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Convidado
RDC eleva para 1.801 número de mortes por Ébola

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 12:11


Esta quinta-feira, o governo da República Democrática do Congo elevou o número de mortes pelo Ébola para 1.801 e os casos confirmados para 3.973, quase três meses depois do surto detectado no leste do país.  Segundo o Ministério da Saúde congolês, a taxa de letalidade está actualmente nos 45,3% e, até ao momento, cinco províncias foram afectadas: Ituri – que é o epicentro do surto –, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé (leste), além de Tshopo (centro-norte).  O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a epidemia está a propagar-se mais depressa do que os esforços para a combater e que o número de novos casos está a duplicar em alguns dos focos mais afectados. Para fazermos um ponto da situação, convidámos Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. RFI: Esta epidemia de Ébola foi declarada a 15 de Maio, há quase três meses. Está a demorar demasiado tempo a ser controlada? Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa: “Se olharmos para os outros surtos grandes também não foram controlados rapidamente. O surto da África Ocidental durou quase dois anos até ser controlado e o surto um bocadinho a sul da zona onde está este, de 2018 a 2020, demorou também quase três anos. Portanto, não é diferente do que era os outros.” Falou da epidemia da África Ocidental, do final de 2013 até 2016, que foi a maior alguma vez detectada. Vamos continuar a assistir à propagação do Ébola durante mais de um ano? Ou seja, pode realmente prolongar-se no tempo? “Pode prolongar-se no tempo. Depende muito da capacidade de resposta e a capacidade de resposta tem muito a ver com a situação local. O Congo oriental está em guerra civil há praticamente 50, 60 anos, portanto, uma boa área do território não é controlada pelo governo central, são grupos armados - uns apoiados pelo Ruanda, outros apoiados pelo Uganda - que controlam o território e isto torna muito complicado o combate. Aliás, a população, que tem sido o joguete e a grande vítima desta instabilidade, está muito desconfiada das chamadas autoridades, entre aspas, ou seja, de grupos armados que aparecem a dizer somos nós que mandamos. Inclusive já houve neste surto, talvez há um mês e meio, duas ambulâncias que foram incendiadas pela população local, o que mostra o grau de desconfiança.” Na província de Ituri, o epicentro do surto, há famílias a relatarem que muitos profissionais de saúde na linha da frente entraram em greve, o que agrava o acesso aos cuidados de saúde que já estão comprometidos por causa do conflito. Como é que se pode combater o Ébola nestas condições? “A seguir ao incêndio, que incluiu vários mortos no pessoal de saúde - mortes violentas, não por ébola - houve um movimento de uma parte dos profissionais de saúde a dizer que não iam para o terreno a não ser que fossem garantidas condições de segurança mínimas. Se isto se pode chamar uma greve? Nós, quando pensamos em greve, é por melhores salários ou por outra coisa assim. Aqui não. Era para poder ir trabalhar sem levar um tiro.” Essas condições não podem ser asseguradas num sítio que é um epicentro também de conflito... “O azar do Congo, na minha opinião, é que é demasiado rico. Se abrir o seu telemóvel, tem lá algumas pecinhas feitas daquilo que se chamam metais raros. São importados do Congo. É isso que financia os grupos armados porque fazer uma rebelião é caro. Comprar armas é caro. O dinheiro vem da venda desses produtos.” O país vizinho, Uganda, onde a doença também se espalhou, declarou-se “livre de ébola” a 28 de Julho, após 20 casos confirmados, incluindo 15 considerados importados da RDC. Como é que o Uganda consegue declarar-se livre de Ébola e a RDC continuar a ter uma epidemia a propagar-se mais rapidamente do que a resposta? “Todos os casos que houve no Uganda foram casos directamente infectados no Congo ou familiares próximos de pessoas que tinham vindo do Congo e que também estavam doentes. Portanto, não houve transmissão local dispersa. Para além disso, o Uganda está em paz, tem um sistema de saúde que funciona minimamente, tem universidades a funcionar, tem hospitais a funcionar e conseguiram impor o controlo de fronteiras. Por muito injusto que seja, conseguiram completamente impermeabilizar a fronteira. Não queriam saber se as pessoas estavam infectadas ou não. Se vinham do Congo, não entravam, ponto. É injusto, mas é eficaz para evitar a transmissão.” Este é o 17.º surto conhecido de Ébola a afectar a RDC e apresenta o crescimento mais rápido de infecções em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, de acordo com a OMS. É mesmo assim? “Não é bem assim. Na fase inicial dos surtos há sempre um crescimento exponencial que depois começa a ser curvado, quer pela resposta das autoridades de saúde, quer pelo medo porque não há nada para fazer as pessoas protegerem-se do que verem os vizinhos a morrer. Enquanto nos primeiros casos, na primeira parte do surto, as pessoas acham que aquilo é um boato, a partir de certa altura começam a dizer que ‘isto é grave e está mesmo a matar e  gente tem que fazer o que eles dizem, temos que não estar em contacto próximo com pessoas desconhecidas ou com doentes, temos que falar com as autoridades', etc. Isso tem um impacto local e o vírus é relativamente pouco transmissível, só se transmite por contacto directo, não é pelo ar. Contactos próximos durante uma epidemia de Ébola passam a ser perigosos, mas até isso ser consciencializado pelas populações demora algum tempo.” Mas o vírus só se transmite por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, não é? “Contactos directos com pessoas ou com os fluidos das pessoas, portanto, fezes, vómitos, expectoração, etc. Não vai pelo ar, tem de haver contacto. Mas, nesta zona, quem é que tem dinheiro para comprar luvas de borracha?” Os países à volta impermeabilizaram-se  não existe vacina ou tratamento específico autorizado para esta estirpe Bundibugyo. Como é que as pessoas se protegem? “É complicado. De qualquer forma, não é só os países que impermeabilizaram, o resto do Congo também impermeabilizou porque, de facto, já havia uma fronteira informal entre as zonas controladas pelo Governo e as zonas controladas por grupos rebeldes e o que o governo fez foi impermeabilizar essas fronteiras. Portanto, é tudo o mesmo país, mas ninguém passa para evitar que o surto passe para o resto do Congo. Isso aparentemente está a funcionar, é feito por militares, não é preciso grande sofisticação pois quando se tem uma arma apontada, as pessoas obedecem e, portanto, conseguiram mais ou menos impermeabilizar. Claro que a fronteira é muito grande, a densidade populacional da zona oriental é relativamente alta e não se pode controlar bem fronteiras que passam por meio de florestas cerradas e coisas assim. Apesar de tudo, a República Democrática do Congo fez a primeira coisa que era a mais importante que é isolar o surto, portanto, ficou naquela zona do Congo e não se está a espalhar para o Congo.” E não está a regionalizar-se então? “E também não está a regionalizar-se. Estando impermeabilizada aquela zona do Congo, países a Ocidente como Angola, por exemplo, que tem uma extensa fronteira com o Congo, estão seguros. Os países da zona oriental, eles próprios impermeabilizaram. O Uganda, o Ruanda, o Burundi também o fizeram, eles conseguiram impermeabilizar e, portanto, aquilo está impermeabilizado a toda a roda, de certa maneira.” Nesse caso, quais é que são as perspectivas para os próximos tempos? “Está a ser testada uma vacina produzida em Oxford, com a colaboração da AstraZeneca, que foram eles também que lançaram a primeira vacina ocidental contra o Covid-19. Estão a fazer uma vacina contra o Bundibugyo e têm uma unidade grande, um dos melhores centros de vacinas da Europa e lançaram a vacina que já está a ser testada.” Quando é que poderia ser aplicada? “Está a ser testada. Testar não é no laboratório, é testar no campo, no terreno. Não se sabe se a vacina vai ser eficaz, mas sabe-se que ela é relativamente inofensiva, que não tem efeitos colaterais graves, que não é perigosa. Portanto, as pessoas que tiverem a sorte de serem sorteadas para fazerem a vacina poderão estar protegidas. Se a vacina funcionar - e eu diria que não há grande motivo para pensar que não vai funcionar - estão razoavelmente protegidas. Agora, a capacidade de produção, neste momento, não chega para vacinar toda a gente, nem de perto nem de longe. Tanto mais que até estar provado que a vacina é eficaz, para a AstraZeneca é uma aposta no vazio. Podem gastar dezenas de milhões de euros e depois aquilo provar-se que não funciona e o dinheiro foi pelo ralo abaixo. Portanto, eles também são cautelosos a nível do investimento que estão a fazer. Também estão a ser testados vários medicamentos. Dois medicamentos que provaram ser bons contra a estirpe do ébola Zaire, o Remdesivir, que é um cocktail de anticorpos. Estão a ver se também funciona ou não para esta estirpe Bundibugyo. Para além disso, há um outro grupo que está a fazer um cocktail de anticorpos. Porque o facto de haver muitos doentes significa que já há sobreviventes convalescentes. Nem toda a gente morre felizmente. Dá para estudar o sangue deles, ver que anticorpos é que eles produziram para se protegerem e tentar fabricar esses anticorpos. Isso está a ser feito, já está na fase de testes de campo, há um cocktail de anticorpos que começou há uma semana a ser testado no terreno. Claro que uma terapêutica de anticorpos é sempre uma terapêutica difícil de fazer, a produção é cara e lenta, não vai ser a bala mágica. O Remdesivir também não foi bala mágica para o Ébola Zaire, mas pode ser que seja para o bundibugyo. Vamos ver. Ou também pode ser muito fraquinho ou pode ser um falhanço completo. Daqui a um mês digo-lhe. É óbvio que as autoridades de saúde tentam dramatizar, até porque é uma forma de garantir financiamento, lembrar aos americanos que isto pode chegar aos Estados Unidos é uma maneira de os americanos abrirem o cordão à bolsa. Claro que os europeus já estão a abrir, nomeadamente a Inglaterra, a Bélgica, a França que são os três países que neste momento estão a investir mais e que estão a dar um apoio maior. Portugal também está. A gente esquece-se sempre de Portugal, mas Portugal também está.”

Ciência
Mega incêndios vão ser a norma em França e no sul da Europa?

