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"El Poder de la Voz" Rossy Aguirre: Locutora,Actriz de doblaje,Directora.
Dial tal cual (Tramo de 11:00 a 12:00)
Vicky Calavia, directora de cine realizó en 2021 el documental Elvira de Hidalgo, Donare la Divinitá. Elvira fue la pigmalion de María Callas, le enseñó absolutamente todos los secretos del bell canto y, eso unido al potencial de voz que tenía aquella adolescente cuando se puso en sus manos, terminó convirtiéndola en una auténtica diva. Elvira fue una primma donna en su época. Vicky nos cuenta que Elvira creía mucho en si misma y que llevó a gala ser española por todos los escenarios del mundo en los que triunfó. Ella, al igual que su pupila, marcó tendencia y tenía muchas seguidoras en las revistas que querían ser como ella. Cuando la Callas se enamoró de Aristóteles Onassis, Elvira le dijo: "Es un zafio, es un gañán, es un hombre que come con las manos y que no sabe nada de ópera". Y aunque procuró seguir los consejos de su maestra y confidente, siguió enamorada de él.
La actriz recordó que el Festival de Sax marcó un antes y un después en su carrera, ya que allí conoció al director Javier Marco, con quien inició una fructífera colaboración que dio lugar a varios cortometrajes y al largometraje A la cara.
La actriz recordó que el Festival de Sax marcó un antes y un después en su carrera, ya que allí conoció al director Javier Marco, con quien inició una fructífera colaboración que dio lugar a varios cortometrajes y al largometraje A la cara.
A peça de teatro “Au Ciel” [“No céu”] é uma ilustração de como a poesia e a imaginação podem ser a melhor forma para explicar o que não se consegue explicar, nomeadamente para falar sobre a perda de um ente querido às crianças. Neste espectáculo, que está a ser apresentado no festival Off Avignon, o público embarca numa viagem espacial com uma criança, Ariane, que vai procurar a avó Philomène que – dizem os adultos – foi “para o céu”. Esta é “uma história de amor às avós”, conta a sua autora Cindy Rodrigues, que é também uma das três intérpretes em palco. A protagonista é representada por uma marioneta inspirada no filme “Ma Vie de Courgette” e o espectáculo usa “o espaço como cenário, como lugar de viagem, mas também como metáfora da ausência”. A história passa-se passa no verão de 1969. Em palco, há uma janela horizontal gigante que, ora se abre para as esculturas voadoras que acompanham as aventuras cósmicas de Ariane, ora se transforma numa televisão analógica a preto e branco. Dessa televisão tanto saem imagens da chegada do homem à lua, como noticiários burlescos sobre a viagem de uma menina de sete anos pelo espaço. Há, ainda, um sósia francês do Elvis Presley profundamente deprimido, um arlequim filósofo num dos planetas, uma professora de ciência que é todo um planeta e extraterrestres em forma de peúgas super coloridas que não têm emoções. A “descolagem” começa com “a partida da avó para o céu” porque Ariane não percebe para onde ela foi. A história foi imaginada e escrita por Cindy Rodrigues, uma das três intérpretes em palco, da Compagnie du Radis Couronée, que fala da peça como “uma história de amor às avós”. Foi com ela que falámos no Fabrik Théâtre, onde o espectáculo está a ser apresentado no âmbito do Festival Off Avignon. RFI: Do que é que fala para si este espectáculo? Cindy Rodrigues, Actriz e autora de “Au Ciel”: “É a história de uma menina de sete anos a quem dizem que a avó foi para o céu. Esta expressão é muitas vezes usada pelos adultos para falar com as crianças sobre a morte porque é um tema sensível, porque por vezes não encontram as palavras e têm medo de causar tristeza. Então, a Ariane, que não percebe bem o que quer dizer ‘ir para o céu', vai iniciar uma grande viagem pelo espaço à procura da avó e de respostas para estas perguntas. Este espectáculo interroga a forma como as crianças compreendem o conceito de morte, mas fala