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Falo sobre alguns casos recentes de ataques contra Igrejas, Imagens e uma Loja de artigos religiosos católicos no Brasil no ano de 2026. Há um crescimento da intolerância religiosa que, agora, parece ter também como algo a Igreja Católica. Discuto intolerância religiosa e racismo.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
Episódio maior para compensar o atraso. Fui ao Porto em visita de médico para abrir o show do Daniel Duncan e acabei por conhecer o Fábio Porchat. Falo sobre o porto, sobre comédia, sobre a stella e sobre respeito. Falo sobre os globos e sobre rotinas e sobre matching energy e peço-vos ajuda para que isto seja menos fala fala e não diz nada. Obrigada por estarem desse lado!
São Tomé e Príncipe foi a votos no passado domingo, nomeadamente para eleger 55 deputados. Nesta segunda-feira, a Comissão Eleitoral anunciou resultados preliminares colocando o MLSTP, na oposição, em posição dianteira, mas com uma vantagem de apenas algumas centenas de votos em relação à ADI no poder, havendo agora indicação de que estariam numa situação de quase empate. A abstenção, o apelo ao boicote do escrutínio, os critérios para a indigitação de um governo e o futuro relacionamento institucional com quem irá governar, foram alguns dos assuntos que a RFI abordou em entrevista exclusiva nesta terça-feira com o Presidente São-Tomense, Carlos Vila Nova. RFI: Qual é a avaliação que faz da forma como decorreram as eleições? Carlos Vila Nova: É um exercício que se vai tornando cada vez mais frequente em São Tomé e Príncipe. Há cerca de 35 anos, optámos por viver em democracia e temos feito de cada acto eleitoral uma forma de consolidar a democracia em São Tomé. Nos últimos actos eleitorais, felizmente, vamos melhorando. Prevaleceu a serenidade neste concretamente, no dia 27 de Setembro. Penso que optou-se por muito mais mensagens do que outro tipo de comunicação. Por vezes a comunicação costuma ser mais folclórica, mais músicas, enfim. Há várias formas e em todas elas, o apelo à serenidade e à estabilidade. Portanto, foram panos de fundo que me deixaram bastante agradado. E quando vejo por parte dos observadores também que para São Tomé e Príncipe, não foram poucos, que quase os requisitos todos foram cumpridos e que, portanto, a transparência também faz parte, a Comissão Eleitoral Nacional já se pronunciou, embora não seja sua competência definir os mandatos. Já se pronunciou, o que mostra também celeridade. Também há algum profissionalismo e os meus apelos também têm sido sempre neste sentido e estou positivamente agradado com o acto eleitoral. RFI: Apesar dos apelos para uma grande participação dos eleitores. Estas eleições foram marcadas por uma abstenção de mais de 62%. Como é que interpreta este dado? Carlos Vila Nova: Bom, aí já não há regozijo. Pelo contrário, os apelos foram muitos, mas também, se recuarmos a actos eleitorais anteriores, a abstenção, sempre foi muito elevada. É verdade, desta vez ultrapassou. Mas quando nós olharmos para aquilo que é todo o processo eleitoral, nós olhamos para os progressos que temos feito em matéria de consolidação dos dados eleitorais. Repare que nas eleições presidenciais de 19 de Julho foi quando nós conseguimos fazer uma reconciliação entre os registos eleitorais, os dados existentes de forma electrónica com a Comissão Eleitoral Nacional. Nas presidenciais detectou-se um bocado mais de problemas técnicos e essa parte foi melhorada. Mas eu creio que a emigração também afectou. Não tenho a certeza, mas é algo que nesta legislatura vamos ter que trabalhar muito, entrar na lei eleitoral, fazer melhorias. Eu próprio pedi aos nossos parceiros da União Europeia que recebi para nos acompanharem neste processo, porque, ao que tudo indica, nem toda a movimentação emigratória para fora de São Tomé e Príncipe tomou-se em conta e os registos continuam nos cadernos eleitorais em São Tomé. Isto já é de si um motivo. E depois, politicamente, também houve apelos. Isto é antidemocrático. Deixe-me dizer-lhe que não vejo como é que alguém em perfeito estado normal, possa fazer apelo à abstenção. Portanto, não só é antidemocrático, mas é incorrer em erro enganar pessoas, eleitores. Nem todos nós temos o mesmo discernimento, mas temos de lidar com a questão. E nós vamos lidar positivamente com a questão. Eu tenho esperança que nesta legislatura conseguiremos, porque as forças políticas activas entenderam que não é um apelo que se faça. Tanto é que todos eles apelaram à votação em massa. Não aconteceu. Vamos lidar com a questão. Vamos olhar para ele e tentar corrigir para que os próximos actos sejam melhores. RFI: Precisamente, falou do apelo ao boicote a estas eleições. Pensa que Patrice Trovoada pode tirar algum benefício político desta situação? Carlos Vila Nova: Bom, eu nem consideraria boicote, porque quando num acto eleitoral um partido político quer boicotar, não é desta forma. Portanto, eu olho para os partidos políticos, para os seus dirigentes, para os seus representantes e não vejo a pessoa que falou. Portanto, não, não me diz nada. RFI: Ontem, a Comissão Eleitoral Nacional deu os primeiros resultados. São resultados provisórios destas eleições. E desde então, os partidos políticos têm andado a especular sobre o número de mandatos que têm, respectivamente. Inicialmente falou-se do MLSTP estar à frente e de ter mais mandatos do que a ADI. Depois, evoluiu para um empate e agora é um quase empate. Como é que avalia a forma como actuaram estes partidos políticos desde ontem? Carlos Vila Nova: Com alguma precipitação. Mas pronto, não vou entrar em muitos pormenores quanto a isso. Mas reconheço que com alguma precipitação da parte e de outra. Na mensagem que eu fiz à Nação, apelei à serenidade. A serenidade também diz aguardar calmamente pelo anúncio dos resultados. Eles ainda não são oficiais. A Comissão Eleitoral fez o seu papel, anunciou e nota-se que realmente há uma aproximação entre dois dos principais partidos. Há uma diferença. Respeitei. Agora cabe ao Tribunal Constitucional de facto, quem tem a competência de validar não só os mandatos, o vencedor das eleições e a partir deste momento, trabalharemos na Constituição, na formação e na organização de todas as instituições que foram democraticamente eleitas para que elas entrem em funcionamento. Falo da Assembleia Nacional, a sua composição, e dos governos. Sobretudo o Governo central, que é uma emanação directa do resultado das eleições. Portanto, eu penso que nos próximos dias, há um prazo legal a cumprir, o Tribunal Constitucional vai se pronunciar e a partir daí nós saberemos exactamente quem é o vencedor. Quais são os mandatos distritais, nacionais, para então constituirmos os órgãos democraticamente eleitos. RFI: Não receia que, dado o nervosismo que há entre certos partidos políticos, possa haver também alguma suspeita em relação ao Tribunal Constitucional que, ao longo deste processo, foi acusado de alguma parcialidade política? Carlos Vila Nova: Tem sido comum. Mas repare que eu dou-lhe um exemplo: qualquer cidadão individual ou, digamos, qualquer entidade individual ou colectiva, mas que encontra resposta nos culpados, que os terceiros são sempre os culpados dos seus problemas. Não é verdade. A lei não existe só quando ela nos é favorável. Ela existe para com serenidade, aceitarmos as decisões dos tribunais. E quando não concordamos, temos que encontrar espaço para recorrer e interpretar. Mas tudo quanto vier a acontecer, para responder directamente à sua pergunta, nada disso não poderá ser resolvido se continuarmos com o espírito aberto. O engajamento para o diálogo. Resolve-se tudo isso. Portanto, as suspeições, elas podem existir, mas é preciso respeitar as instituições e agirmos com base nas decisões que são de lei. RFI: Neste processo todo, tendo em conta que há um quase empate, pelo menos por enquanto, tem havido contactos políticos entre as várias forças para construir eventuais coligações para formar governo. Como é que vê precisamente esta perspectiva? Quais vão ser os seus critérios para aceitar uma ou outra coligação para governar? Carlos Vila Nova: Vejo como bom tom essa aproximação entre os partidos. Portanto, demonstra algum espírito de concertação e de diálogo que é bom. Não quer dizer que todos os contactos sejam traduzidos em resultados concretos. Pela minha parte, acompanho desde já com muita atenção. Se puder influenciar alguma coisa, todos os partidos sabem que estou à disposição para o fazer, mas a entrada em acção do Presidente da República é exactamente quando tiver o anúncio oficial dos dados, convidar o partido vencedor, ter uma conversa e pedir -eu sempre disse- a sustentabilidade do Parlamento. Ela tem que ser garantida. Antes de nomear o próximo governo, não é de todo factível que o próximo governo, no primeiro embate, seja um governo praticamente com os pés na rua. Não faz sentido. Nós não estaríamos a promover aquilo que todos apelamos, que é a estabilidade, um princípio de coesão nacional, um princípio de diálogo onde as pessoas conversem, tragam os problemas e pensem todos o país. Eu não vi nenhuma força política desde as eleições de 19 de Julho para as presidenciais e agora em Setembro, que não usasse um slogan que reflectisse ou colocasse São Tomé e Príncipe em primeiro lugar. Todos. E então temos que na prática demonstrar isso. Portanto, o próximo governo será uma emanação da sustentabilidade parlamentar que me for garantida. RFI: O que espera do futuro governo com o qual vai trabalhar, senhor Presidente? Carlos Vila Nova: Lealdade institucional. A primeira das condições. Espírito aberto para o diálogo permanente. Disponibilidade para trabalhar e coragem para reformar. Vamos ter que, de facto, introduzir muitas reformas para melhorar o funcionamento do país e a capacidade, ao nível da Assembleia, de se discutir honestamente, com sinceridade, as grandes questões do país. E não escondo, inclusive, a possibilidade de a revisão constitucional neste quadro, nesta legislatura. Através do diálogo. RFI: Uma das reformas que enunciou como sendo prioritárias quando tomou posse para o seu novo mandato foi precisamente a Justiça. Como é que encara essa reforma? Carlos Vila Nova: A justiça, de facto, tem sido meu denominador comum durante cinco anos. Foi onde eu mais intervim. Foi onde eu mais trabalhei, foi onde eu mais contribuí. Continuarei. Cheguei a fazer conselhos de Estado temáticos sobre a Justiça. Reuniões de alto nível. Várias delas. Mas repare. Ela é tão transversal, ela é tão importante para o Estado de Direito democrático e para a atracção de investimentos no nosso país que todos nós temos que nos dedicar. E foi também com bastante satisfação que eu vi nos programas e nas mensagens de muitos partidos políticos também o apelo à contribuição para melhorar a Justiça. Portanto, conto com o próximo governo para que juntos possamos melhorar ainda mais. Não é uma situação que pontualmente há um assunto concreto que se resolva. Ela é abrangente. Nós vamos ter que abordar de forma que ela seja mais célere, ela seja mais justa e que ela possa, sobretudo, ser mais orientada para a solução dos problemas, para o bem do país e do seu povo e dos investimentos. RFI: Tem havido muitos problemas aqui em São Tomé e Príncipe, nomeadamente no que tange ao fornecimento da electricidade, à saúde, ao acesso a água potável. O que é que pensa que se pode fazer juntamente com o futuro novo governo? Carlos Vila Nova: Sabe se ao longo desses anos tivéssemos pensado o país mais, digamos, nas pessoas, muitos destes problemas estariam resolvidos, porque São Tomé e Príncipe, como Estado, não é diferente de qualquer outro Estado. A nossa dimensão territorial não retira a capacidade de sermos um Estado com todas as suas instituições, todos os seus dados estatísticos, Mas a verdade é que há descontinuidade governativa. Houve diferentes interrupções, um factor que nos prejudicou bastante nos últimos anos. Em democracia, já temos conseguido uma estabilidade governativa melhor. Os últimos governos têm cumprido o seu mandato. Espero que este também o faça e que haja uma continuidade das acções do Estado. Eu recordo-me já com alguns dirigentes da oposição, com dirigentes ainda do actual governo, ter pedido uma lista de todos os projectos em curso, sobretudo no domínio das infra-estruturas, no domínio da saúde e da educação, para que, de facto, nós olhemos um bocado mais para dentro e não termos aquele apetite de criar coisas novas quando temos coisas em curso e que podem resolver o problema das pessoas. Isto é um primeiro passo. O segundo é preciso adaptar os recursos disponíveis às necessidades mais prioritárias das pessoas, das populações e do país. E é possível. A energia em concreto é algo que ao longo destes anos todos não conseguimos resolver. Mas é por aí. Não pode haver uma divergência de fundo entre as diferentes forças. O facto de eu estar na oposição, eu não posso estar contra um programa que o governo que está no poder queira fazer e que vá resolver o problema. Tenho que encontrar a forma de dar a minha contribuição. Eu também costumo dizer que o poder crítico dos cidadãos não deve ser usado para bloquear. Ele deve ser usado para construir. E é isso que eu espero. Sem a transição energética, este país não dará passos nenhuns. Sem olharmos devidamente para a saúde, repare, o nosso sistema Nacional de Saúde não é propriamente o que está em causa. É olharmos para o sector, porque o sistema que eu até considero bom em termos sustentabilidade económico-financeira e social para garantir. Este sistema a educação, nós temos índices muito bons, internacionalmente reconhecidos, mas será que a qualidade do ensino é aquela que desejamos? Portanto, são coisas que, dentro do poder, fora do poder, as forças políticas, que são o alicerce da democracia, têm que encontrar pontos de convergência para nós podermos avançar neste processo. RFI: Todo o país tem recebido o apoio do FMI e do Banco Mundial, que também fazem, preconizações. Até que ponto é que o futuro governo não vai estar bastante condicionado pelas preconizações das instituições internacionais? Carlos Vila Nova: Temos parceiros multilaterais que nos têm acompanhado ao longo desses anos, assim como os bilaterais. Há um conjunto, um quadro próprio que temos que respeitar para que possamos continuar a ter esses parceiros ao nosso lado. Não creio que qualquer que seja o governo que venha, que ponha directamente em causa, pode rever, pode encontrar outros mecanismos e, como digo, pode e deve sempre conversar. Se fechámos as portas do diálogo, então aí não avançaremos para lado nenhum. E este diálogo tem que ser com os parceiros e internamente também. Eu velarei para que internamente se abra um novo capítulo na história deste país, que é um diálogo mais permanente, mais sincero, mais directo. E depois, a partir daí, encontrarmos pontos de convergência para termos uma estratégia que possa pôr o país na rota do desenvolvimento. RFI: Por fim, senhor Presidente, qual é o seu apelo neste momento político que o país está a viver? Carlos Vila Nova: Serenidade, Confiança. O futuro é nosso. Depende de nós. Vamos construí-lo.
Falo sobre um caso recente no qual um adolescente, que sofreu homofobia por parte dos pais ganhou uma ação de indenização por danos morais movida pelo Ministério Público de Santa Catarina.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
Ser pai pela primeira vez envolve medos que nem sempre são discutidos. Neste vídeo, compartilho reflexões a partir da minha experiência como pai de quatro filhos e das conversas que tenho com outros pais.Falo sobre a construção do vínculo com os filhos, o medo de não saber o que fazer, a preocupação de repetir padrões do próprio pai, as mudanças provocadas pela paternidade e a sensação de não ser suficiente.Ser pai não é saber tudo nem conseguir oferecer tudo. É construir uma relação no dia a dia, reconhecer o que podemos oferecer e viver esse tempo com os nossos filhos com qualidade e intencionalidade.Qual é o seu maior medo como pai? Deixe nos comentários.=========================Para conhecer mais do meu trabalho:https://paizinhovirgula.com/Para conhecer meus livros e jogos:https://linktr.ee/paizinholivrosejogosPara apoiar meu trabalho:https://apoia.se/paizinhovirgula==CRÉDITOS==Direção: Hugo BenchimolEdição e Pós-Produção: Tatiana TrindadeRevisão: Luiza Hipólito
Sinto que cada vez mais pessoas falam nisto e isso faz-me sentir menos mal: sinto ansiedade para coisas que deviam ser boas. A espera até as fazer é dolorosa, mesmo que depois me divirta e sinta que valeu a pena. Falo também sobre os últimos livros que li e como está a correr a evolução dos treinos em casa. -- A FORMA COMO TE ALIMENTAS, CRIA A VIDA QUE DESEJAS. ALIMENTA A TUA ALMA, AQUI: anaruasmelonutricionista.pt/alimenta-a-tua-alma/ SEM IDEIAS PARA COZINHAR? ESTA É A SOLUÇÃO: anaruasmelonutricionista.pt/menu-semanal/ DESEJAS COMER MAIS VEGETAIS? ESTE É O MELHOR LUGAR DA INTERNET: anaruasmelonutricionista.pt/subscricao-…de-vegetal/ https://anaruasmelonutricionista.pt/ www.instagram.com/anaruasmelo.nutricionista/ www.facebook.com/anaruasmelo.nutricionista/ Contacto: info@anaruasmelonutricionista.pt -- Música: Joseph McDade - Sunrise Expedition
Completei 43 anos.Resolvi olhar pra trás e dividir com vocês os aprendizados que me trouxeram até aqui.Falo sobre o papel do planejamento para preservar a nossa autonomia e quanto a AZOS nos ajuda nisso: planejar também é uma forma de cuidar de você e de quem depende de você, de um jeito simples e sem burocracia.Conheça as coberturas da AZOS em: https://www.azos.com.br/?utm_source=influencer&utm_medium=youtube&utm_campaign=morganasecco&utm_content=parentalidade&utm_term=1908026Também falo sobre deixar de pedir licença pra existir, mudança de rota apesar da idade, e outros pontos que achei que valia me aprofundar um pouco mais por aqui.Se você está nessa fase de se reencontrar, esse vídeo também é pra você.Me conta nos comentários: qual aprendizado mais te tocou?LINK DO VÍDEO MENCIONADO: https://youtu.be/9_UPWdiWgFYRede SociaisYoutube: https://www.youtube.com/@MorganaSeccoInstagram: https://www.instagram.com/morganasecco/Facebook: https://www.facebook.com/morganaseccoTiktok: https://www.tiktok.com/@morganaseccoTwitter: https://twitter.com/morganaseccoThreads: https://www.threads.net/@morganaseccoCanal do Schiller (Finanças):https://www.youtube.com/@LuizSchillerNewsletter GRATUITA: https://morganasecco.com.br/newsletterPara pesquisar atrações e atividades para ir em família baixe o app GRATUITO: https://apps.apple.com/no/app/minimap-app/id6446462630
Para o calor que está até acho que falei muito. Irritações particulares com a falta de criatividade das pessoas, sobre o uso desmedido de inteligência artificial e sobre o meu maior falhanço. Falo-vos de um festival privado porque achei que gostaria de saber como é que era viver a minha vida, é giro mas cansa muito. Boa semana!