Ciência

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 10:29


Em França, milhares de pessoas foram autorizadas a regressar, esta segunda-feira, às localidades mais afectadas pelo mega incêndio que lavrou durante cerca de dez dias na província de Gironde, no sudoeste de França. As autoridades anunciaram que o fogo está controlado, depois de ter obrigado à retirada de cerca de 220 mil pessoas e consumido cerca de 42 mil hectares. Este é o incêndio florestal mais grave em França desde 1949, num verão que está a ser marcado por outros mega incêndios noutras regiões de França e também noutros países, especialmente no sul da Europa. O que fazer perante um cenário que se pode tornar norma e que tem vindo a ser antecipado pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas? Para conversarmos sobre o tema convidámos Francisco Ferreira, presidente da ONG ambiental ZERO e director do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Nova de Lisboa. RFI: Por que é que os incêndios em França têm sido tão intensos este verão? Francisco Ferreira, Presidente da ONG ambiental “ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável” e director do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Nova de Lisboa: “Não podemos atribuir apenas a uma causa, mas sim a um conjunto de circunstâncias, um pouco como tiveram lugar em Junho e em Outubro de 2017 em Portugal, com uma enorme área ardida. Do ponto de vista da meteorologia, estamos a falar de umas características muito próprias que habitualmente são identificadas como 30-30-30, ou seja, 30% ou menos de humidade relativa, mais de 30 graus Celsius e velocidades de ventos superiores a 30 quilómetros por hora. São realmente circunstâncias que levam a uma enorme secura da vegetação, vegetação essa que com um historial de um clima que teve fases em que levou ao desenvolvimento de vegetação, nomeadamente rasteira, e depois a períodos de seca, com as ondas de calor que tiveram lugar, proporcionaram uma extensão muito rápida dos incêndios. Por outro lado, também, sem dúvida alguma, o local em causa. Estamos a falar de florestas de pinhal, de uma monocultura com uma enorme quantidade de combustível que, face às circunstâncias meteorológicas e climáticas, entraram naquilo que nós chamamos um ciclo positivo, em que um incêndio passa para um mega incêndio que se propaga com grandes velocidades, onde o vento também acaba depois, pela dinâmica do próprio incêndio, a ter um comportamento irregular e incontrolável do ponto de vista da previsão, com uma extensão e um impacto absolutamente brutais e incontroláveis.” Este “mega incêndio” na região de Gironde está a durar há mais de dez dias e só agora é que estão a deixar a população voltar para casa. O que é que explica que este mega incêndio tenha durado tanto tempo? “O problema é que quando nós temos esta mistura de muito combustível presente, circunstâncias meteorológicas que levam a que o incêndio possa ter um desenvolvimento muito maior que o normal, questões de ordenamento do território também a ajudar e quando se sabe também que tudo isto é resultado de um agravamento causado pelas alterações climáticas, ou seja, as alterações climáticas não são o aspecto decisivo, mas são sim uma agravante destes incêndios, que estamos a ter na Europa um conjunto de circunstâncias que levam a que estejamos com temperaturas muito elevadas e baixa humidade relativa, obviamente, estes incêndios tornam-se incontroláveis e a própria noção de criação de cumulonimbus que são nuvens de desenvolvimento vertical, ou seja, quando nós temos o ar a subir muito rapidamente, uma enorme deslocação vertical, se eu tiver também neste movimento da formação destas nuvens um incêndio no seu interior, digamos assim, isso leva àquelas línguas de fogo que são visíveis e que obviamente representam ainda um maior factor de descontrolo do incêndio em termos de previsibilidade e de extensão daquilo que pode vir a acontecer. O que é facto é que estes incêndios que temos assistido em vários locais, na proximidade de Madrid, na proximidade de Bordéus, também aconteceram em Portugal, no Pinhal de Leiria, em Setembro de 2017, na zona de Pedrógão Grande, em Junho de 2017, são resultado de um conjunto de circunstâncias. As ignições também são importantes. Em França, sabemos que nove em cada dez incêndios têm a ver com uma origem humana directa, seja ela por negligência ou criminosa.” Falou na monocultura do pinheiro, que é um tipo de vegetação mais inflamável. Como é que agora deve ser feita a reflorestação para não cometer os mesmos erros? “Talvez aqui o Pinhal de Leiria seja um exemplo que Portugal pode apresentar para França e para o resto da Europa porque nós tivemos realmente mais de 500.000 hectares ardidos, no total, no país em 2017 e no ano passado ainda tivemos 250.000 hectares de área ardida. Ora bem, como é que a recuperação ou reabilitação ou reflorestação tem sido feita? Acima de tudo, através da diversidade que nós conseguimos impor à paisagem, ou seja, não é retirar o pinheiro, mas é olhar para o ordenamento do território como um mosaico, um mosaico que tem diferentes espécies, umas que podem ser muito importantes do ponto de vista da sua produção - árvores para madeira, para outros fins - mas também com vegetação autóctone com maior resistência ao fogo, zonas agrícolas, ou seja, o truque está em eu não ter uma ocupação com base numa única espécie e contínua - mesmo que tenha alguns espaços para corredores para permitir atrasar a propagação do fogo e o seu combate, mas que se têm revelado insuficientes. Portanto, o truque está realmente na gestão florestal, nesta lógica de diversidade e de mosaico que poderão permitir atrasar a propagação, permitir o controlo da parte dos bombeiros e, acima de tudo, até garantir uma paisagem mais resiliente. O fogo faz parte das características do Mediterrâneo e de zonas de França, como Bordéus e outras, mas o problema é que nós temos uma paisagem que foi fortemente humanizada, assumindo um risco de incêndio que nos últimos anos tem vindo a aumentar e, portanto, nos obriga também a repensar a paisagem.” Tendo em conta as ondas de calor, as alterações climáticas, a sobreocupação humana da própria paisagem, os incêndios extremos vão tornar-se uma norma em França e no Sul da Europa? “É isso que o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas tem vindo a dizer nos seus últimos relatórios, claramente identificando Península Ibérica, a França, a Grécia, a Turquia e a Itália como países onde os incêndios farão parte, infelizmente, de uma realidade com um clima diferente, mas onde as alterações climáticas são um dos factores e não apenas o único. O que é facto é que é um drama enorme para o próprio clima porque o clima está a aquecer porque temos mais dióxido de carbono na atmosfera e as florestas são precisamente onde nós conseguimos captar e armazenar este dióxido de carbono. Cada vez que temos um incêndio, nós estamos a recolocar esse dióxido de carbono, que estava armazenado, na atmosfera, para além, obviamente, de todos os prejuízos, sejam eles directamente em vidas humanas, seja para os bens, seja para a poluição do ar, que afecta também não apenas as zonas circundantes, mas zonas bem distantes, como vimos há poucas semanas no caso dos grandes incêndios rurais do Canadá.” Falámos na prevenção, mas no que toca à gestão da crise, a França teve de recorrer a meios aéreos europeus, incluindo de Portugal, para combater o mega incêndio do distrito de Gironde. A França está preparada para este tipo de incêndios? “Eu acho que nenhum país da Europa está preparado para este tipo de incêndios e nem deve estar, entre aspas, porque nós temos que ter um equilíbrio, eu diria até uma predominância dos investimentos na prevenção e não tanto no combate. O que é facto é que o mecanismo europeu procura dar esta resposta para que cada país - às vezes, alguns com dimensão pequena, como Portugal - não tenha que ter um conjunto de meios que tem custos enormes, como são os meios aéreos, e que possamos usar entre os vários países europeus - e também no caso de Portugal, recorrendo a Marrocos - este tipo de resposta coordenada.”

45 Graus
Alexandre Lourenço e Fernando Leal da Costa (parte 1): O que está bem e mal no SNS?

45 Graus

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 58:51


Veja também em youtube.com/@45_graus Fernando Leal da Costa é médico hematologista, professor universitário e e foi secretário de Estado Adjunto e da Saúde entre 2011 e 2015 e ministro da Saúde em 2015. Ao longo da sua carreira exerceu funções de direção clínica e hospitalar e tem desenvolvido trabalho nas áreas da organização dos sistemas de saúde, gestão hospitalar e políticas de saúde. É professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Alexandre Lourenço é professor auxiliar convidado na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Gestão da Saúde. É, igualmente, presidente da European Association of Hospital Managers (EAHM) e administrador hospitalar. Foi diretor de financiamento e vogal executivo da Administração Central do Sistema de Saúde, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Unidade Local de Saúde de Coimbra, e da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Tem desenvolvido trabalho nas áreas da gestão de serviços de saúde, organização dos sistemas de saúde e políticas públicas de saúde, sendo um dos principais especialistas portugueses em gestão de serviços de saúde. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (1ª parte): Qual é o estado do SNS? Reforma do Ministro Correia de Campos Desafio: a evolução das expectativas dos cidadãos Solução: os cuidados de saúde primários como peça central da reforma para diminuir o uso de urgências. Solução: capacitação dos médicos de família (MGF). Distinguir urgências verdadeiras de mera doença aguda Desafio: Como atrair mais médicos de família (MGF)? Solução: Tirar partido da tecnologia para melhorar eficiência e libertar os médicos para outros papéis Desafio da falta de médicos no SNS. Emigração de médicos e progressão na carreira Desafio: o envelhecimento da população Solução: apostar na prevenção Desafio: internamentos sociais Solução: Articulação entre SNS e Segurança SocialSee omnystudio.com/listener for privacy information.

45 Graus
Alexandre Lourenço e Fernando Leal da Costa (parte 2): O que fariam se fossem Ministros da Saúde?

45 Graus

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 63:44


Veja também em youtube.com/@45_graus Fernando Leal da Costa é médico hematologista, professor universitário e e foi secretário de Estado Adjunto e da Saúde entre 2011 e 2015 e ministro da Saúde em 2015. Ao longo da sua carreira exerceu funções de direção clínica e hospitalar e tem desenvolvido trabalho nas áreas da organização dos sistemas de saúde, gestão hospitalar e políticas de saúde. É professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Alexandre Lourenço é professor auxiliar convidado na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Gestão da Saúde. É, igualmente, presidente da European Association of Hospital Managers (EAHM) e administrador hospitalar. Foi diretor de financiamento e vogal executivo da Administração Central do Sistema de Saúde, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Unidade Local de Saúde de Coimbra, e da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Tem desenvolvido trabalho nas áreas da gestão de serviços de saúde, organização dos sistemas de saúde e políticas públicas de saúde, sendo um dos principais especialistas portugueses em gestão de serviços de saúde. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (2ª Parte): Desafio: Porque é que o SNS funciona de forma tão diferente no território? Solução: Ajustamento à realidade local e articulação com as autarquias As Unidades Locais de Saúde (ULS): uma boa ideia (ainda) mal aplicada? Desafio: Governança do SNS: a dificuldade de gerir organizações desta dimensão, a escolha e remuneração dos gestores Direção Executiva do SNS: uma boa ou má ideia? Como são construídos os programas eleitorais dos partidos? O Plano Nacional de Saúde Solução: Tirar partido da tecnologia Desafio: Lidar com o aumento do papel dos privados e dos seguros de saúde O que fariam se fossem Ministro da Saúde?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Diplomatas
Starmer foi um “óptimo primeiro-ministro de política externa” e um “péssimo primeiro-ministro de política interna”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 37:17


O episódio desta semana do podcast Diplomatas, do PÚBLICO e do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI-Nova), foi em grande parte dedicado à discussão sobre a actualidade política do Reino Unido. Partindo do pedido de demissão de Keir Starmer dos cargos de líder do Partido Trabalhista e de primeiro-ministro do país, anunciado na segunda-feira, Carlos Gaspar e Alberto Cunha reflectiram sobre o seu legado, os desafios internos e externos com que teve de lidar e os planos do favorito ao seu lugar, o ex-presidente da Câmara de Manchester, Andy Burnham. Ainda sobre o Reino Unido, os investigadores do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa​ e do Instituto de Defesa Nacional analisaram o impacto político, social, diplomático e geopolítico da saída do país da União Europeia, dez anos depois do referendo do “Brexit” e numa altura em que Nigel Farage e a direita radical ameaçam o establishment político britânico. O programa termina com um balanço sobre as negociações directas entre Estados Unidos e Irão sobre o memorando de entendimento para acabar com a guerra e reabrir o estreito de Ormuz. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Human Entities 2019
Human Entities 2026: Paris Marx

Human Entities 2019

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 90:45


Human Entities 2026: culture in the age of artificial intelligenceTenth editionWed 20 May 2026Reclaiming Digital SovereigntyParis MarxTech criticFor several decades, we've allowed ourselves to become deeply dependent on US technologies, platforms, and digital services. The alliance between Silicon Valley and the Trump administration has shown us how that choice hasn't just made us vulnerable; it's now empowering anti-democratic and authoritarian forces. Paris Marx will discuss how we became so dependent on US tech and what it might look like to chart of different course. Getting off US tech won't be easy, but it presents an opportunity to reimagine how we use digital technology for the better.Paris MarxParis Marx is a Canadian tech critic. He hosts the award-winning Tech Won't Save Us podcast and speaks around the world about the politics of technology. Paris is the author of Road to Nowhere and his next book Hyperscale comes out later this year.https://parismarx.comhttps://techwontsave.ushttps://roadtonowherebook.com/This event is part ofHuman Entities 2026: culture in the age of artificial intelligenceTenth editionPublic talks, May – June 2026Ficha Técnica/CreditsOrganização CADA em parceria com a Trienal de Arquitectura de LisboaOrganised by CADA in partnership with Lisbon Architecture Triennale Programado por Jared Hawkey/Sofia Oliveira com programadores convidados/ Programmed by Jared Hawkey/Sofia Oliveira with guest programmers: Andrea Pavoni, Kaitlyn Davies, Zagalo Pereira.O CADA é uma estrutura financiada por/CADA is funded by: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das ArtesApoios/Support: Câmara Municipal de Lisboa, NOVA-LINCS, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologia – NOVA LINCS; Instituto Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, DINAMIA'CET (ISCTE-IUL) e/and Faculdade Belas Artes, Universidade de Lisboa, Departamentos de Design de Comunicação e Arte Multimédia.Direção de arte + design gráfico/ Art direction + graphic design: Emir KaryoFotografia/ Photography: Joana LindaSom/Sound: Diogo Melo, Fernando FadigasFoto/Photo: Anne Barth/re:publica

Human Entities 2019
Human Entities: Peter Bancel

Human Entities 2019

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 97:44


Human Entities 2026: culture in the age of artificial intelligenceTenth editionWed 27 May 2026, 6.30pmBeyond the senses: science and the mystery of psychic phenomenaPeter BancelSenior Researcher at the Institut Métapsychique International, Paris (France) and Fellow at the Institute of Noetic Sciences, California (US)Anomalies – the things that don't fit our view of the world – are often the starting point of discoveries. As physicist Richard Feynman put it, “It's the thing that doesn't fit that is the most interesting.” A major challenge for science today is to understand consciousness. Theories abound, progress is being made, yet there is no consensus or even a clear path forward. In situations like this, anomalies can provide crucial direction for research. In this talk, we will look at the anomaly of psi phenomena – apparent capacities of consciousness such as telepathy and precognition – and explore the scientific evidence. If the reality of psychic phenomena is established, it may serve as a signpost toward understanding how and why we experience experience at all – the core of human consciousness. We will also consider what this would imply for science more broadly and how it invites us to understand the world.Peter BancelPeter Bancel is a senior researcher at the Institut Métapsychique International (IMI) in Paris and a fellow of the Institute of Noetic Sciences in California. In the early 2000s, he collaborated with the Global Consciousness Project based in Princeton (US) before joining the IMI in 2010. Alongside his scientific work, he is a long-time Buddhist practitioner and meditation teacher, with a longstanding interest in consciousness that bridges contemplative traditions and empirical research. Since joining the IMI, he has focused on how psychic phenomena – often called “psi” – can be studied using the methods of mainstream science. His work explores precognition, experimental design in psi studies, and possible connections with quantum physics. He holds a PhD in Experimental Physics from the University of Pennsylvania. After postdoctoral research at IBM, he moved to France, where he worked at the CNRS in Paris and later at the Institut des Matériaux Jean Rouxel at the University of Nantes.https://www.imiresearch.frThis event is part ofHuman Entities 2026: culture in the age of artificial intelligenceTenth editionPublic talks, May – June 2026Ficha Técnica/CreditsOrganised by CADA in partnership with Lisbon Architecture TriennaleProgrammed by Jared Hawkey/Sofia Oliveira with guest programmers: Andrea Pavoni, Kaitlyn Davies, Zagalo Pereira.CADA is funded by: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das ArtesApoiosSupport: Câmara Municipal de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologia – NOVA LINCS, Instituto Ciências Sociais, Universidade de Lisboa; DINAMIA'CET (ISCTE-IUL), Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa, Departamentos de Design de Comunicação e Arte MultimédiaArt direction + graphic design: Emir KaryoPhotography: Joana LindaSound: Diogo Melo, Fernando Fadigas

