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História da Música de Angola é a obra que o escritor, professor e jornalista Albino Carlos lançou recentemente em Lisboa. O livro consolida o elo entre identidade, cultura e história. Abordando a produção musical feita nos diferentes géneros e em diferentes línguas nacionais, Albino Carlos contribui para promover a “definição de quem é o angolano e de quem é Angola.” História da Música Angolana é o livro que faltava para um melhor entendimento do manifestar musical de angolanas e angolanos. O mais recente trabalho de Albino Carlos proporciona uma viagem pela alma musical de Angola, pela essência do povo angolano. Estabelecendo a relação entre história, cultura e identidade, o livro História da Música Angolana torna-se essencial para pintarmos um mais elucidativo quadro de uma sociedade onde o cantar e dançar são forma de viver e podem fazer um país evoluir nas diferentes relações dentro da imensa comunidade formada por todos aqueles que fruem da música angolana. A RFI aproveitou a presença do Albino Carlos na capital portuguesa para uma conversa sobre a singularidade da cultura musical de Angola e o livro recentemente editado em Portugal pela Oficina da Escrita. Albino Carlos começa por revelar que a ausência de bibliografia produzida por académicos e estudiosos angolanos foi um dos elementos que espoletou a obra agora lançada. Albino Carlos, autor do livro História da Música de Angola: Este livro nasceu de um questionamento existencial e intelectual. Intelectual por quê? Porque fui percebendo, ao longo do tempo, que a maior parte da bibliografia, dos estudos académicos sobre a música angolana eram feitos por académicos e estudiosos estrangeiros. São conhecidos os estudos profundos do professor Mesquitela Lima, são conhecidos os estudos profundos que a antiga Companhia Nacional de Diamante fez sobre a produção musical da região do Leste, são conhecidos estudos que muitos estudiosos, ainda no século XVIII, alemães fizeram sobre a música angolana. Portanto, havia esta dúvida, este questionamento intelectual: qual a razão pela qual Angola, sendo um país musical, tem tantas músicas, tanto quanto tem de povos e nações, não era objeto de estudo nas universidades, não era objeto de aprofundamento académico por parte dos intelectuais e por parte, sobretudo, da classe académica angolana. Esta foi a perspectiva do questionamento intelectual. Depois, houve também um certo questionamento existencial. O Luis sabe que nós somos a música que produzimos e que fazemos. Os povos definem-se muito pela música, porque a música é a arte das artes, é a expressão da nossa alma. Em qualquer parte do mundo, se disser que estou a cantar um fado, as pessoas remetem logo para Portugal. Basta falar no samba, as pessoas remetem logo para o Brasil, e assim sucessivamente. Tendo em conta que a música, no caso particular da Angola, é um dos mecanismos que os angolanos mais se socorrem para falar de si, para contactar o outro, para chorar, para dançar, para... . Enfim, tendo em conta a importância que esta mesma música desempenhou, quer na resistência contra o colonialismo, quer para suportar as agruras da escravatura, e até na guerra civil que aconteceu, que dilacerou o nosso país, foi graças ao canto, foi graças ao batuque, que os angolanos e Angola resistiram a esses momentos tremendos que nós passávamos e que queremos esquecer. Portanto, a música desempenhou um papel muito, mas muito importante na definição de quem é o angolano e de quem é Angola, quem a Angola é. É esta questão existencial. Quer dizer, eu sempre me bati para que o semba também fosse reconhecido como o símbolo do nosso fazer musical, a simbologia daquilo que o angolano gosta de ser. Então, é por aí que eu decidi começar a fazer um estudo sobre a nossa música. Nos últimos 15 anos da minha vida, mesmo passando pela política, pela docência universitária, fui fazendo os meus estudos, mas também fiz um desafio pessoal, eu não queria fazer um livro sobre música angolana, como eram feitos os livros sobre música. RFI: Então, qual foi o desafio que se colocou? Albino Carlos: Fazer difrente, contar a história da Angola através