“El alimento y el aliento” es un concepto extraído de los Upanishad, textos místicos y filosóficos de la antigua India como base más profunda del hinduismo, que en el presente episodio tendremos ocasión de interconectar con la recién compartida obra de Pedro Bustamante, junto a nuestro querido Javier Fernández, del más que interesante canal “Surfeando el Kali Yuga”. Ello como premisa, pero igualmente adentrándonos en cuestiones tales como “¿Qué es la Matrix?”, término tan manido estos últimos años y en ocasiones tan reiterado de manera posiblemente inadecuada o cuanto menos inexacta, al igual que tendremos espacio para volver a dirigir nuestra mirada hacia el que fuera el peor atentado de nuestra historia reciente, dado que se cumplieran 25 años de aquel fatídico 11 de septiembre de 2001 y ante todo por desgracia los verdaderos artífices e instigadores continúan impunes. GUION DEL EPISODIO: Introducción y presentación – 00:02:52 Obra de Pedro Bustamante y su interconexión con los Upanishad – 00:05:10 ¿Pesimismo o Realismo? – 00:10:09 Equilibrio y divulgadores paralelos a la obra de Pedro Bustamante – 00:14:26 Integrar “El alimento y el aliento” – 00:17:20 “Alimento” y “Ali – M – ento” (Lenguaje Divino y Respiración) – 00:23:45 Recientes ejemplos de sacrificios y hierogamias en la “cultura” moderna – 00:27:15 El peligro de la normalización de la aberración y sus “antídotos” – 00:33:06 El concepto de la “Matrix” y sus desvaríos - 00:37:37 Qué es la “Matrix” y sus diferentes perspectivas – 00:41:40 Automatismo Vs Autenticidad – 00:51:06 Vocación como la fusión del amor y la pasión – 00:52:23 El Servicio como finalidad Divulgativa – 00:55:32 Marcos Llorente – “Mi propósito no es el fútbol” – 01:00:39 Códigos simbólicos, numéricos e interrelación - 01:04:16 25 años del 11-S y su simbología - 01:08:50 Canción "No lo contó la Televisión" (Mero) - 01:21:07 El concepto de Lila (Juego) - 01:27:04 Tiempo lineal y tiempo cíclico - 01:28:44 Breve entrevista a nuestro invitado - 01:32:12 Despedida y cierre - 01:42:54 Canción "La sala de los espejos" (Golden Wood) - 01:46:04 ENLACES DE INTERÉS: James Blunt – Tastes Like Summer: https://www.youtube.com/watch?v=j5MKeHn_0v0 El homenaje de Laura Pausini a “Hijo de la Luna”: https://www.revistavanityfair.es/articulos/laura-pausini-gira-espanola-vestuario-hijo-de-la-luna-antonio-marras Marcos Llorente “Mi propósito no es el fútbol, no lo siento así. A mí se me da bien, pero cuando hablo de Free Human siento como que es mi propósito de vida”: https://www.sport.es/es/noticias/atletico-de-madrid/marcos-llorente-31-anos-proposito-134004518 Episodio especial 11-S – El Iniciado: https://www.ivoox.com/11-s-audios-mp3_rf_114912695_1.html Mero – No lo contó la Televisión: https://www.youtube.com/watch?v=ZF4LOoLWZaE Documental 11-S – Arquitectos e Ingenieros por la Verdad: https://www.youtube.com/watch?v=JdxML-bZnfM Colin Lander – La verdad sobre el 11-S: https://www.youtube.com/watch?v=rttUDwGWZXA CANALES RECOMENDADOS EN EL EPISODIO: Surfeando el Kali Yuga - Canal de Javier Fernández en YouTube: https://www.youtube.com/@SurfeandoelKaliYuga Surfeando el Kali Yuga - Canal de Javier Fernández en Telegram: t.me/surfeandoelkaliyuga Reality Revolt (Dimitri Oswald) – YouTube: https://www.youtube.com/@seeinthedark Reality Revolt (Dimitri Oswald) – Instagram: https://www.instagram.com/reality.revolt/?hl=es Syncromystic Podcast – YouTube: https://www.youtube.com/@SYNCROMYSTICPODCAST Inti Waka - Nahuan - YouTube: https://www.youtube.com/@IntiWaka1 Revelando el Velo - Canal en YouTube: https://www.youtube.com/@revelandoelvelo El Planeta de los Magos - Canal de Aingeru García San Martín en YouTube: https://www.youtube.com/@Aingeru-u8b LIBROS RECOMENDADOS A LO LARGO DEL EPISODIO: “El Imperio de la Ficción: Capitalismo y Sacrificios Hollywoodenses” – Pedro Bustamente. "Sacrificios y Hierogamias: La Violencia y el Goce en el Escenario del Poder" - Pedro Bustamante. “En el nombre del Falo y del Ano y de la Matriz Transhumana: El Sacrificio de la Maternidad y el Nacimiento del Infrahumano” - Pedro Bustamante. “Androginización vs Heteroarcado: Ocultismo y Programación Mental mediante Truma en la Agenda de Género-Transhumanista" - Pedro Bustamante. “Las trece herejías del Greco y el Falo perdido en Toledo” - Pedro Bustamante. “Upanisad – Correspondencias Ocultas” – Textos Vedas. "El Mayor Secreto" - David Icke. “Mientras los dioses juegan” – Alain Daniélou. TRILOGÍA DE IBN ASAD: 1 - “La Danza final de Kali”. 2 - “La Rueda de los Cuatro Brazos”. 3 - “El hijo del León”. “La Crisis del Mundo Moderno” – René Guénon. “El concepto Rosacruz del Cosmos” – Max Heindel. “Las Enseñanzas Secretas de todos los Tiempos” – Manly Palmer Hall. “Yo Soy Eso” - Sri Nisargadatta Maharaj. “El Héroe de las Mil Caras” – Joseph Campbell. “Ser” – Antonio Blay. REFERENCIAS MUSICALES MENCIONADAS Y COMPARTIDAS: Jeff Buckley – Mojo Pin (Live at Glastonbury 1995): https://www.youtube.com/watch?v=UuqeGtN6IEs La Sala de los Espejos – Golden Wood: https://www.youtube.com/watch?v=oh3fcWdvS2U Golden Wood - Canal en YouTube: https://www.youtube.com/@GoldenWoodMusic CONTACTO: eliniciado@yahoo.com Este programa no tiene ánimo de lucro ni será monetizado, por el contrario el único afán es la máxima difusión de cuestiones que nos atañen a todos.
stupeň – O pravom pokání Rebrík božského výstupu bol napísaný predovšetkým pre mníchov. No slová svätého Jána Klimaka na začiatku prvej kapitoly naznačujú, že jeho úmyslom je osloviť každého človeka túžiaceho po spáse. Hovorí: „Dvere večného života sú otvorené pre každého. Cieľ nášho života je nasledovať Krista a podobať sa mu v jeho božskej láske.“ Ponúkané reflexie sú prípravou na farské formačné stretnutia. Venujú sa učeniu svätého Jána Klimaka o stupňoch duchovného výstupu, ktoré nachádzame v jeho slávnom diele Rebrík. Sv. Ján Klimak – Rebrík: https://www.filokalia.sk/sv--jan-klimak-rebrik/
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„Nedajte sa zavádzáť rozmanitým a cudzím náukám. Lebo je dobré, keď sa srdce posilňuje milosťou…“ List Židom 13:9 Čas pred druhým príchodom Pána Ježiša bude chaotický. Objaví sa mnoho falošných učiteľov a mnohí ich budú nasledovať. Falošná kázeň je nebezpečná, lebo falošné veci sa páčia našej starej, hriešnej prirodzenosti. Nové a odlišné považuje za zaujímavé. […] Hans Erik Nissen
Falo sobre um caso recente no qual o então Secretário Municipal de Nova Odessa/SP, e pastor, Moisés de Jesus Lima, em uma reunião com o Prefeito, autoridades políticas e líderes religiosos, teria dito que seria preciso fazer uma Oração a Deus porque o Diretor da Câmara dos Vereadores é gay. Discuto os limites da liberdade religiosa face à decisão do STF na ADO. 26 e a ação penal por homofobia que agora ele responde.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
El presente episodio, tal como indica su título, es una aproximación a la obra de Pedro Bustamante, arquitecto, artista, escritor e investigador independiente, cuya obra se centra en el análisis crítico de la cultura de masas, el cine de Hollywood, el ocultismo y la propaganda. Autor de libros como “El Imperio de la Ficción”, “Sacrificios y hierogamias” o “Androginización vs Heteroarcado”, entre otros, que analizan cómo las ficciones modernas y los medios de comunicación de masas actúan como herramientas de control social y programación mental. Una aproximación a su obra y divulgaciones, al igual que sencillo homenaje hacia un apasionado investigador que desapareciera del ámbito público a mediados del año 2019, dejando un inmenso legado. BIBLIOGRAFÍA: “El Imperio de la Ficción: Capitalismo y Sacrificios Hollywoodenses” – 2015. Sacrificios y Hierogamias: La Violencia y el Goce en el Escenario del Poder (Volumen 1 y 2) – 2016. “En el nombre del Falo y del Ano y de la Matriz Transhumana: El Sacrificio de la Maternidad y el Nacimiento del Infrahumano” – 2017. “Androginización vs Heteroarcado: Ocultismo y Programación Mental mediante Truma en la Agenda de Género-Transhumanista” – 2018. “Las trece herejías del Greco y el Falo perdido en Toledo” – 2019. ENLACES DE INTERÉS: CANAL TELEGRAM – PEDRO BUSTAMANTE: t.me/videospedrobustamante CANAL ODYSEE – PEDRO BUSTAMANTE: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 1 – INTRODUCCIÓN: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/Hipo%CC%81tesis-de-la-Tierra-co%CC%81ncava.-1.-Introduccio%CC%81n:d HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 2 – EL SOL NEGRO: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-2.-El-Sol-Negro:b HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 3 – BAMBOLEO BAMBOLEA: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-3.-Bamboleo-bambolea:8 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 4 – LABERINTOS, ESVÁSTICAS, CRUCES: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-4.-Laberintos,-esva%CC%81sticas,-cruces:4 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 5 – IHSSHI: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-5.-IHSSHI:1 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 6 – LA ROSACRUZ: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-6.-La-rosacruz:8 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 7 – EL PAVO REAL: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-7.-El-pavo-real:1 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 8 – LA VESICA PISCIS VATICANA: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-8.-La-vesica-piscis-vaticana:6 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 9 – LA TIERRA ES AZUL COMO UNA NARANJA: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-9.-La-Terre-est-bleue-comme-une-orange:3 HIPÓTESIS DE LA TIERRA CÓNCAVA 10 – LOS MÍSTICOS DEL SOL: https://odysee.com/@PEDROBUSTAMANTE:1/HTC-10.-_Los-mi%CC%81sticos-del-Sol_-(1):1 APRENDER A DESOBEDECER – PEDRO BUSTAMANTE (DESCARGA PDF): https://share.google/1KHTKPlRAFOnOdI7k CONTACTO: eliniciado@yahoo.com Este programa no tiene ánimo de lucro ni será monetizado, por el contrario el único afán es la máxima difusión de cuestiones que nos atañen a todos.
Falo sobre caso recente que aconteceu no TRT-3a Região no qual uma Desembargadora criticou política de criação da "justiça itinerante" na Justiça do Trabalho e, para exemplificar, disse que algo como "índio só trabalha se for escravizado à força". Discuto as repercussões jurídicas atuais e possíveis outras.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
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Neste programa Artes, conversámos com Alda Barros a propósito da obra "Outros Silêncios", o seu quarto livro de poesia depois de “A Flor Branca do Baobá” (2017), “Chuva de Prata” (2019) e “Something to Care About” (2026). Nascida no Pantufo, em São Tomé, em 1960, Alda Barros foi jornalista no período pós-independência ainda no seu país e depois foi para Angola, onde tirou Relações Internacionais e começou a trabalhar para a ONU. Seguiu-se uma carreira de 35 anos ao serviço das Nações Unidas, em que também trabalhou em missões na Guiné-Bissau, Timor-Leste, Burundi e República Democrática do Congo. A poesia sempre esteve presente, mas só começou a ser publicada nos últimos anos. Em "Outros Silêncios", a autora volta a São Tomé, num livro atravessado pelas memórias, pelo desejo, pelo tempo e pela crença no potencial terapêutico do silêncio e da poesia. RFI: Como nos poderia apresentar “Outros Silêncios”? Alda Barros, Autora de “Outros Silêncios”: “Começaria por apresentar ‘Outros Silêncios' falando da origem de ‘Outros Silêncios', falando inicialmente da saúde mental, que é algo que às vezes nos passa despercebida porque temos ainda aquele mito de que ter um problema de saúde mental é ter um problema psiquiátrico e, então, há pessoas que escondem a doença ou o problema, não procuram ajuda, daí a razão de, nestes 35 anos no sistema, eu não poder dizer que passei ao lado, a saúde mental igualmente não passou ao lado de mim. Então, depois deste interregno, eu disse: 'Não. Vou tentar pôr alguma coisa por escrito para dizer às pessoas que ter um problema de saúde mental não é estar maluca como às vezes se pensa, não se pode associar a psiquiatra' - embora, por vezes, o psiquiatra seja uma vertente igualmente a contactar caso o psicólogo o recomende.” Isso leva-nos ao título do livro, “Outros Silêncios”, e ao poema com o mesmo título. Esse poema fala em “sons silenciosos”, histórias não contadas, e dedica o livro “a todos aqueles que acreditam na cura através do silêncio”. Qual é o potencial poético do silêncio? “O silêncio, para mim, é um medicamento e uma terapia porque há momentos em que a gente não quer ouvir vozes, não quer ouvir conselhos, mesmo que seja aquela voz amiga que sempre esteve presente, a gente diz: ‘Não, hoje quero estar sozinha. Quero pensar no que isto pode dar.' E há muita gente que não só se retira do convívio dos familiares, mas também de outros meios, de pessoas conhecidas, porque nem todo o silêncio é de cura, mas aquele silêncio que a gente exige de nós próprios é para curar, é para fazermos uma terapia interna e dizer: ‘Deixa-me ver se eu consigo antes de pedir ajuda'. O livro é habitado por tanta vida, tantos sons, sabores, paisagens... Não é o contrário do silêncio? “É o silêncio que cada um se impõe. Quando digo que o silêncio cura, pode ser um silêncio como música de fundo. Aí, já não é o silêncio a 100%, é um silêncio que tem um complemento e este complemento é uma música, pode ser um som para se pensar melhor, para se saber o que fazer a seguir, que passos dar ou então apenas para não ouvir ninguém e não ouvir nada.” É um complemento de poesia também? “Também. A poesia está ali, implicitamente presente, a poesia faz parte deste silêncio. A gente não quer falar com ninguém, mas quer ler um livro de poesia, quer ler uma poesia, quer ver o que tal autor diz acerca do livro que escreveu. Eu posso dizer que quero o silêncio porque eu quero interiorizar os meus poemas ou um poema qualquer, desde que seja poesia. A poesia tem um peso que muita gente não valoriza ou não se dá conta do peso que tem.” Há algum poema que gostasse de nos ler para curar, se calhar, algumas almas que estão a precisar de poesia e de silêncio? Um poema com um significado especial para si? “Eu gostava de ler o poema “Choro de uma Criança”. Posso?” Vamos a isso. “Hoje haverá festa/ no mar de saudades/ alinhadas à noite esquecida / numa chávena de chá esquecida/ requentado por mãos distintas./ Com cheiro à liberdade/ entre o prazer demorado/ que se mistura aos soluços forçados/ e distintos./ Sorrisos vibrantes/ do tamanho do telhado de vidro/ abrindo as portas de memórias surdas/ reflectidas no vazio do teu corpo desigual./ Perdido no espelho do tempo/ mansinho como o choro de uma criança.” Por que é que este poema é especialmente importante para si? “Este poema é importante para mim porque eu associo o silêncio à liberdade. Eu, às vezes, digo que sou uma pessoa livre. Eu adoro a liberdade. E para ser livre, nós temos que saber valorizar essa liberdade, temos que conhecer os limites da nossa liberdade, porque normalmente a gente diz ‘a minha liberdade termina quando começa a tua' ou vice-versa. Então, ser criança é ser livre. O espelho do tempo dá-nos liberdade, quando a gente olha para o tempo, olha para trás e diz: ‘O tempo se foi, passou, mas estamos aqui, continuamos livres. É um bocado isso.” Fala em liberdade, em memória, no tempo. Tudo isso são temas que atravessam este livro? “São todos temas que atravessam este livro que dão peso, que para mim e para muitos tem algum peso. Este livro tem uma história que, quem sabe, eu conte numa outra oportunidade.” Qual é a história? “Este livro tem uma grande história, na criação do livro, no esmiuçar de cada poema, no conteúdo dos mesmos e nas entrelinhas. Há toda uma história misturada que eu, por acaso, já pensei em dizer: ‘Qualquer dia eu pego num dos poemas e transformo o poema num livro, mas cada livro será uma história contada de forma diferente porque cada poema tem o seu peso, como eu há bocado acabei de dizer.” É um peso biográfico? É o peso também da memória? “Não, não é um peso biográfico. É o peso da memória. Sim, sim. É um peso, como quem diz, ele vai trazer outros pontos que não estão mencionados nestes poemas e que eu vou tentar separá-los para dizer às pessoas, por exemplo, o poema ‘O Choro de uma Criança' é por isto, aquilo e aqueloutro e há a história de uma criança por trás. Está a ver?” Abre o livro com a frase “Só é possível esquecer o passado quando conseguir(mos) adiar a sua existência!”, o que mais uma vez nos leva para o peso da memória. Por outro lado, também há muitas referências a São Tomé: Pico, Trindade, Baía de Ana Chaves... Talvez haja uma geografia afectiva nos poemas, como por exemplo em “Ilhas Santas”, em que São Tomé e Príncipe surge explicitamente no título. São Tomé e Príncipe também é um dos temas do livro? “São Tomé é implicitamente um dos temas do livro, um dos impulsionadores do livro, portanto, dos sentimentos que conduziram a este resultado, porque eu sou de lá e não me de dissocio, nem quero me dissociar disso. Em todos os meus livros, o meu São Tomé e Príncipe está lá, presente, presente, presente. É a minha poesia. São Tomé e Príncipe é a minha poesia, de forma que eu não poderia de forma nenhuma concluir um livro de poesia sem falar da minha poesia, da poesia principal que é o meu país.” A Alda é uma poetisa, uma mulher livre que viveu mundo fora. Nasceu em São Tomé e Príncipe, foi jornalista, estudou em Angola, passou décadas em missões da ONU em Angola, na Guiné-Bissau, Timor-Leste, Burundi e RDC. Há lugares onde viveu que também influenciaram e continuam a influenciar a sua poesia? “Sim, necessariamente. Eu falo um bocado mais dos países e dos pontos em que eu trabalhei nas missões das Nações Unidas no meu primeiro livro ‘A Flor Branca do Baobá'. Sim, eu falo do Timor-Leste, eu falo da Guiné-Bissau - inclusivamente, até tenho um poema em crioulo da Guiné-Bissau. É muita coisa junta, muita lembrança, recordação, coisas boas que não poderiam, de forma alguma, ficar fora do conjunto destas memórias.” Tendo estado em todos esses países, nomeadamente em países onde os direitos humanos são muitas vezes brutalmente violados, continua a escrever poesia. O que pode a poesia num mundo assim? “Este mundo que eu vi, com que eu convivi e de onde eu bebi uma grande experiência de vida – e estou referindo-me aos direitos humanos e às violações dos mesmos - é um mundo diferente, não é um mundo qualquer, quero eu dizer. É um mundo que carece de mais poesia, mais poesia orientada. Tem que ser poesia orientada. Imagine alguém que sofre porque não foram respeitados os seus direitos. Como é que esta pessoa pode procurar sair do buraco em que o trauma a coloca? Porque qualquer sofrimento deixa traumas e eu ainda continuo a dizer que esta pessoa tem uma poesia para escrever, mas já não será a poesia que eu escrevo. Será uma poesia sofrida.” A poesia pode ser uma resposta para os traumas? “A poesia é uma resposta para se sair de um trauma. Ou para entrar. Depende da forma como a gente encara, descreve e vive esse trauma porque pode-se escrever uma poesia depois de um trauma e não se conseguir livrar do trauma. Então, aí já se tem que saber o que é que se quer depois de se escrever esta poesia relacionada ao trauma que se viveu. Porque não é fácil, nenhum dos lados é fácil discernir e separar o bom do mau. Tem que se ter uma grande habilidade para se ter esse jogo de cintura, porque é preciso um grande jogo de cintura.” Trabalhou durante tantos anos em missões humanitárias difíceis e a poesia publicada surgiu apenas nos últimos anos. Como é que a poesia surgiu na sua vida? Que lugar é que acaba por ter na sua vida? E quando é que lhe pôde dar um espaço pleno para ela se exprimir? “Eu fui uma das pupilas da matriarca são-tomense Alda Espírito Santo. A poesia começou muito cedo. Primeiro, a escrita em casa e depois veio acompanhar-me quando eu exerci as funções de jornalista. Tínhamos uma chefe que era a poetisa Alda Espírito Santo - cujo centenário acabou de ter lugar em São Tomé e Príncipe, numa conferência organizada pelo Ministério da Cultura e Educação de São Tomé e Príncipe, que decorreu de 2 a 6 de Julho em São Tomé, e da qual eu fiz parte. Portanto, esta coisa de poesia, letras, literatura em geral, é uma coisa que já vem de tenra idade. Depois, quando começo a trabalhar e encontro-me num ambiente de papéis, lapiseiras e uma chefe que gostava de poesia... Eu não tive como deixar isso para trás ou de lado. Nas minhas voltas pelas missões do sistema, sempre tive presente de que um dia haveria de pôr alguma coisa por escrito. E num belo dia comecei a escrever. Não contava conseguir publicar, não contava que alguma editora se interessasse, mas eu não desisto e, então, ao final do livro, eu disse: ‘Vou mandar para as editoras e vou ver quem responder primeiro'.” Também escreve uma poesia muito sensual, como nos poemas “Devora-me”, “Inspira-te”, “Na penumbra da minha pele”, “O Piano”, “Amanhecer”, “Amor sem tréguas”, etc. É importante para si falar abertamente de desejo? É, de certa forma, uma potência de vida depois de tudo o que viu nas missões humanitárias? “Este desejo foi praticamente a minha mochila. É algo que vem e vai. Há desejos em várias vertentes, de vários pesos. Não vou falar agora propriamente de cada um desses pesos ou de cada uma dessas vertentes, mas o desejo é uma coisa que está connosco, pelo menos comigo. Falo particularmente de mim. A gente vê-se numa situação difícil, por exemplo, sair do escritório e não poder chegar a casa, ter que voltar para trás, ter que esperar, depois daquele dia difícil, em que tu já acabas o dia à procura de um banho e da cama e, de repente, ouves que há recolher obrigatório, não te podes meter na rua. Então, este desejo não deixa de ser desejo, mas torna-se um 'desejo não desejo'. Torna-se ansiedade, torna-se stress. É uma mistura de coisas que podem terminar num desejo bom, quando recebes a notícia: ‘Olha, agora está livre. Podem sair'. Ou quando ouves alguém que te diz: ‘Olha, não saias ainda' e olhas para o relógio, é quase meia noite, olhas para o relógio, são duas da manhã e tu estás ali cansada, mas não podes chorar, tens que sorrir, tens desejo de chorar e não podes chorar, tens que sorrir porque as pessoas não podem entender que tu queres chorar ou que estás a chorar por dentro. É uma ginástica muito grande.”
Falo sobre recente decisão do Min. Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que determinou que emendas parlamentares indicadas ou direcionadas por presidentes de partidos sejam consideradas nulas.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
Falo sobre um caso julgado pelo TST em que uma mulher pediu o cumprimento de medida protetiva contra seu ex-companheiro que também trabalhava na mesma empresa. Discuto os fundamentos constitucionais, legais e convencionais da decisão.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
La tradicional muestra ganadera se realizará los días 4, 5 y 6 de septiembre en Vera, con actividades para toda la familia, remate de reproductores, charlas, Expo Mascota, desfile a caballo y jineteada. La edición 2026 tendrá además la primera Fiesta Provincial del Búfalo.
