 15h, não perca!Ficha TécnicaProdução: Beatriz Barros, Isabela Fortaleza, Clara de Assis, Wivyna Santos, João Pedro Moreira e Matheus PinheiroCoordenação Técnica: Hélio VianaProfessora Orientadora: Ana Paula FariasSecretária Executiva: Tamires AndradeDireção TVU: Max EluardDireção de Comunicação, Marketing e Comercial: Ana QuezadoReitor: Randal Martins PompeuEmissora: TV Unifor - Universidade de FortalezaTransmissão: Canal UniforCast - Spotify, Deezer, entre outros.
Neste episódio de Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é Ivo Meco, professor de Ciências da Natureza, formado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e docente no Colégio Campo das Flores, no Monte da Caparica. Depois de Jardins de Lisboa — Histórias de espaços, plantas e pessoas (ArtePlural, 2019), Ivo Meco publicou agora o seu segundo livro, Das Plantas num Livro (Pergaminho), um ensaio “deambulatório” que cruza botânica, história e literatura, explorando a ligação profunda entre as plantas e os suportes da escrita — do papiro egípcio ao papel de trapo, do bambu e da seda às árvores que hoje dão origem à pasta de papel, como o pinheiro e o eucalipto. Nesta conversa, percorremos o seu caminho de professor e divulgador apaixonado pela botânica, viajamos pela história material dos livros, falando das plantas que a sustentaram (em especial o eucalipto que, vindo da Austrália, se deu muito bem entre nós), e reflectimos sobre as implicações ambientais, sociais e culturais da evolução do papel ao longo dos séculos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, converso com Eric Cunha, especialista em Business Intelligence, Big Data e Analytics, com mais de dez anos de experiência transformando dados em insights estratégicos.Eric é bacharel em Ciência da Computação pela UFSCar e concluiu o Mestrado em Gestão da Informação com foco em Business Intelligence pela Universidade Nova de Lisboa.Ele iniciou sua carreira no Brasil e depois se mudou para Portugal, onde trabalhou com empresas internacionais da Inglaterra e França. Hoje atua no Nubank, desenvolvendo soluções avançadas de dados em larga escala.Falamos sobre:• Inteligência de Negócios e análise de dados• Big Data e arquiteturas modernas• Construção de pipelines ETL/ELT• Data Warehouses e modelagem• Carreira internacional na área de dados• Ferramentas, práticas e decisões técnicas reaisUm episódio essencial para quem trabalha com BI, engenharia de dados e analytics.• LinkedIn do Eric Cunha: LinkedIn• Site oficial: OsProgramadores• GitHub da comunidade: GitHub• Grupo no Telegram: Telegram
Investigadores da Universidade Nova de Lisboa estudam moléculas que poderão ser alternativa aos antibióticos.
No episódio de novembro, recebemos o João Sena Ribeiro para tirar a limpo tudo aquilo que por aí circula sobre sono bifásico e polifásico - afinal, dormir em várias blocos é saudável ou só mais um mito viral? O sono polifásico faz-nos ser mais produtivos ou traz-nos riscos demasiado sérios?O convidado de hoje é licenciado em Bioquímica pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Neurociências pela Universidade de Amesterdão. Com ele conversámos sobre a biologia do sono, sobre como os nossos ritmos mudaram ao longo da história e os perigos de seguir modas sem orientação. O João partilha ainda o seu percurso na área da ciência do sono e deixa alguns conselhos práticos para quem quer testar o sono bifásico de forma segura. Esperamos que gostem! Até ao próximo mês![Episódio patrocinado pela @gasoxmed e pela @blanky_pt - líder de produtos inovadores para a sua cama e sono; código de desconto de 20% em todos os produtos disponível no episódio]——————Enviem-nos as vossas histórias/dúvidas sobre sono, feedback ou venham só dar-nos dois dedos de conversa por aqui:. Instagram: @oteumalesono. Site: www.oteumalesono.pt. E-mail: oteumalesonopodcast@gmail.com
