Podcasts about Fui

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WGospel.com
O difícil “ainda não” de Deus

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 5:37


TEMPO DE REFLETIR 01829 – 18 de julho de 2026 II Coríntios 12:9 – Ele me disse: Minha graça é suficiente para você, pois o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Eu lembro a primeira vez que entrei numa central de operações de TI, na Novo Tempo. Avistei aquelas estantes metálicas e luzinhas piscando de todos os lados. Pensei: Como deve ser o “computador de Deus” para atender ao número incalculável de orações por segundo ou por nano segundo. Como Ele pode responder orações conflitantes? Será que Ele atende ao que for mais insistente? Será que Ele Se comporta conosco como o entrevistado que responde ao repórter que grita mais alto? Porém, mesmo que a oração continue sendo um dos bonitos mistérios da vida, ela nunca deverá ser deixada de lado apenas pelo fato de não a entendermos. Muitos de nós já nos sentamos na sala de espera de Deus, aguardando atendimento urgente e prioritário, mas o que recebemos de volta foi um silêncio incômodo e prolongado. Oramos, esperamos, perguntamos se a oração estava errada, mas o silêncio persistiu. Revolvemos o coração para escutar apenas o eco de nossas palavras. Muitos pensam que Deus tem a obrigação de fazê-los navegar num mar de rosas, ou pelo menos dar explicações pelas dificuldades que enfrentam. No entanto, devemos enfrentar esse silêncio com paciência e confiança. Enquanto Ele não responde, devemos crer assim mesmo. Deus pode dizer: “Ainda não, mas estou aqui e tudo terminará bem. Confie em Mim.” “Se não recebemos exatamente as coisas que pedimos e ao tempo desejado, devemos, não obstante, crer que o Senhor nos ouve, e que atenderá às nossas orações […] dando-nos aquilo que é para o nosso maior bem – aquilo que nós mesmos desejaríamos se, com vista divinamente iluminada, pudéssemos ver todas as coisas como são na realidade” (Caminho a Cristo, p. 96). Em seu livro O Problema do Sofrimento, C. S. Lewis, depois de sua conversão ao cristianismo, escreveu sobre a prolongada enfermidade da esposa que veio a falecer: “Quando você está feliz e não necessita dEle, será recebido de braços abertos. Mas vá para Ele quando estiver necessitado […] e o que encontrará? Uma porta batida na sua cara, e o barulho de uma fechadura trancada duas vezes […]”. Se o autor concluísse dessa forma, seria apenas um desabafo, mas Ele continua dizendo: “Fui levado a sentir que a porta não estava trancada.” Amigo ouvinte, Deus sempre responde no momento certo. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Pai, às vezes eu não consigo entender porque a demora em responder às minhas orações. Mas eu creio, Pai, que Tu sabes todas as coisas, Tu sabes o tempo certo. E eu preciso aprender a esperar! Que essa confiança e essa certeza estejam no coração de cada um de meus ouvintes agora. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

El Devocional
¿Cuáles Son Tus Credenciales?

El Devocional

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 10:14


Filipenses 3:5 (NTV) Fui circuncidado cuando tenía ocho días de vida. Soy un ciudadano de Israel de pura cepa y miembro de la tribu de Benjamín, ¡un verdadero hebreo como no ha habido otro! Fui miembro de los fariseos, quienes exigen la obediencia más estricta a la ley judía.

Vida em França
João Paulo Lorenzon leva a violência e a vulnerabilidade humanas ao Off Avignon

Vida em França

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 12:47


O actor e encenador brasileiro João Paulo Lorenzon está no Festival Off Avignon, neste mês de Julho, com dois espectáculos. O primeiro, “Nietzsche - Do Cavalo Nada Sabemos”, é um solo teatral em que ele protagoniza uma viagem interior aos questionamentos em torno da violência, da destruição, da culpa e do desejo de reparação, a partir de uma cena da vida do filósofo Nietzsche. Enquanto encenador, João Paulo Lorenzon leva a Avignon a peça “Nunca se tem tanta força como quando não se tem força nenhuma”, inspirado do universo de Sarah Kane e interpretada por Julia Setubal. Onze anos depois de ter actuado em Avignon em “Nijinsky - Minha Loucura é o Amor da Humanidade”, o actor e encenador brasileiro João Paulo Lorenzon está no Festival Off Avignon, neste mês de Julho, com dois espectáculos: “Nietzsche - Do Cavalo Nada Sabemos”, em que é actor, e “Nunca se tem tanta força como quando não se tem força nenhuma”, que encena. “'Nietzsche - Do cavalo nada sabemos' é um espectáculo que fala da violência humana, mas também busca uma possibilidade de ternura humana. Ela parte de um episódio enigmático da vida do filósofo alemão Nietzsche, em que ele vê um cavalo sendo espancado e abraça o cavalo para parar essa violência. Isso acontece no final da vida dele e ele enlouquece, entra em colapso, e talvez um olhar possível para esse colapso seja que o filósofo que acreditava na vontade de potência humana, na vontade de liberdade, de amor, de criatividade, de sonho, vê-se encurralado pela violência e vê essa violência, essa potência de violência, alastrando-se por toda a parte”, descreve João Paulo Lorenzon. No entanto, para o actor, “o espectáculo também acredita numa possibilidade de um gesto de ternura, de um gesto afectuoso, de um gesto amoroso". Enquanto encenador, João Paulo Lorenzon defende a peça “Nunca se tem tanta força como quando não se tem força nenhuma”, também um solo interpretado por Julia Setubal. “Sempre fui muito apaixonado pela Sarah Kane. Fui convidado algumas vezes para montar Crave, que no Brasil é traduzido por Ânsia, mas nunca foi até ao fim por questão de subsídio, por questão de agendas e tal. Então, eu achei que poderia ser bom fazer um mergulho no universo da autora e ali, no feminino, a questão da fragilidade e da força, ou seja, muitas vezes a gente esconde a nossa força e muitas vezes a gente tem vergonha da nossa vulnerabilidade. Então, é como se o espectáculo fosse esse lugar em que eu não preciso defender-me diante do outro, em que eu possa realmente me reconhecer diante de mim mesmo”, acrescenta o encenador. Estar em Avignon, é simplesmente “um sonho” para o artista que conheceu o festival ainda “muito pequenino”, numa viagem que fez com os pais. “Tomei um assombro com esse teatro de rua, com o teatro que sai de todas as pedras. Depois, eu pude vir, em 2015, com “Nijinsky - Minha Loucura é o Amor da Humanidade”, e agora é um sonho ter essa troca. É um sonho poder conhecer outros olhares. É um sonho poder assistir a outras coisas, ter esse encontro, essa troca. É uma grande chance”, descreve. “Nietzsche - Do Cavalo Nada Sabemos” é apresentado na sala La Scierie de 4 a 24 de Julho, enquanto “Nunca se tem tanta força como quando não se tem força nenhuma” sobe ao palco do Théâtre des Vents de 19 a 23 de Julho, no âmbito do Off Avignon, paralelo ao Festival de Avignon.

Urbana Play Noticias
Los comentarios racistas de Mariano Rajoy y Hebe Casado. Audios del 14 de julio

Urbana Play Noticias

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 14:19


Juan Nápoli se refirió al video en el que aparece junto a Martín Insaurralde y explicó: “Fui al cumpleaños de la mujer de un amigo, que también es amiga mía. Había abuelos, había menores, era una fiesta familiar”. Y aclaró: “No lo conozco a Insaurralde, no soy amigo de él. Estábamos cerca de la pantalla donde se pasaba el partido y nada más”.Carlos Rinzelli advirtió sobre la situación de Flybondi y afirmó: “La empresa tuvo una degradación operacional en el último año gigantesca. Pensaba que tenía más de veinte aviones y hoy tiene uno solo”. Y concluyó: “Cuando vos comprás el billete y no viajás, es el billete más caro del planeta”.Hebe Casado negó que su publicación sobre la Selección francesa tuviera contenido racista y afirmó: “El posteo no tiene ninguna connotación del tipo racista. La verdad es que pongo en valor a la gente que tiene ascendencia africana”. Y agregó: “Si ellos lo toman como algo racista, yo no me puedo hacer cargo del pensamiento o de la opinión de otra persona”.Claudia Villafañe mostró la camiseta que Diego Maradona utilizó contra Inglaterra en México 86 y contó: “Argentina no tenía camiseta azul, camiseta suplente. Fueron a buscar a Ciudad de México y lo que encontraron fue esta, que tiene dos colores diferentes”. Además, explicó: “Los escudos no eran bordados. Le sacaron a las otras camisetas y le cosieron, como pudieron, el escudo a todas las camisetas”.En un archivo de 1986, Diego Maradona explicó cómo enfrentar a Inglaterra: “Se le juega con pelota, con pelota al piso, se le juega con pelota dominada, como siempre jugamos los argentinos”. Y concluyó: “No tenemos por qué cambiar la manera de jugar porque sea Inglaterra”.En una conferencia de 2008, Maradona afirmó: “Inglaterra le ganó una final a Alemania con un gol que no fue, que lo vimos todos en el mundo y nadie dijo nada. La historia no se cambió”. Y agregó: “Entonces, Butcher a mí no me puede juzgar de ninguna manera”.Gerardo González, excombatiente de Malvinas, afirmó: “Para nosotros es un sentimiento muy grande el tema Malvinas. Se lleva en la sangre”. Y agregó: “Si bien deberíamos perdonar, es muy difícil. Esa es la causa que no podemos olvidar y no tenemos que desmalvinizar Argentina”.En un archivo de 2024, Javier Milei sostuvo sobre la guerra de Malvinas: “Hubo una guerra y a nosotros nos tocó perder. Eso no quiere decir que uno no pueda considerar que quienes estaban enfrente hacen bien su trabajo”. Y agregó: “No solo admiro a Margaret Thatcher, admiro también a Ronald Reagan y admiro profundamente a Winston Churchill. ¿Cuál es el problema?”.Lamine Yamal se refirió al partido entre España y Francia y afirmó: “Vamos a jugar uno de los partidos más bonitos que se puede en un Mundial”. Y agregó: “El fútbol, si sirve para algo, es para integrar a la sociedad y no hay mejor ejemplo que Francia y nosotros, que somos ejemplo de integración”.

Dilo Camilo
Dilo Camilo - Abducido por formar una pareja - 12/07/26

Dilo Camilo

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 60:05


No son aliens ni UFO. Fui abducido por formar una pareja. Un Dilo Camilo con musica de Tronco, Desechables, Al Alberia, Lis Ahora, Juliano Acri, Alfonso El Pintor, Einhar y los muchachos, Gran Amant, Nadie Te Escucha, Juan Son, EsRap, Juan Gabriel y muchos mas.Escuchar audio

Enterrados no Jardim
Os trânsfugas da ficção lusa. Uma conversa com Filipa Martins

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 241:06


Certa vez, Cabrera Infante deu-se a oportunidade de passar algumas horas na presença do seu mito encarnado, esse ídolo que, depois de tanto nos instigar, vai cedendo com o passar dos anos à pressão, e revela as suas falhas, fendas. Assim, com o fito de fazer uma reportagem, este soberbo escritor cubano passou um dia inteiro com Hemingway a bordo do Pilar, o seu célebre iate, pescando ao largo da costa cubana. Muito mais tarde, numa entrevista concedida nos anos noventa, foi interrogado sobre o que lhe revelara essa experiência de proximidade, e se manteve para si o anseio de ser um escritor como Hemingway? A resposta dele veio-lhe numa mistura de blasfémia e mexerico, como quem estivesse a meio de uma abusada e dolorosa refeição, arrancando pedaços de carne aos ossos do próprio pai, cuspindo as partes que já enjoam, e é esta resposta que não admite desperdício: «Queria ser tão famoso como ele. E não porque o seu estilo ou as suas personagens me influenciassem. Era, antes, a sua maneira de viver, a forma como encarava a vida. Embora, naturalmente, com o passar do tempo, ache que ele fez aquilo que os escritores fazem com demasiada frequência. Espanta-me que dedicasse tanto tempo a empreendimentos fúteis. Refiro-me ao ritual de descer todos os dias, às onze da manhã, a Cojímar, subir para o barco e fazer-se ao largo, na Corrente do Golfo, para ver se conseguia apanhar o maior peixe que pudesse existir. Era pura paranóia. Não tinha absolutamente nada a ver com a vida real; tinha tudo a ver com a fantasia. Fui com ele no barco e achei aquilo horrivelmente aborrecido. Das seis da manhã às quatro da tarde, a única coisa que fazia era beber. Embebedava-se de vodka e acabava estendido no convés, incapaz de fazer fosse o que fosse durante o resto do dia, ou quase todo o resto do dia. Depois, de repente, levantava-se outra vez: o efeito da vodka tinha passado e regressava a Cojímar. Se aquilo era um modo de vida, acredite: eu não queria vivê-lo. Ou ir para África matar animais para apanhar uma disenteria medonha e passar dias com diarreia. Ou ir para Espanha atrás de toureiros. Estava verdadeiramente louco, disso não tenho a menor dúvida. E, ao mesmo tempo, vivia numa belíssima casa nos arredores de Havana, onde tinha tudo o que desejava: um pomar de frutas tropicais e uma biblioteca enorme. Ia a Havana ao volante de um Mercury descapotável e almoçava ou bebia no Floridita ou na Zaragozana. Isso não era mau; mas o resto da sua vida foi horrível. Há uma coisa que os escritores fazem muito: perder tempo. Faulkner imaginava-se um cavalheiro do Sul que tinha de caçar raposas todos os sábados. Nesse aspecto, os escritores europeus eram mais profissionais. Não consigo imaginar Joyce a caçar na Irlanda, nem a tentar pescar um espadarte no Canal da Mancha. Levou uma vida muito séria, coerente consigo próprio, com a família e com a sua obra. O único problema de Joyce era a sua atitude distante, a sua imensa vaidade e o facto de ser um bêbedo, como a maioria dos irlandeses. Beber também é uma forma lamentável de perder tempo.» Esta resposta mostra-nos como admiração e entusiasmo acabam por dar origem aos mais impiedosos venenos, neste caso um de sorte moral, em que se censura essa tremenda disponibilidade que faz de um escritor um ser que se passeia assobiando pelos limites, como se Cabrera Infante tivesse desenvolvido uma marca muito particular de ressentimento para os seus fins, não reconhecendo como perder tempo é o elemento crucial de qualquer literatura que não esteja absorvida por essas prioridades injuriosas com que o tempo nos reclama. «Talvez seja bom que o espírito do poeta se deixe penetrar, mais do que afadigar-se para penetrar», assinala Reverdy. Para se chegar a ter a sensação de que o eixo do mundo passa pelos rins de um tipo, como nos sugere Fondane, para sentirmos como alguns são capazes de puxar por essas linhas invisíveis e fazer delas as suas redes, temos de admitir que a literatura se faz com esse risco de desperdiçar dias a fio em troca de um sobressalto, uma cadência que nos lança para o exterior daquilo que habitualmente se encontra nos livros, resistindo à tentação de nos fornecer outros simulacros. Há um excesso de talentos afinados pela percepção daquilo que a época nos exige, mas, se queremos superar este modo de mendigar a nossa própria vida, ainda vamos ter de nos adiantar a nós próprios, evoluir descosendo o forro das nossas circunstâncias, atravessar essa tradição dos oprimidos, aprender alguma coisa com os danados, e chegar ao ponto de termos visto as vezes suficientes o filme todo, imagens sucessivas ardendo até que a retina seja forçada a refazer-se das suas cinzas, já difusa e indistinta nas margens, podendo ser útil essa investigação e velocidade sustida daquilo que preenche a escuridão de uma época como de uma sala, esse filme projectado num cinema e que, pelo seu carácter denso e absoluto, como nos diz Esther Kinsky, constitui sempre, para os espectadores, uma intervenção no curso do mundo. «A experiência de uma tal intervenção era partilhada por inúmeras pessoas, ainda que elas porventura jamais lhe atribuíssem essa designação. Era um processo cultural com que muitos estavam familiarizados, com os seus pequenos rituais, os seus iniciados, fâmulos, artífices e serventes, e que depois começou inexoravelmente a desmoronar-se.» A formação de um espírito crítico passa por partilhar uma mente comum, beneficiando-se dessa proximidade que nos torna aptos a adoptar os estímulos e as inquietações que estão presentes e que trazem um efeito de sobreposição que permite desdobrar o espaço entre nós de forma minuciosa como um horizonte infinito. Já é preciso muito só para se manter à tona do mastigar ruidoso da opinião corrente, safar-se aos catálogos nessa função detrimental proposta à circulação pelos tão ansiosos medíocres, esses que a todo o momento se empenham em garantir que nada de sobrenatural possa impor-se e humilhar essas obrinhas que nos atulham o cenário. Mas, afinal, «o que é o cérebro humano senão um palimpsesto imenso e natural?, interrogava-se Thomas de Quincey… «O meu cérebro, tal como o teu, leitor, é um palimpsesto…» Ora, isto não pode ser outra coisa senão uma proposição maravilhosamente prometedora, pela possibilidade de se prosseguirem essas investigações que, libertando-se das restrições do real, dos modos caquéticos datal reportagem universal, nos façam trepar as árvores que cada um desenha à medida das suas necessidades, do seu fôlego, para se encontrar diante dos frutos da luz dessa orfandade encontrada na vazia e improvável imensidão das coisas. E não devemos enganar-nos a este respeito, pois a ficção é essencialmente um atributo e uma arte de órfãos, dos seres que se sentem de algum modo desencontrados, obrigados a estudar esta luz fodida que nos persegue pelas cidades onde nos deixámos ver nas posições mais degradantes, essa luz que parecia ter-nos arrancado as pálpebras, que à menor coisa nos fez chorar sem termos uma justificação atendível, enquanto nos escondíamos nesses autocarros e aos círculos pelos subúrbios onde zanzávamos sem poder demorar-nos demasiado em territórios que nunca eram os nossos, zonas hostis, com dificuldade em respirar à vista de todos, esse ar imundo que nos fazia sentir como uma peça solta, perdida, e a ficção surgia aos poucos como um aproveitamento dessas reservas insólitas, a longa marcha de um pesadelo a outra coisa. Se este tempo arrasta com ele a sensação de um relatório redigido depois dos eventos, um arrazoado em tom monocórdico, liso, inapelável, o modo mais impassível, inerte de se prestar contas, sem corrigir nem emprestar qualquer cor, ameaçar um contorno de emoção, os ficcionistas trabalham para infundir a realidade de um sonho mínimo, mas no qual vão empenhando toda a sua obstinação, viajando de um lugar a outro, produzindo algo mais forte, alheio às imediatas confissões, um longo exame que nos livra desta ambiente de anedota, dessas frases vazias gravadas no ar, como se inventassem um tom muito específico de azul, algo que só pode ser concebido através do «suspiro de uma cabeça guilhotinada» (Bolaño). No fundo, não basta ao escritor perder dias a fio, tornar-se um odioso meliante, gastar todo o seu tempo para abrir covas à volta da realidade, enlouquecendo com a nostalgia do não vivido, isto para mergulhar nessas zonas que se desprendem do resíduo que nos adormece os órgãos sensíveis. Ou talvez estejam submersos na mesmíssima matéria que os demais, mas dá a sensação que se tornam eles mesmos o fundo da época, traduzem toda a pressão, enfrentam seja o que for em apneia, ao passo que outros desenvolvem guelras e uma desenvoltura tremenda nas águas mais turvas. Alguém constatando este estado de coisas, ainda se dispunha a açular os elementos, e pedia que fossem gastos de uma vez todos os valores de produção reservados a este ambiente de catástrofe… «Que sangre tudo, infinitamente –/ e mal aos nossos lábios venha/ seja espuma, ouro, água». E talvez faça parte da atitude poética querer ir ao encontro do pior. Neste episódio, e a benefício de uma composição menos solvente, a Filipa Martins veio deixar-nos algumas pistas em relação a esse paciente ofício de se recolher as migalhas da memória sem se servir delas para apresentar uma vulgar queixa. Habituada a reconhecer as diferenças de pressão nos vários níveis de profundidade (ou superficialidade) do nosso meio literário, cultural ou mediático, quisemos sonhar para estes dias as pegadas luminosas que lhe possam ser assentadas e também descobrir certas fugas nesse passado que se abre como uma vertigem ao ser possível reconhecer o dom e a maldição daqueles que sempre se atribuíram um dever de deslumbrar (leia-se, assombrar e, até, importunar os demais).