da sua música. Ver como é que a música caracterizou o angolano. Como é que nós cantamos o amor, como cantamos o infortuno, como vivemos o luto, qual é a força que tem o comboio na simbologia tradicional angolana, como é que cantamos a escravatura. Eu fiz esse estudo profundo e daí resultou num livro enormíssimo que eu chamo de Trilogia da Música Angolana. Este é o primeiro livro, História da Música Angolana, e dei muito destaque à nossa tradição oral, ao cancioneiro tradicional, que é a origem de toda esta musicalidade, sobretudo popular e moderna. Quis fazer também uma recolha de todas as letras das músicas mais emblemáticas angolanas, porque eu via que tínhamos dificuldades. Por exemplo, Muxima, a letra de Muxima, tinha dificuldade em encontrar. Quem quer a letra de Umbi-Umbi, que é uma música de tradição oral, uma música que é muito local, mas tornou-se um hino universal. Era difícil encontrar a letra. Então, fiz também um trabalho de recolha daquelas músicas mais emblemáticas, quer na língua nacional Quimbundo, que é uma das línguas mais preponderantes, como naquelas línguas que também são, de certa forma, subalternizadas. Mas há registros musicais muito fortes nessas línguas. Então esse é o desafio que eu me propus. Este é apenas uma parte deste desafio, porque a trilogia é composta pela História da Música Angolana, que é praticamente o início da música, quais são os temas fundamentais da música, quais são os elementos constitutivos do discurso musical angolano. RFI: História da Música Angolana é o livro que foi recentemente apresentado. Há, então, mais dois a serem publicados? Albino Carlos: Sim, faz parte de uma trilogia sobre o fazer musical angolano. Há um livro que é só sobre o semba. Mas não é um livro, ao contrário dos outros livros, que são muitas cronologias históricas, nasceu no dia tal, o grupo... Não, eu fiz uma análise do discurso musical. O que o semba canta e como canta. A fome, a miséria, a guerra, o ciúme, a paixão. Enfim, eu fiz uma análise semiótica do discurso musical. Ao invés de preocupar-me em falar sobre os grupos, o historial cronológico dos fenómenos musicais, não. Eu fiz uma coisa um pouco mais difícil. Eu queria fugir um bocadinho daquilo que são normalmente os livros sobre história das músicas, quer em Portugal, quer no Brasil. RFI: O Semba que está, neste momento, em processo de candidatura para que venha a ser considerado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Albino Carlos: Eu penso que neste momento há condições objetivas e subjetivas que nos permitem estar mais animados neste processo. Porquê? Porque o Fado já foi reconhecido, o Samba de Roda já foi reconhecido, a Coladera foi reconhecida, muito recentemente o Reggae foi reconhecido, a Rumba foi reconhecida. São todas musicalidades que bebem, intercambiam, têm subsídios com o Semba e são parecidos com o Semba. Há, digamos assim, elementos que se cruzam entre o Semba e o Samba. Há uma influência muito forte da musicalidade africana no Fado. O Reggae não preciso mais dizer, o Reggae vem da África, se bem que tem uma essência muito forte daquela região, do Caribe. E nesse contexto, o Semba, pelo fato de ser uma música nacional, mas muito aberta ao mundo, da mesma forma que é o angolano, é um povo africano, mas muito aberto ao mundo. Nós herdamos um bocadinho esta particularidade dos portugueses. Portugal é um pequeno país que dominou o mundo, não é? Espalhou-se por mares nunca antes navegados. Herdamos esta abertura, esta pluralidade, esta multiplicidade, este diálogo com o outro, este intercâmbio, esta miscigenação. É isto que nos faz fortes e é isto que faz forte o Semba, porque o Semba é uma música urbana. Obviamente que as raízes vêm da Ambaca, daquela região do Cuanza Norte, mas passou a ser Semba, como Semba, a partir do momento em que o N'gola Ritmos fez dele um ritmo mais urbano. Já tem viola, é uma música popular, é moderna. Mas também neste Semba tem influência portuguesa, do Fado e outras sonoridades portuguesas e europeias. Tem muita influência também latino-americana, tem muita influência da Rumba congolesa, sendo certo que a Rumba também tem alguma origem em Angola, mas é daquela região. Portanto, o Semba é, digamos assim, o melhor espaço que o angolano encontrou para se definir a si mesmo, para expressar aquilo que vai na alma, para se relacionar com o mundo. O Semba, por intermédio de algumas derivações, como o Kuduro e a Kizomba, tem dado sons aos sons do mundo. Hoje a Kizomba conquistou o mundo, hoje toda a gente quer dançar Kizomba, mas a Kizomba não é só mais uma derivação do semba. RFI: O que é que se pode encontrar neste livro? Albino Carlos: É um livro que faz uma viagem pelas práticas musicais angolanas. É um livro que dá muito ênfase à identidade musical de Angola, às línguas nacionais e como é que essas línguas nacionais, estando mais próximo daquilo que são os rumores do nosso pensamento e da nossa alma, expressam melhor o nosso pensamento, os nossos sonhos e as nossas frustrações. É um livro que também faz muita referência ou dá grande destaque à música de intervenção. O Luís sabe bem que a música de intervenção jogou um papel muito importante na nossa independência e também jogou um papel muito importante no 25 de abril. Zeca Afonso é uma figura emblemática. Zeca Afonso marcou a música de intervenção angolana. Os grandes trovadores portugueses, sobretudo daquele período quente do 25 de abril, marcaram profundamentalmente a música de intervenção e esta música de intervenção teve um papel extraordinário no desenrolar no xadrez político angolano naquele período da independência. Falo também da música como um espaço de libertação da mulher. A música também é isto, tem também sentido de missão. Por exemplo, Angola ainda sendo um país com uma certa cultura machista, como é que as mulheres, através da música, conseguiram serem sujeitos de discurso ao invés de objetos de discurso? Cantava essa mulher, né? Oh, Maria... Não, agora é a Maria que está a cantar sobre o Zé, é a Maria que está a cantar sobre ela, é a Maria que está a cantar como uma pessoa, não como uma mulher, não como um indivíduo, não para se contrapor ao homem, mas para afirmar-se, para um espaço de liberdade, um espaço de expressão. É um livro que também fala sobre algumas particularidades do discurso musical, por exemplo, a força do comboio, a força da feitiçaria, a força da religião, a força da tradição e como é que faz essa mistura com o discurso da modernidade. É um livro que também fala sobre a canção infantil angolana, mas, obviamente, sempre fazendo referência ao que se faz também ao nível do mundo, sobretudo, à forte influência que Portugal exerce e continua a exercer na nossa idiosincrasia. Por exemplo, nós não podemos falar da canção infantil angolana sem referências profundas dos cantos de ninar de Portugal. O “Atirei o pau ao gato”..., enfim. Todos nós tivemos uma infância cuja banda sonora eram aquelas músicas que os nossos avós, os nossos pais foram cantando e continuamos agora a transmitir aos nossos filhos e aos nossos netos. E tenho a convicção profunda de que os nossos filhos, os nossos netos vão também transmitir essa experiência de socialização, de passar valores da família, do amor, da fraternidade, por intermédio da canção infantil. A canção infantil angolana também desempenhou este papel e tem desempenhado até um papel muito mais do que aquilo que é a canção de ninar ou a canção de roda. É uma canção que foi usada também para incutir nas nossas crianças, o amor à terra, para conhecerem o seu país, para terem o orgulho da sua nacionalidade. Enfim, a história da música angolana é a história da Angola contada através da sua música. Sendo certo que Angola é um país novo, está a construir a sua história, está a escrever a sua história. Mas, a história da Angola não será completa sem o capítulo relacionado com a música. De tal sorte que a história da Angola confunde-se com a história da música angolana. É esta a tese fundamental deste livro. RFI: Albino Carlos, qual foi o grande desafio, os grandes obstáculos, que encontrou para escrever este livro?Albino Carlos: Desde logo a bibliografia, a dificuldade de recolha das músicas. Tive uma dificuldade porque eu, sendo de Luanda, não domino as línguas nacionais, domino mais ou menos o quimbundo, mas não domino as outras línguas. E isto, de certa forma, pode ser uma crítica, e já agora é uma crítica que eu aceito. Houve um certo pendor para o grupo etnolinguístico quimbundo, que é da minha região, da zona de Luanda. Há um certo privilégio, digamos assim. Houve maior preponderância na recolha e na abordagem desse espaço etnocultural. Mas não foi por intenção. Foi pela minha dificuldade, foi pela minha incapacidade intelectual. Obviamente que fez um esforço enormíssimo que este livro espalhasse a diversidade cultural. Porque é da diversidade cultural que reside a força e a riqueza da Angola. Angola é o que é porque existem 21 províncias, existem várias nações, no intuito de criar uma só nação, uma nação forte, um só povo e uma só nação. Quer dizer, num conceito no sentido de afirmar a sua identidade e se afirmar no contexto das nações. Esse foi o grande desafio. Por outro lado, houve também o desafio da pouca bibliografia. Vou só dar um exemplo, de 1960 até hoje, pouco menos de 40 obras existem sobre a música angolana. Mesmo sendo este país conhecido a nível internacional pela música. África do Sul, por exemplo, que é aqui a nossa vizinha, tem mais de 300 títulos sobre a sua produção musical. Que abrange desde a música tradicional ao mais moderno dos modernos. O Kuduro, esta música que nos tem afirmado a nível internacional, o primeiro doutoramento foi feito numa universidade portuguesa. É este o grande desafio que é lançado aos angolanos. RFI: A obra foi recentemente publicada em Portugal. Depois de Portugal, o que é que pode acontecer? Albino Carlos: De facto, o livro criou muitas expectativas. Porque eu fui falando ao longo desse tempo. Na qualidade académico, coloquei a problemática da música na universidade, na academia. Fui alertando, ao longo desse tempo, que estava a produzir esta obra. Portanto, há muitas expectativas em Angola. Estou a ser cobrado. Obviamente que problemas de logística e problemas financeiros limitam a possibilidade de poder lançar em Angola. Mas estamos a envidar todos os esforços no sentido de que no mês de junho nós possamos fazer o lançamento em Angola. Moçambique também já convidou, o Brasil também já está interessado nesta obra. Significa dizer que, em colaboração com a editora, vamos colocar esta obra em todo o espaço da lusofonia. Sendo certo que o nosso fazer musical, o fazer musical do espaço da lusofonia, carece de bibliografia. Para que os nossos cidadãos sintam-se orgulhosos do seu discurso. De um dos discursos que mais marcam. Um dos discursos que mais marca a lusofonia é a música. Não existe Brasil sem samba. Portugal sem o fado, não sei o que seria.
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A mediados del siglo pasado existió una mujer en la Merced a la que le decían "Doña Ramona" que hacía temblar a sus vecinos y que recibió el apodo de la "Bruja de la Coladera".
Cada Dia Um Coladera... mixed by DJ Peejay C May 2022 Coladera (Koladera), a traditional music genre from the islands of Cape Verde.
Says the legend that in 1968 a boat loaded with synthesizers washed ashore on the island of São Nicolau. From then on, music in Cape Verde received new sounds and fusions
Coladera, Morna, Batuque...from Maio island the beautiful criola music of Adê! Interview and live performance. Check it at Radio Ciutatvella streaming https://www.youtube.com/watch?v=NOD7EC698Sg
El reportero de Notisistema Guadalajara Héctor Escamilla, se refirió en entrevista al caso de un hombre de 58 años que secuestrado y encerrado en una coladera en Guadalajara, destacó que el hombre utilizó huesos humanos que se encontraban al interior para asomarlos por la alcantarilla y lograr que se percataran de su presencia.
1. Trog'low. - Soul Vibes Summit. 2. Awon & Phoniks Ft Kid Abstrakt. - The Cool Out. 3. Mario Biondi & Friends. - Show Some Compassion. 4. Guru Ft Ronny Jordan & D.C. Lee. - No Time To Play. 5. Monkey Business. - Get Down. 6. Voo Doo Phunk. - The Party. 7. Alan Evans. - Ua Ah. 8. Legato Ft Karen Jones. - Till You Take My Love. 9. Kenny Cox. - Lost My Love. 10. Kaidi Tatham. - Intergalactic Relations. 11. Rhythm Makers. - Zone. 12. Kraak & Smaak. - Centro De Placer. 13. Subes. - See You There. 14. Coladera. - Mantafro. Jazzanova Remix.
04-Jan-2021 Mini opinion Wonder Woman 84. Spoiler: no nos gusto. La estrella de Belen o "Saturno y Jupiter" Continua la vacunacion en PR con Coladera y amanecidas Jensen Libre bajo Fianza Carro quemado en Minillas Nuevo Cheque de 600 federal, hasta pa los presos Boricua al gabinete de Biden, como secretario de Educación. Recuerda darle Like a nuestra pagina de Facebook: https://www.facebook.com/DeTodoYDeNadaPR/ y tambien siguenos en Twitter: https://twitter.com/DeTodoYDeNadaPR
Bienvenidos al episodio 85 con una súper invitada nos acompaño Cynthia cantante, conductora, la cual le hizo un mal calculo de edad a Ricardo. Hablamos las peores crudas morales, donde hubó una persona que se fue por la coladera asi como una de destapar a tu amigo gay. Tuvimos datos asi como un cotorreando y chismeando. Disfrutenlo!!
¿El orden de los factores no altera el producto? Cada vez perdemos más tiempo decidiendo el orden preciso de los temas que forman parte de una nueva edición de Future Beats. Apertura, desarrollo, nudo y desenlace.En cualquier caso (y en cualquier orden) todos los artistas que os presentamos hoy han publicado música excepcional en las últimas semanas, ahí está: el soul de orfebrería de LaRose Jackson para la escudería Daptone; el jazz-hop de impecable producción y arrebatadora inspiración del guitarrista y compositor Tom Misch y el batería Yussef Dayes; el dance highlife del octeto de Ghana Santrofi que ha conquistado sin un solo álbum publicado hasta ahora; el nuevo impulso ubeat pastoral del trío Other Lives elevados de metales y cuerdas; las electronic roots de Mitú; el latin chill de autor de Cerrero y los brasileños Coladera; la esperada colaboración de Liam Bailey el productor Leon Michels en su próximo trabajo para Big Crown Records; el champagne disco funk de L'Impératrice; las reediciones y próxima compilación de los cósmicos Oneness of Juju y el gran regreso de Bob Dylan a la actualidad discográfica.
Reflexiona sobre puntos muy concretos para cuidar tu reserva energética y desgastarte menos con los retos cotidianos, para poder, así, enfrentar tu cotidianidad con más recursos.
Sounds from Cabo Verde: Morna, Coladera, Funaná
No dejes de asistir a nuestra cita con la mejor música y lo mejor de los temas de la semana. Unete con nosotros en #COLADERA de la tarde con #KIKI, #MAGO y #VILCHIS
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Música, saludos, pedidera y saludadera, todo esto en #COLADERA de la mañana, no puedes dejar de escuchar a #VILCHIS todos los sábados a las 11:30 de la mañana por #IDEASRADIO.
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Acompaña a #KIKI y a #VILCHIS en este nuevo capitulo de coladera de la tarde, el tema: El día de muertos. Buena música, puntadas y mas solo en #IDEASRADIO
Y da inicio Noviembre con una mañana de locura, únete a #Vilchis y entrale a la pedidera y saludadera de la #COLADERA.
Leyendas urbanas, Creepaste, cuentos que no son nada infantiles y otras cosas más, Kiki, Mago y Vilchis dan el preámbulo para el programa de 1 de noviembre...
Como cada sábado iniciamos con la mejor actitud, la pedidera y saludadera se hace presente, además de los temas diversos y lo mejor de la música para tener una mañana de rechupete.
Y con una nueva actitud #COLADERA de la mañana trae para ustedes lo mejor de la música con sus peticiones, saludos y demás con múltiples temas. Deja que la mañana sea más amena en compañía de #VILCHIS mientras desordenas nuestra lista de reproducción y tomas el control de nuestra consola. Porque tu mandas en #COLADERA de #IDEASRADIO.
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Tarde de sábado y #KIKI, #MAGO y #VILCHIS inhundaron tu tarde con temas de cultura pop, sus comentarios y muchas otras cosas más en #IDEASRADIO
Mañana de muchas peticiones, de saludos y de temas diferentes. Acompaña a #VILCHIS en la aventura de la #COLADERA.
La primera #COLADERA de Octubre y la pedidera se pone a la orden para cumplir la pedidera y mandar la saludadera...
Tus tardes de Sábado serán mejor si estas acompañado por #KIKI, #MAGO y #VILCHIS con sus diversos temas, risas, HT y muchas cosas más...
Acompaña a Kiki, a Mago y a Vilchis en la segunda emisión de la #COLADERA con los temas más locos de la red... ¿Te atreverás a escucharlos? Te la vas a pasar muy bien.
Una mañana más, la pedidera toma forma con las pendientes, no dejes de escuchar a #Vilchis en #COLADERA de la mañana.
¡¡Pasenle a la pedidera!! Sábados Saludadera y de que descompongan la lista de canciones, pero lo mejor es complacerles.
¡¡Pasenle a la pedidera!! Sábados Saludadera y de que descompongan la lista de canciones, pero lo mejor es complacerles.
Volviendo a la normalidad: Mago (insertCoin), Danni y Vilchis retoman las charlas de los diferentes temas, de las películas basadas en animes y la tan temida FriendZone. No te puedes perder este programa totalmente Épico donde la diversión se asomo... ¿Y Kiki? ¿Dónde estuvo?...
La segunda visita con las chicas de Self hablando de acoso escolar, no te puedes perder.
Ultima Coladera de Agosto, las peticiones al tope y el sonido mejor que nunca...
Tarde de Coladera con nuestras amigas de SELF el centro terapéutico hablando de Violencia, no se lo pueden perder...
Los #colados regresan para entretenerlos con sus temas alocados. En esta ocasión Kiki y Vilchis estarán listos para hablar de aquello que esta ocurriendo.
Una mañana más de sábado y las peticiones a la orden del día. Acompaña a Vilchis con sus diversos temas, además de que tu música suena en los bloques. La #COLADERA de la mañana es para ti.
Las tardes del Sábado no volverán a ser iguales después de que escuches #COLADERA de la tarde. Acompaña a Kiki y a toda su pandilla para platicar de los diferentes temas que invaden la red. Coladera de la tarde solo en #IDEASRADIO.
Mañana de Sábado y nuestra #COLADERA suena con las peticiones, los saludos y lo mejor de todo el sentir que nuestro locutor cumple.
Tarde de Sábado y nuestra #COLADERA suena con las peticiones, los saludos y lo mejor de todo el sentir que nuestro locutor cumple.
¿Quién se imagina cómo serían las tardes de sábados si Kiki y su pandilla? Nosotros lo podemos medio imaginar, pero ella nunca estará sola.
Tarde de Sábado y nuestra #COLADERA suena con las peticiones, los saludos y lo mejor de todo el sentir que nuestro locutor cumple.
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Sigue lo mejor de lo mejor en las tardes de Sábado y Kiki se encarga de que tenga el mejor sabor...
Un sábado más, de pedidera, saludadera y de relajo en voz de Vilchis.
Sigue la pedidera y saduladera de los Sábados en la mañana ¿Te perdiste el programa? Esta es tu oportunidad.
Y que empieza el mundial y nos hacemos acompañar de repertorio digno del acontecimiento, desde La Copa de la vida de #RickyMartin hasta el Waka Waka de #Shakira. Además que Vilchis nos trajo al pendiente del partido de Colombia - Grecia. Peticiones, complacencias y puntadas, la Jornada de la primera ronda y lo mejor de la #E32014.
Mañana de peticiones, saludos y noticias, no puedes perderte nada de la mañana de #COLADERA
La pedidera y la saduladera a la orden del día, no puede faltar los múltiples temas para poner ameno el medio día.