também da dificuldade de os adultos em acompanharem as crianças quando elas próprias se confrontam com a experiência do luto.” A Cindy é a autora do texto. Como surgiu a ideia de o escrever? “Este texto nasceu de uma conversa com o encenador. Ele tinha o desejo de criar um espectáculo situado no espaço. Durante o processo de escrita, o conceito do luto surgiu com relativa naturalidade, pois o céu está frequentemente associado à ideia da separação. Queríamos explorar o espaço como cenário, como lugar de viagem, mas também como metáfora da ausência.” Porque é que decidiu situar a acção em 1969, no contexto da chegada do homem à Lua? “Porque gosto da ideia de que as pequenas histórias se encontram com a grande história, criando um elo entre a ficção e os factos históricos. A alunagem da Apollo 11 foi um evento muito marcante que as novas gerações conheceram na escola, mas para certos adultos que assistiram ao espectáculo é também um salto no passado.” Qual é a ligação que a Cindy Rodrigues tem com a personagem Ariane? “Penso que a ligação que tenho à personagem da Ariane é o amor que tenho pelas minhas duas avós, queria homenagear as relações particulares que cada criança pode ter com os seus avós, essas figuras ao mesmo tempo próximas e um pouco à distância, que são fontes de ternura, de memórias. Quando nos tornamos adultos, procuramos manter vivo esse vínculo espacial.” Até que ponto é que o teatro, a arte, a poesia, as marionetas ajudam a explicar melhor a perda de um ente querido aos mais pequenos? “O teatro, a poesia, as marionetas podem contribuir para explicar melhor a perda de um ente querido às crianças pequenas. Elas não dão uma resposta à morte, oferecem um espaço seguro para a expressar, para a viver simbolicamente. O espectáculo de teatro cria uma situação colectiva em que a criança pode assistir a uma história que se assemelha à sua experiência sem ser directamente confrontada com a sua realidade.” Este é um teatro de marionetas. Há muitos objectos em palco, é muito visual, e também há muita música. Como é que foi o processo de criação da marioneta Ariane e o que é que os bonecos permitem expressar que actores em carne e osso não expressam da mesma forma? “Trabalhamos em colaboração com Nadine Delannoy, que foi responsável pela construção da marioneta. Entre as nossas referências encontrava-se a personagem do filme de animação “Ma Vie de Courgette”, com os seus grandes olhos e uma cabeça maior do que o corpo. Trata-se de uma marioneta de tipo bunraku, uma forma tradicional japonesa de teatro de marionetas, manipulada por duas ou três pessoas. A utilização de uma marioneta para representar a nossa protagonista, que é uma criança, permite transpor a realidade para um plano mais poético, criando uma maior empatia em relação à personagem e uma identificação mais universal por parte do público.” O luto, a imaginação, a infância são os temas da peça. O espectáculo quer falar simultaneamente a várias gerações? “Sim, sim, totalmente. Gosto da ideia de que um espetáculo possa ser intergeracional. Claro que os níveis de compreensão não são os mesmos para as crianças e para os adultos, mas acredito que as crianças são muitas vezes muito mais maduras do que se pensa. E quanto aos adultos, nunca estão realmente longe da sua própria infância.” O que é que representa estar no Festival de Avignon? Não é complicado financeiramente? “Sim, sim, naturalmente. Participar no festival representa um grande risco financeiro para as companhias. Cada ano há mais espectáculos e nunca se pode ter a certeza de recuperar os custos, mas quando funciona, isso abre uma oportunidade de oferecer uma bela temporada ao espectáculo e assim acreditamos e queremos que funcione.”
Sofía Abdala (Actriz de la obra teatral Galilea y Azucena) La Picadita de los Sábados @picaditasbado
Luis Herrero habla de cine con Inocencio Arias, Eduardo Torres-Dulce, José Luis Garci y Luis Alberto de Cuenca.
Carne Cruda cierra temporada desde el Festival de la Cultura y las Ideas de eldiario.es en Rivas Vaciamadrid con una de las voces que mejor representa la memoria como reivindicación de la libertad: Cristina Rota. Actriz y emblema de la enseñanza de arte dramático en nuestro país, por su escuela han pasado intérpretes de la talla de Penélope Cruz, Fernando Tejero, Malena Alterio o Alberto San Juan. el artículo continúa después del siguiente mensaje. Ahora nos presenta sus memorias, “Una historia de teatro y resistencia”, y contamos la historia de una mujer que se enfrentó a la dictadura argentina, perdió a su marido, desaparecido por los militares y se exilió en España donde siguió luchando por las ideas y la cultura desde una de las escuelas de actores más importantes de nuestro país. Más información aquí: https://www.eldiario.es/132_cb62d8 Haz posible Carne Cruda: carnecruda.es/hazte_productor/
Ecuador envía 14 toneladas de ayuda humanitaria a Venezuela tras los recientes terremotos; El presidente paraguayo Santiago Peña recibe a Daniel Noboa previo a la Cumbre del Mercosur; Detienen en Manabí a un hombre que usaba inteligencia artificial para fingir ser policía y estafar; Sebastián Beccacece define el posible 11 de la Selección de Ecuador para enfrentar a México en el Mundial; Se revela la causa de muerte de Daveigh Chase, la actriz que interpretó a la niña de ‘El Aro'
IG: @marian.francoo
Las mejores entrevista con Julia Otero.
NAIRA HERNÁNDEZ (Actriz) Temporada 7 Episodio 39
Patricia Álvarez pasó por Maca al aire para repasar su camino en las artes escénicas, desde su formación hasta su consolidación en la comedia y el teatro independiente en Maldonado. Junto a Sebastián Slepovich, construyó una carrera basada en el humor, el stand up y las propuestas itinerantes que llegaron incluso al exterior. En la charla, destacó al humor como una forma de reflexión sobre lo personal y lo social.
“Como na profissão de actor é tudo mentira, quero que a minha vida seja totalmente real”, diz Diogo Belizário que se cruzou com Rodrigo Santoro e Adrien Brody e já trabalhou com Pedro AlmodôvarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
"No Yogurt for the Dead", de Tiago Rodrigues & NTGent, esteve no Grand Palais, em Paris, de 18 a 20 de Junho. A peça foi escrita pelo dramaturgo e encenador português a partir dos últimos dias do pai, o jornalista Rogério Rodrigues, e do bloco de notas que ele deixou com a frase “Os mortos já não comem iogurte”. Esta é uma peça íntima e universal sobre um filho que se despede do pai com uma obra de arte. Este é também “um ensaio - colectivo - perante o adeus”, nas palavras da actriz Beatriz Brás, com quem fomos falar, na última noite no Grand Palais. Depois de ter dado volta ao mundo e estreado há mais de um ano na Bélgica, a peça “No Yogurt for the Dead”, do também director do Festival de Avignon, esteve, durante três noites, no majestoso Grand Palais, em Paris. Ao centro, uma pequena montanha branca, duas camas de hospital, quatro actores, duas barbas, um caderno, alguns cigarros, umas centenas de espectadores e telhados de vidro monumentais a cobrirem toda a cena. Ali se passou do riso ao pranto, do canto ao silêncio. Um ritual colectivo de despedida ou, como nos diria, depois, Beatriz Brás, uma espécie de “ensaio da despedida” de nós próprios e dos nossos entes queridos. Depois da homenagem à avó Cândida em “By Heart”, depois de um poema de amor à companheira em “Le Choeur des Amants”, depois da evocação poética à filha em “ La Distance”, em “No Yogurt for the Dead” o público de Tiago Rodrigues regressa a um lugar que já lhe é familiar. O título da peça, “No Yogurt for the Dead”, vem de um caderno de Rogério Rodrigues (“Barba Longa” no espectáculo) que o filho (“Barba Curta”) lhe levou, a seu pedido, para escrever uma reportagem sobre o que se passava no hospital. “A sua última reportagem”. No final, o caderno praticamente só tinha essa frase. Uns tempos depois, nascia o espectáculo, algures entre entre ficção e diário íntimo, entre peça de teatro e reportagem cantada pelas vozes de Beatriz Brás, Manuela Azevedo e Lisah Adeaga, acompanhadas pela guitarra discretamente omnipresente de Hélder Gonçalves. Aproveitámos a passagem por Paris desta peça para conversarmos com uma das actrizes, Beatriz Brás que, com Manuela Azevedo, vai trocando de barbas e vestindo a pele de um pai e a de um filho. RFI: Como é que nos poderia descrever esta peça? Beatriz Brás, Actriz em “No Yogurt for the Dead”: “É uma peça sobre a mortalidade e sobre como é que nós resolvemos e fazemos as pazes com a partida de alguém, com a nossa própria partida também. Muitas vezes, quando vemos partir alguém, o adeus não foi preparado. Eu acho que esta peça é sobre a preparação para esse adeus, o facto de esse adeus nunca ser perfeito e um bocado fazer as pazes com o facto de sermos humanos. Erramos, mas, no fundo, há a possibilidade de, através da arte, nos despedirmos, através da poesia, através da arte, neste caso deste espectáculo que o Tiago, apesar de ele dizer muitas vezes que isto não é um espectáculo sobre o pai e sobre ele, ou seja, só sobre ele e sobre a história dele com o pai, acaba por ser uma maneira, a meu ver, de ele fazer as pazes com a turbulência que foi a relação deles e que a doença do pai permitiu dar um fim diferente e que este espectáculo também vem dar um fim diferente.” É uma história íntima, mas também universal? “Exactamente. Eu acho que todos nós nos revemos neste ensaio perante o adeus. Isso é a primeira coisa. E também aquilo que eu estava a dizer há bocado: o adeus nunca foi preparado e então parece que ensaiamos na nossa cabeça como é que poderá ser este fim? E na questão da turbulência também acho que há relações familiares complicadas, que nos desafiam - a maioria delas, diria até. Então, eu acho que é uma coisa que o Tiago, ao falar do pai dele, possibilita-nos a nós de também nos vermos naquela história.” A Beatriz interpreta os papéis do pai e do filho. Como é que vestiu toda essa carga simbólica? “Bom, essa carga simbólica nunca lá esteve. Da parte do Tiago, ele sempre nos aligeirou esse peso, do género: ‘Isto não tem de ser uma coisa sobre mim, não sintam demasiado pudor com a história por ser uma coisa pessoal'. Portanto, ele tentou sempre retirar qualquer tipo de peso. Mas é claro que há essa herança, essa questão de ser uma história pessoal e o facto de trocar os papéis é um pouco um exercício de se pôr no lugar de um e no lugar do outro a meu ver. Foi um exercício que surgiu muito naturalmente.” Já estava escrito ou foram vocês que criaram? “Não. O Tiago escreve sempre durante o processo. É uma qualidade dos processos de criação do Tiago, o que é óptimo para nós porque nos dá imensa liberdade para propor coisas e para o espectáculo se ir inventando ao longo do tempo. Portanto, como ele não sabia bem quem é que ia desempenhar o Barba Longa, o Barba Curta, o Tiago ou o Rogério, íamos experimentando, entre eu e a Manuela [Azevedo], até que: ‘E se fôssemos trocando estes papéis?' E ficou assim esta troca de papéis também um bocadinho à boleia desta questão do ensaio, não é? Ora tu fazes de mim, ora eu faço de ti. Vamos lá experimentar o que é isto de fazer uns dos outros e de se pôr nos sapatos uns dos outros'. E foi assim que ficou.” A própria peça é um ensaio. Não sabemos se estamos numa reportagem cantada, se estamos numa peça de teatro... “Pois, isto é uma reportagem sobre o final da vida do Rogério. É uma reportagem que tem tanto de ficção como de documental. Como a própria Lisa, a narradora da história, diz no início: ‘é uma reportagem que está sempre a deambular entre o teatro e o jornalismo'... E o diário íntimo? “E o diário íntimo. Não sabemos aquilo que é verdadeiro ou não. Mas claro que muitas das coisas são inspiradas na vida real do Tiago e da relação com o pai dele, da vida do pai dele, a Teresa Torga, todo aquele artigo que é lido e tudo o mais, as canções, o poema escrito pelo pai do Tiago. Portanto, há muita coisa que é real, que é verdadeira, mas há muita outra que também é ficcional e que eu acho que também é um bocadinho a qualidade dos espectáculos do Tiago, ele gosta sempre de misturar, gosta sempre de desafiar os limites daquilo que é a ficção.” Temos teatro, temos jornalismo, temos música. Qual é o papel da música nesta peça? A música que só se cala mesmo no fim porque há sempre as notas da guitarra eléctrica e as vossas vozes... “Sim. Isto não era para ter tanta música, este espectáculo. Não, de todo. Até que chegámos a um momento em que a Manuela canta a Teresa Torga e experimenta ir para cima da montanha e o Tiago diz: ‘Bom, a partir de agora isto tem de ser um musical'. E começa a escrever a pensar em musicar as letras. O Hélder foi para as férias de Natal muito preocupado porque tinha de criar as músicas para Janeiro, que foi a estreia [2025]. A música não era para ter um impacto tão grande, mas acabou por se revelar muito importante. E também acho que serve um bocado este imaginário das alucinações, do caminho até à morte, de um caminho solitário, meio deambulatório, onde há fantasmas e figuras da morte que nos visitam, figuras do passado, figuras do presente. E tudo se mistura. A lucidez começa a ficar um bocadinho mais... Bom, a própria ficção começa a entrar na realidade, se quisermos. E, portanto, acho que a música serve não só para dar um tom meio melancólico ao espectáculo -e doce ao mesmo tempo, uma melancolia doce, eu diria - mas também para dar corpo a este lado mais fantasmagórico e de alucinação e do desconhecido que é a morte, na verdade, e que nos toca a todos.” A Beatriz canta também “Com que voz”. Como é que surgiu este fado na peça? “Bem, eu já não me recordo sinceramente como é que isto surgiu. O Tiago sabe que eu gosto muito de cantar fado...” Já cantou em “Na Medida do Impossível”... “Exactamente. Bom, falamos que a Teresa Torga era fadista, que gostava de cantar fado e acho que todo esse imaginário já lá estava. Este é um fado que o Tiago gosta muito e acabou por surgir a ideia de aparecer este fado também como imaginário do próprio Rogério, não é? O Jacques Brel, o fado, são tudo repertórios que ele gostava e que acho que servem o espectáculo e que servem estas figuras, estes tais fantasmas que o vão visitando no hospital.” Inclusivamente aparece um adufe que é da música tradicional de Trás-os-Montes... “Exactamente porque o Rogério era de Trás-os-Montes e a Manuela, a uma dada altura, propôs trazer este instrumento que é tradicional de lá, então, fez todo o sentido. Também acho que é uma peça muito portuguesa, com muitas referências portuguesas, e na música também está presente.” A peça é portuguesa, mas o título é “No Yogurt for the Dead”. De onde vem este título? E porquê em inglês? “Porque o próprio Rogério escreveu ‘No Yogurt for the Dead' no seu caderno. Esse tal caderno onde só existem rabiscos. Curiosamente, o Rogério tinha escrito em inglês e foi assim que ficou.” Qual é a história do iogurte? “Como o próprio espectáculo conta, o Rogério não gostava de iogurtes. O próprio título da reportagem que ele escolheu foi ‘No Yogurt for the Dead'. Esta questão do iogurte é uma nova paixão que o Rogério teve no hospital e que só começou a gostar quando estava no hospital e, portanto, é quase como uma metáfora para a sua nova personalidade no hospital, porque foi também no hospital e foi através da doença que se possibilitou uma reaproximação com o filho, com os entes queridos dele. É quase como ele próprio diz – ‘Pareço um miúdo, só quero dar amor e beijinhos. Já não me reconheço e gosto de iogurtes. Eu que nem gostava de iogurtes.' Portanto, é como se surgisse uma nova personalidade no Rogério, que, para quem vê, para quem observa, também deve ser estranho, não é? Quando o Tiago, o ‘Barba Curta', diz: ‘Não pareces tu, pai', há uma certa estranheza. O que é que é isto agora? Mas acho que também é essa nova personagem que ele tem no hospital e que gosta de iogurtes, que permite escrever um novo capítulo para a sua despedida.” Até que ponto é que esta peça sugere que contar histórias é uma tentativa de vencer a morte? Até porque ele morre várias vezes durante a peça... “Eu não sei se é uma tentativa de vencer a morte, não sei se é resistir à morte. Sim, talvez. Não diria resistir, no sentido em que não a podemos combater, é uma inevitabilidade, mas transforma sim, isso sim há resistência, porque transforma a maneira como nos relacionamos com ela, a maneira como a memória é criada deste pai, por exemplo. Ele está a transformar a memória que tem do pai ao escrever de outra maneira a sua partida, ao inventar novas maneiras da sua partida. E então penso que é uma maneira de apaziguar a dor, talvez, ou de, pelo menos, partilhar a dor com o público e de dizermos: ‘Ok, estamos todos aqui. Às vezes, a coisa não corre bem. Às vezes, é imperfeito, mas todos nos identificamos que há sempre uma caneta preta por trazer.' É a tal caneta preta que o Tiago traz no fim, isto é, no sentido em que há sempre uma coisa que poderia ser dita e nós todos nos relacionamos com isso, mas ao pô-lo em palco, talvez nos sintamos mais acompanhados nessa melancolia, nessa partida.” Em vez de uma entrega total à saudade e à tragédia tão portuguesas, há ali muito humor. O que é que o humor também traz a esta despedida? “Eu acho que o humor é essencial neste espectáculo porque senão seria uma coisa muito triste e muito insuportável. É uma das características dos espectáculos do Tiago é este balançar entre a tragédia e o humor. Ele fá-lo muito bem porque é sempre para aguentarmos a próxima facada, digamos assim, a próxima dor, é preciso respirar, rir um bocadinho. Toda a tragédia tem uma certa possibilidade de riso. Eu acho que o humor traz uma certa esperança à dor. Eu acho que é essa a nota final que fica. É claro que há dor, claro que há sofrimento, mas podemo-nos também rir disso e, em conjunto, z sorrir perante a partida de alguém, perante o vazio.” Vamos agora à nossa despedida. Trabalha com o Tiago Rodrigues há algum tempo, fez também com ele ‘Na Medida do Impossível'. Como é trabalhar com o director do Festival de Avignon e correr mundo fora com as peças que criou com ele, ele que tem tanto amor pelas palavras, pela liberdade artística e também, penso eu, vo-las dá? “É um prazer enorme trabalhar com o Tiago. Cada vez que trabalho com ele, como eu disse, a escrita é feita durante o processo de criação, portanto, isto dá muita liberdade aos actores. Ele convoca-nos para a própria criação, portanto, eu que tenho um passado em que criei a minha própria companhia e tudo isso, revejo-me muito nisso, identifico-me muito com esse método de trabalho em que todos estamos a contribuir para a criação. O Tiago tem sempre, apesar do estatuto de director do Festival de Avignon - que claro, está sempre muito ocupado e com as suas mil tarefas e mil emails por responder - a verdade é que ele preserva sempre uma leveza que eu invejo. É uma leveza de fazer do teatro a coisa mais fácil do mundo. Estamos a uma semana de estrear, ainda falta texto e ele diz: ‘Temos imenso tempo, uma semana é imenso tempo, podemos mudar o espectáculo todo!'. Claro que ele diz isto em tom de brincadeira, mas a verdade é que ele preserva sempre este sentido de humor, esta leveza perante o que estamos a fazer e, sobretudo, eu sinto que ele confia muito nos actores e na equipa com quem trabalha. Aliás, ele próprio diz, muitas vezes, que, mais do que ser um bom actor, ele chama pessoas com quem ele gosta de estar. Eu acho que isso se sente nos espectáculos dele e no processo. São também leves, como esta música, que é este tom melancólico, sorridente. Eu acho que também foi assim. E doce. Acho que também são assim os espectáculos e os processos de criação do Tiago.”
Ginette Reynal (Ex Modelo, Empresaria, Conductora y Actriz ) La Barra de Macu @MazzucaMacu
Sergio Pérez y Marta Gutiérrez hablan de la actriz a raíz del estreno de Dreams y repasan su trayectoria y su discreta vida.
Chase falleció a causa de una sepsis tras padecer meningitis en un hospital de Los Ángeles, según declaró a la BBC su representante de toda la vida.
Habla sobre el estreno de “Doña Rosita la Soltera”.
Se gestó en 1996, se tituló "Omega" y fue obra de Enrique Morente y Lagartija Nick, un disco excepcional que vendría a encabezar y liderar una nueva época musical para el flamenco, con aquella fusiones con el rock, el punk y la poesía de Federico García Lorca. Todo aquel álbum, innegociable, ha protagonizado nuestro Pretérito Pluscuamperfecto de esta mañana. En La Charla de los miércoles hemos recibido a una de las grandes estrellas del pasado Festival de Cannes, Aina Clotet, quien con su primer largometraje, "Viva" (que también protagoniza), ha superado todas las expectativas... Una historia que rompe con los clichés y los lugares comunes cuando hablamos del cáncer, con la premisa de que nada fomenta más la vida que la cercanía objetiva y palpable de la muerte. Antes, con la escritora Marta Sanz y el antropólogo Manuel Delgado, en "El rincón y la esquina", hemos hablado de todo lo que tiene que ver o recuerda con un término muy utilizado a diario o casi: Los Gilipollas.
El 15 de junio de 2023 murió Glenda Jackson, actriz que recibió numerosos galardones, entre ellos dos premios Óscar, tres premios Emmy y un premio Tony.
Habla sobre la presentación de su primer sencillo.
Judith Gabbani (Actriz en "DORADAS" @muscarijoseok ) Hora 15 @Hora15ECO
VIVIANA SANTOS REVELA LOS SECRETOS DE LAS ESCENAS ÍNTIMAS EN TV Y CINE ¿Qué pasa realmente detrás de una escena de besos o una escena de cama? ¿Cómo se preparan los actores para grabarlas? ¿Qué tan incómodas pueden llegar a ser? En este episodio de Solo Para Ellas, la actriz Viviana Santos habla sobre su experiencia en la televisión, el cine y las plataformas digitales. Además, cuenta cómo se construyen las escenas íntimas, qué papel cumplen los coordinadores de intimidad y comparte situaciones que vivió durante su carrera dentro y fuera de Colombia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
El 6 de junio de 2003 falleció la reconocida actriz y cantante chilena Hilda Sour Soto, quien realizó una extensa carrera en Argentina y México.
¿Cuántas veces has ignorado esa corazonada en el pecho y luego te has arrepentido? En este episodio nos acompaña la talentosa actriz Maria Jimena Gastelum para tener una conversación sumamente honesta sobre lo que realmente significa crecer, tomar decisiones y mantenerte fiel a quien eres.Criada en la frontera entre Tijuana y San Diego, Maria Jimena nos comparte cómo fue navegar su identidad desde muy joven, los desafíos emocionales de la industria del entretenimiento y el momento exacto en el que supo que actuar era su verdadero camino gracias a una señal divina que cambió su vida.Maria Jimena nos comparte las herramientas que la sostienen día a día. Esta es una charla cercana y llena de verdad que te inspirará a encontrar tu propio equilibrio en un mundo lleno de opiniones y distracciones. ¡Dale clic y cuéntanos qué te pareció!Únete a nuestra comunidad y suscríbete en : www.dalecuentame.com
El patrimonio de Marilyn Monroe se ha multiplicado con creces en los más de 60 años que han pasado desde su muerte. ¿Quién lo controla actualmente?
La vida de Marilyn Monroe tuvo episodios menos difundidos que ayudan a conocer a la actriz más allá de las cámaras y de su imagen de símbolo sexual.
08 21-05-26 LHDW Marilyn Monroe, el mito de Hollywood. ¿Buena actriz o solamente una cara bonita?
Jueves, día de la Ciencia y la Tecnología para hablar, entre otras temas, de las tormentas solares, la estancia de Peter Thiel, fundador de Palantir, en Argentina o conocer lo que una encíclica papal piensa de la IA. En el Club de Amigos Alegres hemos abierto las puertas a Alexandra Jiménez ("Los Serrano" o "53 domingos"), mientras que Javier Ocaña nos ha convocado para conocer de primera mano todo lo que podemos encontrarnos en los cines estos días, especialmente si visitamos tres salas: donde se puede ver "Las ovejas detectives"; "Tres mujeres" y "Un mundo frágil y maravilloso". Finalmente, de la mano de Ainhoa Aguirregoitia, haremos una cata en directo de carpaccio.
En esta ocasión en Rayos X Podcast tenemos como invitada a Sirena Fuentes, quien nos comparte una plática muy honesta sobre su vida, su carrera, sus aprendizajes y el camino que la llevó a reinventarse dentro del mundo del entretenimiento. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Actriz y humorista de Sabadell, en El Molino se curtió de vedette. Hay momentos suyos de 'Homozapping' que siempre se recordarán, fijo que hasta el fin del mundo te la llevarás. Yolanda Ramos ha sido una de las invitadas más pedidas de la historia del programa. Se ha hecho de rogar, pero por fin la tenemos aquí. Ahora se enfrenta a nuestro reto picante dejando frases y momentazos que ya apuntan a la historia, como los de Noemí Argüelles en 'Paquita Salas'. Disfruta de una nueva entrega de A las Bravas.
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Con Chitu, La Libreta, Corbella y LabargaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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La actriz española conversa con SBS Spanish sobre su nueva película, Calle Málaga, en la que, a sus 80 años, da vida a una mujer que defiende su independencia a toda costa y protagoniza su primer desnudo en el cine, tras más de seis décadas de carrera.
Este viernes, intercambiando parte de los contenidos con ayer, hemos actualizado y contado la última hora de los acontecimientos más importantes desde el punto de vista de la Ciencia y la Tecnología, junto a Jaime García Cantero y Nuño Domínguez. Además hemos acogido a una nueva amiga en el Club de los y las más alegres, la intérprete Luisa Martín. Y en historias musicales hemos entrevistado y escuchado al grupo madrileño-alicantino Niña Polaca, que publica ahora libro "¿Dónde está la ONU cuando más la necesitas?".
Programa 23/04/26: Conversamos con la icónica actriz Carmen Maura sobre el estreno de "Calle Málaga", hablamos de las reformas propuestas para el NDIS, del legado indígena en el Cuerpo del Ejército de Australia y Nueva Zelanda (ANZAC), y te traemos la actualidad deportiva.
A diferencia de lo que circuló inicialmente en redes sociales, la actriz aclaró que la producción reaccionó de inmediato: "Definitivamente apenas se supo la noticia se dio el fuera del aire, o sea, no seguimos grabando". El equipo permaneció resguardado en la locación por seguridad hasta que la policía acordonó la zona. See omnystudio.com/listener for privacy information.
En este episodio especial de Salve María, el podcast de los Heraldos del Evangelio de El Salvador, nos sumergimos en la apasionante vida de una mujer que revolucionó el mundo con su sonrisa y su entrega total: la Hermana Clare Crockett. ¿Qué hace que una joven promesa de la actuación en el Reino Unido decida dejar las cámaras y la fama para entregarse a Dios en los Siervos del Hogar de la Madre? Acompáñanos a descubrir su camino de conversión, su alegría inquebrantable ante las pruebas y el mensaje de esperanza que dejó tras el terremoto de Ecuador.
Lo que parecía un sueño… en realidad escondía una historia poco contada. Desde muy pequeña, Titina Romay conquistó el cine mexicano, pero su vida estuvo marcada por decisiones, sacrificios y momentos que hoy generan debate. Descubre el lado más humano de una de las grandes figuras de la Época de Oro. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See https://pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Luis Herrero y Esther Nieto recuerdan la vida de la primera chica Bond.
Irene Azuela me contó de la inseguridad que no desaparece aunque acumules años de carrera siendo actriz, cómo la maternidad es la experiencia más retadora y más alucinante de su vida, cómo la relación con su hija le ha enseñado cosas que ningún personaje podría y me confesó todo lo que vivió detrás de su personaje “Mamá Elena” en la serie “Como agua para chocolate”, qué fue lo más incómodo de grabar la serie y porqué decidió tomar distancia de las otras actrices. ¡Cuéntame en los comentarios qué te pareció el episodio! Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Hoy en Punto de Vista: Una actriz progreVisita mi sitio web https://www.hoyenlaiglesia.org/ y suscríbete GRATIS para recibir las últimas noticias católicas.