Podcasts about outra

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Igreja Oceânica
A ARMA INVISÍVEL: O PODER QUE VEM DO ALTO - At 6.8-10 | Henrique Callado

Igreja Oceânica

Play Episode Listen Later Feb 17, 2026 46:20


Mensagem do dia 17/02/2026, Retiro 2026 - Igreja Oceânica, Niterói-RJ;"Uma coisa é tentarmos ser pessoas virtuosas por nossas próprias forças. Outra, bem diferente, é sermos alvo de uma ação do Espírito, que nos transforma de dentro para fora e nos dá um poder sobrenatural para servi-lo"

Amorosidade Estrela da Manhã
O CONFLITO DO PORCO QUE QUER VIVER COMO O FAZENDEIRO, SENDO QUE A SUA REALIDADE / NATUREZA / FINALIDADE / FIM É OUTRA

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 17, 2026 2:42


Salta da Cama
Relatos Urbanos con Ricardo Terceiro | A Discoteca Nicol's, cando a noite era outra cousa

Salta da Cama

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 22:53


Esta semana en Relatos Urbanos viaxamos no tempo ata unha das referencias da noite estradense: a mítica Discoteca Nicol's, pero a dos tempos de Ramiro Abelleiro, unha etapa que pouco ten que ver coa realidade actual. Ricardo Terceiro reconstrúe a atmosfera daqueles anos: as patillas, os pantalóns acampanados, a bola de luz xirando sen descanso e unha pista onde soaban as seleccións musicais de Kiko Torrado. Falamos dos primeiros pinchadiscos, das sesións vermú, das lentas para arrimar e tamén da creatividade para manter viva a festa nos tempos máis difíciles. Non faltan os recordos dos concursos de baile ao estilo Aplauso ou Fiebre del Sábado Noche, nin nomes propios que forman parte da memoria colectiva, como Fernando Silva. Un percorrido cheo de imaxes, música e emoción que remata coa frase que todos lembran: “o último que barra e que peche ao saír.” Un capítulo de memoria viva sobre como se divertía toda unha xeración… e sobre os lugares que marcaron unha época na nosa vila.

Zoom
Não Se Fala de Outra Coisa. A app que permite “dar sinais de vida”

Zoom

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 9:42


Para todos os que vivem sozinhos, há agora uma app que permite garantir aos outros que está vivo. E ainda, a última foto emocionante de Van der Beek e Alfonso Ribeiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Termómetro
Não Se Fala de Outra Coisa. A app que permite “dar sinais de vida”

Termómetro

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 9:42


Para todos os que vivem sozinhos, há agora uma app que permite garantir aos outros que está vivo. E ainda, a última foto emocionante de Van der Beek e Alfonso Ribeiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Culinária falada com Naluzica
SORVETE DE PISTACHE DA MAMÃE LUCY

Culinária falada com Naluzica

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 2:25


Sorvete de Pistache da Mamãe LucyCulinária Falada Com Naluzica®O sabor que a gente ouve!INGREDIENTES1 xícara de chá de pistaches sem casca1/2 xícara de chá de açúcar2 xícaras de chá de creme de leite fresco1 xícara de chá de leite integral1 colher de chá de essência de baunilhaMODO DE PREPAROColoque os pistaches em uma assadeira e leve para dourar em forno preaquecido a 180 °C por dez minutos. Ou já os compre descascados e torrados.Assim que estiverem frios, coloque os pistaches em um processador e triture até obter uma pasta fina.Em uma panela, coloque o açúcar, o creme de leite, o leite e leve para cozinhar em fogo médio até que o açúcar esteja dissolvido.Adicione a pasta de pistache e mexa até ficar bem incorporada.Desligue o fogo e despeje a essência de baunilha.Assim que a mistura esfriar completamente, transfira para uma batedeira e bata até ficar bem cremoso.Coloque em um recipiente com tampa e leve ao congelador até ficar no ponto desejado.DICAColoque umas sementinhas de pistache por cima na hora de servir.Para que o seu sorvete fique bem cremoso, primeiro você precisa usar ingredientes com um bom porcentual de gordura. No caso do creme de leite, opte pelo fresco e o leite somente o integral.Outra dica é bater muito bem a mistura final, para que fique bem cremosa.Me encontre como

Termómetro
Não Se Fala de Outra Coisa. Dia Mundial da Rádio. A aproximar família em todo o mundo

Termómetro

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 8:40


A rádio já existe há décadas e continua a ser a companhia de muitos. Em casos de crise, como a tempestade, chegou mesmo a ser a única companhia. Já na internet, só se fala da nova campanha da APAV.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nilton Schutz
Paradoxo 2026: Estamos no Fim de Uma Era… ou no Início de Outra?

Nilton Schutz

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 23:28


Programa Caminhos da Consciência - Rádio Vibe Mundial 95.7FMNeste programa, conversamos sobre o que chamo de Paradoxo 2026: um tempo em que caos e criação caminham juntos, onde o fim de antigos valores pode ser o nascimento de uma nova consciência.

Zoom
Não Se Fala de Outra Coisa. Dia Mundial da Rádio. A aproximar família em todo o mundo

Zoom

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 8:40


A rádio já existe há décadas e continua a ser a companhia de muitos. Em casos de crise, como a tempestade, chegou mesmo a ser a única companhia. Já na internet, só se fala da nova campanha da APAV.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Redação Final - Alesc
Redação Final #250: regras para apadrinhamento afetivo e incentivo ao treinamento de policiais em Libras

Redação Final - Alesc

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 20:48


O novo episódio do podcast explica os principais projetos aprovados na semana na Alesc. Uma das propostas cria regras para o apadrinhamento afetivo de crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Outra prevê a capacitação de agentes de segurança pública em Libras. A gente também comenta as novas iniciativas apresentadas na Assembleia Legislativa para ampliar a proteção dos animais em Santa Catarina.

Culinária falada com Naluzica
SARDINHA AO ESCABECHE

Culinária falada com Naluzica

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 3:56


SARDINHAS AO ESCABECHECulinária Falada Com Naluzica®O sabor que a gente ouve! Ingredientes2 dentes de alho bem picados nafaca ou socados70 ml de vinho branco seco de boaqualidade1 colher (sopa) de flor de salPimenta do Reino e noz-moscadaralada na hora1 kg de sardinhas frescas limpase bem lavadas, de preferência sem cabeça, cauda e vísceras, será feita aberta.3 tomates italianos grandess/pele e sementes picados (220 g)1 cebola grande bem picada nafaca (170 g)1/3 xícara (chá) de azeitonasverdes picadas (50 g)4 galhinhos de orégano ou tomilhofresco “debulhado”2 colheres (sopa) cheias de salsae/ou cebolinhas frescas picadas4 dentes grandes de alho bempicados na faca1 colher (chá) de pimenta dedo deMoça s/sementes bem picadas2 folhas de louro frescas oudesidratadas200 ml de vinagre branco de maçãsou outro1 taça de vinho branco seco200 ml de azeite de ou óleo demilho250 ml de Coca-Cola tradicionalem temperatura ambiente (opcional) Modo de Preparo Limpe as sardinhas retirando-lhesa cabeça, as escamas e as vísceras. Se você quiser também pode tirar asespinhas com a ajuda de uma pinça de cozinha. Lave muito bem as sardinhas comágua corrente quando terminar de limpar.Ou peça para limparem em suapeixaria de preferência! Eles fazem isso.Pique os legumes do escabeche desardinha. As cebolas, os tomates, os pimentões (opcional) e os alhos. Misture num bowl junto com asalsinha. Outra opção é cortar os legumes em rodelas para dispor em camadas napanela.Retire as sementes dos tomates edos pimentões antes de picar.Numa panela comum ou de barrocoloque um fio generoso de azeite e monte as camadas do escabeche: primeirocoloque uma camada dos legumes picados e tempere com um pouco de sal e pimenta,depois coloque uma camada de sardinhas abertas ao meio, e regue com um pouco deazeite.Dica: Modere a quantidade de salentre cada camada, para que esta receita de sardinha escabeche não fiquesalgada.Tempere as sardinhas com sal,pimenta e colorau. Cubra com uma camada de legumes e volte a temperar com sal epimenta. Faça desse jeito até terminar os ingredientes, sendo que a últimacamada deve ser de legumes. Adicione o vinho branco e por último a Coca-Cola(opcional) leve ao fogo médio com tampa por 20 minutos ou até a sardinha ficarmacia e o caldo ficar apurado. Me encontre como 

Cuando los elefantes sueñan con la música
Cuando los elefantes sueñan con la música - Un 11 de febrero nació Sergio Mendes - 11/02/26

Cuando los elefantes sueñan con la música

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 58:42


Sergio Mendes, el mayor vendedor brasileño de discos de la historia en Estados Unidos, nació el 11 de febrero de 1941 en Niterói (RJ). Le recordamos en sus grabaciones norteamericanas al frente de Brasil '66 ('Mas que nada', 'Constant rain', 'Going out of my head', 'Night and day', 'The look of love', 'So many stars', 'The fool on the hill', 'Wichita lineman', 'Pretty world') y en grabaciones brasileñas instrumentales de sus inicios ('Outra vez', 'Obà-là-là', 'Tristeza de nós dóis', 'On green dolphin street', 'Ela é carioca', 'Garota de Ipanema', 'Desafinado'). Y, como despedida, con la sintonía de nuestros elefantes, 'Aquelas coisas todas', que grabó en 1979. Escuchar audio

Enquadrando
Enq. 122 - Uma Batalha Após a Outra de Paul Thomas Anderson

Enquadrando

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 69:35


Episódio publicado novamente pois ele foi apagado pelo Spotify alegando violação de propriedade intelectual.

Radioagência
Câmara aprova novas universidades federais, uma voltada para os esportes e outra para os povos indígenas

Radioagência

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026


Podcast Reconectar-se
096 • Em outra vida, talvez?

Podcast Reconectar-se

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 8:53


Suas decisões constroem seu caminho. E te levam até onde você precisa estar: o hoje.— Para aprofundar e praticar, vamos juntos no Círculo Reconectar-se— O livro que inspirou o episódio: Em outra vida, talvez?, da Taylor Jenkins ReidSe quiser conhecer mais do meu trabalho & vir comigo construir um caminhar cada vez mais consciente, eu tô também por aqui, oh:— Newsletter Pausa & Respiro— Instagram da ClariceSe esse episódio iluminou algo por aí para você & fez sentido no seu coração, compartilhe e me ajude a levar esse conteúdo para mais pessoas, por favor! ♡Um super abraço e até o próximo episódio,Clarice