As eleições de 2026 já começaram e, junto com elas, um dos desafios mais importantes da cidadania: escolher em quem votar.Como fazer essa escolha?No podcast de hoje, eu proponho um roteiro para ajudar nessa jornada com mais informação e consciência.Falo sobre a importância de olhar a trajetória de candidatos e candidatas, comparar programas, separar propostas concretas de slogans de campanha, observar a relação de cada candidatura com a democracia, prestar atenção nas alianças, não terceirizar seu voto (para ninguém), e, principalmente, não esquecer que não votamos apenas para presidente.O voto dura poucos segundos, mas as consequências dele duram anos.Apresentação: Lilia SchwarczDireção: Newman CostaEdição: Pedro OliveiraRoteiro: Luiz Fujita Jr e Lilia SchwarczRedes: Tainah MedeirosRealização: Baioque Conteúdo
Neste programa, conversamos com Marta Lança, a autora de “Essas pessoas na sala de jantar”, um livro que conta as histórias de uma vida escrita entre Lisboa, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro e outras geografias, tendo como fio condutor as mudanças de casa e os encontros com novas pessoas que enchem salas de jantar transformadas em lugares de resistência e comunidades de pensamento e de arte. Este é o seu segundo livro, depois de “infinitas-pessoas-mais-uma”, ambos editados na Tigre de Papel. Marta Lança é jornalista, escritora, programadora cultural e também coordena o portal Buala, uma plataforma dedicada à cultura e ao pensamento sobre o Sul Global. O livro “Essas pessoas na sala de jantar” é como uma casa, ou melhor, uma sala de jantar repleta de amigos e reinventada a cada nova morada entre três continentes. Mas não é “uma sala de jantar auto-satisfeita”, não. É um convite à viagem, à partilha e aos novos sabores, com pratos cheio de histórias e portas abertas, com sorrisos e cumplicidades, algures em prédios onde – podemos ler – “nos desenrascamos uns aos outros, e dispensamos ovos e coentros, em que crescemos juntos”. Foi a partir das sucessivas mudanças de casa para “outro bairro, às vezes outra cidade, ou continente” que a autora quis “encapsular temporadas em certos lugares e circunstâncias”. Através da sua história pessoal, conta o que viu nos países onde viveu, observando com “um olhar para dentro e para fora” capaz de arrombar quartos fechados e mentes quadradas. Esta é uma história de encontros, de “geografias afectivas múltiplas” e é também um diário de bordo de um mundo em risco de extinção e de um outro a cimentar-se, num “tempo saturado de estímulos e de tecnofascismo” e em que os ecrãs substituíram livros e o brincar na rua. Escrito com muito humor, o livro é também uma forma de transmissão da memória, offline, um registo proustiano em busca de um tempo perdido em que tanto se ganhou e tanto se foi perdendo. Às memórias pessoais da protagonista, às suas histórias de amizades, de amores, de viagens e experiências noutros países, misturam-se os grandes acontecimentos que marcaram a História e a política do pós-25 de Abril em Portugal até aos dias de hoje no mundo. Tudo acompanhado pelo ritmo dos filmes, dos livros e da banda sonora que também escreveram esses anos. A partir de Lisboa, Faial, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro, Baixo Alentejo, as histórias são acompanhadas por reflexões sobre as injustiças sociais, o racismo, as cidades segregadas, o capitalismo desenfreado, a crise da habitação, a especulação insaciável e as rendas insustentáveis, a ecologia em crise, a pobreza, as sempiternas lutas das mulheres e muitas e variadas e repetidas opressões. São também histórias de lugares de resistência, de salas de jantar transformadas em comunidade de pensamento e de arte. A autora lembra como foi crescer numa Lisboa arrastada pela especulação imobiliária, o que foi a “Geração à Rasca” nos tempos da Troika e lembra que “o fascismo nunca desapareceu no país dos brandos costumes”. Depois, recorda como “ter vinte e um anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Em Cabo Verde, reconheceu “a personalidade telúrica dos habitantes vulcânicos" que tinha conhecido em menina nos Açores, “mas o mais difícil de erradicar permanece: as mentalidades, a anos-luz de descolonizar”. Segue-se Luanda, “mal tinha desembrulhado o grogue, o veludo e a calabaceira de Cabo Verde e partia de novo, desta vez para uma grande metrópole africana da qual afinal não sabia quase nada”. Em Luanda compreendeu que “a mesma cidade onde se luta para conseguir comer ou para facturar milhões, toda a hora é hora de celebrar a vida, porque a toda a hora se pode morrer.” Em Maputo, o que mais conquistou o seu “coração rebelde eram os concertos de hip-hop, agregadores de jovens desejosos de mudar a sociedade restrita e opressora”, como Azagaia que “confrontava o regime e a geração da independência” com, por exemplo, a música “Quem vendeu a minha pátria?”. No Rio de Janeiro, surge a pergunta: “Como se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência?”, onde “a desigualdade continua a ser a espinha dorsal da vida urbana brasileira.” A resposta começa, talvez, nos baile funk na Zona Norte, “uma das maiores expressões da resistência cultural, social e identidade das periferias brasileiras”. Mais tarde, o refúgio no Baixo Alentejo, em Portugal, onde uma casa no campo é a possibilidade de “pequenos lugares engendrarem utopias”. Porém, mesmo aí, “a terra é colonizada e posta a render” e nos cafés se percebe “como muita gente desistiu e se deixou manipular pelo populismo e abandono”. No final, regressa às raízes para cuidar de quem dela cuidou e de quem dela cuidará, confessa. Consciente de fazer “parte da paisagem da desigualdade montada”, ao longo dessas viagens entre os três continentes, a narradora nunca esquece “o Atlântico que devolve continuamente a memória do terror e da sobrevivência”. Também omnipresente, de viagem em viagem, a comida, das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne nos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, passando pelo amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, sem esquecer o acarajé no Rio e a Cozinha Ocupação. Afinal, “poucas coisas unem tanto as pessoas como partilhar uma refeição”. A inspirar as suas páginas sente-se a busca e um enorme respeito pela liberdade, partindo de uma personagem-arquétipo a que chamou Júlia e que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”. Era uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros". "Essas pessoas na sala de jantar" talvez seja "o mapa poético" de Marta Lança, esboçado a partir da "força de todas as que foram reprimidas". Marta Lança: "Aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer" RFI: Do que fala este livro? Marta Lança, Autora de “Essas pessoas na sala de jantar”: “Este livro compila várias crónicas de diversos momentos da minha vida. Quando estava a pensar o que é que ligaria estas histórias, achei que seria o mínimo denominador comum a questão de mudar. Mudar de casa, mudar de cidade, mudar de geografia emocional e de trabalhos, entre eles tem esta questão de cada um que se passa num determinado tempo e espaço. Começa com a casa onde cresci, a casa dos pais, a casa de onde parti para a vida e depois são sucessivas casas como ponto de partida: várias em Lisboa, várias depois com a vida profissional, em que fui viver para os países africanos onde também se fala português, como Cabo Verde, Angola, Moçambique. Depois o Brasil e o regresso a Lisboa, sendo Lisboa também em vários bairros, em vários tempos. Isso é o que coordena. Depois, fala de muitas outras coisas. Cada história tem os seus universos, alguns vão-se repetindo, mas é basicamente um livro que tem a ver com o crescer, com o tornar-se uma mulher, tornar-se adulta, e tem esse lado um pouco confessional, autobiográfico - mesmo assim, tentando não expor muito os outros - mas é o devir adulto. Basicamente, é um livro que tem a ver com o crescimento.” Por que é que decidiu chamar-lhe “Essas pessoas na sala de jantar”? “Porque sempre gostei muito dessa canção de 'Os Mutantes', um grupo brasileiro de movimento Tropicália. A canção chama-se ‘Panis et Circenses', tem a ver com uma crítica à ditadura militar brasileira. É muito irónico porque enquanto se está a distribuir pão e circo, essa classe média que está entretida na sala de jantar, ocupada em manter-se, em nascer e morrer, e que fica numa certa passividade enquanto o mundo explode, enquanto há uma série de injustiças, há uma classe média que está muito contente com a sua vidinha de privilégio. Então, trouxe este título para falar também dessa tensão que eu própria sinto entre o meu meio, esse meio pequeno-burguês de Lisboa que teve acesso à educação, saúde a seguir ao 25 de Abril. Portanto, somos essa primeira geração em liberdade que pôde uma série de coisas e, ao mesmo tempo, o que é que fazemos com isso? Então, também tem essa questão de tentar politizar-me e ter atenção à abertura para outras realidades do mundo e da minha própria cidade e ter uma participação não passiva, sendo que há esse dentro e fora da sala de jantar. Acho que é uma canção que traduz muito essa vontade também de trazer poesia para a vida, um outro olhar, não aquele convencional, e por isso a escolhi como título.” O espaço casa tem um lugar central, mas essas casas vão sendo criadas em diferentes países. Quase parece um paradoxo porque a casa é algo aparentemente estável, seguro, e aqui as suas casas são resultado de viagens e cada cidade é como uma nova casa. Até que ponto é que as casas e as cidades são personagens centrais neste livro? “São porque têm um lado de dentro de casa, mas não muito. Então, dentro de casa porque aconteceu que quase todas estas casas, como os leitores vão ver, foram casas partilhadas, casas colectivas onde viviam outras pessoas. Desde o início com a família, o núcleo duro, etc, e depois os amigos, os namorados e, hoje em dia, as casas com crianças quando estamos a criar filhos. Na partilha de casa, sempre achei muito interessante, como uma espécie de laboratório social, como é que as pessoas habitam uma casa, como é que pessoas, além de mim, tornam a casa um lugar habitável, um lugar acolhedor, mas um lugar onde há conflitos com a divisão de espaço, divisão de tarefas. Foi interessante que a minha vida suscitou ver várias maneiras de habitar a casa porque fui partilhando casa com pessoas diferentes ao longo da vida e sendo que essas outras cidades, outros bairros, também traziam sempre um microcosmos de realidades diferentes. Então, não são cenários, são participantes dessa observação de costumes, de ponto de partida para ver o que está à volta da casa. Aliás, o livro parte desse interior da casa, mas depois vai muito para fora, sai logo. A narradora - que sou eu - acaba por estar mais interessada no que se passa fora. Tenho algumas observações sobre o dentro de casa, mas o mais interessante será mesmo essa etnografia de ambientes à volta dessas casas, do bairro, dos sistemas políticos, dos assuntos que inquietam naquele momento, como se cristalizasse um certo tempo de observação. É por aí que interessa, é como a casa ser um mirante, um ponto de observação do exterior.” Vamos às casas nas diferentes cidades. Por exemplo, Lisboa. Lisboa não é apenas a cidade bonita e multicultural onde cresceu, onde ia ao ballet da Gulbenkian, ao cinema, aos bares do Bairro Alto dançar kizomba e ouvir Os Tubarões. Foi também a cidade onde um rapaz cabo-verdiano, Alcino Monteiro, foi espancado até à morte por um bando de skins no Dia de Portugal, em 1995, um cenário que se repetiria. Olha para este ódio racial que reverbera ainda na própria cidade. Quer-me falar sobre Lisboa? “Sim, é interessante ter ido buscar esse exemplo porque essa linha de cor que atravessa a cidade de Lisboa, essa colonialidade ainda estamos a vivê-la, não é? Crescer nos anos 80, numa cidade que estava a urbanizar-se, é o meu ponto de partida: era ali a zona de Carnide, depois assistir ao fenómeno do Colombo, toda essa Lisboa que se queria tornar uma cidade europeia, com a entrada na União Europeia, o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, o realojamento dos bairros mais auto-construídos, etc, mas que obviamente foi criando para as margens, foi marginalizando, tornando periféricas uma série de realidades socioculturais e económicas de tornar muitos bairros empobrecidos e pessoas empobrecidas em que a linha de cor coincide. Ou seja, são as pessoas racializadas que acabam por ter esse estigma que vinha de um país a seguir ao 25 de Abril, ainda com uma grande carga colonial, racista, foi mantendo, se calhar um pouco mais com um certo pudor, sendo que agora, com a ascensão da extrema-direita e todo este populismo e instrumentalização do ressentimento voltou a sair à carga e ainda mais estigmatizou estes territórios, estas pessoas, e no livro vou falando desses momentos. De facto, o ódio racial foi um momento definidor quando aconteceu esse assassinato do Alcino Monteiro num bairro que eu frequentava, o Bairro Alto, que eu frequentava com os meus amigos. Para nós, que éramos novos, sentir esse medo nas ruas, ali no centro da cidade, e perceber: ‘Afinal isto é terrível. Há pessoas que são um alvo muito mais declaradamente de uma purga, dessa motivação do ódio.' E acho que isso nunca deixou de existir em Lisboa, aliás, culminou no ano passado com a morte do Odair Moniz, e vamos vendo como a cidade evolui e não resolve essas suas feridas sociais de ódio. E, portanto, acho que isso atravessa de alguma forma o livro. Eu, no lugar de também de um certo activismo anti-racista, mas como é que uma jovem lisboeta branca vai percebendo essas injustiças. Também entrei por aí de uma forma, não aprofundando muito, mas dando a entender que isso é uma realidade que só não vê quem não quer. Podemos estar num certo meio protegidos, mas somos cúmplices desse estado de coisas se mantivermos essa passividade. Portanto, temos de denunciar.” Vamos agora a Paris. Conta que “ter 21 anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Foi para lá estudar, viveu na Cité Universitaire. Fala daquele momento, mas também na continuação das lutas sociais até hoje, com os Coletes Amarelos, as revoltas suburbanas na sequência também do assassínio de jovens de pele negra, a mobilização contra a ascensão da extrema-direita. Que lugar tem para si Paris? “Nessa tal geografia de afectos e de crescimento, Paris foi muito importante porque foi esse tal embate político. A minha relação com Paris no livro é no ano de 1997, 98, eu era uma jovem estudante de Erasmus em Paris. E teve esse papel de perceber como o mundo é enorme, como as lutas sociais são muito mais vastas do que a partir de Lisboa e também de perceber que há uma esquerda muito organizada e disseminada nas universidades, nas manifestações e isso foi muito importante de assistir, de acompanhar, de testemunhar esse fervor. Quanto mais organização, até de contestação, também mais se sentia essa tensão de uma cidade a uma escala muito maior do que Lisboa. Eu conto uma manifestação dos ‘chomeurs' [desempregados] que me impressionou muito, a forma muito combativa e muito radical de confrontar a polícia, etc, e depois Paris sempre continuou a ser uma meca da esquerda europeia com essas outras lutas que se seguiram e mais do que nunca, agora, com a situação política da Europa e de França em particular. Acho que é um bom barómetro da temperatura social, continua a ser.” Viveu também em Cabo Verde, que diz que se tornou em “um país exemplar no contexto africano”, graças ao empenho, ao valor atribuído à educação. Diz ainda que o mais difícil de erradicar permanecem “as mentalidades a anos-luz de descolonizar”. Quer falar-nos um pouco sobre Cabo Verde e a sua experiência? “Cabo Verde foi também uma transição enorme na minha vida. Ir viver para uma ilha pequenina como São Vicente e fazer uma revista com jovens cabo-verdianos e perceber as questões deles, algumas frustrações e muita vontade de participar, de ter opinião. Então, foi uma experiência que eu acarinho muito. De facto, viver nos sítios, trabalhar nos sítios, ajuda-nos muito a compreender essas tais relações, a sair do postal turístico das férias na ilha do Sal ou da Boavista em que a pessoa não percebe muito mais para além de que é um país maravilhoso, cheio de morabeza, etc. Ao trabalhar com jovens e ao ouvir os artistas, ao fazer também jornalismo de muita escuta, fez com que eu entendesse que há uma grande questão identitária. Portanto, isto é Cabo Verde de 2004, é claro que muitas coisas mudaram, mas havia ali muitas conversas sobre a questão da crioulidade, da situação atlântica de Cabo Verde cultural, da mestiçagem, todas essas heranças de ‘somos mais africanos, somos mais europeus', toda essa indefinição, que é uma discussão interessante, mas depois, no dia-a-dia, sentia-se que ainda havia um certo racismo em relação a pessoas do continente africano, muito pejorativamente chamados de mandjacos, como se isso fosse um insulto a uma etnia da costa da África, guineense, etc, e sobretudo a geração mais velha tinha um certo preconceito com a questão das pessoas mais negras. Falo também nessas manifestações, de alguns comentários, de algumas tradições como os Mandingas no Carnaval do Mindelo. E acho que sim, há uma mentalidade ainda muito colonizada que vai-se percebendo também em coisas mais recentes. Por outro lado, há uma juventude que reivindica o lado pan-africanista, a herança de Amílcar Cabral como os grandes valores da independência, tudo isso, mas é, mais uma vez, perceber que o contexto de um país é muito mais complexo do que a gente pensa no início. “Mal tinha desembrulhado o grogue” - estou a citá-la – “o veludo e a calabaceira de Cabo Verde", partiu de novo, desta vez para "uma grande metrópole africana, da qual, afinal, quase nada conhecia”. Luanda é a cidade onde "a toda a hora é hora de celebrar a vida porque a toda a hora se pode morrer”. Quer falar-nos sobre Luanda? “Luanda, essa grande cidade! Foi incrível conhecer Luanda nesse momento que saía há poucos anos de longuíssima guerra civil e ir trabalhar na área da cultura, das artes, em que estava tudo por fazer, havia uma alegria, um entusiasmo, e foi mesmo extraordinário também partilhar casa no bairro da Maianga, uma casa que já é histórica nas lendas urbanas, que é o Sete e Meio. Era um apartamento que dividíamos entre artistas angolanos e eu e uma amiga portuguesa que também trabalhávamos na Trienal de Luanda. Morava lá o Kiluanji Kia Henda, o Orlando Sérgio, o Yonamine, o Ihosvanny, artistas que estavam em grande força na sua carreira como artistas visuais, e o Orlando que é um actor na área do teatro e cinema. Então, era um ponto agregador da cidade, onde fazíamos muitos jantares, muitas conversas na nossa varanda, que também tinha um ponto de observação para as transformações urbanas da própria cidade de Luanda. E sim, é uma cidade de contradições, não é? Nessa altura - já não é a realidade actual - havia muita gente a fazer dinheiro porque o petróleo era, de facto, a economia muito efervescente, o crescimento económico era incrivelmente alto e acelerado, mas sabemos que isso depois não se traduziu em melhorias na qualidade de vida do povo angolano, que hoje em dia está bastante sufocado, numa crise enorme. Eu, como estrangeira, mas tentando viver como angolana no dia-a-dia, andar de candongueiro, depois também fiquei lá a trabalhar como professora, ouvi muitas histórias e o que mais me fascinava eram as biografias das pessoas. As pessoas tinham histórias de vida incríveis e apetecia cartografar tudo e escrever tudo, mas depois a realidade era tão veloz e alucinante que era difícil. Então, esses dois textos no livrinho sobre a Luanda dessa época são muito fragmentados, mas era um espelho da própria cidade, dessas vozes todas, dessas contradições e também um grande carinho nas pessoas e, ao mesmo tempo, uma brutalidade porque é a lei da sobrevivência.” Em Maputo, foi a música e o ímpeto do hip-hop, nomeadamente as letras do Azagaia, que a conquistaram, ele que tantas denúncias fez contra o regime, contra inclusivamente a geração da independência, contra a exploração do povo, contra o neocolonialismo português. Mais uma vez a atenção e a observação acutilantes da Marta… “Gostei muito de ir aos concertos do Azagaia. Foi um privilégio poder ir a vários concertos de hip-hop. Também já tinha frequentado muito o rap angolano, gostava muito também. Na altura, em Angola, ouvia muito o MCK, depois o Luaty Beirão também voltou à cidade e outros. Havia um grande movimento de hip-hop que era um grande escape de denúncia política. Então, era uma forma de entender o que é que os jovens estavam a pensar sobre a sua situação. Maputo é uma cidade extremamente musical, havia muitos concertos, muita música ao vivo nos bares e acho que é um dos pontos mais fortes que eu retenho: essa cidade musical. O Azagaia, além de, na altura, me ter chamado a atenção pelas letras tão interessantes, depois, tudo o que suscitou quando ele morreu, o cortejo fúnebre, a repressão e os tumultos todos que houve em Maputo e Matola e na Beira a seguir à morte dele… Aliás, eu tinha escrito esse texto antes de o Azagaia morrer e depois acrescentei mais isso como um questionamento também sobre a geração que fez a independência e a herança que deixou ao país como está actualmente, que ainda tem tanta juventude urbana descontente porque não tem muitos horizontes de expectativa para poder ficar no país com uma vida digna.” Também viveu no Rio de Janeiro e começa por falar de um baile funk em que questiona "como é que se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência". O que representou para si o Rio de Janeiro? “Comecei o texto com esse episódio do baile funk porque também tive a sorte de poder frequentar as comunidades faveladas da Zona Norte do Rio de Janeiro. E sim, são zonas da cidade, territórios muito permeáveis à violência, seja do tráfico de droga, seja da própria polícia. Na altura, havia operações de pacificação dos morros e, no entanto, eram sempre bastante ameaçadoras para a população trabalhadora dessas comunidades. E havia uma banalização dessa violência que acho que todos sabemos com os filmes e as notícias que nos chegam. Portanto, é viver numa guerra aberta e isso é muito desgastante para os moradores. Depois conto também como é que algumas figuras, como um estudante de mestrado, se sentia uma excepção no seu contexto de jovem negro, periférico, pobre, mas como as políticas de discriminação positiva, as quotas, são muito importantes no contexto do Brasil para furar essa repetição da pobreza e, portanto, também como é que a partir dali se estava a pensar a questão da cidade, do asfalto e da periferia, todas essas divisões de uma sociedade tão classista, tão racista… Algumas opções vão-se repetindo ao longo dos textos, mas com novos figurantes e novas reflexões, penso eu.” Acaba por haver alguns temas e até injustiças que se repetem ou que dialogam entre as cidades onde viveu? “Exacto e a procura da alegria, que citou, é mesmo uma força de resistência nestes lugares, não é uma alegria alienante, é uma alegria que tem o seu peso, da sua dor, dessas feridas todas da história, da história da escravatura, da história da pobreza, e, ao mesmo tempo, a capacidade de ‘estamos aqui, continuamos, sobrevivemos e transformamos a dor em alegria, uma alegria de não nos vão apagar, aqui continuamos'. Essa lição dessa alegria sobrevivente, para uma europeia, é mesmo importante, porque eu acho que em Portugal, por exemplo, se cultiva muito o lamento, o queixume, mas é um queixume que depois não muda nada, é um queixume quase de apaziguamento. Acho que esses países, como eu digo, abaixo do Equador, nos davam uma lição de vida nesse sentido que é: ‘Vamos para a frente, resistimos' e, cada vez mais, confrontacionais e a desejarem uma outra vida com todo o seu sentido crítico. Portanto, é uma alegria que também traz a crítica ao estado de coisas.” Outro aspecto é a comida, que de viagem em viagem também é omnipresente, seja na sala de jantar, seja na rua, no café, no restaurante. Das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne da casa dos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, em Lisboa, ao amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, ao acarajé no Rio e à Cozinha Ocupação… Escreve: “Poucas coisas unem tantas pessoas como partilhar uma refeição”. Porquê tanto sabor neste livro? “Muito bem visto! E também o grande ensopado de borrego no Alentejo!” É verdade, não falámos do Alentejo, mas também é bom deixar aos leitores a possibilidade de descobrir outras geografias e sabores… “Exactamente. A refeição partilhada é também ligada à ideia das pessoas na sala de jantar que estão a partilhar o seu momento, a distribuição de comida, a vontade de experimentar coisas novas e como cada lugar também com os seus sabores, porque é uma forma de convívio, não é? E esse é outro grande tema do livro: o convívio entre pessoas diferentes e uma refeição pode pôr na mesma mesa pessoas de realidades muito diferentes e estarem unidas pelo prazer de comer, de descobrir e também como os novos sabores traziam novas realidades. Quando estou a apontar para esses frutos tropicais, estou a aprender novos léxicos e novas realidades e, portanto, quis trazer essas diversas comidas.” Esses sabores não são só gustativos, também há os sabores auditivos, porque a música também está muito presente no livro. É como uma banda sonora em pano de fundo… “É porque a música também é uma forma de conhecermos realidades novas. Acho que todos nós temos sempre as nossas músicas electivas. Por exemplo, ouvir música em Angola ou Moçambique ou Brasil, é a partir das letras e das sonoridades que nos trazem as tais outras realidades. E depois também as músicas que nos formaram, a nossa forma de olhar o mundo e de viver a História é feita das partilhas das universidades, das leituras, dos filmes, mas muito a partir da música. A música tem um pendor educativo, formativo muito forte em todos nós e eu queria prestar essa homenagem a tudo o que a música trouxe à minha vida, só que era difícil estar a escolher entre tantas músicas e tantos autores e então fui referindo de acordo com o que eu ia ouvindo em cada fase de vida.” Num dos capítulos fala do “Lobo da Mata” e conta um episódio terrível. Recorda a francesa Gisèle Pelicot quando disse que “a vergonha tem de mudar de lado” e também escreve, “nos anos 90 a consciência feminista era de nicho e o ‘girl power' era mais slogan do que força colectiva” e que ainda hoje “em vários países, ser mulher continua ser quase um acto ilegal”. Porque decidiu escrever o “Lobo da Mata” e falar sobre a sua própria história? “Porque nós criamos mais empatia, relação com um assunto, quando nos implicamos nele, e todas as mulheres, sem excepção, terão histórias de abusos, desconfortos no mínimo, e situações em que se sentiram com medo ou discriminadas pelo facto de serem mulheres. Acho que temos a sorte de estarmos em países onde há alguma protecção, mas até precisamente pela Gisèle Pelicot em França, sabemos como histórias tão hediondas podem estar aqui ao voltar da esquina. Eu queria trazer algumas reflexões feministas porque, tal como a música, o feminismo também é uma forma de conhecer, de aprender muito para tentar ambicionar um mundo onde haja mais igualdade nas questões de género, mas mais do que a igualdade, acredito num feminismo que não é necessariamente a luta pelo poder, mas é outra forma de convivência entre as pessoas que não passe por esta competição, por estas relações de poder, por este ímpeto bélico e destrutivo que o mundo patriarcal nos tem proporcionado e por ele chegámos aqui, a este estado de coisas tão devastador e sem futuro quase. E, portanto, o feminismo seria uma grande opção entre homens e mulheres de outro tipo de comunhão, de partilha, de uma paz social que poderia vir através do feminismo. Esse ‘Lobo da Mata' é uma história na Caparica, na adolescência. Não é uma história que seja assim o grande trauma porque eu quis também passar esse lado, de como eu encontrei as minhas ferramentas para viver com isso e para transformar essa história numa espécie de alívio e de força pessoal, mas claro que cada mulher lida com isso de maneiras diferentes, com os seus próprios traumas e fantasmas. Mas acho que sim, acho que foi importante escrevê-la, não no sentido terapêutico, mas para partilhar alguns episódios que todas temos e, depois, a partir daí, o que é que suscitou como preparação para a vida porque qualquer mulher terá passado por isso.” Fala numa mulher no livro que é uma personagem-arquétipo daqueles tempos. Chamou-lhe Júlia que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”, uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros. A força de todas as que foram reprimidas.” O que é feito dessa Júlia? Este livro é esse “mapa poético”? “Sim, acho que sim. Essa Júlia é um arquétipo, não é uma pessoa real, mas sim um conjunto dessas vontades todas reprimidas e de alguém que pôde experimentar, pôde errar, pôde implicar-se em cada situação e fazer com que as coisas aconteçam, sair da tal sala de jantar auto-consolada para que a vida nos aconteça porque não podemos estar só à espera de uma mudança se não nos implicarmos nela. Essa Júlia ainda está aqui presente, pelo menos tenho-a comigo, como alguém que me faz lembrar: ‘Olha, aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer.' E é preciso celebrar essa liberdade de circulação, de podermos ser quem queremos, de podermos até mudar em qualquer fase de vida para procurar essa pessoa que nos vamos tornando em cada momento, mas não ficar a achar que isso é garantido porque as liberdades nunca estão garantidas. É também essa inquietação. A Júlia é essa inquietação que me persegue e que certamente outras pessoas se identificarão com ela.”
Falo sobre notícia recente em que o agressor da Maria da Penha, condenado 2 vezes por 2 tentativas de homicídio, violou ordem judicial que o proibia de dar entrevistas sobre o caso. Aproveito para contar o que foi o caso que deu origem à Lei Maria de Penha que, em 2026, completa 20 anos.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
Falo sobre recente decisão do CNJ que puniu a juíza Gabriela Hardt por atuações na 13a Vara Federal de Curitiba envolvendo a Lava Jato e uma "fundação privada" bilionária que ela aprovou a criação.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahiaBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/biroscanews--4475563/support.
Falo sobre decisão recente do CNJ que alterou a Res. 135/11 para acabar com a "pena" de aposentadoria compulsória quando um juiz comete falta grave e a substitui por possibilidade de perda do cargo. Explico a origem/fundamentos e também que a nova modalidade já está valendo para o processo disciplina contra um Min. do STJ.Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahia
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Falo sobre decisão do TRF4 que confirmou a condenação de Sikêra Jr. e da RedeTV! em razão de comentários LGBTfóbicos cometidos pelo apresentador, que associou ser LGBT+ à prática de crimes.Para saber mais: https://www.migalhas.com.br/quentes/460924/sikera-jr-e-redetv-pagarao-r-300-mil-por-associar-gays-a-pedofiliaSobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahia
Falo sobre decisão recente da Justiça do Trabalho de Minas que condenou uma empresa por não ter coibido/punido ações de discriminação contra empregada trans. Discuto as implicações jurídicas da transfobia e os fundamentos da decisão.Para saber mais: https://portal.trt3.jus.br/internet/conheca-o-trt/comunicacao/noticias-juridicas/justica-do-trabalho-condena-empresa-a-indenizar-mulher-trans-por-restricao-do-uso-de-banheiro-feminino-e-praticas-discriminatoriasSobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahia
Zuzana Suchová je fundraisingová odborníčka a jedna z tvárí Donia na Slovensku. Vysvetľuje, ako vzniká a overuje sa zbierka, z čoho Donio financuje prevádzku a čo sa deje s peniazmi medzi darcom a príjemcom. Prečo pribúdajú zdravotné výzvy? Nestačí iba zverejniť link? Ako fungujú dve percentá, firemné nadácie a odmenový crowdfunding? Rozoberáme aj pomoc Ukrajine, psychickú záťaž ľudí, ktorí denne čítajú ťažké príbehy, podvody, veľké dary a pravidlá politického fundraisingu.Ak sa vám epizóda páči, necenzurovaná verzia s otázkami od patreonov (o 22 minút dlhšia) je na:
Nem todo fundo do poço parece um fracasso. Às vezes, por fora, ele se parece exatamente com o sucesso.No episódio 200, eu abro uma parte da minha história que quase nunca contei: o momento em que percebi que crescer, produzir e conquistar mais não significava necessariamente estar no caminho certo. Falo sobre os erros, as escolhas e as ilusões que me fizeram perder o controle e sobre tudo o que precisei simplificar, abandonar e reconstruir para voltar a viver uma vida que realmente fazia sentido para mim.Preencha aqui seu formulário de aplicação para o sparkz (mentoria empresarial focada em conteúdo e vendas): https://sparkzclub.com/podcastFaça o diagnóstico do seu negócio aqui (pra gente te ajudar da melhor forma): https://form.imatize.com.br/diagnostico
Falo sobre a importância do "Formulário Rogéria", uma iniciativa do CNJ em conjunto com o CNMP e os Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos e Cidadania. Trata-se de uma política pública nacional que visa possibilitar o registro de casos de LGBT+fobia, hoje massivamente subnotificados no país.Para saber mais: https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/direitos-humanos/promocao-dos-direitos-das-pessoas-lgbtqia/formulario-rogeria/Sobre o autor do canal: https://linktr.ee/AlexandreBahia
Falo sobre emenda aprovada na Câmara no PL. 896/23 (sobre equiparar misoginia ao racismo) que, na prática, esvazia a possibilidade de responsabilização por injúria racial.
Falo sobre decisão do TJSP que confirmou condenação da Prefeitura de SP em quase R$25 milhões por descumprir ordem judicial que ordenava a oferta de unidades de saúde para a realização da interrupção de gravidez nos casos permitidos pelo Código Penal de 1940.A notíticia pode ser lida aqui.Conheça melhor o autor do #BiroscaNews.
1. Žilinka sa zachoval správne
Um Professor teve a absolvição revertida para condenação no STF por ter falado para uma aluna que não iria beber café para não ficar da cor dela. Falo sobre o caso desde a 1a instância até chegar ao STF. Menciono a condenação do Brasil perante a Corte-IDH em situação similar (de racismo institucional).Conheça melhor o autor do #BiroscaNews.
Ak by chceli šetriť na tých najzraniteľnejších, neurobili by to inak. Tlačia ľudí k odkázanosti na sociálny systém no drasticky krátia peniaze pre odkázaných. Sú úplne odtrhnutí od reality, hovorí o reforme integrovanej posudkovej činnosti exposlankyňa Jana Žitňanská. Pre koho je tento štát, ak nemá byť pre tých najzraniteľnejších a ako to, že nám to ešte stále nedochádza?Integrované posudky sa mali stať výkladnou skriňou reformy sociálneho systému, v realite sú však zmenili na symbol necitlivého prístupu vládnych elít k tým najbezbrannejším členom našej spoločnosti. Namiesto posunu k modernému prístupu, kde štát nie je balvanom na nohe ľudskej dôstojnosti, ale naopak tým najslabším slúži tak, aby čo najviac rozvinul ich potenciál, sme dnes svedkami vysokej miery chybovosti, strachu tých najslabších z ich vlastného štátu a snahy vládnych elít konsolidovať verejné financie práve na úkor tých najslabších a ich rodín. No a napokon, máme tu i ministra, ktorý sa tvári, že vládne PR je viac ako realita a napriek zúfalému kriku mnohých dotknutých tvrdí, že systém beží presne tak, ako bežať má a ak sa Vám to nepáči, máte sa so štátom súdiť.Ak teda tento štát nie je pre slabých, chorých či zdravotne znevýhodnených, pre koho vôbec je a na čom nám vlastne je, ak sa naň nebudeme môcť spoľahnúť v tých našich najťažších životných situáciách? No a prečo sa tieto témy, ktoré sa týkajú nás samých, nestali predmetom širšej verejnej diskusie a nakoľko v tom hrá úlohu neschopnosť empatie, laxnosť opozície či závisť kde “žiarlime” ešte i na rakovinu? A máme sa báť v tejto krajine zostarnúť či mať dieťa s nejakým typom zdravotného problému či znevýhodnenia?“Z diaľky to možno vyzerá dobre, v realite je to však horšie než Potemkin, tvrdí ŽitňanskáTémy pre bývalú poslankyňu a dlhodobú odborníčku na tieto témy Janu Žitňanskú. Sledujete Aktuality Nahlas, pekný deň a pokoj v duši praje Braňo Dobšinský.
Ak by chceli šetriť na tých najzraniteľnejších, neurobili by to inak. Tlačia ľudí k odkázanosti na sociálny systém no drasticky krátia peniaze pre odkázaných. Sú úplne odtrhnutí od reality, hovorí o reforme integrovanej posudkovej činnosti exposlankyňa Jana Žitňanská. Pre koho je tento štát, ak nemá byť pre tých najzraniteľnejších a ako to, že nám to ešte stále nedochádza?Integrované posudky sa mali stať výkladnou skriňou reformy sociálneho systému, v realite sú však zmenili na symbol necitlivého prístupu vládnych elít k tým najbezbrannejším členom našej spoločnosti. Namiesto posunu k modernému prístupu, kde štát nie je balvanom na nohe ľudskej dôstojnosti, ale naopak tým najslabším slúži tak, aby čo najviac rozvinul ich potenciál, sme dnes svedkami vysokej miery chybovosti, strachu tých najslabších z ich vlastného štátu a snahy vládnych elít konsolidovať verejné financie práve na úkor tých najslabších a ich rodín. No a napokon, máme tu i ministra, ktorý sa tvári, že vládne PR je viac ako realita a napriek zúfalému kriku mnohých dotknutých tvrdí, že systém beží presne tak, ako bežať má a ak sa Vám to nepáči, máte sa so štátom súdiť.Ak teda tento štát nie je pre slabých, chorých či zdravotne znevýhodnených, pre koho vôbec je a na čom nám vlastne je, ak sa naň nebudeme môcť spoľahnúť v tých našich najťažších životných situáciách? No a prečo sa tieto témy, ktoré sa týkajú nás samých, nestali predmetom širšej verejnej diskusie a nakoľko v tom hrá úlohu neschopnosť empatie, laxnosť opozície či závisť kde “žiarlime” ešte i na rakovinu? A máme sa báť v tejto krajine zostarnúť či mať dieťa s nejakým typom zdravotného problému či znevýhodnenia?“Z diaľky to možno vyzerá dobre, v realite je to však horšie než Potemkin, tvrdí ŽitňanskáTémy pre bývalú poslankyňu a dlhodobú odborníčku na tieto témy Janu Žitňanskú. Sledujete Aktuality Nahlas, pekný deň a pokoj v duši praje Braňo Dobšinský.
Conversa com os Aprovados | Caio Cristófalo — aprovado no CACD 2026 Neste episódio do Podcast do IDEG, recebemos Caio Cristófalo, aprovado no CACD 2026, para uma conversa sobre sua trajetória de preparação, marcada por persistência, amadurecimento e conciliação entre estudos, trabalho e vida pessoal. Formado em Relações Internacionais pela PUC-SP, Caio compartilha sua experiência ao longo de mais de uma década de preparação para o CACD, passando por cursos presenciais, estudos em grupo, rotina de trabalho no governo de São Paulo, desafios familiares, ansiedade, reprovações e retomadas até a aprovação final. A conversa também aborda o papel das aulas, dos cadernos, das fichas de revisão, dos idiomas, das questões discursivas, dos recursos e da importância de construir uma rede de apoio durante a jornada. Com a participação de Henrique Kawanami, também aprovado no CACD 2026, o episódio traz reflexões valiosas sobre estudo em grupo, constância, saúde mental e maturidade técnica diante da prova. Um episódio inspirador para quem está na preparação para o CACD e deseja compreender melhor os desafios reais de uma trajetória longa, exigente e transformadora. Temas abordados: preparação para o CACD, rotina com trabalho, cadernos, fichas de revisão, estudo em grupo, idiomas, discursivas, recursos, ansiedade, saúde mental e aprovação. Sobre o Conversa com os Aprovados: O Conversa com os Aprovados é uma série do IDEG dedicada a ouvir candidatos aprovados no CACD, reunindo relatos, estratégias de estudo e reflexões sobre a preparação para a carreira diplomática.
Falo do caso absolutamente surreal da invasão de uma escola pública municipal de SP por 12 Policiais Militares porque a diretora e os professores estão cumprindo a lei 10.639/2003 que manda que a escola ensine sobre história e cultura africana. Discuto os fundamentos da Diretora, as "razões" dadas pela PM e como a Constituição e o Direito veem o caso.
Dez anos depois do golo que valeu o título de campeão europeu a Portugal, no Euro 2016, Eder regressa ao Alta Definição para conversar com Daniel Oliveira sobre o momento que o imortalizou no futebol nacional. O avançado, que entrou como suplente na final disputada em Paris frente à França, recordou com emoção palpável os instantes que antecederam o remate decisivo, revelando a complexidade técnica e emocional de um lance que durou apenas uma fração de segundos. "Desde o momento em que o Moutinho passa a bola e eu tomei a decisão de aguentar e virar-me em direção à baliza, é tudo muito rápido", confessou, acrescentando que a memória que guarda do momento é quase transcendental: "É como se a minha alma tivesse sido o corpo, como se eu estivesse a ver um filme com um final feliz." Além do futebol, Eder revela-se um homem profundamente moldado por uma infância difícil, passada em instituições de acolhimento, e pelas oito cirurgias que pontuaram uma carreira marcada pela adversidade. O Alta Definição foi emitido na SIC a 04 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Falo sobre a recente decisão do STF no ARE. 1.541.125 (Tema 1451/ RG), em que o STF anulou o julgamento do caso envolvendo Mariana Ferrer (vítima) e André de Camargo Aranha (réu) e isso em razão do que aconteceu numa Audiência de Instrução: violações à dignidade humana e outros direitos fundamentais da vítima. Discuto os fundamentos da decisão do STF e faço algumas críticas.
O jogador de 29 anos falou abertamente sobre os alicerces da sua formação pessoal, destacando o papel determinante dos seus pais na construção do seu caráter: “Aprendi a ser grato. Aprendi a ser educado. Isso é o que eu mais lhes agradeço. A educação que me deram”, afirmou, sublinhando que a maturidade precoce adquirida na adolescência — quando o pai emigrou para Espanha e ele assumiu responsabilidades em casa aos 11 anos — foi decisiva para o homem e o desportista que viria a tornar-se. A família é o eixo central da sua identidade, com o futebolista a revelar que a presença da mulher, Débora, e dos três filhos é o que o ancora emocionalmente, independentemente do país onde resida. Rúben Neves abordou também a morte do seu grande amigo Diogo Jota: “Eu falo com ele ainda. Nós temos um grupo no WhatsApp com a Rute e com o Diogo. Continua lá e continuamos a falar por lá”, revelou. Rúben Neves descreveu ainda a decisão de jogar o jogo seguinte à notícia da morte do amigo como um ato de homenagem, afirmando que entrou em campo “com a força do Diogo”, e garantiu que tudo o que conquistar na sua carreira a partir desse momento será “conquistado em dobro”. O Alta Definição foi exibido na SIC a 27 de julho. A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da ImpresaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Falo sobre a Extradição n. 1.882, na qual o STF discutiu pedido do Irã para que fosse deportada uma mulher por um crime sem violência. No caso, a mulher é mãe de um filho menor brasileiro. A discussão girou em torno da Súmula n. 421 do STF - que permitiria a extradição - e, de outro lado, o art. 227 da Constituição e a Convenção da ONU sobre direitos das crianças.
Resumen: La influencia de la música del sevillano Manuel Vallejo en el cante de hoy, con las voces de Manuel Gago, Rosalía, Rafael Jiménez Falo, Alfredo Tejada, Isabelita de Jerez, Naranjito de Triana y Antonio Campos.Escuchar audio
1. Falošný mierotvorca 2. Gašpar nikam neodíde 3. Tosma3 dotrolloval
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