Podcast Al otro lado del espejo
Al Otro Lado del Espejo#706-06-06-26

Podcast Al otro lado del espejo

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 168:52


Programa #706 - Plan de Inmersiones 00,06'05” Esta noche tenemos el privilegio de recibir a Gonçalo Silva, biólogo marino portugués, investigador en el MARE de la Universidade NOVA de Lisboa, y fundador de MARDIVE, una asociación que hace algo tan necesario como difícil: acercar la ciencia marina a la gente de a pie, a los jóvenes, a los que todavía no saben que el mar les importa. Gonçalo estudia cómo el cambio climático está reescribiendo la vida de los peces en nuestras costas. 00,51'40” En MATERIA RESERVADA, el espacio divulgartivo de Océano Alfa, Gloria Delgado, agente medioambiental, nos trae lo que hay detrás de la línea de flotación de la conservación real, esa que no siempre sale en los titulares. 01,14'28” En PROTEJAMOS LAS MARAVILLAS DEL MAR, Mónica Alonso, de Planeta Profundo, nos recuerda por qué merece la pena pelear por lo que hay ahí abajo. 01,41'12” En BUCEO CON CIENCIA, Mercedes Varela, directora de Posidonia Ecosports, aporta el rigor científico que esta noche, más que nunca, encaja con la jornada que conmemoramos. 02,01'23” Y en CUÉNTAME UN PECIO, Alejandro Gandul nos lleva, como en cada ocasión, a ese patrimonio sumergido que el mar guarda con más celo que cualquier museo. Y con los micro-espacios habituales del programa —esta noche, «Mi cuaderno de buceo» con un relato de Mark Evans para la revista DIVERNET, el repaso a los viejos programas de Al Otro Lado del Espejo ya emitidos, y la agenda de propuestas para pasar el tiempo en superficie hasta una nueva inmersión en las ondas—, nos daremos, una noche más, por buceados. El mar nos dio el oxígeno. Lo menos que podemos hacer es devolverle la atención. La foto de la semana tiene la personalidad del medio acuático antes de llegar al mar, ignoramos su origen, pero la naturaleza que representa queda patente en ella, la imagen es cortesía de Francisco Davids. "Hay catedrales que no construyó nadie. Que simplemente crecieron hacia abajo mientras el mundo miraba hacia arriba. Aquí la luz no ilumina: oficia. Entra en procesión entre las raíces como si supiera que este lugar es sagrado antes que submarino. El bosque no murió al tocar el agua. Se transformó en otra cosa: en refugio, en laberinto, en memoria de río. En ese sitio exacto donde la tierra y el mar decidieron no separarse jamás." — Rol Freeman | Director, AOLDE RADIO ¿Listos para saltar al agua? Protocolo de repaso de equipos, un Ok, y al agua… Sonaron en este programa: 00,00'09” — David Arkenston - Papillon - Sintonía 00,06'05” — Boygenius Y Ye Vagabonds - The Parting Glass 00,51'40” — The Strokes - Falling out of Love 01,14'28” — Evanescence - Who Will You Follow 01,41'12” — Alex North - 2001 A Space Odyssey Theme song 01,59'07” — Avalon Jazz Band - La Mer (Beyond the Sea) 02,01'23” — Charli xcx - SS26 02,25'31” — This Too Shall Pass by Scott Buckley 02,36'07” — Traffic - Dear Mr. Fantasy 02,40'27” — Metallica - The Memory Remains 02,46'06” — Hay Peores - Bajo El Mar (Cover de Under The Sea de La Sirenita) Sintonía

Podcast Al otro lado del espejo
GONÇALO SILVA MARDIVE DIVING TALKS en AOLDE RADIO - Episodio exclusivo para mecenas

Podcast Al otro lado del espejo

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 42:52


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Licenciado en Biología por la Universidad de Évora (Portugal), donde se graduó como biólogo y activó muy pronto su compromiso con la biología marina y la conservación. Doctorado en Universidade do Algarve (Universidad del Algarve), centrado en ecología y evolución de peces marinos, con especial énfasis en sistemas costeros y peces pelágicos pequeños. Profesor asistente invitado en el Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente (DCEA) de la Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa, donde imparte docencia y acompaña proyectos de investigación Speaker en Diving Talks 2026 Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Podcast Al otro lado del espejo. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/35826

Consulta Aberta
Fármacos vs. alternativas naturais: mitos e verdades com Emília Monteiro

Consulta Aberta

Play Episode Listen Later May 28, 2026 64:48


Se pertence ao grande grupo de pessoas que não gosta de tomar medicamentos e procura sempre uma alternativa natural ao tratamento de sintomas, este episódio é para si. Vamos perceber como é que o medicamento chega ao mercado, mas também se pode sempre parti-los ao meio. Se os pode tomar fora da validade e se as gomas que se vendem como quase medicamentos são igualmente eficazes e seguras. Para responder a todas estas dúvidas, Margarida Graça Santos convida a professora de Farmacologia da Universidade Nova de Lisboa, Emília Monteiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Falando de História
#124 A Primeira República Portuguesa (1910-1926)

Falando de História

Play Episode Listen Later May 18, 2026 63:52


Neste episódio especial falamos com Maria Alice Samara, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sobre a Primeira República Portuguesa. Tentamos compreender como se desenvolveu o republicanismo em Portugal, como caiu o regime monárquico, e como evoluiu o regime republicano até à sua queda, a 28 de Maio de 1926.Sugestões de leitura:1. Maria Alice Samara - 1910. Tinta da China, 20192. Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo (coords) - História da Primeira República Portuguesa. Tinta da China, 2021.3. Fernando Catroga - O Republicanismo em Portugal. Casa das Letras, 2010 (2º ed).-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, NBisme, Oliver Doerfler, Sara Esteves, Sofia Carvalho;Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, Francisco C, Hugo Picciochi, Jorge Filipe, José Beleza, Luís André Agostinho, Miguel Cunha, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, André Abrantes, António Farelo, António J. R. Neto, Bruno Luis, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Carolina Batista, Catarina Ferreira, Cláudia Brandão, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Gn, GusRo, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, Joao Godinho, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Ferreira, João Félix, João Mendes, Liam Brockey, Luis Colaço, lvlheadwrecker, Mafalda Trindade, Manuel Bernardo, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Orlando Silva, Parte Cóccix, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Pedro Sebastião, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Magalhães, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto, Zé Teixeira.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: “Five Armies” e “Magic Escape Room” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, ⁠http://creativecommons.org/licenses/by/4.0⁠Edição de Marco António.

Geração V
Tarefeiros fora, Nova em guerra, Ministro às cegas

Geração V

Play Episode Listen Later May 15, 2026 35:51


Esta semana comentámos as novas medidas para os médicos tarefeiros, a guerra dos Professores da Universidade Nova e os números diferentes de imigrantes em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Appleton Podcast
Episódio 192 – “Fazer pensando e pensar fazendo” – Conversa com João de Sousa Cardoso

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later May 11, 2026 71:17


João Sousa Cardoso, também conhecido como João de Sousa Cardoso, é artista, ensaísta, curador e professor universitário. O seu trabalho desenvolve-se na intersecção entre criação artística, pensamento crítico e investigação, articulando teatro, cinema, artes visuais e escrita.Viveu 5 anos em Paris entre 2005 e 2010, onde concluiu o doutoramento em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne) enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. É membro associado do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le Monde Lusophone, da Universidade de Paris Nanterre, onde leciona regularmente.Enquanto artista, tem desenvolvido um percurso marcado pela relação com a literatura e pela criação em teatro e filme, que cruzam ensaio, ficção e performance. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, no Teatro Nacional D. Maria II (2019), e A Ronda da Noite, a partir de Agustina Bessa-Luís, na Fundação Calouste Gulbenkian (2022). Em 2024, estreou o filme A Santa Joana dos Matadouros, a partir de Bertolt Brecht, na Cinemateca Portuguesa, expandindo a sua prática para o cinema e aprofundando a relação entre imagem, política e representação.Como ensaísta, publicou TEATRO EXPANDIDO! (2016), Sequências Narrativas Completas e A Espanha das Espanhas(2020), mantendo uma escrita próxima das suas práticas artísticas. Colabora regularmente com a revista Contemporânea e com o jornal Público.Na curadoria, tem desenvolvido projetos que cruzam arte, política e história, como o ciclo ABC da Guerra (Teatro Municipal São Luiz, 2025) e a exposição Nampula Macua Socialismo de Manuel Santos Maia (Galeria Quadrum, 2025), além de colaborações com instituições como Serralves, Batalha Centro de Cinema e Centro de Arte Oliva. Desde 2023, integra o Comité de Aquisições do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.É Professor Associado na Universidade Lusófona, em Lisboa, onde dirige, desde 2010, a Licenciatura em Comunicação Audiovisual e Multimédia. Foi Professor Convidado na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 2011 e 2020 e coordena o programa Great Artists on Campus na Universidade Lusófona em Lisboa desde Fevereiro de 2023 que tem, desde Fevereiro deste ano, uma extensão ao Porto numa parceria entre a Universidade e o Batalha Centro de Cinema.Links: https://cargocollective.com/joaosousacardoso www.teatrosaoluiz.pt/espetaculo/abc-da-guerra/ www.ulusofona.pt/evento/great-artists-on-campus-5 https://www.publico.pt/autor/joao-sousa-cardoso https://contemporanea.pt/edicoes/2025/entrevista-joao-sousa-cardosowww.youtube.com/watch?v=Kjp0-yeLBdA https://ajuntament.barcelona.cat/lavirreina/en/exhibitions/american-history/1005?t=3 Episódio gravado a 06.05.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados

Convidado
O que se sabe do surto no cruzeiro ao largo de Cabo Verde?

Convidado

Play Episode Listen Later May 5, 2026 11:40


A Organização Mundial da Saúde informou que há dois casos confirmados de hantavírus e cinco casos suspeitos ligados ao surto que matou três pessoas em um navio holandês ancorado ao largo da ilha de Santiago, em Cabo Verde. Entre os casos confirmados de hantavírus está uma das vítimas mortais e uma pessoa gravemente doente internada na Africa do Sul. Três outras pessoas a bordo apresentam sintomas respiratórios e febre. Neste programa, convidámos o infecciologista Jaime Nina para nos explicar o que se sabe deste surto. O navio de cruzeiro MV Hondius fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias, e fez paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem. A embarcação não foi autorizada a desembarcar no Porto da Praia, em Cabo Verde, estando desde domingo, ao largo da ilha de Santiago, com 147 pessoas a bordo. Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde informou, em comunicado, que há dois casos confirmados de hantavírus e cinco casos suspeitos. Entre os casos confirmados está uma das vítimas mortais e uma pessoa gravemente doente internada na Africa do Sul. Três outras pessoas a bordo apresentam sintomas respiratórios e febre. A OMS escreve que é “pouco comum” mas, no passado, já houve relatos de transmissão entre humanos. “A infecção humana por hantavírus é adquirida principalmente pelo contacto com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. É uma doença rara, porém grave, que pode ser fatal. Embora pouco comum, a transmissão entre humanos foi relatada em surtos anteriores do vírus Andes (uma espécie específica de hantavírus). A OMS avalia actualmente o risco para a população global decorrente deste evento como baixo e continuará monitorando a situação epidemiológica e actualizando a avaliação de risco”, pode ler-se no comunicado da Organização Mundial de Saúde. Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, explicou à RFI que a transmissão entre humanos “é extremamente rara”. “Quase nunca é transmitido de pessoa a pessoa. É extremamente rara a transmissão pessoa a pessoa. O reservatório são roedores, na maioria dos casos roedores selvagens, esporadicamente podem ser ratos domésticos, ratazana cinzenta ou ratazana dos esgotos. Neste caso, em que estiveram a fazer exploração ecológica, chamemos-lhe assim, em zonas selvagens do sul da Argentina, quase de certeza que o reservatório foi um roedor selvagem. Um ratinho do campo qualquer”, explica. Nesse sentido, o contágio pode ter acontecido “por contacto directo” ou por inalação, por exemplo, do aerossol de urina de ratos. Outra possibilidade poderia ser a presença de ratos a bordo. O infecciologista considera que “o surto pode estar a acabar” visto que o último caso diagnosticado foi a 28 de Abril, que o tempo de incubação é de, no mínimo, uma semana e que o barco já está numa “região quente onde o vírus tem muita dificuldade em se manter”. Ou seja, “o surto está a morrer por si próprio”, resume. Nesta entrevista também falámos sobre sintomas, tratamento e vacinação de hantavírus.

Diplomatas
Irão “está a fazer bluff” com Trump e “vai ter de decidir se capitula ou se salva o regime”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 25:52


No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Carlos Gaspar e Madalena Meyer Resende, investigadores do IPRI-Nova, olharam para o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irão sobre a guerra, para o bloqueio naval norte-americano do estreito de Ormuz e para o futuro do programa nuclear iraniano. A professora associada do Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, convidada desta semana do podcast*, reflectiu ainda sobre o que saiu da cimeira informal dos líderes da União Europeia em Chipre, na semana passada, quer em relação ao apoio à Ucrânia, como à resposta do bloco comunitário a crises como a do Médio Oriente. As eleições nos territórios palestinianos e os ataques jihadistas no Mali também foram objecto de discussão no Diplomatas. No final do episódio, Carlos Gaspar e Madalena Meyer Resende analisaram o discurso do rei Carlos III no Congresso norte-americano e a importância da visita do monarca britânico aos Estados Unidos para o futuro da “special relationship” entre Londres e Washington. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Artes
À descoberta da artista portuguesa Rita RA em Paris

Artes

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 15:23


Neste programa, fomos até a um atelier em Belleville, em Paris, para conhecermos Rita RA, uma artista multidisciplinar, de 34 anos, que se define como “caçadora recolectora” de materiais e de momentos. Entre instalação, vídeo, arte digital, design, fotografia, pintura, colagem e tanto mais, Rita RA vive a arte como uma forma de aproximar as pessoas e isso reflecte-se nos seus workshops, exposições e projectos associativos. Rita Rebelo de Andrade, nome artístico Rita RA, chegou a Paris em 2023 e vive e trabalha entre a capital francesa e a portuguesa. A aventura Paris-Lisboa começou com um estágio em Paris com a artista portuguesa Carolina E. Santo e com a sua associação, a "Assembler du Dehors", agora instalada num acolhedor atelier no bairro de Belleville. Depois do estágio, a artista continuou a trabalhar com Carolina E. Santo e alguns dos seus trabalhos poderão ser vistos entre 28 e 31 de Maio neste atelier, no âmbito das chamadas “portas abertas dos artistas de Belleville”. Rita RA formou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, fez Erasmus em Arte Multimédia em Ljubljana, na Eslovénia, e um mestrado em Artes Cénicas na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou na produção de eventos da Galeria Underdogs (fundada por um dos mais internacionais artistas portugueses contemporâneos, Alexandre Farto, aka Vhils) e na produção artística do Festival Iminente, em Lisboa, que junta música, artes visuais e cultura urbana. Também ajudou a desenvolver o Centro Cultural Brotéria e está a co-criar o projecto associativo Casa Redonda, igualmente em Lisboa (que vai ser oficialmente lançado a 21 de Maio). Para ela, a arte é uma forma de se estar na vida e reflecte-se em projectos criativos colaborativos com outros artistas e com o próprio público. Rita diz que quer "aproximar pessoas, gerar pensamento crítico e desenvolver pontes" e é isso que tem feito e promete continuar a fazer. Uma das peças que ela mais acarinha chama-se “Comunhão” e é uma obra impressa em papel hóstia e destinada a ser comida pelos visitantes. No dia da entrevista à RFI, em cima da mesa de trabalho do atelier de Belleville, estavam livros, postais e uma resma enigmática de papéis de tom pastel que têm muitas histórias para contar. Quisemos conhecer algumas dessas histórias, das criações em curso, dos projectos e ambições e foi por essas andanças que a conversa divagou. Para ouvir neste programa.

New Books Network en español
Ana Sofia Ferreira, Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976.

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Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 29:45


Autora entrevistada: Dra. Ana Sofia Ferreira, Instituto de Sociologia, Universidade do Porto, Portugal. ORCID: https://https//orcid.org/0000-0002-5521-4191 Artículo: Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976. ARevolução do 25 de Abril de 1974, nos campos do sul ficou marcada por um amplo movimento de ocupações de terras, que consubstanciaram a reforma agrária. A análise da documentação oficial revela-nos um afastamento dasmulheres do mundo do trabalho rural da época, Porém, as entrevistas realizadas a mulheres no distrito de Beja mostram-nos uma outra realidade. O que pretendemos com este artigo é analisar o papel das mulheres na reforma agrária, procurando compreender como estas criaram mecanismos de emancipação feminina numa sociedaderural conservadora e onde ainda se fazia sentir marcas ideológicas da ditadura que remetiam a mulher para o lar e lhe negavam um espaço público, económico e político. Publicado en Revista Historia Agraria, número 96. Entrevista realizada por: Bárbara Direito, Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Historia Agraria
Ana Sofia Ferreira, Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976.

Historia Agraria

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 29:45


Autora entrevistada: Dra. Ana Sofia Ferreira, Instituto de Sociologia, Universidade do Porto, Portugal. ORCID: https://https//orcid.org/0000-0002-5521-4191 Artículo: Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976. ARevolução do 25 de Abril de 1974, nos campos do sul ficou marcada por um amplo movimento de ocupações de terras, que consubstanciaram a reforma agrária. A análise da documentação oficial revela-nos um afastamento dasmulheres do mundo do trabalho rural da época, Porém, as entrevistas realizadas a mulheres no distrito de Beja mostram-nos uma outra realidade. O que pretendemos com este artigo é analisar o papel das mulheres na reforma agrária, procurando compreender como estas criaram mecanismos de emancipação feminina numa sociedaderural conservadora e onde ainda se fazia sentir marcas ideológicas da ditadura que remetiam a mulher para o lar e lhe negavam um espaço público, económico e político. Publicado en Revista Historia Agraria, número 96. Entrevista realizada por: Bárbara Direito, Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Enterrados no Jardim
A intensidade dos condenados. Uma conversa com Victor Barros

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 230:50


Desta vez, tivemos de nos ficar pelos trabalhos preparatórios, já que este texto, que costuma ser redigido depois, teve de ser apressado, vindo antes, e a previsão é que Victor Barros (cabo-verdiano, historiador doutorado pela Universidade de Coimbra, com uma tese sobre a construção da memória do império português nas colónias em África, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e autor de vários artigos sobre Amílcar Cabral) se tenha juntado a nós para discutirmos as questões do colonialismo, o papel de Cabral como figura sediciosa decisiva para aquele enredo revoltoso que viria a encorajar a nossa própria luta de libertação, fazendo estalar o regime desde as colónias portuguesas até à metrópole, permitindo um raro momento de combate político em que chegou a supor-se que Portugal pudesse ser uma responsabilidade comum, e não um assunto decidido por muito poucos, com uma cultura reservada à contemplação dos seus interesses. Mas agora, aqui, e para os efeitos deste exercício, que nunca se quis ficar por um descritivo dos episódios, antes uma contribuição acessória, um devaneio ulterior, desta vez, e para permitir uma leitura das linhas de tensão que organizam, hoje, a única verdadeira fractura no nosso campo político, vamo-nos ficar por um exercício de colagem de dois textos. Começamos pelo longo excerto de um ensaio de Vivian Abenshushan, em Escritos para Desocupados, quando recorda que no Génesis, Adão e Eva tentaram repartir de modo equitativo a penitência da chamada divisão do trabalho – entre os seus filhos: Caim obteria a propriedade de toda a terra; Abel seria dono de todo o gado. Um deles dedicar-se-ia ao cultivo; o outro, à pastorícia. É provável que os irmãos tivessem pouco tempo livre para pregarem partidas e brincarem juntos na encosta do vasto campo, algo que a longo prazo teria ajudado a criar um vínculo entre eles, evitando assim o desenlace fratricida. Um dia, Abel e Caim fizeram as suas oferendas a Deus (um deles sacrificou um carneiro; o outro ofereceu um fruto da terra), mas Deus, sempre insondável, só aceitou a oferenda de Abel. Furioso, Caim matou, como toda a gente sabe, o seu irmão. As interpretações deste episódio sangrento não se fizeram esperar. De entre todas elas, há uma que aponta para o nascimento de um antagonismo ancestral: aquele que existe entre trabalhadores e ociosos. Assim o indicam as raízes dos seus nomes: Caim (do árabe gain, «o ferreiro») poderia ser identificado com o homo faber, o homem que fabrica ferramentas, aquele que exerce a sua vontade transformadora sobre a matéria. Ele forja o arado para lavrar e também o martelo para acertar o golpe. Tem uma mão equipada, uma mão presa ao trabalho, uma mão plena. Raras vezes essa mão se põe a tamborilar. Ela é puro músculo: abre sulcos, aplana a terra, subjuga brotos, edifica. É a mão do trabalhador. Graças à ferramenta, essa extensão incisiva do corpo, Caim e os seus descendentes conseguem dominar as vastidões selvagens e criar um novo mundo artificial. São os construtores das primeiras cidades, mais tarde associadas à corrupção e à perda de sentido espiritual. A alma de Caim é sedentária; enraíza-se na terra que cultiva, funda os costumes, adquire direitos sobre o solo. Assim o expressa outra raiz do seu nome, a proveniente do verbo hebraico kanah: adquirir, subjugar. Caim é, então, obter, possuir e, portanto, governar ou o proprietário, o que possui, e também o praticante das artes da tecnologia necessárias para abrir caminhos e conquistar. Nele, convergem as forças contraditórias da civilização: a ferramenta e a arma, a invenção criadora e a violência. Abel, do hebraico hebel: alento, sopro, nada, pertence, por seu turno, à estirpe dos nómadas, dos que se deslocam continuamente como o ar. Em vez de assentar como o agricultor, move-se por onde o seu rebanho o leva. Abel não depende de nenhum lugar concreto, pois o seu sustento vai com ele para toda a parte. E multiplica-se sem necessidade de trabalhar! Na primeira repartição laboral da humanidade, coube ao pastor o lado menos áspero, menos sujeito aos rigores do clima e ao esforço físico da vida agrária. Talvez por isso, contrariamente a Caim, Abel não se extenue. É mais livre, mais leve e tem muito tempo para a ociosidade. Sempre que os seus animais encontram o sítio exacto para se alimentarem, ele descobre-se no meio de um tempo vazio, distendido, o tempo que o homo ludens dedica aos seus jogos e meditações. Ei-lo auto-absorto à sombra das árvores, vendo as horas a passar como se não existissem. Opõe-se totalmente ao tempo programado de Caim, tempo associado à produção, ao cultivo e ao trabalho, um tempo útil em torno do qual a vida se ordena. Abel é um habitante natural do ócio, ser tranquilo e errabundo, cioso da sua autonomia, alheio às hierarquias da aldeia. Nele, não germinou a vontade de domínio, nem a ambição de poder. (E quiçá por isso que São João e Cristo o consideram «um justo».) Como não lhe interessa deixar marca – ele é apenas um sopro, efémero como a própria vida –, a sua existência alijou propósitos e a sua única ocupação é ver. Enquanto escuta o adejar do vento ou observa o cortejo dos pássaros, Abel vigia o seu rebanho. Necessita de abrir bem os olhos e compreende que isso é outrossim contemplação: habitar o mundo com o olhar. Essa destreza ocular, treinada sem esforço nas tardes do seu tempo livre, torna-se numa forma de observação distinta, o nascimento da especulação intelectual e do temperamento artístico. Abel sentou-se a pensar pela sua própria cabeça; o seu ócio é uma forma de reflexão e, talvez, também de melancolia. E não havia sido este o pecado dos seus progenitores, o desejo de saber? Ah, o ócio, mãe de todos os vícios! Certamente, Caim também sentiria uma inveja secreta pelo ocioso. Por que razão, ao contrário dele, o pastor de ovelhas evidencia tanto prazer enquanto realiza as suas actividades diárias? Quiçá porque, na sua transumância, Abel se mantenha longe do fardo da civilização e dos seus múltiplos artifícios. Na cidade de Caim, cada edifício se faz acompanhar de novas tarefas, a correria quotidiana duplica-se, o peso das cargas triplica e o suplício dos escravos não tem fim. «Raça de Caim» – escreveu Baudelaire –, «a tua tarefa ainda não se cumpriu o bastante». A grande calamidade das cidades é que nelas nunca deixa de se trabalhar. Merece a busca pelo conforto tanta inquietação, tanto esgotamento? Se o ócio é o propósito final do trabalho, porque não se entregar a ele simplesmente, sem remorsos? É isso o que faz Abel, uma vez satisfeitas as suas necessidades primárias. Abel poderia ser o símbolo de toda a uma estirpe amante da simplicidade, refractária à fama ou à riqueza, esses fardos da vida oficial. Sendo nómada, leva dentro de si a sua choça e as suas posses; não acumula, não se deixa prender ao peso da vida material; ele prefere flutuar, como o fazem os seus pensamentos ao entardecer. Algo dessa leveza, uma leveza malquista segundo a estirpe de Caim, sobrevive no luftmensch, palavra iídiche que designa pejorativamente o vagabundo, o homem improdutivo, sem trabalho nem salário fixo, dedicado a perder tempo e a fazer conjecturas. Perdido entre livros e divagações, o luftmensch é literalmente um «homem dos ares», «um homem flutuante». A que aspira? Para onde se dirige? Como Abel, este ocioso não tem planos nem projectos, é um filho errante que angustia sempre a sua mãe. Se Caim representa a técnica e a responsabilidade da idade adulta, o seu irmão, por sua vez, é um tratante, um adolescente livre de deveres. Caim é pragmático; Abel, gárrulo. Um ama a pachorrice; o outro crê na diligência como profissão de fé. Em tudo parecem espíritos contrários. E as duas formas de habitar o espaço a que deram origem, sedentários e nómadas, representam duas formas, talvez irreconciliáveis, de encarar os dilemas da sobrevivência: sucumbir ao peso do trabalho em nome do progresso, ou aprender a viver em nome da própria vida. É curioso que Deus tenha desdenhado de Caim precisamente porque, no seu sacrifício, procedia por simples apego ao dever, em vez de o fazer por generosidade, por amor genuíno, como Abel. (Se considerarmos a explicação de São João, Deus procurava os homens e não as coisas que eles faziam com as mãos, do mesmo modo que preferia o que crescia naturalmente em lugar daquilo que se obtinha através de impulsos gananciosos, como o arado com que se obriga a terra a germinar para logo lucrar com o seu fruto.) Quanta ira terá palpitado nas têmporas do agricultor ao ver, ao fim do dia de trabalho, o seu irmão, o ocioso, a ser premiado! Aquilo era, de facto, razão para o matar. E, assim, num assomo de fúria destrutiva, o homo faber liquida de vez o homo ludens. Que temos aqui? A forma como o trabalho reprime enfim a propensão para o lúdico, inclinação que só pode causar intranquilidade e desconfiança num mundo que levou a sua loucura ao ponto de considerar a própria existência como um castigo. Num mundo assim, a penitência termina com o jogo; a obrigação, com o prazer. E a esquiva possibilidade de fazer do trabalho uma coisa alegre, ou, pelo menos, passageira – após a qual o homem poderia dedicar-se ao que bem lhe aprouvesse –, tornou-se inviável para a grande massa de pessoas sobre as quais recaíram as funções mais servis e rotineiras. É uma pena que tenha sido a estirpe de Caim a servir de inspiração a numerosas gerações posteriores dedicadas ao trabalho compulsivo, chegando até Benjamin Franklin, que definiu o homem, no século XVIII, precisamente como «o animal que fabrica ferramentas», tendo banido da sua agenda a possibilidade de descansar. «Não perder tempo; manter-se sempre ocupado com algo útil; suprimir todas as acções desnecessárias», eram tais as notas mais altas do seu hino, o hino do homo faber, que fez do tempo o principal recurso a administrar: «Pensa que tempo é dinheiro. Quem puder ganhar diariamente dez xelins com o seu trabalho, e se tiver dedicado metade do dia a passear ou a bocejar no seu quarto, embora apenas dedique seis pence às suas diversões, na verdade gastou, ou melhor, desbaratou, mais cinco xelins.» Quanta razão tinha Vaneigem quando escreveu: «As necessidades da economia ajustam-se ao lúdico. Nas transacções financeiras, tudo é sério; não se brinca com o dinheiro.» É neste ponto em que estamos. Somos todos da raça de Caim, e se de algum modo ainda nos é possível assinalar que nem tudo está perdido, é só na medida em que nos restam os bárbaros. A redenção que nos resta está na hostilidade. O difícil é manter-se leal a esta, recolher-se em si mesmo para recuperar essa voltagem direccionada contra o mundo que fez de nós seres que vivem para as suas medições, para contabilizar, fazer os seus ganhos, e obterem algum tipo de purificação por meio do consumo. Hoje, é este que nos consome. Eis, por fim, o predador inescapável. Esse estado de embotamento, a razão trocada pela frivolidade publicitária, as almas baixando o preço, vendendo-se por atacado, indistinguíveis de toda essa mercadoria desesperada e amiúde obscena a que nos entregamos sem reservas, com os nossos anseios dominados pela promoção de uma cultura homogénea ao seu nível mais rasteiro, e esse desprezo subliminar pelo pensamento e pela escrita, num ambiente asfixiante e cheio de falsas pretensões, cada um disputando o seu quinhão neste deserto mediatizado, rendidos ao “monstruoso dispositivo da distracção” (Adorno). E seria interessante pensar como o fascismo se impõe dentro desta disciplina do trabalho, à medida que aquelas pessoas que se reconhecem inúteis, são chamadas a colocar-se ao serviço da violência sistemática e persecutória do Estado. Assim emerge, como Ryszard Kapuscinski notou, em Andanças com Heródoto, uma substância pouco definida, fluida, que forma bairros inteiros de pessoas sem uma posição, uma classificação ou um destino bem definido. Em qualquer momento aquela gente pode formar uma multidão, turba, que tem opinião sobre tudo, tem tempo para tudo, quer participar em algo, significar algo, mas ninguém lhes liga, nem ninguém precisa deles. Toda a ditadura parasita sobre esse magma anónimo. Nem precisa de manter um dispendioso exército de polícias profissionais. Basta procurar aquela gente que anda em busca de qualquer coisita na vida. Dar-lhes a ilusão de que podem ser úteis para alguma coisa, que alguém conta com eles, que foram seleccionados, que podem significar algo. As duas partes tiram proveito dessa relação: o homem da rua, ao servir a ditadura, identifica-se com o poder, sentindo-se alguém sério e importante, e como geralmente tem no cadastro alguns roubos, brigas, burlas agora sente-se impune. A ditadura, pelo seu lado, tem nele um agente-tentáculo barato, quase gratuito e, ao mesmo tempo, dedicado e omnipresente. Muitas vezes até seria difícil chamá-lo agente, já que é só alguém que quer ser visto pelas autoridades e zela por que isso aconteça, É sempre prestável, assinalando assim a sua existência.

Appleton Podcast
Episódio 188 – “Build, Branch, Bind ” – Conversa com Robert Wiley

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 36:19


Desde 2009, a prática artística de Robert Christopher Wiley tem ganho forma através da unidade de investigação interdisciplinar VICARTE (Vidro e Cerâmica para as Artes) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT), dedicada a aproximar a prática artística da investigação científica. Nascido nos Estados Unidos, considera hoje Portugal como o seu país e a sua nacionalidade. O trabalho de Wiley envolve frequentemente o vidro — um material cuja complexidade técnica constitui um centro meditativo para grande parte da sua investigação criativa e conceptual. A sua prática atual é impulsionada não apenas pelos desafios materiais e científicos inerentes ao vidro, mas também por preocupações mais amplas da vida contemporânea, questionando hierarquias atuais de saber e de produção artística que moldarão o património cultural de amanhã.Wiley é Doutorado em Artes Plásticas (Escultura) pela Universidade do Porto e possui também um MFA e um BFA em vidro pela Ohio State University. Na VICARTE, contribui como Professor Assistente Convidado e como investigador, participando em projetos que vão desde a arqueometria do vidro, a reconstrução histórica e a ciência da conservação, até à exploração de novos materiais à base de vidro desenvolvidos na unidade de investigação. O seu trabalho situa-se na interseção entre arte, ciência e materialidade, refletindo um interesse continuado na relação entre formas discursivas e não discursivas de conhecimento — aquilo que podemos raciocinar e articular versus aquilo que compreendemos através do fazer e da experiência incorporada.A obra de Wiley foi exibida internacionalmente na Ásia, Europa e América do Norte. A sua produção artística e escrita estende-se a temas que envolvem subjetividade, cognição centrada no corpo e o valor pedagógico da prática criativa. A sua abordagem interdisciplinar informa naturalmente a sua exploração material e os seus processos experimentais, nos quais tanto o artesanato sofisticado como a recolha infantil detêm posições de igual importância. Meditativa, profundamente pessoal e, por vezes, enigmática, a sua prática procura perguntas em vez de tentar oferecer respostas. Links: https://www.dcr.fct.unl.pt/pessoas/professor-auxiliar-convidado/robert-wiley https://www.researchgate.net/profile/Robert-Wiley-2 https://www.crafthub.eu/practitioner/robert-wiley/ https://www.agendalx.pt/events/event/robert-wiley/ https://vicarte.org/ Episódio gravado a 26.03.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados

90 Segundos de Ciencia
João Moura Pires

90 Segundos de Ciencia

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 2:08


Investigadores da Universidade Nova de Lisboa estão envolvidos num projecto europeu para ajudar o redesenho e gestão do território para prevenir os grandes incêndios.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Serviço Público - Bloco de Notas
História 88 : A Ditadura Militar e Salazar

Serviço Público - Bloco de Notas

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 47:00


De Ministro a Presidente do Conselho. Com Fernando Rosas, Historiador, Professor catedrático jubilado da Universidade Nova de Lisboa e fundador do Instituto de História ContemporâneaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Partido de Macron "desaparece" nas eleições autárquicas e extremos conseguem "bons resultados"

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 9:54


Em França, a primeira volta das eleições autárquicas ficou marcada por um aumento dos extremos tanto à direita como à esquerda, assim como pelo quase desaparecimento do partido do Presidente, Emmanuel Macron. O investigador Victor Pereira explica as tendências destas eleições. A primeira volta das eleições autárquicas em França decorreu no domingo e, especialmente nas grandes cidades, deixou muitos resultados em aberto, já que haverá uma segunda volta no dia 22 de março, onde se conhecerá o desfecho político para os próximos seis anos de cidades como Paris, Marselha, Lyon, Lille, Toulouse, Nice ou Bordéus. A subida da extrema-direita, através da União Nacional de Marine Le Pen, e da extrema-esquerda, com a França Insubmissa de Jean-Luc Mélenchon, marcam esta primeira volta, assim como o desaparecimento do partido de Emmanuel Macron, como explicou Victor Pereira, investigador principal no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em entrevista à RFI. "Assistimos ao quase desaparecimento do partido de Emmanuel Macron. Isto é, o centro à volta do Presidente da República quase não ganhou nenhumas cidades e as pessoas que estão nesse campo e conseguiram ter resultados é porque já traziam bons resultados antes. Outro ponto importante são os dois extremos. A extrema-direita, a União Nacional, consegue guardar várias cidades. O caso mais evidente é em Perpinhã, com Louis Aliot, que ganhou logo na primeira volta. Então a extrema-direita guarda as suas câmaras — o que não tinha sido o caso nos anos 90, por exemplo — e consegue ampliar os bons resultados, sobretudo no sudeste. Uma das principais surpresas do voto foi o resultado da França Insubmissa, que consegue bons resultados no norte da França; provavelmente vai ganhar Roubaix, tem um bom resultado em Lille e ganhou Saint-Denis, junto a Paris", detalhou o académico. Até terça-feira à noite, as listas com mais de 10% que passaram para a segunda volta vão tentar criar alianças ou desistir em prol umas das outras, de forma a afinar o escrutínio de dia 22. Com várias eleições onde passaram quatro, cinco ou até seis candidatos diferentes, todas as possibilidades estão em cima da mesa. "Vai haver vários casos. Nalguns casos, pessoas do mesmo campo político, seja esquerda, direita ou centro, talvez não vão encontrar soluções e vão manter-se. Na segunda volta não é preciso ter a maioria, é só preciso ficar à frente. Noutros casos, onde os candidatos se podiam manter, vão desistir para não permitir que o outro campo, direita ou esquerda, ganhe, e isso vai acontecer em vários sítios. Há ainda um terceiro caso, mais complicado, até porque há uma certa polarização, que é o caso das fusões. Isto é, de duas listas fundirem-se numa só. E isso implica negociações. Implica, às vezes, o sentimento de diluir os seus princípios e os valores", explicou Victor Pereira. Estas eleições autárquicas permitem já fazer algumas reflexões sobre as eleições presidenciais que se realizam em 2027. Parece haver um desinteresse dos franceses pela política e, também, o aumento da extrema-direita e da extrema-esquerda mostra já possíveis desfechos para a escolha do próximo Presidente. "Um ponto importante é a taxa de abstenção, que é muito alta, um bocadinho mais de 40%. As eleições municipais eram muitas vezes eleições em que as pessoas iam votar porque são as eleições do quotidiano, as eleições em que se fala do lixo, das ruas, da limpeza, e é bastante raro haver tanta abstenção, fora as últimas eleições por causa da Covid-19. Há um cansaço dos eleitores, que não vão votar e que acham que o voto já não faz assim tanta diferença. Depois, tanto a França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, como a União Nacional, de Marine Le Pen, veem estas eleições como um estímulo, já que conseguem ver os seus bastiões e a França Insubmissa vai ganhando cidades. Por outro lado, os candidatos mais centrais, mais moderados, parecem não conseguir ter bons resultados", concluiu.

Jorge Borges
iRead4Skills: um sistema inteligente ao serviço da literacia dos adultos

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 6:46


No passado dia 25 de fevereiro de 2026, a Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa foi palco da Conferência Final do projeto iRead4Skills — A New Journey Through Knowledge, um momento de síntese e celebração de quase três anos de investigação europeia dedicada à literacia de adultos.

Jorge Borges
IA contra a crise silenciosa da literacia | iRead4Skills

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 19:19


No passado dia 25 de fevereiro de 2026, a Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa foi palco da Conferência Final do projeto iRead4Skills — A New Journey Through Knowledge, um momento de síntese e celebração de quase três anos de investigação europeia dedicada à literacia de adultos. (...)

45 Graus
Ao vivo no PodFest: Lei da Paridade, Consulta Aberta e O Tal Podcast

45 Graus

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 39:17


Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Castello Branco é comentadora política e cronista, e é autora do podcast "Lei da Paridade”, juntamente com Leonor Rosas e Adriana Cardoso. ​Paula Cardoso e Georgina Angélica são comunicadoras e autoras de conteúdos, e autoras do "O Tal Podcast”.​ Margarida Santos é médica de família e autora do podcast "Consulta Aberta”. _______________ Episódio especial gravado ao vivo na 3.ª edição do Podfest do Expresso, que decorreu a 27 de janeiro no Auditório da Universidade NOVA de Lisboa. Neste painel juntaram-se quatro projetos com identidades e públicos distintos: o Lei da Paridade, representado por Maria Castello Branco, o Consulta Aberta, com Margarida Santos, o O Tal Podcast, por Paula Cardoso e Georgina Angélica — e, claro, o 45 Graus. A conversa partiu das novas vozes e dos nichos que hoje encontram espaço no áudio digital, e explorou o que muda quando um projeto independente passa a integrar um grande grupo de media. Falámos de representação, de literacia — política e em saúde —, da relação íntima que o formato cria com quem ouve, das surpresas que as estatísticas revelam sobre o público e também do outro lado da exposição: o entusiasmo, o sentido de missão e, por vezes, o confronto com o ruído e o ódio nas redes. Uma troca franca de ideias sobre como o podcasting abriu portas a protagonistas que antes ficavam de fora — e sobre a responsabilidade de as manter abertas. ______________ Esta conversa teve a sonoplastia de Hugo OliveiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Consulta Aberta
Ao vivo no PodFest: Lei da Paridade, Consulta Aberta e O Tal Podcast

Consulta Aberta

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 39:17


Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Castello Branco é comentadora política e cronista, e é autora do podcast "Lei da Paridade”, juntamente com Leonor Rosas e Adriana Cardoso. ​Paula Cardoso e Georgina Angélica são comunicadoras e autoras de conteúdos, e autoras do "O Tal Podcast”.​ Margarida Santos é médica de família e autora do podcast "Consulta Aberta”. _______________ Episódio especial gravado ao vivo na 3.ª edição do Podfest do Expresso, que decorreu a 27 de janeiro no Auditório da Universidade NOVA de Lisboa. Neste painel juntaram-se quatro projetos com identidades e públicos distintos: o Lei da Paridade, representado por Maria Castello Branco, o Consulta Aberta, com Margarida Santos, o O Tal Podcast, por Paula Cardoso e Georgina Angélica — e, claro, o 45 Graus. A conversa partiu das novas vozes e dos nichos que hoje encontram espaço no áudio digital, e explorou o que muda quando um projeto independente passa a integrar um grande grupo de media. Falámos de representação, de literacia — política e em saúde —, da relação íntima que o formato cria com quem ouve, das surpresas que as estatísticas revelam sobre o público e também do outro lado da exposição: o entusiasmo, o sentido de missão e, por vezes, o confronto com o ruído e o ódio nas redes. Uma troca franca de ideias sobre como o podcasting abriu portas a protagonistas que antes ficavam de fora — e sobre a responsabilidade de as manter abertas. ______________ Esta conversa teve a sonoplastia de Hugo OliveiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dito e Feito
#79 Novelo Vago conversam com Beatriz Nunes

Dito e Feito

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 37:22


Neste episódio do Dito e Feito, a cantora, compositora e investigadora Beatriz Nunes conversa com o trio português Novelo Vago — Vera Morais, Inês Lopes e Teresa Costa — a propósito do seu concerto no sábado, dia 31 de janeiro. A partir desse ponto de encontro, a conversa aborda como a poesia, o humor, a liberdade e até o protesto contaminam as práticas e experiências de criação do trio. Um episódio gravado à distância, unindo Amesterdão, Porto e Barreiro. Bios Vera Morais Vera Morais é uma cantora e improvisadora/compositora natural do Porto. O seu trabalho situa-se entre a música improvisada, o avant-jazz e a música contemporânea, sendo os seus principais pontos de interesse nestas músicas a permeabilidade entre composição e improvisação e as possibilidades extra-convencionais da voz a nível sónico e expressivo. Dirige o Queer Choir Amsterdam – uma iniciativa artística e social fundada pelxs artistas Rah Naqvi, Shreya de Souza e Mylou Oord – e é cocuradora do ciclo de concertos Improbellissimo com Raoul van der Weide. Integra também o coletivo Orbits, com quem organizou em abril de 2024 um festival de música criativa em Amesterdão. Em 2024 foi recipiente do prémio “Artista Revelação” da RTP/Festa do Jazz. Está atualmente sediada entre o Porto e Amesterdão (Países Baixos). Teresa Costa É uma flautista natural do Porto cujo trabalho se reparte entre performance de música antiga, orquestral, contemporânea e projetos de natureza interdisciplinar. Em 2021 terminou o mestrado em performance no Conservatório de Amesterdão. Em 2023 integrou a Academia Gustav Mahler e o ULYSSES Ensemble, tendo-se agregado ao Ensemble Intercontemporain no festival ManiFeste do IRCAM. Colaborou com a Royal Concertgebouw Orchestra, o Remix Ensemble Casa da Música, a De Nieuwe Philharmonie Utrecht, o Jong Nederlands Blazers Ensemble e a Residentie Orkest. Está envolvida em projetos de música contemporânea e/ou original como duo Suzanne, Ladrem, pardais!, Sketch351 (artista em residência do festival Dag in de Branding), Vera Morais EUPNEA e Novelo Vago. Desenvolve performances para a infância com o colectivo Kleintjekunst. Faz parte de LIÇO, com quem investiga o cruzamento do canto a vozes com os ofícios da lã. Inês Lopes É uma pianista portuguesa residente nos Países Baixos que tem procurado nos últimos anos expandir a sua prática através da colaboração com compositores e/ou artistas de outras áreas, de projetos envolvendo instrumentos como toy piano e outros instrumentos de brincar, e mais recentemente, através da improvisação. Colaborou com formações como o Remix Ensemble da Casa da Música e o Ensemble DME e é desde 2020 membro do grupo Sketch351, atualmente ensemble em residência no festival Dag in de Branding (Países Baixos). Estudou no Conservatório de Música do Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e no Conservatório Real de Haia (Países Baixos), onde estudou com a pianista Ellen Corver e tirou uma especialização em Ensemble Contemporâneo. Beatriz Nunes Nascida em 1988 no Barreiro, é vocalista, compositora e investigadora. Licenciou-se em Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, possui um mestrado em Educação Musical pela mesma instituição e atualmente está a realizar um doutoramento em Etnomusicologia pela Universidade NOVA de Lisboa. A sua investigação centra-se em jazz, género e performance, contribuindo para o debate académico nas áreas de estudos de género e música. Paralelamente à sua carreira académica, Beatriz mantém-se ativa na cena musical portuguesa, atuando internacionalmente e colaborando em diversos projetos artísticos. Passou em 2023 pelo TBA integrando o ensemble LEIDA. Conversa com Beatriz Nunes, Inês Lopes, Teresa Costa e Vera Morais Pós-produção áudio Dito e Feito: Joana Linda Música: Raw Forest Produção: Teatro do Bairro Alto

Podcast Universitário
#219 - Curso de Engenharia de Micro e Nanotecnologias

Podcast Universitário

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 110:00


Neste episódio converso com 2 estudantes da Licenciatura em Engenharia de Micro e Nanotecnologias da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a única instituição onde existe este curso.O que aprendes nesta licenciatura? Quais as saídas profissionais e o ambiente na instituição? TUDO o que precisas de saber nesta LIVE!

FEMINA
Inês Thomas Almeida (ao vivo no Festival Setentrional)

FEMINA

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 57:06


Este episódio foi gravado ao vivo no Festival Setentrional a 3 de julho de 2025, a convite do Ponto C, em Penafiel. Captação de som por Pedro Guedes. Um agradecimento especial à Mónica Guerreiro e toda equipa de produção do Ponto C. Inês Thomas Almeida é musicóloga, doutorada em Ciências Musicais Históricas pela Universidade Nova de Lisboa, tendo recebido, pela sua tese O olhar alemão: as práticas musicais em Portugal no final do Antigo Regime segundo fontes alemãs, sob orientação de Rui Vieira Nery, a classificação máxima por unanimidade. Nasceu na República Domininicana, viveu na Alemanha entre 2003 e 2016, tendo-se licenciado em Canto pela Hochchule für Musik und Theater Rostock e posteriormente criado uma ONG para o apoio à comunidade portuguesa em Berlim. Neste âmbito, foi responsável por inúmeras iniciativas de cariz cultural, social e humanitário e recebeu vários prémios e distinções pelos serviços prestados à comunidade. Atualmente, é professora convidada do Doutoramento em Estudos de Género da Universidade Nova de Lisboa, onde leciona Música e Género, e responsável pela criação do curso Mulheres Compositoras: História da Composição no Feminino, que leciona na FCSH NOVA como curso livre. A sua investigação incide sobre música no século XVIII, relatos de viagem, mulheres na música e redes culturais transnacionais. Tem artigos publicados em revistas científicas da especialidade e mantém uma intensa atividade como conferencista, quer em colóquios nacionais e internacionais, quer como divulgadora musical na Fundação Calouste Gulbenkian e no Teatro Nacional de São Carlos.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Os mais ouvidos de 2025, com João Costa: “O diagnóstico da depressão crónica com que tenho vivido veio tarde, mas começou cedo. Habituei-me a mascará-la”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 137:28


Linguista e antigo diretor da Universidade Nova de Lisboa, foi ministro da Educação no último governo de Costa. Uma fase “dura”, a enfrentar muitas greves dos professores, que não deixou saudades. “Nunca pus em causa a legitimidade do que os professores pediam. O pior dia enquanto ministro terá sido quando a minha mãe foi insultada por ser filho dela. Aí pensei bater com a porta.” No final do ano passado publicou o livro “Manifesto pelas Identidades e Famílias - Portugal Plural”, como um desabafo para desmontar as “falácias” dos supostos ataques à “família tradicional”. Quanto a isso, o atual diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, fala do poder da educação e da arte, como defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais. E revela pela primeira vez a depressão crónica que sofre desde cedo, invisível aos outros, diagnosticada há 7 anos, e a resistência interna que teve de vencer até pedir ajuda. “É um quadro solitário, porque há estigma, não se fala.”See omnystudio.com/listener for privacy information.

90 Segundos de Ciencia
Cláudia Galinha

90 Segundos de Ciencia

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 2:10


Investigadores da Universidade Nova de Lisboa estão a tentar encontrar soluções economicamente viáveis e sustentáveis para cultivo e refinaria de microalgas.

Renascença - Da Capa à Contracapa
Terras raras: uma outra "guerra"?

Renascença - Da Capa à Contracapa

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 59:05


São matérias-primas essenciais para a economia, para a energia e para a segurança e defesa. As chamadas “terras raras” e as "matérias críticas" são disputadas pelos grandes poderes mundiais, em busca de vantagens competitivas na arena tecnológica que fornece diversas áreas económicas. A China é o maior produtor e processador mundial de terras raras. Será que Pequim está a ganhar esta “guerra”? O que fazem os países para assegurar estes fornecimentos e como condiciona as suas políticas externas, de segurança e de defesa? Quais os desafios reais para Portugal e para a Europa ? Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são António Costa Silva, antigo ministro da Economia, e Raquel Vaz-Pinto, investigadora e professora de relações internacionais da Universidade Nova de Lisboa.

45 Graus
Maria Antónia Oliveira (parte 2): O biógrafo fica mesmo a conhecer o biografado?

45 Graus

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 40:47


Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Antónia Oliveira nasceu em Viseu em 1964. Dedica-se desde 2002 ao género biográfico. Escreveu o livro Os Biógrafos de Camilo (2010, tese de doutoramento), uma biografia de Alexandre O’Neill, Uma Biografia do Ar.Co (2014) e está atualmente a trabalhar numa biografia de Cesário Verde. É professora de Escrita de Biografia na Universidade Nova de Lisboa -- que eu saiba, a única cadeira sobre este tema em Portugal. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:05) Como se lida com as fontes? (15:19) Como lidar com a crítica? (18:33) Alexandre O’Neill (21:56) Quão bem ficaste a conhecer o biografado? (27:51) O biógrafo tem hoje mais reconhecimento? (33:13) EstruturaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

45 Graus
Maria Antónia Oliveira (parte1): Como é o trabalho de um biógrafo?

45 Graus

Play Episode Listen Later Oct 8, 2025 49:54


Veja também em youtube.com/@45_graus Maria Antónia Oliveira nasceu em Viseu em 1964. Dedica-se desde 2002 ao género biográfico. Escreveu o livro Os Biógrafos de Camilo (2010, tese de doutoramento), uma biografia de Alexandre O’Neill, Uma Biografia do Ar.Co (2014) e está atualmente a trabalhar numa biografia de Cesário Verde. É professora de Escrita de Biografia na Universidade Nova de Lisboa -- que eu saiba, a única cadeira sobre este tema em Portugal. _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:16) O que é uma Biografia? | Woody Allen (11:56) Porque a Inglaterra tem tanta tradição? | Livro: Winston Churchill: My Early Life | Estruturalismo e morte do autor (21:31) Como se escolhe a pessoa a biografar? | Episódio In Our Time BBC | Alexandre O’Neill (28:14) Camilo Castelo branco (33:03) A Biografia tem algo de romance? | O desafio de dar ou não contexto ao leitorSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
Isabel Loureiro: “Para lá da amamentação, pai ou mãe devem ter duas horas para estar com os filhos até aos dois anos de idade”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Aug 13, 2025 16:03


No momento em que se discutem as regras a aplicar na licença de amamentação, sobretudo depois dos dois anos de idade, Isabel Loureiro, professora catedrática jubilada de Saúde Pública na Universidade Nova de Lisboa, defende que é mais importante discutir o tempo que a mãe ou pai precisam de ter com o filho até aos dois anos de idade. “Trata-se de investir no futuro e na produtividade das empresas”, diz a professora. Sobre o aleitamento materno, Portugal não vai conseguir atingir a meta que estabeleceu para 2030.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
Dia da sobrecarga no planeta: estamos a gastar água, árvores e peixes por conta de um futuro que, assim, pode nem chegar

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 24, 2025 16:12


O planeta começa hoje a gastar por conta de futuras gerações que terão de pagar tudo isto com juros. O dia da sobrecarga da Terra, segundo a Global Footprint Network, é a data em que a exploração da natureza ultrapassa a capacidade de o planeta a reabastecer durante todo esse ano. Ter um cartão de crédito é um privilégio que se pode transformar numa sentença. Neste episódio, conversamos com Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista Zero e professor da Universidade Nova de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
Mais um banho de água fria para a Europa e uma vitória para Trump. Desta vez, a extrema-direita manteve a presidência na Polónia

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 3, 2025 14:50


A Polónia vai mudar de presidente, mas a extrema-direita vai manter-se na chefia de Estado. Sai Duda e entra Nawrocki, um candidato apoiado por Trump. O primeiro-ministro Donald TUSK, que tirou a extrema-direita do governo há apenas dois anos, estava à espera que o candidato moderado ganhasse as presidenciais mas isso não aconteceu. A Europa volta a levar um banho de água fria. Neste episódio, conversamos com a investigadora do IPRI Madalena Meyer Resende, professora na Universidade Nova de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

ClimateGenn hosted by Nick Breeze
6– A more in-depth look at the broader climate challenges facing Portugal with Prof. Francisco Ferreira

ClimateGenn hosted by Nick Breeze

Play Episode Listen Later May 14, 2025 19:28


Southern Portugal's alentejo region is the location setting for our tour of sustainability practices but Portugal is facing a range of different environmental challenges that will become more pronounced in coming years. In this episode with guest prof. Francisco Ferreira, we delve into the water, heat and other climate issues.Francisco Ferreira is a professor of Environmental Engineering at Universidade Nova de Lisboa and president of the environmental NGO ZERO, recognized for his extensive work on air quality, climate change, and sustainable development in Lisbon and across Portugal.Download the FREE ‘Into The Heat' ebook:

The Dissenter
#1060 João Cancela: Atitudes Políticas, Confiança nas Instituições e Populismo em Portugal

The Dissenter

Play Episode Listen Later Feb 17, 2025 69:52


******Support the channel******Patreon:https://www.patreon.com/thedissenterPayPal: paypal.me/thedissenterPayPal Subscription 1 Dollar:https://tinyurl.com/yb3acuuyPayPal Subscription 3 Dollars:https://tinyurl.com/ybn6bg9lPayPal Subscription 5 Dollars:https://tinyurl.com/ycmr9gpzPayPal Subscription 10 Dollars:https://tinyurl.com/y9r3fc9mPayPal Subscription 20 Dollars:https://tinyurl.com/y95uvkao ******Follow me on******Website:https://www.thedissenter.net/The Dissenter Goodreads list:https://shorturl.at/7BMoBFacebook: https://www.facebook.com/thedissenteryt/Twitter:https://x.com/TheDissenterYT This show is sponsored by Enlites, Learning & Development done differently. Check the website here:http://enlites.com/ THIS INTERVIEW IS IN PORTUGUESE.O Dr. João Cancela é Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do IPRI-NOVA. Tem trabalhado no domínio da política comparada e no comportamento político em particular, especialmente no campo da participação política. Neste episódio, começamos por falar da relação entre atitudes políticas, preferência por regime político, e interesse pela política. Depois discutimos fatores políticos em Portugal, incluindo atitudes em relação à União Europeia. Falamos também da ascensão da direita populista em Portugal e do eleitorado do Chega. Discutimos se existem partidos de extrema direita ou de estrema esquerda em Portugal. Finalmente, falamos de um fenómeno recente de clivagem política entre mulheres jovens e homens jovens.--A HUGE THANK YOU TO MY PATRONS/SUPPORTERS: PER HELGE LARSEN, JERRY MULLER, BERNARDO SEIXAS, ADAM KESSEL, MATTHEW WHITINGBIRD, ARNAUD WOLFF, TIM HOLLOSY, HENRIK AHLENIUS, FILIP FORS CONNOLLY, DAN DEMETRIOU, ROBERT WINDHAGER, RUI INACIO, ZOOP, MARCO NEVES, COLIN HOLBROOK, PHIL KAVANAGH, SAMUEL ANDREEFF, FRANCIS FORDE, TIAGO NUNES, FERGAL CUSSEN, HAL HERZOG, NUNO MACHADO, JONATHAN LEIBRANT, JOÃO LINHARES, STANTON T, SAMUEL CORREA, ERIK HAINES, MARK SMITH, JOÃO EIRA, TOM HUMMEL, SARDUS FRANCE, DAVID SLOAN WILSON, YACILA DEZA-ARAUJO, ROMAIN ROCH, DIEGO LONDOÑO CORREA, YANICK PUNTER, CHARLOTTE BLEASE, NICOLE BARBARO, ADAM HUNT, PAWEL OSTASZEWSKI, NELLEKE BAK, GUY MADISON, GARY G HELLMANN, SAIMA AFZAL, ADRIAN JAEGGI, PAULO TOLENTINO, JOÃO BARBOSA, JULIAN PRICE, EDWARD HALL, HEDIN BRØNNER, DOUGLAS FRY, FRANCA BORTOLOTTI, GABRIEL PONS CORTÈS, URSULA LITZCKE, SCOTT, ZACHARY FISH, TIM DUFFY, SUNNY SMITH, JON WISMAN, WILLIAM BUCKNER, PAUL-GEORGE ARNAUD, LUKE GLOWACKI, GEORGIOS THEOPHANOUS, CHRIS WILLIAMSON, PETER WOLOSZYN, DAVID WILLIAMS, DIOGO COSTA, ANTON ERIKSSON, ALEX CHAU, AMAURI MARTÍNEZ, CORALIE CHEVALLIER, BANGALORE ATHEISTS, LARRY D. LEE JR., OLD HERRINGBONE, MICHAEL BAILEY, DAN SPERBER, ROBERT GRESSIS, IGOR N, JEFF MCMAHAN, JAKE ZUEHL, BARNABAS RADICS, MARK CAMPBELL, TOMAS DAUBNER, LUKE NISSEN, KIMBERLY JOHNSON, JESSICA NOWICKI, LINDA BRANDIN, NIKLAS CARLSSON, GEORGE CHORIATIS, VALENTIN STEINMANN, PER KRAULIS, KATE VON GOELER, ALEXANDER HUBBARD, BR, MASOUD ALIMOHAMMADI, JONAS HERTNER, URSULA GOODENOUGH, DAVID PINSOF, SEAN NELSON, MIKE LAVIGNE, JOS KNECHT, ERIK ENGMAN, LUCY, MANVIR SINGH, PETRA WEIMANN, CAROLA FEEST, STARRY, MAURO JÚNIOR, 航 豊川, TONY BARRETT, AND BENJAMIN GELBART!A SPECIAL THANKS TO MY PRODUCERS, YZAR WEHBE, JIM FRANK, ŁUKASZ STAFINIAK, TOM VANEGDOM, BERNARD HUGUENEY, CURTIS DIXON, BENEDIKT MUELLER, THOMAS TRUMBLE, KATHRINE AND PATRICK TOBIN, JONCARLO MONTENEGRO, AL NICK ORTIZ, NICK GOLDEN, AND CHRISTINE GLASS!AND TO MY EXECUTIVE PRODUCERS, MATTHEW LAVENDER, SERGIU CODREANU, BOGDAN KANIVETS, ROSEY, AND GREGORY HASTINGS!

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
João Costa (parte 1): “Deixemos as crianças em paz para serem o que são. E não deixemos em paz todos os que promovem o ódio e o bullying”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Feb 14, 2025 75:27


Linguista e antigo diretor da Universidade Nova de Lisboa, foi ministro da Educação no último governo de Costa. Uma fase “dura”, a enfrentar muitas greves dos professores, que não deixou saudades. “Nunca pus em causa a legitimidade do que os professores pediam. O pior dia enquanto ministro terá sido quando a minha mãe foi insultada por ser filho dela. Aí pensei bater com a porta.” No final do ano passado publicou o livro “Manifesto pelas Identidades e Famílias - Portugal Plural”, como um desabafo para desmontar as “falácias” dos supostos ataques à “família tradicional”. Quanto a isso, o atual diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, fala do poder da educação e da arte, como defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais. E revela pela primeira vez a depressão crónica que sofre desde cedo, invisível aos outros, diagnosticada há 7 anos, e a resistência interna que teve de vencer até pedir ajuda. “É um quadro solitário, porque há estigma, não se fala.” Ouçam-no na primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz
Especial ao vivo PodFest: “Ventura acorda de manhã, olha-se ao espelho e diz ‘André, André, de que é que vais falar hoje?'”

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Play Episode Listen Later Jan 10, 2025 29:12


“Agora invoca-se Deus para tudo, temos terrorismo dos dois lados”. Nesta emissão, gravada ao vivo no Podfest, no grande auditório da reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Miguel Sousa Tavares denuncia as declarações de um ministro israelita que sugere a eliminação de qualquer futuro viável para os palestinianos em Gaza, usando Deus como justificação. Frente a frente com a jornalista Paula Santos, o cronista comenta o impasse da vontade dos potenciais candidatos à Presidência da República, como Gouveia e Melo, Mário Centeno e António José Seguro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

45 Graus
#178 João Miguel Tavares - A revolução dos novos media e o futuro da informação

45 Graus

Play Episode Listen Later Jan 8, 2025 100:36


João Miguel Tavares é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Foi jornalista do Diário de Notícias e fundador da revista Time Out. É atualmente colunista do Público, comentador do "Governo Sombra" e coautor do programa "E o Resto É História" na rádio Observador.  -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Inscreva-se ou ofereça o Curso de Pensamento Crítico: https://bit.ly/cursopcritic -> Artigo na revista Sábado. _______________ Índice: (0:00) Introdução (2:33) Estamos a viver uma revolução nos media? (39:16) Crise da autoridade dos media | “legacy media” (39:16) “Porque se parecem os jornais todos uns com os outros?” (45010) Como lidar com temas difíceis (minorias, imigração, etc) (1:04:22) Discurso do Chega sobre os ciganos | Andrew Sullivan (1:15:37) O que esperar no futuro? Livro recomendado: The Storytelling Animal, Jonathan Gottschall ______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira ______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Francisco Hermenegildo, Ricardo Evangelista, Henrique Pais João Baltazar, Salvador Cunha, Abilio Silva, Tiago Leite, Carlos Martins, Galaró family, Corto Lemos, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, João Ribeiro, Helder Miranda, Pedro Lima Ferreira, Cesar Carpinteiro, Luis Fernambuco, Fernando Nunes, Manuel Canelas, Tiago Gonçalves, Carlos Pires, João Domingues, Hélio Bragança da Silva, Sandra Ferreira , Paulo Encarnação , BFDC, António Mexia Santos, Luís Guido, Bruno Heleno Tomás Costa, João Saro, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Rafael Santos, Andreia Esteves, Ana Teresa Mota, ARUNE BHURALAL, Mário Lourenço, RB, Maria Pimentel, Luis, Geoffrey Marcelino, Alberto Alcalde, António Rocha Pinto, Ruben de Bragança, João Vieira dos Santos, David Teixeira Alves, Armindo Martins , Carlos Nobre, Bernardo Vidal Pimentel, António Oliveira, Paulo Barros, Nuno Brites, Lígia Violas, Tiago Sequeira, Zé da Radio, João Morais, André Gamito, Diogo Costa, Pedro Ribeiro, Bernardo Cortez Vasco Sá Pinto, David , Tiago Pires, Mafalda Pratas, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Mariana Barosa, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte , Tomás Félix, Vasco Lima, Francisco Vasconcelos, Telmo , José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Joao Diogo, José Proença, João Crispim, João Pinho , Afonso Martins, Robertt Valente, João Barbosa, Renato Mendes, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Ana Sousa Amorim, Francisco Santos, Lara Luís, Manuel Martins, Macaco Quitado, Paulo Ferreira, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Luis Gomes, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Pedro Gaspar, Gil Batista Marinho, Maria Oliveira, João Pereira, Rui Vilao, João Ferreira, Wedge, José Losa, Hélder Moreira, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Manuel Botelho da Silva, João Diamantino, Ana Rita Laureano, Pedro L, Nuno Malvar, Joel, Rui Antunes7, Tomás Saraiva, Cloé Leal de Magalhães, Joao Barbosa, paulo matos, Fábio Monteiro, Tiago Stock, Beatriz Bagulho, Pedro Bravo, Antonio Loureiro, Hugo Ramos, Inês Inocêncio, Telmo Gomes, Sérgio Nunes, Tiago Pedroso, Teresa Pimentel, Rita Noronha, miguel farracho, José Fangueiro, Zé, Margarida Correia-Neves, Bruno Pinto Vitorino, João Lopes, Joana Pereirinha, Gonçalo Baptista, Dario Rodrigues, tati lima, Pedro On The Road, Catarina Fonseca, JC Pacheco, Sofia Ferreira, Inês Ribeiro, Miguel Jacinto, Tiago Agostinho, Margarida Costa Almeida, Helena Pinheiro, Rui Martins, Fábio Videira Santos, Tomás Lucena, João Freitas, Ricardo Sousa, RJ, Francisco Seabra Guimarães, Carlos Branco, David Palhota, Carlos Castro, Alexandre Alves, Cláudia Gomes Batista, Ana Leal, Ricardo Trindade, Luís Machado, Andrzej Stuart-Thompson, Diego Goulart, Filipa Portela, Paulo Rafael, Paloma Nunes, Marta Mendonca, Teresa Painho, Duarte Cameirão, Rodrigo Silva, José Alberto Gomes, Joao Gama, Cristina Loureiro, Tiago Gama, Tiago Rodrigues, Miguel Duarte, Ana Cantanhede, Artur Castro Freire, Rui Passos Rocha, Pedro Costa Antunes, Sofia Almeida, Ricardo Andrade Guimarães, Daniel Pais, Miguel Bastos, Luís Santos  

45 Graus
#177 Pedro Siza Vieira - E se a economia PT estiver melhor do que se pensa?

45 Graus

Play Episode Listen Later Dec 18, 2024 107:17


Pedro Siza Vieira é advogado, professor e antigo Ministro da Economia. Actualmente, é sócio da sociedade de advogados PLMJ, tendo sido anteriormente sócio da Morais Leitão e da Linklaters. É professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Foi Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital do XXII Governo da República Portuguesa, entre 2017 e 2022. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Inscreva-se ou ofereça o Curso de Pensamento Crítico, com 10% de desconto até final do ano: https://bit.ly/cursopcritic _______________ Índice: (0:00) Introdução (06:07) As últimas décadas da economia portuguesa  (16:34) Evolução desde a pandemia |  Previsões da CE | Causas: investimento na educação (estrutural), guerra e cadeias de produção (conjuntural)  (29:16) Porque emigram tantos jovens qualificados? (35:40) A evolução das instituições, dos anos 1960 até hoje |  Prémios Nobel Economia 2024 (44:23) O problema da justiça  (46:21) Desinvestimento na Administração Pública | Corrupção Eurobarómetro | Relatório Draghi | A oportunidade das energias renováveis  (01:01:40) Aumento das exportações e do Investimento Direto Estrangeiro (01:08:31) Experiência enquanto Ministro da Economia. Como investidores estrangeiros olham para a nossa economia? | Desafios do tecido económico PT  | Porque é difícil fazer fusões e aquisições de empresas em Portugal? (01:24:26) Como é que um jurista olha para a economia? (01:30:31) De volta ao início: prioridades futuras  Livro recomendado: A Jornada da Humanidade, de Oded Galor

Falando de História
#92 Pobreza e marginalidade no Portugal medieval

Falando de História

Play Episode Listen Later Nov 4, 2024 51:51


Neste episódio especial, falamos com Ana Rita Rocha, investigadora do Instituto de História Contemporânea e do Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova de Lisboa, sobre a pobreza e a marginalidade na Idade Média portuguesa. Tentamos compreender, por exemplo, que instituições existiam para assistir os pobres e os marginais, qual o papel do rei, do poder local e da igreja, e quais as fontes para estudar este tema. Sugestões de leitura 1. Maria José Pimenta Ferro Tavares - Pobreza e morte em Portugal na Idade Média. Lisboa: Presença, 1989. 2. Edite Martins Alberto, Rodrigo Banha da Silva e André Teixeira (eds) - O Hospital Real de Todos-os-Santos: Lisboa e a Saúde. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa / Santa Casa da Misericórdia, 2021. 3. Ana Rita Rocha - A assistência em Coimbra na Idade Média: dimensão urbana, religiosa e socioeconómica (séculos XII a XVI). Coimbra: tese de doutoramento apresentada à FLUC, 2019. Disponível online: https://estudogeral.uc.pt/handle/10316/88788 ----- Obrigado aos patronos do podcast: André Silva, Andrea Barbosa, Bruno Ricardo Neves Figueira, Cláudio Batista, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, NBisme, Oliver Doerfler, Pedro Matias; Alessandro Averchi, Alexandre Carvalho, Daniel Murta, David Fernandes, Francisco, Hugo Picciochi, João Cancela, João Pedro Tuna Moura Guedes, Jorge Filipe, Luisa Meireles, Manuel Prates, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Vera Costa; Adriana Vazão, André Abrantes, André Chambel, André Silva, António Farelo, António Silva, Beatriz Oliveira, Bruno Luis, Carlos Castro, Catarina Ferreira, Diogo Camoes, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Filipe Paula, Gn, Hugo Vieira, Igor Silva, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Félix, João Ferreira, Joel José Ginga, José Santos, Luis, Luis Colaço, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Pedro Cardoso, Pedro L, Pedro Oliveira, Pedro Simões, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rúben Marques Freitas, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Vitor Couto. ----- Ouve e gosta do podcast? Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria ----- Música: “Five Armies” e “Magic Escape Room” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, ⁠http://creativecommons.org/licenses/by/4.0⁠ Edição de Marco António. Apoio técnico: 366 Ideias (366ideias@gmail.com)

The Experimental Film Podcast
Season 4 Episode 20 - Vasco Diogo - Experimental Director, Video Artist, and Performer

The Experimental Film Podcast

Play Episode Listen Later Oct 29, 2024 23:58


Vasco Diogo was born in 1970 in Lisbon. Diogo is now an Experimental Director, Performer, Video Artist, and New Media and Cinema Assistant Professor at the University of Beira Interior (Covilhã-Portugal).Arts and Communication Researcher at Communication Sciences PhD by Universidade Nova de Lisboa: "Video: Specificity, Hybridity and Experimentation" (scholarship of Foundation for Science and Technology - FCT), 2008. Vasco Diogo has won more than 50 awards in experimental cinema at international festivals. Drawing, photography, poetry, electro-acoustic music, and mixed media are other work areas. --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/experimentalfilmpodcast/support

N'A Caravana
N'A Caravana com Inês Folque #257

N'A Caravana

Play Episode Listen Later Sep 2, 2024 47:20


É apresentadora de TV e Criadora de Conteúdos digitais, Gestora de formação, pela Universidade Nova de Lisboa.Entre outros projetos, esteve sete anos à frente do programa Factor K, foi repórter do E-Especial, na SIC e ainda cara do Rock in Rio por duas edições.O seu percurso na televisão começou na representação, na série “Inspector Max” da TVI, saltando depois para outros projetos na ficção como “Morangos com Açúcar” ou “Jardins Proibidos”.Em 2018 estreou-se nas dobragens.É casada, mãe de dois rapazes. N'a Caravana, Inês Folque.Produção Draft Media Agencywww.draftmediaagency.com

45 Graus
[BEST OF] #146 Raquel Vaz Pinto - Estamos a entrar numa guerra fria entre os EUA e a China?

45 Graus

Play Episode Listen Later Aug 14, 2024 100:55


O 45 Graus está de férias, por isso não há episódios novos. É uma boa altura para re-publicar alguns dos melhores episódios das últimas temporadas (os mais ouvidos e que mais feedback tiveram dos ouvintes). Este, um regresso da Raquel Vaz-Pinto ao podcast, é um belo exemplo disso; e, com este tema, é um episódio que -- feliz ou infelizmente -- vai manter-se actual ainda por muito tempo. A quem não teve oportunidade de ouvir na altura, espero que gostem! Raquel Vaz-Pinto é Investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova de Lisboa e Prof. Auxiliar Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade, onde lecciona as disciplinas de Estudos Asiáticos e História das Relações Internacionais. Foi consultora do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian de 2020 a 2022 e Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política de 2012 a 2016. Autora de vários artigos e livros entre os quais A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, a China e os Direitos Humanos editado pela Tinta-da-China e Os Portugueses e o Mundo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.  Os seus interesses de investigação são Política Externa e Estratégia Chinesa; os EUA e o Indo-Pacífico; e Liderança e Estratégia. É analista residente de política internacional da SIC e da TSF. Actualmente, está a terminar um livro, que será publicado pela Tinta-da-china, sobre os desafios colocados pela China às democracias liberais europeias, incluindo a portuguesa. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Inscreva-se aqui nas sessões de setembro e outubro dos workshops de Pensamento Crítico, módulo "Desinformação e Números que Enganam. _______________ Índice (com timestamps): (0:00) Introdução ​(9:47) O que mudou na rivalidade CN-EUA desde o nosso episódio de 2018? | Wolf warrior diplomacy | Os diplomatas chineses mal-comportados | Índia | Quad (30:18) A política externa dos EUA em relação à China começou por ser complacente e tornou-se demasiado agressiva? | Artigo de John Mearsheimer | Estratégia dos G7 em relação à CN: do decoupling ao de-risking | Matérias primas críticas e terras raras (e aqui) (42:10) Já podemos falar de uma Guerra Fria entre EUA e CN? | A Armadilha de Tucídides (Livro: História da Guerra do Peloponeso)| Houve uma crença exagerada no Ocidente nos efeitos da abertura económica? | Como os manuais de economia americanos sobrevalorizam a economia da URSS | Frase atribuída a Deng Xiaoping: «Hide your strength, bide your time» (55:26) Comparação China vs URSS | O papel da ideologia na guerra fria vs na nova ‘ordem chinesa' | Aumento do autoritarismo do regime chinês | Digital Dictators | Cimeira da Ásia Central, sem a Rússia | Nova política externa defendida pelo SPD alemão | A nova ambição da China para o Ártico (1:18:37) O que esperar do futuro -- e o que fazer para evitar uma escalada do conflito? | Tese do ‘peak China' | O problema demográfico da china (e os telefonemas aos recém-casados) | Livro: Leftover Women, de Leta Hong Fincher | Episódio com Hu Jintao no congresso do CCP | European Critical Raw Materials Act | A integração económica é um garante de que não ocorre uma guerra ou é, pelo contrário, uma fonte permanente de tensões? _______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Francisco Hermenegildo, Ricardo Evangelista, Henrique Pais João Baltazar, Salvador Cunha, Abilio Silva, Tiago Leite, Carlos Martins, Galaró family, Corto Lemos, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, João Ribeiro, Helder Miranda, Pedro Lima Ferreira, Cesar Carpinteiro, Luis Fernambuco, Fernando Nunes, Manuel Canelas, Tiago Gonçalves, Carlos Pires, João Domingues, Hélio Bragança da Silva, Sandra Ferreira , Paulo Encarnação , BFDC, António Mexia Santos, Luís Guido, Bruno Heleno Tomás Costa, João Saro, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Rafael Santos, Andreia Esteves, Ana Teresa Mota, ARUNE BHURALAL, Mário Lourenço, RB, Maria Pimentel, Luis, Geoffrey Marcelino, Alberto Alcalde, António Rocha Pinto, Ruben de Bragança, João Vieira dos Santos, David Teixeira Alves, Armindo Martins , Carlos Nobre, Bernardo Vidal Pimentel, António Oliveira, Paulo Barros, Nuno Brites, Lígia Violas, Tiago Sequeira, Zé da Radio, João Morais, André Gamito, Diogo Costa, Pedro Ribeiro, Bernardo Cortez Vasco Sá Pinto, David , Tiago Pires, Mafalda Pratas, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Mariana Barosa, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte , Tomás Félix, Vasco Lima, Francisco Vasconcelos, Telmo , José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Joao Diogo, José Proença, João Crispim, João Pinho , Afonso Martins, Robertt Valente, João Barbosa, Renato Mendes, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Ana Sousa Amorim, Francisco Santos, Lara Luís, Manuel Martins, Macaco Quitado, Paulo Ferreira, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Luis Gomes, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Pedro Gaspar, Gil Batista Marinho, Maria Oliveira, João Pereira, Rui Vilao, João Ferreira, Wedge, José Losa, Hélder Moreira, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Manuel Botelho da Silva, João Diamantino, Ana Rita Laureano, Pedro L, Nuno Malvar, Joel, Rui Antunes7, Tomás Saraiva, Cloé Leal de Magalhães, Joao Barbosa, paulo matos, Fábio Monteiro, Tiago Stock, Beatriz Bagulho, Pedro Bravo, Antonio Loureiro, Hugo Ramos, Inês Inocêncio, Telmo Gomes, Sérgio Nunes, Tiago Pedroso, Teresa Pimentel, Rita Noronha, miguel farracho, José Fangueiro, Zé, Margarida Correia-Neves, Bruno Pinto Vitorino, João Lopes, Joana Pereirinha, Gonçalo Baptista, Dario Rodrigues, tati lima, Pedro On The Road, Catarina Fonseca, JC Pacheco, Sofia Ferreira, Inês Ribeiro, Miguel Jacinto, Tiago Agostinho, Margarida Costa Almeida, Helena Pinheiro, Rui Martins, Fábio Videira Santos, Tomás Lucena, João Freitas, Ricardo Sousa, RJ, Francisco Seabra Guimarães, Carlos Branco, David Palhota, Carlos Castro, Alexandre Alves, Cláudia Gomes Batista, Ana Leal, Ricardo Trindade, Luís Machado, Andrzej Stuart-Thompson, Diego Goulart, Filipa Portela, Paulo Rafael, Paloma Nunes, Marta Mendonca, Teresa Painho, Duarte Cameirão, Rodrigo Silva, José Alberto Gomes, Joao Gama, Cristina Loureiro, Tiago Gama, Tiago Rodrigues, Miguel Duarte, Ana Cantanhede, Artur Castro Freire, Rui Passos Rocha, Pedro Costa Antunes, Sofia Almeida, Ricardo Andrade Guimarães, Daniel Pais, Miguel Bastos, Luís Santos _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira