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Music genre from Angola

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Convidado
Albino Carlos: “A música constitui um dos mais saborosos ingredientes da cultura angolana.”

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 16:19


História da Música de Angola é a obra que o escritor, professor e jornalista Albino Carlos lançou recentemente em Lisboa. O livro consolida o elo entre identidade, cultura e história. Abordando a produção musical feita nos diferentes géneros e em diferentes línguas nacionais, Albino Carlos contribui para promover a “definição de quem é o angolano e de quem é Angola.” História da Música Angolana é o livro que faltava para um melhor entendimento do manifestar musical de angolanas e angolanos. O mais recente trabalho de Albino Carlos proporciona uma viagem pela alma musical de Angola, pela essência do povo angolano. Estabelecendo a relação entre história, cultura e identidade, o livro História da Música Angolana torna-se essencial para pintarmos um mais elucidativo quadro de uma sociedade onde o cantar e dançar são forma de viver e podem fazer um país evoluir nas diferentes relações dentro da imensa comunidade formada por todos aqueles que fruem da música angolana.  A RFI aproveitou a presença do Albino Carlos na capital portuguesa para uma conversa sobre a singularidade da cultura musical de Angola e o livro recentemente editado em Portugal pela Oficina da Escrita. Albino Carlos começa por revelar que a ausência de bibliografia produzida por académicos e estudiosos angolanos foi um dos elementos que espoletou a obra agora lançada. Albino Carlos, autor do livro História da Música de Angola: Este livro nasceu de um questionamento existencial e intelectual. Intelectual por quê? Porque fui percebendo, ao longo do tempo, que a maior parte da bibliografia, dos estudos académicos sobre a música angolana eram feitos por académicos e estudiosos estrangeiros. São conhecidos os estudos profundos do professor Mesquitela Lima, são conhecidos os estudos profundos que a antiga Companhia Nacional de Diamante fez sobre a produção musical da região do Leste, são conhecidos estudos que muitos estudiosos, ainda no século XVIII, alemães fizeram sobre a música angolana. Portanto, havia esta dúvida, este questionamento intelectual: qual a razão pela qual Angola, sendo um país musical, tem tantas músicas, tanto quanto tem de povos e nações, não era objeto de estudo nas universidades, não era objeto de aprofundamento académico por parte dos intelectuais e por parte, sobretudo, da classe académica angolana. Esta foi a perspectiva do questionamento intelectual. Depois, houve também um certo questionamento existencial. O Luis sabe que nós somos a música que produzimos e que fazemos. Os povos definem-se muito pela música, porque a música é a arte das artes, é a expressão da nossa alma. Em qualquer parte do mundo, se disser que estou a cantar um fado, as pessoas remetem logo para Portugal. Basta falar no samba, as pessoas remetem logo para o Brasil, e assim sucessivamente. Tendo em conta que a música, no caso particular da Angola, é um dos mecanismos que os angolanos mais se socorrem para falar de si, para contactar o outro, para chorar, para dançar, para... . Enfim, tendo em conta a importância que esta mesma música desempenhou, quer na resistência contra o colonialismo, quer para suportar as agruras da escravatura, e até na guerra civil que aconteceu, que dilacerou o nosso país, foi graças ao canto, foi graças ao batuque, que os angolanos e Angola resistiram a esses momentos tremendos que nós passávamos e que queremos esquecer. Portanto, a música desempenhou um papel muito, mas muito importante na definição de quem é o angolano e de quem é Angola, quem a Angola é. É esta questão existencial. Quer dizer, eu sempre me bati para que o semba também fosse reconhecido como o símbolo do nosso fazer musical, a simbologia daquilo que o angolano gosta de ser. Então, é por aí que eu decidi começar a fazer um estudo sobre a nossa música. Nos últimos 15 anos da minha vida, mesmo passando pela política, pela docência universitária, fui fazendo os meus estudos, mas também fiz um desafio pessoal, eu não queria fazer um livro sobre música angolana, como eram feitos os livros sobre música. RFI: Então, qual foi o desafio que se colocou? Albino Carlos: Fazer difrente, contar a história da Angola através da sua música. Ver como é que a música caracterizou o angolano. Como é que nós cantamos o amor, como cantamos o infortuno, como vivemos o luto, qual é a força que tem o comboio na simbologia tradicional angolana, como é que cantamos a escravatura. Eu fiz esse estudo profundo e daí resultou num livro enormíssimo que eu chamo de Trilogia da Música Angolana. Este é o primeiro livro, História da Música Angolana, e dei muito destaque à nossa tradição oral, ao cancioneiro tradicional, que é a origem de toda esta musicalidade, sobretudo popular e moderna. Quis fazer também uma recolha de todas as letras das músicas mais emblemáticas angolanas, porque eu via que tínhamos dificuldades. Por exemplo, Muxima, a letra de Muxima, tinha dificuldade em encontrar. Quem quer a letra de Umbi-Umbi, que é uma música de tradição oral, uma música que é muito local, mas tornou-se um hino universal. Era difícil encontrar a letra. Então, fiz também um trabalho de recolha daquelas músicas mais emblemáticas, quer na língua nacional Quimbundo, que é uma das línguas mais preponderantes, como naquelas línguas que também são, de certa forma, subalternizadas. Mas há registros musicais muito fortes nessas línguas. Então esse é o desafio que eu me propus. Este é apenas uma parte deste desafio, porque a trilogia é composta pela História da Música Angolana, que é praticamente o início da música, quais são os temas fundamentais da música, quais são os elementos constitutivos do discurso musical angolano. RFI: História da Música Angolana é o livro que foi recentemente apresentado. Há, então, mais dois a serem publicados? Albino Carlos: Sim, faz parte de uma trilogia sobre o fazer musical angolano. Há um livro que é só sobre o semba. Mas não é um livro, ao contrário dos outros livros, que são muitas cronologias históricas, nasceu no dia tal, o grupo... Não, eu fiz uma análise do discurso musical. O que o semba canta e como canta. A fome, a miséria, a guerra, o ciúme, a paixão. Enfim, eu fiz uma análise semiótica do discurso musical. Ao invés de preocupar-me em falar sobre os grupos, o historial cronológico dos fenómenos musicais, não. Eu fiz uma coisa um pouco mais difícil. Eu queria fugir um bocadinho daquilo que são normalmente os livros sobre história das músicas, quer em Portugal, quer no Brasil. RFI: O Semba que está, neste momento, em processo de candidatura para que venha a ser considerado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Albino Carlos: Eu penso que neste momento há condições objetivas e subjetivas que nos permitem estar mais animados neste processo. Porquê? Porque o Fado já foi reconhecido, o Samba de Roda já foi reconhecido, a Coladera foi reconhecida, muito recentemente o Reggae foi reconhecido, a Rumba foi reconhecida. São todas musicalidades que bebem, intercambiam, têm subsídios com o Semba e são parecidos com o Semba. Há, digamos assim, elementos que se cruzam entre o Semba e o Samba. Há uma influência muito forte da musicalidade africana no Fado. O Reggae não preciso mais dizer, o Reggae vem da África, se bem que tem uma essência muito forte daquela região, do Caribe. E nesse contexto, o Semba, pelo fato de ser uma música nacional, mas muito aberta ao mundo, da mesma forma que é o angolano, é um povo africano, mas muito aberto ao mundo. Nós herdamos um bocadinho esta particularidade dos portugueses. Portugal é um pequeno país que dominou o mundo, não é? Espalhou-se por mares nunca antes navegados. Herdamos esta abertura, esta pluralidade, esta multiplicidade, este diálogo com o outro, este intercâmbio, esta miscigenação. É isto que nos faz fortes e é isto que faz forte o Semba, porque o Semba é uma música urbana. Obviamente que as raízes vêm da Ambaca, daquela região do Cuanza Norte, mas passou a ser Semba, como Semba, a partir do momento em que o N'gola Ritmos fez dele um ritmo mais urbano. Já tem viola, é uma música popular, é moderna. Mas também neste Semba tem influência portuguesa, do Fado e outras sonoridades portuguesas e europeias. Tem muita influência também latino-americana, tem muita influência da Rumba congolesa, sendo certo que a Rumba também tem alguma origem em Angola, mas é daquela região. Portanto, o Semba é, digamos assim, o melhor espaço que o angolano encontrou para se definir a si mesmo, para expressar aquilo que vai na alma, para se relacionar com o mundo. O Semba, por intermédio de algumas derivações, como o Kuduro e a Kizomba, tem dado sons aos sons do mundo. Hoje a Kizomba conquistou o mundo, hoje toda a gente quer dançar Kizomba, mas a Kizomba não é só mais uma derivação do semba.   RFI: O que é que se pode encontrar neste livro? Albino Carlos: É um livro que faz uma viagem pelas práticas musicais angolanas. É um livro que dá muito ênfase à identidade musical de Angola, às línguas nacionais e como é que essas línguas nacionais, estando mais próximo daquilo que são os rumores do nosso pensamento e da nossa alma, expressam melhor o nosso pensamento, os nossos sonhos e as nossas frustrações. É um livro que também faz muita referência ou dá grande destaque à música de intervenção. O Luís sabe bem que a música de intervenção jogou um papel muito importante na nossa independência e também jogou um papel muito importante no 25 de abril. Zeca Afonso é uma figura emblemática. Zeca Afonso marcou a música de intervenção angolana. Os grandes trovadores portugueses, sobretudo daquele período quente do 25 de abril, marcaram profundamentalmente a música de intervenção e esta música de intervenção teve um papel extraordinário no desenrolar no xadrez político angolano naquele período da independência. Falo também da música como um espaço de libertação da mulher. A música também é isto, tem também sentido de missão. Por exemplo, Angola ainda sendo um país com uma certa cultura machista, como é que as mulheres, através da música, conseguiram serem sujeitos de discurso ao invés de objetos de discurso? Cantava essa mulher, né? Oh, Maria... Não, agora é a Maria que está a cantar sobre o Zé, é a Maria que está a cantar sobre ela, é a Maria que está a cantar como uma pessoa, não como uma mulher, não como um indivíduo, não para se contrapor ao homem, mas para afirmar-se, para um espaço de liberdade, um espaço de expressão.     É um livro que também fala sobre algumas particularidades do discurso musical, por exemplo, a força do comboio, a força da feitiçaria, a força da religião, a força da tradição e como é que faz essa mistura com o discurso da modernidade.   É um livro que também fala sobre a canção infantil angolana, mas, obviamente, sempre fazendo referência ao que se faz também ao nível do mundo, sobretudo, à forte influência que Portugal exerce e continua a exercer na nossa idiosincrasia. Por exemplo, nós não podemos falar da canção infantil angolana sem referências profundas dos cantos de ninar de Portugal. O “Atirei o pau ao gato”...,  enfim. Todos nós tivemos uma infância cuja banda sonora eram aquelas músicas que os nossos avós, os nossos pais foram cantando e continuamos agora a transmitir aos nossos filhos e aos nossos netos. E tenho a convicção profunda de que os nossos filhos, os nossos netos vão também transmitir essa experiência de socialização, de passar valores da família, do amor, da fraternidade, por intermédio da canção infantil. A canção infantil angolana também desempenhou este papel e tem desempenhado até um papel muito mais do que aquilo que é a canção de ninar ou a canção de roda. É uma canção que foi usada também para incutir nas nossas crianças, o amor à terra, para conhecerem o seu país, para terem o orgulho da sua nacionalidade. Enfim, a história da música angolana é a história da Angola contada através da sua música. Sendo certo que Angola é um país novo, está a construir a sua história, está a escrever a sua história. Mas, a história da Angola não será completa sem o capítulo relacionado com a música. De tal sorte que a história da Angola confunde-se com a história da música angolana. É esta a tese fundamental deste livro. RFI: Albino Carlos, qual foi o grande desafio, os grandes obstáculos, que encontrou para escrever este livro?Albino Carlos: Desde logo a bibliografia, a dificuldade de recolha das músicas. Tive uma dificuldade porque eu, sendo de Luanda, não domino as línguas nacionais, domino mais ou menos o quimbundo, mas não domino as outras línguas. E isto, de certa forma, pode ser uma crítica, e já agora é uma crítica que eu aceito. Houve um certo pendor para o grupo etnolinguístico quimbundo, que é da minha região, da zona de Luanda. Há um certo privilégio, digamos assim. Houve maior preponderância na recolha e na abordagem desse espaço etnocultural. Mas não foi por intenção. Foi pela minha dificuldade, foi pela minha incapacidade intelectual. Obviamente que fez um esforço enormíssimo que este livro espalhasse a diversidade cultural. Porque é da diversidade cultural que reside a força e a riqueza da Angola. Angola é o que é porque existem 21 províncias, existem várias nações, no intuito de criar uma só nação, uma nação forte, um só povo e uma só nação. Quer dizer, num conceito no sentido de afirmar a sua identidade e se afirmar no contexto das nações. Esse foi o grande desafio. Por outro lado, houve também o desafio da pouca bibliografia. Vou só dar um exemplo, de 1960 até hoje, pouco menos de 40 obras existem sobre a música angolana. Mesmo sendo este país conhecido a nível internacional pela música. África do Sul, por exemplo, que é aqui a nossa vizinha, tem mais de 300 títulos sobre a sua produção musical. Que abrange desde a música tradicional ao mais moderno dos modernos. O Kuduro, esta música que nos tem afirmado a nível internacional, o primeiro doutoramento foi feito numa universidade portuguesa. É este o grande desafio que é lançado aos angolanos. RFI: A obra foi recentemente publicada em Portugal. Depois de Portugal, o que é que pode acontecer? Albino Carlos: De facto, o livro criou muitas expectativas. Porque eu fui falando ao longo desse tempo. Na qualidade académico, coloquei a problemática da música na universidade, na academia. Fui alertando, ao longo desse tempo, que estava a produzir esta obra. Portanto, há muitas expectativas em Angola. Estou a ser cobrado. Obviamente que problemas de logística e problemas financeiros limitam a possibilidade de poder lançar em Angola. Mas estamos a envidar todos os esforços no sentido de que no mês de junho nós possamos fazer o lançamento em Angola. Moçambique também já convidou, o Brasil também já está interessado nesta obra. Significa dizer que, em colaboração com a editora, vamos colocar esta obra em todo o espaço da lusofonia. Sendo certo que o nosso fazer musical, o fazer musical do espaço da lusofonia, carece de bibliografia. Para que os nossos cidadãos sintam-se orgulhosos do seu discurso. De um dos discursos que mais marcam. Um dos discursos que mais marca a lusofonia é a música. Não existe Brasil sem samba. Portugal sem o fado, não sei o que seria.

Confederation Music
Da Cruz - Som Sistema

Confederation Music

Play Episode Listen Later Mar 29, 2026 42:10


Quali sono gli effetti a lungo termine del colonialismo? Quali sono le cause delle tensioni sociali odierne? Chi e perché si è accaparrato le terre dei nativi brasiliani? E l'amore e la redenzione che ruolo hanno in tempi difficili come quelli che vive questa civiltà?Sono questioni che Da Cruz affrontano nel loro sesto album “Som sistema” (Boom Jah Records), un disco in cui Mariana Da Cruz esplora musicalmente le proprie radici africane e brasiliane. Non è “amarcord”, è uno sguardo fisso e ispirato sulla contemporaneità della musica nera. Il compagno e produttore Ane Hebeisen ha riesumato vecchi synth, batterie elettroniche e sequencers.“Som Sistema” di Da Cruz ha l'energia nuda e cruda e il suono tagliente che sono marchio di fabbrica del duo bernese, ma questa volta c'è un caleidoscopio sonoro e ritmico che richiama l'Amapiano Sudafricano, lo Shatta caraibico, il Kuduro dell'Angola, la Trap brasiliana e molto di quello che le nuove generazioni di produttori africani creano in questa nuova epoca elettronica.È musica contemporanea brasiliana con una forte identità e un messaggio. È musica clubby nera che fa muovere il corpo e il cervello. Sandra Romano ha intervistato Ane Hebeisen e Marian Da Cruz e questa è la storia di “Som Sistema”.

Confederation Music
Da Cruz - Som Sistema

Confederation Music

Play Episode Listen Later Mar 29, 2026 42:10


Quali sono gli effetti a lungo termine del colonialismo? Quali sono le cause delle tensioni sociali odierne? Chi e perché si è accaparrato le terre dei nativi brasiliani? E l'amore e la redenzione che ruolo hanno in tempi difficili come quelli che vive questa civiltà?Sono questioni che Da Cruz affrontano nel loro sesto album “Som sistema” (Boom Jah Records), un disco in cui Mariana Da Cruz esplora musicalmente le proprie radici africane e brasiliane. Non è “amarcord”, è uno sguardo fisso e ispirato sulla contemporaneità della musica nera. Il compagno e produttore Ane Hebeisen ha riesumato vecchi synth, batterie elettroniche e sequencers.“Som Sistema” di Da Cruz ha l'energia nuda e cruda e il suono tagliente che sono marchio di fabbrica del duo bernese, ma questa volta c'è un caleidoscopio sonoro e ritmico che richiama l'Amapiano Sudafricano, lo Shatta caraibico, il Kuduro dell'Angola, la Trap brasiliana e molto di quello che le nuove generazioni di produttori africani creano in questa nuova epoca elettronica.È musica contemporanea brasiliana con una forte identità e un messaggio. È musica clubby nera che fa muovere il corpo e il cervello. Sandra Romano ha intervistato Ane Hebeisen e Marian Da Cruz e questa è la storia di “Som Sistema”.

Julien Cazarre
J'aurais aimé être Olive dans Olive et Tom, le kuduro pire musique de mariage et la meilleure célébration c'est celle de Balotelli contre Saint-Etienne, avec Steven – 03/03

Julien Cazarre

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 23:24


Nouveaux pilotes, un brin déjantés, à bord de la Libre Antenne sur RMC ! Jean-Christophe Drouet et Julien Cazarre prennent le relais. Après les grands matchs, quand la lumière reste allumée pour les vrais passionnés, place à la Libre Antenne : un espace à part, entre passion, humour et dérision, débats enflammés, franc-parler et second degré. Un rendez-vous nocturne à la Cazarre, où l'on parle foot bien sûr, mais aussi mauvaise foi, vannes, imitations et grands moments de radio imprévisibles !

DJs, résident.e.s et festivals [Tsugi Radio]
POMPOMPOM · DJ SET · Janvier 2026

DJs, résident.e.s et festivals [Tsugi Radio]

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 62:14


POMPOMPOM était de passage à Paris et rien de mieux que de passer des disques aux platines de la Tsugi Radio. DJ queer Capverdienne cofondatrice du collectif afroqueer Oshumaré, elle joue les sons afrodiasporiques comme : Afro, Dembow, Kuduro, Baile Funk, Jersey Club, Bouyon, Funana etc.. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

TsugiMag
POMPOMPOM · DJ SET · Janvier 2026

TsugiMag

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 62:14


POMPOMPOM était de passage à Paris et rien de mieux que de passer des disques aux platines de la Tsugi Radio. DJ queer Capverdienne cofondatrice du collectif afroqueer Oshumaré, elle joue les sons afrodiasporiques comme : Afro, Dembow, Kuduro, Baile Funk, Jersey Club, Bouyon, Funana etc..

Cuerpos especiales
Espido Freire compara 'Danza Kuduro' de Don Omar con la relación de Lorca y Dalí

Cuerpos especiales

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 5:47


Espido Freire se ha tenido que enfrentar al análisis de Danza Kuduro de Don Omar, tema en el que ve claramente una representación del surrealismo español, con mención especial a relación de Federico García Lorca y Salvador Dalí en los años 20. "La colaboración entre Lorca y Dalí fue exactamente eso: un kuduro creativo", defiende la escritora.

Artes
Phoenix RDC: “Eu vou continuar a politicar até não conseguir mais”

Artes

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 11:22


“Último Rapper” é o mais recente álbum de Phoenix RDC. O trabalho é um testemunho que é transmitido por quem tem o poder que faz da palavra e do microfone uma arma. Com as colaborações de Wet Bed Gang, Nenny, Regula, Valete, Carlão, Chullage, Sam The Kid, Sir Scratch, Stereossauro, Missy Bity e Tekilla, o álbum “Último Rapper” é o afirmar de um percurso de engajamento de mais de duas décadas no rap feito em Portugal que abraça a dura realidade com a paixão e olhar atento do cronista Phoenix RDC. Último Rapper é um disco de futuro, Phoenix RDC afirma que vai “continuar a politicar até não conseguir mais”. Phoenix RDC: Hoje em dia há mais trap, é tudo mais cantado, com notas, e como não havia muito disso, eu fui resgatar todos aqueles artistas que também me fizeram gostar de rap, visto que eu também tenho uma boa exposição, hoje sou ouvido mesmo até pelos mais jovens, para não deixar morrer o rap. Porque eu acredito que dentro do rap tem muitos subgéneros, só que o rap não pode morrer por existirem outros subgéneros, e o rap também tem que se manter, Este é um álbum de rap numa era trap. Eu vou continuar a politicar até não conseguir mais. RFI: Há temas, aqui, que fazem observação sobre as redes sociais, sobre o consumismo, sobre conflitos sociais. Como é que este tipo de tema é aceite pelos mais novos quando existem novas veias do rap que puxam para o outro lado, que não puxa tanto pela cabeça? Phoenix RDC: A mensagem é muito importante. Eu faço questão de trazer sempre uma boa mensagem, porque quem cala consente. Se nós ficarmos calados e não falarmos, não trazermos temas que falem que é importante a música ter mensagem, todos os ouvintes actuais vão achar que é uma coisa normal ter uma música mais oca, porque ninguém fala. Por isso, em muitos dos temas eu faço questão, mesmo, de apontar o dedo, mesmo em entrevistas; de não valorizar tanto esses artistas que às vezes estão à procura de uma música para ficarem famosos. Perdeu-se muito a vontade de querer ser um grande artista, a grande vontade hoje em dia é de ser famoso apenas. Eu acho que, olhando assim, não vamos progredir, não vamos evoluir em termos de arte. RFI: O Phoenix neste trabalho tem mais de metade do álbum com parcerias, com convidados. Estou-me a lembrar de Valete, Chullage, Carlão, entre outros nomes conceituados, tal como o Fenix, que fazem parte da guarda mais experiente do rap feito em Portugal, porquê ir buscar esses parceiros de aventura, de estrada? Phoenix RDC: É para a nova geração também beber de uma fonte boa, que ainda não secou. Se eles estão vivos, para quê esconder o produto? Eu até surpreendi-me, tenho estado a receber um feedback impressionante. Nas minhas plataformas tem o gráfico das idades, diz tudo, o género, e muita malta jovem está a consumir este meu álbum, falam do Chullage, falam do Carlão, falam do Valete. Os miúdos quando estão naquela transição dos 17 para os 18, mudam de escola, vão para a faculdade, eles também já são mais exigentes com o estilo de música que consomem. E também quero motivar outros artistas para que agarrem a caneta, percam mais um bocado de tempo para conseguissem fazer uma boa arte, e para quem não percebe tanto do rap, do hip-hop, para entender e não continuar a dizer que o rap é música para marginais, que está completamente errado. Eu aprendi muito com o rap, com o Chullage, com o Valete, e são artistas que têm álbuns que são enciclopédias. RFI: Há um ou dois temas, se não mais, que fazem referência ao papel da música, a importância da música. Dizem algo como: a música salvou-me, ou mostrou-me um caminho. Falando desse exemplo que o Phoenix gravou com o Wet Bed Gang, como é que surgiu esse tema, como é que foi trabalhado? Eu, o Wet Bed Gang, Nenny, nós somos todos daqui, de Vialonga, está ali o prédio do Gson, ali é o prédio da Nenny, e já estamos a trabalhar para que isso acontecesse há muito tempo. Phoenix RDC: Claro que na altura eles eram mais novos, tinham 13 anos, eu era o mais velho, eu já trabalhava, eu já conseguia comprar material, e eu trazia eles para a minha casa, gravávamos, incentivava. Por vezes, havia um concerto, onde iam pagar um sumo: Fenix, olha, vai haver ali um concerto, consegues nos levar? Eu pegava no meu carro, levava. Mas sempre a lapidarmos. Não achávamos que ia ser tão grande, este boom. Achávamos que íamos ser reconhecidos aqui dentro do Concelho de Vila Franca de Xira, fazer festas no centro comunitário e nada mais. Hoje em dia, aconteceu. E como estamos na correria, eles estão nos concertos deles, a Nenny nos dela, eu nos meus, e nunca tivemos esse tempo é para fazer música, ainda bem que fizemos agora, na altura certa, e veio para o meu álbum. Estamos a fazer o agradecimento, e eu, quando estou a ouvir a música, as letras deles, eu fico mesmo a ter um 'déjà vu', de tudo aquilo que nós vivemos e passámos. Porque, nós não tivemos aquela direcção, infelizmente, porque também somos filhos de famílias numerosas, e estávamos numa condição não privilegiada. Os nossos pais vieram numa altura que também ainda estavam à procura de um espaço, e, então, a música salvou-nos, porque se não fosse a música, hoje se calhar, não sei qual seria o caminho, mas não ia ser um caminho muito agradável. Mas, graças a Deus, estamos a viver da música, estamos a motivar. Antigamente, os miúdos, só queriam estar na rua a brincar com um pau a fingir de pistola, hoje eles agarram o mesmo pau e fingem de microfone. RFI: Chullage é outro dos nomes que aparece no álbum, como é que foi esse trabalho com o Chullage? Phoenix RDC: Numa das festas que nós fazíamos aqui dentro de Via Longa, antes da fama, o Chullage um dia foi um dos nossos convidados, cantor, e foi nessa altura que eu o conheci. Mas eu acho que a nossa união, o que fez mesmo estarmos mais próximos, foi “real recognize, real”. Eu gostei da arte dele, antes de ele conhecer a minha, e quando eu tive voz, ele também conheceu a minha arte. Foi recíproco em momentos diferentes. Quando eu dei o toque, ele disse, olha, é uma honra para mim, e fizemos acontecer. Convidámos a Missy Bity, que também é uma grande artista da Guiné-Bissau. Fizemos magia, a música está perfeita. RFI: Carlão é outro nome que aparece neste álbum. Como é que o Carlão surge? Phoenix RDC: Quando organizaram a festa com todos do hip-hop português, no Altice Arena, estava lá o Carlão, ele elogiou-me, deu-me um abraço, foi a partir daí. A música surgiu porque o Stereossauro é que fez a ponte. Ele tinha um instrumental e disse: olha, esse beat aqui é a vossa cara. Falou com o Carlão, o Carlão curtiu, eu já tinha feito também o refrão e uma parte do meu verso. O Carlão gravou e fizemos acontecer, está aí mais uma bomba. RFI: O trabalho de composição, de escrita, como é que acontece? Como é que vocês trabalham? Phoenix RDC: Quando estamos dentro de um projecto, estou a gravar um álbum, eu já tenho aquilo tudo delineado, já sei o que eu quero, os temas e tudo. Quando vão surgindo os instrumentais, eu vou vendo, porque o instrumental muda muito. Posso ter a letra em papel ou na mente, mas quando chega o beat, eu até às vezes tenho que alterar um bocado os temas. Os temas estão na minha mente, às vezes eu estou a pensar, olha, isso vai ser uma música triste, mas depois vem o instrumental, e dá uma outra cena. Automaticamente, também me traz o artista que eu posso convidar, e que possa encaixar nesse beat. É assim o processo. Todos os beats foram assim. Quando foi a cena com o Regula também, foi a mesma coisa. Liguei e disse, oh Regula, olha, ouve lá esse beat. Eu já sabia que ele ia gostar, porque é um beat tem a ver com a vibe dele. O do Chullage eu já sabia. Isso foram coisas que aconteceram sem planos, porque os produtores também não estavam a me enviar os instrumentais a pensar nisso. Mas tudo se encaixou de forma natural. Hoje eu vejo que os artistas que não responderam à minha mensagem, que deram nega, hoje eu, estando a ver o projecto, eu digo assim, fogo, ainda bem. Isto ficou tão bom, porque as únicas pessoas que responderam foram as pessoas com mais maturidade. É um álbum sem ego. Tenho uma obra que eu até podia dar o nome de um sonho, eu podia chamar este álbum de um sonho. Porque não são só as músicas, foi a energia que foi depositada nesse projecto. É um projecto que eu digo, desde as entradas até a sobremesa, está impecável. Isto aqui é uma partilha. É a Champions League, está uma selecção de Kings. Além de ser uma partilha, é uma seleção de Kings. É um álbum para todos, é uma cena muito completa. RFI: As raízes do Phoenix são Angola. Concertos em Angola, há perspectiva, há possibilidade? Phoenix RDC: Não, não há. Por acaso, ultimamente, os números (nas redes sociais de Phoenix) têm estado a aumentar, mesmo os comentários vindos de Angola. Tem sido muito Angola, Moçambique, mas não, não há muita procura. Há aqui tantos angolanos bons a fazer música, DJ Telly, Wet Bet Gang, aqui tantos angolanos, e a irem de cinco em cinco anos, ou nem isso, para Angola, mesmo para Moçambique, Cabo Verde. Eu gostaria que olhassem mais, valorizassem mais, porque música não é só Kizomba, não é só Kuduro, e eu gostaria muito que valorizassem mais. Phoenix RDC YouTube : https://www.youtube.com/channel/UCqyPFRUdo54aeASdY3Gr4QQ

ESCS FM
Carta Aberta - Esquema do Kuduro - Henrique Ferreira

ESCS FM

Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 4:23


Neste episódio, o Henrique vem desabafar novamente sobre algo que o irrita: o esquema do kuduro. Design: Carolina LinoTrilha: Luís Batista

Artes
Sons da Liberdade: 50 anos de independência de Angola ouvidos através do Semba

Artes

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 17:25


Angola celebra 50 anos de independência e a sua história pode ouvir-se no Semba, através do ritmo que denunciou o colonialismo, uniu o país e continua a pulsar nas novas gerações. Para o antropólogo André Castro Soares, o Semba é “um testemunho histórico e político”, uma expressão da dor, da festa e da esperança de um povo que, mesmo entre guerras e desafios, nunca deixou de dançar pela liberdade.  Angola assinala na próxima semana 50 anos de independência, a 11 de Novembro, meio século de caminhos cruzados entre a esperança, a reconstrução e os desafios de um país que continua a reinventar-se. Desde 1975, a música tem sido uma das mais fiéis testemunhas da história angolana: um espaço onde se escutam as memórias da luta, as vozes da resistência e as novas sonoridades que dão forma à identidade contemporânea. O antropólogo português André Castro Soares, autor da tese “Semba enquanto património material, políticas e imagens e sonoridades da cultura em Angola”, tem dedicado a sua investigação a compreender esse percurso. Para ele, “o Semba não é apenas uma expressão artística, mas um testemunho histórico e político capaz de revelar as múltiplas camadas da vida angolana desde 1975 até hoje”. Ao olhar para os 50 anos de independência, André Castro Soares defende que a história de Angola pode ser lida através das suas canções. “É o Semba que vai, de alguma forma, denunciar a presença colonial e o jugo colonial, sobretudo a partir dos anos 60 e 61. 61 é um ano horríbilis do governo do Estado Novo de Salazar”, recorda. Foi nesse momento que começou a guerra colonial, e “esse movimento vai ser acompanhado pelos músicos, pelos que começam, de forma encapotada, a lançar as suas mensagens, aquilo que chamo na minha tese de recados, para que a população se juntasse à luta pela independência fora do jugo colonial português”. Entre esses músicos, destaca-se Liceu Vieira Dias, figura central na génese do nacionalismo musical. “O grande autor, o grande pensador e poeta dessas sonoridades foi, sem dúvida, Liceu Vieira Dias, que com a música Feiticeira, isso está bem descrito num filme de Jorge António, vai, de forma encapotada, anunciar a forma como o poder colonial podia ser combatido”, explica o antropólogo. “Essa música Muxima, coração, vai marcar sonoramente esse período”, acrescenta, sublinhando que outras canções, como Umbi Umbi, exprimem esse mesmo sentimento de resistência e de dor. “O Muxima é o mais emblemático”, afirma Castro Soares. “É um lamento. O Semba tem várias formas, há o Semba de carnaval, festivo, mas também há o Semba de lamento. E essas músicas de lamento são universais, acompanham as formas de vivência dos povos negros subjugados à escravatura e à violência. Quando falo de lamento, falo, por exemplo, da Soul music nos Estados Unidos, do Semba em Angola e do Samba no Brasil.” Essa dimensão espiritual e emocional faz do Semba, segundo o investigador, “um género que surge do sofrimento das pessoas negras e que é, por isso, fundamental para marcar a paisagem sonora da independência”. Com o fim do domínio colonial, o Semba tornou-se património simbólico e material da nova nação. “A angolanidade não é um conceito consensual”, reconhece Castro Soares, “mas através da música podemos pensar num aglutinador do que seria o mais próximo deste conceito, um espaço de consensualidade cultural, onde as pessoas daquele território se revissem de alguma forma”. Num país de enorme diversidade étnica e linguística, o Semba, explica, “é talvez o género musical que melhor se aproxima desse trabalho de consenso, dessa procura de unidade nacional”. “Luanda tem um poder magnético muito grande”, acrescenta o antropólogo. “Concentra grande parte de todas as populações do vastíssimo território das 18 províncias. Penso que o Semba poderá ser uma boa banda sonora da angolanidade, ou o mais próximo daquilo que é a angolanidade, apesar de algumas pessoas não gostarem de o pôr aí. Mas o Semba retrata, relata e ilustra de forma sonora a vivência dos angolanos.” Essa vivência é inseparável das chamadas festas de quintal, que, segundo o investigador, “são uma célula cultural onde se ouve todo o tipo de música, mas onde o Semba tem um papel fundamental de união e de construção de diálogo”. Essa dimensão comunitária da música estende-se, para Castro Soares, à vida familiar e quotidiana. “A sentada familiar é uma marca de angolanidade até mais importante que a própria música”, defende. “É o lugar onde se transmite conhecimento, aquilo que chamo transmissão de conhecimento aural — não apenas oral, porque envolve a escuta e o corpo todo. É uma incorporação de saberes ancestrais que vai muito para além da construção da nova nação.” Mas o percurso musical de Angola também foi marcado por silêncios e medos. “O espaço musical foi muito afectado por um acontecimento: a purga dentro do MPLA em 1977”, lembra André Castro Soares. “Esse episódio, que teve contornos de massacre, implicou uma imposição de medo geral em relação à contestação ao poder instituído, e esse medo vai acompanhar até aos dias de hoje.” Mesmo assim, a música nunca deixou de ser um território de resistência. “Os músicos conseguiram ler muito bem os limites impostos pela política. Hoje continuam a falar através de recados, como o Paulo Flores, que usa a canção para denunciar as injustiças do poder político.” Com o passar das décadas, novos estilos emergiram e redefiniram o espaço sonoro angolano. “Depois do Semba, vieram o Kuduro e a Kizomba, que tiveram grandes impactos na diáspora africana e angolana no exterior”, observa o antropólogo. “A Kizomba, que eu costumo chamar um abraço que os angolanos dão a todas as pessoas, até às pessoas racistas, é uma música que consegue juntar pessoas muito diferentes, dentro e fora do país. É um excelente antídoto contra o racismo. Essa é, para mim, a principal lição que os angolanos deram à contemporaneidade: é possível juntarmo-nos e abraçarmo-nos independentemente das nossas diferenças.” Sobre as novas gerações, André Castro Soares vê nelas um diálogo vivo com o passado. “Há todo um diálogo feito pelas novas gerações, ainda que algumas sem memória directa desse passado, mas transmitido pelos pais e pelos antepassados e também por via da educação.” O antropólogo insiste que “Angola não é um Estado falhado, é um Estado com dificuldades e idiossincrasias, que ainda não teve grande alternância política, nem uma democratização plena, mas o caminho está a ser construído e deve ser marcado pelos próprios angolanos. É uma população muito jovem e capaz de fazer releituras e visões para o seu futuro.” Quando se escuta a Angola de hoje, os sons são múltiplos, mas há sinais de regresso às origens. “Tem havido uma procura da essência do que é angolano”, afirma. “As pessoas perderam a utopia dos anos 80, tornaram-se mais realistas, e há uma vontade de voltar aos instrumentos acústicos e tradicionais, como a Dikanza, um instrumento de fricção feito a partir da natureza.” Essa recuperação, diz, “é uma forma de resgatar património, um passado que foi negado pela guerra civil e por um sistema educativo débil, mas que as pessoas estão a reconstruir de forma informal, fora da tutela do Estado.” Entre os artistas actuais, André Castro Soares destaca “Yúri da Cunha, que tem uma proposta musical muito interessante no sentido de procurar as raízes e a festa de quintal”, bem como “Paulo Flores, que continua a apresentar trabalhos com grande profundidade”, e ainda “Eduardo Paim, vindo da Kizomba, que tem feito remisturas com outros estilos como o Zouk”. Também as novas fusões mostram vitalidade: “Dentro do Afrobeat, há várias misturas entre o Kuduro e o Amapiano da África do Sul, o continente influencia-se mutuamente e vai marcando os gostos de uma juventude que tem outras preocupações do que a juventude que fez a independência.” Cinquenta anos depois da proclamação da independência, a música continua a ser, como conclui André Castro Soares, “um marcador cultural fundamental” e “o espaço onde os angolanos se escutam, se reencontram e se reinventam”. Entre o lamento e a festa, o Semba permanece a batida da liberdade, o som de um povo que aprendeu, mesmo em tempos de silêncio, a falar através da música.

Respect! DanceFest Weekly
Respect! DanceFest Weekly with Hendrickx Ntela

Respect! DanceFest Weekly

Play Episode Listen Later Nov 1, 2025


Hendrickx Ntela is a Liège-based dancer and choreographer of Congolese origin, specializing in urban styles like Hip Hop, Krump, Dancehall, Kuduro, and AfroHouse. A founding member of the all-female collective One Nation and the international Krump group Gully Fusion, she is a pioneer of Belgian Krump performance and event organization, including Ch'eza Street Battle and Krump Date. Hendrickx has collaborated with artists like Camille Lellouche and Jean Dujardin, choreographed for Netflix's La Nouvelle École, and toured internationally with her original work Blind. She is an associate artist at Théâtre National de Bruxelles and continues to shape hip hop dance culture worldwide.

Radio Campus France
SO WATTS X GЯEG | CAMPUS CLUB [#LIVE ELECTROPICALES 2024]

Radio Campus France

Play Episode Listen Later Dec 2, 2024 90:23


Une performance qui a fait trembler la scène du Festival Electropicales. La collaboration tant attendue entre GЯEG et le collectif SO WATTS fut un moment marquant du festival à Saint-Denis de La Réunion, fusion puissante et folle des rythmes tropicaux et électroniques. SO WATTS, collectif réunionnais innovant, est reconnu pour ses événements qui repoussent les frontières de la musique électronique sur l'île de La Réunion. Leur approche unique consiste à créer des expériences interactives où les DJs se livrent souvent à des battles captivants, augmentant le niveau de l'énergie et des défis. Leur set dynamique est un mélange vibrant de Trap, Moombahton, Ghetto House, Afro House, Kuduro, Zouk, Dancehall, Reggae, et bien plus encore, offrant une expérience immersive et collaborative où l'interaction avec le public est au cœur du spectacle. GЯEG, jeune prodige mauricien de 23 ans, s'est rapidement imposé sur la scène musicale internationale depuis son arrivée à Paris en 2019. Membre du label afro/avant-garde Boukan Records et résident au Rex Club, il est également le pilier des soirées La Créole, réputées pour leur ambiance enflammée. Ses sets éclectiques, qui mélangent kuduro, jungle, shatta, GQOM, footwork, dancehall, techno et house, ont captivé le public et les médias, faisant de lui une figure montante sur les scènes européenne et internationale. Ses deux EPs, « Eau Coulée Smart City » (2021) et « Jazz Net » (2023), mettent en lumière sa capacité à fusionner des influences électroniques avec des sonorités afro-caribéennes. https://www.electropicales.com/so-watts-greg-vendredi-11-octobre/ *****TRACKID***** pas de playlist fournie ------------------------------------------------------ CAMPUS CLUB, l'émission Au plus près des cultures électro qui marquent la création musicale d'aujourd'hui et à l'international, le réseau Radio Campus France donne carte blanche aux artistes et labels défricheurs des nouveaux talents. En écoute régulière sur plus de 30 radios et en podcast, retrouvez chaque semaine CAMPUS CLUB, un mix exclusif d'un.e DJ ou producteur.ice. de la scène française ou étrangère. Toutes les mixtapes : www.radiocampus.fr/emission/campus-club-mixtapes ------------------------------------------------------ RADIO CAMPUS FRANCE Radio Campus France est le réseau des radios associatives, libres, étudiantes et locales fédérant 30 radios partout en France. NOUS SUIVRE | FOLLOW US www.radiocampus.fr

Campus Club
SO WATTS X GЯEG | CAMPUS CLUB [#LIVE ELECTROPICALES 2024]

Campus Club

Play Episode Listen Later Dec 2, 2024 90:18


Une performance qui a fait trembler la scène du Festival Electropicales. La collaboration tant attendue entre GЯEG et le collectif SO WATTS fut un moment marquant du festival à Saint-Denis de La Réunion, fusion puissante et folle des rythmes tropicaux et électroniques. SO WATTS, collectif réunionnais innovant, est reconnu pour ses événements qui repoussent les frontières de la musique électronique sur l'île de La Réunion. Leur approche unique consiste à créer des expériences interactives où les DJs se livrent souvent à des battles captivants, augmentant le niveau de l'énergie et des défis. Leur set dynamique est un mélange vibrant de Trap, Moombahton, Ghetto House, Afro House, Kuduro, Zouk, Dancehall, Reggae, et bien plus encore, offrant une expérience immersive et collaborative où l'interaction avec le public est au cœur du spectacle. GЯEG, jeune prodige mauricien de 23 ans, s'est rapidement imposé sur la scène musicale internationale depuis son arrivée à Paris en 2019. Membre du label afro/avant-garde Boukan Records et résident au Rex Club, il est également le pilier des soirées La Créole, réputées pour leur ambiance enflammée. Ses sets éclectiques, qui mélangent kuduro, jungle, shatta, GQOM, footwork, dancehall, techno et house, ont captivé le public et les médias, faisant de lui une figure montante sur les scènes européenne et internationale. Ses deux EPs, « Eau Coulée Smart City » (2021) et « Jazz Net » (2023), mettent en lumière sa capacité à fusionner des influences électroniques avec des sonorités afro-caribéennes. https://www.electropicales.com/so-watts-greg-vendredi-11-octobre/ *****TRACKID***** pas de playlist fournie ------------------------------------------------------ CAMPUS CLUB, l'émission Au plus près des cultures électro qui marquent la création musicale d'aujourd'hui et à l'international, le réseau Radio Campus France donne carte blanche aux artistes et labels défricheurs des nouveaux talents. En écoute régulière sur plus de 30 radios et en podcast, retrouvez chaque semaine CAMPUS CLUB, un mix exclusif d'un.e DJ ou producteur.ice. de la scène française ou étrangère. Toutes les mixtapes : www.radiocampus.fr/emission/campus-club-mixtapes ------------------------------------------------------ RADIO CAMPUS FRANCE Radio Campus France est le réseau des radios associatives, libres, étudiantes et locales fédérant 30 radios partout en France. NOUS SUIVRE | FOLLOW US www.radiocampus.frHébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Good Morning Music
The Throes + The shine (Dombolo), exalté et furieux, épileptique

Good Morning Music

Play Episode Listen Later Nov 26, 2024 7:10


Extrait : « … L'Angola est la patrie du Kuduro […], un style musical qui réveillerait un mort. Mélange d'électroclash, de hip-hop et de percussions africaines, le kuduro propose une musique joyeuse, frénétique et euphorisante. Le nom signifie « fessier dur », et ce n'est pas étonnant quand on voit comment ils guinchent, à leur côté, les danseurs hip hop ressemblent à des troncs. Le Kuduro a été inventé par un certain Tony Amado en 1996, après avoir vu un film de Van Damme, le roi des phrases surréalistes, où il dansait en étant ivre, du reste c'est là qu'il joue le mieux … »Pour commenter les épisodes, tu peux le faire sur ton appli de podcasts habituelle, c'est toujours bon pour l'audience. Mais également sur le site web dédié, il y a une section Le Bar, ouverte 24/24, pour causer du podcast ou de musique en général, je t'y attends avec impatience. Enfin, si tu souhaites me soumettre une chanson, c'est aussi sur le site web que ça se passe. Pour soutenir Good Morning Music et Gros Naze :1. Abonne-toi2. Laisse-moi un avis et 5 étoiles sur Apple Podcasts, ou Spotify et Podcast Addict3. Partage ton épisode préféré à 3 personnes autour de toi. Ou 3.000 si tu connais plein de monde. Good Morning Music Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

Line Noise Podcast
Line Noise Episode 182 (Valentina Magaletti)

Line Noise Podcast

Play Episode Listen Later Sep 16, 2024 22:15


On Line Noise this week our guest is Valentina Magaletti, a brilliant drummer, percussionist and composer, who has just made one of the most intriguing, drum-heavy albums of the year in Estradas, made in collaboration with the great Kuduro producer Nídia. We talked about her favourite drummers (and drum machine programmers); about ceramic drum kits, playing live, collaboration and more. They play Italy's ROBOT Festival on October 11. Line Noise comes to you with the support of Cupra.

Line Noise
With Valentina Magaletti

Line Noise

Play Episode Listen Later Sep 13, 2024


On Line Noise this week our guest is Valentina Magaletti, a brilliant drummer, percussionist and composer, who has just made one of the most intriguing, drum-heavy albums of the year in Estradas, made in collaboration with the great Kuduro producer Nídia. We talked about her favourite drummers (and drum machine programmers); about ceramic drum kits, playing live, collaboration and more. They play Italy's ROBOT Festival on October 11 (https://robotfestival.it/en/tickets/valentina-magaletti-nidia/). Line Noise comes to you with the support of Cupra.

Humor en la Cadena SER
Especialistas Secundarios | El misterio del vuelo 8585, una aeronave que bailó la danza kuduro a 9 mil metros de altura

Humor en la Cadena SER

Play Episode Listen Later May 23, 2024 5:51


JC Mínguez es un investigador que ha escrito 94 libros sobre el misterio de un avión que, sin que el piloto pudiera hacer nada, realizó los movimientos (mano arriba, cintura sola y media vuelta) de la conocida danza Kuduro

La Ventana
Especialistas Secundarios | El misterio del vuelo 8585, una aeronave que bailó la danza kuduro a 9 mil metros de altura

La Ventana

Play Episode Listen Later May 23, 2024 5:51


JC Mínguez es un investigador que ha escrito 94 libros sobre el misterio de un avión que, sin que el piloto pudiera hacer nada, realizó los movimientos (mano arriba, cintura sola y media vuelta) de la conocida danza Kuduro

Especialistas Secundarios
Especialistas Secundarios | El misterio del vuelo 8585, una aeronave que bailó la danza kuduro a 9 mil metros de altura

Especialistas Secundarios

Play Episode Listen Later May 23, 2024 5:51


JC Mínguez es un investigador que ha escrito 94 libros sobre el misterio de un avión que, sin que el piloto pudiera hacer nada, realizó los movimientos (mano arriba, cintura sola y media vuelta) de la conocida danza Kuduro

Todo por la radio
Especialistas Secundarios | El misterio del vuelo 8585, una aeronave que bailó la danza kuduro a 9 mil metros de altura

Todo por la radio

Play Episode Listen Later May 23, 2024 5:51


JC Mínguez es un investigador que ha escrito 94 libros sobre el misterio de un avión que, sin que el piloto pudiera hacer nada, realizó los movimientos (mano arriba, cintura sola y media vuelta) de la conocida danza Kuduro

The Quidditas Factor
If You Make Your Internal Life a Priority, Then Everything Else You Need On The Outside Will Be Given To You with Jeff Oppenheim

The Quidditas Factor

Play Episode Listen Later Apr 23, 2024 46:28


Jeff Oppenheim (Writer/Director/Producer) is a veteran of theater and film production. His live-theater credits include productions for Lincoln Center, the Film Society, Tribeca Performing Arts Center, and he has worked in partnership with The Acting Company, Woodie King, Jr.'s New Federal Theater, Bay Street Theater and others. Jeff also founded the non-profit literary organization Other Voices and served as the artistic director creating over 100 events, readings and performances throughout NYC. He produced numerous concerts, week-long festivals and international tours including an inaugural party in Washington, DC to commemorate the first-term inaugural of President Obama. He also produced STAT! For New York City's Public Hospitals!, a week-long, five-borough series of concerts to help raise public awareness and funds for NYC's public hospitals. Highlights of the series include: an all-star Tribute to the 'Godfather of Funk' George Clinton at the Apollo Theater, a night of Gospel and R&B with the Temptations, and a of Old School Hip Hop featuring Marley Marl, DJ Kool Herc, Doug E. Fresh, Roxanne Shante, Kangol Kid, and more. In 2012, Jeff produced OsKuduristas.com--an international tour that brought the African music and dance movement known as "Kuduro" to Stockholm, Amsterdam, Paris, New York and DC. As an added featured of the tour, he envisioned a pilot for an international music-focused exchange program between a public high school in Angola, Africa and a public high school in Brooklyn and Queens. Jeff is also a vetted filmmaker. His credits include: the feature film "Funny Valentine" with Anthony Michael Hall, Marlo Marron, and Lord Jamar distributed by Universal Pictures; and the documentary film "A Passion For Giving" that aired nationally on PBS. He served as a Producer for the live stream of Lincoln Center's Out of Door Festival and the Mostly Mozart: A Little Night Music Series. He recently completed a feature-length documentary titled "Real Fake--The Life, Art & Crimes of Elmyr de Hory".Support the show

Xtrem MASHUP'S
Ambiance Set #1 - EDM Music Ambiance MasterClass# Kuduro (Mégamix & Scratch)

Xtrem MASHUP'S

Play Episode Listen Later Jan 18, 2024 5:46


Mégamix - MasterClass# Kuduro - (Set realised by DeejayMasterP )

Groselha Talk
PRÍNCIPE OURO NEGRO (REI DO KUDURO) ft. BAPTISTA - Groselha Talk #197

Groselha Talk

Play Episode Listen Later Oct 19, 2023 154:34


Huoije tuemos duois anguolanos famuoisos no Brasil: pela primueira vuez no Grosueilhua, o ruei dos muemes e do kuduairo, o Príncipe Ouro Negro, já Baptista Miranda, o nosso Capitão Angola, volta mais uma vez para contar novidades e falar de algumas polêmicas. Não gostuei... asmuei! Apresentação: Muca Muriçuoica, o Rei do Kumole

ARE WE ON AIR?
Ep 89 // PONGO

ARE WE ON AIR?

Play Episode Listen Later Sep 13, 2023 46:00


BOOOM DIA! NEW EPISODE WITH THE POWERHOUSE THAT IS PONGO! @pongo_officialThe Queen of Kuduro took over our Block party in Paris back in June and you can hear all about it @spotifypodcasts @applemusic @mixcloud and @youtube (links in bio)Big MERCI to our friends @loulourestaurantsAXx Ep 89 // PONGO ⁠https://linktr.ee/areweonair⁠⁠ https://areweonair.com/pongo ⁠⁠⁠⁠⁠https://www.instagram.com/areweonair/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠https://www.instagram.com/armannafeei/⁠⁠⁠

Artes
Kuduro de Scró Que Cuia projecta minoria tchokwé nos países de língua portuguesa

Artes

Play Episode Listen Later Aug 1, 2023 8:52


O cantor angolano, que lançou recentemente um música com o ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, quer continuar a ganhar visibilidade nos países de língua portuguesa. A sua cultural local angolana tchokwé é um trunfo.   Scró que Quia foi, em Angola, no ano de 2018, o artista revelação do ano no importante concurso Angola Music Awards. Agora, o cantor de 29 anos está a revelar-se em Portugal e nos países de língua portuguesa, depois do mais recente single que fez com o ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho.A música de Kuduro, lançada no final de maio, tem cerca de 2 milhões de visualizações no Youtube e é o maior sucesso em 6 anos de carreira. Num mundo globalizado, a língua portuguesa, oficial em 9 nações, permite conhecer especificidades culturais de cada país. Scró que Quia sabe-o e, na música com Bruno de Carvalho, projectou, através da dança, a minoria etnicolinguística tchokwé, natural do nordeste de Angola.O objectivo do cantor Angola, que está agora a viver em Portugal, passa agora por consolidar o nome no país Europeu e conquistar o mercado brasileiro.

Vai lá tu
140º Episódio: Actuar no marés vivas, dançar kuduro, dança dos noivos.

Vai lá tu

Play Episode Listen Later Jul 23, 2023 10:18


RTÉ - Culture File on Classic Drive
Whites Can Dance Too Two (Part 2) | Culture File

RTÉ - Culture File on Classic Drive

Play Episode Listen Later Jul 12, 2023 8:12


Buraka Som Sistema MC, Kalaf Epalanga, on his beat-powered debut novel, Whites Can Dance Too, and the story of Kuduro. (2/2)

dance whites two part kuduro kalaf epalanga culture file
RTÉ - Culture File on Classic Drive
Whites Can Dance Too | Culture File

RTÉ - Culture File on Classic Drive

Play Episode Listen Later Jul 11, 2023 8:16


The debut novel from Buraka Som Sistema star, Kalaf Epalanga, is part of the author's mission to tell the world about the genre of electronic dance music called, Kuduro.

dance whites kuduro buraka som sistema kalaf epalanga culture file
Portugalex
Bruno marcha ao som de kuduro.

Portugalex

Play Episode Listen Later Jun 12, 2023 2:54


E a tempestade Óscar vai para... Nuno Lopes.

marcha kuduro nuno lopes
Podcast irmaos.com
552: Angola, segundo as angolanas

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later May 2, 2023 61:37


Um pouco da história e da maravilhosa cultura desse nosso país irmão pelos olhos de duas angolanas.

Dekmantel Podcast Series
Dekmantel Podcast 428 - Tash LC

Dekmantel Podcast Series

Play Episode Listen Later Apr 24, 2023 109:48


London-based Tash LC funnels the sounds of Africa and the Diaspora into everything she does. From radio show host to DJ, label head to party promoter, she shines a fresh light on myriad scenes, subcultures and selections. In the club that might be a mix of Kuduro or Gqom, while on the airwaves you're as likely to hear tasteful Afro-jazz. Her own club nightsB oko! Boko! and Club Yeke - the latter of which also became a label - have championed the sounds of the global underground and earned Tash LC a deserving reputation as a top-level tastemaker. She crams some 40-odd tracks into this week's most lively of mixes. It's an adventurous trip that spans Kylie Minogue edits and leftfield club cuts, and weaves together jungle atmospheres from Donkey Kong with soul-drench rhythms. This is music for the dance floor, the back garden and the car. It is always sunny, has an effortlessly uplifting energy and fills the airwaves with positivity.

Music Life
Singing for the rain to come, with Ana Moura, Pedro Mafama, Herlander and Pongo

Music Life

Play Episode Listen Later Mar 17, 2023 28:51


Ana Moura, Pedro Mafama, Herlander and Pongo discuss celebrating music that is tied to its place of origin, moving away from home to carve out a musical career, and discovering the happy parts of their song writing. Ana Moura is a fado singer born in Santarem, Portugal to an Angolan mother and Portuguese father. Introduced to fado music at a young age by her parents, she's performed the traditional Portuguese music all over the world, including collaborations with legends such as Mick Jagger and Prince. Her latest album, Casa Guilhermina, came out in 2022 and is a tribute to her grandmother. Singer and producer Pedro Mafama's multifaceted sound draws from Portuguese aesthetics, as well as the African and Islamic past of the country. Herlander is a producer, composer, and singer who's been making waves in Lisbon's underground music scene, and lighting up venues across the city with his playful yet experimental sound. Angolan-Portuguese singer, dancer and pioneer of Kuduro music Pongo has previously featured as a guest on Music Life. She performed with Buraka Som Sistema for two years before releasing her first EP Baia in 2018, and released her full length album Sakidila in April last year.

DW em Português para África | Deutsche Welle
22 de Novembro de 2022 – Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 22, 2022 19:59


Angola: Caos no funeral do kudirista “Nagrelha”. Moçambique: Discussão acesa em torno das denúncias de corrupção no processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reinserção dos antigos guerrilheiros da RENAMO. Dezenas de migrantes ilegais detidos em condições desumanas em Maputo.

Music Life
The in-betweens of sonic space with Nandele, Batida, Turkana, and TYGAPAW

Music Life

Play Episode Listen Later Sep 10, 2022 31:31


Nandele, Batida, Turkana, and TYGAPAW discuss how the sounds of Africa, and the African diaspora, influence their music, as well as the links between music and movement, how they make music to connect to home and the country they were born in, and why being ‘okay' with your music is not good enough. Nandele is a DJ and producer from Mozambique, whose journey has taken him from the city of Maputo to the worldwide stage with his Afro-futurist sound, fusing instrumental hip-hop, dubstep, trap, and psychedelia. Batida is a musician and producer who was born in Angola, and is now based in Portugal. He's become a major player in Lisbon's underground electronic scene with his Kuduro-influenced sound. Turkana is a South Sudanese DJ and producer who was raised in a refugee settlement in Kenya, and is now based in Uganda. Her hard dance style has taken the Ugandan electronic scene by storm, and has led to performances for the hugely popular Boiler Room. TYGAPAW is a Jamaican DJ, producer, and multidisciplinary artist who brings techno and Jamaican dancehall music together in the nightclubs of Brooklyn, New York.

Néo Géo
L'intégral : le Live du tanguero Melingo et le mix fantasque de Batida

Néo Géo

Play Episode Listen Later Apr 20, 2022 105:14


UN VENT D'AILLEURS Un Vent d'Ailleurs souffle entre le Ghana et Paris, pour l'événement Accra In Paris. Les artistes Passi, Sarkodie, Kwabena Kwabena, Stonebwoy et Orti seront samedi 23 avril sur la scène de l'Élysée Montmartre, pour une soirée franco-ghanéenne, entre rap, reggae et afro-pop.MUSIKACTUPour ce MusiKactu, Judah Roger s'est entretenu avec l'artiste Naâman, à l'occasion de la sortie de son dernier album Temple Road. Le reggaeman se confie sur les dessous de ce troisième disque, conçu comme un voyage physique et spirituel. Entre la Normandie, l'Inde et le reggae de la Jamaïque, l'album est aussi teinté de blues, de folk , d'afro et de hip hop.LE LIVE Le tanguero argentin Daniel Melingo était dans le Salon de musique de Néo Géo. Il nous a joué deux morceaux de son dernier album S'il Vous Plaît. À retrouver dans cette anthologie, des moments cultes de sa carrière, sur laquelle il revient dans l'entretien qui accompagne ce live. COUP DE COEUR Le Coup de Cœur de Néo Géo vous emmène cette semaine en Bolivie, pour le film Le Grand Mouvement, de Kiro Russo. Le film nous plonge dans la vie d'Elder, mineur bolivien atteint d'une maladie soignée par un chaman de la jungle. Une chronique Pop Corn d'Alex Masson, qui a rencontré le réalisateur pour la sortie de ce long métrage le 30 mars. LE CLASSICO Pour ce Classico de Néo Géo, la journaliste Véronique Mortaigne revient sur le titre “Les Deux Guitares” (1960), du chanteur Charles Aznavour. Dans ce morceau de la légende de la chanson française, se nichent ses origines arméniennes. Aznavour a repris cette chanson d'un poème russe d'Apollon Aleksandrovitch Grigoriev, une musique, qui “chante la nostalgie des peuples de l'errance.” WORLDMIX : La sélection de Batida Place à l'univers fantasque de Batida (Pedro Coquenão) dans le worldmix de Néo Géo. Avec le rappeur angolais Ikonoklasta ( Luaty Beirão), ils forment le duo Ikoqwe. De passage à en France pour le festival Banlieues Bleues, le producteur et Dj Batida en a profité pour nous concocter un mix composé de bootlegs, d'électro, de Kuduro, de hip-hop, et de musiques d'Angola. Voir Acast.com/privacy pour les informations sur la vie privée et l'opt-out.

ASÍ LA ESCUCHÉ YO...
T5 - Ep 7. DANZA KUDURO – Don Omar & Lucenzo con Big Ali - ASÍ LA ESCUCHÉ YO (Temporada 5)

ASÍ LA ESCUCHÉ YO...

Play Episode Listen Later Mar 16, 2022 1:49


El reconocido reguetonero Don Omar se anotó un éxito en 2010 con una canción que incluyó en su álbum “Meet the orphans” titulada “Danza Kuduro”. Así la escuché yo… El tema éxito de Don Omar es una nueva versión de la canción que lanzara en 2010 el artista portugués Lucenzo, quien la grabó en su álbum “Emigrante del mundo” junto al “rapero” Big Ali, la cual coescribió con el título “Vem dançar Kuduro”. ¿Y tú, habías escuchado la canción original? Autores: Luís Filipe Oliveira & Ali Fitzgerald Moore & Fabrice Cyril Toigo & Faouze Barkati - Versión al español William Landrón & Lucenzo Danza Kuduro - Don Omar & Lucenzo (2010) "Meet the orphans" álbum (2010) Don Omar (nombre real William Omar Landrón Rivera, puertorriqueño) Vem dançar Kuduro - Lucenzo & Big Ali (2010) "Emigrante del mundo" álbum (2010) Lucenzo (nombre real (Luís Filipe Fraga Oliveira, franco-portugués) Big Ali (nombre real Ali Fitzgerald Moore, estadounidense) ___________________ “Así la escuché yo…” Temporada: 5 Episodio: 7 Sergio Productions Cali – Colombia

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 5 e 12 Junho 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later Jun 13, 2021 120:16


What about a double episode?2 hours non stop of A Revolta do Vinyl mixed by Ricardo Guerra.Get it now! Listen, share, send feedback and have a lot of FUN!!!For those in Lisbon, meet u on Friday (June 18) at Rooftop Hotel Mundial.See u there ;)

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 22 Maio 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later May 27, 2021 60:16


Can you feel it???Summer is coming in and a brand new Revolta is here to warm you up.A Revolta do Vinyl, since 2009.

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 8 Maio 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later May 10, 2021 59:51


Back and forward, classic and new, a blend of flavors, music to dream on a summer evening...Press play and relax ;)A Revolta do Vinyl | Ricardo Guerra, since 2009.

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 1 Maio 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later May 3, 2021 60:03


It's the first of May and the sun is shinning :)Do we need more?Share it with your friends and have a blast!!!

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 17 Abril 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later Apr 19, 2021 60:16


A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 3 Abril 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later Apr 4, 2021 60:14


A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 27 Março 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later Mar 29, 2021 60:17


Imagine an erotic french movie from the 70s, that's the starting point for this Revolta...Wanna hear where it goes from there?Press play and check it now ;)A Revolta do Vinyl, since 2009.

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra
A REVOLTA do Vinyl - 20 Março 2021

A REVOLTA do Vinyl | Ricardo Guerra

Play Episode Listen Later Mar 23, 2021 60:29


Revolta Father's day Podcast is here ;)Gather your loved ones online, count to 3 and press play ;)Instant party on the go!

Haitian All-StarZ
Caribbean Flava Chunes v2:: St. Lucian // Haitian // Mix - DJayCee

Haitian All-StarZ

Play Episode Listen Later Dec 15, 2019 54:17


Caribbean Flava Chunes v2:: St. Lucian // Haitian // Mix by DJayCee (@DJayCeeNYC) Features music from Blackboy, DJ Magic, Motto, Stinger, TonyMix, AndyBeatZ, Colmix, K.O & Pitchboy, Big Shaw & MANY MORE!. Enjoy Team #HaitiabAllStarZ