Patrícia Portela é autora de espectáculos, instalações e obras literárias. Reconhecida"pela peculiaridade da sua obra", recebeu vários prémios dos quais destaca: Prémio ACARTE/FCG para Flatland I (2004) e Wasteband (menção honrosa, 2003), finalista do 1' Prémio Multimédia Sonae/ MNACC 2015 para Parasomnia. A sua literatura é aclamada pela crítica e foi finalista do Prémio APE 2013 com Banquete, finalista do Prémio Correntes d'Escritas e Prémio Ciranda 2022 com Hifen que Miguel Real considerou "histórico". Ana Rocha, coreógrafa, curadora e performer, faz mediação em Cultura & Artes, criando uma linguagem de pesquisa e acção artística, e socio-politica engajada no desenvolvimento potencial do processo e seu contexto. Ana opera em campos de multiplicidade e diversidade cultural co-relacionando pontos de reflexão e transição, a partir do acompanhamento e consultoria em instituições, organizações sem fins lucrativos, colectivos artísticos e criadores nacionais e internacionais. Formada em Artes Visuais e História da Arte, e doutoranda em Ecologia Humana na Universidade Nova de Lisboa. Links: https://patriciaportela.pt/ https://www.youtube.com/watch?v=Aqd36rZ9HAo https://www.youtube.com/watch?v=ve6H7vsBhPA https://expresso.pt/podcasts/a-beleza-das-pequenas-coisas/2024-12-20-patricia-portela--parte-1--a-unica-volta-para-salvarmos-o-planeta-e-fazermos-menos-viajarmos-menos-consumirmos-menos-e-comermos-menos-2ea0aa2c https://performingborders.live/interviews/fronteiras-a-conversation-with-ana-rocha/ https://sigarra.up.pt/fbaup/pt/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=39942 Episódio gravado a 25.10.2025 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados
Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Antónia Oliveira nasceu em Viseu em 1964. Dedica-se desde 2002 ao género biográfico. Escreveu o livro Os Biógrafos de Camilo (2010, tese de doutoramento), uma biografia de Alexandre O’Neill, Uma Biografia do Ar.Co (2014) e está atualmente a trabalhar numa biografia de Cesário Verde. É professora de Escrita de Biografia na Universidade Nova de Lisboa -- que eu saiba, a única cadeira sobre este tema em Portugal. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:05) Como se lida com as fontes? (15:19) Como lidar com a crítica? (18:33) Alexandre O’Neill (21:56) Quão bem ficaste a conhecer o biografado? (27:51) O biógrafo tem hoje mais reconhecimento? (33:13) EstruturaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Antónia Oliveira nasceu em Viseu em 1964. Dedica-se desde 2002 ao género biográfico. Escreveu o livro Os Biógrafos de Camilo (2010, tese de doutoramento), uma biografia de Alexandre O’Neill, Uma Biografia do Ar.Co (2014) e está atualmente a trabalhar numa biografia de Cesário Verde. É professora de Escrita de Biografia na Universidade Nova de Lisboa -- que eu saiba, a única cadeira sobre este tema em Portugal. _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:16) O que é uma Biografia? | Woody Allen (11:56) Porque a Inglaterra tem tanta tradição? | Livro: Winston Churchill: My Early Life | Estruturalismo e morte do autor (21:31) Como se escolhe a pessoa a biografar? | Episódio In Our Time BBC | Alexandre O’Neill (28:14) Camilo Castelo branco (33:03) A Biografia tem algo de romance? | O desafio de dar ou não contexto ao leitorSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No momento em que se discutem as regras a aplicar na licença de amamentação, sobretudo depois dos dois anos de idade, Isabel Loureiro, professora catedrática jubilada de Saúde Pública na Universidade Nova de Lisboa, defende que é mais importante discutir o tempo que a mãe ou pai precisam de ter com o filho até aos dois anos de idade. “Trata-se de investir no futuro e na produtividade das empresas”, diz a professora. Sobre o aleitamento materno, Portugal não vai conseguir atingir a meta que estabeleceu para 2030.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O planeta começa hoje a gastar por conta de futuras gerações que terão de pagar tudo isto com juros. O dia da sobrecarga da Terra, segundo a Global Footprint Network, é a data em que a exploração da natureza ultrapassa a capacidade de o planeta a reabastecer durante todo esse ano. Ter um cartão de crédito é um privilégio que se pode transformar numa sentença. Neste episódio, conversamos com Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista Zero e professor da Universidade Nova de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Polónia vai mudar de presidente, mas a extrema-direita vai manter-se na chefia de Estado. Sai Duda e entra Nawrocki, um candidato apoiado por Trump. O primeiro-ministro Donald TUSK, que tirou a extrema-direita do governo há apenas dois anos, estava à espera que o candidato moderado ganhasse as presidenciais mas isso não aconteceu. A Europa volta a levar um banho de água fria. Neste episódio, conversamos com a investigadora do IPRI Madalena Meyer Resende, professora na Universidade Nova de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Southern Portugal's alentejo region is the location setting for our tour of sustainability practices but Portugal is facing a range of different environmental challenges that will become more pronounced in coming years. In this episode with guest prof. Francisco Ferreira, we delve into the water, heat and other climate issues.Francisco Ferreira is a professor of Environmental Engineering at Universidade Nova de Lisboa and president of the environmental NGO ZERO, recognized for his extensive work on air quality, climate change, and sustainable development in Lisbon and across Portugal.Download the FREE ‘Into The Heat' ebook:
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Linguista e antigo diretor da Universidade Nova de Lisboa, foi ministro da Educação no último governo de Costa. Uma fase “dura”, a enfrentar muitas greves dos professores, que não deixou saudades. “Nunca pus em causa a legitimidade do que os professores pediam. O pior dia enquanto ministro terá sido quando a minha mãe foi insultada por ser filho dela. Aí pensei bater com a porta.” No final do ano passado publicou o livro “Manifesto pelas Identidades e Famílias - Portugal Plural”, como um desabafo para desmontar as “falácias” dos supostos ataques à “família tradicional”. Quanto a isso, o atual diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, fala do poder da educação e da arte, como defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais. E revela pela primeira vez a depressão crónica que sofre desde cedo, invisível aos outros, diagnosticada há 7 anos, e a resistência interna que teve de vencer até pedir ajuda. “É um quadro solitário, porque há estigma, não se fala.” Ouçam-no na primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
“Agora invoca-se Deus para tudo, temos terrorismo dos dois lados”. Nesta emissão, gravada ao vivo no Podfest, no grande auditório da reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Miguel Sousa Tavares denuncia as declarações de um ministro israelita que sugere a eliminação de qualquer futuro viável para os palestinianos em Gaza, usando Deus como justificação. Frente a frente com a jornalista Paula Santos, o cronista comenta o impasse da vontade dos potenciais candidatos à Presidência da República, como Gouveia e Melo, Mário Centeno e António José Seguro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Miguel Tavares é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Foi jornalista do Diário de Notícias e fundador da revista Time Out. É atualmente colunista do Público, comentador do "Governo Sombra" e coautor do programa "E o Resto É História" na rádio Observador. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Inscreva-se ou ofereça o Curso de Pensamento Crítico: https://bit.ly/cursopcritic -> Artigo na revista Sábado. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:33) Estamos a viver uma revolução nos media? (39:16) Crise da autoridade dos media | “legacy media” (39:16) “Porque se parecem os jornais todos uns com os outros?” (45010) Como lidar com temas difíceis (minorias, imigração, etc) (1:04:22) Discurso do Chega sobre os ciganos | Andrew Sullivan (1:15:37) O que esperar no futuro? Livro recomendado: The Storytelling Animal, Jonathan Gottschall ______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira ______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Francisco Hermenegildo, Ricardo Evangelista, Henrique Pais João Baltazar, Salvador Cunha, Abilio Silva, Tiago Leite, Carlos Martins, Galaró family, Corto Lemos, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, João Ribeiro, Helder Miranda, Pedro Lima Ferreira, Cesar Carpinteiro, Luis Fernambuco, Fernando Nunes, Manuel Canelas, Tiago Gonçalves, Carlos Pires, João Domingues, Hélio Bragança da Silva, Sandra Ferreira , Paulo Encarnação , BFDC, António Mexia Santos, Luís Guido, Bruno Heleno Tomás Costa, João Saro, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Rafael Santos, Andreia Esteves, Ana Teresa Mota, ARUNE BHURALAL, Mário Lourenço, RB, Maria Pimentel, Luis, Geoffrey Marcelino, Alberto Alcalde, António Rocha Pinto, Ruben de Bragança, João Vieira dos Santos, David Teixeira Alves, Armindo Martins , Carlos Nobre, Bernardo Vidal Pimentel, António Oliveira, Paulo Barros, Nuno Brites, Lígia Violas, Tiago Sequeira, Zé da Radio, João Morais, André Gamito, Diogo Costa, Pedro Ribeiro, Bernardo Cortez Vasco Sá Pinto, David , Tiago Pires, Mafalda Pratas, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Mariana Barosa, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte , Tomás Félix, Vasco Lima, Francisco Vasconcelos, Telmo , José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Joao Diogo, José Proença, João Crispim, João Pinho , Afonso Martins, Robertt Valente, João Barbosa, Renato Mendes, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Ana Sousa Amorim, Francisco Santos, Lara Luís, Manuel Martins, Macaco Quitado, Paulo Ferreira, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Luis Gomes, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Pedro Gaspar, Gil Batista Marinho, Maria Oliveira, João Pereira, Rui Vilao, João Ferreira, Wedge, José Losa, Hélder Moreira, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Manuel Botelho da Silva, João Diamantino, Ana Rita Laureano, Pedro L, Nuno Malvar, Joel, Rui Antunes7, Tomás Saraiva, Cloé Leal de Magalhães, Joao Barbosa, paulo matos, Fábio Monteiro, Tiago Stock, Beatriz Bagulho, Pedro Bravo, Antonio Loureiro, Hugo Ramos, Inês Inocêncio, Telmo Gomes, Sérgio Nunes, Tiago Pedroso, Teresa Pimentel, Rita Noronha, miguel farracho, José Fangueiro, Zé, Margarida Correia-Neves, Bruno Pinto Vitorino, João Lopes, Joana Pereirinha, Gonçalo Baptista, Dario Rodrigues, tati lima, Pedro On The Road, Catarina Fonseca, JC Pacheco, Sofia Ferreira, Inês Ribeiro, Miguel Jacinto, Tiago Agostinho, Margarida Costa Almeida, Helena Pinheiro, Rui Martins, Fábio Videira Santos, Tomás Lucena, João Freitas, Ricardo Sousa, RJ, Francisco Seabra Guimarães, Carlos Branco, David Palhota, Carlos Castro, Alexandre Alves, Cláudia Gomes Batista, Ana Leal, Ricardo Trindade, Luís Machado, Andrzej Stuart-Thompson, Diego Goulart, Filipa Portela, Paulo Rafael, Paloma Nunes, Marta Mendonca, Teresa Painho, Duarte Cameirão, Rodrigo Silva, José Alberto Gomes, Joao Gama, Cristina Loureiro, Tiago Gama, Tiago Rodrigues, Miguel Duarte, Ana Cantanhede, Artur Castro Freire, Rui Passos Rocha, Pedro Costa Antunes, Sofia Almeida, Ricardo Andrade Guimarães, Daniel Pais, Miguel Bastos, Luís Santos