Convidado
António José Seguro eleito com voto útil e procura de moderação

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 11:20


António José Seguro foi eleito Presidente da República com 66,8% dos votos, derrotando André Ventura (33,1%) e alcançando a maior votação presidencial em 50 anos de democracia. No rescaldo, o politólogo Pedro Magalhães sublinha que o resultado combina mobilização do eleitorado socialista, voto útil e procura de moderação num contexto de polarização. E desvaloriza o impacto da margem no exercício do cargo: “ganhar por um voto ou por milhões não vai fazer assim tanta diferença”. António José Seguro foi eleito Presidente da República com 66,8% dos votos, derrotando André Ventura, que ficou pelos 33,1%. O antigo líder socialista mais do que duplicou a votação da primeira volta e torna-se, segundo os resultados oficiais, o presidente mais votado em 50 anos de democracia. No discurso de vitória, António José Seguro prometeu um mandato “independente, exigente e ético”, garantindo que em Belém “os interesses ficam à porta”. Ventura reconheceu a derrota, mas reclamou de imediato “a liderança da direita”. Para interpretar o significado político desta segunda volta, falámos com Pedro Magalhães, politólogo e investigador especializado em eleições e comportamento eleitoral, conhecido pela leitura rigorosa de sondagens e tendências políticas em Portugal. A pergunta central, admite, continua por responder com exactidão: o voto foi a favor de Seguro ou contra Ventura? “É difícil dizer isso sem ter mais informação para além daquela que nos dá dos próprios resultados”, começa por sublinhar. Mas, diz, é provável que tenham acontecido as duas coisas ao mesmo tempo: “Teremos certamente as duas coisas a acontecer ao mesmo tempo”. Um voto “convicto” e um voto “útil” Pedro Magalhães aponta, desde logo, o comportamento do eleitorado socialista. “O voto em Seguro na primeira volta é um voto em grande medida em que se vê, por exemplo, que o Partido Socialista o seguiu de forma muito próxima”, afirma. “A grande esmagadora maioria votou em Seguro.” Mas há também outro movimento: um voto estratégico, que se tornou decisivo na segunda volta. “Naturalmente que houve em Seguro voto estratégico ou, como nós dizemos mais, como voto útil”, explica. E dá exemplos claros: “Vemos pessoas que votaram em candidatos como Marques Mendes, em candidatos como Gouveia e Melo e até Cotrim de Figueiredo em menor grau a deslocarem-se para Seguro.”  Por isso, conclui: “Obviamente que é um voto de rejeição de Ventura.” Ao mesmo tempo, o politólogo sublinha que Seguro beneficiou do perfil, por vezes criticado como aborrecido, mas agora valorizado. “Há ali, na personagem política Seguro, na sua moderação, na sua ponderação, um candidato que até muitas vezes os comentadores políticos dizem que é um candidato aborrecido.” E acrescenta: “Há aí qualquer coisa que no actual contexto joga bem para muita gente.” A moderação como argumento eleitoral A polarização crescente do debate político ajuda a explicar o resultado, defende Pedro Magalhães. “Num contexto em que a política portuguesa se polarizou muito, em que há muitas posições extremas, em que a conflitualidade e até a linguagem, o discurso político se radicalizou muito”, diz, “esta figura de moderação” tornou-se um activo. António José Seguro, nota, tentou enquadrar a eleição como um confronto moral e político: “uma luta, um combate entre a moderação e o extremismo.” E, para um cargo como a Presidência, essa narrativa encaixa no imaginário institucional: “A expectativa não é de alguém que vai governar, mas sim de alguém que vai ter um papel de árbitro, um papel moderador, um papel facilitador e também de fiscalização.” A vitória esmagadora muda Belém? “Daqui a duas semanas já ninguém se lembra” A margem de vitória foi histórica. Mas, na leitura do politólogo, o efeito prático pode ser quase nulo. “A questão da legitimidade é uma questão que daqui duas semanas já ninguém se lembra”, afirma, sem rodeios. “Ganhar por um voto ou ganhar por milhões de votos tem o seu significado (…) mas do ponto de vista do cargo e do desempenho do cargo não faz assim tanta diferença.” António José Seguro pode usar o número como símbolo, admite, mas não como arma: “Do ponto de vista do exercício dos seus poderes e da sua função não vai fazer qualquer diferença.” E rejeita a ideia de um Presidente activo contra o governo: “Não há activismo contra o governo, não há nada disso.” O que espera, pelo contrário, é um primeiro mandato típico: “Procura de consenso, mais moderação.” Há, porém, um factor que pesa sempre: a reeleição. “Todos os presidentes gostam de cumprir um segundo mandato”, lembra. E por isso tendem a ajustar-se ao que a sociedade espera. “O segundo mandato depois é outra conversa porque aí estão livres.” Ventura perde a eleição, mas tenta vencer a narrativa André Ventura saiu derrotado, mas procurou rapidamente converter a derrota numa declaração de força: diz-se líder da direita. Pedro Magalhães recusa aceitar isso como facto consumado. “Ele pode reclamar a liderança da direita. Outra coisa é se a tem”, diz. “Não é evidente que a tenha.” O politólogo defende que a transformação do sistema partidário é real, mas não significa que o partido de extrema-direita Chega substituiu automaticamente o centro-direita. “É muito evidente que o sistema partidário português mudou e que o papel do Chega é incontornável”, afirma. E resume a nova geometria: “Passamos (…) para um sistema que tem claramente três grandes partidos.” Ainda assim, alerta para a confusão frequente entre blocos. “Temos três grandes blocos e, portanto, há a direita radical e há o centro-direito: não são a mesma coisa". Lembra que eleições presidenciais não são legislativas: “Isto não é uma eleição legislativa.” Por isso, o resultado pode iludir. “Nós sabemos, por exemplo, que para algumas pessoas que votaram na AD e que votaram em Cotrim de Figueiredo votaram em Ventura”, diz. Mas acrescenta o essencial: “Não é evidente que essas pessoas em legislativas votem no Chega.” A conclusão é quase um aviso: “Nós não podemos confundir isso com os factos.” E as legislativas? “A mudança estrutural já ocorreu” Questionado sobre se este resultado pode reconfigurar o sistema, Pedro Magalhães responde com prudência. “Eu não vejo esta eleição como trazendo óbvias mudanças naquilo que era o panorama que já se instalou”, afirma. E volta à mesma ideia: “A mudança estrutural já ocorreu.” Essa mudança tem nome: “o surgimento do Chega”, mas também “o novo protagonismo” de partidos como a Iniciativa Liberal e o Livre. O que vem a seguir dependerá menos de uma eleição presidencial e mais do que sempre decide eleições: “economia, problemas de corrupção”, enumera. “Esse tipo de situações que provocam flutuações no voto.” Três anos sem eleições? “Não é nada evidente” A vitória de Seguro pode abrir um ciclo mais estável? Pedro Magalhães não aposta nisso. “Em primeiro lugar, não é nada evidente que vá haver 3 anos e meio sem eleições”, afirma. E acrescenta, num tom pessoal: “Eu pessoalmente gostaria muito que fosse assim, porque trabalho nesta área (…) estamos todos muito cansados de tantas eleições seguidas.” Mas o problema é estrutural: “A outra mudança estrutural não foi só do sistema partidário, foi também da governabilidade.” A fragmentação do Parlamento tornou os governos mais dependentes de negociações permanentes: “O apoio aos governos mais dependente de factores muito mais circunstanciais.” E, apesar de o governo estar numa posição “pivotal”, a estabilidade não está garantida. A polarização complica tudo: “O Chega percebeu que se for trazendo temas que não faziam parte do nosso debate político, como imigração, por exemplo (…) esses temas polarizam muitas pessoas, tornam as negociações muito mais complicadas.” Mesmo que haja tempo político, Pedro Magalhães duvida que ele seja usado para reformas estruturais. “Os políticos e também já agora os cidadãos têm horizontes de muito curto prazo”, afirma. “Os políticos estão sempre obcecados com o que é que podem dar às pessoas no imediato.” E deixa uma frase que, por si só, resume o impasse: “Quando os políticos pedem sacrifícios para objectivos de longo prazo, ninguém acredita.” O diagnóstico final é sombrio e familiar: “Estamos presos nesta lógica de curto prazo.” E essa lógica, conclui, “não é nada favorável a consenso e a reformas”.

Farofa Conceito
GRAMMY AWARDS: comentamos as vitórias e performances da noite mais importante da música

Farofa Conceito

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 61:18


Bad Bunny levando álbum do ano, Justin Bieber performando de cueca, Zara Larsson vestida de passista: o Grammy aconteceu, e a gente comentou! Com performances de Bruno Mars, Alex Warren, Lady Gaga e mais um monte de gente, tiramos um tempinho para analisarmos essa edição da premiação mais importante do mundo da música, depois do Farofa Conceito Awards.Se já não estava ruim o suficiente, Fabeu assistiu SEIS filmes e achou que deveria comentar aqui????? Twinless, Uma Batalha Após a Outra, Pillion, Praia do Futuro e Die My Love - ninguém se safou.Enquanto umas ficam vendo pornøgrafia, outras leem! Arme fala sobre o livro Heated Rivalry que ele devorou (e não apenas o primeiro, ele leu logo 3).

Ichthus Podcast
A Criação - Pequeno Discípulo

Ichthus Podcast

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 33:41


Começa agora o mais novo programa do Ichthus Podcast, o Pequeno Discípulo!Por aqui, pai (TAM) e filho (Daniel) nos contarão mensalmente as principais histórias da Bíblia de um jeito todo especial e cativante. Então, chame agora o papai e a mamãe, o vovô e a vovó, os irmãos, tios, primos, amigos... para juntos conhecer um pouquinho mais do que o nosso Deus nos revelou.* * *► GOSTA DO ICHTHUS PODCAST? ◄SÓ CONTINUAREMOS A EXISTIR COM A SUA AJUDA!Escolha AGORA MESMO sua faixa de apoio mensal em nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse (pode ser qualquer valor) acessando: https://catarse.me/ichthusAgora, se você REALMENTE não tem condições de se comprometer com um valor mensal, por menor que seja, mas deseja nos abençoar esporadicamente, você também pode, sempre que possível, fazê-lo através de DOAÇÕES AVULSAS ou RECORRENTES de qualquer valor via PIX.Nossa chave PIX é: 17.558.300/0001-93* * *Outra forma de ajudar o Ichthus é SEMPRE fazer TODAS as suas compras na Amazon partindo do nosso link de afiliação: https://ichthus.com.br/amazonPode ficar tranquilo que nenhum item será mais caro por conta disso.* * *E que tal continuar esta conversa em nossa comunidade no Discord? Por lá organizamos várias leituras coletivas (inclusive da Bíblia), transmitidos AO VIVO a gravação de podcasts do Ichthus (e você pode participar via chat) e muito mais. Participe acessando: https://bit.ly/leituracoletiva (É TUDO DE GRAÇA!)Se preferir, também temos o nosso canal no Telegram. Inscreva-se em: https://t.me/clubeichthusE, agora, também temos o nosso canal no WhatsApp. Inscreva-se em: https://ichthus.com.br/whatsapp* * *O Ichthus Podcast é um oferecimento do Estúdio Ichthus. Você pode ouvir este e outros programas em nosso site (https://ichthus.com.br) ou nas principais plataformas de áudio (como Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Music, Amazon Music e tantas outras).Procure por "Ichthus Podcast" em seu aplicativo favorito e assine nosso feed gratuitamente para não perder nenhum episódio.* * *Finalmente, lembre-se de compartilhar este episódio de todas as maneiras possíveis. Este é o melhor jeito de você demonstrar carinho por nós e ajudar este projeto a crescer cada vez mais. Ah, e não esqueça de nos marcar (@clubeichthus) na sua postagem.Agora sim, pegue seu fone de ouvido e bom podcast!

Iconocast
ELA VISITOU OUTRA FAVELA E FOI V1T1MA DA F4CÇA0

Iconocast

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 12:04


Siga nosso canal de CORTES:https://www.youtube.com/@IconografiadaHistoria-cortesE siga também nosso canal parceiro "CAFÉ E CAOS TV" apresentado pelo nosso querido Fernandão e Agnes Andradehttps://www.youtube.com/@CafeecaostvAJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidhSe preferir, faz um PIX: https://bit.ly/PIXidhNos acompanhe no Spotify @iconocastSiga ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA em todas as redes: https://linktr.ee/iconografiadahistoriaoficialSiga o JOEL PAVIOTTI: https://bit.ly/joelpaviottiApresentação: Joel PaviottiTexto e roteirização: Adriana de PaulaRevisão: Adriana de PaulaCâmera e produção: Fernando ZenerattoEdição: Fernando ZenerattoDireção: Fernando Zeneratto / Joel Paviotti

Expresso - Blitz Posto Emissor
Anjos: “O processo da Joana Marques está feito, está decidido. Pensámos em recorrer, mas não vale a pena. Concordamos? É outra história”

Expresso - Blitz Posto Emissor

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 97:37


Autores de êxitos como ‘Ficarei’, ‘Perdoa’ ou ‘Nesta Noite Branca’, os Anjos são os convidados desta semana do Posto Emissor. No podcast da BLITZ, os irmãos Nélson e Sérgio Rosado abordaram inevitavelmente o processo judicial que os opôs a Joana Marques, mas também episódios de mais de 25 anos de uma carreira que tem agora um concerto especial no Coliseu de Lisboa no horizonte.See omnystudio.com/listener for privacy information.

DreamIsland- Podcast De Cinema
691- Uma Batalha Após a Outra (2025)

DreamIsland- Podcast De Cinema

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 4:47


PTA em novo filme para despontar em todas as premiações possíveis.Nos Acompanhe em Nossas Mídias:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TWITTER⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠PÁGINA⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

pta outra batalha nos acompanhe
O Homem Que Comia Tudo
Fazer sopa é um ato de amor desinteressado: as sopas estão em vias de extinção?

O Homem Que Comia Tudo

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 6:52


O mundo das sopas é vasto e ancestral, antigamente punha-se uma panela de ferro sobre um fogo de chão e cozia-se o almoço ali com o que houvesse. Hoje em dia temos a vida facilitada: quem tem uma varinha mágica ou uma Bimby pode confeccionar sopas aveludadas e saborosas, mas parece que os restaurantes não querem saber disso: a sopa não dá prestígio, a sopa não dá prémios. Há quem acrescente hortelã no final (ou azeite), mas o mundo maravilhoso das sopas está bem de qualquer forma, onde quer que elas existam: em casa das avós ou numa qualquer cidade da fronteira há mais de vinte anos atrás em boa companhia. Caso para dizer: “Outra vez sopa? Ainda bem!”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Relatório mundial denuncia abusos de direitos humanos em Angola e Moçambique

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 9:42


O relatório da Human Rights Watch sobre a situação dos direitos humanos a nível mundial, em 2025, aponta uma série de abusos em Angola e Moçambique. Sheila Nhancale, investigadora no departamento africano da Human Rights Watch, alerta que “os direitos humanos têm sido maioritariamente violados” em Angola, com, por exemplo, abusos policiais e limitações à liberdade de reunião e de imprensa. Por outro lado, “a situação continua preocupante em Moçambique” devido à  insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, feminicídios e repressão dos protestos pós-eleitorais. Foi publicado, esta quarta-feira, o relatório anual da Human Rights Watch sobre a situação dos direitos humanos em mais de 100 países e regiões, incluindo Estados africanos, americanos, asiáticos, europeus e do Médio Oriente, bem como organizações regionais como a União Africana e a União Europeia. Neste programa, olhamos apenas para Angola e Moçambique, os dois países que estuda Sheila Nhancale, investigadora na Human Rights Watch. “Os direitos humanos têm sido maioritariamente violados” em Angola No capítulo dedicado a Angola, a Human Rights Watch aponta que a polícia recorreu, em 2025, ao uso excessivo da força, em alguns casos letal, para dispersar protestos, bem como a detenções arbitrárias de manifestantes, activistas e jornalistas. Em entrevista à RFI, Sheila Nhancale confirmou que “os direitos humanos têm sido maioritariamente violados nesse país”. “Nós constatámos que as forças de segurança angolanas continuaram a não respeitar os direitos dos cidadãos, limitando o direito à liberdade de reunião e à liberdade de imprensa. Mantiveram cidadãos presos por longos períodos sem julgamentos justos, sem acusações claras e específicas. Nós reportámos e verificámos que os direitos das crianças em Angola também são um problema que deve ser abordado, para além da insegurança alimentar”, declarou a investigadora. Sheila Nhancale lembra, também, o que aconteceu em Julho de 2025, quando a polícia usou força excessiva e ilegal contra manifestantes, na sequência da greve dos taxistas e do aumento do preço dos combustíveis.   “Em Julho de 2025, o Estado angolano decidiu cortar os subsídios aos combustíveis. Como consequência, teve aumentos de cerca de 300% em termos de compra de combustível em Angola, o que gerou protestos ao nível nacional, em que os taxistas decidiram fazer greves de protestos contra esta subida de preços. Aquilo que inicialmente era um protesto pacífico passou a ser marcado por violência, principalmente da polícia, contra os grevistas. Cerca de 30 pessoas foram mortas, durante esse período, a tiro maioritariamente pela polícia. Então, notamos que houve uso desnecessário e excessivo da força e também de armas contra cidadãos angolanos para limitar um direito - que é consagrado na Constituição da República de Angola e também em instrumentos internacionais - que é o direito à reunião e manifestação”, explica. Por outro lado, é referido que, em Fevereiro, a polícia deteve um correspondente da Deutsche Welle, bem como outras pessoas, incluindo dois deputados da oposição, durante uma marcha contra o assassínio de idosas na província do Kwanza Norte. Em Março, foram detidas dez mulheres durante uma manifestação contra a violência de género, em Luanda. No que toca à liberdade de imprensa, o relatório assinala que, em Setembro, um tribunal de Luanda suspendeu uma greve nos órgãos de comunicação social estatais e que, em Agosto, o Serviço de Investigação Criminal deteve dois jornalistas no âmbito de um processo relacionado com terrorismo que envolvia dois cidadãos russos, acusando-os de crimes como a partilha de “informação falsa” nas redes sociais, sem fornecer detalhes. Outro caso ocorreu em Maio quando a RTP denunciou a expulsão da sua equipa que se preparava para cobrir um evento na Presidência da República, em Luanda. A HRW aponta ainda o não cumprimento do direito a um julgamento justo, referindo que 198 pessoas condenadas em 2024 por alegada participação em protestos a favor da autonomia regional continuavam, em Setembro de 2025, detidas à espera de decisões sobre os seus recursos. Outro aspecto mencionado é o recrudescimento das tensões no enclave de Cabinda, onde confrontos entre as Forças Armadas Angolanas e a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), em Maio, provocaram a morte de, pelo menos, seis civis.   “A situação continua preocupante em Moçambique” Em Moçambique, a ONG afirma que os direitos humanos foram, em 2025, afectados pela insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, pelos feminicídios, repressão dos protestos pós-eleitorais, sequestros e tentativas de assassínio a jornalistas e activistas sociais. No fundo, “a situação continua preocupante” em Moçambique, resume a investigadora Sheila Nhancale. “A situação continua preocupante, com conflitos armados no norte do país a serem efectuados simultaneamente em Cabo Delgado e Nampula, com mais de 100.000 pessoas deslocadas nesse período e que foram colocadas numa situação completamente desumana em centros de acolhimento, sem produtos suficientes para toda a gente que lá estava. A maioria da população que se encontrava nestes centros de deslocamento são crianças, colocando-as em uma situação também de risco de violação sexual durante o período em que estiveram ou estão nestes centros de reassentamento”, explica. Por outro lado, acrescenta a investigadora, “várias crianças continuaram a ser usadas pelos terroristas para carregarem cargas” e “algumas foram obrigadas a fazer parte dos grupos que atacam as comunidades”, considerando que “a resposta do Estado tem sido insuficiente para travar essa violência contra crianças e mulheres em contexto do conflito em Cabo Delgado”. A pesquisadora moçambicana acrescenta que se notaram “vários ataques contra defensores de direitos humanos” e exemplifica com a morte de Arlindo Chissale, lembrando que “há relatos de que as pessoas que o obrigaram a se deslocar da sua comunidade eram homens fardados com roupas militares”. Outra denúncia de peso é a da violência pós-eleitoral, acrescenta a investigadora, notando que “cerca de 400 pessoas foram mortas pela polícia durante esse período de protestos pós-eleitorais” e referindo que “vários relatórios nacionais e internacionais dão conta de que estas eleições não foram, de facto, justas e transparentes e que as pessoas saíram de suas casas para protestar contra eleições fraudulentas”. “Como resposta, a polícia reagiu com muita violência, causando a morte de cerca de 400 pessoas no país”, recorda. Também alarmante é a situação dos feminicídios em Moçambique porque, diz a investigadora, “há uma sensação de que não acontece nada se se matar uma mulher em Moçambique”. “A situação do feminicídio é muito preocupante porque, a cada dia que passa, há relatos de mulheres encontradas mortas e não há nenhum tipo de resposta para o que aconteceu. Todos os dias, praticamente, acordamos com uma notícia de que uma mulher foi morta na zona Centro e Sul, que é onde nós mais verificamos esse tipo de casos. As mulheres morrem e nada é explicado sobre as circunstâncias da morte. Ninguém é responsabilizado por esses casos, então, isso é algo que deve mudar porque se as coisas continuarem assim, sem qualquer tipo de investigação eficaz, tende a piorar, porque há uma sensação de que não acontece nada se se matar uma mulher em Moçambique”, afirma.   HRW denuncia “desfasamento entre discurso e acção da União Africana” A Human Rights Watch também considerou que, apesar do compromisso com os direitos humanos, o balanço do ano revela “um desfasamento entre discurso e acção da União Africana”. “Nós estamos numa situação em que a Comissão Africana tem estado a emitir ‘statements', mas nós precisamos de uma União Africana que seja mais eficaz em termos de acção em relação aos Estados, para que estes sejam responsabilizados pela falta de proteção dos direitos humanos da população. Então, é importante que estes organismos internacionais sejam, de facto, organismos ou instituições ou instrumentos de pressão para que os países-membros cumpram com as suas obrigações em relação aos direitos humanos”, explica Sheila Nhancale. No relatório da ONU, pode ler-se que o Conselho de Paz e Segurança e a Comissão Africana dos Direitos da União Africana enfrentaram novos testes à sua credibilidade na resposta a abusos cometidos em conflitos no Sudão (que enfrenta a crise humanitária mais grave no mundo devido à guerra civil dos últimos três anos), no leste da República Democrática do Congo e no Sahel.

História de Imigrante
Desfecho do Ep. 154 - Outra Vez

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 6:55


Desfecho

GE Fluminense
GE Fluminense #504 - Outra vitória em clássico e outro gol de JK: Flu começa 2026 em alta

GE Fluminense

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 63:48


Edgard Maciel de Sá, Cauê Rademaker (ele voltou!), Phill e Giba Perez analisam atuação contra o Botafogo, a evolução do camisa 99 e a proposta pelo atacante Denis Bouanga, dos Los Angeles FC. DÁ O PLAY!

Amorosidade Estrela da Manhã
Vídeo - Sabe Como Fazemos Você Se Apaixonar Por Outra Pessoa

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 3:22


Amorosidade Estrela da Manhã
Áudio - Sabe Como Fazemos Você Se Apaixonar Por Outra Pessoa

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 3:22


Liturgia Diária
Jesus disse a seus discípulos: "Vamos para a outra margem!"

Liturgia Diária

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 3:39


Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,35-4135Naquele dia, ao cair da tarde,Jesus disse a seus discípulos:"Vamos para a outra margem!"36Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo,assim como estava na barca.Havia ainda outras barcas com ele.37Começou a soprar uma ventania muito fortee as ondas se lançavam dentro da barca,de modo que a barca já começava a se encher.38Jesus estava na parte de trás,dormindo sobre um travesseiro.Os discípulos o acordaram e disseram:"Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?"39Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar:"Silêncio! Cala-te!"O vento cessou e houve uma grande calmaria.40Então Jesus perguntou aos discípulos:"Por que sois tão medrosos?Ainda não tendes fé?"41Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros:"Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?"Palavra da Salvação.

Enterrados no Jardim
O devir meloso da arte portuguesa. Outra conversa com Miguel Faria Ferreira

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 257:35


Considerando o adiantado da hora, seria bom ouvir alguém dizer-nos que as horas passadas e presentes partiram dum mal-entendido. Se fosse ainda importante fazermo-nos entender, deveríamos virar-nos de costas a esta contemporaneidade lorpa, em que um tipo se vê forçado a tamanhos desvios, que se torna estranho até para si mesmo. A pestilência do tempo e do lugar é o que nos leva a tanto. Corpos solteiros, devolvidos a contragosto uma e outra vez a dias e circunstâncias apontadas à destruição dos homens. A criação exerce-se, por isso, como uma defesa contra aquilo que nos esmaga, um modo de se ir subtraindo a esta pesada tempestade triste. Sublinhamos frases, produzimos instante a instante um filme dessas camaradagens aventurosas que nos faltam. Há um filme íntimo que cada um vai montando… “Criar é estar vivo, é demonstrar a si próprio e a tudo o que o ameaça um inesgotável recomeço, uma vitória que não finda”. Esta surge escrita com a letra de César Monteiro, atribuída a Vergílio Ferreira. O canhenho era essa cobra infindável, de tanto palmilhar longas extensões para se encontrar como ser, como outra razão que não essa miragem que alguns vão vomitando. Se lhe pedissem as horas, o que diria ele? Que estão a dar corda aos loucos. Que estamos por aí numa hora suspensa de revólveres indecisos, hora terrível de luas amarelas… nesta hora proposta pela angústia dos relógios, nesta mesma hora aniquiladora das consciências burguesas. Porque contrariamente ao que se diz, a loucura não vem de dentro, ela existe como um peso para nos fazer desistir. Deitar a toalha ao chão. Ela “existe quotidianamente na desagregação do homem de hoje”. Mas como não nos falamos, estas coisas são cada vez menos claras. Se não pedimos as horas também não assistimos quando alguns se põem a ordenar ao sol que vá pelos subterrâneos e pelos caixotes do lixo, que nos poupe à experiência do ódio. Antes tínhamos esses intervalos semeados, esses alívios, subterfúgios ou fugas. Caíamos em pleno olho da rua, batíamos aqueles suspeitos cafés tristes a ver quem mais. Mas isso das ruas, dos cafés onde é que isso já vai? Ou antes: não vai. Não há hipóteses. E o que é feito daquela condição ontológica de vadio e pedinte que Vitor Silva Tavares identificou no amigo? E aquilo do amor, aquele mais louco, que começava sempre por ser gratuito, mas, hoje, ou se paga à cabeça ou então sai mesmo caro. Estamos realmente sem saídas, e, perante uma geração que só pensa a sua arte como entradas, como modo de vir nas listas, de serem contados, as melhores esperanças parecem goradas à partida. Que é desses que eram vistos a apodrecer eternamente nos bancos da Avenida, cabeça a ferver? Como era isso de ter cábulas, o destino todo anotado, leituras de tantos ângulos. E o que é dos filmes que fazíamos contados, o cinema oral, essas ondulações do espírito de tal modo ritmadas, em que um se punha a fazer todos os papéis, revirando tudo, em busca dos tais, desses almejados instantes de graça? E se tínhamos uma boca e um corpo isso não era já aquele pedaço de fita, e não era um modo de celebrar uma separação face a nós mesmos, aplicar cortes, um modo de sermos capazes no decorrer ordinário das nossas vidas de irmos dando frutos, emprestarmos órgãos ao tempo? Um apuro, alguma lei ou razão a partir desse movimento oscilatório ou de viagem deambulante entre tradições? Mas se temos receio de “pagar o preço da fealdade, da ruína e da decrepitude, dos desastres e da maldição da esperança” (Manuel Gusmão), então que criações se esperar de nós, de uma geração tão submetida aos cálculos impiedosos, a esta sovinice das almas. Querem-nos ainda às gerações. Mas vamos ficando cansados de lhes explicar que já não dá para tanto. Nem aquelas audácias de se trazer a si mesmo à frente, como obra impura e misturada, como registo exaltado, como critério e, nalguns casos, até como uma furiosa síntese. Não se tinha mais nada senão essa disponibilidade assombrosa. Um artista começava por aí, por não se poupar tanto como os demais, por defender que a voracidade deve ser absoluta. “Filmar implica a consciência de uma transgressão. Filmas é uma violência do olhar, uma profanação do real que tem por objectivo a restituição de uma imagem do sagrado”… Mas ao dizer isto, ele sabia como estava difícil para a espécie defender esse talento de atracção-repulsão: “Sou capaz de ser o último dos crentes…” Sabia também da importância que é manter um discurso capaz de “avivar todos esses jazigos esparsos, ignorados e flutuantes” (Mallarmé). De resto, a pior forma de se referir ao tempo, é achar que não nos falta, que o melhor é guardarmos as nossas energias.” Amanhã estou morto e, com um cigarro na beiça, não devo nada a ninguém. Para além do honrado sorriso, dito de parvo, onde é que já se encontrou o espólio de um espoliado? É pedir muito que não me doem nada? Poderá parecer absurdo, mas de facto não me dói nada. Nunca há-de doer nada o nada de ninguém. Amanhã estou morto.” Ficamos assim, com meias palavras, que é o que ainda vai restando depois de as limparmos do bolor. E isto foi um tomar balanço ou ir bebendo o resto dos copos e captando alguns desabafos. Neste episódio quisemos tentar reaver um mapa das artes por cá a partir do contorno a giz dessas ausências que conseguem fazer deste um país extremamente assombrado. Puxamos pelo cinema, numa altura em que entre nós este se tomou de uma mania, e não faltam acólitos para esse culto. Mas, e para nos ajudar a sentir que tínhamos algum chão sob os pés, recorremos aos préstimos do Miguel Faria Ferreira que é um compulsivo do cinema, que vive de ouvido encostado ao chão, e compõe um atlas que cruza distâncias e essas expansões da intimidade através do olhar, do hábito que têm uns tantos de ir dando forma a fantasmas de uma visão eterna.

RapaduraCast
RapaduraCast 894 - Resumão 2025: Filmes, Séries, Cinema e Streaming

RapaduraCast

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 533:30


Jurandir Filho, Thiago Siqueira, Rogério Montanare e Fernanda Schmölz iniciam os trabalhos de 2026 falando sobre todos os principais destaques dos cinemas e streamings de 2025. Quais os melhores filmes? Quais as melhores séries? Qual foi o melhor streamingo de 2025? Se prepare pra uma maratona grande de conteúdos no Resumão! Comentamos sobre os principais filmes e séries, como "Uma Batalha Após a Outra", "Flow", "Pecadores", "A Vida de Chuck", "Juntos", "A Hora do Mal", "Deixe Ela Voltar", "F1 - O Filme", "O Agente Secreto", "Valor Sentimental", "Bugonia", "Extermínio: A Evolução", "Adolescência", "O Estúdio", "Pluribus", "Pablo & Luisão", "Os Donos do Jogo", "Casa de Dinamite", "The Paper, "Stranger Things, "Ganhar ou Perder", "Guerreiras do K-Pop", "Oeste Outra Vez", "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet", "Foi Apenas Um Acidente" e mais.- ASSINE O SALA VIP! Um podcast EXCLUSIVO do RapaduraCast toda semana! http://patreon.com/rapaduracast00:00 Abertura06:05 Acontecimentos de 202501:22:49 Bilheterias01:26:11 Streamings01:30:10 Rest in Peace01:40:47 Rapadura em 202502:19:11 Janeiro02:51:18 Fevereiro03:13:00 Março03:43:52 Abril04:18:57 Maio04:43:48 Junho05:06:36 Julho05:40:14 Agosto06:17:26 Setembro06:51:17 Outubro07:42:24 Novembro08:22:08 Dezembro08:44:54 TOP10

BINGO!
CLÉLIA GORSKI | JORNALISTA E AUTORA DE "ANA: SUA HISTÓRIA PODE SER OUTRA HISTÓRIA" (PLIN Talks #019)

BINGO!

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 37:49


Clélia é uma veterana da comunicação, com mais de 30 anos de atuação na televisão. Com passagens por emissoras como Record Internacional, Band, TV Gazeta e Rádio Eldorado, ela atualmente integra a equipe de produção da TV Cultura.Além de sua sólida carreira no audiovisual, Clélia é autora dos livros 'Separada & Dividida' e 'ANA: sua história pode ser outra história'. Em 2023, ela também conquistou o primeiro lugar no Concurso de Crônicas do Museu do Futebol com a obra 'Mina Boleira'. =

Keeping Up With The Pop
KUWTP ESPECIAL INDICADOS AO OSCAR - Com Márcio Sallem

Keeping Up With The Pop

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 84:21


Nesse deslumbrante episódio, Miriam, Juju, Cosma e Fane recebem a ilustríssima presença do CEO do Cinema com Crítica e votante do Critics Choice Awards, Márcio Sallem, e comentam a lista de indicados do Oscar repleto de gems como Pecadores, O Agente Secreto, Sonhos de Trem, Marty Supreme, Hamnet, e Uma Batalha Após a Outra. Vem ouvir!

Homilias - IVE
“O semeador saiu a semear”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 6:48


Homilia Padre Andrés Furlan, IVE: Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,1-20Naquele tempo,Jesus começou a ensinar de novoàs margens do mar da Galileia.Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele,de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou,enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia.Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas.E, em seu ensinamento, dizia-lhes:"Escutai! O semeador saiu a semear.Enquanto semeava,uma parte da semente caiu à beira do caminho;vieram os pássaros e a comeram.Outra parte caiu em terreno pedregoso,onde não havia muita terra;brotou logo, porque a terra não era profunda,mas, quando saiu o sol, ela foi queimada;e, como não tinha raiz, secou.Outra parte caiu no meio dos espinhos;os espinhos cresceram, a sufocaram,e ela não deu fruto.Outra parte caiu em terra boae deu fruto, que foi crescendo e aumentando,chegando a render trinta, sessenta e até cem por um".E Jesus dizia:"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".Quando ficou sozinho,os que estavam com ele, junto com os Doze,perguntaram sobre as parábolas.Jesus lhes disse:"A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus;para os que estão fora, tudo acontece em parábolas,para que olhem mas não enxerguem,escutem mas não compreendam,para que não se convertam e não sejam perdoados".E lhes disse:"Vós não compreendeis esta parábola?Então, como compreendereis todas as outras parábolas?O semeador semeia a Palavra.Os que estão à beira do caminhosão aqueles nos quais a Palavra foi semeada;logo que a escutam, chega Satanáse tira a Palavra que neles foi semeada.Do mesmo modo,os que receberam a semente em terreno pedregoso,são aqueles que ouvem a Palavrae logo a recebem com alegria,mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes;quando chega uma tribulação ou perseguição,por causa da Palavra, logo desistem.Outros recebem a semente entre os espinhos:são aqueles que ouvem a Palavra;mas quando surgem as preocupações do mundo,a ilusão da riqueza e todos os outros desejos,sufocam a Palavra, e ela não produz fruto.Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom,são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto;um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um".Palavra da Salvação.

Benfica FM | Podcast
Ep.282 | Putos à solta, uma visita Real e outra no Seixal

Benfica FM | Podcast

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 119:03


O Nuno Picado, o Bakero, o Flávio Melo e Filipe Teixeira reunem-se para falar sobre assuntos da atualidade benfiquista.Temas do ep. 282:▶ Banjaqui para Anísio e golo!▶ Última semana de champions?▶ Visita amigável no Seixal

Convidado
Angola: Lei das ONG "constitui violação do direito à liberdade de associação"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 9:14


O Parlamento angolano aprovou, nesta quinta-feira, 22 de Janeiro, em votação final, a lei sobre o estatuto das ONG, com os votos contra da UNITA, que considerou que o diploma restringe a liberdade de associação. Em entrevista à RFI, Zola Álvaro, activista e presidente da Associação Cívica Handeka, refere que esta lei vai dificultar o trabalho das ONG e reintroduz o espírito de controlo, o que constitui uma violação do direito à liberdade de associação.   O MPLA, partido no poder em Angola, considera que esta lei “reafirma o princípio do Estado de direito”. Este diploma salvaguarda os direitos das ONG em Angola? Discordamos todos a esse nível. Tanto as organizações da sociedade civil como os 72 deputados da UNITA -que votaram contra - e as duas abstenções. Uma posição diferente da dos deputados do MPLA, que votaram a favor [do diploma]. Primeiro, há um conjunto de preocupações em torno da aprovação desta lei, principalmente quando é aprovada num contexto pré-eleitoral, com toda essa celeridade, e quando tenta ressuscitar normas já declaradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional angolano. No Acórdão n.º 447/17, que revogou o Decreto Presidencial n.º 74/15, a [lei das ONG] tenta claramente introduzir este espírito de controlo através de uma lei ordinária, o que constitui uma violação material do direito à liberdade de associação. O Governo angolano refere que esta lei confere às ONG um quadro jurídico “claro, moderado e equilibrado”. Não era necessário preencher este buraco na lei? Claro que não. A lei estabelece um conjunto de barreiras burocráticas que asfixiam [as ONG], com obrigatoriedades. O artigo 19 contém um conjunto de exigências, como é o caso de relatórios mensais exaustivos. Essas medidas desviam os recursos e o tempo que deviam ser dedicados ao apoio directo às populações mais vulneráveis. Depois, há ainda o artigo 22, que fala sobre a não exportação do capital já doado pelas organizações. Isso retira toda a confiança do doador, porque, na definição, construção e arquitectura de projectos, pode haver excedentes, e esses excedentes têm de ser devolvidos ao doador, conforme as exigências contratuais. Ao existir uma lei doméstica que proíbe essa garantia, vai, certamente, retirar toda a confiança do doador nesse processo de aprovação de projectos locais. O executivo refere ainda que esta lei vai permitir o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo… Até agora, não há registos, nem qualquer decisão judicial, de que uma associação angolana esteja envolvida em branqueamento de capitais ou em financiamento do terrorismo. Essa preocupação expressa na lei pode ser legítima, mas não se trata de uma questão de prevenção. Não, é de facto, uma questão de controlo das organizações. Trata-se de uma forma de o Governo controlar a liberdade e a autonomia das associações? Há aqui um aproveitamento nesse sentido, porque Angola já dispõe de um conjunto de dispositivos normativos próprios que previnem o branqueamento de capitais, a corrupção e o financiamento do terrorismo. A UNITA, o principal partido da oposição no país, votou contra, alertando para o facto de esta lei restringir a liberdade de associação. A partir de hoje, o trabalho das ONG fica mais difícil? Fica muito mais difícil a partir de agora, porque temos de entender que a intenção fundamental desta lei é, de facto, impedir que as associações continuem a operar com o mesmo nível de autonomia. Esta lei confere poder ao Governo, principalmente no que diz respeito ao encerramento das organizações. Isso demonstra, de facto, o rosto e as pretensões da aprovação desta lei. Quais são as outras mudanças que serão implementadas com esta lei, relativamente ao trabalho das ONG? Os artigos 7.º e 34.º permitem ao órgão decisor -ou seja, a um órgão com poder administrativo - propor onde os projectos devem ser executados e exigir a manutenção de registos dos beneficiários efectivos e de outras pessoas que controlam ou estejam a gerir essas organizações. Ora, as organizações identificam, elas próprias, os espaços adequados para a implementação dos seus projectos. Se existe um órgão administrativo que vai redefinir onde os projectos devem ser executados, isso já não é uma questão de autonomia das organizações. Trata-se de a administração política decidir, efectivamente, onde as organizações devem realizar ou executar as suas actividades. Isso retira, de alguma maneira, a capacidade de decisão própria, a autonomia e a vontade das organizações. Outra grande preocupação prende-se com a obrigação de as organizações partilharem o registo dos beneficiários dessas mesmas actividades. Basta pensarmos, por exemplo, numa associação como a Kutakesa, com objectivos claros de protecção de defensores de direitos humanos, que tem na sua base de dados um conjunto de defensores perseguidos pelo Governo angolano. Já vemos aqui, de facto, uma situação extremamente delicada, em que a instituição que vai monitorizar o exercício das associações exige, efectivamente, uma base de dados desses beneficiários de protecção. Aqui há, de forma clara, má-fé, tanto do proponente como do legislador, ao retirar, de facto, às organizações a autonomia e a capacidade de preservar a identidade dos beneficiários, muitos dos quais têm sido alvo de graves violações de direitos humanos, sendo que o grande prevaricador tem sido o próprio Governo angolano. A proposta de lei sobre a disseminação de fake news (notícias falsas) foi aprovada na generalidade e será agora apreciada na especialidade. Esta lei ajusta-se à realidade de Angola? Não, não se ajusta. Na verdade, o que acontece é que estamos próximos de um processo eleitoral e, ao longo dos últimos anos, tem sido criada, de alguma forma, uma arquitectura, um conjunto de propostas de lei que visam restringir o espaço cívico, limitar as acções das organizações da sociedade civil e a actuação de pessoas individuais, activistas, defensores de direitos humanos e outras iniciativas. Isto faz parte de um pacote legislativo que visa limitar o exercício das organizações da sociedade civil e a iniciativa de cidadãos em torno do próprio processo eleitoral. Há uma tentativa de limitar a liberdade de expressão e de informação? Exactamente. O executivo procura garantir que, durante um processo eleitoral, sejam asfixiadas todas as iniciativas das organizações da sociedade civil, principalmente com esta lei das fake news. Serve também para restringir, de facto, o nível de actuação da imprensa privada e dos defensores de direitos humanos. No entanto, são conhecidas as ameaças que representam as fake news, as notícias falsas. Qual seria o caminho para lutar contra esta ameaça? No contexto angolano, o maior disseminador de informações falsas que circulam na imprensa é o próprio Governo de Angola, através da manipulação da imprensa pública, nomeadamente a TPA, Televisão Pública de Angola, ou a TV Zimbo, estação de televisão privada, que funciona como uma televisão alegadamente alternativa. A televisão pública e os jornais públicos são a maior fonte de desinformação existente e, não apenas isso, são também a principal fonte de manipulação do debate público nacional. Assim, a grande preocupação deveria incidir, de facto, sobre essas fontes já claramente identificadas de desinformação. Poderia existir um mecanismo próprio, assente num espaço de concertação efectiva com a sociedade, sobre a necessidade de legislar contra a desinformação e as fake news. Este tem sido um debate internacional, mas existem mecanismos específicos para os sectores que devem ser alvo dessa preocupação legítima. Que mecanismos seriam esses? Esse processo passaria necessariamente por uma transformação tanto da imprensa pública como da privada, bem como pelo envolvimento da academia e das organizações da sociedade civil. No entanto, tudo isso exigiria vontade política. A maior parte das disposições constantes da proposta de lei visam, na prática, silenciar a imprensa privada e todos os outros intervenientes nos espaços públicos. Nos últimos anos, em Angola, sobretudo através das redes sociais, surgiram fontes alternativas de informação. Vivemos num país onde o acesso à informação, especialmente a informação de interesse público, tem sido cada vez mais escasso. Os meios de comunicação públicos praticamente não informam sobre matérias de interesse público. Assim, os angolanos recorrem a fontes alternativas, que são precisamente aquelas que estão na base da preocupação do proponente da lei -neste caso, o Presidente da República- ao propor um diploma que visa restringir o exercício dessas fontes alternativas de informação. Silenciar essas fontes? O objectivo é claro: silenciar essas fontes, silenciar, de facto, também as pessoas de bem que têm, de alguma forma, tentado informar a sociedade.

Enterrados no Jardim
As cenas do ódio. Outra conversa com Luís Bernardo

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 233:54


Por toda a parte os mesmos sinais, frases, cadências, até as moscas estão a ler o mesmo que nós, esta literatura imunda que tomou conta de cada ruído, mastigamos lendo, como se a nossa falta de carácter ou convicção fosse compensada pela persistência implacável de tudo o que nos cerca, esta doença do que todos sabemos, esta acusação que nos é dirigida, fartos das sórdidas intrigas que parecem repugnar a própria existência. “O apocalipse não nos vem do exterior. Somos nós quem o transporta”, escreveu Eduardo Lourenço. O pior é darmo-nos conta de que toda esta devastação corresponde fielmente à nossa intimidade. De tanto dirigirmos para o mundo um olhar que não quer nada, que é incapaz de obter qualquer tipo de satisfação, de nos aferrarmos ao que não está nem aqui nem em lado nenhum, os nossos desejos vão cada vez mais no sentido de ausências, de abstracções. E isso de comprar barato aqui para ir vender caro ali, essa ganância metida em tudo, que, já em 1758, levou Rousseau a falar de “homens tão odiosos, que se atrevem a ter mais do que é necessário quando outros morrem de fome”, como se explica? E todos esses que se dizem herdeiros dos ideais iluministas e não vivem senão para distorcer a moral e justificar seja o que for... De tal modo o instinto burguês da propriedade se tornou uma força motriz, que não aceita ser questionado. Foi ocupando o lugar de todos os outros instintos e ideais, e quem quer que tenha conseguido agarrar-se a alguma coisa e reclamá-la fá-lo com uma tenacidade desesperada, levando a que a ideia da redistribuição lhe cause um medo de morte. Em todos os lugares constatamos como a vida está identicamente ausente, a humanidade degradou-se por essa submissão a uma ideia de riqueza que se exprime neste mundo como uma coisa grotesca, uma forma carregada de miséria. Esta é uma realidade tão destituída de qualquer razão de ser, de um sentido de equilíbrio, de inteireza, que, por falta justamente dessa interioridade, se viu obrigada a virar-se do avesso. “É uma sociedade que incansavelmente faz a sua própria apologia, ou que se justifica perpetuamente por existir”, diz-nos Baudrillard. “Tudo deve ser tornado público, aquilo que se vale, aquilo que se ganha, a forma como se vive – não há espaço para subtilezas.” As condições existencial e estética confundem-se a um mesmo nível, só podendo ser definidas como autopublicitárias. Tudo só adquire alguma importância a partir do momento em que lhe possa ser atribuído um valor de troca. Assim, a publicidade define inteiramente o teatro das relações sociais. Comprar barato e vender caro, diz-nos Robert Owen, é uma ocupação que deteriora as melhores e mais refinadas capacidades da nossa natureza, acabando por as destruir. O filósofo galês relata como depois de um período de largos anos em que passou por todos os graus de ofícios, das fábricas e do comércio, ficara com a certeza absoluta de que nenhum carácter superior se pode formar neste sistema totalmente egoísta. “Neste sistema não pode haver verdadeira civilização, visto que todos são incentivados pela sociedade ao confronto e muitas vezes também à destruição mútua, através de uma oposição de interesses artificial. É um modo baixo, reles, ignorante e inferior de conduzir os assuntos da sociedade, e nenhuma melhoria permanente, geral e significativa será possível se não surgir uma melhor solução para a formação de carácter e a criação de riqueza.” Como fazem notar os curadores da exposição Complexo Brasil, a palavra portuguesa feitiço foi contrabandeada de uma forma muito curiosa entre tantos idiomas por meio desse subtil desvio do fetiche e do fetichismo, um conceito que, hoje, como sabemos tem apelo e uma força de irradiação e significado tão importante em disciplinas como a economia e a psicanálise. Uma breve nota logo à entrada daquela mostra na Gulbenkian refere como, no século XVI, esta palavra foi usada para “rebaixar as culturas animistas, seus sujeitos periféricos, objectos de escravização”. Tanto tempo depois, o feitiço revela a sua plena maturação, e vemos como carregámos todo este tempo uma maldição, pois éramos nós quem tínhamos chegado ao novo mundo dominados por uma ganância absurda, esse fetiche da mercadoria, que é incapaz de ver seja o que for, de encontrar o mundo na sua riqueza, preferindo extrair algum lucro obsceno e que reduz tudo a uma ausência cuja acção hoje devasta todo o planeta. No fundo, o deserto somos nós. O apocalipse somos nós. Aquilo que fomos perdendo ao atravessar o mundo, tudo aquilo que desprezámos e destruímos enquanto buscávamos alguma fonte de valor para ser levada de volta, tentando aplacar a nossa miséria, isso mesmo significava a nossa indisponibilidade face ao mundo. Os nossos valores nunca foram outro sinal do que esse terror que nos consome, esse vazio. Outra das notas que se podia ler naquela exposição, fala da antropofagia, algo que sempre inquietou as nossas imaginações tão frágeis, sempre representada como um acto de maldade voraz, “um canibalismo glutão”. Mas os curadores esclarecem que a antropofagia, vivida por populações indígenas do século XVI, era um paradoxal rito de reconhecimento da humanidade do inimigo. “Os cativos de guerra, tomados geralmente de povos de mesma língua e costumes, viviam longo tempo em liberdade vigiada na tribo de seus captores, recebiam mulheres como esposas, transformavam-se em parentes afins e eram executados num ato solene de valor iniciatório para o oficiante (que não participava do banquete e entrava em um período de luto no qual se entregava a um processo de identificação com o ‘contrário').” Ainda hoje o canibalismo é usado para instigar em nós esse terror face aos bárbaros, mas já no século XVI Montaigne reconhecia que a antropofagia empalidecia se comparada com a crueldade com que os seus contemporâneos europeus, vendo-se consumidos por guerras religiosas atrozes, “e sem grandeza espiritual para comer do inimigo morto, torturavam e estraçalhavam o inimigo vivo em nome da piedade e da religião”. Aquela estupenda nota termina lembrando o génio do poeta brasileiro Oswald de Andrade, que “tomou a antropofagia como uma arma criativa de combate contra a sujeição cultural do colonizado, e como uma instigação à capacidade de ser outro ao reconhecer o outro em si”. “Tupi or not tupi, that is the question”, escreveu ele. Neste episódio, e com o intuito de levarmos um pouco mais longe as nossas explorações e indagações no confronto com esta terra devastada que parece servir apenas de pasto a fantasmas, contámos novamente com Luís Bernardo, um desses tipos que tem a decência de responder às suas inquietações fazendo um sério trabalho de pesquisa de fontes e análises que escapam inteiramente às intrigas paroquiais em que refocila o nosso enredo mediático.

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Prefeitura de Jaguaruna disponibiliza IPTU 2026 com desconto para pagamento em cota única

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 7:13


A Prefeitura de Jaguaruna já disponibilizou os boletos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referentes ao exercício de 2026 e oferece vantagens aos contribuintes que mantêm o imposto em dia. Quem optar pelo pagamento em cota única até o dia 10 de março de 2026 garante 20% de desconto sobre o valor total do tributo. Além da quitação à vista, o município também disponibiliza a opção de parcelamento do IPTU em até cinco vezes, conforme as condições estabelecidas pela administração municipal, permitindo maior flexibilidade aos contribuintes. A retirada dos boletos pode ser feita, preferencialmente, de forma online, por meio do site oficial da Prefeitura de Jaguaruna. Para quem prefere o atendimento presencial, o documento está disponível na Central do Cidadão, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Outra alternativa é a solicitação do boleto pelo e-mail arrecadacao@jaguaruna.sc.gov.br. Em caso de dúvidas ou para mais informações, a Administração Municipal disponibiliza os telefones (48) 3624-0408, com atendimento via WhatsApp, e (48) 3624-1222. O tema ganha destaque especialmente entre moradores de Lauro Müller e da região que possuem imóveis nas praias de Jaguaruna. O Balneário Esplanada, inclusive, é apontado como a maior fonte de arrecadação de IPTU do município. Para esclarecer detalhes sobre prazos, formas de pagamento e a importância do imposto para os investimentos públicos, o coordenador de arrecadação da Prefeitura, Alfredo Alves, participou de entrevista no Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (21). 

Vale a pena com Mariana Alvim
T4 #30 Ken Follett

Vale a pena com Mariana Alvim

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 31:15


Ken Follett é um fenómeno global, com mais de 195 milhões de livros vendidos, conhecido pelos seus épicos de ficção histórica e pela capacidade de transformar grandes acontecimentos em narrativas com tensão e humanidade. Uma referência incontornável na literatura contemporânea. E o que lê um dos autores mais populares do mundo? Fica o convite para ouvirem esta conversa.Alguns dos livros que gostou muito:O Dia do Chacal (The Day of the Jackal), Frederick Forsyth;O Espião que Saiu do Frio (The Spy Who Came in from the Cold), John le Carré;As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath), John Steinbeck;Duna (Dune), Frank Herbert.Outra recomendação:Os meus amigos, Frederick Backman.O mais recente que escreveu:O Círculo dos Dias (Circle of Days).O que recomendei:Na Sombra do teu Nome (By Any Other Name), Jodi Picoult;Uma Pequena Morte em Lisboa (A Small Death in Lisbon), Robert Wilson;Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), José Saramago.Os livros aqui:www.wook.pt

Cinematório Podcasts
cinematório café: Os vencedores do Globo de Ouro 2026

Cinematório Podcasts

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 107:19


Nesta edição do podcast cinematório café, nós comentamos o Globo de Ouro 2026. Renato Silveira e Kel Gomes, votantes internacionais da premiação, analisam o resultado da 83ª edição -- incluindo as vitórias históricas de "O Agente Secreto" e de Wagner Moura como Melhor Ator em Filme de Drama. Confira também recomendações dos melhores filmes que não foram premiados. - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema No podcast, além de "O Agente Secreto", nós analisamos as vitórias dos filmes "Uma Batalha Após a Outra", "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet", "Pecadores", "Valor Sentimental", "Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria" e "Guerreiras do KPop", e como ficam as chances de cada um para o Oscar 2026. Também comentamos o novo prêmio de Melhor Podcast e as séries vencedoras, incluindo "Adolescência". Confira a minutagem em que cada assunto é abordado: 00:07:46 - "O Agente Secreto", Wagner Moura e as chances (e concorrentes) no Oscar 00:37:44 - "Hamnet" surpreende e se recoloca na corrida da temporada de premiações 00:47:15 - Melhores Atrizes: Jessie Buckley e Rose Byrne vencem disputa aberta e acirrada 00:58:38 - "Nouvelle Vague" e "Blue Moon": dois Linklaters não fizeram frente a um Paul Thomas Anderson 01:06:09 - Melhor Animação: "Guerreiras do KPop" era favorito de longe, mas concorrentes também são ótimos filmes 01:12:32 - "Pecadores" é o melhor e mais importante blockbuster do ano 01:19:16 - Melhor Trilha, Melhor Canção e... Melhor Podcast 01:28:27 - "The Pitt" e "Adolescência": as melhores séries? O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia. Quer mandar um e-mail? Escreva seu recado e envie para contato@cinematorio.com.br.

Crônicas da Cidade
Uma tragédia não é igual a outra

Crônicas da Cidade

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 1:45


Crônicas da Cidade - 14/01

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
Ep. 253 - Renee Nicole Good, casas de banho (outra vez), Heated Rivalry & Bones and All

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 33:23


O DUCENTÉSIMO QUINQUAGÉSIMO TERCEIRO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz A esQrever

RdMCast
RdMCast #534 – Bugonia: conspirações, aliens e Yorgos Lanthimos

RdMCast

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 73:45


Não deve ser segredo para ninguém a esta altura que nós aqui no RdM somos grandes fãs de Yorgos Lanthimos. Comentamos largamente em um RdMCast especial sobre sua carreira e Pobres Criaturas, sua incrível aptidão para o tragicômico. No final de 2025, o cineasta grego dirigiu o roteiro de Will Tracy (adaptando Save the Green Planet! de Jang Joon-hwan, 2003) e entregou uma de suas obras mais explicitamente políticas. Centrado em um conspiracionista e em seu plano para sequestrar a CEO de uma gigante farmacêutica que é, ele acredita, secretamente uma alienígena, Bugonia tem muito a dizer sobre o insano momento político atual dos EUA (e do mundo). Se você já assistiu ao filme ou não liga para spoilers, nos acompanhe neste RdMCast que é tanto sobre o filme quanto sobre seu contexto, conforme desistimos de evitar os spoilers após 30 minutos e discutimos os principais pontos da trama de Bugonia. Mas, cuidado com calculadoras e pessoas de cabelos compridos, os andromedanos podem estar nos ouvindo.O RdMCast é produzido e apresentado por: Thiago Natário, Gabriel Braga e Gabi Larocca.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCITADOS NO PROGRAMA:Bugonia (2025)Citações off topic:Pobres Criaturas (2024)Tipos de Gentileza (2024)Eddington (2025)Uma Batalha Após a Outra (2025)1987: Quando Chega o Dia (2017)Save the Green Planet! (2003)O Menu (2022)A Favorita (2018)Alexandre (2004)A Rede Social (2011)EPISÓDIOS CITADOS:RdMCast #439 – Pobres Criaturas e o mundo bizarro de Yorgos LanthimosRdMCast #451 – Guerra Civil: violência política nos EUA e o jornalismo de guerraRdMCast #507 – Pecadores: o filme do ano?RdMCast #491 – Embate das Robôs: Submissão X Acompanhante PerfeitaRdMCast #360 – V de Vingança: quando a distopia vira realidadeRdMCast #509 – Especial Extermínio: a evolução de uma franquiaRdMCast #487 – Herege: quando os mórmons encaram Hugh GrantRdMCast #464 – Especial Godzilla parte 2 ou: como os EUA estragam tudoSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br

Emagrecer é outra coisa!
11 Conselhos para começar 2026 diferente e Emagrecendo | Emagrecer é outra coisa Ep.511

Emagrecer é outra coisa!

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 102:51


Quem você conhece que adoraria ter um ano realmente novo em 2026, emagrecendo o que não conseguiu até aqui? Para fechar 2025 começar 2026 com o pé direito, reuni neste episódio, 11 conselhos que se aplicados, tem o poder de te transformar em uma nova pessoa!Minhas redes:Instagram: @nutrirafaelfrataPodcast Ao vivo: https://bit.ly/Inscricao-EmagrecerOutraCoisa

#DNACAST
6 ROTINAS PRA VENCER | Ponto de Vista 21/dez

#DNACAST

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 2:24


Faça essas 6 rotinas e pare de viver no modo improviso.Muita gente quer crescer, mas não aguenta a própria rotina.E o topo não se sustenta com motivaçãose sustenta com um protocolo simples, repetível e honesto.Tem uma rotina que te dá energia.Outra que te dá direção.E uma que protege sua mente quando ninguém tá vendo.

Oxigênio
#209 – Sinais de vida num planeta fora do sistema solar?

Oxigênio

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 38:18


Em abril deste ano foi anunciada a detecção de possíveis sinais de vida extraterrestre num planeta fora do sistema solar com o telescópio espacial James Webb, mas a descoberta não foi confirmada. Afinal, tem ou não tem vida nesse outro planeta? Que planeta é esse? Como é possível saber alguma coisa sobre um planeta distante? Este episódio do Oxigênio vai encarar essas questões com a ajuda de dois astrônomos especialistas no assunto: o Luan Ghezzi, da UFRJ, e a Aline Novais, da Universidade de Lund, na Suécia. Vamos saber um pouco mais sobre como é feita a busca por sinais de vida nas atmosferas de exoplanetas.  __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO Danilo: Você se lembra de quando uma possível detecção de sinais de vida extraterrestre virou notícia de destaque em abril deste ano, 2025? Se não, deixa eu refrescar a sua memória: usando o telescópio espacial James Webb, pesquisadores teriam captado sinais da atmosfera de um exoplaneta que indicariam a presença de um composto químico que aqui na Terra é produzido pela vida, algo que no jargão científico é chamado de bioassinatura.  A notícia bombou no mundo todo. Aqui no Brasil, o caso teve tanta repercussão que a Folha de São Paulo dedicou um editorial só para isso – os jornais costumam comentar política e economia nos editoriais, e raramente dão espaço para assuntos científicos. Nos dois meses seguintes, outros times de pesquisadores publicaram pelo menos quatro estudos analisando os mesmos dados coletados pelo James Webb e concluíram que as possíveis bioassinaturas desaparecem quando outros modelos são usados para interpretar os dados. Sem o mesmo entusiasmo, os jornais noticiaram essas refutações e logo o assunto sumiu da mídia. Afinal, o que aconteceu de fato? Tem ou não tem vida nesse outro planeta? Aliás, que planeta é esse? Como é possível saber alguma coisa sobre um planeta distante? Eu sou Danilo Albergaria, jornalista, historiador, e atualmente pesquiso justamente a comunicação da astrobiologia, essa área que estuda a origem, a evolução e a possível distribuição da vida no universo. Nesse episódio, com a ajuda de dois astrofísicos, o Luan Ghezzi e a Aline Novais, vou explicar como os astrofísicos fazem as suas descobertas e entender porque a busca por sinais de vida fora da Terra é tão complicada e cheia de incertezas. Esse é o primeiro episódio de uma série que vai tratar de temas relacionados à astrobiologia. [Vinheta] Danilo: Eu lembro que li a notícia quentinha, assim que ela saiu no New York Times, perto das dez da noite daquela quarta-feira, dia 16 de abril de 2025. No dia seguinte, acordei e fui checar meu Whatsapp, já imaginando a repercussão. Os grupos de amigos estavam pegando fogo com mensagens entusiasmadas, perguntas, piadas e memes. Os grupos de colegas pesquisadores, astrônomos e comunicadores de ciência, jornalistas de ciência, também tinham um monte de mensagens, mas o tom era diferente. Em vez de entusiasmo, o clima era de preocupação e um certo mau-humor: “de novo DMS no K2-18b fazendo muito barulho”, disse uma cientista. Outra desabafou: “eu tenho coisa melhor pra fazer do que ter que baixar a fervura disso com a imprensa”. Por que o mal-estar geral entre os cientistas? Já chego lá. Os cientistas eram colegas que eu tinha conhecido na Holanda, no tempo em que trabalhei como pesquisador na Universidade de Leiden. Lá eu pesquisei a comunicação da astrobiologia. Bem no comecinho do projeto – logo que eu cheguei lá, em setembro de 2023 – saiu a notícia de que um possível sinal de vida, um composto chamado sulfeto de dimetila, mais conhecido pela sigla DMS, havia sido detectado num planeta a 124 anos-luz de distância da Terra, o exoplaneta K2-18b. Eu vi a repercussão se desenrolando em tempo real: as primeiras notícias, os primeiros comentários críticos de outros cientistas, a discussão nas redes sociais e blogs. Como eu estava no departamento de astronomia de Leiden, vi também como isso aconteceu por dentro da comunidade científica: os astrônomos com quem conversei na época estavam perplexos com a forma espalhafatosa com que o resultado foi comunicado. O principal era: eles não estavam nem um pouco animados, otimistas mesmo de que se tratava, de verdade, da primeira detecção de vida extraterrestre. Por que isso estava acontecendo? Vamos começar a entender o porquê sabendo um pouco mais sobre o exoplaneta K2-18b, em que os possíveis sinais de vida teriam sido detectados. Primeiro: um exoplaneta é um planeta que não orbita o Sol, ou seja, é um planeta que está fora do sistema solar (por isso também são chamados de extrassolares). Existem planetas órfãos, que estão vagando sozinhos pelo espaço interestelar, e planetas girando em torno de objetos exóticos, como os pulsares, que são estrelas de nêutrons girando muito rápido, mas quando os astrônomos falam em exoplaneta, quase sempre estão falando sobre um planeta que gira em torno de outra estrela que não Sol. O Sol é uma estrela, obviamente, mas o contrário da frase geralmente a gente não ouve, mas que é verdade… as estrelas são como se fossem sóis, elas são sóis. As estrelas podem ser maiores, mais quentes e mais brilhantes do que o Sol – muitas das estrelas que vemos no céu noturno são assim. Mas as estrelas também podem ser menores, mais frias e menos brilhantes do que o Sol – as menores são chamadas de anãs vermelhas. Elas brilham tão pouco que não dá para vê-las no céu noturno a olho nu. O K2-18b é um planeta que gira em torno de uma dessas anãs vermelhas, a K2-18, uma estrela que tem menos da metade do tamanho do Sol. Só que o planeta é relativamente grande. Luan Ghezzi: Ele é um planeta que tem algo entre 8 e 9 vezes a massa da Terra, ou seja, é um planeta bem maior do que a Terra. E ele tem um raio ali aproximado de 2.6 vezes o raio da Terra. Então, com essa massa e com esse raio há uma dúvida se ele seria uma super-Terra, ou se ele seria o que a gente chama de Mini-Netuno, ou seja, super-Terra, são planetas terrestres, mas, porém, maiores do que a Terra. Mini-Netunos são planetas parecidos com o Netuno. Só que menores. Mas com essa junção de massa e raio, a gente consegue calcular a densidade. E aí essa densidade indicaria um valor entre a densidade da Terra e de Netuno. Então tudo indica que esse K2-18b estaria aí nesse regime dos mini-Netunos, que é uma classe de planetas que a gente não tem no sistema solar. Danilo: Netuno é um gigante gelado e ele tem uma estrutura muito diferente da Terra, uma estrutura que (junto com o fato de estar muito distante do Sol) o torna inabitável, inabitável à vida como a gente a conhece. Mini-Netunos e Super-Terras, de tamanho e massa intermediários entre a Terra e Netuno, não existem no sistema solar, mas são a maioria entre os mais de 6 mil exoplanetas descobertos até agora.  A estrela-mãe do K2-18b é bem mais fria, ou menos quente do que o Sol: enquanto o Sol tem uma temperatura média de 5500 graus Celsius, a temperatura da K2-18 não chega a 3200 graus. Então, se a gente imaginasse que o Sol fosse “frio” assim (frio entre aspas), a temperatura aqui na superfície da Terra seria muito, mas muito abaixo de zero, o que provavelmente tornaria nosso planeta inabitável. Só que o K2-18b gira muito mais perto de sua estrela-mãe. A distância média da Terra para o Sol é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros, enquanto a distância média que separa o K2-18b e sua estrela é de 24 milhões de quilômetros. Outra medida ajuda a entender melhor como a órbita desse planeta é menor do que a da Terra: a cada 33 dias, ele completa uma volta ao redor da estrela. E comparado com a estrela, o planeta é tão pequeno, tão obscuro, que não pode ser observado diretamente. Nenhum telescópio atual é capaz de fazer imagens desse exoplaneta, assim como acontece com quase todos os exoplanetas descobertos até agora. São muito pequenos e facilmente ofuscados pelas estrelas que orbitam. Como, então, os astrônomos sabem que eles existem? O Luan Ghezzi explica. Luan Ghezzi: a detecção de exoplanetas é um processo que não é simples, porque os planetas são ofuscados pelas estrelas deles. Então é muito difícil a gente conseguir observar planetas diretamente,  você ver o planeta com uma imagem… cerca de um por cento dos mais de seis mil planetas que a gente conhece hoje foram detectados através do método de imageamento direto, que é realmente você apontar o telescópio, e você obtém uma imagem da estrela e do planeta ali, pertinho dela. Todos os outros planetas, ou seja, noventa e nove porcento dos que a gente conhece hoje foram detectados através de métodos indiretos, ou seja, a gente detecta o planeta a partir de alguma influência na estrela ou em alguma propriedade da estrela. Então, por exemplo, falando sobre o método de trânsito, que é com que mais se descobriu planetas até hoje, mais de setenta e cinco dos planetas que a gente conhece. Ele é um método em que o planeta passa na frente da estrela. E aí, quando esse planeta passa na frente da estrela, ele tampa uma parte dela. Então isso faz com que o brilho dela diminua um pouquinho e a gente consegue medir essa variação no brilho da estrela. A gente vai monitorando o brilho dela. E aí, de repente, a gente percebe uma queda e a gente fala. Bom, de repente passou alguma coisa ali na frente. Vamos continuar monitorando essa estrela. E aí, daqui a pouco, depois de um tempo, tem uma nova queda. A diminuição do brilho e a gente vai monitorando. E a gente percebe que isso é um fenômeno periódico. Ou seja, a cada x dias, dez dias, vinte dias ou alguma coisa do tipo, a gente tem aquela mesma diminuição do brilho ali na estrela. Então a gente infere a presença de um planeta ali ao redor dela. E aí, como são o planeta e a estrela um, o planeta passando na frente da estrela, tem uma relação entre os tamanhos. Quanto maior o planeta for, ele vai bloquear mais luz da estrela. Então, a partir disso, a gente consegue medir o raio do planeta. Então esse método do trânsito não só permite que a gente descubra os exoplanetas, como a gente também pode ter uma informação a respeito dos raios deles. Esse é o método que está sendo bastante usado e que produziu mais descobertas até hoje. Danilo: e foi por esse método que o K2-18b foi descoberto em 2015 com o telescópio espacial Kepler. Esse telescópio foi lançado em 2009 e revolucionou a área – com o Kepler, mais de 2700 exoplanetas foram detectados. Com ele, os astrônomos puderam estimar que existem mais planetas do que estrelas na nossa galáxia.  A órbita do K2-18b é menor do que a do planeta Mercúrio, que completa uma volta ao redor do Sol a cada 88 dias terrestres. Mas como sua estrela-mãe é mais fria do que o Sol, isso coloca o K2-18b dentro do que os astrônomos chamam de zona habitável: nem tão longe da estrela para que a superfície esfrie a ponto de congelar a água, nem tão perto para que o calor a evapore; é a distância ideal para que a água permaneça em estado líquido na superfície de um planeta parecido com a Terra. Só que o estado da água depende de outros parâmetros, como a pressão atmosférica, por exemplo. E é por isso que a tal da zona habitável é um conceito muito limitado, que pode se tornar até mesmo enganoso: um planeta estar na zona habitável não significa que ele seja de fato habitável. Claro, estar na zona habitável é uma das condições necessárias para que a superfície de um planeta tenha água líquida, o que é fundamental para que essa superfície seja habitável. Ter uma atmosfera é outra condição necessária. Além de estar na zona habitável, o K2-18b tem atmosfera e o Luan também explica como os astrônomos fazem para saber se um exoplaneta como o K2-18b tem uma atmosfera. Luan: a gente estava falando sobre o método de trânsito. E a gente falou que o planeta passa na frente da estrela e bloqueia uma parte da luz dela. Beleza, isso aí a gente já deixou estabelecido. Mas se esse planeta tem uma atmosfera, a luz da estrela que vai atingir essa parte da atmosfera não vai ser completamente bloqueada. A luz da estrela vai atravessar a atmosfera e vai ser transmitida através dela. A gente tem essa parte bloqueada da luz que a gente não recebe, a gente percebe a diminuição de brilho da estrela, com o método de trânsito, mas tem essa luz que atravessa a atmosfera e chega até a gente depois de interagir com os componentes da atmosfera daquele planeta. Então a gente pode analisar essa luz, que é transmitida através da atmosfera do planeta para obter informações sobre a composição dela. Danilo: e como é possível saber a composição química dessa atmosfera? A Aline Novais é uma astrofísica brasileira fazendo pós-doutorado na Universidade de Lund, na Suécia. A tese de doutorado dela, orientada pelo Luan, foi exatamente sobre esse tema: a coleta e a análise dos dados de espectroscopia de atmosferas de exoplanetas. Aline: No início, a gente não está olhando uma foto, uma imagem dos planetas e das estrelas. A gente está vendo eles através de uma coisa que a gente chama de espectro, que é a luz da estrela ou do planeta em diferentes comprimentos de onda. O que é o comprimento de onda? É literalmente o tamanho da onda. Você pode ver também como se fossem cores diferentes. Então a gente vai estar vendo vários detalhes em diferentes comprimentos de onda. O que acontece? A gente já sabe, não da astronomia, mas da química de estudos bem antigos que determinados compostos, vou usar aqui, por exemplo, a água, ela vai ter linhas muito específicas em determinados comprimentos de onda que a gente já conhece, que a gente já sabe. Então já é estabelecido que no cumprimento de onda X, Y, Z, vai ter linha de água. Então, quando a gente está observando novamente o brilho da estrela que passou ali pela atmosfera do planeta. Interagiu com o que tem lá, que a gente não sabe. Quando a gente vê o espectro dessa estrela que passou pela atmosfera, a gente vai poder comparar com o que a gente já sabe. Então, por exemplo, o que a gente já sabe da água, a gente vai ver que vai bater. É como se fosse um código de barras. Bate certinho o que tem na estrela, no planeta e o que tem aqui na Terra. E aí, a partir disso, a gente consegue dizer: “Ah, provavelmente tem água naquele planeta.” Claro que não é tão simples, tão preto no branco, porque tem muitas moléculas, muitos átomos, a quantidade de moléculas que tem ali também interferem nessas linhas. Mas, de forma mais geral, é isso. A gente compara um com o outro. E a gente fala: essa assinatura aqui tem que ser de água. Danilo: Em setembro de 2023, o time de pesquisadores liderado pelo Nikku Madhusudhan, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, anunciou a caracterização atmosférica do K2-18b feita com o telescópio espacial James Webb. Alguns anos antes, a atmosfera do exoplaneta tinha sido observada com o telescópio espacial Hubble, que havia indicado a presença de vapor de água. Com o James Webb, esses cientistas concluíram que a atmosfera não tinha vapor de água, mas fortes indícios de metano e dióxido de carbono, o gás carbônico. Não só isso: no mesmo estudo, eles também alegaram ter detectado, com menor grau de confiança, o sulfeto de dimetila, também chamado de DMS, uma molécula orgânica que aqui na Terra é produzida pela vida marinha, principalmente pelos fitoplânctons e microalgas. O DMS pode ser produzido em laboratório mas não existe um processo natural em que o nosso planeta, sozinho, consiga fazer essa molécula sem envolver a vida. Ou seja, o DMS seria uma possível bioassinatura, um sinal indireto da existência de vida. Por isso, esses cientistas alegaram ter encontrado uma possível evidência de vida na atmosfera do K2-18b. O fato é que a suposta evidência de vida, a detecção de DMS lá de 2023, tinha um grau de confiança estatística muito baixo para contar seriamente como evidência de vida. O time liderado pelo Madhusudhan continuou observando o K2-18b e voltou a publicar resultados apontando a presença de DMS usando outros instrumentos do James Webb. Foram esses resultados que fizeram tanto barulho em abril de 2025. E por que tanto barulho? Porque esse novo estudo apresenta um grau de confiança estatística mais alto para a detecção de DMS. Ele também alega ter detectado outra possível bioassinatura, uma molécula aparentada ao DMS, o DMDS, ou dissulfeto de dimetila. O resultado pareceu reforçar muito a hipótese da presença dessas possíveis bioassinaturas no K2-18b e, por isso, os grandes meios de comunicação deram ainda mais atenção ao resultado do que há dois anos atrás. O problema é que é muito complicado analisar os resultados do James Webb sobre essas atmosferas, e ainda mais difícil cravar a presença desse ou daquele composto químico ali. Aline Novais: Acho que a primeira etapa mais difícil de todas é como você tinha falado, Danilo, é separar o que é a luz do planeta e o que é a luz da estrela. Quer dizer, da atmosfera do planeta e o que é luz da estrela. E isso a gente faz como quando a gente está observando o trânsito. A gente não só observa o planeta passando na frente da estrela. Mas a gente também observa a estrela sem o planeta, e a gente compara esses dois. É literalmente subtrair um do outro. Então, assim, supondo que a gente já tem aqui o espectro pronto na nossa frente. O que a gente vai fazer para entender o que está naquele espectro? Aquilo ali é uma observação. Só que a gente tem da teoria da física, a gente sabe mais ou menos quais são as equações que vão reger a atmosfera de um planeta. Então a gente sabe o que acontece de formas gerais, que é parecida com o que acontece aqui na Terra e com o planeta do sistema solar. Então a gente sabe mais ou menos como deve ser a pressão, a temperatura. A gente sabe mais ou menos quais compostos químicos vão ter em cada camada da atmosfera, que depende de várias coisas. A gente sabe que se um planeta está muito próximo da estrela, ele vai ter determinados compostos químicos que ele não teria se ele estivesse muito mais longe da estrela dele. Então tudo isso interfere. E aí, o que a gente faz? A gente tem os dados, a gente tem o que a gente observou no telescópio. E a gente vai comparar com a teoria, com modelos que a gente faz no computador, programando, parará, parará, que vão reger aquela atmosfera. E aí, a partir disso, a gente vai comparar e ver o que faz sentido, o que não faz, o que bate e o que não bate. Danilo: Notaram que a Aline ressalta o papel dos modelos teóricos na interpretação dos dados? Os astrônomos comparam os dados coletados pelo telescópio com o que esperam observar, orientados pelas teorias e modelos considerados promissores para representar o que de fato está lá na atmosfera do planeta. E é nessa comparação que entra a estatística, a probabilidade de que as observações correspondem a este ou aquele modelo teórico. Aline Novais: Na estatística, a gente sempre vai estar quando a gente tiver probabilidade de alguma coisa, a gente sempre vai estar comparando uma coisa X com uma coisa Y. A gente nunca vai ter uma estatística falando que sim ou que não, vai ser sempre uma comparação de uma coisa ou de outra. Então, quando a gente, por exemplo, a gente tem o espectro lá de um planeta, a gente tem assinaturas que provavelmente podem ser de água, mas vamos supor que essa assinatura também é muito parecida com algum outro elemento. Com algum outro composto químico. O que a gente vai fazer? A gente vai comparar os dois e a resposta não vai ser nem que sim nem que não. A resposta vai ser: “Ah, o modelo que tem água é mais favorável.” Ou então, ele ajusta melhor os dados, do que o modelo com aquele outro composto químico.  Danilo: O time do Nikku Madhusudhan, que fala em possível detecção de DMS, tem um modelo predileto que eles mesmos desenvolveram para explicar planetas como o K2-18b: os mundos hiceanos, planetas inteiramente cobertos por um oceano de água líquida debaixo de uma espessa atmosfera de hidrogênio molecular – por isso o nome, que é uma junção do “hi” de hidrogênio e “ceano” de oceano. É esse modelo que orienta a interpretação de que os dados do K2-18b podem conter as bioassinaturas.  Aline: Todo o resultado final, que é: possivelmente detectamos assinaturas, não dependem dos dados em si, mas dependem de como eles analisaram os dados e que modelos foram utilizados para analisar esses dados. […] Os resultados vão sempre depender de como a gente analisou esses dados. […] Então a questão da detecção, ou possível detecção de bioassinatura depende principalmente de como foram colocados os modelos, do que foi inserido nos modelos e como esses modelos foram comparados. Nesse caso, os modelos utilizados foram modelos que estavam supondo que o planeta era hiceano. Que o planeta tinha um oceano e tinha uma atmosfera de hidrogênio, majoritariamente de hidrogênio. Porém, outros estudos levantaram também a possibilidade de esse planeta não ser desse tipo, ser um planeta, por exemplo, coberto de lava e não de oceano, ou com uma atmosfera, com compostos diferentes, onde a maioria não seria hidrogênio, por exemplo. E esses modelos não foram utilizados para testar essas bioassinaturas. Então o que acontece: no modelo deles, com o oceano, com a atmosfera X, Y e Z, é compatível com a existência de bioassinaturas. Porém, é completamente dependente do modelo.  Danilo: Então, a escolha de modelos teóricos diferentes afetam a interpretação dos resultados e das conclusões sobre a composição química da atmosfera de exoplanetas.  Aline: Esse grupo acredita que o planeta tenha majoritariamente hidrogênio na sua composição. O que eles vão fazer no modelo deles? Eles vão colocar sei lá quantos por cento de hidrogênio na composição, no modelo deles. Então eles estão construindo um modelo que seja semelhante ao que eles acreditam que o planeta tem. Eu não vou colocar nitrogênio se eu acho que não tem nitrogênio. Então, aí que entra a controvérsia, que é justamente o modelo ser feito para encontrar o que eles tentam encontrar. Então, assim, se você pegasse um modelo completamente diferente, se você pegasse um modelo, por exemplo, de um planeta feito de lava, que tem metano, que tem isso, que tem aquilo, será que você encontraria a mesma coisa? Danilo: Saber qual modelo teórico de atmosferas de exoplanetas corresponde melhor à realidade é algo muito difícil. O que dá pra fazer é comparar os modelos entre si: qual deles representa melhor a atmosfera do exoplaneta em comparação com outro modelo. Aline: A gente nunca vai estar falando que o modelo é perfeito. A gente nunca vai estar falando que a atmosfera é assim. A gente sempre vai estar falando que esse modelo representa melhor a atmosfera do que um outro modelo. E se você pegar uma coisa muito ruim que não tem nada a ver e comparar com uma coisa que funciona, vai ser muito fácil você falar que aquele modelo funciona melhor, certo? Então, por exemplo, no caso do K2-18b: eles fizeram um modelo que tinha lá as moléculas, o DMS, o DMDS e tal, e compararam aquilo com um modelo que não tem DMS e DMDS. O modelo que tem falou “pô, esse modelo aqui se ajusta melhor aos dados do telescópio do que esse outro que não tem”. Mas isso não significa que tenha aquelas moléculas. Isso significa que aquele modelo, naquelas circunstâncias, foi melhor estatisticamente do que um modelo que não tinha aquelas moléculas.  Danilo: O Luan tem uma analogia interessante pra explicar isso que a Aline falou. Luan: É como se você, por exemplo, vai em uma loja e vai experimentar uma roupa. Aí você pega lá uma mesma blusa igualzinha, P, M ou G. Você experimenta as três e você vê qual que você acha que se ajusta melhor ao seu corpo, né? Qual ficou com um caimento melhor? Enfim, então você vai fazendo essas comparações, não é que a blusa talvez M não tenha ficado boa, mas talvez a P ou a G tenha ficado melhor. Então os modelos são agitados dessa forma, mas também como a Aline falou depois que você descobriu o tamanho, por exemplo, você chegou à conclusão que o tamanho da blusa é M, você pode pegar e escolher diferentes variações de cores. Você pode pegar essa mesma blusa M, azul, verde, amarela, vermelha, né? E aí elas podem fornecer igualmente o mesmo bom ajuste no seu corpo. Só que a questão é que tem cores diferentes. […] A gente obviamente usa os modelos mais completos que a gente tem hoje em dia, mas não necessariamente, eles são hoje mais completos, mas não necessariamente eles são cem por cento completos. De repente está faltando alguma coisa ali que a gente não sabe.  [Música] Danilo: Eu conversei pessoalmente com o líder do time de cientistas que alegou ter descoberto as possíveis bioassinaturas no K2-18b, o Nikku Madhusudhan, quando ele estava na Holanda para participar de uma conferência em junho de 2024. Ele pareceu entusiasmado com a possibilidade de vir a confirmar possíveis bioassinaturas em exoplanetas e ao mesmo tempo cuidadoso, aparentemente consciente do risco de se comunicar a descoberta de vida extraterrestre prematuramente. A questão é que ele já cometeu alguns deslizes na comunicação com o público: por exemplo, em abril de 2024, num programa de rádio na Inglaterra, ele disse que a chance de ter descoberto vida no K2-18b era de 50% – o próprio apresentador do programa ficou surpreso com a estimativa. Naquela mesma conferência da Holanda, o Madhusudhan também pareceu muito confiante ao falar do assunto com o público de especialistas em exoplanetas – ele sabia que enfrentava muitos céticos na plateia. Ele disse que os planetas hiceanos eram “a melhor aposta” que temos com a tecnologia atual para descobrir vida extraterrestre.   Na palestra em que apresentou os novos resultados esse ano, o Madhusudhan contou que essa hipótese de mundos hiceanos foi desenvolvida com a ajuda de alunos de pós-graduação dele quando ele os desafiou a criar um modelo teórico de Mini-Netuno que oferecesse condições habitáveis, amenas para a vida. Mas a questão é que a gente não sabe se os mundos hiceanos sequer existem. É uma alternativa, uma hipótese para explicar o pouco que sabemos sobre esses exoplanetas. Há outras hipóteses, tão promissoras quanto essa, e muito menos amigáveis à existência da vida como a conhecemos. Enfim, a gente ainda sabe muito pouco sobre esses exoplanetas. Ainda não dá para decidir qual hipótese é a que melhor descreve a estrutura deles. Mas o que vai acontecer se algum dia os cientistas conseguirem resultados que apontem para uma detecção de possível bioassinatura que seja num alto grau de confiança, a tal ponto que seria insensato duvidar de sua existência? Estaríamos diante de uma incontroversa descoberta de vida extraterrestre? Digamos que os cientistas publiquem, daqui a algum tempo, novos resultados que apontam, com um grau de confiança altíssimo, para a presença de DMS no K2-18b. Mesmo que a gente tivesse certeza de que tem DMS naquela atmosfera, não seria possível cravar que a presença de DMS é causada pela vida. Como a gente tem ainda muito pouca informação sobre os ambientes que os Mini-Netunos podem apresentar, e como o nosso conhecimento sobre a própria vida ainda é muito limitado, vai ser muito difícil – para não dizer praticamente impossível – ter certeza de que a presença de uma possível bioassinatura é de fato uma bioassinatura.  Luan: A gente sabe que aqui na Terra, o DMS e o DMDS estão associados a processos biológicos. Mas a gente está falando de um planeta que é um Mini-Netuno, talvez um planeta hiceano. Será que esse planeta não tem processos químicos diferentes que podem gerar essas moléculas sem a presença da vida?  Danilo: Como disse o Luan, pode ser que processos naturais desconhecidos, sem o envolvimento da vida, sejam os responsáveis pela presença de DMS no K2-18b. A gente sabe que o DMS pode ser gerado fora da Terra por processos naturais, sem relação com a presença de vida. Para que seja gerado assim, são necessárias condições muito diferentes das que temos aqui na Terra. O interior de planetas gigantes como Júpiter, por exemplo, dá essas condições. DMS também foi detectado recentemente na superfície de um cometa, em condições muito hostis para a vida como a gente a conhece. Mais hostis ainda são as condições do meio interestelar, o espaço abissal e incrivelmente frio que existe entre as estrelas. Mesmo assim, DMS já foi detectado no meio interestelar.  É por isso que detectar uma possível bioassinatura num exoplaneta não necessariamente responde à pergunta sobre vida fora da Terra. É mais útil pensar nesses dados como peças de um quebra-cabeças: uma possível bioassinatura em um exoplaneta é uma peça que pode vir a ajudar a montar o quebra-cabeças em que a grande questão é se existe ou não existe vida fora da Terra, mas dificilmente será, sozinha, a resposta definitiva. Luan: Será que as bioassinaturas efetivamente foram produzidas por vida? Então, primeiro, estudos para entender diversos processos químicos ou físicos que poderiam gerar essas moléculas, que a gente considera como bioassinaturas, pra tentar entender em outros contextos, se elas seriam produzidas sem a presença de vida. Mas fora isso, nós astrônomos, nós também tentamos procurar conjuntos de bioassinaturas. Porque se você acha só o DMS ou o DMDS é uma coisa. Agora, se você acha isso e mais o oxigênio ou mais outra coisa, aí as evidências começam a ficar mais fortes. Um par muito comum que o pessoal comenta é você achar metano e oxigênio numa atmosfera de exoplaneta. Por quê? Porque esses dois compostos, se você deixar eles lá na atmosfera do planeta sem nenhum tipo de processo biológico, eles vão reagir. Vão formar água e gás carbônico. Então, se você detecta quantidades apreciáveis de metano e oxigênio numa atmosfera, isso indica que você tem algum processo biológico ali, repondo constantemente esses componentes na atmosfera. Então, a gente vai tentando buscar por pares ou conjuntos de bioassinaturas, porque isso vai construindo um cenário mais forte. Você olha, esse planeta está na zona habitável. Ele tem uma massa parecida com a da Terra. Ele tem uma temperatura parecida com a da Terra. Ele tem conjuntos de bioassinaturas que poderiam indicar a presença de vida. Então você vai construindo um quebra-cabeça ali, tentando chegar num conjunto de evidências.  Danilo: Talvez só vamos conseguir ter certeza quando tivermos condições de viajar os 124 anos-luz que nos separam do K2-18b, por exemplo, para examinar o planeta “in situ”, ou seja, lá no local – só que isso ainda é assunto para a ficção científica, não para a ciência atual. Não quer dizer que, dada a dificuldade, a gente deva desistir de fazer ciência nesse sentido, de detectar bioassinaturas nos exoplanetas. Luan: É claro que é super interessante aplicar esses modelos e sugerir a possível existência dessas moléculas. Isso ajuda a avançar o conhecimento, porque isso gera um interesse, gera um debate, um monte de gente vai testar, e outras pessoas já testaram e mostraram que, ou não tem a molécula nos modelos deles, ou eles não detectam ou detectam uma quantidade muito baixa. Enfim, então isso gera um debate que vai avançar o conhecimento. Então isso, no meio científico, é muito interessante esse debate, que gera outras pesquisas, e todo mundo tentando olhar por diferentes ângulos, para a gente tentar entender de uma maneira mais completa. Mas o cuidado… E aí, o grande serviço que o seu podcast está fazendo é como a gente faz chegar essa informação no público, que é o que você falou, uma coisa é: utilizamos um modelo super específico, e esse modelo indica a possível presença dessas moléculas que, na Terra, são associadas à vida. Outra coisa é dizer, na imprensa, achamos os sinais mais fortes de vida até agora. É uma distância muito grande entre essas duas coisas. Aline: Se eu analisei o meu dado e eu vi que tem aquela molécula de bioassinatura, uma coisa é eu falar: “Tem!” Outra coisa é falar: “Ó, eu analisei com esse modelo aqui e esse modelo aqui faz sentido. Ele representa melhor os meus dados do que o outro modelo”. São maneiras diferentes de falar. Mas qual que é a que vende mais? Danilo: Foi no final do nosso papo que o Luan e a Aline tocaram nessa questão que tem se tornado central nos últimos anos: como comunicar os resultados da astrobiologia da forma mais responsável? É possível que com o James Webb vamos continuar vendo potenciais detecções de bioassinaturas num futuro próximo. Por isso, a comunidade científica está preocupada com a forma como comunicamos os resultados da busca por vida fora da Terra e está se movimentando para contornar os problemas que provavelmente teremos no futuro. Eu venho participando desses esforços, pesquisando como a astrobiologia está sendo comunicada, e até ajudei a organizar um evento no ano passado para discutir isso com cientistas e jornalistas de ciência, mas conto essa história em outra hora. No próximo episódio, vamos falar sobre uma possível detecção de bioassinatura sem o James Webb e muito mais próxima da gente. A notícia veio em setembro de 2025. O planeta em que a bioassinatura pode ter sido encontrada? O vizinho cósmico que mais alimentou a imaginação humana sobre extraterrestres: Marte. Roteiro, produção, pesquisa e narração: Danilo Albergaria Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone Entrevistados: Luan Ghezzi e Aline Novais Edição: Carolaine Cabral Músicas: Blue Dot Sessions – Creative Commons Podcast produzido com apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídiaciência, com o projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no Universo: o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP [VINHETA DE ENCERRAMENTO]

História de Imigrante
154. Outra Vez

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 27:34


➡️ Para cidadania e outros trâmites em Portugal, Alemanha, Austria, Hungria e Polônia.https://bit.ly/hiportugal➡️Para cidadania e outros trâmites na Itália:https://bit.ly/hiitalia➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 155. Outra vezAndreia deixou a vida no Brasil para viver um amor antigo em Portugal e encontrou uma realidade dura que nenhuma foto de viagem mostra. Nesse relato real, Andreia descobre que a vida na gringa pode ser muito mais solitária do que glamourosa, e que a saudade, o abandono e o medo às vezes pesam mais que o sonho europeu.Depois de voltar ao Brasil e tentar se reconstruir, ela decide dar uma nova chance ao país e ao amor. Mas quando percebe que está revivendo exatamente o mesmo padrão, a história vira um espelho doloroso para muitas mulheres brasileiras no exterior que enfrentam relacionamentos instáveis, promessas quebradas e a sensação de estar sozinha mesmo acompanhada. É um drama e superação que toca profundamente quem já viveu qualquer tipo de recomeço.➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...Ele levou todo meu dinheiro

Podcast : Escola do Amor Responde
3216# Escola do Amor Responde (no ar 02.12.2025)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 25:22


Durante o programa, uma aluna – que não quis se identificar – contou que conheceu o pai de sua filha pelo Facebook, quando ele ainda era casado com uma moça com quem também tinha filhos. Ele a deixou para ficar com ela. Segundo a aluna, ela engravidou em seguida e, então, descobriu que, na verdade, ele era uma pessoa irresponsável e insensível.A aluna relatou que acabou se separando, pois percebeu que ele estava fazendo com ela o mesmo que fazia com a ex. Além disso, disse que ele acabou se casando com outra mulher, inclusive aquela com quem ele mantinha conversas — embora jurasse que não.A aluna sofre por achar que ninguém vai querê-la. Ela se considera feia após o nascimento do bebê e acredita que ninguém vai querer alguém com as marcas do nascimento de uma criança de outro relacionamento.Histórias semelhantesNa sequência, Sônia pediu ajuda. Ela está casada há 24 anos e tem dois filhos; a mais velha vai completar 20 anos de idade. No ano passado, o marido foi acusado de estupro, porém tudo foi resolvido. No entanto, agora, ao olhar o celular dele, ela viu muitas coisas de que não gostou, como pornografia, e se sentiu traída. Sônia disse que, em alguns momentos, pensa em se separar e perguntou como deve agir diante dessa situação.Outra aluna, Daniele, comentou que lutou pelo marido e pelo casamento por 18 anos, mesmo com ele dentro de uma penitenciária. Ela acreditava que o seu amor pudesse reintegrá-lo à sociedade. Contudo, após receber a liberdade, ele foi preso novamente por um roubo seguido de tentativa de estupro. Inclusive, o episódio foi noticiado em canais de televisão e rádio. Segundo ela, foi uma verdadeira vergonha para ela e para os filhos. Isso fez com que Daniele se sentisse morta como mulher e como ser humano.Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos, onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Viracasacas Podcast
#459 "Uma batalha (nas redes) após a outra" - com Velho dos Livros

Viracasacas Podcast

Play Episode Listen Later Nov 25, 2025 98:19


Saudações pessoas!Estamos aqui hoje com essa figuraça conhecida como Velho dos Livros , comunicador nato, marxista, (ex?) professor e muito, muito indignado - mas, um doce de pessoa. Falamos sobre sua atuação internética gravando vídeos e sendo reconhecido na rua, batalhas reais e virtuais (e reais enquanto virtuais), formas de se rir das personalidades bizarras da extrema direita e chegar ao coração da galera no ônibus lotado do fim do dia! Atenção galera de esquerda: lições bem simples e sinceras sobre quem confrontar e quando agir, como fazer e, especialmente, quando celebrar! Simplesmente: #aulas Taca play!  !!!!ATENÇÃO!!!!Essa é a MAIOR BLACK FRIDAY da história da Insider!  Vem com tudo no cupom VIRACASACAS e use o link direto para compras com descontos surreais! ---> https://creators.insiderstore.com.br/VIRACASACASBFE MAIS:  Entre na COMUNIDADE INSIDER do Whatsapp e garanta informações quentes sobre as promoções relâmpago dessa Black Friday. Fique sabendo de tudo e de muitas flash promos! Use o link abaixo, e cadastre-se --->https://www.insiderstore.com.br/pages/comunidade-insider?utm_source=influmkt&utm_medium=9f508e8a&utm_campaign=WPPBF&cupom=VIRACASACAS#insiderstore Expediente Pai-Fundador e apresentador: Felipe Abal Outro apresentador: Gabriel Divan  Apresentador que está em missão secreta: Carapanã Capas que vocês adoram: Gui Toscan Edição de Áudio que nunca falha: Ingrid Dutra A Mestra dos Instagrams: Dani Boscatto  Música de abertura: Dog Fast - by mobigratis

Cuando los elefantes sueñan con la música
Cuando los elefantes sueñan con la música - Bossa Nova en el Carnegie Hall - 21/11/25

Cuando los elefantes sueñan con la música

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 59:00


El 21 de noviembre de 1962 se presentó oficialmente la bossa nova en el Carnegie Hall de Nueva York. De aquella noche de lluvia intensa recordamos al sexteto de Sergio Mendes ('One note samba'), al cuarteto de Oscar Castro-Neves con Carlos Lyra ('Influência do jazz'), Agostinho dos Santos y Luiz Bonfá ('Manhã de carnaval'), Roberto Menescal ('O barquinho') o como grupo instrumental ('Não faz assim') y a João Gilberto ('Outra vez'). En el mismo lugar, 61 años más tarde, se recordó el concierto con Daniel Jobim y Seu Jorge al frente ('Chega de saudade', 'Samba do avião', 'Só danço samba', 'Samba de uma nota só', 'Wave', 'Corcovado', 'A felicidade', 'Desafinado') y participaciones de Carol Biazin ('Samba de verão'), Menescal ('O barquinho') o Carlinhos Brown ('Manhã de carnaval'). Escuchar audio