Ciência
Um ano depois da tempestade: As vidas que ainda se reconstroem em Cabo Verde

Ciência

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 7:31


Na madrugada de 11 de Agosto de 2025, uma tempestade de intensidade excepcional atingiu Cabo Verde, provocando oito mortos e um rasto de destruição nas ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau. Quase um ano depois, as marcas da tragédia continuam bem visíveis. Raquel Melício perdeu toda a exploração agrícola e tenta recomeçar a actividade. Já Elídio Gomes da Luz viu o táxi ser arrastado para o mar e continua à espera da indemnização. Duas histórias que ilustram o impacto humano dos fenómenos meteorológicos extremos num dos países mais vulneráveis às alterações climáticas. Há quase um ano, Cabo Verde foi palco de uma das mais graves tragédias provocadas por condições meteorológicas extremas da sua história recente. Na madrugada de 11 de Agosto de 2025, as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau foram atingidas por chuvas torrenciais que deixaram um rasto de destruição, provocaram oito mortos e alteraram profundamente a vida de centenas de famílias. Em São Vicente, caíram cerca de 163 milímetros de chuva em apenas uma hora, o equivalente a cerca de 81,5% da precipitação média anual da ilha. A violência da tempestade destruiu habitações, arrastou viaturas, danificou estradas e devastou explorações agrícolas, evidenciando a crescente vulnerabilidade do arquipélago aos fenómenos meteorológicos extremos. "O mais importante era estarmos vivos" Entre as pessoas afectadas está Raquel Melício, antiga profissional de saúde que, meses antes da tragédia, tinha decidido dedicar-se à agricultura. O projecto familiar incluía a produção de tomate e papaia , um investimento construído ao longo de vários meses de trabalho. Naquela noite, Raquel, o marido e os filhos permaneceram dentro de casa enquanto a tempestade se intensificava. "Começámos a ouvir um barulho estranho. Havia relâmpagos constantes e percebíamos que muita coisa estava a cair. Estávamos em pânico. A certa altura, o meu marido disse apenas: 'Raquel, vamos rezar, porque já não temos mais nada para fazer'." Pouco depois, a água começou a invadir a habitação "vi a água entrar pela porta. Lá fora já tinha cerca de um metro de altura e começou a passar pelas fissuras. Ficámos aterrorizados. Não sabíamos o que fazer." Raquel recorda que quando amanheceu, conseguiu finalmente sair de casa e o primeiro sentimento foi de alívio. "Nem pensei no que tinha sido destruído. A única coisa que senti foi que estava viva. Olhámos uns para os outros e dissemos: 'Ainda bem que estamos vivos'. Um investimento perdido numa única noite A força da chuva e do vento destruiu a exploração agrícola. Três estufas foram arrasadas, cerca de 600 plantas de papaia desapareceram, o poço que abastecia a exploração ficou coberto por cinco metros de lama e toda a vedação caiu. "Foi um momento de terror", confessa Quase um ano depois, a reconstrução avança lentamente. Nas estufas começam novamente a crescer tomates e morangos, enquanto os primeiros produtos já voltam a chegar aos clientes. Apesar da recuperação gradual, todo o investimento está a ser suportado exclusivamente pela família. "Estamos a reconstruir devagar, pouco a pouco, aproveitando os materiais que conseguimos recuperar. A agricultura não tem seguros. Estamos a reconstruir com as nossas poupanças." Para Raquel, recuperar da tragédia exigiu muito mais do que recursos financeiros. "No início é preciso ter muita força de vontade e muita resiliência. É um choque enorme. Mas também sabemos que, se ficarmos parados, nada muda." A tempestade deixou igualmente um receio permanente sempre que se aproxima o mês de Agosto. "Hoje penso duas vezes antes de fazer novos investimentos. O meu marido mostrou-me equipamentos agrícolas, mas eu disse-lhe para esperarmos primeiro que Agosto passe." A exploração aposta na agricultura hidropónica, um sistema que permite reutilizar a água através de um circuito fechado, reduzindo significativamente o consumo de um recurso escasso em Cabo Verde. Contudo, este modelo implica novos desafios. "Temos de investir num gerador. Se faltar a electricidade, podemos perder toda a produção." Um táxi levado pelo mar Também Elídio Gomes da Luz viu a sua vida mudar naquela madrugada. Taxista em Mindelo, perdeu uma das viaturas que garantia o sustento da família. Na véspera da tempestade, tinha regressado da ilha de Santo Antão sem qualquer indicação de que se aproximava um fenómeno daquela dimensão. Um dos seus automóveis ficou estacionado junto a uma bomba de combustível. Durante a noite, a chuva transformou completamente a cidade e ao amanhecer, encontrou um cenário devastador.  "As pessoas diziam que mais abaixo estava tudo destruído. Fui a pé procurar o carro. O carro foi parar ao mar. Não foi só o meu. Quase todos os carros que estavam estacionados naquele local foram arrastados." Apesar da dimensão dos prejuízos, Elídio afirma que nunca conseguiu recuperar financeiramente.Segundo explica, a seguradora recusou assumir os danos, considerando tratar-se de um fenómeno natural. Quanto ao apoio prometido pelo Governo, continua à espera. "Disseram que iam ajudar. Algumas pessoas receberam apoio, mas quem teve perda total, como eu, até hoje não recebeu nada." Alterações climáticas agravam vulnerabilidade Cabo Verde continua entre os pequenos Estados insulares mais expostos aos efeitos das alterações climáticas. A irregularidade da precipitação, associada ao aumento da frequência e intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos, coloca desafios crescentes à agricultura, às infra-estruturas e à economia local. As histórias de Raquel Melício e de Elídio Gomes da Luz ilustram a realidade vivida por muitas famílias cabo-verdianas: perderam praticamente tudo numa única noite, mas continuam a reconstruir as suas vidas com os próprios recursos, enfrentando um futuro marcado pela incerteza e pela ameaça de novas tempestades.

Reportagem
Decepção e início de um novo ciclo: torcida e jogadores lamentam eliminação do Brasil

Reportagem

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 6:01


Na saída do MetLife Stadium, os torcedores brasileiros, maioria entre os mais de 80 mil presentes no local, deixaram o estádio profundamente decepcionados com a derrota da Seleção Brasileira neste domingo (5). Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Nova Jersey, Tanto os brasileiros que vivem nos Estados Unidos quanto aqueles que vieram do Brasil na esperança de ver a equipe avançar às quartas de final retornam para casa com críticas ao desempenho da seleção. “Faltou intensidade. Quando a gente vê outras equipes jogando, fica evidente que falta intensidade nessa seleção”, diz o torcedor Rubens. O mineiro Marcos também não gostou da postura dos jogadores em campo. “Eles deveriam ter jogado mais. O sentimento é de decepção. A gente esperava mais. O Ancelotti deveria pegar mais no pé dos jogadores”, opina. Para Andrei Trestivo, brasileiro que mora no estado do Missouri, Carlo Ancelotti, que tem contrato até 2030, deve permanecer no cargo para dar uma nova oportunidade às novas gerações de atletas. “Se ele tiver mais tempo, vai desenvolver uma seleção imbatível”, acredita. Carol não escondeu a decepção, mas manteve a esperança que se renova a cada Copa. “Daqui a quatro anos vamos voltar de novo com a expectativa. A gente achava que o hexa viria, é muita frustração. Mas faz parte, e daqui a quatro anos estaremos de volta.” “Momento de muita dor” A frustração da torcida potencializou o sentimento de tristeza que tomou conta dos jogadores. Cenas de muita desolação no gramado se seguiram até a saída do estádio. O atacante Matheus Cunha revelou que o momento é de grande dor. “É uma frustração e uma dor muito grandes, porque emocionalmente é difícil imaginar o quanto seria bonita e orgulhosa a festa. Do fundo do coração, é o que mais dói.” Matheus Cunha foi o atacante derrubado na área no lance que resultou no pênalti para a Seleção Brasileira ainda no início do primeiro tempo. Bruno Guimarães, escolhido por Ancelotti para a cobrança, desperdiçou a oportunidade ao bater fraco, facilitando a defesa do goleiro Nyland, um dos heróis da classificação norueguesa. Muito abatido por ter desperdiçado a melhor chance do Brasil na partida, Bruno Guimarães falou sobre o lance. “Fui infeliz no pênalti. Tinha estudado muito o goleiro deles e achei que deveria bater no canto, mas ele pegou. Todo mundo está muito triste, é uma dor muito forte. Ninguém estava esperando por isso”, declarou. O lateral Danilo também ressaltou a tristeza com a eliminação, mas não quis comentar o ciclo conturbado vivido pela seleção até a Copa, marcado por sucessivas trocas de treinadores antes da chegada de Carlo Ancelotti, há pouco mais de um ano. “É claro que, quando um trabalho é desenvolvido por mais tempo, isso ajuda bastante em todos os sentidos. Agora, o que me cabe é ser um apoiador máximo, porque precisamos olhar para a frente e construir um futuro melhor. Temos muitos jogadores de qualidade. O desejo é que eles consigam fazer aquilo que nós não conseguimos.” Apoio à nova geração A Seleção Brasileira teve apenas 35% de posse de bola, um número raro para uma equipe tradicionalmente conhecida pelo talento e pela capacidade ofensiva. A estratégia adotada não funcionou, e o Brasil pagou caro por conceder espaços ao gigante Haaland, que decidiu a partida com um gol de cabeça e outro em chute cruzado. Neymar descontou de pênalti, mas tarde demais para uma reação. Capitão da equipe, Marquinhos reconheceu as falhas, lamentou a falta de eficiência nas oportunidades criadas e pediu paciência da torcida com os jogadores que iniciarão o novo ciclo da seleção. “A gente sabe que o futebol hoje está muito equilibrado. Eu, como capitão, e os mais velhos temos que assumir a responsabilidade para que as próximas gerações tenham tranquilidade para trabalhar”, disse ele. “Um novo ciclo começa a partir de agora. Não sabemos o que vai acontecer, mas peço paciência com os mais jovens e o apoio da torcida desde já, para que eles possam conquistar grandes coisas na próxima Copa.” Em entrevista coletiva, Carlo Ancelotti afirmou que o Brasil não merecia a derrota. Para o treinador, a seleção criou oportunidades suficientes e tinha potencial para chegar à final do torneio. “Saímos tristes porque a equipe não fez um Mundial espetacular, mas fez um bom Mundial. No jogo de hoje, merecíamos ganhar. Em um momento assim, é preciso entender que uma derrota pode representar o começo de uma nova aventura.” O técnico defendeu que a tristeza pela eliminação precoce deve servir de combustível para a reconstrução da equipe em um novo ciclo, que seguirá sob seu comando até a Copa do Mundo de 2030. “Temos que continuar trabalhando, evoluindo e encontrando novas ideias. Não é o fim. Essa derrota é o início de um novo ciclo”, afirmou.

Artes
Eduardo Souto de Moura recebe maior distinção da arquitectura mundial

Artes

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 9:14


Eduardo Souto de Moura recebeu esta terça-feira, em Barcelona, a Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitectos (UIA), a mais alta distinção mundial atribuída a um arquitecto em vida. O prémio reconhece uma carreira de mais de cinco décadas e faz do vencedor do Prémio Pritzker o segundo português a alcançar esta distinção, depois de Álvaro Siza, a quem representou recentemente na inauguração de uma exposição na UNESCO, em Paris. A cerimónia, integrada no Congresso Mundial dos Arquitectos, decorreu na Basílica da Sagrada Família e marcou um dos pontos altos da presença portuguesa em Barcelona, onde a Ordem dos Arquitectos e a Casa da Arquitectura organizaram vários momentos dedicados à projecção internacional da arquitectura portuguesa. Entre eles, um debate sobre o futuro da profissão e a inauguração da instalação "Ucronia", construída a partir de desenhos inéditos realizados por Souto de Moura nos anos 70. Dias antes de receber a distinção, o arquitecto contou-nos que a honra ia além do prémio em si. A presença do Presidente da República na cerimónia foi recebida como um gesto de reconhecimento institucional que o emocionou. "Fui honradíssimo pela ida do Presidente da República. Fico muito, muito honrado sempre", afirmou. Apesar do prestígio da distinção, Eduardo Souto de Moura garante que aquilo que verdadeiramente aprecia nos prémios não é o estatuto que conferem, mas a forma como aproximam a arquitectura das pessoas. "A coisa que eu mais gosto dos prémios é quando ando pela rua e as pessoas me cumprimentam, me dão os parabéns", diz, afastando a ideia de que se trate de vaidade. Essa visão ajuda também a compreender a relação que mantém com Álvaro Siza, o primeiro português distinguido com a Medalha de Ouro da UIA. Entre os dois arquitectos nunca existiu competição, antes uma cumplicidade construída ao longo de décadas. "Somos muito diferentes e respeitamo-nos muito. Eu respeito imenso o Siza e penso que ele também me respeita", afirma. Essa amizade ficou igualmente evidente poucos dias antes, em Paris, quando Souto de Moura representou Álvaro Siza na inauguração da exposição "Álvaro Siza: O Tempo Desenha a Arquitectura", patente na UNESCO. Foi ali que explicou aquilo que mais admira no arquitecto de Matosinhos: não uma linguagem formal que possa ser imitada, mas um método de trabalho. "O que eu posso usar é a tenacidade e o método com que ele encontra os meios para resolver os problemas. Ser arquitecto é resolver problemas." Essa aprendizagem, acrescenta, fez-se sobretudo pela observação directa do processo de trabalho de Siza. Souto de Moura diz interessar-se menos pelas formas acabadas do que pelo percurso que leva até elas: "Interessa-me assistir desde o princípio à exposição do problema, à maneira como ele estabelece a estratégia, encontra os meios, resolve as questões e depois as formaliza em obra." É nesse processo, mais do que no resultado final, que identifica a verdadeira lição de Siza. Para Souto de Moura, a arquitectura de Siza é inseparável da persistência com que procura eliminar tudo o que é supérfluo. "A coisa mais complicada que há é a simplicidade", afirma. "Atingir a simplicidade exige persistência, continuidade e perseverança para eliminar o que não é essencial." Uma procura que reconhece também no seu próprio percurso, ainda que sem qualquer intenção de comparação. "Nem tenho o mínimo interesse em competir. Somos amigos, respeitamo-nos e somos felizes assim." A admiração por Siza é também ética. Souto de Moura diz ter aprendido talvez mais com a pessoa do que com o arquitecto. "Ele é uma pessoa de uma integridade rara", afirma, sublinhando que "atrás de um grande arquitecto está sempre um grande homem". No caso de Siza, acrescenta, ética e estética confundem-se quase como na tradição grega: não são dimensões separadas, mas duas formas de uma mesma exigência. Mais do que desenhar edifícios, Souto de Moura acredita que a arquitectura deve melhorar a vida das pessoas. "Quando faço uma casa quero imaginar-me a viver lá dentro", explica. E acrescenta que essa preocupação se estende à escala da cidade: "O resultado que se procura é a felicidade das pessoas." Recorda, por exemplo, a emoção que sente sempre que vê o Estádio Municipal de Braga cheio de adeptos. "Vejo as pessoas felizes e penso: se não fosse eu, elas não estavam ali." Essa ideia de utilidade atravessa a forma como olha para a profissão. Para Eduardo Souto de Moura, uma obra só funciona verdadeiramente quando passa no teste da vida quotidiana. "Se eu não fizer esse teste, não vai funcionar para os outros", diz. Por isso, quando projecta uma casa, pensa numa família; quando projecta um equipamento colectivo, pensa na cidade. A arquitectura, no seu entendimento, não se esgota na forma: deve ser útil, habitável e capaz de produzir bem-estar. Na mesma entrevista, deixou ainda uma reflexão sobre o próprio acto de desenhar, que considera inseparável do pensamento arquitectónico. "Desenhar é pensar", resume. E, citando Samuel Beckett, conclui: "Falhar uma vez, falhar outra vez, falhar melhor. É assim que se aprende." A exposição dedicada a Álvaro Siza, inaugurada na UNESCO, ajuda a compreender essa forma de pensar a arquitectura. A comissária Teresa Cunha Ferreira explica que a mostra reúne mais de 200 obras construídas em quatro continentes ao longo de sete décadas e procura revelar a capacidade de Siza Vieira para responder a culturas, geografias e comunidades muito distintas. Segundo a arquitecta, trata-se de uma obra "de importância não apenas portuguesa, mas mundial", razão pela qual a exposição pretende também contribuir para a futura classificação da sua obra como Património Mundial da UNESCO.

Noticias de América
Venezuela sigue buscando a sus desaparecidos con cada vez menos esperanzas

Noticias de América

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 2:21


Venezuela busca a contrarreloj a los miles de desaparecidos tras los dos terremotos de magnitud 7,2 y 7,5 que sacudieron el norte del país el miércoles pasado. La cifra de muertos sigue subiendo y las esperanzas de encontrar a gente con vida disminuyen. En Venezuela, los rescatistas internacionales se afanan en auxiliar a las víctimas del doble terremoto en la zona cero del desastre. Fachadas de edificios colapsados comienzan a ser marcadas con la letra D por equipos de inspección. Ese símbolo significa que allí ya no hay nadie vivo a quien buscar. Equipos internacionales El sábado cerró la ventana de 72 horas que los expertos consideran clave para hallar sobrevivientes luego de un terremoto. Pero en La Guaira, los rescatistas aún salvan a personas, incluso luego de excavaciones que pueden durar hasta 11 horas. Equipos de Colombia, El Salvador, Perú, Estados Unidos, Ecuador y de otra decena de países han protagonizado rescates que se celebraron con aplausos: un niño de tres años, un menor de 11, dos mujeres mayores que permanecieron atrapadas más de 60 y 86 horas respectivamente. Pero no todas las historias tienen final feliz. En Catia La Mar, Mari Delgado espera el cuerpo de su hijo: "Yo sé que está por aquí. Ese instinto de mamá me dice que está por aquí. Yo sé que está muerto porque ya hemos llevado cinco días y hoy fue que llegaron las maquinarias que nosotros necesitamos", afirma. "Siempre voy a tener esperanza" El bombero Oswaldo Guédez fue sacado de las ruinas por sus compañeros: "Fui rescatado después de 30 horas de ardua labor, lamentablemente mi esposa no corrió la misma suerte y en este momento mis compañeros están recuperando su cuerpo", cuenta. No muy lejos de allí, Jennifer se niega a pensar que ya no hay más nada que hacer por sus hijos: "Siempre voy a tener esperanza, no la voy a perder. La cuestión es que estamos parados porque dependemos de unos perros. Si los perros llegan y no detectan, para ellos no hay nada y se van y les dan prioridades a otras cosas", dice. El balance oficial, presentado este domingo por el presidente del Parlamento, Jorge Rodríguez, habla de 1.450 fallecidos, 3.150 heridos y 12.721 damnificados… pero no se sabe cuántos rescates van. Entretanto, Venezuela comienza una semana sin normalidad. Las clases han sido suspendidas mientras muchos aún no saben cómo ni cuándo podrán tener de nuevo un techo seguro bajo el cual dormir.

Noticias de América
Venezuela sigue buscando a sus desaparecidos con cada vez menos esperanzas

Noticias de América

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 2:21


Venezuela busca a contrarreloj a los miles de desaparecidos tras los dos terremotos de magnitud 7,2 y 7,5 que sacudieron el norte del país el miércoles pasado. La cifra de muertos sigue subiendo y las esperanzas de encontrar a gente con vida disminuyen. En Venezuela, los rescatistas internacionales se afanan en auxiliar a las víctimas del doble terremoto en la zona cero del desastre. Fachadas de edificios colapsados comienzan a ser marcadas con la letra D por equipos de inspección. Ese símbolo significa que allí ya no hay nadie vivo a quien buscar. Equipos internacionales El sábado cerró la ventana de 72 horas que los expertos consideran clave para hallar sobrevivientes luego de un terremoto. Pero en La Guaira, los rescatistas aún salvan a personas, incluso luego de excavaciones que pueden durar hasta 11 horas. Equipos de Colombia, El Salvador, Perú, Estados Unidos, Ecuador y de otra decena de países han protagonizado rescates que se celebraron con aplausos: un niño de tres años, un menor de 11, dos mujeres mayores que permanecieron atrapadas más de 60 y 86 horas respectivamente. Pero no todas las historias tienen final feliz. En Catia La Mar, Mari Delgado espera el cuerpo de su hijo: "Yo sé que está por aquí. Ese instinto de mamá me dice que está por aquí. Yo sé que está muerto porque ya hemos llevado cinco días y hoy fue que llegaron las maquinarias que nosotros necesitamos", afirma. "Siempre voy a tener esperanza" El bombero Oswaldo Guédez fue sacado de las ruinas por sus compañeros: "Fui rescatado después de 30 horas de ardua labor, lamentablemente mi esposa no corrió la misma suerte y en este momento mis compañeros están recuperando su cuerpo", cuenta. No muy lejos de allí, Jennifer se niega a pensar que ya no hay más nada que hacer por sus hijos: "Siempre voy a tener esperanza, no la voy a perder. La cuestión es que estamos parados porque dependemos de unos perros. Si los perros llegan y no detectan, para ellos no hay nada y se van y les dan prioridades a otras cosas", dice. El balance oficial, presentado este domingo por el presidente del Parlamento, Jorge Rodríguez, habla de 1.450 fallecidos, 3.150 heridos y 12.721 damnificados… pero no se sabe cuántos rescates van. Entretanto, Venezuela comienza una semana sin normalidad. Las clases han sido suspendidas mientras muchos aún no saben cómo ni cuándo podrán tener de nuevo un techo seguro bajo el cual dormir.

Os Caminhantes
Ep. 160-S.08-Quem tem a chave da sua casa

Os Caminhantes

Play Episode Listen Later Jun 27, 2026 9:15


Este texto veio de uma elucubração minha …Estava indo para casa, buscar João, porque estou de catsitter na casa da minha irmã e combinamos um cineminha no sábado a tarde….Fui separar as chaves que estavam comigo e resultado: estava (óbvio), com  chave do apê da minha irmã, a chave da casa da minha mãe, a chave do meu cativeiro (caso eu precisasse pegar alguma coisa lá em uma semana) e.. a chave da minha casa, logicamente (que também está a chave do apê do meu melhor amigo)...uma confusão de chaves, que colocadas numa sacolinha tinham um certo peso…E veio um pensamento simples, uma metáfora que agora divido aqui com vocês. Rossandro Klinjey

Más de uno
La veta cultureta: 3 de mayo en Madrid, 4 de julio en Boston

Más de uno

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 3:17


Fui a Boston a mirar archivos, ocho horas al día. Pero me encontré también un Mundial de fútbol en ciernes, el 250º aniversario de EEUU y... a Francisco de Goya fusilando.

Más Noticias
La veta cultureta: 3 de mayo en Madrid, 4 de julio en Boston

Más Noticias

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 3:17 Transcription Available


Fui a Boston a mirar archivos, ocho horas al día. Pero me encontré también un Mundial de fútbol en ciernes, el 250º aniversario de EEUU y... a Francisco de Goya fusilando.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/mas-noticias--4412383/support.ESCUCHAR RADIO 

Convidado
Mondlane confirma candidatura em 2029 e acusa Chapo de erguer a "muralha do diálogo"

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 10:50


Venâncio Mondlane acaba de ser eleito presidente da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo, Anamola, por unanimidade dos delegados presentes no momento da votação na primeira Convenção Nacional do partido que foi realizado em Nampula, no norte de Moçambique. Em entrevista à RFI, Venâncio Mondlane afirmou que o Anamola pretende tornar-se, até 2029, "o maior partido político da história democrática de Moçambique" e defendeu, ainda, a criação de uma "Escola Anamola" para formar quadros nas áreas da governação e das novas tecnologias. Questionado sobre o processo de diálogo nacional inclusivo e a gestão do Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, o líder do Anamola acusa-o de promover a exclusão política e de ignorar denúncias de violência contra membros do Anamola. Mondlane confirmou, ainda, que pretende candidatar-se às eleições presidenciais de 2029. RFI: Esta eleição à presidência do Anamola era previsível. Era o único candidato à presidência do partido que fundou em Agosto do ano passado e que presidia interinamente. Portanto, não foi uma surpresa para si. Venâncio Mondlane: É verdade que era a única candidatura, mas havia sempre duas possibilidades: a de votar em branco ou votar na única candidatura disponível. E aí podiam acontecer duas hipóteses: ou ser eleito ou não ser eleito. Fui o único candidato exactamente porque durante o período da submissão de candidaturas não houve uma manifestação de candidaturas alternativas, mas claramente nós tínhamos um regulamento que permitia que qualquer membro do partido, independentemente do escalão que se encontrasse, podia concorrer livremente, porque não haviam termos de referência draconianos que criassem qualquer espécie de impedimento. E quais são as linhas estratégicas do Anamola? Primeiro, queremos, até 2029, ser o maior partido político de toda a história democrática de Moçambique. Segundo, queremos continuar - porque já o fazemos - a liderar a propositura de políticas públicas para o país. Três, queremos continuar a liderar também as iniciativas legislativas, isto é, propostas submetidas para o Poder Legislativo que já lideramos neste momento. Quatro, queremos continuar a ser o partido mais moderno, mais tecnológico e inovativo do país. Cinco, neste momento, há uma nova configuração política em Moçambique e o único partido verdadeiramente de massas de Moçambique é o Anamola. E nós queremos continuar a ocupar esse espaço. Por último, em termos daquilo que é o nosso projecto para Moçambique, queremos fazer a correcção de um erro histórico de 50 anos, que é tornar Moçambique um país verdadeiramente democrático, um Estado que promove as liberdades e o respeito pelos direitos humanos. E queremos também aquilo que se chama de ‘rule of law'. Quer dizer, queremos uma economia baseada essencialmente num Estado de direito democrático que permita a livre concorrência, a liberdade dos empresários e permita também a redução da carga de impostos e de taxas. A carga fiscal, que é draconiana, está a O país prepara-se para eleições autárquicas em 2028 e eleições gerais em 2029. Quais são os planos do Anamola para as autárquicas? Há alguma hipótese do partido ser eleito? Hipóteses bastante grandes e muito substanciais. Curiosamente, durante algum tempo, fomos cognominados como um partido do Facebook, das redes sociais. Mas nos últimos meses essa tese caiu por terra. Já ninguém a defende. Portanto, nós estamos implantados em todo o território nacional e não só nas zonas urbanas e suburbanas, mas até nas zonas rurais. Nós temos uma implantação muito forte. Isso significa o quê? Significa que estamos disponíveis a concorrer em todas as autarquias. Portanto, nós temos agora, mais ou menos, 65 autarquias em Moçambique e vamos concorrer em todas. Neste momento, a nossa crença, por aquilo que tem sido a retroalimentação que vem das bases, temos condições de ganhar a maior parte das autarquias em Moçambique. No seu primeiro discurso após a eleição à liderança de Anamola disse: "Uma vitória eleitoral é fácil. A coisa mais importante é preparar-nos tecnicamente, psicologicamente e emocionalmente para podermos fazer a transformação do que o país precisa”. Na prática, o que é que isto quer dizer? Quer dizer que nós temos que preparar os nossos quadros para o trabalho técnico, tecnocrata, que é a essência da governação. A solução é exactamente a parte mais forte do manifesto que eu apresentei: a escola Anamola. Queremos formar quadros em várias matérias, pilares fundamentais da governação, mas também com uma componente extremamente interessante que são as tecnologias de informação e comunicação. Temos neste momento alguns consultores e simpatizantes que estão fora de Moçambique, já temos acordos firmados para passarem a ser também docentes, consultores e conselheiros desta escola. É nesta escola que temos um plano de uma formação intensiva de dois anos que nos permite projectar que, até 2028, vamos ter capacidade de técnicas e humanas no partido, capazes de fazer uma gestão de acordo com o nosso discurso político. Abriu mão das bandeiras que ergueu no período das eleições gerais de Outubro de 2024, eleições cujos resultados não reconhece? Foi um percurso que nós atravessámos, em que nós, transitoriamente, tivemos que assumir um acordo de uma parceria política para fazer uma frente política para aquele momento, aquela circunstância em concreto. Logicamente que depois houve vários episódios - que não vale a pena aqui falar - que nos levaram, auscultando o público, os eleitores e os próprios membros do meu projecto político, que tínhamos que avançar para um projecto político original, genuíno. Então, neste momento, o meu foco, o foco dos nossos membros seguidores, é exactamente neste projecto jovial que é o partido Anamola. Mas para que é que serve o diálogo nacional inclusivo? A gestão de Daniel Chapo é mais aberta à oposição do que era à anterior? O diálogo político inclusivo é uma iniciativa fenomenal. Tudo partiu, em Novembro de 2024, com uma carta que eu escrevi ao antigo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, em que eu fazia uma proposta de uma agenda para um debate nacional alargado sobre as bases do futuro de Moçambique. Foi essa carta que serviu de base para aquilo que foram as linhas mestras daquilo que veio a ser conhecido como acordo político. É por isso que, apesar do Anamola estar excluído da comissão técnica que está a fazer a gestão, a recolha dessas propostas de reformas, nós apresentamos a nossa proposta de reformas. Um documento com pouco mais de 400 páginas onde mostramos o que é que pretendemos em termos de reforma fiscal, eleitoral, política, da Constituição e várias áreas. Nós submetemos a este organismo do qual nós estamos excluídos. Agora, em relação a esta terceira parte, Daniel Chapo, eu penso que vai ficar na história, como aquele que concretizou o sinistro da muralha do diálogo em Moçambique. Não restam dúvidas. E os números falam por si. Portanto, não vou fazer politiquice. O Anamola, em menos de um ano de existência, foram assassinados 56 membros seniores do partido. Isto nunca aconteceu em nenhuma fase da história democrática desse país, mesmo nos períodos que havia hostilidades militares entre o Governo e a Renamo, nunca aconteceu. 56 pessoas foram assassinadas e isto está a acontecer com Daniel Chapo. Este é o primeiro ponto. O segundo ponto é que nós, logo depois do registo do nosso partido, apresentamos uma proposta ao próprio Daniel Chapo em que sugerimos a integração do Anamola dentro da comissão técnica que está a gerir o diálogo. E fundamentamos a razão e ainda apresentamos uma proposta de revisão da lei que operacionaliza o diálogo político. Nós apresentámos isso. Ele nunca respondeu em mais de sete meses. Isto mostra claramente que é uma pessoa fechada, que é uma pessoa que, até certo ponto, está apadrinhando a exclusão do Anamola e a exclusão de outras forças políticas. E mais grave do que isso: que está apadrinhando, ainda mais, a violação de direitos humanos graves. Nós submetemos ao próprio Presidente da República um relatório detalhado sobre os casos de violência grave que o nosso partido, os membros do nosso partido sofreram. São cerca de 450 casos graves de violação de direitos humanos. Ele nunca respondeu em sete meses, nunca. Sobre essa questão, em parceria com outros meios de comunicação social, a RFI publicou uma série de reportagens denominadas “Mozambique Exposed”. Nessa investigação foi possível constatar uma relação entre o desaparecimento ou morte de jornalistas e membros da oposição, desde Outubro de 2024, e o envolvimento das forças de segurança moçambicanas. Concorda com esta ligação? Efectivamente, há mão das Forças Armadas moçambicanas nestas mortes, nestes desaparecimentos? Eu estou plenamente de acordo. E não estou de acordo apenas do ponto de vista político, os números também o dizem. Temos um jornalista que também fazia parte do nosso projecto político, que é o Arlindo Chissale, que fez um trabalho fenomenal, educativo, sobre a estrutura da fraude que aconteceu em Moçambique. Ele desapareceu misteriosamente em Cabo Delgado. Ele vivia em Cabo Delgado e Nampula e nós submetemos várias denúncias sobre este caso. Nota-se claramente que o modus operandi em que o Arlindo Chissale desapareceu, foi torturado… A 07 de Janeiro de 2025. Exactamente. O modus operandi é factual e mostra claramente que são as forças de defesa e segurança, as forças especiais da força de defesa e segurança, que o fazem. Há uma força especial, muito concreta, da polícia que executa esse tipo de operações: o Grupo de Operações Especiais e, também, o SERNIC está envolvido nisto. Portanto, eu estou plenamente de acordo. Plenamente de acordo por aquilo que observei. Plenamente de acordo por aquilo que nós testemunhamos dentro do nosso projecto político e também pelas várias sensibilidades e figuras insuspeitas de Moçambique que dizem a mesma coisa. Admite candidatar-se, voltar a candidatar-se à Presidência da República em 2029? Sem sombra de dúvida. Quanto a isso, não vou ter rodeios. Vou dizer claramente que sim, porque neste momento, tudo o que me foi transmitido pelos membros do partido, os eleitores, a população em geral - nós temos estado constantemente em contacto permanente com o povo - aquilo que é o aconselhamento, as recomendações que vêm, todas elas, indicam de que nós temos que avançar para a candidatura presidencial.

Programa del Motor: AutoFM
La cruda realidad de quien causa una muerte en el asfalto

Programa del Motor: AutoFM

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 11:45


Para la opinión pública, el causante de un siniestro vial mortal suele ser un personaje plano, una fría silueta en un expediente judicial o un titular de sucesos. Sin embargo, cuando la condena penal se extingue, queda un ser humano que debe convivir el resto de sus días con la certeza de haber segado una vida inocente. Eduardo Sánchez, transportista que en el año 2017 provocó una colisión frontal letal, ha decidido dar un paso al frente de la mano de la asociación de víctimas P(A)T para contar lo que ocurre en el lado más oscuro de la carretera. Su relato no busca la autoexculpación, sino lanzar una advertencia desesperada a una sociedad que a diario normaliza pequeñas imprudencias al volante. 1. La bomba de relojería: THC, fatiga y asfalto En junio de 2017, Eduardo se dedicaba profesionalmente al transporte por carretera. Consumidor habitual de marihuana, asumió una ruta de larga distancia entre Barcelona y Jaén sin haber descansado lo suficiente. En el trayecto de vuelta, la combinación de sustancias, el cansancio acumulado y las horas de conducción ininterrumpida actuaron como una bomba de tiempo. A la altura de Castellón, el vehículo de Eduardo invadió el carril contrario y chocó de frente contra un turismo. El conductor del vehículo contrario falleció en el acto, dejando a una niña huérfana de padre. «Fui consciente de que no había marcha atrás en el momento en que me evacuaban las unidades de emergencia y escuché que había un fallecido en el acto. Te quedas en shock. Todo te da vueltas, te cuestionas absolutamente todo como ser humano», relata Eduardo con una voz quebrada por el peso de los años. La justicia penal actuó con firmeza. Eduardo fue condenado por un delito de homicidio por imprudencia y otro contra la seguridad vial a una pena de 2 años y 7 meses de prisión, junto a la privación del derecho a conducir durante 6 años 2. La paradoja de la celda y la herida familiar El 19 de diciembre de 2019, Eduardo cruzaba el umbral de la prisión para cumplir su condena, enfrentándose de inmediato al aislamiento de la pandemia de la COVID-19, que canceló temporalmente sus permisos de salida. Pero más allá de la pérdida de libertad física, lo que verdaderamente devastó el entorno de Eduardo fue el impacto colateral en su propia familia. «La cárcel es un proceso duro. Es ver los primeros pasos de tu hija pequeña a través de un cristal de comunicaciones en el locutorio. Es que tu hijo mayor te confiese, tiempo después, que el principal recuerdo que conserva de su infancia es el estremecedor sonido metálico de las puertas de la prisión cerrándose tras de ti al ir a visitarte», confiesa. Para Eduardo, la prisión fue un trámite civil, pero no el espacio de curación o reinserción real. El verdadero trabajo de reconstrucción moral requirió 7 años de terapia psicológica intensiva para tratar un cuadro severo de estrés postraumático y aprender a digerir la culpa. Durante años, Eduardo fue incapaz de pronunciar una sola palabra sobre el accidente sin romper a llorar o verse desbordado por la angustia. 3. El "efecto vermut": la herencia cultural del riesgo Una de las reflexiones más lúcidas de Eduardo apunta a la raíz de la falta de conciencia en la juventud con respecto a las "drogas blandas" y el alcohol: la educación invisible que reciben en sus propios hogares. «Los chavales jóvenes ven el consumo de cannabis y la conducción con una total falta de realidad; creen que no pasa nada. Pero es que han visto a sus propios padres ir a hacer el vermut los fines de semana, beberse dos o tres copas, coger el coche con total tranquilidad y subirlos atrás. El mensaje implícito que les transmitimos es: "si lo hace papá, lo puedes hacer tú". Creemos que fumarse un porrito no es nada, que es lo mismo que esas copitas de los padres, y estamos educando de una manera errónea y muy peligrosa desde nuestras propias casas». Eduardo insiste en que la reeducación debe empezar en el núcleo familiar, rompiendo la cadena de normalización de conductas que, en apenas 0,2 segundos, pueden destruir múltiples familias. 4. Radiografía de las aulas de recuperación de puntos Tras recuperar su permiso de conducir, Eduardo se convirtió en voluntario activo de P(A)T. Hoy en día, se sienta regularmente en las aulas frente a conductores que han perdido sus puntos, compartiendo su experiencia sin tecnicismos ni condescendencia. La trilogía del riesgo: En los cursos, Eduardo identifica tres denominadores comunes sistemáticos: el alcohol, las drogas y la distracción con el teléfono móvil. Nuevos perfiles: Sorprende el cambio demográfico en las aulas. Al margen de los jóvenes y adultos de mediana edad, Eduardo destaca el creciente y llamativo aumento de mujeres y chicas jóvenes sancionadas que asisten a estos cursos de reeducación. Salvar vidas desde el remordimiento: El impacto de su cruda honestidad desarma al infractor más escéptico. Eduardo recuerda con emoción el caso de un alumno de El Vendrell que, tras escuchar su testimonio, acudió a la autoescuela para comunicar que la charla le había impactado tanto que había decidido cambiar de trabajo y reorientar por completo su vida. «Es una vida que hemos salvado, y eso te llena», confiesa. 5. La imposibilidad de la "normalidad" y la sanación mutua Al ser preguntado sobre si ha logrado recuperar una vida "normal", Eduardo es tajante: la paz interior y la tranquilidad se pierden para siempre. Su cuerpo sigue reflejando somáticamente el trauma del impacto de 2017: «Yo escucho un pequeño toque de chapa entre dos coches en la calle, de esos que hacen ruido, y me pongo tenso de inmediato; se me acelera el corazón a mil por hora. Te das cuenta de que tu vida jamás volverá a ser normal». Sin embargo, el camino de la justicia restaurativa le ha permitido construir un puente de sanación único junto a Enrique Rodríguez, presidente de la sección de afectados de P(A)T y padre de Iván, un joven fallecido en carretera. Aunque Eduardo no fue el causante del accidente del hijo de Enrique, el encuentro entre ambos obró un milagro emocional que las sentencias judiciales jamás contemplan. Enrique confesaba recientemente en Madrid, durante la presentación del documental Vías Restaurativas, que había tardado 14 años en cerrar su herida, y que solo lo logró al hablar con Eduardo, al ver reflejado en sus ojos el dolor y el remordimiento real del causante. «La relación con Enrique es gloria bendita. Mi hija pequeña le ve y para ella es el "avi" Enrique; somos prácticamente familia. Nos entendemos porque nuestro dolor y nuestra pena son similares y nos acompañarán siempre. Yo aprendo de su fortaleza, de sus ganas de vivir y de cómo le dio la vuelta a su sufrimiento tras haber estado en el pozo más hondo, dispuesto a perder su propia vida. Enrique me ha enseñado a valorar lo realmente importante y a ignorar las cosas banales de las que vive el 90% de la sociedad», concluye Eduardo. Para Eduardo, sentarse ante los micrófonos y las aulas es la única forma de "pagar" de manera activa una deuda moral que los años de celda y las indemnizaciones de las aseguradoras nunca podrán saldar. El objetivo es que nadie más tenga que vivir con la insoportable certeza de haber arrebatado una vida en la carretera.

Alta Definição
"Nada cai do céu. Quero que o meu filho dê valor às coisas, que tenha noção que tudo o que temos dá trabalho"

Alta Definição

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 50:14


Numa grande entrevista com Daniel Oliveira, Gonçalo Ramos, 25 anos, diz que só quer que o filho perceba que tudo o que a família tem dá trabalho. "Quero que ele disfrute da vida que lhe vamos poder dar, mas que também não se dislumbre, que tenha respeito por isso. Quero que olhe para nós e veja referências e exemplos". O avançado do Paris Saint-Germain é também um dos jogadores mais novos da seleção nacional. Fez sacríficios que poucos viram: "Fui obrigado a crescer rápido e muitas vezes sozinho", diz o jogador. Oiça aqui a entrevista completaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

La Voz del Universo
141. Alguien escuchó algo que yo jamás dije

La Voz del Universo

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 19:57


Fui a visitar a una amiga por su cumpleaños. Nada fuera de lo normal.Pero unos minutos después, un mecánico me dijo algo que me dejó completamente paralizada: aseguraba haber escuchado unas palabras que yo jamás pronuncié.Lo que ocurrió a continuación abrió una reflexión profunda sobre las señales, la protección espiritual y las formas invisibles en las que nuestros guías pueden intervenir en nuestra vida.Quizás llevas años esperando una gran señal... cuando la ayuda ya está llegando de formas mucho más sutiles de lo que imaginas.Si este episodio ha despertado en ti la sensación de que existe una guía acompañándote, pero aún no sabes cómo reconocerla o fortalecer esa conexión, descubre la Escuela de Diana. Encontrarás masterclases, talleres y formaciones diseñadas para ayudarte a conectar con tu esencia y comprender mejor las señales que llegan a tu vida.Descubre la Masterclass Conexión con tu Guía Espiritual de Luz

El Devocional
¿Cuáles Son Tus Credenciales?

El Devocional

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 10:14


Filipenses 3:5 (NTV) Fui circuncidado cuando tenía ocho días de vida. Soy un ciudadano de Israel de pura cepa y miembro de la tribu de Benjamín, ¡un verdadero hebreo como no ha habido otro! Fui miembro de los fariseos, quienes exigen la obediencia más estricta a la ley judía.

Aprende chino mandarín con LinguaBoost
Lección 34: Viajes y vacaciones pt. 2

Aprende chino mandarín con LinguaBoost

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 12:43 Transcription Available


En esta lección aprenderás las siguientes frases: ¿Dónde quieres ir de vacaciones? / Este año quiero visitar India. / ¿Fuiste a Egipto el año pasado? / Fui por una semana. / Visité Roma la semana pasada. / ¿Cuánto tiempo estuviste allí? / Pasé tres semanas en Nueva York en el verano. / Necesito vacaciones.

Aprende ruso con LinguaBoost
Lección 34: Viajes y vacaciones pt. 2

Aprende ruso con LinguaBoost

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 17:47 Transcription Available


En esta lección aprenderás las siguientes frases: ¿Dónde quieres ir de vacaciones? / Este año quiero visitar India. / ¿Fuiste a Egipto el año pasado? / Fui por una semana. / Visité Roma la semana pasada. / ¿Cuánto tiempo estuviste allí? / Pasé tres semanas en Nueva York en el verano. / Necesito vacaciones.

CBN Vitória - Entrevistas
Fotógrafo do ES acompanha a rotina da família de Marquinhos nos jogos da Copa

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 14:05


Um olhar do Espírito Santo na Copa do Mundo 2026. O fotógrafo e videomaker, Hugo Boniolo, de 31 anos, foi convidado pela família do jogador Marquinhos, capitão da seleção brasileira, para fazer os registros deles durante o Mundial. Boniolo nasceu em Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, "mas me considera 'metade' capixaba. Ele atua como fotógrafo e videomaker há mais de dez anos, fez faculdade em Vila Velha, cidade onde mantém um estúdio fotográfico. Mas, afinal, como veio o convite? Ele recorda como conheceu a família do jogador. "Já venho fazendo alguns trabalhos internacionais há algum tempo. Em um deles, fui em fevereiro para Paris (França), depois do Carnaval, com a marca infantil 'Le Infance' [marca capixaba de roupas infantis], e em fevereiro fomos à casa do Marquinhos, para eles levarem a roupinha que o filho dele ia nascer, pro enxoval. Lá ele me conheceu, a esposa dele [Carol Cabrino], me conheceu. Adoraram meu trabalho e estavam precisando de uma pessoa para cobrir a Copa. Comecei a conversar com eles e fechamos contrato", conta. O zagueiro Marquinhos defende atualmente o Paris Saint-Germain (França), onde atua como capitão."Fui pra Paris, de novo, em maio. No dia da convocação, eu estava lá na casa dele, filmando ele ser convocado, fiz toda a mídia dele, gravamos uma série de vídeos com a pré-expectativa da família", explica. Em maio, esse vídeo da reação de Marquinhos ao ser convocado para a Copa "viralizou" nas redes sociais.Boniolo fala sobre o trabalho das próximas semanas. "Meu trabalho principal vai ser acompanhar a família dele nos bastidores da Copa", explica. Ele recorda que já teve oportunidades de levar o trabalho para fora do Brasil, com produções em Paris, Milão, EUA e Chile. Mas que essa, pela proporação do evento, é um divisor de águas na carreira, "um sonho".

Audio Contos Gays
Vendedor da Leroy rasgou meu cu

Audio Contos Gays

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 7:44


Eu tava fazendo uma obra em casa e precisei ir la Leroy. Fui atendido por um puta de um gostoso que me deixou de pernas bambas.

Alta Definição
Ana Arrebentinha: “Tenho um amor enorme pela vida, mas fui engolida por uma tristeza muito profunda”

Alta Definição

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 56:45


A humorista Ana Arrebentinha é a convidada de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. A comediante natural de Amareleja, é conhecida pelo seu humor genuíno e sotaque alentejano inconfundível. Recorda com saudade uma infância de grande liberdade, entre o monte, os animais e as apanhas de azeitona e melão com a família. “Fui uma criança muito feliz. Era a menina do meu pai”, afirma. Ana fala sobre as raízes que moldaram o seu caráter e de como o trabalho digno dos seus pais lhe ensinou os valores que ainda hoje a guiam. O sonho de ser humorista parecia distante. Com 17 anos enviou um e-mail ousado para o programa Boa Tarde, da SIC: “Olá, eu sou a Ana e sei mais de 100 anedotas. Possivelmente vai ser mais um e-mail que vão eliminar, mas gostava muito de ir ao vosso programa.” Na primeira vez que entrou no estúdio de televisão percebeu que era aquilo que queria fazer para o “resto da vida.” A humorista reflete ainda sobre a perda do pai e o luto que nunca chegou a fazer, por se ter focado na sua mãe, que sofreu de uma doença grave. “Quando se perde um pai, perde-se a muralha que te protege. Há menos um lugar à mesa, fica um vazio”, explica. A comediante aborda também a sua sexualidade, que assumiu publicamente de forma natural, e sobre como o humor a salvou nos momentos mais difíceis da sua vida. “Cada vez que faço um espetáculo, salva-me.” Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 6 de junho. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

Programa del Motor: AutoFM
El peso de un segundo: la cruda realidad de quien causa una muerte en el asfalto

Programa del Motor: AutoFM

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 17:19


Eduardo Sánchez rompe el silencio y narra en primera persona el calvario, el paso por prisión y los siete años de terapia tras provocar un choque mortal bajo los efectos del THC y el cansancio. Para la opinión pública, el causante de un siniestro vial mortal suele ser un personaje plano, una fría silueta en un expediente judicial o un titular de sucesos. Sin embargo, cuando la condena penal se extingue, queda un ser humano que debe convivir el resto de sus días con la certeza de haber segado una vida inocente. Eduardo Sánchez, transportista que en el año 2017 provocó una colisión frontal letal, ha decidido dar un paso al frente de la mano de la asociación de víctimas P(A)T para contar lo que ocurre en el lado más oscuro de la carretera. Su relato no busca la autoexculpación, sino lanzar una advertencia desesperada a una sociedad que a diario normaliza pequeñas imprudencias al volante. La bomba de relojería: THC, fatiga y asfalto En junio de 2017, Eduardo se dedicaba profesionalmente al transporte por carretera. Consumidor habitual de marihuana, asumió una ruta de larga distancia entre Barcelona y Jaén sin haber descansado lo suficiente. En el trayecto de vuelta, la combinación de sustancias, el cansancio acumulado y las horas de conducción ininterrumpida actuaron como una bomba de tiempo. A la altura de Castellón, el vehículo de Eduardo invadió el carril contrario y chocó de frente contra un turismo. El conductor del vehículo contrario falleció en el acto, dejando a una niña huérfana de padre. «Fui consciente de que no había marcha atrás en el momento en que me evacuaban las unidades de emergencia y escuché que había un fallecido en el acto. Te quedas en shock. Todo te da vueltas, te cuestionas absolutamente todo como ser humano», relata Eduardo con una voz quebrada por el peso de los años. La justicia penal actuó con firmeza. Eduardo fue condenado por un delito de homicidio por imprudencia y otro contra la seguridad vial a una pena de 2 años y 7 meses de prisión, junto a la privación del derecho a conducir durante 6 años La paradoja de la celda y la herida familiar El 19 de diciembre de 2019, Eduardo cruzaba el umbral de la prisión para cumplir su condena, enfrentándose de inmediato al aislamiento de la pandemia de la COVID-19, que canceló temporalmente sus permisos de salida. Pero más allá de la pérdida de libertad física, lo que verdaderamente devastó el entorno de Eduardo fue el impacto colateral en su propia familia. «La cárcel es un proceso duro. Es ver los primeros pasos de tu hija pequeña a través de un cristal de comunicaciones en el locutorio. Es que tu hijo mayor te confiese, tiempo después, que el principal recuerdo que conserva de su infancia es el estremecedor sonido metálico de las puertas de la prisión cerrándose tras de ti al ir a visitarte», confiesa. Para Eduardo, la prisión fue un trámite civil, pero no el espacio de curación o reinserción real. El verdadero trabajo de reconstrucción moral requirió 7 años de terapia psicológica intensiva para tratar un cuadro severo de estrés postraumático y aprender a digerir la culpa. Durante años, Eduardo fue incapaz de pronunciar una sola palabra sobre el accidente sin romper a llorar o verse desbordado por la angustia. El muro legal frente a la necesidad de pedir perdón Uno de los puntos más críticos del testimonio de Eduardo coincide con el análisis del informe Vías Restaurativas de la Cátedra Ethos: el sistemático veto de los abogados al contacto humano. Eduardo sentía la necesidad moral e imperiosa de pedir perdón de corazón a la familia afectada. Sin embargo, la rígida estrategia de la abogacía de ambas partes desaconsejó y prohibió taxativamente cualquier acercamiento antes y durante el juicio penal para no perjudicar los intereses del proceso. «Nos cruzamos miradas en el pasillo del juzgado. Obviamente me deseaban todos los males del mundo y que me pudriera en la cárcel. Yo quería pedirles perdón, pero no hubo manera. Hasta que no conocí la asociación de víctimas y el documental de justicia restaurativa, nadie me había informado de que existía un proceso amparado por la ley que permitía ese espacio de entendimiento humano», explica Eduardo. De infractor a voluntario: sanar ayudando Tras cumplir su condena de privación de libertad y finalizar el periodo de 6 años de retirada de carné, Eduardo acudió a un curso de sensibilización y reeducación vial para recuperar su permiso por motivos laborales. Allí conoció a Enrique Rodríguez, presidente de la sección de afectados de P(A)T y padre de Iván, un joven fallecido en carretera. Aquel encuentro cambió el rumbo de su vida. Apoyado por su psicólogo terapeuta, Eduardo decidió unirse activamente a la asociación de víctimas como voluntario. Hoy en día, se sienta de forma regular ante aulas llenas de conductores que han perdido sus puntos para decirles cara a cara: «Yo también pensaba que no me iba a pasar nada por fumarme un porrito o ir cansado». Su testimonio, desprovisto de tecnicismos y cargado de una cruda honestidad, desarma a los infractores más reacios a asumir sus responsabilidades. Para Eduardo, este compromiso activo es la única forma de "pagar" una deuda moral que las indemnizaciones de las aseguradoras y los años de celda jamás podrán saldar. El objetivo es que nadie más tenga que vivir con la insoportable certeza de haber arrebatado una vida en la carretera.

BEN-YUR Podcast
talvez meus haters conheçam uma versão minha que eu não conheço

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 90:21


Cheguei do Rio faz pouco tempo. Dirigi umas oito horas e cheguei em casa de madrugada com o cachorro doente. Não dormi quase nada. Mas achei que seria bom sentar aqui um pouco e falar com vocês, sem muita cerimônia, como quem puxa uma cadeira num café no meio da tarde. Muita coisa tem acontecido. Teve o papo com o Mutarelli que mexeu bastante comigo e, pelo visto, com ele também. É raro encontrar alguém que ainda consiga ser brutalmente sincero hoje em dia. Sem performance. Só sendo. Também tive uma experiência bem profunda esses dias. Fui na casa de um fã do programa que eu não conhecia e acabei usando DMT. Foi uma coisa visual, um labirinto de cores, mas principalmente uma sensação de paz que eu não sentia faz tempo. Parecia que tinham lavado meu cérebro. A gente fica tão distraído com bobeira de rede social que esquece que esses lugares existem dentro da gente. O canal está num momento doido. Estou tentando entender o ritmo de tudo, equilibrando o Cigacasts, o Cineyur e essas lives. Fico feliz que vocês estejam por aqui acompanhando esse processo de reconstrução. Falamos também sobre música, fracasso, internet, tarô, ego e outras coisas que provavelmente nem estavam planejadas quando a live começou. Obrigado por estarem aqui.

Fora da Lei
Fui à final da champions - Fora da Lei #294

Fora da Lei

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 33:34


Fui à final da champions - Fora da Lei #294 by Tiago Almeida

Crónicas de Banqueta Radio
Crónicas de Banqueta TV - "Juego limpio" - Museo Memoria y Tolerancia - con: Arturo Trejo

Crónicas de Banqueta Radio

Play Episode Listen Later May 28, 2026 7:42


Fui al Museo Memoria y Tolerancia para visitar la exposición: Juego limpio, acompáñenme a recorrerla.#cronicasdebanqueta

Diario de una emprendedora
El libro que despertó mi creatividad y transformó mi negocio — El Camino del Artista

Diario de una emprendedora

Play Episode Listen Later May 25, 2026 31:29


Por demasiado tiempo creí que no era creativa. Me comparaba con personas que dibujaban, pintaban, cantaban. Y yo sentía que no tenía ese talento. Hasta que leí un libro que me cambió la perspectiva por completo.En este episodio te cuento cómo "El Camino del Artista" de Julia Cameron despertó mi creatividad dormida, cómo empecé a escribir las páginas matutinas todos los días, cómo la cita con el artista cambió mi relación conmigo misma, y por qué el entorno que te rodea define el techo de tus estándares (en tu negocio y en tu vida).También te hablo de cómo terminé dando clases de marca personal a artistas en una universidad en Colombia, por qué empecé a escribir una novela, y cómo la creatividad se conecta directamente con la productividad y el crecimiento de tu negocio.⏰ TIMESTAMPS:00:00 — El libro que despertó mi creatividad01:00 — Por años creí que no era creativa (me comparaba)02:30 — Descubrí que era creativa de formas diferentes03:30 — Producto mínimo viable vs excelencia: mi proceso05:30 — Lanzar primero, mejorar después (y cuándo eso cambia)07:00 — El entorno eleva tus estándares (analogía del gym)09:00 — La chica que hacía push ups con peso en la espalda10:00 — ¿Qué pasa cuando eres la mejor de tu círculo?11:30 — Conversaciones que te elevan: invertir en un edificio, visa americana14:00 — El poder del networking y los podcast como entorno15:00 — El Camino del Artista de Julia Cameron16:30 — Casualmente empecé a rodearme de artistas17:00 — Fui profesora de marca personal para artistas en Colombia19:00 — 6 meses con actores, cantantes y bailarines: lo que aprendí21:00 — Las páginas matutinas: escribir cada mañana sin filtro23:00 — La cita con el artista: una cita contigo misma cada semana25:00 — Cómo empecé a escribir una novela27:00 — La creatividad no es dibujar: es cómo piensas y creas29:00 — Lo que consumimos (personas, música, libros) nos moldea31:00 — Cierre: cuídate mucho y vibra alto

Aprende portugués con LinguaBoost
Lección 34: Viajes y vacaciones pt. 2

Aprende portugués con LinguaBoost

Play Episode Listen Later May 12, 2026 12:57 Transcription Available


En esta lección aprenderás las siguientes frases: ¿Dónde quieres ir de vacaciones? / Este año quiero visitar India. / ¿Fuiste a Egipto el año pasado? / Fui por una semana. / Visité Roma la semana pasada. / ¿Cuánto tiempo estuviste allí? / Pasé tres semanas en Nueva York en el verano. / Necesito vacaciones.

Aprende francés con LinguaBoost
Lección 34: Viajes y vacaciones pt. 2

Aprende francés con LinguaBoost

Play Episode Listen Later May 12, 2026 12:52 Transcription Available


En esta lección aprenderás las siguientes frases: ¿Dónde quieres ir de vacaciones? / Este año quiero visitar India. / ¿Fuiste a Egipto el año pasado? / Fui por una semana. / Visité Roma la semana pasada. / ¿Cuánto tiempo estuviste allí? / Pasé tres semanas en Nueva York en el verano. / Necesito vacaciones.

Aprende inglés con LinguaBoost
Lección 34: Viajes y vacaciones pt. 2

Aprende inglés con LinguaBoost

Play Episode Listen Later May 12, 2026 12:48 Transcription Available


En esta lección aprenderás las siguientes frases: ¿Dónde quieres ir de vacaciones? / Este año quiero visitar India. / ¿Fuiste a Egipto el año pasado? / Fui por una semana. / Visité Roma la semana pasada. / ¿Cuánto tiempo estuviste allí? / Pasé tres semanas en Nueva York en el verano. / Necesito vacaciones.

Audio Contos Gays
O maconheiro do estacionamento

Audio Contos Gays

Play Episode Listen Later May 3, 2026 5:06


Fui pegar meu carro e tinha um malandro pedindo dinheiro por ter guardado o carro. Ele tinha uns 20 anos e era bem gostosinho.

Michael Harper Spanish Podcast
Ep. 49 - Spanish Listening Practice WITH Breakdown!

Michael Harper Spanish Podcast

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 15:04


Here's the script: Fui al supermercado a comprar solo tres cosas. Vi una fila/cola corta con una sola persona ahí. Nos pusimos detrás de ella. Pero de repente apareció una señora empujando un carrito lleno de cosas y se metió justo delante de nosotros. Resulta que la persona le estaba guardando el lugar. Y no solo eso — tenía tres transacciones distintas/seperadas, cada una con sus propios cupones. El cajero no sabía qué hacer. Nos demoramos casi media hora ahí. Need more help with your Spanish, and wanna learn how you can become fluent in Spanish within a year? I've got a FREE training to show you exactly how you can achieve these results and be having REAL conversations in Spanish just a few months from now! Sign for FREE up here: https://www.michaelharperspanish.com/masterclass-registration

Audio Contos Gays
Menino trabalhador gostosinho

Audio Contos Gays

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 8:06


Me mudei pra uma cidade pequena e arrumei um garoto pra me ajudar com a grama nos finais de semana. Fui ficando louco por aquele moleque.

WGospel.com
Precisa-se de torcedores!

WGospel.com

Play Episode Listen Later Apr 18, 2026 5:03


TEMPO DE REFLETIR 01738 – 18 de abril de 2026 Hebreus 3:13 – Encorajem-se uns aos outros todos os dias durante o tempo que se chama hoje. A Escola Fundamental anunciou a apresentação de uma peça e Tiago se apresentou voluntariamente para ser um dos personagens. A mãe temia que ele não fosse escolhido. No dia em que distribuíram os papéis dos personagens, ela foi buscá-lo com medo de que ele estivesse desapontado. Quando Tiago viu a mãe, correu para ela e, com os olhos brilhando de empolgação, disse: “Adivinha, mãe! Fui escolhido para bater palmas e torcer!” Diz Carlos Drummond de Andrade em uma pequena crônica intitulada “Torcida por você”: “Mesmo antes de nascer já tinha alguém torcendo por você. Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe e o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí em diante, continuaram torcendo.” E termina dizendo: “Muita gente ainda torce por você.” É verdade. Quem não tem um torcedor? Não estou falando de times que têm torcedores fanáticos que, com buzinas, bandeiras e gritos de guerra, acompanham o time em todos os jogos. Estou me referindo a alguém que acredita e torce por nós, e grita: “Vamos! É isso aí! Você vai conseguir!” Quem já não sentiu ânimo quando ouviu a voz de incentivo dos amigos, dos pais, dos professores e chefes? O senso de que temos valor diante de outros é muito importante para nós. Significa que não estamos sozinhos! Encorajar é estar lado a lado, ter confiança na habilidade da pessoa para fazer alguma coisa; é quase empurrá-la para uma decisão. Há determinados momentos na vida em que desejamos que apareça alguém que dê esse empurrão na gente, em algum projeto que estamos empreendendo, para que saibamos que não estamos sozinhos. É assim que se colocam diante das pessoas expectativas bonitas e animadoras como as dos pais diante dos filhos, professores diante de estudantes, patrões diante de empregados, treinadores diante de jogadores e médicos diante dos pacientes. Essas expectativas capacitam as pessoas além de suas fragilidades e imperfeições para uma mudança de comportamento. Por meio de nossa companhia, escutando, demonstrando hospitalidade, orando, dando um abraço, enviando uma mensagem pelo whatsapp e estando presentes, podemos dizer que estamos “torcendo” por alguém. A quem você pode animar hoje, dizendo: “Estou torcendo por você”? Faça isso hoje e ore comigo agora: Pai, obrigado por aqueles que nos incentivam e, mais do que tudo: obrigado pela força e o poder que vem do Alto, o Teu incentivo. Louvamos-Te em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Podcast El Lugar de Su Presencia.
Una fe valiente - Sergio Hornung ¦ Prédicas Cristianas 2026 (128kbit_AAC)

Podcast El Lugar de Su Presencia.

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 47:34


Mateo 15:21-28 NTV 1. Una fe valiente supera el silencio. Silencio no es lo mismo que indiferencia. Silencio no es lo mismo que ausencia. Silencio no es lo mismo que pasividad. 2. Una fe valiente supera la ofensa. 3. Una fe valiente supera el rechazo. Mateo 15:24-25 NTV “Entonces Jesús le dijo a la mujer: Fui enviado para ayudar solamente a las ovejas perdidas de Dios, el pueblo de Israel.25 Ella se acercó y lo adoró, y le rogó una vez más: —¡Señor, ayúdame!26 4. Una fe valiente supera el “NO”. Mateo 15:26 NTV Jesús le respondió: No está bien tomar la comida de los hijos y arrojársela a los perros. Es verdad, Señor—respondió la mujer—, pero hasta a los perros se les permite comer las sobras que caen bajo la mesa de sus amos.”

Aprende portugués con LinguaBoost
Lección 14: Viajes y vacaciones

Aprende portugués con LinguaBoost

Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 11:49 Transcription Available


En esta lección aprenderás las siguientes frases: Me gusta viajar. / Quiero visitar Alemania. / Me gusta visitar Italia. / ¿Has estado en Inglaterra? / Nunca he estado allí. / Estuve en Francia. / ¿Alguna vez has estado en París? / Fui allí de vacaciones el año pasado.

Aprende francés con LinguaBoost
Lección 14: Viajes y vacaciones

Aprende francés con LinguaBoost

Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 11:08 Transcription Available


En esta lección aprenderás las siguientes frases: Me gusta viajar. / Quiero visitar Alemania. / Me gusta visitar Italia. / ¿Has estado en Inglaterra? / Nunca he estado allí. / Estuve en Francia. / ¿Alguna vez has estado en París? / Fui allí de vacaciones el año pasado.

Les matins
"J'ai dessiné la vérité" : un père et sa fille sont arrivés en France après avoir fui la répression en Russie

Les matins

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 15:16


durée : 00:15:16 - Journal de 8 h - Pour un dessin à l'école dénonçant la guerre en Ukraine, le père d'une jeune fille avait été condamné à deux ans de prison en 2023 et sa fille placée dans un foyer. Depuis, tous les deux ont réussi à fuir et viennent de rejoindre la France. Témoignage rare dans cette édition.

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

1) Enviado: Te cuento una historia real: Marcelo, un muchacho del grupo de jóvenes de la parroquia, iba a la visita que hacían los viernes en el asilo de ancianos. El tema es que a él no le gustaba ir, porque decía que a ver a los ancianos lo deprimía, lo bajoneaba, que ver a los ancianos no lo motivaba. La cuestión es que todos los viernes a la tarde iban y, a Marcelo, le llamó la atención que un abuelo le tomaba de la mano y no le soltaba. Marcelo, para sacárselo de encima, le decía: “Abuelo, te veo el viernes que viene…”, para sutilmente sacárselo de encima. Así fueron pasando las semanas hasta que un día el abuelo ya no estaba allí. Y, cuando Marcelo preguntó dónde estaba, le dijeron que estaba en terapia intensiva, pero que lo llevarían hacia donde estaba. En eso se acercó una muchacha y le preguntó si era Marcelo, sorprendido, él le dijo que sí. Ella le dijo que era la nieta de ese abuelo y que quería agradecerle por todo lo había hecho por su abuelo. Sorprendido, le dijo: “Yo no hice nada”. Ella contestó: “Mi abuelo, en un momento de lucidez, me dijo que todos los viernes iba Jesús a verlo, que lo tenía de la mano y eso le daba fuerzas y calma. Fui a preguntarle a las enfermeras y me dijeron que eras tú quien venía a verlo”. Hay veces que esos son nuestros ángeles Gabriel, que con solo tomarnos de la mano nos ayudan a seguir y a caminar. No hay que hacer muchas cosas ni decir muchas palabras para ayudar en la vida de alguien.2) El ángel Gabriel: No dejé de pensar que, si un voluntario mal dispuesto que, como Marcelo manifestó que no le gustaba ir a ver a los ancianos, si alguien como él puede ser confundido con Jesús, quizá nosotros tengamos la oportunidad de ser confundidos con Él. Si prestamos atención, Jesús va a aparecer delante de nuestros ojos bajo el disfraz de gente que no nos puede devolver ni el más pequeño favor. Jesús se va a disfrazar de gente tatuada, de gente con aros, con piercings, incluso con gente que nos puede parecer rara. Jesús nos pide que amemos al que tenemos delante. Mira, nosotros no estuvimos en el Edén y, sin embargo, heredamos la culpa, pero tampoco estuvimos en el calvario y heredamos la gracia. Por eso tenemos que estar atentos para ver a Jesús de incógnito y dar esa gracia.3) María: Tu hacer es hacer la voluntad de Dios, como María. Es aprender a saber soltar y poner todo en manos de Dios, porque la vida es un seguir lo que se te pide. Porque cuando Dios te pide algo te da las fuerzas necesarias para que lo hagas. Como dice el dicho de san Agustín: “Mándame lo que me pides y haré lo que me mandas”. Algo bueno está por venir.

Le journal de 8H00
"J'ai dessiné la vérité" : un père et sa fille sont arrivés en France après avoir fui la répression en Russie

Le journal de 8H00

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 15:16


durée : 00:15:16 - Journal de 8 h - Pour un dessin à l'école dénonçant la guerre en Ukraine, le père d'une jeune fille avait été condamné à deux ans de prison en 2023 et sa fille placée dans un foyer. Depuis, tous les deux ont réussi à fuir et viennent de rejoindre la France. Témoignage rare dans cette édition.

Les journaux de France Culture
"J'ai dessiné la vérité" : un père et sa fille sont arrivés en France après avoir fui la répression en Russie

Les journaux de France Culture

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 15:16


durée : 00:15:16 - Journal de 8 h - Pour un dessin à l'école dénonçant la guerre en Ukraine, le père d'une jeune fille avait été condamné à deux ans de prison en 2023 et sa fille placée dans un foyer. Depuis, tous les deux ont réussi à fuir et viennent de rejoindre la France. Témoignage rare dans cette édition.

Potencia Pro, tu podcast de WordPress
Potencia Pro 323: La NASA en WordPress

Potencia Pro, tu podcast de WordPress

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 25:59


Arrancamos la primavera con un episodio cargadito de noticias interesantes para los que nos dedicamos a esto de la web. NASA, Drupal, WordPress, podcasting… hay para todos. Tema del día La NASA se muda a WordPress Puede que lo hayas visto por ahí, pero si no, aquí va: la web de la NASA, nasa.gov, ha sido completamente rediseñada y migrada a WordPress. La agencia que se encargó del proyecto se llama Long Rock Point, y el motivo principal no fue un capricho estético, sino cumplir una directriz del gobierno de EE.UU. llamada IDEA Act (Ley de Experiencia Digital Integrada del Siglo XXI, de 2018), que obliga a todas las agencias del ejecutivo a modernizar sus webs cumpliendo ocho requisitos: accesibilidad, coherencia visual de marca, contenido claro, búsqueda funcional, seguridad, diseño centrado en el usuario, personalización y diseño mobile-first. La web anterior estaba hecha en Drupal 7, que salió en 2010. Actualizar a Drupal moderno no era viable porque Drupal cambió tanto del 7 al 8 que es prácticamente rehacer todo desde cero, así que optaron por WordPress con Gutenberg. Han creado bloques personalizados para cada tipo de contenido (noticias, carruseles, la famosa imagen del día…), roles de usuario muy acotados por sección, plantillas obligatorias al crear contenido nuevo, y todo alojado en WordPress VIP. Además, han integrado el chequeador de accesibilidad Editoria11y, búsqueda con Elasticsearch, y conexión con la biblioteca multimedia de la NASA a través de su API. En total, se han migrado más de 126.000 páginas y actualmente publican en ella 150 usuarios. ¿Qué ha pasado con todas las webs que estaban en Drupal 7? Esto es lo que da para reflexionar. Drupal 7 fue en su día el CMS de referencia para proyectos grandes y serios. Pero cuando Drupal decidió a partir del 8 orientarse a proyectos enterprise con estándares más complejos, muchos sitios medianos se quedaron descolgados. ¿Resultado? De las casi 827.000 webs que había en Drupal 7, el 35% se han ido a WordPress, el 28% siguen todavía en Drupal 7 sin moverse, solo un 6% han migrado a Drupal moderno, y el resto se han ido a otras plataformas o han desaparecido. Una lección sobre lo que pasa cuando un proyecto de software abandona a su base de usuarios habitual. Prestocast: el Twitter de los podcasts Joan Boluda ha lanzado Prestocast, un proyecto muy chulo que permite publicar episodios de podcast de forma ultrasencilla. Configuras un par de cosas, te crea un feed listo para subir a todas las plataformas, y a partir de ahí puedes publicar un nuevo episodio simplemente enviando un audio por Telegram. En menos de lo que tardas en bajar unas escaleras, el episodio está en Spotify y en Apple Podcasts. Eso sí, los episodios son de máximo 60 segundos, así que va perfecto para contenido corto y frecuente. OP3 y el plugin que me hice yo mismo A raíz de ver que Prestocast usaba OP3 para las estadísticas, decidí añadir el prefijo de OP3 a Potencia Pro para tener métricas más detalladas y de código abierto sobre las descargas del podcast. Fui al repositorio de WordPress a buscar un plugin que lo hiciera… y no existía ninguno. Así que, ni corto ni perezoso, me puse con Claude y construimos el plugin desde cero. Lo he enviado al repositorio oficial de WordPress.org y está pendiente de revisión (el proceso tarda lo suyo). Mientras tanto, podéis descargar la primera versión desde la sección de descargas de Potencia Pro si queréis probarlo. Solo necesitáis daros de alta en OP3, conseguir vuestro ID de podcast y la API key, meterlo en el plugin, y ya tendréis estadísticas de descargas bastante detalladas. Ayer mismo registró 1.493 descargas, que no está nada mal. Recursos mencionados nasa.gov – La web de la NASA rediseñada en WordPress Long Rock Point – La agencia que hizo el rediseño (longrock.com) IDEA Act – La directriz del gobierno de EE.UU. que motivó el cambio WordPress VIP – El hosting enterprise donde está alojada la NASA Editoria11y – Plugin de accesibilidad usado en la web de la NASA Prestocast – El proyecto de Joan Boluda para podcasting ultrarápido (prestocast.com) OP3 – Sistema de estadísticas de código abierto para podcasts (op3.dev) Plugin OP3 para WordPress – Disponible próximamente en el repo oficial; versión beta en la sección de descargas de Potencia Pro ¿No eres suscriptor? pues estás tardando, porque por sólo 2,5€ al mes tendrás acceso a todas las descargas de la intranet y lo más importante, nuestro amor. Soñaremos contigo todas las noches. Métodos de contacto Enviadnos vuestras preguntas al grupo de Telegram. Apuntaos al canal de Youtube del podcast https://www.youtube.com/potenciapro Si nos queréis decir algo directamente lo podéis hacer a @potenciapro , @materron, @mpc, o en el grupo de Telegram Y si eres muy muy muy fan del podcast Echa un vistazo a cómo nos puedes ayudar en https://potencia.pro/se-prosperoso/

Daniel Ramos' Podcast
Episode 519: 23 de Marzo del 2026 - Devoción para la mujer - ¨Sublime belleza¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Mar 22, 2026 4:08


==============================================SUSCRIBETEhttps://wwaw.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MUJERES 2026“SUBLIME BELLEZA”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================23 de MarzoProtagonistas INSUSTITUIBLESConfecciona ropa de lino y la vende. [...] Se reviste de fuerza y dignidad [...]. Está atenta a la marcha de su hogar y el pan que come no es fruto del ocio (Proverbios 31:24-27).En 1962 Agnes de Mile publicó en la revista Selecciones: "No tengo certeza de que la joven de hoy sea más feliz. La felicidad es muy personal y está íntimamente relacionada con la aptitud para amar. Nuestras abuelas lo sabían muy bien. Las mujeres de su tiempo vivían para los otros. Una de sus marcas de gloria era el altruismo. Su generación conoció la fe, la disciplina, un objetivo en la vida, en contraste con la ambición y el placer personal. Fue una generación que comprendió el valor de la elegancia. En el recato de su existencia, la mujer de entonces representó lo que tal vez haya sido el último baluarte de la hidalguía".La dramaturga norteamericana Zoe Lewis escribió un desahogo, titulado "Fui engañada por el movimiento feminista".Su madre le inculcó los valores de la posibilidad de elegir y de la liberación sexual. Durante veinte años, persiguió sus sueños, pero, cerca de los cuarenta años, concluyó: "Sacrifiqué mis deberes femeninos y los deposité en el altar de la carrera profesional. ¿Será que valió la pena? La respuesta solo puede ser un no absoluto. Desearía haber tenido una visión más balanceada de la mujer".Zoe habla de la enorme presión que sentía para tener éxito y ser igual a los hombres y cuánto le gustaría que la idea de ser ama de casa o madre, no fuese "tan tóxica para las mujeres de la clase media del pasado". Según ella, cada vez más amigas feministas están desistiendo de su carrera en favor del amor, de los hijos y de la cocina. Y concluye: "Ser mujer y ser madre deberían tener el mismo valor que una carrera en la mente de las feministas".Por detrás de la lucha por los derechos igualitarios, el enemigo siempre intentó que se desate una guerra entre los sexos. Hombres y mujeres fueron criados para complementarse, no para competir unos contra otros, pues tienen estructuras diferentes.Si lamentamos que en el pasado los hombres oprimían a las mujeres, necesitamos evitar el error de intentar imitar la fuerza masculina, dejando de disfrutar de la femineidad, terminando frustradas y arrepentidas. Dejémonos inspirar y ser alimentadas por la fe y la confianza en el Creador que nos capacita para protagonizar un papel insustituible: primeramente, dentro de casa; después, fuera de ella. 

El Devocional
Una Vida Dedicada a Dios

El Devocional

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 9:37


Tito 1:1 (NTV) Yo, Pablo, esclavo de Dios y apóstol de Jesucristo, escribo esta carta. Fui enviado para proclamar fe a los que Dios ha elegido y para enseñarles a conocer la verdad que les muestra cómo vivir una vida dedicada a Dios.

El Devocional
¿Cuáles Son Tus Credenciales?

El Devocional

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 10:14


Filipenses 3:5 (NTV) Fui circuncidado cuando tenía ocho días de vida. Soy un ciudadano de Israel de pura cepa y miembro de la tribu de Benjamín, ¡un verdadero hebreo como no ha habido otro! Fui miembro de los fariseos, quienes exigen la obediencia más estricta a la ley judía.

Kings and Generals: History for our Future
3.190 Fall and Rise of China: Zhukov Unleashes Tanks at Nomonhan

Kings and Generals: History for our Future

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 39:02


Last time we spoke about General Zhukov's arrival to the Nomohan incident. The Kwantung Army's inexperienced 23rd Division, under General Komatsubara, suffered heavy losses in failed offensives, including Colonel Yamagata's assault and the annihilation of Lieutenant Colonel Azuma's detachment, resulting in around 500 Japanese casualties. Tensions within the Japanese command intensified as Kwantung defied Tokyo's restraint, issuing aggressive orders like 1488 and launching a June 27 air raid on Soviet bases, destroying dozens of aircraft and securing temporary air superiority. This provoked Moscow's fury and rebukes from Emperor Hirohito. On June 1, Georgy Zhukov, a rising Red Army tactician and tank expert, was summoned from Minsk. Arriving June 5, he assessed the 57th Corps as inadequate, relieved Commander Feklenko, and took charge of the redesignated 1st Army Group. Reinforcements included mechanized brigades, tanks, and aircraft. Japanese intelligence misread Soviet supply convoys as retreats, underestimating Zhukov's 12,500 troops against their 15,000. By July, both sides poised for a massive clash, fueled by miscalculations and gekokujo defiance.   #190 Zhukov Unleashes Tanks at Nomohan Welcome to the Fall and Rise of China Podcast, I am your dutiful host Craig Watson. But, before we start I want to also remind you this podcast is only made possible through the efforts of Kings and Generals over at Youtube. Perhaps you want to learn more about the history of Asia? Kings and Generals have an assortment of episodes on history of asia and much more  so go give them a look over on Youtube. So please subscribe to Kings and Generals over at Youtube and to continue helping us produce this content please check out www.patreon.com/kingsandgenerals. If you are still hungry for some more history related content, over on my channel, the Pacific War Channel where I cover the history of China and Japan from the 19th century until the end of the Pacific War. At 4:00 a.m. on July 1, 15,000 heavily laden Japanese troops began marching to their final assembly and jump-off points. The sun rose at 4:00 a.m. and set at 9:00 p.m. that day, but the Japanese advance went undetected by Soviet/MPR commanders, partly because the June 27 air raid had temporarily cleared Soviet reconnaissance from the skies. On the night of July 1, Komatsubara launched the first phase. The 23rd Division, with the Yasuoka Detachment, converged on Fui Heights, east of the Halha River, about eleven miles north of its confluence with the Holsten. The term "heights" is misleading here; a Japanese infantry colonel described Fui as a "raised pancake" roughly one to one-and-a-half miles across, about thirty to forty feet higher than the surrounding terrain. For reasons not fully explained, the small Soviet force stationed on the heights was withdrawn during the day on July 1, and that night Fui Heights was occupied by Komatsubara's forces almost unopposed. This caused little stir at Zhukov's headquarters. Komatsubara bided his time on July 2.   On the night of July 2–3, the Japanese achieved a brilliant tactical success. A battalion of the 71st Infantry Regiment silently crossed the Halha River on a moonless night and landed unopposed on the west bank opposite Fui Heights. Recent rains had swollen the river to 100–150 yards wide and six feet deep, making crossing difficult for men, horses, or vehicles. Combat engineers swiftly laid a pontoon bridge, completing it by 6:30 a.m. on July 3. The main body of Komatsubara's 71st and 72nd Infantry Regiments (23rd Division) and the 26th Regiment (7th Division) began a slow, arduous crossing. The pontoon bridge, less than eight feet wide, was a bottleneck, allowing only one truck at a time. The attackers could not cross with armored vehicles, but they did bring across their regimental artillery, 18 x 37-mm antitank guns, 12 x 75-mm mountain guns, 8 x 75-mm field guns, and 4 x 120-mm howitzers, disassembled, packed on pack animals, and reassembled on the west bank. The crossing took the entire day, and the Japanese were fortunate to go without interception. The Halha crossing was commanded personally by General Komatsubara and was supported by a small Kwantung Army contingent, including General Yano (deputy chief of staff), Colonel Hattori, and Major Tsuji from the Operations Section. Despite the big air raid having alerted Zhukov, the initial Japanese moves from July 1–3 achieved complete tactical surprise, aided by Tsuji's bold plan. The first indication of the major offensive came when General Yasuoka's tanks attacked predawn on July 3. Yasuoka suspected Soviet troops south of him attempting to retreat across the Halha to the west bank, and he ordered his tanks to attack immediately, with infantry not yet in position. The night's low clouds, no moon, and low visibility—along with a passing thunderstorm lighting the sky—made the scene dramatic. Seventy Japanese tanks roared forward, supported by infantry and artillery, and the Soviet 149th Infantry Regiment found itself overwhelmed. Zhukov, hearing of Yasuoka's assault but unaware that Komatsubara had crossed the Halha, ordered his armor to move northeast to Bain Tsagan to confront the initiative. There, Soviet armor clashed with Japanese forces in a chaotic, largely uncoordinated engagement. The Soviet counterattacks, supported by heavy artillery, halted much of the Japanese momentum, and by late afternoon Japanese infantry had to dig in west of the Halha. The crossing had been accomplished without Soviet reconnaissance detecting it in time, but Zhukov's counterattacks, the limits of Japanese armored mobility across the pontoon, and the heat and exhaustion of the troops constrained the Japanese effort. By the afternoon of July 3, Zhukov's forces were pressing hard, and the Japanese momentum began to stall. Yasuoka's tanks, supported by a lack of infantry and the fatigue and losses suffered by the infantry, could not close the gap to link with Komatsubara's forces. The Type 89 tanks, designed for infantry support, were ill-suited to penetrating Soviet armor, especially when faced with BT-5/BT-7 tanks and strong anti-tank guns. The Type 95 light tanks were faster but lightly armored, and suffered heavily from Soviet fire and air attacks. Infantry on the western bank struggled to catch up with tanks, shot through by Soviet artillery and armor, while the 64th Regiment could not keep pace with the tanks due to the infantry's lack of motorized transport. By late afternoon, Yasuoka's advance stalled far short of the river junction and the Soviet bridge. The infantry dug in to withstand Soviet bombardment, and the Japanese tank regiments withdrew to their jump-off points by nightfall. The Japanese suffered heavy losses in tanks, though some were recovered and repaired; by July 9, KwAHQ decided to withdraw its two tank regiments from the theater. Armor would play no further role in the Nomonhan conflict. The Soviets, by contrast, sustained heavier tank losses but began to replenish with new models. The July offensive, for Kwantung Army, proved a failure. Part of the failure stemmed from a difficult blend of terrain and logistics. Unusually heavy rains in late June had transformed the dirt roads between Hailar and Nomonhan into a mud-filled quagmire. Japanese truck transport, already limited, was so hampered by these conditions that combat effectiveness suffered significantly. Colonel Yamagata's 64th Infantry Regiment, proceeding on foot, could not keep pace with or support General Yasuoka's tanks on July 3–4. Komatsubara's infantry on the west bank of the Halha ran short of ammunition, food, and water. As in the May 28 battle, the main cause of the Kwantung Army's July offensive failure was wholly inadequate military intelligence. Once again, the enemy's strength had been seriously underestimated. Moreover, a troubling realization was dawning at KwAHQ and in the field: the intelligence error was not merely quantitative but qualitative. The Soviets were not only more numerous but also far more potent than anticipated. The attacking Japanese forces initially held a slight numerical edge and enjoyed tactical surprise, but the Red Army fought tenaciously, and the weight of Soviet firepower proved decisive. Japan, hampered by a relative lack of raw materials and industrial capacity, could not match the great powers in the quantitative production of military materiel. Consequently, Japanese military leaders traditionally emphasized the spiritual superiority of Japan's armed forces in doctrine and training, often underestimating the importance of material factors, including firepower. This was especially true of the army that had carried the tactic of the massed bayonet charge into World War II. This "spiritual" combat doctrine arose from necessity; admitting material superiority would have implied defeat. Japan's earlier victories in the Sino-Japanese War, Russo-Japanese War, the Manchurian incident, and the China War, along with legendary medieval victories over the Mongol hordes, seemed to confirm the transcendent importance of fighting spirit. Only within such a doctrine could the Imperial Japanese Army muster inner strength and confidence to face formidable enemies. This was especially evident against Soviet Russia, whose vast geography, population, and resources loomed large. Yet what of its spirit? The Japanese military dismissed Bolshevism as a base, materialist philosophy utterly lacking spiritual power. Consequently, the Red Army was presumed to have low morale and weak fighting effectiveness. Stalin's purges only reinforced this belief. Kwantung Army's recent experiences at Nomonhan undermined this outlook. Among ordinary soldiers and officers alike, from the 23rd Division Staff to KwAHQ—grim questions formed: Had Soviet materiel and firepower proven superior to Japanese fighting spirit? If not, did the enemy possess a fighting spirit comparable to their own? To some in Kwantung Army, these questions were grotesque and almost unthinkable. To others, the implications were too painful to face. Perhaps May and July's combat results were an aberration caused by the 23rd Division's inexperience. Nevertheless, a belief took hold at KwAHQ that this situation required radical rectification. Zhukov's 1st Army Headquarters, evaluating recent events, was not immune to self-criticism and concern for the future. The enemy's success in transporting nearly 10,000 men across the Halha without detection—despite heightened Soviet alert after the June 27 air raid—revealed a level of carelessness and lack of foresight at Zhukov's level. Zhukov, however, did not fully capitalize on Komatsubara's precarious position on July 4–5. Conversely, Zhukov and his troops reacted calmly in the crisis's early hours. Although surprised and outnumbered, Zhukov immediately recognized that "our trump cards were the armored detachments, and we decided to use them immediately." He acted decisively, and the rapid deployment of armor proved pivotal. Some criticized the uncoordinated and clumsy Soviet assault on Komatsubara's infantry on July 3, but the Japanese were only a few hours' march from the river junction and the Soviet bridge. By hurling tanks at Komatsubara's advance with insufficient infantry support, Mikhail Yakovlev (11th Tank Brigade) and A. L. Lesovoi (7th Mechanized Brigade) incurred heavy losses. Nonetheless, they halted the Japanese southward advance, forcing Komatsubara onto the defensive, from which he never regained momentum. Zhukov did not flinch from heavy casualties to achieve his objectives. He later told General Dwight D. Eisenhower that if the enemy faced a minefield, their infantry attacked as if it did not exist, treating personnel mine losses as equal to those that would have occurred if the Germans defended the area with strong troops rather than minefields. Zhukov admitted losing 120 tanks and armored cars that day—a high price, but necessary to avert defeat. Years later, Zhukov defended his Nomonhan tactics, arguing he knew his armor would suffer heavy losses, but that was the only way to prevent the Japanese from seizing the bridge at the river confluence. Had Komatsubara's forces advanced unchecked for another two or three hours, they might have fought through to the Soviet bridge and linked with the Yasuoka detachment, endangering Zhukov's forces. Zhukov credited Yakovlev, Lesovoi, and their men with stabilizing the crisis through timely and self-sacrificing counterattacks. The armored car battalion of the 8th MPR Cavalry Division also distinguished itself in this action. Zhukov and his tankmen learned valuable lessons in those two days of brutal combat. A key takeaway was the successful use of large tank formations as an independent primary attack force, contrary to then-orthodox doctrine, which saw armor mainly as infantry support and favored integrating armor into every infantry regiment rather than maintaining large, autonomous armored units. The German blitzkrieg demonstrations in Poland and Western Europe soon followed, but, until then, few major armies had absorbed the tank-warfare theories championed by Basil Liddell-Hart and Charles de Gaulle. The Soviet high command's leading proponent of large-scale tank warfare had been Marshal Mikhail Tukhachevsky. His execution in 1937 erased those ideas, and the Red Army subsequently disbanded armored divisions and dispersed tanks among infantry, misapplying battlefield lessons from the Spanish Civil War. Yet Zhukov was learning a different lesson on a different battlefield. The open terrain of eastern Mongolia favored tanks, and Zhukov was a rapid learner. The Russians also learned mundane, but crucial, lessons: Japanese infantry bravely clambering onto their vehicles taught Soviet tank crews to lock hatch lids from the inside. The BT-5 and BT-7 tanks were easily set aflame by primitive hand-thrown firebombs, and rear deck ventilation grills and exhaust manifolds were vulnerable and required shielding. Broadly, the battle suggested to future Red Army commander Zhukov that tank and motorized troops, coordinated with air power and mobile artillery, could decisively conduct rapid operations. Zhukov was not the first to envision combining mobile firepower with air and artillery, but he had rare opportunities to apply this formula in crucial tests. The July offensive confirmed to the Soviets that the Nomonhan incident was far from a border skirmish; it signaled intent for further aggression. Moscow's leadership, informed by Richard Sorge's Tokyo network, perceived Japan's renewed effort to draw Germany into an anti-Soviet alliance as a dangerous possibility. Stalin and Vyacheslav Molotov began indicating to Joachim von Ribbentrop and Adolf Hitler that Berlin's stance on the Soviet–Japanese conflict would influence Soviet-German rapprochement considerations. Meanwhile, Moscow decided to reinforce Zhukov. Tens of thousands of troops and machines were ordered to Mongolia, with imports from European Russia. Foreign diplomats traveling the Trans-Siberian Railway reported eastbound trains jammed with personnel and matériel. The buildup faced a major bottleneck at Borzya, the easternmost railhead in the MPR, about 400 miles from the Halha. To prevent a logistics choke, a massive truck transport operation was needed. Thousands of trucks, half-tracks, gun-towing tractors, and other vehicles were organized into a continuous eight-hundred-mile, five-day shuttle run. The Trans-Baikal Military District, under General Shtern, supervised the effort. East of the Halha, many Japanese officers still refused to accept a failure verdict for the July offensive. General Komatsubara did not return to Hailar, instead establishing a temporary divisional HQ at Kanchuerhmiao, where his staff grappled with overcoming Soviet firepower. They concluded that night combat—long a staple of Japanese infantry tactics—could offset Soviet advantages. On July 7 at 9:30 p.m., a thirty-minute Japanese artillery barrage preceded a nighttime assault by elements of the 64th and 72nd Regiments. The Soviet 149th Infantry Regiment and supporting Mongolian cavalry were surprised and forced to fall back toward the Halha before counterattacking. Reinforcements arrived on both sides, and in brutal close-quarters combat the Japanese gained a partial local advantage, but were eventually pushed back; Major I. M. Remizov of the 149th Regiment was killed and later posthumously named a Hero of the Soviet Union. Since late May, Soviet engineers had built at least seven bridges across the Halha and Holsten Rivers to support operations. By July 7–8, Japanese demolition teams destroyed two Soviet bridges. Komatsubara believed that destroying bridges could disrupt Soviet operations east of the Halha and help secure the border. Night attacks continued from July 8 to July 12 against the Soviet perimeter, with Japanese assaults constricting Zhukov's bridgehead while Soviet artillery and counterattacks relentlessly pressed. Casualties mounted on both sides. The Japanese suffered heavy losses but gained some positions; Soviet artillery, supported by motorized infantry and armor, gradually pushed back the attackers. The biggest problem for Japan remained Soviet artillery superiority and the lack of a commensurate counter-battery capability. Japanese infantry had to withdraw to higher ground at night to avoid daytime exposure to artillery and tanks. On the nights of July 11–12, Yamagata's 64th Regiment and elements of Colonel Sakai Mikio's 72nd Regiment attempted a major assault on the Soviet bridgehead. Despite taking heavy casualties, the Japanese managed to push defenders back to the river on occasion, but Soviet counterattacks, supported by tiresome artillery and armor, prevented a decisive breakthrough. Brigade Commander Yakovlev of the 11th Armored, who led several counterattacks, was killed and later honored as a Hero of the Soviet Union; his gun stands today as a monument at the battlefield. The July 11–12 action marked the high-water mark of the Kwantung Army's attempt to expel Soviet/MPR forces east of the Halha. Komatsubara eventually suspended the costly night attacks; by that night, the 64th Regiment had suffered roughly 80–90 killed and about three times that number wounded. The decision proved controversial, with some arguing that he had not realized how close his forces had come to seizing the bridge. Others argued that broader strategic considerations justified the pause. Throughout the Nomonhan fighting, Soviet artillery superiority, both quantitative and qualitative, became painfully evident. The Soviet guns exacted heavy tolls and repeatedly forced Japanese infantry to withdraw from exposed positions. The Japanese artillery, in contrast, could not match the Red Army's scale. By July 25, Kwantung Army ended its artillery attack, a humiliating setback. Tokyo and Hsinking recognized the futility of achieving a decisive military victory at Nomonhan and shifted toward seeking a diplomatic settlement, even if concessions to the Soviet Union and the MPR were necessary. Kwantung Army, however, opposed negotiations, fearing it would echo the "Changkufeng debacle" and be read by enemies as weakness. Tsuji lamented that Kwantung Army's insistence on framing the second phase as a tie—despite heavy Soviet losses, revealed a reluctance to concede any territory. Differences in outlook and policy between AGS and Kwantung Army—and the central army's inability to impose its will on Manchukuo's field forces—became clear. The military establishment buzzed with stories of gekokujo (the superiority of the superior) within Kwantung Army and its relations with the General Staff. To enforce compliance, AGS ordered General Isogai to Tokyo for briefings, and KwAHQ's leadership occasionally distanced itself from AGS. On July 20, Isogai arrived at General Staff Headquarters and was presented with "Essentials for Settlement of the Nomonhan Incident," a formal document outlining a step-by-step plan for Kwantung Army to maintain its defensive position east of the Halha while diplomatic negotiations proceeded. If negotiations failed, Kwantung Army would withdraw to the boundary claimed by the Soviet Union by winter. Isogai, the most restrained member of the Kwantung Army circle, argued against accepting the Essentials, insisting on preserving Kwantung Army's honor and rejecting a unilateral east-bank withdrawal. A tense exchange followed, but General Nakajima ended the dispute by noting that international boundaries cannot be determined by the army alone. Isogai pledged to report the General Staff's views to his commander and take the Essentials back to KwAHQ for study. Technically, the General Staff's Essentials were not orders; in practice, however, they were treated as such. Kwantung Army tended to view them as suggestions and retained discretion in implementation. AGS hoped the Essentials would mollify Kwantung Army's wounded pride. The August 4 decision to create a 6 Army within Kwantung Army, led by General Ogisu Rippei, further complicated the command structure. Komatsubara's 23rd Division and nearby units were attached to the 6 Army, which also took responsibility for defending west-central Manchukuo, including the Nomonhan area. The 6 Army existed largely on paper, essentially a small headquarters to insulate KwAHQ from battlefield realities. AGS sought a more accountable layer of command between KwAHQ and the combat zone, but General Ueda and KwAHQ resented the move and offered little cooperation. In the final weeks before the last battles, General Ogisu and his small staff had limited influence on Nomonhan. Meanwhile, the European crisis over German demands on Poland intensified, moving into a configuration highly favorable to the Soviet Union. By the first week of August, it became evident in the Kremlin that both Anglo-French powers and the Germans were vying to secure an alliance with Moscow. Stalin knew now that he would likely have a free hand in the coming war in the West. At the same time, Richard Sorge, the Soviet master spy in Tokyo, correctly reported that Japan's top political and military leaders sought to prevent the escalation of the Nomonhan incident into an all-out war. These developments gave the cautious Soviet dictator the confidence to commit the Red Army to large-scale combat operations in eastern Mongolia. In early August, Stalin ordered preparations for a major offensive to clear the Nomonhan area of the "Japanese samurai who had violated the territory of the friendly Outer Mongolian people." The buildup of Zhukov's 1st Army Group accelerated still further. Its July strength was augmented by the 57th and 82nd Infantry Divisions, the 6th Tank Brigade, the 212th Airborne Brigade, numerous smaller infantry, armor, and artillery units, and two Mongolian cavalry divisions. Soviet air power in the area was also greatly strengthened. When this buildup was completed by mid-August, Zhukov commanded an infantry force equivalent to four divisions, supported by two cavalry divisions, 216 artillery pieces, 498 armored vehicles, and 581 aircraft. To bring in the supplies necessary for this force to launch an offensive, General Shtern's Trans-Baikal Military District Headquarters amassed a fleet of more than 4,200 vehicles, which trucked in about 55,000 tons of materiel from the distant railway depot at Borzya. The Japanese intelligence network in Outer Mongolia was weak, a problem that went unremedied throughout the Nomonhan incident. This deficiency, coupled with the curtailment of Kwantung Army's transborder air operations, helps explain why the Japanese remained ignorant of the scope of Zhukov's buildup. They were aware that some reinforcements were flowing eastward across the Trans-Siberian Railway toward the MPR but had no idea of the volume. Then, at the end of July, Kwantung Army Intelligence intercepted part of a Soviet telegraph transmission indicating that preparations were under way for some offensive operation in the middle of August. This caused a stir at KwAHQ. Generals Ueda and Yano suspected that the enemy planned to strike across the Halha River. Ueda's initial reaction was to reinforce the 23rd Division at Nomonhan with the rest of the highly regarded 7th Division. However, the 7th Division was Kwantung Army's sole strategic reserve, and the Operations Section was reluctant to commit it to extreme western Manchukuo, fearing mobilization of Soviet forces in the Maritime Province and a possible attack in the east near Changkufeng. The Kwantung Army commander again ignored his own better judgment and accepted the Operations Section's recommendation. The main strength of the 7th Division remained at its base near Tsitsihar, but another infantry regiment, the 28th, was dispatched to the Nomonhan area, as was an infantry battalion from the Mukden Garrison. Earlier, in mid-July, Kwantung Army had sent Komatsubara 1,160 individual replacements to make up for casualties from earlier fighting. All these reinforcements combined, however, did little more than replace losses: as of July 25, 1,400 killed (including 200 officers) and 3,000 wounded. Kwantung Army directed Komatsubara to dig in, construct fortifications, and adopt a defensive posture. Colonel Numazaki, who commanded the 23rd Division's Engineer Regiment, was unhappy with the defensive line he was ordered to fortify and urged a slight pullback to more easily defensible terrain. Komatsubara, however, refused to retreat from ground his men had bled to take. He and his line officers still nourished hope of a revenge offensive. As a result, the Japanese defensive positions proved to be as weak as Numazaki feared. As Zhukov's 1st Army Group prepared to strike, the effective Japanese strength at Nomonhan was less than 1.5 divisions. Major Tsuji and his colleagues in the Operations Section had little confidence in Kwantung Army's own Intelligence Section, which is part of the reason why Tsuji frequently conducted his own reconnaissance missions. Up to this time it was gospel in the Japanese army that the maximum range for large-scale infantry operations was 125–175 miles from a railway; anything beyond 200 miles from a railway was considered logistically impossible. Since Kwantung Army had only 800 trucks available in all of Manchukuo in 1939, the massive Soviet logistical effort involving more than 4,200 trucks was almost unimaginable to the Japanese. Consequently, the Operations Staff believed it had made the correct defensive deployments if a Soviet attack were to occur, which it doubted. If the enemy did strike at Nomonhan, it was believed that it could not marshal enough strength in that remote region to threaten the reinforced 23rd Division. Furthermore, the 7th Division, based at Tsitsihar on a major rail line, could be transported to any trouble spot on the eastern or western frontier in a few days. KwAHQ advised Komatsubara to maintain a defensive posture and prepare to meet a possible enemy attack around August 14 or 15. At this time, Kwantung Army also maintained a secret organization codenamed Unit 731, officially the Epidemic Prevention and Water Purification Department of the Kwantung Army. Unit 731 specialized in biological and chemical warfare, with main facilities and laboratories in Harbin, including a notorious prison-laboratory complex. During the early August lull at Nomonhan, a detachment from Unit 731 infected the Halha River with bacteria of an acute cholera-like strain. There are no reports in Soviet or Japanese accounts that this attempted biological warfare had any effect. In the war's final days, Unit 731 was disbanded, Harbin facilities demolished, and most personnel fled to Japan—but not before they gassed the surviving 150 human subjects and burned their corpses. The unit's commander, Lieutenant General Ishii Shiro, kept his men secret and threatened retaliation against informers. Ishii and his senior colleagues escaped prosecution at the Tokyo War Crimes Trials by trading the results of their experiments to U.S. authorities in exchange for immunity. The Japanese 6th Army exerted some half-hearted effort to construct defensive fortifications, but scarcity of building materials, wood had to be trucked in from far away—helped explain the lack of enthusiasm. More importantly, Japanese doctrine despised static defense and favored offense, so Kwantung Army waited to see how events would unfold. West of the Halha, Zhukov accelerated preparations. Due to tight perimeter security, few Japanese deserters, and a near-absence of civilian presence, Soviet intelligence found it hard to glean depth on Japanese defensive positions. Combat intelligence could only reveal the frontline disposition and closest mortar and artillery emplacements. Aerial reconnaissance showed photographs, but Japanese camouflage and mock-ups limited their usefulness. The new commander of the 149th Mechanized Infantry Regiment personally directed infiltration and intelligence gathering, penetrating Japanese lines on several nights and returning crucial data: Komatsubara's northern and southern flanks were held by Manchukuoan cavalry, and mobile reserves were lacking. With this information, Zhukov crafted a plan of attack. The main Japanese strength was concentrated a few miles east of the Halha, on both banks of the Holsten River. Their infantry lacked mobility and armor, and their flanks were weak. Zhukov decided to split the 1st Army Group into three strike forces: the central force would deliver a frontal assault to pin the main Japanese strength, while the northern and southern forces, carrying the bulk of the armor, would turn the Japanese flanks and drive the enemy into a pocket to be destroyed by the three-pronged effort. The plan depended on tactical surprise and overwhelming force at the points of attack. The offensive was to begin in the latter part of August, pending final approval from Moscow. To ensure tactical surprise, Zhukov and his staff devised an elaborate program of concealment and deception, disinformation. Units and materiel arriving at Tamsag Bulak toward the Halha were moved only at night with lights out. Noting that the Japanese were tapping telephone lines and intercepting radio messages, 1st Army Headquarters sent a series of false messages in an easily decipherable code about defensive preparations and autumn-winter campaigning. Thousands of leaflets titled "What the Infantryman Should Know about Defense" were distributed among troops. About two weeks before the attack, the Soviets brought in sound equipment to simulate tank and aircraft engines and heavy construction noises, staging long, loud performances nightly. At first, the Japanese mistook the sounds for large-scale enemy activity and fired toward the sounds. After a few nights, they realized it was only sound effects, and tried to ignore the "serenade." On the eve of the attack, the actual concentration and staging sounds went largely unnoticed by the Japanese. On August 7–8, Zhukov conducted minor attacks to expand the Halha bridgehead to a depth of two to three miles. These attacks, contained relatively easily by Komatsubara's troops, reinforced Kwantung Army's false sense of confidence. The Japanese military attaché in Moscow misread Soviet press coverage. In early August, the attaché advised that unlike the Changkufeng incident a year earlier, Soviet press was largely ignoring the conflict, implying low morale and a favorable prognosis for the Red Army. Kwantung Army leaders seized on this as confirmation to refrain from any display of restraint or doubt, misplaced confidence. There were, however, portents of danger. Three weeks before the Soviet attack, Colonel Isomura Takesuki, head of Kwantung Army's Intelligence Section, warned of the vulnerability of the 23rd Division's flanks. Tsuji and colleagues dismissed this, and General Kasahara Yukio of AGS also went unheeded. The "desk jockey" General Staff officers commanded little respect at KwAHQ. Around August 10, General Hata Yuzaburo, Komatsubara's successor as chief of the Special Services Agency at Harbin, warned that enemy strength in the Mongolian salient was very great and seriously underestimated at KwAHQ. Yet no decisive action followed before Zhukov's attack. Kwantung Army's inaction and unpreparedness prior to the Soviet offensive appear to reflect faulty intelligence compounded by hubris. But a more nuanced explanation suggests a fatalistic wishful thinking rooted in the Japanese military culture—the belief that their spiritual strength would prevail, leading them to assume enemy strength was not as great as reported, or that victory was inevitable regardless of resources. Meanwhile, in the rational West, the Nazi war machine faced the Polish frontier as Adolf Hitler pressed Stalin for a nonaggression pact. The German-Soviet Nonaggression Pact would neutralize the threat of a two-front war for Germany and clear the way for Hitler's invasion of Poland. If the pact was a green light, it signaled in both directions: it would also neutralize the German threat to Russia and clear the way for Zhukov's offensive at Nomonhan. On August 18–19, Hitler pressed Stalin to receive Ribbentrop in Moscow to seal the pact. Thus, reassured in the West, Stalin dared to act boldly against Japan. Zhukov supervised final preparations for his attack. Zhukov held back forward deployments until the last minute. By August 18, he had only four infantry regiments, a machine gun brigade, and Mongolian cavalry east of the Halha. Operational security was extremely tight: a week before the attack, Soviet radio traffic in the area virtually ceased. Only Zhukov and a few key officers worked on the plan, aided by a single typist. Line officers and service chiefs received information on a need-to-know basis. The date for the attack was shared with unit commanders one to four days in advance, depending on seniority. Noncommissioned officers and ordinary soldiers learned of the offensive one day in advance and received specific orders three hours before the attack.   Heavy rain grounded Japanese aerial reconnaissance from August 17 to midday on the 19th, but on August 19 Captain Oizumi Seisho in a Japanese scout plane observed the massing of Soviet forces near the west bank of the Halha. Enemy armor and troops were advancing toward the river in dispersed formations, with no new bridges but pontoon stocks spotted near the river. Oizumi sent a warning to a frontline unit and rushed back to report. The air group dispatched additional recon planes and discovered that the Japanese garrison on Fui Heights, near the northern end of Komatsubara's line, was being encircled by Soviet armor and mechanized infantry—observed by alarmed Japanese officers on and near the heights. These late discoveries on August 19 were not reported to KwAHQ and had no effect on the 6th Army and the 23rd Division's alertness on the eve of the storm. As is common in militaries, a fatal gap persisted between those gathering intelligence and those in a position to act on it. On the night of August 19–20, under cover of darkness, the bulk of the Soviet 1st Army Group crossed the Halha into the expanded Soviet enclave on the east bank.  I would like to take this time to remind you all that this podcast is only made possible through the efforts of Kings and Generals over at Youtube. Please go subscribe to Kings and Generals over at Youtube and to continue helping us produce this content please check out www.patreon.com/kingsandgenerals. If you are still hungry after that, give my personal channel a look over at The Pacific War Channel at Youtube, it would mean a lot to me. By August, European diplomacy left Moscow confident in a foothold against Germany and Britain, while Sorge's intelligence indicated Japan aimed to avoid a full-blown war. Stalin ordered a major offensive to clear Nomonhan, fueling Zhukov's buildup in eastern Mongolia. Kwantung Army, hampered by limited logistics, weak intelligence, and defensive posture, faced mounting pressure. 

Viene y Va con Dani G Schulz
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Viene y Va con Dani G Schulz

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 49:26


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