Pedro Siza Vieira é advogado, professor e antigo Ministro da Economia. Actualmente, é sócio da sociedade de advogados PLMJ, tendo sido anteriormente sócio da Morais Leitão e da Linklaters. É professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Foi Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital do XXII Governo da República Portuguesa, entre 2017 e 2022. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Inscreva-se ou ofereça o Curso de Pensamento Crítico, com 10% de desconto até final do ano: https://bit.ly/cursopcritic _______________ Índice: (0:00) Introdução (06:07) As últimas décadas da economia portuguesa (16:34) Evolução desde a pandemia | Previsões da CE | Causas: investimento na educação (estrutural), guerra e cadeias de produção (conjuntural) (29:16) Porque emigram tantos jovens qualificados? (35:40) A evolução das instituições, dos anos 1960 até hoje | Prémios Nobel Economia 2024 (44:23) O problema da justiça (46:21) Desinvestimento na Administração Pública | Corrupção Eurobarómetro | Relatório Draghi | A oportunidade das energias renováveis (01:01:40) Aumento das exportações e do Investimento Direto Estrangeiro (01:08:31) Experiência enquanto Ministro da Economia. Como investidores estrangeiros olham para a nossa economia? | Desafios do tecido económico PT | Porque é difícil fazer fusões e aquisições de empresas em Portugal? (01:24:26) Como é que um jurista olha para a economia? (01:30:31) De volta ao início: prioridades futuras Livro recomendado: A Jornada da Humanidade, de Oded Galor
Vasco Diogo was born in 1970 in Lisbon. Diogo is now an Experimental Director, Performer, Video Artist, and New Media and Cinema Assistant Professor at the University of Beira Interior (Covilhã-Portugal).Arts and Communication Researcher at Communication Sciences PhD by Universidade Nova de Lisboa: "Video: Specificity, Hybridity and Experimentation" (scholarship of Foundation for Science and Technology - FCT), 2008. Vasco Diogo has won more than 50 awards in experimental cinema at international festivals. Drawing, photography, poetry, electro-acoustic music, and mixed media are other work areas. --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/experimentalfilmpodcast/support
O 45 Graus está de férias, por isso não há episódios novos. É uma boa altura para re-publicar alguns dos melhores episódios das últimas temporadas (os mais ouvidos e que mais feedback tiveram dos ouvintes). Este, um regresso da Raquel Vaz-Pinto ao podcast, é um belo exemplo disso; e, com este tema, é um episódio que -- feliz ou infelizmente -- vai manter-se actual ainda por muito tempo. A quem não teve oportunidade de ouvir na altura, espero que gostem! Raquel Vaz-Pinto é Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona as disciplinas de Estudos Asiáticos e História das Relações Internacionais. Foi consultora do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian de 2020 a 2022 e Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo-Pacífico; e Liderança e Estratégia. É analista residente de política internacional da SIC e da TSF. Actualmente, está a terminar um livro, que será publicado pela Tinta-da-china, sobre os desafios colocados pela China às democracias liberais europeias, incluindo a portuguesa. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Inscreva-se aqui nas sessões de setembro e outubro dos workshops de Pensamento Crítico, módulo "Desinformação e Números que Enganam. _______________ Índice (com timestamps): (0:00) Introdução (9:47) O que mudou na rivalidade CN-EUA desde o nosso episódio de 2018? | Wolf warrior diplomacy | Os diplomatas chineses mal-comportados | Índia | Quad (30:18) A política externa dos EUA em relação à China começou por ser complacente e tornou-se demasiado agressiva? | Artigo de John Mearsheimer | Estratégia dos G7 em relação à CN: do decoupling ao de-risking | Matérias primas críticas e terras raras (e aqui) (42:10) Já podemos falar de uma Guerra Fria entre EUA e CN? | A Armadilha de Tucídides (Livro: História da Guerra do Peloponeso)| Houve uma crença exagerada no Ocidente nos efeitos da abertura económica? | Como os manuais de economia americanos sobrevalorizam a economia da URSS | Frase atribuída a Deng Xiaoping: «Hide your strength, bide your time» (55:26) Comparação China vs URSS | O papel da ideologia na guerra fria vs na nova ‘ordem chinesa' | Aumento do autoritarismo do regime chinês | Digital Dictators | Cimeira da Ásia Central, sem a Rússia | Nova política externa defendida pelo SPD alemão | A nova ambição da China para o Ártico (1:18:37) O que esperar do futuro -- e o que fazer para evitar uma escalada do conflito? | Tese do ‘peak China' | O problema demográfico da china (e os telefonemas aos recém-casados) | Livro: Leftover Women, de Leta Hong Fincher | Episódio com Hu Jintao no congresso do CCP | European Critical Raw Materials Act | A integração económica é um garante de que não ocorre uma guerra ou é, pelo contrário, uma fonte permanente de tensões? _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Francisco Hermenegildo, Ricardo Evangelista, Henrique Pais João Baltazar, Salvador Cunha, Abilio Silva, Tiago Leite, Carlos Martins, Galaró family, Corto Lemos, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, João Ribeiro, Helder Miranda, Pedro Lima Ferreira, Cesar Carpinteiro, Luis Fernambuco, Fernando Nunes, Manuel Canelas, Tiago Gonçalves, Carlos Pires, João Domingues, Hélio Bragança da Silva, Sandra Ferreira , Paulo Encarnação , BFDC, António Mexia Santos, Luís Guido, Bruno Heleno Tomás Costa, João Saro, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Rafael Santos, Andreia Esteves, Ana Teresa Mota, ARUNE BHURALAL, Mário Lourenço, RB, Maria Pimentel, Luis, Geoffrey Marcelino, Alberto Alcalde, António Rocha Pinto, Ruben de Bragança, João Vieira dos Santos, David Teixeira Alves, Armindo Martins , Carlos Nobre, Bernardo Vidal Pimentel, António Oliveira, Paulo Barros, Nuno Brites, Lígia Violas, Tiago Sequeira, Zé da Radio, João Morais, André Gamito, Diogo Costa, Pedro Ribeiro, Bernardo Cortez Vasco Sá Pinto, David , Tiago Pires, Mafalda Pratas, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Mariana Barosa, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte , Tomás Félix, Vasco Lima, Francisco Vasconcelos, Telmo , José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Joao Diogo, José Proença, João Crispim, João Pinho , Afonso Martins, Robertt Valente, João Barbosa, Renato Mendes, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Ana Sousa Amorim, Francisco Santos, Lara Luís, Manuel Martins, Macaco Quitado, Paulo Ferreira, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Luis Gomes, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Pedro Gaspar, Gil Batista Marinho, Maria Oliveira, João Pereira, Rui Vilao, João Ferreira, Wedge, José Losa, Hélder Moreira, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Manuel Botelho da Silva, João Diamantino, Ana Rita Laureano, Pedro L, Nuno Malvar, Joel, Rui Antunes7, Tomás Saraiva, Cloé Leal de Magalhães, Joao Barbosa, paulo matos, Fábio Monteiro, Tiago Stock, Beatriz Bagulho, Pedro Bravo, Antonio Loureiro, Hugo Ramos, Inês Inocêncio, Telmo Gomes, Sérgio Nunes, Tiago Pedroso, Teresa Pimentel, Rita Noronha, miguel farracho, José Fangueiro, Zé, Margarida Correia-Neves, Bruno Pinto Vitorino, João Lopes, Joana Pereirinha, Gonçalo Baptista, Dario Rodrigues, tati lima, Pedro On The Road, Catarina Fonseca, JC Pacheco, Sofia Ferreira, Inês Ribeiro, Miguel Jacinto, Tiago Agostinho, Margarida Costa Almeida, Helena Pinheiro, Rui Martins, Fábio Videira Santos, Tomás Lucena, João Freitas, Ricardo Sousa, RJ, Francisco Seabra Guimarães, Carlos Branco, David Palhota, Carlos Castro, Alexandre Alves, Cláudia Gomes Batista, Ana Leal, Ricardo Trindade, Luís Machado, Andrzej Stuart-Thompson, Diego Goulart, Filipa Portela, Paulo Rafael, Paloma Nunes, Marta Mendonca, Teresa Painho, Duarte Cameirão, Rodrigo Silva, José Alberto Gomes, Joao Gama, Cristina Loureiro, Tiago Gama, Tiago Rodrigues, Miguel Duarte, Ana Cantanhede, Artur Castro Freire, Rui Passos Rocha, Pedro Costa Antunes, Sofia Almeida, Ricardo Andrade Guimarães, Daniel Pais, Miguel Bastos, Luís Santos _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira